Alvenaria estrutural Blocos de concreto Parte 2 ... NBR 7480, Ao destinado a armaduras para estruturas de concreto armado Especificao ABNT NBR 8949, Paredes de alvenaria estrutural Ensaio ...

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  • ABNT/CB-02 1 PROJETO 02:123.04-015-2

    OUTUBRO: 2010

    NO TEM VALOR NORMATIVO

    Alvenaria estrutural Blocos de concreto Parte 2: Execuo e controle de obras

    APRESENTAO

    1) Este 1 Projeto foi elaborado pela Comisso de Estudo de Alvenaria estrutural com Blocos de Concreto (CE-02:123.04) do Comit Brasileiro da Construo Civil (ABNT/CB-02), nas reunies de:

    2) Este 1 Projeto de Reviso/Emenda previsto para cancelar e substituir a(s) ABNT NBR 10837:1989, ABNT NBR 8215:1983 e ABNT NBR 8798:1985, quando aprovado, sendo que nesse nterim a referida norma continua em vigor

    3) Baseado na(s) ABNT BNR 10837:1989; ABNT NBR 8215:1983 e ABNT NBR 8798:1985,

    4) Previsto para ser equivalente XXXX:AAAA;

    5) No tem valor normativo;

    6) Aqueles que tiverem conhecimento de qualquer direito de patente devem apresentar esta informao em seus comentrios, com documentao comprobatria;

    7) Este Projeto de Norma ser diagramado conforme as regras de editorao da ABNT quando de sua publicao como Norma Brasileira.

    8) Tomaram parte na elaborao deste Projeto:

    Participante Representante

    UFSCAR Guilherme A. Parsekian

    EPUSP Luiz Srgio Franco

    BlocoBrasil Carlos A. Tauil

    Glasser Davrio Rimoli Neto

    Arq. Est. Mrcio Santos Faria

    ANAMACO Rubens Morel N. Reis

    USP Mrcio A. Ramalho

    ABCP Cludio Oliveira Silva

    07/12/2009 26/01/2010 12/03/2010

    30/04/2010 21/05/2010

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    OUTUBRO: 2010

    NO TEM VALOR NORMATIVO 2/2

    LENC-BH Maria Estnica M. Passos

    ABCP-RJ Guilherme Coelho de Andrade

    UFMG Roberto Mrcio da Silva

    Universidade Mackenzie Rolando Ramirez Vilat

    Prensil Renato Daminello

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    OUTUBRO: 2010

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    Alvenaria estrutural Blocos de concreto Parte 2: Execuo e controle de obras

    Structural Masonry Concrete Blocks Part 2: Execution and site quality control

    Palavras-chave: Bloco de concreto. Alvenaria. Projeto.Execuo. Controle de obra. Descriptors: Concrete blocks. Masonry. Execution. Site quality control.

    Sumrio

    Prefcio

    Scope Introduo 1 Escopo 2 Referncias normativas 3 Termos e definies 4 Requisitos do sistema de controle 5 Materiais 6 Recebimento 7 Produo da argamassa de assentamento e do graute 8 Controle da resistncia dos materiais e das alvenarias compresso axial 9 Produo da alvenaria 10 Aceitao da alvenaria Anexo A (normativo) Ensaio para determinao da resistncia trao na flexo de prismas Anexo B (normativo) Ensaio para a determinao da resistncia compresso de pequenas paredes Anexo C (normativo) Ensaio para a determinao da resistncia trao na flexo de prismas Prefcio A Associao Brasileira de Normas Tcnicas (ABNT) o Foro Nacional de Normalizao. As Normas Brasileiras, cujo contedo de responsabilidade dos Comits Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalizao Setorial (ABNT/ONS) e das Comisses de Estudo Especiais (ABNT/CEE), so elaboradas por Comisses de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratrios e outros).

    Os documentos Tcnicos ABNT so elaborados conforme as regras das Diretivas ABNT, Parte 2.

    O Escopo desta Norma Brasileira em ingls o seguinte:

    Scope

    This Part provides minimum requirements for the site execution and quality control of structural concrete block masonry.

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    1 Escopo

    Esta Parte estabelece os requisitos mnimos exigveis para a execuo e o controle de obras com estruturas de alvenaria de blocos de concreto.

    2 Referncias normativas

    Os documentos relacionados a seguir so indispensveis aplicao deste documento. Para referncias datadas, aplicam-se somente as edies citadas. Para referncias no datadas, aplicam-se as edies mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

    ABNT NBR 5738, Procedimento para moldagem e cura de corpos-de-prova

    ABNT NBR 5739, Concreto Ensaio de compresso de corpos-de-prova cilndricos

    ABNT NBR 7211, Agregado para concreto Especificao

    ABNT NBR 7480, Ao destinado a armaduras para estruturas de concreto armado Especificao

    ABNT NBR 8949, Paredes de alvenaria estrutural Ensaio compresso simples

    ABNT NBR 12655, Concreto de cimento Portland Preparo, controle e recebimento Procedimento

    ABNT NBR 13279, Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos Determinao da resistncia trao na flexo e compresso

    ABNT NBR 6136, Blocos vazados de concreto simples para alvenaria Requisitos

    ABNT NBR 12118, Blocos vazados de concreto simples para alvenaria Mtodos de ensaio

    PN 02:123.04-015-1, Alvenaria Estrutural Blocos de concreto - Parte 1: projeto

    ABNT NBR NM ISO 7500-1; Materiais metlicos - Calibrao de mquinas de ensaio esttico uniaxial - Parte 1: Mquinas de ensaio de trao/compresso - Calibrao do sistema de medio da fora

    3 Termos e definies

    Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definies.

    3.1 componente menor parte constituinte dos elementos da estrutura. Os principais so: bloco, junta de argamassa, graute e armadura

    3.2 bloco componente bsico da alvenaria

    3.3 junta de argamassa componente utilizado na ligao dos blocos

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    3.4 graute componente utilizado para preenchimento de espaos vazios de blocos com a finalidade de solidarizar armaduras alvenaria ou aumentar sua capacidade resistente

    3.5 elemento parte da estrutura suficientemente elaborada constituda da reunio de dois ou mais componentes

    3.6 elemento de alvenaria no-armado elemento de alvenaria no qual no h armadura dimensionada para resistir aos esforos solicitantes

    3.7 elemento de alvenaria armado elemento de alvenaria no qual so utilizadas armaduras passivas que so consideradas para resistir aos esforos solicitantes

    3.8 elemento de alvenaria protendido elemento de alvenaria no qual so utilizadas armaduras ativas

    3.9 parede estrutural toda parede admitida como participante da estrutura

    3.10 parede no-estrutural toda parede no admitida como participante da estrutura

    3.11 cinta elemento estrutural apoiado continuamente na parede, ligado ou no s lajes, vergas ou contravergas

    3.12 coxim elemento estrutural no contnuo, apoiado na parede, para distribuir cargas concentradas

    3.13 enrijecedor elemento vinculado a uma parede estrutural com a finalidade de produzir um enrijecimento na direo perpendicular ao seu plano

    3.14 viga elemento linear que resiste predominantemente flexo e cujo vo seja maior ou igual a trs vezes a altura da seo transversal

    3.15 verga viga alojada sobre abertura de porta ou janela e que tenha a funo exclusiva de transmisso de cargas verticais para as paredes adjacentes abertura

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    3.16 contraverga elemento estrutural colocado sob o vo de abertura com a funo de reduo de fissurao nos seus cantos

    3.17 pilar elemento linear que resiste predominantemente a cargas de compresso e cuja maior dimenso da seo transversal no exceda cinco vezes a menor dimenso

    3.18 parede elemento laminar que resiste predominantemente a cargas de compresso e cuja maior dimenso da seo transversal excede cinco vezes a menor dimenso

    3.19 excentricidade distncia entre o eixo de um elemento estrutural e a resultante de uma determinada ao que sobre ele atue

    3.20 rea bruta rea de um componente ou elemento considerando-se as suas dimenses externas, desprezando-se a existncia dos vazados

    3.21 rea lquida rea de um componente ou elemento, com desconto das reas dos vazados

    3.22 rea efetiva parte da rea lquida de um componente ou elemento, sobre a qual efetivamente disposta a argamassa

    3.23 prisma corpo de prova obtido pela superposio de blocos unidos por junta de argamassa, grauteados ou no

    3.24 amarrao direta no plano da parede padro de distribuio dos blocos no plano da parede, no qual as juntas verticais se defasam de no mnimo 1/3 do comprimento dos blocos

    3.25 junta no amarrada no plano da parede padro de distribuio de blocos no plano da parede que no atenda ao descrito em item 3.24. Toda parede com junta no amarrada no seu plano deve ser considerada no estrutural salvo se existir comprovao experimental de sua eficincia ou efetuada a amarrao indireta conforme 3.27

    3.26 amarrao direta de paredes padro de ligao de paredes por intertravamento de blocos, obtido com a interpenetrao alternada de 50% das fiadas de uma parede na outra ao longo das interfaces comuns

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    3.27 amarrao indireta de paredes padro de ligao de paredes com junta vertical a prumo em que o plano da interface comum atravessado por armaduras normalmente constitudas por grampos metlicos devidamente ancorados em furos verticais adjacentes grauteados ou por telas metlicas ancoradas em juntas de assentamento

    4 Requisitos do sistema de controle

    4.1 Plano de controle da qualidade

    O executor dever estabelecer um plano de controle da qualidade, onde devero estar explcitos:

    os responsveis pela execuo do controle e circulao das informaes;

    os responsveis pelo tratamento e resoluo das no conformidades;

    a forma de registro e arquivamento das informaes.

