Apostila de Ergonomia 2

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    13-Oct-2015

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  • Apostila de Ergonomia

    No sois mquinas; Homens que sois - Charlie Chaplin

    Professor: Edgar Martins Neto

    1

  • ndice

    1. Fundamentos da Ergonomia Origem e evoluo.................................................... 04

    1.1. Definies de Ergonomia................................................................................... 04 2. Riscos Ergonmicos.................................................................................................... 05

    2.1. Tipos de riscos Ergonmicos............................................................................. 05 3. Administrao Cientfica............................................................................................ 06

    3.1. Consideraes da administrao cientfica de Taylor....................................... 07 3.2. Seguidores de Taylor......................................................................................... 07 3.3. Reao dos trabalhadores................................................................................... 08

    4. O Desenvolvimento atual da Ergonomia..................................................................... 08 5. Abordagens.................................................................................................................. 09

    5.1. Quanto a Abrangncia....................................................................................... 09 5.2. Quanto contribuio........................................................................................ 09 5.3. Quanto a interdisciplinalidade........................................................................... 09

    6. Fatores considerados para projeto de um sistema de trabalho..................................... 10 7. Aplicaes................................................................................................................... 10

    7.1. Interveno Ergonmica................................................................................... 10 7.2. Prejuzos para as organizaes pela falta da ergonomia................................... 10 7.3. Solues ergonmicas....................................................................................... 10 7.4. Os 05 pr-requisitos para a boa soluo ergonmica........................................ 11 7.5. Os 04 motivos do Investimento em ergonomia na atualidade........................... 11 7.6. Obstculos para a Ergonomia........................................................................... 11 7.7. O processo de Ergonomia................................................................................. 11 7.8. Meta final do processo de Ergonomia.............................................................. 12 7.9. Os 06 pilares para a eficincia do processo de Ergonomia............................. 12

    8. Embasamento Legal..................................................................................................... 12 8.1. Norma Regulamentadora NR17...................................................................... 12 8.2. Norma Regulamentadora NR11...................................................................... 17 8.3. Norma Regulamentadora NR15...................................................................... 18 8.4. Condies ambientais de trabalho x caractersticas psicofisiolgicas............. 18

    9. Biomecnica do corpo Posturas................................................................................ 20 9.1. Levantamento de peso.................................................................................... 21 9.2. A predominncia das alavancas...................................................................... 22 9.3. Sentar-se no trabalho....................................................................................... 23 9.4. Ficar em p...................................................................................................... 26 9.5. Preveno de lombalgias................................................................................. 28

    10. Levantamento antropomtrico...................................................................................... 29 10.1. Aplicao......................................................................................................... 30 10.2. Distribuio antropomtrica de parte do corpo............................................... 30

    11. Coluna Vertebral........................................................................................................... 32 11.1. Discos intervertebrais...................................................................................... 32 12. Ergonomia no lar.......................................................................................................... 33 13. LER/DORT................................................................................................................. 33 Professor: Edgar Martins Neto

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  • 13.1. Incidncia........................................................................................................ 33 13.2. Sintomas.......................................................................................................... 34 13.3. Tenossinovite e Tendinite............................................................................... 34 13.4. Leses oriundas de movimentos repetitivos................................................... 35 13.5. Nexo causal..................................................................................................... 35 14. Qualidade de Vida no Trabalho.................................................................................... 35 14.1. Tenso emocional x Preveno de acidentes...................................................... 35

    14.2. Estresse............................................................................................................... 37

    14.3. Estresse negativo e positivo................................................................................ 37 14.4. Problemas que o estresse acarreta....................................................................... 38 14.5. Administrar o Estresse........................................................................................ 38 15. Critrio Quantitativo de Moore e Garg........................................................................ 39 16. Anlise Ergonmica..................................................................................................... 41 17. PROGRAMA DE ERGONOMIA............................................................................... 54 18. BIBLIOGRAFIA......................................................................................................... 57 Professor: Edgar Martins Neto

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  • 1. Introduo - Fundamentos da Ergonomia Origem e Evoluo

    A primeira definio conhecida de trabalho est escrita nas Sagradas Escrituras em Gnesis 3: 17b , 19 " Disse, pois, o Senhor Deus ao ser humano: maldita a terra por tua causa; em fadiga comers dela todos os dias da tua vida. Do suor do teu rosto comers o teu po, at que tornes a terra, porque dela foste tomado; pois s p, e ao p tornars". Podemos deduzir, ento, que o trabalho est relacionado noo geral de sofrimento e pena (BIBLIA,1995).

    As fbricas do incio da Revoluo Industrial no apresentavam o melhor dos ambientes de trabalho. As condies das fbricas eram precrias. Eram ambientes com pssima iluminao, abafados e sujos. Os salrios recebidos pelos trabalhadores eram muito baixos e chegava-se a empregar o trabalho infantil e feminino. Os empregados chegavam a trabalhar at 18 horas por dia e estavam sujeitos a castigos fsicos dos patres. No havia direitos trabalhistas como, por exemplo, frias, dcimo terceiro salrio, auxlio doena, descanso semanal remunerado ou qualquer outro benefcio. Quando desempregados, ficavam sem nenhum tipo de auxlio e passavam por situaes de precariedade.

    1.1. Definies de Ergonomia

    O termo ergonomia derivado das palavras gregas ergon (trabalho) e nomos (regras). De fato, na Grcia antiga o trabalho tinha um duplo sentido: ponos que designava o trabalho escravo de sofrimento e sem nenhuma criatividade e, ergon que designava o trabalho arte de criao, satisfao e motivao. Tal o objetivo da ergonomia, transformar o trabalho ponos em trabalho ergon. No existe ainda uma histria, propriamente dita, sobre ergonomia; Os primeiros estudos sobre o homem em atividade profissional foram realizados por engenheiros, mdicos do trabalho e pesquisadores de diversas reas de conhecimento. O termo ergonomia foi utilizado pela primeira vez, em 1857, pelo polons W. Jastrzebowski, que publicou um artigo intitulado Ensaio de ergonomia ou cincia do trabalho baseada nas leis objetivas da cincia da natureza. O que ergonomia ? (e no ergonometria e muito menos ergologia) No sentido etimolgico do termo: Ergonomia significa estudo das leis do trabalho. Murrel 1949 poca que iniciou a concepo sobre a Ergonomia: conjunto de conhecimentos cientficos relativos ao homem e necessrio para os engenheiros conceberem ferramentas, mquinas e conjuntos de trabalhos que possam ser utilizados com mximo conforto, segurana e eficincia. Singleton - 1972 a tecnologia do projeto de trabalho. Professor: Edgar Martins Neto

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  • Laville 1977 o conjunto de conhecimentos relativos ao comportamento do homem em atividade, a fim de aplic-los concepo das tarefas, dos instrumentos, das mquinas e dos sistemas de produo. Aurlio Estudo cientfico dos problemas relativo ao trabalho humano e que devem ser levados em conta na projeo de mquinas e equipamentos e ambiente de trabalho. Conceito da Research Society (U.K.) - Sociedade Nacional de Ergonomia o estudo do relacionamento entre o homem e o seu trabalho, equipamento e ambiente e, particularmente, a aplicao dos conhecimentos de anatomia, fisiologia e psicologia na soluo dos problemas surgidos desse relacionamento. Conceito da International Ergonomics Association (IEA): o estudo cientfico da relao entre o homem e seus meios, mtodos e espaos de trabalho. Seu objetivo elaborar, mediante a contribuio de diversas disciplinas cientficas que a compem, um corpo de conhecimentos que, dentro de uma perspectiva de aplicao, deve resultar em uma melhor adaptao ao homem dos meios tecnolgicos e dos ambientes de trabalho e de vida. Conceito da Associao Brasileira de Ergonomia (ABERGO): A ergonomia o estudo da adaptao do trabalho s caractersticas fisiolgicas e psicolgicas do ser humano. Definio da OIT a aplicao das cincias biolgicas humanas e o ajustamento mtuo ideal entre o homem e seu trabalho, cujos resultados se medem em termos de eficincia humana e bem estar no trabalho. um conjunto de cincias e tecnologias que procura o ajuste confortvel e produtivo entre o ser humano e o seu trabalho. 2. Riscos Ergonmicos So os fatores psico-fisiolgicos relacionados ao trabalho que o ser humano fica exposto durante o desenvolvimento de suas atividades. 2.1. Tipos de riscos Ergonmicos Trabalho fsico pesado, posturas incorretas, treinamento inadequado/inesistente, trabalhos em turno, Trabalho noturno, monotonia, repetitividade, ritmo excessivo, presso explcita ou implcita para manter este ritmo, metas estabelecidas sem a participao dos empregados e colaboradores, patamares de metas de produo crescentes sem a adequao das condies Professor: Edgar Martins Neto

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  • para atingi-las, incentivo a maior produtividade por meio de diferenciao salarial e prmios, induzindo as pessoas a ultrapassar seus limites, jornada de trabalho prolongada, falta de possibilidade de realizar pequenas pausas espontneas, quando necessrio, manuteno de postura fixa por tempo prolongado, mobilirio mal projetado, ambiente de trabalho desconfortvel(muito seco, muito frio, muito quente, pouco iluminado, barulhento, apertado).

    3. Administrao Cientfica - Frederick W. Taylor (1900)

    Frederick W. Taylor desenvolveu estudos a respeito de tcnicas de racionalizao do trabalho dos operrios. Suas idias preconizavam a prtica da diviso do trabalho. A caracterstica mais marcante do estudo de Taylor busca de uma organizao cientfica do trabalho, enfatizando tempos e mtodos e por isso visto como o precursor da Teoria da Administrao Cientfica. Taylor via necessidade de aplicar mtodos cientficos administrao para assegurar seus objetivos de mxima produo a mnimo custo, para tanto seguia os seguintes princpios:

    - Seleo cientfica do trabalhador - O funcionrio desempenha a tarefa mais compatvel com suas aptides. importante para o funcionrio que valorizado e para empresa, que aumenta sua produtividade e aumenta seus lucros.

    - Tempo padro - O funcionrio deve atingir a produo mnima determinada pela gerncia. Esse controle torna-se importante pelo fato do ser humano ser naturalmente preguioso.

    - Plano de incentivo salarial - O funcionrio ganha pelo que produz.

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  • - Trabalho em conjunto - Os interesses da empresa e dos funcionrios quando aliados, resultam numa maior produtividade.

    - Gerentes planejam, funcionrios executam - Cabe aos gerentes planejarem e aos funcionrios agirem.

    - Diviso do trabalho - A tarefa subdivide-se ao mximo, dessa forma se ganha velocidade, produtividade e o funcionrio garante lucro de acordo com seu esforo.

    - Superviso - especializada por reas. Controla o trabalho dos funcionrios verificando o nmero de peas feitas,assegurando o valor mnimo da produo.

    - nfase na eficincia - H uma nica maneira certa de se fazer o trabalho. Para descobri-la, a administrao empreende um estudo de tempo e mtodos, decompondo os movimentos das tarefas exercidas.

    3.1. Consideraes da Administrao Cientfica de Taylor

    Enfoque mecanicista - A organizao comparada com uma mquina, que segue um projeto pr-definido. Recebe crticas dos estudiosos em administrao. A partir desta viso, cada funcionrio visto como uma engrenagem na empresa, desrespeitando sua condio de ser humano.

    Homo economicus - O salrio importante, mas no fundamental para a satisfao dos funcionrios. O Reconhecimento do trabalho, incentivos morais e a auto-realizao so aspectos importantes que a Administrao Cientfica desconsidera.

    Abordagem fechada - A Administrao Cientfica no faz referncia ao ambiente da empresa. A organizao vista de forma fechada, desvinculada de seu mercado, negligenciando as influncias que recebem e impe ao que a cerca.

    Superespecializao do funcionrio - Com a diviso de tarefas, a qualificao do funcionrio passa a ser suprfula. Dessa forma, o funcionrio executa tarefas repetidas, montonas e gera uma desarticulao do funcionrio no processo como um todo.

    Explorao dos empregados - A Administrao Cientfica faz uso da explorao dos funcionrios em prol de seus interesses particulares, uma vez que o estmulo alienao dos funcionrios, falta de considerao do aspecto humano e deficincia das condies sociais da poca.

    3.2. Seguidores de Taylor

    Henry Ford - Henry Ford visto como um dos responsveis pelo grande salto qualitativo no desenvolvimento organizacional atual. Ciente da importncia do consumo em massa, lanou alguns princpios para agilizar a produo, reduzir os custos e o tempo de produo.

    Integrao vertical e horizontal - Produo integrada, da matria-prima ao produto final acabado (Integrao vertical) e instalao de uma rede de distribuio imensa (Integrao horizontal).

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  • Padronizao - Instaurando a linha de montagem e a padronizao do equipamento utilizado, obtinha-se agilidade e reduo nos custos. Em contrapartida, prejudicava a flexibilizao do produto.

    Economicidade - Reduo dos estoques e agilizao da produo. 3.3. Reao dos trabalhadores

    Em muitas regies da Europa, os trabalhadores se organizaram para lutar por melhores condies de trabalho. Os empregados das fbricas formaram as trade unions (espcie de sindicatos) com o objetivo de melhorar as condies de trabalho dos empregados. Houve tambm movimentos mais violentos como, por exemplo, o ludismo. Tambm conhecidos como "quebradores de mquinas", os ludistas invadiam fbricas e destruam seus equipamentos numa forma de protesto e revolta com relao vida dos empregados. O cartismo foi mais brando na forma de atuao, pois optou pela via poltica, conquistando diversos direitos polticos para os trabalhadores. Nessa mesma poca surgiram estudos encabeados pr Frank e Lilian Gilbreth e Morris Cooke, os primeiros preocupados com os estudos dos movimentos de mo e corpo para a otimizao dos esforos, eliminando-se movimentos inteis e projetando o uso de ferramentas e equipamentos mais adequados para os trabalhadores, e Cooke adaptando os princpios da administrao cientfica em organizaes nas no industriais.

    Quase cem anos mais tarde, em 1949, um engenheiro ingls chamado Murrel criou na Inglaterra a primeira sociedade nacional de ergonomia, a Ergonomic Research Society. Nesta poca que iniciou a concepo sobre Ergonomia. Posteriormente, a ergonomia desenvolveu-se em numerosos pases industrializados, como a Frana, Estados Unidos, Alemanha, Japo e pases escandinavos.

