329 - revista jan fev 2014

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  • 329 - Janeiro | fevereiro 2014Periodicidade: Bimestral

    Preo de capa: 1,50

    Conjuntura:Pequenasmelhoriasnuma conjunturainstvel

    EstudoEconmico:Evoluodosectorelctrico eelectrnicode2010a2013

    IEP:Termmetrosderadiaopticaeasuacalibrao

    CINEL:LeanSeisSigma(LSS)

    NovolaboratriodeAltaTensonaFac.deEngenhariadaUniv.doPorto

  • A

  • sumrio22 Conjuntura 4.oTrimestrede2013

    26 Economia EstudoEconmico

    10 Europa PropostasparaaRedeEuropeia

    deEmpresas

    12 Tecnologia FEUPinaugurouLaboratrio

    deAltaTenso

    14 IEP Termmetrosderadiao

    pticaeasuacalibrao AlmoodeNataldoIEP

    18 CINEL LeanSeisSigma(LSS)

    22 ANREEE ASAEeANREEEassinamprotocolo

    nombitodoregistoobrigatriodasempresas

    24 CERTIEL CERTIELem2013Retrospectiva CERTIELapoiaprojetopara

    regulamentaodeinstalaeseltricasemCaboVerde

    28 CERTIF CertifsuperaObjetivosefatura

    45porcentonoMercadoExterno CTCVCertificaSistemadeGesto

    daF.Profissional

    31 Empresas Notciassobrevriasempresas

    53 CalendrioFiscal MaroeAbril2014

    55 Cotaes Cmbiosecotaesdemetais

    (Novembro/Dezembrode2013)

    fichatcnica

    RevistaBimestral(6nmerosporano)

    PropriedadeeEdio:ANIMEEAssociaoPortuguesa

    dasEmpresasdoSectorElctricoeElectrnicoAv.GuerraJunqueiro,11,2.oEsq.1000-166LISBOA

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    Redaco,AdministraoeDistribuioANIMEE-DelegaoNorte

    EdifciodoInstitutoElectrotcnicoPortugusRuadeS.Gens,37174460-817CUSTIAS

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    N.odeDepsitoLegal:93844/2002NROCSN.o117903

    Tiragem:2000exemplares

    329-Janeiro|Fevereiro2014

    Respeitandoaformadeescreverdecadaautor,aRevistaANIMEEpublicaosartigosseguindoosAcordosOrtogrficos,oantigoouonovo,nesteperododetransio.

    329 - Janeiro | fevereiro 2014Periodicidade: Bimestral

    Preo de capa: 1,50

    Conjuntura:Pequenasmelhoriasnuma conjunturainstvel

    EstudoEconmico:Evoluodosectorelctrico eelectrnicode2010a2013

    IEP:Termmetrosderadiaopticaeasuacalibrao

    CINEL:LeanSeisSigma(LSS)

    NovolaboratriodeAltaTensonaFac.deEngenhariadaUniv.doPorto

  • conjuntura

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 20142

    1. ConjunturaSectorial

    Nota: Os ndices que se seguem resultam da mdia aritmtica das respostas das empresas associadas, segundo uma escala qualitativa de 1a5,emque1correspondeaovalormaisdesfa-vorvele5aomaisfavorvel,naapreciaodecadaumdositens.

    1.1VolumedeNegcios

    VolumedeNegCioS 4.otrim.2013 1.otrim.2014

    Mercado Portugus 2,9 2,6

    Mercado Externo 2,5 2,9

    A difcil conjuntura que as empresas atravessa-ram ao longo de 2013 fez prever um 4.o trimestre em baixa mas, surpreendentemente, o Volume de Negcios do mercado interno foi apontado como quase positivo neste trimestre. No entanto, ter sido uma melhoria pontual, pois as previ-ses mantiveram-se baixas para o incio de 2014.

    No mercado externo, temos a situao inversa, em que a melhoria das exportaes parece ser uma forte convico do Governo, corroborada pelas empresas j no primeiro trimestre deste ano.

    1.2Carteiradeencomendas

    CarteiradeeNComeNdaS 4.otrim.2013 1.otrim.2014

    Mercado Portugus 2,7 2,4

    Mercado Externo 2,6 2,8

    A melhoria verificada no Volume de Negcios no mercado interno no 4.o trimestre de 2013 parece explicar-se por uma melhoria pontual na Carteira de Encomendas naquele perodo; j no

    mercado externo prev-se uma melhoria deste indicador ao longo do primeiro trimestre deste ano.

    1.3emprego

    emprego 4.otrim.2013 1.otrim.2014

    Qualificado 3,0 3,1

    No Qualificado 3,2 3,1

    O comportamento do Emprego tem sido e dever continuar estvel, prevendo-se inclusive vrios incentivos do Governo contratao na econo-mia em geral. Resta saber se a evoluo dos negcios das empresas justificar contrataes extra.

    1.4propensoaoinvestimento

    iNVeStimeNto 4.otrim.2013 1.otrim.2014

    Propenso a investir 2,5 2,6

    Apesar de este ser o indicador para o qual o Governo projecta, finalmente, uma recuperao para valores positivos, as empresas deste setor no acompanham, para j, esse sentimento.

    1.5SituaoFinanceira

    iNdiCadoreS 4.otrim.2013 1.otrim.2014

    Tesouraria/Liquidez 3,0 2,9

    Dvidas de clientes privados 2,9 2,8

    Dvidas do Estado e Setor Pblico 2,8 2,8

    Acesso ao crdito 2,5 2,6

    Custo do crdito 2,6 2,6

    Seguro Crdito Exportao 2,0 2,4

    A estabilidade na Liquidez e na recuperao de Dvidas de Clientes mantm-se; contudo, varia-

    Sntese da ConjunturaSector Elctrico e Electrnico

    4.o Trimestre de 2013

    Pequenas melhorias numa conjuntura instvel

  • conjuntura

    Revista ANiMEE3

    es ligeiras nas perspetivas para o 1.o trimestre denunciam um sentimento de receio, fruto da instabilidade conjuntural para a qual a prpria UE alerta, somada instabilidade poltica e deci-ses oramentais portuguesas neste incio de ano. A perspetiva de recuperao nas Dvidas do Estado e Setor Pblico, porm, mantm-se.

    No que toca ao acesso ao crdito, ao seu custo ou aos seguros de crdito exportao, as perspe-tivas mantm-se fracas, apesar do novo pacote de medidas do QREN 2014-2020 contemplar vrios incentivos nestes domnios com vista internacionalizao e competitividade das PMEs; mais uma vez, a instabilidade e as dificuldades sentidas em 2013, podero estar na origem desta posio defensiva e cautelosa, a desvanecer-se com o andamento do 1.o trimestre de 2014.

    1.6QreN

    QreN 4.otrim.2013 1.otrim.2014

    Aprovao de projectos 3,0 3,0

    Pagamento de comparticipaes 2,1 2,8

    So vrios os incentivos de natureza econmica e fiscal previstos no novo QREN e especial-mente dirigidos s PMEs. A divulgao ainda recente deste pacote e o atraso no Pagamento de Comparticipaes, no final de 2013, devem expli-car um sentimento ainda fraco relativamente a estes indicadores neste incio de ano, que se espera melhorem no 2.o trimestre.

