Cartilha Protecao Respiratoria ANVISA

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Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria Anvisa

Cartilha de Proteo Respiratria contra Agentes Biolgicos para Trabalhadores da Sade

1 Edio Braslia-DF 2009

Copyright 2009 Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria. Todos os direitos reservados. permitida a reproduo parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que no seja para venda ou qualquer fim comercial. A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra dos autores. A Anvisa, igualmente, no se responsabiliza pelas idias contidas nesta publicao. 1 edio Diretor-Presidente Dirceu Raposo de Mello Diretores Agnelo Santos Queiroz Filho Dirceu Aparecido Brs Barbano Jos Agenor lvares da Silva Maria Ceclia Martins Brito Chefe de Gabinete Aldima Mendes Elaborao, edio e distribuio: AGNCIA NACIONAL DE VIGILNCIA SANITRIA SIA Trecho 5, rea Especial 57, Lote 200 71205-050, Braslia DF Tel.: (61) 3462-6000 Home page: www.anvisa.gov.br E-mail: editora@anvisa.gov.br Assessora-Chefe de Divulgao e Comunicao Institucional Martha Nazar Corra Ncleo de Gesto do Sistema Nacional de Notificao e Investigao em Vigilncia Sanitria Maria Eugnia Carvalhes Cury Unidade de Tecnovigilncia Stela Candioto Melchior Ficha Catalogrfica Brasil. Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria Cartilha de Proteo Respiratria contra Agentes Biolgicos para Trabalhadores de Sade/Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria Braslia: Anvisa, 2009. 95 p. ISBN 978-85-88233-36-2 1. Tecnovigilncia. 2. Vigilncia Sanitria. 3. Segurana Sanitria. I. Ttulo. II. Srie. CDU 614.3 Adjunto de Diretor-Presidente Norberto Rech Adjuntos de Diretores Rafael Aguiar Barbosa Luiz Roberto da Silva Klassmann Neilton Araujo de Oliveira Luiz Armando Erthal

Ttulos para indexao: Em ingls: Guidelines for Respiratory Protection against Biological Agents for Health Care Workers Em espanhol: Pautas para Proteccin Respiratoria contra Agentes Biolgicos para Trabajadores de Asistencia Mdica

Cartilha de Proteo Respiratria contra Agentes Biolgicos para Trabalhadores da Sade

EqUIPE TCNICANcleo de Gesto do Sistema Nacional de Notificao e Investigao em Vigilncia Sanitria Maria Eugnia Carvalhes Cury

Unidade de Tecnovigilncia Stela Candioto Melchior Elaborao Adriana Gregorcic Antonio Vladimir Vieira Cssia Regina Paula Paz Daniela Moraes Pinto Denis Souza Ester Bergsten Fabiana Vieira Pereira Lucila Marcomini Maria Glria Vicente Mariana P. Verotti Maurcio Torloni Osny F. Camargo Sideneo W. T. Rios Slvia Helena de A. Nicolai Colaborao Beatriz Mac Dowell Soares Cludio Maierovitch P. Henriques Damsio Macedo Trindade Maria da Graa Sant Anna Hofmeister Milton Elias Ferreira Jr Rosemary S. I. Zamataro Serafin Estevez Costa

LISTA DE SIGLASm micrometro ABHO Associao Brasileira de Higienistas Ocupacionais ABNT Associao Brasileira de Normas Tcnicas Anvisa Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria CA Certificado de Aprovao CB-32 Comit Brasileiro de Equipamentos de Proteo Individual da ABNT CCIH Comisso de Controle de Infeco Hospitalar CDC Centers for Disease Control and Prevention (Centro de Controle e Preveno de Doena) EPI Equipamento de Proteo Individual EPR Equipamento de Proteo Respiratria FUNDACENTRO Fundao Jorge Duprat Figueiredo de Segurana e Medicina do Trabalho MTE Ministrio do Trabalho e Emprego MS Ministrio da Sade NBR Norma Brasileira NIOSH National Institute for Occupational Safety and Health NR-6 Norma Regulamentadora no 6 PFF Pea semifacial filtrante Portaria MS Portaria do Ministrio da Sade PPR Programa de Proteo Respiratria RDC/Anvisa Resoluo da Diretoria Colegiada/Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria RE/Anvisa Resoluo Especial/Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria SESMT Servio Especializado em Engenharia de Segurana e em Medicina do Trabalho SRAG (SARS) Sndrome Respiratria Aguda Grave TB Tuberculose

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SUMRIOAPRESENTAO ............................................................................................ 9 INTRODUO .............................................................................................. 11 OBJETIVO .................................................................................................... 13 PERGUNTAS E RESPOSTAS .......................................................................... 153.1 Conceitos Bsicos ............................................................................................. 15 3.2 Proteo Respiratria ........................................................................................ 21 3.3 Programa de Proteo Respiratria (Ppr) ........................................................... 33

TIPOS DE EqUIPAMENTOS DE PROTEO RESPIRATRIA EM SERVIOS DE SADE ........................................................................ 374.1 EPR Purificadores de Ar .................................................................................... 37 4.2 EPR De Aduo De Ar ....................................................................................... 44

REFERNCIAS .............................................................................................. 47 GLOSSRIO ................................................................................................. 49 ANEXOS ...................................................................................................... 53Anexo A Classificao de risco de agentes biolgicos ........................................... 53 Anexo B Contedo mnimo de um Programa de Proteo Respiratria (PPR) ......... 81 Anexo C Exemplo de Certificado de Aprovao para pea semifacial filtrante PFF2......................................................................................... 82 Anexo D Procedimentos para realizao do Ensaio de Vedao Qualitativo ........... 83 Anexo E Limpeza e higienizao dos equipamentos de proteo respiratria ........ 86 Anexo F Quadro comparativo das diferentes mscaras utilizveis pelos Trabalhadores de Sade ........................................................................ 88 Anexo G Nveis de Proteo de Diferentes Equipamentos de Proteo Respiratria ............................................................................ 93

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APRESENTAOEsta cartilha enfoca a proteo respiratria dos Trabalhadores de Sade contra agentes biolgicos. Foi elaborada pela Anvisa, Comisso de Estudos de Equipamentos de Proteo Respiratria do CB-32/ABNT, FUNDACENTRO e especialistas na rea, para subsidiar consultas rpidas por Trabalhadores de Sade. Tambm pode constituir material de apoio para treinamentos. Deve ser considerada, no entanto, como um recurso complementar e no um substituto do Programa de Proteo Respiratria (PPR), o qual exigido legalmente pelo Ministrio do Trabalho e Emprego. Seu contedo no abrange informaes sobre a proteo contra agentes qumicos presentes nos servios de sade. A proteo respiratria contra a inalao desses agentes dever seguir as recomendaes contidas no Programa de Proteo Respiratria da FUNDACENTRO. O uso de Equipamentos de Proteo Respiratria (EPR) por profissionais que atuam em Servios de Sade uma estratgia importante para prevenir doenas como a tuberculose, o sarampo, a varicela, a hantavirose, a gripe aviria causadas por agentes biolgicos, cuja principal forma de transmisso a via area. Considerando-se a dinmica das doenas na populao e os avanos tecnolgicos, esta cartilha ser aprimorada na medida do aprofundamento do conhecimento da situao epidemiolgica das doenas de transmisso respiratria, bem como da disponibilidade dos instrumentos para a preveno e o controle dessas doenas.

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INTRODUOApesar das doenas transmissveis no serem, na atualidade, a principal causa de mortalidade no Brasil, este grupo de doenas ainda ocupa papel de destaque no que se refere morbidade. Constituem um problema de sade pblica no Brasil e no mundo e, por isso, vm exigindo a utilizao de medidas de controle de ordem geral e, secundariamente, de ordem individual. Dentre as medidas de ordem individual, destaca-se o uso de Equipamentos de Proteo Respiratria (EPR), indicados para preveno de disseminao de alguns agentes de transmisso por via respiratria, como o Bacilo de Koch, o vrus do sarampo e o vrus da SRAG/SARS, para citar alguns exemplos. O Trabalhador de Sade, pela prpria caracterstica de suas atividades, tem contato direto com pacientes e portadores de diferentes agentes etiolgicos, tornando-se mais vulnervel infeco por esses agentes. No caso da tuberculose (TB), por exemplo, um programa efetivo de controle de infeco pelo bacilo requer a identificao, isolamento e tratamento das pessoas com TB ativa. Estes objetivos so alcanados pela aplicao hierrquica de medidas de controle que incluem, o uso de medidas administrativas para reduzir o risco da exposio a pessoas que possuem TB ativa; o uso de controles de engenharia para prevenir a disseminao e reduzir a concentrao das gotculas e aerossis infectantes e o uso de EPR em reas e/ou procedimentos onde haja o risco de exposio ao bacilo. A adoo destas recomendaes do Centers for Disease Control and Prevention 1 tem reduzido a morbidade e a mortalidade entre pacientes e Trabalhadores de Sade nos Estados Unidos. Esta cartilha inclui somente informaes relativas ao uso de EPR, uma das medidas de proteo individual. O seu contedo no conflitante com o das Normas Regulamentadoras de Segurana e Sade no Trabalho, das quais aborda aspectos prticos das exigncias nelas contidas. Tambm, estas recomendaes devem ser entendidas como parte integrante das normas tcnicas que visam preveno e controle de doenas de transmisso respiratria no mbito dos Servios de Sade.

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OBJETIVOO objetivo desta cartilha fornecer orientaes ao Trabalhador de Sade sobre especificao, uso correto, limitaes da proteo, guarda, manuteno e descarte de EPR utilizado para proteo contra a inalao de agentes biolgicos, bem como sobre as exigncias legais relativas ao uso desses equipamentos. Parte da cartilha foi elaborada na forma de perguntas e respostas, organizadas de acordo com os seguintes assuntos: 1. Conceitos Bsicos, 2. Proteo Respiratria e 3. Programa de Proteo Respiratria (PPR). A descrio, as caractersticas e as limitaes dos diversos tipos de EPR so apresentadas no item 4 desta cartilha.

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PERGUNTAS E RESPOSTAS3.1 CONCEITOS BSICOS1. qUEM CONSIDERADO TRABALHADOR DE SADE? Trabalhador de Sade todo o trabalhador que se insere direta ou indiretamente na prestao de servios de sade, no interior dos estabelecimentos de sade ou em atividades de sade, podendo deter ou no formao especfica para o desempenho de funes referentes ao setor. O vnculo de trabalho com atividades no setor sade, independentemente da formao profissional ou da capacitao do indivduo, o aspecto mais importante na definio de Trabalhador de Sade. 2. COMO PODE OCORRER A EXPOSIO AOS AGENTES BIOLGICOS DISPERSOS POR VIA AREA? O doente ou portador, quando fala, tosse ou espirra, dispersa agentes etiolgicos de doenas de transmisso area. Deste modo, qualquer pessoa pode ser exposta a esses agentes quando em contato com o doente ou portador, ao entrar em ambientes contaminados, ou ainda ao realizar procedimentos nestas pessoas. 3. qUAIS AS VIAS DE TRANSMISSO DOS PATGENOS? As principais vias de transmisso so a via de contato e a via respiratria. Esta cartilha est direcionada para as patologias e os mecanismos de proteo das doenas de transmisso respiratria (por gotculas e aerossis).

Figura 1: Pessoa expelindo gotculas e aerossis

Fonte: http://www.vaccineinformation.org/photos/flu_iac001.jpg

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4. qUAL A DIFERENA ENTRE GOTCULAS E AEROSSIS? As gotculas tm tamanho maior que 5 m e podem atingir a via respiratria alta, ou seja, mucosa das fossas nasais e mucosa da cavidade bucal. Nos aerossis, as partculas so menores, permanecem suspensas no ar por longos perodos de tempo e, quando inaladas, podem penetrar mais profundamente no trato respiratrio. Existem doenas de transmisso respiratria por gotculas e outras de transmisso respiratria por aerossis, as quais requerem modos de proteo diferentes. 5. O qUE SO DOENAS DE TRANSMISSO RESPIRATRIA POR GOTCULA? So aquelas que ocorrem pela disseminao de gotculas (partculas maiores do que 5 m), geradas durante tosse, espirro, conversao ou na realizao de diversos procedimentos tais como: inalao, aspirao, etc. Veja alguns exemplos no Quadro 1.

quadro 1. Algumas doenas transmitidas por gotculas, segundo o tipo de transmisso e o perodo de isolamento.INFECO/CONDIO/ MICRORGANISMOAdenovrus em lactente e pr-escolar Caxumba Coqueluche

TIPO DE TRANSMISSOGotculas + contato Gotculas Gotculas

PERODO DE ISOLAMENTODurante o perodo da doena At 09 dias aps o incio da Tumefao. Durante 5 dias aps o incio do tratamento antimicrobiano adequado. At o resultado negativo de duas culturas de secreo de nasofaringe, em meio especfico, em dias diferentes. At concluir o perodo de 24 horas de teraputica eficaz. At concluir o perodo de 24 horas de teraputica eficaz. At concluir o perodo de 24 horas de teraputica eficaz.

Difteria Farngea

Gotculas

Epiglotite (Haemophylus influenzae) Faringite por Streptococcus do Grupo A em lactente e pr-escolar Escarlatina por Streptococcus do Grupo A em lactente e pr-escolar

Gotculas Gotculas Gotculas

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INFECO/CONDIO/ MICRORGANISMOPneumonia por Streptococcus do Grupo A em lactente e pr-escolar Infeco Por Influenza A, B, C Meningite por Haemophylus influenzae (suspeita ou confirmada) Meningite por Neisseria meningitidis (suspeita ou confirmada) Menigococcemia Doena crnica em Imunossupremido por Parvovrus B19. Crise aplstica transitria ou de clulas vermelhas por Parvovrus B19. Peste Pneumnica Pneumonia por Adenovrus Pneumonia por Haemophylus influenzae em lactentes e crianas de qualquer idade Pneumonia Menigocccica Pneumonia por Mycoplasma (pneumonia atpica primria) Rubola

TIPO DE TRANSMISSOGotculas Gotculas Gotculas Gotculas Gotculas Gotculas

PERODO DE ISOLAMENTOAt concluir o perodo de 24 horas de teraputica eficaz. Durante o perodo da doena At concluir o perodo de 24 horas de teraputica eficaz. At concluir o perodo de 24 horas de teraputica eficaz. At concluir o perodo de 24 horas de teraputica eficaz. Durante a internao.

Gotculas

Durante 7 dias.

Gotculas Gotculas + contato Gotculas

At concluir o perodo de 3 dias de teraputica eficaz. Durante o perodo da doena At concluir o perodo de 24 horas de teraputica eficaz. At concluir o perodo de 24 horas de teraputica eficaz. At concluir o perodo de 24 horas de teraputica eficaz. 7 dias do incio do rash cutneo.

Gotculas Gotculas Gotculas

Fonte: Associao Paulista de Estudos e Controle de infeco Hospitalar.

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6. O qUE SO DOENAS DE TRANSMISSO RESPIRATRIA POR AEROSSIS? So aquelas que ocorrem pela disseminao de partculas menores ou iguais a 5 m, geradas durante tosse, espirro, conversao ou na realizao de diversos procedimentos, entre os quais pode-se citar a broncoscopia, a induo de escarro, a nebulizao ultra-snica, a necropsia, etc. Veja alguns exemplos no Quadro 2.

quadro 2. Algumas doenas transmitidas por aerossis, segundo o tipo de transmisso e o perodo de isolamento.INFECO/CONDIO/ MICRORGANISMOHerpes Zoster disseminado ou localizado (em imunossupremidos)

TIPO DE TRANSMISSOContato + Aerossis Aerossis Contato + Aerossis Aerossis Aerossis Contato + Aerossis

PERODO DE ISOLAMENTOAt todas as leses se tornarem crostas (secas) Durante o perodo da doena Durante o perodo da doena At 3 exames BAAR negativos ou 2 semanas de teraputica eficaz. At 3 exames BAAR negativos ou 2 semanas de teraputica eficaz.

