A Histria da Embalagem - Stand-Up Pouch

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    07-Jan-2017

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CENTRO UNIVERSITRIO DO INSTITUTO MAU DE TECNOLOGIA HISTRIA DA EMBALAGEM: STAND-UP POUCH So Caetano do Sul 2015 CLEYTON REBECHI DE LIMA HISTRIA DE EMBALAGEM: STAND-UP POUCH Monografia apresentada ao curso de Ps-graduao em Engenharia de Embalagem, da Escola de Engenharia Mau do Centro Universitrio do Instituto Mau de Tecnologia para obteno do titulo de Especialista. Orientador: Prof. Ms. Aparecido Roberley Borghi So Caetano do Sul 2015 Lima , Cleyton Rebechi Historia da embalagem: Stand up pouch. Cleyton Rebechi de Lima So Caetano do Sul, SP: IMT, 2015 84p Monografia Especialista em Engenharia de Embalagem. Centro Universitrio do Instituto Mau de Tecnologia, So Caetano do Sul, SP, 2015. Orientador: Prof. Ms. Aparecido Roberley Borghi 1.Stand up pouch 2. Embalagens flexveis I.Centro Universitrio do Instituto Mau de Tecnologia. II. Ttulo. DEDICATRIA Jos da Silva Lima e Ana Maria Rebechi AGRADECIMENTOS Agradeo a Deus, a minha esposa, minha famlia e a todos que contriburam para a concluso deste trabalho. RESUMO O objetivo deste trabalho foi relatar o desenvolvimento do Stand-up pouch desde sua origem na Frana em 1962 at os dias de hoje, destancando que o auge de sua aplicao ocorreu aps a queda da patente, na dcada de 80, e tambm por conta da presso ambiental que ocorrer para sua utilizao em substituio as embalagens rigdas. Esta embalagem, muito verttil para os usurios e para as indstrias, se apresenta em diversos formatos, sua flexibilidade permite a adio de diversos acessrios, tais como : bicos, zperes, canudos, etc. De acordo com sua estrutura os stand up pouch apresenta preo baixo, alta barreira, tima soldabilidade, resitstencia mecnica, transparncia total ou parcial, design inovador, so fceis de encher manual ou automticamente, fceis de abrir, podem ser facilmente esvaziada, entre outras qualidades. Palavras chaves : Stand-up pouch. Embalagens flexveis. ABSTRACT The main objective of this study is to report the development of stand-up pouch since its origins in France in 1962 until the present time, highlighting the highest point of his application, which took place just after the fall of the patent, in the 80s, and reinforced by a environmental pressure in order to replace the rigid packaging to reduce the amount of plastic material. This packaging is user friendly for consumers and for the industries, and can be found in various formats Thanks to its flexibility it is possible to add accessories, such as rings, zippers, straws, etc. Based on his mains characteristics the Stand-up pouch has lower costs, higher barrier, good selling properties, mechanicals structures, transparency (full or partial), innovative design, are easy to be handle at filling lines (manually or automatically), easy to open, and others benefits that can be found on the text. Keywords: Stand-up pouch. Flexible packaging. LISTA DE ILUSTRAES FIGURA 1 - EXEMPLOS DE EMBALAGENS NATURAIS ...15 FIGURA 2 - EMBALAGENS ANTIGAS.............................................................................................16 FIGURA 3 - EMBALAGENS ANTIGAS DE VIDROS.......................................................................16 FIGURA 4 EMBALAGENS GANHADORAS DO PRMIO ABRE 2014......................................18 FIGURA 5 FATURAMENTO DAS INDUSTRIAS DE EMBALAGENS DE 2009 A 2014.........22 FIGURA 6 VALOR BRUTO DA PRODUO POR SEGUIMENTO 2012...................................23 FIGURA 7 PRODUO FSICA DE EMBALAGENS DE 2008 A 2014.......................................23 FIGURA 8 PRODUO FSICA DE 2013 A 2014..........................................................................24 FIGURA 9 PARTICIPAO POR SEGUIMENTO.........................................................................24 FIGURA 10 EXEMPLOS DE EMBALAGENS FLEXIVEIS...........................................................25 FIGURA 11 SUBSTRATOS, TIPOS E CARACTERSTICAS........................................................36 FIGURA 12 PROPRIEDADES FSICO-MECNICO-TRMICA..................................................36 FIGURA 13 PROPRIEDADES DE BARREIRAS POR SUBSTRATOS.........................................37 FIGURA 14 COMPARATIVO DAS BARREIRAS AO VAPOR DGUA....................................37 FIGURA 15 TIPOS DE EMBALAGEM PARA MOLHOS DE TOMATE......................................38 FIGURA 16 INDICADORES DE PRODUO DE EMBALAGENS FLEXVEIS......................41 FIGURA 17 PRODUO DE EMBALAGENS FLEXVEIS NO BRASIL...................................41 FIGURA 18 PARTICIPAO DAS EMBALAGENS FLEXVEIS...............................................42 FIGURA 19 FATURAMENTO DA INDSTRIA DE EMBALAGENS PLSTICAS FLEXVEIS...........43 FIGURA 20 TENDNCIAS DE EMBALAGENS............................................................................45 FIGURA 21 CONTRIBUIES DA EMBALAGEM ....................................................................48 FIGURA 22 PUBLICAO DA PATENTE....................................................................................50 FIGURA 23 IMAGENS RESPECTIVAS DO REQUERIMENTO DE PATENTE........................50 FIGURA 24 EXEMPLO DAS PRIMEIRAS APLICAES DO STAND-UP POUCH...............52 FIGURA 25 IMAGENS DE STAND-UP POUCH...........................................................................54 FIGURA 26 APLICAO DE STAND-UP POUCH FUGINI.......................................................55 FIGURA 27 APLICAO DE STAND-UP POUCH TAMBA...................................................56 FIGURA 28 STAND-UP POUCH QUEIJO RALADO KUNZLER GOLD57 FIGURA 29 STAND-UP POUCH NATURA SOU..58 FIGURA 30 COMPARATIVO STAND-UP POUCH X REFIL..58 FIGURA 31 BOBINAS PARA TRANSFORMAO DO STAND-UP POUCH............................62 FIGURA 32 STAND-UP POUCH DIFERENCIADOS63 FIGURA 33 STAND-UP POUCH CLSSICO..................................................................................63 FIGURA 34 APLICAO DE STAND-UP POUCH ECOBRIL......................................................64 FIGURA 35 APLICAO STAND-UP POUCH EM OUTROS PASES........................................65 FIGURA 36 STAND-UP POUCH PIRACANJUBA..65 FIGURA 37 LANAMENTO STAND-UP POUCH POR TIPO DE LANAMENTO.................66 FIGURA 38 LANAMENTO STAND-UP POUCH POR CATEGORIA........................................67 FIGURA 39 LANAMENTO STAND-UP POUCH POR TAMANHO...........................................67 FIGURA 40 LANAMENTO STAND-UP POUCH POR TIPO DE CONVENINCIA...............68 FIGURA 41 COMPARATIVO DE EMBALAGENS NOVAS .........................................................69 FIGURA 42 TENDNCIA DE APRESENTAO DE ALIMENTOS............................................69 FIGURA 43 TRIP DA SUSTENTABILIDADE..............................................................................71 FIGURA 44 ESQUEMA DE ANLISE DE CICLO DE VIDA DE EMBALAGEM.....................72 FIGURA 45 STAND-UP POUCH 100% PE...74 FIGURA 46 STAND-UP POUCH PARA LEITE ..75 FIGURA 47 5Rs.................................................................................................................................76 FIGURA 48 MUDANA COM A LEI DE RESDUOS....................................................................77 FIGURA 49 DESTINAO DO LIXO E MATERIAIS MAIS DESCARTADOS..........................78 FIGURA 50 NMEROS DA COLETA SELETIVA 2012................................................................79 FIGURA 51 CUSTO DA COLETA SELETIVA................................................................................79 FIGURA 52 BENEFCIOS COM A RECICLAGEM........................................................................80 FIGURA 53 MERCADO DE RECICLAGEM NO BRASIL.............................................................81 SUMRIO 1 INTRODUO 12 2 OBJETIVO 14 2.1 JUSTIFICATIVA 14 2.2 DEFINIO DO PROBLEMA..................................................................................... ...........14 2.3 QUESTO CENTRAL DA PESQUISA............................................................................ ......14 2.4 CONTRIBUIES DO TRABALHO.................................................................................... ..14 3 HISTRIA DAS EMBALAGENS 15 3.1 DEFINIO, FUNO E REQUISITO DE EMBALAGEM 19 3.2 TIPOS DE EMBALAGEM 21 3.3 CLASSIFICAES DAS EMBALAGENS 21 4 MERCADO DE EMBALAGEM NO BRASIL 22 4.1 VALOR BRUTO DA PRODUO 22 5 EMBALAGENS FLEXVEIS 25 5.1 PRINCIPAIS SUBSTRATOS UTILIZADOS EM EMBALAGENS FLEXVEIS 26 5.1.1 POLIETILENO (PE) 26 5.1.2 POLIPROPILENO (PP) 27 5.1.3 POLIPROPILENO BIORIENTADO (BOPP) 28 5.1.4 POLIESTER (PET POLIETILENO TEREFTALATO) 29 5.1.5 POLIAMIDA (NILON) E NILON BIORIENTADO (BOPA) 29 5.1.6 PAPEL 30 5.1.7 FOLHA DE ALUMINO 32 5.1.8 ADESIVOS 32 5.1.9 METALIZAO 33 5.1.10 ADITIVOS 34 5.1.11 ANTIOXIDANTES 34 5.1.12 ESTABILIZANTES TRMICOS 34 5.1.13 ESTABILIZANTES AO UV LUZ ULTRA VIOLETA 35 5.1.14 DESLIZANTES 35 5.1.15 LUBRIFICANTES 35 6 COMPARATIVO DE PROPRIEDADES ENTRE OS SUBSTRATOS 36 7 CARACTERISTICAS NECESSRIAS AO MERCADO DE EMBALAGENS FLEXIVEIS 39 8 MERCADO DE EMBALAGENS FLEXVEIS NO BRASIL 41 8.1 TENDNCIAS DAS EMBALAGENS FLEXVEIS 43 8.2 AS NOVAS TECNOLOGIAS: EMBALAGENS ATIVAS E INTELIGENTES 46 9 HISTRIA DO STAND-UP POUCH 50 9.1 CARACTERISTICAS DOS STAND-UP POUCH 56 9.2 ESTUDO SOBRE O LANAMENTO DE STAND-UP POUCH NO BRASIL 66 10 SUSTENTABILIDADE, RECICLAGEM E MEIO AMBIENTE 71 10.1 A POLTICA NACIONAL DE RESDUOS SLIDOS 76 10.2 COLETA SELETIVA 78 10.3 LOGSTICA REVERSA 80 11 CONCLUSO 82 REFERNCIAS 83 121 INTRODUO O presente trabalho tem a inteno de descrever a histria de um modelo de embalagem que vem modificando o mercado mundial de embalagem desde seu lanamento h pouco mais de 50 anos. Trata-se do DOY PACK, marca registrada pela empresa de mquinas Francesa Thimmonnier, como foi nomeado por seus criadores no requerimento da patente no inicio dos anos 1960, e agora muito conhecido como Stand up pouch, uma embalagem flexvel, multicamada ou no, que se permite ficar em p aps o preenchimento. Embora tenha surgido no inicio dos anos 1960 ela comeou a ganhar ainda mais destaque no fim dos anos 1980, quando a patente dos irmos Doyen expirou e surgiram novas empresas de mquinas para fabricao do stand up pouch, outro fator muito influente para o crescimento no uso da embalagem foram s presses por parte dos ambientalistas juntamente com as mdias para a utilizao do DOY PACK em substituio das embalagens rgidas tradicionais, pois eles j sabiam que para fabricao do stand up pouch utilizava-se de menos recursos naturais. Verificaremos que uma embalagem que atende a assuntos muitos discutidos hoje em dia como: reutilizao, reciclagem, reduo de consumo, praticidade ao consumidor, reduo de explorao do meio ambiente, lixo ambiental etc. A flexibilidade desta embalagem vem chamando muita ateno das indstrias, sua fabricao pode ser em estruturas multicamada ou no, mas que atenda a necessidade de barreira requerida pelo produto, permite a criao de uma infinidade de formatos e projetos, alm da permisso da incorporao de vrios tipos de acessrios como: zperes, bicos, tampas etc., diretos na embalagem o que proporciona adicionar estilo, convenincia e funcionalidade e assim aumentar ainda mais sua participao nas prateleiras. As embalagens so fornecidas, pr-formadas (Fill Seal) ou em bobinas (Form Fill Seal), tambm um grande atrativo, pois no primeiro caso o comprador far somente uma selagem aps o enchimento e as adquiridas em bobinas formatao da embalagem e o envase do produto ocorrem na mesma mquina, uma tima opo para grandes campanhas. Vejo nesse trabalho uma grande oportunidade de se alm de contar a historia da criao dessa embalagem podermos tambm entender o mercado atual e olhar para o futuro e enxergar 13grandes oportunidades para esse modelo de embalagem, principalmente como refil, uma tima oportunidade para um marketing inteligente. Outro fator que tem impulsionado ainda mais que as indstrias perceberam que esse modelo de embalagem proporciona economia ao sistema desde sua fabricao at o descarte pelo usurio. Buscaremos tambm, entender porque os stand up pouches ainda no conquistaram como poderia os espaos nas gndolas dos comrcios brasileiros como ocorre em outros pases. 142 OBJETIVO Relatar sobre um modelo de embalagem que vem mudando a aparncia de algumas gndolas do mercado varejista, os stand up pouch. Uma embalagem flexvel que se permite ficar em p aps o enchimento, essa embalagem vem mudando a forma de apresentao de muitos produtos e conquistando algumas categorias. Praticidade, economia, segurana, moderna, sustentabilidade entre outros adjetivos essa embalagem vem recebendo dos especialistas na rea. 2.1 JUSTIFICATIVA Pesquisar os motivos pelos quais tem feito o stand up pouch aumentar sua participao no mercado, entender porque os especialistas afirmam que os stand up pouch so uma das embalagens mais sustentveis no mundo, principalmente em comparao com algumas rgidas e semi-rigdas e porque o stand up pouch uma excelente alternativa para o uso como refil em diversos produtos. 2.2 DEFINIO DO PROBLEMA O desenvolvimento dos stand up pouch tem acontecido de forma satisfatria aos usurios e possveis usurios dessa embalagem. 2.3 QUESTO CENTRAL DA PESQUISA Por qu e como aconteceu o desenvolvimento do DOYPACK? Muito conhecido como stand up pouch. 