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    A IMPORTNCIA DO FLUXO DE CAIXA NO PLANEJAMENTO

    FINANCEIRO EMPRESARIAL

    Rodrigo Fernando da Silva Marques

    (Discente do 4 perodo do Curso de Tecnologia em Gesto Financeira das Faculdades

    Integradas de Trs Lagoas-AEMS)

    Esliane Carecho Borges da Silva

    (Docente Especialista das Faculdades Integradas de Trs Lagoas-AEMS)

    RESUMO

    O presente artigo pretende, atravs de um levantamento bibliogrfico da literatura existente,

    discorrer sobre a utilizao eficiente do fluxo de caixa no processo de planejamento financeiro

    empresarial e analisar sua importncia como ferramenta de gesto e tomada de decises.

    Inicia-se com uma breve conceituao do termo fluxo de caixa, suas peculiaridades, tipos

    existentes, suas classificaes e formas de elaborao. A partir deste ponto, define-se o que

    planejamento financeiro, seus objetivos a serem alcanados junto empresa, sua classificao

    e abrangncia de sua atuao nos nveis organizacionais para ento finalizar com uma anlise

    da relao existente entre os dois temas e situar a importncia da utilizao do fluxo de caixa

    no contexto do plano financeiro empresarial e seus resultados na gesto.

    Palavraschave: Fluxo de caixa, Gesto empresarial, Planejamento financeiro.

    INTRODUO

    No mercado globalizado em que vivemos, empresas que no conseguem acompanhar

    o ritmo frentico das mudanas acabam sendo ultrapassadas por suas concorrentes, as que de

    certa forma evidencia a necessidade de profissionais qualificados na gesto de todos os

    departamentos, principalmente o financeiro.

    Surge ento a preocupao com a correta administrao dos recursos financeiros que

    a empresa dispe, acompanhando de perto todas as movimentaes e o uso eficiente das

    ferramentas de controle como balanos, demonstrativos, ndices e o fluxo de caixa.

    Entretanto, muitas vezes, o profissional da rea financeira trabalha com determinada

    ferramenta, mas no consegue utilizar e explorar o mximo que esta pode oferecer, por no ter

    o conhecimento de sua importncia e eficincia nos resultados alcanados, justificando assim

    o estudo em questo como meio informativo do uso eficaz da ferramenta fluxo de caixa na

    administrao financeira.

    Pretende-se, portanto, atravs de uma reviso bibliogrfica da literatura j publicada,

    analisar o assunto, objetivando destacar a importncia do fluxo de caixa no planejamento

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    financeiro empresarial, especificando as vantagens da adequada utilizao dos mecanismos de

    gesto do fluxo de caixa empresarial, por se tratar de um meio fundamental para se conhecer

    as entradas e sadas de capital em diversas oportunidades a fim de se prever possveis sobras

    ou faltas de recursos e auxiliar o gestor nos momentos decisrios, seja na busca de recursos

    junto s instituies financeiras ou aplicaes e investimentos do excedente.

    1 CONCEITO DFC

    Demonstrao do Fluxo de Caixa (DFC) uma demonstrao contbil que tem por

    fim evidenciar as transaes ocorridas em determinado perodo e que provocaram

    modificaes no saldo da conta Caixa (RIBEIRO, 2005, p. 400).

    Ainda, segundo o autor Fluxo de Caixa envolve entrada e sada de dinheiro da

    empresa.

    Fluxo de Caixa nada mais que a diferena entre o valor recebido menos o valor

    pago em caixa, durante um determinado perodo do relatrio financeiro (BLATT, 2001).

    Conforme Neto (2010) a DFC resulta numa verificao da empresa se ela conseguir

    arcar com seus acordos financeiros, ter dinheiro em caixa para o futuro, e ter capacidade em

    gerar ganhos mesmo quitando suas divdas.

    Matarazzo (2010) relata que a definio de Fluxo significa movimento, pode-se

    afirmar que fluxo de caixa ser o movimento do caixa.

    necessrio entender claramente a funo do tema exposto, pois a ausncia de tal

    conhecimento e domnio pode gerar a falta de dinheiro no caixa da empresa e por fim,

    ocasionar a falncia da mesma.

    Segundo Iudcibus, Marion e Faria (2009, p. 186), o Fluxo de Caixa baseado nos

    seguintes fatos:

    - A DFC, por sua vez, demonstra a origem e a aplicao de todo dinheiro que

    transitou pelo caixa em um determinado perodo e o resultado desse fluxo. O caixa

    considerado engloba as contas Caixa e Bancos por esse motivo, consideramos que

    seria mais adequada a intitulao Demonstrao do Fluxo de Disponvel. []

    Utilizamos a denominao DFC por ser a forma geralmente mais adotada.

    - A anlise conjunta da DFC e da Demonstrao do Resultado pode esclarecer

    situaes controvertidas sobre o porqu de a empresa ter um lucro considervel e

    estar com o Caixa baixo, no conseguindo liquidar todos os seus compromissos. []

    Embora, seja menos comum o porqu de a empresa ter prejuzo, embora o Caixa

    tenha aumentado.

    atravs da Demonstao dos Fluxos de Caixa que se verifica as mudanas tidas na

    rea financeira da empresa durante um tempo (GRECO, GRTNER E AREND, 2009).

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    Blatt (2001) completa sua avaliao, constatando que essa demonstrao fornece

    uma viso profunda dos fluxos de caixa, de suas fontes e usos dos recursos.

    1.1 OBJETIVO

    Pode-se compreender, com base em Greco, Grtner & Arend (2009) que as

    informaes sobre os fluxos de caixa so de suma importncia, pois por ela, na qual

    constatado pelo indivduo se a empresa possui capacidade em gerar caixa e a necessidade de

    utilizao de seus recursos.

    Segundo Matarazzo (2010, p. 234), a Demonstrao do Fluxo de Caixa segue os

    seguintes objetivos:

    - Avaliar alternativas de investimentos.