    Sntese: o 4.o trimestre confirma um fraco anda-mento do mercado interno para o SEE ao longo de 2013 com algumas perspetivas de melhoria, ainda tmidas, para o mercado externo em 2014. Note-se a confirmao recente da quebra de 5, 8% na produo de fabrico automvel em 2013, que naturalmente afeta este Setor.

    Os elevados custos de iRS pagos em 2013, os cor-tes anunciados nos salrios da Funo Pblica, e a confirmao recente de que o dfice no se reduziu em 2013, criam um clima de receio jus-tificado e de esperar para ver, nada favorvel retoma do consumo ou s decises de investi-mento. A sobrecarga de trabalho no final de cada

    ano fiscal, com as inerentes revises de planos e incorporao de instabilidade econmica ainda sentida, alimentam ainda a reserva das empre-sas, dificultando uma viso otimista.

    Ainda assim, espera-se que as empresas do Setor renam em breve as condies para aproveitar do Programa para a Competitividade das PMEs (COSME) 2014-2020, bem como do Programa Quadro de investigao e inovao, nomeadamente as dos Setores com maior inova-o tecnolgica..

    2. Conjunturaportuguesa

    Apresentam-se em seguida as previses mais recentes do Banco de Portugal (BdP) para a eco-nomia portuguesa.

    Bdp

    2013 2014

    PiB -1,5 0,8

    Consumo Privado -2,0 0,3

    Consumo Pblico -1,5 -2,3

    investimento (FBCF) -8,4 1,0

    Exportaes 5,9 5,5

    importaes 2,7 3,9

    iHPC 0,5 0,8

    Fonte: Boletim de inverno do Banco de Portugal

    Aps uma contrao acumulada de cerca de 6% no perodo 2011-2013, a previso atual do Banco de Portugal para 2014 aponta para uma recupe-rao do PiB para 0,8%.

    Esta projeo pressupe uma recuperao pro-gressiva da procura interna que continuar, no entanto, a ser condicionada pelo processo de consolidao oramental, de desalavancagem do Setor privado e do desemprego.

    Note-se que o Consumo Privado poder registar uma recuperao mais moderada, em que a pro-jeo de 0,3% contempla uma diminuio da taxa de poupana.

    Quanto despesa pblica, prev-se uma reduo do nmero de funcionrios, do seu salrio mdio, dos encargos com penses, das prestaes

  • conjuntura

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 20144

    sociais em espcie e da despesa com consu-mos intermdios. Do lado da receita, o impacto ser menor, centrando-se nos impostos sobre o rendimento das empresas e sobre a produo e a importao. Como resultado, dever ocorrer uma nova queda no volume do consumo pblico em 2014, atenuada, no entanto, pelo aumento signicativo dos encargos com as parcerias pblico-privadas.

    As exportaes devero manter um crescimento ao nvel dos 5,5%, assente na recuperao da procura externa, embora a ritmo inferior ao do perodo anterior crise nanceira.

    Relativamente inao, os riscos para 2014 e 2015 consideram-se globalmente equilibrados.

    Decisivos para o enquadramento da econo-mia portuguesa em 2014 so os cenrios ps-resgate, em que o governo ter de optar entre um novo emprstimo, um programa cautelar, ou uma sada limpa, em que o Estado tem de, sozinho, assegurar os seus compromissos e necessidades de financiamento no mercado pri-mrio, a custos sustentveis. Para j, o primeiro cenrio o nico que parece estar afastado, mas qualquer das opes tem custos associados e pressupe a continuao da vigilncia da Troika.

    3. Conjunturainternacional

    2014

    muNdo 3,7

    EUA 2,8

    ueZonaeuro 1,0

    Alemanha 1,6

    Frana 0,9

    Espanha 0,6

    itlia 0,6

    portugal 0,8

    Japo 1,7

    Brasil 2,3

    China 7,5

    Fonte: FMi e BdP

    O Fundo Monetrio internacional (FMi) reviu ligeiramente em alta as previses de cresci-mento para a economia mundial e para a zona euro, mas avisa que os riscos se mantm e que os bancos centrais, em particular o BCE, podero ter de fazer mais para garantir que os atuais sinais de retoma econmica so sustentveis.

    Nas economias denominadas como avan-adas, as projees melhoraram sobretudo para os Estados Unidos, Japo, Alemanha e Reino Unido, este ltimo com uma subida notvel de 1,8% para 2,4%. Na zona euro, o FMi alerta para o facto da recuperao que se espera ser desequilibrada, em especial para as economias perifricas, onde o nvel de endividamento, pblico e privado, limita ainda a procura interna.

    A atual conjuntura, conjugada com valores baixos de inflao, faz com que a deflao seja vista como um dos maiores riscos para a zona euro. Assim, o FMi recomenda Europa a manuteno ou reforo de uma poltica monetria expansionista e pede ao BCE que aplique medidas adicionais, salientando ainda a importncia do processo de avaliao aos bancos que o BCE est a realizar.

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  • economia

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 20146

    1. Evoluoeconmicainternacional

    2010 foi um ano de recuperao econmica generalizada. A quebra da procura verificada no 2.o semestre de 2009 levou a maioria dos gover-nos a pr em prtica programas de incentivos para evitar que a recesso se transformasse em depresso. Foram vrios os estmulos fiscais, monetrios e financeiros; na Europa, em par-ticular, destacaram-se os estmulos compra de automvel novo por troca com o automvel usado.

    O impacto desses estmulos e a actividade nor-mal de reconstituio de stocks traduziram-se numa retoma da actividade econmica em 2010, sobretudo ao longo do 1.o semestre de 2010.A recuperao dos nveis de produo e exporta-o foi uma constante na UE, tendo numerosos pases declarado que a recesso terminara nas suas economias.

    Eis a expresso numrica dessa retoma, medida pela taxa de variao do PIB:

    Economias 2010 2011

    mundial 5,1% 3,9%

    EUA 1,7% 1,8%

    UE Zona Euro 1,7% 1,5%

    Alemanha 3,6% 3,1%

    Espanha -0,5% 0,4%

    Portugal 1,3% -1,6%

    China 10,3% 9,3%

    Japo 4,5% -0,6%

    Comrcio Intern. 12,6% 6,0%

    Fontes: FMI; Banco de Portugal

    Contudo, a injeco de elevados montantes de fundos nas economias em 2009 pela via do aumento da Despesa Pblica, em simultneo com a quebra da Receita Fiscal devido ao abran-

    damento da actividade econmica, provocou uma subida em flecha dos Oramentos dos pases ocidentais e respectivos Dfice e Dvida. A quase totalidade dos membros da UE Zona Euro ultra-passou largamente os limites de Maastricht, com maior prejuzo para os pases perifricos, e os emprstimos passaram a ser concedidos a taxas de juro cada vez mais elevadas.

    A UE procurou restabelecer um clima de con-fiana, criando o Fundo Europeu de Estabilizao Financeira para concesso de emprstimos aos pases em maiores dificuldades. Em contrapar-tida, os Estados Membros implementaram programas plurianuais de estabilizao finan-ceira, tendo em vista voltar em 2014 aos limites de Dfice e Dvida estabelecidos em Maastricht.

