apresentao - Comunidade da Construo - Sistemas ??2011-08-09ABNT NBR 6118 Projeto de estruturas de concreto ABNT NBR 6120 Cargas para o clculo de estruturas de edificaes ABNT NBR 6123 Foras devidas ao vento em edificaes ABNT NBR 7480 Ao destinado a ...

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    27-Apr-2018

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  • 01projeto / normalizao

    reviso_das_prticas_recomendadas para_edificaes_de_at_5_pavimentos

    apresentao

    O trabalho uma reviso da primeira verso das PRs, que serve como texto base para a norma tcnica sobre Paredes de concreto armado Projeto e execuo de edificaes limitadas a cinco pavimentos. Ele relaciona uma srie de diretrizes e critrios de desempenho que devem referenciar os usurios do sistema. De acordo com essa proposta, a norma deve contemplar:

    Escopo da norma / Referncias normativas / Termos e definies / Simbologia

    Requisitos gerais de qualidade da estrutura e do projeto

    Diretrizes para a durabilidade das estruturas de concreto

    Critrios de projeto que visam a durabilidade / Propriedades dos materiais

    Comportamento conjunto dos materiais / Segurana e estados limites

    Aes / Resistncias / Limites para dimenses, deslocamentos e aberturas de fissuras

    Anlise estrutural / Instabilidade e efeitos de segunda ordem

    Princpios gerais de dimensionamento, verificao e detalhamento

    Dimensionamento / Dano acidental e colapso progressivo / Disposies construtivas

    O trabalho serve-se de um amplo estudo das normas tcnicas brasileiras para atender s diretrizes propostas. Essas normas so:

    ABNT NBR 6118 Projeto de estruturas de concreto ABNT NBR 6120 Cargas para o clculo de estruturas de edificaes

    ABNT NBR 6123 Foras devidas ao vento em edificaes

    ABNT NBR 7480 Ao destinado a armaduras para estruturas de concreto armado Especificao

    ABNT NBR 7481 Tela de ao soldada Armadura para concreto

    ABNT NBR 8681 Aes e segurana nas estruturas

    ABNT NBR 8953 Concreto para fins estruturais Classificao por grupos de resistncia

    ABNT NBR 14862 Armaduras treliadas eletrossoldadas Requisitos

    O documento aborda o sistema PAREDE DE CONCRETO com o rigor tcnico esperado para uma norma tcnica e apresenta-se suficientemente claro e didtico para que seja usado como referncia no mercado. Para se chegar a esse resultado, foi fundamental a contribuio de um grupo de respeitados profissionais, que cederam tempo e conhecimento para elaborar este trabalho.

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    01_projeto / normalizao

    Reviso das PRticas Recomendadas

    PaRa edificaes de at 5 Pavimentos

    sumrio

    1_ escopo 2_ referncias normativas 3_ termos e definies 4_ simbologia 5_ requisitos gerais de qualidade da estrutura e do projeto 6_ diretrizes para a durabilidade das estruturas de concreto 7_ critrios de projeto que visam a durabilidade 8_ propriedades dos materiais 9_ comportamento do conjunto dos materiais10_ segurana e estados limites11_ aes12_ resistncias13_ limites para dimenses, deslocamentos e aberturas de fissuras14_ anlise estrutural15_ instabilidade e efeitos de segunda ordem16_ princpios gerais de dimensionamento, verificao e detalhamento17_ dimensionamento18_ dano acidental e colapso progressivo19_ disposies construtivas

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    reviso_das_prticas_recomendadas_para_edificaes_de_at_5_pavimentos

    1_escopo

    Este documento fixa os requisitos bsicos exigveis para o projeto e a execuo de constru-es em paredes de concreto moldadas in loco, com frmas removveis.

    Este documento aplica-se ao projeto de paredes submetidas a carga axial, com ou sem flexo, concretadas com todos os elementos que faro parte da construo final, tais como detalhes de fachada (frisos, rebaixos), armaduras distribudas e localizadas, instalaes eltricas (e algumas hidrulicas) embutidas.

    Este documento estabelece as disposies construtivas e as condies de clculo para dife-rentes tipos de concreto.

