74214907 Apostila de Ergonomia

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    26-Dec-2015

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TRABALHO FISICAMENTE PESADO

TRABALHO FISICAMENTE PESADO

Na evoluo do processo industrial, haver cada vez menos necessidade do ser humano desenvolver trabalho fisicamente pesado. Isto j quase realidade na sociedade industrial japonesa. Isto no realidade no Brasil, nem o ser to cedo. Nosso predomnio ainda de pequenas empresas, onde o nvel de automao muito baixo, e nossa realidade a de grande contingente de trabalhadores cuja nica habilidade para o trabalho fsico propriamente dito. Torna-se portanto indispensvel conhecer as caractersticas da mquina humana, no sentido de ajustar a exigncia de dispndio energtico da tarefa a esta capacidade.

CARACTERSTICAS BASICAS DO SER HUMANO PARA O TRABALHO PESADO

CAPACIDADE GERAL DE TRABALHO FSICO

A anlise dos trabalhos dos diversos autores tem nos mostrado a grande concordncia quanto ao fato de ser o homem uma mquina pouco adequada para realizao de trabalho fsico.

Assim, na comparao entre homem e mquina, e destacando a superioridade da mquina.

1- Rocha Gomes destaca que, para se obter 1000quilocalorias, gasta-se 1 unidade monetria de carvo, 10 unidades monetrias de energia eltrica e 100 unidades monetrias de alimento, o que eqivale a dizer que muito mais dispendioso utilizar-se a energia humana do que as outras formas de energia para movimentar as mquinas.

2- Lehman faz uma interessante correlao entre hp desenvolvidos por diversas mquinas; um homem de 70 kg, com bom estado de sade, tem condies de manter, por tempo maior, apenas uma potncia de 0,1 hp; ou seja, para se obter 1,0 hp de potncia necessitar-se-ia, mantendo-se a mesma proporo, de um indivduo de 700 kg (relao peso-potncia igual a 700 kg/hp ); para os automveis modernos, com motores de exploso (considerados superados) a relao de 10 kg/hp e para caminhes modernos, com motor a diesel, ainda menor.

3- Como mquina de levantar cargas, mais uma vez fica o homem em desvantagens; enquanto um indivduo de 70Kg pode levantar com segurana apenas uma carga de 23Kg (1/3 de seu prprio peso)- NIOSH (1991), os equipamentos mecnicos levantam cargas dezenas a centenas de vezes mais pesadas que seu prprio peso.

4- O homem uma mquina que consome energia enquanto parada.

ADAPTAO AERBICA E ANAERBICA AO TRABALHO FSICO

Metabolismo basal (organismo trabalha, marcha lenta),

Adapta-se ao trabalho fsico ( a taxa de metabolismo,

Esforo brusco = anaerbico,

Esforo gradativo = aerbico,

Repouso p/ atividade, processo energtico funcionam mais aceleradamente, fornecimento de energia ATP (quebra de alimentos, carboidratos e lipdios)

AQUECIMENTO-

1- fornecimento de energia p/ o msculo por processo aerbico,

2- ( temperatura interna do msculo,

3- promove um certo tnus muscular e ligamentar ao incio da jornada, prevenindo distenes msculo-ligamentares.

AERBICA- o msculo contm poucos depsitos de O2, desta forma para que a quebra de alimentos no msculo possa se fazer em presena de O2, torna-se necessrio um aumento do aporte de O2 para o grupo muscular necessrio, o ritmo respiratrio aumenta, aumentando a captao de O2 do ar; a passagem de O2 para o sg. (hematose) se torna aumentada e o corao passa a funcionar de forma mais acelerada; necessitando para tudo isso =tempo, gradativo.

ANAERBICO- se h aumento intenso da atividade energtica, de forma sbita, o msculo no ter O2 suficiente, haver acumulo de cido ltico no msculo, levando o organismo a um estado de fadiga precoce.

PAUSAS- quando a carga de trabalho fsico ultrapassa as tolerncias permitidas pela capacidade aerbica do trabalhador, as pausas passam a representar o mecanismo fisiolgico de compensao e de preveno da fadiga crnica.

As evidncias experimentais mostram que, submetido a esforo intenso porm de curtssima durao, seguido de pausa de durao equivalente, o organismo ser capaz de manter aquele trabalho durante um tempo bastante longo.

Fosfocreatina, quebra, creatina e fosfato (rico em energia),durante o perodo de repouso, a quantidade de O2 existente no msculo suficiente para que esta energia seja reposta de forma aerbica, tem-se desta forma a utilizao de alta potncia energtica sem metabolismo anerbico, sem sobrecarga circulatria, sem sobrecarga respiratria, e com uma quantidade total de trabalho muito maior.

RENDIMENTO DA MQUINA HUMANA

Rendimento uma das formas de avaliar o desempenho de uma mquina; numa mquina de alto rendimento, boa parte do processo energtico aproveitada para o trabalho mecnico; ao contrrio, numa mquina de baixo rendimento a maior parte da produo energtica se perde sob a forma de calor.

A atividade energtica do ser humano no trabalho geralmente medida em nmero de quilocaloria na unidade de tempo (kcal/min) (Kcal/h) (Kcal/dia)

Este metabolismo de baixssimo rendimento possibilita que a forma mais prtica de expressar a atividade energtic do ser humano seja a do dispndio de energia na unidade de tempo.

Uma quilocaloria (Kcal ou C- Caloria grande) a quantidade de energia capaz de elevar de 1 centgrado a massa de 1000 gramas de gua.

O ser humano necessita consumir uma quantidade de quilocalorias equivalente ao seu dispndio diria. Este dispndio dirio depende, naturalmente, do tipo de trabalho que o indivduo executa.

TRABALHO FSICO LEVE, MODERADO OU PESADO

Uma vez que a tolerncia do indivduo a uma maior ou menor carga de trabalho fsico uma interao entra dispndio energtico da tarefa e a capacidade aerbica do trabalhador, a classificao da carga de trabalho fsico pode ser expressa numa relao entre as duas variveis:

muito leve ou leve quando estiver usando at 25% de sua capacidade aerbica.

moderadamente pesada, de 25 a 37,5% de sua capacidade aerbica;

pesada, de 37,5 a 50%;

pesadssima, de 50 a 62,5%;

extremamente pesada, acima de 62,5% de sua capacidade aerbica.

CONSEQUNCIAS DO TRABALHO FSICO PESADO SEM RACIONALIDADE

As principais situaes anti-ergonmicas no ajuste entre a carga de trabalho fsico e a capacidade dos trabalhadores ocorre quando:

1- A carga de trabalho fsico excessivamente pesada para a quase totalidade

dos trabalhadores;

2- Apesar de no ser excessivamente pesada, a carga de trabalho fsico ultrapassa o limite de 1/3 da capacidade aerbica do pessoal, no existindo pausa de recuperao suficiente;

3- Quando o nmero de horas de trabalho muito alto, seja na empresa, seja na complementao de rendimento fora dela;

4- Quando o trabalho em si razoavelmente bem tolerado por trabalhadores dotados de uma capacidade aerbica relativamente alta, e um trabalhador novo, de baixa capacidade aerbica entra para aquela funo sem uma verificao prvia de sua condio fsica para tal;

5- Quando ao trabalho pesado vem superposto o ambiente de alta temperatura.

A conseqncia bsica destas situaes chama-se fadiga por sobrecarga metablica.

ORGANIZAO ERGONMICA DO TRABALHO PESADO

1- Organizao do sistema de trabalho

Deve-se planejar o sistema de trabalho de forma que a somatria do consumo energtico nos diversos perodos de atividade mais a somatria das pausas no ultrapasse 1/3 da capacidade aerbica dos trabalhadores.

2- Pausas

O sistema de trabalho e pausas deve favorecer as pausas curtssimas e curtas, devendo-se usar as pausas longas somente quando for impossvel o uso da pausa curta curtssima.

3- Mecanizao auxiliar

Deve-se criar condies mecnicas no ambiente de trabalho de forma que as tarefas de levantamento e manuseio de cargas sejam feitas mecanicamente, reduzindo assim o dispndio energtico.

4- Seleo de pessoal

O estudo do trabalho e das tarefas que as compem permite concluir quanto ao seu dispndio energtico aproximado. Para trabalhos contnuos, a capacidade aerbica do trabalhador deve ser, no mnimo, 3 vezes maior que o consumo energtico do trabalho. Para trabalhos anaerbicos, deve ser maior que a intensidade do pico de trabalho.

5- Adaptao ao trabalho

Nas primeiras vezes que executa um trabalho fsico pesado, o indivduo consome mais energia do que aps semanas, quando seus msculos, tendes, articulaes e automatismo estaro melhor treinados, e consumiro menos energia. Assim, indivduos no habituados a trabalhos pesados, mesmo que possuam a condio fsica para tal, devero assumi-lo gradativamente, no sentido de propiciar a adaptao ao mesmo.

6- Melhoria das condies climticas

Devem ser tomadas as medidas para que o trabalho fsico pesado seja feito sem sobrecarga trmica.

7- Aquecimento no incio da jornada

Uma ginstica de alongamento e de aumento leve do metabolismo indicado para quem realiza trabalho pesado, como uma forma de colocar o organismo em condies mais propcias para a atividade.

8- Desenvolvimento de ferramentas ou mtodos que reduzam o dispndio energtico

Por exemplo,

O serrote manual consome menos energia se forem modificados os dentes da serra,

Em operaes comuns no ambiente de trabalho, muita energia ser poupada se se evitar que o trabalhador ande em excesso e se curve excessivamente.

TRABALHO EM AMBIENTE DE ALTAS TEMPERATURAS

O ser humano possui um certo grau de adaptao tanto a climas quente quanto a climas frios. Pode-se dizer que nossa possibilidade de autoproteo maior aos climas frios, porm no trabalho, a adaptao ao frio passa necessariamente pelo uso de roupas pesadas e muitas vezes desconfortveis e limitadoras dos movimentos.

No trabalho em ambientes de altas temperaturas, o organismo passa a ter como uma das prioridades a dissipao de calor corpreo, perdendo assim uma quantidade significativa de possibilidade de trabalho fsico. A adaptao do ambiente de trabalho s caractersticas do homem passa por uma srie de medidas que vo desde as pausas de recuperao at a seleo adequada de pessoal.

CARACTERSTICAS BSICAS DO SER HUMANO TRABAHANDO EM AMBIENTE QUENTE

SER HUMANO = ANIMAL HOMOTRMICO (TEMP. DO SG. PRATICAMENTE NO SE ALTERA)

TEMP. INTERNA >42 = DESATURAO DE PROTENAS= MORTE

TEMP. INTERNA SUDORESE TOLERAM MELHOR AMB. QUENTES.

> CAPAC. AERBICA,> CAPAC. DE SUAR, TOLERAM AMB. QUEN.

< CAPAC. AERB, SUAM POUCO, OBESOS HIPERTENSOS, A.Q.

PODE OCORRER TONTURA, FRAQUEZA DEVIDO A PERDA DE SDIO E OUTROS ELETRLITOS.

ACLIMATIZAO AUMENTO DA SUDOREZE E DIMINUIO DO SDIO( HORM. ALDOSTERONA) NO SUOR. (DUAS SEMANAS)

SITUAES ANTIERGONMICAS

Doenas ocasionadas pelo calor e que podem acometer at indivduos sos:

1- Hipertermia ou intermao

o quadro mais grave, e muitas vezes leva morte, ganho de calor, estando a perda de calor por evaporao insuficiente para compensar o ganho, a temp. interna sobe, at perder-se o controle da termorregulao.

2- Tonturas e desfalecimento devido a deficincia de sdio

Ocorre principalmente em indivduos no aclimatizados, que perdem gr. quantidade de sdio no suor. Costuma ser acompanhados de cimbras.

3- Tontura e desfalecimento devido a deficincia relativa de volume de lquido circulante

A grande sudorese associada a uma reposio hdrica insuficiente ocasiona este tipo de ocorrncia entre trabalhadores de baixa capacidade aerbica.

4- Tontura e desfalecimento devido evaporao inadequada do suor

Pode ocorrer entre indivduos que estejam vestindo roupas impermeveis ao suor ou que estejam trabalhando em ambientes muito midos e sem ventilao.

5- Desidratao

A desidratao aguda ocorre quando a ingesto de gua insuficiente para compensar as perdas pela urina, pelo ar expirado e pelo suor.

6- Distrbios psquicos

Indivduos em estado limtrofe de sade mental podem Ter crises neurticas e mesmo psicticas.

7- Comprometimento da produtividade e do trabalho intelectual

O trabalho intelectual fica claramente comprometido em ambientes quentes e midos. Ao lado disso, ocorre o comprometimento da produtividade, independente de qual seja o tipo de trabalho.

8- Outras formas de prejuzo e risco

- As mos midas, decorrentes da sudorese, tornam a pega de objetos muito mais difcil, com risco de perda de controle sobre ferramentas e cargas que estejam sendo pegas.

- A sudorese dos trabalhadores pode tornar o cho escorregadio, aumentando o risco potencial de escorrego e queda.

- A sudorese nos olhos pode resultar em irritao ocular e alguma interferncia com a tarefa, com risco de acidente.

- Por ltimo, cabe destacar que a resistncia da pele reduzida pela sudorese torna o trabalhador mais propenso a choque eltrico.

Obs. Todos estes fatores podem ser potencializados pelas seguintes prticas administrativas erradas:

Colocar trabalhadores em ambientes sem uma seleo prvia;

No respeitar carga de trabalho fsico;

No haver tempo de trabalho e de repouso bem definidos;

Carga de calor radiante excessivamente alta;

Ambiente de trabalho pouco ventilado;

Ambiente de trabalho excessivamente mido;

No permitir a aclimatizao dos trabalhadores.

AVALIAO DO TRABALHO EM AMBIENTES DE ALTAS TEMPERATURAS

A avaliao de um ambiente quente e da sobrecarga trmica que impem ao organismo no algo simples. De pouco vale referir-se a uma temperatura ambiente se 36C se no fizermos referncia umidade relativa do ar; de pouco vale falarmos de uma temperatura de 31C se no fizermos referncia ao calor originado de uma fonte radiante; de pouco vale dizermos que o metabolismo de apenas 112 quilocalorias por hora se no atentarmos para as demais condies climticas do ambiente de trabalho.

Devido a essas variveis, quando se fala em ergonomia ou em higiene ocupacional de indicador de temperatura, no se fala em temperatura, mas em ndices de conforto e de sobrecarga trmica.

Existem ndices para estas medies:

1- ndice de Sobrecarga Trmica(IST)- estuda o ambiente quente e identifica exatamente o que deve ser feito para melhor-lo (difcil interpretao)

IST= Evaporao necessria X 100

Evaporao mxima

2- ITGU (ndice do Termmetro de Globo mido)-

3- IBUTG (ndice de bubo mido- Termmetro de Globo)- mais usado, ele funciona como um indicador que mede os principais fatores causadores da sobrecarga trmica (alta temperatura + metabolismo + calor radiante + alta umidade relativa do ar) e tambm os principais fatores atenuantes da mesma (ventilao ambiente + baixa umidade relativa do ar + baixas temperaturas) e fornece uma escala de tempo de trabalho e de tempo de repouso para aquela situao.

ORGANIZAO ERGONMICA DO TRABALHO EM ALTAS TEMPERATURAS

1- Interposio de barreira de metal polido entre a fonte de calor radiante e o trabalhador

Representa a principal medida, e a de efeito mais brilhante. Utiliza uma das caractersticas do calor, que enquanto irradiao infravermelha, reflete-se bem em superfcies espelhadas de qualquer natureza. Barreira de calor =alumnio.

2- Afastamento do homem da fonte de calor radiante

atravs do afastamento do trabalhador de calor radiante (aumento de distncia entre os dois);

atravs da reduo do tempo em que o trabalhador fic exposto s fontes de calor radiante.3- Programao do horrio das atividades segundo horas do dia

Estuda-se as tarefas programveis em ambientes quentes, e as mesmas so planejadas para o horrio de 6-7 horas da manh (quando se necessita da luz do dia) ou ento para a noite (quando no se necessita da luz do dia), evita-se, a todo custo, que as mesmas sejam feitas entre 10 e 17 horas.

4- Reduo do dispndio energtico na funo

Esta medida est bastante relacionada anterior; para tal, deve-se dar ateno especial reduo do peso a ser levantado, colocao de equipamentos mecnicos para a sustentao de cargas e a equipamentos eltricos para garantir a movimentao de material pesado.