2.4 CONTRIBUIES DO TRABALHO Oferecer um pouco mais de detalhes a respeito da criao, as aplicaes e as vantagens na utilizao do stand up pouch como principal embalagens para apresentao dos produtos, seja o lanamento de um novo produto, na substituio da embalagem ou ento como refil. 153 HISTRIA DAS EMBALAGENS A quem diga que ao criar o homem, a natureza deu a sua primeira aula de tecnologia de embalagens, compreendendo o corpo humano como um sistema de acondicionamentos rgidos e flexveis, protegendo rgos, tecidos, vasos e nervos. Um exemplo a proteo que nosso crebro (produto, frgil) recebe pelos ossos de nossa cabea (embalagem, rgida). (EVANGELISTA, 2001). Segundo Evangelista (2001), o conceito de embalagem surgiu a milhares de anos. As primeiras embalagens surgiram quando o homem se deparou com a necessidade de algum recipiente para transporte e guarda de alimento e gua, devido s longas viagens que precisavam realizar para a caa, a explorao e a procura por novos abrigos. At ento as famlias e os vilarejos eram auto-suficientes e tudo o que se obtinha na natureza era preparado e consumido sem necessidade de estocagem. A prpria natureza promovia ensinamentos quanto conservao dos alimentos, atravs da proteo enquanto que mantidos em suas embalagens originais como as cascas ou pelculas no reino vegetal, por exemplo: banana, abacaxi, noz, amendoim, vagens, ervilhas, palha de milho etc., e tambm as do reino animal ou natural, como: a casca do ovo, as conchas dos moluscos, cascos de tartarugas, do jabuti, etc. (EVANGELISTA, 2001). FIGURA 1 - EXEMPLOS DE EMBALAGENS NATURAIS Imagem: Exemplos de embalagens naturais fonte:Imagens retiradas da internet. As primeiras embalagens que os homens primitivos comearam a utilizar eram: bexigas e estmagos de animais, folhas de plantas, pedaos de bambu e ocos de rvores, chifres e cabaas. Mais tarde com o domnio de outras tcnicas comearam a fabricar alguns recipientes como os sacos de tecidos, caixas de madeira, cermica, vidro, papel, papelo, folha-de-flandres, at atingir a atualidade do alumnio e dos plsticos nas suas varias modalidades. (CAVALCANTI, 2006). 16FIGURA 2 - EMBALAGENS ANTIGAS Imagem: Embalagens produzidas a partir de materiais diferentes. Fonte: Imagens retiradas da internet. O modelo de embalagem com o conceito de consumo coletivo ou individual, mais antigo e utilizado at hoje o vidro, dados apontam seu surgimento por volta dos anos 3.000 a.C. e eram utilizados como recipientes de leos, perfumes e cosmticos, o trabalho se dava de forma artesanal e era especialidade dos egpcios. (MOURA, 2003). FIGURA 3 - EMBALAGENS ANTIGAS DE VIDROS Imagens de embalagens antigas vidro, fonte: Imagens retiradas da interenet. 17Por muitos anos, poucos avanos foram obtidos em termos de embalagens. O maior avano ocorreu por volta do ano 100 a.C. quando os vidreiros passaram a dominar a tcnica de produo por sopro e molde o que proporcionou a produo de recipientes com capacidades volumtricas e formatos diferentes em larga produo. (EVANGELISTA, 2001). Por mais um longo perodo, poucos avanos em embalagens foram notados. Por volta dos anos 800 d.C. os chineses comearam a produzir o papel a partir de fibras de linho em pequenas escalas. Pouco tempo depois esse material comeou a ser difundido pela Europa, h registros que a partir de 1300 d.C. comeou a ser produzido na Inglaterra. (MOURA, 2003). Por volta dos anos 1760, inicia-se na Inglaterra a Revoluo Industrial e a partir da o surgimento de novas tecnologias de fabricao de embalagens e o domnio da impresso por litografia em papel e logo depois em embalagens metlicas. (EVANGELISTA, 2001). At ento as embalagens eram fabricadas com as finalidades de conservao e distribuio dos produtos a granel. Por volta de 1800 tambm na Inglaterra desenvolvida a tcnica de conservao de alimento a partir de aquecimento e em recipiente com pouco ar. A primeira embalagem a ser usada com essa tcnica foi o vidro, porm foi logo substitudo pela lata pelo fato desta ser mais resistente, principalmente em caso de queda. Foi a partir daqui que se teve o inicio a era moderna da embalagem. (EVANGELISTA, 2001). Com a fabricao industrial do papel, este passou a ser o material de embalagem mais utilizado durante muito tempo. Aps muitos ensaios realizados pelo americano Lo Bakeland a partir de 1907 foi possvel a fabricao de embalagem utilizando plstico. Apesar da descoberta do polietileno ter ocorrido em 1930, somente a partir de 1942 ele comeou a ser fabricado em larga escala. Com o domnio de novas tecnologias e novos processos de fabricao foi possvel o surgimento de novos materiais plsticos com diferentes propriedades, abrindo assim a possibilidade da utilizao de materiais que melhor atendiam as necessidades de conservao dos produtos. Alm disso, elas eram mais leves, mais baratas e mais fceis de serem produzidas do que as de papel ou de metal, logo uma infinidade de tamanhos e formatos de embalagens comearam a surgir. (EVANGELISTA, 2001). 18Novas tcnicas de impresso foram surgindo e permitindo a criao de artes e identificao de marcas mais facilmente. Evangelista (2001) destaca que o surgimento dos supermercados, (por volta de 1930 nos EUA e 1940 em nosso pas) e a substituio dos balces e balconistas das antigas vendinhas por gndolas e cestinha, alm de apresentar vantagens econmicas para os donos dos estabelecimentos, tambm se mostraram como uma forma mais prtica de comprar e vender os produtos. O autor destaca que a partir de ento as embalagens comearam a desempenhar o papel de uma fora-de-venda, j que comeou a surgir maior concorrncia, o produto exposto nas gndolas deveria atrair e atender as necessidades dos consumidores. Dentro dos planos mercadolgicos as embalagens esto diretamente relacionadas com os lucros, perdas e vendas das organizaes. Um axioma freqente e quase sempre verdadeiro o que afirma: dentro da boa embalagem s cabe o bom produto. (EVANGELISTA, 2001). FIGURA 4 EMBALAGENS GANHADORAS DO PRMIO ABRE 2014 Imagens de algumas embalagens ganhadoras do Prmio ABRE de 2014. As avaliaes das embalagens levam em considerao aspectos como a inovao, harmonia e clareza das informaes, apelo de venda, ergonomia 19funcionalidade, sistema de abertura e fechamento, aproveitamento e sustentabilidade, entre outros. Fonte: ABRE (2015). 3.1 DEFINIO, FUNO E REQUISITOS DE EMBALAGEM O dicionrio Michaelis (2013), define embalagem como 1.Ato ou efeito de embalar, acondiconamento, enfardamento 2.Proteo externa da mercadoria, para sua apresentao no mercado, consistindo em sacos de tecido, papel, plastico, metal, papelo etc.; acondicionamento. De acordo com o decreto lei 986 de 21 de outubro de 1969 inciso XII - Embalagem: qualquer forma pela qual o alimento tenha sido acondicionado, guardado, empacotado ou envasado. Cavalcanti (2006) define embalagem, em sua concepo abstrata, como sendo um conjunto de artes cincias e tcnicas utilisadas na preparao das mercadorias, com o objetivo de criar melhores condies para o transporte, armazenagem, distribuio, venda e consumo ao menor custo global. Gurgel (2007) diz que embalagens so invlucros ou recipientes removiveis ou no cujas funes so cobrir, empacotar, anvasar, proteger, manter os produtos ou facilitar sua comercializao. A Associao Brasileira de Embalagem (ABRE, 2015) define embalagem como um recipiente ou envoltura que armazena produtos temporariamente, individualmente ou agrupando unidades, tendo como principal funo proteg-lo e estender o seu prazo de vida (shelf life), viabilizando sua distribuio, identificao e consumo. Entre outras definies Evangelista (2001) cita uma de acordo com a filosofia de marketing onde diz que, a embalagem a arte, a cincia e a tcnica de acondicionar o produto, para que ele seja transportado, vendido e consumido. Para o autor essa uma definio puramente mercadolgica que no leva em considerao os diversos modelos de embalagens existentes nem suas diferentes aplicaes e funcionalidades. Percebemos que em todas as definies os diferentes autores citam os requisitos ou funes bsicas das embalagens que so: Conter, proteger e vender o produto. Conter: A embalagem deve ser devidamente elaborada pensando na facilidade no processo de envasamento e conteno para que o produto no seja contaminado de nenhuma forma aps o 20envase e a ltima selagem lacrao, at o uso do produto pelo consumidor. (INSTITUTO DE EMBALAGEM, 2009). Proteger: A proteo oferecida pela embalagem deve ser contra choques que possam ocasionar esmagamento e possveis perdas de produtos e contra ataques ambientais como alteraes microrgnicas, enzimticas, fsicas, qumicas ou de predadores. (INSTITUTO DE EMBALAGEM, 2009). A funo protetora da embalagem essencial para alguns produtos, pois a embalagem s vezes serve como substituio ao envoltrio natural do produto como, por exemplo, os amendoins e castanhas. (EVANGELISTA, 2001). De acordo com o Instituto de Embalagens (2009) as principais barreiras so permeao de umidade, oxignio, gases, odores estranhos e ao da luz. Vender: A embalagem deve educar o consumidor sobre as caractersticas do produto, prazo de validade e fabricao, peso quantidade etc. Uma embalagem que melhora a apresentao do produto, trs convenincia e evidencia uma possvel violao, so excelentes qualidades que favorecem a fidelizao dos consumidores. (INSTITUTO DE EMBALAGEM, 2009). Para Evangelista (2001) a embalagem uma excelente ferramenta para o sucesso de uma empresa, pois a embalagem o vendedor oculto do produto nas gndolas, de acordo com ele a embalagem adquiriu novas personalidades, beleza e sofisticao. Muitos consumidores acabam por comprar um produto mais caro, por ele estar em uma embalagem com um formato ou grafismos mais atraentes e/ou somente pela sofisticao da embalagem. (BRASIL PACK TRENDS, 2012). Casos como a alterao na estrutura familiar, homem e mulher trabalhando fora, as pessoas permanecendo solteiras por mais tempo, morando sozinhas, menos filhos, a sensao de falta de tempo para cumprir as tarefas do dia-a-dia so alguns exemplos que afetam o comportamento e consumo das pessoas. Esses novos cenrios so timas oportunidades de diferenciao e crescimento para as empresas que entenderem e atenderem a essas novas demandas com produtos novos em embalagens novas. (INSTITUTO DE EMBALAGEM, 2009). De acordo com a ABRE (2015), os consumidores esto cada vez mais informados e inseridos em um mundo moderno e dinmico, demandam por produtos que tragam praticidade, 21convenincia, customizao e adaptao s suas necessidades especficas. A embalagem deve facilitar o cotidiano do consumidor e proporcionar mais do que benefcios funcionais especficos. 3.2 TIPOS DE EMBALAGEM: PRIMRIAS, SECUNDRIAS E TERCIRIAS. De acordo com a ABRE (2015) esses trs tipos so classificados assim: Primrias: So as embalagens que ficam a todo o momento em contato com produto. Exemplos: pacote de biscoito, latas de refrigerantes, garrafa da gua etc. Secundrias: So as embalagens de distribuio/apresentao, protegem as embalagens primarias. Exemplos: Displays de exposio para venda, caixas de papelo, cartuchos de conteno do produto j embalado etc. Tercirias: So as embalagens para transporte desenvolvidas para proteger as embalagens primrias e secundrias durante o transporte, estocagem e distribuio. Exemplos: Paletes de caixas envolvidas com filme, container, etc. 3.3 CLASSIFICAES DAS EMBALAGENS Conforme Jorge (2013), as embalagens tambm podem ser classificadas como: Embalagens rgidas: Caracterizam-se justamente por sua dureza. Exemplos: metais, vidros, plsticos rgidos, etc. Embalagens semirrgidas: So as embalagens que possuem uma dureza um pouco menor que as rgidas. Exemplos: garrafas de gua, recipientes plsticos, laminados mistos etc. Embalagens flexveis: So as que possuem baixa dureza. Exemplos: papel, celofane, papel, folha de alumnio, stand-up pouch, etc. 224 MERCADO DE EMBALAGEM NO BRASIL Abaixo ser apresentado alguns dados sobre um estudo macroeconmico da indstria brasileira de embalagem, realizado pelo IBRE (Instituto Brasileiro de Economia) juntamente com a FGV (Fundao Getulio Vargas) e apresentado em fevereiro de 2015 pela ABRE (Associao Brasileira de Embalagem), tal estudo demonstra como foi o desempenho das indstrias de embalagens em 2014. (ABRE, 2015). 4.1 VALOR BRUTO DA PRODUO O estudo demonstra que o valor bruto da produo fsica de embalagem chegou a R$ 55,1 bilhes, um aumento de aproximadamente 6,17% em relao aos R$ 51,9 bilhes de 2013. FIGURA 5 FATURAMENTO DAS INDSTRIAS DE EMBALAGENS DE 2009 A 2014 Fonte: ABRE, 2015. Na imagem a seguir notamos que os plsticos representam a maior participao no valor da produo com 39,07%, seguido pelo setor de celulsicos (papelo ondulado + cartolina + papel carto + papel) com 34,30%, em seguida as metlicas com 17,14%, o vidro com 4,81% e madeira com 2,59%. 23FIGURA 6 VALOR BRUTO DA PRODUO POR SEGUIMENTO 2012 Fonte: ABRE, 2015. FIGURA 7 PRODUO FSICA DE EMBALAGENS DE 2008 A 2014 A indstria de embalagem apresentou uma retrao de -1,47% em 2014. Fonte: ABRE, 2015. 24FIGURA 8 PRODUO FSICA DE 2013 A 2014 Fonte: ABRE, 2015. De todos os setores somente as embalagens de vidro apresentou resultado positivo em comparao ao ano anterior com 1,86%, todos os outros setores apresentaram saldo negativo, com destaque para a madeira que a apresentou a maior queda -18,25%. Participao de cada segmento na indstria de embalagem. FIGURA 9 PARTICIPAO POR SEGUIMENTO Fonte: ABRE, 2015. 