Centro de Ecologia Integral

  • Published on
    08-Jan-2017

  • View
    213

  • Download
    0

Transcript

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009

    Ver o mundo com outros olhos, percebendo ainterligao existente entre todas as coisas.

    Este o convite da ecologia integral.

    Tempo de mudana: aaaaa partir da edio 39, partir da edio 39, partir da edio 39, partir da edio 39, partir da edio 39, a a a a a RRRRRevista Ecologia Integralevista Ecologia Integralevista Ecologia Integralevista Ecologia Integralevista Ecologia Integralentra numa nova fase, passando a ser veiculada pela internetentra numa nova fase, passando a ser veiculada pela internetentra numa nova fase, passando a ser veiculada pela internetentra numa nova fase, passando a ser veiculada pela internetentra numa nova fase, passando a ser veiculada pela internet

    por uma cultura de paz e pela ecologia integral

    RevistaEcologia IntegralAno 9 - N. 38 - R$6,00

    Impressa em papel reciclado

    Ver o mundo com outros olhos, percebendo ainterligao existente entre todas as coisas.

    Este o convite da ecologia integral.

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009

    3 REFLEXES3 REFLEXES3 REFLEXES3 REFLEXES3 REFLEXES

    4 4 4 4 4 Revista Ecologia Integral passa a ser veiculada pela internet e expande o seu alcance

    66666 Mural de amigos da Revista Ecologia Integral

    ESPECIAL ECOLOGIA INTEGRALESPECIAL ECOLOGIA INTEGRALESPECIAL ECOLOGIA INTEGRALESPECIAL ECOLOGIA INTEGRALESPECIAL ECOLOGIA INTEGRAL

    88888 Ver o mundo com outros olhos, percebendo a interligao existente entre todas as

    coisas. Este o convite da ecologia integral

    Uma organizao dedicada ecologia integral

    99999 A base da ecologia integral

    Uma nova viso da realidade

    11 11 11 11 11 A importncia do cuidado

    Como a ecologia integral pode se tornar concreta no dia a dia?

    1212121212 A fisioterapeuta e instrutora de prticas chinesas para a sade Irma Reis

    fala sobre o cuidado que devemos ter com o corpo

    1414141414 Alimentao: base para a boa sade - Nutricionista Ivnia Moutinho fala sobre

    cultura, hbitos alimentares e vida saudvel

    1616161616 Dicas para melhorar a nossa alimentao: como germinar sementes e

    preparar o suco de clorofila

    17 17 17 17 17 Observatrio

    18 18 18 18 18 Mltipla escolha

    19 AES E REFLEXES PELA ECOLOGIA INTEGRAL19 AES E REFLEXES PELA ECOLOGIA INTEGRAL19 AES E REFLEXES PELA ECOLOGIA INTEGRAL19 AES E REFLEXES PELA ECOLOGIA INTEGRAL19 AES E REFLEXES PELA ECOLOGIA INTEGRAL

    Aprendizado constante - Uso do tempo - Capacidade de mudar - Fazer o que gosta

    Trabalho e Lazer - Desestressar - Paz nas ruas e no trnsito - Relaes familiares e

    de amizade - Outros relacionamentos - Moradia saudvel - Zelar pelos valores

    universais - A natureza como inspirao - Cidadania ativa - Meio ambiente

    Educao e ecologia integral - Contato com a natureza - Crianas felizes

    Afeto e carinho - Simplicidade voluntria e conforto essencial - tica da diversidade

    Arte e cultura - Reduo do consumo e do desperdcio - Consumo consciente

    Sustentabilidade e paz

    ESPAO DA FLORINDAESPAO DA FLORINDAESPAO DA FLORINDAESPAO DA FLORINDAESPAO DA FLORINDA

    27 27 27 27 27 Os desenhos de nossos pequenos leitores

    29 29 29 29 29 Acontece nas escolas

    EDUCAO AMBIENTALEDUCAO AMBIENTALEDUCAO AMBIENTALEDUCAO AMBIENTALEDUCAO AMBIENTAL

    32 32 32 32 32 Educao ambiental: por uma sociedade sustentvel - por Ana Mansoldo

    PONTO DE VISTAPONTO DE VISTAPONTO DE VISTAPONTO DE VISTAPONTO DE VISTA

    3333333333 O fim do velho paradigma - por Leandro Carvalho Silva

    34 34 34 34 34 Comer ou no os animais: uma questo ecolgica - por Mariana Licia C. de Oliveira

    35 35 35 35 35 Casa saudvel e ecologia integral - por Allan Lopes

    36 36 36 36 36 ATIVIDADES DO CEI E PONTOS DE VENDA DA REVISTA ECOLOGIA INTEGRALATIVIDADES DO CEI E PONTOS DE VENDA DA REVISTA ECOLOGIA INTEGRALATIVIDADES DO CEI E PONTOS DE VENDA DA REVISTA ECOLOGIA INTEGRALATIVIDADES DO CEI E PONTOS DE VENDA DA REVISTA ECOLOGIA INTEGRALATIVIDADES DO CEI E PONTOS DE VENDA DA REVISTA ECOLOGIA INTEGRAL

    Voc vai ler nesta edio de n 38

    Foto: Alice Okawara

    Foto: Alice Okawara

    Foto: Desire Ruas

    24Foto: Arquivo Andarilho da Luz

    28Foto: Desire Ruas

    Foto: Desire Ruas

    Foto: Alice Okawara

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009 11111

    Expediente

    Endereo para correspondncia:Centro de Ecologia Integral

    Rua Bernardo Guimares, 3.101 - Sala 206

    Bairro Santo Agostinho - Belo Horizonte - Minas Gerais

    Cep: 30.140-083 - Telefone: (31) 3275-3602

    cei@ecologiaintegral.org.br

    www.ecologiaintegral.org.br

    Em respeito ao meio ambiente, a Revista Ecologia Integral impressa em papel reciclado.

    EditorialA Revista Ecologia Integral uma publicao do Centro

    de Ecologia Integral, associao sem fins econmicos, que

    tem por finalidade trabalhar por uma cultura de paz e

    pela ecologia integral, apoiando e desenvolvendo aes

    para a defesa, elevao e manuteno da qualidade de

    vida do ser humano, da sociedade e do meio ambiente,

    atravs de atividades que promovam a ecologia pessoal,

    a ecologia social e a ecologia ambiental. A Revista um

    dos meios utilizados para divulgar, informar, sensibilizar e

    iniciar um processo de transformao em direo

    ecologia integral e a uma cultura de paz.

    Revista Ecologia Integral - ISSN 1808-7256Ano 9 - N 38 - Impressa em novembro de 2009

    Publicao do Centro de Ecologia Integral - Cei

    Registrada no Cartrio de Registro Civil de

    Pessoas Jurdicas sob o n 1093

    Diretores do Cei: Ana Maria Vidigal Ribeiro e

    Jos Luiz Ribeiro de Carvalho

    Editora: Ana Maria Vidigal Ribeiro - MG 5961 JP

    Jornalista responsvel: Desire Rodrigues Ruas - MG 5882 JP

    Projeto grfico e editorao: Desire R. Ruas

    Servios grficos: Grfica e Editora O Lutador

    Tiragem: 2.500 exemplares

    Para a divulgao da ecologia integral e da cultura de

    paz, os contedos aqui apresentados podem e devem

    ser repassados adiante. Voc pode reproduzir os textos

    da Revista Ecologia Integral, citando o autor (caso

    houver) e o nome da publicao da seguinte forma:

    Extrado da Revista Ecologia Integral, uma publicao

    do Centro de Ecologia Integral. Informaes no site

    www.ecologiaintegral.org.br. Fineza enviar-nos cpia

    do material produzido para o nosso arquivo. As

    fotografias e as ilustraes da Revista s podem ser

    utilizadas com a autorizao de seus autores.

    Ana Maria e Jos LuizDiretores do Centro de Ecologia Integral

    Ecologia integralH mais de oito anos foi constitudo, formalmente, o Centro de

    Ecologia Integral - CEI. A idia de uma organizao que trabalha

    de uma forma diferenciada em relao paz e ecologia foi

    fruto do curso Formao Holstica de Base e do seminrio A arte

    de viver em paz, ambos da Universidade Internacional da Paz -

    Unipaz.

    Neste nmero da Revista Ecologia Integral estamos retomando

    o tema da nossa primeira edio, impressa em setembro de 2001:

    a ecologia integral. As reflexes que trazemos hoje buscam

    reafirmar nossos propsitos iniciais desde a fundao do CEI,

    em abril de 2001: trabalhar por uma cultura de paz e pela ecologia

    integral. Nossa Revista, bem como todos os nossos cursos e

    atividades, tm se orientado nesta direo.

    Hoje, ao realizarmos esta importante mudana na Revista,

    que passa a ser veiculada pela internet a partir da prxima edio,

    entramos em uma nova fase do nosso trabalho buscando, entre

    outras coisas, a expanso das ideias que nortearam a fundao

    do CEI.

    Acreditamos que as grandes mudanas que a tecnologia tem

    nos oferecido necessitam de uma preparao adequada do

    prprio ser humano para que se tornem instrumentos que

    beneficiem todos os seres e a vida no planeta.

    Assim, confiamos que a verdadeira transformao ocorrer a

    partir de cada um. E a partir desta confiana que orientamos

    grande parte de nossas atividades na educao e na busca da

    conscincia da integrao que existe entre tudo e todos.

    Continuamos contando com a sua participao na construo

    de uma nova cultura, de uma nova sociedade comprometida com

    a paz e com a ecologia integral.

    Um grande abrao a todos.

    Nota aos leitoresNota aos leitoresNota aos leitoresNota aos leitoresNota aos leitoresA partir da prxima edio a Revista Ecologia Integral

    no ser mais impressa em papel. Passar a ser veiculadapela internet no site do CEI: www www www www www.ecolog.ecolog.ecolog.ecolog.ecologiaintegiaintegiaintegiaintegiaintegrrrrral.org.bral.org.bral.org.bral.org.bral.org.br

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/200922222

    Centro de EcologCentro de EcologCentro de EcologCentro de EcologCentro de Ecologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrralalalalal

    de Jequitinhonha/MGde Jequitinhonha/MGde Jequitinhonha/MGde Jequitinhonha/MGde Jequitinhonha/MG

    Tel.: (33) 3741-1107

    (Frei Pedro)

    Centro de EcologCentro de EcologCentro de EcologCentro de EcologCentro de Ecologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrralalalalal

    de Pirde Pirde Pirde Pirde Piraporaporaporaporapora/MGa/MGa/MGa/MGa/MG

    Tel.: (38) 3741-7557 (Delvane)

    Associao CulturAssociao CulturAssociao CulturAssociao CulturAssociao Cultural Novaal Novaal Novaal Novaal NovaAcrpole do BrAcrpole do BrAcrpole do BrAcrpole do BrAcrpole do Brasilasilasilasilasil

    www.nova-acropole.org.br

    Tel.: (31) 3335-1103

    Grfica e EditorGrfica e EditorGrfica e EditorGrfica e EditorGrfica e Editoraaaaa

    O L O L O L O L O Lutadorutadorutadorutadorutador

    Tel.: (31) 3439-8000

    www.olutador.org.br

    Sociedade VSociedade VSociedade VSociedade VSociedade Vegetaregetaregetaregetaregetariana Briana Briana Briana Briana Brasileirasileirasileirasileirasileira (Ba (Ba (Ba (Ba (BH)H)H)H)H)Tel.: (31) 3313-5592 bh@svb.org.br

    www.svb.org.br/libertas

    Quatro Cantos do MundoQuatro Cantos do MundoQuatro Cantos do MundoQuatro Cantos do MundoQuatro Cantos do Mundo

    Tels.: (31) 3461-6851

    9111-9359 (Carolina)

    www.4cantosdomundo.org.br

    4cantos@4cantosdomundo.org.br

    Rede MineirRede MineirRede MineirRede MineirRede Mineira dea dea dea dea de

    Educao AmbientalEducao AmbientalEducao AmbientalEducao AmbientalEducao Ambiental

    Tel.: (31) 3277-5040

    redemineiradeea@yahoo.com.br

    TTTTTrrrrrilhas Dguailhas Dguailhas Dguailhas Dguailhas Dgua

    PPPPPasseios Ecolgasseios Ecolgasseios Ecolgasseios Ecolgasseios Ecolgicosicosicosicosicos

    Tels.: (31) 3295-6546

    9985-3185 (Evaldo)trilhasdagua@superig.com.br

    UniverUniverUniverUniverUniversidade Intersidade Intersidade Intersidade Intersidade Internacional da Pnacional da Pnacional da Pnacional da Pnacional da Pazazazazaz

    Unipaz-MGUnipaz-MGUnipaz-MGUnipaz-MGUnipaz-MG

    Tel.: (31) 2511-1404

    www.unipazmg.org.br

    Unipaz - ArUnipaz - ArUnipaz - ArUnipaz - ArUnipaz - Araxaxaxaxax

    Tels.: (34) 3661-3199 (Homero)

    CartasUso dos contedos da RevistaUso dos contedos da RevistaUso dos contedos da RevistaUso dos contedos da RevistaUso dos contedos da Revista

    Parceiros

    A Escola Municipal Jos Herculano recebe a Revista Ecologia Integral

    h muitos anos, com muita satisfao, e faz bastante uso dela em sala

    de aula. Por ser uma revista voltada para o meio ambiente, estamos

    enviando alguma fotos e um pequeno trecho de uma gincana realizada

    em nosso municpio. A escola fica na periferia da cidade de Caet e

    conta atualmente com 276 alunos, da educao infantil e fundamental,

    e ainda com 46 alunos da Educao de Jovens e Adultos (EJA). Ficamos

    muito felizes em vencer esse concurso, pois concorremos com escolas

    muito maiores e tambm por ver um trabalho nosso dar resultado. Se

    puderem publicar ficaramos muito felizes.

    (Veja matria na pgina 31 desta edio)

    ArArArArArlene das Grlene das Grlene das Grlene das Grlene das Graas de Oliveiraas de Oliveiraas de Oliveiraas de Oliveiraas de Oliveiraaaaa

    DiretorDiretorDiretorDiretorDiretora da Escola Municipal Jos Herculano - Caet/MGa da Escola Municipal Jos Herculano - Caet/MGa da Escola Municipal Jos Herculano - Caet/MGa da Escola Municipal Jos Herculano - Caet/MGa da Escola Municipal Jos Herculano - Caet/MG

    Continue enviando suas mensagens e sugestespara a Revista Ecologia Integral.

    Acesse wwwAcesse wwwAcesse wwwAcesse wwwAcesse www.ecolog.ecolog.ecolog.ecolog.ecologiaintegiaintegiaintegiaintegiaintegrrrrral.org.br ou envie um e-mail paral.org.br ou envie um e-mail paral.org.br ou envie um e-mail paral.org.br ou envie um e-mail paral.org.br ou envie um e-mail paraaaaarevista@ecologiaintegral.org.br.

    VVVVVoc tambm pode nos escrever uma caroc tambm pode nos escrever uma caroc tambm pode nos escrever uma caroc tambm pode nos escrever uma caroc tambm pode nos escrever uma carta.ta.ta.ta.ta.O endereo rua Bernardo Guimares, 3101 - sala 206

    Bairro Santo Agostinho - Belo Horizonte - Minas Gerais - Cep: 30.140-083

    www.ecologiaintegral.org.brMuitas novidades esto a caminho nosite do Centro de Ecologia Integral.

    Arlene, parabns e obrigada por compartilhar conosco este

    importante trabalho.

    Pgina inicial

    Quem somos

    Ecologia integral

    Agenda

    Atividades

    Revista Ecologia Integral

    Espao da Florinda

    Ps-graduao

    Artigos e documentos

    Parceiros

    Fale conosco

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009

    Reflexes

    33333

    Foto

    : Des

    ire

    Rua

    s

    A arte de viver em pazRecuperRecuperRecuperRecuperRecuperar a unidade perdida significa reconquistar a paz.ar a unidade perdida significa reconquistar a paz.ar a unidade perdida significa reconquistar a paz.ar a unidade perdida significa reconquistar a paz.ar a unidade perdida significa reconquistar a paz.

    Mais do que a ausncia de conflito, a paz um estado de conscincia. Ela noMais do que a ausncia de conflito, a paz um estado de conscincia. Ela noMais do que a ausncia de conflito, a paz um estado de conscincia. Ela noMais do que a ausncia de conflito, a paz um estado de conscincia. Ela noMais do que a ausncia de conflito, a paz um estado de conscincia. Ela nopode ser procurpode ser procurpode ser procurpode ser procurpode ser procurada no mundo exterada no mundo exterada no mundo exterada no mundo exterada no mundo externo, mas prno, mas prno, mas prno, mas prno, mas principalmente no interincipalmente no interincipalmente no interincipalmente no interincipalmente no interior deior deior deior deior de

    cada homem, comunidade ou nao.cada homem, comunidade ou nao.cada homem, comunidade ou nao.cada homem, comunidade ou nao.cada homem, comunidade ou nao.

    ... a paz ao mesmo tempo felicidade inter... a paz ao mesmo tempo felicidade inter... a paz ao mesmo tempo felicidade inter... a paz ao mesmo tempo felicidade inter... a paz ao mesmo tempo felicidade interioriorioriorior, har, har, har, har, harmonia social emonia social emonia social emonia social emonia social erelao equilibrrelao equilibrrelao equilibrrelao equilibrrelao equilibrada com o meio ambiente.ada com o meio ambiente.ada com o meio ambiente.ada com o meio ambiente.ada com o meio ambiente.

    Na realidade no existe nenhuma fronteirNa realidade no existe nenhuma fronteirNa realidade no existe nenhuma fronteirNa realidade no existe nenhuma fronteirNa realidade no existe nenhuma fronteira ema ema ema ema emlugar nenhum; todas as fronteirlugar nenhum; todas as fronteirlugar nenhum; todas as fronteirlugar nenhum; todas as fronteirlugar nenhum; todas as fronteiras so cras so cras so cras so cras so criaes daiaes daiaes daiaes daiaes damente humana - logo no existem. E em cimamente humana - logo no existem. E em cimamente humana - logo no existem. E em cimamente humana - logo no existem. E em cimamente humana - logo no existem. E em cimade fronteirde fronteirde fronteirde fronteirde fronteiras que no existem que se fazemas que no existem que se fazemas que no existem que se fazemas que no existem que se fazemas que no existem que se fazem

    as gueras gueras gueras gueras guerrrrrras!as!as!as!as!

    Do livro A arDo livro A arDo livro A arDo livro A arDo livro A arte de viver em paz, dote de viver em paz, dote de viver em paz, dote de viver em paz, dote de viver em paz, doeducador Piereducador Piereducador Piereducador Piereducador Pierre Wre Wre Wre Wre Weil. (Ed. Gente)eil. (Ed. Gente)eil. (Ed. Gente)eil. (Ed. Gente)eil. (Ed. Gente)Do livro A arDo livro A arDo livro A arDo livro A arDo livro A arte de viver em paz, dote de viver em paz, dote de viver em paz, dote de viver em paz, dote de viver em paz, doeducador Piereducador Piereducador Piereducador Piereducador Pierre Wre Wre Wre Wre Weil. (Ed. Gente)eil. (Ed. Gente)eil. (Ed. Gente)eil. (Ed. Gente)eil. (Ed. Gente)

    Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/200944444

    Tempo de mudanaRevista EcologRevista EcologRevista EcologRevista EcologRevista Ecologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrral passal passal passal passal passa a ser veiculadaa a ser veiculadaa a ser veiculadaa a ser veiculadaa a ser veiculadapela interpela interpela interpela interpela internet e expande o seu alcancenet e expande o seu alcancenet e expande o seu alcancenet e expande o seu alcancenet e expande o seu alcanceA Revista Ecologia Integral estar, a

    partir da prxima edio, em um

    novo formato. Buscando princi-

    palmente ampliar o acesso ao

    pblico em geral, simplificar o

    processo de distribuio e reduzir os

    custos, a Revista passar a ser

    disponibilizada no site do Centro de

    Ecologia Integral e no mais ser

    impressa em papel. Dessa forma, um

    novo pblico, que antes no tinha

    acesso publicao impressa, poder

    tambm ler as matrias por meio da internet, a partir da

    Revista nmero 39.

    HistrHistrHistrHistrHistricoicoicoicoico

    Durante seus oito anos de existncia, a Revista conta com

    38 edies impressas, com uma tiragem de cerca de dois mil

    exemplares cada. Foram produzidas 1428 pginas, com textos,

    ttulos, subttulos, fotos e ilustraes. Circulam, por diversos

    estados do pas, 76 mil exemplares, em escolas pblicas e

    privadas, associaes e rdios comunitrias, bibliotecas,

    centros de convivncia, rgos pblicos e empresas.

    Os assinantes foram parceiros deste projeto na medida

    em que contriburam para viabilizar a continuidade da Revista

    e a distribuio gratuita da mesma para diversas entidades.

    Alguns assinantes depositaram na publicao a sua confiana

    desde a primeira edio.

    A parceria com a Grfica e Editora O Lutador, iniciada

    com a edio de nmero 15, em julho de 2003, por meio do

    Projeto Editoria social, tornou possvel a viabilidade financeira

    da publicao a partir de ento, diminuindo os custos de

    impresso.

    Por meio de cartas, telefonemas, e-mails ou contato

    direito, os leitores da Revista Ecologia Integral manifestam

    seu interesse pela publicao. Em bancas e outros pontos de

    venda, compradores assduos buscam em cada edio um

    contedo diferenciado baseado na temtica da ecologia

    integral e da cultura de paz.

