Apostila Cemig Instalacoes Residenciais2

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  • 1Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    INTRODUO

    O Manual de Instalaes Eltricas Residenciais RC/UE - 001/2003, aborda os

    procedimentos e normas tcnicas que devem ser utilizados na execuo de obras

    novas e em reformas de instalaes eltricas residenciais.

    Este Manual destinado execuo/reforma de instalao eltrica interna de uma

    nica casa residencial. Quando se tratar de mais de uma residncia em um mesmo

    terreno um prdio, por exemplo, podero ser necessrias mais informaes tcnicas

    sobre o assunto. Neste caso, recomendado consultar as Normas vigentes afins da

    CEMIG e da ABNT Associao Brasileira de Normas Tcnicas, alm de literaturas

    tcnicas especializadas.

    O assunto sobre as instalaes eltricas residenciais, no foi esgotado neste

    Manual. Procurou-se tratar de uma maneira prtica, os procedimentos para a execuo

    de instalaes eltricas residenciais adequadas, seguras e mais eficientes quanto ao

    uso de energia eltrica.

    Este Manual a atualizao da edio CEMIG 02111 CM/CE-199 Manual de

    Instalaes Residenciais janeiro/98, em dezembro de 2003.

  • 2Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    NDICEPgina

    CAPTULO 1 - NOES GERAIS SOBRE A ELETRICIDADE

    1.1 Energia 7 1.1.1 Energia Eltrica 71.2 Evoluo da Eletricidade 91.3 Tenso e Corrente Eltrica 111.4 Resistncia Eltrica Lei de Ohm 131.5 Corrente Contnua e Corrente Alternada 131.6 Potncia Eltrica 141.7 Clculo da Energia Eltrica 151.8 Clculos de Grandezas Eltricas I, R e E 151.9 Unidades de Medidas 161.10 Circuitos Srie e Circuito Paralelo 181.10.1 Circuito Srie 181.10.2 Circuito Paralelo 191.11 Circuitos em Corrente Alternada 211.11.1 Circuito Monofsico 211.11.2 Circuito Trifsico 221.11.3 Potncia em Corrente Alternada (CA) 231.12 Fator de Potncia 271.13 Aparelhos para testar e Aparelhos para medir

    grandezas Eltricas 291.13.1 Aparelhos de Teste 291.13.1.1 Lmpada Neon 301.13.1.2 Teste com uma Lmpada 301.13.1.3 Lmpada em Srie 311.13.2 Aparelhos de Medio 311.13.2.1 Ampermetro e Voltmetro 321.13.2.2 Wattmetro 321.13.2.3 Ohmmetro 321.13.2.4 Alicate Volt-Ampermetro 331.13.2.5 Medidor de Energia Eltrica 331.14 Informaes sobre a CEMIG, ANEEL, PROCEL, ABNT e INMETRO 341.14.1 Companhia Energtica de Minas Gerais CEMIG 351.14.2 Agncia Nacional de Energia Eltrica ANEEL 371.14.3 Programa Nacional de Conservao de Energia Eltrica PROCEL 371.14.4 Associao Brasileira de Normas Tcnicas ABNT 391.14.5 Instituto Nacional de Metrologia, Normalizao e

    Qualidade Industrial INMETRO 41

  • 3Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

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    CAPTULO 2 - CIRCUITOS ELTRICOS RESIDENCIAIS

    2.1 Introduo 432.1.1 Contatos com a CEMIG 462.1.2 Qualidade dos Produtos e Servios 472.2 Smbolos e Convenes 492.3 Dimensionamento de Carga 512.3.1 Tomadas de Uso Geral 512.3.2 Tomadas de Uso Especfico 512.3.3 Iluminao 512.4 Nmero Mnimo de Tomadas por Cmodo 522.5 Diviso de Circuitos Eltricos 532.6 Interruptores e Tomadas de Uso Geral 532.6.1 Conformidade dos Interruptores e Tomadas 552.6.2 Esquemas de Ligaes Eltricas de Interruptores e Tomadas 562.7 Interruptor Paralelo e o Interruptor Intermedirio 592.7.1 Interruptor Paralelo (Three Way) 592.7.2 Interruptor Intermedirio (Four Way) 612.8 Quadro de Distribuio de Circuitos QDC 622.9 Clculo da Corrente Eltrica de um Circuito 63

    CAPTULO 3 - CONDUTORES ELTRICOS

    3.1 Introduo 643.2 Consideraes Bsicas sobre os Condutores 653.3 Seo (mm2) dos Condutores 673.3.1 Seo Mnima e Identificao dos Condutores de Cobre 673.3.2 Clculo da Seo dos Condutores 683.3.2.1 Limite de Conduo de Corrente de Condutores 693.3.2.2 Limite de Queda de Tenso 733.3.2.2.1 Queda de Tenso Percentual (%) 763.3.2.2.1.1 Momento Eltrico (ME) 763.3.2.2.1.2 Queda de Tenso em V/A.km 783.3.2.2.1.3 Exemplos do Clculo de Queda de Tenso 793.3.3 Exemplos do Dimensionamento da Seo de Condutores 80

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    CAPTULO 4 - PROTEO E SEGURANA EM INSTALAES ELTRICAS

    4.1 Isolao, Classe e Graus de Proteo 864.2 Consideraes Bsicas Sobre os Choques Eltricos 914.2.1 Contado Direto 914.2.2 Contado Indireto 924.2.3 Tenso de Contato 924.2.4 Choque Eltrico 944.3 Proteo e Segurana Preveno na Execuo 964.4 Elementos Bsicos para Segurana e Proteo 974.4.1 Aterramento Eltrico 974.4.2 Esquemas de Aterramento 994.4.3 Condutor de Proteo (PE) 1004.4.4 Condutor Neutro 1024.5 Distrbios nas Instalaes Eltricas 1024.5.1 Fugas de Corrente 1024.5.2 Perdas de Energia Eltrica 1034.5.3 Sobrecorrente e a sobrecarga 1044.5.4 Curto-Circuito 1044.5.5 Sobretenses 1054.6 Dispositivos de Proteo e de Segurana 1064.6.1 Fusveis 1064.6.2 Disjuntores Termomagnticos 1074.6.2.1 Coordenao e Dimensionamento dos Disjuntores 1094.6.3 Dispositivo Diferencial Residual DR 1114.6.4 Proteo Contra Sobretenses Transitrias 1174.6.5 Proteo Contra Quedas e Faltas de Tenso 1184.6.6 Coordenao entre os Diferentes Dispositivos de Proteo 1194.7 Proteo em Banheiros 1194.7.1 Medidas de Proteo Contra Choques Eltricos 1224.8 Proteo Contra Descargas Atmosfricas 122

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    CAPTULO 5 - PROJETO DAS INSTALAES ELTRICAS

    5.1 Planejamento de uma Instalao Eltrica 1235.2 Traado de um Projeto Eltrico 1245.3 Elaborao de um Projeto Eltrico 1255.3.1 Determinao das Cargas da Instalao Eltrica 1305.3.1.1 Outras Cargas Eltricas 1375.3.2 Diviso dos Circuitos de uma Instalao Eltrica 1405.3.3 Circuitos de Tomadas de Uso Geral e os de Iluminao 1435.3.3.1 Circuitos de Tomadas de Uso Geral 1455.3.3.2 Circuitos de Iluminao 1455.3.4 Instalao de Eletrodutos 1455.3.5 Dimensionamento da Seo dos Condutores 1475.3.5.1 Clculo de Momentos Eltricos e Seo de Condutores 1485.3.6 Equilbrio das Fases do Circuito Eltrico 1655.3.7 Dimensionamento da Proteo 1665.3.7.1 Dimensionamento dos Disjuntores Termomagnticos 1665.3.7.2 Dimensionamento dos Dispositivos Diferencial Residual 1675.3.7.3 Dimensionamento da Proteo Contra Sobretenses

    Transitrias 1695.3.7.4 Proteo Contra Falta de Fase e Sub/Sobretenso 1705.3.7.5 Acondicionamento e Identificao dos

    Dispositivos de Proteo e de Segurana 1705.3.7.6 Protees Complementares 1725.3.8 Dimensionamento dos Eletrodutos 1735.3.9 Apresentao do Projeto Eltrico 176

    CAPTULO 6 - EXECUO DO PROJETO ELTRICO

    6.1 Materiais e Componentes da Instalao Eltrica 1806.2 Execuo do Projeto Eltrico 1806.3 Requisitos Estabelecidos pela Norma NBR 5410/97 1816.4 Recomendaes Gerais sobre as Instalaes Eltricas 1836.5 Verificao Final 1856.6 Aumento de Carga e Reformas nas Instalaes

    Eltricas Internas 1856.7 Bomba de gua com Chave Bia 1866.8 Instalaes de Linhas Areas 187

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    CAPTULO 7 - ECONOMIA DE ENERGIA ELTRICA

    7.1 Consumo de Energia Eltrica em uma Residncia 1897.2 Iluminao 1907.2.1 Conceitos sobre Grandezas Fotomtricas 1907.2.2 Tipos de Lmpadas mais Usuais em Residncias 1917.2.3 Iluminao Adequada 1967.2.4 Problemas em Lmpadas 1977.2.5 Recomendaes teis para Utilizao Adequada

    das Lmpadas 1987.3 Economia de Energia Eltrica em Eletrodomsticos 1997.3.1 Geladeira e o Freezer 1997.3.2 Aquecimento de gua 2007.3.2.1 Chuveiro Eltrico 2007.3.2.2 Aquecedor Eltrico de gua 2017.3.2.3 Torneira Eltrica 2017.3.2.4 Aquecimento de gua Atravs de Energia Solar 2017.3.3 Televisor 2027.3.4 Ferro Eltrico 2027.3.5 Condicionador de Ar 2027.3.6 Mquina de Lavar Loua 2037.3.7 Mquina de Lavar Roupa 2037.3.8 Secadora de Roupa 2037.4 Horrio de Ponta ou de Pico 2037.5 Leitura e Controle do Consumo de Energia Eltrica 2047.5.1 Estimativa do Consumo de Energia Eltrica 2057.6 Dicas de Segurana 206

    8 - ANEXOS

    Anexo 1 Converso de Unidades 207Anexo 2 Frmulas Prticas 208Anexo 3 Portaria INMETRO N.o 27 de 18.02.2000 209Anexo 4 Endereos teis 214Anexo 5 Caractersticas dos Condutores Isolados em PVC/70C 215Anexo 6 Potncia Mdia de Aparelhos Eltricos 216Anexo 7 Caractersticas de Motores Eltricos 217

  • 7Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    CAP TULO 1

    NOES GERAIS SOBRE A ELETRICIDADE

    So abordados neste Captulo diversos aspectos sobre a eletricidade, de umaforma simplificada, buscando oferecer uma viso geral sobre o assunto.

    Para maiores informaes, deve-se procurar uma literatura tcnica especializada.Tambm so apresentadas informaes, de uma maneira bastante resumida,

    sobre a: CEMIG, ANEEL, PROCEL, ABNT e INMETRO.

    1.1 - Energia

    Energia a capacidade de produzir trabalho e ela pode se apresentar sob vriasformas:

    energia Trmica; energia Mecnica; energia Eltrica; energia Qumica; energia Atmica, etc.Uma das mais importantes caractersticas da energia a possibilidade de sua

    transformao de uma forma para outra.Por exemplo: a energia trmica pode ser convertida em energia mecnica

    (motores de combusto interna), energia qumica em energia eltrica (pilhas) etc.Entretanto, na maioria das formas em que a energia se apresenta, ela no

    pode ser transportada, ela tem que ser utilizada no mesmo local em que produzida.

    1.1.1 - Energia Eltrica

    A energia eltrica uma forma de energia que pode ser transportada com maiorfacilidade. Para chegar em uma casa, nas ruas, no comrcio, ela percorre um longocaminho a partir das usinas geradoras de energia.

  • 8Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    A energia eltrica passa por 3 principais etapas:

    a) Gerao: - A energia eltrica produzida a partirda energia mecnica de rotao de um eixo de umaturbina que movimenta um gerador. Esta rotao causada por diferentes fontes primrias, como porexemplo, a fora da gua que cai (hidrulica), a forado vapor (trmica) que pode ter origem na queimado carvo, leo combustvel ou, ainda, na fisso dournio (nuclear).

    A CEMIG valendo-se das caractersticas doEstado de Minas Gerais onde so inmeras asquedas dgua tem, na fora hidrulica, a sua

    principal fonte de energia primria. Portanto, as usinas da CEMIG so em grandemaioria, hidroeltricas.

    b) Transmisso: - As usinas hidroeltricas nemsempre se situam prximas aos centrosconsumidores de energia eltrica. Por isso, precisotransportar a energia eltrica produzida nas usinas atos locais de consumo: cidades, indstrias,propriedades rurais, etc. Para viabilizar o transportede energia eltrica, so construdas as Subestaeselevadoras de tenso e as Linhas de Transmisso.

    c) Distribuio: - Nas cidades so construdas assubestaes transformadoras. Sua funo baixar atenso do nvel de Transmisso (muito alto), para onvel de Distribuio.

    A Rede de Distribuio recebe a energia eltricaem um nvel de tenso adequado sua Distribuiopor toda a cidade, porm, inadequada para suautilizao imediata para a maioria dos consumidores.Assim, os transformadores instalados nos postes dascidades fornecem a energia eltrica diretamente paraas residncias, para o comrcio e outros locais de

    consumo, no nvel de tenso (127/220 Volts, por exemplo), adequado utilizao.

  • Energia

    Hidrulica

    Energia

    Mecnica

    Energia

    Eltrica

    Energia

    Mecnica TURBINA GERADOR MOTOR

    As etapas de Gerao, Transmisso, Distribuio e da utilizao da energiaeltrica, podem ser assim representadas:

    1.2 Evoluo da Eletricidade

    Ao longo do tempo, a eletricidade foi marcada pela evoluo tcnica e pelosdesenvolvimentos cientficos, estendendo-se a diversos campos da cincia e a inmerasaplicaes prticas. Ser apresentada a seguir, uma abordagem simples sobre aevoluo da eletricidade.

    A palavra Eletricidade provm do latim electricus, que significaliteralmente produzido pelo mbar por frico. Este termo tem as suasorigens na palavra grega para mbar elektron.

    O filsofo grego, Tales de Mileto, ao esfregar um pedao de mbarnuma pele de carneiro, observou que este atraa pedaos de palha.

    Em 1600 William Gilbert estudando esses fenmenos, verificou que outros corpospossuiam a mesma propriedade do mbar. Designou-os com o nome latino electrica.

    A partir de 1729, Stephen Gray descobriu a conduo da eletricidade, distinguindoentre condutores e isolantes eltricos, bem como, da induo eletrosttica.

    Benjamin Franklin descobriu em 1750 que, os relmpagos so omesmo que descargas eltricas e inventou o pra-raios.

    Charles Augstin de Coulomb publicou em 1785, estudos sobremedio das foras de atrao e repulso entre dois corpos eletrizados(Lei de Coulomb).

    Em 1788 James Watt construiu a primeira mquina a vapor. Esseinvento que impulsionou a 1 Revoluo Industrial. Em sua homenagem, foi dado o seunome unidade de potncia eltrica: Watt (W).

    Foi fundado na Inglaterra em 1799, o Royal Institution of Great Britain que ajudouo campo de investigao da eletricidade e magnetismo.

    Tambm em 1799, Alessandro Volta provou que a eletricidade podia ser produzidautilizando metais diferentes separados por uma soluo salina. Volta utilizou discos decobre e zinco separados por feltro embebido em cido sulfrico para produzir esteefeito. Alessandro Volta explicou a experincia de Luigi Alosio Galvani em 1786,colocando entre dois metais a perna de uma r morta, produzindocontraes nesta. Ao agregar estes discos uns por cima dos outros, Voltacriou a pilha eltrica. A pilha foi a primeira forma controlada de eletricidadecontnua e estvel. Em sua homenagem, foi dado o seu nome unidade demedida de potencial eltrico: Volt (V).

    Em 1819, Hans Christian Oersted detectou e investigou a relao entrea eletricidade e o magnetismo (eletromagnetismo).

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Andr Marie Ampre desenvolveu em 1820, um estudo e estabeleceu as leis doeletromagnetismo. Em sua homenagem, foi dado o seu nome unidade de medida deintensidade de corrente eltrica: Ampre (A).

    Em 1827, Joseph Henry iniciou uma srie de experincias eletromagnticas edescobriu o conceito de induo eltrica, construindo o primeiro motor eltrico.

    Tambm em 1827, Georg Simon Ohm, trabalhando no campo da corrente eltricadesenvolveu a primeira teoria matemtica da conduo eltrica nos circuitos: Lei deOhm. O trabalho s foi reconhecido em 1841. Em sua homenagem, foi dado o seu nome unidade de resistncia eltrica: Ohm ().

    Em 1831, Michel Faraday descobriu o fenmeno da induo eletromagntica,explicando que necessria uma alterao no campo magntico para criar corrente.Faraday descobriu que a variao na intensidade de uma corrente eltrica que percorreum circuito fechado, induz uma corrente numa bobina prxima. Observou tambm, umacorrente induzida ao introduzir-se um im nessa bobina. Estes resultados tiveram umarpida aplicao na gerao de corrente eltrica.

    Em 1838, Samuel Finley Breese Morse conclui o seu invento do telgrafo.Em 1860, Antonio Pacinotti construiu a primeira mquina de corrente contnua com

    enrolamento fechado em anel. Nove anos depois, Znobe Gramme apresentou a suamquina dnamo - eltrico, aproveitando o enrolamento em anel.

    Em 1875 foi instalado, em uma estao de trem em Paris, um gerador paraascender as lmpadas da estao, atravs da energia eltrica. Foram fabricadasmquinas a vapor para movimentar os geradores.

    A distribuio de eletricidade feita inicialmente em condutores de ferro,posteriormente de cobre e a partir de 1850, os fios so isolados por uma gomavulcanizada.

    Em 1873 foi realizada pela primeira vez a reversibilidade das mquinas eltricas,atravs de duas mquinas Gramme que funcionavam, uma como geradora e a outracomo motora. Ainda neste mesmo ano foi publicado o Tratado sobre Eletricidade eMagnetismo por James Clerk Maxwell. Este tratado, juntamente com as experinciaslevadas a efeito por Heinrich Rudolph Hertz em 1885 sobre as propriedades das ondaseletromagnticas geradas por uma bobina de induo, demonstrou que as ondas derdio e luz so ondas eletromagnticas, diferindo apenas na sua freqncia.

    Em 1876, Alexandre Graham Bell patenteou o primeiro telefone com utilizaoprtica.

    Thomas Alvas Edison fz uma demonstrao pblica de sua lmpadaincandescente, em 1879. Essa lmpada possibilitou o fim da iluminao feita atravs dechama de azeite, gs, etc, que foi substituda pela iluminao de origem eltrica. Nomesmo ano, Ernest Werner von Siemens ps em circulao, em uma exposio emBerlim, o primeiro comboio movido a energia eltrica.

    A primeira central hidroeltrica foi instalada em 1886 nas cataratas do Nigara.Na dcada subseqente foram ensaiados, os primeiros transportes de energia

    eltrica em corrente contnua. Mquinas eltricas como o alternador, o transformador eo motor assncrono foram desenvolvidos ao ser estabelecida a supremacia da correntealternada sobre a corrente contnua.

    Gugliemo Marchese Marconi aproveitando estas idias dez anos mais tarde, utilizaondas de rdio no seu telgrafo sem fio. Em 1901 foi transmitida a primeira mensagemde rdio atravs do Oceano Atlntico.

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    O eltron, partcula de carga negativa presente no tomo, foi descoberto porJoseph Jone Thompson em 1897.

    Em 1907 Ernest Rutherford, Niels Bohr e James Chadwick estabeleceram a atualdefinio de estrutura do tomo, at ento, considerada a menor poro de matria nodivisvel.

    1.3 - Tenso e Corrente Eltrica

    Todas as substncias, gasosas, lquidas ou slidas, so constitudas de pequenaspartculas invisveis a olho nu, denominadas tomos.

    O tomo composto de trs partculas bsicas: Prtons, Nutrons e Eltrons.Os Prtons e os Nutrons formam o ncleo do tomo. O Prton tem carga positiva

    e Nutron no possui carga eltrica. As suas massas so equivalentes.O Eltron possui uma carga negativa e a sua massa, por ser muito pequena,

    desprezvel.

    Em um tomo, o nmero de Eltrons igual ao nmero de Prtons, sendoportanto, o tomo eletricamente neutro, pois a soma das cargas dos Eltrons (negativas)com as cargas dos Prtons (positivas) igual a zero.

    Os Eltrons existentes em um condutor de eletricidade (ver Captulo 3 pgina 64),esto em constante movimento desordenado.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Para que estes eltrons se movimentem de forma ordenada nos fios, necessrioter uma fora que os empurre. Essa fora chamada de Tenso Eltrica (U). Suaunidade de medida o Volt. O smbolo desta unidade V. Exemplo: Tenso eltrica de127 V (Volts).

    O movimento ordenado de eltrons, provocado pela tenso eltrica, forma umacorrente de eltrons. Essa corrente de eltrons chamada de Corrente Eltrica (I). Suaunidade de medida o Ampre. O smbolo desta unidade A. Exemplo: Correnteeltrica de 10 A (Ampres).

    Para que se tenha uma idia do comportamento da tenso e da corrente eltrica,ser feita uma analogia com uma instalao hidrulica.

    A presso feita pela gua, depende da altura da caixa dgua. A quantidade degua que flui pelo cano vai depender: desta presso, do dimetro do cano e da aberturada torneira.

    De maneira semelhante, no caso da energia eltrica, tem-se:

    A presso da energia eltrica chamada de Tenso Eltrica (U). A Corrente Eltrica (I) que circula pelo circuito depende da Tenso e da

    Resistncia Eltrica (R).

    A Resistncia Eltrica (R) que o circuito eltrico oferece passagem da corrente, medida em Ohms () (ver subitem 1.4 pgina 13) e varia com a seo dos condutores(ver subitem 3.3 pgina 67).

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    1.4 - Resistncia Eltrica Lei de Ohm

    chamada de Resistncia Eltrica (R) a oposio que o circuito oferece circulao da corrente eltrica. A unidade da Resistncia Eltrica o Ohm e o seusmbolo o (letra grega chamada de mega).

    Lei de Ohm, assim chamada, devido ao fsico que a descobriu (ver subitem 1.2pgina 9)

    Essa Lei estabelece que: se for aplicado em um circuito eltrico, uma tensode 1V, cuja resistncia eltrica seja de 1 , a corrente que circular pelo circuito, ser de 1A.

    Com isso tem-se:

    I = UR

    Desta relao pode-se tirar outras, como:

    U = R x I e R = UI

    Onde:U: Tenso Eltrica;I: Corrente Eltrica;R: Resistncia Eltrica.

    1.5 - Corrente Contnua e Corrente Alternada

    A energia eltrica transportada sob a forma de corrente eltrica e podeapresentar-se sob duas formas:

    Corrente Contnua (CC) Corrente Alternada (CA)

    A Corrente Contnua (CC) aquela que mantm sempre a mesma polaridade,fornecendo uma tenso eltrica (ou corrente eltrica) com uma forma de onda constante(sem oscilaes), como o caso da energia fornecida pelas pilhas e baterias. Tem-seum polo positivo e outro negativo.

    RI

    I

    I

    U

    A

    B

    Circuito eltrico

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    A Corrente Alternada (CA) tem a sua polaridade invertida um certo nmero devezes por segundo, isto , a forma de onda oscilao diversas vezes em cada segundo.

    O nmero de oscilaes (ou variaes) que a tenso eltrica (ou corrente eltrica)faz por segundo denominado de Freqncia.

    A sua unidade Hertz e o seu smbolo Hz. Um Hertz corresponde a um ciclocompleto de variao da tenso eltrica durante um segundo. No caso da energiaeltrica fornecida pela CEMIG, a freqncia de 60 Hz.

    A grande maioria dos equipamentos eltricos funciona em corrente alternada (CA),como os motores de induo, os eletrodomsticos, lmpadas de iluminao, etc.

    A corrente contnua (CC) menos utilizada. Como exemplo, tem-se: os sistemasde segurana e controle, os equipamentos que funcionam com pilhas ou baterias, osmotores de corrente contnua, etc.

    1.6 - Potncia Eltrica

    A Potncia definida como sendo o trabalho efetuado na unidade do tempo. APotncia Eltrica (P) calculada atravs da multiplicao da Tenso pela CorrenteEltrica de um circuito. A unidade da Potncia Eltrica o Watt e o seu smbolo o W.

    Uma lmpada ao ser percorrida pela corrente eltrica, ela acende e aquece. A luze o calor produzido nada mais so do que o resultado da potncia eltrica que foitransformada em potncia luminosa (luz) e potncia trmica (calor).

    Tem-se que: P = U x I (Watts)

    Como U = R x I e I = U (do subitem 1.4),R

    pode-se calcular tambm a Potncia (P) atravs dos seguintes modos:

    P = (R x I) x I ou P = R x I2

    Ento tem-se: P = U x U ou P = U2

    R R

    Onde:

    P: Potncia Eltrica;U: Tenso Eltrica;I: Corrente Eltrica;R: Resistncia Eltrica.

  • 1.7 Clculo da Energia Eltrica

    A Energia Eltrica (E) a Potncia Eltrica (P) vezes o tempo de utilizao (emhoras, por exemplo) do qual o fenmeno eltrico acontece (uma lmpada acesa, porexemplo).

    E = (U x I) x t ou E = P x t

    Onde:E: Energia Eltrica;P: Potncia Eltrica;U: Tenso Eltrica;I: Corrente Eltrica;t: Tempo normalmente nesse caso, adotado em horas (h).A unidade de Energia Eltrica (E) o Watt-hora e o seu smbolo Wh.

    1.8 Clculos de Grandezas Eltricas: I, R e E

    Um chuveiro eltrico com uma potncia de 4.400 Watts, 127 Volts, funcionandodurante 15 minutos. Calcular a corrente, resistncia e a energia eltrica consumida.

    a) Corrente Eltrica I = PU

    4.400 W = 34,6 A (Ampres)127 V

    b) Resistncia Eltrica R = UI

    127 V = 3,7 (Ohms)34,6 A

    c) Energia Eltrica E = P x t

    Primeiramente, dever ser transformado o tempo dos 15 minutos em horas.Fazendo uma regra de trs, tem-se: 60 minutos 1 hora

    15 minutos x

    x = 15 minutos = 0,25 h ou 1 h60 minutos 4

    4.400 W x 0,25 h = 1.100 Wh

    Observao: Efetuar os mesmos clculos, considerando que o chuveiro eltrico foifeito para funcionar em 220 Volts.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    1.9 Unidades de Medidas

    As unidades de medidas no Brasil, utilizam o Sistema Internacional de Unidades.A Tabela 1.1 mostra as principais unidades.

    As unidades com os seus mltiplos e submltiplos podem ser escritas com o seunome por extenso ou atravs de seu smbolo.

    UNIDADES LEGAIS DO BRASIL

    UNIDADE SMBOLO DETERMINA

    UNIDADES ELTRICASAmpre A Corrente EltricaVolt V Tenso EltricaWatt W Potncia EltricaVolt-mpere VA Potncia EltricaVolt-mpere reativo Var Potncia EltricaCavalo-vapor cv Potncia EltricaWatt-hora Wh Energia EltricaOhm Resistncia EltricaLmen lm Fluxo LuminosoLux lx IluminnciaHertz Hz Freqncia

    OUTRAS UNIDADESMetro m ComprimentoQuilmetro km ComprimentoMetro quadrado m2 reaMetro cbico m3 VolumeGrama g Massa (Peso)Quilograma kg Massa (Peso)Litro l VolumeSegundo s TempoMinuto min TempoHora h TempoQuilmetro por hora km/h VelocidadeGrau Celcius oC TemperaturaGrau Kelvin K Temperatura termodinmicaTabela 1.1

    As unidades possuem mltiplos e submltiplos. A utilizao de um ou outro, emfuno da facilidade de expressar a quantidade da unidade em questo.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Por exemplo, a Potncia de uma lmpada incandescente comum, melhor serexpressa em W (Watts) do que em kW (quilowatts).

    sempre referido a uma lmpada de 100 Watts e no uma lmpada de 0,1 kW.A letra k (escrita em letra minscula) colocada antes da unidade, representa que

    esta unidade est multiplicada por 1.000 e, consequentemente o nmero (valor daquantidade) dever ser dividido por 1.000.

    Do exemplo do subitem 1.8 pgina 15, a Energia Eltrica tambm poder serexpressa:

    1.100 Wh ou 1,1 kWh (Quilowatt-hora)

    A Tabela 1.2 a seguir relaciona os valores mais usados das unidades eltricas, comos seus mltiplos e submltiplos.

    UNIDADES ELTRICAS MLTIPLOS E SUBMLTIPLOS

    GRANDEZA NOME SMBOLO RELAOTENSO Microvolt V 0,000001 V

    Milivolt mV 0,001 VVolt V 1 VQuilovolt kV 1.000 V

    CORRENTE Microampre A 0,000001 AMiliampre mA 0,001 AAmpre A 1 AQuilo Ampre kA 1.000 A

    RESISTNCIA Ohm 1 Quilo Ohm k 1.000 Megaohm M 1.000.000

    POTNCIA Watt W 1 WQuilowatt kW 1.000 WMegawatt MW 1.000.000 W

    ENERGIA Watt-hora Wh 1 WhQuilowatt-hora kWh 1.000 WhMegawatt-hora MWh 1.000.000 Wh

    Tabela 1.2

    Outras unidades, muito utilizadas para expressar a Potncia Eltrica de motoresso:

    Cavalo Vapor que equivale a 735,5 W. Sua unidade o cv. Horse Power (inglesa) que equivale a 746 W. Sua unidade o HP.

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    Relao entre estas unidades de Potncia:

    1 cv = 735,5 W; 1 cv = 0,735 kW; 1 kW = 1,36 cv

    1 HP = 746 W; 1 HP = 0,746 kW; 1 kW = 1,34 HP

    No Anexo 1 pgina 207, encontra-se a Tabela Converso de Unidades, com osfatores para transformar uma unidade em outra.

    1.10 Circuito Srie e Circuito Paralelo

    1.10.1 Circuito Srie

    O Circuito Srie aquele constitudo por mais de uma carga, ligadas em srie umacom as outras, isto , cada carga ligada na extremidade de outra carga, diretamenteou por meio de condutores.

    Exemplo de circuitos eltricos ligados em srie muito utilizados: lmpadas dervore de natal.

    As principais caractersticas so: as cargas dependem uma das outras para o funcionamento do circuito eltrico; existe apenas um caminho para a passagem da corrente eltrica.

    Corrente Eltrica ( I )A corrente eltrica a mesma em todos os pontos do circuito, isto , a mesma

    corrente passa atravs de todas as cargas.

    ITotal = I1 = I2 = I3

    Tenso Eltrica (U)A tenso da fonte de alimentao dividida entre as cargas, isto , a soma das

    tenses nos bornes de cada carga igual a tenso da fonte.

    UFonte = U1 + U2 + U3

    R1

    R2

    R3

    Fonte U

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    Resistncia Eltrica (R)A resistncia eltrica equivalente igual a soma das resistncias de cada carga.

    REquivalente = R1 + R2 + R3

    Exemplo:

    No desenho deste subitem 1.10.1, se a tenso de 120 Volts, R1 = 10 , R2 = 30 e R3 = 40 .

    Calcular: a) A resistncia eltrica equivalente;b) A corrente eltrica;c) A tenso eltrica em cada resistncia.

    Soluo:

    a) REquivalente = R1 + R2 + R3= 10 + 30 + 40 = 80

    b) Do subitem 1.4 pgina 13, tem-se:

    I = U = 120 V = 1,5 AR 80

    Como ITotal = I1 = I2 = I3 = 1,5 A

    c) U = R x IU1 = R1 x I = 10 x 1,5 A = 15 VoltsU2 = R2 x I = 30 x 1,5 A = 45 VoltsU3 = R3 x I = 40 x 1,5 A = 60 Volts

    Deve-se notar que a soma das tenses em cada resistncia, igual a tenso da fonte:

    U1 + U2 + U3 = 15 V + 45 V + 60 V = 120 Volts

    1.10.2 Circuito Paralelo

    O Circuito Paralelo aquele constitudo por mais de uma carga, ligadas emparalelo uma com as outras.

    R1 R2 R3Fonte U

  • 20

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    As principais caractersticas so: as cargas no dependem umas das outras para o funcionamento do circuito

    eltrico; existe mais de 1 (um) caminho para a passagem da corrente eltrica; as tenses eltricas nas cargas so iguais a tenso da fonte de alimentao, isto :

    UFonte = U1 = U2 = U3

    A Corrente Eltrica (I) total absorvida pelas cargas igual a soma das correntes decada carga:

    ITotal = I1 + I2 + I3

    O inverso da Resistncia Eltrica (R) equivalente, igual a soma dos inversos dasresistncias de cada carga:

    1 = 1 + 1 + 1 REquivalente = R1 R2 R3

    Exemplo:No desenho deste subitem 1.10.2, se a tenso de 120 Volts, R1 = 30 , R2 = 20 e R3 = 60 .

    Calcular: a) A resistncia eltrica equivalente;b) A corrente em cada resistncia e a corrente eltrica total;c) A tenso eltrica em cada resistncia.

    Soluo:a)1 = 1 + 1 + 1 REquivalente R1 R2 R3

    1 = 1 + 1 + 1 = 2 + 3 + 1 = 6REquivalente 30 20 60 60 60

    REquivalente = 60 = 10 6

    b) Do subitem 1.4 pgina 13, tem-se:

    I = U e I Total = I1 + I2 + I3R

    I1 = U = 120 V = 4 AR1 30

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    I2 = U = 120 V = 6 AR2 20

    I3 = U = 120 V = 2 AR3 60

    I Total = I1 + I2 + I3 = 4 A + 6 A + 2 A = 12 A

    c) UFonte = U1 = U2 = U3 = 120 Volts

    1.11 Circuitos em Corrente Alternada

    A forma mais comum que a corrente eltrica se apresenta em Corrente Alternada(CA).

    Sero apresentadas neste subitem 1.11, de uma maneira bastante simplificada, asprincipais caractersticas dos circuitos eltricos monofsicos e trifsicos em CorrenteAlternada (CA). Caso sejam necessrias maiores informaes, deve-se procurar umaliteratura tcnica especializada.

    1.11.1 - Circuito Monofsico

    Um gerador com uma s bobina (enrolamento), chamado de GeradorMonofsico ao funcionar, gera uma Tenso entre seus terminais.

    Nos geradores monofsicos de corrente alternada, um dos terminais desteGerador chamado de Neutro (N) e o outro de Fase (F).

    Um circuito monofsico aquele que tem uma Fase e um Neutro (F e N). A tensoeltrica (U) do circuito igual tenso entre Fase e Neutro (UFN). A forma de onda daTenso Eltrica, uma senoide.

    F

    N

    U

    t

    1 Perodo

  • 1.11.2 - Circuito Trifsico

    Um gerador com trs bobinas (enrolamentos), ligadas conforme a figura abaixo, um Gerador Trifsico. Nesta situao, o Gerador Trifsico est com as suas trsbobinas ligadas em Estrela (Y ). Este gerador tem um ponto comum nesta ligao,chamado de ponto neutro.

    Neste circuito trifsico com a ligao em Estrela, as relaes entre as tenseseltricas, a tenso entre Fase e o Neutro (UFN) e a tenso entre Fases (UFF), so:

    UFF = x UFN ou UFN = UFF /

    Sendo que (leia-se raiz quadrada de trs) = 1,732

    A Corrente Eltrica ( I ) igual nas trs Fases.

    Quando as bobinas do Gerador Trifsico so ligadas entre si, de modo aconstiturem um circuito fechado, como na figura abaixo, o Gerador tem uma ligao emTringulo (Delta) ( ).

    3

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    F1

    F2

    F3U

    t

    F1

    120120120

    Perodo 360

    F2 F3

    3

    3

  • 23

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    I = i 3 F2

    F3

    UFF = UFN

    UFF = UFN

    I = i 3

    i

    iI = i 3

    iF1

    UFF = UFN

    F1

    F2

    UFN

    F3

    As relaes entre as tenses e correntes so:

    Pode-se dizer que: UFF = UFN e

    I = i x

    Pode-se ter os circuitos trifsicos a trs fios 3 Fases (F1, F2 e F3) e a quatro fios 3 Fases e 1 Neutro (F1, F2 e F3 e N). Essas Fases tambm podem ser representadospelas letras: R, S, T ou A, B, C.

    As formas de onda da tenso, so senides, defasadas entre si de 120o.

    Observao: usa-se tambm, denominar os geradores de corrente alternada deAlternadores.

    1.11.3 - Potncia em Corrente Alternada (CA)

    Em um condutor eltrico (ver subitem 3.3.2.1 pgina 69) energizado em CorrenteAlternada (CA), passa uma determinada quantidade de energia, sendo um percentualAtivo e outro Reativo. Quanto maior for o percentual de Potncia Ativa (kW) que passar,ser melhor e mais econmico.

    A Potncia Reativa (kVAr) necessria para produzir o fluxo magnetizante para ofuncionamento dos aparelhos (motores, transformadores, etc), pode ser obtida junto aesses equipamentos, com a instalao de Capacitores.

    A seguir, sero apresentados alguns conceitos, de forma bastante simplificada.Como foi visto anteriormente, em Corrente Alternada (CA), a Corrente Eltrica (I) e

    a Tenso Eltrica (U), so geradas e transmitidas em uma forma de onda de umasenoide.

    As ondas de Corrente e de Tenso podem estar defasadas uma da outra em umcircuito eltrico: quando a Corrente est em uma determinada posio, a Tenso podeestar em outra posio, e vice-versa.

    3

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Assim tem-se:

    Quando a Tenso est em fase com a Corrente, a carga denominada deResistiva. O circuito eltrico Resistivo.

    Quando a Corrente est atrasada em seu deslocamento da Tenso, a carga denominada de Indutiva. Esse atraso (defasamento) de at 90o. O circuito eltrico Indutivo.

    Quando a Corrente est adiantada em seu deslocamento da Tenso, a carga denominada de Capacitiva. Esse adiantamento (defasamento) de at 90o. O circuitoeltrico Capacitivo.

    Em um circuito eltrico de Corrente Alternada (CA), a oposio passagem dacorrente eltrica recebe os seguintes nomes:

    R

    U

    900

    = 0IU

    180 270 360

    XL

    U

    900

    = 90

    I

    U

    180270 360

    X

    U

    I

    900

    U

    180270 360

    I

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Resistncia (R) quando se tratar de um circuito formado por resistncia eltrica (ver subitem 1.4 pgina 13);

    Reatncia Indutiva (XL) quando se tratar de bobinas (enrolamentos); Reatncia Capacitiva (XC) quando se tratar de capacitor.

    A soma vetorial das Reatncias (XL + XC) com a Resistncia (R), d-se o nome deImpedncia (Z) .

    A Reatncia Capacitiva ope-se Reatncia Indutiva. Assim, a Reatncia total docircuito (X) dada pela diferena entre XL e XC (o maior destes dois valores determinase o circuito Indutivo ou Capacitivo).

    X = XL - XCXL > XC (o circuito Indutivo)

    XC > XL (o circuito Capacitivo)

    Os valores da Resistncia, das Reatncias e da Impedncia podem serrepresentados graficamente atravs de um tringulo retngulo.

    Onde:Z = Impedncia do circuito, da pela frmula Z = R2 + X2

    R = Resistncia do circuitoX = Reatncia total do circuito (que igual a X = XL - XC ou X = XC XL).

    Uma carga ligada a um circuito de Corrente Alternada (CA) quase sempreconstituda de Resistncia e Reatncia ou seja, tem-se normalmente uma Impedncia (Z).

    A expresso da Potncia P = U x I em geral, no vlida para todos os circuitosde corrente alternada, devendo ser acrescida expresso um outro fator, conforme sermostrado a seguir.

    No subitem 1.6 pgina 14, foi mostrado que a Potncia (P) pode ser dada por:

    P = R x I2 em W (Watts)

    Se for substitudo na expresso acima, a Resistncia (R) pela Reatncia total (X), tem-se:

    P = X x I2 = VA (Volt Ampre)

    Substituindo pela Impedncia:

    P = Z x I2 = VA (Volt Ampre)

    Z

    R

    X

    90

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    A expresso da Potncia Reativa do circuito eltrico depende das Reatnciasexistentes.

    Este produto chamado de Potncia Aparente, sendo a soma vetorial das duasPotncias - Ativa e a Reativa.

    Observao: no ser explicado neste Manual, como feita a soma vetorial. Casosejam necessrias maiores informaes, deve-se procurar uma literatura tcnicaespecializada.

    Assim tem-se:W = R x I2

    VAr = X x I2

    VA = Z x I2

    Onde:W = Potncia Ativa (ou kW, que corresponde a 1.000 W)VAr = Potncia Reativa (ou kVAr, que corresponde a 1.000 VAr)VA = Potncia Aparente (ou kVA, que corresponde a 1.000 VA)

    Essas trs Potncias formam um tringulo, denominado Tringulo das Potncias.

    O ngulo o ngulo do Fator de Potncia (cos = FP) (ver subitem 1.12 pgina 27).

    A partir da expresso (kVA)2 = (kW)2 + (kVAr)2 retirada do Tringulo das Potncias,tem-se as seguintes expresses matemticas:

    kVA = (kW)2 + (kVAr)2 = Potncia Aparente (kVA)kW = kVA x cos = Potncia Ativa (kW)kVAr = kVA x sen = Potncia Reativa (kVAr)cos = kW / kVA = Fator de Potncia

    e ainda:

    sen = kVAr / kVAtg = kVAr / kW

    Observaes:1 - Se a Potncia Ativa (Watts) for trifsica, tem-se que:P = x UFF x I x cos3

  • 27

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    2 os valores de: coseno (cos), seno (sen) e tangente (tg), podem ser obtidosatravs de uma calculadora cientfica ou de uma tabela de funes trigonomtricas.

    3 No Anexo 2 pgina 208 contm frmulas utilizadas para clculo das grandezaseltricas mais comuns.

    1.12 Fator de Potncia

    A Potncia Ativa (kW) a que efetivamente produz trabalho.A Potncia Reativa (kVAr) ou magnetizante, utilizada para produzir o fluxo

    magntico necessrio ao funcionamento dos motores, transformadores, etc.Para que se tenha uma idia de como so essas duas formas de energia, ser

    dado um exemplo de uma forma bastante simplificada, fazendo uma analogia com umcopo cheio de cerveja.

    Caso sejam necessrias maiores informaes, deve-se procurar uma literaturatcnica especializada.

    Num copo cheio de cerveja, tem-se uma parte ocupada pelo lquido e outraocupada pela espuma. Para aumentar a quantidade de lquido nesse copo, tem-se quediminuir a espuma.

    Assim, de maneira semelhante ao copo com cerveja, a Potncia Eltrica solicitada,por exemplo, por um motor eltrico, composta de Potncia Ativa (kW) quecorresponde ao lquido e Potncia Reativa (kVAr) que corresponde espuma.

    A soma vetorial (em ngulo de 90), das Potncias Ativa e Reativa denominadade Potncia Aparente (kVA) que corresponde ao volume do copo (o lquido mais aespuma).

    Assim como o volume do copo limitado, tambm a capacidade em kVA de umcircuito eltrico (fiao, transformadores, etc) limitada. Para aumentar a Potncia Ativaem um circuito, preciso reduzir a Potncia Reativa.

    O Fator de Potncia (FP) definido como o quociente entre a Potncia Ativa (kW)e a Potncia Aparente (kVA). O Fator de Potncia (FP) tambm igual ao coseno dongulo do Tringulo das Potncias (ver subitem 1.11.3 pgina 23).

    FP = cos ou FP = kW kVA

  • 28

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    O exemplo a seguir mostra a importncia do Fator de Potncia (FP).Qual a potncia do transformador, necessria para se ligar um motor de 10 cv com

    FP = 0,50 e qual a corrente do circuito para a tenso igual a 220 V? Calcular tambmpara o FP = 1,00.

    Transformando a potncia do motor de cv para kW tem-se:

    10 cv = 10 x 735,5 = 7,3 kW

    1 Caso: Para FP = 0,50 2 Caso: Para FP = 1,00

    PkVA = PkW / cos PkVA = PkW / cosPkVA = 7,3 kW / 0,50 PkVA = 7,3 kW / 1,00PkVA = 14,6 kVA PkVA = 7,3 kVA

    I = PVA / U I = PVA / UI = 14.600 VA/ 220 V I = 7.300 VA/ 220 V

    I = 66 A I = 33 A

    Resposta: Resposta:

    Transformador de 15 kVA Transformador de 7,5 kVA

    Pelo exemplo, verifica-se que quanto menor o Fator de Potncia, mais problemasele trar ao circuito: transformadores de maior capacidade (PkVA = PkW/cos), fiaomais grossa, consequentemente um maior custo, etc.

    Por isso importante que o Fator de Potncia de uma instalao eltrica tenha umvalor mais prximo possvel de 1 (um).

    Todas as Concessionrias de Energia Eltrica cobram um ajuste financeiro (R$)sobre o FP, quando o mesmo inferior a 0,92 (capacitivo ou indutivo), de acordo com aLegislao em vigor. Para a correo do Fator de Potncia podem ser utilizados osCapacitores, que so normalmente instalados junto as cargas (kW) eltricas.

    As causas mais comuns do baixo Fator de Potncia so:

    nvel de tenso elevado acima do valor nominal; motores que, devido a operaes incorretas, trabalham a vazio (sem ou com

    pouca carga) desnecessariamente durante grande parte do seu tempo defuncionamento;

    motores super dimensionados para as respectivas mquinas; grandes transformadores de fora sendo usados para alimentar, durante longos

    perodos, somente pequenas cargas; transformadores desnecessariamente ligados a vazio (sem carga) por perodos

    longos; lmpadas de descarga fluorescentes, vapor de mercrio, etc, sem a correo

    necessria individual ou do circuito de iluminao, do Fator de Potncia.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Nota: Em um circuito eltrico composto apenas por resistncias, o Fator dePotncia igual a 1 (um).

    Neste caso, a Potncia Ativa (kW) igual a Potncia Aparente (kVA).Se o FP = 1, tem-se:

    cos = kW como cos = 1, tem-se kW = kVAkVA

    1.13 - Aparelhos para testar e Aparelhos para medir Energia Eltrica

    muito importante ler com muita ateno o Manual do aparelho antes da utiliz-lo. atravs do Manual do aparelho, que se pode ter as informaes corretas de comoutiliz-lo com preciso e segurana, o que o aparelho pode ou no medir e em quaiscondies. Deve ser feito aferies/calibraes no aparelho, seguindo asrecomendaes do fabricante.

    Sempre na utilizao desses aparelhos, deve-se ter o cuidado de no fechar umcurto-circuito em circuitos energizados.

    O aparelho dever ser sempre bem acondicionado e ter cuidados no transporte ena utilizao.

    Qualquer equipamento ou mesmo a fiao deste aparelho, pode-se estragar deuma hora para outra. Com isso importante conferir se o aparelho de medio ou testeest funcionando ou no.

    recomendvel que ao testar a existncia de uma grandeza eltrica em umcircuito desenergizado, deve-se conferir em seguida, se o aparelho de medir/testar estfuncionando ou no, em um circuito que esteja energizado. Nesta condio pode-secertificar que o aparelho est funcionando, ou no.

    Em caso de dvidas, deve-se repetir os testes, pois importante que se tenhasegurana nas medies e testes das grandezas eltricas efetuadas.

    1.13.1 Aparelhos de Teste

    Os aparelhos de testes no medem os valores dasgrandezas eltricas, testam simplesmente a existncia ouno, das mesmas. Podem, por exemplo, auxiliar naidentificao do fio Fase energizado de um circuito eltrico.

    IMPORTANTE - Sempre que possvel, deve-se utilizar os outros tipos de aparelhosmencionados no subitem 1.13.2 pgina 31 deste Manual. Com isso pode-se ter maissegurana de no ser acidentado, alm de ter informaes tcnicas mais precisas.

  • 30

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    1.13.1.1 - Lmpada Non

    Trata-se de uma lmpada que tem a caracterstica de acender quando um dosseus terminais posto em contato com um elemento energizado e outro posto emcontato com o terra. Normalmente, apresentada sob a forma de uma caneta ouchave de parafusos, onde um dos terminais a ponta da caneta (ou da chave) e o outrofaz o terra atravs do prprio corpo da pessoa.

