Alex Escobar

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    22-Jul-2015

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20 anos da Copa do BrasilAlex Escobar Marcelo MigueresProjeto editorial Marta Mosley texto Alex Escobar & Marcelo Migueres reviso de texto Ana Kronemberger Projeto Grfico e diaGramao Simone Oliveira ilustrao Oficina do Desenho imPresso Sermograf - PetrpolisBarra Space Center Av. das Amricas, 1155 / sala 805 - Barra da Tijuca Rio de Janeiro - RJ 22631-000 Tel./Fax: (5521) 2111 9206 Diretor Comercial: Richard Mosley vmeditora@globo.com skype: viana.mosley.editora www.vmeditora.com.brDADOS INTERNACIONAIS PARA CATALOGAO NA PUBLICAO (CIP) E73v Escobar, Alex. 20 anos da Copa do Brasil / Alex Escobar, Marcelo Migueres. 1. ed. - Rio de Janeiro : Viana & Mosley, 2009. 220 p. : il. ; 16 x 23 cm. ISBN 978-85-88721-50-0 1. Futebol Torneios - Brasil Histria. 2. Copa do Brasil . Histria. 1. Migueres, Marcelo. II. Ttulo. III. Ttulo: Vinte anos da Copa do Brasil.CDD- 796.3340981de Kabur a Ccero RamalhoApresentaoPrima pobre do Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil. ainda assim, tem o seu charme todo prprio e o seu valor indiscutvel. Caminho mais curto para a Libertadores (como se costuma dizer, no jargo jornalstico), uma competio bem mais democrtica e muitas vezes at mais emocionante do que o Brasileiro por pontos corridos. Nela cabem sonhos grandiosos de clubes e times modestos que, em condies normais, jamais poderiam pensar na conquista de um ttulo nacional. Mergulhados nos arquivos deste torneio to especial, o grande contador de causos Marcelo Migueres e o jornalista Alex Escobar - dois autnticos craques - esmiuaram toda a sua histria. Das frias estatsticas s lembranas dos confrontos mais empolgantes. Dos grandes artilheiros aos desconhecidos heris ou viles de um jogo s. Parodiando o ttulo daquele velho filme, este livro traz tudo o que voc queria saber, mas tinha vergonha de perguntar sobre a Copa do Brasil. uma viagem e tanto para os amantes do futebol. Aperte os cintos e deixe o resto com Migueres e Escobar. Aposto que voc vai adorar.Renato Maurcio Prado320 anos da Copa do BrasilDedicatriaDedico esta obra minha famlia querida e ao Amrica Futebol Clube que me escolheu como torcedor e me deu a oportunidade de me apaixonar pelo clube e pelo futebol. Agradeo tambm ao amigo e companheiro Marcelo Migueres pelo incentivo e entusiasmo na pesquisa e concepo do livro.Alex Escobar4de Kabur a Ccero RamalhoDedicatriaA Cris, minha amada e companheira, que sempre costuma regar com seu amor e apoio incondicionais as sementes dos meus projetos. Ao meu filho Bruno, futebolista bissexto, mas que vez por outra mostra interesse pelo nobre esporte, nem que seja pelas mascotes inusitadas. A memria do meu pai, cujo carter, determinao e amor vida sempre me inspiraram. A toda minha famlia, em especial a minha me e incentivadora, Myrian, que tem aprendido a abrir o presente que recebe da vida a cada amanhecer. Ao sogro Edison, ombro e ouvidos para todas as horas, conselheiro fiel, sensvel e positivo, capaz de se reinventar a cada dia. Aos meus irmos e amigos que sempre incentivam minhas empreitadas, a maioria se espantando pelo meu amor pelo futebol, to grande quanto o esforo empregado em transform-lo nesta obra. Finalmente, ao amigo Alex Escobar, cuja simpatia e talento se misturam. O destino nos pregou uma pea, aproximando estes dois librianos do dia 15 de outubro.Marcelo Migueres5AgradecimentosAos amigos Juarez Corra, Pedro Pincer, Celso Unzelte, Manuel Faanha, Mrcio Machado, Adalberto Marques, Ruthe Precoma, Fabio Azevedo, Mauro S, Mrcio Rezende, Teodoro Castro Lino, Paulo Csar (da A.C.E.C. Baranas) e Andrieli Lopes (do E. C. Juventude) que muito colaboraram conosco enviando valiosas