Apostila - Instalacoes Eletricas Prediais

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COORDENAÇÃO DE ELETROTÉCNICA João Pessoa, janeiro de 2013. COORDENAÇÃO DE ELETROTÉCNICA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS PROFESSOR: RONIMACK TRAJANO DE SOUZA, M.Sc.…

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COORDENAÇÃO DE ELETROTÉCNICA João Pessoa, janeiro de 2013. COORDENAÇÃO DE ELETROTÉCNICA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS PROFESSOR: RONIMACK TRAJANO DE SOUZA, M.Sc. 1 João Pessoa, janeiro de 2013. COORDENAÇÃO DE ELETROTÉCNICA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS PROFESSOR: RONIMACK TRAJANO DE SOUZA, M.Sc. 2 INTRODUÇÃO O trabalho com eletricidade exige procedimentos padronizados e treinamento específico, sendo bastante vulnerável à ocorrência de acidentes, inclusive fatais. A probabilidade de ocorrência de acidentes é ainda mais agravada quando se desenvolve trabalhos em altura, visto que em alguns casos, os trabalhadores envolvidos não possuem a habilidade necessária, tampouco utilizam equipamentos e dispositivos para sua segurança e para os demais membros da equipe. Embora as tarefas executadas pelos alunos no laboratório sejam executadas com as instalações desenergizadas, há os riscos adicionais como altura, manuseio de ferramentas e quedas de equipamentos elétricos utilizados nas tarefas práticas. Por isso, as tarefas devem estabelecer os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos professores, alunos e demais envolvidos que interagem direta ou indiretamente com as atividades do laboratório, conforme determina a Norma Regulamentadora Nº 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade e Norma Regulamentadora N° 36 – Trabalhos em Altura do MTE. Esta apostila é destinada à execução de instalações elétricas residenciais. Para a elaboração de projetos elétricos e execução de instalações elétricas complexas, é recomendada a consulta às normas da concessionária e as normas da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, além de literaturas técnicas especializadas em instalações elétricas. Para que o profissional responsável pela execução das instalações elétricas possa desenvolver seu trabalho, se faz necessário que o mesmo saiba interpretar o projeto elétrico de uma unidade. Para isso, o mesmo deve ser capaz de interpretar símbolos gráficos que são normatizados pela ABNT e utilizados nos projetos elétricos. METODOLOGIA  Aulas expositivas;  Aulas práticas; AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM  Assiduidade;  Segurança e organização na execução de tarefas de montagens;  Desenvoltura e companheirismo, durante o período de tarefas de montagens;  Provas práticas. 3 1. NOÇÕES GERAIS SOBRE A ELETRICIDADE São abordados nesta apostila aspectos sobre a eletricidade, de uma forma simplificada, buscando oferecer uma visão genérica sobre o assunto. Para maiores detalhes e informações, sugere-se procurar uma literatura técnica especializada em eletricidade e instalações elétricas. 1.1 ENERGIA Energia é a capacidade de produzir trabalho e ela pode se apresentar sob várias formas. As principais fontes de energia elétrica existente são: hídrica, térmica, nuclear, geotérmica, eólica, marés e fotovoltaica. Uma das mais importantes características da energia é a possibilidade de sua transformação de uma forma para outra. Por exemplo: a energia térmica pode ser convertida em energia mecânica (motores de combustão interna), energia química em energia elétrica (pilhas) etc. 1.1.1 Energia Elétrica A energia elétrica é uma forma de energia que pode ser transportada com maior facilidade. Para chegar a uma casa, nas ruas, no comércio, ela percorre um longo caminho a partir das usinas geradoras de energia. As usinas de alta capacidade de geração de energia elétrica estão geralmente localizadas em locais distantes dos grandes centros. Atualmente, existem pequenas usinas produtoras de energia elétrica instaladas em fábricas, estas têm como finalidade principal fornecer o complemento de energia elétrica em determinados horários, onde as tarifas de energia elétrica são altas, ou até mesmo suprir toda a necessidade de energia elétrica necessária para o funcionamento da fábrica, ficando neste caso, livre de grandes contratos com as concessionárias de energia elétrica. A energia elétrica passa por 3 principais etapas: a) Geração: - A energia elétrica é produzida a partir da energia mecânica de rotação de um eixo de uma turbina que movimenta um gerador. Esta rotação é causada por diferentes fontes primárias, como por exemplo, a força da água que cai (hidráulica), a força do vapor (térmica) que pode ter origem na queima do carvão, óleo combustível ou, ainda, na fissão do urânio (nuclear). Na geração de energia elétrica uma tensão alternada é produzida, a qual é expressa por uma onda senoidal, com frequência fixa e amplitude que varia conforme a modalidade do atendimento em baixa, média ou alta tensão. Em nosso país a produção de energia elétrica provém, na sua maior parte, de usinas hidrelétricas, mas existem também em pequena escala usinas termoelétricas e eólicas. Na Figura 1 está apresentado um esboço de uma usina hidroelétrica, a qual é responsável pela geração de energia elétrica. 4 Figura 1 – Sistema de geração de energia – Usina Hidrelétrica. Nas Usinas Hidroelétricas a fonte primária de energia é a Energia Hidráulica produzida a partir do movimento da água. A força da queda de um grande volume de água represada é utilizada para movimentar turbinas que acionam um gerador elétrico. b) Transmissão: - As usinas nem sempre se situam próximas aos centros consumidores de energia elétrica. Por isso, é preciso transportar a energia elétrica produzida nas usinas até os locais de consumo: cidades, indústrias, propriedades rurais, etc. Para viabilizar o transporte de energia elétrica, são construídas as subestações elevadoras de tensão e as linhas de transmissão de energia elétrica. Em geral apenas poucos consumidores com um alto consumo de energia elétrica são conectados às redes de transmissão onde predomina a estrutura de linhas aéreas. c) Distribuição: - A Rede de Distribuição recebe a energia elétrica em um nível de tensão adequado à sua Distribuição por toda a cidade, porém, inadequada para sua utilização imediata para a maioria dos consumidores. Assim, os transformadores instalados nos postes das cidades fornecem a energia elétrica diretamente para as residências, para o comércio e outros locais de consumo, no nível de tensão (220/380 Volts, por exemplo), adequado à utilização. 1.2 CONDUTORES ELÉTRICOS O condutor é o componente do circuito que conduz a corrente elétrica entre os diversos pontos do circuito. Ele é tão mais eficaz quanto maior for sua capacidade de facilitar a passagem da corrente. Por causa disso, os condutores elétricos são fabricados com materiais cuja formação atômica facilita a ocorrência de uma corrente elétrica, ou seja, materiais que conduzem eletricidade com maior eficácia devido a sua condutibilidade. Os metais são condutores de corrente elétrica. Entretanto determinados metais conduzem melhor a corrente elétrica do que outros, ou seja, alguns oferecem menor resistência à passagem da corrente elétrica. Na Figura 2 é apresentada uma ilustração de um condutor elétrico. A resistência elétrica de um condutor pode ser expressa pela fórmula: Figura 2 – Condutor elétrico. 5 Onde: R = Resistência elétrica do condutor - Ω ρ = Resistividade (varia com o material empregado) – Ωmm²/m L = Comprimento do condutor - m S = Seção (área) transversal do condutor - mm² Observação: O inverso da resistência elétrica tem o nome de Condutividade. Os metais mais usados para condução de energia elétrica são:  Prata - utilizada em pastilhas de contato de contatores, relés, etc. Resistividade média é 0,016 Ωmm²/m a 20ºC;  Cobre - utilizado na fabricação de fios em geral e equipamentos elétricos (chaves, interruptores, tomadas, etc). Resistividade média do cobre duro é 0,0179 Ωmm2/m a 20ºC;  Alumínio - utilizado na fabricação de condutores para linhas e redes por ser mais leve e de custo mais baixo. Resistividade média é 0,028 Ωmm²/m a 20º C. Os materiais mais utilizados como condutores elétricos são o cobre e o alumínio. Esses dois materiais apresentam vantagens e desvantagens em sua utilização. A tabela a seguir apresenta em destaque os itens nos quais um material apresenta vantagem sobre o outro. Em instalações residenciais, comerciais e industriais, o condutor de cobre é o condutor mais utilizado. Devido a sua menor densidade, o condutor de alumínio é mais empregado em linhas de transmissão de energia. A menor densidade dos condutores é um fator financeiro determinante, visto que a densidade dos condutores refletem diretamente no projeto das torres de sustentação, com isso as torres podem ser menos reforçadas, reduzido desta forma os custos na confecção das mesmas. 1.2.1 Considerações Básicas sobre os Condutores Os condutores de metal podem ter os seguintes tipos de formação:  Fio – formado por um único fio sólido;  Cabo – formado por encordoamento de diversos fios sólidos. Na Figura 3 são apresentadas duas ilustrações que distinguem os condutores elétricos quanto à formação. 6 Figura 3 – Condutor elétrico. Quanto ao isolamento, os condutores podem ser isolados ou não, dependendo da aplicação.  Isolação – é um termo qualitativo referindo-se ao tipo do produto da capa para isolar eletricamente o condutor de metal;  Isolamento – é quantitativo, referindo-se à classe de tensão para a qual o condutor foi projetado; Quando o condutor não tem isolação (capa) é chamado de condutor “Nu”. A camada de isolação de um condutor pode ser de compostos termoplásticos como o PVC (Cloreto de Polivinila) ou por termofixos (vulcanização) como o EPR (Borracha Etileno-propileno) e o XLPE (Polietileno Reticulado). Tipo de isolação Temperatura máxima para serviço contínuo (condutor °C) Temperatura limite de sobrecarga (condutor °C) Temperatura limite de curto- circuito (condutor °C) Cloreto de polivilina (PVC) 70 100 160 Borracha etileno- propileno (EPR) 90 130 250 Polietileno reticulado (XLPE) 90 130 250 No Brasil, até 1982, os condutores elétricos eram fabricados de acordo com a escala AWG /MCM. A partir daquele ano, de acordo com o plano de metrificação do INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, foi implantada a série métrica conforme as normas da IEC – International Eletrotecnical Comission. A escala de fabricação dos condutores adotada no Brasil é a “série métrica” onde os condutores são representados pela sua seção transversal (área) em mm². (milímetros quadrados). Normalmente são fabricados condutores para transportar a energia elétrica nas seções de 0,5 mm² a 500 mm². Os fios são geralmente encontrados até a seção de 16 mm². A Norma vigente, a NBR 5410/97 prevê em instalações de baixa tensão, o uso de condutores isolados (unipolares e multipolares) e cabos “nus” (utilizados principalmente em Aterramentos). 7 Um condutor isolado é constituído por um fio ou cabos recoberto por uma isolação. Um cabo unipolar é constituído de um condutor isolado recoberto por uma camada para a proteção mecânica, denominada cobertura. A Figura 4 e a Figura 5 apresentam condutores isolados, sendo fios e cabos respectivamente. Figura 4 – Condutor isolado (fios). Figura 5 – Condutor isolado (cabos). Um cabo multipolar é constituído por dois ou mais condutores isolados, envolvidos por uma camada para a proteção mecânica, denominada também, de cobertura. Na Figura 6 é apresentada uma ilustração de um cabo multipolar. Figura 6 – Condutor multipolar. Um Cabo “nu” é constituído apenas pelo condutor propriamente dito, sem isolação, cobertura ou revestimento. Na Figura 7 é apresentada uma ilustração de um cabo nu. Figura 7 – Condutor nu. Todos os condutores elétricos devem estar devidamente protegidos contra sobrecargas e curtos-circuitos. A proteção deverá ser feita através de fusíveis ou disjuntores adequados. Tais dispositivos de proteção deverão ser dimensionados de acordo com a capacidade de condução de corrente do condutor estabelecida pela norma vigente e que, também, é fornecida pelo fabricante. 