Clnica Cirrgica de Ces e Gatos

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    08-Jan-2017

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  • CADERNO DE QUESTES

    DATA: 20/03/2016

    HORRIO: das 08 s 12 horas

    LEIA AS INSTRUES E AGUARDE AUTORIZAO PARA ABRIR O CADERNO DE QUESTES

    Verifique se este CADERNO contm um total de 50 (cinquenta) questes do tipo mltipla escolha, com 5 (cinco) opes de resposta cada, das quais, apenas uma correta. Se o caderno no estiver completo, solicite ao fiscal de sala um outro caderno. No sero aceitas reclamaes posteriores.

    As questes esto assim distribudas:

    LNGUA PORTUGUESA: 01 a 10 LEGISLAO DO REGIME JURDICO NICO: 11 a 20

    CONHECIMENTOS ESPECFICOS: 21 a 50

    O candidato no poder entregar o caderno de questes antes de decorridos 60 (sessenta) minutos do incio da prova, ressalvados os casos de emergncia mdica.

    As respostas devem ser marcadas, obrigatoriamente, no carto-resposta, utilizando caneta esferogrfica, tinta preta ou azul escrita grossa.

    Ao concluir a prova, o candidato ter que devolver o carto-resposta devidamente ASSINADO e o caderno de questes. A no devoluo de qualquer um deles implicar na eliminao do candidato.

    CARGO

    CLNICA CIRRGICA DE CES E GATOS

    Realizao:

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAU CONCURSO PIBLICO PARA SERVIDORES TCNICO-ADMINISTRATIVOS EM EDUCAO

    EDITAL 01/2016

  • Concurso Pblico UFPI Edital 01/2016 Cargo: Clnica Cirrgica de Ces e Gatos

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    Leia o Texto I, a seguir, para responder s questes de 01 a 07.

    LNGUA E GRAMTICA

    01 02 0304 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

    Minhas opinies em matria de gramtica tm-me valido a reputao de inovador, quando no a pecha de escritor incorreto e descuidado.

    Entretanto, poucos daro mais, se no tanta importncia forma do que eu: pois entendo que o estilo tambm uma arte plstica, por ventura muito superior a qualquer das outras destinadas revelao do belo. Como se explica, portanto, essa contradio.

    Pretendo tratar largamente desse assunto em uma pequena obra que tenho entre as mos, e na qual me propus a fazer um estudo sobre a ndole da lngua portuguesa, seu desenvolvimento e futuro, considerando especialmente a to cansada questo do estilo clssico.

    Sou obrigado, porm a antecipar algumas reflexes como resposta ao artigo que em seus Novos Ensaios Crticos escreveu sobre Iracema um distinto literato portugus, o Sr. Pinheiro Chagas.

    Vale a pena ser advertido por crtico to ilustrado, quando a censura, como a sombra que destaca no quadro o vivo e fino colorido, no passa de um relevo imerecido a elogios dispensados com excessiva generosidade. A questo vai, portanto, estreme de qualquer assomo da vaidade, que estaria por demais satisfeita com as finezas recebidas. Eis as palavras do artigo a que me refiro:

    No, esse no o defeito que me parece dever notar-se na Iracema; o defeito que eu vejo em todos os livros brasileiros e contra o qual no cessarei de bradar intrepidamente a falta de correo na linguagem portuguesa, ou antes a mania de tornar o brasileiro uma lngua diferente do velho portugus por meio de neologismos arrojados e injustificveis e de insubordinaes gramaticais, que (tenham cautela) chegaro a ser risveis se quiserem tomar as propores de uma insurreio em regra contra a tirania de Lobato.

    Continua o escritor no desenvolvimento destas ideias pela maneira por que melhor se pode ver em sua obra, escusando de reproduzir todo o texto para no alongar-me.

    Na opinio do Sr. Pinheiro Chagas, a gramtica um padro inaltervel, a que o escritor se h de submeter rigorosamente. S o povo tem a fora de transformar uma lngua, modificar sua ndole, criar novas formas de dizer. Apoiado na opinio de Max Muller, o ilustrado crtico sustenta que a Filologia uma cincia natural ou fsica, regida por leis invariveis como a rotao dos astros.

    Singular doutrina que ningum se animou a produzir, nem mesmo a respeito das artes liberais, manifestaes menos inteligentes do pensamento. A msica, a pintura e a escultura, que falam exclusivamente aos sentidos por sua natureza material, sofrem, no obstante, a impulso do esprito. Beethoven ou Rossini, Fdias ou Rafael, Praxteles ou Miguel ngelo, qualquer dessas individualidades, sem falar de tantas outras, teve o poder de criar uma escola, de abrir novos horizontes sua arte, de revelar formas antes desconhecidas.

    A linguagem, porm, a nica das artes que fala ao esprito, um marco imutvel, sobre o qual nenhuma ao tm os escritores, esses obreiros da palavra, que a nova teoria reduz condio dos mecnicos, mais ou menos destros no manejo de um material bruto!

    Suponho eu que h grande equivocao na interpretao dada teoria de Max Muller. O corpo de uma lngua, a sua substncia material, que se compe de sons e vozes peculiares, esta s a pode modificar a soberania do povo, que nestes assuntos legisla diretamente pelo uso. Entretanto, mesmo nesta parte fsica infalvel a influncia dos bons escritores: eles talham e pulem o grosseiro dialeto do vulgo, como o escultor cinzela o rude troo de mrmore e dele extrai o fino lavor.

    Mas alm dessa parte fontica da lngua, que forma seu corpo, h a parte lgica, o seu esprito, ou, para usar da terminologia da cincia, a gramtica. Essa no , como se pretende, mera rotina ou usana confiada ignorncia do vulgo, que somente a pode alterar. Aqui est o ponto falso da teoria invocada.

    A gramtica, ou a filosofia da palavra, incontestavelmente uma cincia. Como todas as cincias, ela deve ter em cada raa e em cada povo um perodo rudimentrio. Ainda mesmo depois de largo desenvolvimento, existir algum ramo de conhecimentos humanos que no esteja imbudo de falsas noes, e at mesmo de erros crassos?

    O mesmo sucede com a gramtica: sada da infncia do povo, rude e incoerente, so os escritores que a vo corrigindo e limando. Cotejem-se as regras atuais das lnguas modernas com as regras que predominavam no perodo da formao dessas lnguas, e se conhecer a transformao por que passaram todas sob a ao dos poetas e escritores.

