Abril, Maio, Junho 2011

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  • 63A

    bril

    Mai

    oJu

    nho

    2011

    Assoc iao Por tuguesa da Cor t ia

    APCORNOTCIASBalano positivo

    Em finais de Abril, os associados da APCOR tomaram conhecimento da

    evoluo da campanha InterCork Promoo Internacional da

    Cortia. E Antnio Rios de Amorim mostrou-se muito satisfeito com

    os resultados j obtidos, vincando que, a manterem-se, permitiro ao sector um significativo reforo das

    exportaes. | p. 3

    Formar para a inovao

    Os contratos j foram assinados e est a arrancar mais uma edio

    do programa Formao PME, que vai ajudar 25 empresas do sector a

    prepararem o seu desenvolvimento com uma maior solidez. Esto

    prometidas aces medida dos problemas e aspiraes

    de cada firma. | p. 12

    Proclamar o optimismo

    Presente na FICOR Feira Internacional da Cortia de

    Coruche, a APCOR demonstrou o seu optimismo quanto ao futuro

    do sector. Antnio Rios de Amorim salientou as apostas em curso na

    inovao e no desenvolvimento de novos produtos, sem esquecer a

    conquista dos mais jovens para as vantagens da rolha de cortia.

    | p. 13

    Cortia Semeia o

    Futuro| p.9

    Agentes da fileira da cortia mobilizam-se na realizao de iniciativas que promovem a gesto cuidada do montado e o desenvolvimento do sector. Como foi o caso de uma aco realizada numa herdade de Grn-dola que envolveu oito dezenas de alunos do ensino bsico. As crianas so uma mais-valia para a preservao desta riqueza portuguesa..

  • Feira Data Local Web-site

    Domotex Middle East

    12 a 14 de Setembro 2011

    Dubai www.Domotex-middle-east.com

    MADE expo 5 a 8 de Outubro 2011

    Itlia www.madeexpo.it

    Eco Expo Asia 26 a 29 de Outubro 2011

    Hong-Kong www.hktdc.com

    Feiras de Vinho

    Feiras de Materiais de Construo

    EDITORIAL

    Propriedade: APCOR Associao Portuguesa da CortiaPresidente: Antnio Amorim Director Geral: Joaquim Lima Coordenao e Redaco: Cludia Gonalves / Alberto Oliveira e SilvaGrafismo e Impresso: Plenimagem Periodicidade: Trimestral Tiragem: 1200 exemplares Distribuio: GratuitaContactos: Av. Comendador Henrique Amorim, n 580Apartado 100, 4536-904 Santa Maria de Lamas, PortugalT.: + 351 227 474 040 - Fax: + 351 227 474 049E-mail: info@apcor.pt www.apcor.pt

    Ficha tcnica Direitos de Autor e reproduo da informao A informao divulgada no Notcias APCOR propriedade da APCOR, podendo ser reproduzida, na sua totalidade ou parcialmente, desde que seja assegurada a respectiva indicao da fonte.

    Cortia sector de importncia multissecular

    A fileira da cortia, e nomeadamente o seu sector industrial, tem-se mantido como actor de primeira grandeza da economia portuguesa, pelo menos, desde o sculo XIX. De facto, segundo o investigador Nuno Silva, em A cortia nos debates parlamentares da nao portuguesa tese de mestrado em Histria Contempornea -, este tema marcou muitas das sesses parlamentares da ento Monarquia Constitucional portuguesa, no perodo compreendido entre 1839 e 1899. Em meados da segunda metade da centria de oitocentos, era o nico sector onde recaam esperanas para o crescimento das exportaes portuguesas, vinca o investigador da Faculda-de de Letras da Universidade do Porto, socorrendo-se de um estudo da reputada investigadora Maria Filomena Mnica, que analisou Capitais e Industriais entre 1870 e 1914. Mais adiante no seu trabalho, Nuno Silva referencia, na arena comercial, as relaes esta-belecidas com pases como os Estados Unidos da Amrica (EUA), o Brasil, o Japo e com os pases europeus Sucia, Noruega, Dinamarca, Pases Baixos, Blgica, Alemanha, Rssia, Gr-Bretanha, Espanha, e Frana. Ento, como hoje, as exportaes assumiam importncia fulcral para a economia, sendo motivo de ateno e apoio por parte dos poderes vigentes no sculo XIX. O montado de sobro e a fileira da cortia tambm j eram vistos no sculo XIX como po-tenciadores de desenvolvimento regional e nacional. Intramuros, era muito importante para os produtores de cortia e para as indstrias nacionais a criao de vias de comuni-cao com condies e dimenses suficientes para poder facilitar o transporte desta e de outras matrias-primas dentro do territrio nacional, comprova a tese.De forma explcita, Nuno Silva afirma que a cortia funcionou como produto dinamizador dos portos comerciais, como os de Lisboa, Setbal, Sines, Porto, Portimo, e Viana do Cas-telo, citando os mais movimentados. E, a nvel terrestre, a cortia foi usada como argumento para a efectuao de melhoria de estradas dentro de localidades, como aconteceu em Santiago do Cacm ou, ainda, em Santa Maria da Feira. O estudo vem comprovar que, nomeadamente, a regio alentejana, bero dos montados, viria a beneficiar muito com essa nova dinmica, sublinhando, depois, que o reconheci-mento, por parte do Estado, da importncia que os sobreirais detinham para algumas economias locais, levou produo de legislao em torno deste sector. Hoje em dia, a fileira movimenta-se, novamente, para obter o reconhecimento estatal e europeu nas diversas mais-valias do montado de sobro. Na linha da frente, a Confederao Europeia da Cortia (C.E. Lige), com o apoio da APCOR, quer inscrev-la nos quadros co-munitrios que garantem a concesso de subsdios, para assim, lhe restituir uma dimenso mais aproximada da realidade ocupada na economia e indstria nacionais, como o vem demonstrando a historiografia portuguesa.Mais do que uma escolha humana, a cortia em Portugal foi uma escolha da natureza, que uniu o mundo em torno de um propsito, que, ainda hoje, se mantm vivo - a sua transformao, conclui o acadmico. Uma transformao que, no presente, passa pelo desenvolvimento de novos produtos e aplicaes, fruto da viso de um sector que tem puxado pela criatividade dos seus agentes e profissionais.

    A Direco

    Feira Data Local Web-site

    Vinitech America Latina

    9 a 11 de Julho de 2011

    Chile www.vinitech.cl

    Tesco Wine Club Fair

    10 e 11 de Setembro de 2011

    Reino Unido

    www.tescowinefair.com

    Vinisud 20 a 22 de Fevereiro de 2012

    Frana www.vinisud.com

    .2 APCORNOTCIAS EDITORIAL

  • INTERCORK

    O presidente da APCOR, Antnio Rios de Amorim, mostrou-se muito satisfeito com a for-ma como est a decorrer a campanha InterCork Promoo Internacional da Cortia, conside-rando que est a contribuir para a recuperao do sector.Se assim continuarmos, vamos ultrapassar o volume de exportaes que tnhamos antes da crise, considerou o dirigente num encontro com associados da APCOR, realizado no final do ms de Abril, para dar conta da evoluo do pro-jecto que destaca a rolha e os produtos da cortia, em geral, nos principais mercados mundiais. Apontou a recuperao de quota de mercado face aos produtos alternativos, a abertura de no-vos mercados para os materiais de construo e a promoo das novas aplicaes em cortia como os objectivos principais do InterCork. Salientando que ser uma indstria tradicional significa, tambm, ser uma indstria de futuro, constatou o impacto da campanha. Destacou, em especial, a que est a ser levada a cabo nos Estados Unidos da Amrica (EUA) uma das

    melhores campanhas que temos feito. Mas tambm a de Frana, que o principal mercado para a cortia portuguesa.Indo aos nmeros, o responsvel assinalou os milhares de artigos publicados na impren-sa de 14 pases, os cerca de 100 eventos que animaram as cidades principais e, ainda, a in-teractividade da InterCork na Internet e redes sociais. Antnio Rios de Amorim enfatizou que, na maior parte dos pases, a opinio pblica favorvel cortia.

    Marca poderosaCarlos de Jesus, o director operacional da Inter-Cork, falava das aces no mercado americano, quando vincou que esta campanha internacio-nal est a fazer da cortia uma marca poderosa. Realou a aposta na criao de marca nos im-portantes mercados da Frana e da Itlia, onde esto a ser desenvolvidas iniciativas nas prin-cipais cidades, visando cativar, para a rolha de cortia, os jovens consumidores de vinho.