    Devido a grande resistncia interna da lmpada, a corrente circulante no suficiente para produzir a sensao de choque nas pessoas. Entretanto, seu uso restrito a circuito de baixa tenso, como nas instalaes eltricas residenciais.

    A vantagem deste instrumento o fato de indicar, de maneira simples, a presenade tenso no local pesquisado: a lmpada acende quando a ponta do aparelho encostano fio Fase energizado. Quando se encosta no fio Neutro, no acende.

    Existem alguns tipos de aparelhos com lmpada de neon, com osmesmos princpios de funcionamento, que possibilitam identificar tambm,alm do fio Fase e o fio Neutro, o valor aproximado da tenso, se 127 V,220 V ou 380 Volts.

    IMPORTANTE: No se deve usar uma lmpada de nonindividualmente (sem o invlucro), pois ela poder estourar, causando algumacidente.

    1.13.1.2 - Teste com uma Lmpada

    A identificao dos fios: Fase (energizado) e o Neutro, de uma instalao eltricainterna, pode ser feita com uma lmpada incandescente de 220 Volts, colocada em umreceptculo com 2 fios terminais. Um dos seus terminais posto em contato com umdos fios que se deseja testar e o outro terminal posto em contato com um condutordevidamente aterrado (uma haste de terra cravada no cho). Se a lmpada acender,significa que o fio que se deseja identificar o fio Fase. Caso contrrio, se a lmpadapermanecer apagada, significa que o fio utilizado o Neutro.

    ATENO: a lmpada incandescente a ser utilizada, tem que ser fabricada para atenso de 220 Volts, pois pode ser que os dois fios que deseja identificar, sejam Fase-Fase (220 Volts) ou que o transformador que alimenta a instalao eltrica seja de 220Volts entre Fase e Neutro. Da, se a lmpada for de 127 Volts, ela poder estourar noteste, provocando um acidente com a pessoa. recomendvel que a lmpada estejaprotegida com um anteparo e poder ser de uma potncia baixa, por exemplo: 15 ou25 Watts.

    220V220V

    Aterramento

    Fase

    Neutro

  • 31

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    1.13.1.3 - Lmpada em Srie

    A Lmpada em Srie possibilita verificar a continuidade de um circuito ouequipamento eltrico.

    A lmpada utilizada deve ser de baixa potncia (15 Watts) a fim de limitar os valoresda corrente, evitando danos ao equipamento sob teste.

    A lmpada colocada em srie, com o equipamento a ser testado. Ao ligar oaparelho, se a lmpada acender, significa que o aparelho est com continuidade(poder no estar queimado) no circuito eltrico.

    1.13.2 - Aparelhos de Medio

    Os aparelhos de medio so instrumentos que, atravs de escalas, grficos oudgitos, fornecem os valores numricos das grandezas que esto sendo medidas.

    Como foi ressaltado anteriormente, sempre prefervel a utilizao dessesaparelhos, ao invs dos aparelhos de teste (ver subitem 1.13.1 pgina 29).

    Os aparelhos de medio, segundo a maneira de indicar os valores medidos,podem ser:

    a) Indicadores: - so aparelhos que, atravs do movimento de um ponteiro emuma escala ou de uma tela digital, fornecem os valores instantneos das grandezasmedidas.

    b) Registradores: - tm o princpio defuncionamento semelhante ao dos instrumentosindicadores, sendo que, adaptado extremidadedo ponteiro, uma pena, onde se coloca tinta. Sob apena corre uma tira de papel com graduao naescala conveniente. A velocidade do papel constante, atravs de um mecanismo de relojoaria.

    Deste modo, tem-se os valores da grandezamedida a cada instante e durante o tempo desejado.Alguns instrumentos deste tipo utilizam um disco aoinvs de tira (rolo) de papel, nesse caso, o tempo damedio limitado a uma volta do disco.

    c) Integradores: - So aparelhos que somam os valores instantneos e fornecema cada instante os resultados acumulados. O aparelho integrador pode ser de ponteirosou de ciclmetro ou dgitos. Um exemplo, so os medidores de energia eltrica dasresidncias.

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    1.13.2.1 - Ampermetro e Voltmetro

    O Ampermetro utilizado para medir a corrente eltrica de um circuito e deve serligado em srie com a carga.

    O Voltmetro utilizado para medir a tenso eltrica de um circuito e deve serligado em paralelo com a carga.

    1.13.2.2 Wattmetro

    A medio de potncia eltrica (W) feita por um aparelho, o Wattmetro, queassocia as funes do Voltmetro e do Ampermetro. No Wattmetro, indicado oterminal comum que deve ser ligado ao lado da carga.

    1.13.2.3 Ohmmetro

    O Ohmmetro utilizado para medir a resistncia eltrica ().O Ohmmetro tambm usado para se verificar a continuidade de um circuito

    eltrico.Observao: o circuito eltrico dever estar desernergizado.

    A

    V CARGAFonte

    W CARGAFonte

    Medidor

    R

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    1.13.2.4 Alicate Volt-Ampermetro

    O medidor de Corrente e de Tenso, tipo alicate, um aparelho largamenteutilizado. conhecido como Alicate Volt-Ampermetro.

    Esse instrumento possui escalas para medir a Corrente e a Tenso. Com isso,dever ser ajustado atravs de uma chave seletora (corrente ou tenso), antes de efetuara medio.

    Se a pessoa no tem uma idia do valor da corrente ou da tenso a ser medida,ela dever ajustar o aparelho para a maior escala de corrente ou tenso e se for o caso,ir diminuindo a escala para que seja efetuada a medio corretamente. Deve-seconsultar o Manual de instrues do aparelho.

    Medio de corrente eltrica: O aparelho possui garras que abraam ocondutor onde passa a corrente eltrica a ser medida. Essas garras funcionam comoncleo de um transformador de corrente em que o primrio o condutor, no qual estsendo realizada a medio e o secundrio uma bobina enrolada que est ligada aomedidor propriamente dito, conforme indica a figura a seguir.

    Observao: O ampermetro dever abraar apenas o(s) fio(s) da mesma Fase (F1,F2 ou F3).

    Medio de tenso eltrica: Para medir tenso, esse instrumento possui doisterminais nos quais so conectados os fios, que sero colocados em contato com olocal a ser medido.

    1.13.2.5 Medidor de Energia Eltrica

    O medidor monofsico do consumo energia eltrica (kWh) compe-se de duasbobinas: uma de tenso, ligada em paralelo com a carga e uma de corrente, ligada emsrie com a carga. As duas bobinas so enroladas sobre o mesmo ncleo de ferro.

    F N

    Carg

    a

    Linh

    a

    Bobina dePotencial

    Bobina deCorrente

    Garra

    Medidor

    Fio

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Um disco colocado junto ao ncleo, que por fora dos campos magnticosformados (da tenso e da corrente), quando a carga est ligada, passa a girar comvelocidade proporcional energia consumida. Atravs de um sistema de engrenagens,a rotao do disco transportada a um mecanismo integrador.

    No medidor de consumo energia eltrica (kWh), o valor da energia relativa a umcerto perodo de tempo a ser medida, corresponde diferena entre as duas leiturasrealizadas, uma no final e outra no incio do respectivo perodo. A leitura destesmedidores feita seguindo a seqncia natural dos algarismos, ou seja, se forem quatroou cinco ponteiros, ou quatro ou cinco janelas, o primeiro esquerda indica os milhares,o segundo as centenas e assim por diante.

    Deve-se ter cuidado ao fazer uma leitura nos medidores de ponteiro, pois cadaponteiro gira em sentido inverso ao de seus vizinhos.

    Nota: Ao ler os valores de energia em um medidor de kWh, o nmero que se deveconsiderar aquele pelo qual o ponteiro acabou de passar, isto , quando o ponteiroest entre dois nmeros, considera-se o nmero de menor valor.

    Para se efetuar a leitura, deve-se iniciar pelo primeiro ponteiro a direita.

    1.14 Informaes sobre a CEMIG, ANEEL, PROCEL, ABNT e INMETRO

    Sero apresentadas a seguir, algumas informaes bastante resumidas sobre:

    Companhia Energtica de Minas Gerais CEMIG, endereo eletrnico: http://www.cemig.com.br

    Agncia Nacional de Energia Eltrica ANEEL, endereo eletrnico: http://www.aneel.gov.br

    Programa Nacional de Conservao de Energia Eltrica PROCEL, endereo eletrnico: http://www.eletrobras.gov/procel

    Associao Brasileira de Normas Tcnicas ABNT, endereo eletrnico: http://www.abnt.org.br

    Instituto Nacional de Metrologia, Normalizao e Qualidade Industrial INMETRO, endereo eletrnico: http://www.inmetro.gov.br

    NOTA: Para que se tenha informaes mais completas e atualizadas, procure orespectivo endereo eletrnico.

    Leitura do ms anterior

    Leitura do ms atual

    2

    378

    0 19

    6 5 4

    0 912

    34 5 6

    0 91

    4 5 678

    5

    2

    378

    0 19

    6 5 4

    Leitura do ms atual: 4857

    Leitura do ms anterior: 4590

    2

    378

    0 19

    6 5 4

    0 912

    34 5 6

    0 91

    4 5 678

    5

    2

    378

    0 19

    6 5 4

    1- Exemplo de leitura nomedidor CiclomtricoSe subtrair a leitura do msanterior da leitura atual, ter oconsumo mensal em (kWh)04805 - 04590 = 215 kWh(quilowatts-hora)

    2- Exemplo de leitura nomedidor de PonteirosSubtrair a leitura do msanterior da leitura atual, ter oconsumo mensal em (kWh)04857 - 04590 = 267 kWh

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    1.14.1 - Companhia Energtica de Minas Gerais CEMIG

    A Companhia Energtica de Minas Gerais - CEMIG uma das maiores emais importantes concessionrias de energia eltrica do Brasil, por suaposio estratgica, competncia tcnica e mercado atendido.

    A rea de concesso da CEMIG cobre cerca de 96% do territrio do Estado deMinas Gerais, na regio Sudeste do Brasil, correspondendo a 567 mil km2, o equivalentea extenso territorial de um Pas do porte da Frana.

    Uma das tarefas mais importantes da CEMIG zelar pela qualidade do servioprestado a mais de 5,6 milhes de clientes, ou 17 milhes de pessoas, espalhados emmais de 5.400 localidades de 774 municpios do Estado de Minas Gerais. Apreocupao operar todo esse sistema com mais de 323 mil km de linhas dedistribuio, o maior da Amrica Latina, da forma mais satisfatria possvel, preservandoa qualidade.

    Para atingir esse objetivo, a CEMIG busca, continuamente, novas tcnicas, investena preservao e aumento da segurana do sistema eltrico, etc.

    Dados da CEMIG em 2002

    N de consumidores 5.591.490N de localidades servidas 5.415Sedes municipais 774Distritos 510Povoados 4.131

    Fundada em 22 de maio de 1952, pelo ento governador do Estado de MinasGerais e, depois, presidente do Brasil, Juscelino Kubitscheck de Oliveira, com o objetivode dar suporte a um amplo programa de modernizao, diversificao e expanso doparque industrial do Estado, a CEMIG conseguiu cumprir o seu papel de ser uminstrumento de desenvolvimento da economia mineira e, ao mesmo tempo, ser umaEmpresa eficiente e competitiva.

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    A Usina de Gafanhoto foi o ponto de partida da CEMIG. Construda pelo Governodo Estado de Minas Gerais, em 1946, e transferida CEMIG em 1952, Gafanhoto temgrande significado econmico, pois permitiu a implantao da Cidade Industrial deContagem, o maior plo industrial do Estado de Minas Gerais.

    Depois vieram as usinas hidreltricas de Itutinga, Piau, Salto Grande, Cajuru e TrsMarias. Marco da participao da engenharia nacional na construo de grandesbarragens, Trs Marias possui um reservatrio de uso mltiplo, que alm de gerarenergia viabiliza a navegao no rio So Francisco nos perodos de estiagem, oabastecimento urbano e a irrigao na regio.

    Na dcada de 60, com o apoio do Programa de Desenvolvimento das NaesUnidas e do Banco Mundial, foi levantado o potencial hidreltrico de nossos rios eidentificados os projetos mais viveis. Assim, surgiram as hidreltricas de Jaguara, VoltaGrande, So Simo, Emborcao e Nova Ponte.

    Principais Usinas (em 2002) Potncia (MW)

    So Simo (rio Paranaba) 1.710Emborcao (rio Paranaba) 1.192Nova Ponte (rio Araguari) 510Jaguara (rio Grande) 424Miranda (rio Araguari) 408Trs Marias (rio So Francisco) 396Volta Grande (rio Grande) 380Outras 1.003CAPACIDADE TOTAL 6.023

    Para continuar garantindo o abastecimento do mercado de energia eltrica doPas, a CEMIG, em parceria com empresas privadas, participa de consrcios paraconstruir novas usinas no Estado do Estado de Minas Gerais.

    Hoje, como uma das principais empresas integradas do Brasil, gera, transmite,distribui e comercializa energia eltrica para o segundo mercado consumidor do Pas,onde esto instaladas algumas das maiores empresas nas reas de siderurgia,minerao, automobilstica, metalurgia, etc.

    Reconhecida pelo alto padro tcnico de seu pessoal, a CEMIG consideradauma empresa modelo no setor eltrico brasileiro. A excelncia tcnica da CEMIGultrapassou as fronteiras de sua rea de concesso no Estado de Minas Gerais, atuandoem outros estados brasileiros e em mais de dez pases das Amricas, sia e frica, ondea marca CEMIG sinnimo de excelncia na venda de servios e de consultoria para area energtica.

    H 51 anos, os compromissos da CEMIG vo alm de produzir a melhor energiado Brasil. No mundo dos mercados virtuais, das tecnologias que vencem distncias ebarreiras geogrficas em fraes de segundos, a CEMIG investe na sua capacidade degarantir e preservar a mais importante energia desse planeta: a vida.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Para a CEMIG, o bem-estar social e o direito de cidadania s pessoas, so aspremissas bsicas para a promoo de uma ordem social centrada no ser humano. Porisso, no mede esforos para garantir aes, programas e investimentos que tenham oobjetivo de melhorar e promover a qualidade de vida e o desenvolvimento social dascomunidades em que atua.

    A CEMIG sempre busca acompanhar permanentemente a evoluo tecnolgica,atuando em diversos projetos/programas, tais como: desenvolvimento de tecnologias,normalizao interna e externa, fontes alternativas de energia, conservao de energia,segurana no trabalho, segurana do consumidor, interao com o mercado deenergias, meio ambiente, etc.

    1.14.2 - Agncia Nacional de Energia Eltrica - ANEEL

    A Agncia Nacional de Energia Eltrica - ANEEL, autarquia em regime especial,vinculada ao Ministrio de Minas e Energia - MME, foi criada pela Lei 9.427, de26/12/1996.

    Principais atribuies: Regular e fiscalizar a gerao, a transmisso, a distribuio e a comercializao

    da energia eltrica, defendendo o interesse do consumidor; Mediar os conflitos de interesses entre os agentes do setor eltrico e entre estes

    e os consumidores; Conceder, permitir e autorizar instalaes e servios de energia; garantir tarifas

    justas; zelar pela qualidade do servio; Exigir investimentos; estimular a competio entre os operadores e assegurar a

    universalizao dos servios.A misso da ANEEL proporcionar condies favorveis para que o mercado de

    energia eltrica se desenvolva com equilbrio entre os agentes e em benefcio dasociedade.

    1.14.3 - Programa Nacional de Conservao de Energia Eltrica - PROCEL

    O objetivo do PROCEL - Programa Nacional de Conservao de Energia Eltrica promover a racionalizao da produo e do consumo de energia eltrica, eliminandoos desperdcios e reduzindo os custos e os investimentos setoriais.

    Criado em dezembro de 1985 pelos Ministrios de Minas e Energia e da Indstriae Comrcio, o PROCEL gerido por uma Secretaria Executiva subordinada Eletrobrs.Em 18 de julho de 1991, o PROCEL foi transformado em Programa de Governo, tendosuas abrangncia e responsabilidade ampliadas.

    O PROCEL tem diversos programas/projetos para o combate ao desperdcio deenergia, tais como: para os setores residencial, comercial, servios, industrial, rgosgovernamentais, iluminao pblica, PROCEL nas Escolas, meio ambiente, etc.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Na rea residencial, de uma forma geral, as atividades do Programa Residencial sebaseiam em:

    qualificar produtos eficientes, divulg-los no mercado consumidor, mobilizar os canais de distribuio para execuo de parcerias em projetos de

    conservao de energia, conceber projetos que possam ser reproduzidos e executados em larga escala

    pelo Brasil, informar o consumidor sobre os produtos que proporcionam uma maior

    economia de energia ao longo de sua vida til.

    Em relao a eficincia de aparelhos eltricos e trmicos para o uso residencial, oPROCEL, estabelece os seguintes Selos:

    a) Selo PROCEL de Economia de Energia

    O Selo PROCEL de Economia de Energia um instrumentopromocional do PROCEL, concedido anualmente, desde 1993,aos equipamentos eltricos que apresentam os melhores ndicesde eficincia energtica dentro das suas categorias. Sua finalidade estimular a fabricao nacional de produtos eletroeletrnicosmais eficientes no subitem economia de energia e orientar oconsumidor, no ato da compra, de forma que ele possa adquirir osequipamentos que apresentam os melhores nveis de eficinciaenergtica.

    Os equipamentos que atualmente recebem o Selo so: Refrigerador de uma porta; Refrigerador Combinado; Refrigerador Frost-Free; Congelador vertical; Congelador horizontal; Ar-condicionado de janela; Motor eltrico de induo trifsico de potncia at 250 CV; Coletor solar plano; Reservatrios Trmicos; Lmpadas e reatores.

    b) Selo PROCEL INMETRO de Desempenho

    O Selo PROCEL INMETRO de Desempenho foi criado com o objetivo de promovero combate ao desperdcio de energia eltrica e de ser uma referncia na compra peloconsumidor. Ele concedido desde novembro de 1998, com validade anual, e destina-se a produtos ou equipamentos na rea de iluminao, nacionais ou estrangeiros, quecontribuam para o combate ao desperdcio de energia eltrica e que apresentemcaractersticas de eficincia e qualidade conforme o padro PROCEL.

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    O Selo PROCEL INMETRO fruto de uma bem sucedida parceria entre PROCELe INMETRO, iniciada com o Selo PROCEL de Economia de Energia e com o ProgramaBrasileiro de Etiquetagem. Essa parceria tem sido fundamental para o desenvolvimentode normas tcnicas, implementao dos programas e fiscalizao dos produtos.

    Diferente do Selo PROCEL de Economia de Energia, que indica os melhoresprodutos de uma determinada categoria em relao eficincia energtica, o SeloPROCEL INMETRO indica os produtos que atendem aos padres de eficincia equalidade estabelecidos pelo PROCEL no existindo, nesse caso, uma anlisecomparativa entre os produtos, quanto aos nveis de eficincia.

    Os produtos da rea de iluminao que atualmente recebem o SeloPROCEL INMETRO so:

    lmpadas Fluorescentes compactas integradas e no integradas; lmpadas circulares integradas e no integradas; reatores adaptadores para lmpadas fluorescentes compactas ou

    circulares.

    Observao: no site do PROCEL, encontram-se de forma atualizada, as tabelascom os equipamentos e suas informaes tcnicas, com o Selo PROCEL de Economiade Energia e com o Selo PROCEL INMETRO de Desempenho.

    1.14.4 Associao Brasileira de Normas Tcnicas - ABNT

    Fundada em 1940, a Associao Brasileira de Normas Tcnicas ABNT o rgoresponsvel pela normalizao tcnica no pas, fornecendo a base necessria aodesenvolvimento tecnolgico brasileiro.

    uma entidade privada, sem fins lucrativos, reconhecida como Frum Nacional deNormalizao NICO atravs da Resoluo n. 07 do CONMETRO, de 24.08.1992.

    membro fundador da ISO (International Organization for Standardization), daCOPANT (Comisso Panamericana de Normas Tcnicas) e da AMN (AssociaoMercosul de Normalizao).

    A Normalizao uma atividade que estabelece, em relao a problemasexistentes ou potenciais, prescries destinadas utilizao comum e repetitiva comvistas obteno do grau timo de ordem em um dado contexto.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Os objetivos da Normalizao so:

    Proporcionar a reduo da crescente variedade de produtos e procedimentos.

    Proporcionar meios mais eficientes na troca de informao entre o fabricante e o cliente, melhorando a confiabilidade das relaes comerciais e de servios.

    Proteger a vida humana e a sade.

    Prover a sociedade de meios eficazes para aferir a qualidade dos produtos.

    Evitar a existncia de regulamentos conflitantes sobre produtos e servios em diferentes pases, facilitando assim, o intercmbio comercial.

    Na prtica, a Normalizao est presente na fabricao dos produtos, natransferncia de tecnologia, na melhoria da qualidade de vida atravs de normasrelativas sade, segurana e preservao do meio ambiente.

    Os benefcios da Normalizao podem ser:

    Qualitativos, permitindo: utilizar adequadamente os recursos (equipamentos, materiais e mo-de-obra), uniformizar a produo, facilitar o treinamento da mo-de-obra, melhorando seu nvel tcnico, registrar o conhecimento tecnolgico, facilitar a contratao ou venda de tecnologia.

    Quantitativos, permitindo: reduzir o consumo de materiais, reduzir o desperdcio, padronizar componentes, padronizar equipamentos, reduzir a variedade de produtos, fornecer procedimentos para clculos e projetos, aumentar a produtividade, melhorar a qualidade, controlar processos.

    ainda um excelente argumento de vendas para o mercado internacional como,tambm, para regular a importao de produtos que no estejam em conformidade comas normas do pas importador.

    Economia

    Comunicao

    Segurana

    Proteodo Consumidor

    Eliminao deBarreiras Tcnicas e Comerciais

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    1.14.5 Instituto Nacional de Metrologia, Normalizao e Qualidade Industrial - INMETRO

    O Instituto Nacional de Metrologia, Normalizao e Qualidade Industrial - INMETRO uma autarquia federal, vinculada ao Ministrio do Desenvolvimento, Indstria eComrcio Exterior, que atua como Secretaria Executiva do Conselho Nacional deMetrologia, Normalizao e Qualidade Industrial (Conmetro), colegiado interministerial,que o rgo normativo do Sistema Nacional de Metrologia, Normalizao e QualidadeIndustrial (Sinmetro).

    Objetivando integrar uma estrutura sistmica articulada, o Sinmetro, o Conmetro eo INMETRO foram criados pela Lei 5.966, de 11 de dezembro de 1973, cabendo a esteltimo substituir o ento Instituto Nacional de Pesos e Medidas (INPM) e ampliarsignificativamente o seu raio de atuao a servio da sociedade brasileira.

    No mbito de sua ampla misso institucional, o INMETRO objetiva fortalecer asempresas nacionais, aumentando sua produtividade por meio da adoo demecanismos destinados melhoria da qualidade de produtos e servios. Sua misso trabalhar decisivamente para o desenvolvimento scio-econmico e para a melhoria daqualidade de vida da sociedade brasileira, contribuindo para a insero competitiva,para o avano cientfico e tecnolgico do pas e para a proteo do cidado,especialmente nos aspectos ligados sade, segurana e meio-ambiente.

    Dentre as competncias e atribuies do INMETRO destacam-se:

    Gerenciar os sistemas brasileiros de credenciamento de Laboratrios de Calibrao e de Ensaios e de organismos de certificao e de inspeo;

    Fomentar a utilizao de tcnicas de gesto da qualidade na indstria nacional; Coordenar a Rede Brasileira de Laboratrios de Calibrao (RBC), a Rede

    Brasileira de Laboratrios de Ensaios (RBLE) e a Rede Nacional de Metrologia Legal (RNML);

    Fiscalizar e verificar os instrumentos de medir empregados na indstria, no comrcio e em outras atividades relacionadas proteo do cidado e do meioambiente;

    Coordenar a participao brasileira em organismos internacionais relacionados com os seus objetivos;

    Secretariar o Conmetro e seus comits tcnicos; Desenvolver atividades de pesquisa bsica e aplicada em reas crticas da

    metrologia; Realizar os trabalhos inerentes metrologia legal; Difundir informaes tecnolgicas, notadamente sobre metrologia, normas,

    regulamentos tcnicos e qualidade; Supervisionar a emisso de regulamentos tcnicos no mbito governamental; Promover e supervisionar o sistema de normalizao tcnica consensual; Prover o pas de padres metrolgicos primrios, estruturar e gerenciar o sistema

    de referncias metrolgicas brasileiras e assegurar rastreabilidade aos padres metrolgicos das redes brasileiras de laboratrios credenciados;

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    Delegar competncia supervisionada a outras instituies para atuarem como referncia metrolgica nacional em reas crticas para as quais no detm a competncia tcnica ou laboratorial;

    Conquistar o reconhecimento internacional do sistema de metrologia e do sistema brasileiro de credenciamento de laboratrios, de organismos de certificao e de organismos de inspeo.

    NOTA: importante tambm, consultar outros sites na Internet para manter-seinformado e atualizado. Como exemplo, tem-se muitos bons sites de fabricantes deequipamentos eltricos. Nesse caso, alm das informaes tcnicas sobre os produtosfabricados, costuma-se encontrar tambm, literaturas tcnicas sobre diversos assuntosligados a eletricidade.

    Em caso de dvidas, deve-se utilizar o e-mail (Fale Conosco) do fabricante, parasan-las. Grande parte dos fabricantes tm o telefone 0800 (ligao gratuita), quetambm deve ser utilizado para sanar as dvidas.

    Exerccios

    1 Qual a potncia do transformador necessria para se ligar um motor de 7,5 cvcom FP = 0,65? Calcular a corrente que circula pelo circuito para tenso igual a 220 Volts.

    2 Calcular o fator de potncia de um transformador de 15 kVA a plena carga(100%), alimentando uma carga de 7,5 kW.

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    CAP TULO 2

    CIRCUITOS ELTRICOS RESIDENCIAIS

    2.1 Introduo

    Antes de iniciar propriamente o Captulo 2 Circuitos Eltricos Residenciais, seroabordadas algumas informaes gerais, que podero ser importantes para acompreenso deste Manual.

    As instalaes eltricas de baixa tenso so regulamentadas pela Norma Brasileiravigente, a NBR 5410/97 Instalaes Eltricas de Baixa Tenso da ABNT AssociaoBrasileira de Normas Tcnicas.

    Essa Norma, tambm conhecida como NB 3, fixa os procedimentos que devemter as instalaes eltricas: PROJETO, EXECUO, MANUTENO e VERIFICAOFINAL, a fim de garantir o seu funcionamento adequado, a segurana das pessoas e deanimais domsticos e aplica-se s instalaes eltricas (novas e reformas dasexistentes) alimentadas sob uma tenso nominal igual ou inferior a 1.000 Volts emCorrente Alternada (CA).

    As Concessionrias de energia por sua vez, fornecem a energia eltrica para osconsumidores de acordo com a carga (kW) instalada e em conformidade com alegislao em vigor Resoluo no 456 Condies Gerais de Fornecimento de EnergiaEltrica de 29/11/00, da ANEEL Agncia Nacional de Energia Eltrica, que estabeleceos seguintes limites para atendimento:

    a) Tenso Secundria de Distribuio Grupo B (Baixa Tenso): Quando acarga instalada na unidade consumidora for igual ou inferior a 75 kW. Os consumidoresdo Grupo B so atendidos na tenso inferior a 2.300 Volts. No caso da CEMIG, osconsumidores so atendidos na tenso 220/127 Volts (Trifsico);

    b) Tenso primria de distribuio inferior a 69 kV: Quando a carga instalada naunidade consumidora for superior a 75 kW e a demanda contratada ou estimada pelointeressado, para o fornecimento, for igual ou inferior a 2.500 kW. No caso da CEMIG,os consumidores so atendidos geralmente na tenso de 13.800 Volts (Trifsico);

    c) Tenso primria de distribuio igual ou superior a 69 kV: Quando ademanda contratada ou estimada pelo interessado, para o fornecimento, for superior a2.500 kW.

    Da legislao em vigor, a Resoluo da ANEEL no 456, de 29/11/00, foramretiradas as seguintes definies:

    a) Carga instalada: soma das potncias nominais dos equipamentos eltricosinstalados na unidade consumidora, em condies de entrar em funcionamento,expressa em quilowatts (kW).

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    b) Consumidor: pessoa fsica ou jurdica, ou comunho de fato ou de direito,legalmente representada, que solicitar a concessionria o fornecimento de energiaeltrica e assumir a responsabilidade pelo pagamento das faturas e pelas demaisobrigaes fixadas em normas e regulamentos da ANEEL, assim vinculando-se aoscontratos de fornecimento, de uso e de conexo ou de adeso, conforme cada caso.

    c) Contrato de adeso: instrumento contratual firmado entre a Concessionria deEnergia Eltrica e o Consumidor cuja unidade consumidora seja atendida em BaixaTenso (Grupo B), com clusulas vinculadas s normas e regulamentos aprovados pelaANEEL, no podendo o contedo das mesmas ser modificado pela concessionria ouconsumidor, a ser aceito ou rejeitado de forma integral.

    d) Unidade consumidora: conjunto de instalaes e equipamentos eltricoscaracterizado pelo recebimento de energia eltrica em um s ponto de entrega, commedio individualizada e correspondente a um nico consumidor.

    O Artigo 3 Resoluo da ANEEL no 456, de 29/11/00, estabelece que efetivado opedido de fornecimento de energia eltrica concessionria, esta cientificar aointeressado quanto obrigatoriedade de:

    a) observncia, nas instalaes eltricas da unidade consumidora, das normasexpedidas pelos rgos oficiais competentes, pela Associao Brasileira de NormasTcnicas - ABNT ou outra organizao credenciada pelo Conselho Nacional deMetrologia, Normalizao e Qualidade Industrial - CONMETRO, e das normas e padresda concessionria, postos disposio do interessado;

    b) instalao, pelo interessado, quando exigido pela concessionria, em locaisapropriados de livre e fcil acesso, de caixas, quadros, painis ou cubculos destinados instalao de medidores, transformadores de medio e outros aparelhos daconcessionria, necessrios medio de consumos de energia eltrica e demandas depotncia, quando houver, e proteo destas instalaes;

    c) declarao descritiva da carga instalada na unidade consumidora;d) celebrao de contrato de fornecimento com consumidor responsvel por

    unidade consumidora do Grupo A;e) aceitao dos termos do contrato de adeso pelo consumidor responsvel por

    unidade consumidora do Grupo B;f) fornecimento de informaes referentes a natureza da atividade desenvolvida na

    unidade consumidora, a finalidade da utilizao da energia eltrica, e a necessidade decomunicar eventuais alteraes supervenientes.

    As Normas vigentes da CEMIG, ND 5.1 Fornecimento de Energia Eltrica emTenso Secundria Rede de Distribuio Area Edificaes Individuais, a ND 5.2Fornecimento de Energia Eltrica em Tenso Secundria Rede de Distribuio Area Edificaes Coletivas e a ND 5.5 Fornecimento de Energia Eltrica em TensoSecundria Rede de Distribuio Subterrnea, estabelecem que as unidadesconsumidoras ligadas em baixa tenso (Grupo B) podem ser atendidas das seguintesmaneiras:

  • Isolador ou olhal

    Ala preformada p/ cabomultiplexado

    Condutor faseCondutor neutro

    Cabo multiplexado(Duplex, triplex ou quadruplex)

    Conector Ampactinho,tipo cunha ou compresso H

    Condutores do ramalde entrada

    Recomposio da conexo

    5 voltas - fita PVCisolante

    45

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    A dois fios:- uma Fase e um Neutro- tenso de 127 V;

    A trs fios:- duas Fases e um Neutro- tenses de 127 e 220 V, ou- tenses de 127 e 254 V;

    A quatro fios:- trs Fases e um Neutro- tenses de 127 e 220 V.

    NOTA: O que determina se a unidade consumidora ser atendida por 2, 3 ou 4fios, ser em funo da carga (kW) instalada. As Normas referenciadas anteriormenteneste subitem 2.1, estabelecem os procedimentos que devero ser seguidos.

    A Norma vigente da CEMIG ND 5.1 Fornecimento de Energia Eltrica em TensoSecundria Rede de Distribuio Area Edificaes Individuais estabelece osseguintes tipos de ligaes para as unidades consumidoras residenciais, de acordo coma Tabela 2.1 a seguir:

    TIPOS DE CARGAS LIGAOLIGAES Fases Fios

    A At 10 kW 1 2B Maior que 10 e menor ou igual a 15 kW 2 3D Maior que 15 e menor ou igual a 75 kW 3 4

    Tabela 2.1

    Observao: Deve-se consultar as Normas vigentes da CEMIG quanto a restriode alguns tipos de cargas a serem instaladas/ligadas e a caracterizao dos diversostipos de ligao.

    A Fatura de Energia Eltrica definida pela Resoluo da ANEEL no 456, de29/11/00, como a nota fiscal que apresenta a quantia total que deve ser paga (R$) pelaprestao do servio pblico de energia eltrica, referente a um perodo especificado,discriminando as parcelas correspondentes.

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    A Fatura de energia tambm conhecida como Conta de Energia. importantesalientar, que de acordo com a legislao em vigor, a Resoluo da ANEEL no 456, de29/11/00, as unidades consumidoras residenciais atendidas pela CEMIG, tero asseguintes consideraes bsicas em relao a sua Fatura (conta) de Energia:

    1. Unidade consumidora atendida a dois fios e faturada pela Tarifa Social:

    a) toda unidade consumidora com consumo mensal inferior a 80 kWh, calculadocom base na mdia mvel dos ltimos doze meses, ser faturada pela TarifaSocial, desde que o consumo mensal no ultrapasse por duas vezes a 80 kWh;

    b) toda unidade consumidora com consumo mensal maior ou igual a 80 kWh e at 220 kWh, calculado com base na mdia mvel dos ltimos doze meses, desdeque o seu titular seja inscrito como beneficirio em um dos seguintes programasBolsa Escola, Bolsa Alimentao e Carto Cidado do Governo Federal.

    O consumidor que se enquadrar em uma dessas condies dever se cadastrarna concessionria, com a fatura de energia eltrica e com o carto de inscrio em umdos programas acima mencionados.

    2. Unidade consumidora residencial atendida a dois fios e no classificada comobaixa renda: no ter descontos escalonados nas tarifas de energia eltrica. Sercobrada a tarifa plena da classe Residencial. O consumo mnimo mensal de energia aser faturado ser de 30 kWh.

    3. Unidade consumidora residencial atendida a trs fios: no ter descontosescalonados nas tarifas de energia eltrica. Ser cobrada a tarifa plena da classeResidencial. O consumo mnimo mensal de energia a ser faturado ser de 50 kWh.

    4. Unidade consumidora residencial atendida a quatro fios: no ter descontosescalonados nas tarifas de energia eltrica. Ser cobrada a tarifa plena da classeResidencial. O consumo mnimo mensal de energia a ser faturado ser de 100 kWh.

    2.1.1 Contatos com a CEMIG

    A Fale com a Cemig foi criada para facilitar ainda mais a vida do consumidor,permitindo maior segurana, conforto e economia. Atravs do 0800 310 196 (ligaogratuita) o consumidor pode solicitar quaisquer servios da Cemig durante 24 horas,sem necessidade de ir a uma Agncia de Atendimento. importante que, ao solicitaralgum servio, sempre tenha em mos a Fatura de energia, CPF ou documento deidentidade.

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    A seguir esto listados os principais servios via telefone Fale com a Cemig 0800 310 196:

    Alterao de dados cadastrais;Alterao de carga;Alterao data de vencimento da fatura de energia (conta);Consulta sobre dbitos;Desligamento a pedido;Emisso de segunda via de conta;Informaes sobre Interrupo de energia;Ligao Nova;Ligao Provisria;Problemas na Iluminao Pblica;Religao de unidade consumidora;Reclamao sobre valores cobrados na fatura;Tarifas e dados da Fatura de Energia (conta);Verificar risco para terceiros, etc.

    Observao: tambm pode-se usar o e-mail: atendimento@cemig.com.br

    As Agncias de Atendimento da CEMIG, tambm podero prestar osesclarecimentos necessrios quanto a Legislao em vigor e Normas da CEMIG.

    2.1.2 Qualidade dos Produtos e Servios

    Os produtos e servios oferecidos aos consumidores devem estar emconformidade com a Legislao e Normas pertinentes em vigor, a fim de permitir ofuncionamento adequado e seguro de toda a instalao eltrica e de seuscomponentes.

    Os componentes devem ser selecionados e instalados de forma a satisfazerem asprescries, das Normas vigentes: NBR 5410/97, Normas da ABNT aplicveis a essescomponentes e Normas da CEMIG.

    Os componentes devem ser adequados a TENSO e a CORRENTE de toda ainstalao eltrica da residncia.

    O Cdigo de Defesa do Consumidor (Lei Federal no 8.078, de 11/09/1990) prevobrigaes e responsabilidades, bem como, penalidades para os fabricantes,engenheiros, projetistas, tcnicos, eletricistas instaladores, concessionrias de energiaeltrica, revendedores, etc, quanto a qualidade dos produtos oferecidos e dos serviosprestados ao consumidor. Ver tambm o subitem 1.14 pgina 34.

    Nesse sentido, a CEMIG sempre procura fornecer aos seus consumidores, umaenergia eltrica de qualidade e continuidade, de acordo com a Legislao em vigor.

    A Avaliao de Conformidade expedida pelo Instituto Nacional de Metrologia,Normalizao e Qualidade Industrial - INMETRO, demonstra a qualidade do: produto,servio, processo ou profissional, desde que atenda a requisitos de normas ouregulamentos pr estabelecidos.

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    Os principais aspectos que justificam a implantao de programas de avaliao daconformidade so:

    Proporcionar a concorrncia justa, estimular a melhoria contnua da qualidade,informar e proteger o consumidor, facilitar o comrcio exterior possibilitando oincremento das exportaes, e proteger o mercado interno.

    A avaliao pode ser de primeira, segunda ou terceira parte, dependendo de quema realiza:

    Primeira: feita pelo fabricante ou pelo fornecedor; Segunda: feita pelo comprador; Terceira: feita por uma instituio com independncia em relao ao fornecedor

    e ao cliente, no tendo, portanto, interesse na comercializao dos produtos.

    Quando o processo de Avaliao da Conformidade realizado pela terceira parte de extrema importncia que essa parte seja credenciada, j que o credenciamento o reconhecimento, por um organismo credenciador, da competncia dessa instituiopara avaliar a conformidade de produtos, servios ou sistemas de gesto e pessoal. Oprocesso de Credenciamento de Organismos executores da certificao o aspectovital das atividades desenvolvidas pelos organismos de Avaliao da Conformidade. NoBrasil, o organismo credenciador oficial o INMETRO e os programas de avaliaoadotados obedecem a prticas internacionais, baseadas em requisitos da ISO(International Organization for Standardization), entidade normalizadora internacional.

    As cinco modalidades de Avaliao da Conformidade so: Certificao; Declarao do Fornecedor; Inspeo; Etiquetagem; Ensaios.

    importante observar que a Avaliao da Conformidade pode ser voluntria oucompulsria.

    Voluntria: quando parte de uma deciso exclusiva do solicitante e tem comoobjetivo comprovar a conformidade de seus processos, produtos e servios as normasnacionais, regionais e internacionais. Esse procedimento usado por fabricantes ouimportadores como meio de informar e atrair o consumidor.

    Compulsria: quando feita por um instrumento legal emitido por um organismoregulamentador e se destina, prioritariamente, defesa dos consumidores, no que dizrespeito a proteo da vida, da sade e do meio ambiente.

    Na pgina 209, Anexo 3, encontra-se a Portaria do INMETRO no 27 de 18.02.00.Esta Portaria determina as exigncias mnimas para a comercializao de dispositivoseltricos utilizados nas instalaes eltricas de baixa tenso.

    Na hora de escolher um componente para instalaes eltricas importanteverificar se ele tem Avaliao de Conformidade do INMETRO. a sua garantia de estarcomprando ou especificando um produto, servio, etc, que atenda as normas tcnicasda ABNT.

    importante salientar que, todos os componentes de uma instalao eltrica, tmuma vida til em termos de segurana e funcionamento adequados, estabelecidos porNormas tcnicas vigentes da ABNT.

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    Ao adquirir um componente para a instalao eltrica, deve-se certificar com ovendedor a vida til do componente. E no pode ser esquecido que deve ser feito umacompanhamento, a fim de evitar alguma surpresa desagradvel no futuro quanto aofuncionamento do componente.

    E lembre-se: Um Eletricista instalador no deve ser somente um emendador de fios, e sim,

    ser competente, o responsvel pela execuo da instalao eltrica interna de uma residncia, sendo capaz de executar, dar manuteno e efetuar a verificao final;

    Uma instalao eltrica interna, executada dentro das Normas da ABNT e da CEMIG, proporciona segurana e eficincia na utilizao da energia eltrica, nofica to mais cara (R$) quanto muita gente imagina.

    No Anexo 4 pgina 214, encontra-se uma lista de endereos de Empresas,Entidades e rgos Governamentais que podero ser teis. Mantenha sempre emcontato com eles, para ficar bem informado sobre o que est em vigncia. A Internet um bom caminho.

    2.2 - Smbolos e Convenes

    Os Smbolos e as Convenes so muito teis para representao dos pontos edemais elementos que constituem os circuitos de um Projeto Eltrico.

    A Norma da ABNT, a NBR 5444 Smbolos Grficos para Instalaes EltricasPrediais da ABNT, estabelece os smbolos grficos referentes s instalaes eltricasprediais.

    A seguir esto os principais smbolos e convenes usados neste Manual:

    Condutores: Fase, Neutro e Retorno

    Condutor de Proteo (PE)

    Aterramento

    Marcao de circuitos

    Retorno do Interruptor Paralelo (Three Way)

    Retorno do Interruptor Intermedirio (Four Way)

    Interruptor simples

    Interruptor duplo

    Interruptor Paralelo (Three Way)

    Interruptor Intermedirio (Four Way)

    Caixa de passagem

    Eletroduto embutido no teto ou parede

    Eletroduto embutido no piso

  • Que sobe

    Que desce

    Ponto de luz incandescente

    Ponto de luz fluorescente

    Arandela mdia-altura

    Arandela alta

    Refletor

    Tomada alta

    Tomada mdia

    Tomada baixa (de 30 a 40 cm do piso) (mnimo 25 cm)

    Tomada de fora (bipolar)

    Tomada de fora (tripolar)

    Tomada para TV (antena)

    Quadro de Distribuio de Circuitos - QDC

    Quadro de medio

    Gerador

    Motor

    Cigarra

    Campainha

    Boto de campainha

    Chave de faca (simples)

    Chave de faca (bipolar)

    Chave de faca (com fusvel)

    Disjuntor a seco

    Conveno: Eletroduto no cotado aquele que aparece mais no Projeto, por exemplo, 16 mm;Fio no cotado Idem, 1,5 mm2.

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    2.3 - Dimensionamento de Carga

    Para determinar a carga de uma instalao eltrica residencial, deve-se somartodas as cargas eltricas previstas para: as tomadas de uso geral, a potncia daslmpadas e dos demais equipamentos eltricos.

    A Norma vigente da ABNT, a NBR 5410/97 Instalaes Eltricas de Baixa Tensodetermina que a previso de cargas em VA (Volt Ampre, ver subitens 1.11.3 pgina 23e 1.12 pgina 27) dos equipamentos dever ser de acordo com as seguintesprescries a seguir.

    2.3.1 - Tomadas de Uso Geral

    Em banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, reas de servio, lavanderias: para as 3 (trs) primeiras tomadas, a carga mnima por tomada a ser considerada, dever ser de 600 VA. A partir da quarta tomada (se existir), dever serconsiderada a carga mnima de 100 VA para cada tomada. IMPORTANTE: A determinao da carga dever ser feita, considerando cada um desses cmodos separadamente;

    Em subsolos, garagens, sto, varandas: dever ser prevista no mnimo uma tomada de 1.000 VA;

    Nos demais cmodos ou dependncias, no mnimo 100 VA por tomada.

    2.3.2 - Tomadas de Uso Especfico

    Considerar a carga do equipamento eltrico a ser ligado, fornecida pelo Fabricante;

    Ou ento, calcular a carga a partir da tenso nominal, da corrente nominal e do fator de potncia (ver subitens 1.11 pgina 21 e 1.12 pgina 27) do equipamentoeltrico.

    2.3.3 - Iluminao

    A iluminao adequada deve ser calculada de acordo com a Norma vigente NBR5413/92 Iluminao de Interiores, da ABNT. Entretanto a Norma NBR 5410/97estabelece como alternativa que para determinar as cargas de iluminao em unidadesconsumidoras residenciais, podero ser adotados os seguintes critrios:

    Em cmodos ou dependncias com rea igual ou inferior a 6 m2 deve ser prevista uma carga mnima de 100 VA;

    Em cmodos ou dependncias com rea superior a 6 m2 deve ser prevista uma carga mnima de 100 VA para os primeiros 6 m2, acrescidas de 60 VA para cadaaumento de 4 m2.

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    IMPORTANTE: Os valores apurados correspondem potncia destinada ailuminao para o efeito de dimensionamento dos circuitos eltricos e nonecessariamente potncia nominal das lmpadas.

    Exemplo: Qual a carga de iluminao incandescente a ser instalada numa sala de3,5 m de largura e 4 m de comprimento?

    A rea da sala: 3,5 m x 4 m = 14 m2

    Carga para a Iluminao: Para os primeiros 6 m2: 100 VA. Para os outros 8 m2: 60 VA + 60 VA; A Carga total ser: 100 VA + 60 VA + 60 VA = 220 VA

    A Tabela 2.2 a seguir fornece os dados para calcular, de uma maneira prtica, acarga de iluminao incandescente para cmodos, com rea variando de 6 a 30 m2.

    REA DO CMODO CARGA DE ILUMINAO

    (m2) (VA)

    At 6 100

    De 6,1 a 10 160

    De 10,1 a 14 220

    De 14,1 a 18 280

    De 18,1 a 22 340

    De 22,1 a 26 400

    De 26,1 a 30 460

    Tabela 2.2

    2.4 - Nmero Mnimo de Tomadas por Cmodo

    Cada cmodo de uma residncia dever ter tantas tomadas, quantos forem osaparelhos eltricos a serem instalados/ligados dentro do mesmo. Uma sala de estar, porexemplo, deve ter tomadas de uso geral para individuais: o televisor, os aparelhos desom, vdeo, abajures, aspirador de p, etc.

    A Norma vigente, a NBR 5410/97 determina as seguintes quantidades mnimasde Tomadas de Uso Geral em uma residncia:

    1 tomada por cmodo para rea igual ou menor do que 6 m2; 1 tomada para cada 5 m, ou frao de permetro, para reas maiores que 6 m2; 1 tomada para cada 3,5 m ou frao de permetro para copas, cozinhas, copas-

    cozinhas, reas de servio, lavanderias, sendo que acima de cada bancada de30 cm ou maior, deve ser prevista pelo menos uma tomada;

    1 tomada em sub-solos, stos, garagens e varandas; 1 tomada junto ao lavatrio, em banheiros.

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    NOTA: O permetro de um cmodo, calculado somando o comprimento de cadalado deste cmodo. Exemplo: A sala referenciada no subitem 2.3.3 pgina 51, de 3,5 mde largura e 4 m de comprimento, tem o seguinte permetro:

    2 x 3,5 m + 2 x 4 m = 15 m

    2.5 - Diviso de Circuitos Eltricos

    A Norma vigente, a NBR 5410/97 Instalaes Eltricas de Baixa Tenso,determina que sejam separados os circuitos eltricos de Tomadas de Uso Geral e ode Iluminao.

    Dever ser previsto um circuito eltrico, tambm separado, para cadaequipamento eltrico de corrente nominal superior a 10 A (1.270 VA em 127 V), comoos chuveiros eltricos, fornos eltricos, fornos de microondas etc.

    importante que uma instalao eltrica seja dividida em circuitos eltricosparciais para facilitar: a inspeo, a manuteno, a proteo (ver Captulo 4 pgina 86)ser melhor dimensionada, reduz as quedas de tenso (ver subitem 3.3.2.2 pgina 73)e aumenta a segurana.

    Se na residncia tiver um s circuito para toda a instalao eltrica, o Disjuntor (versubitem 4.6.2 pgina 107) dever ser de grande capacidade de interrupo de corrente,sendo que, um pequeno curto-circuito poder no ser percebido por ele.