    - Avaliar e controlar ao longo do tempo as decises importantes que so tomadas na

    empresa, [].

    - Avaliar as situaes presente e futura do caixa na empresa, posicionando-a para

    que no chegue a situaes de liquidez.

    - Certificar que os excessos momentneos de caixa esto sendo devidamente

    aplicados.

    A partir dessas reflexes, com o total entendimento do fluxo de caixa de uma

    empresa, esse processo ir auxiliar de uma forma fantstica o crescimento da mesma no

    mercado, pois qualquer erro que possa vir a ocorrer, pode ocasionar perdas catastrficas em

    geral na empresa.

    O objetivo essencial da DFC disponibilizar informaes relevantes sobre os fluxos

    financeiros (em dinheiro) de pagamentos e recebimentos realizados por uma empresa, no

    exerccio (NETO, 2010).

    A DFC propicia a elaborao de um melhor planejamento financeiro, de forma que

    no ocorra excesso de Caixa, mas que se mantenha o montante necessrio para fazer

    face aos compromissos imediatos. Tambm permite descobrir o momento de quando

    buscar emprstimos para cobrir a insuficincia de fundos, bem como quando aplicar

    no mercado financeiro o excesso de recursos (IUDCIBUS, MARION e FARIA,

    2009, p. 187).

    Com a Demonstrao do Fluxo de Caixa, a empresa sabe o momento que no possui

    em mos o dinheiro necessrio para cumprir com suas dividas, e a hora de investir a sobra do

    dinheiro que est parado no caixa, fazendo com que no se perda oportunidades futuras de

    ganhos.

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    A DFC no serve apenas para empresas, mas sim tambm para pessoas fsicas que

    tenham algum tipo de negcio, pois uma ferramenta indispensvel.

    Segundo o site Prolla Contabilidade (2009) o principal objetivo gerar

    conhecimento para a tomada de decises por parte da gesto da empresa, como: necessidade

    de captao de recursos ou sobras do caixa para posterior investimento, visando alternativas

    de maior rentabilidade para a empresa.

    Os problemas de insolvncia ou iliquidez na maioria das vezes ocorrem pela

    ausncia de um administrador para gerir o fluxo de caixa, por isso o foco principal mostrar a

    tamanha importncia que uma boa anlise desse fluxo pode gerar. (MATARAZZO, 2010).

    Porm, antes de compreender o que DFC e o motivo da sua utilizao nos tempos

    atuais, vamos relembrar o que era e como funcionava o DOAR, que nada mais que a

    comparao entre dois balanos consecutivos, os quais identificam as variaes ocorridas na

    estrutura financeira da empresa durante o perodo considerado, permitindo melhores critrios

    para a anlise financeira (NETO, 2010, p. 80).

    importante ressaltar que mesmo com as mudanas ocorridas, uma forma de anlise

    no substitui a outra de maneira alguma. A DFC analisa de uma forma mais detalhada, pois

    sua principal forma de trabalho para prazos mais curtos. No caso da DOAR, sua funo

    estabelecer formas para ganho no mdio e longo prazo. Alm disso, a DFC larga na frente

    no quesito de fcil entendimento, pois na DOAR sua compreenso j mais complexa

    (IUDCIBUS, MARION e FARIA, 2009).

    1.2 TIPOS DE DFC

    Para Matarazzo (2010), existem duas formas de Demonstrao de fluxo de caixa:

    - Demonstrao das Entradas e Sadas de Caixa, na qual denominada de DESC.

    - Demonstrao do Fluxo Lquido de Caixa, na qual denominada de DFLC.

    A Demonstrao de Entradas e Sadas de Caixa DESC visa mostrar o confronto

    entre as entradas e sadas de caixa [] e, consequentemente, se haver (a sua

    utilizao maior se d quando elaborada de forma prospectiva) sobras ou falta de

    caixa, permitindo administrao decidir com antecedncia se a empresa deve

    tomar recursos ou aplic-los. A DESC , portanto, um instrumento imprescindvel.

    No se concebe uma empresa que possa operar sem ter uma DESC atualizada

    mensalmente (MATARAZZO, 2010, p. 234).

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    Na DESC no possvel a avaliao da situao do caixa de uma empresa, como por

    exemplo: por que acontece de faltar dinheiro?

    Dessa maneira, com a utilizao da DFLC Demonstrao do Fluxo Lquido de

    Caixa, ele mostra o efeito de cada item no caixa da empresa, como a necessidade do capital de

    giro (que por sua vez verificado de diversas formas) como nivel de estocagem, expanso ou

    reduo de atividades, realizao de investimentos, entre outros.

    Ainda segundo o autor, ele definiu bem simplistamente que a DESC nada mais que

    uma ferramenta de trabalho, e j a DFLC uma ferramenta de anlise.

    Com a DFLC, possvel verificar informaes relevantes sobre o funcionamento

    financeiro da empresa no perodo em questo.

    No entendimento do autor acima, ele cita a DFLC como o processo das informaes

    que trata da capacidade financeira da empresa:

    - Produzir capital para permanecer e crescer o negcio.

    - Liquidar dvidas de longos ou curtos perodos.

    - Ser independente do curto prazo (MATARAZZO, 2010).

    1.3 DEFINIES DE TERMOS

    Greco, Grtner e Arend (2009, p. 130) relacionam abaixo a lista de denominaes

    utilizadas nesse assunto:

    - Caixa: compreende numerrio em espcie e depsitos bancrios disponveis; - Equivalentes de caixa: so aplicaes financeiras de curto prazo, de alta liquidez,

    que so prontamente conversveis em caixa e que esto sujeitas a um insignificante

    risco de mudana de valor;

    - Fluxos de caixa: so as entradas e as sadas de caixa e equivalentes de caixa;

    - Atividades operacionais: so as principais atividades geradoras de receita da

    entidade e outras atividades diferentes das de investimento e de financiamento;

    - Atividades de investimento: so as referentes aquisio e venda de ativos de

    longo prazo e investimentos no includos nos equivalentes de caixa;

    - Atividades de financiamento: so aquelas que resultam em mudanas no tamanho e

    na composio do capital prprio e endividamento da entidade.