255 EMBALAGENS FLEXVEIS As embalagens plsticas flexveis, por definio, so aquelas cujo formato depende da forma fsica do produto acondicionado e cuja espessura inferior a 250 micras. Classificam-se assim sacos ou sacarias, pouches, stand up pouches, saches, bandejas flexveis que se conformam ao produto, filmes encolhveis (shrink), filmes esticveis (stretch), sacos rfia etc. (ABIEF, 2015) As embalagens flexveis destacam-se pela relao otimizada entre a massa de embalagem e a quantidade de produto acondicionado, alm da flexibilidade que oferecem ao dimensionamento de suas propriedades. (SARANTOPOULOS, 2002) FIGURA 10 EXEMPLOS DE EMBALAGENS FLEXIVEIS Fonte da imagem: http://www.cataia.net/2014/07/02/informacoes-sobre-embalagens/ - 28/07/15. Para Evangelista (2001), as embalagens flexveis foram capazes de modificar completamente o antigo panorama, para ele as embalagens flexveis possuam caractersticas excepcionais como capacidade de proteo do produto por todo seu ciclo-de-vida at o descarte pelo usurio e tambm uma tima oportunidade de explorao do ponto de vista do marketing. Para o autor as embalagens se destacaram principalmente porque, serviam como opo para a substituio das embalagens constitudas de materiais rgidos tradicionais, por possurem um custo menor de material, pela capacidade de obterem diversas formas geomtricas, pela reduo dos custos de armazenamento e por trazerem o fim das embalagens retornveis. Os principais materiais que constituem as embalagens flexveis so: os plsticos, os celulsicos, o alumnio, o papel e as mais diversas combinaes desses materiais complementa o autor. As propriedades das embalagens flexveis podem variar devidos alguns fatores, Sarantopoulos (2002) cita alguns exemplos: 26 Nmero de camadas que compem a estrutura (mono ou multicamadas); Tipos de materiais utilizados na estrutura: plsticos, folhas de alumnio, filmes metalizados, papel, etc.; Tipo de resina plstica utilizada em cada camada: estrutura qumica, estrutura molecular, grade, composio em aditivos, composio de blendas polimricas (mistura mecnica de duas ou mais resinas), etc.; Espessuras totais ou parciais dos materiais que compem a estrutura do filme flexvel; Processo de obteno dos filmes, por extruso ou coextruso, com estiramento ou no, tipo de laminao, presena de revestimento, etc A possibilidade de combinao de diferentes materiais uma das grandes vantagens das embalagens flexveis, pois dessa forma a embalagem poder atender as necessidades de conservao, proteo do produto, economia e diminuio do impacto ambiental destaca (ABIEF, 2015). 5.1 PRINCIPAIS SUBSTRATOS UTILIZADOS EM EMBALAGENS FLEXVEIS 5.1.1 Polietileno (PE) uma poliolefina obtida pela polimerizao do gs etileno, em seguida, a resina extrusada (em extrusora balo), obtendo-se o filme de Polietileno. (INSTITUTO DE EMBALAGENS, 2009). As caractersticas dos polietilenos esto diretamente relacionadas ao seu processo de produo. De acordo com Sarantopoulos (2002), os polietilenos podem ser lineares ou ramificados, homo ou copolmero, o grau da ramificao dos polietilenos, por exemplo, um fator importante, pois quanto menor o grau de ramificao maior a cristalinidade, conseqente-mente maior a densidade, a cristalinidade tambm influencia na resistncia do material. Os polietilenos lineares so produzidos com melhor controle de presso e temperatura o que permite maior controle de peso molecular mdio e da distribuio de peso molecular do polmero. Peso molecular diferente igual a caractersticas diferentes. (SARANTOPOULOS, 2002) Os polietilenos lineares convencionais, devido a maior cristalinidade, apresentam maior rigidez, maior resistncia ao alongamento, maior resistncia a perfurao, maior resistncia ao impacto e ao rasgamento, melhor resistncia a baixas temperaturas e melhor resistncia a termos soldagem a quente e menor transparncia. (SARANTOPOULOS, 2002). 27 De acordo com Sarantopoulos (2002), plsticos so polmeros orgnicos de alto peso molecular, sintticos ou derivados de compostos orgnicos naturais, que podem ser moldados de diversas formas e repetidamente, normalmente com auxilio de calor. Conforme Instituto de Embalagens (2009), as principais propriedades dos filmes de PE so: Excelente selante/bom equilbrio (trao/impacto/rasgamento); Transparncia inferior ao Polipropileno (PP); Baixa permeabilidade ao vapor dgua (superior ao PP); Alta permeabilidade a gases; Densidade, estrutura molecular, aditivos e processo de extruso influenciam as caractersticas fsicas e qumicas do filme. Densidade / estrutura molecular em g/cm3: PEBD Polietileno de baixa densidade: ~ 0,910 a 0,925g/cm3 PEMD Polietileno de mdia densidade: ~ 0,926 a 0,940g/cm3 PEAD Polietileno de alta densidade: ~ 0,941 a 0,965g/cm3 PEBDL Polietileno de baixa densidade linear: ~ 0,905 a 0,925 g/cm3 PELUBD Polietileno linear de ultra baixa densidade: ~ 0,890 a 0,915 g/cm3 mPE Polietileno linear obtido com catalizador metaloceno: ~ 0,880 a 0,920 g/cm3 . (INSTITUTO DE EMBALAGENS, 2009). 5.1.2 Polipropileno (PP) uma poliolefina obtida pela polimerizao do gs propileno, pode ser extrusada em extrusora balo ou plana, obtendo-se o filme de Polipropileno um polmero linear, com quase nenhuma insaturao, em embalagens flexveis podem ser empregados mono ou bi orientado. (INSTITUTO DE EMBALAGENS, 2009). Conforme Instituto de Embalagens (2009), as principais propriedades dos filmes de PP so: Transparncia; Mdia resistncia ao furo e ao rasgo; Boa resistncia qumica; 28 Boa barreira ao vapor dgua (inferior ao BOPP e superior ao PE); Excelente barreira gordura; Excelente resistncia trmica; Excelente selagem. (INSTITUTO DE EMBALAGENS, 2009). 5.1.3 Polipropileno bi orientado (BOPP) A orientao dos filmes um processo fsico de orientao das cadeias moleculares do polmero nas duas direes de processamento (longitudinal e transversal) de fabricao, isso permite a obteno de filmes mais finos com melhores propriedades como: aumento na resistncia a trao e na rigidez do material, melhoria na transparncia, brilho, lisura, reduo de permeabilidade a gases e ao vapor d`gua da ordem de at 50% dependendo do grau de orientao (SARANTOPOULOS, 2002). Outra vantagem apontada que os filmes bi orientados apresentam excelente qualidade para a metalizao e aps a metalizao os filmes passam a ser boas opes em materiais barreira para estruturas laminadas como camada interna, especialmente em relao ao vapor d`gua, luz e a gases, proporcionando maior proteo do produto acondicionado, comum o uso de BOPP (polipropileno bi orentado) coextrusado BOPP coex, para conferir selabilidade ao material. Existem tambm os filmes de BOPP com poli lcool vinlico PVOH, como opo de barreira a gases para embalar produtos secos sensveis ao oxignio, e tambm os BOPP perolizados (branco), mais utilizado com apelo esttico e/ou como barreira a luz. (SARANTOPOULOS, 2002) Conforme Instituto de Embalagens (2009), as principais propriedades dos filmes de BOPP so: Brilho; Transparncia; Boa estabilidade dimensional; Boa printabilidade; Barreira ao vapor dgua; Selabilidade em ranges diferenciados em funo da aplicao; 29 Baixa barreira ao oxignio, mas pode ser aumentado atravs de revestimentos ou a utilizao de resinas especiais na coextruso; 5.1.4 Polister (PET - Polietileno tereftalato) O PET politereftalato de etileno muito conhecido como material de embalagem devido seu grande emprego em garrafas e frascos e como filme bi orientado, isso se deve por conta das suas excelentes propriedades a exemplo de sua elevada resistncia mecnica, aparncia nobre (brilho e transparncia), barreira a gases, entre outros. Sua aplicao bastante ampla principalmente em embalagens flexveis laminadas. (SARANTOPOULOS, 2002) Conforme Instituto de Embalagens (2009), as principais propriedades dos filmes de PET so: tima transparncia; timo brilho; tima printabilidade; tima estabilidade dimensional; Excelente estabilidade trmica; Resistncia a umidade; Boa barreira ao oxignio e aromas; Boa resistncia qumica; Boa resistncia trao; Baixa barreira ao vapor dgua; Baixa resistncia ao rasgo; 5.1.5 Poliamida (nilon) e Nilon bi orientado (BOPA) Nilon ou Nylon o nome genrico das poliamidas sintticas, sua produo comercial teve inicio em 1939 pela Dupont, visando o mercado txtil, a partir da dcada de 50 comearam a ser disponveis ao mercado de embalagens. (SARANTOPOULOS, 2002) De acordo com Sarantopoulos (2002), as poliamidas apresentam boa barreira a gases e aromas, alta resistncia mecnica (abraso, perfurao, impacto, flexo), boa resistncia trmica, boa resistncia a leos, gorduras, produtos qumicos, flexibilidade a baixa temperatura, resistem a lcalis e a cidos diludos e podem ser transformados. Os pontos fracos do material so: reao do material com cidos fortes e agentes oxidantes, dificuldade 30de processamento, baixa barreira ao vapor d`gua e perda de propriedades mecnicas e de barreira com a umidificao. Seu maior emprego em embalagens flexveis, podem ser produzidos por extruso ou coextruso em matriz plana ou tubular podem ser mono ou biorientado. A orientao melhora algumas propriedades mecnicas, de barreira e resistncia a flexo, normalmente os nylons so usados em filmes multicamadas coextrusados ou laminados a poliolefinas, EVA, ou ionmeros, que conferem s estruturas selabilidade e barreira ao vapor d`gua. (CLAIRE, 2002) Sua maior aplicao para embalagens a vcuo de produtos crneos, queijos e para tripas. Conforme Instituto de Embalagens (2009), as principais propriedades dos filmes de Nilon/BOPA so: Excelente resistncia mecnica (flexo, trao, furo, rasgo e impacto); Resiste s altas temperaturas; Moderada barreira ao oxignio; Baixa barreira umidade; hidroflico (absorve umidade); Boa resistncia qumica; Aceita revestimentos (SiOx, AlOx e outros). 5.1.6 Papel O papel utilizado em embalagens flexveis porque apresenta qualidades muito importantes. De acordo com Claire (2002), o papel utilizado devido sua excelente qualidade grfica, bem como para conferir rigidez e boa maquinabilidade estrutura. O papel deve permitir uma impresso de qualidade e bom desempenho em outras etapas como: laminao, extruso, metalizao, etc. O tipo de fibra (longa de 2 a 5mm ou curta de 0,5 a 1,5mm) do papel confere suas principais caractersticas. O que deve ser sempre levado em considerao que o papel higroscpio e perde a rigidez e resistncia a trao ao absorver umidade complementa. O Instituto de embalagens (2009), apresenta alguns tipos de papel e alguns exemplos de aplicaes: 31Couch: Boa superfcie de impresso; Boa rigidez; Principais aplicaes: rtulos de bebidas (cervejas, refrigerantes, guas, vinhos), latas, etc. Monolcido: Ideal para laminao; Baixo custo; Boa rigidez; Principais aplicaes: envoltrios de cigarros e produtos em geral, como, fsforo, embalagens tipo sacos, embalagens flexveis para cereais e farinhas, saches de acar, sal, adoante, chs etc. Super calandrados: Adequado para impresso, mas com qualidade inferior ao couch; Boa rigidez; Principais aplicaes: sacos ou pouches para farinhas, cereais biscoitos, erva-mate, cookies, etc. Grau cirrgico: Adequado para impresso; Adequado para esterilizao com ETO (xido de Etileno), radiao, vapor, etc.. Boa rigidez; Principais aplicaes: material cirrgico em geral (agulhas, gaze, instrumentos cirrgicos). Kraft Resistncia mecnica; Bom desempenho em maquina e maciez; Pode ser laminado com alumnio e recoberto com parafina ou hot melt; Principais aplicaes: sacolas, sacos para grandes volumes e pesos como cimento, carvo e outros. Offset: 32 Adequado para impresso; Elevada resistncia de superfcie; Contm aplicao superficial de amido dos dois lados; Utilizado em processos de impresses offset e flexografia em quadricromia frente e verso; Principais aplicaes: rtulos mais simples e etiquetas de codificao. 5.1.7 Folha de Alumnio: A utilizao da folha de alumnio em embalagens proporciona diversos benefcios ao produto principalmente de proteo. (CLAIRE, 2002) Seu uso deve-se principalmente, s suas excelentes propriedades de barreira a gases, vapor d`gua, vapores orgnicos e luz, sendo estas estruturas aplicadas nos casos em que o produto requer grande proteo. (CLAIRE, 2002). De acordo com Instituto de Embalagem (2009), as folhas de alumnio possuem facilidade de dobra alm de ser atxico e inodoro uma opo para explorao do marketing devido seu brilho, mais leve em relao aos outros metais, possui boa condutividade trmica e inodoro. Sua resistncia ao stress (flex craking) e s substncias cidas e salinas so baixas. As folhas de alumnio podem ser adquiridas em espessuras diferentes de 5 a 150m e utilizadas de acordo com a necessidade dos produtos. Nas estruturas flexveis, associadas com papel, carto ou materiais plsticos, normalmente utiliza-se folhas com espessuras inferiores a 12m, o mais comum ultimamente de 7-8m. Estruturas de Blisters apresentam espessuras superiores enquanto que as utilizadas somente como decorativa so de at 5m. (CLAIRE, 2002) Embora o emprego da tecnologia para maior controle do processo as folhas abaixo de 25m normalmente apresentam micro furos (pinholing), quanto menor a espessura maior a quantidade de micro furos e quanto maior a quantidade de micro furos menor fica as propriedades de barreira a gases e a vapores das folhas. A permeao atravs de microfuros reduzida com revestimento ou laminao a um material plstico. (CLAIRE, 2002) 5.1.8 Adesivos: De acordo com Claire (2002), os adesivos so definidos como quaisquer substncias capazes de unir dois materiais (papel, vidro, plstico, metal, cermica ou qualquer combinao desses materiais), os adesivos so componentes vitais para as embalagens. 