8 As normas da ABNT aplicáveis a fios e cabos são:  NBR-6880 para condutores de cobre para cabos isolados.  NBR-6148 para fios e cabos com isolação sólida extrudada de cloreto de polivinila para tensões até 750V. 1.2.2 Especificações A identificação dos condutores Fase, Neutro e Proteção, é feita através de cores padronizadas da isolação, com o objetivo de facilitar a execução e/ou manutenção/reforma na instalação elétrica, bem como, aumenta a segurança da pessoa que está lidando com a instalação elétrica. A Norma NBR 5410 determina que os condutores isolados deve ser identificados pela cor da Isolação, conforme a sua função:  Condutor Neutro (N): a isolação deve ser sempre na cor azul claro;  Condutor de Proteção (PE): a isolação deve ser na cor dupla verde amarela ou verde;  Condutor de Proteção (PEN): a isolação deve ser na cor azul claro com anilhas verde- amarelo nos pontos visíveis ou acessíveis, na isolação do condutor isolado;  Condutor Fase (F): a isolação deverá ser de cores diferentes dos condutores, Neutro e o de Proteção (PE). Por exemplo: usar isolação de cores vermelha e/ou preta. Em nenhuma hipótese, podem ser trocadas essas cores. Exemplo os cabos com isolação verde-amarela não podem ser utilizados como condutor fase. 1.3 ILUMINAÇÃO – TIPOS DE LÂMPADAS Segundo a empresa de fabricação de lâmpadas (Philisps), a iluminação consome em torno de 19% da energia produzida no mundo e grande parte das instalações de iluminação do planeta utiliza tecnologias antigas e pouco eficientes, aliadas ao uso inadequado de lâmpadas nos mais diversos ambientes. Investir em sistemas de iluminação mais eficientes e duráveis ajuda a reduzir o consumo de energia de maneira significativa, a economizar dinheiro e contribuir para a preservação do meio ambiente. Existem lâmpadas de diferentes tipos, umas servem para fins de iluminação, outras têm aplicações especiais. As características mais importantes em uma lâmpada são:  O fluxo luminoso que produz, ou seja, a iluminação que dá (medido em lumen);  A eficiência luminosa, muitas vezes designada por "rendimento luminoso" (h), que é a razão entre o fluxo luminoso (em lúmen) produzido e a energia elétrica (em Watt) consumida pela lâmpada;  Duração (em horas), ou seja, o tempo de vida médio da lâmpada;  O índice de reprodução de cor (IRC) define o quanto uma lâmpada vai ou não distorcer cores dos objetos ou ambiente ao qual está iluminando, o IRC varia conforme o tipo de lâmpada. Os tipos de lâmpadas mais comuns são: 9 1.3.1 Lâmpadas Incandescentes São as lâmpadas mais antigas, e ainda muito utilizadas em residências. Por serem de baixa eficiência (gastam muita energia para produzir muito calor e pouca luz - apenas 5% da energia elétrica consumida são transformadas em luz, o restante é transformado em calor), estão sendo substituídas pelas lâmpadas fluorescentes compactas.  Uso: Em residências e espaços comerciais – para iluminação geral (em pendentes, plafons, lustres), iluminação decorativa ou de efeito (abajures, arandelas, luminárias de piso). Os modelos de lâmpadas espelhadas são para o uso em spots, para que a luz não seja desperdiçada, mas sim focada. Também estão presentes na iluminação interna de fogões e geladeiras;  Características: Luz amarelada, excelente reprodução de cores, emitem calor; Na Figura 8 são apresentadas ilustrações de diferentes tipos de lâmpadas incandescentes. (a) (b) (c) (d) Figura 8 – Exemplos de lâmpadas incandescentes: (a) Bulbo transparente, (b) Bulbo leitoso para iluminação não ofuscante, (c) Lâmpada vela e (d) Lâmpada incandescente para fogão e geladeira. 1.3.2 Lâmpadas Halógenas Também são consideradas lâmpadas incandescentes, mas por possuírem halogêneo (bromo ou iodo) em sua constituição, são chamadas de lâmpadas halógenas. Elas são divididas em 2 grupos: para serem utilizadas em tensão de rede 110 V ou 220 V – consideradas de baixa eficiência, mas superiores às lâmpadas incandescentes comuns; e para serem utilizadas em redes de baixa tensão – 12 V (obrigatório o uso de transformador), apresentando alta eficiência.  Uso: Para destacar objetos ou uma determinada área, pois apresentam alto controle do facho de luz. Indicadas para residências e comércios, podem ser utilizadas em pendentes, lustres e em spots embutidos. Alguns modelos estão disponíveis em diferentes cores.  Características: Luz amarelada, excelente reprodução de cores, emitem calor, possuem durabilidade maior que as demais incandescentes; Na Figura 9 são apresentadas ilustrações de diferentes tipos de lâmpadas halógenas. Figura 9 – Exemplos de lâmpadas halógenas de cores e modelos variados. 10 1.3.3 Lâmpadas Fluorescentes Constituem as lâmpadas mais utilizadas e mais indicadas para o uso residencial e comercial, pois apresentam alta eficiência e baixo consumo de energia. São comercializadas nos modelos: tubular (reator externo) e compacta eletrônica (reator integrado).  Uso: Substituem as lâmpadas incandescentes e podem ser utilizadas na iluminação geral de residências e comércios (em pendentes, plafons, lustres), iluminação decorativa ou de efeito (abajures, arandelas, luminárias de piso).  Características: há lâmpadas fluorescentes com diferentes cores de luz (branca, azulada, amarelada, etc.), baixa emissão de calor, reprodução de cor de aproximadamente 85%; Na Figura 10 são apresentadas ilustrações de diferentes tipos de lâmpadas fluorescentes. Figura 10 – Exemplos de lâmpadas fluorescentes de cores e modelos variados. 1.3.4 Lâmpadas de Descarga (HID) Uma descarga (de alta pressão) elétrica entre os eletrodos leva os componentes internos (gases sódio, xenon, mercúrio – cada modelo de lâmpada de descarga apresenta um tipo de gás) do tubo de descarga a produzirem luz. Este tipo de lâmpada leva de 2 a 15 minutos para acender por completo e necessitam de reatores eletrônicos para sua ignição (acionamento) e operação (manter-se ligada). Possui baixo consumo de energia e a luz produzida é extremamente brilhante, possibilitando a iluminação de grandes áreas, além de serem compactas, os principais tipos são: multivapores metálicos, vapor de sódio, vapor de mercúrio e lâmpadas mistas.  Uso: São utilizadas principalmente na iluminação interna de grandes lojas, galpões, fábricas, em vitrines e na iluminação de áreas externas (postes de ruas).  Características: há lâmpadas de descarga com diferentes qualidades de reprodução de cores e durabilidade variável, alguns modelos emitem menos calor que as halógenas; Na Figura 11 são apresentadas ilustrações de diferentes tipos de lâmpadas de descargas. 11 Figura 11 – Exemplos de lâmpadas de descargas: (a) Vapor de Sódio Ovoide, (b) Vapor Metálico Tubular. 1.3.5 LED´s - Lighting Emitted Diodes (Diodo Emissor de Luz) Consideradas as lâmpadas mais modernas – produto de última tecnologia. Convertem energia elétrica diretamente em energia luminosa, através de pequenos chips. É um produto ecologicamente correto, pois seu consumo de energia é muito baixo e apresenta uma vida extremamente longa; utilizam baixa tensão de rede (10 V ou 24 V), logo necessitam de transformadores para converterem a energia. Devido à alta eficiência e ao baixo consumo estão substituindo as lâmpadas fluorescentes no uso residencial.  Uso: Iluminação de destaque em ambientes residenciais e comerciais. Podem ser utilizadas em spots (sobre bancadas, objetos decorativos), arandelas (criar efeitos na parede), balizadores (iluminação de corredores e escadas) e na iluminação de fachadas.  Características: possui baixíssimo consumo de energia e vida útil muito grande, há lâmpadas de diferentes tonalidades de cores e não emitem calor; Na Figura 12 são apresentadas ilustrações de diferentes tipos de lâmpadas tipo LED. Figura 12 – Exemplos de LED’s utilizados na iluminação de ambientes. 1.4 INTERRUPTORES E TOMADAS DE USO GERAL Existem diversos tipos de interruptores e tomadas de uso geral, sendo que cada um, é adequado para uma determinada aplicação. Para a correta aplicação dos componentes, sugere-se consultar os catálogos de fabricantes com o objetivo de identificar, quais os dispositivos mais apropriados para cada situação. Os Interruptores podem ser simples, duplos, triplos, intermediários (four way), paralelos (three way), bipolares, “dimmers”, pulsadores, etc, sendo que cada um é próprio para ser usado em uma determinada função específica. Alguns tipos proporcionam mais conforto e segurança, economia de energia do que os outros. Na Figura 13(a) são apresentadas ilustrações de diversos tipos de interruptores, de uma, duas e três seções, respectivamente, além de um interruptor para campainha. 12 Na Figura 13(b) são apresentadas ilustrações dos contatos dos interruptores, de dois contatos (interruptor simples), de três contatos (interruptor three-way) e de quatro contatos (interruptor four- way), respectivamente. (a) (b) Figura 13 – Tipos de interruptores. Os dimmers são interruptores que, através de um circuito (geralmente eletrônico), variam a tensão entre os terminais da lâmpada, alterando a intensidade luminosa da lâmpada instalada em seu circuito, podendo proporcionar economia de energia elétrica. Entretanto, somente as lâmpadas que podem trabalhar com tensões menores que a tensão nominal, permitindo dessa forma o funcionamento através de dimmers. Existem interruptores tipo “dimmer” nos modelos de interruptor simples e interruptor paralelo. A instalação do “dimmer” é feita do mesmo modo que a do interruptor correspondente. As tomadas de uso geral, recomendadas são as de 2P + T, para conter os Condutores Fase, Neutro e o de Proteção (PE ou fio terra). Os interruptores e tomadas de uso geral (TUG) para serem utilizados em instalações elétricas residenciais, são feitos para suportar com segurança, uma determinada corrente e tensão, máximas. As correntes elétricas máximas para as tomadas, geralmente são de 10, 15 ou 20 A. O nível de isolamento (tensão elétrica), normalmente é de 250 V. O significado dos dados técnicos dos dispositivos projetados para suportar uma corrente elétrica máxima de 10 A e uma tensão elétrica de 250 V, é o seguinte:  Em termos de corrente elétrica: não ligar uma carga em 220 V, maior do que 2.200 VA (10 A x 220 V).  Em termos de tensão elétrica: não ligar esses dispositivos em um o circuito elétrico, quando a tensão elétrica for maior do que 250 Volts. Existem diversos dispositivos com valores de carga diferentes (menores ou maiores) dos mencionados anteriormente. Por isso, sempre deve ser consultado os catálogos dos fabricantes de dispositivos, para se certificar para qual a corrente e tensão, máximas, foi projetado o dispositivo para funcionar. Existem ainda as tomadas de uso específico (TUE), as quais são destinadas ao uso de equipamentos como: ar condicionado, chuveiro elétrico, torneira elétrica, etc. Para essas tomadas se faz necessário considerar a carga do equipamento elétrico a ser ligado, com o objetivo de dimensionar 13 previamente a corrente elétrica do equipamento, para o consequente dimensionamento da capacidade de corrente da tomada de energia. 