97243962 Curso de Mecanica Basica Do Automovel

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    09-Aug-2015

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Guia do Aluno

VOLKSWAGEN do Brasil Ltda. Propaganda e Promoo de Vendas Via Anchieta, Km 23,5 So Bernardo do Campo - SP CEP 09823-990

Curso Mecnica

VolkswagenPara Amadores

ndice

4 5 6 7 9 10 11 12

Introduo Conhecendo a Volkswagen e sua Rede Produtos Volkswagen Meios de comunicao/Rede/Cliente Os direitos e obrigaes do Cliente Identificao do veculo Vin-Nmero de identificao do veculo O automvel

38 39 40 41 42 44 45 47

Transmisso Sistema de trao Elementos da transmisso A embreagem A caixa de mudanas e o diferencial O conjunto coroa e pinho Relao de transmisso Transmisses automticas

76 78 80 82 84 86 87

O sistema eltrico do veculo Chicotes Conectores entre chicotes Central eltrica Teclas do painel 116 Aibags e cintos de segurana Rede CAN-bus 118 Os airbags Chips 120 136 Conceitos bsicos de manuteno A oficina inteligente

66 68 70 71 72 74

Direo O sistema de freios Freio a disco Freio a tambor O sistema ABS Rodas e Pneus

50 52 55 56 58 60 62 63 64

Suspenso rgos de rodagem Suspenso dianteira Semi-rvore com articulao tripide Suspenso traseira Braos oscilantes integrados Amortecedores Suspenso hidro-pneumtica Geometria de direo

16 17 18 20 22 24 26 27 28 30 31 32 33 34 36 37

Motor Tipos de motor Posicionamento do motor no veculo O motor e seus componentes Os componentes e suas funes O ciclo otto do motor de 4 tempos O funcionamento sincronizado de todos os cilindros O ciclo diesel do motor de 4 tempos Mecanismos das vlvulas rvore de Comando de Vlvulas/ duas ou mais por cilndro Voc sabe qual a diferena entre um motor de 8 e 16 vlvulas Alguns termos comuns Potncia e torque Sistema de aspirao forada Sistema de lbrificao do motor Sistema de aferrecimento

88 94 98 100 102 104 106 107 108 110 111 112 113 114 115

Gerenciamento eletrnico do motor Atuadores Sistema de combustvel Escapamentos Tipos de injeo eletrnica Esquema eltrico Climatizador Circuito de climatizao Identificao dos componentes Climatronic Climatizador convencional Unidade de comando climatronic J225 O alternador A bateria O motor de partida

Introduo

H muito tempo o automvel deixou de ser um luxo de poucos para integrar-se definitivamente como uma necessidade para uma grande parte da populao brasileira. Sua utilizao torna-se constante e a vida de quase todos ns passou a depender dele, para o trabalho, para os compromissos do dia-a-dia, para o lazer etc. Desta forma, houve um crescimento vertiginoso da quantidade de veculos circulando pelas ruas, estradas e caminhos do pas, que no cresceram, nem evoluram para acomodar harmonicamente o grande volume, piorando cada vez mais as condies de utilizaes e a segurana no trnsito. Diante desta situao o proprietrio de um veculo deve estar cada vez mais preparado para enfrentar estas adversidades, conhecendo um pouco melhor o automvel, sua manuteno necessria e, principalmente, sua utilizao dentro dos padres de segurana. Infelizmente, as auto-escolas no

esto preparadas para nada alm de proporcionar ao cidado a obteno de sua carteira de habilitao. No sentido de suprir esta deficincia e ampliar os seus conhecimentos quanto ao automvel, com uma srie de informaes teis que podero auxili-lo na utilizao, manuteno e conservao do veculo e ainda ajud-lo numa situao de emergncia, que a Volkswagen e o seu Concessionrio criaram e lhe oferecem o curso Mecnica VW para Amadores. um prazer muito grande para ns t-lo em nossa companhia por alguns momentos do seu precioso tempo e assim contribuirmos para sua satisfao em relao aos produtos Volkswagen e, principalmente, para aumentar sua segurana no trnsito.

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Conhecendo a Volkswagen e sua rede

ANCHIETA Conjunto Industrial

TAUBAT Conjunto Industrial

SO CARLOS Fbrica de Motores

RESENDE Caminhes e nibus

CURITIBA Conjunto Industrial

- A Volkswagen est no Brasil desde 1953 - J produziu no Brasil quase 14 mihes de veculos (03/08/2001)

Recebem regularmente os treinamentos exclusivamente desenvolvidos para o pessoal das oficinas. Isto os mantm capacitados e atualizados para oferecer servios de manuteno e reparos, com

So mais de 27.000 funcionrios, produzindo em torno de 3.000 veculos por dia. O pessoal das linhas de fabricao recebe constante treinamento e acompanhamento para a execuo de suas funes; tambm passa por uma atualizao de seus conhecimentos e habilidades, para a introduo das novas tecnologias. So quase 600 Concessionrios Volkswagen, com 13.000 profissionais na rea de Assistncia Tcnica.

qualidade e confiabilidade, para a crescente frota de veculos em constante modernizao tecnolgica. Somando o pessoal das fbricas e da Rede de Concessionrios, so mais de 40.000 profissionais.

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Produtos Volkswagen

AutomveisGol Golf Parati Santana Quantum Polo Classic

Comerciais levesSaveiro Van Kombi Furgo Kombi Standard

Caminhes e nibus

ImportadosPassat Passat Variant Bora New Beetle Eurovan Caravelle

15 modelos de caminhes, de 7 a 40 toneladas 4 modelos de chassis, para nibus, minibus e micronibus

MotoresAT-1.000 Mi (Alto Torque) 8V AP-1.600, 1.800 e 2.000 lt (Alta Performace) 8V AP-2.000 lt (Alta Performace) 16V EA-111 - 1.000 lt 16V (RSH) EA-111 - 1.600 lt 8V (Entry Level) EA-113 - 1.800 e 1.800 Turbo 20V EA-113 - 2.000 8V EA-113 - 2.800 30V (Passat Importado) Motor AR 1.6 Kombi

Modelo Mi Cli Gli GLSi Tsi GTI Plus GLX

Significado Multipoint injection Confort Luxury injection Grand Luxury injection Grand Luxury Super injection Touring Sport injection Grand Touring International Popular com luxo Grand luxuryEmbora hoje, estas siglas sejam pouco utilizadas, interessante sabermos seus significados

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Meios de comunicao Fbrica / Rede / Cliente Literatura de bordoOs dados tcnicos e as orientaes para utilizao, conservao e cuidados com a manuteno do veculo esto descritos dentro da Literatura de Bordo, em captulos especficos e, dependendo do modelo, esto localizados dentro de diversos livretes especficos. Alm destas informaes, tambm esto detalhados alguns conceitos que devem ser conhecidos para se conduzir com segurana, economia e sem poluir o meio ambiente. Vale a pena lembrar que a correta utilizao do veculo, bem como a execuo de todos os servios de inspeo prescritos, ainda so pontos voltados preservao do valor do veculo e condio indispensvel para o direito garantia. Estes assuntos podero ser encontrados nas literaturas abaixo: 1 - Literatura de Bordo (dependendo do modelo) ou 4 livretes especficos (com as informaes correspondentes Literatura de Bordo) Dispositivos de Segurana Informaes sobre os dispositivos de segurana passiva do veculo, tais como cintos de segurana, airbags e apoios para cabea, bem como tudo o que se deve saber sobre a segurana dos ocupantes, especialmente crianas. Instrues de Utilizao Descrio da localizao e funcionamento dos diversos elementos de comandos no painel de instrumentos, da forma de se regular os bancos, dos procedimentos para assegurar um clima agradvel dentro do veculo, como colocar o motor em funcionamento, etc. Conselhos Prticos Conselhos para uma conduo ecolgica, uma correta conservao e manuteno do veculo. Dados Tcnicos Nmeros de identificao do veculo, valores homologados junto aos orgos governamentais, dimenses e capacidades, alm de dados adicionais de consumo de combustvel.om a de S Sistem m PremiuDis po sos lf Goselhos Prtic ConInstr u e

2 - Manual Bsico de Segurana no Trnsito Informaes importantes sobre normas de circulao e conduta, infraes e penalidades, direo defensiva e cuidados bsicos de primeiros socorros. 3 - Livrete de Manuteno e Garantia Contm os dados de identificao do seu veculo, os Servios de Inspeo e as condies de garantia. Nele so registradas as manutenes efetuadas, o que poder ser importante numa reclamao de garantia. necessrio apresent-lo ao levar o veculo ao Concessionrio. 4 - Livrete de Facilidades para o Cliente Informa sobre os Concessionrios Volkswagen em todo o territrio nacional: endereos, telefones, servios disponveis e horrios. 5 - Manual de Instrues do Rdio fornecido para os veculos equipados com rdio ou outro sistema de som, e contm as orientaes para sua operao.Golf

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Utili za o

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SIQ - Sistema de Informao de Qualidade

um canal de comunicao direta do Cliente com a Fbrica, e visa assegurar a qualidade mxima de atendimento e servios prestados pela Rede Autorizada Volkswagen. O Sistema de Informao de Qualidade constitui-se numa pesquisa junto ao Cliente, aferindo sua satisfao em relao aos servios prestados pelo Concessionrio. O Cliente envia Fbrica, questionrios que responde em 30 dias, 10 meses e 20 meses aps a compra do veculo. As questes abordam a entrega do veculo, as manutenes peridicas, e os servios de garantia e ps-venda. Todas as informaes enviadas pelos Clientes so tabuladas, possibilitando Fbrica detectar pontos fracos em cada um dos Concessionrios e implementar, rapidamente, aes que venham a corrig-los, preservando desta forma a satisfao do consumidor Volkswagen. Portanto sua participao no Sistema de Informao de Qualidade muito importante para garantir o atendimento de todas as suas expectativas em relao ao produto Volkswagen e aos servios prestados pelo seu Concessionrio.

para atend-lo em todas as suas expectativas. Para tanto, ele mantm modernas e atualizadas instalaes totalmente equipadas e uma equipe de profissionais constantemente treinados pela Fbrica. Apesar disto, existe a possibilidade de voc no ficar satisfeito com algo especfico no seu veculo, ou com o servio realizado. Neste caso, Voc pode procurar o "RAC" - Responsvel pelo Atendimento ao Cliente do Concessionrio, para registrar suas reclamaes, dvidas ou sugestes. Fbrica Regionais de Vendas, contatados pessoalmente, por carta, telefone ou fax ou e-mail , que estaro sua disposio para ajud-lo no que for necessrio. Os telefones e endereos destes setores encontram-se no seu Manual de Facilidades para o Cliente. Caso ainda no tenha ficado satisfeito com a soluo apresentada pelo Concessionrio para suas solicitaes, voc pode contatar a Fbrica atravs da "Central de Satisfaes do Cliente Volksvagen.

Atendimento a clientesRede O seu Concessionrio Volkswagen est preparado

Caso ainda no tenha ficado satisfeito com a soluo apresentada pelo Concessionrio para suas solicitaes, voc pode contatar a Fbrica atravs da "Central de Satisfaes do Cliente Volksvagen.

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Os direitos e obrigaes do cliente

Entendemos por Direitos do Cliente aqueles que o consumidor adquire na compra de um bem ou servio. No caso do Cliente Volkswagen, estes direitos no se restringem apenas a ter seu veculo perfeito e em ordem. Vo mais alm. Ele tem o direito de ter suas expectativas, em relao ao produto e em relao ao atendimento com qualidade, perfeitamente atendidas. Por outro lado, para que estes direitos possam ser atendidos, o Cliente possui, como obrigao, a execuo correta dos Servios de Inspeo e o uso adequado do veculo. No livrete Manuteno e Garantia Volkswagen encontram-se todas as informaes referentes aos Servios de Inspeo e seus registros, que devem ser seguidos rigorosamente dentro da quilometragem e periodicidade indicadas, para que o Cliente possa usufruir dos direitos de garantia. Neste mesmo livrete tambm esto contidas, as Condies de Garantia a que o Cliente tem seu direito adquirido. Recomendamos, portanto, que voc leia atentamente este manual e tire suas possveis dvidas junto ao seu Concessionrio Volkswagen. Outro ponto para o qual chamamos a sua ateno quanto vinculao do direito de garantia ao uso adequado do veculo, que entende-se como a sua utilizao normal, em vias oficiais e em condies normais de trnsito, e dentro das limitaes do prprio veculo. O uso indevido do veculo e/ou modificaes de suas caractersticas normais implicam em cancelamento do direito de garantia. A seguir, damos alguns exemplos para que fique claro o que considera-se como uso indevido e alteraes do produto: 1- Voc entrou com seu veculo num local alagado e em funo disto danificou o seu motor e o interior do veculo.

2- Voc no verificou o nvel de leo do motor e este engripou por falta de leo. 3- Voc rodou por um caminho no oficial, sem condies de trfego, e bateu o carter do motor em uma pedra, ocasionando a perda do leo e engripamento do motor. 4- Voc abasteceu seu veculo a lcool com gasolina, por engano do frentista do posto, o que veio a danificar seu motor. 5- Voc substituiu as rodas originais por outras de qualidade duvidosa e uma delas rompeu-se causando um acidente. 6- Voc rebocou um trailer com peso alm das especificaes contidas na Literatura de Bordo, danificando a embreagem e as juntas homocinticas. 7- Voc instalou um turbocompressor e o motor e a transmisso se danificaram. Claro que os casos acima apontados constituem-se apenas em alguns exemplos de uso indevido e alteraes do produto, que certamente implicaro no cancelamento da garantia. Seria impossvel relacionar aqui, ou em qualquer outro material, todas as condies que implicam na perda dos direitos do consumidor. Voc sendo, como , uma pessoa de bom senso, saber quais so suas obrigaes e cuidados para com o veculo, a fim de preservar seus direitos como consumidor de um produto Volkswagen. O seu Concessionrio ter o mximo prazer em orient-lo em caso de dvida. Neste caso, consulte-o sempre.

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Identificao do veculo

O veculo identificado por nmeros gravados, que servem para legaliz-lo junto aos rgos competentes e tambm possibilitar sua identificao em casos de roubo, dificultar adulteraes no veculo etc..

A

Gravao principal na carroceria Etiqueta destrutvel

Etiquetas destrutveis na coluna da porta dianteira direita, chassi e ano de fabricao

Gravao no pra-brisa, nos vidros laterais e traseiro

Etiqueta destrutvel

H um padro internacional para codificar o nmero de chassi, por meio de 17 dgitos ("VIN" Vehicle Identification Number)

9BWIdentificao internacional do fabricante

ZZZ377Tipo de veculo

VTAno de fabricao e fbrica que produziu

004251Numerao seqencial do veculo

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VIN - Nmero de identificao do veculo

rea Geogrfica / Continente Pas Fabricante

Carroceria Motor Sistema de Segurana Classe do Veculo Dgito Verificador

Ano-Modelo Cdigo da Planta Nmero Sequencial

POSIO

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12 13 14 15 16 17

Outras identificaes do veculo

Nmero da carroceria

Identificao do fabricante

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O automvel

O fantstico progresso tecnolgico ocorrido nos ltimos anos tem sido o fator mais importante para a modernizao do automvel, o qual figura entre os produtos que mais tm evoludo. Engenheiros de desenvolvimento trabalham com dedicao para tornar nossos produtos mais confiveis e, ao mesmo tempo, reduzir seus custos com manuteno, consumo de combustvel,

emisses, elevar os nveis de segurana ativa e passiva, fazer melhor uso dos materiais e desenvolver novas opes. Naturalmente, o objetivo fazer que, cada vez mais, nossos produtos ofeream ao consumidor melhores itens de conforto, convenincia e benefcios prticos.

Sketches desenvolvidos pelos designers da Volkswagen: criatividade associada tecnologia

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O departamento de Design da Volkswagen do Brasil est apto a desenvolver produtos de classe mundial. O design dos veculos Volkswagen no envelhece, o que traz maior valor de revenda. Alm de bonitos so desenhados para serem funcionais nada gratuito, tudo tem uma utilidade. A tecnologia um poderoso aliado, mas o fator humano ainda fundamental no desenvolvimento dos produtos.

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Nosso intuito agora apresentar-lhe uma srie de conhecimentos e informaes sobre esta mquina complexa, o automvel. Contudo, por razes prticas, iremos nos ater, neste curso, apenas aos sistemas indicados nos desenhos esquemticos seguintes.

Motor

Suspenso Traseira Transmisso

Suspenso Dianteira

Freios

As abordagens sero vlidas no somente para o automvel, mas tambm para os veculos do tipo comercial leve.

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Iremos enfocar as configuraes mais comuns: veculos com trao dianteira, com motor a gasolina ou a lcool, e injeo eletrnica. As variaes em relao a isto podero ser abordadas pelo instrutor do curso, na medida do interesse dos participantes.

Sistema Eltrico

Segurana Air Bag

Sistema de Direo

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Motor

Atualmente quase todos os automveis so equipados com motores de combusto interna. Esses motores utilizam a energia qumica de uma mistura de ar e combustvel, energia essa que se transforma em calor, pela combusto; e convertem-na finalmente em trabalho mecnico. Os combustveis mais comumente utilizados so a gasolina e o lcool. Os motores movidos a diesel e a gs, comuns em veculos comerciais e industriais, no sero tratados neste curso.

O desenvolvimento cientfico e tecnolgico, a aplicao de novos materiais e os avanos da eletrnica tm permitido a construo de motores mais compactos, mais leves, de funcionamento mais suave, com melhor desempenho, econmico e pouco poluente. Mais do que nunca, os projetistas tm a misso de conciliar um excelente desempenho, um baixo consumo de combustvel, e uma reduzida emisso de gases poluentes, isto para atender regulamentao estabelecida pelos rgos governamentais de preservao ao meio ambiente.

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Tipos de motor

O tipo de motor a ser aplicado depende das caractersticas do projeto geral do veculo, tais como tamanho e finalidade do veculo, performance desejada, espao disponvel para o motor etc...

MOTOR DE 6 CILIND ROS EM LINHA

MOTOR BOXER DE 4 CILINDROS

MOTOR V-6

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Posicionamento do motor no veculo Motor longitudinal

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Motor transversal

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O motor e seus componentes Motor 1.0 Hitork - 16V TurboTampa do Cabeote Cabeote Coletor de Escape Bloco do Motor

Turbo

Junta do Cabeote

Carter Polia da rvore de Manivelas

Motor AP 2000 16Vrvore do Comando de Vlvulas Coletor de Admisso

Tucho Vlvulas Volante

Pisto Pino Biela

Anis

rvore de Manivelas

Um motor de combusto interna possui duas partes principais: os componentes fixos (bloco, cabeote, crter etc.), e os componentes mveis (rvores de manivelas, comando de vlvulas, bielas, pistes etc.)

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Tampa do Cabeote

Coletor de Escape

rvore de comando de vlvulas

Cabeote

Tucho

Junta do Cabeote

Vlvulas

Anis

Pisto

Pino do Pisto

Biela

Volante Bloco do Motor

rvore de Manivelas

Polia da rvore de Manivelas

Crter

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Os componentes e suas funes

Bloco do Motor

Cabeote Motor 16V

O bloco foi projetado para agregar os componentes externos e internos do motor. Construido em ferro fundido, possui galerias para refrigerao e lubrificao do motor.

de alumnio, e nele esto alocados dois eixos de comando de vlvulas sendo: um para admisso e outro para escape. Assim como 16 vlvulas e seus respectivos tuchos hidrulicos e molas.

O bloco do motor e o cabeote esto entre os componentes principais. O bloco do motor contm os cilindros, mecanismo da rvore de manivelas, pistes e o crter. A funo destes componentes retirar o trabalho realizado na cabea do pisto e transmiti-la ao sistema de transmisso para as rodas. O bloco do motor pode ser feito em ferro fundido cinzento ou de liga leve. Os cilindros podem ser usinados diretamente no bloco ou formados por camisas de cilindros inseridas em alojamentos especficos do bloco. Este recurso muitas vezes utilizado em blocos de liga leve ou em blocos cuja camisa trabalhe diretamente nas cmaras de circulao do lquido de arrefecimento. Um bloco de motor contm tambm as bombas dos sistemas de arrefecimento e lubrificao, suas cmaras e canais, suportes do motor e componentes perifricos auxiliares.

O cabeote realiza o fechamento superior dos cilindros. Nele, em geral esto instaladas uma ou duas rvores de comando de vlvulas, as vlvulas de admisso e escape, as velas de ignio e as vlvulas injetoras. Juntos, o cabeote e os pistes, formam a cmara de combusto. Por razes de peso e condutividade trmica, quase todos os motores de ciclo Otto possuem cabeotes de liga de alumnio. Dependendo da configurao dos fluxos dos gases de admisso e escape, feita uma distino entre cabeote com fluxo cruzado e de fluxo convencional.

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Bloco do Motor

Cabeote

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O ciclo otto do motor de 4 tempos

Nos motores de 4 tempos, cada cilindro necessita de 4 movimentos do pisto, e 2 voltas completas da rvore de manivelas, para completar um ciclo de trabalho.

1 Tempo: admissoo pisto desce, puxado pela rvore de manivelas, a vlvula de admisso est aberta. A admisso da mistura (ar + combustvel) ocorre por suco.

2 Tempo: compressoo pisto sobe, empurrado pela rvore de manivelas, as vlvulas esto fechadas e a mistura (ar + combustvel) comprimida.