informaes e/ou material fotogrfico, tornando possvel a realizao deste livro, os nossos mais sinceros agradecimentos.Agradecimentos EspeciaisRoberto Gagliardo e Pedro Tilkian, da Mascotemania, por acreditarem neste projeto, apoiando e patrocinando esta obra. Richard Mosley, nosso amigo e editor, um dos ingleses de corao mais brasileiro que conhecemos, apaixonado pelo futebol, daqui e de sua terra. Renato Maurcio Prado, nosso grande contador de causos, pela acolhida e apoio inestimveis, nos prestigiando ao aceitar escrever a Apresentao . Roberto Assaf, pesquisador esportivo de mo cheia, por nos referendar escrevendo o prefcio deste livro dos 20 anos da Copa do Brasil.20 anos da Copa do BrasilPrefcioHouve uma poca, e no faz tanto tempo assim, pouco mais de 10 anos, que livro sobre esportes, no Brasil, era raridade. At que jornalistas e editoras perceberam que havia esse filo para ser explorado. Como num passe de mgica, as obras comearam a surgir, daqui e dali, e de todas as formas. Uma turma mais ligada em histria e estatsticas cismou de tornar a memria do futebol mais rica, buscando em bas esquecidos pelo tempo os fatos e nmeros capazes de mostrar com maior clareza a sua longa trajetria. A Copa do Brasil no to antiga assim. Foi criada em 1989. Apesar disso, levantar dados do torneio, at aqui, era tarefa intensa e estafante. Logo, Marcelo Migueres, que vem se revelando um minucioso pesquisador, e Alex Escobar, um craque como comentarista, puseram as quatro mos obra, formando a dupla de rea que est entregando ao pblico esse trabalho de flego, capaz de facilitar a vida dos que desejam conhecer o torneio com maior intimidade. Nesse autntico compndio de referncia, ambos respondem s eternas dvidas que alimentam o cotidiano das arquibancadas, das ruas, dos bares, dos ambientes de trabalho, e daquele almoo de fim de semana, quando surge aquele tio que garante conhecer tudo de futebol. E que por isso mesmo merece ser sempre desafiado. Alis, pelo prprio nome do livro 20 anos de Copa do Brasil de Kabur a Ccero Ramalho j se nota que, alm de esmiuar os nmeros do torneio, h tambm a preocupao em trazer os aspectos curiosos e at bem-humorados que a competio proporcionou nessas duas dcadas de vida. Assim, Marcelo e Alex, nessa tabelinha ao melhor estilo Pel-Coutinho, passam a contribuir tambm para que a carncia de obras sobre futebol, no Brasil, deixe definitivamente de ser realidade. (*) Roberto Assaf, 53 anos, trabalhou, entre outros, no Jornal do Brasil, na ltima Hora, Tribuna da Imprensa, TVE, ESPN Brasil, Sportv; e professor de jornalismo da Faculdade Hlio Alonso.Roberto Assaf7Sumrio20 anos da Copa do Brasil de Kabur a Ccero Ramalho ................................11 Copa do Brasil A histria da competio........................................ 15 Sambas de uma nota s Times com uma nica participao.................. 21 E o vento levou Times que j no existem mais. .......................... 25 Figurinhas fceis Equipes com mais participaes na histria da competio. .................................... 29 Bobeou a gente pimba! As 20 equipes com melhor aproveitamento da histria da competio..............................................................33 Rei das redes Jogadores protagonistas do melhor momento do futebol .......................... 43 Mestres fora das quatro linhas (porque, se pudessem, estariam dentro) Os treinadores mais vitoriosos da histria da competio. .................................... 49 Um dia ainda chego l! Grandes clubes que j foram campees nacionais e internacionais, mas nunca conquistaram a Copa do Brasil...........................53 Eu te conheo? Equipes do mesmo estado que j se enfrentaram pela competio. ............................ 