Apostila - Agentes Qumicos

  • Published on
    11-Sep-2015

  • View
    221

  • Download
    4

DESCRIPTION

Apostila de noes bsicas sobre agentes qumicos

Transcript

COLGIO ESTADUALJ. K. DE OLIVEIRA

AGENTES QUMICOS

Disciplina: Tcnica de Uso de Equipamentos de Medio TUEMProfessor: Eng. Anderson Marcos

Sumrio1Introduo32Agentes Ambientais33Critrios de Avaliao e Limites de Exposio para Agentes Qumicos33.1Unidades de Medida33.2Limites de Exposio53.2.1Limite de Tolerncia53.2.2Valor Teto53.2.3Valor Mximo53.2.4Limite de Curta Exposio63.2.5TLV - Threshold Limit Value63.2.6TLV - TWA - Threshold Limit Value - Time Weighted Average63.2.7Limite de Tolerncia para Material Particulado83.3Coleta e Anlise das Amostras123.3.13.3.1 Coleta123.3.2Anlise163.4Avaliaes Subjetivas17

Introduo A atividade agrcola e industrial expe os trabalhadores a agentes ambientais originados de fontes naturais ou artificiais em nveis que geralmente ultrapassam os limites de exposio previstos nas normas tcnicas e legais. De acordo com a legislao brasileira, as empresas devem identificar, quantificar e controlar estes agentes dentro de nveis considerados salubres. Este trabalho resume os principais conceitos de higiene ocupacional, a forma de quantificao dos agentes mais comuns ao ambiente de produo agrcola e industrial e o mtodo de registro e validao das informaes.Agentes AmbientaisAgentes ambientais so os classificados como qumico, fsico e biolgico.Como agente qumico podem ser relacionados os gases, vapores, fumos, nvoas, poeiras e lquidos capazes de agredir a sade de uma pessoa. Como agente fsico podem ser listados o rudo, vibrao, calor e radiaes. Como agente biolgico so listados os vrus, fungos e bactrias.Critrios de Avaliao e Limites de Exposio para Agentes QumicosO reconhecimento e avaliao dos agentes ambientais devem ser feitas atravs de mtodos cientficos e objetivos cujos resultados possam ser comparados com valores preestabelecidos. Entretanto, vrios agentes ainda no possuem tais mtodos sendo ainda avaliados pelo sentimento do avaliadorUnidades de MedidaEm higiene ocupacional, concentraes de agentes qumicos so expressas em termos volumtricos e massa. As unidades adotadas so: Parte Por Milho (PPM) = partes do contaminante por milho de partes de ar; Porcentagem (%) = Volume de contaminante em relao ao volume total de ar; Miligrama por Metro Cbico (Mg/M3) = Massa de contaminante, em miligrama, por metro cbico de ar.Dependendo do meio adotado para amostragem e anlise, da forma como so expressos os resultados e da unidade de medida adotada como padro para comparao com os limites de exposio, eventualmente, necessrio fazer a converso para a unidade de referncia.Para converso, necessrio lembrar que os valores padro, normalmente, so expressos para condies de temperatura de 25C e presso atmosfrica de 760 mmHg.Assim, para converso de PPM para %, ou vice-versa, como a relao de volume para volume, no necessrio nenhum ajuste prvio, ou seja: PPM para % = PPM x 100 / 1.000.000 = % % para PPM = % x 1.000.000 / 100 = PPMJ, para converso de PPM ou % para Mg/m3, ou vice versa, como a relao de massa por volume, necessrio ajustar o volume, em funo do peso molecular do contaminante. Para tanto, necessrio lembrar que 1 (um) grama-mol de qualquer gs perfeito ocupa um volume de 22,4 litros, a uma temperatura de 0 (zero) C e presso atmosfrica de 760 mmHg. Para a condio padro de temperatura de 25C e presso atmosfrica de 760 mmHg, o valor do Mol de 24,45 litros, que equivale aos seguintes ajustes: Converso da temperatura de C (Celsius) para K (Kelvin) = C + 273 Correo do volume de 1 (um) grama-mol de gs a 0 (zero) C ou 273 K para 25C ou 298K, que ser = ((25 + 273) x 22,4) / 273 = 24,45 = MolAssim, para converso dos valores de concentrao nas diferentes unidades que normalmente so utilizadas em higiene ocupacional, o procedimento o seguinte: PPM = (Mg/m3 x Mol) / Pm PPM = (% x 1.000.000) / 100 Mg/m3 = PPM x (Pm / Mol) Mg/m3 = (% x 1.000.000) / 100 x (Pm / Mol) % = (PPM x 100) / 1.000.000 % = ((Mg/m3 x Mol) / Pm) x 100) / 1.000.000Onde: PPM = Parte Por Milho (volume/volume) Mg/m3 = Miligrama por Metro Cbico (massa/volume) Pm = Peso Molecular da Substncia Mol = Volume ocupado por 1 (um) grama-mol de um gs, a 760 mmHg e 25 CLimites de Exposio um valor genrico, podendo englobar todos os limites, dentre eles o limite de curta exposio, limite de tolerncia, valor teto etc, no tendo, portanto um valor absoluto e englobando os seguintes valores:Limite de Tolerncia o valor limite da concentrao do agente dentro do qual a maioria dos trabalhadores poderia permanecer exposta 8 horas dirias e 48 horas semanais durante toda a vida laboral, sem apresentar nenhum sintoma de doenas.Para o clculo da concentrao dos agentes qumicos, a legislao brasileira admite a possibilidade de amostragem contnua e/ou instantnea. Para o caso da contnua os valores sero ponderados, em funo do tempo de amostragem. Para o caso da amostragem instantnea, a exigncia de no mnimo 10 amostragens com intervalo de 20 minutos entre cada uma e o resultado expresso como a mdia aritmtica das 10 amostragens. Nenhum dos resultados pode ultrapassar o valor mximo.Valor Teto o valor estabelecido na legislao brasileira que no pode ser ultrapassado em nenhum momento da jornada de trabalho. Este valor igual ao limite de tolerncia.Valor Mximo o valor estabelecido na legislao brasileira e que no pode ser ultrapassado em nenhum momento da jornada de trabalho. Este valor calculado como segue:valor mximo = LT X FDonde: LT = limite de tolerncia do agente qumico FD = fator de desvio, segundo o quadro abaixoLT (ppm ou mg/m3)FD

