Balano 2011 - Votorantim

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Balano 2011 - Votorantim

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    Demonstraes do valor adicionadoExerccios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais

    Senhores Acionistas: Em cumprimento s disposies legais e estatutrias, submetemos apreciao de V.Sas. as Demonstraes Financeiras relativas aos exerccios findos em 31 de dezembro de 2011, compostas pelo Balano patrimonial, Demonstrao do resultado, Demonstrao dos fluxos de caixa, Demonstrao do valor adicionado, Demonstrao das mutaes do patrimnio lquido, Notas explicativas e Demonstrao do resultado abrangente. Queremos agradecer aos nossos clientes, fornecedores e prestadores de servios, pelo apoio e cooperao e a confiana em ns depositada, e em especial aos nossos colaboradores, pelo empenho apresentado.

    So Paulo, 13 de maro de 2012. A Diretoria.

    RELATRIO DA ADMINISTRAO

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras

    Balano patrimonial - Em milhares de reais

    Demonstraes do resultadoExerccios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Demonstraes dos fluxos de caixaExerccios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais

    Demonstraes do resultado abrangenteExerccios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras

    Controladora ConsolidadoAtivo Nota 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Circulante

    Caixa e equivalentes de caixa 9 13.852 255.041 51.499 260.744 Aplicaes financeiras 10 991.167 1.571.771 1.009.246 1.610.585 Contas a receber de clientes 11 262.709 331.683 285.058 350.130 Estoques 12 601.471 345.741 633.266 382.959 Tributos a recuperar 13 104.684 202.834 106.958 224.376 Instrumentos financeiros derivativos 6.2 122.501 59.022 122.501 59.022 Dividendos a receber 14 37.230 33.747 29.660 29.834 Outros ativos 36.952 29.950 42.731 35.680

    2.170.566 2.829.789 2.280.919 2.953.330 No circulante

    Realizvel a longo prazo Partes relacionadas 14 3.067.157 3.016.370 3.067.140 3.005.275 Tributos diferidos 20 (b) 313.469 102.008 316.735 104.449 Tributos a recuperar 13 216.860 92.620 218.752 102.991 Outros ativos 3.143 3.224 27.803 16.243

    Investimentos 15 972.949 1.130.377 469.129 445.408 Imobilizado 16 4.880.312 4.421.157 5.259.179 5.240.008 Intangvel 17 445.849 447.582 666.040 676.220

    9.899.739 9.213.338 10.024.778 9.590.594

    Total do ativo 12.070.305 12.043.127 12.305.697 12.543.924

    Controladora ConsolidadoPassivo e patrimnio lquido Nota 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Circulante Emprstimos e financiamentos 18 246.476 396.074 282.661 435.842 Fornecedores 234.255 192.165 243.551 216.351 Partes relacionadas 14 124.165 106.728 125.475 95.535 Salrios e encargos sociais 91.605 84.519 97.043 86.344 Tributos a recolher 12.374 16.088 19.560 19.756 Dividendos a pagar 8 5.705 210 Adiantamento de clientes 4.276 17.032 22.927 17.032 Instrumentos financeiros derivativos 6.2 49.064 33.934 49.064 33.934 Contas a pagar - Trading 19 2.122 2.122 Outros passivos 7.281 6.692 43.852 764.345 853.821 854.800 948.856 No circulante Emprstimos e financiamentos 18 3.931.467 3.667.517 4.068.137 4.074.899 Partes relacionadas 14 574.943 585.465 574.943 572.055 Contingncias e obrigaes tributrias 21 37.660 43.755 31.001 42.556 Tributos diferidos 20 (b) 469.876 425.883 469.876 425.883 Uso do bem pblico 22 391.774 367.744 399.682 375.285 Outros passivos 21.847 21.348 28.786 26.699 5.427.567 5.111.712 5.572.425 5.517.377 Patrimnio lquido atribudo aos acionistas da controladora 23 Capital social 4.630.233 4.630.233 4.630.233 4.630.233 Reservas de lucros 1.448.095 1.448.095 1.448.095 1.448.095 Prejuzos acumulados (241.046) (241.046) Ajuste de avaliao patrimonial 41.111 (734) 41.111 (734) Total do patrimnio lquido dos acionistas

    controladores 5.878.393 6.077.594 5.878.393 6.077.594 Participao dos acionistas no controladores 79 97 Total do patrimnio lquido 5.878.393 6.077.594 5.878.472 6.077.691 Total do passivo e patrimnio lquido 12.070.305 12.043.127 12.305.697 12.543.924

    Controladora Consolidado Nota 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Receita lquida 24 2.666.808 2.577.590 2.936.842 2.763.988 Custo dos produtos vendidos (2.408.868) (2.063.116) (2.566.750) (2.174.665)

    Lucro bruto 257.940 514.474 370.092 589.323

    Receitas (despesas) operacionais Com vendas (81.435) (78.200) (81.856) (77.642) Gerais e administrativas (200.722) (150.544) (201.131) (155.749)

    Outras receitas (despesas) operacionais, lquidas 25 (70.526) 987 (78.835) 1.238

    (352.683) (227.757) (361.822) (232.153)

    Lucro (prejuzo) operacional antes das participaes societrias e do resultado financeiro (94.743) 286.717 8.270 357.170

    Resultado de participaes societrias Equivalncia patrimonial 15 78.424 45.251 28.780 15.356

    Resultado financeiro lquido 29 (411.981) 31.232 (440.516) 9.359

    Lucro (prejuzo) antes do imposto de renda e da contribuio social (428.300) 363.200 (403.466) 381.885 Imposto de renda e contribuio social 20 Correntes 6.200 (26.786) 5.029 Diferidos 187.254 (105.580) 189.218 (123.098)Lucro lquido (prejuzo) do exerccio (241.046) 263.820 (241.034) 263.816

    Lucro lquido (prejuzo) atribudo aos acionistas controladores (241.046) 263.820

    Lucro lquido (prejuzo) atribudo aos acionistas no controladores 12 (4)

    Lucro lquido (prejuzo) do exerccio (241.034) 263.816 Lucro (prejuzo) lquido no fim do exerccio por ao - R$ (0,26) 0,29

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras

    Controladora Consolidado Nota 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Lucro lquido (prejuzo) do exerccio (241.046) 263.820 (241.034) 263.816 Outros componentes do resultado abrangente "Hedge accounting" operacional lquido dos efeitos tributrios 38.408 39.808 38.408 39.808 Variao cambial sobre investimentos no exterior 15 (b) 59 46 59 46 Ajuste reflexo de coligadas 15 (b) 3.378 3.378 Outros componentes do resultado abrangente 41.845 39.854 41.845 39.854 Total do resultado abrangente do exerccio (199.201) 303.674 (199.189) 303.670 Atribuvel

    Acionistas controladores (199.201) 303.674 Acionistas no controladores 12 (4)

    (199.189) 303.670 As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras

    Controladora Consolidado Nota 2011 2010 2011 2010Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro (prejuzo) antes do imposto de renda e da contribuio social (428.300) 363.200 (403.466) 381.885 Ajustes para reconciliar o lucro acima ao caixa gerado (usado) pelas atividades operacionais Depreciao e amortizao 16 e 17 231.145 180.551 250.806 197.793 Equivalncia patrimonial 15 (78.424) (45.251) (28.780) (15.356) Resultado da venda de ativo 5.439 28.928 (7.885) 28.935 Proviso de impairment 16 (c) 100.609 100.609 Proviso para obrigaes tributrias (6.095) (11.555) Juros, variaes monetrias e cambiais 658.769 89.112 690.156 124.547 483.143 616.540 589.885 717.804 Variaes nos ativos e passivos Aplicaes financeiras 580.604 (791.310) 601.339 (824.545) Contas a receber de clientes 68.974 (43.569) 65.072 (31.706) Estoques (255.730) 9.488 (250.307) (2.230) Tributos a recuperar (26.090) 87.879 1.657 83.828 Partes relacionadas (43.872) (1.756.073) (29.037) (1.866.783) Outros ativos (12.206) 65.730 (22.757) 65.387 Fornecedores 42.090 (16.670) 27.200 3.546 Tributos a recolher (3.714) 27.716 (196) 11.222 Salrios e encargos sociais 7.086 3.865 10.699 (19.882) Uso do bem pblico 24.030 61.415 24.397 62.432 Outros passivos (2.278) (4.000) (6.461) 16.255 Caixa proveniente usado nas operaes 862.037 (1.738.989) 1.011.491 (1.784.672) Juros pagos 18 (c) (280.151) (142.179) (310.878) (160.170) Imposto de renda e contribuio social pagos (26.786) Caixa lquido proveniente (usado) nas atividades operacionais 581.886 (1.881.168) 673.827 (1.944.842)Fluxos de caixa das atividades de investimentos Recebimento de dividendos 26.104 50.232 8.670 27.593 Aquisio de imobilizado 16 (A) (367.643) (356.159) (370.100) (446.672) Reduo de capital de investida 15 (b) 22.363 (251.133) - Recebimento pela venda de ativo 12.200 8.360 18.005 8.360

    Caixa na incorporao da Rio Verdinho 3.129 - Adies de intangvel 17 (a) (25) (55.926) (426) (137.627)Caixa lquido usado nas atividades de investimento (303.872) (604.626) (343.851) (548.346)Fluxo de caixa das atividades de financiamento

    Captaes de recursos 18 (c) 28.755 4.078.864 41.718 4.109.761

    Liquidao de emprstimos e financiamentos 18 (c) (547.958)

    (1.168.446) (580.939)

    (1.201.436)Pagamento de dividendos (175.565) (175.355)

    Caixa lquido proveniente das (usado) atividades de financiamentos (519.203) 2.734.853 (539.221) 2.732.970 Acrscimo (decrscimo) em caixa e equivalentes de caixa (241.189) 249.059 (209.245) 239.782 Caixa e equivalentes de caixa no incio do exerccio 255.041 5.982 260.744 20.962 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exerccio 13.852 255.041 51.499 260.744

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras

    Controladora ConsolidadoNota 2011 2010 2011 2010

    ReceitasVendas brutas, produtos 24 3.270.600 3.175.926 3.593.331 3.389.293 Outras Receitas 16.657 45.683 19.461 48.688 Proviso (reverso) crditos de liquidao duvidosa 598 (1.428) 598 (1.428)

    3.287.855 3.220.181 3.613.390 3.436.553 Insumos adquiridos de terceiros

    Custos dos produtos vendidos e dos servios prestados (1.956.135) (1.681.516) (2.076.992) (1.709.923)Materiais, energia, servios de terceiros e outros (127.964) (64.894) (139.479) (110.712)

    (2.084.099) (1.746.410) (2.216.471) (1.820.635)Valor adicionado bruto 1.203.756 1.473.771 1.396.919 1.615.918 Retenes

    Depreciao, amortizao e exausto 16 e 17 (231.145) (180.551) (250.806) (197.793)Valor adicionado lquido produzido 972.611 1.293.220 1.146.113 1.418.125 Valor adicionado recebido em transferncia

    Resultado de participaes societrias 15 78.424 45.251 28.780 15.356 Receitas financeiras 29 336.176 340.253 342.661 344.685

    414.600 385.504 371.441 360.041 Valor adicionado total a distribuir 1.387.211 1.678.724 1.517.554 1.778.166

    ...continuao Controladora ConsolidadoNota 2011 2010 2011 2010

    Distribuio do valor adicionadoPessoal e encargos

    Remunerao direta 28 271.900 222.329 280.070 226.609 Benefcios 28 55.473 43.876 57.219 46.384

    Impostos, taxas e contribuiesFederais 462.707 468.754 526.697 509.873 Estaduais 249.765 248.293 271.461 256.009 Municipais 430 529 430 Diferidos (187.254) 105.580 (189.218) 123.098

    Remunerao de capitais de terceirosDespesas financeiras 29 748.157 309.021 783.177 335.326 Aluguis 27.509 16.621 28.641 16.625

    Remunerao de capitais prpriosDividendosParticipao dos acionistas no controladores 12 (4)Lucros (prejuzo) retidos (241.046) 263.820 (241.034) 263.816

    Valor adicionado distribudo 1.387.211 1.678.724 1.517.554 1.778.166

    Companhia Brasileira de AlumnioCNPJ/MF n 61.409.892/0001-73

    Demonstraes Financeiras 2011

  • Companhia Brasileira de AlumnioCNPJ/MF n 61.409.892/0001-73

    Demonstraes Financeiras 2011

    Continua

    Continuao

    Demonstraes das mutaes do patrimnio lquidoEm milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Atribuvel aos acionistas da controladora Reservas de lucros

    Nota Capital social Legal

    Reteno

    Lucros (prejuzos)

    acumulados

    Ajuste de avaliao

    patrimonial Total

    Participao dos acionistas no controladores

    Total do patrimnio

    lquidoEm 31 de dezembro de 2009 4.689.288 320.671 917.646 (40.588) 5.887.017 101 5.887.118

    Ajuste de exerccios anteriores 3.24 (23.908) (23.908) (23.908)

    Saldo de abertura ajustado 4.689.288 320.671 893.738 (40.588) 5.863.109 101 5.863.210

    Total do resultado abrangente do exerccio Lucro lquido do exerccio 263.820 263.820 (4) 263.816 "Hedge accounting" operacional 39.808 39.808 39.808 Variao cambial sobre investimentos no exterior 15 (b) 46 46 46

    Total do resultado abrangente do exerccio 263.820 39.854 303.674 (4) 303.670 Total de contribuies e distribuies aos acionistas

    Reduo de capital (59.055) (59.055) (59.055)Destinao do lucro Constituio de reserva legal 15.863 (15.863) Dividendos propostos (R$ 0,03 por ao) (30.134) (30.134) (30.134)Reteno de lucros 217.823 (217.823)

    Total de contribuies e distribuies aos acionistas (59.055) 15.863 217.823 (263.820) (89.189) (89.189)

    Em 31 de dezembro de 2010 4.630.233 336.534 1.111.561 (734) 6.077.594 97 6.077.691

    Total do resultado abrangente do exerccio Prejuzo do exerccio (241.046) (241.046) 12 (241.034)"Hedge accounting" operacional 38.408 38.408 38.408 Variao cambial sobre investimentos no exterior 15 (b) 59 59 59 Ajuste reflexo de coligadas 15 (b) 3.378 3.378 3.378

    Total do resultado abrangente do exerccio (241.046) 41.845 (199.201) 12 (199.189)Reduo de capital investidas (30) (30)

    Total de contribuies e distribuies aos acionistas (30) (30)

    Em 31 de dezembro de 2011 4.630.233 336.534 1.111.561 (241.046) 41.111 5.878.393 79 5.878.472 As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras

    1. Informaes gerais - A Companhia Brasileira de Alumnio (Companhia ou CBA) controlada da Votorantim Industrial S.A. (VID), sediada em So Paulo, Estado de So Paulo, tendo como atividades preponderantes a explorao e o aproveitamento de jazidas de bauxita no territrio nacional, produzindo e comercializando, no pas e no exterior, alumnio primrio e transformado, possuindo uma ampla linha de produtos, como lingotes, tarugos, vergalhes, chapas, bobinas, telhas, folhas, extrudados, fios e cabos. Sua produo autossuficiente com relao bauxita, extrada de reservas prprias situadas em Poos de Caldas, Itamarati de Minas e Mira em Minas Ge-rais. A Companhia tambm possui participao na Minerao Rio do Norte S.A. (bauxita) em Trombetas, PA, e na Alunorte Alumina do Norte S.A. (alumina) em Barcarena, PA. A Companhia possui usinas hidreltricas prprias e em consrcio, o que possibilita a ela manter a produo de 80% da energia que consome. Sua cadeia de produo integra-se a uma ampla rede de distribuio, situada para atender todas as regies do pas. Durante o exerccio findo em 31 de dezembro de 2011, a Companhia apresentou prejuzo de R$ 241.046, basicamente em funo da valorizao do real frente ao dlar que acarretou em uma significativa despesa com variao cambial lquida de R$ 349.149 (consolidado - R$ 351.335). A Companhia e suas controladas pertencem ao grupo Votorantim e tm estruturas e custos administrativos, gerenciais e operacionais compartilhados. Principais aquisies e vendas de empresas em 2010 e 2011 - (i) Alienao da Santa Cruz Gerao de Energia S.A. e Votorantim Energia Ltda. - Em 26 de fevereiro de 2010, a Agncia Nacional de Energia Eltrica (ANEEL) aprovou a transferncia do controle acionrio da Santa Cruz Gerao de Energia S.A. da Companhia para sua controladora Votorantim Industrial S.A.. A transferncia ocorreu mediante a reduo de capital da Companhia com a dao em pagamento e transferncia Votorantim Industrial S.A. de 7.943.487 aes ordinrias representativas do capital social da Santa Cruz Gerao de Energia S.A., no valor de R$ 23.997. Ainda no 1 semestre de 2010, a Companhia transferiu sua participao no capital da Votorantim Energia Ltda., representada por 15.136.578 quotas, para sua controladora, VID, mediante reduo do capital no montante de R$ 34.935. (ii) Incorporao da Rio Verdinho Energia S.A. - Em 1 de outubro de 2011, a Companhia realizou a incorporao do acervo lquido da subsidiria Rio Verdinho S.A. no montante de R$ 178.734. Considerando que a Companhia era titular da totalidade do capital da Rio Verdinho S.A., no houve aumento de capital social da Incorporadora.Ativo Passivo e Patrimnio Lquido

    Circulante Circulante Caixa e equivalente de caixa 10.242 Emprstimos e financiamentos 17.704 Contas a receber de clientes 9.146 Outros passivos 1.516 Outros Ativos 5.239 19.220

    24.627 38.440 No circulante

    No circulante Emprstimos e financiamentos 237.233 Impostos a recuperar 9.873 Partes relacionadas 33.198 Outros ativos 2.494 270.431 Imobilizado 431.391

    443.758 Patrimnio lquido 178.734

    Total Ativo 468.385 Total do passivo e patrimnio lquido 468.385

    (iii) Outras movimentaes relevantes de participaes societrias - Com a inteno de ingressar no mercado de reciclagem de metais, em 07 de outubro de 2010, a Companhia adquiriu 6.711.000 quotas que representam participao de 100% do capital da Metalex Ltda., pelo valor de R$ 98.893 (nota 17 (d)). 2. Apresentao das demonstraes financeiras individuais e consolidadas - A emisso destas demonstraes financeiras foi apro-vada pela Diretoria em 29 de fevereiro de 2012. 3. Resumo das principais polticas contbeis - As principais polticas contbeis aplicadas na preparao destas demonstraes financeiras esto definidas abaixo. Essas pol-ticas foram aplicadas de modo consistente nos exerccios apresentados, salvo disposio em contrrio. 3.1 Base de preparao - As demonstraes financeiras foram preparadas considerando o custo histrico como base de valor e ativos e passivos financeiros (substancialmente instrumentos derivativos) mensurados ao valor justo. A preparao das demonstraes financeiras requer o uso de certas estimativas contbeis crticas e tambm o exer-ccio de julgamento por parte da administrao da Companhia no processo de aplicao das polticas contbeis da Companhia. As reas que requerem maior nvel de julgamento e apresentam maior complexidade, bem como as reas nas quais premissas e estimativas so significativas para as demonstraes financeiras esto divulgadas na Nota 5. (a) Demonstraes financeiras consolidadas - As demonstraes financeiras consolidadas foram preparadas e esto sendo apresentadas conforme as prticas contbeis adotadas no Brasil, incluindo os pronun-ciamentos emitidos pelo Comit de Pronunciamentos Contbeis (CPCs) e conforme as normas internacionais de relatrio financeiro (International Financial Reporting Standards (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB). (b) Demonstraes financeiras individuais - As demonstraes financeiras individuais da controladora foram preparadas conforme as prticas contbeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comit de Pronunciamentos Contbeis (CPCs) e so divulgadas em conjunto com as demonstraes financeiras consolida-das. Nas demonstraes financeiras individuais, as controladas so contabilizadas pelo mtodo de equivalncia patrimonial. Os mesmos ajustes so feitos tanto nas demonstraes financeiras individuais quanto nas demons-traes financeiras consolidadas para chegar ao mesmo resultado e patrimnio lquido atribuvel aos acionistas da controladora. 3.2 Consolidao - (a) Demonstraes financeiras consolidadas - (i) Controladas - Controladas so todas as entidades nas quais a Companhia tem o poder de determinar as polticas financeiras e operacionais, geralmente acompanhadas de uma participao de mais do que metade dos direitos a voto (capital votante). A existncia e o efeito de possveis direitos a voto atualmente exercveis ou conversveis so considerados quando se avalia se a Companhia controla outra entidade. As controladas so totalmente consolidadas a partir da data em que o controle transferido para a Companhia. A consolidao interrompida a partir da data em que a Companhia deixa de ter o controle. A Companhia usa o mtodo de aquisio para contabilizar as combinaes de negcios. A contraprestao transferida para a aquisio de uma controlada o valor justo dos ativos transferidos, passivos incorridos e instrumentos patrimoniais emitidos pela Companhia. A contraprestao transferida inclui o valor justo de ativos e passivos resultantes de um contrato de contraprestao contingente, quando aplicvel. Custos rela-cionados com aquisio so contabilizados no resultado do exerccio, conforme incorridos. Os ativos identificveis adquiridos e os passivos e passivos contingentes assumidos em uma combinao de negcios so mensurados inicialmente pelos valores justos na data da aquisio. Transaes, saldos e ganhos no realizados em transaes entre empresas consolidadas so eliminados, assim como os prejuzos no realizados. As polticas contbeis das controladas so alteradas quando necessrio para assegurar a consistncia com as polticas adotadas pela Com-panhia. (ii) Transaes e participaes no-controladoras - A Companhia trata as transaes com participaes no-controladoras como transaes com proprietrios de ativos da Companhia. Para as compras de participaes no-controladoras, a diferena entre qualquer contraprestao paga e a parcela relevante adquirida do valor con-tbil dos ativos lquidos da controlada registrada no patrimnio. Os ganhos ou perdas sobre alienaes para participaes no-controladoras tambm so registrados no patrimnio. Quando a Companhia no possuir mais o controle ou influncia significativa, qualquer participao retida na entidade remensurada ao seu valor justo, sen-do a mudana no valor contbil reconhecida no resultado. Alm disso, quaisquer valores previamente reconhecidos

    em ajuste de avaliao patrimonial relativos quela entidade so contabilizados como se a Companhia tivesse alienado diretamente os ativos ou passivos relacionados. Isso pode significar que os valores reconhecidos previa-mente em ajuste de avaliao patrimonial so reclassificados no resultado. (iii) Coligadas - Coligadas so todas as entidades sobre as quais a Companhia tem influncia significativa, mas no o controle, com uma participao societria de 20% a 50% dos direitos de voto. Os investimentos em coligadas so contabilizados pelo mtodo de equivalncia patrimonial e so, inicialmente, reconhecidos pelo seu valor de custo. O investimento da Companhia em coligadas inclui o gio identificado na aquisio, lquido de qualquer perda por impairment acumulada. A partici-pao da Companhia nos lucros ou prejuzos de suas coligadas reconhecida na demonstrao do resultado e sua participao na movimentao nas contas de patrimnio lquido dessas coligadas reconhecida de forma reflexa em seu patrimnio lquido. As movimentaes cumulativas ps-aquisio so ajustadas contra o valor contbil do investimento. Quando a participao da Companhia nas perdas de uma coligada for igual ou superior a sua partici-pao na coligada, incluindo quaisquer outros recebveis, a Companhia no reconhece perdas adicionais, a menos que tenha incorrido em obrigaes ou efetuado pagamentos em nome da coligada. Os ganhos no realizados das operaes entre a Companhia e suas coligadas so eliminados na proporo da participao da Companhia nas coligadas. As perdas no realizadas tambm so eliminadas, a menos que a operao fornea evidncias de uma perda (impairment) do ativo transferido. As polticas contbeis das coligadas so alteradas, quando necessrio, para assegurar consistncia com as polticas adotadas pela Companhia. Se a participao societria na coligada for reduzida, mas for retida influncia significativa, somente uma parte proporcional dos valores anteriormente re-conhecidos em ajuste de avaliao patrimonial ser reclassificada no resultado, quando apropriado. Os ganhos e as perdas de diluio, ocorridos em participaes em coligadas, so reconhecidos na demonstrao do resultado.(b) Empresas includas nas demonstraes financeiras consolidadasAs empresas controladas e controladas em conjunto includas na consolidao so apresentadas abaixo: Percentual do capital total 31/12/2011 31/12/2010Indstria e Comrcio Metalrgica Atlas S.A. 99,86 99,86Rio Verdinho Energia S.A. (i) 100,00Metalex Ltda. 100,00 100,00Campos Novos Energia S.A. 24,72 24,72

    A Rio Verdinho Energia S.A. foi incorporada pela Companhia Brasileira de Alumnio em 1 de outubro de 2011, conforme descrito na nota 1 (ii). 3.3 Converso em moeda estrangeira - (a) Moeda funcional e moeda de apre-sentao - Os itens includos nas demonstraes financeiras de cada uma das empresas da Companhia so mensurados usando a moeda do principal ambiente econmico no qual a empresa atua (a moeda funcional). As demonstraes financeiras individuais e consolidadas esto apresentadas em R$, que a moeda funcional da Companhia e, tambm, a moeda de apresentao da Companhia. (b) Transaes e saldos - As operaes com moedas estrangeiras so convertidas em moeda funcional, utilizando as taxas de cmbio vigentes nas datas das transaes ou da avaliao, na qual os itens so remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da lquidao dessas transaes e da converso pelas taxas de cmbio do final do exerccio, referentes a ativos e passivos monetrios em moedas estrangeiras, so reconhecidos na demonstrao do resultado, exceto quando diferidos no patrimnio como operaes de hedge de fluxo de caixa e operaes de hedge de investimento lquido. Todos os outros ganhos e perdas cambiais so apresentados na demonstrao do resultado como Resultado fi-nanceiro lquido. Os ganhos e as perdas cambiais relacionados com emprstimos, caixa e equivalentes de caixa so apresentados na demonstrao do resultado como receita ou despesa financeira. 3.4 Caixa e equivalentes de caixa - Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depsitos bancrios, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais no superiores a trs meses, que so prontamente conversveis em um montante conhecido de caixa e que esto sujeitos a um insignificante risco de mudana de valor. 3.5 Ativos finan-ceiros - 3.5.1 Classificao - A Companhia e suas controladas classificam seus ativos financeiros nas seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado e emprstimos e recebveis. A classificao depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A administrao determina a classificao de seus ativos financeiros no seu reconhecimento inicial. (a) Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado - Os ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado so ativos financeiros mantidos para negociao, que tm como caracterstica a sua negociao ativa e frequente nos mercados financeiros. Os ativos dessa categoria so classificados como ativos circulantes. Os derivativos tambm so categorizados como mantidos para negociao, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. (b) Emprstimos e recebveis - Os emprs-timos e recebveis so ativos financeiros no-derivativos com pagamentos fixos ou determinveis no cotados em mercado ativo. So includos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses aps a data de emisso do balano (estes so classificados como ativos no circulantes). Os emprstimos e rece-bveis do Grupo compreendem Contas a receber de clientes e demais contas a receber e Caixa e equivalentes de caixa (Notas 3.7 e 3.4). 3.5.2 Reconhecimento e mensurao - As compras e as vendas regulares de ativos financeiros so reconhecidas na data de negociao - data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os ativos financeiros ao valor justo por meio de resultado so, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transao so debitados demonstrao do resultado. Os ativos financeiros so baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste ltimo caso, desde que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefcios da propriedade. Os emprstimos e recebveis so contabilizados pelo custo amortizado, usando o mtodo da taxa de juros efetiva. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variaes no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado so apresentados na demonstrao do resultado em Resultado financeiro lqui-do no exerccio em que ocorrem. Os valores justos dos investimentos com cotao pblica so baseados nos preos atuais de compra. Se o mercado de um ativo financeiro (e de ttulos no registrados em Bolsa) no estiver ativo, a Companhia estabelece o valor justo atravs de tcnicas de avaliao. Essas tcnicas incluem o uso de operaes recentes contratadas com terceiros, a referncia a outros instrumentos que so substancialmente simi-lares, a anlise de fluxos de caixa descontados e os modelos de precificao de opes que fazem o maior uso possvel de informaes geradas pelo mercado e contam o mnimo possvel com informaes geradas pela admi-nistrao da prpria entidade. 3.5.3 Compensao de instrumentos financeiros - Ativos e passivos financeiros somente so compensados e o valor lquido reportado no balano patrimonial quando h um direito legalmente aplicvel de compensar os valores reconhecidos e h uma inteno de liquid-los numa base lquida, ou realizar o ativo e lquidar o passivo simultaneamente. 3.5.4 Impairment de ativos financeiros mensurados ao custo amor-tizado - A Companhia avalia no final de cada perodo do relatrio se h evidncia objetiva de que o ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros est deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros est deteriorado e os prejuzos de impairment so incorridos somente se h evidncia objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos aps o reconhecimento inicial dos ativos (um evento de perda) e aquele evento (ou even-tos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financei-ros que pode ser estimado de maneira confivel. Os critrios que a Companhia usa para determinar se h evidn-cia objetiva de uma perda por impairment incluem: Dificuldade financeira relevante do emitente ou tomador; Uma quebra de contrato, como inadimplncia ou mora no pagamento dos juros ou principal; A Companhia, por razes econmicas ou jurdicas relativas dificuldade financeira do tomador de emprstimo, garante ao tomador uma concesso que o credor no consideraria; Torna-se provvel que o tomador declare falncia ou outra reorgani-zao financeira; O desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido s dificuldades

  • Companhia Brasileira de AlumnioCNPJ/MF n 61.409.892/0001-73

    Demonstraes Financeiras 2011

    Continua

    Continuao

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    financeiras; ou Dados observveis indicando que h uma reduo mensurvel nos futuros fluxos de caixa estima-dos a partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a dimi-nuio no possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo: (i) mudanas adversas na situao do pagamento dos tomadores de emprstimo na carteira; (ii) condies econmicas nacio-nais ou locais que se correlacionam com as inadimplncias sobre os ativos na carteira. O montante da perda por impairment mensurado como a diferena entre o valor contbil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuzos de crdito futuro que no foram incorridos) descontados taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contbil do ativo reduzido e o valor do prejuzo reconhecido na demonstrao do resultado. Se um emprstimo ou investimento mantido at o vencimento tiver uma taxa de juros varivel, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment a atual taxa de juros efetiva determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prtico, a Companhia pode mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preo de mercado observvel. Se, num perodo subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuio puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu aps o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificao de crdito do devedor), a reverso da perda por impairment reconhecida anteriormente ser reconhecida na demonstrao do resultado. 3.6 Instrumen-tos financeiros derivativos e atividades de hedge - Inicialmente, os derivativos so reconhecidos pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos celebrado e so, subsequentemente, reavaliados ao seu valor justo. O mtodo para reconhecer o ganho ou a perda resultante depende do fato de o derivativo ser designado ou no como um instrumento de hedge. Em caso afirmativo, o mtodo depende da natureza do item que est sendo protegido por hedge. A Companhia designa certos derivativos como: - hedge de um risco especfico associado a um ativo ou passivo reconhecido ou de uma operao prevista altamente provvel (hedge de fluxo de caixa); ou - hedge de um risco especfico associado a um ativo, passivo ou compromisso firme (hedge de valor justo). A Companhia documenta, no incio da operao, a relao entre os instrumentos de hedge e os itens protegidos por hedge, assim como os objetivos da gesto de risco e a estratgia para a realizao de vrias operaes de hedge. A Companhia tambm documenta sua avaliao, tanto no incio do hedge, como de forma contnua, de que os derivativos usados nas operaes de hedge so altamente eficazes na compensao de variaes no valor justo ou nos fluxos de caixa dos itens protegidos por hedge. O valor justo total de um derivativo de hedge classi-ficado como ativo ou passivo no circulante, quando o vencimento remanescente do item protegido por hedge for superior a 12 meses, e como ativo ou passivo circulante, quando o vencimento remanescente do item protegido por hedge for inferior a 12 meses. (a) Hedge de fluxo de caixa - Com o objetivo de garantir a fixao de margem operacional em reais para parte da produo, a Companhia contrata instrumentos financeiros derivativos para efetuar a venda a termo da commodity (alumnio) em conjunto com a venda a termo de dlar americano. A Compa-nhia adota a contabilidade de hedge para os instrumentos derivativos contratados com essa finalidade. A parcela efetiva das variaes no valor justo dos derivativos designados e qualificados como hedge de fluxo de caixa re-conhecida no patrimnio lquido na rubrica Ajuste de avaliao patrimonial. Ganhos ou perdas relacionados parcela no efetiva so imediatamente reconhecidos na demonstrao de resultado. Os valores acumulados no patrimnio lquido so levados ao resultado (na mesma linha de resultado impactada pela operao originalmente protegida) nos perodos em que se realizam as referidas exportaes e/ou vendas referenciadas em preo LME. Quando um instrumento de hedge prescreve ou vendido, ou quando um hedge no atende mais aos critrios de contabilizao de hedge, todo ganho ou toda perda cumulativa existente no patrimnio naquele momento perma-nece no patrimnio e reconhecido quando a operao prevista finalmente reconhecida na demonstrao do resultado. Quando no se espera mais que uma operao prevista ocorra, o ganho ou a perda cumulativa que havia sido apresentado no patrimnio imediatamente transferido para a demonstrao do resultado. (b) Hedge de valor justo - Com o objetivo de manter o fluxo de receitas operacionais da Companhia referenciado em preo LME, a Companhia contrata operaes de hedge nas quais troca de fixo para flutuante o preo definido nas tran-saes comerciais com clientes interessados em comprar produtos a preo fixo. Para os instrumentos derivativos contratados com essa finalidade, a partir do exerccio de 2010, a Companhia adotou a contabilidade de hedge, observados os volumes mnimos de transao de 1.000 toneladas para alumnio. As variaes no valor justo dos derivativos designados e qualificados como hedge de valor justo so reconhecidas no resultado operacional. Em contrapartida, reconhecida no resultado operacional a variao do valor justo do objeto de hedge, no caso, o compromisso firme da venda a preo fixo ao cliente. (c) Derivativos mensurados ao valor justo por meio do resultado - Certos instrumentos derivativos no se qualificam para a contabilizao de hedge. As variaes no valor justo de qualquer um desses instrumentos derivativos so reconhecidas imediatamente na demonstrao do resultado do exerccio. 3.7 Contas a receber de clientes - As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber de clientes pela venda de mercadorias no decurso normal das atividades da Companhia. Se o prazo de recebimento equivalente a um ano ou menos, as contas a receber so classificadas no ativo circulante. Caso contrrio, esto apresentadas no ativo no circulante. As contas a receber de clientes so, inicialmente, re-conhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do mtodo da taxa efetiva de juros menos a proviso para crditos de lquidao duvidosa (PDD ou impairment). 3.8 Estoques - Os estoques so apresentados pelo menor valor entre o custo e o valor lquido realizvel. O custo determinado pelo mtodo do custo mdio ponderado. O custo dos produtos acabados e dos produtos em elaborao compre-ende matrias-primas, mo de obra direta, outros custos diretos e indiretos de produo (com base na capacidade operacional normal). O valor lquido realizvel o preo de venda estimado para o curso normal dos negcios, deduzidos os custos de execuo e as despesas de venda. As importaes em andamento so demonstradas ao custo acumulado de cada importao. 3.9 Imposto de renda e contribuio social - So calculados com base nas alquotas vigentes de imposto de renda e contribuio social sobre o lucro lquido para fins de determinao de exigibilidade. Portanto, as incluses ao lucro contbil de despesas, temporariamente no dedutveis, ou as exclu-ses de receitas, temporariamente no tributveis, consideradas para apurao do lucro tributvel corrente, geram crditos ou dbitos tributrios diferidos. As alquotas desses impostos so de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuio social. Os crditos tributrios diferidos decorrentes de adies temporrias so reconheci-dos somente na extenso em que sua realizao seja provvel, tendo como base o histrico de rentabilidade e as projees de resultados futuros. O imposto de renda e contribuio social corrente so apresentados lquidos, por entidade contribuinte, no passivo quando houver montantes a pagar, ou no ativo quando os montantes antecipada-mente pagos excedem o total devido na data do balano. O imposto de renda e contribuio social diferidos so reconhecidos usando-se o mtodo do passivo sobre as diferenas temporrias decorrentes de diferenas entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contbeis nas demonstraes financeiras. Entretanto, o imposto de renda e contribuio social diferidos no so contabilizados se resultar do reconhecimento inicial de um ativo ou passivo em uma operao que no seja uma combinao de negcios, a qual, na poca da transao, no afeta o resultado contbil, nem o lucro tributvel (prejuzo fiscal). O imposto de renda e contribuio social diferidos ativos so reconhecidos somente na proporo da probabilidade de que lucro tributvel futuro esteja disponvel e contra o qual as diferenas temporrias possam ser usadas. Os impostos de renda diferidos ativos e passivos so apre-sentados pelo lquido no balano quando h o direito legal e a inteno de compens-los quando da apurao dos tributos correntes, em geral relacionados com a mesma entidade legal e mesma autoridade fiscal. Dessa forma, impostos diferidos ativos e passivos em diferentes entidades ou em diferentes pases, em geral so apresentados em separado, e no pelo lquido. As despesas fiscais do exerccio compreendem o imposto de renda corrente e diferido. O imposto reconhecido na demonstrao do resultado, exceto na proporo em que estiver relacionado com itens reconhecidos diretamente no patrimnio. Nesse caso, o imposto tambm reconhecido no patrimnio. 3.10 Depsitos judiciais - Os depsitos so apresentados como deduo do valor de um correspondente passivo constitudo quando no h possibilidade de resgate dos depsitos. 3.11 Imobilizado - O imobilizado demonstra-do pelo custo histrico de aquisio ou de construo menos depreciao. O custo histrico tambm inclui os custos de financiamento relacionados com a aquisio de ativos qualificados. Os custos subsequentes so inclu-dos no valor contbil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provvel que fluam benefcios econmicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurana. O valor contbil de itens ou peas substitudos baixado. Reparos e manuteno so apropriados ao resultado durante o perodo em que so incorridos. O custo das principais reformas acrescido ao valor cont-bil do ativo quando os benefcios econmicos futuros ultrapassam o padro de desempenho inicialmente estimado para o ativo em questo. As reformas so depreciadas ao longo da vida til econmica restante do ativo relaciona-do. Quando da comprovao efetiva da viabilidade econmica da explorao comercial de determinada jazida, os correspondentes gastos com estudos e pesquisas minerais e os gastos de remoo de estril incorridos, a partir dessa comprovao, so capitalizados como custo de formao da mina. Aps o incio da fase produtiva da mina, esses gastos so amortizados e tratados como custo de produo. A exausto de recursos minerais calculada com base na extrao de recursos minerais, considerando-se as vidas teis estimadas das reservas. Os terrenos no so depreciados. A depreciao de outros ativos calculada usando-se o mtodo linear considerando seus custos e seus valores residuais durante a vida til estimada, como segue:- Edificaes e construes............................................................................................................. 25 - 40 anosMquinas, equipamentos e instalaes .......................................................................................... 5 - 15 anos- Veculos ......................................................................................................................................... 4 - 5 anos- Mveis e utenslios ........................................................................................................................ 5 - 10 anosOs valores residuais e a vida til dos ativos so revisados e ajustados, se apropriado, ao final de cada exerccio. O valor contbil de um ativo imediatamente baixado para seu valor recupervel se o valor contbil do ativo for maior do que seu valor recupervel estimado. Os ganhos e as perdas de alienaes so determinados pela comparao dos resultados com o valor contbil e so reconhecidos em Outras receitas (despesas) operacionais, lquidas na demonstrao do resultado. A Companhia no tem ativos de longo prazo que espera abandonar ou alienar e que exigiriam a constituio de proviso para obrigaes por descontinuao de ativos. 3.12 Ativos intangveis - (a) gio - O gio (goodwill) representado pela diferena positiva entre o valor pago ou a pagar e o montante lquido do valor justo dos ativos e passivos da entidade adquirida numa combinao de negcio. O gio de aquisies de controladas registrado como ativo intangvel no consolidado. Na controladora, apresentado na conta de in-vestimentos. Se a adquirente apurar desgio, dever registrar o montante como ganho no resultado do exerccio, na data da aquisio. O gio testado anualmente para verificar provveis perdas (impairment) e contabilizado pelo seu valor de custo menos as perdas acumuladas por impairment, que no so revertidas. Os ganhos e as perdas da alienao de uma entidade incluem o valor contbil do gio relacionado com a entidade vendida. O gio alocado s Unidades Geradoras de Caixa (UGCs) para fins de teste de impairment. A alocao feita para as Unidades Geradoras de Caixa ou para os grupos de Unidades Geradoras de Caixa que devem se beneficiar da combinao de negcios da qual o gio se originou. (b) Softwares - As licenas de software adquiridas so capi-talizadas com base nos custos incorridos para adquirir os softwares e fazer com que eles estejam prontos para ser utilizados. Esses custos so amortizados durante sua vida til estimvel de trs a cinco anos. Os custos associados manuteno de softwares so reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento

    que so diretamente atribuveis ao projeto e aos testes de produtos de software identificveis e exclusivos, controlados pelo Grupo, so reconhecidos como ativos intangveis quando os seguintes critrios so aten-didos: tecnicamente vivel concluir o software para que ele esteja disponvel para uso. A administrao pre-tende concluir o software e us-lo ou vend-lo. O software pode ser vendido ou usado. Pode-se demonstrar que provvel que o software gerar benefcios econmicos futuros. Esto disponveis adequados recursos tcnicos, financeiros e outros recursos para concluir o desenvolvimento e para usar ou vender o software. O gasto atribuvel ao software durante seu desenvolvimento pode ser mensurado com segurana. Os custos diretamente atribuveis, que so capitalizados como parte do produto de software, incluem os custos com empregados alocados no desen-volvimento de softwares e uma parcela adequada das despesas indiretas aplicveis. Os custos tambm incluem os custos de financiamento incorridos durante o perodo de desenvolvimento do software. Outros gastos de desenvol-vimento que no atendam a esses critrios so reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento previamente reconhecidos como despesa no so reconhecidos como ativo em perodo subse-quente. 3.13 Impairment de ativos no financeiros - Os ativos que tm uma vida til indefinida, como o gio, no esto sujeitos amortizao e so testados anualmente para a verificao de impairment. Os ativos que esto sujeitos amortizao so revisados para a verificao de impairment sempre que eventos ou mudanas nas circunstncias indicarem que o valor contbil pode no ser recupervel. Uma perda por impairment reconhecida pelo valor ao qual o valor contbil do ativo excede seu valor recupervel. Este ltimo o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o valor em uso. Para fins de avaliao do impairment, os ativos so agrupados nos nveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificveis separadamente (Unida-des Geradoras de Caixa - UGC). Os ativos no financeiros, exceto o gio, que tenham sofrido impairment, so re-visados para a anlise de uma possvel reverso do impairment na data de apresentao do relatrio. 3.14 Contas a pagar aos fornecedores - As contas a pagar aos fornecedores so obrigaes a pagar por bens ou servios que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negcios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no perodo de at um ano. Caso contrrio, as contas a pagar so apresentadas como passivo no circulante. Elas so, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do mtodo de taxa de juros efetiva. 3.15 Emprstimos e financiamentos - Os emprstimos so reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, lquido dos custos da transao incorridos e so, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferena entre os valores captados (lquidos dos custos da transao) e o valor de resgate reconhecida na demonstrao do resultado durante o perodo em que os emprstimos estejam em andamento, utilizando o mtodo da taxa de juros efetiva. As taxas pagas no esta-belecimento do emprstimo so reconhecidas como custos da transao do emprstimo, uma vez que seja prov-vel que uma parte ou todo o emprstimo seja sacado. Nesse caso, a taxa diferida at que o saque ocorra. Quando no houver evidncias da probabilidade de saque de parte ou da totalidade do emprstimo, a taxa capi-talizada como um pagamento antecipado de servios de liquidez e amortizada durante o perodo do emprstimo ao qual se relaciona. Os emprstimos so classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia tenha um direito incondicional de diferir a lquidao do passivo por, pelo menos, 12 meses aps a data do balano. 3.16 Provises - As provises para restaurao ambiental, custos de reestruturao e aes judiciais so reco-nhecidas quando: (i) a Companhia tem uma obrigao presente ou no formalizada como resultado de eventos passados; (ii) provvel que uma sada de recursos seja necessria para lquidar a obrigao; e (iii) o valor foi estimado com segurana. As provises no so reconhecidas com relao s perdas operacionais futuras. Quando houver uma srie de obrigaes similares, a probabilidade de a Companhia liquid-las determinada, levando-se em considerao a classe de obrigaes como um todo. Uma proviso reconhecida mesmo que a probabilidade de lquidao relacionada com qualquer item individual includo na mesma classe de obrigaes seja pequena. As provises so mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessrios para lquidar a obrigao, usando uma taxa antes do imposto, a qual reflete as avaliaes atuais do mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos especficos da obrigao. O aumento da obrigao em decorrncia da passagem do tempo reconhe-cido como despesa financeira. 3.17 Passivos ambientais - Os gastos representativos de fechamento de mina e/ou barragem decorrentes da finalizao das atividades esto registrados como obrigao com desmobilizao de ativo. As obrigaes consistem principalmente de custos associados com encerramento de atividades. O custo de desmobilizao de ativo, equivalente ao valor presente da obrigao (passivo), est capitalizado como parte do valor contbil ao ativo, sendo depreciado pelo perodo de vida til do ativo. A parcela do passivo est registrada pelo valor presente pelo mesmo prazo da desmobilizao. Estes passivos esto contabilizados em outras contas a pa-gar. 3.18 Ajuste a valor presente de ativos e passivos - Quando relevantes, ativos e passivos foram ajustados a valor presente. O valor presente calculado com base na taxa efetiva de juros aplicvel. A referida taxa compa-tvel com a natureza, o prazo e os riscos de transaes similares em condies de mercado. 3.19 Benefcios a empregados - (a) Obrigaes de aposentadoria - A Companhia e suas controladas participam de planos de penso, administrados por entidade fechada de previdncia privada, que provm a seus empregados benefcios ps-emprego. A Companhia tem planos de contribuio definida. Um plano de contribuio definida um plano de penso segundo o qual a Companhia paga contribuies a entidades fechadas de previdncia privada em bases compulsrias, contratuais ou voluntrias e no tem obrigaes legais nem construtivas de fazer contribuies se o fundo no tiver ativos suficientes para pagar a todos os empregados os benefcios relacionados com o servio do empregado no perodo corrente e anterior. As contribuies feitas antecipadamente so reconhecidas como um ativo na proporo em que um reembolso em dinheiro ou uma reduo dos pagamentos futuros estiver disponvel. (b) Participao dos empregados nos resultados - So registradas provises para reconhecer a despesa refe-rente participao dos empregados nos resultados. Essas provises so calculadas com base em metas qualita-tivas e quantitativas definidas pela administrao e contabilizadas no resultado. 3.20 Ativos e passivos contin-gentes e obrigaes legais - As polticas contbeis para registro e divulgao de ativos e passivos contingentes e obrigaes legais so as seguintes: (i) ativos contingentes so reconhecidos somente quando h garantias reais ou decises judiciais favorveis, transitadas em julgado; (ii) passivos contingentes so provisionados na medida em que a Companhia espera desembolsar fluxos de caixa. Processos tributrios so provisionados quando as perdas so avaliadas como provveis e os montantes envolvidos forem mensurveis com suficiente segurana. Processos trabalhistas e cveis, cujas perdas so avaliadas como provveis, so provisionados com base no percentual hist-rico de desembolsos. Passivos contingentes avaliados como de perdas remotas no so provisionados nem divul-gados; e (iii) obrigaes legais so registradas como exigveis. 3.21 Capital social - As aes ordinrias so classificadas no patrimnio lquido. Quando qualquer empresa compra aes do capital da Companhia (aes em tesouraria), o valor pago, incluindo quaisquer custos adicionais diretamente atribuveis (lquidos do imposto de renda), deduzido do patrimnio atribuvel aos acionistas da Companhia at que as aes sejam canceladas ou reemitidas. Quando essas aes so, subsequentemente, reemitidas, qualquer valor recebido, lquido de quaisquer custos adicionais da transao, diretamente atribuveis e dos respectivos efeitos do imposto de renda e da contri-buio social, includo no capital atribuvel aos acionistas da Companhia. 3.22 Reconhecimento da receita - A receita compreende o valor justo da contraprestao recebida ou a receber pela comercializao de produtos e servios no curso normal das atividades da Companhia. A receita apresentada lquida dos impostos, das devolu-es, dos abatimentos e dos descontos, bem como aps a eliminao das vendas entre empresas consolidadas. A Companhia reconhece a receita quando: (i) o valor da receita pode ser mensurado com segurana; (ii) provvel que benefcios econmicos futuros fluiro para a entidade e (iii) quando critrios especficos tiverem sido atendidos, conforme descrio a seguir. O valor da receita no considerado como mensurvel com segurana at que todas as contingncias relacionadas com a venda tenham sido resolvidas. A Companhia baseia suas estimativas em re-sultados histricos, levando em considerao o tipo de cliente, o tipo de transao e as especificaes de cada venda. (a) Venda de produtos - O reconhecimento da receita nas vendas internas e para exportao se baseia nos princpios a seguir: Mercado interno: As vendas so feitas vista ou a prazo, em perodos de, no mximo, 30 dias; Mercado de exportao: Normalmente, os pedidos de exportao so atendidos por depsitos prprios ou tercei-rizados localizados prximos aos mercados estratgicos. Essas vendas so reconhecidas, em geral, quando os produtos so entregues ao transportador e os riscos e benefcios so transferidos para o cliente. Se surgirem cir-cunstncias que possam alterar as estimativas originais de receitas, custos ou extenso do prazo para concluso, as estimativas iniciais sero revisadas. Essas revises podem resultar em aumentos ou redues das receitas ou custos estimados e esto refletidas no resultado no perodo em que a administrao tomou conhecimento das cir-cunstncias que originaram a reviso. (b) Receita financeira - A receita financeira reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o mtodo da taxa de juros efetiva. Quando uma perda (impairment) identificada em relao a uma conta a receber, a Companhia reduz o valor contbil para seu valor recupervel, que corresponde ao fluxo de caixa futuro estimado, descontado taxa de juros efetiva original do instrumento. Subsequentemente, medida que o tempo passa, os juros so incorporados s contas a receber, em contrapartida de receita financeira. Essa receita financeira calculada pela mesma taxa de juros efetiva utilizada para apurar o valor recupervel, ou seja, a taxa original do contas a receber. 3.23 Distribuio de dividendos - A distribuio de dividendos para os acionis-tas da Companhia reconhecida como um passivo nas demonstraes financeiras da Companhia ao final do exerccio, com base no estatuto social. Qualquer valor acima do mnimo obrigatrio somente provisionado na data em que so aprovados pelos acionistas, em Assembleia Geral. 3.24. Reapresentao das cifras comparativas - Ajuste de saldo inicial - Em 2011, foram identificados ajustes de exerccios anteriores, relacionados ao reconhe-cimento da mensurao das obrigaes e direitos relacionados em contratos de concesso ao pagamento pelo uso do bem pblico (UBP) da controladora no montante de R$ 77.340 dos quais R$ 53.432 referem-se ao exerccio de 2010 e R$ 23.908 a exerccios anteriores. A referida correo afetou o ativo e passivo no circulante de 31 de de-zembro de 2010 nesses mesmos valores. As demonstraes financeiras individuais de 31 de dezembro de 2010, apresentadas para fins de comparao, foram ajustadas e esto sendo reapresentadas. As demonstraes finan-ceiras consolidadas de 31 de dezembro, apresentadas para fins de comparao, tambm foram ajustadas em re-lao mudana de poltica contbil e correo de erro mencionadas anteriormente, e esto sendo reapresenta-das. Os efeitos dessa reapresentao so demonstrados a seguir:

    Consolidado 31 de dezembro de 2010 Original Ajuste AjustadoAtivo

    Circulante 2.953.330 - 2.953.330 Tributos diferidos 73.345 31.104 104.449 Investimentos 462.369 (16.961) 445.408 Intangvel 392.418 283.802 676.220 Outros 8.364.517 - 8.364.517

    No circulante 9.292.650 297.944 9.590.594 Total do ativo 12.245.979 297.945 12.543.924

  • Companhia Brasileira de AlumnioCNPJ/MF n 61.409.892/0001-73

    Demonstraes Financeiras 2011

    Continua

    Continuao

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Consolidado 31 de dezembro de 2010 Original Ajuste AjustadoPassivo

    Circulante 948.856 - 948.856 Uso do bem pblico - 375.285 375.285 Outros 5.142.092 - 5.142.092 No circulante 5.142.092 375.285 5.517.377 Patrimnio lquido 6.155.031 (77.340) 6.077.691

    Reservas de lucros 1.525.435 (77.340) 1.448.095 Outros 4.629.596 - 4.629.596Total do passivo e patrimnio lquido 12.245.979 297.945 12.543.924

    ResultadoLucro bruto 600.096 (10.773) 589.323 Receitas (despesas) operacionais (232.153) - (232.153)Equivalncia patrimonial 20.363 (5.007) 15.356 Resultado financeiro lquido 71.555 (62.196) 9.359 Imposto de renda e contribuio social (142.613) 24.544 (118.069)Lucro lquido 317.248 (53.432) 263.816

    4. Normas, alteraes e interpretaes de normas que ainda no esto em vigor - As seguintes novas normas, alteraes e interpretaes de normas foram emitidas pelo IASB mas no esto em vigor para o exerccio de 2011. A adoo antecipada dessas normas, embora encorajada pelo IASB, no foi permitida, no Brasil, pelo Comit de Pronunciamentos Contbeis (CPC). O IFRS 9 - Instrumentos Financeiros aborda a classificao, mensurao e reconhecimento de ativos e passivos financeiros. O IFRS 9 foi emitido em novembro de 2009 e outubro de 2010 e substitui os trechos do IAS 39 relacionados classificao e mensurao de instrumentos financeiros. O IFRS 9 requer a classificao dos ativos financeiros em duas categorias: mensurados ao valor justo e mensurados ao custo amortizado. A determinao feita no reconhecimento inicial. A base de classificao depende do modelo de negcios da entidade e das caractersticas contratuais do fluxo de caixa dos instrumentos financeiros. Com relao ao passivo financeiro, a norma mantm a maioria das exigncias estabelecidas pelo IAS 39. A principal mudana a de que nos casos em que a opo de valor justo adotada para passivos financeiros, a poro de mudana no valor justo devido ao risco de crdito da prpria entidade registrada em outros resultados abrangentes e no na demonstrao dos resultados, exceto quando resultar em descasamento contbil. A Companhia est avaliando o impacto total do IFRS 9. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. O IFRS 10 - Demonstraes Fi-nanceiras Consolidadas apia-se em princpios j existentes, identificando o conceito de controle como fator pre-ponderante para determinar se uma entidade deve ou no ser includa nas demonstraes financeiras consolida-das da controladora. A norma fornece orientaes adicionais para a determinao do controle. A Companhia est avaliando o impacto total do IFRS 10. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. IFRS 11 - Acordos em Conjunto, emitido em maio de 2011. A norma prov uma abordagem mais realista para acordos em conjunto ao focar nos direitos e obrigaes do acordo ao invs de sua forma jurdica. H dois tipos de acordos em conjunto: (i) operaes em conjunto - que ocorre quando um operador possui direitos sobre os ativos e obrigaes contratu-ais e como consequncia contabilizar sua parcela nos ativos, passivos, receitas e despesas; e (ii) controle com-partilhado - ocorre quando um operador possui direitos sobre os ativos lquidos do contrato e contabiliza o investi-mento pelo mtodo de equivalncia patrimonial. O mtodo de consolidao proporcional no ser mais permitido com controle em conjunto. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. O IFRS 12 - Divulgao sobre Participaes em Outras Entidades, trata das exigncias de divulgao para todas as formas de participao em outras entidades, incluindo acordos conjuntos, associaes, participaes com fins especficos e outras participa-es no registradas contabilmente. A Companhia est avaliando o impacto total do IFRS 12. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. IFRS 13 - Mensurao de Valor Justo, emitido em maio de 2011. O objetivo do IFRS 13 aprimorar a consistncia e reduzir a complexidade da mensurao ao valor justo, fornecendo uma defi-nio mais precisa e uma nica fonte de mensurao do valor justo e suas exigncias de divulgao para uso em IFRS. As exigncias, que esto bastante alinhadas entre IFRS e US GAAP, no ampliam o uso da contabilizao ao valor justo, mas fornecem orientaes sobre como aplic-lo quando seu uso j requerido ou permitido por outras normas IFRS ou US GAAP. A Companhia ainda est avaliando o impacto total do IFRS 13. A norma apli-cvel a partir de 1 de janeiro de 2013. IAS 28 (revisado em 2011) - Coligadas e Controladas em Conjunto (Joint Ventures) - O IAS 28 (revisado em 2011) requer que controladas em conjunto e coligadas sejam avaliadas pelo mtodo de equivalncia patrimonial a partir da emisso do IFRS 11. A Companhia ainda est avaliando o impacto total do IAS 28. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. No h outras normas IFRS ou interpretaes IFRIC que ainda no entraram em vigor que poderiam ter impacto significativo sobre a Companhia. 5. Estimativas e premissas contbeis crticas - As estimativas e premissas contbeis so continuamente avaliadas e baseiam--se na experincia histrica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoveis para as circunstncias. Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relao ao futuro. Por defini-o, as estimativas contbeis resultantes raramente sero iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contbeis de ativos e passivos para o prximo exerccio financeiro, esto contempladas abaixo: (a) Perda (impairment) do gio - Anualmente, a Companhia realiza testes para eventuais perdas (impairment) no gio. Os valores recuperveis das UGCs foram determinados com base em clculos do valor em uso, efetuados com base em estimativas. (b) Imposto de renda e contribuio social e outros impostos - A Companhia est sujeita ao imposto de renda e contribuio social com base nas alquotas vigentes. A Companhia tambm reconhece provi-ses por conta de situaes em que provvel que valores adicionais de impostos sejam devidos. Quando o resul-tado final dessa avaliao diferente dos valores inicialmente estimados e registrados, essas diferenas afetam os ativos e passivos fiscais atuais e diferidos no perodo em que o valor definitivo determinado. (c) Valor justo de derivativos e outros instrumentos financeiros - O valor justo de instrumentos financeiros que no so negocia-dos em mercados ativos determinado por meio de tcnicas de avaliao. A Companhia utiliza seu julgamento para escolher diversos mtodos e definir premissas que se baseiam principalmente nas condies de mercado existentes na data do balano. (d) Passivos contingentes - A Companhia parte envolvida em processos traba-lhistas, cveis e tributrios que se encontram em instncias diversas. As provises para contingncias, constitudas para fazer face a potenciais perdas decorrentes dos processos em curso, so estabelecidas e atualizadas com base na avaliao da administrao, fundamentada na opinio de seus assessores legais e requerem elevado grau de julgamento sobre as matrias envolvidas. (e) Reviso da vida til e recuperao de propriedades, plantas e equipamentos - A capacidade de recuperao dos ativos que so utilizados nas atividades da Companhia ava-liada sempre que eventos ou mudanas nas circunstncias indicarem que o valor contbil de um ativo ou grupo de ativos pode no ser recupervel com base em fluxos de caixa futuros. Se o valor contbil destes ativos for superior ao seu valor recupervel, o valor lquido ajustado e sua vida til readequada para novos patamares. (f) Combi-nao de negcios - Em combinao de negcios, os ativos adquiridos e passivos assumidos devem ser mensu-rados ao valor justo na data da aquisio e a participao de acionistas no controladores pode ser mensurada ao valor justo. A avaliao destes ativos e passivos na data da aquisio requer o uso do julgamento sobre recupera-bilidade dos ativos, incluindo a estimativa dos fluxos de caixa futuros, valores de mercado, qualidade dos crditos, entre outros, e que podem divergir significativamente dos respectivos resultados reais. 6. Gesto de risco finan-ceiro - 6.1 Fatores de risco financeiro - As atividades da Companhia a expem a diversos riscos financeiros, a saber: (a) risco de mercado (moeda, preos de commodities e taxa de juros); (b) risco de crdito e (c) risco de liqui-dez. Parte significativa dos produtos vendidos pela Companhia so commodities, com preos estabelecidos em referncia a preos internacionais e denominados em dlares norte-americanos. Os custos da Companhia, porm, so predominantemente denominados em reais, resultando em um descasamento natural de moedas entre suas receitas e seus custos. Adicionalmente, a Companhia possui dvidas atreladas a indexadores e moedas distintos, que podem impactar seu fluxo de caixa. Para atenuar os efeitos diversos de cada fator de risco de mercado, a Companhia adotou a Poltica de Gesto de Riscos de Mercado, que tambm abrange suas subsidirias, com o objetivo de estabelecer a governana e as macrodiretrizes do processo de gesto destes riscos, assim como as

    mtricas para sua mensurao e acompanhamento. Esta poltica complementada por outras polticas, que esta-belecem diretrizes e normas para: (i) Gesto de Exposio Cambial, (ii) Gesto de Exposio a Taxa de Juros, (iii) Gesto de Exposio a Preo de Commodities, (iv) Gesto de Riscos de Emissores e Contrapartes e (v) Gesto de Liquidez e Endividamento Financeiro. A estrutura de governana aprovada pelo Conselho de Administrao de sua controladora VID inclui o Comit de Finanas, Gesto de Riscos e Auditoria Interna (referido como Comit de Fi-nanas no contedo desta nota) e o Comit de Tesouraria. As propostas feitas para atender a cada uma das pol-ticas so discutidas no Comit de Tesouraria e posteriormente levadas para aprovao do Comit de Finanas. Os instrumentos financeiros que podem ser contratados para proteo financeira e gesto de riscos so: swaps con-vencionais, compra de opes de compra (calls), compra de opes de venda (puts), collars, contratos futuros de moedas e contratos a termo de moedas (NDF Non-Deliverable Forward). As estratgias que contemplam compras e vendas de opes simultaneamente somente so autorizadas quando no resultam em posio lquida vendida em volatilidade do ativo-objeto. (a) Risco de mercado - O processo de gesto de riscos de mercado tem por obje-tivo a proteo do fluxo de caixa da Companhia contra eventos adversos de mercado, tais como oscilaes de ta-xas de cmbio, preos de commodities e taxas de juros. A governana e as macrodiretrizes desse processo esto definidas na Poltica de Gesto de Riscos de Mercado. (i) Risco cambial - A Companhia atua internacionalmente e est exposta ao risco cambial decorrente de exposies a algumas moedas, principalmente com relao ao dlar norte-americano. A Poltica de Gesto de Exposio Cambial estabelece diretrizes e normas para a proteo contra oscilaes das moedas estrangeiras que impactam o fluxo de caixa da Companhia. As propostas para contratao de hedge so elaboradas pelo Comit de Tesouraria para aprovao do Comit de Finanas e baseiam-se na ex-posio cambial projetada at o fim do ano subsequente data de referncia. Adicionalmente, podem ser definidos programas de hedge para proteo de fluxo de caixa das controladas da VID. Nesses casos, o Comit de Tesoura-ria elabora a proposta em coordenao com a Unidade em questo, para posterior aprovao do Comit de Finan-as. O real (R$) a moeda funcional da Companhia, e todos os esforos do processo de gesto de riscos de mercado tm como objetivo a proteo do fluxo de caixa nesta moeda, a preservao da capacidade de pagamen-to de obrigaes financeiras e a manuteno de nveis de liquidez e endividamento definidos pela Administrao. (ii) Risco do fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros - O resultado e os fluxos de caixa operacionais da Companhia so substancialmente independentes das mudanas nas taxas de juros do mercado. O risco de taxa de juros da Companhia decorre de emprstimos de longo prazo. Os emprstimos emitidos a taxas variveis expem a Companhia ao risco de taxa de juros de fluxo de caixa. Os emprstimos emitidos a taxas fixas expem a Companhia ao risco de valor justo associado a taxa de juros. A Poltica de Gesto de Exposio a Taxas de Juros estabelece diretrizes e normas para a proteo contra oscilaes de taxas de juros que impactam o fluxo de caixa da Companhia. Com base nas exposies projetadas para cada indexador de taxa de juros (principalmen-te CDI, LIBOR e TJLP), o Comit de Tesouraria elabora propostas para contratao de hedge e as submete aprovao do Comit de Finanas. (iii) Risco do preo de commodities - Este risco est relacionado com a possibilidade de oscilao no preo do alumnio. Os preos flutuam em funo da demanda, da capacidade produ-tiva, nvel de estoque dos produtores, das estratgias comerciais dos grandes produtores e da disponibilidade de substitutos no mercado global. A Poltica de Gesto de Exposio em Commodities estabelece diretrizes para a proteo contra oscilaes de preos de commodities que impactam os fluxos de caixa da Companhia. As exposi-es a cada commodity consideram as projees mensais de produo, de compras de insumos e os fluxos de vencimentos dos hedges a elas associados. Os hedges executados so classificados nas seguintes modalidades: (a) Operaes Comerciais a Preo Fixo (operaes de hedge que trocam de fixo para flutuante, o preo contratado nas operaes comerciais com clientes interessados em comprar produtos a preo fixo); (b) Hedge para Perodo Cotacional - o hedge que equaliza os perodos cotacionais entre as compras de determinados insumos (con-centrado de metais) e as vendas de produtos provenientes do beneficiamento desses insumos; (c) Hedge de Margem Operacional visa a garantir a fixao da margem operacional para parte da produo da Companhia. (b) Risco de crdito - Os instrumentos financeiros derivativos, time deposits, CDBs e operaes compromissadas com lastro de debntures e ttulos pblicos federais criam exposio a risco de crdito de contrapartes e emissores. A Companhia tem como poltica trabalhar com emissores que possuam, no mnimo, avaliao de duas das seguin-tes agncias de rating: Fitch, Moodys ou Standard & Poors. O rating mnimo exigido para as contrapartes A+ (em escala local) ou BBB- (em escala global), ou equivalente. No caso do risco de crdito decorrente de exposi-es de crdito a clientes, a Companhia avalia a qualidade do crdito do cliente levando em considerao princi-palmente o histrico de relacionamento e indicadores financeiros, definindo limites individuais de crdito, os quais so regularmente monitorados. A Companhia reconhece proviso para perda, sempre que necessrio. A proviso para perdas registrada em quantia considerada suficiente para cobrir todas as perdas provveis quando da exe-cuo das contas a receber e includa nas despesas de vendas. So realizadas anlises de crdito iniciais dos clientes e, quando necessrio, so obtidas caues ou cartas de crdito para proteger os interesses da Companhia. Alm disso, a maior parte das vendas por exportao, para Estados Unidos, Europa e sia, est protegida por cartas de crdito ou seguro de crdito. (c) Risco de liquidez - O risco de liquidez gerenciado de acordo com a Poltica de Gesto de Liquidez e Endividamento, visando a garantir recursos lquidos suficientes para honrar os compromissos financeiros da Companhia no prazo e sem custo adicional. O principal instrumento de medio e monitoramento da liquidez a projeo de fluxo de caixa, observando-se um prazo mnimo de 12 meses de proje-o a partir da data de referncia. A gesto de liquidez e endividamento adota mtricas comparveis fornecidas por agncias classificadoras de riscos de abrangncia global para riscos de crdito BBB estvel ou equivalente. A ta-bela a seguir analisa os passivos financeiros derivativos e no derivativos da Companhia a serem lquidados, por faixas de vencimento, correspondentes ao perodo remanescente no balano patrimonial at a data contratual do vencimento. Os passivos financeiros derivativos esto includos na anlise se seus vencimentos contratuais forem essenciais para um entendimento dos fluxos de caixa temporrios. Os valores divulgados na tabela so os fluxos de caixa futuros no descontados contratados e os saldos da controladora representam quase a totalidade dos saldos da tabela abaixo (*): Controladora

    Menos de 1

    ano Entre 1 e 2

    anos Entre 2 e 5

    anos Entre 5 e 10

    anos Acima de 10

    anosEm 31 de dezembro de 2011

    Emprstimos e financiamentos 463.830 376.499 1.019.049 4.336.843 106.514 Partes Relacionadas 165.149 52.216 282.003 290.368 - Instrumentos financeiros derivativos 49.064 Fornecedores 234.255 Contas a pagar trading 2.122

    914.420 428.715 1.301.052 4.627.211 106.514 Em 31 de dezembro de 2010

    Emprstimos e financiamentos 697.362 419.203 1.072.954 2.635.781 1.323.263 Partes Relacionadas 11.476 130.043 294.667 284.388 Instrumentos financeiros derivativos 33.934 Fornecedores 192.165

    934.937 549.246 1.367.621 2.920.169 1.323.263

    (*) Esses valores podem no ser conciliados com os valores divulgados no balano patrimonial para emprstimos e financiamentos. 6.2 Derivativos contratados - So descritos a seguir todos os instrumentos financeiros derivati-vos contratados pela Companhia. Todas as operaes de instrumentos financeiros derivativos foram realizadas em mercados de balco. Programa de venda de alumnio a preo fixo - operao de hedge que troca de fixo para flutuante o preo contratado nas operaes comerciais com clientes interessados em comprar produtos a preo fixo, a fim de manter o fluxo de receitas operacionais da Companhia atrelado aos preos LME. As operaes usualmente realizadas so compras de alumnio para lquidao futura no mercado de balco. Programa de proteo para descasamento de perodo cotacional - o hedge que equaliza os perodos cotacionais entre as compras de determinados insumos (concentrado de metais) e as vendas de produtos provenientes do beneficia-mento desses insumos. Programa de proteo de margem operacional dos metais - instrumentos financeiros derivativos contratados com o objetivo de reduzir a volatilidade do resultado das operaes de alumnio. Com o fim de garantir a fixao de margem operacional em reais para parte da produo dos metais, a proteo realizada por meio a venda a termo da commodity, em conjunto com a venda a termo de dlar americano. A seguir apre-sentado o quadro resumo que contempla os instrumentos financeiros derivativos e o objeto protegido por cada um deles. Os saldos da controladora representam quase a totalidade dos saldos da tabela abaixo:

    Controladora

    Programa Valor principal Unidade Valor JustoGanho (perda)

    realizadoGanho (perda) no realizado por ano

    (em 31/12/2011) 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 2011 2012Venda de alumnio a preo fixo

    Termo de alumnio 4.200 21.350 tonelada 26.621 28.157 26.621 28.157

    Proteo para Perodo CotacionalTermo de alumnio 800 263 3.675 263

    263 3.675 Proteo do resultado operacional de metais

    Termo de alumnio 176.032 210.348 tonelada 120.317 (33.614) (34.955) 119.273 1.044 Termo de dlar americano 442 500 USD MM (47.168) 32.081 60.694 (46.016) (1.152)

    73.149 (1.533) 25.739 Proteo da exposio cambial

    Termo de dlar americano 0 USD MM 25 (194) 25 25 (194)

    Total 73.437 25.088 57.377 73.545 (108) 6.3 Gesto de capital - Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital so os de salvaguardar a capacidade de continuidade do Grupo para oferecer retorno aos acionistas e benefcios s outras partes interessadas, alm de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo. Para manter ou ajustar a estrutura do capital, a Companhia pode rever a poltica de pagamento de dividendos, devolver capital aos acionistas ou, ainda, emitir novas aes ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nvel de endividamento. Condizente com outras companhias do setor, a Companhia monitora o capital com base no ndice de alavancagem financeira. Esse ndice corresponde dvida lquida dividida pelo EBITDA. A dvida lquida, por sua vez, corresponde ao total de emprstimos (incluindo emprstimos de curto e longo prazos, conforme demonstrado no balano patrimonial), subtrado do montante de caixa e equivalentes de caixa. O EBITDA apurado por meio da soma do lucro operacional, depreciao, amortizao, exausto e itens, avaliados pela Administrao da Companhia, como no recorrentes.

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    Demonstraes Financeiras 2011

    Continua

    Continuao

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Os ndices de alavancagem financeira em 31 de dezembro de 2011 e 2010 podem ser assim resumidos:Controladora Consolidado

    Nota 2011 2010 2011 2010Emprstimos e financiamentos 18 4.177.943 4.063.591 4.350.798 4.510.741 Menos: caixa e equivalentes de caixa 9 13.852 255.041 51.499 260.744 Menos: Valor justo contratos derivativos 6.2 73.437 25.088 73.437 25.088 Dvida lquida 4.090.654 3.783.462 4.225.862 4.224.909Total do EBITDA ajustado 6.3.1 237.011 467.268 359.685 554.963ndice de alavancagem financeira - % 17,26 8,10 11,75 7,61 6.3.1 EBITDA

    Controladora Consolidado31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Receita lquida 2.666.808 2.577.590 2.936.842 2.763.988 Custo dos produtos vendidos (2.408.868) (2.063.116) (2.566.750) (2.174.665)Receitas (despesas) operacionais (352.683) (227.757) (361.822) (232.153)EBIT (94.743) 286.717 8.270 357.170 Depreciao, amortizao e exausto 231.145 180.551 250.806 197.793 EBITDA 136.402 467.268 259.076 554.963 AjustesImpairment de ativos (notas 3.5.4) 100.609 100.609 EBITDA AJUSTADO 237.011 467.268 359.685 554.963

    6.4 Estimativa do valor justo - Os saldos das contas a receber de clientes, deduzindo da proviso para crdito de lquidao duvidosa, e de contas a pagar aos fornecedores pelo valor contbil, esto prximos de seus valores justos. O valor justo dos passivos financeiros, para fins de divulgao, estimado por meio do desconto dos fluxos de caixa contratuais futuros segundo a taxa de juros vigente no mercado. A Companhia aplica a alterao ao CPC 40/IFRS 7 para instrumentos financeiros mensurados no balano patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgao das mensuraes do valor justo pelo nvel da seguinte hierarquia de men-surao pelo valor justo: Nvel 1 - preos cotados (no ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idnticos. Nvel 2 - informaes, alm dos preos cotados, includas no nvel 1 que so adotadas pelo mer-cado para o ativo ou passivo, seja diretamente (como preos) ou indiretamente (derivados dos preos). Nvel 3 - inseres para os ativos ou passivos que no so baseadas nos dados adotados pelo mercado (inseres no observveis). Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, os ativos financeiros mensurados ao valor justo e passivos financeiros divulgados ao valor justo foram classificados no nvel 2 de hierarquia.6.5 Demonstrativo da anlise de sensibilidade - Apresentamos a seguir como o resultado do perodo e o patrimnio lquido da controladora que teriam sido afetados por mudanas na varivel de risco pertinente a qual a Companhia est exposta na data do balano. A varivel de risco relevante no perodo, levando em considerao o perodo compreendido at a prxima mensurao, sua exposio ao dlar, euro e ao risco de flutuao nos preos das commodities. A seguir apresentada a anlise de sensibilidade para as posies em aberto com base na apreciao/depreciao dos principais fatores de risco conforme cenrios: Cenrio I: considera um choque de + ou - 25% nas curvas e cotaes de mercado de 31 de dezembro de 2011, utilizadas para apreamento dos instrumentos financeiros. Cenrio II: considera um choque de + ou - 50% nas curvas e cotaes de mercado de 31 de dezembro de 2011, utilizadas para apreamento dos instrumentos financeiros.

    ControladoraImpactos no Resultado Impactos no PL

    Fator de Risco Cenrios Provvel -25% -50% +25% +50% Provvel -25% -50% +25% +50%Cmbio

    USD Reduo de 6,71% 263.018 915.285 1.830.569 (915.285) (1.830.569) - 111.544 223.088 (111.544) (223.088)Taxas de Juros

    BRL - CDI Reduo 13,71% - (1) (1) 1 1 - 5.145 10.500 (4.949) (9.714)USD - Libor Aumento de 40% (535) 468 936 (468) (936) - 380 762 (380) (759)

    Preo - CommoditiesAlumnio Aumento de 14% - 374 748 (374) (748) - 117.852 235.704 (117.852) (235.704)

    6.6 Principais transaes e compromissos futuros objeto de proteo de fluxo de caixa e de valor justoA Companhia adota contabilidade de hedge para o programa de proteo de margem operacional dos metais, designando os derivativos contratados como hedge de fluxo de caixa. Como consequncia da aplicao da contabilidade de hedge, as variaes no valor justo dos derivativos contratados para este programa so contabilizadas no patrimnio lquido, at o momento de realizao das vendas objeto da proteo, quando o valor justo desses derivativos lanado no resultado do perodo. Para o programa de venda de alumnio a preo fixo, a Companhia adota contabilidade de hedge designando os derivativos contratados como hedge de valor justo do compromisso firme. As variaes no valor justo dos derivativos contratados para este programa so reconhecidas no resultado operacional. Em contrapartida, reconhecida no resultado operacional a variao do valor justo do objeto de hedge, no caso, o compromisso firme da venda a preo fixo ao cliente. A tabela abaixo apresenta um resumo dos derivativos classificados nesses regimes, os saldos da controladora representam quase a totalidade dos saldos da tabela abaixo: Detalhamento dos principais programas de derivativosValor justo das posies Controladora

    Programa Valor principalUnidade

    Compra / Venda

    Taxa FWD Mdia

    Prazo Mdio (dias)

    Valor JustoGanho (perda)

    realizadoGanho (perda) no realizado

    por ano (em 31/12/2011) 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 2011 2012

    Hedge Acounting - Cash Flow HedgeProteo do resultado operacional de metaisTermo de alumnio 176.032 210.348 tonelada V 2.514 US$ 149 120.317 (33.614) (7.329,48) 119.272 1.044 Termo de dlar americano 442 500 USD MM V 1,80 R$/US$ 151 (47.168) 32.081 67.299,72 (46.016) (1.152)

    73.149 (1.533) 59.970 73.256 (108)Hedge Acounting - Fair Value Hedge

    Venda de alumnio a preo fixoTermo de alumnio 21.350 tonelada C US$ 26.621 28.157

    26.621 28.157

    73.149 25.088 88.127 73.256 (108)

    6.7 Valor e tipo de margens dadas em garantiaAs operaes com derivativos contratadas pela Companhia no esto sujeitas a depsitos de garantia, chamada de margem ou qualquer outro tipo de garantia ou mecanismo equivalente.6.8 Dados de mercado utilizados para o clculo do valor justo (Fair Value) dos instrumentos financeirosNa construo das curvas utilizadas para precificao dos derivativos foram utilizados dados pblicos da BM&F Bovespa, London Metals Exchange (LME) e dados proprietrios da Bloomberg L.P.7. Instrumentos financeiros por categoria

    Controladora Consolidado31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Ativos, conforme balano patrimonialEmprstimos e recebveis

    Caixa e equivalentes de caixa 13.852 255.041 51.499 260.744 Contas a receber de clientes 262.709 331.683 285.058 350.130 Partes relacionadas 3.067.157 3.016.370 3.067.140 3.005.275 Dividendos a receber 37.230 33.747 29.660 29.834 Demais contas a receber 40.095 33.174 70.534 51.923

    3.421.043 3.670.015 3.503.891 3.697.906 Mensurados ao valor justo por meio do resultado

    Instrumentos financeiros derivativos 122.501 59.022 122.501 59.022 Ativos mantidos para negociao 991.167 1.571.771 1.009.246 1.610.585

    1.113.668 1.630.793 1.131.747 1.669.607 4.534.711 5.300.808 4.635.638 5.367.513

    Passivos, conforme o balano patrimonialOutros passivos financeiros

    Emprstimos e financiamentos 4.177.943 4.063.591 4.350.798 4.510.741 Fornecedores 234.255 192.165 243.551 216.351 Dividendos a pagar 8 - 5.705 210 Contas a pagar - Trading 2.122 - 2.122 -Partes relacionadas 699.108 692.193 700.418 667.590

    5.113.436 4.947.949 5.302.594 5.394.892 Ao valor justo por meio do resultado

    Instrumentos financeiros derivativos 49.064 33.934 49.064 33.934 49.064 33.934 49.064 33.934

    5.162.500 4.981.883 5.351.658 5.428.826

    8. Qualidade dos crditos dos ativos financeiros - A tabela a seguir reflete a qualidade de crdito dos emissores e contrapartes em operaes de ativos financeiros:Controladora Consolidado

    31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Rating Local Rating Global Rating Local Rating Global Rating Local Rating Global Rating Local Rating Global

    Caixa e equivalentes de caixaAAA 13.852 10.093 15.572 10.093 AA+ 244.948 35.927 250.651 A+

    Fundos mantidos para negociao AAA 286.580 835.604 295.968 835.604 AA+ 645.859 736.167 645.928 774.981 AA 58.728 58.728 A+ 8.622

    1.005.019 - 1.826.812 - 1.060.745 - 1.871.329 - Ativos financeiros derivativos

    AAA 4.151 17.011 4.151 17.011 AA 992 3.955 992 3.955 A 93.313 11.044 93.313 11.044

    BBB 24.045 27.012 24.045 27.012 5.143 117.358 20.966 38.056 5.143 117.358 20.966 38.056

    Contas a receber de clientesContrapartes classificao

    externa de crdito AAA a AA 2.153 4.184 2.153 4.184

    Contrapartes sem classificaoexterna de crdito

    Grupo 1 154.600 192.899 175.421 209.397 Grupo 2 13.954 1.699 15.482 3.648 Grupo 3 94.733 136.231 94.733 136.231

    265.440 335.013 287.789 353.460 1.275.602 117.358 2.182.791 38.056 1.353.677 117.358 2.245.755 38.056

    Grupo 1 - clientes/partes relacionadas sem inadimplncia no exerccio. Grupo 2 - clientes sem inadimplncia no passado ou inadimplncia at 90 dias. Grupo 3 - clientes com inadimplncia no passado acima de 90 dias. Todas as inadimplncias foram totalmente recuperadas.Os ratings decorrentes de classificao externa foram extrados de agncias de ratings (Standard&Poors, Moodys, Fitch) (nota 6.1 (b)).

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    9. Caixa e equivalentes de caixa Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Caixa e bancos 4.916 5.264 6.636 10.967 Certificados de depsitos bancrios - CDBs 891 891 Operaes compromissadas (i) 8.045 249.777 38.475 249.777 Outras 5.497 13.852 255.041 51.499 260.744

    (i) Quando do seu vencimento, no ms de junho de 2011, ocorreu o resgate de operaes compromissadas no montante de R$ 243.762.

    10. Aplicaes financeiras Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Ttulos mantidos para negociao

    Quotas de fundos de investimentos (i) 991.167 1.571.771 1.000.623 1.606.036 Certificados de depsitos bancrios - CDBs 8.623 Debntures 4.549

    991.167 1.571.771 1.009.246 1.610.585 (i) Em 31 de dezembro de 2011, o total de R$ 991.167 (na controladora e consolidado) representado por quotas de fundos de investimento no qual a Votorantim quotista exclusiva. O controle das operaes deste fundo exclu-sivo feito pela tesouraria corporativa e a consolidao das suas informaes financeiras foi efetuada pela holding da Votorantim Participaes S.A.11. Contas a receber de clientes Controladora Consolidado Nota 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Clientes nacionais 139.447 235.542 156.974 245.499 Clientes estrangeiros 7.886 7.280 7.886 7.281 Partes relacionadas 14 118.107 92.191 122.929 100.680 Proviso para crditos de

    lquidao duvidosa (2.731) (3.330) (2.731) (3.330) 262.709 331.683 285.058 350.130 As contas a receber de clientes da Companhia so mantidas nas seguintes moedas: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Reais 151.077 240.714 173.426 259.161 Dlares norte-americanos 111.632 90.969 111.632 90.969 Saldo final 262.709 331.683 285.058 350.130 As movimentaes na proviso para crdito de lquidao duvidosa de contas a receber de clientes da Companhia so as seguintes: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Saldo inicial (3.330) (1.902) (3.330) (1.902) Reverso (constituio) 599 (1.428) 599 (1.428)Saldo final (2.731) (3.330) (2.731) (3.330)

    A constituio e a baixa da proviso para contas a receber foram registradas no resultado do exerccio. Os valores debitados conta de proviso so geralmente baixados quando no h expectativa de recuperao dos recursos. O risco de crdito do contas a receber est demonstrado na nota 8.

    12. Estoques

    Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Produtos acabados 145.868 62.247 145.897 62.247 Produtos em processamento 320.152 158.157 337.517 174.411 Matrias-primas 46.904 27.569 58.603 39.449 Materiais auxiliares e de consumo 68.732 76.393 71.230 77.749 Adiantamento a fornecedores 4.321 4.378 Proviso para perdas (i) (16.805) (1.125) (16.805) (1.125)Importaes em andamento 34.890 16.275 34.890 16.275 Outros 1.730 1.904 1.934 9.575 601.471 345.741 633.266 382.959

    (i) A proviso para perdas refere-se substancialmente a obsolescncia de materiais no estoque que apresentam baixa expectativa de realizao.

    13. Tributos a recuperar

    Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Imposto sobre circulao de mercadorias

    e servios - ICMS 174.210 119.596 175.827 119.857 Imposto sobre circulao de mercadorias

    e servios - ICMS sobre ativo imobilizado 33.015 55.141 33.015 55.141 Imposto de renda e contribuio social 54.637 96.273 56.419 99.387 Imposto de renda sobre rendimento de aplicao financeira 185 202 312 202 Programa de integrao social - PIS 10.343 4.747 10.383 9.973 Contribuio para o financiamento da

    seguridade social - COFINS 47.369 19.495 47.552 42.807 Outros 1.785 2.202 321.544 295.454 325.710 327.367 Circulante (104.684) (202.834) (106.958) (224.376)No circulante 216.860 92.620 218.752 102.991

    Os crditos de ICMS so resultantes da compra de ativo imobilizado (com prazo de realizao de 48 parcelas men-sais) e da aquisio de produtos consumveis e sua realizao decorre da prpria operao da Companhia. Os cr-ditos de IRPJ e CSLL referem-se a antecipaes que sero compensadas com os mesmos tributos e contribuies incidentes sobre os resultados futuros. Tendo em vista o faturamento por exportaes, as quais no geram dbitos de ICMS e o volume de crditos gerados devido expanso da fbrica, a Companhia vem acumulando saldo a recuperar desse tributo. Mediante autorizao do rgo fiscal competente, esses crditos podem ser transferidos para terceiros. Desta forma, a Administrao da Companhia vem efetuando pedidos junto Secretaria da Fazenda Estadual e obtendo autorizaes para transferir esses crditos para terceiros. De acordo com a projeo oramen-tria aprovada pela Diretoria, a realizao dos tributos a recuperar ocorrer at o final de 2014. Nessa projeo, consta a estimativa de realizao em percentual aproximado de 33% at 31 de dezembro de 2012.

    14. Partes relacionadas(a) Controladora

    Demonstraes do resultado

    Contas a receber de clientes Dividendos a receber Realizvel a longo prazo

    Passivos circulantee no circulante Compras Vendas

    31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Sociedades controladoraVotorantim Industrial S.A. (i) 313.571 365.189 609 377 6.075 Sociedades controladasIndustria e Comrcio Metalrgica Atlas S.A. 5 18 18 2.599 13.461 23.774 5.087 Minerao Rio do Norte 3.469 Campos Novos Energia S.A. 7.570 3.913 2.511 22.868 Sociedades ligadasRio Verdinho Energia S.A. 11.146 11.142 80.886 Anfreixo S.A. 479 443 11.321 7.055 BAESA - Energtica Barra Grande S.A. 5.325 25.824 Companhia Nitro Qumica Brasileira 60 1.121 MAESA - Machadinho Energtica S.A. 3 31.712 Votener-Votorantim C. Energia 38 10.961 27.858 13.860 Votorantim Cimentos S.A. 14.187 203 844 484.378 356 1.732 2.923 900 Votorantim Cimentos N/NE S.A. 846 423 528 Votorantim Energia Ltda. 23.794 27.528 Votorantim GmbH (ii) 102.714 83.411 430.830 678.868 649.030 75.907 314.385 411.770 Votorantim Metais Participaes Ltda. (iii) 53.068 139 8.617 12.891 39.381 Votorantim Metais S.A. (i) e (iv) 586 606.833 608.684 11 1.049 2.011 Votorantim Metais Zinco S.A. (i) 948 872 1.053.169 982.912 62 13 8.217 10.290 Votorantim Siderurgia S.A. (i) 155 523 608.824 563.849 851 727 2.318 711 Outros 103 6.591 1.551 1.883 17 27 2.530 47 4.376 3.683 728

    118.107 92.191 37.230 33.747 3.067.157 3.016.370 699.108 692.193 147.337 237.168 341.756 422.788 Circulante (118.107) (92.191) (37.230) (33.747) (124.165) (106.728)No circulante 3.067.157 3.016.370 574.943 585.465

    As principais transaes com partes relacionadas foram feitas nas seguintes condies: Os produtos foram vendidos com base nas tabelas de preo interno das empresas. As vendas de servios foram efetuadas com base nos custos internos, no havendo margens definidas pelas companhias. (i) Referem-se a contratos de mtuo mantidos com partes relacionadas. O montante vem sendo atualizado mensalmente taxa de 12% ao ano. (ii) Os saldos referem-se: (a) Outros ativos: vide nota acima. (b) Outros passivos: operaes de pr-pagamento onde a Companhia recebe a antecipao de recebveis pelas vendas intermediadas pela Votorantim GmbH. (iii) Anteriormente denominada Votorantim Metais Ltda. (iv) Anteriormente denominada Votorantim Metais Nquel S.A.

    (b) ConsolidadoDemonstraes do

    resultadoContas a receber

    de clientes Dividendos a receber Realizvel a longo prazoPassivos circulante

    e no circulante Compras Vendas31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Sociedades controladorasVotorantim Industrial S.A. (i) 313.571 365.258 609 377 6.075 Sociedades ligadasAnfreixo S.A. 537 443 11.558 7.055 Minerao Rio do Norte 3.469 BAESA - Energtica Barra Grande S.A. 5.325 25.824 CPFL - Cia. Paul. de Fora e Luz 31.879 Companhia Nitro Qumica Brasileira 60 1.121 MAESA - Machadinho Energtica S.A. 3 31.712 Votener-Votorantim C. Energia 6.332 38 (14) 10.184 27.858 54.972 Votorantim Cimentos S.A. 14.500 224 844 484.378 2.214 356 1.784 2.923 8.748 Votorantim Cimentos N/NE S.A. 770 846 423 1.019 2.387 Votorantim Energia Ltda. 23.794 27.528 528 Votorantim GmbH (ii) 102.714 83.411 430.830 678.868 649.030 75.907 314.385 307.688 Votorantim Metais Participaes Ltda. (iii) 53.068 139 8.617 12.891 39.381 Votorantim Metais S.A. (i) e (iv) 1.989 1.512 606.833 608.684 3.181 1.049 2.011 14.093 Votorantim Metais Zinco S.A. (i) 2.736 1.963 1.053.170 982.912 9 13 18.492 8.735 Votorantim Participaes S.A. 62 Votorantim Siderurgia S.A. (i) 208 647 608.824 563.849 851 747 2.318 2.436 Outros 12 6.591 1.551 1.883 17 926

    1.604 4.376 193 727122.929 100.680 29.660 29.834 3.067.140 3.005.275 700.418 667.590 100.189 151.195 447.585 317.150

    Circulante (122.929) (100.680) (29.660) (29.834) (125.475) (95.535)No circulante 3.067.140 3.005.275 574.943 572.055

    As principais transaes com partes relacionadas foram feitas nas seguintes condies: Os produtos foram vendidos com base nas tabelas de preo interno das empresas. As vendas de servios foram efetuadas com base nos custos internos, no havendo margens definidas pelas companhias. (i) Referem-se a contratos de mtuo mantidos com partes relacionadas. O montante vem sendo atualizado mensalmente taxa de 12% ao ano. (ii) Os saldos referem--se: (a) Outros ativos: vide nota acima. (b) Outros passivos: operaes de pr-pagamento onde a Companhia recebe a antecipao de recebveis pelas vendas intermediadas pela Votorantim GmbH; (iii) Anteriormente denominada Votorantim Metais Ltda. (iv) Anteriormente denominada Votorantim Metais Nquel S.A.