Sarampo Sndrome Respiratria Aguda Grave Tuberculose Pulmonar (suspeita ou confirmada) Tuberculose Larngea (suspeita ou confirmada) Varicela

At todas as leses tornarem-se crostas

Fonte: Associao Paulista de Estudos e Controle de infeco Hospitalar. 7. qUAIS MEDIDAS DE PRECAUO SO INDICADAS PARA DOENAS TRANSMITIDAS POR GOTCULAS? Quando a proximidade com o paciente for igual ou inferior a um metro, deve ser utilizada, no mnimo, a mscara cirrgica. Para melhor definio de rotina, orienta-se que seja utilizada mscara cirrgica sempre que entrar em contato com o paciente. Outras medidas de precauo devem ser utilizadas: Internao do paciente: Quarto privativo ou, caso no seja possvel, em quarto de paciente com infeco pelo mesmo microrganismo (coorte); a distncia mnima entre os leitos deve ser de um metro. Transporte de paciente: Limitado, mas quando necessrio, utilizar mscara cirrgica no paciente. Visitas: Restritas e orientadas pelo profissional de enfermagem. 18 Cartilha de Proteo Respiratria Anvisa

8. qUAIS MEDIDAS DE PRECAUO SO INDICADAS PARA DOENAS TRANSMITIDAS POR AEROSSIS? No caso dos aerossis, as partculas podem se dispersar por longas distncias e, por isso, deve ser utilizado equipamento de proteo respiratria durante todo o perodo que o Trabalhador de Sade estiver em contato com o paciente. Outras medidas de precauo devem ser utilizadas: Internao do paciente: Quarto privativo com presso negativa; filtragem do ar com filtros de alta eficincia (caso seja reabsorvido para o ambiente); seis a doze trocas de ar por hora, manter as portas do quarto sempre fechadas. Caso a instituio no tenha quartos com estas caractersticas, manter o paciente em quarto privativo, com as portas fechadas e janelas abertas, permitindo boa ventilao. Transporte de paciente: Limitado, mas quando necessrio, utilizar mscara cirrgica no paciente. Visitas: Restritas e orientadas pelo profissional de enfermagem. 9. qUE TIPOS DE MEDIDAS ADMINISTRATIVAS EXISTEM PARA EVITAR A TRANSMISSO DE DOENAS POR VIA RESPIRATRIA? O primeiro passo a identificao rpida da patologia, seguida de isolamento do paciente, quando necessrio, e tratamento adequado. Para cada patologia existe um perodo de transmisso prprio. Exemplos: Pacientes com tuberculose pulmonar e/ou larngea, adequadamente tratados, no transmitem o bacilo aps aproximadamente duas semanas de tratamento. Outro importante meio de reduzir a disseminao da tuberculose pela implantao de sistema de ventilao e controle adequados. A antibioticoterapia adequada erradica o bacilo diftrico da orofaringe de 24 a 48 horas aps a sua introduo, na maioria dos casos. A meningite por Haemophilus influenza sorotipo B (Hib) e por meningococo (Neisseria meningitidis) deixam de ser transmitidas aps 24 a 48 horas de antibioticoterapia adequada. 10. O qUE UM PROCEDIMENTO DE ALTO RISCO DE EXPOSIO PARA O TRABALHADOR DE SADE? Para a definio de procedimento de alto risco devem-se considerar simultaneamente trs aspectos: a patogenicidade do agente biolgico, a quantidade do mesmo disperso no ambiente e as condies de disperso deste agente no local. Em relao patogenicidade, deve-se levar em considerao a classificao de risco dos agentes biolgicos (Anexo A). No caso de agentes em que a patogenicidade no conhecida, considera-se o agente biolgico como de risco 3.

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Quanto quantidade de aerossis de agentes biolgicos gerados no procedimento envolvido, deve-se classificar como procedimentos de alto risco aqueles que geram elevada quantidade de aerossol do patgeno, tais como a broncoscopia, a entubao, a aspirao nasofarngea, os cuidados em traqueostomia, a fisioterapia respiratria e a necropsia envolvendo tecido pulmonar. Em relao s condies de disperso do agente biolgico, necessrio considerar um ambiente com dimenses reduzidas e mal ventilado como de maior risco do que um de grandes dimenses e bem ventilado. 11. qUAIS MEDIDAS DEVEM SER ADOTADAS qUANDO O TRABALHADOR DE SADE FICOU EXPOSTO SEM PROTEO PESSOA INFECTADA POR AGENTES TRANSMISSVEIS POR GOTCULAS? Esta situao deve ser tratada como de uma transmisso direta, que a transferncia direta e imediata de agentes infecciosos a uma porta de entrada receptiva no hospedeiro (trabalhador de sade), que pode ser a mucosa oral e/ou nasal. As medidas iniciais a serem adotadas pelo trabalhador de sade frente a uma exposio ocupacional sem proteo so: Identificar a doena de transmisso respiratria por gotcula que o paciente portador e, a partir de ento, adotar as medidas preventivas indicadas (Ex.: Para meningite, coqueluche, difteria, rubola, as medidas esto descritas no Guia de Vigilncia Epidemiolgica, disponvel na pgina do Ministrio da Sade na internet www. saude.gov.br/svs); Avaliar o grau de risco de exposio, considerando-se a patogenicidade e a quantidade do agente disperso no ambiente; Verificar se o paciente j iniciou tratamento e h quanto tempo ou se virgem de tratamento. 12. qUAIS MEDIDAS DEVEM SER ADOTADAS qUANDO O TRABALHADOR DE SADE FICOU EXPOSTO SEM PROTEO PESSOA INFECTADA POR AGENTES TRANSMISSVEIS POR AEROSSIS? A transmisso area ocorre quando h a disseminao por aerossis at a porta de entrada de um hospedeiro suscetvel, onde so inalados. Essas partculas so pequenas (menores ou iguais a 5 m) e permanecem em suspenso no ar por longos perodos de tempo. As medidas iniciais a serem adotadas pelo trabalhador de sade frente a uma exposio ocupacional sem proteo so: Identificar a doena de transmisso respiratria por aerossol que o paciente portador e, a partir de ento, adotar as medidas preventivas indicadas (Ex.: Para sarampo e tuberculose, as medidas esto descritas no Guia de Vigilncia Epidemiolgica, disponvel na pgina do Ministrio da Sade na internet http://www.saude.gov.br/svs);

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Verificar se o paciente j iniciou tratamento e h quanto tempo ou se virgem de tratamento; Avaliar o grau de risco de exposio, considerando-se a patogenicidade e a quantidade do agente disperso no ambiente. 13. COMO O TRABALHADOR DE SADE PODE SE PROTEGER CONTRA A INALAO DE AGENTES qUMICOS (POEIRAS, NVOAS, FUMOS, GASES E VAPORES) EXISTENTES NOS LOCAIS DE TRABALHO? A proteo contra a inalao desses agentes obtida por meio da seleo e uso dos equipamentos de proteo respiratria adequados, seguindo-se as orientaes contidas na publicao Programa de Proteo Respiratria da FUNDACENTRO.

3.2 PROTEO RESPIRATRIA14. O qUE UM EqUIPAMENTO DE PROTEO RESPIRATRIA (EPR)? um Equipamento de Proteo Individual (EPI), que visa a proteo do usurio contra a inalao de agentes nocivos sade. 15. O qUE UM EqUIPAMENTO DE PROTEO INDIVIDUAL (EPI)? todo dispositivo de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado a prevenir riscos que podem ameaar a segurana e a sade do trabalhador. Para ser comercializado ou utilizado, todo EPI deve ter Certificado de Aprovao (CA), emitido pelo Ministrio do Trabalho e Emprego (MTE), conforme estabelecido na Norma Regulamentadora no 06 do MTE. 16. O qUE CERTIFICADO DE APROVAO (CA)? um documento emitido pelo Ministrio do Trabalho e Emprego, que certifica que o EPI satisfaz os requisitos mnimos de qualidade estabelecidos em Norma Tcnica (por exemplo: NBR/ ABNT). A certificao feita mediante relatrio de ensaios emitido por um laboratrio reconhecido pelo Ministrio do Trabalho e Emprego, dentre os quais, a FUNDACENTRO. O CA deve ser solicitado pelo estabelecimento para aquisio de todos os EPI, dentre eles os EPR. 17. O qUE UMA PEA SEMIFACIAL FILTRANTE (PFF)? um equipamento de proteo individual (EPI) que cobre a boca e o nariz, proporciona uma vedao adequada sobre a face do usurio e possui filtro eficiente para reteno dos contaminantes atmosfricos presentes no ambiente de trabalho na forma de aerossis (Figura 2). Em ambiente hospitalar, para proteo contra aerossis contendo agentes biolgicos, a PFF deve ter

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uma aprovao mnima como PFF2 (Ver Quadro 4 do item 4.1.1). A PFF tambm retm gotculas. Algumas PFF so resistentes ainda projeo de fludos corpreos.

Figura 2: Pea semifacial filtrante (PFF)

18. qUAL PFF EqUIVALENTE N95? A mscara conhecida como N95 refere-se a uma classificao de filtro para aerossis adotada nos EUA e equivale, no Brasil, PFF2 ou ao EPR do tipo pea semifacial com filtro P2 (Figura 11), pois ambos apresentam o mesmo nvel de proteo. A PFF2 usada tambm para proteo contra outros materiais particulados, como poeiras, nvoas e fumos, encontrados nos ambientes de trabalho das reas agrcola e industrial. 19. POR qUE A PFF2 RECOMENDADA TANTO PARA PROTEO CONTRA AEROSSIS CONTENDO AGENTES BIOLGICOS qUANTO PARA PROTEO CONTRA OUTROS MATERIAIS PARTICULADOS? Porque a captura, pelo filtro da PFF2, tanto de partculas no biolgicas (poeiras, nvoas e fumos) como de microorganismos (esfricos, cilndricos, filamentosos) na forma de aerossis depende dos parmetros fsicos da partcula (tamanho e forma), no sendo importante se a mesma viva ou no. 20. O qUE UMA MSCARA CIRRGICA E qUAL SUA INDICAO DE USO? A mscara cirrgica uma barreira de uso individual que cobre o nariz e a boca. indicada para: proteger o Trabalhador de Sade de infeces por inalao de gotculas transmitidas curta distncia e pela projeo de sangue ou outros fluidos corpreos que possam atingir suas vias respiratrias;

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minimizar a contaminao do ambiente com secrees respiratrias geradas pelo prprio Trabalhador de Sade ou pelo paciente em condio de transporte. Deve ser utilizada sempre que o Trabalhador de Sade entrar em quarto de paciente com patologias de transmisso respiratria por gotculas (veja alguns exemplos no Quadro 1). importante destacar que a mscara cirrgica: NO protege adequadamente o usurio de patologias transmitidas por aerossis (veja alguns exemplos no Quadro 2), pois, independentemente de sua capacidade de filtrao, a vedao no rosto precria neste tipo de mscara; NO um EPR. 21. POR qUE A PFF2 POSSUI CERTIFICADO DE APROVAO E A MSCARA CIRRGICA NO? A PFF2, por ser um EPI, recebe um Certificado de Aprovao (CA) emitido pelo Ministrio do Trabalho e Emprego, aps ser submetida a ensaios especficos de desempenho, conforme Norma de Equipamento de Proteo Respiratria da ABNT. A mscara cirrgica no um EPI e, portanto, no possui Certificado de Aprovao. 22. POR qUE USAR UM EPR CONTRA AEROSSIS? A correta utilizao de um EPR reduz a possibilidade de o Trabalhador de Sade se contaminar com agentes biolgicos dispersos no ambiente na forma de aerossis potencialmente causadores de doenas (ver Quadro 2). O Quadro 3 mostra o EPR recomendado para alguns aerossis.

quadro 3. Alguns agentes biolgicos dispersos na forma de aerossis e os EPR recomendados para preveno das patologias associadas.PATOLOGIA A SER PREVENIDATuberculose

AGENTE ETIOLGICOMycobacterium tuberculosis

EPR RECOMENDADO* PFF2 ou PFF3 Purificadores de ar motorizados ou EPR com linha de ar comprimido com presso positiva para procedimentos de alto risco

Hantavrus

Hantavirose

PFF3 ou purificadores de ar com pea semifacial e filtro classe P3 Purificadores de ar motorizados com filtros de classe P3 para procedimentos de alto risco

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AGENTE ETIOLGICOBacillus anthracis

PATOLOGIA A SER PREVENIDAAntraz

EPR RECOMENDADO* PFF2 ou PFF3 Purificadores de ar motorizados com pea facial inteira e filtro de classe P3 para procedimentos de alto risco

Coronavrus

SRAG/SARS

PFF2 para procedimentos de isolamento de rotina EPR com nvel de proteo mais elevado (purificador de ar motorizado ou pea facial inteira com filtro P2) para certos procedimentos com grande gerao de aerossis

Vrus da influenza cepa H5N1

Gripe Aviria

PFF2 ou PFF3 Purificadores de ar motorizados ou EPR com linha de ar comprimido com presso positiva para procedimentos de alto risco

Vrus da influenza A - cepa H1N1

Gripe suna

PFF2 ou PFF3

Fonte: Colton e Weber, 2004*

Ver item 4.

23. qUAIS AS EXIGNCIAS PARA AqUISIO DE UM EPR CONTRA AGENTES BIOLGICOS PARA USO DO TRABALHADOR DE SADE? O EPR deve possuir Registro na ANVISA/MS (RDC 185, 2001). Por ser um EPI, o EPR deve possuir tambm o Certificado de Aprovao (CA) emitido pelo Ministrio do Trabalho e Emprego. 24. COMO RECONHECER UM EPR CERTIFICADO PELO MTE? O EPR com Certificado de Aprovao (CA) deve apresentar gravado no seu prprio corpo o nmero do CA, o lote e/ou data de fabricao e o nome do fabricante ou importador. Tambm deve estar acompanhado de Instrues e Limitaes de Uso.

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25. EXISTEM OUTROS TIPOS DE EPR? Sim. Existem vrios tipos e classes de EPR aprovados pelo Ministrio do Trabalho e Emprego. Quanto ao modo de funcionamento existem dois tipos: Purificadores de Ar: EPR no qual o ar ambiente contaminado, antes de ser inalado, passa atravs de filtro que retm o aerossol presente; Aduo de Ar: EPR que fornece ao usurio, por meio de uma mangueira, ar de qualidade respirvel proveniente de uma atmosfera independente do ambiente como, por exemplo, de cilindros de ar comprimido ou de compressor. Os diversos tipos de EPR que podem ser utilizados pelo Trabalhador de Sade esto descritos e ilustrados no item 4 desta cartilha. 26. COMO O TRABALHADOR DE SADE DEVE PROCEDER PARA SE PROTEGER, SIMULTANEAMENTE, CONTRA A INALAO DE AGENTES BIOLGICOS TRANSMITIDOS POR AEROSSIS E PELA PROJEO DE SANGUE OU OUTROS FLUIDOS CORPREOS qUE ATINJAM O ROSTO DO USURIO? Neste caso, deve-se utilizar proteo para ambos os tipos de risco: EPR adequado ao agente biolgico e anteparo do tipo protetor facial ou EPR resistente projeo de fluidos corpreos e culos de segurana. 27. EM qUE SITUAES A PFF2 DEVE SER UTILIzADA PARA A REALIzAO DE PROCEDIMENTOS EM CENTROS CIRRGICOS? A PFF2 deve ser utilizada quando houver risco de exposio do Trabalhador de Sade a patgenos transmitidos por aerossol durante o procedimento. 28. qUE PFF2 DEVE SER USADA PARA A REALIzAO DE PROCEDIMENTOS EM CENTROS CIRRGICOS? indicada a PFF2 sem vlvula de exalao. A PFF2 com vlvula de exalao facilita a sada do ar exalado, permitindo, tambm, a sada de perdigotos e, portanto, no deve ser usada quando h a necessidade de se trabalhar em campo estril. O uso de uma mscara cirrgica sobreposta PFF2 com vlvula de exalao reduz a sada de perdigotos. A mscara cirrgica, entretanto, no deve comprimir a PFF2 de modo a prejudicar a selagem da mesma no rosto.