    Este documento tem seu campo de aplicao limitado a: Edifcios de at cinco pavimentos, estruturados por paredes de concreto;

    Lajes de vo luz com dimenso mxima de 4 m e sobrecarga mxima de 300 kgf/m2

    (no se admitem lajes pr-moldadas);

    Piso a piso mximo da construo igual a 3 m;

    Dimenses em planta de no mnimo 8 m.

    Este documento no se aplica a: Construo de paredes pr-fabricadas;

    Construes moldadas in loco com frmas incorporadas;

    Construes com paredes curvas;

    Construes com paredes submetidas ao carregamento predominantemente horizontal,

    como muros de arrimo ou reservatrios.

    2_referncias normativas

    ABNT NBR 6118 Projeto de estruturas de concreto ABNT NBR 6120 Cargas para o clculo de estruturas de edificaes ABNT NBR 6123 Foras devidas ao vento em edificaes ABNT NBR 7480 Ao destinado a armaduras para estruturas de concreto armado

    Especificao ABNT NBR 7481 Tela de ao soldada Armadura para concreto ABNT NBR 8681 Aes e segurana nas estruturas ABNT NBR 8953 Concreto para fins estruturais Classificao por grupos de resistncia ABNT NBR 14862 Armaduras treliadas eletrossoldadas Requisitos

    3_termos e definies

    Para efeitos deste documento aplicam-se as definies da ABNT NBR 6118.

    4_simbologia

    Conforme ABNT NBR 6118.

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    01_projeto / normalizao

    5_ requisitos gerais de qualidade da estrutura e do projeto

    5.1_requisitos de qualidade da estrutura

    Uma estrutura em paredes de concreto deve ser projetada e construda de modo que: Resista a todas as aes que sobre ela produzam efeitos significativos tanto na sua construo quanto

    durante a sua vida til;

    Sob as condies ambientais previstas na poca de projeto e, quando utilizada conforme preconizado

    em projeto, conserve sua segurana, estabilidade e aptido em servio durante o perodo correspondente

    sua vida til;

    Contemple detalhes construtivos que possibilitem manter a estabilidade pelo tempo necessrio evacua-

    o quando da ocorrncia de aes excepcionais localizadas, como exploses e impactos.

    5.2_requisitos de qualidade do projeto

    O projeto de uma estrutura em paredes de concreto deve ser elaborado adotando-se: Sistema estrutural adequado funo desejada para a edificao;

    Combinao de aes compatveis e representativas;

    Dimensionamento e verificao de todos elementos estruturais presentes;

    Especificao de materiais apropriados e de acordo com os dimensionamentos efetuados;

    Procedimentos de controle para projeto.

    5.3_documentao do projeto de estruturas de paredes de concreto

    O projeto estrutural deve ser constitudo por desenhos e especificaes. Esses documentos devem conter informaes claras, corretas e consistentes entre si, tornando possvel a execuo da estrutura de acordo com os critrios adotados.

    O projeto deve apresentar desenhos contendo as plantas de frmas e elevaes das paredes com a respectiva armao. Sempre que necessrios, devem ser apresentados: localizao de pontos de reforos, detalhes de amarrao de paredes com paredes, paredes com laje e posicio-namento de juntas de controle ou construtivas.

    6_ diretrizes para a durabilidade das estruturas de concreto

    Aplicam-se as exigncias da ABNT NBR 6118.

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    7_critrios de projeto que visam a durabilidade

    Aplicam-se as exigncias da ABNT NBR 6118, para os concretos normais, tipo N, conforme 8.1. As paredes devem ter cobrimentos de armaduras referentes a pilares da referida norma.

    Para os outros tipos de concreto (L1, L2 e M), no se aplicam os requisitos de 7.4.2 da NBR 6118:2003, devendo ser feitas adaptaes devidamente comprovadas por meio de ensaios acelerados ou no, modelos de previso etc.

    8_propriedades dos materiais

    8.1_concreto

    Para efeitos deste documento consideram-se as classes de concreto conforme a Tabela 1, exclusivamente para as paredes de concreto. As lajes e quaisquer outros elementos de concreto armado devem seguir as especificaes da NBR 6118, inclusive quanto ao concreto empregado.

