Aula Prtica 2 Equipamentos e Materialdo Laboratrio de Microbiologia

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    22-Dec-2015

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de suma importncia o conhecimento de todos os equipamentos e vidrarias que sero manuseados em um ambiente laboratorial, para que haja um aproveitamento total, e minimize qualquer chance de ocorrer acidentes, prevenindo acidentes de trabalho e diminuindo o risco de contrair alguma doena ou infeco decorrente de microrganismos.

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Universidade Federal do TocantinsEngenharia de Bioprocessos e Biotecnologia

Paola Maciel, Thayanne Fuentes, Diego Drews, Ismael Rocha, Luiz Alexandre.

AULA PRTICA 2: EQUIPAMENTOS E MATERIALDO LABORATRIO DE MICROBIOLOGIA

Gurupi2015Universidade Federal do TocantinsEngenharia de Bioprocessos e Biotecnologia

Paola Maciel, Thayanne Fuentes, Diego Drews, Ismael Rocha, Luiz Alexandre.

AULA PRTICA 2: EQUIPAMENTOS E MATERIALDO LABORATRIO DE MICROBIOLOGIA

Relatrio de aula prtica de microbiologia, ocorrida na Universidade Federal do Tocantins, para obteno experincia em prticas laboratoriais na Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, sob orientao professor Dr. Alex Fernando de Almeida.

Gurupi2015SUMRIO1INTRODUO32OBJETIVOS32.1Objetivo geral32.2Objetivo especfico33METODOLOGIA33.1Reconhecimento de material e equipamentos33.1.1Vidraria e Utenslios33.1.2Equipamentos43.1.3Reagentes e Meios de Cultura43.2Preparo de vidraria para esterilizao53.2.1Tubos, bales e outros frascos.53.2.2Placas de Petri53.2.3Pipetas53.2.4Esterilizao da Vidraria53.3Procedimento63.3.1Material Utilizado64RESULTADOS E DISCURSES64.1Discurso75CONCLUSO136REFRENCIAS BIBLIOGRFICAS14

INTRODUO

de suma importncia o conhecimento de todos os equipamentos e vidrarias que sero manuseados em um ambiente laboratorial, para que haja um aproveitamento total, e minimize qualquer chance de ocorrer acidentes, prevenindo acidentes de trabalho e diminuindo o risco de contrair alguma doena ou infeco decorrente de microrganismos. OBJETIVOS

Objetivo geral

Reconhecer materiais e equipamentos utilizados no laboratrio de microbiologia. Preparar a vidraria para esterilizao.

Objetivo especfico

Averiguar a presena de micro-organismos no ambiente.

METODOLOGIA

Reconhecimento de material e equipamentos

Vidraria e Utenslios

Ala de Drigalski e platinaBico de BunsenPipeta Automtica Pipeta de Vidro GraduadaPlaca de PetriTubo de Cultura Tubo de EnsaioLminaLamnulaBalo VolumtricoBasto de Vidro

Equipamentos

AgitadorAutoclaveCmara de segurana biolgicaCentrfugaEspectrofotmetroIncubadora ou BODMicroscpioLiofilizadorReagentes e Meios de Cultura

gar nutrientegar extrato de maltePeptonaExtrato de leveduraGlicose

Preparo de vidraria para esterilizao

Tubos, bales e outros frascos.

Devem ser emborrachados em algodo hidrofbico. A rolha de algodo precisa ser suficientemente, mas no demasiadamente, apertada, e quando bem feita no se desfaz ao ser retirado do tubo.Recomenda-se colocar sobre os tampes de algodo pequenos cartuchos de papel para esterilizao. Podem-se usar cpsulas de alumnio, em vez de algodo, pois so de manipulao mais fcil e, sobretudo til para cultura em tubos de ensaio.Placas de Petri

As tampas devem ser munidas de um disco de papel-filtro. Deve-se traar com a tampa da placa um circulo sobre o papel-filtro, cort-lo, contra a face interna da tampa e ajust-lo bem. As placas devero ser envolvidas em papel ou colocadas em recipientes apropriados para esterilizao.Pipetas

Deve-se prov-las de algodo na extremidade destinada aspirao e deix-las envoltas em papel, colocada em recipientes adequados, como cilindros metlicos.Esterilizao da Vidraria

A vidraria seca ser esterilizada em estufa de secagem e esterilizao a uma temperatura entre 170 e 180C, durante duas horas. A esterilizao se d por calor-seco.