5- Reduo da umidade do ar do ambiente

Possibilita que ocorra a perda de calor por evaporao; podem ser utilizados desumidificadores, cuja eficcia e convenincia depender de estudo do tamanho da rea, da gravidade do problema e do equipamento necessrio.

6- Ventilao do ambiente

O aumento da ventilao aumenta a evaporao do suor, e portanto diminui a sobrecarga trmica, se a temperatura do ar ventilado estiver abaixo de 25C. Acima de 33C, ventilao evitada; contra indicado que a velocidade do ar q. chegue ao trabalhador seja maior que 1,0 metro por segundo, pois ir ocasionar sensao de desconforto.

7- Refrigerao do ar

Soluo geralmente aplicvel a escritrios, e raramente recomendada em ambientes industriais.

Eficaz =ambiente fechado, Ineficaz =ambiente aberto.

8- Pausas

Devem ser calculadas segundo valores encontrados de IBUTG.

9- Aclimatizao ao calor

Em termos prticos, conseguida em 6 dias, embora a adaptao hidroeletroltica (aumento da taxa de sudorese e diminuio de sdio no suor) s ocorra completamente aps 3 semanas e adaptao cardaca completa aps 3 meses.

10- Reposio hdrica e eletroltica

A gua deve ser bebida de preferencialmente parceladamente, de 15 em 15 minutos, e no deve estar a temperatura menor que 12C, pois a gua muito fria inibe a sede.

Sobre a reposio salina, em trabalhadores aclimatados no necessria, pessoas pouco ou no aclimatadas indicada a soluo de gua mais cloreto de sdio (Rheidrat, Hidrax, Hidrafix) ou soro caseiro.

11- Roupas adequadas e culos infravermelho

Sob ponto de vista de conforto trmico, uma roupa adequada aquela que absorve pouco calor radiante e que permite a evaporao do suor.

12- Seleo mdica adequada

Diversas doenas e mesmo situaes no caracterizadas como doenas podem contra-indicar o indivduo para o trabalho em ambientes de altas temperaturas.

13- Revises peridicas de sade

O controle peridico deve ser feito semanalmente, durante a primeira semana, nas revises semestrais (obrigatrias pela legislao brasileira)

14- Orientaes especiais no caso de exposio a altssimas temperaturas

Deve-se tomar pelo menos os seguintes cuidados:

Ter este tipo de trabalho (geralmente de manuteno em condies extremas) como uma tarefa classificada, para a qual existe obrigatoriamente uma PPTE (permisso para trabalhos especiais),

Ter bem definido o tempo de permanncias, segundo a temperatura ambiente,

Adotar roupas especiais, conforme antes citado,

Definir para o trabalho, claramente, o tempo mximo de permanncia, possibilitando a existncia de outros trabalhadores, para que exista revezamento quando estiver se aproximando o limite de tempo determinado,

Orientar o trabalhador sobre os sintomas de sobrecarga trmica, e as condutas a adotar caso venha a senti-los,

Colocar sinalizadores de forma a possibilitar que o trabalhador sinalize verbalmente para a equipe de controle como est se sentindo,

Aps a exposio sobrecarga trmica intensa, evitar fornecer bebida gelada, pois poder causar sintomas gastrointestinais.

A REPOSIO ENERGTICA DA MQUINA HUMANA

Assim como qualquer outra mquina, a mquina humana gasta energia durante suas atividades laborativas. Este dispndio precisa ser adequadamente ressuprido caso queiramos mant-la no seu funcionamento mais adequado. No entanto, alimentao suficiente em quilocalorias no quer dizer alimentao sadia.

Lipdios e carboidratos se constituem nas principais formas de energia de nosso organismo. a quebra destas fontes de energia que fornece as molculas de ATP necessrias para o aporte de energia para todos os msculos e clulas em atividade.

HABITOS ALIMENTARES INADEQUADOS

Muitos dos transtornos mquina humana so decorrentes de hbitos alimentares inadequados. Entre os principais, entre populao trabalhadora de fbrica e de escritrios, citamos os seguintes:

Excesso de comida, particularmente de carboidratos, hora da refeio servida nas empresas; comum observarmos os pratos transbordando de arroz e feijo, com repetio dos mesmos; o excesso de carboidrato, ingerido de uma s vez, provoca fermentao intestinal, favorecendo a formao de gases, alm de no servir como um bom suporte alimentar para o perodo interdigestivo; ocorrendo fome precocemente;

Excesso de gorduras, especialmente de carnes contendo gordura saturada- muitos dos problemas de excesso de colesterol no sg. e de obesidade so devido a este fator; culturalmente no Brasil, comer carne duas vezes ao dia; alm disso, as feijoadas e outros excessos so de difcil digesto e contribuem para a queda do rendimento no trabalho. Pouca aceitao de pescados- no Brasil, o hbito de comer peixes limitado ao litoral e algumas regies do interior ( comum verificar a existncia de populaes em carncia proteica vivendo s margens de lugares com peixes) Pouca aceitao de verduras e legumes;

Ingesto rpida do almoo e do jantar- no nosso meio, comum as empresas terem turnos de trabalhos corridos, com 8 horas de durao, sendo que os 30 minutos de almoo esto includos no horrio de trabalho. Almoo na prpria bancada de trabalho ou no prprio galpp de trabalho- ocorre principalmente entre os que levam marmita; esta situao favorece a intoxicao ocupacional atravs da via digestiva; Ir para o refeitrio com roupas previamente contaminadas- tambm nesses casos, fica favorecida a intoxicao ocupacional atravs da via digestiva; No lavar as mos antes das refeies, que favorece no s a infestao intestinal por vermes, mas tambm a intoxicao profissional; Ingesto desnecessria de ceia entre pessoas que trabalham durante a noite em atividade leve; este hbito contribui para a obesidade; Uso de refrigerantes em quantidade excessiva, o que contribui para o desconforto gastrointestinal; Nmero excessivo de cafezinhos por dia de trabalho, o que costuma aumentar a secreo cida do estmago; Fazer apenas uma refeio maior por dia- geralmente a que servida na empresa.NECESSIDADE ENERGTICA

Necessidade energtica mdia de trabalhadores em atividades de escritrio:

Homens: 2.070 a 2.530 Kcal/dia

Mulheres: 1.755 a 2.145 Kcal/dia

Necessidade energtica mdia de trabalhadores em atividades industriais leves (linha de montagem em que se trabalha sentado, mquinas operatrizes e inspeo de qualidade em geral):

Homens: 2.630 a 3.200 Kcal/dia

Mulheres: 2.230 a 2.720 Kcal/dia

Necessidade energtica mdia de trabalhadores em atividades industriais moderadas (mecnicos, operadores de mquinas de maior exigncia de grupamentos musculares)

Homens: 2.880 a 3.520 Kcal/dia

Mulheres: 2.450 a 3.000 Kcal/dia

Necessidade mdia de trabalhadores para atividades muito pesadas (operadores de motosserras, estivadores, carregadores de caixa e de sacas de mantimentos etc...)

Homens: 3.600 a 4.400 Kcal/dia

Mulheres: 3.060 a 3.750 Kcal/dia

Necessidade energtica mxima (nunca necessrio ultrapassar): 4.500 Kcal/dia.

DISTRIBUIO DO VALOR CALRICO TOTAL (VCT) SEGUNDO O TIPO DE ALIMENTO

Carboidratos : 50 a 60%

Lipdios: 25 a 35%

Protenas: 10 a 15%

DISTRIBUIO DO VCT AO LONGO DAS DIVERSAS REFEIES

Desjejum: 20 a 25%

Lanche da manh: 10%

Almoo: 30%

Lanche da tarde: 5%

Jantar: 20 a 30%

Ceia: 0 a 10%

RECOMENDAES DE ERGONOMIA

1. A empresa deve repor no mnimo as quilocalorias gastas no trabalho.

Esta afirmao se baseia na lgica da reposio energtica de qualquer mquina a servio da empresa.

2. Para o pessoal do turno da manh, a jornada de trabalho deve ser precedida de um desjejum.

Visa essencialmente repor o nvel de glicemia no valor correto, indispensvel para o adequado funcionamento do crebro, onde se iniciam todas as ordens para a atividade de trabalho.

Esta medida pode ser adotada sem maior dificuldade, instituindo-se um lanche a porta da empresa, antes se iniciar a jornada.

No Brasil, aceita-se muito bem o po francs com manteiga/ margarina, acompanhado de leite e p achocolatado e adoado com acar, quente ou frio, segundo a estao do ano e o gosto do trabalhador. O desjejum deve, portanto, ser constitudo fundamentalmente de carboidratos de cadeia curta facilmente absorvveis a nvel intestinal.

Esta medida costuma ser desnecessria nos outros turnos.

3. A empresa deve zelar para que o trabalhador tenha condies de se alimentar adequadamente fora do horrio de trabalho.

bom lembrar que os alimentos fornecidos pela empresa no almoo ou jantar em suas dependncias dificilmente repor os estoques de energia, pois esta reposio, conforme destacamos, demora de 2 a 3 horas para acontecer. Para ter energia para o trabalho na empresa, o trabalhador tem que se alimentar bem em casa.

4. Deve-se evitar almoos com o contedo calrico excessivamente pesado.

No caso de atividades fsicas muito pesadas, em que se torna necessrio repor as vezes milhares de quilocalorias, melhor que isto seja feito atravs de um nmero maior de refeies do que atravs de uma s, devido aos problemas que isto pode ocasionar.

5. A reposio alimentar deve ser feita nos horrios corretos.

As seguintes regras so de utilidade:

O turno da manh nunca deve-se iniciar antes de 6 horas;

A principal refeio na empresa deve ser servida entre a terceira e a Quarta hora aps o inicio da jornada.

As pausas para lanche devem ser em nmero de duas, uma entre o incio do turno e a refeio maior, e outra entre a refeio maior e o final do turno; (a adequao administrativa dessas pausas nem sempre tem-se mostrado fcil, devido ao fato de nem sempre ser vivel interromper a funo num horrio pr- estabelecido; e tambm devido dificuldade de se mobilizar toda uma estrutura para servir um grande nmero de lanches na hora certa de qualquer forma, solues existem, bastando querer fazer ); entre pessoal administrativo, a pausa de 10 minutos para o cafezinho, entre 9:30 e 10 horas da manh e entre 15:30 e 16:00 horas atende necessidade.

Pessoas que executam trabalho leve em turnos da noite devem Ter uma ceia de valor calrico mais baixo que aqueles que trabalham em atividade pesada; caso contrrio, iro engordar.

6. A alimentao servida pela empresa deve ser correta sob o ponto de vista nutritivo.

Cabe empresa tomar a primeira atitude em termos de alimentao correta, tanto no sentido de evitar o excesso de colesterol, como no sentido de fornecer vitaminas e outros oligoelementos necessrios. Hoje j se conhece este assunto razoavelmente bem, e cabe empresa zelar junto aos terceiros de quem compra as refeies que as regras de alimentao sadia sejam seguidas.

7. Deve-se Conscientizar os trabalhadores de todos os nveis para que aprendam a comer bem, de forma sadia.

Trata-se de uma complementao extremamente importante, pois certamente na grande maioria das empresas, o maior problema com que se defrontar o das pessoas que iro comer em excesso, comer o que faz mal, e portanto, se tornar obesas e predispostas a doenas em decorrncia do que comem.

8. Criar horrios adequados de acesso ao cafezinho, evitando-se o abuso do mesmo.

A cafena, presente no ch e no caf, um potente estimulante do sistema nervoso central. Sob sua ao, o fluxo do pensamento mais rpido e mais claro, a viglia maior e a sensao de fadiga menor. Aps a ingesto da cafena contida num cafezinho, a pessoa se torna capaz de fazer um esforo intelectual prolongado e melhora sua capacidade de associao de idias.

Os estmulos sensitivos so apreciados de forma mais fina e o tempo de reao menor. A atividade motora aumenta. Pessoas que trabalham com datilografia aumentam o nmeros de toques e diminuem o nmero de erros. A funo muscular tambm estimulada, tanto por aumento da atividade cortical, como pelo aumento da quantidade de acetilcolina liberada na placa motora.

Com todos esses efeitos, desejvel que se tenha a liberdade de dois cafezinhos dirios, na metade do expediente da manh e na metade do expediente da tarde.

Chamamos a ateno, no entanto, para os efeitos indesejveis de um abuso na ingesto do caf:

fase de excitao segue-se uma fase importante de depresso da atividade do sistema nervoso central;

Aparece uma hiperestesia (hipersensibilidade ) exagerada, muitas vezes desagradvel;

Ocorre uma diminuio do fluxo sangneo cerebral, que talvez explique a cefalia ps- ingesto de grande quantidade de caf;

Aumento da secreo gstrica, causando desconforto gastrointestinal e favorecendo o aparecimento ou recidiva de lcera;

Comprometimento do sono;

Aumento do peso, como conseqncia do efeito do acar refinado.

Por tudo isso, o cafezinho continua tendo seu lugar: num local afastado, que obrigue as pessoas a se deslocarem at ele durante a pausa da manh e durante a pausa da tarde; nunca uma garrafa em cada sala.

FUNDAMENTOS DA BIOMECNICA

CARACTERSTICAS BSICAS DA BIOMECNICA DO SER HUMANO

Todas as vezes que colocamos interagindo um segmento rgido, girando sobre um ponto de apoio, submetido a ao de uma fora ou potncia que age contra uma resistncia, temos uma alavanca.

Pode-se fazer raciocnio semelhante para interpretar o ser humano:

SEGMENTO RGIDO = OSSO

PONTO DE APOIO = ARTICULAO

POTNCIA = MSCULOS

RESISTNCIA = O PESO DO SEGMENTO CORPREO (PESO LEVANTADO)

Em biomecnica, , so descritos 3 tipos de alavancas, dependendo da posio relativa dos diversos componentes:

1- Alavanca de 1 grau, ou alavanca interfixa, o ponto de apoio se encontra entre a potncia e a resistncia, quanto maior for o brao de potncia, menor ter que ser a fora para equilibrar ou vencer uma determinada resistncia.

2- Alavanca de2 grau, ou inter-resistente, o brao e potncia sempre maior que o brao de resistncia, a intensidade da fora necessria para vencer uma determinada resistncia sempre menor que o valor nominal da resistncia. Esse tipo de alavanca no praticamente encontrada no segmentos do corpo.

3- Alavanca de 3 grau, ou alavanca interpotente, o brao de potncia sempre menor que o brao de resistncia, tipo de alavanca predominante no nosso sistema osteomuscular.

CONTRAO ISOTNICAS (DINMICAS) X CONTRAES ISOMTRICAS (ESTTICAS)

DINMICA- o msculo se contrai, se encurta, deixando momentaneamente de receber sg. mas no instante seguinte se relaxa, se alonga e recebe o afluxo de sg.

ESTTICA- o msculo ir se contrair e permanecer contrado , deixando de receber seu aporte sangneo.

DINMICO = CONTR. INTENSIDADE < 50% DA FORA MXIMA

MISTO= CONTRAO > 50% DA FORA MXIMA

ESTTICO= QDO SE APROXIMA DE 100% DA FORA MXIMA

ESPECIFICAES TCNICAS DA MQUINA HUMANA SOB O PONTO DE VISTA BIOMECNICO

Caractersticas gerais:

Postura de trabalho ideal: aquela que haja flexibilidade postural.

Posturas adequadas: andando: e alternando, sentado e de p.

Posturas ruins: de p, parado e sentado.

Para posturas opcionais, exige-se pausas de recuperao.

Bem adaptado para movimentos de alta velocidade, de grande amplitude, porm somente contra pequena resistncia.

Tolera bem esforos dinmicos.

Tolera mal esforos musculares estticos.

Adapta-se bem s situaes em que os objetos de trabalho esto mais prximos do tronco.

REGRAS BSICAS DE ERGONOMIA PARA A ORGANIZAO BIOMECNICA DO TRABALHO

1- O corpo deve trabalhar, de forma desejvel, com torque zero.

Isto quer dizer, nenhuma articulao deve estar em postura de tendncia de giro. Em termos prticos,

O corpo deve estar na vertical (exceo feita apenas para quando a pessoa estiver sentada);

Os braos devem estar na vertical;

Os antebraos devem estar na vertical (no mximo na posio horizontal);

Devem ser minimizados os torques sobre a coluna vertebral;

Deve-se evitar os braos acima do nvel dos ombros e os ombros em abduo;

Os cabos das ferramentas que atingem o cho devem ser alongados.

2- Escolher a melhor postura para se trabalhar, de acordo com a exigncia da tarefa.