    Tabela 1 Classes de concreto para execuo das paredes estruturais

    tipo descrio massa especfica kg/m3

    resistncia compresso mnimampa

    L1 Concreto celular 1500 a 1600 4

    L2 Concreto com agregado leve 1500 a 1800 20

    M Concreto com ar incorporado 1900 a 2000 6

    N Concreto normal 2000 a 2800 20

    As classes L1 e M com resistncia igual resistncia mnima especificada nesta tabela s podem ser utilizadas para paredes

    de concreto em construes de at dois pavimentos.

    nota: recomenda-se o uso de concreto com fibras ou outros materiais que diminuam os efeitos da retrao.

    Para a anlise das tenses devidas retrao deve-se utilizar, na falta de ensaios especficos, o que estabelece a ABNT NBR 6118. Ver observao em 14.1.4.

    8.2_ao

    8.2.1_telas soldadas

    Conforme ABNT NBR 7481.

    8.2.2_barras

    Conforme ABNT NBR 7480.

    9_comportamento do conjunto dos materiais

    Conforme ABNT NBR 6118.

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    01_projeto / normalizao

    10_segurana e estados limites

    Conforme ABNT NBR 6118.

    11_aes

    11.1_generalidades

    As aes a considerar classificam-se de acordo com a ABNT NBR 8681.Devem ser consideradas todas as cargas laterais a que a parede possa ser submetida, inclusive

    cargas de desaprumo, de acordo com 11.2 a 11.5.

    11.2_esforos solicitantes

    O clculo dos esforos solicitantes deve ser realizado de acordo com os princpios da teoria das estruturas.

    Os edifcios de paredes de concreto devem ser contraventados de tal forma que no ocorram grandes deslocamentos relativos entre o topo e a base. Esta condio admite-se atendida quando:

    Dispem-se paredes resistentes nas duas direes, de modo a proporcionar estabilidade lateral dos compo-

    nentes e ao conjunto estrutural;

    A laje calculada como solidria com as paredes resistentes e funcionando como diafragma rgido, de forma

    a transferir a estas os esforos horizontais. No se permite o clculo das reaes das lajes por charneiras

    plsticas e no se pode plastificar apoios.

    Estruturas que no se enquadrem nestes requisitos no so objeto desta Prtica Recomendada.

    11.3_cargas verticais nas paredes

    O carregamento vertical das paredes deve considerar todas as cargas atuantes sobre ela, de acordo com a ABNT NBR 6120.

    Considera-se que as cargas atuam no plano mdio das paredes de concreto, que devem ser calculadas como estruturas de casca plana, podendo seus esforos caractersticos serem obtidos em regime elstico, desde que as premissas do item 17.2 sejam obedecidas.

    11.3.1_cargas uniformemente distribudas

    As cargas verticais uniformemente distribudas so aplicadas nas paredes de concreto, que funcionam neste caso como chapas. Em certas situaes, as cargas tm um caminhamento inclinado ao longo das paredes de concreto, distribuindo-se inclusive entre paredes adjacentes. Nesta condio, devem ser verificadas as tenses de cisalhamento entre as paredes de concreto. O ngulo limite do caminhamento das cargas de 45o.

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    11.3.2_cargas concentradas ou parcialmente distribudas

    Nas paredes estruturais, uma carga concentrada ou parcialmente distribuda pode ser supos-ta repartida uniformemente em sees horizontais limitadas por um dos planos inclinados a 45o sobre a vertical e passando pelo ponto de aplicao de carga ou pelas extremidades da faixa de aplicao. Deve-se observar a tenso de contato conforme 17.7.

    11.3.3_distribuio de cargas devidas s aberturas

    Nas sees horizontais acima e abaixo de eventuais aberturas, a distribuio da carga deve ser feita excluindo as zonas limitadas por planos inclinados a 45o, tangentes s bordas da aber-tura. Observar o dimensionamento destas regies em 17.8.

    11.4_cargas horizontais nas paredes

    As cargas horizontais que devem ser consideradas so a ao do vento e o desaprumo. A ao do vento deve ser levada em conta no funcionamento global (dimensionamento realizado conforme 17.6 e 17.7).