    (Jos de Alencar. Iracema. Livraria Jos Olympio Editora, Rio de Janeiro, 1965)

    LNGUA PORTUGUESA

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    01. Considerando o texto I, marque V, para verdadeiro, e F, para falso, assinalando, em seguida, a opo com a

    sequncia CORRETA.

    ( ) Jos de Alencar, devido s inovaes promovidas em sua obra, foi criticado pelo senhor portugus Pinheiro Chagas quanto ao uso da lngua portuguesa.

    ( ) Para Jos de Alencar, a linguagem algo imutvel pelos escritores, o que justifica a manuteno da gramtica enquanto padro de linguagem.

    ( ) Max Muller, quando afirma que a Filologia regida por leis invariveis como a rotao dos astros, orienta a posio defendida pelo Senhor Pinheiro Chagas.

    ( ) Enquanto cincia relacionada linguagem, a gramtica precisa se submeter ao uso da lngua pelo povo, por esse motivo Max Muller critica o emprego de neologismos na literatura.

    ( ) Jos de Alencar defende que as regras anteriores e as atuais regras da gramtica devem ser mescladas, e isso ocorre por meio da ao dos poetas e escritores.

    (A) V, F, V, F, F. (B) F, F, V, F, F. (C) V, V, F, F, V. (D) V, F, F, V, V. (E) V, F, F, F, F.

    02. Em relao ao sentido construdo ao longo do texto I, julgue as afirmaes, a seguir, e assinale a opo

    CORRETA.

    I. De acordo com o texto I, quando o autor se preocupa com o estilo de um texto literrio, ele est cuidando tambm da forma desse texto, que, como a gramtica, tambm se relaciona com a plasticidade da obra e tem a ver com a revelao do belo;

    II. O autor aceita a crtica a sua obra feita por Pinheiro Chagas e compreende que a linguagem imutvel, uma vez que a nica das artes que fala ao esprito;

    III. O autor defende que a gramtica a parte lgica da lngua e se constitui como a cincia desta, sendo passvel de transformaes, que surgem a partir da fala do povo, e so aprimoradas pelos escritores.

    (A) Apenas I verdadeira. (B) Apenas II verdadeira. (C) Apenas III verdadeira. (D) Apenas I e II so verdadeiras. (E) Apenas I e III so verdadeiras.

    03. Ainda em relao ao sentido apresentado no texto I, julgue as afirmaes a seguir e assinale a opo

    CORRETA.

    I. O assunto que o autor pretende tratar numa prxima obra sua diz respeito a sua preocupao com a forma do texto, que engloba tanto o estilo da obra literria quanto o cuidado com as regras gramaticais, uma vez que ambas se relacionam com a revelao do belo;

    II. O equvoco a que se refere o autor em relao interpretao dada teoria de Max Muller diz respeito ao pensamento deste autor de que a Filologia foi considerada como cincia natural ou fsica, regida por leis invariveis, indo de encontro questo de que o corpo da lngua, que sua substncia material, infalvel influncia dos bons escritores;

    III. O autor entende que a parte fontica da lngua forma o seu corpo, que, em termos cientficos, corresponde gramtica. Enquanto cincia da lngua, a gramtica no imutvel e adquire novas regras a partir do vulgo, que somente a pode alterar.

    (A) Apenas a afirmao I verdadeira. (B) Apenas a afirmao II verdadeira. (C) Apenas a afirmao III verdadeira. (D) Todas as afirmaes so verdadeiras. (E) Todas as afirmaes so falsas.

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    04. Em relao ao sentido de palavras ou expresses do texto I, julgue as afirmaes a seguir e assinale a opo CORRETA.

    I. A palavra entretanto (linha 03) poderia ser substituda, sem perda de sentido, pela expresso no entanto,

    uma vez que o sentido introduzido pelo segundo pargrafo, de que poucos autores do tanta importncia forma quanto o autor, se contrape ao que dito no primeiro, de que as opinies do autor sobre gramtica do-lhe a fama de inovador e at de escritor incorreto e descuidado;

    II. A expresso no obstante (linha 28) uma locuo prepositiva que liga, por oposio, as ideias: msica, pintura e escultura falam exclusivamente aos sentidos por sua natureza material e msica, pintura e escultura sofrem a impulso do esprito;

    III. O trecho A linguagem, porm, a nica das artes que fala ao esprito (linha 32) introduz a posio contrria do autor em relao ao pensamento apresentado no pargrafo anterior de que Bethoven ou Rossini, Fdias ou Rafael, Praxteles ou Miguel ngelo e vrios outros criaram escolas e abriram novos horizontes sua arte, revelando formas desconhecidas.

    (A) Apenas as afirmaes I e II so verdadeiras. (B) Apenas as afirmaes II e III so verdadeiras. (C) Apenas a afirmao I verdadeira. (D) Apenas a afirmao II verdadeira. (E) Apenas a afirmao III verdadeira.

    05. No trecho Entretanto, mesmo nesta parte fsica infalvel a influncia dos bons escritores: eles talham e pulem

    o grosseiro dialeto do vulgo, como o escultor cinzela o rude troo de mrmore e dele extrai o fino lavor, podemos substituir as formas verbais destacadas, sem prejudicar a configurao semntica, respectivamente, por:

    (A) moldam; envernizam; cuida. (B) repartem; limpam; elabora. (C) esculpem; civilizam; faz. (D) gravam; educam; corta. (E) cortam; refinam; esculpe.

    06. Quanto ao emprego do lxico, no texto I, pode-se afirmar que os vocbulos: escusando, destros,

    terminologia e limando possuem, respectivamente, o sentido de:

    (A) dispensando, geis, das substncias, desgastando. (B) permitindo, rpidos, dos contedos, serrando. (C) licenciando, canhotos, dos temas, aprimorando. (D) autorizando, habilidosos, do lxico, cortando. (E) recusando, habilidosos, dos termos, polindo.

    07. Com base no trecho Minhas opinies em matria de gramtica tm-me valido a reputao de inovador, analise

    as afirmaes e assinale a opo CORRETA.

