A Representacion do Deus Invisible

  • Published on
    08-Mar-2016

  • View
    216

  • Download
    2

DESCRIPTION

Livro cristao Austin sparks clasico

Transcript

  • A REPRESENTAO DO

    DEUS INVISVEL

    E D I C I O N E S T E S O R O S C R I S T I A N O S

    Web Site: Tesoroscristianos.net

    Theodore Austin Sparks

    Poucas vidas crists tm sido mais frutferas. E

    isto, no porque era um tipo especial de christao,

    mas por sua paixo, talvez, a obsesso por Cristo,

    de que era um pregador fiel e testemunha por

    mais de 60 anos.

  • A Representao do

    Deus Invisvel

    Theodore Austin-Sparks

  • Theodore Austin Sparks

    (1888 1971)

    Deixou-nos um tesouro de mensagens cheias da sabedoria, Vida e revelao de Cristo. Nosso alvo prover esta gerao com uma coleo online completa de materiais deste ministrio. Nos os oferecemos aqui na internet para edificao e fortalecimento do Corpo, para que em tudo CRISTO possa ter a primazia.

  • NDICE

    Captulo 1 - Representao, um princpio de Deus . . . . . . . 5

    Captulo 2 - Representao Na Base Da Identificao . . . . .17

    Captulo 3 - Representao pelo Esprito . . . . . . . . . . . . . . 28

    Captulo 4 - A Representao a Essncia do Servio. . . . 42

    Captulo 5 A Dinmica da Representao. . . . . . . . . . . . . 56

    Captulo 6 A Maneira de Obter Conhecimento Necessrio

    para a Representao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . 62

  • Captulo 1

    Representao, Um Princpio De Deus

    Ler: Efsios. 4:13,15-16; 5:22-32; Joo 20:21-23; Atos 1:8.

    Na primeira e segunda srie de passagens, h uma palavra comum a todos elas, como voc observou. a palavra imagem.

    Em nossa lngua inglesa temos, no Novo Testamento, duas palavras dolo e cone. Heb. 1:3 - "a imagem exata de Sua Pessoa". Rotherham traduz, "a representao exata de Sua imagem" ou "de Sua substncia". esta palavra representao que tem tomado conta de mim, e que parece ser a chave para a nossa meditao.

    Representao: um Princpio Eterno

    Voc ir ver que, nas passagens que acabamos de ler, esta a idia dominante; primeiramente em relao ao Senhor Jesus: representao de Deus. dito que Ele a imagem de Deus, a imagem do Deus invisvel. Ento, o pensamento transferido para os eleitos, a igreja, os predestinados a serem conformados imagem de Filho, um novo homem renovado conforme a imagem daquele que o criou; e ao longo disto, passagens nas quais a presente palavra no ocorre, mas onde o pensamento ainda a ideia principal - "a medida da estatura de Cristo", "um varo perfeito" (Ef. 4:13). Isto com referncia Igreja, o povo do Senhor representao.

    Ento, aquelas passagens finais trazem a coisa para um campo muito prtico - "Como o Pai Me enviou a Mim, assim Eu vos envio a vs" colocando a nfase na palavra como. Ento, com a pergunta que pode surgir, "Quem suficiente para essas coisas?" A resposta , "Recebereis poder, quando o Esprito Santo descer sobre vs: e series minhas testemunhas", esta ltima palavra apenas outra palavra para representantes.

    (a) Antes da Criao

  • Isto, ento, um pensamento eterno, um pensamento que saiu da eternidade, Deus propondo ser representado em Seu universo, ter representao no homem, e este pensamento eterno est por trs de tudo. antes da criao, antes da queda, e, portanto, antes da redeno. Este pensamento se mantm l atrs, como que governando todo o projeto de Deus para o futuro. como se Deus decidisse que Ele teria uma representao de si mesmo, o Deus invisvel, numa forma visvel, numa forma humana, para que Ele pudesse ser visto, ser conhecido, ser compreendido; e, mais do que isto, Ele iria constituir, na base do companheirismo, de um relacionamento vivo em termos de representao, aquele que represent-lo-ia no meramente de forma oficial, mas em natureza, conforme o seu corao. Isto significa que Deus iria se fazer conhecido, que iria dar a si mesmo, que iria trazer a criao para dentro de uma experincia que seria mais do que uma obedincia mecnica sua vontade soberana; uma agradvel, desejvel, e amvel comunho com Ele mesmo, com o seu prprio corao, ao longo da linha do consentimento, e no da compulso. Isto o que significa representao, em resumo. exatamente o que isto significa no caso do Senhor Jesus sendo imagem do Deus invisvel, e exatamente o que significa em relao Igreja sendo conformada imagem do Filho.

    (b) Na Criao

    A criao trazida existncia por meio deste pensamento nico de Deus, para que toda a criao pudesse, numa variedade de formas, express-Lo, represent-Lo, falar Dele, para que todas as ordenaes do cu e da terra como estabelecidas por Deus, e que todas as relaes na criao, pudessem representar os pensamentos de Deus. Se tivssemos olhos para ver, poderamos ver os pensamentos de Deus em tudo o que Ele criou. Toda a criao uma corporificao deste desejo de Deus de ser representado.

    (c) Na Redeno

    Mas no apenas isso, pois, quando chegamos questo da redeno, a mesma coisa. Da postura de Deus em relao necessidade que surgiu, a representao est

  • no corao disso, e a representao na redeno dupla, possui dois lados. Devido ao que tinha acontecido criao, e por causa do julgamento pronunciado sobre ela morte - h uma anulao da ordem das coisas. Se a sentena fosse executada de forma absoluta, a criao seria descartada do universo de Deus, no sobraria nada. Porm, a representao novamente a forma de redeno, e, na pessoa do Filho, uma posio representativa tomada sob julgamento, condenao, e morte, e Nele, representativamente, a criao deixa de existir, morre. Ns hoje seguramente chegamos a este aspecto de coisas com gratido, isto , que voc e eu fomos salvos da terrvel totalidade do julgamento sobre a criao porque Algum foi o nosso representante naquele julgamento. Ele, de forma representativa, morreu como um maldito, julgando e condenando a criao por causa do pecado. Ele morreu por ns e como ns, e ns morremos Nele. Esta uma verdade simples e familiar.

    Mas h o outro lado da redeno. Na ressurreio, na exaltao em glria, Ele tambm o nosso representante. O pensamento Divino da representao tomado novamente, agora no em desespero, mas em esperana. "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericrdia, nos gerou de novo para uma viva esperana, pela ressurreio de Jesus Cristo dentre os mortos" (1 Ped. 1:3). Na ressurreio Cristo o nosso representante; na glria Ele o nosso representante, e to verdadeiramente como fomos includos na morte, assim tambm fomos includos Nele na glria, na exaltao. Como o Capito da nossa salvao, Ele est trazendo muitos filhos glria, onde Ele est como representante deles.

    Em Romanos 8:29. "Porque os que dantes conheceu, tambm os predestinou para serem conformes imagem de seu Filho", introduziram duas pequenas palavras - "para serem". Estas palavras no ocorrem no original, absolutamente. Foram colocadas porque soa abrupto e inadequado deix-las de fora e apenas dizer: predestinados conforme o seu Filho. Antes do mundo existir, ns ramos assim, no pensamento e no propsito de Deus, que no est sujeito ao tempo. No h passado, presente e futuro para Deus. Todo o futuro para Ele um s momento. Quando Ele

  • determinou, determinou em Cristo. Voc e eu podemos estar sendo submetidos a um processo de conformao imagem de Cristo, mas isto apenas do nosso lado. Do lado de Deus, est tudo terminado, est eternamente realizado antes mesmo que comeasse. Isto um poderoso fundamento para a f, que, em relao a Deus, no h acaso ou mudana sobre isto. Tudo um fato consumado. Predestinados conforme imagem Assim, voc v que este pensamento Divino, que este pensamento eterno de representao, realmente est por trs de tudo: da criao, da redeno, da morte, da ressurreio, da glria.

    (d) Na Igreja

    Isto vai diretamente ao centro de nossas vidas, na condio de povo do Senhor. O pensamento Divino a nosso respeito exatamente este: que estamos aqui para um nico propsito no pensamento de Deus represent-Lo. A Igreja constituda para este nico propsito represent-Lo. Todos os procedimentos de Deus para conosco tm apenas isto em vista: a perfeita representao. Isto no outra coisa seno dizer, de outra forma, que a disciplina, a correo de Deus so para aperfeioar a nossa representao Dele; isto , fazer-nos mais semelhantes a Ele, no sendo, portanto, uma coisa em si mesma, mas Ele ordenou que esta fosse a agncia de Sua prpria revelao. De Sua prpria manifestao. "A imagem do Deus invisvel". Isto com referncia a Cristo. A imagem, podemos dizer, do Cristo invisvel o pensamento Divino para a Igreja e todos os seus membros.

    Parece-me ser esta a prpria essncia desta idia - "a igreja que o Seu corpo. Existe tal coisa como o ler o esprito um do outro, mesmo que isto seja excessivamente difcil sem os seus corpos! O que conhecemos uns dos outros interiormente, conhecemos muito amplamente por meio de nossos corpos. At mesmo nossas personalidades so expressas atravs de nossos corpos. Se estamos familiarizados com uma pessoa, mais ou menos isto se d por meio de algumas expresses. Uma criancinha que est l dentro de casa sabe que o papai est chegando da rua. Por qu? Porque ela conhece os passos do pai.

  • Voc pode estar num quarto e outras pessoas estarem em outro, e voc, ao ouvi-las falando, capaz de dizer: Est acontecendo isso e aquilo; eu conheo a voz deles! Voc sabe que elas esto l porque aquelas vozes lhes pertencem. Somos conhecidos por algumas expresses fsicas. Ns vemos uns aos outros, tocamos uns aos outros, lemos e registramos a vida interior uns dos outros por meio de um olhar na face, de um tom de voz, de um simples gesto, de um simples grunhido! Sim, e toda uma histria repousa na mais leve indicao fsica se formos sensveis uns para os outros.

    A Igreja, que o Seu Corpo, se mantm em relao a Ele neste mesmo sentido, e Ele, por Seu Esprito estando presente, habitando, indicado por meio de Seus membros. O propsito da Igreja como Seu Corpo represent-Lo, e esta a prpria essncia, de tudo digamos obra missionria, todo ministrio, todo servio. A idia dominante de todo servio ou ministrio a representao; no primeiramente as coisas ditas, pregadas, proclamadas, mas o que somos, o que carregado de Cristo por meio de nosso ser. No caso do Senhor Jesus isto era predominante. Era a Sua presena que causou o impacto Divino sobre esta terra; algumas vezes o Seu silncio era mais terrvel do que Suas palavras. Quando Ele, naquela Sexta da Paixo, naquela primeira Sexta da Paixo, ficou em silncio, aquilo foi um terrvel silncio que os homens no puderam suportar, sob tal silncio eles estremeceram e, por algum meio, fariam que Ele falasse e quebrasse aquele silncio. Quando Ele chegou ao territrio dos Gadarenos, aqueles possessos por demnios comearam a gritar sem que houvesse qualquer palavra de Jesus. Era a sua presena! Isto representao.

    Que coisa poderosa esta representao se ela estiver l no poder do Esprito Santo. Voc nem sempre tem que comear a pregar. Se voc um homem cheio do Esprito, sua presena ir fazer os pecadores se sentirem desconfortveis e os santos ficarem alegres. O que estou tentando enfatizar a verdade, o princpio, a lei, da representao.

    Com relao a esta questo de representao, gostaria de faz-lo se ocupar preeminentemente com ela em relao

  • ao prprio Senhor Jesus. Ele a soma de todos os pensamentos Divinos, e a encarnao a suprema expresso deste nico pensamento de Deus para ser verdadeira, plena e perfeitamente representada; de modo que era possvel para o Senhor Jesus dizer: Aquele que v a Mim v o Pai (Joo 14:9). A est o mistrio de Cristo.

    O que o mistrio de Cristo? O mistrio de Cristo o Deus encoberto nesta Representatividade. Voc diz, uma representatividade de Deus, e ainda Deus encoberto? uma contradio! No, no h contradio; no necessariamente encoberto, pois, para o Novo Testamento, mistrio no algo que no pode ser conhecido, mas algo que, por certas razes, no tem sido conhecido, mas que pode s-lo. Quando essas razes so colocadas de lado, aquilo que tem sido um mistrio deixa, ento, de ser um mistrio.

    Voc pode ver isto nos dias da Sua carne. A est Deus em representao, mas como muitos o viam? Aquele que v a Mim v o Pai. Porm, penso que esta palavra ver significa algo muito mais do que apenas olhar para Ele como homem. Aquele que v a Mim. Que dizem os homens que Eu sou? Alguns dizem isto, e outros dizem aquilo. Pedro disse: Tu s o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Ele respondeu: Bem aventurado s tu, Simo Bar Jonas, pois no foi carne nem sangue que te revelou isto, mas meu Pai que est no cu. (Mat. 16:13-17). Isto o que significa ver; por revelao. isto que o mistrio. O fato est l, a verdadeira representao de Deus em pessoa, contudo ir reconhecido, no visto. O deus deste sculo cegou o entendimento dos incrdulos, para que no lhes resplandea a luz do Evangelho da glria de Cristo, que a imagem de Deus. (2 Cor. 4:4). Mistrio a incapacidade de os homens verem um grande fato presente, porm ainda encoberto.

    Agora, a Ressurreio e a Pentecoste parecem-me que significam apenas uma nica coisa a viso de Cristo. Voc se lembra de quando Jesus foi considerado como morto e enterrado, at mesmo os discpulos ficaram em desespero e tiveram a f e a esperana encoberta, e alguns foram muito tristes pelo caminho de Emas, e suas palavras foram: Tnhamos esperana de que fosse Ele quem iria redimir

  • Israel. (Lucas 24:21). Mas, antes que chegasse o final deste episdio, Jesus lhes abriu o entendimento, para que pudessem compreender as Escrituras. Tendo aberto as Escrituras desde o incio, falou-lhes das coisas concernentes a Ele; abriu o entendimento deles, e era apenas isto que estava marcando as suas aparies durante aqueles quarenta dias aps sua ressurreio. Eles entraram num caminho totalmente novo ao v-lo. Oh no, agora no meramente vendo-o de forma fsica, que Ele estava vivo, que tinha um corpo; no foi meramente isto que estava nascendo neles muito poderosamente. Eles estavam vendo quem era Jesus; o mistrio de sua Pessoa estava sendo revelado.

    Eles O estavam vendo, e o dia de Pentecoste parece que trouxe isto a um pleno nascimento. Os quarenta dias estavam se movendo para o Pentecoste, e, ento, naquele dia, pela vinda do Esprito Santo, a coisa consumou-se, e no pleno fulgor de quem Ele era, nasceu a igreja. Parece-me que a Igreja nasceu sim, pelo Esprito Santo, mas pelo Esprito Santo revelando aos homens quem Jesus era afinal de contas. Parece-me que foi assim que cada um entrou para a Igreja. Eles viram, por uma operao do Esprito Santo, quem Jesus era. Foi assim que Paulo entrou para Igreja, no caminho de Damasco; ele viu quem era o Jesus de Nazar. No dia de Pentecoste, Pedro se ps em p juntamente com os onze, e, sob o poder do Esprito Santo, e abriram suas bocas, e a declarao espontnea foi sobre quem era Jesus, e eles eram homens com uma nova revelao.

    Oh, eu sei que, da parte de nosso ponto de vista fundamentalista, isto no muito. No suponho que haja aqui algum que no creia que Jesus o Filho de Deus, Deus manifestado em carne. Todos cremos nisto, com um pouquinho de f; mas qual o efeito disso? Qual foi o efeito disso l no princpio? O testemunho, a representao, no simplesmente atestar fatos histricos, nem fatos doutrinrios. Quando aqueles homens saram como testemunhas de Jesus, no foi apenas para dizer coisas que, embora fossem verdades, eram apenas verdades. Eles saram no poder de o terem visto, tendo os seus olhos abertos para o Senhor Jesus.

  • Era como se tivessem sido homens que se moviam nas sombras durante aqueles anos, apalpando, algumas vezes sentindo segurana, uma certa quantidade de segurana, mas, ento, questionamentos, incertezas entrando, sombras o tempo todo. Porm, finalmente os cus se abriram, o esplendor irrompeu, e eles viram. Foi nessa luz que eles foram constitudos como testemunhas, representantes. Foi nessa luz que a Igreja nasceu. Foi nessa luz que a Igreja prosseguiu o seu caminho to efetivamente. O fato foi que, onde quer que eles chegassem, era o impacto de Deus em Cristo por meio da presena deles. Essa presena sacudiu o inferno, porque o inferno sentiu novamente Deus est aqui! Essa presena tocou homens que estavam presos e debaixo do controle e influncia de inteligncias superiores, inteligncias espirituais.

