Apostila Revestimento Maciel Barros Sabbatini - Desbloqueado

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    02-Jan-2016

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  • RECOMENDAES PARA A EXECUO DE REVESTIMENTOS DE ARGAMASSA PARA PAREDES DE VEDAO

    INTERNAS E EXTERIORES E TETOS

    Luciana Leone Maciel

    Mrcia M. S. Bottura Barros

    Fernando Henrique Sabbatini

    So Paulo, 1998

    1

    1 CONCEITOS BSICOS

    O edifcio pode ser considerado um conjunto de elementos bsicos: os que formam

    a estrutura, os que compem a vedao exterior, os que subdividem o espao

    interno e os que fazem parte dos sistemas prediais. Cada um desses elementos

    cumpre funes especficas e contribui para o comportamento final do conjunto.

    O revestimento de argamassa pode ser uma das partes integrantes das vedaes

    do edifcio, que deve apresentar um conjunto de propriedades que permitam o

    cumprimento das suas funes, auxiliando a obteno do adequado comportamento

    das vedaes e, conseqentemente, do edifcio considerado como um todo.

    1.1 Funes do Revestimento de Argamassa

    O revestimento de argamassa apresenta importantes funes que so

    genericamente:

    proteger os elementos de vedao dos edifcios da ao direta dos agentes

    agressivos;

    auxiliar as vedaes no cumprimento das suas funes como, por exemplo, o

    isolamento termo-acstico e a estanqueidade gua e aos gases;

    regularizar a superfcie dos elementos de vedao, servindo de base regular e

    adequada ao recebimento de outros revestimentos ou constituir-se no

    acabamento final;

    contribuir para a esttica da fachada.

    importante ressaltar que no funo do revestimento dissimular imperfeies

    grosseiras da base. Na prtica, essa situao ocorre com muita freqncia, devido

    falta de cuidado no momento da execuo da estrutura e da alvenaria, que ficam

    desaprumadas e desalinhadas. Com isso necessrio esconder na massa as

    imperfeies, o que compromete o cumprimento adequado das reais funes do

    revestimento.

  • 2

    1.2 Propriedades do Revestimento de Argamassa

    Para que os revestimentos de argamassa possam cumprir adequadamente as suas

    funes, eles precisam apresentar um conjunto de propriedades especficas, que

    so relativas argamassa nos estados fresco e endurecido.

    O entendimento dessas propriedades e dos fatores que influenciam a sua obteno

    permite prever o comportamento do revestimento nas diferentes situaes de uso.

    As principais propriedades da argamassa no estado fresco, que resultam nas

    propriedades do estado endurecido, esto apresentadas na Figura 1, a seguir:

    Figura 1 Propriedades da argamassa nos estados fresco e endurecido

    1.2.1 Propriedades da Argamassa no Estado Fresco

    1.2.1.1 Massa especfica e teor de ar incorporado

    A massa especfica diz respeito relao entre a massa da argamassa e o seu

    volume e pode ser absoluta ou relativa. Na determinao da massa especfica

    absoluta, no so considerados os vazios existentes no volume de argamassa. J

    na relativa, tambm chamada massa unitria, consideram-se os vazios. A massa

    especfica imprescindvel na dosagem das argamassas, para a converso do trao

    em massa para trao em volume, que so comumente empregados na produo

    das argamassas em obra.

    O teor de ar a quantidade de ar existente em um certo volume de argamassa.

    medida que cresce o teor de ar, a massa especfica relativa da argamassa diminui.

    ESTADO FRESCO

    massa especfica e teor de ar

    trabalhabilidade

    reteno de gua

    aderncia inicial

    retrao na secagem

    ESTADO ENDURECIDO aderncia

    capacidade de absorver deformaes

    resistncia mecnica

    resistncia ao desgaste

    durabilidade

    3

    Essas duas propriedades vo interferir em outras propriedades da argamassa no

    estado fresco, como a trabalhabilidade, que ser tratada a seguir. Uma argamassa

    com menor massa especfica e maior teor de ar, apresenta melhor trabalhabilidade.

    O teor de ar da argamassa pode ser aumentado atravs dos aditivos incorporadores

    de ar. Mas o uso desses aditivos deve ser muito criterioso, pois pode interferir

    negativamente nas demais propriedades da argamassa. Um aumento do teor de ar

    incorporado pode prejudicar a resistncia mecnica e a aderncia da argamassa,

    por exemplo.

    1.2.1.2 Trabalhabilidade

    uma propriedade de avaliao qualitativa. Uma argamassa considerada

    trabalhvel quando:

    deixa penetrar facilmente a colher de pedreiro, sem ser fluida;

    mantm-se coesa ao ser transportada, mas no adere colher ao ser lanada;

    distribui-se facilmente e preenche todas as reentrncias da base;

    no endurece rapidamente quando aplicada.

    Alguns aspectos interferem nessa propriedade como as caractersticas dos

    materiais constituintes da argamassa e o seu proporcionamento. A presena da cal

    e de aditivos incorporadores de ar, por exemplo, melhoram essa propriedade at um

    determinado limite.

    1.2.1.3 Reteno de gua

    Representa a capacidade da argamassa reter a gua de amassamento contra a

    suco da base ou contra a evaporao. A reteno permite que as reaes de

    endurecimento da argamassa se tornem mais gradativas, promovendo a adequada

    hidratao do cimento e conseqente ganho de resistncia.

    A rpida perda de gua, compromete a aderncia, a capacidade de absorver

    deformaes, a resistncia mecnica e, com isso, a durabilidade e a estanqueidade

    do revestimento e da vedao ficam comprometidas.

  • 4

    Da mesma forma que a trabalhabilidade, os fatores influentes na reteno de gua

    so as caractersticas e proporcionamento dos materiais constituintes da

    argamassa. A presena da cal e de aditivos pode melhorar essa propriedade.

    1.2.1.4 Aderncia inicial

    A aderncia inicial depende: das outras propriedades da argamassa no estado

    fresco; das caractersticas da base de aplicao, como a porosidade, rugosidade,

    condies de limpeza; da superfcie de contato efetivo entre a argamassa e a base.

    Para se obter uma adequada aderncia inicial, a argamassa deve apresentar a

    trabalhabilidade e reteno de gua adequadas suco da base e s condies

    de exposio. Deve, tambm, ser comprimida aps a sua aplicao, para promover

    o maior contato com a base. Alm disso, a base deve estar limpa, com rugosidade

    adequada e sem oleosidade.

    Caso essas condies no sejam atendidas, pode haver problema com a aderncia,

    como a perda de aderncia em funo da entrada rpida da pasta nos poros da

    base, por exemplo. Isso acontece devido suco da base ser maior que a

    reteno de gua da argamassa, causando a descontinuidade da camada de

    argamassa sobre a base, como ilustra a Figura 2.

    Figura 2 Perda de aderncia por descontinuidade da argamassa

    BASE DE

    APLICAO

    ARGAMASSA

    BASE

    ARGAMASSA Propriedade relacionada ao fenmeno mecnico que

    ocorre em superfcies porosas, pela ancoragem da

    argamassa na base, atravs da entrada da pasta nos

    poros, reentrncias e salincias, seguido do

    endurecimento progressivo da pasta.

    5

    1.2.1.5 Retrao na secagem

    Ocorre em funo da evaporao da gua de amassamento da argamassa e,

    tambm, pelas reaes de hidratao e carbonatao dos aglomerantes. A retrao

    pode acabar causando a formao de fissuras no revestimento.