    Mimar o pblico-alvo outra das estratgias. Assim, tm sido realizados concursos que do viagens a Portugal. As pessoas no es-quecem quando as fazemos sentir bem, su-blinhou.O director enumerou as mais importantes ac-es e iniciativas que tm sido levadas a cabo, destacando, na frente meditica, os 23 minutos conseguidos na RAI, a televiso italiana, o inte-resse de importantes meios de comunicao americanos, como a cadeia televisiva NBC ou a revista Time, e a campanha do Reino Unido, que agregou nomes como o hotel de luxo The Savoy e a Sainsburys, a terceira maior cadeia de supermercados em terras britnicas. Tambm assinalou os esforos para dar visibi-lidade aos materiais de construo em pases como a Alemanha, os EUA, a China e a Rssia. Relativamente campanha russa, destacou a visibilidade garantida atravs de um programa, visto por 102 milhes de pessoas, que utiliza pavimento em cortia para a remodelao de habitaes.

    Associados da APCOR tomaram conhecimento das aces levadas a cabo pela campanha

    A cortia est mais visvel nos principais mercados internacionais, cultivando o gosto das novas geraes e educando os profissionais da construo e decorao.

    InterCork em ritmo de cruzeiro

    Antnio Rios de Amorim vincou que as opinies pblicas dos principais mercados so favorveis cortia

    .3APCORNOTCIAS

  • Allen Hershkowitz, um dos principais es-pecialistas americanos em ecologia, este-ve em Portugal, em finais de Junho, tendo visitado a zona do montado no Ribatejo e algumas unidades industriais da cortia. A visita inseriu-se nas aces da campanha In-terCork Promoo Internacional da Cortia.Este cientista integra a estrutura dos prin-cipais cientistas do Conselho para a Defesa dos Recursos Naturais dos Estados Unidos da Amrica (EUA) e especializou-se em desenvolvimento sustentvel, gesto de cadeia de abastecimento, ecologia indus-trial, indstria do papel, riscos para a sade, gesto de resduos slidos, reciclagem e re-sduos hospitalares.Tem actuado como consultor de diversos grupos empresariais, ajudando-os a concre-tizar projectos em prol da sustentabilidade. E, em 1993, esteve na base de um projecto para tornar mais verde a administrao do presidente Bill Clinton.O especialista tambm trabalha com as grandes competies desportivas, como a NBA, a NHL (Liga de hquei no gelo), a MLB (Liga de beisebol) e a Associao Ame-ricana de Tnis. E, na vertente cultural, des-taque para a sua aco junto da Academy Awards que atribui os scares do cine-ma e dos Grammy Awards, os prmios

    do mundo da msica, iniciativa que permitiu a presena da cortia na sua ltima edio, em que os vinhos servidos aos convidados foram vedados com rolhas de cortia.Em Portugal, foi assessorado por Conceio Santos Silva, da Associao Florestal de Coru-che, e por Miguel Bugalho, do WWF (uma das mais importantes organizaes mundiais de proteco da natureza), que lhe deram explica-es tcnicas e ambientais sobre o sobreiro, as diferentes formas de gesto deste ecossistema e sobre a fauna e flora.Nas trs unidades industriais visitadas, inteirou--se dos respectivos mtodos produtivos e dos seus planos de desenvolvimento para o futuro, nomeadamente dos que se relacionam com a inovao e criao de novos produtos. O montado est entre as florestas mais ricas do planeta, do ponto de vista biolgico, sa-lienta Allen Hershkowitz, no site 100% Cork, da verso americana da InterCork.Vincando que a desflorestao a principal causa de perda de biodiversidade, sublinha que a fileira da cortia economicamente produtiva, com a vantagem de que as rvo-res no so cortadas. E, numa perspectiva de educao ecolgica, apresenta o uso da rolha de cortia como uma metfora para o tipo de decises que temos de tomar mais vezes e de uma forma mais abrangente.

    Escanes americanos recomendam a rolha de cortia

    Refira-se que um sommelier ou escano um profissional especializado, que conhece os vinhos e todos os assuntos relacionados. responsvel pela compra, armazenamento e rotao de adegas, tendo, ainda, a funo de elaborar cartas de vinhos em restaurantes.Como sommelier sei que nada pode substituir o prazer de ouvir o icnico pop, quando se extrai a rolha de uma garrafa, realou Robert Moody, da SSA. Este responsvel salientou que o vedante natural feito de cortia detm um papel muito importante nos processos de pre-servao e de apresentao do vinho. A Sociedade americana de escanes faz no-tar que a rolha ocupa um lugar central no que chama de romance do vinho, referindo que permanece como referncia de ouro em ter-mos de vedantes. Robert Moody vinca que a rolha de cortia , de facto, o melhor vedante para garantir a preservao de um vinho. Permite que, com o tempo, a quantidade certa de oxignio se mis-ture com o vinho, permitindo-lhe envelhecer de forma adequada, considerou. E Carlos de Jesus, o director da campanha InterCork Promoo Internacional da Corti-a, veio a pblico sublinhar que este apoio muito importante para o sector, realando que esta instituio detm grande influncia no sector vincola americano e junto dos consu-midores.

    A Sociedade do Sommelier da

    Amrica (SSA) a mais antiga e

    profissional instituio de ensi-

    no do sector do vinho anun-

    ciou oficialmente que conside-

    ra a rolha de cortia o vedante

    prefervel para o vinho.

    Montado est entre as florestas mais ricas do planetaCientista de topo nos Estados Unidos, na rea da preservao ambiental, Allen Hershkowitz visitou o mundo portugus da cortia e tornou-se um activista.

    Especialista americano vinca que os sobreiros no so cortadas para se extrair a matria-prima

    INTERCORK.4 APCORNOTCIAS

  • INTERCORKINTERCORK

    Cortia no Dia da Terra em Nova IorqueInterCork foi ao encontro dos

    habitantes da cidade que nunca

    dorme. E explicou-lhes as van-

    tagens de apostar nos produtos

    em cortia.

    INTERCORK .5APCOR

    Pavimento e mveis em cortia na New York Fashion Week

    O conceituado estilista Diego Binetti uti-lizou pavimento em cortia e mveis feitos em cortia, desenhados por Daniel Micha-lik, na apresentao da sua coleco Outo-no/Inverno2011, realizada na mais recente edio da New York Fashion Week- a Se-mana da Moda de Nova Iorque. Esta aco, de grande efeito promocional para a cortia, surge na sequncia de uma parceria estabelecida entre a 100% Cork, a verso americana da campanha InterCork Promoo Internacional da Cortia, e o es-tilista. O objectivo foi aproveitar um evento da moda de alcance mundial para criar, nos media e nos consumidores, uma consci-ncia das qualidades da cortia enquanto material para a construo e a decorao.A presena na New York Fashion Week vem ajudar na promoo do pavimento em

    cortia, apresentando-o como uma soluo bonita e at glamourosa. E acentue-se que os mveis de Michalik ajudaram a criar uma histria de design que teve a cortia como centro.O estilo do pavimento em cortia comple-mentou, de forma perfeita, a apresentao da minha coleco Outono/Inverno para 2011, salientou o estilista. Diego Binetti acrescentou que o uso de mveis tambm em cortia o ajudaram a criar um cenrio inspirador para a apresentao da sua moda. Refira-se que, entretanto, na frente meditica, a campanha registou que o pavimento em cortia foi mencionado como um dos pon-tos altos da Semana da Moda nova-iorquina, numa pea que inclui citaes de Binetti e que foi difundida por estaes de TV por Cabo americanas assim como em sites pelo pas.

    Cortia impe-se mesmo no mundo selecto da moda

    A 22 de Abril, a cortia marcou presena nas comemoraes do Dia da Terra de Nova Ior-que, com uma aco na famosa Times Square, o local mais agitado da Big Apple e o ideal para a 100% Cork fazer passar a mensagem sobre as vantagens e benefcios desta matria-prima portuguesa.Coube jovem Kara Schmiemann a rdua tarefa teve, literalmente, de gritar os slogans da cam-panha - de chamar a ateno dos transeuntes da mega-urbe para as caractersticas ecolgicas da cortia. Isto um recurso sustentvel e na-tural, assegurou a comunicadora a duas norte--americanas, explicando que, em Portugal, o descasque do sobreiro feito a cada nove anos, seguindo-se a perfurao da rolha.Realou que as aces desenvolvidas nos Esta-dos Unidos tm vindo a desfazer mal-enten-didos comuns entre os consumidores desse pas, que, habituados aos vedantes de plstico e roscas de alumnio, vem a rolha de cortia como algo de novo. H perguntas esquisitas; pessoas a achar que os sobreiros so abatidos, realou Kara Shmiemann.Refira-se que a jovem est ligada campanha nos EUA desde o incio no Vero de 2010, um pavilho colocado em frente aos icnicos ar-mazns Macys, situado em outra das zonas mais movimentadas Big-Apple. Por seu lado, Jeff Lloyd, responsvel da agn-cia de comunicao que gere a 100% Cork, rotulou de surpreendente o nmero de norte-americanos que no sabem que a cor-tia vem de uma rvore. Este responsvel mostrou-se disponvel para dar continuidade campanha mesmo para l do timing, caso, claro, seja a essa a vontade da APCOR e do Go-verno portugus.