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Figura 3: Pea semifacial filtrante sem vlvula de exalao e com vlvula de exalao

29. qUE EPR DEVE SER UTILIzADO EM PROCEDIMENTOS COM ALTO RISCO DE EXPOSIO PARA O TRABALHADOR DE SADE, TAIS COMO BRONCOSCOPIA E NECROPSIA ENVOLVENDO TECIDO PULMONAR? Deve-se utilizar um EPR com nvel de proteo respiratria maior do que o atribudo s PFF. Alguns exemplos destes so os EPR de presso negativa com pea facial inteira, os motorizados, ou os de linha de ar comprimido de presso positiva com pea semifacial ou facial inteira (ver item 4). 30. qUE PFF DEVE SER UTILIzADA PELO TRABALHADOR DE SADE DURANTE A ASSISTNCIA E O TRANSPORTE DE PACIENTES COM DOENAS TRANSMISSVEIS POR AEROSSOL? Recomenda-se que o Trabalhador de Sade utilize a PFF2 durante a assistncia e o transporte dos pacientes com doenas transmissveis por aerossol. J os pacientes em condio de transporte devem utilizar mscaras cirrgicas. 31 . O qUE O TRABALHADOR DE SADE DEVE FAzER SE O SEU EPR SAIR DO LUGAR ENqUANTO CUIDA DE UM PACIENTE AGITADO, PORTADOR DE DOENA TRANSMISSVEL POR AEROSSOL? O Trabalhador de Sade deve se afastar com calma e recolocar o EPR o mais rpido possvel. Deve comunicar o fato ao pessoal da CCIH, que decidir sobre as medidas a serem tomadas de acordo com cada caso. 32. qUAL A SEqNCIA RECOMENDADA PARA A RETIRADA DO EPR, OUTROS EPI E DEMAIS PARAMENTAES? A seqncia da retirada da luva, gorro, prop, capa, proteo facial e do EPR deve ser definida pela CCIH e/ou SESMT e depender do tipo de patgeno. Uma sugesto de 26 Cartilha de Proteo Respiratria Anvisa

seqncia para colocao e retirada dos EPI e demais paramentaes est disponvel no site . 33. COMO O TRABALHADOR DE SADE DEVE PROCEDER PARA COLOCAR UMA PFF NO ROSTO? As etapas para a colocao da PFF no rosto esto indicadas na Figura abaixo:

Figura 4: Etapas para colocao da PFF no rosto:a) Segurar o respirador com a pina nasal prxima ponta dos dedos deixando as alas pendentes; b) Encaixar o respirador sob o queixo; c) Posicionar um tirante na nuca e o outro sobre a cabea; d) Ajustar a pina nasal no nariz; e) Verificar a vedao pelo teste de presso positiva (ver pergunta 50).

34. EXISTE A POSSIBILIDADE DE MIGRAO DOS PATGENOS RETIDOS NA CAMADA FILTRANTE PARA A PARTE INTERNA DA PFF2? Agentes biolgicos no podem se mover atravs de filtros ou vlvulas por eles mesmos, ou seja, no tm mobilidade prpria. Quando partculas so coletadas em um meio filtrante, estas ficam fortemente presas ao filtro. Estudos indicam que o simples ato de respirar atravs da camada filtrante no parece ser capaz de ocasionar o deslocamento das partculas capturadas neste filtro. Assim, os agentes biolgicos permanecero presos no material do filtro onde foram capturados. O manuseio de PFF2 contaminada ou usada, no entanto, pode transportar patgenos para seu lado interno. Da, a necessidade de lavar as mos ao manusear a PFF2 e ao sair da rea contaminada. Se houver o risco de transmisso por contato, mais apropriado o descarte da PFF2 imediatamente aps o uso.

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35. COMO O TRABALHADOR DE SADE DEVE PROCEDER PARA RETIRAR DO ROSTO A PFF CONTAMINADA POR PATGENOS? No caso de patgenos que no requerem precaues de contato, ou seja, cuja principal via de transmisso a respiratria, como, por exemplo, o Bacilo de Koch, a retirada da PFF contaminada do rosto do usurio deve seguir as etapas indicadas na Figura 5.

Figura 5: Etapas para retirada da PFF do rosto para patgenos que no requerem precaues de contato:a) Segurar a PFF comprimida contra a face, com uma das mos, para mant-la na posio original. Retirar o tirante posicionado na nuca (tirante inferior) passando-o sobre a cabea; b) Mantendo a PFF em sua posio, retirar o outro tirante (tirante superior), passando-o sobre a cabea; c) Remover a PFF da face sem tocar a sua superfcie interna com os dedos e guard-la ou descart-la.

Nota: A guarda ou descarte deve obedecer aos procedimentos recomendados pela CCIH e/ou SESMT. Quando se consideram, entretanto, patologias cuja via de transmisso por contato tambm importante, como por exemplo, a SARS, varicela e Herpes Zoster, a PFF contaminada deve ser retirada do rosto do usurio de acordo com o procedimento indicado na Figura 6.

Figura 6: Etapas para a retirada da PFF do rosto para patologias que requerem precaues de contato:a) Segurar e remover o elstico inferior; b) Segurar e remover o elstico superior; c) Remover a PFF segurando-a pelos elsticos, sem tocar em sua parte frontal externa, descartando-a.

Nota: O descarte deve obedecer aos procedimentos recomendados pela CCIH e/ou SESMT. 28 Cartilha de Proteo Respiratria Anvisa

36. POR qUANTO TEMPO OS PATGENOS SOBREVIVEM NA CAMADA FILTRANTE DE UMA PFF? Os patgenos retidos nas fibras do material filtrante podem no se multiplicar, mas sobrevivem por diversos dias. Bactrias que formam esporos tm maior viabilidade de sobrevivncia nas fibras do material, do que as formas vegetativas. O tempo de sobrevivncia dos patgenos na PFF depende do microorganismo retido, do material filtrante (fibras sintticas, celulose) e das condies de guarda da PFF. 37. POR qUANTO TEMPO PODE-SE USAR UMA PFF2 ANTES DE DESCART-LA? A PFF2 pode ser reutilizada pelo mesmo usurio enquanto permanecer em boas condies de uso (com vedao aceitvel e tirantes elsticos ntegros) e no estiver suja ou contaminada por fluidos corpreos. O manuseio inadequado, entretanto, pode transportar patgenos da superfcie externa do filtro para a parte interna, reduzindo a vida til da PFF (ver perguntas 34 e 35). Para patologias transmitidas tambm por contato, no recomendado o reuso da PFF. Para definir a freqncia de troca da PFF2 deve-se considerar o tipo de patgeno, o tempo de exposio e as caractersticas do ambiente (tamanho da rea fsica, tipo de ventilao, etc.). A CCIH, SESMT ou setor responsvel deve preparar procedimentos operacionais sobre guarda, reuso, e descarte. 38. qUAIS OS CUIDADOS qUE DEVEM SER DISPENSADOS AO EPR? As PFF devem ser inspecionadas e guardadas pelo usurio, mas quando estiverem em mau estado de conservao ou sujas ou contaminadas por fluidos corpreos devem ser descartadas. Os EPR reutilizveis devem ser inspecionados visualmente e guardados pelo prprio usurio. Estes EPR devem sofrer inspeo, limpeza, higienizao e manuteno de acordo com as instrues do fabricante. Os filtros substituveis, quando reutilizados, devem se recolocados na posio original, tomando-se o cuidado de no inverter as faces interna e externa. A execuo desses procedimentos pode ser atribuda ao prprio usurio ou centralizada em uma s pessoa dentro da instituio ou setor. 39. OS EPR DEVEM SER INSPECIONADOS E LIMPOS? A PFF deve ser inspecionada antes de cada uso, devendo ser descartada se estiver amassada, danificada ou visivelmente suja (como acontece ao se realizarem procedimentos geradores de gotculas, nos quais pode haver projeo de fluidos corpreos), mas no deve ser limpa ou higienizada, pois descartvel. Os demais tipos de EPR devem ser inspecionados, limpos, higienizados e esterilizados de acordo com as instrues de uso do fabricante e conforme os procedimentos de desinfeco definidos pela CCIH. Atualmente, no existem mtodos de esterilizao aceitveis para PFF ou filtros substituveis, pois este procedimento pode afetar o seu desempenho. Anvisa Cartilha de Proteo Respiratria 29

40. COMO PROCEDER PARA GUARDAR A PFF? Recomenda-se coloc-la em embalagem individual no hermtica, de forma a permitir a sada da umidade (por exemplo, embalagem plstica perfurada). No recomendvel o uso de embalagem de papel ou de outro material que absorva umidade ou sirva de substrato para a proliferao do patgeno. 41. COMO PROCEDER PARA DESCARTAR O EPR? O descarte da PFF e dos filtros substituveis deve obedecer aos procedimentos recomendados pela CCIH e/ou SESMT, os quais so baseados nas orientaes descritas no plano de gerenciamento de resduos slidos de sade. 42. O EPR PODE SER USADO POR MAIS DE UMA PESSOA? A PFF e os EPR com peas semifacias com filtro somente devem ser usados por uma mesma pessoa. Os EPR motorizados ou de aduo de ar podem ser utilizados por mais de uma pessoa, mas devem ser limpos e higienizados antes de sua utilizao pelo outro. As orientaes sobre a limpeza e higienizao devem ser definidas pela CCIH e/ou SESMT. O Anexo 5 apresenta o procedimento de limpeza e higienizao preconizado pelo PPR da FUNDACENTRO. 43. UM EPR PODE SER REUTILIzADO? As PFF podem ser reutilizadas pela mesma pessoa enquanto estiverem em bom estado, isto , com vedao aceitvel, tirantes elsticos ntegros e no estiverem sujas ou contaminadas por fluidos corpreos. O EPR com filtros substituveis e os demais tipos podem ser reutilizados, mas devem ser limpos e higienizados de acordo com as instrues do fabricante e da CCIH e/ ou SESMT. 44. qUANDO SE PODE UTILIzAR UMA MSCARA CIRRGICA SobrE UMA PFF? Nos casos em que se deseja prolongar a vida til da PFF, reduzir a sujidade da mesma ou evitar a eliminao de gotculas pela PFF com vlvula de exalao durante seu uso em um campo estril. 45. PODE-SE COLOCAR UMA MSCARA CIRRGICA EmbaIxo dE UMA PFF, PARA qUE ESTA POSSA SER UTILIzADA NOVAMENTE POR UM OUTRO TRABALHADOR DE SADE? No, pois nesta situao a PFF no veda adequadamente o rosto do usurio.

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46. O qUE FAzER SE O EPR ESTIVER DESCONFORTVEL? Todo EPI causa algum nvel de desconforto. No entanto, aps um perodo inicial de adaptao, este no deve provocar desconforto excessivo. Se o desconforto for intolervel, devero ser consultados para a disponibilizao de alternativas, a CCIH e/ou o SESMT e/ou o setor responsvel. 47. COMO TER CERTEzA DE qUE UMA PFF OFERECE VEDAO EFICIENTE NO ROSTO? Alguns fabricantes disponibilizam tamanhos e formatos variados de PFF. Alm disso, existe diferena de tamanhos entre fabricantes. Por isso, importante que o estabelecimento fornea a PFF de tamanho e formato mais adequado para o rosto de cada usurio, selecionando-a atravs da realizao do Ensaio de Vedao Facial (Anexo D). Para rostos muito pequenos, difcil encontrar uma PFF que vede bem. Uma alternativa para minimizar este problema pode ser o uso de EPR motorizados (ver fotos no item 4). A CCIH e/ou o SESMT e/ou o setor responsvel deve auxiliar o Trabalhador de Sade a encontrar a PFF mais adequada. 48. O qUE UM ENSAIO DE VEDAO FACIAL? O Ensaio de Vedao um teste usado para selecionar o tamanho e o formato do EPR adequados ao rosto de cada usurio. Emprega-se um agente qumico (por exemplo, sacarina de gosto doce ou bitrex, de sabor amargo) que disperso no ambiente, para verificar se o usurio percebe a sua presena no interior do EPR (Figura 7). Este ensaio deve ser repetido anualmente, e refeito cada vez que houver mudana de modelo e/ou tamanho do EPR. O procedimento simplificado para realizao deste ensaio consta no Anexo D desta cartilha.

Figura 7: Ensaio de Vedao Facial com sacarina ou Bitrex

capuz

nebulizador

PFF2

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49. NO DIA-A-DIA, COMO O TRABALHADOR DE SADE DEVE PROCEDER PARA TER CERTEzA DE qUE O EPR EST BEM AJUSTADO AO SEU ROSTO? Toda vez que colocar ou ajustar o EPR no rosto, o Trabalhador de Sade deve seguir as instrues de colocao fornecidas pelo SESMT ou pelo fabricante e realizar uma Verificao de Vedao antes de entrar na rea contaminada. Todos os usurios devem ser devidamente treinados para realizar este procedimento. 50. O qUE A VERIFICAO DE VEDAO? A Verificao de Vedao um teste rpido feito pelo prprio usurio com a finalidade de se verificar se o EPR foi colocado na posio correta no rosto. Essa verificao pode ser feita pelo teste de presso positiva, conforme mostra a Figura 8, ou consultando as instrues de uso fornecidas pelo fabricante e que acompanham o produto.

Figura 8: Verificao de vedao pelo teste de presso positiva:cobrir a PFF com as mos em concha sem forar a mscara sobre o rosto e soprar suavemente. Ficar atento a vazamentos eventuais. Se houver vazamentos o respirador est mal colocado ou o tamanho inadequado. A vedao considerada satisfatria quando o usurio sentir ligeira presso dentro da PFF e no conseguir detectar nenhuma fuga de ar na zona de vedao com o rosto.

51. O EPR PROPORCIONA PROTEO PARA qUEM USA BARBA E/OU BIGODE? No. A presena de plos faciais na zona de contato da pea facial com o rosto (barba, bigode, costeletas, ou mesmo barba de alguns dias por fazer) permite a penetrao de patgenos na zona de selagem do rosto, reduzindo drasticamente sua capacidade de proteo.

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O EPR purificador de ar motorizado (ver item 4 desta cartilha) com cobertura das vias respiratrias sem vedao facial (capuz ou touca) oferece, neste caso, melhor proteo do que as peas semifaciais ou facial inteira. O Programa de Proteo Respiratria (PPR) dos Servios de Sade deve proibir a utilizao de EPR por usurio de barba e bigode.

