A historia da flauta doce

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    27-May-2015

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  • 1. A HISTRIA DA FLAUTA DOCE A flauta doce o membro mais desenvolvido da antiga famlia das flautas de tubo interno,flautas com uma janela (windway) fixa formada por uma pea de madeira chamada de bloco. distinta de outra flauta de tubo interno com buracos para sete dedos e o buraco para o dedopolegar que tambm serve como abertura de oitava. Talvez a ilustrao mais antiga eincomparvel seja a de uma flauta doce que est no The Mocking of Jesus (posterior a 1315), umafresco da Igreja de Staro Nagoricvino, perto de Kumanova na (Yugoslavia) Macednia, pintadapela casa de pintores Michael e Eutychios no qual um msico toca uma flauta de tubo cilndrico,com o window/labium claramente visvel, e ao p da qual h um buraco aberto para o dedomindinho. Antes disso, h vrias ilustraes de tubos parecidos que pode (ou no) ser flautas-tubo quepodem (ou no) ser flautas doce. Entre as mais antigas est a ilustrao da Dana de Salom(cerca de 1020), tambm conhecida como a Coluna de Bernward, um elenco de bronze daCatedral de Hildesheim (Alemanha) na qual Salom dana ao acompanhamento de um estreitotubo cilndrico que tem quatro buracos visveis, os mais baixos ligeiramente deslocados. Esteinstrumento segurado com as duas mos e na parte de cima h um entalhe (window). O bocal de bico moldado, e o tocador (um homem) no tem a caracterstica de bochechas sopradas dostocadores de shawm. H vrios outros exemplos do sculo XI, inclusive uma escultura do dcimoprimeiro sculo que descreve os msicos em um pilar de pedra na igreja Boubon-lAchambault, StGeorge, Frana (repr. Thomson 1974, quadro 1) que mostra um tubo parecido que pode ser umaflauta-tubo (flageolet ou flauta doce), acompanhada por rabeca e harpa.O instrumento mais antigo e completo sobrevivendo, a chamada flauta doce de Dordrechtdatada de meados do sculo XIII. Esta "flauta doce medieval" caracterizada obviamente por seucorpo estreito e cilndrico (o transcurso largo do tubo interno no meio do instrumento responsvelpela afinao e resposta sonora). A segunda flauta doce medieval mais ou menos completa e datando do sculo XIV foireportado de Gttingen (norte da Alemanha) onde foi achada em uma latrina na Weender Straernmero 26 em 1987. Esta assim denominada flauta doce de Gttingen faz parte da coleo doStadtarchologie Gttingen e foi descrita por Hakelberg (1995), Homo-Lechner (1996) e Reiners(1997). feita em duas partes e tem aberturas para sete dedos e o buraco do polegar (thumbhole),os buracos mais baixos so dobrados. Tem 256 mm de extenso e tambm feita de madeira defrutas (uma espcie de Prunus). Seu bico est estragado, o que provavelmente explica por queestava descartada. H morsas na pea entre o primeiro e segundo buracos, e entre o segundo eterceiro, como tambm uma marca acentuada atrs do stimo buraco. A pea se expande a 14.5mm ao fim do instrumento e tem um p bulboso distinto.Reconstrues de flautas doce medievais produzem um tom que doce e agudo. Em geral,elas tm uma escala que diminui tanto quanto o instrumento aumenta de tamanho, percorrendo deum 1/12 de escala para um sopranino a um nono de escala para um contralto. Alguns fabricantesconseguiram estender a escala das flautas doce de corpo cilndrico para duas ou mais oitavas.Tais flautas doce soam melhor com outros instrumentos suaves do dcimo terceiro ao dcimoquinto sculos, tais como o psaltery, a rabeca, a viela, o alade e tambm a voz. Durante o sculo XV fabricantes de instrumento comearam a produzir conjuntos de flautasdoce e outros instrumentos em diferentes tamanhos. A flauta doce desenvolvida neste perodo foi a"flauta doce da renascena" que alcanou seu apogeu em meados do sculo XVI. Flautas doce darenascena foram conhecidas por um grande nmero de exemplos sobreviventes. Seus corposeram cnicos, se afilando suavemente para o p. Estas flautas doce tm uma escala limitada parauma oitava e um sexto, com timbre rico e de qualidade em nvel dinmico ao longo da escala. Elaseram fabricadas idealmente para um desempenho da msica vocal e instrumental polifnica do

2. dcimo quinto a incio do dcimo stimo sculos, misturando prontamente e em equilbrio entre sicom conjuntos inteiros ou contrastando em condies iguais com outros instrumentosrenascentistas ou vozes. Durante o sculo XVII a flauta doce foi completamente redesenhada para uso comoinstrumento solo. Antes feita em uma ou duas partes, era agora feita em trs o que permitiu faz-lacom uma forma mais acurada. Foi feita uma furao mais precisa que feita anteriormente e tinhaassim uma escala cromtica precisa de duas oitavas e finalmente se alcanava as duas oitavas eum quinto. Era feita para produzir sons com boa intensidade, ter um tom cheio e penetrante, egrande poder de expressividade. Muitos esplndidos exemplos originais de tais instrumentossobrevivem hoje em condies de uso. Estas flautas doce barrocas so feitas admiravelmente parao desempenho da msica de cmara e concerto. Nesta forma a flauta doce sobreviveu at maistarde como um instrumento profissional no sculo XVIII e como um instrumento amador de algummodo no sculo XIX at que foi temporariamente eclipsada pela flauta transversal.Rampe e Zapf (1998), afinal, solucionaram o problema da Fiauti decho de Bach no Concertode Brandenburg nmero 4. Parece que a flauta de eco era um par de flautas doce em f unidas emuma armao pela cabea e pelo p, cada uma com corpo diferente e expressando assimcaractersticas tonais diferentes. Um exemplar de Heytz sobrevive ainda hoje em Leipzig. A flauta doce conquistou o seu espao no Novo Mundo a partir de uma data relativamentecedo e muitos dos primeiros colonos da Amrica do Norte estavam familiarizados com ela. CapitoSmith notificou no seu Mapa da Virgnia que os ndios usavam "uma cana para as suas msicas" eque eles transportam como uma flauta doce. A presena fsica de flautas doce na Amrica doNorte foi documentada j em 1633 quando um inventrio de uma plantao em New Hampshirelistou 15 flautas doce, e um inventrio semelhante feito em outra propriedade de New Hampshireinformou a presena de 26 flautas doce (Msica 1983; Pichierri 1960: 14). A primeira bandaconhecida a emergir na Amrica foi fundada em New Hampshire em 1653 e consistiu em pelomenos dois tambores, 15 obos e "flautas doce" (Bevan. 1984: 123). Escrevendo de NewHampshire 300 anos depois, Brewster (1859-1873) fez as seguintes anotaes: "Para msica, hdois tambores durante os dias de treinamento, enquanto no menos de quinze hautboys e flautasdoce so usadas para alegrar os imigrantes nas suas solides. . ." A flauta doce encontrou usocomo um instrumento de marcha na guerra civil americana (Waitzman 1967: 224). "Flautas",flageolets, "flautas comuns" e "flautas inglesas" so por varias vezes mencionadas no incio dosculo XVIII em anncios de jornais americanos. Nestas referncias de "flauta" bastante provvelestar includa a flauta doce; "flauta comum" e "flauta inglesa" poderiam indicar a flauta doce,entretanto a posterior pelo menos poderia se referir ao denominado flageolet ingls, popular nosculo XIX (veja Higbee 1960). Os mais recentes de tais anncios apareceram em 1815, mais de200 anos depois da meno da flauta doce do Capito Smith (Msica 1983). A flauta doce foi pela primeira vez introduzida no Japo no sculo XVI atravs de contatos comeuropeus (Tada 1982). Em 1549, Francisco Xavier veio a Kagoshima para introduzir oCristianismo, e durante anos, muitos Jesutas o seguiram trazendo com eles instrumentoseuropeus inclusive flautas doce. Porm, a flauta no era muito popular no Japo. Em 1639, oshogunato Tokugawa suprimiu o Cristianismo e fechou o Japo para todos os pases estrangeirosexceto a Holanda. O shogonato destruiu e queimou tudo o que era ligado ao Cristianismo, msica da Europa e os instrumentos musicais sem nenhuma exceo. At a revogao da lei deisolamento nacional em 1873 pela Restaurao de Meiji, no estavam permitidos o Cristianismo,sua msica auxiliar e seus os instrumentos. A flauta doce no foi re-introduzida at 1929 quandoum japons graduado na Universidade de Cambridge trouxe algumas flautas doce para casa, e em1930 o governo alemo enviar alguns flautas doce e msica como presentes para dois professoresjaponeses. Logo aps a segunda guerra mundial, um residente americano no Japo (um virtuoso noshakuhachi) provou num mpeto a flauta doce. Em 1948 foi adotado pelo Ministrio da Educao 3. um novo currculo de msica escolar levando os fabricantes produo de instrumentos deplstico. Inicialmente as flautas doce feitas no Japo empregavam a chamada digitao alem,mas, depois a mudana foi feita para a digitao inglesa. Em 1961, a primeira apresentaousando s tocadores japoneses foi feita com a execuo do Concerto Brandenburg nmero 4 deBach. Subseqentes visitas feitas por Hans-Martin Linde (1962), Gustav Scheck (1963), FransBrggen (1973), Carl Dolmetsch, Michael Vetter e Hans Maria Kneihs deram mpeto adicional