A Importncia do Fluxo de Caixa

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  • UNIGRANRIO - UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO

    CV & C - CONSULTORES ASSOCIADOS

    MBA EM CONTROLADORIA E FINANAS FLUXO DE CAIXA IMPORTNCIA, COMPOSIO

    E APLICAO NAS EMPRESAS

    Fbio Castelo Branco Ponte de Arajo

    Mariana Monte Holanda

    FORTALEZA CEAR

    2004

  • UNIGRANRIO - UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO

    CV & C - CONSULTORES ASSOCIADOS

    MBA EM CONTROLADORIA E FINANAS FLUXO DE CAIXA IMPORTNCIA, COMPOSIO

    E APLICAO NAS EMPRESAS

    Fbio Castelo Branco Ponte de Arajo Mariana Monte Holanda

    Norma Vasconcelos Ucha

    Monografia apresentada com ao Curso de Especializao em Controladoria e Finanas da Universidade do Grande Rio UNIGRANRIO como parte exigncias para a obteno do ttulo de Especializao em nvel de Ps-Graduao Lato Sensu.

    Orientador: Willian Celso Silvestre

    FORTALEZA CEAR

    2004

  • UNIGRANRIO - UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO

    CV & C - CONSULTORES ASSOCIADOS

    MBA EM CONTROLADORIA E FINANAS FLUXO DE CAIXA IMPORTNCIA, COMPOSIO

    E APLICAO NAS EMPRESAS

    Fbio Castelo Branco Ponte de Arajo Mariana Monte Holanda

    Norma Vasconcelos Ucha Defesa em:___/___/_____ Conceito Obtido:________

    Banca Examinadora

    ____________________________

    Cludio Ferreira Bastos Mestre

  • AGRADECIMENTOS

    Aos nossos familiares e a todos que direto e indiretamente contriburam para a realizao desse curso.

  • RESUMO

    O objetivo principal do trabalho Fluxo de Caixa Importncia,

    Composio e Aplicao nas empresas estabelecer um estudo sobre

    a importncia e a aplicao do Fluxo de Caixa nas empresas. O

    desenvolvimento desse tema envolve, inicialmente, discusses sobre as

    conceituaes gerais bsicas, alm de justificar sua importncia e a

    utilizao de demonstrativos de Fluxo de Caixa como ferramentas

    indispensveis boa gesto das organizaes. Conceitua os tipos de

    Fluxos de Caixa. Indica os vrios elementos que devem compor o fluxo e

    as formas adequadas para a anlise e utilizao. Mostra tambm as

    transaes que afetam e no afetam o caixa.

  • SUMRIO INTRODUO ......................................................................................................07

    CAPTULO 1

    ASPECTOS GLOBAIS DO FLUXO DE CAIXA NA CONTABILIDADE .................09

    CAPTULO 2

    A UTILIZAO DO FLUXO DE CAIXA NAS EMPRESAS....................................14

    CAPTULO 3

    MTODOS PARA ELABORAO DA DEMONSTRAO DOS FLUXOS DE CAIXA ..................................................................................................................24

    CAPTULO 4

    FLUXO DE CAIXA ASPECTOS COMPLEMENTARES E MODELO .................34

    CONCLUSO .......................................................................................................38

    BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................40

  • INTRODUO

    Com a nova conjuntura econmica mundial, se exige que o

    administrador financeiro esteja preparado para os novos desafios. Hoje,

    preciso gerenciar com competncia todos os recursos financeiros

    disponvel na empresa. Porm s ser possvel, se for realizado com a

    participao e integrao de todos os responsveis pela empresa.

    No processo de elaborao do fluxo de caixa devero ser

    utilizadas tcnicas gerenciais para se projetar as vendas e os custos da

    empresa, de forma que no existam desperdcios para o seus caixas.

    O fluxo de caixa constitui-se em instrumento essencial para que

    a empresa possa ter agilidade e segurana em suas atividades

    financeiras. Logo, o fluxo de caixa dever refletir com preciso a situao

    econmica da empresa, em termos financeiros de futuro.

    A metodologia utilizada neste trabalho cientfico foi de pesquisas

    bibliogrficas, artigos publicados e pesquisas na Internet.

    No captulo 1, sero tratados os aspectos globais do Fluxo de

    Caixa na Contabilidade. No captulo 2, ser tratado a utilizao do Fluxo

    de Caixa nas Empresas.

    No captulo 3, sero tratados os mtodos para a elaborao da

    demonstrao dos Fluxo de Caixa. No ltimo captulo sero tratados os

    aspectos complementares do Fluxo de Caixa.

  • Em resumo, o fluxo de caixa o instrumento que permite ao

    administrador financeiro planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar

    os recursos financeiros de sua empresa para determinado perodo.

  • CAPTULO 1 ASPECTOS GLOBAIS DO FLUXO DE CAIXA NA CONTABILIDADE

    1.1. Consideraes Gerais

    A Contabilidade tem sido classificada, quanto s suas

    finalidades, como cincias social, embora sua metodologia de

    mensurao abarque tambm o quantitativo. Conceituada como sendo

    um sistema de informaes e avaliao, capaz de prover seus usurios

    com demonstraes de natureza econmica, financeira, fsica e de

    produtividade, devidamente estruturadas, tem se constitudo, ao longo

    dos tempos, ferramenta indispensvel boa gesto das organizaes.