    Sabemos quo verdade isto agora em medida, que a presena de um verdadeiro filho de Deus, sem palavras, provoca os homens, incomoda-os, aborrece-os, irrita-os. Eles querem voc fora do caminho, no gostam de voc. Eles no sabem por que, mas querem se livrar de voc. Voc quase pode sentir que eles tm uma inteligncia sobrenatural a respeito de sua pessoa, embora eles no percebam. Se voc lhes perguntar o porqu, eles no sabem. H outra coisa mais profunda, eles sentem algo que os deixa desconfortveis. a presena de Deus no filho de Deus, e Deus representado pela presena de seus filhos. assim que foi com Cristo. Como o Pai me enviou a Mim, eu vos envio a vs. desta maneira representao.

    Representao Baseada na Identificao

    Mas devemos perceber que a representao se mantm na base da identificao. a identidade de Cristo com Deus, o Pai, que significa tudo. Os dois so idnticos. Jesus no disse: Aquele que v a Mim v o representante de Deus. Isto pode significar qualquer coisa. Voc pode enviar qualquer coisa ou qualquer um como seu representante. Mas Jesus disse, Aquele que v a Mim v o Pai, v Deus; no um representante de Deus, no algum enviado como uma espcie de embaixador, completamente diferente, duas personalidades, duas naturezas numa diferente categoria,

  • mas idntico. A presena de Cristo a presena de Deus, e Deus est presente em Cristo.

    Voc pode perguntar: como isto funciona em relao Igreja e ao membro do Corpo? Em princpio isto verdadeiro, e nisso descoberta toda a exigncia de que devemos abrir mo de nossa prpria independncia, de nossa vida separada, de interesse prprio, de motivao prpria, e, de forma crescente, chegarmos posio onde no somos mais ns, mas Cristo. Oh sim, sempre haver aquelas coisas sobre ns que ainda permanecem como nossas marcas e caractersticas humanas, mas a implicao real e essencial que a nossa presena no ser realmente nossa, mas ser a presena do Senhor; tem que haver dentro de ns, bem l no centro do nosso ser, pela residncia do Esprito de Cristo, uma identificao com Ele de modo que Ele e ns sejamos um; um em vida, em motivao, em pensamento, em desejo, e seja l o que as pessoas possam dizer sobre nossas fragilidades, fraquezas e imperfeies, se forem honestas tero que dizer: Apesar disso, quando voc encontra fulano, voc realmente encontra o Senhor! Ser uma coisa terrvel se as pessoas forem incapazes de falar isto, e tiverem que dizer o contrrio: Quando voc encontra fulano, como um professo filho de Deus, no h nada do Senhor nele, e voc sai afligido. Isto algo terrvel.

    uma negao de nossa prpria existncia como membros do Corpo de Cristo se tolerarmos aquelas coisas que so uma contradio em relao a Cristo; como a falta de perdo, como abrigar em nossos coraes uma atitude ou um esprito rancoroso, de mgoa, de orgulho ferido, de diviso. Onde ficamos ns como cristos, o que vida crist, para que somos cristos, o que temos admitido, o que temos aceito? Temos ns aceito coisas em forma de doutrina de modo meramente profissional, um negcio, um tipo de coisa completamente fora de relao com a nossa prpria personalidade, com a nossa prpria natureza? Bem, isto no o cristianismo do Novo Testamento, isto no a real vida crist. O fato o seguinte: se formos verdadeiramente cristos (e se algum no tem o Esprito de Cristo esse tal no Dele - Romanos 8:9), se realmente tivermos o Esprito Santo, esta deve ser a coisa mais verdadeira ao nosso respeito, que

  • jamais possamos deixar de nos desesperar com a nossa falta de perdo, que jamais tenhamos orgulho ferido sem ficarmos completamente desarranjados em nossas vidas espirituais com isso, que jamais deixemos de nos parecer como cristos sem que tenhamos uma crise com isso.

    H algo vivo l dentro. Por qu? Por causa da identificao no Esprito Santo; o Esprito Santo o Esprito de Cristo e Ele entrou em ns para nos fazer um com Cristo, para que no vivamos uma vida desligada de Cristo, simplesmente prosseguindo de alguma forma indefinidamente sem ser encontrado pelo Senhor. Isto completamente impossvel na base de uma vida no Esprito Santo, e no h outra base para um cristo. Muitos de ns agradecemos o Senhor de todo corao por ser este o tipo de experincia que temos, por sentirmos a nossa misria devido a algum pensamento ou atitude no crist. Agradecemos a Deus por isto; isto mostra que as coisas esto vivas. Se pudermos abrigar algo no cristo em nossos coraes sem termos uma m hora, ento temos razo para questionar se de fato somos nascidos de novo. Cada m hora uma evidncia de que estamos vivos, pois pessoas mortas no sofrem.

    A identificao bsica para a representao, e uma coisa vital, orgnica, no algo meramente doutrinria.

    Representao Baseada na Soberania do Esprito

    Bem, isto o que o Pentecoste fez. Pedro, coloca-se em p com os onze, e o que diz? Ele ouviu o Senhor dizer: Sereis minhas testemunhas em Jerusalm, em toda Judia e Samaria, e at os confins da terra. No muito tempo antes, alguns deles haviam falado sobre essas mesmas pessoas para quem agora eram representantes de Cristo, mensageiros do seu Evangelho da graa: Senhor, quer que peamos que caia fogo do cu e os consuma? Voc no pode continuar desta maneira quando segue sob o controle do Esprito Santo. Queimar as pessoas com fogo do cu? esta no uma vida governada pelo Esprito Santo. Voc entende o que eu quero dizer.

  • Quanto a Pedro, isto ir lev-lo a um longo caminho adiante, porm ele ir ser tirado de sua profundidade. algo glorioso ver o que o Esprito Santo faz quando realmente soberano. Ele faz voc dizer coisas completamente fora do alcance de suas tradies e intenes, ainda que voc no se d conta. At os confins da terra! Pedro ir endossar isto. Novamente em seu discurso no Pentecoste ele ir usar palavras como essas: Porque a promessa vos diz respeito a vs, a vossos filhos, e a todos os que esto longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar." (Ato 2:39). Ele fala isso sob o poder do Esprito Santo, porm no compreende o seu real significado. Um pouco mais adiante Deus lhe manda ir casa de um gentio, em Cesaria. Ele v um lenol cheio de todo tipo de animais quadrpedes e rpteis da terra, e aves do cu, e uma voz que lhe diz: Levanta, Pedro, mata e come! Porm Pedro responde: No, Senhor! E isto se sucede por trs vezes, e o lenol recolhido aos cus. Trs homens chegam porta. (Atos 10). Tantos quantos Deus nosso Senhor chamar. Ele disse isto pelo Esprito Santo, porm no compreendeu o significado. Agora ele se depara com esta situao. O Esprito Santo ir tir-lo de sua profundidade, de sua tradio. Isto o que o Esprito faz quando assume o controle de uma vida. Ele faz exigncias bem alm daquilo que estamos preparados no momento.

    Assim, a crise ir prov-lo para ver se voc est pronto para se ajustar ao Esprito. Caso contrrio, a sua representao do Senhor fracassa. Voc est pronto para se ajustar? O Esprito ir ter o seu caminho de forma completa? Assim como o Pai me enviou a mim, assim Eu vos envio a vs... Recebei o Esprito Santo.

    O envio dos representantes foi na base da absoluta soberania do Esprito Santo, e ns somente iremos representar Cristo completamente por meio desta soberania, a soberania do Esprito, porque somente o Esprito grande o bastante para trazer Cristo, somente o Esprito grande o bastante para representar a Cristo. Podemos ns representar a Cristo? Ns ainda no conhecemos nada sobre Cristo. Nossos pensamentos sobre Ele iriam fazer dele um Cristo pequeno. Pedro, com todas as grandes coisas que diz em Pentecoste, em sua prpria interpretao dessas coisas teria

  • restringido Cristo apenas aos judeus, mas descobriu que o Esprito Santo quis significar muito mais do que ele compreendia sobre Cristo, e sobre o que significava a representao de Cristo. Assim, somente pelo Esprito Santo que uma representao adequada de Cristo pode ser feita.

    Espero que possamos compreender o porqu de estarmos aqui, o que isto significa. Isto uma coisa muito real, este assunto de Cristo sendo representado, trazido vista, nossa presena significando isto. Oh, estou certo de que todos ns sentimos isto, se as coisas tivessem sido mantidas rigorosamente em seus lugares durante todo o caminho, o impacto sobre este mundo seria infinitamente maior do que tem sido. A coisa tem se tornado mecnica; no podemos dizer que a Igreja em todas as suas partes tem realmente trazido o impacto de Cristo sobre esta terra. Talvez tenhamos que voltar em algum ponto sobre este assunto. No em doutrinas, em palavras, em verdades; mas numa ponderosa obra do Esprito Santo dentro de ns, que resulte em ns sermos capazes de dizer: Aprouve a Deus revelar seu Filho em mim (Gal. 1:16); a representao tem que primeiramente ser interior, depois vem a pregao; no a assinatura de uma declarao de doutrinas fundamentais, mas a revelao de Cristo no corao.

  • Captulo 2

    Representao Na Base Da Identificao

    Ler: Gn. 1:26; Col. 1:15; 2 Cor. 4:4; Rom. 8:29; Col. 3:10,11; Efe. 4:13,15,16; 5:22-32; Jo. 20:21-23; Mat. 28:18-20; At 1:8.

    A Identificao do Filho com o Pai

    Penso que poderamos continuar nossa meditao no ponto onde mais imediatamente se refere ao Senhor Jesus. Na concluso de nossa meditao anterior, estivemos especialmente enfatizando que o princpio desta representao est baseado na identificao. O Senhor Jesus era muito particular e muito enftico quando esteve aqui, na questo de sua relao com o Pai. Ele manteve isto sempre vista. Naturalmente, muitas conseqncias surgiram por causa disso. No iremos abordar a conseqncia por enquanto, lembremos: Aquele que v a Mim v o Pai (Joo 14:9). Eu e meu Pai somos um (Joo 10:30). Mostra-nos o Pai... H tanto tempo tenho estado convosco, e ainda no me conheces? (Joo 14:8,9). Assim podemos reunir uma quantidade tremenda de textos que sustentam esta identificao do Filho com o Pai, de Cristo com o Pai. Nosso ponto principal neste momento : Ns no estamos lidando com dois, mas estamos lidando com um. Isto para dizer que no estamos travando conhecimento de Cristo separado de Deus, separado do Pai. Quando O encontramos e nos relacionamos com Ele, encontramos o Pai.

    E, o que mais, de outro lado Deus se recusa a encontrar conosco em qualquer outra base, exceto em Seu Filho. Ningum vem ao Pai a no ser por Mim (Joo 14:6), e toda ida a Deus de forma independente e separada do Filho no ter outro resultado: O Pai ir nos reportar ao Filho, Ele no ir agir separado do Filho. A unidade absoluta, e divina e zelosamente guardada e preservada. identificao.

    A histria de Israel desde ento pode ser resumida neste nico princpio, nesta nica lei. Israel se recusou a aceitar a Cristo como Filho de Deus, colocou-o de lado e tentou se aproximar de Deus, e encontrou uma porta fechada.

  • A partir daquele dia a porta que leva a Deus tem estado fechada para Israel. O Pai tem dito de forma muito efetiva e ponderosa a Israel: No h caminho independente; se isto significa mil ou dois mil anos, o tempo no ir alterar isto; voc ainda estar na posio em que ter que vir por meio do Filho, se quiser encontrar a Mim! Esta a situao de Israel hoje. Deus muito zeloso sobre isto.

    Por que isto? A resposta poderia ser dada de muitas maneiras, mas, para a nossa presente considerao, uma questo da inteno de Deus de trazer Cristo, Seu Filho, herana que designou para Ele: o domnio. Ado era uma figura de Cristo, que viria (Romanos. 5:14), e Deus disse: Faamos o homem conforme a nossa imagem, conforme a nossa semelhana: e tenham eles domnio (Gen. 1:26). Este eles muito significativo. (Nota do tradutor: No ingls est escrito: Let them have dominion. ao p da letra: Deixe que eles tenham domnio.) No iremos falar disto agora. E tenham eles domnio.Uma figura daquele que estava para vir. Diz o escritor da carta aos Hebreus.

    Porque no foi aos anjos que sujeitou o mundo futuro, de que falamos. Mas em certo lugar testificou algum, dizendo: Que o homem, para que dele te lembres? Ou o filho do homem, para que o visites? Tu o fizeste um pouco menor do que os anjos, de glria e de honra o coroaste, e o constituste sobre as obras de tuas mos; todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos ps. Ora, visto que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou que lhe no esteja sujeito. Mas agora ainda no vemos que todas as coisas lhe estejam sujeitas. Vemos, porm, coroado de glria e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixo da morte, para que, pela graa de Deus, provasse a morte por todos. (Heb. 2:5-9; KJV: ASV).

    Aqui est o Anttipo, aqui est aquele que maior do que Ado, aqui est Aquele de quem Ado era uma figura, eternamente destinado a ter domnio, com todas as coisas colocadas abaixo Dele, Jesus, e Deus se mantm muito ligado ao plano em relao ao Seu Filho. O Filho o representante supremo de Deus, aquele que concentra todas as coisas, para os propsitos executivos de domnio, e a unio deles

  • absoluta. Tanto assim que, se todos os propsitos de Deus esto estreitamente ligados e investidos em Seu Filho, Ele deve trazer este Filho ao Seu lugar, este deve ser Seu negcio supremo, que o Filho seja como Deus.

    Este pensamento um pensamento do Velho Testamento em tipo, e um pensamento do Novo Testamento em realidade. Voc sabe que atravs de todo o Velho Testamento Deus teve os Seus representantes, e esses representantes eram, em seus dias, como Deus. A declarao a Moiss uma declarao extrema. Quando Deus o enviou a Fara, Ele disse a Moiss: Voc ser como Deus a Fara (xodo 7:1), e em efeito, quando Fara se encontrou com Moiss, na verdade encontrou-se com o prprio Deus, estava tratando com Deus. Fossem os patriarcas, ou os profetas, em virtude da uno Divina neles, eles estavam l como Deus, tratar com eles era tratar com Deus. O prprio termo Filho do Homem, como usado no Novo Testamento, implica esta representao, Deus representado; no Deus separado, Deus de lado, mas Deus envolvido. No importa o quanto voc tenha que esperar, o fim absolutamente certo.

    Jeremias representava Deus naquele lugar. Bem, aquelas pessoas podiam fazer todo tipo de coisa com Jeremias: podiam rejeitar sua palavra, podiam jog-lo na masmorra, chegaram ao ponto de quase mat-lo, a ponto dos oficiais irem ao rei para dizer: Se no tirares aquele homem do calabouo, certamente morrer! Eles podiam fazer isto, e os anos podem se passar de modo a parecer que Jeremias no tenha sido vingado, mas ser escrito no futuro, agora num certo tempo no reino de Ciro: para que a palavra do Senhor dita pela boca de Jeremias seja cumprida... (Esdras 1:1). No importa, esperem o tempo que quiserem, faam o quiserem, com Deus que vocs esto lidando; isto representao. Oh, o Velho Testamento est cheio disso em princpio, e tudo isto est reunido em Cristo; Ele a totalidade de tudo isso.

    No necessrio para mim, numa congregao como esta, enfatizar este grande fato, que temos que lidar com Deus quando tocamos o Senhor Jesus. Quando temos que tratar com o Senhor Jesus, estamos tratando com Deus numa

  • forma muito maior do que qualquer profeta do Velho Testamento, e j era grande o bastante ento.

    A Identificao da Igreja Com Cristo

    Com quem estamos lidando? Bem, ao longo desta linha de representao, chegamos dispensao atual, e natureza dela. A presente dispensao a dispensao da Igreja, e a Igreja est aqui neste mesmssimo terreno, e, se voc e eu fomos batizados em Cristo, ento fomos batizados em Seu Corpo. No vamos pensar em Igreja como uma coisa objetiva e separada de ns mesmos. Ns estamos nela, isto tem que se tornar uma questo de aplicao pessoal quando falamos, no pensemos objetivamente na Igreja, mas pensemos em ns mesmos como membros de Cristo.

    Bem, agora, esta identificao com Cristo ocorre da mesma maneira como ocorria a identificao de Cristo com o Pai. Esse o porqu de eu ler Efsios 5:21-32, sobre maridos e esposas, e esposas e maridos, e o porqu de eu ter enfatizado aquela estranha palavra em Gnesis Tenham eles domnio e voc percebe que isto se repete novamente em Gnesis 5:1 e 2. No dia que Deus criou o homem, semelhana de Deus o criou; macho e fmea os criou, e os abenoou; e deu-lhes o nome de Ado chamou-os de Homem. Esta passagem em Efsios 5, sobre maridos e esposas, traz este princpio, e, se apenas pudssemos enxergar isto, tenho certeza de que seria tremendamente proveitoso, e nos colocaria numa posio acima das vises modernas deste mundo sobre esta questo.