    4. O desenvolvimento atual da ergonomia

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  • 5 - Sistema

    6 Concepo Atual da ergonomia

    4 - Mtodos de trabalho

    3 - Ambiente de trabalho

    2 - Posto de trabalho

    1 - Posto de tortura

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    desenvolvimento atual da ergonomia pode ser caracterizado, ento, segundo quatro nveis

    As exigncias sociais: melhoria das condies de trabalho;

    s

    as de produo: abordagem macroergonmica

    Ergonomia de concepo: normas e especificaes de projeto

    oria de seqncias e fluxos de produo Ergonomia de conscientizao: capacitao em ergonomia

    iplinaridade:

    nas empresas, buscando a adequao do ambiente de trabalho:

    Ode exigncias:

    - As exigncias tecnolgicas: tcnicas de produo; - As exigncias econmicas: qualidade e custo de produo; - - As exigncias organizacionais: gesto participativa; 5. Abordagen 5.1. Quanto abrangncia:

    - Ergonomia do posto de trabalho: abordagem microergonmica - Ergonomia de sistem 5.2. Quanto contribuio: - - Ergonomia de correo: modificaes de situaes existentes - Ergonomia de arranjo fsico: melh- 5.3. Quanto interdisc A ergonomia caracteriza-se por reunir diversos campos do conhecimento humano; portanto, diferentes profissionais atuaro

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    realiza acompanhamento de sade;

    a plantao de novos mtodos de trabalho;

    Engenheiro: contribui nos aspectos tcnicos e tecnolgico, modificando mquinas,

    Desenhista industrial: auxilia na concepo e adaptao de mquinas, equipamentos,

    Enfermeiro do trabalho: contribui nas recuperaes de trabalhadores acidentados, e na

    de Segurana: ajuda na identificao e correo de condies salubres e perigosas;

    de produo: contribui para criar um fluxo de trabalho mais uniforme,

    . Fatores considerados para projeto de um sistema de trabalho.

    Trabalhador: levam-se em conta as caractersticas fsicas, fisiolgicas, sociais e de, treinamento e motivao;

    s materiais que o homem utiliza no seu trabalho, englobando

    rabalhador durante a dade, como temperatura, rudos, vibrao, iluminao, presena de

    oeiras, gases, radiao;

    Informao: formas de comunicao existentes entre os elementos de um sistema, a

    e tomada de deciso;

    res no sistema produtivo, envolvendo processos e s, alm da cultura da empresa;

    Conseqncias do trabalho: questes de controle como tarefas de inspeo, estudos de tico, fadiga e estresse.

    - Mdico de trabalho: ajuda na identificao dos locais que provocam acidentes ou doenas ocupacionais, e - Psiclogo: envolvido no recrutamento, seleo e treinamento de pessoal; auxilia nim - ambientes e processo; - ferramentas, postos de trabalho e sistemas de comunicao; - preveno de doenas ocupacionais; - Engenheiro/Tcnico in - Programadorevitando fadiga e sobrecarga; - Administrador: ajuda a estabelecer planos de cargos e salrios mais justos, para motivar os trabalhadores; - Comprador: auxilia na aquisio de mquinas e materiais mais seguros e menos txicos; 6 - psicolgicas, a influncia da ida - Mquinas: so todas as ajudaos equipamentos, ferramentas, mobilirios e instalaes; - Ambiente: todas as caractersticas do ambiente fsico que envolve o trealizao de sua ativip - transmisso de informaes, alimentao - Organizao: conjunto dos fatores anteriopessoas, e a administrao dos mesmo - erros e acidentes, gasto energ 7. Aplicaes

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    mica

    esado; as, barulhento e iluminao inadequada;

    s e superiores, e postos de trabalho uso do computador;

    ganizaes pela falta da ergonomia

    Absentesmo e perda de produtividade;

    Indenizao pelo dano fsico; trabalhador com restrio;

    elaes humanas; fenmeno LER e DORT sobre a empresa;

    onmicas

    Pequenas melhorias;

    sistema de trabalho; de aquecimento, distencionamento

    e ginstica compensatria);

    a; Pausas de recuperao;

    Epidemiolgico;

    Psicofsico;

    nvestimento em Ergonomia na atualidade

    Porque o certo de se fazer; supera o custo de se fazer;

    Quando a empresa est muito pressionada;

    7.1. Interveno ergon - Trabalho fisicamente p- Trabalho em ambientes de altas/baixas temperatur- Biomecnicas: postura, cadeiras, uso da coluna, uso dos membros inferiore Organizao ergonmica dos- Preveno da fadiga; 7.2. Prejuzos para as or - - Gastos com afastados; - - Contingente de- Deteriorao nas r- A presso do 7.3. Solues erg - Eliminao do movimento/postura crticos; - - Projetos ergonmicos; - Revezamento; - Melhoria de mtodo; - Melhoria da organizao do- Preparao para o trabalho (exerccio

    - Orientao ao trabalhador e cobrar de atitudes corretas; - Seleo mnim- - Ingerir lquido(gua,soro); 7.4. Os 05 pr requisitos para a boa soluo ergonmica - Biomecnico; - - fisiolgico; - - Produtividade; 7.5. 04 Motivos do alto i - - Quando o custo de no se fazer- - Retorno do investimento; - Conforto fsico e mental= Eficincia

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    orciona harmonia entre o homem e o seu trabalho

    ntegrao harmoniosa entre o homem e o seu abalho, propiciando benefcios como conforto fsico e mental. Decorrente desta harmonia,

    produtividade. Portanto, o rincipal objetivo da Ergonomia que o funcionrio trabalhe com Segurana e Conforto para

    incia. Ganham: o homem e a empresa.

    ria e mtodo de trabalho;

    Valores da empresa: trabalho = sofrimento;

    7.7. O processo de ergonomia

    Processo (em administrao), uma seqncia de eventos ou atividades de eventos que

    7.9. Os 06 pilares para a eficincia do processo de ergonomia

    gonomia para todas as chefias e empregados; - Eficcia do servio mdico;

    as medidas corretivas e preventivas(comit de ergonomia);

    nua;

    a Regulamentadora NR 17(Ergonomia)

    modo a proporcionar um mximo de conforto, segurana e desempenho eficiente.

    lho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobilirio, aos equipamentos e s condies ambientais do posto de

    Os investimentos em Ergonomia, prop A ergonomia uma cincia que busca uma itrobtm-se preveno de patologias ocupacionais e aumento dapque tenha uma melhor efic 7.6. Obstculos para a ergonomia - Anarquia gerencial; - Falta de conhecimento de engenha- Assessoria inadequada; -

    descreve como as coisas mudam no tempo. 7.8. Meta final do processo de ergonomia

    Conseguir redues significativas das leses e doenas relacionadas ao trabalho atravs da aplicao de princpios ergonmicos corretos.

    - Apoio da alta gerncia; - Participao dos trabalhadores; - Treinamento de er

    - Estruturao administrativa para acompanhar os problemas e

    - Acompanhamento dos resultados e melhoria cont

    8. Embasamento Legal

    8.1. Norm

    17.1. Esta Norma Regulamentadora visa a estabelecer parmetros que permitam a adaptao das condies de trabalho s caractersticas psicofisiolgicas dos trabalhadores, de

    17.1.1. As condies de traba

    trabalho, e prpria organizao do trabalho.

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    o nesta Norma Regulamentadora.

    te e descarga individual de materiais.

    qual o peso da carga suportado inteiramente por um s trabalhador, compreendendo o levantamento e a deposio

    ansporte manual de cargas.

    17.2.2. No dever ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas, por um omprometer sua sade ou sua segurana.

    sfatrias quanto aos mtodos de trabalho que dever utilizar, com vistas a salvaguardar sua sade e prevenir acidentes.

    ido para os homens, para no comprometer a sua sade ou a sua segurana.

    17.2.6. O transporte e a descarga de materiais feitos por impulso ou trao de vagonetes

    elo trabalhador seja compatvel com sua capacidade de fora e no comprometa a sua sade ou a sua segurana.

    17.3. Mobilirio dos postos de trabalho.

    trabalho puder ser executado na posio sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posio.

    17.1.2. Para avaliar a adaptao das condies de trabalho s caractersticas psicofisiolgicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a anlise ergonmica do trabalho, devendo a mesma abordar, no mnimo, as condies de trabalho, conforme estabelecid

    17.2. Levantamento, transpor

    17.2.1. Para efeito desta Norma Regulamentadora:

    17.2.1.1. Transporte manual de cargas designa todo transporte no

    da carga.

    17.2.1.2. Transporte manual regular de cargas designa toda atividade realizada de maneira contnua ou que inclua, mesmo de forma descontnua, o tr

    17.2.1.3. Trabalhador jovem designa todo trabalhador com idade inferior a 18 (dezoito) anos e maior de 14 (quatorze) anos.

    trabalhador cujo peso seja suscetvel de c

    17.2.3. Todo trabalhador designado para o transporte manual regular de cargas, que no as leves, deve receber treinamento ou instrues sati

    17.2.4. Com vistas a limitar ou facilitar o transporte manual de cargas, devero ser usados meios tcnicos apropriados.

    17.2.5. Quando mulheres e trabalhadores jovens forem designados para o transporte manual de cargas, o peso mximo destas cargas dever ser nitidamente inferior quele admit

    sobre trilhos, carros de mo ou qualquer outro aparelho mecnico devero ser executados de forma que o esforo fsico realizado p

    17.2.7. O trabalho de levantamento de material feito com equipamento mecnico de ao manual dever ser executado de forma que o esforo fsico realizado pelo trabalhador seja compatvel com sua capacidade de fora e no comprometa a sua sade ou a sua segurana.

    17.3.1. Sempre que o

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    entado ou que tenha de ser feito em p, as bancadas, mesas, escrivaninhas e os painis devem proporcionar ao trabalhador condies de boa postura,

    b) ter rea de trabalho de fcil alcance e visualizao pelo trabalhador;

    is.

    m da utilizao dos ps, alm dos requisitos estabelecidos no subitem 17.3.2, os pedais e demais comandos para acionamento pelos ps

    e peculiaridades do trabalho a ser executado.

    tilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos mnimos de conforto:

    b) caractersticas de pouca ou nenhuma conformao na base do assento;

    17.3.4. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados sentados, a partir da

    17.3.5. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados de p, devem ser

    17.4.1. Todos os equipamentos que compem um posto de trabalho devem estar adequados s ho a ser executado.

    adequado para documentos que possa ser ajustado proporcionando boa postura, visualizao e operao, evitando movimentao freqente do pescoo e fadiga

    17.3.2. Para trabalho manual s

    visualizao e operao e devem atender aos seguintes requisitos mnimos:

    a) ter altura e caractersticas da superfcie de trabalho compatveis com o tipo de atividade, com a distncia requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento;

    c) ter caractersticas dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentao adequados dos segmentos corpora

    17.3.2.1. Para trabalho que necessite tamb

    devem ter posicionamento e dimenses que possibilitem fcil alcance, bem como ngulos adequados entre as diversas partes do corpo do trabalhador, em funo das caractersticas

    17.3.3. Os assentos u

    a) altura ajustvel estatura do trabalhador e natureza da funo exercida;

    c) borda frontal arredondada;

    d) encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteo da regio lombar.

    anlise ergonmica do trabalho, poder ser exigido suporte para os ps, que se adapte ao comprimento da perna do trabalhador.

    colocados assentos para descanso em locais em que possam ser utilizados por todos os trabalhadores durante as pausas.

    17.4. Equipamentos dos postos de trabalho.

    caractersticas psicofisiolgicas dos trabalhadores e natureza do trabal

    17.4.2. Nas atividades que envolvam leitura de documentos para digitao, datilografia ou mecanografia deve:

    a) ser fornecido suporte

    visual;

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    ento.

    idade suficientes para permitir o ajuste da tela do equipamento iluminao do ambiente, protegendo-a contra reflexos, e proporcionar corretos ngulos de

    ve ser independente e ter mobilidade, permitindo ao trabalhador ajust-lo de acordo com as tarefas a serem executadas;

    c) a tela, o teclado e o suporte para documentos devem ser colocados de maneira que as adamente iguais;

    dero ser dispensadas as exigncias previstas no subitem 17.4.3, observada a natureza das tarefas executadas e levando-se em conta a anlise

    o a ser executado.

    exijam solicitao intelectual e ateno constante, tais como: salas de controle, laboratrios, escritrios, salas de

    17.5.2.1. Para as atividades que possuam as caractersticas definidas no subitem 17.5.2, mas

    de avaliao de rudo (NC) de valor no superior a 60 dB.

    17.5.2.2. Os parmetros previstos no subitem 17.5.2 devem ser medidos nos postos de

    b) ser utilizado documento de fcil legibilidade sempre que possvel, sendo vedada utilizao do papel brilhante, ou de qualquer outro tipo que provoque ofuscam

    17.4.3. Os equipamentos utilizados no processamento eletrnico de dados com terminais de vdeo devem observar o seguinte:

    a) condies de mobil

    visibilidade ao trabalhador;

    b) o teclado de

    distncias olho-tela, olho-teclado e olho-documento sejam aproxim

    d) serem posicionados em superfcies de trabalho com altura ajustvel.

    17.4.3.1. Quando os equipamentos de processamento eletrnico de dados com terminais de vdeo forem utilizados eventualmente po

    ergonmica do trabalho.

    17.5. Condies ambientais de trabalho.

    17.5.1. As condies ambientais de trabalho devem estar adequadas s caractersticas psicofisiolgicas dos trabalhadores e natureza do trabalh

    17.5.2. Nos locais de trabalho onde so executadas atividades que

    desenvolvimento ou anlise de projetos, dentre outros, so recomendadas as seguintes condies de conforto:

    a) nveis de rudo de acordo com o estabelecido na NBR 10152, norma brasileira registrada no INMETRO; b) ndice de temperatura efetiva entre 20oC (vinte) e 23oC (vinte e trs graus centgrados);

    c) velocidade do ar no superior a 0,75m/s;

    d) umidade relativa do ar no inferior a 40 (quarenta) por cento.

    no apresentam equivalncia ou correlao com aquelas relacionadas na NBR 10152, o nvel de rudo aceitvel para efeito de conforto ser de at 65 dB (A) e a curva

    trabalho, sendo os nveis de rudo determinados prximos zona auditiva e as demais variveis na altura do trax do trabalhador.