1.4.1 Conformidade dos Interruptores e Tomadas É importante que todo produto esteja em conformidade com as normas vigentes da ABNT e do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO. No ano de 2006, através da resolução nº11 do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – CONMETRO - (20/12/2006) ficou estabelecido que a partir de 01 de janeiro de 2009 os fabricantes e importadores de plugues e tomadas somente poderiam fornecer produtos de acordo com o Padrão Brasileiro ABNT NBR 14136. Para fabricantes e importadores de equipamentos o prazo para a aplicação dos plugues do cordão de alimentação dentro Padrão Brasileiro foi em 01 de janeiro de 2010. O novo padrão de plugue e tomadas foi estabelecido com o objetivo de proporcionar uma maior proteção contra contato acidental (choque elétrico). Nas Figura 14(a) e 14(b) são apresentadas ilustrações sobre o novo padrão, observa-se que além da proteção contra choques elétricos, há uma distinção entre a capacidade de condução de corrente elétrica, não sendo possível conectar um plugue de 20 A em uma tomada de 10 A, o que poderia provocar uma sobrecarga na tomada. (a) Figura 1.5 ACESSÓRIOS As lâmpadas incandescente dentre outras, apresentam dois terminais, um em forma de rosca metálica e o outro na forma de um pequeno disco, conforme ilustrado na através de um receptáculo. O receptáculo com rosca metálica interna, onde é atarraxada a lâmpada, e os bornes nos quais condutores. Serve como ponto de conexão intensidade da corrente e a tensão. Norm lâmpadas de potência elevada, usa receptáculo de porcelana. (a) Figura 15 – Componentes elétricos. (a) lâmpada incandescente. (b) receptáculo e Além dos componentes acima citados, utilizar são utilizados para acomodar os condutores, fornecendo principalmente. Na Figura 16 são apresentadas ilustrações de eletrodutos e acessórios (curvas e luva). (b) Figura 14 – Novo padrão de plugues e tomadas. incandescentes, fluorescentes compacta, vapor de sódio, vapor de mercúrio, dois terminais, um em forma de rosca metálica e o outro na forma de um ilustrado na Figura 15(a). O encaixe das lâmpadas na luminária é realizado através de um receptáculo. O receptáculo possui uma base de porcelana ou ou interna, onde é atarraxada a lâmpada, e os bornes nos quais condutores. Serve como ponto de conexão entre a lâmpada e os condutores. Na base estão indicadas intensidade da corrente e a tensão. Normalmente, as bases mais usadas são para roscas E potência elevada, usa-se a base E-40. Na Figura 15(b) são apresentadas imagens de um (b) Componentes elétricos. (a) lâmpada incandescente. (b) receptáculo e Além dos componentes acima citados, utilizar-se-ão eletrodutos e caixas. Os eletrodutos são utilizados para acomodar os condutores, fornecendo-lhes a proteção mecânica contra impactos são apresentadas ilustrações de eletrodutos e acessórios (curvas e luva). 14 s, fluorescentes compacta, vapor de sódio, vapor de mercúrio, dois terminais, um em forma de rosca metálica e o outro na forma de um encaixe das lâmpadas na luminária é realizado ou outro material isolante, interna, onde é atarraxada a lâmpada, e os bornes nos quais são ligados os entre a lâmpada e os condutores. Na base estão indicadas a bases mais usadas são para roscas E-27; para são apresentadas imagens de um Componentes elétricos. (a) lâmpada incandescente. (b) receptáculo e-27. ão eletrodutos e caixas. Os eletrodutos lhes a proteção mecânica contra impactos são apresentadas ilustrações de eletrodutos e acessórios (curvas e luva). 15 Figura 16 – Eletrodutos e acessórios. As caixas servem tanto de isolamento como de suporte para os componentes: fiação, interruptores, luminárias, tomadas, entre outros. Na Figura 17 são apresentadas ilustrações de diversos tipos de caixas utilizadas em instalações elétricas. As caixas instaladas embutidas são geralmente de PVC, enquanto que as caixas instaladas aparentes são geralmente metálicas ou de algum material de alta resistência mecânica. Figura 17 – Caixas de utilizadas em instalações elétricas. Para a proteção das pessoas e dos circuitos são utilizados disjuntores. Um disjuntor é um dispositivo eletromecânico, que funciona como um interruptor automático, destinado a proteger uma determinada instalação elétrica contra possíveis danos causados por curto-circuito e sobrecargas elétricas. A sua função básica é a de detectar picos de corrente que ultrapassem um valor pré- estabelecido para o circuito, interrompendo-a imediatamente antes que os seus efeitos térmicos e mecânicos possam causar danos à instalação elétrica protegida. Por outro lado, além de dispositivos de proteção, os disjuntores servem também de dispositivos de manobra, funcionando como interruptores normais que permitem interromper manualmente a passagem de corrente elétrica. Na Figura 18Figura 18 são apresentadas ilustrações de disjuntores de 1, 2, 3 e 4 pólos, respectivamente. Figura 18 – Disjuntor de 1, 2 3 e 4 pólos, respectivamente. Uma das principais características dos disjuntores é a sua capacidade em poderem ser rearmados manualmente, depois de interromperem a corrente em virtude da ocorrência de uma falha. Diferem assim dos fusíveis, que têm a mesma função, mas que ficam inutilizados quando realizam a interrupção. 16 Em eletrônica e em engenharia elétrica, fusível é um dispositivo de proteção contra sobrecorrente em circuitos. Consiste de um filamento ou lâmina de um metal ou liga metálica de baixo ponto de fusão que se intercala em um ponto de uma instalação elétrica, para que se funda, por efeito Joule, quando a intensidade de corrente elétrica superar um determinado valor, devido a um curto- circuito ou sobrecarga, o que poderia danificar a integridade dos condutores, com o risco de incêndio ou destruição de outros elementos do circuito. Fusíveis e outros dispositivos de proteção contra sobrecorrente são uma parte essencial de um sistema de distribuição de energia para prevenir incêndios ou danos a outros elementos do circuito. Para especificarmos o fusível que queremos adotar, utilizamos a IEC utiliza a montagem com 2 letras, sendo que a primeira letra, denomina a "Faixa de Interrupção" , ou seja, que tipo de sobrecorrente o fusível irá atuar, que são elas:  "g" - Atuação para sobrecarga e curto  "a" - Atuação apenas para curto-circuito, A segunda letra denomina a "Categoria de Utilização", ou seja, que tipo de equipamento o fusível irá proteger, que são elas:  "L/G" - Proteção de cabos e uso geral  "M" - Proteção de Motores  "R"- Proteção de circuitos com semicondutores Sendo assim, temos as montagens dos principais fusíveis utilizados no mercado:  "gL/gG"- Fusível para proteção de cabos e uso geral (Atuação para sobrecarga e curto)  "aM" - Fusível para proteção de motores  "aR" -Fusível para proteção de semicondutores Nas Figura 19aFigura 19, 19b, 19c e 19d são apresentadas ilustrações de fusíveis tipo lâmina, tipo NH, tipo cartucho de vidro e tipo Diazed, respectivamente. (a) (b) (c) (d) Figura 19 – Fusíveis de proteção. (a) Automotivo. (b) NH. (c) Vidro e (d) Diazed. Os disjuntores e/ou fusíveis devem ser instalados em quadro de distribuição de circuitos. Um quadro de distribuição é um equipamento elétrico destinado a receber energia elétrica de uma ou mais fontes de alimentação e distribuí-las a um ou mais circuitos e assim disponibilizar energia elétrica 17 para toda a instalação. Na Figura 20Figura 20 são apresentadas ilustrações de diversos tipos de quadros de distribuição. Figura 20 – Quadros de distribuição. A energia elétrica que supre uma unidade residencial ou industrial, antes de alimentar a unidade ela é medida, para posteriormente ser faturada pela concessionária de serviços elétricos. A medição de energia elétrica é realizada através de um medidor de energia elétrica. O Medidor de energia elétrica é um dispositivo ou equipamento eletromecânico e/ou eletrônico capaz de medir o consumo de energia elétrica. A unidade mais usada é kWh. Está presente na maioria de casas e habitações no mundo moderno. Pode ser ligado diretamente entre a rede elétrica e a carga (casa) ou através de transformadores de acoplamento de tensão e/ou corrente. Nas Figura 21Figura 21a e 21b são apresentadas ilustrações de medidores de energia elétrica, do tipo eletromecânico e eletrônico, respectivamente. (a) (b) Figura 21 – Medidor de energia elétrica. (a) Eletromecânico. (b) Eletrônico. 18 1.5.1 Fornecimento de energia elétrica As Normas vigentes das concessionárias em sua grande maioria estabelecem que as unidades consumidoras ligadas em baixa tensão (Grupo B) podem ser atendidas das seguintes maneiras. Aqui na Paraíba o fornecimento de energia elétrica se dá:  A dois fios: Uma Fase e um Neutro, Tensão de 220 V (F-N);  A três fios: Duas Fases e um Neutro, Tensões de 220 V (F-N) ou 380 V (F-F);  A quatro fios: Três Fases e um Neutro, Tensões de 220 V (F-N) ou 380 V (F-F); Observação: A unidade consumidora será atendida por 2, 3 ou 4 fios, em função da demanda prevista para a unidade em (kW), ou quando há necessidade de utilização de equipamentos especiais bifásicos ou trifásicos. 1.6 UNIDADES DE GRANDEZAS ELÉTRICAS As unidades geralmente utilizadas no Brasil que representam as grandezas elétricas são: 1.7 TIPOS DE INSTALAÇÃO As instalações embutidas apresentam normalmente a rede de condutores disposta internamente em eletrodutos (tubos metálicos ou de PVC) e caixas de passagens, que por sua vez, são montados no interior das paredes, pisos, e tetos da edificação. São utilizadas principalmente em residências onde os pontos de luz e tomadas da edificação não sofre significativas mudanças de localização. Na Figura 22(a) é apresentada uma ilustração de uma instalação elétrica do tipo embutida na parede. As instalações aparentes são utilizadas principalmente em indústrias e alguns prédios comerciais, onde há geralmente ocorrem alterações/reformas sucessivas da instalação elétrica. Na Figura 22(b) é apresentada uma ilustração de uma instalação elétrica do tipo aparente, instalada em parede. 19 (a) (b) Figura 22 – Instalação elétrica embutida na parede. 1.8 DIAGRAMAS ELÉTRICOS UNIFILAR E MULTIFILAR Diagrama elétrico é a representação de uma instalação elétrica ou parte dela, por meio de símbolos gráficos.  Diagrama unifilar é representado por meio de símbolos gráficos dos componentes da instalação, situados na planta baixa, apresentando a posição física dos elementos. No diagrama apresentado na Figura 23(a), aparecem: interruptor de uma seção, ponto de luz incandescente, eletrodutos e condutores. Esse diagrama permite verificar a disposição de elementos de um circuito. Nesse caso, observa-se que há um interruptor simples próximo à porta, comandando um ponto de luz. Eles estão ligados por condutores que passam no interior dos eletrodutos.  Diagrama multifilar ou funcional é a representação do circuito elétrico por meio de símbolos gráficos, permitindo analisar o seu funcionamento. Como se pode observar na Figura 23(b), o condutor fase é conectado ao interruptor, para uma perfeita interrupção do circuito. Desta forma, com o interruptor desligado (aberto) pode-se trocar a lâmpada sem risco, já que o condutor fase é o que possui o maior potencial. O condutor retorno é o que interliga interruptor e lâmpada. (a) (b) Figura 23 - Instalação de uma lâmpada incandescente acionada com um interruptor de uma seção.(a) Diagrama unifilar. (b) Diagrama multifilar. 1.9 SIMBOLOGIA GRÁFICA Para uma melhor compreensão, e como forma de facilitar a identificação dos componentes, equipamentos e outros elementos que possam ser utilizados nas instalações elétricas 20 são utilizados símbolos gráficos que representam elementos da instalação elétrica. Com isso, o projetista pode dar início ao desenho do projeto elétrico na planta residencial ou industrial, utilizando- se de uma simbologia gráfica. A seguir será apresentada a simbologia adotada pela NBR 5444 para os principais elementos/componentes utilizados nas instalações elétricas. Símbolos Significado Símbolos Significado Eletroduto embutido no teto ou parede S1a Interruptor de uma seção, (“a” - indica o ponto comandado) Eletroduto embutido no piso S2ab Interruptor de duas seções Condutor de fase no interior do eletroduto S3abc Interruptor de três seções Condutor neutro no interior eletroduto S3w Interruptor paralelo ou Three- Way Condutor de retorno no interior do eletroduto S4w Interruptor intermediário ou Four-Way Condutor terra no interior do eletroduto Tomada de luz na parede, baixo (300 mm do piso acabado) Condutor fase, neutro e retorno para campainha Tomada de luz a meio a altura (1.300 mm do piso acabado) Cigarra Tomada de luz alta (2.000 mm do piso acabado) Campainha Botão de Campainha na parede ou cigarra Ponto de luz incandescente no teto (embutido) Quadro para medidor Ponto de luz fluorescente no teto Ponto de luz incandescente no teto. 21 Ponto de luz fluorescente na parede Ponto de luz incandescente na parede (arandela) Ponto de luz fluorescente no teto (embutido) Quadro de distribuição geral de luz e força aparente Quadro de distribuição geral de luz e força embutido 22 2. Montagens experimentais 2.1 EMENDA DE CONDUTORES 2.1.1 Material Utilizado  Fios;  01 alicate universal;  01 alicate de bico;  Fita isolante;  01 canivete ou estilete. 