    Para Iudcibus, Marion e Faria (2009) as definies citadas acima so as mesmas

    colocaes que foram feitas em seus livros.

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    1.4 ANLISE DA GESTO DE CAIXA

    Matarazzo (2010, p. 241) afirma que o melhor instrumento de anlise financeira a

    DFLC.

    As entradas e sadas de caixa de uma empresa sempre batem. Mesmo a empresa

    inadimplente, ao deixar de cumprir parte ou totalidade de seus compromissos, tem o

    saldo de caixa batido. Tambm a empresa mal-administrada, que toma

    emprstimos de curto prazo para cobrir prejuzos, realizar investimentos sem

    retorno, e que, portanto, no poder pag-los, ter as entradas e sadas de caixa

    batendo. Da o perigo do uso da Demonstrao de Entradas e Sadas de Caixa

    DESC.

    atravs da DFLC que se verifica se a empresa est produzindo recursos para

    financiar suas atividades comerciais, se resta dinheiro para quitar dvidas, fazer investimentos

    ou abater em financiamentos de longo prazo, pois exibi de uma forma bem clara os fatos

    principais para uma anlise da gesto de caixa.

    1.5 CLASSIFICAO DE ENTRADAS E SADAS DE CAIXA POR ATIVIDADES

    Diversos autores trabalham com trs tipos de classificaes para as entradas e sadas

    de caixa da DFC: atividades operacionais, atividades de investimentos e atividades de

    financiamento.

    Ribeiro (2005, p. 401) inicia seus argumentos pela explicao do que se trata as

    atividades operacionais:

    Compreendem as transaes que envolvem a consecuo do objeto social da

    Entidade. Elas podem ser exemplificadas pelo recebimento de uma venda,

    pagamento de fornecedores por compra de materiais, pagamento dos funcionrios

    etc.

    Iudcibus, Marion e Faria (2009) completam dizendo que as atividades operacionais

    so resultados das operaes de transaes e de outros eventos que entram na apurao do

    lucro lquido ou prejuzo, como no exemplo podemos detalhar:

    - Recebimentos de caixa, pela prestao de servios ou venda de mercadorias;

    - Pagamentos de caixa prestadores de servios;

    - recebimentos e pagamentos de caixa para seguradoras.

    A venda de um imvel, por exemplo, pode gerar ganhos ou perdas, sendo dessa

    forma apurada como lucro lquido ou prejuzo. O resultado desse tipo de transao originado

    atravs das atividades de investimento. Portanto, se fosse construdo ou comprado um imvel

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    para posterior aluguel para outras pessoas e depois revendido, de origem das atividades

    operacionais. Os alugueis e o valor da venda recebido, tambm de origem das atividades

    operacionais.

    Segundo Neto (2010) com a nova Lei atual, a DFC deve mostrar claramente, no

    mnimo, os trs fluxos financeiros: operaes, investimentos e financiamentos.

    Fluxos Financeiros Operacionais: so os registros na Demonstrao de Resultado do

    Exerccio (DRE) atravs das suas transaes.

    Neto (2010, p. 84) conclui que dentro do fluxo financeiro operacional h dois

    mtodos para sua avaliao:

    Entradas de Caixa: recebimentos de vendas realizadas a vista e de ttulos

    representativos de vendas a prazo; recebimento de receitas financeiras provenientes

    de aplicaes no mercado financeiro, dividendos de participaes acionrias em

    outras empresas, outros recebimentos como indenizaes de seguros, sentenas

    judiciais favorveis etc.

    Sadas de Caixa: pagamentos a fornecedores por compras a vista e de ttulos

    representativos de compras a prazo, pagamentos de impostos, contribuies e taxas,

    pagamentos de encargos financeiros de emprstimos e financiamentos etc.

    Assim, entendemos que as atividades operacionais o funcionamento de uma

    empresa, ou seja, ela faz exercer as funes bem e com regularidade, fazendo com que a

    empresa opere em um mecanismo para gerar bons resultados, pois ela controla a hora de

    pagar e a hora de receber seus devidos valores.

    Na viso de Greco, Grtner e Arend (2009, p. 132) as atividades operacionais devem

    ser divulgadas utilizando os seguintes mtodos:

    - o mtodo direto, segundo o qual as principais classes de recebimentos brutos e

    desembolsos brutos so divulgadas; ou

    - o mtodo indireto, segundo o qual o lucro lquido ou prejuzo ajustado pelos

    efeitos das transaes que no envolvem caixa, de quaisquer diferimentos ou outras

    apropriaes por competncia sobre recebimentos ou pagamentos operacionais

    passados ou futuros e de itens de receita ou despesa associados com fluxos de caixa

    das atividades de investimento ou de financimento.

    Outro tipo de fluxo financeiro trata-se das atividades de investimento, que segundo

    Ribeiro (2005, p. 401) pode ser compreendida como:

    - As transaes com os ativos financeiros, as aquisies ou vendas de participaes

    em outras entidades e de ativos utilizados na produo de bens ou prestao de

    servios ligados ao objeto social da Entidade. As atividades de investimentos no

    compreendem a aquisio de ativos com objetivo de revenda.

    Greco, Grtner e Arend (2009) comentam que as Atividades de Investimento so

    importantes pelo motivo de demonstrar os gastos e despesas dos recursos concludos pela

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    empresa com a finalidade de produzir receitas e fluxos de caixa para o futuro. Vejamos os

    exemplos:

    - Gastos do caixa para compra de ativos imobilizados, intangveis e outros ativos de

    longo prazo.

    - Recebimentos em caixa atravs da venda de ativos imobilizados, intangveis e

    outros ativos em longo prazo;

    - Gastos para comprar ou recebimento resultante das vendas de aes ou intrumentos

    de dvida de outras entidades e participaes societrias em joint ventures (exceto gastos ou

    pagamentos referentes a ttulos considerados como equivalentes de caixa ou mantidos para

    negociao).

