Alvenaria de Vedao - co norma da ABNT NBR 6136 (2007) Blocos vazados de concreto simples para alvenaria Requisitos. 3.3 Recebimento e armazenamento

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Alvenaria de Vedao COM BLOCOS DE CONCRETO CARTILHA Capacitao de equipes de produo Realizao Recife - PEGerncia Regional ABCP N/NE Eduardo Barbosa de Moraes Gesto da Comunidade da Construo Roberto Barella Filho Elaborao e Coordenao Tcnica POLITECH Alberto Casado Lordsleem Jnior Coordenao ABCP Recife Emanuelle Cntia de Melo Pontes Coordenao da Comunidade da Construo Recife Nara Dantas 3 APRESENTAO Esta publicao parte integrante do 3 ciclo de aes da Comunidade da Construo de Recife/PE, cuja promoo da Regional N/NE da Associao Brasileira de Cimento Portland ABCP. De maneira clara e direta, a publicao em forma de cartilha objetiva auxiliar na capacitao de equipes de produo, apresentando as principais atividades pertinentes execuo da alvenaria de vedao com blocos de concreto. Pode-se perceber na leitura da cartilha, a aplicao do princpio da racionalizao construtiva, a partir do qual se busca alterar o processo construtivo tradicional, atravs de medidas que elevem gradativamente o grau de organizao de uma obra de construo. Por fim, espera-se que a comunidade da construo possa utilizar adequadamente os ensinamentos aqui contidos, contribuindo para o aprimoramento da capacitao da mo-de-obra e, conseqentemente, a melhoria da qualidade da execuo do servio da alvenaria de vedao com blocos de concreto. Recife, outubro de 2008 Eduardo Barbosa de Moraes Gerente Regional ABCP N/NE 4 NDICE 1 INTRODUO 5 2 ALVENARIA DE VEDAO TRADICIONAL X RACIONALIZADA 6 3 COMPONENTES DA ALVENARIA DE VEDAO 8 3.1 Argamassa de assentamento 8 3.2 Bloco de concreto 8 3.3 Recebimento e armazenamento 9 3.4 Processamento e transporte 12 4 LEITURA DO PROJETO PARA PRODUO 13 4.1 Plantas de marcao de 1 e 2 fiadas 13 4.2 Plantas de passagens de eltrica e hidro-sanitria 13 4.3 Caderno de elevaes 16 4.4 Caderno de detalhes construtivos 18 4.5 Quantificao de elementos 18 5 MTODO CONSTRUTIVO DE ALVENARIA DE VEDAO COM BLOCOS DE CONCRETO 19 5.1 Condies de segurana 19 5.2 Preparao para o incio dos servios 20 5.3 Locao da 1 fiada 24 5.4 Elevao 27 5.5 Fixao 31 5.6 Terminalidade 32 6 BIBLIOGRAFIA 33 5 1 INTRODUO O contexto de transformaes da construo e a necessidade de racionalizao dos servios em obra tm exigido uma maior preocupao de todo o meio produtivo com a padronizao das tcnicas construtivas atravs da adoo de procedimentos condizentes com a normalizao e as boas prticas da engenharia. Particularmente, este documento trata da capacitao da mo-de-obra, recurso fundamental para efetivar quaisquer aes de racionalizao da alvenaria de vedao com blocos de concreto. Inicialmente, so destacadas as diferenas entre as alvenarias de vedao tradicional e racionalizada. Na seqncia, apresentam-se os componentes bsicos para a produo das alvenarias: a argamassa de assentamento e o bloco de concreto. Com isso, so ilustrados os procedimentos de recebimento, armazenamento, processamento e transporte desses componentes no canteiro. O projeto para produo descrito em significado, contedo e aplicao, de maneira a facilitar a leitura e o entendimento. Destacam-se as plantas de 1 e 2 fiadas, as plantas de passagens eltricas e hidro-sanitrias; alm dos cadernos de elevaes e de detalhes construtivos. O quantitativo dos elementos constituintes do projeto para produo reunido em planilha, atravs da qual se tem elementos para a aquisio e a organizao da logstica do canteiro. Por fim, ilustra-se a seqncia de execuo da alvenaria de vedao racionalizada com blocos de