33H varias formas de se classificar os adesivos, so elas: mtodo de solidificao, tipo de polmero, tipo de solvente ou categoria de aplicao; outra forma de classificao comum : reativo, hot melt, base solvente e base gua, sensveis a presso e de selagem a frio (cold-seal), descritos abaixo: Reativos: So os mais utilizados em embalagens flexveis pelo fato de apresentarem elevada resistncia a delaminao, facilidade de aplicao e boa estabilidade de cor. Uma categoria especial deste tipo de adesivo so os adesivos sem solventes (solventless), esses adesivos apresentam as seguintes vantagens: no tem problemas ambientais, tm alta eficincia energtica e permite altas velocidades na produo. (CLAIRE, 2002) Hot melt: So adesivos 100% slidos aplicados a quente, acima da temperatura de fuso, retorna ao estado slido logo aps o resfriamento, no reagem quimicamente com o substrato e no geram emisses de solventes, sua principal desvantagem um desempenho ruim a altas temperaturas. (CLAIRE, 2002) Base d`gua: No geram problemas de emisses de solvente, pois baseiam-se na perda de gua, pertencem a duas categorias: natural e sinttico. Os adesivos naturais geralmente no aderem bem aos plsticos, como ocorre com o papel, em estruturas que utilizam esse adesivo necessrio que pelo menos um dos substratos seja permevel a gua, a fim de permitir a cura do adesivo. Os adesivos sintticos so os mais utilizados em embalagens, as emulses sintticas so formadas por polmeros que so insolveis em gua. (CLAIRE, 2002) Sensveis a presso: As variedades mais comuns desses adesivos so os a base de borracha (natural ou sinttica) e os acrlicos. aplicado a partir de uma base lquida, como os hot melts, e mantm a presso quando frios e secos, em alguns casos apresenta adeso permanente enquanto que em outros permite o reposicionamento, os principais substratos utilizados so o papel, tecido, borracha, folha metlica e plsticos. (CLAIRE, 2002) Selagem a frio (cold-seal): so semelhante s sensveis a presso, tm grande tendncia de aderir a si mesmo e isso uma grande vantagem, pois no necessita de termo soldagem nas mquinas de envase. Muito utilizado em produtos que no podem receber calor durante o empacotamento, por exemplo: chocolates e sorvetes. (CLAIRE, 2002) 5.1.9 Metalizao: 34Metalizao o processo de deposio sob vcuo de uma camada de alumnio sobre um substrato, no inicio de sua utilizao o objetivo era um efeito decorativo, por conferir aparncia metlica e brilho, o crescimento pela procura por filmes metalizados para embalagens ocorreu principalmente aps o reconhecimento que a camada de metalizao melhorava muito as propriedades de barreira a gases, vapor d`gua, vapores orgnicos e luz do material. (CLAIRE, 2002) Conforme Claire (2002), os filmes bi orientados metalizados so uma tima opo para conferir propriedades de barreira a materiais laminados com espessura total reduzida, uma vez que permite aliar as vantagens da orientao do filme com a significativa melhora de barreira, advinda pela metalizao. Os substratos mais utilizados para metalizao so os polister-PET e o polipropileno bi orientado - BOPP. 5.1.10 Aditivos: Devido dificuldade de processamento de resinas puras, as indstrias comearam a adicionar alguns aditivos aos polmeros base, a fim de se obter produtos melhores. O termo aditivo usado para denotar um ingrediente auxiliar que melhora as propriedades do polmero sem alterar apreciavelmente sua estrutura qumica. (CLAIRE, 2002) Devido ao risco de migrao desses aditivos para a superfcie do material, o que ocasionaria a contaminao do produto, estes devem constar na lista positiva de aditivos regulamentada pela ANVISA (Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria). A ANVISA estabelece a restrio de uso, limite de composio e/ou limite de migrao especifica para as embalagens plsticas que ficam em contato direto com o produto. (CLAIRE, 2002) 5.1.11 Antioxidantes: Antioxidantes so como aditivos e existem para acabar ou amenizar os efeitos indesejados ocasionados pela oxidao do material. Diversos fatores podem ocasionar as reaes de oxidao, como: altas temperaturas de processamento, luz ultra violeta, radiao ionizante, stress mecnico e ataque qumico. Em geral as propriedades de alongamento, ndice de fluidez, resistncia ao impacto, cor e transparncia do material so afetadas. (CLAIRE, 2002) Os aditivos se fazem necessrios para inibir a oxidao, pois praticamente impossvel remover o oxignio do sistema. 5.1.12 Estabilizantes trmicos: So usados estabilizantes para prevenir a degradao de polmeros quando so expostos ao calor, essa degradao facilmente observada, pois a mesma confere uma colorao diferente 35ao material. Em embalagens flexveis os estabilizantes mais usados so misturas de metais, tais como: brio-zinco, clcio-zinco e por ltimo cdmio-zinco, que esta sendo substitudo pelos outros dois. (CLAIRE, 2002) 5.1.13 Estabilizantes ao UV Luz ultra violeta: A foto-oxidao, causada pela combinao da ao da luz e do oxignio, provoca a degradao do polmero em vrios nveis. De acordo com Claire (2002), ftons de luz altamente energticos podem ser capturados pela cadeia polimrica, resultando na quebra de ligaes covalentes e produo de radicais livres, o que provoca a degradao do polmero, como conseqncia, observamos mudana de cor, perda de flexibilidade, brilho e reduo do peso molecular do polmero. 5.1.14 Deslizantes: Os materiais de embalagem flexveis precisam ter uma propriedade muito importante, que sua capacidade de deslizamento, esse deslizamento deve ser controlado, pois isso pode afetar diretamente a produo no momento do envase, equipamentos diferentes podem exigir deslizantes diferentes. (CLAIRE, 2002) Os agentes deslizantes reduzem o travamento que os materiais podem apresentar quando entram em contato com o equipamento ou com ele mesmo, estes aditivos so normalmente misturados ao filme plstico, mas com tendncia muito forte de migrar para a superfcie do filme, justamente onde eles atuam. (CLAIRE, 2002) 5.1.15 Lubrificantes: Os lubrificantes podem ser aplicados resina plstica ou aplicados externamente, os deslizantes so exemplo de lubrificantes. Os lubrificantes so compostos que afetam diretamente as propriedades reolgicas dos polmeros (propriedades como: elasticidade, viscosidade e plasticidade), e reduzem a tendncia destes materiais em aderir s superfcies, os lubrificantes mais comuns so os steres a amidas de cido graxo, parafinas e ceras de polietileno, estearatos e silicones. (CLAIRE, 2002) 366 COMPARATIVO DE PROPRIEDADES ENTRE SUBSTRATOS Abaixo veremos imagens sobre um estudo realizado pela Terphane nica fabricante de filmes de polister da Amrica do Sul, a respeito das propriedades de barreira dos principais filmes utilizados em embalagens flexveis. FIGURA 11 SUBSTRATOS, TIPOS E CARACTERSTICAS Fonte: Terphane, 2014. FIGURA 12 PROPRIEDADES FSICO-MECNICO - TRMICAS Fonte: Terphane, 2014. Comparativo de propriedades de barreira entre diversos substratos. 37FIGURA 13 PROPRIEDADES DE BARREIRAS POR SUBSTRATOS Fonte: Terphane, 2014. FIGURA 14 COMPARATIVO DAS BARREIRAS AO VAPOR D`GUA Fonte: Terphane, 2014. O plstico a matria-prima mais empregada e a mais importante em embalagens flexveis. Evangelista (2001), destaca que talvez seja assim por ser um material mais abundante, provido do petrleo e h grande quantidade de refinarias que fornecem esse material para embalagens. As embalagens flexveis compostas por um nico material so conhecidas como monocamadas, alguns exemplos de produtos que utilizam essas embalagens so os pacotes de arroz, de feijo, de farinha, de acar, gros, aves frescas etc. 38As embalagens laminadas, definidas por Evangelista (2001), so constitudas por duas ou mais pelculas amoldadas entre si atravs de adesivo (combina diferentes ou iguais materiais), alguns exemplos so os sachs de catchup, sucos em p, biscoitos, atomatados, etc. As embalagens laminadas so empregadas para produtos que requerem: maior proteo por barreira a vapor dgua, proteo gordura, proteo luz, agregar valor, melhorar a performance, melhor propriedade mecnica que suporte a tenso proveniente do transporte e distribuio, etc. (INSTITUTO DE EMBALAGEM, 2009). Os filmes laminados se fazem muito necessrios, pois a maioria dos produtos industrializados precisa de protees que um nico material isoladamente no capaz de oferecer. (ABIEF, 2015). O Instituto de embalagem (2009), destaca que as embalagens flexveis vm ganhando espao entre os outros modelos, pois agregam vantagens econmicas e geram menor volume na hora do descarte. A imagem abaixo um exemplo de mudana de categoria do mercado para embalagens flexveis. Neste exemplo nota-se que o valor a ser pago pelo produto tambm diminuiu o que contribuiu para um maior acesso pela populao ao produto. FIGURA 15 TIPOS DE EMBALAGENS PARA MOLHOS DE TOMATE Imagem: Molho de tomate acondicionado em diferentes embalagens. Da esquerda para direita em vidro, metal, cartonada e stand-up pouch. Fotos do autor. 397 CARACTERSTICAS NECESSRIAS AO MERCADO DE EMBALAGENS FLEXVEIS Algumas caractersticas so fundamentais na hora da definio da estrutura mais adequada para um produto de acordo com a Terphane (2014), a embalagem deve garantir viabilidade econmica e tcnica e principalmente a proteo do produto durante todo seu ciclo de vida. So elas: Resistncia mecnica; Maquinabilidade no envase: produtividade e integridade da embalagem; Regularidade de espessura; Estabilidade dimensional; Compatibilidade com os processos de metalizao, impresso, laminao e extruso; Transparncia, quando requerida; Brilho; Necessidade de barreiras especficas: shelf life desejado; Permeabilidade a gases (O2, CO2, N2); Permeabilidade ao vapor dgua; Permeabilidade a aromas; Processamento posterior/uso final: Pasteurizao, esterilizao, congelamento, banho-maria, microondas, etc.; Custo da embalagem; Apresentao da embalagem: atrair o consumidor; Logstica: custo operacional no manuseio e transporte; Design da embalagem: transparente, metalizado, opaco, formato, manuseio, etc.; Meio ambiente: diferencial ecolgico; Convenincia; 40 Barreira ao oxignio, ao vapor dgua, ao aroma e a gordura; Utilizao de gases inertes no interior da embalagem; Utilizao em processos de pasteurizao e esterilizao; Resistncia a altas temperaturas quando requerida. Terphane wwww.terphane.com.br. 15 de novembro de /2014. 418 MERCADO DE EMBALAGENS FLEXVEIS NO BRASIL De acordo com o estudo publicado pela ABIEF (2015), no Boletim Informativo da Associao Brasileira da Indstria de Embalagens Plsticas Flexveis N 48, de maro/abril de 2015, demonstra que embora a produo de 2014 tenha recuado em 1% em relao a 2013, o faturamento teve alta de 7,3%, atingindo R$ 14,7 bilhes. FIGURA 16 INDICADORES DE PRODUO DE EMBALAGENS FLEXVEIS FIGURA 17 PRODUO DE EMBALAGENS FLEXVEIS NO BRASIL A produo de acordo com o tipo de material apresentou os seguintes resultados: 41% de PEBDL (polietileno linear de baixa densidade), os alimentos so os principais produtos que utilizam esse material com 32% do total produzido. 42 24% de PEBD (polietileno de baixa densidade), os alimentos so os principais produtos para esse material tambm com 25% do total produzido. 21% de PP (polipropileno), os alimentos com 22% do total produzido tambm o principal usurio desse material em seguida vem s bebidas com 11% e a utilizao industrial com 10%. 14% de PEAD (polietileno de alta densidade), os produtos de higiene pessoal e limpeza domstica so os principais mercados de utilizao desse material com 29%, e em seguida vem os descartveis com 20% do total produzido. FIGURA 18 PARTICIPAO DAS EMBALAGENS FLEXVEIS Conforme indica o grfico acima, percebe-se que a participao das embalagens flexveis na transformao do plstico no apresenta variao para cima ou para baixo de 2% desde 2007, e em 2014 no foi diferente com uma variao positiva de 1% em relao a 2013, a participao passou de 29% para 30%. De acordo com o estudo o setor continuar a apresentar ritmo lento de crescimento (0,6%) por mais dois anos e a partir de 2017 comea apresentar uma taxa de crescimento maior entre 3% e 4%. 