    Entretanto, se na residncia tiver diversos circuitos e com vrios disjuntores decapacidades de interrupo de corrente menores e dimensionados adequadamente,aquele pequeno curto-circuito poder ser percebido pelo Disjuntor do circuito emquesto, que o desligar. Com isso somente o circuito onde estiver ocorrendo um curto-circuito ficar desligado (desenergizado).

    Cada circuito eltrico deve ser concebido de forma que possa ser seccionado semrisco de realimentao inadvertida, atravs de outro circuito.

    IMPORTANTE: A Norma NBR 5410/97 determina que o condutor Neutrodever ser nico para cada circuito eltrico, isto , cada circuito eltrico deverter o seu prprio condutor Neutro. Este condutor s poder ser seccionado,quando for recomendado por esta Norma (NBR 5410/97). Ver subitem 4.6.3 pgina 111.

    2.6 - Interruptores e Tomadas de Uso Geral

    Existem diversos tipos de Interruptores e Tomadas de Uso Geral, sendo que cadaum, adequado para uma determinada utilizao. Sempre devem ser consultados oscatlogos de fabricantes com o objetivo de identificar, quais os dispositivos maisapropriados para cada situao.

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    Os Interruptores podem ser simples, duplos, triplos,intermedirios, paralelos, bipolares, dimmers, pulsadores,etc, sendo que cada um prprio para ser usado em umadeterminada funo especfica. Uns tipos proporcionammais conforto e segurana, economia de energia do que os outros.

    Os dimmers so interruptores que, atravs de um circuito (geralmente eletrnico),variam a intensidade luminosa da lmpada instalada em seu circuito, podendoproporcionar economia de energia eltrica (ver Captulo 7 pgina 189).

    Existem interruptores tipo dimmer nos modelos de interruptor simples einterruptor paralelo (ver subitem 2.7.1 pgina 59).

    A instalao do dimmer feita do mesmo modo que a do interruptorcorrespondente. Ver manual do fabricante.

    NOTA: Para as lmpadas incandescentes e fluorescentes tubulares, existe um tipode dimmer especfico. Ver Captulo 7 pgina 189.

    As Tomadas de Uso Geral, recomendadas so as de 2P + TU, paraconter os Condutores Fase, Neutro e o de Proteo (PE ou fio terra). EssasTomadas de 3 plos apresentam disposies e tipos de plos diferentes paracada encaixe de plugues. Ver subitem 2.6.2 pgina 56.

    Tambm existem as Tomadas de 2 plos.Os Interruptores e Tomadas de Uso Geral para serem utilizados em instalaes

    eltricas residenciais, so feitos para suportar com segurana, uma determinadacorrente e tenso, mximas.

    As correntes eltricas mximas para as Tomadas, geralmente so de 10, 15 ou 20 A.A tenso eltrica, normalmente de 250 V.

    O significado dos dados tcnicos dos dispositivos projetados para suportar umacorrente eltrica mxima de 10 A e uma tenso eltrica de 250 V, o seguinte:

    Em termos de corrente eltrica: no ligar uma carga em 127 V, maior do que 1.270 VA (10 A x 127 V).

    Em termos de tenso eltrica: no ligar esses dispositivos em um o circuito eltrico, quando a tenso eltrica for maior do que 250 Volts.

    Outros dispositivos para o uso em instalaes eltricas residenciais, geralmenteso projetados para capacidades diferentes, como por exemplo: os dimmers carga de40 VA a 300 VA em 127 V. Em 220V de 60 VA a 500 VA. Os pulsadores corrente de2 A em 250 V.

    OBSERVAO: Existem diversos dispositivos com valores de carga diferentes(menores ou maiores) dos mencionados anteriormente. Por isso, sempre deve serconsultado os catlogos dos fabricantes de dispositivos, para se certificar para qual acorrente e tenso, mximas, foi projetado o dispositivo para funcionar.

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    2.6.1 Conformidade dos Interruptores e Tomadas

    importante que todo produto esteja em conformidade com as normas vigentesda ABNT.

    Para exemplificar, sero relacionados alguns testes que um interruptor tem que sesubmeter para comprovar que est dentro de norma da ABNT e receber a marca deconformidade do Instituto Nacional de Metrologia, Normalizao e Qualidade Industrial -INMETRO. Para os Interruptores a Norma NBR 6527 e para as Tomadas de Uso Gerala NBR 6147.

    Os organizadores que iro conhecer a fbrica, analisam as mquinas, laboratrios e a equipe tcnica. Aps aprovarem tudo, iniciam as provas nos produtos.

    Isolamento e rigidez dieltrica: o interruptor tem que resistir a 2.000 V, sem deixarpassar corrente de fuga, com resistncia superior a mnima aceitvel, que de5 Megaohms.

    Elevao de temperatura: ligam um condutor apertando um pouco o parafuso do borne do interruptor, durante 1 hora, passando 35% da corrente nominal e ointerruptor no pode aquecer mais de 45 C.

    Sobrecorrente e durabilidade: primeiro o interruptor tem que resistir a 200mudanas de posio, ou seja, 100 liga-desliga com tenso 10% e corrente 25% superior a nominal, alm de um fator de potncia extremamente desfavorvel (0,3). Segundo, o interruptor passa por mais de 40 mil mudanas de posio, com corrente e tenso nominal, ou seja, 250 V e 10 A.

    Resistncia mecnica: recebe o impacto de um martelo com 150 gramas a umaaltura de 10 cm, e o produto no pode apresentar rachadura por onde pudesseter acesso as partes energizadas do produto.

    Resistncia ao calor: o produto colocado em uma estufa a 100 C, sem umidade, durante uma hora e no pode apresentar deformaes.

    Prova de resistncia ao calor anormal ou fogo: um fio incandescente a 850 C que provoca fogo colocado sobre o produto e embaixo deste produto colocado um papel de seda a uma altura de 20 cm. Retira-se o fio em menos de 30 segundos e o papel de seda no deve inflamar com o gotejamento.

    Como pode ser observado, o interruptor ter que resistir a 40 mil mudanas deposio (manobras), com tenso e corrente nominal, bornes enclausurados, evitandocontatos acidentais e a resistncia a impactos.

    Tomadas de Uso Geral - 10 mil mudanas de posio (insero e retirada doplugue), bornes enclausurados, evitando contatos acidentais, resistncia a impactos.

    Plugues monoblocos - 10 mil mudanas de posio (insero e retirada datomada), prensa-cabo que no permite que o cabo solte quando puxado.

    NOTA: Todo componente de uma instalao eltrica, tem que obedecer uma oumais Normas da ABNT. importante identific-las e conhec-las.

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    2.6.2 - Esquemas de Ligaes Eltricas de Interruptores e Tomadas

    A seguir esto apresentados os esquemas de ligaes eltricas de alguns tipos deinterruptores e tomadas de uso geral:

    Certo Errado

    Observao: O condutor Neutro deve ser sempre ligado em um ponto (ou polo)do Receptculo (ou porta-lmpada) da luminria e o Condutor Fase em um pontoInterruptor. O Condutor Retorno sai do outro ponto do Interruptor, indo at ao outroponto Receptculo, completando assim, o circuito eltrico.

    Tomada e interruptor na mesma caixa

    Observao: Apesar da Tomada e do Interruptor estarem na mesma caixa, oscircuitos eltricos devem ser distintos. Nas Tomadas, alm da seo mnima doscondutores ser de 2,5 mm2 e das cores de Isolao serem diferentes (ver Captulo 3pgina 64), deve-se ligar o Condutor Fase, o Condutor Neutro e o Condutor de Proteo (PE).

    A seguir, sero feitos comentrios sobre as Tomadas de Uso Geral que ainda noesto em de acordo com a NBR 14136 (ver subitem 2.6 pgina 53).

    Geralmente as Tomadas de Uso Geral, existentes, tm orifcios redondos juntocom orifcios chatos.

    PE

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    Os orifcios chatos de encaixe na Tomada de 3 plos (2P + T), so diferentesentre si. O plugue do aparelho eltrico, s encaixado em uma determinada posio, oque d mais segurana.

    Veja a figura a seguir.

    importante salientar que na Tomada de 3 (trs) plos, os fios do circuito detomadas da instalao eltrica, devem ser ligados desta forma:

    Condutor Fase Deve ser ligado ao lado direito da Tomada. Esse plo do tipo chato e menos largo do que o do Neutro.

    Condutor Neutro Deve ser ligado do lado esquerdo da Tomada, onde geralmente poder estar escrito a letra W. Esse plo do tipo chato, mais largo do que o da Fase.

    Por uma Norma americana, o condutor Neutro dever ser identificado pela corbranca (White, da a identificao pela letra W). Os aparelhos eltricos deprocedncia americana, um dos fios de ligao do aparelho, o de lista branca, est nomesmo lado desse pino chato mais largo.

    Condutor de Proteo (PE) Deve ser ligado na parte inferior da Tomada, ondegeralmente est escrito a letra G (do ingls Ground, que significa aterramento). Tambm est mostrado o smbolo do aterramento . Ver subitem 4.4.3 pgina 100.

    Observao: Essas tomadas no permitem que um pino do condutor Fase, entreno local onde destinado para o condutor de Proteo (PE), por exemplo.

    Se uma tomada de 3 plos for diferente da descrita neste subitem 2.6.1, devemser identificados os plos dos condutores Fase, Neutro e o de Proteo, de acordo comum catlogo de tomadas do fabricante, com o objetivo de realizar a correta ligao nosrespectivos condutores.

    NOTA: Existem tomadas com 2 plos, com orifcios redondos junto com orifcioschatos, sendo que estes ltimos, existe um plo chato mais largo do que o outro. Ocondutor Neutro, dever ser ligado nesse plo chato mais largo.

    Ser apresentado a seguir, o esquema eltrico da seguinte situao: considerandoo cmodo de um quarto, que tem o interruptor ao lado da porta com uma tomadaabaixo dele (a 30 cm do piso) e uma tomada em outra parede.

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    A representao esquemtica do Projeto Eltrico (ver subitem 2.2 pgina 49)dever ser:

    O esquema das ligaes :

    Tomada de Uso Geral

    Interruptor e luminria/lmpada

    O esquema para a ligao eltrica dever ser:

    fase

    neutro

    terra

    fase

    neutro

    retorno

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    2.7 Interruptor Paralelo e o Interruptor Intermedirio

    muito importante a necessidade de controlar uma ou vrias lmpadas situadasno mesmo ponto, de mais de um local diferente.

    Exemplo: em uma escada, bom que tenha um interruptor em cada uma dasextremidades, ligados mesma lmpada. Isso possibilita uma pessoa acender almpada ao chegar e apag-la quando atingir a outra extremidade da escada.

    Nas salas, quartos, corredores, cozinhas, na iluminao externa, etc, tambm importante controlar uma ou mais lmpadas de lugares diferentes.

    Nestes casos utiliza-se um conjunto de interruptores Paralelo, conhecido tambm,como Three Way ou um conjunto de interruptores Intermedirio (Four Way).

    Esses Interruptores alm de maior conforto para o usurio, aumenta os aspectosquanto a segurana, devido ao comando da iluminao, em mais de um ponto.

    2.7.1 - Interruptor Paralelo (Three Way)

    Atravs desse Interruptor pode-se comandar uma lmpada (ou conjunto delmpadas) de 2 (dois) locais diferentes.

    O esquema CORRETO de ligao do conjunto, dever ser:

    Neutro

    Fase

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    1) O Condutor Neutro ligado em um ponto no Receptculo da luminria;2) O Condutor Fase dever ser ligado em um dos Interruptores Paralelos, no pino

    central. Dos outros dois pinos deste Interruptor, devero sair 2 condutores de Retorno, at o outro Interruptor Paralelo;

    3) Do pino central deste segundo Interruptor Paralelo, sair outro condutor de retorno, que dever ser ligado no outro plo do receptculo da luminria,

    completando assim, o circuito eltrico.

    Observao: s vezes a ligao de um conjunto de Interruptores Paralelo, feitaconforme o esquema a seguir. Essa ligao est INCORRETA, portanto, no deve serfeita, pois o condutor Fase e o Condutor Neutro, so ligados no prprio interruptor, oque tem uma grande possibilidade de ocorrer um curto-circuito e defeito, colando emrisco as pessoas.

    F N

    Simbologia:

    INSTALAO INCORRETA

  • 61

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    2.7.2 - Interruptor Intermedirio (Four Way)

    usado quando se deseja comandar uma lmpada ou um conjunto de lmpadasde mais de dois locais diferentes.

    O interruptor Intermedirio (Four Way) colocado/instalado entre doisinterruptores Paralelo (Three Way).

    Podem ser instalados tantos interruptores Intermedirios (Four Way) quantosforem necessrios os pontos de comando, no mesmo circuito.

    O esquema a seguir, mostra uma ligao de uma lmpada comandada de 3 locaisdiferentes, com a utilizao de 1 interruptor Intermedirio (Four Way) e 2 interruptoresParalelo (Three Way).

    1) O Condutor Neutro ligado em um ponto no Receptculo da luminria;2) O Condutor Fase dever ser ligado em um dos Interruptores Paralelos, no pino

    central. Dos outros dois pinos deste Interruptor, devero sair 2 condutores de Retorno, indo at aos dois pinos do mesmo lado do Interruptor Intermedirio;

    3) Dos outros dois pinos do Interruptor Intermedirio, sairo 2 condutores de Retorno, que devero ser ligados no segundo Interruptor Paralelo;

    4) Do pino central deste segundo Interruptor Paralelo, sair outro condutor de Retorno, que dever ser ligado no outro polo do Receptculo da luminria, completando assim, o circuito eltrico.

    Neutro

    Fase

    RetornoRetorno

    Retorno

    Simbologia:

    F N

    F N

    F N

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    2.8 Quadro de Distribuio de Circuitos - QDC

    O Quadro de Distribuio de Circuitos QDC dever ser feito de material metlicoe ser instalado em local de fcil acesso, preferencialmente no centro de cargas dainstalao eltrica e possuir uma identificao do lado externo de seus componentes Dispositivos de Proteo e de Segurana e dos Circuitos Eltricos com as respectivascargas (ver subitem 5.3.7.5 pgina 170).

    A Norma NBR 5410/97 estabelece que dever ser prevista em cada QDC, umacapacidade de reserva (espao), que permita ampliaes futuras da instalao eltricainterna, compatvel com a quantidade e tipo de circuitos efetivamente previstosinicialmente, conforme a seguir:

    QDC com at 6 circuitos, prever espao de reserva para o mnimo 2 circuitos; QDC de 7 a 12 circuitos, prever espao de reserva para o mnimo 3 circuitos; QDC de 13 a 30 circuitos, prever espao de reserva para o mnimo de

    4 circuitos; QDC acima de 30 circuitos, prever espao de reserva para o mnimo de 15%

    dos circuitos.No Quadro de Distribuio de Circuitos QDC, devero ser instalados os

    dispositivos de proteo para os respectivos circuitos (um para cada circuito).O QDC dever conter/possibilitar a instalao de: Barramentos para os condutores das Fases; Terminal para ligao do condutor Neutro; Terminal para ligao do condutor de Proteo (PE); Disjuntores Termomagnticos; Dispositivos Diferencial-Residual DR; Dispositivos contra sobretenses, etc.O Quadro de Distribuio de Circuitos QDC deve ser bem fechado, com o

    objetivo de evitar que as pessoas acidentem ao encostar acidentalmente ou manusearos dispositivos de segurana. Tambm deve possibilitar o enclausuramento das partesenergizadas (conexes dos cabos com os dispositivos de proteo e de segurana,barramentos, etc).

    IMPORTANTE: O Quadro de Distribuio de Circuitos - QDC o centro dedistribuio de energia de toda a instalao eltrica de uma residncia.

    Recebe os fios quevm do medidor

    no QDC quese encontramos dispositivosde proteo

    do QDC que partem os circuitosque vo alimentar diretamente

    as lmpadas, tomadas e aparelhos eltricos

  • 63

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    2.9 - Clculo da Corrente Eltrica de um Circuito

    Como foi visto, a corrente eltrica calculada pela frmula:

    I = V A U

    Para determinar a corrente de um circuito eltrico, deve-se somar todas as cargas(Potncia) ligadas nesse circuito e dividi-la pela tenso.

    Exemplo - Considerar os circuitos eltricos a seguir.

    Para U = 127 Volts, tem-se:

    - Iluminao: 100 + 60 + 100 + 60 + 60 = 380 VACorrente I1 = 380 VA / 127 V = 3,0 A

    - Tomadas: 4 x 100 = 400 VACorrente I2 = 400 VA / 127 V = 3,2 A

    Potncia total = 380 VA + 400 VA = 780 VACorrente Total = I1 + I2 = 3,0 + 3,2 = 6,2 A

    Exerccios:

    1 Dimensionar a carga mnima de iluminao e de tomadas de uso geral de umasala de 4,5 m de largura por 6,0 m de comprimento. Calcular a potncia e corrente totaldessas cargas.

    2 Dar dimenses para os cmodos do exemplo do subitem 2.9 pgina 63 erecalcular as cargas para a Iluminao, Tomadas e determinar as potncias e ascorrentes.

    QDC

    60W

    60W60W

    100W

    100W

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    CAP TULO 3

    CONDUTORES ELTRICOS

    3.1 - Introduo

    Os metais so condutores de corrente eltrica. Entretanto determinados metaisconduzem melhor a corrente eltrica do que outros, ou seja, alguns oferecem menorresistncia passagem da corrente eltrica.

    A resistncia eltrica de um condutor pode ser expressa pela frmula:

    Onde:

    Unidade

    R = Resistncia eltrica do condutor = Resistividade (varia com o material empregado) mm2/mL = Comprimento do condutor mS = Seo (rea) transversal do condutor mm2

    Observao: O inverso da resistncia eltrica, tem o nome de Condutividade.

    Os metais mais usados para conduo de energia eltrica so:Prata - utilizada em pastilhas de contato de contatores, rels, etc;Resistividade mdia 0,016 mm2/m a 20C;Cobre - utilizado na fabricao de fios em geral e equipamentos eltricos (chaves, interruptores, tomadas, etc).Resistividade mdia do cobre duro 0,0179 mm2/m a 20C;Alumnio - utilizado na fabricao de condutores para linhas e redes por ser mais leve e de custo mais baixo. Os condutores de alumnio podem ser de:CA alumnio sem alma de aoCAA - alumnio enrolado sobre um fio ou cabo de ao (alma de ao) Resistividade mdia 0,028 mm2/m a 20 C.

    Observao: comparando os valores de resistividade do cobre e alumnio, podeser verificado que o cobre apresenta menor resistividade, conseqentemente para umamesma seo (mm2), os condutores de cobre, conduzem mais corrente eltrica.

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    3.2 Consideraes Bsicas sobre os Condutores

    Os condutores de metal podem ter os seguintes tipos de formao: Fio formado por um nico fio slido; Cabo formado por encordoamento de diversos fios slidos.

    Esses condutores podem ser isolados ou no: Isolao um termo qualitativo referindo-se ao tipo do produto da capa para

    isolar eletricamente o condutor de metal; Isolamento quantitativo, referindo-se classe de tenso para a qual o

    condutor foi projetado; Quando o condutor no tem isolao (capa) chamado de condutor Nu.

    A camada de isolao de um condutor, pode ser de compostos termoplsticoscomo o PVC (Cloreto de Polivinila) ou por termofixos (vulcanizao) como o EPR(Borracha Etileno-propileno) e o XLPE (Polietileno Reticulado) etc.

    Os condutores isolados so constitudos em dois tipos: prova de tempo e parainstalaes embutidas.

    Os primeiros s podem ser usados em instalaes areas, uma vez que a suaisolao no tem a resistncia mecnica necessria para a sua instalao emeletrodutos.

    Os outros podem ser usados em qualquer situao.A escala de fabricao dos condutores adotada no Brasil a srie mtrica onde

    os condutores so representados pela sua seo transversal (rea) em mm2 (leia-se:milmetros quadrados). Normalmente so fabricados condutores para transportar aenergiaeltrica nas sees de 0,5 mm2 a 500 mm2. Os fios so geralmente encontradosat a seo de 16 mm2.

    A Norma vigente, a NBR 5410/97 prev em instalaes de baixa tenso, o uso decondutores isolados (unipolares e multipolares) e cabos nus (utilizados principalmenteem Aterramentos, ver subitem 4.4.1 pgina 97).

    Um Condutor Isolado constitudo por um fio ou cabos recoberto por umaisolao.

    Isolao

    Condutor

    Isolao

    Condutor

    Cobertura

    Condutorslido

    Cabo

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    Um Cabo Unipolar constitudo de um condutor isolado recoberto por umacamada para a proteo mecnica, denominada cobertura.

    Condutores isolados (fios)

    (1) Condutor slido de fio de cobre nu, tmpera mole.(2) Camada interna (composto termopltico de PVC) cor branca at a seo nominal de 6 mm2.(3) Camada externa (composto termopltico de PVC) em cores.

    Condutores isolados (cabos)

    (1) Condutor formado de fios de cobre nu, tmpera mole (encordoamento).(2) Camada interna (composto termopltico de PVC) cor branca at a seo nominal de 6 mm2.(3) Camada externa (composto termopltico de PVC) em cores.

    Um Cabo Multipolar constitudo por dois ou mais condutores isolados,envolvidos por uma camada para a proteo mecnica, denominada tambm, decobertura.

    (1) Condutor formado de fios de cobre nu, tmpera mole (encordoamento).(2) Isolao (composto termopltico de PVC) em cores.(3) Capa interna de PVC.(4) Cobertura (composto termopltico de PVC) cor preta (cabos multipolares).

    Um Cabo Nu constitudo apenas pelo condutor propriamente dito, semisolao, cobertura ou revestimento.

    3 2 1

    3 2 1

    4 3 2 1

  • 67

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    3.3 - Seo (mm2) de Condutores

    A Norma vigente, a NBR 5410/97 sadmite nas instalaes eltr icasresidenciais, o uso de condutores decobre, salvo para os casos decondutores de aterramento e proteo,que tm especificaes prprias. Emcaso de dvidas, deve-se consultar esta Norma.

    3.3.1 - Seo Mnima e Identificao dos Condutores de Cobre

    As sees mnimas dos condutores de cobre para a Fase, o Neutro e para ocondutor de Proteo (PE), definas pela Norma NBR 5410/97, devero ser:

    a) Condutor Fase- Circuito de Iluminao: 1,5 mm2

    - Circuito de Fora - Tomadas de Uso Geral ou Especfico: 2,5 mm2

    Observaes: Nos cordes flexveis para ligao de aparelhos eletrodomsticos, abajures,

    lustres e aparelhos semelhantes, podero ser usados, o condutor de 0,75 mm2; A seo correta do condutor de cobre, dever ser calculada conforme o subitem

    3.3.2 pgina 68.

    b) Condutor Neutro este condutor, deve possuir a mesma seo (mm2) que ocondutor Fase, nos seguintes casos:

    - Em circuitos monofsicos a 2 e 3 condutores e bifsicos a 3 condutores, qualquer que seja a seo (mm2);

    - Em circuitos trifsicos, quando a seo dos condutores Fase for inferior a 25 mm2;- Em circuitos trifsicos, quando for prevista a presena de harmnicas, qualquer

    que seja a seo (mm2).Observao: A Norma vigente, a NBR 5410/97, estabelece tambm, outro modo

    para o dimensionamento do condutor Neutro, que no se aplica nesse Manual. Em casode dvidas, deve-se consultar a Norma NBR 5410/97.

    c) Condutor de Proteo (PE) este condutor, dever ser dimensionado deacordo com a Tabela 3.1:

    Seo dos condutores da Fase - Seo Mnima dos condutores S (mm2) de Proteo - Sp (mm

    2)

    S menor ou igual a 16 mm2 Igual a do condutor FaseS maior do que 16 e menor do que 35 mm2 Igual ao condutor 16 mm2

    S maior do que 35 mm2 Igual a metade da S do condutor Fase

    Tabela 3.1

  • 68

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    A identificao dos condutores Fase, Neutro e Proteo, feita atravs de corespadronizadas da Isolao, com o objetivo de facilitar a execuo e/ou manuteno/reforma na instalao eltrica, bem como, aumenta a segurana da pessoa que estlidando com a instalao eltrica.

    A Norma NBR 5410/97 determina que os condutores isolados devem seridentificados pela cor da Isolao, conforme a sua funo:

    Condutor Neutro: a isolao deve ser sempre na cor azul claro; Condutor de Proteo (PE): a isolao deve ser na cor dupla verde amarela.

    Na falta da dupla colorao, admite-se o uso da cor verde; Condutor Fase: a isolao dever ser de cores diferentes dos condutores,

    Neutro e o de Proteo (PE). Por exemplo: usar isolao de cores vermelha e/oupreta.

    Nota: Em nenhuma hiptese, podem ser trocadas essas cores. Exemplo os caboscom isolao verde-amarela no podem ser utilizados como condutor Fase.

    3.3.2 Clculo da Seo dos Condutores

    Para a determinao da seo (mm2) mnima dos condutores, dois critrios bsicosdevero ser adotados:

    1. Limite de Conduo de Corrente e2. Limite de Queda de Tenso.

    IMPORTANTE: Os dois critrios devero ser feitos separadamente.O condutor a ser adotado, dever ser o de maior Seo (mm2).

    importante observar que a seo mnima admissvel dos condutores parainstalaes eltricas residenciais, aquela definida no subitem 3.3.1 pgina 67. Portantoaps a elaborao dos dois critrios, caso se chegue a um condutor de menor (maisfino) seo (mm2) do que aquele recomendado, dever ser adotado o condutorindicado (seo mnima) no subitem 3.3.1 pgina 67.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    3.3.2.1 - Limite de Conduo de Corrente de Condutores

    Ao circular uma corrente eltrica em um condutor, ele aquece e o calor gerado transferido para o ambiente em redor, dissipando-se.

    Se o condutor est instalado ao ar livre a dissipao maior.Caso o condutor esteja instalado em um eletroduto embutido na parede, a

    dissipao do calor menor.Quando existem vrios condutores no mesmo eletroduto embutido, as

    quantidades de calor, geradas em cada um deles se somam aumentando ainda mais atemperatura dentro desse eletroduto.

    Os condutores so fabricados para operar dentro de certos limites de temperatura,a partir dos quais comea a haver uma alterao nas caractersticas deIsolao/Isolamento, que deixam de cumprir as suas finalidades.

    A Tabela 3.2 (da Norma NBR 5410/97) a seguir, mostra as temperaturascaractersticas de condutores utilizados em instalaes eltricas residenciais.

    TIPO DE Temperatura Temperatura limite Temperatura limiteISOLAO mxima para o de sobrecarga de curto circuito

    servio contnuo do condutor (oC) do condutor (oC)do condutor (oC)

    Cloreto de Polivinila (PVC) 70 100 160

    Borracha Etileno -propileno (EPR) 90 130 250

    Polietileno Reticulado (XLPE) 90 130 250

    Tabela 3.2

    A Norma da ABNT, NBR 5410/97 define que os condutores com isolamentotermoplstico, para instalaes residenciais, sejam especificados para uma temperaturade trabalho de 70C (PVC/70C) e as tabelas de capacidade de conduo de corrente,so calculadas tomando como base este valor e a temperatura ambiente de 30C.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    A Tabela 3.3 (da Norma NBR 5410/97) a seguir, especifica a capacidade deconduo de corrente eltrica para condutores de cobre, instalados em eletrodutosembutidos alvenaria (na parede).

    CAPACIDADE DE CONDUO DE CORRENTE, EM AMPERES, PARA

    CONDUTORES DE COBRE ISOLADOS, ISOLAO DE PVC, TEMPERARATURA

    AMBIENTE DE 30C E TEMPERATURA DE 70C NO CONDUTOR

    Condutores isolados ou cabosSEO NOMINAL unipolares em eletroduto de seo circular

    EM (mm2) embutido em alvenaria

    2 Condutores 3 Condutores Carregados Carregados

    0,75 11 101 14 12

    1,5 17,5 15,52,5 24 214 32 286 41 3610 57 5016 76 6825 101 8935 125 11050 151 13470 192 17195 232 207120 269 239

    Tabela 3.3

    Condutores isolados ou cabos unipolares emeletroduto de seo circular embutido emalvenaria.

    Cabo multipolar em eletroduto de seo circularembutido em alvenaria.

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    Quando a temperatura ambiente for superior a 30C e/ou o nmero decondutores instalados no mesmo eletroduto for superior a 3 (trs), a Normavigente, a NBR 5410/97 determina que os valores da Tabela 3.3 Capacidade deConduo de Corrente coluna 2 Condutores Carregados devero levar emconsiderao os seguintes fatores de reduo: de TEMPERATURAS (Tabela 3.4)e/ou NMEROS DE CONDUTORES (Tabela 3.5), para determinar a novaCapacidade de Conduo de Corrente do condutor.

    TEMPERATURAS

    Temperatura do Ambiente (C) Fator de Reduo

    35 0,9440 0,8745 0,7950 0,7155 0,6160 0,50

    Tabela 3.4

    NMERO DE CONDUTORES

    Nmero de Condutores Fator de Reduono mesmo Eletroduto

    4 0,655 0,606 0,577 0,548 0,52

    9 a 11 0,5012 a 15 0,4515 a 19 0,41

    Mais de 20 0,38Tabela 3.5

    De acordo com a Norma vigente, a NBR 5410/97 nmero de condutorescarregados a ser considerado o de condutores efetivamente percorridos por corrente.Assim tem-se:

    Circuito trifsico sem neutro = 3 condutores carregados; Circuito trifsico com neutro = 4 condutores carregados; Circuito monofsico a 2 condutores = 2 condutores carregados; Circuito monofsico a 3 condutores = 3 condutores carregados; Circuito bifsico a 2 condutores = 2 condutores carregados; Circuito bifsico a 3 condutores = 3 condutores carregados.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    NOTAS: De acordo com a Norma NBR 5410/97, tem-se:

    1) Quando num circuito trifsico com Neutro as correntes so consideradasequilibradas, o condutor Neutro no deve ser computado, considerando-se,portanto, 3 condutores carregados.

    2) O condutor utilizado unicamente como o condutor de Proteo (PE) no considerado como carregado.

    3) Sero aplicados simultaneamente os dois fatores (temperatura e nmero decondutores) quando as duas condies se verificarem ao mesmo tempo.

    4) Os fatores de correo de TEMPERATURA (Tabela 3.4) e de NMERO DECONDUTORES (Tabela 3.5), foram calculados admitindo-se todos os condutoresvivos permanentemente carregados, com 100% (cem por cento) de sua carga.

    A seguir ser apresentado um exemplo da utilizao dessas Tabelas.Determinar o condutor capaz de transportar uma corrente de 38 A, sendo quetodos os condutores do circuito esto permanentemente carregados, com 100%de sua carga, nos trs casos indicados:

    a) Dois condutores carregados instalados em eletroduto embutido em alvenaria e temperatura ambiente de 30C;

    b) Seis condutores carregados instalados em eletroduto embutido em alvenaria e temperatura ambiente de 30C;

    c) Seis condutores carregados instalados em eletroduto embutido em alvenaria e temperatura de 45C.

    Soluo:a) 38 A - 2 condutores no eletroduto embutido em alvenaria - 30C.Trata-se da aplicao direta da Tabela 3.3 Capacidade de Conduo de Corrente

    da pgina 70. Consultando a primeira coluna 2 Condutores Carregados, verifica-seque o condutor correto o de 6 mm2.

    b) 38 A - 6 condutores no eletroduto embutido em alvenaria - 30C.Neste caso deve ser aplicado o Fator de Reduo correspondente ao nmero de

    condutores no mesmo eletroduto. Pela Tabela 3.4 pgina 71, o Fator de Reduo para6 condutores carregados 0,57.

    Dividindo a corrente eltrica pelo Fator de Reduo, tem-se:

    I = 38 / 0,57 = 66,7 A

    Consultando a Tabela 3.3 pgina 70 Capacidade de Conduo de Correntecoluna 2 Condutores Carregados, verifica-se que o condutor correto o de 16 mm2.

    Ao invs de dividir a corrente pelo Fator de Reduo, poderia ser feito tambm, amultiplicao do Fator de Reduo pelos valores tabelados, at se obter um nmerocompatvel com a corrente a ser transportada. Entretanto este mtodo poder ser maistrabalhoso.

  • 73

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    c) 38 A - 6 condutores no eletroduto embutido em alvenaria - 45C.Neste caso devem ser aplicados os dois Fatores:- 6 condutores - Fator de Reduo de 0,57 (Tabela 3.5);- 45C - Fator de Reduo de 0,79 (Tabela 3.4).

    I = 38 / (0,57 x 0,79) = 84,4 A

    Consultando a Tabela 3.3 pgina 70 Capacidade de Conduo de Corrente, nacoluna 2 Condutores Carregados, verifica-se que o condutor apropriado o de 25 mm2.

    3.3.2.2 - Limite de Queda de Tenso

    Como foi visto no subitem 3.1 pgina 64, todo condutor tem uma certa resistnciaeltrica. Quando circula uma corrente eltrica por uma resistncia, h uma dissipao depotncia em forma de calor e, conseqentemente, uma queda de tenso no condutor.

    Na figura a seguir, a carga C alimentada por um circuito formado comcondutores: um trecho com um condutor de maior seo (mais grossos) sendo que serdesconsiderada a resistncia eltrica deste condutor e com um trecho (A-B) de condutorde menor seo (mais fino), de resistncia eltrica R.

    Pela Lei de Ohm (subitem 1.4 pgina 13), a queda de tenso no trecho A-B dadapor:

    UAB = U = RI

    A potncia dissipada (perda de potncia) no trecho A-B, :

    WAB = UI = (RI) x IWAB = W = RI2

    Devido a queda de tenso (U), a tenso aplicada carga ser igual a U - U.Como a potncia determinada pelo produto da corrente pela tenso aplicada, teremosna carga:

    W = (U - U) x I

    Observe que a potncia na carga menor, devido a queda de tenso U notrecho A-B.

    CARGA

    IA B

    RU U - U

    I

  • 74

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Exemplo: No Circuito da figura anterior, sero consideradas as seguintessituaes:

    a) O condutor de todo o circuito composto somente do condutor de maior seo(mais grosso). Ser desconsiderado o valor de sua resistncia eltrica (R = zero);

    b) O circuito composto de: uma parte com um condutor de maior seo (mais grosso) onde ser desconsiderado tambm, o valor de sua resistncia eltrica (R = zero) e outra parte (trecho A-B) com um condutor de menor seo (mais fino), com uma resistncia eltrica de R = 1 .

    A tenso aplicada U = 127 V e a corrente I = 10 A. Calcular as Potncias nacarga, a queda de tenso e a perda de potncia.

    Soluo:

    a) Como o condutor de maior seo (mais grosso) praticamente no temresistncia eltrica, R = 0 W, no h queda de tenso (U), portanto no h perda depotncia (W).

    a1) Queda de Tenso

    U = RIU = 0 x 10 AU = 0 V (no h queda de tenso)

    a2) Perda de Potncia

    W = RI 2W = 0 x (10)2 AW = 0 W (no h perda de potncia)

    a3) Potncia na Carga

    W = UIW = 127 V x 10 AW = 1.270 W (potncia na carga)

  • 75

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    b) O condutor de menor seo (mais fino, trecho A-B) tem uma resistncia eltricade R = 1 . Portanto h uma queda de tenso (U) e perda de potncia (W) nocondutor.

    No circuito com o condutor de maior seo, conforme visto no subitem a), o valorda resistncia eltrica foi desconsiderado (R = zero), portanto no h queda de tensoe perda de potncia neste trecho.

    No trecho de menor seo:

    b1) Queda de Tenso

    U = RIU = 1 x 10 AU = 10 V (queda de tenso no trecho)

    b2) Perda de Potncia

    W = RI 2W = 1 x (10)2 AW = 100 W (perda de potncia do trecho)

    b3) Potncia na Carga

    W = (U - U) x IW = (127 - 10) V x 10 AW = 117 x 10W = 1.170 W (potncia na carga)

    NOTA: A resistncia eltrica dos condutores depende de uma srie de fatores, taiscomo, qualidade do material, espessura do fio, temperatura de trabalho, freqncia darede, etc.

    No Anexo 5 pgina 215, encontra-se a Tabela com os valores mdios dasCaractersticas dos Condutores Isolados em PVC/70 o C , com valores de resistnciade diversos condutores. Observe que, quando aumenta a seo do condutor, aresistncia eltrica vai diminuindo e capacidade de conduo de corrente vaiaumentando (ver Tabela 3.3 pgina 70).

  • 76

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    3.3.2.2.1 Queda de Tenso Percentual (%)

    A Queda de Tenso pode ser expressa em valores percentuais (%), sendo o seuvalor calculado da seguinte maneira:

    U (%) = U de entrada - U na carga x 100%U de entrada

    Do exemplo do subitem 3.3.2.2 pgina 73, tem-se:

    U de entrada = 127 VU na carga = 10 VU na carga = 127 - 10 = 117 V

    A queda de tenso percentual era, portanto:

    U(%) = (127 - 117) x 100% = 7,9%127

    A Norma vigente, a NBR 5410/97 determina que a queda de tenso entre aorigem de uma instalao e qualquer ponto de utilizao no deve ser maior doque 4%, para as instalaes alimentadas diretamente por um ramal de baixatenso a partir de uma Rede de Distribuio de uma Concessionria de EnergiaEltrica (a CEMIG, por exemplo).

    Neste Manual, ser considerado que esses 4% de queda de tenso admissveissero assim distribudos:

    At o medidor de energia: 1%Do medidor at o Quadro de Distribuio de Circuitos - QDC: 1%A partir do QDC: 2%

    O clculo da queda de tenso atravs de frmulas com os dados do circuitoeltrico pode ser relativamente trabalhoso.

    Com o objetivo de facilitar os clculos de queda de tenso, foram elaboradastabelas, que so utilizadas pelos seguintes procedimentos:

    1 - Momento Eltrico (ME)2 - Queda de Tenso em V/A.km

    3.3.2.2.1.1 - Momento Eltrico (ME)

    O Momento Eltrico (ME) igual ao produto da corrente (A) que passa pelocondutor pela distncia total em metros (m) desse circuito:

    ME = A.m

  • 77

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Esto apresentadas a seguir, Tabelas prticas do produto Ampre x Metro (A.m)para quedas de tenso com diferentes valores percentuais (1%, 2% e 4%) e de tensesaplicadas, para condutores de cobre com isolamento em PVC/70C.

    A Tabela 3.6 apresenta o Momento Eltrico (A.m) utilizando os condutores emEletroduto de Material No Magntico e a Tabela 3.7 apresenta o Momento Eltrico (A.m)utilizando os condutores em Eletroduto de Material Magntico.

    Momento Eltrico (A.m) Eletroduto de Material No Magntico

    Condutor 127 V Monofsico 220 V Monofsico 220 V Trifsico(mm2)

    1% 2% 4% 1% 2% 4% 1% 2% 4%

    1,5 55 110 221 96 192 383 111 222 4432,5 91 182 363 157 314 628 179 358 7154 141 282 564 244 488 977 282 564 11276 218 436 871 357 714 1427 412 824 164810 332 664 1327 574 1148 2297 666 1332 266416 498 996 1992 863 1726 3451 995 1990 398125 726 1452 2903 1257 2514 5028 1457 2914 582835 941 1882 3763 1630 3260 6519 1880 3760 752150 1176 2352 4704 2037 4074 8148 2340 4680 936170 1494 2988 5976 2588 5176 10353 3014 6028 1205595 1841 3682 7363 3188 6376 12753 3667 7334 14667

    Tabela 3.6

    Momento Eltrico (A.m) Eletroduto de Material Magntico

    Condutor 127 V Monofsico 220 V Monofsico 220 V Trifsico(mm2)

    1% 2% 4% 1% 2% 4% 1% 2% 4%

    1,5 55 110 221 96 192 383 110 220 4402,5 91 182 363 157 314 628 183 366 7334 146 292 584 253 506 1012 293 586 11736 219 438 876 379 758 1517 431 862 172510 363 726 1451 395 790 1581 733 1466 293316 552 1104 2208 957 1914 3867 1128 2256 451325 847 1694 3386 1467 2934 5867 1732 3464 692935 1146 2292 4586 2000 4000 8000 2316 4632 926350 1530 3060 6121 2651 5302 10603 3056 6112 1222370 2082 4164 8328 3607 7214 14427 4151 8302 1660495 2702 5404 10809 4681 9362 18724 5366 10732 21464

    Tabela 3.7

  • 78

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    3.3.2.2.1.2 - Queda de Tenso em V/A.km

    A Queda de Tenso em V/A.km, dado pela expresso abaixo:

    U = UV/A.km x I x L

    Onde U = Queda de tenso em Volts UV/A.km = Queda de tenso em V/A.km (Ver tabelas de fabricantes de

    condutores de cobre)I = Corrente eltrica do circuito, em Ampres (A)L = Comprimento do circuito em km

    As Tabela 3.8 e 3.9 a seguir, apresentam os valores de queda de tenso emV/A.km, para condutores de cobre com isolamento em PVC/70C.

    Eletroduto de Material No Magntico

    Seo do Condutor Circuito Monofsico Circuito Trifsico(mm2) (V/A.km) (V/A.km)

    1,5 27,6 23,92,5 16,9 14,74 10,6 9,156 7,07 6,1410 4,23 3,6716 2,68 2,3325 1,71 1,4935 1,25 1,0950 0,94 0,82

    Tabela 3.8

    Eletroduto de Material Magntico

    Seo do Condutor Circuito Monofsico e Trifsico(mm2) (V/A.km)

    1,5 27,42,5 16,84 10,56 710 4,216 2,725 1,7235 1,2550 0,95

    Tabela 3.9

  • 79

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    3.3.2.2.1.3 Exemplos dos Clculos de Queda de Tenso

    A seguir est apresentado um exemplo para a utilizao das Tabelas para o clculoda queda de tenso percentual, utilizando os dois mtodos Momento Eltrico (ME) eo de Queda de Tenso V/A.km:

    a) Determinar a bitola dos condutores em eletrodutos a serem ligados a uma carga trifsica situada a 50 metros de distncia e cuja corrente de 25 A, a tenso docircuito 220V e a queda de tenso no pode ultrapassar a 4%;

    b) Determinar a queda de tenso percentual com a utilizao do cabo calculado nosubitem a).

    Sero calculados os valores de queda de tenso desse problema pelo mtodo doMomento Eltrico (ME) e de Queda de Tenso em V/A.km.

    1 - Momento Eltricos (ME):

    a) O Momento Eltrico (ME) neste caso :

    25 A x 50 m = 1.250 A.m

    Consultando a Tabela 3.6 pgina 77 de Eletroduto de Material no Magntico nacoluna referente a circuitos trifsicos, 220 V e 4% de queda de tenso, tem-se:

    Fio de 4 mm2 - Momento eltrico = 1.127 A.mFio de 6 mm2 - Momento eltrico = 1.648 A.mO valor calculado de 1.250 A.m est situado entre estes dois valores. Neste caso

    deve-se escolher o condutor de maior seo, ou seja, o fio de 6 mm2.Pela Tabela 3.3 da pgina 70 Capacidade de Conduo de Corrente coluna 3

    condutores carregados, o fio de 6 mm2, conduz 36 A.

    b) Como o momento eltrico calculado (1.250 A.m), menor que o do condutorutilizado (1.648 A.m), a queda de tenso ser menor.

    Para determinar o valor percentual da queda de tenso, basta fazer um clculocom a regra de trs:

    ME do condutor 1.648 A.m U% = 4%ME calculado 1.250 A.m U1% = ?

    U1% = 1.250 x 4 = 3%1.648

    2 - Queda de Tenso em V/A.km

    Pela Tabela 3.3 da pgina 70 Capacidade de Conduo de Corrente EletrodutoEmbutido coluna 3 Condutores Carregados, o fio 6 mm2 conduz 36 Ampres, portantoadequado em termos de capacidade de conduo de corrente para este circuito.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Pela Tabela 3.8 pgina 78 Eletroduto de Material No Magntico, tem-se que ofio de 6 mm2, para o circuito trifsico tem 6,14 V/A.km.

    Transformando 50 metros em quilmetros =

    50 metros = 0,05 km1.000

    U = U V/A.km x I x LEnto, U = 6,14 x 25 x 0,05 = 7,68 V

    A queda de tenso percentual ser:

    7,68 x 100% = 3,5 %220

    Como a queda mxima de tenso desejada de 4%, o fio 6 mm2 adequado.

    Observao: Como foi visto acima neste exemplo, os 2 mtodos utilizados levarama valores percentuais diferentes de queda de tenso. Isto devido aos arredondamentose aproximaes dos valores calculados das Tabelas.

    Em caso de dvidas, use os dois mtodos e escolha o cabo de maior bitolaou ento procure uma literatura especializada, onde so estabelecidos osprocedimentos tcnicos e matemticos mais precisos para os clculos de quedasde tenso em circuitos eltricos.

    NOTA: Pelo mtodo de Queda de Tenso em V/A.km, necessrio transformar oscomprimentos dos circuitos, dados em metros, para quilmetros, o que poder ocorrererros com mais facilidade nesta transformao. Devido aos comprimentos dos circuitoseltricos residenciais serem normalmente de pequenas dimenses, este Manual adotarpara calcular a queda de tenso, o mtodo do Momento Eltrico (ME).

    3.3.3 - Exemplos do Dimensionamento da Seo de Condutores

    Como foi visto no subitem 3.3.2 pgina 68, dever sempre ser adotado oresultado que levar ao condutor de maior seo (mm2). Assim, para o dimensionamentodos condutores de um circuito, deve ser determinada a corrente (A) que circular pelomesmo e o seu Momento Eltrico (ME) (A.m). Consultando as tabelas de Capacidadede Conduo Corrente (Tabela 3.3 pgina 70) e a de Momentos Eltricos e o subitem3.3.1 pgina 67, escolhe-se a seo (mm2) do condutor que dever ser utilizado.

    Os exemplos a seguir, explicam de maneira mais clara o clculo das sees (mm2)dos condutores.

  • 81

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Exemplo 1:

    Uma residncia, com a carga estabelecida a seguir, dever ser alimentada atravsde uma rede de baixa tenso da CEMIG, ligao a 2 fios, 127 V. Determinar aseo (mm2) e a quantidade (metros) dos condutores para o ramal que vai do Quadrodo Medidor do Padro CEMIG at o QDC atravs de um eletroduto embutido na paredeem linha reta.

    A distncia de 6 m e a U mxima admissvel de 1%.

    CARGA NA RESIDNCIA

    1 chuveiro: 4.400 VA10 lmpadas de 60 W: 600 VA1 ferro eltrico: 1.000 VA1 TV: 80 VAOutros: 300 VATOTAL DA CARGA: 6.380 VA

    Clculo da corrente:

    6.380 VA = 50,2 A127 V

    Clculo do Momento Eltrico (ME):

    ME = A x mME = 50,2 A x 6 m = 301 A.m (Ampre x metro)

    Consultando a Tabela 3.6 na pgina 77 de Momentos Eltricos (127 V - 1% -Eletroduto de Material no Magntico), verifica-se que o fio indicado o de 10 mm2. OMomento Eltrico de 332 A.m.

    Consultando a Tabela 3.3 na pgina 70 Capacidade de Conduo de Correnteverifica-se que a corrente mxima admissvel para o fio de 10 mm2 com eletrodutoinstalado na parede (2 condutores carregados) de 57 A.

    Resposta: 12 m de condutor de cobre de 10 mm2.

    Exemplo 2:

    Uma carga trifsica de 16 kW, 220 V, deve ser ligada a partir do QDC, est situadaa 10 m de distncia deste. A fiao dever ser instalada em um eletroduto no metlicoaparente. Dimensionar os condutores. U mxima admissvel, de 2%.

    Carga: 16 kW = 16.000 W

    Clculo da corrente:I = W / ( x U )3

  • 82

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    I = 16.000 W = 42 A( x 220 V )

    Clculo do Momento Eltrico (ME):

    ME = 42 A x 10 m = 420 A.m

    Consultando a Tabela 3.6 pgina 77 Momento Eltrico Eletrodutos de MateriaisNo Metlicos para o momento eltrico de 420 A.m (queda de tenso de 2% trifsico),verificamos que o fio indicado o de 4 mm2.

    Entretanto, pela Tabela 3.3 pgina 80 Capacidade de Conduo de Corrente, acorrente mxima admissvel para o fio de 4,0 mm2 instalado em eletroduto de 28 A.Para a corrente calculada de 42 A, deveremos utilizar o fio de 10 mm2, cuja correntemxima admissvel de 50 A.