  • Professor: Edgar Martins Neto

    16

    uplementar, apropriada natureza da atividade.

    l deve ser uniformemente distribuda e difusa.

    geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos incmodos, sombras e contrastes excessivos.

    17.5.3.3. Os nveis mnimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho so ma brasileira registrada no

    INMETRO.

    17.5.3.4. A medio dos nveis de iluminamento previstos no subitem 17.5.3.3 deve ser feita

    cinco centmetros) do piso.

    17.6.2. A organizao do trabalho, para efeito desta NR, deve levar em considerao, no

    a) as normas de produo;

    ncia de tempo;

    para efeito de remunerao e vantagens de qualquer espcie devem levar em considerao as

    b) devem ser includas pausas para descanso;

    17.5.3. Em todos os locais de trabalho deve haver iluminao adequada, natural ou artificial, geral ou s

    17.5.3.1. A iluminao gera

    17.5.3.2. A iluminao

    os valores de iluminncias estabelecidos na NBR 5413, nor

    no campo de trabalho onde se realiza a tarefa visual, utilizando-se de luxmetro com fotoclula corrigida para a sensibilidade do olho humano e em funo do ngulo de incidncia.

    17.5.3.5. Quando no puder ser definido o campo de trabalho previsto no subitem 17.5.3.4, este ser um plano horizontal a 0,75m (setenta e

    17.6. Organizao do trabalho.

    17.6.1. A organizao do trabalho deve ser adequada s caractersticas psicofisiolgicas dos trabalhadores e natureza do trabalho a ser executado.

    mnimo:

    b) o modo operatrio;

    c) a exig

    d) a determinao do contedo de tempo; e) o ritmo de trabalho;

    f) o contedo das tarefas.

    17.6.3. Nas atividades que exijam sobrecarga muscular esttica ou dinmica do pescoo, ombros, dorso e membros superiores e inferiores, e a partir da anlise ergonmica do trabalho, deve ser observado o seguinte:

    repercusses sobre a sade dos trabalhadores;

  • Professor: Edgar Martins Neto

    17

    lquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias, a exigncia de produo dever permitir um retorno gradativo aos nveis de

    e avaliao dos trabalhadores envolvidos nas atividades de digitao, baseado no nmero individual de toques sobre o teclado, inclusive o automatizado, para efeito de remunerao e vantagens de qualquer espcie;

    b) o nmero mximo de toques reais exigidos pelo empregador no deve ser superior a 8 (oito) mil por hora trabalhada, sendo considerado toque real, para efeito desta NR, cada movimento de presso sobre o teclado;

    c) o tempo efetivo de trabalho de entrada de dados no deve exceder o limite mximo de 5 (cinco) horas, sendo que, no perodo de tempo restante da jornada, o trabalhador poder exercer outras atividades, observado o disposto no art. 468 da Consolidao das Leis do Trabalho, desde que no exijam movimentos repetitivos, nem esforo visual;

    d) nas atividades de entrada de dados deve haver, no mnimo, uma pausa de 10 (dez) minutos para cada 50 (cinqenta) minutos trabalhados, no deduzidos da jornada normal de trabalho;

    e) quando do retorno ao trabalho, aps qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias, a exigncia de produo em relao ao nmero de toques dever ser iniciado em nveis inferiores do mximo estabelecido na alnea "b" e ser ampliada progressivamente.

    8.2. Norma Regulamentadora - NR 11

    ormas de segurana para operao de elevadores, guindastes, transportadores industriais e

    s de trabalho.

    c) quando do retorno do trabalho, aps qua

    produo vigentes na poca anterior ao afastamento.

    17.6.4. Nas atividades de processamento eletrnico de dados, deve-se, salvo o disposto em convenes e acordos coletivos de trabalho, observar o seguinte:

    a) o empregador no deve promover qualquer sistema d

    Nmquinas transportadoras. Os equipamentos utilizados na movimentao de materiais, tais como ascensores, elevadores de carga, guindastes, monta-carga, pontes-rolantes, talhas, empilhadeiras, guinchos, esteiras-rolantes, transportadores de diferentes tipos, sero calculados e construdos de maneira que ofeream as necessrias garantias de resistncia e segurana e conservados em perfeitas condie

  • TALHAS

    MONOVIAS LANAS

    PONTE ROLANTE

    Professor: Edgar Martins Neto

    18

    onfiabilidade e inteligncia. Para um projeto de sistema de trabalho envolvendo mquinas e homens, deve-se decidir quais funes sero realizadas por um e por outro,

    o aspecto econmico; para casos de operaes perigosas em ambientes hostis, o aspecto de segurana faz optar pela mquina.

    Denomina-se para fins de aplicao da presente regulamentao a expresso "Transporte

    evisto nesta norma, o transporte de carga dever ser realizado mediante impulso de vagonetes, carros, carretas, carros-de-mo apropriados, ou qualquer tipo de

    escarga de sacos, em caminho ou vago, o trabalhador ter o auxlio de ajudante.

    GUINCHOS/

    Homem X Mquina O uso de mquinas em substituio ao homem ocorre cada vez mais, devido fora, rapidez, preciso, c

    considerando

    Quando o homem e a mquina se equivalem, deve ser observado que o homem tem desempenho flexvel mas inconsistente, e a mquina tem desempenho consistente mas inflexvel.

    Normas de segurana do trabalho em atividades de transporte de sacas.

    manual de sacos" toda atividade realizada de maneira contnua ou descontnua, essencial ao transporte manual de sacos, na qual o peso da carga suportado, integralmente, por um s trabalhador, compreendendo tambm o levantamento e sua deposio.

    Fica estabelecida a distncia mxima de 60,00m (sessenta metros) para o transporte manual de um saco.

    Alm do limite pr

    trao mecanizada.

    Na operao manual de carga e d

  • Professor: Edgar Martins Neto

    19

    que devem estar adequadas ao trabalhador e natureza da atividade desenvolvida.

    ites de exposio para estes fatores que se encontram nas atividades profissionais, alm de regulamentar as atividades insalubres.

    projetos, dentre outros, so recomendadas condies de conforto.

    e que no irrita. Ex. ouvir uma msica em nvel agradvel, o cantar de um pssaro, etc.

    rejudicial sade humana. Causa sensao desagradvel e irritante. Ex. barulho de motores, mquinas, martelete, etc.

    O rudo industrial est presente em quase todas as atividades industriais e um indicativo de

    8.4.2. Calor/Frio

    es psicolgicas que podem conduzir a esgotamento.

    Em algumas pessoas no acostumadas a trabalhar em ambientes quentes, podem aparecer

    8.3. NR 15 Atividades e operaes insalubres

    Dispe sobre as condies ambientais no trabalho,

    As condies desfavorveis, como excesso de rudo, calor/frio, vibrao e iluminao podem causar desconforto, aumentando o risco de acidentes e causando doenas ocupacionais.

    Esta norma estabelece lim

    8.4 As condies ambientais de trabalho x caractersticas psicofisiolgicas dos trabalhadores.

    Nos locais de trabalho onde so executadas atividades que exijam solicitao intelectual e ateno constante, tais como: salas de controle, laboratrios, escritrios, salas de desenvolvimento ou anlise de

    8.4.1. Rudo

    - Som: uma vibrao que se propaga pelo ar em forma de ondas e que percebida pelo ouvido. uma sensao agradvel, em nvel suportvel

    - Barulho: um SOM p

    manuteno deficiente das mquinas, acarretando folgas, vazamentos, vibraes, comprometendo a sade de uma parcela significativa dos trabalhadores.

    O nvel de rudo aceitvel para efeito de conforto ser de at 65 dB (A) e a curva de avaliao de rudo (NC) de valor no superior a 60 dB.

    - Calor: o calor um risco fsico freqentemente presente em uma srie de atividades profissionais desenvolvidas nas indstrias com processos de liberaes de grandes quantidades de energia trmica.

    sabido que o homem que trabalha em ambientes de alta temperatura sofre de fadiga, seu rendimento diminui, ocorrem erros de percepo e raciocnio e aparecem srias perturba

    sintomas de reduo da sua capacidade sensomotora. Outras mudanas comportacionais podem ser verificadas, como a reduo do esforo de trabalho, retirada de roupa ou

  • transpirao em ambientes frios. Em alguns casos, um processo de aclimatao pode reduzir os problemas aventados.

    Professor: Edgar Martins Neto

    20

    - Frio: A exposio ocupacional ao frio intenso pode constituir problema srio a sade, o

    rno.

    Estudos realizados na indstria norte-americana, no incio do sculo XX, evidenciaram eratura de 18 C que em outras

    inferiores ou superiores esta. O Aumento da freqncia de acidentes em baixas temperaturas r danos locais nos tecidos, como a

    reduo da temperatura interna do corpo (hipotermia).

    O ndice de temperatura efetiva para efeito de conforto entre 20C (vinte) e 23C (vinte e

    ada proporciona um ambiente de trabalho agradvel, melhorando as condies de superviso e diminuindo a possibilidade de acidentes.

    Entende-se por radiao visvel, a faixa do espectro eletromagntico capaz de ser detectada pelo olho humano. A sensibilidade do a esta regio visvel varia, dependendo do comprimento da onda das radiaes que esto incidindo sobre a retina.

    Determinar a iluminao necessria a um ambiente significa estabelecer a intensidade e distribuio da radiao visvel, adequada ao tipo de atividade e s caractersticas do local,

    os valores s na NBR 5413, norma brasileira registrada no INMETRO.

    .4 V

    a.

    conforto e a eficincia do trabalhador. Trabalhos ao ar livre em clima frio so encontrados em regies de grandes altitudes, bem como em algumas zonas temperadas no perodo do inve

    Fora das atividades realizadas ao ar livre, o frio intenso ainda encontrado em ambientes artificiais, como as cmaras frigorficas de conservao, que implicam em exposio a temperaturas bastante reduzidas.

    que a incidncia de leses por acidentes era menos a uma temp

    foi atribudo perda da destreza manual. O frio pode causa

    trs graus centgrados);

    8.4.3. Radiao visvel Iluminao.

    A utilizao de uma iluminao adequ

    bem como sugerir alteraes para este, a fim de proporcionar melhores condies de trabalho e , conseqentemente, maior eficincia e conforto.

    Os nveis mnimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho sode iluminncias estabelecido

    8 .4. ibraes

    o movimento, oscilao, balano de objetos, de coisas. Quando, atravs do tato, sentimos a oscilao de uma corda de violo, sabemos intuitivamente o que uma vibrao. Podemos dizer que ela est vibrando e, inclusive, ver-lhe o movimento.

    De fato todos os objetos materiais podem vibrar. Contudo, nem sempre podemos perceber o movimento atravs do tato. Por exemplo, o ar ao redor da corda tambm se movimenta, e o tato nada nos indica, apesar de as duas oscilaes serem semelhantes.

    Por costume, se a oscilao for facilmente detectada pelo tato, ela chamada simplesmente de vibrao. Se for detectvel pelo sistema auditivo, chamada de som ou vibrao sonor

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    21

    ersticas das vibraes u dos sons que podem causar efeito nocivo, com objetivo de especificar medidas de controle

    os riscos a nveis suportveis e compatveis com a preservao a sade.

    ocorrer doena de Raynaud(dedos bra

    na postura inadequada que as leses so acentuadas.

    Por isso tratamos aqui de trs pontos fundamentais para a preveno de problemas relacionados Ergonomia:

    O levantar peso, o sentar-se, e o estar em p A postura em que a atividade realizada, define o grau de conforto do trabalhador. A distribuio do peso do corpo desigual entre suas partes, desde a cabea, tronco e membros;conforme a postura , este peso pode ser fator de cansao. O Ser humano, em diversos aspectos, pode ser comparado a uma mquina. Muito do conhecimento da ergonomia aplicada ao trabalho advm do estudo da mecnica da mquina humana. Os engenheiros mecnicos tm desenvolvido estudos analisando as caractersticas mecnicas desta mquina, e com isso deduzindo uma srie de conceitos importantes na adaptao do ser humano ao trabalho. A mquina humana tem pouca capacidade de desenvolver fora fsica no trabalho. O sistema osteomuscular do ser humano o habilita a desenvolver movimentos de grande velocidade e de grande amplitude, porm contra pequenas resistncias. 9.1. Levantamento de peso No h qualquer problema em levantar cargas do cho agachando e levantando com as pernas(posio agachada), como tambm no h problema em levantar fletindo o tronco com as pernas estendidas(posio fletida), desde que sejam observados os cuidados

    Do ponto de vista da higiene do trabalho, interessa determinar as caractotais que eliminem ou reduzamd

    Em trabalhos com equipamentos do tipo martelete, o ser

    humano pode adquirir problemas do tipo steo-articular e

    muscular.

    No comeo, encontram-se a artrose do cotovelo, necrose dos ossos e dedos, deslocamentos anatmicos, posteriormente podem

    ndos), e problemas nervosos, alterando a sensibilidade tctil.

    9. Biomecnica do corpo Posturas

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    22

    complementares. Para cargas volumosas, deve ser utilizada a posio semifletida: dobra-se as pernas um certo tanto, e encurva-se o tronco um certo tanto.

    Para peas que possam ser pegas apenas com uma mo no interior de caixas ou caamba: apoiar um dos braos na borda da caamba e levantar com a outra; isto alivia a fora de compresso nos discos intervertebrais.

    Naturalmente a posio incorreta e/ou peso excessivo tem alguns inconvenientes, como: dores Lombares, entorses e deslocamento de discos. Para tornar seu trabalho mais fcil, siga estas avaliar as seguintes situaes: - O tamanho, a forma e o volume da carga;

    - A existncia de pontas ou rebarbas; - Comunicao eficaz, quando levantar em duas pessoas;

    - A necessidade de utilizar EPI; - Aplicar a tcnica correta de levantamento de peso avaliando sempre o peso da carga; na posio agachada, a carga a ser pega do cho 15Kg, na posio fletida a carga a ser pega do cho 18Kg, Nas melhores condies: 23 Kg(carga elevada, prxima do corpo).

    Tcnica correta de levantamento de peso

    vancas

    odas as vezes que colocamos interagindo u rando sobre um ponto de poio ou fulcro, submetido ao de uma fora ou potncia que age contra uma resistncia, mos uma alavanca.