43FIGURA 19 FATURAMENTO DA INDSTRIA DE EMBALAGENS PLSTICAS FLEXVEIS Fonte: ABIEF, 2015 8.1 TENDNCIAS DAS EMBALAGENS FLEXVEIS Entender os desejos da sociedade consumidora, mesmo com todas as mudanas na maneira de pensar e levar a vida, (exemplos: alimentao, saude, familia, atitudes, estilo de vida etc.) para alguns autores, essencial no momento do desenvolvimento de uma embalagem. (INSTITUTO DE EMBALAGEM, 2009) De acordo com Instituto de embalagem (2009), o mercado impe a constante evoluo, preciso acompanhar as demandas da sociedade, principalmente na vida moderna e urbana. essencial entender suas carncias e as oportunidades que surgem para buscar a melhor tecnologia, visando aumentar as chances de sucesso. No relatrio Brasil Pack Trends (2020), os autores citam que o aumento da quantidade de residncias com apenas uma pessoa e a vida urbana cada vez mais corrida tm criado uma demanda por produtos em pores cada vez menores, individuais, principalmente para os alimentos e as bebidas. O mundo e as pessoas que o habitam esto em permanente mudana, assim tambm suas necessidades. Um exemplo muito impactante no mercado em geral foi s mulheres irem trabalhar fora do lar como os homens, muitas vezes assumindo dupla jornada de trabalho. (INSTITUTO DE EMBALAGEM, 2009) 44A falta de tempo e disponibilidade das mulheres e tambm dos homens para os afazeres domsticos demandam por produtos mais prticos e saudveis, da mesma forma as embalagens devem ser mais prticas e menos impactante ao meio-ambiente. De acordo com Instituto de Embalagem (2009), cita cinco macro tendncias que as embalagens devem atender como sendo as principais preocupaes dos consumidores so elas: Convenincia; Sade; Segurana; Estilo de vida (indulgncia); Sustentabilidade. Fica claro que quanto mais tendncias as embalagens atenderem simultaneamente, maior ser o interesse dos consumidores pelo produto. O autor enfatiza que a necessidade de convenincia identificada pela consagrao das embalagens, e que as embalagens devem: Permitir o consumo onde estiver, chamadas on-the-go; Ser fceis de abrir e fechar; Poder ir direto do freezer ao forno de micro-ondas; Ter pores unitrias ou pequenas; Ser prticas; Ser ergonmica, permitir pegada; Gelar e/ou esquentar sozinhas; Ter todos acessrios e acompanhamentos para consumo numa embalagem s; Acompanhar o estilo de vida adaptar-se s novas situaes de consumo; Sobretudo, considerar os novos grupos: pets, idosos, portadores de deficincia, GLST, entre outros. Na figura abaixo vemos como esto classificados os fatores de influncia do mercado, as macro tendncias e as tendncias que merecem destaques. 45FIGURA 20 TENDNCIAS DE EMBALAGENS Fonte: Brasil Pack Trends 2020. Campinas 2012 Tendncias de embalagem pagina 74. Vinculado as tendncias de consumo esto as inovaes, ou seja, difcil atender as tendncias sem nenhuma inovao. Conforme Instituto de Embalagem (2009) pode-se inovar em varias direes como: Reduzindo os custos; Aumentando a vida de prateleira; Aumentando a proteo e a segurana; Mantendo o produto fresco por mais tempo; 46 Tornando a embalagem mais prtica e funcional no transporte ou no armazenamento; Facilitando sua utilizao; Melhorando sua apresentao; Contextualizando-a ao estilo dde vida ou aos hbitos do usurio; Encantando o consumidor com algum acessrio, etc. A inovao o motor da competitividade. Uma questo no s de rentabilidade, mas de sobrevivncia. (INSTITUTO DE EMBALAGEM, 2009) Os materiais tem se desenvolvido para atender as novas tendncias com envolvimento de tecnologia que o mercado vem apresentado, por exemplo, o emprego de nanotecnologia. A nanotecnologia em embalagens refere-se tecnologia empregada no desenvolvimento de produtos em escala nanomtrica (10-9 m), que tem propriedades distintas daqueles de produtos similares em escala macro. (Brasil Pack Trends, 2012). Conforme o relatrio a utilizao da nanotecnologia em embalagens proporciona uma grande melhora de: Propriedades: barreira a gases, barreira umidade, barreira radiao UV, rigidez, flexibilidade, resistncia trmica. Novas funcionalidades: embalagem antimicrobiana, absorvedores de oxignio, absorvedores de umidade e embalagens inteligentes: com sensores e indicadores, superfcies antilimpantes, superfcies antiestticas e permanentes. Sustentabilidade: reduo de peso lightweighting pela melhora das propriedades e melhora das propriedades limitantes de biopolmeros. No relatrio apontado a falta de regulamentao dos rgos competentes para a utilizao da nanotecnologia por ainda estarem em desenvolvimento. 8.2 As novas tecnologias: embalagens ativas e inteligentes: De acordo com o relatrio Brasil Pack Trends (2012), as embalagens ativas atuam sobre o produto ou espao livre da embalagem para aumentar a vida til e a segurana microbiolgica de alimentos e bebidas, o instituto de embalagem acrescenta tambm que a embalagem pode ser capaz de melhorar a qualidade do produto. 47Exemplos de embalagens ativas: absorvedores de oxignio, de CO2, de etileno, absorvedores/controladores de umidade, absorvedores de odores, removedores de colesterol, emissores de etanol, de CO2, de SO2, de aromas, filmes antimicrobianos, antioxidantes, embalagens auto-aquecveis (self-heating). (BRASIL PACK TRENDS, 2012) Para o Instituto de embalagem (2009), a embalagem inteligente monitora, indica ou testa informaes, qualidade ou condio do ambiente, que pode afetar a qualidade do produto, seu tempo de vida ou a segurana. Exemplos de embalagens inteligentes: indicadores de tempo-temperatura, de amadurecimento e frescor, indicadores de oxignio, de etileno, de CO2, indicadores de microorganismos patognicos e toxinas, indicadores de maturao, de temperatura para consumo, biossensores e nanossensores. (BRASIL PACK TRENDS, 2012) Outras inovaes interessantes so: Filmes anti-fog (antinvoa dentro da embalagem); Filmes com permeabilidade controlada; Corte a laser em embalagens flexveis para facilitar a abertura; Revestimentos em carbono; Janelas em embalagens metalizadas flexveis; etc. (INSTITUTO DE EMBALAGEM, 2009) Relacionado s inovaes acima importante que as embalagens tambm apresentem design e acabamento final convincente que atraia os consumidores. importante que as embalagens tambm sejam pensadas e projetadas para que gerem o menor impacto ambiental possvel em todo o ciclo, desde a criao at a disposio final pelo consumidor, a questo da sustentabilidade , sem duvida, o grande desafio das embalagens de forma geral, principalmente das flexveis, (INSTITUTO DE EMBALAGEM, 2009) O homem atravs de suas aes vem causando diversos impactos negativos na natureza, muitas vezes sem permitir sua recuperao, essas aes contriburam por transformaes no meio ambiente que passaram a preocupar a raa humana complementa. No relatrio Brasil Pack Trends (2012), os autores citam a importncia da Avaliao de Ciclo de Vida (Life Cycle Thinking) para a quantificao do custo ambiental de produtos e servios. observado que uma poderosa ferramenta a ser aplicada tanto na melhora continua dos 48processos existentes como para nortear novos desenvolvimentos de produtos e processos para se tornarem mais sustentveis. Conforme o relatrio a aplicao desse conceito para embalagens desdobra-se em quatro tendncias a ser perseguidas para a prxima dcada: Otimizao do Sistema de Produto/Embalagem, Reuso & Reciclagem de Materiais, Gerenciamento de Resduos & Logstica Reversa e Credibilidade e tica. Na figura abaixo vemos como esto classificados os fatores de contribuies da embalagem por macro tendncias. (BRASIL PACK TRENDS, 2012) FIGURA 21 CONTRIBUIES DA EMBALAGEM Fonte: Brasil Pack Trends 2020 49O exemplo da China no tocante a sustentabilidade muito importante, pois l colocado que a questo sustentabilidade abrange trs dimenses: ambiental, social e econmica. fundamental atender as pessoas ao menor custo sem comprometer o meio ambiente. O eco-design de acordo com o relatrio Brasil Pack Trends (2012), como um conjunto de prticas de um projeto que contempla os aspectos ambientais em todos os estgios de desenvolvimento de produtos e servios, reduzindo o impacto ambiental, com respeito aos objetivos ambientais, de sade e segurana, durante todo o ciclo de vida. Entre as prticas associadas ao projeto de eco-design, aplicadas s embalagens e seus projetos o Instituto de Embalagem (2009), citam: Substituio de matrias; Reduo no tamanho das embalagens; Reduo no peso e espessura dos materiais utilisados; Reduo de diferentes palsticos na mesma embalagem; Ateno na escolha de vernizes, tintas e colas; Extenso da vida til do produto; Reduo de uso de substancias txica; Reduo do consumo de energia; Ateno montagem e desmontagem facilitadas; Ateno para a reciclagem; Ateno para a reutilizao da embalagem. 509 HISTRIA DO STAND UP POUCH. Dados histricos apontam seu surgimento em 1962 quando os irmos e inventores Leon Doyen e Louis Doyen, da indstria de mquinas para embalagens Thimonnier situada na Frana, deram entrada de requerimento de patente sobre sua nova inveno o DOYPACK, bolsa que fica em p, hoje muito conhecido como stand-up pouch. O requerimento de patente tratava-se do modelo do recipiente e o mtodo de produo do mesmo. (Thimonnier, 2014) A obteno da patente de nmero US3380646 A s aconteceu em 1968, e durou cerca de 20 anos. Abaixo veremos imagens representativas que os irmos apresentaram no momento do requerimento. FIGURA 22 PUBLICAO DA PATENTE FIGURA 23 IMAGENS RESPECTIVAS DO REQUERIMENTO DE PATENTE 51Imagens: GOOGLE, 2014 FIGURAS l, 2 e 3 respectivamente uma vista em perspectiva frontal, de lado e preenchido. FIGURAS 4, 5, 6 e 7 so vistas frontais com diferentes tcnicas de soldagem para se adaptar de acordo com o produto a ser acondicionado. FIGURA 8 uma vista vertical do recipiente vazio. A FIGURA 9 uma vista em perspectiva que ilustra as dobras usadas para a fabricao do recipiente. A FIGURA 10 uma vista em perspectiva dos diferentes posicionamentos que as bobinas podem ter de acordo com a mquina. FIGURA ll uma vista transversal do recipiente, um mtodo de fabricao onde se produz duas embalagens de uma vez, necessitando apenas de um corte no centro. A FIGURA 12 uma vista em perspectiva dos elementos de uma maquina para fabricar o recipiente conforme a figura 11. O recipiente constitudo de duas faces e o fundo. O fundo base de sustentao que o mantm em p quando preenchido, ele constitudo atravs de duas dobras e soldas em toda a lateral do recipiente nos dois lados, quando vazio o fundo tem o formato da letra W, conforme mostra a figura 8. Aps o preenchimento a rea do W se expande e adquire um formato um pouco mais plano para manter a embalagem em p, representada pelas figuras 1 e 3. GOOGLE, 2014 O projeto tratava-se de uma embalagem flexvel de baixo custo composta por dois filmes laminados entre si, um termo-selvel e outro no, capaz de permanecer em p aps o enchimento. Alm de uma nova alternativa de embalagem, esta poderia servir como opo de substituio para alguns outros modelos j existentes, como: as latas, os frascos plsticos rgidos, as cartonadas e os vidros, sem prejuzo para a qualidade do produto acondicionado. (EMBALAGEM MARCA, 2010) Tal projeto foi capaz de atingir nmeros jamais vistos no mercado de embalagem, alm de substituir algumas embalagens rgidas e cartonadas atendendo todas as necessidades de proteo dos produtos, ainda proporcionava uma grande economia na cadeia produtiva principalmente na utilizao de recursos ambientais, transporte e armazenamento, complementa. Segundo Informaes da empresa o surgimento do DOYPACK foi imaginado primeiramente para o acondicionamento de sucos de frutas e azeitonas. (THIMONNIER, 2014) 52FIGURA 24 EXEMPLOS DAS PRIMEIRAS APLICAES DO STAND UP POUCH Imagem das primeiras aplicaes de embalagens tipo stand up pouch no mundo. A embalagem do suco vinha com um canudinho grudado na embalagem. Sua participao no mercado de embalagem s no foi maior na poca de sua criao por que existiam poucos fabricantes de mquinas para formatao e enchimento desse modelo de embalagem e apesar de seu design revolucionrio, muitas empresas no se interessaram por ela. As empresas alegavam que os stand-up pouches eram mais caro que as embalagens flexveis tipo travesseiros, os potes, as caixas de papelo e por fim que a adeso por esse modelo de embalagem demandava alto investimento em novos equipamentos. KIT (2009) De acordo com o autor poucos avanos foram observados at a queda da patente em meados dos anos 80, aps a queda, o stand-up pouch realmente comeou a ter uma forte presena no mercado com um crescimento considervel a cada ano. Muitas empresas estavam aguardando a queda da patente para comearem a produo de mquinas e equipamentos. Um dos fatores que tambm ajudou muito no crescimento da produo e adeso pelo stand-up pouch naquela poca foi a presso que muitos rgos ambientais, juntamente com as mdias de divulgao de noticias, fizeram para a necessidade de proteo do meio ambiente. Estes perceberam que as embalagens tipo stand-up pouches necessitavam de menos matria-prima para sua fabricao que as embalagens existentes, principalmente as rgidas. KIT (2009) Aps muitas presses dos ambientalistas a partir de meados dos anos 1980 algumas empresas comearam a aderir o stand-up pouch em substituio das embalagens rgidas. Foi o que fizeram fabricantes de detergentes lquidos na Alemanha ao substiturem as embalagens de frascos de polietileno por stand-up pouch, tal modificao se mostrou bem sucedida na Alemanha, onde estritas normas ambientais j estavam em vigor. KIT (2009) 53De acordo com Kit (2009), embora oferecendo benefcios ambientais e econmicos, essa substituio no foi bem sucedida na America do Norte, nessa mesma poca o maior sucesso do stand-up pouch ocorria no Japo nas mais diversas aplicaes. Quando esse novo mercado comeou a se expandir surgiram novos fabricantes de mquinas de converso e envase de stand-up pouch, o que contribuiu para uma expanso ainda maior do mercado, j que com mais fabricantes de mquinas o sistema ficou mais barato complementa. Muitas empresas usurias de embalagens perceberam as vantagens que os stand-up pouches traziam, e com a entrada de novos fabricantes de mquinas estes comearam a ficar mais baratos de se produzir, envasar, transportar e armazenar, nesses dois ltimos casos a vantagem foi maior ainda, j que os stand-up pouches apresentam tamanhos e peso reduzido em comparao com as rgidas. KIT (2009) Apesar de se ter passado mais de 50 anos de seu surgimento o modelo bsico permanece o mesmo, mas com algumas melhorias, j que o primeiro modelo apresentava algumas deficincias, hoje em dia contamos com inovaes em formatos, materiais, tcnicas de instalaes de bicos, sistemas de zperes abre/fecha, vlvulas, tampas, canudos embutidos etc. Tudo isso permite a utilizao dos stand-up pouches para acondicionamento dos mais diversos produtos das mais diversas categorias e ainda proporcionam maior comodidade aos consumidores. (EMBALAGEM MARCA, 2003) 54FIGURA 25 IMAGENS DE STAND UP POUCH Imagens de Stand-up pouch retiradas da internet pelo autor 22-08-2015. No Brasil o principal produto acondicionado nesse modelo de embalagem, desde sua chegada por aqui o molho de tomate, um dos lanamentos ocorreu em 2003 pelas mos da SFruta, uma empresa 100% nacional. O grande impulso ocorreu aps a entrada da Fugini lanando seus produtos nos stand-up pouches com o apelo de um produto 30% mais barato que as embalagens rgidas convencionais. Em seis anos o faturamento da Fugini cresceu 30 vezes basicamente pela adoo do stand-up pouch, hoje em dia a empresa continua investindo nesse modelo de embalagem para o lanamento de novos produtos ou para a substituio das embalagens antigas. ABIEF, 2014 As imagens abaixo demonstram o grande interesse da empresa por esse modelo de embalagem, desde o seu primeiro lanamento. 