Aplicar o fluxograma para definio de postura de trabalho, a fim de escolher a melhor postura.

3- As bancadas de trabalho devem ser estruturadas de tal forma que o corpo trabalhe na vertical, sem encurvamento do tronco e sem elevao dos membros superiores.

Quando o trabalho exigir fora fsica, a bancada deve estar altura do osso pbis;

Quando o trabalho no exigir fora fsica, a bancada deve estar altura do cotovelo do trabalhador;

Quando o trabalhador exigir empenho visual, a bancada deve estar a 30 cm dos olhos.

Observao: No se deve trabalhar com bancadas mais prximas que 30 cm dos olhos, pois neste caso os msculos ciliares desenvolvero esforo muscular esttico, com fadiga visual. Quando houver necessidade de maior preciso visual, recomenda-se a instalao de lupa.

Algumas orientaes prticas para a maioria dos problemas de ajuste postural:

Quando houver uma srie de bancadas de trabalho semelhantes, construi-las em 3 alturas: uma mais baixa (cuja medida antropomtrica cubra o percentil 20; outra, de altura mdia (cobrindo o percentil 50 ) e outra mais alta. (cobrindo o percentil 95);

Ao instalar uma mquina ou bancada, e houver dvidas quanto altura da mesma, instal-la de preferncia mais alta, pois ficar fcil fazer seu ajuste atravs de plataformas individuais; se as mesmas forem instaladas mais baixas, a soluo de ajuste antropomtrico ser difcil;

Em bancadas em torno das quais trabalham muitas pessoas, colocar num dos lados uma plataforma de 6 cm, no segundo lado uma plataforma de 12 cm, no terceiro lado uma plataforma de 18 cm e deixar o quarto lado sem plataforma; as pessoas encontraro, nesta realidade, um ponto adequado para um bom ajuste antropomtrico;

Se possvel, dotar as mesas e bancadas de mecanismo de regulagem de altura.

4- Transformar fora em movimento.

Deve-se, na medida do possvel, mudar a situao de trabalho, de tal forma que, ao invs do indivduo executar esforo fsico intenso, ele execute maior movimentao, de maior freqncia e maior amplitude, porm contra pequena resistncia.

5- Reduzir a fora que o trabalhador tem que fazer

Se necessrio, usar torqumetro para definir esforo mximo para aquela tarefa;

Melhorar alavancas;

Mecanizar, quando o esforo exigir mais que 50% da capacidade mxima de esforo voluntrio daquele grupamento muscular.

6- Aumentar o brao de potncia do movimento a ser feito e diminuir o brao de resistncia do mesmo.

Ao desenhar uma ferramenta ou situao de trabalho, considerar a alavanca existente na mesma e procurar melhorar sua eficcia. Aumentar o brao de potncia significa aumentar a distncia da aplicao da fora at o ponto de giro do movimento; diminuir o brao de resistncia significa diminuir a distncia da resistncia at o ponto de giro do movimento.

7- Eliminar os esforos estticos.

Os esforos fsicos executados no trabalho devem ser dinmicos, devendo ser evitados os esforos estticos. Quando existirem esforos estticos devem-se:

Tentar transformar a situao em esforo dinmico;

Colocar suportes que aliviem a carga de trabalho esttico;

Reduzir o tempo na tarefa, alterando-a com outras tarefas predominantemente dinmicas.

8- Adotar prticas complementares visando reduzir o esforo esttico de posturas prolongadas.

Por exemplo,

Pequenos degraus de 10 a 15 cm de altura para que o trabalhador que executa sua atividade de p possa alterar o apoio sobre as pernas.

Fornecer calado com solado e palmilha macios, para quem for trabalhar de p durante boa parte da jornada;

Apoio para as ndegas ou banquinho de posio semi-sentada quando a pessoa tiver que ficar de p durante um longo tempo.

9- Considerar situaes em que o grupo muscular forte, porm h pontos de fragilidade.

Exemplos: grupamento extensor radical do corpo (no antebrao e cotovelo) e tendo do msculo supra-espinhoso (no ombro).

Nestes casos, evitar fora excessiva com estes grupamentos musculares.

10- Altura til do posto de trabalho: entre o pbis e o ombro da pessoa.

Procurar manter os objetos a serem manuseados ou pegos sempre em bancadas, numa altura oscilando entre a altura do cotovelo e a altura do ombro; a colocao em nveis mais elevados tambm deve ser evitada pois compromete os ombros.

11- Ao pegar um objeto, o mesmo deve estar a uma altura na qual o antebrao esteja praticamente na vertical.

Nesta altura, o esforo pode ser feito com mais facilidade, pois ser preservado o princpio do corpo na vertical e os msculos do dorso e dos prprios braos sero pouco forados.

12- Eliminar as situaes de desagradaes muscular.

Deve-se procurar evitar as situaes em que a fora exercida no sentido contrrio ao movimento, por exemplo, colocao lenta de uma caixa pesada no cho.

BIOMECNICA DA COLUNA VERTEBRAL E ERGONOMIA NA PREVENO DE LOMBALGIAS

TRANSTORNOS DA COLUNA= AFASTAMENTOS= 100PESSOAS, 50 A 70 VO TER EM ALGUMA FASE DA VIDA.

As lombalgias so muitas vezes precipitadas pelas condies de trabalho, e neste caso muitos dos problemas decorrem da utilizao biomecnica incorreta da mquina humana, na maioria das vezes por no se conhecer as limitaes da coluna vertebral.

Para a preveno, costuma-se utilizar 3 medidas:

1- seleo mdica criteriosa ( 30%

2- ensino de tcnicas de manuseio de carregamento de cargas ( 20%

3- medidas de ergonomia ( 80%

A coluna vertebral tem 4 funes:

1- eixo de sustentao do corpo;

2- estrutura de mobilidade entre a parte superior e a parte inferior do corpo;

3- amortecimento de cargas,

4- proteo a medula espinhal.

A coluna tem curvaturas; e estas curvaturas garantem um equilbrio relativamente fcil do ser humano na posio de p, parado.

Divises da coluna: vrtebras cervicais, torcicas, lombares e osso sacro.

REGIES CERVICAL E LOMBAR= ALTA MOBILIDADE

REGIO TORCICA= POUCA MOBILIDADE

OSSO SACRO= IMVEL.

Mobilidade dos diversos segmentos da coluna:

COLUNA CERVICAL= TORO, FLEXO E EXTENSO

COLUNA TORCICA= TORO

COLUNA LOMBAR= FLEXO E EXTENSO

Discos intervertebrais: amortecedores naturais de peso existente entre as vrtebras, porm com degenerao precoce ao longo da vida do ser humano, podendo at ser mais precoce quando h aumento de presso sobre o disco.

CONDIES ANTIERGONMICAS E SUAS CONSEQUNCIAS PARA A COLUNA

Os fatores de esforos excessivos causadores de lombalgias so basicamente os seguintes:

Manuseio, levantamento e carregamento de cargas excessivamente pesadas;

Manuseio de cargas que, embora no sejam to pesadas, esto em posio biomecanicamente desfavorvel; neste caso culpa-se muito o esforo em flexo ( pegar a carga com as pernas estendidas e com o tronco fletido), mas outras posturas costumam ser bem mais crticas do que esta especificamente,

Manuteno de posturas incorretas durante boa parte do tempo (inclusive sentado), com o conseqente tensionamento da musculatura e dor, alm da possibilidade de ocorrncia de leses a longo prazo dos discos da coluna;

Efeitos diretos da vibrao de todo o corpo sobre o trabalhador (por exemplo, trabalhar com trator).

Sob o ponto de vista de comprometimento de tecidos, as lombalgias podem ser classificadas em 7 tipos:

A- De origem muscular e ligamentar:

1- Lombalgia por fadiga da musculatura paravertebral, aparece:

Quando o indivduo trabalha sentado curvado excessivamente para frente;

Quando o indivduo tem que trabalhar com a mo atingindo o cho, sem poder agachar-se;

Quando o indivduo de p tem que curvar o tronco para que as mo atinjam os controles da mquina;

Quando o indivduo tem que aliar a posio citada 3 ao carregamento ou sustentao de um peso, como no caso de um operador que vai posicionar uma carga pesada na mquina e esta no lhe permite aproximar totalmente o corpo;

Quando o indivduo tem que trabalhar de p ou sentado e a mesa de trabalho excessivamente alta, nesta situao, a coluna fica retificada, originando esforo esttico da musculatura do dorso para ser mantida nesta situao.

Quando o indivduo tem que trabalhar sentado num assento muito baixo, sem apoio para o dorso, neste caso, o indivduo fica com as coxofemurais muito fletidas e seu corpo impulsionado para trs; para compensar, a musculatura do dorso tem que desenvolver esforo esttico prolongado, vindo a fadiga, e com ela, a dor.

2- Lombalgia por distenso msculo- ligamentar

Esta forma de lombalgia ocorre principalmente quando a musculatura paravertebral tem que desenvolver o esforo de elevao de uma carga com o tronco fletido, e o valor da carga excessivamente pesado, acima dos limites dos msculos, ligamentos e fscias.

B- De origem no sistema de Mobilidade e Estabilidade da coluna

3- Lombalgia por toro da coluna ou por ritmo lomboplvico inadequado

O trabalhador escorrega enquanto caminha, e na tentativa de se manter em p, torce o corpo, ao torcer o corpo, sua coluna lombar adaptada para movimento de flexo e extenso, obrigada a otrcer e roda, neste evento, poderia ocorrer uma coliso das facetas, uma ruptura ligamentos ou mesmo ruptura da cpsula articular, com a conseqente lombalgia;

Um objeto vai cair ao cho, a pessoa se esfora por segur-lo, e na tentativa, tem um brusco movimento de rotao lateral;

O trabalhador vai pegar uma carga e o local est inacessvel. Isto obriga o indivduo a pegar a carga posicionando-se ao lado da mesma, o que obriga a coluna lombar a torcer e girar;

O trabalhador, portador de escoliose, diferena de comprimento dos membros inferiores, rigidez dos msculos isquistibiais ou da musculatura paravertebral, realiza levantamento ou movimentao de cargas com o dorso encurvado, neste caso, por mais que o indivduo se esforce por fazer a flexo do tronco em ritmo lomboplvico adequado (simtrico, fcil e harmnico), no o conseguir, pois as patologias acima citadas o impedem.

4- Lombalgias por instabilidade articular na coluna vertebral

Em trabalhadores que tenham alguma das deficincias citadas antes, quando falamos das peculiaridades desta articulao, e que permaneam parados, de p, durante grande perodo de tempo em posio de lordose forada na coluna lombar;

Em trabalhadores que tenham alguma deficincias citadas e que carregam cargas e suportam pesos, mesmo sem curvar o tronco.

C- De origem de disco intervertebral

5- Lombalgia por Protuso intradiscal do ncleo pulposo

Pegar ou manusear uma carga mais pesada, com o tronco em flexo;

Pegar ou manusear uma carga com o tronco em flexo lateral ou rotao;

Pegar ou manusear uma carga longe do corpo.

6- Hrnia de disco intervertebral

quando o ncleo pulposo fora do seu lugar dentro do disco ir sair e poder comprimir a raiz nervosa desta regio ocasionando uma dor fortssima, que se irradia ao longo do trajeto do nervo. Na maioria das vezes o disco que se hernia o situado entre L5-S1.

D- De Origem Psquicas

7- Lombalgia como uma forma de converso psicossomtica

OS MODELOS BIOMECNICOS DA ATUALIDADE

O ferramental de pesquisa envolve:

a) cmera de vdeo ou mquina fotogrfica;

b) dinammetros;

c) balana;

d) modelo biomecnico em computador.

Analisa-se o trabalhador executando sua atividade, e naquele ponto que se percebe ser o de maior exigncia, congela-se a imagem e mede-se os ngulos dos diversos segmentos corpreos, alm disso necessrio fazer a medida da fora que est sendo feita atravs do dinammetro, ou de pesar com a balana o peso da carga que est sendo removida. Coloca-se os dados no computador, que j fornece os resultados de fora de compresso no disco L5-S1.

MEDIDAS DE ORGANIZAO ERGNOMICA DOS POSTOS DE TRABALHO VISANDO A PREVENO DAS LOMBALGIAS

A ergonomia se constitui na principal forma de se evitar as lombalgias no trabalho. A rigor, pode-se estimar, sem qualquer medo de erro, que a doao de medidas de ergonomia capaz de reduzir em pelo menos 80% a incidncia das dores lombares.

Ela se baseia na doao de 10 princpios bsicos de caractersticas biomecnicas de trabalho segundo estes princpios:

Princpio 1

Posio Vertical

O corpo humano deve trabalhar na vertical, e nesta posio ele encontra seu melhor ponto de equilbrio, com baixo nvel de tenso dos msculos em geral.

Para fazer valer este princpio, as seguintes medidas devem ser aplicadas no trabalho:

Adequar a altura das bancadas de trabalho da seguinte forma:

A) para trabalhos pesados - bancada na altura do pbis;

B) para trabalhos moderados bancada na altura dos cotovelos estando os braos na vertical;

C) para trabalhos leves bancada a 30 cm dos olhos;

D) para trabalhos de escrita bancada ou mesa na altura da linha epigstrica (boca do estmago) caso a mesa tenha a borda anterior arredondada; ou na altura dos cotovelos, estando os braos na vertical.

Quando o trabalho envolver mais um tipo de tarefa, calcular a altura da bancada pela tarefa que ocorrer durante mais tempo;

Na medida do possvel, dotar o posto de trabalho de regulagem da altura da cadeira, desde que a medida que a cadeira subir haja um apoio adequado para os ps; para trabalhos leves, a regulagem da altura da bancada pode ser feita facilmente por mecanismos de regulagem do tipo rosca sem fim;

Na dvida entre instalar um equipamento mais elevado ou mais baixo, instal-lo mais alto, pois naturalmente mais fcil colocar um estrato de madeira no cho a fim de abrigar as pessoas mais altas;

Quando se for planejar um posto de trabalho, considerar os dados antropomtricos da populao trabalhadora; idealmente deve-se ter a regulagem de altura.

Princpios 2

Boa situao mesa cadeira

Quando a condio de trabalho sentado no esta correta pode haver com facilidade a ocorrncia de dorsalgias e lombalgias.

ngulo de viso com horizontal 38+- 6 graus;

Tronco apoiado, exceto para escrever;

Escrita inclinao anterior do assento;

ngulo tronco coxas 100 graus;

Possibilidades de se virar sem torcer o tronco;

Espuma no assento e no encosto;

Inclinar superfcies de trabalho;

Forma do encosto acompanhado as curvaturas da coluna vertebral.

Princpio 3

Mquina Humana adaptada para movimentos de grande velocidade, de grande amplitude, porm somente contra pequenas resistncias

Diminuio do peso dos objetos; deve ser um prioridade constante em qualquer trabalho de ergonomia; assim, uma medida prtica que poderia ser adotada pelas empresas proibir a entrada de pacotes, caixas ou material pesando entre 25 e 70 kg, conforme j praticado em muitos pases da Europa (abaixo de 25 kg a chance de leso pequena; acima de 70 kg geralmente a movimentao feita por equipamento mecnico); por exemplo, nas companhias de aviao, proibir as malas jumbos, responsveis por altssima incidncia de lombalgia entre os carregadores, permitindo-se um nmero maior de malas de menor peso cada uma ).

Carrinhos com elevao manual lenta- atualmente j existem no brasil dezenas de alternativas de equipamentos mecnicos que fazem o esforo de levantar e transportar, poupando o ser humano desta sobrecarga. A adequao de cada um realidade da empresa pode ser vista em catlogos, ou em feiras especficas de movimentao de cargas.

Talhas pantogrficas com correntes tm sua melhor aplicao para a movimentao de cargas em reas localizadas; devido ao seu giro de 360 graus, tm alta aplicabilidade; o esforo feito com corrente ligada a uma catraca desmultiplicadorra de fora, o que permite ao trabalhador elevar cargas pesadas fazendo pouco esforo, privilegiando os movimentos dinmicos dos membros superiores contra pequena resistncia.

Princpio 4:

Esforos dinmicos: Sim; Esforos estticos: No

Eliminar:

Tronco encurvado; atravs principalmente da adequao da altura de bancadas;

Sustentao de cargas pesadas; atravs principalmente de suportes e correntes;

Apertar pedais estando de p se a freqncia deste esforo for maior que 3 vezes por minuto, colocar o trabalhador sentado ou colocar a tarefa para ser feita atravs de botoeiras manuais;

Braos acima do nvel dos ombros; atravs de estudos especficos que permitem obter este resultado;

Manuseio, movimentao e carregamento de cargas muito pesadas; racionalizando os esforos e colocando auxlios mecnicos especficos;

Instituir a flexibilidade postural, pois atravs desta que se consegue um bom revezamento dos esforos, sem sobrecarga.