    21 3

    4 5

    9.2. A predominncia das ala T m segmento rgido, giate

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    23

    elhante para interpretar as funes do sistema scular do ser humano: o segmento rgido o osso, o ponto de apoio ou fulcro a

    rticulao, a potncia exercida pelos msculos e a resistncia o peso do segmento orpreo, ou mesmo um peso que esteja sendo levantado. Na mec 03 tipos de alavancas, d lativa dos iversos compon

    neste tipo, o ponto de apoio se encontra entre a potncia e a

    er que ser a fora para equilibrar ou vencer ma determinada resistncia.

    Alavanca de 3 grau: sua caracterstica bsica, que o brao de potncia sempre menor ue o brao de resistncia. Em outras palavras, para vencer uma determinada resistncia, h mpre necessidade de se desenvolver um esforo fsico bem maior do que o valor nominal da

    a osteomuscular. Se por um lado este tipo de alavanca apresenta grande desvantagem mecnica

    Pode se fazer raciocnio semosteomuac nica so descritos ependendo da posio red - Alavanca de 1 grau:

    entes:

    resistncia. fcil compreender que quanto maior for distncia da potncia ao ponto de apoio, tanto menor ter que ser a potncia necessria para vencer uma determinada resistncia. Surge assim, um conceito extremamente importante em biomecnica, qual seja, o brao de potncia e de brao de resistncia . Brao de potncia distncia da potncia ao ponto de apoio, e brao de resistncia, distncia da resistncia ao ponto de apoio. Assim, quanto maior o brao de potncia, tanto menor tu APOIO(articulao)

    - Alavanca de 2 grau: aqui, como o brao de potncia sempre maior que o brao de resistncia, a intensidade da fora necessria para vencer uma determinada resistncia sempre menor que o valor nominal da resistncia. Este tipo de alavanca no praticamente encontrado nos segmentos do nosso corpo. Quando o ser humano tiver que fazer fora ao executar uma tarefa, deve-se propiciar-lhe a existncia de uma boa alavanca de 2 grau, aumentando-se ao mximo o brao de potncia.

    - qseresistncia a ser vencida. Este o tipo de alavanca predominante no nosso sistem

    RESISTNCIA (peso levantado)

    POTNCIA(msculos)

    RESISTNCIA (peso levantado)

    POTNCIA(msculos)

    APOIO(articulao)

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    ovimentos, pois fcil entender que (como no exemplo da gura abaixo), uma contrao de 1cm do msculo bceps equivale a um deslocamento de

    s dedos.

    e contra pequenas resistncias, desta forma temos que seguir

    Carrinhos com elevao manual lenta; - Equipame Evite torcer e fletir o tronco ao mesmo tempo - Eliminar obstculos s cargas que tenham que ser manuseadas; - Reposicionar locais de armazenamento; - Adotar: peas pesadas devem ser colocadas sobre caixas rasas, e estas sobre bancadas; 9.3. Sentar-se no Trabalho Boa situao mesa cadeira Quando a condio de trabalho sentado no est correta pode haver com facilidade a ocorrncia de lombalgias. Trabalhar sentado traz conforto, porm costuma ocasionar muitos problemas para a coluna vertebral, pulsos, mos e braos.

    Siga estas regras para sentar-se adequadamente no trabalho:

    quando se trata de vencer resistncias, ele apresenta uma vantagem acentuada no que se refere velocidade e amplitude dos mfiaproximadamente 15cm da ponta do

    POTNCIA(msculos)

    A Mquina humana adaptada para movimentos de grande velocidade, de grande amplitude, porm somentas regras abaixo: - Diminuio do peso dos objetos; -

    nto de elevao(talhas, monovias);

    APOIO (articulao)

    RESISTNCIA (peso levantado)

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    25

    - De Olho no Conforto Visual! - Para garantir o conforto visual, mantenha seu monitor entre de distncia e regule sua altura no mximo, at sua linha de viso (Veja fig.

    cima). Isto pode ser feito atravs de um suporte de monitor, ou pela ulilizao de mesas

    45 e 70 cmadinmicas. Sempre que possvel procure "descansar" a vista, olhando para objetos (quadros, plantas, aqurios, etc...) e paisagens a mais de 6 metros.

    - Punho Neutro fundamental! - Assim como a altura do monitor, a do teclado tambm deve poder ser regulvel. Ajuste-a at que fique no nvel da altura dos seus cotovelos. Durante a digitao importante que o punho fique neutro (reto) como na figura acima. Mantenha o teclado sempre na posio mais baixa e digite com os braos suspensos ou use um apoio de punho!

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    26

    oio para os ps.

    O apoio para os ps, indispensvel na adequao do

    D um descanso para as costas! - Com excesso de algumas atividades, as cadeiras devem possuir espaldar (encosto) de tamanho mdio.

    ma maior superfcie de apoio, garante uma melhor distribuio do peso corporal, e um melhor relaxamento da m

    Temperatura - Como regra geral, temperaturas confortveis, ara ambientes informatizados, so entre 20 e 22 graus centgrados,

    feriores 65 dB(A). Por esse motivo recomenda-se o adequado tratame e a adoo de divisrias especiais.

    - Iluminao - Para evitar reflexos, as superfcies de trabalho, paredes e pisos, devem ser foscas e o m possuir uma tela refletiva. Evite posicionar o com perto de janelas e use luminrias com proteo adequada.

    Humanizao do ambiente de trabalho - Sempre que possvel humanize o ambiente mbiente (plantas, quadros e quando possvel, som ambiente). Estimule a convivncia social ntre os funcionrios. Muitas empresas que esto adotando polticas neste sentido vm btendo um aumento significativo de produtividade. Lembre-se que o processo de cializao muito importante para a sade psquica de quem ir trabalhar nele.

    - Ps bem apoiados! - importante que as pessoas possam trabalhar com os ps no cho. As cadeiras devem portanto, possuir regulagens compatveis com as da populao em questo. Para o Brasil, o ideal seriam cadeiras com regulagem de altura a partir de 36 cm. Quando a cadeira no permite que a pessoa apoie os ps no cho, a soluo adotar um ap

    conjunto "mesa-cadeira-piso-usurio". O design permite que o usurio regule a altura e a inclinao com os prprios ps. Previne e alivia dores lombares, varises, estresse e desconforto nas pernas.

    -

    U usculatura.

    - pe entre 25 e 26 graus centgrados no vero (com nveis de umidade entre 40 a 60%).

    - Acstica - recomendvel para ambientes de trabalho em que exista solicitao intelectual e ateno constantes, ndices de presso sonora in

    nto do teto e paredes, atravs de materiais acsticos

    onitor deve putador

    - aeoso

  • Professor: Edgar Martins Neto 27

    Modelos de suportes, apoios para escritrios

    9.4 O s ficar na postura de p quando verdoi

    ps col

    sio de p, parado tem alguns inconvenientes:

    . Ficar em p

    er humano est relativamente bem aparelhado para, desde que haja alguma movimentao.

    didos Os aspectos biomecnicos podem ser bem entenificamos que, apesar de apoiar apenas sobre

    vidade mais elevado s ps, e apesar de possuir um centro de graque os quadrpedes, ao ficar de p sobre dois ps, o ser humano

    consome relativamente menos energia que aqueles. A explicao para este fato, est em alguns detalhes de nossa anatomia: o arco e o tamanho dos

    , o apoio do esqueleto sobre ligamentos, as curvaturas da una.

    Naturalmente a po - Fadiga dos msculos da panturrilha; - Dores nos ps, inchaos, aparecimento de varizes - Problemas nas costas, ps e pernas inchadas; - Agravamento de leses j existentes;

  • Professor: Edgar Martins Neto

    28

    Siga estas sugestes para tornar seu trabalho em p mais fcil: - Use uma boa postura. Fique em p ereto, mais relaxado; - Coloque um dos ps em um descanso, como um trilho uma pequena banqueta ou caixa. Alterne um p com o outro a intervalos regulares;

    sapatos devem suportar e se ajustar corretamente ao arco do p; - Use uma banqueta ou cadeira alta de modo que voc possa se apoiar nela ou sentar por curtos perodos de tempo. A banqueta deve ser de altura ajustvel.

    A base deve ter cinco pernas para estabilidade e os rodzios de modo que a banqueta no deslize quando voc estiver sentado;

    altura ajustvel ajudar seu trabalho na posio mais confortvel. Como uma alternativa, voc pode permanecer em uma plataforma se a

    voc;

    de ao, muitas vezes fundamental

    s msculos da panturrilha, pois muda-se o eixo de apoio dos membros inferiores, passando o apoio a ser distribudos entre os membros

    aracterstica do banco semi sentado:

    impactos do "senta-levanta".

    alho em P, auto-transportvel:

    - Use sapatos com solas macias. Seus

    vem ser travados de

    - Uma superfcie de trabalho com

    superfcie de trabalho for muito alta para

    Posio semi-sentada Utilizar a posio semi-sentada, preserva-se a agilidade para quem trabalha de p , e evita-se a fadiga no

    inferiores e as ndegas.

    C

    Pisto a gs com Amortecedor Pneumtico:

    Total suavidade aos

    Com preciso milimtrica, o oferece regulagens com at230mm de variao de altura (de 610 a 840 mm).

    Buscando atender a todas as necessidades do Homem no Posto de Trab

  • Professor: Edgar Martins Neto

    29

    prpria base utilizada como rodzio para deslocamentos leves, geis e fceis; sem carga

    o posto de trabalho visando preveno

    ergonomia constitui na principal forma de se evitar as lombalgias no trabalho. A rigor , capaz

    80% a incidncia de dores lombares.

    O corpo humano deve trabalhar na vertical, e nesta posio ele encontra seu melhor

    ncadas de trabalho devem ser adequadas a seguinte forma:

    ra do pbis; os, estando os braos na vertical;

    lhos leves bancada a 30 cm dos olhos; rita bancada ou mesa na altura da linha epigstrica(boca do

    Princpio 2 Esforo dinmico: SIM; Esforo esttico: NO

    useio, movimentao e carregamento de cargas muito pesadas; Instituir a flexibilidade postura;

    Os instrumentos de controle devem estar na rea as mos

    ento da posio dos instrumentos de controle; o de dados antropomtricos da populao trabalhadora poca de novos projetos;

    sistema de trabalho para que as peas somente sejam manuseadas pelo Princpio PEPLOSP:

    ncia vertical entre a origem e o destino;

    ade dos movimentos

    Apara o usurio.

    9.5. Medidas de Organizao ergonmica nde lombalgias Apode se estimar , sem qualquer medo de erro, que a adoo de medidas de ergonomiade reduzir em pelo menos Princpio 1 - Posio vertical ponto de equilbrio, com baixo nvel de tenso dos msculos em geral. Para fazer valer este princpio, a altura das bad - Para trabalhos pesados bancada na altu- Para trabalhos moderados bancada na altura dos cotovel- Para traba- Para trabalhos de esc estmago). - Eliminar tronco encurvado e sustentao de cargas pesadas; - Eliminar apertar pedais estando em p; - Eliminar braos acima do nvel dos ombros; - Eliminar o man- Princpio 3 Princpio 6 de alcance d - Redimensionam- Utiliza Princpio 4 Organizar o P perto do corpo; E elevadas, na altura de 75cm do piso; P pequenas distL leves; O ocasionalmente; S simetricamente, sem ngulo de rotao do tronco; P pega adequada para mos; Princpio 5 Reduo da repetitivid

  • Professor: Edgar Martins Neto

    30

    mbora seja difcil definir nveis de repetio que possam ser considerados como sempre elemento

    efa;

    Exerccios musculares de distensionamento; Exerccios de aquecimento;

    e for necessria uma reduo de movimentos, prefervel deixar que o trabalhador esenvolva seu prprio ritmo de trabalho, instituindo um perodo de pausa bem definido ao nal de cada hora de trabalho do que tentar fazer com que o trabalhador execute sua tarefa de rma mais lenta.

    Em linhas de produo deve-se ter pessoas de padro de movimento mais ou menos ivelado: pessoas rpidas devero trabalhar com pessoas rpidas, com pouca necessidade de ausa aps cada ciclo; pessoas de velocidade mediana e mais lenta, ao contrrio, se eneficiaro da pausa no final de cada ciclo.

    0. Levantamento antropomtrico

    o estudo das medidas humanas. As medidas humanas so muito portantes na determinao de diversos aspectos relacionados ao ambiente de trabalho no ntido de manter uma boa postura.

    relacionado s

    corretas ainda na fase de projeto, que a ocasio de melhor aplicao prtica dos

    Eproblemticos, trabalhos que tenham um ciclo de menos que 30 segundos, ou cujofundamental exceda 50% do ciclo total, devem ser considerados como possuidores de riscos de leses. Medidas para reduzir o grau de repetio: - Enriquecimento da tar- Mecanizao; - Automao; - Revezamento; - Pausas; - - Sdfifo npb 1 A antropometria,imse O problema prtico com o qual a antropometria mais se defronta esta diferenas de Dimenses das pessoas, de tal forma que uma altura boa para uma pessoa, no boa para outra pessoa. A rigor, a ergonomia moderna comeou com a antropometria, e hoje os estudos antropomtricos, esto bastante disseminados, a ponto de permitirem a definio de alturas e distncias conceitos antropomtricos.