    A legislao pertinente Lei N 6.404/76 que regulamenta as

    Normas Contbeis que devem ser observadas pelas Sociedades

    Annimas obriga as empresas a apresentarem, juntamente com seus

    balanos, a Demonstrao das Origens e Aplicaes dos Recursos que

    procura evidenciar as movimentaes que propiciam margem nos

    recursos de curto prazo. Para o futuro, alguns autores apiam a idia de

    substituio da Demonstrao das Origens e Aplicaes dos Recursos

    pelo Fluxo de Caixa.

    A principal justificativa tem consistido, basicamente, na maior

    facilidade de entendimento do Fluxo de Caixa, onde as informaes

    sobre o fluxo financeiro podem ser visualizadas de forma mais clara

    durante o perodo, apesar de a Demonstrao das Origens e aplicaes

    dos Recursos (DOAR) ser, incontestavelmente, mais rica em

    informaes.

  • As longo dos tempos, a busca pelo maior envolvimento dos

    contadores na administrao das organizaes, tem conduzido a

    atividade de contabilidade da condio de cincia voltada exclusivamente

    para os registros patrimoniais com fins legais ou fiscais, para uma

    situao de parceria de decises de negcios, capaz de propiciar

    informaes e anlises de natureza econmica, financeira, fsica e de

    produtividade, bem como, de oferecer estudos, projees e desenhos de

    cenrios futuros das organizaes.

    As limitaes decorrentes das Demonstraes que possuem

    carter esttico, ou seja, que representam uma determinada situao ou

    um determinado nvel ou estoque em determinado momento, motivou a

    adoo de demonstraes que representassem fluxos, com a finalidade

    se subsidiar a anlise dos balanos das organizaes. A anlise com

    base nos demonstrativos representativos de fluxos propicia a

    compreenso das modificaes ocorridas nos nveis de estoques dos

    mesmos atravs da anlise de suas movimentaes. Assim, o Balano

    Patrimonial, que representa o estoque de bens, direitos e obrigaes de

    uma entidade, demonstra uma situao momentnea, ou seja, indica os

    nveis observados num momento pontual.

    Para melhor compreenso da evoluo dos nveis de estoques

    encontrados no Balano Patrimonial, necessrio se faz recorrer a outros

    demonstrativos que representem fluxos e indiquem as movimentaes

    que geraram as alteraes observadas no espao entre um perodo e

    outro. A anlise da situao ganhar maior consistncia e proveito a

    partir da anlise, por exemplo, da Demonstrao de Resultados do

    Exerccio, que apresenta a movimentao dos fluxos de receitas e

    despesas indicando como foram gerados os resultados da organizao e

    qual a participao de cada componente na formao do resultado.

  • Tambm, na linha desse mesmo Demonstrativo, encontra-se a

    Demonstrao das Mutaes do Patrimnio Lquido. Este ltimo criado,

    provavelmente, para controlar um grupo de contas de interesse direto

    dos proprietrios do Capital das organizaes.

    Por muito tempo as organizaes tiveram que se contentar,

    exclusivamente, com os Balanos Patrimoniais, as Demonstraes de

    Resultado do Exerccio e as Demonstraes das Mutaes no Patrimnio

    Lquido. Entretanto, as organizaes continuavam a demandar

    instrumentos mais dinmicos, que se propusessem a acomodar fluxos

    completos de toda a movimentao financeira e no se limitassem a

    apresentar receitas e despesas exclusivamente segundo os regimes de

    competncia. Como resposta a essa demanda, com a pretenso de se

    tornar um Demonstrativo capaz de diferenciar-se dos demais, pela

    explicao conjunta das movimentaes dos fluxos, surgiu o Fluxo de

    Fundos.

    A expresso fundos, segundo o perodo considerado na

    anlise, pode assumir diversas interpretaes. Assim, para uma anlise a

    partir das mudanas observadas no ativo lquido decorrentes de

    operaes, ou seja, a estruturao dos fluxos de rendas do perodo. Em

    situaes que envolvam prazos menores o enfoque recomendvel ser o

    de capital circulante lquido, e finalmente se a situao de curtssimo

    prazo o enfoque volta-se para o caixa propriamente dito. Note-se, que a

    definio mais comum para o fluxo de fundos como capital circulante

    lquido, ou seja, pela diferena entre o ativo circulante e o passivo

    circulante.

    No Brasil, a Demonstrao das Origens e Aplicaes dos

    Recursos (DOAR) foi adotada com base no conceito de capital circulante

  • lquido e evidencia a situao financeira de curto prazo das

    organizaes. A tendncia da adoo do Fluxo de fundos tendo,

    inclusive se tornado obrigatrio para as empresas americanas.