    No ano de 2011 verificou-se um abrandamento da recuperao econmica encetada em 2010. O crescimento econmico mundial deveu ento o seu razovel desempenho sia e aos restantes mercados emergentes. EUA e Europa Zona Euro estiveram francamente abaixo da mdia mundial, possvel sintoma do declnio econmico ocidental. Assim, o ano de 2012 marcado por ajustamentos significativos nos Oramentos de Estado, sobretudo nos dos pases da Zona Euro, de modo a terem-nos equilibrados (ou com dfi-ces negligenciveis) em 2016/2017.

    Vejamos a situao de cada zona em detalhe:

    Nos EUa, opta-se por uma poltica facilitadora da concesso de crdito, com taxas de juro quase a zero e injectando grandes volumes de moeda no circuito econmico. Apesar da crise no mercado da habitao e do endivida-mento dos consumidores norte-americanos, em 2012 o Consumo ir comear a recuperar. Ao mesmo tempo, gera-se grande controvr-

    Estudo EconmicoEvoluo do Sector Elctrico e Electrnico

    2010-2011-2012-2013

  • economia

    Revista ANIMEE7

    sia em torno do aumento do Dfice Pblico (criao de novas prestaes sociais e manu-teno de isenes e incentivos fiscais), ante-vendo-se um difcil reajustamento econmico financeiro.

    Na UEZonaEuro, os pases do Sul e Oeste da Europa (Portugal, Irlanda, Grcia, Espanha e Itlia) prosseguem com os seus programas de estabilizao financeira, em que o ele-vado peso da Despesa Pblica no PIB reduz as possibilidades de crescimento. Acrescem ainda as dificuldades na obteno de cr-dito internacional pelos Bancos destes pa-ses. Os pases do Norte e Centro da Europa (Alemanha, Holanda, Blgica, Finlndia, ustria e Luxemburgo), com estruturas pro-dutivas mais competitivas, beneficiam agora de exportaes acrescidas para os mercados emergentes.

    Os pases perifricos da Zona Euro (Portugal, Grcia e Irlanda) enfrentam programas de ajustamento econmico e financeiro que tm repercusses negativas nas suas economias. No nosso pas, o primeiro resultado desse ajustamento a entrada da economia em recesso ao aderir, em 2011, ao Programa de Ajustamento Financeiro estabelecido com a Troika (FMI+CE+BCE), para reduo do Dfice e Dvida Pblica at 2014.

    Na china, depois de 2009, a poltica econmica vira-se para o desenvolvimento do mercado interno (Construo e Obras Pblicas), uma vez que os principais mercados de exportao EUA e Europa do sinais ntidos de enfra-quecimento. Mas face aos sinais de formao de bolhas imobilirias em 2011, o Governo actua, endurecendo a poltica monetria e abrandando o crescimento em 2012, com uma estabilizao em 2013.

    O Japo, atingido por um tsunami que afec-tou bastantes sectores da economia, atraves-sou em 2011 um ano de recesso, a que se seguiram dois anos de lenta recuperao.

    Consequentemente, este clima recessivo gene-ralizado veio a repercutir-se num abrandamento do Comrcio Internacional de Bens e Servios em 2012 e 2013, mas mantendo-se, ainda assim,

    o motor de crescimento a nvel mundial e regis-tando crescimento prximo do Produto Mundial.

    Analisando, em detalhe, o que se passou nos dois ltimos anos:

    2012 2013(p)

    Mundo 3,1% 3,1%

    EUA 2,2% 1,7%

    UEZonaEuro -0,6% -0,6%

    Alemanha 0,9% 0,3%

    Espanha - 1,4% - 1,6%

    Portugal -3,2% -1,5%

    China 7,8% 7,8%

    Japo 1,9% 2,0%

    Comrcio Intern. 2,5% 3,1%

    Fontes: FMI e Banco de Portugal

    2012 ainda um ano muito difcil para toda a Zona Euro. Todos os pases prosseguem fortes programas de austeridade que obrigam a cortes significativos na Despesa Pblica e substanciais aumentos de Impostos. Na maioria destes pa-ses a Despesa Pblica varia entre 40 a 50% do PIB, pelo que se do repercusses significativas na Procura Pblica e Privada. O ano de 2012 salda-se ainda pela recesso e sempre sobre a vigilncia apertada da CE para que se cumpram os programas e implementem reformas estru-turais, ao mesmo tempo que mantm mo de ferro sobre o sistema financeiro; esta vigilncia mantm-se at meados de 2013, com o objec-tivo de conseguir recuperar estabilidade e con-fiana na Zona Euro, alicerada na real melhoria das finanas pblicas dos pases e do sistema financeiro. Durante estes quatro anos, apenas a Alemanha mantm um desempenho acima da mdia. Portugal, Espanha, Irlanda, Grcia e at Frana e Itlia atingem valores negativos do PIB e as pesadas polticas de austeridade fazem com que a recuperao seja muito lenta no primeiro semestre de 2013.

    Em meados deste ano, a OCDE confirma, por fim, sinais de melhoria, mas alerta para os riscos elevados que persistem, quer a nvel de bancos pouco capitalizados e finanas pblicas, quer a nvel do crescimento real fraco da Zona Euro,

  • economia

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 20148

    ou ainda da ausncia de planos de consolidao oramental credveis nos EUA e no Japo.

    Quanto ao Comrcio Internacional de Bens e Servios em volume, a recuperao d-se igual-mente de forma lenta, pelo que se estima que o crescimento tenha sofrido uma ligeira melhoria em 2013 (3,1%), e acelere para 5,4%, em 2014.

    2. EconomiaPortuguesa

    ComPonEntEsdoPIB 2010 2011 2012 2013(p)

    Consumo Privado 2,3% - 3,9% -5,6% -2,0%

    Consumo Pblico 1,3% - 3,9% -4,4% -1,5%

    Investimento (FBCF) - 4,9% -11,4% -14,5% -8,4%

    Exportao 8,8% 7,4% 3,3% 5,9%

    Importao 5,1% - 5,5% -6,9% 2,7%

    PIB 1,4% -1,6% -3,2% -1,5%

    Fonte: Banco de Portugal

    No ano de 2010 regista-se uma recuperao eco-nmica, fundamentalmente devida ao compor-tamento da Exportao. Apesar do lanamento sucessivo de trs Programas de Estabilidade e Crescimento (PECs), o Dfice Pblico atingia, no final de 2010, 9,1% do PIB.

    O ano de 2011 marcado por uma presso enorme sobre as Finanas Pblicas e pelo pedido de ajuda externa UE e FMI. O resul-tado da aplicao das medidas restritivas um reequilbrio gradual do Dfice, mas com forte impacto negativo no Consumo e no agravamento do Investimento; de salientar a forte sobrecarga fiscal sobre consumidores e empresas. No ano de 2012, a recesso atinge o seu auge.