    As fissuras podem ser prejudiciais ou no prejudiciais (microfissuras). As fissuras

    prejudiciais permitem a percolao da gua pelo revestimento j no estado

    endurecido, comprometendo a sua estanqueidade gua.

    Os fatores que influenciam essa propriedade so: as caractersticas e o

    proporcionamento dos materiais constituintes da argamassa; a espessura e o

    intervalo de aplicao das camadas; o respeito ao tempo de sarrafeamento e

    desempeno.

    As argamassas com um alto teor de cimento, denominadas fortes, so mais

    sujeitas s tenses que causaro o aparecimento de fissuras prejudiciais durante a

    secagem, alm das trincas e possveis descolamentos da argamassa j no estado

    endurecido. J as argamassas mais fracas, so menos sujeitas ao aparecimento

    das fissuras prejudiciais, como ilustra a Figura 3.

    Figura 3 Fissurao da argamassa por retrao na secagem: argamassa forte x

    argamassa fraca

    CAMADA DO REVESTIMENTO DE ARGAMASSA

    BASE

    ARGAMASSA FRACA ARGAMASSA FORTE

  • 6

    Com relao espessura, as camadas de argamassa que so aplicadas em

    espessuras maiores, superiores a 25 mm, esto mais sujeitas a sofrerem retrao

    na secagem e apresentarem fissuras. No caso do intervalo de aplicao entre duas

    camadas do revestimento de argamassa, recomendado que sejam aguardados 7

    dias, no mnimo, pois nesse perodo a retrao da argamassa j grande, da ordem

    de 60% a 80% do valor total.

    O tempo de sarrafeamento e desempeno significa o perodo de tempo necessrio

    para a argamassa perder parte da gua de amassamento e chegar a uma umidade

    adequada para iniciar essas operaes de acabamento superficial da camada de

    argamassa. Caso essas operaes sejam feitas com a argamassa muito mida

    podem ser formadas as fissuras e at mesmo ocorrer o descolamento da

    argamassa em regies da superfcie j revestida.

    1.2.2 Propriedades da Argamassa no Estado Endurecido

    As propriedades da argamassa no estado endurecido equivalem s propriedades do

    prprio revestimento. O nvel de exigncia no o mesmo para todas elas. A Tabela

    1 mostra, atravs de uma escala qualitativa que cresce de 1 a 5, a variao do nvel

    de exigncia das propriedades de maior relevncia para o revestimento, que sero

    tratadas na seqncia.

    Tabela 1 Nvel de exigncia das propriedades do revestimento de argamassa

    (adaptado de Sabbatini et al., 1988)

    CONDIES DE EXPOSIO interno externo paredes teto paredes

    PROPRIEDADES base pintura base

    cermica base

    pinturabase

    cermica

    capacidade de aderncia 1 2 5 3 4

    capacidade de absorver deformaes 3 1 3 4 2

    resistncia trao e compresso 1 2 1 3 4

    resistncia ao desgaste superficial 3 1 1 2 1

    durabilidade 2 2 1 4 3

    7

    1.2.2.1 Aderncia

    a propriedade do revestimento manter-se fixo ao substrato, atravs da resistncia

    s tenses normais e tangenciais que surgem na interface base-revestimento.

    resultante da resistncia de aderncia trao, da resistncia de aderncia ao

    cisalhamento e da extenso de aderncia da argamassa.

    A aderncia depende: das propriedades da argamassa no estado fresco; dos

    procedimentos de execuo do revestimento; da natureza e caractersticas da base

    e da sua limpeza superficial.

    A resistncia de aderncia trao do revestimento pode ser medida atravs do

    ensaio de arrancamento por trao. De acordo com a norma NBR 13749 (ABNT,

    1996), o limite de resistncia de aderncia trao (Ra) para o revestimento de

    argamassa (emboo e massa nica) varia de acordo com o local de aplicao e tipo

    de acabamento, conforme a Tabela 2.

    Tabela 2 Limites da resistncia de aderncia trao (ABNT, 1996)

    Local Acabamento Ra (MPa)

    Interna Pintura ou base para reboco 0,20

    Parede Cermica ou laminado 0,30

    Externa Pintura ou base para reboco 0,30

    Cermica 0,30 Teto 0,20

    1.2.2.2 Capacidade de absorver deformaes

    a propriedade do revestimento quando estiver sob tenso, mas sofrendo

    deformao sem ruptura ou atravs de fissuras no prejudiciais. As fissuras so

    decorrentes do alvio de tenses originadas pelas deformaes da base.

    As deformaes podem ser de grande ou de pequena amplitude. O revestimento s

    tem a responsabilidade de absorver as deformaes de pequena amplitude que

    ocorrem em funo da ao da umidade ou da temperatura e no as de grande

    amplitude, provenientes de outros fatores, como recalques estruturais, por exemplo.

  • 8

    A capacidade de absorver deformaes depende:

    do mdulo de deformao da argamassa - quanto menor for o mdulo de

    deformao (menor teor de cimento), maior a capacidade de absorver

    deformaes;

    da espessura das camadas - espessuras maiores contribuem para melhorar essa

    propriedade; entretanto, deve-se tomar cuidado para no se ter espessuras

    excessivas que podero comprometer a aderncia;

    das juntas de trabalho do revestimento - as juntas delimitam panos com

    dimenses menores, compatveis com as deformaes, contribuindo para a

    obteno de um revestimento sem fissuras prejudiciais;

    da tcnica de execuo - a compresso aps a aplicao da argamassa e,

    tambm, a compresso durante o acabamento superficial, iniciado no momento

    correto, vo contribuir para o no aparecimento de fissuras.

    O aparecimento de fissuras prejudiciais compromete a aderncia, a estanqueidade,

    o acabamento superficial e a durabilidade do revestimento.

    1.2.2.3 Resistncia mecnica

    Propriedade dos revestimentos suportarem as aes mecnicas de diferentes

    naturezas, devidas abraso superficial, ao impacto e contrao termo-

    higroscpica

    Depende do consumo e natureza dos agregados e aglomerantes da argamassa

    empregada e da tcnica de execuo que busca a compactao da argamassa

    durante a sua aplicao e acabamento.

    A resistncia mecnica aumenta com a reduo da proporo de agregado na

    argamassa e varia inversamente com a relao gua/cimento da argamassa.

    1.2.2.4 Permeabilidade

    A permeabilidade est relacionada passagem de gua pela camada de

    revestimento, constituda de argamassa, que um material poroso e permite a

    9

    percolao da gua tanto no estado lquido como de vapor. uma propriedade

    bastante relacionada ao conjunto base-revestimento.

    O revestimento deve ser estanque gua, impedindo a sua percolao. Mas,

    recomendvel que o revestimento seja permevel ao vapor para favorecer a

    secagem de umidade de infiltrao (como a gua da chuva, por exemplo) ou

    decorrente da ao direta do vapor de gua, principalmente nos banheiros.

    Quando existem fissuras no revestimento, o caminho para percolao da gua

    direto at a base e, com isso, a estanqueidade da vedao fica comprometida.

    Essa propriedade depende: da natureza da base; da composio e dosagem da

    argamassa; da tcnica de execuo; da espessura da camada de revestimento e do

    acabamento final.