0 a 13

1 a 102

10 a 1001,5

100 a 10001,25

Acima de 10001,1

A tabela de fator de desvio (FD) acima apresenta valores altos para limites de tolerncia baixos e baixos para limites altos. Apesar de parecer paradoxal, a inverso nos valores tem as seguintes justificativas: Diferenas muito pequenas em valores muito baixos so de difcil controle, uma vez que as concentraes apresentam grande variabilidade num mesmo ambiente no decorrer da jornada; Um ndice crescente elevaria exageradamente os valores de tolerncia altos. Limite de Curta Exposio o valor estabelecido na legislao americana que indica o limite a que um trabalhador pode ficar exposto durante 15 minutos a intervalos superiores a 60 minutos e no podendo ultrapassar 4 exposies numa jornada diria.Em ingls este valor conhecido como STEL (short term exposure limit). TLV - Threshold Limit Value o termo americano que tem o mesmo significado que o nosso limite de tolerncia com a exceo de que o TLV para 8 horas/dia, 40 horas/semana e o LT brasileiro para 8 horas dirias e 48 horas semanais.TLV - TWA - Threshold Limit Value - Time Weighted Average o termo americano que expressa o limite de tolerncia ponderado no tempo, que a mdia ponderada de todas as exposies durante a jornada, calculada em funo do tempo de exposio a cada nvel.