    1.2 A Importncia do Fluxo de Caixa

    Entende-se como Fluxo de Caixa o registro e controle sobre a

    movimentao do caixa de qualquer empresa, expressando as entradas

    e sadas de recursos financeiros ocorridos em determinados perodos de

    tempo. (CAMPOS FILHO, 1997). O Fluxo de Caixa assume importante

    papel no planejamento financeiro das empresas. Portanto, constitui-se

    num exerccio dinmico, que deve ser constantemente revisto, atualizado

    e utilizado na tomada de decises. Normalmente a anlise realizada

    atravs de indicadores especficos, de acordo com cada projeto ou

    situao analisada, tais como: Valor Presente (Valor Atual Lquido), Taxa

    Interno de Retorno, Paybaxck e Taxa Mdia de Retorno.

    O presente trabalho dar enfoques da contabilidade,

    considerando a Demonstrao das Origens e Aplicaes dos Recursos

    (DOAR) como instrumento para a anlise financeira das organizaes e,

    da Demonstrao do Fluxo de Caixa na perspectiva futura.

    O Fluxo de Caixa constitui ferramenta de fundamental

    importncia para a boa administrao e avaliao das organizaes. A

    sua adoo possibilita uma boa gesto dos recursos financeiros,

    evitando situaes de insolvncia ou falta de liquidez que representam

    srias ameaas continuidade das organizaes.

    A boa utilizao da ferramenta fluxo de caixa tambm possibilita

    o conhecimento do grau de independncia financeira das organizaes,

  • com base na avaliao do seu potencial para gerao de recursos no

    futuro para saldar seus compromissos e para pagar a remunerao dos

    seus empreendedores.

    Viabiliza, ainda, a avaliao da capacidade de financiamento do

    seu capital de giro ou se depende de recursos externos, permitindo

    conhecer a capacidade de expanso com recursos prprios, gerados a

    partir de suas prprias operaes a aferir o potencial efetivo das

    organizaes para implementar decises de investimento, financiamento,

    distribuio de lucros e/ou pagamento de dividendos.

    Tambm, gera indicadores do memento ideal para a realizao

    de emprstimos ou captaes de recursos externos, tanto para a

    cobertura de eventuais situaes dficits, como para implementar

    decises que dependem de aportes adicionais, alm de orientar as

    aplicaes dos excedentes de caixa (supervites) no mercado financeiro,

    possibilitando maiores ganhos para a organizao e melhor

    compatibilizao dos prazos.

  • CAPTULO 2 A UTILIZAO DO FLUXO DE CAIXA NAS EMPRESAS 2.1. Fluxo de Caixa Histrico X Projetado

    Existem duas formas para tratamento das informaes relativas

    ao Fluxo de Caixa; a primeira forma refere-se ao Fluxo de Caixa Histrico

    (ou Passado) que apresenta o desempenho passado; e a segunda ao

    Fluxo de Caixa Projetado (ou Oramento de Caixa) que procura antever

    as situaes relacionadas ao caixa das organizaes.

    O Fluxo de Caixa Histrico coloca-se como instrumento

    complementar s demais demonstraes contbeis, especialmente ao

    Balano Patrimonial e a Demonstrao de Resultado do Exerccio.

    Procura esclarecer e historiar as atividades operacionais de investimento

    e de financiamento. Estabelece o rastreamento da atividade passada

    com vistas a elucidar pontos crticos no desempenho financeiro das

    organizaes, fornecendo subsdio para a tomada de decises, correo

    de rumos e incrementos de resultados. Sua anlise permite avaliar a

    forma como o recurso de cada fonte vem sendo aplicado e proporciona

    uma viso acerca do crescimento da organizao. Tambm, aliado a

    outros indicadores, serve como base para a construo do Fluxo de

    Caixa Projetado.

    O Fluxo de Caixa Projetado ou Oramento de Caixa antecipa

    situaes futuras de caixa, antevendo pontos crticos que podero ser

    antecipadamente tratados ou situaes de excesso de caixa que podem

    ensejar decises de redirecionamento de recursos.

  • Construdos a partir de critrios previamente definidos, aliados a

    informaes disponveis nas organizaes e com auxlio de modelos

    matemticos e estatsticos, essas previses no esto isentas dos

    efeitos da subjetividade, sendo, portanto de extrema importncia a

    observao do princpio da prudncia por ocasio de sua elaborao.

    Mesmo entre os Fluxos de Caixa pode-se observar que, enquanto

    o Fluxo Histrico limita-se a explicar o passado o Fluxo de Caixa

    Projetado lana-se a frente procurando estabelecer o futuro. A

    importncia de um e de outro relativa e poder ser maior ou menor

    dependendo do momento e da utilizao que se deseje dar. Se a ante

    viso do futuro possibilita agilidade na adaptao a situaes novas, o

    conhecimento do passado e a sua comparao ao planejado se constitui

    em elemento aferido dos critrios utilizados para as projees.

    2.2- Estrutura da Demonstrao do Fluxo de Caixa

    Para uma perfeita anlise das informaes o Fluxo de Caixa de

    uma organizao deve apresentar uma estrutura com determinado grau

    de detalhamento, para que o administrador possa analisar, entender e

    decidir adequadamente sobre sua liquidez.