    Usando esse condutor de 10 mm2 (2%, trifsico, o ME= 1.332 A.m), a queda detenso percentual no ramal ser:

    ME do condutor 10 mm2 1.332 A.m U% = 2 %ME calculado 420 A.m U1% = ?

    U1% = 420 x 2 = 0,63 %1.332

    Resposta: Fio 10 mm2.

    Exemplo 3:

    Considerando um chuveiro eltrico de 4.400 Watts 127 Volts em uma residnciacom 4 pessoas, funcionando em mdia, 8 minutos para cada banho, durante 30 diaspor ms. A distncia do Quadro de Distribuio de Circuitos QDC, de 20 metros.Considerar a queda mxima de tenso admissvel de 2%.

    Dimensionar os cabos e a perda do consumo energia eltrica (kWh) nos cabosdesse circuito eltrico do chuveiro, durante um ano.

    Soluo:

    Dos itens 1.6 (pgina 14) e 1.7 (pgina 15), tem-se as seguintes frmulas:

    P = U x IP = R x I2

    I = U / RE = P x t

    3

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    a) Clculo da corrente eltrica:

    I = 4.400 Watts = 34,6 A127 Volts

    b) Tempo mdio mensal em horas, dos banhos das 4 pessoas:

    4 banhos x 8 minutos/dia x 30 dias = 16 horas de banhos / ms60 minutos

    c) Energia (kWh) total consumida em banhos por ms:

    4.400 Watts x 16 horas de banho/ms = 70.400 Watt hora = 70,40 kWh

    d) Dimensionamento dos condutores:

    O Momento Eltrico Me = 20 metros x 34,6 A = 692 A.mPela Tabela 3.6 pgina 77 de Momento Eltrico (A.m) coluna 127 V Monofsico

    com queda de tenso de 2%, o condutor recomendado do de 16 mm2, como A.m de 996.

    Pela Tabela 3.3 pgina 70 Capacidade de Conduo de Corrente, a correntemxima admissvel para o fio de 16,0 mm2 instalado em eletroduto de 76 A.

    A corrente eltrica calculada anteriormente para esse chuveiro de 4.400 W em127 V, de 34,6 A.

    Consultando novamente a Tabela 3.3 pgina 70 Capacidade de Conduo deCorrente, a corrente mxima admissvel para o fio de 6,0 mm2 instalado em eletroduto de 41 A.

    Pela Tabela 3.6 pgina 77 de Momento Eltrico (A.m) coluna 127 V Monofsico,com queda de tenso de 2% do condutor de 6 mm2, o A.m de 436.

    Nota-se que, para a capacidade de conduo de corrente eltrica, pode-se usar ofio de 6,0 mm2. No entanto se for usado esse cabo de 6,0 mm2, tem-se uma queda detenso maior do que os 2% estipulados. Essa queda de tenso ser:

    ME do condutor 6 mm2 436 A.m U% = 2 %ME calculado 692 A.m U1% = ?

    U1% = 692 x 2 = 3,17%436

    Como essa queda de tenso tem um valor maior do que os 2% estipulados, ocondutor correto a ser usado, o de 16,0 mm2 de cobre.

    Exerccio: refazer os clculos desse item d) para o cabo 16,0 mm2.

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    e) Perda de energia eltrica nos condutores, durante 12 meses:E = P x tP = R x I 2

    Substituindo P, na primeira frmula, tem-se:

    E = R x I 2 x t

    Consultando a Tabela do Anexo 5 pgina 215, a Resistncia eltrica mdia doscabos so:

    6 mm2 = 2,96 / km16 mm2 = 1,22 / km

    Observao: Como essa Tabela apresenta valores mdios de Resistncia Eltricade condutores, em uma situao real deve-se pegar os dados corretos dos condutoresque sero utilizados, em um catlogo do fabricante.

    Se for usado o condutor de seo de 6 mm2, a perda de kWh nesses condutores ser:

    E = 2,96 / km x (34,6 A)2 x 16 horas/ms

    Calculando a Resistncia eltrica dos 20 metros, tem-se:1.000 metros 2,96 20 metros x

    x = 20 metros x 2,96 = 0,0592 1.000 metros

    E = 0,0592 x (34,6 A)2 x 16 horas/ms = 1.134 Wh/ms

    Em 12 meses:1.134 Wh/ms x 12 meses = 13.608 Wh/ano ou 13,6 kWh/ano

    Usando o condutor correto, o de seo de 16 mm2, a perda de kWh nessescondutores ser:

    E = 1,22 / km x (34,6 A)2 x 16 horas/ms

    Calculando a Resistncia eltrica dos 20 metros, tem-se:1.000 metros 1,22 20 metros x

    x = 20 metros x 1,22 = 0,0244 1.000 metros

    E = 0,0244 x (34,6 A)2 x 16 horas/ms = 467 Wh/ms

    Em 12 meses:467 Wh/ms x 12 meses = 5.604 Wh/ano ou 5,6 kWh/ano

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Exerccios

    1 Determinar o condutor capaz de transportar uma corrente de 50 A nos 3 casosa seguir:

    a) dois condutores instalados em eletroduto e temperatura ambiente 30 C;b) oito condutores instalados em eletroduto e temperatura ambiente 30 C;c) oito condutores instalados em eletroduto e temperatura ambiente 40 C.

    2 a) Determinar a bitola dos condutores em eletrodutos a serem ligados a uma carga trifsica localizada a 80 m de distncia e cuja corrente de 15 A. A tenso 220 V e a queda de tenso no pode ultrapassar 4 %.b) Determinar a queda de tenso que realmente ocorre no caso do subitem a).

    3 Dimensionar os condutores que devero atender uma instalao com umacarga trifsica de 20 kW, 220 V. A carga dever ser ligada a um alimentador situado a38 m de distncia devendo a fiao ser instalada em eletroduto. A queda mxima detenso, no deve ser maior do que 2%. Calcular a perda do consumo de energia eltrica(kWh) durante 12 meses nos condutores dimensionados.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    CAP TULO 4

    PROTEO E SEGURANA EM INSTALAES ELTRICAS

    Uma instalao eltrica interna est sujeita a defeitos e acidentes de diversasnaturezas, sendo portanto, necessria a existncia de um sistema de proteo esegurana adequados, a fim de evitar maiores danos.

    A instalao eltrica dever ser executada de acordo com Normas e materiaisadequados e de qualidade.

    inadmissvel deixar de utilizar dispositivos de proteo, materiais de qualidade eos procedimentos estabelecidos em Normas, com o objetivo de diminuir os custos (R$)de uma instalao eltrica. Isto poder ficar muito mais caro no futuro. Quanto maisinvestir, maior ser a proteo e segurana de uma instalao eltrica interna.

    A Norma vigente, a NBR 5410/97 Instalaes Eltricas de Baixa Tenso daABNT, estabelece os critrios para garantir a segurana de pessoas, de animaisdomsticos, de bens e da prpria instalao eltrica, contra os perigos e danos quepossam ser causados pelas instalaes eltricas, tais como:

    Proteo contra choques eltricos; Proteo contra sobrecorrentes; Proteo contra sobretenses e subtenses; Proteo contra falta de fase.

    Em caso de dvidas, deve-se consultar a Norma vigente da ABNT, NBR 5410/97 Instalaes Eltricas de Baixa Tenso.

    Antes de executar uma Proteo de um equipamento eltrico, dever ser lido comateno o manual desse equipamento. Caso esse equipamento necessite de umaProteo complementar alm das exigidas na Norma vigente NBR 5410/97, deve serfeita essa Proteo, conforme estipulado no manual do equipamento.

    4.1 Isolao, Classe e Graus de Proteo

    A Isolao de um equipamento eltrico, formada por materiais que isolameletricamente o equipamento.

    importante ressaltar que a isolao dos equipamentos/componentes eltricos de suma importncia na proteo contra os choques eltricos, tanto pelo contatoindireto, como pelo contato direto (ver subitem 4.2 pgina 91) com esses equipamentos.

  • 87

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Tipos de Isolao utilizadas em equipamentos/componentes eltricos (de acordocom a Norma vigente NBR 6151, da ABNT):

    Isolao Bsica: a isolao aplicada a partes vivas para assegurar a proteo contra choques eltricos;

    Isolao Suplementar: a isolao adicional e independente da Isolao Bsica, destinada a assegurar a proteo contra choques eltricos no caso de falha da Isolao Bsica;

    Isolao Dupla: a isolao composta por uma Isolao Bsica e uma Isolao Suplementar;

    Isolao Reforada: uma isolao nica, mas no necessariamente homognea, aplicada sobre as partes vivas, que tem propriedades eltricas equivalente s de uma Isolao Dupla.

    A Norma NBR 6151 tambm, classifica os equipamentos quanto a proteo contraos choques eltricos, de acordo com as seguintes classes:

    Equipamento Classe 0: o equipamento no qual a proteo contra os choques eltricos depende exclusivamente da Isolao Bsica, no sendo previstos meiospara ligar as massas (parte metlica) ao condutor de proteo da instalao,dependendo a proteo, em caso de falha da Isolao Bsica, exclusivamente do meio ambiente. Exemplo: eletrodomsticos portteis, tais comoliqidificadores;

    Parte viva Isolao bsica

    Isolaosuplementar

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Equipamento Classe I: o equipamento no qual a proteo contra choques eltricos no depende exclusivamente da Isolao Bsica, mas inclui umaprecauo adicional de segurana sob a forma de meios de ligao das massasao Condutor de Proteo (PE) (ver subitem 4.4.3 pgina 100) da instalao, de forma que essas massas no possam causar perigos em caso de falha na Isolao Bsica. Os cabos de ligao destes equipamentos devem possuir um condutor de Proteo. Exemplo: fornos, mquina de lavar roupas, geladeiras etc;

    Equipamento Classe II: o equipamento cuja proteo contra choques no depende exclusivamente da Isolao Bsica, mas inclui precaues adicionais de segurana tais como Isolao Dupla ou Reforada, no havendo meios de aterramento de proteo e no depende de condies de instalao;

    Equipamento Classe III: o equipamento no qual a proteo contra choques eltricos baseada na ligao do equipamento a uma instalao de extra-baixatenso de segurana. Exemplo Banheiras de Hidromassagem.

    Em uma instalao de extra-baixa tenso de segurana, os aparelhos eltricospodem ser alimentados por um transformador separador de segurana. A Normavigente, a NBR 5410/97 da ABNT, estabelece que a extra-baixa tenso em CorrenteAlternada (CA) dever ser menor ou igual a 50 V. No entanto, podem ser exigidosvalores inferiores, particularmente quando os equipamentos possam ser usados sobcondies de baixa resistncia eltrica do corpo humano. Em banheiros, no Volume 0(zero), esta tenso no pode ultrapassar a 12 Volts. Os pluges e tomadas devem serexclusivos para esta extra-baixa tenso. Ver subitem 4.7 pgina 119.

    importante ressaltar que, as isolaes dos equipamentos eltricos podem como passar do tempo, ter suas propriedades alteradas devido a umidade, temperaturaselevadas, acidentes, etc, o que ir prejudicar a Isolao do equipamento. importantesaber e acompanhar a vida til do equipamento/componente eltrico. Deve-se informarcom o revendedor ou fabricante sobre isso.

    Os invlucros dos equipamentos eltricos so classificados por Graus deProteo, definidos pela Norma vigente, a NBR 6146 da ABNT.

    O invlucro definido como o elemento que assegura a proteo de umequipamento contra determinadas influncias externas e proteo contra contatosdiretos em qualquer direo.

    O Grau de Proteo indicado pela letra IP, seguido de dois algarismos. Oprimeiro algarismo indica a proteo contra a penetrao de corpos slidos estranhos econtatos acidentais e o segundo algarismo indica a proteo contra a penetrao delquidos.

    As Tabelas 4.1 e 4.2, a seguir, mostram os diversos Graus de Proteo.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Descrio sucinta

    No protegido

    Protegido contraobjetos slidosmaiores de 50 mm

    Protegido contraobjetos slidosmaiores de 12 mm

    Protegido contraobjetos slidosmaiores de 2,5 mm

    Protegido contraobjetos slidosmaiores de 1,0 mm

    Protegido contra apoeira

    Totalmente protegidocontra poeira

    PROTEO CONTRA A PENETRAO DE CORPOS SLIDOS ESTRANHOS E CONTATOS ACIDENTAIS

    1o G R A U D E P R O T E OAlgarismo

    Corpos que no devem penetrar

    0 Sem proteo especial.

    1 Uma grande superfcie do corpo humano, como a mo (mas nenhuma proteo contra uma penetrao deliberada). Objetos slidos cuja menor dimenso maior que 50 mm.

    2 Os dedos ou objetos de formas semelhantes, de comprimento no superior a 80 mm. Objetos slidos cuja menor dimenso maior do que 12 mm.

    3 Ferramentas, fios, etc, de dimetro ou espessura superior a 2,5 mm. Objetos slidos cuja menor dimenso maior do que 2,5 mm.

    4 Fios ou fitas de largura superior a 1,0 mm. Objetos slidos cuja menor dimenso maior que 1,0 mm.

    5 No totalmente vedado contra a penetrao de poeira, porm a poeira no deve penetrar em quantidade suficiente que prejudique a operaodo equipamento.

    6 Nenhuma penetrao de poeira.

    Tabela 4.1

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    PROTEO CONTRA A PENETRAO DE LQUIDOS

    2o G R A U D E P R O T E OAlgarismo

    Proteo dada

    0 Nenhuma.

    1 As gotas de gua (caindo na vertical) no devem ter efeitos prejudiciais.

    2 A queda de gotas de gua vertical no deve ter efeitos prejudiciais quando o invlucro estiver inclinado de 15o

    para qualquer lado de sua posio normal.

    3 gua aspergida de um ngulo de 60o da vertical no deve ter efeitos prejudiciais.

    4 gua projetada de qualquer direo contra o invlucro, no deve ter efeitos prejudiciais.

    5 gua projetada de qualquer direo por um bico contra o invlucro, no deve ter efeitos prejudiciais.

    6 gua proveniente de ondas ou projetada em jatos potentes no deve penetrar no invlucro em quantidades prejudiciais.

    7 No deve ser possvel a penetrao de gua, em quantidades prejudiciais, no interior do invlucro imerso em gua, sob condies definidas de tempo e presso.

    8 O equipamento adequado para a submerso contnua em gua, nas condies especificadas pelo fabricante. NOTA: Normalmente, isto significa que o equipamento hermeticamente selado, mas para certos tipos de equipamento, pode significar que a gua pode penetrar em quantidade que no provoque efeitos prejudiciais.

    Tabela 4.2

    Descrio sucinta

    No protegido

    Protegido contraquedas verticais degotas de gua

    Protegido contraqueda de gotas degua para umainclinao mximade 15o

    Protegido contragua aspergida

    Protegido contraprojees de gua

    Protegido contrajatos de gua

    Protegido contraondas do mar

    Protegido contraimerso

    Projeto contrasubmerso

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    Observao: As vezes indicado no equipamento somente a proteo contra umdos itens da tabela 4.2. Neste caso colocado a letra X, onde no especificada aproteo.

    Exemplo: equipamento com Grau de Proteo IP2X indica a proteo contrao contato de dedos com partes internas sob tenso ou em movimento e contra apenetrao de corpos slidos de tamanho mdio (ver Tabela 4.2 pgina 90). A letra Xindica que no foi especificada a proteo contra a penetrao de lquidos.

    Em caso de dvidas, deve-se consultar o manual do equipamento.

    4.2 Consideraes Bsicas Sobre os Choques Eltricos

    As pessoas e os animais domsticos devem ser protegidos contra os perigos quepossam resultar de um contato direto e/ou indireto com as instalaes eltricas e deseus componentes e equipamentos.

    E lembre-se: Os equipamentos/componentes eltricos utilizados em umainstalao eltrica, no devem dar choques eltricos. Se isso acontece porque oequipamento/componente est com defeito. Deve-se consert-los imediatamente.

    A seguir ser feito neste subitem 4.2, umas consideraes bsicas, de umamaneira simples, sobre os choques eltricos. Caso seja necessrio de maioresinformaes, deve-se procurar as literaturas tcnicas especializadas sobre o assunto.

    4.2.1 - Contato Direto

    O contato direto caracterizado por um contato acidental ou por um contatointencional (por imprudncia) de uma pessoa em uma parte da instalao eltricaenergizada que esteja com o isolamento eltrico danificado. O isolamento danificadopode ocorrer devido a: falhas no isolamento, ruptura ou remoo indevida dosisolamentos eltricos. O contato direto muito freqente e de consequncia imprevisvel.

    Exemplo: uma pessoa em contato com um fio energizado e desencapado.

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    4.2.2 - Contato Indireto

    o contato de uma pessoa com uma parte metlica de uma instalao ou de umcomponente, normalmente sem tenso eltrica, mas que pode ficar energizada devidoa falhas no isolamento ou por uma falha interna (curto-circuito).

    perigoso, em particular, porque a pessoa no suspeita da energizao acidentalna instalao/componente e no est em condies de evitar um acidente.

    Exemplo: encostar na carcaa de uma mquina de lavar, que est com defeitosno isolamento.

    4.2.3 - Tenso de Contato

    Denomina-se Tenso de Contato, a tenso que pode aparecer entre dois pontossimultaneamente acessveis.

    A Tenso de Contato limite (ULimite) o valor mximo da tenso de contato quepode ser mantida indefinidamente sem riscos segurana de pessoas ou animaisdomsticos.

    Como exemplo de Tenso de Contato, pode-se citar o caso de uma pessoa queao mesmo tempo, toca em uma torneira e num eletrodomstico, no qual haja um fiodesencapado em contato com a estrutura do produto. A tenso de contato aquela queaparece entre os pontos tocados.

    FN

    Tenso decontato

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    A Norma NBR 5410/97 estabelece os seguintes valores como limites mximossuportveis para as tenses de contato, conforme Tabela 4.3.

    Valores Mximos de Tenso de Contato Limite (ULimite)

    Natureza da Corrente ULimite (V)

    Situao 1 Situao 2Alternada 15-100 Hz 50 V 25 VCorrente Contnua 120 V 60 V

    Tabela 4.3

    Situao 1: ambientes normais (sem umidade); Situao 2: reas externas, canteiros de obras, outros locais em que as pessoas

    estejam em contato com umidade. importante que um dispositivo de proteo contra choques (ver subitem 4.6.3

    pgina 111) seccione automaticamente a alimentao do circuito ou equipamentoprotegido contra contatos indiretos, sempre que uma falha entre a parte viva e a massano circuito ou equipamento considerado der origem a uma tenso de contato superiorao valor apropriado de ULimite definido na Tabela 4.3.

    Os tempos de durao do contato (em segundos) esto limitados aos valoresestabelecidos na Tabela 4.4, aps o qual a corrente deve ser interrompida.

    Tempo Mximo de Tenso de Contato

    Tenso de Contato Tempo Mximo de

    Presumida (V) Atuao do Dispositivo deProteo em Segundos (s)

    Situao 1 Situao 2127 0,80 0,35220 0,40 0,20277 0,40 0,20400 0,20 0,05

    mais de 400 0,10 0,02

    Tabela 4.4

    Situao 1: ambientes normais (sem umidade); Situao 2: reas externas, canteiros de obras, outros locais em que as pessoas

    estejam em contato com umidade.

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    4.2.4 - Choque Eltrico

    Choque eltrico a perturbao, de natureza e efeitos diversos,que se manifesta no organismo humano (ou de animais) quando este percorrido por uma corrente eltrica (Contato Direto e/ou ContatoIndireto).

    Os efeitos da perturbao produzida pelo choque eltrico variame dependem de certas circunstncias, tais como:

    O percurso da corrente no corpo humano; A intensidade, o tempo de durao, a espcie e a freqncia da corrente eltrica; As condies orgnicas do indivduo.O efeito do choque eltrico nas pessoas e animais pode causar conseqncias

    graves e irreversveis, como parada cardaca e respiratria.As perturbaes causadas por um choque eltrico, so principalmente: Inibio dos centros nervosos (efeito tetanizao), inclusive os que comandam a

    respirao, com possvel asfixia; Alteraes no ritmo de batimento do corao, podendo produzir tremulao

    (fibrilao) do msculo cardaco, com conseqente parada cardaca; Queimaduras de vrios graus; Alteraes do sangue provocadas por efeitos trmicos e eletrolticos da corrente etc.Essas perturbaes podem se manifestar todas de uma vez ou somente algumas

    delas.As sensaes produzidas nas vtimas de choque eltrico variam desde uma ligeira

    contrao superficial, at uma contrao violenta dos msculos. Quando esta contraoatinge o msculo cardaco, pode paralis-lo. Pode acontecer tambm a crispaomuscular, fazendo com que a vtima se agarre ao condutor sem conseguir soltar-se(tetanizao).

    Nas instalaes eltricas residenciais (127/220 V 60 Hz) os efeitos da correnteeltrica no ser humano, so principalmente:

    At 9 mA (leia-se: nove miliampres) - No produz alteraes de conseqncias mais graves;

    De 9 a 20 mA - contraes musculares violentas, crispao muscular e asfixia, se a zona torxica for atingida;

    De 20 a 100 mA - contraes violentas, asfixia, perturbaes circulatrias e s vezes, fibrilao ventricular;

    Acima de 100 mA - asfixia imediata, fibrilao ventricular, queimaduras; Vrios ampres - asfixia imediata, queimaduras graves, etc.No segundo e terceiro casos, o processo de salvamento seria a respirao artificial.

    No quarto (mais de 100 mA), o salvamento seria muito difcil e no ltimo casopraticamente impossvel.

    O efeito do choque eltrico depende tambm da Resistncia Eltrica do corpohumano. A Resistncia do corpo humano varia conforme as condies apresentadas naTabela 4.5 (da Norma NBR 5410/97).

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    RESISTNCIA ELTRICA DO CORPO HUMANO

    Classificao Caractersticas Aplicaes e Exemplos

    Elevada Condies secas Circunstncias nas quais a pele est seca (nenhuma umidade, inclusive o suor).

    Normal Condies midas Passagem da corrente eltrica de uma mo outra ou de uma mo a um p, com a pele mida (suor) e a superfcie de contato sendo significativa (por exemplo, um elemento est seguro dentro da mo).

    Fraca Condies molhadas Passagem da corrente eltrica entre as duas mos e os dois ps, estando as pessoas com os ps molhados ao ponto de se poder desprezar a resistncia da pele e dos ps.

    Muito Fraca Condies imersas Pessoas imersas na gua, por exemplo, em banheiras e piscinas.

    Tabela 4.5

    importante salientar que, alm do valor da corrente eltrica e da resistnciaeltrica do corpo humano, os efeitos do choque eltrico nas pessoas e animaisdomsticos, tambm dependem do tempo de durao da corrente eltrica.

    O grfico a seguir, nos mostra as diversas zonas em funo do Tempo x Corrente:

    Zona 1 - Nenhum efeito perceptvelZona 2 - Efeitos fisiolgicos geralmente no-danososZona 3 - Efeitos fisiolgicos notveis (parada cardaca, parada respiratria, contraes

    musculares) geralmente reversveisZona 4 - Elevada probabilidade de efeitos fisiolgicos graves e irreversveis

    (Fibrilao cardaca, parada respiratria)

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    4.3 Proteo e Segurana Preveno na Execuo

    As pessoas que executam servios eltricos devem: Ser instrudas e esclarecidas sobre as precaues relativas ao seu trabalho; Ser instrudas sobre a teoria e prtica dos procedimentos dos primeiros socorros

    a serem prestados em casos de acidentes; As instalaes eltricas devero ser executadas de forma a evitar danos s

    pessoas e animais domsticos, devendo para tanto, ser observadas algumas precaues, tais como:

    1. Seguir as recomendaes da Norma da ABNT, a NBR 5410/97 e Normas vigentes da CEMIG;

    2. Instalar os equipamentos e componentes eltricos da forma que recomendada para cada tipo de equipamento/componente;

    3. Usar as ferramentas (alicates, chaves de fendas, etc) de isolamento compatvel com a tenso da instalao.

    Para cada tipo de servio, deve-se usar a ferramenta apropriada e no asimprovisadas;

    4. As ferramentas eltricas portteis, devero ser dotadas de isolao dupla ou reforada a fim de prevenir acidentes (choques eltricos) por falha na isolao bsica;

    5. Antes que seja executado qualquer servio, deve-se pensar e analisar sobre a tarefa que ser executada: se a pessoa j sabe exatamente o que ir fazer e seest preparada para executar a tarefa, os riscos que essa tarefa poder trazer para si e/ou para outras pessoas. Confirmar se todos os materiais (equipamentos e ferramentas) necessrios, esto no local da tarefa. Em caso dedvidas, sem pressa, deve-se estudar novamente a tarefa que ser executada.Se a dvida ainda persistir, deve-se procurar a ajuda de um colega de profisso.Deve-se procurar tambm, literatura tcnica sobre o assunto, Normas vigentesda ABNT e da CEMIG, etc;

    6. Nunca deve se distrair durante o trabalho e tambm nunca distrair outras pessoas que estejam trabalhando;

    7. O eletricista deve usar os Equipamentos de Proteo Individual, tais como: capacete, luvas apropriadas de borracha, luvas de couro, botina de couro comsolado de borracha, culos de segurana, etc. Durante a execuo dos trabalhos, evitar o uso de materiais metlicos no corpo, como o relgio, por exemplo;

    8. Usar os aparelhos de medio e testes necessrios no trabalho;9. Devem ser desligados os circuitos eltricos energizados, atravs dos

    dispositivos de proteo, antes de executar ou dar manuteno nas instalaeseltricas.

  • 97

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    4.4 - Elementos Bsicos para Segurana e Proteo

    Para um funcionamento eficiente dos dispositivos de proteo e de segurana, oselementos bsicos da instalao eltrica devem ser adequadamente dimensionados:

    Aterramento;Condutor de Proteo (PE);Condutor Neutro.

    4.4.1 Aterramento Eltrico

    Denomina-se Aterramento Eltrico, a ligao intencional de um componenteatravs de um meio condutor com a Terra.

    Por exemplo: ligar a carcaa de um chuveiro eltrico, atravs de um condutor, coma Terra.

    Todo equipamento eltrico deve, por razes de segurana, ter o seu corpo(parte metlica) aterrado. Tambm os componentes metlicos das instalaeseltricas, tais como, os Quadros de Distribuio de Circuitos QDC, os eletrodutosmetlicos, caixas de derivao, etc, devem ser corretamente aterradas.

    Quando h um defeito na parte eltrica de um equipamento que est corretamenteaterrado, a corrente eltrica escoa para o solo (Terra). Alguns tipos de solos, somelhores condutores de corrente eltrica, pois tm uma menor Resistividade Eltrica. AResistividade em funo do tipo de solo, umidade e temperatura.

    Os Aterramentos Eltricos podem ser:a) Aterramento por razes funcionais: o Aterramento necessrio para que o

    equipamento eltrico funcione corretamente;

    b) Aterramento do equipamento por razes de proteo e segurana: neste caso,o Aterramento protege as pessoas e/ou animais domsticos contra os choqueseltricos.

    O caso bastante comum de choque eltrico, um fio desencapado encostando naestrutura metlica de um aparelho energizado. Estando o aparelho aterrado, a correnteeltrica poder ser desviada para a Terra, evitando o choque eltrico. Atravs doAterramento, a corrente eltrica tem um caminho mais fcil para escoar para a Terra.

    As figuras a seguir, ilustram ligaes eltricas de um chuveiro eltrico.Na situao da primeira figura, o chuveiro no est aterrado, estando portanto, as

    pessoas sujeitas a tomar choques eltricos (ver subitem 4.2.4 pgina 94). Na situao da segunda figura, como o chuveiro est aterrado atravs do

    Condutor de Proteo (PE), as pessoas no esto sujeitas a tomarem choques eltricos.Independentemente da tenso eltrica (V) para a ligao correta do equipamento

    eltrico, se 127 V ou 220 Volts, o equipamento dever ser aterrado de formaadequada, conforme os procedimentos estabelecidos neste subitem 4.4.

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    FaseFase

    PEFaseFase

    importante salientar que, alm do Aterramento adequado, o circuito eltrico deveter dispositivos de proteo e de segurana. Ver subitem 4.6 pgina 106.

    Um sistema aterrado possui o Neutro e/ou outro condutor intencionalmente ligado terra, diretamente ou atravs de uma impedncia eltrica (resistncia ou reatncia).

    O Padro de Entrada para o fornecimento de energia eltrica da CEMIG, deveser aterrado atravs de eletrodo de aterramento (haste de terra) de um dos fabricantesconstantes no manual vigente da CEMIG Manual do Consumidor n.o 11 e devem seratendidos os requisitos das Normas vigente da CEMIG: ND 5.1 Fornecimento deEnergia Eltrica em Tenso Secundria Rede de Distribuio Area EdificaesIndividuais, a ND 5.2 Fornecimento de Energia Eltrica em Tenso Secundria Redede Distribuio Area Edificaes Coletivas e a ND 5.5 Fornecimento de EnergiaEltrica em Tenso Secundria Rede de Distribuio Subterrnea.

    Essas Normas especificam os tipos, caractersticas, como instalar, a quantidade deeletrodos, a serem utilizados para cada tipo de ligao, os tipos dos condutores paraligar o eletrodo ao Padro de Entrada para o fornecimento de energia eltrica, etc.

    Cantoneira de ao zincado

    500

    200

    Condutor deaterramento

    ao parafusode aterramento

    2400Cava de aterramento

    250 x 250 x 500

    Cantoneira25 x 25 x 5

    Prensa - fios

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Todo Aterramento eltrico tem um valor de Resistncia (ohms). O valor daresistncia do Aterramento muito importante. Quanto menor o valor, melhor, poisaumenta a segurana a corrente eltrica de falta escoa para a terra com maisfacilidade. Para isso, deve seguir os procedimentos sobre os aterramentos nas Normasvigentes da CEMIG, bem como a Norma vigente NBR 5410/97.

    O Aterramento de equipamentos eltricos de uma instalao eltrica consiste naligao Terra, atravs dos condutores de Proteo (PE) (ver subitem 4.4.3 pgina 100),de todas as massas metlicas (chuveiros eltricos, carcaas de motores, caixasmetlicas, equipamentos, QDC, etc) e das tomadas de uso geral.

    Alguns aparelhos eltricos, tm um plugue de tomada com trs pinos, sendo umapropriado para a conexo do aterramento desse aparelho. Erroneamente as pessoascostumam colocar um adaptador que elimina o pino de aterramento. Isto no deve serfeito porque o aterramento, como foi dito anteriormente, evita que as pessoas venhama se acidentar quando utilizar o aparelho.

    4.4.2 Esquemas de Aterramento

    De acordo com a Norma vigente, a NBR 5410/97 os esquemas de aterramento,para efeito de proteo, so classificados em: TN, TT e IT.

    O sistema TN tem um ponto diretamente aterrado, sendo as massas ligadas a esteponto atravs de condutores de proteo. De acordo com a disposio dos condutores,Neutro e de Proteo, este sistema se subdivide em:

    TN-S onde os condutores Neutro (N) e o de Proteo (condutor PE) sodistintos:

    TN-C no qual as funes de neutro e de proteo so combinadas em um nicocondutor (condutor PEN):

    Observao: A Norma vigente NBR 5410/97 da ABNT estabelece que o condutorPEN, no deve ser seccionado.

    ABC

    PEN

    Sistema TN - C

    ABCN

    PE

    Sistema TN - S

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    TN-C-S quando somente em parte do sistema as funes de Neutro e Proteoso combinadas em um s condutor. No caso da unidade consumidora atendida pelaCEMIG em Baixa Tenso, recomendvel que seja utilizado esse sistema para oaterramento junto ao Padro de Entrada para o fornecimento de energia eltrica. Versubitens 4.4.1 pgina 97 e 4.4.3 pgina 100.

    O sistema TT tem um ponto diretamente aterrado, sendo as massas ligadas aeletrodos de aterramento, eletricamente independentes do eletrodo de aterramento daalimentao:

    O sistema IT no tem nenhum ponto da alimentao diretamente aterrado,estando as massas aterradas:

    4.4.3 Condutor de Proteo (PE)

    Como foi mencionado no subitem 3.3.1 pgina 67, a isolao do condutor deProteo (PE) dever ser na cor verde-amarela ou verde.

    O condutor de Proteo (PE) para o caso das instalaes eltricas residenciais,ser considerado neste Manual, como um condutor que ser aterrado junto ao Padrode Entrada para o fornecimento de energia eltrica, de acordo com os procedimentosestabelecidos nas Normas vigentes da CEMIG ND 5.1 Fornecimento de Energia Eltricaem Tenso Secundria Rede de Distribuio Area Edificaes Individuais, a ND 5.2Fornecimento de Energia Eltrica em Tenso Secundria Rede de Distribuio Area Edificaes Coletivas e a ND 5.5 Fornecimento de Energia Eltrica em TensoSecundria Rede de Distribuio Subterrnea.

    Sistema TN - C - S

    ABC

    PEN NPE

    ABCN

    Sistema T T

    PE

    ABC

    Sistema I T

    PE

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    O Condutor de Proteo (PE) dever ser ligado junto do Padro de Entrada comconectores apropriados, de acordo com as Normas da CEMIG referenciadas nestesubitem 4.4.3, da seguinte forma:

    O Condutor de Aterramento (do Padro de Entrada) dever interligar a primeira haste de aterramento ao Parafuso de Aterramento situado na caixa demedio e/ou proteo.

    A partir do Parafuso de Aterramento, dever ser ligado um condutor, que o Condutor de Proteo (PE).

    Este Condutor de Proteo (PE) dever ser levado (e ligado) at ao barramento apropriado no Quadro de Distribuio de Circuitos QDC da residncia.

    Observao: ver as definies nas Normas da CEMIG referenciadas neste subitem4.4.3.

    A partir do QDC, o Condutor de Proteo (PE), dever ser derivado para oscircuitos eltricos: de tomadas e de equipamentos de uso especfico (chuveiroseltricos, fornos eltricos, etc), ou outro circuito eltrico que seja necessrio oaterramento de equipamentos. Ver itens 4.4.1 pgina 97 e 4.4.2 pgina 99.

    A Norma NBR 5410/97 permite que um condutor de Proteo (PE) pode sercomum a vrios circuitos, desde que esses circuitos estejam contidos em um mesmoeletroduto. A seo mnima deste condutor est especificada no subitem 3.3.1 pgina 67.

    A necessidade da existncia do Condutor de Proteo (PE) tem a finalidade defornecer um melhor caminho para a corrente de falta, evitando que a mesma circule pelocorpo da pessoa que vier tocar no aparelho eltrico.

    Alguns equipamentos eltricos, tm o Condutor de Proteo (fio terra), como ageladeira por exemplo. O Condutor de Proteo (PE) dever ser ligado no ponto deaterramento da Tomada de Uso Geral (ver subitem 2.6.2 pgina 56).

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    O Condutor de Proteo (PE) no dever ser interligado, ao longo da instalaoeltrica interna, ao condutor Neutro (ver subitem 4.4.4 pgina 102) e nem usado comotal.

    IMPORTANTE: A Norma NBR 5410/97 determina que em todos os esquemasde Aterramento, o Condutor de Proteo (PE) no deve ser seccionado e quenenhum dispositivo deve ser inserido a esse Condutor de Proteo.

    4.4.4 - Condutor Neutro

    O condutor Neutro o elemento do circuito que estabelece o equilbrio de todo osistema da instalao eltrica. Para cada circuito eltrico teremos que ter um condutorNeutro partindo do QDC. De acordo com a Norma NBR 5410/97, em nenhumacircunstncia, o condutor Neutro, poder ser comum a vrios circuitos.

    S poder ser seccionado o Condutor Neutro, quando for recomendado pelaNorma NBR 5410/97. Neste caso, o condutor Neutro no deve ser seccionado antesdos condutores Fase, nem restabelecido aps os condutores Fase. Ver subitem 4.6.3pgina 111.

    O condutor Neutro dever ser sempre aterrado junto ao Padro de Entrada parao fornecimento de energia eltrica, de acordo com as Normas da CEMIG ND 5.1Fornecimento de Energia Eltrica em Tenso Secundria Rede de Distribuio Area Edificaes Individuais, a ND 5.2 Fornecimento de Energia Eltrica em TensoSecundria Rede de Distribuio Area Edificaes Coletivas e a ND 5.5Fornecimento de Energia Eltrica em Tenso Secundria Rede de DistribuioSubterrnea (ver subitem 4.4.1 pgina 97).

    Observao: O Condutor Neutro no dever ser interligado ao longo da instalaoeltrica interna, ao Condutor de Proteo (PE) e nem usado como tal.

    4.5 - Distrbios nas Instalaes Eltricas

    Os principais distrbios de natureza eltrica que podem ocorrer em uma instalaoso: fugas de corrente, perdas de energia eltrica, sobrecargas, curtos-circuitos esobretenses.

    4.5.1 - Fugas de Corrente

    Se o fio Fase estiver com isolao dele danificada e fizer contato com a Terraatravs de uma parte metlica da instalao eltrica, fluir por esse ponto uma correntede fuga que poder causar problemas instalao, alm da perda de energiaprovocada por essa fuga de corrente eltrica.

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    Como exemplo, ser feita uma analogia com uma instalao hidrulica de umaresidncia, que composta por encanamentos, derivaes, torneiras, etc. Em condiesnormais, a gua circular pelos canos at as torneiras, sem nenhum vazamento.

    Quando ocorre um vazamento devido a defeitos em encanamentos, torneiras,vlvulas, etc, uma determinada quantidade de gua se perder, ou seja, ocorrer umafuga de gua.

    Fazendo uma analogia com o circuito eltrico pode-se concluir que, a fuga decorrente uma perda de energia eltrica, devido a uma falha na isolao da instalaoou por uma falha interna nos equipamentos.

    Por exemplo, se numa instalao acontece uma fuga de corrente entre aproteo e a carga, a corrente de fuga se somar corrente de carga, podendo fazercom que o dispositivo de proteo atue, desligando o circuito eltrico.

    Para verificar a existncia de fugas de corrente em uma instalao, deve-sedesligar todos os equipamentos eltricos ligados ao circuito e verificar se circula, ainda,alguma corrente (isto pode ser feito atravs do prprio medidor de energia).

    Deve-se verificar tambm, se o disco do medidor continua girando. Se estiver, porque existe fuga de corrente na instalao eltrica.

    Procedendo desta maneira e desligando os circuitos parciais gradualmente, consegue-se determinar em qual circuito e em que ponto est acontecendo a fuga de corrente.

    Uma das causas mais comuns das fugas so as emendas. No deve-se passar emuma tubulao fios emendados. As emendas devero ser feitas adequadamente nas caixasprprias (caixa de passagem, por exemplo) e devero ser isoladas de maneira apropriada.

    4.5.2 Perdas de Energia Eltrica

    As perdas de energia eltrica acontecem quando h uma circulao de corrente.Quando circula uma corrente eltrica por um condutor, esse aquece e o calordespendido por ele ser a perda de energia. A perda de energia pode ser determinadapela frmula:

    P = R x I 2

    A perda de energia provoca queda de tenso. Quando a queda de tenso(U = R x I) for superior ao limite admissvel (ver subitem 3.3.2.2 pgina 73), deve-seredimensionar o condutor para evitar que a essa perda de energia eltrica, tenha valorsignificativo ao longo do tempo. Ver o Exemplo 3 do subitem 3.3.3 pgina 82.

    Quando os terminais de um aparelho no estiverem firmemente ligados ao circuito,poder haver um faiscamento, com conseqente produo de calor e, portanto, perdade energia.

    CARGAQDC

    FUGA

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    4.5.3 Sobrecorrente e a Sobrecarga

    Se for ligado a um circuito eltrico, cargas acima do limite para o qual o mesmo foidimensionado, haver uma corrente de maior valor, denominada de sobrecorrente. Asobrecorrente produzir perdas e poder danificar os equipamentos (fiao,interruptores, tomadas, etc) existentes. Como a proteo no foi dimensionada parasuportar uma sobrecorrente, o dispositivo de proteo atuar (ver subitem 4.6 pgina106, desligando o circuito.

    A soluo, neste caso ou retirar as cargas em excesso ou redimensionar ocircuito.

    Observao: a sobrecarga um tipo de sobrecorrente de menor intensidade,sendo pouco superior a capacidade de conduo de corrente do condutor (ver Tabela3.3 pgina 70).

    4.5.4 - Curto-Circuito

    O curto-circuito como o prprio nome indica, um caminho mais curto (ou maisfcil) para a corrente eltrica fluir.

    um tipo de sobrecorente de altssima intensidade.

    Na primeira figura a corrente que circulava pela carga, passa a circular pelo pontoonde houve o curto-circuito.

    Na segunda figura, a corrente que circulava pelas duas lmpadas colocadas emsrie, passa a circular somente pela segunda lmpada, como indicam as setas.

    Em ambos os casos, a corrente passou a circular pelo caminho de menorresistncia eltrica.

    A corrente de um circuito determinada pela expresso I = U / R (ver subitem 1.4pgina 13). Assim a corrente de curto-circuito tem o seu valor limitado pela resistnciaeltrica do circuito por onde ela passa (resistncia dos condutores, resistncia doscontatos e das conexes etc).

    CARGACurto-circuito

    Curto-circuito

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    No circuito acima, se a instalao fosse feita com fio de 0,5 mm2, cuja resistnciaeltrica

    igual a 27,8 /km (ver Anexo 5 pgina 215), tem-se:

    Icc = UR

    Comprimento do circuito: 2 x 5 m = 10 mResistncia total do circuito: 27,8 /km x 10 m / 1000 = 0,278 Corrente de curto-circuito: Icc = 127 V / 0,278 = 457 A

    Esse valor da corrente de curto-circuito para o cabo de 0,5 mm2 implica na suafuso dos cabos, com riscos de incndio.

    Os efeitos eltricos de um curto-circuito s atingem a regio entre o local do curtoe a fonte de energia.

    Assim, um curto-circuito na rede de distribuio da rua, no atinge a instalaoeltrica do consumidor.

    Para evitar a possibilidade de curto-circuito acontecer, deve-se manter a instalaosempre em bom estado, evitando emendas mal feitas, ligaes frouxas etc, fazendouma manuteno preventiva.

    Os dispositivos de proteo e segurana devero estar bem dimensionados, poisquando da ocorrncia de um curto-circuito, esses dispositivos devero atuarimediatamente, para que seja desligada a instalao, evitando a propagao do dano(ver subitem 4.6 pgina 106).

    4.5.5 - Sobretenses

    As sobretenses que geralmente ocorrem nas instalaes eltricas internas, sooriundas de descargas atmosfricas.

    A instalao eltrica interna, com os seus equipamentos e componentes, bemcomo as pessoas e animais domsticos, podero sofrer com os danos provocados porsobretenses. Por isso, devero ser instalados dispositivos de proteo, a fim de evitaros danos provocados por sobretenses (ver subitem 4.6 pgina 106)

    CARGACurto-circuito127 V

    5 m

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    4.6 - Dispositivos de Proteo e de Segurana

    Os dispositivos de proteo e de segurana que devem ser utilizados eminstalaes eltricas residenciais, com o objetivo de proteger e dar segurana para ainstalao eltrica, tais como a fiao, equipamentos, etc, as pessoas e animaisdomsticos, so:

    Disjuntor, Seccionador (chave faca) com Fusveis, Dispositivo DiferencialResidual (disjuntores diferenciais residuais e interruptores diferenciais residuais),Protetor contra Sobretenses, Protetor contra Subtenses, Protetor contra faltade fase etc.

    Os condutores de uma instalao eltrica devem ser protegidos por um ou maisdispositivos de seccionamento automtico contra sobrecargas e curtos circuitos. Almde proteger, esses dispositivos devem ser coordenados (ver subitem 4.6.2.1 pgina 109).

    NOTA: Os dispositivos de proteo devem estar dispostos e identificados de formaque seja fcil reconhecer os respectivos circuitos protegidos.

    4.6.1 - Fusveis

    So dispositivos de proteo contra os curtos-circuitos. O elemento fusvel constitudo de um material apropriado. Quando ocorre o curto-circuito a correntecirculante provoca o aquecimento e, consequentemente, a fuso do elemento fusvel(queima), interrompendo o circuito.

    O fusvel deve ser trocado, aps a sua queima, para que o circuito sejarestabelecido.

    Os fusveis queimados devero ser substitudos por outros iguais e nuncaconsertados. Isso porque se o fusvel for substitudo por outro de capacidade maior ouconsertado, no ir garantir a proteo necessria, podendo causar danos ao circuitoque ele est protegendo.

    Nos dispositivos porta-fusveis s podero ser colocados os fusveis decapacidade recomendada/calculada e nunca de capacidade superior ou inferior.

    Os fusveis devem estar de acordo com Norma vigente NBR 11840 da ABNT.

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    O grfico a seguir, mostra uma curva geral do tempo que o fusvel gasta para abrirum circuito para determinados valores de corrente - curva Tempo x Corrente. Osfabricantes de fusveis fornecem estas curvas para cada modelo de fusvel, em catlogosde seus produtos, de tal maneira que podemos especificar a proteo de um circuitoatravs das mesmas.

    4.6.2 Disjuntores Termomagnticos

    So dispositivos termomagnticos que fazem a proteo de uma instalaocontra curtos-circuitos e contra sobrecargas.

    O Disjuntor no deve ser utilizado como dispositivo de liga-desliga de um circuitoeltrico e sim, de Proteo.

    O disjuntor tem a vantagem sobre os fusveis, em se tratando da ocorrncia de umcurto-circuito. No caso de um disjuntor, acontece apenas o desarme e para relig-lo,basta acionar a alavanca (depois de verificar/sanar porque aconteceu o curto-circuito).Nesse caso, a durabilidade do disjuntor muito maior.

    Assim, a utilizao dos disjuntores muito mais eficiente. No Padro de Entradapara o fornecimento de energia eltrica, a CEMIG s permite a utilizao de disjuntores.Ver Normas vigentes da CEMIG ND 5.1 Fornecimento de Energia Eltrica em TensoSecundria Rede de Distribuio Area Edificaes Individuais, a ND 5.2Fornecimento de Energia Eltrica em Tenso Secundria Rede de Distribuio Area Edificaes Coletivas e a ND 5.5 Fornecimento de Energia Eltrica em TensoSecundria Rede de Distribuio Subterrnea.

    Tem

    poCorrente

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    O disjuntor deve possuir dois elementos de acionamento ou disparo comcaractersticas distintas para cada tipo de falha:

    a) Disparador trmico contra sobrecargas - consiste em uma lmina bimetlica(dois metais de coeficientes de dilatao diferentes), que ao ser percorrida por umacorrente acima de sua calibragem, aquece e entorta, acionando o acelerador de disparoque desliga o disjuntor.

    b) Disparador magntico contra curtos-circuitos - formado por uma bobina(tubular ou espiralada) intercalada ao circuito, que ao ser percorrida por uma corrente decurto-circuito, cria um campo magntico que atrai a armadura, desligandoinstantaneamente o disjuntor.

    A combinao desses dois disparadores, protege o circuito eltrico contracorrentes de alta intensidade e de curta durao, que so as correntes de curto-circuito(disparador magntico) e contra as correntes de sobrecarga (disparador trmico).

    mola

    travacontatomovel

    contatofixo

    o metal

    mola

    travacontatomovel

    contatofixo

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    As curvas Tempo x Corrente dos disjuntores, so semelhantes as dos fusveis etambm so fornecidas pelos fabricantes.

    Os disjuntores devem ser ensaiados com 20 mil mudanas de posio (manobras),sendo 12 mil com corrente e tenso nominal e 8 mil em vazio (sem carga), atuaoimediata contra curto circuito.

    4.6.2.1 Coordenao e Dimensionamento dos Disjuntores

    Numa instalao eltrica interna, os disjuntores tm por finalidade principalproteger os condutores dos respectivos circuitos contra sobrecargas (sobrecorrentes) ecorrentes de curto-circuito. Nessas condies, tais dispositivos devem ser coordenados(seletividade) com os condutores a proteger, como a figura a seguir:

    Observao: Ver tambm o subitem 4.6.6 pgina 119.

    200100503020101 2 3 4 5

    0,001

    0,01

    0,1

    1

    10

    100

    1.000

    10.000

    t ( s )

    Caracterstica de atuao compartida a frio a uma temperaturaambiente de 20oC. Disjuntores de10 a 70 A.

    Caracterstica de atuao compartida a frio a uma temperaturaambiente de 40oC. Disjuntores de90 a 100 A.