concreto, atentando para os principais detalhes a serem observados durante a produo do servio. Espera-se assim, garantir o nivelamento do conhecimento entre os membros da equipe de produo, promovendo tambm a efetiva participao e o comprometimento da engenharia na qualidade da execuo dos servios em obra. Recife, outubro de 2008 Prof. Dr. Alberto Casado Lordsleem Jr. Coordenador do POLITECH Escola Politcnica de Pernambuco 6 2 ALVENARIA DE VEDAO TRADICIONAL X RACIONALIZADA A alvenaria de vedao tradicional (figuras 1 e 2) caracterizada por elevados desperdcios, adoo de solues construtivas no prprio canteiro de obras (no momento da realizao do servio), ausncia de fiscalizao dos servios, deficiente padronizao do processo de produo e a ausncia de planejamento. a) b) Figura 1 Alvenaria de vedao tradicional: a) baixa qualidade da execuo e dos materiais, b) deficiente padronizao a) b) Figura 2 Alvenaria de vedao tradicional: a) elevado desperdcio, b) inadequado embutimento de instalaes 7 Diferentemente, a alvenaria de vedao racionalizada (figuras 3 e 4) caracterizada por uso de blocos de melhor qualidade; projeto e planejamento da produo; treinamento da mo-de-obra; uso de blocos compensadores (evitar quebra); reduo do desperdcio de materiais e melhoria nas condies de organizao do canteiro. a) b) Figura 3 Alvenaria de vedao racionalizada: a) projeto para produo, b) organizao e limpeza a) b) Figura 4 Alvenaria de vedao racionalizada: a) fixao prvia da caixa de eltrica, b) elevada qualidade da execuo 8 3 COMPONENTES DA ALVENARIA DE VEDAO 3.1 Argamassa de assentamento A argamassa para assentamento de blocos de concreto na alvenaria de vedao deve seguir a recomendao do projetista, sendo a argamassa industrializada a mais recomendada, pois um produto mais uniforme e homogneo (figura 5). Figura 5 Argamassa industrializada em sacos As argamassas industrializadas so entregues na obra em sacos ou a granel, devendo ser misturadas em equipamentos apropriados. O tipo de misturador, o tempo de mistura e a quantidade de gua a ser adicionada devem ser os especificados pelo fabricante. As argamassas industrializadas para assentamento devem atender s disposies da norma da ABNT NBR 13281 (2005) Argamassa industrializada para assentamento de paredes e revestimentos de paredes e tetos Requisitos. 3.2 Bloco de concreto O bloco de concreto (figura 6) um componente industrializado, produzido em equipamentos que realizam a vibrao e prensagem dos insumos utilizados na sua fabricao. Figura 6 Blocos de concreto 9 Os principais blocos de concreto sem funo estrutural atualmente comercializados apresentam as dimenses descritas na tabela 1. Tabela 1 Principais famlias de blocos de concreto Dimenses (mm) Designao Largura Altura Comprimento Amarrao Mdulo M-20 (largura nominal de 20 cm) 190 190 390 190 90 40 390 190 90 40 340 (em L) 540 (em T) Mdulo M-15 (largura nominal de 15 cm) 140 190 290 140 440 (em T) 390 190 90 40 290 190 90 290 (em T) Mdulo M-10 (largura nominal de 10 cm) 90 190 190 90 290 (em T) Os blocos de concreto simples para alvenaria de vedao devem cumprir as disposies da norma da ABNT NBR 6136 (2007) Blocos vazados de concreto simples para alvenaria Requisitos. 3.3 Recebimento e armazenamento Os componentes devem passar por um processo de verificao antes de sua liberao para a produo, conforme ilustra a tabela 2. 