ecrescente interesse pela flauta doce no Japo. Deste tempo, vrios estudantes japoneses forampara a Europa estudar com estes e outros professores. Em 1975 quatro de tais estudantesformaram um conjunto de flautas doce e ganharam o primeiro prmio na competio internacionalde flauta doce do Festival de Flanders em Bruges.Hoje a flauta doce desfruta imensa popularidade no Japo em nvel amador e profissional. Hum extenso repertrio de msica para o instrumento de compositores japoneses (veja MsicaJaponesa para Flauta Doce), e vrios fabricantes de flauta doce tais como: Aulos, YuzuruFukushima, Shigeharu Hirao, Kunito Kinoshita, Suzuki, Hiroyuki Takeyama, Toyama (que fabrica:Alouette, Aulos, Canto de Bel, Elite & Robin de plstico), Jun Tsukada, Yamaha, e Zen-On. Indubitavelmente a flauta doce tem uma histria que espera ser descoberta em outros pasescolonizados por europeus, inclusive a Austrlia, Canad, Nova Zelndia, frica do Sul, e os muitospases de Amrica do Sul. Um comeo foi feito pelo delicioso e fascinante artigo de Stobart (1996)relativo introduo da flauta doce no sculo XVI na Bolvia pela Espanha e sua possvelinfluncia no desenvolvimento da nativa pinkillu, uma flauta de tubo de seis furos feita em seistamanhos diferentes. A pinkillu tocada amplamente na Amrica do Sul, incluindo a Argentina(Gonzalo Juan, pers. com.). Paul Loeb van Zuilenburg (1999) registrou detalhes da recente histriada flauta doce na frica do Sul. O conto seguinte vem de outra nao-estado, ou seja, do Sul da Austrlia. Em 1965 duasflautas de voz originais do sculo XVIII (flautas doce tenor em d) de Bressan foram compradas deum negociante de usados em Adelaide por Mrs Mary McKenzie que se informou com Edgar Hunt oquanto elas valeriam. Elas foram vendidas ao colecionador e negociante americano Wesley Olerde quem logo foram adquiridas por Frans Brggen. Um pequeno conserto foi feito por von Hueneno bico de um dos instrumentos. At que eu ouvisse falar delas em 1974 o seu rastro tinhadesaparecido realmente; Hunt (pers. comm.), por exemplo, tinha destrudo a correspondnciarelativo a elas. O ponto que nada foi esclarecido de quem as trouxe para a Austrlia e para que,ou com que inteno elas poderiam ter sido usadas. Felizmente, algo foi salvado deste pedaoarrependido de vandalismo cultural nas fotografias e desenhos detalhados dos instrumentos queforam publicados por Morgan (1981). Foi discutido convincentemente que a flauta doce na verdade tem uma existncia contnua doXVII ao XIX sculos (Reyne 1985, 1987). Ns j vimos como nos E.U.A. a flauta doce foi jogadabem no meio do sculo XIX no estado de New Hampshire. Na Europa, trs geraes da famlia deWalch de Berchtesdaden, Alemanha, fabricaram flautas doce, nominalmente Lorenz Walch(meados do dcimo oitavo sculo), Lorenz Walch II (fl. 1809-1862) e Paul Walch (1862-1873).Instrumentos existentes de todos eles foram catalogados por Young (1993: 249-251). NaInglaterra, Goulding & Cia. (1786-1834) fabricou flautas doce, como fez John Townsend (1816-1869) em Manchester (Blanchfield 1990). Corcoran (1965) anotou que um Thomas Davies, deHalkwin, Flintshire, Inglaterra que nasceu em 1830 possua uma flauta doce de Steenbergen dosculo XVIII com a qual tocou desde sua juventude at o fim de sua vida. O seu neto se lembradele tocando em 1914. Hunt (1977) anota a existncia na coleo da Senhora G. de ThibaultChambure de uma cpia de uma velha flauta doce tenor com a inscrio P.R. Recordao deCouture, 1875, e J.B. Martin ao amigo Paul Roche. A nota de Hunt que um instrumento isoladono constitui uma revificao parece completamente perdida.Realmente, o msico amador do sculo XIX poderia tocar decididamente msica romntica emtipos diferentes de flauta de tubo, dependendo de onde ele era. Em Paris tinha o flageolet, o 4. galoubet, ou at mesmo a flauta harmnica. Em Londres o flageolet solo, em dupla ou at mesmotripla. Em Viena o flageolet de Wiener, csakan ou flte douce. A ltima simplesmente era umaflauta doce, como essas feitas pela famlia de Walsh. Realmente, um catlogo ilustrado da firmaMarkneukirchen de Kmpffe de 1835 inclui uma flauta doce de estilo barroco e um esfrego delimpeza (repr. Betz 1992: 38). Das outras, s o csakan de interesse nosso aqui, pois, era feitocom uma abertura de oitava (thumbhole) e buracos para sete dedos; o restante no tinha umthumbhole e, como a flauta, buracos para s seis dedos. O csakan, com efeito, uma flauta doce com chaves, primeiro apareceu em 1807 ao redor deViena e provavelmente era uma inveno de Anton Heberle. Inicialmente o instrumento foiequipado com uma chave d # (como na flauta transversal antiga) e tinha uma escala de 2 oitavas eum quinto que correspondem notao c-g mas soando ab-ebo que quer dizer que ocsakan foi considerado um instrumento transpondo em ab. Nos anos 1820, fabricantes deinstrumento proveram a csakan moldada com outra madeira como a do obo e clarinete. Assim nocsakan brotaram chaves adicionais para g #, f, f #, bb, uma chave de trinado b/c, um baixo c #...Algumas csakans tiveram at dez chaves e uma escala que se estende a um g adicional soandograas a uma chave. Vrios fabricantes fizeram csakans e fltes douces, entre eles Hell, Kmpffe,Nielson e Zimmermann. Tutoriais para o instrumento foram publicados por Koehler, Koch, Krhmere Barth, entre outros. Os csakan continuaram sendo tocados at por volta do sculo XX, como comprovado peloinstrumento de Koehler (1880) e Barth (1910) que pelo tempo tinha se tornado um instrumento emC, com ou sem chaves. Um catlogo de 1899 de um fabricante de instrumento de Leipzig, JuliusHeinrich Zimmermann anuncia csakans sem chaves, com uma chave e com seis chaves (repr.Reyne 1987: 5; Betz 1992: 48, fig. 26). Um catlogo de Zimmerman de 1905 (repr. Betz 1992: 92,fig. 34) listas um conjunto inteiro de Blockflten SATB em uma variedade de afinaes comosegue: soprano (C ou D), contralto (G, F, E ou D), tenor (C ou A), Baixo (G, F, E, D ou C). Assim atradio de fabricar flautas doce existiu por muito tempo antes do renascimento comumentesuposto deste instrumento no sculo XX, como um velho instrumento para a msica antiga.Da virada do sculo at os anos trinta, o csakan era associado na Alemanha com o Schulfltee o Wienerflageolett, correspondendo a um instrumento em D com s 6 buracos para digitao ecom um mximo de 6 chaves. Este Schulcsakan alemo deu caminho eventualmente a re-descoberta da flauta doce soprano (Reyne 1987).A revificao da flauta doce aconteceu no fim do sculo XIX, quando foram reunidas coleesde instrumentos musicais antigos de grandes museu e o pelo interesse crescente em msica pr-clssica, ajudando a produzir um clima no qual a flauta doce pde florescer novamente. Em 1885um grupo do Conservatrio de Bruxelas tocou uma Sinfonia Pastorale do Eurydice de Jacopo Periexecutado com flauti dolci na Exposio Internacional de Inventos nas galerias do Albert Hall emKensington do Sul, Londres, junto a uma exposio de instrumentos musicais, alguns trazidos porVictor-Charles Mahillon do Conservatrio de Bruxelas (Times 1885 Musical). Na Inglaterra duranteos anos 1890 e incio de 1900, as pesquisas e conferncias de Cnon Francis Galpin, Dr JosephCox Bridge e Christopher Welch chamaram a ateno adicional para a flauta doce em crculosmusicais, entretanto, nada era conhecido sobre sua tcnica ou repertrio.Foi dito com freqncia (erradamente) que a primeira flauta doce moderna foi feita em 1919por Arnold Dolmetsch (1858-1940) baseada em um original de sculo XVIII de sua posse. Na luzdo prvio pargrafo talvez seja pertinente dizer que Dolmetsch recebeu o seu treinamento musicalno Conservatrio de Bruxelas quando entrou pela primeira vez em contato com msicos quetocavam instrumentos musicais antigos da coleo do conservatrio. Em 1883, ele mudou-se coma famlia para Londres, para entrar na Faculdade de Msica Real recentemente aberta, onde podeavanar no interesse pela msica antiga. De forma interessante, a flauta doce de Bressan originalcomprada por Dolmetsch em 1905 (agora no Museu de Horniman, Londres) parece ter sidomodificada severamente por ele (Prados 1994). Seu bloco e bocal de marfim no so originais, e o 5. windway estreito e curvado das flautas doce de Bressan que produzem suas caractersticas, (osom cheio est ausente), foi substitudo por um largo windway reto, assim adotado por Dolmetschpara flautas doce que emanam de sua prpria oficina. Inicialmente, Dolmetsch e seus sciosfizeram cpias para a sua famlia e outras pessoas do seu crculo de tocadores flautas doce, destemodelo um tanto quanto moderno, oferecendo subseqentemente instrumentos semelhantes feitos mo, para o grande pblico. Logo aparecero compradores para seus instrumentos incluindoJudith Masefield (a filha do poeta John Masefield), o caricaturista Edmund X. Kapp, e SenhorBernard Darwin (o filho de Charles Darwin) e George Bernard Shaw (Kelly 1990). A flauta docefigurou no primeiro Festival de Haslemere em 1925 (Hunt 1977). No segundo Festival deHaslemere em 1926, Dolmetsch apresentou um conjunto de