    Vejamos a evoluo da Economia ao longo destes anos:

    EvoluodoVAB

    ACtIVIdAdEsEConmICAs 2010 2011 2012

    Agricultura, Silvic e Pescas 1,7% -5,5% -0,5%

    Indstria 7,9% 1,6% -2,3%

    Energia, gua e Saneamento 9,5% 2,2% 1,0%

    Construo -5,0% -7,8% -16,1%

    Servios 1,0% -1,4% -2,9%

    Fonte: INE

    Em termos de actividades econmicas, note-se que em 2011, quer a Energia, quer a Indstria, resistiram queda verificada nos restantes sec-tores da economia; apesar do abrandamento sig-nificativo, sectores com capacidade exportadora na Indstria, como o caso do Sector Eltrico e Eletrnico, atingem ainda boas taxas de cresci-mento ao nvel das Exportaes (14%).

    A partir de 2010, destaca-se a queda acentuada do sector da Construo. Embora menor, veri-fica-se um decrs-cimo em todos os Servios, o que est em consonncia com a quebra acentua- da do Consumo.

    Verifica-se um forte abrandamento dos merca-dos da energia e automvel em 2011, aparente-mente estabilizado em 2012, no primeiro caso, graas a incentivos. semelhana da Indstria (-2,3%), no entanto, o sector automvel apre-senta tambm queda.

    Portugal aposta desde o incio na exportao e na diversificao para mercados extracomunitrios, uma vez que a situao de crise transversal a toda a Unio Europeia. Doravante, ser esta a nota positiva, mas cuja contribuio por si s no suficiente para sair da recesso em 2013 ainda que no final deste ano se tenha atenuado para -1,5%.

    A recuperao de Portugal depende essencial-mente de conseguir desenvolvimento econmico num novo quadro institucional. Assim, para alm das medidas de fomento s exportaes, o Governo estabelece, em 2013, medidas de apoio s empresas e de remoo de entraves ao investimento externo; projecta-se, pela primeira vez, uma retoma da economia portuguesa para 2014, onde se aposta na recuperao da Procura Interna e, significativamente, do Investimento.

    3. sectorElctricoeElectrnico

    QuadroResumo

    2010 2011 2012 JAn-sEt2013

    Exportaes 22% 14% 7% -1%

    Importaes 11% -8% -7% -3%

    Fontes: INE, ANIMEE

  • economia

    Revista ANIMEE9

    O Sector Eltrico e Eletrnico teve um com-portamento razovel em 2011, com um cres-cimento nominal das Vendas Industriais de 4% (estimando-se o crescimento real no intervalo 2,0% 3%). Considera-se razovel, uma vez que se trata de um ano em que a Indstria, no seu todo, apenas cresceu 1,6%, sendo que a econo-mia globalmente considerada (PIB) ter tido um decrscimo em torno dos -1,6%.

    A Exportao em 2011 (+14%), tal como em 2010, foi a impulsionadora do crescimento glo-bal positivo. Alguns subsectores destacaram- -se com crescimento acima da mdia: Fios e Cabos Isolados, Aparelhagem Ligeira de Instalao e Telecomunicaes, Electrnica Profissional e Informtica (na vertente de equipamentos de tecnologias de informao). O segmento Electrnica de Consumo (-12%), o de maior expresso relativa nas vendas ao exterior, teve crescimento ligeiramente abaixo da mdia, mas ainda assim positivo, graas ao comportamento positivo do mercado automvel. Todos os sectores apresentaram ento taxas de crescimento positivas, excepo de Cablagens. As Importaes situaram-se ao nvel dos -7%, reflectindo j a contraco do consumo a nvel interno, que se manter em 2012.

    Ao longo de 2012, a recesso far-se- sentir de forma mais profunda no mercado interno, ao mesmo tempo que as empresas apostam fortemente na diversificao para pases 3.os, por forma a compensar o abrandamento na Europa. O sector continua a crescer, embora a um ritmo progressivamente menor. A crise no sector automvel afecta alguns subsectores, que apresentam pela primeira vez taxas negativas: Cablagens (-2%), Fios e Cabos Isolados (-8%) e, sobretudo, Electrnica de Consumo (-14%).

    2012 um ano para esquecer em termos eco-nmicos. As empresas ressentem-se com difi-culdades de obteno de crdito, afectando pro-jectos de maior dimenso nomeadamente na rea da Energia enquanto muitas se debatem apenas com problemas de tesouraria e pela sobrevivncia. A Exportao ainda cresce (+7%),

    mas nem sempre suficiente para compensar a quebra no mercado nacional.

    No final do terceiro trimestre de 2013, confirma- -se a continuao do abrandamento do SEE, em que as Exportaes apresentam pela primeira vez uma taxa negativa, prxima da estagnao (-1%) e inferior da economia portuguesa em geral (que, por sua vez, d sinais de retoma em alguns sectores de actividade).

    Electrnica de Consumo (-22%) o subsector que mais contribui para esta variao total, face ao seu peso no SEE e que se explica pelas gran-des quebras verificadas nos principais produtos, os auto-rdios. Na maioria dos subsectores do SEE, as taxas so ainda de crescimento, mas progressivamente menores e neste momento difcil dizer se esta uma tendncia para ficar ou se o sector recuperar nos prximos trimestres.

    4.Perspectivas20132013 2014

    mUndo 3,1% 3,8%

    Economias Avanadas 1,2% 2,1%

    EUA 1,7% 2,7%

    UEZonaEuro -0,6% 0,9%

    Economias emergentes 5,0% 5,4%

    Comrcio Mundial (vol.) 3,1% 5,4%

    Fonte: FMI

    Segundo o FMI, o crescimento a nvel mundial tem-se mantido a meio gs, tendo rondado uma mdia de 2,5% na primeira metade de 2013, o que equivale ao mesmo ritmo verificado na segunda metade de 2012. As economias avana-das parecem ter recuperado um pouco, enquanto que as emergentes abrandaram e continuam a ser o motor principal de crescimento.

    Na Zona Euro, os indicadores de confiana suge-rem uma estabilizao da actividade nos pases perifricos e uma recuperao nas economias principais, o que importante para o SEE, uma vez que o peso da Zona Euro nas suas exporta-es se situa ainda ao nvel dos 70%.

    Para 2014, espera-se um abrandamento da poltica fiscal comunitria, mas tambm a con-

  • economia

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201410

    tinuidade das restries ao crdito, pelo que o crescimento dever limitar-se a 0,9%.

    No Boletim de Inverno deste final de 2013, o BdP projeta a recuperao da economia portuguesa alicerada na recuperao do Investimento e do Consumo Privado (para o qual dever contribuir algum aumento nos salrios do sector privado; no sector pblico, dever verificar-se uma redu-o do emprego e da despesa). Manter-se- o

    crescimento das Exportaes (5,5%), ainda que com ligeiro abrandamento. Apesar do quadro de incerteza, o BdP considera os riscos em torno das projeces para a actividade econmica em 2014 e 2015 bastante equilibrados, pelo que deveremos esperar um crescimento do PIB no superior a 1% nos prximos 2 anos.

    Servio de Economia e Associativismo Dezembro 2013

    A Direco Geral da Empresa e Indstria da Comisso Europeia publicou no final de Janeiro o convite para apresentao de propostas para o estabelecimento da EnterpriseEuropenetwork(EEn)/RedeEuropeiadeEmpresas para o per-odo 2015-2020, podendo estas ser entregues at 15 de maio de 2014.

    A EEN um instrumento da poltica comunitria de apoio s PME integrado no Programa COSME (Competitividade das Empresas e das PME), em vigor para o horizonte 2014-2020.