    A est este propsito eterno, este pensamento Divino, o suporte desta relao, deste pensamento de Deus em representao na base da identificao, e a frase a ser grifada : como Cristo e a Igreja, a Igreja e Cristo. A unidade aqui, a identificao, o pensamento e a inteno Divina. Voc no est lidando com duas coisas distintas aqui, duas vidas independentes, duas pessoas separadas. Ele os fez macho e fmea, e chamou-os homem, chamou um plural de singular! E isto o que Deus fez com Cristo e a Igreja; isto o que Ele fez entre Ele mesmo e o Seu Filho, chamou um plural de singular, em efeito. E Deus est dizendo aqui, em outras

  • palavras, que a esposa perde sua prpria identidade independente quando se casa, ela perde sua prpria vida separada. Agora seu nico ideal a vida e vocao de seu marido, em que ela se imerge, e os dois se tornam um, assim como a Igreja e Cristo. Quando entramos na Igreja, abandonamos a nossa prpria identidade independente e separada. Tudo o que nosso, pessoal e privativo, abandonado, e somos imergidos no Corpo de Cristo, para que a Igreja e Cristo sejam uma s carne, os dois so um: Eu sei que a viso moderna sobre a posio da mulher neste mundo no ir aceitar isto, mas voc no precisa se incomodar com ela. Espero que voc fique firme nestes princpios.

    Deus conferiu tudo a Seu Filho, e voc herda tudo. O Senhor est simplesmente dizendo que este relacionamento terreno deve ser uma representao de algo celestial, que, se este relacionamento entre maridos e esposas, e esposas e maridos, fossem conforme o planejado, o esposo representaria Deus neste mundo, como um servo, um ministro de Deus no entenda mal isto; no quero dizer que ele colocaria uma gola clerical e entraria no ministrio ele seria um representante de Deus numa forma positiva, e sua esposa estaria trabalhando dentro disso; no separada numa vida e ministrio independente, mas negando tudo o que pessoal. Esta a idia Divina, e assim ela entraria nos dons Divinos, na vocao Divina, na beno Divina; ela obteria sua poro nesta relao e, com a perda daquilo que meramente pessoal e privativo, entraria em algo muito mais amplo. Este o pensamento Divino, e a beno Divina est nesta direo e no em outra. Assuma isto, mas no como uma idia meramente humana, como os modernistas e as pessoas do mundo dizem: Esta a idia de Paulo a respeito das mulheres, e ns no aceitamos isto! No, este um pensamento Divino, e sua viso Cristo e a Igreja, e a Igreja e Cristo.

    O ponto aqui a identificao, que nesta linha onde aquele relacionamento correto, o efeito o seguinte: que quando voc encontra a esposa, voc encontra o marido. Quero dizer, que ela no ir agir de forma independente, ela ir expressar o pensamento de seu marido, ir se referir ao seu marido, e ao encontr-la, voc encontra o marido. No

  • adianta tentar manipular este tipo de mulher, faz-la agir em segredo quando seu marido est ausente. Oh no, voc no consegue separ-la de seu marido; ela est ligada a ele, eles so um, de modo que voc no consegue conhec-la separada dele. No uma questo de se o marido est presente ou ausente, se ele visto ou no; voc se depara com ele o tempo todo. Este o relacionamento.

    O Senhor est dizendo isto a respeito de Cristo e da Igreja, e Ele est dizendo que a identificao de tal ordem que, quando voc conhece a Igreja, os membros de Seu Corpo, voc no est conhecendo algo em separado, voc est conhecendo o prprio Cristo. Eis que estou convosco todos os dias at a consumao dos sculos (Mat. 28:20). Este o princpio. Isto no uma coisa meramente individual, foi dito a Igreja: o ncleo estava l e foi dito a Igreja: Estou sempre convosco, at a consumao dos sculos Estou convosco. Como? No meio, em voc, pelo Esprito.

    Identificao e Autoridade

    E este o significado dessas palavras: Recebei o Esprito Santo: queles a quem perdoardes os pecados lhes so perdoados (Joo 20:22,23). Isto tremendo: a Igreja na posio de Cristo dizendo: seus pecados esto perdoados. Sim, a Igreja debaixo da uno do Esprito Santo, se de fato estiver cheia do Esprito, se for governada pelo Esprito, seu direito e prerrogativa dizer: Os seus pecados esto perdoados nos termos, naturalmente, que condicionam todo perdo, principalmente o arrependimento e a f. ...e queles a quem os retiverdes lhes so retidos (KJV). A Igreja diz: Olhe aqui, meu irmo, minha irm, voc est violando o princpio Divino e ns lhe declaramos muito solenemente diante de Deus que voc no tem entrada diante de Deus at que coloque as coisas em ordem: na autoridade do Esprito Santo dizemos isto a voc. E Deus se coloca de lado, e no importa, voc pode esperar uma gerao, uma vida toda, aquele irmo, aquela irm, no ir chegar l separado da obedincia quele conselho. Eles pensam que o dia est chegando quando eles podem ser absolvidos ao longo de sua prpria linha. Absolutamente! Iro morrer culpados se no

  • reconhecerem que, numa representao da Igreja governada pelo Esprito Santo, eles esto lidando com o prprio Cristo.

    Naturalmente, sei que a Igreja Romana tem tomado isto para si, e sobre esta mesma base que a Igreja Romana existe e opera, porm, naturalmente, num terreno temporal. Eles tm tirado a coisa do governo do Esprito Santo e a tornado uma questo puramente de oficio sacerdotal. Sempre que voc chegar verdade, voc ir se deparar com um erro que simula a verdade, uma imitao da verdade. Mas a verdade est aqui, e algo tremendo estar no Corpo de Cristo; tremendo estar numa representao local deste Corpo de Cristo, a Igreja. Ela traz voc para o terreno executivo, e eu sinto muito fortemente que o que precisamos em nosso dia, talvez mais do que qualquer outra coisa, que a Igreja realmente funcione como representante local. Parece haver tal clamor por um novo funcionar da Igreja em sua expresso local ao longo da linha da orao, e orao de carter executiva.

    Em Jerusalm havia a Igreja, e frisamos que cada vez mais eles so encontrados em orao. Quando Pedro estava na priso, a Igreja fez splicas a Deus. Ela agiu sobre esta questo, e trouxe o Senhor para o terreno do Salmos 2, e Pedro foi libertado. A funo da Igreja _ digo a voc que esta uma grande necessidade, que o Senhor tenha este Corpo localmente representado, que Ele mesmo em expresso, Ele mesmo em efeito, Ele mesmo em execuo, operando neles, atravs deles, pelo Esprito Santo. disto que se precisa hoje para fazer frente a este tremendo esforo das foras do mal. Quem entre o povo do Senhor no est consciente deste empenho das foras do mal? O que est acontecendo no mundo de hoje? Voc pode ver em contrapartida esta guerra no campo espiritual em quase todos os detalhes: intensa malignidade, maldade, dio, violncia, mentira e falsidade; que o tempo est abreviado; e uma concentrao de cada pedacinho diablico de ingenuidade para a destruio. E aqui dentro desses ltimos dias temos tido uma retomada daquela conversa sobre petrleo; a idia em questo que o tempo est abreviado, que o dia est se encurtando; o inimigo ir recorrer a qualquer artifcio, embora perverso. Esta a idia. Mas olhe ao longe. Voc v isto no

  • campo espiritual, voc sente. O inimigo est pronto para esmagar, mutilar, aniquilar o verdadeiro filho de Deus se ele puder, e sua intensidade nunca foi to grande. Por qu? Por que o seu tempo curto. O diabo desceu a vs, tendo grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta (Apoc. 12:12). O dia est acabando para ele.

    Como isto ser resolvido? Eu de novo digo a voc que a Igreja que tem que resolver isto. Confesso que eu no posso solucionar isto sozinho; voc no pode solucionar isto sozinho. Precisamos de cooperao, temos que vir ao nosso terreno da identificao com Cristo e deixar Ele representativamente resolver isto. Ningum mais, mas somente Cristo pode resolver isto. Toda autoridade me foi dada no cu e na terra... e estou convosco (Mat. 28:18,20). Isto no pode ser apenas aceito como bvio. Parece-me que a Igreja tem que entrar numa posio de f naquele terreno e agir com Cristo. Submeto isto a voc, mas eu sinto intensamente que h um apelo e uma necessidade de que os filhos do Senhor onde quer que estejam, como representando a Igreja, mesmo que sejam dois ou trs na localidade, que realmente ajam sobre esta questo exclusivamente no nome do Senhor. No nome de Jesus apenas outra maneira de dizer: Representativamente dizemos, representativamente agimos, Cristo por meio de ns; considerando que o Esprito Santo tenha o Seu lugar. Bem, como voc v, identificao significa representao. Esta unidade com o Senhor significa que Ele tem um caminho para Se expressar. Bem, isto abre todas aquelas questes de unidade com o Senhor, unidade desimpedida, unidade imaculada com o Senhor, de modo que Ele tenha um caminho livre de expresso.

    A identificao e os Relaes Humanas

    Esta identificao com Cristo, e Sua vinda ao longo desta linha, se pudssemos v-la, se os nossos olhos fossem abertos e eu gostaria que os nossos olhos fossem abertos para isto estabelece um negcio muito real, solene e srio para o povo do Senhor na questo dos relacionamentos humanos. Como melhor posso passar isto a voc e explicar o que quero dizer? Voc sabe, alguns de ns temos estado em

  • muitos diferentes pases do mundo, entre outras naes, e uma de nossas maiores dificuldades geralmente tem sido o carter nacional das pessoas a quem estamos ministrando. No preciso mencionar diferentes naes e suas caractersticas, mas, como voc sabe, diferentes nacionalidades realmente diferem muito uma da outra em sua constituio. A mim me parece que elas representam todos os temperamentos da humanidade. Alguns so muito emotivos; outros so intensamente prticos; outros mentais, no bom sentido eu ia dizer intelectuais, mas esta no a palavra mais apropriada vivendo sempre no terreno da mente.

    Eles precisam ter a coisa completamente esmiuada pela razo, e se mantm neste terreno. Bem, as pessoas diferem, e o nosso problema freqentemente tem sido este Oh, no podemos chegar a lugar algum aqui, absolutamente, por causa desta superficialidade, ou desta intelectualidade, desta intensa disposio nacional! E voc pode desistir se aceitar isto, e trabalhar apenas nesta base. Mas entendemos que tudo isto tem que ser relegado a segundo plano e no permitir que domine tudo. Cristo totalmente diferente de tudo isto, Ele de uma disposio e de uma constituio peculiar. O Esprito Santo todo poderoso, e, se o Esprito Santo puder trazer Cristo para dentro dessas vidas, no importa como possam elas ser constitudas, Ele introduz aquilo que ir trabalhar de forma calma, profunda e seguramente a fim de substituir e transcender tudo nelas. D-Lhe tempo e voc ir descobrir algo l que completamente diferente daquela disposio natural, totalmente diferente da constituio natural. algo diferente, e isto ir continuar o seu caminho. Isto Cristo. A est a universalidade do Esprito Santo.

    Agora isto exatamente o que aconteceu no dia de Pentecoste em Jerusalm. L estavam representantes de todas as naes debaixo do cu; Partos, Elamitas, habitantes da Mesopotmia, estavam todos l. Isto foi estratgico da parte do Esprito Santo, e aquele dia Ele veio e falou atravs dos apstolos, sendo compreendido por todos. Isto foi algo que espantou aquelas pessoas. Aqui estamos ns, todas as naes e lnguas debaixo do cu, contudo os ouvimos falar cada um em sua prpria lngua maternal, como se fosse

  • apenas uma s lngua que estivesse sendo falada. A universalidade de Cristo, a universalidade do Esprito Santo! Pode no ter ficado claro como a coisa foi feita, mas houve evidentemente um milagre do Esprito que transcendia o discurso confuso entre os homens. Isto estabelece um princpio, que Cristo simplesmente ignora as diferenas de nacionalidades e de constituio humana, e Ele mesmo uma constituio, uma base, que pode chegar a todos e constitu-los em um s na realidade mais ntima, tornar todos em um.

    Este o significado daquelas palavras que citamos E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; onde no h grego, nem judeu, circunciso, nem incircunciso, brbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo tudo em todos. (Col. 3:10,11). O Esprito Santo pode fazer de todas as nacionalidades, temperamentos, constituies, uma unidade que Cristo, mais profunda do que aquilo que somos em ns mesmos. Somos todos diferentes. Se nos encontrssemos e tentssemos prosseguir numa base meramente humana, nossas diferenas iriam se conflitar o tempo todo e criariam dificuldades imensas. Mas, se procurarmos relegar essas diferenas a segundo plano e considerarmos o fato de que, sendo membros do Corpo de Cristo, todos ns temos algo em comum, e que este algo em comum que deve ser a base de nossa relao e avano, que deve ser nutrido, defendido e buscado, ento haver a edificao do Corpo, e o aumento de Cristo; e este o caminho da representao. Vamos deliberadamente rejeitar aquela atitude que diz: Eu no consigo caminhar com fulano. Desisto! Vamos dizer: Fulano um filho de Deus, h algo de Cristo ali e eu vou me apegar a isto. Isto, meu amado irmo, faz o aumento, e este, tambm, o caminho da representao.

    Eu sei isto, que quando h algum negcio real para os filhos do Senhor fazerem, se for apenas dois deles, marido e mulher, ou dois num lugar, alguma questo real que precisa ser tratada corporativamente, o inimigo age em cima de todos os tipos de condies humanas para paralisar aquilo. Ele est em ao em todo o tempo, geralmente em vantagem, antes que reconheamos o negcio que est para se levantar, ele est agindo sobre aqueles elementos humanos para nos

  • separar um do outro, para trazer tenso ao relacionamento, para criar fantasmas na mente de um contra o outro, ele mente. E esses fantasmas parecem to verdadeiros! Fulano disse uma coisa, e voc percebe como ele disse? Como ele olhou? e voc d uma interpretao que no verdadeira! O inimigo levanta uma construo; nada to pequeno para ele, e ele est tentando separar voc das pessoas, colocar tenso no relacionamento, porque h uma questo. Mais cedo ou mais tarde voc ser requerido a concordar em alguma questo, e voc no ir conseguir; o inimigo tem olhado para isto antecipadamente, lanando sementes de destruio e discrdia. So coisas reais, e no imaginrias; so frutos de experincia e observao.

    O que estou dizendo o seguinte: que precisamos prosseguir no terreno de Cristo, se para Cristo ser expresso, e procurar manter distncia deste terreno de judeu e grego, de circunciso e incircunciso, bbaro, cita, etc. Fique naquele terreno onde Cristo tudo em todos, agarre-se neste terreno, e, ento, Ele vir. Representao de Cristo significa identificao com Cristo, e esta a nica identificao que voc e eu iremos encontrar aqui, a menos que seja identificao com o diabo. H somente duas alternativas.

    Quero crer que voc no esteja confuso, mas sim que est tendo vislumbre de luz, e que iremos reconhecer por que estamos aqui. Estamos aqui nesta terra como representantes do Senhor. Mas no que estamos aqui ou l, e que Cristo esteja longe; estamos aqui para sermos vasos nos quais Ele est, e Ele est aqui porque ns estamos aqui. Esta a implicao de nossa presena. Oh, que isto no possa ser apenas uma teoria, mas que cada vez mais possa ser um fato, pelo motivo de vivermos em Esprito, que nossa presena possa significar a todas as inteligncias invisveis, como tambm aos homens, que Cristo est aqui pelo Esprito. O Senhor permita que seja desta maneira.

  • Captulo 3

    Representao pelo Esprito

    Ler: Lucas 24:46-49; Joo 20:21-23; Atos 1:8; ASV.

    E disse-lhes: Assim est escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, e em seu nome se pregasse o arrependimento e a remisso dos pecados, em todas as naes, comeando por Jerusalm. E destas coisas sois vs testemunhas. E eis que sobre vs envio a promessa de meu Pai; ficai, porm, na cidade de Jerusalm, at que do alto sejais revestidos de poder.

    Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, tambm eu vos envio a vs. E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Esprito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes so perdoados; e queles a quem os retiverdes lhes so retidos.

    Mas recebereis a virtude do Esprito Santo, que h de vir sobre vs; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalm como em toda a Judia e Samaria, e at aos confins da terra.

    Continuando a nossa questo sobre o grande pensamento Divino da representao, estaremos agora especialmente ocupados com a simples nfase do lugar do Esprito Santo em relao a isto.

    Em nossas meditaes anteriores, vimos este pensamento Divino como revelado nas Escrituras; primeiramente Deus fazendo o homem Sua prpria imagem, conforme a Sua prpria semelhana; e, ento, o pensamento plenamente assumido em Cristo, que repetidamente declarado ser a imagem do Deus invisvel; e finalmente o pensamento levado para a Igreja, os eleitos, os quais devem ser conformados imagem do Filho, tudo falando muito claramente desta inteno de Deus em ser representado, em ser conhecido por meio da representao.

  • A Obra Representativa de Cristo por meio do Esprito Santo

    Agora, o Esprito Santo tem um lugar vital em tudo isso. Quando o Senhor Jesus assumiu oficialmente esta fase ou funo particular de Sua vida e obra, voc sabe que foi ento que o Esprito Santo ficou especificamente em evidncia em Sua vida e ministrio. verdade que Jesus foi gerado pelo Esprito Santo, e verdade que Ele era o prprio Deus, porm, na obra oficial para a qual Ele veio a este mundo, a obra do Filho do Homem, que um termo ou ttulo representativo, Ele se coloca em posio de representar o homem, a raa humana. O evangelho de Lucas, como voc sabe, particularmente e peculiarmente o evangelho escrito para a raa humana, como Mateus o evangelho para os judeus, e o ttulo particular de Lucas para Cristo Filho do Homem, representante. Jesus assume o lugar do homem como Deus pretendeu que ele fosse, a fim de trazer o homem em Sua prpria Pessoa inclusivamente para o destino designado por Deus.