    4.2 Projeto executivo

    A execuo da alvenaria estrutural s poder ser realizada com base em um projeto estrutural, conforme descrito em 5.3 da Parte 1 desta Norma, devidamente compatibilizado com os demais projetos complementares.

    4.3 Procedimentos do plano de controle

    Devem constar do plano de controle da obra procedimentos especficos para os seguintes itens:

    a) bloco de concreto;

    b) argamassa de assentamento;

    c) graute;

    d) prisma;

    e) recebimento e armazenamento dos materiais;

    f) controle de produo da argamassa e do graute;

    g) controle sistemtico da resistncia do bloco, da argamassa e do graute;

    h) controle sistemtico da resistncia do prisma quando for o caso conforme especificao no item 8.3.2 desta Norma;

    i) controle dos demais materiais;

    j) controle da locao das paredes;

    k) controle de elevao das paredes;

    l) controle de execuo dos grauteamentos;

    m) controle de aceitao da alvenaria.

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    5 Materiais

    5.1 Especificao prvia do bloco de concreto

    Os blocos devem atender integralmente as especificaes da ABNT NBR 6136 alm das resistncias e outras especificaes do projeto estrutural. Os blocos devem ser ensaiados conforme especificado na ABNT NBR 12118.

    5.2 Definio prvia da argamassa de assentamento

    Para definio da argamassa de assentamento devem ser realizados ensaios com antecedncia adequada com os materiais dos mesmos fornecedores selecionados para a obra, comprovando o atendimento dos requisitos estabelecidos no projeto estrutural atravs de ensaios realizados de acordo com o anexo D, no caso de controle na obra, ou conforme a ABNT NBR 13279 e demais normas pertinentes.

    Esses procedimentos devem ser atendidos tanto pelas argamassas no industrializadas quanto pelas industrializadas.

    5.3 Especificao prvia do graute

    O graute deve ter resistncia compresso de modo que a resistncia do prisma grauteado atinja a resistncia especificada pelo projetista. O graute deve ser ensaiado quanto resistncia compresso conforme a ABNT NBR 5739.

    Deve ter caractersticas no estado fresco que garantam o completo preenchimento dos furos e no apresentar retrao que provoque o descolamento do graute das paredes dos blocos.

    Quando o graute for produzido em obra, devem ser realizados ensaios com antecedncia adequada, comprovando o atendimento das caractersticas descritas acima.

    A critrio do projetista pode-se empregar argamassa de assentamento utilizada na obra para preenchimento dos vazados, apenas em elementos de alvenaria no-armados e sem qualquer tipo de armadura, seja construtiva ou dimensionada, desde que os ensaios do prisma apresentem os resultados especificados pelo projetista.

    6 Recebimento dos materiais

    6.1 Disposies gerais

    Todos os materiais devem ser inspecionados no recebimento e antes do uso, de forma a detectar no-conformidades.

    Os materiais devem ser armazenados na ordem do recebimento, e de forma que permitam inspeo geral e sejam identificados conforme o controle a ser realizado.

    6.2 Recebimento dos blocos

    6.2.1 Controle da Qualidade

    O recebimento dos blocos deve obedecer s prescries da ABNT NBR 6136.

    6.2.2 Estocagem

    a) os blocos devem ser descarregados em uma superfcie plana e nivelada que garanta a estabilidade da pilha;

    b) os blocos devem ser empregados preferencialmente na ordem do recebimento;

    c) deve haver indicao das resistncias identificando o nmero do lote de obra e o local de sua aplicao;

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    d) os blocos devem ser armazenados sobre lajes devidamente cimbradas ou sobre o solo, desde que seja evitada a contaminao direta ou indireta por ao da capilaridade da gua;

    e) os blocos devem ser protegidos da chuva e outros elementos que venham a prejudicar o desempenho da alvenaria.

    6.3 Recebimento da argamassa e graute

    6.3.1 Argamassa e graute no industrializados

    No momento do recebimento dos materiais, o executor deve tomar as seguintes medidas:

    a) verificar na embalagem se o cimento e a cal tm selo de conformidade com as normas da ABNT, se esto dentro do prazo de validade e acondicionados em sacos secos e ntegros. Caso contrrio, deve solicitar ensaios do fornecedor ou devolver o produto;

    b) armazenar o cimento e a cal em espaos cobertos, de preferncia com piso argamassado ou de concreto. Os produtos devem ser mantidos secos e protegidos da umidade do solo e no devem estar em contato com paredes, tetos e outros agentes nocivos s suas qualidades. Devem ser armazenados sobre superfcies impermeveis e protegidos da ao do tempo. Devem obrigatoriamente ser descartados se estiverem midos;

    c) evitar o empilhamento de mais de 10 sacos de cimento ou de cal. No caso especifico de tempo de estocagem de at 15 dias, as pilhas podem ser de at 15 sacos;

    d) assegurar que os agregados obedeam s prescries da ABNT NBR 7211;

    e) armazenar os agregados sobre superfcie dura, provida de drenagem e que evite contato com o solo. As baias devem ser individualizadas de acordo com seu tipo, sem que haja possibilidade de contaminao;

    f) misturas de areia e cal devem estar dispostas sobre superfcies firmes, sem contato com o solo e protegidas da ao da chuva. Caso seja usada cal hidratada em pasta, esta deve ser mantidas saturadas at o seu uso;

    6.3.2 Argamassas e grautes industrializados

    a) verificar na embalagem se a argamassa e o graute recebidos esto dentro do prazo de validade e em sacos secos e ntegros;

    b) armazenar a argamassa e o graute em espaos cobertos, de preferncia em piso argamassado ou de concreto. Os produtos devem ser mantidos secos e protegidos da umidade do solo e no devem estar em contato com paredes, tetos e outros agentes nocivos s suas qualidades. Devem ser armazenados sobre superfcies impermeveis e protegidos da ao do tempo. Devem obrigatoriamente ser descartados se estiverem midos;

    c) em qualquer caso, produtos diferentes devem ser armazenados separadamente por lote e por tipo, impedindo misturas acidentais. A seqncia de uso deve ser a mesma do recebimento, ou seja, produtos mais antigos devem ser utilizados em primeiro lugar;

    d) pilhas de sacos de argamassa industrializada devem ter a altura recomendada pelo fabricante desde que no ultrapassem a 10 sacos.

    6.4 Recebimento de armaduras

    Os fios e barras de ao devem atender s especificaes da ABNT NBR 7480.

    As armaduras e outras peas metlicas devem ser armazenadas sobre suportes que impeam contato com o solo, de modo a evitar placas de oxidao e deposio de sujeiras que prejudiquem a aderncia do graute. Tambm,

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    devem ser colocadas em locais que impeam a ocorrncia de danos e deformaes que possam prejudicar seu uso no local especificado.

    6.5 Aditivos

    Devem ser armazenados nas embalagens fornecidas pelos fabricantes em locais secos, frescos e ao abrigo das intempries. Instrues especficas de armazenagem devem ser obedecidas rigorosamente. Diferentes lotes devem ser identificados, armazenados isoladamente e empregados na ordem do recebimento.