soprano, contralto, tenor e baixo, comdesenho moderno (Cambell 1975), entretanto tais conjuntos poderiam ter sido comprados em 1905de Zimmermann em Viena.Uma cpia do fabricante de Munique, Gottlieb Gerlach (1909) de um contralto original dosculo XVIII de J.C. Denner, veio iluminar finalmente o caminho de Dolmetsch (Kirnbauer 1992),adiantando-o em dez anos. O instrumento feito por Gerlach era para uso da surpreendente Bandade Artistas de Bogenhausen (Bogenhausen Knstlerkapelle) que executava arranjos de Handel,Scarlatti, Gluck, Mozart e outros em flautas doce (por J.C. Denner, Jacob Denner, Bressan,Schuechbaur, Walch, Oberlender, Schell, e Anon.), e outros instrumentos originais de 1890, atquando foi desfeita em 1939 (Moeck 1982). Teve inclusive um aparecimento em Londres em 1900. concebvel que Arnold Dolmetsch assistiu as ltimas apresentaes da Banda.Os Bogenhausers se tornaram parte estabelecida da cena musical em Munique, tocando pararecepes cvicas, festivais (inclusive o Munich Bach Festival de 1925) e difundindo suas msicasem rdio. Os arranjos tocados pelos Bogenhausers sobrevivem em manuscrito e incluem algumasmsicas realmente muito exigentes (a parte de contralto em alguns exemplos envolvem passagensrpidas na terceira oitava), (Nikolaj Tarasov, pers. comm., 2000). Independentemente dos Dolmetsches ou dos Bogenhausers, Willibald Gurlitt (1889-1963)comeou a usar flautas doce no seu Collegium Musicum em 1921 em Freiburg para o qual eletinha copias feitas por Walcker & Cia dos originais do renascimento de Kynseker . O musiclogoWerner Danckerts (1900-1970) tambm teve cpias feitas dos instrumentos de Kynseker atravsdo fabricante Nuremberg Georg Graessel em 1921. O flautista Gustav Scheck (1901-1984), umscio de Gurlitt, comeou tocando flautas doce originais em 1924, estabelecendo um alto padroartstico que foi continuado pelos seus alunos (Conrad, Delius, Fehr, Linde, etc).Peter Harlan (1898-1966) comeou o que agora chamado de Movimento da Flauta DoceAlemo, ajudado pelo esprito avanado do Movimento da Juventude Alem. O meio escolhidopor Peter Harlan foi um instrumento do povo, descomplicado e satisfatrio para avanar na causada sociedade pela eufrica experincia do que mais tarde foi chamado de DesenvolvimentoMusical, "Mussiche Bildung". Rejeitando a preciso histrica e o treinamento musical profissional,ele apoiou desde o incio a flauta doce renascentista, mas, livremente se expressou para favoreceras suas prprias fantasias como um fabricante de instrumento. Nas suas prprias palavras Harlanquis um instrumento "cujo som no pode ser aumentado, no importa com que arte seja feito; decuja essncia no pode ser alterada por qualquer virtuosismo". Ao contrrio da convico popular,Harlan nunca fez suas flautas doce (Moeck 1982). Depois da visita de Dolmetsch no Primeiro Festival de Haslemere em 1925, ele tinha uminstrumento feito por Kurt Jacob e continuou desenvolvendo o desenho ao longo das diretrizesindicadas por Harlan. A primeira flauta doce de Harlan disponvel, um contralto em e, foi oferecida venda em 1926. No ano seguinte um quarteto de instrumentos foi oferecido em E e A comdigitao alem e uma escala de uma e meia oitavas. Estes instrumentos tinham corpos largos egrandes, mas, faltavam modelos histricos exatos. O crescimento dramtico da indstria deinstrumentos musicais Vogtland comeada por Peter Harlan (1898-1966) para abastecer odenominado Movimento de Flauta Doce Alemo (inspirado pelo Movimento da Juventude Alem) 6. e seu associado programa Desenvolvimento Musical, "Musiche Bildung" resultaram em umaproliferao de fbricas produzindo flautas doce para as categorias mais simples. Entre estasfbricas esto: Adler, Gofferje, Heinrich, Herrnsdorf, Herwig, Moeck, Nagel e Mollenhauer (quetambm fez flautas doce marca Brenreiter).No E.U.A. no havia nada em comparao com o Movimento da Juventude Alem, reluzindode interesses em msica folclrica e instrumentos antigos. A turn do concerto anual de CarlDolmetsch (comeado em 1936), com apresentaes de conjuntos como a Trapp Family Singers,e o trabalho de artesos como David Dushkin, William Koch e Friedrich von Huene, lideraram otrabalho de base para um movimento de flauta doce popular. Vale notar que entre os primeirospresidentes da Sociedade de Flauta Doce Americana (fundada em 1939) estava Erich Katz,assistente anterior de Wilibald Gurlitt em Freiburg (Haskell 1996).Theodor Adorno (1956) foi o incentivador do Movimento de Flauta Doce Alemo declarando "A pessoa s tem que ouvir o som do flauta doce- ao mesmo tempo inspido e infantil-e ento o somda flauta verdadeira. A flauta doce a morte mais assustadora da revivida e continuamenteagonizante, Pan". Agora, embora seja fcil para ns hoje condenar ou ridicularizar os esforos deHarlan (e at mesmo os dos Dolmetsches e seus crculos) eles devem ser vistos no contexto socialdo seu prprio tempo. de nota que naquela ocasio, Raviz tentou introduzir em escolas de Paris o pipeau, umflageolet de metal ou plstico de seis furos, como fez Van de Velde em Tours.Tubos de bambu foram introduzidos em escolas dos E.U.A. nos anos 1920 e depois nasescolas da Gr Bretanha, quando Hilda King, diretora de uma escola em Londres, comeou aensinar seus alunos em 1926. O Grmio de Flautistas de Bambu, fundado por Margaret Jamesem 1932 (com o seu presidente nenhum outro que no Vaughan Williams), foi patrocinado porLouise Hanson-Dyer na Frana (1884-1962, uma expatriada australiana e dona das Edies Lirade LOiseaux), onde ela pde promover compositores como Auric, Ibert, Milhaud, Roussel,Poulenc, Arthur Benjamin da Austrlia e Margaret Sutherland, para escrever para este meio. OGrmio de Flautistas de Bambu, tambm teve o patrocnio de John Manifold, outro australiano(Hall 1978). Realmente, o Grmio de Flautistas da Gr Bretanha ainda ativo. H exemplossemelhantes de patrocinadores achados na histria de orquestras de cordas dedilhadas (bandolime violo), orquestras de acordeo e movimentos de bandas de metais, pelo mundo afora. Em 1934 Edgar Hunt afianou com exclusividade uma agncia da firma alem Herwig para afabricao de flautas na Inglaterra que foi logo comprada por Maynard Rushworth de Liverpool,(Kenworthy 1963, Cace 1977). A fbrica Herwig fez flautas doce com digitao inglesa para omercado do Reino Unido, como tambm estava oferecendo uma linha mais barata com a marcaHamlin, trazendo assim a flauta doce para o alcance do pblico em geral. As primeiras flautas docede plstico (acetato celuloso) foram feitas na Inglaterra no incio da Segunda Guerra Mundial porSchott & Co (Hunt 1977), e enviadas a prisioneiros de guerra alemo, particularmente aqueles daRAF, para ajudar nos anos de cativeiro enquanto esperavam (Loretto 1995). Dolmetsch nocomeou a produo de flautas doce de plstico (ie baquelita) at 1947. Rosa, Morris & Cia.(Londres) tambm era comerciante das Dulcet (flautas doce de plstico) antes de 1948 e pode t-las fabricado bem antes.Poderia ser dito que a revivificao da flauta doce no incio deste sculo, sua popularizaopelos amadores entre as guerras, e sua produo em massa subseqente na Inglaterra eAlemanha para uso nas escolas, foi livremente baseada no estilo de flauta doce barroca e nomodelo renascentista. Porm, em realidade, nenhum modelo histrico particular foi seguido deperto por qualquer campanha. Hoje em dia, os desenhistas das fbricas de instrumentos para amadores e para uso emescolas, continuam produzindo flautas doce que tm um som um pouco mais suave que as flautas 7. originais do sculo XVIII nas quais elas so baseadas. No entanto, estas flautas doce neobarrocaspermanecem essencialmente instrumentos para solo e no so adequadas para serem tocadas emconjuntos. Como ns veremos, tais instrumentos demandam realmente uma tcnica muitosofisticada quando tom e afinao devem ser aceitveis para qualquer ouvinte. Tocadas porcrianas ou adulto amadores elas geralmente soam severas e discordantes. O estilo da flauta docemais apropriado para uso por crianas e amadores seguramente so os instrumentos dorenascimento, especificamente projetados para se juntar entre si. Embora reconstrues de taisflautas doce estejam disponveis (veja abaixo), o custo delas as tira do alcance da maioria, comexceo de alguns tocadores privilegiados.Houve vrias tentativas para re-projetar a flauta doce e estender sua capacidade de uso emum contexto contemporneo. Porm, virtuosos tm, na sua maioria, preferido instrumentosprojetados aps os modelos histricos (ie pr-clssico).No incio do sculo XX inovaes incluram uma chave na flauta doce convencional para fecharo sino (p da flauta onde ficam os ltimos buracos) e facilitar a produo de certas notas altas (vejaDigitao da Flauta Doce). Uma chave de sino provavelmente foi feita pela primeira vez em 1953por John W.F. Juritz, professor de fsica e fagotista em Cape Town (Waitzman 1968) cuja invenono foi patenteada (Thomas 1987). Uma chave de sino projetada por Carl Dolmetsch em 1957, aprimeira usada por ele publicamente em 1958, envolvia e tampava o