3.3 PROGRAMA DE PROTEO RESPIRATRIA (PPR)52. O qUE UM PROGRAMA DE PROTEO RESPIRATRIA (PPR)? um conjunto de medidas prticas e administrativas que devem ser adotadas por todos os Servios de Sade onde for necessrio o uso de EPR (Anexo B). obrigatrio desde 15 de agosto de 1994 por meio da Instruo Normativa n.o 1, de 11/04/94, do Ministrio do Trabalho e Emprego. 53. POR qUE IMPORTANTE A ADOO DE UM PPR NOS SERVIOS DE SADE? Porque o PPR define, dentre outras rotinas, o EPR adequado, limitaes da proteo, o modo correto de uso, manuteno e guarda do equipamento, monitoramento do uso do EPR; treinamento em proteo respiratria dos usurios de EPR e monitoramento do risco de inalao de contaminantes no ar. 54. qUEM ENCARREGADO DO PPR? uma pessoa indicada pelo empregador ou responsvel pela administrao do Servio de Sade, devidamente capacitada, com conhecimentos de proteo respiratria e que tenha habilidades para desenvolver todos os aspectos do programa. Essa pessoa deve, entre outras atribuies, preparar os Procedimentos Escritos sobre: a) EPR indicado para os diferentes procedimentos e atividades desenvolvidas pelo Trabalhador de Sade; b) treinamento e educao de usurios; c) ensaios de vedao; d) distribuio do EPR; e) limpeza, inspeo, higienizao, manuteno e guarda do EPR; f) definio de itens na avaliao mdica, relativos ao uso de EPR (avaliao das condies fisiolgicas e psicolgicas dos candidatos a usurios) e g) auditoria. 55. PRECISO SE SUBMETER A UMA AVALIAO MDICA ANTES DE USAR UM EPR? Antes de ser definida uma atividade ou procedimento que exija o uso do EPR, o empregador, alm do exame peridico, deve verificar se o candidato tem condies de utilizar o EPR. Tal procedimento requer ateno a restries como claustrofobia, rinite, deformidades faciais, asma, doenas cardiovasculares, dentre outras. Para esta avaliao, o mdico deve consultar o

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Anexo 6 da publicao Programa de Proteo Respiratria Recomendaes, Seleo e Uso de Respiradores da FUNDACENTRO (disponvel no site da FUNDACENTRO, em publicaes: 56. NECESSRIO RECEBER TREINAMENTO SOBRE COMO USAR O EPR? Sim. Todos os usurios devem ser orientados sobre a necessidade do uso do EPR e dos riscos potenciais associados ao no cumprimento das recomendaes. O treinamento deve incluir, no mnimo: Natureza, extenso e perigos especficos devidos presena de agentes biolgicos nos locais, atividades e procedimentos desenvolvidos no Servio de Sade; Descrio de riscos especficos de infeco por agentes biolgicos entre as pessoas expostas e o respectivo tratamento; Descrio dos controles de engenharia, prticas de trabalho e razes do porqu elas no eliminam o risco e necessitam da proteo respiratria individual; Explicao do porqu foi selecionado um determinado tipo de EPR, suas limitaes e caractersticas funcionais e como deve ser feita a sua manuteno, higienizao e guarda; Instrues de como realizar a inspeo, a colocao no rosto, a verificao da vedao na face, os ajustes necessrios e de como usar corretamente aquele tipo de EPR; Instrues de como reconhecer qualquer falha de funcionamento do EPR. 57. qUEM DISTRIBUI O EPR AO USURIO? O PPR do Servio de Sade deve definir o local e os procedimentos administrativos para o usurio receber ou substituir o EPR. 58. qUEM VERIFICA SE O PPR EST FUNCIONANDO? O Administrador do PPR deve auditar ao menos anualmente o programa em vigor no seu Servio de Sade. 59. qUE TIPOS DE REGISTRO DEVEM SER MANTIDOS PELO ADMINISTRADOR DO PPR PARA FINS LEGAIS? Com a finalidade de evidenciar a existncia do PPR, o administrador deve manter um registro para cada usurio no qual conste a data, o tipo e o contedo do treinamento recebido, a avaliao do resultado obtido (se realizada) e o nome do instrutor. Tambm necessrio registrar a entrega do EPR aos usurios, a substituio do equipamento, assim como, os dados do EPR aprovado para cada usurio no ensaio de vedao (modelo, tamanho e fabricante).

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60. O qUE FAzER SE O EPR APRESENTAR PROBLEMAS OU SE HOUVER DVIDAS SOBRE O PPR? O Administrador do PPR da instituio deve ser capaz de resolver todos os problemas ou questes associadas ao uso dos EPR. Se precisar de mais informaes, ele deve consultar a Diviso de Equipamentos de Segurana da FUNDACENTRO (http://www.fundacentro.gov.br) ou a Anvisa (http://www.anvisa.gov.br), quando se tratar de dvidas sobre o registro do produto ou a utilizao nos servios de sade.

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TIPOS DE EqUIPAMENTOS DE PROTEO RESPIRATRIA EM SERVIOS DE SADENeste item, so apresentadas informaes tcnicas sobre alguns tipos de EPR que podem ser utilizados nos Servios de Sade em situaes rotineiras e em casos especiais. Com isso, procura-se auxiliar o Trabalhador de Sade a escolher, entre uma variedade de tipos, formatos e tamanhos, o EPR mais adequado para algumas situaes de risco e o que se ajusta melhor e mais confortavelmente ao seu rosto. Quanto ao princpio de funcionamento, os EPR dividem-se em dois grupos: EPR purificadores de ar e EPR de aduo de ar. Os modelos mais simples de EPR, que so os mais freqentemente utilizados pelo Trabalhador de Sade, so os do tipo purificadores de ar. Os mais sofisticados, so os do tipo de aduo de ar, indicados para procedimentos em que se necessita de um nvel de proteo respiratria maior do que o oferecido pelos purificadores de ar. No Anexo 6 apresentado um quadro resumo com as caractersticas dos vrios tipos de EPR e de mscara cirrgica utilizados pelos Trabalhadores de Sade. Os nveis de proteo dos EPR a que se refere esta cartilha so apresentados no Anexo G e se baseiam nos nveis de proteo que podem ser alcanados pelos diferentes EPR na rea industrial, quando utilizados em condies ideais, isto , de acordo com as recomendaes contidas no PPR da FUNDACENTRO.

4.1 EPR PURIFICADORES DE ARNeste tipo de EPR, o ar ambiente contaminado obrigado a passar pelo filtro que retm o aerossol presente. constitudo por uma cobertura das vias respiratrias e um ou mais filtros para aerossis. A cobertura das vias respiratrias pode ser uma pea semifacial (Figuras 9, 10 e 11), facial inteira (Figuras 12 e 13), touca (Figura 14) e capuz (Figura 15). Alguns modelos possuem vlvula de inalao e/ou exalao, que direcionam o fluxo do ar conforme a fase do ciclo respiratrio. A vlvula de exalao (Figura 10) deixa sair o ar expirado pelo usurio para o meio ambiente. Durante a fase de inspirao, a vlvula de exalao fica fechada, obrigando o ar que ser inspirado a passar pelo filtro. A vlvula de inalao, fechada durante a fase de expirao, impede que o ar saturado de umidade proveniente do ar expirado, atinja o material filtrante. Existem modelos no motorizados (Figuras 9, 10, 11 e 12) e motorizados (Figuras 13, 14 e 15). Nos no motorizados, o ar ambiente atravessa o material filtrante durante a inalao pela ao pulmonar do usurio, ao passo que, nos motorizados, o motor, acionado por bateria eltrica, movimenta uma ventoinha que obriga o ar a atravessar continuamente o filtro que retm o aerossol. Os EPR com filtros substituveis so reutilizveis. No entanto, antes de cada uso, a parte externa do filtro deve ser inspecionada. Se o filtro estiver danificado ou sujo, deve ser trocado. Anvisa Cartilha de Proteo Respiratria 37

Os EPR com pea semifacial e filtros substituveis no motorizados (Figura 11) proporcionam o mesmo nvel de proteo do que as PFF, mas exigem cuidados de manuteno e higienizao. As PFF, alm de apresentarem custo inicial muito baixo, dispensam esses cuidados. Como a pea facial inteira veda melhor o rosto do que a pea semifacial, os EPR com pea facial inteira apresentam um nvel de proteo respiratria maior do que aqueles com pea semifacial. Alm disso, os EPR com pea facial inteira proporcionam proteo aos olhos.

Figura 9: EPR purificador de ar com pea semifacial filtrante (PFF) sem vlvula de exalao

PFF2

Figura 10: EPR purificador de ar com pea semifacial filtrante (PFF) com vlvula de exalao

culos de segurana

PFF2

vlvula de exalao

(Obs: os culos de segurana no fazem parte do EPR)

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Figura 11: EPR purificador de ar com pea semifacial e filtros substituveis de classes P2 ou P3 aos pares

culos de segurana filtros substituveis de classes P2 ou P3

(Obs: os culos de segurana no fazem parte do EPR)

Figura 12: EPR purificador de ar com pea facial inteira e filtros substituveis de classes P2 ou P3 aos pares

filtros substituveis de classes P2 ou P3

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Figura 13: EPR purificador de ar motorizado com cobertura das vias respiratrias tipo pea facial inteirapea facial inteira

traquia filtros

bateria motor

Figura 14: EPR purificador de ar motorizado com cobertura das vias respiratrias tipo touca com anteparo tipo protetor facial

touca

traquia

anteparo tipo protetor facial

unidade filtrante: motor + filtros

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Figura 15: EPR purificador de ar motorizado com cobertura das vias respiratrias tipo capuz

traquia

capuz

unidade filtrante: motor + filtros

4.1.1 EPR PURIFICADORES DE AR NO MOTORIzADOSNas peas semifaciais filtrantes (PFF) o prprio filtro constitui a cobertura das vias respiratrias (Figuras 16, 17 e 18). Podem ser das classes PFF1, PFF2 e PFF3, conforme a porcentagem de aerossol de teste que atravessa o filtro (Quadro 4). A proteo proporcionada por uma PFF3 maior do que a de uma PFF2. Esta oferece mais proteo do que a PFF1.

Figura 16: Pea semifacial filtrante (PFF) com formato dobrvel

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Figura 17: Pea semifacial filtrante (PFF) com formato de concha

culos de segurana PFF2

(Obs: os culos de segurana no fazem parte do EPR

Figura 18: Pea semifacial filtrante (PFF) com formato bico de pato

culos de segurana PFF2

(Obs:os culos de segurana no fazem parte do EPR) Os modelos com vlvula de exalao (Figura 10) so mais confortveis do que aqueles sem vlvula (Figura 9), pois a maior parte do ar expirado, quente e mido, sai pela vlvula, no aquecendo e umedecendo a camada filtrante. As PFF sem vlvula de exalao retm os contaminantes presentes no ar ambiente e, tambm, no ar exalado pelo usurio.

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quadro 4. Porcentagem do aerossol de teste (NaCl1) que atravessa a camada filtrante da PFF (Penetrao)

CLASSE DA PFFPFF 1 PFF 2 PFF 3

PENETRAO (%)20 6 3

Fonte: Associao Brasileira De Normas Tcnicas. NBR no 13698. O EPR com filtro substituvel (Figuras 11 e 12) utiliza filtro de classe P1, P2 e P3, classificados, tambm, de acordo com a porcentagem de aerossol de teste que atravessa o filtro. Todos os EPR com filtros substituveis e alguns modelos de PFF (Figura 10) possuem vlvula de exalao. Como esta vlvula permite a sada do ar expirado pelo usurio para o meio ambiente, estes EPR no devem ser usados quando o Trabalhador de Sade estiver trabalhando em campo estril, como num centro cirrgico. Para proteo contra agentes biolgicos na forma de aerossis, geralmente so utilizadas as PFF2 ou EPR com filtros P2 e, em casos especiais, as PFF3 ou EPR com filtros P3. As PFF1 no so recomendadas para uso contra agentes biolgicos. Existem PFF2 e PFF3 resistentes projeo de fluidos corpreos. A mscara conhecida como N95 refere-se a uma classificao de filtro para aerossis adotada nos EUA e equivale, no Brasil, PFF2 ou ao EPR do tipo pea semifacial com filtro P2 (Figura 11).

1 Estudos atuais sobre a filtrao de partculas inertes com poeiras (NaCl) e com microorganismos de diversos tamanhos e formatos (esfricos, cilndrico, filamentosos) demonstram que a penetrao das partculas no filtro depende dos parmetros fsicos da partcula, no sendo importante se a mesma viva ou no.

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4.1.2 EPR PURIFICADORES DE AR MOTORIzADOSEstes EPR utilizam uma ventoinha movida por motor eltrico, a qual obriga o ar a atravessar um filtro de alta eficincia. Fornecem ar purificado, de modo contnuo, para a pea facial (Figura 13), touca (Figura 14), capuz (Figura 15), em quantidade superior da demanda do usurio. Desta forma, em qualquer fase do ciclo respiratrio, gera-se uma presso positiva dentro da pea facial, ou seja, uma presso maior do que a presso ambiente, fazendo com que todo o vazamento de ar que ocorra, seja para fora. No so verdadeiramente EPR de presso positiva, pois quando o filtro est muito entupido ou a bateria com pouca carga, a presso dentro da pea facial pode ficar menor do que a presso do ambiente, favorecendo a penetrao de contaminantes para dentro da cobertura das vias respiratrias. Estes EPR devem ser usados quando os do tipo semifacial filtrante (PFF) ou com filtro substituvel no motorizado no proporcionam proteo adequada, por se tratar de uma situao de alto risco para o usurio. A CCIH deve identificar as situaes e os procedimentos que possam exigir o uso de um EPR com nvel de proteo respiratria maior. Os EPR motorizados que utilizam pea semifacial permitem o uso simultneo de anteparo tipo protetor facial para proteo adicional contra a projeo de fluidos corpreos. Os EPR motorizados (Figuras 13, 14 e 15) permitem que gotas e partculas menores, geradas pelo Trabalhador de Sade que os utiliza, escapem para o ambiente, aumentando o potencial de contaminao do campo cirrgico.

4.2 EPR DE ADUO DE ARNeste tipo de EPR, o ar que chega s vias respiratrias do usurio no o que est presente em seu local de trabalho. Ele constitudo por uma cobertura das vias respiratrias interligada por uma mangueira ao sistema de fornecimento de ar, que pode ser o ar comprimido de qualidade respirvel proveniente de compressor, de cilindro transportado junto ao corpo do usurio ou uma bateria de cilindros transportada em carrinho. A cobertura das vias respiratrias pode ser uma pea semifacial, facial inteira, capuz, touca ou roupa inflvel. Dependendo do modo como se regula a vazo de ar para o usurio e da presso reinante dentro da cobertura das vias respiratria, os EPR podem ser de fluxo contnuo, de demanda sem presso positiva ou de demanda com presso positiva. Nos EPR de fluxo contnuo, o ar chega continuamente cobertura das vias respiratrias; nos de demanda, somente durante a inalao. Nos EPR com presso positiva (Figura 19), a presso dentro da cobertura das vias respiratrias sempre superior externa, mesmo durante a inalao. Possuem uma vlvula de exalao com uma mola, que garante que a presso dentro da pea facial seja sempre maior do que a presso ambiente em qualquer fase do ciclo respiratrio. Nos EPR sem presso positiva, durante a inalao, a presso no interior da cobertura mantm-se abaixo da presso externa, permitindo a entrada de contaminantes na zona de vedao.

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Os EPR de aduo de ar devem ser utilizados quando os do tipo PFF ou peca facial com filtro substituvel no motorizado no proporcionam um grau de proteo adequada. A CCIH deve fazer uma avaliao dos riscos para identificar situaes e procedimentos, que possam exigir o uso de EPR com nvel de proteo respiratria maior (ver Anexo G). Quando empregados com pea semifacial, permitem o uso simultneo de anteparo tipo protetor facial para proteo adicional contra a projeo de fluidos corpreos. Este tipo de EPR permite que gotas e partculas menores, geradas pelo Trabalhador de Sade que os utiliza, escapem para o ambiente e aumentem o potencial de contaminao do campo cirrgico.