  • Professor: Edgar Martins Neto

    31

    0.1. Aplicao

    - P p m a p o ;- Projeto para indivduos extremos: para atender pessoas em c em ex (m , o

    - P s l inir o padro;

    - P s c e n m ma n sso

    - Espao de trabalho: d a o a o l ta a po o e u

    - S c l d d a o da fc u u das m a

    - lho a o c d l ra que podem l e c a r a em p ou sentado; se h alternao de posio, dev d o dos e espao disponvel para essa variao;

    10 tr p s o Al

    1

    rojeto ara o indivduo dio: abr nge a maioria dos rodut s existentes caractersti as situadas

    tremos uito gordo muit alto);

    rojeto para faixas de populao: critrios como idade ou a tura, s o usados para def

    rojeto para o indivduo: ou sob en omenda, at ndendo , ate dendo as di enses de uica pe a;

    deve ser projeta o par prop rcion r conf rto, e deve evar em constura d indiv duo, o tipo de atividad man al desenvolvida e o vestu rio;

    uperf ie de traba ho: conforme a eman a muscular da atividade manu l, a localiza super ie pode m dar para proporcionar o melhor so dos conjuntos musculares os, br os e ombros;

    Traba de p ou sentado: define posi o de contr les e oman os e imites de fo ser realizados, conforme o a canc verti

    er hal e hoaver a

    rizontequa

    l do to dos

    abalhcontr

    dor qles e

    uandocoman

    .2. Dis ibui o antropomtrica de arte do c rpo

    tura/ m M00 M01 M02 M03 M04 M05 M06 M07 M08 M09 M10 M11 M12 1.092 43.2 45.0 26.7 26.9 24.1 35.6 25.1 109.2 99.3 21.6 64.8 40.6 118.41.118 43.9 45.7 27.4 27.6 24.9 36.1 25.4 111.8 101.9 21.8 65.7 41.4 121.71.143 44.7 47.2 27.9 28.4 25.9 36.6 25.7 114.3 104.4 22.4 67.1 42.4 125.01.168 45.5 48.3 28.7 29.0 26.7 36.8 26.2 116.8 106.9 23.1 68.6 43.2 128.01.194 46.0 49.3 29.2 29.7 27.4 37.1 26.7 119.4 109.2 24.1 70.1 44.2 131.11.219 46.5 50.3 29.7 30.5 28.2 37.3 27.4 121.9 111.8 25.1 71.6 45.0 134.11.245 47.3 51.3 30.5 31.5 29.0 38.1 28.2 124.5 114.3 25.9 73.2 46.2 137.21.270 48.0 52.3 31.2 32.2 29.7 38.6 29.0 127.0 116.8 26.7 74.7 47.0 140.21.295 48.8 53.1 31.8 33.3 30.5 39.1 29.7 129.5 119.4 27.7 76.5 47.8 143.01.321 49.5 54.4 32.5 34.0 31.5 39.6 30.7 132.1 121.9 28.2 77.7 48.8 146.11.346 50.0 55.4 33.0 34.5 32.3 40.1 31.5 134.6 124.5 29.2 79.2 49.5 148.81.372 50.8 56.4 33.5 35.1 33.0 40.1 32.5 137.2 127.0 30.5 81.3 50.5 151.61.397 51.5 57.7 34.0 35.6 34.0 40.6 33.3 139.7 129.5 31.3 82.8 51.8 154.41.422 52.3 58.9 34.5 36.0 34.8 40.9 34.0 142.2 132.1 32.3 84.6 52.6 157.51.448 53.3 60.2 35.3 36.8 35.6 41.4 35.1 144.8 134.6 33.1 86.4 53.3 160.31 36.1 37.3 36.6 41.9 36.1 147.3 137.2 33.7 88.1 54.6 163.3.473 54.4 61.5 1.499 55.4 62.5 36.6 37.8 37.3 42.7 36.8 149.9 139.7 34.5 89.9 55.4 166.41.524 56.4 63.5 37.3 38.6 38.1 43.4 37.6 152.4 142.2 35.3 91.7 56.4 169.41.549 154.9 144.8 36.4 93.5 57.2 172.557.1 64.8 37.8 39.4 39.1 43.7 38.61.575 .5 147.3 37.1 95.5 58.2 175.558.4 66.0 38.6 39.9 39.9 44.2 39.6 1571.600 .0 40.1 160.0 149.9 37.9 97.3 59.2 178.659.4 67.1 39.1 40.4 40.6 451.626 41.4 45.7 41.1 162.6 152.4 38.3 98.8 59.9 181.460.5 68.3 39.9 40.9

  • Professor: Edgar Martins Neto

    32

    154.7 38.8 100.3 61.0 184.41.651 61.5 69.3 40.4 41.7 42.4 46.5 41.9 165.11.676 .4 102.1 61.7 187.262.7 70.9 41.1 42.4 43.2 47.0 42.7 167.6 157.2 391.702 42.9 43.9 47.8 43.7 170.2 159.5 39.9 103.6 62.7 189.763.7 71.9 41.9 1.727 .3 44.5 172.7 161.8 40.3 105.4 63.8 192.865.1 73.2 42.7 43.9 45.0 481.753 40.8 106.9 64.8 195.666.1 742 43.2 44.5 45.7 49.0 45.2 175.3 164.11.778 166.6 41.9 108.7 65.5 197.966.8 75.4 43.7 45.0 46.2 49.3 46.2 177.81.803 168.9 42.3 110.2 66.5 200.467.9 76.7 44.5 45.7 47.0 49.8 47.0 180.31.829 8.0 50.5 47.8 182.9 171. 42.7 111.5 67.3 200.968.8 78.0 45.2 46.7 4 21.854 70.1 79.0 46.2 47.3 48.8 51.6 48.5 185.4 173.7 43.2 113.3 68.3 205.21.880 71.4 80.3 47.0 48.0 49.5 52.1 49.3 188.0 176.0 43.7 115.1 69.9 207.81.905 72.1 81.3 47.5 48.5 50.5 52.6 50.3 190.5 178.3 44.5 116.6 70.4 210.31.930 72.9 82.6 48.0 49.5 51.3 53.1 51.3 193.0 180.8 45.2 118.1 71.1 212.91.956 73.9 83.8 48.8 50.6 52.1 53.6 52.1 195.6 183.1 45.7 119.6 72.1 215.11.981 74.9 84.8 49.5 51.3 53.3 54.4 52.6 198.1 185.4 46.3 121.2 72.9 217.4

    Tabela de apoio

    itao ao piso - escrita

    M02 Altura recomendada para o assento

    ros M07 Estatura do indivduo

    e adotar 03 padres de medidas do ra pessoas medianas, e uma outra para

    rcents:

    - digM00 Distncia entre o cotovelo ao pisoM01 Distncia entre o tampo da mesa

    M03 Limite do alcance normal M04 Espao mnimo sob a mesa para encaixe das pernas M05 Distncia entre o tampo da mesa e a linha imaginria dos olhos M06 Largura dos omb

    M08 Distncia do piso ao nvel dos olhos M09 Altura indicada para o apoia ps - "trabalho em p x sentado" M10 Distncia entre o cotovelo ao cho - "trabalho em p" M11 Comprimento do brao e antebrao - alcane mximo M12 Altura mxima para alcane

    Na impossibilidade de realizar o estudo, deve-sposto de trabalho; uma para pessoas baixas, uma papessoas altas.

    Geralmente trabalha-se com os seguintes pe

    - 20% atende as pessoas baixas; - 50% atende as pessoas medianas; - 95% atende as pessoas altas; Em geral, prefervel trabalhar com o percentil 20% e com o 95%, porque nestas circunstncias mais fcil para o corpo trabalhar na posio vertical.

  • 11. Coluna Vertebral

    Professor: Edgar Martins Neto

    33

    e amortecimento de cargas, proteo da medula espinhal. idida em: vrtebras cervicais,

    rcicas, lombares e osso sacro; regio cervical e lombar

    habilitada som

    me o osso sacro. E tam A coluna tem cil do ser humano na posio de p, parado. Alm superposio das

    ento do encfalo. A m

    as ordens motoras do crebro para os membros, e por onde passam todas as ro para os membros.

    Esta estrutura protegida por 24 vrtebras. Alm disso saem da medula espinhal 33 pares

    1.1. Disco intervertebrais

    gas e presses ao longo da coluna vertebral, qualquer traumatismo um pouco mais intenso acarrete srias

    luna, e provoque fraturas de vrtebras. Eles existem entre cada 02 sim ao todo so 24 vrtebras, existem 23 discos intervertebrais, e mais um, o

    entre a ultima vrtebra lombar e o osso sacro. cos intervertebrais so os amortecedores naturais de peso, ou seja

    s, eso excessivo e ao longo da vida do ser humano.

    A coluna vertebral tem 04 funes: eixo de sustentao do corpo, estrutura de mobilidade entre a parte superior e a parte inferior do corpo, d A coluna vertebral divtode alta mobilidade; regio torcica de pouca mobilidade; osso sacro imvel. Funciona como uma estrutura que permite ao ser humano ter ao mesmo tempo uma estrutura fixa para sustentao do corpo, e uma estrutura mvel que o possibilita mover a parte superior do corpo; a coluna cervical habilitada para toro, flexo e extenso; a coluna torcica habilitada para toro; e a coluna lombar

    ente para flexo e extenso. De todas as articulaes da coluna, a de maior

    obilidade a que existe entre a 5 vrtebra lombar, bm a mais instvel.

    curvaturas, que garantem um equilbrio relativamente f

    disso, a coluna vertebral contm um canal formado pela vrtebras(canal vertebral), por onde passa a medula espinhal, que o prolongam

    edula se constitui um tecido de alta especializao e fragilidade, por onde passam todas ordens motoras do creb de nervos, que vo levar as ordens para diversas partes do corpo. 1 So as estruturas encarregadas de amortecer as carevitando com isto que conseqncias sobre a covrtebras. Asmais importante, Resumindo, os diso EPI que Deus nos deu, porm com degenerao precoce devido a posturas incorretalevantamento de p

  • Professor: Edgar Martins Neto

    34

    o risco de leses dos

    chada, picareta, p, vassoura);

    o Repetitivo) foi reconhecida pelo Ministrio da

    o LER/DORT at hoje. os sintomas e so os mesmos. Apenas parece ter havido uma manobra para diminuir a

    alhadores, que tm em comum a repetitividade de mo cialmente os

    12. Ergonomia no lar Evite em casa os seguintes trabalhos, que contribuem para aumentarmembros superiores: - Tric e croch; - Lavar a roupa(especialmente esfregar e torcer); - Colocar roupa no varal; - Contato com gua fria; - Bater bolo; - Lavar parede; - Lustrar portas ou mveis; - Segurar panelas pelo cabo(preferir panelas de ala dupla);

    - Compras de feira carregando as sacolas com as mos; Colocar objetos no alto dos armrios; -

    - Segurar o filho ao amament-lo( indicado colocar apoio no pescoo ou travesseiro, a fim de que os membros superiores apenas apiem o beb, evitando ter que sustent-lo); - Esfregar o rodo no cho; - Andar em nibus segurando-se na ala superior; - Utilizar ferramentas de limpeza e escavao(en 13. LER/DORT So provocadas pelo tipo do trabalho, de origem ocupacional que atingem os membros superiores, ombro e pescoo, resultantes do desgaste de msculos, tendes, nervos e articulaes provocado pela inadequao do trabalho ao ser humano. Em 1987 a LER (leso por Esforsade como doena do trabalho atravs da portaria 4062. Na ocasio isto ocorreu devido epidemia de tendinite dos digitadores. Posteriormente em 1998, foi publicada uma atualizao desta norma, mudando o nome para DORT ( distrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. O que mudou neste caso foi linguagem, para adapt-la aos termos internacionais e

    outros paises a essa doena comfacilitar o dialogo como quadro clinico abrangncia do termo. Pois agora no qualquer leso por esforo repetitivo que se consideramos, e sim a relao com o sistema osteomuscular. Em resumo hoje, o que era LER passou a chamar-se DORT. Nomes alternativos - LER Leses por Esforos Repetitivos; DORT Doenas steomusculares Relacionadas ao Trabalho; Doenas Msculoesquelticas Relacionadas ao Trabalho; Leses por Esforos Cumulativos; Leses por Traumas Cumulativos; Doena Cervicobraquial Ocupacional; Tenossinovite. 13.1. Incidncia Diversas categorias de trab

    vimentos e o esforo fsico, podem ser atingidas pela LER/DORT, espe

  • usurios de terminais de vdeo, processadores de dados (digitadores), caixas (de supermercados, lojas ou bancos), operrios de linha de montagem e trabalhadores nas indstrias de autopeas, microeletrnica, telecomunicaes, preparao de alimentos e, nas fbricas de pequenos manufaturados.

    A ocorrncia de LER/DORT vem se expandindo de maneira temerosa apesar de os casos ainda serem pouco notificados. Atualmente, a expanso desta sndrome adquire as caractersticas de uma verdadeira epidemia, mesmo quando nos referimos apenas aos dados oficiais da previdncia social, que incluem somente os trabalhadores do mercado formal com vnculo empregatcio regido pela CLT.

    13.2. Sintomas Dor, desconforto, sensao de peso, no incio passam despercebidos pelo trabalhador, visto que freqentemente ocorrem somente durante o trabalho.

    Com o passar do tempo, esses sintomas invadem as noites e fins de semana at se tornarem presente o tempo todo. Muitas pessoas s se do conta de que h algo errado quando comeam a apresentar limitaes importante.

    comum a existncia de formigamento, dormncia, diminuio de fora, falta de firmeza nas mos e diminuio da agilidade dos dedos. Todos estes sintomas causam incapacidade ou limitao para as atividades bsicas da vida diria e freqentemente causam depresso, angstia, incerteza e medo do futuro. 13.3. Tenossinovites e Tendinites

    Os tendes so lesionados, devido falta de irrigao sangnea capilar.

    As bainhas

    Vasos capilares sem oxigenao

    sinoviais revestem os

    tendes

    Professor: Edgar Martins Neto

    35

    em o apoio do punho durante a digitao, os msculos dos ante braos contraem de 20% a uscular mxima (CMM) para suportar o peso dos prprios braos e desta

    forma dificulta a irrigao sangnea para o interior das bainhas sinoviais onde se movimentam os tendes, feita atravs de vasos capilares finssimos de 0,007 mm de dimetro,

    S30% da contrao m

    Bloqueio da artria

    Artria Tendes

  • ficam reduzidos ou totalmente bloqueados deixando os tendes e o interior das sinoviais sem oxigenao.

    13.4. Algumas leses oriundas de movimentos repetitivos

    Professor: Edgar Martins Neto

    36

    do

    ndes

    i

    as que revestem os tendes, afetando o

    o de causa e efeito entre um fato e outro, quando uma atividade laboral

    tivo, dependente de mltiplos

    ua felicidade!

    adro, e quando ocorre diferena do

    nduzem ao erro e este ao acidente.

    - Sndrome da tenso do pescoo Sensao de cansao muscular e dor crnica na regio pescoo e ombros, causando dor de cabea, tontura e fraqueza.

    - Bursite(inflamao das bursas) Pequenas bolsas localizadas entre os ossos, e os tedas articulaes do ombro..