sino, abria-se e deixava umnovo buraco ao lado do p que estava sendo coberto, era operada por uma chave pelo dedomindinho da mo direita. Esta chave montada ao lado efoi o assunto da Patente britnica #852165,de 8 de junho 1959, baseada em uma aplicao de 1958 (Madwick & Loretto 1996, Thomas 1998).Entretanto o texto da aplicao da patente tambm menciona a estratgia alternativa de fechar oufechar parcialmente o sino que se abre (Loretto 1999). Uma inveno de menor sucesso de CarlDolmetsch foi uma semelhante chave fechada montada ao lado do sino e operada pelo dedomindinho da mo esquerda que tornou possvel um f # . A patente foi concedida posteriormentetambm no dia 8 de junho 1959 (Thomas 1998). Depois uma chave que foi projetada porDolmetsch cobria o sino, abrindo-se por se mesma e que poderia ser operada pelo dedo mindinhoda mo direita ou, mais usualmente, pelo mindinho da mo esquerda. Em 1958 Edgar Huntconstruiu uma chave de sino experimental longa, operada pelo dedo mindinho da mo esquerda,como a chave longa do F do sculo XVIII e do obo moderno (Hunt, 1961, Waitzman 1968). Odedo mindinho da mo esquerda comprimia uma alavanca para puxar um arame que passadoatravs da junta do p do sino puxava uma chave contra o buraco. Tambm em 1958, WilliamKoch de Haverhill, New Hamphsire, E.U.A., estava usando uma chave de sino para obter notasadicionais na sua flauta doce baixo (Waitzman 1968, 1969). Em 1930 Carl Dolmetsch tambm introduziu o eco ou tecla de piano operada pelo queixo oupelo dedo mindinho da mo esquerda, que abria um pequeno buraco no bloco da flauta doce pormeio de um plunger e elevava a afinao do instrumento a um semitom, tornando possvel tocarcom suavidade e com diminuta presso do sopro, assim como, facilitando o tocar cromtico. Estemtodo foi posteriormente abandonado em favor de um pequeno buraco adicional na paredelateral por trs da cabea da flauta e oposto a abertura da janela. A modificao posterior tambmfoi patenteada em 1958 (Patente britnica #852135), entretanto ela deriva da chave de eco dealguns flageolets do sculo XVIII. Mais recentemente, Carmichael (1999) modificou o mecanismodo ltimo dispositivo para ser ativado por um plunger operado pelo lbio mais baixo do tocador,para dar controle de volume e vibrato.Carl Dolmetsch tambm inventou o denominado projetor de som (Patente britnica #666602),um anexo moldado em roda de madeira que colocado junto da janela da flauta doce, servia paracaptar o som e projeta-lo adiante com inteno de dar para a flauta mais volume. O primeiroprojetor de som, usado publicamente por Carl Dolmetsch em 1949, foi substitudo depois por ummodelo de plstico em dois tamanhos (um para sopranino e soprano, o outro para contralto etenor). Todas as anteriores licenas de inovaes deixaram a flauta doce essencialmente 8. inalterada e ainda pode ser tocada como qualquer outra flauta doce at o tocador ter boa razopara fazer uso dos projetores (veja Dolmetsch 1960; Dolmetsch 1996; Madgwick & Loretto 1997).Outra inovao de Dolmetsch foi a flauta doce muda, que consistia de uma dobra estreita depapel enganchada em cima do lbio da flauta. Foi primeiramente descrita por Carl Dolmetsch naparte 3 do Livro da Flauta doce Escolar (Dolmetsch, no datado).Tsukamoto (1975), construiu flautas doce com chaves de sinos montadas ao lado e que tinhamum p alongado, elas obviamente fechavam o sino e abriam-se s. Uma flauta doce patrocinadapelo tocador americano Daniel Waitzman (1978) foi substancialmente re-projetada com uma chavede sino montada no p e com um sistema de digitao dramaticamente diferente e sem sucesso. O piano ou chave de sussurro foi aplicada na flauta doce tenor harmnica descrita abaixo.Um exemplo da chamada flauta doce de Klingson com seis chaves feitas porHammerschmidt de Schnbach pode ser vista na Coleo de Instrumentos Musicais de Bate.Nikolaj Tarasov (pers. comm, 2000) relata um contralto de sua posse com sete chaves. As flautasde Klingson foram feitas em SATB (Stela & Pealver 1997: 20).Tarasov comenta que as flautas de Klingson foram feitas por Karl Hammerschmidt & Filhos emBurgau, Alemanha. Estas flautas foram inventadas por um msico (? Schnbach) que queiraexecutar o Concerto de Brandenburg de Bach sem os problemas habituais. Esta invenofuncionou, e um exclusivo e pequeno grupo regional aprendeu a tocar as flautas de Klingson. Umainovao interessante que a abertura do dedo polegar tem um tipo de chamin de metal que seprojeta de dentro do corpo da flauta de forma que umidade nunca escorre no dedo polegar. Oprojeto da flauta Klingson foi abandonado por Hammerschmidt, provavelmente devido resistnciapara o novo sistema de digitao empregado. A Chromette ou OrKon, inventada em 1943 (EUA patente #2330379) por Edward Verne Powell(1903-1986, filho de V.Q. Powell famoso fabricante de flauta de Nova Iorque), era essencialmenteuma flauta doce soprano modificada moldada em plstico provida com reforo de anis de metal ecom simplificado sistema de chaves Boehm. Suas notas mais baixas poderiam ser tocadasruidosamente como tambm suavemente com pequena mudana e a escala cromtica foi muitofacilitada pelas chaves. Embora fosse pretendida sua produo em massa para uso nas escolascomo um instrumento preparatrio para potenciais tocadores de flauta, a aventura falhou (Huene1994). No fim da sua vida, o compositor Australiano/Americano Percy Grainger se interessou porinstrumentos musicais eltricos e mecnicos projetados para uso no contexto da denominadamusica livre. Vrias mquinas de msica livre capazes de tocar sons contnuos foramdesenvolvidas com um colaborador dos EUA, Burnett Cross, e incluiu ambos instrumentoseletrnico e de sopro. Uma mquina de 1950 sobrevive no Museu de Grainger, Melbourne na qualum apito estilizado de cabea de cisne e duas flautas doce so operadas por um rolo de papelperfurado com buracos e rachas cortadas mo (Davis1984).Em 1958 Louis Stein (oboista principal da pera de Paris) exibiu a sua flte damour naExposio de Bruxelas, um instrumento com as propores da flauta doce tenor, mas provida domecanismo fundamental de um obo moderno. A flte damour foi feita em trs modelos comchaves redondas para oboistas, com chaves cncavas para flautistas e com chaves de anel e umarranjo simplificado para amadores (Hunt 1977).No incio dos anos 1970, Gyula Foky-Gruber em Viena desenvolveu o Silberton, uma flautadoce soprano feita de metal completamente banhada de nquel-bronze, e um contralto feito de pau-rosa com uma junta de metal na cabea e duas chaves para o buraco de dedo mnimo. Ambas se 9. caracterizavam por um sistema de expresso ajustvel pela alterao da posio do bloco e aaltura do windway. Ambas eram de corpo cilndrico. Depois a firma alem Hopf produziu osSilberton instrumentos que eles agora oferecem como flautas com Sistema Gruber produzidaspor Kobliczek nos modelos sopranino, soprano, e contralto. Hoje, Gruber est fabricandonovamente estas flautas e assinando como flautas feitas mo em pequena srie, e tambm emprata pura. Uma patente para uma flauta totalmente chaveada foi tirada em 1988 pelo saxofonista ArnfredStrathmann, de Memsdorf. A flauta de Strathmann era caracterizada pelas elaboradas chaves e adigitao de um saxofone. Com a ajuda da companhia Klein Kiel, uma srie de flautas deStrathmann foi desenvolvida com muitas caractersticas modernas. O corpo feito de madeira ouplstico durvel, a altura do bloco ajustvel com um parafuso simples, e o buraco do polegar substitudo por uma chave que abre dois pequenos buracos no alto da cabea e atravs dela seeleva de um registro baixo para uma oitava acima. O volume de som para todas as notas maisforte que em flautas convencionais, e o timbre est entre o de uma flauta doce e uma flautatransversal. Foram feitas flautas de Strathmann modelos soprano e contralto (Huene 1994). Agoraque a companhia Klein faliu, Strathmann continua fazendo estes instrumentos sozinho, empequenas quantidades. A firma Mollenhauer recentemente incorporou uma flauta doce contralto projetada com umnovo bloco ajustvel (ie um windway inclinado) patenteado separadamente por Strathmann em1994 (Patente europia #0431344). Mais recentemente, Strathmann patenteou (1996) um dispositivo no bloco, operado pelo lbiomais baixo que altera a afinao da flauta doce por at 5 centavos de tom. O dispositivo estbaseado no princpio da chave de semitom universal que j era usada em flautas doce nos anostrinta (Moeck 1997). O tocador e fabricante ingls de flauta doce, Robin Read (1966), levou a cabo vriasexperincias no incio dos anos 1960 resultando em um conjunto de windway (canais de vento) emcedro colocados no lugar por uma tomada convencional, sendo o windway construdo como umaunidade separada. Vantagens desta inovao incluem controle mais preciso das dimenses dowindway e melhor resistncia a condensao ( de duas vezes a superfcie normal do cedro). Comeste novo desenho o windway foi anexado com uma lingeta separada que foi ajustada antes defixar no lugar, assim invertendo o procedimento