  • Companhia Brasileira de AlumnioCNPJ/MF n 61.409.892/0001-73

    Demonstraes Financeiras 2011

    Continua

    Continuao

    15. Investimentos - (a) Composio(i) Controladora Informaes das investidas em 31 de dezembro de 2011 Resultado de equivalncia patrimonial Saldo de investimentos

    Patrimnio lquido ajustado

    Resultado do exerccio ajustado

    Percentual de participao (%) 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Investimentos avaliados por equivalncia patrimonial BAESA - Energtica Barra Grande S.A. 576.652 52.077 15,00 7.812 4.493 86.498 79.317 Campos Novos Energia S.A. 811.132 127.469 24,72 31.510 33.146 200.512 187.992 Indstria e Comrcio Metalrgica Atlas S.A. 58.247 9.097 99,86 9.085 (2.757) 58.168 71.183 Machadinho Energtica S.A. 417.215 53.374 33,14 17.686 3.814 138.250 120.732 Minerao Rio do Norte S.A. 590.080 36.853 10,00 3.685 (557) 59.008 58.931 Rio Verdinho Energia S.A. (nota 1 (ii)) (5.786) (2.494) 186.126 Votorantim Cimentos N/NE S.A. 3.116.255 399.828 0,35 1.390 1.631 10.839 10.241 Alunorte - Alumina do Norte S.A. 4.590.074 (49.544) 3,62 (1.793) 5.961 166.161 168.132 Metalex Ltda. 21.642 14.835 100,00 14.835 2.014 21.642 6.977 Outros investimentos 2.197 2.468

    Total dos investimentos 78.424 45.251 743.275 892.099 gios

    Rio Verdinho Energia S.A. 28.990 28.990 Usina Hidreltrica Salto do Pilo 35.587 35.587 BAESA - Energtica Barra Grande S.A. 6.612 6.612 Campos Novos Energia S.A. 33.828 33.828 Machadinho Energtica S.A. 15.145 15.145 Minerao Zona da Mata S.A. 25.986 25.986 Metalex Ltda. 83.526 92.130

    229.674 238.278 Total dos investimentos e gios 972.949 1.130.377

    (ii) Consolidado Informaes das investidas em 31 de dezembro de 2011 Resultado de equivalncia patrimonial Saldo de investimentos Patrimnio

    lquido ajustado Resultado do

    exerccio ajustado Percentual de

    participao (%) 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Investimentos avaliados por equivalncia patrimonial BAESA - Energtica Barra Grande S.A. 576.652 52.077 15,00 7.812 4.493 86.498 79.317 Machadinho Energtica S.A. 417.215 53.374 33,14 17.686 3.814 138.250 120.732 Minerao Rio do Norte S.A. 590.080 36.853 10,00 3.685 (557) 59.008 58.931 Votorantim Cimentos N/NE S.A. 3.116.255 399.828 0,35 1.390 1.631 10.839 10.241 Alunorte - Alumina do Norte S.A. 4.590.074 (49.544) 3,62 (1.793) 5.961 166.161 168.132 Outros investimentos 14 8.373 8.055 28.780 15.356 469.129 445.408

    (b) Movimentao dos investimentos

    Controladora ConsolidadoSaldo em 31 de dezembro de 2009 1.019.557 602.577 Aumento de capital 154.040 Dividendos recebidos ou a receber (41.061) (27.511) Baixa do investimento (144.549) (145.060) Variao cambial de investimento no exterior 46 46 Aquisio 97.093 Equivalncia patrimonial 45.251 15.356 Saldo em 31 de dezembro de 2010 1.130.377 445.408 Reduo de capital de investida (22.363) Amortizao de mais valia de gio (8.604) Dividendos recebidos ou a receber (29.587) (8.496) Baixa do investimento (178.735) Variao cambial de investimento no exterior 59 59 Ajuste reflexo de coligadas 3.378 3.378 Equivalncia patrimonial 78.424 28.780 Saldo em 31 de dezembro de 2010 972.949 469.129

    O saldo de Ajuste reflexo de coligadas refere-se a mudanas no valor contbil do investimento reconhecidos pela participao da Companhia nas variaes de saldo dos componentes dos outros resultados abrangentes de inves-tidas, contabilizados diretamente no patrimnio lquido.16. Imobilizado - (a) Movimentao e Composio(i) Controladora

    2011 2010 Terras e Terrenos

    Edifcios e Construes

    Mquinas, Equipamentos e Instalaes Veculos

    Mveis e Utenslios

    Imobilizado em andamento

    Benfeitorias Propriedade Terceiros Outros

    Total do Imobilizado

    Total do Imobilizado

    Saldo Inicial 65.907 982.778 1.856.641 14.925 6.808 1.305.303 126.086 62.709 4.421.157 4.110.933 Adio 1.364 73.218 16.471 11.538 3.854 260.471 727 367.643 356.159 Baixa (i) (4.051) (56.257) (22.046) (46) (4.154) (22.116) (933) (109.603) (37.288)Depreciao (23.465) (172.494) (7.275) (996) (5.594) (3.409) (213.233) (173.460)Incorporao 29.966 86.664 128.893 47 69 184.904 430.543 Transferncias (57) 340.299 493.038 4.184 8.526 (862.243) 58 (16.195) 164.813 Saldo Final 93.129 1.403.237 2.300.503 23.373 14.107 866.319 120.550 59.094 4.880.312 4.421.157

    (i) Vide nota 16 (c).(ii) Consolidado

    2011 2010 Terras e Terrenos

    Edifcios e Construes

    Mquinas Equipamentos e Instalaes Veculos

    Mveis e Utenslios

    Imobilizado em andamento

    Benfeitorias Propriedade Terceiros Outros

    Total do Imobilizado

    Total do Imobilizado

    Saldo Inicial 73.718 1.205.947 1.999.089 15.292 7.602 1.749.408 126.243 62.709 5.240.008 4.827.811 Adio 3.190 74.260 20.996 11.541 3.854 254.353 781 1.125 370.100 446.672 Baixa (4.051) (54.317) (22.931) (151) (4.572) (22.761) (933) (109.716) (8.586)Depreciao (39) (28.814) (178.766) (7.336) (1.004) (5.627) (3.409) (224.995) (190.702)Transferncias 27.528 431.301 626.865 4.184 8.526 (1.114.681) 59 (16.218) 164.813 Saldo Final 100.346 1.628.377 2.445.253 23.530 14.406 866.319 121.456 59.492 5.259.179 5.240.008

    Na controladora as depreciaes do exerccio findo em 31 de dezembro de 2011 totalizaram R$ 213.233 (2010 R$ 173.460), dos quais R$ 194.327 (2010 - R$ 98.509) foram alocados ao custo de produo e R$ 18.906 (2010 - R$ 4.535) foram alocados em despesas operacionais.(b) Reviso e ajuste da vida til estimadaA Companhia e suas controladas periodicamente analisam a vida til econmica estimada de seus ativos imobilizados para fins de clculo da depreciao, bem como para determinar o valor residual dos itens do imobilizado.(c) Imobilizado em andamentoO saldo de imobilizado em andamento composto principalmente de projetos de expanso e otimizao das unidades industriais, sendo: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Sala fornos (i) 262.875 425.465 262.875 425.465 Alteamento barragem Palmital 132.344 118.751 132.344 118.751 Forno de calcinao 87.666 90.687 87.666 90.687 Expanso extruso, andonizao e pintura 23.929 116.649 23.929 116.649 Reforma cubas fornos 61.537 18.689 61.537 18.689 Expanso - nova prensa de extruso 2.757 45.072 2.757 45.072

    (i) No exerccio findo em 31 de dezembro de 2011, aps criteriosa avaliao da administrao sobre esse projeto, foi baixado como impairment o valor de R$ 100.609, uma vez que a administrao entendeu que o valor contbil do ativo excedia seu valor recupervel. (d) Mais valia alocada ao ativo imobilizadoOs valores referentes a mais valia de ativos decorrentes de aquisio de empresas no valor total de R$ 15.035, classificados no ativo imobilizado, so depreciados de acordo com a vida til dos bens. Em 2011 a amortizao dessa mais valia foi de R$ 1.165. 17. Intangvel (a) Movimentao e Composio(i) Controladora

    2011 2010

    Direitos minerrios Direitos s/ uso de

    software Direitos s/ marcas e

    patentes Descomissionamento

    de minas Uso do bem pblico Total do Intangvel Total do Intangvel Saldo Inicial 154.168 1.482 91 12.108 279.733 447.582 563.560 Adio 25 25 55.926 Baixa (41) (41) Amortizao (5.047) (525) (1.535) (10.805) (17.912) (7.091) Transferncias 15.252 943 16.195 (164.813) Saldo Final 164.373 1.925 50 10.573 268.928 445.849 447.582

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

  • Companhia Brasileira de AlumnioCNPJ/MF n 61.409.892/0001-73

    Demonstraes Financeiras 2011

    Continua

    Continuao

    (ii) Consolidado2011 2010

    gios (a) Direitos

    minerrios Direitos s/ uso de

    software Direitos s/ marcas e

    patentes Descomissionamento

    de minas Uso do bem

    pblico Outros Total do

    Intangvel Total do

    Intangvel Saldo Inicial 195.578 154.168 2.538 26.305 12.108 283.801 1.722 676.220 710.497 Adio 129 297 - 426 137.627Baixa (939) (74) - (1.013)Amortizao (5.047) (538) (7.439) (1.535) (10.973) (279) (25.811) (7.091)Transferncias 15.252 936 31 (1) 16.218 (164.813)Saldo Final 195.578 164.373 2.126 19.120 10.573 272.828 1.442 666.040 676.220

    (b) Composio dos gios decorrentes de aquisies no consolidado31/12/2011 31/12/2010

    gios Rio Verdinho Energia S.A. 28.990 28.990 Usina Hidreltrica Salto do Pilo 35.587 35.587 BAESA - Energtica Barra Grande S.A. 6.612 6.612 Campos Novos Energia S.A. 33.828 33.828 Machadinho Energtica S.A. 15.145 15.145 Minerao Zona da Mata S.A. 25.986 25.986 Metalex Ltda. (nota d) 49.430 49.430

    Total 195.578 195.578

    (c) Teste do gio para verificao de impairment - Ao final do exerccio de 2011, a Companhia avaliou a recu-perao do valor contbil dos gios e dos seus investimentos onde houve indicadores de impairment, com base no seu valor em uso, utilizando o modelo de fluxo de caixa descontado para cada segmento de negcio. O processo de avaliao do valor em uso envolve a utilizao de premissas, julgamentos e projees sobre os fluxos de caixa futuros e representa a melhor estimativa aprovada pela administrao. O teste de recuperao dos ativos no re-sultou na necessidade de reconhecimento de perdas por reduo do valor recupervel para os gios mantidos em 31 de dezembro de 2011. Os clculos do valor em uso tm como premissas as projees de fluxo de caixa, antes do clculo do imposto de renda e da contribuio social, tendo como base os oramentos financeiros aprovados pela administrao para o perodo projetado para os prximos cinco anos. Os valores referentes aos fluxos de cai-xa, para o perodo excedente aos cinco anos, foram extrapolados com base nas taxas de crescimento estimadas que apresentamos a seguir. A taxa de crescimento no excede mdia de longo prazo para o setor de atuao. As principais premissas utilizadas nos clculos do valor em uso em 31 de dezembro de 2011 so as seguintes:

    31/12/2011 31/12/2010Margem bruta 32% 39%Taxa de crescimento (i) - -Taxa de desconto (ii) 10% 9%

    (i) Apurada de acordo com a mdia ponderada, usada para extrapolar os fluxos de caixa aps o perodo de cinco anos. (ii) WACC mdia ponderada por segmento (bruto e lquido de crditos tributveis). A administrao determinou a margem bruta orada com base no desempenho passado e em suas expectativas para o cresci-mento. As taxas de crescimento mdias ponderadas utilizadas so consistentes com as previses includas nos relatrios de cada setor. As taxas de desconto utilizadas correspondem s taxas antes dos impostos. Conforme requerimentos adicionais de divulgao do CPC 01/IAS 36, pargrafo 134, a Companhia deve, caso uma mu-dana razoavelmente possvel em uma principal premissa, divulgar na qual a administrao tiver baseado sua determinao do valor recupervel da unidade, puder fazer com que o valor contbil da unidade exceda seu valor recupervel. A alterao no valor dessa premissa deve incorporar quaisquer efeitos dessa mudana em outras variveis utilizadas no clculo. Com base nas avaliaes efetuadas no foram observados indicativos de impairment. (d) Combinao de negcio Metalex - Conforme mencionado na Nota 1 (iii), em 7 de outubro de 2010, a Companhia adquiriu o controle da empresa Metalex Ltda.. Foi utilizado o mtodo de aquisio para a contabilizao dos ativos identificveis adquiridos e passivos assumidos. O gio fundamentado pela expectativa de rentabilidade futura composto dessa forma:

    Valor integral Total da contraprestao transferida 98.893 ( - ) Valor justo dos ativos identificveis adquiridos e passivos assumidos

    Caixa e equivalentes de caixa 1.294 Ativo imobilizado 8.504 Estoques 4.997 Outros passivos (1.850)Emprstimos (6.182)Marca Metalex 2.400 Relacionamento com clientes 18.900 Acordo de no competio 4.200 Outros 1.000 Mais valia do ativo fixo 16.200

    Valor justo total dos ativos adquiridos e passivos assumidos 49.463 ( = ) gio fundamentado pela expectativa de rentabilidade futura do investimento 49.430

    Os custos relacionados com a transao no foram relevantes.18. Emprstimos e financiamentos - (a) Composio(i) Controladora

    Passivo circulante Passivo no circulante

    Modalidade

    Encargos anuais mdios

    (%) Vencimento

    final 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Captados a longo prazo Em moeda estrangeira BNDES (FINAME Cesta de Moedas)

    UMBNDES + 2,19% 2018 15.509 24.012 31.245 75.829

    Eurobonds - USD 6,68% Pr USD 2021 57.287 50.281 3.282.650 2.915.850 72.796 74.293 3.313.895 2.991.679 Em moeda nacional BNDES (URTJLP)

    URTJLP +

    2,09% 2026 158.311 226.928 596.049 641.302 BNDES (BRL) 4,50% Pr BRL 2016 4.418 2.460 17.500 21.875 FINAME (R$ e URTJLP)

    URTJLP +

    0,82% / 7,57% 2021 10.951 92.393 4.023 12.661 173.680 321.781 617.572 675.838 246.476 396.074 3.931.467 3.667.517 USD - Dlar Norte-Americano; BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social; FINAME - Fun-do de Financiamento para Aquisio de Mquinas e Equipamentos Industriais; UMBNDES - Unidade Monetria do BNDES. uma cesta de moedas que representa a composio das obrigaes de dvida em moeda estrangeira do BNDES. Em 31 de dezembro de 2011, esta composio refletia 96% do dlar norte-americano; URTJLP Unidade de referncia de Taxa de Juros de Longo Prazo; TJLP- Taxa de Juros de Longo Prazo fixada pelo Conselho Mone-trio Nacional. A TJLP o custo bsico de financiamentos do BNDES.(ii) Consolidado Passivo circulante Passivo no circulante

    Modalidades

    Encargos anuais mdios

    (%) Vencimento

    final 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Captados a longo prazo Em moeda estrangeira BNDES UMBNDES +

    1,46 / 2,23 + VC 2018 30.249 24.012 31.245 75.829 Eurobonds - USD 6,625 + VC 2021 57.287 50.281 3.282.650 2.915.850 Outros 1.054 1.114

    88.590 74.293 3.315.009 2.991.679 Em moeda nacional BNDES URTJLP + 2,48 2026 181.142 269.156 725.255 1.070.559 Debntures DI + 1,25 2025 1.977 23.851 FINAME URTJLP + 5,71 2020 10.952 92.393 4.022 12.661

    194.071 361.549 753.128 1.083.220 282.661 435.842 4.068.137 4.074.899

    USD - Dlar Norte-Americano; BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social; FINAME - Fun-do de Financiamento para Aquisio de Mquinas e Equipamentos Industriais; UMBNDES - Unidade Monetria do BNDES. uma cesta de moedas que representa a composio das obrigaes de dvida em moeda estrangeira do BNDES. Em 31 de dezembro de 2011, esta composio refletia 96% do dlar norte-americano; URTJLP - Unidade de referncia de Taxa de Juros de Longo Prazo; VC - Variao Cambial; DI - Taxa de depsito interbancrio.

    (b) Vencimento - O perfil dos vencimentos das parcelas de emprstimos e financiamentos em 31 de dezembro de 2011 demonstrado a seguir:

    Controladora ConsolidadoVencimento das parcelas

    Em moeda nacional

    Em moeda estrangeira Total %

    Em moeda nacional

    Em moeda estrangeira Total %

    2012 173.681 72.796 246.477 5,90% 195.125 87.536 282.661 6,50%2013 100.717 9.255 109.972 2,63% 121.464 9.255 130.719 3,00%2014 99.532 8.655 108.187 2,59% 119.333 8.655 127.988 2,94%2015 95.466 8.655 104.121 2,49% 115.182 8.655 123.837 2,85%2016 50.734 3.160 53.894 1,29% 70.451 3.160 73.611 1,69%2017 41.445 1.452 42.897 1,03% 61.161 1.452 62.613 1,44%2018 34.482 67 34.549 0,83% 54.199 67 54.266 1,25%2019 34.473 1.875.800 1.910.273 45,72% 40.785 1.875.800 1.916.585 44,05%2020 34.444 - 34.444 0,82% 36.287 - 36.287 0,83%2021 34.286 1.406.850 1.441.136 34,49% 43.388 1.406.849 1.450.237 33,33%

    2022 em diante 91.994 - 91.993 2,20% 91.994 - 91.994 2,11% 791.254 3.386.690 4.177.943 100% 949.369 3.401.429 4.350.798 100%

    (c) Movimentao Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010Saldo inicial do exerccio 4.063.591 1.206.240 4.510.741 1.638.039 Amortizao (547.958) (1.168.446) (580.939) (1.201.436) Captaes 28.755 4.078.864 41.718 4.109.761 Variao cambial 388.081 (52.258) 388.937 (61.918) Proviso de juros 270.688 141.370 301.219 186.465 Juros pagos (280.151) (142.179) (310.878) (160.170) Incorporao (i) 254.937 Saldo final do exerccio 4.177.943 4.063.591 4.350.798 4.510.741 (i) A Rio Verdinho Energia S.A. foi incorporada pela Companhia Brasileira de Alumnio em 1 de outubro de 2011, conforme descrito na nota 1 (ii). (d) Garantias - Em 31 de dezembro de 2011, o montante de R$ 2.615.018 (2010 R$ 2.598.000) de emprstimos e financiamentos estava garantido por notas promissrias e avais da Companhia ou de suas controladas. (e) Obrigaes contratuais / ndices financeiros - Determinados contratos de emprstimos e financiamentos esto sujeitos ao cumprimento de certos ndices financeiros (covenants), como (i) Alavancagem financeira (Dvida Lquida/ Lucro antes de Juros, Impostos, Depreciao e Amortizao LAJIDA); (ii) ndice de capitalizao (Dvida Total/ Dvida Total + Patrimnio Lquido ou Patrimnio Lquido/ Ativo Total ); (iii) ndice de cobertura de juros (Caixa + LAJIDA/ Juros + Dvida de Curto Prazo). Quando aplicveis, tais obrigaes so padro-nizadas para todos os contratos de emprstimos e financiamentos. A Companhia e suas controladas atenderam a todas as condies estabelecidas nas clusulas contratuais de emprstimos e financiamentos, quando aplicveis. (f) Captaes - Em 28 de outubro de 2010, a Companhia substituiu a emissora Voto-Votorantim Limited (VOTO V), assumindo integralmente a emisso de bnus no mercado europeu de US$ 1 bilho com vencimento em 2019 e cupom de 6,625% a.a.. Esta emisso de bnus em que a Companhia era garantidora estava contabilizada como Partes Relacionadas, no valor US$ 492 milhes. Desde 2009, a Companhia vem adotando estratgia de refinan-ciamento da dvida, com premissas de alongamento do prazo mdio dos vencimentos e reduo de alavancagem financeira. (g) Valor justo dos emprstimos e financiamentos - Os valores abaixo foram calculados de acordo com os critrios da nota 6.4. Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2011

    Valor Contbil Valor Justo Valor Contbil Valor JustoEurobonds 3.339.937 3.554.633 3.339.937 3.554.633 BNDES 823.032 759.233 967.891 904.092 FINAME 14.974 14.516 14.974 14.516 Outros 27.996 27.996 4.177.943 4.328.382 4.350.798 4.501.237

    19. Contas a pagar Trading - Refere-se a compras de determinadas matrias-primas importadas por meio de empresas de trading, que apresentam prazos de pagamento de at 360 dias com comisso, calculada e acertada entre as partes antes ou no momento de cada transao comercial, sobre o valor total das compras efetuadas. 20. Imposto de renda e contribuio social diferidos - (a) Reconciliao da despesa de IR e CSLL - Os va-lores correntes so calculados com base nas alquotas em vigor atualmente sobre o lucro tributado, acrescido ou diminudo das respectivas adies e excluses. Os valores de imposto de renda e contribuio social demonstra-dos no resultado do exerccio findo em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 apresentam a seguinte reconciliao com base na alquota nominal brasileira: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Lucro (prejuzo) antes do imposto de renda e da contribuio social (428.300) 363.200 (403.466) 381.885 Alquotas nominais 34% 34% 34% 34%IRPJ e CSLL calculados s alquotas nominais 145.622 (123.488) 137.178 (129.841)Ajustes para apurao do IRPJ e da CSLL efetivos Equivalncia patrimonial 26.664 15.385 9.785 5.221

    Complemento de imposto de renda e contribuio social diferida de exerccios anteriores 21.487 21.487

    Outras adies (excluses) permanentes lquidas (6.519) 8.723 (6.018) 6.551

    IRPJ e CSLL apurados 187.254 (99.380) 162.432 (118.069) Correntes 6.200 (26.786) 5.029 Diferidos 187.254 (105.580) 189.218 (123.098)IRPJ e CSLL no resultado 187.254 (99.380) 162.432 (118.069)

    (b) Composio dos saldos de impostos diferidosA origem do imposto de renda e da contribuio social diferidos est a seguir apresentada: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Ativo Prejuzo fiscal e base negativa 54.176 54.710 Diferenas temporrias Marcao a mercado do instrumento derivativo 2.282 2.282 Proviso de participao no resultado - PPR 13.251 10.000 13.251 10.000 Proviso para baixa de ativo 15.910 15.910 Uso do bem pblico 41.768 29.924 41.768 31.104 Proviso 29.200 24.064 30.569 24.064 Proviso para perdas de estoques 4.811 8.425 4.811 8.425

    Proviso para perdas em investimentos ou ativos imobilizados 14.520 1.654 14.520 1.654

    Diferimento de variao cambial 50.549 50.549 ICMS a recuperar AVP 19.260 7.718 19.260 7.718 Juros capitalizados 10.509 10.509 Proviso de impairment 34.207 34.207 Diferimento da perda em contratos de swap 17.698 17.698 Outros 23.520 2.031 24.883 3.292 Ativo no circulante 313.469 102.008 316.735 104.449 Passivo Marcao a mercado do instrumento derivativo 42.666 8.858 42.666 8.858 Juros capitalizados 23.644 14.738 23.644 14.738 ICMS a recuperar AVP 24.746 19.395 24.746 19.395 Ajustes de vida til imobilizado (depreciao) 377.467 303.011 377.467 303.011 Diferimento de variao cambial 74.558 74.558 Outros 1.353 5.323 1.353 5.323 Passivo no circulante 469.876 425.883 469.876 425.883

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

  • Companhia Brasileira de AlumnioCNPJ/MF n 61.409.892/0001-73

    Demonstraes Financeiras 2011

    Continua

    Continuao

    Impostos diferidos ativos so reconhecidos na extenso em que seja provvel que o lucro futuro tributvel esteja disponvel para ser utilizado na compensao das diferenas temporrias, com base em projees de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenrios econmicos futuros que podem, por-tanto, sofrer alteraes.(c) Movimentao de imposto de renda e contribuio social diferidos

    Controladora Consolidado2011 2010 2011 2010

    Saldo inicial do exerccio - passivo lquido (323.875) (203.176) (321.434) (201.313)Prejuzo fiscal e base negativa 54.176 54.710 Ajuste de adoo de novas prticas (CPC) 37.935 23.460 36.755 24.640 Provises 17.639 12.014 19.008 12.014 Marcao a mercado do instrumento derivativo (36.090) (13.769) (36.090) (13.769)Ajustes de vida til imobilizado (depreciao) (74.456) (102.733) (74.456) (102.733)Diferimento de variao cambial 125.107 (41.008) 125.107 (41.008)Outros 43.157 1.337 43.259 735 Saldo Final - passivo lquido (156.407) (323.875) (153.141) (321.434) (d) Regime tributrio de transio RTT - Para fins de apurao do imposto de renda e da contribuio social sobre o lucro lquido. Desde o exerccio de 2009, a Companhia optou pelo RTT. Esse regime possibilita pessoa jurdica a eliminao dos efeitos contbeis da Lei n 11.638/07 e da MP n 449/08, convertida na Lei n 11.941/09, por meio de registros no livro de apurao do lucro real (LALUR) ou de controles auxiliares, sem qualquer modifica-o da escriturao mercantil. Buscando a neutralidade tributria, a Companhia manteve essas prticas tributrias, uma vez que o RTT ter vigncia at a entrada em vigor de uma lei que discipline os efeitos fiscais dos novos mto-dos contbeis. 21. Contingncias e obrigaes tributrias - A Companhia e suas controladas so partes envolvi-das em processos tributrios, trabalhistas, cveis e outros em andamento, e esto discutindo essas questes tanto na esfera administrativa como na judicial. Quando aplicvel, foram efetuados depsitos judiciais para fazer frente parte dessas obrigaes. As provises para as eventuais perdas consideradas provveis decorrentes de passivos contingentes so reconhecidas contabilmente. Os passivos contingentes classificados como perdas possveis no so reconhecidos contabilmente, sendo divulgados nas notas explicativas. Os passivos contingentes classificados como remotos no so provisionados nem divulgados. Os montantes envolvidos nas contingncias so estimados e atualizados periodicamente. A classificao das eventuais perdas entre possveis, provveis e remotas se baseia na indicao dos consultores jurdicos da Companhia. No que se referem a processos judiciais de contestao de legalidade ou constitucionalidade de obrigao tributria, eles tm seus montantes reconhecidos integralmente nas informaes financeiras, independentemente da probabilidade de sucesso dos processos judiciais em andamento. (a) Composio dos saldos - Os saldos das obrigaes tributrias e provises registradas contabilmente so apresentados a seguir: (i) Controladora 31/12/2011 31/12/2010 Depsitos

    judiciais Montante

    provisionado Total

    lquido Depsitos

    judiciais Montante

    provisionado Total

    lquidoTributrias 29.856 (44.547) (14.691) 4 (24.621) (24.617)Trabalhistas 1.788 (19.764) (17.976) 1.943 (10.468) (8.525)Cveis 1.805 (6.708) (4.903) 2.022 (9.366) (7.344)Ambientais e outras (90) (90) 11.172 (14.441) (3.269) 33.449 (71.109) (37.660) 15.141 (58.896) (43.755)

    (ii) Consolidado 31/12/2011 31/12/2010

    Depsitos

    judiciaisMontante

    provisionado Total

    lquido Depsitos

    judiciais Montante

    provisionado Total

    lquidoTributrias 48.627 (55.489) (6.862) 4.038 (29.465) (25.427)Trabalhistas 2.414 (21.441) (19.027) 6.306 (11.695) (5.389)Cveis 2.165 (7.034) (4.869) 2.384 (10.855) (8.471)Ambientais e outras (243) (243) 11.172 (14.441) (3.269) 53.206 (84.207) (31.001) 23.900 (66.456) (42.556) (b) Movimentao - A movimentao da proviso no exerccio est demonstrada a seguir: Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010Saldo no incio do exerccio 43.755 43.659 42.556 43.013 Adies (lquidas das reverses) 10.834 12.584 18.565 12.916 Baixas por pagamento (2.383) (2.747) (4.576) (3.637) Atualizaes monetrias 3.762 2.119 3.762 3.106 Depsitos judiciais (18.308) (11.860) (29.306) (12.842)Saldo no final do exerccio 37.660 43.755 31.001 42.556 Os principais processos passivos em 31 de dezembro de 2011 so os seguintes: (c) Natureza das contingncias (i) Processos trabalhistas/cveisA Companhia possui processos trabalhistas movidos por ex-empregados e terceiros, bem como aes cveis de-correntes do curso normal dos seus negcios, nenhuma das quais, isoladamente, considerada como relevante. Em 31 de dezembro de 2011, os valores provisionados totalizavam R$ 26.472 (2010 - R$ 19.834).(ii) Processos com probabilidade de perdas consideradas como possveisA Companhia est envolvida em outros processos tributrios, cveis e trabalhistas com probabilidade de perda, avaliada como possvel, os quais em 31 de dezembro de 2011 totalizam R$ 771.113 (31 de dezembro de 2010 - R$ 326.881) e, por terem sido avaliados como possvel risco de perda, no esto provisionados contabilmente. O aumento no exerccio findo em 31 de dezembro de 2011 deve-se reavaliao efetuada pela rea jurdica da Companhia, onde foram includos e atualizados alguns valores de processos tributrios com probabilidades de perdas consideradas possveis.22. Uso do bem pblicoAlgumas concesses de gerao foram concedidas mediante a contraprestao de pagamentos para a Unio a ttulo de Uso do Bem Pblico. O registro desta obrigao foi efetuado no passivo na data da obteno da licena de operao dos respectivos projetos, atualizados pelos indexadores do contrato (IGP-M) somado aos juros (6% a.a.), trazidos a valor presente, onde concomitantemente teve a sua contrapartida a conta do ativo intangvel. Estes valores, capitalizados pelos juros incorridos da obrigao at a data de entrada em operao, esto sendo amortizados linearmente pelo perodo remanescente da concesso. A Companhia e suas controladas possuem as seguintes concesses para a gerao de energia eltrica, onde apresentamos os valores relacionados ao uso do bem pblico.

    Controladora31/12/2011 31/12/2010

    Usinas / Empresas Participao Data incio da concesso Data fim da concesso Data incio pagamento Ativo intangvel Passivo Ativo intangvel PassivoSalto Pilo 60% nov-01 dez-36 jan-10 254.953 (366.603) 265.151 (343.791)Salto do Rio Verdinho 100% ago-02 set-37 out-10 9.728 (14.000) 10.106 (13.080)Itupararanga 100% nov-03 dez-23 jan-04 1.089 (2.425) 1.181 (2.436)Piraju 100% dez-98 jan-34 fev-03 1.384 (5.134) 1.447 (4.993)Ourinhos 100% jul-00 ago-35 set-05 1.774 (3.612) 1.848 (3.444)

    268.928 (391.774) 279.733 (367.744)

    Consolidado31/12/2011 31/12/2010

    Usinas / Empresas Participao Data incio da concesso Data fim da concesso Data incio pagamento Ativo intangvel Passivo Ativo intangvel PassivoSalto Pilo 60% nov-01 dez-36 jan-10 254.953 (366.603) 265.151 (343.791)Salto do Rio Verdinho 100% ago-02 set-37 out-10 9.728 (14.000) 10.106 (13.080)Itupararanga 100% nov-03 dez-23 jan-04 1.089 (2.425) 1.181 (2.436)Piraju 100% dez-98 jan-34 fev-03 1.384 (5.134) 1.447 (4.993)Ourinhos 100% jul-00 ago-35 set-05 1.774 (3.612) 1.849 (3.444)Campos Novos 25% abr-00 mai-35 jun-06 3.900 (7.908) 4.067 (7.541)

    272.828 (399.682) 283.801 (375.285)

    23. Patrimnio lquido (a) Capital social - O capital social, totalmente subscrito e integralizado em 31 de de-zembro de 2011 e em 2010, representado por 912.749.048 aes ordinrias, nominativas e sem valor nominal, pertencentes a acionistas domiciliados no pas. (b) Reservas de lucros - A reserva legal constituda mediante a apropriao de 5% do lucro lquido do exerccio ou saldo remanescente, limitado a 20% do capital social, podendo ser utilizada somente para aumento de capital ou absoro de prejuzos acumulados. A reserva de reteno foi constituda para registrar a reteno do saldo remanescente de lucros acumulados, a fim de atender ao projeto de crescimento dos negcios estabelecido no plano de investimentos da Companhia. (c) Ajuste de avaliao patrimonial - A Companhia reconhece nesta rubrica o efeito das variaes cambiais sobre os investimentos em controladas detidas de forma direta ou indireta no exterior. Esse efeito acumulado ser revertido para o resultado do exerccio como ganho ou perda somente em caso de alienao ou perda do investimento. Tambm so consi-deradas nesta rubrica: a variao cambial de dvidas e derivativos designados para mitigar riscos cambiais e de preos de commodities (hedge accounting).24. Receita lquida

    Controladora Consolidado31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Receita bruta de vendas Mercado Interno 2.931.768 2.738.603 3.247.972 2.951.970 Mercado Externo 338.832 437.323 345.359 437.323

    3.270.600 3.175.926 3.593.331 3.389.293 Impostos sobre vendas e servios e outras dedues (603.792) (598.336) (656.489) (625.305)

    2.666.808 2.577.590 2.936.842 2.763.988

    25. Outras receitas (despesas) operacionais, lquidas Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Receita lquida de venda de sucata 6.660 5.237 6.660 9.774 Receita (despesa) lquida na venda de imobilizado 6.378 (6.205) 11.679 (6.205)Proviso de impairment (i) (100.609) (100.609) Ganhos de Hedge Commodities 11.258 (3.473) 11.258 (3.473)Outras receitas (despesas), lquidas 5.787 5.428 (7.823) 1.142 (70.526) 987 (78.835) 1.238

    (i) Vide nota 16 (c). 26. Despesas por natureza

    Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Variaes nos estoques de produtos acabados e produtos em elaborao 245.616 (48.575) 246.756 (46.770)Matrias-primas, insumos e materiais de consumo 1.434.268 1.156.856 1.542.145 1.187.692 Despesa de benefcios a empregados 500.188 470.080 515.108 488.013 Depreciao, amortizao e exausto 231.145 180.551 250.806 197.793 Despesas de transporte 96.556 105.360 96.591 108.858 Outras despesas 183.252 427.588 198.331 472.470 2.691.025 2.291.860 2.849.737 2.408.056 Reconciliao Custo dos produtos vendidos 2.408.868 2.063.116 2.566.750 2.174.665 Com vendas 81.435 78.200 81.856 77.642 Gerais e administrativas 200.722 150.544 201.131 155.749 2.691.025 2.291.860 2.849.737 2.408.05627. Plano de aposentadoria privadaContribuio definidaA Companhia e suas controladas no Brasil so patrocinadoras de planos de aposentadoria privada administrados pela Fundao Senador Jos Ermrio de Moraes (FUNSEJEM), fundo fechado de previdncia privada, sem fins lucrativos, disponvel a todos os funcionrios da Votorantim. Nos termos do regulamento do fundo, as contribuies dos funcionrios FUNSEJEM so igualadas pelas patrocinadoras, de acordo com o nvel de remunerao do funcionrio. Para os que tm remunerao inferior ao patamar especificado pelo regulamento, as contribuies so

    igualadas at o limite de 1,5% da remunerao mensal do funcionrio. Para aqueles com remunerao superior ao patamar, igualam-se as contribuies do funcionrio at o limite de 6% da remunerao mensal. Podem tambm ser realizadas contribuies voluntrias FUNSEJEM. As contribuies realizadas pela Companhia e suas contro-ladas FUNSEJEM no exerccio findo em 31 de dezembro de 2011 totalizaram R$ 6.679 (2010 - R$ 5.080). Uma vez cumpridas as contribuies desse plano, no existem obrigaes de pagamentos adicionais. 28. Despesas de benefcios aos empregados Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Salrios e adicionais 271.900 222.329 280.070 226.609 Encargos sociais 172.815 151.069 177.819 161.494 Benefcios sociais 55.473 43.876 57.219 46.384 500.188 417.274 515.108 434.487 29. Resultado financeiro lquido Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Receitas financeiras Rendimento de aplicaes financeiras 157.327 112.948 163.102 112.948 Juros sobre ativos financeiros 5.475 30.174 6.185 35.191 Juros sobre mtuos com partes relacionadas 173.374 105.574 173.374 105.574 336.176 248.696 342.661 253.713 Despesas financeiras

    Juros sobre emprstimos, financiamentos e outros (263.310) (183.316) (294.289) (208.840)

    Juros e atualizao monetria - UBP (49.032) (61.415) (49.402) (62.197) Comisses sobre operaes financeiras (7.935) (9.382) (7.395) (9.382) Imposto sobre operaes financeiras - IOF (15.396) (18.748) (15.396) (18.748)

    Imposto de renda sobre remessa de juros ao exterior (21.220) (15.268) (21.220) (15.268)

    Despesas bancrias (11.871) (6.134) (11.871) (6.134) Outras despesas financeiras (30.244) (14.758) (32.269) (14.757) (399.008) (309.021) (431.842) (335.326)Variaes cambiais e monetrias, lquidas (349.149) 91.557 (351.335) 90.972 Resultado financeiro lquido (411.981) 31.232 (440.516) 9.359 30. SegurosDe acordo com a Poltica Corporativa de Gesto de Seguros da Companhia e suas controladas, so contratados diferentes tipos de aplices de seguros, como seguros de riscos operacionais e responsabilidade civil, proporcio-nando proteo relacionada a possveis perdas com interrupo na produo, danos a terceiros e patrimnio. A cobertura de seguro operacional vigente em 31 de dezembro de 2011 :

    Ativo Tipo de Cobertura Importncia SeguradaInstalaes, equipamentos e produtos em estoque

    Danos Materiais 8.580.429Lucros Cessantes 1.173.463

    Sergio Rodrigo Machado de Medeiros - CRC PR055771/O-7 S SP

    Diretoria

    Contador

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    JOO BOSCO SILVADiretor Presidente

    PAULO PRIGNOLATODiretor Financeiro

    LUIZ CARLOS LOUREIRO FILHO Diretor

    RENATO CESAR BRITO DE MOURADiretor

    JOS RODRIGUES DOS REISDiretor

    CLOVES OTVIO NUNES DE CARVALHODiretor

  • Relatrio dos auditores independentes sobre as demonstraes financeiras individuais e consolidadas

    Aos Administradores e AcionistasCompanhia Brasileira de AlumnioExaminamos as demonstraes financeiras individuais da Companhia Brasileira de Alumnio (a Companhia ou Controladora) que compreendem o balano patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstraes do resultado, do resultado abrangente, das mutaes do patrimnio lquido e dos fluxos de caixa para o exerccio findo nessa data, assim como o resumo das principais polticas contbeis e as demais notas explicativas. Examinamos tambm as demonstraes financeiras consolidadas da Companhia Brasileira de Alumnio e suas controladas (Consolidado) que compreendem o balano patrimonial consolidado em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstraes consolidadas do resultado, do resultado abrangente, das mutaes do patrimnio lquido e dos fluxos de caixa para o exerccio findo nessa data, assim como o resumo das principais polticas contbeis e as demais notas explicativas.Responsabilidade da administrao obre as demonstraes financeiras - A administrao da Companhia responsvel pela elaborao e adequada apresentao dessas demonstraes financeiras individuais de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil e dessas demonstraes financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatrio financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as prticas contbeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessrios para permitir a elaborao dessas demonstraes financeiras livres de distoro relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro.Responsabilidade dos auditores independentes - Nossa responsabilidade a de expressar uma opinio sobre essas demonstraes financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigncias ticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurana razovel de que as demonstraes financeiras esto livres de distoro relevante.Uma auditoria envolve a execuo de procedimentos selecionados para obteno de evidncia a respeito dos valores e das divulgaes apresentados nas demonstraes financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliao dos riscos de distoro relevante nas demonstraes financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliao de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaborao e adequada apresentao das demonstraes financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que so apropriados nas circunstncias, mas no para expressar uma opinio sobre a eficcia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui tambm a avaliao da adequao das polticas contbeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contbeis feitas pela administrao, bem como a avaliao da apresentao das demonstraes financeiras tomadas em conjunto.Acreditamos que a evidncia de auditoria obtida suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinio.Opinio sobre as demonstraes financeiras individuais - Em nossa opinio, as demonstraes financeiras

    individuais acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posio patrimonial e financeira da Companhia Brasileira de Alumnio em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operaes e os seus fluxos de caixa para o exerccio findo nessa data, de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil. Opinio sobre as demonstraes financeiras consolidadas - Em nossa opinio, as demonstraes financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posio patrimonial e financeira da Companhia Brasileira de Alumnio e suas controladas em 31 de dezembro de 2011, o desempenho consolidado de suas operaes e os seus fluxos de caixa consolidados para o exerccio findo nessa data, de acordo com as normas internacionais de relatrio financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as prticas contbeis adotadas no Brasil.nfases - Chamamos ateno para a Nota 14 s demonstraes financeiras, que descreve que a Companhia mantm saldos e realiza transaes com sua controladora e outras partes relacionadas em montantes significativos em relao sua posio patrimonial e financeira e aos resultados de suas operaes. Nossa opinio no est ressalvada em relao a esse assunto.Conforme descrito na Nota 2, as demonstraes financeiras individuais foram elaboradas de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil. No caso da Companhia Brasileira de Alumnio, essas prticas diferem das IFRS, aplicveis s demonstraes financeiras separadas, somente no que se refere avaliao dos investimentos em controladas e coligadas pelo mtodo de equivalncia patrimonial, uma vez que para fins de IFRS seria custo ou valor justo. Nossa opinio no est ressalvada em funo desse assunto.Outros assuntosInformao suplementar - demonstraes do valor adicionado - Examinamos tambm as demonstraes individuais e consolidadas do valor adicionado (DVA), referentes ao exerccio findo em 31 de dezembro de 2011, preparadas sob a responsabilidade da administrao da Companhia, e apresentadas como informao suplementar, uma vez que as prticas contbeis adotadas no Brasil e as IFRS no requerem sua apresentao para a Companhia. Essas demonstraes foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinio, esto adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relao s demonstraes financeiras tomadas em conjunto.

    So Paulo, 8 de maro de 2012

    Mario Miguel Tomaz Tannhauser JuniorContador CRC 1SP 217245/O-8

    PricewaterhouseCoopersAuditores Independentes

    CRC 2SP000160/O-5

    Companhia Brasileira de AlumnioCNPJ/MF n 61.409.892/0001-73

    Demonstraes Financeiras 2011Continuao

  • Continua

    Votorantim Cimentos N/NE S.A.CNPJ n 10.656.452/0001-80Demonstraes Financeiras

    Continua

    RELATRIO DA ADMINISTRAO 2011

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Balanos patrimoniais em 31 de dezembroEm milhares de reais

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Demonstraes do resultado dos exerccios findos em 31 de dezembroEm milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Demonstraes do resultado abrangente dos exerccios findos em 31 de dezembroEm milhares de reais

    Demonstraes das mutaes do patrimnio lquidoEm milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Demonstraes dos fluxos de caixa dos exerccios findos em 31 de dezembroEm milhares de reais

    Demonstraes do valor adicionado dos exerccios findos em 31 de dezembroEm milhares de reais

    Submetemos apreciao dos senhores acionistas as Demonstraes Financeiras Consolidadas (DFs) da Votorantim Cimentos N/NE S.A. (VCNNE ou Companhia), relativas ao exerccio encerrado em 31 de dezembro de 2011. Estas DFs foram preparadas em conformidade com as prticas contbeis adotadas no Brasil, seguindo as orientaes do Comit de Pronunciamentos Contbeis (CPC), com a aplicao de excees obrigatrias relevantes e certas isenes opcionais relativas adoo

    completa retrospectiva dessas normas. AgradecimentosO resultado e as conquistas de 2011 refletem o empenho e comprometimento de todos aqueles que se dedicam, diariamente, para a histria de sucesso da Companhia. Estamos crescendo e trabalhando para contribuir com o desenvolvimento do Brasil. Agradecemos aos acionistas, funcionrios, fornecedores, clientes, demais parceiros

    e a sociedade em geral que, vem nos ajudando na construo de nossa histria. A Votorantim Cimentos N/NE est pronta para enfrentar novos desafios e consolidar um novo ciclo de crescimento.

    Recife, 18 de abril de 2012A Administrao

    Votorantim Cimentos N/NE S.A.

    Ativo Nota 31/12/2011 31/12/2010Circulante

    Caixa e equivalentes de caixa 8 3.354 3.724Aplicaes financeiras 9 229.714 83.743Contas a receber de clientes 10 114.433 124.428Estoques 11 178.677 205.819Tributos a recuperar 12 31.331 34.258Adiantamentos a fornecedores 36.362 53.853Outros ativos 13.203 13.609

    607.074 519.434

    No circulanteRealizvel a longo prazoPartes relacionadas 13 1.710.213 1.867.253Tributos diferidos 19 (b) 261.744 228.268Tributos a recuperar 12 8.404 4.318Outros ativos 90.206 38.070

    Investimentos 14 942 2.428Imobilizado 15 1.638.030 1.425.120Intangvel 16 184.692 200.802

    3.894.231 3.766.259

    Total do ativo 4.501.305 4.285.693

    Passivo e patrimnio lquido Nota 31/12/2011 31/12/2010Circulante

    Emprstimos e financiamentos 17 96.728 60.842Fornecedores 56.175 119.237Salrios e encargos sociais 16.948 13.331Tributos a recolher 64.862 65.816Dividendos a pagar 13 67.615 129.949Adiantamentos de clientes 4.013 11.292Contas a pagar - Trading 18 21.785 86.966Outros passivos 12.180 9.744

    340.306 497.177No circulante

    Emprstimos e financiamentos 17 329.398 328.500Partes relacionadas 13 70 865Provises 20 149.561 140.061Tributos diferidos 19 (b) 183.593 146.001Uso do bem pblico - UBP 374.185 356.047Outros passivos 7.955 8.391

    1.044.762 979.865Patrimnio lquido 22

    Capital social 2.027.935 2.027.935Reserva para incentivos fiscais 253.092 200.306Reservas de lucros 834.275 578.213Ajustes de avaliao patrimonial 935 2.197

    Total do patrimnio lquido 3.116.237 2.808.651

    Total do passivo e patrimnio lquido 4.501.305 4.285.693

    Nota 2011 2010Receita lquida 23 1.658.312 1.577.774Custo dos produtos vendidos e dos servios prestados (1.036.011) (900.045)

    Lucro bruto 622.301 677.729Receitas (despesas) operacionais Com vendas (105.652) (81.476)Gerais e administrativas (69.730) (62.803)Outras receitas operacionais, lquidas 24 143.834 110.051

    (31.548) (34.228)Lucro operacional antes das participaes societrias e do resultado financeiro 590.753 643.501Resultado de participaes societrias Equivalncia Patrimonial 14 (6)

    Resultado financeiro, lquido 27 (56.849) (61.355)Lucro antes do imposto de renda e da contribuio social 533.898 582.146Imposto de renda e contribuio social 19(a)Correntes (141.174) (160.589)Diferidos 7.087 18.658

    Lucro lquido do exerccio 399.811 440.215Lucro lquido por aes do capital social - R$ 15,52 17,09

    As notas explicativas da administrao so parte integrantedas demonstraes financeiras.

    2011 2010Lucro lquido do exerccio 399.811 440.215Outros componentes do resultado abrangente Ganhos e perdas atuariais com benefcios de aposentadoria (1.262) (2.281)Outros resultados abrangentes (8.837)Total do resultado abrangente do exerccio 389.712 437.934

    As notas explicativas da administrao so parte integrantedas demonstraes financeiras.

    Nota 2011 2010Fluxo de caixa das atividades operacionaisLucro antes do imposto de renda e da contribuio social 533.898 582.146Ajustes para reconciliar o lucro ao caixa gerado pelas atividades operacionaisDepreciao, amortizao e exausto 15 e 16 69.750 57.057Baixa de ativo no circulante 3.500 (809)Equivalncia patrimonial 14 6Proviso para crditos de liquidao duvidosa 160 (145)Proviso para perdas de estoques 11 33.269 1.080Juros, variaes monetrias e cambiais 101.085 103.389Proviso para contingncias e obrigaes tributrias 20 (b) 42.252 55.373

    783.920 798.091Variaes nos ativos e passivosAplicaes financeiras (145.971) 34.381Contas a receber de clientes 9.835 (38.189)Estoques 11 (6.127) (61.844)Tributos a recuperar (1.159) 32.126Partes relacionadas 156.245 (33.079)Outros ativos 9.283 (12.907)Fornecedores (63.062) 43.127Tributos a recolher (954) 13.880Salrios e encargos sociais 3.617 (203)Adiantamento de clientes (7.279) 1.948Proviso uso do bem pblico (20.796) (19.241)Contas a pagar e outros passivos (128.508) (1.438)

    Caixa proveniente das operaes 589.044 756.652Juros pagos 17 (35.267) (43.570)Imposto de renda e contribuio social pagos (129.971) (161.737)

    Caixa lquido proveniente das atividades operacionais 423.806 551.345Fluxo de caixa das atividades de investimentoAquisio de imobilizado 15 (307.416) (166.026)Aumento do intangvel 16 (4.965) (9.552)Recebimento pela venda de imobilizado 290 8.779

    Caixa lquido usado nas atividades de investimento (312.091) (166.799)Fluxo de caixa das atividades de financiamentoCaptaes de recursos 17 (b) 101.398 63.210Liquidao de emprstimos e financiamentos 17 (69.023) (138.571)Dividendos pagos (144.460) (307.195)

    Caixa lquido usado nas atividades de financiamentos (112.085) (382.556)Acrscimo em caixa e equivalentes de caixa (370) 1.990Caixa e equivalentes de caixa no incio do exerccio 3.724 1.734Caixa e equivalentes de caixa no fim do exerccio 3.354 3.724Transaes que no afetam o caixaBaixa de imobilizado (96.646)Reduo de capital em controlada 195.000Ajustes de saldo inicial que no afetam o caixa (6.503)

    91.851

    As notas explicativas da administrao so parte integrantedas demonstraes financeiras.

    Capital Reserva para Reservas de lucros Lucros Ajustes de avaliao PatrimnioNota social incentivos fiscais Legal Reteno acumulados patrimonial lquido

    Em 31 de dezembro de 2009 - anteriormente publicado 2.222.935 136.235 60.835 606.700 4.478 3.031.183 Ajuste saldo inicial (Nota 2.21 (a)) (85.745) (85.745)Saldo ajustado em 31 de dezembro de 2009 2.222.935 136.235 60.835 520.955 4.478 2.945.438Total do resultado abrangente do exerccioLucro lquido do exerccio 440.215 440.215Ganhos e perdas atuariais com benefcios de aposentadoria lquido de impostos (2.281) (2.281)Total do resultado abrangente do exerccio 440.215 (2.281) 437.934Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistasReduo de capital social 22(a) (195.000) (195.000)Constituio de reserva para incentivos fiscais 22(c) 64.071 (64.071)Constituio de reserva legal 22(b) 22.011 (22.011)Dividendos (R$ 12,07 por ao) (379.721) (379.721)Reteno de lucros 22(b) (25.588) 25.588Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistas (195.000) 64.071 22.011 (25.588) (440.215) (574.721)Em 31 de dezembro de 2010 2.027.935 200.306 82.846 495.367 2.197 2.808.651Lucro lquido do exerccio 399.811 399.811Ganhos e perdas atuariais com benefcios de aposentadoria lquido de impostos (1.262) (1.262)Outros resultados abrangentes de investidas (8.837) (8.837)Total do resultado abrangente do exerccio (8.837) 399.811 (1.262) 389.712Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistasConstituio de reserva para incentivos fiscais 52.786 (52.786)Constituio de reserva legal 22(b) 19.991 (19.991)Dividendos (R$ 2,58 por ao) 22(d) (82.126) (82.126)Reteno de lucros 244.908 (244.908)Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistas 52.786 19.991 244.908 (399.811) (82.126)Em 31 de dezembro de 2011 2.027.935 253.092 102.837 731.438 935 3.116.237

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Nota 2011 2010Receita bruta Vendas de produtos e servios 23 2.260.365 2.145.979 Outras receitas 16.363 125.763 Proviso (reverso) para crditos de liquidao duvidosa (160) 145

    2.276.568 2.271.887Insumos adquiridos de terceiros Custos dos produtos e servios vendidos (908.070) (837.437) Materiais, energia, servios de terceiros e outros 26.867 (47.983)

    (881.203) (885.420)Valor adicionado bruto 1.395.365 1.386.467Retenes Depreciao, amortizao e exausto 15 e 16 (69.750) (57.057)Valor adicionado lquido produzido 1.325.615 1.329.410Valor adicionado recebido em transferncia Resultado de equivalncia patrimonial 14 (6) Receitas financeiras 27 28.635 30.754Valor adicionado total a distribuir 1.354.244 1.360.164

    ...continuao Nota 2011 2010Distribuio do valor adicionado Pessoal e encargos Remunerao direta 26 53.650 55.952 Benefcios 26 21.921 21.507 Federais 360.681 378.681 Estaduais 427.206 381.818 Municipais 2.269 2.345 Diferidos (7.087) (18.658) Remunerao de capitais de terceiros Despesas financeiras 27 85.484 92.109 Aluguis 10.309 6.195 Remunerao de capitais prprios Dividendos 82.126 379.721 Lucros retidos 317.685 60.494

    Valor adicionado distribudo 1.354.244 1.360.164As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    1. Consideraes Gerais: A Votorantim Cimentos N/NE S.A. (Companhia ou VCNNE) uma sociedade annima com sede em Recife - PE. Tem como objeto social e atividade preponderante a produo e o comrcio de cimento, agregados e complementares, bem como de matrias-primas e produtos derivados, afins ou correlatos; a prestao de servio na aplicao de concretos; a pesquisa, a lavra e o aproveitamento de jazidas minerais; o transporte, a distribuio e a importao. Sua atuao abrange as regies Norte e Nordeste do Brasil, com fbricas em Laranjeiras (SE), Poty Paulista (PE), Sobral (CE), Pecm (CE), Xambio (TO), Barcarena (PA), So Luis (MA) e Porto Velho (RO). A mesma possui terminal porturio (Barra dos Coqueiros - SE) utilizado para direcionar parte de sua produo ao mercado externo. O contrato de concesso assinado contempla o uso do porto por 15 anos, contados desde 1 de setembro de 1999. Encerrado o prazo inicial, a concesso poder ser renovada por tempo indeterminado. Por se tratar de uma Companhia controlada e integran-

    te do Grupo Votorantim, suas estruturas administrativas, gerenciais e operacionais so compartilhadas. 2. Apresentao das demonstraes financeiras: A emisso dessas demonstraes financeiras foi aprovada pela Administrao da Companhia em 13 de abril de 2012. 2.1. Resumo das principais polticas contbeis - As principais polticas cont-beis aplicadas na preparao destas demonstraes financeiras esto definidas abaixo. Essas polticas foram aplicadas de modo consistente em todos os exerccios apresentados. Base de preparao - As demonstraes financeiras foram preparadas considerando o custo histrico como base de valor. Os ativos e passivos financeiros classificados como mensurados ao valor justo por meio do resultado (inclusive instrumentos derivativos) so mensurados ao valor justo. A preparao das demonstraes financeiras requer o uso de certas estimativas contbeis crticas e tambm o exerccio de julgamento por parte da Ad-ministrao da Companhia no processo de aplicao das polticas contbeis da Compa-

    nhia. As reas que requerem maior nvel de julgamento e apresentam maior complexidade, bem como as reas nas quais premissas e estimativas so significativas para as demons-traes financeiras, esto descritas na Nota 4. 2.2. Converso em moeda estrangeira - (a) Moeda funcional e moeda de apresentao das demonstraes financeiras - A Admi-nistrao, aps anlise das operaes e negcios, concluiu que o Real (R$) a moeda funcional e de apresentao da Companhia. Esta concluso baseia-se na anlise dos se-guintes indicadores: Moeda que mais influencia os preos de bens e servios; Moeda do pas cujas foras competitivas e regulamentos mais influenciam na determinao do preo de venda de seus produtos e servios; Moeda que mais influencia mo de obra, material e outros custos para fornecimento de produtos ou servios; Moeda na qual so obtidos, substancialmente, os recursos das atividades financeiras; Moeda na qual so normalmen-te acumulados os valores recebidos de atividades operacionais. (b) Transaes e saldos

  • Continuao

    Continua

    Votorantim Cimentos N/NE S.A.CNPJ n 10.656.452/0001-80Demonstraes Financeiras

    Continua

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    - As operaes com moedas estrangeiras so convertidas em Reais, na qual os itens so remensurados. Para essa converso, so utilizadas as taxas de cmbio vigentes nas datas das transaes ou da avaliao. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidao dessas transaes e da converso pelas taxas de cmbio do fim do exerccio, referentes a ativos e passivos monetrios em moedas estrangeiras, so reconhecidos na demonstrao do resultado. Os ganhos e as perdas cambiais relacionados com emprstimos, caixa e equivalentes de caixa so apresentados na demonstrao do resultado como receita ou despesa financeira. Todos os outros ganhos e perdas cambiais so apresentados na de-monstrao do resultado como Outros ganhos/(perdas), lquidos. 2.3. Caixa e equivalen-tes de caixa - Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depsitos bancrios, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, que so prontamente conversveis em um montante conhecido de caixa e que esto sujeitos a um insignificante risco de mudana de valor, bem como as contas garantidas. As contas garantidas so demonstradas como Em-prstimos e financiamentos, no passivo circulante, quando aplicvel. 2.4. Ativos financei-ros - 2.4.1. Classificao - A Companhia classifica seus ativos financeiros nas seguintes categorias: mantidos para negociao e emprstimos e recebveis. A classificao depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administrao determina a classificao de seus ativos financeiros no seu reconhecimento inicial. (a) Mantidos para negociao - Os ativos financeiros mantidos para negociao tm como caracterstica a sua negociao ativa e frequente nos mercados financeiros. Esses ativos so mensurados por seu valor justo, e suas variaes so reconhecidas no resultado do exerccio, na rubrica Resultado financeiro lquido. Os ativos dessa categoria so classificados como ativos cir-culantes. (b) Emprstimos e recebveis - Os emprstimos e recebveis so ativos financei-ros no derivativos com pagamentos fixos ou determinveis no cotados em mercado ativo. So apresentados como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses aps a data do balano (estes so classificados como ativos no circulantes). Os emprstimos e os recebveis so atualizados de acordo com a taxa efetiva da respectiva transao. Compreende-se como taxa efetiva aquela fixada nos contratos e ajustada pelos respectivos custos de cada transao. Os emprstimos e recebveis da Companhia com-preendem principalmente contas a receber de clientes e demais contas a receber. 2.5.2. Reconhecimento e mensurao - As compras e as vendas regulares de ativos financeiros so reconhecidas na data de negociao - data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os investimentos so inicialmente reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transao para todos os ativos financeiros no mensurados ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado, quando existentes, so inicialmente reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transao so debitados demonstrao do resultado. Os ativos financeiros so baixa-dos quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos vencem ou so trans-feridos; neste ltimo caso, desde que tenha transferido significativamente todos os riscos e os benefcios da propriedade. Ativos financeiros mensurados ao valor justo atravs do re-sultado so, quando existentes, subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os emprstimos e recebveis so contabilizados pelo custo amortizado, usando-se o mtodo da taxa de juros efetiva. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variaes no valor justo de ativos financeiros mantidos para negociao so apresentados na demonstrao do resul-tado em Resultado financeiro lquido no exerccio em que ocorrem. O valor justo dos in-vestimentos com cotao pblica se baseia nos preos atuais de mercado. Para os ativos financeiros sem mercado ativo, a Companhia estabelece o valor justo por meio de tcnicas de avaliao. Essas tcnicas podem incluir a comparao com operaes recentes contra-tadas com terceiros, a referncia a outros instrumentos que so substancialmente similares, a anlise de fluxos de caixa descontados e os modelos de precificao de opes. 2.4.3. Compensao de instrumentos financeiros - Ativos e passivos financeiros somente so compensados, e o valor lquido reportado no balano patrimonial, quando h um direito le-galmente aplicvel de compensar os valores reconhecidos e h inteno de liquid-los numa base lquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.4.4. Impair-ment de ativos financeiros mensurados ao custo amortizado - A Companhia avalia na data do balano se h evidncia objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos fi-nanceiros est deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros est deteriorado e os prejuzos de impairment so incorridos somente se h evidncia objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos aps o reconhecimento inicial dos ativos (um evento de perda) e se esse evento (ou eventos) de perda tem impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou do grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confivel. Os critrios que a Companhia usa para determinar se h evidncia objetiva de uma perda por impairment incluem: Dificuldade financeira relevante do emitente ou tomador; Uma quebra de contrato, como inadimplncia ou mora no paga-mento dos juros ou principal; Garantia da Companhia ao tomador do emprstimo, por ra-zes econmicas ou jurdicas relativas dificuldade financeira do tomador de uma conces-so que o credor no consideraria; A probabilidade de o tomador declarar falncia ou outra reorganizao financeira; O desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo fi-nanceiro devido s dificuldades financeiras; ou Dados observveis indicando que h uma reduo mensurvel nos futuros fluxos de caixa estimados a partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a diminuio no possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo: (i) mudan-as adversas na situao do pagamento dos tomadores de emprstimo na carteira; (ii) condies econmicas nacionais ou locais que se correlacionam com as inadimplncias sobre os ativos na carteira. O montante da perda por impairment mensurado como a dife-rena entre o valor contbil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estima-dos (excluindo-se os prejuzos de crdito futuro que no foram incorridos) descontados taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contbil do ativo reduzido e o valor do prejuzo reconhecido na demonstrao do resultado. Se um emprstimo ou in-vestimento mantido at o vencimento tiver uma taxa de juros varivel, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment ser a atual taxa de juros efetiva determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prtico, a Companhia pode calcular o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preo de mercado observvel. Se, num perodo subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuio puder ser relacionada objetivamente com um evento ocorrido aps o reconheci-mento do impairment (como uma melhoria na classificao de crdito do devedor), a rever-so da perda por impairment reconhecida anteriormente ser reconhecida na demonstra-o do resultado. 2.5. Contas a receber de clientes - As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber de clientes pela venda de produtos ou prestao de servios no curso normal das atividades da Companhia. Se o prazo de recebimento equi-valente a um ano ou menos, as contas a receber so classificadas no ativo circulante. Caso contrrio, so apresentadas no ativo no circulante. As contas a receber so, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do mtodo da taxa de juros efetiva menos a proviso para crditos de liquidao duvidosa (PDD ou impairment). 2.6. Estoques - Os estoques so apresentados pelo menor valor entre o custo e o valor lquido realizvel. O custo determinado pelo mtodo do custo mdio ponderado. O custo dos produtos acabados e dos produtos em elaborao compreende matrias-primas, mo de obra direta, outros custos diretos e indiretos de produo (com base na capacidade operacional normal), excluindo os custos de emprsti-mos. O valor lquido realizvel o preo de venda estimado para o curso normal dos neg-cios, deduzidos os custos de execuo e as despesas de venda. As importaes em anda-mento so demonstradas ao custo acumulado de cada importao. 2.7. Imposto de renda e contribuio social corrente e diferido - As despesas de imposto de renda e contribui-o social do perodo compreendem o imposto e a contribuio social corrente e diferidos. Os impostos sobre a renda so reconhecidos na demonstrao do resultado, exceto na proporo em que estiverem relacionados com itens reconhecidos diretamente no patrim-nio lquido ou no resultado abrangente. Nesse caso, o imposto tambm reconhecido no patrimnio lquido ou no resultado abrangente. O encargo de imposto de renda e contribui-o social corrente e diferido so calculados com base nas leis tributrias promulgadas, ou

    substancialmente promulgadas, na data do balano. A administrao avalia, periodicamen-te, as posies assumidas nas apuraes de impostos sobre a renda com relao s situa-es em que a regulamentao fiscal aplicvel d margem a interpretaes. Estabelece provises, quando apropriado, com base nos valores estimados de pagamento s autorida-des fiscais. O imposto de renda e a contribuio social diferido ativo so reconhecidos so-mente na proporo da probabilidade de que lucro tributvel futuro esteja disponvel e con-tra o qual as diferenas temporrias possam ser usadas. 2.8. Imobilizado - O imobilizado demonstrado pelo custo histrico de aquisio ou de construo menos depreciao acu-mulada. O custo histrico tambm inclui os custos de financiamento relacionados com a aquisio / construo de ativos qualificados. Os custos subsequentes so includos no valor contbil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, so-mente quando for provvel que fluam benefcios econmicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurana. O valor contbil de itens ou pe-as substitudos baixado. Reparos e manuteno so apropriados ao resultado durante o perodo em que so incorridos. O custo das principais reformas acrescido ao valor cont-bil do ativo quando os benefcios econmicos futuros ultrapassam o padro de desempenho inicialmente estimado para o ativo em questo. As reformas so depreciadas ao longo da vida til econmica restante do ativo relacionado. Os terrenos no so depreciados. A de-preciao de outros ativos calculada usando-se o mtodo linear para alocar seus custos ou seus valores residuais durante a vida til estimada, como segue:- Edificaes ...................................................................................................... 36 - 54 anos- Mquinas ......................................................................................................... 16 - 20 anos- Veculos ........................................................................................................... 3 - 5 anos- Mveis, utenslios e equipamentos ................................................................. 10 anosOs valores residuais e a vida til dos ativos so revisados e ajustados, se apropriado, ao fim de cada exerccio. O valor contbil de um ativo imediatamente baixado para seu valor recupervel quando o valor contbil do ativo maior do que seu valor recupervel estimado. Os ganhos e as perdas de alienaes so determinados pela comparao do valor de venda com o valor contbil e so reconhecidos em Outras receitas operacionais, lquidas na demonstrao do resultado. A Companhia no tem ativos de longo prazo que espera abandonar ou alienar e que exigiriam a constituio de proviso para obrigaes por descontinuao de ativos. 2.9. Ativos intangveis - (a) Direitos sobre recursos naturais - Quando da comprovao efetiva da viabilidade econmica da explorao comercial de determinada jazida, os correspondentes gastos com estudos e pesquisas minerais e os gastos de remoo de estril incorridos, a partir dessa comprovao, so capitalizados como custos de formao de mina. Os custos com a aquisio de direitos de explorao de minas so capitalizados e amortizados usando-se o mtodo linear ao longo das vidas teis, ou, quando aplicvel, com base na exausto de minas. Aps o incio da fase produtiva da mina, esses gastos so amortizados e tratados como custo de produo. A exausto de recursos minerais calculada com base na extrao, considerando-se as vidas teis estimadas das reservas. (b) Uso do bem pblico - Corresponde aos valores estabelecidos nos contratos de concesso relacionados aos direitos de explorao do potencial de energia hidrulica (concesso onerosa), cujo contrato assinado na modalidade de Uso do Bem Pblico (UBP). O registro contbil feito no momento da liberao da licena de operao, independentemente do cronograma de desembolsos estabelecido no contrato. O registro inicial desse passivo (obrigao) e do ativo intangvel (direito de concesso) corresponde aos valores de obrigaes futuras trazidos a valor presente (valor presente do fluxo de caixa dos pagamentos futuros). A amortizao do intangvel calculada pelo mtodo linear pelo prazo remanescente da concesso. O passivo financeiro atualizado pelo mtodo da taxa efetiva e reduzido pelos pagamentos contratados. 2.10. Impairment de ativos no financeiros - Os ativos que tm vida til indefinida, como o gio, no esto sujeitos amortizao e so testados anualmente para identificar eventual necessidade de reduo ao valor recupervel (impairment). Os ativos que esto sujeitos depreciao / amortizao so revisados para a verificao de impairment sempre que eventos ou mudanas nas circunstncias indiquem que o valor contbil pode no ser recupervel. Uma perda por impairment reconhecida pelo valor em que o valor contbil do ativo excede seu valor recupervel. Este ltimo o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o valor em uso. Para fins de avaliao do impairment, os ativos so agrupados nos nveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa - UGC). Os ativos no financeiros, exceto o gio, que tenham sofrido impairment, so revisados, para a anlise de uma possvel reverso do impairment, na data do balano. 2.11. Fornecedores - Fornecedores so obrigaes a pagar por bens ou servios que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negcios, sendo classificadas como passivos circulantes quando o pagamento devido no perodo de at um ano. Caso contrrio, as contas a pagar so apresentadas como passivo no circulante. 2.12. Emprstimos e financiamentos - Os emprstimos e financiamentos so reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, lquido dos custos da transao incorridos e so, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferena entre os valores captados (lquidos dos custos da transao) e o valor total a pagar reconhecida na demonstrao do resultado durante o perodo em que os emprstimos estejam em aberto, utilizando-se o mtodo da taxa de juros efetiva. Os emprstimos e financiamentos so classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia tenha um direito incondicional de diferir a liquidao do passivo por, pelo menos, 12 meses aps a data do balano. 2.13. Provises - As provises para custos de reestruturao e aes judiciais so reconhecidas quando: (i) a Companhia tem uma obrigao presente ou no formalizada como resultado de eventos passados; (ii) provvel que uma sada de recursos seja necessria para liquidar a obrigao; e (iii) o valor puder ser estimado com segurana. As provises no incluem as perdas operacionais futuras. Quando houver uma srie de obrigaes similares, a probabilidade de liquid-las determinada, levando-se em considerao a classe de obrigaes como um todo. Uma proviso reconhecida mesmo que seja pequena a probabilidade de liquidao relacionada com qualquer item individual includo na mesma classe de obrigaes. As provises so mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessrios para liquidar a obrigao, usando uma taxa antes do imposto, a qual reflita as avaliaes atuais do mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos especficos da obrigao. O aumento da obrigao em decorrncia da passagem do tempo reconhecido como despesa financeira. 2.14. Passivos ambientais - Os gastos representativos de fechamento de mina decorrentes do encerramento das atividades esto registrados como obrigao com desmobilizao de ativo. As obrigaes consistem principalmente em custos associados com o encerramento de atividades. O custo de desmobilizao de ativo, equivalente ao valor presente da obrigao, est capitalizado como parte do valor contbil ao ativo depreciado pelo perodo de vida til. Esses passivos esto contabilizados em outros passivos. 2.15. Ajuste a valor presente de ativos e passivos - Quando relevantes ativos e passivos foram ajustados a valor presente. O valor presente calculado com base na taxa efetiva de juros aplicvel. A referida taxa compatvel com a natureza, o prazo e os riscos de transaes similares em condies de mercado. 2.16. Benefcios a funcionrios - (a) Obrigaes de aposentadoria - A Companhia participa de planos de penso, administrados por entidade fechada de previdncia privada, que provm a seus empregados benefcios ps-emprego. A Companhia patrocinadora de planos de benefcio na modalidade contribuio definida. Um plano de contribuio definida um plano de penso constitudo de contribuies dos participantes e patrocinadores que acumulam reservas em uma conta individual em favor do participante e a Companhia no tem obrigaes legais nem construtivas de fazer contribuies se o fundo no tiver ativos suficientes para pagar a todos os empregados os benefcios relacionados com o servio do empregado no perodo corrente e anterior. As contribuies feitas antecipadamente so reconhecidas como um ativo na proporo em que um reembolso em dinheiro ou uma reduo dos pagamentos futuros estiver disponvel. As contribuies regulares so reconhecidas como despesas operacionais. O passivo reconhecido no balano patrimonial com relao aos planos de penso de benefcio definido o valor presente da obrigao de benefcio definido na data do balano, menos o

    valor justo dos ativos do plano, com os ajustes de custos de servios passados no reconhecidos. A obrigao de benefcio definido calculada anualmente por aturios independentes, com o mtodo da unidade de crdito projetada. O valor presente da obrigao de benefcio definido determinado mediante o desconto das sadas futuras estimadas de caixa, usando-se taxas de juros condizentes com os rendimentos de mercado, as quais so denominadas na moeda em que os benefcios sero pagos e tm prazos de vencimento prximos daqueles da respectiva obrigao do plano de penso. Os ganhos e as perdas atuariais decorrentes de mudanas nas premissas atuariais e nos planos de penso so reconhecidos em Ajuste de avaliao patrimonial. Os custos de servios passados so imediatamente reconhecidos no resultado, a menos que as mudanas do plano de penso estejam condicionadas permanncia do empregado no emprego, por um perodo de tempo especfico (o perodo no qual o direito adquirido). Nesse caso, os custos de servios passados so amortizados pelo mtodo linear durante o perodo em que o direito foi adquirido. (b) Assistncia mdica (ps-aposentadoria) - A Companhia oferece benefcio de assistncia mdica ps-aposentadoria a seus empregados. O benefcio de assistncia mdica para aposentados oferecido pela Companhia de acordo com uma poltica existente no passado. Essa poltica estabelecia a concesso vitalcia do benefcio a um grupo pr-determinado de empregados. Esse benefcio est fechado para novos participantes e no existem empregados ativos elegveis a ele. O passivo relacionado ao plano de assistncia mdica aos aposentados registrado pelo valor presente da obrigao, menos o valor de mercado dos ativos do plano, ajustado por ganhos e perdas atuariais e custos de servios passados, de forma similar metodologia contbil usada para os planos de penso de benefcio definido. A obrigao de benefcio definido calculada anualmente por aturios independentes. O valor presente da obrigao de benefcio definido determinado pela estimativa de sada futura de caixa. Os ganhos e as perdas atuariais decorrentes de mudanas nas premissas atuariais so reconhecidos integralmente em Ajustes de avaliao patrimonial. (c) Participao dos empregados nos resultados - So registradas provises para reconhecer a despesa referente participao dos empregados nos resultados. Essas provises so calculadas com base em metas qualitativas e quantitativas definidas pela Administrao e contabilizadas no resultado como Benefcio para empregados. 2.17. Capital social - representado por aes preferenciais e ordinrias que so classificadas no patrimnio lquido. Os custos incrementais diretamente atribuveis emisso de novas aes ou opes so demonstrados no patrimnio lquido como uma deduo do valor captado, lquida de impostos. Quando a Companhia compra aes do seu prprio capital (aes em tesouraria), o valor pago, incluindo todos os custos adicionais diretamente atribuveis, deduzido do patrimnio atribuvel aos acionistas da Companhia at que as aes sejam canceladas ou reemitidas. Quando essas aes so, subsequentemente, reemitidas, qualquer valor recebido, lquido de todos os custos adicionais da transao, diretamente atribuveis e dos respectivos efeitos do imposto de renda e da contribuio social, includo no capital atribuvel aos acionistas da Companhia. 2.18. Reconhecimento da receita - A receita compreende o valor justo da contraprestao recebida ou a receber pela comercializao de produtos e servios no curso normal das atividades da Companhia. A receita apresentada lquida dos impostos, das devolues, dos abatimentos e dos descontos. A Companhia reconhece a receita quando: (i) o valor da receita pode ser mensurado com segurana; e (ii) seja provvel que os benefcios econmicos futuros fluiro para a entidade; e (iii) critrios especficos tenham sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia, conforme descrio a seguir. O valor da receita no ser considerado mensurvel com segurana at que todas as condies relacionadas com a venda tenham sido resolvidas. A Companhia baseia suas estimativas em resultados histricos, levando em considerao o tipo de cliente, o tipo de transao e as especificaes de cada venda. (a) Venda de produtos e servios - O reconhecimento da receita baseia-se nos princpios a seguir: (i) venda de produtos: As vendas so feitas vista ou a prazo, em perodos de, no mximo, 30 dias. Essas vendas so reconhecidas, em geral, quando os produtos so entregues ao transportador e a propriedade da carga, bem como seus riscos, so transferidos ao cliente e (ii) venda de servios: a Companhia vende servios de concretagem e coprocessamento. Esses servios so prestados com base no tempo e no material ou, como um contrato de preo fixo, e os termos do contrato, geralmente, variam entre um e dois anos. Se surgirem circunstncias que possam alterar as estimativas originais de receitas, custos ou extenso do prazo para concluso, as estimativas iniciais sero revisadas. Essas revises podem resultar em aumentos ou redues das receitas ou custos estimados e esto refletidas no resultado no perodo em que a Administrao tomou conhecimento das circunstncias que originaram a reviso. 2.19. Distribuio de dividendos - A distribuio de dividendos para os acionistas da Companhia reconhecida como um passivo nas demonstraes financeiras ao fim do exerccio, com base no estatuto social. Qualquer valor acima do mnimo obrigatrio somente provisionado quando for aprovado pelos acionistas, em Assembleia Geral. 2.20. Reapresentao das cifras comparativas - (a) Correo de erro - Em 2011, foram identificados ajustes de exerccios anteriores, dentre eles o reconhecimento da mensurao das obrigaes e direitos relacionados com contratos de concesso referentes aos pagamentos pelo uso do bem pblico (UBP) no montante de R$ 126.815, dos quais R$ 34.709 referem-se ao exerccio de 2010 e R$ 92.106 a exerccios anteriores. As demonstraes financeiras individuais de 31 de dezembro de 2010, apresentadas para fins de comparao, foram ajustadas e esto sendo reapresentadas. Os efeitos dessa reapresentao so demonstrados a seguir: 31 de dezembro de 2010 Original Ajuste AjustadoAtivo Circulante 519.434 519.434Tributos diferidos 106.185 122.083 228.268Investimentos 2.428 2.428Imobilizado 1.431.501 (6.381) 1.425.120Intangvel 25.816 174.986 200.802Outros 1.909.641 1.909.641

    No circulante 3.475.571 290.688 3.766.259Total do ativo 3.995.005 290.688 4.285.693

    Passivo Circulante 497.177 497.177Provises 134.382 5.679 140.061Tributos diferidos 91.775 54.226 146.001Uso do bem pblico 356.047 356.047Outros 337.757 337.757

    No circulante 563.913 415.952 979.865Patrimnio lquido 2.933.914 (125.264) 2.808.650

    Capital social e ajuste de avaliao patrimonial 2.030.132 2.030.132Reservas de lucros e incentivo fiscal 903.782 (125.264) 778.518

    Total do passivo e patrimnio lquido 3.995.005 290.688 4.285.693

    ResultadoLucro bruto 677.729 677.729Receitas (despesas) operacionais (25.847) (8.380) (34.228)Resultado financeiro lquido (11.657) (49.698) (61.355)Imposto de renda e contribuio social (160.492) 18.560 (141.932)

    Lucro lquido 479.733 (39.518) 440.2153. Normas novas, alteraes de normas e interpretaes de normas que ainda no esto em vigor: As seguintes novas normas, alteraes e interpretaes de normas foram emitidas pelo IASB mas no esto em vigor para o exerccio de 2011. A adoo antecipada dessas normas, embora encorajada pelo IASB, no foi adotada, no Brasil, pelo Comit de Pronunciamentos Contbeis (CPC). O IFRS 9 - Instrumentos Financeiros, aborda a classificao, mensurao e reconhecimento de ativos e passivos financeiros.

  • Continuao

    Continua

    Votorantim Cimentos N/NE S.A.CNPJ n 10.656.452/0001-80Demonstraes Financeiras

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    O IFRS 9 foi emitido em novembro de 2009 e outubro de 2010 e substitui os trechos do IAS 39 relacionados classificao e mensurao de instrumentos financeiros. O IFRS 9 requer a classificao dos ativos financeiros em duas categorias: mensurados ao valor justo e mensurados ao custo amortizado. A determinao feita no reconhecimento inicial. A base de classificao depende do modelo de negcios da entidade e das caractersticas contratuais do fluxo de caixa dos instrumentos financeiros. Com relao ao passivo financeiro, a norma mantm a maioria das exigncias estabelecidas pelo IAS 39. A principal mudana a de que nos casos em que a opo de valor justo adotada para passivos financeiros, a poro de mudana no valor justo devido ao risco de crdito da prpria entidade registrada em outros resultados abrangentes e no na demonstrao dos resultados, exceto quando resultar em descasamento contbil. A Companhia est avaliando o impacto total do IFRS 9. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. O IFRS 10 - Demonstraes Financeiras Consolidadas apia-se em princpios j existentes, identificando o conceito de controle como fator preponderante para determinar se uma entidade deve ou no ser includa nas demonstraes financeiras consolidadas da controladora. A norma fornece orientaes adicionais para a determinao do controle. A Companhia est avaliando o impacto total do IFRS 10. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. IFRS 11 - Acordos em Conjunto, emitido em maio de 2011. A norma prev uma abordagem mais realista para acordos em conjunto ao focar nos direitos e obrigaes do acordo ao invs de sua forma jurdica. H dois tipos de acordos em conjunto: (i) operaes em conjunto - que ocorre quando um operador possui direitos sobre os ativos e obrigaes contratuais e como consequncia contabilizar sua parcela nos ativos, passivos, receitas e despesas; e (ii) controle compartilhado - ocorre quando um operador possui direitos sobre os ativos lquidos do contrato e contabiliza o investimento pelo mtodo de equivalncia patrimonial. O mtodo de consolidao proporcional no ser mais permitido com controle em conjunto. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. O IFRS 12 - Divulgao sobre Participaes em Outras Entidades, trata das exigncias de divulgao para todas as formas de participao em outras entidades, incluindo acordos conjuntos, associaes, participaes com fins especficos e outras participaes no registradas contabilmente. A Companhia est avaliando o impacto total do IFRS 12. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. IFRS 13 - Mensurao de Valor Justo, emitido em maio de 2011. O objetivo do IFRS 13 aprimorar a consistncia e reduzir a complexidade da mensurao ao valor justo, fornecendo uma definio mais precisa e uma nica fonte de mensurao do valor justo e suas exigncias de divulgao para uso em IFRS. As exigncias, que esto bastante alinhadas entre IFRS e US GAAP, no ampliam o uso da contabilizao ao valor justo, mas fornecem orientaes sobre como aplic-lo quando seu uso j requerido ou permitido por outras normas IFRS ou US GAAP. A Companhia ainda est avaliando o impacto total do IFRS 13. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. No h outras normas IFRS ou interpretaes IFRIC que ainda no entraram em vigor que poderiam ter impacto significativo sobre a Companhia. 4. Estimativas, premissas e julgamentos contbeis crticos: Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relao ao futuro. Por definio, as estimativas e julgamentos contbeis so continuamente avaliados e baseiam-se na experincia histrica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoveis para as circunstncias. As estimativas contbeis raramente sero iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contbeis de ativos e passivos para o prximo exerccio social, esto contempladas a seguir: (a) Passivos - A Companhia parte envolvida em processos trabalhistas, cveis e tributrios que se encontram em instncias diversas. As provises, constitudas para fazer face a potenciais perdas decorrentes dos processos em curso, so estabelecidas e atualizadas com base na avaliao da Administrao, fundamentada na opinio de seus assessores legais e requerem elevado grau de julgamento sobre as matrias envolvidas (Nota 20). 5. Gesto de risco financeiro - 5.1. Fatores de risco financeiro - As atividades da Companhia a expem a diversos riscos financeiros, a saber: (a) risco de mercado (moeda e taxa de juros); (b) risco de crdito e (c) risco de liquidez. Os produtos vendidos pela Companhia so predominantemente denominados em reais. Por outro lado, alguns custos e passivos so denominados em moeda estrangeira. Adicionalmente, a Companhia possui dvidas atreladas a indexadores e moedas distintos, que podem impactar seu fluxo de caixa. Para atenuar os efeitos diversos de cada fator de risco de mercado, a Companhia adotou a Poltica de Gesto de Riscos de Mercado, com o objetivo de estabelecer a governana e as macrodiretrizes do processo de gesto destes riscos, assim como as mtricas para sua mensurao e acompanhamento. Esta poltica complementada por outras polticas, que estabelecem diretrizes e normas para: (i) Gesto de Exposio Cambial, (ii) Gesto de Exposio a Taxa de Juros, (iii) Gesto de Riscos de Emissores e Contrapartes e (iv) Gesto de Liquidez e Endividamento Financeiro. A estrutura de governana inclui o Comit de Finanas, Gesto de Riscos e Auditoria Interna (referido como Comit de Finanas no contedo desta nota) e o Comit de Tesouraria. As propostas feitas para atender a cada uma das polticas so discutidas no Comit de Tesouraria e posteriormente levadas para aprovao do Comit de Finanas. (a) Risco de mercado - (i) Risco cambial - O real (R$) a moeda funcional da Companhia, e todos os esforos do processo de gesto de riscos de mercado tm como objetivo a proteo do fluxo de caixa nesta moeda, a preservao da capacidade de pagamento de obrigaes financeiras e a manuteno de nveis de liquidez e endividamento definidos pela Administrao. Apresentamos a seguir os saldos contbeis de ativos e passivos indexados a moeda estrangeira (euro e dlar) na data de encerramento dos balanos patrimoniais:

    2011 2010Passivos em moeda estrangeira

    Emprstimos e financiamentos 53.817 35.131Fornecedores 1.377 6.242Contas a pagar - Trading 21.785 86.966

    76.979 128.339Exposio passiva 76.979 128.339

    (ii) Risco do fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros - O risco de taxa de juros da Companhia decorre principalmente de emprstimos de longo prazo. Os emprstimos emitidos s taxas variveis expem a Companhia ao risco de taxa de juros de fluxo de caixa. Os emprstimos emitidos s taxas fixas expem a Companhia ao risco de valor justo associado taxa de juros. A Poltica de Gesto de Exposio a Taxas de Juros estabelece diretrizes e normas para a proteo contra oscilaes de taxas de juros que impactam o fluxo de caixa da Companhia. Com base nas exposies projetadas para cada indexador de taxa de juros (principalmente CDI, LIBOR e TJLP). (b) Risco de crdito - Os instrumentos financeiros derivativos, time deposits, CDBs e operaes compromissadas com lastro de debntures e ttulos pblicos federais criam exposio a risco de crdito de contrapartes e emissores. A Companhia tem como poltica trabalhar com emissores que possuam, no mnimo, avaliao de duas das seguintes agncias de rating: Fitch, Moodys ou Standard &Poors. O rating mnimo exigido para as contrapartes A+ (em escala local) ou BBB- (em escala global), ou equivalente. Para pases cujos emissores no atendem as classificaes de risco de crdito mnimas anteriormente descritas, so aplicados, alternativamente, critrios propostos pelo Comit de Tesouraria e aprovados pelo Comit de Finanas, tais como: posicionamento global

    dos bancos, relacionamento com o grupo e capilaridade local. No caso do risco de crdito decorrente de exposies de crdito a clientes, a Companhia avalia a qualidade do crdito do cliente, levando em considerao principalmente o histrico de relacionamento e indicadores financeiros, definindo limites individuais de crdito, os quais so regularmente monitorados. A proviso para crditos de liquidao duvidosa registrada em quantia considerada suficiente para cobrir todas as perdas provveis quando da execuo das contas a receber de clientes e includa nas despesas de vendas. (c) Risco de liquidez - O risco de liquidez gerenciado de acordo com a Poltica de Gesto de Liquidez e Endividamento, visando garantir recursos lquidos suficientes para honrar os compromissos financeiros da Companhia no prazo e sem custo adicional. O principal instrumento de medio e monitoramento da liquidez a projeo de fluxo de caixa, observando-se um prazo mnimo de 12 meses de projeo a partir da data de referncia. A gesto de liquidez e endividamento adota mtricas comparveis fornecidas por agncias classificadoras de riscos de abrangncia global para riscos de crdito BBB estvel ou equivalente. A tabela abaixo analisa os principais passivos financeiros da Companhia, por faixas de vencimento, correspondentes ao perodo remanescente no balano patrimonial at a data contratual do vencimento. Os valores divulgados na tabela so os fluxos de caixa no descontados contratados.

    At 1 ano Entre 1 e 2

    anosEntre 2 e 5

    anosEntre 5 e 10 anos

    Em 31 de dezembro de 2011Emprstimos e financiamentos 138.921 137.111 262.303 28.514Fornecedores 56.175Contas a pagar - Trading 21.785

    216.881 137.111 262.303 28.514Em 31 de dezembro de 2010

    Emprstimos e financiamentos 102.466 131.519 251.449 36.017Fornecedores 119.237Contas a pagar - Trading 86.966

    308.669 131.519 251.449 36.017

    Como os valores includos na tabela so os fluxos de caixa no descontados contratuais, esses valores podem no ser conciliados com os valores divulgados no balano patrimonial para emprstimos, instrumentos financeiros e fornecedores. (d) Demonstrativo da anlise de sensibilidade - A seguir apresentada a anlise de sensibilidade para as posies em aberto com base na apreciao/depreciao dos principais fatores de risco conforme cenrios: Cenrio I: considera um choque de + ou - 25% nas curvas e cotaes de mercado de 31 de dezembro de 2011, utilizadas para apreamento dos instrumentos financeiros. Cenrio II: considera um choque de + ou - 50% nas curvas e cotaes de mercado de 31 de dezembro de 2011, utilizadas para apreamento dos instrumentos financeiros. Apresentamos a seguir o quadro demonstrativo de anlise de sensibilidade dos instrumentos financeiros:

    Impactos no ResultadoFator de Risco Cenrios Provvel -25% -50% +25% +50%Cmbio USD Reduo de 5,10% (com

    impacto no resultado e PL) 4 12.550 25.100 (12.550) (25.100)

    5.2. Gesto de capital - Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital so os de salvaguardar a capacidade de continuidade da Companhia para oferecer retorno aos acionistas e benefcios s outras partes interessadas, alm de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo. Para manter ou ajustar a estrutura do capital, a Companhia pode rever a poltica de pagamento de dividendos, devolver capital aos acionistas ou, ainda, emitir novas aes ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nvel de endividamento. Condizente com outras companhias do setor, a Companhia monitora o capital com base no ndice de alavancagem financeira. Esse ndice corresponde dvida lquida dividida pelo EBITDA. A dvida lquida, por sua vez, corresponde ao total de emprstimos (incluindo emprstimos de curto e longo prazos), subtrado do montante de caixa e equivalentes de caixa. O EBITDA apurado por meio da soma do lucro operacional, depreciao, amortizao, exausto e itens avaliados pela administrao da Companhia, como no recorrentes. Em 2011, a estratgia da Companhia, que ficou inalterada em relao de 2010, foi a de manter o ndice de alavancagem financeira. Os ndices de alavancagem financeira em 31 de dezembro de 2011 e 2010 podem ser assim sumariados:

    2011 2010Total dos emprstimos 426.126 389.342(-) caixa e equivalentes de caixa e aplicaes financeiras (233.068) (87.467)Dvida lquida 193.058 301.875EBITDA 660.503 708.939ndice de alavancagem financeira 0,29 0,43

    A reduo no ndice de alavancagem foi gerado exclusivamente pela gerao de caixa.EBITDA

    2011 2010Receita lquida 1.658.312 1.577.774Custo dos produtos vendidos e dos servios prestados (1.036.011) (900.045)Receitas (despesas) operacionais (31.548) (25.847)EBIT 590.753 651.882Depreciao, amortizao e exausto 69.750 57.057EBITDA 660.503 708.939

    5.3. Estimativa do valor justo - Os saldos das contas a receber de clientes, menos a proviso para crditos de liquidao duvidosa, e de contas a pagar aos fornecedores pelo valor contbil, esto prximos de seus valores justos. O valor justo dos passivos financeiros, para fins de divulgao, estimado por meio do desconto dos fluxos de caixa contratuais futuros pela taxa de juros vigente no mercado. Em 31 de dezembro de 2011, os principais instrumentos financeiros ativos e passivos so descritos a seguir, bem como as premissas para sua valorizao: Caixa e equivalentes de caixa, aplicaes financeiras, contas a receber e outros ativos circulantes - considerando-se a natureza e os prazos, os valores contabilizados aproximam-se dos de realizao. Passivos financeiros - esto sujeitos a juros com taxas usuais de mercado. O valor de mercado foi calculado tendo por base o valor presente do desembolso futuro de caixa, usando-se taxas de juros atualmente disponveis para a emisso de dbitos com vencimentos e termos similares. Em relao aos valores contbeis, esses passivos aplicados a estimativa do valor justo totalizam R$ 12.353 de ganho para emprstimos e financiamentos, conforme demonstrado na Nota 17 (c). A Companhia aplica o CPC 38 / IFRS7 para instrumentos financeiros mensurados no balano patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgao das mensuraes do valor justo pelo nvel da seguinte hierarquia de mensurao pelo valor justo: Preos cotados (no ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idnticos (nvel 1). Informaes, alm dos preos cotados, includas no nvel 1 que so adotadas pelo mercado para o ativo ou passivo, seja diretamente (ou seja, como preos) ou indiretamente (ou seja, derivados dos preos) (nvel 2). Inseres para os ativos ou passivos que no so baseadas nos dados adotados pelo mercado (ou seja, inseres no-observveis) (nvel 3). Em 31 de dezembro de 2011, os ativos financeiros mensurados ao valor justo e passivos financeiros divulgados ao valor justo foram classificados no nvel 2 de hierarquia do valor justo.

    6. Instrumentos financeiros por categoria

    NotaEmprstimos

    e recebveis

    Ativos mantidos

    para negociao Total

    31 de maro de 2011Ativos, conforme o balano patrimonialContas a receber de clientes e demais contas a receber excluindo pagamentos antecipados 10 114.433 114.433Aplicao financeira 9 229.714 229.714Caixa e equivalentes de caixa 8 3.354 3.354Dividendos a receber 13.203 13.203Partes relacionadas 13 1.710.213 1.710.213

    1.841.203 229.714 2.070.917

    Nota

    Outros passivos

    financeiros31 de maro de 2011Passivos, conforme o balano patrimonialEmprstimos e financiamentos 17 426.126Fornecedores 56.175Contas a pagar - Trading 18 21.785Dividendos a pagar 13 67.615Partes relacionadas 13 70

    571.771

    NotaEmprstimos

    e recebveis

    Ativos mantidos

    para negociao Total

    31 de dezembro de 2010Ativos, conforme o balano patrimonialContas a receber de clientes 10 124.428 124.428Aplicao financeira 9 83.743 83.743Caixa e equivalentes de caixa 8 3.724 3.724Dividendos a receber 13.609 16.609Partes relacionadas 13 1.867.253 1.867.253

    2.009.014 83.743 2.092.757

    Nota

    Outros passivos

    financeiros31 de dezembro de 2010Passivos, conforme o balano patrimonialEmprstimos e financiamentos 17 389.342Fornecedores 119.237Contas a pagar - Trading 18 86.966Dividendos a pagar 13 129.949Partes relacionadas 13 865

    726.359

    7. Qualidade dos crditos dos ativos financeiros: A tabela a seguir reflete a qualidade de crdito dos emissores e contraprestaes em operaes de ativos financeiros:

    2011 2010Rating Local Rating Local

    Caixa e equivalentes de caixaAAA 3.354 3.724

    Fundos mantidos para negociaoAAA 227.771 83.736AA+ 1.679 7A- 264

    233.068 87.467

    2011 2010Contrapartes sem classificao externa de crditoGrupo 1 17.084 32.049Grupo 2 38.443 31.781Grupo 3 62.102 68.156Total de contas a receber de clientes 117.629 131.986

    Grupo 1 - novos clientes/partes relacionadas (menos de 6 meses). Grupo 2 - clientes existentes (mais de 6 meses) sem inadimplncia no passado ou inadimplncia at 90 dias. Grupo 3 - clientes (mais de 6 meses) com inadimplncia no passado acima de 90 dias.8. Caixa e equivalentes de caixa

    2011 2010Caixa e bancos 2.225 3.724Certificado de depsitos bancrios (CDB) 157Operaes compromissadas 972

    3.354 3.724

    9. Aplicaes financeiras

    2011 2010Ttulos mantidos para negociao

    Debntures 972 1.273Fundo DI (Depsitos Interfinanceiros) 228.305 82.191Certificados de depsitos bancrios (CDB's) 158Fundo de Investimentos de Direitos Creditrios - FIDIC 7Outros 272 279

    229.714 83.743

    As aplicaes em Fundo de Investimentos apresentam remunerao mdia correspondente a aproximadamente 100% do CDI. O Fundo DI exclusivo controlado pela Votorantim Participaes S.A., razo pela qual no est sendo consolidado nestas demonstraes financeiras. Tal consolidao efetuada nas demonstraes financeiras da holding da Votorantim.

    10. Contas a receber de clientes

    Nota 2011 2010Clientes nacionais 102.764 104.248Partes relacionadas 13 14.865 27.738Proviso para crditos de liquidao duvidosa (3.196) (7.558)

    114.433 124.428

    As contas a receber no possuem carter de financiamento e esto avaliadas e registradas inicialmente pelo valor justo. Em 31 de dezembro de 2011, as contas a receber de R$ 114.433 (2010 - R$ 124.428) estavam totalmente adimplentes. As contas a receber de clientes da Companhia so mantidas nas seguintes moedas:

    2011 2010Reais 114.433 122.315Dlares norte-americanos 2.113

    114.433 124.428

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    Continua

    Votorantim Cimentos N/NE S.A.CNPJ n 10.656.452/0001-80Demonstraes Financeiras

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    As movimentaes na proviso PDD do contas a receber de clientes da Companhia so as seguintes:

    2011 2010Saldo inicial (7.558) (7.413)Adies, lquidas das reverses 160 (145)Contas a receber de clientes baixadas durante o exerccio como incobrveis 4.202Saldo final (3.196) (7.558)

    A constituio e a baixa da PDD foram registradas no resultado do exerccio como Despesas com vendas. Os valores debitados conta de proviso so geralmente baixados quando no h expectativa de recuperao dos recursos.

    11. Estoques31/12/2011 31/12/2010

    Produtos acabados 9.666 9.439Produtos em processamento 47.202 44.425Matrias-primas 48.450 18.488Materiais auxiliares e de consumo 39.858 34.810Adiantamentos a fornecedores 11.521 14.286Importaes em andamento 49.024 80.545Proviso para perdas (51.580) (18.311)Outros 24.536 22.137

    178.677 205.819

    12. Tributos a recuperar

    2011 2010Imposto de renda e contribuio social - IR/CS 1.526 6.336 sobre ativo imobilizado 16.383 10.780Imposto sobre circulao de mercadorias e servios - ICMS 13.308 14.525Imposto sobre produtos industrializados - IPI 5.502 2.980Outros 3.016 3.955

    39.735 38.576Circulante (31.331) (34.258)No circulante 8.404 4.318

    13. Partes relacionadas Demonstraes do resultadoContas a receber de clientes Realizvel a longo prazo Fornecedores Passivo circulante Dividendos a pagar Compras Vendas

    31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Sociedades ControladorasVotorantim Industrial S.A. 5 1 396 491 745 447Votorantim Participaes S.A. 40Votorantim Cimentos S.A. 1.604 9.506 1.693.163 1.850.194 200 2.849 70 545 57.179 108.895 13.862 47.883 8.574 56.477Votorantim Metais Zinco S.A. 8 22 9Banco Votorantim S.A. 108Sociedades controladas, coligadas e ligadasAnfreixo S.A. 271 312 4.484 3.780Companhia Brasileira de Alumnio 846 1.320Companhia Luz e Fora Santa Cruz 616Companhia Nitro Qumica Brasileira 148Fibria Celulose S.A. 1 1 278 46IBAR Administrao e Participao 5.075 5.075Indstria e Comrcio Metalrgica Atlas S.A. 2.387 254Intervia Transportes Ltda. 8.809 8.900 191 1 1.976Mar Cimento Ltda. 8.130 8.670 68 181 66.910 52.249Mizu S.A. 57 2.222 1 1.100 3.619 16.921Pedreira Pedra Negra Ltda. 14 14 44Polimix Cimento S.A. 70 782Polimix Concreto S.A. 20 121Rhamo Indstria Comrcio e Servios Ltda. 3.165 3.064 580Santa Maria Com. e Serv. Ltda. 101Hejoassu Administrao S.A.Somix Concreto Ltda. 16 35.375 259 4.879Supermix Concreto S.A. 4.955 4.658 250 55.790 60.195Votener - Votorantim Comrcio de Energia Ltda. 953 16.887Votorantim Energia Ltda. 19.298Votocel Investimentos Ltda. 2.041Votorantim Cement North America 5.013Votorantim GmbH 2.113 5.634 168.106 13.470Votorantim Siderurgia S.A. 1.923Outros 15 493 19 158 342 319 9.089 15.675 17.275 365

    14.865 27.738 1.710.213 1.867.253 1.025 44.772 70 865 67.615 129.949 190.762 93.217 155.353 208.017Circulante (14.865) (27.738) (1.025) (44.772) (67.615) 129.949No circulante 1.710.213 1.867.253 70 865

    As principais transaes com partes relacionadas foram feitas nas seguintes condies: Os produtos foram vendidos com base nas tabelas de preo interno das empresas. As vendas de servios foram efetuadas com base nos custos internos, no havendo margens definidas pelas companhias. O saldo de realizvel a longo prazo refere-se principalmente a operaes de conta corrente com a controladora Votorantim Cimentos S.A. com vencimento em 2015 sem a incidncia de juros.

    14. Investimentos Informaes em 31 de dezembro de 2011 Resultado de equivalncia patrimonial Saldo de investimentosPatrimnio Resultado do Percentual de participao

    lquido exerccio Votante Total 2011 2010 2011 2010Investimentos avaliados por equivalncia patrimonialVotorantim Empreendimentos e Participaes Ltda. (i) 14.370 724 1,17 1,17 (6) 169 1.609Outros 773 819

    (6) 942 2.428

    (i) A Companhia possui participao de 1,17% no capital social da Votorantim Empreendimetnos e Participaes Ltda., sociedade limitada que tem como atividade principal a administrao de imveis, controlada pela Votorantim Participaes S.A. holding da Votorantim, que detm 93,13% do capital restante.

    Movimentao dos investimentos 2011 2010Saldo no incio do exerccio 2.428 2.428 Equivalncia patrimonial (6) Baixa de investimentos em investidas (1.480)Saldo no fim do exerccio 942 2.428

    15. Imobilizado - (a) Movimentao e composio 2011 2010Terrenos e

    edificaesEquipamentos e

    instalaesMquina, equipamentos e

    instalaesBenfeitorias em propriedade

    de terceiros Veculos Mveis e utensliosObras em

    andamentoTotal do

    ImobilizadoTotal do

    Imobilizado

    Saldo no incio do exerccio 392.442 3.363 786.113 2.085 5.389 1.124 234.604 1.425.120 1.412.652 Adio 1 4.306 2 1.069 21 302.017 307.416 166.026 Baixa (524) (1.779) (7) (2.310) (7.970) Depreciao (6.188) (1.474) (53.069) (160) (1.738) (306) (62.935) (48.942) Reclassificao para ativos mantidos para venda (43.522) (43.522) Baixa constituio Lacim (i) (96.646) Transferncias 60.457 1.701 231.359 310 172 1.326 (281.064) 14.261

    Saldo no final de exerccio 446.187 3.591 966.930 2.237 4.892 2.158 212.035 1.638.030 1.425.120Taxas mdias anuais de depreciao % 4 5 5 4 20 10

    16. IntangvelComposio e movimentao

    2011 2010Direitos sobre

    recursos naturais SoftwaresUtilizao do bem

    pblico UBP OutrosTotal do

    Imobilizado Total do ImobilizadoSaldo no incio do exerccio 40.820 110 159.489 383 200.802 199.365 Adio 272 4.693 4.965 9.552 Depreciao e amortizao (598) (61) (6.057) (98) (6.814) (8.115) Transferncias 3.054 (17.315) (14.261)Saldo no final do exerccio 43.276 321 153.432 (12.337) 184.692 200.802Taxas mdias anuais de amortizao % 13 20 3 2

    17. Emprstimos e financiamentos

    Captados a longo prazo Passivo circulante Passivo no circulanteModalidade Encargos anuais mdios (%) Vencimento final 2011 2010 2011 2010Em moeda estrangeiraBNDES UMBNDES + 2,15 2019 9.176 4.575 44.641 30.556Em moeda nacionalBNDES (URTJLP) URTJLP + 2,61 2019 74.174 49.102 245.305 261.413BNDES 4,84 Pr BRL 2018 4.828 1.676 27.838 21.668FINAME URTJLP + 2,14 / 5,36 Pr BRL 2018 610 760 2.795 3.291FDI TJLP 2014 7.940 4.729 8.819 11.572

    87.552 56.267 284.757 297.94496.728 60.842 329.398 328.500

    BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social; FINAME - Fundo de Financiamento para Aquisio de Mquinas e Equipamentos Industriais; UMBNDES - Unidade Monetria do BNDES; TJLP - Taxa de Juros de Longo Prazo fixada pelo Conselho Monetrio Nacional, a TJLP o custo bsico de financiamentos do BNDES; FDI - Fundo de Investimentos Incentivo Fiscal; URTJLP - Unidade de Referncia Taxa de Juros de Longo Prazo fixada pelo Conselho Monetrio Nacional, a TJLP o custo bsico de financiamentos do BNDES; BRL - Moeda nacional Reais.