    Por sua vez, Iudcibus, Marion e Faria (2009) sustentam as mesmas colocaes

    citadas acima, e por fim, reiteram suas citaes com outros exemplos:

    - Adiantamentos de caixa e emprstimos feitos a terceiros (afora quando realizados

    por instituies financeiras);

    - Recebimentos de caixa por quitao de adiantamentos ou amortizao de

    emprstimos concedidos a terceiros (afora quando realizados por instituies financeiras);

    - Pagar do caixa os contratos futuros, a termo, de opo e swap, saldo quando tais

    pagamentos forem denominados como atividades de financiamento; entre outros.

    Na explicao de Neto (2010) sobre Fluxos Financeiros de Investimentos, estes so

    quase sempre delimitados pelas oscilaes nos ativos no circulantes (ativos de longo prazo) e

    destinados atividade operacional de produo e venda da empresa.

    Ainda segundo o autor, Entradas de Caixa so recebimentos pela venda de ttulos de

    aplicao de longo prazo (investimentos) e participaes acionrias, de imobilizados etc. E

    Sadas de Caixa so aquisies de ttulos de longo prazo para investimentos, desembolsos

    para participao acionria em outras companhias, compras a vista de bens imobilizados etc.

    O terceiro tipo de fluxo financeiro detalhado abaixo:

    Atividades de Financiamento: A divulgao separada dos fluxos de caixa

    decorrentes das atividades de financiamento importante por ser til para prever as

    exigncias sobre futuros fluxos de caixa pelos fornecedores de capital entidade.

    Exemplos de fluxos de caixa decorrentes das atividades de financiamento so:

    - caixa recebido pela emisso de aes ou outros instrumentos patrimoniais;

    - pagamentos de caixa a investidores para adquirir ou resgatar aes da entidade

    (IUDCIBUS, MARION e FARIA, 2009, p.197).

    Greco, Grtner e Arend (2009), portanto concordam com as expresses citadas

    acima, pois em seu livro os autores reiteram as mesmas afirmaes.

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    A captao de recursos dos acionistas ou cotistas e seu retorno em forma de lucros

    ou dividendos, a captao de emprstimos ou outros recursos, sua amortizao e

    remunerao so as formas utilizadas nas atividades de financiamento (RIBEIRO, 2005, p.

    401).

    Fluxos Financeiros de Financiamentos so utilizados principalmente nas operaes

    com credores e investidores. Esses procedimentos so feitos atravs das Entradas de Caixa:

    pelas captaes no mercado atravs de emisso de ttulos de dvida, integralizao de aes

    emitidas etc. E Sadas de Caixa: so os pagamentos de dividendos e juros sobre o capital

    prprio aos acionistas, amortizaes de emprstimos e financiamentos (pagamento de

    principal) etc (NETO, 2010).

    1.6 MTODOS PARA ELABORAO DA DFC

    Ribeiro (2005) afirma que possui dois mtodos no qual podem ser utilizados para a

    elaborao da DFC, que so: Mtodo Direto e Mtodo Indireto.

    Na anlise de Ribeiro (2005, p. 403), iremos descrever o que Mtodo Indireto que

    tambm chamado de Mtodo da Reconciliao:

    Os recursos derivados das atividades operacionais so demonstrados a partir do

    lucro lquido do exerccio, ajustado pela adio das despesas e pela excluso das

    receitas consideradas na apurao do resultado e que no afetaram o Caixa da

    empresa, isto , que no representaram sadas ou entradas de dinheiro, bem como

    pela excluso das receitas realizadas no exerccio e recebidas no exerccio anterior e

    pela adio das receitas recebidas antecipadamente que no foram consideradas na

    apurao do resultado, porm interferiram no Caixa da empresa.

    Conforme relata Iudcibus, Marion e Faria (2009, p. 189), o Mtodo Indireto ou

    Fluxo de Caixa no Sentido Amplo, tem por base os seguintes fatos:

    - estruturado por meio de um procedimento semelhante ao da DOAR, [].

    Consiste em estender analise dos itens no-circulantes prpria daquele relatrio

    as alteraes ocorridas nos itens circulantes (passivo e ativo circulante), excluindo,

    logicamente, as disponibilidades, cuja variao se est buscando demonstrar.

    - Assim, so efetuados ajustes ao lucro lquido pelo valor das operaes

    consideradas como receitas ou despesas, mas que, ento, no afetaram as

    disponibilidades, de forma que se possa demonstrar a sua variao no perodo. De

    forma anloga DOAR, s que nesse caso enfocando o Caixa, consideram-se como

    aplicaes (sadas) do caixa o aumento nas contas do Ativo Circulante e as

    diminuies no Passivo Circulante. Por outro lado, as diminuies de Ativo

    Circulante e aumentos nas contas do Passivo Circulante correspondem s origens

    (entradas) de caixa.

    - Apesar de evidenciar a variao ocorrida nas disponibilidades, o fluxo estruturado,

    dessa maneira, no demonstra as diversas entradas e sadas de dinheiro do caixa

    pelos seus valores efetivos, mas fornece uma simplificao a partir de uma diferena

    de saldos ou incluindo alguns itens que no afetam as disponibilidades como

    despesas antecipadas, proviso para imposto de renda etc.