    PlanejamentoPlanejamentoPlanejamentoPlanejamentoPlanejamento

    Uma publicao pensada para atingir o seu objetivo: divulgar,

    informar, sensibilizar e iniciar um processo de transformao

    em direo ecologia integral e a uma cultura de paz. Por

    ser uma publicao voltada para a educao, a coerncia

    indispensvel e assim a Revista Ecologia Integral no trabalha

    com anncios publicitrios.

    Um grupo de colaboradores de diversas reas - educao,

    direito, filosofia, geografia, psicologia, qumica - contribui

    para a diversidade de temas abordados na publicao. A cada

    edio, diversos artigos tornam a Revista mais completa e

    democrtica.

    MaterMaterMaterMaterMaterial didticoial didticoial didticoial didticoial didtico

    As crianas e os jovens tm um papel importante na trajetria

    da publicao. Devido participao constante deste pblico,

    a Revista tornou-se cada vez mais didtica e com mais

    recursos visuais.

    Professores do ensino fundamental utilizam o contedo

    da revista em suas aulas e nos seus projetos, relacionando

    os temas do dia a dia com os dos livros didticos. Assim, a

    revista contribui para enriquecer o aprendizado dos alunos,

    Revista EcologRevista EcologRevista EcologRevista EcologRevista Ecologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrral em nmerosal em nmerosal em nmerosal em nmerosal em nmeros

    Criada em 2001, publicao aborda a ecologia integral e a cultura de paz

    38 edies com tiragem de dois mil exemplarescada76 mil exemplares em oito anos1428 pginas produzidas.Mais de 32 mil exemplares distribudos gratuita-mente dentro dos Programas de EducaoAmbiental e Educao para a Paz.Presena em municpios de Minas Gerais, Gois,Paran, Mato Grosso do Sul, So Paulo, Amazonas,Par, Bahia, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grandedo Sul, Pernambuco, dentre outros.

    Foto: Desire R

    uas

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009

    de forma leve e reflexiva, ajudando a despertar a viso integral

    da realidade.

    Reeducar o olharReeducar o olharReeducar o olharReeducar o olharReeducar o olhar

    H sempre um modo diferente de ver as pessoas e as situaes.

    Mas muitas vezes estamos condicionados a falar, fazer e pensar

    de determinado modo, por hbito, simples repetio de longa

    data. Nesta tica, a Revista Ecologia Integral convida os seus

    leitores a refletir sobre a vida do ponto de vista pessoal, social

    e ambiental, tendo em mente que tudo est interligado. Desta

    forma, seus artigos e matrias apontam para uma viso

    integral que une os seres e que acredita na cooperao e na

    cultura de paz.

    MensMensMensMensMensagem finalagem finalagem finalagem finalagem final

    Em cada contracapa - a ltima pgina da revista- h sempre

    uma mensagem especial

    relacionada ao

    tema tra-

    tado na-

    quela edi-

    o. Unindo

    imagem e tex-

    to, as fotografias

    sempre comple-

    mentam frases acerca

    de algum tema da

    ecologia integral. Irma Reis, Iracema Gomes, Alice Okawara,

    Magda Ferreira, Desire Ruas e Jos Luiz contribuem com as be-

    las imagens mostradas no miolo, capa e contracapa.

    DesDesDesDesDesafiosafiosafiosafiosafios

    Superando os desafios de se produzir uma publicao com

    recursos escassos e dificuldades como a distribuio, a Revista

    Ecologia Integral entra no seu nono ano com um saldo bastante

    positivo. O fato de ser distribuda gratuitamente para vrias

    instituies e grupos de vrios estados, chegando a escolas

    rurais e associaes que dispem de poucos recursos, um

    grande diferencial.

    FlorFlorFlorFlorFlorinda: nossinda: nossinda: nossinda: nossinda: nossa mascotea mascotea mascotea mascotea mascote

    A florzinha Florinda, que nasceu com a primeira edio da

    Revista, encanta as crianas que enviam cartas com perguntas

    e comentrios. A preocupao com o meio ambiente est sempre

    presente nestas mensagens. Agora a Florinda conta tambm

    com um espao s para ela no site do Centro de Ecologia Integral.

    Cartas e desenhos dos leitores tm seu lugar reservado na

    pgina da Florinda. Alm disso, h tambm ilustraes para as

    crianas imprimirem e colorirem.

    55555

    Aqui na ong Querubins, trabalhamos o tema transversal

    meio ambiente. E na oficina Prosa e Poesia estudamos

    e conhecemos as dimenses da ecologia integral no dia

    5 de junho. Nossos educandos conheceram a Revista

    Ecologia Integral, leram e refletiram tambm sobre a

    cultura de paz..

    Tnia OGrTnia OGrTnia OGrTnia OGrTnia OGrady - Ong Querady - Ong Querady - Ong Querady - Ong Querady - Ong Querubinsubinsubinsubinsubins

    Belo HorBelo HorBelo HorBelo HorBelo Horizonte/MGizonte/MGizonte/MGizonte/MGizonte/MG

    A Revista Ecologia Integral muito interessante e tem

    nos ajudado a complementar os nossos roteiros dirios.

    Os textos contidos nela so r iqussimos em

    informaes... Todas as informaes so valiosas para

    complementar os estudos e contedos de Cincias....

    ProfessorProfessorProfessorProfessorProfessoras da Escola Estadual Geras da Escola Estadual Geras da Escola Estadual Geras da Escola Estadual Geras da Escola Estadual Geraldina Ana Gomesaldina Ana Gomesaldina Ana Gomesaldina Ana Gomesaldina Ana Gomes

    BairBairBairBairBairro Jardim Europa - Belo Horro Jardim Europa - Belo Horro Jardim Europa - Belo Horro Jardim Europa - Belo Horro Jardim Europa - Belo Horizonte/MGizonte/MGizonte/MGizonte/MGizonte/MG

    Utilizamos a Revista Ecologia Integral como fonte de

    pesquisa em educao ambiental. Os textos so usados

    como complemento dos livros didticos em sala de aula

    e material de apoio didtico para a bibliotecria. As

    reflexes trazidas pela Revista so utilizadas em

    reunies e cartazes na biblioteca escolar.

    ArArArArAriadne Piadne Piadne Piadne Piadne Paiva Araiva Araiva Araiva Araiva Arajo - diretorajo - diretorajo - diretorajo - diretorajo - diretoraaaaa

    Escola Estadual LiberEscola Estadual LiberEscola Estadual LiberEscola Estadual LiberEscola Estadual Liberato de Castro - Marato de Castro - Marato de Castro - Marato de Castro - Marato de Castro - Marlirlirlirlirliria/MG.ia/MG.ia/MG.ia/MG.ia/MG.

    A Revista Ecologia Integral nos oferece um vasto campo

    de possibilidades pedaggicas: a diversidade de temas

    abordados nos inspira no trabalho com alunos, pais e

    professores. (...) Os textos da Revista Ecologia Integral

    so, em sua maioria, muito objetivos e possuem

    linguagem acessvel, favorecendo assim a motivao do

    leitor. Lies de tica, cidadania, ecologia humana,

    qualidade de vida... so aprendidas a partir das matrias

    por ela apresentadas.

    Raquel ARaquel ARaquel ARaquel ARaquel Avelar Figueiredo - Coordenadorvelar Figueiredo - Coordenadorvelar Figueiredo - Coordenadorvelar Figueiredo - Coordenadorvelar Figueiredo - Coordenadora pedagga pedagga pedagga pedagga pedaggicaicaicaicaica

    Misso RamacrMisso RamacrMisso RamacrMisso RamacrMisso Ramacrisma - Betim/MGisma - Betim/MGisma - Betim/MGisma - Betim/MGisma - Betim/MG

    Parabenizo pela edio de nmero 35 da Revista

    Ecologia Integral, sendo que ela atualmente a nica

    revista que fala realmente a lngua da educao

    ambiental, da cultura e da ecologia.

    Jean FJean FJean FJean FJean Fererererernandes - Projeto Ecoanandes - Projeto Ecoanandes - Projeto Ecoanandes - Projeto Ecoanandes - Projeto Ecoa

    Campo GrCampo GrCampo GrCampo GrCampo Grande/Mande/Mande/Mande/Mande/MSSSSS

    MensMensMensMensMensagens recebidas ao longo destes anos...agens recebidas ao longo destes anos...agens recebidas ao longo destes anos...agens recebidas ao longo destes anos...agens recebidas ao longo destes anos...

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/200966666Revista Ecologia Integral - Nmero 37

    Mural de amigos da

    A Revista Ecologia Integral j faz parte daminha vida. Sempre aguardo com uma certaansiedade a edio de um novo nmero. TTTTTenhoenhoenhoenhoenhocercercercercer teza que ela tem contrteza que ela tem contrteza que ela tem contrteza que ela tem contrteza que ela tem contribudo paribudo paribudo paribudo paribudo para aa aa aa aa aforforforforformao de uma nova conscinciamao de uma nova conscinciamao de uma nova conscinciamao de uma nova conscinciamao de uma nova conscinciaambiental, alm de ter disseminado, porambiental, alm de ter disseminado, porambiental, alm de ter disseminado, porambiental, alm de ter disseminado, porambiental, alm de ter disseminado, poresse Bresse Bresse Bresse Bresse Brasil aforasil aforasil aforasil aforasil afora, os conceitos da ecologa, os conceitos da ecologa, os conceitos da ecologa, os conceitos da ecologa, os conceitos da ecologiaiaiaiaiaintegintegintegintegintegrrrrral e de uma cultural e de uma cultural e de uma cultural e de uma cultural e de uma cultura de paz.a de paz.a de paz.a de paz.a de paz. Sempreque presenteio algum com um exemplar,percebo o quanto ela agrada e sempre comen-tam da riqueza e da fcil compreenso do seucontedo. Ir Ir Ir Ir Iracema Gomes - Multiplicadoracema Gomes - Multiplicadoracema Gomes - Multiplicadoracema Gomes - Multiplicadoracema Gomes - Multiplicadoraaaaade educao parde educao parde educao parde educao parde educao para o consumo consciente ea o consumo consciente ea o consumo consciente ea o consumo consciente ea o consumo consciente ecolaborcolaborcolaborcolaborcolaboradoradoradoradoradora do Centro de Ecologa do Centro de Ecologa do Centro de Ecologa do Centro de Ecologa do Centro de Ecologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrralalalalal

    A EcologA EcologA EcologA EcologA Ecologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrral - que no se resumeal - que no se resumeal - que no se resumeal - que no se resumeal - que no se resumena publicao da Revista, mas tambm nona publicao da Revista, mas tambm nona publicao da Revista, mas tambm nona publicao da Revista, mas tambm nona publicao da Revista, mas tambm nocurcurcurcurcurso de ps-gso de ps-gso de ps-gso de ps-gso de ps-grrrrraduao - me proporcionouaduao - me proporcionouaduao - me proporcionouaduao - me proporcionouaduao - me proporcionoumomentos de encantamentomomentos de encantamentomomentos de encantamentomomentos de encantamentomomentos de encantamento, descobertas ecomunho de ideias e pude constatar queexiste esperana para um planeta melhor. Poroutro lado, a Ecologia Integral representouum grande incmodo, pois no significouapenas a aquisio de conhecimentos novos,mas uma dura tomada de conscincia,mudana de atitude, uma verdadeira trans-formao na minha vida. Fazer parte de algoto importante foi fundamental para minhacaminhada humana!Alice OkawarAlice OkawarAlice OkawarAlice OkawarAlice Okawara - Ara - Ara - Ara - Ara - Artistatistatistatistatistaplstica, educadorplstica, educadorplstica, educadorplstica, educadorplstica, educadora ambiental e colabora ambiental e colabora ambiental e colabora ambiental e colabora ambiental e colaboradoradoradoradoradoraaaaada Revista Ecologda Revista Ecologda Revista Ecologda Revista Ecologda Revista Ecologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrral - Caet/MGal - Caet/MGal - Caet/MGal - Caet/MGal - Caet/MG

    O que mais me chama a atenoO que mais me chama a atenoO que mais me chama a atenoO que mais me chama a atenoO que mais me chama a atenona Revista Ecologna Revista Ecologna Revista Ecologna Revista Ecologna Revista Ecologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrral aal aal aal aal acredibilidade conquistada a cadacredibilidade conquistada a cadacredibilidade conquistada a cadacredibilidade conquistada a cadacredibilidade conquistada a cadaexemplarexemplarexemplarexemplarexemplar, devido seriedade dosprodutores, que no se contentamapenas em repassar as notciascomo meros observadores, masparticipam das polticas pblicasestaduais e nacionais. Sogenerosos na distribuio de umgrande nmero de revistas comodoao, discutem sobre o temaecolgico onde so convidados,principalmente nas escolas, ejamais se renderam ao capital dasgrandes empresas predadoras epoluidoras com as costumeirastrocas de favores. Parabns a estaequipe que pratica o jornalismoque queremos ver e ouvir em todaa imprensa nacional.IrIrIrIrIrma Reis - Fisioterma Reis - Fisioterma Reis - Fisioterma Reis - Fisioterma Reis - Fisioterapeuta eapeuta eapeuta eapeuta eapeuta ecolaborcolaborcolaborcolaborcolaboradoradoradoradoradora do Centro dea do Centro dea do Centro dea do Centro dea do Centro deEcologEcologEcologEcologEcologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrralalalalal

    ApesApesApesApesApesar do sar do sar do sar do sar do saudosismo que fica em no mais poderaudosismo que fica em no mais poderaudosismo que fica em no mais poderaudosismo que fica em no mais poderaudosismo que fica em no mais podermos pegarmos pegarmos pegarmos pegarmos pegar, apalpar, apalpar, apalpar, apalpar, apalpar,,,,,manusear essmanusear essmanusear essmanusear essmanusear essa revista to interessa revista to interessa revista to interessa revista to interessa revista to interessanteanteanteanteante - com matrias e autores tocompetentes e objetivos - creio que a vida segue seu curso e, ainda quevirtualmente, ela continuar sendo uma extenso e um referencial do CEI...para todo e sempre!!! Muito sucesso nesse novo caminhar. Desio Cafiero -Desio Cafiero -Desio Cafiero -Desio Cafiero -Desio Cafiero -AmbientalistaAmbientalistaAmbientalistaAmbientalistaAmbientalista

    A Revista EcologA Revista EcologA Revista EcologA Revista EcologA Revista Ecologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrral foi um marco na minha vida de educadoral foi um marco na minha vida de educadoral foi um marco na minha vida de educadoral foi um marco na minha vida de educadoral foi um marco na minha vida de educadoraaaaaambientalambientalambientalambientalambiental, no s pelo espao onde pude compartilhar minhas teoriasinspiradoras e expressar meus sentimentos, (vale ressaltar que os artigos daRevista foram o embrio de um dos meus livros), como foi tambm uminstrumento de aprendizagem com a riqueza das matrias publicadas. A todosa quem doei algum exemplar o reconhecimento foi o mesmo: a relevncia dasinformaes dadas de forma acessvel e inteligente. Eu sou f do papel, masno sou contra a modernidade, temos de entrar no trem da histria com omesmo propsito que tem nos movido at aqui: a construo de um mundomelhor. Com vocs, certamente a Revista desbravar outras terras e continuarsendo uma referncia ecolgica. Ana Mansoldo - Psicloga, educadorAna Mansoldo - Psicloga, educadorAna Mansoldo - Psicloga, educadorAna Mansoldo - Psicloga, educadorAna Mansoldo - Psicloga, educadoraaaaaambiental e colaborambiental e colaborambiental e colaborambiental e colaborambiental e colaboradoradoradoradoradora da Revista Ecologa da Revista Ecologa da Revista Ecologa da Revista Ecologa da Revista Ecologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrralalalalal

    Alm de informativa, aRevista Ecologia Integral encantadora e, sem dvidaalguma, est cumprindo suamisso com a beleza e aserenidade que precisamospara viver a ecologia integrale a cultura de paz. O CEI noO CEI noO CEI noO CEI noO CEI noapenas diz o que pode eapenas diz o que pode eapenas diz o que pode eapenas diz o que pode eapenas diz o que pode edeve ser feito, ele d odeve ser feito, ele d odeve ser feito, ele d odeve ser feito, ele d odeve ser feito, ele d oexemploexemploexemploexemploexemplo. Carolina Campos- Ong 4 Cantos do Mundo

    Desejo a continuidade do sucessoda publicao nessa nova fasedigital. Utilizo a Revista com osgrupos de jovens (Coletivos Jovensde Meio Ambiente) como emba-samento para discusses sobretemas e conceitos complexosexpostos de maneira objetiva e comlinguagem simples. publicaogarantida na Sala Verde do Centrode Educao Ambiental do ParqueNatural Municipal Chcara do Lessaem Sabar/MG, que est sob aresponsabilidade da ONG Leo,instituio que indiquei e querecebe a publicao gratuitamente!Agora, digital, ser melhor ainda!Parabns a toda equipe do CEI pelabrilhante proposta, pela impor-tncia e pelo desenvolvimentopermanente desse instrumento detransformao socioambiental!Alexandre Nunes - Gestor eAlexandre Nunes - Gestor eAlexandre Nunes - Gestor eAlexandre Nunes - Gestor eAlexandre Nunes - Gestor eeducador ambientaleducador ambientaleducador ambientaleducador ambientaleducador ambiental

    GostarGostarGostarGostarGostaria de paria de paria de paria de paria de parabeniz-losabeniz-losabeniz-losabeniz-losabeniz-lospela iniciativa de torpela iniciativa de torpela iniciativa de torpela iniciativa de torpela iniciativa de tornar di-nar di-nar di-nar di-nar di-gggggital a Revista, pois assimital a Revista, pois assimital a Revista, pois assimital a Revista, pois assimital a Revista, pois assimestaremos economizandoestaremos economizandoestaremos economizandoestaremos economizandoestaremos economizandomadeirmadeirmadeirmadeirmadeira das florestas e tin-a das florestas e tin-a das florestas e tin-a das florestas e tin-a das florestas e tin-tas poluidortas poluidortas poluidortas poluidortas poluidorasasasasas, apesar de que, muito mais agradvel a lei-tura impressa. Mas teremosque nos adequar: a infor-mtica e a internet so astecnologias do presente/futu-ro no momento em queestamos nos aproximando dopico do petrleo. Alis, sugiroque este seja um prximotema para as prximas edi-es! Claudio CasClaudio CasClaudio CasClaudio CasClaudio Casaccia - Ar-accia - Ar-accia - Ar-accia - Ar-accia - Ar-quiteto/Rede Tquiteto/Rede Tquiteto/Rede Tquiteto/Rede Tquiteto/Rede Terererererrrrrra Va Va Va Va Vivaivaivaivaiva

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009 77777

    A Revista me to cara e ntima como uma irm muito querida porque a vi nascer edesde o incio me inspira e me esclarece. Ela me deu abrigo, oportunidades e amplitudeao longo dos seus oito anos. Tem me auxiliado nos meus trabalhos e consolidou emmim o compromisso com a misso de estar educador ambiental. Recebo comRecebo comRecebo comRecebo comRecebo comcontentamento a notcia do prximo passo parcontentamento a notcia do prximo passo parcontentamento a notcia do prximo passo parcontentamento a notcia do prximo passo parcontentamento a notcia do prximo passo para a qual ela se encaminha: a ga a qual ela se encaminha: a ga a qual ela se encaminha: a ga a qual ela se encaminha: a ga a qual ela se encaminha: a grrrrrandeandeandeandeandeteia virteia virteia virteia virteia virtual planetrtual planetrtual planetrtual planetrtual planetria.ia.ia.ia.ia. Que tenha longa vida e amplifique o seu campo de aflunciaentre todas as pessoas de boa vontade com desejo sincero de salvar o mundo.Jos Elton Dures - Filsofo, educador ambiental e colaborJos Elton Dures - Filsofo, educador ambiental e colaborJos Elton Dures - Filsofo, educador ambiental e colaborJos Elton Dures - Filsofo, educador ambiental e colaborJos Elton Dures - Filsofo, educador ambiental e colaborador do Centro deador do Centro deador do Centro deador do Centro deador do Centro deEcologEcologEcologEcologEcologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrral - Montes Claros/MGal - Montes Claros/MGal - Montes Claros/MGal - Montes Claros/MGal - Montes Claros/MG.