    Os Fluxos Operacionais representam todos os gastos

    relacionados com a produo e comercializao dos bens e servios da

    empresa. Deve conter como entradas a cobrana das vendas dos

    produtos/servios gerados e comercializados; e como sadas os

    elementos que esto ligados gerao, administrao e comercializao

    de tais produtos como: pagamentos a fornecedores, gastos com servios

    pblicos, etc.

  • Os Fluxos de Investimentos envolvem a aquisio e venda de

    ativos que sero utilizados na produo de bens uso servios, a

    concesso e o recebimento de emprstimos, as movimentao relativas

    s aplicaes financeiras e as participaes em outras empresas.

    So consideradas entradas de Atividades de Investimentos:

    recebimento de emprstimos concedidos, recebimentos por resgate de

    aplicaes financeiras, recebimento por vendas de participaes

    acionrias em outras empresas, etc. E como sadas podemos citar:

    desembolso por concesso de emprstimos, pagamento para aquisio

    de ttulo financeiros, pagamentos para aquisio de participao

    acionria em outras empresas.

    Os Fluxos de Financiamento que equalizam o somatrio dos

    demais fluxos: no caso de sobras dos recursos, existe sada para

    aplicao; no caso de falta de caixa, existe resgate de investimento ou

    mesmo captao de recursos.

    2.3 O processo de planejamento

    O processo de planejamento do FC da empresa consiste em

    implantar uma estrutura de informaes til, prtica e econmica. A

    proposta dispor de um mecanismo seguro para estimar os futuros

    ingressos e desembolsos de caixa da empresa.

    O fluxo de caixa um dos instrumentos mais eficientes de

    planejamento e controle financeiro, o qual poder ser elaborado de

    diferentes maneiras, conforme as necessidade ou convenincias da

    empresa, a fim de permitir que se visualize os futuros ingressos de

    recursos e os respectivos desembolsos.

  • O FC projetado, pode ser expresso de forma genrica pela

    seguinte equao:

    SFC = SIC + I D

    Onde:

    SFC = Saldo final de caixa;

    SIC = Saldo inicial de caixa;

    I = Ingressos

    D = Desembolsos.

    Nestes termos, o fluxo de caixa o instrumento utilizado pelo

    administrador financeiro, com a finalidade de detectar se o saldo inicial

    de caixa adicionado ao somatrio de ingressos, menos o somatrio de

    desembolsos em determinado perodo, apresentar excedentes de caixa

    ou escassez de recursos financeiros pela empresas.

    Caso houver excedentes financeiros, permitir ao administrador

    financeiro estudar a destinao mais eficiente dos mesmos. Se houver

    de recursos financeiros, possibilitar a ele captar nas fontes menos

    onerosas do mercado. Cumpre destacar que, na captao e na aplicao

    de recursos financeiros por parte da empresa, dever ser fixada, entre

    outros fatores, o prazo de operao. Por exemplo, na aplicao de

    recursos no mercado financeiro (fundo de Aplicaes Financeiras), o

    administrador financeiro dever levar em considerao no s a taxa de

    juros que ser paga pela instituio financeira, mas tambm a segurana

  • da operao e o perodo que excedente ser aplicado, pois a empresa

    indstria, comrcio ou prestadora de servios, e no uma especuladora

    no mercado financeiro.

    2.4. Importncia no Planejamento

    importante o planejamento do fluxo de caixa, porque ir indicar

    antecipadamente as necessidades de numerrio para o atendimento dos

    compromissos que a empresa costuma assumir, considerando os prazos

    para serem saldados. Com isso, o administrador financeiros estar apto

    a planejar com a devida antecedncia, os problemas de caixa que

    podero surgir em conseqncia de redues cclicas das receitas ou de

    aumento no volume dos pagamentos.

    Acresce-se outro papel importante, que desempenha o fluxo de

    caixa, que a possibilidade de evitar a programao de desembolsos

    vultosos para perodo em que o ingresso orado sejam baixos por

    questes de mercado, por exemplo. O planejamento do fluxo de caixa

    permite ao administrador financeiro verificar se poder realizar

    aplicaes a curto prazo com base na liquidez, na rentabilidade e nos

    prazos de resgate.

    Nestes termos, o fluxo de caixa de vital importncia para a

    eficincia econmico financeiro e gerencial das empresas, sejam elas,

    micro, pequenas, mdias ou grandes, a tal ponto, que muitas instituies

    de crdito exigem a sua apresentao antes de concederem

    emprstimos a seus clientes.

  • 2.5 O prazo de planejamento do fluxo de caixa

    O perodo abrangido pelo planejamento do fluxo de caixa

    depende do tamanho e ramo de atividade da empresa. Em geral, quando

    as atividades esto sujeitas a grandes oscilaes, a tendncia para

    estimativas com prazos curtos (dirio, semanal, mensal), enquanto as

    empresas que apresentam volume de vendas estvel, preferem projetor

    o fluxo de caixa para perodo longos (trimestral, semestral ou anual). A

    finalidade do planejamento tambm influi no perodo abrangido pelo

    mesmo. Por exemplo, para um programa de investimento intensivo por

    parte da empresa, torna-se conveniente um planejamento mais

    detalhado, referente a um prazo menor, para se dar uma idia

    aproximada da projeo de saldos mensais durante o exerccio social.