57 Primo, voc timo! Times com o mesmo nome....................................63 Bambalas e Arimatias67 Times com nomes inusitados. .............................. 67 Misso Impossvel Classificaes difceis, invertendo placares adversos fora de casa.......................... 75Acervo Juventude E.C.Quem manda aqui sou eu! Classificaes conquistadas com a fora do mando de campo. ........................ 79 A volta dos que no foram Equipes que eliminaram a partida de volta...................................................................... 83 Na marca da cal Times que garantiram classificao cobrando penalidades mximas. ........................................................................................... 89 Ih! Olha eu a: zeeeebra! Os clubes nanicos de vez em quando aprontam das suas. .................................... 95 Mascotes Animais ou smbolos que costumam dar sorte. .......................................................... 103 Ataques que passaram em branco Clubes que no marcaram um gol sequer na histria da Copa do Brasil................................................................................................. 115 Festa de gala, convidados de preto Todos os rbitros das 40 partidas das finais da Copa do Brasil. .................................................................................................. 119 Causos, acasos e curiosidades Algumas histrias pitorescas e situaes inusitadas da Copa do Brasil. ..................................................................... 131 Nmeros alm da camisa Principais estatsticas e outras nem tanto da histria da Copa do Brasil................................................................................................ 143 Respeitvel pblico! Os maiores e os menores pblicos da histria da Copa do Brasil .................. 159 Palcos das decises Todos os estdios onde aconteceram as 40 partidas decisivas da Copa do Brasil .................................................................. 165 Eu tenho A galeria dos campees em 20 edies da Copa do Brasil ................................ 169 What is your name? A seleo dos jogadores com nomes mais inusitados de cada edio..........1 73 Tabelo De 1989 a 2008, todos os 1.828 jogos e 5.1 gols da histria da Copa do Brasil. .................................................................... 181 75 Bibliografia................................................................................................................ 21820 anos da Copa do Brasil10de Kabur a Ccero Ramalho20 anos da Copa do Brasilde Kabur a Ccero RamalhoO subttulo deste livro, de Kabur a Ccero Ramalho, talvez resuma, de alguma maneira, este verdadeiro mosaico do futebol brasileiro formado por diferenas culturais e, sobretudo, estruturais. O Kabur um clube da cidade de Colinas do Tocantins, situada no mais novo estado da Federao. Alis, foi o primeiro clube tocantinense a participar da Copa do Brasil, em 1994. Naquele ano, a equipe alvirrubra protagonizou uma grande zebra ao eliminar, na 1 fase, o Amrica mineiro, ento campeo do seu estado. No entanto, o Kabur caiu na fase seguinte diante do Comercial (MS). Em 1995, o time1120 anos da Copa do BrasilDivulgaoKabur: o primeiro participante de Tocantins da Copa do Brasiltambm passou da 1 fase ao superar o Maranho. No confronto seguinte, encarou o Flamengo. Atuando de uma maneira herica no Estdio Bigodo (sinceramente, no nos perguntem o motivo deste apelido), em Tocantins, a equipe foi derrotada pelo placar mnimo e garantiu a realizao do jogo de volta no Rio de Janeiro. Conhecer a Cidade Maravilhosa, suas praias, cantos e encantos era a realizao de um sonho para a turma de Gilberto Corneta, Nica e Tagu. A ponto de a partida contra o Flamengo se tornar uma mera (e, digamos, at certo ponto desnecessria) formalidade. O Kabur, claro, foi derrotado, mas o placar