    Considerar o maior esforo dentre aqueles gerados pela ao do vento e o desaprumo.As aes horizontais previstas nesta Prtica Recomendada aplicadas transversalmente s

    mesmas esto limitadas a uma presso total de 1 kN/m2, includa a presso dinmica do vento. Para aes que excedam essa grandeza deve-se recorrer ABNT NBR 6118.

    11.4.1_ao do vento

    Para a considerao da ao do vento deve ser seguida a ABNT NBR 6123.

    11.4.2_desaprumo

    Para edifcios de mltiplos andares, deve ser considerado um desaprumo global atravs de um ngulo de desaprumo , conforme a equao:

    onde: o ngulo de desaprumo, em radianos;

    H, a altura da edificao, em metros.

    A considerao deste desaprumo pode ser feita pela aplicao de uma carga horizontal em cada pavimento no valor de:

    Fdes = N

    onde:N a carga total do pavimento considerado.

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    01_projeto / normalizao

    11.5_coeficiente de ponderao dos esforos

    Deve ser adotado um coeficiente de ponderao dos esforos, f, com valor de 1,4. Outros coeficientes j esto considerados na formulao prevista. Para as construes simplificadas, tpicas desta Prtica Recomendada, no necessrio o estudo de outras combinaes.

    12_resistncias

    Conforme ABNT NBR 6118. Tendo em vista o escopo deste documento, a resistncia carac-terstica compresso do concreto (fck) no deve ser tomada superior que 40 MPa.

    13_ limites para dimenses, deslocamentos e aberturas de fissuras

    13.1_dimenses mnimas

    A espessura mnima das paredes com altura de at 3 m deve ser de 10 cm, podendo-se utilizar espessura de 8 cm nas paredes internas de edificaes de at dois pavimentos. Para paredes com alturas maiores, a espessura mnima deve ser de 1/30 do menor valor entre a altura e metade do comprimento horizontal entre travamentos, obedecendo o disposto em 17.1.

    14_ anlise estrutural

    14.1_disposies gerais

    14.1.1_objetivos da anlise estrutural

    A anlise estrutural deve permitir que se obtenham esforos internos, tenses, deslocamentos e deformaes em um elemento ou toda a estrutura, de modo que os estados limites ltimos e de servio possam ser corretamente verificados.

    14.1.2_premissas da anlise estrutural

    A anlise de uma estrutura de paredes de concreto deve ser realizada considerando o equilbrio de cada um dos seus elementos e da estrutura como um todo.

    O caminho descrito pelas aes, sejam elas verticais ou horizontais, deve estar claramente definido desde o seu ponto de aplicao at a fundao ou onde se suponha o final da estrutura.

    14.1.3_hipteses bsicas

    A anlise das estruturas de paredes de concreto pode ser realizada considerando-se um comportamento elstico-linear para os materiais, mesmo para verificao de estados limites

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    ltimos, desde que as tenses de compresso caractersticas atuantes no ultrapassem metade do valor da resistncia caracterstica compresso do concreto fck.

    14.1.4_premissas bsicas de concepo de projeto

    As estruturas de paredes de concreto projetadas e construdas de acordo com este documento devem atender s seguintes premissas bsicas:

    Comprimento da parede maior ou igual a oito vezes a sua espessura;

    Espessura da parede maior ou igual a 10 cm, ressalvando que nas construes com at dois pavimentos

    podem ser utilizadas paredes com espessura maior ou igual a 8 cm;

    Paredes predominantemente comprimidas com pequenas excentricidades;

    Resistncia caracterstica compresso no concreto (fck) menor ou igual a 40 MPa.

    Os esforos causados pelas restries deformao, como retrao e dilatao trmica, devem ser calcu-

    lados e dimensionados separadamente. Para efeito deste documento devem ser tomadas as providncias

    necessrias para anular estes esforos, tais como juntas de dilatao ou juntas de controle.

    15_ instabilidade e efeitos de segunda ordem

    15.1_instabilidade global

    De acordo com 15.5 da ABNT NBR 6118:2003.

    15.2_instabilidade local

    Despreza-se a instabilidade local na direo da maior dimenso da parede. Na direo da menor dimenso da parede analisar conforme ABNT NBR 6118.