    Existe um ensaio para a determinao da permeabilidade do revestimento de

    argamassa proposto pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Construo

    Civil da Escola Politcnica da Universidade de So Paulo (CPqDCC-EPUSP),

    ilustrado esquematicamente na Figura 4. O critrio para avaliao da

    permeabilidade do revestimento de argamassa o de no surgir manchas de

    umidade na parede durante o perodo de 8 horas de ensaio.

    Figura 4 Ensaio de permeabilidade

    1.2.2.5 Durabilidade

    uma propriedade do perodo de uso do revestimento, resultante das propriedades

    do revestimento no estado endurecido e que reflete o desempenho do revestimento

    EQUIPAMENTO

    Cmara aspersora de gua sob presso

    MANCHA DE UMIDADE

    ALVENARIA

  • 10

    frente as aes do meio externo ao longo do tempo

    Alguns fatores prejudicam a durabilidade do revestimento, tais como: a fissurao

    do revestimento; a espessura excessiva; a cultura e proliferao de

    microorganismos; a qualidade das argamassas; a falta de manuteno.

    1.3 Bases de Aplicao

    As bases de aplicao dos revestimentos de argamassa, em um edifcio

    convencional, so a estrutura de concreto armado e a alvenaria de vedao. A

    alvenaria de vedao constituda por componentes que so os tijolos ou blocos.

    Dentre os componentes mais utilizados, esto diversos tipos de blocos, tais como o

    cermico, o de concreto, o de concreto celular e o slico-calcrio. Cada um deles

    apresenta caractersticas prprias que influenciam no comportamento da alvenaria

    como um todo.

    As diferentes caractersticas das bases de aplicao interferem, de forma

    significativa, nas propriedades do revestimento de argamassa, devendo ser

    consideradas desde o momento da definio da argamassa. A absoro de gua, a

    porosidade e a rugosidade da base, por exemplo, vo influenciar a aderncia da

    argamassa. A Tabela 3 resume as principais caractersticas das bases de aplicao

    do revestimento, que so variveis para as diferentes bases.

    Tabela 3 Caractersticas das bases de aplicao do revestimento

    BASES CARACTERSTICAS

    Alvenaria (diferentes componentes)

    Estrutura (concreto)

    Absoro de gua

    Porosidade

    Resistncia mecnica

    Movimentaes higroscpicas

    Rugosidade

    Homogeneidade

    11

    2 CLASSIFICAO E CARACTERIZAO DOS REVESTIMENTOS DE ARGAMASSA

    2.1 Classificao

    Os revestimentos, de uma forma geral, podem ser classificados segundo os

    seguintes critrios: tipo de vedao a revestir; ambiente de exposio; mecanismo

    de fixao base; continuidade, conforme a Tabela 4.

    Em funo do tipo de critrio considerado, o revestimento deve apresentar um

    conjunto de caractersticas prprias que se traduzem em um comportamento nas

    diversas situaes.

    Tabela 4 Critrios gerais de classificao dos revestimentos

    Critrio de Classificao Tipo

    tipo de vedao a revestir vedao horizontal inferior

    vedao horizontal superior

    vedao vertical

    ambiente de exposio internos: reas secas ou reas molhadas

    exteriores (fachada)

    mecanismo de fixao base aderentes

    fixados por dispositivos

    no aderentes

    continuidade monolticos ou contnuos

    modulares

    Considerando essa classificao, o revestimento de argamassa pode ser de

    vedao horizontal ou vertical, interno ou exterior, aderente e monoltico.

    Esse revestimento ainda pode ser classificado quanto ao nmero de camadas. De

    acordo com esse critrio, o revestimento pode ser:

    de uma nica camada, denominado massa nica;

  • 12

    de duas camadas, denominado emboo e reboco.

    2.2 Caracterizao das Camadas do Revestimento

    Nos revestimentos constitudos por duas camadas, emboo e reboco, cada uma

    delas cumpre funes especficas, sendo o emboo uma camada de regularizao

    da base e o reboco, uma camada de acabamento. J os revestimentos constitudos

    por uma nica camada, a mesma cumpre as duas funes de regularizao da base

    e acabamento.

    Cada uma das camadas do revestimento constituda por argamassas com

    propriedades diferenciadas, adequadas ao cumprimento das funes especficas.

    A Figura 5 ilustra o revestimento da vedao vertical do tipo emboo e reboco e do

    tipo massa nica. Esses dois tipo de revestimento podem ser aplicados sobre uma

    camada de preparo da base, denominada chapisco e podem receber sobre a sua

    superfcie uma camada de acabamento decorativo.

    Figura 5 Camadas do revestimento de argamassa da vedao vertical: emboo e

    reboco; massa nica

    EMBOO E REBOCO MASSA NICA

    Acaba-mento

    Chapisco

    Emboo Reboco

    Base Base Acaba-mento

    Chapisco Massa nica

    13

    3 PARMETROS PARA O PROJETO DOS REVESTIMENTOS DE ARGAMASSA

    A elaborao do projeto do revestimento de argamassa de fundamental

    importncia para a obteno de um resultado melhor na produo do revestimento e

    no seu desempenho, atravs do aumento da qualidade e produtividade e da

    reduo das falhas, desperdcios e custos.

    Mas, para que tudo isso seja realmente alcanado, necessria uma reorganizao

    do processo de projeto, buscando-se a coordenao entre o projeto das diversas

    partes do edifcio e a incorporao do conhecimento tecnolgico para a definio

    das solues. Assim, o projeto do revestimento de argamassa deve apresentar um

    conjunto de informaes relativas s caractersticas do produto e a forma de

    produo. De maneira geral, esse projeto deve definir:

    o tipo de revestimento (nmero de camadas);

    o tipo de argamassa;

    espessuras das camadas;

    os detalhes arquitetnicos e construtivos;

    as tcnicas mais adequadas para a execuo;

    o padro de qualidade dos servios.

    Todas essas definies devem ser feitas com base em parmetros tecnolgicos,

    considerando as exigncias do revestimento frentes s diferentes condies de

    exposio.

    3.1 Definies Relativas Argamassa

    3.1.1 Composio e dosagem

    A definio da composio e dosagem relativa argamassa dosada no prprio

    canteiro de obras, a partir da medio e mistura dos materiais. No caso da

    argamassa industrializada, a composio e dosagem so definidas pelo fabricante,

    sendo necessrio especificar uma avaliao a ser feita antes do seu emprego. A

  • 14

    composio da argamassa diz respeito aos seus materiais constituintes. J a

    dosagem referente ao proporcionamento dos materiais, comumente denominada

    trao da argamassa.

    A argamassa dosada no canteiro composta, normalmente, por cimento, cal, areia,

    aditivos ou adies e gua. Cada um desses materiais apresenta caractersticas

    prprias que interferem nas propriedades da argamassa e do revestimento, devendo

    ser consideradas no momento da definio da argamassa. A Tabela 5 resume os

    principais aspectos relativos aos materiais constituintes da argamassa que devem

    ser considerados na definio da argamassa.