    Estilista Diego Binetti juntou-se campanha InterCork, que voltou a contar com a criatividade e empenho de Daniel Michalik.

    .5APCORNOTCIAS

  • INTERCORK

    A rolha de cortia e o vinho? Uma relao eterna!Vianney Duclos o director da casa Badie, uma prestigiada cave de Bordus, Frana. Fundada em 1880, conta com duas lojas a Badie Vins et Spiritueux e a Badie Vins de Champagne, apresentando um alargado le-que de escolhas e uma seleco dos melho-res produtos. Procurada pelos negociantes mais reputados do mercado vincola, a casa Badie tornou-se incontornvel na distribuio dos vinhos de Bordus, de outras regies de Frana e, at, do estrangeiro. E no dispensa a rolha de cortia

    Quantas garrafas esto em stock nas vos-sas duas lojas? E de que provenincias?Cerca de 90 mil garrafas, representando perto de 2.500 referncias, de vinhos, champanhe e bebidas espirituosas. Refira-se que metade da oferta de vinhos de Bordus, sendo a outra proveniente de regies francesas e do exterior.

    Em termos de vedantes, qual a poltica da vossa casa?Para os vinhos, e independentemente da sua provenincia, utilizamos a rolha de cortia quase a 100%. Somente 10 referncias so capsuladas, o que no significativo. Trata-

    -se de vinhos alemes e austracos. A grande maioria das nossas garrafas esto vedadas com rolhas Claro que os Portos tambm levam a rolha de cortia, sendo de realar que, com ex-cepo das bebidas espirituosas, a maior parte do que envelhece nas nossas lojas selado com o vedante natural de cortia: os cognacs e os armagnacs, os velhos rums e os whiskeys

    Vedar com rolha de cortia um critrio de seleco para vocs?Absolutamente, porque corresponde filoso-fia do vinho.

    Ao comprar uma garrafa, os vossos clien-tes so sensveis ao tipo de vedante utili-zado? Sentem que isso um factor impor-tante para eles?Maioritariamente francesa, a nossa clientela mostra-se claramente ligada rolha de corti-a. Posso dizer que, posto perante um vinho selado com um vedante alternativo, o cliente vai hesitar e o mais provvel que acabe por preferir um vinho que at poder ser um pou-co mais caro, mas que, certamente, leva a rolha de cortia. Regra geral, isto tambm se verifica com os nossos clientes espanhis.

    Ento, as garrafas com rolha de cortia vendem-se melhor?Sem qualquer dvida! E creio que ser sempre assim. Os meus fornecedores quase nunca me propem vinhos vedados com algo diferente da rolha.

    Definitivamente no considera a cpsula uma concorrncia de peso para a rolha de cortia?No, pois no h nada melhor para o vinho que a cortia.

    A vossa casa tem registado a existncia de vinho com o chamado gosto a rolha? Caso tenha, quantas em mdia e como tem lidado com o problema?Alguns casos, mas meramente excepcionais talvez uma vintena de garrafas por ano. Nas situ-aes que nos so apontadas substituo a garrafa, aps ter provado o vinho com o cliente. E note--se que o tal gosto a rolha tem as costas largas! facilmente assimilado a todos os defeitos de um vinho. Certos consumidores armam-se em co-nhecedores e lanam este vinho est com gosto a rolha, quando, na verdade, conhecem mui-to pouco de vinhos A rolha de cortia um alvo muito fcil. Uma garrafa com esse problema aparece muito raramente e, na maior parte das vezes, por uma clara falta de sorte.

    Qual o seu primeiro reflexo aps abrir uma garrafa de vinho?Beber o vinho. O ritual de retirar a rolha mui-to importante e at pode implicar uma certa angstia, mas faz parte do prazer de beber um bom vinho. s vezes, nem h vontade de lan-ar fora a rolha

    Como qualifica a relao entre a cortia e o vinho?Carnal, eterno! Uma no vai sem o outro.

    Trs palavras para definir a cortia?Natural, necessria e elegante!

    Cave francesa no dispensa a rolha de cortia

    Rolhas Naturais

    .6 APCORNOTCIAS

  • INTERCORK

    Nos mdia, junto

    dos profissionais e

    do grande pblico,

    os matrias de

    construo em

    cortia fazem o seu

    trajecto no gigante

    euro-asitico.

    Cortia conquista dos coraes russos

    Registe-se que o mercado russo altamente apetecvel para o sector, em especial no seg-mento dos materiais de construo e decora-o (MCD).A mensagem tem sido divulgada atravs dos mdia e de personalidades mediticas, visan-do informar e educar os milhes de poten-ciais consumidores russos.Nessa linha, uma conhecida designer de inte-riores, Elena Teplitskaya, organizou um master--class, para dar a conhecer a um grupo de jor-nalistas os usos e aplicaes da cortia. Ainda no que diz respeito a comunicao, acrescen-te-se que, pela primeira vez, a cortia est pre-sente na Web, no site www.corkhome.ru.O InterCork tem vindo a marcar presena junto do grande pblico, mas tambm nos eventos que agregam os profissionais da construo e da decorao.A campanha tem visitado centros comerciais, proporcionando aos consumidores um con-tacto directo com os produtos em cortia. Nessas aces promocionais foram tiradas centenas de fotografias, com um prmio espe-cial para os protagonistas da foto vencedora: a remodelao de uma diviso de sua casa, utilizando-se pavimento em cortia.De importncia estratgica foi, ainda, a parti-cipao na Mosbuild, a Feira Internacional de Construo e Design de Moscovo, considerada a maior da Rssia e do leste europeu.E saliente-se a parceria com a Faculdade de Ar-quitectura de Moscovo, que visa apresentar a cortia aos seus alunos. E, ainda, a colaborao com um outro estabelecimento de ensino su-perior: a Stroganovs Moscow State University of Arts and Industry.Referencie-se, tambm, a organizao do concurso APCOR Awards, que convida os es-tudantes universitrios a criarem, em suporte digital, uma diviso habitacional com recurso a revestimentos em cortia. O vencedor ser premiado com uma viagem a Portugal.

    A indstria portuguesa da cortia tem vindo a aumentar a sua penetrao no mercado russo. Em 2010, Portugal exportou 8.527 toneladas, o que representou um aumento de 85,67% por comparao com 2009. E as empresas facturaram quase 23 milhes de euros um acrscimo de 53,74% face ao atingido no ano precedente.

    Campanha tenta chegar aos jovens e s famlias russas

    Pavimentos em cortia vo ganhando espao no mercado russo

    O programa televisivo Shkola Remonta, que conta com uma audincia

    de 102 milhes de telespectadores e apresenta a remodelao de es-

    paos habitacionais, tendo utilizado pavimentos em cortia em algumas

    das suas edies, um dos pontas-de-lana da campanha InterCork

    Promoo Internacional da Cortia na Rssia.

    .7APCORNOTCIAS

  • INTERCORK

    Veleiro italiano promove cortia como aliada da preservao ambiental

    Um veleiro ao servio da promoo e pre-servao da cortia. O italiano Antonio Costa-mante lanou o projecto Save Cork/Salvem a Cortia a partir do seu desejo de comprar um barco, denominado Cork e que, desde a sua construo, integra a cortia enquanto mate-rial de isolamento trmico.Com dois amigos, Costamante comprou o veleiro e, em 2010, os contornos do projecto Salvem a Cortia comearam a ser deline-ados.Temos um duplo objectivo: preservar uma obra de arte do mundo da vela e promover a utilizao de materiais ecolgicos em barcos e, em geral, no universo do grande lazer, expli-cou o promotor italiano. Acrescentou que se

    A APCOR passa a identificar as empresas associadas, outras empresas e associaes nos diferentes mercados que, at data, decidiram apoiar a associao no financiamento do projecto InterCork Promoo Internacional da Cortia.

    Associados apoiam APCOR no InterCork

    ROLHAS

    PORTugALAmorim & Irmos, S.A.Socori - Sociedade de Cortias de Riomeo, Lda

    Relvas II - Rolhas de Chamapanhe, S.A.