    15.3_instabilidade localizada

    De acordo com a ABNT NBR 6118 ou conforme o procedimento de 17.5.

    16_ princpios gerais de dimensionamento, verificao e detalhamento

    Conforme ABNT NBR 6118.

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    01_projeto / normalizao

    17_ dimensionamento

    17.1_generalidades

    As paredes devem ser construdas monoliticamente e com armadura de ligao, seja na ligao parede com parede, seja na ligao parede com laje em todas as suas bordas. Qualquer elemento pr-moldado no deve invadir a seo da parede.

    As paredes devem ter extremidades com travamento de no mnimo trs vezes a espessura da parede. No caso de no ser possvel o travamento, a parede deve ser calculada separada-mente como pilar ou pilar parede.

    As paredes que no estiverem continuamente apoiadas em outro elemento (parede inferior ou fundao contnua) devem ter esta regio no apoiada analisada como viga-parede (ver 17.9).

    O clculo das lajes deve seguir as exigncias da ABNT NBR 6118.No permitida a abertura de paredes ou sua remoo sem consulta ao projetista da obra.

    Esta observao deve constar nos desenhos do projeto.

    17.2_premissas bsicas de dimensionamento

    As estruturas de paredes de concreto projetadas e construdas de acordo com este docu-mento devem atender s seguintes premissas bsicas:

    Trechos de parede com comprimento menor que oito vezes a sua espessura devem ser dimensionados

    como pilar ou pilar-parede;

    Trechos de parede que tenham tenso solicitante caracterstica superior a 0,20 fck devem ser dimensionadas

    como pilar ou pilar-parede;

    Paredes devem ser dimensionadas flexo-compresso para o maior valor entre as seguintes excentricidades:

    (1,5 + 0,03 t) cm, onde t a espessura da parede;

    excentricidade decorrente da presso lateral do vento no menor que 1 kNm2;

    Paredes com excentricidades maiores devem ser calculadas pela ABNT NBR 6118;

    Comprimento equivalente da parede (le), de acordo com a Figura 1.

    Figura 1 Comprimento equivalente

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    reviso_das_prticas_recomendadas_para_edificaes_de_at_5_pavimentos

    17.3_armadura mnima

    17.3.1_seo de ao

    Devem ser utilizados os aos definidos em 8.2.A seo mnima de ao das armaduras verticais deve corresponder a no mnimo 0,09% da

    seo de concreto. Para construes de at dois pavimentos ou os dois ltimos pavimentos de um edifcio, permite-se a utilizao de armadura mnima equivalente a 66% destes valores.

    A seo mnima de ao das armaduras horizontais deve corresponder a, no mnimo, 0,15% da seo de concreto. No caso de paredes com at 6 m de comprimento horizontal, permite-se a utilizao de armadura mnima equivalente a, no mnimo, 60% destes valores, desde que se utilizem fibras ou outros materiais que comprovadamente contribuam para minorar a retrao do concreto. Ver item 14.1.4. Respeitada esta condio, as construes de at dois pavimentos ou os dois ltimos pavimentos de um edifcio admitem uma armadura mnima de 40% do valor especificado (0,4 x 0,15 = 0,06 %).

    17.3.2_espaamento entre barras de ao

    O espaamento mximo entre barras das armaduras verticais e horizontais no deve ser maior que duas vezes a espessura da parede, sendo de, no mximo, 30 cm.

    17.3.3_quantidade de malhas

    As paredes de concreto podem conter apenas uma malha, disposta longitudinalmente e prxima ao centro geomtrico da seo horizontal da parede. Nos casos a seguir, devem ser detalhadas armaduras para as duas faces da parede:

    Espessura da parede superior a 15 cm;

    Paredes no andar trreo de edificaes, quando sujeitas a choque de veculos, e paredes que engastam

    marquises e terraos em balano.

    17.4_reforos horizontais

    Sempre que as paredes tenham a borda superior livre deve existir armadura horizontal com valor mnimo de 0,5 cm2, em toda a sua extenso.