Figura 19: EPR de aduo de ar tipo linha de ar comprimido de demanda com presso positiva e com pea facial inteirapea facial inteira com vlvula de exalao de presso positiva mangueira de suprimento de ar comprimido

vlvula de demanda

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REFERNCIASABSTRACTS BOOK & SESSION PLANNER. Japo: ISRP, 2004. N039. (Asian Section ISRP -Twelfth Conference of The International Society for Respiratory Protection November 9 th. 12th., 2004 Yokohama, Japan Abstracts Book & Session Planner). Disponvel em ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS (ABNT). NBR no 13698 Equipamento de Proteo Respiratria Pea semifacial filtrante para partculas - Especificao. Rio de Janeiro, 1996. ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS (ABNT). NBR no 13697 de 1996. Equipamentos de Proteo Respiratria : Filtros Mecnicos. Rio de Janeiro,1996. ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS (ABNT). Norma Brasileira. NBR no 13698 DE 1996. Equipamento de Proteo Respiratria Pea semifacial filtrante para partculas - Especificao. Rio de Janeiro, 1996. ASSOCIAO PAULISTA DE ESTUDOS E CONTROLE DE INFECO HOSPITALAR (APECIH). Monografia. Precaues e Isolamento. So Paulo, 2003. BRASIL. Ministrio da Sade; Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria. RDC no 185, de 22 de outubro de 2001. Aprova o Regulamento Tcnico que consta no anexo desta Resoluo, que trata do registro, alterao, revalidao e cancelamento do registro de produtos mdicos na Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria. Dirio Oficial da Unio, Poder Executivo, Braslia, DF, 2001. ______. Ministrio da Sade; Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria. RDC no 306, de 7 de dezembro de 2004. Dispe sobre o plano de gerenciamento para resduos slidos de sade. Dirio Oficial da Sade, Poder Executivo, Braslia, DF, 10 dez. 2004. ______. Ministrio da Sade. Secretaria de Vigilncia em Sade. Guia de Vigilncia Epidemiolgica. Braslia, DF: Centro de Documentao, 2005. ______. Ministrio da Sade. Secretaria de Vigilncia em Sade. Gabinete Permanente de Emergncias de Sade Pblica. Emergncia de Sade Pblica de Importncia Internacional. Protocolo de procedimentos para o manejo de casos econtatos de influenza A(H1N1). Braslia: Ministrio da Sade, 2008. Disponvel em: . ______. Ministrio do Trabalho e Emprego. FUNDACENTRO. Programa de Proteo Respiratria. Recomendaes, Seleo e Uso de Respiradores. Braslia: Ministrio do Trabalho e Emprego, 2002. Disponvel em: ______. Ministrio do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora no 32. Segurana e Sade no Trabalho em Estabelecimentos de Sade. Braslia: Ministrio do Trabalho e Emprego, 2005. Disponvel em: Anvisa Cartilha de Proteo Respiratria 47

______. Ministrio do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora no 6 Equipamento de Proteo Individual. Braslia: Ministrio do Trabalho e Emprego, 2002. Disponvel em: BROSSEAU, L. M.; McCULLOUGH, N. V.; VESLEY, D. Bacterial Survival on Respirator Filters and Surgical Masks. J. Am. Biol. Saf. Assoc., [S.l.], v. 2, p. 232-243, 1997. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Guidelines for Preventing the Transmission of Mycobacterium tuberculosis in Health Care Facilities. Morbidity and Mortality Weekly Report (MMWR), [S.l.], v. 43, n. RR-13, 1994. ______. National Institute of Occupational Safety and Health. Guide to the Selection and Use of Particulate Respirators Certified Under 42 CFR 84. Atlanta: Centers for Disease Control and Prevention 1996, Publication n. 96-101. ______. National Institute of Occupational Safety and Health. Protect Yourself Against Tuberculosis. A Respiratory Protection Guide for Health Care Workers. Atlanta: Centers for Disease Control and Prevention, 1995. n. 96-102. ______. National Institute of Occupational Safety and Health. TB Respiratory Protection Program in Health Care Facilities. Administrators Guide. Atlanta: Centers for Disease Control and Prevention, 1999. Disponvel em: COLTON, C. E.; WEBER, R.A. Respirator Filter Collection Efficiency and US Respirator Recommendations for Biological Aerosols: a review. In: INTERNATIONAL SOCIETY FOR FOR RESPIRATORY PROTECTION CONFERENCE, 12th., Yokohama, Japo, 2004. ABSTRACTS BOOK & SESSION PLANNER. Japo: ISRP, 2004. Disponvel em: JOHNSON, B. et al. Respirator Filter Reuse Test using the Laboratory Simulant Mycobacterium tuberculosis (H37RA strain). J. Am. Biol. Saf. Assoc., [S.l.], v. 3, p.105-116, 1998. MEDEIROS, E. A. S.; BARSANTI, S. (Eds.). Diretrizes para a preveno e o controle de infeces relacionadas assistncia sade. So Paulo: Universidade Federal de So Paulo; Comisso de Epidemiologia Hospitalar, 2005. QIAN, Y. et al. Performance of N95 Respirators: Reaerosolization of Bacteria and Solid Particles. Am. Ind. Hyg. Assoc. Journal, [S.l.], v. 58, p. 876-884, 1997. RAPPARINI, C. Riscos biolgicos e profissionais de sade. Disponvel em . Acessado em: 16 nov. 2005. REPONEN, T. A. et al. Survival of Mycobacteria on N95 Personal Respirators. Infect. Control Hosp. Epidemiol., [S.l.], v. 20, p. 237-241, 1999. TORLONI, M.; VIEIRA, A. V. Manual de Proteo Respiratria. So Paulo: ABHO, 2003. TORLONI, M. Proteo Respiratria e Respiradores. J. Pneumol., [S.l.], v. 21, p. 48-54, 1995. WANG, Z.; REPONEN, T. A.; WILLEKE, K. Survival of Bacteria on Respirator Filters. Aerosol Sci. Tech., [S.l.], v. 30, p.167-173, 1997. 48 Cartilha de Proteo Respiratria Anvisa

GLOSSRIOAgentes biolgicos: microorganismos geneticamente modificados ou no, as culturas de clulas; os parasitas; as toxinas e os prions. Ambiente: espao fisicamente determinado para o desenvolvimento de atividade(s), caracterizado por dimenses e instalaes diferenciadas. Um ambiente pode se constituir de uma sala ou de uma rea. Aerossol: suspenso de partculas de tamanho menor ou iguais a 5 m, que podem permanecer suspensas no ar e ser dispersas a longas distncias. Ar respirvel: ar adequado para a respirao. O ar comprimido utilizvel nos EPR de aduo de ar deve apresentar contedo de oxignio variando entre 19,5% a 23,5% em volume, quantidade mxima de leo ou hidrocarbonetos condensados de 5 mg/m3 nas condies normais de temperatura e presso, quantidade mxima de monxido de carbono de 10 ppm e de dixido de carbono de 1000 ppm, no pode conter gua no estado lquido e se possuir odor, este no deve ser pronunciado. Capuz: componente de um Equipamento de Proteo Respiratria que envolve a cabea e o pescoo, podendo cobrir parte dos ombros. Certificado de Aprovao: documento emitido pelo Ministrio do Trabalho e Emprego, que certifica que o EPI satisfaz os requisitos mnimos de qualidade definidos em Norma Tcnica (penetrao do aerossol de teste atravs do filtro, resistncia respirao, etc.). Cobertura das vias respiratrias: parte do Equipamento de Proteo Respiratria que cobre as vias respiratrias do usurio. Pode ser uma pea facial, capuz. Contaminao: Ao ou momento pelo qual uma pessoa, um animal ou um elemento (ambiente, ar, terra, alimento) se converte em veculo mecnico de disseminao de um agente patgeno. Desinfeco: processo de destruio de microrganismos na forma vegetativa, com exceo de esporos, mediante a aplicao de agentes fsicos e qumicos. Esta terminologia pode ser aplicada tanto para artigos e materiais, como para ambiente. Ensaio de vedao: teste utilizado para selecionar o tamanho e formato do Equipamento de Proteo Respiratria adequados ao rosto de cada usurio. Equipamento de Proteo Individual (EPI): dispositivo de uso individual destinado a prevenir riscos que podem ameaar a segurana e a sade do trabalhador. Equipamento de Proteo Respiratria (EPR): Equipamento de Proteo Individual que visa proteo do usurio contra a inalao de agentes nocivos sade. EPR de aduo de ar: Equipamento de Proteo Respiratria que funciona com ar de qualidade respirvel proveniente de uma fonte estacionria externa (compressor ou bateria de cilindros Anvisa Cartilha de Proteo Respiratria 49

com ar comprimido), que chega por meio de uma mangueira at a cobertura das vias respiratrias. EPR purificador de ar: Equipamento de Proteo Respiratria no qual o ar ambiente, antes de ser inalado, passa atravs de filtro que retm o aerossol presente. EPR purificador de ar motorizado: Equipamento de Proteo Respiratria no qual o motor, acionado por bateria eltrica, movimenta uma ventoinha que obriga o ar a atravessar continuamente o filtro que retm o aerossol. EPR purificador de ar no motorizado: Equipamento de Proteo Respiratria no qual o ar ambiente, pela ao pulmonar do usurio durante a inalao, atravessa o material filtrante. Filtro: parte do Equipamento de Proteo Respiratria destinada a purificar o ar inalado. Fluidos corpreos: lquidos ou gases expelidos pelo corpo (tais como vmito, fezes, urina e sangue). Guarda (de EPR): armazenamento temporrio do EPR j utilizado, para uso futuro, efetuado pelo prprio usurio. Gotculas: partculas maiores do que 5 m. Higienizao: processo que envolve a limpeza e a desinfeco das superfcies fixas, equipamentos, mobilirios que compe as diferentes unidades de sade. Limpeza: procedimento de remoo de sujidade e detritos para reduzir a carga microbiana. A limpeza deve preceder os procedimentos de desinfeco ou de esterilizao. Mscara Cirrgica: barreira de uso individual que cobre o nariz e a boca, indicada para: a) proteger o Trabalhador de Sade de infeces por inalao de gotculas transmitidas curta distncia e projeo de sangue ou outros fluidos corpreos que possam atingir as vias respiratrias do Trabalhador de Sade; b) minimizar a contaminao do ambiente com secrees respiratrias geradas pelo prprio Trabalhador de Sade. A mscara cirrgica no um EPI e, portanto, no possui Certificado de Aprovao. Mscara N95 (N95): Equipamento de Proteo Respiratria purificador de ar certificado nos EUA, que possui eficincia de filtrao de 95%, testada com aerossol de NaCl. No Brasil, equivalente PFF2 ou ao Equipamento de Proteo Respiratria do tipo pea semifacial com filtro P2. Micrometro (m): unidade de comprimento correspondente milsima parte do milmetro. Norma de Equipamento de Proteo Respiratria da ABNT: padro que estabelece requisitos mnimos de qualidade e desempenho de um Equipamento de Proteo Respiratria. Patogenicidade: capacidade de um agente biolgico de causar doena em um hospedeiro susceptvel. Patgeno: microrganismos capazes de produzir enfermidade em circunstancias apropriada.

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Pea facial: parte do Equipamento de Proteo Respiratria que cobre as vias respiratrias, podendo, ou no, proteger os olhos. Pea facial inteira: parte do Equipamento de Proteo Respiratria que cobre a boca, o nariz e os olhos. Pea semifacial: parte do Equipamento de Proteo Respiratria que cobre a boca e o nariz e se apia sob o queixo. Pea semifacial filtrante: Equipamento de Proteo Respiratria que cobre a boca e o nariz proporciona uma vedao adequada sobre a face do usurio, possui filtro eficiente para reteno dos contaminantes atmosfricos presentes no ambiente de trabalho na forma de aerossis. PFF2: Equipamento de Proteo Respiratria certificado no Brasil, que cobre a boca e o nariz, proporciona uma vedao adequada sobre a face do usurio, possui filtro com eficincia mnima de 94% testada com aerossol de NaCl. equivalente N95. Existem PFF2 resistentes projeo de fluidos corpreos. Reprocessamento: processo de limpeza e desinfeco ou esterilizao a ser aplicado a produtos para sade, que garanta a segurana na sua utilizao, incluindo o controle da qualidade em todas as suas etapas. Resduos de Servios de Sades (RSS): resduos resultantes das atividades exercidas pelos Servios de Sade, classificados de acordo com regulamento tcnico da Anvisa. Sade do trabalhador: conjunto de atividades que se destina, por meio das aes de vigilncia epidemiolgica e sanitria, promoo e proteo da sade dos trabalhadores, assim como visa recuperao e reabilitao da sade daqueles submetidos aos riscos e agravos advindos das condies de trabalho. Servios de Sade: qualquer edificao destinada prestao de assistncia sade da populao, e todas as aes de promoo, recuperao, assistncia, pesquisa e ensino em sade em qualquer nvel de complexidade. Trabalhador de Sade: todo trabalhador que se insere direta ou indiretamente na prestao de servios de sade, no interior dos estabelecimentos de sade ou em atividades de sade, podendo deter ou no formao especfica para o desempenho de funes referentes ao setor. O vnculo de trabalho no setor de atividade de sade, independentemente da formao profissional ou da capacitao do indivduo, o mais importante na definio de Trabalhador de Sade. Verificao de Vedao: teste rpido realizado pelo prprio usurio com a finalidade de verificar se o Equipamento de Proteo Respiratria foi colocado na posio correta no rosto.

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ANEXOSANEXO A CLASSIFICAO DE RISCO DE AGENTES BIOLGICOSANEXO I DA NR 32Os agentes biolgicos so classificados em: Classe de risco 1: baixo risco individual para o trabalhador e para a coletividade, com baixa probabilidade de causar doena ao ser humano. Classe de risco 2: risco individual moderado para o trabalhador e com baixa probabilidade de disseminao para a coletividade. Podem causar doenas ao ser humano, para as quais existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento. Classe de risco 3: risco individual elevado para o trabalhador e com probabilidade de disseminao para a coletividade. Podem causar doenas e infeces graves ao ser humano, para as quais nem sempre existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento. Classe de risco 4: risco individual elevado para o trabalhador e com probabilidade elevada de disseminao para a coletividade. Apresenta grande poder de transmissibilidade de um indivduo a outro. Podem causar doenas graves ao ser humano, para as quais no existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento.

ANEXO II DA NR 32Tabela de classificao dos Agentes Biolgicos 1. Este anexo apresenta uma tabela de agentes biolgicos, classificados nas classes de risco 2, 3 e 4, de acordo com os critrios citados no Anexo I. Para algumas informaes adicionais, utilizamos os seguintes smbolos: A : possveis efeitos alrgicos E: agente emergente e oportunista O: agente oncognico de baixo risco O+: agente oncognico de risco moderado T : produo de toxinas V : vacina eficaz disponvel (*): normalmente no transmitido atravs do ar spp: outras espcies do gnero, alm das explicitamente indicadas, podendo constituir um risco para a sade. Na classificao por gnero e espcie podem ocorrer as seguintes situaes: a) no caso de mais de uma espcie de um determinado gnero ser patognica, sero assinaladas as mais importantes, e as demais sero seguidas da denominao spp, Anvisa Cartilha de Proteo Respiratria 53

indicando que outras espcies do gnero podem ser tambm patognicas. Por exemplo: Campylobacter fetus, Campylobacter jejuni, Campylobacter spp. b) quando uma nica espcie aparece na tabela, por exemplo, Rochalimaea quintana, indica que especificamente este agente patgeno. 2. Na classificao dos agentes consideraram-se os possveis efeitos para os trabalhadores sadios. No foram considerados os efeitos particulares para os trabalhadores cuja suscetibilidade possa estar afetada, como nos casos de patologia prvia, medicao, transtornos imunolgicos, gravidez ou lactao. 3. Para a classificao correta dos agentes utilizando-se esta tabela, deve-se considerar que: a) a no identificao de um determinado agente na tabela no implica em sua incluso automtica na classe de risco 1, devendo-se conduzir, para isso, uma avaliao de risco, baseada nas propriedades conhecidas ou potenciais desses agentes e de outros representantes do mesmo gnero ou famlia. b) os organismos geneticamente modificados no esto includos na tabela. c) no caso dos agentes em que esto indicados apenas o gnero, devem-se considerar excludas as espcies e cepas no patognicas para o homem. d) todos os vrus isolados em seres humanos, porm no includos na tabela, devem ser classificados na classe de risco 2, at que estudos para sua classificao estejam concludos.