    Ele, o Homem inclusivo, ir avanar por todos os estgios do curso do homem para aquele fim divinamente designado, e, quando finalmente glorificado e exaltado destra de Deus, ir permanecer como representante dessa nova raa, dessa nova criao. Digo que, como Filho do Homem, Jesus ir avanar por todos os estgios do progresso do homem rumo quele destino glorioso, pois ir ficar l como as primcias, o primognito entre muitos irmos. Esta mesma fase est ligada a este pensamento da representao. Ele a imagem do Deus invisvel, o primognito de toda criao (Col. 1:15); representante, primognito. Assim como os primeiros frutos da colheita representavam toda a colheita, e o agricultor pegava aqueles primeiros frutos e os oferecia a Deus como sinal de toda colheita que se seguiria, assim Cristo foi as primcias de toda a criao, e o primognito entre muitos irmos, e Ele ocupa esta posio destra de Deus hoje, representativamente, como sinal de tudo o que vir. Mas desde o primeiro passo, atravs de cada estgio daquele curso rumo a glria, o Seu caminho se d por meio do Esprito.

  • A Cruz, o Primeiro Passo

    Em certo sentido, num real e verdadeiro sentido, o Jordo foi o primeiro passo em direo glria. A cruz sempre o primeiro passo para a glria; no haver nenhuma glria se no houver cruz, e a medida da glria ser a medida da cruz. Vamos deixar este assunto aqui e voltarmos a ele mais adiante. O Jordo foi o primeiro passo rumo glorificao, no apenas a glorificao de Cristo de forma pessoal, mas a glorificao do homem, os muitos filhos a serem levados glria por meio Dele, toda a colheita a ser levada glria por meio Dele, os muitos irmos que viro por meio Dele. Digo, num real sentido, o Jordo foi o primeiro passo rumo glria, e no Jordo, como j salientamos, a idia predominante a representao. Uma raa que no pode ser glorificada deve ser colocada de lado, a fim de abrir espao para uma nova raa que pode ser glorificada. Uma humanidade que jamais poder chegar glria precisa ser removida do terreno que pertence aquele homem que pode chegar glria. Assim, representativamente no Jordo, no batismo de Jesus, em Sua morte e sepultamento em tipo, Ele assume o lugar de uma raa, de uma humanidade, que jamais poderia ser glorificada, e que removida Nele, representativamente.

    Na realidade da Cruz, da qual o Jordo era um tipo, temos essa beno concretizada. Tudo o que em ns jamais poder ser glorificado foi removido. Voc est preocupado, obcecado e perturbado com tudo isto em voc que no pode ser glorificado? Bem, se voc tem a Cristo como seu representante, e tem se mantido em Sua obra representativa a seu favor, tudo aquilo que impedia a sua chegada glria foi removido, cada pedacinho dele; e Deus est trabalhando conosco neste terreno. A ltima fase desta obra ter a ver com nossos corpos mortais; eles sero transformados, e feitos semelhantes ao corpo da Sua glria. Estamos chegando glria em cada parte de nosso ser redimido, porque tudo que no pode ser glorificado foi representativamente tirado do caminho. Este , naturalmente, o terreno para a nossa f.

    Quando Jesus saiu do Jordo, que o tipo de sua ressurreio, Ele ocupa a posio de representante de uma

  • raa que no pode ser glorificada, e, em certo ponto em Sua vida, essas duas coisas (morte e glria) foram trazidas juntas em um s momento. No monte da transfigurao, Moiss e Elias falavam com Ele sobre a morte, ou sobre o xodo que Ele iria realizar em Jerusalm, e, naquele mesmo instante, Ele foi glorificado. A morte e a glria vieram juntas num s momento Nele. Isto se deu com Ele porque representa perfeitamente o propsito de Deus. Isto representao.

    Porm, esta nova criao, este novo homem, capacitado para chegar glria, a ser glorificado, esta nova raa reunida Nele como seu Cabea, como sua primcia, como seu primognito, somente poder chegar glria se permanecer no terreno da nova criao, no terreno da ressurreio. O Esprito Santo assume o controle; e assim, ao sair da gua, o cu foi aberto, e o Esprito Santo, em forma de pomba, desceu sobre Ele. O Esprito Santo toma conta, por assim dizer, de toda essa questo de fazer esta nova raa chegar glria, de aperfeioar esta nova criao para a glria. Esta a obra do Esprito Santo do comeo ao fim.

    O que foi verdade em relao ao Senhor Jesus como Cabea deve tambm ser verdade em relao a todo o Corpo, e o Pentecostes a contrapartida do lado da ressurreio do Jordo, onde o Corpo, trazido para o terreno da ressurreio, comandado pelo Esprito Santo, a fim de ser levado atravs de todo o percurso e estgios de aperfeioamento at a glria. H uma pequena frase nas cartas de Pedro sobre o Esprito de glria repousando sobre voc. (1 Ped. 4:14).

    Assim, nossa nfase est a, este o objeto do Esprito Santo, esta a necessidade para o Esprito Santo; pois nada possvel em relao a todo plano Divino, separado do Esprito Santo.

    A Atestao do Pai a respeito do Filho

    Mas h uma segunda parte, outro lado ou aspecto disso. O Esprito certamente vem, a uno toma o seu lugar, mas acima da uno a voz Divina ouvida do cu dizendo: Este o meu Filho amado em quem me comprazo (Mat. 3:4). Com a uno vem a atestao. Deus est chamando a

  • ateno para uma Pessoa, est indicando Algum, est apontando para uma Pessoa, e em efeito est dizendo: Este o meu representante! Voc sabe que no monte da transfigurao, quando Pedro em sua impulsividade seria achado ditando, aconselhando, sugerindo o que deveria ser feito, a voz, aquela mesma voz, veio novamente: Este o meu Filho amado em quem me comprazo; a Ele ouvi; submetendo tudo a Ele: governo, direo. A Ele ouvi. a voz da atestao do cu ali no Jordo e no Monte, individualizando a Jesus como representante de Deus. Novamente temos representao.

    Agora, essas duas coisas seguem juntas. So apenas dois aspectos de uma mesma coisa, porque a uno significa que o prprio Deus se compromete com esta Pessoa. Este o significado da uno. Como estvamos dizendo em nossa meditao anterior, onde a uno est voc se encontra, e trata com o prprio Deus. A ningum permitiu que os oprimisse, e por amor deles repreendeu reis, dizendo: No toqueis os meus ungidos, e aos meus profetas no faais mal. (1 Cron. 16:21,22; ASV). Voc ter que tratar com Deus se tocar no ungido ou naquele sobre o qual repousa a uno, ou naqueles que so ungidos. Deus se compromete com o ungido. Por isso, se Deus est comprometido, envolvido, relacionado com algum, este representante, e como se o prprio Deus estivesse agindo ali. O Esprito Santo constituiu aquele vaso de representao por meio de Sua vinda e presena; Deus est presente. Isto significa que todos os direitos da soberania Divina foram assumidos pelo Esprito Santo e trazidos para dentro daquele que est ungido, aquele que habitado pelo Esprito. Todos os direitos da soberania Divina esto no Esprito Santo, e, se o Esprito Santo est presente, est presente com todos os direitos da soberania Divina.

    Realmente gostaria que voc tivesse um vislumbre disso, pois sinto que isto seja tremendamente importante para ns como membros do Corpo de Cristo, habitados pelo Esprito Santo. Ns apenas tocamos vagamente neste assunto no dia de ontem, e sinto que h algo mais a ser dito sobre isso.

  • A Autoridade do Esprito Santo

    Quando esta contrapartida do Jordo, morte, ressurreio, o cu aberto, a descida do Esprito e a uno, quando a contrapartida disso ocorre no Pentecostes, o Esprito Santo vem em termos de autoridade Divina para permanecer presente, e isto algo que voc e eu temos que reconhecer, a que temos que nos ajoelhar absolutamente. Pode ser que no tenhamos reconhecido suficientemente que receber o Esprito Santo da uno significa que a autoridade sobre nossas vidas tirada de nossas mos. Voc tem pedido pelo Esprito Santo? Voc tem orado para ser cheio com o Esprito Santo? Voc tem reconhecido a tremenda importncia da habitao do Esprito Santo? Se ainda no, ento, naturalmente, isto ser responsvel por todos os tipos de fraqueza, carncias, retardo no crescimento, falta de poder no servio, ineficincia na vida, e uma poro de outras coisas. Mas, se voc tem visto a tremenda importncia da presena do Esprito Santo em poder, em plenitude na vida _ e eu realmente creio que voc tem visto _ ento, tendo buscado o Esprito, voc tem, consciente ou inconscientemente, intencional ou no intencionalmente, pedido que toda a autoridade de sua vida seja tirada de suas prprias mos, para que ela possa ser inteiramente transferida para outra pessoa; e isto envolve voc mais do que voc imagina. Este o ponto que tentamos abordar ontem.

    No dia de Pentecostes, o Esprito Santo veio em termo de autoridade, e assumiu o comando. E, fazendo isso, fez com que os homens dissessem coisas de importncia das quais aceitaram dentro do limite de seus prprios entendimentos, verdade. Sim, eles no se opuseram s coisas que disseram, at o ponto que podiam entend-las, porm, embora concordassem com elas, apenas foram at o limite de suas apreciaes, do entendimento que tinham sobre elas. Mas o Esprito Santo queria significar infinitamente mais do que aquilo, e logo esses mesmos homens que estavam concordantes dentro do limite de seus entendimentos e apreciaes das coisas que diziam, foram confrontados com o fato de que as coisas que eles haviam dito envolviam-os muito

  • mais do que tinham compreendido. E esta uma questo prtica da autoridade do Esprito Santo.

    Pedro estava muito concordante, conforme a sua compreenso, conforme o alcance de sua apreciao, a respeito do que o Senhor tinha dito sobre aos confins da terra; ... a todos os que esto longe, e a todos quantos o Senhor nosso Deus chamar (Atos 2:39). Porm, no iro se passar muitos dias antes que ele se choque contra isto, exatamente aquilo que ele prprio tinha dito, e venha a descobrir que aquilo significava muito mais do que ele imaginava, quando chegou em Cesaria, na casa de um gentio. a todos quantos esto longe, e a tantos quantos o Senhor nosso Deus chamar! Pedro diz: `No, Senhor; e a acontece uma batalha. Mas voc percebe que o Esprito Santo, quando faz Pedro terminar a tarefa, chega naquela situao de forma poderosa. uma questo da qual o Esprito Santo est encarregado, e o veredicto, a concluso da questo toda o relatrio de Pedro em Jerusalm _ Quem sou eu para que pudesse resistir a Deus?. Portanto, se Deus lhes deu o mesmo dom que a ns, quando havemos crido no Senhor Jesus Cristo, quem era ento eu, para que pudesse resistir a Deus? (Atos 11:17). A est um homem tendo que se curvar diante da autoridade do Esprito Santo.

    Agora, o que queremos certificar nesta questo? O seguinte: Se voc e eu realmente chegarmos ao lugar onde o Esprito Santo como Senhor se torna residente em ns, seremos confrontados com esta grande lei da autoridade absoluta do Esprito Santo para fazer o que quiser conosco, e para nos levar completamente alm de nossas prprias intenes, de nossos preconceitos, de nossas tradies, de toda nossa histria passada, para nos levar alm de nosso presente alcance mental daquilo que agora concebemos ser o certo e o errado. Ns todos temos um horizonte mental fixo hoje. Neste momento todos ns colocaramos certo limite e uma fronteira naquilo que consideramos ser o certo e errado, ao que podemos e no podemos fazer. Movemo-nos dentro de nossa prpria interpretao mental das coisas, e este o nosso limite.

  • Ns iremos limitar o Esprito Santo a isto? Se assim o fizermos, jamais chegaremos ao propsito final de Deus. O que iremos descobrir que o Esprito Santo requer de tempo em tempo que nos livremos de nossas cercas, e deixemos que Ele nos leve completamente para fora de nossas prprias fronteiras de aceitao e interpretao. Ele ir requerer isto, este o seu direito soberano, e o nosso progresso em direo ao propsito final de Deus, e, preste ateno, a medida na qual podemos verdadeiramente ser representantes de Deus aqui depende inteiramente desta aptido de ajustamento nova revelao ou indicao dada pelo Esprito Santo, de nossa capacidade ou sensibilidade ao ajuste que o Esprito ir nos mostrar.

    Parece-me que muito freqentemente o Senhor liga nossas vidas a uma emergncia, a uma crise, a fim de trazer algo novo. O fato , naturalmente, que ns no iremos nos mover para algo mais em relao ao Senhor, exceto se formos compelidos. assim que funciona, e por melhor e mais precioso que possa ter sido o agir do Senhor para conosco, revelando-nos, comunicando-nos, o melhor que Ele j nos deu ter que ser trazido ao lugar onde no mais satisfaa as nossas necessidades de forma mais plena, a fim de que possamos nos mover para algo maior. Este o caminho do progresso. Talvez tenhamos tido revelaes maravilhosas, maravilhosos tratamentos do Senhor conosco; coisas aconteceram em nossas vidas que ofuscaram tudo o que passou, e sentimos que alcanamos a plenitude. Mas no, existe algo, alm disso.

    Naquele momento isto era o mais longe que podamos chegar, mas nossa experincia e nossa histria nos diz que aquelas coisas que eram to grandes, to maravilhosas, to interessantes, precisam se tornar como se no fossem tudo aquilo, com um crescente senso de nova necessidade, nova exigncia, e nova crise se levanta na qual temos que conhecer algo maior. E o Senhor fora situaes como essa. o caminho do alargamento, do crescimento. Parece-me que este o Seu nico modo prtico de nos manter avanando. Mas a autoridade do Esprito Santo trazendo essas crises e fazendo essas exigncias; e suponho que esta ser a nossa experincia at o fim. Se realmente estamos debaixo do

  • governo do Esprito Santo, nunca alcanaremos o fim aqui, haver sempre algo mais adiante; mas, para chegarmos l, temos que perder o contentamento com aquilo que temos. Uma das marcas trgicas do cristianismo a medida de contentamento com este cristianismo evanglico. A grande necessidade hoje de um senso de necessidade por toda parte, entre os cristos e no mundo, de um senso desesperado de necessidade. A igreja nunca ir crescer at que este intenso senso de necessidade por algo maior cresa. Os homens nunca chegaro a Cristo at que tenham um senso real de necessidade.

    O Novo Testamento est cheio desta obra do Esprito Santo, agindo soberanamente para precipitar situaes nas quais um novo conhecimento do Senhor se torne indispensvel para a vida, para a prpria existncia, e, quando isto trazido, o caminho aberto para o Senhor revelar a Si mesmo; e isto o crescimento da representao. O Esprito Santo, em Sua soberania, nos prende em seu mtodo passo a passo; Ele nunca age mecanicamente, Ele age somente em vida. Assim voc v, no livro de Atos, os Atos do Esprito Santo, que Ele sempre mantm os servos do Senhor com a comida racionada em relao ao que Ele estava fazendo. Ele nunca colocava a autoridade nas mos deles, mas sempre a retinha em Suas prprias mos. No livro de Atos voc no consegue ter um programa missionrio; no h programa l. Os homens, naturalmente, colocaram hoje o Novo Testamento dentro de um programa missionrio, embora de fato no houvesse.

    O Esprito Santo Direcionando o Servio

    Isto visto na escolha e no envio dos representantes de Cristo. Voc v isto em Antioquia; Paulo e Barnab esto l, e, durante todo um ano, os homens com os quais um grande destino estava ligado por pr-ordenao tiveram que permanecer l debaixo das mos de Deus, e aguardar o tempo de Deus. Isto especialmente ocorreu no caso de Paulo, conhecido de Deus desde toda a eternidade como o homem de uma tremenda misso. Mas mesmo assim, embora avisado pelo Senhor de sua misso desde o incio _ porque te apareci por isto, para te pr por ministro e testemunha (Atos 26:16)

  • ele no pode tomar a autoridade de sua chamada missionria em suas mos e execut-la. Ele precisou entrar naquela companhia em Antioquia, aquela representao do Corpo, e esperar pelo Esprito Santo. Ele esperou doze meses l em Antioquia, talvez um pouco mais, e, ento, o Esprito Santo disse: Separai-me para mim a Saulo e Barnab para a obra que os tenho chamado. (Atos 13:2). O Esprito Santo est segurando esta questo da obra da vida deles em suas mos como soberano. Eles no puderam decidir quando assumi-la, mesmo que pudessem saber em seus coraes muito definidamente qual obra era.