normal do som.O fabricante Alec Loretto da Nova Zelndia projetou uma cabea giratria com uma cmaraque contm uma seleo de windways como a cmara de um revolver de seis tiros. O mesmofabricante construiu flautas doce com uma abertura grande em vez de um windway na qualwindways pr-fabricados eram fixados. Todos tinham dimenses exteriores idnticos, mas cadaum continha seu prprio windway (canal de vento) aperfeioado para a afinao das notas tocadas(Madgwick & Loretto 1996: 41-42; Madgwick & Loretto 1997: 8). Ele tambm experimentou umlbio ajustado em um flauta doce contrabaixo em F que permite mudanas feitas atravs dadistncia do lbio para o windway, da posio do lbio no soprador e do ngulo (Loretto 1970).O fabricante italiano Giacomo Andreola oferece flautas doce com um bico especialmenteconstrudo (que ele diz ter copiado de uma idia da flauta doce do fabricante Claude Monin) quepermite a pessoa mudar de windway quando for preciso, para variar a expresso do instrumentoou para superar problemas de condensao. Moeck anunciou recentemente a produo de um flauta doce moderna, projetada pelafabricante holandesa Adriana Breukink, com a inteno de ser comercializada como a flauta doceSlide. Este instrumento semelhante a flauta doce de Ganassi, mas incorcorpora um bocal dedeslizamento especialmente projetado para a realizao de dinmica. No desenho de 10. Breukink/Moeck, as dimenses do windway so variadas vontade por meio de um bloco operadopelo lbio mais baixo do tocador.Denis Thomas (1999) experimentou um desenho de chave improvisada para flautas docebaixos ajudando e melhorando a sonoridade e entonao no registro baixo e facilitando ahabilidade de tocar com as chaves de sustenidos. O resultado foi uma flauta com uma escalamaior. Um estudo de certas flautas doce alemes de antes da guerra com corpos longos e semhistoria e com a caracterstica que soprando com fora com o p da flauta fechado ou na segundanota, produzia um verdadeiro jogo de harmnicos, atraiu ateno de Nikolai Tarasov (tocador deflauta doce de Stuttgart), e levou o fabricante americano Friedrich von Huene a explorar o uso deuma (keywork) chave de trabalho adicional para fechar os buracos de tom mais distantes na partebaixa do instrumento e fora do alcance do dedo mindinho, estendendo assim para baixo a escala ecriando muitas possibilidades novas de digitao para notas mais altas. Um flauta doce tenor feitacom estas caractersticas tem uma escala de duas oitavas e um sexto de b para g #, igual a umobo moderno. Mais recentemente, Tarasov colaborou com Maarten Helder para construir uma flauta docecom harmnicos afinada de tal modo tornar possvel tocar notas baixas muito fortes e estveis ecom uma qualidade de tom que iguala aos seus registros mais altos. Realmente a sua chamadaflauta doce Tenor Harmnica ostenta trs oitavas de b-c, com 4 chaves e uma tecla de piano(som baixo) opcional. Ela tambm implementa um bloco ajustvel patenteado por Strathmann,podendo ser ajustado por uma toro da mo, at mesmo durante uma pausa curta, permitindopara o tocador alterar a expresso para mxima qualidade de som ou efeitos especiais.A flauta contralto Harmnica, um instrumento companheiro para a flauta doce tenor Harmnica,com escala semelhante, mesmas caractersticas, e idntico desempenho est agora disponvel.Como seu antecessor este instrumento sem igual e radicalmente novo um esforo decolaborao entre a flauta doce holandesa do fabricante Maarten Helder e a empresa ConradMollenhauer. Uma caracterstica moderna deste instrumento a incluso de vrios canais de vento(windways) substituveis. Estes podem ser de materiais ou formas diferentes. E como a flauta docetenor Harmnica, a flauta contralto Harmnica inclui tambm um bloco ajustvel, e uma chave detrabalho (keywork) sofisticada para os buracos de tom mais baixos.Tarasov tambm colaborou com Joachim Paetzold para criar a flauta contralto modernaPaetzold-Tarasov com uma escala de duas e meia oitavas completamente cromticas de f parac. Ela foi desenvolvida mais adiante e foi refinada na oficina Mollenhauer. Este instrumento temuma qualidade de tom completa, ressonante, e uniforme ao longo de sua escala com projeo eresposta excelentes. ideal para executar msica de finais dos sculos XVIII e XIX, e contrastabem com pianos histricos ou modernos. Pode ser ouvida no CD de Tarasov, The Modern AltoRecorder. curioso notar o que revela o trabalho dos fabricantes de flautas doce alemes dos anos 1920e 1930. Eles serviram de fato como trampolim para o que se pode dizer, o mais significantedesenvolvimento da flauta doce na histria, desde o sculo XVII! Adler-Heinrich comeou recentemente a produo de uma gama de Trichterflten ou flautadoce de sino. Foram desenvolvidas flautas doce de sino durante os ltimos 25 anos por KlausGrunwald, pintor e professor de arte que mora em Cologne, em grande parte para o seu prpriouso. Ele procurou por uma flauta doce sem chaves que se projetasse bem em grandes recintosfechados e as manteve como instrumentos modernos. Trabalhando em grande parte comferramentas simples como limas, raspas, brocas e ferramentas de ar quente, Grunwald fez uns 80prottipos que variam do sopranino a grande baixo, de todo tipo concebvel, e em vrios materiais.As flautas doce de Grunwald eram semelhantes s flautas doce do renascimento, com um longo e 11. largo corpo cilndrico, um perfil externo simples, e grandes buracos de tom. A diferena crucial eraa incorporao de um grande e resplandecente sino exponencial, (de madeira ou metal)semelhante ao de um clarinete. Outra caracterstica era um buraco de dedo (fingerhole) elevadopara o dedo mais baixo, acrescentado por razes ergonmicas. Grunwald foi solicitado atravs deordens de compra para seus instrumentos nicos, mas, realmente no teve nenhum desejo paraos reproduzir para a venda comercial. Eventualmente, um contrato foi assinado o que permitiuAdler-Heinrich produzir instrumentos com desenhos de Grunwald sob sua superviso. As novas flautas doce de sino Adler-Heinrich Grunwald so sem igual, no s por causa dosseus sinos grandes, chamejados. Seus windways, corpos, e outras caractersticas tambm diferemradicalmente de desenhos tradicionais. dito que estes instrumentos produzem um somextremamente cheio e slido do comeo ao fim da escala, e oferece uma larga variedade dedigitaes alternativas que permitem variaes dinmicas. Uma gama muito mais larga depresses de respirao pode ser usada que em instrumentos tradicionais, e uma variedade notvelde articulaes tambm possvel, enquanto lhes permite competir prosperamente cominstrumentos modernos altos como piano, saxofone, ou metais. Atualmente esto disponveis osmodelos soprano e contralto, mas h planos de produzir todos os tamanhos do sopranino a grandebaixo em varias madeiras (Verde 1996). Joachim Paetzold experimentou uma flauta doce de grande perfil quadrado construda com oprincpio de um rgo de tubo em madeira compensada que foi patenteada e fartamentedesenvolvida por Herbert Paetzold em 1975. O resultado foi uma gama de instrumentos que sosignificativamente mais baratos de construir que os convencionais. O tom impressionantementeforte no registro mais baixo e toca mais de duas oitavas facilmente. Joachim Paetzold foiantecedido pelo fabricante de Nova Zelndia Alec Loretto que em 1967 construiu um prottipo deflauta doce baixo com perfil quadrado, vista numa ilustrao que foi publicada em 1970 (Madgwick& Loretto 1996: 40; Madgwick & Loretto 1997: 7), entretanto faltaram as caractersticas pontasfundamentais do instrumento de Paetzold. Mas talvez flautas doce de perfil quadrado no sejamuma inveno recente: um manuscrito annimo do sculo XV (F Lm 391, f. 28) descreve umhomem com um chapu cco que toca uma flauta de tubo que decididamente quadrada numcorte transversal (repr. Boragno 1998: 12) Fajardo (1970) descreveu o ajustamento de uma flauta doce contralto com um microfone euma unidade de reverberao, mas esta inovao por muito tempo permaneceu um caso isolado.Mais recentemente, o fabricante francs de flauta doce Philippe Bolton desenvolveu uma flautadoce eletroacstica para msica contempornea, jazz etc. (patente pendente) que pode seramplificada, ou tocada sem amplificao. H um buraco no lado e ao topo da junta da cabea naqual um microfone pode ser atarraxado. Ele pode ser conectado a um sistema de alto falantes,dando para o msico a possibilidade de ter um instrumento mais alto para tocar em condiesdifceis, ou em conjunto com instrumentos altos (de jazz, por exemplo), sem ter que ficar algunscentmetros rebitando na frente de um microfone externo. A flauta doce eletroacstica tambmpode ser conectada a um processador de efeitos, dando uma paleta de sons mais ampla para usoem msica contempornea, ou qualquer outro contexto no qual tal efeito pode ser til. Paraliberdade completa de movimento um sistema sem fios substitui o cabo tradicional que conduz aoamplificador. Quando nenhuma amplificao requerida uma tomada especial pode ser atarraxadano instrumento em vez do