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III Congresso Brasileiro de Gesto Ambiental Goinia/GO 19 a 22/11/2012 IBEAS Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais 1 CARACTERIZAO GEOFSICA DA VULNERABILIDADE AMBIENTAL NA CIDADE DE DOURADOS. Camila Souza de Andrade Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD, Acadmica do Curso de Gesto Ambiental na Faculdade de Cincias Biolgicas e Ambientais FCBA, Dourados-MS. Joelson Gonsalves Pereira; Rodrigo Coelho de Oliveira; Jos Daniel Freitas. Email do Autor Principal: camilasouza.andrade7@gmail.com RESUMO O crescimento acelerado da urbanizao causa uma presso significativa sobre o meio fsico urbano, constituindo problemas ambientais como poluio de recursos hdricos, degradao do solo, agresso s reas de proteo permanente (como reas ciliares aos cursos dgua), entre outras. A caracterizao da vulnerabilidade dentro destas reas um importante processo para a conservao ambiental e para a gesto adequada dos recursos naturais, trazendo consigo o aprimoramento do planejamento urbano proporcionando artifcios para a recuperao ambiental. Neste sentido, o presente trabalho tem o propsito de empregar as tcnicas de geoprocessamento juntamente com os processos do sensoriamento remoto para caracterizar os componentes geofsicos de topografia, drenagem natural, solos, geomorfologia e geologia, nas microbacias da cidade de Dourados-MS, como subsdio identificao e proposio de planejamento das reas suscetveis a agravos ambientais pelo escoamento superficial de gua pluvial. PALAVRAS-CHAVE: Vulnerabilidade ambiental, Planejamento Territorial, Geotecnologias. INTRODUO Os conflitos relacionados ao uso e ocupao do solo sempre se apresentaram como um desafio gesto urbana no Brasil. Esses problemas esto diretamente relacionados ao prprio processo de urbanizao do pas, sobretudo no ltimo sculo, caracterizado por um fenmeno social de inverso demogrfica campo-cidade, com a consequente expanso das periferias urbanas, juntamente com a deficincia na efetivao de uma poltica de planejamento que pudesse orientar o crescimento das cidades. Esses fatores se colocam hoje como decisivos existncia de graves distores urbansticas que esto relacionadas, sobretudo, ocupao residencial de reas suscetveis a agravos ambientais como alagamentos, enxurradas, inundaes e movimentos de massa, o que compromete a segurana habitacional da populao estabelecida nesses locais. Essas distores do uso e ocupao do solo se configuram num problema social basicamente relacionado populao de baixa renda, devido sua dificuldade de acesso terra urbanizada. Por outro lado, se configura tambm, como um problema ambiental, uma vez que a ocupao irregular de reas urbanas, que ocorre, sobretudo, em locais excludos do circuito especulativo do mercado imobilirio, como reas de fundos de vale, encostas de morros e reas de preservao permanente, so sempre acompanhadas de supresso da vegetao, da exposio do solo a processos erosivos mais intensos e da impermeabilizao do terreno. Assim, alm de colocar em risco a estabilidade do terreno, propicia-se tambm, o carreamento de materiais pelas drenagens que atingiro as partes baixas da cidade, assoreando rios e contribuindo para o agravamento dos problemas relacionados ao escoamento superficial da gua, assim como dos movimentos de massa. Essas questes scio-ambientais decorrentes do conflito do uso e ocupao do solo urbano incluem no contexto da vulnerabilidade ambiental, cujo consenso est associado exposio aos riscos oferecidos pelo ambiente e designa a maior ou menor susceptibilidade de pessoas, lugares, infra-estruturas ou ecossistemas sofrerem algum tipo particular de agravo (ACSELRAD, 2006 apud PEREIRA, 2011). Localizada num interflvio caracterizado por uma topografia plana, recortada por reas midas e nascentes, as quais vm sendo pressionadas por ocupaes irregulares e ausentes de planejamento, a cidade de Dourados representativa dos problemas que caracterizam a constituio da vulnerabilidade ambiental em reas urbanas no Brasil. Tal cenrio motiva a necessidade da elaborao de recursos instrumentais que possam ser empregados como subsdios ao III Congresso Brasileiro de Gesto Ambiental Goinia/GO - 19 a 