3 Tempo: combustoocorre uma centelha eltrica na vela de ignio, a mistura (ar + combustvel) entra em combusto. As vlvulas esto fechadas, a presso se eleva violentamente, empurrando o pisto para baixo e dando um forte impulso na rvore de manivelas. Este o tempo que produz trabalho.

4 Tempo: escapeo pisto sobe, empurrado pela rvore de manivelas, a vlvula de escape est aberta. Os gases queimados so expelidos para a atmosfera, atravs do sistema de escapamento.

Fica liberado o cilindro para a realizao de um novo ciclo, e assim os ciclos se repetem sucessivamente, para o motor continuar funcionando.

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Admisso

Compresso

Combusto

Escape25

O funcionamento sincronizado de todos os cilindros

Nas pginas anteriores vimos como funciona um cilindro, como os 4 tempos se processam de modo seqencial, graas ao movimento ou funcionamento sincronizado dos componentes: rvore de manivelas, pisto, vlvulas e vela de ignio.

Para completar o nosso entendimento sobre um motor de vrios cilindros, basta pensar o seguinte: num motor de 4 cilindros, por exemplo, cada cilindro executa sua sucesso de ciclos, mas de maneira defasada, segundo o que se chama de ordem de ignio; se a ordem de ignio 1-3-4-2, num determinado momento o cilindro 1 estar no tempo de combusto; na meia-volta seguinte do rvore de manivelas, ser o cilindro 3 que estar no tempo de combusto; na prxima meia-volta ser o cilindro 4, e assim por diante.

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O ciclo diesel do motor de 4 tempos

O motor diesel de 4 tempos tambm funciona segundo um ciclo; as diferenas em relao ao ciclo Otto so: No 1 tempo, de admisso. admitido apenas ar; No 2 tempo, de compresso, apenas ar comprimido; No 3 tempo, de combusto, no h centelha (o motor diesel no tem velas de ignio); o diesel injetado na cmara de combusto, em meio ao ar comprimido, e entra em combusto espontnea violenta; O 4 tempo, de escape, idntico ao do ciclo Otto.

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Mecanismo das vlvulas

Os modernos projetos de motores, quase sempre mostram vlvulas localizadas no cabeote e uma ou mais rvores de comando das vlvulas tambm localizadas no cabeote. Tuchos do tipo copo convencionais so utilizados para transmitir a elevao do came de acionamento para a vlvula. Este sistema, alm de ser menos silencioso, exige manuteno peridica, visando repor a regulagem ideal da folga das vlvulas. Tuchos de compensao hidrulica correspondem a outra forma de mecanismo de vlvulas que podem ser utilizados. Benefcios ao consumidor: os tuchos hidrulicos dispensam ajustes peridicos e manual das folgas das vlvulas. Os balancins localizados no cabeote transferem o movimento do came indiretamente s vlvulas. Eles podem atuar como alavancas e assim aumentar a abertura total das vlvulas. Em motores multivlvulas (mais do que duas vlvulas por cilindro) utilizando balancins, possvel o uso de apenas uma rvore de comando por cabeote, ao invs de duas. Quando se utiliza balancins para o acionamento das vlvulas, estes devem ser pivotados atravs de um eixo situado entre a rvore de comando e a vlvula. Se a rvore de comando montada no bloco do motor, e no no cabeote, sero necessrias hastes adicionais de acionamento para a transferncia do movimento da rvore de comando aos balancins. Entretanto, este princpio, hoje obsoleto, necessita de um grande nmero de partes mveis e por isto menos adequado para motores de alta performance.

Vlvulas no cabeote (OHV Overhead Valves), rvore de comando de vlvulas no cabeote (OHC Overhead Camshaft) e duplo comando no cabeote (DOHC Double Overhead Camshaft), so os tipos de construes adotadas para o mecanismo das vlvulas. Os tuchos de vlvulas hidrulicos so usados para manter constante e adequada a abertura das vlvulas. Quando o motor est funcionando, o leo lubrificante enviado sob presso para um mbolo alojado no tucho. Este mbolo atuar realizando o ajuste hidrulico, eliminando folgas e compensando desgastes, visando manter constantemente o ajuste adequado para o acionamento das vlvulas. Este recurso, alm de tornar o funcionamento do motor mais suave, tambm diminui as necessidades de manutenes peridicas. Quase todos motores de alta potncia dos dias atuais, tm rvores de comando no cabeote. Esta construo reduz a quantidade de peas mveis, reduzindo tambm o peso do motor.

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rvore de comando no bloco, com vlvulas operadas por hastes de acionamento

Vlvulas por balancim com tuchos hidrulicos

Vlvulas operadas por tuchos do tipo copo

Motor multivlvulas com uma rvore comando no cabeote

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rvore de comando de vlvulas/duas ou mais por cilindro

A funo da rvore de comando de vlvulas no momento e na ordem correta , desta forma, permitir o fluxo adequado dos gases pelo motor. Adicionalmente ao sistema convencional, onde os tempos de abertura e fechamento das vlvulas so fixos , novos conceitos tm sido aplicados aos motores utilizando rvores de comando com controle varivel. Em um cabeote no qual o fluxo dos gases ocorre de forma cruzada, os canais de admisso e escape esto em lados opostos. Isto permite menor resistncia aerodinmica aos fluxos, facilitando o enchimento e a limpeza dos cilindros. Nos cabeotes em que o fluxo dos gases ocorre de forma convencional, os canais de admisso e de escape, esto do mesmo lado. Este lay-out permite percursos mais curtos para os gases quando se usa um turbocompressor, porm, esta configurao ocupa mais espao em um dos lados do motor e

dificulta o caminho ideal para os fluxos de admisso e de escape. Em todos os motores de quatro tempos a rvore de comando gira a metade da rotao do motor. Pode ser acionada diretamente pela rvore de manivelas, por engrenagens, correntes ou por correia dentada. Se o motor tem duas vlvulas por cilindro, isto quer dizer uma vlvula de admisso e uma de escape , que podem estar dispostas em paralelo ou em V. Essas vlvulas so operadas por apenas uma rvore de comando. A principal razo para se desenhar motores multivlvulas foi obter resultados de potncia mais elevados. A explicao para isto que duas ou mais vlvulas de admisso ou de escape proporcionam maior eficincia de enchimento dos cilindros, resultando em melhor rendimento do motor para uma mesma cilindrada.

Atualmente, a razo principal para adotar cabeotes de cilindro com muitas vlvulas so as emisses mais reduzidas no escape e consumo de combustvel otimizado. Motores de trs vlvulas por cilindro, tm duas vlvulas de admisso e uma de escape. Motores de quatro vlvulas tm duas vlvulas de admisso e duas de escape, e motores de cinco vlvulas por cilindro tm trs vlvulas de admisso e duas de escape por cilindro.

Benefcios ao consumidor : otimizaes nos fluxos de mistura proporcionam mais eficincia volumtrica e de combusto, resultando em nveis mais reduzidos de emisses.

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Voc sabe qual a diferena entre um motor de 8 e 16 vlvulas?

Em geral, a maioria dos motores tm 4 cilindros. Cada cilindro tem duas vlvulas: uma que permite a entrada da mistura ar/combustvel para o cilindro, e a outra que permite a sada desta mistura queimada, para fora do cilindro. Portanto, o motor de 4 cilindros comum dispe de 8 vlvulas, sendo: 4 cilindros x 2 vlvulas por cilindro. Na verso 16V, cada cilindro tem 4 vlvulas, sendo: duas de admisso e duas de escape. Com o aumento do nmero de vlvulas, o pisto, ao descer no tempo de admisso, aspira mais mistura para o cilindro. Conseqentemente, a queima ser mais forte, elevando a potncia e o desempenho do motor. Portanto, o motor 16V consegue um enchimento maior e mais rpido da mistura, em rotaes medianas e altas, considerando-se que o tempo de enchimento da mistura muito pequeno, veja o exemplo abaixo: - 3000 rpm o tempo de admisso de 0,01 s. - 6000 rpm o tempo cai para 0,005 s.

Portanto, para preencher o cilindro nestas condies, necessrio aumentar a rea de passagem da mistura atravs do maior nmero de vlvulas, podendo assim aumentar a potncia e o desempenho do motor. J, essa maior rea de passagem, no contribui em nada nas baixas rotaes. Pois o tempo de admisso suficiente para atender as necessidades de aspirao do motor. Vamos conhecer as caractersticas desse motor !!

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Alguns termos comuns

PMS PMIPMS o "ponto morto superior", a posio mais avanada que o pisto atinge no seu movimento para cima.

PMI o "ponto morto inferior", a posio mais baixa que o pisto atinge no seu movimento para baixo.

Curso dos pistes a distncia entre o PMS e o PMI, expressa em mm. Cilindrada o volume deslocado por todos os pistes, em um ciclo completo do motor. 2 igual p 3,1416 x (raio do cilindro ) curso x nmero de cilindros/1000 (medidas em milmetros). A cilindrada expressa em cm3 ou em litros. Por exemplo, um motor 1.6 tem aproximadamente 1,6 litros ou 1600 cm3.

Taxa de compresso (ou Relao de Compresso) a razo numrica entre o volume inicial e o volume final da cmara de combusto de um cilindro; corresponde reduo de volume da mistura, durante o tempo de compresso. Por exemplo, se a taxa de compresso de 9:1, significa que o pisto comprime a mistura para um volume 9 vezes menor que o volume inicial.

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Potncia e torque

Entre os dados mais importantes de um motor, esto suas curvas de potncia e torque. Como potncia entedemos o trabalho realizado (fora multiplicado pela distncia de deslocamento) dentro de um certo tempo. Potncia = Trabalho / tempo A potncia tem sido especificada em cavalos vapor (cv) ou em hp (ingls - horse power) em funo do mtodo comparativo pelo qual se obtinha seus valores. Desde 1985, a potncia deve ser especificada em quiloWatts (kW) e, a partir do final de 1999, os dados atualmente especificados em cavalos (cv ou hp), devem deixar de serem

Espera-se de motores modernos que tenham o mais alto torque possvel, mesmo em rotaes muito baixas, e que sejam capazes de manter estes valores numa ampla faixa de rotao do motor. Isto faz com que o motor tenha uma grande elasticidade, exigindo mnimas trocas de marchas tornando-se econmico no uso. A melhor faixa de consumo especfico de um motor a de rotao onde se apresenta seu torque

Potncia desenvolvida (kW)

utilizados. No grfico, podemos observar que a potncia desenvolvida depende da rotao do motor. O torque corresponde a fora atuando em relao a um ponto de apoio. (Torque = fora x distncia do ponto de aplicao). Logo alterando-se a intensidade da fora ou a dimenso da alavanca, ocorrem tambm alteraes no resultado de torque.

60 50 40 30 20 10 10 20 30 40-1

160 140 120 100 80 50 60 Torque (Nm)

Rotao do motor (min x 100)

Potncia e torque: ambos dependem da rotao do motor. O objetivo produzir curvas mais suaves e uniformes possvel.

Um Watt corresponde quantidade de

1m 1 sec 75 KgPotncia era anteriormente especificada como "cavalo fora" (cv ou hp). 1 cavalo fora era o equivalente a levantar um peso de 75 kg na altura de 1 metro em 1 segundo.

energia necessria para realizar o trabalho de um Newton-metro em um segundo. (1kW = 1000 watt). Um ser humano pode realizar por volta de 1/10 kW continuamente, ou chegar a um pico durante um curto perodo, umas 20 vezes mais alto. 1 kW = 1,36 hp 1 hp = 0,735 kW 1 kgf - 9,8 Newton (N)

33

Sistema de aspirao forada

So sistemas que comprimem o ar aspirado antes deste entrar na cmara de combusto, visando otimizar a eficincia volumtrica do motor e, conseqentemente, o enchimento dos cilindros. Com este recurso obtm-se uma potncia mais elevada para uma mesma cilindrada do motor. O turbocompressor, que o recurso mais usual de sobrealimentao de motores, se caracteriza por utilizar a energia dos gases de escape para pressurizar a linha de admisso do motor. Para isto, possui duas turbinas, solidrias por uma pequena rvore de transmisso: a primeira tem um rotor que girado pela energia contida nos gases de escape, produzindo altssimas rotaes. Essas rotaes so transmitidas ao rotor de compresso do turbo, onde ocorre a aspirao e compresso do ar, a valores de at 1,5 bar acima da presso atmosfrica. O recurso tem o inconveniente de aquecer o ar. Em geral para minimizar este efeito, um resfriador de ar (intercooler) colocado no circuito posicionado entre o turbo e a cmara de combusto. Isto necessrio porque o ar mais frio tem um volume menor. Graas ao intercooler, maior massa de oxignio pode ser forada para dentro do cilindro, visando otimizar ainda mais energia nos processos das combustes. Outro recurso de sobrealimentador que est ganhando espao o supercompressor. Este se caracteriza por ser acionado mecanicamente pela rvore de manivelas. Existem diversos tipos deste sistema, destacando-se o tipo espiral ou supercompressor G que, por no utilizar os gases de escape para obteno de energia, se torna mais compacto e de fcil aplicao.6TURBOCOMPRE SSOR (ACIONADO PELO ESCAPE) 1 Ar comprimido para o motor 2 Ar aspirado do filtro de ar 3 Cmara do ar admisso 4 Rotor do compressor 5 Rotor da turbina 6 Cmara dos gases de escape 7 Gs do escape do motor 8 Escape para o silencioso SUPERCOMPRESSOR D E FORMA ESPIRAL1 2

1 2 3

4

5

Entrada do ar aspirado Espiral externa 3 Espiral interna 4 Pinho de acionamento 5 Sada do ar comprimido

O supercompressor G consiste de uma espiral externa, que uma parte fixa na sua carcaa, e uma espiral interna, que gira sobre uma placa de suporte. O movimento rotativo cria cavidades entre as espirais que se abrem e fecham. Como resultado, o ar deslocado e comprimido para o interior dos cilindros.

1

2

4

3

7

5

8

34

Para se obter um efeito semelhante a aspirao forada podemos lanar mo dos coletores de admisso variveis. As pulsaes que ocorrem no coletor, com efeito de suco do pisto durante seu movimento de admisso, formam colunas de ar pulsantes nos dutos do coletor. Variando o comprimento dos dutos de admisso, varia-se, conseqentemente, o volume de ar disponvel para admisso.

Com isto, pode-se criar uma fora adicional que pressuriza mais ou menos ar para o interior dos cilindros, melhorando a eficincia volumtrica, e que pode ser adequado s diversas faixas de rotaes do motor. O comprimento dos dutos de admisso so variados e controlados por vlvulas que oscilam em funo da rotao do motor, unindo ou separando sees do coletor.

Benefcios ao consumidor: melhor eficincia volumtrica nos cilindros, produzem elevado torque numa faixa mais ampla de rotaes do motor e tambm potncias mais elevadas. Isto resulta em melhor aproveitamento na densidade de energia contida no combustvel.

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O sistema de lubrificao do motor

Na lubrificao de um motor, o leo que circula exerce vrias funes: lubrificar, para reduzir o atrito entre as peas que se movimentam, e assim: facilitar o movimento; reduzir o desgaste das peas; Tornar mais silencioso o movimento;

refrigerar as reas crticas, pois transporta o calor e o transfere para partes mais frias; limpar, pois transporta partculas originadas pelo desgaste e resduos produzidos pela combusto, que sero separados pelo filtro, ou decantados; proteger as superfcies das peas contra a oxidao.

Lubrificao dos cames e mancais da rvore de comando de vlvulas e dos tuchos.

Retorno do leo para o crter. Filtro de leo Lubrificao da rvore de manivelas e dos injetores de leo.

Bomba de leo

Pescador

O leo lubrificante do motor sofre uma perda gradativa de suas propriedades, em razo de oxidao e contaminao. Por isto, precisa ser trocado a intervalos regulares de quilometragem; para veculos que rodam muito pouco, preciso troc-lo a intervalos regulares de tempo, mesmo que a quilometragem de uso no tenha sido atingida. O filtro de leo tambm vai perdendo sua capacidade de filtrar, e precisa ser trocado conforme recomendaes do Livrete de Manuteno e Garantia.Crter

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O sistema de arrefecimento

Em razo, principalmente, da combusto da mistura de combustvel, gerada uma enorme quantidade de calor, e o motor se aquece, especialmente na regio superior da cmara de combusto. Para evitar a auto-detonao da mistura e a danificao dos componentes do motor, o sistema de arrefecimento faz circular o lquido de arrefecimento do motor, que leva o calor das partes quentes para o radiador, onde ele perde calor para o ar, e retorna ao motor.

Circulando de maneira controlada, o lquido de arrefecimento do motor mantm o motor numa faixa de temperatura ideal para seu bom funcionamento.

1 MANGUEIRAS1 7

2 BOMBA D'GUA Fora a circulao do lquido de arrefecimento.

4 3 2 6

5

3 VLVULA TERMOSTTICA Controla o fluxo de gua, em funo da temperatura do motor. 4 ELETROVENTILADOR Provoca uma circulao forada de ar, atravs do radiador, em caso de aumento da temperatura do lquido de arrefecimento.

6 RADIADOR DE ARREFECIMENTO Resfria o lquido proveniente do motor; parte do calor passa para os tubos, e destes para o ar ambiente.

5 INTERRUP TOR TRMICO Controla o funcionamento do eletroventilador, em funo da temperatura do lquido de arrefecimento.

7 RESERVATRIO DE EXPANSO

Para melhorar a eficincia do resfriamento, evitar a corroso das partes metlicas em contato com o lquido, e a formao de resduos que obstruiriam o sistema, no se utiliza gua simplesmente. Deve ser utilizada uma soluo de gua e aditivo apropriado, e deve-se verificar o nvel de lquido semanalmente, completando-o se necessrio. Atente para maiores informaes na Literatura de Bordo do seu veculo.

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Transmisso

A eletrnica tambm abriu caminho para novos progressos no sistema de transmisso. Nos veculos com transmisso automtica moderna, computadores controlam tanto o gerenciamento do motor, quanto a seleo das marchas. Enquanto os carros mais antigos possuiam transmisses automticas de trs velocidades, hoje, transmisses automticas de quatro ou cinco marchas so facilmente encontradas e A bicicleta foi o primeiro veculo de trao traseira, um layout que rapidamente se tornou comum nos tempos iniciais dos veculos a motor e que ainda hoje est em uso, principalmente nos automveis de potncias mais elevadas. O acionamento por rvores de transmisso (cardans), utilizado para retirar a energia da caixa de mudanas e transmiti-la ao eixo traseiro, foi a maneira de enfrentar as potncias desenvolvidas e que chegam at trs dgitos. Mesmo a transmisso por corrente foi utilizada para manusear os modestos cavalos de fora das primeiras carruagens sem cavalos. A necessidade de vrias relaes de transmisso foi identificada logo nos primrdios dos veculos a motor. Mesmo na virada do sculo, os engenheiros estavam perfeitamente cientes de que selecionar e engatar diferentes engrenagens poderia ser um processo complexo e tedioso. O francs Louis Bonneville exibiu a primeira transmisso automtica, em 1900, com relaes de engrenagens selecionadas em conformidade com a velocidade. Entretanto, iria levar mais outros 40 anos, para que a transmisso automtica atingisse a produo em srie. O fabricante americano Oldsmobile anunciou seu hidramtico, o primeiro carro de passageiros com transmisso automtica, em 1940. Outra concluso inicial foi a de que trao nas quatro rodas seria a melhor resposta quando se trafegava em terrenos acidentados. O primeiro sistema de trao nas quatro rodas eficiente, na prtica, foi construdo pelo francs Geogers latil, em 1926. Mais oito anos se passaram, antes que os primeiros carros de trao dianteira aparecessem, mas foi em 1959 que o Austin Seven, o popular Mini, revolucionou o projeto de carro pequeno. Sua concepo de motorizao transversal resultou em um compacto trem de fora, otimizando o aproveitamento do espao interno. ainda contam com o gerenciamento eletrnico, que indica o exato ponto de troca de marcha. Os modelos Tiptronic de transmisso representam uma etapa adiante do gerenciamento eletrnico, e do ao motorista a opo de seleo manual ou automtica das marchas.

69 38

Caixa de Cmbio

Embreagem

Motor

Diferencial

Semi-rvores de transmisso

Sistema de traoAtualmente, 75% dos modelos em produo (veculos de portes pequeno e mdio), utilizam a trao no eixo dianteiro. O motor, caixa de cmbio, diferencial e semi-rvores de transmisso s rodas, formam uma unidade compacta. Em um veculo de trao dianteira, as rodas dianteiras so motrizes (recebem os esforos de trao), responsveis pela direo e ainda recebem os intensos esforos de frenagem.