C1, C2..Cn = concentrao em cada exposio (ppm ou mg/m3) t1, t2.... tn = tempo de durao da exposio ao dado nvel (min ou hora) tt = tempo de durao da jornada (min ou hora)Deve ser lembrado que nenhuma concentrao C pode ultrapassar o valor STEL, assim como no pode ser ultrapassado o nmero de 4 exposies ao valor STEL durante a jornada.Os valores de TLV TWA, constantes nas tabelas da NIOSH1, OSHA2 e ACGIH3, so referentes s condies de 8 horas dirias e 40 semanais. Por esta razo, quando transpostos para o Brasil devem ser corrigidos para as condies da jornada real. Do mesmo modo, os valores de Limite de Tolerncia constantes da NR 15 Anexo 11 so dados para 8 horas dirias e 48 semanais. Sempre que a jornada diria ou semanal do trabalhador for diferente deste padro o TLV TWA e o Limite de Tolerncia devem ser corrigidos.Uma frmula simples para correo destes valores que muito utilizada a descrita no mtodo de Brief e Scala e que apresentada a seguir.

Onde: FC = fator de correo dirio ou semanal Hpd = durao da jornada diria padro, em horas, para a qual foi estabelecido o limite de tolerncia USA e Brasil = 8 horas Hd = durao da jornada de trabalho dirio real, em horas 24 = Nmero total de horas do dia Hps = durao da jornada semanal padro, em horas, para a qual foi estabelecido o limite de tolerncia USA = 40 horas; Brasil = 48 horas Hs = durao da jornada de trabalho semanal real, em horas 168 = nmero total de horas da semanaNOTAS:1 Como jornada de trabalho deve ser entendido que o nmero de horas de permanncia no local de risco. No so consideradas para o clculo da jornada as horas destinadas refeio e/ou descanso fora do local do risco considerado.2 A ACGIH admite a aplicao do fator de correo dirio e/ou semanal para jornadas que superem 8 horas dirias e 40 horas semanais. Para o Brasil, no h previso na Lei sobre estes limites. Por ser mais conservador, recomenda-se aplicar o fator de correo somente quando a durao da jornada superior ao padro.Limite de Tolerncia para Material ParticuladoMateriais Particulados Critrio ACGIH Material particulado deve ser entendido como substncias no estado slido ou lquido - poeiras e aerossis.No passado os materiais particulados insolveis ou pouco solveis que no eram classificados como txicos recebiam a denominao de partculas incmodas. Apesar destas substncias no causarem fibroses ou efeitos sistmicos, elas no so biologicamente inertes. Em altas concentraes, estas partculas tm sido associadas a efeito eventualmente fatal, denominado proteinose alveolar. Em baixas concentraes, elas podem inibir a remoo de partculas txicas do pulmo por decrscimo da mobilidade dos macrfagos. Em funo disso, atualmente estas substncias so denominadas de Particulado No-Classificado de Outra Forma, ou PNOC (que em ingls significa Particulate Not-Otherwise Classified), para enfatizar que so potencialmente txicas e evitar que sejam consideradas no-prejudiciais em qualquer concentrao.Nas tabelas de limites de tolerncia da ACGIH, publicadas anualmente, os materiais particulados apresentam limites de tolerncia individuais especificados para a condio em que so considerados prejudiciais, cuja classificao a seguinte: E particulado que no contenha asbesto e com menos de 1% de slica livre cristalizada; I particulado inalvel; T particulado torcico; R particulado respirvel.O significado destas denominaes o seguinte: E massa de particulado total existente no ar amostrado e que no contenha asbesto e que tenha menos de 1% de slica livre cristalizada; I massa de particulado inalvel ou massa de particulado existente no ar amostrado que oferece risco quando depositada em qualquer lugar do trato respiratrio; T massa de particulado torcico ou massa de particulado existente no ar amostrado que oferece risco quando depositada na regio de troca de gases; R massa de particulado respirvel ou massa de particulado existente no ar amostrado que oferece risco quando depositada em qualquer lugar no interior das vias areas dos pulmes e da regio de troca de gases.Quando, nas tabelas de limites de tolerncia da ACGIH no aparece o complemento ao lado do valor TWA para substncias que se apresentam na forma particulada, deve ser entendido que refere-se a particulado total (E).A ACGIH classifica os trs grupos de particulados, de acordo com a eficincia de coleta do amostrador. Nos grficos 1, 2 e 3 so relacionados os valores de eficincia de coleta, em funo do dimetro aerodinmico.