    Em todas as aberturas com dimenso horizontal maior ou igual a 40 cm devem ser colocadas armaduras horizontais, nas faces superior e inferior da abertura, sendo a seo da armadura determinada por modelo elstico ou biela-tirante, respeitando o mnimo de 0,5 cm2 em cada face e comprimento que ultrapasse a face lateral da abertura em, no mnimo, o comprimento de ancoragem da barra acrescido de do vo da abertura. Pode-se alternativamente utilizar o dimensionamento proposto em 17.8.

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    01_projeto / normalizao

    17.5_resistncia limite sob solicitao normal

    17.5.1_resistncia de clculo

    A resistncia de clculo deve ser determinada conforme a equao a seguir, j levando em considerao a minorao referente instabilidade localizada (15.3) com as excentricidades previstas em 17.2:

    onde:

    normal de clculo em unidade de comprimento admitida no plano mdio da parede a taxa de armadura vertical da parede a espessura da parede

    sendo:

    = ES . 0,002 / s

    c = 1,4 . 1,2 = 1,68

    35 < < 86

    86 < < 120

    17.5.2_verificao do dimensionamento

    Considerando: N as tenses de compresso atuantes devido s cargas verticais em valor de clculo

    M as tenses atuantes devido s cargas horizontais (vento, desaprumo, retrao, temperatura)

    em valor de clculo

    dimensiona-se a parede com a equao:

    , com max= N + M e min= N - M > 0

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    17.5.3_ dimensionamento trao devido a momentos no sentido lon-gitudinal da parede

    A fora total de trao resultante do bloco de tenses que ocorre na extremidade da parede.A grandeza da fora total de trao em valor absoluto (valor de clculo) pode ser calculada

    de forma simplificada pela equao

    A rea de armadura de uma parede de comprimento l, necessria para resistir a esforos de trao, deve ser determinada pela equao:

    17.6_dimensionamento ao cisalhamento

    17.6.1_foras convencionais de cisalhamento

    O esforo solicitante total horizontal em uma direo distribudo por todas as almas das paredes resistentes no mesmo sentido. Em nenhum caso pode-se acrescentar a largura da mesa ou flange em sees transversais do tipo T ou L .

    O esforo solicitante de clculo dever ser obtido por:

    Vd = Vk . f . n

    Com:

    f = 1,4

    n = 2

    onde:

    n o fator de concentrao

    17.6.2_verificao da resistncia

    A fora cortante solicitante de clculo no pode superar a fora resistente de clculo espe-cificada por:

    vd < 0,3 . fctd. onde:t a largura das paredes;l o comprimento das paredes no sentido do esforo cortante

    com fck em megapascal.

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    01_projeto / normalizao

    17.7_dimensionamento devido a cargas localizadas

    A tenso de contato provocada por elementos no contnuos no pode superar o valor de cont dado pela equao:

    17.8_dimensionamento ao redor das aberturas

    17.8.1_regio de influncia

    Considerando-se uma abertura de dimenso horizontal ah e dimenso vertical av tem-se uma regio de influncia de 0,5 ah de cada lado, horizontalmente, e de 0,75 ah de cada lado, vertical-mente. No caso de existirem aberturas na mesma parede, elas devem estar espaadas de, no mnimo, ah (Figura 2). Isto no ocorrendo, o trecho entre as aberturas deve ser dimensionado como pilar ou pilar parede.

    Esto dispensadas de qual- quer verificao e reforos as paredes com furos ou aber-turas com tamanho m ximo de duas vezes a espessura da parede. Furos e aber turas consecutivos devem ter um espaamento livre entre eles de, no mnimo, quatro ve zes a espessura da parede.

    Figura 2 Ilustrao de distribuio horizontal de aberturas em uma parede de concreto

    17.8.2._limitao de tenso no concreto

    17.8.2.1_definio da distncia de influncia

    A distncia de influncia dv o valor da distncia a partir do qual as tenses podem ser con-sideradas uniformes ao longo de toda a parede, sem a influncia da abertura. Este valor aparece entre uma abertura e uma estrutura de apoio fixa (viga de transio ou viga baldrame). Entre duas aberturas consecutivas verticalmente, deve ser considerada esta uniformizao a partir do valor 2dv (Figura 3).