    Tabela 5 Aspectos a serem considerados na definio do trao da argamassa

    MATERIAIS ASPECTOS A SEREM CONSIDERADOS NA COMPOSIO E DOSAGEM

    Cimento tipo de cimento (caractersticas) e classe de resistncia disponibilidade e custo comportamento da argamassa produzida com o cimento

    Cal tipo de cal (caractersticas) forma de produo massa unitria disponibilidade e custo comportamento da argamassa produzida com a cal

    Areia composio mineralgica e granulomtrica dimenses do agregado forma e rugosidade superficial dos gros massa unitria inchamento comportamento da argamassa produzida com a areia manuteno das caractersticas da areia

    gua caractersticas dos componentes da gua, quando essa no for potvel

    Aditivos uso de aditivos acrescentados argamassa no momento da mistura ou da argamassa aditivada

    tipo de aditivo (caractersticas) finalidade disponibilidade e custo comportamento da argamassa produzida com o aditivo

    Adies tipo de adio (caractersticas) finalidade comportamento da argamassa produzida com a adio disponibilidade, manuteno das caractersticas e custo

    15

    Alm das caractersticas dos materiais a serem empregados, existem outros fatores

    que devem ser considerados nessa definio, tais como:

    as condies de exposio do revestimento;

    as caractersticas da base de aplicao;

    as propriedades requeridas para a argamassa e para o revestimento;

    as condies de produo e controle da argamassa e do revestimento;

    o custo.

    Mas, normalmente, no dada a devida importncia para esses aspectos, sendo

    adotados traos tradicionais, determinados empiricamente no ambiente de obra.

    Essa postura deve ser evitada. preciso definir racionalmente o trao das

    argamassas e test-lo no canteiro antes do seu emprego. A Figura 6 ilustra uma

    metodologia de dosagem racional.

    Figura 6 Metodologia de dosagem das argamassas (Sabbatini et al., 1991)

    Determinao dos Parmetros tipo de argamassa (para emboo,

    reboco ou massa nica) material tipo de controle

    Trao em massa

    Trao em volume

    Trao bsico (obra)

    teste no canteiro

    Trao definitivo

    aprovao

    no aprovao

  • 16

    3.1.2 Produo

    A produo da argamassa significa a mistura ordenada dos seus materiais

    constituintes, nas propores estabelecidas e por um determinado perodo de

    tempo, utilizando-se equipamentos especficos para esse fim.

    Quanto forma de produo a argamassa pode ser preparada em obra,

    industrializada fornecida em sacos e fornecida em silos. Cada um desses tipos de

    argamassa interfere nas atividades de produo e no seu seqenciamento, na

    escolha das ferramentas e equipamentos necessrios para produo, bem como na

    organizao adequada do prprio canteiro de obras, como mostra a Tabela 6.

    Tabela 6 Atividades e equipamentos de produo das argamassa

    ARGAMASSA ATIVIDADES EQUIPAMENTOS PREPARADA EM OBRA

    Medio, em massa ou em volume, das quantidades de todos os materiais constituintes; transporte desses materiais at o equipamento de mistura; colocao dos materiais no equipamento; mistura.

    Equipamento de mistura (betoneira ou argamassadeira); recipientes para a medio dos materiais (carrinhos-de-mo ou padiolas); ps; peneiras para eliminar torres e materiais estranhos ao agregado.

    INDUSTRIALIZADA (fornecida em sacom materiais em estado seco e homogneo)

    Colocao da quantidade especificada do material em p no equipamento de mistura, seguida da adio da gua.

    Argamassadeira e os recipientes para a colocao da gua.

    FORNECIDA EM SILOS

    Medio mecanizada. Um equipamento de mistura pode ser acoplado no prprio silo ou um outro equipamento de mistura especfico, localizado nos pavimentos do edifcio efetua a mistura.

    Equipamento de mistura especfico.

    Os equipamentos para o transporte da argamassa at o local de aplicao tambm

    so variveis. No caso da argamassa dosada na obra ou da industrializada

    produzida em uma central no canteiro o transporte pode ser feito pelo elevador, pelo

    guincho de coluna externo (velox) ou pela grua.

    Existe, tambm, a possibilidade de se produzir a argamassa industrializada no

    prprio pavimento onde est sendo executado o revestimento. Dessa forma, no

    preciso fazer o transporte vertical da argamassa pronta.

    17

    J para a argamassa fornecida em silos, o transporte desse material em p pode

    ser feito por meio de mangueiras at o equipamento de mistura especfico,

    localizado no prprio pavimento em que est sendo executado o revestimento, como

    ilustrado, esquematicamente, na Figura 7.

    Figura 7 Forma de transporte e equipamento de mistura da argamassa fornecida em silos

  • 18

    A argamassa pode tambm ser fornecida em silo e misturada em um equipamento

    acoplado ao prprio silo. Depois de feita a mistura dos materiais, a argamassa pode

    ser transportada pelo elevador, pelo guincho externo de coluna, ou pela grua,

    dependendo do equipamento de transporte vertical utilizado na obra.

    3.1.3 Organizao do canteiro de obras

    A organizao do canteiro de obras envolve o estabelecimento do local de

    armazenagem dos materiais e de produo da argamassa, considerando o seu

    transporte at o local de aplicao, para promover as movimentaes com o menor

    nmero de interferncias e melhores condies de trabalho.

    A falta de organizao do canteiro gera uma deficincia na movimentao de

    material, a espera por material e a falta de equipamentos, que contribui para o

    grande desperdcio de tempo e consumo exagerado dos recursos humanos.

    Conhecendo o local para a instalao do futuro canteiro, como vias de acesso,

    equipamentos e materiais disponveis na regio. Devem ser definidos os seguinte

    aspectos para a organizao do canteiro de obras:

    "lay-out" envolvendo a locao dos equipamentos, reas de estocagem, reas

    para manuteno, vias de transporte interno de materiais e de equipamentos

    condies de trabalho e servio

    a organizao da utilizao dos equipamentos mveis, como as ferramentas

    uso dos meios de comunicao, como quadros de aviso e aparelhos sonoros.

    Alguns aspectos relativos produo e organizao do canteiro, em funo da

    forma de produo da argamassa esto resumidos na Tabela 7:

    19

    Tabela 7 Aspectos relativos produo da argamassa e organizao do canteiro

    ARGAMASSA DOSADA NO CANTEIRO

    central de produo nmero de equipamentos de mistura adequado ao volume dirio de

    consumo e prxima ao estoque dos materiais e ao equipamento de transporte vertical)

    estocagem individual de cada material maior rea de estocagem

    interferncia com o transporte vertical de outros materiais

    ARGAMASSA INDUSTRIALIZADA

    central de produo caso no seja produzida nos prprios pavimentos do edifcio

    possibilidade de reduo da ocupao do canteiro e interferncia com o transporte vertical

    dos outros materiais produo nos pavimentos

    diminuio das reas de estocagem estocagem dos sacos de argamassa

    maior facilidade de controle e estocagem do material

    ARGAMASSA FORNECIDA EM SILO

    dispensa a organizao de uma central de produo local para instalao do silo

    diminuio das reas de estocagem todos os materiais constituintes da argamassa ficam

    armazenados no prprio silo

    maior facilidade de controle e estocagem do material

    mistura feita no equipamento acoplado no prprio silo pode existir interferncias ou no

    com o transporte dos outros materiais

    mistura no pavimento elimina-se a interferncia do transporte dessa argamassa com

    outros materiais, otimizando a execuo do revestimento

  • 20

    3.2 Espessuras Recomendadas

    As espessuras admissveis para os revestimentos de argamassa esto

    apresentadas na Tabela 8, de acordo com a norma NBR 13749 (ABNT, 1996).