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    O Mtodo Indireto parte do lucro lquido do exerccio para se conciliar com o caixa

    gerado pelas operaes (NETO, 2010, p. 85).

    necessrio, pois, analisar sucintamente o Ativo Circulante que o que a empresa

    tem em caixa, como tambm o Passivo Circulante, que o que a empresa deve, para verificar

    na apurao do resultado da empresa, se houve operaes que deixaram de ser utilizadas e que

    afetaram o caixa, ou situaes que foram contabilizadas no resultado, porm no afetou o

    caixa da empresa. (Ver figura 01)

    Companhia:

    Demonstrao dos Fluxos de Caixa

    Exerccio findo em 31 de dezembro de x2

    FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS

    Resultado do exerccio / perodo 45.000

    Ajustes para conciliar o resultado s

    disponibilidades geradas pelas atividades operacionais

    Depreciao e amortizao X

    Resultado na venda de ativos permanentes X

    Equivalncia Patrimonial (X)

    Recebimento de lucros e dividendos de subsidirias X

    Variaes nos ativos e passivos

    (Aumento) Reduo em contas a receber -20.000

    (Aumento) Reduo dos estoques -40.000

    Aumento (Reduo) em fornecedores 40.000

    Aumento (Reduo) em contas a paga 5.000

    Aumento (Reduo) no imposto de renda

    e contribuio social X

    Disponibilidades lquidas geradas pelas

    (aplicadas nas) atividades operacionais 30.000

    FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS

    Compras de imobilizado (X)

    Aquisio de aes / cotas (X)

    Recebimentos por vendas de ativos permanentes X

    Disponibilidades lquidas geradas pelas

    (aplicadas nas) atividades de investimentos X

    FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS

    Integralizao de capital X

    Pagamentos de lucros / dividendos (X)

    Emprstimos tomados X

    Pagamentos de emprstimos / debntures (X)

    Juros recebidos de emprstimos X

    Juros pagos por emprsimos (X)

    Disponibilidades lquidas geradas pelas

    (aplicadas nas) atividades de financiamentos X

    Aumento (Reduo) nas disponibilidades 30.000

    Disponibilidades - no incio do perodo 70.000

    Disponibilidades - no final do perodo 100.000

    Figura 01 Modelo de Mtodo Indireto

    Fonte: Adaptado de RIBEIRO (2005, p. 403)

  • 11

    No modelo acima, pode-se verificar como houve a variao do valor de R$

    30.000,00 no saldo da conta Caixa da empresa (RIBEIRO, 2005).

    Segundo os argumentos de Iudcibus, Marion e Faria (2009, p. 189), o Mtodo Direto

    segue as seguintes explicaes:

    - Logicamente, exige um maior esforo na sua elaborao, uma vez que deve ser

    feito todo um trabalho de segregao das movimentaes financeiras, necessitando

    de controles especficos para esse fim.

    - As entradas e sadas de Caixa so evidenciadas a comear das vendas pelos seus

    valores efetivamente realizados (recebidos), em vez do lucro lquido, como no

    Mtodo Indireto. A partir da, so considerados todos os recebimentos e pagamentos

    oriundos das operaes ocorridas no perodo.

    - Pode-se, dessa forma, verificar que esse modelo possui um poder informativo

    bastante superior ao do Mtodo Indireto, sendo melhor tanto aos usurios externos

    quanto ao planejamento financeiro do empreendimento.

    Esse mtodo descrito tambm chamado de Fluxo de Caixa no Sentido Restrito.

    Fato esse que leva a ser comentado pelos outros como o verdadeiro Fluxo de Caixa, isso

    porque, diferentemente do que foi visto no outro mtodo acima, aqui apresentado todos os

    valores recebidos ou pagos que verdadeiramente participaram para as mudanas do que havia

    sido determinado para o perodo (IUDCIBUS, MARION E FARIA, 2009).

    Os recursos provenientes das atividades operacionais so demonstrados por meio dos

    recebimentos e pagamentos, pelo mtodo Direto (RIBEIRO, 2005).

    Ainda segundo o autor, quando a empresa optar pelo Mtodo Direto, ser necessrio

    a divulgao de informaes referentes unio do valor do resultado do exerccio junto com

    as disponibilidades lquidas que foram criadas ou consumidas nas atividades operacionais.

    Na opinio de Neto (2010, p. 85), O Mtodo Direto destaca as movimentaes

    financeiras explicitando as entradas e sadas de recursos de cada componente da atividade

    operacional, como recebimento de vendas, pagamentos de juros e impostos etc.

    Assim sendo, compreende-se que a analise do Mtodo Direto nada mais do que

    uma verificao detalhada dos valores de Recebimento (entradas) e Pagamento (sadas) do

    caixa da empresa, ou seja, verificar valor por valor que foi pago ou recebido pelo caixa. Como

    exemplo no caso das vendas, no se constata apenas o lucro liquido como observado no outro

    mtodo, mas sim o que realmente entrou de recebimento para a empresa. Para tal

    procedimento, ento ser preciso isolar todos os valores para poder chegar ao resultado final.

  • 12

    Companhia:

    Demonstrao dos Fluxos de Caixa

    Exerccio findo em 31 de dezembro de X2

    Fluxos de caixa originados de:

    ATIVIDADES OPERACIONAIS

    Valores recebidos de clientes 130.000

    Valores pagos a fornecedores -60.000

    Imposto de Renda e contribuio social pagos (X)

    Pagamentos de contingncias (X)

    Recebimentos por reembolso de seguros X

    Recebimentos de lucros e dividendos de subsidirias X

    Outros recebimentos (pagamentos) lquidos -40.000

    Disponibilidades lquidas geradas pelas

    (aplicadas nas) atividades operacionais 30.000

    ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS

    Compras de Imobilizado (X)

    Aquisio de aes / cotas (X)

    Recebimentos por vendas de ativos permanentes X

    Juros recebidos de contratos de mtuos X

    Disponibilidades lquidas geradas pelas

    (aplicadas nas) atividades de investimentos X

    ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS

    Integralizao de capital X

    Pagamentos de lucros e dividendos (X)

    Juros recebidos de emprstimos X

    Juros pagos por emprstimos (X)

    Emprstimos tomados X

    Pagamentos de emprstimos / debntures (X)

    Disponibilidades lquidas geradas pelas

    (aplicadas nas) atividades de financiamentos X

    Aumento (reduo) nas disponibilidades 30.000

    Disponibilidades - no incio do perodo 70.000

    Disponibilidades - no final do perodo 100.000

    Figura 2 - Modelo de Mtodo Direto

    Fonte: Adaptado de RIBEIRO (2005, p. 404).