    Cork Supply Portugal, S.A.M.A. Silva - Cortias, LdaPiedade, S.A.Antnio Almeida - Cortias, S.A.Henri & Filhos, S.A.Jorge Pinto de S, LdaWaldemar Fernandes da Silva, S.A.S & Irmo, S.A.Dimas & Silva, LdaJ.C. Ribeiro, S.A.Lafitte Cork Portugal, LdaBernardino & Ferreira, S.A.Lima Vanzeller & Leal, LdaManuel Domingos Apuro & Filhos, LdaValdemar S, Cortias, LdaSedacor, LdaFernando Couto - Cortias, LdaArmando Coelho da Rocha - Indstria de Cortias, LdaAugusto de Oliveira Pais & Ca.Elcor - Empresa Corticeira, LdaBernard Fabre, LdaCortias Pinto & Costa, Lda.Antnio M. Santos LdaFontes Pereira LdaSintonatureza , Unipessoal, LdaRicardo Silvestre & Irmo, Lda

    Rui Silva, Cortias, LdaRufino & Guerreiro S.A.Raymondcor - Cortias, LdaCarla Mota Gonalves, LdaGonalves & Douradinha, LdaSERCOR - Soc. Expot. Rolhas de Cortia, S.A.SOPRECOR- Sociedade Preparadora de Cortias, S.A.Jos Pereira de Sousa, LdaSOPOCORT - Sociedade Portuguesa de Cortia, LdaEzequiel Marques da Silva, LdaXylo One - Artigos de Cortia e Madeira, LdaNovacortia, S.A. RLIC - Comrcio e Indstria de Cortia, LdaCorsan - Corticeira Santiago, LdaAntnio F. Silva, LdaJos Fernando Neves Lima, LdaGuilherme Rodrigues de Oliveira, LdaCsarcork, LdaReginacork, S.A.J. Tavares, LdaCorticeira Luis & Valrio, LdaMaximiliano Rodrigues Dias & Filhos, LdaFirinhos - Produtos de Cortia, LdaAdriano Jos Carapinha Gin & Filhos LdaS Rosas, S.A.Aquiles Pereira da Silva, LdaSupra - Soc. Unida de Prod Aglomerados, LaCortiprata, S.A.Isocor Aglomerados de Cortia, ACECortias Gaio, LdaBernardino Pais - Cortias LdaLdia Gomes Castro Pinho, Unip, Lda

    Cerqueira e Teixeira LdaAntnio Norton Amorim de Melo, LdaRCR - Reis, Comrcio e Representaes LdaUnicor - Unidade Industrial de Cortia, LdaUnicor IICorticeira Viking, LdaKbrinka - Unipessoal, LdaA. Ferreira Pedro & IrmoNunocorke - Ind. De Transf. Cortia LdaMoiss Lima - Cortias, LdaJ.J. Ferreira dos Santos, LdaJ.A. Rolhas e Cpsulas LdaLusobel - Cortia LdaRamiro & Figueiredo - Cortias, LdaCorkap, LdaChampefeira - Rolhas de Champanhe, S.A.Cortia Bencia, S.A.J.A. Veiga de Macedo, S.A.

    ESTADOS uNiDOSPortocork Amrica Inc.Scott Laboratories, Inc.ACI Cork USA, IncCork Supply USA, IncAmorim Cork America, IncJuvenal Direct, IncGanau America, Inc..M.A.Silva Corks USALafitte Cork USA

    FRANAFdration Frainaise des Syndicats du Lige

    ESPANHAAECORKASECOR

    ALEmANHADKV - Deutscher Kork-Verband E.V.

    iTLiAFederlegno Arredo

    mATERiAiS DE CONSTRuO

    PORTugALAmorim Revestimentos, S.A.Amorim Cork Composites, S.A.Amorim Isolamentos, S.A.Granorte - Revestiementos de Cortias, Lda

    ESTADOS uNiDOSGMP - Global Market Partners, Inc.Jelinek Cork GroupSHNIER GescoTORLYSUS FLOORS WE CORK Inc.

    ALEmANHADKV - Deutscher Kork-Verband E.V.

    BENELuxAmorim Benelux B.V.Kurkfabriek van AvermaetMutrex International BCSantana

    RSSiACEILHITCORK GALLERYIDEA PARQUET (Polimpex)OOO OPUS TD

    visa melhorar a vida a bordo, contribuindo-se, tambm, para a proteco ambiental.O Cork ser restaurado com recurso cortia, vista pelos trs amigos como um material que oferece vantagens construo naval. leve, flutua, impermevel e no corrompvel facil-mente, acentuou. A ideia que o veleiro se torne num embai-xador de charme para a cortia e, para isso, os trs italianos buscam parceiros, no essencial empresas interessadas em ligar os seus no-mes e imagens ao Cork e filosofia do projec-to. Aps a restaurao, o barco participar em regatas de prestgio. Antonio Costamante tem a expectativa de, obviamente, captar o interesse de empresas

    do sector corticeiro, que retirariam da promo-o da sua matria-prima, mas tambm para os produtos que fabricam.Ajudem-nos a salvar este barco e o planeta, pediu Costamante. Que anunciou a criao da Associao Salvem a Cortia para federar to-dos os que comungam do ideal e querem aju-dar neste projecto. Os profissionais nuticos so credveis e podem ajudar a promover a uti-lizao da cortia, salientou o empreendedor. D o exemplo de uma aco que pode ser realizada em cada viagem: todos os que navegaram no Cork e estiverem a beber um bom vinho evidentemente selado com uma rolha de cortia podero confirmar que a cortia um material nobre e genial!.

    A recuperao de um barco que tem partes em cortia lana projecto de divulgao internacional, que espera contar com a colaborao das empresas do sector.

    .8 APCORNOTCIAS

  • Cortia riqueza que permanece

    NOTCIAS NOTCIAS APCOR .9

    Formar para a preservao do montado

    A adopo de um sobreiral por parte da Es-cola EB1/JI das Ameiras foi um dos momentos altos da aco de salvaguarda e promoo do montado de sobro, que se realizou a 18 e 19 de Junho em Grndola, no mbito do 7 Festival Terras Sem Sombra de Msica Sacra do Baixo Alentejo, organizado pelo Departamento do Patrimnio Histrico e Artstico da Diocese de Beja (DPDB).Esta iniciativa surgiu na sequncia de um pro-tocolo estabelecido entre o DPDB e o Instituto de Conservao da Natureza e da Biodiversida-

    O investigador Nuno Silva, em A cortia nos debates parlamentares da nao portuguesa tese de mestrado em Histria Contempor-nea, veio demonstrar que este tema marcou muitas das sesses parlamentares da Monar-quia Constitucional, entre 1839 e 1899. Nesta dissertao, destacou a produo, mo-vimentao, transformao e comercializao de cortia no decorrer de todo o sculo XIX e a importncia que a sua tributao detinha para a tentativa de equilbrio das contas pblicas.E evidenciou os movimentos de navios com cortia, os seus destinos e provenincias, as-sim como os tratados comerciais estabeleci-dos com os Estados Unidos da Amrica, o Bra-sil, a Sucia, a Noruega, a Dinamarca, os Pases Baixos, a Blgica, a Alemanha, a Rssia, a Gr--Bretanha, a Espanha, a Frana e ainda o Japo. O trabalho tambm assinalou a criao de vias de comunicao ao nvel martimo e fluvial, o que dinamizou os portos de Lisboa, Setbal, Sines, Porto, Portimo e Viana do Castelo. Ao nvel terrestre, a cortia induziu a melhoria de estradas dentro de localidades, como aconte-

    de (ICNB), que visou promover a importncia da biodiversidade num contexto musical.Decorreu na Herdade das Barradas da Serra, que um exemplo de aproveitamento do montado nas suas diversas expresses. E cha-mou a ateno para a importncia natural e socioeconmica deste ecossistema, abordan-do-o na sua dimenso plural, enquanto garan-te de um vasto conjunto de recursos naturais e de actividades humanas. Assim, e no mbito do projecto Eco-Escolas do Alentejo Litoral, os 70 alunos da Escola das

    ceu em Santa Maria da Feira, na ligao entre a estao ferroviria de Esmoriz e as localidades de S. Paio de Oleiros e Paos de Brando. Nuno Silva sublinhou que a indstria da corti-a ocupou um lugar de destaque durante todo o sculo XIX. Caracterizou o sector referencian-do o nmero de empresas e o tipo de trabalho efectuado, ou seja, cortia em bruto, onde se inseria a produo de cortia e a preparao da mesma para venda, e a cortia em obra, associada produo de rolhas.Assinalou, igualmente, o nmero de operrios por empresa e as mdias salariais; os diver-sos sectores de experincia laboral, ou seja, mestres, operrios e aprendizes; a maquinaria usada; a segurana industrial; o imposto da contribuio industrial; e ainda, alguns casos de instabilidades sociais ocorridas em algumas comunidades industriais.No domnio agrcola, foi demonstrada a impor-tncia que os sobreirais detinham para algu-mas economias locais, sendo efectuada uma caracterizao baseada em nmeros, retirados dos debates parlamentares e de outras fontes.

    Os actuais fazedores de Histria, os industriais e operrios necessitam de um olhar do passa-do para compreender o modus operandi do mundo corticeiro de outrora e, assim, evoluir no seu dia-a-dia laboral, concluiu o autor. Nuno Miguel Ferreira da Silva, nasceu em Espi-nho em 1978 e reside em Lourosa desde os 11 anos. Colaborou durante 12 anos na indstria corticeira, desempenhando diversas funes associadas ao processo produtivo de rolhas de cortia natural. Em 2006 licenciou-se em Histria pela Faculdade de Letras da Universi-dade do Porto e, em 2010, obteve o grau de Mestre em Histria Contempornea com esta dissertao, classificada com 18 valores, tendo como orientador o Professor Dr. Jorge Fernan-des Alves.