    Tabela 8 Espessuras admissveis para o revestimento de argamassa (ABNT, 1996)

    Revestimento Espessura (mm)

    Parede interna 5 e 20 mm

    Parede externa 20 e 30 mm

    Tetos internos e externos e 20 mm

    No caso do revestimento do tipo emboo e reboco, a camada de reboco deve ter, no

    mximo, 5 mm, sendo o restante da espessura referente camada de emboo. No

    revestimento do tipo massa nica, a espessura admissvel relativa a essa camada.

    Caso no seja possvel atender s espessuras admissveis, devem ser tomados

    cuidados especiais. Se a espessura do revestimento for maior, devem ser adotadas

    solues que garantam a sua aderncia.

    No caso da espessura do revestimento estar entre 3 e 5 cm, a aplicao da

    argamassa deve ser feita em duas demos, respeitando um intervalo de 16 horas

    entre elas, no mnimo. Se a espessura for de 5 a 8 cm, a aplicao deve ser feita

    em trs demos, sendo as duas primeiras encasquilhadas. Nesses casos tambm

    podem ser previstos o uso de telas metlicas no revestimento.

    Se a espessura for menor, no deve ultrapassar alguns limites, para que a proteo

    do revestimento base no seja prejudicada. A Tabela 9 apresenta as espessuras

    mnimas nos pontos crticos do revestimento de argamassa de fachada, conforme o

    CPqDCC-EPUSP (USP, 1995).

    21

    Tabela 9 Espessuras mnimas nos pontos crticos (USP, 1995)

    Tipo de base Espessura mnima (mm) estrutura de concreto em pontos localizados 10 alvenaria em pontos localizados 15 vigas e pilares em regies extensas 15 alvenarias em regies extensas 20

    3.3 Detalhes Construtivos

    Os detalhes construtivos devem ser previstos no projeto para contribuir para o

    melhor desempenho do revestimento de argamassa. Existem diversos tipo de

    detalhes, sendo destacados as juntas de trabalho, os peitoris, as pingadeiras, as

    quinas e cantos e o reforo do revestimento com tela metlica.

    3.3.1 Juntas de trabalho

    As juntas de trabalho so definidas como o espao regular cuja funo subdividir o

    revestimento para aliviar tenses provocadas pela movimentao da base ou do

    prprio revestimento. Elas podem ser horizontais ou verticais. No caso das juntas do

    revestimento de argamassa, o projeto do revestimento deve levar em conta o seu

    posicionamento, largura e material de preenchimento.

    O espaamento entre juntas de trabalho varia com alguns fatores, tais como: as

    caractersticas de deformabilidade do substrato; a existncia de aberturas; as

    condies de exposio. De uma forma geral, as juntas do revestimento so mais

    freqentes no revestimento de fachada. Nesse caso, recomenda-se que as juntas

    horizontais estejam localizadas a cada pavimento e as verticais a cada 6 m, para

    painis superiores a 24 m2.

    A localizao das juntas deve ser, preferencialmente, no encontro da alvenaria com

    a estrutura, no encontro de dois tipos de revestimento, nos peitoris ou topos das

    janelas, acompanhando as juntas de trabalho do substrato e acompanhando juntas

    estruturais.

    O perfil da junta de trabalho do revestimento de fachada com acabamento em

    pintura deve permitir esconder possveis fissuras e um correto escoamento da gua,

  • 22

    apresentando um funcionamento adequado. A Figura 8 mostra um perfil genrico

    recomendado para a junta de trabalho nessa situao.

    Nesse tipo de perfil, a profundidade da junta deve ser metade da espessura da

    camada do revestimento e, no mnimo, de 15mm, devendo ser deixado 10mm de

    revestimento, pelo menos, no fundo da junta. A largura da junta pode variar de 15 a

    20mm, mas deve ser definido um valor especfico para a mesma no projeto do

    revestimento.

    Figura 8 Perfil recomendado para a junta de trabalho

    Essa junta deve ser executada logo aps a concluso de pano do emboo ou da

    massa nica, em uma regio delimitada, utilizando-se ferramentas adequadas, que

    permitem o seu adequado posicionamento e alinhamento. Essas ferramentas so

    uma rgua dupla, com afastamento equivalente largura da junta, que serve de

    guia para a execuo, e um frisador, que o molde do perfil, conforme a Figura 9.

    As dimenses do frisador e da rgua devem ser especificados no projeto.

    O frisador deve ser aplicado com uma certa presso, levantando-se levemente a

    parte de trs e comprimindo a argamassa, ainda fresca, com a parte da frente. Essa

    forma de aplicao proporciona a obteno de uma junta uniforme, compacta e

    regular.

    23

    No caso do acabamento do revestimento de argamassa ser a cermica, recomenda-

    se que a sua profundidade seja equivalente a espessura de todo o revestimento at

    chegar a base, a largura compatvel com as dimenses do componentes e

    preenchidas com material enchimento e selante. Essa junta pode ser feita antes da

    aplicao das placas cermicas, atravs do corte do emboo com ferramentas

    adequadas.

    Figura 9 Ferramentas para a execuo da junta de trabalho

    3.3.2 Peitoris

    O peitoril um detalhe que protege a fachada da ao da chuva e que precisa ser

    devidamente projetado. No entanto, em funo desses elementos no estarem

    projetados ou executados devidamente, verifica-se a ocorrncia no desejada da

    deposio de poeira e de manchas de umidade com cultura de esporos de

    microorganismos nessas regies.

    Recomenda-se que o peitoril avance na lateral para dentro da alvenaria, ressalte do

    plano da fachada, pelo menos 25mm, e apresente um canal na face inferior para o

    descolamento da gua, que usualmente denominado pingadeira. O caimento do

    peitoril deve ser de 7%, no mnimo.

  • 24

    Ainda recomendado o emprego de um peitoril pr-moldado ou de pedras naturais,

    com textura lisa, apresentando baixa permeabilidade gua.

    O avano do peitoril para dentro da alvenaria, ilustrado na Figura 10 (a), evita que o

    fluxo de gua concentre-se nas laterais do peitoril, provocando o surgimento de

    manchas de umidade e de sujeira na fachada, conforme ilustrado na Figura 10 (b).

    Figura 10 Detalhe do peitoril

    3.3.3 Pingadeiras

    As pingadeiras so salincias ou projees da fachada que podem ser feitas com

    argamassa, com pedras ou com componentes cermicos e que servem para o

    descolamento do fluxo de gua sobre a fachada.

    As pingadeiras de argamassa devem ser executadas aps a concluso do

    revestimento e estar associada a uma junta de trabalho na sua face inferior. Elas

    devem avanar cerca de 4 cm do plano da fachada.

    As pingadeiras constitudas por faixas de cermica ou de pedra, devem ser fixadas

    ao revestimento, j concludo, com uma argamassa colante aplicada sobre o

    revestimento e sobre o tardoz dos componentes cermicos ou da pedra.

    Essa faixa deve se projetar, no mnimo, 20mm da superfcie do revestimento e,

    tambm, deve estar associada a uma junta de trabalho na sua face inferior. Na face

    25

    superior da faixa, necessrio fazer um acabamento em argamassa com inclinao

    de 450.

    A Figura 11 (a) ilustra a pingadeira de argamassa e a Figura 11 (g) ilustra a faixa de

    cermica ou de pedra.

    Figura 11 Detalhes da fachada: pingadeira e faixa de cermica ou pedra

    3.3.4 Quinas e Cantos

    As quinas e os cantos tambm so detalhes que devem ser considerados do

    projeto, porque envolvem aspectos que iro interferir nas atividades de execuo do

    revestimento e na sua programao. Esses detalhes podem representar um ponto

    frgil ou de fcil penetrao da gua, quando no definidos e executados

    corretamente.