55FIGURA 26 APLICAES DE STAND UP POUCH FUGINI Imagens de produtos Fugini em stand-up pouch, uma clara adoo da empresa por esse moddelo de embalagem. Fonte: Imagens Google 12/09/15 Segundo Andr Luna, Gerente de Marketing da Tamba Alimentos, a empresa ingressou no mercado com as embalagens stand-up pouch em abril de 2007, foi pioneira na introduo desse modelo de embalagem para atomatados no mercado nordestino. (GUIA DA EMBALAGEM, 2015) Andr Luna destaca: a reduo no custo do produto que chega a at 49,1% no preo/kg, melhor acondicionamento do produto tanto no estoque como no armrio do consumidor, o produto no perde suas caractersticas como sabor e de acordo com ele provado que o shelf-life aumenta nesse tipo de embalagem. A melhor disposio na gndula, preservao do meio-ambiente, h uma diminuio de recursos utilizados na confeco de 70 a 90 % menos material, menos resduo no momento do descarte, maior segurana em relao a lata, suporta bem o transporte, reduo de espao de estocagem, menor quantidade de mquinas, menor nmero de empregados no manuseio, economia de 25% na etapa de transporte e distribuio, alm da reduo de custo do produto final tem contribudo para o aceite cada vez maior dessa embalagem. (TRADBOR, 2015) 56FIGURA 27 APLICAES DE STAND UP POUCH TAMBA Imagens de alguns produtos da linha da Tamba em embalagem stand-up pouch. Fonte: Google imagens Tamba 08/09/2015. Tiago Duarte da Unipac Embalagens diz que a reduo de custo o grande motivador da substituio de embalagens rgidas por flexveis e o stand-up pouch ajuda a popularizar o produto e possibilita o acesso de mais pessoas. (GUIA DA EMBALAGEM, 2015) Atualmente entre 70 e 75% do mercado de molhos de tomate esto acondicionados nesse modelo de embalagem. (ABIEF, 2015) 9.1 Caractersticas dos stand-ups pouches Os stand-ups pouches esto entre as maiores inovaes em sistemas de envase de produtos, as vantagens que essas embalagens proporcionam so diversas e revolucionrias. Em geral e de acordo com a estrutura os stand-ups pouches podem apresentar preo baixo, alta barreira, tima soldabilidade, resistncia mecnica, transparncia total ou parcial, design inovador, so fceis de encher manual ou automaticamente, so fceis de abrir, pode ser facilmente esvaziado, entre outras qualidades. (EMBANEWS, 2015) Alm de ser atraente em termos de custos unitrio se comparado a determinadas embalagens rgidas ou semi-rgidas, o stand-up pouch tem grande apelo pela visibilidade que propicia nas prateleiras com sua exposio vertical, afirma Mrcia Rodrigues, da rea de desenvolvimento de mercado da Itap Bemis. (EMBALAGEM MARCA, 2003) A Kunzler, marca pioneira e sinnimo de queijo ralado no Sul do Brasil com mais de 50 anos de liderana, lanou o Kunzler Gold, queijo parmeso Premium com 12 meses de maturao em ralo grosso. O produto foi lanado em uma luxuosa embalagem stand-up pouch de alumnio fosco de 100g, com o sistema de zper abre e fecha (Ziplock), primeira no segmento no Brasil. (EMBALAGEM MARCA, 2014) FIGURA 28 STAND UP POUCH QUEIJO RALADO KUNZLER GOLD 57 Imagem do queijo ralado Kunzler Gold embalado em stand-up pouch. Fonte: EMBALAGEM MARCA, 2014. As cores escolhidas so ouro, preto e branco, que, segundo o fabricante, enaltecem seu luxo e a experincia nica de consumir o produto. De acordo com a Kunzler, sua proposta investir em equipamentos e novos produtos, mantendo as peculiaridades da produo artesanal de sua receita tradicional. O stand-up pouch uma embalagem que possibilita inmeras vantagens ao sistema todo de fabricao, desde reduo de custos para produtores e envasadores, como tambm versatilidade, j que pode ser fbricado nas mais diversas estruturas e por conseqncia acondicionar os mais diversos produtos alm de facilidade de transporte e sustentabilidade. Maristela Simes Miranda - diretora comercial da produtora de mquinas Maqplas, diz que os stand-up pouches implica numa logstica amigvel, pois permite amplo aproveitamento de espaos no transporte e na estocagem. (EMBALAGEM MARCA, 2003) A Tradbor (2015), uma das empresas pioneiras na fabricao de embalagens stand-up pouch no Brasil, informa em seu portflio que essas embalagens em geral so uma das mais sustentveis no mundo. A empresa informa que isso possvel porque essa embalagem pode ter seu peso reduzido em at 75% em comparao com algumas embalagens rgidas, o que proporciona uma reduo nos custos com a logstica e at 98% de reduo de lixo gerado, informa a empresa. A Natura uma das empresas mais engajadas na reduo de impacto ambiental no pas, lanou a linha Natura Sou, focando em sustentabilidade, as embalagens e as frmulas dos produtos foram criadas para obter o menor impacto ambiental possvel. FIGURA 29 STAND UP POUCH NATURA SOU 58 Imagen Natura Sou, embalagem stand-up pouch em formato de gota. Fonte Imagens Google, 12/09/2015. A Natura diz que as embalagens usam 70% menos plstico em sua produo do que as embalagens rgidas com mesmo volume, (200 mililitros) de acordo com a empresa possvel a extrao do produto at a ultima gota. Jos Vicente Marino, vice presidente de negcios da Natura, diz que a embalagem flexvel facilita a retirada do contedo e evita desperdcios. Outra vantagem apontada por Pmela Maiuolo, gerente de inovao e sustentabilidade da Natura que os pouches so entregues em bobinas, o que representa economia no transporte, um rolo de mil embalagens ocupa o mesmo espao no caminho que 28 frascos vzios, de acordo com a executiva a reduo das emisses de CO2 chega a 60%. (EMBALAGEM MARCA, 2013) Esse apelo sustentvel tem chamado cada vez mais a ateno dos consumidores e muitas empresas tem notado e aumentado a cada ano a utilizao de refil em stand-up pouch para seus produtos. Em geral os refis apresentam valor reduzido em comparao aos frascos. FIGURA 30 COMPARATIVO STAND UP POUCH X REFIL Imagem de comparao valor Stand-up pouch (refil) x frasco dos mesmos produtos fonte: autor Devido sua praticidade e baixo custo de produo em comparao com embalagens rgidas o stand up pouch vem conquistando cada vez mais mercado. 59As embalagens stand-up pouch podem ser mono ou multicamadas, geralmente so camadas finas de matrias-primas laminadas, em geral exigem menor volume antes do enchimento e aps o esvaziamento, menor consumo de energia para pasteurizar, pois isso feito em temperaturas mais baixas alm de proporcionar reduo na perda de material. A reduo na extrao e utilizao de matria-prima muito significante em relao aos modelos de embalagens rgidas. (TRADBOR, 2015) Costumamos dizer que o stand-up pouch no barato, mas sim econmico, pois mesmo que se pague por ele um pouco mais do que por outra embalagem, se ganha em custos industriais, em design, em percepo de valor pelo consumidor, afirma Alan Baumgarten diretor da Tradbor. (EMBALAGEM MARCA, 2003) Os stand-up pouches so timas opes para produtores modernos, distribuidores e consumidores. A adoo por essa embalagem no requer grandes investimentos em moldes como os vidros e os plsticos rgidos, elas apresentam uma grande rea de impresso que possibilita a criao de uma arte que se destaque ainda mais nas prateleiras, tima oportunidade para explorao do marketing, podem ser pasteurizadas, diversidade de tamanho sem grande investimento, so resistentes, tem boa aparncia nas gndolas, podem ir direto ao micro-ondas, reduo nos custos de transporte a armazenamento das embalagens etc. Srgio Angelucci diretor comercial da Embalagens Flexveis Diadema diz trata-se de uma embalagem sintonizada com os novos hbitos de vida, conveniente e tambm segura, uma vez que pode atender aos mais variados requisitos de conservao. (EMBALAGEM MARCA, 2003) Os stand-up pouches permitem a incluso dos mais diversos acessrios para facilitar o consumo e a integridade do produto. (EMBANEWS, 2015) Como foi dito em seu histrico de criao os primeiros Doy Pack (Stand-up pouch), foram concebidos para praticamente o envase de sucos de frutas e azeitonas. Hoje em dia com a evoluo das matrias-prima, mquinas, equipamentos e o surgimento de produtores inovadores e criativos os stand-up pouches, esto sendo empregados aos mais diversos produtos e segmentos como exemplos: Alimentos: Molhos em geral; Caf em gro ou solvel; 60 Maionese; Frutas secas e nozes; Alimento de animais; Comida de beb; Po e biscoitos; Alimentos congelados ou refrigerados; Sopas; Ervas e especiarias; Sobremesas; Alimentos orgnico/naturais entre outros. Bebidas: Sumos de frutas e nctares; Bebidas alcolicas: vodka, vinho etc.; gua mineral; Laticnios: iogurte, leite condensado etc.; Leite em p entre outros. Produtos de limpeza: Lava- loua para maquinas; Cera e produtos para lavar o cho; Amaciantes; Detergentes; Passa - fcil; Sabo em p entre outros. Indstria farmacutica: Sabonetes liquidos; Cremes; 61 Loes; Shampoo e condicionador entre outros. Indstria qumica: Insenticidas; Pesticidas; leo para motores; Tintas; Adesivos entre outros. Como se pode observar, a grande vantagem do stand up pouch sua versatilidade, utilizando-se de estruturas adequadas e acessrios adequados, pode-se envasar diversos produtos das mais diversas reas de atuao. Mauro Kernkraut diretor comercial da Terphane, ressalta que existem barreiras mercadolgicas, mas no de aceitao as novas tecnologias, vem aumentando sua aceitao e a confiana nos stand-up pouch. (EMBALAGEM MARCA, 2003) Esse modelo de embalagem pode ser utilizado por empresas de diversos tamanhos e de diversos segmentos, existem empresas especializadas na produo dessas embalagens que as fornecem a partir de 100 unidades em tamanhos e acessrios personalizados, os pouches no levam impresso, mas podem ser decorados com serigrafia e ou rtulos auto-adesivos. (TRADBOR, 2015) importante saber que essa embalagem pode ser adquirida para duas formas distintas, as pr-formadas e as em bobinas. As embalagens pr-formadas, so adquiridas j cortadas e soldadas por um convertedor, nesse caso o usurio da embalagem precisar fazer somente o enchimento com o produto e a ltima selagem da embalagem. As adquiridas em bobinas, necessitam que o usurio tenha uma mquina especifica que far todo o processo de formatao, enchimento e selagem da embalagem de forma consecutiva. (EMBALAGEM MARCA, 2010) 62FIGURA 31 BOBINAS PARA TRANSFORMAO DO STAND UP POUCH Imagens de bobinas que poderiam ser transformados em pouche e envasado de forma consecutiva e pouches pr-formados aguardando somente envase e selagem. Fonte: imagens da internet. As embalagens adquiridas prontas dos convertedores sendo necessrio somente a ltima selagem aps o enchimento so conhecidas como fill-seal (FS), a grande vantagem desse modelo a flexibilidade, possibilitando a troca de tamanhos e formatos diferenciados, poucas perdas e maior eficincia durante a produo. (EMBALAGEM MARCA, 2010) Para Gleison Garcia Marques gerente de vendas da Incoplast, esta realidade no ser alterada a curto ou mdio prazo. Ele salienta que as crescentes solues em empacotamento automtico e semi-automtico para esta embalagem viabilizam produo com baixo custo de operao em alguns segmentos, o que o torna uma opo para empacotadores de mdio e grande porte. Dessa forma na sua viso os pouches pr-formados tero espao garantido por muitos anos ainda. (EMBANEWS, 2015) Os equipamentos semi-automticos para envase de pouch pr-formado, de acordo com Alan Baumgarten da Tradbor, so mais vantajosos para o mercado brasileiro devido sua flexibilidade que pode atender ao grande nmero de produtos e lanamentos, dentro do portflio das empresas. possvel envasar diversos tamanhos, os setups so mais rpidos, os equipamentos tm praticamente metade do tamanho dos Form-fill-seal, no exigem operadores especializados e custam cerca de 40% menos. Ele acrescenta tambm que nos 63ltimos anos, o conceito do envase de pr-formados ganhou mais notoriedade, facilitando o lanamento de novos projetos. (EMBANEWS, 2015) FIGURA 32 STAND UP POUCH DIFERENCIADOS Imagens de stand-up pouch com formato diferenciados- caracterstica dos pr-formados, fonte: EMBALAGEM MARCA, 2010 Outra possibilidade a formao e preenchimento do pouch na linha de envase, este modelo conhecido como