    6.6 Concreto estrutural

    O controle de recebimento de concretos de uso estrutural (utilizados em lajes, fundaes, pilares e vigas, etc.) deve ser feito em acordo com os procedimentos descritos na ABNT NBR 12655, inclusive a definio de lotes. No estabelecida, para a construo de edifcios em alvenaria estrutural, nenhuma exigncia adicional para este controle de recebimento.

    7 Produo da Argamassa de Assentamento e do Graute

    7.1 Argamassa de assentamento

    A produo da argamassa deve ser feita de modo a garantir um coeficiente de variao inferior a 20 % nos ensaios de controle de obra especificados no item 8.3.3.1.

    7.1.1 Disposies Gerais

    A trabalhabilidade da argamassa deve ser compatvel com as caractersticas dos materiais constituintes da alvenaria e com os equipamentos a serem empregados na mistura, transporte e aplicao.

    A argamassa deve ser acondicionada em uma argamasseira metlica ou plstica que garanta a estanqueidade. O volume da argamasseira deve ser tal que toda a argamassa seja consumida no prazo mximo de 2h30min.

    Durante o perodo de uso, a argamassa poder ter a consistncia ajustada mediante a adio de gua no mximo duas vezes. Em climas quentes ou com ventos acentuados, recomendvel que a perda de gua seja amenizada cobrindo-se o recipiente da argamassa.

    Os aditivos devem obedecer s normas brasileiras (especificaes) ou, na falta destas, suas propriedades devem ser verificadas experimentalmente. So permitidos xidos puros de origem mineral utilizados como pigmentos.

    7.1.2 Dosagem

    A proporo dos materiais deve ser conforme especificado a seguir:

    cimento e cal hidratada: medida em massa com tolerncia de 3 % quando usado a granel; quando ensacado, pode ser considerado o peso nominal do saco;

    agregados midos: medida em massa ou volume, ambos com tolerncia de 3 % e sempre levando em conta o inchamento por influncia da umidade;

    gua: medida em volume ou massa com tolerncia de 3 %;

    aditivo lquido: medido em volume ou massa com tolerncia de 5 %, seguindo as instrues do fabricante e dissolvendo-o em gua antes da mistura com os demais materiais;

    aditivo em p: medida em massa com tolerncia de 5 %;

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    produtos granel: medida em massa ou volume com tolerncia de 3 %. No caso de produtos midos, deve-se levar em conta a gua presente no mesmo.

    IMPORTANTE O teor de umidade e inchamento dos agregados deve ser levado em considerao na dosagem.

    7.1.3 Mistura

    A argamassa deve ser misturada, com auxlio de misturador mecnico. O misturador deve garantir a mistura homognea de todos os materiais. proibida mistura manual.

    A argamassa dever ser armazenada durante suas etapas de produo em locais limpos e secos.

    O tempo recomendado de mistura (dado em segundos) de 240 d, 120 d, 60 d conforme o eixo do misturador for inclinado, horizontal e vertical respectivamente, sendo d o dimetro mximo em metros do misturador.

    Nos misturadores contnuos, as primeiras partes da produo devem ser descartadas at que se obtenha um produto homogneo continuamente.

    Para manter a trabalhabilidade, podem ser adicionadas pequenas pores de gua argamassa. Qualquer mistura no utilizada no perodo de 2h30min aps o preparo deve obrigatoriamente ser descartada.

    Durante o transporte, a argamassa no deve sofrer perda de elementos ou segregao. Recomenda-se que seja remisturada manualmente no local de aplicao.

    7.2 Graute

    7.2.1 Disposies gerais

    A produo do graute deve ser feita de modo a garantir o valor caracterstico especificado no projeto e de acordo com os ensaios de controle de obra especificados no item 8.3.3.1.

    a consistncia do graute deve ser adequada para preencher todos os vazios sem que haja segregao;

    caso seja utilizada cal, o teor no deve ser superior a 10 % em volume em relao ao cimento;

    a dimenso mxima do agregado deve ser de 10 mm ou 20 mm, conforme o cobrimento da armadura, se for 15 (cobrimento mnimo) ou 25 mm respectivamente. Os agregados devem ter dimenso inferior a 1/3 da menor dimenso dos vazados a serem preenchidos.

    7.2.2 Dosagem

    A medida dos materiais deve ser feita conforme especificado a seguir:

    cimento e cal hidratada: medida em massa com tolerncia de 3 % quando usado a granel; quando ensacado, pode ser considerado o peso nominal do saco;

    agregados midos: medida em massa ou volume, ambos com tolerncia de 3 % e sempre levando em conta o inchamento por influncia da umidade;

    agregados grados: medida em massa ou volume, ambos com tolerncia de 3 %;

    gua: medida em volume ou massa com tolerncia de 3 %;

    aditivo lquido: medida em volume ou massa com tolerncia de 5 %, seguindo as instrues do fabricante e dissolvendo-o em gua antes da mistura com os demais materiais;

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    aditivo em p: medida em massa com tolerncia de 5 %;

    produtos a granel: medida em massa ou volume com tolerncia de 3 %. No caso de produtos midos, deve-se levar em conta a gua neles contida;

    os aditivos devem obedecer s Normas Brasileiras para ser usados (especificaes) ou, na falta destas, apenas se suas propriedades tiverem sido verificadas experimentalmente;

    a dosagem deve levar em conta a absoro dos blocos e das juntas de argamassa, o que pode proporcionar uma reduo na quantidade de gua;

    caso seja utilizada cal, o teor no deve ser superior a 10 % em volume em relao ao cimento;

    para blocos com vazados de dimenso mnima 50 mm, os agregados devem ter dimenso mxima de 10 mm ou 20 mm, conforme o cobrimento da armadura, se for 15 mm (cobrimento mnimo) ou 25 mm respectivamente. Os agregados devem ter dimenso inferior a 1/3 da menor dimenso dos furos a serem preenchidos.

    7.2.3 Mistura

    o graute deve ser deve produzido, obrigatoriamente, com misturador mecnico;

    o tempo recomendado de mistura de (dado em segundos) 240 d, 120 d, 60 d conforme o eixo do misturador for inclinado, horizontal e vertical respectivamente, sendo d o dimetro mximo em metros;

    o graute deve ser utilizado dentro de 2h30min, hora contada a partir da adio de gua. Em hiptese alguma, permitido utilizar um produto com prazo de uso vencido, a no ser que seja utilizado um aditivo retardador de pega. Neste caso, devem ser seguidas as instrues do fabricante do aditivo;

    o graute deve ser transportado sem que haja segregao e perda de componentes, sendo desaconselhvel o uso de depsitos intermedirios.

    8 Controle da resistncia dos materiais e das alvenarias compresso axial

    8.1 Caracterizao prvia dos materiais e da alvenaria

    Antes do incio da obra, deve ser feita a caracterizao da resistncia compresso dos materiais, componentes e da alvenaria a serem usados na construo. Os componentes: blocos, argamassa e graute, devem ser ensaiados conforme item 5.

    A caracterizao da alvenaria deve ser feita atravs de ensaios de prisma, ou pequena parede ou parede executados com blocos, argamassas e grautes de mesma origem e caractersticas dos que sero efetivamente utilizados na estrutura, e nos nmeros mnimos estipulados na Tabela 1.

    Tabela 1 Nmero mnimo de corpos-de-prova por tipo de elemento de alvenaria

    Tipo de elemento de alvenaria Nmero de corpos-de-prova

    Prisma 12

    Pequena parede 6

    Parede 3

    Os ensaios de prisma e de pequena parede devem ser realizados de acordo com os mtodos de ensaio descritos nos Anexos A e B, respectivamente. O ensaio de parede deve ser realizado de acordo com a ABNT NBR 8949.

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    No caso do fornecedor dos materiais j ter realizado a caracterizao da alvenaria com os materiais a serem usados dentro do prazo de 180 dias que antecedem o incio da obra, este procedimento torna-se desnecessrio, podendo ser utilizados os resultados desta caracterizao anterior.

    8.2 Resistncia caracterstica

    A resistncia caracterstica do elemento de alvenaria obtida nos ensaios deve ser igual ou superior resistncia caracterstica especificada pelo projetista estrutural.