    Como toda a empresa tem mais de uma espcie de necessidade

    financeira, precisa ter estimativas com prazos variveis, de acordo com

    as respectivas finalidades.

    importante a empresa trabalhar com um planejamento mnimo

    para trs meses. O fluxo de caixa mensal dever, posteriormente,

    transformar-se em semanal e este em dirio. O modelo dirio fornecer a

    posio dos recursos em funo dos ingressos e desembolsos de caixa,

    constituindo-se em poderosos instrumento de planejamento e controle

    financeiros para a empresa (FREZATTI,1999).

    2.6 O planejamento do fluxo de caixa a longo prazo

    O planejamento do fluxo de caixa a longo prazo dispensa a

    apresentao de muitos detalhes, pois tem em vista apenas relacionar

  • alteraes significativas nos futuros saldos de caixa da empresa. De

    acordo com os planos de ao aprovados pela cpula diretiva, devero

    resultar de expanso ou modernizao da capacidade de produo e/ou

    comercializao, lanamento de novas linhas de produtos e crescimento

    almejado da empresa dentro de um ou trs anos, ou em um futuro

    prximo.

    Tem por objetivo demonstrar a possibilidade de serem geradas

    as disponibilidades de caixa, ou obtidos os recursos financeiros

    necessrios manuteno das atividades planejadas para um dado

    perodo (ZDANOWICZ,2001).

    Devero indicar as pocas em que as disponibilidades podero

    ser insuficientes, a fim de que o administrador financeiro fique apto a:

    a) incluir no planejamento de caixa o montante dos emprstimos ou

    financiamentos com que a empresa dever contar a curto, mdio, ou

    longo prazos;

    b) prever aumento de capital social, mediante aproveitamento de

    reservas ou subscrio de novas aes;

    c) analisar os efeitos que cada uma dessas maneiras de obter maiores

    recursos ter na estrutura do capital da empresa;

    d) determinar para a alta administrao os projetos que podero ser

    executados de acordo com os planos, quais sero adiados ou

    alterados.

  • 2.7 Os requisitos bsicos para o planejamento do fluxo de caixa

    importante, para a elaborao do fluxo de caixa, considerar as

    oscilaes que possam eventualmente ocorrer e iro implicar em ajustes

    dos valores projetados, mantendo-se assim a flexibilidade desse

    instrumento de trabalho do administrador financeiro.

    Dentre os principais pr-requisitos para o planejamento do fluxo

    de caixa esto os dados econmico financeiros, que sero utilizados

    pelo administrador financeiro, pois devero ser os mais corretos

    possveis, captados no plano geral de operaes da empresa para o

    perodo a ser projetado.

    Neste momento, o administrador financeiro ir buscar

    informaes em outros departamento da empresa, e importante que

    seus responsveis estejam conscientes da exatido, clareza e

    confiabilidade dos dados prestados.

    A empresa, para utilizar este instrumento de gesto financeira e

    alcanar os objetivos e as metas propostas, no deve medir esforos na

    sua implantao e implementao, em termos empresariais. Ela deve

    manter um nvel razovel em caixa de bancas para que possa atender s

    necessidades dirias.

    Este saldo disponvel no poder ser arbitrrio, porm

    determinado pelo administrador financeiro de acordo com os parmetros

    operacionais da empresa. Quanto mais cuidado houver na sua

    elaborao menor ter de ser o nvel de caixa.

  • Para que a empresa obtenha resultados positivos atravs do

    fluxo de caixa necessrio que observe os seguintes requisitos:

    a) buscar a maximizao do lucro, possuindo certos padres de

    segurana, previamente fixados;

    b) assegurar ao caixa um nvel desejado, a partir da constituio de

    reservas necessrias empresa;

    c) obter maior liquidez nas aplicaes dos excedentes de caixa no

    mercado financeiro;

    d) determinar o nvel desejado de caixa, a partir das contas que compe

    o disponvel da empresa;

    e) fixar limites mnimos, mediante as experincias adquiridas pela

    empresa, permitindo realizar os ajustes quando for necessrio;

    f) ainda que a empresa observe certos padres de segurana, pode

    investir parte de seus recursos disponveis, mas nunca alm do

    mnimo necessrio para as suas atividades operacionais.

    2.8 Os requisitos para a implantao do fluxo de caixa

    Os principais requisitos para a implantao do fluxo de caixa so:

    2.8.1 Apoio de cpula diretiva da empresa;

  • 2.8.2 Organizao da estrutura funcional da empresa com

    definio clara dos nveis de responsabilidades de cada rea;

    2.8.3 Integrao dos diversos setores e/ou departamento da

    empresa ao sistema do fluxo de caixa;

    2.8.4 Definio do sistema de informaes quanto qualidade e

    aos funcionrios a serem utilizados, calendrio de entrega dos dados

    (periodicidade) e os responsveis pela elaborao das diversas

    projees;

    2.8.5 Treinamento do pessoal envolvido para implantar o fluxo

    de caixa na empresa;

    2.8.6 Criao de um manual de operaes financeiras;

    2.8.7 Comprometimento dos responsveis pelas diversas reas,

    no sentido de alcanar os objetivos e as metas propostas no fluxo de

    caixa;

    2.8.8 Utilizao do fluxo de caixa para avaliar com antecedncia

    os efeitos da tomada de decises que tenham impacto financeiro na

    empresa;

    2.8.9 Fluxograma das atividades na empresa, ou seja, definir as

    atividades meio e as atividades fins.