22/11/2012 IBEAS Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais 2 planejamento e tomadas de deciso quanto ao enfrentamento dos problemas relacionados expanso urbana em terrenos suscetveis a agravos ambientais. A este propsito, as novas tecnologias de sensoriamento remoto, sobretudo representadas por instrumentos sensores de alta resoluo se consolidam como subsdios essenciais obteno de dados espaciais atualizados sobre o ambiente urbano, permitindo a constituio de informaes necessrias gesto scio-ambiental da cidade, e que dispensam a necessidade de grandes investimentos por parte dos gestores pblicos. No contexto da vulnerabilidade, o emprego desses produtos se destaca em duas aplicaes potenciais: o monitoramento da ocupao de reas suscetveis a agravos e, sobretudo, como subsdio ao planejamento ambiental, em todos os seus processos, desde a elaborao de levantamentos diagnsticos at a constituio de diretrizes e direcionadas ao enfrentamento tcnico dos conflitos ambientais em reas urbanas. Neste sentido, o presente trabalho ter o propsito de caracterizar a vulnerabilidade ambiental da rea urbana de Dourados-MS, partir da integrao de temticas geoambientais por lgebra de mapas, permitindo a constituio de um marco diagnstico favorvel analise ambiental e proposio do planejamento das reas suscetveis a agravos ambientais pelo escoamento superficial de gua pluvial. MATERIAIS E MTODOS Toda abordagem metodolgica foi conduzida a partir de processos com carter descritivo, desenvolvida atravs do uso de produtos como o sensoriamento remoto e Sistema de Informaes Geogrficas (SIG). Baseando-se em aspectos legais tais como averiguao do plano diretor e o estudo da Lei N 10.257/2001 que dispe o estatuto das cidades. Houve a analise e avaliao da rea, destacando a importncia da integrao destas informaes para que d subsidio ao planejamento e a gesto ambiental urbana. A construo do banco de dados georreferenciados, assim como o processamento e elaborao dos dados temticos empregados na gerao da carta de vulnerabilidade ambiental, foram realizados com o emprego do Sistema de Processamento de Informaes Georreferenciadas, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A criao do banco de dados obedeceu a definio dos seguintes parmetros cartogrficos: sistema de projeo UTM (Universal Transversa de Marcator), zona meridiana 21 e Datum WGS 84. A delimitao da rea estudada foi orientada pela descrio perimetral contida na Lei Municipal n 17/2011 que estabelece o permetro urbano de Dourados. Os dados referente geomorfologia e geologia do stio urbano foram baseados na descrio de FREITAS FILHO (1999), o qual apresenta uma caracterizao geofsica na escala 1:100.000 que deu origem ao mapeamento geotcnico do mdio curso do rio Dourados, onde inclui a cidade de Dourados. Essas informaes foram complementadas com levantamento de campo, o que permitiu o refinamento do mapeamento original para a escala de 1: 50.000. A caracterizao do uso e ocupao do solo foi realizada a partir da classificao de ndice de Vegetao por Diferena Normalizada (Normalized Difference Vegetations Index NDVI), obtido com o emprego das bandas 3 (vermelho) e 4 (infravermelho) de imagem Landsat TM5 a partir da seguinte equao implementada em ambiente LEGAL (Linguagem Espacial de Geoprocessamento Algbrico): (NDVI: IVP V / IVP + V) equao (1) O resultado do mapeamento por NDVI indica variao espacial a densidade de biomassa verde por unidade de rea. Essa variao expressa atravs de uma escala numrica cujos valores variam de -1,0 (ausncia de vegetao) a 1,0 (maior ndice de vegetao). No mapeamento da rea urbana de Dourados, os valores de NDVI foram agrupados em quatro extratos de classificao, a saber: - ausncia de vegetao (-1,0 a 0,0), baixo ndice (0,0 a 0,3), mdio ndice (0,3 a 0,5) e alto ndice de vegetao (0,5 a 1,0). Posteriormente, os mapeamentos temticos foram submetidos uma anlise de ponderao, que consistiu na atribuio de pesos de vulnerabilidade em suas respectivas classes temticas, de acordo com a caracterstica morfodinmica III Congresso Brasileiro de Gesto Ambiental Goinia/GO 19 a 22/11/2012 IBEAS Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais 3 dominante. A este propsito, recorreu-se