    Quanto aos aspectos relativos execuo, fundamental que os dois lados do

    diedro sejam executados seqencialmente, observando o alinhamento da aresta. Da

    mesma forma, deve ser feita a execuo dos cantos.

  • 26

    No caso das quinas, em uma das faces da fachada, o revestimento deve ser

    deixado inacabado cerca de 50mm at a aresta. Posteriormente, antes da execuo

    do revestimento da outra face da fachada, essa faixa no revestida

    complementada e, em seguida, revestida a outra face. O acabamento superficial

    do revestimento realizado, simultaneamente, nos dois lados da quina.

    aconselhvel que o acabamento das quinas e cantos seja feito com ferramentas

    adequadas, ou seja, desempenadeiras com lmina dobrada a 900, que garantem a

    presso necessria no momento do desempeno. Essas ferramentas esto

    apresentadas na Figura 12.

    Figura 12 Ferramentas para a execuo das quinas e cantos

    No caso do ngulo entre as fachadas ser superior a 900, de acordo com o projeto

    arquitetnico do edifcio, existe a possibilidade de usar uma desempenadeira de

    quina com ngulo equivalente ao ngulo entre as fachadas.

    27

    3.3.5 Reforo do revestimento com tela metlica

    O reforo do revestimento de argamassa com tela metlica galvanizada deve ser

    feito nas regies de elevadas tenses da interface alvenaria-estrutura. Essas

    regies ocorrem no pavimento sobre pilotis, como tambm nos dois ou trs ltimos

    pavimentos do edifcio, em funo das caractersticas de deformao da estrutura.

    Essa soluo tambm adotada no caso dos revestimentos com espessuras

    superiores ao limite mximo recomendado por norma.

    Existem dois tipos de reforo do revestimento, que so a argamassa armada e a

    ponte de transmisso. Nos dois tipos, devem ser usadas telas, sendo que no

    primeiro a tela fica imersa na camada de revestimento; no segundo, a tela

    chumbada na alvenaria ou concreto por meio de fixadores (grampos, chumbadores,

    pinos) e usada uma fita de polietileno na interface estrutura-alvenaria, para que as

    tenses sejam efetivamente distribudas pela tela ao longo do revestimento.

    recomendado que a argamassa armada seja feita em revestimentos com

    espessura maior ou igual a 30 mm. A ponte de transmisso pode permitir uma

    espessura menor do revestimento de, no mnimo, 20 mm. Esses dois tipos de

    reforo so ilustrados na Figura 13.

  • 28

    Figura 13 Reforo do revestimento com tela: argamassa armada e ponte de

    transmisso

    4 TECNOLOGIA DE EXECUO DOS REVESTIMENTOS DE ARGAMASSA

    4.1 Equipamentos e ferramentas

    Os equipamentos e ferramentas comumente empregados para a execuo do

    revestimento so: colher e linha de pedreiro, fio de prumo, broxa, rgua de alumnio,

    desempenadeira, nvel de mangueira, caixas para argamassa, gabarito de junta,

    frisador, entre outros.

    Para a execuo dos revestimentos das paredes internas e tetos so empregados

    os andaimes como equipamento de suporte provisrio. Para a execuo dos

    revestimentos de fachada so empregados o balancim, movimentado manualmente

    ou atravs de motor, ou o andaime tubular. O tipo de equipamento interfere na

    definio do seqenciamento das atividades de execuo do revestimento de

    fachada.

    No caso do balancim movimentado manualmente, verifica-se que, na prtica, existe

    a busca pela diminuio ao mximo do nmero de subidas e descidas, em funo

    da maior dificuldade de movimentao e tambm do custo do aluguel do

    29

    equipamento. Essa situao pode comprometer o desempenho dos revestimentos,

    por no serem observadas importantes etapas de execuo e respeitados os

    intervalos entre atividades.

    O balancim motorizado facilita e agiliza a movimentao desse equipamento ao

    longo da fachada. Assim, no se justifica eliminar algumas etapas da execuo do

    revestimento por causa da restrio de equipamento. A adoo do balancim

    motorizado torna-se mais atraente quando se opta pelo emprego da argamassa

    aplicada por projeo mecnica, uma vez que torna-se compatvel a velocidade de

    execuo do revestimento com a movimentao do balancim.

    Com relao utilizao do andaime, existe uma maior facilidade na observao

    das etapas de execuo e dos intervalos entre as atividades. O emprego do

    andaime facilita a introduo das etapas de mapeamento e taliscamento da

    fachada, pois no preciso haver deslocamentos adicionais do equipamento, o que

    despenderia maior esforo e tempo.

    4.2 Procedimentos de execuo

    A execuo dos revestimentos de argamassa envolve uma srie de etapas, com

    atividades prprias e procedimentos especficos, que devem estar bem definidos

    para que seja alcanado um maior nvel de racionalizao das atividades de

    execuo.

    As etapas gerais da execuo do revestimento de argamassa so: a preparao da

    base; a definio do plano de revestimento; a aplicao da argamassa; o

    acabamento das camadas e a execuo dos detalhes construtivos.

    Essa etapas da execuo do revestimento de argamassa sero descritas,

    resumidamente, na seqncia, destacando-se as atividades principais pertinentes a

    cada uma delas.

    4.2.1 Preparao da base

    A preparao da base envolve um conjunto de atividades que visam adequar a base

    ao recebimento da argamassa. Essas atividades so relativas limpeza da estrutura

    e da alvenaria, eliminao das irregularidades superficiais, remoo das

  • 30

    incrustraes metlicas e ao preenchimento de furos, pois necessrio que as

    mesmas estejam adequadas para receber o revestimento. O chapiscamento da

    base tambm deve ser realizado nessa etapa.

    A limpeza da base deve ser feita atravs da escovao, lavagem ou jateamento de

    areia, a depender da extenso e dificuldade de remoo das sujeiras. Essa limpeza

    deve proporcionar a eliminao de elementos que venham a prejudicar a aderncia,

    tais como: p; barro; fuligem; graxas e leos desmoldantes da estrutura; fungos e

    eflorescncias.

    A eliminao das irregularidades superficiais, como as rebarbas de concretagem e

    os excessos de argamassa nas juntas, alm da remoo de incrustaes metlicas,

    tambm deve ser feita. Caso no seja possvel a remoo das incrustaes, elas

    devem ser cortadas e aplicada tinta anti-xido de boa qualidade sobre o local.

    Tambm deve ser feito o enchimento de furos, rasgos e depresses com

    argamassa apropriada.

    O chapisco deve ser sempre aplicado nas fachadas e nas superfcies de concreto,

    de acordo com as especificaes do projeto. Ele serve para regularizar a absoro

    da base e melhorar a aderncia. Existe diferentes tipos de chapisco: o tradicional; o

    industrializado; e o rolado. As caractersticas de cada um deles so apresentadas na

    Tabela 10.