Apesar de todo esse detalhamento, os mtodos de coleta e anlise de particulados que recomendam a coleta atravs de amostradores atendem o padro do grfico 3 particulado respirvel. Os ciclones separadores de partculas que esto disponveisno mercado so construdos em nylon ou liga de alumnio e so recomendados para operarem nas seguintes vazes: Ciclone de nylon de 10mm = 1,7 litros/min Ciclone HD (liga de alumnio) = 2,2 litros/min.Portanto, para efeito de comparao com os limites de tolerncia (TLV TWA) da ACGIH, a avaliao de particulados deve ser feita da seguinte forma: Coleta direta em membrana montada em cassete de 37mm resultados comparveis com TLV TWA dados nas tabelas sem referncia ou com referncia inalvel (I) e torcica (T); Coleta em membrana montada em cassete de 37mm precedido de ciclone separador de nylon, operando com vazo de 1,7 litros/min, ou ciclone HD, operando com vazo de 2,2 litros/min resultados comparveis com TLV TWA dados nas tabelas com referncia respirvel (R).

O xido de Clcio, por exemplo, aparece na tabela de TLV TWA da edio 2.001 da ACGIH com valor de 2 mg/m , sem nenhuma referncia adicional. Isso significa que o valor refere-se a particulado total, ou seja: a coleta da amostra para anlise deve ser feita diretamente na membrana montada no cassete, sem o ciclone separador.Na mesma edio, os Particulados No Especificados de Outra Forma (PNOC) tm os TLV TWA dados com referncia E.I e E.R (E = no contm asbesto; I = inalvel; R = respirvel). Isso significa que podem ser coletados sem ou com ciclone. Para coleta sem ciclone, os valores de anlise devem ser comparados com o TLV - TWA E.I de 10 mg/m e, para coleta com ciclone, a comparao dos valores de anlise deve ser feita com o TLV TWA R de 3 mg/m.Poeiras Minerais Critrio NR 15 Anexo 12No Brasil no existe uma diferenciao entre os materiais particulados, para efeito de definio dos limites de tolerncia. A Portaria MTb 3.214/78 - NR15 - Anexo 12, define os limites de tolerncia para poeiras contendo slica livre cristalizada, que devem ser calculados em funo da porcentagem de quartzo contida no ar amostrado. Portanto, o limite para tais poeiras, segundo esta norma, o seguinte:Limite de tolerncia para poeira total (LTT)

Limite de tolerncia para poeira respirvel (LTR)

O Anexo 12 da NR 15 classifica como poeira respirvel a massa de particulado que passa por um ciclone com a curva mostrada no grfico 4.

Coleta e Anlise das Amostras3.3.1 ColetaA coleta de amostras de um agente qumico feita em funo do estado do agente e dos meios posteriores de anlise. Assim, devem ser considerados os seguintes fatores: O ponto ou o trabalhador onde a amostra coletada deve ser representativo da exposio do grupo de trabalhadores daquela funo/atividade; O amostrador deve ser colocado na regio representativa da via de absoro dentro de uma esfera imaginria com 30cm de raio, com centro no nariz e/ou boca da pessoa, para agentes absorvidos pelas vias respiratria/digestiva; junto a pele, nos pontos esperados de contato, para agentes absorvidos por esta via; Cada amostra deve ser identificada antes ou logo aps a amostragem com um cdigo, preferencialmente alfanumrico, de forma que possa ser rastreada no laboratrio e nos clculos finais de concentrao, aps anlise; Para cada amostra deve ser criada uma folha de campo com os dados do local e funo avaliadas, datas e dados de calibragem, amostragem e aferio de equipamentos de coleta, tempo e vazo de amostragem, presso atmosfrica e temperatura no local da amostragem, nmero do equipamento de amostragem e da amostra e demais dados que forem relevantes para futuras anlises. Aps a anlise, a folha de campo deve ser complementada com os dados do certificado e clculos dos resultados. A seguir apresentado um modelo de folha de campo.