    Para amostragem menor do que 20 e maior do que 6 corpos-de-prova a resistncia caracterstica o valor calculada da seguinte forma:

    e(i)

    1)-e(ie(2)e(1)

    ek,1f

    1-i

    )...fff2 f

    ++=

    fek,2 x fe(1), sendo o valor de indicado na Tabela 2;

    fek,3 o maior valor entre fek,1 e fek,2;

    fek,4 0,85 x fem;

    fek o menor valor entre fek,3 e fek,4.

    sendo

    i n/2, se n for par;

    i (n-1)/2, se n for mpar.

    onde

    fek,est a resistncia caracterstica estimada da amostra, expressa em megapascal;

    fe(1), fe(2),..., fei so os valores de resistncia compresso individual dos corpos-de-prova da amostra, ordenados crescentemente;

    fem a mdia de todos os resultados da amostra;

    n o nmero de corpos-de-prova da amostra.

    Tabela 2 Valores de em funo da quantidade de elementos de alvenaria

    N de elementos 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 e 17 18 e 19

    0,80 0,84 0,87 0,89 0,91 0,93 0,94 0,96 0,97 0,98 0,99 1,00 1,01 1,02 1,04

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    Para ensaios de parede com n menor do que 6, a resistncia caracterstica deve ser calculada por:

    fpak = . fpa(1)

    Para ensaios com n maior ou igual a 20, a resistncia caracterstica deve ser calculada por:

    fek = fem-1,65 Sn

    onde

    fem resistncia mdia dos exemplares;

    Sn desvio padro da amostra.

    8.3 Controle dos materiais e alvenaria em obra

    8.3.1 Determinao da forma de controle

    A forma de controle das resistncias depender da probabilidade relativa de ruptura da alvenaria em funo da razo entre a resistncia caracterstica especificada em projeto e a resistncia caracterstica obtida nos ensaios de caracterizao descritos em 8.1.

    8.3.2 Para obras de menor exigncia estrutural

    Em obras com menor exigncia estrutural aceita-se somente os ensaios de caracterizao, descritos em 8.1, e de recebimento dos blocos, desde que:

    a maior resistncia caracterstica especificada para o prisma no projeto menor ou igual a 35 % da resistncia caracterstica do bloco ou menor do que 50 % da resistncia caracterstica do prisma obtida em 8.2;

    no seja prescrito o preenchimento dos furos dos blocos para aumentar a resistncia compresso da alvenaria.

    8.3.3 Para obras de maior exigncia estrutural

    Quando a obra no se enquadra conforme descrito em 8.3.2, deve-se controlar o recebimento dos blocos e a produo da argamassa, graute e alvenaria.

    A alvenaria deve ter a resistncia a compresso controlada pelo ensaio de prisma que pode ser padro ou otimizado conforme a seguir. Os prismas devem ser moldados, armazenados e transportados de acordo com os procedimentos especificados no Anexo A. O controle deve ser feito separadamente para paredes no grauteadas e paredes grauteadas com objetivo de aumentar a resistncia compresso.

    8.3.3.1 Controle da produo de argamassa e graute

    O controle da argamassa e do graute sempre padro, independente do tipo de controle de prisma.

    8.3.3.1.1 Definio do lote

    Ser considerado como lote para efeito do controle da qualidade da argamassa e do graute o menor dos limites:

    500 m2 de rea construda em planta (por pavimento);

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    dois pavimentos;

    argamassa ou graute fabricado com matria prima de mesma procedncia e mesma dosagem.

    8.3.3.1.2 Amostra

    A amostra de argamassa de 6 exemplares. A moldagem e ensaio devem ser realizados de acordo com Anexo D.

    A amostra de graute de seis exemplares. A moldagem dos corpos de prova deve ser feita de acordo com a ABNT NBR 5738. O ensaio realizado de acordo com a ABNT NBR 5739.

    8.3.3.1.3 Aceitao

    A amostra de argamassa ser aceita se o coeficiente de variao desta for inferior a 20 % e o valor mdio for maior ou igual ao especificado no projeto.

    A amostra de graute ser aceita se seu valor caracterstico for maior ou igual ao especificado no projeto.

    8.3.3.2 Controle da resistncia da alvenaria atravs de ensaio de prisma

    8.3.3.2.1 Controle padro

    No controle padro cada pavimento de cada edificao constitui um lote para coleta de amostras. O nmero de amostras de cada lote sempre constitudo de no mnimo 12 prismas, sendo 6 para ensaio e 6 para eventual contraprova.

    8.3.3.2.2 Controle otimizado

    O controle otimizado deve ser feito em funo do tipo de empreendimento. Os tipos de empreendimentos dividem-se em:

    a) edificao isolada;

    b) conjunto de edificaes iguais.

    So consideradas edificaes iguais aquelas que atendam as seguintes condies:

    fazem parte de um nico empreendimento;

    tm o mesmo projetista estrutural;

    tm especificadas as mesmas resistncias de projeto;

    utilizam os mesmos materiais e procedimentos para a execuo.

    8.3.3.2.2.1 Controle otimizado para edificao isolada

    Para coleta de amostras, cada pavimento representa um lote. O nmero de amostras do primeiro lote sempre constitudo de no mnimo 12 prismas, dos quais 6 para eventual contraprova. Para efeito de controle considera-se como primeiro lote o primeiro pavimento do edifcio e aqueles em que ocorram mudanas de materiais ou procedimentos de execuo.

    Aps os ensaios do primeiro lote de alvenaria, deve ser calculado o coeficiente de variao dos prismas. Este coeficiente de variao utilizado para definir o nmero de amostras do lote subseqente.

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    A cada novo lote ensaiado deve-se recalcular o coeficiente de variao e a resistncia caracterstica estimada adicionando-se os resultados dos lotes anteriores que tenham sido executados com os mesmos materiais e procedimentos.

    O nmero de prismas a serem ensaiados para os pavimentos subseqentes deve ser extrado da Tabela 3 usando o coeficiente de variao atualizado e a razo entre a resistncia caracterstica especificada em projeto para o pavimento e a resistncia caracterstica estimada conforme em 8.2. Deve ser moldado nmero adicional de prismas igual ao que ser ensaiado para eventual contraprova.

    Na eventual indisponibilidade dos resultados dos prismas do lote anterior, o pavimento deve ser considerado como primeiro lote.

    Tabela 3 Nmero mnimo de prismas a serem ensaiados (reduo de acordo com a probabilidade relativa de runa)

    Condio Coeficiente de Variao dos Prismas (CV)

    fpk,projeto / fpk, estimado

    0,35 > 0,35 0,50 > 0,50 0,75 > 0,75

    A > 15 % 6 6 6 6

    B < 10 % e 15 % 0 2 4 6

    C < 10 % 0 0 0 0

    IMPORTANTE Para pavimentos com especificao de resistncia caracterstica de bloco maior ou igual a 12,0 MPa deve-se sempre considerar no mnimo a condio B.

    Controle otimizado para conjunto de edificaes iguais

    Pelo menos uma das edificaes deve seguir o controle prescrito em 8.3.3.2.1 para edificao isolada.

    Cada pavimento das demais edificaes construdas simultaneamente com os mesmos materiais e procedimentos daquela que seguir o controle prescrito para edificao isolada constitui um lote. Neste caso, o nmero de ensaios definido conforme Tabela 3. Todos os resultados dos pavimentos e das edificaes que forem construdos com os mesmos materiais e procedimentos devem ser usados para atualizar o valor do coeficiente de variao e o fpk calculado.

    8.4 Condies especiais

    Sempre que houver mudana de fornecedores ou de tipos de materiais na obra, ou ainda mudana significativa na mo de obra, dever ser feita nova caracterizao dos materiais e da alvenaria, conforme determinado em 8.1.

    9 Produo da alvenaria

    Para assegurar que a alvenaria seja construda conforme projetada, devem ser observados os procedimentos determinados nas Subsees 9.1, 9.2, 9.3.

    9.1 Requisitos

    Antes do incio da elevao, deve-se verificar:

    a locao, esquadros e nivelamento da base de assentamento da alvenaria conforme tolerncias descritas na Seo 10 e especificadas no projeto;

    o posicionamento dos reforos metlicos e das tubulaes de acordo com o projeto;

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    a limpeza do pavimento onde a alvenaria ser executada quanto a materiais que possam prejudicar a aderncia da argamassa entre o bloco e o pavimento;

    a limpeza dos componentes blocos e peas pr-fabricadas, que devem estar isentos de materiais que prejudiquem sua aplicao e desempenho.

    Durante a elevao, deve-se garantir que:

    os blocos depois de assentados no sejam movidos da sua posio para no perder a aderncia com a argamassa;

    as paredes de alvenaria sejam executadas apenas com blocos inteiros e seus complementos. Para se utilizar peas cortadas, pr-fabricadas e pr-moldadas estas devem estar previstas no projeto de produo e obtidas mediante condies controladas;

    paredes estruturais no possuam amarrao direta com as paredes no-estruturais.