    Ento, quando eles partem, no lhes permitido sentar e esboar uma linha de ao, um esquema, um plano, um cronograma. Seguem debaixo da soberania do Esprito. Chegam a certo ponto e Paulo pensa em feso, e sua mente natural consagrada ao Senhor comea a trabalhar. feso uma grande cidade, uma cidade muito influente. Se apenas ele pudesse chegar a feso e plantasse l a igreja, e fizesse com que as coisas andassem, j seria algo incrvel! Sim, penso que pela causa do Senhor deveramos ir a feso! Mas eles no tiveram permisso do Esprito para pregar a Palavra na sia. Bem, Bitnia um bom lugar, um lugar muito importante, e se mostra uma grande porta de oportunidade: seria melhor irmos para Bitnia! No, o Esprito Santo no lhes deu permisso para irem a Bitnia; e, enquanto permaneciam onde estavam, sem permisso para pregar na sia ou Bitnia, Paulo teve uma viso noite, um homem da Macednia, e a Europa indicada primeiro. feso e Bitnia iro vir na ordem do Esprito, no tempo soberano do Esprito, e o tempo soberano do Esprito ainda no era naquela direo. O tempo soberano do Esprito no momento em outra direo, Europa, Filipos. (Atos 16:610).

    Produtividade e Vitalidade Relacionados Soberania do Esprito

    Agora, tudo isto apenas tomar certos fragmentos para indicar e enfatizar que o Esprito Santo, vindo em um vaso, vem em termos de absoluta soberania Divina, para tirar o controle de nossas vidas das nossas mos, e isto porque o Esprito Santo jamais pode vir e fazer a sua obra at que voc

  • passe pelo Jordo. At que a cruz seja um fato, um fato realizado, no pode haver nenhum governo soberano do Esprito Santo, realizando todo o programa Divino; pois a cruz significa despojamento do corpo pecaminoso da carne. Paulo to consagrado a Deus, a Cristo, como jamais um homem foi nesta terra, com uma exceo, at mesmo Paulo com sua absoluta consagrao ao Senhor no pode assumir este programa missionrio e segui-lo por si mesmo. Ele tem que ser um escravo de Jesus Cristo, tem que ficar debaixo da autoridade do Esprito Santo, tem que reconhecer quando o Esprito no permite.

    Teria havido, e haveria hoje, muito mais produtividade se a igreja fosse governada desta mesma forma. O que aconteceu que o texto de Marcos 16:15 Ide por todo o mundo _ tornou-se um programa que qualquer um pode adotar vontade. Tudo o que voc tem a fazer economizar e adotar o negcio, e ir a todo o mundo, e pregar o Evangelho. Bem, Deus me livre que eu possa depreciar qualquer coisa que vise pregar o evangelho: este no o ponto. Mas o que dizer do efeito disso tudo, comparativamente, aps dois mil anos? Metade do mundo ainda no foi tocado aps dois mil anos. Olhe para a diferena entre os poucos anos apostlicos, com a rea ento coberta e o impacto registrado, e todos os sculos que se seguiram.

    No isto um argumento para esta questo, que voc no pode adotar o manifesto e a comisso missionria e ir, e execut-la voc mesmo; que este um assunto para o Esprito Santo? E, embora o que estou dizendo possa parecer algo negativo, eu o tenho como positivo. Quando o Esprito Santo assume o controle da situao, Ele ir realizar, mas Ele tem que ser soberano. A cruz, portanto, abre o caminho para a soberania do Esprito Santo, e a cruz significa que at mesmo mentes naturais consagradas tm que ter algo mais do que a sua prpria consagrao como fator governante. Assim, muitos dizem ou pensam: Se apenas eu estiver consagrado ao Senhor, ento posso fazer tudo aquilo que vier minha cabea que servir ao Senhor! Oh no, este pode ser zelo, mas sem entendimento; e isto pode ser desperdcio.

  • A Soberania do Esprito Santo em Relao ao Seu Perfeito Conhecimento

    No vamos nos delongar mais na questo, mas apenas tocar o seu mago: o Esprito Santo exige exercer o direito de autoridade absoluta em nossa vida, tirando a autoridade de nossas prprias mos; e isto, naturalmente, progressivamente. Embora possamos conhecer muita coisa, no conhecemos tudo que est na mente do Esprito. O Esprito de Deus nunca cresce, Sua mente no aumenta. Voc nunca pensa sobre a mente do Esprito crescendo, voc nunca pensa em Deus crescendo. Digo isto reverentemente. O Esprito Santo jamais obtm um novo conhecimento. Desde o princpio, o Esprito Santo possui todo conhecimento que pode ser obtido, o seu conhecimento perfeito.

    Este o significado daquela maravilhosa palavra no livro de Apocalipse, onde tudo est consumado e trazido ao seu final pleno: Diz aquele que possui os sete Espritos de Deus. (Apoc. 3:1). um termo figurativo ou simblico que significa que Ele possui o conhecimento perfeito, a perfeio do conhecimento espiritual. Ele tem isto desde o princpio, e digo novamente, o Esprito Santo jamais adquire um fragmento sequer de novo conhecimento na medida em que avana; Ele o tem desde o princpio. Quando Ele veio, tinha to completo conhecimento das coisas como sempre o ter. O conhecimento do Esprito absolutamente final, mas em relao a ns mesmos: o que conhecemos? No muito conhecemos um mero fragmento daquilo que o Esprito Santo conhece e quer significar. Isto quer dizer que vamos obter muito mais conhecimento na medida em que avanarmos. Podemos apenas conseguir este aumento de conhecimento se estivermos preparados para aprender as coisas tudo de novo.

    Voc compreende o que eu quero dizer? No h esperana a no ser que o Esprito Santo possa, em sua soberania, apenas nos mostrar que no conhecemos nada, e que temos tudo a aprender, e que Seu conhecimento infinito e sempre estar milhas frente de ns, e, por isso, um ajustamento de nossa parte ser necessrio cada vez mais. Voc chegou numa posio a respeito da verdade, a respeito

  • da luz, a respeito dos caminhos de Deus, a respeito da mente do Senhor, a respeito do que voc deve e no deve fazer, e daquilo que jamais ir fazer? Voc chegou a uma posio fixa? Se for este o caso, voc fechou a porta para o Esprito Santo. Ningum que cr no Esprito Santo poderia possivelmente dizer: Eu jamais irei fazer isto! Pedro disse isso: Jamais comi coisa imunda! Jamais irei comer! Esta foi a sua posio, mas a soberania do Esprito Santo mostrou que tudo sobre o propsito de Deus em seu apostolado dependeu de ele abandonar aquela posio fechada: e ele tambm podia at citar a Escritura a fim de defender sua posio! Isto no importa.

    Uma das coisas notveis sobre o Novo Testamento o desbloqueio que ele d para as interpretaes do Velho Testamento. No importa que os judeus e judaizantes que perseguiam Paulo por toda a parte pudessem dizer: Este homem fala muita coisa sobre o Velho Testamento que no est l, este homem est colocando construes sobre o Velho Testamento que no cabe, ele tira do Velho Testamento algo que no est l! Olhe o que Paulo diz sobre as coisas do Velho Testamento. No consigo ver que significa isto no Velho Testamento. Parece que ele est usando o Velho Testamento e colocando uma construo que no significava aquilo.

    algo extraordinrio como no Velho Testamento dado um significado que voc jamais poderia descobrir sem o Novo Testamento. O Esprito Santo sabe o que diz, e Ele diz muito mais do que os homens jamais tm visto. A prpria Escritura que voc cita pode significar mais do que voc jamais pensou que ela significasse. Penso que isto suficiente para mostrar a voc quo necessrio para ns estarmos numa posio onde estejamos realmente abertos ao Senhor, e realmente debaixo do governo do Esprito Santo, prontos para deixarmos a nossa posio mais estimada, se o Esprito Santo mostrar um novo caminho. Dizer isto no dizer que temos que ficar inconstantes e levados por derredor por todo vento de doutrina e astcia dos homens, ou que iremos simplesmente seguir qualquer coisa que vier.

    No penso que o Esprito Santo alguma vez negue a Si mesmo. O que Ele disse uma vez no ir contradiz-lo.

  • Porm, o que possa parecer contradio talvez seja que o Esprito Santo esteja transcendendo aquilo que tenha dito anteriormente. Assim como um milagre no uma violao da lei natural, mas um transcender da lei natural, assim tambm o Esprito Santo nunca ir contradizer ou violar alguma coisa que tenha dito antes, mas ir transcend-lo e, quando assim o faz, pode parecer uma contradio. Pode ser que voc seja capaz de dizer: Estou muito certo de que o Senhor tenha me conduzido em certo tempo numa certa direo, mas Ele tem me levado para outra direo agora! Isto no necessariamente uma contradio, uma transcendncia, um mover. Naquele tempo voc no podia ter dado um passo mais adiante, Ele podia apenas lev-lo at ali. Mas em Sua prpria mente, aquilo era apenas um passo que iria levar a outro, e ainda h mais outro, e voc deixa um monte de coisa para trs em tal processo. Mas, oh, o ponto que o Esprito Santo ser capaz de fazer aquilo que pretende.

    At mesmo no caso do Senhor Jesus foi desta maneira. Ele tinha uma mente natural e uma natureza sem pecado, porm Ele no usava aquilo separado de Seu Pai, e, se Algum com uma mente natural sem pecado fazia isto, o que dizer de ns? Quanto mais necessrio para o Esprito Santo ser soberano em nosso caso. Tudo a respeito do poder est nesta direo: E recebereis poder, ao descer sobre vs o Esprito Santo. (Atos 1:8).

    A Ameaa da Mente Natural

    Penso que podemos ficar com este simples exemplo por ora, principalmente esta necessidade do Esprito Santo ser soberano. Ele deve. H boas pessoas, pessoas piedosas, que no vem, e no iro concordar, e surge o problema: Oh, eles so piedosos, so consagrados, tm vivido para Deus por muitos anos, e, contudo so to contrrios a certas coisas que parecem ser to evidentemente vontade do Esprito; e essas pessoas negam. Qual a explicao? Bem, pode haver vrias explicaes, mas sugiro que esta seja uma explicao possvel em muitos casos, principalmente que a mente natural jamais conheceu a cruz; sim, a mente natural consagrada. No estou falando da mente natural mpia. A mente natural consagrada nunca conheceu a cruz. Nossa prpria mente

  • ainda nossa mente, o nosso julgamento, mesmo aps termos sido salvos. O que dissemos sobre Paulo, e feso, e Bitnia, e outros casos, verdadeiro sobre as pessoas mais consagradas. Elas ainda tm uma mente a que podem seguir que no a mente do Esprito. A mente do Esprito est agindo numa outra direo em relao delas. Elas seguiriam este caminho pelo Senhor. Oh, to devotos ao Senhor, tudo pelos interesses do Senhor; elas seguiriam este caminho, mas o Esprito est tomando um outro curso.

    Sobre o qu, toda questo repousa em tal ocasio? Sobre se a cruz foi plantada suficientemente em profundidade naquela vida quanto a tirar a soberania da vontade de suas mos, para que o Esprito seja soberano. Isto algo muito importante. Voc est seguro de que a soberania de vontade foi tirada de suas mos e passada para as mos do Esprito Santo, e que a soberania do Esprito que est governando, e que no meramente o caso de voc estar seguro de si mesmo, fixado em sua prpria convico sobre algo? Voc pode ser um filho de Deus muito devoto, e, contudo, este pode ser o seu caso. uma possibilidade terrvel de o Esprito no ser soberano em muitos filhos de Deus devotos, devido s suas prprias vontades ainda serem soberanas. No h o que fazer neste caso; um beco sem sada, uma porta fechada. Se iremos estar aqui naquela representao crescente do Senhor, temos que estar na mesma base que o Senhor estava. Isto para dizer que, do primeiro ao ltimo passo o Esprito quem deve ser soberano, e isto pelo poder da cruz.

  • Captulo 4

    A Representao a Essncia do Servio

    [Nota: No fim do captulo 3 da revista AWAT estavam as palavras `a ser continuado, porm nenhum captulo mais foi publicado. Contudo, nos manuscritos que foram deixados desses captulos faltantes, foram achados e esto aqui includos como captulos 4-6.]

    Diziam outros: Estas palavras no so de endemoninhado. Pode, porventura, um demnio abrir os olhos aos cegos? E em Jerusalm havia a festa da dedicao, e era inverno. (Joo 10:21-22).

    Mas recebereis o poder do Esprito Santo, que h de vir sobre vs; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalm como em toda a Judia e Samaria, e at aos confins da terra. E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado s alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos." (Atos 1:8-9).

    Temos sido levados a estar ocupados com o pensamento Divino da representao: O Senhor presente e conhecido por meio da representao. Vimos que este pensamento Divino est reunido em plenitude na pessoa do Senhor Jesus. Todos os meios de representao do Velho Testamento, fossem eles pessoais, no caso dos profetas, reis e sacerdotes, fossem na linha do testemunho, de Abel em diante, ou fossem em tipos, smbolos, sinais, tudo apontava para Cristo e estava reunido Nele como o representante consumador de Deus. Ento vimos como este pensamento Divino na ascenso de Cristo foi transferido no e por meio do Esprito Santo Igreja e aos seus membros como um Corpo, o prprio significado do que representao, e que a Igreja com todos os seus membros, espalhados como possam estar por toda a terra, simplesmente entra em toda esta sucesso espiritual a fim de perpetuar este pensamento Divino de estar aqui para representar o Senhor. Falamos muito sobre isto ao longo de muitas diferentes linhas.

    Agora vamos nos ocupar com outro aspecto especfico desta questo de representao para Deus, e isto

  • representao como sendo o prprio corao e essncia do servio. Em nossa meditao anterior, vimos que a questo toda da representao foi assumida pelo Esprito Santo, e que este pensamento Divino, do comeo ao fim, cada passo e estgio, est nas mos do Esprito Santo. O que temos a dizer sobre servio imediatamente se liga a isto e resulta disso. H muitas idias sobre o servio cristo, sobre o servio de Cristo, sobre a obra de Deus. Ser bom se procurarmos realmente nos ajustar natureza essencial do servio, colocando de lado todas as nossas noes sobre esta matria e realmente chegar ao corao da questo.

    Qual o mago e a essncia do servio do Senhor, da obra do Senhor? A resposta encontrada na seguinte palavra _ representao. Isto pode incluir muitas coisas; pode cobrir muito terreno, mas pode ser de fato uma questo muito simples. Significa simplesmente o seguinte: a nossa estada neste mundo implicando a Pessoa do Senhor; o prprio fato de que estamos aqui a fim de levar a implicao da Pessoa de Cristo. Isto carrega muito positivamente o fato de que o Senhor Jesus no partiu deste mundo, no deixou esta terra, mas que, embora na glria, tambm est aqui na terra de forma muito definitiva e positiva. Pode muito freqentemente ser quase impossvel falar muito sobre isto. Agora, no faa disso uma desculpa para o silncio. Algumas vezes impossvel dizer muito, outras vezes impossvel fazer muito, para engajar nas vrias formas de atividades em que chamado o servio do Senhor.

    Pode haver limitaes muito severas e dificuldades podem estar por todos os lados. Isto no afeta necessariamente a questo do servio do Senhor, absolutamente; este no o ponto. Na primeira instncia, o servio do Senhor no a quantidade dita, nem o nmero de atividades em que estamos engajados. O servio do Senhor uma questo de SER, em primeira instncia. Esta tremenda implicao desempenhada efetiva e positivamente num vaso, numa testemunha, num ser; a implicao de que Deus est aqui, o Senhor est aqui, o Senhor est aqui neste mundo, o Senhor est no meio, o Senhor est acessvel, o Senhor est perto, o Senhor real, o Senhor est vivo, o Senhor est disposto, est pronto, o Senhor est mo _ tudo

  • isto como uma implicao multifacetada de nosso estar na terra. Este o servio do Senhor. Este o prprio corao e essncia do servio.

    O Esprito Santo _ o Esprito do Servio

    Agora, precisamos dissecar isto e procurar compreender o que significa. Dissemos que o Esprito Santo vem para constituir a igreja na base do Cristo est aqui. Da mesma forma como no Jordo o Esprito veio sobre o Senhor Jesus, e a partir daquele momento constituiu-O como representante de Deus de forma pblica e mais definida, assim tambm Ele veio no Pentecostes para constituir o Corpo de Cristo nessa mesma base, como sendo a continuao daquela representao. O Esprito Santo veio para constituir a representao.

    Nesta meditao ns voltamos ao seguinte: que o Esprito , muito decidida e positivamente, o Esprito do servio. Isto pode ser um comeo muito simples, mas nos far bem se lembrarmos disso. Sempre tem sido o caso de que, quando o Esprito Santo realmente obtm o seu lugar numa vida, esta mesma vida muito rapidamente passa a ser governada e dominada pelo Esprito do servio, e sinto que algo deve estar errado se um cristo alguma vez perder o Esprito do servio. Se alguma vez voc ou eu perdermos este desejo para com o servio do Senhor, algo estar errado. No estou falando sobre formas de servio. Estou falando sobre o Esprito do servio.