form-fill-seal (FFS). Nesse caso as embalagens so adquiridas no formato de bobinas. Esse modelo permite grande produtividade e menor custo por embalagem. As desvantagens so maiores perdas para produes pequenas e baixa flexibilidade de troca de tamanhos e formatos. (EMBALAGEM MARCA, 2010) FIGURA 33 STAND UP POUCH CLSSICO Imagens de stand-up pouch com formato clssico - caracterstica para grandes produes, fonte: Fotos da internet A opo por uma das duas formas deve ser bem avaliada. Mrcio dal Bello, gerente de vendas do departamento de mquinas de embalagem de Ferrostaal explica que as embalagens Form-fill-seal exigem maior investimento no inicio, mas tem custo de operao menor e indicado 64para grandes produes. Enquanto que as Fill-seal caracterizam-se pela versatilidade de formatos de pouches que fogem dos clssicos e quase no gera perca de produto durante o processo de envase, pois os pouches podem ser avaliados antes do enchimento. (EMBALAGEM MARCA, 2010) O stand up pouch agrega valor aos produtos, utilizando-se de sua convenincia de permanecer em p nas prateleiras tornando o produto mais visvel, captando a ateno dos consumidores e passando a imagem de sustentabilidade complementa. FIGURA 34 APLICAO DE STAND UP POUCH ECOBRIL Imagens de alguns produtos da linha Ecobril da Bombril que fazem a utilizao do stand-up pouch como refil. Fonte: Google imagens 08/09/15. Conceitos equivocados, falta de informao, carncia de insumos. Eis algumas barreiras que o stand-up pouch tem de superar no Brasil para no se tornar uma eterna promessa, essa foi a mensagem que a reportagem de capa da revista Embalagem Marca de dezembro de 2010 trazia logo de inicio a reportagem. Segundo fornecedores dessa embalagem o que ocorre ainda falta de informao e tambm divulgao de informaes erradas sobre esse tipo de embalagem. Para Alan Baumgarten diretor da convertedora Tradbor, alm da falta de informao h uma subestimao dos stand-up pouch pela indstria usuria quando se referem aos mesmos como sendo um saquinho ou at mesmo um sach. O stand-up pouch uma embalagem tcnica, impossvel de ser bem trabalhada a partir da simples aquisio de uma mquina. Disse o diretor. (EMBALAGEM MARCA, 2010) Outro fator apontado que tem prejudicado muito o crescimento desse mercado no Brasil a falta de fornecedores de acessrios para incluso nos pouches. Os acessrios como: os bico, as vlvulas e os canudos; so em sua grande maioria importados. (EMBALAGEM MARCA, 2010) 65Embora muitas empresas j tenham adotado o stand up pouch em alguns de seus produtos, principalmente como refil, este modelo de embalagem ainda esta longe de se popularizar o quanto na Europa, na sia e nos Estados Unidos. FIGURA 35 APLICAO DDE STAND UP POUCH EM OUTROS PASES Imagens de diferentes aplicaes de stand-up pouch em outros pases. Fonte: Google imagens stand-up pouch. 12/09/15. Apesar desses problemas apontados, empresas que utilizam o stan-up pouch como apresentao de seu produto ao consumidor se dizem muito satisfeitas. As embalagens so flexveis, oferecem excelente visibilidade nas prateleiras e representam uma alternativa mais leve, quando comparadas com embalagens rgidas. o que disse Lisiane Guimares, gerente de Marketing da empresa Piracanjuba, ao se referir ao lanamento do leite em p da Picacanjuba em stand up pouch. (EMBALAGEM MARCA, 2010) FIGURA 36 STAND UP POUCH PIRACANJUBA 66Imagens do leite em p Piracanjuba em embalagens stand-up pouch em trs verses: Integral Instantneo (800g), Integral (800g) e Desnatado Instantneo (600g). Fonte: EMBALAGEM MARCA, 2014. A empresa adquiriu maquinas que garantiriam a agilidade no processo. Temos a inteno de ampliar a linha de produtos oferecidos em stand-up pouches, afirma Lisiane. Trouxemos uma releitura das ondas presentes na embalagem atual de sach e associamos s ondas da prpria identidade visual da marca. A gramatura bem resistente e o resultado um produto visivelmente atrativo ao consumidor, explica executiva. 9.2 Estudo sobre o lanamento de stand-up pouch no Brasil de 2005 2014. Abaixo veremos um estudo realizado pela Mintel (Agncia de inteligncia de mercado, publicado na revista embanews de maro de 2015), sobre o lanamento de stand-up pouch de 2005 2014 no Brasil, no estudo observaremos lanamentos por tipo, pelas principais categorias, por tamanho e por tipo de convenincia que os stand-up pouches ofereciam. FIGURA 37 LANAMENTO STAND UP POUCH POR TIPO DE LANAMENTO Imagem de estudo realizado pela MINTEL sobre o lanamento de stand-up pouch por tipo de lanamento. Fonte: Revista Embanews, 2015. Conforme apresenta a imagem o lanamento de stand-up pouch como nova embalagem, passou dos 35%, ficando um pouco abaixo do ano anterior 2013, mas observa-se que o nmero de lanamentos crescente a cada ano, na maioria dos anos. De acordo com os dados, no ano de 2014 o nmero de lanamentos como nova embalagem foi um pouco maios que duas vezes o ocorrido em 2005, dando uma taxa mdia crescente de 2,25% ao ano. (EMBANEWS, 2015) 67FIGURA 38 LANAMENTO STAND UP POUCH POR CATEGORIA Imagem de estudo realizado pela MINTEL sobre o lanamento de stand-up pouch por categoria de produto. Fonte: Revista Embanews, 2015. Conforme ocorre desde seu lanamento em stand-up pouch, a categoria molhos e temperos a que mais lanou produtos no mercado no ano de 2014, as categorias de alimentos: snacks, panificao e acompanhamentos, foram as que os maiores nmeros de lanamentos em relao ao ano anterior, 2013. FIGURA 39 LANAMENTO STAND UP POUCH POR TAMANHO Imagem de estudo realizado pela MINTEL sobre o lanamento de stand-up pouch por tamanho. Fonte: Revista Embanews, 2015. 68A capacidade de acondicionamento em gramas que teve o maior nmero de lanamentos em 2014 foi a de 550g. Isso explica o crescimento por categoria que foi obtido em 2013. FIGURA 40 LANAMENTO STAND UP POUCH POR TIPO DE CONVENINCIA Imagem de estudo realizado pela MINTEL sobre o lanamento de stand-up pouch por tipo de convenincia. Fonte: Revista Embanews, mar 2015. Observa-se que as categorias de convenincia que tiveram crescimento em relao ao ano anterior foram: facilidade de uso (acessibilidade), refil e tempo/velocidade (pr-preparado), so categorias que a tempo so tendncia e tudo indica que continuaram em ritmo crescente. (EMBANEWS, 2015) Atributos como facilidade de uso, portabilidade, eficincia na distribuio, diferentes formatos, variedade de sistema de fechamento e refechamento, efeito visual nas prateleiras etc., so qualidades que os consumidores levam em conta no momento da compra, mas alm desses os consumidores esto exigindo e valorizando ainda mais convenincias. (EMBANEWS, 2015) Para David Luttenberger diretor global de embalagem da Mintel, hoje os consumidores esto escolhendo por produtos com facilidade para dispensar, que podem ir direto ao forno-microonda, e no mais embalagens que trazem mensagens como, nova embalagem de forma genrica; conforme o executivo, os atributos comprovados pelos consumidores explicam a crescente popularidade do stand-up pouch como refil, nos ltimos anos no Brasil. (EMBANEWS, 2015) 69FIGURA 41 COMPARATIVO DE EMBALAGENS NOVAS Imagens de embalagem, nova mais com pouca percepo pelo consumidor e outra com tima percepo pelo consumidor, melhor convenincia. Fonte: Google imagens, 12/09/15. Um estudo realizado e recm-divulgado pela Euromonitor (empresa de pesquisa de mercado) aponta um crescimento mundial no uso do stand-up pouch como embalagem primria para alimentos, de acordo com o estudo o consumo alcanou 1,9 trilho, ndice 3% maior que o do ano anterior. (ABIEF, 2015) A Euromonitor prev um crescimento na taxa de 6% ao ano no consumo do stand-up pouch para alimentos pelos prximos cinco anos. Rosemary Downey, chefe de pesquisa de embalagem na Euromonitor observa que o pouch tem sido integrado ao portiflio de muitas marcas. Ele vem sendo utilizado como soluo para diversas convenincias apontadas pelos consumidores, inclusive como a ida direta ao micro-ondas para refeies prontas. (ABIEF, 2015) FIGURA 42 TENDNCIA DE APRESENTAO DE ALIMENTOS 70Exemplos de emprego do stand-up pouch para alimentos prontos nos Estados Unidos e a substituio do emprego de cartucho na frana. Fonte Embalagem Marca, publicado em 16/04/2015. Rosemarie salienta que o stand-up pouch se consolidou como uma corrente principal nos casos acima. 7110 SUSTENTABILIDADE, RECICLAGEM E MEIO-AMBIENTE. O assunto meio-ambiente hoje faz parte do nosso dia-a-dia, as pessoas realmente tem se voltado para essa questo, o mundo que queremos e que deixaremos para as prximas geraes depende das aes de hoje, pensando nisso, salvar o planeta passou a ser uma misso para todos que o habitam. (INSTUITUTO DE EMBALAGEM, 2009) Desenvolvimento sustentvel aquele que atenda s necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as geraes futuras atenderem as prprias necessidades, Definio de sustentabilidade ONU em 1991. FIGURA 43 TRIP DA SUSTENTABILIDADE Imagem: O trip da sustentabilidade. Fonte:infobranding, 2015 O termo sustentabilidade muito usado para designar o bom uso dos recursos que a natureza nos oferece. E o conceito sustentabilidade esta relacionado com a mentalidade, atitude ou estratgia que ecologicamente correta, economicamente vivel, socialmente justa e com uma diversificao cultural. (INSTITUTO DE EMBALAGEM, 2009) O mundo parece ter acordado para duas questes extremamente importantes para a continuidade da vida no planeta terra que so: os resduos que geramos e a explorao desordenada sem medir conseqncias que efetuamos ao meio-ambiente complementa. As manifestaes que a natureza vem nos mostrando atravs de tsunamis, enchentes, furaces, deslizamentos, chuvas prolongadas, entre outros eventos so reflexos claros do esgotamento do meio-ambiente. Fatos como esses tm se tornado freqente em todo o mundo, por isso todos os setores da economia, e tambm de embalagens devem contribuir para a reduo de emisso dos gases de efeito estufa. (CEMPRE- Compromisso Empresarial para Reciclagem, 2015) 72As embalagens esto no centro das discusses, assumindo o papel como uma grande contribuinte a essas manifestaes da natureza, pensando em seu sistema de fabricao, desde a extrao do petrleo at o descarte, na maioria das vezes errada pelo usurio, fcil perceber o motivo da incluso das embalagens nas discusses. preciso assumir responsabilidades para cuidar da produo e orientar o descarte. necessrio reinventar os vrios modelos estabelecidos, desde a criao da embalagem, a impresso, o envase, o descarte, at a reciclagem e a reutilizao, reciclar os conceitos. Reaprender. (INSTITUTO DE EMBALAGEM, 2009) Pensar em uma embalagem que cometa o mnimo de impacto na natureza passou a ser prioridade no momento do desenvolvimento da mesma. Isso no se resume somente ao material, mas sim a todas as etapas para a produo da matria-prima, transporte, viabilidade para reciclagem, atendimento ao shelf-life, etc. (INSTITUTO DE EMBALAGEM, 2009) A anlise do ciclo de vida do produto uma tima forma de identificar os aspectos e os impactos ambientais que ocorrem durante toda a vida do produto, desde a extrao da matria-prima, fabricao, uso e descarte. O estudo contabiliza o impacto causado na natureza em todas as etapas. (BRASIL PACK TRENDS, 2012) Representao esquemtica das etapas de uma anlise do ciclo de vida de embalagem. FIGURA 44 ESQUEMA DE ANLISE DE CICLO DE VIDA DE EMBALAGEM 73Imagem: esquema de ACV de embalagem. Fonte:Rrelatrio Brasil Pack Trends 2020. De acordo com a anlise possvel definir e projetar as melhorias ambientais. O Instituto de Embalagem (2009), diz que alm da alternativa de reutilizao deve-se buscar incansavelmente a possibilidade de reduo, reciclagem, incenerao para recuperao de energia ou o biodegradao do resduo gerado aps o consumo do produto embalado. Ficar atento sobre a tecnologia que vem sendo utilizada nos materiais fundamental. destacado tambm que os materiais que conferem alta barreira, embalagens ativas, embalagens inteligente, nanotecnologia aplicada em embalagens e a utilizao da impresso digital, neste caso o ganho se da pela produo de somente o que necessrio, evitando lotes mnimos desnecessrios. Sobre os novos materiais o Instituto de Embalagem (2009), destaca: os biopolmeros ou plsticos de fontes renovveis, como celulose, milho, batata, cana de acar, etc. Observa tambm que a utilizao dos filmes de BOPP (Polipropileno Biorientados), um timo exemplo de reduo de matria-prima para embalagens. De acordo com o executivo, isso ocorre devido grande melhora nas propriedades mecnicas e de barreiras que a orientao proporciona nos filmes, e como conseqncia reduo de gramatura na embalagem e menor impacto ambiental pela sua baixa participao no peso total do produto. Entre os benefcios na utilizao do BOPP esto: menor consumo de matria-prima, menor consumo de energia para a fabricao, menor consumo de combustveis nos transportes e menor peso de resduo a ser descartado, dessa forma toda a cadeia beneficiada pela reduo de embalagem. A composio da embalagem uma questo que deve ser sempre levada em considerao no momento de seu desenvolvimento. As embalagens flexveis em sua maioria so compostas por mltiplos substratos, por esse motivo essas oferecem maior restrio para os processos de disposio do resduo, seja a reciclagem ou a incinerao para gerao de energia. (INSTITUTO DE EMBALAGEM, 2009) Atributos de proteo e preservao em um nico material ou a utilizao de materiais compatveis entre si muito importante para que, alm da reduo, se consiga uma alternativa economicamente vivel de reciclagem ou incinerao para a gerao de energia complementa. Pensando nesses benefcios empresas fornecedora de materiais para embalagem vem procurando, atravs de novas tecnologias melhorarem as qualidades dos filmes e conseqentemente reduzir a quantidade de diferentes materiais nas embalagens. 