    (i) Em 3 de fevereiro de 2010, a controladora Votorantim Cimentos S.A. e a Companhia Nacional de Cimento Portland (Lafarge Brasil) assinaram contrato de permuta de aes, segundo o qual a Lafarge Brasil transferiu para a Votorantim Cimentos S.A. aes de emisso da Cimpor Cimentos de Portugal SGPS S.A., em troca de uma Sociedade de Propsito Especfica (SPE), constituda pela controladora da Companhia, com ativos que incluem uma moagem de cimento, transferida da Votorantim Cimentos Brasil S.A. (incorporada em 31 de julho de 2010) e uma fbrica e uma moagem de cimento transferida da Companhia. (b) Reviso e ajuste da vida til estimada - A Companhia periodicamente revisa a vida til econmica estimada do seu ativo imobilizado para fins de clculo da depreciao, bem como para determinar o valor residual dos itens do imobilizado.(a) Principais obras em andamento - O saldo de obras em andamento composto principalmente de projetos de expanso e otimizao das unidades industriais da Companhia, sendo:

    2011 2010 Fbrica Xambio 12.415 36.378 Aquisies de direitos minerrios 24.153 30.588 Moagem de pozolana - Poty Paulista 11.787 11.434 Moagem So Luiz 20.169 3.093 Nova Unidade - Itua/BA 10.299 5.286 Nova Unidade Porto Velho / RO 18.916 9.042 Nova Unidade Primavera / PA 22.732 6.346

    Durante o exerccio findo em 31 de dezembro de 2011, os encargos sobre emprstimos capitalizados nas obras em andamento totalizaram R$ 117.988 (2010 - R$ 47.092). A taxa de capitalizao utilizada foi de 0,79% a.m. O montante de R$ 61.624 (2010 - R$ 44.418) referente despesa de depreciao foi reconhecido no resultado em Custo dos produtos vendidos e R$ 1.311 (2010 - R$ 4.524) em Despesas operacionais. A Companhia possua, em 31 de dezembro de 2011, responsabilidades por garantias prestadas a terceiros no montante de R$ 85.

  • Continuao

    Continua

    Votorantim Cimentos N/NE S.A.CNPJ n 10.656.452/0001-80Demonstraes Financeiras

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    O perfil dos vencimentos das parcelas de emprstimos e financiamentos em 31 de dezembro de 2011 demonstrado a seguir:

    Vencimento das parcelasEm moeda

    nacionalEm moeda

    estrangeira Total %2012 87.552 9.176 96.728 22,68%2013 78.820 10.122 88.942 20,87%2014 73.410 10.320 83.730 19,65%2015 68.330 10.320 78.650 18,46%2016 43.692 7.808 51.500 12,09%2017 13.425 3.603 17.028 4,00%2018 6.030 1.875 7.905 1,86%2019 1.050 593 1.643 0,39%

    372.309 53.817 426.126 100,00%

    (a) Movimentao2011 2010

    Saldo no incio do exerccio 389.342 473.336Captaes 101.398 63.210Amortizaes (69.023) (138.571)Juros pagos (35.267) (43.570)Proviso de juros 33.950 35.275Variao cambial 5.726 (338)

    Saldo no fim do exerccio 426.126 389.342

    (b) Obrigaes contratuais / ndices financeiros - A Companhia atende a todas as condies estabelecidas nas clusulas contratuais de emprstimos e financiamentos, quando aplicveis. (c) Valor justo dos emprstimos e financiamentos - Os valores abaixo foram calculados de acordo com os critrios da nota 5.1.

    2011 2010Valor contbil Valor justo Valor contbil Valor justo

    BNDES 405.962 393.999 368.990 372.206FINAME 3.405 3.015 4.051 1.110Outros 16.759 16.759 16.301 16.301

    426.126 413.773 389.342 389.617

    18. Contas a pagar - Trading: Refere-se a compras de determinadas matrias-primas importadas por meio de empresas de trading, que apresentam prazos de pagamento de at 360 dias com comisso calculada e acertada entre as partes antes ou no momento de cada transao comercial, sobre o valor total das compras efetuadas. 19. Imposto de renda e contribuio social diferidos: (a) Reconciliao da despesa de IRPJ e CSLL - Os valores de imposto de renda e contribuio social demonstrados no resultado em 31 de dezembro de 2011 apresentam a seguinte reconciliao com base na alquota nominal brasileira:

    2011 2010Lucro antes do imposto de renda, da contribuio social e das participaes minoritrias 533.898 582.146Alquotas nominais 34% 34%IRPJ e CSLL calculados s alquotas nominais (181.525) (197.930)

    Equivalncia patrimonial (2)Incentivo fiscal 4.585 26.321Doaes e subvenes para investimentos 44.541 29.659Tributos diferidos sobre provises 814 838Outras adies (excluses) permanentes lquidas (2.500) (819)

    IRPJ e CSLL apurados (134.087) (141.931)Correntes (141.174) (160.589)Diferidos 7.087 18.658

    IRPJ e CSLL no resultado (134.087) (141.931)

    (b) Composio dos saldos de impostos diferidos - A origem do imposto de renda e da contribuio social diferidos est a seguir apresentada:

    2011 2010AtivoProvises 62.929 71.890Proviso para impostos sub-judice 23.323 13.104Proviso para perdas em investimentos 5.981 5.835Proviso para perdas de estoques 17.537 6.225PPR - Proviso de participao no resultado 2.434 1.700Uso do bem pblico - UBP 142.152 121.056Proviso para crditos de liquidao duvidosa 1.087 448Outros 6.301 8.010

    Ativo no circulante 261.744 228.268

    PassivoDiferenas temporriasAjustes de vida til imobilizado (depreciao) 97.084 70.380Uso do bem pblico - UBP 67.096 54.226Outros 19.413 21.395

    Passivo no circulante 183.593 146.001

    (c) Movimentao de impostos diferidos2011 2010

    Saldo no incio do exerccio 82.267 13.164Provises temporrias 1.219 20.164Uso do bem pblico - UBP 23.078 69.936Ajustes de vida til imobilizado (depreciao) (26.704) (26.787)Outros (1.709) 5.790Saldo no final do exerccio 78.151 82.267

    (d) Regime tributrio de transio - RTT - Para fins de apurao do imposto de renda e da contribuio social sobre o lucro lquido dos exerccios de 2009 e 2008, a Companhia e suas controladas optaram pelo RTT, que permite pessoa jurdica eliminar os efeitos contbeis da Lei n 11.638/07 e da MP n 449/08, convertida na Lei n 11.941/09, por meio de registros no livro de apurao do lucro real - LALUR ou de controles auxiliares, sem qualquer modificao da escriturao mercantil. Em 2011 e 2010, a Companhia tambm adotou as mesmas prticas tributrias adotadas em 2008 e 2009, uma vez que o RTT ter vigncia at a entrada em vigor de uma lei que discipline os efeitos fiscais dos novos mtodos contbeis, buscando a neutralidade tributria. 20. Proviso: A Companhia parte envolvida em processos tributrios, trabalhistas, cveis e outros em andamento, e est discutindo essas questes tanto na esfera administrativa como na judicial. Quando aplicvel, foram efetuados depsitos judiciais para fazer frente parte dessas obrigaes.Os saldos das obrigaes tributrias e provises para passivos contingentes, registradas contabilmente, so apresentados a seguir:(a) Composio dos saldos

    2011 2010Depsitos

    judiciaisMontante

    provisionadoTotal

    lquidoDepsitos

    judiciaisMontante

    provisionadoTotal

    lquidoTributrios 94.260 (229.054) (134.794) 64.700 (196.899) (132.199)Trabalhistas 4.938 (13.096) (8.158) 14.554 (12.125) 2.429Cveis e outros 6.149 (12.759) (6.610) 385 (10.676) (10.291)

    105.347 (254.909) (149.562) 79.639 (219.700) (140.061)

    Econmica (CADE) sobre esse processo. Com base na opinio de seus consultores jurdicos, a Companhia entende que no est sujeita a quaisquer penalidades administrativas e/ou criminais. (iv) Processos com probabilidade de perdas consideradas como possveis - A Companhia est se defendendo em diversos outros processos tributrios e cveis com probabilidade de perda, avaliada como possvel, conforme abaixo detalhado:

    2011 2010Processos tributrios 334.046 129.514Processos cveis 47.970 5.437

    382.016 134.951

    O aumento nas causas possveis reflexo, correo monetria, ajuizamento de 12 novos autos de infrao lavrados na unidade de Sobral totalizando R$ 28.700 relativos a suposto aproveitamento indevido de ICMS, sobre mercadorias sem selo fiscal e tambm do ajuizamento de ao anulatria no valor de R$ 12.200, visando desconstituir diversos dbitos relativos cobrana de CFEM. Os principais processos tributrios classificados como possveis referem-se discusso sobre o recolhimento de impostos e contribuies destinadas a: Imposto sobre Circulao de Mercadorias e Servios (ICMS) - R$ 122.881, ISS - R$ 4.555, PIS/COFINS - R$ 1.641 e IR/CSLL - R$ 5.761. (d) Uso do bem pblico - As compras de energia da Companhia so feitas pela Votener, empresa ligada com a qual h acordos de nvel operacional. A Votener encarregada de gerenciar compras e vendas de energia, firmando, quando necessrio, contratos bilaterais para compra de energia e/ou negociando os excedentes no mbito da Cmara de Comercializao de Energia Eltrica (CCEE). A Companhia possui contratos de concesso do setor de energia eltrica. Esses contratos preveem pagamentos anuais, a partir do incio da operao e reajustado pelo IGPM, a ttulo de Uso do bem pblico (UBP). Os contratos apresentam prazo de durao em mdia de 35 anos e em 31 de dezembro de 2011 estavam compostos da seguinte forma:

    (b) Movimentao

    2011 2010Saldo no incio do exerccio 140.061 168.122

    Adies (lquidas das reverses) 42.252 55.373Depsito judicial (lquido das baixas) (20.028) (79.639)Baixas por pagamento (35.199) (4.474)Atualizaes e reverso monetria 22.475 679

    Saldo no fim do exerccio 149.561 140.061

    (c) Natureza das contingncias - (i) Processos tributrios - Tributrios - referem-se, principalmente, discusso sobre a legalidade do recolhimento de tributos federais, estaduais e municipais. As principais aes tributrias consistem na cobrana de ICMS (Imposto sobre Circulao de Mercadorias e Servios), PIS (Programa de Integrao Social), COFINS (Contribuio para o Financiamento da Seguridade), IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurdica) e CSLL (Contribuio Social sobre o Lucro Lquido). (ii) Processos trabalhistas - Trabalhistas - consistem, principalmente, em reclamaes movidas por ex-empregados e terceiros, cujos pleitos envolvem pagamento de verbas rescisrias, adicionais por insalubridade e periculosidade, horas extras, horas in itinere. Incluem ainda aes cveis referentes a pedidos de indenizao de ex-empregados ou terceiros por supostas doenas ocupacionais, acidentes de trabalho, danos materiais e morais. (iii) Processos cveis - Cveis - as principais aes esto relacionadas a reclamaes sobre danos materiais e morais. A Secretaria de Direito Econmico (SDE) iniciou em 2003 inqurito administrativo envolvendo as maiores companhias de cimento brasileiras. O procedimento investiga a alegao de algumas concreteiras de que as companhias de cimento teriam infringido regras de concorrncia. No h indcios at o momento de que a SDE pretenda encaminhar qualquer recomendao ao Conselho Administrativo de Defesa

    31/12/2011 31/12/2010Data incio Data fim Data incio Ativo Ativo

    Usinas / Empresas Investidora Participao da concesso da concesso pagamento intangvel Passivo intangvel PassivoPedra do Cavalo Votorantim Cimentos N/NE S.A. 100% mar/02 abr/37 abr/06 153.432 (374.185) 159.489 (356.047)

    21. Programa de Recuperao Fiscal - REFIS: Em novembro de 2009, a Companhia aderiu ao Programa de Recuperao Fiscal, institudo pela Lei n 11.941/09 cujo objetivo regularizar os passivos fiscais por meio de um sistema especial de pagamento e de parcelamento de obrigaes fiscais e previdencirias. Em 28 de junho de 2011, a Companhia efetuou a consolidao dos dbitos no Programa de Recuperao Fiscal, cumprindo de fato todas as formalidades previstas na legislao, sendo os dbitos includos, aqueles oriundos substancialmente de: COFINS: Majorao da alquota da COFINS de 2% para 3% determinada pela Lei n 9.718/98; Juros Sobre Capital Prprio - JCP: Discusso sobre a no incidncia de JCP sobre PIS/COFINS; PIS: Ampliao da base de clculo e majorao da alquota pela Lei n 10.637/02 (MP 66/02); CSLL: Execuo Fiscal decorrente do no pagamento de CSLL aps IR, conforme exigncia da Lei n 7.689/88; IR: Auto de Infrao decorrente do no recolhimento de IR sobre aplicaes financeiras. Apresentamos a seguir um resumo dos valores definitivos includos no programa, bem como os benefcios obtidos:Detalhamento do dbito

    Total dos dbitos atualizados includos no programa 28.169Benefcio por reduo de multas de juros (5.781)

    Total do dbito 22.388Pagamentos realizados (767)

    Saldo do dbito em 31 de dezembro de 2011 21.621Total dos depsitos judiciais (42)Saldo devedor em 31 de dezembro de 2011 21.579

    A Companhia realizou peties junto a Secretaria da Receita Federal, incluindo dbitos tributrios, a compensao dos depsitos judiciais e outros assuntos, que no foram inicialmente homologados no valor consolidado do REFIS conforme extrato emitido por este rgo. A Administrao tem expectativa que todas as suas peties sejam homologadas e por consequncia no espera impactos relevantes em suas demonstraes financeiras. 22. Patrimnio lquido: (a) Capital social - O capital social, totalmente subscrito e integralizado em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, representado por 31.877.285 (6.123.350 preferenciais A e B e 25.753.935 ordinrias) e 31.471.037 (5.711.773 preferenciais A e B e 25.759.264 ordinrias) aes em circulao, respectivamente, sem valor nominal. Em 30 de abril de 2010, foi aprovada em assembleia extraordinria a devoluo de parte da participao societria acionista Votorantim Cimentos Brasil S.A. mediante reduo do capital social da Companhia em R$ 195.000, alterando o valor do capital social de R$ 2.222.935 para R$ 2.027.935. (b) Reserva legal e de reteno de lucros - A reserva legal constituda anualmente como destinao de 5% do lucro lquido do exerccio e no pode ultrapassar 20% do capital social. Sua finalidade assegurar a integridade do capital social. Ela poder ser utilizada somente para compensar prejuzo e aumentar o capital. A reserva de reteno de lucros refere-se reteno do saldo remanescente de lucros acumulados, a fim de atender ao projeto de crescimento dos negcios estabelecido no plano de investimentos. (c) Reserva para incentivos fiscais - Constituda de acordo com o estabelecido no artigo 195-A da Lei das Sociedades por Aes (emendado pela Lei n 11.638/07), essa reserva recebe a parcela dos incentivos fiscais, reconhecidos no resultado do exerccio e a ela destinados a partir da conta de lucros acumulados. Esses incentivos no entram na base de clculo do dividendo mnimo obrigatrio. (d) Dividendos - Os dividendos so calculados de acordo com estatuto da Companhia e em consonncia com a Lei das Sociedades por Aes. O clculo dos dividendos, em 31 de dezembro, pode ser assim demonstrado:

    2011Lucro lquido do exerccio 399.811Reserva legal (19.991)Reserva de incentivos fiscais (52.786)Base de clculo dos dividendos 327.034Dividendos mnimos - 25% conforme estatuto 81.759Dividendos complementares 367Total dos dividendos propostos 82.126Dividendos por ao - R$ 2,58

    23. Receita lquida

    2011 2010Receita brutaVendas de produtos 2.174.043 2.063.552Receitas de servios 86.322 82.427

    2.260.365 2.145.979Impostos sobre vendas e servios e outras dedues (602.053) (568.205)

    1.658.312 1.577.774

    24. Outras receitas operacionais, lquidas

    2011 2010Incentivos fiscais de reinvestimento 52.786 64.071Benefcios fiscais (Fundo de desenvolvimento industrial) 78.216 55.858Receita vendas de sucatas e imobilizado 2.685 8.759Receitas de coprocessamento 1.189 2.374Uso do bem pblico - UBP (6.057) (6.057)Outras receitas (despesas) operacionais 15.015 (14.954)

    143.834 110.051

    25. Despesas por natureza

    2011 2010Variaes nos estoques de produtos acabados e produtos em elaborao 3.004 53.864Matrias-primas, insumos e materiais de consumo 738.373 799.105Despesa de benefcios a empregados 104.448 87.309Depreciao, amortizao e exausto 69.750 57.057Despesas de transporte 295.818 46.989

    1.211.393 1.044.324

    26. Despesas de benefcio a empregados

    2011 2010Salrios e adicionais 53.650 44.237Encargos sociais 28.877 24.882Benefcios sociais 21.921 18.190

    104.448 87.309

    27. Resultado financeiro lquido

    2011 2010Receitas

    Juros sobre ativos financeiros 84 220Juros sobre mtuo partes relacionadas 13.626 9.049Rendimentos sobre aplicaes financeiras 10.942 3.825Outras receitas financeiras 2.873 11.045

    27.525 24.139Despesas

    Juros sobre emprstimos, financiamentos e outros (9.092) (18.758)Imposto sobre operaes financeiras - IOF (860) (4.776)Juros e atualizao monetria UBP (38.870) (49.698)Atualizao monetria sobre contingncias (22.475) (8.982)Outras despesas financeiras (14.187) (9.895)

    (85.484) (92.109)

    Variaes cambiais e monetrias, lquidas 1.110 6.615

    (56.849) (61.355)

    28. Benefcios de plano de penso e sade ps-emprego: Majoritariamente, a Companhia mantm um plano de contribuio definida. Algumas investidas, no entanto, possuem plano de benefcio definido. (a) Contribuio definida - A Companhia patrocinadora de planos de aposentadoria privada administrados pela Fundao Senador Jos Ermrio de Moraes - FUNSEJEM, um fundo fechado de previdncia privada, sem fins lucrativos, disponvel a todos os funcionrios. Nos termos do regulamento do fundo, as contribuies dos funcionrios FUNSEJEM so igualadas pelas patrocinadoras, de acordo com o nvel de remunerao do funcionrio. Para os que tm remunerao inferior ao patamar especificado pelo regulamento, as contribuies so igualadas at 1,5% da remunerao mensal do funcionrio. Para aqueles com remunerao superior ao patamar, igualam-se as contribuies do funcionrio at o limite de 6% da remunerao mensal. Podem tambm ser realizadas contribuies voluntrias FUNSEJEM. Uma vez cumpridas as contribuies desse plano, no existem obrigaes de pagamentos adicionais. (b) Benefcio definido - A Companhia dispe de planos de aposentadoria de benefcio definido, que oferecem tambm assistncia mdica e seguro de vida, entre outros. O custo dos benefcios de aposentadoria e de outros benefcios desses planos concedidos a funcionrios determinado pelo mtodo de benefcio projetado pro rata sobre o servio e as melhores expectativas da Administrao sobre margens de investimentos, reajustes salariais, tendncias de custo e mortalidade e idade de aposentadoria dos funcionrios. Os valores reconhecidos no balano patrimonial so os seguintes:

    2011 2010 Valor presente das obrigaes financiadas 58.179 57.482 Valor justo dos ativos do plano (62.740) (62.128)

    Saldo de balano (4.561) (4.646)

    A movimentao na obrigao de benefcio definido durante o exerccio apresentada a seguir:

    2011 2010Em 1 de janeiro 57.482 55.909

    Contribuies de participantes do plano 1.601 2.400 Ganhos financeiros sobre ativos do plano 2.845 5.373 Benefcios pagos (3.749) (6.200)

    Em 31 de dezembro 58.179 57.482

    A movimentao do valor justo dos ativos do plano de benefcios nos exerccios apresentada a seguir:

    2011 2010Em 1 de janeiro 62.128 55.909

    Retorno esperado sobre ativos do plano 2.760 10.019 Contribuies do empregador 1.344 1.984 Contribuies do empregado 257 416 Benefcios pagos (3.749) (6.200)

    Em 31 de dezembro 62.740 62.128

  • Continuao

    Votorantim Cimentos N/NE S.A.CNPJ n 10.656.452/0001-80Demonstraes Financeiras

    Walter SchalkaDiretor Presidente

    Luiz Alberto de Castro SantosDiretor

    Diretoria

    Relatrio dos auditores independentes sobre as demonstraes financeiras

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    As principais premissas atuariais usadas foram as seguintes:

    2011 2010 Taxa de retorno esperado dos ativos 5,0 5,0 Crescimentos salariais futuros 3,0 3,0 Tbua biomtrica de mortalidade geral 8,3 8,3

    (c) Benefcios ps-emprego (planos de penso e sade) - Os ativos so compostos

    desta forma: 2011 2010

    Caixa e equivalentes 627 1.243Instrumentos em ao de capital 31.370 34.170Fundo de renda fixa 30.743 26.715

    62.740 62.128

    29. Seguros: De acordo com a Poltica Corporativa de Gesto de Seguros da Companhia, so contratados diferentes tipos de aplices de seguros, tais como seguros de riscos operacionais e responsabilidade civil, proporcionando proteo para seus ativos, para possveis perdas com interrupo de produo, bem como para danos a terceiros. Anualmente contratado seguro de riscos operacionais para a UHE, com cobertura AllRisks e Importncia Segurada total de R$ 199.050. A Companhia mantm seguro de responsabilidade civil, para esta operao, com coberturas e condies, consideradas pela Administrao da Companhia, adequadas aos riscos inerentes.

    Ativo Tipo de cobertura Importncia seguradaInstalaes, equipamentos Danos materiais 526.507

    Lucros cessantes 160.299 686.806 Moacir Felizari - Contador CRC - SC 019715/O-3 S PE

    Aos Administradores e AcionistasVotorantim Cimentos N/NE S.A.Examinamos as demonstraes financeiras da Votorantim Cimentos N/NE S.A. (Companhia) que compreendem o balano patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstraes do resultado, do resultado abrangente, das mutaes do patrimnio lquido e dos fluxos de caixa para o exerccio findo nessa data, assim como o resumo das principais polticas contbeis e as demais notas explicativas.Responsabilidade da administrao sobre as demonstraes financeiras A administrao da Companhia responsvel pela elaborao e adequada apresentao dessas demonstraes financeiras de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessrios para permitir a elaborao dessas demonstraes financeiras livres de distoro relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro.Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade a de expressar uma opinio sobre essas demonstraes financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigncias ticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurana razovel de que as demonstraes financeiras esto livres

    de distoro relevante.Uma auditoria envolve a execuo de procedimentos selecionados para obteno de evidncia a respeito dos valores e das divulgaes apresentados nas demonstraes financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliao dos riscos de distoro relevante nas demonstraes financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliao de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaborao e adequada apresentao das demonstraes financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que so apropriados nas circunstncias, mas no para expressar uma opinio sobre a eficcia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui tambm a avaliao da adequao das polticas contbeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contbeis feitas pela administrao, bem como a avaliao da apresentao das demonstraes financeiras tomadas em conjunto.Acreditamos que a evidncia de auditoria obtida suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinio.Opinio Em nossa opinio, as demonstraes financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posio patrimonial e financeira da Votorantim Cimentos N/NE S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas

    operaes e os seus fluxos de caixa para o exerccio findo nessa data, de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil. nfaseChamamos ateno para a Nota 14 s demonstraes financeiras, que descreve que a Companhia mantm saldos e realiza transaes com sua controladora e outras partes relacionadas em montantes significativos em relao sua posio patrimonial e financeira e aos resultados de suas operaes. Nossa opinio no est ressalvada em relao a esse assunto.

    Recife, 13 de abril de 2012

    PricewaterhouseCoopersAuditores Independentes

    CRC 2SP000160/O-5 S PE

    Carlos Eduardo Guaran MendonaContador CRC 1SP196994/O-2 S PE

  • Votorantim Cimentos Amricas S.A.CNPJ/MF n 06.276.009/0001-06

    Demonstraes Financeiras 2011RELATRIO DA ADMINISTRAO

    Balanos patrimoniais em 31 de dezembro - Em reais Demonstraes do resultadodos exerccios findos em 31 de dezembro - Em reais

    Demonstraes do valor adicionadodos exerccios findos em 31 de dezembro - Em reaisDemonstraes das mutaes do patrimnio lquido - Em reais

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011 - Em reais

    Prezados(as) Acionistas: Abaixo, para sua informao, seguem as Demonstraes Financeiras do exerccio encerrado em 31 de dezembro de 2011. So Paulo, 30 de maro de 2012.

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Ativo Nota 2011 2010CirculanteCaixa e equivalentes de caixa 100 100

    100 100 No circulanteRealizvel a longo prazoPartes relacionadas 3 599.633.037 599.633.037

    599.633.037 599.633.037Total do ativo 599.633.137 599.633.137

    Passivo e patrimnio lquido Nota 2011 2010Patrimnio lquido 4Capital social 220 220 Reserva de capital 709.695.880 709.695.880 Prejuzos acumulados (110.062.963) (110.062.963)

    599.633.137 599.633.137

    Total do passivo e patrimnio lquido 599.633.137 599.633.137

    Nota 2011 2010Despesas operacionaisDespesas gerais e administrativas 5 (20.031)

    Resultado financeiro lquido 6 2.938 Prejuzo do exerccio (17.093)Prejuzo por aes do capital social no fim do exerccio (77,70)

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Nota 2011 2010Fluxo de caixa das atividades operacionaisPrejuzo do exerccio (17.093)Ajustes para reconciliar o resultadoJuros sobre ativos financeiros 6 (2.938)

    (20.031)Variaes nos ativos e passivosPartes relacionadas 20.031

    Caixa e equivalentes de caixa no incio do exerccio 100 100 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exerccio 100 100

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Capital Reserva Prejuzos Patrimnio social de capital acumulados lquido

    Em 31 de dezembro de 2009 220 709.695.880 (110.045.870) 599.650.230 Prejuzo liqudo do exerccio (17.093) (17.093)Em 31 de dezembro de 2010 220 709.695.880 (110.062.963) 599.633.137 Em 31 de dezembro de 2011 220 709.695.880 (110.062.963) 599.633.137

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    1. Contexto operacionalConsideraes geraisA Votorantim Cimentos Amrica S.A. (Companhia ou VCA) uma socieda-de annima de capital fechado, com sede em So Paulo - SP. A Companhia foi constituda em 12 de maio de 2004 e tem como atividade preponderante a administrao de sociedades de participao, exceto holdings. A Companhia pertence Votorantim e tem estruturas e custos administrati-vos, gerenciais e operacionais compartilhados.A emisso dessas demonstraes financeiras foi aprovada pela Administra-o da Companhia em 28 de maro de 2012.

    2. Base de preparaoAs demonstraes financeiras foram preparadas considerando o custo his-trico como base de valor.2.1. Caixa e equivalentes de caixaCaixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depsitos bancrios e outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, que so prontamente conversveis em um montante conhecido de caixa e que esto sujeitos a um insignificante risco de mudana de valor.2.2. Capital socialAs aes ordinrias so classificadas no patrimnio lquido.

    4. Patrimnio lquido(a) Capital socialO capital social, totalmente subscrito e integralizado em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 representado por 220 aes ordinrias, sem valor nominal.

    5. Despesas por natureza2011 2010

    Despesa com anncios e publicaes 20.031 20.031

    6. Resultado financeiro lquido 2011 2010Receitas Juros sobre ativos financeiros 2.938

    3. Partes relacionadas Mtuos ativos Resultado financeiro 2011 2010 2011 2010Votorantim Industrial S.A. 2.938 Votorantim Cimentos S.A. (i) 599.633.037 599.633.037

    599.633.037 599.633.037 2.938

    (i) Em 31 de maio de 2006 a Companhia assinou contrato de venda de 100 aes ordinrias do capital social da St. Brbara Cement Inc. para Votorantim Investimentos Internacionais S.A. incorporada em 30 de junho de 2009 pela Votorantim Cimentos Brasil S.A. a qual foi incorporada em 30 de julho de 2010 pela Votorantim Cimentos S.A.

    Raul CalfatDiretor Presidente

    Alexandre Silva DAmbrsioDiretor

    Joo Carvalho de MirandaDiretor

    Diretoria

    Moacir FelizariCRC SC 019715/O-3 S.

    Aos Administradores e AcionistasVotorantim Cimentos Amricas S.A.Examinamos as demonstraes financeiras da Votorantim Cimentos Am-ricas S.A. (Companhia) que compreendem o balano patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstraes do resultado, das mutaes do patrimnio lquido e dos fluxos de caixa para o exerccio findo nessa data, assim como o resumo das principais polticas contbeis e as demais notas explicativasResponsabilidade da administrao sobre as demonstraes financeirasA administrao da Companhia responsvel pela elaborao e adequada apresentao dessas demonstraes financeiras de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessrios para permitir a elaborao dessas demons-traes financeiras livres de distoro relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro.Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade a de expressar uma opinio sobre essas demons-traes financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem

    Relatrio dos auditores independentes sobre as demonstraes financeiras

    o cumprimento de exigncias ticas pelo auditor e que a auditoria seja pla-nejada e executada com o objetivo de obter segurana razovel de que as demonstraes financeiras esto livres de distoro relevante.Uma auditoria envolve a execuo de procedimentos selecionados para obten-o de evidncia a respeito dos valores e das divulgaes apresentados nas demonstraes financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliao dos riscos de distoro relevante nas demonstraes financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliao de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaborao e adequada apresentao das demonstraes financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que so apropriados nas circunstncias, mas no para expressar uma opinio sobre a eficcia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui tambm a avaliao da adequao das polticas contbeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contbeis feitas pela administrao, bem como a avaliao da apresentao das demonstraes financeiras tomadas em conjunto.Acreditamos que a evidncia de auditoria obtida suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinio.

    Opinio Em nossa opinio, as demonstraes financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posio patrimonial e financeira da Votorantim Cimentos Amricas S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operaes e os seus fluxos de caixa para o exerccio findo nessa data, de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil. nfaseChamamos ateno para a Nota 3 s demonstraes financeiras, que descreve que a Companhia mantm saldos e realiza transaes com sua controladora em montantes significativos em relao sua posio patrimonial e financeira e aos resultados de suas operaes. Nossa opinio no est ressalvada em relao a esse assunto.

    So Paulo, 28 de maro de 2012PricewaterhouseCoopersAuditores Independentes

    CRC 2SP000160/O-5Carlos Eduardo Guaran Mendona

    Contador CRC 1SP196994/O-2

  • Continua

    CRB - Operaes Porturias S.A.CNPJ/MF n 05.481.823/0001-08

    Demonstraes Financeiras 2011RELATRIO DA ADMINISTRAO

    Continua

    Balanos patrimoniais em 31 de dezembro - Em milhares de reais Demonstraes do resultado dos exerccios findos em 31 de dezembro Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Demonstraes dos fluxos de caixados exerccios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais

    Demonstraes do valor adicionadodos exerccios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais

    Demonstraes das mutaes do patrimnio lquidodos exerccios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais

    Prezados(as) Acionistas: Abaixo, para sua informao, seguem as Demonstraes Financeiras do exerccio encerrado em 31 de dezembro de 2011. So Paulo, 30 de maro de 2012.

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeirasem 31 de dezembro de 2011 - Em milhares de reais, exceto quando

    indicado de outra forma

    Ativo Nota 31/12/2011 31/12/2010Circulante

    Caixa e equivalentes de caixa 3.478 2 Tributos a recuperar 141 Adiantamentos a fornecedores 2.407 1.979

    5.885 2.122 No circulante Realizvel a longo prazo

    Partes relacionadas 4 556 2.515 Depsitos judiciais 6 (a) 2.884 1.911

    Imobilizado 5 1.067 1.950 4.507 6.376

    Total do ativo 10.392 8.498

    Passivo e patrimnio lquido Nota 31/12/2011 31/12/2010

    CirculanteFornecedores 253 189 Tributos a recolher 300 47 Outros passivos 238 -

    791 236 No circulante

    Partes relacionadas PasNC 4 1.045 76

    Patrimnio lquido 9 Capital social 8.980 8.980 Prejuzos acumulados (424) (794)

    Total do patrimnio lquido 8.556 8.186 Total do passivo e patrimnio lquido 10.392 8.498

    Atribuvel aos acionistasda controladora

    Capital Lucros Patrimniosocial acumulados Total lquido

    Em 31 de dezembro de 2009 8.980 (1.699) 7.281 7.281Lucro lquido do exerccio 905 905 905

    Em 31 de dezembro de 2010 8.980 (794) 8.186 8.186Lucro lquido do exerccio - 372 372 372

    Em 31 de dezembro de 2011 8.980 (422) 8.558 8.558As notas explicativas da administrao so parte integrante das

    demonstraes financeiras.

    Nota 2011 2010Receita lquida 7 8.458 4.612

    Custo dos servios prestados (7.830) (3.789)Lucro (prejuzo) bruto 628 823 Receitas (despesas) operacionais

    Com vendas (4.119) -Gerais e administrativas (2.824) -Outras receitas operacionais, lquidas 6.966 -

    Lucro operacional antes das participaessocietrias e do resultado financeiro 651 823

    Resultado financeiro lquido 8 Receitas financeiras 120 70 Despesas financeiras (89) - Atualizaes monetrias - 12

    31 82 Imposto de renda e contribuio social 3 (a)

    Correntes (310) -Lucro (prejuzo) lquido do exerccio 372 905 Lucro lquido do perodoLucro (prejuzo) lquido por aes do capital social no fim do exerccio - R$ 0,04 0,10 Quantidade de aes 8.980 8.980

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Nota 2011 2010Fluxo de caixa das atividades operacionaisLucro (prejuzo) lquido do exerccio 372 905 Ajustes para reconciliar o lucro ao caixa gerado pelas atividades operacionais

    Amortizao 5 (b) 882 882 Variaes monetrias 6 (b) 87 (1.591)Proviso para contingncias e

    obrigaes tributrias 6 (b) (20) 686 1.321 882

    Variaes nos ativos e passivosTributos a recuperar 141 205 Depsitos judiciais (1.041)Partes relacionadas 2.928 (1.201)Outros ativos (428) 42 Fornecedores 64 64 Tributos a recolher 253 5 Contas a pagar e outros passivos 237 -

    Caixa usado nas operaes 3.476 (3)Caixa lquido proveniente das (usado nas) atividades operacionais 3.476 (3)Caixa lquido usado nas atividades de financiamentos Decrscimo em caixa e equivalentes de caixa 3.476 (3)Caixa e equivalentes de caixa no incio do exerccio 2 5 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exerccio 3.478 2

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Nota 2011 2010Receitas Vendas de servios 7 9.863 5.369 Outras receitas 18 -

    9.881 5.369 Insumos adquiridos de terceiros Custos dos servios vendidos (6.948) (3.722) Materiais, energia, servios de terceiros e outros 575 1.310

    (6.373) (2.412)Valor adicionado bruto 3.508 2.957 Retenes

    Amortizao 5 (b) (882) (882)Valor adicionado lquido produzido 2.626 2.075 Valor adicionado recebido em transferncia Receitas financeiras 8 30 82 Valor adicionado total a distribuir 2.656 2.157 Distribuio do valor adicionado Pessoal e encargos 3 - Impostos, taxas e contribuies

    Federais 943 527 Municipais 493 260 Correntes 310

    Remunerao de capitais de terceiros Aluguis 537 465 Remunerao de capitais prprios Lucros retidos 370 905

    Valor adicionado distribudo 2.656 2.157 As notas explicativas da administrao so parte integrante das

    demonstraes financeiras.

    1. Consideraes Gerais: A Companhia tem como atividade preponderan-te o arrendamento e operao do terminal de importao e exportao de granis slidos do Porto de Imbituba, no estado de Santa Catarina, Brasil, cuja licena foi obtida em 29 de janeiro de 2003, por 10 anos, renovvel por igual perodo. A Sociedade tem sede e foro jurdico na Capital do estado de So Paulo, Alameda Itu, n 852 - 10 andar, conjunto 102. Pertencente ao Grupo Votorantim e compartilha as estruturas e os custos corporativos, ge-renciais e operacionais. A emisso dessas demonstraes financeiras foi aprovada pela Administrao da Companhia em 28 de fevereiro de 2012. 2. Base de preparao: As demonstraes financeiras foram preparadas con-siderando o custo histrico como base de valor e ativos financeiros dispon-veis para venda e ativos e passivos financeiros classificados como mensu-rados ao valor justo por meio dos resultados (inclusive instrumentos derivativos) so mensurados ao valor justo. A preparao das demonstra-es financeiras requer o uso de certas estimativas contbeis crticas e tam-bm o exerccio de julgamento por parte da Administrao da Companhia no processo de aplicao das polticas contbeis da Companhia. As reas que requerem maior nvel de julgamento e apresentam maior complexidade, bem como as reas nas quais premissas e estimativas so significativas para as demonstraes financeiras consolidadas, esto descritas na Nota 3. 2.1. Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depsitos bancrios e outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, que so prontamente conversveis em um montante conhecido de caixa e que esto sujeitos a um insignificante risco de mudana de valor, bem como as contas garantidas. As contas garantidas so demonstradas como Emprstimos e financiamentos, no passivo circulante, quando apli-cvel. 2.2. Ativos financeiros: 2.2.1. Classificao: A Companhia e suas controladas classificam seus ativos financeiros nas seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado e emprstimos e receb-veis. A classificao depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administrao determina a classificao de seus ativos financeiros no seu reconhecimento inicial. (a) Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado - Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado tm como caracterstica a sua negociao ativa e frequente nos mercados financeiros. Esses ativos so mensurados por seu valor justo, e suas variaes so reconhecidas no resultado do exerc-cio, na rubrica Resultado financeiro lquido. Os ativos dessa categoria so classificados como ativos circulantes. (b) Emprstimos e recebveis: Os emprstimos e recebveis so ativos financeiros no derivativos com paga-mentos fixos ou determinveis no cotados em mercado ativo. So apresen-tados como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento supe-rior a 12 meses aps a data do balano (estes so classificados como ativos no circulantes). Os emprstimos e os recebveis so atualizados de acordo com a taxa efetiva da respectiva transao. Compreende-se como taxa efe-tiva aquela fixada nos contratos e ajustada pelos respectivos custos de cada transao. Os emprstimos e recebveis da Companhia compreendem prin-cipalmente contas a receber de clientes e demais contas a receber. 2.2.2. Reconhecimento e mensurao: As compras e as vendas regulares de ativos financeiros so reconhecidas na data de negociao - data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os investimentos so inicialmente reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transao para todos os ativos financeiros no mensurados ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio de resultado, quando existentes, so inicialmente reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transao so debitados demonstrao do re-sultado. Os ativos financeiros so baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos vencem ou so transferidos; neste ltimo caso, desde que tenha transferido significativamente todos os riscos e os benefcios da propriedade. Os ativos financeiros disponveis para venda e os ativos financeiros mensurados ao valor justo atravs do resultado so, quando existentes, subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os emprstimos e recebveis so contabilizados pelo custo amortizado, usan-do-se o mtodo da taxa de juros efetiva. Os ganhos ou as perdas decorren-tes de variaes no valor justo de ativos financeiros mantidos para negocia-o so apresentados na demonstrao do resultado em Resultado financeiro lquido no exerccio em que ocorrem. O valor justo dos investi-mentos com cotao pblica se baseia nos preos atuais de mercado. Para os ativos financeiros sem mercado ativo, a Companhia estabelece o valor justo por meio de tcnicas de avaliao. Essas tcnicas podem incluir a comparao com operaes recentes contratadas com terceiros, a refern-cia a outros instrumentos que so substancialmente similares, a anlise de fluxos de caixa descontados e os modelos de precificao de opes. A Companhia avalia, periodicamente, se h evidncia objetiva de que um ativo financeiro esteja registrado com valor acima de seu valor recupervel. Quando aplicvel, reconhecida proviso para desvalorizao desse ativo. 2.3. Depsitos judiciais: A Companhia parte envolvida em processos tributrios, cveis e outros em andamento, e est discutindo essas questes tanto na esfera administrativa como na judicial, as quais, quando aplicveis, so amparadas por depsitos judiciais e so atualizados monetariamente. 2.4. Imposto de renda e contribuio social: So calculados com base nas alquotas vigentes de imposto de renda e contribuio social sobre o lucro lquido e consideram a compensao de prejuzos fiscais e base nega-tiva de contribuio social, para fins de determinao de exigibilidade. Por-tanto, as incluses ao lucro contbil de despesas, temporariamente no dedutveis, ou as excluses de receitas, temporariamente no tributveis, para apurao do lucro tributvel corrente, geram crditos ou dbitos tribu-trios diferidos. As alquotas desses impostos so de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuio social. Os crditos tributrios diferidos decorrentes de prejuzo fiscal ou base negativa da contribuio social e adi-

    es temporrias so reconhecidos somente na extenso em que sua reali-zao seja provvel, tendo como base o histrico de rentabilidade e as pro-jees de resultados futuros. As despesas fiscais do exerccio compreendem o imposto de renda corrente e diferido. O imposto reconhecido na de-monstrao do resultado, exceto na proporo em que estiver relacionado com itens reconhecidos diretamente no patrimnio lquido ou no resultado abrangente. Nesse caso, o imposto tambm reconhecido no patrimnio lquido ou no resultado abrangente. O imposto de renda e contribuio so-cial corrente so apresentados lquidos, por entidade contribuinte, no passi-vo, quando houver montantes a pagar, ou no ativo, quando os montantes antecipadamente pagos excedem o total devido na data do balano. 2.5. Imobilizado: O imobilizado demonstrado pelo custo histrico de aquisio ou de construo menos depreciao acumulada. O custo histrico tambm inclui os custos de financiamento relacionados com a aquisio / construo de ativos qualificados. Os custos subsequentes so includos no valor con-tbil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropria-do, somente quando for provvel que fluam benefcios econmicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segu-rana. O valor contbil de itens ou peas substitudos baixado. Reparos e manuteno so apropriados ao resultado durante o perodo em que so incorridos. O custo das principais reformas acrescido ao valor contbil do ativo quando os benefcios econmicos futuros ultrapassam o padro de desempenho inicialmente estimado para o ativo em questo. As reformas so depreciadas ao longo da vida til econmica restante do ativo relacio-nado. Os terrenos no so depreciados. A depreciao de outros ativos calculada usando-se o mtodo linear considerando seus custos ou seus valores residuais durante a vida til estimada, como segue:- Edificaes 36-54 anos

    Os valores residuais e a vida til dos ativos so revisados e ajustados, se apropriado, ao fim de cada exerccio. O valor contbil de um ativo imedia-tamente baixado para seu valor recupervel quando o valor contbil do ativo maior do que seu valor recupervel estimado. Os ganhos e as perdas de alienaes so determinados pela comparao dos resultados com o valor contbil e so reconhecidos em Outras receitas operacionais, lquidas na demonstrao do resultado. A Companhia no tem ativos de longo prazo que espera abandonar ou alienar e que exigiriam a constituio de proviso para obrigaes por descontinuao de ativos. 2.6. Contas a pagar aos fornecedores - As contas a pagar aos fornecedores so obrigaes a pagar por bens ou servios que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negcios, sendo classificadas como passivos circulantes quando o pagamento devido no perodo de at um ano. Caso contrrio, as contas a pagar so apresentadas como passivo no circulante. Elas so, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do mtodo de taxa de juros efetiva. 2.7. Provises - As provises para custos de reestruturao e aes judiciais so reco-nhecidas quando: (i) a Companhia tem uma obrigao presente ou no formalizada como resultado de eventos passados; (ii) provvel que uma sada de recursos seja necessria para liquidar a obrigao; e (iii) o valor puder ser estimado com segurana. As provises no incluem as perdas operacionais futuras. Quando houver uma srie de obrigaes similares, a probabilidade de liquid-las determinada, levando-se em considerao a classe de obrigaes como um todo. Uma proviso reconhecida mesmo que seja pequena a probabilidade de liquidao relacionada com qualquer item individual includo na mesma classe de obrigaes. As provises so mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessrios para liquidar a obrigao, usando uma taxa antes do imposto, a qual reflita as avaliaes atuais do mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos especficos da obrigao. O aumento da obrigao em decorrncia da passagem do tempo reconhecido como despesa financeira. 2.8. Capital social - As aes ordinrias so classificadas no patrimnio lquido. Os custos incrementais diretamente atribuveis emisso de novas aes ou opes so demonstrados no patrimnio lquido como uma deduo do valor captado, lquida de impostos. Quando a Companhia compra aes do seu prprio capital (aes em tesouraria), o valor pago, incluindo todos os custos adicionais diretamente atribuveis (lquidos do imposto de renda), deduzido do patrimnio atribuvel aos acionistas da Companhia at que as aes sejam canceladas ou reemitidas. Quando essas aes so, subsequentemente, reemitidas, qualquer valor recebido, lquido de todos os custos adicionais da transao, diretamente atribuveis e dos respectivos efeitos do imposto de renda e da contribuio social, includo

    no capital atribuvel aos acionistas da Companhia. 2.9. Reconhecimento da receita - A receita compreende o valor justo da contraprestao rece-bida ou a receber pela comercializao de produtos e servios no curso normal das atividades da Companhia. A receita apresentada lquida dos impostos, das devolues, dos abatimentos e dos descontos, bem como das eliminaes das vendas entre empresas consolidadas. A Companhia reconhece a receita quando: (i) o valor da receita pode ser mensurado com segurana; (ii) seja provvel que os benefcios econmicos futuros fluiro para a entidade; e (iii) critrios especficos tenham sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia, conforme descrio a seguir. O valor da receita no ser considerado mensurvel com segurana at que todas as condies relacionadas com a venda tenham sido resolvidas. A Companhia baseia suas estimativas em resultados histricos, levando em considerao o tipo de cliente, o tipo de transao e as especificaes de cada venda. (a) Venda de produtos e servios: O reconhecimento da receita baseia-se nos princpios a seguir: (i) Venda de servios: a Companhia vende servios de concretagem, coprocessamento e transporte de cargas. Esses servios so prestados com base no tempo e no material ou, como um contrato de preo fixo, e os termos do contrato, geralmente, variam entre menos de um e trs anos. A receita de contratos de prestao de servios de transporte por preo fixo , em geral, reconhecida no perodo em que os servios so prestados, usando o mtodo linear de reconhecimento de receita conforme o perodo do contrato. Se surgirem circunstncias que possam alterar as es-timativas originais de receitas, custos ou extenso do prazo para concluso, as estimativas iniciais sero revisadas. Essas revises podem resultar em aumentos ou redues das receitas ou custos estimados e esto refletidas no resultado no perodo em que a Administrao tomou conhecimento das circunstncias que originaram a reviso. 2.10. Distribuio de dividendos: A distribuio de dividendos para os acionistas da Companhia reconhecida como um passivo nas demonstraes financeiras ao fim do exerccio, com base no estatuto social. Qualquer valor acima do mnimo obrigatrio somente provisionado quando for aprovado pelos acionistas, em Assembleia Geral. 3. Estimativas e premissas contbeis crticas: Com base em premis-sas, a Companhia faz estimativas com relao ao futuro. Por definio, as estimativas contbeis raramente sero iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contbeis de ativos e passivos para o prximo exerccio social, esto contempladas a seguir. (a) Imposto de renda, contribuio social e outros impostos: A Companhia est sujeita ao imposto de renda em todos os pases em que opera. necessrio um julgamento significativo para determinar a proviso para impostos sobre a renda nesses diversos pases. Em muitas operaes, a determinao final do imposto incerta. A Companhia tambm reconhece provises por conta de situaes em que provvel que valores adicionais de impostos forem devidos. Quando o resultado final dessas questes diferente dos valores inicialmente estimados e registrados, essas diferenas afetam os ativos e passivos fiscais atuais e diferidos no perodo em que o valor definitivo determinado. (b) Passivos contingentes: A Companhia parte envolvida em processos tributrios, cveis e outros em andamento que se encontram em instncias diversas. As provises para contingncias, constitudas para fazer face a potenciais perdas decorrentes dos processos em curso, so estabelecidas e atualizadas com base na avaliao da Admi-nistrao, fundamentada na opinio de seus assessores legais e requerem elevado grau de julgamento sobre as matrias envolvidas.4. Partes relacionadas

    Dividendos a receber Mtuos passivos31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Sociedades acionistasAcariba Minerao e Participao Ltda. 556 2.515 Sociedades ligadasVotorantim Cimentos S.A. 1.045 76

    556 2.515 1.045 76

  • Continuao

    CRB - Operaes Porturias S.A.CNPJ/MF n 05.481.823/0001-08

    Demonstraes Financeiras 2011

    Walter SchalkaDiretor Presidente

    Luiz Alberto de Castro SantosDiretor

    Moacir FelizariContador CRC - SC - 019715/O-3 S SP

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeirasem 31 de dezembro de 2011 - Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Diretoria

    5. Imobilizado: (a) Composio 31/12/2011 31/12/2010

    CustoDepreciao

    acumulada Saldo lquido Saldo lquido Taxas mdias anuais

    de depreciao %Terrenos e edificaes 7.021 (5.954) 1.067 1.950 0,04 7.021 (5.954) 1.067 1.950

    (b) Movimentao 31/12/2011 31/12/2010Saldo no incio do exerccio 1.950 2.832

    Depreciao (882) (882)Saldo no fim do exerccio 1.068 1.950 6. Proviso para contingncias e obrigaes tributrias: A Companhia parte envolvida em processos tributrios, cveis e outros em andamento, e est discutindo essas questes tanto na esfera administrativa como na judicial. Quando aplicvel, foram efetuados depsitos judiciais para fazer frente parte dessas obrigaes. Os saldos das obrigaes tributrias e provises para passivos contingentes, registradas contabilmente, so apresentados a seguir: (a) Composio

    31/12/2011 31/12/2010Depsitos judiciais Montante provisionado Total lquido Depsitos judiciais Montante provisionado Total lquido

    Tributrios (127) (127) (122) (122)Cveis e outros 3.745 (734) 3.011 2.705 (672) 2.033

    3.745 (861) 2.884 2.705 (794) 1.911

    (b) Movimentao da proviso para contingncias31/12/2011 31/12/2010

    Saldo inicial 794 1.699 Adies (lquidas das reverses) (20) 686 Atualizaes e reverso monetria 87 (1.591)Atualizaes monetrias Saldo final 861 794

    7. Receita lquida31/12/2011 31/12/2010

    Receita brutaReceitas de servios 9.863 5.369

    9.863 5.369 Impostos sobre vendas e

    servios e outras dedues (1.405) (757) 8.458 4.612

    8. Resultado financeiro lquido 31/12/2011 31/12/2010

    Receitas Juros sobre ativos financeiros 120 70

    DespesasOutras despesas financeiras (89) -

    Variaes cambiais e monetrias, lquidas - 12 31 82

    9. Patrimnio lquido(a) Capital social: O capital social, totalmente subscrito e integralizado em 31 de dezembro de 2011, representado por 8.980 aes ordinrias, sem valor nominal. (b) Reserva legal e de reteno de lucros: A reserva le-gal constituda anualmente como destinao de 5% do lucro lquido do exerccio e no pode ultrapassar 20% do capital social. Sua finalidade assegurar a integridade do capital social. Ela poder ser utilizada somente para compensar prejuzo e aumentar o capital. A reserva de reteno de lucros refere-se reteno do saldo remanescente de lucros acumulados, a fim de atender ao projeto de crescimento dos negcios estabelecido no plano de investimentos.

  • CNPJ n 03.042.288/0001-55

    ESAG Holdings Participaes S.A.

    Demonstraes Financeiras

    Demonstraes do resultado dos exerccios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Demonstraes do valor adicionado dos exerccios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    RELATRIO DA ADMINISTRAO

    Balanos patrimoniais - Em milhares de reais

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011 Em milhares de reais

    1. Contexto operacional: Consideraes gerais: A Esag Holdings Participaes S.A., constituda em 17 de maro de 1999, uma sociedade annima de capital fechado, com sede em So Paulo SP, que tem por objeto social a participao em outras sociedades. Pertencente ao Grupo Votorantim, compartilha as estruturas e os custos corporativos, gerenciais e operacionais. 2. Apresentao das demonstraes financeiras: As demonstraes financeiras foram elaboradas e esto sendo apresentadas em conformidade com as prticas contbeis adotadas no Brasil. 3. Partes relacionadas

    Ativo no circulante Passivo no circulante 2011 2010 2011 2010

    Votorantim Participaes S.A (*) 12.450 42.120 Votorantim Industrial S.A. 160 8

    12.610 42.120 8 (*) Saldo referente cesso de 4.228 aes da empresa Tivit Tecnologia da Informao S.A. para a empresa Votorantim Participaes S.A.

    Raul CalfatDiretor

    Alexandre Silva DAmbrsioDiretor

    Joo MirandaDiretor

    Senhores Acionistas: Em cumprimento s disposies legais e estatutrias, submetemos apreciao de V.Sas. as Demonstraes Financeiras relativas aos exerccios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, compostas pelo Balano patrimonial, Demonstrao do resultado, Demonstrao do valor adicionado, Demonstrao das mutaes do patrimnio lquido e Notas explicativas. Queremos agradecer aos nossos clientes, fornecedores e presta-dores de servios, pelo apoio e cooperao e a confiana em ns depositada, e em especial aos nossos colaboradores, pelo empenho apresentado.

    So Paulo, 28 de abril de 2012. A Diretoria.

    Felipe Zana GirelliContador - CRC/1PR - 053492/O-1 S SP

    Ativo Nota 2011 2010 Passivo e patrimnio lquido Nota 2011 2010Circulante No circulante

    Caixa e equivalentes de caixa 5 5 Partes relacionadas 3 8 - - Outros passivos 32 33 32 41

    No Circulante Partes relacionadas 3 12.610 42.120 Patrimnio lquido

    Capital social 4 (a) 12.599 81.171 Prejuzos acumulados (16) (39.087)

    12.583 42.084 Total do ativo 12.615 42.125 Total do passivo e patrimnio lquido 12.615 42.125

    2011 2010Resultado de participaes societrias

    Equivalncia patrimonial 149 149

    Resultado financeiro lquido (16) - Lucro (prejuzo) antes do imposto de renda e da contribuio social (16) 149 Lucro (prejuzo) lquido do exerccio (16) 149

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Demonstraes das mutaes do patrimnio lquido - Em milhares de reais

    Capital Prejuzos Nota social acumulados Total

    Em 31 de dezembro de 2009 81.171 (39.236) 41.935 Total do resultado abrangente do exerccioLucro lquido do exerccio 149 149

    Total do resultado abrangente do exerccio 149 149 Em 31 de dezembro de 2010 81.171 (39.087) 42.084

    Total do resultado abrangente do exerccioLucro lquido do exerccio (16) (16)

    Total do resultado abrangente do exerccio (16) (16)Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistasAumento de capital 4 (a) 185 185 Reduo de capital 4 (a) (68.757) 39.087 (29.670)

    Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistas (68.572) 39.087 (29.485)Em 31 de dezembro de 2011 12.599 (16) 12.583

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    2011 2010Valor adicionado recebido em transferncia

    Resultado de equivalncia patrimonial 149

    Valor adicionado total a distribuir 149 Despesas financeiras 16

    Distribuio do valor adicionado Lucros (prejuzos) retidos (16) 149

    Valor adicionado distribudo 149

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Diretoria

    4. Patrimnio Lquido: (a) Capital Social: Em 31 de dezembro de 2011, o capital social totalmente subscrito e integralizado representado por 50.343.335 (2010 168.317.036) aes ordinrias nominativas no valor de R$ 12.599 (2010 - R$ 81.171), pertencentes a acionistas domiciliados no pas. Em 30 de dezembro de 2011, foi aprovada a reduo de capital social de R$ 68.757, sendo que deste valor R$ 39.087 foram utilizados para compensao de prejuzos acumulados. Em 30 de dezembro de 2011, foi aprovado o aumento de capital social de R$ 185.

  • Continua

    CNPJ n 06.276.938/0001-15

    Votorantim Investimentos Latino-Americanos S.A.

    Demonstraes Financeiras

    Continua

    Demonstraes do resultado abrangente dos exerccios findos em 31 de dezembro

    Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Demonstraes do resultado abrangente dosexerccios findos em 31 de dezembro

    Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Demonstraes dos fluxos de caixa dos exerccios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais

    Demonstraes do valor adicionado dos exerccios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    RELATRIO DA ADMINISTRAO

    Balanos patrimoniais - Em milhares de reais

    Demonstraes das mutaes do patrimnio lquido - Em milhares de reais

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011 Em milhares de reais

    1. Contexto operacional: Consideraes gerais - A Votorantim Investi-mentos Latino-Americanos S.A. (Companhia ou VILA) uma sociedade annima fechada, com sede em So Paulo - SP. A Companhia foi constitu-da em 13 de maio de 2004 e tem como objetivo a administrao de bens e empresas, podendo participar de outras companhias civis e comerciais de qualquer natureza, no interesse de suas finalidades. A empresa pertence ao Grupo Votorantim Industrial e tem sua estrutura e o custo administrativo, ge-rencial e operacional compartilhado. 2. Apresentao das demonstraes financeiras: As demonstraes financeiras foram aprovadas pela Adminis-trao da Companhia em 27 de abril de 2012. 2.1 - Base de apresenta-o: As demonstraes financeiras foram preparadas considerando o custo histrico como base de valor e ajustadas para refletir, na data de transio para a adoo integral dos CPCs, certos ativos financeiros e passivos finan-ceiros (inclusive instrumentos derivativos) mensurados ao valor justo contra o resultado do exerccio. A preparao das demonstraes financeiras re-quer o uso de certas estimativas contbeis crticas e tambm o exerccio de julgamento por parte da administrao da Companhia no processo de aplicao das polticas contbeis da Companhia. 2.2 - Investimento: (a) Controladas: Controladas so todas as entidades cujas polticas financei-ras e operacionais podem ser conduzidas pela Companhia e nas quais nor-malmente h uma participao acionria de mais da metade dos direitos de voto. A existncia e o efeito de potenciais direitos de voto, que so atual-mente exercveis ou conversveis, so levados em considerao ao avaliar se a Companhia controla outra entidade. As controladas so integralmente consolidadas a partir da data em que o controle transferido para a Com-panhia e deixam de ser consolidadas a partir da data em que o controle cessa. (b) Transaes e participaes no-controladoras: A Companhia trata as transaes com participaes no-controladoras como transaes com proprietrios de ativos da Companhia. Para as compras de participa-es no-controladoras, a diferena entre qualquer contraprestao paga e a parcela relevante adquirida do valor contbil dos ativos lquidos da con-trolada registrada no patrimnio. Os ganhos ou perdas sobre alienaes para participaes no-controladoras tambm so registrados no patrim-nio. Quando a Companhia para de ter controle ou influncia significativos, qualquer participao retida na entidade remensurada ao seu valor justo, sendo a mudana no valor contbil reconhecida no resultado. Alm disso, quaisquer valores previamente reconhecidos em outros resultados abran-gentes relativos quela entidade so contabilizados como se a Companhia tivesse alienado diretamente os ativos ou passivos relacionados. Isso pode significar que os valores reconhecidos previamente em outros resultados abrangentes so reclassificados no resultado. Se a participao acionria na coligada for reduzida, mas for retida influncia significativa, somente uma parte proporcional dos valores anteriormente reconhecidos em outros re-sultados abrangentes ser reclassificada no resultado, quando apropriado. 2.3 - Capital social: As aes ordinrias e as preferenciais so classifica-das no patrimnio lquido. Os custos incrementais diretamente atribuveis emisso de novas aes ou opes so demonstrados no patrimnio lquido como uma deduo do valor captado, lquida de impostos. Quando qualquer empresa do Grupo compra aes do capital da Companhia (aes em te-souraria), o valor pago, incluindo quaisquer custos adicionais diretamente atribuveis (lquidos do imposto de renda), deduzido do patrimnio atribu-vel aos acionistas da Companhia at que as aes sejam canceladas ou reemitidas. Quando essas aes so, subsequentemente, reemitidas, qual-quer valor recebido, lquido de quaisquer custos adicionais da transao, diretamente atribuveis e dos respectivos efeitos do imposto de renda e da contribuio social, includo no capital atribuvel aos acionistas da Compa-nhia. 3. Representao das cifras comparativas: Ajuste de saldo inicial - Em 2011, foram identificados ajustes de exerccios anteriores, relaciona-dos ao reconhecimento do valor contbil do investimento pela participao da Companhia nas variaes de saldo dos componentes das investidas no montante de R$ 36.561, afetando o ativo no circulante de 31 de dezembro de 2010 nesses mesmos valores. As demonstraes financeiras de 31 de dezembro de 2010, apresentadas para fins de comparao, foram ajusta-

    das e esto sendo reapresentadas. Os efeitos dessas reapresentaes so demonstrados a seguir:

    31 de dezembro de 2010 Original Ajuste Ajustado

    AtivoCirculante 41 41 No circulante

    Partes relacionadas 21.103 21.103 Investimentos 3.650.479 (36.561) 3.613.918

    3.671.582 (36.561) 3.635.021 Total do ativo 3.671.623 (36.561) 3.635.062 Passivo

    Circulante 195.316 195.316 No circulante 13.889 13.889 Patrimnio Lquido

    Reserva de lucros 780.992 (36.561) 744.431 Outros 2.681.426 2.681.426

    3.462.418 (36.561) 3.425.857 Total do passivo e patrimnio lquido 3.671.623 (36.561) 3.635.062

    31 de dezembro de 2010 ResultadoEquivalncia patrimonial 842.030 (46.418) 795.612 Resultado financeiro lquido (35.934) (35.934)

    806.096 (46.418) 759.678 4. Partes relacionadas Ativo no circulante Passivo no circulante Dividendos a pagar 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Aceras Paz Del Rio S.A. 48.733 Votorantim Metais Participaes Ltda. 8.368 Votorantim Metais Zinco S.A. 8.368 19 38.058 141.452 Votorantim Industrial S.A. 12.735 17 4.972 20.120 Votorantim Cimentos S.A. 115 7.188 33.337 Acionistas no controladores 558 407

    48.733 21.103 8.519 50.776 195.316 5. Investimentos: (a) Informaes sobre os investimentos

    Resultado ajustado deInformaes em 31 de dezembro de 2011 equivalncia patrimonial Saldo de investimentos

    Patrimnio Resultado doPercentual

    de participaolquido exerccio Votante Total 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Investimentos avaliados por equivalncia Aceras Paz Del Rio S.A. 501.547 (138.292) 17,32 17,32 (23.965) 2.050 86.868 106.997 Votorantim Andina S.A. 3.837.666 201.614 100,00 100,00 201.612 793.562 3.837.636 3.414.655

    Total dos investimentos 177.647 795.612 3.924.504 3.521.652 gios

    Aceras Paz Del Rio S.A. 76.664 76.664 Votorantim Andina S.A. 15.602 15.602

    92.266 92.266Total dos investimentos e gios 4.016.770 3.613.918 (b) Movimentao do investimento 2011 2010Saldo inicial do exerccio 3.613.918 1.599.397

    Equivalncia patrimonial 177.647 795.612 Variao cambial de investimentos no exterior 399.327 (183.743) Outros resultados abrangentes de investidas (174.122) Aquisies de investimentos e aumento de capital em investidas (i) 1.402.652

    Saldo final do exerccio 4.016.770 3.613.918 (i) Refere-se a aumento de capital na investida Votorantim Andina S.A.

    Senhores Acionistas: Em cumprimento s disposies legais e estatutrias, submetemos apreciao de V.Sas. as Demonstraes Financeiras relativas aos exerccios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, compostas pelo Balano patrimonial, Demonstrao do resultado, Demonstrao dos fluxos de caixa, Demonstrao do valor adicionado, Demonstrao das mutaes do patrimnio lquido, Notas explicativas e Demonstrao do resultado abrangente. Queremos agradecer aos nossos clientes, fornecedores e prestadores de servios, pelo apoio e cooperao e a confiana em ns depositada, e em especial aos nossos colaboradores, pelo empenho apresentado.

    So Paulo, 28 de abril de 2012. A Diretoria.

    Ativo Nota 31/12/2011 31/12/2010 Passivo e patrimnio lquido Nota 31/12/2011 31/12/2010Circulante Circulante

    Caixa e equivalentes de caixa 41 41 Imposto de renda e contribuio social 519 Dividendos a pagar 4 50.776 195.316

    51.295 195.316 No circulante No circulante

    Partes relacionadas 4 48.733 21.103 Partes relacionadas 4 8.519 Investimentos 5 4.016.770 3.613.918 Outros passivos 5.801 5.370

    4.065.503 3.635.021 5.801 13.889 57.096 209.205

    Patrimnio lquido 6 Capital social 2.889.802 2.661.845 Reserva de capital 186.135 186.135 Reserva de lucros 984.408 744.431 Ajustes de avaliao patrimonial (51.897) (166.554)

    4.008.448 3.425.857 Total do ativo 4.065.544 3.635.062 Total do passivo e patrimnio lquido 4.065.544 3.635.062

    Nota 2011 2010Resultado de participaes societrias

    Equivalncia patrimonial 5 177.647 795.612 Resultado financeiro lquido

    Despesas financeiras (35.934)Receitas financeiras 2.670

    2.670 (35.934)Lucro antes do imposto de renda e da

    contribuio social 180.317 759.678 Imposto de renda e contribuio social

    Corrente (519) Lucro lquido do exerccio 179.798 759.678 Lucro lquido por aes do capital social no final do exerccio - (em reais) 179,26 807,29

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    2011 2010Lucro lquido do exerccio 179.798 759.678 Outros componentes do resultado abrangente

    Hedge Accounting operacional de controladas (59.431)Variao cambial de investidas localizadas no exterior 399.327 (183.743)Outros Reflexos de controladas e coligadas (114.691)

    Outros componentes do resultado abrangente do exerccio 225.205 (183.743)Total do resultado abrangente do exerccio 405.003 575.935

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Nota

    Capital social

    Reserva de capital

    Reserva de lucros Lucros

    acumulados

    Ajustes de avaliao

    patrimonial Patrimnio

    lquido

    Legal Reteno Em 31 de dezembro de 2009 1.246.805 186.135 9.158 157.186 17.189 1.616.473 Ajuste de exerccios anteriores 9.857 9.857 Saldo de abertura ajustado 1.246.805 186.135 9.158 167.043 17.189 1.626.330 Total do resultado abrangente do exerccioLucro lquido do exerccio 759.678 759.678 Outros componentes do resultado abrangente do exerccio (183.743) (183.743)

    Total do resultado abrangente do exerccio 759.678 (183.743) 575.935 Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistasAumento de capital 1.415.040 1.415.040 Destinao do lucro lquido do exerccio Reserva legal 40.305 (40.305) Distribuio de dividendos (R$ 203,45 por ao) 6 (e) (191.448) (191.448)Reteno de lucros 527.925 (527.925)

    Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistas 1.415.040 40.305 527.925 (759.678) 1.223.592 Em 31 de dezembro de 2010 2.661.845 186.135 49.463 694.968 (166.554) 3.425.857 Total do resultado abrangente do exerccioLucro lquido do exerccio 179.798 179.798 Outros componentes do resultado abrangente do exerccio 110.548 114.657 225.205

    Total do resultado abrangente do exerccio 110.548 179.798 114.657 405.003 Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistasAumento de capital 6 (a) 227.957 227.957 Destinao do lucro lquido do exerccio Reserva legal 10.604 (10.604) Distribuio de dividendos (R$ 50,22 por ao) 6 (e) (50.369) (50.369)Reteno de lucros 118.825 (118.825)

    Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistas 227.957 129.429 (179.798) 177.588 Em 31 de dezembro de 2011 2.889.802 186.135 178.892 805.516 (51.897) 4.008.448

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Nota 2011 2010Fluxo de caixa das atividades operacionaisLucro antes do imposto de renda e da contribuio social 180.317 759.678 Ajustes para reconciliar o lucro ao caixa gerado

    pelas atividades operacionaisEquivalncia patrimonial 5 (177.647) (795.612)

    2.670 (35.934)Variaes nos ativos e passivos

    Partes relacionadas (231.465) (224.228)Outros passivos 838 5.370

    Caixa usado nas operaes (227.957) (254.792)Caixa lquido usado nas atividades operacionais (227.957) (254.792)Fluxo de caixa das atividades de investimento

    Aquisio de investimento (1.136.001)Caixa lquido usado nas atividades de investimento

    (1.136.001)

    Fluxo de caixa das atividades de financiamento

    Aumento de capital 6 (a) 227.957 1.390.830 Caixa lquido proveniente das atividades de financiamentos 227.957 1.390.830 Acrscimo em caixa e equivalentes de caixa 37 Caixa e equivalentes de caixa no incio do exerccio 41 4 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exerccio 41 41

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Nota 2011 2010Valor adicionado recebido em transferncia Resultado de participaes societrias

    Equivalncia patrimonial 5 177.647 795.612 Receitas financeiras 2.670

    Valor adicionado bruto 180.317 795.612 Valor adicionado total a distribuir 180.317 795.612 Distribuio do valor adicionado Impostos, taxas e contribuies

    Federais 519 Remunerao de capitais de terceiros

    Despesas financeiras 35.934 Remunerao de capitais prprios

    Dividendos 6 (e) 50.369 191.448 Lucros retidos do exerccio 129.429 568.230

    Valor adicionado distribudo 180.317 795.612 As notas explicativas da administrao so parte integrante

    das demonstraes financeiras.

    6. Patrimnio lquido: (a) Capital Social - Em 31 de dezembro de 2011, o capital social totalmente subscrito e integralizado represen-tado por 1.002.974 (2010 941.019) aes ordinrias nominativas no valor de R$ 2.889.802 (2010 - R$ 2.661.845), pertencentes a acionistas domiciliados no pas. Em 30 de dezembro de 2011, foi aprovado o aumen-to de capital social de R$ 227.957. (b) Reserva de lucros - A reserva legal constituda anualmente como destinao de 5% do lucro lquido do exerccio e no pode ultrapassar 20% do capital social. Sua finalidade assegurar a integridade do capital social. Ela poder ser utilizada somente para compen-sar prejuzo e aumentar o capital. A reserva de reteno de lucros refere-se

  • ContinuaoContinuao

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011 Em milhares de reais

    reteno do saldo remanescente de lucros acumulados, a fim de atender ao projeto de crescimento dos negcios estabelecido no plano de investi-mentos. (c) Ajuste de Avaliao Patrimonial - A Companhia reconhece nesta rubrica o efeito das variaes cambiais sobre os investimentos em controladas no exterior detidas de forma direta ou indireta. Esse efeito acu-mulado ser revertido para o resultado do exerccio como ganho ou perda, somente em caso de alienao ou perda do investimento. (d) Lucros acu-mulados - Conforme modificao introduzida pela Lei n 11.638/07, o lucro lquido do exerccio findo em 31 de dezembro de 2011 foi integralmente destinado de acordo com os fundamentos contidos nos artigos 193 a 197 da Lei n 6.404/76. (e) Dividendos - Os dividendos so calculados de acordo

    Diretoria

    Raul CalfatDiretor

    Alexandre Silva DAmbrsioDiretor

    Felipe Zana GirelliContador - CRC 1PR 053492/O-1 S SP

    com o estatuto da Companhia e em consonncia com a Lei das Sociedades por Aes. O clculo dos dividendos, em 31 de dezembro, pode ser assim demonstrado:

    2011 2010Lucro lquido do exerccio 179.798 759.678 Constituio de Reserva Legal (10.604) (40.305)Base de clculo dos dividendos 169.194 719.373 Dividendos propostos 50.369 191.448 % Percentual distribudo 29,77% 26,61%

    Joo MirandaDiretor

    CNPJ n 06.276.938/0001-15

    Votorantim Investimentos Latino-Americanos S.A.

    Demonstraes Financeiras

  • Continua

    Votorantim Metais Zinco S.A.CNPJ/MF n 42.416.651/0001-07

    Demonstraes Financeiras 2011Balanos patrimoniais - Em milhares de reais Demonstraes dos resultados - Exerccios findos em 31 de dezembroEm milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Demonstraes do resultado abrangenteExerccios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais

    Demonstraes dos fluxos de caixaExerccios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais

    Demonstraes do valor adicionadoExerccios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeirasem 31 de dezembro de 2011 - Em milhares de reais,

    exceto quando indicado de outra forma

    Demonstraes das mutaes do patrimnio lquido - Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Senhores Acionistas: Em cumprimento s disposies legais e estatutrias, submetemos apreciao de V.Sas. as Demonstraes Financeiras relativas aos exerccios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, compostas pelo Balano patrimonial, Demonstrao do resultado, Demonstrao dos fluxos de caixa, Demonstrao do valor adicionado, Demonstrao das mutaes do patrimnio lquido, Notas explicativas e Demonstrao do resultado abrangente. Queremos agradecer aos nossos clientes, fornecedores e prestadores de servios, pelo apoio e cooperao e a confiana em ns depositada, e em especial aos nossos colaboradores, pelo empenho apresentado. Trs Marias-MG, 19 de abril de 2012. A Diretoria.

    Relatrio da Administrao

    Nota 31/12/2011 31/12/2010AtivoCirculanteCaixa e equivalentes de caixa 9 2.022 126 Aplicaes financeiras 10 85.274 12.032 Contas a receber de clientes 11 149.492 164.037 Estoques 12 145.640 134.938 Tributos a recuperar 13 52.174 70.241 Dividendos a receber 14 38.067 Instrumentos financeiros derivativos 6.2 72.687 25.259 Outros ativos 19.615 8.392

    564.971 415.025

    No circulanteRealizvel a longo prazoPartes relacionadas 14 4.559 212.731 Tributos diferidos 20 (b) 473.838 344.641 Tributos a recuperar 13 46.621 11.130 Outros ativos 4.439 259

    Investimentos 15 3.036.909 2.710.221 Imobilizado 16 2.108.413 1.960.901 Intangvel 17 158.007 99.200

    5.832.786 5.339.083

    Total do ativo 6.397.757 5.754.108

    Nota 31/12/2011 31/12/2010Passivo e patrimnio lquidoCirculanteEmprstimos e financiamentos 18 141.792 99.462 Fornecedores 85.126 141.830 Partes relacionadas 14 357.509 269.979 Salrios e encargos sociais 35.059 29.641 Tributos a recolher 15.205 18.868 Dividendos a pagar 14 436 168.256 Instrumentos financeiros derivativos 6.2 33.429 13.333 Contas a pagar - Trading 19 82 176.605 Outros passivos 6.430 14.335

    675.068 932.309 No circulanteEmprstimos e financiamentos 18 406.805 405.807 Partes relacionadas 14 2.113.553 2.248.161 Provises 21 102.376 109.523 Tributos diferidos 20 (b) 199.418 154.339 Uso do bem pblico 23 59.747 56.830 Outros passivos 201.448 156.262

    3.083.347 3.130.922 Patrimnio lquidoCapital social 24 1.908.854 1.086.770 Reservas de capital 90.269 90.269 Reservas de lucros 754.076 754.076 Prejuzo do exerccio (31.899)Ajuste de avaliao patrimonial (81.958) (240.238)Total do patrimnio lquido 2.639.342 1.690.877

    Total do passivo e patrimnio lquido 6.397.757 5.754.108

    Nota 2011 2010Receita lquida 25 1.269.423 1.203.279

    Custo dos produtos vendidos 27 (1.063.040) (924.230)Lucro bruto 206.383 279.049 Receitas (despesas) operacionais

    Com vendas 27 (49.938) (46.145)Gerais e administrativas 27 (149.027) (127.596)Outras receitas (despesas) operacionais, lquidas 26 5.127 (86.700)

    (193.838) (260.441)Lucro operacional antes das participaes societrias e do resultado financeiro 12.545 18.608 Resultado de participaes societrias

    Equivalncia patrimonial 15 124.081 659.093 Resultado financeiro lquido 30 (260.234) (37.523)Lucro (prejuzo) antes do imposto de renda e da contribuio social (123.608) 640.178 Imposto de renda e contribuio social

    Diferidos 20 91.709 245 Lucro (prejuzo) lquido do exerccio (31.899) 640.423 Lucro (prejuzo) lquido por ao - R$ (12.709) 382.342

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Nota 2011 2010Lucro lquido (prejuzo) do exerccio (31.899) 640.423Outros componentes do resultado abrangente "Hedge accounting" operacional (31.602) 68.459 Variao cambial sobre investimentos no exterior 15 (b) 277.938 (191.908) Ajuste reflexo de coligadas 15 (b) (88.056)Outros componentes do resultado abrangente 158.280 (123.449)Total do resultado abrangente do exerccio 126.381 516.974

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Nota 2011 2010Fluxos de caixa das atividades operacionaisLucro (prejuzo) antes do imposto de renda e da contribuio social (123.608) 640.178Ajustes para reconciliar o lucro acima ao caixa gerado pelas atividades operacionais Depreciao e amortizao 16(a) e 17(a) 136.870 91.287 Equivalncia patrimonial 15(b) (124.081) (659.093) Resultado da venda de ativo 22.228 72.202 Contingncias e obrigaes tributrias (7.147) (19.044) Juros, variaes monetrias e cambiais 46.920 43.794

    (48.818) 169.324Variaes nos ativos e passivos Aplicaes financeiras (73.242) 42.085 Contas a receber de clientes 14.545 (28.676) Estoques (10.702) 22.841 Tributos a recuperar (17.424) 1.023 Partes relacionadas 161.094 140.167 Outros ativos (41.937) 7.193 Contas a pagar - Trading (176.523) 85.592 Fornecedores (56.704) 25.280 Tributos a recolher (3.663) 9.174 Salrios e encargos sociais 5.418 (1.966) Uso do bem pblico 2.917 7.831 Outros passivos 57.377 15.094Caixa proveniente usado nas operaes (187.662) 494.962 Juros pagos 18 (c) (39.590) (70.713) Imposto de renda e contribuio social pagos (28)Caixa lquido proveniente das (usado nas) atividades operacionais (227.252) 424.221Fluxos de caixa das atividades de investimentos Recebimento de dividendos 141.451 24.218 Aquisio de imobilizado 16 (a) (305.539) (248.971) Aquisio de investimento 231 Recebimento pela venda de ativo 950 2.738 Adies de intangvel 17 (a) (60.828)Caixa lquido usado nas atividades de investimento (223.735) (222.015)Fluxo de caixa das atividades de financiamento Captaes de recursos 18 (c) 144.665 86.146 Liquidao de emprstimos e financiamentos 18 (c) (108.667) (243.429) Aumento de capital 24 (a) 584.705 Pagamento de dividendos (167.820) (49.492)Caixa lquido proveniente das (usado nas) atividades de financiamentos 452.883 (206.775)Acrscimo (decrscimo) em caixa e equivalentes de caixa 1.896 (4.569)Caixa e equivalentes de caixa no incio do exerccio 126 4.695Caixa e equivalentes de caixa no fim do exerccio 2.022 126Principais transaes que no afetam o caixaAumento de investimento em controlada (237.379) (1.147.219)Aumento de capital na Companhia 237.379 551.516

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Nota 2011 2010ReceitasVendas brutas, produtos 25 1.482.282 1.424.120 Outras receitas 22.282 37.015 Proviso (reverso) crditos de liquidao duvidosa 11 205 (248)

    1.504.769 1.460.887 Insumos adquiridos de terceirosCustos dos produtos vendidos e dos servios prestados (891.656) (832.120)Materiais, energia, servios de terceiros e outros (59.798) (114.614)

    (951.454) (946.734)Valor adicionado bruto 553.315 514.153 RetenesDepreciao, amortizao e exausto 16 (a) e 17 (a) (136.870) (91.287)

    Valor adicionado lquido produzido 416.445 422.866 Valor adicionado recebido em transfernciaResultado de participaes societrias 15 (b) 124.081 659.093 Receitas financeiras 30 11.443 139.608

    135.524 798.701 Valor adicionado total a distribuir 551.969 1.221.567 Distribuio do valor adicionadoPessoal e encargosRemunerao direta 105.977 102.575 Benefcios 29 22.298 20.419 FGTS 8.494 6.699

    Impostos, taxas e contribuiesFederais 148.646 153.631 Estaduais 112.642 115.603 Municipais 363 337 Diferidos (91.709) (245)

    Remunerao de capitais de terceirosDespesas financeiras 30 271.677 177.131 Aluguis 5.480 4.994

    Remunerao de capitais prpriosLucro (prejuzo) retido (31.899) 640.423

    Valor adicionado distribudo 551.969 1.221.567

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Atribuvel aos acionistas da controladoraReservas de lucros

    NotaCapital

    socialReserva de

    capital Legal Reteno

    Lucros (prejuzos)

    acumulados

    Ajustes de avaliao

    patrimonial

    Total do patrimnio

    lquidoEm 31 de dezembro de 2009 535.254 90.269 66.351 153.081 (51.106) 793.849Ajuste de exerccios anteriores 3.24 62.041 62.041

    Saldo inicial ajustado de dezembro de 2009 535.254 90.269 66.351 215.122 (51.106) 855.890Total do resultado abrangente do exerccio

    Lucro lquido do exerccio 640.423 640.423"Hedge accounting" operacional 68.459 68.459Variao cambial sobre investimentos no exterior 15 (b) (191.908) (191.908)Ajuste reflexo de coligadas 15 (b) (65.683) (65.683)

    Total do resultado abrangente do exerccio 640.423 (189.132) 451.291Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistas

    Aumento de capital 551.516 551.516Destinao do lucroConstituio de reserva legal 35.331 (35.331)Dividendos propostos (R$100.191,12 por ao) (167.820) (167.820)Reteno de lucros 437.272 (437.272)

    Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistas 551.516 35.331 437.272 (640.423) 383.696Em 31 de dezembro de 2010 1.086.770 90.269 101.682 652.394 (240.238) 1.690.877Total do resultado abrangente do exerccio

    Prejuzo do exerccio (31.899) (31.899)"Hedge accounting" operacional (31.602) (31.602) Variao cambial sobre investimentos no exterior 15 (b) 277.938 277.938Ajuste reflexo de coligadas 15 (b) (88.056) (88.056)

    Total do resultado abrangente do exerccio (31.899) 158.280 126.381Aumento de capital 24 (a) 822.084 822.084

    Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistas 822.084 822.084Em 31 de dezembro de 2011 1.908.854 90.269 101.682 652.394 (31.899) (81.958) 2.639.342

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    1. Informaes gerais: A Votorantim Metais Zinco S.A. (Companhia) com sede em Trs Marias - MG integrante do Grupo Votorantim. A Companhia lder na Amrica Latina e est entre os dez maiores produtores mundiais de zinco com a marca de 700.000 toneladas anuais. O segmento zinco est concentrado no estado de Minas Gerais com duas minas, em Vazante e Paracatu e duas plantas metalrgicas em Trs Marias e Juiz de Fora, atendendo demanda de diferentes setores da indstria nacional, como qumica, petroqumica, borracha, celulose, metalurgia, minerao e agricultura, entre outros. Os preos dos produtos negociados pela Companhia so determinados pela cotao do zinco na Bolsa de Metais de Londres (London Metal Exchange - LME). As eventuais flutuaes dos preos dependem de vrios fatores externos, como demanda mundial, capacidade de produo mundial e estratgias mercadolgicas adotadas pelos principais produtores. A Companhia pertence ao grupo Votorantim e tm estruturas e custos administrativos, gerenciais e operacionais compartilhados. (i) Participaes societrias e principais eventos ocorridos - Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia efetuou aporte de capital na investida Votorantim Investimentos Latino-Americanos S.A. (VILA). O aumento de capital efetivo foi no valor total de R$ 227.957, mediante a emisso de 61.955 novas aes ordinrias sem valor nominal. A participao da Companhia na VILA aumentou de 73,40% (participao em 2010) para 75,56% em 2011. (ii) Baixa de imobilizado (depsito murici) - A Companhia, em sua unidade de Trs Marias-MG, fazia a disposio dos rejeitos (lamas) da planta metalrgica em aterro ao lado da planta, na encosta a margem direita do Rio So Francisco, processo esse que foi iniciado ainda na dcada de 1960. Em 2001, foi construda uma nova barragem, na qual a Companhia a partir de 2002 passou a depositar tais rejeitos, encerrando a utilizao da primeira barragem. Investindo em melhores prticas de sustentabilidade na gesto ambiental, em junho de 2005, a Companhia assinou o termo de compromisso junto a Agncia Nacional de guas ANA e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentvel de Minas Gerais para remover o estoque de rejeitos metalrgicos colocados junto margem do Rio So Francisco e na barragem que a substituiu. Em atendimento ao compromisso firmado com os rgos ambientais, no ano de 2006 foi iniciada a construo de uma nova barragem (Depsito Murici) para armazenamento de seus rejeitos industriais. A finalizao da construo do Depsito Murici ocorreu em 2011, e, em contrapartida ao termo de compromisso acima mencionado, a Companhia dever remover os resduos das barragens anteriores at o ano de 2014 e deposit-los no Depsito Murici, bem como ali j esto sendo depositados os rejeitos gerados na operao a partir de agora. Em virtude da situao acima, a Companhia efetuou as seguintes contabilizaes: 1) Custos acumulados com a construo do Depsito Murici - uma vez que o termo de compromisso com a ANA e a Secretaria Estadual foi assinado em 2006, j havia uma condicionante para quando da constituio do Depsito Murici que implicaria na transferncia de rejeitos das barragens velhas para este novo depsito. Os rejeitos a serem removidos da margem do Rio So Francisco representam 32% da capacidade de armazenamento do Depsito Murici, da qual a Companhia registrou os valores de R$ 6.331 (2011) e R$ 38.199 (2010) como reflexo da reduo da capacidade desse depsito, para suportar a rea inicialmente j comprometida com a remoo dos rejeitos. Esta baixa foi proporcional a 32% do custo da construo (R$ 151.097 custos acumulados at dez-2011). 2) Remoo dos rejeitos das barragens antigas - Durante a evoluo do processo de gerenciamento ambiental, constatou-se que a despesa provisionada para a remoo dos rejeitos das barragens antigas apresentava-se insuficiente para a cobertura de gastos, principalmente relacionados ao transporte dos resduos para o Depsito Murici. Assim, foi provisionado o valor de R$ 67.727 (2011) e R$ 62.831 (acumulado at o ano de 2010). 3) Descomissionamento das barragens antigas - Aps a remoo dos rejeitos e de acordo com as diretrizes para o descomissionamento das barragens preparadas em 2006, h a necessidade de remediao do solo e posterior plantio de cobertura arbrea. Uma vez que no esperada gerao de fluxos de caixa futuro por esses ativos, tal despesa foi lanada como ajuste de exerccios anteriores em contrapartida a um passivo ambiental de R$ 26.538. 2. Apresentao das demonstraes financeiras individuais: A Companhia no est apresentando demonstraes financeiras consolidadas, considerando que sua controladora final j disponibiliza ao pblico suas demonstraes financeiras consolidadas, de acordo com as prticas contbeis. A emisso destas

    demonstraes financeiras foi autorizada pela Diretoria em 12 de maro de 2012. 3. Resumo das principais polticas contbeis: 3.1. Base de preparao - As demonstraes financeiras foram preparadas tendo o custo histrico como base de valor e ativos e passivos financeiros (substancialmente instrumentos derivativos) mensurados ao valor justo. A preparao das demonstraes financeiras requer o uso de certas estimativas contbeis crticas e tambm o exerccio de julgamento por parte da administrao da Companhia no processo de aplicao das polticas contbeis. As reas que requerem maior nvel de julgamento e apresentam maior complexidade, bem como as reas nas quais premissas e estimativas so significativas para as demonstraes financeiras esto divulgadas na Nota 5. Mudanas nas polticas contbeis e divulgaes - No h novos pronunciamentos ou interpretaes de CPCs/IFRS vigindo a partir de 2011 que poderiam ter um impacto significativo nas demonstraes financeiras da Companhia. 3.2. Converso em moeda estrangeira - (a) Moeda funcional e moeda de apresentao - Os itens includos nas demonstraes financeiras de cada uma das empresas da Companhia so mensurados usando a moeda do principal ambiente econmico no qual a empresa atua (a moeda funcional). As demonstraes financeiras esto apresentadas em R$, que a moeda funcional da

    Companhia e, tambm, a moeda de apresentao da Companhia. (b) Transaes e saldos - As operaes com moedas estrangeiras so convertidas em moeda funcional, na qual os itens so remensurados. Para essa converso, so utilizadas as taxas de cmbio vigentes nas datas das transaes ou da avaliao. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidao dessas transaes e da converso pelas taxas de cmbio do fim do exerccio, referentes a ativos e passivos monetrios em moedas estrangeiras, so reconhecidos na demonstrao do resultado, exceto quando diferidos no patrimnio como operaes qualificadas de hedge de fluxo de caixa e operaes de hedge de investimento lquido. Todos os outros ganhos e perdas cambiais so apresentados na demonstrao do resultado como Resultado financeiro lquido. Os ganhos e as perdas cambiais relacionados com emprstimos, caixa e equivalentes de caixa so apresentados na demonstrao do resultado como receita ou despesa financeira. (c) Empresas do Grupo com moeda funcional diferente - Os resultados e a posio financeira de todas as entidades do Grupo (nenhuma das quais opera moeda de economia hiperinflacionria), cuja moeda funcional diferente da moeda de apresentao, so convertidos na moeda de apresentao, como segue: Os ativos e passivos de cada balano patrimonial apresentado so convertidos pela taxa de fechamento da data do balano. As receitas e despesas de cada demonstrao do resultado so convertidas pelas taxas mdias mensais de cmbio. Todas as diferenas de cmbio resultantes so reconhecidas como um componente separado na conta Ajustes de avaliao patrimonial. Quando uma operao no exterior parcialmente alienada ou vendida, as diferenas de cmbio que foram registradas no patrimnio so reconhecidas na demonstrao do resultado como parte de ganho ou perda sobre a venda. 3.3. Caixa e equivalentes de caixa - Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depsitos bancrios, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais no superiores a trs meses, que so prontamente conversveis em um montante conhecido de caixa e que esto sujeitos a um insignificante risco de mudana de valor. 3.4. Ativos financeiros - 3.4.1. Classificao - A Companhia classifica seus ativos financeiros nas seguintes categorias: mantidos para negociao, emprstimos e recebveis, mantidos at o vencimento e disponveis para venda. A classificao depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A administrao determina a classificao de seus ativos financeiros no seu reconhecimento inicial. (a) Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado - Os ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado so ativos financeiros mantidos para negociao, que tm como caracterstica a sua negociao ativa e frequente nos mercados financeiros. Os ativos dessa categoria so classificados como ativos circulantes.