    Para ns da Coopen BH - Cooperativa de Ensino de BH, os temas e as matros temas e as matros temas e as matros temas e as matros temas e as matriasiasiasiasiasfazem parfazem parfazem parfazem parfazem parte das nosste das nosste das nosste das nosste das nossas reflexes e reavaliaes das nossas reflexes e reavaliaes das nossas reflexes e reavaliaes das nossas reflexes e reavaliaes das nossas reflexes e reavaliaes das nossas posturas posturas posturas posturas posturas e aesas e aesas e aesas e aesas e aes.Os temas voltados sustentabilidade, cooperao, consumo consciente, enfim todoseles trazem contribuies para a formao dos nossos alunos e das famlias.Agradecemos a oportunidade de participar desta histria e estamos sempre disposio para continuar nesta parceria. Parabns por esta grande contribuiopara a sociedade.TTTTTereza Raquel - Presidente da Coopen Bereza Raquel - Presidente da Coopen Bereza Raquel - Presidente da Coopen Bereza Raquel - Presidente da Coopen Bereza Raquel - Presidente da Coopen BHHHHH

    TTTTToda inforoda inforoda inforoda inforoda informao de qualidade, srmao de qualidade, srmao de qualidade, srmao de qualidade, srmao de qualidade, sria,ia,ia,ia,ia,indita e oporindita e oporindita e oporindita e oporindita e opor tuna como astuna como astuna como astuna como astuna como asinforinforinforinforinformaes veiculadas na Revistamaes veiculadas na Revistamaes veiculadas na Revistamaes veiculadas na Revistamaes veiculadas na RevistaEcologEcologEcologEcologEcologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrral so de singularal so de singularal so de singularal so de singularal so de singularrelevncia no contexto atualrelevncia no contexto atualrelevncia no contexto atualrelevncia no contexto atualrelevncia no contexto atual. Primeiropela atualidade do tema, que semfronteiras, a ecologia, depois pelo focodiferenciado: cultura de paz e terceiro,pela peculiaridade da informao, naera do excesso de informaes pelarede virtual...o que pssimo pois nemtodas as pessoas aprenderam ainda aserem seletivas nesse processo.Parabns pela iniciativa e podem contarcom o meu apoio sempre....VVVVValralralralralria Flores - Editoria Flores - Editoria Flores - Editoria Flores - Editoria Flores - Editora do cadera do cadera do cadera do cadera do caderno Euno Euno Euno Euno EuAcredito! do JorAcredito! do JorAcredito! do JorAcredito! do JorAcredito! do Jornal Hoje em Dia.nal Hoje em Dia.nal Hoje em Dia.nal Hoje em Dia.nal Hoje em Dia.

    "Considero as publicaes do CEI de extrema importncia pelo papel socioambientalque a instituio desempenha. Pois hoje em dia poucas instituies pregamverdadeiramente o que fazem no dia a dia, e o Centro de Ecologia Integral umadessa instituies que praticam e estimulam outras pessoas a viverem asustentabilidade... nas relaes sociais, empresariais e ambientais. Traz o exemploe a esperana de que um outro mundo possvel, mais justo e sustentvel. Alm delevar oportunidade de uma leitura de qualidade para os 4 Cantos do Mundo!"LLLLLuana Sena - ONG 4 Cantos do Mundouana Sena - ONG 4 Cantos do Mundouana Sena - ONG 4 Cantos do Mundouana Sena - ONG 4 Cantos do Mundouana Sena - ONG 4 Cantos do Mundo

    A verso impressa da Revista Ecologia Integral foi um marco no mercadoeditorial brasileiro. A independncia, seriedade e compromisso com os fatos- caractersticas de um jornalismo srio - tornaram a Revista do CEI nicaem todo o Brasil. A sua nova fase digA sua nova fase digA sua nova fase digA sua nova fase digA sua nova fase digital deve ser comemorital deve ser comemorital deve ser comemorital deve ser comemorital deve ser comemorada, poisada, poisada, poisada, poisada, poispossibilitar a univerpossibilitar a univerpossibilitar a univerpossibilitar a univerpossibilitar a universssssalizao do contedo crtico e emancipador dealizao do contedo crtico e emancipador dealizao do contedo crtico e emancipador dealizao do contedo crtico e emancipador dealizao do contedo crtico e emancipador denossnossnossnossnossa revista.a revista.a revista.a revista.a revista. Leonardo Correa - Advogado e colaborador da RevistaEcologia Integral.

    Desde seu prDesde seu prDesde seu prDesde seu prDesde seu primeiro nmero a Revista Ecologimeiro nmero a Revista Ecologimeiro nmero a Revista Ecologimeiro nmero a Revista Ecologimeiro nmero a Revista Ecologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrral buscou seral buscou seral buscou seral buscou seral buscou sercoerente com a proposta de trcoerente com a proposta de trcoerente com a proposta de trcoerente com a proposta de trcoerente com a proposta de trabalhar pela paz e pela ecologabalhar pela paz e pela ecologabalhar pela paz e pela ecologabalhar pela paz e pela ecologabalhar pela paz e pela ecologia integia integia integia integia integrrrrral,al,al,al,al,fazendo uso de papel reciclado em todas as suas edies. Alm de ampliarvises e apresentar dicas para prticas mais sustentveis, abriu espaopara os leitores se manifestarem e compartilharem experincias. Agora aRevista surpreende mais uma vez com a transformao do formato impressopara o virtual. Assim poder ampliar ainda mais o seu alcance e continuarsua misso de informar, orientar e estimular comportamentos maishumanos, justos e solidrios." Renata FRenata FRenata FRenata FRenata Ferererererrrrrraz - Relaes pblicas eaz - Relaes pblicas eaz - Relaes pblicas eaz - Relaes pblicas eaz - Relaes pblicas eeducadoreducadoreducadoreducadoreducadora ambiental.a ambiental.a ambiental.a ambiental.a ambiental.

    Nesse longo (pela intensidade) tempo de existncia, a Revista Ecologa Revista Ecologa Revista Ecologa Revista Ecologa Revista Ecologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrral me proporcionou um olharal me proporcionou um olharal me proporcionou um olharal me proporcionou um olharal me proporcionou um olharamplo da vida;amplo da vida;amplo da vida;amplo da vida;amplo da vida; consegui perceber muito mais a floresta do que apenas a rvore, no que diz respeito ao conhecimentoe ao significado da educao ambiental. Renata Gazzinelli - CoordenadorRenata Gazzinelli - CoordenadorRenata Gazzinelli - CoordenadorRenata Gazzinelli - CoordenadorRenata Gazzinelli - Coordenadora Pa Pa Pa Pa Pedaggedaggedaggedaggedaggica da Rede Pitgorica da Rede Pitgorica da Rede Pitgorica da Rede Pitgorica da Rede Pitgoras - Beloas - Beloas - Beloas - Beloas - BeloHorHorHorHorHorizonte/MG.izonte/MG.izonte/MG.izonte/MG.izonte/MG.

    Escrever para a RevistaEcologia Integral tem sidopara mim um exerccio damaior importncia. Um dosmeus alunos escreveu hpouco tempo: 'sempre queensinamos, aprendemoscom este ato'. Sempre quelevo a refletir, reflito tam-bm. Sempre que incentivoprticas mais corretas deinterao com o meio, comelas me comprometo. AAAAARevista est em metamor-Revista est em metamor-Revista est em metamor-Revista est em metamor-Revista est em metamor-fose com relao ao seufose com relao ao seufose com relao ao seufose com relao ao seufose com relao ao seumeio de trmeio de trmeio de trmeio de trmeio de transporansporansporansporansporte, maste, maste, maste, maste, masestou seguro de que o seuestou seguro de que o seuestou seguro de que o seuestou seguro de que o seuestou seguro de que o seuparparparparparadigma est mais doadigma est mais doadigma est mais doadigma est mais doadigma est mais doque af i rque af i rque af i rque af i rque af i rmado e conso-mado e conso-mado e conso-mado e conso-mado e conso-lidado.lidado.lidado.lidado.lidado. Parabns a toda aequipe!" Leandro CarLeandro CarLeandro CarLeandro CarLeandro CarvalhovalhovalhovalhovalhoSilva - Filsofo, educadorSilva - Filsofo, educadorSilva - Filsofo, educadorSilva - Filsofo, educadorSilva - Filsofo, educadorambiental e colaborambiental e colaborambiental e colaborambiental e colaborambiental e colaboradoradoradoradoradorda Revista Ecologda Revista Ecologda Revista Ecologda Revista Ecologda Revista Ecolog iaiaiaiaiaIntegIntegIntegIntegIntegrrrrral.al.al.al.al.

    Revista Ecologia Integral

  • Ecologia IntegralVer o mundo com outros olhos, percebendoa interligao existente entre todas as coisas.Este o convite da ecologia integralA palavra ecologia tem origem grega, sendo que oikos significa casa e logos,

    estudo ou reflexo. Ecologia , ento, o estudo e a reflexo sobre a casa. E como

    explica a diretora e fundadora do Centro de Ecologia Integral, Ana Maria Vidigal

    Ribeiro, como so mltiplas as casas que habitamos! Temos a nossa casa como

    ser humano, o nosso corpo, emoes, pensamentos, espiritualidade, que nos leva a

    ficar atentos ecologia pessoal. Temos a casa do outro, dos nossos relacionamentos,

    da nossa cultura, da sociedade em que vivemos e da grande comunidade de todos

    os seres humanos que habitam o planeta, da resultando a ateno pela ecologia

    social. Finalmente, como espcie, temos uma casa em comum. O planeta terra, com

    toda a sua diversidade, gua, ar, minerais, vegetais, animais, que nos acolhe e

    sustenta a vida de todos os seres que nele habitam, gerando a ecologia ambiental. E estas trs dimenses no se separam.

    Formam elos de ligao profundos e interdependentes. A ecologia integral junta novamente, na mente humana, dimenses

    Ver a beleza que existe na natureza

    Foto

    : Alic

    e O

    kaw

    ara

    Segundo os seus fundadores Jos Luiz Ribeiro de Carvalho e

    Ana Maria Vidigal Ribeiro, a criao do Centro de Ecologia

    Integral - CEI e da Revista Ecologia Integral teve como base os

    princpios e valores difundidos pela Universidade Internacional

    da Paz - Unipaz, principalmente por meio do curso Formao

    Holstica de Base, FHB, do Programa Beija-Flor e do seminrio

    A arte de viver em paz. Depois de participar da Formao

    Holstica de

    Base, duran-

    te mais de

    dois anos, o

    casal come-

    ou a traba-

    lhar a ideia

    de uma or-

    g a n i z a o

    para a divul-

    gao da e-

    cologia in-

    tegral e da

    cultura de

    paz.

    Foto: Jos Luiz

    88888

    A base da ecologA base da ecologA base da ecologA base da ecologA base da ecologia integia integia integia integia integrrrrralalalalalSegundo Jos Luiz, tanto a Unipaz quanto o CEI trabalham

    visando a transformao de pessoas no sentido de se

    tornarem agentes na construo de uma cultura de paz.

    Buscam resgatar, em cada indivduo, a conscincia de que

    tudo est interligado, tudo est integrado, no nvel pessoal,

    social, ambiental e csmico. Os cursos e atividades so

    inspirados na ideia do professor Pierre Weil, psiclogo,

    educador e fundador da Unipaz de que voc que, com a

    sua prpria transformao, contribuir para a transformao

    dos outros.

    Atividades do CEIAtividades do CEIAtividades do CEIAtividades do CEIAtividades do CEI

    Nos seus oito anos de existncia, o CEI vem sensibilizando

    pessoas e grupos por meio da Revista Ecologia Integral, de

    passeios ecolgicos de integrao com a natureza, dos cursos

    e seminrios que oferece, alm da formao de educadores

    ambientais do curso de ps-graduao em Educao

    Ambiental, Agenda 21 e Sustentabilidade, este ltimo em

    parceria com faculdades de Belo Horizonte. Participa de

    congressos, feiras e movimentos e conta com inmeros

    parceiros e voluntrios que contribuem para a ampliao

    dos conceitos da ecologia integral e da cultura de paz para

    um pblico cada vez maior.

    O Centro de Ecologia Integral promove diversos cursos,oficinas e passeios de integrao com a natureza

    Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009

  • 99999

    Uma nova viso da realidadePara o psiclogo e educador Pierre Weil, uma nova viso

    da paz ser, certamente, holstica. (...) Essa viso

    inovadora implica: uma teoria no fragmentada do

    universo, segundo a qual a matria, a vida e a informao

    so apenas formas diferentes de manifestao da mesma

    energia; uma perspectiva que leve em conta o homem, a

    sociedade e a natureza (...) Esses trs aspectos so

    estreitamente ligados e em constante interao. Para

    ele, o olhar fragmentado do ser humano seria a principal

    causa dos problemas atuais.

    Na viso do fsico Fritjof Capra, a nova viso da

    realidade baseia-se na conscincia do estado de inter-

    relao e interdependncia essencial a todos os

    fenmenos - fsicos, biolgicos, psicolgicos, sociais e

    culturais.

    Para o telogo e filsofo Leonardo Boff, para uma

    viso ecolgica, tudo o que existe coexiste, tudo o que

    coexiste preexiste. E tudo o que coexiste e preexiste

    subsiste atravs de uma teia infindvel de relaes

    inclusivas. Tudo se acha em relao. Fora da relao nada

    existe.

    Edgar Morin diz que efetivamente o tecido de

    acontecimentos, aes, interaes, retroaes,

    determinaes, acasos que constituem o nosso mundo

    fenomenal.

    Segundo o qumico Ilya Prigogine, todos os

    fenmenos se interdependem. No existem fenmenos

    isolados.

    O pensamento do chefe da tribo Seattle, nos Estados

    Unidos, em 1854, j dizia que o homem no teceu o

    tecido da vida. Ele apenas um dos seus fios. Tudo o que

    fizer ao tecido estar fazendo a si mesmo.

    que nunca poderiam ter sido separadas: o ser humano, a

    sociedade e a natureza, ressalta Ana Maria. Mas por que

    elas foram separadas? Jos Luiz Ribeiro de Carvalho,

    tambm diretor e fundador do Centro de Ecologia Integral,

    explica que esta separao uma longa histria, na histria

    da humanidade: em um determinado momento (princi-

    palmente a partir da revoluo cientfica e industrial) o ser

    humano sentiu a necessidade de dividir, de fragmentar, de

    separar, de analisar, para melhor entender, prever e controlar

    a natureza e a realidade na qual estava inserido. O problema

    que ns ficamos com uma grande quantidade de

    conhecimentos e informaes desconectados uns dos outros

    e do todo. Estamos vivendo agora uma grande necessidade

    de resgatar aquilo que nunca deveria ter sido separado: a

    viso integrada e no fragmentada do ser humano, da

    sociedade e da natureza. preciso conhecer a rvore, mas

    no podemos perder de vista a floresta. preciso integrar

    anlise e sntese, as partes e o todo, o local e o global.

    Quando temos a pretenso de entender, compreender e

    controlar o mundo a partir do conhecimento fragmentado

    estamos cometendo um erro fundamental e grave.

    Para Ana Maria e Jos Luiz, a ecologia integral prope

    um olhar integrado das dimenses pessoal, social e

    ambiental. Quando falamos em ecologia integral fazemos

    questo de salientar que a ideia da no separatividade, de

    que tudo est interligado, que fundamental para o

    entendimento da nossa proposta, j vem sendo apontada

    por muitos pensadores em vrios campos do conhecimento

    como a Fsica, a Filosofia, a Psicologia Transpessoal, a

    Qumica, a Biologia, alm das grandes tradies espirituais.

    (Ver quadro ao lado). Tudo faz parte de um todo uno e

    interdependente, ou seja, tudo tem a ver com tudo,

    explicam.

    TTTTTeia de relaeseia de relaeseia de relaeseia de relaeseia de relaesAs aes no nvel pessoal, social ou ambiental tm reflexos

    umas nas outras numa infindvel e complexa teia de

    relaes inclusivas. O comeo pode se dar em qualquer uma

    destas dimenses embora a preferncia dos fundadores do

    Centro de Ecologia Integral tem sido por iniciar o processo

    de transformao pela ecologia pessoal, priorizando a

    tomada de conscincia do cidado como constituinte e

    constituidor de todo o processo que ele est envolvido. Isto

    no invalida outras formas de iniciar o processo, como por

    exemplo as aes no campo social ou ambiental, que

    podero tambm trazer as transformaes no nvel pessoal,

    completam.

    O trO trO trO trO trabalho pela ecologabalho pela ecologabalho pela ecologabalho pela ecologabalho pela ecologiaiaiaiaiaSegundo Jos Luiz, muitas pessoas tm uma viso distorcida

    dos objetivos do movimento ambientalista e ecolgico

    dizendo que prejudicam a gerao de emprego e renda e

    coisas semelhantes. Esta uma argumentao falsa e

    Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/20091111100000

    Para saber maisAlgumas sugestes de livros sobre a abordagem

    holstica que servem como base para a ecologia

    integral.

    - A arte de viver em paz.

    Pierre Weil (Ed. Gente).

    - Holstica: uma nova viso e abordagem do real.

    Pierre Weil (Ed. Palas Athena).

    - A mudana de sentido e o sentido da mudana.

    Pierre Weil (Ed. Rosa dos Tempos).

    - Rumo nova transdisciplinaridade. Sistemas

    abertos de conhecimento. Pierre Weil, Ubiratan

    DAmbrosio e Roberto Crema (Ed. Summus).

    - Introduo viso holstica.

    Roberto Crema (Ed. Summus).

    - O novo paradigma holstico.

    Dnis Brando e Roberto Crema (orgs).

    (Ed. Summus).

    - A obra do artista. Uma viso holstica do Universo.

    Frei Betto (Ed. tica).

    - A teia da vida. Fritjof Capra (Ed. Cultrix).

    - Carta da Terra (site www.cartadaterrabrasil.org.br).

    - Carta do chefe indgena Seattle.

    Para Pierre Weil, o olhar fragmentado sobre a realidade e o noentendimento de que tudo est interligado tem levado o

    planeta, a sociedade e o homem aos srios problemas atuais

    Foto: Alice Okawara - Evento do Movimento SOS Serra da Piedade - Caet/MG

    Estamos vivendo agorEstamos vivendo agorEstamos vivendo agorEstamos vivendo agorEstamos vivendo agora uma ga uma ga uma ga uma ga uma grrrrrandeandeandeandeande

    necessidade de resgatar aquilo quenecessidade de resgatar aquilo quenecessidade de resgatar aquilo quenecessidade de resgatar aquilo quenecessidade de resgatar aquilo que

    nunca devernunca devernunca devernunca devernunca deveria ter sido separia ter sido separia ter sido separia ter sido separia ter sido separado: a visoado: a visoado: a visoado: a visoado: a viso

    integintegintegintegintegrrrrrada e no frada e no frada e no frada e no frada e no fragmentada do seragmentada do seragmentada do seragmentada do seragmentada do ser

    humano, da sociedade e da natureza. humano, da sociedade e da natureza. humano, da sociedade e da natureza. humano, da sociedade e da natureza. humano, da sociedade e da natureza.

    preciso conhecer a rpreciso conhecer a rpreciso conhecer a rpreciso conhecer a rpreciso conhecer a rvore, mas novore, mas novore, mas novore, mas novore, mas no

    podemos perder de vista a floresta. podemos perder de vista a floresta. podemos perder de vista a floresta. podemos perder de vista a floresta. podemos perder de vista a floresta.

    preciso integpreciso integpreciso integpreciso integpreciso integrrrrrar anlise e sntese, asar anlise e sntese, asar anlise e sntese, asar anlise e sntese, asar anlise e sntese, as

    parparparparpartes e o todo, o local e o global.tes e o todo, o local e o global.tes e o todo, o local e o global.tes e o todo, o local e o global.tes e o todo, o local e o global.

    Quando temos a pretenso de entenderQuando temos a pretenso de entenderQuando temos a pretenso de entenderQuando temos a pretenso de entenderQuando temos a pretenso de entender,,,,,

    compreender e controlar o mundo acompreender e controlar o mundo acompreender e controlar o mundo acompreender e controlar o mundo acompreender e controlar o mundo a

    parparparparpartir do conhecimento frtir do conhecimento frtir do conhecimento frtir do conhecimento frtir do conhecimento fragmentadoagmentadoagmentadoagmentadoagmentado

    estamos cometendo um erestamos cometendo um erestamos cometendo um erestamos cometendo um erestamos cometendo um errororororo

    fundamental e gfundamental e gfundamental e gfundamental e gfundamental e grrrrrave.ave.ave.ave.ave.

    Jos Luiz Ribeiro de Carvalho

    enganosa que tenta desvirtuar a

    ideia da grande maioria dos que

    trabalham pela ecologia e pelo

    meio ambiente. O conceito que

    precisa ser resgatado aqui o de

    sociedade sustentvel. Ou seja,

    existe muita diferena entre uma

    sociedade imediatista, que explora

    de maneira irresponsvel a na-

    tureza e que gera emprego e renda

    de forma exploratria e de curto

    prazo, e uma sociedade respon-

    svel e sustentvel, que se preo-

    cupa com a vida, no s da gerao

    atual, mas tambm das geraes

    futuras. A natureza est a nos

    oferecendo a gua, os alimentos e

    os recursos para a sobrevivncia

    digna e justa. Podemos e devemos usufruir desta ddiva de forma

    consciente para no privar ou ameaar as futuras geraes. A

    utilizao de fontes renovveis de energia, a explorao

    sustentvel de florestas, a produo de alimentos orgnicos, a

    reutilizao e a reciclagem dos resduos que produzimos, o cuidado

    e a preservao da gua fonte da vida, entre outras, so opes

    que respeitam a vida no planeta.

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009 1111111111

    A importncia do cuidadoViver com base na ecologia integral significa cuidar de si, dos outros e

    do ambiente que nos cerca. Todos estes cuidados levam-nos cultura

    de paz. A paz no como um lugar que chegamos mas como um longo

    caminho que percorremos diariamente, durante toda a nossa vida.

    possvel ento cada um cuidar de si sem esquecer dos direitos das outras

    pessoas? vivel ter o necessrio para nossa sobrevivncia e no esgotar

    os recursos que existem no planeta? Podemos compatibilizar

    desenvolvimento econmico e sustentabilidade socioambiental? As

    vrias questes que podemos fazer acerca da ecologia integral, na

    prtica, pedem respostas complexas, porque h muitas formas de se

    ver a realidade. Em cada momento histrico estamos mais preocupados

    com isso ou aquilo assim como em cada fase de sua vida o ser humano

    tem diferentes prioridades. Em um planeta com mais de 6 bilhes de

    habitantes certamente temos um nmero crescente de desafios que

    precisam ser resolvidos para promoo da ecologia pessoal, da ecologia

    social e da ecologia ambiental.