AGENTES BIOLGICOSBactrias Acinetobacter baumannii (anteriormente Acinetobacter calcoaceticus) Actinobacillus spp Actinomadura madurae Actinomadura pelletieri Actinomyces gerencseriae Actinomyces israelii Actinomyces pyogenes (anteriormente Corynebacterium pyogenes) Actinomyces spp Aeromonas hydrophyla Amycolata autotrophica 54

CLASSIFICAO (GRUPOS)

NOTAS

2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 Anvisa

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AGENTES BIOLGICOSArchanobacterium haemolyticum (Corynebacterium haemolyticum) Bacillus anthracis Bacteroides fragilis Bartonella (Rochalimea) spp Bartonella bacilliformis Bartonella henselae Bartonella quintana Bartonella vinsonii Bordetella bronchiseptica Bordetella parapertussis Bordetella pertussis Borrelia anserina Borrelia burgdorferi Borrelia duttonii Borrelia persicus Borrelia recurrentis Borrelia spp Borrelia theileri Borrelia vincenti Brucella abortus Brucella canis Brucella melitensis Brucella suis Burkholderia mallei (Pseudomonas mallei) Burkholderia pseudomallei (Pseudomonas pseudomallei)

CLASSIFICAO (GRUPOS)2 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 3

NOTAS

V

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AGENTES BIOLGICOSCampylobacter coli Campylobacter fetus Campylobacter jejuni Campylobacter septicum Campylobacter spp Cardiobacterium hominis Chlamydia pneumoniae Chlamydia trachomatis Chlamydia psittaci (cepas avirias) Clostridium botulinum Clostridium chauvoei Clostridium haemolyticum Clostridium histolyticum Clostridium novyi Clostridium perfringens Clostridium septicum Clostridium spp Clostridium tetani Corynebacterium diphtheriae Corynebacterium equi Corynebacterium haemolyticum Corynebacterium minutissimum Corynebacterium pseudotuberculosis. Corynebacterium pyogenes Corynebacterium renale Corynebacterium spp Coxiella burnetii 56

CLASSIFICAO (GRUPOS)2 2 2 2 2 2 2 2 3 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3

NOTAS

T

T, V T, V

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AGENTES BIOLGICOSDermatophilus congolensis Edwardsiella tarda Ehrlichia sennetsu (Rickettsia sennetsu) Ehrlichia spp Eikenella corrodens Enterobacter aerogenes/cloacae Enterococcus spp Erysipelothrix rhusiopathiae Escherichia coli (todas as cepas enteropatognicas, enterotoxignicas, enteroinvasivas e detentoras do antgeno K 1) Escherichia coli, cepas verocitotxicas (por exemplo O157:H7 ou O103) Francisella tularensis (tipo A) Haemophilus ducreyi Haemophilus equigenitalis Haemophilus influenzae Helicobacter pylori Klebsiella oxytoca Klebsiella pneumoniae Klebsiella spp Legionella pneumophila Legionella spp Leptospira interrogans (todos os sorotipos) Listeria monocytogenes Listeria ivanovii Moraxella spp Mycobacterium asiaticum Anvisa

CLASSIFICAO (GRUPOS)2 2 2 2 2 2 2 2 2

NOTAS

3 3 2 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 57

(*), T

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AGENTES BIOLGICOSMycobacterium avium/intracellulare Mycobacterium bovis (exceto a cepa BCG) Mycobacterium chelonae Mycobacterium fortuitum Mycobacterium kansasii Mycobacterium leprae Mycobacterium malmoense Mycobacterium marinum Mycobacterium paratuberculosis Mycobacterium scrofulaceum Mycobacterium simiae Mycobacterium szulgai Mycobacterium tuberculosis Mycobacterium xenopi Mycoplasma caviae Mycoplasma hominis Mycoplasma pneumoniae Neisseria gonorrhoeae Neisseria meningitidis Nocardia asteroides Nocardia brasiliensis Nocardia farcinica Nocardia nova Nocardia otitidiscaviarum Nocardia transvalensis Pasteurella multocida

CLASSIFICAO (GRUPOS)2 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

NOTAS

V

V

V

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AGENTES BIOLGICOSPasteurella multocida tipo B (amostra buffalo e outras cepas virulentas) Pasteurella spp Peptostreptococcus anaerobius Plesiomonas shigelloides Porphyromonas spp Prevotella spp Proteus mirabilis Proteus penneri Proteus vulgaris Providencia alcalifaciens Providencia rettgeri Providencia spp Pseudomonas aeruginosa Rhodococcus equi Rickettsia akari Rickettsia australis Rickettsia canada Rickettsia conorii Rickettsia montana Rickettsia prowazekii Rickettsia rickettsii Rickettsia siberica Rickettsia tsutsugamushi Rickettsia typhi (Rickettsia mooseri) Salmonella arizonae Salmonella enteritidis

CLASSIFICAO (GRUPOS)3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2

NOTAS

(*)

(*)

(*)

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AGENTES BIOLGICOSSalmonella typhimurium Salmonella paratyphi A, B, C Salmonella typhi Salmonella spp Serpulina spp Shigella boydii Shigella dysenteriae Shigella flexneri Shigella sonnei Staphylococcus aureus Streptobacillus moniliformis Streptococcus pneumoniae Streptococcus pyogenes Streptococcus suis Streptococcus spp Treponema carateum Treponema pallidum Treponema pertenue Treponema spp Vibrio cholerae (01 e 0139) Vibrio parahaemolyticus Vibrio vulnificus Vibrio spp Yersinia enterocolitica Yersinia pestis Yersinia pseudotuberculosis Yersinia spp 60

CLASSIFICAO (GRUPOS)2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 2 2

NOTAS

V (*), V

V

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AGENTES BIOLGICOSVrus Herpesvirus de cobaias Shope fibroma virus Vrus da Doena hemorrgica de coelhos Vrus da Enterite viral de patos, gansos e cisnes Vrus da Febre catarral maligna de bovinos e cervos Vrus da Hepatite viral do pato tipos 1, 2 e 3 Vrus da Leucemia de Hamsters Vrus da Leucose Bovina Enzotica Vrus da lumpy skin Vrus do Sarcoma Canino Vrus do Tumor Mamrio de camundongos Vrus Lucke (vrus de rs) Adenoviridae Adenovirus 1 avirio - Vrus CELO Adenovirus 2 - Vrus Smio 40 (Ad2-SV40) Adenovirus 7 - Vrus Smio 40 (Ad7-SV40) Arenaviridae: * Complexos virais LCM-Lassa (arenavrus do Velho Continente) Vrus Lassa Vrus da coriomeningite linfoctica (cepas neurotrpicas) Vrus da coriomeningite linfoctica (outras cepas) * Complexos virais Tacaribe (arenavrus do Novo Mundo): Vrus Amapari Vrus Flechal Anvisa

CLASSIFICAO (GRUPOS)

NOTAS

2 2 4 4 4 4 2 2 4 2 2 2 2 2 2 2

O O

O O

O O O

O O+ O

4 3 2

2 2 61

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AGENTES BIOLGICOSVrus Guanarito Vrus Junin Vrus Latino Vrus Machupo Vrus Paran Vrus Pichinde Vrus Sabi Astroviridae Birnavirus: incluindo Picobirnavirus, Picotrinavirus Bunyaviridae: Vrus Belm Vrus Moju dos Campos Vrus Par Vrus Santarm Vrus Turlock * Grupo Anopheles A Vrus Arumateua Vrus Caraip Vrus Lukuni Vrus Tacaiuma Vrus Trombetas Vrus Tucurui * Grupo Bunyamwera Vrus Iaco Vrus Kairi Vrus Macau Vrus Maguari 62

CLASSIFICAO (GRUPOS)4 4 2 4 2 2 4 2 2

NOTAS

2 2 2 2 2

2 2 2 2 2 2

2 2 2 2 Anvisa

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AGENTES BIOLGICOSVrus Sororoca Vrus Taiassu Vrus Tucunduba Vrus Xingu * Grupo da encefalite da Califrnia Vrus Inkoo Vrus La Crosse Vrus Lumbo Vrus San Angelo Vrus Snow hare Vrus Tahyna * Grupo Melo Vrus Guaroa Vrus Jamestown Canyon Vrus Keystone Vrus Serra do Navio Vrus South River Vrus Trivittatus * Grupo C Vrus Apeu Vrus Caraparu Vrus Itaqui Vrus Marituba Vrus Murutucu Vrus Nepuyo Vrus Oriboca

CLASSIFICAO (GRUPOS)2 2 2 2

NOTAS

2 2 2 2 2 2

2 2 2 2 2 2

2 2 2 2 2 2 2

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AGENTES BIOLGICOS* Grupo Capim Vrus Acara Vrus Benevides Vrus Benfica Vrus Capim Vrus Guajar Vrus Moriche * Grupo Guam Vrus Ananindeua Vrus Bimiti Vrus Cat Vrus Guam Vrus Mirim Vrus Moju Vrus Timboteua * Grupo Simbu Vrus Jatobal Vrus Oropouche Vrus Utinga Caliciviridae: Vrus da Hepatite E Vrus Norwalk Outros Caliciviridae Coronaviridae:

CLASSIFICAO (GRUPOS)

NOTAS

2 2 2 2 2 2

2 2 2 2 2 2 2

2 2 2

2 2 2

(*)

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AGENTES BIOLGICOSVrus humanos, gastroenterite de sunos, hepatite murina, Coronavirus bovinos, peritonite infecciosa felina, bronquite infecciosa aviria, Coronavirus de caninos, ratos e coelhos Filoviridae: Vrus Ebola Vrus de Marburg Flaviviridae: Vrus Bussuquara Vrus Cacipacor Vrus da Dengue tipos 1-4 Vrus da Encefalite B japonesa Vrus da Encefalite da Austrlia (Encefalite do Vale Murray) Vrus da Encefalite da primavera-vero russa Vrus da Encefalite de So Lus Vrus da Encefalite da Europa Central Vrus da Febre amarela Vrus da Febre hemorrgica de Omsk Vrus da Floresta de Kyasanur Vrus da Hepatite C Vrus do Nilo Ocidental Vrus Ilhus Vrus Kunjin Vrus Powassan Vrus Rocio Vrus Sal Vieja Vrus San Perlita

CLASSIFICAO (GRUPOS)2

NOTAS

4 4

2 2 2 3 3 4 2 4 3 4 4 2 2 2 2 3 3 3 3 (*), V, (a) V (a) V, (a) (*) V, (a) V

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AGENTES BIOLGICOSVrus Spondweni Hantavirus: Vrus Andes Vrus Dobrava (Belgrado) Vrus Hantaan (Febre hemorrgica da Coria) Vrus Juquitiba Vrus Prospect Hill Vrus Puumala Vrus Seoul Vrus Sin Nombre Hepadnaviridae: Vrus da hepatite B Vrus da hepatite D (Delta) Herpesviridae: Citomegalovirus Herpes simplex vrus tipos 1 e 2 Herpesvirus de Ateles (Rhadinovirus) Herpesvirus de Saimiri (Rhadinovirus) Herpesvirus humano 7 (HHV7) Herpesvirus humano 8 (HHV8) Herpesvirus simiae (vrus B) Herpesvirus varicellazoster Vrus da Doena de Marek Vrus Epstein-Barr Vrus linfotrpico humano B (HBLV-HHV6) Nairovirus:

CLASSIFICAO (GRUPOS)3

NOTAS

3 3 3 3 2 2 3 3

2 2

(*), V (*), V, (b)

2 2 3 3 2 2 4 2 2 2 2 O O

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AGENTES BIOLGICOSVrus da Febre hemorrgica da Crimia/Congo Vrus Hazara Oncornavirus: Vrus C e D Orthomyxoviridae: Vrus da Influenza tipos A, B e C Ortomixovirus transmitidos por carrapatos: Vrus Dhori e Thogoto Papovaviridae: Polyoma virus Shope papilloma virus Vrus BK e JC Vrus do Papiloma bovino Vrus do Papiloma humano Vrus Smio 40 (SV40) Paramyxoviridae: Pneumovirus Vrus da Cachumba Vrus da Doena de Newcastle (amostras noasiticas) Vrus da Parainfluenza tipos 1 a 4 Vrus do Sarampo Vrus Nipah Vrus Respiratrio Sincicial Parvoviridae: Parvovirus humano (B 19) Phlebovirus: Uukuvirus

CLASSIFICAO (GRUPOS)4 2 3

NOTAS

2 2

V (c)

2 2 2 2 2 2

O O

O

2 2 2 2 2 2 2 V V

2

2

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AGENTES BIOLGICOSVrus Alenquer Vrus Amb Vrus Anhang Vrus Ariquemes Vrus Belterra Vrus Bujar Vrus Candir Vrus de Toscana Vrus Icoarac Vrus Itaituba Vrus Itaporanga Vrus Jacund Vrus Joa Vrus Morumbi Vrus Munguba Vrus Npoles Vrus Oriximina Vrus Pacu Vrus Serra Norte Vrus Tapar Vrus Toscana Vrus Turuna Vrus Uriurana Vrus Urucuri Picornaviridae: Poliovirus Rinovirus 68

CLASSIFICAO (GRUPOS)2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

NOTAS

2 2 Anvisa

V

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AGENTES BIOLGICOSVrus Coxsackie Vrus da Aftosa com seus diversos tipos e variantes Vrus da Conjuntivite Hemorrgica Aguda (AHC) Vrus da Hepatite A (enterovirus humano tipo 72) Vrus ECHO Poxviridae: Parapoxvirus Poxvirus de caprinos, sunos e aves Vrus Buffalopox Vrus Cotia Vrus Cowpox (e relacionados isolados de felinos domsticos e animais selvagens) Vrus da varola (major, minor) Vrus da varola alastrim Vrus da varola do camelo Vrus do Ndulo dos ordenhadores Vrus Molluscum contagiosum Vrus Monkeypox (varola do macaco) Vrus Orf Vrus Vaccinia Vrus Whitepox ("vrus da varola") Vrus Yatapox: Tana Vrus Yatapox: Yaba Reoviridae: Coltivirus Orbivirus Orthoreovirus tipos 1, 2 e 3

CLASSIFICAO (GRUPOS)2 4 2 2 2

NOTAS

V

2 2 2 2 2 4 4 4 2 4 3 2 2 4 2 2 O+ V V V (d)

2 2 2

Anvisa

Cartilha de Proteo Respiratria

69

AGENTES BIOLGICOSReovirus isolados na Amaznia dos Grupos Changuinola e Corriparta Rotavirus humanos Vrus Ieri Vrus Itupiranga Vrus Temb Retroviridae: HIV - Vrus da Imunodeficincia Humana Rous Sarcoma Virus Vrus da Leucemia de Gibes (GaLV) Vrus da Leucemia de murinos Vrus da Leucemia de ratos Vrus da Leucemia Felina (FeLV) Vrus da Leucose Aviria Vrus do Sarcoma de murinos Vrus do Sarcoma de Smios (SSV-1) Vrus do Sarcoma Felino (FeSV) Vrus Linfotrpicos das clulas T humana (HTLV-1 e HTLV-2) Vrus Smio Mason-Pfizer Vrus SlV Rhabdoviridae: Vrus Aruac Vrus da Raiva Vrus Duvenhage Vrus Inhangapi Vrus Xiburema