2.1.2 Introdução Comumente o eletricista se depara com um problema: o percurso da instalação em linha é maior que o fio condutor disponível. Que fazer então? Ele deverá executar uma ou mais emendas. Essas emendas, entretanto, poderão se transformar mais tarde fontes de mau contato, produzindo aquecimento e, portanto, perigos de incêndio ou de falhas no funcionamento da instalação, se forem mal executadas. A função de um eletricista é saber fazer, fiscalizar e identificar as possíveis falhas. Assim, estes são bons motivos para se aprender as técnicas e recomendações indicadas na execução de uma boa instalação. As emendas e derivações são adotadas quando é necessário unir as extremidades de condutores de modo a assegurar resistência mecânica adequada e um contato elétrico perfeito, usam- se emendas e derivações. Os tipos de emendas mais empregados são:  Emendas em linhas abertas;  Emendas em caixas de ligação;  Emendas com fios grossos. As emendas feitas em linhas abertas são feitas enrolando-se a extremidade do condutor à ponta do outro e vice-versa. Este tipo de emenda é denominado de prolongamento. 2.1.3 Procedimentos 1º Passo: Desencape as pontas dos condutores, retirando com um canivete ou estilete a cobertura isolante em PVC. Execute sempre cortando em direção à ponta, como se estivesse apontando um lápis, com o cuidado de não “ferir” o condutor. O procedimento correto pode ser visualizado na Figura 24. Obs.: o comprimento de cada ponta deve ser suficiente para aproximadamente umas 06 (seis) voltas em torno da ponta do outro condutor (aproximadamente 50 vezes o diâmetro do condutor). 23 Figura 24 - Desencapando as pontas dos condutores. 2º Passo: Limpe os condutores, retirando os restos do isolamento. Caso o condutor apresente oxidação na região da emenda, raspe o condutor com as costas da lâmina, a fim de eliminar a oxidação. Caso o condutor seja estanhado, não há necessidade da raspagem do mesmo. 3º Passo: Fio sem isolação deve ser cruzado, e as primeiras espiras enroladas com os dedos. Emende os condutores, cruzando as pontas dos mesmos, conforme apresentado na Figura 25. Em seguida torça uma sobre a outra em sentido oposto, conforme apresentado na Figura 26. Figura 25 – Cruzando os condutores. Figura 26 - Cruzando os condutores. 4º Passo: Complete a torção das pontas com ajuda de um alicate, como mostrado nas Figura 27. As pontas devem ficar completamente enroladas e apertadas no condutor, evitando-se assim que estas pontas perfurem o isolamento. Então, prossegue-se com o alicate universal, dando o aperto final com dois alicates de acordo com a Figura 28. Figura 27 – Cruzando os condutores. Figura 28 - Emenda típica. 5º Passo: O isolamento da emenda deve ser iniciado pela extremidade mais cômoda. Prenda a ponta da fita e, em seguida, dê três ou mais voltas sobre a mesma, continue enrolando a fita, de modo que cada volta se sobreponha à anterior. Continue enrolando a fita isolante sobre a camada isolante de 24 PVC do condutor. A execução de uma emenda bem feita deve garantir que a camada isolante do condutor seja ultrapassada por uns dois centímetros. Corte a fita isolante com o auxilio do canivete ou ferramenta similar. As emendas de condutores em caixas de ligações são denominadas popularmente como “rabo de rato”. Para esse tipo de emenda, os condutores são desencapados da mesma forma e comprimento do processo anterior. Os fios devem estar fora da caixa e a emenda deve ser iniciada torcendo-se os condutores com os dedos, conforme apresentado nas Figura 29 e 30. Figura 29 – Cruzando os condutores. Figura 30 - Emenda “rabo de rato”. O aperto final deve ser dado com o alicate, conforme Figura 31. Dobrando-se a emenda no meio, faz-se o travamento, conforme Figura 32. Figura 31 – Cruzando os condutores. Figura 32 - Emenda “rabo de rato”. Quando é necessário derivar um condutor em uma rede elétrica, independentemente do tipo de ligação, usa-se a derivação, conforme apresentado na Figura 33. Figura 33 – Cruzando os condutores. 25 O condutor a ser derivado deve ser desencapado num comprimento de aproximadamente 50 vezes seu diâmetro. A região do outro condutor onde se efetuará a emenda deve ser desencapada num comprimento aproximado de 10 vezes o seu diâmetro, conforme apresentado na Figura 34. Figura 34 – Desencapando os condutores. Deve-se cruzar o condutor em um ângulo de 90° em relação ao condutor principal, segurando-os com o alicate universal, conforme apresentado na Figura 35. Figura 35 – Cruzando os condutores. O condutor derivado deve ser enrolado com os dedos sobre o principal mantendo-se as espiras uma ao lado da outra, e um mínimo de 6 espiras, conforme apresentado nas Figura 36 e 37. Figura 36 – Cruzando os condutores. Figura 37 – Emenda em derivação. Com o auxilio de dois alicates, dá-se o aperto final e conclui a emenda, conforme apresentado na Figura 38. 26 Figura 38 – Cruzando os condutores. Em virtude da resistência que os condutores oferecem na torção das pontas, em condutores com seção igual ou superior a 10 mm² outro processo de emenda é utilizado. Isso exige técnica especial de junções, a fim de assegurar uma ligação mecânica forte, além do bom contato elétrico. Para a execução de emendas de fios grossos, observa-se a regra geral de que as emendas só podem ser executadas com auxílio de conectores. A tabela a seguir resume informações sobre esse tipo de emenda. Tipo de emenda Aplicação Ilustração Emendas com fio amarrilho O fio utilizado como amarrilho deve ser de 1 mm² Emendas em prolongamen to e em derivação Instalações externas Condutor encordoado (cabo) Emenda entrelaçada de uso geral. Emenda com conector Prolongamen to ou derivações em fios singelos ou cabos. 27 2.2 INSTALAÇÃO DE UMA LÂMPADA INCANDESCENTE ACIONADA POR UM INTERRUPTOR DE UMA SEÇÃO Observações: Leia o guia com toda atenção. Em determinadas situações você irá trabalhar com instalações elétricas energizadas. Tome bastante cuidado para não sofrer choques elétricos, eles podem provocar desde leves incômodos até a morte. Retire o fusível e/ou desligue o disjuntor do quadro quando for realizar qualquer manuseio na instalação. A retirada do fusível evita uma energização indevida. Antes de colocar a mão em partes metálicas dos condutores, certifique-se que o circuito se encontra totalmente desenergizado. Lembre-se de verificar o nível de tensão da rede quando na instalação de qualquer equipamento elétrico. Lembrete: Você está aqui para aprender, portanto, não hesite consultar o professor, monitor ou técnicos caso lhe ocorra alguma dúvida no decorrer da aula. 2.2.1 Material Utilizado  Fios;  01 lâmpada incandescente;  01 interruptor de uma seção;  01 receptáculo ou soquete E-27;  01 chave de fenda/philips;  01 alicate universal/bico;  01 módulo de montagem;  01 cabo guia (passa fio). 2.2.2 Introdução Uma das instalações mais elementares na iluminação de um ambiente é a energização de uma lâmpada através do acionamento à distância. Um exemplo típico seria a iluminação de um quarto. Trata-se de uma maneira cômoda e segura de realizar o acionamento (ligar e desligar) da lâmpada sem que seja necessário o manuseio direto da lâmpada no próprio receptáculo. Para isso, utiliza-se de um interruptor, que geralmente se localiza junto à porta de entrada do ambiente. O interruptor unipolar ou de uma seção é responsável pelo seccionamento de um único condutor. As normas exigem que o mesmo tenha mecanismo operado por mola, sob tensão mecânica, de modo que o circuito seja aberto ou fechado rapidamente, em intervalo de tempo muito curto, evitando a formação do arco elétrico entre os contatos ou minimizando os seus efeitos. Uma lâmpada incandescente apresenta dois terminais, um em forma de rosca metálica e o outro na forma de um pequeno disco, ilustrado na Figura 39(a). O encaixe das lâmpadas na luminária é realizado através de um receptáculo. O receptáculo apresenta-se isolado externamente, com um contato na parte superior interna e com um cilindro metálico rosqueado, conforme apresentado na Figura 39(b). Assim, o receptáculo permite o contato elétrico na face superior com o pequeno disco metálico da lâmpada e entre as partes rosqueadas. Com isso, para energizar o conjunto receptáculo e lâmpada, basta conectar aos dois terminais do receptáculo os condutores fase e neutro. O condutor fase estando submetido ao maior potencial, no nosso caso, 220 volts. O condutor neutro deve está submetido ao potencial de 0 Volts, proporcionando assim uma diferença de potencial que acionará a lâmpada. 28 Para lhes proporcionar uma maior de segurança, é recomendável que se introduza a lâmpada no receptáculo com o circuito desenergizado. Além disso, para se evitar possíveis choques ao se trocar em partes metálicas da lâmpada com o circuito energizado, é recomendável que o fio neutro seja conectado à parte metálica rosqueável do receptáculo. (a) (b) Figura 39 – Componentes elétricos. (a) lâmpada incandescente. (b) receptáculo e-27. Além dos componentes acima citados, utilizar-se-ão eletrodutos e caixas. Os eletrodutos são utilizados para acomodar os condutores, fornecendo-lhes a proteção mecânica contra impactos principalmente. Na Figura 40 são apresentadas ilustrações de eletrodutos e acessórios (curvas e luva). Figura 40 – Eletrodutos e acessórios. As caixas servem tanto de isolamento como de suporte para os componentes: fiação, interruptores, luminárias, tomadas, entre outros. Na Figura 41 são apresentadas ilustrações de diversos tipos de caixas utilizadas em instalações elétricas. As caixas instaladas embutidas são geralmente de PVC, enquanto que as caixas instaladas aparentes são geralmente metálicas ou de algum material de alta resistência mecânica. Figura 41 – Caixas de utilizadas em instalações elétricas. 2.2.3 Procedimentos 1º Passo: Com o auxílio de um voltímetro, verificar se o circuito em que irá intervir está desenergizado:  Em caso positivo, prossiga;  Em caso negativo, desenergize o circuito, desligando o disjuntor ou fusível ou chave seccionadora responsável pelo seccionamento/proteção da sua cabine ou módulo didático. 29 2º Passo: Com o auxílio de um cabo guia, coloque a respectiva fiação no interior do eletroduto, seguindo o diagrama unifilar apresentado na planta baixa, ilustrado na Figura 42(a). (a) (b) (c) Figura 42 - Instalação de uma lâmpada incandescente acionada com um interruptor de uma seção. (a) – Diagrama unifilar. (b) e (c) – Diagramas multifilares. 3º Passo: Faça as conexões ao receptáculo ou soquete, ao interruptor e emendas se necessário, seguindo o diagrama multifilar, ilustrado na Figura 42(b) e 42(c). Lembre-se: As emendas caso contenham, devem ficar alojadas no interior das caixas e não dentro de eletrodutos. 4º Passo: Energize o circuito da cabine ou módulo e teste-o acionando o interruptor. 2.3 INSTALAÇÃO DE UMA LÂMPADA INCANDESCENTE ACIONADA POR UM INTERRUPTOR DE UMA SEÇÃO CONJUGADO COM UMA TOMADA Observações: Leia o guia com toda atenção. Em determinadas situações você irá trabalhar com instalações elétricas energizadas. Tome bastante cuidado para não sofrer choques elétricos, eles podem provocar desde leves incômodos até a morte. Retire o fusível e/ou desligue o disjuntor do quadro quando for realizar qualquer manuseio na instalação. A retirada do fusível evita uma energização indevida. Antes de colocar a mão em partes metálicas dos condutores, certifique-se que o circuito se encontra totalmente desenergizado. Lembre-se de verificar o nível de tensão da rede quando na instalação de qualquer equipamento elétrico. Lembrete: Você está aqui para aprender, portanto, não hesite consultar o professor, monitor ou técnicos caso lhe ocorra alguma dúvida no decorrer da aula. 30 2.3.1 Material Utilizado  Fios;  01 lâmpada incandescente;  01 interruptor de uma seção conjugado com uma tomada;  01 receptáculo ou soquete E-27;  01 chave de fenda/philips;  01 alicate universal/bico;  01 módulo de montagem;  01 cabo guia (passa fio). 