NOTA: Os campos referentes aos resultados de anlise, concentrao e limite de tolerncia, que aparecem preenchidos acima, na verdade so completados aps o envio do certificado da anlise pelo laboratrio.Os critrios de vazo e tempo de amostragem so dados nos mtodos analticos, em funo do agente, concentrao esperada, tipo do amostrador e forma de anlise. Do mesmo modo, dada nos mtodos a forma de acondicionamento e transporte da amostra posio, uso de tampes, refrigerao etc., que devem ser observados.

As formas e meios de coleta esto associados forma e caractersticas fsico-qumicas do agente e o mtodo de anlise. Estes meios so basicamente os seguintes: Tubo Colorimtrico Tubo de vidro com recheio de uma mistura que contm um reagente que muda de cor em contato com um agente especfico. O resultado da amostragem indicado instantaneamente pelo tamanho da rea colorida sob uma escala equivalente de concentrao em PPM, % ou Mg/m3. O fluxo de ar forado a passar pelo interior do tubo, atravs de uma bomba de aspirao manual ou eltrica que desloca um fluxo de ar com volume e tempo de aspirao conhecidos. Este meio usado para amostragem de gases e vapores em geral; Tubo Colorimtrico por Difuso Mesmas caractersticas acima, com a diferena que o tubo preso por um suporte lapela do trabalhador e o fluxo de ar forado a passar pelo interior do tubo pela prpria ao da atmosfera, movimento da pessoa e da capilaridade do material. O resultado obtido pela leitura da faixa com colorao alterada. Este meio usado para amostragem de gases e vapores em geral; Dosmetro Passivo Recipiente com uma determinada quantidade de material adsorvente (geralmente carvo ativo) que fixado na lapela da pessoa e retirado posteriormente e enviado para anlise do contedo. O resultado obtido com base na massa de contaminante encontrada na anlise, coeficiente de adsorso e desoro, umidade relativa e tempo de amostragem. Este meio usado para amostragem de vapores orgnicos em geral; Tubo de Carvo Ativo Tubo de vidro recheado com carvo ativado e que colocado na lapela do trabalhador, na extremidade de um tubo flexvel ligado a uma bomba de aspirao que fora o ar a passar pelo interior, onde est o carvo, ficando o contaminante retido pelo processo denominado adsorso. O resultado obtido com base na massa de contaminante encontrada na anlise do carvo e do volume de ar aspirado pela bomba e que passou pelo amostrador. Este meio usado para amostragem de vapores orgnicos em geral; Tubo de Slica Gel Tubo de vidro recheado com slica gel e que colocado na lapela do trabalhador, na extremidade de um tubo flexvel ligado a uma bomba de aspirao que fora o ar a passar pelo interior, onde est a slica gel, ficando o contaminante retido. O resultado obtido com base na massa de contaminante encontrada na anlise da slica gel e do volume de ar aspirado pela bomba e que passou pelo amostrador. Este meio usado para amostragem de fumos e gases cidos em geral; Membrana Membrana de ster de celulose, teflon ou PVC, com dimetro em torno de 37mm e porosidade de 0,5m a 8m que montada em um recipiente denominado cassete, com 2 ou 3 sees, e que colocado na lapela do trabalhador, na extremidade de um tubo flexvel ligado a uma bomba de aspirao que fora o ar a passar pelo interior, onde est a membrana que retm o contaminante. O resultado obtido com base na massa de contaminante encontrada na anlise da membrana e do volume de ar aspirado pela bomba e que passou pelo amostrador. Este meio utilizado para amostragem de contaminantes particulados em geral; Impinger e Soluo Frasco de vidro ou material similar, onde colocada uma soluo com propriedades conhecidas, montado na extremidade de um tubo flexvel ligado a uma bomba de aspirao que fora o ar a passar pelo interior, onde est a soluo que retm ou reage com o contaminante. O resultado obtido com base na massa de contaminante que reagiu, e que encontrada na anlise da soluo, e do volume de ar aspirado pela bomba e que passou pelo amostrador. Este meio utilizado principalmente para amostragem de gases que so de difcil reteno em outros meios de coleta; Bolsas ou Bags- Bolsas ou sacos de borracha ou plstico onde insuflada uma quantidade conhecida de ar contendo o contaminante. A insuflao pode ser feita com bomba de aspirao e recalque convencional ou bombas manuais com volume/vazo conhecidas. O resultado obtido com base na massa de contaminante encontrada na anlise da mistura e do volume de ar retirado da bolsa. Este meio utilizado principalmente para amostragem de gases que so de difcil reteno em outros meios de coleta; Almofadas ou Pads- Almofadas ou pads so amostradores construdos com retalhos de tecido, almofadas de algodo ou papel absorventes que so colocados sobre a pele para coleta de contaminantes que so absorvidos pela pele. O resultado obtido com base na massa de contaminante encontrada na anlise, do tempo de exposio do amostrador, da rea do amostrador usada para anlise e da extrapolao para a rea da pele da parte do corpo avaliada e/ou do corpo todo.NOTA: Para coleta de alguns contaminantes, so necessrias medidas preliminares e/ou complementares para assegurar a qualidade dos resultados e dos meios de amostragem. Dentre estes cuidados, destacam-se: Qualquer Tipo de Amostrador Colocao de etiqueta adesiva ou marcao direta no amostrador com tinta resistente umidade contendo um nmero ou smbolo de referencia que permita identificar posteriormente a origem da amostra, para clculo da concentrao; Dosmetro Passivo Colocao de tampa e guarda dentro de embalagem hermtica, logo aps o trmino da amostragem, at o momento da anlise; Tubos de Carvo Colocao de tampas nas extremidades, logo aps a amostragem, e guarda sob refrigerao at o momento da anlise; Impinger e Soluo Colocao de um Trap ou decantador na linha, entre o impinger e a bomba de aspirao, para evitar o arraste do contaminante ou da soluo retentora para dentro da bomba (as solues de coleta costumam ser cidas). Uma medida adicional que pode ser tomada a colocao de um indicador colorimtrico na soluo que modifica a cor na proporo da saturao; Almofadas ou Pads- Colocao em frascos ou sacos impermeveis, com ou sem soluo, dependendo da indicao do mtodo, e conservao sob refrigerao; Membranas Pesagem e anotao da massa, com identificao do amostrador, antes da montagem do cassete. Para contaminantes que so considerados txicos para qualquer parte do sistema respiratrio, o amostrador deve ser exposto diretamente, como o caso de chumbo, pesticidas, fumos de solda etc. Para contaminantes que causam danos sade somente quando atingem a regio da traquia, brnquios e pulmes, deve ser colocado antes do amostrador um ciclone separador para reteno das partculas maiores. O ciclone recomendado pela NR 15, Anexo 12 da Portaria 3.214/78 e pela ACGIH deve ter as caractersticas indicadas no grfico 5 e j detalhadas nos grficos 3 e 4.