    Ecologia socialA ecologia social expande o nosso cuidado para as pessoas do nosso relacio-

    namento e para todos os outros seres humanos. a prtica da solidariedade, do

    dilogo, da soluo pacfica dos conflitos, do compartilhar, do respeito s di-

    ferenas, da dedicao s causas ligadas justia social e conquista de uma

    vida digna para todos.

    Ecologia pessoalA ecologia pessoal se refere ao cuidado que devemos ter com o nosso corpo

    (como a alimentao saudvel, a respirao correta, o movimento fsico, o sono

    reconfortante e o descanso necessrio), com as nossas emoes (procurando

    conhecer e entender os nossos estados emocionais para que eles se tornem

    cada vez mais harmoniosos), com a nossa mente (a ateno que se deve dar

    aos nossos pensamentos e s informaes que os alimentam) e com a nossa

    espiritualidade (buscando uma verdadeira conexo interna, com as outras

    pessoas, com o planeta, com o cosmos e com aquilo que ainda no conseguimos

    compreender).

    Ecologia ambientalA ecologia ambiental nos prope uma unio profunda com a natureza, fazendo-

    nos entender que sem ela no h possibilidade da existncia humana e que a

    opo pela simplicidade voluntria, pelo conforto essencial, pelo consumo

    consciente, por aes de preservao ambiental e aes reparadoras em reas

    devastadas se fazem prioritrias para a continuidade da vida na terra.

    Como a ecologia integral pode se tornar concreta no dia a dia?

    VVVVVivenciar e privenciar e privenciar e privenciar e privenciar e praticar a ecologaticar a ecologaticar a ecologaticar a ecologaticar a ecologiaiaiaiaia

    integintegintegintegintegrrrrral no dia a dia significa umaal no dia a dia significa umaal no dia a dia significa umaal no dia a dia significa umaal no dia a dia significa uma

    gggggrrrrrande oporande oporande oporande oporande oportunidade detunidade detunidade detunidade detunidade de

    trtrtrtrtransforansforansforansforansformao. No espere quemao. No espere quemao. No espere quemao. No espere quemao. No espere que

    outroutroutroutroutras pessoas comecem paras pessoas comecem paras pessoas comecem paras pessoas comecem paras pessoas comecem para voca voca voca voca voc

    comearcomearcomearcomearcomear. Seja o pioneiro de um novo. Seja o pioneiro de um novo. Seja o pioneiro de um novo. Seja o pioneiro de um novo. Seja o pioneiro de um novo

    mundo. Sirmundo. Sirmundo. Sirmundo. Sirmundo. Sirva de exemplo. Comeceva de exemplo. Comeceva de exemplo. Comeceva de exemplo. Comeceva de exemplo. Comece

    com pequenas mudanas e percebacom pequenas mudanas e percebacom pequenas mudanas e percebacom pequenas mudanas e percebacom pequenas mudanas e perceba

    interinterinterinterinternamente a snamente a snamente a snamente a snamente a satisfao de estaratisfao de estaratisfao de estaratisfao de estaratisfao de estar

    fazendo a sua parfazendo a sua parfazendo a sua parfazendo a sua parfazendo a sua parte que vital parte que vital parte que vital parte que vital parte que vital paraaaaa

    que uma trque uma trque uma trque uma trque uma transforansforansforansforansformaomaomaomaomao

    maior ocormaior ocormaior ocormaior ocormaior ocorrrrrra.a.a.a.a.

    Ana Maria Vidigal Ribeiro

    Foto: Alice Okawara

    Foto: Alice Okawara

    Foto: Desire Ruas

  • 1111122222

    Ecologia pessoal

    Como combater o estresse e promover a sade fsica e

    mental de forma simples?

    No Congresso Holstico Internacional, que ocorreu em Goinia

    em setembro deste ano, palestrantes enfatizaram a

    necessidade vital de ter amigos, comer alimentos sem

    agrotxicos e de preferncia crus, fazer respirao

    diafragmtica, cuidar do corpo fsico. Um templo que abriga a

    histria de cada um, com todas as suas marcas e o seu ser

    interno, cujo alimento principal deve ser o amor e a compaixo.

    Para se resgatar ou manter o equilbrio corpo e mente, o que

    voc acha fundamental?

    Para mantermos o equilbrio corpo e mente precisamos de

    ateno plena, cuidado dirio, leveza e alegria. J o resgate

    deste equilbrio exige um

    esforo pessoal para re-

    cuperar algo que foi

    tirado, seja por dis-

    plicncia, desinforma-

    o, imaturidade, ou por

    fatores totalmente alheios vontade. Muitas vezes, atravs

    da perda que surge a conscincia da necessidade de

    mudanas. E a primeira atitude voltar a ouvir a voz interna.

    A milenar medicina chinesa relaciona os rgos internos com

    os do sentido, os tecidos do corpo, as emoes, o clima, as

    estaes e os elementos da natureza que existem fora e

    dentro de ns, como o fogo, a gua, a terra, a madeira e o

    metal. Para os chineses cada rgo tem um esprito com

    sentimentos prprios que so importantes para o equilbrio

    e a defesa do organismo. Estes sentimentos, quando ficam

    exacerbados, geram o desequilbrio. Por exemplo, o

    sentimento do fgado a raiva. Este um sentimento que

    pode se transformar em ira e causar srios danos pessoa.

    Dos rins o medo, que em excesso imobiliza, ou gera conflitos.

    Do pulmo a tristeza. Do bao/pncreas a ansiedade.

    At mesmo a alegria do corao quando descontrolada causa

    patologias. Ouvindo a voz interna e sentindo cada parte do

    corpo fica mais fcil perceber o que precisamos para manter

    o equilbrio do corpo e da mente

    Fale um pouco sobre a importncia de mantermos o nosso

    corpo em movimento.

    Ao observar uma criana que vive na cidade, vemos que ela

    pura criatividade e movimento. medida que cresce vai

    A fisioterA fisioterA fisioterA fisioterA fisioterapeuta e instrapeuta e instrapeuta e instrapeuta e instrapeuta e instrutorutorutorutorutora de prticas chinesa de prticas chinesa de prticas chinesa de prticas chinesa de prticas chinesas paras paras paras paras para a sa a sa a sa a sa a sadeadeadeadeadeIrIrIrIrIrma Reis fala sobre o cuidado que devemos ter com o corpoma Reis fala sobre o cuidado que devemos ter com o corpoma Reis fala sobre o cuidado que devemos ter com o corpoma Reis fala sobre o cuidado que devemos ter com o corpoma Reis fala sobre o cuidado que devemos ter com o corpo

    trocando as brincadeiras alegres, os

    jogos, a partilha, pela solido da TV ou do

    computador. Quando adulto, o ser humano

    se torna muitas vezes sedentrio. s vezes fica to alienado

    de seu corpo que passa dias sem tomar sol e quase sem

    caminhar. Essa postura encolhida produz respirao

    inadequada, baixa oxigenao, com consequncias para a

    sade. Mas a vida generosa. Como uma rvore que perde

    suas folhas no inverno e em seguida se veste de um

    maravilhoso manto de flores, o nosso corpo tem a capacidade

    de reagir, caso os danos no sejam irreparveis.

    Que tipo de exerccio fsico voc recomenda para idosos,

    adultos, jovens?

    Ao longo da vida o exerccio regular promove a expanso das

    capacidades motoras e cognitivas. Eles so imprescindveis

    em todas as fases da vida, mas tm as suas especificidades.

    Os efeitos so melhores quando praticados em locais sem

    poluio, abertos e arborizados. Deve-se avaliar a capacidade

    aerbica de cada praticante atravs de testes especficos,

    para ento decidir a frequncia e velocidade adequadas. O

    ideal praticar trs a quatro vezes por semana, num perodo

    de 30 a 40 minutos. A criana, por exemplo, est em pleno

    desenvolvimento, precisa de atividades variadas que

    possibilitam o aumento da criatividade e sociabilidade, como

    nadar, jogar bola, basquete, dana, artes marciais, etc. Os

    pais devem ficar atentos para no os sobrecarregar com

    muitas atividades, ou em horrios que eles esto com sono

    ou cansados, como depois da escola. Fala-se muito da

    importncia dos esportes para os jovens, mas o investimento

    governamental nesta rea ainda aparece como um favor e

    no como um dever. Esporte no s futebol. Os

    adolescentes, de ambos os sexos, tm o direito de praticar a

    modalidade do seu agrado no seu

    bairro, na sua cidade. Hoje em dia,

    os adultos so os que tm menos

    espaos pblicos e estmulos para se

    exercitar. Alm disso, parece que

    esquecem as lies que ensinaram

    aos filhos e arranjam muitas

    desculpas para no fazer exerccios,

    consomem bebidas e alimentos

    imprprios, so sedentrios. Os

    Ilustrao: Emidio

    Ilustrao: Emidio

    Ilustrao: Emidio

    Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009

  • 1111133333

    idosos, em sua maioria aposentados, esto se organizando

    em associaes para discutir seus direitos e se encontrando

    em espaos de lazer onde se divertem, fazem exerccios,

    danam, etc. O exerccio ajuda na conservao de equilbrio

    adequado e reduz a probabilidade de quedas medida que

    o indivduo envelhece. Um programa de exerccios melhora a

    sade cardiovascular, controla a obesidade, aumenta a funo

    fsica e mental. Os ganhos resultantes na potncia aerbica,

    na fora muscular e na flexibilidade podem aumentar a idade

    biolgica, com qualidade de vida. O declnio de fora est

    associado diminuio da massa muscular e da atividade

    fsica. O treinamento continuado medida que se envelhece

    diminui os efeitos do envelhecimento sobre o sistema

    muscular. Os programas esportivos mostram pessoas com

    mais de 70 anos que tm uma capacidade aerbica e fora

    muscular maior do que muitos jovens .

    Sabemos respirar corretamente?

    Somente quando somos postos prova em

    situaes limites, quando nossas emoes esto

    fora de controle, que descobrimos que no

    aprendemos a usar a respirao a nosso favor.

    Como por exemplo: quando estamos amedrontados

    a respirao curta, superficial e irregular. Durante

    a raiva o corpo fica tensionado, a inspirao curta

    e a expirao forte, j a tristeza produz uma

    respirao superficial e fragmentada. Ento,

    como usar a respirao a nosso favor? Pelas prticas da auto-

    observao e da visualizao da inspirao percorrendo cada

    parte de nosso corpo, e da respirao diafragmtica que

    estufa o abdome na inspirao e expira lentamente entre os

    dentes.

    Como a meditao pode melhorar a sade das pessoas?

    A meditao o momento de total entrega. Ficamos em

    repouso na condio natural. o momento de esvaziar a

    mente deixando que os pensamentos venham e passem sem

    nos perturbar. Isto produz efeitos benficos sade, clareia

    a mente, controla os batimentos cardacos, afasta do

    praticante a agressividade e deixa fluir a paz e a

    espiritualidade.

    Como as prticas chinesas podem ser benficas?

    As prticas corporais teraputicas chinesas tm um objetivo

    comum, o DAO-IN, que significa a induo da circulao do

    QI, ou energia. Podem ser praticadas por pessoas de todas

    as idades, principalmente idosos que se beneficiam com a

    melhora da memria e a diminuio do risco de quedas.

    uma prtica que vai contra a correnteza

    da pressa, do barulho, da busca de

    resultados imediatos. So movimentos de

    expanso e recolhimento que restauram

    a harmonia e o equilbrio. Causam bem-

    estar para o corpo e a mente. Tm o

    propsito de repor o dispndio

    energtico, reduzir a fadiga fsica e psquica. Trata e previne

    dores, aumenta a flexibilidade e a resistncia, equilibra o

    sono, ativa a circulao, previne contra quedas. Dentre essas

    prticas, temos o Tai chi chuan cujos princpios de reflexo

    serena; passividade dinmica; capacidade de contornar os

    obstculos; integrao natureza; compreenso do fluxo

    natural das coisas; impessoalidade; simplicidade; silncio;

    bom humor sereno e inabalvel levam naturalmente a um

    estado de maior serenidade e adaptabilidade s diversas

    circunstncias da vida. Tive a oportunidade de dar aulas de

    Tai chi chuan para diferentes faixas etrias e o que mais me

    surpreendeu foi um grupo de adolescentes de um projeto

    social que viviam em situao de risco. Inicialmente elas

    reagiram contra mas, aps um ano de prtica, passaram

    a valorizar o trabalho e at a sugerir determinada

    atividade, como o relaxamento. O professor de

    informtica admirou-se da forma como elas ficaram

    mais centradas e atenciosas.

    O que as pessoas podem fazer, e que seja simples e

    fcil, para melhorar a sua qualidade de vida?

    Acredito que o passo mais importante diminuir a pressa

    interna atravs da valorizao do cotidiano e contemplao

    do belo que est a nossa volta como as flores de um jardim,

    os ips, a lua, o sol, as estrelas, as montanhas, os pssaros,

    um casal de idosos andando calmamente, uma criana

    brincando, um coral, uma manifestao pblica... Outra

    sugesto movimentar-se. Comear a dormir cedo e a

    acordar com o sol. Ainda na cama massagear o abdome, os

    braos, o rosto e as pernas. Abrir um sorriso ao se olhar no

    espelho e levar este sorriso para cada rgo e cada clula. Se

    possvel danar. Imaginar o verde brilhante da floresta quando

    o sol da manh a ilumina e trazer este verde para ser o seu

    primeiro alimento. Inspirar e soltar o ar profundamente

    visualizando o verde na inspirao e todos os desconfortos e

    preocupaes na expirao. Antes de iniciar as atividades

    parar um pouco em silncio. A meditao uma prtica

    indicada por todas as tradies religiosas e atualmente at

    pelos cientistas que comprovaram os seus benefcios sade.

    Ilustrao: Emidio

    Ilustrao: Emidio

    Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/20091111144444

    Alimentao: base para a boa sadeA nutricionista Ivnia Moutinho fala sobre cultura,

    hbitos alimentares e vida saudvel

    Ecologia pessoal

    A influncia da cultura na determinao e manuteno dos

    hbitos alimentares enorme, por isso to difcil mudar a

    nossa alimentao?

    A influncia cultural na alimentao de fundamental

    relevncia. A cultura sempre foi um elemento orientador das

    opes dietticas. A abordagem cultural transforma a nutrio

    em uma forma de comunicao que contm as razes de cada

    povo, suas foras sagradas e seu simbolismo. Diante da

    tendncia de padronizao dos modelos alimentares, torna-

    se essencial considerar a diversidade cultural como elemento

    importante na ampliao dos conceitos de qualidade

    alimentar e sade. Aes que envolvam modos de vida

    saudvel devem promover a integrao do ser humano com

    sua cultura de origem, com o intuito de restabelecer relaes

    mais equilibradas entre o local e o global.

    Na sua opinio, ns, brasileiros, temos uma dieta saudvel

    ou no? Por qu?

    A dieta do brasileiro de forma geral saudvel pois possumos

    um clima favorvel produo de legumes, cereais e frutas

    com muita fartura. Assim, podemos ter acesso a uma

    alimentao equilibrada com baixo custo.

    Como o nosso organismo reage a substncias como os

    aditivos qumicos presentes nos alimentos industrializados?

    Os aditivos qumicos como corantes e conservantes so

    substncias que o organismo no reconhece como nutrientes.

    Existem poucos estudos mostrando a toxicidade dessas

    substncias. Os efeitos cumulativos e mutagnicos destas

    substncias no so ainda totalmente conhecidos e devem

    preocupar as autoridades de controle sanitrio e os

    profissionais da rea de sade.

    Como voc analisa as consequncias da presena constante

    de agrotxicos nos vegetais que compramos?

    Os alimentos mais consumidos na dieta contempornea

    podem ser questionados quanto sua toxicidade, devido

    presena de contaminantes qumicos utilizados na sua

    produo. Alguns estudos mostram que os agrotxicos esto

    relacionados com anomalias neurolgicas, gstricas e sseas,

    tumores, esterilidade e intoxicaes agudas. A agricultura

    orgnica pode ser considerada como promoo de sade, se

    pensarmos que produz alimentos com baixa toxicidade e

    melhor valor nutricional, apresentando assim ao preventiva

    em doenas carenciais e crnico degenerativas. Alm disso,

    a agricultura orgnica relaciona-se com o contexto ambiental,

    que repercute na promoo da sade e de qualidade de vida.

    O preo dos alimentos orgnicos, a princpio, o maior

    dificultador para sua aquisio. Com a baixa demanda

    comparada aos alimentos convencionais, o produto orgnico

    ainda no se faz competitivo o suficiente no grande mercado.

    O preo no deveria ser um empecilho para o consumo dos

    orgnicos se pensarmos que, ao adquirir uma alimento

    orgnico, contribumos tambm para promoo da sade,

    para a qualidade de vida das futuras geraes e para a

    preservao dos ecossistemas naturais. A venda direta atravs

    de feiras uma alternativa vivel de aquisio dos alimentos

    orgnicos.

    Como a questo da publicidade e dos meios de comunicao

    interfere na definio da alimentao de uma populao?

    O consumo excessivo e continuado dos alimentos veiculados

    pelos meios de comunicao - j que as propagandas

    influenciam as escolhas de uma populao, principalmente

    de crianas e adolescentes - e o comportamento sedentrio

    evocado pelo hbito de ficar em frente televiso ou ao

    computador, pode indicar uma situao preocupante no

    campo da sade pblica. Isto acontece porque os produtos

    Ilustrao: Emidio

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009 1111155555

    O consumo dirio de verduras e legumescontribui para o fortalecimento da sade

    alimentcios presentes

    nas propagandas de TV

    do horrio infanto-

    juvenil so, em sua

    maioria, inadequados

    nutricionalmente. Em

    pesquisa de 2007

    verificou-se que, entre

    as propagandas de

    alimentos, cerca de 45% correspondiam a guloseimas

    (chocolates, bolachas recheadas, balas, gomas de mascar,

    salgadinhos e sorvetes), 22,5% a institucionais (lanches de

    redes de fastfood), 18% a bebidas no lcteas (refrigerantes

    e sucos), 9% a cereais (cereais matinais e de caf da manh),

    4% a bebidas lcteas (iogurtes, bebidas achocolatadas), 0,5%

    a alimentos pr-preparados (macarro instantneo,

    hambrguer) e 1% a outros. Em suma, a maioria dos

    alimentos veiculados em propagandas televisivas de alta

    densidade energtica, com reduzido valor nutricional, ricos

    em sdio, gorduras e acares e com quantidades reduzidas

    de fibras alimentares e carboidratos complexos.

    Estamos tendo uma dieta cada vez mais industrializada. Que

    riscos e benefcios h nesta situao para a nossa sade?

    O ritmo acelerado da vida moderna criou um novo consumidor

    que se caracteriza fundamentalmente pela falta de tempo.

    Com isso as empresas alimentcias tornaram as formas das

    embalagens mais arrojadas: reduzindo tamanho, facilitando

    o transporte e o consumo. A alimentao industrializada est

    cada vez mais presente na vida das pessoas, principalmente

    as urbanas. Ela oferece praticidade, comodidade e rapidez,

    exatamente o que as pessoas esto buscando. Porm, esse

    tipo de alimentao est contribuindo para se adquirir

    vrias doenas crnicas como diabetes, obesidade,

    doenas cardiovasculares. Isto porque esse tipo

    de alimento acrescido de corantes, aditivos

    qumicos que o nosso organismo nem sempre

    consegue eliminar. Normalmente alimentos

    industrializados contm muita gordura e

    acares que tambm so usados como

    conservantes.

    O que contribui para mudar uma rotina

    alimentar?

    Boa vontade e conscincia so os

    principais fatores para que haja

    uma mudana. A alimentao

    inadequada est vinculada ao estmulo para se consumir

    alimentos em quantidade excessiva e de qualidade

    inadequada, com excesso de acar, sdio, gorduras e

    deficincia de fibras e micronutrientes. Para dificultar, temos

    vrios fatores como: a sociedade que vivemos, a indstria

    que se preocupa apenas com o lucro, a falta de tempo.

    Que sugestes voc d para que a pessoa consiga motivao

    para mudar sua rotina alimentar?

    As aes intervencionistas dirigidas populao so mais

    eficazes quando ocorrem no ambiente familiar e escolar. As

    aes devem incentivar uma dieta alimentar equilibrada,

    fomentando alternativas atraentes e prazerosas que ocupem

    o tempo de lazer e substitua a televiso e o computador. No

    ambiente familiar fundamental que os pais participem

    ativamente das escolhas alimentares de seus filhos desde a

    primeira infncia. Vale salientar que os pais tambm devem

    adotar hbitos saudveis, englobando desde refeies feitas

    mesa e no em frente TV - at a prtica de atividades

    fsicas.

    Ilustrao: Emidio

    Foto: Desire R

    uas

    Sempre que possvel, utilizeintegralmente os vegetais, j que talose folhas tm grande quantidade denutrientes

    Foto

    : Irm

    a R

    eis

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/20091111166666

    Suco de clorofilaSuco de clorofilaSuco de clorofilaSuco de clorofilaSuco de clorofila1 - Bata no liquidificador duas ou mais mas e

    extraia o sumo coando num pano. No precisa

    colocar gua, basta prensar a ma.