2.3.2 Introdução Um exemplo típico dessa configuração é um banheiro. Como é normal, deseja-se iluminá-lo e no mínimo instalar uma tomada para se utilizar um barbeador elétrico ou um secador de cabelo. Então, por motivos de economia, pode-se utilizar um interruptor de uma seção conjugado com uma tomada em um único ponto, ao invés de uma caixa para a tomada e outra para o interruptor. A Norma NBR 5410 que estabelece as regras gerais a serem observadas na divisão da instalação em circuitos determina que devam ser previstos circuitos terminais distintos para iluminação e tomadas de corrente. Os circuitos terminais devem ser individualizados pela função dos equipamentos de utilização que alimentam. Dentre as razões para estas exigências, está que a instalação deve ser dividida em tantos circuitos quantos forem necessários, de forma a proporcionar facilidade de inspeção, ensaios e manutenção, bem como evitar que, por ocasião de um defeito em um circuito, toda uma área fique desprovida de alimentação (por exemplo, circuitos de iluminação). Nota: O item 4.2.5.5 da NBR 5410 determina: “...devem ser previstos circuitos terminais distintos para pontos de iluminação e para pontos de tomada, exceção feita para locais de habitação, onde podem ser previstos pontos de tomada e pontos de iluminação alimentados por circuito comum...”, desde que atendidas algumas considerações do item 9.5.3.3, da mesma NBR. 2.3.3 Procedimentos 1º Passo: Com o auxílio de um voltímetro, verificar se o circuito em que irá intervir está desenergizado:  Em caso positivo, prossiga;  Em caso negativo, desenergize o circuito, desligando o disjuntor ou fusível ou chave seccionadora responsável pelo seccionamento/proteção da sua cabine ou módulo didático. 2º Passo: Com o auxílio de um cabo guia, coloque a respectiva fiação no interior do eletroduto, seguindo o diagrama unifilar apresentado na planta baixa, ilustrado na Figura 43(a). 31 (a) (b) (c) Figura 43 - Instalação de uma lâmpada incandescente acionada com um interruptor de uma seção conjugado com tomada. (a) – Diagrama unifilar. (b) e (c) – Diagramas multifilares. 3º Passo: Faça as conexões ao receptáculo ou soquete, ao interruptor conjugado com a tomada e emendas, seguindo o diagrama multifilar, ilustrado na Figura 43(b) e 43(c). Lembre-se: As emendas caso contenham, devem ficar alojadas no interior das caixas e não dentro de eletrodutos. 4º Passo: Energize o circuito da cabine ou módulo e teste-o acionando o interruptor e verificando a tensão entre os terminais da tomada. 2.4 INSTALAÇÃO DE DUAS LÂMPADAS INCANDESCENTES ACIONADAS POR UM INTERRUPTOR DE UMA SEÇÃO Observações: Leia o guia com toda atenção. Em determinadas situações você irá trabalhar com instalações elétricas energizadas. Tome bastante cuidado para não sofrer choques elétricos, eles podem provocar desde leves incômodos até a morte. Retire o fusível e/ou desligue o disjuntor do quadro quando for realizar qualquer manuseio na instalação. A retirada do fusível evita uma energização indevida. Antes de colocar a mão em partes metálicas dos condutores, certifique-se que o circuito se encontra totalmente desenergizado. Lembre-se de verificar o nível de tensão da rede quando na instalação de qualquer equipamento elétrico. Lembrete: Você está aqui para aprender, portanto, não hesite consultar o professor, monitor ou técnicos caso lhe ocorra alguma dúvida no decorrer da aula. 32 2.4.1 Material Utilizado  Fios;  02 lâmpadas incandescentes;  01 interruptor de uma seção;  02 receptáculos ou soquetes E-27;  01 chave de fenda/philips;  01 alicate universal/bico;  01 módulo de montagem;  01 cabo guia (passa fio). 2.4.2 Introdução Dependendo das características do ambiente e para melhorar a distribuição da iluminação no mesmo, pode ser necessária a instalação de duas ou mais lâmpadas em pontos distintos, sendo estas energizadas simultaneamente. Desse modo, por questões de economia e simplificação da instalação, as lâmpadas podem ser acionadas por um único interruptor. Este tipo de instalação é comumente usado em residências, em ambientes com mais de uma lâmpada, como a sala de estar, garagem, terraço, etc. Neste caso, deve-se analisar sempre a corrente do circuito, que não pode ser superior a corrente nominal do interruptor e dos condutores. 2.4.3 Procedimentos 1º Passo: Com o auxílio de um voltímetro, verificar se o circuito em que irá intervir está desenergizado:  Em caso positivo, prossiga;  Em caso negativo, desenergize o circuito, desligando o disjuntor ou fusível ou chave seccionadora responsável pelo seccionamento/proteção da sua cabine ou módulo didático. 2º Passo: Com o auxílio de um cabo guia, coloque a respectiva fiação no interior do eletroduto, seguindo o diagrama unifilar apresentado na planta baixa, ilustrado na Figura 44(a). (a) (b) 33 (c) Figura 44 - Instalação de duas lâmpadas incandescentes acionadas com um interruptor de uma seção. (a) – Diagrama unifilar. (b) e (c)– Diagramas multifilares. 3º Passo: Faça as conexões ao receptáculo ou soquete, ao interruptor e emendas se necessário, seguindo o diagrama multifilar, ilustrado na Figura 44(b) e 44(c). Lembre-se: As emendas caso contenham, devem ficar alojadas no interior das caixas e não dentro de eletrodutos. 4º Passo: Energize o circuito da cabine ou módulo e teste-o acionando o interruptor. 2.5 INSTALAÇÃO DE DUAS LÂMPADAS INCANDESCENTES ACIONADAS POR UM INTERRUPTOR DE DUAS SEÇÕES Observações: Leia o guia com toda atenção. Em determinadas situações você irá trabalhar com instalações elétricas energizadas. Tome bastante cuidado para não sofrer choques elétricos, eles podem provocar desde leves incômodos até a morte. Retire o fusível e/ou desligue o disjuntor do quadro quando for realizar qualquer manuseio na instalação. A retirada do fusível evita uma energização indevida. Antes de colocar a mão em partes metálicas dos condutores, certifique-se que o circuito se encontra totalmente desenergizado. Lembre-se de verificar o nível de tensão da rede quando na instalação de qualquer equipamento elétrico. Lembrete: Você está aqui para aprender, portanto, não hesite consultar o professor, monitor ou técnicos caso lhe ocorra alguma dúvida no decorrer da aula. 2.5.1 Material Utilizado  Fios;  02 lâmpadas incandescentes;  01 interruptor de uma seção;  02 receptáculos ou soquetes E-27;  01 chave de fenda/philips;  01 alicate universal/bico;  01 módulo de montagem;  01 cabo guia (passa fio). 2.5.2 Introdução Neste tipo de instalação, o objetivo é também melhorar a distribuição da iluminação no ambiente utilizando-se lâmpadas em pontos distintos, sendo estas acionadas de forma independentes entre si. Este tipo de instalação é utilizado onde se deseja fazer o controle de iluminação por zona em 34 grandes ambientes. A configuração adotada permite flexibilidade e economia de energia, visto que nem sempre se faz necessária a iluminação de todo o ambiente. 2.5.3 Procedimentos 1º Passo: Com o auxílio de um voltímetro, verificar se o circuito em que irá intervir está desenergizado:  Em caso positivo, prossiga;  Em caso negativo, desenergize o circuito, desligando o disjuntor ou fusível ou chave seccionadora responsável pelo seccionamento/proteção da sua cabine ou módulo didático. 2º Passo: Com o auxílio de um cabo guia, coloque a respectiva fiação no interior do eletroduto, seguindo o diagrama unifilar apresentado na planta baixa, ilustrado na Figura 45Figura 44(a). (a) (b) (c) Figura 45 - Instalação de duas lâmpadas incandescentes acionada com um interruptor de duas seções. (a) – Diagrama unifilar. (b) e (c)– Diagramas multifilares. 3º Passo: Faça as conexões ao receptáculo ou soquete, ao interruptor e emendas se necessário, seguindo o diagrama multifilar, ilustrado nas Figura 45(b) e 45(c). Lembre-se: As emendas caso contenham, devem ficar alojadas no interior das caixas e não dentro de eletrodutos. 4º Passo: Energize o circuito da cabine ou módulo e teste-o acionando o interruptor. 35 2.6 INSTALAÇÃO DE UMA LÂMPADA INCANDESCENTE ACIONADA POR INTERRUPTORES PARALELO OU “THREE-WAY” Observações: Leia o guia com toda atenção. Em determinadas situações você irá trabalhar com instalações elétricas energizadas. Tome bastante cuidado para não sofrer choques elétricos, eles podem provocar desde leves incômodos até a morte. Retire o fusível e/ou desligue o disjuntor do quadro quando for realizar qualquer manuseio na instalação. A retirada do fusível evita uma energização indevida. Antes de colocar a mão em partes metálicas dos condutores, certifique-se que o circuito se encontra totalmente desenergizado. Lembre-se de verificar o nível de tensão da rede quando na instalação de qualquer equipamento elétrico. Lembrete: Você está aqui para aprender, portanto, não hesite consultar o professor, monitor ou técnicos caso lhe ocorra alguma dúvida no decorrer da aula. 2.6.1 Material Utilizado  Fios;  01 lâmpada incandescente;  02 interruptores three way;  01 receptáculo ou soquete E-27;  01 chave de fenda/philips;  01 alicate universal/bico;  01 módulo de montagem;  01 cabo guia (passa fio). 2.6.2 Introdução O interruptor paralelo ou three-way é uma chave unipolar de duas saídas, e o seu aspecto físico nada difere dos interruptores já apresentados. Ele dispõe de mais um terminal de ligação, isto é, apresenta três terminais de ligação. Para desempenhar sua função básica, o interruptor paralelo tem a característica de somente ser utilizado em conjunto com outro interruptor paralelo, e acionar uma ou várias lâmpadas a partir de dois pontos distintos. É usado principalmente em escadas, e em ambientes com duas entradas. Na escada, a lâmpada serviria para iluminar os degraus, e os interruptores paralelo seriam instalados no inicio e no fim da escada, conforme ilustrado na Figura 46. O acionamento da lâmpada poderia ser feito com qualquer um dos dois interruptores paralelo. Os interruptores paralelo são usualmente utilizados também em quartos, onde se tem uma opção de acionamento na entrada do quarto e outro próxima a cama. Figura 46 – Exemplo típico de utilização do interruptor paralelo ou three way. 36 2.6.3 Procedimentos 1º Passo: Com o auxílio de um voltímetro, verificar se o circuito em que irá intervir está desenergizado:  Em caso positivo, prossiga;  Em caso negativo, desenergize o circuito, desligando o disjuntor ou fusível ou chave seccionadora responsável pelo seccionamento/proteção da sua cabine ou módulo didático. 2º Passo: Com o auxílio de um cabo guia, coloque a respectiva fiação no interior do eletroduto, seguindo o diagrama unifilar apresentado na planta baixa, ilustrado na Figura 47(a). (a) (b) (c) Figura 47 - Instalação de uma lâmpada incandescente acionada por interruptores three way. (a) – Diagrama unifilar. (b) e (c)– Diagramas multifilares. 3º Passo: Faça as conexões ao receptáculo ou soquete, ao interruptor e emendas se necessário, seguindo o diagrama multifilar, ilustrado nas Figura 47(b) e 47(c). Para uma maior segurança, o fio a ser seccionado ou fio que vai ao interruptor three way, deve ser o fio fase. O fio fase deve ser conectado ao terminal central de um dos interruptores three way, o retorno que vai à lâmpada deve ser conectado ao terminal central do outro interruptor three way. . Na Figura 47 (c) as linhas tracejadas representam os caminhos alternativos para passagem da corrente elétrica. 37 Lembre-se: As emendas caso contenham, devem ficar alojadas no interior das caixas e não dentro de eletrodutos. Para uma maior segurança no circuito, o fio a ser seccionado ou fio que vai ao interruptor, deve ser o fio fase, que pode ser identificado com o auxilio de uma chave teste (tipo chave néon) ou voltímetro. 4º Passo: Energize o circuito da cabine ou módulo e teste-o acionando o interruptor. 2.7 INSTALAÇÃO DE UMA LÂMPADA INCANDESCENTE ACIONADA POR INTERRUPTORES THREE-WAY E FOUR-WAY Observações: Leia o guia com toda atenção. Em determinadas situações você irá trabalhar com instalações elétricas energizadas. Tome bastante cuidado para não sofrer choques elétricos, eles podem provocar desde leves incômodos até a morte. Retire o fusível e/ou desligue o disjuntor do quadro quando for realizar qualquer manuseio na instalação. A retirada do fusível evita uma energização indevida. Antes de colocar a mão em partes metálicas dos condutores, certifique-se que o circuito se encontra totalmente desenergizado. Lembre-se de verificar o nível de tensão da rede quando na instalação de qualquer equipamento elétrico. Lembrete: Você está aqui para aprender, portanto, não hesite consultar o professor, monitor ou técnicos caso lhe ocorra alguma dúvida no decorrer da aula. 2.7.1 Material Utilizado  Fios;  01 lâmpada incandescente;  02 interruptores three way;  01 interruptor four way;  01 receptáculo ou soquete E-27;  01 chave de fenda/philips;  01 alicate universal/bico;  01 módulo de montagem;  01 cabo guia (passa fio). 