    Veja os clculos que efetuamos para encontrar os valores lanados neste

    demonstrativo:

    Valores recebidos de Clientes

    Saldo inicial de clientes 30.000

    (+) Vendas de mercadorias 150.000

    ( - ) saldo final de Clientes -50.000

    Total recebido no perodo 130.000

    Figura 3 Valores recebidos de Clientes

    Fonte: Adaptado de RIBEIRO (2005, p. 405)

  • 13

    Valores pagos a fornecedores

    Saldo inicial de Fornecedores 20.000

    (+) Compras de Mercadorias 100.000

    ( - ) Saldo final de Fornecedores -60.000

    Total pago a Fornecedores 60.000

    Figura 4 Valores pagos a fornecedores

    Fonte: Adaptado de RIBEIRO (2005, p. 405)

    Caso voc no tivesse a informao do valor das compras, somente com os dados da

    DRE e do Balano, poder-se-ia chegar nesse valor, acompanhe (RIBEIRO, 2005, p. 405):

    CMV - EI + C - EF C = CMV - EI + EF C = 60.000 - 50.000 + 90.000 C = 100.000

    Pagamento de Despesas

    Saldo inicial de Contas a Pagar 15.000

    (+) Despesas incorridas no perodo 35.000

    (+) Impostos incorridos no perodo 10.000

    ( - ) Saldo final de Contas a Pagar -20.000

    Total das despesas pagas 40.000

    Figura 5 Pagamento de Despesas

    Fonte: Adaptado de RIBEIRO (2005, p. 405)

    2 PLANEJAMENTO FINANCEIRO: DEFINIO

    Segundo Ross, Westerfield e Jaffe (2008, p. 589), planejamento financeiro descrita

    da seguinte maneira:

    - O planejamento financeiro estabelece o mtodo pelo qual as metas financeiras

    devem ser atingidas. Possui duas dimenses: prazo e nvel de agregao.

    Um plano financeiro uma declarao do que deve ser feito num perodo futuro. - O

    conselheiro da GM estava com toda a razo quando explicou as virtudes do

    planejamento financeiro. Em condies de incerteza, isso exige que as decises

    sejam tomadas muito antes de sua implantao. Quando uma empresa deseja

    construir uma fbrica em 2000, ela talvez precise identificar empreiteiros em 1998.

    s vezes, til fazer uma distino entre o curto e o longo prazo. O curto prazo, na

    prtica, representado pelos prximos 12 meses. Inicialmente, concentraremos

    nossa ateno no planejamento financeiro a longo prazo, comumente visto como

    sendo um perodo de dois a cinco anos.

    - Os planos financeiros so montados com base na anlise de oramento de capital

    de cada um dos projetos da empresa. Na verdade, as propostas de investimento de

    cada unidade operacional so somadas e tratadas como um grande projeto. Esse

    processo chamado de agregao.

  • 14

    No planejamento financeiro sua principal funo no mercado : descobrir o que pode

    dar errado no futuro e quais sero as consequncias desses fatos, para evitar surpresas para as

    empresas.

    O planejamento financeiro um aspecto importante das atividades da empresa

    porque oferece orientao para a direo, a coordenao e o controle das providncias

    tomadas pela organizao para que atinja seus objetivos (GITMAN, 2004, p. 92).

    Groppelli e Nikbakht (2006) concluem que planejamento financeiro a forma pela

    qual verificada a necessidade, em qual poca e como ser feito o financiamento para poder

    dar andamento na empresa.

    Ainda para o autor, caso no seja verificado corretamente se a empresa ir ter

    necessidade de fazer um financiamento, pode ocorrer falta de dinheiro em caixa para poder

    pagar dividas, como: duplicatas a pagar, despesas de aluguel, entre outros. Sendo assim, a

    ausncia de um planejamento financeiro em uma empresa pode levar a mesma at a falncia.

    2.1 MODELOS DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO

    Como todas as empresas no so iguais umas as outras, da mesma forma funciona o

    planejamento financeiro. Mesmo assim, existem alguns dados que servem para todos os tipos

    de empresas (ROSS, WESTERFIELD E JAFFE, 2008).

    Por esse motivo Ross, Westerfield e Jaffe (2008, p. 590), citam abaixo quais so

    esses dados:

    - Previso de vendas. Todos os planos financeiros exigem uma previso de vendas.

    Precises de vendas exatas no so possveis, porque as vendas dependem do

    comportamento futuro e incerto da economia. As empresas podem obter ajuda, para

    esse fim, de empresas especializadas em projees macroeconmicas e setoriais.

    - Demonstraes projetadas. O plano financeiro conter projees de balano,

    demonstrao de resultado e demonstrao de origens e aplicaes. Essas so as

    chamadas demonstraes projetadas.

    - Necessidades de ativos. O plano descrever os gastos de capital projetados. Alm

    disso, discutir as aplicaes propostas de capital de giro lquido.

    - Necessidades de financiamento. O plano conter uma seo tratando de esquemas

    de financiamento [].

    - Varivel de fechamento. Suponhamos que o autor de um plano financeiro projete o

    crescimento das vendas, dos custos e do lucro lquido a uma dada taxa g.

    Suponhamos ainda que deseje que os ativos e passivos cresam a uma taxa diferente,

    g. Essas duas taxas diferentes de crescimento podem ser incompatveis, a menos

    que uma terceira varivel tambm seja ajustada. Por exemplo, s poder haver

    compatibilidade entre as diversas variveis se o nmero de aes crescer a uma taxa

    diferente, g. Nesse exemplo, o crescimento do nmero de aes tratado como

    varivel de fechamento [].

  • 15

    - Premissas econmicas. O plano deve enunciar explicitamente o ambiente

    econmico que a empresa espera vigorar durante o prazo do plano. Entre as

    premissas econmicas a serem feitas deve pelo menos haver alguma sobre a taxa de

    juros.