    9.2 Locao das paredes de alvenaria

    9.2.1 Eixos referenciais planimtricos

    A marcao da alvenaria influencia na preciso geomtrica do conjunto de paredes que sero elevadas. Os eixos de referncia das medidas que localizam as paredes, a cada pavimento, devero estar indicados no projeto.

    9.2.2 Tolerncias da variao do nvel da superfcie dos pavimentos

    A variao do nvel da superfcie do pavimento, no deve ultrapassar 10 mm em relao ao plano especificado, conforme Figura 1.

    Figura 1 Variao do nvel da superfcie dos pavimentos

    9.2.3 Espessura da junta horizontal da primeira fiada

    O valor mnimo da espessura da junta horizontal de argamassa de assentamento dos blocos da primeira fiada de 5 mm e o valor mximo no deve ultrapassar 20 mm, conforme Figura 2, admitindo-se espessuras de no mximo 30 mm em trechos de comprimento inferiores a 50 cm. Caso a espessura da junta horizontal de argamassa de assentamento dos blocos da primeira fiada ultrapassem o valor mximo, dever ser feito um nivelamento com material com a mesma resistncia da laje.

    plano de elevao especificado

    -10mm

    +10mm

    -10mm

    +10mm

    topo da laje conforme construdo

    plano de elevao especificado

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    9.3 Elevao e respaldo das paredes de alvenaria

    So considerados essenciais para o desempenho da parede, o cumprimento das tolerncias de prumo (alinhamento da parede vertical), de nvel (alinhamento da parede horizontal), a execuo correta das espessuras das juntas de argamassas de assentamento dos blocos e dos reforos na alvenaria especificados.

    9.3.1 Assentamento dos blocos

    Durante a elevao das paredes, os blocos devem ser assentados e alinhados segundo especificado em projeto e de forma a exigir o mnimo de ajuste possvel. Devem ser posicionados enquanto a argamassa estiver trabalhvel e plstica e, em caso de necessidade de re-acomodao do bloco, a argamassa deve ser removida e o componente assentado novamente de forma correta.

    Os cordes de argamassa devem ser aplicados sobre os blocos numa extenso tal que sua trabalhabilidade no seja prejudicada por exposio prolongada ao tempo e evitando-se a queda nos vazados dos blocos.

    9.3.2 Espessura das juntas horizontais e verticais

    As juntas horizontais devem ter espessuras de 10 mm, exceto as juntas horizontais da primeira fiada, conforme Subseo 9.2.3.

    A variao mxima da espessura das juntas de argamassa deve ser de 3 mm.

    Figura 2 Variaes mximas da espessura das juntas de argamassa

    9.3.3 Tipos de juntas de argamassa

    As juntas devem ter o acabamento especificado em projeto e aspecto uniforme. Para alvenarias no revestidas, a junta deve ter seu acabamento na forma cncava conforme Figura 3, sendo para isso utilizado frisador que pressione e compacte a argamassa ainda fresca, sem arrast-la para fora da junta, o que potencializa um acabamento durvel e favorece a eliminao da gua da chuva. A profundidade mxima do friso deve ser 3 mm. Para alvenarias revestidas, a argamassa deve ser rasada logo aps o assentamento dos blocos de maneira a compor o plano da parede e sem apresentar rebarbas ou salincias.

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    Figura 3 Chanfro das juntas de alvenaria aparente

    A menos que especificado o contrrio no projeto de produo das alvenarias:

    as juntas horizontais devem ser feitas com a colocao de argamassa sobre as paredes longitudinais e transversais dos blocos;

    as juntas verticais devem ser preenchidas mediante a aplicao de dois filetes de argamassa na parede lateral dos blocos, garantindo-se que cada um dos filetes tenha espessura no inferior a 20 % da largura dos blocos.

    vedado o uso de qualquer tipo de calo no assentamento dos blocos.

    A argamassa no deve obstruir os vazios dos blocos e aquela retirada em excesso das juntas pode ser re-misturada argamassa fresca. Entretanto, argamassa em contato com o cho ou andaime deve ser descartada e no pode ser reaproveitada.

    Alvenarias recm elevadas devem ser protegidas da chuva, evitando remoo da argamassa das juntas. Deve-se prever escoramento lateral de alvenarias recm elevadas e no travadas.

    Qualquer parede que ficar com a fiada de respaldo exposta ao tempo deve ser protegida da chuva, seja por meio de concretagem ou proteo de topo, evitando-se que o excesso de umidade se acumule nos vazados dos blocos.

    9.3.4 Prumo, nvel e alinhamento dos elementos de alvenaria

    O desaprumo e desalinhamento mximo das paredes e pilares do pavimento no podem superar 10 mm, alm de atender ao limite de 2 mm por metro, conforme Figura 4. Na altura total do prdio o mximo desaprumo admitido de 25mm.

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    linha de prumada

    2 mm a cada metro de altura 10 mm no mximo

    fiada canaletas

    Figura 4 Limites mximos para o desaprumo e desalinhamento das paredes

    A descontinuidade vertical de pilares e paredes de um pavimento para outro, pode ser no mximo de 5 mm conforme Figura 5. No caso das alvenarias perifricas a tolerncia do desalinhamento em relao a laje de 5 mm.

    Figura 5 Descontinuidade mxima das paredes e pilares entre os andares

    5 mm para paredes estruturais

    parede superior

    parede inferior

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    Tabela 4 Variveis de controle geomtrico na produo da alvenaria

    Fator Tolerncia

    Junta horizontal

    Espessura 3 mm

    Nvel 2 mm/m 10 mm no mximo

    Junta vertical

    Espessura 3 mm

    Alinhamento vertical 2 mm/m 10 mm no mximo

    Alinhamento da parede

    Vertical (desaprumo) 2 mm/m

    10 mm no mximo por piso 25 mm na altura total do edifcio

    Horizontal (desalinhamento) 2 mm/m 10 mm no mximo

    Nvel superior das paredes Nivelamento da fiada de respaldo 10 mm

    9.3.5 Vigas, contravergas e cintas

    As contravergas em vos de janela e as vergas sobre vos de porta e janela podem ser executadas com canaletas preenchidas com graute e armadura, peas moldadas no local ou peas pr-fabricadas, conforme especificado no projeto.

    Na fiada de respaldo de um pavimento deve ser executada uma cinta contnua, solidarizando todas as paredes. Esta cinta pode ser executada com blocos especiais, tipo canaleta, ou com frmas. O grauteamento dessa cinta deve preceder a montagem das formas de laje.

    9.3.6 Armaduras

    As armaduras devem ser colocadas de tal forma que se mantenham na posio especificada durante o grauteamento e para tal finalidade devem ser utilizados espaadores adequados para garantir o cobrimento especificado em projeto.

    admitido um erro mximo no posicionamento das armaduras igual a 1,0 cm para sees fletidas com dimenso inferior a 20 cm, no plano de flexo. Para sees comprimidas ou de dimenso superior a 20cm, o erro mximo admitido para posicionamento da armadura igual a 2,0 cm. Em caso de ocorrncia de erros maiores deve-se informar o projetista da estrutura e ser feita reviso dos clculos.

    Em nenhum caso permitido o contato de metais de naturezas diferentes. Os fios, barras e telas de reforo imersos em juntas de argamassa devero ser de ao galvanizado ou de metal resistente corroso.

    9.3.7 Grauteamento

    Quanto a operao de grauteamento devem ser observados:

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    antes de verter o graute, os furos devem estar desobstrudos, conforme Figura 6. Para tal, recomenda-se a limpeza das rebarbas de argamassa;

    bloc

    o

    Con

    cret

    o

    argamassa

    o excedente de argamassano deve superar 13mm

    argamassa

    argamassa argamassa

    Figura 6 Desobstruo dos furos

    a altura mxima de lanamento do graute dever ser de 1,6 m, exceto se o graute for devidamente aditivado, garantida a coeso sem segregao situao em que a altura de lanamento mximo permitido de 2,8 m;

    antes do lanamento do graute, deve-se molhar os vazados a serem grauteados;

    no adensamento manual deve-se empregar haste entre 10 e 15mm de dimetro, devendo a mesma ter comprimento suficiente para atingir toda a extenso do vazado, no sendo permitido utilizar a prpria armadura da parede para esse adensamento;

    devem ser criadas janelas de visita nos pontos a serem grauteados para proceder-se a limpeza dos mesmos e a inspeo da operao de grauteamento.