10 Tabela 2 Principais verificaes no recebimento de blocos de concreto e argamassa industrializada para assentamento Componente Verificao Descrio Aspecto geral 100 % dos blocos no devem apresentar trincas, fraturas, arestas irregulares ou qualquer outro defeito. Segregar as peas defeituosas. Dimenso mdia dos blocos 2 mm de desvio com relao largura, 3 mm de desvio com relao altura e ao comprimento. A medio corresponde mdia das dimenses atravs da disposio dos blocos dispostos em fila. Rejeitar o lote em caso contrrio. Bloco de concreto Resistncia compresso, retrao e absoro Os ensaios de resistncia compresso, retrao por secagem e absoro de gua devem ser realizados atravs de laboratrio de controle tecnolgico contratado para cada lote de produo, de acordo com a norma NBR 6136, e seu critrio de aceitao deve seguir esta mesma norma. A aceitao ou rejeio deve ser informada pelo laboratrio contratado. Aspecto geral O lote entregue na obra dever ser aceito se os sacos no estiverem rasgados, molhados ou manchados ou com prazo de validade vencido. Argamassa industrializada para assentamento Resistncia compresso e trao, reteno de gua, teor de ar incorporado, capilaridade, densidade e aderncia O laudo de ensaio deve comprovar a conformidade do produto em relao norma NBR 13281. O tamanho da amostra deve ser aquele especificado pelas normas tcnicas pertinentes. Figura 7 Verificao de blocos dispostos em fila 11 A tabela 3 rene orientaes para o armazenamento e manuseio dos componentes da alvenaria de vedao de blocos de concreto. Tabela 3 Principais orientaes para o armazenamento e manuseio Componente Orientaes de armazenamento e manuseio Bloco de concreto - Armazenar os blocos sobre terreno plano e separado por tipo, sem contato direto com o solo, por meio de um lastro de brita ou qualquer outro material semelhante. - Em caso de chuva intensa cobrir as pilhas com lonas plsticas. - No caso de recebimento de blocos palletizados, somente permitido o empilhamento mximo de dois pallets. - Pilhas no superiores a 7 fiadas ou at 1,50 metros ou conforme orientao do fornecedor. Argamassa industrializada para assentamento - Local apropriado para evitar ao da gua ou umidade, extravio ou roubo, sobre estrado de madeira (pontaletes e tbuas ou chapas de compensado). - As pilhas no devem ter contato com as paredes do depsito. - Garantir que os sacos mais velhos sejam utilizados antes dos sacos recm entregues, atentando para que nunca se ultrapasse a data de validade do produto (na embalagem). - Separar por tipo de material. - Em regies litorneas, prever proteo contra umidade, cobrindo-se o lote com uma lona plstica (no hermeticamente), para garantir a durabilidade. - Armazenamento de argamassa industrializada para revestimento em pilhas de 15 sacos ou conforme orientao do fornecedor. Figura 8 Armazenamento de blocos por tipo 12 Figura 9 Armazenamento de argamassa em pallets por tipo 3.4 Processamento e transporte Figura 10 Corte de blocos para a fixao de caixa de eltrica em central de produo Figura 11 Transporte de bloco com carrinho apropriado 13 4 LEITURA DO PROJETO PARA PRODUO O projeto para produo contempla as decises tomadas durante o desenvolvimento dos projetos, a partir do qual foram compatibilizados os projetos de arquitetura, estrutura e instalaes (eltrica, hidrulica, sanitria, telefonia, entre outros). Antes de iniciar a execuo da alvenaria de vedao, as equipes de produo devem estar familiarizadas com o projeto para produo da alvenaria. O projeto para produo deve estar sempre mo durante a execuo da alvenaria de vedao. 4.1 Plantas de marcao de 1 e 2 fiadas As plantas de marcao, tambm denominadas de plantas de modulao, contm a distribuio horizontal dos blocos nas 1 e 2 fiadas, conforme ilustra a figura 12. As seguintes informaes so contempladas nessas plantas: a indicao de vazios, pilares e vigas da estrutura; os eixos de locao da alvenaria; a marcao horizontal de 1 e 2 fiadas de todas as paredes; o tipo de amarrao entre paredes e com a estrutura; a numerao das paredes; os enchimentos totais e parciais de eltrica e hidrulica; as cotas de vos de portas e bonecas/espaletas; as cotas acumuladas em relao aos eixos; os reforos e detalhes especficos da alvenaria; a legenda da representao grfica. 