Procedimento

Material Utilizado

gar NutrientesExtrato de Levedura 2,00 gExtrato de carne 1,00 gPeptona 5,00 gCloreto de Sdio 5,00 gAgar 15,00 ggua destilada 1,0 LExpondo-se as placas de Petri com uma condio de inoculao. Em uma tossiu-se, e em outra placa de Petri passou-se levemente o celular, identificando-as respectivamente com numeraes 1 e 2, e para concluir, deixou-as em crescimento e observao durante uma semana.RESULTADOS E DISCURSES

Aps a espera de uma semana para avaliar seu crescimento, observou-se a formao de algumas colnias. Na placa 1, a placa na qual recebeu fludo bucal (tossiu), notou-se a presena de fungos e bactrias. Observaram-se as culturas formadas notaram se fungos filamentosos com hfas, micelo e com sua regio central j esporulada. Essa caracterstica esporulada proveniente do amadurecimento desses fungos. De acordo com o tempo e o tamanho da populao esse amadurecimento foi considerado precoce, ento acredita-se que essa causa seja proveniente do meio de cultura no conter nutrientes favorveis ao crescimento daquela espcie.Observou-se a 2 placa, de nmero 2, na qual teve contato com o celular, cresceu apenas bactrias, caracterizadas pelo brilho, com nivelaes e uma distribuio quase geral sobre o meio de cultura.

Discurso

1) Descreva a funo e o funcionamento dos seguintes materiais de uso no laboratrio de microbiologia:Ala de Drigalsky - Estas alas de Drigalski em ao inox so bastante utilizadas em manipulaes bacteriolgicas. So usadas para aplicar e espalhar de maneira uniforme microrganismos uni- ou multicelulares sobre placas de gar.Tubos de Durham Tubos pequenos, cilndricos, medindo 5X20mm mais ou menos, que so colocados invertidos no meio lquido contido num tubo de cultura; durante a esterilizao, o tubo de Durham fica cheio do lquido; aps a inoculao e fermentao o lquido deslocado, total ou parcialmente, pelo gs formado em uma fermentao.Autoclave - Seu funcionamento baseia-se no vapor dgua sob presso, e utilizada para esterilizao de materiais usados em microbiologia, principalmente meios de cultura.Cmara de Segurana Biologica - As Cabines de Segurana Biolgica (CBS) tem por objetivo proteger o operador, o meio ambiente e as amostras manipuladas. H vrios nveis de CBS que dependem do grau de segurana necessrio e nvel de periculosidade dos agentes biolgicos envolvidos nas atividades. A seguir conheceremos quais so os tipos existentes de Cabines de Segurana Biolgica.CBS Classe IO ar sugado para a cabine atravs da abertura frontal, circula pelo seu interior e depois eliminado por um condutor que fica na parte de trs da cabine, passando antes por um filtro especial filtro HEPA. Quando manipulamos meios lquidos e amostras podemos gerar aerossis que consiste no desprendimento de partculas microscpicas contendo os agentes infecciosos vrus, bactrias, etc. O sistema das cabines de segurana faz o ar no interior da cabine circular, evitando dessa forma que estes aerossis e que os agentes infectantes permaneam na cabine.CBS Classe IIAs cmaras da Classe II diferem das anteriores por proteger tambm o interior da cabine de contaminaes externas. O ar que entra na cabine passa antes por um filtro do tipo HEPA e assim tanto operador quanto amostras so protegidas de contaminaes. Neste sistema 70% do ar recirculado dentro da cabine e 30% expelido, depois de passar por outro filtro HEPA. As CBS Classe II so adequadas para a manipulao de agentes dos grupos de rico 2 e 3. Existem quatro tipos de CBS da Classe II : A1, A2, B1 e B2. A diferena entre eles est na quantidade de ar recirculado e a velocidade de captao externa do ar. Sendo que as CBS Classe II dos tipos B possuem no mximo 30% de recirculao do ar.

CBS Classe IIIEsse tipo de cabine oferece a maior proteo para o operador e o tipo indicado para uso com agentes biolgicos do grupo de risco 4. O ar expelido da cabine passa por um sistema de filtrao com 2 filtros HEPA e atua com presso negativa, ou seja, nenhum ar sai da cabine a no ser pelo sistema de filtragem. A manipulao na CBS Classe III costuma ser realizada com luvas grossas de borracha presas a mangas na parte frontal da cabine, sendo essa totalmente vedada. Trabalhando com cabines de segurana biolgicaIndependente da Classe de segurana alguns cuidados so necessrios antes, durante e aps a operao na Cabine de Segurana Biolgica, para a garantia da qualidade do trabalho e segurana do meio ambiente e operador. Fermentmetros ou Tubos de Smith - fermentmetro (acessrio de vidro para acompanhamento de desprendimento de CO2). 2) Qual a utilidade do bico de Bunsen no laboratrio de microbiologia?R: Em um laboratrio de microbiologia sua principal funo de esterilizador, proporcionando condies estreis para a manipulao de organismos.3) Cite uma razo pelo qual o algodo apropriado s preparaes e montagens de vidraria devem ser hidrofbicos ?

R:

Algodo hidrfobo (no absorve gua), ou seja, torna-se impossvel uma umidificao, que como efeito pode tornar-se um local ideal para crescimento de microrganismo, que por sua vez podem contaminar o meio de cultura. Esse algodo serve de tampo de frascos e tubos contendo meio de cultura ou solues esterilizadas, pois funciona como um filtro para microrganismos.