74Em 2010, uma ao em parceria entre a Dow, a Printpack e a Tyson Mxico, colocaram no mercado mexicano uma embalagem stand-up pouch com 100% PE, para acondicionamento de carne de frango congelado, o principal atributo da embalagem sua sustentabilidade. (DOW, 2015) FIGURA 45 STAND UP POUCH 100% PE Imagem Stand-up pouch 100% PE- Valor agregado - Sustentabilidade. Fonte: Google. A Dow inovou ao desenvolver essa embalagem, criando mais uma soluo para a cadeia que busca solues mais sustentveis. O principal diferencial que oferecemos fcil reciclabilidade, afirma Dolores Brizuela, gerente de Marketing para Embalagens de Alimentos e Especialidades da Dow na Amrica Latina. Essa tecnologia contribuiu para ampliar as metas corporativas de sustentabilidade da Printpack e da Tyson. Sem dvida queremos ampliar o uso desse tipo de embalagem em todas as linhas da Tyson, declara Raul Velasco, Diretor Comercial da Tyson no Mxico. uma grande conquista e um importante passo que damos como fabricantes, conclui. Rudolf Schaich, Gerente de Desenvolvimento de Mercado da Printpack Mxico, concorda. O stand-up pouch 100% polietileno um produto extremamente interessante que nos ajuda a alcanar nossos objetivos de responsabilidade social. Certamente far parte de nosso portflio de solues, afirma. A prpria embalagem stan-up pouch um exemplo de embalagem elaborada para a reduo do impacto ambiental, diversos exemplos de inovaes temos visto no mercado de embalagem, principalmente vindas do exterior, como uma alternativa as embalagens um pouco mais impactante que alm desse atributo oferecem ainda mais experincia ao usurio. (EMBALAGEM MARCA, 2010) Um exemplo dessa aplicao a embalagem para leite que, segundo os fabricantes reduzem de 40-50% da pegada de carbono, somente em comparao as embalagens rgidas, evidente 75que a utilizao dos stand-ups pouches proporcionam economia em outras etapas da produo, exemplo: transporte, armazenagem, entre outras. (PACKAGING WORLD, 2015) FIGURA 46 STAND UP POUCH PARA LEITE Imagem: Ecolean Air, desenvolvido pela Ecolean, fonte: PACKAGING WOLRD, 2015. Trata-se de um stand-up pouch, pr fabricado, assptico. No canto superior direito da embalagem encontra-se uma ala de ar que facilita o manuseio. A Ecolean afirma que, o Ecolean Air o mais verde, quando se tratam de consumo de energia, produo de resduos, poluio da gua e as emisses de gases estufas, do que as embalagens tradicionais de leite. (PACKAGING WOLRD, 2015) A questo da reduo de resduos, que a sustentabilidade sugere nada mais do que a aplicao dos 5R`s, de fcil entendimento e que incentiva mudanas do cotidiano das pessoas sobre o consumo, os 5 R`s so: Repensar: observar se o produtor tem preocupao com o meio-ambiente. Reduzir: minimizar ao mximo o lixo produzido e descartado. Reaproveitar: reutilizar tudo o que for possvel, com criatividade tentar dar uma melhor finalidade ao que seria lixo. Reciclar: transformar o que seria lixo em matriaprima para um novo produto, existem diversas maneiras de reciclar, por exemplo, as novas finalidades dos potes de sorvete, geralmente viram recipiente para outros produtos. Em 2010 foi autorizado a fabricao de embalagens para alimentos de polister (PET) reciclado. 76 Recusar: evitar produtos que agridem o meio-ambiente em seu processo de fabricao que poderiam ser evitadas pela empresa. (CEMPRE, 2015) FIGURA 47 5R`s Imagem: 5Rs, fonte: Imagens da internet 10.1 A poltica nacional de resduos slidos Aprovada aps duas dcadas de debate a lei n12.305 de 2 de agosto de 2010, estabelece a Poltica Nacional de Resduos Slidos (PNRS), estabeleceu que reduzir a gerao de lixo, coletar materiais reciclveis para retorno a produo industrial e achar solues viveis para o descarte uma questo a ser enfrentada por todos. (CEMPRE, 2015). No relatrio Brasil Pack Trends 2020, foi destacado os principais tpicos da lei no que se refere s embalagens. Na primeira parte a Poltica Nacional de Resduos Slidos, d as diretrizes gerais relativas gesto integrada dos resduos slidos e atribui responsabilidades aos seus geradores a ao poder pblico. Das definies mais importantes destacam-se: Ciclo de Vida dos Produtos: envolve as etapas desde a obteno da matria-prima, seu processamento, consumo e disposio final. Destinaes Ambientais Adequadas: Incluem a reutilizao, a reciclagem, a compostagem, a recuperao e o aproveitamento energtico ou outras destinaes admitidas pelos rgos competentes. Disposio Final Ambiental Adequada: considera-se apenas a distribuio ordenada dos rejeitos em aterros, segundo suas normas operacionais, evitando danos ou riscos sade pblica e segurana. 77Logstica Reversa: compreende os conjuntos de aes que viabilizam a coleta e a restituio dos resduos slidos ao setor produtivo, para reaproveitamento em seu prprio ciclo ou em outros ciclos produtivos. Reciclagem: processo de transformao dos resduos slidos sem alterao de suas propriedades fsicas, fsico-qumica ou biolgicas, para utilizao subseqente como insumo ou novos produtos. Responsabilidade Compartilhada ao longo do ciclo de vida dos produtos: conjunto de atribuies individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos servios pblicos de limpeza urbana e dde manejo dos resduos slidos, para a minimizao dos volumes e reduo dos impactos decorrentes da gerao de resduos slidos. (BRASIL PACK TRENDS, 2012) Atravs dessas disposies gerais, d para se ter uma idia de quanto importante essa lei para a reduo do impacto ambiental no que se refere s embalagens, desde que sejam cumpridas. FIGURA 48 MUDANA COM A LEI DE RESDUOS Imagem: Mudanas com a lei de resduos. Fonte: http://cempre.org.br/busca/review%202013. 78A nova legislao impulsiona o retorno dos produtos s indstrias aps o consumo e obriga o poder publico a realizar planos para o gerenciamento do lixo, entre as novidades esta a incluso dos catadores organizados em cooperativas. (CEMPRE, 2015) A incluso dos catadores de estrema importncia, para gerao de empregos e bem-estar de milhares deles, em sua maioria, so eles que fazem a coleta dos resduos. Um estudo realizado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econmica Aplicada), em 2010, constatou que o pas perde anualmente R$ 8 bilhes ao enterrar o lixo que poderia ser reciclado. (CEMPRE, 2015) FIGURA 49 DESTINAO DO LIXO E MATERIAIS MAIS DESCARTADOS Imagem: destinao do lixo e materiais mais descartados. Fonte:CEMPRE, 2015 10.2 Coleta seletiva Aps a aprovao da Poltica Nacional de Resduos Slidos, o nmero de municpios que fazem a coleta seletiva esta em constante crescimento, mas de acordo com um estudo da Ciclosoft realizado em 2012, apenas 14% dos municpios brasileiros oferecem a coleta seletiva, e desse total 86% esto nas regies Sul e Sudeste. E imprescindvel que esse nmero 79cresa rapidamente em outras regies, pois a coleta seletiva a fonte de abastecimento do mercado a reciclagem. (CEMPRE, 2015) FIGURA 50 NMEROS DA COLETA SELETIVA 2012 Imagem: Nmeros de municpios com coleta seletiva em 2012. Fonte: CEMPRE, 2015 Vale lembrar que a coleta seletiva no surge como uma soluo para a questo da poluio ambiental ocorrida pela grande quantidade de embalagens descartadas, mas como uma possibilidade de minimizar os problemas ocasionados pela quantidade de lixo gerada diariamente. (CEMPRE, 2015) O custo da coleta seletiva em 2012 mostrou que o valor 4,5 vezes mais caro que coleta convencional, a grande vantagem que a coleta trs so os ganhos sociais e ambientais. FIGURA 51 CUSTO DA COLETA SELETIVA 80Imagem: custo da coleta seletiva no Brasil. Fonte: CEMPRE, 2015 Os desafios so a reduo de custos e o aumento da produtividade para que o modelo se torne mais vivel, um caminho a estruturao de consrcios municipais para a gesto conjunta dos resduos urbanos, estratgia capaz de viabilizar escala, custos e investimentos. (CEMPRE, 2015) 10.3 Logstica Reversa O conceito de logstica reversa a coleta de embalagens ou outros materiais aps o consumo para retorno como matria-prima produo industrial. O interessante nesse caso que no h uma regra de como isso ser feito, pois isso deve ser feito de forma adequada com a realidade local. Mais do que tecnologias caras e importadas, s vezes inadequadas ao cenrio, o esforo se concentra na melhor gesto, na qualificao e na busca inteligente e criativa de solues viveis. (CEMPRE, 2015) Ultimamente temos visto fabricantes de embalagens investindo no design e desenvolvimento que utilizam menos insumos e que podem ser recicladas, as indstrias vem assumindo responsabilidade e compromissos na busca por alternativas para o resduo gerado aps o uso de seus produtos. Ao reduzir o uso de insumos extrados da natureza com risco de impactos ambientais, evitar danos biodiversidade, economizar energia e diminuir emisses de gases do efeito estufa, a reciclagem representa uma vantagem competitiva para as empresas. Alm dos ganhos ambientais e sociais, h reduo dos custos. (CEMPRE, 2015) FIGURA 52 BENEFCIOS COM A RECICLAGEM 81Imagem: Benefcios com a reciclagem. Fonte: CEMPRE, 2015 Um fato interessante que quanto maior a renda do pas maior o consumo e maior a quantidade de resduo gerado que precisa de tratamento para retornar ao mercado e no causar impactos negativos ao meio-ambiente. Alm do poder pblico e das empresas, tambm o comportamento da populao chave para o mercado da reciclagem crescer em base slida, ele tem o poder de compra (dar preferncia a produtos bons para o meio ambiente) e essencial na separao dos resduos para a coleta seletiva. (CEMPRE, 2015) FIGURA 53 MERCADO DE RECICLAGEM NO BRASIL Imagem: Mercado de reciclagem no Brasil. Fonte: CEMPRE, 2015 8211 CONCLUSO Talvez os criadores do Doy Pack ou stand-up pouch como ficou popularmente conhecido, no tinha noo de tamanho impacto que sua criao ocasionaria no mercado de embalagens. Os stand up pouches se apresentam como uma tima opo para o acondicionamento de diversos produtos. As embalagens podem ser adquiridas por empresas de grande e pequeno porte, ou seja, para produes de grande tiragem ou poucas tambm, temos observado tambm uma grande tendncia de sua aplicao para produtos naturais. Existem fornecedores especializados na produo dessas embalagens que as fornecem pr-fabricadas em quantidades e tamanhos diferenciados e at com acessrios personalizados. Os stand up pouch contam com diversas inovaes em formato, materiais, acessrios que podem ser incorporados a embalagem como sistemas de abre/fecha, vlvula, canudos, etc., o que proporcionam melhor experincia aos consumidores. Empresas que optaram pela utilizao do stand up pouch para seus produtos se dizem muito satisfeitas e relatam que houve reduo dos custos em diversas etapas do processo e at aumento nas vendas devido a maior aceitao dos consumidores. Embora sua aplicao tenha crescido em um ritmo mais lento por aqui, em comparao com outros pases do mundo. Motivos como reduo de custos para produtores e envasadores, versatilidade de estruturas, inovao, reduo de impacto ambiental, integridade dos produtos envasados, possibilidade de acondicionamento de diversos produtos, tima apresentao nas gndolas, facilidade de uso, transporte e estocagem so motivos que faro esse modelo de embalagem crescer ainda mais em nosso pas. 83REFERNCIAS ASSOCIAO BRASILEIRA DE EMBALAGEM - (ABRE). Disponvel em acesso em 12 de fevereiro de 2015. Nota, este site foi acessado por diversas vezes ao longo do ano. ASSOCIAO BRASILEIRA DA INDSTRIA DE EMBALAGENS PLSTICAS FLEXVEIS - (ABIEF). Disponvel em acesso em 10 de fevereiro de 2015. Nota, este site foi acessado por diversas vezes ao longo do ano. BRASIL PACK TRENDS 2020[recurso eletrnico] / editores, Claire Isabel G.L. Sarantpoulos, Raul Amaral Rege. -1. Ed. Campinas: ITAL, 2012. 231 p.: II. ; 27cm. CAVALCANTI, Pedro & CHAGAS, Carmo. Histria da embalagem no Brasil. So Paulo: Griffo, 2006. CEMPRE (Compromisso Empresarial para Reciclagem), disponvel em acesso 17 de maio de 2015. DECRETO-LEI N 986, DE 21 DE OUTUBRO DE 1969. Disponvel em acesso 12 de fevereiro de 2015. DOW CHEMICAL COMPANY, disponvel em, acesso em 18 de junho de 2015. EMBALAGEM MARCA, revista edio N50 de Outubro de 2003 pginas 26-32. EMBALAGEM MARCA, revista edio N136 de Dezembro de 2010 pginas 30-41. EMBALAGEM MARCA, [recurso eletrnico], disponvel em acesso 30 de abril de 2015. EMBALAGEM MARCA, [recurso eletrnico], disponvel em acesso 02 de maio de 2015. EMBALAGEM MARCA, [recurso eletrnico], disponvel em http://www.embalagemmarca.com.br/2014/08/kunzler-lanca-queijo-ralado-premium-em-stand-pouch/> acesso 03 de maio de 2015. EMBALAGEM MARCA, [recurso eletrnico], disponvel em acesso 05 de maio de 2015. EMBANEWS, revista edio N300 de Maro de 2015 pginas 28-32. EVANGELISTA, Jos. Tecnologia de Alimentos. 4 reimpresso da 2 edio. So Paulo: Editora Atheneu, 2001 84GOOGLE, disponvel em, acesso 20 de outubro de 2014. GUIA DA EMBALAGEM, disponvel em, acesso 06 de maio de 2015. GURGEL, F.A. Administrao da embalagem. So Paulo: Thomson Learning, 2007. INFOBRANDING, disponvel em