Princpio 5:

Melhorar alavanca do movimento: aumentar o brao de potncia e diminuir o brao de resistncia

Neste ponto, a equipe de ergonomia dever fazer uma anlise da situao e tentar aplicar este princpio, que aparentemente resulta em pequena melhoria visual na ferramenta, mas de enorme impacto prtico, na reduo do esforo:

Melhoria de projeto de ferramentas manuais: motosserras, cortadeiras, etc. muitas vezes obtm melhorias impressionantes com medidas simples como estas;

Aumento do cabo de ferramentas, especialmente quando envolver esforo de distorcer uma porca;

Substituir o levantar por puxar; melhor ainda empurrar.

Princpio 6:

Os instrumentos de controle devem estar dentro da rea de alcance das mos

Esta definida como os semicrculos formados pelo giro dos membros superiores estando os braos estendidos ao nvel do ombro. Qualquer situao que fuja deste padro trar srios problemas para o trabalhador, seja para a coluna, seja principalmente para os ombros superiores.

Compatvel com este princpio, deve-se promover:

Redimensionamento da posio dos instrumentos de controle;

Utilizao de dados antropomtricos da populao trabalhadora poca de novos projetos; observa-se a importncia deste item entre fabricantes de equipamentos.

Princpio 7:

Evitar torcer e fletir o tronco ao mesmo tempo

Para se evitar esforo deste tipo, alm da orientao ao trabalhador, deve-se intervir nas condies de trabalho, especialmente:

Eliminar obstculos s cargas que tenham que ser manuseadas; observa-se que muitos dos problemas de toro e flexo ocorrem quando h obstculos entre o indivduo e as cargas a serem manuseadas;

Reposicionar locais de armazenamento;

Adotar: peas pesadas devem ser colocadas sobre caixas rasas, e estas sobre bancadas ( trata-se exatamente do contrrio do que rotineiramente praticado: cargas pesadas so colocadas no fundo de caixas/ caambas fundas, e estas sobre o cho ).

Princpio 8

Criar facilidades mecnicas no trabalho

Observa-se que, quando existem facilidades mecnicas, o trabalhador faz muito menos o esforo de executar a tarefa manualmente, ou seja, induz-se o indivduo a fazer pouco esforo com seus msculos.

Carrinhos;

Talhas com corrente e sistema desmultiplicador de fora (talhas pantogrficas, antes citadas);

Gancho com corrente;

Talhas mecnicas;

Talhas com ventosas ou com prendedores laterais;

Dispositivos auxiliares para transportar tambores.

Princpio 9:

Organizar o sistema de trabalho para que as peas somente sejam manuseadas pelo princpio PEPLOSP

PEPLOSP quer dizer:

P- perto do corpo;

E- elevadas, na altura de 75 cm do piso;

P- pequena distncia vertical entre a origem e o destino;

L- leves;

O- ocasionalmente;

S- simetricamente;

P- pega adequada para as mos.

Assim,

Devem ser eliminados todos os obstculos horizontais entre o trabalhador e a carga a ser elevada, permitindo a ele aproximar-se ao mximo da carga, e possibilitando que o esforo seja feito simetricamente; deve-se estar particularmente atento questo da posio da parte anterior dos ps, devendo haver um espao rente ao cho para que os ps possam entrar devidamente, permitindo esta aproximao;

A carga deve estar elevada, mas no to elevada; o ponto timo para se pegar a carga em torno de 75 cm do cho; isto implica em fazer bancadas mais elevadas, para que a carga seja pega a esta altura; no entanto, deve-se tomar um cuidado especial para no permitir que cargas mais pesadas sejam pegas acima de 120 cm, pois isto pode contribuir para os desarranjos da coluna;

Deve-se acertar a altura dos locais de colocao da carga (em torno de 75 cm do piso); deve-se eliminar a colocao de carga pesada em locais elevados;

Deve-se obsessivamente diminuir o peso das embalagens e do material transportado manualmente;

Deve-se reduzir a movimentao ao mnimo, uma vez que a alta freqncia a principal agravante do risco no levantamento de cargas;

Inclinar as caixas de armazenamento (em torno de 25 graus);

Dotar as grades laterais dos carrinhos de transporte de mecanismos de abertura parcial, possibilitando ao trabalhador ter mais conforto ao pegar as peas situadas no fundo dos mesmos;

Deve-se cuidar para que a carga a ser manuseada tenha uma boa pega;

Princpio 10:

Usar anlises biomecnicas para avaliar o risco das tarefasDuas formas de anlise biomecnica so muito teis:

Modelo biomecnico bidimensional da Universidade de Michigan; mais indicado quando se deseja saber se determinado esforo prprio do trabalho / no lesivo para a coluna e para os demais segmentos corpreos;

Critrios do NIOSH para avaliar o risco do levantamento manual de cargas; mais indicado quando a tarefa envolve o levantamento rotineiro de cargas. Conforme j destacamos, seu resultado possibilita tambm identificar os pontos crticos a serem melhorados na condio de trabalho.

ERONOMIA DO TRABALHO NA POSIO SENTADA E COM COMPUTADOR

Para uma pessoa menos avisada, trabalhar na posio sentada poderia significar o ideal de pouca exigncia da condies de trabalho sobre o organismo.

Mas, ao analisarmos a sintomatologia das pessoas que trabalham nesta postura, verificamos que as coisas no se passam to bem assim.

Um dos problemas tradicionais que no se pensa nos conforto ao se projetar uma cadeira para o posto de trabalho, aprioridade costuma ser o status fornecido pela cadeira = reis.

Nossas empresas:

SUPERVISORES= CADEIRAS DE POLIURETNO;

MDIA GERNCIA= CADEIRA ESTOFADA;

ALTA GERNCIA= CADEIRAS COM BRAOS;

DIRETORIA= CADEIRAS COM ENCOSTO PARA A CABEA

Caractersticas bsicas do ser humano na posio sentada

Quando deixa a posio de p e passa a se sentar, uma srie de mudanas posturais ocorre no esqueleto e no funcionamento dos msculos do ser humano.

A presso no disco intervertebral do ser humano 50% maior quando o mesmo est sentado do que quando esta de p, e tambm aumenta tanto mais quanto mais inclinado para a frente estiver o indivduo.

Suportes para os braos e apoio para os cotovelos reduzem a presso nos discos lombares.

A melhor postura para o disco e para os msculos do dorso quando o tronco e coxas esto formando um ngulo de 100-110 graus.

O ngulo de maior conforto quando o ngulo de viso est prximo de 37- no caso de computadores, a linha superior da tela dever estar no mximo na altura dos olhos.

Distribuio ideal de pesos na posio sentada:

50% no quadrngulo do squio (base da bacia);

34% na regio posterior da coxa;

16% na planta dos ps.

RECOMENDAES DE ERGONOMIA PARA O TRABALHO NA POSIO SENTADA.

Ergonomia da cadeira de trabalho

1. A cadeira de trabalho deve ser estofada, e de preferncia, com tecido que permita a transpirao.

ESTOFAMENTO= ( A PRESSO NA REGIO POSTERIOR DA COXA, ( A PRESSO NOS DISCOS INTERVERTEBRAIS.

2. A altura da cadeira deve ser regulvel.

3. A dimenso ntero-posterior do assento no pode ser nem muito comprido nem muito curto

TAMANHO IDEAL= COXAS FIQUEM COMPLETAMENTE

APOIADAS

4. A borda anterior do assento deve ser arredondada.

5. O assento deve estar na posio horizontal; desejvel que o assento se incline 10 a 15 graus para a frente. Assento inclinados para trs so inadequados em cadeiras de trabalho.

6. Toda cadeira de trabalho deve ter apoio para o dorso

(PRESSO DO DISCO INTERVERTEBRAL E MUSCULATURA PARAVERTEBRAL EM REPOUSO.

7. O ngulo entre o assento e o apoio dorsal deveria ser regulvel; caso no o seja, assento e encosto deverem estar posicionados num ngulo de 100 graus.

8. O apoio para o dorso deve ter uma forma que acompanhe as curvaturas da coluna, sem retific-la, mas tambm sem acentuar suas curvas.

9. O apoio para o dorso deve ter regulagem de altura.

10. Deve haver espao na cadeira para acomodaras ndegas

11. Quando o posto de trabalho for semicircular ou perpendicular, a cadeira deve ser giratria; e quando o trabalho exigir mobilidade, deve haver rodzios adequados.

12. Os p devem estar sempre apoiados.

13. Deve haver espao suficiente para as pernas debaixo da mesa ou posto de trabalho.

14. A mesa de trabalho deve atender a alguns requisitos bsicos de ergonomia.

Borda anterior arredondada;

Gavetas leves;

Puxadores de gaveta a serem pegos, e no em pina;

Ultimo nvel de gaveta elevado, de tal forma que seu puxador esteja a no menos que 40 cm do cho;

Espao para as pernas do trabalhador;

Feita de material no reflexvel.

15. Deve-se Ter ateno especial com outros arranjos do posto de trabalho, extra-cadeira, fundamentais para que se sente bem.

CONDIES ANTIERGONMICAS NO TRABALHO SENTADO E SUAS CONSEQUNCIAS

Dependentes da cadeira de trabalho:

Cadeira sem ajuste de altura: muito alta: edema das pernas, muito baixas: fadiga dos msculos das costas.

Assento inclinado para trs: encurvamento da coluna sobre a superfcie de trabalho.

Falta de apoio para o dorso: dorsalgia e encurvamento da coluna.

Falta de apoio para os ps: edema das pernas.

Apoio lombar exageradamente alto: limitao dos movimentos.

Apoio lombar exageradamente fino: no funciona.

Assento no almofadado ou espumado: cansao precoce e degenerao do disco.

Distncia ntero-posterior do assento exagerada: fadiga ou edema.

ngulo assento-encosto reto (90): fadiga dos msculos das costas e do pescoo.

Condies inadequadas no dependentes da cadeira de trabalho

Trabalhar sentado em balces ou bancada feitas para se trabalhar de p: fadiga muscular generalizada.

Mquina ou equipamento cuja rea de trabalho est distante do trabalhador; fadiga no dorso.

Falta de espao para as pernas: toro do tronco.

Arranjos longe do alcance do corpo: fadiga nos msculos das costas.

ORGANIZAO ERGONMICA DO POSTO DE TRABALHO COM TERMINAL OU COM MICROCOMPUTADOR

A questo do ponto de trabalho com microcomputador um dos pontos em que somos mais freqentemente questionados em trabalhos de consultoria em Ergonomia.

A dvida das empresas em geral procede, pois a associao entre postos de trabalho de condies primitivas e a incidncia de tenossinovites e outras leses por traumas cumulativos nos membros superiores bastante alta. Alm disso, um dos grandes enganos com que freqentemente nos defrontamos o fato de muitas pessoas considerarem a existncia de uma grande regra bsica para todos os postos de trabalho com computador ou com terminal, o que no real devido grande diversidade dos trabalhos que se faz com computador na atualidade.

Ponto bsicos para qualquer situao de trabalho:

1- A posio do monitor de vdeo deve estar no mximo na horizontal dos olhos.

O monitor posicionado muito alto favorece a existncia de fadiga e dor nos msculos trapzios; o monitor posicionado mais embaixo (como acontece com telas dos laptops no traz problemas, pois possvel aos olhos promoverem uma adaptao postural alternando o ngulo de mirada para baixo, sem esforo esttico de qualquer musculatura.

Um corolrio: deve ser possvel ao usurio inclinar o monitor de vdeo com facilidade.

2- No devem existir reflexos na tela.

Deve-se trabalhar, fundamentalmente, no lay-out da sala onde se trabalha com computadores; a existncia de filtros s poder ser autorizada desde que no haja prejuzo na legibilidade dos caracteres.

3- A tela deve possuir bom padro de legibilidade.

Atualmente no mais se justifica, em termos de preo, que se compre qualquer coisa de padro inferior ao VGA.

4- Deve haver possibilidade de movimentao de tela para a frente e para trs.

A distncia adequada dos olhos do usurio tela entre 45 e 70 cm; esta grande variao devida s diferenas de acuidade visual entre os diversos usurios; e deve ser possvel aos mesmos promover alguma regulagem segundo as caractersticas pessoais.

importante destacar que esta possibilidade de ajuste ir propiciar conforto para a pessoa com distrbios visuais sem grande interferncia com os culos que usa.Assim, o mope ir situar a tela um pouco mais prximo dos olhos; o presdope ir situ-la um pouco mais distante; deve-se evitar ao mximo que o usurio que no usa culos tenha que colocar os culos para enxergar a tela. 5 Os braos devem trabalhar na vertical (ngulo de 70 a 80 graus).

5- Os braos devem trabalhar na vertical (ngulo de 70 a 80 graus)..

Trata-se da posio de menor tendncia de giro do membro superior humano, sem contrao esttica.

6- Os antebraos devem estar na horizontal e os carpos (punhos) apoiados.

Colocados no alto por exemplo, h necessidade de flexo dos antebraos sobre os braos, com conseqente comprometimento crnico a musculatura dos membros superiores.

7- Deve-se trabalhar sentado, e o ngulo tronco-coxas deve se em torno e 100 graus.

Sentado, o melhor conforto quando o tronco est apoiado, no ngulo prximo de 100.

8- recomendado o apoio para os punhos.

O apoio para os punhos ir reduzir o esforo esttico dos membros superiores, reduzindo a possibilidade de fadiga.

9- A tela do monitor de vdeo deve ser perpendicular janela.

Quando isto no ocorre, haver problemas importantes de reflexo na tela, e criar-se- a necessidade de se colocar cortinas ou persianas, complicando a iluminao geral do ambiente de trabalho.

10- A tela deve ter caractersticas ideais de funcionamento.

Especialmente importante a no existncia de tremores nas letra, o tamanho dos caracteres, a separao mnima entre as letras e o prprio formato das letras, quanto legibilidade.

CONFORTO TRMICO, CONFORTO ACSTICO E ILUMINAO PARA ATIVIDADE INTELECTUAL

DESENVOLVIMENTO= TRABALHOS EM ESCRITRIOS

DILEMA: NO EXISTE CLIMATIZAO= CALOR( DESEMPENHO

C/ CLIMATIZAO= RUDO

AR CONDICIONADO CENTRAL= CRESCIMENTO DE

BACTRIAS, DISTRBIOS DA VAS

NORMA REGULAMENTADORA P/ TRABALHOS COM ATENO CONSTANTE

ILUMINAO DOS AMBIENTES DE TRABALHO

Para a iluminao correta dos ambientes de trabalho, dois fatores merecem destaque:

1- a intensidade da iluminao (ou iluminamento), geralmente expressa em lux,

2- luminncia, que a sensao de brilho e de ofuscamento, fonte de luz, ou refletida.

Conseqncia da m iluminao:

1- Queda do rendimento

2- Fadiga visual, caracterizada por ardor e dolorimento nos olhos, vermelhido, modificao na frequncia de piscar, lacrimejamento, etc.

Acompanhada com sinais e sintomas extra oculares: cefalia, sensao de vertigem, sensao de desconforto e irritabilidade.

Erros comumente cometidos em relao a iluminao dos locais de trabalho e suas conseqncias:

1- nvel insuficiente de iluminamento,

2- existncia de claridade excessiva ou de ofuscamento,

3- tamanho inadequado de letras e objetos,

4- inexistncia de bom contraste dos limites do objeto,

5- uso de lmpadas de baixa reprodutibilidade cromtica.

RECOMENDAES DE ERGONOMIA PARA ILUMINAO DOS AMBIENTES DE TRABALHO

1- nvel de iluminancia deve ser adequado.

A intensidade mnima da iluminncia dos postos de trabalho deve ser mantida dentro dos valores recomendados pela Norma Brasileira NBR 5413, que prev os nveis adequados e mnimos de iluminncia por grupos de tarefas visuais e por tipo de atividade.

Pessoas idosas necessitam de maior iluminncia do que os jovens e adultos.

Na medida do possvel, na construo de galpes, deve-se prever o tipo com fileiras de telhas translcidas e abertura de janelas que permitam boa iluminao natural durante o dia, com o cuidado para que no haja reflexo direto da luz do sol sobre os postos de trabalho.