    - Epicondilite Inflamao dos tecidos da regio dos ombros, cotovelos e punhos. Duando a pessoa segura algum objeto para mover o pulso. Ou mesmo durante o sono. q

    - Tenossinovite Inflamao dos tendes e bainhdorso das mos; causando dor, sensao de peso, desconforto, alterao da caligrafia pela dificuldade de escrever. Nos polegares, causa dor aguda ou crnica, que pode chegar at o ombro.

    - Tendinite Inflamao dos tendes prxima s articulaes do ombro, causada por movimentos repetitivos, e que exigem a fora dos braos por tempo prolongado.

    13.5. Nexo causal a relainvariavelmente vem causando uma determinada doena, diz-se que h entre o trabalho e a doena um nexo causal . 14. Qualidade de Vida no Trabalho uma varivel resultante do desenvolvimento pessoal e colefatores, que determina nossa capacidade de produzir resultados, ser feliz e saudvel. o equilbrio de todas as coisas que podemos e gostamos de fazer, tornando nossa vida pessoal e coletiva mais feliz e saudvel. Saiba que muitas vezes a felicidade de quem est do seu lado depende da s 14.1. Tenso emocional x Preveno de acidentes As interaes entre o trabalhador ,estrutura familiar, atividade desenvolvida, e os fatores ambientais, so planejadas para um determinado ppadro, h condio para o erro.

    O trabalhador tem o comportamento varivel e a tarefa apresenta uma faixa aceitvel de variaes;quando a variao muito grande, ou no suficiente para a tarefa, ocorre o erro.

    Fatores internos, como as decises exigida pela tarefa, mecanismos psicolgicos, falha de memria ou fatos estranhos rotina, desencadeia aes que co

  • Professor: Edgar Martins Neto

    37

    o so fundamentais para criar a conscientizao

    uma atividade, sofre

    de e podem provocar acidente.

    A percepo e a experincia do trabalhador afetam diretamente o tempo de resposta para tomada de uma deciso numa situao de perigo. A realidade percebida pelo trabalhador vem da interao entre aspectos da personalidade e o ambiente de trabalho, incluindo a cultura da empresa.

    Portanto a educao e o treinamentnecessria para a preveno do erro e portanto do acidente.

    O organismo humano, quando parte da situao de repouso para algalteraes fisiolgicas.

    As caractersticas da atividade podem levar o trabalhador a situaes de monotonia e fadiga, que provocam queda de produtivida

    - Adaptaes ao trabalho: o organismo humano apresenta oscilaes fisiolgicas cclicas, conforme a variao de luz solar; assim existem indivduos ditos matutinos, que tem maior disposio fsica e psicolgica pela manh, com reduo no perodo da tarde, e indivduos ditos vespertinos, que tem maior rendimento nas primeiras horas da manh, mas que melhoram o desempenho no perodo da tarde ou noite.

    - Monotonia: leva o trabalhador fadiga, sonolncia e baixa ateno, o que pode levar a ncia

    m podem contribuir para a monotonia.

    acidentes. Tem como causa as atividades prolongadas e repetitivas, atividades com exigde elevada ateno e baixa excitao, e tambm restries dos movimentos e relacionamento social; assim cai o nvel de ateno do trabalhador, o que aumenta o tempo de reao. As condies ambientais tamb

    - Fadiga: a reduo da capacidade produtiva, com degradao qualitativa do trabalho. A tividade, alm de fatores ambientais e

    diga, o trabalhador passa a simplificar inao de

    ocorrncia depende da intensidade e durao da asociais, como monotonia e falta de motivao. Com a faa tarefa, diminuindo os padres de preciso e segurana; cai a preciso da discrimsinais, aumentando o tempo de resposta.

    - Motivao: as teorias de processos estudam as causas e objetivos de comportamento, fazendo relao entre expectncia e valncia das atitudes do trabalhador.

    - Idade, sexo e deficincia fsica: existem variaes na produtividade entre diferentes faixas

    s que apresentam, existem soas que levam uma vida marcada pela segregao e Mundial da sade, estima existncia do seguinte

    u anormalidade em estrutura do corpo humano;

    idade para realizao de determinada tarefa em eficincia.

    etrias, porque medida que o organismo envelhece, h variaes de dimenses, fora, capacidade visual, auditiva e psicomotora.

    As mulheres tem maior capacidade fsica que homens, alm da diferena fisiolgica. Portadores de deficincia fsica tem exigncias especiais.

    Em decorrncia das deficincias fsicas, sensoriais, ou mentaino mundo cerca de 500 milhes de pesdegradao. No Brasil, a Organizao quadro mnimo e crescente:

    - Deficincia: qualquer perda de funo o- Incapacidade: a reduo ou falta de capacdecorrncia da d

    - 5% da populao portadora de deficincia mental;

    - 2% da populao portadora de deficincia fsica;

    - 2% da populao portadora de deficincia auditiva;

  • Professor: Edgar Martins Neto

    38

    esmos direitos e oportunidades que esfrutam os demais membros da sociedade.

    apenas as pessoas que elas consideram capazes de duzirem mais lucro.

    - De 501 a 1000 empregados: PPD(4%);

    rmite estar bem ou no conosco mesmos. O pende diretamente de como nos relacionamos

    esso um, e a

    nais, o

    nos de

    pulso para

    de um colapso

    - 1% da populao portadora de deficincia visual;

    - 1% da populao portadora de deficincia mltipla;

    Para essas pessoas devem ser reconhecidos os md

    Muitas empresas valorizam trabalhar de maneira rpida, para pro

    De acordo com a lei n 8213 de 24/07/91 que em seu artigo 93 obriga as empresas com mais de 100 empregados a preencher de 2 5% de seus cargos com PPD(Pessoas Portadoras de Deficincia), ou beneficirio reabilitado na seguinte proporo:

    - De 100 a 200 empregados: PPD(2%);

    - De 201 a 500 empregados: PPD(3%);

    - Mais de 1001 empregados: PPD(5%);

    14.2. Estresse o conjunto de reaes no organismo, a agresses de ordem fsica e psquica, capazes de perturbar o equilbrio orgnico. A tenso emocional, a capacidade natural do indivduo de reagir sobre situaes de perigo, preparando-se para enfrentar ou fugir. Acarreta muito sofrimento, alm de poder contribuir para o aparecimento de doenas (hipertenso, gastrite e at alguns tipos de cncer). Sobre ameaa , o organismo libera adrenalina para alertar o sistema nervoso sobre o perigo aumentando tambm a freqncia cardaca e a presso arterial . Com o decorrer do tempo,este mecanismo pode acabar desestabilizando o organismo levando-o a um ataque cardaco ou colapso nervoso.

    14.3. Estresse Negativo e positivo

    A Cada um de ns impinge um ritmo diverso vida. Algumas vezes estamos mais "eltricos", outras mais lentos. No entanto, temos um ritmo prprio, adaptvel s diversas situaes de vida, mais flexvel ou no dependendo de como somos. A ateno a este ritmo prprio e pessoal uma das variveis que nos peprocesso de sade ou doena que criamos decom nosso prprio ritmo e tambm do respeito a ele.

    Quando falamos de ritmo, indiretamente nos referimos ao processo de Estresse. Este procto comum em nossa sociedade inevitvel. Na Idade da Pedra tambm era muito compois o homem naquele perodo tambm tinha que assegurar a sua sobrevivncia. Atualmentnossa sobrevivncia tambm uma luta diria e constante. As manchetes dos jorcotidiano sobrecarregado de problemas e decises nos leva ao universo do Estresse. No entanto h o estresses positivo e o estresse negativo. Quando positivo, o estresse impulsiona a realizar e a concretizar coisas e nos possibilita um nvel adequado Adrenalina. Ele necessrio concretizao, pois est associado diretamente ao imbuscar a realizao de algo. Quando negativo gera um nvel excessivo de Adrenalina queocasiona um colapso em nvel corporal, fsico ou emocional, atuando de modo a desequilibrartodo o nosso funcionamento. O Estresse negativo nos paralisa, seja atravs

  • Professor: Edgar Martins Neto 39

    e

    uanto temos conhecimento dele e o quanto o respeitamos. Respeitar o

    acarreta problemas como:

    dicam reunies, decises, vendas, tarefas simples.

    s problemas de comunicao, sonegao de dados, a de clientes e

    produo. o afetados por falta de ateno, displicncia.

    sveis por at 60% das faltas no trabalho. Mas, pior que o absentesm presentesmo

    nervoso, parada cardaca ou reaes emocionais fortes, tais como a Depresso, as Crises dPnico.

    O Estresse positivo ou negativo esto associados nos relacionamos com nosso ritmo interno, o qprprio ritmo significa buscar uma adequao daquilo que nos exigido pelo meio externo ou interno (s vezes somos os nossos piores carrascos) e aquilo que podemos realmente executar.

    14.4. O Estresse - Falta de concentrao - preju- Desmotivao - o profissional j no encontra mais fonte de energia para continuar em busca das metas e objetivos. - Conflitos interpessoais - So geradofofocas, formao de guetos organizacionais e, conseqentemente, perd

    - Baixa qualidade - servios e produtos s- Custos com faltas - os problemas com stress so respon

    o (falta no trabalho) o , onde o como se no estivesse.

    - o stress causa e acelera esse presas e reduz a qualidade de vida das pessoas.

    de mental e fisiolgica do profissional fica vulnervel, as chances ivamente. Alguns erros podem causar perdas de

    do ambiente, erro na percepo visual ou auditiva, ou

    essamento das informaes, na lgica, avaliao de dados, e escolha mria, erro de avaliao, influncia de esteretipos e hbitos de

    ta de coordenao motora ou escolha

    strar essa tenso emocional:

    vitando prazos curtos para terminar tarefas;

    Alimente-se devagar, saboreie, no devore a comida;

    Aprenda a livrar-se da tenso e relaxar;

    colaborador est na empresa, mas - Custos com doenas do trabalho, acidentes e afastamentosprocesso que envenena as em- Erros - como a capacidade erros serem cometidos crescem significatoportunidades e - pior - podem gerar altos custos no previstos. - Percepo: falha na percepoomisso de fatos;

    - Deciso: falha no procrealizada, falha de mecomportamento;

    - Ao: falha da ao muscular sobre controles, falerrada do movimento ou fora.

    14.5. O estresse faz parte da vida. Devemos saber admini

    Procure saber o motivo da tenso; Planeje melhor a vida e

    No faa tudo sozinho, pea ajuda;

    Querer nem sempre poder. Tire frias regularmente; Saia com os amigos;

    Pratique esportes, cavalgada;

  • Professor: Edgar Martins Neto

    40

    a, dance;

    Evite permanecer em ambientes turbulentos ou barulhentos; os antes de dormir;

    ;

    Leia um livro ou revista que no comprom Aprenda a ver o lado menos negativo das ando-se da tenso, edade e

    aprendendo

    15. Critrio quantitativo de Moore e Garg

    ndice de sobrecarga para os membros superiores = FIT x FDE x FFE x FPMP x FRT x FDT

    FIT = fator intensidade do esforo;

    FFE = fator freqnc

    FPMP = fator postu

    FRT = fator

    IT = fator intensidade do esforo;

    Caracterizao Multiplicador

    V a shows de msica, teatro, cinem Leia um bom livro;

    Evite discutir assuntos polmic Evite alimentar-se demasiadamente

    eta seu sono;

    coisas, livr ansia relaxar.

    1995 USA

    FDE = fator durao do esforo;

    ia do esforo;

    ra da mo e punho;

    ritmo de trabalho;

    FDT = fator durao do trabalho;

    F

    Classificao Leve Tranqilo 1,0

    Algo Percebe-sde pesado e algum esforo 3,0 P Esforo ntido: sem

    expresso facial esado mudana de 6,0

    M sforo ntido: muda a expresso facial

    uito pesado E 9,0

    Pr Usa tronco e ombros ximo do mximo 13,0

    FDE = fator durao do esforo;

    Classificao Caracterizao Multiplicador < 10% do ciclo 0,5

    10 - 29% do ciclo 1,0 30 - 49% do ciclo 1,5 50 do- 79% ciclo 2,0

    Igual ou 80% do ciclo maior que 3,0

  • Professor: Edgar Martins Neto

    41

    Obs. Cronometra-se o ciclo. Cronometra- para a ca rizao.

    o;

    ificao o Multiplicador

    se o tempo de esforo no ciclo racte

    FFE = fator freqncia do esfor

    Class Caracteriza< 4 por minuto 0,5

    5 - 8 por minuto 1,0 9 - 14 por minuto 1,5 15 - 19 p 2,0 or minuto

    Mais que 20 3,0 por minuto

    Obs. Considerar as diversas aes tcnicas.

    FPMP = fator po punho, ombr

    Caracte izao Multiplicador

    stura da mo e os e coluna;

    Classificao rMuito boa Neutro 0,5

    Boa Prxima do neutro 1,0 Razovel No n utro e 1,5

    Ruim Desvio ntido 2,0 Muito ruim Desvios prximo do extremo 3,0

    Obs. Avaliar com auxlio de vdeos, fotos etc.

    e trabalho;

    o Caracterizao Multiplicador

    FRT = fator ritmo d

    ClassificaMuito lento = < 80% 1,0

    Lento 81-90% 1,0 Razovel 91-100% 1,0 Rpido 101-115%(apertado, mais consegue acompanhar) 1,5

    Muito rpido > 115%(apertado, e no consegue acompanhar) 2,0

    FDT = fator durao do trabalho;

    Classificao Caracterizao Multiplicador =< 1 hora por dia 0,25 1-2 horas por dia 0,50 2-4 horas por dia 0,75 4-8 horas por dia 1,0 > 8 horas por dia 1,50

    Interpretao do critrio de Moore e Garg

    Quanto maior que 7,0 tanto maior o risco

  • < 3,0 = Baixo risco

    Professor: Edgar Martins Neto

    42

    ,0 a 7,0 = Duvidoso

    7,0 = Risco

    anlise ergonmica tem como objetivo, avaliar as adaptaes das condies de trabalho s

    lise de um posto de trabalho para adequao ergonmica, deve ser feita levando considerao todos os aspectos ligados postura , tipo e quantidade de esforo fsico e

    dentes.

    odelo de anlise erg

    rio da tarefa Trabalhos com marteletes: Demolio de estruturas de concreto

    as que realizam esta atividade ia, MBS, W. Rodrigues

    ue realizam a tarefa:

    09 marteleteiros

    braos fletidos.