    10 Aceitao da alvenaria

    Para a alvenaria do pavimento ser aceita suficiente que a resistncia caracterstica estimada de prisma seja maior ou igual resistncia especificada de projeto. Caso a condio de controle da resistncia da alvenaria no preveja o ensaio de prisma, deve-se atender:

    obra de menor exigncia estrutural: a aceitao deve ser feita atravs da aprovao dos ensaios de caracterizao e recebimento dos blocos.

    obra de maior exigncia estrutural: nos pavimentos onde o ensaio de prisma pode ser prescindido, deve-se atender a alnea acima e tambm o item 8.3.3.1.3;

    Ainda para a alvenaria ser aceita, todos os requisitos prescritos na Seo 9 devem ser verificados. Toda a alvenaria estrutural deve passar por controle e deve atender s exigncias da Tabela 5 para aceitao.

    No caso de no atendimento aos critrios acima, devem ser adotadas as seguintes aes corretivas:

    revisar o projeto para determinar se a estrutura, no todo ou em parte, pode ser considerada aceita, considerando os valores obtidos nos ensaios;

    determinar as restries de uso da estrutura;

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    providenciar o projeto de reforo;

    decidir pela demolio parcial ou total.

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    Anexo A (normativo)

    Ensaio para a determinao da resistncia compresso de prismas

    A.1 Princpio

    Este Anexo prescreve o mtodo para determinao da resistncia compresso de prismas.

    A.2 Aparelhagem e instrumentao

    A prensa necessria usada para a aplicao dos carregamentos deve permitir a acomodao dos corpos-de-prova e das chapas de distribuio de carga quando elas forem necessrias e atender as especificaes da ABNT NBR 6136.

    A altura mnima til disponvel na prensa deve ser igual ao dobro da altura dos blocos, mais a espessura da argamassa de assentamento e dos capeamentos nas faces, acrescidos de 1 cm.

    Nos casos em que seja necessrio avaliar a deformabilidade dos prismas de dois ou mais blocos - por meio da determinao do mdulo de deformao (Ep) - podem ser instaladas bases de extensmetros mecnicos em duas faces dos prismas.

    Alternativamente a determinao do mdulo de deformao (Ep) pode ser feita com dois defletmetros instalados lateralmente, como mostrado esquematicamente na Figura A.1. Neste caso o tempo de permanncia de cada carregamento no deve ser inferior a 3 minutos.

    A.3 Procedimentos

    A.3.1 Preparao do corpo-de-prova

    Cada corpo-de-prova um prisma oco ou cheio, constitudo de dois blocos principais sobrepostos, ntegros e isentos de defeitos.

    Os prismas podem ser recebidos ou moldados no laboratrio nas seguintes situaes:

    a) para caracterizao prvia da alvenaria;

    b) para controle de obras com especificao de resistncia caracterstica de bloco inferior a 12 MPa

    Para controle de outras obras (com especificao de resistncia caracterstica de bloco maior ou igual a 12,0 MPa) os prismas devem ser moldados na obra e recebidos ntegros no laboratrio.

    Os prismas devem ser identificados, limpos e postos em ambiente protegido que preserve suas caractersticas originais.

    Devem ser obedecidas as seguintes condies na preparao dos prismas:

    o capeamento deve ser total (disposto em toda a superfcie dos blocos) e apresentar-se plano e uniforme no momento do ensaio, no sendo permitidos remendos;

    o argamassamento deve ser em toda a rea lquida do bloco.

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    A.3.2 Assentamento

    Para o preparo dos prismas devem ser usados nveis, prumo, colher de pedreiro.

    Os prismas devem ser preparados sobre uma base plana, indeformvel e limpa; impermevel para o caso de prismas cheios. Esta base, firme e continuamente apoiada, deve ter no mnimo as dimenses dos blocos.

    Inicialmente deve-se colocar um bloco sobre a base nivelada. O outro bloco, do mesmo lote deve ser assentado sobre a argamassa, evitando-se movimentos horizontais. Com um martelo de borracha e o auxlio de um nvel de prumo, colocar o bloco em sua posio final, resultando uma junta com (10 3) mm. No assentamento, a argamassa deve ser disposta sobre toda a face do bloco, incluindo todos septos laterais e transversais.

    A.3.3 Grauteamento

    Deve ser removido o eventual acmulo de argamassa no fundo dos furos que sero preenchidos. O grauteamento deve ser efetuado aps no mnimo 16 h do assentamento. O graute deve ser vertido dentro dos furos dos blocos e adensado em duas camadas de 12 golpes/camada com a haste de socamento descrita na ABNT NBR 5738. A superfcie superior do graute deve ser rasada e alisada por meio de colher de pedreiro e imediatamente coberta por um filme impermevel.

    A.3.4 Capeamento

    O capeamento deve ser as seguintes prescries:

    as faces do prisma em contato com as placas da prensa devem ser regularizadas atravs de capeamento com pastas de cimento ou argamassas com resistncias superiores s resistncias dos blocos na rea lquida;

    a superfcie onde o capeamento ser executado no deve se afastar do plano mais que 0,08 mm para cada 400 mm;

    o capeamento deve apresentar-se plano e uniforme no momento do ensaio;

    a espessura mdia do capeamento no deve exceder 3 mm.

    A.3.5 Cura

    Os prismas devem permanecer na temperatura e umidade do assentamento, ao abrigo de sol e vento, durante o tempo estipulado para a cura pelo ensaio.

    Aps moldagem, os prismas devem ser mantidos imveis durante pelo menos 7 dias.

    A.3.6 Transporte

    Aps pelo menos 7 dias, para serem transportados, os prismas devem ser solidarizados por meio de chapas de madeira, colocadas nos topos e amarradas por meio de arames ou outro dispositivo, de modo a garantir a integridade do conjunto. O transporte proibido antes dessa operao ser completada.

    A.4 Execuo dos ensaios

    Os procedimentos para a execuo dos ensaios so os seguintes:

    ensaiar todos os corpos-de-prova de modo que a carga seja aplicada na direo do esforo que o bloco deve suportar durante o seu emprego na alvenaria;

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    colocar o corpo-de-prova na prensa de modo que o seu centro de gravidade esteja no eixo de carga dos pratos da prensa;

    executar o ensaio de compresso, regulando os comandos da prensa, de forma que o carregamento seja aplicado a qualquer velocidade constante at 50 % da carga de ruptura prevista; e depois a uma velocidade que permita que a ruptura acontea entre 1 e 2 minutos (no incluindo o tempo necessrio para carregamento at 50 % da carga de ruptura);

    quando os corpos-de-prova estiverem instrumentados as cargas devem ser aplicadas segundo um nmero de vezes que permita o traado dos grficos carga x encurtamentos dos prismas. Sugere-se que o valor de cada incremento de carga seja 10 % da carga de ruptura provvel, com o tempo de permanncia de cada carregamento no inferior a 3 minutos, at 50 % da carga de ruptura prevista. Aps isto, deve-se aplicar o carregamento a uma velocidade que permita que a ruptura acontea entre 1 e 2 minutos (no incluindo o tempo necessrio para carregamento at 50 % da carga de ruptura). Opcionalmente podem ser efetuadas duas descargas desde que a carga no tenha atingido 50 % da carga de ruptura;

    nos casos em que for necessrio determinar o mdulo de deformao (Ep) este deve ser calculado no intervalo correspondente curva secante entre 5 % e 30 % da tenso de ruptura de cada corpo-de-prova.

    o ensaio compresso da argamassa de assentamento deve seguir as diretrizes contidas no Anexo D;

    o ensaio compresso do graute deve seguir as diretrizes da ABNT NBR 5739;

    o ensaio compresso do blocos deve seguir as diretrizes da ABNT NBR 12118.