acachapante de 8 a 0 quela altura era o que menos importava. A viagem de volta da delegao se transformou numa festa inesquecvel. Coisas do futebol. Em 1997 o Kabur participou pela terceira e ltima vez da Copa do Brasil. Recheada de convidados, a competio ganhara uma Fase Preliminar. Assim, o time tocantinense enfrentou a Portuguesa (SP). O empate em 1 a 1 garantiu para os corujinhas a viagem a So Paulo e a realizao da partida de volta na maior metrpole do pas. A equipe comandada pelo treinador Carlcio Divino repetiu na capital paulista o placar de dois anos antes no Rio. Levou na bagagem os mesmos 8 gols, fez novamente uma grande festa no vo para Tocantins, mas ajudou a escrever um pouco da histria da Copa do Brasil.12de Kabur a Ccero RamalhoCludio RobertoJ Ccero Ramalho parece nome de repentista. Talvez at seja, quem sabe? Veteranssimo, com uma barriguinha saliente, j passava dos 40 anos quando ficou famoso no pas inteiro, atuando pelo Baranas de Mossor (RN), na edio de 2005 da Copa do Brasil. Naquele ano, a equipe potiguar passou pelo Amrica mineiro (seria coincidncia?) e pelo Vitria da Bahia. Na 3 fase eliminou o Vasco da Gama, em pleno Estdio de So Janurio, com uma vitria to incontestvel quanto surpreendente por 3 a 0. Ccero Ramalho marcou o gol que abriu o caminho para a vitria histrica do time potiguar, naquele dia 20 de abril de 2005. Pouca gente se lembra que, nas quartas-de-final, o Baranas levaria duas sapecadas do Cruzeiro, mas Ccero Ramalho e sua turma j haviam feito histria. E hoje, onde andar o nosso heri? (Ou seria anti-heri?) Certamente, sentado na varanda de casa, contando esta e outras histrias da Copa do Brasil a competio mais folclrica e democrtica do futebol tupiniquim.Ccero Ramalho, artilheiro smbolo da Copa do Brasil1320 anos da Copa do Brasil14de Kabur a Ccero RamalhoCopa do BrasilA histria da competio.Quando entraram no gramado do Estdio da Gvea, na tarde de 19 de julho de 1989, jogadores de Flamengo (RJ) e Paysandu (PA) estavam fazendo histria. Era a primeira partida da Copa do Brasil, daquela que se tornaria a mais democrtica competio do futebol brasileiro. Ao contrrio do Campeonato Brasileiro, que possui competies precursoras (como a Taa Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa) a Copa do Brasil um torneio com identidade e personalidade prprias. Criado em 1989 pela Confederao Brasileira de Futebol com a nobre justificativa de integrar o pas pela prtica deste esporte, na verdade a entidade visava corrigir uma distoro criada dois anos antes que entrou para a histria com o sugestivo nome de Copa Unio. O problema que, at 1986, futebol e poltica se misturavam de maneira promscua, a ponto de o Campeonato Brasileiro ter alcanado o nmero inimaginvel1520 anos da Copa do Brasilde 100 participantes no final da dcada de 70. Em plena Ditadura, a incluso de clubes de estados nos quais o partido governista tivesse interesses polticos suprimia quaisquer critrios tcnicos. Tanto que, sufocados financeiramente pela competio deficitria, os principais clubes de futebol do pas resolveram se unir, criando o Clube dos 13, entidade que reuniu as grandes agremiaes do Rio, So Paulo, Minas Gerais e Rio Grande Sul e organizaram o campeonato brasileiro com 16 clubes (os fundadores do Clube dos 13 e mais 3 convidados). A competio foi uma das mais rentveis da histria do futebol brasileiro. Viabilizou patrocinadores fortes, transmisso pela tev e estdios sempre cheios. E qual o problema? O problema foram os outros clubes que ficaram barrados na festa. Acostumados a competies longas, os times de menor expresso aguardavam a vez de enfrentar os grandes clubes do pas em seus estdios, o que garantia a sua sobrevivncia pelo restante do ano. Do outro lado, os clubes de maior investimento sofriam com inmeras