    I. Minhas opinies em matria de gramtica o sujeito da orao e pode ser categorizado como sujeito composto, pois possui dois ou mais ncleos;

    II. O pronome tono me de tm-me exerce a funo sinttica de complemento nominal de valido, enquanto a reputao de inovador exerce a funo sinttica de objeto direto;

    III. Tanto o pronome Minhas quanto o pronome me exercem a funo de adjuntos adnominais na orao.

    (A) As afirmaes I, II e III esto corretas. (B) As afirmaes I, II e III esto incorretas. (C) Apenas as afirmaes I e II esto corretas. (D) Apenas as afirmaes I e III esto corretas. (E) Apenas as afirmaes II e III esto corretas.

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    Texto II

    Disponvel em: https://www.facebook.com/JornalCiencia/photos/a.399606480095457.89891.226260414096732/993377820718317/?type=3&theater (Acesso em

    09/03/2016).

    08. Com base no texto II, pode-se afirmar EXCETO que:

    (A) H a reproduo de um dilogo, no ambiente penitencirio, em que um dos personagens representa o infrator comum e o outro representa um bandido de colarinho branco.

    (B) H a representao de um dilogo no ambiente penitencirio, em que um dos personagens representa os infratores comuns e o outro representa um gestor pblico corrupto.

    (C) H a representao de uma conversa em ambiente penitencirio, em que um representante corrupto do poder legislativo assume a responsabilidade pela desgraa ocorrida na vida do bandido comum.

    (D) H a representao de um dilogo que ocorre em ambiente penitencirio, em virtude de se poder identificar caractersticas fsicas desse ambiente, como na vestimenta usada pelos presidirios.

    (E) possvel inferir que um dos personagens do dilogo retratado em ambiente penitencirio participa da classe poltica, pela interpretao do texto verbal atribudo a ele.

    09. Com base no texto II, analise as assertivas abaixo e assinale a opo CORRETA.

    I. O gnero textual charge possui caractersticas particulares que nos permitem identific-lo. Exercendo a funo social de transmitir uma viso crtica sobre determinado assunto, o chargista pode utilizar-se de ironia, humor, imagens e outros recursos para agir por meio desse gnero;

    II. As linguagens verbal e visual se complementam para a elaborao do texto. Tal complementao auxilia na compreenso do leitor, pois caracteriza, de maneira mais reconhecvel, o cenrio onde ocorre o dilogo, os personagens que participam da cena e a informao verbal trocada na interao;

    III. A charge pode ser construda somente por imagem. Nesse caso, a produo perde o carter de texto, pois no apresenta linguagem verbal em sua elaborao e permite ao leitor fazer qualquer tipo de inferncia de sentido, quando realizada a atividade de interpretao de texto.

    (A) As afirmaes I, II e III esto corretas. (B) Apenas as afirmaes I e II esto corretas. (C) Apenas as afirmaes I e III esto corretas. (D) Apenas as afirmaes II e III esto corretas. (E) Apenas a afirmao I est correta.

    10. Assinale a opo em que h erro, segundo a ortografia vigente da lngua portuguesa.

    (A) dona de casa; antiabortivo; heri. (B) semiaberto; lua de mel; louva-a-deus. (C) queda-dgua; semirido; cana de acar. (D) autoajuda; heroico; linguia. (E) mo de obra; ideia; p-de-meia.

    https://www.facebook.com/JornalCiencia/photos/a.399606480095457.89891.226260414096732/993377820718317/?type=3&theater

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    11. Para provimento efetivo de cargo no servio pblico, necessria a aprovao em concurso pblico de provas

    ou de provas e ttulos, com clara obedincia ordem de classificao e respeitado o devido prazo de validade do concurso. Com relao ao provimento, de acordo com a lei n 8.112/90, pode-se afirmar que

    (A) As atribuies do cargo no podem justificar a exigncia de outros atributos exigidos em lei. (B) s pessoas portadoras de deficincia, assegurado o direito de se inscrever em concurso pblico para

    provimento de cargo cujas atribuies sejam compatveis com a deficincia de que so portadoras; para tais pessoas, sero reservadas at 40% (quarenta por cento) das vagas oferecidas no concurso.

    (C) As universidades e instituies de pesquisa cientfica e tecnolgica federais no podero prover seus cargos com professores, tcnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei.

    (D) O provimento dos cargos pblicos far-se- mediante ato da autoridade competente de cada Poder. (E) O gozo dos direitos polticos no requisito bsico para investidura em cargo pblico.

    12. O exerccio o efetivo desempenho das atribuies do cargo pblico ou da funo de confiana. Diante desta

    definio contida na lei n 8.112/90, pode-se dizer que:

    (A) A lei 8.112/90 prev que de 60 (sessenta ) dias, contados da data da posse, o prazo para o servidor empossado em cargo pblico entrar em exerccio.

    (B) O servidor ser exonerado do cargo ou ser tornado sem efeito o ato de sua designao para funo de confiana, se no entrar em exerccio nos prazos previstos na lei 8.112/90.

    (C) O servidor que deva ter exerccio em outro municpio em razo de ter sido removido, redistribudo, requisitado, cedido ou posto em exerccio provisrio ter, no mnimo, trinta e, no mximo, noventa dias de prazo, contados da publicao do ato, para a retomada do efetivo desempenho das atribuies do cargo, includo nesse prazo o tempo necessrio para o deslocamento para a nova sede.

    (D) O incio, a suspenso, a interrupo e o reincio do exerccio no sero necessariamente registrados no assentamento individual do servidor.

    (E) Mesmo se o servidor estiver de licena ou afastado por qualquer outro motivo legal, o incio do exerccio de funo de confiana coincidir com a data de publicao do ato de designao.

    13. De acordo com a lei n 8.112/90, o vencimento a retribuio pecuniria pelo exerccio de cargo pblico, com

    valor fixado em lei e a remunerao o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens pecunirias permanentes estabelecidas em lei. Em relao ao vencimento e remunerao, INCORRETO afirmar que:

    (A) o servidor poder perceber, mensalmente, a ttulo de remunerao, importncia superior soma dos

    valores percebidos como remunerao, em espcie, a qualquer ttulo, no mbito dos respectivos Poderes, pelos Ministros de Estado, por membros do Congresso Nacional e Ministros do Supremo Tribunal Federal.