    I = Corrente efetivaIn = Corrente nominal do disjuntor

    40A

    20A

    20A

    30A

    10A

    15A

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    A proteo de uma instalao dever ser coordenada de tal forma que atuem emprimeiro lugar as protees mais prximas s cargas e as demais seguindo a seqncia.Caso contrrio, um problema em um ponto da instalao poder ocasionar umainterrupo do fornecimento geral de energia. Assim, no poderemos ter no Quadro deDistribuio de um Circuito - QDC de uma residncia, disjuntores de 50 A, se o disjuntorgeral instalado no Padro de Entrada for de 40 A.

    Nas instalaes residenciais so usados em geral disjuntores em caixa moldada,calibrados a 20 C ou 40 C (a depender do fabricante), instalados em Quadro deDistribuio de Circuito - QDC. Neles a temperatura ambiente (interna) geralmentesuperior do local onde esto instalados os condutores. Como regra bsica admite-seuma diferena de 10C.

    Assim, se os condutores forem considerados a 30 C, o QDC ser considerado a40 C.

    A Tabela 4.6 a seguir, fornece as correntes nominais de disjuntores, em funo datemperatura ambiente.

    Essa Tabela 4.6 informa, por exemplo, que um disjuntor unipolar de 30 A, que calibrado a 20 C, se instalado num QDC a 40 C atuar a partir de 27 A.

    DIMENSIONAMENTO DE DISJUNTORES

    CORRENTES NOMINAIS EM FUNO DA TEMPERATURA AMBIENTE

    Temperatura Ambiente oC

    20 oC 30 oC 40 oC 50 oCUnipolar Multipolar Unipolar Multipolar Unipolar Multipolar Unipolar Multipolar

    CORRENTES NOMINAIS In (A)

    10 9,5 9,5 9 9 8,5 915 14 14,5 13,5 14 13 1320 19 19 18 18 17 17,525 24 24 22,5 23 21 2230 28,5 29 27 27,5 25,5 26,535 33 33,5 31,5 32 30 3140 38 38,5 36 37 34 3550 47,5 48 45 46 42,5 4460 57 57,6 54 55 51 5370 66,5 67 63 64 59,5 62

    Tabela 4.6

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    Observaes: Os disjuntores da Tabela 4.6 esto referidos temperaturade 20 C. Os disjuntores Multipolar referem-se aos disjuntores bipolar e tripolar.

    IMPORTANTE: Essa uma tabela geral para o dimensionamento de disjuntores.Deve-se utilizar a tabela do fabricante da marca e tipo de disjuntor que for adquirido,para o dimensionamento correto dos disjuntores de um QDC.

    Exemplo: Dimensionar o disjuntor geral do QDC, para o Exemplo 1 do subitem3.3.3 pgina 81. Considerar a temperatura no Quadro de 35 oC.

    A corrente total calculada foi de 50,2 A. Consultando a Tabela 4.6 para atemperatura de 40 oC e disjuntor unipolar tem-se:

    A mxima corrente eltrica suportada pelo disjuntor de 50 A, a uma temperatura de 40 oC, de 45 A;

    A mxima corrente eltrica suportada pelo disjuntor de 60 A, a uma temperatura de 40 oC, de 54 A.

    Resposta: Disjuntor unipolar de 60 A.

    4.6.3 - Dispositivo Diferencial Residual - DR

    A Norma NBR 5410/97 da ABNT determina que devem ser utilizados osDispositivos Diferenciais Residuais DR de alta sensibilidade (corrente diferencial-residual igual ou inferior a 30 mA), com o objetivo de proteger as pessoas e animaisdomsticos contra os choques eltricos (ver subitem 4.2.4 pgina 94), nos seguintescircuitos eltricos de uma residncia:

    Circuitos que sirvam a pontos situados em locais contendo banheira ou chuveiro; Circuitos que alimentam tomadas de corrente situadas em reas externas

    edificao; Circuitos de tomadas situadas em cozinhas, copa-cozinhas, lavanderias, reas

    de servio, garagens e em geral, em todo local interno/externo molhado em usonormal ou sujeito a lavagens.

    Os Dispositivos Diferenciais Residuais - DR so equipamentos que tm o objetivode garantir a qualidade da instalao, pois esses dispositivos no admitem correntes defugas elevadas, protegendo as pessoas e animais domsticos contra os choqueseltricos e por outro lado, e conseqentemente, economiza energia nas instalaeseltricas (ver Captulo 7 pgina 189).

    A proteo dos circuitos por DR pode ser realizada individualmente ou por gruposde circuitos.

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    As condies gerais de instalao devem obedecer s prescries descritas aseguir:

    a) Os dispositivos DR devem garantir o seccionamento de todos os condutores vivos do circuito protegido;

    b) O circuito magntico dos dispositivos DR deve envolver todos os condutores vivos do circuito, inclusive o Neutro. Por outro lado, o Condutor de Proteo (PE)correspondente deve passar exteriormente ao circuito magntico. Os condutores de Proteo (PE) no podem ser seccionados (ver subitem 4.4.3 pgina 100);

    c) Os dispositivos DR devem ser selecionados e os circuitos eltricos divididos de forma tal que, as correntes de fuga para a terra, susceptveis de circular duranteo funcionamento normal das cargas alimentadas, no possam provocar a atuao desnecessria do dispositivo.

    As sensibilidades do DRs so de 30 mA, 300 mA e 500 mA.Os de 30 mA so chamados de alta sensibilidade e protegem as pessoas e

    animais contra choques eltricos.Os DRs de sensibilidades de 300 mA e 500 mA, protegem as instalaes contra

    fugas de correntes excessivas e incndios de origem eltrica.Os DRs podem ser deacordo com suas funes:

    a) Disjuntores Diferenciais Residuais DDR

    So dispositivos que tm o objetivo de proteger contra sobrecargas, curtos-circuitos, fugas de corrente, choque eltrico, etc.

    Esses equipamentos possuem disjuntores acoplados ao Diferencial fazendotambm, a proteo contra sobrecargas e curtos-circuitos das instalaes eltricas.

    Teste

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    Neutro

    N

    A

    PE

    BN PE

    Alimentao 2 Fases + Neutro

    b) Interruptores Diferenciais Residuais IDR

    So dispositivos que tm o objetivo somente de proteger contra as fugas decorrente, choques eltricos etc. Como no possuem disjuntores acoplados, noprotegem contra sobrecorrentes. Neste caso necessria a utilizao de disjuntores emsrie para completar a proteo.

    Para verificar se o dispositivo DDR e/ou IDR est instalado e em perfeitofuncionamento, acione o boto teste.

    Se o DR desligar, significa que ele e a instalao esto em perfeita condiode uso.

    Se o DR no desligar, significa que algo esta errado: ele pode estar com defeito, instalado incorretamente, etc. Neste caso deve-se procurar identificar o defeito.

    Os DDRs e IDRs podem ser instalados conforme configuraes abaixo:

    DISJUNTOR DIFERENCIAL INTERRUPTOR DIFERENCIAL

    N

    PE

    A B PE

    Neutro

    N

    Alimentao 2 Fases + Neutro

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    DISJUNTOR DIFERENCIAL INTERRUPTOR DIFERENCIAL

    Observao: O IDR tem uma dimenso menor, se comparado com o DDR.Dependendo da situao, poder ser mais vantajosa a sua utilizao.

    Os DRs ocupam normalmente no QDC um espao de trs disjuntores, ou de umdisjuntor tripolar (DRs com sensibilidade 30 mA). Existem disjuntores diferenciaisresiduais que ocupam um espao de 5 disjuntores.

    A

    PE

    B C PE

    Alimentao 3 Fases Alimentao 3 Fases

    PE

    A B PEC

    Neutro

    N

    A

    PE

    BN PEC

    Alimentao 3 Fases + Neutro Alimentao 3 Fases + Neutro

    N

    PE

    A C PE

    Neutro

    N

    B

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    A figura a seguir, mostra a proteo feita por um DDR, instalado em umeletrodomstico puramente bifsico (sem a utilizao do neutro):

    Como foi visto no subitem 4.4 pgina 97, a Norma NBR 5410/97 s permite oseccionamento do condutor Neutro em determinadas situaes. A utilizao de DR uma dessas situaes. O condutor Neutro e os condutores Fase so seccionados naentrada de alimentao do DR, sendo que devem ser restabelecidos juntamente, nasada do DR. Deve-se notar que os condutores Neutro e Fases so seccionados erestabelecidos, simultaneamente.

    O condutor Neutro seccionado e passa por dentro dos DRs.O condutor de Proteo (PE) no passa pelo equipamento, no sendo portanto,

    seccionado.

    Ateno: Em nenhum caso interligar o condutor de Proteo (PE) ao condutorNeutro, aps o DR.

    F N

    T

    Teste

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    Os Chuveiros Eltricos com resistncia eltrica nua (desencapada), apresentamgeralmente fugas de correntes (ver subitem 4.5.1 pgina 102) elevadas que no permitemque o Dispositivo Diferencial Residual fique ligado. Isto significa que estes equipamentospossuem resistncia eltrica nua, representam um risco segurana das pessoas. Portantodevem ser substitudos por um com resistncia eltrica blindada (ou encapsulada).

    Quando o DR instalado no QDC no lugar do Disjuntor Geral e se houver qualquerproblema de fuga de corrente, o DDR ou o IDR atuar, desligando todo o circuito dainstalao eltrica, no havendo portanto, seletividade. Para obter seletividade, deve-secolocar um DDR ou um IDR para cada circuito em que for necessrio esses dispositivos.

    Os DR so dimensionados de forma semelhante dos disjuntores Termomagnticos, isto a partir da corrente do circuito eltrico que ir proteger.

    Exemplos:

    1) No QDC cuja corrente total de 60 A, usar o DDR de 63 A.2) Chuveiro eltrico, com uma corrente de 35 A, usar DDR de 40 A.3) Em um circuito com uma corrente de 50 A, pode-se

    utilizar um IDR de 63 A com um disjuntor termomagnticode 50 A, pois o IDR protege apenas contra fugas decorrente. A proteo contra sobrecargas e curtos-circuitos, fica por conta do disjuntor.

    A Tabela 4.7 a seguir mostra os principais DDR eIDR de sensibilidade de 30 mA, com sua capacidadede corrente nominal:

    Observao: Dependendo do fabricante, os DDRou os IDR podero ter outros valores de CorrenteNominal. Consulte as tabelas desses dispositivos.

    DDR IDRCORRENTE NOMINAL (A)

    16 2520 4025 6332 8040 -50 -63 -

    Tabela 4.7

    Esquema eltrico ilustrativo de uma instalao residencial, de acordo com a NBR 5410 Norma de Instalao Eltrica (ABNT)

    As sees nominais dos condutores e as correntesnominais dos disjuntores, disjuntores diferenciais e interruptores diferenciais residuais devem serdimensionadas conforme prescrito na norma deinstalaes eltricas de baixa tenso NBR 5410

    * ou 1 disjuntor diferencial + 1 disjuntor termomagntico

    reas midas(banho, servios,outras)

  • 117

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    4.6.4 Proteo Contra Sobretenses Transitrias

    A Norma NBR 5410/97 recomenda que nas instalaes eltricas de umaresidncia, atendida por uma Concessionria de Energia Eltrica, se necessrio, devemser instalados dispositivos adequados de proteo contra sobretenses transitrias. Assobretenses transitrias normalmente so oriundas de descargas eltricas de origematmosfricas.

    Esses dispositivos devem ser do tipo no curto-circuitante, como pra-raiossecundrios, com tenso contnua/nominal 175 V e corrente nominal de 10 kA (ou de 20kA em reas crticas).

    As sobretenses transitrias podem causar srios dados aos equipamentoseltricos. A supresso destas sobretenses junto ao Quadro de Distribuio de Circuitos QDC, evita a sua propagao na instalao eltrica interna, tendo comoconseqncia, a proteo dos equipamentos eletroeletrnicos.

    Um dos meios da supresso desta sobretenso, a instalao de um dispositivode Proteo contra Sobretenses (tambm conhecido como supressor) no Quadro deDistribuio de Circuitos QDC. Este dispositivo tem uma semelhana fsica de umdisjuntor.

    Deve ser instalado um para cada Fase, entre o Condutor Fase e o Condutor deProteo, de acordo com o sistema de aterramento.

    Este dispositivo normalmente possui um indicativo que mostra se ele estfuncionando ou no. Consulte o manual do fabricante para identificar como essaindicao.

    Os dispositivos de proteo contra sobretenses devem ser instalados depois dodispositivo de seccionamento (o disjuntor, por exemplo), mas antes do dispositivo DR.

    recomendvel tambm, a instalao junto aos principais eletrodomsticos, taiscomo, computadores, televiso, equipamento de som, forno de micro ondas, etc, deprotetores individuais contra sobretenses transitrias.

    Existem distrbios podem vir pela: rede eltrica, rede telefnica e antenas de TV(parablica e a cabo). Por isso, recomendado usar dispositivos apropriados paraproteger os equipamentos ligados a rede eltrica, bem como ligados a antenas de TV,tomadas de telefones, modem de computadores etc.

    NPE

    massa

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    4.6.5 Proteo Contra Queda e Falta de Tenso

    A Norma NBR 5410/97 recomenda que devem ser tomadas as medidas deproteo quando uma queda ou aumento de tenso significativa ou a falta da tenso eo posterior restabelecimento dessa tenso forem susceptveis de criar perigo para aspessoas e bens ou de perturbar o bom funcionamento da instalao.

    Para a proteo contra quedas, aumentos e faltas de tenso so normalmenteutilizados rels de subtenso acoplados a dispositivos de seccionamento ou contatorescom contato de auto-alimentao.

    A ligao eltrica desses equipamentos, dever ser feita de acordo com orecomendado pelos catlogos/manuais do respectivo equipamento.

    Proteo para: tv comligao coaxial de antenaexterna ou parablica,vdeo e conversor para tva cabo.

    Proteo para: fax, telex,telefone sem fio,secretria eletrnica emicros com placa de fax-modem.

    Proteo para: tv, vdeo,equipamento de som,computador, video game,freezer, microondas egeladeira.

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    4.6.6 Coordenao entre os Diferentes Dispositivos de Proteo

    Quando a segurana exigir dois ou mais dispositivos de proteo em srie, ascaratersticas de funcionamento desses dispositivos devem ser escolhidas de tal formaque somente parte da instalao que ocorreu a falta, seja seccionada do circuito.

    Dever ter uma coordenao e seletividade entre esses dispositivos. Ver subitem4.6.2.1 pgina 109.

    4.7 Proteo em Banheiros

    A Norma vigente, a NBR 5410/97 dedica o Captulo 9 subitem 9.1 LocaisContendo Banheira ou Chuveiro, quelas situaes que, no caso de instalaesresidenciais, so caracterizadas essencialmente pelo banheiro. Tal preocupao sejustifica pelos riscos de tomar choques eltricos, particularmente apresentados, tendoem vista da melhor condutividade que apresenta o corpo humano molhado ou imerso.Em caso de dvidas, deve-se sempre consultar a Norma vigente, a NBR 5410/97 e umaliteratura tcnica especializada.

    As prescries descritas pela Norma NBR 5410/97, so aplicveis a banheiras,piso-boxes, boxes e outros compartimentos para banho, bem como s reasadjacentes.

    A Norma NBR 5410/97 determina as caractersticas gerais destes compartimentosatravs da Classificao de Volumes:

    a) Volume 0 o volume interior da banheira, do piso-boxe ou do rebaixo do boxe(local inundvel em uso normal).

    b) Volume 1 Tem a seguinte determinao:De um lado, pela superfcie vertical que circunscreve a banheira, o piso-boxe ou o rebaixo do boxe ou, na falta de uma clara delimitao do boxe, por uma superfcie vertical situada a 0,6 m ao redor do chuveiro ou ducha e,Por outro lado, pelo piso e pelo plano horizontal situado a 2,25 m acima do fundo da banheira, do piso do boxe ou do piso do banheiro.

    c) Volume 2 Tem a seguinte determinao:De um lado, pela superfcie vertical externa do Volume 1 e uma superfcie verticalparalela situada a 0,6 m do volume 1 e,Por outro lado, pelo piso e pelo plano horizontal situado a 2,225 m acima do piso.

    d) Volume 3 - Tem a seguinte determinao:De um lado, pela superfcie vertical externa do Volume 2 e uma superfcie verticalparalela situada a 2,40 m do Volume 2 e,Por outro lado, pelo piso e pelo plano horizontal situado a 2,25 m acima do piso.

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    As figuras a seguir mostram as dimenses destes Volumes:

    2,40 m

    Volume3

    Volume2

    0,60 mVolu

    me

    0Vo

    lum

    e 1

    a) Banheira

    2,40 m

    Volume3

    Volume2

    Volu

    me

    0Vo

    lum

    e 1

    b) Banheira com parede fixa

    0,60

    m

    Vol. 2Vol. 0Vol. 1

    c) Chuveiro ou ducha

    0,60 mVol. 32,40 m

    0,60

    m

    Vol. 2Vol. 0Vol. 1

    d) Chuveiro ou ducha com parede fixa

    Vol. 3

    2,40 m

    Volume 2

    e) Chuveiro ou ducha sem clara delimitao do boxe

    0,60 mVolume 1

    Ponto dochuveiro

    0,60 m

    2,40 mVolume 3

    Volume 2

    f) Chuveiro ou ducha sem piso-boxe e sem rebaixo mas com parede fixa

    Vol. 1

    Ponto dochuveiro

    2,40 mVolume 3

    0,60 m0,60 m

  • 121

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    g) BanheiraVolume 1

    Volume 1

    Volume 1 2,40 m

    2,25

    m

    Volume 2 Volume 3

    Vol. 0

    0,60 m

    i) Chuveiro ou ducha sem piso-boxe e sem rebaixo mas com parede fixaVolume 1

    2,25

    m

    Volu

    me

    2

    Volume 3

    Parede fixa

    0,60 m

    h) Chuveiro ou duchaVolume 1

    Volume 1

    2,40 m

    2,25

    m

    Volume 2 Volume 3

    Vol. 0

    0,60 m

  • 122

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    4.7.1 Medidas de Proteo Contra os Choques Eltricos

    No Volume 0, somente admitida uma tenso mxima de 12 Volts, sendo queessa fonte deve ser instalada fora do Volume 0.

    Nenhum dispositivo de proteo, comando ou seccionamento pode ser instaladonos Volumes 0, 1, e 2.

    Os componentes da instalao eltrica devem possuir pelo menos os seguintesGraus de Proteo (ver subitem 4.1 pgina 86):

    a) No Volume 0 : I P X 7 ;b) No Volume 1 : I P X 4 . admitido tomadas de corrente no Volume 3, desde que elas sejam protegidas

    por um dispositivo de corrente diferencial-residual (DR) de alta sensibilidade (ver subitem4.6.3 pgina 111).

    Os equipamentos de iluminao instalados em locais molhados ou midos, comoos banheiros, devem ser especialmente projetados para esse uso, de forma que,quando instalados no permitam que a gua se acumule em condutores, porta-lmpada(receptculo) ou em outras partes eltricas. Esses equipamentos devem ser firmementefixados.

    Caso a Residncia tenha Piscina e/ou Sauna, deve-se consultar os subitens daNorma NBR 5410/97, 9.2 e 9.4, respectivamente.

    4.8 Proteo Contra Descargas Atmosfricas

    Para ter uma proteo adequada contra as descargas eltricas de origematmosfrica, deve seguir os procedimentos da Norma vigente, a NBR 5419/2001Proteo de Estruturas contra Descargas Atmosfricas da ABNT. Essa Normaestabelece as condies exigveis ao projeto, instalao e manuteno de Sistemas deProteo contra Descargas Atmosfricas (SPDA) em estruturas comuns, utilizadas parafins residenciais, comerciais, industriais, agrcolas, administrativas.

    Exerccios:

    1) Calcular a corrente do circuito que dever alimentar 3 tomadas especiais de600 VA e 6 tomadas de 100 VA em uma Cozinha. Dimensionar a Proteo e osCondutores. A tenso de 127 V.

    2) Dimensionar a Proteo e os Condutores para alimentar:Quarto: 4 tomadas de 100 VA e 1 ponto de luz de 160 VA;Sala : 6 tomadas de 100 VA e 1 ponto de luz de 240 VA;Corredor: 1 tomada de 100 VA e 1 ponto de luz de 60 VA.A tenso de 127 V.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    CAP TULO 5

    PROJETO DAS INSTALAES ELTRICAS

    5.1 Planejamento de uma Instalao Eltrica

    Para executar corretamente qualquer tipo de trabalho, dever ser feito umplanejamento: o que fazer e como dever ser feito. Com isso o trabalho ter uma melhorqualidade: menor custo e tempo de execuo, mais eficincia e segurana.

    O planejamento de uma instalao eltrica residencial dever ter como base, osseguintes passos:

    Utilizar todo o Projeto Arquitetnico da residncia, com o endereo completo do imvel e nome do proprietrio;

    Analisar todo o Projeto Arquitetnico da residncia, com as respectivasdimenses, tipos e as disposies dos cmodos;

    Quais e quantos sero os aparelhos e equipamentos eltricos que tero naresidncia. O proprietrio dever fornecer essas informaes.

    A localizao dos mveis e utenslios (Lay-out). A partir da, a localizao de tomadas, iluminao, interruptores, equipamentos eltricos, QDC, etc. Caber ao Projetista orientar e tirar as dvidas do proprietrio sobre as partes eltricas da residncia. importante o uso de uma linguagem bastante clara, para que oproprietrio entenda e no tenha dvidas. Deve-se evitar o uso de termostcnicos, ao dar as explicaes;

    O dimensionamento da instalao eltrica: carga de iluminao, tomadas de uso geral e tomadas de uso especfico, etc, traado dos eletrodutos, condutores,separao dos circuitos eltricos, especificao tcnica dos materiais eltricos aserem utilizados elaborao do Projeto Eltrico;

    Tenso e nmero de fases dos circuitos eltricos: normalmente os aparelhoseltricos so fabricados para serem ligados e funcionarem em 127 Volts ou entoem 220 Volts. So poucos os aparelhos eltricos que so fabricados que podemser ligados e funcionarem tanto em 127 Volts ou 220 Volts (ou outros valores detenso). Estes aparelhos so conhecidos normalmente como bi-volt.Por isso, sempre importante ler com ateno o Manual do aparelho eltrico que ser utilizado, para estabelecer a tenso e o nmero de fases do circuito eltrico.

    Circuitos no eltricos, como por exemplo: para ligar uma televiso, alm datomada de uso geral, dever ter a ligao da antena de TV a cabo ou de via Satlite ou uma antena externa comum. Um computador normalmente necessitade uma ligao de um telefone, para funcionar a Internet, etc.

  • 124

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Esses Circuitos no eltricos ainda podem ser: de telefone e/ou fax, de Proteo contra roubos, assaltos e vandalismos, de Controle que possibilitam comandar equipamentos a distncia, interligao entre computadores, sistemas deautomao, etc. Para execuo desses circuitos devero, ser consultadas as Normas e os procedimentos dos concessionrios/empresas de servios, e/ou dos fabricantes dos equipamentos/aparelhos.Esses circuitos devero ser projetados e instalados com fiao/tubulaodiferentes/separados dos demais circuitos eltricos da residncia.

    Sistemas de automao: trata-se de um recurso sofisticado, que proporciona bastante conforto, segurana e proteo. A partir de uma central de controle ede pontos de comando instalados em diversos locais da residncia, pode-secomandar a distncia: toda a iluminao da residncia, os equipamentos de some vdeo, os condicionadores de ar, aquecimento de gua, telefones, computadores,porto eletrnico, etc. Este sistema exige um Projeto especfico para esse fim, por uma pessoa ou firma especializada.

    NOTA: Os circuitos no eltricos mencionados neste subitem 5.1, podem no serprojetados/elaborados/executados pela mesma pessoa que ir elaborar o ProjetoEltrico. Mas o planejamento deles, dever ser feito em conjunto com o Projeto Eltricoda residncia.

    E LEMBRE-SE: O Projeto Eltrico dever ser elaborado, antes de iniciar aconstruo civil da residncia e dever ser feito juntamente com outros projetos decircuitos no eltricos (mencionados anteriormente). Com isso os Projetistas de cadarea, podero otimizar os Projetos, sanando as dvidas existentes e conseqentemente,reduzindo os custos e tempos.

    Em cada etapa de construo obra da residncia, dever ser executada uma partede cada Projeto.

    Uma instalao eltrica interna dever funcionar perfeitamente, atendendo todasas necessidades para as quais foi projetada/especificada, proporcionando, conforto esegurana aos usurios.

    5.2 - Traado do Projeto Eltrico

    O Projeto de uma Instalao Eltrica, dever seguir certos requisitos para facilitaro entendimento deste Projeto.

    necessrio traar um diagrama com a disposio fsica doselementos/componentes da instalao eltrica. Neste diagrama devero ser anotadostodos os detalhes necessrios para a perfeita execuo do Projeto Eltrico, utilizando-se dos smbolos e convenes do subitem 2.2 pgina 49.

    O diagrama a seguir mostra um exemplo.

  • 125

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    2

    2

    1 2

    #2,5 20 mm

    1

    5.3 - Elaborao de um Projeto Eltrico

    Para a elaborao de um Projeto Eltrico de uma residncia, dever ser aplicadogrande parte dos conceitos deste Manual. Por isso importante que esses conceitosestejam entendidos. Sempre que necessrio, dever ser consultado e estudadonovamente os captulos anteriores. No se deve ter dvidas. importante que a pessoasempre tenha firmeza em suas decises.

    Mesmo seguindo os procedimentos tcnicos estabelecidos neste Manual, duaspessoas provavelmente elaboraro Projetos Eltricos diferentes para uma mesmaresidncia. Porm esses Projetos podero estar corretos. As pessoas tmprocedimentos prprios, de perfil, estilo, etc.

    Quanto ao Projeto Eltrico elaborado nesse Manual, uma pessoa poder noconcordar com uma parte dele ou mesmo com todo o Projeto.

    O importante na elaborao de um Projeto Eltrico, que ele seja feito deacordo com as recomendaes tcnicas vigentes nas Normas da ABNT, daCEMIG.

    O Projeto Eltrico elaborado a partir de desenhos da planta baixa de umaresidncia. Nas plantas baixa devero conter o endereo completo do imvel, bemcomo as informaes do Projetista.

    1) Nessa planta baixa, dever conter: a localizao da casa no terreno, bem como, a disposio dos cmodos, com os nomes e suas dimenses e aorientao da casa em relao a Rua.

    2) Em outra planta baixa da residncia, dever conter: a disposio dos mveis e utenslios, equipamentos e aparelhos eltricos, iluminao, interruptores,tomadas de uso geral, tomadas de uso especfico, etc.

  • 126

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    A localizao adequada da iluminao, interruptores, tomadas de uso geral e tomadas de uso especfico, muito importante.Os pontos de iluminao devero estar preferencialmente centralizados em cada cmodo, para uma melhor distribuio geral da iluminao. Se o cmodo tiver armrios, dever ser descontado o espao ocupado por esse armrio, paralocalizar o ponto de iluminao.Os interruptores e tomadas, no devero ser instalados atrs de uma porta(aberta).

    3) Em outra planta baixa da residncia, dever conter: iluminao, interruptores, tomadas de uso geral, tomadas de uso especfico, etc, sem os mveis eutenslios. Nesta planta, ser elaborado o Projeto Eltrico (as outras plantas baixa sero consultadas durante a elaborao do Projeto Eltrico).

    4) NOTA: Apesar de no ser tratado neste Manual, os circuitos no eltricos mencionados no subitem 5.1 pgina 123, tambm devero ser elaborados em plantas baixa e planejados em conjunto (mas em plantas separadas) com oProjeto Eltrico.

    Os desenhos da planta baixa devem ser feitos em escalas. Essas escalas podemser 1:100 (leia-se um para cem), 1:75, 1:50, etc.

    As pessoas esto acostumadas com a escala 1:100 uma rgua comum, emcentmetros (cm), que utilizada para desenhar e fazer medies em um papel.

    Qual o significado de uma escala 1:100 de um desenho, que utilizou uma rguaem centmetros (cm)? Significa que para cada 1 (um) centmetro medido no desenho,tem-se 100 cm ou 1 metro na escala real. Por exemplo, medindo o comprimento de umlado da parede no desenho abaixo, encontra-se um lado com 3 cm e outro com 4 cm.

    3

    4

    Na escala real, uma parede ter 4 metros de comprimento e a outra, 3 metros. Um desenho feito em uma escala qualquer, dever usar a rgua com a escala

    conveniente 1:100, 1:75, 1:50, etc.A seguir esto apresentadas as 3 plantas baixas de uma residncia mencionada

    neste subitem 5.3, a partir das quais, ser elaborado um Projeto Eltrico.Observao: foram suprimidos os seguintes dados nas plantas baixa: endereo

    do imvel e as informaes do Projetista.

  • 127

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    1 - Planta com a disposio da casa e cmodos, no terreno:

  • 128

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    2 - Planta com os mveis e utenslios, equipamentos e aparelhos eltricos,pontos de iluminao, interruptores, tomadas de uso geral e tomadas de usoespecfico:

  • 129

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    3 Planta com os pontos de iluminao, interruptores, tomadas de usogeral e tomadas de uso especfico:

  • 130

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    A partir do entendimento, anlise e compreenso das planta baixa da residnciae seguindo tambm os passos definidos no subitem 5.1 pgina 123, devero seradotados os seguintes procedimentos:

    1 - Calcular o permetro e a rea de cada cmodo;

    2 - A partir do permetro, calcular o nmero mnimo de tomadas de uso geral para cada cmodo conforme estabelecido no subitem 2.4 pgina 52. A disposiodelas, dever ser de acordo com a planta baixa que contenha os mveis eutenslios e equipamentos eltricos. importante salientar, que o proprietriopoder desejar um nmero maior de tomadas alm do calculado. Por isso importante conversar com ele;

    3 - A carga das tomadas de uso especfico (subitem 2.3.2 pgina 51), dever ser de acordo com a potncia de cada equipamento eltrico. Por exemplo, a cargade um chuveiro eltrico de 4.400 VA. Observao: existem chuveiros de potncia maior.

    Nos Anexos 6 (pgina 216) e 7 (pgina 217), encontram-se respectivamente,Tabelas prticas Potncia Mdia de Aparelhos Eltricos e Caractersticas deMotores Eltricos, que mostram as potncias dos principais aparelhos emotores eltricos.

    4 - A carga de iluminao poder ser calculada de acordo com o subitem 2.3.3pgina 51;

    5 - Somar separadamente as cargas de tomadas de uso geral, tomadas de uso especfico e de iluminao, em cada cmodo;

    6- A partir dessa soma das cargas, poder elaborar a diviso dos circuitos eltricosde acordo com o subitem 2.5 pgina 53.

    E lembre-se: Um Projeto Eltrico dever proporcionar: alternativas criativas,conforto, beleza, qualidade, segurana, proteo, economia, menor tempo deconcluso, etc, em uma residncia.

    5.3.1 Determinao das Cargas da Instalao Eltrica

    As cargas de Tomadas de Uso Geral, Tomadas de Uso Especfico e de Iluminao,sero determinadas de acordo com o subitem 2.3 pgina 51.

    O nmero mnimo de Tomadas, ser determinado de conforme os procedimentosdo subitem 2.4 pgina 52 e de acordo com os equipamentos eltricos apresentados nasplantas baixa correspondente (ver subitem 5.3 pgina 125).

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    A seguir sero feitos os clculos para os cmodos/reas da residncia. Deveroser calculados, a rea e o permetro destes cmodos.

    a) Sala de Estar

    rea:A Sala de Estar tem um formato regular, sendo que um lado mede 3,20 m e outro

    mede 4,70 m. A rea desta Sala, calculada multiplicando comprimento de dois lados:3,20 m x 4,70 m = 15,0 m2

    Permetro: a soma dos comprimentos dos 4 lados da Sala:

    2 x 3,20 m + 2 x 4,70 m = 15,8 m

    Iluminao:De acordo com a Tabela 2.2 pgina 52 para essa rea de 15,0 m2, a carga de

    iluminao dever ser de 280 VA. Pelas dimenses da Sala, optou-se por doispontos de Iluminao, para uma melhor distribuio da luz: 2 Pontos de 140 VA

    Nmero Mnimo de Tomadas de Uso Geral: calculado dividindo o permetro da Sala, por 5 m (ver subitem 2.4 pgina 52):

    15,8 m / 5 m = 3,2 = 4 Tomadas de 100 VA

    Nmero de Tomadas de Uso Geral Instaladas:Optou-se para incluso de mais duas tomadas devido as dimenses e dos

    aparelhos eltricos, da Sala:6 Tomadas de 100 VA

    Para os outros cmodos, os procedimentos e clculos, so anlogos, conforme aseguir.

    b) Sala de Jantar

    rea: 3,20 m x 3,85 m = 12,3 m2

    Permetro: 2 x 3,20 m + 2 x 3,85 m = 14,1 mIluminao: 12,3 m2 = 220 VANo Mnimo de Tomadas: 14,1 m / 5 m = 2,8 = 3 de 100 VANo de Tomadas Instaladas: 4 de 100 VAObservao: uma tomada em cada parede.

    NOTA: se a Sala de Jantar for tambm considerada como Copa, adotar osprocedimentos estabelecidos nos subitens 2.3.1 pgina 51 e 2.4 pgina 52.

    Salade Estar

    4,70

    3,20

  • 132

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    c) Quarto 1

    rea: 3,20 m x 3,65 m = 11,7 m2

    Permetro: 2 x 3,20 m + 2 x 3,65 m = 13,7 mIluminao: 11,7 m2 = 220 VANo Mnimo de Tomadas: 13,7 m / 5 m = 2,7 = 3 de 100 VANo de Tomadas Instaladas: 5 de 100 VAObservao: 2 tomadas a mais para o Computador/Impressora.

    d) Quarto 2

    rea: 3,20 m x 3,65 m = 11,7 m2

    Permetro: 2 x 3,20 m + 2 x 3,65 m = 13,7 mIluminao: 11,7 m2 = 220 VANo Mnimo de Tomadas: 13,7 m / 5 m = 2,7 = 3 de 100 VANo de Tomadas Instaladas: 4 de 100 VAObservao: 1 tomada a mais, instalada entre as camas, para o uso de um abajur.

    e) Quarto Sute

    rea: 3,15 m x 3,60 m = 11,3 m2

    Permetro: 2 x 3,15 m + 2 x 3,60 m = 13,5 mIluminao: 11,3 m2 = 220 VANo Mnimo de Tomadas: 13,7 m / 5 m = 2,7 = 3 de 100 VANo de Tomadas Instaladas: 5 de 100 VAObservao: 2 tomadas a mais, instaladas de cada lado da cama de casal

    abajur e rdio relgio.

    f) Cozinha

    rea: 2,80 m x 3,70 m = 10,4 m2

    Permetro: 2 x 2,80 m + 2 x 3,70 m = 13,0 mIluminao: 10,4 m2 = 220 VANo Mnimo de Tomadas: 13,0 m / 3,5 m = 3,7 = 4No de Tomadas Instaladas: 6 de 100 VA e

    3 de 600 VAObservao: Equipamentos previstos para

    serem utilizados na Cozinha: Geladeira, Freezer,Forno de Microondas, Exaustor, ligao deiluminao/acendedor do Fogo a gs, Trituradorde alimentos, Mquina de Lavar Pratos, FornoEltrico, alm dos equipamentos de usoespordico, tais como: Liqidificador, Grill,Tostadeira, Faca Eltrica, etc.

  • 133

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    As tomadas de 600 VA, devem ser previstas de acordo com o subitem 2.3.1pgina 51.

    NOTA: Se existirem Forno de Microondas, Forno Eltrico, Mquina de LavarLouas, ou qualquer outro aparelho eltrico, com a corrente eltrica individual superiora 10 A, dever ser previsto um circuito eltrico individual, conforme estabelecido nosubitem 2.5 pgina 53.

    g) rea de Servio

    rea: 2,50 m x 2,95 m = 7,4 m2

    Permetro: 2 x 2,50 m + 2 x 2,95 m = 10,9 mIluminao: 7,4 m2 = 160 VANo Mnimo de Tomadas: 10,9 m / 3,5 m = 3,1 = 4No de Tomadas Instaladas: 1 de 100 VA e

    3 de 600 VA

    Observao: Equipamentos previstos para seremutilizados na rea de Servio: Mquina de LavarRoupas, Mquina de Secar Roupas, Ferro Eltrico, etc.

    As tomadas de 600 VA, devem ser previstas deacordo com o subitem 2.3.1 pgina 51.

    NOTA: Se existir algum aparelho eltrico, com acorrente eltrica individual superior a 10 A, dever serprevisto um circuito eltrico individual, conformeestabelecido no subitem 2.5 pgina 53.

    h) Depsito

    rea: 2,00 m x 2,20 m = 4,4 m2

    Permetro: 2 x 2,00 m + 2 x 2,20 m = 8,4 mIluminao: 4,4 m2 = 100 VANo Mnimo de Tomadas: 8,4 m / 5 m = 1,7 = 2 de 100 VA

    i) rea com Churrasqueira

    rea: 3,50 m x 4,50 m = 15,8 m2

    Permetro: 2 x 3,50 m + 2 x 4,50 m = 16,0 mIluminao: 15,8 m2 = 2 de 140 VANo Mnimo de Tomadas: 16,0 m / 3,5 m = 4,6 = 5No de Tomadas Instaladas: 4 de 100 VA e

    1 de 600 VA

    Observao: Foi prevista a instalao datomada de 600 VA nesta rea da Churrasqueira,para uma ligao de um aparelho eltrico de maiorpotncia: um pequeno forno, por exemplo.

  • 134

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    NOTA: se existir algum aparelho eltrico, com a corrente eltrica individual superiora 10 A, dever ser previsto um circuito eltrico individual, conforme estabelecido nosubitem 2.5 pgina 61. Uma churrasqueira eltrica, tem uma potncia mdia de 3.000Watts.

    j) Varanda

    Iluminao: 2 Pontos de 60 VA = 120 VATomada: 1 de 1.000 VAObservao: A tomada de 1.000 VA, deve ser prevista de acordo com o subitem

    2.3.1 pgina 51.

    k) Garagem

    Iluminao: 2 Pontos de 60 VA = 120 VATomada: 1 de 1.000 VAObservao: A tomada de 1.000 VA, deve ser prevista de acordo com o subitem

    2.3.1 pgina 51.

    l) Hall

    Iluminao: 60 VATomada: 1 de 100 VA

    m) Banho Social

    Iluminao: 2 de 60 VATomada: 1 de 600 VAObservao: A tomada de 600 VA, deve ser prevista de

    acordo com o subitem 2.3.1 pgina 51.

    n) Corredor

    Iluminao: 60 VATomadas: 2 de 100 VA

    o) Banho Sute

    Iluminao: 2 de 60 VATomadas: 2 de 600 VA

    Observao: As tomada de 600 VA, devem ser previstasde acordo com o subitem 2.3.1 pgina 51.

  • 135

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Alm destas cargas dimensionadas neste subitem 5.3.1, devero serconsideradas, ainda, as Tomadas de Uso Especfico dos dois chuveiros eltricos, coma carga de aproximadamente 4.400 VA para cada um, bem como a carga de Iluminao:do Jardim, Muro da Frente, Muro do lado Direito, Muro do lado Esquerdo, Muro doFundo, Parede Fundo da Casa.

    p) Chuveiro Eltrico (Banho Social) 4.400 VA

    q) Chuveiro Eltrico (Banho Sute) 4.400 VA

    r) Muro da Frente

    Iluminao: 3 Pontos de 60 VA = 180 VA

    s) Jardim

    Iluminao: 1 Ponto de 100 VA = 100 VA

    t) Muro do lado Direito

    Iluminao: 5 Pontos de 60 VA = 300 VA

    Observao: Optou-se por distncia de 5 m, entre os pontos de iluminao, poisessa rea poder no ser muito utilizada a noite.

    u) Muro do lado Esquerdo

    Iluminao: 4 Pontos de 60 VA = 240 VA

    Observao: Optou-se por distncia de 4 m, entre os pontos de iluminao, poisessa rea poder ser utilizada com maior freqncia a noite.

    v) Muro do Fundo

    Iluminao: 1 Ponto de 60 VA = 60 VA

    x) Parede do Fundo da Casa

    Iluminao: 2 Pontos de 60 VA = 120 VA

  • 136

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    OBSERVAES:Nesse Projeto Eltrico optou-se por determinados procedimentos mnimos de

    conforto eltrico. Eles podem ser melhorados. Essas melhorias sempre custam mais ea deciso do proprietrio.

    A seguir so apresentadas algumas sugestes neste aspecto. comum que seja feito em determinados tipos de cmodos, o rebaixamento do

    teto, sancas, etc, onde so instalados determinados tipos de luminrias/lmpadas, queproporcionam uma melhor iluminao especial no ambiente. O uso de interruptoresParalelos, Intermedirios e Dimmers, so bastante recomendados.

    Muro da Frente O comando do Interruptor Paralelo, poder ser melhorado, comum Interruptor Intermedirio instalado dentro da casa (na Sala de Estar, por exemplo).

    Jardim O comando poderia ser por Interruptor Paralelo e/ou ter mais pontos deiluminao.

    Varanda O comando das lmpadas poderia ser individualmente.

    Garagem O conforto seria aumentado com Interruptor Intermedirio instaladodentro da Sala de Estar e as lmpadas com comandos separados.

    importante que nessa rea, a iluminao seja com lmpadas fluorescentes, poiselas iluminam mais e economizam mais do que as incandescentes.

    Sala de Estar As luminrias poderiam sercomandadas separadamente. Poderiam tambm teroutras iluminaes (com luminrias ou lmpadas especiais,como as halgenas, etc) com fins decorativos: quadros,retratos, esttuas, objetos de adorno, etc, com comandosseparados. Instalao de interruptores Dimmer Paralelo.

    Quarto 1 e Quarto 2 Poderiam ser colocados comandos por InterruptoresParalelos.

    Corredor e Hall O comando das lmpadas poderia ser individualmente.

    Banheiro Social e da Suite Poderia ter outros pontos de iluminao junto aosespelhos e no Box do chuveiro. Os chuveiros eltricos poderiam ter uma potncia maiordo que 4.400 VA.

    Cozinha Poderia ter uma iluminao especial sobre a bancada. importante que na Cozinha, a iluminao seja com lmpadas fluorescentes, pois

    elas iluminam mais e economizam mais do que as incandescentes e esquentam menoso ambiente.

    Muro lado Direito/Fundo, Parede do Fundo Neste Projeto o comando dailuminao feito simultaneamente por Interruptores Paralelos, sendo um interruptorinstalado no Quarto Sute junto a cama e outro na rea de Servio.

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    O comando poderia ser feito com a adio de Interruptores Intermediriosinstalados em diversos pontos da residncia, o que poderia aumentar os aspectos desegurana e comodidade. Tambm essas lmpadas poderiam no ser todas acesas aomesmo tempo. aconselhvel utilizar lmpadas fluorescentes compactas (ver subitem7.2.2 pgina 191) no Muro. Poderiam ser colocados mais ou menos pontos deiluminao.

    Muro lado Esquerdo Neste Projeto o comando de iluminao feitosimultaneamente por Interruptores Paralelos, sendo um interruptor instalado naGaragem e outro na rea de Servio. O comando poderia ser feito com a adio deInterruptores Intermedirios instalados em diversos pontos da residncia, o que poderiaaumentar os aspectos de segurana. Tambm essas lmpadas poderiam no acendertodas ao mesmo tempo. tambm, aconselhvel utilizar lmpadas fluorescentescompactas (ver subitem 7.2.2 pgina 191) no Muro. Poderiam ser colocados mais oumenos pontos de iluminao.

    rea da Churrasqueira O comando da iluminao poderia ser feito, porInterruptores Paralelos.

    importante que nessa rea, a iluminao seja com lmpadas fluorescentes, poiselas iluminam mais e economizam mais do que as incandescentes.

    Alm disso, poderia ter circuitos de comando e segurana, espalhados pordiversos pontos da residncia.

    5.3.1.1 Outras Cargas Eltricas

    importante que o Projetista defina com o Proprietrio se h necessidade deoutras cargas de Iluminao, Tomadas de Uso Geral, Tomadas de Uso Especfico etc,alm das dimensionadas no subitem 5.3.1 pgina 130.

    Por exemplo, o aquecimento de gua, ao invs de ser atravsde chuveiro eltrico, poderia ser feito por um aquecedor eltrico oucoletor solar. Neste caso, o Projeto Eltrico seria outro. Os circuitoseltricos previstos para o chuveiro deixariam de existir, dando lugaraos circuitos para os aquecedores.

    Se o aquecimento de gua for feito por um aquecedor, deve-se ter um circuitoeltrico independente. Se o aquecedor eltrico for para ser ligado na tenso de 220 V, ocircuito ter 3 condutores, sendo 2 condutores da Fase e 1 Condutor de Proteo (PE).

    As capacidades do volume dos aquecedores geralmente so de 80, 100, 150 e200 litros. A potncia eltrica varia de 1.500 a 3.000 Watts, nas tenses de 127 ou 220Volts.

    A parte hidrulica para o sistema de aquecimento, tambm muito importante queseja feita corretamente.

    O aquecedor e as tubulaes para a gua quente, devem ter um isolamentotrmico. Esse isolamento permite que a gua permanea quente por uma maior perodode tempo (mesmo com o aquecedor eltrico desligado), economizando assim, a energiaeltrica.

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    importante colocar no circuito eltrico do aquecedor, um Timer (leia-setaimer), que um temporizador que permite ajustar os dias, horrios e tempos que oaquecedor dever permanecer ligado. O Timer dever ser ajustado de acordo com oshorrios e hbitos de tomar banho das pessoas da residncia. Aps os ajustes, oTimer ligar/desligar automaticamente o aquecedor eltrico nas horas para o qual foiprogramado.

    conveniente tambm, ajustar a temperatura mdia da gua quente noaquecedor. Geralmente em torno de 50 oC. As temperaturas altas de gua, em caso deacidentes ou descuido na utilizao, podero provocar queimaduras nas pessoas.

    O aquecimento de gua atravs da energia solar, dever ser feito por uma pessoaou firma especializada, com experincia comprovada no assunto. importante que asplacas dos coletores solares e o reservatrio trmico tenham Selo PROCEL/INMETRO(ver subitem 1.14.3 pgina 37) e que demais equipamentos dosistema, sejam de tima qualidade.

    O sistema de aquecimento de gua atravs da energia solar,tambm necessita de um aquecedor eltrico, que entra emfuncionamento nos dias em que o tempo fica nublado por um longoperodo. Com isso, dever ser providenciado um circuito eltricopara o sistema.

    Se o Proprietrio optar para a colocao de Condicionadores de Ar (SeloPROCEL/INMETRO, ver subitem 1.14.3 pgina 37), o circuito eltrico dever sertambm independente, sendo um para cada aparelho.

    O aparelho de Condicionador de Ar para tenso de 127 V, o circuito eltrico ter3 fios: 1 da Fase, 1 do Neutro e o outro de Proteo (PE). Se o aparelho for para tensode 220 V, o circuito eltrico ter 3 fios: 2 da Fase e 1 de Proteo (PE).

    A capacidade de refrigerao dos Condicionadores de Ar para o uso emresidncias, geralmente especificada na unidade inglesa denominada Britsh ThermalUnit - BTU/h.

    Os Condicionadores de Ar podem somente resfriar o ambiente, mas tambmexistem modelos que resfriam e aquecem os ambientes.

    Existem diversos tipos e modelos de Condicionadores de Ar. Os dois tipos maisusuais em residncias, so: Janela e Split

    Sobre capa

    Isolamento trmico

    Reservatrio (corpo interno)

    Sada de gua quente

    Dreno de limpeza

    TermostatoSensor do termostato

    Resistncia eltrica

    Entrada de gua fria

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    Janela: so os tipos mais encontrados nas residncias em geral.A Tabela 5.1 mostra a capacidade e a potncia eltrica aproximada dos principais

    aparelhos do tipo Janela:

    CAPACIDADE (BTU/h) POTNCIA (VA)

    Valores Mdios

    8.500 1.50010.000 1.65012.000 1.90014.000 2.10018.000 2.86021.000 3.08030.000 4.000

    Tabela 5.1

    Observao: At 10.000 BTU/h, esses aparelhos podem ser fabricados para atenso de 127 ou de 220 V. A partir de 12.000 BTU/h, geralmente esses aparelhos sofabricados para a tenso de 220 Volts.