CLASSIFICAO (GRUPOS)2 2 2 2 2

NOTAS

3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 2 3

(*) O O+ O O O+ O O O+ O+ (*) O (*), (e)

2 3 2 2 2 V, (*)

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AGENTES BIOLGICOS* Grupo da Estomatite Vesicular Vrus Alagoas VSV-3 Vrus Carajs Vrus Cocal VSV-2 Vrus Indiana VSV-1 Vrus Juruna Vrus Marab Vrus Maraba VSV-4 Vrus Piry * Grupo Hart Park Vrus Hart Park Vrus Mosqueiro * Grupo Mussuril Vrus Cuiab Vrus Marco * Grupo Timb Vrus Chaco Vrus Sena Madureira Vrus Timb Togaviridae: * Alfavirus Vrus Aur Vrus Bebaru Vrus Chikungunya Vrus da Encefalomielite equina americana ocidental Vrus da Encefalomielite equina americana oriental Vrus da Encefalomielite equina venezuelana Anvisa

CLASSIFICAO (GRUPOS)

NOTAS

2 2 2 2 2 2 2 2

2 2

2 2

2 2 2

2 2 2 2 2 3 71 (*) V V V

Cartilha de Proteo Respiratria

AGENTES BIOLGICOSVrus do Bosque Semliki Vrus do Rio Ross Vrus Mayaro Vrus Mucambo Vrus Onyongnyong Vrus Pixuna Vrus Una Outros alfavirus conhecidos * Rubivirus: Vrus da Rubola * Pestivirus: Vrus da Diarria Bovina Prions: agentes no classificados associados a encefalopatias espongiformes transmissveis Agente da Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE), scrapie e outras doenas animais afins Agente da Doena de Creutzfeldt-Jakob (CJD) Agente da Insnia Familiar Fatal Agente da Sndrome de Gerstmann-StrusslerScheinker Agente do Kuru Parasitas Acanthamoeba castellani Ancylostoma ceylanicum Ancylostoma duodenale Angiostrongylus cantonensis Angiostrongylus costaricensis Angiostrongylus spp Ascaris lumbricoides Ascaris suum

CLASSIFICAO (GRUPOS)2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

NOTAS

(*)

V

3 3 3 3 3

(*), (f) (*) (*) (*) (*)

2 2 2 2 2 2 2 2 A A

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AGENTES BIOLGICOSBabesia divergens Babesia microti Balantidium coli Brugia malayi Brugia pahangi Brugia timori Capillaria philippinensis Capillaria spp Clonorchis sinensis Clonorchis viverrini Coccidia spp Cryptosporidium parvum Cryptosporidium spp Cyclospora cayetanensis Cysticercus cellulosae (cisto hidtico, larva de T. sollium) Dactylaria galopava (Ochroconis gallopavum) Dipetalonema streptocerca Diphyllobothrium latum Dracunculus medinensis Echinococcus granulosus Echinococcus multilocularis Echinococcus vogeli Emmonsia parva var. crescens Emmonsia parva var. parva Entamoeba histolytica Enterobius spp

CLASSIFICAO (GRUPOS)2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

NOTAS

(*) (*) (*)

Anvisa

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73

AGENTES BIOLGICOSExophiala (Wangiella) dermatitidis Fasciola gigantica Fasciola hepatica Fasciolopsis buski Fonsecaea compacta Fonsecaea pedrosoi Giardia lamblia (Giardia intestinalis) Giardia spp Heterophyes spp Hymenolepis diminuta Hymenolepis nana Isospora spp Leishmania brasiliensis Leishmania donovani Leishmania major Leishmania mexicana Leishmania peruviana Leishmania spp Leishmania tropica Leishmanla ethiopica Loa loa Madurella grisea Madurella mycetomatis Mansonella ozzardi Mansonella perstans Microsporidium spp Naegleria fowleri 74

CLASSIFICAO (GRUPOS)2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

NOTAS

(*) (*)

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AGENTES BIOLGICOSNaegleria gruberi Necator americanus Onchocerca volvulus Opisthorchis felineus Opisthorchis spp Paragonimus westermani Plasmodium cynomolgi Plasmodium falciparum Plasmodium malariae Plasmodium ovale Plasmodium spp (humano e smio) Plasmodium vivax Sarcocystis suihominis Scedosporium apiospermum (Pseudallescheria boidii) Scedosporium prolificans (inflatum) Schistosoma haematobium Schistosoma intercalatum Schistosoma japonicum Schistosoma mansoni Schistosoma mekongi Strongyloides spp Strongyloides stercoralis Taenia saginata Taenia solium Toxocara canis Toxoplasma gondii Trichinella spiralis Anvisa

CLASSIFICAO (GRUPOS)2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

NOTAS

(*)

(*)

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AGENTES BIOLGICOSTrichuris trichiura Trypanosoma brucei brucei Trypanosoma brucei gambiense Trypanosoma brucei rhodesiense Trypanosoma cruzi Wuchereria bancrofti Fungos Acremonium falciforme Acremonium kiliense Acremonium potronii Acremonium recifei Acremonium roseogriseum Alternaria anamorfo de Pleospora infectoria Aphanoascus fulvescens Aspergillus amstelodami Aspergillus caesiellus Aspergillus candidus Aspergillus carneus Aspergillus flavus Aspergillus fumigatus Aspergillus glaucus Aspergillus oryzae Aspergillus penicillioides Aspergillus restrictus Aspergillus sydowi Aspergillus terreus Aspergillus unguis

CLASSIFICAO (GRUPOS)2 2 2 2 2 2

NOTAS

(*)

2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

E E E E E E E E E E E

E E E E E E E

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AGENTES BIOLGICOSAspergillus versicolor Beauveria bassiana Blastomyces dermatitidis (Ajellomyces dermatitidis) Candida albicans Candida lipolytica Candida pulcherrima Candida ravautii Candida tropicalis Candida viswanathii Chaetoconidium spp Chaetomium spp Chaetosphaeronema larense Cladophialophora bantiana (Xylophora bantiana, Cladosporium bantianum ou C. trichoides) Cladophialophora carrioni (Cladosporium carrioni) Cladosporium cladosporioides Coccidioides immitis Conidiobolus incongruus Coprinus cinereus Cryptococcus neoformans Cryptococcus neoformans var. gattii (Filobasidiella bacillispora) Cryptococcus neoformans var. neoformans (Filobasidiella neoformans var. neoformans) Cunninghamella geniculata Curvularia pallescens Curvularia senegalensis Cylindrocarpon tonkinense Anvisa

CLASSIFICAO (GRUPOS)2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2

NOTASE E A A E E E

E E E E

E A E E

A A E E E E 77

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AGENTES BIOLGICOSDrechslera spp Emmonsia parva var. crescens Emmonsia parva var. parva Epidermophyton floccosum Epidermophyton spp Exophiala (Wangiella) dermatitidis Exophiala moniliae Fonsecaea compacta Fonsecaea pedrosoi Fusarium dimerum Fusarium nivale Geotrichum candidum Hansenula polymorpha Histoplasma capsulatum duboisii Histoplasma capsulatum var capsulatum (Ajellomyces capsulatus) Lasiodiplodia theobramae Madurella grisea Madurella mycetomatis Madurella spp Microascus desmosporus Microsporum aldouinii Microsporum canis Microsporum spp Mucor rouxianus Mycelia sterilia Mycocentrospora acerina

CLASSIFICAO (GRUPOS)2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

NOTASE

A

E

E E E E

E

E A A A E E E

78

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AGENTES BIOLGICOSNeotestudina rosatii Oidiodendron cerealis Paecilomyces lilacinus Paecilomyces variotti Paecilomyces viridis Paracoccidioides brasiliensis (na fase de esporulao apresenta maior risco de infeco) Penicillium chrysogenum Penicillium citrinum Penicillium commune Penicillium expansum Penicillium marneffei Penicillium spinulosum Phialophora hoffmannii Phialophora parasitica Phialophora repens Phoma hibernica Phyllosticta ovalis Phyllosticta spp Pneumocystis carinii Pyrenochaeta unguis-hominis Rhizoctonia spp Rhodotorula pilimanae Rhodotorula rubra Scedosporium apiospermum (Pseudallescheria boidii) Scedosporium prolificans (inflatum) Schizophyllum commune

CLASSIFICAO (GRUPOS)2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

NOTAS

E E E E

E E E E A E E E E E E E

E E E E

E

Anvisa

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79

AGENTES BIOLGICOSScopulariops acremonium Scopulariops brumptii Sporothrix schenckii Stenella araguata Taeniolella stilbospora Tetraploa spp Trichophyton rubrum Trichophyton spp Trichosporon capitatum Tritirachium oryzae Volutella cinerescens

CLASSIFICAO (GRUPOS)2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

NOTASE E

E E E

E E E

Fontes: 1. Brasil (2004) Diretrizes Gerais para o trabalho em conteno com material biolgico. Srie A: Normas e Manuais Tcnicos. Ministrio da Sade, Secretaria de Cincia, Tecnologia e Insumos Estratgicos, Braslia: Ministrio da Sade, 60p. 2. UE (2000) Council Directive 2000/54/EC. OJ L 262, 17.10.2000, 21p. 3. ABSA (2005) Risk Group Classification for Infectious Agents. http://www.absa.org/resriskgroup.html, acessado em 11 de julho de 2005. (a) Encefalites transmitidas por carrapatos. (b) O vrus da hepatite D patognico apenas na presena de infeco simultnea ou secundria causada pelo vrus da hepatite B. Assim, a vacinao de pessoas que no sejam portadoras do vrus da hepatite B tambm imuniza contra a hepatite D (Delta). (c) Apenas para os tipos A e B. (d) Dois vrus esto identificados: um o buffalopox tipo e o outro uma variante do vrus Vaccinia. (e) At o momento no h evidncia de doena em seres humanos causada por retrovrus de origem smia. Como precauo, recomenda-se nvel de conteno 3 para o trabalho com este agente. (f) At o momento no h evidncia de infeces em seres humanos causadas pelos agentes responsveis pela encefalite espongiforme bovina. No entanto, recomenda-se o nvel de conteno 2, no mnimo, para o trabalho com este agente em laboratrio.

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ANEXO B CONTEDO MNIMO DE UM PROGRAMA DE PROTEO RESPIRATRIA (PPR)Um PPR deve ser implantado, administrado e periodicamente reavaliado em Servios de Sade, se for efetuada alguma atividade que exija a utilizao de EPR. O PPR, alm de conter a poltica da Instituio sobre o uso de EPR, deve incluir Procedimentos Escritos sobre, no mnimo, os seguintes itens: Prticas permitidas sobre o uso de EPR, incluindo a proibio de barba por usurios Administrao do programa Tipos de EPR indicados nas diferentes atividades Ensaios de vedao adotados Treinamento em proteo respiratria Limpeza, inspeo, higienizao, guarda e manuteno dos EPR Definir itens na avaliao mdica relativos ao uso de EPR (Consultar o Anexo F da publicao Programa de Proteo Respiratria da Fundacentro) Monitoramento do uso (quem acompanha o uso correto e a obedincia s recomendaes do PPR) Monitoramento do risco Avaliao do programa

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ANEXO C EXEMPLO DE CERTIFICADO DE APROVAO PARA PEA SEMIFACIAL FILTRANTE PFF2Certificao de Aprovao No do CA: Data de Emisso: Tipo do Equipamento: Natureza: Descrio do Equipamento: XXXXX No do Processo: Validade: RESPIRADOR PURIFICADOR DE AR TIPO PEA SEMIFACIAL FILTRANTE PARA PARTCULAS PFF2 Nacional RESPIRADOR PURIFICADOR DE AR DE SEGURANA, TIPO PEA SEMIFACIAL FILTRANTE PARA PARTCULAS, COM FACES EXTERNA E INTERNA NA COR XXXX, COM FORMATO TIPO XXX. O RESPIRADOR POSSUI DOIS TIRANTES ELSTICOS E NA PARTE SUPERIOR EXTERNA, UMA TIRA DE MATERIAL METLICO MOLDVEL. REF.: ZZ PFF2 (TAMANHO YY).

Dados Complementares Norma: Fabricante: Aprovado: Observao: NBR 13698/1996. AAAA PROTEO DAS VIAS RESPIRATRIAS DO USURIO CONTRA POEIRAS, NVOAS E FUMOS. No Informado.

Laudo/Atenuao Tipo do Laudo: Laboratrio: Nmero Laudo: Responsvel: Laboratrio FUNDACENTRO/SP XXXXXXX No Informado Data do Laudo: Registro Profissional: No Informado No Informado

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ANEXO D PROCEDIMENTOS PARA REALIzAO DO ENSAIO DE VEDAO qUALITATIVOTodo usurio de PFF2 ou qualquer outro EPR com pea semifacial deve ser submetido a um ensaio de vedao qualitativo, ou quantitativo, para confirmar se o EPR, j aprovado na verificao de vedao (Figura 8), veda o suficiente no rosto. Os EPR com pea facial inteira devem ser submetidos ao ensaio quantitativo. Neste anexo, ser apresentado um resumo do ensaio de vedao qualitativo. Uma descrio mais detalhada dos ensaios de vedao permitidos encontra-se no Anexo 5 do PPR da FUNDACENTRO. Nos ensaios qualitativos (Figura 20) recomendados pelo MTE, o Trabalhador de Sade utilizando o EPR a ser ensaiado, exposto nvoa de um agente de teste com sabor caracterstico: doce (sacarina) ou amargo (Bitrex) enquanto realiza exerccios padronizados fora da rea de risco. Como o filtro do EPR retm a nvoa, se o usurio, durante os testes, detectar o sabor destes agentes, porque o respirador no est vedando suficientemente bem e deve ser procurado outro tamanho, modelo ou formato de EPR. Somente devem ser submetidos a este teste, os usurios que conseguirem detectar o sabor destes agentes em baixas concentraes quando submetidos ao ensaio de acuidade de paladar. O equipamento necessrio para os ensaios de vedao e acuidade est disponvel no mercado e consta de um capuz, com dimetro aproximado de 30 cm e altura de 40 cm, como mostrado na Figura 20 e de dois nebulizadores, sendo um para ensaio de acuidade do paladar e o outro para o ensaio de vedao. A soluo de sacarina utilizada no ensaio de vedao pode ser preparada dissolvendo-se 83 g de sacarina sdica (pr-anlise) em 100 mL de gua destilada morna e a utilizada no ensaio de acuidade de paladar, dissolvendo-se 0,83 g de sacarina sdica (pr-anlise) em 100 mL de gua destilada morna. Uma outra forma de se preparar esta ltima soluo, consiste em diluir 1 mL da soluo usada no ensaio de vedao em 100 mL de gua destilada. No caso do Bitrex, a soluo para o ensaio de acuidade do paladar pode ser obtida dissolvendo-se 13,5 mg de Bitrex em 100 mL de soluo aquosa a 5 % de cloreto de sdio (5 g de cloreto de sdio puro dissolvidos em 95 mL de gua destilada). J para a obteno da soluo de Bitrex para o ensaio de vedao, deve-se dissolver 337,5 mg de Bitrex em 200 mL de soluo aquosa morna de cloreto de sdio a 5 % (10 g de cloreto de sdio puro em 190 mL de gua destilada). A pessoa que conduz os ensaios de vedao deve saber preparar as solues de ensaio, conduzir os procedimentos de modo correto, reconhecer os ensaios invlidos, e garantir que o equipamento esteja em boas condies de uso. O equipamento de teste para o ensaio qualitativo deve estar limpo, em boas condies de funcionamento, de modo que opere dentro dos parmetros para os quais foi projetado. O ensaio de vedao deve ser repetido anualmente ou toda vez que o usurio apresentar alterao de condio que interfira na selagem: variao de 10 % ou mais de peso, aparecimento de cicatriz na rea de vedao, perda de dente, prtese ou cirurgia reconstrutiva.