2.7.2 Introdução O interruptor four way ou “intermediário” possui quatro terminais e deve ser instalado entre dois interruptores paralelo. A instalação de outros interruptores intermediários permites o acionamento em diversos pontos, isto é, para cada novo interruptor intermediário instalado, incrementa-se um ponto de acionamento adicional. Esta configuração é usada em ambientes, onde se deseja acionar lâmpadas de três ou mais lugares distintos, como em galpões grandes com mais de duas portas de acesso, onde se deve colocar um interruptor ao lado de cada porta. O esquema a seguir, mostra uma ligação de uma lâmpada comandada de 3 locais diferentes, com a utilização de 1 interruptor intermediário e 2 interruptores paralelo. 2.7.3 Procedimentos 1º Passo: Com o auxílio de um voltímetro, verificar se o circuito em que irá intervir está desenergizado:  Em caso positivo, prossiga; 38  Em caso negativo, desenergize o circuito, desligando o disjuntor ou fusível ou chave seccionadora responsável pelo seccionamento/proteção da sua cabine ou módulo didático. 2º Passo: Com o auxílio de um cabo guia, coloque a respectiva fiação no interior do eletroduto, seguindo o diagrama unifilar apresentado na planta baixa, ilustrado na Figura 48(a). (a) (b) (c) Figura 48 - Instalação de uma lâmpada incandescente acionada por interruptores three way e four way. (a) – Diagrama unifilar. (b) e (c)– Diagramas multifilares. 3º Passo: Faça as conexões ao receptáculo ou soquete, ao interruptor e emendas se necessário, seguindo o diagrama multifilar, ilustrado nas Figura 48 (b) e 48(c). Para uma maior segurança, o fio a ser seccionado ou fio que vai a um dos interruptores paralelo, deve ser o fio fase. O fio fase deve ser conectado ao terminal central de um dos interruptores paralelo, o retorno que vai à lâmpada deve ser conectado ao terminal central do outro interruptor paralelo. O interruptor intermediário será instalado entre os interruptores paralelo, como mostrado no diagrama multifilar na Figura 48(c). O acionamento do interruptor intermediário permite a inversão do caminho da corrente elétrica. Na Figura 48(c) as linhas tracejadas representam os caminhos alternativos para passagem da corrente elétrica. Lembre-se: As emendas caso contenham, devem ficar alojadas no interior das caixas e não dentro de eletrodutos. 4º Passo: Energize o circuito da cabine ou módulo e teste-o acionando o interruptor. 39 2.8 INSTALAÇÃO DE UMA LÂMPADA FLUORESCENTE DE 40 W COM REATOR DO TIPO COMUM Observações: Leia o guia com toda atenção. Em determinadas situações você irá trabalhar com instalações elétricas energizadas. Tome bastante cuidado para não sofrer choques elétricos, eles podem provocar desde leves incômodos até a morte. Retire o fusível e/ou desligue o disjuntor do quadro quando for realizar qualquer manuseio na instalação. A retirada do fusível evita uma energização indevida. Antes de colocar a mão em partes metálicas dos condutores, certifique-se que o circuito se encontra totalmente desenergizado. Lembre-se de verificar o nível de tensão da rede quando na instalação de qualquer equipamento elétrico. Lembrete: Você está aqui para aprender, portanto, não hesite consultar o professor, monitor ou técnicos caso lhe ocorra alguma dúvida no decorrer da aula. 2.8.1 Material Utilizado  Fios;  01 lâmpada fluorescente de 40 W;  01 reator para lâmpada fluorescente de 40 W;  01 conjunto suporte para lâmpada fluorescente de 40 W, starter e receptáculos;  01 starter;  01 chave de fenda/philips;  01 alicate universal/bico;  01 módulo de montagem;  01 cabo guia (passa fio). 2.8.2 Introdução Atualmente, a iluminação de grandes recintos não se faz mais com lâmpadas incandescentes, sendo a principal causa o baixo rendimento da iluminação incandescente, e a consequente baixa eficiência energética. Dependendo das características do recinto podem-se aplicar lâmpadas fluorescentes ou outro tipo de lâmpadas de descargas. As lâmpadas fluorescentes funcionam de modo semelhante aos tubos de descarga de gás néon, possuem um par de eletrodos em cada extremo. Os elétrons são emitidos de um eletrodo por meio de uma sobretensão. O tubo de vidro é coberto com um material à base de fósforo, este, quando excitado com radiação ultravioleta gerada pela ionização dos gases, geralmente vapor de mercúrio, produz luz visível. Os equipamentos auxiliares para acionamento das lâmpadas fluorescentes são o reator e o starter. Os reatores podem ser de dois tipos: Os eletromagnéticos, que são bobinas enroladas em um núcleo de ferro, e os eletrônicos, que são produzidos a partir de circuitos eletrônicos, sem a necessidade das bobinas eletromagnéticas. Os reatores têm duas funções: Produzir a sobretensão no momento do desligamento do starter e limitar corrente. No momento em que se dá a condução do gás, tudo se passa como se houvesse um curto-circuito, pois a resistência elétrica passa a ser quase nula, porém neste momento o reator age como uma reatância, limitando a corrente. Os reatores eletromagnéticos grandes e pesados, que funcionam em 60 hertz, vêm sendo substituídos pelos modelos eletrônicos, que economizam energia e têm menor carga térmica. Os reatores eletrônicos trabalham em 35 kilohertz, o que evita a intermitência conhecida como cintilação e o efeito estroboscópico, ambos responsáveis pelo cansaço visual. Os reatores de baixo desempenho 40 são os chamados "acendedores" e servem apenas para acender lâmpadas em ambientes residenciais. Os de alto desempenho são equipados com filtros que evitam interferências no sistema elétrico e são indicados para instalações comerciais, hospitais, bancos, escolas etc. Há ainda os reatores eletrônicos dimerizáveis, que permitem a dimerização de fluorescentes - possibilidade inimaginável há apenas dez anos. Seu uso permite a integração da luz natural com a artificial - quando combinado a sensores, ele vai aumentando ou diminuindo a intensidade luminosa das lâmpadas conforme a necessidade, de modo que a luz artificial seja usada apenas como complemento à luz natural. Também possibilita a criação de diferentes cenários de luz. O starter baseia-se no princípio do bimetal, isto é, um contato que no início do funcionamento está fechado, mas que com o aquecimento da lâmina, abre o circuito, produzindo a sobretensão necessária para dar partida à lâmpada. Há reatores de partida rápida, que não necessitam de starter, pois no momento em que é ligado o circuito já se produz a tensão suficiente à partida da lâmpada. O starter ou arrancador é um dispositivo eletrônico usado como ignitor para lâmpadas fluorescentes. É constituído por um invólucro de plástico (ou metal), uma pequena placa de fenolite em forma de círculo, nesta há soldados um capacitor, cuja finalidade é a absorção das centelhas que se formam na partida, evitando as interferências eletromagnéticas, e uma lâmpada de néon contendo no seu interior um interruptor bimetálico que ao aquecer curva-se abrindo o circuito elétrico. O interruptor bimetálico fica aberto por no máximo dois segundos. O invólucro serve como forma de segurança, pois ele usa alta tensão para operar. 2.8.3 Funcionamento Ao ser fechado o interruptor S, o “starter” fecha e abre rapidamente. Quando ele está fechado os filamentos são aquecidos ionizando o vapor de mercúrio (gás) existente dentro do tubo e ao abrir é dada a partida na lâmpada, ou seja, passa a circular corrente entre os filamentos e a lâmpada emite a luz. Depois que a lâmpada está acesa, “pode-se retirar” o “starter” do circuito, uma vez que não circula corrente pelo mesmo. Na Figura 49 é apresentada um diagrama ilustrativo do acionamento de uma lâmpada fluorescente com o auxílio de reator e starter. Figura 49 – Diagrama ilustrativo de acionamento de uma lâmpada fluorescente com reator e starter. 41 2.8.4 Procedimentos 1º Passo: Com o auxílio de um voltímetro, verificar se o circuito em que irá intervir está desenergizado:  Em caso positivo, prossiga;  Em caso negativo, desenergize o circuito, desligando o disjuntor ou fusível ou chave seccionadora responsável pelo seccionamento/proteção da sua cabine ou módulo didático. 2º Passo: Monte o arranjo reator, starter, carcaça e lâmpada, fazendo as devidas conexões entre eles, e emendas, se necessário, seguindo o diagrama multifilar mostrado nas Figura 50(b) e 50(c). 3º Passo: Com o auxílio de um cabo guia, coloque a respectiva fiação no interior do eletroduto, seguindo o diagrama unifilar apresentado na planta baixa, ilustrado na Figura 50(a). 4º Passo: Energize o circuito e teste-o acionando o interruptor e depois retirando o starter após a lâmpada atingir o estágio final de operação. (a) (b) (c) Figura 50 - Instalação de uma lâmpada fluorescente de 40 W com reator tipo comum. (a) – Diagrama unifilar. (b) e (c)– Diagramas multifilares. 42 2.9 INSTALAÇÃO DE LÂMPADA INCANDESCENTE ACIONADA POR FOTOCÉLULA Observações: Leia o guia com toda atenção. Em determinadas situações você irá trabalhar com instalações elétricas energizadas. Tome bastante cuidado para não sofrer choques elétricos, eles podem provocar desde leves incômodos até a morte. Retire o fusível e/ou desligue o disjuntor do quadro quando for realizar qualquer manuseio na instalação. A retirada do fusível evita uma energização indevida. Antes de colocar a mão em partes metálicas dos condutores, certifique-se que o circuito se encontra totalmente desenergizado. Lembre-se de verificar o nível de tensão da rede quando na instalação de qualquer equipamento elétrico. Lembrete: Você está aqui para aprender, portanto, não hesite consultar o professor, monitor ou técnicos caso lhe ocorra alguma dúvida no decorrer da aula. 2.9.1 Material Utilizado  Fios;  01 lâmpada incandescente de 60 W;  01 soquete;  01 fotocélula  01 chave de fenda/philips;  01 alicate universal/bico;  01 módulo de montagem;  01 cabo guia (passa fio). 2.9.2 Introdução O relé fotoelétrico é um relé destinado ao acionamento de lâmpadas elétricas em sistemas em geral. Em circuitos de iluminação de exteriores (de ruas, placas luminosas, de sinalização em caixas d'água, em pátios e também automóveis que tenham controle automático de acionamento dos faróis, etc.), é muito comum o acionamento automático por elementos fotossensíveis. Sua larga utilização em iluminação pública é devido as lâmpadas dos postes serem geralmente de acionamento individual, sendo o relé fotoelétrico responsável pelo acionamento das lâmpadas ao anoitecer e desligamento ao amanhecer conforme a luz do dia. É comum encontrar na iluminação pública, lâmpadas acesas durante o dia, sendo que o principal motivo é a falta de manutenção nos relés fotoelétricos danificados. Atualmente seu mecanismo de operação é constituído por componentes eletrônicos, dentre eles um sensor fotoelétrico que responde eletricamente às variações de intensidade da luz que incide sobre ele. Atenção: Leia as instruções de teste contidas no manual de instruções do sensor fotoelétrico, e siga-as a fim de verificar sua instalação e funcionamento. 2.9.3 Procedimentos 1º Passo: Com o auxílio de um voltímetro, verificar se o circuito em que irá intervir está desenergizado:  Em caso positivo, prossiga;  Em caso negativo, desenergize o circuito, desligando o disjuntor ou fusível ou chave seccionadora responsável pelo seccionamento/proteção da sua cabine ou módulo didático. 43 2º Passo: Para uma maior compreensão, vamos proceder a ligação da seguinte maneira: Imagine que a lâmpada está recebendo os dois fios (fase e neutro), conforme Figura 51. Vamos cortar somente o fio fase que energiza a lâmpada, conforme ilustrado na Figura 52. Nos terminais seccionados (A-C) instalaríamos o elemento acionador, geralmente um interruptor. Entretanto, neste caso instalaremos um relé fotoelétrico. Figura 51 - Instalação direta de lâmpada incandescente sem interruptor (Fonte: Multicraft). Figura 52 – Seccionamento o condutor fase no acionamento de lâmpada incandescente (Fonte: Multicraft). 3º Passo: Monte o arranjo relé fotoelétrico e lâmpada, fazendo as devidas conexões entre eles, e emendas, se necessário, seguindo os passos a seguir, conforme ilustrado na Figura 53.  