39

Elementos da transmisso

A transmisso do automvel tem a funo de transmitir para as rodas a energia mecnica gerada pelo motor.MOTOR

EMBREAGEM Sistema mecnico que permite interromper a transferncia de torque entre o motor e a caixa de mudanas

CAIXA DE MUDANAS Sistema de engrenagens que permite adequar a velocidade de rotao e o torque que chega s rodas, de acordo com as condies de uso. Permite tambm inverter o sentido do movimento (marcha--r)

DIFERENCIAL Sistema de engrenagens que permite s rodas de trao que girem em rotaes diferentes (quando o veculo faz uma curva)

SEMI-RVORES Transmitem o torque do diferencial para as rodas

JUNTAS HOMOCINTICAS Permitem o funcionamento das semi-rvores mesmo com os constantes movimentos da direo e da suspenso do veculo

40

A embreagem

Permite desacoplar o motor da caixa de mudanas, interrompendo assim a transferncia de torque, com a finalidade de: possibilitar um fcil engate e mudana das marchas possibilitar um suave incio do movimento do veculo

1 3

VOLANTE DO MOTOR

2

DISCO DE EMBREAGEM - Nas faces h o revestimento (material de atrito). - Seu cubo central se acopla ao eixo primrio da caixa de mudanas - Enquanto o pedal de embreagem no est sendo acionado, as faces do disco ficam prensadas entre o volante do motor e a placa de presso. - Estando o motor girando, o atrito nas faces permite a transferncia de torque. - Estando o pedal da embreagem acionado, o disco deixa de ser pressionado, o atrito nas faces diminui, e a embreagem desliza, sem transferir torque.

ROLAMENTO DA EMBREAGEM - Quando acionado o pedal de embreagem, o rolamento deslocado e empurra o centro da mola membrana, que ento deixa de pressionar a placa de presso contra o disco de embreagem. - Enquanto o pedal de embreagem no est sendo acionado, o rolamento nem gira, pois fica afastado da mola membrana.

4 1 3

EIXO PRIMRIO DA CAIXA DE MUDANAS

5

PLACA DE PRESSO - Faz parte do plat. - empurrada contra o disco, pela ao da mola membrana. - quando acionado o pedal de embreagem, a placa deixa de pressionar o disco.

4

2

6 5 8

6

GARFO DA EMBREAGEM Quando acionado, o pedal de embreagem desloca o rolamento contra a mola membrana.

7 8MOLA MEMBRANA

7

PLAT DE EMBREAGEM

41

A caixa de mudanas e o diferencial Transmisso transversalCaixa de mudanas manualCAIXA DE MUDANAS

ALAVANCA DE MUDANAS

DIFERENCIAL (integrado na caixa de mudanas)

5

4

3

2

1

RVORE PRIMRIA

RVORE SECUNDRIA LUVA DE ENGATE CARRETEL R

PINHO

FLANGE

FLANGE COROA

DIFERENCIAL

EIXO DE COMUTAO

MECANISMO SELETOR DE MARCHAS

GARFO LUVA DE ENGATE

42

Transmisso longitudinalCaixa de mudanas manual

CAIXA DE MUDANAS E DIFERENCIAL

FLANGE

RVORE PRIMRIA 3 4

RVORE SECUNDRIA

4

R 5

PINHO

1

2

LUVA DE ENGATE CARRETEL

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O conjunto coroa e pinho

DIFERENCIAL D E ENGRENAGEM CNICA:1 94 5

2 3 5

1 Carcaa do diferencial 2 Coroa 3 Rolamento da semi-rvore 4 Engrenagem planetria 5 Semi-rvore 6 Carcaa diferencial 7 Pinho 8 rvore de transmisso 9 Satlite

6

7

8

O conjunto coroa e pinho o ltimo par de engrenagens que realiza a multiplicao de torque para as rodas. Este conjunto pode ser de engrenamento cnico, utilizado nos veculos onde o motor e o cmbio esto dispostos longitudinalmente. Sua funo receber o fluxo de fora, que se desloca no sentido longitudinal do veculo, e transform-lo em transversal para chegar at as rodas. Nos veculos em que o conjunto motopropulsor est disposto transversalmente, o fluxo de fora j possui a direo transversal, sendo, portanto, dispensvel a inverso no sentido do fluxo de torque. Neste caso, o conjunto coroa e pinho tem engrenamento paralelo. A outra funo do diferencial compensar diferenas de rotao entre as rodas de trao. Este efeito obtido atravs de um diferencial tambm de engrenagens cnicas. O torque de sada da caixa de mudanas chega ao pinho que est engrenado com a coroa. Esta, encontra-se firmamente aparafusada com a carcaa da caixa de satlites. Isto significa que a caixa de satlites tem sempre a mesma rotao da coroa. Enquanto o veculo se encontra em linha reta, as semirvores so tracionadas igualmente. Ao descrever uma curva, a roda interna tem menor rotao que a externa. Esta diferena de rotao obtida atravs da engrenagem planetria, que gira menos, fazendo com que os satlites girem sobre seu eixo e transmitam outra planetria a rotao que deixou de ir para o lado interno da curva. Este efeito cria a diferena de rotao entre as rodas. Existe a possibilidade indesejvel, quando o veculo est encalhado e uma roda gira livre. Se esta condio for em alta rotao e por muito tempo, poder danificar o diferencial.

O funcionamento do diferencial pode provocar, em situaes onde ocorram diferenas de coeficiente de atrito entre as rodas, o deslizamento involuntrio de uma das rodas de trao. Para inibir este efeito, tem se desenvolvido diversos recursos, chamados de auto-blocantes, que atuam nessas condies. O sistema EDS (Eletronic Differential Sistem Controle Eletrnico de Trao) um recurso que atua combinado com o sistema ABS de freios. Havendo diferena de rotao entre as rodas alm de um determinado limite, o sistema EDS atua freando a roda em deslizamento e igualando o coeficiente de trao. O diferencial Torsen (sistema mecnico desenvolvido pela Audi), a embreagem de discos mltiplos ou engate viscoso (sistema com controle eletrnico) so outros dispositivos autoblocantes, que previnem diferenas na velocidade de rotao entre as rodas de trao, onde a ao de bloqueio pode ser at de 100%.

Diferencial Torsen

44

Relao de transmisso

O torque e a rotao que so retirados do motor para movimentar o veculo, no so adequados para a transmisso direta para as rodas. necessrio, dependendo da carga ou velocidade do veculo, multiplicar o torque ou elevar a rotao. Este efeito, para adequar a rotao e o torque s condies de marcha, so obtidos por engrenagens de transmisso. Trata-se de um conjunto de rodas dentadas, solidrias entre si, no qual cada dente opera como uma alavanca. Assim, atravs de engrenagens maiores ou menores, altera-se a alavanca e, consequentemente, o torque e a rotao.

A engrenagem que aciona denominada motora, e a outra, movida. O nmero de dentes destas engrenagens, bem como os respectivos dimetros, determina a relao de transmisso entre elas.

Motora

Movida

A relao de transmisso o fator que determina o torque e a rotao de sada em uma transmisso por engrenagens. O clculo dessa relao feito da seguinte forma:

Rt =

n de dentes da movida n de dentes da motora

Relao de reduo: aquela em que se multiplica o torque de entrada e se diminue a rotao. Este tipo de relao se caracteriza por possuir uma engrenagem motora menor e uma movida maior.

Motora 10 dentes

Movida20 dentes

R=

20 10

2:1

Relao de desmultiplicao: aquela que se caracteriza por possuir uma engrenagem motora maior e uma movida menor. Neste caso, ocorre uma elevao da rotao e reduo do torque.

Motora20 dentes Movida 10 dentes

R=

10 20

0,5 : 1

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Relao de transmisso (ou razo de transmisso)

As relaes de transmisso so fatores que expressam a proporo entre as velocidades de rotao dos eixos de entrada e de sada de uma transmisso. Elas dependem dos nmeros de dentes das engrenagens do conjunto. Veja o exemplo abaixo, vlido para um determinado modelo de automvel:

Caixa de mudanas 1 marcha 2 marcha 3 marcha 4 marcha 5 marcha Marcha-a-r Diferencial

Razo de transmisso 3,900 : 1 2,118 : 1 1,286 : 1 0,969 : 1 0,800 : 1 3,167 : 1 4,777 : 1Rotao da Coroa Rotao do Pinho Rotao da rvore Secundria Rotao do Motor

A relao de 3,900 : 1 da 1a marcha significa que o motor tem de girar 3,9 voltas, para que a rvore secundria da caixa de mudanas gire 1 volta. Ento, nesta marcha, o cmbio reduz a velocidade e amplia o torque. a marcha que tem a relao mais forte, mais reduzida. por isso que usamos a 1a marcha para sair com o veculo, e para subir ladeiras bem fortes. Alm do cmbio, temos de considerar o diferencial, que tambm reduz a velocidade e aumenta o torque. No exemplo, o valor 4,777 : 1 significa que, para cada 4,777 voltas do pinho, a coroa do diferencial vai girar uma volta. Afinal de contas, como fica o resultado final?

assim: multiplicando as 2 relaes, teremos a proporo entre a rotao do motor e a rotao das rodas do automvel. Ento, em 1a marcha temos: 3,900 x 4,777 = 18,630, e a relao final em 1a marcha 18,630 : 1. Na 5a marcha, a relao final ser 0,800 x 4,777 = 3,822 : 1 , ou seja, o motor dar menos de 4 voltas para cada giro da roda. a marcha que usamos para andar rpido, ela permite a maior velocidade do automvel. Mas, seu poder de enfrentar subidas o menor, entre todas as marchas.

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Transmisses automticas

2 3 3 3 1 3 3TRANSMISSO AUTOMTICA:

4

1 rvore primria 2 Conversor de torque 3 Embreagens de discos mltiplos 4 rvore secundria

Nas transmisses automticas, as relaes de transmisso para obteno de torque ou velocidade, so obtidas tambm atravs de engrenagens. Estas formam conjuntos de planetrias que so unidas em vrias configuraes e acopladas por embreagens hidrulicas de discos mltiplos. A escolha da relao de transmisso feita em funo de vrios fatores, como velocidade,rotao do motor, ou atravs de uma unidade de controle, que usa um sistema combinado hidrulico-eletrnico.

O leo em uma transmisso automtica, alm de lubrificar e arrefecer, tambm transmite energia mecnica. O conversor de torque exemplo disto: com duas turbinas, uma motriz, acionada pelo motor, e outra, movida, que conduz o fluxo de torque para a transmisso, utiliza o leo como o meio de transmisso da energia mecnica. Quando o veculo est parado e o motor em marcha-lenta, ocorre um deslizamento entre as turbinas do conversor, impedindo a transmisso de energia. Ao ser acelerado, o leo ganha energia hidrulica, sendo conduzido turbina da rvore primria, que transmitir o torque para a caixa de transmisso.

Benefcio ao consumidor: dirigir sem a preocupao de realizar trocas de marchas proporciona maior concentrao do motorista no fluxo de trnsito.

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A transmisso automtica de 4 marchas (Automatik Getriebe, AG4) para VW e Audi

O AG4 uma verso mais desenvolvida da transmisso automtica de 4 marchas j conhecida. O avano eletrnico tornou possvel desenhar a transmisso automtica em uma verso que oferece mais conforto e simplicidade para o motorista. Bloqueando a patinao do conversor de torque reduzido o consumo de combustvel, diminuindo assim tambm as emisses de gases. Embreagens de novo desenho permitem transies mais suaves e isentas de trancos.

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A transmisso automtica de 5 velocidades 01V

Tambm utilizada nos veculos Audi A4, A6 e A8 esta transmisso possui gerenciamento eletrnico para troca de marchas interligado com o gerenciamento do motor, sistema Dynamic Shift Program (DSP) programa de troca dinmica das marchas que permite a adequao aos diferentes estilos de dirigir beneficiando o consumo ou a potncia do motor. Tambm faz parte desta transmisso o sistema Tiptronic de tecnologia Porsche que permite a seleo de marchas atravs de um leve torque na alavanca seletora que comanda a troca das marchas nas aceleraes e desaceleraes.

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Suspenso Sete mil anos atrs: descoberta fundamental da mesopotmiaPoucas invenes tiveram o poder de influenciar os destinos da humanidade de forma to profunda. Uma delas, a roda, apesar de ser um elemento essencial no automvel de Carl Benz, tinha alguns milhares de anos de idade. Os registros histricos indicam ter sido descoberta na regio da mesopotmia, e at hoje, considerada uma obra de gnio, sem a qual no teramos nenhum meio prtico de transporte terrestre. A partir de sua descoberta, outro grande passo foi dado: algum pensador desconhecido combinou duas rodas com um eixo, abrindo caminho para o primeiro veculo de transporte utilizando rodas. Esta descoberta se posiciona como um grande desafio para as mentes talentosas em mecnica. As rodas inteirias de madeira duraram pouco tempo, pois seu peso elevado e a fragilidade dos eixos fixos foram uma fonte permanente de problemas na ausncia dos rolamentos. Para resolver, os celtas criaram a roda raiada que tornava os veculos mais velozes e menos toscos - um novo paradigma que foi naturalmente do interesse de qualquer tribo guerreira. Isto aconteceu h 4000 anos, quando surgiram os primeiros veculos puxados por cavalos e a marca histrica de 30 Km/h de velocidade, atingida por um carro de guerra, permaneceu como recorde mundial de velocidade de veculo pelos trs e meio milnios seguintes at que surgisse a mquina a vapor. Os avanos da metalurgia tambm significaram progressos na rea de veculos. A fabricao de eixos e suportes de metal tornou-os muito mais prticos e confiveis. Porm, a fixao direta dos eixos s estruturas do veculo ainda no era suficiente. Aparecia um outro problema. Como, por exemplo, suportar alguns momentos de viagem, em buracos e elevaes e nas toscas estradas da poca. Era necessrio um elemento elstico entre os eixos e a estrutura do veculo. Assim, o desenvolvimento de uma tecnologia que permitisse fabricar feixes de molas, em 1660, mudou a histria dos equipamentos de rolagem,

Um chassi clssico do Tatra de eixo oscilante

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trazendo um pouco mais de conforto s viagens. Com sua utilizao, foi ficando claro que as molas no foram projetadas para apenas aumentar o conforto, pois influenciavam tambm na segurana do veculo. Sem um elemento elstico entre as rodas e o chassi, todas as irregularidades eram transmitidas diretamente ao veculo, provocando saltos e solavancos que reduziam o contato das rodas com o solo. Muito se tem caminhado no desenvolvimento das suspenses e dos orgos de rodagem, mas, temos que lembrar de importantes colaboraes dadas no incio, por tantos gnios. Umas delas foi o pneumtico do cirurgio veterinrio escocs John Boyd Dunlop. Dos primeiros pneus de borracha macia aos sem-cmara que podem atingir velocidades acima de 250 Km/h, percorremos um longo trecho de experincias e surpresas. Nas precrias estradas da era inicial da motorizao, o pior inimigo dos pneumticos eram os cavalos, que espalhavam pregos de ferraduras por onde passavam. Em 1894, os irmos Michelin usaram pneumticos pela primeira vez, em um carro que foi construdo para a corrida Paris-Rouen daquele ano.

Mesmo fazendo os fundadores da poderosa dinastia francesa de fabricantes de pneus, pararem 22 vezes para consert-los, a inveno j demonstrava o seu valor. A obteno de potncias cada vez maiores nos motores levou necessidade de pneus e sistemas de suspenso ainda mais eficientes. Estas reas de pesquisa e desenvolvimento da indstria automobilstica, em nome da segurana, estaro levando ao uso comum, em futuro breve, a utilizao de sistemas ativos que usam o gerenciamento eletrnico, para assegurar a posio exata das rodas no solo. Quanto aos pneus, os fabricantes redobram seus esforos para acompanhar estas exigncias. Procuram fazer com que seus produtos durem cada vez mais, apresentem menor resistncia a rolagem, absorvam ondulaes, elevem ainda mais o conforto, a segurana e o coeficiente de trao e frenagens em pistas molhadas, na neve ou no gelo.

Um feixe de molas clssico, protegido por uma polaina de couro.

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Orgos de rodagem

Orgos de rodagem se referem a todos os elementos estruturais de um veculo, que influenciam diretamente no seu comportamento na estrada. So os sistemas de suspenso, direo, freios, rodas e pneus.

Eixo dianteiro

Nos veculos de trao dianteira, as rodas so responsveis por transmitir as foras de trao, frenagem e direo do veculo. A suspenso McPherson atualmente muito utilizada, em razo de sua construo compacta que garante a posio das rodas, as funes da suspenso e do sistema de direo, apresentao espao e peso reduzidos.

2 2COLUNA DE SUSPENSO MCPHERSON: 1 Brao triangular (bandeja) 2 Coluna com mola e amortecedor 3 Suporte da roda

1

3

A posio da roda determinada pelos componentes onde est fixada e que exercem controle sobre seus movimentos. Em uma suspenso McPherson o amortecedor est entre os elementos que determinam a posio das rodas, pois, neste tipo de suspenso, pode ser estrutural ou estar integrado ao seu suporte.

Braos triangulares (bandejas) so elementos posicionadores das rodas, montados transversalmente em relao ao eixo longitudinal do veculo. Suspenso utilizando duplos braos triangulares necessitam de mais componentes mveis, para posicionar as rodas e para incorporar os elementos elsticos e de amortecimento da suspenso.

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A coluna de suspenso McPherson to verstil que tambm pode ser utilizada em veculos de trao traseira.

Uma verso alternativa desta construo usa o amortecedor integrado com o suporte das rodas e uma mola de suspenso separada. A suspenso utilizando duplos braos na suspenso dianteira tambm pode ser adotada em carros em que a trao seja nas rodas traseiras.

2

431 2 3 4

COLUNA DE SUSPENSO MCPHERSON: Brao triangular (bandeja) Coluna do amortecedor Mola Suporte da roda

1

53

Suspenso

A suspenso tem a funo de absorver as vibraes e choques das rodas, proporcionando conforto aos ocupantes do veculo e garantindo a manuteno do contato das rodas com o solo. As molas do tipo feixe de lminas (semielpticas) so pouco usadas nos carros de passeio. Sua elevada capacidade de carga torna sua utilizao mais vavel nos veculos de transporte pesado. Atualmente, quando utilizado nos veculos de passeio, este tipo de molas instalado transversalmente ao veculo. O feixe de molas longitudinal apenas conveniente para um eixo rgido e adiciona partes da sua massa sem amortecimento do veculo. J o feixe transversal pode ser aplicado fixo a estrutura do veculo, diminuindo o peso no suspenso.Suspenso com molas semi-elpticas (feixe de lminas) longitudinal

Suspenso com barras de toro.

Molas em espiral podem variar no passo e no dimetro do arame, dando-lhe uma ao elstica progressiva. Apresentam entre outras vantagens, peso reduzido, mnima necessidade de espao e facilidade de manuteno. Existem molas em espiral com diversas configuraes que objetivamSuspenso com mola espiral apresenta reduzidos peso e espao para aplicao.

diminuir sua altura, atrito entre as espirais e efeito progressivo. Molas do tipo de barras de toro tambm so compactas e pesam pouco. Por trabalharem submetidas a esforos de toro, devem possuir excelente acabamento superficial e de proteo contra corroso, visando inibir possibilidades de rupturas. A barra estabilizadora utilizada para reduzir a rolagem da carroaria ao se realizar curvas.

Normalmente montada integrada carroaria, com suas extremidades em forma de alavancas fixadas a cada lado da suspenso. Quando as duas rodas no eixo se movem para cima, a barra estabilizadora no tem efeito. Porm, se a suspenso comprimida apenas de um lado, a transferncia de carga a faz atuar como uma mola tipo barra de toro e resistir rolagem da carroaria.

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Suspenso dianteira

O Passat utiliza no eixo dianteiro a suspenso four link ( de quatro braos oscilantes ) e coxins hidrulicos no brao inferior. Esta construo garante reduzido peso no suspenso, grande estabilidade direcional e a manuteno de geometria das rodas, independente das condies de trfego. Para transmisso as rodas, o Passat utiliza uma semi-rvore com articulao tripide do lado diferencial e articulao homocintica de esferas do lado da suspenso. Esta construo permite grande variao no comprimento da semi-rvore em funo do elevado curso da suspenso four link.

Suporte (Brao Superior)

Brao Oscilante (Caixa do Rolamento lado esquerdo)

Articulao tripide

Brao Inferior Barra Estabilizadora

55

Semi-rvore com articulao tripide

A vantagem deste sistema de transmisso para as rodas de diminuir a transferncia de vibraes e rudos do conjunto motopropulsor para a carroceria, graas a sua versatilidade em se adaptar aos elevados ngulos de trabalho da suspenso four link, no permitindo que ocorra o tensionamento nas extremidades das articulaes.

Isto ocorre porque, a articulao tripide, possui um rolamento de agulhas que permite o deslizamento da semi-rvore para dentro e para fora, corrigindo constantemente sua dimenso transversal e pivots, que garantem a grande articulao angular. Observe:

Articulao homocintica de esferas

Articulao tripide

Construda de uma estrela (conhecida como trizeta) de trs pivots, a articulao tripide possui um formato esfrico em cada pivot, montado dentro de rolamentos de agulhas que trabalham em guias deslizantes.

Guias deslizantes

Pivot esfrico Rolamento de agulhas

Carcaa

Semi-rvore

56

Outra funo importante das semi-rvores a compensao constante das variaes dimensionais estabelecidas pelo elevado curso de suspenso principalmente num sistema que utiliza a construo four link, que permite um elevado curso vertical das rodas.

Carcaa

Ao se comprimir a suspenso, a articulao deve compensar esta variao, permitindo seu deslizamento para dentro da prpria carcaa.

Ao se distender a suspenso, a articulao permite o deslocamento da semi-rvore para fora, independente da movimentao da transmisso. Estas caractersticas garantem reduzido atrito e suavidade de funcionamento com baixo nvel de emisso de rudos.