    Festival de Msica Sacra do Baixo Alentejo une-se fileira da cortia e envolve escolas na luta pela preservao do montado.

    Paolo Pinamonti, Carlos Beato e Antnio Rios de Amorim durante a aco na herdade

    Ameiras e outras 10 crianas, em conjunto com os adultos, receberam uma lio sobre o montado e a importncia da cortia. De realar que boa parte desses alunos so fi-lhos de trabalhadores sazonais na tiradia da cortia, o que refora uma ligao directa da aco ao meio.Como uma das importantes concluses a retirar deste encontro, ficou a noo de que impor-tante valorizar a auto-estima dos agentes locais ligados produo da cortia e ao aproveita-mento dos produtos do montado, reconhe-cendo-lhes o papel na criao e conservao de um dos principais recursos naturais do pas. Atravs das escolas chega-se ao resto da socie-dade, promovendo a circulao de informao.De assinalar, ainda, a atribuio dos nomes dos artistas presentes no Festival de Msica Sacra a rvores centenrias, a colocao nos sobreiros de ninhos construdos com cortia virgem, a realizao de uma tiragem tradicional de cor-tia e a sua associao a alguns dos melhores vinhos da regio.A iniciativa contou com os msicos do Festival e com destacados agentes das fileiras ambien-tal, agrcola e industrial, entre os quais Antnio Rios de Amorim, o presidente da Associao Portuguesa da Cortia, e Joaquim Lima, o director-geral. frente dos trabalhos esteve Armando Sevinate Pinto, assessor do Presi-dente da Repblica para a agricultura e o mundo rural.

    Nuno Silva

    .9APCORNOTCIAS

  • A Universidade de vora (UE) foi pioneira na transfor-mao de desperdcios de cortia em carvo activa-do, noticiou o Metro. E, segundo o jornal, j planeia criar um produto especfico, superior ao comercial, capaz de interessar o mercado. Paulo Mouro, da UE, reala que o mercado est cheio de materiais nesta rea e que a grande vantagem, para atrair a inds-tria, ser encontrar um material que se distinga dos outros. A ideia criar carvo activado a partir de cor-tia, com um desempenho diferente do clssico em relao a determinado poluente ou molcula. Este tipo de carvo usado no tratamento de guas re-siduais ou potveis, gases, zonas poludas e tambm em clulas de combustvel das pilhas de armazena-mento de energia dos carros de nova gerao. In, metro, 5 de Abril de 2011

    Em reportagem, o Pblico reala que a cortia foi mostrar nova cara ao Salone del Mobile, em Milo, que o mais importante evento de design de mobi-lirio e interiores do mundo. Dez estdios foram con-

    vidados pela ExperimentaDesign, como consultora e produtora, e pela Corticeira Amorim para desenhar objectos para a sua nova marca e apresentarem essa coleco, denominada Materia. , reala, o dirio uma nova tentativa de redefinir uma matria-prima que torna Portugal num incomum lugar cimeiro a nvel mundial.In, Pblico, 17 de Abril de 2011

    O Dirio de Aveiro destaca que a rolha de cortia est a vencer os vedantes alternativos, de plstico e alumnio, no mercado americano. Num estudo recente, concluiu--se que, apenas num perodo de doze semanas, as ven-das de vinhos vedados com rolha de cortia aumenta-ram quase 14 por cento, enquanto as vendas de vinhos vedados com plsticos e cpsulas de alumnio caram em mais de13 por cento, refere o jornal regional.In, Dirio de Aveiro, 20 de Abril de 2011

    O presidente da APCOR, Antnio Rios de Amorim, tornou pblico o seu optimismo moderado quanto

    a uma recuperao do crescimento das exportaes portuguesas de cortia, no decorrer de uma apre-sentao, aos associados da instituio, das aces desenvolvidas nos principais mercados internacio-nais, no mbito da campanha InterCork Promoo Internacional da Cortia. A cortia consegue o que nenhum outro sector consegue em Portugal a visi-bilidade em todos os continentes e os mercados que se abrem de forma continuada, salientou o dirigente e empresrio.In, Correio da Feira, 2 de maio de 2011

    A Corticeira Amorim est a promover a 2 edio do galardo de Melhores Prticas Florestais, que visa distinguir proprietrios florestais pelas boas prticas na gesto sustentvel de reas de sobreiro e da bio-diversidade associada. Est em causa um prmio no valor de 5.000 euros. O galardo integra-se na iniciativa europeia Business & Biodiversity (negcios e biodiversidade), que dis-ponibiliza aos proprietrios florestais um servio de aconselhamento tcnico gratuito. No corrente ano, os interessados podem candidatar-se atravs do site www.amorim.pt.In, Dirio de Abeiro, 10 de maio de 2011

    MEDIA

    Recortes de Imprensa[ ]

    Apesar de uma ligeira descida face ao trimestre inicial do ano, de Abril a Junho o mundo da cortia continuou a merecer a ateno de jornais e revistas. Desta feita, a indstria, em termos globais, e as performances econmicas das empresas estiveram em destaque. Mas as exportaes mantm-se como tema relevante. Relativamente s fontes das notcias ou artigos, a APCOR e as prprias empresas continuam a ocupar a primazia.

    No segundo trimestre de 2011, registou-se uma descida no nmero de notcias publicadas na imprensa, por comparao com os primeiros trs meses do corrente ano 129 peas ou ar-tigos publicadas, quando esse nmero se tinha elevado aos 151 no perodo que mediou entre Janeiro e Maro. E assinale-se que Junho conta-bilizou apenas 29 artigos, enquanto Abril e Maio empataram com 50 peas cada. (grfico1)Em termos das publicaes que deram espao ao mundo da cortia, o destaque continuou a ir para o Dirio Econmico, que publicou oito peas e 13 artigos da coluna da APCOR. O JN ocupou o 2 lugar, com 12 artigos ou peas e o Correio da Manh garantiu o 3 lugar, com 10 notcias, seguindo-se o Jornal de Negcios, com sete. Por categorias, assinale-se que os jornais regionais inseriram 24 peas sobre o sector e os peridicos nacionais deram 14 notcias sobre a cortia. E as revistas publicaram 21 histrias sobre a fileira. Realce-se, ainda, que os jornais de Santa Maria da Feira tambm continuaram a publicar, com alguma regularidade peas jorna-lsticas sobre este meio empresarial. (grfico 2)A indstria, no seu global, e as empresas da cor-tia, em particular e, principalmente, no que diz respeito aos seus dados econmicos, ocupam a primazia em termos dos temas tratados pela imprensa no 2 trimestre do ano, com 27 por cento e 19 por cento respectivamente. Para l dos outros temas, com 15 por cento, destaque para os produtos em cortia, com 13 por cen-to, e para as exportaes, com 12 por cento. Os projectos da APCOR registaram 8 por cento e o montado/floresta apenas 4 por cento. (grfico 3).

    Cortia nos media portuguesesMEDIA

    Fonte: APCOR Ano: 2011

    As notcias publicadas durante o segundo tri-mestre deste ano tiveram como principal fonte de informao as empresas de cortia (32 por cento), seguidas pela APCOR (31 por cento) e

    as outras fontes (19 por cento). Nota, ainda, para as autarquias/governo, com 11 por cento, e para as outras associaes, com 7 por cento. (grfico 4).

    .10 APCORNOTCIAS

    2 Notcias por Publicao 2 Trimestre

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    Notcias Publicadas2 Trimestre de 2011

    1

  • A empresa portuguesa Corque foi convidada pelas lojas do Museu de Arte Moderna (MoMa) de Nova Ior-que para criar uma srie exclusiva de produtos base de cortia. Em meados de Maio, Ana Mestre, empre-sria e designer, dinamizou um showroom no MoMa, apresentando mobilirio e objectos de decorao base de cortia, de acordo com a apetncia do pbli-co americano por estes produtos.In, Dirio Econmico, 16 de maio de 2011

    A Amorim Revestimentos refora a presena na China, noticia o Dirio de Aveiro, informando que a empresa fechou um acordo com a maior sociedade retalhista da China, especializada em revestimentos de cortia. O jornal especifica que o objectivo re-forar a presena naquele mercado.In, Dirio de Aveiro, 24 de maio de 2011

    A cortia continua a ganhar pontos concorrncia nos Estados Unidos, refere o Jornal de Negcios, referindo-se em concreto ao sub-sector das rolhas de cortia. A notcia reala o facto da Sociedade ameri-cana de sommeliers ou escanes ter aprovado uma deliberao em que considera a rolha de cortia o melhor vedante para o vinho. In, Jornal de Negcios, 31 de maio de 2011