    (B) o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens de carter permanente, irredutvel. (C) assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de atribuies iguais ou assemelhadas do mesmo

    Poder, ou entre servidores dos trs Poderes, ressalvadas as vantagens de carter individual e as relativas natureza ou ao local de trabalho.

    (D) nenhum servidor receber remunerao inferior ao salrio mnimo. (E) as faltas justificadas decorrentes de caso fortuito ou de fora maior podero ser compensadas a critrio da

    chefia imediata, sendo assim consideradas como efetivo exerccio. 14. Est disposto na lei n 8.112/90 que o servidor far jus a trinta dias de frias, que podem ser acumuladas, at o

    mximo de dois perodos, no caso de necessidade do servio, ressalvadas as hipteses em que haja legislao especfica e que o pagamento da remunerao das frias ser efetuado at 2 (dois) dias antes do incio do respectivo perodo. Diante destes dispositivos legais, INCORRETO afirmar que

    (A) para o primeiro perodo aquisitivo de frias, sero exigidos 12 (doze) meses de exerccio. (B) vedado levar conta de frias qualquer falta ao servio. (C) as frias podero ser parceladas em at trs etapas, desde que assim requeridas pelo servidor,

    independente do interesse da administrao pblica. (D) as frias somente podero ser interrompidas por motivo de calamidade pblica, comoo interna,

    convocao para jri, servio militar ou eleitoral, ou por necessidade do servio declarada pela autoridade mxima do rgo ou entidade.

    LEGISLAO DO REGIME JURDICO NICO

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    (E) o servidor exonerado do cargo efetivo, ou em comisso, perceber indenizao relativa ao perodo das frias a que tiver direito e ao incompleto, na proporo de um doze avos por ms de efetivo exerccio, ou frao superior a quatorze dias.

    15. No permitido ao servidor o acmulo de funes pblicas sob o fundamento de que este impedimento visa,

    entre outras coisas, impedir que o servidor no execute suas funes com a necessria eficincia. Apenas em situaes excepcionalmente previstas, em que haja compatibilidade de horrio e em que se julga no configurar prejuzo para o servio pblico, est permitida a acumulao. O art. 118 da Lei n 8.112 diz que, ressalvados os casos previstos na Constituio, vedada a acumulao remunerada de cargos pblicos. Diante disto, INCORRETO afirmar:

    (A) Anacleto Luminrio da Silva, com cargo de engenheiro no servio pblico federal, pode exercer tambm o

    cargo de assistente tcnico na rede pblica estadual. (B) Polidnio Calegrio de Souza, mdico da rede pblica federal, pode tambm exercer o cargo de mdico em

    hospital da rede pblica estadual. (C) Matilde Neves Porcinculo, enfermeira da rede pblica estadual, pode tambm exercer outro cargo de

    enfermeira na rede pblica federal. (D) Mirosmar Albuquerque Peixotto Lima, mdico da rede pblica federal, pode tambm exercer o cargo de

    professor em escola da rede pblica municipal. (E) Querubina Matilde da Rocha, professora de Universidade Federal do Piau pode exercer tambm o cargo de

    professora em escola da rede pblica estadual.

    16. Os servidores federais esto submetidos a obrigaes, a responsabilidades e a regras disciplinares. Neste contexto, a violao ao que est preceituado na Lei n 8.112/90 poder levar aplicao das penalidades disciplinares de advertncia, suspenso, demisso, cassao de aposentadoria ou disponibilidade, destituio de cargo de comisso e destituio de funo comissionada. Hermeto Cartaxo Albuquerque, servidor pblico federal, ocupante de cargo efetivo, foi submetido a processo administrativo disciplinar que concluiu pela sua inassiduidade habitual. Assim, correto afirmar que ser aplicada a Hermeto Cartaxo a penalidade:

    (A) de advertncia (B) de suspenso por 30 dias (C) de suspenso por 60 dias (D) de demisso (E) de exonerao

    17. Em se tratando do regime disciplinar do servidor pblico federal, no que se refere prescrio da ao

    disciplinar, INCORRETO dizer:

    (A) A ao disciplinar prescrever em 5 (cinco) anos, quanto s infraes punveis com demisso, cassao de aposentadoria ou disponibilidade e destituio de cargo em comisso.

    (B) A ao disciplinar prescrever em 2 (dois) anos, quanto suspenso. (C) A ao disciplinar prescrever em 1 (um) ano, quanto advertncia. (D) O prazo de prescrio comea a correr da data em que o fato se tornou conhecido. (E) A abertura de sindicncia ou a instaurao de processo disciplinar interrompe a prescrio, at a deciso

    final proferida por autoridade competente. 18. A lei federal n 8.112/90 apresenta algumas concesses para o servidor pblico federal. Em relao a estas

    concesses estabelecidas na lei, INCORRETO afirmar

    (A) O servidor poder ausentar-se do servio, sem qualquer prejuzo, por 08 (oito) dias consecutivos em razo de casamento.

    (B) Ser concedido horrio especial ao servidor estudante, quando comprovada a incompatibilidade entre o horrio escolar e o da repartio, sem prejuzo do exerccio do cargo, sendo exigida a compensao de horrio no rgo ou entidade que tiver exerccio, respeitada a durao semanal do trabalho.

    (C) Ser concedido horrio especial ao servidor portador de deficincia, quando comprovada a necessidade por junta mdica oficial, exigindo-se a devida compensao de horrio.

    (D) Sem qualquer prejuzo, poder o servidor ausentar-se do servio por um (01) dia para fazer doao de sangue.

    (E) Ao servidor estudante que mudar de sede no interesse da administrao assegurada, na localidade da nova residncia ou na mais prxima, matrcula em instituio de ensino congnere, em qualquer poca, independentemente de vaga.

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    19. Nomeado para cargo de carreira ou para cargo isolado de provimento efetivo, aps aprovao em concurso pblico, o servidor dever tomar posse e entrar em exerccio. A lei n 8.112/90 define claramente os aspectos relacionados nomeao, posse e exerccio do cargo pblico. Em relao a isto, pode-se afirmar que

    (A) A posse dar-se- pela assinatura do respectivo termo, no qual devero constar as atribuies, os deveres,

    as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado, que podero ser alterados unilateralmente, por qualquer das partes.