4) Por que todo ar deve ser removido da autoclave antes de ser fechada a torneira?R: Assim, um processo de esterilizao em uma autoclave pode ser ineficiente se dentro desta permanecerem bolsas ou reas com ar, e nessas bolsas de ar se torna regies de calor seco, que por fim necessita de temperaturas maiores para a esterilizao dos organismo. Na esterilizao com autoclave, um passo importantssimo a remoo de todo o ar da cmara de esterilizao.

5) Citar trs solues que devem ser esterilizadas por filtraoR: Utilizada para esterilizar materiais sensveis ao calor como: enzimas, antibiticos e vacinas.

6) Com relao aos mtodos de esterilizao pelo calor seco e mido, citar: equipamentos usados, os agentes esterilizantes e o binmio tempo-temperatura.R:Calor seco:Flambagem: aquece-se o material, principalmente fios de platina e pinas, na chama do bico de gs, aquecendo-os at ao rubro. Este mtodo elimina apenas as formas vegetativas dos microrganismos, no sendo, portanto considerado um mtodo de esterilizao. Sua zona oxidante de 1540 C. Incinerao: a queima do material em uma chama, ou seja, um mtodo destrutivo para os materiais, eficiente na destruio de matria orgnica e lixo hospitalar.Estufa de ar quente: constitui-se no uso de estufas eltricas, o equipamento utilizado neste mtodo, que a estufa ou forno de Pasteur. o mtodo mais utilizado dentre os de esterilizao por calor seco. Este processo causa a destruio dos microrganismos fundamentalmente por um processo de oxidao, ocorrendo uma desidratao progressiva do ncleo das clulas. A temperatura 170 oC, por 2 horas.

Calor hmido: Mata os micro-organismos pela desnaturao de protenas perda da estrutura tridimensionalgua Fervente Pasteurizao - No mata todos os micro-organismos. Temperatura 100 C.Pasteurizao de Alta Temperatura e Curto Tempo (HTST High-Temperature, Short -Time) que mata patgenos e diminui a contagem de bactrias totais, no caso do leite aquecido a 72 Tratamento de Temperatura Ultraelevada (UHT) ocorre a esterilizao do leite e sucos, possui sistema delgado em uma cmara de vapor 140 C em menos de 1 segundo. O produto mantido por 3 segundos e resfriado (74 C) em uma cmara de vcuo por 15 segundos.Autoclave - Esterilizao confivel com temperaturas acima da gua fervente. Quanto maior sua presso maior a temperatura.

7) Diferencie colnias de bactrias, fungos filamentosos e leveduras das placas utilizadas no experimento. D as principais caractersticas da morfologia das colnias.R:Colnias bacterianas Possuem um aspecto liso e reluzente. Em casos de meios de cultura diversos colnias de microrganismo diferentes, podendo separa-las ou conta-las por meios da observao, sendo possvel distingui-las atravs de suas diferentes cores e nmeros de camadas em colnias que esto uma por cima da outra. Fungos filamentosos Possuem cores desbotadas e escuras. Podem ser identificados atravs de algumas caractersticas fsicas como: Possuem hifas, que so filamentos de clulas que formam uma rede, chamada de miclio.

Leveduras de placas Possuem aspectos cremosos, com cores laranjadas, vermelhas, amarelas e entre outras.

8) O que ocorreu com os controles? Justifique e tire suas concluses.R:As duas placas que expostas houve crescimento de cultura, formando diversas colnias. Isso ocorreu devido a exposio a materiais que continham microrganismo vivo. No entanto a placa que no foi exposta manteve-se intacta, sem nenhum crescimento de cultura. Isso porque o meio de cultura no foi contato nenhuma com superfcie, ou at mesmo com o ar, sendo assim no ocorreu nenhuma contaminao por microrganismo, mantendo total esterilidade do meio contido na placa de petri. CONCLUSOAs tcnicas de assepsia so uma srie de aes tomadas para que os meios de culturas puros ou estreis no sejam contaminados por tipos de microrganismo importunos. Desde o principio todos os materiais a serem usados devem estar limpos de qualquer organismo, e durantes a manuseio preciso mant-los toda segurana para que no haja nenhuma contaminao, sendo assim tem como companhia o bico de bunsen, flambando sempre a ala, aps cada uso. Na concluso dos trabalhos, feita uma nova assepsia dos instrumentos usados, toda vidraria deve ser colocada na autoclave onde passa por presso e calor para que em todos os utenslios acarretem uma eliminao completa de qualquer organismo, deixando-os prontos para um prximo uso. de extrema importncia ter conhecimento das caractersticas fisiolgicas de muitas espcies, tornando mais fcil a identificao de cada cultura, e suas respectivas populaes, para que quando desejar isolar um tipo saiba reconhecer com total segurana aquela que desejada.

REFRENCIAS BIBLIOGRFICAS

LACAZ-RUIZ,R. Manual Prtico de Microbiologia Bsica. Editora USP, So Paulo/SP,2000.NEDER,R.N. Microbiologia: Manual de laboratrio. Livraria Nobel S.A., So Paulo/SP,1992BROCK, L. Microbiologia de Brock. 13 Edio. Artmed Editora S.A., Porto Alegre/RS,2010

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