O nvel de iluminncia nos postos de trabalho deve ser suplementado, segundo as exigncias visuais de cada funo, com iluminao localizada, fornecida de preferncia por tubos fluorescentes. Neste caso, cuidar para que existam no mnimo dois tubos por calha, e que os mesmos estejam defasados entre si (como a lmpada fluorescente oscila 60 vezes por segundo, os dois tubos devem ser instalados de forma de quando um estiver aceso, o outro deve estar apagado).

Na dificuldade tcnica de se colocar tubos fluorescente fora de fase, dever ser providncia uma lmpada incandescente de 60 watts para cada 16 m, cuja funo a de evitar a fadiga por tremor imperceptvel das lmpadas fluorescentes.

Deve-se idealmente mesclar a iluminao artificial com a iluminao natural, com janelas projetadas para permitir a entrada adequada da luz natural.

Em ambientes maiores e onde trabalham menor nmero de pessoas, ganham-se mais em relao custo/benefcio com o nvel de iluminamento geral relativamente baixo (300- 500 lux) com complementao de iluminao localizada atravs de luminrias de mesa com tubos fluorescentes.

2- Evitar reflexos e ofuscamento.

Dar preferncia a luzes fluorescentes para os locais de trabalho; sua brilhana bem menor. Arranj-las de forma que a iluminao seja do tipo semidireta, e no direta. Isto nem sempre fcil de se conseguir na iluminao direcionada sobre o posto de trabalho nas fbricas. Neste caso, ver recomendao seguinte.

As superfcies de trabalho devem ser foscas, a fim de reduzir a possibilidade de deslumbramento por brilho refletido.

As fontes de luz direta devem ser cobertas com material translcido, capaz de difundir a luz. Assim, em iluminao direta usar acrlico ou vidro branco, no caso de janela muito baixa, Ter vidro branco na parte inferior.

Nenhuma fonte de luz deve estar dentro de um ngulo de 30 da mirada normal do trabalho.

As luminrias devem estar em posio tal em relao mesa ou bancada de trabalho que eventual reflexo da luz por elas emitidas no encontre o campo visual do trabalhador.

Mesas de escritrio devem estar situadas perpendiculares janela; a janela deve estar esquerda de pessoas destras, e direita de pessoas canhotas.

Devem existir persianas ou vidros brancos que impeam a luz do sol diretamente no campo visual do trabalhador ou sobre a sua superfcie de trabalho.

Devem ser consideradas todas as recomendaes relacionadas preveno de contrastes excessivos.

Formas de se reduzir os reflexos na tela de terminais de vdeo de computador

Posicionar os terminais de vdeo perpendiculares s janelas; nunca de frente nem de costas; caso sejam posicionadas de frente ou costas, assegurar-se que janelas existam persianas, e que estas permaneam fechadas;

Procurar posicionar a tela do terminal o mais prximo possvel da parede, de forma a evitar os reflexos das lmpadas no teto;

No caso de salas amplas, colocar uma divisria atrs de cada trabalhador, na altura e largura suficientes para bloquear o reflexo das luminrias mais prximas e mais distantes;

A mesa de trabalho no deve ser branca, e deve ser fosca;

Se estas medidas no forem suficientes, inclinar a tela um pouco para baixo ou vir-la um pouco para o lado, eliminando o reflexo.

3- O tamanho do objeto deve ser adequado

As letras, tipos e figuras a serem lidos, devem possuir o tamanho mnimo a fim de serem adequadamente percebidos pelo olho humano. O tamanho mnimo de um objeto, letra ou tipo, deve ser tal que uma pessoa com viso normal consiga enxerg-lo bem, em todos os seus detalhes, a 30 cm dos olhos; caso seja necessrio maior aproximao dos olhos ao objeto (distncia menor que 30 cm), torna-se necessrio o uso de lupas.

Os objetos de pequeno tamanho exigem nvel timo de iluminao.

Alm disso, o ngulo de viso do material escrito deve estar na perpendicular dos olhos (a importncia dos porta - textos ou suportes para documentos).

4- Deve existir um bom contraste dos limites do objeto

O contraste adequado to importante quanto a intensidade da iluminao (s vezes, mais importante). Segundo Grandjean, numa atividade de extrema preciso, com alto nvel de contraste, exigindo um iluminamento de 1000 lux, se o nvel de contraste for reduzido para um contraste mediano, o iluminamento dever ser de 3000 lux; o mesmo trabalho, com baixo nveis de contraste, exigir um iluminamento de 10000 lux.

A iluminao suplementar deve ser fornecida atravs de tubos fluorescentes, devendo-se evitar lmpadas incandescentes em locais de trabalho, pois estas prejudicam o contraste.

O uso de cores contrastante entre si favorece o adequado contraste dos objetos de trabalho.

No campo visual central a diferena de claridade deve ser de no mximo 3 vezes. A diferena de claridade entre o centro do campo visual e a periferia deve ser de at 10 vezes.

5- Garantir uma boa reprodutibilidade cromtica nas tarefas em que isto seja necessrio.

Nestes casos, o mais importante garantir-se a participao da luz do dia, bem como o uso de lmpadas de boa reprodutibilidade cromtica.

O CONFORTO ACSTICO EM ESCRITRIOS

Caractersticas bsicas do ser humano:

1- O ser humano pode sentir dificuldades de concentrao diante de nvel excessivo de rudo, dependendo das caractersticas do rudo e das caractersticas do trabalho.

2- A performance intelectual do ser humano bem mais prejudicada por conversa do que por rudo propriamente dito.

3- Msica tambm retira bastante a ateno da pessoa que trabalha.

MEDIDAS DE ERGONOMIA QUANTO AO RUDO PARA ESCRITRIOS

1- O nvel de rudo deve ser o adequado.

A Norma Tcnica NBR 10152 prope os nveis de conforto e os nveis mximos de rudo para o trabalho em situao de empenho intelectual.

Na busca do nvel correto de rudo compatvel com a boa produtividade e o bom conforto, muitas medidas esto ao alcance das empresas, algumas mais caras e outras mais simples:

A primeira delas, naturalmente, se refere escolha da rea montado o escritrio ou onde o pessoal ir trabalhar com empenho intelectual: evitar ruas e avenidas movimentadas, evitar escritrios prximo de reas sabidamente barulhentas, evitar escritrios prximos de oficinas e manuteno;

No sendo possvel este tipo de cuidado, provavelmente o gasto ser muito maior: vidros duplos com camada de vcuo e a conseqente necessidade de se instalar aparelhos de ar condicionado, etc.

Outra fonte importante de rudo que tem ser mantida o aparelho de ar condicionado, nem sempre silencioso como deveria ser.

2- Deve-se organizar o layout do escritrio de tal forma que atividades sabidamente causadoras de conversa estejam isoladas.

importante ter salas especficas para reunio; tambm importante que reas de espera ou reas destinadas a atendimento a pblico estejam devidamente separadas.

Outro cuidado fundamental orientar as pessoas para que conversem o mais baixo possvel, principalmente nos escritrios abertos.

3- Deve-se evitar msicas, de qualquer gnero, nos escritrios

A msica deve ser permitida somente em situao em que o trabalho no envolva a concentrao, por exemplo, em cozinhas industriais, em linhas de montagem em que o trabalho exige movimentos j automatizados pelos trabalhadores, fbricas de roupas, etc...

4- Em ambiente de grande nmero de pessoas, em que as mesmas falam constantemente, deve-se promover revestimento acstico especfico para evitar refletncia das ondas sonoras.

Tal o caso, por exemplo, de salas de telefonistas.

Cabe empresa procurar assessoria tcnica competente em acstica, a fim de melhorar o ambiente.

CONFORTO TRMICO EM ESCRITRIOS

Recomendaes de Ergonomia:

1- O ambiente de trabalho para atividades intelectuais deve estar com a temperatura ambiente entre 20 e 23 Centgrados.

Preferencialmente deve-se procurar obter esta temperatura atravs das condies climticas normais, prevendo-se no projeto a circulao do ar.

Se esta soluo possvel em algumas regies do Brasil, porm em regies muito quentes no .

Nestes casos, est indicada a aparelhagem de ar condicionado, que trar um novo complicador, principalmente se for centralizado: a falta de manuteno nos dutos poder acarretar o crescimento de bactrias com o desenvolvimento de infeces respiratrias, a falta de regulagem de temperatura poder acarretar frio excessivo e desconforto, e o fechamento dos vidros poder facilitar a existncia de poluentes internos nos edifcios, principalmente decorrente das fibras de carpete, de revestimento acstico e da fumaa de cigarro.

2- A umidade relativa do ar estar entre 50 e 65 %.

Em regies brasileiras de calor mido, o aparelho de ar condicionado tradicional, que esfria e seca o ambiente, est indicado; em regies brasileiras de calor seco (planalto central) h necessidade de um controle extra de umidade relativa do ar, caso contrrio, os aparelhos iro ressecar ainda mais o ar do ambiente.

Em climas muito secos pode ser necessrio acrescentar umidificao artificial, seja atravs de simples recipientes cheios de gua ou aqurio, seja atravs de umidificadores de ambiente.

3- A ventilao mxima aceitvel para o ambiente de 0,75 metros por segundo.

Deve-se dotar a rea de ventiladores, desde que faam brisa, e no ventania ( ateno para o nvel de rudo provocado pelos ventiladores ).

Ventiladores de teto podem funcionar, desde que a temperatura do ambiente no esteja acima de 29 centgrados.

4- Deve-se fazer o uso de roupas especficas visando o conforto trmico.

5- Em escritrios fechados mantidos em ambiente de temperatura controlada o fumo deve ser proibido.

Nestes casos, deve ser criada uma rea especial para os fumantes, com sadas do ar e da fumaa para o meio externo.

ORGANIZAO ERGONOMICA DO LAYOUT

Em portugus, layout quer dizer planta-baixa. Fazer layout de uma rea qualquer planejar e integrar os caminhos dos componentes de um produto ou servio, a fim de obter o relacionamento mais eficiente e econmico entre o pessoal, equipamentos e materiais que se movimentam.

A falta desta combinao tima costuma resultar numa srie de prejuzos:

O primeiro = acidentes

O segundo = produtividade

O terceiro = desconforto e eventuais leses musculoligamentares

UM POUCO SOBRE O TRABALHO E PREPARAO DE UM LAYOUT

O profissional responsvel pelo layout dever Ter um profundo conhecimento de mtodos, de tempos, de mquinas, de tcnicas de administrao industrial, de manuseio e movimentao de materiais, de segurana no trabalho, de cuidados com o meio ambiente, de manuteno e de Ergonomia.

O layout bem feito desenvolvido em 4 etapas, obtendo-se a aprovao dos nveis de deciso aps cada uma delas:

Etapa 1- Localizao

Neste estgio, determina-se a localizao da rea na qual ser feito planejamento das instalaes. Pontos importantes como direo dos ventos, efeito dos solstcios e equincios, cursos dgua e outros devem ser levantados.

Etapa 2- Arranjo Fsico Geral

Aqui, estabelece-se a posio relativa entre as diversas reas. Os modelos de fluxo e as inter-relaes entre as diversas reas so visualizadas, tendo-se a noo clara do fluxo industrial, desde a entrada das matrias-primas at a sada do produto.

Etapa 3- Arranjo fsico detalhado

Agora, define-se claramente a localizao de cada mquina, de cada mvel ou de cada equipamento. O arranjo ser trabalhado dentro das condies pr-estabelecidas, pois o espao disponvel j foi determinado. Os limites da rea e sua configurao j foram fixados quando o arranjo geral (etapa 2) foi aprovado.

Etapa 4- Implantao

Nesta fase, planeja-se cada passo da implantao. Aqui, o nvel de detalhe bastante complexo, pois representa a forma final que ter aquela rea industrial ou de servio ou de escritrio.

Um conceito final de layout dinmico, tem vida, movimentos e prazo de validade. Deve ser revisado periodicamente, sempre que houver:

Mudanas no mercado de consumo,

Novos produtos ou servios,

Substituio de equipamentos,

Melhoria nas condies de trabalho,

Programa de preveno de acidentes,

Introduo de novos mtodos de organizao, controle e tendncias,

Programa de reduo de custos,

Etc.

REGRAS BSICAS DE ERGONOMIA NA ORGANIZAO DO LAYOUT

1- Deve-se prever espaos mnimos compatveis com as necessidades das pessoas, segundo o tipo de servio.

Deve-se prever espaos adequados em corredores principais, em corredores secundrios, em escritrios e junto das mquinas no cho da fbrica.

Junto de uma mquina, deve haver a previso pelo menos dos seguintes espaos:

Espaos para os movimentos da mquina (processo)

Espaos para a manuteno ao redor da mesma

Espaos para a prpria mquina

Para a prancheta

Para o acesso da pea )por onde ela vai entrar e por onde vai sair)

Para refugos, limalhas

Dispositivos

Acessrios (opcionais) da mquina

Para matria prima e produtos acabados

Para a movimentao das peas

Espaos para peas incomuns, que exige ser trabalhada por etapas

Poste para iluminao

Caldeira ou dispositivos para o trabalho semi - sentado

rea para o acesso do operador

Etc.

A definio da rea necessria costuma ser feita por 4 critrios:

Consulta a padres de espao: consulta-se tabelas e obtm-se ento o espao mnimo segundo o tipo de atividade;

Mtodo de converso: define-se o espao ideal para aquela mquina trabalhar; calcula-se rea por rea, faz-se a somatria de todos os espaos e tem-se ento a rea necessria;

Arranjos esboados esboa-se o layout que se necessita e faz-se ento o dimensionamento da rea;

Projeo de tendncias nesse caso, determina-se a magnitude do resultado operacional esperando e projeta-se o espao necessrio para o mesmo (por exemplo, precisa-se de x metros quadrados para a produo de nz toneladas, necessria uma rea de nx metros quadrados.

2- Deve-se evitar grandes distncias entre as pessoas, mesmo que exista espao sobrando.

A interao entre as pessoas importante, para finalidade sociais, de comunicao eventualmente at de segurana. Isto no quer dizer que as pessoas no possam trabalhar isoladas, mas neste casos deve-se prever formas de quebra do isolamento, especialmente atravs de meios eletrnicos de comunicao.

3- Deve-se reduzir ao mnimo a movimentao das pessoas.

Embora seja desejvel a flexibilidade postural, movimentao em excesso eqivale a desperdcio de energia em atividades que no incorporam valor ao produto... e que cansam. As reas utilizadas por diversas pessoas devem estar localizadas em posio central na oficina, no galpo ou na rea de escritrio.

4- Deve-se ajustar ao mximo o posicionamento das pessoas de acordo com o seu grau de interdependncia no trabalho. Especialmente importante avaliar a necessidade de comunicao entre as diversas operaes de modo a situar as operaes em posio de mxima facilidade.

5- A rea de trabalho deve ser organizada de tal forma que o produto tenha um fluxo crescente ao longo da mesma, em uma direo, evitando-se ao mximo o retorno do mesmo no contrafluxo.

As linhas de produo, conforme planejadas e desenvolvidas ao longo da dcadas, tm esta premissa de funcionamento. O layout do tipo clula de produo, mais recente, geralmente tem esta caracterstica como bsica, funcionando sob a forma de u, de tal forma que os trabalhadores percebam a pea a ser trabalhada no interior da clula.

6- Ao planejar o layout, onde iro trabalhar pessoas, deve-se ter em mente as 3 dimenses: altura, distncia mnima ltero - lateral a distncia mnima ntero posterior para caber adequadamente as pessoas.

7- Deve-se tomar todos os cuidados para evitar que o corpo humano atinja partes de mquinas ao se movimentar, ou que partes mveis de maquinas atinjam ao ser humano ao se movimentarem.

Cabe aqui um estudo bem detalhado de segurana de cada mquina e suas pontas e partes mveis; deve-se chamar a ateno para o fato de que as partes que se projetam para o prximo do trabalhador devem Ter bordas arredondadas.

8- Garantir que o trabalho intelectual seja feito longe de ruas movimentadas e de mquinas produtoras de rudo.

Deve-se tomar cuidado especial com as oficinas mecnicas prximas de escritrios de projetos, e no caso de ruas movimentadas, deve-se providenciar vidros duplos a vcuo para garantir o isolamento acstico.

9- Garantir que a atividades intelectuais estejam bem afastadas de fontes de calor ou de odor.