4.2 Plantas de passagens de eltrica e hidro-sanitria As plantas de passagens de eltrica e hidro-sanitria contm a indicao e a locao de todos os pontos de eltrica e hidro-sanitrios que esto furando ou passando pela laje, conforme ilustra a figura 13. 14 Figura 12 Exemplo de planta de 1 fiada 15 Figura 13 Exemplo de planta de passagens de eltrica e detalhe de bengalas 16 A locao desses pontos est associada distribuio horizontal dos blocos, permitindo que os eletrodutos/tubos passem dentro dos furos sem quebras ou rasgos na alvenaria. As seguintes informaes so contempladas nessas plantas: a indicao de vazios, pilares e vigas da estrutura; os eixos de locao de alvenaria; a projeo da alvenaria (marcao de 1 fiada); as cotas acumuladas dos pontos eltricos e hidro-sanitrios em relao aos eixos; os pontos de eltrica e a indicao de distribuio dos eletrodutos na laje; todos os pontos hidro-sanitrios e de enchimentos; a legenda de representao. 4.3 Caderno de elevaes Neste caderno so encontradas as plantas de elevaes de todas as paredes indicadas nas plantas de marcao, conforme ilustra a figura 14. As seguintes informaes so contempladas nessas plantas: o nome/cdigo da parede e sua espessura; as dimenses dos vos de estrutura e arquitetura; os nomes das paredes com as quais faz amarrao; o posicionamento dos blocos, vergas e contravergas; os enchimentos totais ou parciais de eltrica e/ou hidro-sanitrios; os eletrodutos, as caixas de eltrica, as caixas hidro-sanitrias; o tipo de amarrao entre as alvenarias e a estrutura; os reforos metlicos; as juntas (de dilatao e trabalho); os vos e a indicao da esquadria; dimenses e reforos previstos para quadros eltricos e hidrulicos. 17 Figura 14 Elevao de uma parede genrica 18 4.4 Caderno de detalhes construtivos Neste caderno so encontrados os detalhes especficos e genricos, considerando as particularidades de cada projeto e processo construtivo adotado. Os seguintes detalhes construtivos so freqentemente encontrados no caderno: detalhe de modulao vertical em relao estrutura; detalhe de modulao vertical em relao aos peitoris; detalhe genrico de portas; detalhes de vergas e contravergas; detalhes de amarrao (junto ao pilar, entre paredes); detalhe de cotas de pontos eltricos e hidro-sanitrios; detalhe de enchimento de hidrulica; quadro resumo de quantificao de elementos das alvenarias (blocos, compensadores, vergas, contravergas, telas). 4.5 Quantificao de elementos A quantificao de elementos das alvenarias de vedao encontrada em planilhas especficas que contemplam cada uma das paredes numeradas nas plantas de marcao. Os seguintes elementos fazem parte do levantamento de quantitativos: blocos (inteiro, meio, eltrico, canaleta/calha, compensador), telas metlicas, vergas e contravergas, entre outros. 19 5 MTODO CONSTRUTIVO DE ALVENARIA DE VEDAO COM BLOCOS DE CONCRETO 5.1 Condies de segurana As condies de segurana devem ser verificadas sempre antes do incio de qualquer servio nos canteiros de obras. Utilizar sempre os equipamentos de proteo individual e verificar a existncia e condies dos equipamentos de proteo coletiva. As figuras 15 e 16 ilustram os cuidados a serem respeitados com relao segurana no canteiro. Figura 15 Riscos da falta de ateno 20 Figura 16 Equipamentos de proteo individual 5.2 Preparao para o incio dos servios Verificar a disponibilidade dos