partidas deficitrias ao encarar, em seus domnios, estas equipes nanicas. A Copa do Brasil veio para tentar amenizar esta situao. Baseada inicialmente em critrios tcnicos, a competio era uma espcie de copa dos campees estaduais, onde 32 equipes, vencedoras dos seus respectivos campeonatos locais e alguns vices de estados com melhor mdia de pblico, se enfrentavam em partidas eliminatrias, no sistema de ida e volta. Ao vencedor da competio era oferecida uma vaga na Copa Libertadores da Amrica no ano seguinte. No incio, ainda havia, por parte de muitos clubes, certo desinteresse pelo novo torneio. O cenrio mudou quando da conquista do bicampeonato mundial interclubes pelo So Paulo. Os grandes clubes brasileiros redescobriram o valor da disputa continental como passaporte obrigatrio para a16de Kabur a Ccero Ramalhodisputa do mundial. Assim, a conquista da Copa do Brasil passou a ser o to desejado atalho para a competio sul-americana, uma vez que o campeo precisava disputar apenas 10 partidas. Em 1989, a primeira edio da Copa do Brasil reuniu 32 equipes de 22 estados da federao. No ano seguinte, houve a entrada do representante do Acre. Em 1992, debutavam as equipes de Rondnia e do Amap. Dois anos mais tarde, foi aAcervo Juventude E.C.Gol de Fernando Rech. Juventude x Botafogo - Estdio Alfredo Jaconi - 20/06/19991 720 anos da Copa do BrasilAdalberto MarquesCopa do Brasil: a mais democrtica competio do futebol brasileirovez de Tocantins, e finalmente, em 1996, com a entrada de Roraima, a competio contou pela primeira vez com equipes de todos os estados do Brasil. Em relao ao critrio tcnico tudo foi muito bem at 1994. A entrada de novos participantes era compensada pelo corte das vagas de alguns vice-campees. Tudo para manter o nmero de 32 equipes. No entanto, em 1995 a politicagem entrou em campo e, atendendo presso da emissora de tev detentora dos direitos de transmisso da competio, a CBF aumentou de 32 para 36 o nmero de clubes. Flamengo (RJ), So Paulo (SP), Juventude (RS) e Democrata (MG) foram os primeiros convidados da histria da Copa do Brasil. Entre 1995 e 2000, a Copa do Brasil s fez inflar o nmero de participantes. Muitas foram as equipes convidadas sobre as quais se pode dizer que os interesses polticos superaram, de longe, os critrios tcnicos. Em 1996 foram chamadas 8 equipes: novamente o So Paulo, alm de Atltico Paranaense (PR), Bahia (BA), Botafogo (RJ), Cruzeiro (MG), Gois (GO), Santos (SP) e Vasco da Gama (RJ), totalizando 40 equipes participantes.18de Kabur a Ccero RamalhoEm 1997 os convites aumentaram para 13 e o nmero de participantes para 44. Pela terceira vez consecutiva a equipe do Morumbi fez valer o seu prestgio e recebeu o Green card. Alm do So Paulo tambm foram convidados: Amrica (MG), Atltico (PR), Bahia (BA), Botafogo (RJ), Fortaleza (CE), Fluminense (RJ), Internacional (RS), Paysandu PA), Portuguesa (SP), Santa Cruz (PE), Santos (SP) e Vila Nova (GO). No ano seguinte foram 42 participantes e apenas 9 clubes convidados: Amrica (MG), Amrica (RN), Bahia (BA), Flamengo (RJ), Fluminense (RJ), Palmeiras (SP), Santos (SP), Vila Nova (GO) e Villa Nova (MG). No ano de 1999 foram 64 e o nmero de convidados subiu na mesma proporo, chegando a 30. Na poca, uma ao impetrada na Justia Comum caiu como uma bomba na CBF. A medida foi motivada pelo Caso Sandro Hiroshi. O imbrglio recebeu o nome do jogador do So Paulo escalado de maneira irregular pelo Tricolor Paulista no jogo contra o Botafogo (RJ) pelo campeonato brasileiro. Os alvinegros, goleados no campo por 6 a 1, recorreram e conseguiram no tapeto os pontos da partida, evitando, assim, o rebaixamento do time carioca. Pior para o Gama (DF) que, numa disputa ponto a ponto com o Botafogo, lutava pela permanncia na elite e, assim, cairia para a