    Split: so aparelhos que geralmente tm um desempenho melhor do que ostipos Janela, pois formado de duas unidades: uma interna denominada deEvaporador e outra externa denominada de Condensador. Esses aparelhos, alm deserem mais silenciosos (dentro do ambiente interno), geralmente permitem um maiorcontrole de variao da temperatura e tempo de funcionamento (timer).

    Existem modelos de Condicionadores de Ar tipo Split, que, com uma unidadeexterna (Condensador), pode refrigerar mais de um ambiente. Neste caso, cadaambiente refrigerado dever ter uma unidade de Evaporador.

    Nota: geralmente a maioria dos modelos de Condicionador de Ar, pode refrigerarsomente um cmodo.

    Evaporador

    Condensador

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    Para dimensionar um Condicionador de Ar para um ambiente, devem ser levadosem conta, os principais requisitos:

    - O tipo do aparelho a ser instalado;- Tamanho do ambiente;- Quantidade de pessoas no ambiente;- Se o sol incide nas janelas pela manh ou a tarde;- Se as janelas tm cortinas;- Se o sol incide sobre esse aparelho;- Se o cmodo possui aparelhos eltricos que desprendem calor no ambiente;- Se as portas ficam fechadas ou abertas, etc.

    Na instalao de um Condicionador de Ar do tipo Janela, alm dos cuidadoscom a instalao eltrica mencionados neste subitem 5.3.1.1, deve-se observar a alturae local que esses aparelhos so instalados e com a mangueira para o dreno da gua.

    Os do tipo Split, devem ser instalados por pessoas especializadas.Em caso de dvidas, procure sempre uma empresa ou tcnico especializado.Nesse Projeto, tambm no foi previsto o circuito para o Porto Eletrnico da

    Garagem. Se o Proprietrio fizer essa opo, dever ser previsto no Projeto os circuitoseletro/eletrnicos.

    5.3.2 Diviso dos Circuitos de uma Instalao Eltrica

    Seguindo os procedimentos estabelecidos nos subitens 2.5 pgina 53 e 2.8pgina 62, devero ser feitas as divises dos circuitos da instalao eltrica.

    importante salientar, que devem ser escolhidas, sempre que possvel, as cargasmais prximas uma das outras, para ser feita a diviso dos circuitos eltricos de umaresidncia. O Quadro de Distribuio de Circuitos QDC ser instalado na Cozinha.

    A seguir ser apresentada a diviso dos circuitos eltricos.

    h

    h = ( 1,50 a 1,80 m ) do piso

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    Circuito 1 - Iluminao

    Muro da Frente: 3 Pontos 180 VAJardim: 1 Ponto 100 VAVaranda: 2 Pontos 120 VAGaragem: 2 Pontos 120 VASala de Estar: 2 Pontos 280 VAQuarto 1: 1 Ponto 220 VABanho Social: 2 Pontos 120 VASala de Jantar: 1 Ponto 220 VASubtotal: 14 Pontos 1.360 VACorrente: 10,7 A

    Circuito 2 - Iluminao

    Hall: 1 Ponto 60 VACorredor: 1 Ponto 60 VAQuarto 2: 1 Ponto 220 VAQuarto Sute: 1 Ponto 220 VABanho Sute: 2 Pontos 120 VAParede Fundo da Casa: 2 Pontos 120 VAMuro do lado Direito: 5 Pontos 300 VAMuro do Fundo: 1 Ponto 60 VASubtotal: 14 Pontos 1.160 VACorrente: 9,1 A

    Circuito 3 - Iluminao

    Cozinha: 1 Ponto 220 VArea de Servio: 1 Ponto 160 VADepsito: 1 Ponto 100 VAChurrasqueira: 2 Pontos 280 VAMuro do lado Esquerdo: 4 Pontos 240 VASubtotal: 9 Pontos 1.000 VACorrente: 7,9 A

    Circuito 4 Tomadas de Uso Geral

    Sala de Estar 5 Pontos 500 VAQuarto 1 5 Pontos 500 VABanho Social 1 Ponto 600 VAHall Corredor 1 Ponto 100 VAQuarto 2 2 Pontos 200 VASubtotal: 14 Pontos 1.900 VACorrente: 15 A

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    Circuito 5 Tomadas de Uso Geral

    Corredor 1 Ponto 100 VAQuarto 2 2 Pontos 200 VAQuarto Sute 5 pontos 500 VABanho Sute 2 Pontos 1.200 VASubtotal: 10 Pontos 2.000 VACorrente: 15,7 A

    Circuito 6 Tomadas de Uso Geral

    Sala de Jantar 3 Pontos 300 VAGaragem 1 Ponto 1.000 VASubtotal: 4 Pontos 1.300 VACorrente: 10,2 A

    Circuito 7 Tomadas de Uso Geral

    Corredor 1 Ponto 100 VASala de Jantar 1 Ponto 100 VACozinha 9 Pontos 900 VArea de Servio 1 Ponto 100 VASubtotal: 12 Pontos 1.200 VACorrente: 9,5 A

    Circuito 8 Tomadas de Uso Geral

    Depsito 2 Pontos 200 VArea da Churrasqueira 4 Pontos 400 VArea da Churrasqueira 1 Ponto 600 VASubtotal: 7 Pontos 1.200 VACorrente: 9,5 A

    Circuito 9 Tomadas de Uso Geral

    rea de Servio 3 Pontos 1.800 VASubtotal: 3 Pontos 1.800 VACorrente: 14,2 A

    Circuito 10 Tomadas de Uso Geral

    Cozinha 3 Pontos 1.800 VASubtotal: 3 Pontos 1.800 VACorrente: 14,2 A

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    Circuito 11 Tomadas de Uso Geral

    Varanda 1 Ponto 1.000 VASala de Estar 1 Ponto 100 VASubtotal: 2 Pontos 1.100 VACorrente: 8,7 A

    Circuito 12 Tomadas de Uso Especfico Chuveiro Eltrico (220V)

    Banho Social 1 Ponto 4.400 VASubtotal: 1 Ponto 4.400 VACorrente: 20 A

    Circuito 13 Tomadas de Uso Especfico Chuveiro Eltrico (220V)

    Banho Sute 1 Ponto 4.400 VASubtotal: 1 Ponto 4.400 VACorrente: 20 A

    Carga Total da Instalao Eltrica 24.620 VA

    Corrente: 64,6 A

    5.3.3 Circuitos de Tomadas de Uso Geral e de Iluminao

    Na planta baixa correspondente, devero ser lanados os pontos dos circuitoseltricos, com as respectivas numeraes Luminrias, Tomadas de Uso Geral,Tomadas de Uso Especfico, Interruptores, etc.

    Nos pontos das luminrias devero ser escritos os valores das cargas nessespontos.

    As Tomadas de Uso Geral de cargas maiores do que 100 VA e Tomadas de UsoEspecfico, tambm devero ser identificadas nelas o valor da carga em VA.

    importante tambm j definir os locais onde a iluminao ter interruptoresSimples, Duplos, Paralelos ou Intermedirios, Dimmers etc.

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    A planta baixa com os pontos dos circuitos eltricos, com as respectivasnumeraes - Luminrias, Tomadas de Uso Geral, Tomadas de Uso Especfico,Interruptores etc:

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    5.3.3.1 Circuitos de Tomadas de Uso Geral

    Os circuitos de Tomada de Uso Geral devem ser separados dos circuitos deIluminao e terem os condutores com a bitola mnima de 2,5 mm2, com uma Fase, umNeutro e o Condutor de Proteo (PE).

    As quantidades de tomadas de uso geral do Projeto Eltrico (ver subitem 5.3.1pgina 130), poderiam ser aumentadas em funo dos aparelhos/equipamentoseltricos a serem utilizados/instalados na residncia. Na Cozinha, por exemplo, umlocal poder requerer um maior nmero de tomadas. Tambm na Varanda e Garagem,poderiam ser instaladas mais tomadas.

    importante, que esses pontos de tomadas sejam instalados, somente quandonecessrios.

    5.3.3.2 Circuitos de Iluminao

    Uma caracterstica muito importante de um circuito de iluminao, alm do nvel deiluminamento adequado e dar segurana as pessoas, a facilidade e comodidade queas pessoas tm de acender/apagar as luzes de um ambiente. A utilizao deInterruptores Paralelos e Intermedirios (ver subitem 2.7 pgina 59) e tipo do Dimmer, muito importante.

    5.3.4 Instalao de Eletrodutos

    Aps o lanamento dos pontos dos circuitos eltricos, devemos interligar estespontos de cada circuito atravs de eletrodutos, a partir do Quadro de Distribuio deCircuitos - QDC, procurando respeitar algumas regras bsicas:

    O traado do circuito eltrico dever, sempre que possvel, seguir o caminho mais curto, indo at as tomadas de uso geral, luminrias, interruptores etc, evitando-se o retorno dos condutores no sentido do QDC;

    A interligao entre os diversos trechos dos circuitos sempre dever ser feita atravs das caixas para luminrias, situadas no teto;

    Deve ser evitado o cruzamento entre os eletrodutos, para no comprometer a rigidez estrutural da laje;

    A distncia mxima recomendvel entre duas caixas consecutivas no dever ultrapassar 15 m nos trechos retos. Esta distncia dever ser reduzida de 3 m para cada curva de 90 intercalada no trecho;

    Caso passem no mesmo eletroduto condutores de dois ou mais circuitos diferentes, os mesmos devero ser identificados tanto no eletroduto, como noscircuitos;

    Se necessrio, poder ser utilizado mais de um eletroduto de dimetros menores,ao invs de um eletroduto de dimetro maior, desde que no comprometa a passagem dos condutores eltricos, sendo portanto, de dimetros equivalentes.

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    Na planta baixa a seguir, est apresentado o traado dos eletrodutos econseqentemente, da fiao de cada circuito eltrico.

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    5.3.5 Dimensionamento da Seo dos Condutores

    Para a determinar a seo dos condutores a serem usados no Projeto Eltrico,deve-se calcular a corrente eltrica em cada trecho de um circuito e medir ocomprimento em metros dos mesmos (observar em que escala foi feito o Projeto, versubitem 5.1 pgina 123).

    Em seguida, deve-se adotar os seguintes procedimentos para dimensionar aseo dos condutores:

    Seo (mm2) Mnima dos Condutores (subitem 3.3.1 pgina 67); Limite de Conduo de Corrente dos Condutores (subitem 3.3.2.1 pgina 69); Limite de Queda de Tenso (subitem 3.3.2.2 pgina 73).

    Dever ser feito um desenho do circuito eltrico, partindo do Quadro deDistribuio de Circuitos QDC, com os valores das cargas em cada ponto.

    A corrente eltrica dever ser calculada em cada um destes pontos. No primeirotrecho do circuito, ou seja, entre o QDC e a primeira luminria (ou tomada de uso geral),dever conter toda a corrente eltrica das cargas do circuito.

    Conforme foi visto no subitem 3.3.2.1 Limite de Conduo de Corrente deCondutores pgina 69, a Norma da ABNT, a NBR 5410/97 determina que os Fatores deReduo da capacidade de conduo de corrente Temperatura (Tabela 3.4) e deNmero de Condutores (Tabela 3.5) devem ser aplicados quando todos os condutoresvivos esto permanentemente carregados com 100 % (cem por cento) de sua carga.

    Como em uma residncia, as possibilidades de todos os circuitos eltricos quepassam em um mesmo eletroduto fiquem permanentemente com 100 % de carga, soremotas, no sero aplicados os Fatores de Correo de: Temperatura e de Nmerode Condutores, no dimensionamento dos condutores deste Projeto Eltrico.

    IMPORTANTE: Em uma situao prtica em que isso possa acontecer, devem seraplicados os referidos Fatores de Reduo no dimensionamento dos condutoreseltricos.

    Neste Manual ser utilizada a Tabela 3.3 pgina 70 Capacidade de Conduo deCorrente Colunas 2 Condutores Carregados ou 3 Condutores Carregados,conforme for a situao, para determinar a seo dos condutores quanto ao aspecto decapacidade de conduo de corrente eltrica.

    Ao tomar as medidas dos comprimentos dos circuitos, no pode ser esquecido otrecho do fio que est na vertical (subida ou descida em paredes), portanto, no apareceno desenho, bem como a escala do desenho.

    Por exemplo: para a ligao de uma tomada de uso geral instalada a 30 cm dopiso (tomada baixa), para um p direito (altura do piso ao teto) igual a 3 m, devem seracrescidos mais 2,70 m (3 m - 0,30 m) de fiao.

    Para facilitar o entendimento e o clculo, usa-se desenhar o diagrama por partesde, cada circuito separadamente. Neste desenho, coloca-se somente as cargas docircuito, deixando de fora toda a parte de comando (interruptores). Ver subitem 5.3.5.1pgina 148.

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    5.3.5.1 Clculo de Momentos Eltricos e Seo de Condutores

    A seguir sero apresentados os procedimentos de clculos e os desenhosesquemticos dos circuitos.

    Circuito 1: Iluminao - 1.360 VA 10,7 A

    a) Momentos Eltricos

    Devero ser calculados os Momentos Eltricos (ME) dos principais trechos docircuito os de maior carga e/ou de maior comprimento, ou seja, fazer os clculosseguindo os trechos que apresentam os maiores valores dos Momentos Eltricos (ME).

    Tomando inicialmente o primeiro trecho do Circuito 1, que vai desde o QDC at acaixa octogonal da luminria da Sala de Jantar.

    Neste trecho, tem-se a carga total do circuito de 1.360 VA, corrente de 10,7 A e ocomprimento de 3 m. No se deve esquecer, os comprimentos dos trechos na vertical.O QDC ser instalado a uma altura de 1,50 m (o seu centro) na parede da Cozinha

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    O Momento Eltrico no trecho :ME = 10,7 A x 3 m = 32,1 A.m

    O segundo trecho: comprimento de 3 m, vai da Sala de Jantar at o Quarto 1, coma carga de 1.140 VA e a corrente de 9 A.

    O Momento Eltrico no trecho :ME = 9 A x 3 m = 27 A.m

    O terceiro trecho: comprimento de 3,4 m, vai do Quarto 1 at Sala de Estar, coma carga de 800 VA e a corrente de 6,3 A.

    O Momento Eltrico no trecho :ME = 6,3 A x 3,4 m = 21,4 A.m

    O quarto trecho: comprimento de 2,7 m, vai da Sala de Estar at o primeiro pontoda Varanda, com a carga de 520 VA e a corrente de 4,1 A.

    O Momento Eltrico no trecho :ME = 4,1 A x 2,7 m = 11,1 A.m

    O quinto trecho: comprimento de 2,7 m, vai da primeiro ponto da Varanda at osegundo ponto da Varanda, com a carga de 460 VA e a corrente de 3,6 A.

    O Momento Eltrico no trecho :ME = 3,6 A x 2,7 m = 9,7 A.m

    O sexto trecho: comprimento de 8 m, vai da segundo ponto da Varanda at o Muroda Frente, com a carga de 280 VA e a corrente de 2,2 A.

    O Momento Eltrico no trecho :ME = 2,2 A x 8 m = 17,6 A.m

    O stimo trecho: comprimento de 4,2 m, vai do primeiro ponto do Muro da Frenteat o segundo ponto do Muro em direo ao Jardim, com a carga de 160 VA e acorrente de 1,3 A.

    O Momento Eltrico no trecho :ME = 1,3 A x 4,2 m = 5,5 A.m

    O oitavo trecho: comprimento de 3,5 m, vai do segundo ponto do Muro da Frenteat o Jardim, com a carga de 100 VA e a corrente de 0,79 A.

    O Momento Eltrico no trecho :ME = 0,79 A x 3,5 m = 2,8 A.m

    O Momento Eltrico total nestes 8 principais trechos, ser a soma dos MomentosEltricos dos trechos:

    MEtotal = 32,1 + 27 + 21,4 + 11,1 + 9,7 + 17,6 + 5,5 + 2,8 = 127,2 A.m

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    b) Seo dos condutores

    Seo mnima recomendada para os condutores a serem utilizados em circuitos deiluminao, de 1,5 mm2 (ver subitem 3.3.1 pgina 67).

    A corrente do total do Circuito 1 de 10,7 A (1.360 VA). Pela Tabela 3.3Capacidade de Conduo de Corrente 2 Condutores Carregados, pgina 70, acorrente mxima admitida 17,5 A para esse condutor de 1,5 mm2.

    Como a corrente total do Circuito 1 10,7 A, ento pela capacidade de conduode corrente o condutor de seo de 1,5 mm2 adequado.

    Analisando agora pelo Limite de Queda de Tenso (subitem 3.3.2.2 pgina 73),tem-se:

    O percentual mximo de queda de tenso permitido, a partir do QDC de 2%; Momento Eltrico do condutor de 1,5 mm2 de 110 A.m (Tabela 3.6 pgina 77).O Momento Eltrico total do Circuito 1 calculado, de 127,2 A.m, maior do que o

    do cabo de 1,5 mm2, que de 110 A.m.Se for usado esse condutor de 1,5 mm2 em todo os trechos do Circuito 1, a queda

    de tenso percentual no final do trecho seria:

    110 A.m 2%127,2 a.m z

    z = 127,2 x 2 = 2,3% que um valor acima do estabelecido.110

    A queda de tenso em cada um dos trechos do Circuito, usando o condutor de1,5 mm2 ser:

    Primeiro trecho:

    110 A.m 2%32,1 A.m z

    z = 32,1 x 2 = 0,58%110

    Fazendo o clculo, de maneira semelhante conforme elaborado para o primeirotrecho, obtem-se, os seguintes valores percentuais de queda de tenso para os demaistrechos:

    Segundo trecho: ME = 27 A.m Queda de Tenso: 0,49%Terceiro trecho: ME = 21,4 A.m Queda de Tenso: 0,39%Quarto trecho: ME = 11,1 A.m Queda de Tenso: 0,20%Quinto trecho: ME = 9,7 A.m Queda de Tenso: 0,18%Sexto trecho: ME = 17,6 A.m Queda de Tenso: 0,32%Stimo trecho: ME = 5,5 A.m Queda de Tenso: 0,10%Oitavo trecho: ME = 2,8 A.m Queda de Tenso: 0,05%

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Como foi visto, usando o condutor de 1,5 mm2, a queda de tenso de 2,3%.Neste caso, a soluo usar um condutor de maior seo em alguns dos primeirostrechos deste Circuito 1.

    O Momento Eltrico do condutor de 2,5 mm2 de 182 A.m (Tabela 3.6 pgina 77).Pela Tabela 3.3 Capacidade de Conduo de Corrente 2 Condutores Carregados,pgina 70, a corrente mxima admitida 24 A para esse condutor de 2,5 mm2.

    Usando o condutor de 2,5 mm2 no primeiro trecho (do QDC at a Sala de Jantar),a queda de tenso percentual neste trecho ser:

    182 A.m 2%32,1 A.m z

    z = 32,1 x 2 = 0,35%182

    A queda de tenso percentual total, passar a ser:0,35% + 0,49% + 0,39% + 0,20% + 0,18% + 0,32% + 0,10% + 0,05% =

    2,08% valor ainda acima do estabelecido de 2%.

    Usando tambm o condutor de 2,5 mm2 no segundo trecho (da Sala de Jantar ato Quarto 1), a queda de tenso percentual neste trecho ser:

    182 A.m 2%27 A.m z

    z = 27 x 2 = 0,30%182

    A queda de tenso percentual total, ento passar a ser:0,35% + 0,30% + 0,39% + 0,20% + 0,18% + 0,32% + 0,10% + 0,05% =

    1,89% valor que est abaixo do estabelecido de 2%.

    Portanto, dever ser usado o condutor de 2,5 mm2 no primeiro e segundo trechos(do QDC at ao Quarto 1). Nos demais trechos e todos os fios de Retorno dosInterruptores do Circuito 1, o condutor usado ser o de seo de 1,5 mm2 .

    IMPORTANTE: Quando em um mesmo circuito eltrico, a bitola do condutor fordiferente em algum trecho, o condutor dever ter uma maior seo (mm2) a partir doprimeiro trecho em direo aos demais.

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    Para os demais Circuitos, o processo de clculo semelhante ao do Circuito 1.Ser apresentado somente os desenhos esquemticos, com os valores calculados.

    Circuito 2: Iluminao 1.160 VA 9,1 A

    Note que esse Circuito 2 bastante comprido, pois vai at ao Muro do Fundo.O Momento Eltrico total:

    MEtotal = 22,8 + 21,8 + 16 + 26 + 15,2 + 19,6 + 7 + 4,7 + 2,4 = 135,5 A.m

    Usando o condutor de 2,5 mm2 do primeiro ao quarto trecho (inclusive), e de1,5 mm2 nos demais trechos e nos fios de Retorno dos interruptores, tem-se a seguintequeda de tenso percentual:

    Primeiro trecho: 0,25%Segundo trecho: 0,24%Terceiro trecho: 0,18%Quarto trecho: 0,29%Quinto trecho: 0,28%Sexto trecho: 0,36%Stimo trecho: 0,13%Oitavo trecho: 0,09%Nono trecho: 0,04%Queda Tenso Total: 1,86%

    220

    140

    220

    140

    60606060

    60

    60

    606060

    100

    QDC

    3 m 3 m x 10,7A = 32,1Am

    3 m x 9A = 27Am

    1,1A x 2,7 m = 3Am

    2,7 m x 0,47A = 1,3Am

    Garagem

    3 m x 0,94A = 2,8Am 2,70 m x 3,6A = 9,7Am

    2,5 m x 0,47A = 1,2Am

    Banho social

    Quarto 1

    Sala

    Varanda

    Jardim

    Muro

    5 m x 0,47A = 2,4Am 4,2 m x 1,3A = 5,5Am

    8 m x 2,2A = 17,6Am

    3,5 m

    x 0,7A

    = 2,8

    Am

    2,7 m x 4,1A = 11,1Am

    3,4 m x 6,3A = 21,4Am

    2,5 m x 0,94A = 2,4Am

    CIRCUITO 1

    1.360VA10,7A

  • 153

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    A seguir ser apresentado um desenho esquemtico, com os valores calculadospara o Circuito 2:

    Circuito 3: Iluminao 1.000 VA 7,9 A

    Note que esse Circuito 3 tambm bastante comprido, pois vai at ao Muro LadoDireito e a rea da Churrasqueira.

    O Momento Eltrico total:

    MEtotal = 27,7 + 39 + 14,5 + 12,4 + 10,8 + 14,3 + 2,5 = 121,2 A.m

    Usando o condutor de 2,5 mm2 no primeiro e segundo trechos (inclusive) e de1,5 mm2 nos demais trechos e nos fios de Retorno dos interruptores, tem-se a seguintequeda de tenso percentual:

    Primeiro trecho: 0,30%Segundo trecho: 0,43%Terceiro trecho: 0,26%Quarto trecho: 0,23%Quinto trecho: 0,20%Sexto trecho: 0,26%Stimo trecho: 0,05%Queda Tenso Total: 1,73%

    2,5 m x 9,1A = 22,8Am

    QDC

    CIRCUITO 2

    1.160VA9,1A

    60

    60 220

    220 60

    60

    6060

    60

    6060

    60

    60

    60

    Corredor

    Quarto 2

    BanhoSuite

    QuartoSuite

    Parede fundo

    Muro direito

    2,5 m x 8,7A = 21,8Am

    2 m x 8,2A = 16Am

    4 m x 3,8A = 15,2Am

    7 m x 2,8A = 19,6Am

    5 m x 1,4A = 7Am

    5 m x 0,94A = 4,7Am

    5 m x 0,47A = 2,4Am

  • 154

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    A seguir ser apresentado um desenho esquemtico, com os valores calculadospara o Circuito 3:

    Circuito 4: Tomadas de Uso Geral 1.900 VA 15 A

    Como o Circuito de Tomadas de Uso Geral, a seo mnima recomendada docondutor, de 2,5 mm2 (ver subitem 3.3.1 pgina 67).

    O Momento Eltrico do condutor de 2,5 mm2 de 182 A.m (Tabela 3.6 pgina 77).Pela Tabela 3.3 Capacidade de Conduo de Corrente 2 Condutores

    Carregados, pgina 70, a corrente mxima admitida 24 A para esse condutor de 2,5 mm2.Esse Circuito 4 tem uma caracterstica, sendo que a partir do Quarto 1, ele

    desmembra para a Sala de Estar e Quarto 2, com valores de cargas semelhantes. Nestecaso, calcularemos os Momentos Eltricos nos dois sentidos e escolhemos o queapresentar o maior valor do MEtotal, para dimensionar a bitola do condutor.

    a) Sentido do Quarto 2:MEtotal = 78 + 15,7 + 15,7 + 7,1 = 116,5 A.m

    CIRCUITO 3

    1.000VA7,9A

    QDC

    220

    Cozinha

    3,5 m x 7,9A = 27,7Am

    60

    160

    100

    60

    60

    60

    140 140

    9,5 m x 4,1A = 39Am

    4 m x 3,6A = 14,5Am

    4 m x 3,1A = 12,4Am

    4 m x 2,7A = 10,8Am

    Muro direito

    Churrasqueira

    2,30 m x 1,1A = 2,5Am6,5 m x 2,2A = 14,3Am

    rea de servio

    3,5 m x 2,0A = 7Am

    2,5 m x 0,79A = 1,98Am

    Depsito

  • 155

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Usando o condutor de 2,5 mm2 em todos os trechos, tem-se a seguinte queda detenso percentual:

    Primeiro trecho: 0,86%Segundo trecho: 0,17%Terceiro trecho: 0,17%Quarto trecho: 0,08%Queda Tenso Total: 1,28%

    b) Sentido do Sala de Estar:MEtotal = 78 + 16 + 13,2 + 2,4 = 109,6 A.m

    O MEtotal maior em a). Usando o condutor de 2,5 mm2 em todos os trechos,tem-se a seguinte queda de tenso percentual:

    Primeiro trecho: 0,86%Segundo trecho: 0,18%Terceiro trecho: 0,15%Quarto trecho: 0,03%Queda Tenso Total: 1,22%

    A seguir ser apresentado um desenho esquemtico, com os valores calculadospara o Circuito 4:

    CIRCUITO 4

    1.900VA15A

    QDC

    5,20 m x 15A = 78Am

    Banho social

    Corredor

    Quarto 1

    Quarto 1

    Quarto 2

    Quarto 1

    SalaSala

    Sala

    Quarto 1

    Sala

    4,40 m x 3,9A = 17,3Am600VA

    1,50 m x 4,7A = 7,1Am2,50 m x 6,3A = 15,7Am

    2,50 m x 6,3A = 15,7Am

    3,40 m x 4,7A = 16Am

    3 m x 0,79A = 2,4Am

    2,70 m x 1,6A = 4,3Am

    3,70 m x 1,6A = 5,9Am

    4,20 m x 3,1A = 13,2Am

  • 156

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Circuito 5: Tomadas de Uso Geral 2.000 VA 15,7 A

    O Circuito 5 de Tomadas de Uso Geral, a seo mnima recomendada docondutor, de 2,5 mm2 (ver subitem 3.3.1 pgina 67).

    O Momento Eltrico do condutor de 2,5 mm2 de 182 A.m (Tabela 3.6 pgina 77).Pela Tabela 3.3 Capacidade de Conduo de Corrente 2 Condutores

    Carregados, pgina 70, a corrente mxima admitida 24 A para esse condutor de2,5 mm2.

    O Momento Eltrico total:MEtotal = 39,3 + 39,3 + 39,3 + 41 + 13,7 + 14,2 = 186,8 A.m

    Usando o condutor de 4 mm2 (Momento Eltrico 282 A.m) somente no primeirotrecho, tem-se a seguinte queda de tenso percentual:

    Primeiro trecho: 0,27%Segundo trecho: 0,43%Terceiro trecho: 0,43%Quarto trecho: 0,45%Quinto trecho: 0,15%Sexto trecho: 0,16%Queda Tenso Total: 1,89%

    A seguir ser apresentado um desenho esquemtico, com os valores calculadospara o Circuito 5:

    CIRCUITO 5

    2.000VA15,7A

    QDC

    Corredor

    2,50 m x 15,7A = 39,3Am

    2,50 m x 15,7A = 39,3Am

    2,50 m x 15,7A = 39,3AmQuarto 2

    Corredor

    Quarto 2

    Corredor

    4 m x 10,2A = 41Am

    QuartoSuite

    BanhoSuite600VA

    3 m x 4,7A = 14,2Am

    2,5 m x 5,5A = 13,7Am

  • 157

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Circuito 6: Tomadas de Uso Geral - 1.300 VA 10,2 A

    O Circuito 6 de Tomadas de Uso Geral e a seo mnima recomendada docondutor, de 2,5 mm2 (ver subitem 3.3.1 pgina 67).

    O Momento Eltrico do condutor de 2,5 mm2 de 182 A.m (Tabela 3.6 pgina 77).Pela Tabela 3.3 Capacidade de Conduo de Corrente 2 Condutores

    Carregados, pgina 70, a corrente mxima admitida 24 A para esse condutorde 2,5 mm2.

    O Momento Eltrico total:MEtotal = 30,6 + 55,1 + 18,9 + 27,6 = 132,2 A.m

    Usando o condutor de 2,5 mm2 em todos os trechos, tem-se a seguinte quedade tenso percentual:

    Primeiro trecho: 0,34%Segundo trecho: 0,61%Terceiro trecho: 0,21%Quarto trecho: 0,30%Queda Tenso Total: 1,46%

    A seguir ser apresentado um desenho esquemtico, com os valores calculadospara o Circuito 6:

    CIRCUITO 6

    1.300VA10,2A

    QDC

    Sala de jantar 3 m x 10,2A = 30,6Am

    5,40 m x 10,2A = 55,1Am

    Sala de jantar

    2 m x 9,4A = 18,9AmSala de jantar

    3,50 m x 7,9A = 27,6Am

    1.000VA

    Garagem

  • 158

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Circuito 7: Tomadas de Uso Geral - 1.200 VA 9,5 A

    O Circuito 7 de Tomadas de Uso Geral e a seo mnima recomendada docondutor, de 2,5 mm2 (ver subitem 3.3.1 pgina 67).

    O Momento Eltrico do condutor de 2,5 mm2 de 182 A.m (Tabela 3.6 pgina 77).Pela Tabela 3.3 Capacidade de Conduo de Corrente 2 Condutores

    Carregados, pgina 70, a corrente mxima admitida 24 A para esse condutorde 2,5 mm2.

    O Momento Eltrico total:MEtotal = 33,3 + 12,7 + 3,1 + 1,6 + 4 + 1,6 = 56,3 A.m

    Usando o condutor de 2,5 mm2 em todos os trechos, a seguinte queda de tensopercentual:

    Primeiro trecho: 0,37%Segundo trecho: 0,14%Terceiro trecho: 0,03%Quarto trecho: 0,02%Quinto trecho: 0,04%Sexto trecho: 0,02%Queda Tenso Total: 0,62%

    A seguir ser apresentado um desenho esquemtico, com os valores calculadospara o Circuito 7:

    CIRCUITO 7

    1.200VA9,5A

    QDC

    rea de servio1 m x 3,1A = 3,1Am

    Cozinha

    Cozinha

    Cozinha

    Cozinha

    Sala de jantar

    Corredor

    2,5 m x 1,6A = 4Am0,7 m x 2,4A = 1,6Am

    2,70 m x 4,7A = 12,7Am

    3,50 m x 9,5A = 33,3Am

    2 m x 0,79A = 1,6Am

  • 159

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Circuito 8: Tomadas de Uso Geral 1.200 VA 9,5 A

    Note que esse Circuito 8 bastante comprido, pois vai at a rea da Churrasqueira.O Circuito 8 de Tomadas de Uso Geral e a seo mnima recomendada do

    condutor, de 2,5 mm2 (ver subitem 3.3.1 pgina 67).O Momento Eltrico do condutor de 2,5 mm2 de 182 A.m (Tabela 3.6 pgina 77).Pela Tabela 3.3 Capacidade de Conduo de Corrente 2 Condutores Carregados,

    pgina 70, a corrente mxima admitida 24 A para esse condutor de 2,5 mm2.

    O Momento Eltrico total:MEtotal = 38 + 28,5 + 23,8 + 35,2 + 43,5 + 34,8 + 30,4 + 22 + 5,5 + 4,7 = 266,4 A.m

    Usando o condutor de 4 mm2 (Momento Eltrico de 282 A.M) do primeiro aostimo trecho (inclusive), tem-se a seguinte queda de tenso percentual:

    Primeiro trecho: 0,26%Segundo trecho: 0,20%Terceiro trecho: 0,16%Quarto trecho: 0,24%Quinto trecho: 0,30%Sexto trecho: 0,24%Stimo trecho: 0,21%Oitavo trecho: 0,24%Nono trecho: 0,06%Dcimo trecho: 0,05%Queda Tenso Total: 1,96%

    A seguir ser apresentado um desenho esquemtico, com os valores calculadospara o Circuito 8:

    CIRCUITO 8

    1.200VA9,5A

    QDC

    Churrasqueira

    1 m x 5,5A = 5,5Am

    600VA

    2 m x 4,7A = 4,7Am

    3,50 m x 6,3A = 22Am

    3,5 m x 8,7A = 30,4Am

    4 m x 8,7A = 34,8Am

    Muro direito

    5 m

    x 8,7A

    =

    43,5Am

    2,5 m x 9,5A = 23,8Am

    DepsitoDepsito

    rea de servio

    Corredor

    3 m x 9,5A = 28,5Am

    4 m x 9,5A = 38Am

  • 160

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Circuito 9: Tomadas de Uso Geral 1.800 VA 14,2 A

    O Circuito 9 de Tomadas de Uso Geral e a seo mnima recomendada docondutor, de 2,5 mm2 (ver subitem 3.3.1 pgina 67).

    O Momento Eltrico do condutor de 2,5 mm2 de 182 A.m (Tabela 3.6 pgina 77).Pela Tabela 3.3 Capacidade de Conduo de Corrente 2 Condutores Carregados,

    pgina 70, a corrente mxima admitida 24 A para esse condutor de 2,5 mm2.

    O Momento Eltrico total:MEtotal = 56,8 + 42,6 + 42,6 + 9,5 + 7 = 158,5 A.m

    Usando o condutor de 2,5 mm2 em todos os trechos, tem-se a seguinte queda detenso percentual:

    Primeiro trecho: 0,62%Segundo trecho: 0,47%Terceiro trecho: 0,47%Quarto trecho: 0,10%Quinto trecho: 0,08%Queda Tenso Total: 1,74%

    A seguir ser apresentado um desenho esquemtico, com os valores calculadospara o Circuito 9:

    CIRCUITO 9

    1.800VA14,2A

    QDC

    Corredor

    0,5 m x 9,5A = 4,7Am 1,5 m x 4,7A = 7Am

    600VA600VA600VA3 m x 14,2A = 42,6Am

    3 m

    x 14,2A

    = 42,6Am

    rea de servio

    4 m x 14,2A = 56,8Am

    rea de servio

  • 161

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Circuito 10: Tomadas de Uso Geral 1.800 VA 14,2 A

    O Circuito 10 de Tomadas de Uso Geral e a seo mnima recomendada docondutor, de 2,5 mm2 (ver subitem 3.3.1 pgina 67).

    O Momento Eltrico do condutor de 2,5 mm2 de 182 A.m (Tabela 3.6 pgina 77).Pela Tabela 3.3 Capacidade de Conduo de Corrente 2 Condutores Carregados,

    pgina 70, a corrente mxima admitida 24 A para esse condutor de 2,5 mm2.

    O Momento Eltrico total:MEtotal = 49,7 + 49,7 + 9,4 + 4,7 = 113,5 A.m

    Usando o condutor de 2,5 mm2 em todos os trechos, tem-se a seguinte queda detenso percentual:

    Primeiro trecho: 0,55%Segundo trecho: 0,55%Terceiro trecho: 0,10%Quarto trecho: 0,05%Queda Tenso Total: 1,25%

    A seguir ser apresentado um desenho esquemtico, com os valores calculados parao Circuito 10:

    CIRCUITO 10

    1.800VA14,2A

    QDC

    Cozinha

    1 m x 4,7A = 4,7Am

    Cozinha

    3,5 m

    x 14,2A

    = 49,7Am

    3,5 m x 14,2A = 49,7Am

    1 m x 9,4A = 9,4Am

    600VA

    600VA

    600VA

  • 162

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Circuito 11: Tomadas de Uso Geral 1.100 VA 8,7 A

    O Circuito 11 de Tomadas de Uso Geral e a seo mnima recomendada docondutor, de 2,5 mm2 (ver subitem 3.3.1 pgina 67).

    O Momento Eltrico do condutor de 2,5 mm2 de 182 A.m (Tabela 3.6 pgina 77).Pela Tabela 3.3 Capacidade de Conduo de Corrente 2 Condutores Carregados,

    pgina 70, a corrente mxima admitida 24 A para esse condutor de 2,5 mm2.

    O Momento Eltrico total:MEtotal = 26,1 + 32,2 + 40,9 = 99,2 A.m

    Usando o condutor de 2,5 mm2 em todos os trechos, tem-se a seguinte queda detenso percentual:

    Primeiro trecho: 0,29%Segundo trecho: 0,35%Terceiro trecho: 0,45%Queda Tenso Total: 1,09%

    A seguir ser apresentado um desenho esquemtico, com os valores calculadospara o Circuito 11:

    CIRCUITO 11

    1.100VA8,7A

    QDC

    Sala de jantar

    3 m x 8,7A = 26,1Am

    3,70 m x 8,7A = 32,2Am

    Sala

    4,70 m x 8,7A = 40,9AmSala

    Varanda1.000VA

  • 163

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Circuito 12: Tomadas de Uso Especfico (Chuveiro Eltrico) 4.400 VA 220 V - 20 A

    O Circuito 12 de Tomadas de Uso Especfico - Chuveiro Eltrico do Banho Social,sendo a seo mnima recomendada do condutor de 2,5 mm2 (ver subitem 3.3.1pgina 67). A tenso de 220 Volts.

    Pela Tabela 3.3 Capacidade de Conduo de Corrente 3 Condutores Carregados,pgina 70, a corrente mxima admitida 21 A para esse condutor de 2,5 mm2.

    O condutor de 2,5 mm2 suporta o funcionamento de um chuveiro eltrico de potnciade 4.400 VA. Mas, se for utilizado o condutor de 2,5 mm2 para este chuveiro de 4.400 VA,verifica-se que o Circuito 12 ter um condutor muito prximo de sua capacidade mximade conduo de corrente eltrica, que de 21 A. Se o proprietrio desejar utilizar umchuveiro se maior potncia eltrica, os condutores de 2,5 mm2 no suportaro o chuveiro.Nestes casos recomendado (mas no exigido), utilizar o condutor de 4 mm2.

    Pela Tabela 3.3 Capacidade de Conduo de Corrente 3 Condutores Carregados,pgina 70, a corrente mxima admitida para esse condutor de 4 mm2 28 A.

    O Momento Eltrico total:MEtotal = 7 m x 20 A = 140 A.m

    Usando o condutor de 4 mm2, em todo o Circuito 12, tem-se a seguinte queda detenso percentual:

    No trecho: 0,57%Queda Tenso Total: 0,57%

    A seguir ser apresentado um desenho esquemtico, com os valores calculados parao Circuito 12:

    CIRCUITO 12

    4.400VA20A

    QDC2,5 m x 20A = 50Am

    Corredor

    4.400VA

    Banho social

    Banho social

    2,5 m x 20A = 50Am

    2 m x 20A = 40Am

  • 164

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Circuito 13: Tomadas de Uso Especfico (Chuveiro Eltrico) 4.400 VA 220 V - 20 A

    O Circuito 13 de Tomadas de Uso Especfico - Chuveiro Eltrico do Banho da Sute, sendoa seo mnima recomendada do condutor, de 2,5 mm2 (ver subitem 3.3.1 pgina 67). A tenso de 220 Volts.

    Pela Tabela 3.3 Capacidade de Conduo de Corrente 3 Condutores Carregados,pgina 70, a corrente mxima admitida 21 A para esse condutor de 2,5 mm2.

    A situao semelhante do Circuito 12:O condutor de 2,5 mm2 suporta o funcionamento de um chuveiro eltrico de potncia de

    4.400 VA. Mas, se for utilizado o condutor de 2,5 mm2 para este chuveiro de 4.400 VA, verifica-se que o Circuito 13 ter um condutor muito prximo de sua capacidade mxima de conduode corrente eltrica, que de 21 A. Se o proprietrio desejar utilizar um chuveiro se maior potnciaeltrica, os condutores de 2,5 mm2 no suportaro o chuveiro. Nestes casos recomendado(mas no exigido), utilizar o condutor de 4 mm2.

    Pela Tabela 3.3 Capacidade de Conduo de Corrente 3 Condutores Carregados,pgina 70, a corrente mxima admitida para esse condutor de 4 mm2 28 A.

    O Momento Eltrico total:MEtotal = 11,5 m x 20 A = 230 A.m

    Usando o condutor de 4 mm2, em todo o Circuito 13, tem-se a seguinte queda de tensopercentual:

    No trecho: 0,94%Queda Tenso Total: 0,94%

    A seguir ser apresentado um desenho esquemtico, com os valores calculados para oCircuito 13:

    CIRCUITO 13

    4.400VA20A

    QDC

    2,5 m x 20A = 50Am

    Corredor

    4.400VA

    Banho social

    Banho suite

    2,5 m x 20A = 50Am

    4 m x 20A = 80Am

    Quarto 2

    2,5 m x 20A = 50Am

  • 165

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Condutores que vo do ramal do medidor ao QDC Carga 24.620 VA 220 V 64,6 A:

    A distncia entre o Medidor de Energia Eltrica (Padro de Entrada) e o QDC de 17 m.

    O Momento Eltrico total:MEtotal = 17 m x 64,6 A = 1.098 A.m

    Pela Tabela 3.3 Capacidade de Conduo de Corrente 3 CondutoresCarregados, pgina 70, o condutor de 25 mm2 admite uma corrente mxima de 89 A,portanto acima da calculada que de 64,6 A.

    Consultando a Tabela 3.6 pgina 77 de Eletroduto de Material no Magntico,coluna referente a circuitos trifsicos, 220 V e 1%, o condutor de 25 mm2 tem oMomento Eltrico (ME) de 1.457 A.m, que superior ao calculado de 1.098 A.m.

    Usando condutores de 25 mm2 nesse ramal, a queda de tenso percentual ser:ME do condutor 25 mm2 1.457 A.m U% = 1%ME calculado 1.098 A.m U1% = ?

    U1% = 1.098 x 1 = 0,75%1.457

    5.3.6 Equilbrio das Fases do Circuito Eltrico

    Os valores das cargas ou das correntes eltricas em cada Fase dos circuitoseltricos de uma instalao eltrica, devem ser aproximadamente iguais. Isto denominado Equilbrio de Fases. Como difcil, ter valores iguais, a diferenarecomendvel entre esses valores no mximo de 5 % (cinco por cento).

    A partir dos dados do Projeto Eltrico, a Tabela 5.2 a seguir, mostra as cargas doscircuitos que sero ligadas nas Fases A, B ou C, onde foi feito o Equilbrio de Fases.

    CIRCUITOS FASE (Potncia VA) CORRENTE (A) (NMEROS) DOS CIRCUITOS

    A B C1 1.360 10,72 1.160 9,13 1.000 7,94 1.900 155 2.000 15,76 1.300 10,27 1.200 9,58 1.200 9,59 1.800 14,210 1.800 14,211 1.100 8,712 2.200 2.200 2013 2.200 2.200 20

    SUBTOTAL 8.200 VA 8.260 VA 8.160 VACARGA TOTAL 24.620 VACORRENTE POR FASE 64,6 A 65 A 64,2 ACORRENTE MDIA 64,6 A

    Tabela 5.2

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    Fase A: 8.200 VA, Circuitos Nmeros 3, 5, 8, 10 e 12Fase B: 8.260 VA, Circuitos Nmeros 1, 6, 7, 12 e 13Fase C: 8.160 VA, Circuitos Nmeros 2, 4, 9, 11 e 13

    Analisando os valores da Tabela 5.2, nota-se que a Fase B est mais carregadacom 8.260 VA, sendo a corrente de 65 A. Em seguida a Fase A com 8.200 VA e acorrente de 64,6 A. A menor carga est na Fase C com 8.160 VA, sendo a corrente de64,2 A.

    A valor percentual entre as correntes das Fases A, B, e C:Fase B para Fase A = (65 / 64,6) x 100% = 0,6 %Fase B para Fase C = (65 / 64,2) x 100% = 1,2 %Fase A para Fase C = (64,6 / 64,2) x 100% = 0,6 %

    Como esses valores so menores do que 5 % (cinco por cento), as Fases doscircuitos sero consideradas equilibradas.

    5.3.7 Dimensionamento da Proteo

    A Proteo da instalao eltrica, deve ser feita de acordo com os procedimentosestabelecidos no Captulo 4 pgina 86.

    Para Proteo dos circuitos de instalao eltrica da residncia, sero utilizadosDisjuntores Termomagnticos, Dispositivos Diferenciais Residuais, Dispositivos paraProteo contra Sobretenses, Dispositivos contra Queda e Falta de Tenso.

    Dependendo do circuito eltrico, deve ser utilizado o Disjuntor ou DispositivosDiferenciais Residuais.

    5.3.7.1 Dimensionamento dos Disjuntores Termomagnticos

    O dimensionamento dos disjuntores ser feito deacordo com a Tabela 4.6 do subitem 4.6.2.1 pgina 109. Atemperatura no QDC ser considerada de 40 oC. Emambientes mais quentes, dever ser considerada atemperatura de 50 oC.

    Deve-se ressaltar que a funo do disjuntor, neste caso, proteger a instalao, eno as cargas instaladas. Assim a corrente do mesmo, nunca poder ser superior corrente mxima admissvel para o condutor do circuito eltrico.

    Circuito 1 - IluminaoCarga: 1.360 VA - Corrente: 10,7 APela Tabela 4.6, o Disjuntor recomendado para essa corrente de 10,7 A e a

    temperatura de 40 oC : Disjuntor Unipolar de 15 A.

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    Circuito 2 - IluminaoCarga: 1.160 VA - Corrente: 9,1 APela Tabela 4.6, o Disjuntor recomendado para essa corrente de 9,1 A e a

    temperatura de 40 oC : Disjuntor Unipolar de 15 A.

    Circuito 3 - IluminaoCarga: 1.000 VA - Corrente: 7,9 APela Tabela 4.6, o Disjuntor recomendado para essa corrente de 7,9 A e a

    temperatura de 40 oC : Disjuntor Unipolar de 10 A.

    Disjuntor GeralCarga Total da Instalao Eltrica 24.620 VACorrente Mdia: 64,6 APara dimensionar o Disjuntor Geral, tem-se que conhecer a corrente eltrica em

    cada Fase (ver subitem 5.3.6 pgina 165):Fase A: 8.200 VA Corrente: 64,6 AFase B: 8.260 VA Corrente: 65 AFase C: 8.160 VA Corrente: 64,2 A

    O Disjuntor Geral Trifsico, dever ser dimensionado em funo do maior valor dacorrente de uma das Fases, aps ser feito o Equilbrio de Fases subitem 5.3.6 pgina165. Verifica-se que o maior valor da corrente, o da Fase B, com 65 A. Na Fase A 64,6A e Fase C 64,2 A, sendo que esse circuito ser considerado equilibrado. Se houvesseuma grande diferena entre os valores das correntes nas 3 Fases, o Disjuntor Geralcomo dimensionado em funo da maior corrente eltrica, poderia no proteger oscircuitos da Fase da menor corrente. Da a importncia do Equilbrio de Fases (versubitem 5.3.6 pgina 165).

    Pela Tabela 4.6 pgina 110, o Disjuntor recomendado : Disjuntor TrifsicoMultipolar de 70 A.

    5.3.7.2 Dimensionamento dos Dispositivos Diferencial Residual

    A Norma vigente, a NBR 5410/97, da ABNT determina que devem ser utilizadosos Dispositivos Diferencial Residual (DR) (ver subitem 4.6.3 pgina 111) nos seguintescircuitos eltricos:

    Circuitos que sirvam a pontos situados em locais contendo banheira ou chuveiro; Circuitos que alimentam tomadas de corrente situadas em reas externas

    edificao; Circuitos de tomadas de corrente situadas em cozinhas, copa-cozinhas,

    lavanderias, reas de servio, garagens e, em geral, em todo local interno molhado em uso normal ou sujeito a lavagens.

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    Pode-se utilizar o Disjuntor Diferencial Residual (DDR) ou um Interruptor Diferencial(IR) associado a um Disjuntor Termomagntico (ver subitem 4.6.2 pgina 107) paracomplementar a proteo do circuito.