    Assim, descobrimos que, bem no incio, o Esprito Santo criou este desejo para com o servio do Senhor; tornou-se a energia mais poderosa para o servio. Um tremendo interesse foi plantado no corao daqueles que receberam o Esprito, no sentido de o Senhor ser conhecido pelos outros, de o Senhor ser levado aos outros, de o Senhor ter o Seu lugar nas pessoas e em toda a terra _ um interesse real sobre isto. Esta uma marca do Esprito Santo. H algo errado se isto no for encontrado em ns; um interesse real de que Cristo possa ter Seu lugar, de que seja trazido para o Seu lugar nas pessoas deste mundo. Perguntemos honestamente agora aos nossos coraes _ Isto verdade no meu caso?

  • No sabemos exatamente por que o apstolo Paulo, quando chegou a feso e encontrou certos discpulos ali, imediatamente apontou esta questo para eles _ Disse-lhes: Recebestes vs j o Esprito Santo quando crestes? (Atos 19:2). No sabemos exatamente por que ele fez esta pergunta. Pode ter sido por qualquer uma daquelas coisas que denunciam a ausncia do Esprito. Paulo simplesmente chegou concluso de que aquelas pessoas no mostravam qualquer evidncia de terem recebido o Esprito: h uma falta disso, ou daquilo outro. Mas ns podemos tomar a questo e, se for verdade que voc ou eu estamos destitudos de um interesse real para com o servio do Senhor, esta questo precisa ser feita. Voc recebeu o Esprito Santo quando creu, ou tem voc de alguma forma encharcado o Esprito Santo com outras coisas em sua vida, de modo que Ele est incapacitado de funcionar normalmente? Sua funo normal ser colocar l no fundo, como a coisa mais poderosa em nossos coraes, um real interesse de que o Senhor Jesus alcance o Seu lugar em outras vidas em crculos cada vez maiores. O Esprito Santo de fato o Esprito do servio, e devemos verdadeiramente fazer a ns mesmos esta pergunta, caso no estejamos impulsionados por este Esprito de servio. A maior questo surge: O que aconteceu ao Esprito Santo em relao a ns? Enfrentemos o fato. Ns no sabemos o que ir acontecer nos dias futuros. Pode ser que o Senhor precise de uma nova fora de representantes, pois h uma crescente demanda, no h dvida sobre isto.

    Se alguns sero ou no enviados especificamente nesta capacidade, isto no altera este fato, de que cada um de ns, tendo recebido o Esprito, deva carregar esta marca do Esprito: um profundo e perene desejo de servir ao Senhor no seguinte aspecto: de que Ele possa ser trazido para o seu lugar em tantas vidas quanto seja possvel. O Esprito do servio. Lembremos disto. Tudo ir ter o seu comeo a partir disso. Pode ser que no haja um interesse adequado, uma real paixo em servir ao Senhor. Agora, honestamente, voc ir responder ao Senhor em seu prprio corao sobre esta questo? Faa voc mesmo pergunta: - Tenho eu, acima de todos os interesses na vida, um desejo em servir ao Senhor? No : como vou servir o Senhor?. No se vou largar tudo o que estou fazendo agora para ser um ministro,

  • ou missionrio. No estou falando disso. Estou falando sobre o esprito do servio, e a coisa : Estou eu, acima de tudo, interessado no servio do Senhor, em servir ao Senhor? Pode ser que eu v servir nesta linha, nesta capacidade, ou em outra; isto no importa. O assunto servir. Acima de todas as outras coisas que eu faa, embora possa fazer muita coisa, que o servio ao Senhor esteja me controlando, esteja me dominando. servir ao Senhor; que minha vida realmente sirva o Senhor. Eu no vou servir ao mundo, no vou servir a mim mesmo, minhas prprias ambies ou reputao. ao Senhor e o seu servio. Suporte este apelo, pois o Senhor sabe por que Ele est dando esta nfase.

    Eu simplesmente repito aqui aquilo que est to claro como luz do dia quando voc chega ao Novo Testamento, e olha para o fato da vinda do Esprito Santo: que Ele produz um grande interesse no sentido de que o Senhor Jesus possa ser servido. Ningum pode fugir disso.

    A Natureza do Servio

    Isto sendo verdade, o fundamento do servio, que o Esprito Santo o Esprito de servio, e que aqueles que tm o Esprito Santo so governados por um esprito de servio e que voc realmente no pode ter uma vida cheia do Esprito sem um real interesse pelo servio do Senhor, e sendo assim, podemos prosseguir a fim de ver qual a natureza do servio. O que o Esprito Santo faz para realizar o servio? a, talvez, onde algum ajuste seja necessrio. Estou muito certo que, em geral no cristianismo evanglico, um ajustamento seja necessrio nesta questo. Em primeiro lugar o Esprito Santo no faz obreiros oficiais, isto , Ele no faz missionrios oficialmente; Ele no faz ministros oficialmente; Ele no faz oficiais como tais, em primeiro lugar. Pensamos sobre a entrada para a obra do Senhor e, imediatamente obtemos certas formas e modelos de servio. Pensamos sobre um missionrio, isto , uma classe, um tipo particular de pessoa; um ministro, isto , de novo um tipo particular de pessoa. Ele distinto de todas as demais pessoas em vrias maneiras. Voc pode dizer que ele um ministro, ele chama a si mesmo de ministro, ele diferente. Isto uma coisa oficial; ou pensamos em muitas outras formas de obra crist oficial como

  • servio ao Senhor, mas o Esprito no comea a, absolutamente.

    O que o Esprito Santo faz formar pessoas. Ele constitui representantes, Ele trata com indivduos. Ele no lhes d, em primeiro lugar, algo para falar; Ele faz algo dentro deles, e a partir da que vem, ento, toda a fala deles. Ele no lhes diz o que fazer; Ele trabalha dentro deles e, ento, eles vo e executam aquilo; o negcio vem para fora, resultado espontneo de algo realizado dentro deles. E, onde isto no verdade, voc tem todo tipo de posies falsas e artificiais. Muitos jovens, homens e mulheres, esto prontos para largar o emprego e se tornarem missionrios. H algo romntico nisto. Eles poderiam servir o Senhor muito melhor se voc os colocasse no corao de Timbuktu. Mas aqui eles esto no corao de uma necessidade premente, e no esto servindo ao Senhor, absolutamente. Isto falso e artificial. O Esprito Santo no faz isto. O Esprito Santo faz testemunhas ou representantes e, se voc no um representante onde voc est, no pense que mudando para algum territrio estrangeiro, onde as pessoas sejam pags, que voc ir ser um representante l. No funciona desta maneira, no debaixo do regime do Esprito Santo.

    Somos representantes constitudos e, quando somos representantes, ento o Esprito Santo dispe de ns e nos coloca aqui ou ali, onde Ele quer. Em Sua soberania Ele indica o lugar, mas no designa oficiais, Ele designa pessoas. Um simples oficial representa absolutamente muito pouco, e o Senhor sabe que Geazi pode ser um servo oficial do profeta, que pode cuidar do basto do profeta, e, em sua capacidade, pode entrar com sua insgnia de oficial no quarto de morte, onde jaz o corpo, e pode manipular a insgnia, colocando-a desta ou daquela forma, porm nada acontece. A mulher percebeu as intenes de Geazi e disse: Eu no vou com voc, vou aguardar o profeta! Quando o profeta chega, na condio de homem ungido de Deus, deitou-se sobre o rapaz, identificou-se com o rapaz de uma forma vital, que foi literalmente trazido de volta da morte para a vida. Isto no algo oficial, algo vital, uma pessoa (2 Reis 4:17-37).

  • Por que no pudemos ns expuls-lo? disseram os discpulos aps aquele infame fracasso ao p do Monte da Transfigurao (Mat. 17:19). Bem, talvez no possamos dar uma resposta a isto diferente daquela dada pelo Senhor, mas talvez eles tivessem tentado a coisa de uma forma oficial: Ns somos discpulos de Cristo! Eles, evidentemente, tinham feito uma tentativa de expulsar aquela casta de demnio. Porm o Senhor disse, em efeito: A coisa precisa ser feita de forma vital, e no de forma oficial. Vocs no podem fazer isto simplesmente por ostentarem o nome de discpulo, vocs precisam ser uma representao Divina!

    Esses so princpios do servio. O Senhor faz pessoas, faz homens e mulheres, o Esprito Santo faz isto. Ele no faz oficiais. O servio do Senhor fundamentalmente pessoal e surge daquilo que o Senhor faz em ns, e isto se reporta a Cristo vindo para a situao por nosso intermdio. Estou certo de que nenhum de ns desejaria alguma coisa a mais do que isto: que a nossa prpria presena pudesse significar em influncia e em efeito a presena de Cristo.

    Todos os tipos de perigos esto associados a isto, pois voc sabe quo tolas as pessoas so, que imediatamente aps o Senhor fazer algo atravs de um canal, de um instrumento, as pessoas comeam a fazer algo destas pessoas. Oh, vamos chamar fulano, se to somente fulano vir, e comeam a fazer algo daquele vaso, e da prxima vez a coisa no acontece. o Senhor, e Ele muito zeloso, e voc jamais pode tomar algo por certo. Voc tem que reconhecer o tempo todo que o Senhor, que este o servio do Senhor. Este o porqu de ser to necessrio que as pessoas que realmente trazem Cristo situao estejam completamente crucificadas, que jamais tomem quaisquer glrias para si mesmas, que jamais permitam que as pessoas as tornem em peritos em questes espirituais, mas que seja o Senhor. Se no fosse o Senhor, nada seria possvel. Somente um homem ou uma mulher crucificada pode servir o Senhor realmente, porque o servio trazer o Senhor para a situao. Tudo o Senhor.

    H muita histria por trs do que acabei de dizer. Se no estou enganado, esta a explicao para todo o

  • sofrimento de Paulo. Se existiram homens que j trouxeram o Senhor Jesus para a situao, Paulo foi um deles. Se a presena de algum homem j significou a presena do Senhor, a presena de Paulo significou isto. Porm no havia nada no terreno natural onde Paulo estivesse interessado, que lhe desse alguma coisa que pudesse tirar proveito. Se no estivermos equivocados, a leitura correta da vida de Paulo a seguinte: que ele prprio estava muito freqentemente inconsciente de qualquer demonstrao da presena de Deus. Se tivssemos perguntado a ele, este teria dito: No, tudo o que estou consciente da extrema fraqueza, dependncia, necessidade, impotncia; no estou sempre consciente do grandessssimo poder de Deus sobre mim, no estou sempre consciente de estar erguido completamente acima de minhas enfermidades, de minhas fraquezas, no estou o tempo todo consciente de tudo isso; se alguma coisa est acontecendo, est acontecendo a despeito de todos os tipos de coisas que incapacitam, que limitam e procuram derrotar e me destruir; o Senhor est fazendo, apesar de todas essas coisas! Creio que esta foi a verdadeira histria de Paulo. O Senhor o sustentou.

    o mistrio de Cristo. Veja o Senhor Jesus aqui nos dias de sua carne. Olhe para Ele puramente ao longo da linha humana. O que voc v? Bem, os homens no viram nada alm de um homem, talvez um homem muito comum. Evidentemente no h nada sobre Jesus na condio de homem que sobressasse s pessoas, que os fizesse sentir: Temos aqui um super-homem! No, nada disso. Provavelmente eles viram fraqueza. O seu parecer estava to desfigurado, mais do que o de outro qualquer (Isa. 52:14). Eles viram fadiga. No havia diferena entre Ele e ns, em relao a sua humanidade, mas h algo alm disso, algo que voc no consegue explicar. No natural, absolutamente, no pode ser explicado por qualquer outra linha. H algo a mais aqui. Este o mistrio de Cristo. Deus aqui presente nesta fraqueza.

    E o princpio levado para os seus servos e para a sua Igreja. Se voc procurar qualquer explicao ao longo de qualquer linha humana, voc no ir encontrar. Voc ir encontrar muita coisa que parece fornecer um fundo para se

  • perguntar se algo mais ir ser possvel, e o mistrio de Cristo isto, que ele vai e vem novamente, mas no se livra dessas fraquezas e limitaes humanas. A coisa prossegue, a despeito de tudo.

    Creio que temos que chegar a alguma aceitao neste ponto. Tem que ser algo que coloquemos diante do Senhor. Isto significa o seguinte: que naturalmente podemos morrer centenas de vezes, milhares de vezes; de cada ponto de vista natural, voc pode ter um seguro de vida muito curto, mas ns viveremos at aos setenta, oitenta, noventa anos de idade _ at Deus dizer: Chega! Penso que temos que chegar a uma posio firme sobre isto: que no iremos morrer, se estivermos aqui representando o Senhor, at o Senhor dizer: `Chega! embora as melhores opinies humanas, e toda sabedoria e conhecimento cientfico possam dizer, `No! Creio que isto algo que temos que colocar diante de Deus. Algumas pessoas muitas vezes j sentiram que o fim tinha chegado, mas no chegou. A vida surge mais uma vez, e voc no consegue explicar. No histeria absolutamente, Deus, o mistrio de Cristo. No vamos ns nos acomodar a isto e dizer: Isto ser assim at o Senhor dizer: acabou. Voc tem os seus maus tempos e sente que o Senhor tenha feito isto com voc, que voc acabou. Mas no aceite nada at que o Senhor diga que acabou, e voc sabe quando o Senhor diz que acabou.

    A questo a seguinte: o que o Senhor , e no o que ns somos, o que fazemos, absolutamente; o Senhor em evidncia. Este o servio do Senhor. O Senhor est vindo por nosso intermdio desta forma representativa, e tudo Ele. Este o mtodo do Esprito Santo, esta maneira de o Esprito Santo fazer as coisas. Este o servio do Senhor. Oh, no o nosso sair e pregar esta ou aquela doutrina, ou todas as doutrinas de Cristo. que ns estamos na vontade de Deus por causa de Cristo, implicando Cristo, significando Cristo, e, se isto for verdadeiro, o inferno ser provocado, pois o inferno est sempre determinado a que Cristo no tenha o seu lugar.

    O que estamos dizendo que a questo no uma questo de ofcio, mas de qualificao, e qualificao

  • espiritual, que, por meio da uno do Esprito, Cristo seja trazido por nosso intermdio; isto representao.

    Podemos aplicar isto. Naturalmente, a coisa comea com o individual. Tem que ser verdade em cada um de ns, individualmente, exatamente no lugar onde estamos. Este tem que ser o significado de nossas vidas. Chamamos a ns mesmos de cristos. Bem, Cristo _ o que isto? A palavra exata O Ungido. Toda uno no Velho Testamento aponta para Ele e est reunido Nele: o Cristo. Aponta para o Cristo, o Ungido. Cristo; ento os ungidos, e ns vimos que a uno significa Deus comprometido, Deus presente. Isto o que significa ser cristo. O que ser um cristo? uma pessoa ungida; e uno significa que Deus por meio de seu Esprito est presente. Assim, onde quer que estejamos na vontade de Deus, Deus por meio de Seu Esprito est presente ali, e isto para ser individualmente tambm, e este fundamentalmente o servio do Senhor.

    Representao Universal no Corpo

    Mas, naturalmente, o Esprito Santo no para a. Este pensamento Divino um pensamento coletivo, um pensamento corporativo. Deve afetar e envolver o individual, mas, derradeiramente, culmina na representao universal em um s Corpo, a Igreja; Deus representado na Igreja, e, ento, no Novo Testamento, a nica Igreja universal, o Corpo de Cristo, localmente representado. No simplesmente uma questo de colocar certo nmero de pessoas juntas num mesmo lugar, pessoas que aceitam certos ensinamentos e, por isso, tm um credo em comum, e se renem. O Esprito Santo est fazendo algo mais profundo do que isto. A coisa no primeiramente externa, objetiva. O que o Esprito Santo est fazendo trazer existncia em cada localidade uma representao corporativa de Cristo, que nesta companhia Cristo esteja corporativamente presente. "Onde estiverem dois ou trs reunidos em meu nome ali eu estou" (Mat. 18:20); Cristo presente. Este o significado, este o propsito, de uma companhia local de pessoas do Senhor, e h algo, como temos dito, sobre a expresso corporativa de Cristo que de peculiar valor, significado e poder.

  • Sei que alguns iro descobrir o problema do seu sofrimento neste mesmo terreno. "Estou sozinho aqui." Bem, voc no est. Em primeiro lugar, voc deve se lembrar do fato de que voc um membro de um grande Corpo, e, em termos de coisas espirituais, no h separao. Que possamos compreender isto que soa como algo um tanto que abstrato, mas que algo de tremenda importncia e realidade. H muita presso hoje sendo sentida pelos filhos de Deus; um conflito terrvel, e, quando voc procura por uma explicao, simplesmente no consegue encontr-la. Alguns de ns, aqui no norte, temos sentido uma presso terrvel, um conflito, uma tenso, como se o inimigo estivesse a ponto de nos destruir completamente, e olhamos imediatamente ao nosso redor, para procurar uma explicao, mas no a temos. No podemos realmente dar uma resposta para a questo em relao ao que significa - isto a partir daquilo que est imediatamente ao nosso redor. No que algo tremendo esteja acontecendo ao nosso redor, to grande que o inimigo est a ponto de nos matar por causa disso. Qual a explicao? Digo a voc, com base no Novo Testamento, que: se um membro sofre, todos os membros sofrem (1 Cor. 12:26), e no h muitos membros do Corpo ao redor do mundo que esto sofrendo imensamente nestes dias?