Na inexistncia de ar condicionado, garantir que esta atividade seja feita em reas bem ventiladas, evitando por exemplo, escritrios imediatamente abaixo de telhados, especialmente se a telha for de amianto; na existncia de ar condicionado, garantir que o nvel de rudo do mesmo seja o adequado, devendo-se dar preferncia a aparelhos em que a unidade compensadora (a mais ruidosa) esteja afastada do ambiente de trabalho.

10- Posicionar os postos de trabalho com alto empenho visual mais prximos da luz natural.

11- Estudar a posio do sol e sua variao ao longo do dia, de tal forma que a luz direta no atinja nenhum posto de trabalho.

Todo local onde trabalhem pessoas deve ser preservado da luz direta do sol. No caso de impossibilidade de se evitar a entrada do sol, devem ser providenciadas persianas.

12- Manter sempre as reas industriais bem demarcadas, de forma a preservar a organizao e respeitar os limites estabelecimentos.

Essa medida contribui para o desenvolvimento de um senso de organizao e limpeza na rea.

13-Situar-se a mesa da superviso em posio tal que os subordinados possam ver o supervisor.Visa fundamentalmente evitar a superviso pelas costas.

ERGONOMIA DOS SISTEMAS DE REVEZAMENTO E DOS TURNOS DE TRABALHO

Atualmente, em pases desenvolvidos, 30 a 50% dos trabalhadores desenvolvem suas atividades em turnos, incluindo o trabalho noturno.

CARACTERSTICAS BSICAS DO SER HUMANO

Algumas funes do ser humano funcionam segundo uma certa periodicidade, denominado ritmo biolgico. De mxima importncia em Ergonomia so as funes que seguem um ritmo de variao diria, tambm denominado ritmo circadiano, entre elas destacamos:

Ciclo viglia-sono,

A temperatura corprea,

A secreo dos hormnios da crtex da supra renal,

A secreo da medula da supra renal,

Secreo do hormnio do crescimento

Evidentemente, nenhum circuito neuronal funciona de forma direta, e aps aproximadamente 13 a 16 horas de viglia, os mesmos entram em fadiga, e advm o sono.

A viglia mantida pela auto excitao dos neurnios, o sono ocorre quando, apesar dos estmulos externos, entram em fadiga.

O trabalho em turnos prejudica o ritmo normal de viglia-sono.

A alterao do horrio do sono determinada pelo trabalho no turno da noite costuma gerar conseqncias quanto quantidade e qualidade do sono, prejudicando algumas funes importantes como reduo da capacidade de deteco de sinais e aumento de nmero de erros por omisso.

RECOMENDAES GERAIS DE ERGONOMIA PARA A ORGANIZAO DOS TURNOS DE REVESAMENTO

Quando uma rea for iniciar um sistema de revezamento, este pode ser prescrito considerando os princpios abaixo. A adoo dos mesmos tambm deve ser feita quando houver evidncias claras de que o sistema atual esteja causando prejuzos sade ou adaptao social dos trabalhadores. Quando no existirem evidncia de prejuzo, deve-se tomar cuidado ao se mudar qualquer coisa.

Princpio 1

Na medida do possvel, deve-se diminuir o nmero de noites trabalhadas

Se as caractersticas do trabalho assim o permitirem, deve-se ter como meta eliminar o turno da noite, reduzindo-se assim o revezamento a dois turnos (manh e tarde), de forma semanal, que relativamente bem aceito pelos trabalhadores, embora tambm tenha limitaes, principalmente quanto dificuldade de estudar;

Se as caractersticas do trabalho assim o permitirem, dever-se-ia aumentar a durao da jornada noite, para reduzir o nmero de dias de trabalho noturno (um sistema de 12 x 36 hs, trabalhando-se uma semana de dia e outra semana noite em geral muito bem aceito pelos trabalhadores).

Princpio2

Deve-se estabelecer sistemas de revezamento que reduzam o dbito de sono

Deve-se dar preferncia aos sistemas de rotao mais rpida; eventual vantagem fisiolgica da rotao mais prolongada totalmente compensada pelos prejuzos psicossociais da mesma;

Deve-se evitar o trabalho em mais de duas noites seguidas; qualquer arranjo em que existam 4 ou mais noites seguidas de trabalho deve ser mudada visando uma reduo.

Deve-se existir um perodo de repouso de pelo menos 24 horas aps cada perodo de trabalho noturno. Quanto maior o nmero de dias de trabalho noturno, tanto maior dever ser o nmero de dias de repouso visando uma adequada recuperao do dbito de sono.

Princpio 3

Deve-se estabelecer sistema de trabalho que reduza ao mnimo o desajustamento social

Os sistemas de turnos revezamento devem ser planejados de forma que os dias de folga coincidam, sempre que possvel, com os fins de semana;

Se a escala permitir uma escolha entre rodar o turno para a frente ou para trs, deve-se preferir o rodzio para trs; eventual vantagem do rodzio para frente (melhor adaptao do sono s mudanas) compensada pelo fim de semana mais prolongado proporcionado a cada ms pelo rodzio para trs;

Evitar os sistemas de rodzio difceis de se memorizar os dias de trabalho e os dias de repouso.

Princpio 4

Procurar ter flexibilidade em assuntos dessa natureza

Na medida do possvel, deve existir mais de um sistema de rodzio, possibilitando assim uma adaptao pessoal. Certamente a maioria ir preferir um bom sistema de rodzio rpido, mas haver tambm vantagens e desvantagens de cada um deles por toda a turma.

Princpio 5

Estabelecer um nmero de horas de trabalho compatvel com a natureza das tarefas

O nmero de horas de trabalho por dia deve ser determinado pela natureza do trabalho. Trabalhos de grande exigncia fsica, grande exigncia mental, de alta exigncia perceptiva ou atividades ao mesmo tempo (a cu aberto) devem ser desenvolvidos durante um nmero menor de horas (nunca de 10 a 12 horas por turno). Na determinao do nmero de horas tambm deve ser considerada a existncia de exposio a fatores de insalubridade.

Princpio 6

Estabelecer um horrio de revezamento que no prejudique o sono

O horrio ideal de revezamento para jornada de 8 horas, em todo o Brasil, de 7, 15 e 23 horas; na regio do nordeste brasileiro poderia ser s 6, 14 e 22 horas e nas regies oeste extremas do meridiano de Braslia poderia ser s 8, 16 e 24 horas; dessa forma, no se prejudica o sono;

O horrio menos ruim de revezamento para jornada de 6 horas de 6, 12, 18 e 24 horas (o incio da jornada s 6 horas ruim pois o indivduo tem que se levantar muito cedo; o trmino da jornada s 24 horas ruim devido s dificuldades de voltar para casa num horrio perigoso);

Assim, na medida do possvel, dever-se-ia negociar para que a jornada de 36 horas fosse cumprida sob a forma de um nmero menor de dias de trabalho, porm trabalhando-se 8 horas em cada dia de comparecimento.

Recomendaes da Ergonomia para gerenciar horas extras

1-Evitar horas extras em trabalho de alta carga fsica ou mental.

Se a carga de trabalho for em nvel que as pessoas tenham dificuldade de performance nas 8 horas, evitar as horas extras.

A alta carga deve ser entendida em aspectos:

Alta carga fsica refere-se aos trabalhos excessivamente pesados, ou cargas de trabalho que, embora moderadas, so mantidas em ritmo constante durante toda jornada; acrescente se ainda o trabalho feito em ambientes de altas temperaturas.

Alta carga perceptiva refere-se aos trabalhos de vigilncia constante e ateno concentrada s variveis da funo.

Alta carga mental refere-se aos trabalhos complexos, em que se coloca alto empenho intelectual.

2-Contar com uma reduo da produtividade nas horas extras.

Deve-se assumir que um aumento de 25% da jornada costuma aumentar a produtividade em apenas 10-15 %. Cabe gerncia contar com esse fator.

3-Em ritmo de produo definido por esteira, considerar que ele deve menor nas horas extras.

Cabe gerncia e rea de Tempos e Mtodo reavaliar o ritmo para o tempo de horas extraordinrias; provavelmente ele ser menor.

4-Evitar horas extras por longo tempo.

Acima de 3 meses, o aumento de 25% da jornada costuma vir com um aumento de produtividade de apenas 5 a 10%.

5-Esclarecer a necessidade de horas extras freqentes poca de admisso.

Se se espera hora extra freqentemente de uma determinada funo, isto deve constar da inscrio do cargo, e deve ser esclarecido ao candidato poca de admisso.

6-Fazer rodzio das horas extras entre os trabalhadores.

Trata-se de aplicar o importantssimo princpio do revezamento para evitar a sobrecarga de horas extras, com comprometimento do tempo de recuperao dos tecidos.

7-Se a necessidade de horas extras estiver se prolongando, instituir turno de revezamento ou aumentar o efetivo.

Um dos melhores indicadores da necessidade de se aumentar o quadro exatamente este: as horas extras praticamente constantes.

8-Ponderar sobre o que melhor: dia extra ou jornada estendida.

Esse um dos pontos em que o espao psicofsico (preferncia dos trabalhadores) raramente corresponde ao que melhor para o organismo; geralmente a preferncia dos trabalhadores pelas horas extras sob forma de jornadas estendidas (2 horas a mais no final da jornada), mas deve-se tomar cuidado com o tipo de exigncia da tarefa; geralmente o impacto sobre o organismo bem menor do caso de um dia extra.

9-No caso de pagamento por produtividade, definir o critrio com base cientfica.

Um dos grandes problemas das horas extras em sistemas de pagamento de adicional de produtividade que as pessoas muitas vezes se esforam e se desgastam atrs do ganho extra. Nesses casos, a definio de critrios de produtividade com base cientfica pode contribuir para evitar que a pessoa se penalize atrs do adicional de produtividade: estabelece-se uma quota mxima, e acima dessa quota desestimula-se a produo extra no pagando alm da mesma.

OS MEMBROS SUPERIORES NO TRABALHO E ERGONOMIA NAS FERRAMENTAS MANUAIS

Um dos maiores desafios para os fabricantes de robs conseguir mecanismos capazes de imitar a potencialidade de movimentos e de preciso da mo humana.

GRANDE INTENSIDADE= PRENSO FORTE DE UM ALICATE

MNIMA FORA= MICROCIRURGIA

As mos tem 6 funes:

Pina palmar,

Compresso digital,

Pina lateral,

Pina pulpar,

Compresso palmar

Prenso

Pontos de fraqueza do ombro: tendo do msculo supraespinhoso, as bursas (ou bolsas sinoviais).

As leses por trauma cumulativo nos membros superiores so decorrentes da interao inadequada de 4 fatores biomecnicos principais:

1- Fora- quanto mais fora a tarefa exigir do trabalhador, tanto mais propenso estar o mesmo a desenvolver LTC.

2- Posturas incorretas dos membros superiores: pescoo excessivamente estendido; pescoo excessivamente fletido; braos abduzidos; braos elevados acima do nvel do ombro; membros superiores suspensos por muito tempo; sustentao esttica dos antebraos pelo brao; flexo exagerada do punho; extenso exagerada do punho; desvio ulnar da mo.

3- Repetitividade- quanto maior o nmero de movimentos desenvolvidos pelo trabalhador em determinado intervalo de tempo, tanto maior ser a probabilidade do mesmo sofrer as leses por trauma cumulativos.

4- Compresso mecnica- especialmente importantes so as formas de compresso mecnica da base das mos, no local onde passa o nervo mediano.

Outros fatores contribuintes p/ leses de mmss

Tenso excessiva, frio, vibrao, gnero (mulheres), trabalhar em posturas tensas, desprazer e propenso.

ANLISE MINUCIOSA DOS MOVIMENTOS DOS MEMBROS SUPERIORES: A FORMA DE SE VERIFICAR A PROBABILIDADE DE LESO DOS MESMOS

Grava-se em vdeo-tape o ciclo de trabalho com o trabalhador em perfil direito,

Repete-se a gravao com o trabalhador em perfil esquerdo,

Repete-se a gravao filmando-se o trabalhador de costas,

Repete-se a gravao filmando-se as mos do trabalhador,

Repete-se a gravao filmando-se as mos, porm com eletrodos instalados nos membros superiores (geralmente no grupamento muscular flexor do carpo e dos dedos) para se verificar a intensidade manual gerada por determinadas manobras prprias do trabalho.

ORGANIZAO ERGONMICA DO TRABALHO VISANDO UTILIZAO CORRETA DOS MEMBROS SUPERIORES

A Ergonomia prov conhecimento cientfico bastante slido para a preveno das leses por esforos repetitivos e traumas cumulativos.

Para a eficcia da ao ergonmica, parte-se do conhecimento das causas das leses e trata-se de organizar uma melhoria nos postos de trabalho, atacando os 5 fatores mais cruciais: fora manual excessiva, posturas incorretas dos membros superiores, alta repetitividade de movimentos, compresso mecnica das estruturas e tenso excessiva no trabalho.

Os 5 princpios fundamentais da interveno ergonmica

1- Reduzir a fora necessria para a realizao do trabalho

2- Reduzir ou eliminar as posturas incorretas da cabea e dos membros superiores

3- Reduzir os movimentos de alta repetitividade

4- Reduzir a compresso mecnica sobre os tecidos do membro superior

5- Reduzir o grau de tenso no trabalho

Princpio 1

Reduo da fora necessria para a realizao do trabalho

Como regra geral, o trabalho no deve exigir mais que 30% da capacidade de fora de um determinado grupamento muscular de fora prolongada ou repetitiva. Deve-se evitar qualquer contrao muscular envolvendo um esforo maior que 50% do mximo de fora do msculo, mesmo se feita ocasionalmente.

Outra regra importante procurar um bom ajuste na relao intensidade de fora/ durao da mesma. Quando se reduz a intensidade de uma fora para 10% da fora mxima daquele grupamento muscular, como conseqncia consegue-se que o trabalho seja desenvolvido por um perodo de 5 a 6 vezes maior que a sua durao original. Isto quer dizer, fundamentalmente, que a fadiga no trabalho influenciada mais pela intensidade da fora que pela durao.

As 3 recomendaes bsicas so:

1- Reduzir a fora necessria

exemplos:

Manter instrumentos de corte afiados;

Usar molas mais fracas em gatilhos;

Exercer fora com motores ao invs da energia humana;

Usar sargentos e presilhas ao invs da fora humana para prender partes;

Reduzir o peso de objetos segurados pelas mos (muitas vezes, no necessrio reduzir o peso do objeto em si, mas possvel reduzir o peso da caixa que o contm);

Aumentar o coeficiente de frico dos objetos manoplas e cabos devem ter a superfcie rugosa, e no lisa; e deve ter dimetro maior, a fim de poderem ser pegos pelas mos sem maior esforo;

Uso de torqumetro para evitar fora excessiva o torqumetro apresenta enorme vantagem, pois bem conhecido que a fora excessiva feita pelo operador capaz de espanar a rosca, mas geralmente lesiona tambm os tecidos moles do trabalhador;

Evitar luvas desnecessrias o uso de luvas aumenta muito a fora que o trabalhador tem que fazer; neste sentido, as luvas s se justificam se o potencial de leso traumtica for maior que o potencial de leso por fora excessiva; neste caso, usar luvas que protejam apenas a parte necessria;

Quando for necessrio rasgar uma fita isolante, fornecer fitas que se rasguem com facilidade ou instituir dispositivos mecnicos para tal.

2- Espalhar a fora

exemplos

Usar alavancas que possam ser acionadas por toda a mo, ao invs de por poucos dedos;

Usar manoplas mais largas (as manoplas no podem ser muito estreitas nem muito largas se muito estreitas comprimiro as estruturas da mo e exigiro muita fora; se muito largas perde-se a vantagem mecnica, por estirarem excessivamente os msculos das mos).

3- Obter vantagem mecnica

exemplos:

Deslocar, ao invs de levantar partes (em geral melhor sob o ponto de vista biomecnico puxar do que levantar; ainda melhor empurrar do que puxar)

Aumentar o tamanho do cabo das ferramentas, melhorando a alavanca e reduzindo a fora necessria;

Usar manoplas que possam ser pegas pelas mos sob a forma de prensa, evitando esforo em pinamento ( bom lembrar que a pina um movimento de preciso, inadequado para fazer fora).

Ao Ter que puxar uma parte, tendo que fazer fora, optar por puxar com o antebrao em pronao ou neutro, evitando puxar em supinao.

Princpio 2

Reduo ou eliminao das posturas incorretas da cabea e dos membros superiores

Uma vez que a tenso excessiva em juntas e tendes uma das principais causas de LTC, os movimentos que so feitos em grande freqncia devem ser mantidos dentro dos limites razoveis de movimentos daquela articulao. Idealmente deveriam ser feitos com as articulaes em torno do ponto de mdio do movimento. Assim, quando a fora estiver sendo aplicada pela mo, o punho deve estar retificado e o cotovelo no ngulo correto.