    Figura A.1 Esquema para o ensaio de determinao da resistncia do prisma (fp) com a instrumentao para a determinao do mdulo de deformao (Ep)

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    A.5 Expresso dos resultados e relatrio de ensaio

    O Relatrio do ensaio deve conter, no mnimo, as seguintes informaes:

    a) identificao do solicitante;

    b) identificao da amostra e de todos os corpos-de-prova;

    c) data do recebimento da amostra;

    d) data do assentamento;

    e) data do grauteamento;

    f) condies de cura;

    g) data do ensaio;

    h) tipo do prisma, oco ou cheio;

    i) registros das especificaes e resultados de ensaio de resistncia a compresso dos componentes (blocos, argamassa e graute);

    j) se moldados na obra identificar o pavimento representado pelo prisma;

    k) valores da rea bruta nominal dos prismas em mm2;

    l) cargas de ruptura individuais expressas em newtons;

    m) resistncias individuais, caracterstica e mdia dos prismas determinadas na rea bruta, expressas em megapascal, com aproximao decimal e valor do coeficiente variao;

    n) nos ensaios com solicitao da determinao do mdulo de deformao (Ep) e coeficiente de Poison (pa), apresentar os valores individuais e mdios obtidos e grficos carga x encurtamento de cada ensaio;

    o) desenho esquemtico de como os corpos-de-prova foram ensaiados, ressaltando a posio dos furos;

    p) descrio do modo de ruptura, podendo-se usar fotografias ou desenhos;

    q) registros sobre eventos no previstos no decorrer dos ensaios;

    r) referncia a esta Norma.

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    Anexo B (normativo)

    Ensaio para a determinao da resistncia compresso de pequenas

    paredes

    B.1 Princpio

    Este Anexo prescreve o mtodo para determinao da resistncia compresso de pequenas paredes.

    Aparelhagem e instrumentao

    A aparelhagem necessria usada para a aplicao dos carregamentos deve satisfazer as seguintes condies:

    a) A prensa, ou prtico de reao, deve permitir a acomodao dos corpos-de-prova e das chapas e perfis de distribuio de carga. A altura mnima til disponvel na prensa deve ser igual a do corpo-de-prova, mais a espessura dos capeamentos nas faces, acrescidos de 1 cm, e;

    b) Nos casos em que seja necessrio avaliar a deformabilidade das pequenas paredes - por meio da determinao do mdulo de deformao (Epa) e do coeficiente de Poisson (pa) - devem ser instaladas bases de extensmetros mecnicos nas duas faces maiores das pequenas paredes. Alternativamente a determinao do mdulo de deformao (Epa) pode ser feita com dois defletmetros instalados lateralmente, como mostrado esquematicamente na Figura B.1.

    Figura B.1 Esquema para o ensaio de determinao da resistncia de pequenas paredes (fpa), com a instrumentao para a determinao do mdulo de deformao (Epa) e do coeficiente de Poisson (pa)

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    B.2 Procedimentos

    B.2.1 Generalidades

    O ensaio de determinao da resistncia compresso de pequenas paredes acompanhado da determinao da resistncia compresso da argamassa de assentamento, dos blocos e, quando se tratar de parede apenas grauteada ou armada, da determinao da resistncia compresso do graute.

    Cada corpo-de-prova constitudo por uma pequena parede com as caractersticas geomtricas mnimas mostradas esquematicamente na Figura B.1.

    Recomenda-se que o corpo-de-prova tenha, no mnimo um comprimento (C) equivalente a 2 blocos e de altura (H) equivalente a 5 vezes a espessura do bloco e no inferior a 70 cm.

    Os corpos-de-prova devem ser identificados, limpos, retiradas as rebarbas e postos em ambiente protegido que preserve suas caractersticas originais.

    Os procedimentos para cada determinao so os descritos na Subseo B.3.2.

    B.2.2 Construo das paredes

    B.2.2.1 Assentamento dos blocos nas paredes

    As pequenas paredes sero construdas em ambientes protegidos, com temperatura de (20 + 10) C e a umidade relativa do ar de 40 % a 90 %.

    As pequenas paredes devem ser construdos entre duas guias (gabaritos), a fim de se garantir a verticalidade.

    obrigatrio o uso do fio de prumo e nvel. As paredes estruturais devem ser construdas com os blocos amarrados. Durante a construo das pequenas paredes so moldados os corpos-de-prova da argamassa de assentamento e, se a parede for grauteada, do graute.

    B.2.2.2 Grauteamento

    Quando houver o grauteamento, efetu-lo em etapas de altura no superior a 1,40 m e aps no mnimo 16 h do trmino do assentamento dos blocos. O graute deve ser adensado com soquete metlico ou com vibrador apropriado.

    B.2.2.3 Capeamento

    Inicialmente as pequenas paredes, so capeadas conforme Subseo A.3.4, porm com espessura mxima de 10mm. Sobre este capeamento colocada uma chapa metlica rgida, se o ensaio realizado em uma prensa; ou uma viga metlica rgida de distribuio de carga, se o ensaio realizado em um prtico de reao.

    A disposio da argamassa (nas paredes longitudinais dos blocos ou sobre toda a rea destes) de capeamento deve serguir a mesma disposio da argamassa de assentamento.

    Posteriormente os corpos-de-prova sero pintados de cal para realar as fissuras e para permitir a observao do modo de ruptura.

    Aps esta fase as paredes so instrumentadas, caso seja necessrio determinar o mdulo de deformao (Epa) e o coeficiente de Poisson (Pa).

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    B.2.2.4 Cura

    A idade bsica para a execuo dos ensaios de pequenas paredes de 28 dias contados a partir do trmino do assentamento, ou do grauteamento quando houver.

    No entanto, havendo interesse especial esta data pode ser alterada, visando a simulao de condies de obra. Nesta mesma data so ensaiados a argamassa e o graute.

    B.2.2.5 Transporte

    Quando houver necessidade do transporte do corpo-de-prova para a mquina de ensaio, no fim do perodo de cura, esta operao deve ser efetuada com as paredes na vetical, sem choques que possam comprometer a integridade do corpo-de-prova.

    B.3 Execuo dos ensaios

    Os procedimentos para a execuo dos ensaios so os seguintes:

    a) ensaiar todos os corpos-de-prova de modo que a carga seja aplicada na direo desejada do esforo;

    b) colocar o corpo de prova na prensa ou prtico de modo que o seu centro de gravidade esteja no eixo de carga da prensa ou prtico;

    c) quando os corpos-de-prova estiverem instrumentados as cargas devem ser aplicadas segundo um nmero de vezes que permita o traado dos grficos carga x encurtamentos. Sugere-se que o valor de cada incremento de carga seja 10 % da carga de ruptura provvel, com o tempo de permanncia de cada carregamento no inferior a 3 minutos. Aps isto as cargas sero incrementadas at a ruptura. Opcionalmente podem ser efetuadas duas descargas desde que a carga no tenha atingido 50 % da carga de ruptura;

    d) nos casos em que for necessrio determinar o mdulo de deformao (Ep), secante, recomenda-se que este seja calculado no intervalo correspondente secante de 5 % e a tenso correspondente a 30 % da tenso de ruptura do grfico tenso-deformao de cada corpo-de-prova,

    e) executar o ensaio de compresso de forma que a tenso aplicada na rea bruta se eleve progressivamente razo de (0,05 0,01) MPa/s, no mximo;

    f) o ensaio compresso da argamassa de assentamento deve seguir as diretrizes contidas no anexo D;

    g) o ensaio compresso do graute deve seguir as diretrizes da ABNT NBR 5739;

    h) o ensaio compresso do blocos deve seguir as diretrizes da ABNT NBR 12118.

    B.4 Expresso dos resultados e relatrio de ensaio

    O Relatrio do ensaio deve conter, no mnimo, as seguintes informaes:

    a) identificao do solicitante;

    b) identificao da amostra e de todos os corpos-de-prova;

    c) data do recebimento da amostra;

    d) data do assentamento;

    e) data do grauteamento, se houver;

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    f) condies de cura;

    g) data do ensaio;

    h) caractersticas geomtricas das pequenas paredes e descrio da instrumentao utilizada e sua posio;

    i) caractersticas gerais da construo das paredes, disposio da argamassa de assentamento e do graute;

    j) registros das especificaes e resultados de ensaio de resistncia a compresso dos componentes (blocos, argamassa e graute);

    k) se moldados na obra identificar o pavimento representado pelo corpo-de-prova;

    l) valores da rea bruta mdia das pequenas paredes, em mm2;

    m) cargas de ruptura individuais expressas em newtons;

    n) resistncias individuais, caracterstica e mdia das pequenas paredes determinadas na rea bruta, expressas em megapascal, com aproximao decimal e valor do coeficiente variao;

    o) nos ensaios com solicitao da determinao do mdulo de deformao (Ep), apresentar os valores individuais e mdios obtidos e grficos carga x encurtamento de cada ensaio;

    p) carga do surgimento da primeira fissura (quando for possvel sua observao);

    q) descrio do modo de ruptura, podendo-se usar fotografias ou desenhos;

    r) registros sobre eventos no previstos no decorrer dos ensaios;

    s) referncia a esta Norma.