microfone, convertendo-a em um flauta doce normal.O fabricante de flauta doce japons Yukio Yamada, fez um dispositivo eletrnico paratransportar a flauta doce duas ou trs oitavas sobre o tom que voc toca (Brggen em Epstein1988: 8). Note que esta facilidade est disponvel na flauta doce eletroacstica de Bolton ligada aum processador de efeitos ou dispositivo MIDI.Semelhantemente, o americano Michael Barker que ensina no Conservatrio Real em TheHague desenvolveu um sistema unindo uma flauta doce contrabaixo em F Paetzold com doissintetizadores controlados por computador. Este sistema nos termos de Barker, um Sistema MIDI 12. de desempenho interativo, ou midified blockflute, permite misturar sons reais e sintetizadosenquanto ele toca. A nica flauta doce puramente eletrnica, como tal feita atravs das fbricas InnovationsFm7 ou Suzuki. O MIDIWIND MW-1 da Fm7 descrito como um modelo de flauta doceespecificamente projetado para o mercado do ensino elementar. O controlador classificadosegundo o tamanho para trabalhar bem, tanto com mos de crianas como de adulto. A unidade escrava de um mdulo de som (chamado Play Station) provida de uma sada de sons MIDIembutidos. A Play Station pode aceitar simultaneamente at quatro controladores de MIDIWIND efoi desenhada para uso em laboratrio de msica de sala de aula. O Suzuki SRW-100 RecorderWind Controller um dispositivo eletrnico para uso com instrumentos MIDI. Usa digitaostandard de flauta doce, equipado com buracos de dedo sensveis presso, e requer controlede respirao tradicional.Outros Instrumentos de Sopro Eletrnicos (EWI) so feitos por Akai, Casio, SSSounds, eYamaha, entre outros. Eles so todos controlados pela respirao e vrios equipados com buracossensveis presso, chaves ou blocos. Eles podem ser programados para produzir o som dequase qualquer instrumento, inclusive a flauta doce. Eles so capazes de fazer o glissando, oportamento, os acordes, ataque de timbre (um tipo de chorusing) e outros efeitos. Alguns podemser programados para tocar com as digitaes de vrios instrumentos acsticos. O primeiro EWI foidenominado de Steinerphone desenvolvido do Instrumento de Vlvula Eletrnico (EVI outrompete eletrnico) prottipo de Nyle Steiner (Black 1997 Cole 1999). Steiner vendeu os seusprottipos depois a Akai que continuou o seu desenvolvimento. Outro antigos EWIs incluem oLyricon da Computone Inc. (1972) e seus derivados, culminando nos sintetizadores Yamaha desopro.EWIs foram projetados para serem usados com um sintetizador. Atualmente os EWIsdisponveis incluem o Akai EWI 3020; Casio srie DH; Inovaes como o Midiwind MW-1 da Fm7,SSSound Sting EW1; Suzuki Wind Controller SRW-100; YAMAHA WX5. O Yamaha EW30WindJammr foi uma verso agora encerrada do WX11 com o chip do prprio mdulo de somWT11 da Yamaha (Rees 1995). Vrios fabricantes modificaram a flauta doce para faz-la mais satisfatria para crianas. AssimJoachim Kunath, projetou flautas doce pentatnicas de 5 e de 7 tons, flautas doce diatnica eflautas doce soprano especiais para uso nas escolas Waldorf (Steiner). Semelhantemente, ChoroiInstruments Diatonic, fez as flautas doce pentatnicas e a denominada flauta de intervalo comduas notas em um s buraco. Moeck recentemente lanou uma flauta doce pentatnica, a FlautoPenta. A Suzuki Precorder PRE-1 um flauta doce de plstico de duas peas com buracoselevados para uso na pr-escola. E o Teclado Suzuki Flauta Doce ANDES-25 uma flauta doceoperada por um teclado estilo Melodion. O plstico foi usado para produo de flautas doce feita mo como tambm para a produode modelos. Loretto (1993) relaciona um conto apcrifo ao feito pelos pioneiros da revivificao daflauta doce alem. Ferdinand Conrad teve sucesso em convencer Martin Skowroneck para fazerum plstico instrumental para ele. Skowroneck, ansioso que tal flauta doce no fosse tocada empblico, fez o plstico de um violento colorido azul, uma caracterstica que seria considerada umavirtude pelos tocadores de hoje! Realmente flautas doce de cor so feitas hoje pela firmaMollenhauer. Flautas doce sem cor em plexiglass so feitas por Thomas Boehm, Pietro Sopranzi, eTwaalfhoven. Marco Piga fez flautas doce de cermica depois de Stanesby. Um empreendedorfabricante amador, Joseph Wiesniewski, est experimentando atualmente com vidro.Vrios fabricantes fazem a flauta doce de materiais compostos. Mollenhauer faz a flauta docePrima com uma cabea de plstico e um corpo de madeira que encontrou aceitao entre ostocadores interessados por msica popular, ver Jean-Franois Rousson (Frana), Evelyn Nallen(Reino Unido). Um modelo similar oferecido por Moeck como o modelo Flauto I Plus. Hohner 13. comercializa o modelo Melodia com uma cabea de plstico e um corpo de madeira (pearwood).Uma inovao surpreendente da Hohner uma flauta doce com corpo e cabea de madeira e complstico inserido na parte superior que forma o windway e a extremidade cortante do lbio. Vrios fabricantes tentaram achar uma soluo para o problema perene de condensao naestreita janela (windway) da flauta doce. Uma aplicao patenteada de 1962 ( E.U.A. Patente#3178986, Patente #1235122 alem) foi feita por Hermann Moeck que mostra que o windwaydeveria ser fabricado no todo ou em parte por materiais absorventes e estveis. A patente finalregistrada em 1974 ( E.U.A. Patente #3988956, Patente #2432423 alem) usava um desenhodiferente no qual um absorvente artificial muito estvel, como giz, foi inserido no cho de um blocode madeira normal. Porm, o material cermico do qual o suplemento absorvente foi feito corroeupor causa do coquetel de comida e a presena de lcool da respirao de tocadores de flautadoce, conquanto necessitando consertos caros. Vrios fabricantes experimentaram um sistema decanais colocados longitudinalmente no windway para facilitar a sada do fluxo de salivacondensada para longe desta rea sensvel (Stephenson 1987). A idia posterior, inspirada porcertas flautas doce de Markneukirchen feitas no incio do sculo XX, foi implementada em flautasdoce de plstico soprano e contralto projetadas por Hohner para uso escolar. Alguns fabricantes experimentaram flautas doce de tamanho extremo. Num extremo est aflauta doce sub-contrabaixo, num outro a flauta doce piccolino em f de Twaalfhoven (uma oitavaacima do sopranino). Elas provavelmente sero para sempre a maior e menor flauta doce. Parafazer tocar a piccolino, intercalam-se os dedos de ambas as mos. A flauta doce um instrumento de sopro direto, onde o som produzido por um bocalcontendo um apito, e um tubo cnico ou cilndrico contendo diversos furos. A origem desteinstrumento est nos antigos instrumentos folclricos que ainda podem ser encontrados emdiversas partes da Europa hoje, como o Czakan na Hungria (6 furos) ou a flauta dupla da antigaIugoslvia. Muitos destes instrumentos eram feitos de tubos de bamb ou cana naturais, enquantoa flauta doce era um instrumento torneado em madeira. A histria da flauta doce est ligada origem do seu nome em ingls: RECORDER, que vemdo latim RECORDARI que significa lembrar, recordar, trazer memria. Em italiano a palavraRICORDO tambm significa lembrana, memento; e da, talvez a primeira referncia flauta docenum livro de contas do Rei Henrique IV em 1388 por pagar uma "fstula nomine ricordo" (uma flautachamada ricordo). Por no termos instrumentos desta poca que tenham chegado aos nossosdias, as nossas fontes de informao so as gravuras em madeira ou pedra, desenhos emmanuscritos e referncias ao instrumento na literatura antiga, como por exemplo no romance"Squyr of Lowe Degre" (c. 1400), onde aparece como "dulcet pipes", provavelmente o nome daflauta doce no sc. XIV e tambm provavelmente do frances flte douce. O inventrio do ReiHenrique VIII (1547), mostra-nos que ele possua diversos instrumentos em seus palcios, entreeles 72 flautas transversais e 76 flautas doces, a maioria, conjuntos em caixas, que inclua porexemplo uma grande baixo de madeira e vrias flautas de marfim. No sc. XVI temos a publicao de 4 importantes livros sobre instrumentos antigos naAlemanha, Suia, Itlia e Frana seguida de 2 outros livros no comeo do sc. XVII: 14. 1. Sebastian VIRDUNG(c.1465-?): Musicagetutscht und ausgerogen(Strasburg e Basel , 1511).Dizia que as flautas doceseram geralmente feitas em3 tamanhos: "diskant" emsol, tenor em do e baixoem fa. 2. Martius AGRICOLA(1486-1556): Musicainstrumentalis deudsch(Wittenberg, 1528 e 1545).Mostrava 4 diferentesflautas: diskantus, altus,tenor e bassus. 15. 3. Sylvestro GANASSI delFontego (1492-?) : Fontegara,la quale insegna di sonare diflauto (Veneza, 1535). Foi oprimeiro livro de instrues paraflauta doce. Nessa poca oinstrumento no tinhafabricao em srie e eleadverte seu leitor para aspossveis modificaes dededilhados, principalmente nasnotas agudas. Ele tambm tratade respirao, articulao edivisions (variaes decomplexidade crescentes parao intrprete executar).4. Philibert JAMBE DE FER (1515-1566) : Epitome musical des tons, sons et accordz, es voixhumaines, fleustes dAlleman, fleustes a neuf trous, viole e violons (Lyons, 1556). Trata alm damsica em geral e da voz, da "fleutte dAlleman ou des fleuttes a neuf trouz appellies par lesitaliens flauto". Primeiramente ele fala sobre as diferenas da flauta doce e transversal, da pressorespiratria exigida pela flauta doce, dedilhados. Sobre a flauta de 9 furos uma tapearia da pocanos mostra exemplos tocadas por canhotos. Esta flauta podia ser tocada por canhotos e destroscobrindo- se o furo no utilizado com cra. 16. 