  • Continuao

    Continua

    Votorantim Metais Zinco S.A.CNPJ/MF n 42.416.651/0001-07

    Demonstraes Financeiras 2011Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011 - Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Os derivativos tambm so categorizados como mantidos para negociao, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. (b) Emprstimos e recebveis - Os emprstimos e recebveis so ativos financeiros no-derivativos com pagamentos fixos ou determinveis no cotados em mercado ativo. So includos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses aps a data de emisso do balano (estes so classificados como ativos no circulantes). Os emprstimos e recebveis do Grupo compreendem caixa e equiva-lentes de caixa e contas a receber de clientes (Notas 3.3 e 3.6). 3.4.2. Reconhecimento e mensurao - As compras e as vendas regulares de ativos financeiros so reconhecidas na data de negociao - data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os ativos financeiros mantidos para negociao, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transao so debitados demonstrao do resultado. Os ativos financeiros so baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos tenham vencido ou tenham sido transfe-ridos; neste ltimo caso, desde que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefcios da propriedade. Os emprstimos e recebveis so contabilizados pelo custo amortizado, usando-se o mtodo da taxa de juros efetiva. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variaes no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado so apresentados na demonstrao do resultado em Resultado financeiro lquido no exerccio em que ocorrem. Os valores justos dos investimentos com cotao pblica so baseados nos preos atuais de compra. Se o mercado de um ativo financeiro (e de ttulos no registrados em Bolsa) no estiver ativo, a Companhia estabelece o valor justo atravs de tcnicas de avaliao. Essas tcnicas incluem o uso de operaes recentes contratadas com terceiros, a referncia a outros instrumentos que so substancialmente similares, a anlise de fluxos de caixa descontados e os modelos de precificao de opes que fazem o maior uso possvel de informaes geradas pelo mercado e contam o mnimo possvel com informaes geradas pela administrao da pr-pria entidade. 3.4.3. Compensao de instrumentos financeiros - Ativos e passivos financeiros somente so compensados e o valor lquido reportado no balano patrimonial quando h um direito legalmente aplicvel de compensar os valores reconhecidos e h inteno de liquid-los numa base lquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 3.4.4. Impairment de ativos financeiros mensurados ao custo amortizado - A Companhia avalia no fim de cada exer-ccio do relatrio se h evidncia objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financei-ros est deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros est deteriorado e os prejuzos de impairment so incorridos somente se h evidncia objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos aps o reconhecimento inicial dos ativos (um evento de perda) e se esse evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou do grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confivel. Os crit-rios que a Companhia usa para determinar se h evidncia objetiva de uma perda por impairment incluem: Dificuldade financeira relevante do emitente ou tomador; Uma quebra de contrato, como inadimplncia ou mora no pagamento dos juros ou principal; Garantia da Companhia ao tomador de emprstimo, por razes econmicas ou jurdicas relativas dificuldade financeira do tomador de uma concesso que o credor no consideraria; Torna-se provvel que o tomador de-clare falncia ou outra reorganizao financeira; O desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido s dificuldades financeiras; Dados observveis indicando que h uma reduo mensurvel nos futuros fluxos de caixa estimados a partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a diminuio no possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo: (i) mudanas adver-sas na situao do pagamento dos tomadores de emprstimo na carteira; (ii) condies econmi-cas nacionais ou locais que se correlacionam com as inadimplncias sobre os ativos na carteira.O montante da perda por impairment mensurado como a diferena entre o valor contbil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo-se os prejuzos de crdito futuro que no foram incorridos) descontados taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contbil do ativo reduzido e o valor do prejuzo reconhecido na demonstrao do resultado. Se um emprstimo ou investimento mantido at o vencimento tiver uma taxa de juros varivel, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment ser a atual taxa de juros efetiva determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prtico, a Companhia pode mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preo de mercado observvel. Se, num exerccio subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuio puder ser relacionada objetivamente com um evento ocorrido aps o reconhecimento do impairment (como uma melhoria na classificao de crdito do devedor), a reverso da perda por impairment reconhecida anteriormente ser reconhecida na demonstrao do resultado. 3.5. Instrumentos financeiros derivativos e atividades de hedge - Inicialmente, os derivativos so reconhecidos pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos celebrado e so, subsequentemente, reavaliados ao seu valor justo. O mtodo para reconhecer o ganho ou a perda resultante depende do fato de o derivativo ser designado ou no como um instrumento de hedge. Em caso afirmativo, o mtodo depende da natureza do item que est sendo protegido por hedge. A Companhia designa certos derivativos como: - hedge de um risco especfico associado a um ativo ou passivo reconhecido ou de uma operao prevista altamente provvel (hedge de fluxo de caixa); ou - hedge de um risco especfico associado a um ativo, passivo ou compromisso firme (hedge de valor justo); ou a Companhia documenta, no incio da operao, a relao entre os instrumentos de hedge e os itens protegidos por hedge, assim como os objetivos da gesto de risco e a estratgia para a realizao de vrias operaes de hedge. A Companhia tambm documenta sua avaliao, no incio do hedge e de forma contnua, de que os derivativos usados nas operaes de hedge so altamente eficazes na compensao de variaes no valor justo ou nos fluxos de caixa dos itens protegidos por hedge. O valor justo total de um derivativo de hedge classificado como ativo ou passivo no circulante, quando o vencimento remanescente do item protegido por hedge superior a 12 meses, e como ativo ou passivo circulante, quando o vencimento remanescente do item protegido por hedge inferior a 12 meses. (a) Hedge de fluxo de caixa - Com o objetivo de garantir a fixao de margem operacional em reais para parte da produo, a Companhia contrata instrumentos financeiros derivativos para efetuar a venda a termo da Commodity (zinco) em conjunto com a venda a termo de dlar americano. A Companhia adota a contabilidade de hedge para os instrumentos derivativos contratados com essa finalidade. A parcela efetiva das variaes no valor justo dos derivativos designados e qualificados como hedge de fluxo de caixa reconhecida no patrimnio lquido na rubrica Ajuste de avaliao patrimonial. Ganhos ou perdas relacionados parcela no efetiva so imediatamente reconhecidos no resultado, em Outras receitas (despesas) operacionais, lquidas. Os valores acumulados no patrimnio lquido so levados ao resultado (na mesma linha de resultado impactada pela operao originalmente protegida) nos perodos em que se realizam as referidas exportaes e/ou vendas referenciadas em preo LME. Quando um instrumento de hedge prescreve ou vendido, ou quando um hedge no atende mais aos critrios de contabilizao de hedge, todo ganho ou toda perda cumulativa existente no patrimnio naquele momento permanece no patrimnio e reconhecido quando a operao prevista finalmente reconhecida na demonstrao do resultado. Quando no se espera mais que uma operao prevista ocorra, o ganho ou a perda cumulativa que havia sido apresentado no patrimnio imediatamente transferido para a demonstrao do resultado. (b) Hedge de valor justo - Com o objetivo de manter o fluxo de receitas operacionais da Companhia referenciado em preo LME, a Companhia contrata operaes de hedge nas quais troca de fixo para flutuante o preo definido nas transaes comerciais com clientes interessados em comprar produtos a preo fixo. Para os instrumentos derivativos contratados com essa finalidade, a partir de dezembro de 2010 a Companhia adotou a contabilidade de hedge, observados os volumes mnimos de transao de 1000 toneladas para zinco. As variaes no valor justo dos derivativos designados e qualificados como hedge de valor justo so reconhecidas no resultado operacional. Em contrapartida, reconhecida no resultado operacional a variao do valor justo do objeto de hedge, no caso, o compromisso firme da venda a preo fixo ao cliente. (c) Derivativos mensurados ao valor justo por meio do resultado - Certos instrumentos derivativos no se qualificam para a contabilizao de hedge. As variaes no valor justo de qualquer um desses instrumentos derivativos so reconhecidas imediatamente na demonstrao do resultado do exerccio. 3.6. Contas a receber de clientes - As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber de clientes pela venda de mercadorias no decurso normal das atividades da Companhia. Se o prazo de recebimento equivalente a um ano ou menos, as contas a receber so classificadas no ativo circulante. Caso contrrio, esto apresentadas no ativo no circulante. As contas a receber de clientes so, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do mtodo da taxa efetiva de juros menos a proviso para crditos de liquidao duvidosa (PDD ou impairment). 3.7. Estoques - Os estoques so apresentados pelo menor valor entre o custo e o valor lquido realizvel. O custo determinado pelo mtodo do custo mdio ponderado. O custo dos produtos acabados e dos produtos em elaborao compreende matrias-primas, mo de obra direta, outros custos diretos e indiretos de produo (com base na capacidade operacional normal). O valor lquido realizvel o preo de venda estimado para o curso normal dos negcios, deduzidos os custos de execuo e as despesas de venda. As importaes em andamento so demonstradas ao custo acumulado de cada importao. 3.8. Imposto de renda e contribuio social - So calculados com base nas alquotas vigentes de imposto de renda e contribuio social sobre o lucro lquido e consideram a compensao de prejuzos fiscais e base negativa de contribuio social, para fins de determinao de exigibilidade. Portanto, as incluses no lucro contbil de despesas, temporariamente no dedutveis, ou as excluses de receitas, temporariamente no tributveis, para apurao do lucro tributvel corrente, geram crditos ou dbitos tributrios diferidos. As alquotas desses impostos so de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuio social. Os crditos tributrios diferidos decorrentes de prejuzo fiscal ou base negativa da contribuio social e adies temporrias so reconhecidos somente na extenso em que sua realizao seja provvel, tendo como base o histrico de rentabilidade e as projees de resultados futuros. O imposto de renda e contribuio social corrente so apresentados lquidos, por entidade contribuinte, no passivo quando houver montantes a pagar, ou no ativo quando os montantes antecipadamente pagos excedem o total devido na data do balano. O imposto de renda e contribuio social diferidos so reconhecidos usando-se o mtodo do passivo sobre as diferenas temporrias decorrentes de diferenas entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contbeis nas demonstraes financeiras. Entretanto, o imposto de renda e contribuio social diferidos no so contabilizados se resultar do reconhecimento inicial de um ativo ou passivo em uma operao que no seja uma combinao de negcios, a qual, na poca da transao, no afeta o resultado contbil, nem o lucro tributvel (prejuzo fiscal). O imposto de renda e contribuio social diferidos ativos so reconhecidos

    somente na proporo da probabilidade de que o lucro tributvel futuro esteja disponvel e contra o qual as diferenas temporrias possam ser usadas. Os impostos de renda diferidos ativos e passivos so apresentados pelo lquido no balano quando h o direito legal e a inteno de compens-los quando da apurao dos tributos correntes, em geral relacionado com a mesma entidade legal e mesma autoridade fiscal. Dessa forma, impostos diferidos ativos e passivos em diferentes entidades ou em diferentes pases, em geral so apresentados em separado, e no pelo lquido. As despesas fiscais do exerccio compreendem o imposto de renda corrente e diferido. O imposto reconhecido na demonstrao do resultado, exceto na proporo em que estiver relacionado com itens reconhecidos diretamente no patrimnio. Nesse caso, o imposto tambm reconhecido no patrimnio. 3.9. Depsitos judiciais - Os depsitos so apresentados como deduo do valor de um correspondente passivo constitudo quando no h possibilidade de resgate dos depsitos. 3.10. Investimentos - O investimento em sociedades registrado e avaliado pelo mtodo de equivalncia patrimonial, tendo como contrapartida o resultado do exerccio. As variaes no valor do investimento decorrentes exclusivamente de variao cambial so registradas na conta Ajuste de avaliao patrimonial, no patrimnio lquido da Companhia. Elas so registradas no resultado do exerccio somente quando o investimento alienado ou considerado como perda. Para efeitos de clculo de equivalncia patrimonial, os resultados no realizados so eliminados na proporo da participao societria. Quando necessrio, as prticas contbeis so alteradas para garantir consistncia nas prticas adotadas pela Companhia. Controladas - Controladas so todas as entidades nas quais a Companhia tem o poder de determinar as polticas financeiras e operacionais, geralmente acompanhada de uma participao de mais do que metade dos direitos a voto (capital votante). A existncia e o efeito de possveis direitos a voto atualmente exercveis ou conversveis so considerados quando se avalia se a Companhia controla outra entidade. De acordo com esse mtodo, o investimento inicialmente reconhecido pelo custo e posteriormente ajustado pelo reconhecimento da participao atribuda Companhia nas alteraes dos ativos lquidos da investida. Ajustes no valor contbil do investimento tambm so necessrios pelo reconhecimento da participao proporcional da Companhia nas variaes de saldo dos componentes dos ajustes de avaliao patrimonial da investida, reconhecidos diretamente em seu patrimnio lquido. Tais variaes so reconhecidas de forma reflexa, ou seja, em ajuste de avaliao patrimonial diretamente no patrimnio lquido. Coligada - Coligadas so todas as entidades sobre as quais a Companhia tem influncia significativa, mas no o controle, com uma participao acionria de 20% a 50% dos direitos de voto. Os investimentos em coligadas so contabilizados pelo mtodo de equivalncia patrimonial e so, inicialmente, reconhecidos pelo seu valor de custo. O investimento da Companhia em coligadas inclui o gio identificado na aquisio, lquido de qualquer perda por impairment acumulada. A participao da Companhia nos lucros ou prejuzos de suas coligadas reconhecida na demonstrao do resultado e sua participao na movimentao nas contas de patrimnio lquido dessas coligadas reconhecida de forma reflexa em seu patrimnio lquido. As movimentaes cumulativas ps-aquisio so ajustadas contra o valor contbil do investimento. Quando a participao da Companhia nas perdas de uma coligada for igual ou superior a sua participao na coligada, incluindo quaisquer outros recebveis, a Companhia no reconhece perdas adicionais, a menos que tenha incorrido em obrigaes ou efetuado pagamentos em nome da coligada. Se a participao acionria na coligada for reduzida, mas for retida influncia significativa, somente uma parte proporcional dos valores anteriormente reconhecidos em ajuste de avaliao patrimonial ser reclassificada no resultado, quando apropriado. Os ganhos e as perdas de diluio, ocorridos em participaes em coligadas, so reconhecidos na demonstrao do resultado. (a) gio - O gio (goodwill) representado pela diferena positiva entre o valor pago ou a pagar e o montante lquido do valor justo dos ativos e passivos da entidade adquirida. O gio de aquisies de controladas registrado como ativo intangvel. Se a adquirente apurar desgio, dever registrar o montante como ganho no resultado do exerccio, na data da aquisio. O gio testado anualmente para verificar provveis perdas (impairment) e contabilizado pelo seu valor de custo menos as perdas acumuladas por impairment, que no so revertidas. Os ganhos e as perdas da alienao de uma entidade incluem o valor contbil do gio relacionado com a entidade vendida. O gio alocado s Unidades Geradoras de Caixa (UGCs) para fins de teste de impairment. A alocao feita para as Unidades Geradoras de Caixa ou para os grupos de Unidades Geradoras de Caixa que devem se beneficiar da combinao de negcios da qual o gio se originou. 3.11. Imobilizado - O imobilizado demonstrado pelo custo histrico de aquisio ou de construo menos depreciao. O custo histrico tambm inclui os custos de financiamento relacionados com a aquisio de ativos qualificados. Os custos subsequentes so includos no valor contbil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provvel que fluam benefcios econmicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurana. O valor contbil de itens ou peas substitudos baixado. Reparos e manuteno so apropriados ao resultado durante o exerccio em que so incorridos. O custo das principais reformas acrescido ao valor contbil do ativo quando os benefcios econmicos futuros ultrapassam o padro de desempenho inicialmente estimado para o ativo em questo. As reformas so depreciadas ao longo da vida til econmica restante do ativo relacionado. Quando da comprovao efetiva da viabilidade econmica da explorao comercial de determinada jazida, os correspondentes gastos com estudos e pesquisas minerais e os gastos de remoo de estril incorridos, a partir dessa comprovao, so capitalizados como custo de formao da mina. Aps o incio da fase produtiva da mina, esses gastos so amortizados e tratados como custo de produo. A exausto de recursos minerais calculada com base na extrao de recursos minerais, considerando-se as vidas teis estimadas das reservas. Os terrenos no so depreciados. A depreciao de outros ativos calculada usando-se o mtodo linear considerando seus custos e seus valores residuais durante a vida til estimada, como segue: - Edifcios e construes ........................................................................................ 25 - 40 anos- Mquinas, equipamentos e instalaes ................................................................ 5 - 15 anos- Veculos................................................................................................................ 4 - 5 anos- Mveis e utenslios .............................................................................................. 5 - 10 anosOs valores residuais e a vida til dos ativos so revisados e ajustados, se apropriado, ao fim de cada exerccio. O valor contbil de um ativo imediatamente baixado para seu valor recupervel quando o valor contbil do ativo maior do que seu valor recupervel estimado. Os ganhos e as perdas de alienaes so determinados pela comparao dos resultados com o valor contbil e so reconhecidos em Outras receitas (despesas) operacionais, lquidas na demonstrao do resultado. A Companhia no tem ativos de longo prazo que espera abandonar ou alienar e que exigiriam a constituio de proviso para obrigaes por descontinuao de ativos. 3.12. Ativos intangveis - (a) Softwares - As licenas de software adquiridas so capitalizadas com base nos custos incorridos para adquirir os softwares e fazer com que eles estejam prontos para serem utilizados. Esses custos so amortizados durante sua vida til estimvel de trs a cinco anos. Os custos associados manuteno de softwares so reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento que so diretamente atribuveis ao projeto e aos testes de produtos de software identificveis e exclusivos, controlados pelo Grupo, so reconhecidos como ativos intangveis quando os seguintes critrios so atendidos: tecnicamente vivel concluir o software para que ele esteja disponvel para uso. A administrao pretende concluir o software e us-lo ou vend-lo. O software pode ser vendido ou usado. Pode-se demonstrar que provvel que o software gere benefcios econmicos futuros. Esto disponveis adequados recursos tcnicos, financeiros e outros recursos para concluir o desenvolvimento e para usar ou vender o software. O gasto atribuvel ao software durante seu desenvolvimento pode ser mensurado com segurana. Os custos diretamente atribuveis, que so capitalizados como parte do produto de software, incluem os custos com empregados alocados no desenvolvimento de softwares e uma parcela adequada das despesas indiretas aplicveis. Os custos tambm incluem os custos de financiamento incorridos durante o perodo de desenvolvimento do software. Outros gastos de desenvolvimento que no atendam a esses critrios so reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento previamente reconhecidos como despesa no so reconhecidos como ativo em perodo subsequente. 3.13. Impairment de ativos no financeiros - Os ativos que tm uma vida til indefinida, como o gio, no esto sujeitos amortizao e so testados anualmente para a verificao de impairment. Os ativos que esto sujeitos amortizao so revisados para a verificao de impairment sempre que eventos ou mudanas nas circunstncias indiquem que o valor contbil pode no ser recupervel. Uma perda por impairment reconhecida pelo valor em que o valor contbil do ativo excede seu valor recupervel. Este ltimo o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o valor em uso. Para fins de avaliao do impairment, os ativos so agrupados nos nveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa - UGC). Os ativos no financeiros, exceto o gio, que tenham sofrido impairment, so revisados para a anlise de uma possvel reverso do impairment, na data de apresentao do relatrio. 3.14. Contas a pagar aos fornecedores - As contas a pagar aos fornecedores so obrigaes a pagar por bens ou servios que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negcios, sendo classificadas como passivos circulantes quando o pagamento devido no perodo de at um ano. Caso contrrio, as contas a pagar so apresentadas como passivo no circulante. Elas so, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do mtodo de taxa de juros efetiva. 3.15. Emprstimos e financiamentos - Os emprstimos so reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, lquido dos custos da transao incorridos e so, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferena entre os valores captados (lquidos dos custos da transao) e o valor de resgate reconhecida na demonstrao do resultado durante o perodo em que os emprstimos estejam em andamento, utilizando-se o mtodo da taxa de juros efetiva. As taxas pagas no estabelecimento do emprstimo so reconhecidas como custos da transao do emprstimo, quando h probabilidade que uma parte ou todo o emprstimo seja sacado. Nesse caso, a taxa diferida at que o saque ocorra. Quando no houver evidncias da probabilidade de saque de parte ou da totalidade do emprstimo, a taxa capitalizada como um pagamento antecipado de servios de liquidez e amortizada durante o perodo do emprstimo ao qual se relaciona. Os emprstimos so classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia tenha um direito incondicional de diferir a liquidao do passivo por, pelo menos, 12 meses aps a data do balano. 3.16. Provises - As provises para restaurao ambiental, custos de reestruturao e aes judiciais so reconhecidas quando: (i) a Companhia tem uma obrigao presente ou no formalizada como resultado de eventos passados; (ii) provvel que uma sada de recursos seja necessria para liquidar a obrigao; e (iii) o valor foi estimado com segurana.

    As provises no so reconhecidas com relao s perdas operacionais futuras. Quando houver uma srie de obrigaes similares, a probabilidade de a Companhia liquid-las ser determinada levando-se em considerao a classe de obrigaes como um todo. Uma proviso reconhecida mesmo que a probabilidade de liquidao relacionada com qualquer item individual includo na mesma classe de obrigaes seja pequena. As provises so mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessrios para liquidar a obrigao usando-se uma taxa antes do imposto, a qual reflete as avaliaes atuais do mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos especficos da obrigao. O aumento da obrigao em decorrncia da passagem do tempo reconhecido como despesa financeira. 3.17. Passivos ambientais - Os gastos representativos de fechamento de mina e/ou barragem decorrentes do encerramento das atividades esto registrados como obrigao com desmobilizao de ativo. As obrigaes consistem principalmente em custos associados com encerramento de atividades. O custo de desmobilizao de ativo, equivalente ao valor presente da obrigao (passivo), est capitalizado como parte do valor contbil ao ativo sendo depreciado pelo perodo de vida til do ativo. A parcela do passivo est registrada pelo valor presente pelo mesmo prazo da desmobilizao. Esses passivos esto contabilizados em outras contas a pagar. 3.18. Ajuste a valor presente de ativos e passivos - Quando relevantes, ativos e passivos foram ajustados a valor presente. O valor presente calculado com base na taxa efetiva de juros aplicvel. A referida taxa compatvel com a natureza, o prazo e os riscos de transaes similares em condies de mercado. 3.19. Benefcios a empregados - (a) Obrigaes de aposentadoria - A Companhia participa de planos de penso, administrados por entidade fechada de previdncia privada, que provm a seus empregados benefcios ps-emprego. A Companhia tem planos de contribuio definida. Um plano de contribuio definida um plano de penso segundo o qual a Companhia paga contribuies a entidades fechadas de previdncia privada em bases compulsrias, contratuais ou voluntrias e no tem obrigaes legais nem construtivas de fazer contribuies se o fundo no tiver ativos suficientes para pagar a todos os empregados e os benefcios relacionados com o servio do empregado no exerccio corrente e anterior. As contribuies feitas antecipadamente so reconhecidas como um ativo na proporo em que um reembolso em dinheiro ou uma reduo dos pagamentos futuros estiver disponvel. (b) Participao dos empregados nos resultados - So registradas provises para reconhecer a despesa referente participao dos empregados nos resultados. Essas provises so calculadas com base em metas qualitativas e quantitativas definidas pela administrao e contabilizadas no resultado. 3.20. Ativos e passivos contingentes e obrigaes legais - As prticas contbeis para registro e divulgao de ativos e passivos contingentes e obrigaes legais so as seguintes: (i) ativos contingentes so reconhecidos somente quando h garantias reais ou decises judiciais favorveis, transitadas em julgado; (ii) passivos contingentes so provisionados quando a Companhia espera desembolsar fluxos de caixa. Processos tributrios so provisionados quando as perdas so avaliadas como provveis e os montantes envolvidos so mensurveis com suficiente segurana. Processos trabalhistas e cveis, cujas perdas so avaliadas como provveis, so provisionados com base na melhor estimativa de valores para os casos em que os advogados externos e internos entendem que existe expectativa de perdas. Passivos contingentes avaliados como perdas remotas no so provisionados nem divulgados; e (iii) obrigaes legais so registradas como exigveis. 3.21. Capital social - As aes ordinrias so classificadas no patrimnio lquido. Quando a Companhia compra aes do seu prprio capital (aes em tesouraria), o valor pago, incluindo quaisquer custos adicionais diretamente atribuveis (lquidos do imposto de renda), deduzido do patrimnio atribuvel aos acionistas da Companhia at que as aes sejam canceladas ou reemitidas. Quando essas aes so, subsequentemente, reemitidas, qualquer valor recebido, lquido de quaisquer custos adicionais da transao, diretamente atribuveis e dos respectivos efeitos do imposto de renda e da contribuio social, includo no capital atribuvel aos acionistas da Companhia. 3.22. Reconhecimento da receita - A receita compreende o valor justo da contraprestao recebida ou a receber pela comercializao de produtos no curso normal das atividades da Companhia. A receita apresentada lquida dos impostos, das devolues, dos abatimentos e dos descontos, bem como aps a eliminao das vendas entre empresas consolidadas. A Companhia reconhece a receita quando: (i) o valor da receita pode ser mensurado com segurana; (ii) h probabilidade de benefcios econmicos futuros flurem para a entidade; e (iii) critrios especficos tinham sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia, conforme descrio a seguir. O valor da receita no ser considerado mensurvel com segurana at que todas as contingncias relacionadas com a venda tenham sido resolvidas. A Companhia baseia suas estimativas em resultados histricos, levando em considerao o tipo de cliente, o tipo de transao e as especificaes de cada venda. (a) Venda de produtos - O reconhecimento da receita nas vendas internas e para exportao se baseia nos princpios a seguir: Mercado interno: As vendas so feitas vista ou a prazo, em perodos de, no mximo, 30 dias; Mercado de exportao: Normalmente, os pedidos de exportao so atendidos por depsitos prprios ou terceirizados localizados prximos aos mercados estratgicos. Essas vendas so reconhecidas, em geral, quando os produtos so entregues ao transportador e os riscos e benefcios so transferidos para o cliente. Se surgirem circunstncias que possam alterar as estimativas originais de receitas, custos ou provocar a extenso do prazo para concluso, as estimativas iniciais sero revisadas. Essas revises podem resultar em aumentos ou redues das receitas ou dos custos estimados e esto refletidas no resultado no exerccio em que a administrao tomou conhecimento das circunstncias que originaram a reviso. (b) Receita financeira - A receita financeira reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o mtodo da taxa de juros efetiva. Quando uma perda (impairment) identificada em relao a uma conta a receber, a Companhia reduz o valor contbil para seu valor recupervel, que corresponde ao fluxo de caixa futuro estimado, descontado taxa de juros efetiva original do instrumento. Subsequentemente, medida que o tempo passa, os juros so incorporados s contas a receber, em contrapartida de receita financeira. Essa receita financeira calculada pela mesma taxa de juros efetiva utilizada para apurar o valor recupervel, ou seja, a taxa original do contas a receber. 3.23. Distribuio de dividendos - A distribuio de dividendos para os acionistas da Companhia reconhecida como um passivo nas demonstraes financeiras ao fim do exerccio, com base no estatuto social. Qualquer valor acima do mnimo obrigatrio somente provisionado na data de aprovao pelos acionistas, em Assembleia Geral. 3.24. Reapresentao das cifras comparativas - Em 2011, foram identificados os seguintes ajustes de exerccios anteriores, conforme descritos abaixo: Retificao no clculo de imposto de renda e contribuio social diferidos, no montante de R$ 6.606, do qual se refere a exerccios anteriores a 2010. A referida correo afetou o ativo no circulante de 31 de dezembro de 2010. Reconhecimento da mensurao das obrigaes relacionadas com o descomissionamento de minas, conforme regulamentao (CPC 25), para a recuperao de reas ambientais, no montante de R$ 32.409, o qual se refere a exerccios anteriores a 2010. A referida correo afetou o ativo intangvel de 31 de dezembro de 2010 nesse mesmo valor. Reconhecimento da baixa da barragem Murici (depsito de rejeitos) no montante de R$ 27.733, dos quais, R$ 25.211 referem-se ao exerccio de 2010 e R$ 2.522 se referem a exerccios anteriores. A referida correo afetou o ativo imobilizado em 31 de dezembro de 2010, nesses mesmos valores (nota 26). Reconhecimento da mensurao das obrigaes e direitos relacionados em contratos de concesso ao pagamento pelo uso do bem pblico (UBP) no montante de R$ 18.748, dos quais, R$ 5.903 referem-se ao exerccio de 2010 e R$ 12.845, a exerccios anteriores. A referida correo afetou o ativo e passivo no circulante de 31 de dezembro de 2010, nesses mesmos valores. Reconhecimento do valor contbil do investimento pela participao da Companhia nas variaes de saldo dos componentes dos outros resultados abrangentes de investidas no montante de R$ 2.455 afetando o ativo no circulante de 31 de dezembro de 2010 nesses mesmos valores. As demonstraes financeiras de 31 de dezembro de 2010, apresentadas para fins de comparao, tambm foram ajustadas em relao mudana da poltica contbil e correo de erro mencionadas anteriormente e esto sendo reapresentadas. Os efeitos dessa reapresentao so demonstrados a seguir:

    31 de dezembro de 2010 Ativo Original Ajuste AjustadoCirculante 415.025 415.025No circulanteTributos diferidos 297.395 47.246 344.641Imobilizado 2.069.244 (108.343) 1.960.901Intangvel 27.019 72.181 99.200Investimentos 2.707.766 68.138 2.775.904Outros 224.120 224.120 5.325.544 79.222 5.404.766Total do ativo 5.740.569 79.222 5.819.791

    Passivo Circulante 932.309 932.309No circulante 3.047.554 83.368 3.130.922Patrimnio lquido Reserva de lucros 758.222 (4.146) 754.076 Outros 936.801 936.801

    1.695.023 (4.146) 1.690.877Total do passivo e patrimnio lquido 5.674.886 79.222 5.754.108

    ResultadoReceita lquida 1.203.279 1.203.279Custo das vendas (923.117) (1.113) (924.230)Lucro bruto 280.162 (1.113) 279.049Despesas operacionais (173.741) (173.741)Outras receitas (despesas) operacionais, lquidas (48.501) (38.199) (86.700)Equivalncia patrimonial 694.166 (35.073) 659.093Resultado financeiro lquido (29.692) (7.831) (37.523)Imposto de renda e contribuio social (15.784) 16.029 245

    706.610 (66.187) 640.423

  • Continuao

    Continua

    Votorantim Metais Zinco S.A.CNPJ/MF n 42.416.651/0001-07

    Demonstraes Financeiras 2011Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011 - Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    4. Normas novas, alteraes de normas e interpretaes de normas que ainda no esto em vigor: As seguintes novas normas, alteraes e interpretaes de normas foram emitidas pelo IASB mas no esto em vigor para o exerccio de 2011. A adoo antecipada dessas normas, embora encorajada pelo IASB, no foi permitida, no Brasil, pelo Comit de Pronunciamentos Contbeis (CPC). O IFRS 9 - Instrumentos Financeiros, aborda a classificao, mensurao e reconhecimento de ativos e passivos financeiros. O IFRS 9 foi emitido em novembro de 2009 e outubro de 2010 e substitui os trechos do IAS 39 relacionados classificao e mensurao de instrumentos financeiros. O IFRS 9 requer a classificao dos ativos financeiros em duas categorias: mensurados ao valor justo e mensurados ao custo amortizado. A determinao feita no reconhecimento inicial. A base de classificao depende do modelo de negcios da entidade e das caractersticas contratuais do fluxo de caixa dos instrumentos financeiros. Com relao ao passivo financeiro, a norma mantm a maioria das exigncias estabelecidas pelo IAS 39. A principal mudana a de que nos casos em que a opo de valor justo adotada para passivos financeiros, a poro de mudana no valor justo devido ao risco de crdito da prpria entidade registrada em outros resultados abrangentes e no na demonstrao dos resultados, exceto quando resultar em descasamento contbil. A Companhia est avaliando o impacto total do IFRS 9. A norma aplicvel a partir de 1o de janeiro de 2013. O IFRS 10 - Demonstraes Financeiras Consolidadas apia-se em princpios j existentes, identificando o conceito de controle como fator preponderante para determinar se uma entidade deve ou no ser includa nas demonstraes financeiras consolidadas da controladora. A norma fornece orientaes adicionais para a determinao do controle. A Companhia est avaliando o impacto total do IFRS 10. A norma aplicvel a partir de 1o de janeiro de 2013. IFRS 11 - Acordos em Conjunto, emitido em maio de 2011. A norma prov uma abordagem mais realista para acordos em conjunto ao focar nos direitos e obrigaes do acordo ao invs de sua forma jurdica. H dois tipos de acordos em conjunto: (i) operaes em conjunto - que ocorre quando um operador possui direitos sobre os ativos e obrigaes contratuais e como consequncia contabilizar sua parcela nos ativos, passivos, receitas e despesas; e (ii) controle compartilhado - ocorre quando um operador possui direitos sobre os ativos lquidos do contrato e contabiliza o investimento pelo mtodo de equivalncia patrimonial. O mtodo de consolidao proporcional no ser mais permitido com controle em conjunto. A norma aplicvel a partir de 1o de janeiro de 2013. O IFRS 12 - Divulgao sobre Participaes em Outras Entidades, trata das exigncias de divulgao para todas as formas de participao em outras entidades, incluindo acordos conjuntos, associaes, participaes com fins especficos e outras participaes no registradas contabilmente. A Companhia est avaliando o impacto total do IFRS 12. A norma aplicvel a partir de 1o de janeiro de 2013. IFRS 13 - Mensurao de Valor Justo, emitido em maio de 2011. O objetivo do IFRS 13 aprimorar a consistncia e reduzir a complexidade da mensurao ao valor justo, fornecendo uma definio mais precisa e uma nica fonte de mensurao do valor justo e suas exigncias de divulgao para uso em IFRS. As exigncias, que esto bastante alinhadas entre IFRS e US GAAP, no ampliam o uso da contabilizao ao valor justo, mas fornecem orientaes sobre como aplic-lo quando seu uso j requerido ou permitido por outras normas IFRS ou US GAAP. A Companhia ainda est avaliando o impacto total do IFRS 13. A norma aplicvel a partir de 1o de janeiro de 2013. IAS 28 (revisado em 2011) - Coligadas e Controladas em Conjunto (Joint Ventures) - O IAS 28 (revisado em 2011) requer que controladas em conjunto e coligadas sejam avaliadas pelo mtodo de equivalncia patrimonial a partir da emisso do IFRS 11. A Companhia ainda est avaliando o impacto total do IAS 28. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. No h outras normas IFRS ou interpretaes IFRIC que ainda no entraram em vigor que poderiam ter impacto significativo sobre a Companhia. 5. Estimativas e premissas contbeis crticas: As estimativas e premissas contbeis so continuamente avaliadas e baseiam-se na experincia histrica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoveis para as circunstncias. Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relao ao futuro. Por definio, as estimativas contbeis resultantes raramente sero iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contbeis de ativos e passivos para o prximo exerccio financeiro, esto contempladas abaixo. (a) Perda (impairment) do gio - Anualmente, a Companhia realiza testes para eventuais perdas (impairment) no gio. Os valores recuperveis das UGCs foram determinados com base em clculos do valor em uso, efetuados com base em estimativas. (b) Imposto de renda e contribuio social e outros impostos - A Companhia est sujeita ao imposto de renda e contribuio social com base nas alquotas vigentes. A Companhia tambm reconhece provises por conta de situaes em que provvel que valores adicionais de impostos sejam devidos. Quando o resultado final dessa avaliao diferente dos valores inicialmente estimados e registrados, essas diferenas afetam os ativos e passivos fiscais atuais e diferidos no exerccio em que o valor definitivo determinado. (c) Valor justo de derivativos e outros instrumentos financeiros - O valor justo de instrumentos financeiros que no so negociados em mercados ativos determinado por meio de tcnicas de avaliao. A Companhia utiliza seu julgamento para escolher diversos mtodos e definir premissas que se baseiam principalmente nas condies de mercado existentes na data do balano. (d) Passivos contingentes - A Companhia parte envolvida em processos trabalhistas, cveis e tributrios que se encontram em instncias diversas. As provises para contingncias, constitudas para fazer face a potenciais perdas decorrentes dos processos em curso, so estabelecidas e atualizadas com base na avaliao da administrao, fundamentada na opinio de seus assessores legais e requerem elevado grau de julgamento sobre as matrias envolvidas. (e) Reviso da vida til e recuperao de propriedades, plantas e equipamentos - A capacidade de recuperao dos ativos que so utilizados nas atividades da Companhia avaliada sempre que eventos ou mudanas nas circunstncias indicarem que o valor contbil de um ativo ou grupo de ativos pode no ser recupervel com base em fluxos de caixa futuros. Se o valor contbil destes ativos for superior ao seu valor recupervel, o valor lquido ajustado e sua vida til readequada para novos patamares. 6. Gesto de risco financeiro: 6.1. Fatores de risco financeiro - As atividades da Companhia a expem a diversos riscos financeiros, a saber: (a) risco de mercado (moeda, preos de commodities e taxa de juros); (b) risco de crdito; e (c) risco de liquidez. Muitos dos produtos vendidos pela Companhia so commodities, com preos estabelecidos em referncia a preos internacionais e denominados em dlares norte-americanos. Os custos da Companhia, porm, so predominantemente denominados em reais, resultando em um descasamento natural de moedas e preos entre os custos e as receitas da Companhia. Adicionalmente, a Companhia possui dvidas atreladas a indexadores e moedas distintos, que podem impactar seu fluxo de caixa. Para atenuar os efeitos diversos de cada fator de risco de mercado, a Companhia adotou a Poltica de Gesto de Riscos de Mercado, que tambm abrange suas subsidirias, com o objetivo de estabelecer a governana e as macrodiretrizes do processo de gesto destes riscos, assim como as mtricas para sua mensurao e acompanhamento. Esta poltica complementada por outras polticas, que estabelecem diretrizes e normas para: (i) Gesto de Exposio Cambial, (ii) Gesto de Exposio a Taxa de Juros, (iii) Gesto de Exposio a Preo de Commodities, (iv) Gesto de Riscos de Emissores e Contrapartes, e (v) Gesto de Liquidez e Endividamento Financeiro. A estrutura de governana inclui o Comit de Finanas, Gesto de Riscos e Auditoria Interna (referido como Comit de Finanas no contedo desta nota) e o Comit de Tesouraria. As propostas feitas para atender a cada uma das polticas so discutidas no Comit de Tesouraria e posteriormente levadas para aprovao do Comit de Finanas. Os instrumentos financeiros que podem ser contratados para proteo financeira e gesto de riscos so: swaps convencionais, compra de opes de compra (calls), compra de opes de venda (puts), collars, contratos futuros de moedas e contratos a termo de moedas (NDF Non-Deliverable Forward). As estratgias que contemplam compras e vendas de opes simultaneamente somente so autorizadas quando no resultam em posio lquida vendida em volatilidade do ativo-objeto. (i) Risco de mercado - O processo de gesto de riscos de mercado tem por objetivo a proteo do fluxo de caixa da Companhia contra eventos adversos de mercado, tais como oscilaes de taxas de cmbio, preos de commodities e taxas de juros. A governana e as macrodiretrizes desse processo esto definidas na Poltica de Gesto de Riscos de Mercado. (ii) Risco cambial - A Companhia atua internacionalmente e est exposta ao risco cambial decorrente de exposies a algumas moedas, principalmente com relao ao dlar norte-americano. A Poltica de Gesto de Exposio Cambial estabelece diretrizes e normas para a proteo contra oscilaes das moedas estrangeiras que impactam o fluxo de caixa do Segmento Industrial. As propostas para contratao de hedge so elaboradas pelo Comit de Tesouraria para aprovao do Comit de Finanas e baseiam-se na exposio cambial projetada at o fim do ano subsequente data de referncia. Adicionalmente, podem ser definidos programas de hedge para proteo de fluxo de caixa das Unidades. Nesses casos, o Comit de Tesouraria elabora a proposta em coordenao com a Unidade em questo, para posterior aprovao do Comit de Finanas. O real (R$) a moeda funcional da Companhia, e todos os esforos do processo de gesto de riscos de mercado tm como objetivo a proteo do fluxo de caixa nesta moeda, a preservao da capacidade de pagamento de obrigaes financeiras e a manuteno de nveis de liquidez e endividamento definidos pela Administrao. (iii) Risco do fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros - O resultado e os fluxos de caixa operacionais da Companhia so substancialmente independentes das mudanas nas taxas de juros do mercado. O risco de taxa de juros da Companhia decorre de emprstimos de longo prazo. Os emprstimos emitidos a taxas variveis expem a Companhia ao risco de taxa de juros de fluxo de caixa. Os emprstimos emitidos s taxas fixas expem a Companhia ao risco de valor justo associado a taxa de juros. A Poltica de Gesto de Exposio a Taxas de Juros estabelece diretriz e normas para a proteo contra oscilaes de taxas de juros que impactam o fluxo de caixa da Companhia. Com base nas exposies projetadas para cada indexador de taxa de juros (principalmente CDI, LIBOR e TJLP), o Comit de Tesouraria elabora propostas para contratao de hedge e as submete aprovao do Comit de Finanas. (iv) Risco do preo de commodities - Este risco est relacionado com a possibilidade de oscilao no preo das commodities da Companhia. Os preos flutuam em funo da demanda, da capacidade produtiva, das estratgias comerciais dos grandes produtores e da disponibilidade de substitutos no mercado global. A Poltica de Gesto de Exposio em Commodities estabelece diretrizes para a proteo contra oscilaes de preos de commodities que impactam os fluxos de caixa da Companhia. As exposies a cada commodity consideram as projees mensais de produo, de compras de insumos e os fluxos de vencimentos

    dos hedges a elas associados. Os hedges executados so classificados nas seguintes modalidades: (a) Operaes Comerciais a Preo Fixo - (operaes de hedge que trocam de fixo para flutuante, o preo contratado nas operaes comerciais com clientes interessados em comprar produtos a preo fixo); (b) Hedge para Perodo Cotacional - o hedge que equaliza os perodos cotacionais entre compras de determinados insumos (concentrado de metais) e vendas de produtos provenientes do beneficiamento desses insumos; (c) Hedge de Margem Operacional - visa a garantir a fixao da margem operacional para parte da produo da Companhia. (v) Risco de crdito - Os instrumentos financeiros derivativos, time deposits, CDBs e operaes compromissadas com lastro de debntures e ttulos pblicos federais criam exposio a risco de crdito de contrapartes e emissores. A Companhia tem como poltica trabalhar com emissores que possuam, no mnimo, avaliao de duas das seguintes agncias de rating: Fitch, Moodys ou Standard & Poors. O rating mnimo exigido para as contrapartes A+ (em escala local) ou BBB- (em escala global), ou equivalente. No caso do risco de crdito decorrente de exposies de crdito a clientes, a Companhia avalia a qualidade do crdito do cliente, levando em considerao sua posio financeira, experincia passada e outros fatores. Adicionalmente, define limites individuais de crdito, os quais so regularmente monitorados. A Companhia reconhece proviso para deteriorao do saldo a receber de clientes, sempre que necessrio. A proviso para perdas registrada em quantia considerada suficiente para cobrir todas as perdas provveis quando da execuo das contas a receber e includa nas despesas de vendas. So realizadas anlises de crdito iniciais dos clientes e, quando necessrio, so obtidas caues ou cartas de crdito para proteger os interesses da Companhia. Alm disso, a maior parte das vendas por exportao, para Estados Unidos, Europa e sia, est protegida por cartas de crdito ou seguro de crdito. (vi) Risco de liquidez - O risco de liquidez gerenciado de acordo com a Poltica de Gesto de Liquidez e Endividamento, visando a garantir recursos lquidos suficientes para honrar os compromissos financeiros da Companhia no prazo e sem custo adicional. O principal instrumento de medio e monitoramento da liquidez a projeo de fluxo de caixa, observando-se um prazo mnimo de 12 meses de projeo a partir da data de referncia. A gesto de liquidez e endividamento adota mtricas comparveis fornecidas por agncias classificadoras de riscos de abrangncia global para riscos de crdito BBB estvel ou equivalente. A tabela a seguir analisa os passivos financeiros derivativos e no derivativos da Companhia a serem liquidados, por faixas de vencimento, correspondentes ao perodo remanescente no balano patrimonial at a data contratual do vencimento. Os passivos financeiros derivativos esto includos na anlise se seus vencimentos contratuais forem essenciais para um entendimento dos fluxos de caixa temporrios. Os valores divulgados na

    tabela so os fluxos de caixa futuros no descontados contratados e os saldos da controladora representam quase a totalidade dos saldos da tabela abaixo (*):

    Menos de 1 ano

    Entre 1 e 2 anos

    Entre 2 e 5 anos

    Entre 5 e 10 anos

    Em 31 de dezembro de 2011Emprstimos e financiamentos 178.225 159.375 284.308 20.295Partes relacionadas 418.277 1.104.088 485.269 627.539Instrumentos financeiros derivativos 33.429Fornecedores 85.126Contas a pagar - Trading 82

    715.139 1.263.463 769.577 647.834Em 31 de dezembro de 2010

    Emprstimos e financiamentos 155.695 139.944 290.113 45.571Partes relacionadas 259.639 1.331.565 411.277 552.090Instrumentos financeiros derivativos 11.619 307Fornecedores 141.830

    568.783 1.471.816 701.390 597.661

    (*) Esses valores podem no ser conciliados com os valores divulgados no balano patrimonial para emprstimos e financiamentos. 6.2. Derivativos contratados - So descritos a seguir todos os instrumentos financeiros derivativos contratados pela Companhia. Todas as operaes de instrumentos financeiros derivativos foram realizadas em mercados de balco. Programa de venda de zinco a preo fixo operao de hedge que troca de fixo para flutuante o preo contratado nas operaes comerciais com clientes interessados em comprar produtos a preo fixo, com o objetivo de manter o fluxo de receitas operacionais da Companhia atrelado aos preos LME. As operaes usualmente realizadas so compras de zinco para liquidao futura no mercado de balco. Programa de proteo para descasamento de perodo cotacional o hedge que equaliza os perodos cotacionais entre as compras de determinados insumos (concentrado de metais) e as vendas de produtos provenientes do beneficiamento desses insumos. Programa de proteo de margem operacional dos metais instrumentos financeiros derivativos contratados com o objetivo de reduzir a volatilidade do resultado das operaes de zinco. Com o fim de garantir a fixao de margem operacional em reais para parte da produo dos metais, a proteo realizada por meio a venda a termo da commodity, em conjunto com a venda a termo de dlar americano. A seguir apresentado o quadro resumo que contempla os instrumentos financeiros derivativos e o objeto protegido por cada um deles:

    ProgramaValor principal Unidade Valor justo

    Ganho (perda) realizado

    Ganho (perda) norealizado por ano

    31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 2012 2013

    Venda de zinco a preo fixoTermo de zinco 4.050 53.250 tonelada (1.229) (187) 1.372 (1.229)Termo de dlar americano 129 USD MM 9.531

    (1.229) 9.344 1.372Proteo para perodo cotacionalTermo de zinco 18.800 2.795 2.582 12.281 2.795

    2.795 2.582 12.281Proteo do resultado operacional de metaisTermo de zinco 98.910 tonelada 69.806 36.717 67.645 2.161Termo de prata tonelada (26)Termo de dlar americano 222 USD MM (32.114) 24.359 (30.958) (1.156)

    37.692 - 61.050Total 39.258 11.926 74.703 38.253 1.0056.3. Gesto de capital - Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital so os de salvaguardar a capacidade de continuar a oferecer retorno aos acionistas e benefcios s outras partes interessadas, alm de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir seus custos. Para manter ou ajustar a estrutura do capital, a Companhia pode, ou prope, nos casos em que necessria a aprovao do Conselho de Administrao, rever a poltica de pagamento de dividendos, devolver capital aos acionistas, emitir novas aes ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nvel de endividamento. Condizente com outras companhias do setor, a Companhia monitora o capital com base no ndice de alavancagem financeira. Esse ndice corresponde dvida lquida dividida pelo EBITDA. A dvida lquida, por sua vez, corresponde ao total de emprstimos (incluindo emprstimos de curto e longo prazos, conforme demonstrado no balano patrimonial), subtrado do montante de caixa e equivalentes de caixa. O EBITDA apurado por meio da soma do lucro operacional, depreciao, amortizao, exausto e itens, avaliados pela Administrao da Companhia, como no recorrentes. Os ndices de alavancagem financeira em 31 de dezembro de 2011 e 2010 podem ser assim resumidos:

    Nota 2011 2010Emprstimos e financiamentos 18 548.597 505.269 Menos: caixa e equivalentes de caixa 9 2.022 126 Menos: Valor justo contratos derivativos 6.2 39.258 11.926 Dvida lquida 507.317 493.217 Total do EBITDA ajustado 6.3.1 149.415 109.895 ndice de alavancagem financeira - % 3,40 4,49 6.3.1. EBITDA

    31/12/2011 31/12/2010Receita lquida 1.269.423 1.203.279Custo dos produtos vendidos (1.063.040) (924.230)Receitas (despesas) operacionais (193.838) (260.441)EBIT 12.545 18.608Depreciao, amortizao e exausto 136.870 91.287EBITDA 149.415 109.895

    6.4. Estimativa do valor justo - Os saldos das contas a receber de clientes, deduzidos da proviso para crdito de liquidao duvidosa, e de contas a pagar aos fornecedores pelo valor contbil, esto prximos de seus valores justos. O valor justo dos passivos financeiros, para fins de divulgao, estimado por meio do desconto dos fluxos de caixa contratuais futuros segundo a taxa de juros vigente no mercado. A Companhia aplica a alterao ao CPC 40/IFRS 7 para instrumentos financeiros mensurados no balano patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgao das mensuraes do valor justo pelo nvel da seguinte hierarquia de mensurao pelo valor justo: Nvel 1 - preos cotados (no ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idnticos. Nvel 2 - informaes, alm dos preos cotados, includas no nvel 1 que so adotadas pelo mercado para o ativo ou passivo, seja diretamente (como preos) ou indiretamente (derivados dos preos). Nvel 3 - inseres para os ativos ou passivos que no so baseadas nos dados adotados pelo mercado (inseres no observveis). Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, os ativos financeiros mensurados ao valor justo e passivos financeiros divulgados ao valor justo foram classificados no nvel 2 de hierarquia do valor justo, conforme resumido a seguir:

    31/12/2011 31/12/2010AtivosInstrumentos financeiros derivativos, lquidos 39.258 11.926Mantidos para negociaoQuotas de fundos de investimento 85.274 10.973Outros ttulos - 1.059

    124.532 23.958

    6.5. Demonstrativo da anlise de sensibilidade - Apresentamos a seguir como o resultado do exerccio e o patrimnio lquido da controladora que teriam sido afetados por mudanas na varivel de risco pertinente a qual a Companhia est exposta na data do balano. A varivel de risco relevante no perodo, levando em considerao o perodo compreendido at a prxima mensurao, sua exposio ao dlar, euro e ao risco de flutuao nos preos das commodities. A seguir apresentada a anlise de sensibilidade para as posies em aberto com base na apreciao/depreciao dos principais fatores de risco conforme cenrios: Cenrio I: considera um choque de + ou - 25% nas curvas e cotaes de mercado de 31 de dezembro de 2011, utilizadas para apreamento dos instrumentos financeiros. Cenrio II: considera um choque de + ou - 50% nas curvas e cotaes de mercado de 31 de dezembro de 2011, utilizadas para apreamento dos instrumentos financeiros.

    Impactos no Resultado Impactos no PLFator de Risco Cenrios Provvel -25% -50% +25% +50% -25% -50% +25% +50%Cmbio

    USD -5,10% 80.390 379.949 759.899 (379.949) (759.899) 75.350 150.700 (75.350) (150.700)Taxas de Juros

    BRL - CDI -150bps (1.283) (2.020) (4.039) 2.020 4.039 3.779 7.715 (3.632) (7.126)USD Libor 10bps 11.208 9.623 19.247 (9.623) (19.247) 282 564 (281) (562)

    Preo - CommoditiesZinco 12% (14.219)

    6.6. Principais transaes e compromissos futuros objeto de proteo de fluxo de caixa e de valor justo - A Companhia adota contabilidade de hedge para o Programa de proteo de margem operacional dos metais, designando os derivativos contratados como hedge de fluxo de caixa. Como consequncia da aplicao do hedge accounting, as variaes no valor justo dos derivativos contratados para este programa so contabilizadas no patrimnio lquido, at o momento de realizao das vendas objeto da proteo, quando o valor justo desses derivativos lanado no resultado do exerccio. Para o programa de venda de zinco a preo fixo, a Companhia adota contabilidade de hedge designando os derivativos contratados como hedge de valor justo do compromisso firme. As variaes no valor justo dos derivativos contratados para este programa so reconhecidas no resultado operacional. Em contrapartida, reconhecida no resultado operacional a variao do valor justo do objeto de hedge, no caso, o compromisso firme da venda a preo fixo ao cliente. A tabela abaixo apresenta um resumo dos derivativos classificados nesses regimes.

    Programa Valor principal UnidadeCompra /

    Venda Taxa FWD Mdia

    Prazo mdio (dias) Valor justo

    Ganho (perda)

    realizadoGanho (perda) no

    realizado por ano31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 2012 2013

    Hedge Acounting - Cash Flow HedgeProteo do resultado operacional de metais

    Termo de zinco 98.910 53.250 tonelada V 2.246 US$ 177 69.806 (187) 36.717 67.644 2.162Termo de dlar americano 222 129 USDMM V 1,77 R$/US$ 172 (32.114) 9.531 24.359 (30.958) (1.156)

    37.692 9.344 61.076 36.686 1.006Hedge Acounting - Fair Value HedgeVenda de alumnio a preo fixo

    Termo de zinco 900 800 tonelada C 2.188 US$ 77 (561) 540 526 (561)540 526 (561)

    37.131 9.884 61.602 36.125 1.006

    6.7. Valor e tipo de margens dadas em garantia - As operaes com derivativos contratadas pela Companhia no esto sujeitas a depsitos de garantia, chamada de margem ou qualquer outro tipo de garantia ou mecanismo equivalente. 6.8. Dados de mercado utilizados para o clculo do valor justo (Fair Value) dos instrumentos financeiros - Na construo das curvas utilizadas para precificao dos derivativos foram utilizados dados pblicos da BM&F Bovespa, London Metals Exchange (LME) e dados proprietrios da Bloomberg L.P.

  • Continuao

    Continua

    Votorantim Metais Zinco S.A.CNPJ/MF n 42.416.651/0001-07

    Demonstraes Financeiras 2011Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011 - Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    7. Instrumentos financeiros por categoria

    31/12/2011 31/12/2010Ativos, conforme balano patrimonialEmprstimos e recebveisCaixa e equivalentes de caixa 2.022 126Contas a receber de clientes 149.492 164.037Partes relacionadas 4.559 212.731Demais contas a receber 24.054 8.651

    180.127 385.545Mensurados ao valor justo por meio do resultadoInstrumentos financeiros derivativos 72.687 25.259Ativos mantidos para negociao 85.274 12.032

    157.961 37.291338.088 422.836

    Passivos, conforme o balano patrimonialOutros passivos financeirosEmprstimos e financiamentos 548.597 505.269Fornecedores 85.126 141.830Contas a pagar - Trading 82 176.605Dividendos a pagar 436 168.256Partes relacionadas 2.471.062 2.518.140Demais contas a pagar 207.878 170.597

    3.313.181 3.680.697Ao valor justo por meio do resultadoInstrumentos financeiros derivativos 33.429 13.333

    33.429 13.3333.346.610 3.694.030

    8. Qualidade dos crditos dos ativos financeiros: A tabela a seguir reflete a qualidade de crdito dos emissores e contrapartes em operaes de ativos financeiros:

    31/12/2011 31/12/2010Rating

    LocalRating Global

    Rating Local

    Rating Global

    Caixa e equivalentes de caixaAAA 2.022 126

    Fundos mantidos para negociaoAAA 84.641 956AA+ 633 11.076

    87.296 - 12.158 -Ativos financeiros derivativos

    AAA 4.862 6.649AA 2.545 10.870A 48.477 4.906BBB 19.348 289

    4.862 67.825 9.194 16.065Contas a receber de clientes

    Grupo 1 137.184 134.218Grupo 2 4.203 7.253Grupo 3 8.148 22.814

    149.535 164.285241.693 67.825 185.637 16.065

    Grupo 1 - clientes/partes relacionadas sem inadimplncia no exerccio. Grupo 2 clientes sem inadimplncia no passado ou inadimplncia at 90 dias. Grupo 3 clientes com inadimplncia no passado acima de 90 dias. Os ratings decorrentes de classificao externa foram extrados de agncias de ratings (Standard&Poors, Moodys, Fitch), (nota 6.1 (b)).

    9. Caixa e equivalentes de caixa

    31/12/2011 31/12/2010Caixa e bancos 1.173 126 Certificados de depsitos bancrios - CDBs 849

    2.022 126

    10. Aplicaes financeiras

    31/12/2011 31/12/2010Ttulos mantidos para negociao

    Fundo de investimento Odessa (i) 74.718 956 Quotas de fundos de investimentos 10.556 10.017 Debntures 1.059

    85.274 12.032

    (i) Em 31 de dezembro de 2011, o total de R$ 74.718 representado por quotas de fundos de investimento no qual o grupo Votorantim quotista exclusivo do fundo. O controle das operaes deste fundo exclusivo feito pela tesouraria corporativa e a consolidao das suas demonstraes financeiras foi efetuada pela holding da Votorantim Participaes S.A. 11. Contas a receber de clientes

    Nota 31/12/2011 31/12/2010Clientes nacionais 21.365 35.448Clientes estrangeiros 4.506Partes relacionadas 14 128.170 124.331Proviso para crditos de liquidao duvidosa (43) (248)

    149.492 164.037

    As contas a receber de clientes da Companhia so mantidas nas seguintes moedas:

    31/12/2011 31/12/2010Reais 24.629 39.570 Dlares norte-americanos 124.863 124.467 Saldo final do exerccio 149.492 164.037

    As movimentaes na proviso para crdito de liquidao duvidosa de contas a receber de clien-tes da Companhia so as seguintes:

    31/12/2011 31/12/2010Saldo inicial (248)(Proviso) reverso para crditos de liquidao duvidosa 205 (248)Saldo final (43) (248)

    A constituio e a baixa da proviso para contas a receber foram registradas no resultado do exerccio. Os valores debitados conta de proviso so geralmente baixados quando no h expectativa de recuperao dos recursos. O risco de crdito do contas a receber est demons-trado na nota 8.

    12. Estoques

    31/12/2011 31/12/2010Produtos acabados 37.763 29.672 Produtos em processamento 37.377 48.059 Matrias-primas 7.043 3.057 Materiais auxiliares e de consumo 44.973 39.383 Proviso para perdas (i) (26.989) (25.606)Importaes em andamento 45.436 39.800 Outros 37 573

    145.640 134.938

    (i) A proviso para perdas refere-se, substancialmente, obsolescncia de materiais no estoque, que apresentam baixa expectativa de realizao.

    13. Tributos a recuperar

    31/12/2011 31/12/2010Imposto sobre circulao de mercadorias e servios - ICMS 24.292 2.026 Imposto sobre circulao de mercadorias e servios - ICMS sobre ativo imobilizado

    15.280 14.515

    Imposto sobre produtos industrializados - IPI 6.608 4.851 Imposto de renda e contribuio social 29.190 36.068 Programa de integrao social - PIS 5.388 5.358 Contribuio para o financiamento da seguridade social - COFINS

    17.881 18.553

    Outros 156 98.795 81.371

    Circulante (52.174) (70.241)No circulante 46.621 11.130

    Os crditos do ICMS so resultantes da compra de ativo imobilizado (com prazo de realizao de 48 parcelas mensais) e da aquisio de produtos consumveis, sua realizao decorre da prpria operao da Companhia. Os crditos de IRPJ e CSLL referem-se a antecipaes que sero compensadas com os mesmos tributos e contribuies incidentes sobre os resultados futuros. Durante o quarto trimestre de 2011, a Companhia recebeu crditos de ICMS da Votorantim Metais S.A., conforme termo de liberao (DCA), aumentando o saldo de ICMS em comparao com o exerccio de 2010. De acordo com a projeo oramentria aprovada pela Diretoria, a realizao dos tributos a recuperar ocorrer at o final de 2014. Nessa projeo, consta a estimativa de realizao em percentual aproximado de 53% at 31 de dezembro de 2012.

    14. Partes relacionadas

    Demonstraes do resultado

    Contas a receber de clientesDividendos a

    receber Dividendos a pagar Realizvel a longo prazoPassivos circulante e no

    circulante Compras Vendas31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Sociedade ControladoraVotorantim Industrial S.A. 86 168.299 18 74 1.588Sociedades LigadasCampos Novos Energia S.A. 3.442 18.605 38.814Companhia Brasileira de Alumnio S.A. (ii) 1.053.848 983.140 8.217 10.900 9 13Votener - Votorantim Comercializadora de Energia Ltda. 382 56.154 34.575Votorantim Energia Ltda. 4.460 4.221 1.662 470Votorantim GmbH (i) 127.063 122.749 36 1.376.492 1.293.296 260.593 227.415 332.522 298.000Votorantim Investimentos Latino-Americanos S.A. 38.058 8.368 11Votorantim Metais Participaes Ltda. (iii) 756 846 167.820 44.313 32.201 19.783Votorantim Metais S.A. (iv) 293 336 4.393 21.440 768 12.668 1.761 455Votorantim Siderurgia S.A. 21 336 113 381 1.758 64 56Outros 37 64 9 436 436 44 6 220 185.678 4.961 5.381 1.120 137

    128.170 124.331 38.067 436 168.256 4.559 212.731 2.471.062 2.518.140 351.024 331.867 335.423 298.605Circulante (128.170) (124.331) 38.067 (357.509) (269.979)

    As principais transaes com partes relacionadas foram feitas nas seguintes condies: Os produtos foram vendidos com base nas tabelas de preo interno das empresas. As vendas de servios foram efetuadas com base nos custos internos, no havendo margens definidas pelas companhias. (i) Os saldos apresentados referem-se a operaes de pr-pagamento onde a Companhia recebe a antecipao de recebveis pelas vendas intermediadas pela Votorantim GmbH. (ii) Os saldos apresentados nas rubricas Passivos circulante e no circulante referem-se a contratos de mtuo mantidos com partes relacionadas. O montante vem sendo atualizado mensalmente taxa de 12% ao ano. (iii) Anteriormente denominada Votorantim Metais Ltda. (iv) Anteriormente denominada Votorantim Metais Nquel S.A.15. Investimentos:(a) Composio

    Informaes das investidas em 31 de dezembro de 2011 Resultado de equivalncia patrimonial Saldo de investimentosPatrimnio lquido Resultado do exerccio ajustado Percentual de participao (%) 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Investimentos avaliados por equivalncia patrimonialVotorantim Investimentos Latino-Americanos S.A. 4.008.446 175.470 75,56 132.584 656.859 3.028.742 2.689.997 Outros investimentos (8.503) 2.234 8.167 20.224 Total dos investimentos 124.081 659.093 3.036.909 2.710.221

    (b) Movimentao de Investimentos

    31/12/2011 31/12/2010Saldo no incio do exerccio 2.710.221 1.185.718

    Aquisio de investimentos 126Aumento de capital de investida 237.379 1.147.219Dividendos recebidos ou a receber (179.518) (24.218)Baixa do investimento (357)Variao cambial de investimento no exterior 277.938 (191.908)Instrumentos derivativos (44.905)Ajuste reflexo de coligadas (88.056) (65.683)Equivalncia patrimonial 124.081 659.093

    Saldo no fim do exerccio 3.036.909 2.710.221 O saldo de Ajuste reflexo de coligadas refere-se a mudanas no valor contbil do investimento reconhecido pela participao da Companhia nas variaes de saldo dos componentes dos outros resultados abrangentes de investidas, contabilizados diretamente no patrimnio lquido.

    16. Imobilizado:(a) Movimentao e composio

    2011 2010Terras e terrenos Edifcios e construes Mquinas, equipamentos e instalaes Veculos Imobilizado em andamento Outros Total do imobilizado Total do imobilizado

    Saldo inicial 29.853 437.192 754.011 6.948 731.717 1.180 1.960.901 1.943.166Adio 333 1.129 161 267.635 36.281 305.539 248.971Baixa (i) (6) (2.242) (18.546) (75) (1.463) (514) (22.846) (81.647)Depreciao (15.048) (39.107) (6.712) (4.370) (65.237) (83.266)Transferncias 155.025 159.456 10.905 (367.555) (27.775) (69.944) (66.323)Saldo final 30.180 576.056 855.814 11.227 630.334 4.802 2.108.413 1.960.901

    (i) Vide nota 1(ii). As depreciaes do exerccio findo em 31 de dezembro de 2011 totalizaram R$ 45.805 (2010 R$ 83.266). (b) Reviso e ajuste da vida til estimada - A Companhia periodicamente analisa a vida til econmica estimada do seu ativo imobilizado para fins de clculo da depreciao, bem como para determinar o valor residual dos itens do imobilizado. (c) Imobilizado em andamento - O saldo de imobilizado em andamento composto principalmente por relevncia de projetos de expanso e otimizao das unidades industriais, sendo:

    2011 2010Polimetlicos fases I e II 492.636 393.146 Projeto Expanso Vazante 200 Kta 34.161 10.319 Recuperao de Pb/Ag 12.847 814 Depsito Murici 131.313 Direitos minerrios MASA 68.469

  • Continuao

    Continua

    Votorantim Metais Zinco S.A.CNPJ/MF n 42.416.651/0001-07

    Demonstraes Financeiras 201117. IntangvelMovimentao e composio

    2011 2010Direitos sobre

    recursos naturais Gastos pr-operacionais Uso do bem pblico Outros Total do intangvel Total do intangvelSaldo inicial 45.547 24.072 28.425 1.156 99.200 44.618Adio 60.828 60.828Baixa (5) (327) (332) (3.720)Amortizao (70.319) (1.113) (201) (71.633) (8.021)Transferncias 68.228 1.716 69.944 66.323Saldo final 104.279 24.072 27.312 2.344 158.007 99.200

    18. Emprstimos e financiamentos(a) Composio

    Passivo circulante Passivo no circulanteModalidade Encargos anuais mdios (%) Vencimento final 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Captados a longo prazoEm moeda estrangeiraFINAME UMBNDES + 2,35% 2018 16.009 12.026 52.552 54.910

    16.009 12.026 52.552 54.910Em moeda nacional

    BNDES URTJLP + 2,46% 2018 124.288 87.139 342.473 340.001BNDES Pr BRL 4,75% 2017 1.181 74 8.379 8.483FINAME URTJLP + 1,10% / Pr BRL 7,28% 2021 314 223 3.401 2.413

    125.783 87.436 354.253 350.897141.792 99.462 406.805 405.807

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011 - Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    UMBNDES - Unidade Monetria do BNDES. uma cesta de moedas que representa a composio das obrigaes de dvida em moeda estrangeira do BNDES. URTJLP - Unidade de referncia de Taxa de Juros de Longo Prazo. FINAME - Fundo de Financiamento para Aquisio de Mquinas e Equipamentos Industriais. USD - Dlar Norte-Americano. BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social. BRL - Brasil Real.(b) Vencimento - O perfil dos vencimentos das parcelas de emprstimos e financiamentos em 31 de dezembro de 2011 demonstrado a seguir:

    Vencimento das parcelasEm moeda

    nacionalEm moeda estrangeira Total %

    2012 125.782 16.009 141.791 25,842013 116.185 15.737 131.922 24,052014 113.951 15.547 129.498 23,602015 70.655 11.979 82.634 15,062016 37.256 6.240 43.496 7,932017 13.694 2.749 16.443 3,002018 1.813 300 2.113 0,392019 327 327 0,062020 271 271 0,052021 em diante 102 102 0,02

    480.036 68.561 548.597 100,00

    (c) Movimentao2011 2010

    Saldo no incio do exerccio 505.269 689.471 Amortizao (108.667) (243.429)Captaes 144.665 86.146 Variao cambial 7.226 (1.901)Proviso de juros 39.694 45.695 Juros pagos (39.590) (70.713)

    Saldo no fim do exerccio 548.597 505.269

    (d) Garantias - No foram oferecidas garantias reais para as operaes contratadas em moeda estrangeira ou nacional. (e) Obrigaes contratuais / ndices financeiros - Determinados contratos de emprstimos e financiamentos esto sujeitos ao cumprimento de certos ndices financeiros (covenants), como (i) Alavancagem financeira (Dvida Lquida/ Lucro antes de Juros, Impostos, Depreciao e Amortizao LAJIDA); (ii) ndice de capitalizao (Dvida Total/ Dvida Total + Patrimnio Lquido ou Patrimnio Lquido/ Ativo Total); (iii) ndice de cobertura de juros (Caixa + LAJIDA/ Juros + Dvida de Curto Prazo). Quando aplicveis, tais obrigaes so padronizadas para todos os contratos de emprstimos e financiamentos. A Companhia e suas controladas atenderam a todas as condies estabelecidas nas clusulas contratuais de emprstimos e financiamentos, quando aplicveis. (f) Valor justo dos emprstimos e financiamentos - Os valores abaixo foram calculados de acordo com os critrios da nota 6.4.

    31/12/2011Valor contbil Valor justo

    BNDES 544.882 532.872 FINAME 3.715 3.600

    548.597 536.472

    19. Contas a pagar - Trading: Refere-se a compras de determinadas matrias-primas importadas por meio de empresas de trading, que apresentam prazos de pagamento de at 360 dias com comisso calculada e acertada entre as partes antes ou no momento de cada transao comercial, sobre o valor total das compras efetuadas. 20. Imposto de renda e contribuio social diferidos: (a) Reconciliao da despesa de imposto de renda e contribuio social - Os valores correntes so calculados com base nas alquotas em vigor, atualmente sobre o lucro tributado, acrescido ou diminudo das respectivas adies e excluses. Os valores de imposto de renda e contribuio social demonstrados no resultado do exerccio findo em 31 de dezembro de 2011 e 2010 apresentam a seguinte reconciliao com base na alquota nominal brasileira:

    31/12/2011 31/12/2010Lucro (prejuzo) antes do imposto de renda, da contribuio social (123.608) 640.178 Alquotas nominais 34% 34%IRPJ e CSLL calculados s alquotas nominais 42.027 (217.661)Ajustes para apurao do IRPJ e da CSLL efetivosEquivalncia patrimonial 42.188 224.092 Complemento de imposto de renda e contribuio social diferida de exerccios anteriores 9.534 Outras excluses permanentes lquidas (2.040) (6.186)

    IRPJ e CSLL apurados 91.709 245 IRPJ e CSLL no resultado 91.709 245

    (b) Composio dos saldos de impostos diferidos - A origem do imposto de renda e da contri-buio social diferidos est a seguir apresentada:

    31/12/2011 31/12/2010Ativo

    Prejuzo fiscal e base negativa 282.751 239.559Diferenas temporrias

    ICMS a recuperar AVP 8.438 1.871Uso do bem pblico 11.028Diferimento da perda em contratos de swap 33.649 184Proviso de participao no resultado - PPR 3.511 4.329Provises para contingncias 34.759 37.619Descomissionamento de minas 86.526 44.072Proviso para perdas de estoques 8.762 11.348Proviso para perdas em investimentos ou ativos imobilizados 2.109 4.418Outros 2.305 1.241

    Ativo no circulante 473.838 344.641

    PassivoICMS a recuperar AVP 21.459 21.826 Descomissionamento de minas 29.374 22.462 Ajustes de vida til imobilizado (depreciao) 99.134 73.788 Diferimento de ganhos em contrato de swap 47.188 5.050 Diferimento de variao cambial 29.047 Outros 2.263 2.166

    Passivo no circulante 199.418 154.339 A realizao dos crditos relativos ao prejuzo fiscal, base negativa da contribuio social e s diferenas temporrias ocorrer at o final de 2014 de acordo com a projeo oramentria aprovada pela Diretoria. Nessa projeo, consta a estimativa de realizao em percentual aproximado de 6% em 2012, 6% em 2013, 8% em 2014, 19% em 2015, 23% em 2016, 23% em 2017 e 15% em 2018. Impostos diferidos ativos so reconhecidos na extenso em que seja

    provvel que o lucro futuro tributvel esteja disponvel para ser utilizado na compensao das diferenas temporrias, com base em projees de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenrios econmicos futuros que podem, portanto, sofrer alteraes. (c) Movimentao de imposto de renda e contribuio social diferidos

    2011 2010Saldo inicial - ativo lquido 190.302 198.897Prejuzo fiscal e base negativa 43.192 72.465Ajuste de adoo de novas prticas 44.931 (16.369)Ajustes de vida til imobilizado (depreciao) (25.346) (14.738)Diferimento de variao cambial 29.047 (18.777)Diferimento de ganhos em contrato de swap (8.673) (23.944)Outros 967 (7.232)Saldo final - ativo lquido 274.420 190.302

    (d) Regime tributrio de transio RTT - Para fins de apurao do imposto de renda e da contribuio social sobre o lucro lquido dos exerccios de 2011 e 2010, a Companhia optou pelo RTT. Este regime possibilita, desde o exerccio de 2008, pessoa jurdica a eliminao dos efeitos contbeis da Lei n 11.638/07 e da MP n 449/08, convertida na Lei n 11.941/09, por meio de registros no livro de apurao do lucro real (LALUR) ou de controles auxiliares, sem qualquer modificao da escriturao mercantil. Buscando a neutralidade tributria, a Companhia manter essas prticas tributrias, uma vez que o RTT ter vigncia at a entrada em vigor de uma lei que discipline os efeitos fiscais dos novos mtodos contbeis. 21. Contingncias e obrigaes tributrias: A Companhia parte envolvida em processos trabalhistas, cveis, tributrios e outros em andamento, e est discutindo essas questes tanto na esfera administrativa como na judicial. Quando aplicvel, foram efetuados depsitos judiciais para fazer frente parte dessas obrigaes. As provises para as eventuais perdas consideradas provveis decorrentes de passivos contingentes so reconhecidas contabilmente. Os passivos contingentes classificados como perdas possveis no so reconhecidos contabilmente, sendo divulgados nas notas explicativas. Os passivos contingentes classificados como remotos no so provisionados nem divulgados. Os montantes envolvidos nas contingncias so estimados e atualizados periodicamente.

    A classificao das eventuais perdas entre possveis, provveis e remotas se baseia na indicao dos consultores jurdicos da Companhia. No que se referem a processos judiciais de contestao de legalidade ou constitucionalidade de obrigao tributria, eles tm seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstraes financeiras, independentemente da probabilidade de sucesso dos processos judiciais em andamento. (a) Composio dos saldos - Os saldos das obrigaes tributrias e provises para passivos contingentes registradas contabilmente so apresentados a seguir:

    31/12/2011 31/12/2010Depsitos judiciais

    Montante provisionado

    Total lquido

    Depsitos judiciais

    Montante provisionado

    Total lquido

    Tributrias 11.333 (69.753) (58.420) 10.471 (51.850) (41.379)Trabalhistas 2.484 (39.547) (37.063) 3.645 (33.078) (29.433)Cveis (4.063) (4.063) 944 (39.627) (38.683)Ambientais 57 (2.887) (2.830) 76 (104) (28)

    13.874 (116.250) (102.376) 15.136 (124.659) (109.523)

    (b) MovimentaoA movimentao da proviso no exerccio est demonstrada a seguir:

    2011 2010Saldo no incio do exerccio (109.523) (128.567)

    Adies (lquidas das reverses) 14.323 3.105 Baixas por pagamento 3.496 21.322 Atualizaes monetrias (9.410) (4.003)Depsitos judiciais (1.262) (1.380)

    Saldo no final do exerccio (102.376) (109.523)

    Os principais processos passivos em 31 de dezembro de 2011 so os seguintes: (c) Natureza das contingncias - (i) Processos trabalhistas/cveis - A Companhia possui processos trabalhistas movidos por ex-empregados e terceiros, bem como aes cveis decorrentes do curso normal dos seus negcios, nenhuma das quais, isoladamente, considerada como relevante. Em 31 de dezembro de 2011, os valores provisionados totalizavam R$ 43.610 (2010 - R$ 72.705). (ii) Processos com probabilidade de perdas consideradas como possveis - A Companhia est envolvida em outros processos tributrios, cveis e trabalhistas com probabilidade de perda, avaliada como possvel, os quais em 31 de dezembro de 2011 totalizam R$ 622.648 (2010 - R$ 313.792) e, por terem sido avaliados como possvel risco de perda, no esto provisionados contabilmente. O aumento no exerccio findo em 31 de dezembro de 2011 deve-se reavaliao efetuada pela rea jurdica da Companhia, onde foram includos e atualizados alguns valores de processos tributrios com probabilidades de perdas consideradas possveis. 22. Programa de Recuperao Fiscal REFIS: Em novembro de 2009, a Companhia manifestou inteno de aderir ao Programa de Recuperao Fiscal, institudo pela Lei no 11.941/09 e pela Medida Provisria no 470/2009. O objetivo equalizar e regularizar os passivos fiscais por meio de um sistema especial de pagamento e de parcelamento de obrigaes fiscais e previdencirias. Os dbitos includos so aqueles originados substancialmente de: Compensao de prejuzo fiscal acima do limite de 30%; CSL - compensaes no homologadas. Como consequncia da adeso ao Parcelamento da Lei n 11.941/09, a Companhia vem cumprindo todas as obrigaes do Programa, tais como, os pagamentos mensais das parcelas mnimas e mais recentemente, manifestou-se com relao incluso ou no da totalidade dos dbitos em aberto nos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil e Procuradoria Geral da Fazenda Nacional no Programa, conforme determina a Portaria Conjunta PGFN/RFB n 3/2010. Apresentamos a seguir um resumo dos valores definitivos includos no programa, bem como os benefcios obtidos:

    Detalhamento do dbito Total dos dbitos atualizados includos no programa 20.712 Benefcio por reduo de multas e juros (3.382) Multas e juros compensados com prejuzo fiscal e base negativa (6.286)Total do dbito 11.044 Pagamentos realizados (2.305)Saldo do dbito em 31 de dezembro de 2011 8.739Total dos depsitos judiciais 4Saldo devedor em 31 de dezembro de 2011 8.735

    23. Uso do Bem Pblico: Algumas concesses de gerao de energia eltrica foram concedidas mediante a contraprestao de pagamentos para a Unio a ttulo de Uso do Bem Pblico. O registro desta obrigao foi efetuado no passivo na data da obteno da licena de operao dos respectivos projetos, atualizados pelos indexadores do contrato (IGP-M) somado aos juros (6% a.a.), trazidos a valor presente, onde concomitantemente teve a sua contrapartida a conta do ativo intangvel. Estes valores, capitalizados pelos juros incorridos da obrigao at a data de entrada em operao, esto sendo amortizados linearmente pelo perodo remanescente da concesso. A Companhia possui as seguintes concesses para a gerao de energia eltrica, onde apresentamos os valores relacionados ao uso do bem pblico.

    31/12/2011 31/12/2010

    Usinas / Empresas ParticipaoData incio da

    concessoData fim da

    concessoData incio pagamento Ativo intangvel Passivo Ativo intangvel Passivo

    Capim Branco I e Capim Branco II 13% ago-01 set-36 out-07 3.493 (8.073) 3.634 (7.676)Picada 100% mai-01 jun-36 jul-06 23.819 (51.674) 24.791 (49.154)

    27.312 (59.747) 28.425 (56.830)

    24. Patrimnio liquido: (a) Capital social - Em 31 de dezembro de 2011, o capital social subscrito e integralizado de R$ 1.908.854 (2010 R$ 1.086.770), sendo representado por 2.510 (2010 1.675) aes ordinrias nominativas e sem valor nominal, pertencentes a acionistas domiciliados no pas. Em 10 de janeiro de 2011, foi aprovado em Assembleia o aumento de capital, no valor de R$ 70.848, com a emisso de 82 novas aes ordinrias nominativas. Em novembro de 2011, foi aprovado em Assembleia o aumento de capital, no valor de R$ 250.867, com a emisso de 485 novas aes ordinrias nominativas. Em 03 de dezembro de 2011, foi aprovado em Assembleia o aumento de capital no valor de R$ 500.369, com a emisso de 268 novas aes ordinrias nominativas. (b) Dividendos - Os dividendos so calculados de acordo com o estatuto da Companhia e em consonncia com a Lei das Sociedades por Aes. A Companhia apresentou prejuzo em 31 de dezembro de 2011 de R$ 31.899, e, portanto, no distribuiu dividendos no ano de 2011. (c) Reservas de lucros - A reserva legal constituda mediante a apropriao de 5% do lucro lquido do exerccio social ou saldo remanescente, limitado a 20% do capital social, podendo ser utilizada somente para aumento de capital ou absoro de prejuzos acumulados. Em 2010 foi constituda reserva de reteno para registrar a reteno do saldo remanescente de lucros acumulados, a fim de atender ao projeto de crescimento dos negcios estabelecido no plano de investimentos da Companhia. (d) Ajuste de avaliao patrimonial - A Companhia reconhece nesta rubrica o efeito das variaes cambiais sobre os investimentos em controladas detidas de forma direta ou indireta no exterior. Esse efeito acumulado ser revertido para o resultado do exerccio como ganho ou perda somente em caso de alienao ou perda do investimento. Tambm so consideradas nesta rubrica a variao cambial de dvidas e derivativos designados para mitigar riscos cambiais e de preos de commodities (hedge accounting).25. Receita lquida

    31/12/2011 31/12/2010Receita bruta de vendas Mercado interno 1.149.752 1.126.120 Mercado externo 332.530 298.000

    1.482.282 1.424.120 Impostos sobre vendas e servios e outras dedues (212.859) (220.841)

    1.269.423 1.203.279

    26. Outras despesas operacionais, lquidas

    31/12/2011 31/12/2010Receita lquida de venda de sucata 1.313 1.088 Despesa lquida na venda de imobilizado (16.255) (41.798)Baixa do depsito Murici (i) (6.331) (38.199)Ganhos com operao de hedge 10.642 Recuperao de tributos 11.070 Outras receitas (despesas), lquidas 4.688 (7.791)

    5.127 (86.700)(i) Vide nota 1(ii).27. Despesas por natureza

    31/12/2011 31/12/2010Variaes nos estoques de produtos acabados e produtos em elaborao (2.591) 77.731 Matrias-primas, insumos e materiais de consumo 686.812 655.320 Despesa de benefcios a empregados 193.933 175.251 Depreciao, amortizao e exausto 136.870 92.400 Despesas de transporte 38.840 28.997 Outras despesas 208.141 68.272

    1.262.005 1.097.971

    ReconciliaoCusto dos produtos vendidos 1.063.040 924.230 Com vendas 49.938 46.145 Gerais e administrativas 149.027 127.596

    1.262.005 1.097.971

    28. Plano de aposentadoria privada: Contribuio definida - A Companhia patrocinadora de planos de aposentadoria privada administrados pela Fundao Senador Jos Ermrio de Moraes (FUNSEJEM), fundo fechado de previdncia privada, sem fins lucrativos, disponvel a todos os funcionrios da Votorantim. Nos termos do regulamento do fundo, as contribuies dos funcionrios FUNSEJEM so igualadas pelas patrocinadoras, de acordo com o nvel de remunerao do funcionrio. Para os que tm remunerao inferior ao patamar especificado pelo regulamento, as contribuies so igualadas at o limite de 1,5% da remunerao mensal do funcionrio. Para aqueles com remunerao superior ao patamar, igualam-se as contribuies do funcionrio at o limite de 6% da remunerao mensal. Podem tambm ser realizadas contribuies voluntrias FUNSEJEM. As contribuies realizadas pela Companhia FUNSEJEM, no exerccio findo em 31 de dezembro de 2011, totalizaram R$ 525 (2010 - R$ 2.072). Uma vez cumpridas as contribuies desse plano, no existem obrigaes de pagamentos adicionais.29. Despesas de benefcios aos empregados

    31/12/2011 31/12/2010Salrios e adicionais 105.977 102.575 Encargos sociais 65.658 52.257 Benefcios sociais 22.298 20.419

    193.933 175.251

    30. Resultado financeiro lquido

    31/12/2011 31/12/2010Receitas financeiras

    Rendimento de aplicaes financeiras 7.615 3.412 Juros sobre ativos financeiros 3.828 54.733

    11.443 58.145 Despesas financeiras

    Juros sobre emprstimos, financiamentos e outros (138.725) (118.283)Comisses sobre operaes financeiras (2.809)Imposto sobre operaes financeiras - IOF (2.679) (24.395)Outras despesas financeiras 7.322 (31.644)

    (134.082) (177.131)Variaes cambiais e monetrias, lquidas (137.595) 81.463 Resultado financeiro lquido (260.234) (37.523)31. Seguros: De acordo com a Poltica Corporativa de Gesto de Seguros da Companhia, so contratados diferentes tipos de aplices de seguros, como seguros de riscos operacionais e res-ponsabilidade civil, proporcionando proteo para os ativos, para possveis perdas com interrup-o de produo, bem como para danos a terceiros e patrimnio. A cobertura de seguro operacio-nal vigente em 31 de dezembro de 2011 a seguinte:

    Tipo de Cobertura Importncia SeguradaInstalaes, equipamentos e produtos em estoque Danos Materiais 4.205.088

    Lucros Cessantes 1.142.141

    Diretoria

    Contador

    Joo Bosco SilvaDiretor Presidente

    Valdecir Aparecido BotassiniDiretor

    Paulo PrignolatoDiretor

    Cloves Otvio Nunes de CarvalhoDiretor

    Sergio Rodrigo Machado de MedeirosCRC PR055771/O-7 S MG

  • Continuao

    Votorantim Metais Zinco S.A.CNPJ/MF n 42.416.651/0001-07

    Demonstraes Financeiras 2011Aos Administradores e AcionistasVotorantim Metais Zinco S.A.Examinamos as demonstraes financeiras da Votorantim Metais Zinco S.A. (a Companhia) que compreendem o balano patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstraes do resultado, do resultado abrangente, das mutaes do patrimnio lquido e dos fluxos de caixa para o exerccio findo nessa data, assim como o resumo das principais polticas contbeis e as demais notas explicativas.Responsabilidade da administrao sobre as demonstraes financeirasA administrao da Companhia responsvel pela elaborao e adequada apresentao dessas demonstraes financeiras de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessrios para permitir a elaborao de demonstraes financeiras livres de distoro relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro.Responsabilidade dos auditores independentesNossa responsabilidade a de expressar uma opinio sobre essas demonstraes financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigncias ticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurana razovel de que as demonstraes financeiras esto livres de distoro relevante.

    Uma auditoria envolve a execuo de procedimentos selecionados para obteno de evidncia a respeito dos valores e das divulgaes apresentados nas demonstraes financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliao dos riscos de distoro relevante nas demonstraes financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro.Nessa avaliao de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaborao e adequada apresentao das demonstraes financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que so apropriados nas circunstncias, mas no para expressar uma opinio sobre a eficcia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui tambm a avaliao da adequao das polticas contbeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contbeis feitas pela administrao, bem como a avaliao da apresentao das demonstraes financeiras tomadas em conjunto.Acreditamos que a evidncia de auditoria obtida suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinio.OpinioEm nossa opinio, as demonstraes financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posio patrimonial e financeira da Votorantim Metais Zinco S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operaes e os seus fluxos de caixa para o exerccio findo nessa data, de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil.

    nfaseConforme descrito na Nota 14 s demonstraes financeiras, a Companhia mantm relaes e transaes em condies especficas e em montantes significativos com partes relacionadas. Consequentemente, os resultados de suas operaes podem ser diferentes daqueles que seriam obtidos de transaes efetuadas apenas com partes no relacionadas.Outros assuntosExaminamos, tambm, a demonstrao do valor adicionado (DVA), referente ao exerccio findo em 31 de dezembro de 2011, apresentada como informao suplementar, uma vez que as prticas contbeis adotadas no Brasil no requerem sua apresentao para a Companhia. Essa demonstrao foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinio, esto adequadamente apresentadas, em todos os seus apsectos relevantes, em relao s demonstraes financeiras tomadas em conjunto.

    Curitiba, 5 de abril de 2012

    PricewaterhouseCoopersAuditores Independentes

    CRC 2SP000160/O-5 F MGMario Miguel Tomaz Tannhauser JuniorContador CRC 1SP217245/O-8 S MG

    Relatrio dos auditores independentes sobre as demonstraes financeiras individuais

  • Votorantim Cimentos S.A.CNPJ/MF n 01.637.895/0001-32

    Demonstraes Financeiras 2011

    Continua

    RELATRIO DA ADMINISTRAO 2011

    Balanos patrimoniais em 31 de dezembro - Em milhares de reais

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Demonstraes dos fluxos de caixa dos exerccios findos em 31 de dezembroEm milhares de reais

    Submetemos apreciao o Relatrio da Administrao e as correspon-dentes Demonstraes Financeiras Consolidadas (DFs) da Votorantim Ci-mentos S.A. (VCSA ou Companhia), relativas ao exerccio encerrado em 31 de dezembro de 2011. Essas DFs foram elaboradas de acordo com as normas internacionais de relatrio financeiro (IFRS) emitidas pelo Interna-tional Accounting Standards Board (IASB) e as prticas contbeis adotadas no Brasil.Desempenho dos negcios: Como resultado de nosso plano de inves-timentos na expanso da capacidade de produo de cimentos no Brasil, com ampliao e construo de novas unidades, o volume comercializado subiu 3%, passando de 26,3 milhes de toneladas para 27,2 milhes de toneladas. A receita lquida atingiu R$ 8,7 bilhes, 8% maior que 2010. Du-rante o ano, houve aumento nos custos de energia eltrica e de coque de petrleo, resultando em uma queda de 2% no EBITDA, que encerrou 2011 em R$ 2,6 bilhes.

    Com uma agenda positiva para a habitao e projetos de infraestrutura no Brasil, continuaremos investindo no setor com expanso e inaugurao de novas unidades e aumento da capacidade produtiva, o que dever susten-tar nosso crescimento nesse setor e manter nossa posio de liderana de mercado. Em 2011, inauguramos novas unidades de produo em Poty (PE), Sepetiba (RJ), Imbituba (SC), Vidal Ramos (SC), So Lus (MA) e Salto (SP), que juntas acrescentaram 5,2 milhes de toneladas na capaci-dade anual de produo. Adicionalmente, temos programado para o prxi-mo binio a inaugurao e ampliao das unidades de cimento em Cuiab (MT), Rio Branco (PR), Edealina (GO) e Primavera (PA), que em conjunto adicionaro 5,8 milhes de toneladas em capacidade anual de produo. Ao ampliarmos nossa produo de cimento, estamos nos preparando para atender a maior demanda projetada para os prximos anos, reafirmando nosso compromisso com o desenvolvimento brasileiro.Nossa operao de cimento na Amrica do Norte est localizada na regio

    dos Grandes Lagos e na Flrida, onde operamos cinco plantas de cimento e duas unidades de moagem. Em 2011, mesmo diante de um cenrio menos favorvel para este setor nos EUA, mantivemos um desempenho opera-cional estvel com margem positiva.Agradecimentos: O resultado e as conquistas de 2011 refletem o empenho e comprometimento de todos aqueles que se dedicam, diariamente, para a histria de sucesso da Companhia. Estamos crescendo e trabalhando para contribuir com o desenvolvimento do Brasil. Agradecemos aos acionistas, funcionrios, fornecedores, clientes, demais parceiros e sociedade em geral que vm nos ajudando na construo de nossa histria. A Votorantim Cimentos est pronta para enfrentar novos desafios e consolidar um novo ciclo de crescimento.

    So Paulo, 03 de abril de 2012A Administrao

    Votorantim Cimentos S.A.

    Demonstraes do resultado dos exerccios findos em 31 de dezembroEm milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Demonstraes do resultado abrangente dos exerccios findos em 31 de dezembroEm milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Controladora ConsolidadoAtivo Nota 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010CirculanteCaixa e equivalentes de caixa 9 5.370 7.102 225.130 24.948Aplicaes financeiras 10 1.144.228 875.744 1.436.686 1.174.985Contas a receber de clientes 11 359.723 328.284 786.077 679.562Estoques 12 401.995 318.667 890.668 796.836Tributos a recuperar 13 129.542 52.414 172.870 97.254Adiantamentos a fornecedores 78.588 52.821 118.425 73.199Dividendos a receber 14 91.297 110.477 7.552 5.543Outros ativos 72.529 57.907 140.337 154.494

    2.283.272 1.803.416 3.777.745 3.006.821

    No circulanteRealizvel a longo prazoAplicaes financeiras 10 13.824 8.995 13.824 8.995Partes relacionadas 14 50.233 328.377 52.764 257.081Tributos diferidos 20 (b) 383.645 288.997 826.236 568.252Tributos a recuperar 13 5.386 18.369 14.923 22.967Outros ativos 62.365 26.069 199.305 146.192

    Investimentos 15 11.042.989 10.930.120 3.125.751 3.405.832Imobilizado 16 3.404.969 2.428.107 6.954.265 5.616.298Intangvel 17 157.773 156.698 3.466.391 3.174.583

    15.121.184 14.185.732 14.653.459 13.200.200

    Total do ativo 17.404.456 15.989.148 18.431.204 16.207.021

    Controladora ConsolidadoPassivo e patrimnio lquido Nota 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010CirculanteEmprstimos e financiamentos 18 268.938 139.226 413.551 220.679Fornecedores 418.353 324.464 677.573 638.528Salrios e encargos sociais 105.745 95.293 151.373 111.386Imposto de renda e contribuio social 35.201 15.225 132.882 186.364Tributos a recolher 118.895 141.235 181.473 170.915Dividendos a pagar 14 263.302 650.101 274.031 668.990Adiantamentos de clientes 9.730 13.828 14.370 26.288Contas a pagar - Trading 19 100.769 21.785 187.735Outros passivos 116.489 94.844 269.262 194.694

    1.336.653 1.574.985 2.136.300 2.405.579No circulanteEmprstimos e financiamentos 18 6.748.887 4.171.267 7.643.161 5.027.644Partes relacionadas 14 2.863.539 4.546.172 726.093 1.748.042Provises 21 (a) 472.869 462.544 685.682 701.208Tributos diferidos 20 (b) 731.285 873.922 1.027.848 1.070.565Uso do Bem Pblico - UBP 21 (d) 374.185 356.047Outros passivos 117.938 85.182 512.602 436.412

    10.934.518 10.139.087 10.969.571 9.339.918Total do passivo 12.271.171 11.714.072 13.105.871 11.745.497Patrimnio lquido 23Capital social 2.746.024 2.327.212 2.746.024 2.327.212Reserva para incentivos fiscais 276.398 220.813 276.398 220.813Reservas de lucros 2.054.328 1.910.611 2.054.328 1.910.611Ajustes de avaliao patrimonial 56.535 (183.560) 56.535 (183.560)

    Total do patrimnio lquido dos acionistas controladores 5.133.285 4.275.076 5.133.285 4.275.076Participao dos acionistas no controladores 192.048 186.448Total do patrimnio lquido 5.133.285 4.275.076 5.325.333 4.461.524Total do passivo e patrimnio lquido 17.404.456 15.989.148 18.431.204 16.207.021

    Controladora Consolidado Nota 2011 2010 2011 2010

    Receita lquida 24 5.286.285 2.124.198 8.698.352 8.047.081Custo dos produtos vendidos e dos servios prestados (3.242.383) (1.262.656) (5.684.439) (4.786.870)

    Lucro bruto 2.043.902 861.542 3.013.913 3.260.211

    Receitas (despesas) operacionais

    Com vendas (272.505) (162.867) (595.401) (500.731)Gerais e administrativas (384.016) (195.329) (529.991) (413.144)

    Outras receitas (despesas) operacionais, lquidas 25 (458.133) 1.819.813 (295.932) 1.734.276

    (1.114.654) 1.461.617 (1.421.324) 820.401Lucro operacional antes das participaes societrias e do resultado financeiro 929.248 2.323.159 1.592.589 4.080.612

    Resultado de participaes societrias

    Equivalncia patrimonial 15 804.510 1.198.189 311.753 191.985

    Resultado financeiro lquido 28 (755.027) (27.091) (772.415) (390.712)

    Lucro antes do imposto de renda e da contribuio social 978.731 3.494.257 1.131.927 3.881.885

    Imposto de renda e contribuio social 20(a) Correntes (278.061) (109.861) (478.071) (582.398) Diferidos 187.455 (665.817) 253.616 (548.897)

    Lucro lquido do exerccio 888.125 2.718.579 907.472 2.750.590

    Lucro lquido atribudo aos acionistas controladores 888.125 2.718.579 888.125 2.718.579Lucro lquido atribudo aos acionistas no controladores - - 19.347 32.011

    Lucro lquido do exerccio 888.125 2.718.579 907.472 2.750.590

    Lucro lquido por aes do capital social - R$ 8,04 24,67

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Controladora Consolidado2011 2010 2011 2010

    Lucro lquido do exerccio 888.125 2.718.579 907.472 2.750.590

    Outros componentes do resultado abrangente

    Participao no resultado abrangente das coligadas 28.019 74.458 28.019 74.458

    Ganhos e perdas atuariais com benefcios de aposentadoria (25.265) (2.281) (25.265) (2.281)

    Hedge accounting de investimento lquido / fluxo de caixa (188.713) 125.759 (188.713) 125.759Variao cambial de investidas localizadas no exterior 426.054 (470.943) 426.054 (470.943)

    Outros componentes do resultado abrangente do exerccio 240.095 (273.007) 240.095 (273.007)

    Total do resultado abrangente do exerccio 1.128.220 2.445.572 1.147.567 2.477.583

    Atribuvel

    Resultado abrangente atribudo aos acionistas controladores 1.128.220 2.445.572Resultado abrangente atribudo aos acionistas no controladores 19.347 32.011

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Controladora ConsolidadoNota 2011 2010 2011 2010

    Fluxo de caixa das atividades operacionaisLucro antes do imposto de renda e da contribuio social 978.731 3.494.257 1.131.927 3.881.885Ajustes para reconciliar o lucro ao caixa gerado pelas atividades operacionais

    Depreciao, amortizao e exausto 16 e 17 174.060 68.854 441.055 420.322Baixa de ativo no circulante 901.657 287.865 768.822 12.179Equivalncia patrimonial 15 (a) (804.510) (1.198.189) (311.753) (191.985)Proviso para crditos de liquidao duvidosa 2.386 (459) 1.922 3.318Proviso para perdas de estoques (29.511) 14.893 (21.547) 23.323Ganho na permuta de ativos - Cimpor 1 (g) (1.672.980) (1.672.980)Juros, variaes monetrias e cambiais 899.681 (21.561) 979.777 102.166Proviso para contingncias e obrigaes tributrias 21 (b) 125.623 103.206 153.817 194.957

    2.248.117 1.075.886 3.144.020 2.773.185Variaes nos ativos e passivos

    Aplicaes financeiras (273.313) (193.196) (266.530) 1.358.478Contas a receber de clientes (33.825) 86.708 (108.437) (16.025)Estoques (53.817) 16.357 (72.285) (117.440)Tributos a recuperar (64.145) 242.807 (67.572) 209.078Partes relacionadas (1.404.489) (693.859) (817.632) (1.116.422)Outros ativos 8.297 142.484 (73.515) (134.310)Fornecedores 93.889 (23.852) 39.045 182.343Tributos a recolher (22.340) (196.133) 10.558 60.911Salrios e encargos sociais 10.452 16.242 39.987 14.677Adiantamento de clientes (4.098) 493 (11.918) (887)Contas a pagar e outros passivos (215.365) (54.511) (291.436) 170.783Acionistas no controladores (13.747) (17.719)

    Caixa proveniente das (usado nas) operaes 289.363 419.426 1.510.538 3.366.652Juros pagos 18 (b) (478.074) (82.999) (550.229) (280.176)Imposto de renda e contribuio social pagos (307.915) 623 (578.638) (654.909)

    Caixa lquido proveniente das (usado nas) atividades operacionais (496.626) 337.050 381.671 2.431.567Fluxo de caixa das atividades de investimento

    Aquisio de investimento 15 (b) (170.981) (1.638.633) (68.329) (1.382.122)Aquisio de imobilizado 16 (a) (1.201.276) (520.772) (1.688.061) (1.074.035)Aumento do intangvel 17 (a) (40.460) (48.304) (236.876) (63.515)Recebimento pela incorporao VCB 7.177Recebimento pela venda de imobilizado 27.699 13.637 29.812 18.456Recebimento de dividendos 273.880 1.455.129 156.590 51.895

    Caixa lquido usado nas atividades de investimento (1.111.138) (731.766) (1.806.864) (2.449.321)Fluxo de caixa das atividades de financiamento

    Captaes de recursos 18 (b) 2.309.518 2.963.722 2.434.303 2.976.719Liquidao de emprstimos e financiamentos 18 (b) (46.676) (195.263) (143.958) (574.971)Aumento de capital 23 (a) 18.812 237.490 18.812 237.490Dividendos pagos (675.622) (2.604.729) (683.782) (2.610.543)

    Caixa lquido proveniente das atividades de financiamentos 1.606.032 401.220 1.625.375 28.695Acrscimo (decrscimo) em caixa e equivalentes de caixa (1.732) 6.504 200.182 10.941Caixa e equivalentes de caixa no incio do exerccio 7.102 598 24.948 14.007Caixa e equivalentes de caixa no fim do exerccio 5.370 7.102 225.130 24.948

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

  • Continua

    Continuao

    Votorantim Cimentos S.A.CNPJ/MF n 01.637.895/0001-32

    Demonstraes Financeiras 2011

    Demonstraes das mutaes do patrimnio lquidoEm milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Demonstraes do valor adicionado dos exerccios findos em 31 de dezembro Em milhares de reais

    Controladora ConsolidadoNota 2011 2010 2011 2010

    Receita bruta Vendas de produtos e servios 24 7.042.588 2.823.890 11.205.555 10.323.662 Outras receitas 40.518 1.870.509 65.467 2.061.524 Proviso (reverso) para crditos de liquidao duvidosa 2.386 (459) 1.922 3.318

    7.085.492 4.693.940 11.272.944 12.388.504Insumos adquiridos de terceiros Custos dos produtos e servios vendidos (1.876.624) (1.159.471) (3.770.859) (4.257.275) Materiais, energia, servios de terceiros e outros (1.773.481) (176.154) (1.973.705) (587.896)

    (3.650.105) (1.335.625) (5.744.564) (4.845.171) Valor adicionado bruto 3.435.387 3.358.315 5.528.380 7.543.333 Retenes Depreciao, amortizao e exausto 16 e 17 (174.060) (68.854) (441.055) (420.322)Valor adicionado lquido produzido 3.261.327 3.289.461 5.087.325 7.123.011Valor adicionado recebido em transferncia Resultado de equivalncia patrimonial 15 (a) 804.510 1.198.189 311.753 191.985 Receitas financeiras 28 165.882 335.637 203.728 522.986

    970.392 1.533.826 515.481 714.971Valor adicionado total a distribuir 4.231.719 4.823.287 5.602.806 7.837.982

    Controladora ConsolidadoNota 2011 2010 2011 2010

    Distribuio do valor adicionado Pessoal e encargos 27 Remunerao direta 302.049 140.843 540.323 393.713 Benefcios 89.212 40.082 145.247 121.327 Impostos, encargos sociais Federais 1.020.302 425.837 1.531.195 1.583.213 Estaduais 1.131.340 442.411 1.659.819 1.452.182 Municipais 27.813 10.914 30.575 26.616 Diferidos (187.455) 665.818 (253.616) 548.898

    Remunerao de capitais de terceiros - Despesas financeiras 28 920.909 362.728 976.143 913.698 Aluguis 39.424 16.075 65.648 47.745

    Remunerao de capitais prprios Participao dos acionistas no controladores 19.347 32.011 Dividendos 288.823 1.028.005 288.823 1.028.005 Lucros retidos 599.302 1.690.574 599.302 1.690.574Valor adicionado distribudo 4.231.719 4.823.287 5.602.806 7.837.982

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Atribuvel aos acionistas da controladora

    CapitalReserva para

    incentivos fiscais

    Reservas de lucros Lucrosacumulados

    Ajustes de avaliao

    Participao dos acionistas no controladores

    PatrimnioNota social Legal Reteno patrimonial Total lquido

    Em 31 de dezembro de 2009 anteriormente publicado 1.889.722 139.768 91.803 2.616.548 213.972 4.951.813 177.858 5.129.671Ajuste do saldo inicial (Nota 3.24) (120.551) (120.551) (5.702) (126.253)

    Saldo ajustado em 31 de dezembro de 2009 1.889.722 139.768 91.803 2.495.997 213.972 4.831.262 172.156 5.003.418Total do resultado abrangente do perodo

    Lucro lquido do exerccio 2.718.579 2.718.579 32.011 2.750.590Variao cambial de investimento no exterior 23 (d) (470.943) (470.943) (470.943)Ganhos e perdas atuariais com benefcios de aposentadoria (2.281) (2.281) (2.281)Hedge de investimento lquido / fluxo de caixa 125.759 125.759 125.759Participao no resultado abrangente das coligadas 74.458 74.458 74.458

    Total do resultado abrangente do exerccio 2.718.579 (273.007) 2.445.572 32.011 2.477.583Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistasAumento de capital social 23 (a) 437.490 (200.000) 237.490 237.490Destinao do lucro lquido do exerccio

    Aquisio de participao de no controladores (124.525) (124.525) (8.635) (133.160)Acionistas no controladores (9.084) (9.084)Constituio de reserva para incentivos fiscais 81.045 (81.045)Constituio de reserva legal 135.929 (135.929)Dividendos (R$ 28,27 por ao) (2.086.718) (1.028.005) (3.114.723) (3.114.723)Reteno de lucros 23 (b) 1.473.600 (1.473.600

    Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistas 81.045 135.929 (613.118) (2.718.579) (124.525) (3.239.248) (17.719) (3.256.967)Em 31 de dezembro de 2010 2.327.212 220.813 227.732 1.682.879 (183.560) 4.275.076 186.448 4.461.524Total do resultado abrangente do exerccio

    Lucro lquido do exerccio 888.125 888.125 19.347 907.472Variao cambial de investimento no exterior 23 (d) 426.054 426.054 426.054Ganhos e perdas atuariais com benefcios de aposentadoria lquido de impostos (25.265) (25.265) (25.265)Hedge de investimento lquido / fluxo de caixa (188.713) (188.713) (188.713)Participao no resultado abrangente das coligadas 28.019 28.019 28.019

    Total do resultado abrangente do exerccio 888.125 240.095 1.128.220 19.347 1.147.567Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistasAumento de capital social 23 (a) 418.812 (400.000) 18.812 18.812Destinao do lucro lquido do perodo

    Acionistas no controladores (13.747) (13.747)Constituio de reserva para incentivos fiscais 55.585 92 (92) (55.585)Constituio de reserva legal 23 (b) 44.406 (44.406)Dividendos (R$ 2,61 por ao) 23 (e) (288.823) (288.823) (288.823)Reteno de lucros 23 (b) 788.134 (788.134)

    Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistas 418.812 55.585 44.498 99.219 (888.125) (270.011) (13.747) (283.758)Em 31 de dezembro de 2011 2.746.024 276.398 272.230 1.782.098 56.535 5.133.285 192.048 5.325.333

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    1. Consideraes Gerais: A Votorantim Cimentos S.A. (Companhia, Controladora ou VCSA) e suas con-A Votorantim Cimentos S.A. (Companhia, Controladora ou VCSA) e suas con-troladas tm como objeto social e atividades preponderantes a participao em sociedades do segmento de ci-mentos da Votorantim Industrial S.A. (Votorantim), investimentos em gerao de energia destinados a suprir as necessidades desse segmento e a produo e o comrcio de cimento, agregados e complementares, bem como de matrias-primas e produtos derivados, afins ou correlatos; a prestao de servios na aplicao de concretos; a pesquisa, a lavra e o aproveitamento de jazidas minerais; o transporte, a distribuio e a importao; e a parti-cipao em outras sociedades. A Companhia uma sociedade annima com sede em So Paulo - SP. A atuao da Companhia e de suas controladas abrange as regies Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil, Estados Unidos da Amrica e Canad. Por meio de suas investidas, possui tambm operaes na Amrica Latina e em Portugal. A Companhia e suas controladas pertencem Votorantim e tm estruturas e custos administrativos, gerenciais e operacionais compartilhados. Principais modificaes em participaes em investidas em 2011 e 2010 - (a) Reduo de capital na Intervia Transportes Ltda. - Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia reduziu capital na investida Intervia Transportes Ltda. no montante de R$ 399.999, em razo do capital social ser julgado excessivo para a consecuo do objeto social da investida. (b) Aquisies de investimentos e aumento de capital nas investidas - Em 2011, a Companhia realizou aumento de capital, nas seguintes investidas: a) Pe-dreira Pedra Negra Ltda. no montante de R$ 57.454; b) Companhia Cimento Ribeiro Grande S.A. no montante de R$ 35.264; c) Acariba Minerao e Participao Ltda. no montante de R$ 8.594; d) Seacrown do Brasil, Comr-cio, Importao e Participao Ltda. no montante de R$ 1.907, sendo R$ 1.136 por intermdio de sua controlada Lux Cem; e) Fazenda So Miguel, no montante de R$ 5.412, por meio de sua controlada Acariba Minerao e Participao Ltda. Em 2011, a Companhia investiu R$ 53.771 por meio de aporte de capital na Cementos Portland S.A.. (c) Aquisio de participao na Votorantim - Investimentos Latino-Americanos S.A. (VILA) - Em 24 de novembro de 2010, a Companhia assinou contrato de compra de aes com a Bradesplan Participaes Ltda. (Bradesplan), segundo o qual a Bradesplan transferiu VCSA 54 aes ordinrias nominativas sem valor nominal da VILA, representativas de 6,55% do capital social votante, adquiridas pelo valor de R$ 416.251. Essa transao foi reconhecida contabilmente considerando o valor contbil dos ativos lquidos da controladora (participao dos no-controladores), a diferena de R$ 115.660 entre o valor pago e o valor contbil, foi registrada diretamente no patrimnio lquido na rubrica Ajuste de avaliao patrimonial por se tratar da aquisio de Companhia controlada pela Votorantim. (d) Incorporao da Cal Ita Participaes S.A. (Cal Ita) - Em 31 de outubro de 2010, a Companhia realizou a incorporao do acervo lquido contbil da subsidiria Cal Ita, considerando que a Compa-nhia era titular da totalidade do capital desta, no houve aumento de capital social da incorporadora. Apresentamos abaixo, na forma sumarizada, os principais grupos de contas do balano patrimonial da Cal Ita em 31 de outubro de 2010.