  • CAPTULO 3 MTODOS PARA ELABORAO DA DEMONSTRAO DOS FLUXOS DE CAIXA

    3.1. Mtodo Direto

    O Mtodo Direito consiste em classificar os recebimentos e

    pagamentos de uma empresa utilizando as partidas dobradas. A

    vantagem deste mtodo que permite gerar as informaes com base

    em critrios tcnicas, eliminando, assim, qualquer interferncia da

    legislao fiscal. aquele em que as informaes para composio de

    fluxo de caixa obtidas diretamente dos registros das operaes da

    empresa.

    A demonstrao do Fluxo de Caixa pelo Mtodo Direto facilita o

    entendimento do usurio, pois nela pode-se visualizar integralmente a

    movimentao dos recursos financeiros decorrentes das atividades

    operacionais da empresa (CAMPOS FILHO). A evidenciao dos

    valores que movimentam o caixa de uma importncia para uma anlise

    mais profunda do fluxo financeiro da empresa. Este mtodo mais

    informativo, pela clareza com que revela as informaes do caixa.

  • 3.1.1 Mtodo Direto: Vantagens x Desvantagens

    Vantagens:

    a) Cria condies favorveis para que a classificao dos recebimentos

    e pagamentos siga critrios tcnicos e no fiscais;

    b) Permite que a cultura de administrador pelo caixa seja introduzida

    mais rapidamente nas empresas;

    c) As informaes de caixa podem estar disponveis diariamente.

    Desvantagens:

    a) O custo adicional para classificar os recebimentos e pagamentos;

    b) A falta de experincia dos profissionais das reas contbil e

    financeira em usar as partidas para classificar os recebimentos e

    pagamentos.

    3.2 Mtodo Indireto

    o mtodo em que as empresas ao decidirem no mostrar os

    recebimentos e pagamentos operacionais devero relatar a mesma

    importncia de fluxo de caixa lquido das atividades operacionais

    indiretamente, ajustando o lucro lquido para reconcilia-lo ao fluxo de

    caixa das atividades operacionais eliminando os efeitos:

  • a) de todos os deferimentos e pagamentos operacionais passados e de

    todas as provises de recebimentos e pagamentos operacionais

    futuros; e

    b) de todos os itens que so includos no lucro lquido que no afetam

    recebimentos e pagamentos operacionais.

    Se observarmos o Demonstrativo de Fluxo de Caixa pelo

    Mtodo Indireto semelhante a DOAR, e como o objetivo do Fluxo de

    Caixa facilitar o entendimento dos usurios comparativamente DOAR

    muitos preferem no adota-lo. Este mtodo se torna deficiente no sentido

    de no permitir ao usurio uma perfeita compreenso do Fluxo de Caixa.

    3.2.1 Mtodo Indireto: Vantagens x Desvantagens

    Vantagens

    a) Apresenta baixo custo basta utilizar dois balanos patrimoniais (o do

    incio e do final do perodo), a demonstrao de resultados e algumas

    informaes adicionais obtidas na contabilidade.

    b) Concilia o lucro contbil com o fluxo de caixa operacional lquido

    mostrando como se compe a diferena.

    Desvantagens

    a) O tempo necessrio para gerar as informaes pelo regime de

    competncia s depois converte-las para o regime de caixa. Se

  • isso for feito uma vez por ano, por exemplo, podemos ter surpresas

    desagradveis e tardiamente.

    b) Se h interferncia da legislao fiscal na contabilidade oficial, e

    geralmente h, o mtodo indireto ir eliminar somente parte dessas

    distores.

    3.3 Formas de Apresentao do Fluxo de Caixa

    3.3.1 Apresentao do Mtodo Direto

    INGRESSOS DE RECURSOS

    (+ ) Recebimentos de Clientes

    ( - ) Pagamento a Fornecedores

    ( - ) Despesas de Vendas / Administrativas / Gerais

    ( - ) Imposto de Renda

    ( + ) Dividendos

    ( = ) Ingressos Provenientes das Operaes

    ( + ) Resgate de Investimento Temporrios

    ( + ) Recebimento por Vendas de Investimentos

  • ( + ) Recebimento por Venda de Imobilizado

    ( + ) Ingresso de Novos Emprstimos

    A ( = ) Total de Ingressos de Recursos Financeiros

    DESTINAO DE RECURSOS

    ( + ) Aquisio de Bens do Imobilizado

    ( + ) Aplicaes no Diferido

    ( + ) Pagamento de Emprstimos Bancrio

    ( + ) Pagamento de Dividendos

    B ( = ) Total das Destinaes de Recursos Financeiros

    C ( A B) Variao Lquida de Caixa

    D Saldo de Caixa (Inicial)

    ( C + D) Saldo de Caixa (Final / Atual)