    (B) Na ausncia do servidor, a posse poder dar-se mediante procurao especfica. (C) A promoo interrompe o tempo de exerccio, que contado no novo posicionamento na carreira a partir da

    data de publicao do ato que promover o servidor. (D) O concurso pblico para nomeao em cargo de carreira ou para cargo isolado de provimento efetivo ter

    validade de at 2 (dois ) anos, podendo ser prorrogado indeterminadamente, desde que haja interesse da administrao pblica.

    (E) O servidor dever tomar posse no prazo de 60 (sessenta) dias contados da publicao do ato de provimento.

    20. A Unio manter Plano de Seguridade Social para o servidor e sua famlia. O Plano de Seguridade Social visa a

    dar cobertura aos riscos a que esto sujeitos o servidor e sua famlia e compreende um conjunto de benefcios e aes que atendam s finalidades de garantir meios de subsistncia nos eventos de doena, invalidez, velhice, acidente em servio, inatividade, falecimento e recluso; proteo maternidade, adoo e paternidade; e a assistncia sade. O Plano de Seguridade Social do Servidor custeado com o produto da arrecadao de contribuies sociais obrigatrias dos servidores dos trs Poderes da Unio, das autarquias e das fundaes pblicas. Com relao seguridade do servidor federal, INCORRETO afirmar:

    (A) O servidor ocupante de cargo em comisso, mesmo que no seja, simultaneamente, ocupante de cargo ou

    emprego efetivo na administrao pblica direta, autrquica e fundacional, ter direito a todos os benefcios do Plano de Seguridade Social, inclusive a assistncia sade.

    (B) Ser assegurada ao servidor licenciado ou afastado sem remunerao a manuteno da vinculao ao regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Pblico, mediante o recolhimento mensal da contribuio prpria, no mesmo percentual devido pelos servidores em atividade, acrescida do valor equivalente contribuio da Unio, suas autarquias ou fundaes, incidente sobre a remunerao total do cargo a que faz jus no exerccio de suas atribuies, computando-se, para esse efeito, inclusive, as vantagens pessoais.

    (C) Os benefcios do Plano de Seguridade sero concedidos nos termos e condies definidos em regulamento, sempre observadas as disposies da lei n 8.112/90.

    (D) As aposentadorias e penses sero concedidas e mantidas pelos rgos ou entidades aos quais se encontram vinculados os servidores.

    (E) O recebimento indevido de benefcios havidos por fraude, dolo ou m-f, implicar devoluo ao errio do total auferido, sem prejuzo da ao penal cabvel.

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    21. Um co, macho, Rottweiler, 8 anos de idade, foi atendido no Hospital Veterinrio tendo como queixa clnica

    andar cambaleante e fraqueza nos quatro membros h aproximadamente 2 meses, alm de intolerante ao exerccio. O proprietrio refere que esses sinais clnicos esto piorando progressivamente. Ao exame fsico foram observados: estado nutricional normal, frequncia cardaca, respiratria e temperatura corporal dentro dos limites normais para a espcie. Ao exame neurolgico, observou-se: ataxia proprioceptiva dos quatro membros, caracterizada por passos lentos e com maior amplitude nos membros plvicos e passos rpidos e com menor amplitude nos membros torcicos. Os reflexos segmentares encontravam-se todos normais a aumentados, exceto o reflexo flexor no membro torcico que se encontrava diminudo, apesar do tnus muscular aumentado. Propriocepo consciente diminuda/ ausente nos quatro membros. O paciente no demonstrou dor palpao epaxial, exceto um moderado incmodo na coluna lombossacra. Diante das informaes obtidas no exame neurolgico, avalie as assertivas abaixo.

    I. O principal diagnstico diferencial para esse paciente sndrome da cauda equina, sendo esta a

    responsvel pelos sinais neurolgicos apresentados; II. O paciente apresenta leso na coluna cervical cranial, o que justifica a diminuio do reflexo flexor nos

    membros torcicos; III. Sndrome de Wobbler e Embolia fibrocartilaginosa devem entrar na lista de diagnsticos diferenciais, e uma

    sequncia de exame de imagem devem ser realizadas da coluna cervicotorcica (podendo ser adicionada a coluna cervical), iniciando por radiografias no contrastadas e posteriormente mielografia, mielotomografia e/ou ressonncia magntica;

    IV. Sndrome de Wobbler e Neoplasias vertebromedulares so importantes diagnsticos diferenciais, e uma sequncia de exame de imagem deve ser realizada da coluna cervicotorcica (podendo ser adicionada a coluna cervical), iniciando por radiografias no contrastadas e posteriormente mielografia, mielotomografia e/ou ressonncia magntica.

    Marque a opo CORRETA.

    (A) Todas as assertivas esto corretas. (B) Apenas a assertiva IV est correta. (C) Apenas as assertivas I e II esto corretas. (D) Apenas a assertiva III est correta. (E) Todas as assertivas esto incorretas.

    22. As hrnias perineais caracterizam-se pela ruptura de um ou mais msculos, com a consequente herniao do

    reto, muitas vezes acompanhada pela protruso de outras estruturas anatmicas, como: gordura retroperitoneal, alas intestinais, bexiga ou a prstata. As hrnias perineais acometem mais ces idosos no castrados e raramente acomete gatos. O tratamento cirrgico em casos de hrnia perineal a reduo da mesma com a reposio do contedo para o seu local de origem, seguida da sutura das estruturas que compem o diafragma plvico. Sendo assim, indique a opo abaixo que NO influncia no surgimento dessas hrnias:

    (A) gnero. (B) relaxina. (C) doenas prostticas. (D) atrofia neurognica dos msculos elevador do nus e coccgeo. (E) leo paraltico.

    23. Co, beagle, 5 anos de idade, com 15 kg de peso, deu entrada no HV por conta de atropelamento. Na avaliao

    clnica, foi observado que havia fratura fechada, instvel, obliqua, compreendendo mais de 3 vezes o dimetro do osso, no tero mdio do rdio e ulna e que foi confirmado com raio X. A indicao foi a realizao do procedimento cirrgico para a reparao da fratura. Desse modo, marque o mtodo mais indicado para reduo dessa fratura.

    (A) utilizao de fios de ao para realizao de cerclagem. (B) colocao de uma placa de compresso. (C) aplicao de um fixador externo do tipo IA. (D) colocao de parafusos de compresso com uma placa LC DCP neutralizando. (E) colocao de 2 fios de ao para realizao de hemicerclagem.