H pelo menos 6 mtodos para reduzir os desvios posturais ou o seu impacto:

1- Colocar os objetos, ferramentas, dispositivos e materiais dentro da rea de alcance correta. Cabe lembrar aqui um dos grandes princpios da ergonomia: os objetos/ferramentas/ componentes a serem usados de forma freqente devero estar dentro da rea de alcance normal, e aqueles a serem usados ocasionalmente devero estar na rea de alcance mximo. Ou seja, tudo o que for usado deve estar entre o pbis e os membros do trabalhador, sem necessidade de deslocar o corpo para frente.

2- Mudar a ferramenta ou controle

Por exemplo, curvando a ferramenta ou a manopla, ao invs de curvar o punho.

3- Mudar o componente

Por exemplo, rodando a parte que esteja em frente ao trabalhador, de forma que o punho se mantenha retificado;

4- Mudar a posio do trabalhador em relao ao componente.

Por exemplo, subindo a cadeira de trabalho de tal forma que o punho no fique dobrado ao tocar o teclado do computador;

5- Apoiar o segmento corpreo que no esteja em posio neutra.

Por exemplo, quando em funo de preciso visual o objeto tiver que estar prximo dos olhos e os braos em abduo, coloca-se um suporte para os cotovelos, o que ir aliviar todo o esforo esttico do trapzio e do msculo supraespinhoso.

6- Dotar o posto de trabalho de regulagem de altura.

No caso de se trabalhar em posio de p, possibilitar regulagem na altura da bancada;

No caso de se trabalhar sentado, dotar o tampo da mesa de regulagem de altura; ou

Colocar cadeiras de regulagem fcil de altura; neste caso, garantir que exista apoio adequado para os ps do trabalhador;

Todas estas medidas so previstas nos compndios de Engenharia Industrial e de Engenharia de Mtodos, e no se constituem novidade.

Assim,

Furadeiras e parafusadeiras a serem usadas sobre superfcies horizontais devem Ter o cabo cilndrico; ao contrrio, estes mesmos equipamentos, se forem usados em superfcies verticais, devem Ter o cabo em gatilho;

Os postos de trabalho em prensas de puno devem ser estalados, de forma que o punho no sofra desvio ulnar; ou, o que sempre possvel, a prensinha dever trabalhar inclinada;

Facas, tesouras e outras ferramentas manuais tambm devem ser modificadas;

Deve-se garantir a altura adequada de bancadas e de mesa de trabalho, de forma a evitar as posturas viciosas do pescoo;

numa situao em que os braos tenham que ficar em abduo, colocar um suporte macio para apoi-los, reduzindo o esforo esttico da musculatura do ombro.

Princpio 3

Reduo da repetitividade dos movimentos

Embora seja difcil definir nveis de repetio que possam ser considerados como sempre problemticos, trabalhos que tenham um ciclo de menos que 30 segundos ou elemento fundamental exceda 50% do ciclo total devem ser considerados como possuidores de risco de LTC.

Diversas medidas podem ser adotadas para reduzir o grau de repetio:

1- Enriquecimento da tarefa

Significa a reestruturao da tarefa de modo que cada trabalhador tenha um nmero maior e mais variado de tarefas para desenvolver.

Esta se constitui na principal medida, pois alm da reduo da repetitividade dos movimentos, esta medida resulta em maior envolvimento do indivduo com seu trabalho, e em ltima anlise, melhor qualidade de vida no trabalho.

2- Mecanizao

O uso de ferramentas especiais dotadas de equipamentos motorizados para tarefas crticas capaz de reduzir a repetio estressante.

3- Automao

Tarefas de alta repetitividade so desenvolvidas melhor por mquinas. Naturalmente, por ser uma soluo cara, a automao est reservada para processos de produo prevista para muito tempo e de grande volume de peas.

4- Revezamento nas funes

Deve-se promover rodzios nas tarefas percebidas como de alta repetitividade; importante que o rodzio seja feito com outra tarefa em que aquele tipo de movimento exista em pequena intensidade.

Uma alternativa vlida fazer o revezamento em situao de trabalho igual, porm no outro lado da esteira, pois isto altera o esforo de pegar a pea da esteira e recoloc-la entre os dois membros superiores, evitando esforo sobre apenas um deles.

Uma regra geral para o revezamento:

Se a tarefa classificada como de risco moderado, um revezamento dirio suficiente;

Se a tarefa classificada como de alto risco, deve-se trabalhar duas horas naquela tarefa e as outras duas horas em tarefa totalmente diferente; na Quinta e na Sexta horas volta-se tarefa de risco, e na stima e oitava horas, em tarefa diferente;

Se a tarefa classificada como de altssimo risco, ningum deve trabalhar naquela tarefa mais que duas horas por dia.

5- Pausas

Quando no houver possibilidade de aplicar os processos anteriores, torna-se mandatria a instituio de pausas, que devem ser de 5 a 10 minutos por dia.

Regras gerais para a instituio de pausas:

O melhor resultado acontece com as pausas curtssimas, aquelas que j esto embutidas no ciclo de trabalho; ou seja, ao concluir uma tarefa, h um pequeno tempo at a chegada da outra pea; a pausa de 5 a 10 minutos no final de determinado perodo de trabalho tem a vantagem de possibilitar a prtica da flexibilidade postural;

Quando o balanceamento da linha de produo for difcil, consegue-se melhor resultado dando uma pausa real de 5 a 10 minutos (no necessariamente a linha precisa parar a pessoa que vai gozar a pausa pode ser substituda na linha); neste caso, deve-se orientar o trabalhador para no ficar sentado, para se levantar e andar;

O tempo de pausa possui uma regra emprica:

Se houver apenas repetitividade, 5 minutos a cada hora;

Se alm de repetitividade houver fora excessiva ou posturas ruins, pode ser necessria uma pausa de 15 minutos a cada hora. Naturalmente, nesta situao ganha-se muito mais mecanizando ou melhorando muito a condio de trabalho.

Durante o tempo de pausa, os trabalhadores deveriam aprender a fazer uma ginstica de distencionamento e de alongamento das estruturas msculo- ligamentares.

6- Exerccios musculares de distencionamento

Nestes perodos de pausa indicado que os trabalhadores faam exerccios de distencionamento, a fim de melhorar a nutrio dos msculos.

7- Exerccios de aquecimento

Em situao ideal, o trabalhador deveria fazer um aquecimento dos tecidos das mos; em linhas de montagem, isto fcil de ser feito: nos primeiros 5 minutos da jornada, a esteira vai aumentando a velocidade gradativamente; entre digitadores e datilgrafos, a pessoa pode fazer movimentos com os dedos e com o punho de forma gradativa ( bom lembrar que o aquecimento aumenta a temperatura dos msculos e tendes, facilitando o deslizamento).

Princpio 4

Reduo da compresso mecnica sobre os tecidos dos membros superiores

1- Reduo da compresso mecnica do cotovelo

Almofada para apoiar os cotovelos indicada sempre que o trabalhador tiver tendncia a ficar com o cotovelo apoiado sobre a mesa de trabalho;

Canto da mesa ou da bancada de trabalho arredondado este deveria ser um item padro em mobilirio de escritrio e em postos de trabalho;

2-Reduo da compresso mecnica das mos

Manoplas de dimetro adequado (entre 20 e 35 mm) e de forma cilndrica;

Manoplas cobertas de plstico semideformvel ou de espuma;

Os cabos das chaves de fenda devem Ter boa pega para permitir o atrito e a fora sem Ter que apoi-la na base da mo; mesmo assim indicado que o topo do cabo da chave de fenda seja arredondada, e de material semideformvel;

As tesouras devem Ter molas de forma a evitar a compresso de nervos ao serem abertas; alm disso, seus cabos devero ser cobertos por plsticos semideformvel, e deve-se utilizar uma tesoura de tamanho compatvel com o que ser cortado.

Princpio 5

Reduo do grau de tenso no trabalho

Trata-se de um conjunto de medidas de Engenharia Industrial e de Relaes Humanas, que resulta num clima mais descontrado e menos tenso.

1-Medidas de Engenharia Industrial

Ao instituir uma linha de montagem, fazer um estudo srio de cronoanlise antes de estabelecer o tempo padro; para este estudo, considerar os fatores de dificuldade e as recomendaes de pausas contidas nos livros de Engenharia de Mtodos;

A Engenharia de Mtodos deve se ater ao limite de tempo mnimo definido para cada tarefa; nunca deve tentar aumentar a produtividade forando este limite de tempo mnimo;

No balanceamento da linha deve ser muito bem estudado o tempo real de cada tarefa; abolir a tendncia a balancear pelos tempos menores, deixando uma posio estrangulada;

Permitir aumento da velocidade da esteira somente at o mximo estabelecido pelo estudo de tempos e mtodos; trancar a alavanca a partir deste ponto;

Desenvolver alternativas de substituio de pessoal na esteira para as situaes de ausncia de algum dos componentes da linha; deve-se prever tambm ritmos mximos de velocidade para situaes de ausncia de pessoal, nas quais uma determinada pessoa tenha que executar dois passos na esteira ou na linha de produo;

Preferir a situao em que o prprio trabalhador passa a pea para a frente, para seu colega, ao invs da situao em que a pea chega at o trabalhador; esta recomendao tem um limite: s se aplica s situaes de peas pequenas, em que o trabalhador no tenha que fazer fora para moviment-las.

2-Medidas de Relaes Humanas

Nunca aumentar a velocidade da esteira sem estudo especfico da Engenharia Industrial;

Fazer a programao da produo, evitando correria de ltima hora;

Toda modificao de mtodo deve ser precedida de estudo de adaptao dos trabalhadores;

Identificar a capacidade do processo, e no querer que o mesmo rode em velocidade excessiva;

Esclarecer aos trabalhadores as metas, prazos e meios de se conseguir a produo almejada;

Eliminar as exortaes produtividade, que podem gerar tenso excessiva

Eliminar o meio de demisso caso os objetivos no sejam alcanados;

Eliminar o mtodo espalha brasa;

Eliminar o adicional de produtividade por pessoa;

Eliminar bandeiras de produtividade desrazoveis (por exemplo, a meta 1000 peas/dia o trabalhador que fizer 1001 ganha carto verde e o trabalhador que fizer 990 ganha vermelho);

Cuidado com a discriminao veladas dos que no conseguem a produo;

Em situao de falta de pessoal, respeitar o ritmo da esteira previsto pela Engenharia Industrial para estas situaes;

Tratar os trabalhadores com respeito.

ERGONOMIA NO MTODO DE TRABALHO E NOS SISTEMAS DE PRODUO

OS PRINCPIOS DA ERGONOMIA PARA A ORGANIZAO DO SISTEMA DE TRABALHO

Conforme o leitor deve Ter percebido, no existe ainda uma resposta clara e definitiva quanto a este item nem na ergonomia nem na Engenharia Industrial. Os princpios abaixo descritos devem ser seguidos, qualquer que seja o sistema de trabalho institudo em qualquer tipo de atividade operacional ou administrativa, pois significam as principais regras para atender s exigncias atuais de se prevenir leses, de se enriquecer o trabalho e , obviamente, de conseguir uma produtividade em nveis equivalentes aos das linhas de produo.

1 Estabelecer a carga de trabalho com base em critrios tcnico cientfico

A Engenharia de Mtodos e a Fisiologia do Trabalho so capazes de proporcionar informaes seguras e confiveis.

Assim,

Os estudos de cronoanlise so capazes de estabelecer com segurana o tempo necessrio para se realizar determinado trabalho;

Os estudos de fisiologia do trabalho proporcionam informaes seguras sobre quantas quilocalorias por minuto tal tarefa exige do trabalhador, e assim estabelecer um limite compatvel com a jornada contnua; ou com o estabelecimento de pausas de recuperao;

Os mesmos estudos proporcionam informaes claras sobre quantos trabalhadores so necessrios em determinada atividade;

Os estudos combinados sobre dispndio energtico da tarefa associado avaliao da carga de calor ambiental proporcionam informaes seguras sobre tempo de exposio a altas temperaturas;

Os estudos sobre LPR (Limite de Peso Recomendado) proporcionam informao sobre quantas vezes pode-se fazer uma determinada tarefa de se pegar determinado peso;

Etc.

2 Rever a seqncia de trabalho de forma a reduzir a repetio- na medida do possvel enriquecer a tarefa do operador.

Dar preferncia ao enriquecimento do trabalho, em que um trabalhador faz no apenas uma tarefa, mas um ciclo completo. Na prtica mesmo que a realizao deste ciclo completo no seja possvel, o simples fato de um trabalhador executar 4 ou 5 tarefas ao invs de uma s, e estas tarefas apresentarem padres biomecnico distintos, significa a pulverizao de movimentos crticos e de foras criticas, com o desaparecimento da possibilidade de leses. Ainda mais, na medida do possvel, colocar a responsabilidade do controle de qualidade da pea ou do subconjunto para o prprio operador.

3 Automatizar as tarefas muito repetitivas.

De uma forma bem enftica, deve-se Ter em mente que tarefas altamente repetitivas no devem ser feitas por pessoas, mas sim por mquinas. A argumentao poltica quanto reduo dos pontos de trabalho que isso venha a acarretar cai por terra diante das conseqncias sociais das mesmas, como tenossinovites importantes e outras leses por traumas cumulativos nos membros superiores.

4 Sempre que possvel, evitar a organizao de trabalho em que o ritmo determinado por uma esteira; no entanto, estabelecer alguma forma de objetivo para o trabalho.

Ser humano trabalha melhor e mais motivado se tiver objetivos a cumprir algum grau de tenso necessrio e importante; uma esteira com o ritmo corretamente determinado tem a vantagem de estabelecer alguma forma de compensar o trabalho, independente de uma esteira; essa forma poderia ser:

O nmero de peas a ser produzido durante o dia deve ser de n;

O ciclo de trabalho das mquinas nas clulas determinam o ritmo do trabalhador, desde que sejam respeitados os limites da tolerncia fisiolgica;

O nmero de atendimento razovel por dia de n;

5 Evitar situaes de tenso por conflito de interesses; estabelecer estrtegias organizacionais claras para as situaes de tenso, de preferncia dividindo as responsabilidade.

Os conflitos de interesses, como causadores de tenso, costumam Ter conseqncias importantes. Denominados conflito de interesse quando uma determinada situao induz o trabalhador a fazer de determinada forma, e ao mesmo tempo outra situao o induz a agir de outra forma.

Alguns exemplos:

A fila de pessoas na frente de um guich de atendimento ocasiona uma tenso

Natural entre dois interesses conflitantes: ou atende-se bem aquele cliente naquele instante e fica-se tenso com o aumento da fila; ou atende-se rapidamente e muitas vezes mal para esvaziar a fila (nessas situaes, a alternativa administrativa a fila nica);

Outra forma freqente de conflito de interesse de trabalho de manuteno pressa x perfeio; h uma expectativa de que determinado reparo seja bem feito, mas ao mesmo tempo h uma presso de tempo para que o mesmo seja realizado rapidamente, pois a produo est parada; o estabelecimento de alternativas de ao diante de dificuldade auxilia o trabalhador a se posicionar.

6 Estabelecer as pausas necessrias.

J abordado anteriormente. importante lembrar que a ausncia de pausas prescritas leva ocorrncia de pausas furtivas; e que quando se prescreve uma pausa necessria, automaticamente diminui-se a ocorrncia de pausas furtivas.

7 Na medida do possvel, deixar que o empregado faa seu prprio perodo de pausas.

Uma das maiores vantagens do sistema de trabalho em que o trabalhador desenvolve um ciclo completo que ele tambm pode determinar o deu perodo de pausas; assim por exemplo, se o tempo mdio de confeco de uma pea ou de um subconjunto de 20 minutos, pode-se estabelecer que a cada 3 peas produzidas o trabalhador ter direito a 10 minutos de pausa.

No se deve permitir que o mesmo utilize este perodo trabalhando e queira com isso sair mais cedo; importante lembrar que as pausas tm a funo de equilibrar a biomecnica do organismo, e nas tarefas repetitivas, possibilitam a adequada lubrificao dos tendes pelo lquido sinovial.

8 Evitar pausas desnecessrias.

Em situaes de esteiras em que haja pouca repetitividade, pequena intensidade de fora e que os demais fatores estejam sob controle no h necessidade de pausas, a no ser as pausas longas (refeies e lanches). importante lembrar que as pausas excessivas desmotivam.