    A rede actualmente representada em Portugal por um consrcio liderado pelo IAPMEI e que envolve nove entidades pblicas e associativas: Agncia de Inovao (ADI), Associao Comercial

    e Industrial do Funchal Cmara de Comrcio e Indstria da Madeira (ACIF-CCIM), Associao Industrial do Distrito de Aveiro (AIDA), Associao Industrial do Minho (AIMINHO), Comisso de Coordenao e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), Cmara de Comrcio e Indstria de Ponta Delgada (CCIPD), Conselho Empresarial do Centro/Cmara de Comrcio e Indstria do Centro (CEC/CCIC) e Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), tendo como membro associado a AIP.

    As informaes sobre este processo podero ser obtidas e seguidas com as actualizaes res-pectivas no site da EEN http://een.ec.europa.eu/about/tendersandcalls.

    Propostas para a Rede Europeia de Empresas

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  • tecnologia

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201412

    o maior laboratrio universitrio com dimen-so industrial em Portugal e est instalado na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP). Chama-se Laboratrio de Alta Tenso (LAT) e foi inaugurado em maio, com o apoio de diversas empresas industriais.

    Com uma sala de ensaios de 144 m2 e altura til de 11 m com blindagem eltrica completa (gaiola de Faraday), o Laboratrio de Alta Tenso recen-temente inaugurado na Faculdade de Engenharia estende-se ainda por uma sala de comando e um sala de observao com cerca de 30 m2 cada.O objectivo passa por contribuir para a melhoria das actividades de ensino e investigao e tam-bm servir a indstria.

    A rea cientfica e tecnolgica das altas tenses envolve o estudo dos campos eltricos intensos e dos diversos fatores fsico-tecnolgicos que exigem a cooperao de estudo de simulao numrica baseados em modelos matemticos (modelizao computacional) aliados a estu-dos baseados na experimentao laboratorial (ensaios em laboratrio). De acordo com Antnio Machado e Moura, professor da FEUP e diretor desta nova infraestrutura, os estudos experimen-tais envolvem a realizao de ensaios em labo-ratrios de alta tenso ( frequncia industrial a seco ou sob chuva e onda de choque atmosf-rica e/ou onda de choque de manobra), podendo recorrer-se tambm realizao de campanhas de ensaios de campo, efetuadas diretamente nos locais de instalao dos equipamentos.

    Na opinio do professor da FEUP, a necessi-dade destes estudos experimentais decorre fundamentalmente da dificuldade em calcular certos parmetros, dependendo principalmente de fatores tecnolgicos de fabrico e no de parmetros fsicos fundamentais de base ou de projeto. No incio dos anos 80, com a reviso dos planos curriculares da Licenciatura em Engenharia Eletrotcnica e de Computadores da FEUP, surgiu a disciplina de Tcnica das Altas Tenses (TAT). A partir desse momento, era preciso complementar os estudos tericos de simulao numrica com estudos de carter experimental para a garantia dos resultados pretendidos, destaca Antnio Machado e Moura.

    FEUP inaugurou Laboratrio de Alta Tenso

  • tecnologia

    Revista ANiMEE13

    Em 2000, com a mudana de insta-laes da Faculdade de Engenharia para o polo da Asprela, foi possvel dar incio criao do Laboratrio de Alta Tenso. Numa fase inicial, entre 2002 e 2005, em que ainda no se dispu-nha de equipamentos,

    o hall de ensaios foi partilhado pelo futebol rob-tico e pelo Laboratrio de Aparelhagem. Em 2007, o LAT recebeu o primeiro equipamento de ensaio de alta tenso um gerador de choque de 500kV, cedido pela empresa Solidal. Nessa altura foram realizadas as primeiras aulas prticas de cadeira de TAT, envolvendo ensaios dieltricos de isolado-res ao choque atmosfrico.

    Sabia que

    No sentido de ampliar as valncias operacionais do LAT, tornando-o um infraestrutura capaz de responder aos desafios da indstria e da investi-gao na rea das altas tenses, a FEUP subme-teu em 30 de setembro de 2013 uma candidatura FCT no quadro do programa infraestruturas- -Roteiro, a qual teve o importante apoio do grupo de Energia do iNESC TEC, reforando as possibi-lidades da mesma vir a ser aprovada.

    Que empresas colaboram com o LAT?

    ARSOPi indstrias Metalrgicas Arlindo S. PintoCERiSOL isoladores CermicosEFACEC Energia, Mquinas e Equipamentos ElctricosEURiCO FERREiRA Grupo ProefiEP instituto Electrotcnico PortugusJAYME DA COSTA Mecnica e ElectricidadeMETALOViANA Metalrgica de VianaR.F.MALTASOLiDAL Condutores Elctricos

    Surge em 2008 um projeto para complementar o LAT com a instalao de um equipamento de ensaio frequncia industrial, com base em unidades transformadoras de 200 kV, cedido pela EFACEC, aps desativao de um dos seus

    laboratrios. Este projeto no teve seguimento, dado que em 2009, a CERiSOL manifestou inte-rese em deslocar as suas instalaes fabris, abrindo assim a possibilidade de cedncia ao LAT da FEUP do equipamento existente no seu laboratrio, de que se destaca um gerador de choque de Marx de doze andares (1200kV), de fabrico Heafily, e um transformador de ensaios frequncia industrial da marca Phenix de 600 kV e 0,5A. A instalao na FEUP destes novos equi-pamentos exigia uma adequao e otimizao das instalaes do LAT, quer a nvel estrutural, que a nvel da instalao eltrica, operao que foi possvel concluir em 2013.

    O que j est a ser feito

    Desde a sua inaugurao que o LAT tem consti-tudo um meio valioso, quer no apoio investiga-o e ao ensino, quer na prestao de servios indstria nacional atravs de parcerias de relevo com empresas lderes nos seus mercados de operao. A disponibilizao dos meios opera-cionais do LAT permitiu o desenvolvimento de atividades que at ento eram restritas a um ncleo de empresas detentoras de equipamen-tos similares. O carcter universitrio deste laboratrio abre um conjunto de oportunidades de investigao e validao de resultados como entidade independente, o que representa uma mais valia muito importante. Alm disso, permite apoiar a realizao de teses de mestrado e ou doutoramento, em vrias reas de conhecimento e potenciar o desenvolvimento de estudos a nvel internacional. Desta ltima fase de trabalhos do LAT, destacam-se ensaios realizados no domnio da perceo dos riscos eltricos para a ocorrn-cia de incndios florestais (projeto comunitrio europeu) e ainda a caracterizao de vrios equipamentos destinados ao sistema eltrico para os vrios nveis de tenso. O conhecimento adquirido e o rigor dos trabalhos apresentados permitiram ainda realizar ensaios dieltricos como controlo de qualidade a diversos produtos, todos eles em linha com as normas internacio-nais iEC em vigor. Uma equipa multidisciplinar est a permitir abranger vrias reas de trabalho e conhecimento, e a procurar alargar o campo de interveno desta nova infraestrutura nica no contexto acadmico portugus.