    Ativo Passivo e patrimnio lquidoNo circulante No circulanteInvestimentos 433.923 Partes relacionadas 226.771Outros ativos 13 Outros passivos 30.575

    433.936 257.346Patrimnio lquido 176.590

    Total do ativo 433.936 Total do passivo e patrimnio lquido 433.936

    (e) Incorporao da Votorantim Cimentos Brasil S.A. (VCB) - Em 31 de julho de 2010, a Companhia realizou a incorporao do acervo lquido contbil da subsidiria VCB. Considerando que a Companhia era titular da totalidade do capital da VCB, no houve aumento de capital social da incorporadora. Apresentamos abaixo, na forma sumarizada, os principais grupos de contas do balano patrimonial da VCB em 31 de julho de 2010. Ativo Passivo e patrimnio lquidoCirculante CirculanteCaixa e equivalentes de caixa 7.177 Emprstimos e financiamentos 189.477 Aplicaes financeiras 5.246 Fornecedores 333.389 Contas a receber de clientes 414.533 Salrios e encargos sociais 64.002 Estoques 349.918 Tributos a recolher 334.406 Outros ativos 275.961 Outros passivos 78.500

    1.052.835 999.774

    (continuao)Ativo Passivo e patrimnio lquidoNo circulante No circulantePartes relacionadas 3.807.885 Emprstimos e financiamentos 1.269.716 Outros ativos 259.942 Partes relacionadas 9.671.359 Investimentos 7.726.255 Outros passivos 487.669 Imobilizado 1.951.585 11.428.744 Intangvel 60.386

    13.806.053 Patrimnio lquido 2.430.370 Total do ativo 14.858.888 Total do passivo e patrimnio lquido 14.858.888

    (f) Aquisio de participao na Companhia de Cimento Ribeiro Grande (CCRG) - Em 29 de junho de 2010, a Companhia por meio de sua controlada Cal Ita, assinou contrato de compra de aes com o Banco Santander S.A. (Santander), segundo o qual o Santander transferiu Cal Ita 1.354.326 aes ordinrias e 5.417.306 aes preferncias, todas nominativas, sem valor nominal da CCRG, representativas de 4,34% do capital social votante, adquiridas pelo valor de R$ 17.500. Aps esta negociao, a Cal Ita passou a controlar 100% do capital social da CCRG. Essa transao foi reconhecida contabilmente considerando o valor justo do ativo adquirido, a diferena de R$ 8.865 entre o valor pago e o valor justo, foi registrada diretamente no patrimnio lquido na rubrica Ajuste de avaliao patrimonial por se tratar da aquisio da participao de acionistas no-controladores. (g) Aquisio de participao na Cimpor - Em 3 de fevereiro de 2010, a Companhia assinou Contrato de Permuta de Aes com a Companhia Nacional de Cimento Portland (Lafarge Brasil), segundo o qual a Lafarge Brasil transferiu para a VCSA aes de emisso da Cimpor Cimentos de Portugal SGPS S.A. (Cimpor), representativas de 17,28% do capital social da companhia portuguesa, em troca da totalidade das aes de uma Sociedade de Propsito Especfico (SPE), constituda pela Companhia, que detm negcios de cimento nas regies Centro-Norte e Nordeste do Brasil. Os ativos, direitos e obrigaes detidos pela SPE incluem uma moagem de cimento, transferida da VCB uma fbrica e uma moagem de cimento transferidas da VCNNE, ambas sociedades controladas direta e indiretamente, respectivamente, pela Companhia. Essa transao foi reconhecida contabilmente considerando os valores justos dos ativos transacionados, o que resultou em ganho no montante de R$1.672.980 registrado na rubrica Outras receitas operacionais, lquidas e correspondentes tributos diferidos passivos no montante de R$ 568.626. Adicionalmente, em 11 de fevereiro de 2010, a Companhia adquiriu de terceiros 3,93% de participao na Cimpor, pelo valor de R$ 390.000. (h) Outras participaes - Alm das participaes mencionadas, compem o segmento de cimentos da Votorantim as seguintes principais empresas, que no possuem saldos significativos no consolidado da VCSA: Companhia de Cimento Pinheiro Machado (Pinheiro Machado) e Cimento Ita do Paran Ltda. com operaes no Brasil. Para atuao no exterior, so mantidos investimentos nas empresas Eromar S.A. (Eromar), no Uruguai, Itacamba Cemento S.A. (Itacamba), na Bolvia, Yguaz Cementos S.A. (Yguaz), no Paraguai, Cementos Bio Bio S.A. (Bio Bio), no Chile e Cemento Ita da Argentina S.A. (Cemento Argentina), na Argentina, que operam depsitos de revenda. 2. Apresentao das demonstraes financeiras: A emisso dessas demonstraes financeiras foi aprovada pela Administrao da Companhia em 28 de maro de 2012. 2.1. Resumo das principais polticas contbeis - As principais polticas contbeis aplicadas na preparao destas demonstraes financeiras consolidadas esto definidas abaixo. Essas polticas foram aplicadas de modo consistente em todos os exerccios apresentados. Base de preparao - As demonstraes financeiras foram preparadas considerando o custo histrico como base de valor. Os ativos e passivos financeiros classificados como mensurados ao valor justo por meio do resultado (inclusive instrumentos derivativos) so mensurados ao valor justo. A preparao das demonstraes financeiras requer o uso de certas estimativas contbeis crticas e tambm o exerccio de julgamento por parte da Administrao da Companhia no processo de aplicao das polticas contbeis da Companhia. As reas que requerem maior nvel de julgamento e apresentam maior complexidade, bem como as reas nas quais premissas e estimativas so significativas para as demonstraes financeiras consolidadas, esto descritas na Nota 4. Demonstraes financeiras consolidadas - As demonstraes financeiras consolidadas foram preparadas e esto sendo apresentadas conforme as prticas contbeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comit de Pronunciamentos Contbeis (CPCs) e conforme as normas internacionais de relatrio financeiro (International Financial Reporting Standards (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB). Demonstraes financeiras individuais - As demonstraes financeiras individuais da controladora foram preparadas conforme as prticas contbeis adotadas no Brasil

  • Continua

    Continuao

    Votorantim Cimentos S.A.CNPJ/MF n 01.637.895/0001-32

    Demonstraes Financeiras 2011Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011

    Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    emitidas pelo Comit de Pronunciamentos Contbeis (CPCs) e so divulgadas em conjunto com as demonstraes financeiras consolidadas. Nas demonstraes financeiras individuais as controladas e coligadas so contabilizadas pelo mtodo de equivalncia patrimonial. Os mesmos ajustes so feitos tanto nas demonstraes financeiras individuais quanto nas demonstraes financeiras consolidadas para chegar ao mesmo resultado e patrimnio lquido atribuvel aos acionistas da controladora. No caso da Companhia as prticas contbeis adotadas no Brasil aplicadas nas demonstraes financeiras individuais diferem do IFRS aplicvel s demonstraes financeiras separadas, apenas pela avaliao dos investimentos em controladas e coligadas pelo mtodo de equivalncia patrimonial, enquanto conforme IFRS seria pelo custo ou valor justo. 2.2. Consolidao - As seguintes polticas contbeis so aplicadas na elaborao das demonstraes financeiras consolidadas. (a) Controladas - So todas as entidades nas quais a Companhia tem o poder de determinar as polticas financeiras e operacionais, geralmente acompanhada de uma participao de mais do que metade dos direitos a voto (capital votante). A existncia e o efeito de possveis direitos a voto atualmente exercveis ou conversveis so levados em considerao para avaliar se a Companhia controla outra entidade. As controladas so totalmente consolidadas a partir da data em que o controle transferido para a Companhia. A consolidao interrompida a partir da data em que a Companhia deixa de ter o controle. Transaes, saldos e ganhos no realizados em transaes entre empresas da Companhia so eliminados. Os prejuzos no realizados tambm so eliminados a menos que a operao fornea evidncias de uma perda (impairment) do ativo transferido. As polticas contbeis das controladas so alteradas quando necessrio para assegurar a consistncia com as polticas adotadas pela Companhia. (b) Transaes com participaes de no-controladores - A Companhia trata as transaes com participaes no-controladores como transaes com proprietrios de ativos da Companhia. Para as compras de participaes no-controladores, a diferena entre qualquer contraprestao paga e a parcela adquirida do valor contbil dos ativos lquidos da controlada registrada no patrimnio lquido. Os ganhos ou perdas sobre alienaes para participaes no controladoras tambm so registrados diretamente no patrimnio lquido, na conta de Ajuste de avaliao patrimonial. Quando a Companhia deixa de ter controle, qualquer participao retida na entidade mensurada ao seu valor justo, sendo a mudana no valor contbil reconhecida no resultado. Alm disso, quaisquer valores previamente reconhecidos em outros resultados abrangentes relativos quela entidade so contabilizados como se a Companhia tivesse alienado diretamente os ativos ou passivos relacionados. Isso significa que os valores reconhecidos previamente em ajuste outros resultados abrangentes so reclassificados no resultado. (c) Coligadas - So todas as entidades sobre as quais a Companhia tem influncia significativa, mas no o controle, geralmente por meio de uma participao societria de 20% a 50% dos direitos de voto. Os investimentos em coligadas so contabilizados pelo mtodo de equivalncia patrimonial e so, inicialmente, reconhecidos pelo seu valor de custo. O investimento da Companhia em coligadas inclui o gio identificado na aquisio, lquido de qualquer perda acumulada por impairment. A participao da Companhia nos lucros ou prejuzos de suas coligadas reconhecida na demonstrao do resultado e sua participao na movimentao nas contas de patrimnio lquido dessas coligadas reconhecida de forma reflexa em seu patrimnio lquido. Quando a participao da Companhia nas perdas de uma coligada for igual ou superior a sua participao na coligada, incluindo quaisquer outros recebveis, a Companhia no reconhece perdas adicionais, a menos que tenha incorrido em obrigaes ou efetuado pagamentos em nome da coligada. Os ganhos no realizados das operaes entre a Companhia e suas coligadas so eliminados na proporo da participao da Companhia nas coligadas. As perdas no realizadas tambm so eliminadas, a menos que a operao fornea evidncias de uma perda (impairment) do ativo transferido. As polticas contbeis das coligadas so alteradas, quando necessrio, para assegurar consistncia com as polticas adotadas pela Companhia. Se a participao societria na coligada for reduzida, mas for retida influncia significativa, somente uma parte proporcional dos valores anteriormente reconhecidos em outros resultados abrangentes ser reclassificada no resultado, quando apropriado. Os ganhos e as perdas de diluio, ocorridos em participaes em coligadas, so reconhecidos na demonstrao do resultado. (d) Empresas includas nas demonstraes financeiras consolidadas - As principais empresas controladas includas na consolidao esto apresentadas abaixo:

    Percentual do capital total31 de dezembro

    de 201131 de dezembro

    de 2010A21 Minerao Ltda. (Brasil) 85,00 85,00Companhia de Cimento Ribeiro Grande (Brasil) 100,00 100,00Intervia Transportes Ltda. (Brasil) 100,00 100,00Pedreira Pedra Negra Ltda. (Brasil) 100,00 100,00Seacrown do Brasil, Com. Import. e Part. S.A. (Brasil) 100,00 100,00Silcar Empreendimentos Comrcio e Participaes Ltda. (Brasil) 100,00 100,00VC International (Denmark) ApS. 100,00 100,00Votorantim Cimentos Amrica S.A. (Brasil) 94,55 94,55Votorantim Cimentos N/NE S.A. (Brasil) 95,25 95,23

    2.3. Converso em moeda estrangeira - (a) Moeda funcional e moeda de apresentao das demonstraes financeiras - A Administrao, aps anlise das operaes e negcios, concluiu que o Real (R$) a moeda funcional e de apresentao da Companhia. Esta concluso baseia-se na anlise dos seguintes indicadores: Moeda que mais influencia os preos de bens e servios; Moeda do pas cujas foras competitivas e regulamentos mais influenciam na determinao do preo de venda de seus produtos e servios; Moeda que mais influencia mo de obra, material e outros custos para fornecimento de produtos ou servios; Moeda na qual so obtidos, substancialmente, os recursos das atividades financeiras; e Moeda na qual so normalmente acumulados os valores recebidos de atividades operacionais. A moeda funcional da VCNA, principal controlada da Companhia no exterior, o dlar canadense. (b) Transaes e saldos - As operaes com moedas estrangeiras so convertidas em Reais, na qual os itens so remensurados. Para essa converso, so utilizadas as taxas de cmbio vigentes nas datas das transaes ou da avaliao. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidao dessas transaes e da converso pelas taxas de cmbio do fim do exerccio, referentes a ativos e passivos monetrios em moedas estrangeiras, so reconhecidos na demonstrao do resultado, exceto quando diferidos no patrimnio como operaes qualificadas de hedge de investimento lquido. Os ganhos e as perdas cambiais relacionados com emprstimos, caixa e equivalentes de caixa so apresentados na demonstrao do resultado como receita ou despesa financeira. Todos os outros ganhos e perdas cambiais so apresentados na demonstrao do resultado como Outros ganhos/(perdas), lquidos. (c) Empresas controladas com moeda funcional diferente da Companhia - Os resultados e a posio financeira de todas as entidades da Companhia (nenhuma das quais opera moeda de economia hiperinflacionria), cuja moeda funcional diferente da moeda de apresentao, so convertidos na moeda de apresentao, como segue: (i) os ativos e passivos de cada balano patrimonial apresentado so convertidos pela taxa de fechamento da data do balano; (ii) as receitas e despesas de cada demonstrao do resultado so convertidas pelas taxas de cmbio mdias (a menos que essa mdia no seja uma aproximao razovel do efeito cumulativo das taxas vigentes nas datas das operaes, e, nesse caso, as receitas e despesas so convertidas pela taxa das datas das operaes); e (iii) todas as diferenas de cmbio resultantes so reconhecidas como um componente separado no patrimnio lquido, na conta Ajustes de avaliao patrimonial. Na consolidao, as diferenas de cmbio decorrentes da converso do investimento lquido em operaes no exterior e de emprstimos e outros instrumentos de moeda designados como hedge desses investimentos so reconhecidos no patrimnio lquido. Quando uma operao no exterior parcialmente alienada ou vendida, as diferenas de cmbio que foram registradas no patrimnio so reconhecidas na demonstrao do resultado como parte de ganho ou perda sobre a venda. Os ajustes no gio e no valor justo, decorrentes da aquisio de uma entidade no exterior so tratados como ativos e passivos da entidade no exterior e convertidos pela taxa de fechamento. 2.4. Caixa e equivalentes de caixa - Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depsitos bancrios e outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, que so prontamente conversveis em um montante conhecido de caixa e que esto sujeitos a um insignificante risco de mudana de valor, bem como as contas garantidas. As contas garantidas so demonstradas como Emprstimos e financiamentos, no passivo circulante, quando aplicvel. 2.5. Ativos financeiros - 2.5.1 Classificao - A Companhia e suas controladas classificam seus ativos financeiros nas seguintes categorias: mensurado ao valor justo por meio de resultado (mantidos para negociao) e emprstimos e recebveis. A classificao depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administrao determina a classificao de seus ativos financeiros no seu reconhecimento inicial. (a) Mantidos para negociao - Os ativos financeiros mantidos para negociao tm como caracterstica a sua negociao ativa e frequente nos mercados financeiros. Esses ativos so mensurados por seu valor justo, e suas variaes so reconhecidas no resultado do exerccio, na rubrica Resultado financeiro lquido. Os ativos dessa categoria so classificados como ativos circulantes. As operaes com instrumentos financeiros derivativos so classificadas neste grupo, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. (b) Emprstimos e recebveis - Os emprstimos e recebveis so ativos financeiros no derivativos com pagamentos fixos ou determinveis, no cotados em mercado ativo. So apresentadas como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses aps a data do balano (estes so classificados como ativos no circulantes). Os emprstimos e os recebveis so atualizados de acordo com a taxa efetiva da respectiva transao. Compreende-se como taxa efetiva aquela fixada nos contratos e ajustada pelos respectivos custos de cada transao. Os emprstimos e recebveis da Companhia compreendem principalmente caixa e equivalentes de caixa e contas a receber de clientes . 2.5.2 Reconhecimento e mensurao - As compras e as vendas regulares de ativos financeiros so reconhecidas na data de negociao - data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os investimentos so inicialmente reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transao para todos os ativos financeiros no mensurados ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio de resultado, quando existentes, so inicialmente reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transao so debitados demonstrao do resultado. Os ativos financeiros so baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos vencem ou so transferidos; neste ltimo caso, desde que tenha transferido significativamente todos os riscos e os benefcios da propriedade. Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado so, quando existentes, subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os emprstimos e recebveis so contabilizados pelo custo amortizado, usando-se o mtodo da taxa de juros efetiva. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variaes no valor justo de ativos financeiros mantidos para negociao so apresentados na demonstrao do resultado em Resultado financeiro lquido no exerccio em que ocorrem. O valor justo dos investimentos com cotao pblica se baseia nos preos atuais de mercado. Para os ativos financeiros sem mercado ativo, a Companhia estabelece o valor justo por meio de tcnicas de avaliao. Essas tcnicas podem incluir a comparao com operaes recentes contratadas com terceiros, a referncia a outros instrumentos que so substancialmente similares, a anlise de fluxos de caixa descontados e os modelos de precificao de opes. A Companhia avalia,

    periodicamente, se h evidncia objetiva de que um ativo financeiro esteja registrado por valor acima de seu valor recupervel. Quando aplicvel, reconhecida proviso para desvalorizao desse ativo. 2.5.3 Compensao de instrumentos financeiros - Ativos e passivos financeiros somente so compensados, e o valor lquido reportado no balano patrimonial, quando h um direito legalmente aplicvel de compensar os valores reconhecidos e h inteno de liquid-los numa base lquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.5.4 Impairment de ativos financeiros mensurados ao custo amortizado - A Companhia avalia na data do balano se h evidncia objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros est deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros est deteriorado e os prejuzos de impairment so incorridos somente se h evidncia objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos aps o reconhecimento inicial dos ativos (um evento de perda) e se esse evento (ou eventos) de perda tem impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou do grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confivel. Os critrios que a Companhia usa para determinar se h evidncia objetiva de uma perda por impairment incluem: Dificuldade financeira relevante do emitente ou tomador; Uma quebra de contrato, como inadimplncia ou mora no pagamento dos juros ou principal; Garantia da Companhia ao tomador do emprstimo, por razes econmicas ou jurdicas relativas dificuldade financeira do tomador de uma concesso que o credor no consideraria; A probabilidade de o tomador declarar falncia ou outra reorganizao financeira; O desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido s dificuldades financeiras; ou Dados observveis indicando que h uma reduo mensurvel nos futuros fluxos de caixa estimados a partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a diminuio no possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo: (i) mudanas adversas na situao do pagamento dos tomadores de emprstimo na carteira; (ii) condies econmicas nacionais ou locais que se correlacionam com as inadimplncias sobre os ativos na carteira. O montante da perda por impairment mensurado como a diferena entre o valor contbil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo-se os prejuzos de crdito futuro que no foram incorridos) descontados taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contbil do ativo reduzido e o valor do prejuzo reconhecido na demonstrao do resultado. Se, num perodo subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuio puder ser relacionada objetivamente com um evento ocorrido aps o reconhecimento do impairment (como uma melhoria na classificao de crdito do devedor), a reverso da perda por impairment reconhecida anteriormente ser reconhecida na demonstrao do resultado. 2.6. Instrumentos financeiros derivativos e atividades de hedge - Inicialmente, os derivativos so reconhecidos pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos celebrado e so subsequentemente, remensurados ao seu valor justo. O mtodo para reconhecer o ganho ou a perda resultante depende do fato do derivativo ser designado ou no como um instrumento de hedge, nos casos de adoo da contabilidade de hedge (hedge accounting). Em caso afirmativo, o mtodo depende da natureza do item que est sendo protegido por hedge. A Companhia designa certos derivativos como: (i) hedge de um risco especfico associado a um ativo ou passivo reconhecido ou de uma operao prevista altamente provvel (hedge de fluxo de caixa); (ii) hedge de risco de moeda de um investimento lquido em uma operao no exterior (hedge de investimento lquido). Os valores justos de instrumentos derivativos usados para fins de hedge esto divulgados na Nota 7. O valor justo total de um derivativo de hedge classificado como ativo ou passivo no circulante, quando o vencimento remanescente do item protegido por hedge superior a 12 meses. (a) Hedge de investimento lquido - A Companhia designou a dvida referente ao bnus de 9 anos emitido em euro como hedge de seu investimento na empresa portuguesa CIMPOR, cuja moeda funcional o Euro. Nesse contexto, a parcela de variao cambial da referida dvida equivalente ao investimento realizado reconhecido no patrimnio lquido da Companhia na rubrica Ajuste de avaliao patrimonial. Qualquer ganho ou perda do instrumento de hedge relacionado com a parcela efetiva do hedge reconhecido no patrimnio lquido. O ganho ou perda relacionado com a parcela no efetiva imediatamente reconhecido na demonstrao do resultado em Resultado financeiro lquido. Ganhos e perdas acumulados no patrimnio so includos na demonstrao do resultado quando a operao no exterior for parcialmente alienada ou vendida. (b) Swaps de taxas de juros - Durante o exerccio de 2010, a controlada VCNA efetuou uma srie de contratos de swap, com um valor principal inicial de USD 200 milhes, sobre os quais a VCNA recebe 3 meses de LIBOR em uma base trimestral e paga uma taxa fixa de juros trimestralmente at 31 de outubro de 2014 (o Swap de taxa de juros). A taxa de juros efetiva de aproximadamente 1,07%. O valor de mercado do swap de taxa de juros em 31 de dezembro de 2011 de USD 1,3 milhes em favor da Companhia e foi registrado na conta de Outros Resultados Abrangentes. O vnculo de hedge foi re-designado em 2011. Durante o exerccio de 2011, a controlada VCNA efetuou uma srie de contratos de swaps bsicos com um valor principal inicial de USD 308,9 milhes, sobre os quais a VCNA recebe 1 ms de LIBOR + aproximadamente 13 pontos base em um regime mensal e paga 3 meses de LIBOR trimestralmente at 31 de dezembro de 2013 (o Swap Bsico). O valor de mercado do swap bsico em 31 de dezembro de 2011 de USD 201 mil desfavorvel VCNA e foi registrado na conta Ajuste de avaliao patrimonial. 2.7. Contas a receber de clientes - As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber de clientes pela venda de mercadorias ou prestao de servios no curso normal das atividades da Companhia. Se o prazo de recebimento equivalente a um ano ou menos, as contas a receber so classificadas no ativo circulante. Caso contrrio, so apresentadas no ativo no circulante. As contas a receber so inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do mtodo da taxa de juros efetiva menos a proviso para crditos de liquidao duvidosa (PDD ou impairment). As contas a receber de clientes no mercado externo so atualizadas com base nas taxas de cmbio vigentes na data do balano. 2.8. Estoques - Os estoques so apresentados pelo menor valor entre o custo e o valor lquido realizvel. O custo determinado pelo mtodo do custo mdio ponderado. O custo dos produtos acabados e dos produtos em elaborao compreende matrias-primas, mo de obra direta, outros custos diretos e indiretos de produo (base na capacidade operacional normal). O valor lquido realizvel o preo de venda estimado para o curso normal dos negcios, deduzidos os custos de estimados para a concluso e as despesas de venda. As importaes em andamento so demonstradas ao custo acumulado de cada importao. 2.9. Imposto de renda e contribuio social corrente e diferido - As despesas de imposto de renda e contribuio social do perodo compreendem o imposto corrente e diferido. Os impostos sobre a renda so reconhecidos na demonstrao do resultado, exceto na proporo em que estiverem relacionados com itens reconhecidos diretamente no patrimnio lquido ou no resultado abrangente. Nesse caso, o imposto tambm reconhecido no patrimnio lquido ou no resultado abrangente. O encargo de imposto de renda e contribuio social corrente e diferido calculado com base nas leis tributrias promulgadas, ou substancialmente promulgadas, na data do balano dos pases em que as entidades atuam e geram lucro tributvel. A administrao avalia, periodicamente, as posies assumidas nas apuraes de impostos sobre a renda com relao s situaes em que a regulamentao fiscal aplicvel d margem a interpretaes. Estabelece provises, quando apropriado, com base nos valores estimados de pagamento s autoridades fiscais. O imposto de renda e a contribuio social diferidos ativo so reconhecidos somente na proporo da probabilidade de que lucro tributvel futuro esteja disponvel e contra o qual as diferenas temporrias possam ser usadas. 2.10. Imobilizado - O imobilizado demonstrado pelo custo histrico de aquisio ou de construo menos depreciao acumulada. O custo histrico tambm inclui os custos de financiamento relacionados com a aquisio / construo de ativos qualificados. Os custos subsequentes so includos no valor contbil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provvel que fluam benefcios econmicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurana. O valor contbil de itens ou peas substitudos baixado. Reparos e manuteno so apropriados ao resultado durante o perodo em que so incorridos. O custo das principais reformas acrescido ao valor contbil do ativo quando os benefcios econmicos futuros ultrapassam o padro de desempenho inicialmente estimado para o ativo em questo. As reformas so depreciadas ao longo da vida til econmica restante do ativo relacionado. Os terrenos no so depreciados. A depreciao dos outros ativos calculada usando-se o mtodo linear considerando seus custos e seus valores residuais durante a vida til estimada, como segue:- Edificaes ..................................................................................................................................... 36-59 anos- Mquinas ........................................................................................................................................ 16-20 anos- Veculos .......................................................................................................................................... 3-5 anos- Mveis, utenslios e equipamentos ................................................................................................ 10 anosOs valores residuais e a vida til dos ativos so revisados e ajustados, se apropriado, ao fim de cada exerccio.O valor contbil de um ativo imediatamente baixado para seu valor recupervel quando o valor contbil do ativo maior do que seu valor recupervel estimado. Os ganhos e as perdas de alienaes so determinados pela comparao dos resultados com o valor contbil e so reconhecidos em Outras receitas operacionais, lquidas na demonstrao do resultado. A Companhia no tem ativos de longo prazo que espera abandonar ou alienar e que exigiriam a constituio de proviso para obrigaes por descontinuao de ativos. 2.11. Arrendamento mercantil - Os arrendamentos nos quais uma parcela significativa dos riscos e benefcios da propriedade retida pelo arrendador so classificados como arrendamentos operacionais. Os pagamentos efetuados para arrendamentos operacionais (lquidos de quaisquer incentivos recebidos do arrendador) so debitados demonstrao do resultado pelo mtodo linear, durante o perodo do arrendamento. A Companhia arrenda certos bens do imobilizado. Os arrendamentos do imobilizado, nos quais a Companhia detm, substancialmente, os riscos e benefcios da propriedade, so classificados como arrendamentos financeiros. Estes so capitalizados no incio do arrendamento pelo menor valor entre o valor justo do bem arrendado e o valor presente dos pagamentos mnimos do arrendamento. Cada parcela paga do arrendamento alocada, parte ao passivo e parte aos encargos financeiros, para que, dessa forma, seja obtida uma taxa constante sobre o saldo da dvida em aberto. As obrigaes correspondentes, lquidas dos encargos financeiros, so includas em outros passivos. Os juros das despesas financeiras so debitados demonstrao do resultado durante o perodo do arrendamento, para produzir uma taxa peridica constante de juros sobre o saldo remanescente do passivo para cada perodo. O imobilizado adquirido por meio de arrendamentos financeiros depreciado durante a vida til do ativo. 2.12. Ativos intangveis - (a) gio - O gio (goodwill) representado pela diferena positiva entre o valor pago ou a pagar e o montante lquido do valor justo dos ativos e passivos da entidade adquirida. O gio de aquisies de controladas registrado como ativo intangvel no consolidado. Na controladora, apresentado na conta de Investimentos. Se a adquirente apurar desgio, dever registrar o montante como ganho no resultado do perodo, na data da aquisio. O gio testado anualmente para verificar provveis perdas (impairment) e contabilizado pelo seu valor de custo menos as perdas acumuladas por impairment, que no so revertidas. Os ganhos e as perdas da alienao de uma entidade incluem o valor contbil do gio relacionado com a entidade vendida. O gio alocado s Unidades Geradoras de Caixa (UGCs) para fins de teste de impairment. A alocao feita para as Unidades Geradoras de Caixa ou para os grupos de Unidades Geradoras de Caixa que devem se beneficiar da combinao de negcios da qual o gio se originou. (b) Direitos sobre recursos naturais - Quando da comprovao efetiva da viabilidade econmica da explorao comercial de determinada jazida, os correspondentes gastos com estudos e pesquisas minerais e os gastos de remoo de estril incorridos, a partir dessa comprovao, so capitalizados como custo de formao da mina. Os custos com a aquisio de direitos de explorao de minas so capitalizados

  • Continua

    Continuao

    Votorantim Cimentos S.A.CNPJ/MF n 01.637.895/0001-32

    Demonstraes Financeiras 2011Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011

    Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    e amortizados usando-se o mtodo linear ao longo das vidas teis, ou, quando aplicvel, com base na exausto de minas. Aps o incio da fase produtiva da mina, esses gastos so amortizados e tratados como custo de produo.A exausto de recursos minerais calculada com base na extrao, considerando-se as vidas teis estimadas das reservas. (c) Uso do bem pblico - Corresponde aos valores estabelecidos nos contratos de concesso relacionados aos direitos de explorao do potencial de energia hidrulica (concesso onerosa), cujo contrato assinado na modalidade de Uso do Bem Pblico (UBP). O registro contbil feito no momento da liberao da licena de operao, independentemente do cronograma de desembolsos estabelecido no contrato. O registro inicial desse passivo (obrigao) e do ativo intangvel (direito de concesso) corresponde aos valores de obrigaes futuras trazidos a valor presente (valor presente do fluxo de caixa dos pagamentos futuros). A amortizao do intangvel calculada pelo mtodo linear pelo prazo remanescente da concesso. O passivo financeiro atualizado pelo mtodo da taxa e juros efetiva e reduzido pelos pagamentos contratados. 2.13. A Combinao de negcios e gio fundamentado pela expectativa de rentabilidade futura (Goodwill) - A Companhia utiliza o mtodo de aquisio para contabilizao de transaes classificadas como combinao de negcios. A contraprestao transferida para a aquisio de uma controlada o valor justo dos ativos transferidos, passivos incorridos e instrumentos patrimoniais. A contraprestao transferida inclui o valor justo de algum ativo ou passivo resultante de um contrato de contraprestao contingente quando aplicvel. Custos relacionados com aquisio so contabilizados no resultado do exerccio conforme incorridos. Os ativos identificveis adquiridos e os passivos assumidos em uma combinao de negcios so mensurados inicialmente pelos valores justos na data da aquisio. A Companhia reconhece a participao no controladora na adquirida, tanto pelo seu valor justo como pela parcela proporcional da participao no controladora no valor justo de ativos lquidos da adquirida. A mensurao da participao no controladora a ser reconhecida determinada em cada aquisio realizada. O excesso da contraprestao transferida e do valor justo na data da aquisio de qualquer participao patrimonial anterior na adquirida em relao ao valor justo da participao do grupo de ativos lquidos identificveis adquiridos registrado como gio (goodwill). Nas aquisies em que a Companhia atribui valor justo aos no-controladores, a determinao do gio inclui tambm o valor de qualquer participao no controladora na adquirida, e o gio determinado de acordo com a participao da Companhia e dos no-controladores. Quando a contraprestao transferida for menor que o valor justo dos ativos lquidos da controlada adquirida, a diferena ser reconhecida diretamente na demonstrao do resultado do exerccio. O goodwill apresentado no subgrupo intangvel nas demonstraes consolidadas, no sofre amortizao e submetido anualmente ao teste anual de avaliao do valor recupervel (impairment). 2.14. Impairment de ativos no financeiros - Os ativos que tm vida til indefinida, como o gio, no esto sujeitos amortizao e so testados anualmente para identificar eventual necessidade de reduo ao valor recupervel (impairment). Os ativos que esto sujeitos depreciao / amortizao so revisados para a verificao de impairment sempre que eventos ou mudanas nas circunstncias indiquem que o valor contbil pode no ser recupervel. Uma perda por impairment reconhecida pelo valor em que o valor contbil do ativo excede seu valor recupervel. Este ltimo o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o seu valor em uso. Para fins de avaliao do impairment, os ativos so agrupados nos nveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa - UGC). Os ativos no financeiros, exceto o gio, que tenham sofrido impairment, so revisados, subsequentemente, para a anlise de uma possvel reverso do impairment, na data do balano. 2.15. Contas a pagar aos fornecedores - As contas a pagar aos fornecedores so obrigaes a pagar por bens ou servios que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negcios, sendo classificadas como passivos circulantes quando o pagamento devido no perodo de at um ano. Caso contrrio, as contas a pagar so apresentadas como passivo no circulante. 2.16. Emprstimos e financiamentos - Os emprstimos e financiamentos so reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, lquido dos custos da transao incorridos e so, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferena entre os valores captados (lquidos dos custos da transao) e o valor total a pagar reconhecido na demonstrao do resultado durante o perodo em que os emprstimos estejam em aberto, utilizando-se o mtodo da taxa de juros efetiva. Os emprstimos e financiamentos so classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia tenha um direito incondicional de diferir a liquidao do passivo por, pelo menos, 12 meses aps a data do balano. 2.17. Provises - As provises para custos de reestruturao e aes judiciais so reconhecidas quando: (i) a Companhia tem uma obrigao presente ou no formalizada como resultado de eventos passados; (ii) provvel que uma sada de recursos seja necessria para liquidar a obrigao; e (iii) o valor puder ser estimado com segurana. As provises no so reconhecidas com relao s perdas operacionais futuras. Quando houver uma srie de obrigaes similares, a probabilidade de liquid-las determinada, levando-se em considerao a classe de obrigaes como um todo. Uma proviso reconhecida mesmo que seja pequena a probabilidade de liquidao relacionada com qualquer item individual includo na mesma classe de obrigaes. As provises so mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessrios para liquidar a obrigao, usando uma taxa antes do imposto, a qual reflita as avaliaes atuais do mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos especficos da obrigao. O aumento da obrigao em decorrncia da passagem do tempo reconhecido como despesa financeira. 2.18. Passivos ambientais - Os gastos representativos de fechamento de mina decorrentes do encerramento das atividades esto registrados como obrigao com desmobilizao de ativo. As obrigaes consistem principalmente em custos associados com encerramento de atividades. O custo de desmobilizao de ativo, equivalente ao valor presente da obrigao est capitalizado como parte do valor contbil ao ativo depreciado durante sua vida til. Esses passivos esto contabilizados em outras contas a pagar. 2.19. Ajuste a valor presente de ativos e passivos - Quando relevantes ativos e passivos foram ajustados a valor presente. O valor presente calculado com base na taxa efetiva de juros aplicvel. A referida taxa compatvel com a natureza, o prazo e os riscos de transaes similares em condies de mercado. 2.20. Benefcios a funcionrios - (a) Obrigaes de aposentadoria - A Companhia, por meio das controladas no exterior, participa de planos de penso, administrados por entidade fechada de previdncia privada, que provm a seus empregados benefcios ps-emprego. No Brasil, a Companhia patrocinadora de planos de benefcio na modalidade contribuio definida. Um plano de contribuio definida um plano de penso constitudo de contribuies dos participantes e patrocinadores que acumulam reservas em uma conta individual em favor do participante, sendo que a Companhia no tem obrigaes legais nem construtivas de fazer contribuies se o fundo no tiver ativos suficientes para pagar a todos os empregados os benefcios relacionados com o servio do empregado no perodo corrente e anterior. As contribuies feitas antecipadamente so reconhecidas como um ativo na proporo em que um reembolso em dinheiro ou uma reduo dos pagamentos futuros estiver disponvel. As contribuies regulares so reconhecidas como despesas operacionais. Um plano de benefcio definido diferente de um plano de contribuio definida. Em geral, os planos de benefcio definido estabelecem um valor de benefcio de aposentadoria que um empregado receber em sua aposentadoria, normalmente dependente de um ou mais fatores, como idade, tempo de servio e remunerao. O passivo com relao aos planos de penso de benefcio definido o valor presente da obrigao de benefcio definido na data do balano, menos o valor justo dos ativos do plano, com os ajustes de custos de servios passados no reconhecidos. A obrigao de benefcio definido calculada anualmente por aturios independentes, com o mtodo da unidade de crdito projetada. O valor presente da obrigao de benefcio definido determinado mediante o desconto das sadas futuras estimadas de caixa, usando-se taxas de juros condizentes com os rendimentos de mercado, as quais so denominadas na moeda em que os benefcios sero pagos e tm prazos de vencimento prximos daqueles da respectiva obrigao do plano de penso. Os ganhos e as perdas atuariais decorrentes de mudanas nas premissas atuariais e nos planos de penso so reconhecidos em Ajuste de avaliao patrimonial. Os custos de servios passados so imediatamente reconhecidos no resultado, a menos que as mudanas do plano de penso estejam condicionadas permanncia do empregado no emprego, por um perodo de tempo especfico (o perodo no qual o direito adquirido). Nesse caso, os custos de servios passados so amortizados pelo mtodo linear durante o perodo em que o direito foi adquirido. (b) Assistncia mdica (ps-aposentadoria) - A Companhia, por meio de suas controladas no exterior, oferece benefcio de assistncia mdica ps-aposentadoria a seus empregados. O benefcio de assistncia mdica para aposentados oferecido pela Companhia de acordo com uma poltica existente no passado. Essa poltica estabelecia a concesso vitalcia do benefcio a um grupo predeterminado de empregados. Esse benefcio est fechado para novos participantes e no existem empregados ativos elegveis a ele. O passivo relacionado ao plano de assistncia mdica aos aposentados registrado pelo valor presente da obrigao, menos o valor de mercado dos ativos do plano, ajustado por ganhos e perdas atuariais e custos de servios passados, de forma similar metodologia contbil usada para os planos de penso de benefcio definido. A obrigao de benefcio definido calculada anualmente por aturios independentes. O valor presente da obrigao de benefcio definido determinado pela estimativa de sada futura de caixa. Os ganhos e as perdas atuariais decorrentes de mudanas nas premissas atuariais so reconhecidos integralmente em Ajustes de avaliao patrimonial. (c) Participao dos empregados nos resultados - So registradas provises para reconhecer a despesa referente participao dos empregados nos resultados. Essas provises so calculadas com base em metas qualitativas e quantitativas definidas pela Administrao e contabilizadas no resultado como Benefcio para empregados. 2.21. Capital social - As aes ordinrias so classificadas no patrimnio lquido. Os custos incrementais diretamente atribuveis emisso de novas aes ou opes so demonstrados no patrimnio lquido como uma deduo do valor captado, lquida de impostos. Quando a Companhia compra aes do seu prprio capital (aes em tesouraria), o valor pago, incluindo todos os custos adicionais diretamente atribuveis (lquidos do imposto de renda), deduzido do patrimnio atribuvel aos acionistas da Companhia at que as aes sejam canceladas ou reemitidas. Quando essas aes so, subsequentemente, reemitidas, qualquer valor recebido, lquido de todos os custos adicionais da transao, diretamente atribuveis e dos respectivos efeitos do imposto de renda e da contribuio social, includo no capital atribuvel aos acionistas da Companhia. 2.22. Reconhecimento da receita - A receita compreende o valor justo da contraprestao recebida ou a receber pela comercializao de produtos e servios no curso normal das atividades da Companhia. A receita apresentada lquida dos impostos, das devolues, dos abatimentos e dos descontos, bem como das eliminaes das vendas entre empresas consolidadas. A Companhia reconhece a receita quando: (i) o valor da receita pode ser mensurado com segurana; (ii) seja provvel que benefcios econmicos futuros fluiro para a entidade e (iii) critrios especficos tenham sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia, conforme descrio a seguir. O valor da receita no ser considerado mensurvel com segurana at que todas as condies relacionadas com a venda tenham sido resolvidas. A Companhia baseia suas estimativas em resultados histricos, levando em considerao o tipo de cliente, o tipo de transao e as especificaes de cada venda. (a) Venda de produtos e servios - O reconhecimento da receita baseia-se nos princpios a seguir: (i) Venda de produtos: As vendas so feitas substancialmente a prazo, em perodos de, no mximo, 30 dias. Essas vendas so reconhecidas, em geral, quando os produtos so entregues ao transportador e a propriedade da carga, bem como seus riscos so transferidos ao cliente. (ii) Venda de servios: a Companhia vende servios de concretagem, co-processamento e transporte de cargas. Esses servios so prestados com base no tempo e no material ou, como um contrato de preo fixo, e os termos do contrato, geralmente, variam entre menos de um e trs anos. A receita de contratos de

    prestao de servios de transporte por preo fixo , em geral, reconhecida no perodo em que os servios so prestados, usando o mtodo linear de reconhecimento de receita conforme o perodo do contrato. Se surgirem circunstncias que possam alterar as estimativas originais de receitas, custos ou extenso do prazo para concluso, as estimativas iniciais sero revisadas. Essas revises podem resultar em aumentos ou redues das receitas ou custos estimados e esto refletidas no resultado no perodo em que a Administrao tomou conhecimento das circunstncias que originaram a reviso. 2.23. Distribuio de dividendos - A distribuio de dividendos para os acionistas da Companhia reconhecida como um passivo nas demonstraes financeiras ao fim do exerccio, com base no estatuto social. Qualquer valor acima do mnimo obrigatrio somente provisionado quando for aprovado pelos acionistas, em Assemblia Geral. 2.24. Reapresentao das cifras comparativas - (a) Correo de erro - Em 2011, foram identificados ajustes de exerccios anteriores, dentre eles, o reconhecimento da mensurao das obrigaes e direitos relacionados em contratos de concesso ao pagamento pelo uso do bem pblico (UBP) da controlada VCNNE no montante de R$ 129.728, dos quais R$ 36.028 referem-se ao exerccio de 2010 e R$ 93.700 a exerccios anteriores. A controlada VCNA, realizou alteraes relacionadas adoo inicial do IFRS no montante de R$ 67.381, reconhecendo receitas de R$ 104.016 referentes ao exerccio de 2010 e despesas de R$ 36.635 referentes a exerccios anteriores. A Companhia e suas controladas realizou ainda outros ajustes de exerccios anteriores no montante de R$ 15.776, sendo despesas de R$ 19.858 referentes ao exerccio de 2010 e receitas de R$ 4.082 referentes a exerccios anteriores. As demonstraes financeiras consolidadas de 31 de dezembro de 2010, apresentadas para fins de comparao, foram ajustadas e esto sendo reapresentadas. Os efeitos dessa reapresentao so demonstrados a seguir:

    Consolidado 31 de dezembro de 2010 Original Ajuste AjustadoAtivo Circulante 2.994.915 11.906 3.006.821

    Tributos diferidos 479.765 88.487 568.252Investimentos 3.318.656 87.176 3.405.832Imobilizado 5.658.250 (41.952) 5.616.298Intangvel 2.997.433 177.150 3.174.583Outros 530.823 (95.588) 435.235

    No circulante 12.984.927 215.273 13.200.200Total do ativo 15.979.842 227.179 16.207.021Passivo Circulante 2.405.579 2.405.579

    Provises 691.376 9.832 701.208Tributos diferidos 1.068.156 2.409 1.070.565Uso do bem pblico 356.047 356.047Outros 7.243.456 (31.358) 7.212.098

    No circulante 9.002.988 336.930 9.339.918Patrimnio lquido 4.379.125 (104.049) 4.275.076Reservas de lucros 1.983.031 (72.420) 1.910.611

    Outros 2.396.094 (31.629) 2.364.465Participao de acionistas no controladores 192.150 (5.702) 186.448

    Total do passivo e patrimnio lquido 15.979.842 227.179 16.207.021Resultado

    Lucro bruto 3.252.593 7.618 3.260.211Receitas (despesas) operacionais 745.665 74.735 820.400Equivalncia patrimonial 197.263 (5.278) 191.985Resultado financeiro lquido (344.604) (46.108) (390.712)Imposto de renda e contribuio social (1.148.458) 17.163 (1.131.295)Lucro lquido 2.702.459 48.130 2.750.589

    3. Normas novas, alteraes e interpretaes de normas que ainda no esto em vigor: As seguintes novas normas, alteraes e interpretaes de normas foram emitidas pelo IASB, mas no esto em vigor para o exerccio de 2011. A adoo antecipada dessas normas, embora encorajada pelo IASB, no foi permitida, no Brasil, pelo Comit de Pronunciamentos Contbeis (CPC). O IFRS 9 - Instrumentos Financeiros, aborda a classificao, mensurao e reconhecimento de ativos e passivos financeiros. O IFRS 9 foi emitido em novembro de 2009 e outubro de 2010 e substitui os trechos do IAS 39 relacionados classificao e mensurao de instrumentos financeiros. O IFRS 9 requer a classificao dos ativos financeiros em duas categorias: mensurados ao valor justo e mensurados ao custo amortizado. A determinao feita no reconhecimento inicial. A base de classificao depende do modelo de negcios da entidade e das caractersticas contratuais do fluxo de caixa dos instrumentos financeiros. Com relao ao passivo financeiro, a norma mantm a maioria das exigncias estabelecidas pelo IAS 39. A principal mudana a de que nos casos em que a opo de valor justo adotada para passivos financeiros, a poro de mudana no valor justo devido ao risco de crdito da prpria entidade registrada em outros resultados abrangentes e no na demonstrao dos resultados, exceto quando resultar em descasamento contbil. A Companhia est avaliando o impacto total do IFRS 9. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. O IFRS 10 - Demonstraes Financeiras Consolidadas apoia-se em princpios j existentes, identificando o conceito de controle como fator preponderante para determinar se uma entidade deve ou no ser includa nas demonstraes financeiras consolidadas da controladora. A norma fornece orientaes adicionais para a determinao do controle. A Companhia est avaliando o impacto total do IFRS 10. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. IFRS 11 - Acordos em Conjunto, emitido em maio de 2011. A norma prov uma abordagem mais realista para acordos em conjunto ao focar nos direitos e obrigaes do acordo ao invs de sua forma jurdica. H dois tipos de acordos em conjunto: (i) operaes em conjunto - que ocorre quando um operador possui direitos sobre os ativos e obrigaes contratuais e como consequncia contabilizar sua parcela nos ativos, passivos, receitas e despesas; e (ii) controle compartilhado - ocorre quando um operador possui direitos sobre os ativos lquidos do contrato e contabiliza o investimento pelo mtodo de equivalncia patrimonial. O mtodo de consolidao proporcional no ser mais permitido com controle em conjunto. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. O IFRS 12 - Divulgao sobre Participaes em Outras Entidades, trata das exigncias de divulgao para todas as formas de participao em outras entidades, incluindo acordos conjuntos, associaes, participaes com fins especficos e outras participaes no registradas contabilmente. A Companhia est avaliando o impacto total do IFRS 12. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. IFRS 13 - Mensurao de Valor Justo, emitido em maio de 2011. O objetivo do IFRS 13 aprimorar a consistncia e reduzir a complexidade da mensurao ao valor justo, fornecendo uma definio mais precisa e uma nica fonte de mensurao do valor justo e suas exigncias de divulgao para uso em IFRS. As exigncias, que esto bastante alinhadas entre IFRS e US GAAP, no ampliam o uso da contabilizao ao valor justo, mas fornecem orientaes sobre como aplic-lo quando seu uso j requerido ou permitido por outras normas IFRS ou US GAAP. A Companhia ainda est avaliando o impacto total do IFRS 13. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. No h outras normas IFRS ou interpretaes IFRIC que ainda no entraram em vigor que poderiam ter impacto significativo sobre a Companhia e suas controladas. 4. Estimativas e julgamentos contbeis crticos: Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relao ao futuro. Por definio, as estimativas e julgamentos contbeis so continuamente avaliados e baseiam-se na experincia histrica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoveis para as circunstncias. As estimativas contbeis raramente sero iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contbeis de ativos e passivos para o prximo exerccio social, esto contempladas a seguir. (a) Perda (impairment) de gios - Anualmente, a Companhia testa eventuais perdas (impairment) no gio, de acordo com a poltica contbil apresentada na Nota 2.14. Os valores recuperveis de Unidades Geradoras de Caixa (UGCs) foram determinados com base em clculos do valor em uso, efetuados com base em estimativas. Uma perda por impairment de R$ 522.377 foi reconhecida em relao investida Cimpor, durante o exerccio de 2011. Outra perda por impairment de R$ 65.899 mil reconhecida pela controlada Inversiones Votorantim Chile Ltda. (IVC) em relao a investida Cementos Bio Bio S.A. (b) Valor justo de derivativos e outros instrumentos financeiros - O valor justo de instrumentos financeiros que no so negociados em mercados ativos determinado mediante o uso de tcnicas de avaliao. A Companhia usa seu julgamento para escolher diversos mtodos e definir premissas que se baseiam principalmente nas condies de mercado existentes na data do balano (Nota 7). (c) Passivos contingentes - A Companhia parte envolvida em processos trabalhistas, cveis e tributrios que se encontram em instncias diversas. As provises para contingncias, constitudas para fazer face potenciais perdas decorrentes dos processos em curso, so estabelecidas e atualizadas com base na avaliao da Administrao, fundamentada na opinio de seus assessores legais e requerem elevado grau de julgamento sobre as matrias envolvidas (Nota 21). 5. Gesto de risco financeiro: 5.1. Fatores de risco financeiro - As atividades da Companhia a expem a diversos riscos financeiros, a saber: (a) risco de mercado (moeda e taxa de juros); (b) risco de crdito e (c) risco de liquidez. Os produtos vendidos pela Companhia so predominantemente denominados em reais. Por outro lado, alguns custos e investimentos em ativos so denominados em moeda estrangeira. Adicionalmente, a Companhia possui dvidas atreladas a indexadores e moedas distintos, que podem impactar seu fluxo de caixa. Para atenuar os efeitos diversos de cada fator de risco de mercado, a Companhia adotou a Poltica de Gesto de Riscos de Mercado, que tambm abrange suas subsidirias, com o objetivo de estabelecer a governana e as macro-diretrizes do processo de gesto destes riscos, assim como as mtricas para sua mensurao e acompanhamento. Esta poltica complementada por outras polticas, que estabelecem diretrizes e normas para: (i) Gesto de Exposio Cambial, (ii) Gesto de Exposio a Taxa de Juros, (iii) Gesto de Exposio a Preo de Commodities, (iv) Gesto de Riscos de Emissores e Contrapartes e (v) Gesto de Liquidez e Endividamento Financeiro. A estrutura de governana inclui o Comit de Finanas, Gesto de Riscos e Auditoria Interna (referido como Comit de Finanas no contedo desta nota) e o Comit de Tesouraria. As propostas feitas para atender a cada uma das polticas so discutidas no Comit de Tesouraria e posteriormente levadas para aprovao do Comit de Finanas. (a) Risco de mercado - (i) Risco cambial - A Poltica de Gesto de Exposio Cambial destaca que as operaes de derivativos tm como objetivos diminuir a volatilidade no fluxo de caixa, proteger a exposio cambial e evitar o descasamento entre moedas da Companhia. As propostas para contratao de hedge so elaboradas pelo Comit de Tesouraria para aprovao do Comit de Finanas e baseiam-se na exposio cambial projetada at o fim do ano subsequente data de referncia. Adicionalmente, podem ser definidos programas de hedge para proteo de fluxo de caixa da Companhia. Nesses casos, o Comit de Tesouraria elaborar a proposta para posterior aprovao do Comit de Finanas. O real (R$) a moeda funcional

  • Continua

    Continuao

    Votorantim Cimentos S.A.CNPJ/MF n 01.637.895/0001-32

    Demonstraes Financeiras 2011Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011

    Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    da Companhia, e todos os esforos do processo de gesto de riscos de mercado tm como objetivo a proteo do fluxo de caixa nesta moeda, a preservao da capacidade de pagamento de obrigaes financeiras e a manuteno de nveis de liquidez e endividamento definidos pela Administrao. A Companhia tem certos investimentos em operaes no exterior, cujos ativos lquidos esto expostos ao risco cambial. A exposio cambial decorrente da participao em operaes no exterior da Companhia protegida, principalmente, por meio de emprstimos na mesma moeda desses investimentos, sendo classificados como Hedge de Investimento Lquido. Apresentamos a seguir os saldos contbeis de ativos e passivos indexados a moeda estrangeira (euro e dlar) na data de encerramento dos balanos patrimoniais:

    Consolidado31/12/2011 31/12/2010

    Ativos em moeda estrangeiraTtulos mantidos para negociao 196.083 195.437Instrumentos financeiros derivativos 0 4.874Contas a receber 290.701 259.815

    486.784 460.126Passivos em moeda estrangeiraEmprstimos e financiamentos 4.216.192 2.365.797Fornecedores 259.570 286.155Contas a pagar - Trading 21.785 187.735

    4.497.547 2.839.687Exposio lquida passiva 4.010.763 2.379.561

    (ii) Risco do fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros - O risco de taxa de juros da Companhia decorre principalmente de emprstimos de longo prazo. Os emprstimos emitidos s taxas variveis expem a Companhia ao risco de taxa de juros de fluxo de caixa. Os emprstimos emitidos s taxas fixas expem a Companhia ao risco de valor justo associado taxa de juros. A Poltica de Gesto de Exposio a Taxas de Juros estabelece diretrizes e normas para a proteo contra oscilaes de taxas de juros que impactam o fluxo de caixa da Companhia e de suas Unidades. Com base nas exposies projetadas para cada indexador de taxa de juros (principalmente CDI, LIBOR e TJLP), o Comit de Tesouraria elabora propostas para contratao de hedge e as submete aprovao do Comit de Finanas. (b) Risco de crdito - Os instrumentos financeiros derivativos, time deposits, CDBs e operaes compromissadas com lastro de debntures e ttulos pblicos federais criam exposio a risco de crdito de contrapartes e emissores. A Companhia tem como poltica trabalhar com emissores que possuam, no mnimo, avaliao de duas das seguintes agncias de rating: Fitch, Moodys ou Standard & Poors. O rating mnimo exigido para as contrapartes A+ (em escala local) ou BBB- (em escala global), ou equivalente (Nota 8). Para pases cujos emissores no atendem as classificaes de risco de crdito mnimas anteriormente descritas, so aplicados, alternativamente, critrios propostos pelo Comit de Tesouraria e aprovados pelo Comit de Finanas, tais como: posicionamento global dos bancos, relacionamento com o grupo e capilaridade local. No caso do risco de crdito decorrente de exposies de crdito a clientes, a Companhia avalia a qualidade do crdito do cliente, levando em considerao principalmente o histrico de relacionamento e indicadores financeiros, definindo limites individuais de crdito, os quais so regularmente monitorados. A proviso para crditos de liquidao duvidosa registrada em quantia considerada suficiente para cobrir todas as perdas provveis quando da execuo das contas a receber de clientes e includa nas despesas de vendas. (c) Risco de liquidez - O risco de liquidez gerenciado de acordo com a Poltica de Gesto de Liquidez e Endividamento, visando garantir recursos

    lquidos suficientes para honrar os compromissos financeiros da Companhia no prazo e sem custo adicional. O principal instrumento de medio e monitoramento da liquidez a projeo de fluxo de caixa, observando-se um prazo mnimo de 12 meses de projeo a partir da data de referncia. A gesto de liquidez e endividamento adota mtricas comparveis fornecidas por agncias classificadoras de riscos de abrangncia global para riscos de crdito BBB estvel ou equivalente. A tabela abaixo analisa os principais passivos financeiros da Companhia, por faixas de vencimento, correspondentes ao perodo remanescente no balano patrimonial at a data contratual do vencimento. Os valores divulgados na tabela so os fluxos de caixa no descontados contratados.

    ControladoraAt 1 ano Entre 1 e 2

    anosEntre 2 e 5

    anosEntre 5 e 10

    anosAcima de 10

    anosEm 31 de dezembro de 2011Emprstimos e financiamentos 706.502 741.825 2.260.408 6.776.613 3.400.213Fornecedores 418.353

    1.124.855 741.825 2.260.408 6.776.613 3.400.213Em 31 de dezembro de 2010Emprstimos e financiamentos 428.657 477.303 1.413.390 5.414.150Fornecedores 324.464Contas a pagar - Trading 100.769

    853.890 477.303 1.413.390 5.414.150

    ConsolidadoAt 1 ano Entre 1 e 2

    anosEntre 2 e 5

    anosEntre 5 e 10

    anosAcima de 10

    anosEm 31 de dezembro de 2011Emprstimos e financiamentos 883.182 885.979 3.080.131 6.805.127 3.400.213Fornecedores 677.573Contas a pagar - Trading 21.785

    1.582.540 885.979 3.080.131 6.805.127 3.400.213Em 31 de dezembro de 2010Emprstimos e financiamentos 605.491 668.751 2.170.639 5.450.167Fornecedores 638.528Contas a pagar - Trading 187.735

    1.431.754 668.751 2.170.639 5.450.167

    Como os valores includos na tabela so os fluxos de caixa no descontados contratuais, esses valores podem no ser conciliados com os valores divulgados no balano patrimonial para emprstimos, instrumentos financeiros e fornecedores. (d) Demonstrativo da anlise de sensibilidade - A seguir apresentada a anlise de sensibilidade para as posies em aberto com base na apreciao/depreciao dos principais fatores de risco conforme cenrios: Cenrio I: considera um choque de + ou - 25% nas curvas e cotaes de mercado de 31 de dezembro de 2011, utilizadas para apreamento dos instrumentos financeiros. Cenrio II: considera um choque de + ou - 50% nas curvas e cotaes de mercado de 31 de dezembro de 2011, utilizadas para apreamento dos instrumentos financeiros. Apresentamos a seguir o quadro demonstrativo de anlise de sensibilidade dos instrumentos financeiros:

    Impactos no Resultado Impactos no PLFator de Risco Cenrios Provvel -25% -50% +25% +50% Provvel -25% -50% +25% +50%Cmbio

    USD - 5,1% 137.336 477.350 954.701 (477.350) (954.701)EUR + 3,26% 82.786 451.828 903.657 (451.828) (903.657)

    Taxas de JurosBRL - CDI - 150 bps 38.740 60.840 121.940 (61.100) (121.940)USD - Libor 10 bps (94) 85 160 (85) (169)

    5.2. Gesto de capital - Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital so os de salvaguardara capacidade de continuidade da Companhia para oferecer retorno aos acionistas e benefcios s outras partes interessadas, alm de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo. Para manter ou ajustar a estrutura do capital, a Companhia pode rever a poltica de pagamento de dividendos, devolver capital aos acionistas ou, ainda, emitir novas aes ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nvel de endividamento. Condizente com outras companhias do setor, a Companhia monitora o capital com base no ndice de alavancagem financeira. Esse ndice corresponde dvida lquida dividida pelo EBITDA. A dvida lquida, por sua vez, corresponde ao total de emprstimos (incluindo emprstimos de curto e longo prazos), subtrado do montante de caixa e equivalentes de caixa. O EBITDA apurado por meio da soma do lucro operacional, depreciao, amortizao, exausto e itens, avaliados pela Administrao da Companhia, como no recorrentes. Em 2011, a estratgia da Companhia, que ficou inalterada em relao de 2010, foi a de manter o ndice de alavancagem financeira entre 44% e 55%. Os ndices de alavancagem financeira em 31 de dezembro de 2011 e 2010 podem ser assim sumariados:

    Controladora Consolidado31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Total dos emprstimos (Nota 19) 7.017.825 4.310.493 8.056.712 5.248.323(-) caixa e equivalentes de caixa (1.149.598) (882.846) (1.661.816) (1.199.933)Dvida lquida 5.868.227 3.427.647 6.394.896 4.048.390EBITDA 1.625.685 719.584 2.620.182 2.828.505 ndice de alavancagem financeira 3,61 4,76 2,44 1,43

    EBITDA Controladora Consolidado31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Receita lquida 5.286.285 2.124.198 8.698.352 8.047.081Custo dos produtos vendidos e dos servios prestados (3.242.383) (1.262.656) (5.684.439) (4.786.870)Receitas (despesas) operacionais (1.114.654) 1.461.617 (1.421.324) 820.401EBIT 929.248 2.323.159 1.592.589 4.080.612Depreciao, amortizao e exausto 174.060 68.854 441.055 420.322EBITDA 1.103.308 2.392.013 2.033.644 4.500.934Ajuste / itens no recorrentesImpairment de investimentos 522.377 586.538 Ganho na compra da Cimpor (1.672.429) (1.672.429)EBITDA ajustado 1.625.685 719.584 2.620.182 2.828.505 5.3. Estimativa do valor justo - Os saldos das contas a receber de clientes, menos a proviso para crditos de liquidao duvidosa, e de contas a pagar aos fornecedores pelo valor contbil, esto prximos de seus valores justos. O valor justo dos passivos financeiros, para fins de divulgao, estimado por meio do desconto dos fluxos de caixa contratuais futuros pela taxa de juros vigente no mercado. Em 31 de dezembro de 2011, os principais instrumentos financeiros ativos e passivos so descritos a seguir, bem como as premissas para sua valorizao: Caixa e equivalentes de caixa, aplicaes financeiras, contas a receber e outros ativos circulantes - considerando-se a natureza e os prazos, os valores contabilizados aproximam-se dos de realizao. Passivos financeiros - esto sujeitos a juros com taxas usuais de mercado. O valor de mercado foi calculado tendo por base o valor presente do desembolso futuro de caixa,usando-se taxas de juros atualmente disponveis para emisso de dbitos com vencimentos e termos similares. Em relao aos valores contbeis, esses passivos aplicados a estimativa do valor justo totalizam R$ 97.974 de ganho na controladora e R$ 84.343 de ganho no consolidado para emprstimos e financiamentos. A Companhia aplica o CPC 38 / IFRS7 para instrumentos financeiros mensurados no balano patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgao das mensuraes do valor justo pelo nvel da seguinte hierarquia de mensurao pelo valor justo: Preos cotados (no ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idnticos (nvel 1). Informaes, alm dos preos cotados, includas no nvel 1 que so adotadas pelo mercado para o ativo ou passivo, seja diretamente (ou seja, como preos) ou indiretamente (ou seja, derivados dos preos) (nvel 2). Inseres para os ativos ou passivos que no so baseadas nos dados adotados pelo mercado (ou seja, inseres no-observveis) (nvel 3). Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, os ativos financeiros mensurados ao valor justo e passivos financeiros divulgados ao valor justo foram classificados no nvel 2 de hierarquia do valor justo. 6. Instrumentos financeiros por categoria(a) Controladora

    NotaEmprstimos e

    recebveisAtivos mantidos para negociao Total

    31 de dezembro de 2011Ativos, conforme o balano patrimonialContas a receber de clientes 11 359.723 359.723Aplicao financeira 10 1.158.052 1.158.052Caixa e equivalentes de caixa 10 5.370 5.370Dividendos a receber 14 91.297 91.297Partes relacionadas 14 50.233 50.233

    506.623 1.158.052 1.664.675

    NotaOutros passivos

    financeiros31 de dezembro de 2011Passivos, conforme o balano patrimonialEmprstimos e financiamentos 18 7.017.825Fornecedores 418.353Dividendos a pagar 14 263.302Partes relacionadas 14 2.863.539

    10.563.019

    NotaEmprstimos e

    recebveisAtivos mantidos para negociao Total

    31 de dezembro de 2010Ativos, conforme o balano patrimonialContas a receber de clientes 11 328.284 328.284Aplicao financeira 10 884.739 884.739Caixa e equivalentes de caixa 10 7.102 7.102Dividendos a receber 14 110.477 110.477Partes relacionadas 14 328.377 328.377

    774.240 884.739 1.658.979

    NotaOutros passivos

    financeiros31 de dezembro de 2010Passivos, conforme o balano patrimonialEmprstimos e financiamentos 18 4.310.493Fornecedores 324.464Contas a pagar - Trading 19 100.769Dividendos a pagar 14 650.101Partes relacionadas 14 4.546.172

    9.931.999

    (b) Consolidado

    NotaEmprstimos e

    recebveisAtivos mantidos para negociao Total

    31 de dezembro de 2011Ativos, conforme o balano patrimonialContas a receber de clientes 11 786.077 786.077Aplicao financeira 10 1.450.510 1.450.510Caixa e equivalentes de caixa 10 225.130 225.130Dividendos a receber 14 7.552 7.552Partes relacionadas 14 52.764 52.764

    1.071.523 1.450.510 2.522.033

    NotaOutros passivos

    financeiros31 de dezembro de 2011Passivos, conforme o balano patrimonialEmprstimos e financiamentos 18 8.056.712Fornecedores 677.573Contas a pagar - Trading 19 21.785Dividendos a pagar 14 274.031Uso do Bem Pblico - UBP 21 (e) 374.185Partes relacionadas 14 726.093

    10.130.379

    NotaEmprstimos e

    recebveisAtivos mantidos para negociao Total

    31 de dezembro de 2010Ativos, conforme o balano patrimonialContas a receber de clientes 11 679.562 679.562Aplicao financeira 10 1.183.980 1.183.980Caixa e equivalentes de caixa 10 24.948 24.948Dividendos a receber 14 5.543 5.543Partes relacionadas 14 257.081 257.081

    967.134 1.183.980 2.151.114

    NotaOutros passivos

    financeiros31 de dezembro de 2010Passivos, conforme o balano patrimonialEmprstimos e financiamentos 18 5.248.323Fornecedores 638.528Contas a pagar - Trading 19 187.735Dividendos a pagar 12 668.990Uso do Bem Pblico - UBP 21 (e) 356.047Partes relacionadas 14 1.748.042

    8.847.665

  • Continua

    Continuao

    Votorantim Cimentos S.A.CNPJ/MF n 01.637.895/0001-32

    Demonstraes Financeiras 2011Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011

    Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    7. Instrumentos financeiros derivativos: (a) VCNA - Hedge de fluxo de caixa e swap de taxas de juros - A Controlada possui hedges de fluxo de caixa para reduzir sua exposio da variao de certos fluxos de caixa futuros. Em 6 de dezembro de 2006, a Controlada firmou contratos de interest rate collars. Em 31 de dezembro de 2011 no tivemos valor justo passivo (31 de dezembro de 2010 - R$ 10.749). Em conexo com o emprstimo sindicalizado, a Controlada firmou contratos de swap de taxas de juros. Em 31 de dezembro de 2011, o valor justo passivo dos instrumentos financeiros de R$ 2.438 estes contratos trocam a taxa LIBOR para uma taxa fixa mdia de 1,07% e tem vencimento em 31 de outubro de 2014. Os valores de referncia (notional) desses contratos de USD 193.000. (b) VCSA - Hedge de investimento lquido em entidade no exterior - Uma porcentagem dos emprstimos da Companhia mantidos em Euros no montante de R$ 1.890.100 usada para o hedge do investimento lquido na investida Cimpor. A perda cambial de R$ 139.557, no exerccio de 2011 (2010 R$ 103.953 de ganho) sobre a converso do emprstimo para a moeda corrente est reconhecida na rubrica ajuste de avaliao patrimonial no patrimnio lquido. 8. Qualidade dos crditos dos ativos financeiros: A tabela a seguir reflete a qualidade de crdito dos emissores e contraprestaes em operaes de ativos financeiros:

    Controladora Consolidado31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Rating Local

    Rating Local

    Rating Local

    Rating Global

    Rating Local

    Rating Global

    Caixa e equivalentes de caixa AAA 5.370 7.102 10.572 220 10.967 AA- 868 A+ 923 98.248 952 A 55.187 BBB+ 42.569 B 16.543 13.029Fundos mantidos para negociao AAA 436.823 134.490 726.018 236.742 AA+ 648.184 739.039 650.287 739.039 AA 58.840 58.840 7 AA- 1.476 A+ 1.545 164.475 A- 381 712 29.487Ttulos de dvidas mantidos para negociao A 13.824 11.210 14.653 11.209

    1.163.422 891.841 1.462.005 213.635 1.000.461 208.467

    Controladora Consolidado31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Contrapartes sem classificao externa de crditoGrupo 1 78.362 89.108 148.156 145.904Grupo 2 151.609 117.069 438.783 372.892Grupo 3 136.847 150.989 234.432 217.591

    366.818 357.166 821.371 736.387Total de contas a receber de clientes 366.818 357.166 821.371 736.387

    Grupo 1 - novos clientes/partes relacionadas (menos de 6 meses). Grupo 2 - clientes existentes (mais de 6 meses) sem inadimplncia no passado ou inadimplncia at 90 dias.

    Grupo 3 - clientes (mais de 6 meses) com inadimplncia no passado acima de 90 dias.

    9. Caixa e equivalentes de caixa Controladora Consolidado31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Caixa e bancos 4.288 4.215 222.592 22.061Certificado de depsitos bancrios (CDB) 442 1.259 925 1.259Debntures 640 1.628 1.613 1.628

    5.370 7.102 225.130 24.948

    10. Aplicaes financeiras Controladora Consolidado31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Ttulos mantidos para negociaoFundo DI (Depsitos Interfinanceiros) 1.144.228 873.529 1.435.857 1.171.490Certificados de depsitos bancrios (CDB's) 13.824 11.210 14.653 12.490

    1.158.052 884.739 1.450.510 1.183.980Circulante (1.144.228) (875.744) (1.436.686) (1.174.985)No circultante 13.824 8.995 13.824 8.995

    As aplicaes em Fundo de Investimentos apresentam remunerao mdia correspondente a aproximadamente 100% do CDI. O Fundo DI exclusivo controlado pela Votorantim Participaes S.A., razo pela qual no est

    sendo consolidado nestas demonstraes financeiras. Tal consolidao efetuada nas demonstraes financeiras da holding da Votorantim.11. Contas a receber de clientes Controladora Consolidado

    Nota 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Clientes nacionais 301.952 283.058 453.182 395.485Clientes estrangeiros 109 97 290.701 259.815Partes relacionadas 14 64.757 74.011 77.488 81.087Proviso para crditos de liquidao duvidosa ("PDD") (7.095) (28.882) (35.294) (56.825)

    359.723 328.284 786.077 679.562

    As contas a receber de clientes so mantidas nas seguintes moedas:Controladora Consolidado

    31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Reais 359.292 328.187 508.889 439.870Dlares norte-americanos 431 97 136.655 239.692Dlares canadenses 138.760Pesos chilenos 1.773

    359.723 328.284 786.077 679.562

    As movimentaes da PDD do contas a receber de clientes da Companhia so as seguintes:Controladora Consolidado

    31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Saldo no incio do exerccio (28.882) (31.114) (56.825) (59.234)Adies (reverses) lquidas (2.386) 459 (1.922) (3.318)Contas a receber de clientes baixadas durante o exerccio como incobrveis 24.173 1.773 29.621 4.838Variao cambial (6.168) 889Saldo no final do exerccio (7.095) (28.882) (35.294) (56.825)

    A constituio e a baixa da PDD foram registradas no resultado do exerccio como Despesas com vendas. Os valores debitados conta de proviso so geralmente baixados quando no h expectativa de recuperao dos recursos.12. Estoques

    Controladora Consolidado31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Produtos acabados 28.774 28.230 63.967 62.423Produtos em processamento 144.292 133.360 319.837 300.844Matrias-primas 149.933 124.704 276.811 219.453Materiais auxiliares e de consumo 106.728 85.846 219.743 193.110Adiantamentos a fornecedores 1.899 4.803 13.420 19.088Importaes em andamento 46.526 44.958 95.550 139.789Proviso para perdas (80.519) (110.030) (132.099) (153.646)Outros 4.362 6.796 33.439 15.775

    401.995 318.667 890.668 796.836

    Nas respectivas datas bases, a Companhia no mantinha estoques dados como penhor de garantia de passivos.A proviso para perdas refere-se, substancialmente, obsolescncia de materiais no estoque.13. Tributos a recuperar

    Controladora Consolidado31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Imposto de renda e contribuio social - IR/CS 17.984 11.892 23.554 22.688Imposto sobre circulao de mercadorias e servios - ICMS sobre ativo imobilizado 33.275 39.554 50.005 50.334Imposto sobre circulao de mercadorias e servios - ICMS 43.683 1.489 58.707 18.945Imposto sobre produtos industrializados - IPI 13.870 16.994 20.723 21.862Contribuio para o financiamento da seguridade social - COFINS 17.086 20.301 1.219Outros 9.030 854 14.503 5.173

    134.928 70.783 187.793 120.221Circulante (129.542) (52.414) (172.870) (97.254)No circulante 5.386 18.369 14.923 22.967

    Os crditos do ICMS so resultantes da compra de ativos fixos (com prazo de realizao de 48 parcelas mensais) e da aquisio de produtos consumveis. Sua realizao decorre da prpria operao da Companhia. A Companhia estima que 92% dos saldos de tributos a recuperar sero utilizados na compensao de impostos a recolher at 31 de dezembro de 2012.

    14. Partes relacionadas(a) Controladora

    Demonstraes do resultadoContas a receber

    de clientes Dividendos a receberRealizvel a longo

    prazo Fornecedores Dividendos a pagarPassivo no

    circulante Compras Vendas31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Sociedades AcionistasInecap Investimentos S.A. 8.890 362.611Votorantim Industrial S.A. (iii) 37 37 409 17.787 9.844 2.183 181.221 217.273 88.907 966 8.505Votorantim Participaes S.A. (iii) 13 13 2.919 18.302 16.003 21.641Sociedades controladas, coligadas e ligadasAnfreixo S.A. 1.162 1.200 17.913 6.410Citrovita Agroindustrial S.A. (iii) 26.666 94.037CJ Minerao Ltda. 2.000 52Companhia Brasileira de Alumnio 359 860 24 14.211 35 844 484.378 900 165 1.732 1.629Companhia Cimento Ribeiro Grande (iii) 1.168 2.953 14.038 3.000 5.313 7.622 5 13.239 137.560 66.260 32.345 22.241Companhia de Cimento Itamb 4.209 1.837 65 3 28.118 21.576CRB Operaes Porturias S.A. 9.863Empresa de Minerao Acariba Ltda. 4.790Empresa de Transportes CPT Ltda. (iii) 415.087Fazenda So Miguel Ltda. 3.449Fibria Celulose S.A. 478Hailstone Limited 9.570Intervia Txi Areo 1.645Intervia Transportes Ltda. (iii) 13.185 50 80.873 50 1.904 69.866 518.291 28.566 101Itacamba Cemento S.A. 348 1.169 32 32 9.881Metalex Ltda. 2Metalrgia Atlas S.A. 7 8.501 7.848Mizu S.A. 5.941 5.062 230 270 1.701 55.606 17.554Pedreira Pedra Negra Ltda. (iii) 27 360 323 4.259Polimix Concreto S.A. 18.703 25.872 221 92 2.538 166.845 88.854Somix Concreto Ltda. 1.301 1.088 11.244 5.664Supermix Concreto S.A. 23.796 20.191 19 252.593 95.785Votener - Votorantim Comer. Energia Ltda. (iii) 1.298 22.403 307 4 253.743 80.666Voto iii (i) 375.691 333.955Votorantim Cement North America Inc. 1.727 32.576 6.906Votorantim Cimentos Amrica S.A. (iii) 599.633 599.659Votorantim Cimentos N/NE S.A. (ii) 403 8.754 56.886 106.609 345 2.434 1.693.186 1.849.905 8.574 16.615 13.862 27.059Votorantim GmbH. 25.374 48.353 17.859 306.764 212.758 44.395Votorantim Investimentos Latino-Americano S.A. 7.188 3.868 115Votorantim Metais Participaes Ltda. 2.049Votorantim Metais S.A. (iii) 7.241 4.443 30.205 10.946 8.382 1.615 3.827 43.541Votorantim Metais Zinco S.A. 70 68 9.440 12 3 57Votorantim Siderurgia S.A. 801 609 33.577 2.279 774 4.798 23.895Outros 331 1.055 2.475 8.378 356 347 73.191 70.217 1.533 170 11.478 2.724 247

    64.757 74.011 91.297 110.477 50.233 328.377 71.050 106.499 263.302 650.101 2.863.539 4.546.172 689.232 277.743 618.969 280.666Circulante (64.757) (74.011) (91.297) (110.477) (71.050) (106.499) (263.302) (650.101)No circulante 50.233 328.377 2.863.539 4.546.172

  • Continua

    Continuao

    Votorantim Cimentos S.A.CNPJ/MF n 01.637.895/0001-32

    Demonstraes Financeiras 2011Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011

    Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    (b) ConsolidadoDemonstraes do resultado

    Contas a receberde clientes Dividendos a receber

    Realizvel a longo prazo Fornecedores

    Passivo no circulante Dividendos a pagar Compras Vendas

    31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Sociedades AcionistasVotorantim Industrial S.A. (iii) 37 37 407 17.787 10.230 2.183 293.523 176.430 181.712 218.005 8.988Votorantim Participaes S.A. (iii) 15 55 6.754 19.601 16.666 21.812Inecap Investimentos S.A. 8.890 362.611Sociedades controladas, coligadas e ligadasAnfreixo S.A. 1.423 1.516 22.615 10.190Citrovita Agroindustrial S.A. (iii) 26.666 94.037 65 2Citrovita Agropecuria S.A. 283 4.914 6.524 15Companhia Brasileira de Alumnio 363 864 24 14.211 35 844 484.378 846 1.320 900 165 1.732 1.630Companhia Cimento Ribeiro Grande 415.588 66.260 22.241Companhia de Cimento Itamb 4.213 1.911 28.118 21.645Hailstone Limited 9.570 8.501 19.957Ibar Administr. e Participaes Ltda. 5.075 5.075Ind. Com Metalrgica Atlas S.A. 7 10.260 3Intervia Txi Areo 1.645MAESA - Machadinho Energtica S.A. 3.179Mar Cimento Ltda. 8.351 9.415 181 70.314 54.339Mizu S.A. 6.000 7.286 90 90 1 230 2.801 59.225 34.476Polimix Concreto S.A. 19.258 26.297 53 53 8 219 2.710 169.356 90.761Rhamo Ind. e Com. Servios Ltda. 3.165 3.064 580Santa Cruz Gerao de Energia 292Somix Concreto Ltda. 1.299 1.105 11.504 10.544Supermix Concreto S.A. 29.415 25.220 269 311.671 160.104Votener - Votorantim Comer. Energia Ltda. 81.619Votener - Votorantim Comer. Energia Ltda. (iii) 22.403 307 4 253.743 19.298 16.887Voto iii (i) 375.691 333.955Votorantim GmbH. 2.113 25.374 83.728 17.859 306.764 415.546 57.866Votorantim Investimentos Latino-Americano S.A. 7.187 3.868 115Votorantim Metais S.A. (iii) 7.241 4.444 30.205 10.946 8.382 1 1.615 3.827 43.541Votorantim Metais Zinco S.A. 70 68 9.440 12 8 22 75Votorantim Siderurgia S.A. 792 618 33.577 2.279 955 6.721 36.743 39Outros 427 1.371 222 1.532 1.094 8.362 538 760 1.541 2.526 82.280 87.032 49.156 2.617 29.634

    77.488 81.087 7.552 5.543 52.764 257.081 65.757 97.563 726.093 1.748.042 274.031 668.990 713.045 324.534 717.508 442.261Circulante (77.488) (81.087) (7.552) (5.543) (65.757) (97.563) (274.031) (668.990)No circulante 52.764 257.081 726.093 1.748.042

    As principais transaes com partes relacionadas foram feitas nas seguintes condies: Os produtos foram vendidos com base nas tabelas de preo interno das empresas. As vendas de servios foram efetuadas com base nos custos internos, no havendo margens definidas pelas companhias. (i) Refere-se a captao junto a VOTO-Votorantim Overseas Trading Operations IV Limited (VOTO IV), com vencimentos semestrais e com prazo final para 2020, sendo atualizada a uma taxa pr fixada de 8,5% e variao cambial do dlar norte-americano. (ii) A Companhia detm contratos de mtuos com sua controlada VCNNE com vencimento em 2015, sendo atualizado com a taxa SELIC. Refere-se a contratos de mtuos mantidos com partes relacionadas. O montante vem sendo atualizado mensalmente a taxa de 12% ao ano.(c) Remunerao do pessoal chave da administrao - As despesas com remunerao dos executivos e administradores da Companhia, incluindo todos os benefcios, so resumidas conforme a seguir:

    Controladora31/12/2011 31/12/2010

    Salrios e adicionais 14.465 12.971Encargos sociais 2.382 1.669Benefcios sociais 569 373

    17.416 15.013

    Os benefcios acima incluem remunerao fixa (salrios e honorrios, frias e 13 salrio), encargos sociais (contribuies para a seguridade social - INSS, Fundo de Garantia do Tempo de Servio - FGTS) e programa de remuneraes variveis. 15. Investimentos: (a) Composio(i) Controladora Informaes em 31 de dezembro de 2011 Resultado de equivalncia patrimonial Saldo de investimentos

    Percentual de participaoPatrimnio lquido Resultado do exerccio Votante Total 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Investimentos avaliados por equivalncia patrimonialVotorantim Cimentos Brasil S.A. (Nota 1 (e)) 576.166Votorantim Cimentos N/NE S.A. 3.116.238 399.811 95,25 95,25 380.820 181.587 2.968.336 2.666.266Votorantim Cement North Amrica 2.984.185 61.573 100,00 100,00 61.573 196.701 2.984.185 2.706.974Cimpor - Cimentos de Portugal S.A. (Nota 1 (g)) 4.639.059 585.592 21,21 21,21 124.204 84.712 1.751.017 2.132.556Votorantim Cimentos Amricas S.A. 599.633 94,55 94,55 (16) 566.926 566.926Votorantim Investimentos Latino Americano S.A. (Nota 1 (c)) 4.008.446 179.798 14,27 14,27 25.657 6.032 572.045 559.906Interavia Transportes Ltda. 51.842 28.770 10.529 388.549Silcar - Empeend. Com. Particip. Ltda. 428.981 163.664 100,00 100,00 163.664 108.418 428.981 317.740Companhia Cimento Ribeiro Grande 302.736 68.437 100,00 100,00 68.437 20.777 302.736 200.344Pedreira Pedra Negra Ltda. 115.569 2.162 100,00 100,00 2.162 1.633 115.569 52.166Acariuba Minerao e Participao Ltda. 112.231 21.778 100,00 100,00 21.778 (4.463) 112.231 80.749Maesa - Machadinho Energtica S.A. 417.215 53.374 5,62 5,62 3.000 744 23.447 24.630Yguaz Cemento S.A. 88.958 10.612 35,00 35,00 3.714 31.135 7.328Votorantim Cementos Chile Ltda. (58.990) (73.866) 100,00 100,00 (73.866) 675 (58.991) 27.646Itacamba Cemento S.A. 20.594 1.082 50,00 50,00 541 2.215 10.297 7.497A21 Minerao Ltda. 7.443 3.809 85,00 85,00 3.237 6.327 5.950Eromar S.A. 1.015 (60) 100,00 100,00 (60) 290 1.015 1.589Seacrown do Brasil, Com. Import. e Part. S.A. 11.600 1.999 40,45 40,45 809 (4.235) 4.692 2.387Lux Cem International S.A. (13.668) 673 99,99 99,99 673 (1.779) (13.666) (14.544)Cementos Portland S.A. 190.614 (1.147) 29,50 29,50 (339) 56.231Outros investimentos 18.506 18.203 3.350 18.335Total dos investimentos 804.510 1.198.189 9.865.863 9.752.994

    giosVotorantim Cement North Amrica Inc. 773.860 773.860Companhia Cimento Ribeiro Grande 205.939 205.939St. Marys Cement Inc. 108.938 108.938Engemix S.A. 75.882 75.882 Pedreira Pedra Negra Ltda. 11.700 11.700 A21 Minerao Ltda. 807 807

    1.177.126 1.177.126 Total dos investimentos e gios 11.042.989 10.930.120

    (Ii) Consolidado Informaes em 31 de dezembro de 2011 Resultado de equivalncia patrimonial Saldo de investimentosPercentual de participao

    Patrimnio lquido Resultado do exerccio Votante Total 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Investimentos avaliados por equivalncia patrimonialCimpor - Cimentos de Portugal S.A. (Nota 1 (g)) 4.639.059 585.592 21,21 21,21 124.204 84.712 1.751.017 2.132.556Votorantim Investimentos Latino Americano S.A. (Nota 1 (c)) 4.008.446 179.798 14,27 14,27 25.657 6.032 572.045 580.544Sirama Participaes Ltda. 589.748 222.508 38,25 38,25 85.110 59.798 225.583 177.931Cemento Bio Bio S.A. 774.936 (107.537) 15,15 15,15 (16.292) (16.086) 117.403 199.811Mar Cimento Ltda. (a) 227.384 60.074 51,00 51,00 30.638 28.011 115.966 85.267Polimix Concreto Ltda. (a) 163.883 46.645 27,57 27,57 12.861 7.841 45.186 37.223Supermix Concreto S.A. 193.134 61.089 25,00 25,00 15.272 15.400 48.284 42.831Mizu S.A. (a) 77.401 20.608 51,00 51,00 10.510 11.816 39.475 33.562Maesa - Machadinho Energtica S.A. 417.215 53.374 5,62 5,62 3.000 744 23.447 24.630Yguaz Cemento S.A. 88.958 10.750 35,00 35,00 3.762 31.135 7.328Verona Participaes Ltda. (a) 113.436 58.356 25,00 25,00 14.589 5.175 28.359 13.852Polimix Cimento Ltda. (a) 30.345 51,00 51,00 15.476 15.476Cementos Portland S.A. 190.614 (1.147) 29,50 29,50 (339) 56.231Outros investimentos 2.781 (11.458) 56.144 54.821

    311.753 191.985 3.125.751 3.405.832

    (a) Refere-se a investidas da controlada Silcar - Empreendimentos Comrcio e Participaes Ltda. Nestes investimentos sua participao baseada em determinado segmento de produtos da empresa, portanto a Silcar no detm o controle total ou compartilhado e recebe dividendos desproporcionais.

  • Continua

    Continuao

    Votorantim Cimentos S.A.CNPJ/MF n 01.637.895/0001-32

    Demonstraes Financeiras 2011Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011

    Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    (b) Movimentao dos investimentos Controladora Consolidado2011 2010 2011 2010

    Saldo no incio do exerccio 10.930.120 3.419.461 3.405.832 488.870Equivalncia patrimonial 804.510 1.198.189 311.753 191.985Variao cambial de investimentos no exterior 430.945 (422.379) 120.011 (354.578)Outros resultados abrangentes de investidas (65.111) 79.736 (28.015) 79.736Hedge accounting de investidas (49.156) 21.806 (8.481) 21.806Dividendos recebidos (254.700) (1.409.208) (158.599) (32.995)Aquisies de investimentos e aumento de capital em investidas 170.981 2.985.917 68.329 3.017.753

    Incorporao VCB 5.553.218Baixa de investimentos e reduo de capital em investidas (924.600) (496.620) (585.079) (6.745)

    Saldo no fim do exerccio 11.042.989 10.930.120 3.125.751 3.405.832As principais aquisies e incorporaes esto descritas na Nota 1.

    (c) Investimentos no consolidados que possuem aes em bolsa de valores

    31/12/2011 31/12/2010Valor Valor Valor Valor

    patrimonial de mercado patrimonial de mercado

    Cementos Bio Bio S.A. (*) 117.403 108.500 199.811 203.070 Cimpor Cimentos de Portugal SGPS S.A. (*) 1.751.017 1.845.771 2.132.556 1.610.027

    (*) Calculado de forma proporcional a participao detida pela Companhia.