    CONHECIMENTOS ESPECFICOS

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    24. As hrnias diafragmticas em ces e gatos ocorrem frequentemente por trauma direto provocado por acidentes

    automobilsticos, coices, quedas e brigas. uma situao que pode passar despercebida se no houver comprometimento da expanso pulmonar ou nos casos em que no ocorra tamponamento cardaco. H relatos em que os animais podem passar de horas at 6 anos entre o trauma e o diagnstico. H sempre passagem de vsceras da cavidade abdominal para o trax e o rgo em que so encontradas as vsceras em 88% dos pacientes :

    (A) fgado. (B) estmago. (C) alas intestinais. (D) bao. (E) pncreas.

    25. Um co, Dobermann, Macho, 12 anos, foi atendido no Hospital Veterinrio, com dispneia, letargia, tosse e

    hemoptise. Tambm apresentava mucosas plidas e dor abdominal. Sons cardiopulmonares estavam diminudos. Na avaliao radiogrfica, foi observado aumento da radiopacidade com presena de enfisema. Tambm foi notado deslocamento dorsal da traqueia e brnquio. O paciente foi encaminhado para cirurgia, sendo feita toracotomia intercostal no lado afetado. Aps acesso cavidade torcica, estabeleceu-se o diagnstico de toro pulmonar. O lobo pulmomar comprometido encontrava-se congesto, frivel e necrtico. Dessa forma, o tratamento recomendado nesses casos :

    (A) remoo de todos os lobos pulmonares. (B) remoo da metade da rea lobular afetada. (C) remoo do lobo pulmonar afetado. (D) remoo dos lobos pulmonares da regio intercostal afetada. (E) no remover o lobo pulmonar afetado.

    26. A incidncia de tumores mamrios em felinos menor que em ces e humanos, porm acontece em torno de

    17% nessa espcie. Mais de 80% desses tumores so malignos e so classificados como adenocarcinomas com grande capacidade de invaso. Sendo assim, o tratamento cirrgico indicado nessas situaes

    (A) lumpectomia. (B) mastectomia simples com retirada de mama afetada. (C) mastectomia com retirada de toda a cadeia. (D) mastectomia regional. (E) ovariosalpingohisterectomia.

    27. As fraturas de fmur em ces ainda so muito reparadas com a utilizao de pinos intramedulares. Quando se

    usa mais de um pino no canal medular para promover a unio dos fragmentos sseos, pretende-se contrapor que fora especificamente:

    (A) cizalhamento. (B) rotao. (C) flexo. (D) compresso. (E) tenso.

    28. O exame neurolgico elemento fundamental durante a avaliao de pacientes com leso vertebromedular, e a

    neurolocalizao da leso o ponto chave do raciocnio clnico e cirrgico. Diante dos principais achados que compem o exame neurolgico, marque a opo que corresponde ao principal indicador de prognstico para o retorno a locomoo em pacientes com leso medular na coluna toracolombar.

    (A) presena ou ausncia de nocicepo. (B) reflexos aumentados. (C) reflexos diminudos. (D) postura de Shift-sherington. (E) ausncia de propricepo.

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    29. A banda de tenso indicada para reparar as fraturas de, EXCETO:

    (A) olecrano. (B) calcneo. (C) crista de tbia. (D) malolos. (E) snfise mandibular.

    30. A filtrao glomerular decresce em presso sangunea inferior a 60 mmHg no co e 70 mmHg no gato, devido

    hipovolemia e constrio da artria renal. A taxa de filtrao glomerular normal do co pode ser estimada pelo dbito urinrio que em torno de:

    (A) 5 a 6 ml/kg/h. (B) 7 a 9 ml/kg/h. (C) 9 a 10 ml/kg/h. (D) 1 a 2 ml/kg/h. (E) 11 a 12 ml/kg/h.

    31. A displasia coxofemoral uma doena polignica, multifatorial e complexa. Acomete principalmente ces de raa

    de grande porte e gigante, podendo acontecer em ces de porte mdio e raramente em gatos. Os ces apresentam dificuldade de deambular e radiograficamente, observa-se mal formao acetabular, do colo e cabea femoral podendo chegar a luxao parcial ou completa da articulao coxofemoral. Aponte a seguir dentre as opes elencadas, a que NO representa como tratamento cirrgico da displasia coxofemoral

    (A) prtese coxofemoral. (B) osteotomia tripla. (C) osteotomia do trocanter maior. (D) osteotomia intertrocantrica. (E) colocefalectomia.

    32. Deu entrada no Hospital Veterinrio um doberman, de 5 anos de idade, pesando 30 kg, com grande dificuldade

    respiratria e dilatao abdominal. O proprietrio informou que o animal tinha comido rapidamente pela manh e que o abdmen foi aumentando de tamanho progressivamente at causar o desconforto. O clnico, para propiciar desconforto respiratrio, utilizou cateter 16G no lado mais abaulado para favorecer a sada de gs. Aps todas as medidas de emergncia, o animal foi encaminhado para cirurgia e, neste momento, foi diagnosticada, alm da dilatao gstrica, a presena de vlvulo. Para se caracterizar a presena de vlvulo, necessrio que haja rotao do estomago maior que:

    (A) 270. (B) 180. (C) 360. (D) 120. (E) 80.

    33. A intussuscepo normalmente acomete animais mais jovens com menos de 1 ano de idade. Essa alterao

    est associada com enterite secundria a parasitismo, vrus, corpos estranhos lineares, inverso cecal e s vezes por conta de cirurgias abdominais anteriores. Caso haja a necessidade, tem que se fazer resseco e anastomose em decorrncia de desvitalizao tecidual. Para que se evite que esta alterao ocorra novamente, alm de se tratar a causa primria, necessrio realizar:

    (A) enteroplicatura. (B) gastroplicatura. (C) nefroplicatura. (D) esplenoplicatura. (E) hepatoplicatura.

    34. A obstruo esofagiana uma complicao comum da clnica cirrgica de ces e menos comum em gatos. Os

    corpos estranhos normalmente se alojam na entrada do trax, na base do corao e no esfago caudal. Quando se alojam na base do corao e no se possvel retirar via endoscopia, tem que se optar pelo tratamento cirrgico. Desse modo, a abordagem que se deve realizar para retirar o corpo estranho :

    (A) toracotomia pelo 5 espao intercostal esquerdo.