    O Dalmore Trinitas 64 o whisky mais caro do mun-do e foi notcia no Pblico porque usa vedantes de cortia portuguesa no caso, as rolhas Premium Top Series, da Corticeira Amorim. A empresa refere que esta rolha composta por um corpo de cortia natural e por uma sofisticada cp-sula de madeira escura com acabamento de prata. O Dalmore Trinitas 64 pertence cave Dalmore, que lanou apenas trs exemplares desta bebida cada garrafa custa 15 mil euros. In, Pblico, 03 de Junho de 2011

    Rolhas em todo o mundo. A edio de 10 de Junho do Jornal de Notcias, reala a capacidade de pene-trao das rolhas de cortia, no mbito de um artigo sobre as potencialidades do nosso pas. Assim, a cor-tia apresentada como fazendo parte de Portugal no seu melhor, detendo uma importante presena em mercados como a Frana, no que diz respeito ao vedante natural para o vinho.In, Jornal de Notcias, 10 de Junho de 2011

    O grande regresso da rolha de cortia, noticiou os Les Echos, prestigiado jornal francs, especializado em economia, na sua edio de 17 de Junho passa-do. O peridico realou que o vedante natural est

    MEDIA

    a vencer a batalha com os vedantes alternativos, em plstico e metal, apontando os exemplos da Corti-ceira Amorim e do seu concorrente francs, Oeneo, como grandes beneficirios da reafirmao da rolha nos principais mercados mundiais.In, Les Echos, 17 de Junho de 2011

    O envolvimento da actriz americana Daryl Hannah na campanha InterCork foi notcia no Dirio de Aveiro, que vincou o empenho da estrela de Hollywood na preservao das florestas e, neste caso, na preserva-o do montado de sobro, atravs da divulgao das boas qualidades da cortia, em termos econmicos e de garante da sustentabilidade ambiental. Daryl Hannah plantou um sobreiro na UC Davis, uma uni-versidade californiana.In, Dirio de Aveiro, 21 de Junho de 2011

    Os nossos tesouros o tema de uma reportagem publicada pela Viso a 23 de Junho. Entre os sectores em que o pas tem de apostar est a fileira florestal, na qual o sector da cortia ocupa lugar de destaque. Portugal tem 30% da rea de montado de sobro de todo o mundo e responsvel por metade de toda a cortia transformada no planeta, refere a revista. In, Viso, 23 de Junho de 2011

    A APCOR recebe, analisa e compila toda a informao que publicada na im-prensa portuguesa, atravs de um servio de clipping (recortes de imprensa). As notcias publicadas so analisadas segundo trs critrios: publicao, te-mas tratados e fontes de informao que veicularam as notcias.

    Metodologia:

    4

    .11APCORNOTCIAS

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    3 Notcias por TemaAno 2010

    Indstria de Cortia Dados Econmicos sobre Empresas Outros Produtos de Cortia Exportaes de Cortia Projectos APCOR Montado/Floresta Cortia e Ambiente Crise do Sector da Cortia

    APCOR Empresas de cortia Autarquias/governo Outras associaes Outros

    Fonte de Informao2 Trimestre

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  • NOTCIAS

    A edio 2011/2012 do programa Formao PME est a arrancar e vai envolver 25 empre-sas associadas da APCOR. A nvel nacional, contar com a participao de 1.999 empresas e representar um investimento total de 16 mi-lhes de euros. Prolongar-se- por 18 meses, at Setembro do prximo ano.No passado dia 25 de Maio, a APCOR apresen-tou formalmente o projecto na sua sede, tendo convidado os representantes das empresas que aderiram a esta iniciativa formativa gerida pela Associao Empresarial de Portugal (AEP) e fi-nanciada pelo programa operacional de Poten-cial Humano do QREN (Quadro de Referncia Estratgico Nacional). A sesso concluiu-se com a assinatura dos contratos pelas vrias partes.O Formao PME integra consultoria e forma-o propriamente dita, destina-se a micro, pe-quenas e mdias empresas e visa promover a competitividade. Em quase 15 anos de funcio-namento, interveio em 5.613 empresas. Refira-se que, em termos de formao inte-gral, as empresas que tenham at nove traba-lhadores tero ao seu dispor um programa for-mativo com 50 horas de consultoria (C) e 100 horas de formao (F); de 10 a 49, 100 horas de C e 150 horas de F; e de 50 a 100 empregados, 100 horas de C e 200 horas de F. Em termos de especializao, as empresas cujos efectivos variam entre os 10 e os 49 tra-balhadores vo dispor de 50 horas de C e de 100 horas de F; de 50 a 100 funcionrios, ga-rantem 100 horas de C e 150 horas de F. Trata-se de um projecto muito ambicioso, que d um apoio efectivo s empresas, referiu Joa-quim Lima, o director-geral da APCOR. Realou

    Formao medida para 25 PME do sector Um diagnstico inicial, seguido de aces dirigidas aos proble-mas e aspiraes de cada empresa. Programa visa acrescentar competncia aos processos criativos e produtivos.

    que o programa prev intervenes nas em-presas aderentes mediante a realizao de um diagnstico prvio. Em nome da AEP, Paula Silvestre vincou que o programa muito exigente, e logo desde a fase de diagnstico. Assinalou que, no pla-no de interveno previsto, o consultor um dinamizador que elabora o diagnstico em conjunto com a empresa. E sublinhou que a formao a implementar ser a que for neces-sria em funo dos objectivos definidos por cada empresa. A responsvel ainda fez notar que os colabora-dores das empresas devem desempenhar um papel muito importante em todo este proces-so. Os trabalhadores participam na formao se forem ouvidos, disse, acrescentando que h que lhes dar espao, h que lhes dar voz. Por seu lado, Jos Carlos Silva, da empresa de consultoria Infeira parceira formativa do

    programa -, avisou que o facilitismo estar ausente do processo. Vamos fazer uma anlise para ver em que reas este sector se vai de-senvolver, referiu. A inteno descortinar as tendncias do negcio e, para isso, conside-rou que sero muito importantes as opinies dos empresrios.Realce, ainda, para os breves testemunhos de alguns dos representantes das empresas ade-rentes que testemunharam a utilidade dos ins-trumentos formativos postos sua disposio. Foram salientadas as oportunidades para me-lhorar e o especial benefcio para as micro e pequenas empresas, que neles podem colher o know-how e as competncias organizativas que possibilitaro a concretizao de novas ideias e de projectos inovadores.Somos um sector de tradio, mas em cont-nua renovao, sintetizou Joaquim Lima, em jeito de concluso.

    A assinatura do contrato25 Empresas da APCOR vo participar em mais uma edio do programa de Formao PME

    .12 APCORNOTCIAS

  • NOTCIASNOTCIAS

    FICOR antecipa futuro promissor da cortiaA APCOR marcou presena na 3 edio da FICOR Feira Internacional da Cortia, que, de 27 de Maio a 1 de Junho, decorreu, em Coru-che, numa organizao da Cmara Municipal, reunindo os mais importantes agentes do sec-tor e delegaes internacionais.A Associao Portuguesa da Cortia montou stand no certame e organizou uma visita ao montado e a uma unidade fabril para um gru-po de 30 quadros da Embaixada dos Estados Unidos em Portugal. E Antnio Rios de Amorim, o seu presidente, participou no colquio Melhor Montado, Me-lhor Cortia, tendo acentuado que a indstria exportadora d claros sinais de recuperao da sua preponderncia internacional. Exempli-ficou com a reconquista, pela rolha, dos princi-pais mercados vincolas mundiais. No deixou, porm, de avisar que preciso mais cortia e novas aplicaes em mais mercados.Referenciou, a propsito, os esforos em cur-so, e que se devero acentuar, para o uso da cortia em materiais j existentes, como, por exemplo, o calado, e a busca contnua por no-vos produtos, que poder passar pelo design e pela moda, com a criao de peas de roupa, de mobilirio e, at, de artigos desportivos -

    uma bola de futebol ou uma prancha de surf. Salientando a importncia da imagem da cortia junto das novas geraes, e no que s novas aplicaes diz respeito, Antnio Rios de Amorim sublinhou a necessidade de ligar o uso da cortia a um lifestyle moderno. Registe-se que a conservao e uma cuidada gesto das florestas presidiram ao esprito da Feira de Coruche. E o Observatrio do Sobreiro e da Cortia centrou actividades, projectando uma FICOR que tambm saiu para a zona do montado e que soube fazer uma to desejvel quanto natural parceria com reas afins como o vinho e a gastronomia. A cortia um produto de excelncia, que puxa pela nossa economia, salientou, na aber-tura, Dionsio Mendes, o presidente da Cmara Municipal de Coruche. O autarca vincou que a fileira soube ultrapassar a viso pessimista de h uns anos atrs. Assinale-se, ainda, a realizao do 3 desfile de moda Coruche Fashion Cork. Modelos como Isabel Figueira, Dnia Neto, Carla Matadinho e Liliana Aguiar brilharam na passerelle, sendo de realar a participao do estilista espanhol Eugenio Loarce, que apresentou trs peas em cortia.