    3.3.2 Apresentao do Mtodo Indireto

    ORIGENS

    Lucro Lquido do Exerccio

  • Acertos / Conciliao

    ( + ) Depreciao e Amortizao

    ( + ) Variaes Monetrias de Emprstimos e Financiamentos

    (L.P)

    ( - ) Ganhos de Equivalncia Patrimonial

    ( - ) Correo Monetria

    ( - ) Lucros nas vendas de Imobilizado

    Variaes Patrimoniais

    (+ / - ) Aumento / Diminuio em Fornecedores

    (+ / - ) Aumento / Diminuio em Contas a Pagar

    (+ / - ) Aumento / Diminuio em Juros Receber

    (+ / - ) Aumento / Diminuio em Juros e Impostos

    (+ / - ) Aumento / Diminuio em Contas Receber

    (+ / - ) Aumento / Diminui em Estoques

    (+ / - ) Aumento / Diminuio em Despesas de Exerccios Futuros

    ( = ) Caixa Gerado pelas Operaes

  • ( + ) Resgate de Investimentos Temporrios

    ( + ) Venda de Investimentos

    ( + ) Venda de Imobilizado

    ( + ) Ingresso de Novos Emprstimos

    ( + ) Ingresso de Capital

    A ( = ) Total de Ingressos Disponveis

    APLICAES

    ( + ) Integralizao de Capital em Outras Companhias

    ( + ) Aquisio de Imobilizado

    ( + ) Aplicao no Diferido

    ( + ) Aplicaes em Outras Empresas

    ( + ) Pagamento de Emprstimos

    ( + ) Pagamento de Dividendos

    B ( = ) Total das Aplicaes de Disponvel

    C ( A B) Variao Lquida do Disponvel

    D ( + ) Saldo Inicial

  • ( C + D) Saldo Final Disponvel

    3.4. Fluxo de Caixa Anlise de Dados

    O Fluxo de Caixa de fundamental importncia para as

    empresas, pois constitui pea indispensvel de sinalizao para os

    rumos financeiros de uma organizao.

    Evitar falta de recursos e conseqente crise de liquidez nas

    empresas ou, atravs do seu conhecimento, de forma antecipada,

    minimizar seus efeitos, representa uma das principais funes do fluxo

    de caixa.

    Atravs de uma adequada gesto de caixa podemos reduzir

    substancialmente a necessidade de capital de giro, proporcionando

    maiores lucros em funo, principalmente, da reduo das despesas

    financeiras. Da a importncia da reviso e anlise criteriosa do fluxo de

    caixa, pois s assim a empresa poder aferir os resultados efeitos.

    De nada adianta efetuar projees de fluxo de caixa se o mesmo

    no for utilizado como ferramenta bsica no processo decisrio.

    A projeo das necessidades futuras, indicar escassez ou

    excesso de recursos em determinado perodo e a avaliao desses

    resultados, permitir que a empresas tome as providncias em tempo

    hbil e reprojete seu fluxo de caixa em funo das novas situaes.

  • 3.4.1 Anlise Vertical

    Esse tipo de anlise representa importante ferramenta de

    interpretao da estrutura de fluxo de caixa. Atravs desta anlise

    possvel identificar itens no fluxo de caixa cuja participao bastante

    representativa, tornando-se, assim, alvo de uma anlise mais profunda.

    Deve-se observar tambm a tendncia dessa participao ao

    longo de dois ou mais perodo.

    O caixa lquido das atividades operacionais a base a ser

    considerada para a anlise vertical do fluxo de caixa, pois representa o

    montante que a empresa gerou de caixa internamente, tornando-se

    assim, ponto de referncia para o clculo dos percentuais de participao

    dos demais itens do fluxo de caixa.

    A frmula para anlise vertical do fluxo de caixa est indicada a

    seguir:

    Anlise Vertical = VALOR DO TEM

    ________________________________X 100

    VALOR DO CAIXA LQUIDO

    DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS

  • 3.4.2 Anlise Horizontal

    A anlise horizontal fornece a medida de crescimento dos itens

    do fluxo de caixa. Permite que se tenha conhecimento da evoluo de

    cada item do fluxo de caixa dentro de uma srie histrico.

    Por ocasio da anlise horizontal, deve-se ficar atento s

    variaes percentuais elevadas mas que seu valor absoluto no seja

    representativo, ou o contrrio quando uma variao percentual reduzida

    pode ter embutido um valor absoluto considervel. Da a importncia da

    anlise, conjugada com a anlise vertical para real compreenso da

    situao analisada.

    A frmula para a anlise vertical do fluxo de caixa est indicada a

    seguir:

    Anlise Horizontal = VALOR DO TEM EM UM PERODO

    ESPECFICO DA SRIE

    _________________________________

    VALOR DO ITEM NO ANO BASE

  • CAPTULO 4

    FLUXO DE CAIXA ASPECTOS COMPLEMENTARES E MODELO

    4.1 Fluxo de Caixa x Lucros

    4.2 As Principais Transaes que afetam o caixa

    4.2.1 Transaes que aumentam o caixa (Disponvel)

    a) Integralizao do Capital pelos Scios ou Acionistas;

    b) Emprstimos Bancrios e Financiamentos;

    c) Venda de itens do Ativo Imobilizado;

    d) Outras Entradas.