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    (B) esternotomia. (C) laparotomia com abordagem esofagiana trans diafragmtica. (D) toracotomia pelo 5 espao intercostal direito. (E) toracotomia pelo 10 espao intercostal direito.

    35. Foi encaminhado ao Hospital Veterinrio, um beagle de oito anos de idade com 16 kg de peso. O animal

    apresentava muita dor abdominal h mais de 4 semanas e dificuldade de urinar h 1 semana. Aps avaliao clnica, radiogrfica e ultrassonogrfica foi notado que o animal apresentava clculos na bexiga, um deles com mais de 2 cm de dimetro e na uretra peniana. Aps tentativas de desobstruo da uretra peniana por meio de soluo fisiolgica com retropulso, sem sucesso, o paciente foi encaminhado para o procedimento cirrgico. Nesses casos, o que se recomenda fazer:

    (A) nefrectomia. (B) retirada de clculos vesicais. (C) uretrostomia peniana com retirada dos clculos. (D) urestrostomia. (E) urestrostomia peniana e abertura vesical para retirada de clculos.

    36. Nas fraturas abertas do tipo III C dos ossos longos, o fixador externo um dos implantes de escolha para a

    unio dos fragmentos sseos. Neste tipo de fratura, normalmente existe grande leso tecidual e, s vezes, desvitalizao, necessitando retirada do tecido comprometido. Caso a ferida permanea aberta, importante que exista espao suficiente para possibilitar a limpeza da ferida cirrgica. Dentre as caractersticas do fixador externo, NO se representa como verdadeira:

    (A) O fixador externo promove mnima leso tecidual. (B) Os implantes ficam fora do foco da fratura. (C) O aparelho de baixo custo. (D) Usa-se muito material para a aplicao desse aparelho. (E) H difcil aplicao nas fraturas epifisrias.

    37. Alguns clnicos advogam que possvel abrir a bexiga tanto no aspecto dorsal quanto ventral para realizar a

    retirada de clculos. Porm, a circunstncia em que mandatrio abrir no lado ventral :

    (A) para cateterizao da uretra. (B) para a retirada de clculos de oxalato de clcio. (C) para a retirada a clculos de estruvita. (D) para facilitar na sutura. (E) para possibilitar a cicatrizao por segunda inteno.

    38. Foi atendido, no Hospital Veterinrio, um felino, macho, sem raa definida, de seis anos de idade, pesando 3,6

    Kg, com histrico de constipao a 56 dias. A dieta do animal era base de rao mida. palpao abdominal, notou-se presena de massa endurecida em topografia de clon e desconforto do animal no momento do exame. O diagnstico definitivo de fecaloma associado megaclon foi feito atravs de radiografia abdominal. O tratamento cirrgico indicado nesses casos :

    (A) colostomia. (B) jejunoectomia. (C) resseco da vlvula leo cecal. (D) cecotomia. (E) colectomia parcial ou total.

    39. Foi atendido no Hospital um co, 10 kg de peso, SRD, 5 anos de idade com fratura de tbia e fbula. Aps toda a

    anamnese e todos os exames complementares, foi observado que esta fratura era diafisria, oblqua, envolvendo mais de duas vezes o dimetro do osso e que tinha uma pequena abertura para o meio exterior caracterizando uma fratura aberta de grau I, provavelmente ocorrida em funo das extremidades sseas ponteagudas. Sendo assim, o tipo de implante mais recomendado para reparar essa fratura :

    (A) dois pinos intramedulares. (B) um pino intramedular. (C) parafusos com efeito compressivo e placa de neutralizao. (D) abraadeira de nylon de 2 pinos intramedulares. (E) fios de ao e um pino de intramedular.

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    40. Um dos problemas da ovariosalpingohisterectomia (OSH) a hemorragia causada pelas artrias que irrigam o

    tero e ovrio. Quando h hemorragia uterina por deficincia na ligadura, o que se deve fazer de imediato, caso o paciente retorne para ser avaliado :

    (A) deixar at completa hemostasia. (B) fazer compresso abdominal at completa hemostasia. (C) fazer compresso torcica at a completa hemostasia. (D) levar o paciente mesa cirrgica, proceder laparatomia e fazer ligadura do vaso. (E) aplicar anti-hemorrgicos.

    41. Um dos grandes desafios da cirurgia ortopdica so os casos de no unio ssea, que acontece em decorrncia

    da ineficcia da colocao do implante promovendo instabilidade na fratura e, muitas vezes, por infeco. Um dos tratamentos nesses casos a colocao de enxerto autgeno esponjoso. Existem alguns locais de coleta. Indique aquele em que NO possvel realizar:

    (A) crista Ilaca. (B) calota crianana. (C) epfise proximal da tbia. (D) tuberosidade maior do mero. (E) trocanter maior do fmur.

    42. Foi atendido, no Hospital Veterinrio, um animal da espcie canina, pastor alemo, macho, 10 anos de idade,

    pesando 32kg. Na anamnese, o proprietrio relatou anorexia e prostrao. A queixa principal era episdios de vmito e hematemese. A frequncia cardaca, 120 bpm, pulso com 69 bpm, temperatura de 38,7C, tempo de preenchimento capilar de TPC: 2, mucosas orais normocorada e taquipneia. A palpao apresentou abdmen distendido e rgido com presena de massa homognea. Pela sintomatologia e exame clnico, apontou-se para suspeita clnica de neoplasia na cavidade abdominal. Dentre os tumores que comete este rgo, o mais comumente encontrado :

    (A) hemangiossarcoma. (B) condrossarcoma. (C) histiocitoma maligno. (D) osteossarcoma. (E) lipossarcoma.

    43. Considerando as possveis complicaes de cirurgias para tratamento de tumores perianais e retais, a opo

    abaixo que contm um ou mais itens incorretos : (A) tenesmo, prolapso retal, hematoquezia, metstase, incontinncia fecal temporria ou permanente. (B) danos nervosos (e.g. citico, femoral), estenose anal, deiscncia, fecalomas. (C) flatulncia, estrangria, incontinncia urinria, recorrncia, disria. (D) infeco, tenesmo, estenose anal, atonia vesical, disquezia. (E) infeco, deiscncia, disquezia, estenose anal, paralisia da cauda.