metodologia proposta por TRICART (1977), desenvolvendo o conceito ecodinmica, que indica as trocas de energia e matria em um processo de equilbrio dinmico, para a estabilidade do meio so atribudos valores prximos de 1 que significam Estabilidade (processos de morfognese), j os valores prximos de 2 so interpretados como intermedirio, e por fim os valores prximos de 3 caracterizam-se como Instveis (processos de pedognese). O mapa de vulnerabilidade foi gerado a partir do emprego Linguagem Espacial de Geoprocessamento Algbrico (LEGAL) do SPRING, utilizada para operaes de lgebra de mapas, onde foram cruzados planos de informaes atribuindo pesos para cada um destas classes de planos, os planos de informao temticos utilizados para fazer o cruzamento foram classificados como: geomorfologia e ndice de vegetao (NDVI). A caracterizao da vulnerabilidade ambiental atravs do recurso lgebra de mapas, considerado por TOLLIN, (1990) apud BARBOSA, et al (1998) um instrumento para indicar o conjunto de procedimentos de anlise espacial em Geoprocessamento que produz novos dados, a partir de funes de manipulao aplicadas a um ou mais mapas. Concebendo uma viso a anlise espacial como um conjunto de operaes matemticas sobre mapas, em analogia aos ambientes de lgebra e estatstica tradicional. RESULTADOS E DISCUSSO O permetro urbano de Dourados possui uma extenso de 205,99 Km, estando localizado na poro sul do estado do Mato Grosso do Sul, sob o quadrante definido pelas coordenadas geogrficas -O 54.5119,.S 22 184.50 e O 54 37 0., S 22 7 00. Nas ltimas dcadas, Dourados experimentou um incremento demogrfico significativo, o que a fez tornar a segunda maior cidade do estado, dispondo de uma populao de 196.035 habitantes (IBGE, 2011). Estabelecida num interflvio que se constitui um divisor de guas entre as bacias do rio Dourados e do rio Brilhante, sua rea se estende por um conjunto de microbacias formadas por vales predominantemente rasos e que abrigam uma grande densidade de nascentes, reas midas, lagos e crregos que compem um complexo sistema de drenagem natural do stio urbano (Figura 1). Figura 1. Mapa da localizao do permetro urbano do Municpio de Dourados A expanso fsica da cidade de Dourados desencadeou problemas referentes ao uso e ocupao do solo, tendo como consequncia a modificao dos processos naturais das microbacias, acarretando o comprometimento na sua III Congresso Brasileiro de Gesto Ambiental Goinia/GO - 19 a 22/11/2012 IBEAS Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais 4 conservao e o aumento da vulnerabilidade ambiental no local. Os principais aspectos a serem atingidos so os fundos de vale, margens de crregos e reas midas, fazendo com que haja um aumento de riscos ambientais e urbanos. Neste sentido que se destaca a importncia de uma abordagem que leve em considerao as reas de vulnerabilidade ambiental na cidade de Dourados-MS, as quais vm sendo seriamente afetadas pelo crescimento populacional, industrial e agropastoril, sobretudo nas ltimas dcadas, e que pode ser verificado, mormente, pelo uso residencial, a exemplo de margem de crregos. Sendo assim, o presente trabalho teve como objetivo, identificar as reas de vulnerabilidade ambiental na cidade de Dourados-MS, a partir da caracterizao e integrao de temticas geofsicas em ambiente de Sistema de Informaes Geogrficas. Aspectos Geoambientais 1 .Geologia Conforme os estudos realizados por FREITAS FILHO (1999), o permetro urbano de Dourados encontra-se inserido na unidade geotectnica denominada Bacia tecto-sedimentar do Paran, estabelecida sobre a Plataforma Sul-Americana a homoclinal a partir do Doviano Inferior/Siluriano. Apresenta feies em colinas amplas e reas maiores que 4,0km, de topos convexos a sibretilneo, podendo apresentar quebras positivas com rampas e quebras negativas atravs dos fundos de vale. A unidade geolgica da rea representada pelo: Grupo So Bento, Formao Serra Geral - Formado por derrames de basaltos toleicos, creme-amarronzado, cinza-escuro, esverdeados, textura predominante afanitica, amigdaloide no topo e raramente vitrofirico. Presena de interpretes arentico fino e muito fino, com estratificaes cruzadas de pequeno porte. Disques e soleiras de diabsio granular, cinza e esverdeado. 