    Ser feita a opo de proteger os circuitos individualmente, com o objetivo deproporcionar mais segurana e conforto, utilizando o Disjuntor Diferencial Residual(DDR).

    Os circuitos nmeros 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12 e 13 devero ter individualmenteo Disjuntor Diferencial Residual (DDR), para a proteo contra sobrecarga/curto-circuitoe choques eltricos.

    O dimensionamento dos DDR a seguir, ser feito de acordo com a Tabela 4.7pgina 116.

    Circuito 4 Tomadas de Uso GeralCarga: 1.900 VA - Corrente: 15 APela Tabela 4.7, o Disjuntor Diferencial Residual recomendado para essa corrente

    de 15 A, o DDR de 16 A.

    Circuito 5 Tomadas de Uso GeralCarga: 2.000 VA - Corrente: 15,7 APela Tabela 4.7, o Disjuntor Diferencial Residual recomendado para essa corrente

    de 15,7 A, o DDR de 16 A.

    Circuito 6 Tomadas de Uso GeralCarga: 1.300 VA - Corrente: 10,2 APela Tabela 4.7, o Disjuntor Diferencial Residual recomendado para essa corrente

    de 10,2 A, o DDR de 16 A.

    Circuito 7 Tomadas de Uso GeralCarga: 1.200 VA - Corrente: 9,5 APela Tabela 4.7, o Disjuntor Diferencial Residual recomendado para essa corrente

    de 9,5 A, o DDR de 16 A.

    Circuito 8 Tomadas de Uso GeralCarga: 1.200 VA - Corrente: 9,5 APela Tabela 4.7, o Disjuntor Diferencial Residual recomendado para essa corrente

    de 9,5 A, o DDR de 16 A.

    Circuito 9 Tomadas de Uso GeralCarga: 1.800 VA - Corrente: 14,2 APela Tabela 4.7, o Disjuntor Diferencial Residual recomendado para essa corrente

    de 14,2 A, o DDR de 16 A.

    Circuito 10 Tomadas de Uso GeralCarga: 1.800 VA - Corrente: 14,2 APela Tabela 4.7, o Disjuntor Diferencial Residual recomendado para essa corrente

    de 14,2 A, o DDR de 16 A.

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    Circuito 11 Tomadas de Uso GeralCarga: 1.100 VA - Corrente: 8,7 APela Tabela 4.7, o Disjuntor Diferencial Residual recomendado para essa corrente

    de 8,7 A, o DDR de 16 A.

    Circuito 12 Tomadas de Uso Especfico Chuveiro Eltrico (220V)Carga: 4.400 VA - Corrente: 20 APela Tabela 4.7, o Disjuntor Diferencial Residual recomendado para essa corrente

    de 20 A, o DDR de 20 A.

    Circuito 13 Tomadas de Uso Especfico Chuveiro Eltrico (220V)Carga: 4.400 VA - Corrente: 20 APela Tabela 4.7, o Disjuntor Diferencial Residual recomendado para essa corrente

    de 20 A, o DDR de 20 A.

    IMPORTANTE: Existem DDR de diversas marcas, podendo tervalores de corrente nominal, diferentes da tabela utilizada. Aoadquirir o DDR, verifique a tabela do fabricante, para dimensionarcorretamente esse Dispositivo para o circuito eltrico que se desejaproteger.

    5.3.7.3 Dimensionamento da Proteo Contra Sobretenses Transitrias

    Devero ser instalados no QDC os dispositivos de proteo contra sobretenses(ver subitem 4.6.4 pgina 117), com o objetivo de suprimir os surtos das sobretensestransitrias, protegendo os equipamentos eltricos.

    Esses dispositivos com tenso contnua/nominal de 175 V, devero ser instaladosum para cada Fase, ligados entre a Fase e o Condutor de Proteo (PE) e antes dosDDR.

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    5.3.7.4 Proteo Contra Falta de Fase e Sub/Sobretenso

    Como foi visto no subitem 4.6.5 pgina 118, a Norma NBR 5410/97 recomendaque os fenmenos de: falta de Fase e/ou sub/sobretenses ocorrerem e que possamcolocar em riscos a instalao/equipamentos eltricos e as pessoas, devem serinstalados os dispositivos adequados para essas Protees.

    Essa Proteo pode ser feita com um Contator, associado a um rel desub/sobretenso e um rel de falta de fase.

    importante definir a abrangncia dessa Proteo:

    1) Proteger toda a instalao eltrica interna:Neste caso, quando a Proteo atuar, toda a residncia ficar ser energia eltrica.

    2) Proteger parte(s) da instalao eltrica: todos os circuitos de Tomadas de Uso Especfico; todos os circuitos de Tomada de Uso Geral;Nestes casos, os circuitos de iluminao podero continuar funcionando.

    3) Proteger determinados circuitos com equipamentos eltricos especiais:Os outros circuitos eltricos podero continuar funcionando.

    A escolha de como ser instalada essa Proteo, dever ser definida junto com oProprietrio, pois ele que sabe a importncia do funcionamento de sua residncia.

    No Projeto Eltrico que est sendo elaborado, ser feita a opo para utilizar aProteo para desligar todos os circuitos eltricos, protegendo assim, toda a instalaoda residncia.

    Essa Proteo dever ser:- Um Contator trifsico para 65 A;- Um Rel trifsico contra falta de fase 220 V;- Um Rel trifsico de sub/sobreteno 90 a 130 V, por fase.

    Observao: Os valores de Corrente e Tenso desses dispositivos de proteo,podero variar de fabricante para fabricante. Ao adquirir os dispositivos de proteo,eles devero ser dimensionados, baseados nos valores de correntes calculados noProjeto Eltrico e dos existentes no comrcio.

    5.3.7.5 Acondicionamento e Identificao dos Dispositivos de Proteo ede Segurana

    Os dispositivos de Proteo, de Segurana e os condutores anteriormentedimensionados para esse Projeto Eltrico da residncia, que devero seracondicionados em Quadros de Distribuio de Circuitos QDC (ver subitem 2.8 pgina62), so os seguintes:

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    Disjuntor Geral Trifsico de 70 A; Contator Trifsico de 65 A; Rel Trifsico contra falta de Fase; Rel Trifsico de sub/sobretenso; 3 Dispositivos supressores de tenso transitrias; 1 Disjuntor Termomagntico monofsico de 10 A; 2 Disjuntores Termomagnticos monofsicos de 15 A; 8 Disjuntores Diferencial Residual de 16 A; 2 Disjuntores Diferencial Residual de 20 A 220 Volts.

    Para instalao desses dispositivos, poder ser requerido um Quadro deDistribuio de Circuitos QDC, muito grande. Neste caso, poder ser mais vivel,utilizar dois Quadros, sendo:

    Quadro 1 ter os seguintes dispositivos: Disjuntor Termomagntico Geral; Contator Trifsico com os rels de falta de fase e sub/sobretenso.

    Quadro 2 - ter os seguintes dispositivos: Supressores de tenses transitrias (devem ser instalados antes do DDR ver

    subitem 4.6.4 pgina 117; Disjuntores Termomagnticos dos circuitos eltricos; Disjuntores Diferencial Residual dos circuitos eltricos.O Quadro 2 acondicionar os dispositivos de Proteo e de Segurana dos 13

    circuitos eltricos da residncia.De acordo com os procedimentos estabelecidos no subitem 2.8 pgina 62, esse

    QDC dever ter tambm um espao de reserva, para ter futuramente, no mnimo mais4 circuitos eltricos.

    Os dispositivos instalados no interior do QDC, devem ser identificados quanto asua funo de forma clara e precisa. Isto possibilita as pessoas entenderem comfacilidade e sem risco de confuso, estes dispositivos com suas respectivas funes.

    O Quadro 1, os dispositivos devero ser numerados e na porta do QDC, do ladoexterno, de preferncia, dever ter a descrio e a funo de cada dispositivo.

    Exemplo: Disjuntor Geral. Ser identificado com o nmero 1. Ento, dever sercolocado este nmero 1 no Disjuntor. Em um papel, que ficar colocado na porta doQDC, dever ter a seguinte identificao:

    1 Disjuntor Trifsico Geral 70 A - 220 Volts, desliga/liga toda a instalao eltrica da residncia.

    Obviamente os demais dispositivos do Quadro 1, devero ser identificados demaneira semelhante ao Disjuntor Geral.

    O Quadro 2, os dispositivos tambm devero ser numerados de acordo com oscircuitos eltricos do Projeto e identificados quanto a sua funo e a sua rea de atuaona residncia (liga/desliga).

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    Exemplo: Os Disjuntores Termomagnticos e os Disjuntores Diferencial Residualdevero ser numerados. Os Circuitos 1 e 2, de Iluminao (ver subitem 5.3.7.1 pgina166), protegidos cada um, por um Disjuntor Termomagntico de 15 A, dever sercolocado o nmero 1 e o 2, respectivamente, no Disjuntor correspondente. Em umpapel, que ficar colocado na porta do QDC, dever ter a seguinte identificao:

    1 Disjuntor unipolar 15 A, 127 Volts Iluminao - liga/desliga a Iluminao de: Muro da Frente, Jardim, Varanda, Garagem, Sala de Estar, Quarto 1, Banho Sociale Sala de Jantar;

    2 Disjuntor unipolar 15 A, 127 Volts Iluminao - liga/desliga a Iluminao de: Hall, Corredor, Quarto 2,Quarto Sute, Banho Sute, Parede Fundo da Casa, Muro doLado Direito, Muro do Fundo.

    Os demais circuitos, do 3 ao 13, devero tambm ser numerados e identificadosde maneira anloga, aos circuitos 1 e 2.

    Os dispositivos de supressor de sobretenses transitrias, tambm devero seridentificados. Como deveremos deixar um espao de reserva no QDC, para 4 possveisfuturos circuitos, a numerao desses dispositivos, poder ser feita por letra:

    A Supressor de Tenso da Fase AB Supressor de Tenso da Fase BC Supressor de Tenso da Fase C

    IMPORTANTE: O Proprietrio da residncia, dever ser instrudo quanto afuno e utilizao de todos os Dispositivos dos Quadros.

    Observao: Qualquer que seja o mtodo utilizado para identificao dosdispositivos, deve garantir que no sejam retirados ou danificados, as identificaesdeles e que, em caso de alterao, a atualizao seja feita com facilidade.

    5.3.7.6 Protees Complementares

    Aps a concluso de todas as obras da residncia, recomendvel tambm, ainstalao junto aos principais eletrodomsticos, tais como, computadores, televiso,equipamento de som, forno de microondas, etc, de protetores individuais contrasobretenses.

    Existem distrbios podem vir da: rede eltrica, da rede telefnica e de antenas deTV (parablica e a cabo). Por isso, recomendado usar dispositivos apropriados paraproteger os equipamentos ligados a rede eltrica, bem como ligados a antenas de TV,tomadas de telefones, modem de computadores, etc. Ver subitem 4.6.4 pgina 117.

    Recomenda-se instalar junto ao Padro de Entrada para o fornecimento deenergia eltrica, os pra-raios de baixa tenso.

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    5.3.8 Dimensionamento dos Eletrodutos

    Os eletrodutos so fabricados, normalmente, em varas de comprimento de 3metros. A conexo entre duas peas deve ser feita atravs de luvas, de tal forma queseja assegurada a resistncia mecnica do conduto.

    Os eletrodutos so fixados nas caixas retangulares, quadradas, octogonal, etc,atravs de buchas e arruela. As curvas de 45o ou 90o, quando utilizadas, devero serfixadas aos eletrodutos, atravs de luvas.

    Alvenaria Gesso Acartonado Octogonal

    Curvas, Luva, Bucha e Arruela

    O dimetro externo mnimo do eletroduto utilizado em instalaes eltricasinternas, dever ser de 16 mm.

    A quantidade de condutores que podem ser enfiados em um eletroduto dependedo tipo de condutor (dimetro externo) e do dimetro interno do eletroduto.

    A Norma NBR 5410/97 estabelece que a taxa mxima de ocupao em relao rea da seo transversal dos eletrodutos no seja superior a:

    - 53% no caso de um condutor ou cabo;- 31% no caso de dois condutores ou cabos;- 40% no caso de trs ou mais condutores ou cabos.

    Esta providncia dever ser tomada com a finalidade de facilitar a enfiao, oureenfiao nos casos de modificaes dos condutores nos eletrodutos.

    Bucha

    Curva 45

    Curva 90

    Luva

    Arruela

    4X2 4X4 4X2 4X4 4X4

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    A expresso matemtica a seguir, permite calcular o dimetro do eletroduto a serutilizado.

    D = d2 x NK

    Onde:D: Dimetro interno do eletroduto em mm;N: Nmero de condutores;d: Dimetro externo do condutor;K: Taxa mxima de ocupao.

    O valor de K, dado pela Tabela 5.3.

    QUANTIDADE DE TAXA MXIMA DE CABOS ISOLADOS OCUPAO (K)

    1 0,532 0,313 0,404 0,40

    Mais de 4 0,40

    Tabela 5.3

    A partir do clculo do dimetro do eletroduto, pela frmula, deve-se consultar aTabela 5.4 Nmero Mximo de Condutores em Eletrodutos pgina 175. Essa Tabelamostra como dimensionar o eletroduto, em funo nmero de condutores de mesmaseo (mm2).

    Exemplo 1: Dimensionar o dimetro de um eletroduto capaz de conduzir 6condutores de 10 mm2 isolados em PVC, cujo dimetro externo 6,1 mm (Tabela doAnexo 5 pgina 215).

    Como na Tabela 5.4 no tem uma coluna para 6 condutores de 10 mm2 isoladosem PVC, deve-se usar a frmula a seguir.

    D = d2 x N = (6,1)2 x 6 = 23,6 mmK 0,4

    Consultando uma Tabela 5.4 Nmero Mximo de Condutores em Eletrodutospgina 175, verifica-se que no existe o eletroduto de 23,6 mm. Com isso, dever serutilizado o primeiro eletroduto de dimetro superior a 23,6 mm encontrado na Tabela5.4. No caso deste Exemplo1, o eletroduto o de dimetro de 25 mm.

    Nesse Manual adotar tabelas prticas para dimensionar os eletrodutos, com oobjetivo de facilitar o dimensionamento. Entretanto outros mtodos existentes, podemser utilizados.

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    Exemplo 2: Dimensionar o eletroduto para a colocao de 6 condutores de 4 mm2.Como a Tabela 5.4 tem a coluna para 6 condutores de 4 mm2, dever ser aplicao

    direta da Tabela 5.4. O eletroduto de dimetro de 20 mm. Usando a frmula doExemplo1, chega-se ao mesmo resultado.

    NMERO MXIMO DE CONDUTORES INSTALADOS EM ELETRODUTOS

    CONDUTOR ELETRODUTO - Nominal (mm)(mm2)

    16 20 25 31 41 47 59 75 88 1001,5 7 12 21 34 60 80 132 215 303 3982,5 4 8 14 22 40 52 86 141 199 2624 2 6 10 17 31 40 67 110 155 2036 2 5 8 14 24 32 53 87 123 16210 1 2 5 8 14 19 31 52 73 9616 1 2 2 6 10 13 22 37 52 6925 1 1 2 3 6 9 14 24 34 4535 - 1 1 2 4 6 10 17 24 3250 - 1 1 2 2 5 8 13 18 2470 - - 1 1 2 3 6 10 15 1995 - - 1 1 2 2 4 7 10 14

    Tabela 5.4

    Quando os condutores instalados no mesmo eletroduto, tm sees (mm2)diferentes, dever ser utilizada primeiramente, a Tabela 5.5 Relao entre as reas dosCondutores.

    RELAO ENTRE REAS DOS CONDUTORES(VALORES MDIOS)

    CONDUTOR CONDUTOR (mm2)(mm2)

    1,5 2,5 4 6 10 16 25 35 50 70 95RELAO ENTRE AS REAS

    1,5 1 1,52 1,96 2,45 4,13 5,76 8,80 12,25 16,0 20,25 28,442,5 0,66 1 1,29 1,61 2,72 3,79 5,79 8,05 10,52 13,31 18,704 0,51 0,78 1 1,25 2,11 2,94 4,49 6,25 8,16 10,33 14,516 0,41 0,62 0,80 1 1,68 2,35 3,59 4,99 6,52 8,25 11,5910 0,24 0,37 0,47 0,59 1 1,39 2,13 2,96 3,87 4,90 6,8816 0,17 0,26 0,34 0,43 0,72 1 1,53 2,13 2,78 3,52 4,9425 0,11 0,17 0,22 0,28 0,47 0,65 1 1,39 1,82 2,30 3,2335 0,08 0,12 0,16 0,20 0,34 0,47 0,72 1 1,31 1,65 2,3250 0,06 0,10 0,12 0,15 0,26 0,36 0,55 0,77 1 1,27 1,7870 0,05 0,08 0,10 0,12 0,20 0,28 0,43 0,60 0,79 1 1,4095 0,04 0,05 0,07 0,09 0,15 0,20 0,31 0,43 0,56 0,71 1

    Tabela 5.5

    Esta Tabela 5.5 permite transformar as diferentes sees dos condutores emuma nica seo (mm2), para que se possa dimensionar o eletroduto a ser utilizado.

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    Exemplo 3: Dimensionar o eletroduto que dever conter 3 cabos de seo 4 mm2

    e 5 cabos de seo 10 mm2.Para isto tem-se duas opes que conduzem ao mesmo resultado:

    1 opo: Transformar os cabos de seo 10 mm2 em cabos de 4 mm2.Atravs da Tabela 5.5 Relao entre as reas dos Condutores dever ser

    procurado a interseo entre o cabo de seo 10 mm2 e o de 4 mm2. O valorencontrado, de 2,11.

    Multiplica-se o nmero de cabos de 10 mm2 por 2,11 para achar o seu equivalenteem 4 mm2 = 5 x 2,11 = 10,55.

    Total de cabos de 4 mm2 = 10,55 + 3 = 13,55 cabos de 4 mm2

    A partir da, com os condutores de mesma seo, basta consultar a Tabela 5.4Nmero Mximo de Condutores Instalados em Eletrodutos (pgina 175). Para 14cabos de 4 mm2, o eletroduto recomendado o de 31 mm.

    2 opo: transformar os cabos de bitola 4 mm2 em cabos de 10 mm2.Pela Tabela 5.5 Relao entre as reas dos Condutores, a interseo entre o

    cabo de 4 mm2 e o de 10 mm2, 0,47.Quantidade de cabos de 4 mm2 equivalentes a cabos de 10 mm2 = 3 x 0,47 = 1,41 cabos de 10 mm2

    Total de cabos de 10 mm2 = 1,41 + 5 = 6,41 cabos de 10 mm2

    Pela Tabela 5.4 Nmero Mximo de Condutores Instalados em Eletrodutos(pgina 175), o eletroduto tambm o de 31 mm.

    O dimensionamento dos eletrodutos deste Projeto Eltrico devero ser feitos de modosemelhante aos apresentados neste subitem, utilizando as 2 Tabelas prticas (5.4 e 5.5).

    Os valores dos dimetros dos eletrodutos, esto no prprio Projeto Eltrico (versubitem 5.3.9 pgina 176).

    5.3.9 - Apresentao do Projeto Eltrico

    O Projeto Eltrico dever ser apresentado em escala (ver subitem 5.3 pgina 125),contendo todos os dados necessrios sua correta execuo:

    - Pontos de Iluminao;- Interruptores (diversos tipos);- Tomadas de Uso Geral;- Tomadas de Uso Especfico;- A seo dos condutores;- O dimetro dos eletrodutos;- QDC- Identificao dos Circuitos Eltricos e dos condutores etc;- Legenda, identificando o Projetista, endereo da obra etc.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Observaes:

    Usar a Simbologia conforme subitem 2.2 pgina 49;Os valores precedidos do smbolo # correspondem seo dos condutores em mm2;Os valores precedidos do smbolo correspondem ao dimetro do eletroduto;A partir da, deve ser utilizado uma Legenda no Projeto Eltrico, contendo: Simbologia utilizada; Condutores no cotados correspondem a: # 2,5 mm2; Eletrodutos no cotados correspondem a: 16 mm.A seguir ser apresentado o Projeto Eltrico.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    IMPORTANTE: No sero tratados neste Manual, como devero ser os requisitose os procedimentos legais, necessrios para que uma ou mais pessoas possam:elaborar um Projeto Eltrico de uma residncia, ser o responsvel tcnico, registro, etc.

    Maiores informaes podero ser obtidas junto ao Conselho Regional deEngenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (CREA-MG).

    O endereo eletrnico do CREA MG : http://www.crea-mg.com.br

    Exerccios:

    1) Dimensionar a iluminao incandescente e o nmero mnimo de tomadas de usogeral necessrias para atender uma sala de 4,5 m de comprimento e 3,5 m delargura.

    2) Dimensionar a iluminao e o nmero mnimo de tomadas de uso geral necessrias para atender uma cozinha de 4 m de comprimento e 2,5 m de largura.

    3) Dimensionar o eletroduto que dever conter 12 condutores de seo 6,0 mm2, isolao em PVC cujo dimetro externo 4,7 mm.

    4) Dimensionar o eletroduto que dever conter 6 condutores de seo 2,5 mm2 e 4 condutores de 6 mm2.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    CAP TULO 6

    EXECUO DO PROJETO ELTRICO

    6.1 Materiais e Componentes da Instalao Eltrica

    Como j foi mencionado neste Manual, os Materiais e Componentes a seremutilizados na instalao eltrica, devem ser de qualidade, garantidos e adequados paraa funo especfica etc.

    importante que o Proprietrio da residncia receba uma lista dos materiais ecomponentes, com as respectivas quantidades e especificaes tcnicas corretas, paraque ele possa efetuar a aquisio desses materiais.

    Nem todos os materiais so necessrios que sejam adquiridos de uma s vez.Deve ser feito um cronograma fsico da obra, para que os materiais sejam adquiridos eutilizados na hora certa.

    Os materiais com as suas respectivas quantidades, devero ser levantadas a partirdo Projeto Eltrico:

    Medir, atravs de uma rgua, as metragens dos diversos tipos de condutores e eletrodutos;

    Quantidades dos diversos tipos de interruptores, tomadas de uso geral;

    Quantidades dos diversos tipos de caixa: 2x4, 4x4, octogonal, de passagem, QDC, etc;

    Quantidades de curvas, buchas, arruelas, dispositivos de proteo e de segurana, etc.

    6.2 Execuo do Projeto Eltrico

    Existem algumas prescries gerais, que devem ser observadas para a execuoda instalao eltrica e que se relacionam, principalmente, com a segurana dainstalao durante e aps sua execuo.

    importante sempre lembrar que, em cada etapa de construo obra daresidncia, dever ser executada uma parte do Projeto Eltrico. Isso economizar tempoe dinheiro. A interao com os responsveis pela obra civil e de outros Projetos, muitoimportante para otimizar a execuo do Projeto Eltrico, e conseqentemente, de todaa residncia.

    A instalao dos cabos deve ser feita de tal maneira que os mesmos no soframqualquer dano em funo de bordas cortantes ou superfcies abrasivas. Deve ser usado,nas entradas de condutos em caixas de derivao ou equipamentos, um adaptadorpara proteger os cabos.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Os cabos ao serem instalados em eletrodutos no podem ficar sujeitos a esforosmaiores do que aqueles para o qual foram projetados. Caso contrrio, o cabo poderiaesticar devido trao, mudando assim todas as suas caractersticas quanto conduo de corrente.

    Os condutores Fase, Neutro e o de Proteo (PE) de um mesmo circuito devemser agrupados no mesmo eletroduto.

    Os condutos, caixas de derivao, conexes, etc, devem ser constitudos demateriais no suscetveis corroso ou protegidos contra ela.

    Toda a curva de cabo deve ser feita de forma a evitar qualquer dano ao cabo.

    IMPORTANTE: Caso seja necessrio alterar alguma coisa durante a execuo doProjeto Eltrico, essas alteraes devero constar no referido Projeto. O Proprietriodever receber o Projeto Eltrico, exatamente como foi executado.

    6.3 Requisitos Estabelecidos pela Norma NBR 5410/97

    A seguir sero descritos os principais requisitos determinados pela Norma vigente,a NBR 5410/97.

    As dimenses internas dos eletrodutos e os respectivos acessrios de ligaodevem permitir instalar e retirar facilmente os condutores aps a instalao doseletrodutos e acessrios. Para isso, necessrio que:

    a) A taxa mxima de ocupao em relao rea da seo transversal dos eletrodutos no seja superior a:

    53% no caso de um condutor ou cabo; 31% no caso de dois condutores ou cabos; 40% no caso de trs ou mais condutores ou cabos;

    b) No haja trechos contnuos (sem interposio de caixas ou equipamentos) retilneos de tubulao maiores que 15 m, sendo que, nos trechos com curvas,essa distncia deve ser reduzida de 3 m para cada curva de 90o.

    NOTA Quando os eletrodutos passarem obrigatoriamente atravs de locais ondeseja possvel o emprego de caixa de derivao, a distncia prescrita no subitem b), podeser aumentada, desde que:

    b1) Seja calculada a distncia mxima permissvel (levando em conta o nmero de curvas de 90o necessrias); e

    b2) Para cada 6 m, ou frao, de aumento dessa distncia, se utilize eletroduto de tamanho nominal imediatamente superior ao eletroduto que normalmente seriaempregado para a quantidade e tipo dos condutores ou cabos.

    Em cada trecho de tubulao, entre duas caixas, podem ser previstas no mximotrs curvas de 90o ou seu equivalente at o mximo de 270o. Em nenhuma hiptese,devem ser previstas curvas com deflexo menor do que 90o.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    As curvas feitas diretamente nos eletrodutos, no devem reduzir efetivamente oseu dimetro interno.

    Devem ser empregadas caixas de derivao:

    a) Em todos os pontos de entrada e sada de condutores da tubulao, exceto nos pontos de transio ou passagem de linhas abertas para linhas em eletrodutos,os quais, nestes casos, devem ser arrematados com buchas;

    b) Em todos os pontos de emendas ou derivao de condutores;c) Para dividir a tubulao em trechos de comprimentos no maiores que os

    especificados neste subitem 6.3.

    NOTA: As caixas devem ser colocadas em lugares facilmente acessveis e seremprovidas de tampas apropriadas. As caixas que contiverem interruptores, tomadas deuso geral e congneres, devem ser fechadas pelas placas de acabamento quecompletam a instalao desses dispositivos. As caixas de sada para alimentao deequipamentos, podem ser fechadas pelas placas destinadas fixao dessesequipamentos.

    Os condutores devem ser com trechos contnuos entre as caixas de derivao. Asemendas e conexes devem ficar colocadas dentro das caixas. Oscondutores emendados ou cuja isolao tenha sido danificada erecomposta com fita isolante ou outro material apropriado, nodevem ser enfiados em eletrodutos.

    Os eletrodutos embutidos em concreto armado, devem ser colocados de modo aevitar a sua deformao durante a concretagem, devendo ainda serem fechadas ascaixas e as bocas dos eletrodutos com peas apropriadas, para impedir a entrada deargamassa ou nata de concreto.

    As junes dos eletrodutos embutidos, devem ser efetuadascom auxlio de acessrios estanques em relao aos materiais deconstruo.

    Os eletrodutos s devem ser cortados perpendicularmente aoseu eixo. Devem ser retiradas todas as rebarbas que possam danificaras isolaes dos condutores.

    Os condutores s devero ser enfiados depois que a rede deeletrodutos estiver toda concluda, assim como todos os servios de construo que ospossam danificar. A enfiao tambm, s deve ser iniciada, aps a tubulao e caixasde derivao serem limpas.

    Para facilitar a enfiao dos condutores, podem ser utilizados:a) Guias de puxamento que, entretanto, s devem ser introduzidas no momento

    da enfiao dos condutores e no durante a execuo das tubulaes;b) Talco, parafina ou outros lubrificantes que no prejudiquem a isolao dos

    condutores.S so admitidos em instalao aparente, os eletrodutos que no propaguem a

    chama.Em instalao embutida, s so admitidos os eletrodutos que suportem os

    esforos de deformao caractersticos do tipo de construo utilizado. Na instalaoembutida, os eletrodutos que possam propagar a chama, devem ser totalmenteenvolvidos por materiais incombustveis.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    IMPORTANTE: As diversas ligaes eltricas na residncia dos condutores Fase,Neutro e Proteo (PE), devero ser feitas de acordo com os procedimentosestabelecidos neste Manual.

    6.4 - Recomendaes Gerais sobre as Instalaes Eltricas

    a) Emendas e DerivaesDevem garantir a continuidade eltrica e a resistncia mecnica do circuito eltrico,

    podendo ser:- Os condutores de pequeno dimetro, usa-se torcer um condutor sobre o outro;- Quando se trata de condutores maiores, usa-se um fio mais fino enrolado sobre

    a emenda, a fim de melhorar a resistncia mecnica.

    Os desenhos a seguir, mostram essas situaes.

    Em ambos os casos, recomenda-se cobrir a emenda com solda, a fim de garantiruma perfeita continuidade eltrica ao circuito. Para ligao de aparelhos com cordesflexveis, deve-se usar um n de segurana nas extremidades do condutor, a fim deevitar que qualquer esforo mecnico efetuado sobre o condutor seja transmitido aoscontatos eltricos.

    Posteriormente a elaborao da emenda, deve-se isol-la com fita isolante.

    b) Ligaes dos Terminais

    Ao ser efetuada a ligao de um condutor em um terminal com parafuso, deve-sefazer a volta no condutor no mesmo sentido da rotao do parafuso ao ser apertado,para evitar que o condutor escape debaixo da cabea do parafuso.

    Quando o condutor for flexvel (tipo cabo), deve-se tornar rgida a sua extremidadecom solda, ou ento, usar um terminal apropriado.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Os desenhos a seguir, mostram essas situaes.

    c) Tomadas de Uso Especfico

    Esses equipamentos (um chuveiro eltrico, por exemplo) devem ser ligados aoscondutores dos circuitos eltricos, atravs de conectores apropriados. Se o conector forfeito de material plstico, e vier com dois conectores juntos, recomenda-se separ-losfisicamente. Em caso de um possvel defeito em um conector, esse defeito no estendapara o outro conector. Isso poder evitar um curto-circuito, com a fuso dos doisconectores.

    d) Limpeza

    uma parte muito importante na execuo da instalao eltrica.Aps a instalao dos eletrodutos, caixas, fiao, etc, as caixas devero ser

    tampadas para no serem sujas quando do reboco das paredes ou a colocao do pisoe dos azulejos.

    Depois de reboco das paredes ou a colao do piso e de azulejos, devero sernovamente limpas as caixas e a fiao exposta e em seguida, instalar as Tomadas deUso Geral, Interruptores, etc. Esses dispositivos devero ser tampadas, para que nosejam sujos durante a pintura e acabamento geral da residncia.

    Aps o acabamento geral, os dispositivos devero ser destampados, limposnovamente e em seguida finalizar o acabamento, colocando as placas das caixas efazendo um teste final do funcionamento dos circuitos eltricos.

    Errado

    Certo

    Solda

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    6.5 Verificao Final

    Toda instalao eltrica nova ou reforma (extenso ou alterao), deve serinspecionada visualmente e testada, durante a execuo e aps o trmino dostrabalhos, antes de ser posta em servio pelos usurios da residncia, de forma a severificar a conformidade com as prescries estabelecidas em:

    1) Norma da ABNT, a NBR 5410/97 Instalaes Eltricas de Baixa Tenso;2) Normas vigentes da CEMIG, ND 5.1 Fornecimento de Energia Eltrica em

    Tenso Secundria Rede de Distribuio Area Edificaes Individuais, a ND 5.2Fornecimento de Energia Eltrica em Tenso Secundria Rede de Distribuio Area Edificaes Coletivas e a ND 5.5 Fornecimento de Energia Eltrica em TensoSecundria Rede de Distribuio Subterrnea;

    3) Deste Manual de Instalaes Eltricas Residenciais.Aps a verificao e os testes, de que toda a instalao eltrica est funcionando

    corretamente e adequadamente conforme foi projetado, dever ser explicada todo o seufuncionamento e fornecida a documentao da instalao (Projeto Eltrico, memorialdescritivo, etc) para o Proprietrio da residncia.

    6.6 Aumento de Carga e reformas nas instalaes eltricas internas

    comum em uma residncia, ter a necessidade de um aumento de carga, devidoa ampliaes na casa ou a aquisio de um novo equipamento eltrico.

    As reformas nas instalaes eltricas internas, tambm so bastante comuns.Nestes dois casos, importante que toda instalao eltrica interna dever ser

    revista: o Padro de Entrada para o fornecimento de energia eltrica, Aterramentoatravs do Condutor de Proteo - PE (se no houver, dever ser feito), Quadro deDistribuio de Circuitos QDC com os seus dispositivos adequados, fiao (estadofsico que ela est e bitola), conexes, tomadas, interruptores, equipamentos eltricos etc.

    Contratar um Projetista para elaborar um Projeto Eltrico nestas situaes, podera primeira vista, parecer um fato dispendioso.

    Na realidade no o .O Projetista ir seguir os procedimentos estabelecidos neste Manual, nas Normas

    vigentes da CEMIG: ND 5.1 Fornecimento de Energia Eltrica em Tenso Secundria Rede de Distribuio Area Edificaes Individuais, a ND 5.2 Fornecimento deEnergia Eltrica em Tenso Secundria Rede de Distribuio Area EdificaesColetivas e a ND 5.5 Fornecimento de Energia Eltrica em Tenso Secundria Redede Distribuio Subterrnea e Normas pertinentes da ABNT, o que certamente iraumentar a qualidade, a segurana e o conforto de toda a instalao eltrica interna.

    Com o Projeto Eltrico, o Proprietrio da residncia ficar munido de umdocumento, que facilitar as interpretaes/decises futuras para quaisquer modifi-caes nas instalaes eltricas internas.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    6.7 Bomba de gua com Chave Bia

    importante que o comando de liga/desliga de uma bomba de gua, seja feitaatravs de uma chave bia, pois alm de facilitar a vida das pessoas, evita o desperdciode gua e economiza energia eltrica.

    O diagrama de ligao do circuito especfico de uma bomba dgua com chavebia, est apresentado a seguir.

    Caixa Inferior

    Caixa Superior

    DisjuntorF N

    Motor

    ContatosMercrio

    Corte de Bia

    Diagrama Unifilar

    Caixa Superior

    Caixa Inferior

    M

    Fios de ligao

    Ampola deMercrio

    Eletrodos(contatos)

    Chave-BiaSuperior

    (Posio de nvel baixo)Chave-Bia

    Inferior(Posio de nvel alto)

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Ampola de Mercrio (Posies)

    Posio doscontatos abertos

    Mercrio

    Mercrio

    Posio doscontatos fechados

    6.8 - Instalaes de Linhas Areas

    comum o uso de linhas areas quando se deseja ligar cargas fora dos cmodosda residncia, tais como dependncias de servio, iluminao externa, reas de lazer etc.

    A seguir, sero apresentadas algumas recomendaes gerais sobre a instalaoem linhas reas.

    importante verificar se possvel acrescentar mais cargas junto ao Padro deEntrada para o fornecimento de energia eltrica e Quadro de Distribuio de Circuitos QDC. Caso contrrio, ver subitem 6.6 pgina 185.

    Deve-se ter em mente que estas ligaes devem corresponder a cargas de ummesmo consumidor, uma vez que os dispostos da Resoluo vigente n.o 456, de29/11/2000 da ANEEL Agncia Nacional de Energia Eltrica no permitem asinterligaes entre consumidores.

    Para os vos at 15 m, os condutores areos, devem ter seo mnima a 4 mm2

    e, em vos maiores, seo mnima a 6 mm2. Se forem utilizados condutores de menor seo, eles devero ser presos um fio ou

    cabo mensageiro com resistncia mecnica adequada. Em qualquer caso, oespaamento entre os suportes deve ser igual ou inferior a 30 m. Os condutores devemser isolados.

    Os cabos devem encontrar-se, em relao ao solo, a uma altura igual ou superior a:- 5,5 m, em locais acessveis a veculos pesados;- 4,00 m, em entradas de garagens residenciais, estacionamentos ou outros locais

    no acessveis a veculos pesados;- 3,50 m, em locais acessveis apenas a pedestres;- 4,50 m, em reas rurais, cultivadas ou no.

    Os cabos devem encontrar-se fora do alcance de janelas, sacadas, escadas, etc,e, para tanto, devem obedecer a uma das seguintes condies:

    - Estar a uma distncia horizontal igual ou superior a 1,20 m; ou- Estar acima do nvel superior de janelas; ou- Estar a uma distncia vertical igual ou superior a 3,50 m acima do solo de

    sacadas, terraos ou varandas; ou- Estar a uma distncia vertical igual ou superior a 0,50 m abaixo do solo de

    sacadas, terraos ou varandas.

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    CAP TULO 7

    ECONOMIA DE ENERGIA ELTRICA

    Com a finalidade de conceituar o termo Economia de Energia sero apresentadasa seguir, algumas informaes bsicas para mostrar a sua importncia para oConsumidor, para a CEMIG e para o Pas.

    Economia de Energia Eltrica

    Economizar energia eltrica utiliz-la de forma a obter o mximo benefcio comum menor consumo de energia, evitando os desperdcios ou o uso inadequado, sem noentanto, diminuir a qualidade, o conforto e a segurana.

    Por que Economizar ?

    Os custos crescentes, a escassez de recursos, a baixa remunerao, adisponibilidade de recursos hdricos, a otimizao dos investimentos e os grandesdesperdcios, fazem que seja importante a economia de energia eltrica para o nossoPas e acarreta uma menor Fatura de Energia Eltrica a ser paga pelo consumidor.

    A economia de energia eltrica uma fonte virtual de gerao de energia eltrica,pois a energia deixa de ser desperdiada.

    O custo do kWh economizado cerca de 6 vezes mais barato do que o kWhgerado e ainda no agride ao meio ambiente.

    PROCEL Programa Nacional de Conservao de Energia Eltrica

    O PROCEL o programa do governo federal vinculado ao Ministrio de Minas eEnergia que tem o objetivo de promover a racionalizao da produo e do consumo deenergia eltrica, eliminando os desperdcios e reduzindo os custos e os investimentossetoriais. Ver subitem 1.14.3 pgina 37.

    Programas de Economia de Energia da CEMIG Companhia Energtica deMinas Gerais

    A CEMIG desenvolve diversos programas de economia de energia eltrica emIndstrias, Comrcios, Servios, Residncias, Propriedades Rurais, Iluminao Pblica,Campanhas de Conscientizao, Palestras em Escolas, etc.

    Neste Manual ser tratado sobre a economia de energia eltrica nas residncias.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    7.1 - Consumo de Energia Eltrica em uma Residncia

    Em uma residncia tpica, a quantidade porcentual (%) mdia de energia eltrica(kWh) e onde que a energia est sendo consumida, pode ser representado no grfico aseguir:

    Aquecimento de gua - 20%

    Geladeira - 30%

    Iluminao - 20%

    Ferro eltrico - 7%Outros - 13%

    Televisor - 10%

    importante salientar que o grfico apresenta valores mdios porcentuais (%) deconsumo de energia eltrica (kWh) de uma residncia tpica.

    Como os tamanhos e quantidades de aparelhos eltricos de uma residncia, bemcomo os comportamentos de hbitos das pessoas, so diferentes, o perfil de consumode energia eltrica (kWh) poder ser tambm diferente do apresentado no grfico. Porisso importante que as pessoas da residncia conheam os seus aparelhos eltricose os hbitos de consumo, para poderem identificar onde est consumindo mais energiaeltrica.

    E Lembre-se:Para o bom desempenho de qualquer aparelho eltrico, deve-se ter as seguintes

    consideraes: Se o equipamento realmente necessrio; A instalao eltrica interna comporta esse aparelho eltrico; Deve ter o tamanho adequado para as necessidades previstas; Deve ter garantia e boa assistncia tcnica oferecida pelos fabricantes; Deve consumir menos energia para realizar o mesmo trabalho; O Manual do aparelho foi lido e entendido; O aparelho eltrico foi instalado corretamente; As pessoas que utilizam o aparelho, foram instrudas de como us-lo

    corretamente; O aparelho eltrico utilizado conforme recomenda o fabricante; Se possvel, adquira os equipamentos com Selo PROCEL de Economia de

    Energia ou Selo PROCEL/INMETRO (ver subitem 1.14.3 pgina 37), pois elesconsomem menos energia eltrica.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    7.2 - Iluminao

    Os aparelhos de Iluminao Lmpadas, Luminrias, Reatores, etc,esto em constante evoluo, surgindo a cada dia equipamentos maiseficientes. importante sempre utilizar os aparelhos de iluminao maiseficientes.

    7.2.1 Conceitos sobre Grandezas Fotomtricas

    necessrio conhecer alguns conceitos de Grandezas Fotomtricas dascaractersticas das lmpadas que sero definidas a seguir, pois sero muito importantespara a escolha das lmpadas adequadas.

    Fluxo Luminoso: a quantidade de luz emitida por uma fonte luminosa naunidade de tempo (segundo).

    A unidade de medida do Fluxo Luminoso: lmen (lm).Fazendo uma analogia com a hidrulica pode-se ter: quantidade de gua que sai

    de uma torneira, por segundo.

    Eficincia Luminosa: a razo entre o Fluxo Luminoso emitido e a PotnciaEltrica absorvida. Esta relao expressa o rendimento de uma lmpada. Quanto maiorfor a Eficincia Luminosa, mais vantajosa e econmica ser a lmpada, isto , gasta-semenos Watts para iluminar uma determinada rea. A unidade de medida da EficinciaLuminosa Lmen por Watt (lm/W).

    Fazendo uma analogia com a hidrulica pode-se ter: a relao entre a quantidadede gua que sai de uma bomba indo at uma determinada altura e a potncia eltricanecessria para isso.

    Temperatura de Cor (K): A iluminao com um tom mais avermelhado, denominada de luz quente. Se o tom mais azulado, a iluminao denominada deluz fria.

    Do nascer, ao por do sol, poder ter todas as variaes de iluminao: doavermelhado ao azul. Essas variaes so as Temperaturas de Cor.

    A Temperatura de Cor medida em graus Kelvin (K). Quanto maior for o nmero,mais fria a cor da lmpada. Por exemplo: uma lmpada de temperatura de cor de2.700 K tem tonalidade quente, uma de 6.500 K tem tonalidade fria. O recomendvelpara uma residncia, que a iluminao varie entre 2.700 K e 5.000 K, de acordo como tipo de ambiente. Nos quartos, por exemplo, a iluminao mais quente, podertornar o ambiente mais aconchegante. Existem no mercado diversos tipos de lmpadascom diversas Temperaturas de Cor.

    ndice de Reproduo de Cor (IRC): Quanto mais prximo for esse ndice de100, mais eficiente ser a reproduo de cor, da lmpada. A cor vermelha serenxergada vermelha e a cor branca, ser vista branca, como por exemplo.

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Em uma residncia, recomendvel que se utilize lmpadas com IRC acima de 80,de modo a ter uma boa reproduo de cores.

    NOTA: O ndice de Reproduo de Cor de uma lmpada, para reproduzircorretamente as cores (IRC) independe de sua Temperatura de Cor (K). Poder existirum tipo de lmpada com mais de Temperatura de Cor diferente, mas com o mesmo IRC.

    7.2.2 - Tipos de Lmpadas mais Usuais em Residncias

    a) IncandescentesSo utilizadas na iluminao geral. As Lmpadas Incandescentes so os tipos mais

    utilizados nas Residncias, apesar de ter uma baixa Eficincia Luminosa (lm/W).Elas produzem luz pelo aquecimento, a uma temperatura muito alta, de um

    filamento de tungstnio, quando passa uma corrente eltrica. Cerca de 80 % da energiaeltrica (kWh) consumida transformada em calor, sendo que apenas 15 %, gera luz.

    Alguns tipos dessas lmpadas, podem ser utilizadas com o Interruptor tipodimmer (ver subitem 2.6 pgina 53).

    Os tipos mais comuns de Lmpadas Incandescentes, so:Incandescente comum: a mais usual nas residncias. As lmpadas

    incandescentes comuns quando fabricadas para funcionarem na tenso de 124 Volts,tero uma vida mdia em torno de 1.000 horas. Se esta lmpada funcionar em 127Volts, a vida mdia cai para em torno de 750 horas.

    As lmpadas incandescentes comuns quando fabricadas para funcionarem natenso de 220 Volts, tero uma vida mdia em torno de 1.000 horas.

    NOTA: Na embalagem de uma lmpada incandescente, est discriminado aosvalores de tenso de funcionamento, com a respectiva vida mdia.

    Essas Lmpadas podem ter o bulbo em diversas formas e cores, sendo que cadatipo de Lmpada tem uma aplicao prpria.

    A Temperatura de Cor das lmpadas incandescentes comuns em torno de2.700K.

    O funcionamento dessas lmpadas pode ser feito atravs de dimmers (versubitem 2.6 pgina 53).

    A tenso e a potncia destas lmpadas podem ser identificadas conformedesenho a seguir:

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    As potncias mais usuais das lmpadas incandescentes para uso domstico, nasdiversas tenses, so de 40, 60, 100 e 150 watts.

    Lmpadas Halgenas: so lmpadas incandescentes construdas num tubo dequartzo com vapor de metal halgeno no bulbo, o que permite ao filamento atingirtemperaturas mais elevadas, sem diminuio da vida til, resultando em eficincialuminosa maior do que a das incandescentes comuns.

    So usadas principalmente para destacar algum objeto, quadros, etc.A vida mdia destas lmpadas, dependendo do tipo, pode ser de 2.000 ou 4.000

    horas.Elas podem ser encontradas de dois tipos:- Serem utilizadas diretamente na Baixa Tenso de 127 ou 220 Volts, nas potncias

    de 50, 75, 90 Watts.

    - Utilizadas com um dispositivo auxiliar (transformador abaixador de tenso), poisa tenso na lmpada de 12 Volts, nas potncias de 20 e 50 Watts. Essas lmpadasso de dimenses reduzidas e normalmente necessitam de luminria especial para a suafixao.

    b) Lmpadas Fluorescentes

    So lmpadas que utilizam descarga eltrica atravs de um gs. Consistem em umbulbo cilndrico de vidro revestido de material fluorescente (cristais de fsforo), contendovapor de mercrio a baixa presso em seu interior e portando em suas extremidades,eletrodos de tungstnio.

    A Temperatura de Cor pode ter diversas tonalidades, dependendo do fabricante.Dessa forma, conforme a finalidade, dever ser usada a lmpada com a Temperatura deCor adequada.

    As lmpadas fluorescentes emitem menos calor e iluminam mais, se comparadascom as lmpadas incandescentes comuns.

    Os tipos mais usados na residncia as Lmpadas Fluorescentes Tubulares e asLmpadas Fluorescentes Compactas.

    NOTA: Deve-se evitar o liga/desliga desnecessrio dessas lmpadas, pois elasqueimam mais rapidamente.

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    Essas lmpadas fluorescentes necessitam para funcionar de um equipamentoauxiliar, denominado de Reator. Ele necessrio para produzir a sobretenso necessriaao incio da descarga e para limitar a corrente.

    Existem reatores dos seguintes tipos: Convencional, o de Partida Rpida e oEletrnico.

    O Reator do tipo Convencional magntico e necessita de um dispositivo auxiliardenominado de Starter. usado para ligar e desligar os eletrodos da lmpada.

    O Reator do tipo Partida Rpida tambm magntico. A lmpada fluorescente acesa mais rapidamente, do que quando utilizado o Reator tipo Convencional.

    O Reator do tipo Eletrnico muito eficiente. O acendimento da lmpadafluorescente, quase de imediato.

    O funcionamento dessas lmpadas pode ser feito atravs de dimmers especiais(ver subitem 2.6 pgina 53) e com reatores eletrnicos que podem ser utilizados comesses dimmers especiais.

    O funcionamento de uma Lmpada Fluorescente, com um Reator do tipoConvencional, com o diagrama a seguir, da seguinte forma:

    Ao ser fechado o interruptor S, o Starter fecha e abre rapidamente. Quando eleest fechado os filamentos so aquecidos ionizando o vapor de mercrio (gs) existentedentro do tubo e ao abrir dada a partida na lmpada, ou seja, passa a circular correnteentre os filamentos e a Lmpada emite a luz. Depois que a Lmpada est acesa, pode-se retirar o Starter do circuito, uma vez que no circula corrente pelo mesmo.