    44. Foi atendido, no Hospital Veterinrio, um co da raa poodle com 13 anos, macho, apresentando aumento de

    volume na regio cervical aproximadamente de oito centmetros de dimetro h um ano. Atravs da palpao constatou-se uma massa apresentando contedo lquido. Para anlise do lquido, foi realizada a tcnica de aspirao assptica, obtendo um fluido mucoide amarelado que foi enviado para anlise citolgica. Baseando-se na anamnese, no exame fsico e complementar, suspeitou-se de mucocele. Preconizou-se o tratamento cirrgico que constou de:

    (A) exrese da glandular mandibular. (B) exrese da glndula sublingual. (C) exrese da glndula mandibular, sublingual e o ducto. (D) exrese da glndula sublingual e seu ducto. (E) exrese da glndula zigomtica.

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    45. Um co, macho, SRD, 7 anos de idade, massa corporal de 15 kg, foi atendido no Hospital Veterinrio

    apresentando histrico de otite crnica e recidivante com vrias tentativas de tratamentos medicamentosos, porm sem sucesso teraputico. O animal estava prostrado, com anorexia e progressiva perda de peso segundo o proprietrio. Ao exame fsico, observou-se estenose do canal auditivo esquerdo com secreo purulenta. O canino apresentava resposta dor aguda aps manipulao e palpao na base do pavilho auricular, alm de sinais como inclinao e balanar da cabea. A inspeo do canal auditivo direito no demostrou alteraes. O paciente foi encaminhado para fazer radiografia no sendo constatada nenhuma alterao digna de nota. Diante do quadro, o animal foi encaminhado para cirurgia. O procedimento cirrgico realizado neste caso foi:

    (A) retirada completa da orelha. (B) realizao de pequena abertura para drenar secreo. (C) ablao vertical do canal auditivo. (D) perfurao do pavilho auricular para colocao de dreno. (E) ablao horizontal do canal auditivo.

    46. Foi atendida, no Hospital Veterinrio, um felino, de 5 anos de idade, com 4 kg de peso, apresentando intensa

    dispneia, anorexia, prostrao e efuso pleural. Ao exame clnico, apresentava dispneia com padro respiratrio abdominal e taquipneia. A ausculta pulmonar revelou silncio auscultatrio no hemitrax direito e a ausculta cardaca revelou rudos reduzidos. Estava em bom estado corpreo, com grau de desidratao de 7% e hipotermia (36,4C). Foi realizada toracocentese para coletar a efuso e a amostra foi enviada ao Laboratrio de Patologia Clnica Veterinria. Foi notado que este lquido tinha colorao leitosa e apresentou altos nveis de triglicerdeo e colesterol. Neste caso, o tipo de efuso pleural diagnosticado foi:

    (A) hemotrax. (B) quilotrax. (C) piotrax. (D) hidrotax. (E) ascite.

    47. Foi atendido, no hospital veterinrio, um co da raa beagle, de 9 anos de idade. No exame fsico, foi notado que

    o abdome estava muito aumentado, pnis infantil, ginecomastia e a presena de apenas um testculo. Nos exames complementares, a ureia, creatinina e alanina transaminase estavam normais e a fosfatasse alcalina aumentada, hemograma com leucocitose por neutrofilia, glicemia dentro da normalidade, foi realizado o exame radiogrfico no qual se notou uma proliferao tecidual radiopaca de aproximadamente 8cm de dimetro na cavidade abdominal em regio ventrocaudal ao fgado e bao, deslocando as estruturas adjacentes, sugestiva de neoplasia intrabdominal. Ao exame ultrassonogrfico, foi demonstrada a presena de uma neoformao intra-abdominal de aproximadamente 8cm de dimetro. Para que no haja mais aparecimento de massa tumoral e o animal continue na reproduo, necessrio fazer:

    (A) orquiectomia dos dois testculos, o da bolsa e o intra-abdominal. (B) orquiectomia do testculo da bolsa escrotal. (C) deferentectomia. (D) orquiectomia do testculo da cavidade intra-abdominal. (E) corticosteroide.

    48. Um poodle de 2 anos de idade, com 9 kg de peso, foi atendido no Hospital Veterinrio com claudicao do

    membro posterior esquerdo e, em vrios momentos, apresentava impossibilidade de apoiar o membro. Na avaliao ortopdica, foi observado que o animal apresentava luxao de patela e que a mesma s voltava para o local com ajuda do clnico. A enfermidade foi confirmada com o auxilio do Raio-X que, alm de se verificar a luxao, foi visto desvio do fmur distal e tbia proximal. Nesse caso, o grau da luxao em curso

    (A) I. (B) II. (C) III. (D) IV. (E) V.

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    49. Um co foi submetido cirurgia para retirada de tumor rgido na regio da laringe. Assinale a opo em que

    contm tumores malignos e benignos da regio (As demais alternativas possuem apenas possveis tumores malignos).

    (A) linfoma, osteossarcoma, melanoma, sarcomas, mioblastoma. (B) mastocitoma, melanoma, rabdomiossarcoma, carcinoma indiferenciado, fibrossarcoma. (C) melanoma, linfoma, osteossarcoma, condrossarcoma, adenocarcinoma. (D) rabdomiossarcoma, carcinoma indiferenciado, osteossarcoma, melanoma, sarcoma. (E) melanoma, oncocitoma, adenocarcinoma, fibrossarcoma, carcinoma de clulas escamosas.

    50. Deu entrada, no Hospital Veterinrio, um canino srd, com 2 meses de idade, peso 4kg, macho com histrico de

    emagrecimento precoce e regurgitao. Ao exame clnico, apresentava mucosas orais pouco rosadas, rea cardaca e campo pulmonar sem alterao aparente. O animal foi encaminhado para exame radiogrfico simples o qual no revelou nenhum corpo estranho, logo, administrou sulfato de brio na dose de 3ml/kg e realizou-se o raio X, onde se constatou obstruo do esfago torcico na base do corao e dilatao esofgica cervical. Diante do quadro apresentado, esse paciente cursava com:

    (A) hrnia diafragmtica. (B) persistncia de ducto arterioso. (C) estonose traqueal. (D) estenose esofgica. (E) corpo estranho esofagiano.