5. Michael PRAETORIUS(c.1571-1.621): Syntagmamusicum (Wittenberg, 1615-19). J nos mostra uma famliade flautas doces bem maior,comeando pela grande baixoem f, baixo em si bemol,basset em f, tenor em do, altoem sol, diskants em do e r,exilent em sol e at a garklein. 17. 6. Marin MERSENNE (1588-1648): HarmonieUniverselle (Paris, 1636). Divide as flautas em 2grupos: o pequeno conjunto (4 ps) compostopor um dessus (alto em f), taille e hautcontre(tenores em do) e basse (basset em f); e ogrande conjunto (8 ps) composto por umabasset, 2 basses (si bemol) e 1 double bass (emf). Geralmente a msica escrita para conjuntos instrumentais nessa poca no especificava queinstrumentos deveriam ser utilizados. Algumas excesses como Pierre Attaingnant (1494-1551/2)em 1533 indicava quais canes a 4 poderiam ser tocadas com flautas doces ou no. TielmanSusato (c.1500-c.1561/4) em 1551 e Anthony Holborne (c.1584-1602) em 1599 escreveram umasrie de danas para instrumentos de cordas ou sopros. No final do sc. XVI e comeo do sc. XVII, a flauta doce j vinha especificada nas partiturascomo por exemplo "consort lessons" de Thomas Morley (1557-1602) em 1599, uma "sonada a 3fiauti et organo" com baixo contnuo (c.1620), uma "sonatella a 5 flauti et organo"de Antonio Bertali(1605-1669) e uma "sonata a 7 flauti" de J. H. Schmelzer (1623-1680). No livro de Mersenne temosuma pequena gavote para 4 flautas doces de Sieur Henry le Jeune, que ele cita como exemplo deescrita para o instrumento. J H. I. F. Biber (1644-1704) escreveu uma "sonata pro tabula a 10"para 5 flautas doces e 5 cordas com Baixo contnuo.Na Holanda temos a publicao de "der fluyten lust-hof" em 1646 de Jacob van Eyck (c.1590-1657). A obra contm aproximadamente 150 peas, na maioria melodias conhecidas comvariaes, algumas para 2 flautas, alm de uma parte de instruo onde ele mostra uma flautadoce em do e uma transversal em sol. Ele era um hbil organista e flautista, cego, e alm dediretor do carrilho de Utrecht, ele recebia 20 florins extra para entreter com a sua flauta aspessoas que passavam pelo ptio da igreja.Enquanto a msica renascentista tinha uma tradio vocal, a barroca caminhava para um estiloverdadeiramente instrumental. Uma pea para quarteto vocal podia ser facilmente transcrita paraquarteto de flautas doces pela extenso da flauta renascentista de uma oitava e uma sexta, 18. suficiente para um madrigal vocal por exemplo, mas insuficiente para a msica solo do barroco. Com isso, a flauta doce precisou de uma srie de modificaes na construo para aumentar sua extenso e refinar seu timbre. Foi o que fez a famlia Hotteterre na segunda metade do sc. XVII nointerior da Frana. Era uma famlia de msicos e construtores deinstrumentos especializada em instrumentos de sopro. Eles criaram o p daflauta doce, permitindo assim utilizar pedaos menores de madeira e brocasmenores e mais precisas. Essas mudanas levaram a padronizao daconstruo do instrumento. O mais ilustre membro da famlia foi JacquesHotteterre le Romain (c.1680-c.1760). Em 1707 ele publicou o famoso"Principes de la flte traversiere ou flte dAllemagne, de la flte bec ouflte douce, et du hautbois", onde ele comea falando da flauta transversal,posio, embocadura, dedilhados e dedilhados para trinados e flattements(espcie de vibrato de dedo), golpes de lngua e ornamentao. Depois elefala da flauta doce onde ele aborda os mesmos tpicos e adapta algunsornamentos j tratados anteriormente. Podemos ver tambm na gravura dolivro furos duplos no 6 e 7 dedos para facilitar a emisso do sol # e f # respectivamente. Eleescreveu tambm "Lart de prluder sur la flte traversiere, sur la flte bec, sur le hautbois etautres instruments de dessus" em 1719, alm de composies para esses instrumentos. Nestelivro, ele escreve preldios em vrias tonalidades, tratados ou estudos, alm de falar sobremodulaes, cadncias maiores e menores, transposio, valores de tempo e finalmente 2preldios com baixo contnuo. Nele encontramos tambm a clave do violino frances, ou seja, sol na1 linha, o qual poderia ser tocado tanto na flauta transversal como na doce.Dentre os compositores daquela poca na Frana Joseph Bodin de Boismortier (1691-1755) sedestaca com vrios duetos e trio sonatas. Tambm temos algumas peas de Michel de La Barre(c.1675-1743/4), Marin Marais (1656-1728) e Franois Couperin (1668-1733). Na Inglaterra, Henry Purcell (1659-1695) escreveu algumas partes para flautas contraltos(sempre em pares) em seu trabalho dramtico, e algumas peas para 2 e 3 flautas com Baixocontnuo. Dentre seus contemporneos que escreveram para flauta doce esto seu irmo DanielPurcell (c.1660-1717),Godfrey Finger (c.1660-c.1723), John Banister (1630-1679) e James Paisible(?,1721). Daniel Purcell escreveu algumas sonatas solo, alguns duetos para flauta contralto e umtrio sonata para flauta doce, obo e baixo contnuo. Paisible, que foi diretor da "Kings Band ofMusic" de 1714 a 1719, provavelmente foi o introdutor da nova flauta doce francesa na Inglaterra.Sem dvida ele encorajou seu amigo Peter (Pierre) Bressan a se instalar em Londres comoconstrutor de instrumentos especializado em flauta doce e transversais. Ele comps 6 duetos para2 flautas contraltos, sendo que alguns deles tambm aparecem com uma nova verso para 2contraltos com Baixo contnuo. Alguns livros de lies para flauta doce comearam a surgir na Inglaterra. Entre eles podemoscitar: 19. 1679 - A Vade Mecum forthe Lovers of Musick, Shewingthe Excellency of the Recorder -John Hudgebut 1681 - The Most PleasantCompanion - John Banister1683 - The GenteelCompanion - Humphry Salter 1684 - The DelightfulCompanion - John CarrO livro de Hudgebut nos traz um prefcio sobre a rivalidade entre a flauta doce e o flageolet,que era um instrumento parecido com a flauta doce, e que tinha um bico no bocal que continhauma esponja para absorver a umidade do sopro. Todos esses "Companions" nos traziaminstrues para flauta contralto em f o que a levou a ser um instrumento muito popular e o maisutilizado da famlia das flautas doces. O perodo que compreende o final do sc. XVII e o comeo do sc. XVIII o perodo em que aflauta doce atinge o seu apogeu. Muitos compositores escreviam para o instrumento e muitosconstrutores se especializavam na sua fabricao. Nessa poca Jean Baptiste Loeillet of Ghent(1680-1730) se instala em Londres como flautista doce e obosta, alm de introduzir a flautagermnica (transversal de tubo cnico com 1 chave) na Ingalterra. Ele fazia parte de uma famliade msicos e compositores da cidade de Ghent, atual Blgica, e alm de escrever diversassonatas e trio sonatas com obo e contnuo, liderou uma srie de compositores que escreverampara flauta doce, vindos da Itlia e Alemanha para a Inglaterra. Nesta poca temos tambm osurgimento de outras flautas doces, com por exemplo a flauta de voz ou flte de voix, que praticamente uma contralto em r; a sexta flauta (uma oitava acima da flauta de voz) , alm daquarta flauta (soprano em si b); e que foram utilizadas em vrias peas de cmera. Dentre oscompositores podemos citar: Robert Valentine (c.1680-c.1735) comps uma srie de sonatas e trio sonatas paraflautas doces e contnuo. Johann Christian Schickhardt (c.1682-c.1762) comps sonatas tanto para a novaflauta traverso como para flauta doce e contnuo. Uma srie de 24 sonatas nas 12tonalidades maiores e menores, e um conjunto de sonatas para 4 contraltos e contnuo. Robert Woodcock (?,c.1734) escreveu 6 concertos para 6 flauta, 3 solos e 3concertos para duas 6 flautas. John Baston ( 1711-1733) escreveu peas para 6 flauta e flauta soprano William Babell (c.1690-1723) escreveu tanto para 6 flauta solo, como para duas 6flauta. Charles Dieupart (c. 1700-1740) nasceu na Frana e viveu na Inglaterra comps 6sutes para flauta doce. As 4 primeiras para flauta de voz e as duas ltimas para 4 flauta.Em 1706 temos a edio do "The Division Flute, uma coleo de divisions sobre grounds(baixos) populares. 