    2 - Devolva o sumo ao liquidificador e acrescente

    aos poucos folhas verdes comestveis como: grama

    de trigo - folha de abbora folha de batata doce

    - couve - chicria - alface - acelga - hortel - capim

    limo ou outra que desejar (o objetivo extrair o

    sumo verde, portanto voc pode usar qualquer

    folha verde comestvel que tiver em casa).

    3 - Acrescente 1 xcara de sementes germinadas

    ou de brotos (por pessoa). (Aproveite para usar as

    sementes com cascas duras, pois sero coadas logo

    a seguir).

    4 - Depois de batido coe novamente num coador

    de pano para retirar as fibras, pois, desse modo, a

    clorofila pode ser mais bem absorvida pelo nosso

    corpo. E bom proveito!!!

    ObserObserObserObserObservao: vao: vao: vao: vao: No substitua a ma por outra fruta,

    pois as outras interferem na estrutura molecular

    da clorofila. Se desejar, acrescente legumes.

    FFFFFonte: Manual do Tonte: Manual do Tonte: Manual do Tonte: Manual do Tonte: Manual do Terererererrrrrrapia/Sucos Vapia/Sucos Vapia/Sucos Vapia/Sucos Vapia/Sucos Verdeserdeserdeserdeserdes

    Escola Nacional de Sade Pblica/FiocrEscola Nacional de Sade Pblica/FiocrEscola Nacional de Sade Pblica/FiocrEscola Nacional de Sade Pblica/FiocrEscola Nacional de Sade Pblica/Fiocruzuzuzuzuz

    Site: wwwSite: wwwSite: wwwSite: wwwSite: www.ensp.fiocr.ensp.fiocr.ensp.fiocr.ensp.fiocr.ensp.fiocruz.br/teruz.br/teruz.br/teruz.br/teruz.br/terrrrrrapiaapiaapiaapiaapia

    Sementes gerSementes gerSementes gerSementes gerSementes germinadasminadasminadasminadasminadasSucos feitos a base de gros e sementes germinadas so fceis de

    fazer e bons para a sade. As sementes germinadas contm grande

    quantidade de nutrientes, alm de suas enzimas estarem ativadas,

    facilitando o processo de digesto.

    Como fazer:Como fazer:Como fazer:Como fazer:Como fazer:

    - Colocar os gros (ou sementes) em um vidro e cobrir com gua limpa.

    - Deixar de molho por 8 horas (uma noite).

    - Cobrir a boca do vidro com fil e prender com um elstico. Despejar

    a gua e enxaguar bem sob a torneira.

    - Colocar o vidro inclinado em um escorredor em local sombreado e

    fresco.

    - Enxaguar pela manh e noite. Nos dias quentes preciso lavar

    mais vezes. Nos dias mais frios, a germinao mais demorada.

    - Os gros (ou sementes) iniciam sua germinao em perodos variveis.

    Em geral esto com sua potncia mxima logo que sinalizam o processo

    do nascimento (quando aparece um cabelinho na ponta) e esto,

    neste momento, prontos para o consumo.

    - Exemplo de sementes germinadas neste processo: trigo, amendoim,

    lentilha, gro de bico, girassol, paino, gergelim, feijo azuki, feijo moyashi,

    ervilha, feno grego, centeio e muitas outras. (Fonte: Ivnia Moutinho)

    Produo da gProduo da gProduo da gProduo da gProduo da grrrrrama de trama de trama de trama de trama de trigo em casigo em casigo em casigo em casigo em casaaaaaOs gros de trigo podem, aps o processo degerminao ensinado acima, transformar-se emgrama de trigo e ser usada em sucos ou saladas.

    Fotos: Desire Ruas

    Como as pessoas podem se alimentar melhor, mesmo

    comendo em restaurantes ou tendo pouco tempo em casa

    para preparar os alimentos?

    Com a exigncia do mercado, cada vez mais, as pessoas

    que trabalham com alimentos devem se preocupar com

    o preparo e a composio dos mesmos. O mercado

    oferece vrios tipos de servio e possvel fazer uma

    escolha mais saudvel. O self service, por exemplo, pode

    ser uma boa opo pois, possui uma grande variedade

    (saudvel e no saudvel). Assim, as pessoas podem

    escolher uma variedade de saladas, arroz integral,

    leguminosas, carnes menos gordurosas. Em casa tambm

    pode-se organizar o tempo e promover preparaes

    saudveis e prticas como por exemplo, definir o dia de

    compra de sacolo, elaborar um cardpio variado e

    preparar receitas saudveis.

    Dicas para melhorar a nossa alimentao

    Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009 1111177777

    Consumo dirConsumo dirConsumo dirConsumo dirConsumo dirio de sio de sio de sio de sio de salalalalalO consumo dirio de sdio pela populao brasi-

    leira est duas vezes e meia acima do limite pre-

    conizado pela Organizao Mundial da Sade,

    OMS. No Brasil, o hbito de utilizar muito sal de

    cozinha e condimentos feitos base de sal na

    preparao dos pratos representam 76% de todo

    o sdio consumido, de acordo com a pesquisa re-

    alizada pela Faculdade de Sade Pblica da Uni-

    versidade de So Paulo. J nos pases desenvol-

    vidos, o vilo no est nas cozinhas das casas e

    dos restaurantes mas na indstria, j que gran-

    de o consumo de alimentos industrializados. Os

    pesquisadores apontam que, no Brasil, a quanti-

    dade diria de sdio disponvel para consumo

    de 4,5 g por pessoa, sendo que a ingesto mxi-

    ma recomendada pela OMS de 2 g.

    ObservatrioEsgotamento fsico e mentalEsgotamento fsico e mentalEsgotamento fsico e mentalEsgotamento fsico e mentalEsgotamento fsico e mentalNo Brasil, 30% dos trabalhadores sofrem de estafa

    profissional, de acordo com uma estimativa divulgada em

    2008 pelo Isma Brasil, instituto internacional voltado para

    o controle do estresse. O termo "burnout" utilizado pelos

    mdicos para designar um esgotamento fsico ou mental

    causado por estresse ou trabalho em excesso. Algumas das

    sensaes de quem sofre deste mal so irritabilidade, baixa

    autoestima, frustrao, falta de energia e desmotivao.

    Outros sintomas fsicos tambm podem ocorrer como

    alcoolismo, compulso por comida, depresso, dor de

    cabea, dores musculares, dor de coluna, gastrite,

    hipertenso arterial e insnia. Os tratamentos incluem

    psicoterapia, afastamento do trabalho, realizao de

    atividades fsicas com regularidade, envolvimento com

    trabalhos voluntrios ou sociais, manter interesses diversos

    fora da rea profissional e o equilbrio entre a vida

    profissional e familiar.

    Exerccios: 2Exerccios: 2Exerccios: 2Exerccios: 2Exerccios: 20 minutos dir0 minutos dir0 minutos dir0 minutos dir0 minutos diriosiosiosiosiosUm estudo da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, comprovou

    que apenas vinte minutos dirios de atividade fsica garantem disposio

    mental por at 12 horas. Exerccios aerbicos como andar de bicicleta, correr

    ou caminhar, durante menos de meia hora, so suficientes para que o

    corpo produza substncias aliadas do bem-estar, as endorfinas. Alm de

    combater a tristeza e o desnimo, as endorfinas ainda aumentam a

    resistncia fsica e mental, fortalecem a memria e o sistema imunolgico. Classificadas como neuro-

    hormnios, as endorfinas conduzem impulsos eltricos entre os neurnios, as clulas cerebrais,

    proporcionando uma sensao contnua de conforto.

    FFFFFelicidade Interelicidade Interelicidade Interelicidade Interelicidade Interna Brna Brna Brna Brna Bruta: nova fruta: nova fruta: nova fruta: nova fruta: nova frmula parmula parmula parmula parmula para calcular a ra calcular a ra calcular a ra calcular a ra calcular a riqueza de um pasiqueza de um pasiqueza de um pasiqueza de um pasiqueza de um pasEm novembro de 2009, acontece no Brasil a 5 Conferncia Internacional sobre Felicidade Interna Bruta. O

    conceito de Felicidade Interna Bruta, FIB, nasceu em 1972, no Buto, um pequeno pas do Himalaia, quando o

    rei Jigme Singye Wangchuck questionou se o Produto Interno Bruto seria o melhor

    ndice para designar o desenvolvimento de uma nao. Desde ento, o reino do

    Buto comeou a praticar esse conceito e o ndice tem se tornado referncia em

    diversos pases do mundo. A nova frmula para o clculo de riqueza de um pas

    considera outros aspectos alm do desenvolvimento econmico, como a

    conservao do meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas. O FIB

    contempla nove dimenses: bom padro de vida econmica; boa governana;

    educao de qualidade; sade; vitalidade comunitria; proteo ambiental;

    acesso cultura; gerenciamento equilibrado do tempo e bem estar psicolgico.

    Mais informaes no site www.felicidadeinternabruta.org.br

    Ilustrao: Emidio

    Ilustrao: Emidio

  • 1111188888

    Livro para crianasDe forma divertida e reflexiva, o livro Se criana

    governasse o mundo..., de Marcelo Xavier, mostra como

    os problemas socioambientais e outros poderiam ser

    resolvidos se os

    governantes mirins

    assumissem o poder.

    As ilustraes do

    livro, fotografias de

    bonecos e objetos

    confeccionadas de

    massa de modelar,

    tornam a obra um

    encanto para adultos

    e crianas. Editora

    Formato.

    FilmeO filme O Contador de

    Histrias gira em torno da

    infncia sofrida do educador

    Roberto Carlos que, durante

    a dcada de 70, cresceu em

    uma entidade assistencial

    para menores. Entre fugas e

    capturas, ele foi considerado

    irrecupervel por seus edu-

    cadores. A vida do garoto,

    porm, mudou quando ele conheceu a pedagoga francesa

    Margherit, que veio ao Brasil para realizar uma pesquisa. Juntos,

    aprenderam importantes lies um com o outro, que mudaram

    as vidas de ambos para sempre.

    Foto: Divulgao

    Associao Universidade da Pazde Minas Gerais

    Unipaz-MGRua Bernardo Guimares, 3101Rua Bernardo Guimares, 3101Rua Bernardo Guimares, 3101Rua Bernardo Guimares, 3101Rua Bernardo Guimares, 3101

    Sala: 202 - Barro PretSala: 202 - Barro PretSala: 202 - Barro PretSala: 202 - Barro PretSala: 202 - Barro Pretooooo Belo Horizont Belo Horizont Belo Horizont Belo Horizont Belo Horizonte/MGe/MGe/MGe/MGe/MG

    T T T T Telefelefelefelefelefone: (31) 2511-1404one: (31) 2511-1404one: (31) 2511-1404one: (31) 2511-1404one: (31) 2511-1404(12h s 18h)(12h s 18h)(12h s 18h)(12h s 18h)(12h s 18h)

    E-mail: secretaria@unipaE-mail: secretaria@unipaE-mail: secretaria@unipaE-mail: secretaria@unipaE-mail: secretaria@unipazmg.org.brzmg.org.brzmg.org.brzmg.org.brzmg.org.brwwwwwwwwwwwwwww.unipa.unipa.unipa.unipa.unipazmg.org.brzmg.org.brzmg.org.brzmg.org.brzmg.org.br

    CurCurCurCurCurso Fso Fso Fso Fso Formao Holsormao Holsormao Holsormao Holsormao Holstica de Base - uma abordagtica de Base - uma abordagtica de Base - uma abordagtica de Base - uma abordagtica de Base - uma abordagem transdisciplinar:em transdisciplinar:em transdisciplinar:em transdisciplinar:em transdisciplinar: promo promo promo promo promovvvvve a fe a fe a fe a fe a formao de pessoas na perormao de pessoas na perormao de pessoas na perormao de pessoas na perormao de pessoas na perspectivspectivspectivspectivspectiva da viso holsa da viso holsa da viso holsa da viso holsa da viso holstica e transdisciplinartica e transdisciplinartica e transdisciplinartica e transdisciplinartica e transdisciplinar,,,,,

    es es es es estimtimtimtimtimulando-as refulando-as refulando-as refulando-as refulando-as reflexo e crtica, com o propsitlexo e crtica, com o propsitlexo e crtica, com o propsitlexo e crtica, com o propsitlexo e crtica, com o propsito de to de to de to de to de torn-las agorn-las agorn-las agorn-las agorn-las agentententententes de mes de mes de mes de mes de mudanaudanaudanaudanaudana

    nos nv nos nv nos nv nos nv nos nveis do indivduo, da sociedade e da natureza, visando contribuir para a causa daeis do indivduo, da sociedade e da natureza, visando contribuir para a causa daeis do indivduo, da sociedade e da natureza, visando contribuir para a causa daeis do indivduo, da sociedade e da natureza, visando contribuir para a causa daeis do indivduo, da sociedade e da natureza, visando contribuir para a causa da

    pa pa pa pa paz mz mz mz mz mundial. undial. undial. undial. undial. of of of of oferecido em convnio com a Ferecido em convnio com a Ferecido em convnio com a Ferecido em convnio com a Ferecido em convnio com a Faculdade de Cinaculdade de Cinaculdade de Cinaculdade de Cinaculdade de Cincias Sociais Aplicadascias Sociais Aplicadascias Sociais Aplicadascias Sociais Aplicadascias Sociais Aplicadas

    de Belo Horizont de Belo Horizont de Belo Horizont de Belo Horizont de Belo Horizonte, Fe, Fe, Fe, Fe, FAAAAACISABH, nas modalidades de ps-graduao ou de extCISABH, nas modalidades de ps-graduao ou de extCISABH, nas modalidades de ps-graduao ou de extCISABH, nas modalidades de ps-graduao ou de extCISABH, nas modalidades de ps-graduao ou de extenso.enso.enso.enso.enso.

    Associao Universidade da Paz de Minas GeraisUNIPAZ-MG

    Seminrios Seminrios Seminrios Seminrios Seminrios A arA arA arA arA arttttte de vive de vive de vive de vive de viver a vidaer a vidaer a vidaer a vidaer a vida (criados pelo prof(criados pelo prof(criados pelo prof(criados pelo prof(criados pelo professor Pierre Wessor Pierre Wessor Pierre Wessor Pierre Wessor Pierre Weil): A areil): A areil): A areil): A areil): A arttttte dee dee dee dee de viv viv viv viv viver em paer em paer em paer em paer em paz; A arz; A arz; A arz; A arz; A arttttte de vive de vive de vive de vive de viver em plenitude; A arer em plenitude; A arer em plenitude; A arer em plenitude; A arer em plenitude; A arttttte de vive de vive de vive de vive de viver em harmonia; A arer em harmonia; A arer em harmonia; A arer em harmonia; A arer em harmonia; A arttttte de vive de vive de vive de vive de viver oer oer oer oer o

    conf conf conf conf conflitlitlitlitlito; A aro; A aro; A aro; A aro; A arttttte de vive de vive de vive de vive de viver a natureza; A arer a natureza; A arer a natureza; A arer a natureza; A arer a natureza; A arttttte de vive de vive de vive de vive de viver a passager a passager a passager a passager a passagem; E a vida continem; E a vida continem; E a vida continem; E a vida continem; E a vida continua.ua.ua.ua.ua.

    Outras atividades:CurCurCurCurCurso Sono e Sonhosso Sono e Sonhosso Sono e Sonhosso Sono e Sonhosso Sono e Sonhos

    CurCurCurCurCurso Mandalasso Mandalasso Mandalasso Mandalasso Mandalas

    CurCurCurCurCurso so so so so TTTTTanatanatanatanatanatologia: sobre a vida,ologia: sobre a vida,ologia: sobre a vida,ologia: sobre a vida,ologia: sobre a vida,

    a mora mora mora mora morttttte e as perdase e as perdase e as perdase e as perdase e as perdas

    CurCurCurCurCurso Dana sagradaso Dana sagradaso Dana sagradaso Dana sagradaso Dana sagrada

    CurCurCurCurCurso Mediao de confso Mediao de confso Mediao de confso Mediao de confso Mediao de conflitlitlitlitlitososososos

    MeditaoMeditaoMeditaoMeditaoMeditao

    Prticas Corporais ChinesasPrticas Corporais ChinesasPrticas Corporais ChinesasPrticas Corporais ChinesasPrticas Corporais Chinesas

    RRRRReikieikieikieikieiki

    QUARQUARQUARQUARQUARTTTTTASASASASASDA PDA PDA PDA PDA PAZ:AZ:AZ:AZ:AZ:palespalespalespalespalestrastrastrastrastrasaberaberaberaberabertas etas etas etas etas e

    gratuitas sobregratuitas sobregratuitas sobregratuitas sobregratuitas sobretttttemas divemas divemas divemas divemas divererererersossossossossosrelacionados relacionados relacionados relacionados relacionados

    papapapapaz.z.z.z.z.

    Programa Beija-fPrograma Beija-fPrograma Beija-fPrograma Beija-fPrograma Beija-florlorlorlorlor: seminrio : seminrio : seminrio : seminrio : seminrio A arA arA arA arA arttttte de vive de vive de vive de vive de viver em paer em paer em paer em paer em paz e curz e curz e curz e curz e curso de fso de fso de fso de fso de formao deormao deormao deormao deormao de f f f f facilitadores para minisacilitadores para minisacilitadores para minisacilitadores para minisacilitadores para ministrar o seminrio trar o seminrio trar o seminrio trar o seminrio trar o seminrio A arA arA arA arA arttttte de vive de vive de vive de vive de viver em paer em paer em paer em paer em paz.z.z.z.z.

    12 e 13/12/200912 e 13/12/200912 e 13/12/200912 e 13/12/200912 e 13/12/2009A arA arA arA arA arttttte de vive de vive de vive de vive de viver conscienter conscienter conscienter conscienter conscienteeeeeLLLLLyyyyydia Rdia Rdia Rdia Rdia Rebouasebouasebouasebouasebouas

    30 e 31/01/200930 e 31/01/200930 e 31/01/200930 e 31/01/200930 e 31/01/2009DilogDilogDilogDilogDilogo into into into into interreligiosoerreligiosoerreligiosoerreligiosoerreligiosoMarcelo BarrosMarcelo BarrosMarcelo BarrosMarcelo BarrosMarcelo Barros

    PRXIMOS SEMINRIOS

    Mltipla escolhaMltipla escolha

    Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009

  • 1111199999

    Os patrimnios de Minas

    Aprendizado constanteAprendizado constanteAprendizado constanteAprendizado constanteAprendizado constanteSomos eternos aprendizes. A cada momento a vida nos colocasituaes que exigem mudana nos nossos pontos de vista. Se formosatentos e sensveis ao que o mundo nos diz, poderemos nos tornarmais experientes com cada situao vivida. Seja como pais, amigos,alunos, educadores, profissionais podemos transformar dificuldadesdo presente em oportunidades no futuro.

    Uso do tempoUso do tempoUso do tempoUso do tempoUso do tempoNo tenho tempo! Esta uma frase muito comum na vida da maioriadas pessoas. O trabalho, a vida domstica, o trnsito, a necessidadede obter o sustento dirio, a vida escolar, os compromissos sociais...As 24 horas existentes em cada dia no podem ser modificadas mas possvel que uma pessoa reveja sua rotina e a forma como usa seutempo. Assim, poder ter tempo para o que realmente importa.

    Capacidade de mudarCapacidade de mudarCapacidade de mudarCapacidade de mudarCapacidade de mudarH um provrbio que diz que a nica coisa que permanente neste mundo a mudana. Quando achamosque sabemos como ser o dia de amanh, ele nossurpreende. A surpresa nossa de cada dia nos faz seresflexveis e capazes de entender a dinmica da vida. Ascoisas nunca permanecem do mesmo jeito, h sempreuma mudana acontecendo com as pessoas, os lugares,as paisagens, as relaes.

    Aes e reflexes pelaecologia integral

    FFFFFazer o que gostaazer o que gostaazer o que gostaazer o que gostaazer o que gostaA liberdade para escolher entre este ou aqueletrabalho uma condio essencial para o sucessoprofissional. Quando gostamos de fazer umaatividade, a executamos com mais competncia ealcanamos melhores resultados. Assim tambmacontece quando, alm do trabalho que algumasvezes no podemos escolher, dedicamos o nossotempo livre para fazermos o que nos d prazer.

    TTTTTrrrrrabalho e lazerabalho e lazerabalho e lazerabalho e lazerabalho e lazerCada vez mais trabalho e cada vezmenos lazer. Se sua rotina de vidatem sido assim, saiba que odescanso e o lazer so funda-mentais para a sade do corpo eda mente e inclusive para amelhoria do rendimento pro-fissional. Respeitar os momentosdedicados ao descanso garantira energia necessria para osmomentos dedicados ao trabalho.

    Foto

    : Des

    ire

    Rua

    s

    Nos momentos de lazer, aproveiteos espaos verdes da cidade

    Foto

    : Alic

    e O

    kaw

    ara

    Buscar o equilbrio e a serenidadenas situaes do dia a dia

    Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/20092222200000

    DesestressDesestressDesestressDesestressDesestressarararararO estresse representa umasituao de perigo vivido pelonosso organismo. Ele acarreta umfuncionamento irregular do nossocorpo. Excesso de preocupao efalta de prazer na vida causam umdesequilbrio que pode se mani-festar como doenas fsicas ou mentais. Diminuir o estresse uma forma de preservar a sade e garantir energia e disposiopara saber enfrentar as situaes adversas.