    2.2 OBJETIVOS DO PLANEJAMENTO

    Ashoka e Mckinsey & Company (2001) relatam que o objetivo do planejamento

    financeiro : avaliar a capacidade da organizao de manter-se operante sob o aspecto

    financeiro. Sendo necessrio juntar as informaes contidas nas outras partes do plano de

    negocio e realizar estimativas sobre a evoluo das finanas da organizao.

    O planejamento antecede as operaes. Estas devem ser compatveis com o que foi

    estabelecido no planejamento. Ele sempre existe em uma empresa, embora muitas vezes no

    esteja expresso ou difundido, ou seja, no utilizado na gesto da empresa. Quando informal,

    estar contido, no mnimo, no crebro do dirigente. Essa forma de procedimento deve ser um

    processo dinmico, associado ao controle permanente, para poder se adaptar s mudanas

    ambientais. Quando no h planejamento, no pode haver controle. O objetivo desse processo

    reduzir as incertezas e, consequentemente, os riscos envolvidos no processo decisrio,

    aumentando a probabilidade de alcance dos objetivos estabelecidos pela empresa. O

    planejamento deve interagir permanentemente com o controle, para que se possa saber se est

    sendo eficaz, ou seja, obtendo os resultados esperados, pois planejamento sem controle no

    tem eficcia. Unido ao controle, o planejamento serve para a avaliao de desempenho da

    empresa e de seus departamentos (MOSIMANN e FISCH, 2009).

    A partir desses levantamentos, cabe-nos por em prtica todas as afirmaes

    mencionadas acima, seja em casa, no trabalho, tem que existir planejamento em tudo que for

    feito. No caso de uma empresa em que no existe planejamento, pode ter certeza que a mesma

    no anda bem das pernas. Controle e planejamento, juntos so uma dupla imbatvel contra

    qualquer erro que possa vir a surgir, pois eles j esto ali preparados para precaver quaisquer

    mudanas na qual possa vir a ocorrer.

    Portanto, a empresa que utiliza esses mtodos em sua gesto, ir reduzir em muito os

    possiveis riscos de perda e elevar suas chances de lucro.

  • 16

    2.3 CLASSIFICAO DOS PLANEJAMENTOS

    Para Hoji (2011) o planejamento financeiro em uma empresa pode ser dividido em

    trs tipos:

    - Estratgico

    - Ttico

    - Operacional

    Conforme definido pelo autor o Planejamento Estratgico um planejamento de

    longo prazo, e as decises a ele relacionadas norteiam a empresa neste perodo ou seja, seus

    resultados sero vistos no futuro e no no presente. Por esse motivo, a responsabilidade do

    presidente e dos diretores da Empresa[]. Geralmente, as decises estratgicas esto

    relacionadas s linhas de produtos ou mercados. Por envolver grande soma de recursos, uma

    vez iniciado o processo, sua reverso bastante difcil. O produto do planejamento estratgico

    o plano estratgico. Exemplos: compra de uma empresa, lanamento de novas linhas de

    produtos, substituio de linha de produo etc.

    Planejamento estratgico determina as medidas financeiras planejadas da empresa e

    o resultado dessas medidas para perodos de dois a dez anos. comum a elaborao de planos

    estratgicos de cinco anos, revistos assim que novas informaes importantes se tornam

    disponveis (GITMAN, 2004).

    Em funo disso o planejamento estratgico de extrema importncia numa

    empresa, pois ser atravs dele que ser definido as maneiras da empresa agir para conseguir

    alcanar seus objetivos. Como se trata de longo prazo possvel que haja mudanas

    importantes no planejamento, portanto ser acrescentado tais informaes, para que sempre

    possa estar o mais atualizado possvel.

    O Planejamento Ttico e suas caractersticas so apresentados a seguir:

    Analisa alternativas de oportunidades dentro do mercado ou indstria. Enquanto o

    planejamento estratgico visa a resultados no longo prazo, o planejamento ttico tem

    a finalidade de alavancar os resultados por meio de aes de curto prazo [].

    Exemplos: campanha de publicidade macia para lanamento do novo produto,

    campanha de melhoria de imagem institucional etc (HOJI, 2011, p. 128).

    Podemos dizer que objetiva-se buscar caminhos e novas oportunidades quando se

    trata do uso de planejamento ttico, pois ele segue o pensamento do planejamento estratgico,

    porm o plano ttico obter resultados rpidos como num departamento de uma empresa,

    onde cada setor executa uma funo.

  • 17

    O Planejamento Operacional determina as providencias financeiras de curto prazo e

    o impacto previsto dessas medidas utilizadas. Esses planos quase sempre abrangem um

    perodo de um a dois anos. Os dados bsicos incluem a previso de vendas e diversas espcies

    de dados operacionais e financeiros []. E o planejamento financeiro de curto prazo comea

    com a previso de vendas. A partir dai so formulados planos de produo que levam em

    conta os tempos necessrios para a preparao de equipamentos e incluem estimativas das

    matrias-primas exigidas (GITMAN, 2004).

    Na explicao de Hoji (2011, p. 128)

    O planejamento operacional feito para maximizar os recursos da empresa

    aplicados em operaes do dia-a-dia (de um determinado perodo), obedecendo aos

    planos estratgicos. O produto do planejamento operacional mais conhecido como

    oramento empresarial. A operao planejada e implementada pelos profissionais

    do nvel de gerencia, com aprovao previa da diretoria. Geralmente, de curto

    prazo (seis meses a um ano), podendo chegar a at trs anos. Envolve decises mais

    descentralizadas, mais repetitivas e de maior flexibilidade quanto aos ajustes durante

    o perodo de implementao. Exemplos: plano de vendas do semestre, oramento de

    caixa do ano etc.

    Em funo disso, o planejamento operacional seqncia dos planejamentos

    estratgicos e tticos, pois atravs dele que a empresa ir operar seus setores de produo.

    atravs do planejamento operacional que a empresa vai trabalhar, pois a funo dele colocar

    na prtica o que foi definido em papel nos outros planejamentos anteriormente estudados, pois

    ele que executa as tarefas na hora de produzir na empresa.