57

Suspenso traseira

A suspenso traseira possui as seguintes caractersticas construtivas: Eixo traseiro interdependente com perfil V invertido. Braos oscilantes longitudinais integrados ao corpo de eixo. Barra estabilizadora instalada frente do corpo do eixo. Molas de reduzida altura apoiadas em grande volume de borracha e montada em separado da coluna do amortecedor. Rolamentos das rodas de dupla carreira de esferas montado prximo ao centro das rodas.

Estas caracterstica da suspenso traseira do Passat atribuem ao produto: Maior capacidade de carga til graas a separao geomtrica das molas. Maior vida til dos rolamentos das rodas com reduzido custo de manuteno. Estabilidade e segurana nas mais diversas condies de trfego. Reduzido nvel de rudos e suavidade de trabalho.

Amortecedor monotubo

Mola helicoidal

58

Eixo traseiro

O conceito usual de eixo traseiro utilizado inicialmente nos automveis, foi o do eixo rgido de trao traseira, acionado por uma rvore de transmisso (cardan). Embora atualmente esta concepo esteja se tornando restrita a veculos comerciais ou fora de estrada, ainda existem muitos veculos utilizando esta construo, aplicando muitas inovaes neste conceito.

Entre elas est a utilizao de suspenses traseiras independentes, com braos articulados oscilantes, que so mais leves e ocupam menos espao. A utilizao deste tipo de suspenso traseira, de braos articulados oscilantes, incorporados ao eixo traseiro, asseguram mais conforto e estabilidade, porm, tem a desvantagem de ser complexa na sua construo, envolver um grande nmero de componentes fixos e mveis. Ainda mais quando se utiliza duplo braos de articulao.

1 2 3 4 5

SUSPENSO TRASEIRA INDEPEN DENTE COM BRAOS ARTICULADOS OSCIL ANTES Diferencial Brao articulado Barra de Panhard Mola Amortecedor

5

4 1 3

2

Nos veculos de trao dianteira, a

3 2 1SUSPENSO TRASEIRA INDEPEN DENTE COM BRAOS ARTICULADOS OSCIL ANTES 1 Brao oscilante 2 Corpo do eixo traseiro 3 Suspenso com mola e amortecedor

adoo de um eixo traseiro com o corpo auto-estabilizante largamente utilizada nos projetos mais modernos, incorporando um brao oscilante de articulao em cada lado, unidos por uma barra de toro transversal (corpo do eixo). Suas vantagens so a utilizao de mnimos espaos e pouco peso, com excelente relao entre estabilidade e o conforto.

59

Braos oscilantes integrados

O eixo traseiro com braos oscilantes integrados, trabalha com a barra estabilizadora posicionada frente do eixo de giro de articulao dos braos. Seu mancal de borracha-metal est montada numa carcaa de alumnio posicionada muito prximo a linha de centro longitudinal do mancal de rolamento das rodas traseiras. Esta construo permite reduo nas foras atuantes na suspenso graas a reduo dos braos de alavanca beneficiando o conforto e a reduo do nvel de rudo.Barra estabilizadora Mancal do eixo traseiro Eixo de giro Brao oscilante Apoio de borracha das molas

No eixo traseiro cujos mancais de borrachametal so montados mais internamente ao veculo, necessrio que os mancais absorvam foras intensas quando o veculo faz curvas.Brao de alavanca longo Mancal do eixo traseiro

Se esses mancais so montados mais prximos linha de centro longitudinal dos rolamentos traseiros das rodas, os braos de alavancas que se formam so mais curtos diminuindo as foras atuantes no eixo traseiro, permitindo-lhe atribuir caractersticas mais suaves de trabalho.Brao de alavanca curto

60

Perfil em "V" invertido do corpo de eixo traseiro

Em geral o perfil em V do corpo do eixo traseiro posicionado com a abertura para a frente do veculo. Com esta configurao, o centro geomtrico de toro se posiciona atrs do perfil. Este centro de toro o ponto imaginrio em torno do qual o eixo produz o semi-giro durante a compresso e distenso da suspenso. Para contrapor este esforo, os mancais de borrachametal devem ser montados na mesmaCentro de toro de eixo traseiro

linha de centro dos braos exigindo grande resistncia do mancal.

O eixo traseiro de braos oscilantes integrados possuem o perfil V aberto voltado para baixo fazendo com que, o centro de giro torcional, se posicione fora da linha de centro do brao oscilante, aliviando a carga no eixo e no mancal e proporcionando melhor efeito direcional para o eixo traseiro ao fazer curvas. Observe:

Centro de giro posicionamento acima do corpo do eixo

Convergncia +

Ao fazer uma curva, a roda interna a esta produz uma distenso na suspenso enquanto que, a roda externa produz uma

Divergncia +

compresso na suspenso devido a inclinao da carroceria. Este efeito de compresso e disteno da suspenso traseira produz, em funo do eixo de giro estar posicionado acima do corpo de eixo, uma pequena convergncia na roda externa curva e uma divergncia na roda interna curva favorecendo a tomada e dirigibilidade nesta condio.

O perfil em "V" posicionado para baixo torce ao fazer uma curva proporcionando efeito direcional ao eixo traseiro.

61

Amortecedores

Os amortecedores realizam os controles das aes e reaes das molas, atravs da utilizao das presses hidrulicas em fluidos contidos num cilindro. Funcionamento - como vimos, as molas so responsveis por suportar o peso do veculo, comprimindo-se ou distendendo-se conforme as irregularidades do solo. Toda mola, quando comprimida, acumula energia proporcional compresso aplicada. Ao reagir, a carga produz vrios movimentos de extenso e compresso que alteram a

estabilidade do veculo, fazendo-o oscilar para cima e para baixo. Estes impulsos so perigosos porque variam o contato do pneu com o solo, podendo provocar derrapagens e desvios na trajetria do veculo. Para controlar este efeito das molas, os amortecedores devem ter dupla ao, permitindo a compresso das molas sem oferecer resistncia e atenuar sua distenso.

1 2 2 3 1 41 2 3 4

1 3AMORTECEDOR HI DRULICO PRESSURIZADO Cmaras de trao e compresso Pisto Pisto de separao Cmara de gs

4AMORTECEDOR HI DRULICO DE DUPLA AO Cmara de compresso Cmara de trao Pisto Vlvula de base

1 2 3 4

62

Estes efeitos dependem da facilidade de passagem do fluido atravs de orficios, controlados por vlvulas existentes no prprio pisto e na base do amortecedor. Estas vlvulas fazem a comunicao das cmaras de trao e compresso e so chamadas de vlvulas do pisto e da base. No movimento de compresso, a haste introduzida no tubo de presso. Com isto, ela desloca uma quantidade de fluido para o tubo reservatrio, atravs da vlvula da base. No movimento de trao, o fluido deve voltar ao tubo de presso, passando pela vlvula da base. O fluido que est na parte superior do pisto forado para a parte de baixo, controlado pelas vlvulas do prprio pisto.

1 2

3

Suspenso hidro-penumtica

1 Cmara pneumtica 2 Cmara hidrulica 3 Pisto

Suspenso hidropneumtica usa uma combinao de componentes hidrulicos e pneumticos em cmaras distintas. Uma cmara de presso varivel, contendo nitrognio, substitui as molas. A outra cmara, contendo leo, recebe os movimentos da roda e transfere para as cmaras de gs, atuando tambm como amortecedor hidrulico.

63

Geometria de direoA geometria de direo consiste na combinao de ngulos obtidos nas rodas que influem diretamente na dirigibilidade do veculo, proporcionando suavidade de trfego, manuteno da trajetria, estabilidade em retas e curvas e a maior rea de contato possvel dos pneus com o solo, distribuindo igualmente as cargas aplicadas.

l1

Convergncia das rodas representadaFrente do veculo

pelo paralelismo existente entre as rodas de um mesmo eixo. Sua principal finalidade manter as rodas perfeitamente paralelas entre si, quando o veculo se encontra em marcha.Convergncia positiva aquela em que a parte dianteira das rodas encontra-se mais prxima em relao a traseira.

Dependendo das caractersticas construtivas do veculo, a convergncia pode ser positiva, quando as rodas apresentam maior abertura na parte posterior, ou negativa, quando as rodas apresentam menor abertura na sua parte posterior.

l2

A inclinao do pino-mestre no sentido transversal do veculo em relao a linha de centro vertical da roda, determina o raio de rolagem. O raio de rolagem positivo aquele em que a projeo do centro do pino-mestre da direo at o solo encontra-se do centro do pneu para dentro do veculo. O raio de rolagem negativo aquele em que a projeo do centro do pinomestre da direo at o solo encontra-se do centro do pneu para fora do veculo.Inclinao do pino mestre Observe que, quanto maior for o raio de rolagem direcional positivo, teremos maior esforo de alavanca da roda contra o sistema de direo. Com isso, os efeitos das foras criadas por impactos nos pneus so multiplicados pela alavanca do raio de rolagem e transmitidos ao sistema de direo.

Raio positivo de rodagem

+

Com o raio de rolagem negativo, os esforos de alavanca da roda contra o sistema de direo ocorrem de forma inversa, forando a roda para o sentido contrrio derrapagem, mantendo o veculo em linha reta.Inclinao do pino mestre

Raio negativo de rodagem

_

64

Camber ou cambagem corresponde inclinao lateral das rodas em relao a uma linha reta vertical com o solo. A sua principal finalidade compensar a flexibilidade da suspenso, mantendo as rodas em melhor posio de rolamento, evitando desgaste anormal dos pneus, dos componentes da suspenso e da direo. A cambagem ser positiva quando a parte superior da roda estiver inclinada para o lado de fora do veculo, e negativa quando a parte superior da roda estiver inclinada para o lado de dentro do veculo.

Cster corresponde a inclinao longitudinal do pino mestre da direo. Em uma bicicleta ou num carrinho de supermercado, podemos visualizar e perceber facilmente o ngulo de cster e seu efeito. Observe que quando um automvel est sendo conduzido em linha reta, o ngulo de cster assegura estabilidade direcional e, ao descrever uma curva, facilita o retorno do volante linha reta, realizando um efeito de autocentralizao.ESQUERDA: Camber positivo (a roda inclina para fora). DIREITA: A roda inclina para dentro, formando o ngulo de camber de valor negativo.

Frente do veculo

Eixo Longitudinal

Foras Laterais

As foras laterais que atuam na transferncia da trao, as solicitadas pelo sistema de direo ou pela prpria fora centrfuga gerada pela rotao das rodas, podemCster

provocar desgastes irregulares nos pneus. O alinhamento das rodas, conforme as especificaes dos fabricantes, assegura o perfeito contato dos pneus com o solo, bem como a distribuio da carga uniformemente pela banda de rodagem do pneu.

O ngulo de cster assegura estabilidade direcional quando o veculo est sendo conduzido em linha reta e o retorno da posio do volante ao se descrever uma curva.

65

Direo Servo direo eletrohidrulicaSensor de ngulo de direo

Unidade de bomba motor

Mecanismo de servodireo

Na direo hidrulica convencional, a presso do sistema gerada por uma bomba hidrulica acionada constantemente pelo motor. No novo sistema de direo a bomba hidrulica acionada por um motor eltrico independente do motor do veculo.

1 2

CAIXA DE CORREO COM PINHO E CREMALHEIRA 1 Pinho 2 Cremalheira

66

Este sistema responsvel por variar, de acordo com os comandos do motorista, a direo do veculo. O volante de direo o elemento que recebe os comandos rotativos direcionais do motorista e o transmite, atravs de uma rvore de transmisso, caixa de direo. As caixas de direo do tipo pinho e cremalheira transformam o movimento rotativo do volante, que recebido por um pinho, em linear, na cremalheira. Este sistema muito utilizado por ser precioso, suave e apresentar reduzida necessidade de manuteno. Caixas de direo com esferas circulantes utilizam uma corrente de esferas para transmitir o movimento do volante de direo. Esse tipo de caixa de direo muito utilizado por veculos de transporte de carga, por ser capaz de operar foras maiores e tambm menos sensvel a choques. O sistema de direo servo - assistida hidraulicamente tem o objetivo de reduzir o esforo do motorista, utilizando como fora complementar a presso hidrulica gerada por uma bomba que acionada pelo motor do veculo. Os sistemas mais atuais de direo hidrulica so chamados de progressivos porque proporcionam o auxlio hidrulico em funo do atrito do pneu com a estrada, otimizando a sensibilidade do volante. O sistema de direo hidrulica progressiva proporciona maior segurana na conduo, em qualquer velocidade. Nos sistemas hidrulicos convencionais, quanto maior a rotao do motor, mais leve se apresenta o Benefcio ao consumidor: um sistema de direo hidrulica progressivo agrega ainda mais conforto e segurana ao motorista, j que mesmo em altas velocidades garante a sensibilidade ao volante. volante de direo, eliminando a sensibilidade do sistema. Nos sistemas progressivos, medida que o atrito dos pneus com o solo diminuem, um conjunto de vlvulas permitem menor circulao do leo, diminuindo o auxlio hidrulico e permitindo maior sensibilidade ao sistema.1 2 3 4

4 3 1 2

CAIXA DE DIREO COM ESFERAS CIRCULAN TES Rosca sem fim Porta esferas Cremalheiras Setor de direo

3

1

2

3

DIREO HIDRULICA 1 Bomba 2 Caixa de direo 3 Circuitos de alta e baixa presso

67

O Sistema de freios

FREIO DIANTEI RO A disco

90 130C

1/2 1/1

30FLUIDO DE FRE IO

40 80 50 60 60 40 20Km/h

100 120 1

RESERVATRIO DO 20

101/min x100

CILINDRO MESTRE De duplo circuito

0

70

0

- um componente hidrulico que pressuriza o fluido de freio, que ir acionar os freios das rodas. - um circuito para as rodas dianteira esquerda e traseira direita - outro circuito para as demais rodas - caso haja vazamento de fluido em um dos circuitos, o outro ainda opera, garantindo 50% da fora de frenagem.

21:00

3 0

Obs: Esta configurao de circuitos cruzados utilizada quando a suspenso dianteira dotada de Raio Negativo de Rolagem. Caso contrrio usa-se um circuito para as rodas dianteiras e outro para as rodas traseiras. Exemplo: Linha Kombi SERVO-FREIO Aplica o vcuo do motor para auxiliar no acionamento do cilindro mestre; assim, melhora a eficincia da frenagem, e poupa o esforo do motorista, que far no pedal do freio apenas 1/3 da fora necessria.

68

INDICADOR DE BAIXO NVEL DE FLUIDO DE FREIO

FREIO TRASEIRO A tambor ou a disco

140 160 180 200 220 240ALAVANCA DO FREIO DE ESTACIONAMENTO ("Freio de mo")

35 00REGULADOR DA FORA DE FRE NAGEM Aumenta a capacidade de frenagem do freio traseiro, proporcionalmente carga transportada pelo veculo.

PEDAL DO FREIO Aciona o cilindro mestre e controla a ao do servo-freio.

69

Freio a disco

DISCO DE FREIO Gira preso ao cubo da roda; A frenagem ocorre graas ao atrito entre o disco e as pastilhas de freio. PINA DO FREIO Dispositivo hidrulico que, quando acionado, pressiona as pastilhas de freio contra as 2 faces do disco.

PASTILHAS DE FREIO Elementos de atrito que, quando acionado o freio, so pressionadas contra o disco pela pina de freio.

Tanto as pastilhas de freio quanto os discos sofrem desgaste e, por isso, requerem uma verificao peridica. Quando as pastilhas de freio atingem o limite de desgaste, o jogo de pastilhas substitudo. Nesta ocasio, os discos de freio podem ser retificados, se necessrio, a menos que atinjam o valor limite de espessura; neste caso, precisam ser substitudos tambm.

70

Freio a tambor

CILINDRO DE FR EIO DA RODA Dispositivo hidrulico que, quando acionado, pressiona as sapatas e as lonas de freio contra a superfcie do tambor.

SAPATA DE FREIO Armao acionada pelo cilindro do freio, qual fixada a guarnio.

GUARNIO (lona de freio) Elemento de atrito que reveste a sapata e que, quando acionado o freio, pressionada contra o tambor.

TAMBOR DE FREIO Gira preso ao cubo da roda; a frenagem ocorre graas ao atrito entre o tambor e as lonas de freio

Tanto as guarnies (lonas) quanto os tambores sofrem desgaste, e por isto requerem uma verificao peridica. Quando as lonas de freio atingem o limite de desgaste, o jogo de lonas substitudo. Nesta ocasio, os tambores de freio so inspecionados e, se necessrio, retificados ou substitudos, de acordo com o seu desgaste.

71

O sistema ABS Anti-lock Brake SystemSISTEMA ANTIBLOQUEIO DE FREIOS O sistema ABS tem estas caractersticas: melhora a eficincia dos freios, reduz a distncia de parada, mantm a dirigibilidade durante a frenagem, pois evita a ocorrncia de travamento nas rodas; assim, no deixa ocorrer deslizamento e derrapagem ao se realizar uma frenagem de emergncia, mesmo nas situaes nas quais ocorram diferenas nos coeficientes de atrito nas rodas. Uma unidade de gerenciamento eletrnico (unidade de comando ABS) monitora, atravs de sensores, a rotao das rodas. Se qualquer uma delas diminui sua rotao repentinamente, significa que est prestes a travar. Diante disto, a unidade de gerenciamento comanda as vlvulas solenides para reduzir a presso de frenagem naquela roda, at que esta saia da situao de bloqueio. Passada esta fase, eleva a presso novamente, at o limite de travamento. Isto feito em questo de milissegundos, sucessivamente, tantas vezes quantas forem necessrias.

4Lmpada indicadora do sistema ABS

ABS3Unidade de comando e Unidade hidrulica incorporados

4 1 3

2

2

Sensores de Rotao das rodas traseiras

1

Sensores de rotao das rodas dianteiras

72

SENSORES DE ROTAO DIANTEIROS - fixos na suspenso, 1 para cada roda. - emitem sinal conforme a rotao da junta homocintica ou da roda.

SENSORES DE ROTAO TRASEIROS - fixos na suspenso, 1 para cada roda. - emitem sinal conforme a rotao da roda.

INTERRUP TOR DA LUZ DE FREIO

UNIDADE DE COMANDO ABS - recebe os sinais dos 4 sensores e calcula a velocidade de rotao de cada uma das rodas. - ao ser acionado o freio, comanda o funcionamento das bobinas eletromagnticas, de acordo com a rotao de cada roda. - aciona a eletrobomba hidrulica quando necessrio.

UNIDADE HIDRU LICA - mediante a ao das bobinas eletromagnticas, abre ou fecha as vlvulas hidrulicas de entrada e sada de fluido para os cilindros de cada roda. - assim, regula a presso de frenagem em cada roda, evitando o bloqueio.

ELETROBOMBA HIDRU LICA e ACUMULADOR DE BAIXA PRESSO - o acumulador recebe o fluido que retorna dos circuitos. - a bomba impele o fluido, do acumulador para o cilindro-mestre do freio (neste momento, o pedal do freio trepida sensivelmente).

73

Rodas e PneusTamanho (exemplo ilustrado 185/65 R14) - 185 mm de largura - relao entre a largura e altura do pneu = 65 % (Altura do pneu 65 % da sua largura). R = pneu radial - Dimetro do aro 14 polegadas (1 polegada = 25,4 mm). Cdigo de capacidade de carga (86 significa 530 kg) Smbolo de limite de velocidade Q at 160 km h S 180 km h T 190 km h H 210 km h V 240 km h Z acima de 240 km h W 270 km h Pneus sem cmara de ar so mais leves, trabalham com temperaturas inferiores e so mais fceis de montar. Os trs ltimos dgitos no nmero de teste da norma DOT indicam a data de fabricao: 105 significa: Semana 10, 1995. Construo: O talo do pneu feito em arame de ao, a carcaa de raiom e algodo ou fibra sinttica (nylon) e a cinta, em geral, em cordonis de ao.1a

ter tiWin Con on85/65 R14 86T TS760tact C 1MG TIN R A BS ) D L OA 0 0 . L (1.1 A X KG 0 53

1 - Fabricante 1a - Tipo / Modelo do pneu 2,3 - Tamanho, capacidade de carga e categoria de velocidade 4 - Sem cmara de ar 5 - Pas de fabricao 6,7 - Capacidade mxima de carga e presso do pneu a frio (de acordo com os padres dos EUA) 8 - Estrutura dos flancos 9, 13 - Certificado de teste de acordo com diretrizes do EUA 10-12 - Categorias para resistncia abraso, capacidade de frenagem e resistncia ao calor. 14 - Nmero teste DOT

?? ?M

2 513

ad e

3 6 7 8

In

XX X XX XXX XX XX XXXX XXX XX XX XX XX XXX XXXX XXX XX XXX XXX XX XXX

l 91H M+S Tubel Radia ess 15 E4

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XXXXX XXXXXX XXXXXXX XXXXXX XXX XXXXXX

9 414?? ??