  • iep

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201414

    A temperatura inequivocamente uma das grandezas fsicas que mais influncia exerce nas nossas vidas. Estima-se que a temperatura seja a segunda grandeza mais medida do Sistema Internacional de Unidades (SI), logo a seguir ao tempo (hora legal e intervalo de tempo). Desde o efeito que a temperatura tem nas nossas vidas (a sensao de frio e de calor afecta sobrema-neira o nosso bem-estar e at o nosso humor; a febre temperatura corporal excessiva um dos sintomas mais avaliados na prtica mdica; etc.) at s medies de temperatura na cincia e na indstria, j para no falar na meteorologia, incontvel o nmero de situaes em que se efectuam medies da grandeza temperatura.

    E todavia algo to pouco conhecido do cidado comum! Se pedirmos a algum para definir tempe-ratura, usualmente obteremos respostas que fazem apelo s sensaes de frio

    e de calor, mas raramente obteremos uma resposta objectiva recorrendo termodinmica e definindo a temperatura como uma varivel de estado de um sistema fsico.

    Uma das caractersticas mais curiosas da tem-peratura o facto de ser uma grandeza inten-siva. Se, por exemplo, juntarmos dois objectos com a massa de 1 kg cada um, obteremos uma massa total de 2 kg. Se unirmos duas barras com comprimentos individuais de 0,5 m, resultar uma barra com 1 m de comprimento. Nestes casos, estamos perante grandezas extensivas. No entanto, se tivermos dois recipientes com gua a 20C cada um, a sua juno produzir gua tambm a 20C (e no a 40C!).

    As formas que tm sido utilizadas para se medir a temperatura esto ligadas aos mltiplos efei-tos que esta grandeza exerce sobre outras gran-dezas fsicas. bem conhecido, e est muito vul-garizado (embora esteja actualmente proibido), o termmetro de coluna de mercrio inserida num tubo capilar de vidro, em que se aproveita a variao do volume de um lquido (o mercrio) quando a sua temperatura varia e se mede essa variao atravs de uma medio de compri-mento, numa rgua cuja escala est graduada em unidades de temperatura. Outros disposi-tivos tm larga aplicao industrial, mdica e cientfica: os termopares, em que aproveitado o aparecimento de uma diferena de potencial elctrico quando h uma diferena de tempe-raturas entre junes de metais diferentes; as termoresistncias, das quais a mais conhecida certamente a Pt100 (sensor de platina cuja resis-tncia a 0C de 100 W), em que se determina a temperatura sabendo qual o seu efeito sobre a resistncia elctrica de um elemento metlico; os termmetros bimetlicos, em que se estabe-lece a relao entre a dilatao de uma bilmina e a temperatura a que est exposta; etc.

    Todas essas formas de medir a temperatura se aproveitam de dois dos possveis mecanismos de transmisso de energia calorfica: a conduo e a conveco. Em ambos os casos a transfern-cia de energia tem um suporte material. Isto uma aplicao prtica da chamada lei zero da termodinmica, a qual nos diz que se dois cor-pos esto separadamente em equilbrio trmico com um terceiro, ento esto tambm em equi-lbrio trmico entre si, pelo que se encontram mesma temperatura.

    Existe contudo uma terceira forma de transferir energia trmica entre dois corpos, para alm da conduo e da conveco. Trata-se da radiao,

    Termmetros de radiao ptica e a sua calibrao

  • iep

    Revista Animee15

    mecanismo pelo qual a energia transferida sem ser necessrio existir um suporte material. este efeito bem nosso conhecido, bastando pensar-se na forma como o calor do Sol chega Terra, propagando-se no vazio.

    A medio de temperatura por radiao basea- da na lei da radiao de Planck (radiao de um corpo negro), a qual nos permite conhecer o contedo energtico de uma radiao se souber-mos qual o seu espectro de comprimentos de onda (em termos simplistas, qual a sua cor). este efeito utilizado desde h muitos sculos, ainda que de uma forma emprica, na fundio de metais, onde um operador consegue estimar a temperatura do metal por simples observao visual da cor deste.

    embora os term-metros de radiao, tambm conhecidos por pirmetros pti-cos, existam h lar-

    gos anos, at h algum tempo eram utilizados principalmente para gamas de temperatura muito elevadas, tipicamente acima dos 1 000C, dado que nessa gama so muito escassos os dispositivos de medio por contacto. Apenas alguns tipos de termopares, contendo tungs-tnio ou rdio, suportam tais temperaturas, que se encontram por exemplo em processos industriais de fundio metlica ou na indstria cermica; so no entanto muito dispendiosos e relativamente frgeis. Para valores a partir de cerca dos 2 000C no h outra forma de medir temperaturas que no seja a pirometria ptica.

    Para temperaturas mais baixas, a oferta de ter-mmetros pticos era at h alguns anos bas-tante reduzida. nos anos mais recentes tm sur-gido no mercado vrios modelos de instrumentos que medem temperaturas utilizando o fenmeno da radiao, apresentando preos j compar-veis aos dos termmetros mais tradicionais. Tais instrumentos so conhecidos comercialmente por termmetros de radiao, termmetros de infravermelhos ou pirmetros pticos (embora esta ltima designao parea pouco adequada neste caso, uma vez que pirmetro tem a sua origem numa palavra grega que designa fogo). estes instrumentos encontram actualmente uma larga gama de aplicaes: na indstria, na inves-tigao cientfica, na deteco e investigao de defeitos em estruturas, no sector alimentar e em tantos outros domnios. Apresentam como principais vantagens: a ausncia de necessidade de contacto com o objecto cuja temperatura se pretende medir (o que traz benefcios ao nvel da segurana do operador e da higiene do objecto a medir) e a possibilidade de se efectuarem medies a distncias considerveis (o que per-mite determinar a temperatura de objectos que de outra forma seriam inacessveis medio). A vulgarizao destes termmetros tem levado a que existam hoje no mercado instrumentos bas-tante fiveis a custos muito acessveis, fazendo com que em muitas aplicaes se estejam hoje a substituir termmetros que exigem um contacto fsico por termmetros de radiao ptica.

    Como com qualquer outro instrumento de medio, h que assegurar que os resultados obtidos com os termmetros pticos so fiveis e que essas medies so rastreveis a padres nacionais. Para tal torna-se imprescindvel efectuar periodicamente a sua calibrao, utili-zando para tal os meios tecnologicamente mais adequados.

    enquanto a calibrao de termmetros por contacto uma operao j muito vulgarizada, existindo meios para esse fim em diversos labora-

  • iep

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201416

    trios independentes e em numerosas uni-dades industriais por-tuguesas, a calibra-o de termmetros de radiao ptica algo menos comum. Para dar resposta s necessidades dos seus clientes, o IEP dotou-se dos meios necessrios para alargar a sua oferta

    de servios de calibrao, passando a abranger tambm este mbito, e tem actualmente em operao uma unidade tcnica para a calibrao de termmetros de radiao ptica. Esta rea

    laboratorial encontra-se acreditada pelo Instituto Portugus de Acreditao (IPAC) tal como as res-tantes reas de calibrao e de ensaios.

    A acreditao cobre uma gama de temperatu-ras que se estende at aos 700C, o que cobre a grande maioria das aplicaes encontradas actualmente. Equipamentos como termmetros pticos ou cmaras de termografia podem assim ser calibradas, assegurando a rastreabilidade das suas leituras at padres nacionais e inter-nacionais.