    4.2.2 Transaes que diminuem o caixa (Disponvel)

    a) Pagamento de dividendos aos Acionistas;

    b) Pagamento de Juros, Correo Monetria da Dvida e Amortizao da

    Dvida;

    c) Aquisio de itens do Ativo Permanente;

    d) Compra vista e pagamentos de fornecedores;

    e) Pagamentos de Despesas / Custos, Contas Pagar e outros.

  • 4.2.3 Transaes que no afetam o caixa

    a) Depreciao, Amortizao e Exausto;

    b) Proviso para Devedores Duvidosos;

    c) Acrscimos de itens de Investimentos pelo mtodo de Equivalncia

    Patrimonial.

    4.3 Classificao das Origens e Aplicaes de Caixa

    Na realidade, a demonstrao dos fluxos de caixa resume as

    origens e as aplicaes de caixa durante um dado perodo. O quadro a

    seguir classifica as origens e aplicaes bsicas de caixa. Por exemplo,

    se as duplicatas a pagar da empresa aumentarem em $ 1.000 durante o

    ano, essa variao ser uma ORIGEM DE CAIXA. Se o estoque da

    empresa aumentar em $ 2.500, essa variao ser uma APLICAO DE

    CAIXA, no sentido de que um adicional de $ 2.500 foi destinado ao

    estoque.

    ORIGENS APLICAES

    Diminuio em qualquer ativo Aumento em qualquer ativo

    Aumento em qualquer passivo Aumento em qualquer passivo

    Lucro liquido aps I. renda Prejuzo lquido

    Depreciao Dividendo pagos

    Venda de aes Recompra de aes

  • CONCLUSO

    A contabilidade j no pode mais a limitar-se a registrar fatos

    passados e a manter livros fiscais escriturados com o nico fim de

    recolhimento de tributos e o cumprimento de obrigaes acessrias. No

    que o registro e a boa ordem das informaes passadas no sejam

    importantes e necessrias, mas porque o seu papel, cada vez mais,

    passa a ser cobrado como uma atividade integrada ao todo das

    organizaes. Pensar em contabilidade para a empresa atual,significa

    pensar em um sistema integrado de informaes que espelhe a realidade

    da situao passada e atual, mas que tambm seja capaz de fomentar

    estudos prospectivos e projetivos perfeitamente sintonizados com todas

    as demais reas da empresa (ZDANOWICZ,2001).

    Nesse sentido, o estudo voltado para o desenvolvimento de

    novas ferramentas que auxiliem o processo de tomada de deciso nas

    empresas deve ser incentivado. Dentre os instrumentos gerenciais de

    carter mais dinmicos, o fluxo de caixa merece destaque, seja por sua

    estreita relao com a situao de liquidez da empresa, como pela

    propriedade de projetor situaes futuras.

    As dificuldades encontradas na gesto dos recursos financeiros

    de uma empresa, tomando-se por base dados histricos, relatrios

    elaborados pelo regime de competncia, fizeram, com que surgisse o

    fluxo de caixa, bastante evidenciado e indispensvel para a boa gesto

    das empresas.

  • Destacou-se tambm a importncia da utilizao dos dois fluxos

    de caixa histrico e projetado, enquanto o segundo serve para prever

    dificuldades futuras e adiantar solues, o primeiro serve de base para a

    projeo do segundo.

    Outro aspecto importante a ser considerado o fluxo de caixa

    torna mais conveniente a administrao e acompanhamento do dia a dia

    das atividades operacionais da empresa. Do contrrio, se ela quiser

    tomar decises em funo de um horizonte maior, ter que recorrer a

    outros demonstrativos contbeis, como a demonstrao das origens e

    aplicaes dos recursos DOAR, por exemplo.

    importante ressaltar que os gestores devem estar atentos aos

    mecanismos que utilizam no planejamento e acompanhamento do

    desempenho das empresas. A viso holstica organizao e do ambiente

    em que atua deve ser o parmetro para a aferio e ajustes nos

    instrumentos utilizados.

  • REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

    ASSAF NETO, Alexandre e Silva, Csar Augusto Tibrcio.

    Administrao do capital de giro. So Paulo: Atlas. 1995.

    CAMPOS FILHO, Ademar. Fluxo de Caixa em Moeda Forte: Anlise, deciso e controle. So Paulo: Atlas. 2 Edio.

    CAMPOS FILHO, Ademar. Demonstrao dos Fluxos de Caixa: Uma ferramenta indispensvel para administrar sua empresa. So Paulo: Atlas. 2 Edio.

    ZDANOWICZ, Jos Eduardo. Fluxo de caixa. So Paulo: Sagra

    Luzzatto. 8 Edio.

    FREZATTI, Fbio. Gesto do fluxo de caixa dirio. So Paulo: Atlas.

    1997.

    MARION, Eliseu e ASSAF NETO, Alexandre. Administrao Financeira:

    As finanas das empresas sob condies inflacionarias. So

    Paulo: Atlas. 1996.

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