XXXXXXXXXXX XXXXXXXXX X XXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXX XXXX XXXXXXXXXXXXXXX X

XXX XXX XXXXX XXX XXXXX XX XXX XXXXX XX XXXX XX XXX XXXXX XXXX XX XXX XX XX XXXX XXXX X XX X X XX X

5/6 19

5R

XX XX XXX XX X XX XX XX XX XX XX XX X X

XX XX

1DO T

XX

XX

X

XX

XX

12 11 10

As rodas so rgos de forma circular, destinados a girar em volta de um eixo. Os componentes principais so o pneu e o aro. Os pneus so guarnies de borracha, inflados por ar, que revestem o aro da roda. O ar contido no pneu auxilia para que exista bom contato com o solo, maciez e estabilidade de rodagem. O aro o responsvel por manter o pneu firmemente fixado roda. Os pneus so marcados com vrios cdigos, de acordo com padres americanos ou europeus. Estes cdigos fornecem informaes sobre a textura, tamanho, capacidade de carga, data de produo, velocidade mxima de utilizao e fabricante. Atualmente os automveis modernos utilizam pneus radiais que so construdos com dois ncleos (tales) em forma de anel, unidos por uma carcaa radial, que situa lateralmente. Os flancos e outras camadas de suporte envolvem a carcaa e do a ela a rigidez necessria. A banda de rodagem do pneu a parte que entra em contato com o solo. O desenho ou textura da banda que possibilita a trao, segurana e conforto ao rodar. So moldadas numa srie de barras e sulcos que formam as arestas de trao que se agarram firmemente superfcie da estrada, drenam gua e outros materiais.

Indicadores de Desgaste dos PneusO CONTRAM determina que os pneus sejam substitudos quando o desgaste da banda de rodagem atingir os indicadores exixtentes no fundo dos sulcos. Os pontos onde existem os indicadores de desgaste da banda de rodagem so identificados pela sigla TWI (Tread Wear Indicators).

1 2 3 4 5

CAMADAS DOS PNEUS RADIAIS Tales Carcaa radial Cintas estabilizadoras Flanco Banda de rodagem

tinental Con3 2 174

XX XX XX XX X

XX XX

XX XX XX

XX

XX

??

XX

X

?

?

5

4

1 6Um pneu de alta velocidade, categoria Z, com uma textura de banda direcional. As largas ranhuras longitudinais dispersam rapidamente a gua da superfcie, a rea mais larga, blocos da banda, assegura maior estabilidade.

2

Existem pneus nos quais a configurao da banda de rodagem determina o seu sentido de giro. Esses pneus so chamados de direcionais. Trao a capacidade de transmitir foras longitudinais para empurrar o veculo para frente. Aquaplanagem referese ao efeito de deslizamento do pneu sob uma lmina de gua. Este fato extremamente perigoso, pois, nesta condio, ocorre a completa perda de dirigibilidade do veculo, devido a ausncia de contato do pneu com o solo. Rodas de ligas leves

5 4

3

Os pneus radiais so assim chamados porque os cordonis que formam as lonas da carcaa esto dispostos no sentido do raio do pneu. Isto significa que encontramse em ngulos de 90 na direo de trabalho, perpendiculares ao seu centro. Esta construo permite carcaa flexionar com pouca frico entre os cordonis. Em cima da carcaa radial, e abaixo da banda de rodagem, existem cintas que asseguram a estabilidade lateral do pneu, j que evitam a deformao da banda de rodagem. O resultado da combinao da carcaa radial com estas cintas, um pneu com flancos f lexveis e uma forte e estvel banda de rodagem, garantindo, em quaisquer condies, elevada rea de contato do pneu com o solo. Benefcio ao consumidor: os pneus radiais asseguram elevada segurana de trfego porque apresentam, nas mais diversas condies de trfego, total estabilidade no contato do pneu com o solo e elevada capacidade na drenagem da gua, conforto e silncio.Sulcos cruzados melhoram a aderncia do pneu e ranhuras largas dispersam facilmente a gua.1 Aro da roda 2 Cubo de fixao da roda 3 Flange da roda 4 Ombros5 "Hump" de fixao do talo

do pneu no aro (pequeno ressalto) 6 Vo do aro

Os aros de roda so elementos rgidos que ligam o pneu ao veculo. Sua funo manter o pneu firmemente fixado roda,

evitando o deslizamento (detalonamento), feitas de alumnio so transmitir os esforos de trao e frenagem 30% mais leves que as e receber dos pneus os esforos de atrito e irregularidades do solo, transmitindo-os suspenso. Geralmente produzidos em ao O aro da roda prensado mas, em muitos casos, oferecidos dentro em vrias com rodas de ligas de alumnio ou zonas: borda, ombro, magnsio, que, por serem mais leves, reduzem o peso no suspenso, proporcionando ainda mais estabilidade e conforto. Rodas de ligas leves so comumente produzidas em moldes de fundio, mas as de qualidade elevada so forjadas. As rodas devem ser resistentes, leves, facilitar o fluxo de ar para os freios, absolutamente balanceadas e tambm devem apresentar design agradvel.dividido, de fora para rodas de ao prensado.

hump e vo. A distncia de uma borda a outra a largura do aro. A roda descrita da seguinte forma: 6J x 14 H2: 6 = largura do aro em polegadas; J = forma da borda; 14 = dimetro do aro em polegadas; H2 = dois ressaltos. Um encaixe para cada talo. Os humps so ressaltos ou nervuras prximas aos ombros dos aros das rodas, que tm a funo de reter firmemente o pneu no aro, impedindo que haja o detalonamento do pneu em curvas acentuadas, realizadas em velocidades elevadas.

Benefcios ao consumidor: rodas de ligas de alumnio so mais leves proporcionando ainda mais segurana e conforto, pelo reduzido peso no suspenso.

75

O sistema eltrico do veculo

Possui um layout descentralizado, isto , os componentes do sistema esto situados em diferentes locais de montagem dentro do veculo.

Isto necessrio devido ao aumento da quantidade de componentes eltricos/eletrnicos usados nos veculos.

Exemplo das localizaes de montagem dos componentes so mostradas no desenho abaixo:

Placa de rels com suporte auxiliar de rels Estao de acoplamento, na caixa dgua Estao de acoplamento, coluna B Estao de acoplamento, coluna A

Estao de acoplamento, coluna B

Suporte de fusveis

Estao de acoplamento, coluna A

Suporte de rels, compartimento do motor

Caixa de fusveis principal

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Exemplo do Gol, Parati e SaveiroChicote de Injeo Chicote das portas Chicote da tampa

Chicote dianteiro

Central Eltrica

Chicote do Painel

Chicote traseiro

Em funo da oferta modular, houve comunizao dos chicotes considerando as variveis de acabamento. A consequncia disso foi a reduo do nmero de chicotes e o aumento de combinaes (SEQ) para 1500 tipos de opcionais. As principais vantagens para a Volkswagen so:

A principal vantagem para o cliente: possvel a partir de um veiculo bsico, instalar uma grande quantidade de acessrios sem alterar as caractersticas originais do veculo, sem perder a garantia e nem comprometer a segurana contra curtos circuitos.

Menor nmero de peas para estoque e logstica Melhor controle de qualidade na produo Maior confiabilidade na montagem A principal vantagem para o concessionrio:

Existe maior possibilidade de instalao de acessrios em menor tempo, sem alterao do chicote e sem risco de instalaes improvisadas.

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Chicotes

Basicamente existem 7 tipos de chicotes principais, sendo cada um com uma srie de variveis. 1. Chicote dianteiro As variantes de tipos de chicotes (n) so : Motor Ar-condicionado ABS Farol duplo ou simples

2. Chicote de injeo As variantes de tipos de chicotes so: Motor Combustvel 3. Os acabamentos de alarme e ar-condicionado fazem parte do chicote.

Chicote do painel As variantes so: Alarme Ar-condicionado Motorizao Neste caso houve uma reduo de 53 para 14 tipos de chicotes, por meio da construo modular. Os chicotes do painel vm de srie preparados para receber ABS, equipamento de som, farol de neblina, desembaador, limpador e lavador dos vidros, prasol iluminado, espelhos eltricos e abertura eltrica do porta-malas.

78

4. Chicote traseiro Neste caso existem 4 tipos por modelo (Gol, Parati), sendo que as variantes de chicote so: Alarme Limpador e lavador do vidro traseiro Abertura eltrica do porta-malas Travamento central Lanterna de neblina traseira Os acabamentos comunizados so idnticos ao do chicote do painel. 5. Chicote da tampa traseira Existem 3 tipos de chicotes para cada modelo (Gol e Parati) sendo que a variante com ou sem alarme. 6. Chicote da porta dianteira Existem 9 tipos de chicotes, sendo as variveis: Alarme Som Espelhos eltricos Travamento central Vidro eltrico

7. Chicote da porta traseira Este chicote o mesmo, tanto do lado esquerdo como do direito, e atende tanto o Gol como a Parati. Outros Por serem circuitos exclusivos e fechados, os seguintes sistemas possuem o seu prprio chicote: ABS Air Bag Alarme keyless (com controle remoto)

79

Conectores entre chicotes

Para simplificar as ligaes entre os chicotes, existem instalados conectores entre eles nas colunas A esquerda e direita.

Para adaptador de rels Para painel de instrumento

Para caixa de roda LEE Para central eltrica Para adaptador de rels

Travar os conectores aps encaixe

Para conexo door off

1 2Para pnl. Trans.

Parateto

Para central eltrica Para interruptor luz de cortesia (Porta LE) Para assoalho

2 1 3

Para placa massa coluna ALE

3

4

1 Chicote painel de instrumentos 2 Chicote dianteiro 3 Chicote traseiro 4 Chicote ABS

80

Para painel de instrumentos

1 2

Para interruptor das vlvulas de pr-aquecimento

3Para interruptor de luz de cortesia (porta LE)

Chicote traseiro

4

Chicote ABS

Para assoalho

Chicote painel de instrumentos Chicote dianteiro 3 Chicote traseiro 4 Chicote ABS1 2

81

Central eltrica RelsOs rels esto instalados na posio vertical, diminuindo assim a possibilidade de falta de contato devido as vibraes. Os rels possuem a mesma cor da etiqueta na central eltrica. Quando o veculo no tem temporizador no limpador de pra-brisa, na posio 1, instalada uma barra de ligao nmero 2BA937817 .

6 8 9

4 3

5 1 2

A tabela a seguir identifica os rels

Pos. 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Funo Limpador do pra-brisa Indicador de direo/advertncia Limpador do vidro traseiro Temporizador acion.elt.vidros Funo X Buzina dupla Disjuntor trmico (ref.) Travamento central Ar-condicionado

Rel nmero 325 955 531.1 (B+154) 377 955 531 (B+158) ZBC 953227 ZBD 955 529 377 959 753 191 937 503 542 937 503.D

Cor Vermelho Amarelo Laranja Rosa Preto Marrom

377 959 789 377 937 503.A

Marrom Preto

82

a parte do sistema eltrico tambm chamada de "caixa de fusveis". Na central eltrica tambm se localizam os conectores e rels.

Os fusveis servem para proteger os circuitos, em caso de sobrecarga ou de curto-circuito. Nestes casos, como a corrente eltrica aumenta, o fusvel queima, interrompendo a corrente, evitando danos fiao e aos componentes eltricos e eletrnicos.

A literatura de bordo do veculo traz a relao das funes protegidas pelos fusveis e os seus respectivos smbolos. Para alguns modelos, um carto, junto central eltrica, traz a disposio da funo principal para um determinado fusvel.

Se a causa da queima do fusvel for espordica, bastar troc-la por um novo da mesma capacidade. Mas, se a queima tornar a se repetir, ser necessrio diagnosticar a causa.

83

Teclas do painel

Os comandos esto centralizados abaixo dos difusores de ar.

1 - Vidro dianteiro esquerdo 2 - Vidros traseiros junto com o bloqueio

No lado esquerdo existe a tecla de comando dos espelhos e o interruptor das luzes. O interruptor das luzes incorpora o comando para os faris de neblina. Para remov-lo basta pression-lo para dentro e girar para o 1 estgio. No lado direito temos as seguintes teclas na seqncia: Conforme ilustrao abaixo: 5 - Abertura do porta-malas 6 - Vidro dianteiro direito 3 - Pisca alerta 4 - Desembaador temporizado por 20 minutos

6 5 4

3 5 6

2

1

3 1 2

4

84

Rede CAN-bus

A eletrnica foi, com certeza, a face mais visvel da evoluo da indstria automobilstica nos ltimos anos. Chips e sensores j monitoram vrias partes dos carros, como motor, freios, vidros, ar-condicionado, sistemas antifurto e de informao. O uso da eletrnica trouxe, entre outras vantagens, mais segurana e conforto, alm de baratear o custo do veculo. Os sistemas eletromecnicos ainda so mais caros, como por exemplo a introduo da injeo eletrnica, que decretou o fim do carburador e melhorou o desempenho do motor.

Transmisso de DadosO uso da eletrnica em automveis no Brasil aumentou significamente a partir da dcada de 90. O reflexo do seu avano est no aumento da quantidade de fios e cabos eltricos nos modelos considerados tops de linha: de 800 metros em 1992 para aproximadamente 2 mil metros em 2000. Para reduzir a quantidade de fiao empregada nos chicotes e aumentar a segurana de veculos como o Bora, por exemplo, muitas funes eltricas foram adaptadas a um sistema de transmisso em srie de dados, que funciona junto a um controlador eletrnico de rede (CAN-bus).

Unidade de Controle do Arcondicionado

Unidade de Controle Porta do Acompanhante

Unidade de Controle Porta Traseira Direita

Unidade de Controle Central Sistema Conforto

Unidade de Controle Porta do Motorista

Unidade de Controle Porta Traseira Esquerda

Unidade de Controle Rede de Bordo

Unidade de Controle do Painel de Instrumentos

85

Piloto automtico - O motorista pode fazer uma viagem sem pisar no acelerador: basta escolher a velocidade que deseja dirigir durante todo o percurso e ela se manter constante.

Vidros eltricos com fechamento automtico e antiesmagamento - Um interruptor de segurana no painel de controle no lado do motorista (dispositivo de segurana de crianas bloqueia o acionamento dos vidros traseiros). No sistema antiesmagamento, sensores evitam

Ar-condicionado eletrnico - Tambm denominado Climatronic, permite manter uma temperatura agradvel e regular dentro do veculo. Uma vez ajustada a temperatura (recomendvel a 22), o Climatronic ir trabalhar automaticamente atravs de sensores que alteram a velocidade e distribuio de fluxo interno de ar.

que o vidro se feche quando houver alguma barreira - um dedo, por exemplo. O sistema ativado dentro de uma faixa de 4 a 200 mm a partir da vedao superior das portas.

Controle eltrico da altura dos faris - garante que os faris, independentemente da carga do veculo, estejam sempre regulados. Sensores nos eixos medem o peso nas molas traseiras e, a partir desta informao, o sistema automaticamente corrige a inclinao dos faris. Quando a carga retirada, os faris voltam inclinao habitual. Este dispositivo ainda no est disponvel para o Brasil.

86

Chips

LED

LED

Fotodiodo

Fotodiodo

Superfcie do pra-brisa

Superfcie do pra-brisa

LED

LED

A invaso dos chips nos automveis tambm est mudando radicalmente sua manuteno. Agora mais fcil diagnosticar problemas em poucos minutos, com a conexo dos carros a modernos equipamentos. Pode-se fazer um check-up do veculo quase sem abrir o compartimento do motor. Sensor de chuva - Localizado na base do espelho retrovisor interno, aciona automaticamente os limpadores quando detecta a presena de gotculas sobre o prabrisa. O sensor mede a intensidade da luz refletida na gua e envia um sinal para o rel do temporizador, regulando a velocidade do limpador do pra-brisa de acordo com a necessidade.

Espelho retrovisor antiofuscante - Previne o ofuscamento da viso do motorista pela luz dos veculos que vm atrs. A unidade de controle mede a intensidade da luz incidente pela frente e pela traseira do veculo, atravs dos fotossensores e aplica uma voltagem ao revestimento condutivo que ir alterar a cor do eletrlito. Quanto maior a voltagem, mais escuro o eletrlito, diminuindo a intensidade da luz refletida sobre os olhos do motorista. Quando a marcha r for acionada, a funo antiofuscamento desativada, permitindo, por exemplo, a sada de uma garagem escura para a luz do dia, sem atrapalhar a visibilidade pelo retrovisor.

Espelho retrovisor antiofuscante: contra a luz alta nos olhos.

87

Gerenciamento eletrnico do motor (motor 1.0 - 8V e 16V) Sensores(G71) (G42) SENSOR COMBINADO - presso no coletor; - temperatura do ar. TRANSFORMADOR DE IGNIO e ESTGIO DE POTNCIA - produz corrente para a emisso de centelha no momento correto.

AtuadoresN157 N152

G40

SENSOR HALL - rotao e posio do virabrequim.

UNIDADE DE COMANDO - recebe informaes dos sensores; - processa clculos; - emite sinais de comando para os atuadores; - mantm registro de dados e histrico de falhas do sistema.

N30, N31, N32, N33 VLVULAS INJETORAS - pulverizam combustvel no momento e pelo tempo corretos. J17 G6 REL DA BOMBA DE COMBUSTVEL - energiza a bomba que fornece combustvel pressurizado para as vlvulas injetoras.

Unidade de Comando J382 G39

SONDA LAMBDA - teor de oxignio nos gases de escape.

G61 SENSOR DE DETONAO - vibrao do bloco, em razo de prcombusto. Conector de Diagnstico

N80

G62 J16 SENSOR DE TEMPERATURA DO MOTOR - temperatura do bloco.

VLVULA DE LIMPEZA DO FILTRO DE CARVO ATIVADO - controla o fluxo de vapores de combustvel acumulados, para serem queimados pelo motor.

V60

G88 G69 F60 CONECTOR DE DIAGNSTICOS - permite conexo de equipamento de diagnstico. CORRETOR DA ROTAO DE MARCHA LENTA - controla a posio da borboleta de acelerao em regime de marcha lenta. J365

SENSOR DA POSIO DA BORBOLETA - posio da borboleta de acelerao.

L30

ACSINAL DO AR CONDICIO NADO AC - ar condicionado ligado. REL PARA PLENA POTNCIA - atua na embreagem do compressor do ar condicionado.

88

Sensor hall O sensor Hall est incorporado no distribuidor de ignio, sendo acionado diretamente pela rvore do comando de vlvulas. Sua funo identificar a rotao do motor, o P.M.S. de todos os cilindros e qual o cilindro 1. O rotor do Hall possui quatro janelas, a correspondente ao cilindro 1, a 3 maior que as outras, esta diferena corresponde a 6 na rvore de manivelas, identificando o ciclo de ignio no cilindro 1.

Este sinal utilizado pela unidade J220, determinando: Tempo de injeo (ti); Ponto de ignio; Marcha-lenta; Recuperao dos vapores do filtro de carvo ativado. Na ausncia deste sinal, o motor no entra em funcionamento. Ao ligar a ignio, o sensor informa a presso atmosfrica para correo dos mapas em funo da densidade do ar (altitude). O sinal enviado para a unidade a cada 1ms. Faltando esta informao a unidade J220, Sensor Combinado Sensor de presso no coletor (G71) e da temperatura do ar (G42) integrados. Estes dois sensores encontram-se montados num nico componente, fixado na lateral do coletor de admisso. Sensor de presso no coletor de admisso (G71) O sinal enviado para a unidade de comando (J220) a cada 1ms, informa a carga que o motor est submetido, a variao da tenso eltrica que de 0 a 5 volts. Este sinal um dos principais para o clculo do : Tempo de injeo (ti); Ponto de ignio; utilizar o sinal da posio da borboleta de acelerao (G88), mantendo a mistura enriquecida. Sensor de temperatura do ar (G42) O sinal mede a temperatura do ar que est sendo admitido pelo motor, atravs de um termistor, que varia sua resistncia eltrica em funo da temperatura. Com coeficiente negativo de temperatura (NTC) este sinal compe o clculo do: Tempo de injeo (ti); Ponto de ignio; Faltando esta informao a unidade J220, utilizar um valor fixo de 20C.

89

Sonda lambda (G39) A sonda lambda est localizada no tubo de descarga primrio, e informa a unidade J220, a variao de oxignio residual, atravs da variao de tenso eltrica. Uma informao de gs pobre em oxignio, caracteriza mistura rica, a tenso de 800mV. Quando o gs est rico em oxignio, caracteriza mistura pobre, produzindo tenso de 100mV. Na sonda lambda existe um resistor de aquecimento, alimentado pelo rel da bomba de combustvel. Os sinais gerados pela sonda lambda, influem no: Tempo de injeo (ti); Ponto de ignio; Recuperao dos vapores do filtro de carvo ativado; As estratgias da unidade J220, na utilizao dos sinais do sensor possuem o principio de close loop e open loop. Tempo de injeo (ti); A sonda entra em funcionamento em torno de 2 minutos aps a partida, corrigindo a mistura para atender os nveis de emisses. Ponto de ignio; Marcha-lenta; Regulagem do sistema ed anti-detonao. Em caso de falha a unidade J220, utiliza um valor aproximado da temperatura de trabalho (100C), para realizar os clculos. Este sinal compe o clculo para: Sensor da temperatura do motor (G62) Este sensor est localizado na flange do sistema de arrefecimento, junto com a vlvula termosttica. um termistor; resistor que varia sua resistncia eltrica em funo da temperatura, do tipo NTC. Ele informa a unidade J220 as variaes de temperatura do lquido de arrefecimento.

Internamente o sensor da temperatura do motor constitudo por dois termistores eletricamente independentes, um informa a unidade J220 e, o outro o instrumento combinado. Em plena potncia a informao da sonda lambda desconsiderada pela unidade J220, permitindo o aumento na relao da mistura e, conseqentemente, a mxima potncia.