Conecte o condutor verde do relé ao terminal A;  Conecte o condutor preto do relé ao terminal B;  Conecte o condutor vermelho do relé ao terminal C; (a) – Modelo A (Fonte: Multicraft). (b) Modelo B. Figura 53 – Instalação de lâmpada acionada por fotocélula – Diagrama multifilar. 4º Passo: A fim de testar o circuito, utilize um dispositivo emissor de luz, externo ao circuito, que emita raios de luz sobre o sensor da fotocélula. Interrompa a passagem de luz para o elemento fotossensível para que a lâmpada seja acionada. Leia as instruções de teste contidas no “corpo” da fotocélula, e siga-as a fim de verificar o seu funcionamento. 44 2.10 INSTALAÇÃO DE LÂMPADA INCANDESCENTE ACIONADA POR SENSOR DE PRESENÇA Observações: Leia o guia com toda atenção. Em determinadas situações você irá trabalhar com instalações elétricas energizadas. Tome bastante cuidado para não sofrer choques elétricos, eles podem provocar desde leves incômodos até a morte. Retire o fusível e/ou desligue o disjuntor do quadro quando for realizar qualquer manuseio na instalação. A retirada do fusível evita uma energização indevida. Antes de colocar a mão em partes metálicas dos condutores, certifique-se que o circuito se encontra totalmente desenergizado. Lembre-se de verificar o nível de tensão da rede quando na instalação de qualquer equipamento elétrico. Lembrete: Você está aqui para aprender, portanto, não hesite consultar o professor, monitor ou técnicos caso lhe ocorra alguma dúvida no decorrer da aula. 2.10.1 Material Utilizado  Fios;  01 lâmpada incandescente de 60 W;  01 soquete;  01 sensor de presença  01 chave de fenda/philips;  01 alicate universal/bico;  01 módulo de montagem;  01 cabo guia (passa fio). 2.10.2 Introdução Os Sensores de Presença são utilizados principalmente no controle da iluminação dos ambientes, mantendo as luzes acesas enquanto houver movimento no local e, após um período, programado pelo usuário, apaga automaticamente a luz. Os Sensores de presença são ideais para automação de iluminação em ambientes comerciais ou residenciais, como salas, corredores, hall de entrada, garagens, banheiros e outros, proporcionam comodidade e segurança e economizam energia. A maioria dos sensores é projetada para trabalhar em área interna, pois não possuem muitos ajustes de sensibilidade e nem suas lentes e carcaças são apropriadas para suportar a ação do sol, chuva, ete. Portanto se o sensor vai ser colocado em uma área externa deve-se escolher um sensor projetado para tal tarefa, para uso externo. Eles podem ser instalados na parede, no teto, sobre os murros, pátios. Lembrando que sempre existe um tipo de sensor para cada aplicação. Os sensores de paredes são geralmente instalados com um acessório, que serve para facilitar e ajustar o ângulo de atuação do sensor. Atenção: o alcance do sensor pode variar em função das condições ambientais com poeira, umidade, temperatura, orientação do sensor, dentre outras. Leia as instruções de teste contidas no manual de instruções do sensor, e siga-as a fim de verificar sua instalação e funcionamento. 2.10.3 Procedimentos 1º Passo: Com o auxílio de um voltímetro, verificar se o circuito em que irá intervir está desenergizado:  Em caso positivo, prossiga; 45  Em caso negativo, desenergize o circuito, desligando o disjuntor ou fusível ou chave seccionadora responsável pelo seccionamento/proteção da sua cabine ou módulo didático. 2º Passo: Para uma maior compreensão, vamos proceder a ligação da seguinte maneira: Imagine que a lâmpada está recebendo os dois fios (fase e neutro), conforme Figura 54. Vamos cortar somente o fio fase que energiza a lâmpada, conforme ilustrado na Figura 55. Nos terminais seccionados (A-B) instalaríamos o elemento acionador, geralmente um interruptor. Entretanto, neste caso instalaremos um sensor de presença. Figura 54 - Instalação direta de lâmpada incandescente sem interruptor (Fonte: Multicraft). Figura 55 – Seccionamento o condutor fase no acionamento de lâmpada incandescente (Fonte: Multicraft). 3º Passo: Monte o arranjo relé fotoelétrico e lâmpada, fazendo as devidas conexões entre eles, e emendas, se necessário, seguindo os passos  Conecte o condutor preto (1) do sensor no terminal A;  Conecte o condutor preto (2) do sensor no terminal B; Figura 56 – Instalação de lâmpada acionada por fotocélula – Diagrama multifilar. 4º Passo: A fim de testar o circuito, posicione-se e execute movimentos na frente do sensor para que a lâmpada seja acionada. 46 2.11 INSTALAÇÃO DE UMA CAMPAINHA OU CIGARRA Observações: Leia o guia com toda atenção. Em determinadas situações você irá trabalhar com instalações elétricas energizadas. Tome bastante cuidado para não sofrer choques elétricos, eles podem provocar desde leves incômodos até a morte. Retire o fusível e/ou desligue o disjuntor do quadro quando for realizar qualquer manuseio na instalação. A retirada do fusível evita uma energização indevida. Antes de colocar a mão em partes metálicas dos condutores, certifique-se que o circuito se encontra totalmente desenergizado. Lembre-se de verificar o nível de tensão da rede quando na instalação de qualquer equipamento elétrico. Lembrete: Você está aqui para aprender, portanto, não hesite consultar o professor, monitor ou técnicos caso lhe ocorra alguma dúvida no decorrer da aula. 2.11.1 Material Utilizado  Fios;  01 campainha ou cigarra;  01 interruptor de campainha ou cigarra;  01 módulo de montagem;  01 chave de fenda/philips;  01 alicate universal/bico;  01 cabo guia (passa fio). 2.11.2 Introdução A campainha é um aparelho, que quando energizado emite um sinal sonoro ou ruído. Ela tem a finalidade de atrair a atenção ou chamar pessoas. Geralmente, são instaladas em residências, anunciando um visitante; em colégios e fábricas, alertando os horários. Para se acionar uma campainha ou cigarra, utiliza-se um interruptor especial, que através do seu acionamento, restabelece a passagem de corrente elétrica no circuito. A campainha ou cigarra deve ser acionada apenas por um curto intervalo de tempo, por isso os interruptores utilizados para o seu acionamento são providos de um mecanismo (mola), que força a abertura automática dos contatos logo após o acionamento do interruptor. 2.11.3 Procedimentos 1º Passo: Com o auxílio de um voltímetro, verificar se o circuito em que irá intervir está desenergizado:  Em caso positivo, prossiga;  Em caso negativo, desenergize o circuito, desligando o disjuntor ou fusível ou chave seccionadora responsável pelo seccionamento/proteção da sua cabine ou módulo didático. 2º Passo: Com o auxílio de um cabo guia, coloque a respectiva fiação no interior do eletroduto, seguindo o diagrama unifilar apresentado na planta baixa, ilustrado na Figura 57(a). 47 (a) (b) (c) (a) – Diagrama unifilar. (b) e (c) – Diagramas multifilares. Figura 57 - Instalação de uma campainha ou cigarra. 3º Passo: Faça as conexões ao receptáculo ou soquete, ao interruptor e emendas se necessário, seguindo o diagrama multifilar, ilustrado nas (a) – Diagrama unifilar. (b) e (c) – Diagramas multifilares. Figura 57(b) e 57(c). Lembre-se: As emendas caso contenham, devem ficar alojadas no interior das caixas e não dentro de eletrodutos. 4º Passo: Energize o circuito da cabine ou módulo e teste-o acionando o interruptor. 48 2.12 ACIONAMENTO DE MOTOR TRIFÁSICO EM PARTIDA DIRETA ATRAVÉS DE CHAVE MECÂNICA Observações: Leia o guia com toda atenção. Em determinadas situações você irá trabalhar com instalações elétricas energizadas. Tome bastante cuidado para não sofrer choques elétricos, eles podem provocar desde leves incômodos até a morte. Retire o fusível e/ou desligue o disjuntor do quadro quando for realizar qualquer manuseio na instalação. A retirada do fusível evita uma energização indevida. Antes de colocar a mão em partes metálicas dos condutores, certifique-se que o circuito se encontra totalmente desenergizado. Lembre-se de verificar o nível de tensão da rede quando na instalação de qualquer equipamento elétrico. Lembrete: Você está aqui para aprender, portanto, não hesite consultar o professor, monitor ou técnicos caso lhe ocorra alguma dúvida no decorrer da aula. 2.12.1 Material Utilizado  01 Motor trifásico (380 V) com 3 ou 6 terminais;  Elementos de proteção (fusíveis e disjuntores);  01 Multímetro ou voltímetro de teste;  Fios ou cabos.  01 chave de fenda/philips;  01 alicate universal/bico;  01 Chave mecânica tripolar; 2.12.2 Introdução Os motores elétricos são máquinas que recebem energia elétrica da rede e fornecem energia mecânica através da movimentação de seu eixo. Quando um motor é energizado, este exige uma corrente (corrente de partida) extremamente elevada, podendo atingir valores de 6 a 10 vezes o valor nominal especificado. Se o motor é energizado em vazio (sem carga) ele adquire rapidamente sua velocidade nominal e a diminuição da corrente de partida será rápida também. Porém, se o motor partir “em carga” as exigências ao motor são maiores, pois as correntes do motor aumentam conforme o aumento de carga no eixo do mesmo. Antes de escolher o tipo de acionamento, é necessário verificar se a instalação elétrica está adequada. A energia elétrica fornecida pelas concessionárias deve ser utilizada da forma mais eficiente possível, e utilizada conforme as exigências da mesma. A utilização de componentes elétricos de alta qualidade sem o correto dimensionamento e instalação, pode não resultar em um desempenho satisfatório. Recomendamos executar as instalações elétricas de acordo com a NBR-5410 da ABNT. Abaixo listamos algumas dicas para evitar problemas frequentemente encontrados:  Tipo de rede: trifásica ou monofásica;  Nível de tensão da rede: 127 V, 220 V, 380 V ou outro nível de tensão;  Verificando a compatibilidade entre motor e rede elétrica;  Os cabos devem ser dimensionados corretamente, a fim de evitar sobreaquecimentos por excesso de corrente; 49  Categoria de emprego: é o que determina exatamente para que finalidade pode ser aplicado um equipamento em função da corrente e tensão nominal. Para facilitar o entendimento deste requisito, ilustramos resumidamente algumas categorias:  As conexões parafusadas devem estar devidamente apertadas e, verificadas periodicamente e isoladas corretamente, caso seja necessário. Orientações quanto a ligações dos terminais Tipo de corrente Categoria Aplicações Típicas Corrente Alternada AC-1 Cargas resistivas ou pouco indutivas (Ex. Fornos elétricos) AC-2 Motores com anéis coletores, freio por contra corrente e reversão AC-3 Motores com rotor gaiola, desligamento em regime AC-4 Motores com rotor gaiola, serviço intermitente, reversão à plena marcha AC-12 Controle das cargas resistivas e no estado sólido com isolamento feito por aparelhos de conexão AC-13 Controle de cargas no estado sólido com isolamento do transformador AC-14 Controle de cargas eletromagnéticas pequenas (72 VA) AC-20 Fechamento e abertura em vazio AC-21 Chaveamento de cargas resistivas, inclusive sobrecargas moderadas AC-22 Chaveamento de cargas mistas resistivas e indutivas, inclusive sobrecargas moderadas AC-23 Chaveamento de cargas de motores ou outras cargas altamente indutivas Corrente Contínua DC-11 Cargas resistivas ou pouco indutivas DC-12 Controle de cargas resistivas e de cargas no estado sólido com isolamento feito por aparelhos de conexão (optocouplers) DC-13 Controle de eletromagnetos DC-14 Controle de cargas eletromagnéticas possuindo resistores econômicos no circuito 50  Ao ser efetuada a ligação de um condutor em um terminal com parafuso, deve-se fazer a volta no condutor no mesmo sentido da rotação do parafuso ao ser apertado, para evitar que o condutor escape debaixo da cabeça do parafuso;  Quando o condutor for flexível (tipo cabo), deve-se tornar rígida a sua extremidade com solda, ou então, usar um terminal apropriado. Os desenhos da Figura 58, apresentam essas situações. Figura 58 – Ligações de terminais / Conexões elétricas (fonte Cemig). 2.13 SIMBOLOGIA UTILIZADA Para facilitar a compreensão dos usuários deste guia será utilizada a seguinte simbologia, conforme NBR 5444. 