    Tcnicas Risco Ergonmico suspeito Medidas de Controle

    3

    >

    16. Anlise ergonmica

    Acaractersticas psicofisiolgicas dos trabalhadores, abordando as condies de trabalho, conforme estabelecido na NR17. A anemocorrncia de aci 16.1. 1 M onmica Desc EmpresNeto & C

    mero de funcionrios qN Construtora Neto & Cia Construtora MBS 04 marteleteiros Construtora W. Rodrigues 02 marteleteiros Segundo informaes dos funcionrios que pconseqncias so:

    articiparam desta anlise as principais

    Dores lombares e nos braos devido ao posicio Fadiga

    namento com os

    Postura incomoda Aes 1-Demolio de estruturas de concreto:

    - Sobrecarga fsica

    - Posi- Paredes

    Bases

    o incomoda - Fadiga

    Adequao dos ponteiros de acordo com a altura do pbis do funcionrio -Treinamento/acompanhamento. - Revezamento. - Substituio dos marteletes E.P.Is :* Luvas antivibrao.

    - Pisos Lages -

    - Tanques - - Vigas

    Pilares - Fatores complementares:

  • Professor: Edgar Martins Neto

    43

    ostura Tronco encurvado no caso de se usar martelete peq

    P

    Mtodo/turno (verificar se operadores de turnos e linhas diferentes trabalham da mesma forma) Tempo de ciclo (produo padro ou tempo 3 a 4 horas / dia de forma no contnua padro-baseado em crono-anlise-ref..........................) Tempo trabalho (quantidade de horas efetivas 8 Horas dirias no posto/turno) Ambiente (iluminao, rudo, conforto trmico, Com o uso do equipamento h muito rudo etc...) Ritmo (rit relao pro

    mo evidente, horas extras, dobras, normal du o prevista x realizada)

    Evidncias: ( X ) Vdeo ( X ) Foto ( ) Desenho Identificador: ( X ) Informal ( ) Mdico ( ) Proativo

    n nmico

    bares, desgaste das articulaes (vibrao) por ser uma atividade que exige muito esforo fsico.

    o ergonmico: ( 1 ) Leve ( 2 ) Moderado ( 3 ) Alto ( 4 ) Muito alto H dados histricos de preocupaes ergonmicas? ( 0 ) No ( 4 ) Sim

    estries a ) No ( 1 ) Sim

    elhoria ergonmica

    - martelete maior: pessoas altas, ponteiro normal soas bai

    b) Pesquisar com fornecedores marteletes de 20 Kg, porm com 6 cm mais alto; c) Av

    ) Revezamento de forma que o funcionrio no trabalhe mais do que 2 horas seguidas; ibrao;

    Teste racional de equipamento de baixa vibrao a gasolina.

    bustvel e o usual pneumtico

    Co cluso quanto ao risco ergo A atividade causa dores lom

    Critrio de prioridade Avaliao risc H queixas mdicas comprovadas? ( 0 ) No ( 1 ) Sim H casos de afastamento ou r o trabalho? ( 0 Medidas de m a) Orientao:

    - martelete maior: pes xas, meia ponteiro

    aliao crtica de prticas operacionais: elaborao de regras de trabalho, treinamento (Vilmar, Ilamar, Neto). Incluir orientao quanto s prticas para melhoria do local de trabalho;

    de) Teste de luvas antivf)g) Avaliao preliminar

    Comparativo entre Marteletes disponveis no mercado Atlas Copco Comeltrico, combustvel e

  • Caractersticas

    Professor: Edgar Martins Neto

    44

    Eltrico, combustvel e pneumtico (usual) Martelete Atlas Copco- CombustvelSistema de amortecedor 2.5m/s Vibrao 27 m/s Altura ajustvel No ajustvel No poluente Poluente Sistema de ventilao interna fcil AquecePotncia maior perfurar/romper Potncia menor Peso 24kg Peso 30 a 40kg. Custo aproximado de R$ 8.000 ximad,00 Custo apro o de R$ 3.800,00

    O Sr. Gesiel de Olive m, marteleteiro da Em M.B.S, testou o martele

    . Segu ncionrio a vibrao e o rudo so menores, o martelete ode ser ajustado de acordo com sua altura.

    rabalho executado:

    emolio de uma Base com martelete usual, o funcionrio levaria 50 minutos, j com o

    uvas antivibrao Para atenuar a vibrao, a sugesto luvas antivibrao (anexo catalogo) que de ac ar aproxim nte R$ 45 Tipo de marteletes - caractersticas MARTELETE Peso Altura C/ Ponteiro ra S/ Ponteiro

    ira Beti presa Atrs Copco Cobra mk1 ndo o fup T Dmartelete Atrs Copco o mesmo levou 30 minutos.

    L

    ordo com o modelo, pode cust adame ,00.

    Altumartelete 27 Kg 1.07 M 0.77 M eltrico martelete pneumtico 20 Kg 0,85 M M 0,57martelete g 1,23 M 0,69 M pneumtico2 40 K Tipos de ponteiros - caractersticas Tipos de Medidas de pontei Suporte de fixao ponteiros ros martelete 57 cm 20 c eltrico m martelete pneum 44 cm 16 ctico1 m martelete 54 cm 20 cm pneumtico2 Obs: O custo total do ponteiro de R$ 210,00 a unidade. Levantamento antropomtrico R nrios que utilizam os m tes diariam

    PBIS

    elao de funcio artele ente:

    NOME ALTURA Valtenir Aparecido dos Santos 1.59 0.84 Benedito Ferreira dos Santos 1.69 0.89

  • Professor: Edgar Martins Neto

    45

    1.60 0.85 Lucas Jos Soares

    Miguel Rodrigues 0.89 1.68

    Gess Almeida do Santos 0.88 1.68

    ea 1.69 0.90 Joel CorrAdo Luz da Silva 1.67 0.89 Celso dos Santos 1.78 0.92 Adir Fernandes 1.76 0.93

    Moises de Oliveira 1.77 0.93

    0.94 Divanir Pereira da Silva 1.78 Benedito R. Borges 1.70 0.96 Gesiel Oliveira Betim 1.70 0.95 Moiss Prestes 1.72 0.96 Ozas Delgado 1.8 0.0 97

    16.2. 2 Modelo de anli

    Manute

    se ergonmica

    Descrio da tarefa

    no do ramal ferrovirio e troca de dormentes

    Empresas que realizamAtiv ela eira & Siqueira Ltda.

    Nm ionrio

    1 mestre

    o iparam de a anli aconseqncias so: ares e nos braos devido ao posicionamento

    Aes Tcnicas Risco Ergonmico suspeito

    Gravidade Medidas de Controle

    idade realizada p

    ero de func24 ajudantes 1 encarregado

    esta atividade: empresa A. S. Siqu

    s que realizam a tarefa:

    Segundo informaes d

    Dores lombFadiga Postura incorreta

    s funcionrios que partic st se s principais

    1. Movimentao do

    dormente entre o carrinho de linha e o ramal ferrovirio

    Movimentao de carga pesada

    B

    Substituio gradativa (se aprovado) por dormente de eucalipto

  • Professor: Edgar Martins Neto

    46

    m

    s a e

    possibilidade

    A m

    a da o de

    respeitar o cansao da pessoas;

    Seleo fsica

    2. Retirada das pedras entre osdormentes coauxilio de ferramentamanuais (SocGarfo)

    O funcionrio realiza a atividade com a coluna encurvada, havendo de provocar lombalgia.

    No h soluo coessa tecnologia somente a postursupervis

    3. e pregos dos dormentes com auxlio de ferramentas manuais (chave de

    , havendo possibilidade de provocar lombalgia e acidentes (ao usar a marreta para bater

    M

    na a ar c

    o cabo tilifon.

    Retirada de tilifon

    tilifons, unha metlica e marreta)

    O funcionrio realiza aatividade com a coluna encurvada

    na unha tira cravos)

    Substituio gradativa pela mquiomprimido; Aumento d

    4. Retirada coluna encurvada com

    A

    Orientao quanto a melhor maneira de fazer o esforo (ver se necessrio)

    do dormente por

    Atividade realizada com a

    apenas dois funcionrios, com

    possibilidade de provocar lombalgias.

    auxilio de ferramentas

    O risco aumentado pela freqncia ao longo do

    manuais (Soca e dia. alavanca)

    5. Colocao de Peso do dormente. A Utilizao da outro dormente colocao debaixo do

    dormente exige esforos maiores.

    A ferramenta pilo para minimizar o uso da soca;

    io Orientao se

    necessr

    6. Colocao do Esforos para a coluna dormente in

    rrinho

    apesar do risco diminuir pelo estado d

    B utilizado sobre o

    cao dormente

    Evidn o ( X ) Foto

    entificador: ( X ) Informal ( X ) Mdico ( ) Proativo ico:

    o na realizao da atividade.

    cias: ( X ) Vde ( ) Desenho IdConcluso quanto ao risco ergonm Alto risco de problemas na regio lombar devido sua posi

    Critrio de prioridade

  • Professor: Edgar Martins Neto

    47

    ) No ( 4 ) Sim

    Avaliao risco ergonmico: ( 1 ) Leve ( 2 ) Moderado ( 3 ) Alto ( 4 ) Muito alto H dados histricos de preocupaes ergonmicas? ( 0

    H queixas mdicas comprovadas? ( 0 ) No ( 1 ) Sim H casos de afastamento ou restries ao trabalho? ( 0 ) No ( 1 ) Sim

    Baixa Prioridade Mdia prioridade Alta prioridade

    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

    Nenhuma ao Acompanhar Atuao imediata

    Medidas de melhoria ergonmica

    rmentes de eucalipto; itar critrio de robustez e de altura, se possvel, radiografia de

    coluna; r comprimido com padro de operao: furar, rosquear e

    soltar tilifon (eliminao do cravo tipo prego); r o supervisor e o encarregado quanto ao respeito fadiga, principalmente nas

    Instituir ferrame ilo (e ra a gran a das ativ es. A so ervada ras deba lho;

    f) Treinamento dos colaboradores quanto retirada do dormente danificado e colocao do nov

    g) Aum grupo com a a dim o alterada;

    Medidas visando o controle do risco ergonmico ( na impossibilidade de soluo total imediata ): a) Treinamento dos colaboradores; b) Pausas para recuperao; c) Pequenas melhoria Levantamento antropomtrico

    rupo

    por doa) Definir sobre substituio

    espeb) Novas contrataes: r

    c) Instituir o uso da mquina de a

    d) Orientaoperaes de uso da soca e garfo (no forar as pessoas);

    e) nta do tipo pca f res

    m substituio da soca) pa para a aco o de ped

    de maioriix trii dda icaria moda o do

    o; entar a chave de tilifon, um dimenso atual e o outro grupo com

    ens

    s.

    1 G

    N. ALTURA APENDICE XIFOIDE PUBIS 1 1,62 1,04 0,90 2 1,68 1,23 0,94 3 1,66 1,15 0,96 4 1,64 1,02 0,96 5 1,66 1,17 0,97 6 1,72 1,04 0,97 7 1,69 1,17 0,98 8 1,73 1,23 0,99

  • 9 1.65 1.14 1.00 10 1,68 1,20 1,00 11 1,66 1,16 1,00 12 1,70 1,19 1,00 13 1,72 1,20 1,00 14 1,72 1,20 0 1,015 1,68 1,05 2 1,0

    2 Grupo

    N. LTURA APENDICE XIFOIDE IS A PUB1 1,70 1,22 4 1,02 1.75 0 1.2 1,04 3 1,75 1,22 1,06 4 1,72 1,20 1,07 5 1,76 1,23 1,07 6 1,76 1,24 1,08 7 1.82 1.20 10 1,8 1,92 1,35 1,15 9 1,75 1,15 1,27

    Tipos de ferramentas Relao da ferramentas e materiais utilizados para a manuteno do Ramal Ferrovirio:

    Nome Altura Peso Garfo 1,10 M 1 Kg

    Chave de Tilifon 1,00 M 2 Kg Soca 0,96 M 2 Kg

    Marreta 0,77 M 3 Kg Alavanca 1,75 M 1 Kg

    Dormente de imbua 2,00 a 3,00 M +/- 60 Kg

    Comparativo entre os dormentes

    Caractersticas CONCRETO EUCALIPTO

    Durabilidade: +/- 60 anos Durabilidade: +/- 30 anos Peso: +/- 90 Kg g Peso: +/- 32 KCusto: no informado os e fabricao prpria Custo: recurs

    Segune con eto p

    do o S sponsve o do entes d o aior, o q sua maimpla -los que necessita ser colocado em toda a extenso da Ferrovia, no funcionando apenas no nosso ramal int acarreta custo levados om equipamentos e implantao, mesmo porque, isto no poderia ser uma iniciativa prpria,

    r. Arioldo (GSG), rem

    l pela manutenue dim uiria a

    ramal, os dormnuteno, mas para cr

    ntssuem uma durabilidade totalmente invivel, por

    in

    erno. Isto s muito ecpois o ramal no pertence a Fbrica.

    Os dormentes de Eucalipto esto sendo testados, e vm trazendo bons resultados, ais le

    Professor: Edgar Martins Neto

    48

    m ve, o custo bem mais baixo, que o dormente de imbua e o de concreto e no h anecessidade de mudana em toda a linha.

  • Professor: Edgar Martins Neto

    49

    ugesto de melhorias

    Ficou estabelecido que ser necessrio apenas um pequeno ajuste da altura da a ter duas dimenses por ex sforo. Dessa forma os

    func arados em grupos distintos, e a fe tilifon sero marcadas com as c Vermelho para o grupo enso atual)

    Azul para o grupo 2 -115 cm

    GRUPOS FERRAMENTAS AUMENTO MUDANA

    S

    ferr menta tilifon, queionrios foram sepores:

    igir um maior erramentas

    1 - 100 cm (dim

    1 Chave Tilifon 100 cm - -

    2 Chave Tilifon - 10 115 cm 0 cm + 15 cm

    A ferram

    e o encurvamento da cEsto sendo testa

    enta soca poder ser substituda por menta do tipo pilo, a qual no exig oluna. dos equipamentos que alinham e furam os dormentes, retira e aperta

    on e assenta as pedras entre os dormentes.