2. Solos Segundo NUNES (2012) os solos do municpio de Dourados constitui um relevo plano suavemente ondulado, possuindo caractersticas relativamente homogneas, sendo que algumas classes apresentam caractersticas morfolgicas muito distintas, tais como: Latossolos Vermelhos Distrofricos: Encontram-se em 76,2% da rea do municpio, so solos muitos profundos, acentuadamente ou fortemente drenados, muito porosos e permeveis devido sua estrutura granular. Gleissolos Hplicos: Encontram-se em 1,6% do municpio, constitui caractersticas com uma textura argilosa/mdia argilosa, so mal drenados, relevo plano, baixa permeabilidade e caractersticas fsicas e qumicas muito variveis (Figura 2). III Congresso Brasileiro de Gesto Ambiental Goinia/GO 19 a 22/11/2012 IBEAS Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais 5 Figura 2. Mapa de solos do permetro urbano de Dourados-MS. 3. Geomorfologia Atravs da metodologia desenvolvida por FREITAS FILHO (1999) os processos que identificam a geomorfologia esto representados a partir da Tabela 1, podendo ser visualizados atravs da Figura 3. III Congresso Brasileiro de Gesto Ambiental Goinia/GO - 19 a 22/11/2012 IBEAS Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais 6 Figura 3. Mapa Geomorfolgico do permetro urbano de Dourados-MS. A declividade do local encontra-se classificada por trs tipos de formaes topogrficas e suas variaes percentuais esto representadas a partir da Tabela 2. TABELA 2- Classificao da Declividade Formao Topogrfica % Topos planos e colinas 0% 5% suavemente onduladas TABELA 1 Clculo de rea das classes de geomorfologia na rea estudada e atribuio da varivel peso conforme processo ecodinmico dominante Formao Geolgica rea em km % Peso Topos planos a colina suavemente onduladas 149,2 74,5% 2 Colinas mdias onduladas e rampas 20,4 10,2% 2 Plancie de Inundao 30,5 15,2% 3 III Congresso Brasileiro de Gesto Ambiental Goinia/GO 19 a 22/11/2012 IBEAS Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais 7 Colinas mdias onduladas 5% 15% e rampas Plancie e Inundao 0% 2% 4- ndices de Vegetao Segundo TUCKER, (1979), citado por VELASCO (2007), a vegetao caracterizada por uma intensa absoro devido clorofila na regio do vermelho (0,58 a 0,68m) e por uma intensa reflexo na faixa do infravermelho prximo (0,76 a 1,35 m) causada pela estrutura celular das folhas. A diferena entre as bandas do vermelho e infravermelho proporcional reflectncia da imagem. Os dados de reflectncia dos alvos podem ser transformados em ndices de vegetao, os quais foram criados com o intuito de ressaltar o comportamento espectral da vegetao em relao ao solo e a outros alvos da superfcie terrestre, sendo que um dos ndices mais utilizados o NDVI (Normalized Difference Vegetation Index) (MOREIRA (2005) apud VELASCO (2007). O ndice de vegetao pode ser classificado por atributos como: Alto ndice: associado s reas constitudas por coberturas de floreta densa; Mdio ndice: correspondente a reas de cobertura por vegetao de porte arbustivo, vegetao arbrea de padro disperso ou reas em processo de regenerao; Baixo ndice: reas associadas a uso econmico, ocupadas por pastagens, cultivo agrcola e gramneas; Sem vegetao: reas ausentes de cobertura vegetal ou onde o quantitativo de biomassa verde por unidade de rea inexpressiva. Pode ser associado s situaes em que ocorre solo exposto ou, em menor significncia, a presena de afloramentos rochosos. O mapeamento e quantificao das classes de NDVI podem ser observados pela Figura 4 e Tabela 3. III Congresso Brasileiro de Gesto Ambiental Goinia/GO - 19 a 22/11/2012 IBEAS Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais 8 Figura 4. Mapa do ndice de Vegetao do permetro urbano de Dourados-MS. . Caracterizao da Vulnerabilidade Ambiental no Permetro Urbano de Dourados Os diferentes fatores que influenciam a vulnerabilidade do permetro urbano de Dourados so comparados como critrio de importncia e atribudos ao relacionamento entre estes fatores, conforme uma escala de pesos pr-definida. Neste sentido, o trabalho se baseou na teoria ditada por TRICART (1977) e seu conceito de ecodinmica, mencionado por FERREIRA et al (2011), como o estabelecimento de uma gradao entre a