    E, se este Corpo que est completamente ligado por meio de um grande sistema de nervos espirituais, e o Corpo uma verdadeira metfora ou um pensamento representativo para a Igreja, no simplesmente uma organizao, no um edifcio de pedras frias e sem vida, mas um Corpo que est completamente ligado de um extremo ao outro por meio do mais vvido sistema de nervos, de modo que voc no pode tocar qualquer ponto com uma agulha sem afetar o corpo todo. desta forma com o nosso corpo fsico, e, se isto for transferido para o Corpo de Cristo, onde o Esprito Santo o sistema nervoso que liga todo o Corpo, no ser que aqueles membros que esto sofrendo tanto no possam estar registrando seus sofrimentos aos outros membros do Corpo que so sensveis, que esto vivos? Quanto mais sensveis estivermos ao Esprito Santo, mais sofreremos com os outros membros do Corpo. O Esprito Santo quer nos atrair para sofrermos com eles e por eles, e, embora no conhecendo, no tendo qualquer informao quanto ao que esteja

  • acontecendo, contudo interpretando o significado. H uma grande necessidade de nos posicionarmos firmemente, no somente por nossas prprias vidas, mas pela vida de muitas outras pessoas. No h qualquer dvida sobre isto; o Esprito Santo est trabalhando para a representao corporativa de Cristo, e o diabo est pronto para espalhar os santos, e, espalhando-os, dividi-los e destru-los; mas o Esprito Santo est reagindo a isto, porque esta representao significa muito.

    O Poder do Esprito Santo

    Vou encerrar com esta nota: Recebereis poder ao descer sobre vs o Esprito Santo, e ser-me-eis testemunhas em Jerusalm, na Judia e Samaria, e at aos confins da terra. E minha ltima nota esta: que para todo este servio do Senhor, esta representao, este trazer o Senhor, este permanecer firme em nossa posio contra as foras do mal que esto inclinadas a expulsar Cristo deste mundo, este sofrer como os seus representantes, para tudo isto, podemos fazer a pergunta: Quem suficiente para essas coisas? A resposta : Recebereis poder ao descer sobre vs o Esprito Santo. O Esprito Santo constitui os vasos e o servio. Ele o Esprito do servio e o fator constituinte nos vasos do servio. Ele o poder pelo qual esta representao mantida na terra.

    Recebereis poder O Senhor sabia perfeitamente que aqueles homens jamais iriam conseguir represent-Lo. Ele conhecia Pedro o suficiente, apesar de suas jactncias. Ele conhecia aqueles homens e, por isso, disse: "Ficai em Jerusalm at que do alto sejais revestidos de poder. (Lucas 24:49). Recebereis poder ao descer sobre vs o Esprito Santo. Ento podemos ver o que aconteceu. O homem com toda a sua jactncia sobre o que iria fazer, sofrer e morrer, fugiu e negou o seu Senhor com juramentos e imprecaes diante de uma simples servente _ este o valor de sua coragem quando submetida ao teste. Mas no h medo algum naquele homem posto em p no dia de Pentecoste, confrontando os assassinos de Cristo, lanando sobre eles a culpa por sua morte. Quando viram a ousadia de Pedro e de Joo (Atos 4:13). Isto o que o Esprito Santo pode fazer

  • por ns. O Esprito Santo pode mudar um covarde numa pessoa corajosa e ousada. Ele o Esprito de coragem, e Ele fez muitas outras coisas tambm. E recebereis poder ao descer sobre vs o Esprito Santo. Esta a nossa esperana, nossa segurana _ o Esprito Santo. Deixemos que Ele tenha o seu espao, asseguremo-nos de que Ele tenha livre curso para nos transformar em verdadeiros servos, isto , representantes do Senhor.

  • Captulo 5

    A Dinmica da Representao

    "E estavam ali, olhando de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galilia, para servi-lo; entre as quais estavam Maria Madalena, e Maria, me de Tiago e de Jos, e a me dos filhos de Zebedeu. E estavam ali Maria Madalena e a outra Maria, assentadas defronte do sepulcro; e, no fim do sbado, quando j despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro." (Mat. 27:55-56,61; 28:1).

    "E algumas mulheres que haviam sido curadas de espritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saram sete demnios" (Lucas 8:2).

    "E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro. E viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um cabeceira e outro aos ps. E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e no sei onde o puseram. E, tendo dito isto, voltou-se para trs, e viu Jesus em p, mas no sabia que era Jesus. Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelo, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni (que quer dizer, Mestre). Disse-lhe Jesus: No me detenhas, porque ainda no subi para meu Pai, mas vai para meus irmos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. Maria Madalena foi e anunciou aos discpulos que vira o Senhor, e que ele lhe dissera isto." (Joo 20:11-18).

    "Todos estes perseveravam unanimemente em orao e splicas, com as mulheres, e Maria me de Jesus, e com seus irmos." (Atos 1:14).

    Uma palavra muito simples est em meu corao neste momento. impressionante observar quo freqentemente Maria Madalena mencionada, quanto ela evidenciada. Ela encontrada em cada um dos evangelhos e, sem dvida

  • alguma, est includa no grupo das mulheres em Atos 1:14; e ela ocupa um lugar de considervel significncia e valor. No podemos fazer outra coisa se no perguntar por que deve ela ser mantida tanto em evidncia, ser mencionada tanto pelo seu prprio nome. Isto no por acaso; no suficiente dizer que todos esses apstolos que escreveram estes registros ficaram evidentemente impressionados com esta mulher, e com outras, e que eles descobriram, ao escrever a histria da vida, morte e ressurreio de Cristo, que no podiam simplesmente deixar essas pessoas de fora. Penso que temos que ir mais fundo do que isto, crendo que o Esprito Santo tem algo em mente, se essas Escrituras so inspiradas por Ele, e ns procuramos ver o que isto pode ser.

    Comeando pelo fim, descobrimos que Maria Madalena foi a primeira testemunha da ressurreio do Senhor. Nessas meditaes temos estado muito ocupados com testemunhas. E sereis minhas testemunhas. (Atos 1:8). A primeira testemunha, a primeira representante do Senhor a testemunhar que Ele estava vivo, que Ele tinha ressuscitado, foi Maria Madalena. Parece-me que ela est aqui para indicar o servio da nova dispensao, o servio de Cristo _ ser uma testemunha Dele; represent-Lo. Este servio do Senhor comea com ela, e por qu? O pensamento que est em minha mente o seguinte: que aqui est o servio do Senhor novamente. E o que est bem no mago do servio do Senhor? O que isto que realmente faz uma testemunha, um representante? O que isto que constitui este testemunho em pessoa para o Senhor ressurreto? penso que Maria Madalena nos responde esta questo de forma muito simples, porm com muita fora. A dinmica, o poder, a essncia do servio do Senhor uma devoo de amor ardente pela pessoa do Senhor. Isto simples, mas fundamental.

    Em primeiro lugar voc percebe que ela uma mulher que tem uma grande necessidade _ necessidade de libertao, de salvao, de misericrdia, de graa _ que uma mulher que est em grande dificuldade e aflio, e o Senhor a livra de todas as suas desgraas. A partir daquele momento ela jamais fica longe Dele; ela uma de um grupo de tais mulheres que O seguem por onde quer que Ele v, e O servem. Ento, na ltima cena, ela est l com a me terrena

  • de nosso Senhor, a pouca distncia da cruz, assistindo, sofrendo, naquelas ltimas horas. Ela , talvez, a ltima ou uma das ltimas a deixar o local. Ento ela a primeira a retornar ao sepulcro; antes do raiar do dia, ela retorna com o corao partido. Joo 20:11-18 , talvez, a histria mais comovente do Novo Testamento. O grito de seu corao _ Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste." Ento Jesus disse a ela: "Maria!" Ela se vira e diz: Raboni, Mestre! No esta toda a corporificao de um amor pessoal pelo Senhor, de um poderoso amor pessoal por Sua Pessoa? E a partir disso que o testemunho dela nasce e que ela se torna a primeira pregadora da dispensao.

    a partir disso que todo o verdadeiro ministrio de Cristo atravs de toda a dispensao nasce. Esta a natureza do ministrio. Podemos dizer isto em poucas palavras e de forma muito simples, porm, embora resumido e simples, contudo vamos procurar reconhecer a suprema importncia disto: que o servio do Senhor no consiste em primeiramente sair e fazer coisas, ou dizer coisas, propagar doutrinas ou verdades, ou interpretaes, estabelecer movimentos, comunidades ou igrejas. O servio do Senhor o fluir espontneo de um amor pessoal pelo Senhor. E, quando voc vai para o Pentecostes, e a prossegue a partir da, apenas isto.

    Parece que a vinda do Esprito Santo foi um batizar dos crentes no amor de Cristo, pois, a partir daquele momento da chegada do Esprito, eles no tinham mais nada para falar a no ser o Senhor Jesus. Eles simplesmente estavam plenos Dele! A conversa deles estava cheia Dele, a pregao deles estava cheia Dele, o testemunho deles era totalmente concernente a Ele, e foi sempre assim. Foi assim com o grande apstolo dos gentios _ Paulo. "Deus", disse ele, aprouve a Deus revelar seu Filho em mim, para que O pregasse entre as naes (Gal. 1:15,16). O amor de Cristo nos constrange (2 Cor. 5:14), o amor de Deus est derramado em nossos coraes pelo Esprito Santo (Rom. 5:5). Esta era a dinmica do servio.

    Agora, isto simples e funciona de duas maneiras. Toda atividade, obra, e tudo aquilo que chamado de servio

  • ao Senhor, sem este amor por trs, est carente do poder verdadeiro para um servio frutfero, mas, se o amor estiver presente, no poderemos deixar de ser servos do Senhor. Nada pode fazer de ns verdadeiros servos do Senhor, somente um amor ardente por Ele mesmo. Nada pode substituir isto. Mas, dado isto, no h qualquer necessidade de algum tipo de ordenao humana, de separao eclesistica. Voc, sem sombra de dvida, servo do Senhor se tiver um satisfatrio amor por Ele mesmo em seu corao. Todo nosso valor para o Senhor depende da medida do nosso amor por Ele mesmo. Isto tudo. No h nada profundo sobre isto, mas uma prova.

    Podemos fazer muitas coisas, como a igreja em feso mais tarde. Ela fez muitas coisas, mas o Senhor disse: Tenho algo contra ti, que esquecestes o teu primeiro amor (Apoc. 2:4). E, em efeito, Ele disse: No h justificativa para que seu candelabro permanea, meramente uma profisso vazia, um vaso de aparncia exterior, sem o Senhor l dentro, sem a luz interior. E, a menos que este primeiro amor seja recuperado, trata-se apenas de uma simples confisso, de meramente fazer muitas coisas, mas aquilo que justifica a nossa existncia aquele amor, e somente ele. Nada a no ser o amor ir nos manter caminhando. o poder da resistncia atravs dos anos, e ser algo terrvel chegarmos a uma vida crist sem este amor pelo Senhor em nosso corao. somente este amor que realmente torna a vida crist possvel debaixo de toda a presso ao longo dos anos.

    Estou muito certo de que, no caso do apstolo, com todo o seu sofrimento e com tudo o que ele teve que enfrentar, o que o manteve prosseguindo foi aquela chama de amor em seu corao pelo prprio Senhor. Atravs do sofrimento, nada, exceto o amor pelo Senhor, ir nos manter prosseguindo.

    E assim, sem acrescentar mais nada a isto, eu apenas digo a voc e ao meu prprio corao, que o que voc e eu precisamos de uma recuperao, restaurao, de um aumento. Quer seja que o tenhamos, ou o tenhamos perdido, ou que nunca o tenhamos tido, o que precisamos desta chama poderosa de amor pelo Senhor, e no sermos

  • meramente obreiros profissionais, servos de Deus de alguma maneira profissional. No, o que precisamos que este amor pelo Senhor seja intensificado e, a partir disto, tudo mais vir, e, sem isto, a vida crist uma coisa miservel, um fardo a levar, enquanto que o amor pelo Senhor faz de ns testemunhas.

    Assim, Maria Madalena simplesmente nos vem como a maior de todas as lies. Ela est l, a ltima na cruz, a primeira na ressurreio, a primeira testemunha da dispensao. uma mulher. Agora, naturalmente, voc pode tomar isto erroneamente, voc pode tomar isto tecnicamente, e dizer que isto imediatamente justifica o ministrio das mulheres e mulheres tendo o primeiro lugar. Eu nada tenho a dizer contra o ministrio das mulheres, mas o que eu creio que o Esprito Santo quer significar aqui que as mulheres no Novo Testamento representam o lado afetivo, o princpio da afeio, do amor, e da devoo e do servio em termos de amor. isto o que as mulheres representam l, e parece que esta mulher resume tudo isto. Mas voc enxerga o pano de fundo uma devoo de corao pelo Senhor que produz seu maravilhoso ministrio (de Maria Madalena), que produz seu ministrio representativo para a dispensao. Pois o ministrio desta mulher foi representativo da dispensao que o que produziu este ministrio e esta representao foi o senso que ela tinha de dvida impagvel para com o Senhor por sua graa. E qual o ministrio de valor que no tem isto por trs? Paulo diz: Sou devedor (Rom. 1:14) e esta a dinmica de seu ministrio. Maria Madalena diria: Sou devedora; devo tudo a Ele!

    Se voc e eu chegarmos a um vvido e suficiente senso de nossa dvida impagvel para com o Senhor por sua maravilhosa graa a ns, iremos ser testemunhas sem sombra de dvida, iremos servir o Senhor sem sombra de dvida. Oh, ento, que haja uma renovao em nossos coraes do senso de nossa dvida impagvel! Naturalmente, voc tem que ser paciente com a simplicidade desta palavra, mas penso que ela toca o centro das coisas, embora simples. No fiquemos preocupados a respeito de coisas, absolutamente. O assunto com que devemos nos preocupar com o nosso prprio relacionamento com o Senhor, com

  • aquela devoo a Ele. O Senhor nos livre de termos algo da vida crist que seja menos do que aquilo que est nesta atitude de amor _ Mestre! Raboni!

    No creio que possamos reproduzir a pronncia, o tom, com que Maria expressou esta palavra naquele momento. Desejaria que pudssemos obter os dois timbres de voz, quando o Mestre disse: Maria! Voc no consegue capturar isto, mas pode imaginar algo. E no tom familiar que ela ouviu Ele se dirigir a ela antes; ela captou o timbre de voz e disse: Mestre! o Senhor, Mestre? A profundidade disso! Eu no quero ser sentimental, mas h algo a que indica isto, que leva possesso da primeira nota do servio dispensacional. A dispensao toda, a era toda, est reunida nesta mulher naquilo que ela representa. Todo servio ao Senhor nasce disso _ Mestre! Naquele sentido: `Tu s aquele a quem tudo para mim est ligado.

    Bem, o Senhor fala mais do que minhas palavras podem dizer nesta questo.

  • Captulo 6

    A Maneira de Obter Conhecimento Necessrio para a Representao

    ... declarado Filho de Deus em poder, pela ressurreio dos mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor (Rom. 1:4).

    ... at que todos cheguemos unidade da f, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, medida da estatura completa de Cristo (Ef. 4:13).

    E, na verdade, tenho tambm por perda todas as coisas, pela excelncia do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escria, para que possa ganhar a Cristo, ...Para conhec-lo, e virtude da sua ressurreio, e comunicao de suas aflies, sendo feito conforme sua morte (Fil. 3:8,10).

    H uma questo que quero trazer-lhe agora a qual, talvez, diferentemente da meditao anterior, ir exigir um pouco mais de exerccio de sua parte, no apenas exerccio mental, mas ir exigir um doar-se intensamente de ns mesmos, a fim de que compreendamos a grande implicao que aqui repousa.

    Antes de entrarmos neste ponto ou questo especfica, preciso lembr-lo da grande importncia que as Escrituras vinculam ao conhecimento espiritual. H toda uma diferena entre conhecimento espiritual e conhecimento mental, ou simples conhecimento da cabea. Ns podemos dizer com certeza, em conformidade com as Escrituras, que tudo para a vida do filho de Deus depende do conhecimento espiritual, e est ao conhecimento espiritual. E a vida eterna esta: que te conheam, a ti s, por nico Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. (Joo 17:3). Assim, a vida eternal est ligada a certo conhecimento, e, a partir desta primeira coisa na histria do filho de Deus (isto , a vida eterna pelo conhecimento) tudo mais est ligado a um particular e especfico conhecimento. Isto , temos que conhecer numa forma espiritual para crescermos na vida espiritual.

  • Voc percebe quanta importncia os apstolos associaram a isto. tenho tambm por perda todas as coisas, pela excelncia do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escria, para que possa ganhar a Cristo. E a coisa no est completa, mesmo quela altura, pois Paulo, mais adiante, continua afirmando, como se algo ainda estivesse frente prossigo, para que possa conhec-Lo! Paulo um homem que possui um vasto conhecimento do Senhor, porm ele algum que est to consciente da tremenda importncia e valor do conhecimento espiritual a ponto de abrir mo de todas as outras coisas que so de valor para os homens pela excelncia do conhecimento de Jesus Cristo.