    PPPPPaz nas raz nas raz nas raz nas raz nas ruas euas euas euas euas eno trnsitono trnsitono trnsitono trnsitono trnsito A compreenso e orespeito permitemuma convivncia maisharmnica nos espaos pblicos.

    Outros relacionamentosOutros relacionamentosOutros relacionamentosOutros relacionamentosOutros relacionamentosAlm das condies fsicas importante o cuidado comas emoes quecirculam nos vriosambientes. O bomrelacionamentofamiliar, com avizinhana, no tra-balho, com predo-mnio da harmoniae do dilogo, con-tribuem para a sadede todos.

    MorMorMorMorMoradia sadia sadia sadia sadia saudvelaudvelaudvelaudvelaudvelO local onde moramos tem

    grande influncia sobrea qualidade de nossasade. Observandoas condies de hi-

    giene, a ventilao, aincidncia de luz solar,os nveis de poluiosonora e do ar, almde outras carac-tersticas, podemos,sempre que possvel,

    proteger o nossoorganismo.

    Cuidar da forma como noscomunicamos com os outros.

    Ilustrao: Emidio

    Ilustrao: Emidio

    Ilustrao: Emidio

    Ilust

    ra

    o: E

    mid

    io

    Ilustrao: Emidio

    Relaes familiares e de amizadeRelaes familiares e de amizadeRelaes familiares e de amizadeRelaes familiares e de amizadeRelaes familiares e de amizadeSomos seres sociais e precisamos das relaescom as outras pessoas para nos sentirmoscompletos. Zelar pelas relaes de amizade epelos laos de famlia essencial para nossentirmos bem. Apesar das dificuldades quetodo convvio gera, amor, pacincia e boavontade para com os outros alimentam nossasrelaes.

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009 2222211111

    Zelar pelos valores univerZelar pelos valores univerZelar pelos valores univerZelar pelos valores univerZelar pelos valores universssssaisaisaisaisaisOs valores so um conjunto de conceitos

    ou ideias que capacitam as pessoas a

    viverem em sociedade. So referenciais

    que cada grupo social e cada cultura

    determina como sendo prioritrio ou no

    em relao a outras coisas. Mas quais so

    os valores humanos essenciais?

    Independente de sua cultura, os seres

    humanos possuem valores que fazem

    parte da sua natureza. Responsabilidade,

    cooperao, organizao, respeito, paz,

    liberdade e verdade so valores que

    fazem parte da essncia humana porque

    aumentam suas chances de sobreviver

    enquanto corpo fsico e social. Enquanto

    um corpo emocional e espiritual ele

    precisa dos valores amor e compaixo. Ao

    observarmos os ecossistemas en-

    contramos princpios correspondentes a

    estes valores humanos essenciais que

    tm como objetivo perpetuar a vida.

    AmorAmorAmorAmorAmor o princpio que cria esustenta as relaeshumanas com dignidadee profundidade.PPPPPazazazazazA paz no algo externoa ns, ela emana a partirde cada um e se refletenos relacionamentos e nasociedade como um todo.A construo da cultura de paz um processo que envolve todos os seres doplaneta.RespeitoRespeitoRespeitoRespeitoRespeitoRespeito um reconhecimento do valor inerente e dos direitos inatos doindivduo e da coletividade. O respeito deve comear por ns mesmos. Devemosnos reconhecer como seres nicos e especiais e conhecer nosso prprio valor eo valor de cada ser vivo.CooperCooperCooperCooperCooperaoaoaoaoaoA cooperao tem como meta o benefcio mtuo. Podemos cooperar com aes mastambm com palavras, pensamentos e sentimentos.LiberdadeLiberdadeLiberdadeLiberdadeLiberdadeTodos querem ter liberdade: ser livre para ir e vir, para se expressar, para escolher oscaminhos que quer seguir na vida. Entretanto, a liberdade exige responsabilidade nasnossas escolhas.FFFFFelicidadeelicidadeelicidadeelicidadeelicidadeO que voc precisa para ser feliz? Apesar de muitos associarem felicidade a bens materiais,ela no pode ser comprada, vendida ou negociada. A felicidade conquistada por cadapessoa de acordo com seu jeito de ser e ver o mundo.HonestidadeHonestidadeHonestidadeHonestidadeHonestidadeSer honesto ter a percepo do que correto e apropriado em cada situao de nossavida seja com palavras, aes ou sentimentos. Agir com honestidade pautar-se pelaverdade e pela justia, respeitando os direitos de todos, sem mentiras, falsidades, ouvantagens indevidas.HumildadeHumildadeHumildadeHumildadeHumildadeSer humilde ser simples e natural nossa essncia.ResponsResponsResponsResponsResponsabilidadeabilidadeabilidadeabilidadeabilidadeUma pessoa responsvel desempenha o seu dever de forma sria e comprometida. Temconscincia do que pode ou no ser feito e age com ateno, cuidado e disposio paraajudar.SimplicidadeSimplicidadeSimplicidadeSimplicidadeSimplicidadeViver com simplicidade expressar e utilizar o que temos de mais natural em nossointerior. Nossos sentimentos, palavras e aes podem ser guiados pelos exemplos danatureza, sem desperdcios ou coisas suprfluas.TTTTTolernciaolernciaolernciaolernciaolernciaQuando praticamos a tolerncia permitimos a coexistncia pacfica entre irmos, vizinhos,amigos, povos e raas. As diferenas entre as pessoas podem ser entendidas e respeitadassem a criao de tenses e discriminaes.FFFFFonte: Livro Vonte: Livro Vonte: Livro Vonte: Livro Vonte: Livro Vivendo valores - Um manual (Univerivendo valores - Um manual (Univerivendo valores - Um manual (Univerivendo valores - Um manual (Univerivendo valores - Um manual (Universidade Espirsidade Espirsidade Espirsidade Espirsidade Espiritual Mundialitual Mundialitual Mundialitual Mundialitual MundialBrBrBrBrBrahma Kahma Kahma Kahma Kahma Kumarumarumarumarumaris)is)is)is)is)

    Foto

    : Des

    ire

    Rua

    s

    Cooperar com o outro

    Foto: Irma Reis

    Foto: Iracema Gomes

    Buscar a convivncia pacfica entre as pessoas

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/20092222222222

    A natureza como inspirA natureza como inspirA natureza como inspirA natureza como inspirA natureza como inspiraoaoaoaoaoOs princpios de organizao da natureza so exemplos que podem

    ser aplicados na vida em sociedade. o que prope o fsico Fritjof

    Capra, no seu livro Teia da Vida (Editora Cultrix), relativamente sua

    proposta de uma alfabetizao ecolgica. Conhea abaixo alguns

    princpios encontrados nos ecossistemas analisados na monografia

    Reapropriao dos valores humanos essenciais a partir dos princpios

    de organizao dos ecossistemas, da educadora ambiental Ana

    Mansoldo.

    PrPrPrPrPrincpio da interdependnciaincpio da interdependnciaincpio da interdependnciaincpio da interdependnciaincpio da interdependncia: todos os processos vitais dos

    organismos vivem em relaes de dependncia mtua: a teia da vida.

    O sucesso da comunidade toda depende do sucesso de cada um de

    seus membros, enquanto o sucesso de cada um depende do sucesso

    da comunidade como um todo.

    PrPrPrPrPrincpio da cooperincpio da cooperincpio da cooperincpio da cooperincpio da cooperaoaoaoaoao: nos ecossistemas h um tendncia para se

    formar associaes, estabelecer ligaes, viver dentro de outro

    organismo, cooperar. Isto garante a sustentabilidade e mantm a

    estabilidade.

    PrPrPrPrPrincpio dos ciclos ecolgincpio dos ciclos ecolgincpio dos ciclos ecolgincpio dos ciclos ecolgincpio dos ciclos ecolgicosicosicosicosicos: as interaes entre os componentes

    de um ecossistema envolvem trocas de energia e matria em ciclos

    contnuos, em circuitos de regenerao. Todos os organismos produzem resduos, mas o que resduo para uma espcie

    alimento para outra e o ecossistema mantm o equilbrio.

    PrPrPrPrPrincpio da sustentabilidadeincpio da sustentabilidadeincpio da sustentabilidadeincpio da sustentabilidadeincpio da sustentabilidade: comunidades de organismos desenvolveram-se ao longo de milhares de anos e sobreviveram,

    usando e reciclando continuamente os mesmos recursos limitados. Atravs dos ciclos naturais, os sistemas esto sempre se

    recuperando e perpetuando a vida.

    PrPrPrPrPrincpio da flexibilidadeincpio da flexibilidadeincpio da flexibilidadeincpio da flexibilidadeincpio da flexibilidade: uma constante adaptao das espcies s condies mutveis do ambiente.

    PrPrPrPrPrincpio da diverincpio da diverincpio da diverincpio da diverincpio da diversidadesidadesidadesidadesidade: a complexidade da rede de relaes, onde muitas espcies coexistem e podem substituir

    parcialmente umas s outras. Isto permite que quando um elo da rede se rompe, a comunidade se reorganize e sobreviva,

    porque outros elos podem substituir a funo destruda. Quanto mais diversificado for o sistema maior a chance de sobreviver.

    PrPrPrPrPr incpio da aprendizagem eincpio da aprendizagem eincpio da aprendizagem eincpio da aprendizagem eincpio da aprendizagem e

    coevoluocoevoluocoevoluocoevoluocoevoluo: todos os organismos

    vivos se desenvolvem e todo

    desenvolvimento uma apren-

    dizagem. Aprendizagem o pro-

    cesso de evoluo. Coevoluo a

    interao entre cr iao e

    adaptao mtua. A inovao

    propriedade fundamental da vida

    e se manifesta nos processos de

    desenvolvimento e aprendizagem,

    onde o todo sempre maior que a

    soma das partes.

    Foto

    : Des

    ire

    Rua

    s

    Cada espcie faz a sua parte para o equilbrio da natureza

    Desfrutar das belezas das paisagenssem interferir ou prejudic-las

    Foto: Alice Okawara

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009

    Contato com a naturezaContato com a naturezaContato com a naturezaContato com a naturezaContato com a naturezaA populao mundial concentra-se hoje nas cidades. Com isso, a vidano campo e o contato com a natureza tornaram-se privilgio de poucos.Nos centros urbanos, o asfalto e o concreto,muitas vezes, dominam a paisagem. A vegetao suprimida para a construo de mais casas eprdios, para atender demanda constante dapopulao. A visita a parques e praas umaforma de termos mais contato com a natureza.Preservar reas verdes nos centros urbanos fundamental para a garantia da qualidade devida das pessoas.

    Cidadania ativaCidadania ativaCidadania ativaCidadania ativaCidadania ativaO que fazemos pela qualidade de vida emnosso pas? O acompanhamento do trabalhode vereadores, deputados estaduais efederais, senadores, prefeitos, governadorese do presidente uma forma de exercer acidadania. Podemos contribuir em debates eprojetos, objetivando defender os direitos daspessoas e tambm da natureza. O cuidadocom os resduos urbanos, com a manutenode caladas e ruas, com a iluminao pblica,com o mobilirio urbano, com a promoosocial, com o combate poluio visual,sonora e do ar, alm da segurana geral dapopulao papel de todos.

    Meio ambienteMeio ambienteMeio ambienteMeio ambienteMeio ambienteO ambiente tudo que est ao nosso redor. A defesa do meio ambientedeve ser portanto a nossa atuao em prol dos pssaros que habitamas rvores de nossas ruas, das flores que nascem nos canteiros daspraas, das pessoas que transitam pelas avenidas movimentadas, dascrianas que vo para as escolas, enfim, o cuidado com o ambiente uma tarefa global e multifacetada. Quando cuidamos da natureza eno esquecemos das pessoas e vice-versa estamos praticando aecologia integral.

    Cuidar do pasFo

    to: I

    rma

    Rei

    s

    Educao e ecologEducao e ecologEducao e ecologEducao e ecologEducao e ecologia integia integia integia integia integrrrrralalalalalA educao acontece a todo instante e as crianas e jovens, emprocesso de formao da personalidade, precisam de bons estmulose bons exemplos para crescer e desenvolver em equilbrio.

    Foto: Desire Ruas

    Desde a infncia, importanteperceber, apreciar e sentir os

    estmulos do ambiente natural

    O futuro do pas depende do esforo de cada um

    Devemos cuidardos espaosartsticose culturais,do patrimniohistrico ede praase parques.

    2222233333

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/20092222244444

    Afeto e carAfeto e carAfeto e carAfeto e carAfeto e carinhoinhoinhoinhoinhoEnsinar s crianas a lidarcom nmeros, mapas epalavras, mas tambm comsentimentos e emoes, fundamental para formarseres humanos capazes delidar com a vida com equi-lbrio. Toda criana precisa deestmulos. Realar o que hde bom em cada ser humano uma forma de desenvolverbons sentimentos e fortalecera autoestima.

    CrCrCrCrCrianas felizesianas felizesianas felizesianas felizesianas felizesTodos devem zelar pela qua-lidade de vida na infncia. Osprimeiros anos de vida soimportantes para a formao dapersonalidade humana. Cuidarpara que as crianas cresamem um ambiente saudvel ecarinhoso, com acesso sade, escola, cultura e eminterao com a natureza umaforma de ecologia integral.

    tica da divertica da divertica da divertica da divertica da diversidadesidadesidadesidadesidadeApesar de todas as caractersticas comuns a ns seres humanos, no h duas pessoas iguais emmeio aos mais de 6,5 bilhes de habitantes da Terra.Diferenas fsicas e culturais, dentre tantas outras,fazem com que cada pessoa seja nica. Todaesta diversidade existente na humanidadepode originar dois movimentos opostos: oconflito ou a paz. Para vivermos em pazprecisamos aprender a conviver com adiferena, respeitar e valorizar adiversidade. Isto exige pacincia, respeito,compreenso e dilogo. Desde pequenas,as crianas devem aprender o respeitopelo diferente, afinal todos ns somosdiferentes. O preconceito e adiscriminao geram excluso, assimcomo as barreiras fsicas e culturais.

    Cuidar do futuro

    ArArArArArtetetetetee culture culture culture culture culturaaaaa

    Msica,dana, artes

    plsticas,literatura.Elas so a

    expresso daidentidade

    de um povo enos ligam aformas de

    expresso dasensibilidade

    humana.

    Simplicidade voluntrSimplicidade voluntrSimplicidade voluntrSimplicidade voluntrSimplicidade voluntria e conforia e conforia e conforia e conforia e conforto essencialto essencialto essencialto essencialto essencialSimplicidade voluntria um novo estilo de vida e de valores, um retorno vidamais simples, onde se vive com menos bens materiais mas com mais qualidadede vida. No livro Simplicidade voluntria (Ed. Cultrix), a autora Duane Elginmostra que podemos adotar uma vida simples o que no representa uma vida deprivaes e de pobreza. Simplicidade voluntria e o conforto essencial socomportamentos que seguem uma mudana de valores do ter mais para o sermais e viver mais, optando por uma vida mais simples sem a dependncia detantos bens materiais.

    Foto

    : Des

    ire

    Rua

    s

    Garantir que as geraes futuras tenham um planeta ntegro e habitvel

    Ilustrao: Emidio

    2222244444

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009 2222255555

    s

    Reduo do consumo e do desperdcioReduo do consumo e do desperdcioReduo do consumo e do desperdcioReduo do consumo e do desperdcioReduo do consumo e do desperdcioOs 3Rs - reduzir, reutilizar e reciclar - apontam umcaminho para frearmos o nvel de explorao dosrecursos do planeta. Se continuarmos utilizando osrecursos da forma como fazemos hoje, no haver osuficiente para a sobrevivncia das futuras geraes.Repensar os nveis de consumo o primeiro passo. Oconsumo uma ao que repercute nas dimensespessoal, econmica, cultural e social, alm da ambiental.Do ponto de vista econmico e social, as decises quetomamos ao consumir influenciam diretamente o mer-cado como um todo, produtores e consumidores, afe-tando a poltica de preos, a gerao de empregos e adistribuio de renda. Ambientalmente, o consumo temrelao direta com a explorao da natureza, de acordocom o modelo de produo vigente, e com a quantidadee a destinao dos resduos. No nvel pessoal, podemosavaliar as consequncias de consumirmos, con-dicionados pela publicidade e pela propaganda, sem adevida reflexo, como o endividamento e a dependnciapsicolgica do consumo. Precisamos ento trabalhar emdireo a uma nova cultura de produo e consumoconscientes.

    Consumo conscienteConsumo conscienteConsumo conscienteConsumo conscienteConsumo conscienteO consumo consciente a aquisio ou utilizao de servios de forma consciente, com discernimentoe percepo clara do que estamos fazendo, entendendo e compreendendo a repercusso do ato deconsumir, na natureza, na sociedade e na via pessoal. O consumidor consciente se pergunta antes deconsumir: necessito mesmo deste produto ou servio? ecologicamente correto? socialmente justo?Quais as repercusses deste produto ou servio na minha sade? O preo justo? No caso de produto, possvel consert-lo, reutiliz-lo ou encaminh-lo para reciclagem? Pratica os 3 Rs (reduzir, reutilizare reciclar), prioriza os produtos da sua regio, da agricultura familiar e orgnica, de artesos, das

    cooperativas, de pequenos e mdiosprodutores, e os que geram empregosdignos e justa distribuio de renda.Conhece o Cdigo de Defesa doConsumidor, seus direitos e deveres.Faz uma anlise crtica do que veiculado pela mdia: annciospublicitrios, propagandas, novelas,desenhos, filmes, programas, etc.

    Foto

    : Irm

    a R

    eis

    Foto

    : Des

    ire

    Rua

    s

    O planeta nos oferece generosamente os recursosque precisamos para uma vida saudvel

    As escolhas que fazemos enquantoconsumidores repercutem no planeta

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009

    Sustentabilidade e pazSustentabilidade e pazSustentabilidade e pazSustentabilidade e pazSustentabilidade e pazA sustentabilidade indissocivel da paz. Segundo aUnesco, no pode haver paz sustentvel semdesenvolvimento sustentvel. No pode haverdesenvolvimento sem educao ao longo da vida. Nopode haver desenvolvimento sem democracia, sem umadistr ibuio mais equitativa dos recursos, sem aeliminao das disparidades que separam os pases maisavanados daqueles menos desenvolvidos.

    A cultura de paz a paz em ao; o respeito aosdireitos humanos no dia a dia; um poder gerado por umtringulo interativo de paz, desenvolvimento e democracia.Enquanto cultura de vida trata-se de tornar diferentesindivduos capazes de viverem juntos, de criarem um novosentido de compartilhar, ouvir e zelar uns pelos outros, ede assumir responsabilidade por sua participao numasociedade democrtica que luta contra a pobreza e aexcluso; ao mesmo tempo em que garante igualdadepoltica, equidade social e diversidade cultural.Fonte: Unesco - Organizao das Naes Unidas para aEducao, a Cincia e a Cultura

    Foto

    : Alic

    e O

    kaw

    ara

    A paz tambm depende de uma distribuio mais equitativa dosrecursos entre as populaes do mundo

    Pensar globalmente,agir localmente

    Ao longo das edies da Revista Ecologia

    Integral, sugerimos vrias formas de praticar

    a ecologia integral. E a presente lista de aes

    e reflexes pela ecologia integral no termina

    aqui. H sempre uma infinidade de formas de

    cuidar da gente, dos outros e do planeta.

    Exercite sua capacidade de fazer do seu

    ambiente, seja seu corpo, sua casa, sua

    escola, rua ou cidade, um lugar melhor a

    cada instante. Por isso, pense globalmente

    e aja localmente pela ecologia integral e pela

    cultura de paz.

    Foto: Alice Okawara

    Foto: Alice Okawara

    2222266666

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009

    Espao da FlorindaO olhar sobre a naturezaO olhar sobre a naturezaO olhar sobre a naturezaO olhar sobre a naturezaO olhar sobre a naturezaAbaixo vejam algumas das lindas ilustraes enviadas pelos nossosamiguinhos do 6 ao 9 ano, da Escola Municipal Ministro Dr. TarsoDutra, em Aiuruoca, Minas Gerais.

    Ilust

    ra

    o: E

    mid

    io

    Matheus Campos Lima

    Rafael

    Mariana e Maria Clara

    Ezequiel Lincoln

    2222277777

    Amiguinhos, eutenho uma

    grandenovidade para

    contar para vocs.A Revista EcologiaIntegral vai mudar

    o seu formato. Ao invs deser impressa no papel, comoesta que vocs tm em mos,

    ela estar disponvel nainternet. No endereo

    eletrnicowww.ecologiaintegral.org.br,

    vocs vo tambm podervisitar o Espao da Florinda.L, teremos uma galeria comas ilustraes e mensagens

    que vocs mandam por cartaou por e-mail. Os desenhosdas crianas da escola de

    Aiuruoca, que vocs vm aolado, so os primeiros a

    compor a minha pgina nainternet que tem desenhospara vocs imprimirem paracolorir, alm de um monte dedicas legais. No site, vamos

    ter todo o contedo dasprximas revistas EcologiaIntegral, alm dos nmeros

    anteriores. Continuemmandando suas cartinhas ee-mails. Conto com vocs.