    Presidente da APCOR vincou importncia de impor imagem da cortia junto das novas geraes

    Feira de Coruche salienta adaptao da fileira aos novos tempos e aos novos desafios. O optimismo toma conta do sector.

    A conhecida modelo Isabel Figueira evidenciou as peas em cortia

    .13APCORNOTCIAS

  • NOTCIAS

    A APCOR marcou presena na 3 Conferncia Internacional do Montado e da Cortia, que se realizou, em Vendas Novas, no dia 20 de Maio, organizada pelo Municpio de Vendas Novas, no mbito do Ciclo de Conferncias InovFILDA Conferncias para a Inovao e o Desenvolvi-mento Tecnolgico.No decorrer dos trabalhos, Antnio Rios de Amorim, o presidente da APCOR, apresentou a comunicao Indstria Corticeira Futu-ro e Reforo de Competncias. Com os olhos postos na recuperao do seu predomnio, em termos do mercado mundial de vedantes para o sector vincola, o sector corticeiro portugus lana os olhos e as estratgias tambm para os mercados emergentes e em vrios domnios, da construo e design s reas mais inovado-ras da nova economia globalizada.

    Sector corticeiro projecta o futuro

    A cortia um material verdadeiramente ni-co, sublinhou o empresrio, questionando: de que outra forma poderia o mesmo material ser incorporado na Indstria Aeroespacial e num monumento histrico como a Sagrada Famlia de Gaudi?.O presidente vincou que a tendncia decres-cente no valor das exportaes que vinha de 2002 foi, entretanto invertida, com uma recu-perao de 8%, quando comparados os dados de 2009 com os do ano passado. E a compara-o entre o primeiro trimestre de 2010 e igual perodo do corrente ano revela um aumento de 7,39% no que diz respeito ao valor dos pro-dutos em cortia vendidos para o exterior.Num registo de franco optimismo, o dirigente definiu uma estratgia sectorial que se espraia por trs reas de interveno. Desde logo, privi-

    legiando a base que a floresta, com uma forte aposta na investigao, por exemplo, sobre o genoma do Sobreiro, mas tambm certifican-do e dando a conhecer as mais-valias de um sistema como o montado. Na frente industrial, destaque para o dinamismo empresarial, com o aparecimento de novas fbricas, para a difu-so e implementao da certificao e para a criatividade que se impe, com uma crescente produo de novos produtos e com a diversifi-cao do uso da cortia.Registe-se que a Conferncia de Vendas Novas apresentou painis que versaram as Neces-sidades e Desafios da Indstria Corticeira, o Apoio Actividade Corticeira e sua Promo-o Internacional, e a Sustentabilidade e Bio-diversidade do Montado. Os temas especficos abordados incluram a adequao entre as ne-cessidades da indstria e dos mercados, a cer-tificao do montado rolha, os instrumentos de apoio internacionalizao que esto ao dispor das empresas e a gesto florestal.

    Conferncia rene agentes da fileira, para debater as questes do momento. APCOR vinca aposta na qualidade e na inovao.

    A APCOR marcou presena na 3 Conferncia internacional do montado e da Cortia

    .14 APCORNOTCIAS

  • Um dos objectivos da APCOR, enquanto Or-ganismo de Normalizao Sectorial (ONS), di-namizar a normalizao, visando o bom desen-volvimento da actividade comercial do sector corticeiro, a nvel nacional e a nvel internacional.Nesse sentido, no incio de Abril, realizou-se o seminrio subordinado ao tema A Normaliza-o como factor de sucesso. Decorreu em Ven-das Novas, para chegar s partes interessadas da zona centro/sul do pas. A abertura esteve a cargo de Joaquim Lima, o director-geral da APCOR, que tambm apre-sentou os temas a abordar. A saber: A estrutu-ra da normalizao e seu funcionamento, por Manuel Reboredo, presidente da Comisso Tcnica da Cortia CT 16; O que a marcao CE como e quando se aplica, por Ricardo Fer-nandes, director do departamento de informa-o, desenvolvimento e assuntos europeus do Instituto Portugus da Qualidade IPQ; A mar-cao CE e a reaco ao fogo dos produtos de cortia, por Pina dos Santos, responsvel pelo

    Normalizao faz crescer as empresas

    departamento de edifcios, ncleo de revesti-mentos e isolamentos do Laboratrio Nacional de Engenharia Civil LNEC; e A importncia da normalizao para a certificao de produto e marcao CE, por Mrcia Pedro, responsvel pela gesto da qualidade da Amorim Revesti-mentos. O objectivo foi definir a normalizao como um elemento fundamental para o crescimen-to e desenvolvimento das empresas. Por isso, as intervenes dos oradores centraram-se na anlise do tema marcao CE, que se tornou de carcter obrigatrio na Europa e que se re-flecte em muitos produtos de cortia - nos iso-lamentos e revestimentos, por exemplo.O evento tambm pretendeu alertar para o apoio e envolvimento que as entidades inte-ressadas, com maior incidncia para a inds-tria, devero garantir, atravs de uma efectiva cultura de incentivar e promover a participao dos seus tcnicos na vida normativa, com um trabalho de anlise de contedos normativos,

    pesquisa e/ou ensaios, e deslocaes a reuni-es para participao na actividade que a AP-COR tem desenvolvido desde 2007. Criada em 1957, a CT 16 criou um conjunto normativo, nacional e internacional, significa-tivo para pautar o trabalho da indstria. Con-tudo, muitas dessas normas requerem uma actualizao e, em funo da evoluo tecno-lgica, poder existir a necessidade de novos documentos normativos.Aco voluntria e/ou obrigatria, a normaliza-o garante indstria da cortia a promoo e defesa dos seus produtos e, consequente-mente, aumenta-lhe a competitividade face a produtos alternativos. Portugal dever manter-se como lder da nor-malizao internacional do sector da cortia e, essa, ser certamente uma oportunidade para se afirmar, de uma forma sustentvel, num mercado cada vez mais exigente no que diz respeito ao cumprimento dos requisitos de qualidade.

    NOTCIAS APCORNOTCIAS .15

  • NOTCIAS

    Joo Gomes Ferreira realou que os mercados valorizam a certificao

    Systecode 2011 apresenta-se aos associados da APCOR

    A Confederao Europeia da Cortia (CE Li-ge) lanou a nova campanha do Systecode, o Sistema de Certificao das Empresas, median-te o Cdigo Internacional das Prticas Rolhei-ras (CIPR), cuja 6 verso foi apresentada, sob a forma de seminrio na sede da APCOR, em Santa Maria de Lamas.Joo Gomes Ferreira, o secretrio-geral da CE Lige, apresentou aos nossos associados os ob-jectivos definidos para o Systecode 2011/2012. A saber: fazer evoluir o CIPR para que o prprio sector evolua; promover a excelncia; reforar a integrao de quadros qualificados; promo-ver a segurana alimentar; garantir a sustenta-bilidade e o respeito pelo ambiente; apostar na rastreabilidade dos produtos; e implementar um plano de controlo de produtos e equipa-mentos.Refira-se que o plano de trabalho prev a es-truturao de um projecto-piloto, que englo-bar 20 empresas, originrias de Portugal, Es-panha e Frana. O responsvel sublinhou que as aces a de-senvolver durante o corrente ano sero conta-bilizadas em termos de ano de transio, pelo que no contaro para a aprovao ou rejeio das firmas aderentes ao Systecode 2011. Ser-viro para as empresas comearem a ter uma perspectiva de controlo de produto, adaptan-

    do-se ao que tero de pr em prtica em 2012.Os peritos e auditores que vo trabalhar no Sistema de Certificao vo receber formao em sala e de carcter prtico -, a comear em Setembro. O aumento do rigor e da exign-cia a aposta. Joo Ferreira realou que o mercado valoriza a certificao e constatou que, na ltima dca-da, o sector realizou um grande investimento em termos de potenciao da qualidade al-gum dele, como enfatizou, puxado pelo Sys-tecode. Para o futuro, fica a vontade de criar um Sistema de Certificao de Fornecedores, um objectivo a

    longo prazo, que poder iniciar-se com a criao de uma linha positiva de produtos. Acrescente-se que os seminrios realizados na APCOR tambm instruram os representantes das empresas sobre aspectos tcnicos. Alzira Quintanilha, directora-geral do Centro Tecno-lgico da Cortia (CTCOR), apresentou o CIPR, abordando aspectos como o armazenamento, o vesturio de trabalho, a preparao da corti-a e a fabricao, entre outros, na perspectiva do que exigvel ao abrigo do Cdigo. Recorde-se que, na campanha Systecode 2010, foram certificadas 385 empresas, das quais 278 portuguesas.

    Nova campanha do Sistema internacional de Certificao visa a excelncia, reforando a aposta das empresas na qualidade.

    Representantes das empresas foram informados dos objectivos do novo projecto de certificao

    .17APCORNOTCIAS

  • ASSOCIADOS

    A rolha de cortia o melhor vedante do mundo!

    Mrio Pinto, proprietrio e gerente da Corval Cortias Valdemar Alves Lda.