    Ento, a est este grande prospecto apresentado e aberto em Efsios 4. O Senhor ressurreto deu dons aos homens; deu ministrios, apstolos, profetas, e assim por diante, para o aperfeioamento dos santos, para a edificao do Corpo de Cristo: at que todos cheguemos unidade da f, e do conhecimento do Filho de Deus. Isto quase nos d a impresso de que aquilo que est subentendido implicasse no seguinte: que o alvo deste Corpo de Cristo que Paulo est falando, a Igreja, que o Corpo de Cristo, seja o pleno conhecimento do Filho de Deus. Tudo deve estar ligado a este pleno conhecimento do Filho de Deus.

    Agora, naturalmente, ns compreendemos isto em pequena proporo, a partir de nossa prpria experincia e histria espiritual. Cada um de ns que possui uma vida e uma histria espiritual real sabe muito bem que devemos o nosso crescimento espiritual ao conhecimento espiritual que tem chegado a ns. Dizemos: Quando cheguei a conhecer (seja o que possa ser), quando cheguei a conhecer de uma forma espiritual, isto fez toda a diferena. A partir do instante que cheguei a conhecer desta forma, houve uma diferena; tenho estado diferente, tem significado muito para mim isto que vim a conhecer! Todas as diferenas so feitas ao longo desta linha de progressivo e crescente conhecimento, conhecimento espiritual, conhecimento interior.

  • Assim, a Palavra nos revelaria o seguinte: que tudo o que Deus tem intencionado em Cristo para os santos, o grande destino, a grande vocao, o grande resultado e que chamado , que chamado celestial, como diz o apstolo tudo isto para ser alcanado por meio do conhecimento espiritual, por meio de um progressivo e continuo chegar a um fresco conhecimento interior. Podemos dizer: Eu sei, cheguei a conhecer, e estou chegando a conhecer, e o Senhor est me levando a conhecer! desta forma, este o caminho. Isto simples, mas eu simplesmente queria de incio enfatizar e lembrar voc do grande valor e importncia que est ligado ao conhecimento espiritual.

    A Lei do Conhecimento Espiritual

    Agora, a coisa que quero transmitir, como somente o Senhor pode me capacitar, a lei que encontrada em toda a Escritura; a lei do conhecimento espiritual. Tenho visto que existe uma lei encoberta nas Escrituras que governa toda esta questo do conhecimento espiritual. No Velho Testamento, naturalmente, ela apresentada muito amplamente de uma forma tpica, porm a lei espiritual, e ela governa este conhecimento, que o aumento, o crescimento e o progresso espiritual na vida do filho de Deus. A lei a seguinte: existe um lugar especfico, a fim de obtermos o conhecimento.

    Se voc voltar ao Velho Testamento, naturalmente ir encontrar muito disto em forma de tipo, de figura. Por exemplo, a luz do propsito de Deus foi apenas revelada a Abrao quando ele entrou na terra, no quando ele estava na Mesopotmia. Deus lhe disse para sair da Mesopotmia, e Deus no lhe revelou o Seu propsito at que ele entrasse na terra. Era preciso estar em certo lugar antes que Abrao obtivesse conhecimento.

    A luz de Deus e do nome de Deus no foi revelada a Jac quando ele estava em Par (Gen. 21:21), nem quando ele estava num pas estrangeiro, mas quando ele estava no lugar em Betel. Ele no obteve a luz de Deus, do nome de Deus, at que tivesse chegado naquele lugar.

  • A luz quanto Divina habitao no tabernculo jamais foi dada a Israel no Egito, mas esperou-se at que eles chegassem ao lugar onde era para estar o tabernculo no deserto.

    Um lugar foi necessrio, a fim de se obter o conhecimento, e o Velho Testamento est repleto disto. Voc sabe que os nomes dos lugares no Velho Testamento so sempre simblicos. Voc sabe o quanto est associado a Gilgal. Voc precisa chegar a Gilgal, a fim de obter certo conhecimento espiritual Betel, Hebrom e assim voc prossegue, e o Senhor fixou lugares no Velho Testamento para a revelao de Si mesmo. Onde Eu coloquei o meu nome (Ex. 20:24), se vocs chegarem l, iro me conhecer. Vocs no iro me conhecer fora desse lugar, em qualquer outra parte; vocs precisam chegar ao lugar que tenho apontado, l Eu irei encontrar vocs! Isto um tipo.

    No Novo Testamento, no lado espiritual disto, naturalmente no se trata de lugares geogrficos, no um local de reunio. Voc no tem que ir Honor Oak (uma zona suburbana londrina), ou a qualquer outro lugar para obter a luz! No so lugares geogrficos, mas a um lugar espiritual que voc tem que chegar, a fim de adquirir o conhecimento.

    Bem, isto abre um vasto e amplo terreno, e ns indicamos apenas um ou dois desses lugares que so os lugares de conhecimento espiritual os quais tm a ver com a nossa chegada ao pleno conhecimento do Filho de Deus, estatura completa de Cristo.

    Ressurreio

    ...declarado (marcado) Filho de Deus em poder, segundo o Esprito de santificao, pela ressurreio dentre os mortos. O conhecimento, a luz do conhecimento da ressurreio, requer que cheguemos a um lugar, e este lugar o lugar de morte. Isto simples e bem conhecido, mas uma lei. uma lei escrita no Velho Testamento em tipo e figura muitas vezes. A ressurreio exige que voc chegue verdadeiramente ao lugar de morte. A lei tornada clara no Novo Testamento. Voc tem que estar no lugar de morte e

  • sepultamento antes que possa conhecer a Cristo e o poder de Sua ressurreio, antes que possa ter este conhecimento de ressurreio com o qual tanta coisa est ligada. Oh, tudo de incio est ligado a isto, para que conheamos a unio com Cristo na ressurreio, no como verdade, no como doutrina, um credo, mas de uma forma interior, um conhecimento espiritual.

    H um pargrafo notvel em Ezequiel 39. Naturalmente, h o lado proftico disso, mas h tambm o lado espiritual, como sempre h na profecia. Gogue e Magogue vm do norte para a terra, e, ento, o povo de Deus retorna do cativeiro para a terra, e o Senhor entra em juzo contra Gogue e Magogue, os quais invadiram a Sua terra e mataram a muitos. E, ento, o Senhor chama todo o povo para se levantar e enterrar os mortos que foram assassinados. para eles enterrarem durante um perodo de sete meses, uma obra espiritual perfeita de sepultamento dos mortos. Todo o povo tem que fazer isto, mas necessrio que haja certa companhia designada para percorrer a terra, e, onde quer que encontre mesmo que seja um osso exposto, ela deve por uma marca. E, ento, esta companhia designada que vai e coloca esta marca deve enterr-lo; assim, censuravelmente est algo morto e no enterrado que Ele ir por vista. Eles no podem possuir a terra; no podem vir e se alegrar com a herana enquanto houver algo morto que no esteja enterrado.

    Eu me lembro de um irmo que uma vez falou sobre batismo. Ele disse: `Quando voc veio para o Senhor e viu que Cristo morreu por voc, voc no viu quando Cristo morreu, voc viu? Bem, por que voc no tem o seu cadver enterrado! O nico lugar para uma pessoa morta a sepultura! Bem, isto muito radical.

    Este o pensamento de Deus. Cristo a herana, Cristo a terra, toda a plenitude representada por Cana est em Cristo, toda a riqueza, a terra que mana leite e mel. E o povo do Senhor no pode entrar e possuir e aumentar sua herana em Cristo, o pleno conhecimento de Cristo, se houver algo morto que no esteja enterrado. O Senhor diz que estamos mortos, que estamos crucificados com Cristo (Rom. 6:6), e o princpio do Novo Testamento este: que a coisa

  • precisa ser colocada fora do caminho, fora da vista, antes que possamos entrar na plenitude, na possesso plena. simplesmente enfatizando esta lei da Palavra de Deus por toda a parte, a fim de obter o conhecimento da ressurreio; devemos chegar ao lugar de morte e sepultamento, isto , primeiramente colocando de lado todo o corpo da carne e, ento, de todo o homem natural. somente quando voc e eu na vida natural estivermos sepultados, estivermos fora do caminho, fora de vista, que podemos conhecer a Cristo. Ns permanecemos em nossa prpria luz quando no estamos sepultados, quando no estamos fora do caminho; quando no chegamos ao lugar de morte, estamos obstruindo a luz do pleno conhecimento de Cristo.

    Voc sabe quo verdadeiro isto , quando o homem natural est em evidncia, o homem espiritual fica encoberto. Quando a mente natural est ativa nas coisas de Deus, o Esprito Santo no nos mostra as coisas de Deus. Esta mente natural tem que sair do caminho para conhecer a ressurreio, a qual no apenas algo que ocorre uma vez por todas, mas algo em que sempre h mais para ser conhecido. Paulo diz: para que possa conhec-Lo, e o poder de sua ressurreio. (Fil. 3:10). Paulo j estava no caminho por um longo tempo quando ele disse isto. Ora, quele que poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente alm daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em ns opera... (o poder de sua ressurreio). Isto depende inteiramente da obra da morte, de nosso chegar ao lugar de morte. A lei esta: que quanto mais chegarmos ao lugar de morte da vida natural, da vida independente, mais chegamos ao lugar do pleno conhecimento do Filho de Deus em termos de ressurreio.

    Filiao

    A luz da filiao requer um lugar. Voc sabe que este todo o argumento da carta aos Glatas. Era uma questo de filiao, e o apstolo est dizendo: `Antes que vocs conheam filiao, vocs tm que chegar a um lugar onde a filiao conhecida, e a vida de filiao somente obtida quando vocs chegarem ao lugar do Esprito dominando a carne. Eu no posso ficar com Glatas ao longo dessas

  • linhas, mas aqui est a verdade. Filiao algo muito mais do que ser nascido de novo, do que apenas ser um filho de Deus. Filiao chegar ao pleno conhecimento do Filho de Deus, crescer Nele em todas as coisas. Filiao algo a mais. Voc no pode chegar ao conhecimento de tudo o que significa filiao, como sendo algo mais do que infncia, a menos que chegue ao lugar onde o Esprito tenha predomnio sobre a carne. um lugar; um lugar de crise.

    Pode ser como o Jaboque de Jac onde aquela fora da vida prpria tocada e mirrada em seu prprio tendo, na prpria fora da carne. A vida prpria de Jac profundamente afetada a partir do cu, e, ento, seu nome trocado para um nome celestial _ Israel, um prncipe de Deus, um povo espiritual, no mais carnal. Voc v, a lei do conhecimento do Filho de Deus depende do nosso chegar a um lugar.

    No nos diz isto quo sem esperana tentarmos obter conhecimento espiritual por meio de estudo, de informao? Nenhum de ns jamais obtm isto a partir de livros, de pessoas. Isto tem que vir por meio do nosso chegar a uma posio espiritual. Temos que chegar num certo lugar. No podemos obter isto de outras pessoas. Podemos obter ajuda ouvindo e lendo, mas no podemos adquirir este pleno conhecimento do Filho de Deus dessa forma. Temos que chegar a um lugar, temos que ter uma crise. O conhecimento da filiao depende do lugar onde o Esprito est estabelecido como soberano Senhor sobre a carne.

    A Autoridade Soberana de Cristo

    A luz do conhecimento da autoridade soberana de Cristo exige um lugar. Isto Colossenses a autoridade soberana de Cristo, a sua autoridade suprema como algo que realmente funciona. Cristo o Cabea soberano da igreja; Cristo est exaltado acima de todos os principados e poderes, Cristo preeminente, transcendente. Esta a grande verdade, mas isto no ser proveitoso o suficiente para mim se for apenas uma verdade. Eu quero que isto se torne uma realidade em minha experincia; esta poderosa autoridade de Cristo tem que se tornar uma realidade na vida diria. De

  • alguma forma eu tenho que entrar nisto onde eu possa me agarrar a esta autoridade e apelar para ela, e que ela funcione; onde as foras do mal sejam vencidas por esta autoridade em minha experincia quando investirem contra mim; a autoridade soberana de Cristo tem que me cobrir, que me proteger, que me guardar das foras do mal e me libertar. Preciso conhecer sua autoridade; preciso conhec-Lo em sua autoridade soberana.

    Para conhecer isto eu preciso chegar ao lugar de ligao com a Cabea no Corpo. "Ligado cabea" esta a palavra de Colossenses, "...ligado cabea da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras vai crescendo..." (2:19) Eu tenho que estar alinhado aos membros do Seu corpo de uma maneira espiritual sob esta autoridade; isto : Tenho que renunciar todo o terreno independente, desligado e sem conexo. uma posio. Se o inimigo conseguir nos separar, ele ir nos roubar os benefcios da autoridade soberana de Cristo. Se for para conhecermos o valor de Cristo como nosso Cabea soberano em toda autoridade, precisamos entrar num relacionamento com esta Cabea juntamente com outros membros. "Ligado cabea, da qual todo o corpo .

    O Crescimento Pleno

    Voc chega a Efsios ...ao conhecimento do Filho de Deus, estatura de homem perfeito... (4:13). O que isto exige? Bem, se Colossenses me v em relao com outros crentes ligado Cabea, Efsios me v em relao a outros crentes trabalhando juntos corporativamente. Colossenses o aspecto superior da Cabea. Efsios o aspecto visvel do corpo a outros membros, e esses se complementam. Para chegarmos ao crescimento pleno e ao conhecimento pleno do Filho de Deus precisamos chegar ao lugar onde o corpo uma realidade, no apenas uma doutrina, ou uma verdade. Muito freqentemente, quando falamos sobre este assunto do Corpo de Cristo, a Igreja que o Corpo de Cristo, a resposta de muitas pessoas : Naturalmente! Sabemos disso, todos os crentes so um s Corpo, eles so todos membros de Cristo, e so todos um s Corpo! Sim, isto fato, verdade, mas o que dizer sobre o funcionamento prtico disso de uma forma

  • espiritual? Isto algo diferente. estranho que as pessoas que sustentam isto possam ainda, sem qualquer questionamento, continuar com os cismas, com as divises e com todos os tipos de distines aqui nesta terra entre os cristos. Eles podem ser convertidos em mil denominadores e esta verdade do Corpo no uma coisa eficaz, que simplesmente descarta tudo isso, que rejeita todo o terreno de cisma, de diviso, e todo tipo de departamento humano entre os cristos. A coisa no tem este efeito em muitas pessoas.

    Bem, voc diz: isto importa? Olhe para a igreja, olhe para os filhos de Deus hoje. Onde est o pleno conhecimento do Filho de Deus? Onde est este crescimento at a plenitude de Cristo? Oh, h uma espantosa e trgica ignorncia entre a maioria do povo de Deus a respeito do prprio Senhor. A ignorncia terrvel e o resultado que o poder espiritual de fato muito pequeno. Realmente importa que cheguemos ao pleno conhecimento do Filho de Deus, realmente importa que cresamos Nele, que alcancemos a plenitude de Cristo, a estatura de Cristo. Realmente importa que a verdade sobre o Corpo seja uma coisa prtica, no apenas terica. Voc tem que chegar ao lugar onde voc abandone qualquer outro terreno que no seja o terreno da absoluta e eficaz unidade espiritual do povo de Deus. Ocupar tal terreno significa limitao e perda, como prova a histria da igreja, e como demonstra toda atividade do inimigo. Dividir o povo de Deus enfraquec-lo e limit-lo. Trazer o povo de Deus em unidade espiritual edific-lo e torn-lo uma fora que o inimigo obrigado a reconhecer.

    Voc lembra-se desta lei? Ela est em toda parte no Velho Testamento. O Senhor diz Em certo lugar Eu irei encontr-los. Voc pode ir a qualquer lugar em todo esse universo e voc no ir obter este conhecimento. At mesmo Saulo de Tarso, eleito desde a eternidade, escolhido desde os tempos eternos para ser apstolo de Deus aos gentios, conhecido de antemo e pr-ordenado, ir fazer esta pergunta: Senhor, que farei?(Atos 22:10), e a resposta ser: V a Damasco e l te ser dito o que te ordenado fazer. No era que Damasco fosse algo a mais do que qualquer outro lugar, mas a igreja estava l, e o Senhor no iria tratar com homem algum, mesmo um apstolo destinado, em

  • qualquer outro lugar diferente daquele. Ele diz: Eu estou em meu Corpo; irei tratar com voc em meu Corpo! Esta uma lei espiritual. Se voc tem vagado pelo mundo, pea ao Senhor para lhe mostrar este lugar espiritual, esta posio espiritual, onde voc ir encontrar aquilo que est procurando. No caso de muitos de ns, o Senhor precisou tratar conosco, a fim de nos levar para um lugar espiritual, para nos mostrar algo. Quando o Senhor nos trouxe para esse lugar, ento enxergamos. Descobrimos que l o Senhor ordena a beno, at mesmo vida para sempre.

    *A traduo deste estudo foi feita voluntariamente por Valdinei N. da Silva, que, por reconhecer a excelncia do contedo, coloca o mesmo ao alcance da Igreja de Cristo,

    para sua edificao. Peo aos irmos que possurem conhecimentos mais aprofundados em traduo, que

    colaborem, enviando as suas preciosas observaes e retificaes para: valdineibr@gmail.com

Recommended

View more >