    Stephanie

    Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/20092222288888

    Recebemos vrias cartinhas de crianas do Riode Janeiro com pedidos para a Florinda.Meu nome Vincius. Eu acho que as pessoas esto jogando muito

    lixo na rua e eu gostaria que voc ajudasse as pessoas a no jogar

    mais lixo na rua.

    Ol, Flor inda. Meu nome

    Matheus Martiniano. Eu queria

    que voc ajudasse a gente a cuidar

    da natureza para deixar a natureza

    arrumada.

    Meu nome Carlos Eduardo. Eu

    quero que voc recolha os pneus

    das ruas porque esto acumulando

    gua.

    Meu nome Giovanna. Eu

    gostaria de comentar com voc

    sobre a Terra. As pessoas esto

    jogando lixo no cho e no esto

    reciclando e no acho isso certo.

    Voc pode ajudar? Um abrao.

    A Revista Ecologia Integral um de nossos recursos para tratar do tema sade e meio ambiente, conta Edilene

    Eras, que ministra oficinas de forma voluntria para crianas e jovens que frequentam as oficinas da Obra

    Social Nossa Senhora Aparecida, que funciona no bairro Ouro Preto, em Belo Horizonte. Letcia, filha de Edilene,

    estudante de Cincias Biolgicas e, assim como a me, tambm trabalha voluntariamente na Obra Social. Em

    um destes encontros, Edilene incentivou a turma a escrever sobre o que cada um tem feito para defender a

    natureza. Vrias sugestes surgiram na ocasio como no jogar lixo na rua, no pisar na grama, no cortar

    rvores, plantar flores, reduzir, reutilizar e reciclar... escreveram Mariana, Gleiciane, Lidiane, Hudson, Richer,

    Rafael e outros.

    Reflexes sobre a preservao da natureza

    VVVVVoc faz ooc faz ooc faz ooc faz ooc faz o

    Espao da FlorEspao da FlorEspao da FlorEspao da FlorEspao da Florinda.inda.inda.inda.inda.Mande a sua

    colaborao parao Espao da Florinda.

    Pode ser uma fotografia,um desenho,

    uma histria.Envie pelo e-mail

    revista@ecologiaintegral.org.brou por carta para o

    Centro de Ecologia Integral.Rua Bernardo Guimares, 3101,

    sala 206Bairro Santo Agostinho

    Belo HorizonteMinas Gerais

    Cep: 30140-083

    Espao da Florinda

    Alunos da Obra Social Nossa Senhora Aparecida, no bairro Ouro Preto, Belo Horizonte, utilizam a Revista Ecologia Integralem atividades com temas relacionados ao meio ambiente

    Foto

    s: A

    rqui

    vo O

    bra

    Soci

    al

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009 2222299999

    ImporImporImporImporImportantes projetos socioambientaistantes projetos socioambientaistantes projetos socioambientaistantes projetos socioambientaistantes projetos socioambientaisVeja alguns exemplos de escolas que trabalham a questo ambiental sobrediversos ngulos. Temas como consumo consciente, qualidade de vida,preservao da gua, alternativas energticas e coleta seletiva serviram de basepara que alunos, professores e comunidade refletissem sobre a questo do futurodo planeta. Obrigada a todos os professores que nos escreveram paracompartilhar suas experincias que servem de exemplos para outras escolas.

    Antonia Loritta Abatti, professora do Instituto Estadual de Educao

    Tiradentes localizado na cidade de Nova Prata, no Rio Grande do

    Sul, na Serra Gacha, nos escreveu para contar sobre o Projeto

    Consumo Consciente x Sustentabilidade, desenvolvido em 2008.

    Sob sua coordenao, o projeto envolveu todos os alunos da escola.

    O trabalho teve incio com reflexes sobre meio ambiente e sadas

    de campo para a anlise de embalagens e dos produtos

    comercializados nos mercados.

    Antonia conta que o principal objetivo foi observar que tipo de

    produto o consumidor deve priorizar na hora da compra para reduzir

    a gerao de resduos. A partir da, sugeriram mudanas nas

    embalagens que foram encaminhadas por carta a nove empresas e

    realizaram o Peloto Ecolgico para vender a sacola retornvel

    idealizada pelos alunos e trabalhar a conscientizao da comunidade escolar. Tambm realizamos a campanha de

    recolhimento do leo de fritura, que continua neste ano de

    2009. Com ele, os alunos fizeram o sabo e o restante foi

    entregue para uma empresa local para produo de biodiesel.

    Buscamos mostrar a importncia do destino adequado de um

    resduo to contaminante como o leo de fritura que, quando

    descartado de forma inadequada, contamina milhes de litros

    de gua. Um abaixo-assinado tambm foi realizado em 2008

    para ser en-

    caminhado

    Cmara de

    Vereadores

    do Municpio

    sol ic i tando

    que seja co-

    brado um va-

    lor, mesmo que simblico, pela sacolinha tradicional com o intuito de

    incentivar o uso da sacola retornvel. Outras informaes sobre o trabalho

    no blog www.conscienciagaia.blogspot.com.

    Acontece nas escolasFo

    tos:

    Arq

    uivo

    Esc

    ola

    2222299999

    Projeto discute consumo consciente e sustentabilidade em escola da cidadeProjeto discute consumo consciente e sustentabilidade em escola da cidadeProjeto discute consumo consciente e sustentabilidade em escola da cidadeProjeto discute consumo consciente e sustentabilidade em escola da cidadeProjeto discute consumo consciente e sustentabilidade em escola da cidadegacha de Nova Prgacha de Nova Prgacha de Nova Prgacha de Nova Prgacha de Nova Prataataataataata

    Alunos gachos fabricam sabo com leo de fritura

    Anlise de embalagens emsupermercados de Nova Prata - RS

    Criao de um modelo de sacola retornvel

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/20093333300000

    Acontece nas escolasDilogos da TDilogos da TDilogos da TDilogos da TDilogos da Terererererrrrrra: projeto institucional em escola dea: projeto institucional em escola dea: projeto institucional em escola dea: projeto institucional em escola dea: projeto institucional em escola deBelo HorBelo HorBelo HorBelo HorBelo Horizonte discute ecologizonte discute ecologizonte discute ecologizonte discute ecologizonte discute ecologia integia integia integia integia integrrrrralalalalalDilogos da Terra: este foi o nome do projeto institucional realizado

    pela escola de Belo Horizonte, Instituto Bem Me Quer, no ano de 2009.

    Os alunos com idade entre 1 e 10 anos trabalharam a importncia do

    meio ambiente com enfoques especficos a cada faixa etria durante

    todo o primeiro semestre. No dia 27 de junho, em uma grande mostra

    cultural, a Culturarte, a escola se transformou para apresentar os

    trabalhos produzidos pelos alunos sobre os temas. Das salas de aula,

    sairam as mesas e cadeiras e entraram em cena grandes cenrios que

    contaram histrias e curiosidades sobre

    o planeta e o ser humano. Professores

    e alunos criaram um grande espao

    ldico que estimulou os sentidos e levou

    reflexo, unindo informao e arte

    com diversas sensaes, texturas e cores.

    Os alunos dos maternais, por exemplo,

    aprenderam formas de cuidar dos seres

    vivos, no esquecendo do prprio corpo

    e da sade de cada um. A ecologia

    integral foi o tema dos alunos do 1 ano

    da professora Lda Villela. A ecologia

    pessoal, social e ambiental foram

    discutidas em sala e trabalhadas na

    forma de desenhos, painis, textos e

    outras formas de expresso. Cuidados

    com a sade, o consumo consciente e a

    utilizao correta do recursos do planeta

    foram outros itens explorados pelos

    professores em conjunto com os alunos.

    Reutilizao de garrafas PET

    O tema ecologia integral foi trabalhadopela turma do 1 ano, que contou comdistribuio de revistas

    Salas de aula se transformaram em jardins paramostrar a importncia da biodiversidade

    Alm de preparar amostra cultural, osalunos tambmapresentaram ostemas para osvisitantes

    O valor dos bens materiais e imateriaisfoi um dos temas do projeto

    Fotos: Arquivo Escola

    Aluno explica sobre a importncia da boaalimentao

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009 3333311111

    Ponto de vista

    No municpio mineiro de Caet, a Escola Municipal Jos Herculano foi a vencedora

    da gincana realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Sustentvel e Meio

    Ambiente, do dia 1 ao dia 5 de junho de 2009 e que arrecadou um total de 721 kg de

    material reciclvel. O esforo valeu a pena: a escola conseguiu um volume sete vezes

    maior do que o recolhido pela escola semanalmente que de 100 kg.

    Com o lema Re...ciclando, re...aproveitando, re...utilizando - estaremos ajudando

    a preservar o meio ambiente, a atividade teve o objetivo de conscientizar os alunos

    e a comunidade sobre a importncia da destinao correta dos resduos que podem

    ser reaproveitados. Os alunos aprenderam a fazer a coleta seletiva em casa e levaram

    o material reciclvel para a escola. A Escola Municipal Jos Herculano aderiu coleta

    seletiva desde agosto de 2008, quando foi iniciado o trabalho de separao dos

    reciclveis em Caet.

    Os pais de alunos e a prpria comunidade

    aderiram a essa campanha de grande

    importncia para a preservao do meio

    ambiente. O material recolhido na gincana foi

    encaminhado para a Associao de Gestores

    Ambientais, AGEA, que separa e vende o material

    reciclvel e reverte o valor arrecadado para as

    famlias que trabalham na associao.

    Gincana da coleta seletiva em CaetGincana da coleta seletiva em CaetGincana da coleta seletiva em CaetGincana da coleta seletiva em CaetGincana da coleta seletiva em Caet

    FFFFFeireireireireira Eco Balo: meio ambientea Eco Balo: meio ambientea Eco Balo: meio ambientea Eco Balo: meio ambientea Eco Balo: meio ambienteNo dia 4 de julho, a escola Balo Vermelho, de Belo

    Horizonte, realizou a Feira Eco Balo. No evento alunos e

    pais se envolveram em diversas atividades relacionadas ao

    meio ambiente. As crianas de dois anos mostraram o

    trabalho realizado de plantio alternativo: verduras e ervas

    plantadas em pneus, garrafas PET e outros objetos que

    seriam destinados ao lixo. O tema de trabalho da 4 srie

    foi a dengue, os cuidados, perigos e esclarecimentos. Mdia,

    Consumo, Infncia: a influncia que as propagandas exercem

    sobre o consumidor, incentivando-o a um consumo

    desnecessrio foi o tema dos alunos do ensino fundamental. O Programa Cidade

    e Solues, do canal Globo News, serviu de base para os estudantes da 6 srie

    que apontaram alternativas sustentveis para problemas cotidianos.

    Alm de brinquedos feitos com materiais reaproveitveis e reciclveis,

    tambm foram confeccionados aquecedores solares feitos com garrafas PET e

    caixas longa vida, em uma oficina dos alunos da quinta oitava sries. Muitos

    trabalhos interessantes e a integrao entre pais, professores e alunos marcaram

    o evento.Pais e alunos ajudaram a construir

    aquecedores solares com garrafas PET ecaixas longa vida

    Acontece nas escolas

    Foto

    s: A

    rqui

    vo E

    scol

    a

    Fotos: Arquivo Escola

    Escola de Caetconseguiu conscientizaralunos e comunidadesobre a importncia dacoleta seletiva e venceugincana

    Fotos: Arquivo Escola

    Exposio dos projetosrealizados pelos alunos

    Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/20093333322222

    Sugesto de Leitura:Alfabetizao Ecolgica Fritjof Capra. (Ed. Cultrix)

    Educao ambiental

    Ana MansoldoAna MansoldoAna MansoldoAna MansoldoAna Mansoldo

    Psicloga, ps-graduada em Educao Ambiental ecolaboradora do Centro de Ecologia Integral. Autora dos

    livros Educao Ambiental Urbana e Ips Amarelos

    Educao ambiental: por uma sociedade sustentvelA vida na Terra continuamente criada, modificada ou

    preservada em padres de redes. Observando a natureza

    compreendemos que esse sistema integrado o padro de

    sustentabilidade da teia da vida. Um belo exemplo so as

    rvores: elas produzem seu prprio sustento onde vivem, em

    cooperao com as comunidades das quais dependem para

    sua sobrevivncia. No outono, elas formam ao seu redor um

    tapete com as folhas e galhos que descartam para

    diminurem seu consumo de gua e manterem a umidade

    do solo. Esse material descartado alimenta os microor-

    ganismos que ali vivem que, por sua vez, com seus dejetos

    devolvem os minerais que fertilizam o solo. Pela

    evapotranspirao, elas participam do ciclo da gua e pela

    fotossntese transformam dixido de carbono em oxignio,

    equilibrando a temperatura da Terra e gerando a fonte de

    alimentos para vrias espcies. As razes possibilitam sua

    sustentao no solo e a infiltrao da gua no subsolo

    evitando eroses, o arraste de terras para os vales e o

    assoreamento dos rios. As copas frondosas diminuem o

    impacto da chuva no solo, controlam a reflexo da luz solar

    e a velocidade do vento, alm de amenizarem o calor do vero.

    Suas flores e frutos alimentam abelhas, pssaros, morcegos

    e insetos que so veculos de sua polinizao. Oferecem

    tambm seus troncos e galhos para o abrigo de insetos, aves

    e roedores que, alm de polinizadores, so defensores do

    seu habitat. E se isso no bastasse, elas embelezam a

    paisagem, o que bem poderia ser um pretexto para serem

    protegidas por ns humanos.

    Culturalmente tambm nos constitumos numa rede

    social, onde valores, crenas e regras de conduta so

    continuamente

    comunicados,

    modificados

    ou preser-

    vados, nos dando o sentido de pertencimento comunidade

    humana. Mas, diferente da natureza, nunca sabemos

    antecipadamente se os padres culturais esto certos ou

    errados, e ao final, sofremos as consequncias. E por termos

    adotado um padro de conduta que cortou os fios de

    sustentao da vida, ignorando a importncia dos demais

    membros da comunidade da Terra, que chegamos a tantos

    desastres ecolgicos e sociais, principalmente o aquecimento

    da atmosfera, um dos grandes responsveis pelo

    desaparecimento de espcies e das fontes de gua doce,

    enfim, a uma vida insustentvel.

    J percebemos que o modelo atual no funciona; que h

    necessidade de uma mudana profunda para construo de

    uma comunidade humana sustentvel, uma comunidade

    cujos negcios, economia, estruturas fsicas e tecnologias no

    se oponham capacidade intrnseca da natureza de sustentar

    a vida. Para isso, sugere o fsico Fritjof Capra, necessrio

    um sistema educacional pautado na compreenso dos

    princpios de organizao dos ecossistemas. Assim obteremos

    o conhecimento e o comprometimento necessrios para o

    desenvolvimento de projetos ambientais baseados no no

    que podemos extrair da natureza, mas no que podemos

    aprender com ela. Projetos que levem de fato a um futuro

    melhor e no a respostas imediatistas de interesses

    individuais. Que promovam o modelo de sustentabilidade

    definido pela educadora Dana Lanza, (...) viver de modo

    sustentvel significa reconhecer que somos parte

    inseparvel da teia da vida, das comunidades

    humanas e no humanas e que, aumentar a

    dignidade e a sustentabilidade de uma comunidade,

    significa fortalecer todas as outras.

    Um padro de educao ambiental que considere

    a sustentabilidade da vida para as comunidades

    humanas e no humanas nos possibilitaria (...) deixar

    filhos melhores para o nosso planeta (autor

    desconhecido).

    Foto

    : Alic

    e O

    kaw

    ara

    Alm da beleza, as flores tm importncia na natureza

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009 3333333333

    O fim do velho paradigmaLeandro CarLeandro CarLeandro CarLeandro CarLeandro Carvalho Silvavalho Silvavalho Silvavalho Silvavalho Silva

    Professor de Filosofia e especialista

    em Educao Ambientalleandropjm@yahoo.com.br

    Ponto de vista

    A partir da primeira

    tentativa de nave-

    gao extraorbital,

    em meados do s-

    culo passado, comeamos a adquirir uma nova viso do planeta

    Terra. Este novo ponto de vista surge carregando uma srie de

    elementos historicamente relevantes, entre eles uma nova

    compreenso do lugar do ser humano no mundo, bem como

    de tudo aquilo que nos rodeia.

    Durante muitos anos, no perodo que se convencionou

    chamar Iluminismo ou Idade das Luzes, em oposio Idade

    Mdia ou das Trevas, o paradigma adotado foi o do

    desenvolvimento das potencialidades tcnico-cientficas

    humanas exausto; o filsofo Francis Bacon expressou de

    maneira cristalina no primeiro aforismo de sua obra-prima, o

    Novum Organum, a principal caracterstica do ser humano

    poca: ministro e intrprete da natureza, cabia ao homem deitar

    o universo todo na cama de Procrusto, e mold-lo conforme

    suas prprias medidas.

    As consequncias histricas desse tipo de comportamento,

    de aceitao generalizada, foram catastrficas. mais do que

    suficiente lembrarmos o advento das duas grandes Guerras

    como ilustrao de um modo de pensar que leva muito mais

    em conta as possibilidades tcnicas do que as possibilidades

    morais do ser humano.

    Inadvertidamente, a abordagem que foi sendo construda

    ao longo do Iluminismo acabou deixando de lado uma certa

    viso do planeta Terra como a fmea-Me, que nutre e sustenta

    seus habitantes. Esta viso historicamente muito mais

    duradoura do que a que foi elaborada na Europa dos sculos

    XVI a XIX. Ela remonta aos antigos povos fencios, egpcios e

    chineses; tem seus traos na mitologia grega e na tradio

    judaico-crist; encontrada nos povos pr-colombianos, do

    Mxico Patagnia.

    A partir de uma nova interpretao sobre as consequncias

    do nosso estar no mundo, que foram acontecendo e se

    desenvolvendo pouco a pouco as vrias vertentes da militncia

    pela causa ecolgica. Seus primeiros gestos da publicao de

    Primavera Silenciosa, de Rachel Carson; da histrica frase de

    Gagarin, a Terra azul!, quando avistou nosso planeta pela

    primeira vez a partir de fora; e da elaborao de uma perspectiva

    integral da abordagem ecolgica, levando em considerao

    aspectos pessoais, sociais e ambientais do nosso estar no mundo.

    Felizmente, a cada dia, o conjunto da humanidade vem se

    dando conta de que no possvel sobreviver harmoniosamente

    sob uma perspectiva que tem por princpio a excluso. Est

    gravado na inscrio gentica da humanidade a propenso

    colaborao e cooperao. Desde que ramos apenas presas

    na natureza, aprendemos a estender a mo, e desde ento nunca

    mais esquecemos. Est lanado o precedente para

    abandonarmos este modelo de compreenso da relao entre o

    ser humano e o seu habitat. Seja com relao ao mundo da

    cultura, seja no plano das relaes entre as pessoas, seja ainda

    com relao ao ambiente fsico que nos rodeia, o fato que

    temos hoje as melhores condies para fazermos a passagem

    de uma cultura de guerra para uma cultura de paz.

    Antes da idade da razo, tnhamos nossa disposio apenas

    argumentos do ponto de vista filosfico, tico-moral e religioso

    para sustentar a necessidade de entendimento, de no agresso,

    de paz e de preservao. Agora, aps a dura experincia de

    grandes catstrofes, no seio de uma crise de propores globais,

    uma crise muito mais ampla do que o mero clculo financeiro,

    neste momento, juntam-se argumentos polticos, econmicos,

    cientficos e tecnolgicos a nosso favor. Mudar de

    comportamento no mais uma questo de gosto, ou de

    modismo, ou de imposio. uma questo de sobrevivncia. Se

    no compreendermos isso, estaremos merc de foras muito

    maiores que as nossas, foras estas que podem simplesmente

    eliminar um mal menor em favor de uma harmonia possvel

    num conjunto mais amplo.

    Explicitamente, a mensagem a que se retira da leitura da

    teoria de Gaia, de J. Lovelock: com ele, afirmamos que a vida

    maior do que a soma das vidas, e que a Vida mesma encontrar

    a soluo possvel para este fenmeno muito particular que se

    lhe apresenta, o ser humano.

    Seja com relao ao mundo da cultura,

    seja no plano das relaes entre as pessoas,

    seja ainda com relao ao ambiente fsico

    que nos rodeia, o fato que temos hoje as

    melhores condies para fazermos a

    passagem de uma cultura de guerra para

    uma cultura de paz

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/20093333344444

    Voc sabe quanto custa 1 kg de carne? A produo da carne

    responsvel por 18% da emisso de todos os gases causadores

    do aquecimento global, incluindo o metano liberado na digesto

    dos animais e os gases procedentes das reas desmatadas para

    pasto. Uma grande quantidade de recursos naturais tambm

    desperdiada com a produo da carne. Para se ter uma ideia,

    enquanto so necessrios menos de 500 litros de gua para se

    obter 1 kg de soja, para produzir 1 kg de carne bovina gastam-se

    at 15 mil litros de gua, somando a gua que os animais bebem

    e a utilizada para irrigar pastos e processar as carcaas nos

    abatedouros.

    No h dvida de que alimentar animais com gros e gastar

    essa quantidade descomunal de gua para depois com-los

    ineficiente, pois os gros poderiam ser consumidos diretamente

    pelas pessoas e a gua, utilizada de maneira muito mais

    econmica na produo de vegetais. A produo de carne

    constitui-se, assim, em um modelo econmico insustentvel e

    que contradiz o projeto de erradicao da fome no mundo.