    Confiante no futuro, sublinhou que a cortia uma riqueza 100% nossa, que dever ser plenamente aproveitada.

    Mrio Pinto explicou a forma como a sua empresa garante a

    qualidade das rolhas que seguem para os seus

    clientes no exterior

    Empresrio assegura que a qualidade garante, sempre, bons resultados

    s empresas

    A Corval Cortias Valdemar Alves Lda. est no comrcio de rolhas, assumindo o garante da qualidade do produto que enviado para os seus clientes nos Estados Unidos da Amrica (EUA), principalmente, mas tambm em Frana, na fa-mosa regio vincola de Chablis. Esta empresa est vocacionada para o controlo da qualidade, vincou Mrio Pinto, proprietrio e gerente. Explicou que a sua firma sedeada na zona industrial (ZI) da Silveirinha, em S. Joo de Ver representante em Portugal de uma em-presa americana, a Scott Laboratories (Labora-trios Scott), da Califrnia, que lhe remete enco-mendas feitas por caves daquele pas.A Corval tem seleccionado um leque de 23 for-necedores portugueses, que, no produzindo grandes quantidades, apostam decisivamente na qualidade. S trabalhamos com a gama alta, sublinhou o empresrio, afirmando que as rolhas enviadas para os States so da maior qualidade em concreto das classes Flor, Extra e Superior.

    Marcao cerradaAs encomendas chegam, so direccionadas para as fbricas e, a partir da, os tcnicos da empresa

    de S. Joo de Ver pem-se em campo, para garan-tir a superior qualidade do produto que seguir para o cliente final.Mrio Pinto salientou que a verificao feita nos lotes prontos. A Corval vai s unidades de produ-o e faz um controlo quer sensorial, quer de anli-se de TCA (preveno do chamado gosto a rolha).Fomos a primeira empresa no mundo a testar o TCA saco a saco, enfatizou o gerente, reclamando, alm do pioneirismo, a dianteira mundial e actual neste mbito. Ainda hoje fazemos esse controlo, precisou. Note-se que o procedimento se repete quando o produto chega a terras americanas.Mensalmente, a empresa desloca-se aos seus fornecedores, em inspeco, para ver as condi-es em que esto a trabalhar, conferindo, em especial, a matria-prima tem que ser cortia seleccionada!. Ento, o procedimento o seguinte: de um lote de 10 sacos 10 mil rolhas em cada um retira-da uma amostra. Registe-se que a primeira triagem realizada com base no aspecto visual. Das rolhas aprova-das extrada, tambm, uma amostra de refern-cia, espcie de caixa negra, que visa garantir a

    conformidade com a amostra que ir a testes em S. Joo de Ver. Os tcnicos da Corval levam para as suas instala-es uma mostra contendo um misto de todos os sacos. E os testes laboratoriais, nomeadamen-te ao TCA, definiro os lotes que esto em con-dies de seguir viagem. Aps esse processo, fechamos os sacos e, quando temos 200, j po-demos encher um contentor, referiu Pinto.

    Garante da qualidadeO empresrio explicou que, entre a sua firma e cada um dos fornecedores foi, previamente, acor-dado um standard de qualidade para o preo definido para cada lote. Porque uma rolha no igual a outra.Sublinhando que a Scott Laboratories represen-ta o topo de gama, Mrio Pinto vincou que os preos com que lida habitualmente esto acima do valor mdio de mercado. Um contentor nosso custa volta de meio milho de euros, referen-ciou, acrescentando que os preos conseguidos pela concorrncia andam entre 150 mil e 250 mil euros.Registe-se que a Corval Cortias Valdemar Alves Lda. factura anualmente cerca de 11 milhes de euros 10 milhes no mercado americano e um milho em Frana. No mercado desde 1979, con-ta, actualmente, com seis empregados, incluindo o proprietrio, e est certificada pela norma ISO. Sobre o futuro, previu um aumento do seu volu-me de negcios, atravs da absoro da quota de mercado das empresas que vo desaparecer por falta de qualidade.Ainda relativamente ao mercado dos EUA, expli-cou que a venda de rolhas tem vindo a aumentar, mas que a preferncia das caves tem ido para as mais baratas. Nada que o afecte muito, pois con-tinuar a trabalhar com o topo de gama. A este propsito, tambm realou a oportunida-de da campanha InterCork Promoo Interna-cional da Cortia, realando que a rolha de cor-tia o melhor vedante do mundo e que o TCA j no problema, referindo-se ao fantasma do gosto a rolha no vinho. H, pois, que proclam--lo ao mundo.Mrio Pinto deixou, ainda, um conselho s peque-nas empresas do sector: devem juntar-se. Salien-tou que a qualidade desejada pode ser consegui-da pelas firmas de menor dimenso, se estas se organizarem. Mas tem constatado que uma certa mentalidade portuguesa impede sistematica-mente uma cooperao to necessria quanto seria frutuosa. Porque quem trabalhar bem ter sempre a mercadoria vendida.Confiante no futuro, sublinhou que a cortia uma riqueza 100% nossa, que dever ser plena-mente aproveitada.

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  • PROGRAMAS

    Programa Principais actividades em curso Prximas actividades

    Programa APCOR / ONS (Proj.8227)

    Em resultado da reunio de trabalho de Fevereiro do CEN/TC 88 em Berlim, foram feitas vrias reunies dos grupos (WG) e sugeridos alguns ajustes para a harmonizao das normas em anlise, que so muito tcnicas e complexas. Em Portugal estamos a analisar e ultimar o documento normativo EN 13170 e a preparar a prxima reunio no dia 27 e 28 de Julho em Berlim, para finalizar trabalhos;

    Anlise de documentao normativa recebida diariamente do CEN/TC 134, CEN/TC 88 e ISO/TC 87;

    Traduo de normas e anlise das mesmas, para propor ao IPQ; Reunio, com os coordenadores das subcomisses, para

    acompanhamento da execuo do Programa de Trabalho da CT 16.

    Preparao de uma publicao especfica com dados de interesse para as empresas, sobre normalizao;

    Preparao do Plenrio da CT 16 para Setembro/Outubro; Preparao das propostas de trabalho a apresentar o Plenrio da ISO/TC 87 para

    Setembro/Outubro; Apresentao do procedimento com regras e prticas de funcionamento da CT 16,

    tendo em conta as Regras e Procedimentos para a Normalizao Portuguesa, do IPQ; Acompanhamento da execuo do Programa de Trabalho da CT 16, com os

    coordenadores das subcomisses; Proposta e preparao do Plenrio a realizar em Portugal, do CEN/TC 134, em 2012; Traduo de normas e anlise das mesmas, para propor ao IPQ.

    Programa Cork2010 (Proj.5234)

    Preparao da principal actividade do projecto Congresso Internacional da Cortia, realizado com a colaborao da CELige.

    Continuao do desenvolvimento da actividade

    Programa Formao PmE

    Continuao do Processo de avaliao e seleco das novas entidades destinatrias;

    Interveno, nas entidades destinatrias aprovadas, por parte do Consultor de Ligao.

    Continuao das intervenes j iniciadas no trimestre anterior, do projecto Formao PME, com vista elaborao do diagnstico inicial

    Inicio de interveno nas empresas entretanto aprovadas.

    Programa interCork Promoo internacional da Cortia

    Reino Unido: Colocao do logo CorkMark no site da Sainsburys EUA (mcd): camio Decor(k) na Dwell em Los Angeles EUA (r): Visita da vencedora do concurso realizado na rede social Facebook Frana: Participao na Vinexpo, Disponibilizao de vdeos no Planete

    Liege TV, Visitas de jornalistas a Portugal Itlia: Realizao de Sugheritivos, Visitas de jornalistas na Sardenha. Alemanha (mcd): Envio de newsletter e aces de publicidade Alemanha (r): Participao no Weinborse, visita de formadores em enologia

    a Portugal Rssia: Visita de cadeia de TV a Portugal, Participao no festival de jazz

    atravs de um jogo de xadrez em ponto grande. Japo: Encontro com distribuidores China: Disponibilizao do filme institucional para chins. EAU: Colaborao com a American University of Sharjah.

    Reino Unido: Visita imprensa a Portugal EUA (mcd): Visita de designer a Portugal EUA (r): Visitas de lderes de opinio a Portugal, Outdoors, Encontros com responsveis

    de marketing das empresas vincolas, Descortiamento. Frana: Visita de jornalistas e sommeliers a Portugal Itlia: Visitas de consumidores a Portugal, Produo de brochuras tcnicas. Alemanha (mcd): Visita de lderes de opinio a Portugal Alemanha (r): Visita de jornalistas a Portugal, actividades no retalho. Rssia: Aces promocionais dirigidas ao consumidor Japo: Visita de distribuidores a Portugal China: Participao na feira China low carbon buildings and environmental protection,

    materials exhibition. EAU: Continuidade da colaborao com a American University of Sharjah.

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