    Paulo CabralDirector do Laboratrio de metrologia e Ensaios

    IEP - Instituto Electrotcnico Portuguspc@iep.pt

    Cumprindo com a tradio e sendo a hora de fazer balanos, mas tambm de confraternizar e celebrar o trabalho de equipa, o IEP proporcio-nou a todos os seus colaboradores um Almoo de Natal, que decorreu no dia 19 de Dezembro de 2013 em moreira da maia.

    O convvio revelou-se um momento de troca de experincias e motivao entre os presentes, tendo sindo, tambm, uma oportunidade para

    reforar a importncia da qualificao dos recur-sos humanos da empresa que so o principal pilar da Instituio e que fazendo face conjun-tura econmica que tem exigido dos portugueses e das empresas esforos redobrados, muito tm contribudo para os bons resultados deste Instituto.

    Partimos todos reforados e prontos para traba-lhar, mais e melhor, neste novo ano de 2014.

    Almoo de Natal do IEP

  • cinel

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201418

    Conceito LEAN

    O conceito Lean remonta ao Sistema Toyota de Produo ( tambm conhecido como produo Just-in-Time). O executivo da Toyota Taiichi Ohno ini-ciou na dcada de 1950 a criao e implantao de um sistema de produo

    cujo principal foco era a identificao e a pos-terior eliminao de desperdcios, com o objec-tivo de reduzir custos e aumentar a qualidade e a rapidez de entrega do produto aos clientes. O Sistema Toyota de Produo, por representar uma forma de produzir cada vez mais com cada vez menos, foi denominado produo enxuta (Lean Production ou Lean Manufacturing), por James P. Womack e Daniel T. Jones, no livroA Mquina que Mudou o Mundo. A obra publi-cada em 1990 nos Estados Unidos com o ttulo original The Machine that Changed the World um estudo sobre a indstria automobilstica mun-dial, realizado nos anos 80 pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), que chamou a aten-o de empresas de outros sectores.

    CADEIA DE VALORLEAN

    PLANEAMENTO E PROGRAMAOPlaneamento de Vendas

    Planeamento de ComprasPlaneamento da Produo

    GESTO DE ABASTECIMENTO

    Fornecedores Estratgicos

    Gesto Fornecedores

    Gesto Stocks

    ATENDIMENTO DE PEDIDOS

    Gesto Pedidos

    Gesto Logstica

    Armazenagem Lean

    GESTO DA PROCURA

    Previso Reposio Segmentao

    Figura 1 Cadeia de valor LEAN

    O Lean um sistema integrado de princpios, tcnicas e ferramentas com o objectivo de tor-nar as empresas mais competitivas, atravs da reduo de custos pelo fluxo contnuo dos processos, eliminao de desperdcios (produ-tivos ou administrativos), melhoria da qualidade e aumento da satisfao do cliente interno e externo. Como ferramentas mais utilizadas con-sidera-se o TPM (Total Productive Maintenance), Poka Yoka, Kanbam, 5 S, Setup, e VSM (Value Stream Mapping). Contudo, as ferramentas e tc-nicas no garantem a resoluo de problemas da qualidade nem o controlo dos processos resul-tando, por vezes, em variabilidade excessiva.

    Por isso, a unio do Lean com o Seis-Sigma trouxe grandes benefcios para as empresas, permitindo um resultado final maior do que a soma das partes.

    Seis SigmA

    A metodologia Seis Sigma com origem no pro-grama de qualidade da Motorola (1987) um conjunto de prticas destinadas a promover mudanas nas organizaes, no que se refere a melhorias nos processos, produtos e servi-os para a satisfao dos clientes. Distingue-se de outros mtodos de gesto de processos (produtivos/administrativos), porque estabelece objectivos de forma planeada e clara, quer de qualidade quer financeiros. O aumento de quota de mercado e das margens de lucro por reduo de custos so as principais razes da adopo da metodologia Seis Sigma por parte das empresas.

    O Seis Sigma no olha a qualidade na sua forma tradicional, isto , a simples conformidade com normas e requisitos da organizao. O Seis Sigma no substitui a ISO 9001:2008, uma vez que pos-suem objectivos diferentes. A ISO 9001:2000 um sistema de gesto da qualidade, enquanto o Seis Sigma uma estratgia de gesto para melhorar

    Lean Seis Sigma (LSS)

    Antnio Silveira Pereira

  • cinel

    Revista ANIMEE19

    o desempenho do negcio. No entanto, o Seis Sigma d sustentao s normas ISO 9001:2008 e auxilia a empresa a satisfazer os requisitos das normas, j que suporta todos os princpios de gesto da qualidade: foco no cliente, liderana, envolvimento das pessoas, abordagem de pro-cesso, abordagem nas evidncias para tomada de deciso, melhoria contnua, abordagem sistmica para a gesto e benefcios mtuos nas relaes com os fornecedores. A ISO 9001:2008 obriga a um processo de melhoria contnua na empresa, mas no diz como j o Seis Sigma estabelece como implementar esse processo. A filosofia Seis Sigmas assenta na preveno dos defeitos atra-vs do uso de ferramentas estatsticas, em vez da deteo de defeitos atravs da inspeo.

    Ganhos financeiros

    Incremento significativo do desempenho dos processos produtivos e dos produtos

    Programa Seis Sigma

    Melhoria da qualidade dos produtos fabricados

    Melhoria da eficincia e da eficcia dos procesos

    Figura 2 Coerncia do processo seis SIGMA

    A metodologia Seis Sigma possui duas vertentes com base no Ciclo de Deming Plan-Do-Check-Act:

    1. DMAIC (Define, Measure, Analyse, Improve e Control), com base na ISO 9001 e TQM, direc-cionada para a qualidade de processos So-luciona Problemas e aplica medidas para no voltar a acontecer;

    2. DMADV(Define, Measure, Analyse, Design e Ve-rify), define processos e simplifica actividades.

    Definir

    Medir

    Analisar

    Melhorar

    Controlar

    Etapa 1 Selecionar caractersticas da sada

    Identificar variveis de entrada e sada

    Etapa 2 - Definir padres de execuoEtapa 3 - Validar sistema de avaliaoEtapa 4 - Estabelecer capacidade do processoEtapa 5 - Definir objectivos de execuo

    Etapa 6 - Identificar origens de variaesEtapa 7 - Examinar causas potenciais

    Etapa 8 - Descobrir relaes entre variveisEtapa 9 - Estabelecer tolernciasEtapa 10 - Validar sistema de avaliaoEtapa 11 - Determinar capacidade do processo

    Etapa 12 - Implementar controlos do processo

    Figura 3 Etapas seis SIGMA

    A aplicao da metodologia Seis Sigma implica conhecer as necessidades e exigncias dos clientes, o correcto mapeamento dos processos e, sobretudo, a criao de uma equipa de espe-cialistas em que as atribuies so definidas tal como nas artes marciais em cintures.