90

Sensor de detonao (G61) Este sensor constitudo por um cristal piezo eltrico, estando fixado na lateral do bloco, abaixo do coletor de admisso. Este sinal utilizado pela unidade J220 para eliminar eventuais detonaes no motor, mediante o atraso no ponto de ignio, sendo feito, individualmente, para cada cilindro at o mximo de 12, em passos variveis de 3,2. Na falha deste sinal a unidade J220, atrasa o ponto de ignio, somente quando o motor estiver submetido a carga.

Regulagem de detonao seletiva por cilindros A regulagem de detonao seletiva por cilindros tem a funo de evitar detonaes espontneas. O sensor de detonao encarregado de detectar o aparecimento de alguma pr-combusto detonante durante o trabalho do motor, automaticamente a unidade corrige o ngulo de avano de ignio no sentido de atras-lo, unicamente no cilindro em questo. Cada cilindro dispe em um campo independente de correo de avano para a regulagem de detonao.

trabalho de regulagem de detonao. O atraso se realiza nas voltas de deteco do fenmeno da pr-combusto, este processo de atraso se realiza em passos de 3,2, at que desaparea a detonao no citado cilindro. Uma vez desaparecido o fenmeno de detonao, o controle volta a dar avano inicial ao citado cilindro, a recuperao deste ngulo se realiza em pequenos passos de 0,4. A correo mxima de regulagem de pr-

O cilindro reconhecido mediante o sinal do sensor Hall, sendo necessrio este sinal para o correto

detonao, sobre o ngulo de avano de ignio calculado, de 12.

91

Unidade de comando da borboleta Sensor da posio da borboleta de acelerao (G69) Comandado pelo cabo do acelerador, est montado diretamente sobre o eixo da borboleta, informando a

unidade de comando (J220) todas as variaes angulares da borboleta, fornecendo: posio da borboleta; Alternativa do sensor de presso no coletor.

J22017 10 41 14 28

G69

Sensor do corretor de marcha-lenta (G88) Informa unidade de comando (J220) a posio angular do corretor de marcha-lenta (V60), durante a mesma. No final do estgio de marcha-lenta, o sensor pra enquanto a borboleta segue abrindo.

Faltando este sinal, a borboleta de acelerao entra em estado de emergncia mecnico, devido a mola de posio de emergncia, elevando a marcha-lenta.

J22017 10 41 14 28

G88

92

Interruptor de marcha-lenta (F60) Sua funo informar a posio da borboleta em marcha-lenta, neste caso o interruptor est fechado, enviando um sinal negativo ao pino 10 da unidade J220. Este sinal serve para o corte de injeo no freio-

motor, posicionar o servo motor para a funo do dash pot, assim como estabilizao digital da marcha-lenta. Faltando o sinal do interruptor a unidade de comando compara os valores dos sensores da borboleta (G69), do sensor de marcha-lenta (G88) e, do corretor de marcha-lenta (V60).

J22017 10 41 14 28

Corpo de borboleta evolutivo O sistema MP 9.0 utiliza um novo conceito no perfil interno do corpo de borboleta.

F60

Forma de calota: motor AT 1000

Forma clindrica: tradicional

A forma de calota no perfil interno, possibilita uma regulagem fina na passagem de ar na marcha-lenta, proporcionando suave progresso em qualquer carga do motor.

Desta forma, a quantidade de combustvel necessria menor, reduzindo-se as emisses.

93

Atuadores Corretor de marcha-lenta (V60)Est localizado na unidade de comando da borboleta, constitudo por motor de corrente contnua, comandado pela unidade J220 e um sistema redutor, atuando somente em marcha-lenta. A alimentao do motor, ocorre mediante a Na posio de emergncia a borboleta mantm uma posio angular de, aproximadamente 5, determinada por ao de uma mola. O corretor permite fechar, totalmente , a borboleta e abri-la at o valor mximo de 22, variando desta maneira, de um regime inferior at um superior do estabelecido em repouso. variao da frequncia e inverso da polaridade, modificando desta maneira a posio angular da borboleta. Em caso de defeito, a borboleta assume a posio de emergncia (5) pr-determinada por ao de mola.

J2202 26

M

V60

No existe nenhum ajuste mecnico na unidade de comando da borboleta, somente uma sincronizao atravs da funo 04 - iniciar ajustar bsico (grupo 98) com o equipamento VAG 1551 / 1552, sempre que substituir esta unidade ou a unidade J220. Para isto o cabo do acelerador deve estar regulado sem estar tensionado.

94

Bobina

Vlvula do filtro de carvo ativado (N80) A vlvula regula a recuperao dos vapores de gasolina acumulados no filtro de carvo ativado, em direo ao coletor de admisso. Ela normalmente est fechada e, abre quando recebe pulso negativo da unidade J220 Este sinal de comando alternado a cada 3 minutos e 1 minuto desligado, depois do motor aquecido.Induzido com junta Mola de fechamento

Transformador

Transformador de ignio (N152) e estgio final de potncia (N157) A unidade de comando envia um sinal eletrnico para o estgio final de potncia, o qual transforma em um sinal eltrico 12V para o primrio do transformador produzindo um campo magntico, o qual vai liberar aproximadamente 50 mil volts no momento da centelha da vela de ignio.

Estgio final de potncia

95

Vlvulas Injetoras (N3, N31, N32 e N33)

Para o clculo do tempo de injeo (ti) a unidade utiliza as seguintes informaes: rotao do motor; presso no coletor; temperatura do ar; temperatura do motor; lambda; posio da borboleta; tenso da bateria; posio Hall (PMS); posio do corretor marcha-lenta; sinal do AC.

Vlvula de injeo Coletor Tubo de admisso Cabeote

Este sistema dispe de quatro vlvulas eletromagnticas, situadas no coletor de admisso, so vlvulas compactas que possuem quatro orifcios calibrados para pulverizao de combustvel. No momento da partida, a unidade de comando emprega trs estratgias de injeo: Primeiro feito uma pr-injeo de todas as vlvulas ao mesmo tempo (Full Group). Isto acontece a cada 180 da rvore de manivelas e tem como finalidade o enriquecimento da mistura como tambm, dar um tempo para a inicializao do sistema. Aps ser reconhecido o ps partida pela unidade de comando, as vlvulas continuam a injetar, simultaneamente, s que a cada 360 da rvore de manivelas. A terceira estratgia passa a ser injeo seqencial depois que a unidade realizou todos os clculos necessrios e tambm aps ter reconhecido atravs do sensor Hall a posio do primeiro cilindro. A partir de 6250 RPM comea o empobrecimento da mistura, com a diminuio do ti e avano do ponto de ignio; A partir de 6550 RPM cortada a injeo e, posteriormente, a ignio; No freio motor cortado a injeo de combustvel de todas as vlvulas e, retoma aproximadamente, em torno de 1200 RPM, com rotao elevada e interruptor de marcha-lenta (F36) fechado e dependendo da temperatura do motor a rotao de retomada da injeo pode variar. Segurana e emisses O combustvel injetado no canal de admisso e ao abrir-se a vlvula de admisso aspirado junto com o ar para a cmara de combusto.

96

Mola de emergncia

Pinho do motor (V60)

Sensor do corretor da marcha-lenta (G88)

Tampa Interruptor de marcha-lenta Sensor da borboleta

Amortecimento de fechamento A borboleta de acelerao acionada pelo pedal do acelerador atravs de um cabo, neste momento o corretor da borboleta (V60) no atua sobre a mesma, porm marcar a posio de repouso quando a borboleta deixar de ser acionada pelo cabo. A unidade, avalia mediante o sinal do sensor da posio da borboleta (G69), a posio real em cada momento da mesma.

Estabilizao digital de marcha-lenta A estabilizao digital de marcha-lenta corrige o regime da mesma, mediante a variao do ngulo de avano de ignio, atuando com pequenas variaes do citado regime. A unidade ativa este sistema ao receber o sinal do comutador de marcha-lenta. A unidade, para realizar esta funo, utiliza

No caso de detectar um rpido fechamento da borboleta, a unidade aciona o corretor V60, e a borboleta permanecer aberta na posio mxima de abertura do corretor da mesma (22), fechando-se, continuamente e lentamente, at conseguir o regime de marcha-lenta timo.

o sinal de regime de rotao do motor e o valor calculado do regime de rotao de marcha-lenta, modificando o ngulo de ignio em direo ao retardo de avano, no caso de existir divergncias entre ambos,mesmo que sejam mnimas.

97

O sistema de combustvel

BOMBA DE COMBUSTVEL (eltrica) fornece combustvel, a determinada presso, para as vlvulas injetoras.

ACUMULADOR DE VAPORES DE GASOLINA (sistema de carvo ativado) filtro que retm os vapores de combustvel, evitando sua emisso para a atmosfera, at que sejam queimados pelo motor.

FILTRO DE COMBUSTVEL retm eventuais impurezas, evitando obstruo das vlvulas injetoras.

TANQUE DE COMBUSTVEL

M

TUBULAO DE COMBUSTVEL

GALERIA DE COMBUSTVEL supre de combustvel pressurizado as vlvulas injetoras.

VLVULAS INJETORAS atomizam o combustvel, em quantidade e momento adequados, para formar a mistura.

CORPO DA BORBOLETA aloja a borboleta de acelerao, que controla o fluxo de ar filtrado, para o coletor.

COLETOR DE ADMISSO conduz o ar filtrado aos pontos onde se localizam as vlvulas injetoras e, da, conduz a mistura ao cabeote.

98

Sistema de combustvel

99

Escapamentos

Os materiais ativos utilizados no revestimento do conversor cataltico, so os metais preciosos platina e rdio. O sensor de oxignio (sonda de deteco Lmbda) instalado no cano de escape, antes do conversor cataltico. Este sensor mede o teor residual de oxignio presente nos gases do escape e transmite sinais que so utilizados para ajustar a injeo de combustvel para obteno da mistura ideal.Circuito fechado, conversor cataltico de trs vias Injetor Controle eletrnico da injeo de combustvel Tubo medidor de CD Sensor de oxignio O conversor cataltico de trs vias transforma at 90% dos poluentes existentes nos gases de escape em CO2, N2 e gua. Revestimento de platina e rdio Revestimento de lavagem (camada intermediria)

Monlito

Princpio de operao de um conversor cataltico de trs vias trabalhando em circuito fechado

Controle de emisso do escape Atualmente, o mtodo mais eficiente para diminuir a emisso de poluentes dos gases de escape, num motor de ciclo Otto, atravs de um sistema de gerenciamento eletrnico que trabalhe com circuito fechado com conversor cataltico de trs vias. Isto significa que a qualidade da formao da mistura analisada pela presena de oxignio nos gases de escape por meio de um sensor chamado sonda Lmbda. J o conversor cataltico de trs vias assim conhecido porque tem a capacidade de minimizar a emisso dos trs resduos poluentes existentes nos gases de escape, de forma simultnea os hidrocarbonetos (HC), monxido de carbono (CO) e xidos de nitrognio (Nox). Benefcios ao consumidor: o conversor cataltico de trs vias trabalhando em circuito fechado , atualmente, o sistema de controle de emisso de escape mais eficiente para motores a gasolina. Ele reduz os trs poluentes principais: Nox, CO e HC. Para isto, o catalisador composto por uma colmia com uma grande quantidade de canais, por onde os gases de escape passam obrigatoriamente. Estes canais so revestidos por um material ativo que capaz de reagir com os poluentes e reduzir sua presena em torno de 90%.

100

Vista seccional do conversor cataltico. Tomada para medio do ndice de poluentes nos gases de escape.

Injeo de combustvel Conversor catallico oxidante

Conversor cataltico oxidante para reduo do monxido de carbono (CO) e dos hidrocarbonetos (HC), utilizados nos motores Diesel

Os motores Diesel trabalham com misturas que utilizam grande quantidade de ar, comparativamente com os motores de ciclo Otto. Desta forma, no podem utilizar um conversor cataltico convencional de trs vias. Para reduzir HC e CO, esses motores precisam ser equipados com um conversor cataltico oxidante. Esse tipo no est capacitado para reduzir os xidos de nitrognio (Nox) no escape.

101

Tipos de injeo eletrnica

Ar

Combustvel

Vlvula Injetora

Borboleta

Coletor

INJEO ELETRNICA MONOPONTO uma vlvula injetora para 4 cilindros.

Ar

Borboleta

Coletor Combustvel Vlvula Injetora

INJEO ELETRNICA MULTIPONTO uma vlvula injetora para cada cilindro.

102

O sistema de ignio do motor (convencional)VELAS DE IGNIO - a partir da corrente recebida do transformador de ignio (bobina), produzem centelha eltrica para a combusto da mistura. BATERIA acumula energia eltrica produzida pelo gerador.

DISTRIBUID OR - gira na mesma rotao do comando de vlvulas - direciona a corrente gerada pelo transformador de ignio para cada uma das velas, na sequncia ("ordem de ignio").

BOBINA DE IGNIO A alta tenso gerada na bobina conduzida por cabos condutores at as velas de ignio no interior dos cilindros, atravs de um distribuidor acionado mecanicamente.

O Sistema de Ignio do Motor (com Gerenciamento Eletrnico)DISTRIBUID OR - dependendo do tipo de sistema de ignio, no h distribuidor, sendo que sua funo ento eletronicamente executada pelo estgio final de potncia e pelo transformador de ignio com 2 bobinas de dupla sada

Sistema de gerenciamento eltrico do motor

Sistema de gerenciamento eltrico do motor

TRANSFORMADOR DE IGNIO e ESTGIO DE POTNCIA vide sistema de gerenciamento eletrnico do motor.

103

Esquema eltrico

(

85 + J17 86 T16 N157 N152

30

87

30

K 29 1 21 23 24 25 7

N30

N31

6

J2208 13 2 26 10 14 41 16 17 43

37

1 V60

2 3

4 + 5 G69

8

1

2

MLL G 40

P G 42 7 -

F60 V

G68

Corpo de borboleta

104

15A(Posio 14)

30

30

MG6

85 Rel auxiliar 86

30

85

30

87

86

87 Rel de plena potncia VSS

T~R G39 N80 N25 N32 28 N33 38 15 3 5 36

1

4

1

7

18

39 19 45

42

33

34

3

4 G61 U G62 AC G2 SP

P

105

+

G71

Climatizador

Quando um veculo est estacionado sob o sol, algumas partes do seu interior podem atingir temperaturas superiores a 70Celsius. O ar condicionado representa o recurso mais rpido e eficiente para se obter temperaturas prximas a do ambiente. Este sistema, de fato, no produz ar frio, mas opera como um agente de transferncia de calor, igual a uma geladeira domstica. Em termos simplificados, o ar aquecido do interior do veculo conduzido, com a ajuda da ventilao forada interna, para o evaporador, onde circula o gs refrigerante. A carga de calor do ar removida pela mudana do estado fsico lquido para vapor do refrigerante, esfriando e desumidificando o ar, que depois forado a circular no interior do veculo. Normalmente o ar condicionado complementar aos sistemas normais de aquecimento e ventilao. Os sistemas de ar condicionado mais modernos, por exemplo, no Audi A8, detectam at mesmo a incidncia de luz solar direta, e tem controles separados para as metades esquerda e direita do interior do veiculo. Benefcios ao consumidor : quanto mais eficiente o controle climtico dentro do carro, melhor o ocupante se sentir. No vero, especialmente, o resfriamento do ar que entra representa um fator de segurana. Com mais de 30 Celsius dentro do veculo, a concentrao do motorista tende a relaxar e a fadiga aparece mais rapidamente.Foto-sensor de irradiao G107

Os fluidos refrigerantes compostos de cloroflor carbono (CFC) usados durante muitos anos, atuam, quando descarregados no meio ambiente, como destruidores da camada de oznio da atmosfera. H alguns anos, a Volkswagen comeou a utilizar refrigerantes alternativos, como o R134a, nos sistemas de ar condicionado de seus veculos. Estes novos fluidos refrigerantes no possuem cloro na sua composio qumica, sendo, portanto, inofensivos camada de oznio. Controles eletrnicos permitem cada vez maior preciso na distribuio do fluxo de ar e da temperatura e at mesmo a escolha separada de sadas para o motorista e o passageiro dianteiro. Atualmente mesmo os sistemas normais de ventilao do carro so controlados eletronicamente. O sistema de controle pode registrar a intensidade do sol e o ngulo de incidncia e aumentar ou restringir o suprimento de ar frio.

Sensor de temperatura no habitculo G56

Sensor de temperatura do ar de entrada G89 Sensor de temperatura do ar de sada para os ps G192

Sensor de temperatura do ar externo G17

106

Circuito de climatizao

Vlvula de expanso

Evaporador

Ventilador (V2)

Vlvula de servio

Compressor varivel Vlvula de servio

Condensador

Filtro secador

Alta presso Baixa presso

Ventilador do radiador

O circuito de refrigerao do sistema CLIMAtronic possui os seguintes componentes bsicos: Compressor varivel com vlvula reguladora Filtro secador Vlvula de expanso ou tubo com orifcio de Expanso Condensador Evaporador Trocador de calor para o aquecimento Vlvulas de servio Refrigerantes R 134a

107

Identificao dos componentes

Difusor do bocal central

Entrada do ar

Difusor lateral direito

Cames de comando do ar quente

Evaporador Vlvula de expanso

Renovao do ar

Termostato Servo motor Duto p/ climatizador

Recirculao do ar interno

108

Renovao do ar Difusor frontal

Difusor do pra-brisa

Duto p/ ventilao forada e aquecimento

Difusor lateral esquerdo

Tubos do trocador de calor Motor

Cames de comando da distribuio do ar

Resistor

109

CLIMAtronic

Segurana, conforto, convenincia e facilidade de manuteno so os principais atributos tecnolgicos dos produtos Volkswagen. So caractersticas em constante desenvolvimento que, atravs dos seus sistemas especficos, ao serem implementados ou atualizados, buscam a satisfao e o atendimento das necessidades e expectativas dos clientes da marca. O sistema CLIMAtronic de climatizao veicular, representa bem esta nossa filosofia de trabalho. Seu estgio avanado de aprimoramento permite, atravs de um sistema de gerenciamento eletrnico, que a temperatura de conforto desejada pelos usurios no habitculo seja obtida automaticamente de acordo com a programao realizada, otimizando a qualidade da personalizao do clima no interior do veculo.

Este sistema utiliza como referncia a programao de temperatura feita pelo usurio e proporcionar o resultado desejado, atravs de uma estratgia de gerenciamento eletrnico que monitora as condies de trabalho utilizando sensores distribudos pelo veculo. Com estes parmetros de trabalho, a unidade de gerenciamento processa e comanda os atuadores com o objetivo de controlar a dosagem dos fluxos aerodinmicos pelo habitculo, controlando os flaps (portinholas) regulveis da caixa de ar. Assim obtm-se a mescla ideal entre ar fresco, ar aquecido e ar refrigerado para ser distribudo no habitculo. Esta inteligente estratgia de trabalho, a razo para a terminologia CLIMAtronic. Trata-se de um sistema de climatizao do habitculo, obtido atravs de um sistema de gerenciamento eletrnico que monitora diversas temperaturas de trabalho, incidncia de irradiao solar, fluxo de entrada de ar fresco, volumes, bem como, sua distribuio.

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Climatizador convencional

Neste sistema a climatizao depende diretamente dos comandos e adequaes feitas pelos usurios no interior do veculo. Como na ventilao forada, o comando da portinhola do recirculador e da entrada de ar fresco, tambm feito atravs de um atuador eltrico. Neste caso, tambm haver a desativao mecnica do recirculador ao selecionar a funo desembaador do pra-brisa.Portinhola de ar fresco/recirculao de ar

CLIMAtronic

Portinhola da ventilao forada

Este sistema de climatizao veicular se caracteriza por controlar automaticamente e manter constante, o clima no interior do veculo mediante a programao feita pelo usurio, independente da necessidade de novas programaes ao se desligar e ligar o veculo ou de mudanas climticas. A nova caixa de distribuio do ar do sistema CLIMAtronic comanda as aberturas e fechamentos, parciais ou totais, das portinholas de distribuio do ar atravs de servo-motores eltricos que possuem sensores de posio (potencimetros) monitorados pelo sistema de gerenciamento eletrnico. O sistema CLIMAtronic possui uma estratgia de autodiagnsticos atravs de equipamentos especiais feita pelo seu Concessionrio.Portinhola de ar fresco/recirculao de ar

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Unidade de comando CLIMAtronic J225

FuncionamentoA unidade de comando do sistema CLIMAtronic J225, atua recebendo e monitorando as informaes provenientes dos sensores eltricos e eletrnicos do sistema (sinais de entrada). Estas informaes so processadas e comparadas com os valores configurados na programao da prpria unidade, para determinar as aes de correo e ajustes que sero comandadas atravs dos atuadores (componentes eltricos para onde so enviados os sinais de sada do sistema de gerenciamento).Display digital de operao e programao (E87) Unidade de comando CLIMAtronic J255

Incorporado a esta mesma unidade de comando, existe uma outra unidade equipada com um display digital (E87), que permite a operao e a programao do sistema bem como, a visualizao grfica das condies de trabalho inclusive com a possibilidade de alterao da unidade de medida de temperatura a ser utilizada (C Graus Celcius ou F Graus Fahrenheit). Estas duas unidades de comando formam um s conjunto no podendo ser desmontadas.