    31

    Tabela 10 Caractersticas dos chapiscos

    CHAPISCO TRADICIONAL

    argamassa de cimento, areia e gua, adequadamente dosada

    resulta em uma pelcula rugosa, aderente e resistente

    apresenta um elevado ndice de desperdcio, em funo da reflexo do material

    pode ser aplicado sobre alvenaria e estrutura

    CHAPISCO INDUSTRIALIZADO

    argamassa industrializada semelhante argamassa colante

    s necessrio acrescentar a gua no momento da mistura na proporo definida

    aplicado com desempenadeira dentada somente sobre a estrutura de concreto

    apresenta uma elevada produtividade e rendimento

    CHAPISCO ROLADO

    obtido da mistura de cimento e areia, com adio de gua e resina acrlica

    argamassa bastante plstica, aplicada com um rolo para textura acrlica em demos

    pode ser aplicado na fachada, tanto na estrutura como na alvenaria

    proporciona uma elevada produtividade e um maior rendimento do material

    necessita do controle rigoroso da produo da argamassa e da sua aplicao sobre a base

    4.2.2 Definio de referncias do plano do revestimento

    Antes de iniciar o revestimento de qualquer base, devem ser criadas as referncias

    para a definio do plano a ser obtido, que deve apresentar angularidade prevista

    no projeto, em relao aos revestimentos contguos de parede, teto e piso.

    Considerando que os planos das paredes e tetos sejam ortogonais entre si,

    necessrio que o plano do revestimento dessas superfcies esteja em prumo ou em

    nvel e obedea s espessuras admissveis. Nas paredes internas que apresentam

    aberturas, os marcos j assentados servem como referncia de espessura, prumo e

    esquadro para o revestimento.

    No caso das fachadas, essas referncias so obtidas atravs da locao dos

  • 32

    arames de fachada seguida da atividade de mapeamento da fachada, que envolve a

    medio das distncias entre os arames e a superfcie da fachada em pontos

    especficos: nas vigas e na alvenaria a meia distncia entre vigas. Os arames de

    fachada devem estar posicionados de forma adequada, alinhados e em esquadro

    com a estrutura. A partir do mapeamento feita a definio da espessura do

    revestimento da fachada.

    O taliscamento a etapa seguinte definio da espessura do revestimento,

    consistindo na fixao de cacos cermicos, com a mesma argamassa utilizada para

    o revestimento, em pontos especficos e respeitando a espessura definida. A Figura

    14 ilustra o taliscamento da fachada.

    Figura 14 Taliscamento da fachada

    33

    recomendvel que o taliscamento seja feito previamente em toda a extenso da

    superfcie a ser revestida, de forma que a argamassa se encontre endurecida,

    mantendo as taliscas fixas e firmes, para apoiarem e servirem de referncia para a

    execuo das mestras.

    As mestras so faixas estreitas e contnuas de argamassa feitas entre duas taliscas,

    que servem de guia para a execuo do revestimento. Atravs desses elementos,

    fica delimitada uma regio onde ser aplicada a argamassa. Sobre as mestras, a

    rgua metlica apoiada para a realizao do sarrafeamento.

    4.2.3 Aplicao da argamassa

    A aplicao da argamassa sobre a superfcie deve ser feita por projeo enrgica do

    material sobre a base, de forma manual ou mecnica (argamassa projetada). No

    caso do revestimento ser do tipo massa nica para o recebimento de pintura, a

    aplicao da argamassa deve ocorrer logo aps a execuo das mestras; j nos

    revestimentos do tipo emboo e reboco para pintura ou emboo para cermica, isso

    no imprescindvel.

    aconselhvel que a aplicao da argamassa seja feita de maneira seqencial, em

    cada trecho delimitado pelas mestras. Depois de aplicada a argamassa, deve ser

    feita uma compresso com a colher de pedreiro, eliminando os espaos vazios e

    alisando a superfcie.

    Durante a aplicao da argamassa, importante considerar tambm o seu

    adequado manuseio. Deve-se atentar para as adequadas condies de estocagem

    da argamassa no balancim ou andaime, para o seu tempo de utilizao e acrscimo

    de gua para manter a plasticidade somente dentro desse perodo, e para o seu

    reaproveitamento.

    4.2.4 Acabamento superficial das camadas

    Aps ser aplicada a argamassa e atingido o tempo de sarrafeamento, segue a

    atividade do sarrafeamento, que consiste no aplainamento da superfcie revestida,

    utilizado uma rgua de alumnio apoiada nos referenciais de espessura,

    descrevendo um movimento de vaivm de baixo para cima. Concluda essa etapa,

  • 34

    as taliscas devem ser retiradas e os espaos deixados por elas, preenchidos.

    Depois de um intervalo de tempo adequado, feito o desempeno e o

    camuramento.

    O desempeno consiste na movimentao circular de uma ferramenta, denominada

    desempenadeira, sobre a superfcie do emboo ou da massa nica, imprimindo-se

    certa presso. Essa operao pode exigir a asperso de gua sobre a superfcie.

    O camuramento consiste na frico da superfcie do revestimento (massa nica ou

    reboco) com um pedao de esponja ou com uma desempenadeira com espuma,

    atravs de movimentos circulares. O camuramento proporciona uma textura mais

    lisa e regular para as superfcies, sendo recomendado no caso do acabamento final

    especificado do revestimento ser uma pintura com tintas minerais, com ltex acrlico

    sobre massa acrlica ou com textura acrlica em uma nica demo.

    As ferramentas empregadas nas operaes de sarrafeamento, desempeno e

    camuramento esto ilustradas na Figura 15.

    Figura 15 Ferramentas para as operaes de sarrafeamento, desempeno e

    camuramento

    4.2.5 Execuo dos detalhes construtivos

    A etapa de execuo dos detalhes construtivos, tais como as juntas de trabalho, as

    quinas e cantos, os peitoris, as pingadeiras e o reforo com tela pode ser realizada

    35

    antes do incio da execuo do revestimento ou logo aps o seu desempeno e

    camuramento, dependendo do tipo de detalhe. Esses procedimentos foram

    tratados no item 3.3.

    No caso do revestimento do tipo emboo e reboco, ainda deve ser feita a execuo

    do reboco aps todas as etapas. Essa atividade envolve a aplicao da argamassa

    sobre o emboo, atravs de uma desempenadeira, descrevendo um movimento

    ascencional.

    5 PROBLEMAS PATOLGICOS DO REVESTIMENTO DE ARGAMASSA

    5.1 Problemas patolgicos mais freqentes

    Durante muito tempo, admitia-se que o edifcio era previsto para durar

    indefinidamente, sem qualquer tipo de reparo. A ocorrncia cada vez maior de

    problemas patolgicos mostrou que, de fato, essa idia no correspondia

    realidade. O problema patolgico acontece quando o desempenho do produto

    ultrapassa o seu limite mnimo de desempenho desejado.

    No caso dos revestimentos de argamassa, as patologias mais freqentes so:

    a fissurao e o descolamento da pintura;

    a formao de manchas de umidade, com desenvolvimento de bolor;

    o descolamento da argamassa de revestimento da alvenaria;

    a fissurao da superfcie do revestimento;

    a formao de vesculas na superfcie do revestimento, causando o

    descolamento da pintura;

    o descolamento entre o reboco e o emboo.

    Dentre esses, destacada a importncia do problema das trincas nos edifcios, que

    podem ser sinais do comprometimento da segurana da estrutura e do desempenho

    da vedao quanto estanqueidade, durabilidade e isolao acstica, alm de

    causar um constrangimento psicolgico dos usurios.

  • 36

    5.2 Origens dos Problemas Patolgicos

    As origens para a ocorrncia dos problemas patolgicos no revestimento de

    argamassa de fachada podem estar associadas s fases de projeto, execuo e

    utilizao desse revestimento ao longo do tempo.