equipamentos de produo no pavimento de trabalho, conforme ilustram a figura 17 e a tabela 4. Figura 17 Principais ferramentas bsicas Caixote de argamassa Bisnaga Espuma para limpeza Suporte para caixote Escantilho Balde graduado Linha de nilon Capacete Luva Fio de prumo Andaime Protetor culos Pistola plvora Colher 21 Tabela 4 Principais ferramentas e equipamentos por etapa de execuo da alvenaria Alvenaria Ferramentas e equipamentos Marcao Elevao Colher de pedreiro X X Palheta X Bisnaga X X Brocha X Esticador de linha X X Caixote para argamassa e suporte X Trena de 30 m X Trena de 5 m X X 22 Tabela 4 Principais ferramentas e equipamentos por etapa de execuo da alvenaria (cont.) Nvel (alemo ou laser) X Rgua tcnica com prumo e nvel X X Esquadro metlico (60x80x100 cm) X Escantilho X Cortadora manual de bloco de concreto X Cortadora manual de parede X Cavalete/Andaime X 23 Realizar a desobstruo, limpeza e lavagem do pavimento, conforme a figura 18. Figura 18 Jateamento com gua para a remoo de desmoldante da estrutura Logo aps, deve-se realizar o preparo da estrutura que ficar em contato com a alvenaria, atravs da aplicao do chapisco nas faces de pilares e nos fundos de vigas e lajes, conforme figura 19. a) b) Figura 19 Aplicao do chapisco no contato da estrutura com a alvenaria: a) rolado, b) aplicado com desempenadeira dentada 24 Os eixos de referncia para a locao da 1 fiada esto devidamente identificados no projeto para produo, na planta de modulao horizontal de 1 fiada. a) b) Figura 20 Materializao dos eixos de referncia: a) contnuo, b) intercalado 5.3 Locao da 1 fiada Na locao da 1 fiada da alvenaria devem servir como referncia os eixos materializados e a posio dos elementos estruturais. Para tanto, necessrio avaliar os vos deixados pela estrutura executada. Definir a referncia de nvel atravs do nvel de mangueira ou do aparelho de nvel (figura 21). Figura 21 Referncia de nvel pintada 25 Os primeiros blocos a serem assentados devem ser aqueles que definem totalmente a posio da parede, quais sejam: ao lado dos pilares, no cruzamento de paredes e nas laterais das portas. Deve-se locar o bloco na posio segundo o projeto, nivel-lo em relao referncia de nvel, aprum-lo e mant-lo no alinhamento da futura parede. Figura 22 Umedecer a superfcie para o assentamento dos blocos da primeira fiada Figura 23 Distribuir a argamassa para o assentamento da 1 fiada COLHER DE PEDREIRO Deve ser utilizada no espalhamento da argamassa para o assentamento da primeira fiada, a formao dos cordes verticais e para a retirada do excesso de argamassa da parede aps o assentamento dos blocos. 26 Figura 24 Posicionamento de bloco da extremidade da parede Verificar a posio dos eletrodutos e proceder a liberao. Figura 25 Dois cordes de argamassa na junta vertical de assentamento 27 Figura 26 Assentamento dos demais blocos da 1 fiada a) b) Figura 27 Telas metlicas: a) fixao ao pilar, b) cantoneira 5.4 Elevao Para o assentamento da segunda fiada de alvenaria e das demais, recomenda-se a utilizao dos escantilhes. 28 Figura 28 Posicionamento do escantilho Figura 29 Palheta utilizada para a aplicao dos cordes de argamassa DESEMPENADEIRA Deve ser utilizada para a aplicao do cordo de argamassa de assentamento nas paredes longitudinais dos blocos por meio do movimento vertical e horizontal ao mesmo tempo. 29 Ao atingir a stima fiada, deve-se montar o andaime e prosseguir com o assentamento. Figura 30 Andaime metlico, suporte para caixote de argamassa e carrinho para blocos Atentar para os detalhes construtivos que apresentam as particularidades de cada projeto. Figura 31 Vergas e contravergas: dimenses compatveis com o peso para transporte VERGAS E CONTRAVERGAS Devem ser utilizadas como reforos acima de portas e acima e baixo de janelas. Atentar para o peso e a facilidade de transporte at o local de assentamento. 