segundona livrando o clube carioca. O ento PFL (hoje Democratas) e o sindicato dos treinadores de futebol local reivindicaram a presena do clube candango na 1 Diviso. Assim, na Copa do Brasil de 2000 entraram em campo 69 equipes, todas convidadas, dentre elas o time do Distrito Federal. O detalhe que as equipes participantes da Copa Libertadores Atltico Mineiro (MG), Atltico Paranaense (PR), Corinthians (SP), Juventude (RS) e Palmeiras (SP) - s entrariam na competio a partir das oitavas-de-final. Em 2001 chegou-se aos 64 clubes, nmero que permanece at hoje. No mesmo ano, a CBF decidiu que, pelas coincidncias de datas, os times envolvidos na principal competio continental no mais participariam da Copa do Brasil. Os convidados recuaram para os nveis de 1995 at que, em 2003, a criao do Estatuto do Torcedor fez com que a Confederao finalmente adotasse exclusivamente o critrio tcnico para a indicao dos clubes. A entidade criou um ranking baseado nas participaes das equipes em toda a histria do torneio. Com isso, alm dos 26 campees estaduais fazem parte tambm os clubes mais bem colocados nesse ranking. Algumas vagas so definidas pelas federaes, que indicam os clubes de acordo com a ordem de classificao nos respectivos campeonatos estaduais ou em competies locais.1920 anos da Copa do Brasil20de Kabur a Ccero RamalhoSambas de uma nota sTimes com uma nica participao.Em 20 anos de Copa do Brasil, 230 clubes diferentes j disputaram a Copa do Brasil, dos quais 83 deles participaram apenas uma vez da competio. Algumas equipes fizeram bonito, vencendo partidas e eliminando times tradicionais. Outras no marcaram um gol sequer. Algumas esto licenciadas, mudaram de nome ou simplesmente j no existem mais. Entretanto nenhuma delas conseguiu at hoje igualar a proeza do Paulista de Jundia, tradicional equipe do interior de So Paulo. O Galo da Japi como conhecido, participou da Copa do Brasil apenas no ano de 2005 e2120 anos da Copa do Brasilfoi campeo, deixando pelo caminho gigantes como Botafogo (RJ), Internacional (RS), Cruzeiro (MG) e Fluminense (RJ), este na grande final. Os holofotes, mesmo que apenas por uma vez, apontaram para algumas equipes nestes 20 anos de Copa do Brasil. A seguir, a relao destas 83 equipes e os respectivos anos em que participaram da competio nacional:1989 Blumenau (SC),Ibirau (ES),Pinheiros (PR),Tiradentes (DF); 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1998 1999 2000 2001 Capelense (AL), Caiara (PI), Atltico (AC), Brusque (SC), Ariquemes (RO); Palmares (RO), Cori-Sabb (PI), Alvorada (TO); Camaari (BA), Dom Pedro II (DF), Cachoeiro (ES), Porto (PE); Pinheiros (RO), Castanhal (PA), Poes (BA); Guajar (RO), Pontaporaense (MS); So Jos (SP); XV de Piracicaba (SP); Muniz Freire (ES); Goiatuba (GO), Sul-Amrica (AM);Malutron (PR),Rio Negro (RR);22de Kabur a Ccero Ramalho2002 2003 Bandeirante (DF), CF Amaznia (RO),Independente (AP), Dom Bosco (MT),Juazeiro (BA); Guarani deVenncio Aires (RS), 2004 (RS), Caxias (SC),Pelotas (RS),Tocantinpolis (TO); Novo Horizonte (GO), So Gabriel Uberlndia (MG),Catuense (BA), Tupi (MG),Portuguesa Santista (SP), So Gonalo (RN), Unio Barbarense (SP); 2005 Cianorte (PR),Prudentpolis (PR),CRAC (GO), Paulista (SP); Colinas (TO),Esportivo (RS),Friburguense (RJ), 2006 Cabofriense (RJ),Ceilndia (DF),Imperatriz (MA), Piau (PI), 2007 (PA),Mineiros (GO),Novo Hamburgo (RS), Vilhena (RO); ADESG (AC), AnanindeuaVila Aurora (MT),ADAP/Galo Maring (PR), Colo Colo (BA),Coxim (MS), Vitria (ES);Ferroviria (SP), Veranpolis (RS),Olmpico Pirambu (SE), Vilavelhense (ES), 2008 Rio Branco (PR),guia Negra (MS),Amrica (SE), Ituiutaba (MG),Cacerense (MT), Jaguar (ES), Roma Apucarana (PR)Central (PE), Juventus (SP),Chapecoense (SC),Esportivo Guar (DF),Grmio Jaciara (MT),Nacional de Patos (PB),23