2.14 PARTIDA DIRETA MANUAL O motor pode partir a plena carga e com a corrente de pico elevando-se de 6 a 10 vezes a nominal, conforme o tipo e número de pólos. O dispositivo de atuação consiste simplesmente de uma chave monofásica ou trifásica, de acordo com o caso. Símbolos Significado Símbolos Significado Fusível Chave seccionadora abertura em carga Chave seccionadora com fusíveis, abertura sem carga Disjuntor a óleo Chave seccionadora com fusíveis, abertura em carga Disjuntor a seco Chave seccionadora abertura sem carga Chave reversora motor de indução monofásico - corrente alternada Motor de indução trifásico - corrente alternada 51 É importante salientar que esse tipo de acionamento não é indicado para instalações elétricas em geral, tendo em vista as limitações do acionamento, como por exemplo, a necessidade do comando local. Esse tipo de acionamento é restrito a instalações simples, como serralharia, máquina de panificação, furadeiras, etc. Na Figura 59 é apresentado o diagrama multifilar de acionamento de um motor trifásico de três terminais. Para motores com 6 ou mais terminais, as ligações do mesmo deve ser efetuado conforme recomendações do fabricante e informações apresentadas na placa de dados. (a) Motor de 3 terminais (b) Motor de 6 terminais – estrela (c) Motor de 6 terminais – triângulo. Figura 59 – Acionamento de motor trifásico com chave manual. 52 2.14.1 Procedimentos 1º Passo: Com o auxílio de um voltímetro, verificar se o circuito em que irá intervir está desenergizado:  Em caso positivo, prossiga;  Em caso negativo, desenergize o circuito, desligando o disjuntor ou fusível ou chave seccionadora responsável pelo seccionamento/proteção da sua cabine ou módulo didático. 2º Passo: Com o auxílio de um multímetro ou voltímetro, qual é o nível de tensão da rede; 3º Passo: Verifique a placa de dados do motor, nela devem estar contidos todos os parâmetros necessários ao funcionamento perfeito do motor. Os parâmetros devem ser seguidos a rigor; 4º Passo: Verifique se o esquema de ligação da placa do motor confere com algum dos esquemas de ligação apresentados em uma das Figura 59(a), 59(b) ou 59(c), observe que cada uma das figuras, refere-se a ligações diferentes de motores trifásicos; 5º Passo: Caso os esquemas de montagem da placa e do guia sejam iguais, faça as ligações elétricas adequadas, seguindo os esquemas de montagem apropriados e apresentados nas das Figura 59(a), 59(b) ou 59(c); 6º Passo: Após concluídas as ligações elétricas, insira os fusíveis para proteção do motor contra curto circuito; 7º Passo: Coloque o motor para funcionar, através do acionamento da manopla da chave mecânica tripolar, observe que ao acionar a manopla, você estará energizando os terminais do motor e conseqüentemente colocando-o em funcionamento; 8º Passo: Desligue o motor, através do acionamento da manopla da chave mecânica. 2.15 ACIONAMENTO DE MOTOR MONOFÁSICO ATRAVÉS DE CHAVE MECÂNICA Observações: Leia o guia com toda atenção. Em determinadas situações você irá trabalhar com instalações elétricas energizadas. Tome bastante cuidado para não sofrer choques elétricos, eles podem provocar desde leves incômodos até a morte. Retire o fusível e/ou desligue o disjuntor do quadro quando for realizar qualquer manuseio na instalação. A retirada do fusível evita uma energização indevida. Antes de colocar a mão em partes metálicas dos condutores, certifique-se que o circuito se encontra totalmente desenergizado. Lembre-se de verificar o nível de tensão da rede quando na instalação de qualquer equipamento elétrico. Lembrete: Você está aqui para aprender, portanto, não hesite consultar o professor, monitor ou técnicos caso lhe ocorra alguma dúvida no decorrer da aula. 2.15.1 Material Utilizado  01 Motor monofásico (220 V) com 3, 4 ou 6 terminais;  Elementos de proteção (fusíveis e disjuntores);  01 Multímetro ou voltímetro de teste;  01 chave de fenda/philips;  01 alicate universal/bico;  01 Chave mecânica bipolar; 53  Fios ou cabos. 2.15.2 Introdução Antes de escolher o tipo de acionamento, é necessário verificar se a instalação elétrica está adequada. A energia elétrica fornecida pelas concessionárias deve ser utilizada da forma mais eficiente possível, e utilizada conforme as exigências da mesma. A utilização de componentes elétricos de alta qualidade sem o correto dimensionamento e instalação, pode não resultar em um desempenho satisfatório. Recomendamos executar as instalações elétricas de acordo com a NBR-5410 da ABNT. Abaixo listamos algumas dicas para evitar problemas frequentemente encontrados:  Tipo de rede: trifásica ou monofásica;  Nível de tensão da rede: 127 V, 220 V, 380 V ou outro nível de tensão;  Verificando a compatibilidade entre motor e rede elétrica;  Os cabos devem ser dimensionados corretamente, a fim de evitar sobreaquecimentos por excesso de corrente; Na Figura 60 são apresentados diagramas multifilares de acionamento de motores monofásicos de três, quatro e seis terminais. 2.15.3 Procedimentos 1º Passo: Com o auxílio de um voltímetro, verificar se o circuito em que irá intervir está desenergizado:  Em caso positivo, prossiga;  Em caso negativo, desenergize o circuito, desligando o disjuntor ou fusível ou chave seccionadora responsável pelo seccionamento/proteção da sua cabine ou módulo didático. 2º Passo: Com o auxílio de um multímetro ou voltímetro, qual é o nível de tensão da rede; 3º Passo: Verifique a placa de dados do motor, nela devem estar contidos todos os parâmetros necessários ao funcionamento perfeito do motor. Os parâmetros devem ser seguidos a rigor; 4º Passo: Verifique se o esquema de ligação da placa do motor confere com algum dos esquemas de ligação apresentados em uma das Figura 60(a), 60(b) ou 60(c), observe que cada uma das figuras, refere-se a ligações diferentes de motores monofásicos; Caso o motor escolhido apresente numeração dos bornes diferente das ligações apresentadas nas Figura 60(a), 60(b) ou 60(c), consulte o professor, o mesmo lhe orientará sobre as ligações do motor, a qual deve ser efetuada conforme recomendações do fabricante e informações apresentadas na placa de dados. 5º Passo: Caso os esquemas de montagem da placa e do guia sejam iguais, faça as ligações elétricas adequadas, seguindo os esquemas de montagem apropriados e apresentados nas das Figura 60(a), 60(b) ou 60(c); 6º Passo: Depois de concluídas as ligações elétricas, insira os fusíveis para proteção do motor contra curto circuito; 54 7º Passo: Coloque o motor para funcionar, através do acionamento da manopla da chave mecânica bipolar, observe que ao acionar a manopla, você estará energizando os terminais do motor e conseqüentemente colocando-o em funcionamento; 8º Passo: Desligue o motor, através do acionamento da manopla da chave mecânica. (a) Motor de 3 terminais (b) Motor de 4 terminais (c) Motor de 6 terminais. Figura 60 – Acionamento de motor monofásico com chave manual. 55 2.16 VERIFICAÇÃO DE ILUMINÂNCIA DE INTERIORES Lembrete: Você está aqui para aprender, portanto, não hesite consultar o professor, monitor ou técnicos caso lhe ocorra alguma dúvida no decorrer da aula. 2.16.1 Material Utilizado  Trena de 10 metros;  Luxímetro digital 2.16.2 Introdução Iluminamento, intensidade de iluminação ou iluminância é uma grandeza de luminosidade, representada pela letra E, que faz a relação entre o fluxo luminoso que incide na direção perpendicular a uma superfície e a sua área. Sua unidade de medida é o lux (lx). Para medi-la, usa-se um aparelho denominado luxímetro. Na prática, é a quantidade de luz dentro de um ambiente. Da mesma forma que o fluxo luminoso, não é distribuído uniformemente, de maneira que ao ser medida, não terá o mesmo valor em todos os pontos da área em questão. Quanto mais elevada a exigência visual da atividade, maior deverá ser o valor da Iluminância. Deve-se considerar também que, com o tempo de uso, se reduz o Fluxo Luminoso da lâmpada devido tanto ao desgaste, quanto ao acúmulo de poeira na luminária, resultando em uma diminuição da Iluminância. Por isso, quando do cálculo do número de luminárias, estabelece-se um Fator de Depreciação, o qual, elevando o número previsto de luminárias, evita que, com o desgaste, o nível de Iluminância atinja valores abaixo do mínimo recomendado. Luxímetro é um medidor de intensidade de luz em um ambiente e a sua media é dada pela unidade lux. O funcionamento se baseia com o sensoreamento da área através de um LDR (do inglês Light Dependent Resistor), em português Resistor Dependente de Luz ou Fotoresistência é um componente eletrônico passivo do tipo resistor variável, mais especificamente, é um resistor cuja resistência varia conforme a intensidade da luz (iluminamento) que incide sobre ele. Tipicamente, à medida que a intensidade da luz aumenta, a sua resistência diminui. A medição é dada pela comparação de tensão efetuada por um circuito que transforma as leituras luminosas em tensão que, posteriormente, é mostrada em um display na grandeza adequada ao medidor. O valor mínimo de lux para cada tipo de ambiente é definido por norma: salas de aula, sala de cirugia, sala de leitura, corredores, etc. A seguir será apresentado o Iluminâncias em lux, por tipo de atividade (valores médios em serviço) conforme recomendações da NBR 5413: Ambiente Iluminâncias em lux Bibliotecas - sala de leitura 300 - 500 – 750 Escolas - salas de aulas 200 - 300 - 500 Escolas – laboratórios 150 - 200 - 300 Anfiteatros e auditórios - platéia 150 - 200 - 300 Anfiteatros e auditórios - tribuna 300 - 500 - 750 56 Este guia orientativo apresenta o modo pelo qual se faz a verificação da iluminância de interiores de áreas retangulares, através da iluminância média sobre um plano horizontal, proveniente da iluminação geral, conforme recomendações da NBR 5382 e NBR 5413. Para realização das medições de iluminância deve ser usado um instrumento com fotocélula com correção do cosseno e correção de cor, com temperatura ambiental entre 15°C e 50°C, sempre que possível. Para a nossa atividade será utilizado um luxímetro digital. A medição de iluminância depende do formato do ambiente e distribuição das luminárias. Para realização desta tarefa, será utilizado um campo de trabalho retangular, iluminado com fontes de luz em padrão regular, simetricamente espaçadas em duas ou mais fileiras, com distribuição de luminárias em duas ou mais fileiras, conforme ilustrado na Figura 61. O uso destes métodos nos tipos de áreas descritas anteriormente resultará em valores de iluminância média com no máximo 10% de erro sobre os valores que seriam obtidos pela divisão da área total em áreas de (50 x 50) cm, fazendo-se uma medição em cada área e calculando-se a média aritmética. Para ambientes com formato e distribuição de luminárias diferentes do apresentado nesta tarefa, consulte as NBR 5382, NBR 5413 e NBR ISO/CIE 8995-1:2013. 2.16.3 Métodos de verificação – Procedimentos Os dados coletados nas medições serão inseridos na equação abaixo para o cálculo da iluminância média. ܫ݈ݑ݉݅݊â݊ܿ݅ܽ ݉é݀݅ܽ = ܴ ∙ (ܰ − 1) ∙ (ܯ − 1) + ܳ ∙ (ܰ − 1) + ܶ ∙ (ܯ − 1) + ܲ ܰ ∙ ܯ (ܧݍ. 1) N = número de luminárias por fila M = número de filas 1º Passo: Posicionar o luxímetro paralelamente a superfície de trabalho. O fotodetector do luxímetro deve ficar no plano horizontal, a uma distância de 80 cm do piso ou na superfície de trabalho. 2º Passo: Fazer leituras nos lugares r1 , r2, r3 e r4, para uma área típica central. Repetir nos locais r5, r6, r7 e r8. Calcular a média aritmética das oito medições. Este valor é R na equação Eq.1. 3º passo: Fazer leituras nos lugares q1, q2, q3 e q4, em duas meias áreas típicas, em cada lado do recinto. Calcular a média aritmética das quatro leituras. Este valor é Q na equação Eq.1. 4º passo: Fazer leituras nos quatro locais t1, t2, t3 e t4 e calcular a média aritmética. Este valor é T na equação Eq.1. 5º passo: Fazer leituras nos dois lugares p1 e p2 em dois cantos típicos e calcular a média aritmética das duas leituras. Este valor é P na equação Eq.1. 5º passo: Determinar a iluminância média na área, com a equação Eq.1. ܫ݈ݑ݉݅݊â݊ܿ݅ܽ ݉é݀݅ܽ = ______ ∙ (______) ∙ (______) + ______ ∙ (______) + _____ ∙ (______) + ____________ ∙ ______ = _______ 57 Figura 61 – Campo de trabalho retangular, iluminado com fontes de luz em padrão regular, simetricamente espaçadas em duas ou mais fileiras.