AnliseA anlise de amostras de contaminante variar do mais simples ao mais complexo, em funo do mtodo adotado, que, em geral definido pelo tipo de amostrador e caractersticas do contaminante. Todos os mtodos so baseados em uma curva de calibrao do instrumento de medio que obtida da seguinte forma: Zera-se o instrumento de medio com o meio que normalmente utilizado para medir o contaminante, assegurando-se que esteja totalmente isento do contaminante que se vai analisar; Adiciona-se a este meio valores conhecidos de um padro puro do contaminante e faz-se as leituras correspondentes a cada valor, determinando-se a curva-padro do instrumento; Nas anlises posteriores, prepara-se as amostras segundo o mtodo, zera-se o instrumento e faz-se as leituras. Os resultados das leituras so comparados com a curva de calibrao representando cada leitura a massa ou volume de contaminante contido na amostra. Dentre o tipos de anlise praticados atualmente, destacam- se os seguintes: Volume Partindo-se de uma soluo com volume conhecido e fazendo-se a leitura do volume final, aps a amostragem, determina-se o volume do contaminante, pela diferena entre o volume inicial e o final; Titulao Partindo-se de uma soluo com pH conhecido e fazendo-se a leitura aps a amostragem determina-se a massa ou volume do contaminante, pela alterao no valor do pH e comparao com a curva de calibrao do medidor; Gravimetria Pesa-se o amostrador antes e depois da amostragem e compara-se os valores de massa, sendo a diferena entre as pesagens a massa de contaminante; Precipitao Provoca-se a separao de fases em uma soluo e determina-se o volume do contaminante contido na soluo; Extrao Extrai-se de um meio slido ou lquido, atravs da adio de um solvente, e determina-se o volume ou a massa do contaminante extrado; Espectrofotometria de Infravermelho, Ultravioleta e/ou Luz Visvel Prepara-se a amostra e faz-se a leitura da absoro ou disperso de uma onda com comprimento nas faixas do infravermelho, ultravioleta ou luz visvel, que aplicada na amostra. O resultado da absoro ou disperso proporcional a quantidade de contaminante contido na amostra. O resultado da leitura comparado com a curva de calibrao; Difrao de Rx - Prepara-se a amostra e faz-se a leitura da difrao do Raio X que incide no material da amostra. O resultado da difrao proporcional a quantidade de contaminante contido na amostra. O resultado da leitura comparado com a curva de calibrao; Espectrofotometria de Absoro Atmica - Prepara-se a amostra e faz-se a leitura da caracterstica do espectro de radiao do material contido na amostra. O resultado obtido pela caracterstica do espectro, que identifica a substncia em si, e pela variao do espectro, que determina a quantidade. A massa ou volume contido na amostra determinado pela comparao do espectro obtido na anlise com o da curva de calibrao; Cromatografia Gasosa Prepara-se a amostra e faz-se a leitura do tempo de reteno da substncia que injetada em uma coluna interna do instrumento. O tempo de reteno na coluna, entre a injeo e a sada de cada elemento, determina o tipo de substncia encontrada na amostra. O resultado da leitura comparado com a curva de calibrao determinando a massa da substncia.