    16. Imobilizado: (a) Movimentao e Composio(i) Controladora 31/12/2011 31/12/2010

    Terrenos e edificaes

    Equipamentos e instalaes

    Benfeitorias em propriedade de terceiros Veculos Mveis e utenslios

    Obras em andamento

    Total do imobilizado Total do imobilizado

    Saldo no incio do exerccio 402.493 670.930 6.973 76.215 4.200 1.267.296 2.428.107 13.880Adio (157) 17.927 1.573 7 1.181.926 1.201.276 520.772Baixa (8) (4.629) (119) (4.756) (7.253)Depreciao (13.227) (114.583) (1.992) (30.881) (1.119) (161.802) (54.186)Incorporao VCB 1.951.585Reclassificao para ativos mantidos para venda (43.522) (43.522)Transferncias 173.935 1.309.421 8.173 36.006 6.076 (1.547.945) (14.334) 3.309Saldo no final do exerccio 563.036 1.879.066 13.154 82.794 9.164 857.755 3.404.969 2.428.107

    Taxas mdias anuais de depreciao % 2 13 7 21 10

    (ii) Consolidado 31/12/2011 31/12/2010Terrenos e

    edificaesEquipamentos e

    instalaesBenfeitorias em

    propriedade de terceiros Veculos Mveis e utensliosObras em

    andamento Outros Total do

    imobilizado Total do

    imobilizado Saldo no incio do exerccio 1.240.666 2.199.034 220.286 225.209 8.639 1.651.173 71.291 5.616.298 5.054.645Variao Cambial 59.453 95.068 18.915 9.076 182.512 (62.694)Adio 22.529 60.140 13.199 23.879 448 1.528.182 39.684 1.688.061 1.074.035Baixa (9.488) (7.927) (532) (3.185) (1.669) (168.253) (20.962) (212.016) (23.890)Depreciao (34.082) (252.267) (12.428) (63.358) (1.446) (2.747) (366.328) (254.662)Efeitos de controladas includas na consolidao 6.826 15.160 8 955 116 1.454 24.519 (124.321)Reclassificao para ativos mantidos para venda (43.522) (43.522)Transferncias 93.338 1.540.642 172.605 11.575 5.782 (1.759.201) 64.741 (46.815)Saldo no final do exerccio 1.379.242 3.649.850 393.138 213.990 11.870 1.218.909 87.266 6.954.265 5.616.298

    Taxas Mdias anuais de depreciao % 2 13 7 21 10 4,37

    (b) Reviso e ajuste da vida til estimada - A Companhia periodicamente revisa a vida til econmica estimada do seu ativo imobilizado para fins de clculo da depreciao, bem como para determinar o valor residual dos itens do imobilizado. (c) Principais obras em andamento, consolidado - O saldo de obras em andamento composto principalmente de projetos de expanso e otimizao das unidades industriais da Companhia, sendo:

    Consolidado2011 2010

    Nova Linha de Produo Rio Branco/PR 162.975 13.249 Nova Unidade - Cuiab/MT 133.083 7.514 Nova Unidade - Edealina/GO 40.781 Nova Linha de Produo Salto de Pirapora 39.458 120.324 Nova Fbrica Vidal Ramos/SC 31.393 206.308 Nova Unidade - Primavera/PA 22.732 6.346 Aquisies de Terras e Terrenos 21.375 10.150 Moagem So Luis/MA 20.169 3.093 Nova Unidade Porto Velho/RO 18.916 9.042 Const. e Pavimentadora Vicente Matheus 12.856 12.582 Nova Unidade - Xambio 12.415 39.919 Moagem de Pozolana - Poty Paulista 11.787 11.434 Nova Unidade - Itua/BA 10.299 5.286 Moagem de Cimento - Imbituba 7.080 35.028

    545.319 480.275 Durante o exerccio de 2011, os encargos sobre emprstimos capitalizados nas obras em andamento totalizaram R$ 112.919 (31 de dezembro de 2010 - R$ 26.868) na Controladora e R$ 137.778 (31 de dezembro de 2010 - R$ 47.092) no Consolidado. A taxa de capitalizao utilizada foi de 0,78% a.m. O montante de R$ 141.418 (2010 - R$ 39.625) referente despesa de depreciao na Controladora foi reconhecido no resultado em Custo dos produtos vendidos e R$ 20.384 (2010 - R$ 14.561) em despesas operacionais. O montante de R$ 335.647 (2010 - R$ 239.782), referente despesa de depreciao no Consolidado foi reconhecido no resultado em Custo dos produtos vendidos e R$ 30.681 (2010 - R$ 14.880) em despesas operacionais. A Companhia possui emprstimos bancrios garantidos por bens mveis e imveis no valor de R$ 2.914 em 2011.17. Intangvel(a) Composio e movimentao Controladora

    31/12/2011 31/12/2010Direitos sobre

    recursos naturais Softwares Outros

    Total do intangvel

    Total do intangvel

    Saldo no incio do exerccio 102.613 16.358 37.727 156.698 45.809 Adio 5.582 12.611 22.267 40.460 48.304 Baixa (377)Amortizao (1.002) (11.945) 689 (12.258) (14.668)Incorporao VCB 60.386 Transferncias 8.455 (35.582) (27.127) 17.244

    Saldo no final do exerccio 115.648 17.024 25.101 157.773 156.698

    Taxas mdias anuais de depreciao % 9,93 20

    Consolidado31/12/2011 31/12/2010

    gios

    Direitossobre

    recursos naturais Softwares

    Uso do bem

    pblico Outros Total do

    intangvel Total do

    intangvel Saldo no incio do exerccio 1.827.189 911.694 13.424 159.489 262.787 3.174.583 3.247.885 Variao Cambial 97.262 90.733 (392) 187.603 (39.561)Adio 95.156 14.163 127.557 236.876 63.515 Baixa (1.539) (1.539)Amortizao (28.069) (19.007) (6.057) (21.594) (74.727) (165.660)Transferncias (11.456) 13.855 (58.804) (56.405) 68.404

    Saldo no final do exerccio 1.924.451 1.058.058 22.043 153.432 308.407 3.466.391 3.174.583 2.005.617 1.669.234 32.774 315.069 4.016.637

    Taxas mdias anuais de depreciao % 9,93 20 3,069

    (b) gios decorrentes de aquisiesConsolidado

    31/12/2011 31/12/2010Votorantim Cement North Amrica 773.860 773.860 Prairie Material Sales Inc 375.850 333.853 Companhia Cimento Ribeiro Grande 205.939 205.939 Prestige Gunite Inc 131.646 116.936 St. Marys Cement Inc 108.938 108.938 SMC Canad 144.450 119.707 Engemix S.A. 75.882 75.882 SMC USA 34.354 30.515 Suwannee 19.993 17.759 CJ Minerao Ltda. 15.641 15.641 Pedreira Pedra Negra Ltda. 11.700 11.700 S & W 9.426 8.373 Outros 16.772 8.086

    1.924.451 1.827.189

    Os gios tm por fundamentao econmica a rentabilidade futura dos investimentos e at 31 de dezembro de

    2008, eram amortizados de acordo com as projees de retorno dos respectivos investimentos. (c) Teste do gio para verificao de impairment - Ao final do exerccio de 2011, a Companhia e suas controladas avaliaram a recuperao do valor contbil dos gios, com base no seu valor em uso, utilizando o modelo de fluxo de caixa descontado para cada UGC. O processo de estimativa do valor em uso envolve a utilizao de premissas, julgamentos e estimativas sobre os fluxos de caixa futuros e representa a melhor estimativa aprovada pela administrao. O referido teste de recuperao resultou na necessidade de reconhecimento de perdas por reduo do valor recupervel para determinados gios. Conforme demonstrado na Nota 17(b), os gios so alocados s respectivas empresas. O valor recupervel determinado com base em clculos do valor em uso. Esses clculos tm como premissas as projees de fluxo de caixa, antes do clculo do imposto de renda e da contribuio social, tendo como base os oramentos financeiros aprovados pela administrao para o perodo projetado para os prximos cinco anos. Os valores referentes aos fluxos de caixa, para o perodo excedente aos cinco anos, foram extrapolados com base nas taxas de crescimento estimadas que apresentamos a seguir. A taxa de crescimento no excede mdia de longo prazo para o setor de atuao. As principais premissas utilizadas nos clculos do valor em uso do segmento so as seguintes:

    31/12/2011 31/12/2010Margem bruta 36% 37%Taxa de crescimento (i) 0-1% 0-1%Taxa de desconto (ii) 8% 7%

    (i) Taxa de crescimento mdio ponderada, usado para extrapolar os fluxos de caixa aps o perodo orado.(ii) Taxa de desconto antes do imposto, aplicada s projees do fluxo de caixa. Essas premissas representam as mdias usadas para a anlise do segmento operacional. A Companhia determinou a margem bruta orada com base no desempenho passado e em suas expectativas para o crescimento do segmento. As taxas de crescimento mdias ponderadas utilizadas so consistentes com as previses includas nos relatrios do segmento. As taxas de desconto utilizadas correspondem s taxas antes dos impostos e refletem riscos especficos em relao aos segmentos operacionais relevantes. Adicionalmente, a partir de determinados indicadores, a Administrao decidiu pelo registro contbil do impairment para os seguintes investimentos no consolidados: Cimpor Cimentos de Portugal SGPS S.A. - As projees atuais, elaboradas com base em oramento aprovado pela Administrao, indicam circunstancias adversas nos mercados onde a mesma mantm operaes significativas. O clculo de valor em uso, com base nas projees da UGC, aplicando uma margem bruta media de 24,9%, taxa de crescimento de 0% e taxa de desconto antes dos impostos de 9,28% resultou em um impairment, no montante de R$ 522.377 (R$ 344.768, lquido de imposto), reconhecido contabilmente na rubrica Outras receitas (despesas) operacionais na demonstrao de resultado. Cementos Bio Bio S.A. - O clculo de valor em uso, com base nas projees da UGC, aplicando uma margem bruta media de 13,5%, taxa de crescimento de 8,3% e taxa de desconto antes dos impostos de 9,1% resultou no impairment de R$ 65.899 (R$ 43.493, lquido de imposto),reconhecido contabilmente na rubrica Outras receitas (despesas) operacionais na demonstrao de resultado. As projees com base em oramento aprovado pela Administrao refletem as circunstancias adversas dos mercados onde ao Bio Bio atualmente est operando.18. Emprstimos e financiamentos(a) Composio - (i) ControladoraCaptados a longo prazo Passivo circulante Passivo no circulante

    ModalidadeEncargos anuais mdios (%)

    Vencimento final 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Em moeda estrangeiraAgncia de fomento Libor USD + 1,39 2023 7.473 87.012BNDES UMBNDES + 2,45% 2020 9.351 2.407 135.640 48.547Eurobond EUR 5,25% Pr EUR 2017 64.431 60.192 1.825.669 1.671.032Eurobond USD 7,51% Pr USD 2041 24.367 1.406.850

    105.622 62.599 3.455.171 1.719.579

    Em moeda nacionalBNDES URTJLP + 2,89% 2019 48.369 15.188 498.184 255.991BNDES 5,10% Pr BRL 2018 14.872 1.159 124.855 98.533Debntures 112,98% CDI 2021 66.523 34.445 2.600.000 2.000.000FINAME 5,94% Pr BRL /

    URTJLP + 2,46% 2021 22.278 24.929 41.252 61.744PADES (Incentivo fiscal) 2,43% Pr BRL 2020 10.372 26.761 31.868Outros URTJLP + 3,50% 2015 902 906 2.664 3.552

    163.316 76.627 3.293.716 2.451.688268.938 139.226 6.748.887 4.171.267

    EUR - Moeda da Unio EuropiaEURO USD- Moeda dos Estados Unidos da Amrica dlar BRL - Moeda nacional Reais BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social FINAME- Fundo de Financiamento para Aquisio de Mquinas e Equipamentos Industriais UMBNDES - Unidade Monetria do BNDES URTJLP - Taxa de Juros de Longo Prazo fixada pelo Conselho Monetrio Nacional, a TJLP o custo bsico de financiamentos do BNDES CDI - Certificado de Depsito Interbancrio PADES - Programa de Apoio ao Desenvolvimento Econmico e Social do Distrito Federal Agncia de fomento - HSBC Bank. O perfil dos vencimentos das parcelas de emprstimos e financiamentos em 31 de dezembro de 2011 demonstrado a seguir:

    Vencimento das parcelas Em moeda nacional Em moeda estrangeira Total %2012 160.855 106.507 267.362 3,81%2013 129.789 25.178 154.967 2,21%2014 148.691 35.904 184.595 2,63%2015 144.142 36.165 180.307 2,57%2016 133.613 35.970 169.583 2,42%2017 84.504 1.855.308 1.939.812 27,64%2018 430.802 20.520 451.322 6,43%2019 1.424.026 18.575 1.442.601 20,56%2020 600.598 9.248 609.846 8,69%2021 200.012 6.292 206.304 2,94%

    2022 em diante 1.411.126 1.411.126 20,10%3.457.032 3.560.793 7.017.825 100,00%

  • Continua

    Continuao

    Votorantim Cimentos S.A.CNPJ/MF n 01.637.895/0001-32

    Demonstraes Financeiras 2011Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011

    Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    (ii) ConsolidadoCaptados a longo prazo Passivo circulante Passivo no circulante

    ModalidadeEncargos anuais mdios (%)

    Vencimento final 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Em moeda estrangeiraAgncia de fomentos Libor USD + 1,39 2023 7.473 87.012BNDES UMBNDES + 2,45% 2020 18.527 6.983 180.281 79.103Eurobonds EUR 5,25% Pr EUR 2017 64.431 60.192 1.825.669 1.671.032Eurobond USD 7,51% Pr USD 2041 24.367 1.406.850Emprstimos sindicalizados LIBOR + 2,50 2014 36.673 20.611 555.760 527.876Capital de giro LIBOR + 2,50 2012 9.149

    160.620 87.786 4.055.572 2.278.011

    Em moeda nacionalBNDES URTJLP + 2,89% 2019 122.543 64.289 743.489 517.404BNDES 5,10% Pr BRL 2018 19.700 2.835 152.692 120.201Debntures 112,98% CDI 2021 66.523 34.445 2.600.000 2.000.000

    FINAME5,94% Pr BRL / URTJLP + 2,46% 2021 22.912 25.689 45.302 65.035

    PADES (Incentivo fiscal) 2,43% Pr BRL 2020 10.372 26.761 31.868FDI (Incentivo fiscal) URTJLP 2014 7.941 4.729 8.820 11.572Outros 2015 2.940 906 10.525 3.553

    252.931 132.893 3.587.589 2.749.633413.551 220.679 7.643.161 5.027.644

    EUR - Moeda da Unio EuropiaEURO USD - Moeda dos Estados Unidos da Amrica dlar BRL - Moeda nacional Reais BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social FINAME - Fundo de Financiamento para Aquisio de Mquinas e Equipamentos Industriais UMBNDES - Unidade Monetria do BNDES URTJLP - Taxa de Juros de Longo Prazo fixada pelo Conselho Monetrio Nacional, a TJLP o custo bsico de financiamentos do BNDES CDI - Certificado de Depsito Interbancrio PADES - Programa de Apoio ao Desenvolvimento Econmico e Social do Distrito Federal Agncia de fomento - HSBC Bank. O perfil dos vencimentos das parcelas de emprstimos e financiamentos em 31de dezembro de 2011, demonstrado a seguir:

    Vencimento das parcelas Em moeda nacional Em moeda estrangeira Total %2012 246.986 162.580 409.566 5,08%2013 217.122 76.558 293.680 3,65%2014 222.731 82.898 305.629 3,79%2015 215.077 97.828 312.905 3,88%2016 177.936 469.190 647.126 8,03%2017 98.151 1.858.909 1.957.060 24,29%2018 436.832 22.395 459.227 5,70%2019 1.425.075 19.168 1.444.243 17,93%2020 600.598 9.248 609.846 7,57%2021 200.012 6.292 206.304 2,56%

    2022 em adiante 1.411.126 1.411.126 17,52%3.840.520 4.216.192 8.056.712 100,00%

    (b) MovimentaoControladora Consolidado

    2011 2010 2011 2010Saldo no incio do exerccio 4.310.493 103.300 5.248.323 2.962.378

    Captaes 2.309.518 2.963.722 2.434.303 2.976.719Liquidaes (46.676) (195.263) (143.958) (574.971)Juros pagos (478.074) (82.999) (550.229) (280.176)Proviso de juros 539.113 130.530 610.345 232.677Variao cambial 383.451 (67.990) 457.928 (68.304)Incorporao VCB 1.459.193

    Saldo no fim do exerccio 7.017.825 4.310.493 8.056.712 5.248.323

    (c) Garantias - A Companhia uma das garantidoras de parte dos emprstimos contrados por empresas da Votorantim em moeda estrangeira. Em 31 de dezembro de 2011, esses emprstimos totalizaram R$ 2.790.778 (31 de dezembro de 2010 - R$ 2.449.562). (d) Obrigaes contratuais / ndices financeiros - Determinados contratos de emprstimos e financiamentos esto sujeitos ao cumprimento de certos ndices financeiros (covenants), como (i) Alavancagem financeira (Dvida Lquida/ Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciao e Amortizao -EBITDA); (ii) ndice de capitalizao (Dvida Total/ Dvida Total + Patrimnio Lquido ou Patrimnio Lquido/ Ativo Total); (iii) ndice de cobertura de juros (Caixa + EBITDA/ Juros + Dvida de Curto Prazo). Quando aplicveis, tais obrigaes so padronizadas para todos os contratos de emprstimos e financiamentos. A Companhia e suas controladas atenderam a todas as condies estabelecidas nas clusulas contratuais de emprstimos e financiamentos, quando aplicveis. (e) Acordos - A subsidiria Votorantim Cement North America Inc., tem emprstimos com obrigaes que restringem o pagamento de dividendos e novos financiamentos. Alm disso, nos clculos dos covenants foram consideradas as demonstraes financeiras consolidadas e mantida a uniformidade com os perodos anteriores. (f) Captaes - (i) Em abril de 2011, a Companhia estreou no Mercado 30 Anos, com a colocao de um bond no mercado internacional no valor de USD 750 milhes, com vencimento em abril de 2041; garantida pela Votorantim Participaes S.A. e pela Votorantim Industrial S.A., sendo que esta ltima passar a ser a nica garantidora aps o cumprimento de certos requerimentos. O bond foi emitido com juros (cupom) de 7,25% ao ano, a serem pagos semestralmente. O spread foi de 278 pontos-base (2,78%) em relao taxa de referncia de juros norte-americana de 30 anos, com um retorno ao investidor (yield) de 7,30% ao ano. Os recursos oriundos da emisso foram utilizados para o pagamento de dvidas, alongando assim o perfil da dvida. (ii) Em maro de 2011, a Companhia contratou emprstimo no valor de USD 36 milhes com a participao da agncia dinamarquesa de financiamento de longo prazo EKF para financiamento de equipamentos importados. O prazo total de 10 anos, com encargos de LIBOR + 1,385% a.a. (iii) Em fevereiro de 2011, a Companhia efetuou sua terceira emisso pblica de debntures simples, no conversveis em aes, em srie nica, da espcie quirografria, com garantia fidejussria. As debntures foram distribudas com esforos restritos de colocao e com dispensa de registro na Comisso de Valores Mobilirios (CVM), nos termos do artigo 6 da Instruo CVM n 476, de 16 de janeiro de 2009. A emisso no valor de R$ 600.000, com vencimento em fevereiro de 2021, tem remunerao de 113,9% do CDI. (g) Valor justo dos emprstimos e financiamentos - Os valores abaixo foram calculados de acordo com os critrios da nota 5.1

    Controladora Consolidado31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Valor Contbil

    Valor Justo

    Valor Contbil

    Valor Justo

    Valor Contbil

    Valor Justo

    Valor Contbil

    Valor Justo

    Eurobonds 3.321.317 3.264.884 1.731.224 1.731.224 3.321.317 3.264.884 1.731.224 1.731.224BNDES 831.271 800.591 421.825 421.825 1.237.232 1.194.590 790.815 790.815FINAME 63.530 58.069 86.673 86.673 68.214 61.084 90.724 90.724Debntures 2.666.523 2.862.304 2.034.445 2.199.958 2.666.523 2.862.304 2.034.445 2.199.958Outros 135.184 129.951 36.326 36.326 763.426 758.193 601.115 521.791

    7.017.825 7.115.799 4.310.493 4.476.006 8.056.712 8.141.055 5.248.323 5.334.512

    19. Contas a pagar - Trading: Refere-se a compras de determinadas matrias-primas importadas por meio de empresas de trading, que apresentam prazos de pagamento de at 360 dias com comisso calculada e acertada entre as partes antes ou no momento de cada transao comercial, sobre o valor total das compras efetuadas. A reduo dos saldos no perodo de doze meses findo em 31 de dezembro de 2011 decorrente de liquidaes.20. Imposto de renda e contribuio social diferidos: (a) Reconciliao da despesa de IRPJ e CSLL - Os valores de imposto de renda e contribuio social demonstrados no resultado em 31 de dezembro apresentam a seguinte reconciliao com base na alquota nominal brasileira:

    Controladora Consolidado2011 2010 2011 2010

    Lucro antes do imposto de renda, da contribuio social e das participaes minoritrias 978.731 3.494.257 1.131.927 3.881.885Alquotas nominais 34% 34% 34% 34%IRPJ e CSLL calculados s alquotas nominais (332.769) (1.188.047) (384.855) (1.319.841)Ajustes para apurao do IRPJ e da CSLL efetivos

    Equivalncia patrimonial 273.533 407.384 105.996 65.275Incentivo fiscal 10.564 3.230 15.419 32.622Complemento de imposto de renda e contribuio social diferida de exerccios anteriores (23.698) (11.762) (23.694) (11.762)Doaes e subvenes para investimentos 3.003 2.602 47.529 35.430Valor no tributado pelo adicional do imposto de renda 8.800 6.793 8.871 6.817Dividendos Recebidos CIMPOR (22.942) (22.942)Diferencial de alquota de empresas no exterior 35.824 (11.652)Outras adies (excluses) permanentes lquidas (7.097) 4.122 (6.603) 71.816

    IRPJ e CSLL apurados (90.606) (775.678) (224.455) (1.131.295)Correntes (278.061) (109.861) (478.071) (582.398)Diferidos 187.455 (665.817) 253.616 (548.897)

    IRPJ e CSLL no resultado (90.606) (775.678) (224.455) (1.131.295)

    (b) Composio dos saldos de impostos diferidosA origem do imposto de renda e da contribuio social diferidos est a seguir apresentada:

    Controladora Consolidado31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    AtivoPrejuzos fiscais e base negativa 65.703 13.284 82.934Benefcio fiscal sobre gio 3.373 4.723 3.373 4.723Provises 199.793 135.423 361.889 245.914Proviso para impostos sub-judice 38.593 9.466 63.343 23.378Proviso para perdas em investimentos 16.245 14.332 45.112 21.051Proviso para perdas de estoques 19.029 18.354 36.566 24.579PPR - Proviso de participao no resultado 15.011 10.773 17.464 12.461Uso do Bem Pblico - UBP 142.152 121.056Proviso para crditos de liquidao duvidosa 2.412 1.229 3.612 1.763Diferimento da variao cambial 72.311 73.702Outros 16.878 28.994 65.739 30.393

    Ativo no circulante 383.645 288.997 826.236 568.252

    PassivoDiferenas temporrias

    Tributos diferidos sobre o ganho gerado na permuta de ativos - Cimpor 391.018 568.626 391.018 568.626Mais valia de ativos incorporada ao custo do imobilizado 130.586 103.166Ajustes de vida til imobilizado (depreciao) 140.472 109.939 214.119 143.113Diferimento de variao cambial 55.776 58.053Amortizao de gio 157.357 105.890 157.357 105.890Uso do Bem Pblico - UBP 67.096 54.226Outros 42.438 33.691 67.672 37.491

    Passivo no circulante 731.285 873.922 1.027.848 1.070.565

    (c) Movimentao

    Controladora Consolidado31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Saldo no incio do exerccio (584.925) 210.973 (502.313) (1.179)Prejuzos fiscais e base negativa (65.703) (64.931) (69.650) (69.818)Benefcio fiscal sobre gio (1.350) (1.350)Provises temporrias 101.506 57.548 198.840 41.439Utilizao do Bem Pblico - UBP 8.226Tributos diferidos sobre o ganho gerado na permuta de ativos - Cimpor 177.608 (568.626) 177.608 (568.626)Mais valia de ativos incorporado ao custo do imobilizado (27.420) 66.465Ajustes de vida til imobilizado (depreciao) (30.533) (109.939) (71.006) (97.765)Variao cambial 128.087 (13.655) 131.755 49.208Amortizao de gio (51.467) (92.411) (51.467) (66.100)Outros (20.863) (3.884) 5.165 144.063

    Saldo no fim do exerccio (347.640) (584.925) (201.612) (502.313)

    (d) Regime tributrio de transio RTT - Para fins de apurao do imposto de renda e da contribuio social sobre o lucro lquido dos exerccios de 2009 e 2008, a Companhia e suas controladas optaram pelo RTT, que per-mite pessoa jurdica eliminar os efeitos contbeis da Lei 11.638/07 e da MP 449/08, convertida na Lei 11.941/09, por meio de registros no livro de apurao do lucro real - LALUR ou de controles auxiliares, sem qualquer modifi-cao da escriturao mercantil. Em 2011, a Companhia tambm adotou as mesmas prticas tributrias adotadas em 2008, 2009 e 2010, uma vez que o RTT ter vigncia at a entrada em vigor de uma lei que discipline os efeitos fiscais dos novos mtodos contbeis, buscando a neutralidade tributria.21. Provises: A Companhia parte envolvida em processos tributrios, trabalhistas, cveis e outros em anda-mento, e est discutindo essas questes tanto na esfera administrativa como na judicial. Quando aplicvel, foram efetuados depsitos judiciais para fazer frente parte dessas obrigaes. Os saldos das obrigaes tributrias e provises para passivos contingentes registradas contabilmente, so apresentados a seguir:(a) Composio dos saldos

    Controladora31/12/2011 31/12/2010

    Depsitos judiciais

    Montante provisionado

    Totallquido

    Depsitos judiciais

    Montante provisionado

    Totallquido

    Tributrios 322.157 (720.705) (398.548) 225.389 (614.837) (389.448) Trabalhistas 9.847 (47.741) (37.894) 14.556 (48.202) (33.646) Cveis e outros 29.953 (66.380) (36.427) 12.793 (52.243) (39.450)

    361.957 (834.826) (472.869) 252.738 (715.282) (462.544)

    Consolidado31/12/2011 31/12/2010

    Depsitos judiciais

    Montante provisionado

    Totallquido

    Depsitos judiciais

    Montante provisionado

    Totallquido

    Tributrios 422.963 (994.582) (571.619) 261.291 (846.679) (585.388) Trabalhistas 15.609 (69.732) (54.124) 31.859 (60.444) (28.585) Cveis e outros 43.587 (103.526) (59.939) 15.925 (103.160) (87.235)

    482.159 (1.167.840) (685.682) 309.075 (1.010.283) (701.208)

    (b) MovimentaoControladora Consolidado

    2011 2010 2011 2010Saldo no incio do exerccio 462.544 371.989 701.208 682.254

    Adies (lquidas das reverses) 125.623 103.206 153.817 194.957Depsito judicial (lquido das baixas) (109.219) (73.417) (132.999) (23.506)Baixas por pagamento (59.779) (6.287) (122.449) (13.390)Incorporao VCB 197.443Atualizaes e reverso monetria 53.700 (130.390) 86.105 (139.107)

    Saldo no fim do exerccio 472.869 462.544 685.682 701.208

    Os principais processos passivos em 31 de dezembro de 2011 so os seguintes: (c) Natureza das provises - (i) Processos tributrios - Tributrios - referem-se, principalmente, discusso sobre a legalidade do recolhimento de tributos federais, estaduais e municipais. As principais aes tributrias consistem na cobrana de ICMS (Imposto sobre Circulao de Mercadorias e Servios), PIS (Programa de Integrao Social), COFINS (Contribuio para o Financiamento da Seguridade), IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurdica) e CSLL (Contribuio Social sobre o Lucro Lquido). (ii) Processos trabalhistas - Trabalhistas - consistem, principalmente, em reclamaes movidas por ex-empregados e terceiros, cujos pleitos envolvem pagamento de verbas rescisrias, adicionais por insalubridade e periculosidade, horas extras, horas in itinere. Incluem ainda aes cveis referentes a pedidos de indenizao de ex-empregados ou terceiros por supostas doenas ocupacionais, acidentes de trabalho, danos materiais e morais. (iii) Processos cveis - Cveis - as principais aes esto relacionadas a reclamaes sobre danos materiais e morais. A Secretaria de Direito Econmico (SDE) iniciou em 2003 inqurito administrativo envolvendo as maiores companhias de cimento brasileiras, incluindo a Companhia e sua controlada VCNNE. O procedimento investiga a alegao de algumas concreteiras de que as companhias de cimento teriam infringido regras de concorrncia. No h indcios at o momento de que a SDE pretenda encaminhar qualquer recomendao ao Conselho Administrativo de Defesa Econmica (CADE) sobre esse processo. Com base na opinio de seus consultores jurdicos, a Companhia e sua controlada VCNNE entendem que no esto sujeitas a quaisquer penalidades administrativas e/ou criminais. (iv) Processos com probabilidade de perdas consideradas como possveis - A Companhia e suas controladas tambm esto se defendendo em diversos outros processos tributrios, trabalhistas e cveis com probabilidade de perda, avaliada como possvel, conforme abaixo detalhado:

    Consolidado31/12/2011 31/12/2010

    Processos Tributrios 779.682 644.449Processos Cveis 521.979 492.800Outros 20.954 14.080

    1.322.615 1.151.329

    Os principais processos tributrios classificados como possveis referem-se, discusso sobre o recolhimento de impostos e contribuies destinadas a: Imposto sobre Circulao de Mercadorias e Servios (ICMS) - R$ 312.951, ISS - R$ 20.622, PIS/COFINS - R$ 35.582 e IR/CSLL - R$ 135.306. (d) Uso do Bem Pblico - A controlada VCNNE detm contratos de concesso do setor de energia eltrica. Esses contratos prevem, em sua grande maioria, pagamentos anuais a partir do inicio da operao e reajuste pelo IGPM a ttulo de uso do bem pblico

  • Continuao

    Votorantim Cimentos S.A.CNPJ/MF n 01.637.895/0001-32

    Demonstraes Financeiras 201122. Programa de Recuperao Fiscal - REFIS: Em novembro de 2009, a Companhia aderiu ao Programa de Recuperao Fiscal, institudo pela Lei 11.941/09 cujo objetivo regularizar os passivos fiscais por meio de um sistema especial de pagamento e de parcelamento de obrigaes fiscais e previdencirias. Em 28 de junho de 2011, a Companhia efetuou a consolidao dos dbitos no Programa de Recuperao Fiscal, cumprindo de fato todas as formalidades previstas na legislao, sendo os dbitos includos, aqueles oriundos substancialmente de: COFINS: Majorao da alquota da COFINS de 2% para 3% determinada pela Lei 9.718/98; Juros Sobre Capital Prprio JCP: Discusso sobre a no incidncia de JCP sobre PIS/COFINS; PIS: Ampliao da base de clculo e majorao da alquota pela Lei 10.637/02 (MP 66/02); CSLL: Execuo Fiscal decorrente do no pagamento de CSLL aps IR, conforme exigncia da Lei 7.689/88; IR: Auto de Infrao decorrente do no recolhimento de IR sobre aplicaes financeiras. Apresentamos a seguir um resumo dos valores definitivos includos no programa, bem como os benefcios obtidos:Detalhamento do dbito

    Total dos dbitos atualizados includos no programa 269.660Benefcio por reduo de multas de juros (59.769)Multas e juros compensados com prejuzo fiscal e base negativa (31.773)

    Total do dbito 178.118Pagamentos realizados (6.726)

    Saldo do dbito em 31 de dezembro de 2011 171.392Total dos depsitos judiciais (84.660)Saldo devedor em 31 de dezembro de 2011 86.732

    A companhia realizou peties junto a Secretaria da Receita Federal, incluindo dbitos tributrios, a compensao dos depsitos judiciais e outros assuntos, que no foram inicialmente homologados no valor consolidado do Refis conforme extrato emitido por este rgo. A Administrao tem expectativa que todas as suas peties sejam homologadas e por consequncia no espera impactos relevantes em suas demonstraes financeiras. 23. Patrimnio lquido: (a) Capital social - Em 20 de janeiro de 2011, foi aprovado em Assemblia Geral Extraordinria o aumento de capital social em R$ 400.000 mediante a incorporao de parte do saldo das reservas de lucros, conforme ltimo balano aprovado, elevando o capital social de R$ 2.327.212 para R$ 2.727.212, representado por 110.184 aes. Em 9 de maro de 2011, foi aprovado em Assemblia Extraordinria o aumento de capital social em R$ 14.613 mediante a emisso de 355.388 novas aes ordinrias nominativas sem valor nominal, elevando o capital social de R$ 2.727.212 para R$ 2.741.825. Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia realizou aumento de capital social em R$ 4.199 mediante a emisso de 96.052 novas aes ordinrias nominativas, sem valor nominal, elevando o capital social de R$ 2.741.825 para R$ 2.746.024. As aes ora emitidas foram totalmente subscritas e integralizadas pela controladora Votorantim Industrial S.A., com expressa anuncia dos demais acionistas da Companhia e renncia aos seus direitos de preferncia na subscrio das aes ora emitidas. (b) Reserva legal e de reteno de lucros - A reserva legal constituda anualmente como destinao de 5% do lucro lquido do exerccio e no pode ultrapassar 20% do capital social. Sua finalidade assegurar a integridade do capital social. Ela poder ser utilizada somente para compensar prejuzo e aumentar o capital. A reserva de reteno de lucros refere-se reteno do saldo remanescente de lucros acumulados, a fim de atender ao projeto de crescimento dos negcios estabelecido no plano de investimentos. (c) Reserva para incentivos fiscais - Constituda de acordo com o estabelecido no artigo 195-A da Lei das Sociedades por Aes (emendado pela Lei 11.638/07), essa reserva recebe a parcela dos incentivos fiscais, reconhecidos no resultado do exerccio e a ela destinados a partir da conta de lucros acumulados. Esses incentivos no entram na base de clculo do dividendo mnimo obrigatrio. (d) Ajuste de avaliao patrimonial - A Companhia reconhece nesta rubrica o efeito das variaes cambiais sobre os investimentos em controladas no exterior detidas de forma direta ou indireta. Esse efeito acumulado ser revertido para o resultado do exerccio como ganho ou perda, somente em caso de alienao ou perda do investimento. Para as compras de participaes no controladoras, a diferena entre qualquer contraprestao paga e a parcela relevante adquirida do valor contbil dos ativos lquidos da controlada registrada no patrimnio. Os ganhos ou perdas sobre alienaes para participaes no controladoras tambm so registrados no patrimnio. Tambm reconhecida nesta rubrica a parcela de variao cambial sobre contratos de emprstimos e financiamentos em moeda estrangeira destinada como hedge de parte de investimentos no exterior (Hedge de investimento lquido) e hedge de fluxo de caixa. (e) Dividendos - Os dividendos so calculados de acordo com estatuto da Companhia e em consonncia com a Lei das Sociedades por Aes. O clculo dos dividendos, em 31 de dezembro de 2011 pode ser assim demonstrado:Lucro lquido do exerccio 888.125Reserva legal (44.406)Reserva de incentivos fiscais (2.799)Base de clculo dos dividendos 840.920Dividendos mnimos - 25% conforme estatuto 210.230Dividendos complementares 78.593Total dos dividendos propostos 288.823Dividendos por ao - R$ 2,61Quantidade de aes 110.635

    24. Receita lquidaControladora Consolidado

    31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Receita brutaVendas de produtos 5.933.550 2.396.545 9.827.434 9.086.538Receitas de servios 1.109.038 427.345 1.378.121 1.237.124

    7.042.588 2.823.890 11.205.555 10.323.662Impostos sobre vendas e servios e outras dedues (1.756.303) (699.692) (2.507.203) (2.276.581)

    5.286.285 2.124.198 8.698.352 8.047.081

    25. Outras receitas (despesas) operacionais, lquidasControladora Consolidado

    31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Ganho realizado na permuta de ativos - Cimpor (Nota 1(g)) 1.672.980 1.672.980Incentivos fiscais de reinvestimento 2.799 (5.500) 55.585 58.880Impairment de investimentos (522.377) (586.538)Subvenes governamentais 8.833 139.835 31.498Receitas de coprocessamento 13.049 4.803 14.239 7.177Recuperao de tributos 18.068 9.565 23.881 10.746Gerao prpria de energia eltrica 13.728 3.895 15.739 2.072Receita vendas de sucatas 7.348 2.111 10.044 10.151Ganho venda de imobilizado 22.943 13.467 20.896 14.187Outras receitas operacionais (22.524) 118.492 10.387 (73.415)

    (458.133) 1.819.813 (295.932) 1.734.276

    26. Despesas por naturezaControladora Consolidado

    31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Variaes nos estoques de produtos acabados e produtos em elaborao 11.476 161.590 20.537 (274.903)Matrias-primas, insumos e materiais de consumo 2.315.712 788.142 3.842.182 4.043.995Fretes de industrializao 144.959 42.026 196.400 105.068Energia eltrica - consumo 335.468 95.266 412.725 168.569Despesa de benefcios a empregados 560.790 244.345 916.423 699.155Depreciao, amortizao e exausto 174.060 68.854 441.055 420.322Despesas de transporte 149.563 83.918 234.777 483.120Outras despesas 206.876 136.711 745.732 55.419Custo total das vendas, custos de distribuio e despesas administrativas 3.898.904 1.620.852 6.809.831 5.700.74527. Despesas de benefcio a empregados

    Controladora Consolidado31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Salrios e adicionais 302.049 140.843 540.323 393.713Encargos sociais 169.529 63.420 230.853 184.115Benefcios sociais 89.212 40.082 145.247 121.327

    560.790 244.345 916.423 699.155

    28. Resultado financeiro lquidoControladora Consolidado

    31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Receitas

    Juros sobre ativos financeiros 5.923 18.276 13.011 40.224Juros sobre mtuo partes relacionadas 8.728 154.176 23.888 230.362Rendimentos sobre aplicaes financeiras 151.231 83.038 166.262 139.984Outras receitas financeiras - 819 567 15.189

    165.882 256.309 203.728 425.759

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    (UBP). Os contratos apresentam prazo de durao mdia de 35 anos, e os valores a serem pagos anualmente esto demonstrados a seguir:

    Usinas / Empresas Investidora ParticipaoData incio Data fim Data incio 31/12/2011 31/12/2010

    da concesso da concesso pagamento Ativo intangvel Passivo Ativo intangvel PassivoPedra do Cavalo Votorantim Cimentos N/NE S.A. 100% mar/02 abr/37 abr/06 153.432 (374.185) 159.489 (356.047)

    (continuao) Controladora ConsolidadoDespesas 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Juros sobre emprstimos, financiamentos e outros (444.458) (116.351) (479.402) (261.051)Juros sobre mtuo partes relacionadas - Despesas (84.197) (145.414) (28.471) (402.906)Juros e atualizao monetria - UBP (38.870) (48.532)Atualizao monetria sobre contingncias (22.702) (2.600) (44.673) (15.588)Comisses sobre operaes financeiras (24.337) (28.257) (25.022) (29.000)IR s/ remessas de juros ao exterior (32.664) (4.341) (33.130) (4.453)Imposto sobre operaes financeiras - IOF (17.941) (64.754) (20.947) (72.021)Outras despesas financeiras (20.415) (1.011) (51.984) (80.147)

    (646.714) (362.728) (722.499) (913.698)Variaes cambiais e monetrias, lquidas (274.195) 79.328 (253.644) 97.227

    (755.027) (27.091) (772.415) (390.712)

    29. Benefcios de plano de penso e sade ps-emprego: Majoritariamente, a Companhia mantm um plano de contribuio definida. Algumas investidas, no entanto, possuem plano de beneficio definido.(a) Contribuio definida - A Companhia e a sua controlada VCNNE so patrocinadoras de planos de aposentadoria privada administrados pela Fundao Senador Jos Ermrio de Moraes - FUNSEJEM, um fundo fechado de previdn-cia privada, sem fins lucrativos, disponvel a todos os funcionrios. Nos termos do regulamento do fundo, as contribuies dos funcionrios FUNSEJEM so igualadas pelas patrocinadoras, de acordo com o nvel de remunerao do funcionrio. Para os que tm remunerao inferior ao patamar especificado pelo regulamento, as contribuies so igualadas at 1,5% da remunerao mensal do funcionrio. Para aqueles com remunerao superior ao patamar, igualam-se as contribuies do funcionrio at o limite de 6% da remunerao mensal. Po-dem tambm ser realizadas contribuies voluntrias FUNSEJEM. Uma vez cumpridas as contribuies desse plano, no existem obrigaes de pagamentos adicionais. (b) Benefcio definido - A Votorantim Cement North America Inc. e a Votorantim Cimentos N/NE S.A. dispem de planos de aposentadoria de benefcio definido, que oferecem tambm assistncia mdica e seguro de vida, entre outros. O custo dos benefcios de aposentadoria e de outros benefcios desses planos concedidos a funcionrios determinado pelo mtodo de benefcio projetado pro rata sobre o servio e as melhores expectativas da Administrao sobre margens de investimentos, reajustes salariais, tendncias de custo e mortalidade e idade de aposentadoria dos funcionrios. Os valores reconhecidos no balano patrimonial so os seguintes:

    2011 2010Obrigaes de benefcios projetadas para:Planos de benefcios registrados 414.470 377.372Planos de benefcios complementares 23.892 21.973Benefcios de sade ps-emprego 62.806 70.079

    501.168 469.424

    Resultado 2011 2010Benefcios de plano de penso (4.369) (2.821)Benefcios de sade ps-emprego (recuperao) (6.120) 6.134

    (10.489) 3.313Perdas atuariais reconhecidos no resultado abrangente de outros exerccios 34.854 8.272Perdas atuariais acumuladas reconhecidas no resultado abrangente 43.126 8.272

    2011 2010Valor presente das obrigaes financiadas 501.168 469.424Valor justo dos ativos do plano 367.097 356.316Dficits dos planos financiados 134.071 113.108Efeito da limitao de ativos 467 909Saldo de Balano 134.538 114.017A movimentao na obrigao de benefcio definido durante o exerccio apresentada a seguir:

    2011 2010Em 31 de dezembro 469.424 414.255Custo do servio corrente 4.332 3.808Custo financeiro 24.371 23.609Contribuies de participantes do plano 2.067 2.747Perdas (ganhos) atuariais 18.074 31.990Variaes cambiais (3.525) 17.633Ganhos financeiros sobre ativos do plano 29.563 5.373Benefcios pagos (13.423) (6.680)Custo de benefcios passados (26.690) (23.311)Redues nos benefcios (3.026) -Em 31 de dezembro 501.167 469.424

    A movimentao do valor justo dos ativos do plano de benefcios nos perodos apresentada a seguir:2011 2010

    Em 31 de dezembro 356.316 326.247 Retorno esperado sobre ativos do plano 7.753 29.530 Ganhos (perdas) atuariais (338) - Contribuies do empregador 20.375 15.167 Contribuies do empregado 723 763 Benefcios pagos (30.439) (29.511) Variaes cambiais 12.707 14.120Em 31 de dezembro 367.097 356.316

    As principais premissas atuariais usadas foram as seguintes:2011 2010

    VCNNE Brasil Brasil Taxa de retorno esperado dos ativos 5,0 5,0 Crescimento salariais futuros 3,0 3,0 Tbua biomtrica de mortalidade geral 8,3 8,3

    2011 2010VCNA Canad USA Canad USA Taxa de desconto 5,2 4,6 5,6 5,5 Taxa de retorno esperado dos ativos 7,0 7,5 7,0 7,5 Crescimento salariais futuros 2,5 2,5 2,8 3,0 Tbua biomtrica de mortalidade geral 8,3 6,9 6,9 5,0

    (c) Benefcios ps-emprego (planos de penso e sade) - Os ativos do maior plano de penso e sade (Votorantim Cement North America Inc.) so compostos desta forma:

    2011 2010Caixa e equivalentes 3.671 7.126 Instrumentos em ao de capital 183.548 195.973 Fundo de renda fixa 179.878 153.217

    367.097 356.316

    30. Seguros: De acordo com a Poltica Corporativa de Gesto de Seguros da Companhia, so contratados diferen-tes tipos de aplices de seguros, tais como seguros de riscos operacionais e responsabilidade civil, proporcionando proteo para seus ativos, para possveis perdas com interrupo de produo, bem como para danos a terceiros. A Companhia e suas controladas mantm seguro de responsabilidade civil, para suas operaes no Brasil, Canad e Estados Unidos, com coberturas e condies, consideradas pela Administrao destas, adequadas aos riscos inerentes. Para as principais plantas do Brasil e a operao da Amrica do Norte contratada aplice All Risks para todos os seus ativos, incluindo cobertura para perdas com interrupo de produo. A cobertura de seguro operacional vigente em 31 de dezembro de 2011 a seguinte:Ativo Tipo de cobertura Importncia seguradaInstalaes, equipamentos Danos materiais 8.644.002

    Lucros cessantes 1.313.8429.957.844

    Seguro de riscos operacionais e responsabilidade civil na usina hidreltrica Pedra do Cavalo - VCNNE - Anualmente contratado seguro de riscos operacionais para a UHE, com cobertura All Risks e Importncia Segurada total de R$ 199.050. A Companhia mantm seguro de responsabilidade civil, para esta operao, com coberturas e condies, consideradas pela Administrao da Companhia, adequadas aos riscos inerentes.31. Eventos subsequentes: Em janeiro de 2012, a Companhia efetuou sua quarta emisso pblica de debntures simples, no conversveis em aes, em duas sries de R$ 500 milhes cada uma, da espcie quirografria, com garantia fidejussria. As debntures distribudas com esforos restritos de colocao e com dispensa de registro na Comisso de Valores Mobilirios (CVM), nos termos do artigo 6 da Instruo CVM n 476, de 16 de janeiro de 2009. A 1 srie no valor de R$ 500 milhes tem remunerao de CDI + 1,09% a.a. e a 2 srie, tambm no valor de R$ 500 milhes, tem remunerao de 111% do CDI. Ambas as sries vencem em maio de 2018. Em fevereiro de 2012, a Companhia emitiu USD 500 milhes no mercado internacional atravs da reabertura de Bonds com vencimento em abril de 2041. Com o valor captado, a operao ter valor de principal USD 1,250 milhes e as demais condies sero mantidas, como o pagamento de cupom semestral de 7,25% ao ano. A emisso tem avaliao de risco BBB da agncia de rating Standard & Poors, Baa3 da Moodys e BBB- da Fitch.Os recursos oriundos da emisso sero utilizados para o pagamento antecipado de dvidas, alongando assim o perfil da dvida.

    Continua

  • Continuao

    Votorantim Cimentos S.A.CNPJ/MF n 01.637.895/0001-32

    Demonstraes Financeiras 2011Walter Schalka

    Diretor PresidenteLuiz Alberto de Castro Santos

    Diretor

    Diretoria

    Relatrio dos auditores independentes sobre as demonstraes financeiras

    Moacir FelizariContador - CRC - SC 019715/O-3 SSP

    Aos Administradores e AcionistasVotorantim Cimentos S.A. Examinamos as demonstraes financeiras individuais da Votorantim Cimentos S.A. (Companhia ou Controla-dora) que compreendem o balano patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstraes do resultado, do resultado abrangente, das mutaes do patrimnio lquido e dos fluxos de caixa para o exerccio findo nessa data, assim como o resumo das principais polticas contbeis e as demais notas explicativas, bem como as demonstraes financeiras consolidadas da Votorantim Cimentos S.A. e suas controladas (Consolidado) que compreendem o balano patrimonial consolidado em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstraes consolidadas do resultado, do resultado abrangente, das mutaes do patrimnio lquido e dos fluxos de caixa para o exerccio findo nessa data, assim como o resumo das principais polticas contbeis e as demais notas explicativas.Responsabilidade da administrao sobre as demonstraes financeiras - A administrao da Companhia responsvel pela elaborao e adequada apresentao dessas demonstraes financeiras individuais de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil e dessas demonstraes financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatrio financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as prticas contbeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessrios para permitir a elaborao dessas demonstraes financeiras livres de distoro relevante, indepen-dentemente se causada por fraude ou por erro.Responsabilidade dos auditores independentes - Nossa responsabilidade a de expressar uma opinio sobre essas demonstraes financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigncias ticas pelo auditor e que a audi-toria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurana razovel de que as demonstraes financeiras esto livres de distoro relevante.Uma auditoria envolve a execuo de procedimentos selecionados para obteno de evidncia a respeito dos va-lores e das divulgaes apresentados nas demonstraes financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliao dos riscos de distoro relevante nas demonstraes financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliao de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaborao e adequada apresentao das demonstraes financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que so apropriados nas circunstncias, mas no para expressar uma opinio sobre a eficcia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui tambm a avaliao da adequao das polticas contbeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contbeis feitas pela administrao, bem como a avaliao da apresentao das demonstraes financeiras tomadas em conjunto.

    Acreditamos que a evidncia de auditoria obtida suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinio.Opinio sobre as demonstraes financeiras individuais - Em nossa opinio, as demonstraes financeiras individuais acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posio patrimonial e financeira da Votorantim Cimentos S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operaes e os seus fluxos de caixa para o exerccio findo nessa data, de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil. Opinio sobre as demonstraes financeiras consolidadas - Em nossa opinio, as demonstraes financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posio patrimonial e financeira da Votorantim Cimentos S.A. e suas controladas em 31 de dezembro de 2011, o desempenho consoli-dado de suas operaes e os seus fluxos de caixa consolidados para o exerccio findo nessa data, de acordo com as normas internacionais de relatrio financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as prticas contbeis adotadas no Brasil.nfase - Chamamos ateno para a Nota 14 s demonstraes financeiras, que descreve que a Companhia man-tm saldos e realiza transaes com sua controladora e outras partes relacionadas em montantes significativos em relao sua posio patrimonial e financeira e aos resultados de suas operaes. Nossa opinio no est ressalvada em relao a esse assunto.Outros assuntosInformao suplementar - demonstraes do valor adicionado - Examinamos tambm as demonstraes in-dividuais e consolidadas do valor adicionado (DVA), referentes ao exerccio findo em 31 de dezembro de 2011, preparadas sob a responsabilidade da administrao da Companhia, e apresentadas como informao suplemen-tar, uma vez que as prticas contbeis adotadas no Brasil e as IFRS no requerem sua apresentao para a Com-panhia. Essas demonstraes foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinio, esto adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relao s demonstraes financeiras tomadas em conjunto.

    So Paulo, 28 de maro de 2012

    Carlos Eduardo Guaran MendonaContador CRC 1SP196994/O-2

    PricewaterhouseCoopersAuditores Independentes

    CRC 2SP000160/O-5

  • Votorantim Industrial S.A.CNPJ/MF n 03.407.049/0001-51

    Demonstraes Financeiras 2011

    Continua Continua

    RELATRIO DA ADMINISTRAO

    Balanos patrimoniais em 31 de dezembro - Em milhares de reais Demonstraes do resultado - Exerccios findos em 31 de dezembro Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Demonstraes dos fluxos de caixaExerccios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais

    Demonstraes das mutaes do patrimnio lquidoEm milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011 e 2010Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Senhores Acionistas: Em cumprimento s disposies legais e estatutrias, submetemos apreciao de V.Sas. as Demonstraes Financeiras relativas aos exerccios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, compostas pelo Balano patrimonial, Demonstrao do resultado, Demonstrao das mutaes do patrimnio lquido, Demonstrao dos fluxos de caixa e Notas explicativas. Queremos agradecer aos nossos clientes, fornecedores e presta-dores de servios, pelo apoio e cooperao e a confiana em ns depositada, e em especial aos nossos colaboradores, pelo empenho apresentado.

    So Paulo, 28 de abril de 2012. A Diretoria.

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    31/12/2011 31/12/2010AtivoCirculante

    Caixa e equivalentes de caixa 3.873 162Aplicaes financeiras 39.894 1.641.443Instrumentos financeiros derivativos 9.828Contas a receber de clientes 17.668 11.693Tributos a recuperar 41.238 34.516Dividendos a receber 190.418 520.010Contas a receber com venda de participaes 2.362.003Outros ativos 76.808 3.139

    2.741.728 2.210.963No Circulante

    Realizvel a longo prazoInstrumentos financeiros derivativos 75.000Partes relacionadas 889.469 882.434Tributos diferidos 659.588 716.578Tributos a recuperar 250.164 254.535Opo de compra de aes 103.619 450.577Outros ativos 102.468 2.468Investimentos 23.303.825 22.707.000Imobilizado 25.697 17.732Intangvel 1.878 3.173

    25.411.708 25.034.497

    Total do Ativo 28.153.436 27.245.460

    31/12/2011 31/12/2010Passivo e patrimnio lquidoCirculante

    Instrumentos financeiros derivativos - 69.960Fornecedores 87.311 256.068Salrios e encargos sociais 30.751 24.734Tributos a recolher 131.787 8.274Dividendos a pagar para os acionistas controladores 519.283 626.824Contas a pagar e outros passivos 33.638 37.100

    802.770 1.022.960No Circulante

    Partes Relacionadas 1.799.600 2.251.380Tributos diferidos 88.510 128.000Provises 145.608 140.993Instrumentos financeiros derivativos 161.000Tributos a recolher 173.482 84.322Outros passivos - 64.678

    2.368.200 2.669.3733.170.970 3.692.333

    Patrimnio lquidoCapital social 19.925.320 19.367.127Reservas de lucros 6.687.741 5.753.206Lucros acumuladosAjustes de avaliao patrimonial (1.630.595) (1.567.206)Total do patrimnio lquido 24.982.466 23.553.127

    Total do passivo e patrimnio lquido 28.153.436 27.245.460

    2011 2010Receitas (despesas) operacionais

    Gerais e administrativas (210.425) (72.694)Outras receitas (despesas) operacionais, lquidas 838.488 (495.183)

    Lucro operacional antes das participaes societrias e do resultado financeiro 628.063 (567.877)Resultado de participaes societrias

    Equivalncia patrimonial 400.458 2.904.000Resultado financeiro lquido 430.596 (157.000)Lucro antes do imposto de renda e da contribuio social 1.459.117 2.179.123Imposto de renda e contribuio social

    Correntes (205.777)Diferidos (27.720) 122.621

    Lucro lquido do exerccio 1.225.620 2.301.744Lucro bsico e diludo por ao (em reais) 0,07 0,15

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    2011 2010Fluxo de caixa das atividades operacionaisLucro antes do imposto de renda e da contribuio social das operaes continuadas 1.459.117 2.179.123Lucro lquido das operaes descontinuadas

    Juros e variaes monetrias e cambiais 336 (50.773)Equivalncia patrimonial (400.458) (2.904.000)Depreciao, amortizao e exausto 5.620 6.447Valor da baixa de investimento e imobilizado 2.412.325Valor residual do ativo permanente baixado 78.592Ganho de capital na alienao de investimentos (1.143.000)Outras receitas operacionais 346.958 545.755Proviso para crditos de liquidao duvidosaProviso para contingncias e obrigaes tributrias 5.796 70.743

    Variaes nos ativos e passivosAplicaes financeiras 1.601.549 (1.225.459)Instrumentos financeiros derivativos 6.212Contas a receber de clientes (5.975) 976Contas a receber com venda de participaes (2.362.003)Tributos a recuperar (2.351) (28.794)Partes relacionadas (458.815) (806.160)Demais crditos e outros ativos (144.399) 4.197Fornecedores (168.757) (99.131)Salrios e encargos sociais 6.017 3.374Tributos a recolher 123.513 107.434Demais obrigaes e outros passivos (19.987) 21.470

    Caixa proveniente das operaes 1.261.699 (2.096.206)Juros pagosImposto de renda e contribuio social pagos (205.777)

    Caixa lquido proveniente das atividades operacionais 1.055.922 (2.096.206)Fluxo de caixa das atividades de investimento

    Aquisio de imobilizado (12.404) (8.364)Aquisio de investimentos (1.843.382)Recebimento de dividendos 783.382 1.237.397

    Caixa lquido usado nas atividades de investimento (1.072.404) 1.229.033Fluxo de caixa das atividades de financiamento

    Aumento de capital 558.193 1.000.000Captaes de recursos 416.181Liquidao de emprstimos e financiamentos (390.473)Pagamento de dividendos (538.000) (159.644)

    Caixa lquido proveniente das (usado nas) atividades de financiamentos 20.193 866.064Decrscimo em caixa e equivalentes de caixa 3.711 (1.109)Caixa e equivalentes de caixa no incio do exerccio 162 1.271Caixa e equivalentes de caixa no fim do exerccio 3.873 162

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Reservas de lucros LucrosAjuste de avaliao

    Total Patrimnio

    Capital social Legal Reteno acumulados patrimonial lquidoEm 31 de dezembro de 2009 11.395.763 332.791 3.468.446 (987.762) 14.209.238Total do resultado abrangente do exerccioLucro lquido do exerccio 2.301.744 2.301.744Outros componentes do resultado abrangente do exerccio 277.049 (579.444) (302.395)

    Total do resultado abrangente do exerccio 277.049 2.301.744 (579.444) 1.999.349Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistas Aumento de capital social 7.971.364 7.971.364Destinao do lucro lquido do exerccioConstituio de reserva legal 131.963 (131.963)Dividendos pagos e propostos (R$ 0,04 por ao) (626.824) (626.824)Reteno de lucros 1.542.957 (1.542.957)

    Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistas 7.971.364 131.963 1.542.957 (2.301.744) 7.344.540Em 31 de dezembro de 2010 19.367.127 464.754 5.288.452 (1.567.206) 23.553.127Total do resultado abrangente do exerccioLucro lquido do exerccio 1.225.620 1.225.620Outros componentes do resultado abrangente do exerccio 16.611 16.611

    Total do resultado abrangente do exerccio 1.225.620 16.611 1.242.231Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistas Aumento de capital social 558.193 558.193 Aquisio de participao dos acionistas no controladores (80.000) (80.000)Destinao do lucro lquido do exerccioConstituio de reserva legal 61.281 (61.281)Dividendos pagos e propostos (R$ 0,02 por ao) (291.085) (291.085)Reteno de lucros 873.254 (873.254)

    Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistas 558.193 61.281 873.254 (1.225.620) (80.000) 187.108Em 31 de dezembro de 2011 19.925.320 526.035 6.161.706 0 (1.630.595) 24.982.466

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    1. Consideraes GeraisA Votorantim Industrial S.A. (Companhia ou VID), com sede na cidade de So Paulo, tem por objetivo a administrao de bens e empresas, podendo participar em outras companhias civis e comerciais de qualquer natureza, no interesse de suas finalidades. A Companhia, por meio de suas contro-ladas e coligadas, atua nos segmentos de cimento e concreto, celulose, metais (alumnio, zinco e nquel), siderurgia, gerao de energia eltrica, agroindstria (concentrado de suco de laranja) e qumicos (nitrocelulose). Adicionalmente, a Companhia exerce atividades conexas ou relacionadas ao objeto social, direta ou indiretamente, inclusive importao ou exporta-o, bem como a contratao de fornecedores e servios de terceiros por conta e ordem de suas subsidirias.Principais aquisies e vendas de negcios em 2011 e 2010(a) Aquisio de aes da Votorantim Investimentos Latino--Americanos S.A. Em 05 de novembro de 2010, a Companhia recebeu participao na Votorantim Investimentos Latino-Americanos S.A., representada por 99 aes ordinrias nominativas, com valor patrimonial de R$ 314.421 de sua controladora Votorantim Participaes S.A., via aumento de capital.(b) Aquisio de aes da Votorantim Cimentos S.A. Em 05 de novembro de 2010, a Companhia recebeu participao na Votorantim Cimentos S.A., representada por 31.005.075 aes ordinrias nominativas, com valor patrimonial de R$ 1.571.131 de sua controladora Votorantim Participaes S.A., via aumento de capital.(c) Aquisio de aes da Prometeu Participaes S.A. (antiga Tivit)Em 05 de novembro de 2010, a Companhia recebeu participao na Prometeu Participaes S.A., representada por 21.502 aes ordinrias nominativas, com valor patrimonial de R$ 96.723 de sua controladora Votorantim Participaes S.A., via aumento de capital.(d) Aquisio de aes da Usinas Siderrgicas de Minas Gerais S.A. (USIMINAS)Em 18 de dezembro de 2010, a Companhia recebeu participao da Usinas Siderrgicas de Minas Gerais S.A. (USIMINAS), representada por 26.660.054 aes ordinrias nominativas, com valor patrimonial de R$ 157.383 de sua controladora Votorantim Participaes S.A., via aumento de capital.(e) Aquisio de aes da Votorantim GmbhEm 17 de dezembro de 2010, a Companhia recebeu sua participao na Votorantim Gmbh, representada por 1.726.866.564 aes ordinrias nominativas, com valor patrimonial de R$ 2.400.344 de sua controladora Votorantim Participaes S.A., por conta de aumento de capital.2. Apresentao das demonstraes financeiras A emisso dessas demonstraes financeiras foram aprovadas pela Dire-toria em 27 de abril de 2012, considerando os eventos subsequentes ocor-ridos at essa data, que tiveram efeito sobre as divulgaes das referidas demonstraes.2.1 Base de apresentaoAs demonstraes financeiras foram preparadas tendo o custo histrico como base de valor e ajustadas para refletir, na data de transio para a adoo integral dos pronunciamentos tcnicos do Comit de Pronuncia-mentos Contbeis (CPCs), o valor justo de certos ativos financeiros e pas-sivos financeiros (inclusive instrumentos derivativos) mensurados ao valor justo contra o resultado do exerccio.A preparao das demonstraes financeiras requer o uso de certas

    estimativas contbeis crticas e tambm o exerccio de julgamento por par-te da administrao da Companhia no processo de aplicao das polticas contbeis. Aquelas reas que requerem maior nvel de julgamento e pos-suem maior complexidade, bem como as reas nas quais premissas e esti-mativas so significativas para as demonstraes financeiras consolidadas, esto divulgadas na Nota 3.As presentes demonstraes financeiras individuais foram preparadas conforme as prticas contbeis adotadas no Brasil emitidas pelo CPC. As prticas contbeis adotadas para a preparao das demonstraes finan-ceiras individuais diferem do CPC aplicvel s demonstraes financeiras separadas, somente no que se refere avaliao dos investimentos em controladas, coligadas e controladas em conjunto pelo mtodo de equiva-lncia patrimonial, uma vez que para fins desse CPC seria adotado o valor de custo ou valor justo.A Companhia no est apresentando demonstraes financeiras consoli-dadas, considerando que sua controladora j disponibilizou ao pblico suas demonstraes financeiras consolidadas. Estas demonstraes consolida-das esto disponveis no site da Companhia.3. Estimativas e premissas contbeis crticasAs estimativas e premissas contbeis so continuamente avaliadas e baseiam-se na experincia histrica e em outros fatores, incluindo expec-tativas de eventos futuros, consideradas razoveis para as circunstncias.Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relao ao fu-turo. Por definio, as estimativas contbeis resultantes raramente sero iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contbeis de ativos e passivos para o prximo exerc-cio financeiro, esto contempladas abaixo.(a) Imposto de renda e contribuio social e outros impostosA Companhia est sujeita ao imposto de renda em todos os pases em que

    opera. necessrio um julgamento significativo para determinar a proviso para impostos sobre a renda nesses diversos pases. Em muitas operaes, a determinao final do imposto incerta. A Companhia tambm reconhece provises por conta de situaes em que provvel que valores adicionais de impostos sero devidos. Quando o resultado final dessas questes di-ferente dos valores inicialmente estimados e registrados, essas diferenas afetaro os ativos e passivos fiscais atuais e diferidos no perodo em que o valor definitivo determinado.(b) Valor justo de derivativos e outros instrumentos financeirosO valor justo de instrumentos financeiros que no so negociados em mer-cados ativos determinado mediante o uso de tcnicas de avaliao. O Grupo utiliza seu julgamento para escolher diversos mtodos e definir pre-missas que se baseiam principalmente nas condies de mercado existen-tes na data do balano.(c) ProvisesA Companhia parte em alguns processos judiciais e administrativos. Pro-vises so constitudas para todas as contingncias referentes a processos judiciais que representam perdas provveis. A avaliao da probabilidade de perda inclui a avaliao das evidncias disponveis, entre elas a opinio dos advogados externos. A administrao acredita que essas contingncias esto corretamente apresentadas nas demonstraes financeiras.

    4. Partes relacionadas: (a) Saldos e transaes com partes relacionadas (ativo)Contas a receber de clientes Dividendos a receber Outros Ativos

    Sociedades Ligadas 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Citrovita Agro Industrial Ltda. 463 498 174.027Citrovita Agropecuria Ltda. 82 3.721Fibria Celulose S.A. 4.289 1.583 77.542 91Inecap Investimentos S.A. 3.649 65.105Santa Cruz Gerao Energia S.A. 8.300Tivit Tecnologia da Informao S.A. 33.837Usinas Siderrgicas de Minas Gerais S.A. - USIMINAS 9.594Votorantim Cementos Chile Ltda. 209.047 175.979Votorantim Cimentos NNE S.A. 386 173 491 665Votorantim Cimentos S.A. 9.849 4.833 181.221 358.732 88.907Votorantim Energia Ltda. 48 141 1.756Votorantim Gmbh 600 873 585.398 493.777Votorantim Investimentos Latino-Americanos S.A. 4.972Votorantim Metais Participaes Ltda. 534 1.173 79Votorantim Siderurgia S.A. 698 1.015Outras 801 1.322 84 72 468 4.814

    17.668 11.693 190.418 520.010 889.469 882.434Circulante (17.668) (11.693) (190.418) (520.010)No Circulante 889.469 882.434

  • Votorantim Industrial S.A.CNPJ/MF n 03.407.049/0001-51

    Demonstraes Financeiras 2011ContinuaoContinuao

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011 e 2010Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Diretoria

    (b) Saldos e transaes com partes relacionadas (passivo)

    Fornecedores

    Dividendos e Juros sobre Capital

    prprio a pagar Outros Passivos ComprasSociedade Controladora 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Votorantim Participaes S.A. 519.283 626.824 40.439 15.141Sociedades LigadasCitrovita Agro Industrial Ltda. 61.063 231.329 23.515Citrovita Agropecuria Ltda. 7.955Companhia Brasileira de Alumnio 313.571 365.016Intervia Txi Areo Ltda. 3.440Votorantim Cimentos S.A. 417 16.932 2.107Votorantim Gmbh 1.418.840 1.583.029Votorantim Investimentos Latino-Americanos S.A. 12.682 3.695Votorantim Metais S.A. 1.595 22.154 2.585 97.537Votorantim Metais Zinco S.A. 87 168.229Outras 9 2.585 147 3.348

    62.667 256.068 519.283 626.824 1.799.600 2.251.380 3.440 24.291Circulante (62.667) (256.068) (519.283) (626.824) (1.799.600) (2.251.380)No Circulante5. Investimentos(a) Informaes sobre os investimentos

    Controladora

    Informaes em 31 de dezembro de 2011Resultado de

    equivalncia patrimonial Saldo do investimento

    Empresa

    Patrimnio lquido

    ajustado

    Resultado do exerccio

    ajustado

    Percentual de participao

    (%) 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Citrovita Agro Industrial Ltda. 1.154.000 (227.500) (131.109)Companhia Brasileira de Alumnio 5.878.271 (241.046) 99,98 (241.006) 256.532 5.878.392 6.063.961Companhia Nitro Qumica Brasileira 7.000 100 7.000 (12.748) 275.865Esag Holding Participaes S.A. 42.000 1,47 105 185 29.682Fibria Celulose S.A. 14.510.000 (868.000) 29,34 (256.000) 175.643 4.257.484 4.512.906Inecap Investimentos S.A. 285.306 81.000 18,72 52.000 175.218 53.412 508.133Santa Cruz Gerao Energia S.A. 34.940 20.357 100,00 20.357 11.709 34.940 18.190Usinas Siderrgicas de Minas Gerais S.A. - USIMINAS 6 12.199 647 1.128.150Voto - Votorantim Limited 17.001 100 (1.323) 17.001 15.103Voto V 21.518 (1.000) 100 (1.000) (3.142) 21.518 20.063Votorantim Cimentos S.A. 5.133.000 888.125 95,97 795.000 1.676.689 4.926.413 3.788.995Votorantim Comercial Exportadora e Importadora Ltda. (2.539)Votorantim Comrcio e Indstria Ltda. 62.823 (527) 100 (1.000) 62.823 101.870Votorantim Energia Ltda. 2.609 (9.809) 100 (10.000) (2.846) 2.609 87.418Votorantim GmbH 1.599.290 372.836 100 372.000 192.148 1.599.290 1.176.252Votorantim Investimentos Latino-Americanos S.A. 4.123.524 179.798 9,87 (77.727) 72.705 244.200 363.886Votorantim Metais Invest. Ltda. 1.888 99,99 1.888 7.000Votorantim Metais Ltda. 2.567.465 (137.685) 97,10 (135.105) 411.522 2.493.034 1.789.844Votorantim Metais S.A. 1.575.791 (124.347) 59 (71.750) (16.000) 934.460 879.067Votorantim Siderurgia Participaes S.A. 100 53.777Votorantim Siderurgia S.A. 2.045.748 (43.996) 100 (44.000) 35.899 2.045.748 1.899.699Voto-Votor. Ov Trad Op IV Lmtd. 51.112 3.923 50 2.000 25.556 20.781Votorantim Cimentos N/NE S.A. 3.081.380 399.811 0,58 2.000 18.159Votorantim Metais Zinco S.A. 2.639.341 (31.899) 25,62 (27.000) 676.146 Total de investimentos em controladas e coligadas 397.968 2.892.887 23.293.259 22.686.865 Outros investimentos 2.490 11.113 10.566 20.135

    400.458 2.904.000 23.303.825 22.707.000

    (b) Movimentao dos investimentos2011 2010

    Saldo no incio do exerccio 22.707.000 15.462.953Equivalncia patrimonial 400.458 2.904.000Variao cambial de investimentos no exterior 975.128 (520.692)Ajustes de instrumentos financeiros (184.000) 212.248Baixas de investimento (2.005.520)Adies e aumento de capital em investidas 1.834.000 7.057.000Outros resultados abrangentes 30.550Dividendos recebidos e a receber (453.790) (2.408.509)Saldo no fim do exerccio 23.303.825 22.707.000

    6. Patrimnio lquido(a) Capital socialEm 31 de dezembro de 2010 e 30 de dezembro de 2011, o capital social da Companhia foi aumentado em R$ 7.971.364 e R$ 558.193 por meio da capitalizao de crditos de diversas naturezas detidos pela acionista Votorantim Participaes S.A., totalizando o valor de R$ 19.367.127 e R$ 19.925.320, respectivamente.Em 31 de dezembro de 2011, o capital social totalmente subscrito e integra-lizado representado por 17.512.160.870 aes ordinrias nominativas no valor de R$ 19.925.320.(b) DividendosOs dividendos so calculados de acordo com o estatuto da Companhia e em consonncia com a Lei das Sociedades por Aes, que no seu art. 202, 3 e com a redao dada pela Lei n 10.303/2001, prev que assembleia geral pode, desde que no haja oposio de qualquer acionista presente, deliberar a distribuio de dividendo inferior ao mnimo obrigatrio.Em 21 de dezembro de 2010, com base no lucro previsto para o exerccio de 2010, a Administrao da Companhia props os dividendos no montan-te de R$ 626.824, os quais foram na mesma ocasio referendados pelos Acionistas.Dessa forma, o clculo dos dividendos, em 31 de dezembro de 2011, pode ser assim demonstrado:

    31/12/2011Lucro lquido do exerccio - atribudo aos acionistas controladores 1.225.620Reserva legal (61.281)Base de clculo dos dividendos 1.164.339Dividendos (291.085)Porcentagem sobre o lucro lquido do exerccio 25%

    (c) Reservas de lucrosA reserva legal constituda mediante a apropriao de 5% do lucro lquido do exerccio social ou saldo remanescente, limitado a 20% do capital social, podendo ser utilizada somente para aumento de capital ou absoro de prejuzos acumulados.A reserva de reteno foi constituda para registrar a reteno do saldo re-manescente de lucros acumulados, a fim de atender ao projeto de cresci-mento dos negcios estabelecido no plano de investimentos da Companhia.(d) Outros resultados abrangentesA Companhia reconhece nessa rubrica o efeito das variaes cambiais so-bre os investimentos em controladas no exterior, detidas de forma direta ou indireta. Esse efeito acumulado ser revertido para o resultado do exerccio como ganho ou perda somente em caso de alienao ou perda do inves-timento.Tambm so consideradas nesta rubrica: a variao cambial de dvidas e derivativos designados para mitigar riscos cambiais e de preos de commodities (hedge accounting); e a parcela de valor justo de ativos finan-ceiros disponveis para venda.

    Paulo Cesar SantosContador - CRC 1 PR024439/O SSP.

    Raul CalfatDiretor-geral

    Alexandre Silva DAmbrosioDiretor

    Joo MirandaDiretor

  • Continua

    RELATRIO DA ADMINISTRAO

    Balanos patrimoniais em 31 de dezembro - Em milhares de reais Demonstraes do resultado Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Demonstraes dos fluxos de caixaExerccios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais

    Demonstraes das mutaes do patrimnio lquidoEm milhares de reais exceto quando indicado de outra forma

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma

    Senhores Acionistas: Em cumprimento s disposies legais e estatutrias, submetemos apreciao de V.Sas. as Demonstraes Financeiras relativas aos exerccios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, compostas pelo Balano patrimonial, Demonstrao do resultado, Demonstrao das mutaes do patrimnio lquido, Demonstrao do fluxo de caixa e Notas explicativas. Queremos agradecer aos nossos clientes, fornecedores e prestadores de servios, pelo apoio e cooperao e a confiana em ns depositada, e em especial aos nossos colaboradores, pelo empenho apresentado.

    So Paulo, 28 de abril de 2012. A Diretoria.

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    31/12/2011 31/12/2010AtivoCirculante

    Caixa e equivalentes de caixa 15.213 538Aplicaes financeiras 250.536Instrumentos financeiros derivativos 361.276Tributos a recuperar 37.110Dividendos a receber 535.368 830.634Outros ativos 26.233 23.105

    864.460 1.215.552No circulante

    Realizvel a longo prazoPartes relacionadas 552.250 526.293Tributos a recuperar 264.062 309.486Tributos diferidos 394.503 77.575Outros ativos 245Investimentos 32.079.232 31.519.659Imobilizado 10.676 10.314Intangvel 3.170 3.170

    33.304.137 32.446.497

    Total do Ativo 34.168.597 33.662.049

    31/12/2011 31/12/2010Passivo e patrimnio lquidoCirculante

    Instrumentos financeiros derivativos 28Fornecedores 540 1.337Salrios e encargos sociais 4.421 10.317Tributos a recolher 18.638 29.164Dividendos a pagar 400.000 463.546Adiantamento de clientes 445Contas a pagar e outros passivos 39.197 30.920

    463.270 535.284No Circulante

    Partes relacionadas 470.827 592.278Tributos a recolher 215.197 72.867Tributos diferidos 8.831 25.082Provises 80.519 88.190Outros passivos 10.046

    785.419 778.4171.248.689 1.313.701

    Patrimnio lquidoCapital social 20.000.000 20.000.000Reserva de capital 4.000 4.000Reservas de lucros 14.925.355 14.532.348Ajustes de avaliao patrimonial (2.009.447) (2.188.000)

    32.919.908 32.348.348Total do passivo e patrimnio lquido 34.168.597 33.662.049

    2011 2010Despesas operacionais

    Gerais e administrativas (70.489) (83.387)Outras despesas operacionais, lquidas (8.692) (47.537)

    Prejuzo operacional antes das participaes societrias e do resultado financeiro (79.181) (130.924)Resultado de participaes societrias

    Equivalncia patrimonial 875.071 4.422.347Resultado financeiro lquido 69.051 207.717Lucro antes do imposto de renda e da contribuio social 864.941 4.499.140Imposto de renda e contribuio social

    Correntes - (97.640)Diferidos (19.935) 96.848

    Lucro lquido do exerccio 845.007 4.498.348Lucro bsico e diludo por ao (em reais) 0,16 0,90

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    2011 2010Fluxo de caixa das atividades operacionaisLucro antes do imposto de renda e da contribuio social das operaes continuadas 864.941 4.836.139

    Lucro lquido das operaes descontinuadasJuros e variaes monetrias e cambiais 17.590 (197.455)Equivalncia patrimonial (875.071) (4.759.347)Depreciao, amortizao e exausto 636 580Valor da baixa de investimento e imobilizado 933.356 (10.980)Proviso para contingncias e obrigaes tributrias (25.261)

    Variaes nos ativos e passivosAplicaes financeiras (250.536) 1.542.954Instrumentos financeiros derivativos 361.248Dividendos a receberTributos a recuperar 8.314 12.227Partes relacionadas (147.408) (58.170)Demais crditos e outros ativos (340.236) 39.044Fornecedores (797) (646)Salrios e encargos sociais (5.896) (7.163)Tributos a recolher 131.804Adiantamento de clientes 445Demais obrigaes e outros passivos 441.978 46.107

    Caixa proveniente das operaes 1.115.107 1.443.290Juros pagos (16.155)Imposto de renda e contribuio social pagos (91.448)

    Caixa lquido proveniente das atividades operacionais 1.115.107 1.335.687Fluxo de caixa das atividades de investimento

    Aquisio de imobilizado (1.003) (858)Aquisio de investimentos (598.479) (1.000.000)Recebimento de dividendos 675.662

    Caixa lquido usado nas atividades de investimento (599.483) (325.196)Fluxo de caixa das atividades de financiamento

    Liquidao de emprstimos e financiamentos (770.183)Pagamento de dividendos (500.949) (240.292)Caixa lquido proveniente das (usado nas) atividades de financiamentos (500.949) (1.010.475)Decrscimo em caixa e equivalentes de caixa 14.675 16Caixa e equivalentes de caixa no incio do exerccio 538 523

    Caixa e equivalentes de caixa no fim do exerccio 15.213 538As notas explicativas da administrao so parte integrante das

    demonstraes financeiras.

    Total dopatrimnio

    Reserva Reservas de lucros Ajustes de lquido dosCapital de Reserva Lucros avaliao acionistassocial capital legal Reteno acumulados patrimonial controladores

    Em 31 de dezembro de 2009 12.380 1 1.277 17.082 (942) 29.798Ajuste do saldo inicial (105.000) (777.000) (882.000)Saldos ajustados em 31 de dezembro de 2009 12.380.000 1.000 1.277.000 16.977.000 (1.719.000) 28.916.000Total do resultado abrangente do exerccioLucro lquido do exerccio 4.498.348 4.498.348Outros componentes do resultado abrangente do exerccio (78.000) (78.000)Total do resultado abrangente do exerccio 4.498.348 (78.000) 4.420.348Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistasAumento de capital 7.620.000 (7.620.000)Aquisio de participao de no controladores (391.000) (391.000)Ajuste de acionistas no controladoresDestinao do lucro lquido do exerccioConstituio de reserva de capital 3.000 3.000Constituio de reserva legal 244.000 (244.000)Dividendos pagos e propostos (R$ 111,51 por ao) (600.000) (600.000)Reteno de lucros 3.654.348 (3.654.348)Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistas 7.620.000 3.000 244.000 (3.965.652) (4.498.348) (391.000) (988.000)Em 31 de dezembro de 2010 20.000.000 4.000 1.521.000 13.011.348 (2.188.000) 32.348.348Total do resultado abrangente do exerccioLucro lquido do exerccio 845.007 845.007Outros componentes do resultado abrangente do exerccio 258.553 1.103.560Total do resultado abrangente do exerccio 845.007 258.553 1.103.560Total de contribuies dos acionistas e distribuies aos acionistasAquisio de participao de no controladores (80.000) (80.000)Distribuio de dividendos adicionais (52.000) (52.000)Destinao do lucro lquido do exerccioConstituio de reserva legal 42.250 (42.250)Dividendos pagos e propostos (R$ 74,34 por ao) (400.000) (400.000)Reteno de lucros 402.756 (402.756)Total de contribuies e distribuies dos acionistas 42.250 350.756 (845.006) (80.000) (532.000)Em 31 de dezembro de 2011 20.000.000 4.000 1.563.250 13.362.104 (2.009.447) 32.919.908

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    1. Consideraes GeraisA Votorantim Participaes S.A. (Companhia ou VPAR), com sede na cidade de So Paulo, tem por objetivo a administrao de bens e empresas, podendo participar em outras companhias civis e comerciais de qualquer natureza, no interesse de suas finalidades. A Companhia, por meio de suas controladas e coligadas, atua nos segmentos de cimento e concreto, celulo-se, metais (alumnio, zinco e nquel), siderurgia, gerao de energia eltrica, agroindstria (concentrado de suco de laranja) e qumicos (nitrocelulose). Adicionalmente, a Companhia exerce atividades conexas ou relacionadas ao objeto social, direta ou indiretamente, inclusive importao ou exporta-o, bem como a contratao de fornecimentos e servios de terceiros por conta e ordem de suas subsidirias.Principais aquisies e vendas de empresas em 2011 e 2010.(a) Aumento de participao na Citrovita Agro Industrial Ltda.Em 08 de dezembro de 2010, a Companhia aumentou o capital da Citrovita Agro Industrial Ltda. mediante emisso de 1.840.843.557 novas quotas sociais, no valor nominal de R$ 1,00 com aumento efetivo de R$ 1.840.844.(b) Transferncia de aes da Votorantim Investimentos Latino--Americanos S.A.Em 05 de novembro de 2010, a Companhia transferiu sua participao na Votorantim Investimentos Latino-Americanos S.A., representada por 99 aes ordinrias nominativas, referentes a 12,01% do seu capital social, com valor patrimonial de R$ 314.421 para Votorantim Industrial S.A., por conta de aumento de capital.(c) Transferncia de aes da Votorantim Cimentos S.A.Em 05 de novembro de 2010, a Companhia transferiu sua participao na Votorantim Cimentos S.A., representada por 31.005.075 aes ordinrias no-minativas, referentes a 29,62% do seu capital social, com valor patrimonial de R$ 1.571.131 para Votorantim Industrial S.A., por conta de aumento de capital.(d) Transferncia de aes da Prometeu Participaes S.A. (antiga Tivit)Em 05 de novembro de 2010, a Companhia transferiu sua participao na Prometeu Participaes S.A., representada por 21.502 aes ordinrias no-minativas, referentes a 99,9% do seu capital social, com valor patrimonial de R$ 96.723 para Votorantim Industrial S.A., por conta de aumento de capital.(e) Transferncia de aes da Usina Siderrgica Minas Gerais S.A. (USIMINAS) Em 18 de dezembro de 2010, a Companhia transferiu sua participao na Siderrgica Minas Gerais S.A., representada por 26.660.054 aes ordinrias nominativas, com valor patrimonial de R$ 157.383 para Votorantim Industrial S.A., por conta de aumento de capital.(f) Transferncia de aes da Votorantim GmbhEm 17 de dezembro de 2010, a Companhia transferiu sua participao na Votorantim Gmbh, representada por 1.726.866.564 aes ordinrias nomina-tivas, com valor patrimonial de R$ 2.400.345 para Votorantim Industrial S.A., por conta de aumento de capital.2. Apresentao das demonstraes financeiras A emisso dessas demonstraes financeiras foram aprovadas pela Diretoria em 27 de abril de 2012, considerando os eventos subsequentes ocorridos

    at essa data, que tiveram efeito sobre as divulgaes das referidas de-monstraes.2.1. Base de apresentaoAs demonstraes financeiras foram preparadas tendo o custo histrico como base de valor e ajustadas para refletir, na data de transio para a adoo integral dos pronunciamentos tcnicos do Comit de Pronunciamentos Con-tbeis (CPCs), o valor justo de certos ativos financeiros e passivos financeiros (inclusive instrumentos derivativos) por seus respectivos valores justos.A preparao das demonstraes financeiras requer o uso de certas estima-tivas contbeis crticas e tambm o exerccio de julgamento por parte da ad-ministrao da Companhia no processo de aplicao das polticas contbeis. A Companhia elaborou suas demonstraes financeiras consolidadas para o exerccio findo em 31 de dezembro de 2011 de acordo com as prticas cont-beis adotadas no Brasil e as IFRS, estas demontraes consolidadas foram apresentadas separadamente e esto disponveis no site da companhia.As presentes demonstraes financeiras individuais foram preparadas confor-me as prticas contbeis adotadas no Brasil emitidas pelo CPC. As prticas contbeis adotadas para a preparao das demonstraes financeiras indi-viduais diferem do CPC aplicvel s demonstraes financeiras separadas, somente no que se refere avaliao dos investimentos em controladas, coligadas e controladas em conjunto pelo mtodo de equivalncia patrimonial, uma vez que para fins desse CPC seria adotado o valor de custo ou valor justo.3. Estimativas e premissas contbeis crticasAs estimativas e premissas contbeis so continuamente avaliadas e baseiam-se na experincia histrica e em outros fatores, incluindo expec-tativas de eventos futuros, consideradas razoveis para as circunstncias.

    Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relao ao futuro. Por definio, as estimativas contbeis resultantes raramente sero iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contbeis de ativos e passivos para o prximo exerccio financeiro, esto contempladas abaixo.(a) Imposto de renda e contribuio social e outros impostosA Companhia est sujeita ao imposto de renda e contribuio social com base nas alquotas vigentes. A Companhia tambm reconhece provises por conta de situaes em que provvel que valores adicionais de impostos sero devidos. Quando o resultado final dessas questes diferente dos valores inicialmente estimados e registrados, essas diferenas afetaro os ativos e passivos fiscais atuais e diferidos no perodo em que o valor definitivo determinado.(b) Valor justo de derivativos e outros instrumentos financeirosO valor justo de instrumentos financeiros que no so negociados em mercados ativos determinado mediante o uso de tcnicas de avaliao. A Companhia utiliza seu julgamento para escolher diversos mtodos e definir premissas que se baseiam principalmente nas condies de mercado exis-tentes na data do balano.(c) ProvisesA Companhia parte em alguns processos judiciais e administrativos. Pro-vises so constitudas para todas as contingncias referentes a processos judiciais que representam perdas provveis. A avaliao da probabilidade de perda inclui a avaliao das evidncias disponveis, entre elas a opinio dos advogados externos. A administrao acredita que essas contingncias esto corretamente apresentadas nas demonstraes financeiras.

    4. Partes relacionadas(a) Saldos e transaes com partes relacionadas

    Dividendos a receber Outros Ativos31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    ControladoraHejoass Administrao S.A. 21.226Sociedades LigadasCitrovita Agroindustrial Ltda. 45.138Companhia Brasileira de Alumnio 67Empresa de Transportes CPT Ltda. 35.452Inecap Investimentos S.A. 16.071 44.140Votorantim Cimentos Brasil S.A. 16.003 21.693Votorantim Gmbh 442.651 377.906Votorantim Industrial S.A. 519.283 627.124 40.474Votorantim Finanas S.A. 159.370 5Outros 14 31.823 46.105

    535.368 830.634 552.250 526.293CirculanteNo Circulante 535.368 830.634 552.250 526.293

  • Continuao

    (b) Movimentao dos investimentos2011 2010

    Saldo no incio do exerccio 31.519.659 25.813.352Equivalncia patrimonial 875.071 4.422.347Adies (baixas) e aumento (reduo) de capital em investidas 598.479 5.851.060Baixa de investimentos (563.092)Ganhos (perdas) e variao cambial de investimentos no exterior 1.021.225 (752.000)Hedge accounting de investimentos lquidos no exterior (559.000) 341.000Hedge accounting operacional de controladas (6.813) 195.000Aquisio de participao de no controladores - (391.347)Valor justo de ativos financeiros disponveis para venda - (2.000)Dividendos recebidos e a receber (370.258) (4.017.753)Outros reflexos de subsidirias e coligadas (411.040) 79.000Ganhos e perdas atuariais com benefcios de aposentadoria (25.000) (19.000)Saldo no fim do exerccio 32.079.232 31.519.659

    6. Patrimnio lquido (a) Capital socialEm 30 de abril de 2010, o capital social da sociedade foi aumentado em R$ 7.619.462 por meio da capitalizao da reserva de lucros, totalizando o valor de R$ 20.000.000.(b) DividendosOs dividendos so calculados de acordo com o estatuto da Companhia e em consonncia com a Lei das Sociedades por Aes, que no seu art. 202, 3 e com a redao dada pela Lei n 10.303/2001, prev que assembleia geral pode, desde que no haja oposio de qualquer acionista presente, deliberar a distribuio de dividendo inferior ao mnimo obrigatrio.O clculo dos dividendos, em 31 de dezembro de 2011, pode ser assim demonstrado:

    2011Lucro lquido do exerccio - atribudo aos acionistas controladores 845.011Constituio de reserva legal (42.251)Base de clculo dos dividendos 802.761Dividendos conforme AGO 200.690Dividendos complementares 199.310Total dos dividendos propostos 400.000

    (c) Reservas de lucrosA reserva legal constituda mediante a apropriao de 5% do lucro lquido do exerccio social ou saldo remanescente, limitado a 20% do capital social, podendo ser utilizada somente para aumento de capital ou absoro de prejuzos acumulados.A reserva de reteno foi constituda para registrar a reteno do saldo rema-nescente de lucros acumulados, a fim de atender ao projeto de crescimento dos negcios estabelecido no plano de investimentos da Companhia.(d) Outros resultados abrangentesA Companhia reconhece nessa rubrica o efeito das variaes cambiais sobre os investimentos em controladas no exterior, detidas de forma direta ou indire-ta. Esse efeito acumulado ser revertido para o resultado do exerccio como ganho ou perda somente em caso de alienao ou perda do investimento.

    Dividendos e Juros sobre Capital prprio a pagar Outros Passivos

    Demonstrao do resultadoReceitas (despesas) financeiras

    31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010ControladoraHejoass Administrao S.A. 400.000 463.546Sociedades Ligadas -Citrovita Agroindustrial Ltda. 1.347 -Votorantim Coml. e Ind. Ltda. 43.500 43.500 -ESAG Holdings Particip. S.A. 12.450 42.120 -St. Helen Holding II B.V 268.809 238.772 (30.036) (85.380)Votorantim Cimentos Brasil S.A. 2.919 (74) -Votorantim Energia Ltda. (88) 12.519Votorantim Gmbh 64.745 24.318Votorantim Energia S.A. 7.713 97.871Votorantim Industrial S.A. 34.128 (3.837) 15.389Tivit Tecnologia da Informao S.A. 32.442Voto-Votorantim Overseas Trading Operations N.V III 113.094 94.725 (21.631) (27.803)Outros 20.996 41.163 3.286 (15.035)

    400.000 463.546 470.827 592.278 12.366 (43.550)CirculanteNo Circulante 400.000 463.546 470.827 592.278

    Os prazos de pagamento dos mtuos ativos e passivos ocorrero no longo prazo.5. Investimentos(a) Informaes sobre os investimentos

    ControladoraInformaes em

    31 de dezembro de 2011Resultado de

    equivalncia patrimonial Saldo do investimentoPatrimnio

    lquido ajustado

    Resultado do exerccio

    ajustado

    Percentual de participao

    (%) 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Planihold S.A. 21.324 810 20,76 168 - 4.427 -Citrovita Agro Industrial Ltda. 1.154.311 (227.500) 100,00 (227.492) (100.036) 1.154.311 1.475.534Citrovita Agro Pecuria Ltda. 526.738 22.802 - - - 1 1Empresa de Transportes CPT Ltda. - - 100,00 (4.464) (2.237) - 385.592Hailstone Limited 295.482 7.852 100,00 7.852 19.026 295.482 256.108INECAP Investimentos S.A. 285.306 81.000 81,28 29.165 101.930 231.891 308.831Intervia Txi Areos Ltda. (3.057) (3.753) 100,00 (3.648) (926) (3.057) 659Votorantim Metais Nquel S.A. 1.575.791 (124.347) - - - - -Santa Maria Com. e Serv. Ltda. 83.760 2.868 100,00 2.294 2.770 83.760 81.504St. Helen Holding II N.V. (134.016) (9.857) 100,00 (6.245) 25.774 (134.016) (53.140)Votorantim Empreendimentos Ltda. 14.370 (765) 93,13 (689) - 13.383 -Votorantim Cimentos Americas S.A 599.633 - 5,45 - 1 32.707 32.709Votorantim Finanas 6.103.375 (125.000) 100,00 (124.639) 672.835 6.103.375 6.160.724Votorantim Industrial S.A. 24.982.000 1.225.000 100,00 1.225.619 2.532.401 24.170 22.771.134Votorantim Novos Negcios Ltda. 142.104 (19.960) 99,99 (19.958) (50.338) 142.090 74.211Votocel Investimentos Ltda. (10.408) (12.652) 99,88 (2.893) (2.679) (10.396) (4.047)TIVIT Tecnologia da Informao S.A. - 300.927 - -Usinas Siderrgicas de Minas Gerais S.A. - Usiminas - 8.040 - -Votorantim Cimentos S.A. - 653.490 - -Votorantim Gmbh - 343.890 - -Votorantim Investimentos Latino-Americanos S.A. - (13.451) - -Voto-Votorantim Over. Trad. Oper. III Limited - (64.470) - - Total de investimentos em controladas e coligadas 875.070 4.426.947 32.084.516 31.489.819 Outros investimentos 1 (4.600) (5.284) 29.840

    875.071 4.422.347 32.079.232 31.519.659

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma

    COMPOSIO DO CONSELHO DEADMINISTRAO HEJOASSUPresidente: Jos Ermrio de Moraes NetoVice-presidente: Clovis Ermrio de Moraes ScripillitiConselheiros: Antnio Ermrio de Moraes Filho Luiz Ermrio de Moraes Carlos Eduardo Moraes Scripilliti Fabio Ermrio de Moraes Jos Roberto Ermrio de Moraes Ricardo Ermrio de Moraes

    COMPOSIO DO CONSELHODA VOTORANTIM PARTICIPAESPresidente: Jos Roberto Ermrio de MoraesConselheiros: Carlos Eduardo Moraes Scripilliti Claudio Ermrio de Moraes Clovis Ermrio de Moraes Scripilliti Fabio Ermrio de Moraes Jos Ermrio de Moraes Neto Luis Ermrio de Moraes

    VOTORANTIM INDUSTRIAL S.A.COMPOSIO DA DIRETORIADiretor-geral: Raul CalfatDiretor: Alexandre Silva DAmbrosioDiretor: Joo Miranda

    DIRIGENTES DAS UNIDADES DE NEGCIO Companhia Brasileira de Alumnio: Antnio Ermrio de MoraesVotorantim Cimentos: Walter SchalkaVotorantim Metais: Joo Bosco SilvaVotorantim Energia: Otvio Carneiro de RezendeVotorantim Siderurgia: Albano Chagas VieiraFibria Celulose S.A.: Marcelo Strufaldi CastelliVotorantim Qumica e Agroindstria: Mrio Bavaresco JniorVotorantim Finanas: Wilson Masao KusuharaVotorantim Novos Negcios: Paulo Henrique de Oliveira SantosDiretor de Consultoria Jurdica: Marcus Olyntho de Camargo ArrudaContador - Felipe Zana Girelli - CRC 1 PR053492/O-1 SSP.

    Diretoria

  • Continua

    CNPJ n 60.892.403/0001-14VOTORANTIM SIDERURGIA S.A.

    DEMONSTRAES FINANCEIRAS

    Continua Continua Continua

    RELATRIO DA ADMINISTRAO

    BALANOS PATRIMONIAIS - EM MILHARES DE REAIS DEMONSTRAES DO RESULTADO - EXERCCIOS FINDOSEM 31 DE DEZEMBRO - EM MILHARES DE REAIS,EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA

    DEMONSTRAES DOS FLUXOS DE CAIXA - EXERCCIOS FINDOSEM 31 DE DEZEMBRO - EM MILHARES DE REAIS

    Senhores Acionistas: Em cumprimento s disposies legais e estatutrias, submetemos apreciao de V. Sas. as Demonstraes Financeiras relativas aos exerccios findos em 31 de dezembro de 2011, compostas pelo Balano patrimonial, Demonstrao do resultado, Demonstrao dos fluxos de caixa, Demonstrao do valor adicionado, Demonstraes do resultado abrangente, Demonstrao das mutaes do patrimnio lquido e das Notas explicativas. Queremos agradecer aos nossos clientes, fornecedores e prestadores de servios, pelo apoio e cooperao e a confiana em ns depositada, e em especial aos nossos colaboradores, pelo empenho apresentado. Resende, 15 de maro de 2012. A Diretoria.

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    DEMONSTRAES DAS MUTAES DO PATRIMNIO LQUIDOEM MILHARES DE REAIS, EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA

    DEMONSTRAES DO VALOR ADICIONADO - EXERCCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBROEM MILHARES DE REAIS

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    DEMONSTRAES DO RESULTADO ABRANGENTEEXERCCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO - EM MILHARES DE REAIS

    Nota 31/12/2011 31/12/2010AtivosCirculante

    Caixa e equivalentes de caixa 9 2.922 7.518 Aplicaes financeiras 10 100.199 64.583 Contas a receber de clientes 11 192.112 206.148 Estoques 12 295.486 297.175 Tributos a recuperar 13 99.989 115.740 Outros ativos 50.927 57.603

    741.635 748.767 No circulante

    Realizvel a longo prazoPartes relacionadas 14 7.244 13.743 Tributos diferidos 20 (b) 204.528 134.166 Tributos a recuperar 13 18.191 21.813 Outros ativos 4.926 4.386

    Investimentos 15 431.572 384.319 Ativo biolgico 16 149.639 126.517 Imobilizado 17 2.373.828 2.406.662 Intangvel 18 3 128

    3.189.931 3.091.734

    Total do ativo 3.931.566 3.840.501

    Nota 31/12/2011 31/12/2010Passivo e patrimnio lquidoCirculante

    Emprstimos e financiamentos 19 151.749 126.550 Fornecedores 140.830 262.680 Partes relacionadas 14 22.242 80.340 Salrios e encargos sociais 48.684 38.782 Tributos a recolher 15.344 11.874 Adiantamento de clientes 539 2.280 Outros passivos 17.297 18.087

    396.685 540.593 No circulante

    Emprstimos e financiamentos 19 651.917 615.745 Partes relacionadas 14 640.423 617.074 Provises 21 46.569 33.024 Tributos diferidos 20 (b) 150.223 135.120

    1.489.132 1.400.963 Patrimnio lquido 23

    Capital social 2.106.262 1.955.713 Ajuste de avaliao patrimonial (58.045) (58.296)Reservas de lucros 90.783 50.783 Prejuzos acumulados (93.251) (49.255)

    2.045.749 1.898.945 Total do passivo e patrimnio lquido 3.931.566 3.840.501

    Nota 2011 2010Receita de vendas 24 1.902.702 1.864.690 Custo dos produtos vendidos (1.532.350) (1.341.472)Lucro bruto 370.352 523.218 Receitas (despesas) operacionaisCom vendas (216.224) (206.716)Gerais e administrativas (155.760) (115.877)Outras receitas (despesas) operacionais, lquidas 25 (8.516) 5.091

    (380.500) (317.502)Lucro (prejuzo) operacional antes das participaes societrias e do resultado financeiro (10.148) 205.716 Resultado de participaes societriasEquivalncia patrimonial 15 53.013 42.184 Resultado financeiro lquido 26Despesas financeiras (137.263) (250.478)Receitas financeiras 16.452 5.741 Variaes cambiais, lquidas (23.690) 12.727

    (144.501) (232.010)Lucro (prejuzo) antes do imposto de renda e da contribuio social (101.636) 15.890 Imposto de renda e contribuio social 20(a)Diferidos 57.640 11.156

    Lucro lquido (prejuzo) do exerccio (43.996) 27.046 Lucro (prejuzo) por ao - R$ (329,05) 223,28

    Nota 2011 2010Lucro lquido (prejuzo) do exerccio (43.996) 27.046 Outros componentes do resultado abrangenteVariao cambial sobre investimentos no exterior 15(b) 251 (19.282)Total do resultado abrangente do exerccio (43.745) 7.764

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Nota 2011 2010Fluxos de caixa das atividades operacionaisLucro (prejuzo) antes do imposto de renda e da contribuio social

    (101.636) 15.890

    Ajustes de Depreciao, amortizao e exausto 16,17 e 18 93.781 160.360 Equivalncia patrimonial 15(b) (53.013) (42.184) Resultado da venda de ativo 10.352 (5.668) Proviso para contingncia e obrigaes tributrias 13.545 8.005 Alterao no valor justo do ativo biolgico (22.448) 3.972 Variaes monetrias e cambiais 77.978 88.035

    18.559 28.410Variaes nos ativos e passivos(Aumento) reduo aplicaes financeiras (35.616) 79.757 (Aumento) reduo contas a receber de clientes 14.036 (64.138)(Aumento) reduo estoques 1.689 (28.449)(Aumento) reduo tributos a recuperar 19.373 (27.615)(Aumento) reduo partes relacionadas (28.250) 1.184.229 (Aumento) reduo outros ativos 6.136 (41.580)Aumento (reduo) fornecedores (121.850) 119.124 Aumento (reduo) tributos a recolher 3.470 139 Aumento (reduo) salrios e encargos sociais 9.902 6.696 Aumento (reduo) adiantamento de clientes (1.741) (19.288)Aumento (reduo) outros passivos 1.591 (14.065)

    Caixa proveniente (usado) das operaes (112.701) 1.423.220Juros pagos 19(b) (57.340) (126.666)Imposto de renda e contribuio social pagos 20(a) (1.819)Caixa lquido proveniente (usado das) atividades operacionais (170.041) 1.294.735Fluxos de caixa das atividades de investimentosAquisio de investimento 15(b) (2.089) (100.072)Aquisio de intangvel 18(a) (52)Recebimento de dividendos 15(b) 60.824 25.009 Aquisio de imobilizado 17(a) (22.952) (281.330)Adies aos ativos biolgicos 16 (50.099) (12.632)Recebimento pela venda de ativo 1.255 9.062Aumento de capital investida 15(b) (52.724)Caixa lquido usado nas atividades de investimento (65.837) (359.963)Fluxo de caixa das atividades de financiamentoCaptaes de recursos 19(b) 165.134 90.735 Liquidao de emprstimos e financiamentos 19(b) (124.401) (993.206)Baixa de gio na compra de participao minoritria (51.999)Aumento de capital 190.549 Caixa lquido (usado das) atividades de financiamentos 231.282 (954.470)Decrscimo lquido em caixa e equivalentes de caixa (4.596) (19.698)Caixa e equivalentes de caixa no incio do exerccio 7.518 27.216 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exerccio 2.922 7.518 Principais transaes que no afetam o caixa Aumento de capital 1.905.713

    Reservas de lucros

    NotaCapital social

    Ajuste de avaliao

    patrimonial Legal Reteno Prejuzos

    acumulados

    Total do patrimnio

    lquidoEm 31 de dezembro de 2009 10.000 (39.014) 3.626 87.157 (24.302) 37.467

    Lucro lquido do exerccio 27.046 27.046 Variao cambial sobre investimentos no exterior 15(b) (19.282) (19.282)

    Total do resultado abrangente do exerccio (19.282) 27.046 7.764

    Total de contribuies e distribuies aos acionistasAumento de capital 1.945.713 (40.000) 1.905.713 Baixa de gio na compra de participao minoritria (51.999) (51.999)

    Total de contribuies e distribuies aos acionistas 1.945.713 (40.000) (51.999) 1.853.714

    Em 31 de dezembro de 2010 1.955.713 (58.296) 3.626 47.157 (49.255) 1.898.945 Total do resultado abrangente do exerccio - Prejuzo do exerccio (43.996) (43.996)Variao cambial sobre investimentos no exterior 251 251

    Total do resultado abrangente do exerccio 251 (43.996) (43.745)

    Total de contribuies e distribuies aos acionistasAumento de capital 23 190.549 190.549 Retificao aumento de capital (40.000) 40.000 -

    Total de contribuies e distribuies aos acionistas 150.549 40.000 190.549

    Em 31 de dezembro de 2011 2.106.262 (58.045) 3.626 87.157 (93.251) 2.045.749

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Nota 2011 2010Receitas

    Vendas de produtos 22 2.446.362 2.381.926 Outras receitas 8.955 31.747 Proviso para crditos de liquidao duvidosa 1.454 897

    2.456.771 2.414.570

    Insumos adquiridos de terceiros

    Custos dos produtos vendidos

    (1.532.350)

    (1.254.977)Materiais, energia, servios de terceiros e outros (82.020) (119.807)

    Valor acionado bruto 842.401 1.039.786 Depreciao, amortizao e exausto 16, 17 e 18 (93.781) (160.360)

    Valor adicionado lquido produzido 748.620 879.426

    Valor adicionado recebido em transferncia

    Resultado da equivalncia patrimonial 15(b) 53.013 42.184 Receitas financeiras 120.402 18.468

    173.415 60.652

    Valor adicionado total a distribuir 922.035 940.078

    (continuao) Nota 2011 2010

    Distribuio do valor adicionado

    Pessoal e encargosRemunerao direta 141.150 141.999 Benefcios 33.250 26.986

    Impostos, taxas e contribuiesFederais 275.948 81.152 Estaduais 284.775 404.760 Diferido (55.170) (11.156)

    Remunerao de capitais de terceiros

    Despesas financeiras 264.901 250.478 Aluguis 21.177 18.813

    Remunerao de capitais prprios

    Prejuzos (lucros) retidos (43.996) 27.046

    Valor adicionado distribudo 922.035 940.078

  • Continuao

    Continua

    CNPJ n 60.892.403/0001-14VOTORANTIM SIDERURGIA S.A.