9 Empregados novos devem comear com um ritmo menor.

Pode-se calcular que o tempo de adaptao a funo de maior repetitividade de 15 dias, durante os quais o ritmo deve ser menor.

10 Estabelecer estratgias administrativas para atender ao aumento de demanda de servio.

Uma das funes gerenciais mais importante o estabelicimento de um plano de alternativas, capaz de atender s variaes de demanda sem sobrecarga excessiva das pessoas. No nossa inteno estabelecer quais so essas estratgias, pois isso faz parte do vastssimo leque proporcionado pela Administrao de Empresas, e naturalmente, tem que ser de domnio da gerncia da empresa e da rea de trabalho; devemos apenas destacar que o caminho no deve ser o das horas extras excessivas e da obra de turnos, pois alm de serem causas de fadiga crnica, no caso de trabalhos com alta repetitividade de movimentos, funcionam como desencadeantes de leses por esforos repetitivos, e traumas cumulativos.

11 Manter canal aberto para a discusso de situaes de trabalho ocasionadoras de tenso.

Outra vez: algum grau de tenso necessrio, mas deve-se evitar a tenso excessiva, que age como agravante de todas as leses musculoligamentares. A exigncia do canal aberto para discusso funciona como algo importante para se resolver rapidamente a fonte de tenso excessiva.

ERGONOMIA NA PREVENO DA FALHA HUMANA E NA MELHORIA DA CONFIABILIDADE HUMANA NO TRABALHO

A falha humana se constitui numa das maiores preocupaes no gerenciamento de qualquer rea de trabalho = acidentes areos, desastres como Chernobyl, exploses de setores.

Programa de qualidade=ergonomia cognitiva+ aprendizagem do ser humano.

A falha humana por deslize

Deslize =informao necessria + capacidade para execuo da tarefa + no tem situao de presso = ERRO.

Ex.: um operador de planta qumica, uma vez por dia, tinha que desenvolver a tarefa de abrir uma janela de visita de uma tubulao por onde circulavam substncias custicas, mas antes de abri-la, despressurizava e drenava a linha. Um dia, sem que se saiba explicar por qu, ele se esqueceu de drenar e despressurizar a linha e abriu a janela de visitas, recebendo o impacto da projeo do lquido custico!

A falha humana por condies ergonomicamente inadequadas

Trata-se das situaes em que o indivduo erra porque o arranjo das estruturas com as quais o mesmo interage induz ao erro.

Uma mquina, um painel ou um instrumento de controle, para poder ser adequadamente operado, tem que ser feito considerando que algum, um ser humano, ir oper-lo. Esta considerao absolutamente simples muitas vezes desconsiderada, criando dificuldades e falhas.

Alguns exemplos freqentes so:

Instrumento de leitura (dial de informao) inadequado para aquela situao;

Instrumento de controle difceis de serem operados com preciso;

Instrumento de informao e controle organizados fora do esteretipo popular (assim, se um interruptor liga-desliga funcionar de forma que liga-se para baixo e desliga-se para cima, questo de contar como certo que algum dia algum ir errar);

Tarefa difceis ou mesmo impossveis de serem feitas pela grande maioria das pessoas um bom exemplo dar a r em uma careta sem a sinalizao de um terceiro;

Carga excessiva de informaes ou de tarefas tal como ocorre com controladores de vos, telefonistas e operadores de bolsa de valores; especialmente importante e crtica a sobrecarga de informaes em aeroportos movimentados, em que se reduz a margem de segurana entre as aeronaves, favorecendo-se a ocorrncia de erros tanto entre os operadores de torre como entre os comandantes das aeronaves prximas;

Monotonia o ritmo humano se reduz automaticamente nessas condies, com pouca possibilidade de deteco dos fenmenos anormais;

Evidentemente, a preveno deste tipo de erro passa necessariamente por uma avaliao crtica dos painis, dos equipamentos e da interao do sistema homem-mquina existentes na empresa, melhorando as instalaes j existentes examinando os projetos de novos equipamentos e painis.

Alarmes

Verificao ergonmica dos mesmos, se sero bem percebidos na situaes de necessidade.

Painis e comandos

Anlise ergonmica detalhada em todas as situaes em que houver a interao homem-mquina, no sentido de se perceber se a interao est correta ou se pode eventualmente originar erros.

Botes de emergncia

Verificao se esto corretos.

Controle da carga tensional sobre o trabalhador

Verificao se o grau de exigncia colocada sobre o trabalhador est razovel para demandas comuns.

Anlise ergonmica de novos projetos

Especialmente importante para o profissional da Ergonomia testar o projeto da situao de uso; para isso pode ser importante a visita a empresas similares j em funcionamento; em alguns casos pode ser necessrio simular a situao, a fim de perceber as dificuldades de adaptao; em qualquer das circunstncias necessrio acompanhar o processo nas fases iniciais da operao, a fim de perceber as dificuldades e corrigir o sistema.

Mecanismo de auxilio deciso

Atualmente j existem uma srie de sistemas especializados (expert systems) capazes de auxiliar o ser humano a tomar a deciso correta, alertando-o para alternativas eventualmente incorretas, pedindo confirmao de determinada deciso, e assim por diante).

A falha humana por falta de/perda da/aptido fsico-mental

Aptido um termo amplo: tanto pode significar aptido fsica como aptido mental; a falha humana por este fator tanto pode ser por existir a aptido (falha de aptido) como pode ser por perda temporria da mesma.

clara e fora de discusso a falta grosseira de aptido fsica (colocar um indivduo franzino para desenvolver um trabalho pesado) ou psicolgica (um tenso como controlador de vo de aeroporto movimentado).

Mais sutis, mais freqentes e de identificao mais difceis so as seguintes situaes:

Carga excessiva de trabalho esse tem sido um fator bastante importante nos tempos atuais, em que, ligado a fatores de competitividade e novas tecnologias gerenciais, as pessoas tm sido muito exibidas no trabalho, com comprometimento de sua capacidade;

Presso de tempo bem conhecido que, quando tem que tomar alguma deciso s pressas, o ser humano freqentemente falha;

Excesso de fatores e incerteza eles geralmente ultrapassam a capacidade de processamento do crebro humano podendo contribuir para a falha; tal o caso de plantas qumicas complexas e usinas nucleares;

Influncias de problemas tencionais srios que o trabalhador esteja vivendo no presente (doena importante na famlia, acidente grave com um filho, dificuldade com a assistncia mdica, problemas relacionados com sua moradia e outros); geralmente um tecido social deteriorado um fator que pode determinar o estado em que o trabalhador j chega empresa, e consequentemente sua maior predisposio ao erro;

Mas certamente no nosso meio, a principal causa de tenso psicolgica e a conseqente perda da aptido fsico-mental (resultando em erros) a dificuldade financeira crnica, ocasionando pela convivncia cotidiana com 3 algozes psquicos: alto custo dos bens e servios, salrio achatado e mercado de trabalho restrito;

Um destaque especial deve ser dado para aquelas situaes em que o ser humano tem sua capacidade normal reduzida por tenso, por rudo, por calor, por baixa iluminao, por alguma doena ou pelo efeito de alguma droga. A grande sobrecarga de servio pode ser um fator importante para reduzir a aptido fsico mental.

Preveno da falha humana por falta de/perdada/aptido-fsico-mental: os instrumentos administrativos de adequao do indivduo ao cargo e funo

Em geral so instrumentos administrativos bem conhecidos em empresas mais evoludas, embora existam alguns de utilizao mais recente, que visam fundamentalmente atender necessidade do conhecimento cada vez maior existente nesta rea.

Seleo

Numa seleo bem feita, deve-se verificar no apenas a qualificao tcnica da pessoa para o cargo que ir desempenhar, mas tambm sua adequao psicolgica.

Atualmente, tanto a seleo mdica quanto a psicolgica j possuem uma tecnologia muito bem desenvolvida em geral capaz de evitar erros neste processo.

Acompanhamento

Uma vez por ano todo trabalhador deve passar por um processo de acompanhamento, a ser feito pela rea mdica e pela rea de psicologia organizacional. Neste acompanhamento verificada a condio fsica do trabalhador para continuar no cargo, eventual doena ocasionada ou no pelo trabalho, tenso e stress excessivo, bem como verificada pela rea de psicologia organizacional a continuidade ou no da adaptao do mesmo s funes atuais.

Quadro de aptido fsico-Mental

Trata-se de uns dos instrumentos mais simples e de grande eficcia para que o trabalhador sinalize para a superviso sobre sua condio fsico-psicolgica naquele dia.

Baseia-se nas tcnicas japonesas de sinalizao visual, em que numa linha de montagem o montador sinaliza sobre a situao do material no seu posto de trabalho com cores: verde no falta material; amarela necessria a reposio; vermelho: situao crtica de falta de material.

Assim tambm, monta-se um quadro com o nome do supervisor e seus subordinados, e com a pergunta bsica: COMO ESTOU HOJE?

Cabe a cada subordinado sinalizar colocando a marca na faixa verde (estou bem normal); amarela (no me sinto bem); ou vermelha (estou pssimo).

O supervisor tem obrigao de consultar este quadro no incio da jornada, e toma as seguintes condutas administrativas:

No verde: trabalho normal;

No amarelo: o trabalhador no colocado para fazer servio perigoso naquele dia;

No vermelho: coloca-se a disposio do trabalhador que ele poder procurar o servio mdico ou social ou de apoio psicolgico quando assim o desejar; e naturalmente no colocado para fazer servio perigoso naquele dia.

Remanejamento

feito nos casos de inadequao fsico/psicolgica entre o trabalhador e as exigncias do seu cargo.

Medidas sobre o ambiente de trabalho

Especialmente importante reduzir o calor, melhorar a iluminao, reduzir o rudo e eliminar a vibrao.

Acompanhamento de fatores estressantes

Cabe rea mdica e rea de psicologia organizacional, atravs do acompanhamento mdico peridico dos trabalhadores, fazer um acompanhamento para que o nvel de tenso existente no trabalho (e normalmente toda empresa tem uma certa carga de tenso), no ultrapasse os limites razovel.

Falha humana por falta de capacidade

Definimos a falta de capacidade como o erro decorrente de uma pessoa no ter o preparo bsico de capacitao (qualificao profissional) para a realizao daquela atividade. Em outras palavras, trata-se da situao em que uma pessoa melhor qualificada teria a atitude correta.

Na realidade das empresas existem muito mais situaes de erro humano por esse fator do que se pode a princpio imaginar: denomino-as de situaes sutis de falta de capacidade.

Alguns exemplos:

Em sistemas complexos, o erro econmico e tcnico (erro na implantao do projeto) relaciona-se a se querer que eles funcionem ignorando as caractersticas fsicas, cognitivas e psquicas dos trabalhadores de determinada regio; geralmente nesses casos implanta-se junto com o projeto o regulamento do mesmo e das operaes, confiando no seu cumprimento, e muitas vezes desconsiderando aspectos locais de falta de uma educao de base para entend-los e consider-los.

Um dos exemplos mais importantes a do treinamento incompleto em processo de grande complexidade (o acidente nuclear de Three Miles Island atribudo a esta causa na ocasio os trabalhadores no se encontravam habilitados para situaes de dvida mais complexa, embora houvesse naquela usina pessoal habilitado para resolv-la, mas estas pessoas melhor qualificadas na ocasio estavam ausentes na rea);

Falhas na aplicao de conhecimento bem estabelecidos freqentemente a situao de exibir na rea de trabalho algum que domina o problema tecnicamente, mas a informao acaba no chegando at o usurio;

A questo do grande nmero de trabalhadores de empreitores na rea de trabalho, com a freqente diluio da responsabilidade sobre a qualidade do trabalho dos mesmos; nesse aspecto, especialmente importante nos tempos atuais a questo da terceirizao como objetivo: a busca do fator custo como meta bsica da terceirizao;

Para prevenir o erro humano por falta de capacidade devemos utilizar os instrumentos gerncias de qualificao profissional, tais como: treinamento, estgios prticos com equipamentos novos, substituio, contratao de pessoal j dotado da qualificao profissional.

A falha humana por falta ou insuficincia de informao

Os erros humanos por falta de comunicao inadequada se caracterizam pelo fato de que o executante que cometeu o erro no sabia de uma informao que algum, naquele instante, sabia.

Este tipo de falha humana pode ser decorrente tanto de erros grosseiros ( o chefe sabe de algo, por qualquer motivo no informa ao subordinado e este erra por falta de informao), como tambm a falha pode ser sutil.

Saber falar com os trabalhadores na linguagem dos mesmos,

Pessoas de frias ou ausentes do trabalho quando a informao passada,

Falhas de comunicao verbal P e B, palavras com o mesmo som mas com significados diferentes,

Transferncias de tecnologia, tradues inadequadas.

Sistemas complexos e alto risco, envolvimento ativo dos operadores

O erro por motivao incorreta: o mais difcil de se entender

Trata-se daquela situao em que o trabalhador tem qualificao profissional, detm a informao necessria, no est vivendo nenhuma situao especial de tenso, e mesmo assim faz a tarefa de forma errada.

o erro humano de mais difcil anlise, pois extremamente difcil adentrar o interior do crebro de uma pessoa e se perceber por qu uma pessoa detm conhecimento e capacidade faz uma coisa de forma errada. Naturalmente, este tipo de erro exclusivamente humano, e no cometido pelo equipamento. Ele s perde para o erro por falta de informao.

Sabotagem motivao incorreta intencional,

Valores diferentes- se estragar a empresa rica e compra outro

Trabalhadores muito experientes

Orientaes conflitantes

FADIGA NO TRABALHO

Definimos fadiga como um estado de diminuio reversvel da capacidade funcional de um rgo, de um sistema ou de todo o organismo, por uma sobrecarga na utilizao daquele rgo, sistema ou organismo.

A rigor, o estado de fadiga s se torna perigoso para a sade quando aparecem dois agravantes:

Se, no instante em que se manifestar a fadiga, o indivduo (por qualquer motiva) forar o organismo. Esta situao pode precipitar o aparecimento da exausto, quadro clnico de extrema debilidade fsica, fores generalizadas e, em algumas situaes, de aumento significativo dos nveis de cido lctico.

Se a fadiga for cumulativa (semana aps semana, ms aps ms), quando ento aparecer o quadro de fadiga crnica.

Didaticamente, classificamos a fadiga em trs categoria bsicas:

Fadiga fsica, podemos identificar uma ou mais estruturas orgnicas sobrecarregadas durante o trabalho;

Fadiga muscular,

Fadiga visual,

Fadiga simples, ou cansao fsico - mental,

Fadiga por dissincronizao entre o ritmo social e ritmo circadiano,

Fadiga por distrbio hidroeletroltico,

Fadiga por insuficincia energtica,

Fadiga por sobrecarga metablica.

Fadiga mental, ocorre sobrecarga dos mecanismos mentais relacionados ao trabalho,

Fadiga psquica, ocorre basicamente um desajustamento psquico do indivduo a uma determinada realidade.

O aparecimento da fadiga psquica:

Uma vulnerabilidade psquica associada a um fator extra - profissional ou de contexto,

Uma vulnerabilidade psquica associada a um agente agressivo no ambiente de trabalho,

Uma vulnerabilidade psquica associada a um agente agressivo no ambiente d trabalho e um fator de contexto.

Fatores de contexto

So eles: baixo padro de vida, ciclo visioso de renda sempre em dficit, dificuldades de recursos para alimentao da famlia, problemas de habitao, problemas de vesturio, dificuldades de transportes, assistncia mdica deficiente para si ou para a famlia, etc...

Vulnerabilidade Pessoais

Alguns indivduos desenvolvem fadiga e outros no. Entre as vulnerabilidades mais comuns: alcolatra e dependncia de drogas, indivduos jovens, indivduos de nvel intelectual mais alto, indivduos hipersensveis, etc..

Agentes agressivos de natureza psquica causados pelo trabalho

Trabalhar subordinado a um chefe inseguro ou incapaz,

Viver o fenmeno de autoridade mal delegada,

Viver situaes de conflito entre chefias, que geralmente tensionam todo o pessoal,

Protecionismo,

Trabalho desmotivador, sem autoridade sobre o que se faz, sem envolvimento com solues e sem retroalimentao em relao ao seu desempenho

Chefia desinteressada dos problemas do pessoal em relao organizao,

Passar pelo bloqueio de carreira.

Desorganizao administrativa da rea de trabalho.

AET