Avaliaes SubjetivasAlguns agentes qumicos podem ser avaliados de forma objetiva, subjetiva ou ambas. A Soda Custica, por exemplo, pode ser avaliada como particulado respirvel, caso de escamas, como vapores, quando diluda, e como agressivo pele, nas duas formas.A legislao brasileira no possui limites de tolerncia para exposio a muitos cidos, custicos em geral, agrotxicos, etc., tornando a avaliao objetiva difcil. Entretanto, no anexo 13 da NR15 (portaria MTb 3214/78), so englobados genericamente os cidos e lcalis custicos como geradores de insalubridade.Do mesmo modo existem os denominados agrotxicos que so composies mltiplas e que no tem limite de tolerncia definido na legislao brasileira. Alm dessa dificuldade, existe o fato destes produtos serem absorvidos pela pele o que dificulta ainda mais uma avaliao e comparao com valores limites de exposio. Finalmente, existem ainda os lubrificantes, como leos e graxas, que tambm so geradores de insalubridade sem que se tenha limites de tolerncia definido.Este quadro leva seguinte proposta, para orientar a avaliao das atividades numa empresa:a) Substncias com limite de tolerncia definido na Lei brasileira - adota-se o valor estabelecido.b) Substncias sem valor definido no Brasil, mas com definio em norma americana, ACGIH, por exemplo: adota-se este valor.c) Substncias sem valor limite definido no Brasil e em norma americana, mas com valor definido em outro pas - adota-se o mais exigente que for encontrado.d) Substncias sem valor limite definido e que podem ser inaladas e que so reconhecidas como nocivas - considera-se como excedido o limite sempre que houver possibilidade de contato com a via respiratria do trabalhador.e) Substncia sem valor limite definido e que pode ser absorvido pela pele, como graxas, leos, agrotxicos, cidos, etc. - considera-se como excedido o limite sempre que houver possibilidade de contato com a pele do trabalhador.Para as hipteses d e e, vlida a associao da condio de trabalho e da exposio constatada com os valores chamados Nvel de Efeito No Observvel (NOEL). Sempre que estes nveis forem ultrapassados, deve-se considerar excedido o limite de tolerncia para exposio.