    Reator

    S

    Interruptor

    FilamentoFilamento

    Starter

    Lmpada

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    O Reator tem a funo de provocar uma sobretenso durante a partida e depoisevitar que a corrente atinja valores elevados.

    A funo do capacitor ligado em paralelo com o Starter evitar o faiscamentoentre seus terminais durante a partida.

    Devido as grandes vantagens da iluminao fluorescente, como maior rendimentoluminoso, menor perda em forma de calor, luz mais branca, etc, as LmpadasFluorescentes Tubulares so muito utilizadas, principalmente nas reas Copa, Cozinha,rea de Servio, etc, de uma residncia. Nestes locais melhor utilizar LmpadasFluorescentes Tubulares, pois elas duram e iluminam mais do que as incandescentes.

    Uma Lmpada Fluorescente tem uma vida mdia de at 7.500 horas, ou seja, duracerca de 7,5 vezes mais que a Incandescente. Inicialmente tem-se um gasto maior, mas,em compensao, no necessrio troc-la tantas vezes, alm disso economizaenergia eltrica e, portanto, reduz o valor da Fatura de Energia Eltrica (ver subitem 2.1pgina 43).

    Existe um tipo de Lmpada Fluorescente Especial, que so mais eficientes do queas Lmpadas Fluorescentes tradicionais. Elas tm o tubo mais fino e de menorcomprimento e duram cerca de 16.000 horas. Ela utiliza para o seu funcionamento, umtipo de Reator eletrnico especial.

    As Lmpadas Fluorescentes Compactas so mais utilizadas nos restantes doscmodos da residncia, tais como: Sala, Quartos, Corredores, etc.

    Estas Lmpadas so de pequenas dimenses e de baixa potncia, variando de 5a 26 Watts, encontrando-se nos mais diversos tipos e modelos. A vida mdia podevariar de 3.000 a 8.000 horas, dependendo o modelo ou do fabricante.

    As mais prticas so aquelas com Reator acoplado com a Lmpada, poisnormalmente, a depender do tipo de luminria, substituem diretamente uma lmpadaincandescente. O Reator pode ser eletrnico ou magntico.

    Apesar das Lmpadas Fluorescentes Compactas serem mais caras que asIncandescentes, elas so bem mais econmicas e sua utilizao se justifica quando soutilizadas por mais de 3 horas por dia.

    A Tabela 7.1 nos mostra as principais caractersticas das LmpadasIncandescentes e Fluorescentes.

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    CARACTERSTICAS DOS PRINCIPAIS TIPOS LMPADAS

    Potncia Fluxo Vida Vantagens Desvantagens Observaes (W) Luminoso Mdia

    (lm) (h)

    Incandescente Comum

    40 450 1.000

    60 750 1.000

    100 1.450 1.000

    150 2.300 1.000

    Fluorescente

    15 840 7.500

    20 1.050 7.500

    30 2.000 7.500

    40 2.700 7.500

    16 1.200 7.500

    32 2.700 7.500

    Fluorescente Especial

    14 1.350 16.000

    21 2.100 16.000

    28 2.900 16.000

    35 3.650 16.000

    Fluorescente Compacta

    9 600 10.000

    13 900 10.000

    15 900 10.000

    20 1.200 10.000

    23 1.500 10.000

    Tabela 7.1

    Observao: a Tabela acima apresenta valores mdios, podendo variardependendo do Fabricante.

    Usadas naIluminao emGeral. Tamanhoreduzido, fcilinstalao e baixocusto. Baixaeficincia.

    Baixa eficincia.Produz muitocalor.Vida mdiacurta.

    Ligao imediata,sem necessidadede dispositivosauxiliares.

    tima eficincialuminosa e baixocusto defuncionamento.Boa reproduode cores.Vidamdia mais longa.

    Custo inicialelevado emrelao asIncandescentes.

    Necessitamdispositivo auxiliar:Reator.

    Mais eficientes eduram mais doque asFluorescentestradicionais.

    Custo inicial maiselevado.

    Necessitam deReatoresespeciais.

    tima eficincialuminosa e baixoconsumo dekWh.

    Custo inicialelevado emrelao asIncandescentes.

    As eletrnicas jtm o reatorincorporado.

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    7.2.3 Iluminao Adequada

    A determinao da Iluminao adequada depende de diversos fatores, tais como:A altura da luminria em relao ao piso, do tamanho e do tipo do cmodo, tipo

    de lustre ou globo, cores das paredes, pisos e tetos, tipos de lmpadas, etc.Para a escolha correta da iluminao, proceda da seguinte forma:Calcule a rea do cmodo (comprimento multiplicado pela largura) e verifique na

    Tabela 7.2 a seguir, a potncia da lmpada.

    TABELA PRTICA PARA ESCOLHA DE LMPADAS INCANDESCENTES OU FLUORESCENTES COMUNS

    rea do Potncia das Lmpadas (W)Cmodo (m2) Sala, Copa e Quarto e Banheiro

    Cozinha Varanda

    De At Incandescente Fluorescente Incandescente Fluorescente Incandescente Fluorescente

    6,25 60 20 60 15 60 156,26 7,50 100 40 100 20 60 157,51 10,50 100 40 100 40 100 20

    10,51 12,00 150 40 100 40 100 4012,01 14,00 150 60 150 40 100 4014,01 16,00 200 60 150 60 100 4016,01 20,00 200 80 150 60 150 6020,01 22,50 200 80 200 80 150 60

    Tabela 7.2 (continua)

    CORREDORES E ESCADAS (M) (continuao)

    Corredores e Potncia das Lmpadas (W)

    Escadas (m) Incandescente Fluorescente

    At 3 40 153,1 a 4,5 60 204,6 a 5,5 100 20

    Tabela 7.2

    NOTA: No subitem 2.3.3 pgina 51, foram utilizados critrios para odimensionamento das cargas (VA) de circuitos eltricos de Iluminao e no da potnciada lmpada. As Tabelas Prticas acima, devem ser utilizadas para iluminao geral.Caso essa Iluminao no for suficiente, utilize uma Iluminao Localizada, atravs deabajures, por exemplo.

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    A Iluminao Localizada tem uma grande vantagem, pois s ligada, quando fornecessrio, economizando assim a energia eltrica.

    Exemplo do uso da Tabela Prtica: Uma Cozinha com uma rea de 12 m2 (3mde largura e 4m de comprimento), pode-se ter a seguinte iluminao.

    Pela Tabela Prtica, a lmpada incandescente indicada de 150 Watts ou lmpadafluorescente de 40 Watts. recomendada a lmpada fluorescente de 40 W, pois o seuconsumo de energia eltrica (kWh) ser muito menor e a iluminao ser melhor,conforme verificado na Tabela 7.1 de Caractersticas dos Principais Tipos Lmpadaspgina 195.

    Se as paredes forem escuras, deve ser usado o valor de potncia da lmpadaimediatamente superior.

    7.2.4 Problemas em Lmpadas

    A seguir esto apresentados nas Tabelas 7.3 e 7.4, os principais problemas,possveis causas e recomendaes quanto a utilizao das lmpadas incandescentes efluorescentes.

    PROBLEMAS EM LMPADAS INCANDESCENTES

    Problemas Possveis Causas Recomendaes

    Tabela 7.3

    Sensvel diminuio dofluxo luminoso emitidopela lmpada. Bulboenegrecido.

    Curta durao. Bulboenegrecido.

    Curta durao equebra do filamento.

    Luz muito intensa e decurta durao.

    Luz fraca eavermelhada.

    Funcionamento dalmpada por temposuperior sua durao

    Funcionamento dalmpada com temperaturasexcessivamente elevadas

    A lmpada pode estarexposta a vibraes oubatidas.

    A tenso da lmpada inferior tenso dainstalao eltrica.

    A tenso da lmpada superior tenso dainstalao eltrica.

    Substitua a lmpada

    Verifique as condies deventilao do aparelho deiluminao.

    Monte o lustre sobresuportes antivibratrios.

    Substitua a lmpada poruma de tenso compatvelcom a instalao eltrica.

    Substitua a lmpada poruma de tenso compatvelcom a instalao eltrica.

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    Falha normal do fim da vidada lmpada.Se a lmpada nova. Se a lmpada relativamentenova pode ser que o starteresteja defeituoso.

    Uso prolongado superior durao mdia da lmpada.

    Eletrodos queimados ouinterrompidos.Starter com defeito.Ligaes incorretas.

    Uso prolongado superior durao mdia prevista paraa lmpada.Reator e startercom defeito.

    Reator defeituoso ou starterpode estar em curto-circuito.

    Baixa tenso da instalaoeltrica, ou baixa qualidadedo reator.Temperatura ambiente muitobaixa.

    Tabela 7.4

    Troque a lmpada. provvel que o fenmenodesaparea. Troque o starter.

    Troque a lmpada antes doseu trmino.

    Troque a lmpada.Troque-o.Assegure-se de que almpada est devidamenteassentada nos contatos.

    Troque a lmpada.Providencie as trocasnecessrias.

    Providencie a trocanecessria.

    Verifique se a tenso dereator est dentro da faixade operao.Recorra a aparelhos queproporcionem proteotrmica.

    PROBLEMAS EM LMPADAS FLUORESCENTES

    Problemas Possveis Causas Recomendaes

    7.2.5 - Recomendaes teis para Utilizao Adequada de Lmpadas

    Uma iluminao inadequada pode ser prejudicial, ocasionando problemas de visoou provocando acidentes. Veja as principais recomendaes abaixo:

    Os tetos e as paredes internas devem ser pintados com cores claras, para evitar, assim, o uso de lmpadas de maior potncia e maior consumo de energia eltrica;

    Lmpada que tremulaacendendo eapagando

    Diminuio do fluxoluminoso.

    A lmpada noacende.

    Enegrecimento nasextremidades dalmpada.

    As extremidades dalmpada ficamacesas.

    Dificuldades paraacender a lmpada.

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    Deve ser evitado acender lmpadas durante o dia, deixando que a luz natural ilumine o ambiente;

    No devem ser deixadas lmpadas acesas em cmodos desocupados; Devem ser utilizados lustres ou globos de maior rendimento. Por exemplo: um

    lustre de vidro claro (transparente) ilumina mais do que um de vidro leitoso ou decor;

    Os locais onde esto instaladas as lmpadas, como globos, lustres, arandelas, etc, devem ser sempre limpos. A sujeira diminui o nvel de iluminao;

    Sempre que possvel, devem ser usadas lmpadas de maior potncia para a mesma quantidade de Watts necessrios. Por exemplo: uma lmpadaincandescente de 100 Watts ilumina tanto quanto duas lmpadas incandescentesde 60 Watts cada;

    Sempre que for possvel, substitua as lmpadas incandescentes por lmpadas fluorescentes compactas. Uma lmpada fluorescente compacta de 15 W tem uma iluminao equivalente a uma incandescente de 60 W e dura cerca de 10 vezes mais;

    Onde for necessrio maior iluminao (para leitura, trabalhos manuais, etc)devem ser utilizados abajures, arandelas, etc, ou seja, Iluminao Localizada. Elapoder oferecer maior conforto e economia, pois as lmpadas sero somente quando for realmente necessrio.

    7.3 Economia de Energia Eltrica em Eletrodomsticos

    Ser apresentado a seguir, dicas para economizar energia eltrica nos principaiseletrodomsticos em uma residncia.

    7.3.1 - Geladeira e o Freezer

    A geladeira (ou refrigerador) responsvel por cerca de30% do consumo de energia eltrica. Assim, as recomendaesdadas, a seguir, para a sua aquisio e manuseio so muitoimportantes.

    Na aquisio de uma geladeira, deve ser observado se omodelo desejado tenha o Selo PROCEL de Economia deEnergia (ver subitem 1.14.3 pgina 37). Estes aparelhos sotestados pelo PROCEL com o objetivo de verificar a sua eficincia do consumo deenergia eltrica (kWh).

    A temperatura do congelador e o volume interno devem ser adequados snecessidades do consumidor.

    Para a deciso da aquisio, deve-se comparar os aparelhos de mesma faixa devolume, optando-se pelo de menor consumo de energia eltrica (Selo PROCEL) e dentrodas possibilidades financeiras do interessado.

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    Dicas para uma correta utilizao da geladeira ou freezer: Leia o Manual do fabricante; Instale-os em local bem arejado, com boa ventilao e distante de qualquer fonte

    de calor, como raios solares ou foges. No os encoste nas paredes ou emmveis;

    No abra a porta da geladeira sem necessidade. Crie o hbito de colocar ouretirar os alimentos de uma s vez;

    No inverno regule o dial em posio mais baixa. Consulte o manual do fabricante para saber a regulagem correta;

    Evite colocar alimentos ainda quentes dentro deles para no exigir mais domotor;

    No forre as prateleiras com plsticos, vidros ou qualquer outro material. Coloqueos alimentos de forma a facilitar ao mximo a circulao do ar;

    Coloque os alimentos de acordo com a disposio recomendada pelo fabricante.Geralmente as carnes mais prximas do congelador e as verduras na parte de baixo;

    Os lquidos (gua, refrigerantes, etc) devem ser colocados em recipientes fechados;

    Degele o refrigerador seguindo as recomendaes do fabricante; Nunca coloque panos ou plsticos na parte traseira do refrigerador; A borracha de vedao deve funcionar adequadamente, a fim de evitar fuga de

    ar frio.

    7.3.2 - Aquecimento de gua

    Cerca de 20% do consumo de energia eltrica (kWh) de uma residncia so gastosem aquecimento de gua, principalmente para banho.

    As principais medidas de economia de energia eltrica dos aparelhos normalmenteutilizados para este fim, so:

    7.3.2.1 - Chuveiro eltrico

    Sua potncia normalmente varia de 3500 a 7000 kW, dependendo do modelo.Quanto maior a potncia, maior ser o consumo de energia eltrica (kWh).

    Nos dias quentes, o chuveiro deve ser utilizado com a chave na posio Vero. O consumo de energia cerca de 30% menor com a chave nesta posio;

    Banhos demorados so mais dispendiosos. O tempo de uso da gua quente deve ser limitado ao mnimo. Procure ensaboar com o chuveiro desligado;

    No deve ser reaproveitada uma resistncia queimada, pois acarretar aumentode consumo

    Os orifcios de sada de gua do chuveiro devem ser limpos periodicamente.

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    7.3.2.2 - Aquecedor Eltrico de gua

    Antes de adquirir um aquecedor central eltrico de gua, certifique-se de que suacapacidade corresponde, realmente, s necessidades e ao tamanho de suafamlia. Consulte o fabricante;

    Instalar o aquecedor central em local mais prximo dos pontos de onde serutilizada a gua quente;

    Dever ser aplicado isolamento trmico no aquecedor e em todas ascanalizaes, para a gua quente no se resfrie rapidamente;

    Nunca ligar o aquecedor rede eltrica sem ter certeza de que ele est cheio dgua. Para isso, deve verificar se sai gua das torneiras de gua quente;

    Quando usar o aparelho, ajustar o termostato de acordo com a temperatura ambiente. Se gua estiver muito quente, dever ser misturada gua fria para nose queimar e isso ser desperdcio de energia;

    No vero, regular o termostato do aquecedor para uma temperatura menor,reduzindo, assim, seu tempo de funcionamento;

    Cuidado com o vazamento de gua quente. Isto pode representar mais de mil litros de gua quente e dezenas de kWh por ms;

    Ligar o aquecedor apenas o tempo necessrio, de acordo com os hbitos dafamlia. recomendado instalar um timer para tornar automatizar a tarefa de liga/desliga do aquecedor;

    Fechar as torneiras ao ensaboar-se; Em caso de viagem, deve ser desligado o aquecedor central.

    7.3.2.3 - Torneira Eltrica

    um conforto que consome bastante energia eltrica, sendo quase a mesma queum chuveiro eltrico comum. Portanto deve ser usada racionalmente. No vero, quandoa gua, em geral, j quente, deve ser evitado o seu uso.

    7.3.2.4 - Aquecimento de gua Atravs da Energia Solar

    A utilizao da energia solar, atravs de coletores solares para o aquecimento degua, tem proporcionado economias significativas de energia eltrica (kWh).

    Se a residncia tiver aquecedor central eltrico de gua, a energia solar poder seruma boa opo de substituio.

    Para tanto, deve-se procurar as firmas especializadas e com experinciacomprovada. Ver subitem 5.3.1.1 pgina 137.

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    7.3.3 - Televisor

    No deixar o televisor ligado sem necessidade. Desligar o aparelho quando ningum estiver assistindo;

    Deve-se evitar o hbito de dormir com o televisor ligado. Procurar usar o recurso de programao timer da TV.

    7.3.4 - Ferro Eltrico

    Aquecimento do ferro eltrico vrias vezes ao dia provoca um desperdcio muito grande de energia eltrica. Por isso, deve-se acumular a maior quantidadepossvel de roupa, para ser passada toda de uma s vez;

    Com os ferros automticos, deve ser usada a temperatura indicada para cada tipo de tecido. Devem ser passadas primeiramente, as roupas que requeiramtemperaturas mais baixas;

    Sempre que houver necessidade de se interromper o servio, o usurio no deve se esquecer de desligar o ferro, pois, alm de poupar energia, ainda evitar orisco de provocar algum acidente grave.

    7.3.5 - Condicionador de Ar

    Esses aparelhos dependendo do modelo, podemrefrigerar e/ou aquecer ambientes. Assim como as geladeirase freezers, estes equipamentos quando mais eficientes,tambm tm Selo PROCEL de Economia de Energia. Versubitem 1.14.3 pgina 37.

    O aparelho deve ser instalado em local com boa circulao de ar e abrigado da incidncia de raios solares;

    As portas e janelas dos cmodos devem ser mantidas bem fechadas, para evitar a entrada de ar do ambiente externo;

    Os filtros devem ser limpos periodicamente. Filtros sujos impedem a circulao livre de ar e foram o aparelho a trabalhar mais;

    O condicionador de ar deve ser desligado sempre que o ambiente ficar vazio por tempo prolongado;

    No Vero, o ambiente no deve ser refrigerado excessivamente; ou seja, regulando o termostato adequadamente;

    Locais refrigerados ou aquecidos com temperaturas muito diferentes datemperatura ambiente, gastam muita energia e podem ser prejudiciais sade.

  • 203

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    7.3.6 - Mquina de Lavar Loua

    Deve ser utilizada sempre em sua capacidade mxima, evitando lig-la com pouca loua;

    Os filtros devem ser mantidos limpos de resduos; O detergente deve ser usado na quantidade indicada no

    Manual do fabricante.

    7.3.7 - Mquina de Lavar Roupa

    Deve-se lavar, de uma s vez, a quantidade (peso) mxima de roupa indicada pelo fabricante, resultando em economia de energia e de gua;

    O filtro da mquina deve ser limpo com freqncia; Deve ser observada a dosagem correta de sabo

    especificada pelo fabricante, para que no se tenha que repetir a operao enxaguar;

    As instrues do manual do fabricante devem ser observadas, para se tirar o mximo proveito da mquina de lavar.

    7.3.8 - Secadora de Roupa

    O tempo de funcionamento da secadora deve ser regulado de acordo com a temperatura necessria secagem dos diversos tipos de tecidos, conforme omanual do fabricante;

    A secadora deve ser sempre usada em sua capacidade mxima;

    O filtro de ar deve ser limpo periodicamente.

    7.4 - Horrio de Ponta ou de Pico

    No sistema eltrico, o perodo compreendido entre 17 e 22 horas, nos dias teis denominado Horrio de Ponta ou de Pico.

    Por que ele assim chamado?Porque nesse perodo que aumenta o consumo de eletricidade. Alm das luzes

    das residncias, dos escritrios continuarem ligadas, as indstrias, os hospitais e ocomrcio continuarem funcionando, o horrio em que as luzes das casas e das ruasse acendem, e que as pessoas tomam banho e ligam a televiso, etc.

    Isso provoca um consumo de energia eltrica ao mesmo tempo, gerando umasobrecarga no sistema eltrico, podendo causar problemas no fornecimento de energia.

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    No Horrio de Ponta, deve ser evitado o uso de determinados aparelhos, comochuveiro eltrico, ferro eltrico, mquina de lavar roupa, secadora, etc, que podem serutilizados em outro perodo do dia, contribuindo para que se reduzam os investimentosno sistema eltrico, o que ir refletir na tarifa. Sempre que possvel, use estes aparelhosfora do Horrio de Ponta.

    7.5 - Leitura e Controle do Consumo de Energia Eltrica

    A leitura no medidor do consumo de energia eltrica (kWh), feita mensalmente.A CEMIG acha importante que o consumidor acompanhe o seu prprio consumo esaiba control-lo.

    Existem dois tipos de medidor de energia (ou relgio).

    1 tipo: aquele que funciona como um medidor de quilometragem de automvel.Nesse caso, os nmeros que aparecem no visor j indicam a leitura: 16.754.

    2 tipo: aquele que tem quatro ou cinco crculos com nmeros, sendo que cadacrculo semelhante a um relgio. Nesse caso, os ponteiros existentes dentro de cadacrculo indicam a leitura. Esses ponteiros movimentam-se sempre na ordem crescentesdos nmeros. Quando esto entre dois nmeros, deve-se considerar sempre o nmeromenor. No exemplo a seguir o medidor marca 16.754.

    O consumo de energia eltrica (kWh) de uma residncia, pode ser verificado emqualquer perodo: por hora, dia, semana ou ms. A leitura da CEMIG mensal. Oconsumo de energia eltrica durante uma semana, pode ser determinada da seguinteforma:

    Exemplo: Anotar o dia e os valores indicados da seguinte forma:

    Segunda-feira: a leitura 12197

    1 6 7 5 4

    237

    8

    0 19

    6 5 4

    0 91

    4 5 6782

    3237

    8

    0 19

    6 5 4

    0 91

    4 5 6782

    3237

    8

    0 19

    6 5 4

    237

    8

    0 19

    6 5 4

    0 91

    4 5 6782

    3237

    8

    0 19

    6 5 4

    0 91

    4 5 6782

    3237

    8

    0 19

    6 5 4

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    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Domingo: a leitura 12219

    A diferena entre estes valores multiplicada pela constante do medidor(normalmente igual a 1, conferir na Fatura de Energia) vai ser o equivalente ao consumoda semana.

    Consumo = (12219 - 12197) x 1 = 22 kWh (quilowatt-hora)

    7.5.1 Estimativa do Consumo de Energia Eltrica

    O consumo mensal de sua residncia pode ser estimado observando o tempo deuso dos eletrodomsticos e suas respectivas potncias.

    A Tabela 7.5 a seguir, fornece alguns exemplos de potncias encontradas nosprincipais eletrodomsticos, bem como uma estimativa de consumo para um tempo deuso mdio.

    No Anexo 6 (pgina 216), encontra-se a Tabela Potncia Mdia de AparelhosEltricos. No Anexo 7 (pgina 217), encontra-se tambm, uma Tabela deCaractersticas de Motores Eltricos.

    Equipamentos Potncia Tempo mdio Consumo Mdia (W) de Utilizao Mensal (kWh)

    Chuveiro Eltrico 4.400 8 minutos/banho 35,22 banhos/dia

    Ferro Eltrico 1.000 3 horas/dia 121 vez/semana

    Geladeira (1 porta) 120 Uso contnuo 35

    Televisor 20 polegadas 80 6 horas/dia 14,4

    Lmpada Incandescente 150 4 horas/dia 18de 150 W

    Tabela 7.5

    Para calcular o consumo mdio mensal de energia eltrica de cadaeletrodomstico, primeiro dever ser verificado a potncia em Watts na placa deidentificao do aparelho.

    237

    8

    0 19

    6 5 4

    0 91

    4 5 6782

    3237

    8

    0 19

    6 5 4

    0 91

    4 5 6782

    3237

    8

    0 19

    6 5 4

  • 206

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Em seguida multiplique a potncia encontrada pelo nmero de horas em que oaparelho foi utilizado no ms. Para isso, aplique a seguinte expresso:

    Consumo (kWh) = Potncia (W) x Horas/Dia x Dias/Ms1.000

    Exemplo: Um ferro eltrico de 1.000 W, que utilizado 1 hora por dia, 3 vezes porsemana (12 dias por ms):

    Consumo (kWh) = 1.000W x 1 Hora x 12 Dias(no ms) = 12 kWh/ms1.000

    Deve-se somar os resultados encontrados para cada aparelho e lmpadas, a fimde obter o consumo de energia eltrica mdio mensal aproximado de sua residncia.

    7.6 - Dicas de Segurana

    Se uma pessoa tiver alguma dvida, melhor procurar no consertar a instalao eltrica ou um equipamento. Procurar uma pessoa especializada no assunto.

    Quando uma pessoa for fazer algum reparo na instalao de sua casa, deve ser desligado o disjuntor ou chave geral.

    No ligar muitos aparelhos eltricos na mesma tomada, atravs de benjamins, pois isto provoca aquecimento nos fios, desperdiando energia e podendocausar curtos-circuitos.

    Nunca mexer no interior da televiso, mesmo que ela esteja desligada. Nunca mexer em aparelhos eltricos com as mos molhadas ou com os ps em

    lugares midos. Ao ser trocada uma lmpada, no tocar na parte metlica da lmpada e se

    possvel, tambm no tocar na luminria. Nunca trocar uma lmpada com as mos, os ps ou qualquer parte do corpo,

    molhados. Em banheiros, cozinhas, reas de servio, ou similares, o cuidadodeve ser redobrado.

    No colocar facas, garfos ou qualquer objeto de metal dentro de aparelhoseltricos ligados.

    Nas sacadas prximas a rede eltrica, todo o cuidado pouco quanto algum est manuseando grandes objetos, tais como escadas, antenas de TV, trilhos,varas, etc.

    Quando tem crianas em casa, todo cuidado pouco. No deixar que elasmexam em aparelhos eltricos ligados, toquem em fios e, muito menos ponhamos dedinhos nas tomadas.

  • 207

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    8 - ANEXOS

    CONVERSO DE UNIDADES - ANEXO 1

    UNIDADES MULTIPLICAR POR UNIDADE OBTIDAPOTNCIA

    HP 0,7457 kWkW 1,341 HPcv 0,7355 kWkW 1,36 cvHP 1,014 cvcv 0,986 HP

    VOLUMElitro 1,0 dm3dm3 1,0 litropol3 16,387 cm3cm3 0,061 pol3p3 0,0283 m3m3 35,31 p3Galo americano 3,785 litrolitro 0,264 Galo americano

    REACircular mil 0,00051 mm2mm2 1.973,5 Circular milpol2 0,00065 m2m2 1.550,0 pol2p2 0,0929 m2m2 10,764 p2

    COMPRIMENTOpol 0,0254 mm 39,37 polp 0,3048 mm 3,281 pMilha terrestre 1,609 kmkm 0,621 Milha terrestre

    PESOlibra 0,4536 kgkg 2,204 librakg/m 0,672 libralibra/p 1,488 kg/m

    OUTRAS UNIDADESlibra/pol2 0,0703 kg/cm2kg/cm2 14,22 libra/pol2 / 1.000 p 3,281 / km / km 0,3048 / 1.000 pg/cm3 0,03613 libra/pol3libra/pol3 27,68 g/cm3Watt hora 3.600,0 JouleJoule 0,00028 Watt horaCaloria grama 4,186 JouleJoule 0,2389 Caloria gramakm/h 0,277 m/sm/s 3,6 km/h

  • ANEXO 2

    U = Tenso entre o polo Positivo e o polo Negativo (Corrente Contnua - CC) (V)UFN = Tenso entre a Fase e o Neutro (V) UFF = Tenso entre Fases (V)I = Corrente em Ampres (A) = Rendimento do Motorcos = Fator de Potncia

    Nota: Essas frmulas no se aplicam mquinas de solda com transformador emligaes trifsicas.

    FRMULAS PRTICAS

    Calcular Corrente Corrente Alternada

    Contnua Fase Neutro Fase Fase 2 Fases Neutro 3 Fases

    cv x 735,5

    x UFF x x cos

    208

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    cv x 735,5

    U x cv x 735,5

    UFN x x cos cv x 735,5

    UFF x x cos

    kW x 1.000

    UkW x 1.000

    UFN x cos

    kW x 1.000

    UFF x cos kW x 1.000

    x UFF x cos

    kW x 1.000

    2 x UFN x cos

    Ampre(A)

    kVA x 1.000

    U

    I x U

    1.000

    I x U

    1.000

    I x U x 735,5

    kVA x 1.000

    UFN

    UFN x I x cos

    1.000

    I x UFN1.000

    UFN x I x x cos735,5

    kVA x 1.000

    UFF

    UFF x I x cos

    1.000

    I x UFF1.000

    UFF x I x x cos735,5

    UFN x I x 2 x cos

    1.000

    kVA x 1.000

    2 x UFN

    I x 2 x UFN1.000

    kVA x 1.000

    x UFF

    x UFF x I x cos

    1.000

    x UFF x I

    1.000

    x UFF x I x x cos735,5

    Ampre(A)

    Ampre(A)

    kW

    kVA

    cv

    3

    3

    3

    3

    3

    3

  • 209

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    ANEXO 3

    Ministrio do Desenvolvimento, Indstria e Comrcio Exterior - MDICInstituto Nacional de Metrologia, Normalizao e Qualidade Industrial - INMETRO

    Portaria n. 27, de 18 de fevereiro de 2000

    Estabelece os requisitos obrigatrios para a comercializao dosdispositivos eltricos residenciais de baixa tenso, em todo territrio Nacional.

    O PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAOE QUALIDADE INDUSTRIAL - INMETRO, no uso de suas atribuies legais, conferidaspela Lei n5.966, de 11 de dezembro de 1973;

    Considerando a necessidade de zelar pela segurana das instalaes eltricas debaixa tenso, foco de incndios e de diversos acidentes residenciais;

    Considerando o Decreto Presidencial n. 97.280, de 16 de dezembro de 1988, quepadroniza as tenses nominais de distribuio em 127V e 220V;

    Considerando a existncia, no mercado, de grande variedade de dispositivoseltricos residenciais de baixa tenso, industrializados em desacordo com as normastcnicas, o que os torna imprprios para o uso, resolve baixar Portaria com as seguintesdisposies:

    Art. 1 - Esta Portaria abrange exclusivamente os dispositivos eltricos de baixatenso para uso residencial, discriminados a seguir: chaves do tipo faca com ou semfusveis, bases para fusveis, fusveis, reatores eletromagnticos e eletrnicos, estrteres,receptculos para lmpadas fluorescentes e incandescentes, lmpadas fluorescentes,lmpadas fluorescentes compactas, lmpadas incandescentes, interruptores, variadoresde luminosidade, plugues, plugues de trs sadas (benjamim ou tipo T), tomadas eadaptadores, tomadas mltiplas, fios, cabos e cordes flexveis, extenses, filtros delinha, disjuntores, lustres e luminrias, blocos autnomos de iluminao e conectores.

    Art. 2 - Os parafusos, rebites, ilhoses, pinos, molas e dispositivos, destinadosexclusivamente fixao das partes condutoras ao corpo do produto ou do condutorao terminal, podero ser de material ferroso.

    Art. 3 - As partes condutoras e os parafusos, destinados conduo de energiaeltrica, devero ser de cobre ou liga de cobre, no sendo permitidas ligas ferrosas.

    Art. 4 - At publicao de norma tcnica especfica, ficam dispensados, doatendimento ao disposto no artigo 3, os pinos de contato das lmpadas dicricas ehalgenas.

  • 210

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    Art. 5 - Os produtos que contenham outras ligas podero ser comercializados,desde que tenham sido certificados no mbito do Sistema Brasileiro de Certificao(SBC).

    Art. 6 - Para os fins desta Portaria, ser considerado dispositivo de baixatenso, para uso residencial, aquele com corrente nominal at 63A.

    Art. 7 - Os dispositivos eltricos utilizados em instalaes eltricas residenciais,de baixa tenso, at 750 V, comercializados no Pas, devero ter as respectivasinscries obrigatrias, previstas nesta Portaria, quando possvel, no corpo do produtoe, em qualquer caso, na embalagem, em local de fcil visualizao, de forma ntida,indelvel e permanente, e a tenso a que se destinam de acordo com as tensespadronizadas pelo Decreto Presidencial n. 97.280, de 16 de dezembro de 1988.

    Art. 8 - As chaves do tipo faca, com ou sem fusveis, fusveis e bases parafusveis devero ter as seguintes indicaes:

    a) o nome, a marca ou o logotipo do fabricante;b) a tenso a que se destinam em Volt (V);c) a corrente nominal em Ampre (A).

    Art. 9 - Os reatores eletromagnticos devero ter as seguintes indicaes:a) o nome, a marca ou o logotipo do fabricante;b) a tenso a que se destinam em Volt (V);c) a potncia em Watt (W);d) o fator de potncia (Fp ou PF);e) a temperatura mxima de trabalho (tw) em graus Celsius (C);f) a elevao de temperatura permitida (At) em graus Celsius (C).

    Art. 10 - Os reatores eletrnicos devero ter as seguintes indicaes:a) o nome, a marca ou o logotipo do fabricante;b) a tenso a que se destinam em Volt (V);c) a potncia em Watt (W);d) o fator de potncia (Fp ou PF);e) o valor mximo de temperatura permissvel na superfcie externa da carcaa (tc)

    em graus Celsius (C).

    Art. 11 - Os estrteres devero ter as seguintes indicaes:a) o nome, a marca ou o logotipo do fabricante;b) a potncia das lmpadas em Watt (W).

    Pargrafo nico - Os contatos dos estarteres tambm podero ser de alumnio.

    Art. 12 - Os receptculos para lmpadas fluorescentes devero ter as seguintesindicaes:

    a) o nome, a marca ou o logotipo do fabricante;b) a potncia em Watt (W).

    Art. 13 - Os receptculos para lmpadas incandescentes e fluorescentescompactas, do tipo EDSON (rosca), devero ter as seguintes indicaes:

    a) o nome, a marca ou o logotipo do fabricante;b) a tenso a que se destinam em Volt (V);c) a potncia em Watt (W) ou corrente nominal em Ampre (A).

  • 211

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    1 - Os receptculos devero possuir um sistema de travamento contra rotaoacidental quando da colocao ou retirada da lmpada.

    2 - Os terminais dos receptculos devero estar protegidos para evitar o contatoacidental do usurio com as partes condutoras.

    3 - A rosca dos receptculos no pode ser acessada externamente, bem comodever ter profundidade suficiente para permitir o total encaixe do casquilho da lmpada.

    4 - No sero abrangidos, por esta Portaria, os receptculos cujascaractersticas construtivas especiais determinem sua utilizao exclusiva em umequipamento ou aparelho eletrodomstico.

    Art. 14 - As lmpadas fluorescentes devero ter as seguintes indicaes:a) o nome, a marca ou o logotipo do fabricante;b) a potncia nominal em Watt (W). 1 - Os casquilhos das lmpadas fluorescentes compactas, com reator

    integrado, do tipo EDSON (rosca), podero ser de alumnio. 2- As lmpadas fluorescentes compactas, com reator integrado, devero, alm

    do especificado neste artigo, observar o disposto no artigo 4 ou no artigo 5, destaPortaria, de acordo com a sua especificao.

    3- As lmpadas fluorescentes compactas, com reator integrado, podero sercomercializadas pelos fabricantes at 30 de junho de 2000, sem a indicao exigida nopargrafo segundo deste artigo, no corpo do produto. Esta exigncia dever serverificada, no comrcio, a partir de 01 de janeiro de 2001. Estas informaes poderoser dadas por meio de etiquetas auto adesivas, indelveis e permanentes.

    Art. 15 - As lmpadas incandescentes devero ter as seguintes indicaes:a) o nome, a marca ou o logotipo do fabricante;b) a tenso a que se destinam em Volt (V);c) a potncia em Watt (W).

    Pargrafo nico - Os casquilhos das lmpadas incandescentes, do tipo EDSON(rosca), tambm podero ser de alumnio.

    Art. 16 - At a publicao da norma tcnica especfica, os pinos de contato daslmpadas dicricas e halgenas estaro dispensados de atender ao disposto no artigo3, desta Portaria.

    Art.17 - Os interruptores, variadores de luminosidade, plugues, plugues de trssadas (benjamim ou tipo T), tomadas e adaptadores devero ter as seguintesindicaes:

    a) o nome , a marca ou o logotipo do fabricante;b) a tenso a que se destinam em Volt (V);c) a potncia em Watt (W) ou a corrente nominal em Ampre (A).

    Pargrafo nico - No sero abrangidos, por esta Portaria, os interruptores cujascaractersticas construtivas especiais determinem sua utilizao exclusiva em umequipamento ou aparelho eletrodomstico.

    Art. 18 - As tomadas mltiplas, internamente interligadas, constitudas apenas detomadas fmeas, devero ter as seguintes indicaes:

    a) o nome, a marca ou o logotipo do fabricante;b) a tenso a que se destinam em Volt (V),marcada opcionalmente em cada

    tomada;

  • 212

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    c) a corrente nominal em Ampre (A), marcada opcionalmente em cada tomada.Pargrafo nico Dever conter tambm a expresso potncia mxima do

    conjunto e sua indicao em Watt (W) ou carga mxima, ou corrente mxima doconjunto, e sua indicao em Ampre (A).

    Art. 19 - Os fios, cabos e cordes flexveis, que possuam seo nominal igual oumaior que 1,5mm, devero conter, indicadas no isolamento, a cada 50 cm, as seguintesindicaes:

    a) o nome, a marca ou o logotipo do fabricante;b) a denominao do produto (fio, cabo ou cordo flexvel);c) a seo nominal em milmetro quadrado (mm);d) a tenso de isolamento a que se destinam em Volt (V);e) o nmero da norma brasileira (NBR).

    Pargrafo nico- Os produtos referidos no caput, quando pr-medidos,devero conter, na embalagem, rtulo ou etiqueta, a indicao de seu comprimento emunidades legais, seus mltiplos e submltiplos.

    Art. 20 - As extenses, incluindo as injetadas, devero atender individualmenteao especificado nas disposies, a elas pertinentes, desta Portaria, e, quando pr-medidas, a indicao da quantidade nominal em unidades legais de comprimento, seusmltiplos e submltiplos.

    1 - As extenses, com comprimento nominal de at 2(dois) metros, deveroter seo nominal mnima de 0,5 mm. Acima de 2 (dois) metros, a menor seo nominaldever ser de 0,75 mm, respeitando-se a corrente nominal do conjunto.

    2 - Os cordes e cabos flexveis com plugue, para reposio em aparelhoseletrodomsticos, comercializados avulsos e sem embalagem de fbrica, no precisaroter a indicao do comprimento nominal.

    3 - A embalagem dever apresentar a seo nominal do condutor.

    Art. 21 - Os filtros de linha, incluindo os injetados, devero atender,individualmente, ao especificado nos artigos 17, 18 e 19, e conter a expresso potnciamxima do conjunto e sua indicao em Volt Ampre (VA) ou carga mxima, oucorrente mxima, do conjunto, e sua indicao em Ampre (A).

    Art. 22 - Os disjuntores devero ter as seguintes indicaes:a) o nome, a marca ou o logotipo do fabricante;b) a tenso a que se destinam em Volt (V);c) a corrente nominal em Ampre (A);d) a capacidade de interrupo em Ampre (A);e) o nmero da norma brasileira (NBR) ou internacional (IEC).

    1 - Os bornes dos disjuntores podero ser de alumnio ou liga de alumnio,desde que atendam s NBR IEC 60898, NBR IEC 60947-2 e NBR 5361.

    2 - No caso de disjuntores, no ser exigida a indicao da unidade Ampre(A) junto ao valor numrico da corrente nominal.

    Art. 23 - Os lustres e luminrias devero atender, individualmente, aoespecificado nas disposies pertinentes, desta Portaria.

    1 - Os lustres e luminrias devero ter a identificao do fabricante, importadorou montador e conter a expresso potncia mxima, referente ao conjunto daslmpadas a que se destinam, expressa em Watt (W).

  • 213

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    2 - As informaes, aludidas no pargrafo anterior, podero ser gravadas emlocal visvel do prprio produto ou indicadas por meio de etiquetas.

    3 - Os lustres e luminrias podero ser comercializados at 30 de junho de 2000sem as indicaes solicitadas no pargrafo primeiro.

    Art. 24 - Os blocos autnomos de iluminao devero conter as seguintesindicaes:

    a) o nome, a marca ou logotipo do fabricante;b) a tenso a que se destinam em Volt (V);c) o fluxo luminoso nominal com difusor em lmem (lm);d) a autonomia com fluxo luminoso nominal em hora (h);e) a capacidade da bateria Ampre hora (Ah);f) a tenso nominal da bateria em Volt (V).

    Art. 25 - Os conectores devero ter as seguintes indicaes:a) o nome, a marca ou logotipo do fabricante;b) a tenso em Volt (V);c) a seo nominal mxima do fio ou cabo, que pode ser conectado, em milmetro

    quadrado (mm).

    Art. 26 - A partir de 30 de junho de 2000, os dispositivos eltricos, de baixatenso, devero ostentar as unidades de medida estabelecidas pelo SistemaInternacional de Unidades.

    Art. 27 - vedada a utilizao de ligas ferrosas nos produtos e equipamentosreferidos nesta Portaria.

    Art. 28 - A fiscalizao do cumprimento das disposies contidas nesta Portaria,em todo o territrio nacional, ficar a cargo do INMETRO e das entidades de direitopblico com ele conveniadas.

    Art. 29 - A inobservncia das prescries compreendidas na presente Portariaacarretar a aplicao, a seus infratores, das penalidades previstas nos artigos 8 e 9,da Lei n. 9.933, de 20 de dezembro de 1999.

    Art. 30 - Esta Portaria entrar em vigor na data de sua publicao, revogando-se as disposies em contrrio.

    MARCO ANTONIO A. DE ARAJO LIMAPresidente do INMETRO

    DOU/22/02/2.000

  • 214

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    ANEXO 4

    ENDEREOS TEIS

    CEMIG Companhia Energtica de Minas GeraisAvenida Barbacena 1200Bairro Santo Agostinho30123-970 Belo Horizonte MG - BRASILTelefone: 0800 310 196 - e-mail: atendimento@cemig.com.brhttp://www.cemig.com.br

    ABNT Associao Brasileira de Normas Tcnicashttp://www.abnt.org.brEm Belo Horizonte: Rua da Bahia 1.148 Conjunto 1015Centro Cep 30160-011Telefone (0xx31) 3226-4014

    INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, Normalizao e Qualidade IndustrialEm Belo Horizonte: Rua Jacu 3.921Bairro Ipiranga Cep 31160-190Telefone (0xx31) 3426-1769http://www.inmetro.gov.br

    ANEEL Agncia Nacional de Energia EltricaBraslia DF.http://www.aneel.gov.br

    PROCEL Programa Nacional de Combate ao Desperdcio de Energia EltricaRio de Janeiro RJ.http://www.eletrobras.gov/procel

    CREA-MG - Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia deMinas GeraisAvenida lvares Cabral 1.600Bairro Santo Agostinho Cep 30170-001Belo Horizonte MG.Telefone (0xx31) 3299-8700http://www.crea-mg.com.br

  • 215

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    ANEXO 5

    CARACTERSTICAS DOS CONDUTORES ISOLADOS EM PVC / 70 oC

    (VALORES MDIOS)

    0,5 2,1 3,5 9 14 27,78 0,234

    1 2,5 4,9 15 27 14,87 0,221

    1,5 3,0 7,1 22 41 10,32 0,214

    2,5 3,7 10,8 34 67 6,51 0,206

    4 4,2 13,9 50 107 4,26 0,199

    6 4,7 17,3 69 159 2,96 0,192

    10 6,1 29,2 120 262 1,87 0,185

    16 7,2 40,7 180 416 1,22 0,178

    25 8,9 62,2 280 644 0,868 0,172

    35 10,5 86,6 380 897 0,604 0,168

    50 12,0 113,1 505 1273 0,438 0,163

    70 13,5 143,1 705 1772 0,324 0,159

    95 16,0 201,1 958 2391 0,246 0,155

    SeoNominal

    (mm2)

    Condutor (metal) mais a Isolao Carga deRuptura

    (kgf)

    Resistncia(/km)

    Reatncia(/km)Dimetro

    (mm)Seo(mm2)

    Peso(kg/km)

  • 216

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    ANEXO 6

    POTNCIA ELTRICA MDIA (WATTS) DE APARELHOS ELTRICOS

    APARELHO POTNCIA APARELHO POTNCIA(WATTS) (WATTS)

    Aquecedor de gua por Acumulao 2.000 Forno de Micro Ondas 1.000

    Aquecedor de gua de Passagem 6.000 Freezer horizontal 500

    Aquecedor de Ambiente 1.000 Freezer vertical 300

    Aspirador de P 600 Geladeira simples 250

    Batedeira 100 Geladeira duplex 500

    Bomba de gua 400 Grill 1.200

    Cafeteira Eltrica (Residencial) 600 Impressora 45

    Churrasqueira Eltrica 3.000 Liqidificador 200

    Chuveiro Eltrico 4.400 Mquina de Costura 100

    Computador 300 Mquina lavar loua 1.500

    Condicionador de Ar 1.400 Mquina lavar roupa 1.000

    Conjunto de som Mini System 150 Projetor de slides 200

    Cortador de Gramas 1.300 Rdio Grvador 30

    Ebulidor 1.000 Rdio relgio 10

    Enceradeira 300 Secador de cabelo 1.000

    Espremedor de Frutas 200 Secadora de roupa 3.500

    Exaustor 150 Televisor 21 90

    Ferro Eltrico 1.000 Torneira Eltrica 2.500

    Fogo Eltrico 2 Bocas 3.000 Torradeira 800

    Fogo Eltrico de 4 Bocas 6.000 Ventilador 100

    Forno Eltrico Pequeno 1.500 Vdeo cassete 20

    Forno Eltrico Grande 4.500 Vdeo game 20

  • Monofsicos 127 Volts1/4 0,39 0,63 0,47 4,91/2 0,66 0,72 0,56 7,43/4 0,89 0,72 0,62 9,71 1,10 0,74 0,67 11,7

    1,5 1,58 0,82 0,70 15,22 2,07 0,85 0,71 19,25 4,91 0,94 0,75 41,1

    7,5 7,46 0,94 0,74 62,510 9,44 0,94 0,78 79,1

    12,5 12,10 0,93 0,76 102,4Trifsicos 220 Volts

    1/4 0,33 0,69 0,55 1,21/3 0,41 0,74 0,60 1,51/2 0,57 0,79 0,65 1,93/4 0,82 0,76 0,67 2,81 1,13 0,82 0,65 3,7

    1,5 1,58 0,78 0,70 5,32 1,94 0,81 0,76 6,35 4,78 0,85 0,77 15

    7,5 6,90 0,85 0,80 2110 9,68 0,90 0,76 26

    12,5 11,79 0,89 0,78 3515 13,63 0,91 0,81 3920 18,40 0,89 0,80 5425 22,44 0,91 0,82 6530 26,93 0,91 0,82 7850 44,34 0,90 0,83 12560 51,35 0,89 0,86 14575 62,73 0,89 0,88 180

    ANEXO 7

    CARACTERSTICAS DE MOTORES ELTRICOS

    217

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    POTNCIAAbsorvida da Rede

    (aproximada)(kW)

    FATOR DEPOTNCIA

    cos (aproximado)

    RENDIMENTO()

    (aproximado)

    CORRENTE A PLENACARGA

    (aproximada)(A)

    POTNCIA(cv)

  • 218

    Manual de Instalaes Eltricas Residenciais

    MANUAL DE INSTALAES ELTRICAS RESIDENCIAIS

    ELABORAO

    Companhia Energtica de Minas Gerais - CEMIGDiretoria de Distribuio e Comercializao - DDCSuperintendncia de Relacionamento Comercial - RCAvenida Barbacena 1.200Bairro Santo Agostinho30123-970 Belo Horizonte Minas Gerais (MG) - BRASIL.Home page CEMIG: http://www.cemig.com.br

    Equipe de Trabalho

    CEMIG

    Reviso do texto do Manual:Engenheiro Joo Octavio Camargos.Imagens e ilustraes fornecidas e autorizada o uso pela Pial Legrand

    Autnoma

    Projeto arquitetnico da residncia e desenho do projeto eltrico:Arquiteta Maria Jos Filardi Victoriano.

  • Companhia Energtica de Minas GeraisDiretoria de Distribuio e Comercializao - DDCSuperintendncia de Relacionamento Comercial - RC

    MANUAL DE INSTALAES ELTRICASRESIDENCIAIS

    Gerncia de Utilizao de Energia - RC/UEBelo Horizonte - MG - Brasil - Dezembro/2003

    RC/UE-001/2003