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    Anexo C (normativo)

    Ensaio para a determinao da resistncia trao na flexo de prismas

    C.1 Princpio

    Este Anexo prescreve o mtodo para determinao da resistncia trao na flexo de prismas.

    C.2 Aparelhagem e instrumentao

    Devem ser utilizados quatro roletes constituidos de tubos de ao ( 1 e l = 40 cm) e uma prancha de madeira de rigidez e dimenses adequadas. Balana com preciso de 1N.

    Opcionalmente pode ser utilizada mquina de ensaio que permita controle de carregamento e preciso dentro da faixa de ruptura prevista.

    C.3 Procedimentos

    C.3.1 Preparao do corpo-de-prova

    Cada corpo-de-prova um prisma constitudo de cinco blocos sobrepostos, ntegros e isentos de defeitos.

    Os prismas devem ser preparados sobre uma base plana, indeformvel e limpa; impermevel para o caso de prismas cheios. Esta base, firme e continuamente apoiada, deve ter no mnimo as dimenses dos blocos.

    Inicialmente deve-se colocar um bloco sobre a base nivelada. O outro bloco, do mesmo lote deve ser assentado sobre a argamassa, evitando-se movimentos horizontais. Com um martelo de borracha e o auxlio de um nvel de prumo, colocar o bloco em sua posio final, resultando uma junta com (10 3) mm. Assentar blocos at atingir a altura de cinco unidades.

    Durante o assentamento deve-se tomar os seguintes cuidados:

    usar um gabarito de madeira para manter o prumo e esquadro dos prismas;

    limpar a face de assentamento;

    no reposicionar o bloco aps sua colocao.

    Logo aps o assentamento do ltimo bloco, colocar mais 2 blocos sem assentar sobre o prisma como sobrecarga (Figura C.1). No movimentar os prismas no perodo de cura.

    O nmero mnimo de corpos-de-prova a serem ensaiados no deve ser inferior a seis.

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    Figura C.1 Prisma de cinco blocos com dois blocos de sobrecarga posicionados no topo

    C.4 Execuo dos ensaios

    Inicialmente deve-se aferir o peso mdio de seis blocos a serem utilizados para carregamento. Tambm devem ser anotados os pesos da prancha e dos roletes de ao.

    Deve-se pesar cada prisma a ser ensaido ou estimar o peso desses considerando o peso mdio dos blocos sem considerar o peso da junta de argamassa.

    Os procedimentos para a execuo dos ensaios so os seguintes:

    a) colocar o prisma na horizontal, cuidadosamente;

    b) apoiar o prisma sobre dois roletes de ao posicionados nos eixos longitudinais dos blocos extremos;

    c) usar outros roletes posicionados nos eixos dos blocos centrais para apoiar a prancha que servir de apoio para os blocos de carregamento (no caso de uso de mquina de ensaio essa prancha deve ser centralizada com o centro de carga da mquina e no h necessidade de blocos para carregamento);

    d) colocar os blocos sobre a prancha, carregando o prisma sem provocar choques, numa velocidade de 4 blocos por minuto (no caso de uso de mquina de ensaio respeitar a taxa de carregamento de 500 N/minuto);

    e) procurar formar com os blocos de carregamento uma pilha estvel;

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    f) anotar o nmero de blocos que provocou a ruptura do prisma (ou carga de ruptura da mquina de ensaio), descrevendo como esta ocorreu.

    Figura C.2 Desenho esquemtico do ensaio

    C.5 Expresso dos resultados e relatrio de ensaio

    O valor individual do resultado de cada ensaio deve ser calculado na rea bruta, conforme a seguinte formulao:

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    Figura C.3 Detalhamento esquemtico do ensaio

    Onde

    P o peso total da sobrecarga [roletes+madeira+ blocos (ou carga de ruptura indicada na mquina de ensaio)];

    G o Peso total do prisma;

    H a altura do prisma;

    L o Comprimento livre entre apoios;

    b a distncia entre apoio e ponto de aplicao de carga;

    c o comprimento do bloco;

    l a largura do bloco;

    M o momento mximo.

    Os corpos-de-prova cujos valores individuais forem inferiores a 30 % do valor mdio dos 50 % maiores valores devem ser descartados. O valor caracterstico deve ser calculado conforme item 8.2, devendo ser utilizado um nmero mnimo de 4 corpos-de-prova com resultados vlidos.

    O Relatrio do ensaio deve conter, no mnimo, as seguintes informaes:

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    a) identificao do solicitante;

    b) identificao da amostra e de todos os corpos-de-prova;

    c) data do recebimento da amostra;

    d) data do assentamento;

    e) condies de cura;

    f) data do ensaio;

    g) caractersticas geomtricas dos prisma indicando os valores de b, c, l;

    h) caractersticas gerais da construo das paredes, disposio da argamassa de assentamento;

    i) registros das especificaes e resultados de ensaio de resistncia a compresso dos componentes (blocos, argamassa);

    j) cargas de ruptura individuais expressas em newtons;

    k) resistncias individuais, caracterstica e mdia da tenso de traao na flexo,calculadas na rea bruta, expressas em megapascal, com aproximao decimal e valor do coeficiente variao;

    l) descrio do modo de ruptura, podendo-se usar fotografias ou desenhos;

    m) registros sobre eventos no previstos no decorrer dos ensaios;

    n) referncia a esta Norma.

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    Anexo D (normativo)

    Ensaio para a determinao da resistncia compresso da argamassa

    D.1 Objetivo

    Este Anexo prescreve o mtodo para determinao da resistncia compresso da argamassa.

    D.2 Aparelhagem e instrumentao

    A aparelhagem necessria execuo do ensaio est descrita abaixo:

    a) molde mtalico que permita moldagem de 3 corpos-de-prova cbicos de 40mm de aresta, conforme figura D.1 e satisfazendo as seguintes caractersticas:

    faces internas planas com variao mxima de 0,03mm;

    distncia entre as faces internas opostas de 40mm 0,2mm;

    ngulo entre as faces internas de 90 0,5 ;

    b) soquete de borracha ou madeira aparada, impermevel, com formato prismtico de 150mm de comprimento e seo transversal de 13 x 25mm.

    c) mquina para ensaio de resistncia a compresso conforme ABNT NBR NM ISO 7500-1, no mnimo classe 1.

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    Figura D.1 Detalhe do molde

    D.3 Procedimentos

    D.3.1 Preparao do corpo-de-prova

    Aplicar uma fina camada de leo mineral nas faces internas do molde e se necessrio, remover o excesso com pano (ou papel) absorvente, limpo e seco.

    A moldagem dos corpos de prova deve ser feita com adensamento manual, em duas camadas, com 30 golpes do soquete.

    Rasar o molde com rgua metlica e cobrir com filme plstico.

    Os corpos-de-prova devem permanecer (48 24) h nos moldes, devendo permanecer ao abrigo de sol e vento, durante o tempo estipulado para a cura.

    D.4 Execuo dos ensaios

    As rupturas devem ser realizadas aos 28 dias 8 horas. Outras idades podem ser solicitadas, devendo constar no relatrio de ensaio. Posicionar o corpo-de-prova na mquina de ensaio de modo que a face rasada no fique em contato com dispositivo de apoio nem com o dispositivo de carga. Aplicar carga de (500 50) N/s at a ruptura do corpo-de-prova;

    D.5 Expresso dos resultados e relatrio de ensaio

    A resistncia a compresso calculada segunda a equao:

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    OUTUBRO: 2010

    NO TEM VALOR NORMATIVO 37/37

    Onde

    Rc a resistncia a compresso em megapascal;

    Fc a carga mxima aplicada em newtons.

    O Relatrio do ensaio deve conter, no mnimo, as seguintes informaes:

    a) identificao do solicitante;

    b) identificao da amostra e de todos os corpos-de-prova;

    c) data do recebimento da amostra;

    d) data da moldagem;

    e) condies de cura;

    f) data do ensaio;

    g) dosagem utilizada, ou, no caso de argamassa industrializada, marca comercial do produto e fabricante e proporo gua/argamassa, em massa;

    h) cargas de ruptura individuais expressas em newtons;

    i) resistncias individuais e mdia da resistncia a compresso,com aproximao decimal e valor do coeficiente variao;

    j) referncia a esta Norma.

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