morfognese, onde prevalecem os processos erosivos modificadores das formas de relevo, e a pedognese, onde prevalecem os processos formadores de solos. Sendo assim, estabeleceu o calculo dos ndices de vulnerabilidade ambiental que sobressaem na rea estudada, classificados como baixa, mdia, alta, observados na Tabela 4, podendo ser visualizados na Figura 5. TABELA 3 Clculo de rea das classes de ndice de vegetao na rea estudada e atribuio da varivel peso conforme processo ecodinmico dominante Classes de ndice de vegetao rea em km % Peso Alto ndice 14.4 7% 1 Mdio ndice 69.4 35% 3 Baixo ndice 42.5 21% 2 Sem vegetao 73.7 37% 1 III Congresso Brasileiro de Gesto Ambiental Goinia/GO 19 a 22/11/2012 IBEAS Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais 9 Figura 5. Mapa da Vulnerabilidade do permetro urbano de Dourados-MS. As integraes das categorias temticas indicam como vulnerabilidade alta reas que so susceptveis s mudanas a partir dos processos fsicos como a degradao ambiental. Tais reas apresentam caractersticas predominantes como de reas construdas, estando relacionadas reas susceptveis a alagamentos e enxurradas, as condicionantes que caracterizam seus processos geoambientais so observados a partir de uma topografia plana caracterizado por um solo Hidromorfico Sauturado, encontrando-o basicamente em reas midas e fundos de vale. Na classificao de solos, esta rea faz parte do Gleissolos Hplicos sendo considerados informalmente como solos de baixadas, devido ser uma rea mida com grande frequncia de microbacias. As reas de mdia vulnerabilidade constitui uma pequena porcentagem e so classificadas por apresentarem ndices de reas construdas, possuindo pequenos fragmentos florestais, sendo estes remanescentes de reas midas. As reas com baixa vulnerabilidade correspondem a um percentual mais significativo, sendo caracterizados por serem reas planas de interflvios com a constitudo por Latossolo Vermelho Distrofrricos tendo a predominncia de vegetao rasteira. TABELA 4 Clculo de rea das classes de vulnerabilidade na rea estudada e classificao da categoria morfodinmica dominante Classe de vulnerabilidade rea em km % Peso Baixa 16.79 84% 1 Mdia 2.09 1% 2 Alta 29.1 15% 3 III Congresso Brasileiro de Gesto Ambiental Goinia/GO - 19 a 22/11/2012 IBEAS Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais 10CONCLUSO A espacializao e integrao dos dados geoambientais em SIG, mostraram-se adequadas enquanto rotinas de anlise espacial para o mapeamento da vulnerabilidade ambiental na cidade de Dourados. O levantamento apontou que as reas de maior vulnerabilidade ambiental correspondem quelas correspondes aos fundos de vale, nos quais predominam uma condio geomorfolgica caracterizada por plancies de inundao, constituda predominantemente por gleissolos hplico o qual apresenta altos ndices de saturao hdrica, de forma permanente. Tais condies caracterizam essas reas como locais em que predominam processos de pedognese, tornando-as inapropriadas para expanso urbana e prioritrias para conservao ambiental. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS 1. BARBOSA, C.C; CAMARA, G; MEDEIROS, S.J; CREPANI, E; NOVO, E; CORDEIRO, C.P.J Operadores Zonais em lgebra de Mapas e Sua Aplicao a Zoneamento Ecolgico-Econmico Anais IX Simpsio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, Santos-SP,1998, INPE, p. 487-500. 2. . FERREIRA, A.D.J ; AZEVEDO, P. V; FARIAS, M.S.S Determinao da vulnerabilidade ambiental na Vila dos Teimosos, Campina Grande PB Rev. Caminhos da Geografia. Vol. 9, n. 25, Uberlndia- MG, 2008, p. 115 120. 3. FERREIRA, C.C; MIRANDOLA, H.P; SAKAMOTO, A.Y; GONALVES, F. Uso de SIG para anlise da vulnerabilidade ambiental da Bacia do Alto Sucuri MS/BR. Anais XV Simpsio Brasileiro de Sensoriamento Remoto- SBSR, Curitiba- PR, 2011, p.1169. 4. 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VELASCO, G.D.N; POLIZEL, J.L; COLTRI, P.P; LIMA, A.M.L.P; SILVA FILHO, D.F. Aplicao do ndice de vegetao NDVI (Normalized Difference Vegetation Index) em imagens de alta resoluo no municpio de So Paulo e suas limitaes Rev. Sociedade brasileira de arborizao urbana, Vol. 2, Piracicaba- SP, 2007, N 3.

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