30 Figura 32 Uso de gabaritos para a mxima preciso de vos Figura 33 Cortes com equipamentos adequados para embutimento prvio de caixas eltricas INSTALAES ELTRICAS Realizar o embutimento dos eletrodutos atravs dos blocos vazados ou com furos na direo vertical. Pode-se racionalizar o servio fixando as caixas de eltrica na central de produo. Caso sejam necessrios, os cortes devem ser realizados com equipamentos adequados. 31 a) b) Figura 34 Instalaes hidrulicas: a) shafts, b) fechamento de fibra 5.5 Fixao Executar a fixao da alvenaria viga ou laje de concreto conforme as especificaes estabelecidas no projeto para produo da alvenaria. Nas estruturas mais deformveis, deve-se deixar um espao entre 2 e 3 cm para a fixao da alvenaria com uma argamassa de elevada plasticidade, conforme a figura 35. Figura 35 Espao deixado para fixao da alvenaria estrutura FIXAO COM BISNAGA A bisnaga de argamassa deve ser utilizada para o adequado preenchimento do espao deixado entre a alvenaria e a estrutura. 32 5.6 Terminalidade As etapas do servio de execuo devem ser respeitadas e concludas para que as novas sejam iniciadas, evitando interferncias e obstculos na execuo da alvenaria de vedao. O ambiente de trabalho deve permanecer constantemente limpo e organizado, propiciando um local de fcil acesso, livre circulao, seguro e produtivo. A avaliao do servio realizada pela empresa construtora deve ser comunicada equipe de produo, informando os resultados positivos e negativos, para a melhoria da qualidade dos servios. 33 6 BIBLIOGRAFIA ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS. NBR 6136: Blocos vazados de concreto simples para alvenaria requisitos. Rio de Janeiro, 2007. ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS. NBR 13281: Argamassa industrializada para assentamento de paredes e revestimentos de paredes e tetos requisitos. Rio de Janeiro, 2005. DUEAS, P.M. Mtodo para a elaborao de projetos para produo de vedaes verticais em alvenaria. So Paulo, 2003. 160p. Dissertao (Mestrado) - Escola Politcnica, Universidade de So Paulo. EQUIPAOBRA. Apresenta equipamentos e ferramentas para a racionalizao da construo. Disponvel em: . Acesso em: 22 set. 2008. FARIA, M.S.; DEANA, D.F. Alvenaria estrutural com blocos de concreto: curso de formao de equipes de produo. Caderno do instrutor. So Paulo: Associao Brasileira de Cimento Portland, 2003. 76p. FARIA, M.S. Alvenaria com blocos de concreto: ferramentas para melhorar a qualidade e a produtividade da sua obra. Prtica recomendada 2 PR-2. So Paulo: Associao Brasileira de Portland. 8p. GUIMARES, F.; FONTANINI, P.S. Manual de procedimentos para recebimento, armazenagem e movimentao no canteiro em conformidade com o projeto executivo e as normas vigentes. Campinas: ABCP/Grupo de trabalho de logstica, 2006. LORDSLEEM JR., A.C.; FRANCO, L.S. Projeto e execuo da alvenaria de vedao com blocos de concreto. So Paulo: ABCP, 2007. Apostila para curso da Comunidade da Construo Recife/PE da ABCP. LORDSLEEM JR., A.C. Execuo e inspeo de alvenaria racionalizada. So Paulo: O Nome da Rosa, 2000. SCANMETAL. So Paulo. Apresenta equipamentos e ferramentas para a racionalizao da construo. Disponvel em: . Acesso em: 22 set. 2008. SILVA, R.C.; GONALVES, M.O.; ALVARENGA, R.C. Alvenaria racionalizada. Revista Tchne, n.133, p.76-80, 2008. SOUZA, R.; TAMAKI, M.R. Gesto de materiais de construo. So Paulo: O Nome da Rosa, 2004. 34

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