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Figura 20: Capuz e nebulizador utilizados nos ensaios de vedao qualitativo com nvoa de sacarina ou bitrex

capuz

PFF2

nebulizador

PROCEDIMENTOS

1. ENSAIO DE ACUIDADE DO PALADAR Para a realizao deste ensaio, o usurio, sem a PFF2 no rosto, deve colocar o capuz mostrado na Figura 20 e respirar pela boca. O operador do ensaio deve nebulizar a soluo diluda do agente de teste e verificar se o usurio consegue detectar o sabor do agente em baixas concentraes. Caso o usurio no consiga detectar o sabor de um dos agentes de teste, deve-se repetir o ensaio, utilizando-se o outro agente. 2. ENSAIO DE VEDAO O usurio que passou no ensaio de acuidade de paladar, deve colocar a PFF2 no rosto, ajustar os tirantes e realizar o teste de presso positiva. Se o usurio julgar que o ajuste est correto, deve colocar o capuz mostrado na Figura 20 e realizar cada exerccio descrito adiante, durante um minuto , enquanto o operador do ensaio nebuliza a soluo mais concentrada de sacarina ou bitrex. A pessoa submetida ao ensaio de vedao deve compreender que est participando da escolha do EPR que menos o incomoda e, portanto, deve indicar os que, embora vedando bem, causem desconforto inaceitvel durante a realizao do ensaio. 84 Cartilha de Proteo Respiratria Anvisa

Para cada usurio submetido ao ensaio, devem ser registrados o nome do usurio, a data, o ensaio de vedao utilizado, as caractersticas do EPR aprovado (fabricante, modelo, cdigo e tamanho) e o nome do condutor do ensaio: EXERCCIOS: a) Respirar normalmente. O usurio de p, em posio ereta com os braos estendidos ao longo do corpo e olhando para frente, sem falar, deve respirar normalmente. b) Respirar profundamente. O usurio de p, em posio ereta com os braos estendidos ao longo do corpo e olhando para frente, deve respirar devagar e profundamente, mas sem hiperventilar. c) Mover a cabea de um lado para o outro. O usurio de p, sem sair do lugar, deve mover a cabea completamente, devagar de um lado para o outro. Manter momentaneamente a cabea parada em cada extremidade enquanto inala em cada lado. No deixar o respirador bater nos ombros. d) Mover a cabea para cima e para baixo. O usurio de p, sem sair do lugar, deve movimentar devagar a cabea para cima e para baixo. Inalar somente enquanto a cabea estiver voltada para cima. No deixar o respirador bater no peito. e) Falar. Ler devagar um trecho indicado, ou falar de modo que o condutor do ensaio oua claramente, ou contar retroativamente a partir de 100. f) Careta. Fazer careta, franzir a testa ou sorrir. g) Curvar-se. O usurio deve tentar tocar os ps com as mos. Este exerccio deve ser substitudo por corrida lenta, no mesmo lugar, quando o ensaio de vedao no permitir este movimento. h) Respirar normalmente como no exerccio a). Se durante a realizao de qualquer exerccio o usurio perceber o sabor do agente, o ensaio suspenso e a PFF2 considerada inadequada, devendo ser escolhido um EPR de outro tamanho ou formato e o ensaio repetido.

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ANEXO E LIMPEzA E HIGIENIzAO DOS EqUIPAMENTOS DE PROTEO RESPIRATRIAAs PFF no devem ser limpas e/ou higienizadas. Devem ser inspecionadas antes de cada uso, devendo ser descartadas se estiverem amassadas, danificadas ou visivelmente sujas (como acontece ao se realizar procedimentos geradores de gotculas, nos quais possa haver projeo de fluidos corpreos). Atualmente, no existem mtodos de esterilizao aceitveis para PFF ou filtros substituveis. Os demais EPR devem ser limpos e higienizados regularmente. Cada Servio de Sade estabelece se a limpeza fica a cargo do usurio ou no. Alguns tipos de EPR utilizados por mais de uma pessoa, como os de aduo de ar, devem estar limpos e higienizados antes de serem utilizados pelas demais pessoas, exigncia extensiva aos EPR empregados nos ensaios de vedao. Procedimento de Limpeza e Higienizao de EPR reutilizveis conforme o Anexo C do PPR da FUNDACENTRO: a) Aps remover os filtros, desmontar a pea facial, isto , remover o diafragma de voz, membrana das vlvulas, vlvulas e qualquer outro componente recomendado pelo fabricante. Descartar, reparar ou substituir qualquer componente com defeito. b) Lavar a cobertura das vias respiratrias com uma soluo aquosa morna de detergente para limpeza normal (abaixo de 43oC), ou com soluo recomendada pelo fabricante. Usar uma escova de cerdas no metlicas para remover a sujeira. c) Enxaguar com gua morna limpa (no mximo 43oC), preferivelmente gua corrente. d) Quando o detergente no contm agente desinfectante, os componentes do EPR devem ficar por 2 minutos numa das seguintes solues: Soluo de hipoclorito (50 ppm de cloro) preparada atravs da mistura de aproximadamente 1 mL de gua sanitria em 1 L de gua fria ; Soluo aquosa de iodo (50 ppm de iodo) preparada pela mistura de 0,8 mL de tintura de iodo (6 a 8 gramas de iodeto de amnia ou de iodeto de potssio em 100 mL de lcool etlico a 45%) em 1 L de gua fria; Outra soluo disponvel comercialmente recomendada pelo fabricante do respirador, como, por exemplo, os sais quaternrios de amnia. e) Enxaguar bem os componentes com gua morna (abaixo de 43oC), preferivelmente em gua corrente. Escorrer. importante enxaguar bem, pois se o desinfetante ou o detergente secarem na pea facial, podero provocar dermatite. Alm disso, a no remoo completa destes agentes pode causar deteriorao da borracha ou provocar corroso das partes metlicas. f) Os componentes devem ser secos manualmente, com auxlio de um pano de algodo seco que no solte fios. 86 Cartilha de Proteo Respiratria Anvisa

g) Montar novamente a pea facial e recolocar os filtros, se necessrio. h) Verificar se todos os componentes do EPR esto funcionando perfeitamente. Substitu-los quando necessrio. Nota: Dependendo do patgeno e do tempo de exposio, os procedimentos normais de limpeza podem no ser suficientes, sendo necessria a adoo de procedimentos especficos de descontaminao antes de se efetuar a limpeza e a higienizao.

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ANEXO F qUADRO COMPARATIVO DAS DIFERENTES MSCARAS UTILIzVEIS PELOS TRABALHADORES DE SADE

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quadro 5. Caractersticas dos vrios tipos de mscara utilizveis por Trabalhadores de Sade

TIPOS DE MSCARA

INDICAO DE USO VANTAGENS

USO NO INDICADO

Para proteocontra a inalao de patgenos transmitidos por gotculas; Sempre que o Trabalhador de Sade estiver a curta distncia do paciente. contra aerossis contendo agentes biolgicos.

leve e no restringe a mobilidade do usurio; Oferece baixa resistncia respirao; Permite o uso de anteparo tipo protetor facial sobre a mscara.

DESVANTAGENS

INFORMAES ADICIONAIS

Mscara cirrgica

Para proteo

No EPI; Vedao precria norosto.

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NO protege efetivamente o usurio de patologias transmitidas por aerossis.

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TIPOS DE MSCARA

INDICAO DE USO

USO NO INDICADO

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Para proteo A PFF2 com vlvula

VANTAGENS

DESVANTAGENS

INFORMAES ADICIONAIS

Pea semifacial filtrante (PFF2)

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Durante a fase leve e no Pode estar de inspirao, a restringe a contra a inalao de exalao no disponvel em diversos quantidade de ar mobilidade do de patgenos dever ser utilizada formatos e tamanho, dentro da PFF2 usurio; transmitidos por em trabalhos em possibilitando a escolha diminui, gerando Por ser descartvel, aerossis; campo estril; da PFF com formato uma presso no requer limpeza, e tamanho mais Durante todo o Para negativa, o que higienizao e adequados para o rosto perodo em que o procedimentos de pode provocar a manuteno; do usurio; Trabalhador de Sade alto risco, tais como passagem de uma Oferece baixa estiver no ambiente broncoscopia ou Deve ser usada pequena quantidade resistncia contaminado. necropsia, deve-se enquanto estiver em de ar ambiente respirao; utilizar um EPR com perfeitas condies de contaminado pela Permite o uso nvel de proteo uso (limpa, e com boa zona de selagem na de anteparo tipo respiratria maior do vedao no rosto). face do usurio. protetor facial sobre que a da PFF2. a pea; de baixo custo comparado com outros tipos de EPR.

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TIPOS DE MSCARA

INDICAO DE USO VANTAGENS

USO NO INDICADO

EPR com vida til maior.

DESVANTAGENS

INFORMAES ADICIONAIS

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EPR purificador de ar no motorizado com pea facial com filtros substituveis

Para proteo Em trabalhos em contra a inalao campo estril, pois a de patgenos vlvula de exalao transmitidos por permite a fuga de aerossis; partculas expelidas pelo usurio. Durante todo o perodo em que o Trabalhador de Sade estiver no ambiente contaminado.

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Dificulta a comunicao verbal do Trabalhador de Sade; Durante a fase de inspirao, a quantidade de ar dentro do EPR diminui, gerando uma presso negativa, o que pode provocar a passagem de uma pequena quantidade de ar ambiente contaminado pela zona de selagem na face do usurio. Deve sofrer inspeo, limpeza, higienizao, reparos de acordo com as instrues do fabricante.

Pode estar disponvel em diversos formatos e tamanhos, possibilitando a escolha da pea facial com formato e tamanho mais adequados para o rosto do usurio; Os filtros devem ser trocados quando estiverem sujos por fluidos corpreos, danificados ou o EPR apresentar grande resistncia respirao. O EPR tipo pea facial inteira, possui nvel de proteo maior do que o EPR tipo pea semifacial.

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TIPOS DE MSCARA

INDICAO DE USO VANTAGENS

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Em trabalhos em

USO NO INDICADO

DESVANTAGENS

INFORMAES ADICIONAIS

EPR purificador de ar motorizado

Para proteo

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Dificulta a EPR com vida til comunicao verbal maior; contra a inalao campo estril. A do Trabalhador de Apresenta um de patgenos cobertura das vias Sade; nvel de proteo transmitidos por respiratrias sem Deve sofrer respiratria maior do aerossis em vedao facial (do inspeo, limpeza, que a PFF e as peas situaes de grande tipo capuz e touca) higienizao, reparos faciais com filtro risco para o usurio; ou a vlvula de de acordo com substituveis; Durante todo o exalao existente na as instrues do Proporciona pea facial, permitem perodo em que o fabricante; Trabalhador de Sade a fuga de partculas maior facilidade para Alguns modelos respirar e conforto expelidas pelo estiver no ambiente podem ser do que o EPR no usurio. contaminado. volumosos; motorizado. As baterias devem ser recarregadas e inspecionadas, a fim de assegurar o fluxo correto de ar dentro da cobertura das vias respiratrias.

91

Os modelos sem vedao facial podem ser usados por pessoas com barba. Os filtros devem ser trocados quando estiverem sujos por fluidos corpreos, danificados ou o EPR apresentar grande resistncia respirao. Como a pea facial inteira veda melhor no rosto do que a pea semifacial, o EPR com pea facial inteira apresenta um nvel de proteo respiratria maior do que aquele com pea semifacial. O capuz apresenta o mesmo nvel de proteo respiratria da pea facial inteira.

TIPOS DE MSCARA

INDICAO DE USO VANTAGENS

USO NO INDICADO

Em trabalhos em

DESVANTAGENS

INFORMAES ADICIONAIS

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EPR de aduo de ar com linha de ar comprimido e presso positiva

Para proteocampo estril, pois a contra a inalao vlvula de exalao de patgenos existente na pea transmitidos por facial permite a aerossis em fuga de partculas situaes de grande expelidas pelo risco para o usurio; usurio. Durante todo o perodo em que o Trabalhador de Sade estiver no ambiente contaminado.

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Dificulta a Apresenta um Possui uma vlvula comunicao verbal nvel de proteo de exalao com uma do Trabalhador de respiratria maior do mola que garante Sade; que a PFF e as peas que a presso dentro Deve sofrer faciais com filtros da pea facial seja inspeo, limpeza, substituveis no sempre maior do que higienizao, reparos motorizadas; a presso ambiente de acordo com Proporciona em qualquer fase as instrues do maior facilidade para do ciclo respiratrio. fabricante; respirar e conforto Desta forma, qualquer A mangueira do que o EPR no vazamento de ar que de abastecimento motorizado. ocorra na cobertura das de ar restringe a vias respiratria ser movimentao do direcionado para fora. usurio; Requer instalao e manuteno do compressor de ar ou uso de cilindros com ar comprimido, bem como cuidados especiais com a qualidade do ar.

ANEXO G NVEIS DE PROTEO DE DIFERENTES EqUIPAMENTOS DE PROTEO RESPIRATRIAUm nvel de proteo atribudo a cada categoria de EPR em funo da sua eficincia. definido como o quociente entre a concentrao do contaminante medida no exterior (Ce) e no interior do EPR (Ci): Nvel de proteo = Ce / Ci Assim, quanto maior o valor numrico atribudo ao nvel de proteo, maior ser a proteo proporcionada pelo EPR contido na ta bela abaixo.

Tabela: Nveis de proteo dos EPR (adaptada da Tabela 1 do PPR da FUNDACENTRO)TIPOS DE COBERTURAS DAS VIAS RESPIRATRIAS TIPO DE EPRCom vedao facial Pea semifacial(a) A Purificador de ar nomotorizado motorizado B De aduo de ar linhadearcomprimidode demanda com presso positiva linhadearcomprimidode fluxo contnuo 10 50 Pea facial inteira 100 1000 (b) Sem vedao facial Capuz Touca

----1000

----25

50 50

1000 1000

----1000

----25

Observaes: a) Inclui a pea semifacial filtrante (PFF) e as peas semifaciais de elastmeros. b) Os nveis de proteo apresentados so de EPR com filtros P3. Com filtros classe P2, deve-se usar nvel de proteo 100, devido s limitaes do filtro.

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Os nveis foram estabelecidos baseados em ensaios de laboratrio ou em ambiente de trabalho, conduzidos com pessoas barbeadas e bem treinadas no uso do EPR. So vlidos para condies ideais de utilizao, ou seja, desde que obedecidos todos os requisitos enumerados a seguir: 1. EPR seja adequado ao agente biolgico disperso no ar sob a forma de aerossol; 2. o EPR tenha tamanho e formato adequados ao rosto de cada usurio, o que deve ser verificado pelo ensaio de vedao; 3. o EPR esteja bem ajustado ao rosto, o que deve ser confirmado pela verificao de vedao; 4. o usurio no omita o uso do EPR enquanto permanecer na rea contaminada; 5. o usurio esteja bem treinado; 6. o EPR esteja em perfeitas condies de uso; 7. o usurio tenha condies de sade adequadas; 8. o uso do EPR seja monitorado continuamente; 9. exista um PPR eficiente. Dizer que o nvel de proteo igual a 10 para um EPR purificador de ar com pea semifacial, significa dizer que para 95% dos usurios que utilizam o EPR em condies ideais, a concentrao do ar inalado ser, no mnimo, 10 vezes menor do que a do ar externo.

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