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    Figura 3 Ilustrao de distribuio vertical de aberturas em uma parede de concreto

    17.8.2.2_definio do coeficiente Kab

    O coeficiente Kab indica a parcela de carga que se desvia sob a abertura. Este desvio nulo para aberturas contnuas (dv = 0) e total para dv = 0,75 ah. Os valores de Kab variam como estabelecido a seguir:

    a) Para: dv > 0,75 ah => Kab = 0,15 . v2

    Sendo:

    onde:fck a resistncia caracterstica do concreto, em megapascal.

    b) Para dv < 0,75 ah, interpolar pelo grfico da Figura 4, com k1 e k2, conforme 17.5.1.

    Figura 4 Valores do coeficiente Kab

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    01_projeto / normalizao

    17.8.2.3_definio do esforo solicitante

    O esforo solicitante a considerar a maior resultante vertical que ocorrer em cada uma das laterais da abertura na extenso de ah / 2 (maior entre R1 e R2 conforme Figura 5).

    Figura 5 Esforo solicitante

    17.8.2.4_verificao

    A verificao deve ser realizada aplicando a equao:

    Rd,max < Kab , fcd . t . ah

    onde:Rd,max o maior valor entre R1 e R2 , majorado de f.

    17.8.3_armaduras de reforo ao redor das aberturas

    17.8.3.1_dimenses

    As armaduras de reforo ao redor da abertura devem ser distri-budas em faixas com dimenses de ah / 2. Elas devem ter comprimento mnimo alm da abertura do maior valor entre:

    ah / 2 + 10 ou lb

    onde:lb o comprimento de ancoragem.

    Figura 6 Armaduras de reforo

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    reviso_das_prticas_recomendadas_para_edificaes_de_at_5_pavimentos

    17.8.3.2_armaduras

    A armadura horizontal deve ser o somatrio entre a armadura calculada para a funo de verga mais a armadura necessria para equilibrar o desvio da fora vertical, sendo esta ltima dada pela expresso:

    Na parte inferior da abertura, como contraverga, deve-se colocarno mnimo

    A armadura vertical de cadalado da abertura deve ser obtida pela equao

    17.9_regio da transio

    O dimensionamento deve, obrigatoriamente, levar em conta os esforos induzidos na parede pela transio, devido relao de rigidez entre as peas. Este item est sendo motivo de estu-dos e ser divulgado oportunamente.

    18_dano acidental e colapso progressivo

    18.1_disposies gerais

    As prescries a seguir apresentadas tm como objetivos principais: Evitar ou reduzir a probabilidade da ocorrncia de danos acidentais em elementos da estrutura;

    Evitar colapsos progressivos de uma parte significativa da estrutura no caso da ocorrncia de danos acidentais.

    Para tanto, devem ser realizadas pelo menos as verificaes de 18.2 e 18.3.

    18.2_danos acidentais

    18.2.1_danos diversos

    Elementos estruturais que possam estar sujeitos a quaisquer aes fora do conjunto que normalmente considerado para as estruturas de paredes de concreto devem ser tratados de forma cuidadosa e especfica.

    Esses elementos devem receber basicamente trs tipos de cuidados, que muitas vezes podem ser superpostos:

    Proteo contra a atuao das aes excepcionais atravs de estruturas auxiliares;

    Reforo com armaduras construtivas para aumentar a ductilidade;

    Considerao da possibilidade de ruptura de um elemento, computando-se o efeito dessa ocorrncia nos

    elementos estruturais adjacentes.

  • 22

    01_projeto / normalizao

    18.2.2_impactos de veculos e equipamentos

    Precaues especiais devem ser tomadas em relao s paredes para as quais no seja desprezvel a possibilidade de choques provocados por veculos ou equipamentos que estejam se deslocando junto estrutura.

    Nos casos de elementos que possam ser submetidos a impactos significativos, recomenda-se a adoo de estruturas auxiliares que possam impedir a possibilidade de ocorrncia desses impactos.