Ventilador-exaustor de ar para o G56

Sensor de temperatura do habitculo (G56)

O sensor de temperatura do habitculo (G56) tambm est integrado a unidade de comando J225 que funciona juntamente com um pequeno ventilador-exaustor (V42). Este componente atua com o objetivo de impedir que as temperaturas do painel e da prpria unidade J225, interfiram nas informaes do sensor G56.

Uma estratgia de autodiagnstico do sistema CLIMAtronic permite o monitoramento constante das condies de trabalho dos seus componentes armazenando eventuais irregularidades, na sua memria de avarias. Este recurso permite facilidade de diagnsticos atravs dos VAGs 1551 ou 1552 bem como, a visualizao de eventuais irregularidades atravs do display da unidade E87 Enquanto . esta falha contnua no corrigida, o sistema de gerenciamento CLIMAtronic adota uma estratgia de emergncia que garante a operao do climatizador num modo especial de trabalho.

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O alternador

um componente que, movido pelo motor do veculo, produz corrente alternada, para alimentar o sistema eltrico e carregar a bateria.

PLACA DE DIODOS RETIFICADORES converte a corrente alternada em corrente contnua

ESTATOR ROLAMENTO

POLIA DE ACIONAMENTO E VENTILADOR acionada pelo motor do veculo, movimenta o alternador e produz um fluxo de ar interno no alternador, para resfri-lo

ROLAMENTO

ROTOR

REGULADOR DE VOLTAGEM componente eletrnico que controla a tenso, para mant-la em 12 Volts, de forma a proteger a bateria e os componentes eltricos e eletrnicos do sistema

ESCOVAS fazem o contato eltrico com os anis coletores do rotor

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A bateria

um componente que armazena energia qumica, que convertida em energia eltrica quando um circuito eltrico conectado a seus polos. Compe-se de placas positivas e negativas intercaladas, imersas em soluo cida. A capacidade de fornecimento de carga da bateria medida em Ampres-hora (Ah),

sendo compatvel com a demanda dos sistemas que iro consumir energia eltrica. Assim, ser sempre necessrio, na troca da bateria, substitu-la por outra com as mesmas caractersticas e dimenses.

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O motor de partida

um motor eltrico, alimentado pela bateria, utilizado no momento de fazer o motor do veculo iniciar o funcionamento.

ALAVANCA puxada pelo automtico, faz avanar o pinho de acionamento.

SOLENIDE DA PARTIDA (AUTOMTICO) quando o motorista liga a chave de ignio e partida, o automtico atua assim: - faz o pinho de acionamento avanar e engrenar na engrenagem do volante do motor do veculo; - liga o motor de partida. ESCOVAS fazem o contato eltrico com o coletor do induzido.

PINHO DE ACIONAMENTO faz o motor de partida girar o volante do motor do veculo.

INDUZIDO RODA LIVRE ao entrar em funcionamento o motor do veculo, a roda livre permite que o pinho de acionamento deixe de transferir torque, e possa ser desengrenado.

ENGRENAGEM DE PARTIDA permite ao pinho de acionamento girar o volante do motor do veculo.

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Airbags e cintos de segurana

Os airbags dianteiros para motorista e passageiro so componentes opcionais do veculo. A unidade de comando do Airbag encontra-se no tnel central, situado na frente do console central, e contm um sensor de impacto para airbags dianteiros. O sistema foi desenvolvido somente para a abertura

dos airbags em caso de coliso; os airbags dianteiros somente sero acionados, quando houver uma coliso frontal violenta.

Airbags

Cinto pr-tensionado pirotcnico Unidade de comando do airbag

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Decisivo para a ativao do sistema de airbag, o efeito de desacelerao, ocorrido em um acidente, detectado pelo dispositivo de comando. Se a desacelerao ocorrida e medida em um acidente permanecer abaixo dos valores de referncia introduzidos nos dispositivos de comando, os airbags no sero ativados, apesar do veculo poder encontrar-se muito deformado devido a coliso.

Coliso Descentralizada

Coliso Frontal

O Air Bag ativado se for efetivamente necessrio. Deste modo se descartam as ativaes errneas como mostram as figuras abaixo.

Air Bag no ativado Sem Air Bag Com Air Bag

!

?

Manobras extremas

Colises dianteiras leves

Capotamento

Coloises laterais

Colises traseiras

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Os airbags (bolsas inflveis)

O airbag funciona a partir de um impacto de determinada severidade: um sensor de coliso dispara o gerador de gs. O gerador de gs um dispositivo pirotcnico, com uma carga propelente ativada eletronicamente, que infla a

bolsa com gs nitrognio, em menos de 50 milsimos de segundo. Logo aps ter sido inflado, o airbag esvazia, para liberar a pessoa salva.

Luz indicadora de falha

Cobertura

Contato

Gerador de gs

Gerador de gs

Cobertura Airbag

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Os airbags protegem o motorista e os passageiros contra ferimentos na cabea e no peito. Para isso, fundamental o uso dos cintos de segurana.

Veculo Tempo em milsimos de segundo Condutor 30 40 Acompanhante

54

66

84

98

150

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Conceitos Bsicos de Manuteno

importante que saiba distinguir os conceitos sobre a manuteno de um veculo e qual a importncia disto na conservao do bom estado do mesmo, na preservao da sua segurana e tambm do alto valor de revenda. Existem dois conceitos bsicos sobre manuteno, com finalidades diferentes: Manuteno preventiva Entende-se como manuteno preventiva, como o prprio nome diz, aquela realizada dentro de um cronograma preestabelecido de quilometragem rodada, e/ou tempo, com o intuito de se verificar o estado, efetuar regulagens ou substituir componentes de desgaste normal, com vida til predeterminada. Este tipo de manuteno tem por finalidade prevenir a ocorrncia de defeitos e/ou seu agravamento, o que poder provocar um custo elevado, comprometimento da segurana e desvalorizao do veculo. Por exemplo: a cada 15.000 km, examina-se as pastilhas de freio, substituindo-as caso elas tenham uma espessura menor do que 2 mm. Caso esta verificao no seja rotineiramente executada, as pastilhas gastas podero afetar o disco de freio

e outros componentes de custos mais elevados, alm de comprometer a segurana do veculo. Para cada veculo, em funo das suas caractersticas construtivas, o fabricante estabelece um programa de verificaes e substituies de componentes denominado Servios de Inspeo. Estas manutenes peridicas esto detalhadas conforme modelo e motorizaes. Voc encontrar o Servios de Inspeo a ser adotado para o seu veculo no livrete Manuteno e Garantia Volkswagen. A correta execuo do Sevios de Inspeo lhe assegurar a conservao do seu veculo, a sua segurana e menores custos por quilmetro rodado. Ainda deve ser lembrado que a execuo do Servios de Inspeo condio para que voc possa reclamar defeitos em garantia. No seu livrete Manuteno e Garantia Volkswagen, voc encontrar os espaos onde o Concessionrio far os registros das manutenes. Este quadro preenchido corretamente dentro das quilometragens indicadas no s lhe assegura as vantagens comentadas anteriormente, como tambm um fator quase sempre considerado para maior valorizao do veculo por ocasio da sua venda.

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Manuteno corretiva Outro tipo de manuteno executada no veculo a sua correo de defeitos ou reparos de qualquer natureza, inclusive os de funilaria e pintura. Sua incidncia no veculo est diretamente ligada perfeita execuo da manuteno preventiva. Quanto mais se previne, menos tem que se consertar. A manuteno corretiva normalmente apresenta custos elevados e quase sempre consequncia de manuteno preventiva deficiente. Exemplo: Nos veculos em que se apresente problemas no sistema de injeo e demora-se algum tempo para a sua correo, poder ser afetado o catalisador do sistema de escapamento, pea de custo elevado e que no ser substituda em garantia, se no tiver sido executado referido reparo. A leitura da Literatura de Bordo ser de grande valia para voc conhecer a manuteno do seu veculo, assim como identificar uma srie de operaes que voc mesmo poder executar com as orientaes ali expressas e mais as dicas que o curso Mecnica VW para Amadores lhe proporcionar. A seguir, destacamos alguns pontos importantes sobre a manuteno do seu veculo e que voc mesmo pode efetuar.

Verificao semanal Mesmo que seja um proprietrio cuidadoso, mantendo seu veculo limpo, bem conservado e fazendo todas as manutenes no seu Concessionrio Volkswagen, voc no estar seguro de que tudo correr em ordem com o veculo at a prxima manuteno. de mxima importncia que voc efetue uma rpida e eficiente verificao semanal no veculo, conforme relao de itens abaixo, que so importantssimos e que podero apresentar algum problema ou falha entre uma manuteno e outra. Verifique, semanalmente, voc mesmo: Nvel do leo do motor Presso dos pneus Tenso da correia do alternador Carga do extintor de incndio Nvel do lquido de arrefecimento Nvel do fluido ATF (veculos com transmisso automtica) Funcionamento dos faris e demais luzes externas. Nvel do fluido de freio gua do lavador do par-brisa / vidro traseiro e o jato na sada dos bicos. Nvel do leo ATF da direo hidrulica Nvel de gasolina no depsito de partida a frio (veculo a lcool) Existncia de vazamentos de leo no motor e transmisso Existncia de vazamentos em mangueiras do sistema de arrefecimento Existncia de vazamentos de combustvel desde o tanque at o motor (risco de incndio) Estado das palhetas dos limpadores de pra-brisa / vidro traseiro. Para a verificao de todos estes itens, voc encontra as orientaes necessrias na Literatura de Bordo do seu veculo. Todos estes itens e sua forma correta de verificao so abordados pelo seu instrutor no decorrer do curso "Mecnica VW para Amadores".

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Abastecimentos do veculo da mxima importncia voc conhecer e controlar corretamente o abastecimento de combustvel, lubrificantes e fluidos do seu veculo; no somente quanto s quantidades e formas de abastecimentos, mas principalmente quanto s suas corretas especificaes. Combustveis Os combustveis utilizados no desenvolvimento dos veculos so estabelecidos pela Resoluo 18/86 do CONAMA e somente devem ser utilizados quando estiverem dentro das especificaes estabelecidas na Literatura de Bordo do seu veculo. Lubrificantes leo de motor O consumo de leo pelo motor normal e este consumo pode variar em funo da forma de se conduzir o veculo. Em condies normais, a troca de leo deve ser feita a cada 12 meses ou a cada 15.000 km, prevalecendo o que ocorrer primeiro (ver tambm condies adversas). Viscosidade e especificao do leo Os leos recomendados pela Volkswagen atendem s especificaes reVW 501 01, VW 502 00 ou VW 205 00. O seu concessionrio Volkswagen comercializa estes leos e poder inform-lo sobre os tipos de leo, aprovados pela Volkswagen, para utilizao no seu veculo. No reabastecimento estes leos podero ser misturados entre si. Degradao das caracteristicas do leo A viscosidade do leo do motor e outras caractersticas podero ser alteradas pela contaminao indesejada de combustvel, como conseqncia de um funcionamento deficiente do sistema de alimentao. Estes problemas tambm podero ocorrer com o leo, se este permanecer dentro do motor por perodo acima do tempo definido pelo livrete de manuteno e garantia, mesmo que o veculo tenha uma baixa quilometragem. No se deve acrescentar qualquer tipo de aditivo ao leo do motor. Os danos produzidos por estes aditivos estaro excludos da garantia do veculo.

Descarte do leo usado O leo do motor no deve ser jogado na rede de esgoto ou na terra. leo da transmisso Transmisso mecnica A verificao do nvel de leo na transmisso feita nas inspees previstas nos Servios de Inspeo do seu veculo. Este leo dispensa troca. Caso se constate qualquer vazamento do leo da transmisso mecnica, o Concessionario Volkswagen dever ser procurado para reparar a causa do vazamento e repor o leo at o nvel recomendado. Transmisso Automtica A transmisso automtica trabalha com dois tipos de leo: -Uma para a caixa das planetrias (leo ATF). -Outro para o diferencial (leo sinttico). Ambos so desenvolvidos exclusivamente pela Volkswagen e sem similar no mercado nacional. A verificao dos nveis dos leos da transmisso automtica, feita nas inspees previstas nos Servios de Inspeo do seu veculo e requer a utilizao de equipamento especial, somente disponivel no concessionrio Volkswagen. Obs.: 1) Somente o concessionrio Volksvagen poder garantir a utilizao correta dos leos para transmisses (mecnica ou automtica), conforme as especificaes aprovadas pela Fbrica. 2) Nunca adicione qualquer tipo de leo ou aditivo s transmisses, sob pena de causar danos aos conjuntos mecnicos que estaro excluidos da garantia do veculo.

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Lquido do sistema de arrefecimento O veculo poder estar abastecido com o aditivo denominado G11 (Azul ou verde), para os veculos com alguns anos de fabricao, ou G12 (Vermelho ) para veculos mais atuais, em condies de emergncia, o sistema pode ser abastecido com gua comum, porm, a soluo com o aditivo correto deve ser colocada o mais rpido possvel. O aditivo G12 no pode ser misturado com outros aditivos, com risco de danificar o motor. Se a cor do G12 tornar-se castanha, significa que ele foi misturado e necessita ser substitudo imediatamente. leo da direo hidrulica O fluido utilizado na direo hidrulica especfico e est especificado na Literatura de Bordo de cada veculo. Fluido do sistema de freios O sistema de freios abastecido com fluido especfico de classificao DOT4. Somente deve ser utilizado o fluido original Volkswagen, adquirido no Concessionrio Volkswagen. Este fluido deve ser substitudo a cada 2 (dois) anos e nunca deve ser misturado com outro fluido diferente do acima especificado. Na Literatura de Bordo, voc encontra orientaes sobre o fluido de freio e seu reservatrio. gua para o lavador do pra-brisa / vidro traseiro O produto liberado o aditivo G/052 131/A1. No misture sabo lquido comum, detergentes etc., que no sejam neutros, com risco de provocar manchas irreversveis na pintura do veculo.

Substituio de filtros O elemento filtrante do filtro de ar, o filtro de combustvel e o filtro do leo do motor so substitudos por ocasio da manuteno, conforme o plano estabelecido para o modelo de veculo. Quanto ao filtro de ar e seu elemento, que um item de manuteno simples, a Literatura de Bordo, traz instrues para que o prprio Cliente execute a substituio ou limpeza. Para os demais filtros, recomenda-se sua substituio no Concessionrio Volkswagen, em funo da complexidade da operao e necessidade de ferramentas especiais. Correias do motor Os veculos modernos possuem mais de uma correia para acionamento do motor, e seus acessrios, tais como: sincronismo do motor, alternador, bomba dgua, climatizador, direo hidrulica etc. Todas estas correias so regularmente inspecionadas por ocasio das manutenes e substitudas quando necessrio. Estas operaes devem ser executadas somente no Concessionrio Volkswagen, em funo da complexidade da operao e necessidade de ferramentas especiais. Se voc perceber, no entanto, algum rudo anormal de correia patinando ou com a presena de defeitos como trincas, desfiamentos ou soltura de pedaos, procure imediatamente o Concessionrio Volkswagen para que as anomalias sejam corrigidas.

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Substituio de velas de ignio Dependendo da verso do veculo, a substituio das velas de ignio do motor pode ser uma operao relativamente fcil de ser executada. Verifique se a especificao das velas consta na Literatura de Bordo do veculo e adquira no mercado uma chave de velas tubular.

Limpadores e lavadores de par-brisa e vidro traseiro Os limpadores e lavadores do par-brisa e vidro traseiro so itens de segurana, pois interferem na visibilidade do motorista. Para que voc tenha sempre segurana ao dirigir em dias chuvosos ou com neblina, necessria a observao de alguns cuidados com os limpadores e lavadores de pra-brisa / vidro traseiro: Ao levar seu veculo para o lava-rpido, posicione as palhetas na vertical, desligando a ignio nesta posio com o limpador ligado.

Faa a operao sempre com o motor frio e na seqncia abaixo: Solte o cabo de vela, puxando-o pelo seu terminal e nunca pelo fio. Recoloque o terminal na vela aps a substituio desta. Remova restos de insetos grudados no pra-brisa, usando gua morna e sabo neutro. Com o veculo em desuso, dobre os braos do limpador do pra-brisa / vidro traseiro. Regule as palhetas, principalmente quando os limpadores no so muito utilizados. A posio correta da palheta perfeitamente perpendicular ao vidro.

90 o

90o

Encaixe a chave tubular na vela e solte girando-a no sentido antihorrio. Encaixe e rosqueie a vela nova com a mo, at que a arruela de vedao encoste no cabeote. Caso sinta que a rosca ficou dura, solte e tente novamente, sempre com a mo, nunca force com a chave de vela. Faa o aperto final das velas com a chave, girando-a no sentido horrio. Posio correta da palheta Limpe periodicamente a borracha da palheta com pano mido e sabo neutro enxaguando com gua. Para desencostar a borracha do vidro, puxe o limpador pelo brao e nunca pela palheta, evitando, assim deform-la.

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Ejetor do lavador Os ejetores dos lavadores tambm requerem pequenos cuidados e para alguns modelos de veculos, possvel regular a direo do jato de gua com um alfinete.

Quando as palhetas apresentarem trepidao, pode-se tentar uma regulagem da sua posio vertical em relao ao vidro ou substitu-la, caso necessrio. Porm, quando apresentar falhas na limpeza do vidro (borracha deformada, danificada ou ressecada), s resta a substituio por outra original. Para alguns modelos de veculos, a remoo e a instalao da palheta pode ser muito simples, veja um exemplo de uma destas verses: - Levante o brao do limpador - Posicione a palheta conforme ilustrado - Aperte a trava e remova a palheta - Para instalar a palheta, encaixe-a, atentando para o posicionamento da trava. Um clique indicar a correta fixao.

Ejetor do lavador do vidro traseiro Para corrigir a direo do jato d'gua, utilize um alfinete nos bicos de sada.

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Regulagem dos faris A perfeita regulagem dos faris do veculo de mxima importncia, pois interfere na sua segurana e dos demais motoristas. Trafegando noite ou em condies de pouca visibilidade, devem "sempre" estar acesos os faris baixos. A Legislao de Trnsito assim determina e probe o trfego apenas com as lanternas acesas, mesmo na cidade.

Utiliza-se a luz alta em locais mais abertos como rodovias, porm, mude imediatamente para luz baixa ao perceber um veculo sua frente e principalmente em sentido contrrio, preservando assim sua segurana e dos demais.

Por ser a regulagem de faris, um servio que implica na utilizao de equipamentos especficos, somente o seu Concessionrio dever execut-lo.

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Substituio de lmpadas Dependendo do modelo de veculo, a substituio das lmpadas pode ser uma operao relativamente facil de ser executada, obedecendo-se as orientaes constantes na Literatura de Bordo. As verses de lmpadas mais complexas somente devem ser substitudas no seu Concessionrio Volkswagen. Por serem itens de segurana, conveniente que voc tenha, para casos de emergncia, um jogo completo de lmpadas bem acondicionadas no porta-malas do veculo. Uma observao muito importante no tocar com os dedos no bulbo de uma lmpada nova. Use sempre um pano limpo e seco para manuse-las. Substituio de fusveis Quando voc notar que algum instrumento, acessrio ou lmpada do veculo deixa de funcionar, a primeira coisa a ser feita uma inspeo nos fusveis do veculo localizados na Central Eltrica. Leia atentamente as orientaes contidas na Literatura de Bordo para a identificao do fusvel queimado e para uma possvel substituio. Estes manuais trazem a relao das funes protegidas pelos fusveis e os seus respectivos smbolos. Para alguns modelos, um carto, junto central eltrica, traz a disposio da funo principal para um determinado fusvel. Se a causa da queima do fusvel for espordica, bastar troca-lo por um novo da mesma capacidade. Mas, se a queima tornar a se repetir, ser necessrio diagnosticar a causa. De maneira alguma devem ser feitas improvisaes com pedaos de fios, papel alumnio etc., para a substituio de um fusvel queimado, pois sua queima sempre conseqncia de uma sobrecarga anormal naquele circuito. Somente substitua um fusvel queimado por outro de igual capacidade (ampre). Se um fusvel queimar-se repetidas vezes, no insista em substitu-lo. Procure auxlio do seu Concessionrio Volkswagen. Seja tambm precavido e carregue sempre no portaluvas pelo menos um fusvel de cada tipo utilizado no veculo.

Utilizao do extintor de incndio O extintor de incndio do veculo um acessrio de extrema utilidade numa emergncia, mas quase sempre esquecido embaixo do banco pelo seu proprietrio. Um outro agravante: quase ningum est tcnica e psicologicamente preparado para utiliz-lo num princpio de incndio no veculo. Ao deparar-se com um princpio de incndio no veculo, mantenha a calma, mas procure agir rapidamente. A maioria das pessoas ao notar um princpio de incndio no veculo fica apavorada e procura fugir rapidamente, temendo uma possvel exploso. Algumas pessoas chegam a saltar do veculo em movimento. No entanto, o risco de exploso do tanque de combustvel, num princpio de incndio, uma possibilidade muito remota. Localize a base do fogo, abra o cap do motor, caso o incndio esteja localizado no seu interior, para utilizar com eficcia o extintor de incndio.

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Siga as instrues a seguir para utilizar o extintor de incndio.