20. Em 1730 temos a publicao do "TheModern Recorder Master", um compndio deinstrues para vrios instrumentos, entre eles aflauta doce e a flauta germnica em igualtratamento. Johann Christoph Pepusch (1667-1752) escreveu 2 sets de 6 sonatas solo paraflauta doce, alguns duetos, trio sonatas, um quinteto com 2 flautas contralto, 2 violinos econtnuo e uma cantata com soprano, flauta contralto e contnuo.Na Alemanha temos: Johann David Heinichen (1683-1729) que escreveu um concerto para 4 flautascontralto, cordas e contnuo com uma disposio no comum para 1 flauta concertato e 3flautas ripieni, alm de um concerto para flauta doce, 2 violinos e contnuo. Johann Christoph Graupner (1683-1760) escreveu um concerto para flauta doce ecordas, alm de alguns trios. Johann Mattheson (1684-1764) escreveu 12 sonatas a 2 e 3 flautas sem baixo Johann Christoph Pez (1664-1716) escreveu um Concerto Pastorale para 2 flautascontralto, cordas e contnuo, peas para flautas doces com 2 e 3 violas damore, viola econtnuo, alm de trios para 2 flautas contralto e contnuo. Johann Joachim Quantz (1697-1773) escreveu o "Versuch einer Anweisung dieFlte Traversire zu spielen" em 1752. Ele era professor de flauta de Frederick, o grande,e compositor da corte em Potsdam. Em seu livro ele ignora a flauta doce, mas trata deornamentao, articulao e problemas relativos didtica da msica. Ele escreveu umtrio sonata para flauta , traverso e contnuo; um para flauta doce, violino e contnuo; e umpara flauta doce, viola damore e contnuo. Johann Friedrich Fasch (1688-1758) escreveu um quarteto para 2 flautas doces, 1traverso e contnuo, alm de uma sonata cannica a 3 ( flauta doce, fagote e cembalo).Na Itlia temos: Francesco Barsanti (1690-1772) escreveu vrias sonatas para flauta doce econtnuo. 21. Giovanni Battista Bononcini (1670-1747) escreveu um divertimento de cmera para flauta doce e contnuo, alm de alguns trio sonatas. Giuseppe Sammartini (1695-1750) escreveu 12 trio sonatas para 2 flautas contralto e contnuo, alm de 1 concerto para flauta doce e cordas. Benedetto Marcello (1686-1739) e Francesco Maria Veracini (1690-1768) escreveram sonatas para flauta doce e contnuo. Alessandro Scarlatti (1659-1725) escreveu uma sonata para 3 flautas contralto e contnuo, alm de algumas peas para flautas doces com outros instrumentos solistas e cordas. Antonio Vivaldi (1678-1741) escreveu um trio famoso para flauta doce, obo e contnuo; alguns concertos originais para flauta doce e orquestra, como por exemplo o opus 10 (6 concertos) e que o prprio Vivaldi publicou como sendo para traverso quando esta se tornou muito mais popular.Quanto ao repertrio para flauta doce composto pelos 3 grandes mestres do barroco temos:Johann Sebastian Bach (1685-1750) no escreveu sonatas para flauta doce solo, mas usou-afrequentemente em sua orquestra. Suas partes para flauta doce eram geralmente escritas na clavede violino frances (sol na 1) sob o nome de flauto. Entre elas temos: Concertos de Brandemburgo n 2 e 4 Cantata 71 - Gott ist mein Knig (1708) Cantata 106 - Actus Tragicus - Gottes Zeit (c.1711) Cantata 142 de Natal - Uns ist ein Kind geboren (2 flautas) Cantata 18 - Gleichwie regen und Schnee (1714) (4 flauta) Cantata 182 - Himmelsknig, sei willkommen (1714/15) Cantata 161 - Komm, du ssse Todesstunde (1715) Cantata 152 - Tritt auf die Glaubensbahn (1715) Cantata secular - Was mir behagt, ist nur die muntre Jagd - ria Schafe Knnen sicher weiden (1716) Cantata 189 - Meine Seele rhmt und preist (1715/18) Cantata 119 - Preise Jerusalem den Herrn (1723) Cantata 65 - Sie Werden aus Saba alle kommen (1724) Cantata 81 - Jesus schlft, was soll ich hoffen (1724) Cantata 46 Schauet doch und sehet (1727) Paixo So Mateus - Recitativo e Chorus 25 (1729) Cantata 25 - Es ist nicht gesundes (1731/32) Cantata 175 - Er rufet seinen schafen (1735) Oratrio de Pscoa - ria do tenor Cantata 39 - Brich dem Hungrigen dein Brot (c.1740) Cantata 13 - Meine Seufzer, meine trnen (1740) Cantata 180 - Schncke dich, o liebe seele (1740/44) Cantata 122 - Das neugeborne kindelein (1740/44) Cantata127 - Herr Jesu Christ, wahrr meusch und Gott (1740/44) Todas para flauta contralto com a possvel excesso da n 18, alm de 2 outras para flautasmais agudas: Cantata 103 - Ihr werdfet weinen und heulen (1735) talvez 6 flauta Cantata 96 - Herr Christ, der einge Gottes Sohn (1740) sopraninoGeorg Phillip Telemann (1681-1767) publicou o chamado "Der getreue Musikmeister" contendopeas para diversos instrumentos: sonatas, duos, trios, etc. Dentre suas obras podemos citar: 22. Diversos duetos 4 sonatas para flauta contralto e contnuo 2 sonatas do "Essercizii Musici" Trio sonatas com violino, obo viola alto, viola baixo e contnuo Quartetos (1 para flauta doce, 2 traversos e contnuo) 1 suite e 1 concerto para flauta doce e cordas 1 concerto para 2 flautas doces e cordasEle tambm utilizou a mesma clave de Bach e com isso muitos duetos e outras obras podiamser tocados tanto na traverso como na flauta doce.George Frederich Handel (1685-1759) escreveu 12 sonatas op. 1 para flauta doce, traverso,obo ou violino com contnuo. Quatro delas originais para flauta doce, alm de algumas partes nacantata "nel dolce delloblio". Na obra Actis e Galatea a flauta sopranino imita pssaros. Almdestas, alguns trio sonatas.Neste mesmo perodo temos tambm muitos construtores de instrumentos que se destacarame alguns de seus instrumentos sobreviveram at os dias de hoje e se encontram em grandesmuseus. Dentre os principais temos: Inglaterra: Peter (Pierre) Bressan, Thomas Stanesby (c.1668-1734) e Thomas Stanesby Jr. (1692-1754) Alemanha: Johann Christopher Denner (1655-1707), Heitz, F. Kynsker e J. W. Oberlaender (c.1760) Frana: Familia Hotteterre, I. Scherer (c.1764) e Rippert (c.1701) Holanda: Richard Haka (?-c.1709), Jan de Jager (?-c.1694), Jan Jurriaens van Heerde (1670-1691), W. Beukers (c.1704) e Jan Steenbergen (1675-1728) Blgica: Jean Hyacinthe Rottenburgh of Brussels e T. BoekhoutCom o nascimento da orquestra clssica, os compositores procuravam instrumentos commaiores recursos dinmicos. Assim, comea o declnio da flauta doce perante a flauta traverso quej por volta de 1750 praticamente desaparecia do repertrio de qualquer compositor.Durante um sculo e meio a flauta doce constou somente na histria dos instrumentosmusicais. Por volta do final do sc. XIX, alguns msicos, atravs de suas pesquisas em msicaantiga e instrumentos, voltaram a ter contato com a famlia das flautas doces. Alguns chegaram aestudar o instrumento atravs da literatura existente nos museus, como por exemplo CristopherWelch (1832-1915) e Canon Francis Galpin. Welch, aps estudar a literatura, publicou suaspesquisas em "Six Lectures on the Recorder"(1911) . Galpin estudou os instrumentos e ensinousua famlia a toc-los. Mas foi um ingles chamado Arnold Dolmetsch (1858-1940) que concluiu que a flauta docesomente renasceria se a sua construo recebesse igual tratamento. Como resultado de muitapesquisa ele conseguiu construir um quarteto de flautas doces e toc-las com sua famlia numconcerto histrico no Festival Haslemere em 1926. Seu filho Carl se tornou um virtuoso noinstrumento e elevou-o a um nvel de alta interpretao. Essas flautas foram copiadas e produzidasem srie na Alemanha, onde se tornaram muito populares. Algumas modificaes foram feitas esurgiu o chamado dedilhado germnico, que facilitava o dedilhado de algumas notas, mas,infelizmente, dificultava o de vrias outras. Em 1935 Edgar Hunt introduzia o ensino de flauta doce nas escolas primrias inglesas, e em1937 foi fundada a "Society of Recorder Player". Aos poucos a flauta doce ressurgia e oscompositores comearam a escrever para o instrumento. Com o aumento do nmero de grandesintrpretes a flauta doce se tornou um instrumento de pesquisa sonora e tcnicas alternativas deexecuo. 23. Na Alemanha temos o Prof. Gustav Schenk e seus pupilos Hans Conrad Fehr (que tambmera construtor) e Hans Martin Linde (Suia) que alm de flautista era compositor e professor. Na Holanda temos Johannes Collette , Kees Otten, Frans Brggen, Jeanette van Wingerden,Walter van Hauwe, Kees Boeke, Ricardo Kanji e Baldrick Deerenburg como professores e flautistasde destaque. Brggen (aluno de Otten), alm de flautista, professor e musicologista, colaboroucom o construtor de instrumentos Hans Coolsma, de Utrecht na produo de flautas doces de altaqualidade de 1962 em diante. Junto com o cravista Gustav Leonhardt comearam a dar concertose gravar discos de altssimo nvel, alm de liderarem a corrente da autenticidade em instrumentose interpretao. Encorajou vrios compositores da avant garde como Luciano Berio ou MakotoShinohara a escreverem para flauta doce e executava suas peas em seus recitais. Toda essacorrente de autenticidade estendeu-se a outros construtores que passaram a construir flautas apartir de originais Bressan, Denner, etc. Dentre eles destacam-se Martin Skovroneck na Alemanha,Friedrich von Heune nos Estados Unidos e Fred Morgan na Austrlia. Von Heune por sua vezdesenhou a srie Rottenburgh para produo em srie da fbrica Moeck na Alemanha a partir daoriginal do Museu de Bruxelas. A tcnica atual utiliza uma ampla notao da avant garde, como por exemplo o uso defluttertongueing (frulato), vibrato, dedilhados alternativos, formao de acordes de harmnicos,glissandos, alm de outros efeitos com voz e percusso de dedos. Hoje em dia temos tambm aproduo em srie de flautas de plstico a partir de cpias de originais como por exemplo asjaponesas Yamaha, Aulus e Zen-on, alm de uma srie de edies modernas facsmiles deedies antigas e manuscritos editados na Europa.