    O QUE QUEM N O CUSTO

    uma ferra

    o tilif

    QUA DO COMO NDE

    Reunio entre os envolvidos: pa

    C1.

    ra determinar o cronograma de

    assi 6/00Env

    dEngenheiro da

    l

    esclarecimento quanto

    segurana da f

    GSG -

    substituio de dormentes

    a 07/0 olver nessa efinio

    Su Atlntico para

    errovia 2. Definio de cri

    Jontios

    de robustez e

    contrataes

    e 10/06/00 Na se

    GSG -

    antropomtricos para novas

    leo de pessoas

    3. Definio de Mrcio form

    mquinas a Empresa apropriadas

    Arioldo 15/06/00 Documento alizado para

    Siqueira

    GSG -

    atividade como padro

    4. Orientao ao

    encarregado/mestre/supervisor da

    Treinamento e documentar

    GSG - Jone 20/06/00

  • Siqueira Implantao do pilo e

    Realizar ocom os

    abalha

    -

    chave de tilifon mais alta

    Arioldo 30/06/00 teste GSG

    tr dores

    5. Treinamento dos e

    -

    colaboradores

    SESMT

    30/06/00 Treinamdocum

    ento e ntar

    GSG

    16.3. 3 Modelo de anlise ergonmica

    s a Setor de Trabalho: Afiao

    Especificao: Cabeote composto po

    do cabeote: 40

    N ionr fa a de trab lho: 06

    cnicas Prazo

    De Descrio da tarefalocamento de cabeotes par afiao

    r 24 facas Peso Aproximadamente

    mero de func

    Aes T

    Kg ios que realizam esta tare

    Risco ergonmico suspeito

    durante a jornad

    Medidas de controle

    a

    1 - Retirada do cabeote debaixo da mesa, para colocar sobre a bancada.

    bs. Os cabeotes tronco fletido para apanhar eote.

    j xistente para armazenar

    os cabeotes prontos para afiar, ficando numa altura para alcance normal do funcionrio. Relocar o

    20/10/2005

    Como o cabeote fica situado sob a mesa, o funcionrio na posiciona-se de ccoras, ou com o

    Ampliao do armrioe

    Oficam armazenados o cabdebaixo da mesa, prontos para afiar).

    armrio ao lado da afiadeira.

    2 3 2 - Deslocamento

    Para que estes cabeotes

    Colocao d

    do cabeote(02) da cheguem at a afiadeira, deslocar em 02

    e uma monovia na parte superior, com raio de ao

    cada de limpeza.

    20/10/2005 bancada at a necessrio

    afiadeira.

    pessoas. Obs. O peso de 02(dois) cabeotes mais o eixo, de

    do armrio/bancada at a afiadeira, e tambm at a ban

    aproximadamente 100Kg 4 5 3 - Deslocamento

    afiadeira at a bancada.

    Para que estes cabeotes

    necessrio deslocar em 02 pessoas, tensionando a musculatura da coluna

    Colocao de uma

    superior, com raio de ao do armrio/bancada at a afiadeira, e tambm at a

    20/10/2005 do cabeote da cheguem at a bancada, monovia na parte

    Professor: Edgar Martins Neto

    50

  • Professor: Edgar Martins Neto

    51

    vertebral, braos e pernas. Obs. O peso da 02(dois) cabeotes mais o eixo, de aproximadamente 100Kg

    bancada de limpeza.

    Informaes Adicionais: Segundo informaes dos funcionrios do setor da afiao que participaram desta anlise(Paulo Csar da Silva e Jferson Candeo), esta atividade realizada 06(seis) vezes ao dia, e estas posies provocam dores lombares e nas musculaturas dos ps e pernas, bem como o risco adicional de queda do cabeote durante o transporte. Embasamento Legal(NR-17) 17.2.1. Para efeito desta norma regulamentadora, transporte manual de cargas, designa todo o transporte no qual o peso da carga suportado inteiramente por um s trabalhador, compreendendo o levantamento e a disposio da carga. 17.2.2. No dever ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas, por um trabalhador, cujo o peso seja suscetvel de comprometer sua sade e segurana. Medidas de controle que foram realizadas de acordo com a anlise ergonmica.

    Dispositivo confeccionado para fixao e montagem do conjunto detupias para afiao.

  • Esta ferramenta evita o risco de cortes, prensagens e quedas durante o manuseio das tupias na montagem do conjunto(02 tupias).

    Professor: Edgar Martins Neto

    52

  • Aps montado o conjunto, fixada a corrente da monovia nos olhais que existe no dispositivo de fixao, para realizar o iamento com segurana.

    Em seguida, realizado o deslocamento do conjunto at a afiadeira, utilizando-se da monovia.

    Professor: Edgar Martins Neto

    53

  • Aps o conjunto ficar no ponto desejado, gradativamente o trabalhador desce o conjunto de tupias at o suporte da afiadeira.

    Professor: Edgar Martins Neto

    54

    O raio de ao da monovia, proporciona o deslocamento do conjunto de tupias at a outra mesa para realizao de manuteno e limpeza.

  • 17. Programa de Ergonomia 17.1. Objetivo Criar um sistema de gesto ergonmica, atravs de atividades e procedimentos que minimizem ou neutralizem os riscos encontrados.

    17.2. Definies 17.3. Comit ergonmico Este Comit formado por um grupo de pessoas pertencentes aos diversos setores da empresa, seja pelo SESMT, membros da CIPA e/ou outros colaboradores, que participem ativamente do processo de formao da cultura ergonmica. Deve possuir um coordenador, que defina as responsabilidades de cada membro, convoque as reunies mensais, sendo o mediador destas. Quanto ao treinamento do Comit, este realizado por profissional capacitado, atravs de aulas expositivas durante 5 dias, aproximadamente, dividido em mdulos, totalizando 20 horas de treinamento. Os temas abordados so os seguintes: Noes de Anatomia e Fisiologia. Princpios da Ergonomia, do Trabalho Dinmico e Esttico e suas conseqncias. Riscos Ergonmicos, coleta, anlise e mtodos para realizao. LER/DORT, fadiga muscular, estresse e pausas. Treinamento postural. Ginstica Ocupacional, atividades fsicas e lazer. Reconhecimento da necessidade das medidas preventivas/corretivas em diferentes

    circunstncias, nos postos de trabalho. Formas de implantao das aes pelo Comit. 17.4. Riscos ergonmicos Entende - se por riscos ergonmicos todos os fatores que ofeream sobrecarga fsica e/ou psicossocial aos colaboradores, no exerccio de suas atividades na empresa. 17.5. Ergonomista Trata-se de um colaborador ou consultor, devidamente treinado e capacitado para avaliar riscos ergonmicos e implementar aes preventivas e corretivas eficazes. 17.6. Consulta externa Consiste numa empresa contratada, com conhecimento e experincia para implementar o Programa de Ergonomia. 17.7. Doena ocupacional Consiste em distrbios temporrios ou permanentes sade dos colaboradores, que tenham nexo causal com o exerccio de suas atividades na empresa.

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  • 17.8. Tratamento mdico ocupacional Refere-se ao tratamento mdico ofertado ao colaborador, para corrigir uma doena ocupacional, tendo acompanhamento integral do Mdico do Trabalho da empresa. 17.9. Tratamento mdico assistencial Refere-se ao tratamento mdico ofertado ao colaborador, para corrigir uma doena no ocupacional, tendo encaminhamento do Mdico do Trabalho da empresa, porm acompanhamento de Mdico Assistencial, conveniado ou da rede pblica. 17.10. Responsabilidades 17.10.1 Comit ergonmico a. Efetuar o levantamento dos riscos ergonmicos nos postos de trabalho; b. Reunir-se periodicamente para anlise do Programa de Ergonomia; c. Conduzir a pesquisa ergonmica, colher seus dados e encaminh-los para o ergonomista; d. Realizar inspees ergonmicas programadas, nos postos de trabalho; e. Emitir relatrios estatsticos peridicos. 17.10.2 Gerncia de processo a. Implementar as aes preventivas e corretivas propostas pela consultoria externa/ ergonomista. 17.10.3 Consultoria externa/ergonomista a. Analisar os riscos ergonmicos; b. Propor aes preventivas, atravs do relatrio de anlise ergonmica; c. Acompanhar a implantao das aes corretivas e preventivas; d. Estruturar e oferecer suporte tcnico ao Comit Ergonmico; e. Prover treinamentos posturais aos colaboradores; f. Realizar inspees ergonmicas perodicas, nos postos de trabalho; g. Assegurar a manuteno do Programa de Ergonomia. 17.10.4 Mdico do trabalho a. Efetuar periodicamente os exames clnicos, para monitoramento dos riscos ergonmicos; b. Realizar as avaliaes clnicas detalhadas para os exames clnicos alterados; c. Encaminhar o colaborador para tratamento mdico ocupacional ou assistencial, de acordo com o diagnstico de doena ocupacional ou no ocupacional; d. Emitir a CAT (Comunicado de Acidente do Trabalho), para doenas ocupacionais; e. Manter sigilo quanto ao diagnstico da sade do colaborador; f. Registrar as informaes em pronturios mdicos.

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  • 17.11. Desenvolvimento do programa 17.11.1. Levantamento de riscos ergonmicos O Comit Ergonmico, sistematicamente efetuar levantamento dos riscos ergonmicos nos postos de trabalho. 17.11.2. Anlise de riscos ergonmicos A consultoria externa e/ou o ergonomista devem possuir competncia tcnica para analisar os riscos, previamente levantados pelo Comit Ergonmico. Depois de analisados os riscos existentes nos processos e verificado a significncia destes, deve ser elaborado o relatrio de Anlise Ergonmica, o qual deve priorizar as atividades de maiores riscos. Os riscos ergonmicos, podem possuir caractersticas como segue: Fsica: fora intensa, repetitividade, vibrao, estresse mecnico local, contraes estticas, posturas inadequadas, temperatura do ambiente, rudo, tcnica imprpria de trabalho. Psicossocial: invariabilidade de tarefa/monotonia, organizao do trabalho, ausncia de intervalos, insatisfao pessoal, presso de tempo, horas extras, incentivos por produtividade. 17.11.3. Determinao de aes preventivas e corretivas Com base no contedo do relatrio de Anlise Ergonmica, a consultoria externa e/ou o ergonomista, devem propor aes mitigadoras para eliminar ou controlar o risco ergonmico existente. Dentre estas aes mitigadoras, podem ocorrer como exemplo: Eliminao do movimento ou postura crtica, com um simples treinamento de postura ou

    modificao na realizao da tarefa; Adequao dos postos e instrumentos de trabalho; Projetos ergonmicos; Adequaes ambientais; Rodzio de tarefas e melhoria na organizao do trabalho; Implementao de pausas; Orientaes posturais e outras, como utilizao correta dos EPIs, manuseio adequado dos

    instrumentos pelos trabalhadores, com cobrana de atitudes corretas; Ginstica ocupacional. 17.11.4. Monitoramento ergonmico Nesta fase so verificadas as aes implementadas, atravs da aplicao de mecanismos de controle, que permitam avaliar a eficcia da implementao das aes preventivas e corretivas para eliminao ou controle dos riscos ergonmicos. Dentre estes destacamos:

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  • Exame clnico so avaliaes mdicas realizadas periodicamente, com o objetivo de atestar a sade ocupacional do colaborador;

    Pesquisa ergonmica consiste num formulrio distribudo semestralmente aos

    colaboradores, para avaliar a satisfao destes em relao ao Programa Ergonmico e possveis queixas de dores localizadas;

    Inspeo ergonmica so inspees realizadas nas frentes de trabalho, visando

    acompanhar o andamento da implantao das aes preventivas e corretivas, bem como corrigir falhas do Programa Ergonmico.

    17.12. Avaliao clnica detalhada Depois de detectado qualquer desvio na fase de monitoramento ergonmico, que possivelmente tenha causado danos sade do colaborador, o Mdico do Trabalho deve encaminhar o colaborador para realizao de exames especficos no constantes no PCMSO (Programa de Controle Mdico em Sade Ocupacional), que fornecem subsdios para o diagnstico de uma possvel doena ergonmica, como ocupacional ou no ocupacional. Uma vez diagnosticado a doena, e caracterizada como no ocupacional, o Mdico do Trabalho deve registrar a ocorrncia no atestado de Sade Ocupacional e encaminhar o colaborador para um tratamento de sade assistencial. Aps recuperao da doena, os registros so armazenados no pronturio mdico do colaborador, tendo sigilo absoluto das informaes nele contidas. 17.13. Emisso de CAT(Comunicao de Acidente do Trabalho) Caso a doena seja caracterizada como ocupacional, o Mdico do Trabalho deve emitir a CAT, de acordo com as Instrues do INSS e registrar a ocorrncia no atestado de Sade Ocupacional. 17.14. Tratamento mdico ocupacional Aps a emisso da CAT, o Mdico do Trabalho deve iniciar o tratamento de sade, para recuperao do colaborador, que depois de concludo deve ser armazenado no pronturio mdico do mesmo. O Mdico do Trabalho, deve informar a ocorrncia ao ergonomista, para que seja reavaliado a ao preventiva indicada. 17. Bibliografia Ergo Assessoria e consultoria em sade ocupacional Dr. Hudson de Arajo Couto Mdico do trabalho e ergonomista. Dr. Pil Sun Choi Ortopedista e Mdico do Trabalho Adriana marques dos santos - Psicloga (CRP:05/21755), Gestalt-terapeuta e especializada em Anlise e Conduo de Grupos pela Universidad de Barcelona. IIDA, Itiro, Ergonomia, projeto e produo Edgard Blucher GRANDJEAN, Etienne. Manual de Ergonomia Bookman

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  • DUL, J. e WEERDMEESTER, B Ergonomia prtica. Edgard Blucher NR 17 Norma regulamentadora aprovada pela portaria n 3214 de 08 de junho de 1978 NR 11 Norma regulamentadora aprovada pela portaria n 3214 de 08 de junho de 1978 Riscos fsicos Fundacentro

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    Comparativo entre Marteletes disponveis no mercado Atlas Copco Combustvel e o usual eltrico, combustvel e pneumtico Caractersticas Luvas antivibrao Lucas Jos Soares Miguel RodriguesGess Almeida do SantosMoises de Oliveira Manuteno do ramal ferrovirio e troca de dormentes

    Nmero de funcionrios que realizam a tarefa: 24 ajudantes 1 encarregado AAtuao imediataTipos de ferramentas Comparativo entre os dormentes Caractersticas

    QUEMCUSTO