    Com relao fase de projeto, as patologias podem ocorrer pela ausncia do

    projeto do revestimento ou pela m concepo, pelos detalhes insuficientes ou

    deficientes dos elementos construtivos, pela seleo inadequada dos materiais ou

    das tcnicas construtivas, visando apenas diminuir os custos e tempo, no levando

    em considerao o desempenho do revestimento.

    Durante a fase de execuo, as patologias podem ocorrer em funo da no

    conformidade entre o projetado e o executado, das alteraes inadequadas das

    especificaes de projeto, da m qualidade dos materiais, das tcnicas inadequadas

    de produo e controle da argamassa e do revestimento, da mo-de-obra

    inadequada ou da atuao de agentes no previstos sobre o edifcio.

    Com relao fase de utilizao, as patologias podem ser devidas remodelao e

    ou alterao mal estudadas, degradao dos materiais por m utilizao dos

    usurios, ausncia ou insuficincia de manuteno.

    Todos esses fatores influenciam as propriedades do revestimento de argamassa,

    afetando o seu adequado desempenho ao longo da vida til esperada. Assim,

    necessrio considerar a definio da argamassa, das espessuras das camadas do

    revestimento, dos detalhes construtivos, dos procedimentos de execuo e controle

    para minimizar a ocorrncia dos problemas patolgicos no revestimento de

    argamassa.

    BIBILIOGRAFIA CONSULTADA

    ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS. Revestimentos de paredes e tetos em argamassas inorgnicas; terminologia - NBR 13529. Rio de Janeiro, 1995.

    ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS. Revestimentos de paredes e tetos em argamassas inorgnicas; classificao - NBR 13530. Rio de Janeiro, 1995.

    37

    ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS. Revestimentos de paredes e tetos em argamassas inorgnicas; especificao - NBR 13749. Rio de Janeiro, 1996.

    ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS. Revestimentos de paredes e tetos em argamassas inorgnicas; procedimentos para execuo - Projeto de norma 02:102.17-002. Rio de Janeiro, 1997.

    CINCOTTO, M.A.; SILVA, M.A.C.; CASCUDO, H.C. Argamassa de revestimento: caractersticas, propriedades e mtodos de ensaio. So Paulo, IPT, 1995. (Boletim 68).

    FIORITO, A.J.S.I. Manual de argamassa e revestimentos: estudos e procedimentos de execuo. So Paulo, PINI, 1994.

    MACIEL, L.L. O projeto e a tecnologia construtiva na produo dos revestimentos de argamassa de fachada. So Paulo, 1997. Dissertao (Mestrado) - Escola Politcnica, Universidade de So Paulo.

    SABBATINI, F.H. et al. Desenvolvimento tecnolgico de mtodos construtivos para alvenarias e revestimentos: recomendaes para execuo de revestimentos de argamassa para paredes de vedao e tetos. So Paulo, EPUSP-PCC, 1988. (Convnio EPUSP/ENCOL, Projeto EP/EN-01, Documento 1.F).

    SABBATINI, F.H. et al. Desenvolvimento de um novo processo construtivo em alvenaria estrutural no armada de blocos de concreto. So Paulo, EPUSP-PCC, 1991. (Convnio EPUSP/ENCOL, Projeto EP/EN-05).

    UNIVERSIDADE DE SO PAULO. Escola Politcnica. Departamento de Engenharia de Construo Civil. Tecnologia de produo de revestimentos de argamassa: conceitos bsicos e tecnologia de execuo. So Paulo, EPUSP/PCC/CPqDCC, 1995. (Convnio EPUSP/CPqDCC-G5, Projeto EPUSP-G5-1). /No publicado/

  • SUMRIO 1

    1 CONCEITOS BSICOS .................................................................................................................................1

    1.1 FUNES DO REVESTIMENTO DE ARGAMASSA ............................................................................................ 1 1.2 PROPRIEDADES DO REVESTIMENTO DE ARGAMASSA................................................................................... 2 1.2.1 PROPRIEDADES DA ARGAMASSA NO ESTADO FRESCO .............................................................................. 2

    1.2.1.1 Massa especfica e teor de ar incorporado .......................................................................................2 1.2.1.2 Trabalhabilidade...............................................................................................................................3 1.2.1.3 Reteno de gua ..............................................................................................................................3 1.2.1.4 Aderncia inicial ...............................................................................................................................4 1.2.1.5 Retrao na secagem ........................................................................................................................5

    1.2.2 PROPRIEDADES DA ARGAMASSA NO ESTADO ENDURECIDO...................................................................... 6 1.2.2.1 Aderncia ..........................................................................................................................................7 1.2.2.2 Capacidade de absorver deformaes ..............................................................................................7 .2.2.3 Resistncia mecnica ..........................................................................................................................8 1.2.2.4 Permeabilidade .................................................................................................................................8 1.2.2.5 Durabilidade .....................................................................................................................................9

    1.3 BASES DE APLICAO ............................................................................................................................... 10

    2 CLASSIFICAO E CARACTERIZAO DOS REVESTIMENTOS DE ARGAMASSA.................11

    2.1 CLASSIFICAO ......................................................................................................................................... 11 2.2 CARACTERIZAO DAS CAMADAS DO REVESTIMENTO.............................................................................. 12

    3 PARMETROS PARA O PROJETO DOS REVESTIMENTOS DE ARGAMASSA ............................13

    3.1 DEFINIES RELATIVAS ARGAMASSA .................................................................................................... 13 3.1.1 COMPOSIO E DOSAGEM....................................................................................................................... 13 3.1.2 PRODUO ............................................................................................................................................. 16 3.1.3 ORGANIZAO DO CANTEIRO DE OBRAS .................................................................................................. 18 3.2 ESPESSURAS RECOMENDADAS................................................................................................................... 20 3.3 DETALHES CONSTRUTIVOS ........................................................................................................................ 21 3.3.1 JUNTAS DE TRABALHO ............................................................................................................................ 21 3.3.2 PEITORIS................................................................................................................................................. 23 3.3.3 PINGADEIRAS.......................................................................................................................................... 24 3.3.4 QUINAS E CANTOS .................................................................................................................................. 25 3.3.5 REFORO DO REVESTIMENTO COM TELA METLICA................................................................................ 27

    4 TECNOLOGIA DE EXECUO DOS REVESTIMENTOS DE ARGAMASSA...................................28

    4.1 EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS .............................................................................................................. 28 4.2 PROCEDIMENTOS DE EXECUO ................................................................................................................ 29 4.2.1 PREPARAO DA BASE............................................................................................................................ 29 4.2.2 DEFINIO DE REFERNCIAS DO PLANO DO REVESTIMENTO ................................................................... 31 4.2.3 APLICAO DA ARGAMASSA................................................................................................................... 33 4.2.4 ACABAMENTO SUPERFICIAL DAS CAMADAS............................................................................................ 33 4.2.5 EXECUO DOS DETALHES CONSTRUTIVOS ............................................................................................ 34

    5 PROBLEMAS PATOLGICOS DO REVESTIMENTO DE ARGAMASSA .........................................35

    5.1 PROBLEMAS PATOLGICOS MAIS FREQENTES .......................................................................................... 35 5.2 ORIGENS DOS PROBLEMAS PATOLGICOS ................................................................................................. 36

    BIBILIOGRAFIA CONSULTADA .................................................................................................................36

    ERRO! INDICADOR NO DEFINIDO.

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