    3 O FLUXO DE CAIXA NO PLANEJAMENTO EMPRESARIAL

    O Fluxo de Caixa uma ferramenta importantssima para a tomada de decises na

    empresa, principalmente no que se refere s finanas empresariais.

    Por se tratar de um elemento de controle da entrada e sada de recursos financeiros,

    ele tem ganhado cada vez mais importncia e ateno dos gestores por se tratar de um mtodo

    onde verificado se empresa ter condies ou no de arcar com seus compromissos. Alm

    disso, outro papel realizado por essa forma de administrar as finanas da empresa saber em

    qual momento ser necessrio buscar emprstimos para liquidar possveis dividas ou quando

    dever fazer investimentos com o dinheiro que possa estar em excesso no caixa.

    Como sua funo analisar toda entrada e sada de dinheiro do caixa da empresa,

    uma m gesto dessa ferramenta pode ocasionar a ausncia de recursos em determinado

  • 18

    perodo para quitar o que se deve e, por fim, como conseqncia de uma srie de erros em sua

    administrao, pode at levar falncia da organizao.

    O gestor da empresa ao analisar o fluxo de caixa, deve compreender as melhores

    alternativas para conseguir atingir as metas da empresa, como o pagamento das dividas em

    dia, gerar o capital de giro no seu caixa no curto prazo para no faltar dinheiro e no longo

    prazo investir a sobra do dinheiro em caixa para maximizar os retornos das suas aplicaes

    financeiras.

    Para um perfeito desempenho da empresa no mercado financeiro, necessrio que a

    mesma tenha feito um planejamento. Ser atravs dele, que sero diagnosticados os possveis

    riscos pelo qual a organizao poder enfrentar para alcanar suas metas. Seu principal

    objetivo proporcionar que tudo saia conforme o que foi planejado, ou seja, que nada de

    anormal acontea durante a execuo de um procedimento da empresa.

    O planejamento financeiro executado em trs formas na organizao: o estratgico,

    o ttico e o operacional. Sendo que o fluxo de caixa faz parte do planejamento operacional,

    pois nesse nvel que se planeja as condies necessrias para as operaes bsicas e dirias

    empresariais, ou seja, se o gestor no souber os recursos que entram e que saem e toda a

    movimentao prevista para ocorrer, impossvel executar as atividades fins da organizao

    de forma sustentvel para a manuteno dos negcios.

    A partir da eficiente gesto dos recursos de curto prazo mediante o acompanhamento

    e controle feitos pelo uso adequado da ferramenta fluxo de caixa, a organizao poder

    projetar e planejar suas aes nas demais esferas, visando o mdio e longo prazo e criando

    condies para que a mesma se mantenha competitiva e com sade financeira suficiente para

    arcar com seus compromissos e executar investimentos que a fortalea no mercado

    globalizado em que vivemos atualmente.

    CONSIDERAES FINAIS

    O estudo em questo objetivou conhecer um pouco mais sobre o uso do fluxo de

    caixa na gesto financeira empresarial, principalmente no planejamento financeiro,

    detalhando suas especificidades e caractersticas de modo a relacionar ferramenta e processo

    em um mesmo contexto de utilizao, sendo de grande importncia para a aprendizagem, pois

    buscou na literatura existente referncias claras, descrevendo e conceituando os termos

    necessrios para que pudssemos analisar sua inter-relao.

  • 19

    Conclui-se que toda empresa, seja ela prestadora de servios ou fabricante de

    produtos, necessita de planejamento em todos os seus departamentos. E planejar as finanas

    empresariais tornou-se fator crtico de sucesso devido competitividade global que exige

    respostas rpidas s mudanas.

    E o planejamento financeiro permite a empresa atender s metas estipuladas no

    planejamento estratgico da organizao com reduo de custos e riscos, fazendo previses de

    necessidades de recursos ou projees de investimentos, alm de avaliar o grau de

    endividamento e o montante de dinheiro a se manter em caixa (capital de giro) a fim de obter

    crescimento e rentabilidade.

    Surge ento o motivo do gestor buscar mecanismos adequados para a administrao

    dos recursos financeiros, como, por exemplo, o uso do fluxo de caixa para planejar e controlar

    as entradas (recebimentos) e sadas (pagamentos) de recursos para financiar as atividades

    operacionais da empresa e atender os objetivos anteriormente estipulados, de forma a criar a

    antever a necessidade de capital disponvel pela empresa ou realizar aplicaes e

    investimentos dos excessos.

    O gestor financeiro precisa de instrumentos confiveis que o auxiliem na tomada de

    decises certas e oportunas e o fluxo de caixa apresenta-se como uma das melhores opes

    para se planejar as finanas empresariais, otimizar rendimentos e estimar necessidades futuras

    de financiamento, garantindo a viabilidade e permanncia da empresa no mercado, com a

    rentabilidade e crescimento previamente esperados e projetados no planejamento estratgico.

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

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    Empreendimentos sociais sustentveis: como elaborar planos de negcio para organizaes

    sociais. 3. ed. So Paulo: Peirpolis, 2001.

    Disponvel em:

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    BLATT, Adriano. Anlise de balanos: estrutura e avaliao das demonstraes financeiras e

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    GITMAN, Lawrence Jeffrey. Prncipios de administrao financeira. Traduo tcnica:

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  • 20

    GRECO, Alvsio; GRTNER, Gnther e AREND, Lauro. Contabilidade: teoria e prticas

    bsicas. 2. ed. rev. e atual. So Paulo: Saraiva, 2009.

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    HOJI, Masakazu. Administrao financeira na prtica: guia para educao financeira

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    teoria da contabilidade: para o nvel de graduao. 5. ed. 2. reimpr. So Paulo: Atlas, 2009.

    MATARAZZO, Dante Carmine. Anlise financeira de balanos: abordagem gerencial. 7.

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    MOSIMANN, Clara Pellegrinello e FISCH, Slvio. Controladoria: seu papel na

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