    Na criao intensiva de bois, porcos, galinhas e demais animais

    para consumo humano, milhares de animais so confinados em

    espaos apertados, sob calor sufocante, verdadeiros infernos fecais

    propcios para a disseminao quase instantnea de doenas.

    Amontoados e com o sistema imunolgico muito debilitado, os

    animais recebem antibiticos, inseticidas, vacinas, hormnio do

    crescimento e outras drogas que contaminam o ambiente, o corpo

    do animal e as pessoas que ingerem a carne. E o que fazer com

    os dejetos gerados? Por ser impossvel lidar com as consequncias

    da poluio provocada por esses dejetos, muitos pases ricos j

    diminuram a produo da carne, e alguns aboliram a produo

    suna, enquanto no Brasil, a maior parte dos dejetos continuam

    sendo lanados sem tratamento na terra e na gua. No h, assim,

    como negar a relao direta entre produo de animais para

    consumo, doenas e catstrofes ambientais.

    A A A A A trtrtrtrtrajetrajetrajetrajetrajetria do bife antes de chegar ao pria do bife antes de chegar ao pria do bife antes de chegar ao pria do bife antes de chegar ao pria do bife antes de chegar ao pratoatoatoatoato

    O ato de matar os animais para transform-los em carne

    responsvel por uma sucesso de etapas de violncia. Quando

    criados confinados, eles so impedidos de seguir seus instintos,

    o que os faz sofrer intensamente. Nas granjas industriais as

    galinhas tm seus bicos cortados para no se mutilarem por causa

    do estresse, alm disso, mal conseguem se mover, tm membros

    atrofiados e, como milhes de outros animais, morrem depois de

    muito agonizar por causa de ferimentos ou doenas. O transporte

    para o abate torturante, muitas vezes os animais ficam sem

    MarMarMarMarMariana Licia Campos de Oliveiriana Licia Campos de Oliveiriana Licia Campos de Oliveiriana Licia Campos de Oliveiriana Licia Campos de OliveiraaaaaProfessora de lngua espanhola, tradutora, ativista

    vegana e pelos direitos dos animaisbh@svb.org.br

    alimento, gua e ar

    por muito tempo,

    morrendo a ca-

    minho do mata-

    douro. Alm de se-

    rem submetidos pelos humanos a todas essas condies

    degradantes, ao final de suas vidas os animais so esquartejados,

    esfolados, queimados ou depenados, muitas vezes ainda vivos.

    Depois de toda essa violao, seus corpos so fragmentados para

    serem vendidos e comidos como carne.

    Alm de todos esses problemas, o consumo da carne tambm

    est associado ao risco de doenas e condies degenerativas

    como obesidade, hipertenso, diabete e alguns tipos de cncer, e

    j est comprovado que a alimentao sem carne, ou vegetariana,

    adequada em termos nutricionais, atua na preveno de

    determinadas doenas. Segundo o que diz a Associao Diettica

    Americana (ADA) em relatrio posicionando-se sobre dietas

    vegetarianas publicado em 1997, dietas vegetarianas bem

    planejadas so adequadas a todos os estgios do ciclo vital,

    inclusive durante a gravidez e a lactao. Alm de ser muito

    nutritiva, essa alimentao oferece proteo contra doenas devido

    a seu baixo contedo de gordura saturada, colesterol e protena

    animal. Alguns resultados de pesquisas srias sobre

    vegetarianismo apontam, por exemplo, reduo das mortes por

    infarto, nveis sanguneos de colesterol mais baixos e menor

    presso arterial nos vegetarianos. As pesquisas apontam tambm

    reduo do risco de apresentar diverticulite, diabetes, cnceres e

    obesidade em vegetarianos. A reduo desses problemas ainda

    maior em veganos pessoas que no consomem nenhum produto

    proveniente de animais.

    EEEEEnto, o que comer?nto, o que comer?nto, o que comer?nto, o que comer?nto, o que comer?

    Quem optar por no comer carne deve adotar um cardpio variado,

    incluindo folhas, gros, sementes e massas integrais. Cuidados

    bsicos com a alimentao aliados a um consumo consciente e

    voltados para o uso de alimentos no industrializados e orgnicos,

    quando possvel, so altamente favorveis boa sade de

    vegetarianos e veganos.

    Parar de consumir carne uma atitude ecolgica em todos os

    sentidos, pois, alm de trazer enormes benefcios vida interior,

    uma prtica tica e ambientalmente responsvel. uma deciso

    que implica valorizao da vida das pessoas, dos outros animais

    e do planeta de uma maneira geral e que contribui para a

    construo de uma sociedade mais sustentvel e pacfica.

    Ponto de vistaComer ou no os animais: uma questo ecolgica

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/20093333355555

    Cuidar do habitat cuidar da

    prpria sade. A noo de que

    existe uma interao entre os

    espaos e os seres humanos o que fundamenta a

    Geobiologia, ou Biologia da Construo, cincia que estuda

    os impactos das construes sobre a sade humana e a

    aplicao desse conhecimento na criao de casas e locais

    de trabalho em harmonia com o meio ambiente.

    A Organizao Mundial de Sade, OMS, concebe o termo

    habitao saudvel partindo do pressuposto de que a

    habitao atua como um agente da sade de seus moradores.

    De outro lado, descreve a Sndrome do Edifcio Enfermo como

    a condio mdica em que indivduos adoecem sem razo

    aparente ao habitar ou trabalhar em um dado edifcio e que

    os sintomas se agravam com o aumento da permanncia no

    mesmo. A OMS considera, ainda, que esta condio leva a

    uma severa diminuio da capacidade de trabalho e perda

    de produtividade.

    Seja comercial ou residencial, a habitao torna-se,

    naturalmente, um espelho de modo de viver e da

    personalidade das pessoas que a habitam. Ao contrrio, as

    pessoas tambm podem se tornar reflexos dos lugares que

    frequentam, j que so alteradas por eles caso a permanncia

    nos mesmos seja duradoura. O enfoque da Geobiologia

    tratar as construes como fonte de sade e no de doenas.

    A busca por habitaes saudveis, que tragam qualidade de

    vida e que estejam em equilbrio com o meio ambiente vem

    como uma resposta de seres humanos mais sensveis rpida

    e abrupta mudana que nossa espcie tem causado a si

    prpria e ao planeta, processo de desequilbrio acelerado

    desde a Revoluo Industrial.

    Enxergar toda construo como um ser vivo, com anatomia

    e fisiologia prprias que determinam sua salubridade, como

    passar a ver a habitao como uma terceira pele, das cinco

    que o ser humano possui. A primeira pele seria a orgnica,

    que cobre o corpo humano; a segunda, as vestimentas, que

    devem ser to seletivamente permeveis quanto a primeira;

    a terceira pele, a casa ou habitao, local onde se passa

    grande parte da vida e onde se guardam as duas casas

    anteriores e que representa a conexo entre as primeiras

    casas e as seguintes: a quarta pele, que o bairro ou a cidade;

    e a quinta pele, o planeta Terra, casa onde todos habitam.

    Casa saudvel e ecologia integral

    Ponto de vista

    Todas estas cinco peles, ou organismos, devem trabalhar em

    conjunto e so partes de um nico organismo.

    A casa, ou terceira pele, nosso elo com os mundos

    interior e exterior. Quando esta casa saudvel temos a

    oportunidade de fortalecer a salubridade do corpo e da alma,

    garantimos a sade de onde estamos e consequentemente

    de todo o planeta.

    Para tornar as casas e locais de trabalho saudveis, a

    Geobiologia parte da avaliao de diversos fatores, como:

    qualidade interna do ar (deve ser um local ventilado),

    umidade, temperatura, som, iluminao (com o mximo de

    iluminao natural possvel), radioatividade, magnetismo

    natural, eletromagnetismo, propores harmnicas,

    ergonomia, materiais de construo e perturbaes

    geolgicas.

    O ideal da Biologia da Construo que dentro de casa

    entrem apenas moblias, tintas, vernizes e acabamentos que

    no poluam a sade da nossa primeira casa, o corpo, nem

    degradem a nossa ltima casa, o planeta Terra. Para isso,

    incentiva-se o uso de materiais naturais, como tintas com

    pigmentos naturais, mveis ergonmicos feitos com materiais

    renovveis, provindos de florestas manejadas e de fontes

    seguras para o planeta.

    Aproximadamente metade da destruio do planeta est

    associado direta ou indiretamente com a construo e

    manuteno das casas, prdios e escritrios. imperativo

    que cuidemos da sade de nossa casa para podermos

    efetivamente cuidar da sade de Gaia, como os gregos

    chamavam nosso planeta Terra.

    Chefe Seatle, ndio norte americano do sculo XIX, disse e

    hoje se pode encarar esta frase como uma profecia: o que

    acontecer Terra acontecer aos filhos da Terra. Portanto,

    comecemos a tratar a parte que dela somos responsveis,

    em primeiro lugar nosso corpo e nossas vestimentas. Nosso

    lar em sequncia, com a ajuda da Geobiologia. Em seguida

    nossa cidade, ou nosso bairro. Pois mudamos o mundo a

    partir de nossa prpria mudana.

    Allan LopesAllan LopesAllan LopesAllan LopesAllan LopesGeobilogo - www.allanlopes.com.br

    Aproximadamente metade da destruio

    do planeta est associado direta ou

    indiretamente com a construo e

    manuteno das casas, prdios e escritrios

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/20093333366666

    Centro de EcologCentro de EcologCentro de EcologCentro de EcologCentro de Ecologia Integia Integia Integia Integia IntegrrrrralalalalalRua Bernardo Guimares, 3101 - Sala 206

    Bairro Santo Agostinho - Belo Horizonte/MG - Brasil

    Cep: 30.140-083 - Tel.: (31) 3275-3602

    E-mail: cei@ecologiaintegral.org.br

    www.ecologiaintegral.org.br

    O Centro de EcologCentro de EcologCentro de EcologCentro de EcologCentro de Ecologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrral, Ceial, Ceial, Ceial, Ceial, Cei, uma associao sem fins econmicosreconhecida de utilidade pblica municipal e estadual. registrado noCadastro Nacional de Entidades Ambientalistas, CNEA, do Ministrio doMeio Ambiente e no Cadastro Estadual de Entidades Ambientalistas, CEEA,da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentvel,Semad.

    Barroca: Homeopatia Vitae (R. Brumadinho, 267) Centro: Farmcia Chamomilla (Av. Augusto de Lima, 403); Restaurante Vegetariano Naturalmente (R. Rio de

    Janeiro, 1197) Floresta: Farmcia Homeoptica Digitalis (Rua Curvelo, 130) Lourdes: Farmcia Weleda (Av. Olegrio Maciel, 1358) Santo Agostinho:

    Farmcia Atma (R. Rodrigues Caldas, 766) Savassi: Homeopatia Germinare (R. Paraba, 966 - Loja 2); Homeopatia Vitae (R. Cludio Manoel, 170); Mandala

    Restaurante Natural (R. Fernandes Tourinho, 290); Livraria Status (R. Pernambuco, 1150) Serra: Farmcia Amaryllis (R. do Ouro, 1582) Sion: Restaurante

    Natural Nascente (R. Paraguai, 86); Homeopatia Magna Mater (R. Montes Claros, 509)

    PPPPPontos de venda da Revista Ecologontos de venda da Revista Ecologontos de venda da Revista Ecologontos de venda da Revista Ecologontos de venda da Revista Ecologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrral em Belo Horal em Belo Horal em Belo Horal em Belo Horal em Belo Horizonteizonteizonteizonteizonte

    SeminrSeminrSeminrSeminrSeminrios, curios, curios, curios, curios, cursossossossossos,,,,,oficioficioficioficioficinas e palestrnas e palestrnas e palestrnas e palestrnas e palestrasasasasas

    - Ecologia integral

    - A arte de viver em paz

    - Educao ambiental

    - Educao para a paz

    - Educao para o consumo consciente

    - Comunicao interpessoal

    - Comunicao para o Terceiro Setor

    - Agenda 21

    - Desenvolvimento humano, de grupos,

    de comunidades e de organizaes

    - Psicodrama pedaggico

    - Meditao

    - Sonhos

    - Ps-graduao Educao Ambiental,

    Agenda 21 e Sustentabilidade

    Educao Ambiental, Agenda 2Educao Ambiental, Agenda 2Educao Ambiental, Agenda 2Educao Ambiental, Agenda 2Educao Ambiental, Agenda 211111e Sustentabilidadee Sustentabilidadee Sustentabilidadee Sustentabilidadee Sustentabilidade

    CurCurCurCurCurso de ps-gso de ps-gso de ps-gso de ps-gso de ps-grrrrraduao lato sensuaduao lato sensuaduao lato sensuaduao lato sensuaduao lato sensu

    Inscries e informaes pelo telefone (31) 3275-3602ou pelo e-mail secretaria@ecologiaintegral.org.br

    PPPPParararararticipa atualmente dos seguintes frticipa atualmente dos seguintes frticipa atualmente dos seguintes frticipa atualmente dos seguintes frticipa atualmente dos seguintes fruns, redes e comisses:uns, redes e comisses:uns, redes e comisses:uns, redes e comisses:uns, redes e comisses:

    - Rede Mineira de Educao Ambiental, RMEA

    - Frum Municipal Lixo e Cidadania de Belo Horizonte

    - Comisso Organizadora Estadual - COE, da Conferncia Nacional pelo Meio

    Ambiente, promovida pelo Ministrio do Meio Ambiente

    Atividades do Centro de Ecologia Integral

    em parcerem parcerem parcerem parcerem parceria com a Fia com a Fia com a Fia com a Fia com a FAAAAACICICICICISABSABSABSABSABHHHHH

    GrGrGrGrGrupo de Sonhosupo de Sonhosupo de Sonhosupo de Sonhosupo de Sonhos

    e Meditaoe Meditaoe Meditaoe Meditaoe Meditao

    BibliotecaBibliotecaBibliotecaBibliotecaBiblioteca

    Cine-pazCine-pazCine-pazCine-pazCine-paz

    ElaborElaborElaborElaborElaborao de carao de carao de carao de carao de cartilhastilhastilhastilhastilhas

    PPPPPasseios ecolgasseios ecolgasseios ecolgasseios ecolgasseios ecolgicosicosicosicosicos de de de de deintegintegintegintegintegrrrrrao com a naturezaao com a naturezaao com a naturezaao com a naturezaao com a natureza

    Projetos de comunicaoProjetos de comunicaoProjetos de comunicaoProjetos de comunicaoProjetos de comunicao

    parparparparpara o Ta o Ta o Ta o Ta o Terceiro Setorerceiro Setorerceiro Setorerceiro Setorerceiro Setor

    OutrOutrOutrOutrOutras atividadesas atividadesas atividadesas atividadesas atividades

    Revista EcologRevista EcologRevista EcologRevista EcologRevista Ecologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrralalalalal

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009

    Por uma cultura de paz e pela ecologia integral!A Revista Ecologia Integral uma publicao do Centro de Ecologia Integral - Cei,

    que uma associao sem fins econmicos.

    Ed. n32 - Espao urbanoEspao urbanoEspao urbanoEspao urbanoEspao urbano Ed. n33 - Espao ruralEspao ruralEspao ruralEspao ruralEspao rural

    Para adquirir exemplares avulsos ligue (31) 3275-3602ou mande um e-mail para secretaria@ecologiaintegral.org.br

    Ed. n34 - PPPPPatrimnio culturalatrimnio culturalatrimnio culturalatrimnio culturalatrimnio cultural Ed. n35 - PPPPPatrimnio naturalatrimnio naturalatrimnio naturalatrimnio naturalatrimnio natural Ed. n36 - Cincia e TCincia e TCincia e TCincia e TCincia e Tecnologiaecnologiaecnologiaecnologiaecnologia

    Ed. n29 - Educao ambientalEducao ambientalEducao ambientalEducao ambientalEducao ambiental Ed. n30 - Mudanas climticasMudanas climticasMudanas climticasMudanas climticasMudanas climticas Ed. n31 - RRRRResduos slidosesduos slidosesduos slidosesduos slidosesduos slidos

    Ed. n37 - SolidariedadeSolidariedadeSolidariedadeSolidariedadeSolidariedade

    Ed. n21 - Agenda 21Agenda 21Agenda 21Agenda 21Agenda 21Ed. n19 - PPPPPovos indgenasovos indgenasovos indgenasovos indgenasovos indgenas Ed. n20 - FFFFFolcloreolcloreolcloreolcloreolclore Ed. n22 - AlimentaoAlimentaoAlimentaoAlimentaoAlimentao Ed. n23 - Cultura de pazCultura de pazCultura de pazCultura de pazCultura de paz

    Ed. n27 - SustentabilidadeSustentabilidadeSustentabilidadeSustentabilidadeSustentabilidadeEd. n24 - Economia solidriaEconomia solidriaEconomia solidriaEconomia solidriaEconomia solidria Ed. n26 - Sade/meio ambienteSade/meio ambienteSade/meio ambienteSade/meio ambienteSade/meio ambienteEd. n25 - VVVVValores humanosalores humanosalores humanosalores humanosalores humanos Ed. n28 - Direito AmbientalDireito AmbientalDireito AmbientalDireito AmbientalDireito Ambiental

    Ed. n38 - Ecologia integralEcologia integralEcologia integralEcologia integralEcologia integral

  • Revista Ecologia Integral - N 38 - Nov/2009

    PierPierPierPierPierre Wre Wre Wre Wre Weil (1eil (1eil (1eil (1eil (16/04/16/04/16/04/16/04/16/04/199999222224 - 14 - 14 - 14 - 14 - 10/10/10/10/10/10/20/20/20/20/2008)008)008)008)008)PierPierPierPierPierre Wre Wre Wre Wre Weil (1eil (1eil (1eil (1eil (16/04/16/04/16/04/16/04/16/04/199999222224 - 14 - 14 - 14 - 14 - 10/10/10/10/10/10/20/20/20/20/2008)008)008)008)008)

    Assim como o prAssim como o prAssim como o prAssim como o prAssim como o primeiro nmero daimeiro nmero daimeiro nmero daimeiro nmero daimeiro nmero daRevista EcologRevista EcologRevista EcologRevista EcologRevista Ecologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrral foi dedicadoal foi dedicadoal foi dedicadoal foi dedicadoal foi dedicadoao professor Pierao professor Pierao professor Pierao professor Pierao professor Pierre Wre Wre Wre Wre Weil, fundador daeil, fundador daeil, fundador daeil, fundador daeil, fundador da

    UniverUniverUniverUniverUniversidade da Psidade da Psidade da Psidade da Psidade da Paz - Unipaz, esta,az - Unipaz, esta,az - Unipaz, esta,az - Unipaz, esta,az - Unipaz, esta,que a ltima edio da revista daque a ltima edio da revista daque a ltima edio da revista daque a ltima edio da revista daque a ltima edio da revista da

    fase de impresso em papel, tambmfase de impresso em papel, tambmfase de impresso em papel, tambmfase de impresso em papel, tambmfase de impresso em papel, tambm dedicada a ele que, mesmo no dedicada a ele que, mesmo no dedicada a ele que, mesmo no dedicada a ele que, mesmo no dedicada a ele que, mesmo noestando mais entre ns, continuaestando mais entre ns, continuaestando mais entre ns, continuaestando mais entre ns, continuaestando mais entre ns, continuainspirinspirinspirinspirinspirando nosso trando nosso trando nosso trando nosso trando nosso trabalho com aabalho com aabalho com aabalho com aabalho com a

    ecologecologecologecologecologia integia integia integia integia integrrrrral.al.al.al.al.

    Assim como o prAssim como o prAssim como o prAssim como o prAssim como o primeiro nmero daimeiro nmero daimeiro nmero daimeiro nmero daimeiro nmero daRevista EcologRevista EcologRevista EcologRevista EcologRevista Ecologia Integia Integia Integia Integia Integrrrrral foi dedicadoal foi dedicadoal foi dedicadoal foi dedicadoal foi dedicadoao professor Pierao professor Pierao professor Pierao professor Pierao professor Pierre Wre Wre Wre Wre Weil, fundador daeil, fundador daeil, fundador daeil, fundador daeil, fundador da

    UniverUniverUniverUniverUniversidade da Psidade da Psidade da Psidade da Psidade da Paz - Unipaz, esta,az - Unipaz, esta,az - Unipaz, esta,az - Unipaz, esta,az - Unipaz, esta,que a ltima edio da revista daque a ltima edio da revista daque a ltima edio da revista daque a ltima edio da revista daque a ltima edio da revista da

    fase de impresso em papel, tambmfase de impresso em papel, tambmfase de impresso em papel, tambmfase de impresso em papel, tambmfase de impresso em papel, tambm dedicada a ele que, mesmo no dedicada a ele que, mesmo no dedicada a ele que, mesmo no dedicada a ele que, mesmo no dedicada a ele que, mesmo noestando mais entre ns, continuaestando mais entre ns, continuaestando mais entre ns, continuaestando mais entre ns, continuaestando mais entre ns, continuainspirinspirinspirinspirinspirando nosso trando nosso trando nosso trando nosso trando nosso trabalho com aabalho com aabalho com aabalho com aabalho com a

    ecologecologecologecologecologia integia integia integia integia integrrrrral.al.al.al.al.

    por uma cultura de paz e pela ecologia integralCentro de Ecologia Integral

    Foto: Jos Luiz

    voc que, com a suaprpria transformao,

    contribuir para atransformao

    dos outros.

    voc que, com a suaprpria transformao,

    contribuir para atransformao

    dos outros.

Recommended

View more >