    DEMONSTRAES FINANCEIRAS

    NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAO S DEMONSTRAES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 - EM MILHARES DE REAIS, EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA

    1. CONSIDERAES GERAIS - A Votorantim Siderurgia S.A. uma so-ciedade annima de capital fechado, companhia integrante do Grupo Voto-rantim, dedicada principalmente produo e comercializao de aos longos, atravs de usinas localizadas no Brasil, bem como participao societria em outra companhia siderrgica localizada na Argentina. Criada em julho de 2008, a nova unidade de negcio Votorantim Siderurgia S.A. reflete o reposicionamento do grupo no negcio ao, em funo do cresci-mento do mercado siderrgico e sua importncia no cenrio nacional e in-ternacional e caractersticas especficas do setor, como tecnologia e diver-sidade de produtos, posicionando-se como um dos principais players do setor siderrgico nos mercados onde atua. A Votorantim Siderurgia S.A. est presente no mercado de aos longos desde 1937, quando inaugurou a sua planta industrial no municpio de Barra Mansa - RJ. No final de 2009, ampliou sua capacidade de produo com inaugurao de uma segunda usina siderrgica no Brasil, em Resende - RJ, que produz tarugos, fio-m-quina e vergalhes em barras e rolos. Encontra-se atualmente entre os trs maiores produtores de aos longos do pas com capacidade de produzir aproximadamente 2,5 milhes de toneladas anuais para uso nos setores industrial e da construo civil. A Votorantim Siderurgia S.A. produz aos longos a partir de sucata e ferro-gusa, processo que contribui significativa-mente para a preservao dos recursos naturais. Investindo constante-mente em equipamentos de ltima gerao, uma das mais modernas indstrias do seu setor. A distribuio dos produtos da Votorantim Siderur-gia S.A., alm de terceiros, feita em rede prpria de centro de distribuio localizados estrategicamente em vrias regies do Sudeste e Sul do Pas e com planos de expanso para presena em outras regies do Pas, for-necendo, alm de materiais convencionais como vergalho para constru-o civil, tambm materiais cortados e dobrados, armaes e trelias e telas eletrossoldadas. Tudo isso com o objetivo de melhor atender s ne-cessidades dos clientes e gerar maior valor agregado ao negcio. Princi-pais aquisies e vendas de empresas em 2011 e 2010 - A Companhia possui 50% do capital social da Sitrel - Siderurgia Trs Lagoas Ltda., ge-rando um investimento inicial de R$ 17.973, integralizados durante o exer-ccio de 2010. Em 25 de junho de 2010, a Votorantim Siderrgica S.A. se uniu com a empresa Acesco - Acerias de Colombia y Compaia S.C.A. e assinaram a escritura de constituio de uma sociedade comercial por aes simplificadas denominada Inmobiliaria Del Rio Magdalena S.A.S., e tem como sede a cidade de Bogot na Colmbia. A Companhia possui 85% do capital social da Inmobiliaria Del Rio Magdalena, sendo o investimento de R$ 8.389, integralizados durante o exerccio de 2010. Em 16 de julho de 2010, a Votorantim Siderurgia S.A., atravs de contrato de compra e venda de aes, efetuou a compra de 80% do capital social da Acerholding S.A. por R$ 125.170, registrando investimento de R$ 73.171 e gio de R$ 51.999. Por se tratar de compra de participao de minoritrios, o gio foi revertido contra o patrimnio lquido da Companhia. A participao res-tante de 20% do capital social da Acerholding S.A. j havia sido adquirida em 16 de junho de 2008 pela Acergroup S.A., holding na qual a Companhia participa diretamente em 99,60% do capital social. Com a participao di-reta de 99,60% da holding Acergroup S.A., e 80% da holding Acerholding S.A., a Companhia possui indiretamente 99,75% da Companhia operacio-nal Acerbrag S.A., segunda maior produtora de aos longos da Argentina, com capacidade de produo de 280 mil toneladas por ano. Em 09 de de-zembro de 2011, a Votorantim Siderurgia S.A. assinou um contrato de ar-rendamento de um alto-forno para produo de ferro-gusa localizado em Curvelo, Minas Gerais com previso para iniciar as operaes no primeiro trimestre de 2012. O alto-forno de propriedade da Agrocity Siderurgia Ltda. e possui uma capacidade de 120.000 toneladas/ano e ser abasteci-do por carvo prprio fabricado pela unidade Florestal. Esse projeto busca a produo de ferro-gusa a custos baixos e estveis, alm de garantir a eliminao de riscos inerentes ao uso de carvo no certificado. 2. APRE-SENTAO DAS DEMONSTRAES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS - A Companhia no est apresentando suas demonstraes financeiras con-solidadas, considerando que sua controladora final j disponibiliza ao p-blico suas demonstraes financeiras consolidadas, de acordo com as prticas contbeis. A emisso destas demonstraes financeiras foi apro-vada pela diretoria em 29 de fevereiro de 2012. 3. RESUMO DAS PRIN-CIPAIS POLTICAS CONTBEIS - As principais polticas contbeis aplica-das na preparao destas demonstraes financeiras esto definidas abaixo. Essas polticas foram aplicadas de modo consistente nos exerc-cios apresentados, salvo disposio em contrrio. 3.1 Base de prepara-o - As demonstraes financeiras foram preparadas tendo o custo hist-rico como base de valor e foram ajustadas para refletir, na data de transio para a adoo integral das novas normas, certos ativos e passivos finan-ceiros mensurados ao valor justo contra o resultado do exerccio. A prepa-rao das demonstraes financeiras requer o uso de certas estimativas contbeis crticas e tambm o exerccio de julgamento por parte da admi-nistrao da Companhia no processo de aplicao das polticas contbeis da Companhia. As reas que requerem maior nvel de julgamento e apre-sentam maior complexidade, bem como as reas nas quais premissas e estimativas so significativas para as demonstraes financeiras, esto descritas na Nota 5. 3.2 Converso em moeda estrangeira - (a) Moeda funcional e moeda de apresentao - Os itens includos nas demonstra-es financeiras de cada uma das empresas da Companhia so mensura-dos usando a moeda do principal ambiente econmico no qual a empresa atua (a moeda funcional). As demonstraes financeiras individuais esto apresentadas em R$, que a moeda funcional da Companhia e, tambm, a moeda de apresentao da Companhia. (b) Transaes e saldos - As operaes com moedas estrangeiras so convertidas em moeda funcional, utilizando as taxas de cmbio vigentes nas datas das transaes ou da avaliao, na qual os itens so remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidao dessas transaes e da converso pe-las taxas de cmbio do final do exerccio, referentes a ativos e passivos monetrios em moedas estrangeiras, so reconhecidos na demonstrao do resultado. Todos os outros ganhos e perdas cambiais so apresentados na demonstrao do resultado como Resultado financeiro lquido. Os ga-nhos e as perdas cambiais relacionados com emprstimos, caixa e equiva-lentes de caixa so apresentados na demonstrao do resultado como re-ceita ou despesa financeira. 3.3 Caixa e equivalentes de caixa - Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depsitos bancrios, outros in-vestimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais no superiores a trs meses, que so prontamente conversveis em um mon-tante conhecido de caixa e que esto sujeitos a um insignificante risco de mudana de valor, bem como as contas garantidas. As contas garantidas so demonstradas como Emprstimos, no passivo circulante do balano patrimonial, quando aplicvel. 3.4 Ativos financeiros - 3.4.1 Classifica-o - A Companhia classifica seus ativos financeiros nas seguintes catego-rias: mensurados ao valor justo por meio do resultado e emprstimos e

    recebveis. A classificao depende da finalidade para a qual os ativos fi-nanceiros foram adquiridos. A administrao determina a classificao de seus ativos financeiros no seu reconhecimento inicial. (a) Ativos financei-ros ao valor justo por meio do resultado - Os ativos financeiros mensu-rados ao valor justo por meio do resultado tm como caracterstica a sua negociao ativa e frequente nos mercados financeiros. Esses ativos so mensurados por seu valor justo, e suas variaes so reconhecidas no resultado do exerccio, na rubrica Resultado financeiro lquido. Os ativos dessa categoria so classificados no ativo circulante. (b) Emprstimos e recebveis - Os emprstimos e recebveis so ativos financeiros no deri-vativos com pagamentos fixos ou determinveis no cotados em mercado ativo. So includos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses aps a data de emisso do balano (estes so classificados como ativos no circulantes). Os emprstimos e receb-veis do Grupo compreendem Contas a receber de clientes e demais con-tas a receber e Caixa e equivalentes de caixa (Notas 3.5 e 3.3). 3.4.2 Reconhecimento e mensurao - As compras e as vendas regulares de ativos financeiros so reconhecidas na data de negociao - data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os ativos finan-ceiros ao valor justo por meio do resultado so, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transao so debitados demonstrao do resultado. Os emprstimos e recebveis so contabilizados pelo custo amortizado, usando o mtodo da taxa de juros efetiva. Os ativos financei-ros so baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos inves-timentos tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste ltimo caso, desde que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefcios da propriedade. 3.4.3 Compensao de instrumen-tos financeiros - Ativos e passivos financeiros somente so compensados e o valor lquido reportado no balano patrimonial, quando h um direito legalmente aplicvel de compensar os valores reconhecidos e h inteno de liquid-los numa base lquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 3.4.4 Impairment de ativos financeiros mensurados ao custo amortizado - A Companhia avalia no fim de cada exerccio do relatrio se h evidncia objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros est deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros est deteriorado, e os prejuzos de impairment so incorridos, somente se h evidncia objetiva de impairment como resultado de um ou mais even-tos ocorridos aps o reconhecimento inicial dos ativos e se esse evento de perda tem impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financei-ro ou do grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confivel. Os critrios que a Companhia usa para determinar se h evidn-cia objetiva de uma perda por impairment incluem: Dificuldade financeira relevante do emitente ou tomador; Uma quebra de contrato, como inadim-plncia ou mora no pagamento dos juros ou principal; Garantia da Com-panhia ao tomador de emprstimo, por razes econmicas ou jurdicas relativas dificuldade financeira do tomador de uma concesso que o cre-dor no consideraria; A probabilidade de o tomador declarar falncia ou outra reorganizao financeira; O desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido s dificuldades financeiras; ou Dados observveis indicando que h uma reduo mensurvel nos futuros fluxos de caixa estimados a partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a diminuio no possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na carteira, in-cluindo: (i) mudanas adversas na situao do pagamento dos tomadores de emprstimo na carteira, e (ii) condies econmicas nacionais ou locais que se correlacionam com as inadimplncias sobre os ativos na carteira. O montante da perda por impairment mensurado como a diferena entre o valor contbil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros es-timados (excluindo-se os prejuzos de crdito futuro que no foram incorri-dos) descontados taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contbil do ativo reduzido e o valor do prejuzo reconhecido na demonstrao do resultado. Se um emprstimo ou investimento mantido at o vencimento tiver uma taxa de juros varivel, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment ser a atual taxa de juros efetiva determi-nada de acordo com o contrato. Como um expediente prtico, a Compa-nhia pode calcular o impairment com base no valor justo de um instrumen-to utilizando um preo de mercado observvel. Se, num exerccio subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuio pu-der ser relacionada objetivamente a um evento ocorrido aps o reconheci-mento do impairment (como uma melhoria na classificao de crdito do devedor), a reverso da perda por impairment reconhecida anteriormente ser reconhecida na demonstrao do resultado. 3.5 Contas a receber de clientes - As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber de clientes pela venda de mercadorias no decurso normal das ati-vidades da Companhia. Se o prazo de recebimento equivalente a um ano ou menos, as contas a receber so classificadas no ativo circulante. Caso contrrio, esto apresentadas no ativo no circulante. As contas a receber de clientes so, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequen-temente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do mtodo da taxa efetiva de juros menos a proviso para crditos de liquidao duvidosa (PDD ou impairment). 3.6 Estoques - Os estoques so apresentados pelo menor valor entre o custo e o valor lquido realizvel. O custo deter-minado pelo mtodo do custo mdio ponderado. O custo dos produtos aca-bados e dos produtos em elaborao compreende matrias-primas, mo de obra direta, outros custos diretos e indiretos de produo (com base na capacidade operacional normal). O valor lquido realizvel o preo de venda estimado para o curso normal dos negcios, deduzidos os custos de execuo e as despesas de venda. As importaes em andamento so demonstradas ao custo acumulado de cada importao. 3.7 Imposto de renda e contribuio social - So calculados com base nas alquotas vigentes de imposto de renda e contribuio social sobre o lucro lquido e consideram a compensao de prejuzos fiscais e base negativa de contri-buio social, para fins de determinao de exigibilidade. Portanto, as in-cluses no lucro contbil de despesas, temporariamente no dedutveis, ou as excluses de receitas, temporariamente no tributveis, para apura-o do lucro tributvel corrente, geram crditos ou dbitos tributrios dife-ridos. As alquotas desses impostos so de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuio social. Os crditos tributrios diferidos decor-rentes de prejuzo fiscal ou base negativa da contribuio social e adies temporrias so reconhecidos somente na extenso em que sua realiza-o seja provvel, tendo como base o histrico de rentabilidade e as proje-es de resultados futuros. O imposto de renda e a contribuio social di-feridos so reconhecidos, tambm, sobre as diferenas temporrias entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contbeis nas de-monstraes financeiras. Entretanto, o imposto de renda e a contribuio social diferidos no so contabilizados quando resultam do reconhecimen-to inicial de um ativo ou passivo em uma operao que no seja uma com-

    binao de negcios, a qual, na poca da transao, no afeta o resultado contbil, nem o lucro tributvel ou prejuzo fiscal. As despesas fiscais do exerccio compreendem o imposto de renda corrente e diferido. O imposto reconhecido na demonstrao do resultado, exceto na proporo em que estiver relacionado com itens reconhecidos diretamente no patrimnio. Nesse caso, o imposto tambm reconhecido no patrimnio. 3.8 De-psitos judiciais - Os depsitos so apresentados como deduo do valor de um correspondente passivo constitudo quando no h possibilidade de resgate dos depsitos. 3.9 Investimentos - O investimento em sociedades registrado e avaliado pelo mtodo de equivalncia patrimonial, tendo como contrapartida o resultado do exerccio. As variaes no valor do in-vestimento decorrentes exclusivamente de variao cambial so registra-das na conta Ajuste de avaliao patrimonial, no patrimnio lquido da Companhia. Elas so registradas no resultado do exerccio somente quan-do o investimento alienado ou considerado como perda. Para efeitos de clculo de equivalncia patrimonial, os resultados no realizados so elimi-nados na proporo da participao societria. Quando necessrio, as prticas contbeis so alteradas para garantir consistncia nas prticas adotadas pela Companhia. Controladas - Controladas so todas as enti-dades nas quais a Companhia tem o poder de determinar as polticas fi-nanceiras e operacionais, geralmente acompanhadas de uma participao de mais da metade dos direitos a voto (capital votante). A existncia e o efeito de possveis direitos a voto atualmente exercveis ou conversveis so considerados quando se avalia se a Companhia controla outra entida-de. De acordo com esse mtodo, o investimento inicialmente reconheci-do pelo custo e posteriormente ajustado pelo reconhecimento da participa-o atribuda Companhia nas alteraes dos ativos lquidos da investida. Ajustes no valor contbil do investimento tambm so necessrios pelo reconhecimento da participao proporcional da Companhia nas variaes de saldo dos componentes dos ajustes de avaliao patrimonial da inves-tida, reconhecidos diretamente em seu patrimnio lquido. Tais variaes so reconhecidas de forma reflexa, ou seja, em ajuste de avaliao patri-monial diretamente no patrimnio lquido. Coligada - Coligadas so todas as entidades sobre as quais a Companhia tem influncia significativa, mas no o controle, com uma participao acionria de 20% a 50% dos direitos de voto. Os investimentos em coligadas so contabilizados pelo mtodo de equivalncia patrimonial e so, inicialmente, reconhecidos pelo seu valor de custo. O investimento da Companhia em coligadas inclui o gio identifi-cado na aquisio, lquido de qualquer perda por impairment acumulada. A participao da Companhia nos lucros ou prejuzos de suas coligadas reconhecida na demonstrao do resultado e sua participao na movi-mentao nas contas de patrimnio lquido dessas coligadas reconheci-da de forma reflexa em seu patrimnio lquido. As movimentaes cumula-tivas ps-aquisio so ajustadas contra o valor contbil do investimento. Quando a participao da Companhia nas perdas de uma coligada for igual ou superior a sua participao na coligada, incluindo quaisquer outros re-cebveis, a Companhia no reconhece perdas adicionais, a menos que te-nha incorrido em obrigaes ou efetuado pagamentos em nome da coliga-da. Se a participao acionria na coligada for reduzida, mas for retida influncia significativa, somente uma parte proporcional dos valores ante-riormente reconhecidos em ajuste de avaliao patrimonial ser reclassifi-cada no resultado, quando apropriado. Os ganhos e as perdas de diluio, ocorridos em participaes em coligadas, so reconhecidos na demonstra-o do resultado. 3.10 Imobilizado - O imobilizado demonstrado pelo custo histrico de aquisio ou de construo menos depreciao. O custo histrico tambm inclui os custos de financiamento relacionados com a aquisio de ativos qualificados. Os custos subsequentes sero includos no valor contbil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, con-forme apropriado, somente quando for provvel que fluam benefcios eco-nmicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser men-surado com segurana. O valor contbil de itens ou peas substitudos baixado. Reparos e manuteno so apropriados ao resultado durante o exerccio em que so incorridos. O custo das principais reformas acres-cido ao valor contbil do ativo quando os benefcios econmicos futuros ultrapassam o padro de desempenho inicialmente estimado para o ativo em questo. As reformas so depreciadas ao longo da vida til econmica restante do ativo relacionado. Os terrenos no so depreciados. A depre-ciao de outros ativos calculada usando o mtodo linear considerando seus custos e seus valores residuais durante a vida til estimada, como segue:- Edificaes e construes...................................................... 25 - 40 anos- Mquinas, equipamentos e instalaes ................................. 10 - 21 anos- Mveis e utenslios ................................................................. 3 -10 anos- Veculos .................................................................................. 3 - 5 anosOs valores residuais e a vida til dos ativos so revisados e ajustados, se apropriado, ao fim de cada exerccio. O valor contbil de um ativo imedia-tamente baixado para seu valor recupervel quando o valor contbil do ativo maior do que seu valor recupervel estimado. Os ganhos e as per-das de alienaes so determinados pela comparao dos resultados com o valor contbil e so reconhecidos em Outras receitas (despesas) opera-cionais, lquidas na demonstrao do resultado. A Companhia no tem ativos de longo prazo que espera abandonar ou alienar e que exigiriam a constituio de proviso para obrigaes por descontinuao de ativos. 3.11 Arrendamento mercantil - Os arrendamentos nos quais uma parcela significativa dos riscos e benefcios da propriedade retida pelo arrenda-dor so classificados como arrendamentos operacionais. Os pagamentos efetuados para arrendamentos operacionais (lquidos de quaisquer incen-tivos recebidos do arrendador) so debitados demonstrao do resultado pelo mtodo linear, durante o perodo do arrendamento. Os arrendamentos do imobilizado, nos quais a Companhia detm, substancialmente, os riscos e benefcios da propriedade, so classificados como arrendamentos finan-ceiros. Estes so capitalizados no incio do arrendamento pelo menor valor entre o valor justo do bem arrendado e o valor presente dos pagamentos mnimos do arrendamento. Cada parcela paga do arrendamento aloca-da, parte ao passivo e parte aos encargos financeiros, para que, dessa forma, seja obtida uma taxa constante sobre o saldo da dvida em aberto. As obrigaes correspondentes, lquidas dos encargos financeiros, so includas em outros passivos. Os juros das despesas financeiras so debi-tados demonstrao do resultado durante o perodo do arrendamento, para produzir uma taxa peridica constante de juros sobre o saldo rema-nescente do passivo para cada perodo. O imobilizado adquirido por meio de arrendamentos financeiros depreciado durante a vida til do ativo. 3.12 Ativos biolgicos - Os ativos biolgicos so mensurados ao valor justo, deduzidos dos custos estimados de desbaste de floresta. Sua exaus-to calculada com base na vida til do corte raso das florestas. Os ativos biolgicos correspondem principalmente a florestas de eucalipto renov-veis, que so destinados produo quando exauridos. Na determinao

  • Continuao

    Continua

    CNPJ n 60.892.403/0001-14VOTORANTIM SIDERURGIA S.A.

    DEMONSTRAES FINANCEIRAS

    do valor justo foi utilizado o mtodo de fluxo de caixa descontado, conside-rando a quantidade do produto agrcola existente, segregada em anos de plantio, e os respectivos valores de venda at o esgotamento das florestas. Para o valor de receita prevista com a venda do produto agrcola, foram considerados os custos de formao, impostos incidentes e ativos de con-tribuio para cultura, tais como implementos agrcolas e ferramentas de manuteno. Os volumes utilizados na avaliao foram calculados em fun-o do incremento mdio anual de cada regio. A Companhia possui uma poltica de avaliao do valor justo de seus ativos biolgicos com periodici-dade anual, tal avaliao conduzida por empresa independente contrata-da para esse fim. 3.13 Ativos intangveis (a) gio - O gio (goodwill) representado pela diferena positiva entre o valor pago ou a pagar e o montante lquido do valor justo dos ativos e passivos da entidade adquiri-da. O gio de aquisies registrado como ativo investimentos. Se a adquirente apurar desgio, dever registrar o montante como ganho no resultado do exerccio, na data da aquisio. O gio testado anualmente para verificar provveis perdas (impairment) e contabilizado pelo seu valor de custo menos as perdas acumuladas por impairment, que no so rever-tidas. Os ganhos e as perdas da alienao de uma entidade incluem o va-lor contbil do gio relacionado com a entidade vendida. O gio alocado s Unidades Geradoras de Caixa (UGCs) para fins de teste de impairment. A alocao feita para as Unidades Geradoras de Caixa que devem se beneficiar da combinao de negcios da qual o gio se originou, devida-mente segregada, de acordo com o segmento operacional. (b) Direitos sobre recursos naturais - Os custos com a aquisio de direitos de explo-rao de florestas so capitalizados e amortizados com base na exausto de florestas. 3.14 Impairment de ativos no financeiros - Os ativos que tm uma vida til indefinida, como o gio, no esto sujeitos amortizao e so testados anualmente para a verificao de impairment. Os ativos que esto sujeitos amortizao so revisados para a verificao de impairment sempre que eventos ou mudanas nas circunstncias indiquem que o valor contbil pode no ser recupervel. Uma perda por impairment reconhecida pelo valor em que o valor contbil do ativo exce-de seu valor recupervel. Este ltimo o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o valor em uso. Para fins de avaliao do impairment, os ativos so agrupados nos nveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificveis separadamente (Unida-des Geradoras de Caixa - UGC). Os ativos no financeiros, exceto o gio, que tenham sofrido impairment, so revisados para a anlise de uma pos-svel reverso do impairment. 3.15 Contas a pagar aos fornecedores - As contas a pagar aos fornecedores so obrigaes a pagar por bens ou ser-vios que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negcios, sendo classificadas como passivos circulantes quando o pagamento de-vido no perodo de at um ano. Caso contrrio, as contas a pagar so apresentadas como passivo no circulante. Elas so, inicialmente, reco-nhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do mtodo de taxa de juros efetiva. 3.16 Emprsti-mos e financiamentos - Os emprstimos so reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, lquido dos custos da transao incorridos e so, subse-quentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferena entre os valores captados (lquidos dos custos da transao) e o valor de resgate reconhecida na demonstrao do resultado durante o perodo em que os emprstimos estejam em andamento, utilizando-se o mtodo da taxa de juros efetiva. As taxas pagas no estabelecimento do emprstimo so reconhecidas como custos da transao do emprstimo, quando h probabilidade que uma parte ou todo o emprstimo seja sacado. Nesse caso, a taxa diferida at que o saque ocorra. Quando no houver evidn-cias da probabilidade de saque de parte ou da totalidade do emprstimo, a taxa ser capitalizada como um pagamento antecipado de servios de li-quidez e amortizada durante o perodo do emprstimo ao qual se relacio-na. Os emprstimos so classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia tenha um direito incondicional de diferir a liquidao do passivo por, pelo menos, 12 meses aps a data do balano. 3.17 Provi-ses - As provises para restaurao ambiental, custos de reestruturao e aes judiciais so reconhecidas quando: (i) a Companhia tem uma obri-gao presente ou no formalizada como resultado de eventos passados; (ii) provvel que uma sada de recursos seja necessria para liquidar a obrigao; e (iii) o valor foi estimado com segurana. As provises no in-cluem perdas operacionais futuras. Quando houver uma srie de obriga-es similares, a probabilidade de a Companhia liquid-las ser determina-da, levando-se em considerao a classe de obrigaes como um todo. Uma proviso reconhecida mesmo que seja pequena a probabilidade de liquidao relacionada com qualquer item individual includo na mesma classe de obrigaes. As provises so mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessrios para liquidar a obrigao usando--se uma taxa antes do imposto, a qual reflete as avaliaes atuais do mer-cado do valor temporal do dinheiro e dos riscos especficos da obrigao. O aumento da obrigao em decorrncia da passagem do tempo reco-nhecido como despesa financeira. 3.18 Passivos ambientais - As obriga-es consistem principalmente de custos associados com encerramento de atividades. O custo de desmobilizao de ativo, equivalente ao valor presente da obrigao (passivo), est capitalizado como parte do valor contbil ao ativo sendo depreciado pelo perodo de vida til do ativo. A parcela do passivo est registrada pelo valor presente pelo mesmo prazo da desmobilizao. Esses passivos esto contabilizados em outras contas a pagar. 3.19 Ajuste a valor presente de ativos e passivos - Quando relevantes, ativos e passivos foram ajustados a valor presente. O valor presente calculado com base na taxa efetiva de juros aplicvel. A referida taxa compatvel com a natureza, o prazo e os riscos de transaes simi-lares em condies de mercado. 3.20 Benefcios a empregados - (a) Obrigaes de aposentadoria - A Companhia participa de planos de penso, administrados por entidade fechada de previdncia privada, que provm a seus empregados benefcios ps-emprego. A Companhia tem planos de contribuio definida. Um plano de contribuio definida um plano de penso segundo o qual a Companhia paga contribuies a enti-dades fechadas de previdncia privada em bases compulsrias, contratu-ais ou voluntrias e no tem obrigaes legais nem construtivas de fazer contribuies se o fundo no tiver ativos suficientes para pagar a todos os empregados os benefcios relacionados com o servio do empregado do perodo corrente e anterior. As contribuies feitas antecipadamente so reconhecidas como um ativo na proporo em que um reembolso em di-nheiro ou uma reduo dos pagamentos futuros estiver disponvel. (b) Par-ticipao dos empregados nos resultados - So registradas provises para reconhecer a despesa referente participao dos empregados nos resultados. Essas provises so calculadas com base em metas qualitati-vas e quantitativas definidas pela administrao e contabilizadas no resul-tado. 3.21 Ativos e passivos contingentes e obrigaes legais - As

    prticas contbeis para registro e divulgao de ativos e passivos contin-gentes e obrigaes legais so as seguintes: (i) ativos contingentes so reconhecidos somente quando h garantias reais ou decises judiciais fa-vorveis, transitadas em julgado; (ii) passivos contingentes so provisiona-dos quando a Companhia espera desembolsar fluxos de caixa. Processos tributrios so provisionados quando as perdas so avaliadas como prov-veis e os montantes envolvidos so mensurveis com suficiente seguran-a. Processos trabalhistas e cveis, cujas perdas so avaliadas como pro-vveis, so provisionados com base no percentual histrico de desembolsos. Passivos contingentes avaliados como perdas remotas no so provisionados nem divulgados; e (iii) obrigaes legais so registradas como exigveis. 3.22 Capital social - As aes ordinrias so classificadas no patrimnio lquido. Quando qualquer empresa compra aes do capital da Companhia (aes em tesouraria), o valor pago, incluindo todos os cus-tos adicionais diretamente atribuveis, deduzido do patrimnio atribuvel aos acionistas da Companhia at que as aes sejam canceladas ou ree-mitidas. Quando essas aes so, subsequentemente, reemitidas, qual-quer valor recebido (lquido de todos os custos adicionais da transao di-retamente atribuveis e bem como dos respectivos efeitos do imposto de renda e da contribuio social), includo no capital atribuvel aos acionis-tas da Companhia. 3.23 Reconhecimento da receita - A receita compre-ende o valor justo da contraprestao recebida ou a receber pela comer-cializao de produtos no curso normal das atividades da Companhia. A receita apresentada lquida dos impostos, das devolues, dos abati-mentos e dos descontos. A Companhia reconhece a receita quando: (i) o valor da receita pode ser mensurado com segurana; (ii) h probabilidade de benefcios econmicos futuros influrem para a entidade; e (iii) quando critrios especficos tenham sido atendidos, conforme descrio a seguir. O valor da receita no ser considerado mensurvel com segurana at que todas as contingncias relacionadas com a venda tenham sido resol-vidas. A Companhia baseia suas estimativas em resultados histricos, le-vando em considerao o tipo de cliente, o tipo de transao e as especifi-caes de cada venda. (a) Venda de produtos - O reconhecimento da receita nas vendas internas e para exportao se baseia nos princpios a seguir: (i) Mercado interno: As vendas so feitas vista ou a prazo, em perodos de, no mximo, 30 dias. (ii) Mercado de exportao: Normalmen-te, os pedidos de exportao so atendidos por depsitos prprios ou ter-ceirizados localizados prximos aos mercados estratgicos. Essas vendas so reconhecidas, em geral, quando os produtos so entregues ao trans-portador e os riscos e benefcios so transferidos para o cliente. (b) Recei-ta financeira - A receita financeira reconhecida conforme o prazo decor-rido, usando-se o mtodo da taxa de juros efetiva. Quando uma perda (impairmert) identificada em relao a uma conta a receber, a Companhia reduz o valor contbil para seu valor recupervel, que corresponde ao fluxo de caixa futuro estimado, descontado taxa de juros efetiva original do instrumento. medida que o tempo passa, os juros so incorporados s contas a receber, em contrapartida de receita financeira. Essa receita fi-nanceira calculada pela mesma taxa de juros efetiva utilizada para apurar o valor recupervel, ou seja, a taxa original do contas a receber. 3.24 Distribuio de dividendos - A distribuio de dividendos para os acionistas da Companhia reconhecida como um passivo nas demonstra-es financeiras da Companhia ao fim do exerccio, com base no estatuto social. Qualquer valor acima do mnimo obrigatrio somente provisiona-do na data de aprovao pelos acionistas, em Assembleia Geral. 4. NOR-MAS NOVAS, ALTERAES E INTERPRETAES DE NORMAS QUE AINDA NO ESTO EM VIGOR - As seguintes novas normas, alteraes e interpretaes de normas foram emitidas pelo IASB mas no esto em vigor para o exerccio de 2011. A adoo antecipada dessas normas, em-bora encorajada pelo IASB, no foi permitida, no Brasil, pelo Comit de Pronunciamento Contbeis (CPC). O IFRS 9 - Instrumentos Financeiros aborda a classificao, mensurao e reconhecimento de ativos e passi-vos financeiros. O IFRS 9 foi emitido em novembro de 2009 e outubro de 2010 e substitui os trechos do IAS 39 relacionados classificao e men-surao de instrumentos financeiros. O IFRS 9 requer a classificao dos ativos financeiros em duas categorias: mensurados ao valor justo e mensu-rados ao custo amortizado. A determinao feita no reconhecimento ini-cial. A base de classificao depende do modelo de negcios da entidade e das caractersticas contratuais do fluxo de caixa dos instrumentos finan-ceiros. Com relao ao passivo financeiro, a norma mantm a maioria das exigncias estabelecidas pelo IAS 39. A principal mudana a de que nos casos em que a opo de valor justo adotada para passivos financeiros, a poro de mudana no valor justo devido ao risco de crdito da prpria entidade registrada em outros resultados abrangentes e no na demons-trao dos resultados, exceto quando resultar em descasamento contbil. A Companhia est avaliando o impacto total do IFRS 9. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. O IFRS 10 - Demonstraes Financei-ras Consolidadas apia-se em princpios j existentes, identificando o conceito de controle como fator preponderante para determinar se uma entidade deve ou no ser includa nas demonstraes financeiras consoli-dadas da controladora. A norma fornece orientaes adicionais para a de-terminao do controle. A Companhia est avaliando o impacto total do IFRS 10. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. IFRS 11 - Acordos em Conjunto, emitido em maio de 2011. A norma prov uma abordagem mais realista para acordos em conjunto ao focar nos direitos e obrigaes do acordo ao invs de sua forma jurdica. H dois tipos de acordos em conjunto: (i) operaes em conjunto - que ocorre quando um operador possui direitos sobre os ativos e obrigaes contratuais e como consequncia contabilizar sua parcela nos ativos, passivos, receitas e despesas; e (ii) controle compartilhado - ocorre quando um operador pos-sui direitos sobre os ativos lquidos do contrato e contabiliza o investimento pelo mtodo de equivalncia patrimonial. O mtodo de consolidao pro-porcional no ser mais permitido com controle em conjunto. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. O IFRS 12 - Divulgao sobre Participaes em Outras Entidades trata das exigncias de divulgao para todas as formas de participao em outras entidades, incluindo acor-dos conjuntos, associaes, participaes com fins especficos e outras participaes no registradas contabilmente. A Companhia est avaliando o impacto total do IFRS 12. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. IFRS 13 - Mensurao de Valor Justo, emitido em maio de 2011. O objetivo do IFRS 13 aprimorar a consistncia e reduzir a complexidade da mensurao ao valor justo, fornecendo uma definio mais precisa e uma nica fonte de mensurao do valor justo e suas exigncias de divul-gao para uso em IFRS. As exigncias, que esto bastante alinhadas entre IFRS e US GAAP, no ampliam o uso da contabilizao ao valor justo, mas fornecem orientaes sobre como aplic-lo quando seu uso j requerido ou permitido por outras normas IFRS ou US GAAP. A Companhia ainda est avaliando o impacto total do IFRS 13. A norma aplicvel a

    partir de 1 de janeiro de 2013. IAS 28 (revisado em 2011) - Coligadas e Controladas em Conjunto (Joint Ventures) - O IAS 28 (revisado em 2011) requer que controladas em conjunto e coligadas sejam avaliadas pelo mtodo de equivalncia patrimonial a partir da emisso do IFRS 11. A Companhia ainda est avaliando o impacto total do IAS 28. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. No h outras normas IFRS ou interpretaes IFRIC que ainda no entraram em vigor que poderiam ter impacto significativo sobre a Companhia. 5. ESTIMATIVAS E PREMISSAS CONTBEIS CRTICAS - As estimativas e as premissas contbeis so continuamente avaliados e baseiam-se na experincia histrica e em ou-tros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razo-veis para as circunstncias. Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relao ao futuro. Por definio, as estimativas contbeis resultantes raramente sero iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com proba-bilidade de causar um ajuste relevante nos valores contbeis de ativos e passivos para o prximo exerccio financeiro, esto contempladas abai-xo. (a) Perda (impairment) do gio - Anualmente, a Companhia reali-za testes para eventuais perdas (impairment) no gio, os valores re-cuperveis das UGCs foram determinados com base em clculos do valor em uso, efetuados com base em estimativas (Nota 15). (b) Imposto de renda e contribuio social e outros impostos - A Companhia est su-jeita ao imposto de renda e contribuio social com base nas alquotas vi-gentes. A Companhia tambm reconhece provises por conta de situaes em que provvel que valores adicionais de impostos sejam devidos. Quando o resultado final dessa avaliao diferente dos valores inicial-mente estimados e registrados, essas diferenas afetam os ativos e passi-vos fiscais atuais e diferidos no perodo em que o valor definitivo determi-nado. (c) Ativos biolgicos - Na determinao do valor justo dos ativos biolgicos, a Companhia utiliza o mtodo de fluxo de caixa descontado, considerando a quantidade de produto agrcola existente, segregada em anos de plantio, e os respectivos valores de venda at o esgotamento das florestas. No valor de receita previsto com a venda do produto agrcola, so considerados os custos de formao de florestas, impostos incidentes e ativos de contribuio para cultura, tais como implementos agrcolas e fer-ramentas de manuteno. Os volumes utilizados na avaliao so calcula-dos de acordo com o incremento mdio anual de cada regio. Quaisquer mudanas nessas premissas podem implicar valorizao ou desvaloriza-o desses ativos. (d) Passivos contingentes - A Companhia parte en-volvida em processos trabalhistas, cveis e tributrios que se encontram em instncias diversas. As provises para contingncias, constitudas para fazer face a potenciais perdas decorrentes dos processos em curso, so estabelecidas e atualizadas com base na avaliao da administrao, fun-damentada na opinio de seus assessores legais e requerem elevado grau de julgamento sobre as matrias envolvidas. (e) Reviso da vida til e recuperao de propriedades, plantas e equipamentos - A capacidade de recuperao dos ativos que so utilizados nas atividades da Companhia avaliada sempre que eventos ou mudanas nas circunstncias indicarem que o valor contbil de um ativo ou grupo de ativos pode no ser recuper-vel com base em fluxos de caixa futuros. Se o valor contbil destes ativos for superior ao seu valor recupervel, o valor lquido ajustado e sua vida til readequada para novos patamares. 6. GESTO DE RISCO FINAN-CEIRO - 6.1 Fatores de risco financeiro - As atividades da Companhia a expem a diversos riscos financeiros, a saber: (a) risco de mercado (moe-da e taxa de juros); (b) risco de crdito e (c) risco de liquidez. Os produtos vendidos pela Companhia so predominantemente denominados em reais. Por outro lado, alguns custos e investimentos em ativos de capital so de-nominados em moeda estrangeira. Adicionalmente, a Companhia possui dvidas atreladas a indexadores e moedas distintos, que podem impactar seu fluxo de caixa. A Poltica de Gesto de Riscos de Mercado com-plementada por outras polticas, que estabelecem diretrizes e normas para: (i) Gesto de Exposio Cambial, (ii) Gesto de Exposio a Taxa de Juros, (iii) Gesto de Exposio a Preo de Commodities, (iv) Gesto de Riscos de Emissores e Contrapartes e (v) Gesto de Liquidez e Endivida-mento Financeiro. A estrutura de governana, aprovada pelo Conselho de Administrao de sua controladora Votorantim Industrial S.A., inclui o Co-mit de Finanas, Gesto de Riscos e Auditoria Interna (referido como Co-mit de Finanas no contedo desta nota), e o Comit de Tesouraria. As propostas feitas para atender cada uma das polticas so discutidas no Comit de Tesouraria e posteriormente levadas para aprovao do Comit de Finanas. (a) Risco de mercado - O processo de gesto de riscos de mercado tem por objetivo a proteo do fluxo de caixa da Companhia con-tra eventos adversos de mercado, tais como oscilaes de taxas de cm-bio, preos de commodities e taxas de juros. A governana e as macrodire-trizes desse processo esto definidas na Poltica de Gesto de Riscos de Mercado. (i) Risco cambial - A Poltica de Gesto de Exposio Cambial estabelece diretrizes e normas para a proteo contra oscilaes das mo-edas estrangeiras que impactam o fluxo de caixa da Companhia. As pro-postas para contratao de hedge so elaboradas pelo Comit de Tesou-raria para aprovao do Comit de Finanas e baseiam-se na exposio cambial projetada at o fim do ano subsequente data de referncia. Adicionalmente, durante a elaborao do oramento, podem ser definidos programas de hedge para proteo de fluxo de caixa das controladas da Votorantim Industrial S.A.. Nesses casos, o Comit de Tesouraria elabo-rar a proposta em coordenao com a Unidade em questo, para pos-terior aprovao do Comit de Finanas. O real (R$) a moeda funcional da Companhia, e todos os esforos do processo de gesto de riscos de mercado tm como objetivo a proteo do fluxo de caixa nesta moeda, a preservao da capacidade de pagamento de obrigaes financeiras e a manuteno de nveis de liquidez e endividamento adequados. A atuao da Companhia em mercados que tm preos estabelecidos em referncia a preos internacionais e moedas estrangeiras gera uma exposio ao risco cambial, principalmente em relao ao dlar norte-americano. A Com-panhia tem certos investimentos em operaes no exterior, cujos ativos lquidos esto expostos ao risco cambial. A exposio cambial decorrente da participao em operaes no exterior da Companhia protegida, prin-cipalmente, por meio de emprstimos na mesma moeda desses investi-mentos. (ii) Risco do fluxo de caixa ou valor justo associado a taxa de juros - Considerando que a Companhia no possui vendas significativas de produtos com preos corrigidos por taxas de juros, o resultado e os fluxos de caixa operacionais da Companhia so, substancialmente, independentes das mudanas nas taxas de juros do mercado. O risco de taxa de juros da Companhia decorre de emprstimos de longo prazo. Os emprstimos emitidos s taxas fixas e variveis expem a Companhia ao risco de taxa de juros de fluxo de caixa. Os emprstimos emitidos s ta-xas fixas expem a Companhia ao risco de valor justo associado taxa de juros. A Poltica de Gesto de Exposio a Taxas de Juros estabelece

    NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAO S DEMONSTRAES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 - EM MILHARES DE REAIS, EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA

  • Continuao

    Continua

    CNPJ n 60.892.403/0001-14VOTORANTIM SIDERURGIA S.A.

    DEMONSTRAES FINANCEIRAS

    diretrizes e normas para a proteo contra oscilaes de taxas de juros que impactam o fluxo de caixa da Companhia. As exposies a cada in-dexador de taxa de juros (principalmente CDI, LIBOR e TJLP) so proje-tadas at o fim da vigncia dos ativos e passivos atrelados a tais indexa-dores. Com base em tais exposies, o Comit de Tesouraria elabora propostas para contratao de hedge e as submete aprovao do Co-mit de Finanas. (b) Risco de crdito - No caso do risco de crdito decorrente de exposies de crdito a clientes, a Companhia avalia a qualidade do crdito do cliente, levando em considerao sua posio financeira, experincia passada e outros fatores e, adicionalmente, defi-ne limites individuais de crdito, os quais so regularmente monitorados. A Companhia reconhece proviso para deteriorao do saldo a receber de clientes, sempre que necessrio. A proviso para perdas registrada em quantia considerada suficiente para cobrir todas as perdas provveis quando da execuo das contas a receber de clientes e includa nas despesas de vendas. So realizadas anlises de crdito iniciais dos clientes e, quando considerados necessrios, so obtidos caues ou cartas de crdito para proteger os interesses da Companhia. Alm disso, a maior parte das vendas por exportao, para os Estados Unidos, Euro-pa e sia, est protegida por cartas de crdito e seguro de crdito. (c) Risco de liquidez - O risco de liquidez gerenciado de acordo com a Poltica de Gesto de Liquidez e Endividamento, visando a garantir recur-sos lquidos suficientes para honrar os seus compromissos financeiros da Companhia no prazo e sem custo adicional. O principal instrumento de medio e monitoramento da liquidez a projeo de fluxo de caixa, ob-servando-se um prazo mnimo de 12 meses de projeo a partir da data de referncia. A gesto de liquidez e endividamento adota como objetivo mtricas comparveis fornecidas por agncias classificadoras de riscos de abrangncia global para riscos de crdito BBB estvel ou equivalente. A tabela abaixo analisa os principais passivos financeiros da Companhia, por faixas de vencimento, correspondentes ao perodo remanescente no balano patrimonial at a data contratual do vencimento. Os valores divul-gados na tabela so os fluxos de caixa no descontados contratados.

    Menosde 1 ano

    Entre 1 e 2 anos

    Entre 2 e 5 anos

    Entre 5 e 10 anos

    Em 31 de dezembro de 2011Emprstimos e financiamentos 202.170 182.724 440.022 152.504 Partes relacionadas 21.097 Fornecedores 140.830

    364.097 182.724 440.022 152.504

    Em 31 de dezembro de 2010Emprstimos e financiamentos 176.698 161.439 373.526 224.798 Partes relacionadas 110.751 9.372 Fornecedores 262.680

    550.129 170.811 373.526 224.798

    Como os valores includos na tabela so os fluxos de caixa no des-contados contratuais, esses valores no so conciliados com os valores divulgados no balano patrimonial para emprstimos, fornecedores e ou-tras obrigaes. 6.2 Derivativos contratados - A Companhia no possui derivativos contratados para os exerccios, nem operou com quaisquer instrumentos derivativos durante o exerccio. 6.3 Gesto de capital - Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital so os de salvaguar-dar a capacidade de continuidade do Grupo para oferecer retorno aos acionistas e benefcios s outras partes interessadas, alm de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo. Para manter ou ajustar a estrutura do capital, a Companhia pode rever a poltica de pa-gamento de dividendos, devolver capital aos acionistas ou, ainda, emi-tir novas aes ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nvel de endividamento. Condizente com outras companhias do setor, a Compa-nhia monitora o capital com base no ndice de alavancagem financeira. Esse ndice corresponde dvida lquida dividida pelo EBITDA. A dvida lquida, por sua vez, corresponde ao total de emprstimos (incluindo em-prstimos de curto e longo prazos, conforme demonstrado no balano patrimonial consolidado), subtrado do montante de caixa e equivalentes de caixa. Os ndices de alavancagem financeira em 31 de dezembro de 2011 e 2010 podem ser assim sumariados:

    Nota 2011 2010Emprstimos e financiamentos 19 803.666 742.295 Menos: caixa equivalentes de caixa 9 e 10 103.121 72.101 Dvida lquida 700.545 670.194Total do EBITDA ajustado 83.633 366.076ndice de alavancagem financeira - % 8,38 1,83

    6.3.1 EBITDA2011 2010

    Receita lquida 1.902.702 1.864.690 Custo dos produtos vendidos e dos servios prestados (1.532.350) (1.341.472)Receitas (despesas) operacionais (380.500) (317.502)EBIT (10.148) 205.716 Depreciao, amortizao e exausto 93.781 160.360EBITDA 83.633 366.076

    6.4 Estimativa do valor justo - Os saldos das contas a receber de clientes, deduzindo da proviso para crdito de liquidao duvidosa, e de contas a pagar aos fornecedores pelo valor contbil, esto prximos de seus valores justos. O valor justo dos passivos financeiros, para fins de divulgao, estimado por meio do desconto dos fluxos de caixa contra-tuais futuros segundo a taxa de juros vigente no mercado. A Companhia aplica o CPC 40 / IFRS 7 para instrumentos financeiros mensurados no balano patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgao das men-suraes do valor justo pelo nvel da seguinte hierarquia de mensurao pelo valor justo: Nvel 1 - preos cotados (no ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idnticos. Nvel 2 - informaes, alm

    dos preos cotados, includas no nvel 1 que so adotadas pelo mercado para o ativo ou passivo, seja diretamente (como preos) ou indiretamente (derivados dos preos). Nvel 3 - inseres para os ativos ou passivos que no se baseiam nos dados adotados pelo mercado (inseres no observveis). Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, os ativos financei-ros mensurados ao valor justo e passivos financeiros divulgados ao valor justo foram classificados no nvel 2 de hierarquia do valor justo, conforme resumido a seguir:

    31/12/2011 31/12/2010Ativos

    Mantidos para negociaoQuotas de fundos de investimentos 95.894 60.511

    95.894 60.511

    6.5 Demonstrativo de anlise de sensibilidade - A seguir apresenta-da a anlise de sensibilidade para as posies em aberto com base na apreciao / depreciao dos principais fatores de risco conforme cen-rios: Cenrio I: provvel - baseia-se nas curvas e cotaes de mercado de 31 de dezembro de 2011. A administrao acredita que as condies de mercado observadas no fim do ms de dezembro configuram um ce-nrio de provvel ocorrncia. Cenrio II: considera um choque de + ou - 25% nas curvas e cotaes de mercado utilizadas para apreamento no cenrio provvel. Cenrio III: considera um choque de + ou - 50% nas curvas e cotaes de mercado utilizadas para apreamento no cenrio provvel.

    Impactos no resultadoFator de Risco Cenrios Provvel -25% -50% +25% +50%

    Cmbio Reduo de 6,71%

    USD 10.645 37.022 74.044 (37.022) (74.044)Taxas de Juros

    Aumento de 40,00%

    USD - Libor (24) 21 42 (21) (42)

    6.6 Dados de mercado utilizados para o clculo do valor justo dos instrumentos financeiros - Na construo das curvas utilizadas para precificao dos instrumentos financeiros foram utilizados dados pblicos da BM&F Bovespa e dados proprietrios da Bloomberg L.P.

    7. INSTRUMENTOS FINANCEIROS POR CATEGORIA31/12/2011 31/12/2010

    Ativos, conforme balano patrimonialEmprstimos e recebveis

    Caixa e equivalentes de caixa 2.922 7.518 Contas a receber de clientes 192.112 206.148 Partes relacionadas 7.244 13.743 Demais contas a receber 55.853 61.989

    258.131 289.398 Mensurados ao valor justo por meio do resultado

    Ativos mantidos para negociao 100.199 64.583 100.199 64.583 358.330 353.981

    Passivos, conforme o balano patrimonialOutros passivos financeiros

    Emprstimos e financiamentos 803.666 742.295 Fornecedores 140.830 262.680 Partes relacionadas 662.665 617.074

    1.607.161 1.622.049

    8. QUALIDADE DO CRDITO DOS ATIVOS FINANCEIROS - A tabela a seguir reflete a qualidade de crdito dos emissores e contrapartes em geraes de ativos financeiros:

    31/12/2011 31/12/2010Rating local Rating local

    Caixa e equivalentes de caixaAAA 2.922 7.518

    Fundos mantidos para negociao AAA 95.144 57.666 AA+ 648 6.917 A- 102

    Ttulos de dvidas mantidos para negociao AAA 4.305

    103.121 72.101

    Contas a receber de clientes 31/12/2011 31/12/2010Grupo 1 174.136 193.403 Grupo 2 14.459 11.908 Grupo 3 3.517 837 Total de contas a receber de clientes 192.112 206.148

    Grupo 1 - novos clientes/partes relacionadas (menos de 6 meses). Grupo 2 - clientes/partes relacionadas existentes (mais de 6 meses) sem inadim-plncia no passado ou inadimplncia at 90 dias. Grupo 3 - clientes/partes relacionadas existentes (mais de 6 meses) com inadimplncia no passado acima de 90 dias. Todas as inadimplncias foram totalmente recuperadas. Os ratings decorrentes de classificao externa foram extrados de agncias de ratings (Standard&Poors, Moodys, Fitch) (Nota 6.1 (b)).

    9. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA31/12/2011 31/12/2010

    Caixa e bancos 1.949 7.518 Operaes compromissadas 973

    2.922 7.518

    10. APLICAES FINANCEIRAS31/12/2011 31/12/2010

    Ttulos mantidos para negociaoQuotas de fundos de investimentos (i) 88.605 53.595 Fundo de investimento de direitos creditrios - FIDC 7.289 6.916 Outros 4.305 4.072

    Circulante 100.199 64.583

    (i) Em 31 de dezembro de 2011, o total de R$ 88.605 representado por quotas de fundos de investimento no qual a Votorantim quotista exclusi-va. O controle das operaes deste fundo exclusivo feito pela tesouraria corporativa e a consolidao das suas informaes financeiras foi efetuada pela holding da Votorantim Participaes S.A.

    11. CONTAS A RECEBER DE CLIENTESNota 31/12/2011 31/12/2010

    Clientes nacionais 187.482 199.398 Clientes estrangeiros 194 1.458 Partes relacionadas 14 6.058 5.460 Proviso para crditos de liquidao duvidosa (1.622) (168)

    192.112 206.148

    As contas a receber de clientes da Companhia so mantidas nas seguintes moedas:

    31/12/2011 31/12/2010Reais 189.584 202.303 Dlares norte-americanos 2.528 3.845

    192.112 206.148

    As movimentaes na proviso para impaired de contas a receber de clientes da Companhia so as seguintes:

    31/12/2011 31/12/2010Em 1 de janeiro (168) (1.065)

    Constituio (reverso) (1.454) 897 Em 31 de dezembro (1.622) (168)

    A constituio e a baixa da proviso para contas a receber impaired foram registradas no resultado do exerccio como gastos operacionais. Os valo-res debitados conta de proviso so geralmente baixados quando no h expectativa de recuperao dos recursos. O risco de crdito do contas a receber est demonstrado na nota 8.12. ESTOQUES

    31/12/2011 31/12/2010Produtos acabados 64.099 84.078 Produtos em processamento 49.498 52.789 Matrias-primas 63.652 87.722 Materiais auxiliares e de consumo 112.399 66.683 Adiantamento a fornecedores 1.027 1.052 Importaes em andamento 4.811 4.851

    295.486 297.175

    Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, a Companhia no mantinha esto-ques dados como penhor de garantia de passivos.13. TRIBUTOS A RECUPERAR

    31/12/2011 31/12/2010Imposto sobre circulao de mercadorias e servios - ICMS (i) 83.896 60.333 Imposto sobre circulao de mercadorias e servios - ICMS sobre ativo imobilizado 22.361 15.571 Imposto sobre produtos industrializados - IPI 5.075 12.437 Imposto de renda e contribuio social (ii) 2.022 1.522 Programa de Integrao Social - PIS (iii) 789 8.551 Contribuio para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS (iii) 4.037 39.139

    118.180 137.553 Circulante (99.989) (115.740)No circulante 18.191 21.813

    (i) O volume de crditos de ICMS devido expanso da fbrica de Resende, onde a Companhia vem acumulando saldo a recuperar desse tributo. Mediante autorizao do rgo fiscal competente, esses crdi-tos podem ser transferidos para terceiros. Desta forma, a Administrao da Companhia vem efetuando pedidos junto Secretaria da Fazenda Estadual e obtendo autorizaes para transferir esses crditos para ter-ceiros. (ii) Os crditos de IRPJ e CSLL referem-se a antecipaes que sero compensadas com os mesmos tributos e contribuies incidentes sobre os resultados futuros. (iii) Conforme os dispositivos das Leis nos 11.774/08, 11.488/07 e 10.865/04, a Companhia optou pelo desconto de PIS e da COFINS nos prazos de 12, 24 e 48 meses respectivamente, calculados sobre as aquisies de mquinas, equipamentos e edifica-es, adquiridas ou construdas e destinadas produo. A realizao dos principais crditos relativos aos tributos a recuperar ocorrero nas datas listadas abaixo de acordo com a projeo da rea tributria da Empresa:

    Tributos Previso de realizaoICMS sobre ativo imobilizado - Circulante At 12/2012ICMS sobre ativo imobilizado - No circulante At 12/2015IPI (imposto sobre produto industrializado) At 01/2012

    NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAO S DEMONSTRAES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 - EM MILHARES DE REAIS, EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA

  • Continuao

    Continua

    CNPJ n 60.892.403/0001-14VOTORANTIM SIDERURGIA S.A.

    DEMONSTRAES FINANCEIRAS

    14. PARTES RELACIONADASContas a receber

    de clientes Realizvel a longo prazo Passivo no circulante Compras Vendas31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Sociedades controladoras (diretas e indiretas)Votorantim Industrial S.A. 329 92 522 349 6.563 Votorantim Participaes S.A. 31 877 84 100

    Sociedades controladasAcergroup S.A. 1.498 7.081 Acerholding S.A. 327 Inmobiliaria Del Rio Magdalena 287 Siderrgica Trs Lagoas Ltda. 3.647

    Sociedade coligadaAcerbrag S.A. 2.285 1.447 87 87 7.865 27.058

    Sociedades ligadasAceras Paz Del Rio 952 952 30 4.631 Anfreixo S.A. 345 437 7.419 10.504 Companhia Brasileira de Alumnio S.A. (ii) 1.015 608.981 564.147 710 2.723 727 2.398 Companhia de Cimento Itamb 9.597 Compaia Minera Milpo S.A. 387 Indstria Com. Metalrgica Atlas Ltda. 33 46 1.725 3.237 Votener-Votorantim Comrico de Energia 641 124.436 82.280 Votorantim Energia Ltda. 3.511 Votorantim Cimentos N/NE 108 Votorantim Empreendimentos Ltda. 5.325 Votorantim Cimentos S.A. 3.611 2.281 546 33.577 39 1.828 Votorantim GmbH (i) 368 20.886 96.690 19.598 Votorantim Metais S.A. 20 29.408 288 28 210 146 Votorantim Metais Zinco S.A. 3 379 1.757 14 11 96 24 26 Votorantim Metais Participaes Ltda. 31 643 TIVIT S.A. 3.548 Trevo Indstria e Comrcio Ltda. 5.105 Usiminas S.A.Outros 349 172 1.226 4 582 49 2.888 1.229 329

    6.058 5.460 7.244 13.743 662.665 697.414 137.958 113.767 15.360 66.233 Circulante (6.058) (5.460) (22.242) (80.340)No Circulante 7.244 13.743 640.423 617.074

    (i) O saldo passivo refere-se s operaes de financiamento de importaes e contratos de pr-pagamento de exportao, intermediados pela Votorantim GmbH. O financiamento remunerado nas mesmas condies contratadas pela parte relacionada (LIBOR + spread). (ii) Refere-se a contrato de mtuo, com vencimento no ano de 2015. O valor vem sendo atualizado mensalmente pela taxa SELIC.15. INVESTIMENTOS - (a) Informaes sobre investimentos

    Informaes das investidas em 31 de dezembro de 2011 Resultado de equivalncia patrimonial Saldo de investimentosPatrimnio lquido

    ajustado Resultado do

    exerccio Percentual de

    participao (%) 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Acergroup S.A. 162.220 35.162 99,6 35.021 26.829 161.571 145.074Sitrel - Siderrgica Trs Lagoas Ltda. 123.898 (13.167) 50,0 (6.584) (540) 61.949 17.973Acerholding 62.688 31.440 80,0 25.152 15.895 50.150 63.886Inmobiliaria Del Rio Magdalena S.A.S. 10.175 (650) 85,0 (553) 8.649 8.389Outros 228 (24) 256 gio Acergroup S.A. (i) 148.997 148.997Total dos investimentos 53.013 42.184 431.572 384.319

    (i) O gio demonstrado acima se refere compra da participao da Acergroup S.A., holding que possui participao na Companhia operacional Acerbrag S.A., produtora de aos longos transformados em vergalhes, barras, arames, telas e fio-mquina. O gio tem por fundamentao econmica a rentabilidade futura dos investimentos.(b) Movimentao dos investimentos

    2011 2010Em 1 de janeiro 384.319 137.357 Dividendos recebidos (60.824) (25.009)Variao cambial sobre investimento no exterior 251 (19.282)Aumento de capital em investida 52.724 Aquisio 2.089 100.072 Equivalncia patrimonial 53.013 42.184

    Em 31 de dezembro 431.572 384.319

    As principais aquisies esto descritas na nota 1.(c) RestriesEm 31 de dezembro de 2011 e de 2010, a Companhia no mantinha investimentos dados como garantia de passivos.

    16. ATIVOS BIOLGICOSOs ativos biolgicos da Companhia esto representados pelas florestas em formao, as quais encontram-se localizadas na regio de Minas Gerais, com uma rea total de aproximadamente 27.060 hectares. A conciliao

    dos saldos contbeis no incio e no fim do exerccio a seguinte: 2011 2010Em 1 de janeiro 126.517 132.987

    Adies 50.099 12.632 Exausto (49.425) (15.130)Valor justo 22.448 (3.972)

    Em 31 de dezembro 149.639 126.517 Na determinao do valor justo dos ativos biolgicos, as projees esto baseadas em um nico cenrio proje-tivo, com produtividade e rea de plantio. As principais premissas utilizadas nos clculos do valor em uso em 31 de dezembro de 2011 so as que seguem: O perodo dos fluxos de caixa foi projetado de acordo com o ciclo de produtividade das reas objeto de avaliao. O volume de produo de madeira em p de eucalipto a ser cor-tada foi estimado considerando a produtividade mdia por m3 de madeira de cada plantao por hectare na idade de corte. A produtividade mdia varia em funo do material gentico, condies edafo-climticas (clima e solo) e dos tratamentos silviculturais. O preo lquido mdio de venda foi projetado com base no preo estimado para eucalipto no mercado local, em estudo de mercado e amostras de algumas pesquisas de transaes, ajustado para refletir o preo da madeira em p por regio. O custo padro mdio estimado contempla gastos com as atividades de roada, controle qumico de matocompetio, combate a formigas e outras pragas, adubamento, manuteno de estradas, insumos e servios de mo de obra. Foram tambm considerados os efeitos tributrios com base nas alquotas vigentes, bem como os ativos que contribuem, tais como o ativo imobilizado e terras prprias, considerando uma taxa mdia de remunerao de 4,5% a.a.. A taxa de desconto utilizada na estimativa de valor justo do ativo biolgico foi de 14,49%.

    17. IMOBILIZADO(a) Composio e movimentao

    2011 2010

    Terras e terrenos

    Benfeitorias em propriedade de

    terceiros Edifcios e

    construes

    Mquinas, equipamentos e

    instalaes Equipamentos de informtica

    Tratores e implementos Veculos

    Mveis e utenslios

    Imobilizado em

    andamento Total do

    imobilizadoTotal do

    imobilizadoSaldo inicial 229.819 9.651 571.278 1.355.314 3.683 4.509 2.042 7.192 223.174 2.406.662 2.273.679 Adio 4.100 1.929 5.822 5.708 3.747 614 1.032 22.952 281.330 Baixa (1) (2.589) (99) (153) (71) (8.595) (11.508) (3.394) Depreciao e amortizao (633) (12.178) (24.445) (4.718) (510) (669) (1.122) (44.275) (144.953) Transferncias para intangvel 621 2.496 25.513 89.914 6.240 (124.787) (3) Saldo final 234.539 13.443 590.435 1.423.902 8.853 3.999 1.834 7.031 89.792 2.373.828 2.406.662 Taxas mdias anuais de depreciao - % 8,00 2,86 4,88 29,00 9,00 21,00 14,00

    A depreciao do exerccio totalizou R$ 44.275 (2010 - R$ 144.953), dos quais R$ 35.336 (2010 - R$ 133.632) foram alocados ao custo de produo e R$ 8.939 (2010 - R$ 11.321) foram alocados em despesas operacionais.

    (b) Reviso e ajuste da vida til estimadaA Companhia periodicamente analisa a vida til econmica estimada do seu ativo imobilizado para fins de clculo da depreciao, bem como para determinar o valor residual dos itens do imobilizado.

    (c) Imobilizado em andamentoO saldo de obras em andamento composto principalmente de projetos de expanso e otimizao das unidades industriais da Companhia, sendo os principais:

    31/12/2011 31/12/2010

    Projeto expanso Resende 43.397 46.410 Projeto expanso Barra Mansa 30.117 78.661

    73.514 125.071

    18. INTANGVEL(a) Composio

    2011 2010Direitos

    sobre marcas e patentes Diferido Outros

    Total do intangvel

    Total do intangvel

    Saldo inicial 25 103 128 405 Adio 52 52 Baixa (99) (99)Amortizao (25) (56) (81) (277)Transferncias do imobilizado 3 3

    Saldo Final 3 - - 3 128

    NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAO S DEMONSTRAES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 - EM MILHARES DE REAIS, EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA

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    DEMONSTRAES FINANCEIRAS

    (b) Teste do gio para verificao de impairment - Ao final do exerccio de 2011, a Companhia avaliarou a recuperao do valor contbil dos gios e dos seus investimentos onde houve indicadores de impairment, com base no seu valor em uso, utilizando o modelo de fluxo de caixa descontado para cada segmento de negcio. O processo de avaliao do valor em uso envolve a utilizao de premissas, julgamentos e projees sobre os fluxos de caixa futuros e representa a melhor estimativa aprovada pela administrao. O teste de recuperao dos ativos no resultou na necessidade de reconhecimento de perdas por reduo do valor recupervel para os gios mantidos em 31 de dezembro de 2011. Os clculos do valor em uso tm como premissas as projees de fluxo de caixa, antes do clculo do imposto de renda e da contribuio social, tendo como base os oramentos financeiros aprovados pela administrao para o perodo projetado para os prximos cinco anos. Os valores referentes aos fluxos de caixa, para o perodo excedente aos cinco anos, foram extrapolados com base nas taxas

    O perfil dos vencimentos das parcelas de emprstimos e financiamentos em 31 de dezembro de 2011 demonstrado a seguir:

    Vencimento das parcelas

    Em moeda nacional

    Em moeda estrangeira Total %

    2012 113.634 38.115 151.749 19 2013 107.482 32.175 139.657 17 2014 108.493 30.861 139.354 17 2015 102.859 22.192 125.051 16 2016 85.215 20.258 105.473 13 2017 62.852 14.469 77.321 10 2018 48.762 11.314 60.076 7 2019 4.951 34 4.985 1

    634.248 169.418 803.666 100

    (b) Movimentao 2011 2010

    Saldo no incio do exerccio 742.295 1.683.397 Amortizaes (124.401) (993.206)Captaes 165.134 90.735 Variao cambial 18.332 (5.813)Proviso de juros 59.646 93.848 Juros pagos (57.340) (126.666)

    Saldo no final do exerccio 803.666 742.295

    (c) Garantias - Os financiamentos em moeda nacional so garantidos por imveis, mquinas e equipamentos da Unidade. No foram oferecidas garantias reais para as operaes contratadas em moeda estrangeira.

    (d) Obrigaes contratuais / ndices financeiros - Determinados contratos de emprstimos e financiamentos esto sujeitos ao cumprimento de certos ndices financeiros (covenants), como (i) Alavancagem financeira (Dvida Lquida/ Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciao e Amortizao - LAJIDA); (ii) ndice de capitalizao (Dvida Total/ Dvida Total + Patrimnio Lquido ou Patrimnio Lquido/ Ativo Total); (iii) ndice de cobertura de juros (Caixa + LAJIDA/ Juros + Dvida de Curto Prazo). Quando aplicveis, tais obrigaes so padronizadas para todos os contratos de emprstimos e financiamentos. A Companhia atendeu a todas as condies estabelecidas nas clusulas contratuais de emprstimos e financiamentos, quando aplicveis.

    20. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIO SOCIAL DIFERIDOS(a) Reconciliao da despesa de IR e CSLL - Os valores correntes so calculados com base nas alquotas atualmente vigentes sobre o lucro tributado, acrescido ou diminudo das respectivas adies e excluses. Os valores de imposto de renda e contribuio social demonstrados no resultado do exerccio apresentam a seguinte reconciliao com base na alquota nominal brasileira:

    31/12/2011 31/12/2010Lucro (prejuzo) antes do imposto de renda e da contribuio social

    (101.636) 15.890

    Alquotas nominais 34% 34% IRPJ e CSLL calculados s alquotas nominais

    34.556 (5.403)

    Ajustes para apurao do IRPJ e da CSLL efetivos

    Equivalncia patrimonial 18.024 14.343 Tributos diferidos de exerccios anteriores 1.443 Outras adies permanentes lquidas 3.617 2.216

    IRPJ e CSLL apurados 57.640 11.156 Diferidos 57.640 11.156

    IRPJ e CSLL no resultado 57.640 11.156

    (b) Composio dos saldos de impostos diferidos - A origem do imposto de renda e da contribuio social diferidos est a seguir apresentada:

    19. EMPRSTIMOS E FINANCIAMENTOS - (a) Composio Passivo circulante Passivo no circulante

    Modalidades Encargos anuais mdios (%) Vencimento final 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Captados a longo prazoEm moeda estrangeiraAgncia de fomento Libor USD + 1,60% 2014 8.287 7.456 16.159 21.528 Financiamento de importao 5,98% Pr EUR 2014 8.081 1.702 2.604 3.659 FINEM - Cesta de moedas 13.929 89.002 BNDES UMBNDES + 1,99% 2019 21.747 112.540

    38.115 23.087 131.303 114.189 Em moeda nacionalBNDES (URTJLP) URTJLP + 2,08% 2019 112.453 103.416 506.760 496.544 BNDES (BRL) 5,15% Pr BRL 2018 989 47 13.471 5.012 Outros 13,77% Pr BRL 2014 192 383

    113.634 103.463 520.614 501.556 151.749 126.550 651.917 615.745

    BNDES- Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social; UMBNDES - Unidade monetria do BNDES; URTJLP - Unidade de referncia de Taxa de Juros de Longo Prazo; USD - Variao Cambial do real em relao ao dlar norte-americano; FINEM - Financiamentos de empreendimentos.

    de crescimento estimadas que apresentamos a seguir. A taxa de crescimento no excede mdia de longo prazo para o setor de atuao. As principais premissas utilizadas nos clculos do valor em uso so as que seguem:

    31/12/2011 31/12/2010Margem bruta (i) 27% 42%Taxa de desconto (ii) 12% 11%

    (I) Margem bruta orada. (ii) Taxa de desconto antes do imposto, aplicada s projees do fluxo de caixa. A administrao determinou a margem bruta orada com base no desempenho passado e em suas expectativas para o crescimento. As taxas de crescimento mdias ponderadas utilizadas so consistentes com as previses includas nos relatrios de cada setor. As taxas de desconto utilizadas correspondem s taxas antes dos impostos. Com base nas avaliaes efetuadas no foram observados indicativos de impairment.

    31/12/2011 31/12/2010Ativo

    Prejuzo fiscal e base negativa 114.574 37.443 Diferenas temporrias

    Ajuste de adoo de novas prticas contbeis/ CPCs 42.709 51.786 Benefcio fiscal sobre gio 4.175 4.175 Proviso de participao no resultado - PPR 8.984 6.062 Proviso fiscais, tributrias, trabalhistas e cveis 25.359 16.634 Proviso para crditos de liquidao duvidosa 504 24 Proviso para perdas de estoques 6.371 Proviso para perdas em investimentos 318 Proviso para servios 4.258 Outros 7.905 7.413

    Ativo no circulante 204.528 134.166

    PassivoAjuste de adoo de novas prticas contbeis/ CPCs 41.239 103.878 Ajustes de vida til imobilizado (depreciao) 100.577 5.961 Amortizao de gio 4.470 Diferimento de variao cambial 3.937 20.732 Outros 4.549

    Passivo no circulante 150.223 135.120

    Impostos diferidos ativos so reconhecidos na extenso em que seja provvel que o lucro futuro tributvel esteja disponvel para ser utilizado na compensao das diferenas temporrias, com base em projees de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenrios econmicos futuros que podem, portanto, sofrer alteraes. A movimentao do saldo lquido da conta do imposto de renda diferido a seguinte:

    2011 2010Em 1 de janeiro (954) (12.111)

    Prejuzos fiscais e base negativa 77.131 33.896 Provises 1.816 9.364 Ajustes de vida til imobilizado (depreciao) (94.616) 1.471 Diferimento variao cambial 16.795 (5.478)Ajustes de adoo de novas prticas 53.562 (30.422)Amortizao de gio (4.470) Outros 5.041 2.326

    Em 31 de dezembro 54.305 (954)

    (c) Regime tributrio de transio - RTT - Para fins de apurao do imposto de renda e da contribuio social sobre o lucro lquido. Desde o exerccio de 2009, a Empresa optou pelo RTT. Esse regime possibilita pessoa jurdica a eliminao dos efeitos contbeis da Lei n 11.638/07 e da MP 449/08, convertida na Lei n 11.941/09, por meio de registros no livro de apurao do lucro real (LALUR) ou de controles auxiliares, sem qualquer modificao da escriturao mercantil. Buscando a neutralidade tributria, a Empresa manter essas prticas tributrias, uma vez que o RTT ter vigncia at a entrada em vigor de uma lei que discipline os efeitos fiscais dos novos mtodos contbeis. 21. PROVISES - A Companhia parte envolvida em processos trabalhistas, cveis, fiscais e outros em andamento, e est discutindo essas questes tanto na esfera administrativa como na judicial. Quando aplicvel, foram efetuados depsitos judiciais para fazer frente parte dessas obrigaes. As provises para as eventuais perdas consideradas provveis decorrentes de passivos contingentes so reconhecidas contabilmente. Os passivos contingentes classificados como perdas possveis no so reconhecidos contabilmente, sendo divulgados nas notas explicativas. Os passivos contingentes classificados como remotos no so provisionados nem divulgados. Os montantes envolvidos nas contingncias so estimados e atualizados periodicamente. A classificao das eventuais perdas entre possveis, provveis e remotas baseia-se na indicao dos consultores legais da Companhia. No que se refere a processos judiciais de contestao de legalidade ou constitucionalidade de obrigao tributria, eles tm seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstraes financeiras, independentemente da probabilidade de sucesso dos processos judiciais em andamento.

    (a) Composio dos saldos 31/12/2011

    Depsitos judiciais

    Montante provisionado Total lquido

    Tributrias 34.355 (63.291) (28.936)Trabalhistas 2.944 (20.199) (17.255)Cveis 625 (1.003) (378)

    37.924 (84.493) (46.569)

    31/12/2010Depsitos

    judiciaisMontante

    provisionado Total lquidoTributrias 35.475 (48.493) (13.018)Trabalhistas 2.678 (21.770) (19.092)Cveis 583 (1.497) (914)

    38.736 (71.760) (33.024)

    Os principais processos passivos em 31 de dezembro de 2011 so os seguintes: (i) Processos tributrios - Em 31 de dezembro de 2011, as questes tr ibutrias total izavam uma proviso de R$ 63.291. O principal processo em 31 de dezembro de 2011 era o seguinte: IRPJ / CSLL - Correo Monetria do Balano - Lei N 8.200 - IPC X BTN - A Companhia possui ao judicial discutindo o aproveitamento integral da diferena do IPC X BTN na correo monetria do balano (1992). Em 31 de dezembro de 2011, o dbito alcanava o montante aproximado de R$ 18.570 (2010 - R$ 17.575). (ii) Processos trabalhistas / cveis - A Companhia possui processos trabalhistas movidos por ex-empregados e terceiros, bem como aes cveis decorrentes do curso normal dos seus negcios, nenhuma das quais, isoladamente, considerada como relevante. Em 31 de dezembro de 2011, os valores eram de R$ 21.202 (2010 - R$ 23.267). (iii) Processos com probabilidade de perdas consideradas como possveis - A Companhia est envolvida em outros processos tributrios, cveis e trabalhistas com probabilidade de perda, avaliada como possvel, os quais em 31 de dezembro de 2011 totalizam R$ 98.054 (2010 - R$ 91.469) e, por terem sido avaliados como possvel risco de perda, no esto provisionados contabilmente.(b) Movimentao da proviso

    2011 2010Saldo inicial 33.024 18.893

    Adies (lquidas das reverses) 14.133 12.250 Baixas por pagamento (2.162) (4.058)Atualizaes monetrias 762 1.942 Depsitos judiciais 812 3.997

    Saldo final 46.569 33.024

    (c) Compromissos - As compras de energia da Votorantim Siderurgia S.A. so efetuadas pela Votener - Votorantim Comercializadora de Energia Ltda., empresa ligada, com a qual h acordos de nvel operacional a fim de que esta efetue a gesto de compras e vendas de energia, firmando, quando necessrio, contratos bilaterais para compra de energia e/ou negociando os excedentes no mbito da CCEE - Cmara de Comercializao de Energia Eltrica. 22. PROGRAMA DE RECUPERAO FISCAL - Em novembro de 2009, a Companhia aderiu ao Programa de Recuperao Fiscal, institudo pela Lei n 11.941/09 e pela Medida Provisria n 470/2009 e cujo objetivo equalizar e regularizar os passivos fiscais por meio de um sistema especial de pagamento e de parcelamento de obrigaes fiscais e previdencirias. Os dbitos includos so aqueles originados substancialmente da discusso sobre a no incidncia de JCP sobre PIS/COFINS. O montante atualizado dos dbitos includos no parcelamento de R$ 6.800, para os quais existem depsitos judiciais no montante de R$ 7.097. Como consequncia da adeso ao Parcelamento da Lei n 11.941/09, a Companhia vem cumprindo todas as obrigaes do Programa, e j se manifestou com relao incluso ou no da totalidade dos dbitos em aberto nos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil e da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional no Programa, conforme determina a Portaria Conjunta PGFN/RFB n 3/2010, bem como solicitou a converso integral dos valores depositados judicialmente em renda para a Unio. Atualmente, a Companhia aguarda a converso total dos valores depositados, a fim de que o parcelamento seja integral e definitivamente quitado. 23. PATRIMNIO LQUIDO - (a) Capital social - O capital social em 31 de dezembro de 2011, totalmente subscrito e integralizado, representado por 133.704 (2010 - 121.128) aes ordinrias, sem valor nominal. Em 10 de janeiro de 2011, foi aprovada a retificao da deliberao tomada pelos acionistas na Assembleia

    NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAO S DEMONSTRAES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 - EM MILHARES DE REAIS, EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA

  • Continuao

    CNPJ n 60.892.403/0001-14VOTORANTIM SIDERURGIA S.A.

    DEMONSTRAES FINANCEIRASContinuaoContinuao

    Geral Extraordinria da Companhia realizada em 30 de novembro de 2010, para constar que o capital social da companhia poca, antes do aumento de capital deliberado na referida Assembleia, era de R$ 93.001 e no 133.001 como consta na referida ata. Em 10 de janeiro de 2011, foi aprovado aumento de capital social de R$ 120.012 mediante emisso de 7.973 novas aes ordinrias nominativas, sem valor nominal. O capital ora subscrito foi integralizado totalmente at 31 de dezembro de 2011. Em 14 de dezembro de 2011, foi aprovado aumento de capital de R$ 70.537, mediante a emisso de 4.603 novas aes ordinrias nominativas, sem valor nominal. (b) Reservas de lucros - A reserva legal constituda mediante a apropriao de 5% do lucro lquido do exerccio social ou saldo remanescente, limitado a 20% do capital social, podendo ser utilizada somente para aumento de capital ou absoro de prejuzos acumulados. A reserva de reteno foi constituda para registrar a reteno do saldo remanescente de lucros acumulados, a fim de atender ao projeto de crescimento dos negcios estabelecido no plano de investimentos da Companhia. (c) Ajuste de avaliao patrimonial - A Companhia reconhece nessa rubrica o efeito das variaes cambiais sobre os investimentos no exterior, detidas de forma direta ou indireta. Esse efeito acumulado ser revertido para o resultado do exerccio como ganho ou perda somente em caso de alienao ou perda do investimento.24. RECEITA DE VENDAS

    2011 2010Receita brutaVendas no mercado interno 2.430.208 2.280.108 Vendas no mercado externo 16.154 101.818

    2.446.362 2.381.926 Impostos sobre vendas e servios e outras dedues (543.660) (517.236)

    1.902.702 1.864.690

    25. OUTRAS RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS, LQUIDAS 2011 2010

    Receita na venda de sucata 1.255 9.062Receitas de aluguis e arrendamentos 31 Baixa de imobilizado (11.607) (3.394)Outros 1.805 (577)

    (8.516) 5.091

    26. RESULTADO FINANCEIRO LQUIDO 2011 2010

    Receitas financeirasReceita de aplicaes financeiras 9.518 4.572 Juros sobre ativos financeiros 5.439 1.169 Outras receitas financeiras 1.495

    16.452 5.741 Despesas financeiras

    Juros sobre emprstimos, financiamentos e outros (117.636) (231.138)Outras despesas financeiras (19.627) (19.340)

    (137.263) (250.478)Variaes cambiais e monetrias, lquidas (23.690) 12.727

    (144.501) (232.010)

    27. DESPESAS POR NATUREZA 2011 2010

    Variaes nos estoques de produtos acabados e produtos em elaborao 114.066 147.878 Matrias-primas, insumos e materiais de consumo 1.282.365 937.373 Despesa de benefcios a empregados 254.471 209.161 Depreciao, amortizao e exausto 93.781 160.360 Despesas de transporte 114.981 119.819 Outras despesas 44.670 89.474

    1.904.334 1.664.065ReconciliaoCusto dos produtos vendidos e dos servios prestados 1.532.350 1.341.472 Com vendas 216.224 206.716 Gerais e administrativas 155.760 115.877

    1.904.334 1.664.065

    28. DESPESAS DE BENEFCIOS AOS EMPREGADOS 2011 2010Salrios e adicionais 141.150 115.606 Encargos sociais 80.071 66.570 Benefcios sociais 33.250 26.987 254.471 209.163

    29. PLANO DE APOSENTADORIA PRIVADA - CONTRIBUIO DEFINIDA - A Companhia patrocinadora de planos de aposentadoria privada administrados pela Fundao Senador Jos Ermrio de Moraes - FUNSEJEM, fundo fechado de previdncia privada, sem fins lucrativos, disponvel a todos os funcionrios da Companhia. Nos termos do regulamento do fundo, as contribuies dos funcionrios FUNSEJEM so igualadas pelas patrocinadoras, de acordo com o nvel de remunerao do funcionrio. Para os que tm remunerao inferior ao patamar especificado pelo regulamento, as contribuies so igualadas at o limite de 1,5% da remunerao mensal do funcionrio. Para aqueles com remunerao superior ao patamar, igualam-se as contribuies do funcionrio at o limite de 6% da remunerao mensal. Podem tambm ser realizadas contribuies voluntrias FUNSEJEM. As contribuies realizadas pela Companhia FUNSEJEM no exerccio findo em 31 de dezembro de 2011 totalizaram R$ 3.636 (2010 - R$ 3.089). Uma vez cumpridas as contribuies desse plano, no existem obrigaes de pagamentos adicionais. 30. SEGUROS - A Companhia possui um programa de gerenciamento de riscos com o objetivo de delimit-los, buscando no mercado coberturas compatveis com o seu porte e operao. As coberturas foram contratadas por montantes considerados suficientes pela administrao para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza da sua atividade, os riscos envolvidos em suas operaes e a orientao de seus consultores de seguros. Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia apresentava as seguintes principais aplices de seguro contratadas com terceiros.

    31/12/2011Plantas Danos Materiais Lucros CessantesBarra Mansa 1.213.440 1.230.235Resende 985.903

    2.199.343 1.230.235

    Albano Chagas Vieira - Diretor SuperintendentePaulo Villares Musetti - Diretor

    Luciano Fernandes Lopes - DiretorGustavo Gonzaga de Oliveira - Diretor

    DIRETORIA

    CONTADORLeonardo Freire Gusi - CRC PR 046065/O-2 S RJ

    RELATRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAES FINANCEIRAS

    Aos Administradores e AcionistasVotorantim Siderurgia S.A.Examinamos as demonstraes financeiras da Votorantim Siderurgia S.A. (a Companhia) que compreendem o balano patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstraes do resultado, do resultado abrangente, das mutaes do patrimnio lquido e dos fluxos de caixa para o exerccio findo nessa data, assim como o resumo das principais polticas contbeis e as demais notas explicativas.Responsabilidade da administrao sobre as demonstraes financeiras - A administrao da Companhia responsvel pela elaborao e adequada apresentao dessas demonstraes financeiras de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessrios para permitir a elaborao de demonstraes financeiras livres de distoro relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro.Responsabilidade dos auditores independentes - Nossa responsabilidade a de expressar uma opinio sobre essas demonstraes financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigncias ticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurana razovel de que as demonstraes financeiras esto livres de distoro relevante.

    Uma auditoria envolve a execuo de procedimentos selecionados para obteno de evidncia a respeito dos valores e das divulgaes apresentados nas demonstraes financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliao dos riscos de distoro relevante nas demonstraes financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliao de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaborao e adequada apresentao das demonstraes financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que so apropriados nas circunstncias, mas no para expressar uma opinio sobre a eficcia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui tambm a avaliao da adequao das polticas contbeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contbeis feitas pela administrao, bem como a avaliao da apresentao das demonstraes financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidncia de auditoria obtida suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinio.Opinio - Em nossa opinio, as demonstraes financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posio patrimonial e financeira da Votorantim Siderurgia S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operaes e os seus fluxos de caixa para o exerccio findo nessa data, de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil.

    nfase - Conforme descrito na Nota 14 s demonstraes financeiras, a Companhia mantm relaes e transaes em condies especficas e em montantes significativos com partes relacionadas. Consequentemente, os resultados de suas operaes podem ser diferentes daqueles que seriam obtidos de transaes efetuadas apenas com partes no relacionadas.Outros assuntos - Examinamos, tambm, a demonstrao do valor adicionado (DVA), referente ao exerccio findo em 31 de dezembro de 2011, apresentada como informao suplementar, uma vez que as prticas contbeis adotadas no Brasil no requerem sua apresentao para a Companhia. Essa demonstrao foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinio, esto adequadamente apresentadas, em todos os seus apsectos relevantes, em relao s demonstraes financeiras tomadas em conjunto.

    Curitiba, 15 de maro de 2012

    Mario Miguel Tomaz Tannhauser JuniorContador CRC 1SP 217245/O-8 S RJ

    PricewaterhouseCoopersAuditores IndependentesCRC 2SP000160/O-5 F RJ

    NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAO S DEMONSTRAES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 - EM MILHARES DE REAIS, EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA

  • CNPJ/MF n 18.499.616/0004-67

    Votorantim Metais S.A.Demonstraes Financeiras

    Continua Continua

    Demonstraes do resultado - Exerccios findos em 31 de dezembroEm milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Demonstraes do resultado abrangente - Exerccios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais

    Demonstraes dos fluxos de caixaExerccios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais

    Demonstraes do valor adicionadoExerccios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011

    Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    Senhores Acionistas: Em cumprimento s disposies legais e estatutrias, submetemos apreciao de V.Sas. as Demonstraes Financeiras relativas aos exerccios findos em 31 de dezembro de 2011, compostas pelo Balano patrimonial, Demonstrao do resultado, Demonstrao dos fluxos de caixa, Demonstrao do valor adicionado, Demonstrao das mutaes do patrimnio lquido, Notas explicativas e Demonstrao do resultado abrangente. Queremos agradecer aos nossos clientes, fornecedores e prestadores de servios, pelo apoio e cooperao e a confiana em ns depositada, e em especial aos nossos colaboradores, pelo empenho apresentado.

    So Paulo, 15 de maro de 2012. A Diretoria.

    RELATRIO DA ADMINISTRAO

    Balanos patrimoniais - Em milhares de reais

    Demonstraes das mutaes do patrimnio lquido - Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    1. Informaes gerais: Em 15 de julho de 2011, a Companhia teve sua razo social alterada de Votorantim Metais Nquel S.A. para Votorantim Metais S.A.. A Votorantim Metais S.A. uma companhia com sede na capital de So Paulo. A Companhia integra o Grupo Votorantim e faz parte da unidade de negcios Nquel da Votorantim Metais, tendo como objetivo principal a extrao, produo e a comercializao, nos mercados internos e externos, de nquel e cobalto eletrolticos utilizados como insumo, principalmente nos setores de siderrgica e metalrgica. A Companhia tem a sua estrutura e os custos administrativos, gerenciais e operacionais parcialmente compartilhados com o Grupo Votorantim. Os preos dos produtos negociados pela Companhia so determinados pela cotao do nquel na Bolsa de Metais de Londres (London Metal Exchange - LME) e pela cotao do cobalto no Metal Bulletin. As eventuais flutuaes dos preos dependem de vrios fatores externos, como demanda mundial, capacidade de produo mundial e estratgias mercadolgicas adotadas pelos principais produtores. 2. Apresentao das demonstraes financeiras individuais: A Companhia no est apresentando suas demonstraes financeiras consolidadas, considerando que sua controladora final j disponibiliza ao pblico suas demonstraes financeiras consolidadas, de acordo com as prticas contbeis. A emisso dessas demonstraes financeiras foi autorizada pelo Conselho de Administrao, em 12 de maro de 2012. 3. Resumo das principais polticas contbeis: As principais polticas contbeis aplicadas na preparao destas demonstraes financeiras esto definidas abaixo. Essas polticas foram aplicadas de modo consistente nos exerccios apresentados, salvo disposio em contrrio. 3.1. Base de preparao: As demonstraes financeiras foram preparadas considerando o custo histrico como base de valor e ativos e passivos financeiros (inclusive instrumentos derivativos) mensurados ao valor justo. A preparao das demonstraes financeiras requer o uso de certas estimativas contbeis crticas e tambm o exerccio de julgamento por parte da administrao da Companhia no processo de aplicao das polticas contbeis da Companhia. As reas que requerem maior nvel de julgamento e apresentam maior complexidade, bem como as reas nas quais premissas e estimativas so significativas para as demonstraes financeiras esto divulgadas na Nota 5. Mudanas nas polticas contbeis e divulgaes: No h novos pronunciamentos ou interpretaes de CPCs/IFRS vigindo a partir de 2011 que poderiam ter um impacto significativo nas demonstraes financeiras da Companhia. 3.2. Converso em moeda estrangeira: (a) Moeda funcional e moeda de apresentao - Os itens includos nas demonstraes financeiras de cada uma das empresas da Companhia so mensurados usando a moeda do principal ambiente econmico no qual a empresa atua (a moeda funcional). As demonstraes financeiras esto apresentadas em R$, que a moeda funcional da Companhia e, tambm, a moeda de apresentao da Companhia. (b) Transaes e saldos - As operaes com moedas estrangeiras so convertidas em moeda funcional, utilizando as taxas de cmbio vigentes nas datas das transaes ou da avaliao, na qual os itens so remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidao dessas transaes e da converso pelas taxas de cmbio do final do exerccio, referentes a ativos e passivos monetrios em moedas

    moeda de apresentao, so convertidos na moeda de apresentao, como segue: Os ativos e passivos de cada balano patrimonial apresentado so convertidos pela taxa de fechamento da data do balano. As receitas e despesas de cada demonstrao do resultado so convertidas pelas taxas de cmbio mdias (a menos que essa mdia no seja uma aproximao razovel do efeito cumulativo das taxas vigentes nas datas das operaes, e, nesse caso, as receitas e despesas so convertidas pela taxa das datas das operaes). Todas as diferenas de cmbio resultantes so reconhecidas como um componente separado no patrimnio lquido. Quando uma operao no exterior parcialmente alienada ou vendida, as

    Ativo Nota 2011 2010CirculanteCaixa e equivalentes de caixa 9 3.821 514 Aplicaes financeiras 10 45.116 339.607 Contas a receber de clientes 11 373.215 483.004 Estoques 12 203.304 200.303 Tributos a recuperar 13 99.404 82.807 Dividendos a receber 14 6.134 3.171 Instrumentos financeiros 6.2 39.234 Outros ativos 30.452 44.530

    800.680 1.153.936 No circulanteRealizvel a longo prazo

    Partes relacionadas 14 129.481 48.897 Tributos diferidos 21 (b) 535.028 490.374 Tributos a recuperar 13 325.950 252.053 Outros ativos 64 64

    Investimentos 15 452.452 419.088 Imobilizado 16 1.623.286 1.603.482 Ativos biolgicos 17 7.420 Intangvel 18 80.115 71.724

    3.153.796 2.885.682

    Total do ativo 3.954.476 4.039.618

    Passivo e patrimnio lquido Nota 2011 2010Circulante Emprstimos e financiamentos 19 106.876 115.205 Fornecedores 75.704 124.447 Partes relacionadas 14 319.313 383.835 Salrios e encargos sociais 25.721 22.143 Tributos a recolher 17.730 11.079 Dividendos a pagar 40 1.216 Instrumentos financeiros derivativos 6.2 17.261 5.077 Contas a pagar - Trading 20 17.480 Outros passivos 5.481 10.259 568.126 690.741 No circulante Emprstimos e financiamentos 19 349.344 431.527 Partes relacionadas 14 1.195.328 1.161.661 Provises 22 49.603 63.444 Tributos diferidos 21 (b) 140.810 115.422 Outros passivos 75.476 74.569 1.810.561 1.846.623 Patrimnio lquido atribudo aos acionistas da controladora 24 Capital social 1.589.205 1.588.358 Reservas de lucros 25.903 25.903 Reserva de capital 65.053 65.053 Prejuzos acumulados (172.627) (163.679) Ajuste de avaliao patrimonial 68.255 (13.381) Total do patrimnio lquido 1.575.789 1.502.254 Total do passivo e patrimnio lquido 3.954.476 4.039.618

    Nota 2011 2010Receita lquida 25 1.256.001 1.149.452 Custo dos produtos vendidos (1.154.115) (1.147.589)Lucro bruto 101.886 1.863 Despesas operacionais Com vendas (14.966) (16.056) Gerais e administrativas (112.508) (82.226) Outras despesas operacionais, lquidas 26 (5.016) (13.635) (132.490) (111.917)Prejuzo operacional antes das participaes societrias e do resultado financeiro (30.604) (110.054)Resultado de participaes societrias Equivalncia patrimonial 15 (23.549) (13.991)Resultado financeiro lquido 30 (91.573) (22.246)Prejuzo antes do imposto de renda e da contribuio social (145.726)

    (146.291)

    Imposto de renda e contribuio social 21 (a) Diferidos 21.379 46.103 Prejuzo do exerccio (124.347) (100.188)Prejuzo bsico e diludo por ao - R$ (65,50) (56,64)

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Nota 2011 2010Prejuzo do exerccio (124.347) (100.188)Outros componentes do resultado abrangente Variao cambial de investimento no exterior 15 (b) 10.107 (2.254) "Hedge accounting" operacional, lquido dos efeitos tributrios 10.351 (13.200)

    Ajuste reflexo de coligadas 61.178 Outros componentes do resultado abrangente 81.636 (15.454)Total do resultado abrangente do exerccio (42.711) (115.642)

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Reservas de lucros

    NotaCapital social

    Reserva legal

    Reserva de capital

    Prejuzos acumulados

    Ajuste de avaliao

    patrimonialPatrimnio

    lquidoEm 31 de dezembro de 2009 774.879 56.418 65.053 (63.491) 2.073 834.932 Ajuste de exerccios anteriores 3.25 (30.515) (30.515)Saldo de abertura ajustado 774.879 25.903 65.053 (63.491) 2.073 804.417 Total do resultado abrangente do exerccio Prejuzo do exerccio (100.188) (100.188) Variao cambial de investimento no exterior 15 (b) (2.254) (2.254) "Hedge accounting" operacional (13.200) (13.200)

    Total do resultado abrangente do exerccio (100.188) (15.454) (115.642) Total de contribuies e distribuies aos acionistas Aumento de capital 813.479 813.479

    Total de contribuies e distribuies aos acionistas 813.479 813.479 Em 31 de dezembro de 2010 1.588.358 25.903 65.053 (163.679) (13.381) 1.502.254 Total do resultado abrangente do exerccio Prejuzo do exerccio (124.347) (124.347) Variao cambial de investimento no exterior 15 (b) 10.107 10.107 "Hedge accounting" operacional 10.351 10.351 Ajuste reflexo de coligadas 15 (b) 61.178 61.178

    Total do resultado abrangente do exerccio (124.347) 81.636 (42.711) Aumento de capital 24 (a) 145.105 145.105 Reduo de capital 24 (a) (144.258) 115.399 (28.859)

    Total de contribuies e distribuies aos acionistas 847 115.399 116.246 Em 31 de dezembro de 2011 1.589.205 25.903 65.053 (172.627) 68.255 1.575.789

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Nota 2011 2010Fluxos de caixa das atividades operacionais Prejuzo antes do imposto de renda e da contribuio social (145.726) (146.291)Ajustes para reconciliar o prejuzo acima ao caixa gerado (usado) pelas atividades operacionais

    Depreciao, amortizao e exausto 16(a) e 18 68.110 70.272 Equivalncia patrimonial 15 23.549 13.991 Resultado da venda de ativo (1.661) 12.038 Valor justo dos ativos biolgicos 17 (669) Contingncias e obrigaes tributrias (13.841) (30.572) Juros, variaes monetrias e cambiais 19 (c) 43.962 54.546 (26.276) (26.016)Variaes nos ativos e passivos Aplicaes financeiras 294.491 (260.096) Contas a receber de clientes 109.789 (239.378) Estoques (3.001) 39.626 Tributos a recuperar (90.494) (48.154) Partes relacionadas 4.807 1.133.458 Outros ativos (12.692) (10.922) Fornecedores (48.743) (2.796) Tributos a recolher 6.651 7.779 Salrios e encargos sociais 3.578 (727) Outros passivos (10.342) 8.051 Caixa proveniente das operaes 227.768 600.825 Juros pagos 19 (c) (29.254) (74.985)Caixa lquido proveniente das atividades operacionais 198.514 525.840 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Recebimento de dividendos 12.396 10.981 Aquisio de imobilizado 16 (a) (104.863) (100.632) Aquisio de investimento 15 (b) (117) (3.521) Aumento de capital em investida 15 (b) (870) Recebimento pela venda de ativo 3.482 1.427 Adies de intangvel 18 (14) (3.475)Caixa lquido usado nas atividades de investimento (89.986) (95.220)Fluxo de caixa das atividades de financiamento Captaes de recursos 19 (c) 8.095 29.836 Liquidao de emprstimos e financiamentos 19 (c) (113.316) (463.204)

    Caixa lquido usado nas atividades de financiamentos (105.221) (433.368)Acrscimo (decrscimo) em caixa e equivalentes de caixa 3.307 (2.748)Caixa e equivalentes de caixa no incio do exerccio 514 3.262 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exerccio 3.821 514 Principais transaes que no afetam o caixa Aumento de capital 116.246 813.479 116.246 813.479

    As notas explicativas da administrao so parte integrante das demonstraes financeiras.