Cuide do seu extintor

Cheque com freqncia a carga do seu extintor de incndio, observando a escala do indicador de presso. O ponteiro deve estar Veja a seguir um exemplo para a utilizao de um extintor de incndio. A Literatura de Bordo traz a localizao e a forma de acessar o extintor de cada veculo. Com o extintor de incndios nas mos, quebre o lacre levantando a alavanca. na faixa verde. Estando na faixa vermelha, indica que est descarregado. O Concessionrio Volkswagen poder providenciar a recarga para voc. Conservao do veculo A conservao do veculo de mxima importncia, no s visando o seu bemestar, mas tambm para a preservao das qualidades, beleza e valor do veculo. Na Literatura de Bordo, voc encontra todas as orientaes para conservao do veculo: Lavagem do veculo Lavagem do motor Conservao da pintura Remoo das manchas Vidros Revestimentos internos Tecidos / couro Cintos de segurana Antena Com o extintor em p, aproxime-se o mximo possvel do foco de incndio e aperte o gatilho, dirigindo o jato para a base do fogo. Importante conveniente ler antecipadamente todas as informaes e instrues contidas na Literatura de Bordo e no extintor. Arejamento do veculo Proteo anticorrosiva. Prolongado desuso O desuso do veculo por um perodo prolongado uma situao anormal, que requer alguns cuidados adicionais. Todavia, deve-se levar em conta que isto poder no ter mais o mesmo comportamento anterior. Se isto for inevitvel, verifique na Literatura de Bordo as recomendaes necessrias para minimizar as conseqncias e no comprometer a vida til do seu veculo.

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Substituio de rodas Apesar da necessidade da substituio de uma roda (por motivo de um pneu furado) ser uma coisa relativamente comum, muitas vezes nos deparamos com pessoas em apuros diante desta situao. Como esta emergncia no tem local nem hora para acontecer, convm voc estar preparado para resolv-la sem maiores complicaes. Em primeiro lugar, no deixe para aprender a trocar uma roda quando isto for necessrio, pois voc poder estar numa situao adversa, como no escuro ou sob chuva. Portanto, recomenda-se praticar esta operao com o carro na garagem. Com este treinamento, voc estar muito mais preparado para resolver esse "probleminha" rapidamente e sem dificuldades. Voc deve treinar a operao conforme as orientaes contidas na Literatura de Bordo do veculo. Convm, tambm, voc ter sempre mo uma lanterna com suporte imantado para auxili-lo em local escuro. Outra providncia interessante voc portar um pedao de madeira, mais ou menos de 20 cm x 20 cm por 3 a 5 cm de espessura, para o caso de voc ter que parar o veculo num local irregular ou com muito barro. Esta madeira, nestas circustncias, poder ser colocada sob o "macaco", auxiliando sua estabilidade. Logo aps voc ter concludo a operao, lembre-se de que o fato pode ocorrer novamente, portanto pare na primeira borracharia que voc encontrar, para consertar o pneu furado. "O seguro morreu de velho". Dicas importantes 1) Caso voc tenha dificuldades em soltar os parafusos das rodas, pois isto poder exigir-lhe muita fora, coloque a chave de roda na horizontal force-a com o p ou mesmo suba em cima, sempre girando-a no sentido anti-horrio (contrrio aos ponteiros do relgio). O mesmo procedimento poder ser utilizado para apertar os parafusos, caso voc no tenha fora suficiente, somente girando a chave no sentido horrio (sentido dos ponteiros do relgio). 2) Caso voc, por algum motivo, perca os parafusos da roda que acabou de retirar do carro (por exemplo: voc sem querer chutou-os e estes rolaram e caram num rio), no se afobe. Tire um parafuso de cada uma das outras 3 rodas e instale assim a sua roda sobressalente com 3 parafusos. Isto suficiente para voc rodar sem nenhum problema at o prximo Concessionrio Volkswagen.

Substituio da bateria A Literatura de Bordo contm importantes informaes, que devem ser rigorasamente obedecidas, inclusive com orientaes sobre a legislao que trata sobre o descarte de baterias, sem poluir o meio ambiente. A substituio da bateria deve ser feita no Concessionrio. Caso seja realmente necessrio, voc mesmo pode substituir a bateria do veculo, tomando alguns cuidados: No use anis ou relgios ao manusear a bateria. No provoque curto circuito com ferramentas ou outros objetos metlicos encostados nos terminais da bateria. Nunca desconecte a bateria com o mo-tor em funcionamento. Na remoo da bateria, desconecte primeiro o cabo negativo (-) e depois o cabo positivo (+). Na instalao, esta sequncia deve ser invertida. Primeiro conecte o cabo positivo (+) e depois o negativo (-).

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Diagnstico simples no veculo Vazamento de leo ou lquido de arrefecimento Verifique rotineiramente a existncia de vazamentos de leo ou lquido de arrefecimento no motor e transmisso. A maneira mais simples de verificar observar pingos destes lquidos no cho sob o veculo. Fique sempre atento e caso isso ocorra procure o Concessionrio Volkswagen para correo da anomalia. Verifique tambm manchas de leo prximo s rodas, o que pode indicar vazamentos nos amortecedores ou cilindros de freios das rodas. Rudos anormais ao frear Caso ocorra rudo de peas raspando ao aplicar-se os freios do veculo, isto pode indicar o desgaste total das pastilhas e / ou lonas de freio. Leve imediatamente o veculo ao Concessionrio, pois existe o risco de ineficincia ou travamento dos freios, afetando assim a segurana e implicando em prejuzo considervel, uma vez que os discos / tambores sero inutilizados, caso o veculo continue a rodar nessas condies.

Oscilaes anormais em pisos irregulares Podemos considerar normal a ocorrncia de oscilaes - "balanos" - do veculo aps passar por um buraco, mas isto, com o veculo em perfeitas condies, no deve passar de um balano, apenas, devendo imediatamente ocorrer a estabilizao dessas oscilaes. Estes movimentos so interrompidos pelos amortecedores do veculo e se as oscilaes, em vez de serem interrompidas imediatamente, se prolongarem por mais alguns balanos, sinal que os amortecedores da suspenso esto sem ao e devem ser substitudos. Esta situao, alm de desconfortvel, pe em risco a segurana do veculo, pois dificulta a dirigibilidade e aumenta o espao de freagem. Voc poder fazer um teste simples para avaliar o estado dos amortecedores, balanando o veculo com as mos, em direo ao solo. Assim que voc deixar de balan-lo, estes movimentos devem parar imediatamente. Caso contrrio, indica deficincia dos amortecedores, que devem ser substitudos. Repita este teste nas quatro rodas. Veja na foto abaixo como deve ser feito o teste.

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Inspeo peridica dos pneus da mxima importncia voc observar com alguma freqncia as condies dos pneus. Atravs desta inspeo, voc poder detectar problemas e suas causas, que freqentemente ocorrem com os pneus. Isto lhe proporciona segurana e economia.

Indicadores de desgaste dos pneus O CONTRAM determina que os pneus sejam substitudos quando o desgaste da banda de rodagem atingir os indicadores existentes no fundo dos sulcos. Os pontos onde existem os indicadores de desgaste da banda de rodagem so identificados pela sigla TWI (Tread Wear Indicators). Examinando a banda de rodagem dos pneus, voc poder diagnosticar problemas, suas causas e solues. Veja o quadro abaixo:

PROBLEMADesgaste excessivo nos ombros Desgaste excessivo no centro

CAUSA- Presso insuficiente - Alta velocidade nas curvas

SOLUES- Utilizar presso correta - Efetuar rodzios

- Presso excessiva

- Utilizar presso correta - Efetuar rodzios

Desgaste excessivo de um lado

- ngulo de cambagem errado

- Ajustar o ngulo de cambagem

Desgaste em forma de serra reas gastas em um ou vrios pontos

- Convergncia ou divergncia excessivas

- Ajustar convergncia ou divergncia

- Roda desbalanceada - Roda torta ou deformada - Problema nos freios

- Balancear o conjunto -Substituir rodas - Reparar freios

reas gastas de um lado

- Desbalanceamento - Folgas na direo e/ou suspenso

- Balancear o conjunto - Controlar os componentes

Cortes na banda de rodagem e/ou flancos

- Avarias acidentais (choques e impactos)

- Evitar buracos, obstculos e elementos cortantes e perfurantes - Substituir pneu danificado

Bolhas ou cortes nas laterais

- Avarias acidentais (choques e impactos) - Subidas no meio fio com pneu com baixa presso

- Evitar buracos, obstculos e elementos cortantes e perfurantes - Substituir pneu danificado

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Veculo puxa para um lado em piso plano e regular Este efeito pode ser causado por um pneu vazio, irregularidades no alinhamento de direo ou sistema de freios, principalmente quando isto ocorre apenas durante a freada. Ocorrendo com regularidade, e no constatando-se a existncia de um pneu vazio, voc deve procurar o Concessionrio para a perfeita identificao das causas e correo do problema. Deve-se levar em conta que isto no deve ocorrer quando o veculo trafega em linha reta e piso plano. Muitas vezes o leito carrovel inclinado para fora (para a direita), o que far o veculo tender para este lado. A ocorrncia deste problema de maneira contnua poder causar desgastes anormais nos pneus, aumentando assim os prejuzos. Portanto, adiar a soluo deste tipo de defeito, alm de ter a dirigibilidade e segurana comprometidas significa gastar muito mais com o reparo do que se providenciasse isto de imediato.

Falta ou excesso de combustvel Os sintomas para as duas situaes so iguais: o motor gira normalmente durante a partida mas no entra em funcionamento; o que difere uma causa da outra a ocorrncia de um forte odor de combustvel, quando a causa o excesso (motor afogado). Caso seja esta a causa, aperte totalmente o acelerador e d a partida, no tirando o p at que o motor entre normalmente em funcionamento. Este procedimento aplica-se muito mais ao veculo equipado com carburador e, para a partida nestas condies, o afogador dever estar na posio desacionado. Para os veculos equipados com injeo eletrnica, este problema mais difcil de ocorrer, porm o procedimento para o desafogamento o mesmo. Caso isto esteja ocorrendo com frequncia, procure o Concessionrio para correo do problema. Quando ocorrer a falta de combustvel, apesar deste existir no tanque em quantidade suficiente, a situao fica um pouco mais complexa para o prprio motorista resolver, em funo de uma srie de fatores que podero causar este defeito. Neste caso, conveniente voc procurar ajuda do Concessionrio Volkswagen. Bateria fraca O motor de partida gira com dificuldade: neste caso, desligue todos os acessrios do veculo, como ventilador, luzes, rdio etc. Aguarde algum tempo (10 minutos) e tente novamente a partida. Se no conseguir fazer o motor funcionar, ser realmente necessria a utilizao de uma bateria auxiliar para a partida. Ou ainda, como ltimo recurso, em caso de emergncia, fazer o motor funcionar empurrando o veculo - pegar no tranco. Este procedimento deve realmente ser utilizado como ltimo recurso face aos riscos de danificaes em componentes mecnicos da transmisso e da embreagem, alm do risco a que estaro expostos os empurradores na via pblica. Mais frente comentaremos a maneira correta de realizar esta manobra e correr menores riscos.

Dificuldades de partida no motor A Literatura de Bordo do seu veculo apresenta a maneira correta e os cuidados a serem tomados para a partida do motor. Obedecendo-se estes procedimentos preestabelecidos, o motor dever entrar em funcionamento normalmente. Caso isto no acontea, existem algumas causas possveis de serem identificadas e corrigidas pelo motorista.

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Partida do motor com bateria auxiliar A utilizao deste recurso quando nos deparamos com a bateria do veculo descarregada a maneira correta de resolver o problema. Para tanto, prudente voc ter no porta-malas do veculo um jogo de cabos de fora conforme indicado na figura abaixo. Estes cabos so facilmente encontrados no mercado.

todas estas advertncias comum esta prtica. Desta forma, achamos conveniente indicar a maneira menos perigosa e comprometedora aos componentes mecnicos ao realizar esta operao: 1) Nunca realize isto em vias de grande movimento ou de altas velocidades. Em rodovias, no saia do acostamento para a pista pavimentada. 2) Deixe o pisca-alerta do veculo ligado 3) Nunca faa isto numa subida, pois o esforo ser intil. 4) Jamais tente realizar esta manobra sozinho, empurrando o veculo aproveitando uma descida e depois pulando rpido dentro dele. 5) Pelo menos 2 pessoas devem empurrar o veculo e um motorista experiente deve estar ao volante. 6) Verifique se o caminho frente est livre. 7) Ligue a ignio 8) Engate a 2a marcha e fique com o p acionando totalmente a embreagem. 9) Ordene que os demais empurrem o veculo at atingir alguma velocidade por uns

Voc no precisa ter mo uma outra bateria. Basta encostar um outro veculo ao lado do seu e fazer as ligaes. Veja na Literatura de Bordo do seu veculo a maneira correta e os cuidados necessrios para executar esta operao. Durante a partida do seu motor, convm deixar o motor do outro veculo funcionando meia rotao, para garantir uma corrente suplementar atravs do funcionamento do alternador. Obs: interessante voc adquirir no mercado um carregador de baterias. Ele poder ser til caso voc no possua outra bateria para auxiliar a partida. Neste caso, leia as instrues de uso do carregador indicadas pelo seu fabricante. Geralmente, deixando-se a bateria carregando por algum tempo e mantendo-se o carregador ligado durante a 1a partida, temos nosso problema resolvido. Partida empurrando o veculo Conforme j dissemos anteriormente e est orientado na Literatura de Bordo do veculo, isto s dever acontecer como ltimo recurso e em caso de emergncias. Sabemos que apesar de

20 metros no mximo. 10) J com uma velocidade capaz de girar o motor, solte a embreagem de maneira suave e nunca de uma vez. 11) Caso voc perceba que o motor est com excesso de combustvel (afogado), aperte tambm o pedal do acelerador at o fim e no fique bombeando, at que o motor entre em funcionamento normal. 12) Oriente as pesoas que vo empurrar o veculo para sarem rapidamente para a direita - calada ou acostamento - assim que o motor entrar em funcionamento, evitando desta forma um atropelamento por trs. Obs: Voltamos a enfatizar que este procedimento o ltimo recurso a ser utilizado numa emergncia. Alertamos mais uma vez para o alto risco de acidentes e comprometimento dos componentes mecnicos. Em veculos com transmisso automtica no possvel dar partida empurrando o veculo. Em veculos com catalisador, usar este recurso com o motor frio.

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Reboque do veculo O Cdigo Nacional de Trnsito probe rebocar veculos atravs de corda ou cabo flexvel. Neste caso, deve ser utilizado uma barra de reboque (cambo). Alguns veculos possuem ganchos especficos para reboque. Na dianteira do veculo - para o veculo ser rebocado. Na traseira do veculo - para rebocar outro veculo.

Os movimentos entre os veculos devem ser sincronizados, no s na velocidade desenvolvida (que deve ser a menor possvel, obedecendo legislao) como tambm nas manobras efetuadas. recomendvel que os motoristas combinem antes sinalizaes que favoream a conduo harmoniosa (buzinadas, piscadas de faris etc). Veculos com transmisso automtica Alm de cuidados j descritos anteriormente, cuide tambm para que: A alavanca seletora de marchas esteja em "N". Em funo do motor parado, a bomba de leo da transmisso no funciona, no permitindo, portanto, uma lubrificao suficiente. Por isso, no ultrapasse a velocidade de 50km. Da mesma forma que na transmisso mecnica, a automtica dever estar abastecida de seus lubrificantes para o veculo ser rebocado. Reboque por guincho, a maneira correta e segura o meio mais correto e seguro para rebocar um veculo, desde que os seguintes sejam considerados.

Nestes casos, a barra de reboque deve ser fixada a estes ganchos.

Quando o veculo no possui estes ganchos, a barra de reboque deve ser fixada ao suporte de agregados, conforme indicado pela seta na figura acima. O reboque deve ser feito tomando-se os seguintes cuidados: Veculos com transmisso mecnica. Deixe a ignio ligada para no bloquear o volante da direo e poder acionar os indicadores de direo, a buzina, o limpador do pra-brisa e os faris, se necessrio. Como o servo-freio somente atua com o motor em funcionamento, o pedal do freio dever ser acionado com mais fora que o normal. Nos veculos com caixa de direo hidrulica tambm ser necessrio aplicar mais fora nas manobras. Mesmo com a alavanca de mudanas em ponto morto, h a necessidade da transmisso estar devidamente abastecida de leo. Ambos os motoristas devero estar devidamente familiarizados com as particularidades do reboque. To difcil quanto dirigir o veculo que reboca dirigir o veculo rebocado. Veculos com transmisso mecnica Podem ser erguidos tanto pelas rodas dianteiras como pelas rodas traseiras. Quando pelas rodas traseiras, trave o volante de direo com as rodas alinhadas e somente permita o deslocamento do veculo com a transmisso abastecida. Veculos com transmisso automtica Somente podem ser guinchados com as rodas dianteiras erguidas e nunca com as traseiras, o que danificaria seriamente a transmisso. O ideal sempre que possvel transportar o veculo sobre uma plataforma (carreta).

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Kit de peas de emergncia muito importante quando voc for sair numa viagem longa, levar um kit com algumas peas de emergncia e que voc mesmo poder substituir. O Concessionrio Volkswagen ir ajud-lo na composio deste kit, que deve ser sempre composto por peas originais do seu veculo. Kit sugesto 1 jogo de fusveis 1 jogo de lmpadas 1 correia do alternador 1 jogo de velas 1 jogo de magueiras do radiador 1 vlvula de pneu 1 litro de leo de motor 1 pedao de fio ( 2m) 1 pedao de arame ( 2m) 1 rolo de fita isolante

Ferramentas e acessrios que acompanham o veculo Os acessrios bsicos que acompanham o veculo so suficientes para a operacionalizao normal do veculo, porm se voc, com os conhecimentos que adquiriu no curso "Mecnica VW para Amadores", quiser realizar alguns reparos leves e manutenes simples, deve adquirir um kit de ferramentas e equipamentos adicionais, conforme sugerido abaixo. Ferramentas adicionais teis 1 jogo de chaves fixas de 6mm a 19mm 1 jogo de chaves estrelas de 6mm a 19mm 1 alicate universal 1 alicate de presso 1 martelo pequeno 3 chaves de fenda (peq./md./gd.) 2 chaves Philips (peq./md.) 1 chave de velas tubular 1 chave allem 7mm 1 calibrador de pneus 1 chave para vlvulas de pneus 1 bomba de ar 1 carregador de bateria 1 cabo de fora com garras para bateria auxiliar 1 calo de madeira 20X20X5 cm 1 tesoura 1 faca ou canivete 1 lanterna com suporte magntico (com pilhas) 1 caixa de ferramentas

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A oficina inteligente

Voc nosso Cliente, que acaba de conhecer um pouco da tecnologia VW, atravs deste "Curso de Mecnica para Amadores", sabe que s encontrar esta capacitao tcnica na Rede de Concessionrias Volkswagen, onde poder levar seu VW sempre que necessitar de servios, simples ou de grande complexidade. Estamos empenhados em mudar uma imagem que por muito tempo esteve associada nossa marca: a de que a mecnica fcil, e qualquer um pode consertar nossos veculos, declara Joacyr Drummond, gerente executivo de Assistncia Tcnica da Volkswagen, antecipando o que vem por a na rea de prestao de servios. Ele conta que, com a notvel evoluo tecnolgica na indstria automobilstica, os veculos transformaram-se em mquinas sofisticadas, dotadas de centrais eletrnicas e inmeros sensores, tornando coisa do passado a imagem do mecnico que abria o cap do veculo e descobria o problema pelo ronco do motor. Alis, provavelmente em pouco tempo no haver nem a necessidade de abrir o cap para reparar o veculo, j que os modernos equipamentos de diagnsticos, medio e informao fazem praticamente todo o trabalho. No entanto, estes equipamentos s traro resultados se forem operados por profissionais altamente especializados e preparados para as novas tecnologias. Uso inteligente da informao Segundo Joacyr Drummond, alm do conhecimento tcnico fundamental para utilizar corretamente as novas tecnologias disponveis na Assistncia Tcnica, o profissional - seja ele Consultor Tcnico, Mecnico ou Administrativo - tem a obrigao de estar sempre beminformado, no somente em sua rea especfica. Ele tem que ser pr-ativo: estudar, ler muito, observar e at mesmo visitar o concorrente para ver o que ele est fazendo e, assim, melhor o atendimento, explica. Segundo o gerente, o uso inteligente da informao que faz a diferena. No adianta o profissional ter muito conhecimento se no consegue transmiti-lo ao Cliente.

Ele tem a obrigao de explicar ao Cliente, sem aborrec-lo, toda a tecnologia empregada no diagnstico e reparo de seu veculo, informa. Esta atitude pode justificar ao Cliente porque ele est pagando um pouco mais do que se tivesse levado seu veculo na oficina da esquina.

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Em virtude de a Volkswagen perseguir um constante aperfeioamento dos seus modelos e tipos, solicitamos sua compreenso no sentido de nos reservarmos o direito de efetuar, a qualquer momento, alteraes quanto forma, equipamentos e tecnologia do produto fornecido. Por esta razo, no se pode inferir qualquer direito com base nos dados, ilustraes e descries do presente material impresso. A Literatura de Bordo do seu veculo o referencial principal para sua informao sobre os produtos Volkswagen.

No permitida a impresso, reproduo ou traduo total ou parcial deste material sem prvia autorizao por escrito, da Volkswagen, que se reserva expressamente todos os direitos autorais, conforme legislao em vigor.

2002 Volkswagen do Brasil Reservado o direito a alteraes Impresso no Brasil Edio 12/01

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