    Quando estruturas auxiliares que previnam os danos acidentais no puderem ser utilizadas de forma confivel, as seguintes providncias devem ser tomadas simultaneamente: Os elementos sob risco devem ser reforados, utilizando-se armaduras com uma taxa mnima de 0,2%

    da rea da seo transversal;

    As lajes dos pavimentos e os elementos estruturais da vizinhana devem ser dimensionados e detalhados de

    forma que os elementos passveis de serem danificados possam ser retirados da estrutura, um de cada vez e

    com coeficientes de segurana reduzidos, sem que outros elementos do sistema estrutural atinjam o ELU.

    18.2.3_exploses

    Paredes ao lado de ambientes sujeitos a exploses (por exemplo, cozinhas e laboratrios) devem ser consideradas passveis de danos por esses efeitos.

    Nesses casos, todos os elementos situados no entorno desses ambientes devem ser descon-siderados no sistema estrutural, um de cada vez e com coeficientes de segurana reduzidos, sem que outros elementos do sistema estrutural atinjam o ELU.

    18.3_verificao do colapso progressivo

    18.3.1_disposies gerais

    No caso de dano acidental a um elemento estrutural, deve-se garantir que sua ruptura no provoque a ruptura de parte significativa da estrutura como um todo.

    18.3.2_coeficientes de segurana para as paredes de concreto

    O dimensionamento dos elementos de paredes de concreto, quanto ao carregamento produzido pela suposio de retirada de um elemento danificado, deve ser realizado considerando-se os coeficientes c = 1,4 e f = 1,0.

    18.3.3_verificao de pavimentos em paredes de concreto

    Recomenda-se para todos os casos e exige-se para as regies onde haja elementos que possam sofrer danos acidentais que os pavimentos suportem a ausncia de elementos de pare-des de concreto que lhes servem de suporte, sendo dimensionados e armados adequadamente para essa finalidade.

    Para efeitos de verificao, os elementos de suporte devem ser retirados, um de cada vez, e o carregamento deve ser redistribudo. Na redistribuio de esforos pode ser considerado f = 1,0.

  • 23

    reviso_das_prticas_recomendadas_para_edificaes_de_at_5_pavimentos

    19_disposies construtivas

    19.1_juntas de trabalho

    19.1.1_juntas de controle

    Para prevenir o aparecimento de fissuras, deve ser analisada a necessidade da colocao de juntas verticais.

    nota: a fissurao da parede pode ocorrer por variao de temperatura, retrao, variao brusca de carregamento e variao da altura ou espessura da parede.

    Para paredes de concreto contidas em um nico plano, e na ausncia de uma avaliao precisa das condies especficas da parede, devem ser dispostas juntas verticais de controle, com espa-amento mximo que depende do tipo de concreto utilizado. O espaamento mximo das juntas deve ser determinado com dados de ensaios especficos. Na falta desses ensaios, pode-se adotar o distanciamento mximo de 8 m entre juntas para paredes internas e 6 m para paredes externas.

    As juntas podem ser passantes ou no passantes, pr-formadas ou serradas.

    19.1.2_juntas de dilatao

    Sempre que a deformao por efeito da variao da temperatura puder comprometer a inte-gridade do conjunto recomenda-se o uso de juntas de dilatao, como estabelecido a seguir: A cada 25 m da estrutura em planta. Este limite pode ser alterado desde que se faa uma avaliao mais

    precisa dos efeitos da variao de temperatura e retrao sobre a estrutura.

    Nas variaes bruscas de geometria ou de esforos verticais.

    19.2_instalaes

    As tubulaes verticais podem ser embutidas nas paredes de concreto se atendidas simul-taneamente s seguintes condies: Quando a diferena de temperatura no contato entre a tubulao e o concreto no ultrapassar 15oC;

    Quando a presso interna na tubulao for menor que 0,3 MPa;

    Quando o dimetro mximo for de 50 mm;

    Quando o dimetro da tubulao no ultrapassar 50% da largura da parede, restando espao suficiente

    para, no mnimo, o cobrimento adotado e a armadura de reforo. Admite-se tubulao com dimetro at

    66% da largura da parede e com cobrimentos mnimos de 15 mm desde que existam telas nos dois lados

    da tubulao com comprimento mnimo de 50 cm;

    No encostar tubos metlicos nas armaduras para evitar corroso galvnica.

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