    Nota 2011 2010ReceitasVendas brutas, produtos 25 1.388.302 1.287.235 Outras Receitas 6.912 13.730 Reverso (proviso) crditos de liquidao duvidosa (113) 38

    1.395.101 1.301.003 Insumos adquiridos de terceirosCustos dos produtos vendidos e dos servios prestados (1.068.351) (1.069.027)Materiais, energia, servios de terceiros e outros (18.618) (1.004)

    (1.086.969) (1.070.031)Valor adicionado bruto 308.132 230.972 RetenesDepreciao, amortizao e exausto 16(a) e 18 (68.110) (70.272)

    Valor adicionado lquido produzido 240.022 160.700 Valor adicionado recebido em transfernciaResultado de participaes societrias 15 (23.549) (13.991)Receitas financeiras 30 22.831 69.463

    (718) 55.472 Valor adicionado total a distribuir 239.304 216.172 Distribuio do valor adicionadoPessoal e encargos

    Remunerao direta 77.377 65.106 Benefcios 29 17.135 15.073

    Impostos, taxas e contribuiesFederais 87.078 55.884 Estaduais 86.461 130.301 Diferidos (21.379) (46.103)

    Remunerao de capitais de terceirosDespesas financeiras 30 114.404 91.709 Aluguis 2.575 4.390

    Remunerao de capitais prpriosPrejuzos retidos (124.347) (100.188)

    Valor adicionado distribudo 239.304 216.172

    estrangeiras, so reconhecidos na demonstrao do resultado, exceto quando diferidos no patrimnio como operaes de hedge de fluxo de caixa e operaes de hedge de investimento lquido. Todos os outros ganhos e perdas cambiais so apresentados na demonstrao do resultado como Resultado financeiro. Os ganhos e as perdas cambiais relacionados com emprstimos, caixa e equivalentes de caixa so apresentados na demonstrao do resultado como receita ou despesa financeira. (c) Empresas do Grupo com moeda funcional diferente - Os resultados e a posio financeira de todas as entidades do Grupo (nenhuma das quais tem moeda de economia hiperinflacionria), cuja moeda funcional diferente da

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    diferenas de cmbio que foram registradas no patrimnio so reconhecidas na demonstrao do resultado como parte de ganho ou perda sobre a venda. 3.3. Caixa e equivalentes de caixa - Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depsitos bancrios, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais no superiores a trs meses, que so prontamente conversveis em um montante conhecido de caixa e que esto sujeitos a um insignificante risco de mudana de valor. 3.4. Ativos financeiros - 3.4.1. Classificao - A Companhia classifica seus ativos financeiros nas seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado e emprstimos e recebveis. A classificao depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A administrao determina a classificao de seus ativos financeiros no seu reconhecimento inicial. (a) Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado: Os ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado so ativos financeiros mantidos para negociao, que tm como caracterstica a sua negociao ativa e frequente nos mercados financeiros. Os ativos dessa categoria so classificados como ativos circulantes. Os derivativos tambm so categorizados como mantidos para negociao, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. (b) Emprstimos e recebveis: Os emprstimos e recebveis so ativos financeiros no-derivativos com pagamentos fixos ou determinveis no cotados em mercado ativo. So includos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses aps a data de emisso do balano (estes so classificados como ativos no circulantes). Os emprstimos e recebveis da Companhia compreendem principalmente caixa e equivalentes de caixa e contas a receber de clientes (Notas 3.3 e 3.6). 3.4.2. Reconhecimento e mensurao - As compras e as vendas regulares de ativos financeiros so reconhecidas na data de negociao - data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os ativos financeiros mantidos para negociao, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transao so debitados demonstrao do resultado. Os ativos financeiros so baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste ltimo caso, desde que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefcios da propriedade. Os emprstimos e recebveis so contabilizados pelo custo amortizado, usando o mtodo da taxa de juros efetiva. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variaes no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado so apresentados na demonstrao do resultado em Resultado financeiro lquido no exerccio em que ocorrem. Os valores justos dos investimentos com cotao pblica so baseados nos preos atuais de compra. Se o mercado de um ativo financeiro (e de ttulos no registrados em Bolsa) no estiver ativo, a Companhia estabelece o valor justo atravs de tcnicas de avaliao. Essas tcnicas incluem o uso de operaes recentes contratadas com terceiros, a referncia a outros instrumentos que so substancialmente similares, a anlise de fluxos de caixa descontados e os modelos de precificao de opes que fazem o maior uso possvel de informaes geradas pelo mercado e contam o mnimo possvel com informaes geradas pela administrao da prpria entidade. 3.4.3. Compensao de instrumentos financeiros - Ativos e passivos financeiros somente so compensados e o valor lquido reportado no balano patrimonial quando h um direito legalmente aplicvel de compensar os valores reconhecidos e h uma inteno de liquid-los numa base lquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 3.4.4. Impairment de ativos financeiros mensurados ao custo amortizado - A Companhia avalia no final de cada perodo do relatrio se h evidncia objetiva de que o ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros est deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros est deteriorado e os prejuzos de impairment so incorridos somente se h evidncia objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos aps o reconhecimento inicial dos ativos (um evento de perda) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confivel. Os critrios que a Companhia usa para determinar se h evidncia objetiva de uma perda por impairment incluem: Dificuldade financeira relevante do emitente ou tomador; Uma quebra de contrato, como inadimplncia ou mora no pagamento dos juros ou principal; A Companhia, por razes econmicas ou jurdicas relativas dificuldade financeira do tomador de emprstimo, garante ao tomador uma concesso que o credor no consideraria; Torna-se provvel que o tomador declare falncia ou outra reorganizao financeira; O desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido s dificuldades financeiras; ou Dados observveis indicando que h uma reduo mensurvel nos futuros fluxos de caixa estimados a partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a diminuio no possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo: (i) mudanas adversas na situao do pagamento dos tomadores de emprstimo na carteira; (ii) condies econmicas nacionais ou locais que se correlacionam com as inadimplncias sobre os ativos na carteira. O montante do prejuzo mensurado como a diferena entre o valor contbil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuzos de crdito futuro que no foram incorridos) descontados taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contbil do ativo reduzido e o valor do prejuzo reconhecido na demonstrao do resultado. Se um emprstimo ou investimento mantido at o vencimento tiver uma taxa de juros varivel, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment a atual taxa de juros efetiva determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prtico, a Companhia pode mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preo de mercado observvel. Se, num perodo subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuio puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu aps o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificao de crdito do devedor), a reverso da perda por impairment reconhecida anteriormente ser reconhecida na demonstrao do resultado. 3.5. Instrumentos financeiros derivativos e atividades de hedge - Inicialmente, os derivativos so reconhecidos pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos celebrado e so, subsequentemente, reavaliados ao seu valor justo. O mtodo para reconhecer o ganho ou a perda resultante depende do fato de o derivativo ser designado ou no como um instrumento de hedge. Em caso afirmativo, o mtodo depende da natureza do item que est sendo protegido por hedge. A Companhia designa certos derivativos como: - hedge de um risco especfico associado a um ativo ou passivo reconhecido ou de uma operao prevista altamente provvel (hedge de fluxo de caixa); ou - hedge de um risco especfico associado a um ativo, passivo ou compromisso firme (hedge de valor justo). A Companhia documenta, no incio da operao, a relao entre os instrumentos de hedge e os itens protegidos por hedge, assim como os objetivos da gesto de risco e a estratgia para a realizao de vrias operaes de hedge. A Companhia tambm documenta sua avaliao, tanto no incio do hedge como de forma contnua, de que os derivativos usados nas operaes de hedge so altamente eficazes na compensao de variaes no valor justo ou nos fluxos de caixa dos itens protegidos por hedge. O valor justo total de um derivativo de hedge classificado como ativo ou passivo no circulante, quando o vencimento remanescente do item protegido por hedge for superior a 12 meses, e como ativo ou passivo circulante, quando o vencimento remanescente do item protegido por hedge for inferior a 12 meses. (a) Hedge de fluxo de caixa: Com o objetivo de garantir a fixao de margem operacional em reais para parte da produo, a Companhia contrata instrumentos financeiros derivativos para efetuar a venda a termo da commodity (nquel) em conjunto com a venda a termo de dlar americano. A Companhia adota a contabilidade de hedge para os instrumentos derivativos contratados com essa finalidade. A parcela efetiva das variaes no valor justo dos derivativos designados e qualificados como hedge de fluxo de caixa reconhecida no patrimnio lquido na rubrica Ajuste de avaliao patrimonial. Ganhos ou perdas relacionados parcela no efetiva so imediatamente reconhecidos na demonstrao de resultado. Os valores acumulados no patrimnio lquido so levados ao resultado (na

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    mesma linha de resultado impactada pela operao originalmente protegida) nos perodos em que se realizam as referidas exportaes e/ou vendas referenciadas em preo LME. Quando um instrumento de hedge prescreve ou vendido, ou quando um hedge no atende mais aos critrios de contabilizao de hedge, todo ganho ou toda perda cumulativa existente no patrimnio naquele momento permanece no patrimnio e reconhecido quando a operao prevista finalmente reconhecida na demonstrao do resultado. Quando no se espera mais que uma operao prevista ocorra, o ganho ou a perda cumulativa que havia sido apresentado no patrimnio imediatamente transferido para a demonstrao do resultado. (b) Hedge de valor justo: Com o objetivo de manter o fluxo de receitas operacionais da Companhia referenciado em preo LME, a Companhia contrata operaes de hedge nas quais troca de fixo para flutuante o preo definido nas transaes comerciais com clientes interessados em comprar produtos a preo fixo. Para os instrumentos derivativos contratados com essa finalidade, a partir de dezembro de 2010, a Companhia adotou a contabilidade de hedge, observados os volumes mnimos de transao de 100 toneladas para nquel. As variaes no valor justo dos derivativos designados e qualificados como hedge de valor justo so reconhecidas no resultado operacional. Em contrapartida, reconhecida no resultado operacional a variao do valor justo do objeto de hedge, no caso, o compromisso firme da venda a preo fixo ao cliente. (c) Derivativos mensurados ao valor justo por meio do resultado: Certos instrumentos derivativos no se qualificam para a contabilizao de hedge. As variaes no valor justo de qualquer um desses instrumentos derivativos so reconhecidas imediatamente na demonstrao do resultado do exerccio. 3.6. Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber de clientes pela venda de mercadorias no decurso normal das atividades da Companhia. Se o prazo de recebimento equivalente a um ano ou menos, as contas a receber so classificadas no ativo circulante. Caso contrrio, esto apresentadas no ativo no circulante. As contas a receber de clientes so, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do mtodo da taxa efetiva de juros menos a proviso para crditos de liquidao duvidosa (PDD ou impairment). 3.7. Estoques - Os estoques so apresentados pelo menor valor entre o custo e o valor lquido realizvel. O custo determinado pelo mtodo do custo mdio ponderado. O custo dos produtos acabados e dos produtos em elaborao compreende matrias-primas, mo de obra direta, outros custos diretos e indiretos de produo (com base na capacidade operacional normal). O valor lquido realizvel o preo de venda estimado para o curso normal dos negcios, deduzidos os custos de execuo e as despesas de venda. As importaes em andamento so demonstradas ao custo acumulado de cada importao. 3.8. Imposto de renda e contribuio social - So calculados com base nas alquotas vigentes de imposto de renda e contribuio social sobre o lucro lquido para fins de determinao de exigibilidade. Portanto, as incluses ao lucro contbil de despesas, temporariamente no dedutveis, ou as excluses de receitas, temporariamente no tributveis, consideradas para apurao do lucro tributvel corrente, geram crditos ou dbitos tributrios diferidos. As alquotas desses impostos so de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuio social. Os crditos tributrios diferidos decorrentes de adies temporrias so reconhecidos somente na extenso em que sua realizao seja provvel, tendo como base o histrico de rentabilidade e as projees de resultados futuros. O imposto de renda e contribuio social correntes so apresentados lquidos, por entidade contribuinte, no passivo, quando houver montantes a pagar, ou no ativo, quando os montantes antecipadamente pagos excedem o total devido na data do balano. O imposto de renda e contribuio social diferidos so reconhecidos usando-se o mtodo do passivo sobre as diferenas temporrias decorrentes de diferenas entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contbeis nas demonstraes financeiras. Entretanto, o imposto de renda e contribuio social diferidos no so contabilizados se resultar do reconhecimento inicial de um ativo ou passivo em uma operao que no seja uma combinao de negcios, a qual, na poca da transao, no afeta o resultado contbil, nem o lucro tributvel (prejuzo fiscal). O imposto de renda e contribuio social diferidos ativos so reconhecidos somente na proporo da probabilidade de que lucro tributvel futuro esteja disponvel e contra o qual as diferenas temporrias possam ser usadas. Os impostos de renda diferidos ativos e passivos so apresentados pelo lquido no balano quando h o direito legal e a inteno de compens-los quando da apurao dos tributos correntes, em geral relacionados com a mesma entidade legal e mesma autoridade fiscal. Dessa forma, impostos diferidos ativos e passivos em diferentes entidades ou em diferentes pases, em geral, so apresentados em separado, e no pelo lquido. As despesas fiscais do exerccio compreendem o imposto de renda corrente e diferido. O imposto reconhecido na demonstrao do resultado, exceto na proporo em que estiver relacionado com itens reconhecidos diretamente no patrimnio. Nesse caso, o imposto tambm reconhecido no patrimnio. 3.9. Depsitos judiciais - Os depsitos so apresentados como deduo do valor de um correspondente passivo constitudo quando no h possibilidade de resgate dos depsitos. 3.10. Investimentos - O investimento em sociedades registrado e avaliado pelo mtodo de equivalncia patrimonial, tendo como contrapartida o resultado do exerccio. As variaes no valor do investimento decorrentes exclusivamente de variao cambial so registradas na conta Ajuste de avaliao patrimonial, no patrimnio lquido da Companhia. Elas so registradas no resultado do exerccio somente quando o investimento alienado ou considerado como perda. Para efeitos de clculo de equivalncia patrimonial, os resultados no realizados so eliminados na proporo da participao societria. Quando necessrio, as prticas contbeis so alteradas para garantir consistncia nas prticas adotadas pela Companhia. (a) Controladas: Controladas so todas as entidades nas quais a Companhia tem o poder de determinar as polticas financeiras e operacionais, geralmente acompanhadas de uma participao de mais do que metade dos direitos a voto (capital votante). A existncia e o efeito de possveis direitos a voto atualmente exercveis ou conversveis so considerados quando se avalia se a Companhia controla outra entidade. De acordo com esse mtodo, o investimento inicialmente reconhecido pelo custo e posteriormente ajustado pelo reconhecimento da participao atribuda Companhia nas alteraes dos ativos lquidos da investida. Ajustes no valor contbil do investimento tambm so necessrios pelo reconhecimento da participao proporcional da Companhia nas variaes de saldo dos componentes dos ajustes de avaliao patrimonial da investida, reconhecidos diretamente em seu patrimnio lquido. Tais variaes so reconhecidas de forma reflexa, ou seja, em ajuste de avaliao patrimonial diretamente no patrimnio lquido. (b) Coligada: Coligadas so todas as entidades sobre as quais a Companhia tem influncia significativa, mas no o controle, com uma participao acionria de 20% a 50% dos direitos de voto. Os investimentos em coligadas so contabilizados pelo mtodo de equivalncia patrimonial e so, inicialmente, reconhecidos pelo seu valor de custo. O investimento da Companhia em coligadas inclui o gio identificado na aquisio, lquido de qualquer perda por impairment acumulada. A participao da Companhia nos lucros ou prejuzos de suas coligadas reconhecida na demonstrao do resultado e sua participao na movimentao nas contas de patrimnio lquido dessas coligadas reconhecida de forma reflexa em seu patrimnio lquido. As movimentaes cumulativas ps-aquisio so ajustadas contra o valor contbil do investimento. Quando a participao da Companhia nas perdas de uma coligada for igual ou superior a sua participao na coligada, incluindo quaisquer outros recebveis, a Companhia no reconhece perdas adicionais, a menos que tenha incorrido em obrigaes ou efetuado pagamentos em nome da coligada. Se a participao acionria na coligada for reduzida, mas for retida influncia significativa, somente uma parte proporcional dos valores anteriormente reconhecidos em ajuste de avaliao patrimonial ser reclassificada no resultado, quando apropriado. Os ganhos e as perdas de diluio, ocorridos em participaes em coligadas, so reconhecidos na demonstrao do resultado. (c) gio: O gio (goodwill) representado pela diferena positiva entre o valor pago ou a pagar e o montante lquido do valor justo dos ativos e passivos da entidade adquirida numa combinao de

    negcios. O gio de aquisies de controladas registrado como ativo intangvel no consolidado. Na controladora, apresentado na conta de investimentos. Se a adquirente apurar desgio, dever registrar o montante como ganho no resultado do exerccio, na data da aquisio. O gio testado anualmente para verificar provveis perdas (impairment) e contabilizado pelo seu valor de custo menos as perdas acumuladas por impairment, que no so revertidas. Os ganhos e as perdas da alienao de uma entidade incluem o valor contbil do gio relacionado com a entidade vendida. O gio alocado s Unidades Geradoras de Caixa (UGCs) para fins de teste de impairment. A alocao feita para as Unidades Geradoras de Caixa ou para os grupos de Unidades Geradoras de Caixa que devem se beneficiar da combinao de negcios da qual o gio se originou. 3.11. Imobilizado - O imobilizado demonstrado pelo custo histrico de aquisio ou de construo menos depreciao. O custo histrico tambm inclui os custos de financiamento relacionados com a aquisio de ativos qualificados. Os custos subsequentes so includos no valor contbil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provvel que fluam benefcios econmicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurana. O valor contbil de itens ou peas substitudos baixado. Reparos e manuteno so apropriados ao resultado durante o perodo em que so incorridos. O custo das principais reformas acrescido ao valor contbil do ativo quando os benefcios econmicos futuros ultrapassam o padro de desempenho inicialmente estimado para o ativo em questo. As reformas so depreciadas ao longo da vida til econmica restante do ativo relacionado. Quando da comprovao efetiva da viabilidade econmica da explorao comercial de determinada jazida, os correspondentes gastos com estudos e pesquisas minerais e os gastos de remoo de estril incorridos, a partir dessa comprovao, so capitalizados como custo de formao da mina. Aps o incio da fase produtiva da mina, esses gastos so amortizados e tratados como custo de produo. A exausto de recursos minerais calculada com base na extrao de recursos minerais, considerando-se as vidas teis estimadas das reservas. Os terrenos no so depreciados. A depreciao de outros ativos calculada usando-se o mtodo linear considerando seus custos e seus valores residuais durante a vida til estimada, como segue:- Edifcios e construes 40 - 60 anos- Mquinas, equipamentos e instalaes 20 - 35 anos- Veculos 5 anos- Mveis e utenslios 10 anos Os valores residuais e a vida til dos ativos so revisados e ajustados, se apropriado, ao final de cada exerccio. O valor contbil de um ativo imediatamente baixado para seu valor recupervel se o valor contbil do ativo for maior do que seu valor recupervel estimado. Os ganhos e as perdas de alienaes so determinados pela comparao dos resultados com o valor contbil e so reconhecidos em Outras despesas operacionais, lquidas na demonstrao do resultado. A Companhia no tem ativos de longo prazo que espera abandonar ou alienar e que exigiriam a constituio de proviso para obrigaes por descontinuao de ativos. 3.12. Ativos intangveis - Softwares: As licenas de software adquiridas so capitalizadas com base nos custos incorridos para adquirir os softwares e fazer com que eles estejam prontos para ser utilizados. Esses custos so amortizados durante sua vida til estimvel de trs a cinco anos. Os custos associados manuteno de softwares so reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento que so diretamente atribuveis ao projeto e aos testes de produtos de software identificveis e exclusivos, controlados pela Companhia, so reconhecidos como ativos intangveis quando os seguintes critrios so atendidos: tecnicamente vivel concluir o software para que ele esteja disponvel para uso. A administrao pretende concluir o software e us-lo ou vend-lo. O software pode ser vendido ou usado. Pode-se demonstrar que provvel que o software gerar benefcios econmicos futuros. Esto disponveis adequados recursos tcnicos, financeiros e outros recursos para concluir o desenvolvimento e para usar ou vender o software. O gasto atribuvel ao software durante seu desenvolvimento pode ser mensurado com segurana. Os custos diretamente atribuveis, que so capitalizados como parte do produto de software, incluem os custos com empregados alocados no desenvolvimento de softwares e uma parcela adequada das despesas indiretas aplicveis. Os custos tambm incluem os custos de financiamento incorridos durante o perodo de desenvolvimento do software. Outros gastos de desenvolvimento que no atendam a esses critrios so reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento previamente reconhecidos como despesa no so reconhecidos como ativo em perodo subsequente. 3.13. Ativos biolgicos - Os ativos biolgicos so mensurados ao valor justo, deduzidos dos custos estimados de desbaste de floresta. Sua exausto calculada com base na vida til do corte raso das florestas. Os ativos biolgicos correspondem principalmente a florestas de eucalipto renovveis, que so destinados produo quando exauridos. Na determinao do valor justo foi utilizado o mtodo de fluxo de caixa descontado, considerando a quantidade do produto agrcola existente, segregada em anos de plantio, e os respectivos valores de venda at o esgotamento das florestas. Para o valor de receita prevista com a venda do produto agrcola, foram considerados os custos de formao, impostos incidentes e ativos de contribuio para cultura, tais como implementos agrcolas e ferramentas de manuteno. Os volumes utilizados na avaliao foram calculados em funo do incremento mdio anual de cada regio. A Companhia possui uma poltica de avaliao do valor justo de seus ativos biolgicos com periodicidade anual. 3.14. Impairment de ativos no financeiros - Os ativos que tm uma vida til indefinida, como o gio, no esto sujeitos amortizao e so testados anualmente para a verificao de impairment. Os ativos que esto sujeitos amortizao so revisados para a verificao de impairment sempre que eventos ou mudanas nas circunstncias indicarem que o valor contbil pode no ser recupervel. Uma perda por impairment reconhecida pelo valor ao qual o valor contbil do ativo excede seu valor recupervel. Este ltimo o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o valor em uso. Para fins de avaliao do impairment, os ativos so agrupados nos nveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa - UGC). Os ativos no financeiros, exceto o gio, que tenham sofrido impairment, so revisados para a anlise de uma possvel reverso do impairment na data de apresentao do relatrio. 3.15. Contas a pagar aos fornecedores - As contas a pagar aos fornecedores so obrigaes a pagar por bens ou servios que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negcios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no perodo de at um ano. Caso contrrio, as contas a pagar so apresentadas como passivo no circulante. Elas so, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do mtodo de taxa de juros efetiva. 3.16. Emprstimos e financiamentos - Os emprstimos so reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, lquido dos custos da transao incorridos e so, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferena entre os valores captados (lquidos dos custos da transao) e o valor de resgate reconhecida na demonstrao do resultado durante o perodo em que os emprstimos estejam em andamento, utilizando o mtodo da taxa de juros efetiva. As taxas pagas no estabelecimento do emprstimo so reconhecidas como custos da transao do emprstimo, uma vez que seja provvel que uma parte ou todo o emprstimo seja sacado. Nesse caso, a taxa diferida at que o saque ocorra. Quando no houver evidncias da probabilidade de saque de parte ou da totalidade do emprstimo, a taxa capitalizada como um pagamento antecipado de servios de liquidez e amortizada durante o perodo do emprstimo ao qual se relaciona. Os emprstimos so classificados como passivo circulante, a menos que a Companhia tenha um direito incondicional de diferir a liquidao do passivo por, pelo menos, 12 meses aps a data do balano. 3.17. Provises - As provises para restaurao ambiental, custos de reestruturao e aes judiciais so reconhecidas quando: (i) a Companhia tem uma obrigao presente ou no formalizada como resultado de eventos passados; (ii) provvel que uma sada de recursos seja necessria para liquidar a obrigao; e (iii) o valor foi

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    Votorantim Metais S.A.Demonstraes Financeiras

    estimado com segurana. As provises no so reconhecidas com relao s perdas operacionais futuras. Quando houver uma srie de obrigaes similares, a probabilidade de a Companhia liquid-las determinada, levando-se em considerao a classe de obrigaes como um todo. Uma proviso reconhecida mesmo que a probabilidade de liquidao relacionada com qualquer item individual includo na mesma classe de obrigaes seja pequena. As provises so mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessrios para liquidar a obrigao, usando uma taxa antes do imposto, a qual reflete as avaliaes atuais do mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos especficos da obrigao. O aumento da obrigao em decorrncia da passagem do tempo reconhecido como despesa financeira. 3.18. Passivos ambientais - Os gastos representativos de fechamento de mina e/ou barragem decorrentes da finalizao das atividades esto registrados como obrigao com desmobilizao de ativo. As obrigaes consistem principalmente de custos associados com encerramento de atividades. O custo de desmobilizao de ativo, equivalente ao valor presente da obrigao (passivo), est capitalizado como parte do valor contbil ao ativo, sendo depreciado pelo perodo de vida til do ativo. A parcela do passivo est registrada pelo valor presente pelo mesmo prazo da desmobilizao. Estes passivos esto contabilizados em outras contas a pagar. 3.19. Ajuste a valor presente de ativos e passivos - Quando relevantes, ativos e passivos foram ajustados a valor presente. O valor presente calculado com base na taxa efetiva de juros aplicvel. A referida taxa compatvel com a natureza, o prazo e os riscos de transaes similares em condies de mercado. 3.20. Benefcios a empregados - (a) Obrigaes de aposentadoria: A Companhia participa de planos de penso, administrados por entidade fechada de previdncia privada, que provm a seus empregados benefcios ps-emprego. A Companhia tem planos de contribuio definida. Um plano de contribuio definida um plano de penso segundo o qual a Companhia paga contribuies a entidades fechadas de previdncia privada em bases compulsrias, contratuais ou voluntrias e no tem obrigaes legais nem construtivas de fazer contribuies se o fundo no tiver ativos suficientes para pagar a todos os empregados os benefcios relacionados com o servio do empregado no perodo corrente e anterior. As contribuies feitas antecipadamente so reconhecidas como um ativo na proporo em que um reembolso em dinheiro ou uma reduo dos pagamentos futuros estiver disponvel. (b) Participao dos empregados nos resultados: So registradas provises para reconhecer a despesa referente participao dos empregados nos resultados. Essas provises so calculadas com base em metas qualitativas e quantitativas definidas pela Administrao e contabilizadas no resultado na medida em que os direitos so adquiridos. 3.21. Ativos e passivos contingentes e obrigaes legais - As polticas contbeis para registro e divulgao de ativos e passivos contingentes e obrigaes legais so as seguintes: (i) ativos contingentes so reconhecidos somente quando h garantias reais ou decises judiciais favorveis, transitadas em julgado; (ii) passivos contingentes so provisionados na medida em que a Companhia espera desembolsar fluxos de caixa. Processos tributrios so provisionados quando as perdas so avaliadas como provveis e os montantes envolvidos forem mensurveis com suficiente segurana. Processos trabalhistas e cveis, cujas perdas so avaliadas como provveis, so provisionados com base na melhor estimativa de valores para os casos em que os advogados externos e internos entendem que existe expectativa de perdas. Passivos contingentes avaliados como de perdas remotas no so provisionados nem divulgados; e (iii) obrigaes legais so registradas como exigveis. 3.22. Capital social - As aes ordinrias so classificadas no patrimnio lquido. Quando a Companhia compra aes do seu prprio capital (aes em tesouraria), o valor pago, incluindo quaisquer custos adicionais diretamente atribuveis (lquidos do imposto de renda), deduzido do patrimnio atribuvel aos acionistas da Companhia at que as aes sejam canceladas ou reemitidas. Quando essas aes so, subsequentemente, reemitidas, qualquer valor recebido, lquido de quaisquer custos adicionais da transao, diretamente atribuveis e dos respectivos efeitos do imposto de renda e da contribuio social, includo no capital atribuvel aos acionistas da Companhia. 3.23. Reconhecimento da receita - A receita compreende o valor justo da contraprestao recebida ou a receber pela comercializao de produtos e servios no curso normal das atividades da Companhia. A receita apresentada lquida dos impostos, das devolues, dos abatimentos e dos descontos, bem como aps a eliminao das vendas entre empresas consolidadas. A Companhia reconhece a receita quando: (i) o valor da receita pode ser mensurado com segurana; (ii) provvel que benefcios econmicos futuros fluiro para a entidade; e (iii) quando critrios especficos tiverem sido atendidos, conforme descrio a seguir. O valor da receita no considerado como mensurvel com segurana at que todas as contingncias relacionadas com a venda tenham sido resolvidas. A Companhia baseia suas estimativas em resultados histricos, levando em considerao o tipo de cliente, o tipo de transao e as especificaes de cada venda. (a) Venda de produtos: O reconhecimento da receita nas vendas internas e para exportao se baseia nos princpios a seguir: Mercado interno: As vendas so feitas vista ou a prazo, em perodos de, no mximo, 30 dias; Mercado de exportao: Normalmente, os pedidos de exportao so atendidos por depsitos prprios ou terceirizados localizados prximos aos mercados estratgicos. Essas vendas so reconhecidas, em geral, quando os produtos so entregues ao transportador e os riscos e benefcios so transferidos para o cliente. Se surgirem circunstncias que possam alterar as estimativas originais de receitas, custos ou extenso do prazo para concluso, as estimativas iniciais sero revisadas. Essas revises podem resultar em aumentos ou redues das receitas ou custos estimados e esto refletidas no resultado no perodo em que a administrao tomou conhecimento das circunstncias que originaram a reviso. (b) Receita financeira: A receita financeira reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o mtodo da taxa de juros efetiva. Quando uma perda (impairment) identificada em relao a uma conta a receber, a Companhia reduz o valor contbil para seu valor recupervel, que corresponde ao fluxo de caixa futuro estimado, descontado taxa de juros efetiva original do instrumento. Subsequentemente, medida que o tempo passa, os juros so incorporados s contas a receber, em contrapartida de receita financeira. Essa receita financeira calculada pela mesma taxa de juros efetiva utilizada para apurar o valor recupervel, ou seja, a taxa original do contas a receber. 3.24. Distribuio de dividendos - A distribuio de dividendos para os acionistas da Companhia reconhecida como um passivo nas demonstraes financeiras da Companhia ao final do exerccio, com base no estatuto social. Qualquer valor acima do mnimo obrigatrio somente provisionado na data em que so aprovados pelos acionistas, em Assembleia Geral. 3.25. Reapresentao das cifras comparativas - Em 2011, foram identificados ajustes de exerccios anteriores descritos abaixo: Retificao no clculo de imposto de renda e contribuio social diferidos, no montante de R$ 16.626, do qual refere-se a exerccios anteriores a 2010. A referida correo afetou o ativo no circulante de 31 de dezembro de 2010. Reconhecimento da mensurao das obrigaes e direitos relacionados em contratos de concesso ao pagamento pelo uso do bem pblico (UBP) no montante de R$ 1.857, dos quais R$ 633 referem-se ao exerccio de 2010 e R$ 1.224 a exerccios anteriores. A referida correo afetou o ativo no circulante de 31 de dezembro de 2010 nesses mesmos valores. Reconhecimento do valor contbil do investimento pela participao da Companhia nas variaes de saldo dos componentes de investidas no montante de R$ 93.563, afetando o ativo no circulante de 31 de dezembro de 2010 nesses mesmos valores. As demonstraes financeiras de 31 de dezembro de 2010, apresentadas para fins de comparao, foram ajustadas e esto sendo reapresentadas. Os efeitos dessa reapresentao so demonstrados a seguir:

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    31 de dezembro de 2010 Original Ajuste Ajustado

    AtivoCirculante 1.153.936 1.153.936 No circulante

    Tributos diferidos 473.748 16.626 490.374 Investimentos 514.508 (95.420) 419.088 Outros 1.976.220 1.976.220

    2.964.476 (78.794) 2.885.682 Total do ativo 4.118.412 (78.794) 4.039.618 Passivo

    Circulante 690.741 690.741 No circulante 1.846.623 1.846.623 Patrimnio lquido

    Reservas de lucros 56.418 (30.515) 25.903 Prejuzos acumulados (115.400) (48.279) (163.679)Outros 1.640.030 1.640.030

    1.581.048 (78.794) 1.502.254 Total do passivo e patrimnio lquido 4.118.412 (78.794) 4.039.618

    31 de dezembro de 2010Resultado

    Lucro bruto 1.863 1.863 Despesas operacionais (111.917) (111.917)Equivalncia patrimonial 34.288 (48.279) (13.991)Resultado financeiro lquido (22.246) (22.246)Imposto de renda e contribuio social 46.103 46.103

    (51.909) (48.279) (100.188)4. Normas novas, alteraes de normas e interpretaes de normas que ainda no esto em vigor: As seguintes novas normas, alteraes e interpretaes de normas foram emitidas pelo IASB mas no esto em vigor para o exerccio de 2011. A adoo antecipada dessas normas, embora encorajada pelo IASB, no foi permitida, no Brasil, pelo Comit de Pronunciamentos Contbeis (CPC). O IFRS 9 - Instrumentos Financeiros aborda a classificao, mensurao e reconhecimento de ativos e passivos financeiros. O IFRS 9 foi emitido em novembro de 2009 e outubro de 2010 e substitui os trechos do IAS 39 relacionados classificao e mensurao de instrumentos financeiros. O IFRS 9 requer a classificao dos ativos financeiros em duas categorias: mensurados ao valor justo e mensurados ao custo amortizado. A determinao feita no reconhecimento inicial. A base de classificao depende do modelo de negcios da entidade e das caractersticas contratuais do fluxo de caixa dos instrumentos financeiros. Com relao ao passivo financeiro, a norma mantm a maioria das exigncias estabelecidas pelo IAS 39. A principal mudana a de que nos casos em que a opo de valor justo adotada para passivos financeiros, a poro de mudana no valor justo devido ao risco de crdito da prpria entidade registrada em outros resultados abrangentes e no na demonstrao dos resultados, exceto quando resultar em descasamento contbil. A Companhia est avaliando o impacto total do IFRS 9. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. O IFRS 10 - Demonstraes Financeiras Consolidadas apia-se em princpios j existentes, identificando o conceito de controle como fator preponderante para determinar se uma entidade deve ou no ser includa nas demonstraes financeiras consolidadas da controladora. A norma fornece orientaes adicionais para a determinao do controle. A Companhia est avaliando o impacto total do IFRS 10. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. IFRS 11 - Acordos em Conjunto, emitido em maio de 2011. A norma prov uma abordagem mais realista para acordos em conjunto ao focar nos direitos e obrigaes do acordo ao invs de sua forma jurdica. H dois tipos de acordos em conjunto: (i) operaes em conjunto - que ocorre quando um operador possui direitos sobre os ativos e obrigaes contratuais e como consequncia contabilizar sua parcela nos ativos, passivos, receitas e despesas; e (ii) controle compartilhado - ocorre quando um operador possui direitos sobre os ativos lquidos do contrato e contabiliza o investimento pelo mtodo de equivalncia patrimonial. O mtodo de consolidao proporcional no ser mais permitido com controle em conjunto. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. O IFRS 12 - Divulgao sobre Participaes em Outras Entidades trata das exigncias de divulgao para todas as formas de participao em outras entidades, incluindo acordos conjuntos, associaes, participaes com fins especficos e outras participaes no registradas contabilmente. A Companhia est avaliando o impacto total do IFRS 12. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. IFRS 13 - Mensurao de Valor Justo, emitido em maio de 2011. O objetivo do IFRS 13 aprimorar a consistncia e reduzir a complexidade da mensurao ao valor justo, fornecendo uma definio mais precisa e uma nica fonte de mensurao do valor justo e suas exigncias de divulgao para uso em IFRS. As exigncias, que esto bastante alinhadas entre IFRS e US GAAP, no ampliam o uso da contabilizao ao valor justo, mas fornecem orientaes sobre como aplic-lo quando seu uso j requerido ou permitido por outras normas IFRS ou US GAAP. A Companhia ainda est avaliando o impacto total do IFRS 13. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. IAS 28 (revisado em 2011) - Coligadas e Controladas em Conjunto (Joint Ventures) - O IAS 28 (revisado em 2011) requer que controladas em conjunto e coligadas sejam avaliadas pelo mtodo de equivalncia patrimonial a partir da emisso do IFRS 11. A Companhia ainda est avaliando o impacto total do IAS 28. A norma aplicvel a partir de 1 de janeiro de 2013. No h outras normas IFRS ou interpretaes IFRIC que ainda no entraram em vigor que poderiam ter impacto significativo sobre a Companhia. 5. Estimativas e premissas contbeis crticas: As estimativas e premissas contbeis so continuamente avaliadas e baseiam-se na experincia histrica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoveis para as circunstncias. Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relao ao futuro. Por definio, as estimativas contbeis resultantes raramente sero iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contbeis de ativos e passivos para o prximo exerccio financeiro, esto contempladas abaixo. (a) Perda (impairment) do gio: Anualmente, a Companhia realiza testes para eventuais perdas (impairment) no gio. Os valores recuperveis das UGCs foram determinados com base em clculos do valor em uso, efetuados com base em estimativas. (b) Imposto de renda e contribuio social e outros impostos: A Companhia est sujeita ao imposto de renda e contribuio social com base nas alquotas vigentes. A Companhia tambm reconhece provises por conta de situaes em que provvel que valores adicionais de impostos sejam devidos. Quando o resultado final dessa avaliao diferente dos valores inicialmente estimados e registrados, essas diferenas afetam os ativos e passivos fiscais atuais e diferidos no perodo em que o valor definitivo determinado. (c) Valor justo de derivativos e outros instrumentos financeiros: O valor justo de instrumentos financeiros que no so negociados em mercados ativos determinado por meio de tcnicas de avaliao. A Companhia utiliza seu julgamento para escolher diversos mtodos e definir premissas que se baseiam principalmente nas condies de mercado existentes na data do balano. (d) Passivos contingentes: A Companhia parte envolvida em processos trabalhistas, cveis e tributrios que se encontram em instncias diversas. As provises para contingncias, constitudas para fazer face a potenciais perdas decorrentes dos processos em curso, so estabelecidas e atualizadas com base na avaliao da administrao, fundamentada na opinio de seus assessores legais e requerem elevado grau de julgamento sobre as matrias envolvidas. (e) Reviso da vida til e recuperao de propriedades, plantas e equipamentos: A capacidade de recuperao dos ativos que so utilizados nas atividades da Companhia avaliada sempre que eventos ou mudanas nas circunstncias indicarem que o valor contbil de um ativo ou grupo de ativos pode no ser recupervel com base

    em fluxos de caixa futuros. Se o valor contbil destes ativos for superior ao seu valor recupervel, o valor lquido ajustado e sua vida til readequada para novos patamares. (f) Ativos biolgicos: Na determinao do valor justo dos ativos biolgicos, a Companhia utiliza o mtodo de fluxo de caixa descontado, considerando a quantidade de produto agrcola existente, segregada em anos de plantio, e os respectivos valores de venda at o esgotamento das florestas. No valor de receita previsto com a venda do produto agrcola, so considerados os custos de formao de florestas, impostos incidentes e ativos de contribuio para cultura, tais como implementos agrcolas e ferramentas de manuteno. Os volumes utilizados na avaliao so calculados de acordo com o incremento mdio anual de cada regio. Quaisquer mudanas nessas premissas podem implicar valorizao ou desvalorizao desses ativos. 6. Gesto de risco financeiro: 6.1. Fatores de risco financeiro - As atividades da Companhia a expem a diversos riscos financeiros, a saber: (a) risco de mercado (moeda, preos de commodities e taxa de juros); (b) risco de crdito e (c) risco de liquidez. Parte significativa dos produtos vendidos pela Companhia so commodities, com preos estabelecidos em referncia a preos internacionais e denominados em dlares norte-americanos. Os custos da Companhia, porm, so predominantemente denominados em reais, resultando em um descasamento natural de moedas entre suas receitas e seus custos. Adicionalmente, a Companhia possui dvidas atreladas a indexadores e moedas distintos, que podem impactar seu fluxo de caixa. Para atenuar os efeitos diversos de cada fator de risco de mercado, a Companhia adotou a Poltica de Gesto de Riscos de Mercado, com o objetivo de estabelecer a governana e as macrodiretrizes do processo de gesto destes riscos, assim como as mtricas para sua mensurao e acompanhamento. Esta poltica complementada por outras polticas, que estabelecem diretrizes e normas para: (i) Gesto de Exposio Cambial, (ii) Gesto de Exposio a Taxa de Juros, (iii) Gesto de Exposio a Preo de Commodities, (iv) Gesto de Riscos de Emissores e Contrapartes e (v) Gesto de Liquidez e Endividamento Financeiro. A estrutura de governana aprovada pelo Conselho de Administrao de sua controladora Votorantim Industrial S.A. inclui o Comit de Finanas, Gesto de Riscos e Auditoria Interna (referido como Comit de Finanas no contedo desta nota) e o Comit de Tesouraria. As propostas feitas para atender a cada uma das polticas so discutidas no Comit de Tesouraria e posteriormente levadas para aprovao do Comit de Finanas. Os instrumentos financeiros que podem ser contratados para proteo financeira e gesto de riscos so: swaps convencionais, compra de opes de compra (calls), compra de opes de venda (puts), collars, contratos futuros de moedas e contratos a termo de moedas (NDF Non-Deliverable Forward). As estratgias que contemplam compras e vendas de opes simultaneamente somente so autorizadas quando no resultam em posio lquida vendida em volatilidade do ativo-objeto. (a) Risco de mercado: O processo de gesto de riscos de mercado tem por objetivo a proteo do fluxo de caixa da Companhia contra eventos adversos de mercado, tais como oscilaes de taxas de cmbio, preos de commodities e taxas de juros. A governana e as macrodiretrizes desse processo esto definidas na Poltica de Gesto de Riscos de Mercado. (i) Risco cambial: A Companhia atua internacionalmente e est exposta ao risco cambial decorrente de exposies a algumas moedas, principalmente com relao ao dlar norte-americano. A Poltica de Gesto de Exposio Cambial estabelece diretrizes e normas para a proteo contra oscilaes das moedas estrangeiras que impactam o fluxo de caixa da Companhia. As propostas para contratao de hedge so elaboradas pelo Comit de Tesouraria para aprovao do Comit de Finanas e baseiam-se na exposio cambial projetada at o fim do ano subsequente data de referncia. Adicionalmente, podem ser definidos programas de hedge para proteo de fluxo de caixa das Unidades. Nesses casos, o Comit de Tesouraria elabora a proposta em coordenao com a Unidade em questo, para posterior aprovao do Comit de Finanas. O real (R$) a moeda funcional da Companhia, e todos os esforos do processo de gesto de riscos de mercado tm como objetivo a proteo do fluxo de caixa nesta moeda, a preservao da capacidade de pagamento de obrigaes financeiras e a manuteno de nveis de liquidez e endividamento definidos pela Administrao. (ii) Risco do fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros: O resultado e os fluxos de caixa operacionais da Companhia so substancialmente independentes das mudanas nas taxas de juros do mercado. O risco de taxa de juros da Companhia decorre de emprstimos de longo prazo. Os emprstimos emitidos a taxas variveis expem a Companhia ao risco de taxa de juros de fluxo de caixa. Os emprstimos emitidos as taxas fixas expem a Companhia ao risco de valor justo associado a taxa de juros. A Poltica de Gesto de Exposio a Taxas de Juros estabelece diretrizes e normas para a proteo contra oscilaes de taxas de juros que impactam o fluxo de caixa da Companhia. Com base nas exposies projetadas para cada indexador de taxa de juros (principalmente CDI, LIBOR e TJLP), o Comit de Tesouraria elabora propostas para contratao de hedge e as submete aprovao do Comit de Finanas. (iii) Risco do preo de commodities: Este risco est relacionado com a possibilidade de oscilao no preo do nquel. Os preos flutuam em funo da demanda, da capacidade produtiva, nvel de estoque dos produtores, das estratgias comerciais dos grandes produtores e da disponibilidade de substitutos no mercado global. A Poltica de Gesto de Exposio em Commodities estabelece diretrizes para a proteo contra oscilaes de preos de commodities que impactam os fluxos de caixa da Companhia. As exposies a cada commodity consideram as projees mensais de produo, de compras de insumos e os fluxos de vencimentos dos hedges a elas associados. Os hedges executados so classificados nas seguintes modalidades: (a) Operaes Comerciais a Preo Fixo - operaes de hedge que trocam de fixo para flutuante, o preo contratado nas operaes comerciais com clientes interessados em comprar produtos a preo fixo; (b) Hedge para Perodo Cotacional - o hedge que equaliza os perodos cotacionais entre as compras de determinados insumos (concentrado de metais) e as vendas de produtos provenientes do beneficiamento desses insumos; e (c) Hedge de Margem Operacional - visa a garantir a fixao da margem operacional para parte da produo da Companhia. (b) Risco de crdito: Os instrumentos financeiros derivativos, time deposits, CDBs e operaes compromissadas com lastro de debntures e ttulos pblicos federais criam exposio a risco de crdito de contrapartes e emissores. A Companhia tem como poltica trabalhar com emissores que possuam, no mnimo, avaliao de duas das seguintes agncias de rating: Fitch, Moodys ou Standard & Poors. O rating mnimo exigido para as contrapartes A+ (em escala local) ou BBB- (em escala global), ou equivalente. No caso do risco de crdito decorrente de exposies de crdito a clientes, a Companhia avalia a qualidade do crdito do cliente levando em considerao principalmente o histrico de relacionamento e indicadores financeiros, definindo limites individuais de crdito, os quais so regularmente monitorados. A Companhia reconhece proviso para perda, sempre que necessrio. A proviso para perdas registrada em quantia considerada suficiente para cobrir todas as perdas provveis quando da execuo das contas a receber e includa nas despesas de vendas. So realizadas anlises de crdito iniciais dos clientes e, quando necessrio, so obtidas caues ou cartas de crdito para proteger os interesses da Companhia. Alm disso, a maior parte das vendas por exportao, para Estados Unidos, Europa e sia, est protegida por cartas de crdito ou seguro de crdito. (c) Risco de liquidez: O risco de liquidez gerenciado de acordo com a Poltica de Gesto de Liquidez e Endividamento, visando a garantir recursos lquidos suficientes para honrar os compromissos financeiros da Companhia no prazo e sem custo adicional. O principal instrumento de medio e monitoramento da liquidez a projeo de fluxo de caixa, observando-se um prazo mnimo de 12 meses de projeo a partir da data de referncia. A gesto de liquidez e endividamento adota mtricas comparveis fornecidas por agncias classificadoras de riscos de abrangncia global para riscos de crdito BBB estvel ou equivalente. A tabela a seguir analisa os passivos financeiros derivativos e no derivativos da Companhia a serem liquidados, por faixas de vencimento, correspondentes ao perodo remanescente no balano patrimonial at a data contratual do vencimento. Os passivos financeiros derivativos esto

  • Continua

    Continuao

    CNPJ/MF n 18.499.616/0004-67

    Votorantim Metais S.A.Demonstraes Financeiras

    includos na anlise se seus vencimentos contratuais forem essenciais para um entendimento dos fluxos de caixa temporrios. Os valores divulgados na tabela so os fluxos de caixa futuros no descontados contratados (*):

    Menos de 1 ano

    Entre 1 e 2 anos

    Entre 2 e 5 anos

    Entre 5 e 10 anos

    Em 31 de dezembro de 2011Emprstimos e financiamentos 128.071 214.281 168.880 4.595 Partes relacionadas 532.582 664.316 348.175 225.736 Instrumentos financeiros derivativos 17.261 Fornecedores 75.704

    753.618 878.597 517.055 230.331 Em 31 de dezembro de 2010

    Emprstimos e financiamentos 142.622 126.055 361.921 11.548 Contas a pagar - Trading 17.480 Partes relacionadas 394.497 878.463 294.963 Instrumentos financeiros derivativos 5.077 Fornecedores 124.447

    684.123 1.004.518 656.884 11.548

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    (*) Esses valores podem no ser conciliados com os valores divulgados no balano patrimonial para emprstimos e financiamentos. 6.2. Derivativos contratados: So descritos a seguir todos os instrumentos financeiros derivativos contratados pela Companhia. Todas as operaes de instrumentos financeiros derivativos foram realizadas em mercados de balco. Programa de venda de nquel a preo fixo operao de hedge que troca de fixo para flutuante o preo contratado nas operaes comerciais com clientes interessados em comprar produtos a preo fixo, com o objetivo de manter o fluxo de receitas operacionais da Companhia atrelado aos preos LME. As operaes usualmente realizadas so compras de nquel para liquidao futura no mercado de balco. Programa de proteo do custo de leo combustvel instrumentos financeiros derivativos contratados com o objetivo de reduzir a volatilidade do resultado da operao de nquel. A proteo realizada por meio de collar de WTI (venda de opes de venda de petrleo e compra de opes de compra de petrleo). Programa de proteo para descasamento de perodo cotacional o hedge que equaliza os perodos cotacionais entre as compras de determinados insumos (concentrado de metais) e as vendas de produtos provenientes do beneficiamento desses insumos. Programa de proteo de margem operacional dos metais instrumentos financeiros derivativos contratados com o objetivo de reduzir a volatilidade do resultado das operaes de nquel. Com o fim de garantir a fixao de margem operacional em reais para parte da produo dos metais, a proteo realizada por meio venda a termo da commodity, em conjunto com a venda a termo de dlar americano. A seguir apresentado o quadro resumo que contempla os instrumentos financeiros derivativos e o objeto protegido por cada um deles:

    Programa Valor principal Unidade Valor justo Ganho (perda) realizado Ganho (perda) no realizado por ano31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 2012 2013Venda de nquel a preo fixo

    Termo de nquel 690 156 ton (167) 304 (1.759) (167) (167) 304 (1.759)

    Proteo para perodo cotacionalTermo de nquel 156 96 953 96

    96 953 Proteo do custo de leo combustvel

    Collar de WTI 42.000 504.000 bbl 833 (966) 5.439 833 833 (966) 5.439

    Proteo do resultado operacional de metaisTermo de nquel 5.222 8.853 ton 36.552 (17.589) 10.041 37.011 (459)Termo de dlar americano 117 208 USD MM (15.341) 13.174 28.129 (14.814) (527)

    21.211 (4.415) 38.170 Total 21.973 (5.077) 42.803 22.959 (986)

    6.3. Gesto de Capital: Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital so os de salvaguardar a capacidade de continuar a oferecer retorno aos acionistas e benefcios s outras partes interessadas, alm de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo. Para manter ou ajustar a estrutura do capital, a Companhia pode, ou prope, nos casos em que necessria a aprovao do Conselho de Administrao, rever a poltica de pagamento de dividendos, devolver capital aos acionistas, emitir novas aes ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nvel de endividamento. Condizente com outras companhias do setor, a Companhia monitora o capital com base no ndice de alavancagem financeira. Esse ndice corresponde dvida lquida dividida pelo EBITDA. A dvida lquida, por sua vez, corresponde ao total de emprstimos (incluindo emprstimos de curto e longo prazos, conforme demonstrado no balano patrimonial), subtrado do montante de caixa e equivalentes de caixa. O EBITDA apurado por meio da soma do lucro operacional, depreciao, amortizao, exausto e itens, avaliados pela Administrao da Companhia, como no recorrentes. Os ndices de alavancagem financeira em 31 de dezembro de 2011 e 2010 podem ser assim resumidos:

    Nota 2011 2010Emprstimos e financiamentos 19 456.220 546.732 Menos: Caixa e equivalentes de caixa 9 3.821 514 Menos (mais): Valor justo contratos derivativos 6.2 21.973 (5.077)Dvida lquida 430.426 551.295Total do EBITDA 37.506 (39.782)ndice de alavancagem financeira - % 11,48 (13,86)6.3.1. EBITDA 2011 2010Receita lquida 1.256.001 1.149.452 Custo dos produtos vendidos (1.154.115) (1.147.589)Despesas operacionais (132.490) (111.917)EBIT (30.604) (110.054)Depreciao, amortizao e exausto 68.110 70.272 EBITDA 37.506 (39.782)

    6.4. Estimativa do valor justo - Os saldos das contas a receber de clientes, deduzindo da proviso para crdito de liquidao duvidosa, e de contas a pagar aos fornecedores pelo valor contbil, esto prximos de seus valores justos. O valor justo dos passivos financeiros, para fins de divulgao, estimado por meio do desconto dos fluxos de caixa contratuais futuros segundo a taxa de juros vigente no mercado. A Companhia aplica a alterao ao CPC 40/IFRS 7 para instrumentos financeiros mensurados no balano patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgao das mensuraes do valor justo pelo nvel da seguinte hierarquia de mensurao pelo valor justo: Nvel 1 - preos cotados (no ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idnticos. Nvel 2 - informaes, alm dos preos cotados, includas no nvel 1 que so adotadas pelo mercado para o ativo ou passivo, seja diretamente (como preos) ou indiretamente (derivados dos preos). Nvel 3 - inseres para os ativos ou passivos que no so baseadas nos dados adotados pelo mercado (inseres no observveis). Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, os ativos financeiros mensurados ao valor justo e passivos financeiros divulgados ao valor justo foram classificados no nvel 2 de hierarquia do valor justo, conforme resumido a seguir:Ativos 31/12/2011 31/12/2010

    Instrumentos financeiros derivativos, lquido 21.973 (5.077)Mantidos para negociao

    Quotas de fundos de investimento 34.840 327.762 Outros ttulos 10.276 11.845

    67.089 334.530 6.5. Demonstrativo da anlise de sensibilidade - Apresentamos a seguir como o resultado do perodo e o patrimnio lquido da Companhia que teriam sido afetados por mudanas na varivel de risco pertinente a qual a Companhia est exposta na data do balano. A varivel de risco relevante no perodo, levando em considerao o perodo compreendido at a prxima mensurao, sua exposio ao dlar, euro e ao risco de flutuao nos preos das commodities. A seguir apresentada a anlise de sensibilidade para as posies em aberto com base na apreciao/depreciao dos principais fatores de risco conforme cenrios: Cenrio I: considera um choque de + ou - 25% nas curvas e cotaes de mercado de 31 de dezembro de 2011, utilizadas para apreamento dos instrumentos financeiros. Cenrio II: considera um choque de + ou - 50% nas curvas e cotaes de mercado de 31 de dezembro de 2011, utilizadas para apreamento dos instrumentos financeiros.

    Impactos no resultado Impactos no PLFator de risco Cenrios Provvel -25% -50% +25% +50% -25% -50% +25% +50%Cmbio

    USD (9%) 39.273 136.694 273.387 (136.694) (273.387) 35.417 70.833 (35.417) (70.833)Taxas de juros

    BRL - CDI (150 bps) 898 1.413 2.826 (1.413) (2.826) 1.842 3.761 (1.771) (3.474)USD Libor 10 bps (542) 474 948 (474) (948) 138 276 (137) (275)

    Preo - commodities Nquel 7% 65 (245) (490) 245 490 38.702 77.405 (38.702) (77.405)

    6.6. Principais transaes e compromissos futuros objeto de proteo de fluxo de caixa e de valor justo - A Companhia adota contabilidade de hedge para o programa de proteo de margem operacional dos metais, designando os derivativos contratados como hedge de fluxo de caixa. Como consequncia da aplicao da contabilidade de hedge, as variaes no valor justo dos derivativos contratados para este programa so contabilizadas no patrimnio lquido, at o momento de realizao das vendas objeto da proteo, quando o valor justo desses derivativos lanado no resultado do perodo. Para o programa de venda de nquel a preo fixo, a Companhia adota contabilidade de hedge designando os derivativos contratados como hedge de valor justo do compromisso firme. As variaes no valor justo dos derivativos contratados para este programa so reconhecidas no resultado operacional. Em contrapartida, reconhecida no resultado operacional a variao do valor justo do objeto de hedge, no caso, o compromisso firme da venda a preo fixo ao cliente. A tabela abaixo apresenta um resumo dos derivativos classificados nesses regimes:

    ProgramaValor principal Unidade Compra / venda Taxa FWD mdia

    Prazo mdio (dias) Valor justo

    Ganho (perda) realizado

    Ganho (perda) no realizado por ano

    31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2011 31/12/2011 2012 2013Hedge Acounting - Cash Flow Hedge

    Proteo do resultado operacional de metaisTermo de nquel 5.222 8.853 ton V 22.378 US$/ton 171 36.552 (17.589) 10.041 37.011 (459)Termo de dlar americano 117 208 USD MM V 1,78 R$/US$ 160 (15.341) 13.174 28.129 (14.814) (527)

    21.211 (4.415) 38.170 22.197 (986)Hedge Acounting - Fair Value Hedge

    Venda de nquel a preo fixoTermo de niquel (290)

    (290) 21.211 (4.415) 37.880 22.197 (986)

    6.7. Valor e tipo de margens dadas em garantia - As operaes com derivativos contratadas pela Companhia no esto sujeitas a depsitos de garantia, chamada de margem ou qualquer outro tipo de garantia ou mecanismo equivalente. 6.8. Dados de mercado utilizados para o clculo do valor justo (Fair Value) dos instrumentos financeiros - Na construo das curvas utilizadas para precificao dos derivativos foram utilizados dados pblicos da BM&F Bovespa, London Metals Exchange (LME) e dados proprietrios da Bloomberg L.P.7. Instrumentos financeiros por categoria 31/12/2011 31/12/2010Ativos, conforme balano patrimonial

    Emprstimos e recebveisCaixa e equivalentes de caixa 3.821 514 Contas a receber de clientes 373.215 483.004 Partes relacionadas 129.481 48.897 Dividendos a receber 6.134 3.171 Demais contas a receber 30.516 44.594

    543.167 580.180 Mensurados ao valor justo por meio do resultado

    Instrumentos financeiros derivativos 39.234 Ativos mantidos para negociao 45.116 339.607

    84.350 339.607 627.517 919.787

    Passivos, conforme o balano patrimonialOutros passivos financeiros

    Emprstimos e financiamentos 456.220 546.732 Fornecedores 75.704 124.447 Contas a pagar - Trading 17.480 Dividendos a pagar 40 1.216 Partes relacionadas 1.514.641 1.545.496

    2.046.605 2.235.371 Ao valor justo por meio do resultado

    Instrumentos financeiros derivativos 17.261 5.077 17.261 5.077

    2.063.866 2.240.448

    8. Qualidade dos crditos dos ativos financeiros: A tabela a seguir reflete a qualidade de crdito dos emissores e contrapartes em operaes de ativos financeiros:

    31/12/2011 31/12/2010Rating Local Rating Global Rating Local

    Caixa e equivalentes de caixaAAA 3.821 2.608

    Fundos mantidos para negociaoAAA 44.821 327.762 AA+ 255 9.751 A- 40

    48.937 340.121 Ativos financeiros derivativos

    AAA 9.898 AA 183 A 18.628 BBB 10.525

    10.081 29.153 Contas a receber de clientes

    Grupo 1 371.170 479.973Grupo 2 434 1.044Grupo 3 1.735 1.998

    373.339 483.015 432.357 29.153 823.136

    Grupo 1 - clientes/partes relacionadas sem inadimplncia no exerccio. Grupo 2 - clientes sem inadimplncia no passado ou inadimplncia at 90 dias. Grupo 3 - clientes com inadimplncia no passado acima de 90 dias. Os ratings decorrentes de classificao externa foram extrados de agncias de ratings (Standard&Poors, Moodys, Fitch). (Nota 6.1 (b)).

  • Continua

    Continuao

    CNPJ/MF n 18.499.616/0004-67

    Votorantim Metais S.A.Demonstraes Financeiras

    ContinuaoNotas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011

    Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    9. Caixa e equivalentes de caixa 31/12/2011 31/12/2010Caixa e bancos 720 514 Certificado de depsitos bancrios - CDBs 3.101 3.821 514

    10. Aplicaes financeiras 31/12/2011 31/12/2010Ttulos mantidos para negociao

    Quotas de fundos de investimentos (i) 34.840 327.762 Fundo de investimento de direito creditrio - FIDC 10.276 9.751 Certificados de depsitos bancrios - CDBs 996 Operaes compromissadas 1.098

    45.116 339.607 (i) Em 31 de dezembro de 2011, o total de R$ 34.840 representado por quotas de fundos de investimento no qual a Votorantim quotista exclusiva. O controle das operaes deste fundo exclusivo feito pela tesouraria corporativa e a consolidao das suas informaes financeiras foi efetuada pela holding da Votorantim Participaes S.A..11. Contas a receber de clientes Nota 31/12/2011 31/12/2010Clientes nacionais 5.017 12.605 Partes relacionadas 14 368.322 470.410 Proviso para crditos de liquidao duvidosa (124)

    (11)

    373.215 483.004 As contas a receber de clientes da Companhia so mantidas nas seguintes moedas: 31/12/2011 31/12/2010Reais 31.819 103.452 Dlar americano 341.396 379.552 373.215 483.004 As movimentaes na proviso para crdito de liquidao duvidosa de contas a receber de clientes da Companhia so as seguintes: 31/12/2011 31/12/2010Saldo inicial (11) (49)Reverso (proviso) (113) 38 Saldo final (124) (11)A constituio e a baixa da proviso para contas a receber foram registradas no resultado do exerccio. Os valores debitados conta de proviso so geralmente baixados quando no h expectativa de recuperao dos recursos. O risco de crdito do contas a receber est demonstrado na Nota 8.

    12. Estoques 31/12/2011 31/12/2010Produtos acabados 21.303 32.644 Produtos em processamento 112.080 103.242 Matrias-primas 15.765 43.052 Materiais auxiliares e de consumo 36.236 13.761 Adiantamento a fornecedores 89 29.029 Importaes em andamento 36.758 Proviso para perdas (i) (18.927) (21.425) 203.304 200.303 (i) A proviso para perdas refere-se, substancialmente, a obsolescncia de materiais no estoque, que apresentam baixa expectativa de realizao.

    13. Tributos a recuperar 31/12/2011 31/12/2010 Imposto sobre circulao de mercadorias e servios - ICMS 169.167 117.875 Imposto sobre circulao de mercadorias e servios - ICMS sobre ativo imobilizado 25.016 35.906 Imposto sobre produtos industrializados - IPI 11.574 9.083 Imposto de renda e contribuio social 144.185 78.239 Imposto de renda sobre rendimento de aplicao financeira 36 Programa de integrao social - PIS 17.778 16.119 Contribuio para o financiamento da seguridade social - COFINS 57.465 75.811 Imposto sobre servios - ISS 133 1.827 425.354 334.860 Circulante (99.404) (82.807)No circulante 325.950 252.053 Os crditos de ICMS so resultantes da compra de ativo imobilizado (com prazo de realizao de 48 parcelas mensais) e da aquisio de produtos consumveis e sua realizao decorre da prpria operao da Companhia. Os crditos de IRPJ e CSLL referem-se a antecipaes que sero compensadas com os mesmos tributos e contribuies incidentes sobre os resultados futuros. Tendo em vista o faturamento por exportaes, as quais no geram dbitos de ICMS e o volume de crditos gerados devido expanso da fbrica, a Companhia vem acumulando saldo a recuperar desse tributo. Mediante autorizao do rgo fiscal competente, esses crditos podem ser transferidos para terceiros. Desta forma, a Administrao da Companhia vem efetuando pedidos junto Secretaria da Fazenda Estadual e obtendo autorizaes para transferir esses crditos para terceiros. De acordo com a projeo oramentria aprovada pela Diretoria, a realizao dos tributos a recuperar ocorrer at o final de 2014. Nessa projeo, consta a estimativa de realizao em percentual aproximado de 23% at 31 de dezembro de 2012.

    14. Partes relacionadas Demonstraes do resultado

    Contas a receber de clientes Dividendos a receber Realizvel a longo prazo Passivos circulante e no circulante Compras Vendas31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

    Sociedade controladora Votorantim Industrial S.A. (i) 1.902 23.761 2.585 360 48 24 5.664 Sociedades ligadas Aceras Paz Del Rio S.A. 97.185 Anfreixo S.A. 136 248 3.729 4.310 Campos Novos Energia S.A. 6.134 3.171 3.365 24.717 50.588 Citrovita Agropecuria Ltda. 1.929 Companhia Brasileira de Alumnio S.A. 1.049 1 606.832 608.684 2.333 38 Companhia Nitro Qumica Brasileira 1.176 379 5.490 Indstria e Comrcio Metalrgica Atlas S.A. 442 2.734 Votorantim Cimentos S.A. 10.946 56 6.928 30.205 43.540 2.037 1.615 451 Votorantim GmbH (ii) 341.396 379.851 303 303 891.598 892.359 83.303 32.887 804.782 754.330 Votorantim Metais Participaes Ltda. (iii) 13.769 53.931 36.800 1.097 11.425 19.767 6.985 Votorantim Metais Zinco S.A. (i) 11.745 9.982 4.637 1 1.762 150 768 826 Votorantim Participaes S.A. (i) 227 1.000 Votorantim Siderurgia S.A. (i) 29.408 275 210 146 28 22 Outros 309 17 15 9.644 55 3.983 3.172

    368.322 470.410 6.134 3.171 129.481 48.897 1.514.641 1.545.496 167.347 127.161 818.199 758.801 Circulante (368.322) (470.410) (6.134) (3.171) (319.313) (383.835) No circulante 129.481 48.897 1.195.328 1.161.661 As principais transaes com partes relacionadas foram feitas nas seguintes condies: Os produtos foram vendidos com base nas tabelas de preo interno das empresas. As vendas de servios foram efetuadas com base nos custos internos, no havendo margens definidas pelas companhias. (i) Referem-se a contratos de mtuo mantidos com partes relacionadas. O montante vem sendo atualizado mensalmente a taxa de 12% ao ano. (ii) Os saldos referem-se: (a) Realizvel a longo prazo: vide nota acima. (b) Passivos circulante e no circulante: operaes de pr-pagamento onde a Companhia recebe a antecipao de recebveis pelas vendas intermediadas pela Votorantim GmbH. (iii) Anteriormente denominada Votorantim Metais Ltda..

    15. Investimentos(a) Composio

    Informaes das investidas em 31 de dezembro de 2011

    Resultado de equivalncia patrimonial Saldo de investimentos

    Patrimnio lquido

    ajustado

    Resultado do exerccio ajustado

    Percentual de participao (%)

    31/12/2011

    31/12/2010

    31/12/2011

    31/12/2010Investimentos avaliados por equivalncia patrimonial

    Campos Novos Energia S.A. 811.132 127.469 20,04 25.545 26.867 162.551 152.434 Aceras Paz Del Rio S.A. 501.547 (138.292) 34,54 (47.766) (43.523) 173.234 151.807 Outros investimentos (1.328) 2.665 5.295 3.475

    Total dos investimentos (23.549) (13.991) 341.080 307.716 gios

    Campos Novos Energia S.A. 23.581 23.581 Aceras Paz Del Rio S.A. 87.791 87.791 111.372 111.372

    Total dos investimentos e gios 452.452 419.088

    continua na parte superior...

    continua na prxima pgina...

    ...continuao da parte inferior

    (b) Movimentao dos investimentos 2011 2010Saldo inicial 419.088 442.793Equivalncia patrimonial (23.549) (13.991)Variao cambial de investimento no exterior 10.107 (2.254)Aquisio de investimentos 117 3.521Aumento de capital 870Dividendos recebidos (15.359) (10.981)Ajuste reflexo de coligadas 61.178 Total do investimento 452.452 419.088O saldo de Ajuste reflexo de coligadas refere-se a mudanas no valor contbil do investimento reconhecidas pela participao da Companhia nas variaes de saldo dos componentes dos outros resultados abrangentes de investidas, contabilizados diretamente no patrimnio lquido. (c) Teste do gio para verificao de impairment: Ao final do exerccio de 2011, a Companhia avaliou a recuperao do valor contbil dos gios e dos seus investimentos onde houve indicadores de impairment, com base no seu valor em uso, utilizando o modelo de fluxo de caixa descontado. O processo de avaliao do valor em uso envolve a utilizao de premissas, julgamentos e projees sobre os fluxos de caixa futuros e representa a melhor estimativa aprovada pela administrao. O teste de recuperao dos ativos no resultou na necessidade de reconhecimento de perdas por reduo do valor recupervel para os gios mantidos em 31 de dezembro de 2011. Os clculos do valor em uso tm como premissas as projees de fluxo de caixa, antes do clculo do imposto de renda e da contribuio social, tendo como base os oramentos financeiros aprovados pela

    administrao para o perodo projetado para os prximos cinco anos. Os valores referentes aos fluxos de caixa, para o perodo excedente aos cinco anos, foram extrapolados com base nas taxas de crescimento estimadas que apresentamos a seguir. A taxa de crescimento no excede mdia de longo prazo para o setor de atuao de cada segmento. As principais premissas utilizadas nos clculos do valor em uso em 31 de dezembro de 2011 e 2010 so as seguintes:

    2011 2010Margem bruta 26% 29%Taxa de crescimento (i) - -Taxa de desconto (ii) 11% 10%(i) Apurada de acordo com a mdia ponderada, usada para extrapolar os fluxos de caixa aps o perodo de cinco anos. (ii) WACC mdia ponderada por segmento (bruto e lquido de crditos tributveis). A administrao determinou a margem bruta orada com base no desempenho passado e em suas expectativas para o crescimento. As taxas de crescimento mdias ponderadas utilizadas so consistentes com as previses includas nos relatrios do setor. As taxas de desconto utilizadas correspondem s taxas antes dos impostos. Conforme requerimentos adicionais de divulgao do CPC 01/IAS 36, pargrafo 134, a Companhia deve, caso uma mudana razoavelmente possvel em uma principal premissa, divulgar na qual a administrao tiver baseado sua determinao do valor recupervel da unidade, puder fazer com que o valor contbil da unidade exceda seu valor recupervel. A alterao no valor dessa premissa deve incorporar quaisquer efeitos dessa mudana em outras variveis utilizadas no clculo.

    16. Imobilizado: (a) Movimentao e composio31/12/2011 31/12/2010

    Terras e terrenos

    Benfeitorias propriedades

    terceirosEdifcios e

    construes

    Mquinas, equipamentos e instalaes Veculos

    Mveis e utenslios

    Imobilizado em

    andamento OutrosTotal do

    imobilizadoTotal do

    imobilizadoSaldo inicial 11.330 5.054 225.992 619.748 3.426 1.804 723.649 12.479 1.603.482 1.585.942Adio 170 991 2.183 3 93.308 8.208 104.863 100.632Baixa (5) (840) (56) (120) (783) (1.804) (13.465)Depreciao (1.157) (5.381) (37.933) (1.263) (285) (10.566) (56.585) (69.627)Transferncias (482) 284 6.358 131.655 (2.953) 267 (155.048) (6.751) (26.670) Saldo final 11.018 4.181 227.955 712.630 1.337 1.669 661.909 2.587 1.623.286 1.603.482As depreciaes do exerccio findo em 31 de dezembro de 2011 totalizaram R$ 56.585 (2010 - R$ 69.627), dos quais R$ 51.059 (2010 - R$ 62.232) foram alocados ao custo de produo e R$ 5.526 (2010 - R$ 7.395) foram alocados em despesas operacionais. (b) Reviso e ajuste da vida til estimada: A Companhia periodicamente analisa a vida til econmica estimada do seu ativo imobilizado para fins de clculo da depreciao, bem como para determinar o valor residual dos itens do imobilizado. (c) Imobilizado em andamento: O saldo de imobilizado em andamento composto principalmente de projetos de expanso e otimizao das unidades industriais, sendo: 31/12/2011 31/12/2010Ferro nquel 555.066 561.650 Novo sistema de deposio de rejeito 23.952 7.026 17. Ativos biolgicos: Os ativos biolgicos da Companhia esto representados pelas florestas em formao, as quais encontram-se localizadas na regio de Gois e, correspondem, a uma rea total de aproximadamente 2.959 hectares. A conciliao dos saldos contbeis no fim do exerccio a seguinte:

    2011Alterao no valor justo 669 Transferncias 6.751 Saldo final 7.420

    Na determinao do valor justo dos ativos biolgicos, as projees esto baseadas em um nico cenrio projetivo, com produtividade e rea de plantio. As principais premissas utilizadas nos clculos do valor em uso em 31 de dezembro de 2011 so as que seguem: Cultura de eucalipto: para dois ciclos de corte de 7 anos cada ciclo e uma rea aproximada de 2.959 hectares em 31 de dezembro de 2011. O perodo dos fluxos de caixa foi projetado de acordo com o ciclo de produtividade das reas objeto de avaliao. O volume de produo de madeira em p de eucalipto a ser cortada foi estimado considerando a produtividade mdia por m3 de madeira de cada plantao por hectare na idade de corte. A produtividade mdia varia em funo do material gentico, condies edafo-climticas (clima e solo) e dos tratamentos silviculturais. O preo lquido mdio de venda foi projetado com base no preo estimado para eucalipto no mercado local, em estudo de mercado e amostras de algumas pesquisas de transaes, ajustado para refletir o preo da madeira em p por regio. O custo padro mdio estimado contempla gastos com as atividades de roada, controle qumico de matocompetio, combate a formigas e outras pragas, adubamento, manuteno de estradas, insumos e servios de mo de obra. Foram tambm considerados os efeitos tributrios com base nas alquotas vigentes, bem como os ativos que contribuem, tais como o ativo imobilizado e terras prprias, considerando uma taxa mdia de remunerao de 5,6% a.a.. A taxa de desconto utilizada na estimativa de valor justo do ativo biolgico foi de 10,6%.

    18. Intangvel: Movimentao e composio31/12/2011 31/12/2010

    Direitos sobre recursos naturais Direitos sobre uso de software Outros Total do intangvel Total do intangvelSaldo inicial 56.793 4.294 10.637 71.724 68.894Adio 14 14 3.475Baixa (16) (1) (17)Exausto e amortizao (10.447) (1.078) (11.525) (645)Transferncias 19.881 38 19.919 Saldo final 66.211 3.267 10.637 80.115 71.724

  • Continua

    Continuao

    CNPJ/MF n 18.499.616/0004-67

    Votorantim Metais S.A.Demonstraes Financeiras

    19. Emprstimos e financiamentos: (a) Composio Passivo circulante Passivo no circulanteModalidade Encargos anuais mdios (%) Vencimento final 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010Captados a longo prazo

    Em moeda estrangeira FINAME UMBNDES + 1,19% 2018 12.096 13.567 32.191 37.609

    12.096 13.567 32.191 37.609 Em moeda nacional

    BNDES URTJLP + 1,60% 2018 89.733 98.307 199.705 282.976 BNDES 4,51% Pr BRL 2018 1.871 124 11.570 13.119 FINAME 8,70% Pr BRL 2021 11 1.038 Nota de crdito exportao 105% CDI 2013 92.545 82.476 Capital de giro 9,78% Pr BRL / 105% CDI 2016 3.165 3.207 11.697 14.748 Outros 598 599

    94.780 101.638 317.153 393.918 106.876 115.205 349.344 431.527

    Notas explicativas da administrao s demonstraes financeiras em 31 de dezembro de 2011Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

    USD - Dlar Norte-Americano; BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social; FINAME - Fundo de Financiamento para Aquisio de Mquinas e Equipamentos Industriais; UMBNDES - Unidade Monetria do BNDES. uma cesta de moedas que representa a composio das obrigaes de dvida em moeda estrangeira do BNDES; URTJLP - Unidade de referncia de Taxa de Juros de Longo Prazo; TJLP - Taxa de Juros de Longo Prazo fixada pelo Conselho Monetrio Nacional. A TJLP o custo bsico de financiamentos do BNDES; CDI - Certificado de Depsito Interbancrio; BRL - Brasil Real. (b) Vencimento: O perfil dos vencimentos das parcelas de emprstimos e financiamentos em 31 de dezembro de 2011 demonstrado a seguir:Vencimento das parcelas

    Em moeda nacional

    Em moeda estrangeira Total %

    2012 94.780 12.096 106.876 23,43 2013 177.940 11.579 189.519 41,54 2014 64.837 9.402 74.239 16,27 2015 61.597 8.833 70.430 15,44 2016 9.111 1.688 10.799 2,36 2017 3.009 575 3.584 0,79 2018 313 114 427 0,09 2019 130 130 0,03 2020 130 130 0,03 2021 em diante 86 86 0,02 411.933 44.287 456.220 100,00

    (c) Movimentao 2011 2010Saldo inicial do exerccio 546.733 1.000.539 Amortizao (113.316) (463.204) Captaes 8.095 29.836 Variao cambial 4.981 (553) Proviso de juros 38.981 55.099 Juros pagos (29.254) (74.985)Saldo final do exerccio 456.220 546.732 (d) Garantias: No foram oferecidas garantias reais para as operaes contratadas em moeda estrangeira e nacional. (e) Obrigaes contratuais / ndices financeiros: Determinados contratos de emprstimos e financiamentos esto sujeitos ao cumprimento de certos ndices financeiros (covenants), como (i) Alavancagem financeira (Dvida Lquida/ Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciao e Amortizao LAJIDA); (ii) ndice de capitalizao (Dvida Total/ Dvida Total + Patrimnio Lquido ou Patrimnio Lquido/ Ativo Total ); (iii) ndice de cobertura de juros (Caixa + LAJIDA/ Juros + Dvida de Curto Prazo). Quando aplicveis, tais obrigaes so padronizadas para todos os contratos de emprstimos e financiamentos. A Companhia atendeu a todas as condies estabelecidas nas clusulas contratuais de emprstimos e financiamentos, quando aplicveis. (f) Valor justo dos emprstimos e financiamentos: Os valores abaixo foram calculados de acordo com os critrios da nota 6.4. 2011

    Valor contbil Valor justoBNDES 347.166 334.488 FINAME 1.049 968 Nota de crdito exportao 92.545 93.009 Capital de giro 14.862 14.650 Outros 598 456.220 443.115 20. Contas a pagar - Trading: Refere-se a compras de determinadas matrias-primas importadas por meio de empresas de trading, que apresentam prazos de pagamento de at 360 dias com comisso calculada e acertada entre as partes antes ou no momento de cada transao comercial, sobre o valor total das compras efetuadas. 21. Imposto de renda e contribuio social diferidos: (a) Reconciliao da despesa de imposto de renda e contribuio social diferidos: Os valores correntes so calculados com base nas alquotas em vigor atualmente sobre o lucro tributado, acrescido ou diminudo das respectivas adies e excluses. Os valores de imposto de renda e contribuio social demonstrados no resultado dos perodos findos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 apresentam a seguinte reconciliao com base na alquota nominal brasileira: 31/12/2011 31/12/2010Prejuzo antes do imposto de renda e da contribuio social

    (145.726)

    (146.291)

    Alquotas nominais 34% 34%IRPJ e CSLL calculados s alquotas nominais 49.547 49.739 Ajustes para apurao do IRPJ e da CSLL efetivos Equivalncia patrimonial (8.008) (4.757) Adio permanente - "Transfer price" (20.949) Outras excluses permanentes, lquidas 789 1.121 IRPJ e CSLL apurados 21.379 46.103 IRPJ e CSLL diferidos no resultado 21.379 46.103 (b) Composio dos saldos de impostos diferidos: A origem do imposto de renda e da contribuio social diferidos est a seguir apresentada:Ativo 31/12/2011 31/12/2010 Prejuzo fiscal e base negativa 434.324 396.246 Diferenas temporrias Ajuste a valor de mercado 1.966 2.220 Proviso para baixa de ativo 16.626 16.626 Benefcio fiscal sobre gio 8.090 8.745 Diferimento da perda em contratos de swap 7.676 Proviso de participao no resultado - PPR 2.984 3.247 Descomissionamento de minas 24.997 25.353 Provises para contingncias 23.338 24.108 Proviso para perdas de estoques 6.780 9.678 Diferimento de variao cambial 7.741 Outros 506 4.151 Ativo no circulante 535.028 490.374 Passivo Ajuste a valor de mercado 24.520 25.484 Descomissionamento de minas 13.276 16.384 Ajustes de vida til imobilizado (depreciao) 73.198 52.370 Amortizao de gio 11.285 7.735 Diferimento de ganhos em contrato de "swap" 15.147 Diferimento de variao cambial 9.532 Outros 3.384 3.917 Passivo no circulante 140.810 115.422

    A realizao dos crditos relativos ao prejuzo fiscal, base negativa da contribuio social e s diferenas temporrias ocorrer at o final de 2014 de acordo com a projeo oramentria aprovada pela Diretoria. Nessa projeo, consta a estimativa de realizao em percentual aproximado de 6% em 2012, 6% em 2013, 8% em 2014, 19% em 2015, 23% em 2016, 23% em 2017 e 15% em 2018. Impostos diferidos ativos so reconhecidos na extenso em que seja provvel que o lucro futuro tributvel esteja disponvel para ser utilizado na compensao das diferenas temporrias, com base em projees de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenrios econmicos futuros que podem, portanto, sofrer alteraes. (c) Movimentao de imposto de renda e contribuio social diferidos: 2011 2010Saldo inicial - passivo lquido 374.952 325.870

    Prejuzo fiscal e base negativa 38.078 90.902 Provises (1.179) (10.795)Ajustes de adoo de novas prticas (20.828) (26.184)Outros 3.195 (4.841)

    Saldo final - passivo lquido 394.218 374.952 (d) Regime tributrio de transio RTT: Para fins de apurao do imposto de renda e da contribuio social sobre o lucro lquido dos exerccios de 2011 e 2010, a Companhia optou pelo RTT. Este regime possibilita, desde o exerccio de 2008, pessoa jurdica a eliminao dos efeitos contbeis da Lei n 11.638/07 e da MP 449/08, convertida na Lei n 11.941/09, por meio de registros no livro de apurao do lucro real (LALUR) ou de controles auxiliares, sem qualquer modificao da escriturao mercantil. Buscando a neutralidade tributria, a Companhia manter essas prticas tributrias, uma vez que o RTT ter vigncia at a entrada em vigor de uma lei que discipline os efeitos fiscais dos novos mtodos contbeis. 22. Contingncias e obrigaes tributrias: A Companhia parte envolvida em processos tributrios, trabalhistas, cveis e outros em andamento, e esto discutindo essas questes tanto na esfera administrativa como na judicial. Quando aplicvel, foram efetuados depsitos judiciais para fazer frente parte dessas obrigaes. As provises para as eventuais perdas consideradas provveis decorrentes de passivos contingentes so reconhecidas contabilmente. Os passivos contingentes classificados como perdas possveis no so reconhecidos contabilmente, sendo divulgados nas notas explicativas. Os passivos contingentes classificados como remotos no so provisionados nem divulgados. Os montantes envolvidos nas contingncias so estimados e atualizados periodicamente. A classificao das eventuais perdas entre possveis, provveis e remotas se baseia na indicao dos consultores jurdicos da Companhia. No que se referem a processos judiciais de contestao de legalidade ou constitucionalidade de obrigao tributria, eles tm seus montantes reconhecidos integralmente nas informaes financeiras, independentemente da probabilidade de sucesso dos processos judiciais em andamento. (a) Composio dos saldos: Os saldos das contingncias e obrigaes tributrias registradas contabilmente so apresentados a seguir: 31/12/2011 31/12/2010

    Depsitos judiciais

    Montante provisionado

    Total

    Depsitos judiciais

    Montante provisionado

    Total

    Tributrias 15.841 (45.236) (29.395) 4.906 (56.782) (51.876)Trabalhistas 2.473 (18.009) (15.536) 1.812 (10.098) (8.286)Cveis 417 (5.396) (4.979) 507 (4.026) (3.519)Ambientais e outras 307 307 237 237 19.038 (68.641) (49.603) 7.462 (70.906) (63.444)(b) Movimentao: A movimentao da proviso no exerccio est demonstrada a seguir: 2011 2010Saldo no incio do exerccio 63.444 94.016 Adies (reverses), lquidas (1.527) 352 Baixas por pagamento (4.265) (40.469) Atualizaes monetrias 3.527 4.533 Depsitos judiciais (11.576) 5.012 Saldo no final do exerccio 49.603 63.444 Os principais processos passivos em 31 de dezembro de 2011 so os seguintes: (c) Natureza das contingncias: (i) Processos trabalhistas/cveis - A Companhia possui processos trabalhistas movidos por ex-empregados e terceiros, bem como aes cveis decorrentes do curso normal dos seus negcios, nenhuma das quais, isoladamente, considerada como relevante. Em 31 de dezembro de 2011, os valores provisionados totalizavam R$ 23.405 (2010 - R$ 14.124). (ii) Processos com probabilidade de perdas consideradas como possveis: A Companhia est envolvida em outros processos tributrios, cveis e trabalhistas com probabilidade de perda, avaliada como possvel, os quais em 31 de dezembro de 2011 totalizam R$ 851.508 (2010 - R$ 310.036) e, por terem sido avaliados como possvel risco de perda, no esto provisionados contabilmente. O aumento no exerccio findo em 31 de dezembro de 2011, deve-se reavaliao efetuada pela rea jurdica da Companhia, onde foram includos e atualizados alguns valores de processos tributrios com probabilidade de perdas consideradas possveis. (d) Compromissos assumidos: Em 07 de agosto de 2008, a Companhia firmou contrato de US$ 1 bilho para a compra de concentrado de nquel do fornecedor Mirabela, durante o prazo de cinco anos. Os fornecimentos de concentrado comearam no primeiro trimestre de 2010, quando a Mirabela iniciou a produo de sua mina Santa Rita. A Companhia efetuou em 07 de agosto de 2008 um adiantamento de R$ 78.700, sendo atualizado a uma taxa de 110% do CDI. 23. Programa de Recuperao Fiscal Refis: Em novembro de 2009, a Companhia manifestou inteno de aderir ao Programa de Recuperao Fiscal, institudo pela Lei no 11.941/09 e pela Medida Provisria no 470/2009. O objetivo equalizar e regularizar os passivos fiscais por meio de um sistema especial de pagamento e de parcelamento de obrigaes fiscais e previdencirias; Os dbitos includos so aqueles originados substancialmente de: Compensao de prejuzo fiscal acima do limite de 30% CSL compensaes no homologadas. Como consequncia da adeso ao Parcelamento da Lei no 11.941/09, a Companhia cumpriu todas as obrigaes do Programa, tais como, os pagamentos mensais das parcelas mnimas, manifestou-se com relao incluso ou no da totalidade dos dbitos em aberto nos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil e Procuradoria Geral da Fazenda Nacional no Programa, conforme determina a Portaria Conjunta PGFN/RFB n 3/2010 e concluiu a fase de consolidao do parcelamento. No momento, a empresa est efetuando o pagamento parcelado do dbito. Apresentamos a seguir um resumo dos valores definitivos includos no programa, bem como os benefcios obtidos:

    Detalhamento do dbitoTotal dos dbitos atualizados includos no programa 20.552 Benefcio por reduo de multas de juros (2.348)Multas e juros compensados com prejuzo fiscal e base negativa (3.102)

    Total do dbito 15.102 Pagamentos realizados (616)

    Saldo devedor em 31 de dezembro de 2011 14.486 24. Patrimnio lquido: (a) Capital social: O capital social, totalmente subscrito e integralizado em 31 de dezembro de 2011, no valor de R$ 1.589.205 (2010 - R$ 1.588.358) representado por 1.898.375 (2010 - 1.768.806) aes ordinrias, nominativas e sem valor nominal, pertencentes a acionistas domiciliados no pas. Em 30 de dezembro de 2011, foi aprovado o aumento de capital no valor de R$ 145.105, mediante a emisso de 161.736 aes ordinrias. Em 30 de dezembro de 2011, foi aprovada a reduo de capital no valor de R$ 144.258, sendo R$ 115.399 reduzidos para compensar prejuzos da Companhia sem o cancelamento de aes, e R$ 28.859 reduzidos por serem julgados excessivos para a consecuo do objeto social da Companhia, com o cancelamento das aes correspondentes. (b) Dividendos: Os dividendos so calculados de acordo com o estatuto da Companhia e em consonncia com a Lei das Sociedades por Aes. A Companhia apresentou prejuzo em 31 de dezembro de 2011 de R$ 124.347 (2010 - R$ 100.188), e no distribuiu dividendos. (c) Reservas de lucros: A reserva legal constituda mediante a apropriao de 5% do lucro lquido do exerccio ou saldo remanescente, limitado a 20% do capital social, podendo ser utilizada somente para aumento de capital ou absoro de prejuzos acumulados. (d) Ajuste de avaliao patrimonial: A Companhia reconhece nesta rubrica o efeito das variaes cambiais sobre os investimentos em controladas detidas de forma direta ou indireta no exterior. Esse efeito acumulado ser revertido para o resultado do perodo como ganho ou perda somente em caso de alienao ou perda do investimento.25. Receita lquida 31/12/2011 31/12/2010Receita bruta de vendas

    Mercado interno 583.496 532.905 Mercado externo 804.806 754.330

    1.388.302 1.287.235 Impostos sobre vendas e servios e outras dedues (132.301) (137.783)

    1.256.001 1.149.452

    26. Outras despesas operacionais, lquidas 31/12/2011 31/12/2010Receita lquida de venda de sucata 3 186 Receita (despesa) lquida na venda de imobilizado 1.660 (12.180)Perdas com operaes de hedge (5.753) (1.141)Outras despesas, lquidas (926) (500) (5.016) (13.635)

    27. Despesas por natureza 31/12/2011 31/12/2010Variaes nos estoques de produtos acabados e produtos em elaborao (2.503) 4.606 Matrias-primas, insumos e materiais de consumo 930.435 913.215 Despesa de benefcios a empregados 138.230 120.091 Depreciao, amortizao e exausto 68.110 70.272 Despesas de transporte 14.061 13.314 Outras despesas 133.256 124.373 1.281.589 1.245.871 Reconciliao Custo dos produtos vendidos 1.154.115 1.147.589 Com vendas 14.966 16.056 Gerais e administrativas 112.508 82.226 1.281.589 1.245.871 28. Plano de aposentadoria privada: Contribuio definida - A Companhia patrocinadora de planos de aposentadoria privada administrados pela Fundao Senador Jos Ermrio de Moraes (FUNSEJEM), fundo fechado de

    previdncia privada, sem fins lucrativos, disponvel a todos os funcionrios da Votorantim. Nos termos do regulamento do fundo, as contribuies dos funcionrios FUNSEJEM so igualadas pelas patrocinadoras, de acordo com o nvel de remunerao do funcionrio. Para os que tm remunerao inferior ao patamar especificado pelo regulamento, as contribuies so igualadas at o limite de 1,5% da remunerao mensal do funcionrio. Para aqueles com remunerao superior ao patamar, igualam-se as contribuies do funcionrio at o limite de 6% da remunerao mensal. Podem tambm ser realizadas contribuies voluntrias FUNSEJEM. As contribuies realizadas pela Companhia FUNSEJEM no exerccio findo em 31 de dezembro de 2011 totalizaram R$ 1.646 (2010 - R$ 234). Uma vez cumpridas s contribuies desse plano, no existem obrigaes de pagamentos adicionais.29. Despesas de benefcios aos empregados 31/12/2011 31/12/2010Salrios e adicionais 77.377 65.106 Encargos sociais 43.883 40.077 Benefcios sociais 17.135 15.073 138.395 120.256

    30. Resultado financeiro lquido 31/12/2011 31/12/2010Receitas financeiras Rendimento de aplicaes financeiras 12.543 18.616 Juros sobre ativos financeiros 10.288 30.629 22.831 49.245 Despesas financeiras

    Juros sobre emprstimos, financiamentos e outros (51.895) (60.606)

    Imposto sobre operaes financeiras - IOF (4.435) (19.458)Encargos sobre operaes de descontos (10.393) (2.038)

    Despesas financeiras AVP (6.637) (6.928) Outras despesas financeiras (7.933) (2.679) (81.293) (91.709)Variaes cambiais e monetrias, lquidas (33.111) 20.218 Resultado financeiro lquido (91.573) (22.246)31. Seguros: De acordo com a Poltica Corporativa de Gesto de Seguros da Companhia, so contratados diferentes tipos de aplices de seguros, como seguros de riscos operacionais e responsabilidade civil, proporcionando proteo relacionada a possveis perdas com interrupo na produo, danos a terceiros e patrimnio. A cobertura de seguro operacional vigente em 31 de dezembro de 2011, :

    Ativo Tipo de cobertura Importncia seguradaInstalaes, equipamentos

    e produtos em estoqueDanos materiais 2.064.953Lucros cessantes 525.637

  • Continuao

    CNPJ/MF n 18.499.616/0004-67

    Votorantim Metais S.A.Demonstraes Financeiras

    Diretoria

    Joo Bosco SilvaDiretor Presidente

    Valdecir Aparecido BotassiniDiretor

    Cloves Otvio Nunes de CarvalhoDiretor

    Paulo PrignolatoDiretor

    Aos Administradores e AcionistasVotorantim Metais S.A.Examinamos as demonstraes financeiras da Votorantim Metais S.A., an-teriormente denominada Votorantim Metais Nquel S.A. (a Companhia), que compreendem o balano patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstraes do resultado, do resultado abrangente, das mutaes do patrimnio lquido e dos fluxos de caixa para o exerccio findo nessa data, assim como o resumo das principais polticas contbeis e as demais notas explicativas.Responsabilidade da administrao sobre as demonstraes financeirasA administrao da Companhia responsvel pela elaborao e adequada apresentao dessas demonstraes financeiras de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessrios para permitir a elaborao de demonstraes financeiras livres de distoro relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro.Responsabilidade dos auditores independentesNossa responsabilidade a de expressar uma opinio sobre essas demons-traes financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigncias ticas pelo auditor e que a auditoria seja pla-nejada e executada com o objetivo de obter segurana razovel de que as demonstraes financeiras esto livres de distoro relevante.Uma auditoria envolve a execuo de procedimentos selecionados para ob-teno de evidncia a respeito dos valores e das divulgaes apresentados

    Relatrio dos auditores independentes sobre as demonstraes financeiras individuais

    Sergio Rodrigo Machado de Medeiros

    CRC PR 055771/O-7 S SP

    nas demonstraes financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliao dos riscos de distoro rele-vante nas demonstraes financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro.Nessa avaliao de riscos, o auditor considera os controles internos rele-vantes para a elaborao e adequada apresentao das demonstraes financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que so apropriados nas circunstncias, mas no para expressar uma opinio sobre a eficcia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui tambm a avaliao da adequao das polticas contbeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contbeis feitas pela administrao, bem como a avaliao da apresentao das demonstraes financeiras tomadas em conjunto.Acreditamos que a evidncia de auditoria obtida suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinio.OpinioEm nossa opinio, as demonstraes financeiras acima referidas apresen-tam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posio patrimo-nial e financeira da Votorantim Metais S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operaes e os seus fluxos de caixa para o exerccio findo nessa data, de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil.nfaseConforme descrito na Nota 14 s demonstraes financeiras, a Companhia mantm relaes e transaes em condies especficas e em montantes significativos com partes relacionadas. Consequentemente, os resultados

    de suas operaes podem ser diferentes daqueles que seriam obtidos de transaes efetuadas apenas com partes no relacionadas.Outros assuntosExaminamos, tambm, a demonstrao do valor adicionado (DVA), referen-te ao exerccio findo em 31 de dezembro de 2011, apresentada como infor-mao suplementar, uma vez que as prticas contbeis adotadas no Brasil no requerem sua apresentao para a Companhia. Essa demonstrao foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormen-te e, em nossa opinio, esto adequadamente apresentadas, em todos os seus apsectos relevantes, em relao s demonstraes financeiras toma-das em conjunto.

    Curitiba, 14 de maro de 2012

    PricewaterhouseCoopersAuditores Independentes

    CRC 2SP000160/O-5

    Mario Miguel Tomaz Tannhauser JuniorContador CRC 1SP 217245/O-8

    Balanco_Cia Bra Aluminio-DiarioCimento-Nordeste_DiarioCimentos_America_DiarioCRB_DiarioEsag Holdings_Diario01Investimentos_Latino Americano_DiarioMetais_Zinco_DiarioVotorantim_Cimentos_DiarioVotorantim_Industrial_DiarioVotorantim_Participacoes_DiarioVotorantim_Siderurgia_DiarioVotorantim-Metais_Diario