    Equipa de projetos

    Patrocina o ProjetoElabora o Negcio do projetoAcompanha a gesto do projeto

    Responsvel pela gesto do ProjetoLidera os black belts(1 por rea de negcio)

    Responsvel pelos green beltResoluo de problemasLidera a equipa de projetos(1 por cada 70/100 pessoas)

    Fazem a gesto do projeto por setoresApoiam os black belts(1 por cada 20 pessoas)

    Champion

    Master Black Belt

    Black Belt

    Green Belt

    Figura 4 Equipa seis SIGMA

    As vantagens da aplicao da metodologia Seis Sigma resultam de algumas das suas caracte-rsticas nicas e poderosas, da forma de aborda-gem e da implementao:

    Medio directa dos benefcios do programa na lucratividade da empresa, permitindo a sua vi-sibilidade e valorizao dos resultados obtidos;

    Funes bem definidas da equipa; Alcance das metas atravs dos programas

    DMAIC e DMADV; O foco na satisfao do cliente.

    No que respeita a benefcios vale destacar que com a aplicao do Seis Sigma as empresas podem:

    Reduzir os produtos defeituosos; Aumentar o nvel de satisfao de clientes; Reduzir o tempo no desenvolvimento de novos

    produtos; Reduzir stocks e custos; Aumentar o rendimento dos processos e o vo-

    lume de vendas.

    A aplicao do Seis Sigma s funciona se imple-mentado com rigor e disciplina, atravs de um imprescindvel comprometimento da adminis-trao da empresa.

    LEAN seis SigmA (LSS)

    O Lean Seis Sigma (LSS) uma estratgia empresarial adoptada por um nmero cada vez

  • cinel

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201420

    maior de empresas, quer do sector industrial quer do sector de servios. Resultando da unio/ /combinao de duas filosofias de gesto, a Lean e a Seis Sigma, teve por base a necessidade dos gestores enfrentarem os aumentos de custos, concorrncia global e a procura de maior pro-dutividade das empresas, s possvel atravs do desempenho ao nvel da eficcia e da eficincia, com particular nfase nos processos. O Lean Seis Sigma tem-se revelado uma estratgia abrangente, poderosa e eficaz para a soluo de problemas relacionados com o desenvolvimento e melhoria de produtos, permite ganhar vanta-gem competitiva atravs da reduo da variabili-dade (garantia de qualidade e custo), acelerando os processos garantindo flexibilidade e agilidade.

    UNIO EFICAZ

    LEAN

    XITO

    SEIS SIGMA

    PRECISO

    SATISFAO DOS CLIENTESRENTABILIDADE

    AUMENTO DE RECEITASVALORIZAO DOS TRABALHADORES

    Figura 5 Unio LEAN e seis SIGMA

    Para alm de uma nica estratgia de melhoria, a aplicao Lean Six Sigma nas empresas apre-senta os benefcios:

    Diminui custos por:

    Reduo de desperdcio (quer seja produto ou actividade no processo) que no acres-centa valor;

    Racionalizao de processos que se tradu-zem em defeitos em produto/servio, au-mentando a receita.

    Melhora a eficincia da empresa por:

    Agilizao de processos permitindo que produtos ou servios sejam efectuados com maior rapidez sem alterar a qualidade;

    Maximizar os esforos da organizao; Permitir que a organizao possa alocar re-

    cursos/receitas produzidas a partir do me-lhoramento de processos (processos mais eficientes);

    Conseguir clientes satisfeitos.

    Envolvimento de todos os colaboradores por:

    Promover uma participao activa envolven-do uma equipa responsvel;

    Existncia de um clima de confiana. A trans-parncia em todos os nveis da organizao promove um entendimento comum de como cada pessoa importante para o sucesso da organizao.

    Basicamente, o Lean Six Sigma desenvolve um sentido de responsabilidade de todos na empresa.

    Objectivos LEAN Objectivos SEIS SIGMA

    Melhorar o Fluxo do Processo

    Reduzir a variao do processo Desenvolver processos e

    produtos fortes Conhecer as necessidades dos

    clientes

    Reduzir: Desperdcio; Actividades que no

    agregam valor Tempo de ciclo.

    Figura 6 Objectivos LEAN e seis SIGMA

    Antnio da Silveira PereiraAssessor/Qualidade CINEL

  • anreee

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201422

    A ASAE (Autoridade da Segurana Alimentar e Econmica) e a ANREEE (Associao Nacional para o Registo de Equipamentos Eltricos e Eletrnicos) assinaram no passado dia 20 de dezembro protocolo de colaborao com o obje-tivo de melhorar a informao relativa ao cum-primento da obrigao de registo dos operadores econmicos que colocam no mercado nacional equipamentos eltricos e eletrnicos (EEE) e pilhas e acumuladores no mbito do cumpri-mento das normas estabelecidas no Decreto-Lei n.o 230/2004 de 10 de dezembro, e Decreto-Lei n.o 6/2009 de 6 de janeiro, nas suas redaes atuais, respetivamente.

    Neste ato, a ASAE foi representada pelo Inspetor- -Geral, Mestre Pedro Portugal Gaspar, e a ANREEE, pelo Diretor Executivo, Eng. Rui Cabral.

    De acordo com as normas previstas na legis-lao em vigor, o registo obrigatrio para os operadores econmicos que sejam considerados

    como produtores dos produtos permitindo um acompanhamento e a fiscalizao mais asser-tiva do cumprimento das obrigaes estipuladas nestes normativos.

    Atravs deste protocolo, institui-se um sistema de cooperao, colaborao e partilha de infor-mao entre as duas entidades, que potencia a atuao atravs da fiscalizao do cumprimento da legislao reguladora do exerccio das ativida-des econmicas, e que permite dirimir eventuais situaes de concorrncia desleal, e assegurar a defesa do consumidor e da livre concorrncia.

    ASAE e ANREEE assinam protocolo no mbito

    do registo obrigatrio das empresas

  • certiel

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201424

    Com o intuito de dar a conhecer a atividade da CERTIEL a um pblico distinto daquele que habi-tualmente recebe notcias da nossa atividade (como so os intervenientes responsveis no projeto e na execuo das instalaes eltricas), este artigo pretende informar tambm os leito-res desta publicao dos factos mais relevantes da atividade da CERTIEL, ao longo do ano que terminou.

    Balco Digital

    Em 2013 foi dado destaque permanente neces-sidade de utilizao, cada vez mais urgente e abrangente, das tecnologias de informao, por parte dos projetistas e eletricistas profissionais, que tem como resultado, para alm da qualidade de servio acrescida, a reduo permanente da utilizao de papel por fora da reduo do nmero de exemplares de projeto, e da utilizao do portal em alternativa ao envio dos impressos dos pedidos de emisso de certificados de explo-rao, bem como um leque variado de outros servios, como exemplo as notificaes pres-tadas via SMS.

    Resultado da aposta nos servios online, a evoluo verificada nos pedidos de certificados inseridos via Balco Digital, com valores no final do ano prximos dos 90%, conforme ilustrao grfica. No poderemos deixar de referir, com grande satisfao, o excelente retorno tido rela-tivamente a esta nova plataforma, por parte dos seus utilizadores.

    Aps a implementao do novo portal e poste-rior verificao do nvel de utilizao do mesmo, surge uma nova necessidade, em detrimento da insero de pedidos que nos chegam em suporte papel: o apoio aos utilizadores do Balco Digital. Este apoio, para alm do contato telefnico e e-mail, agora prestado com recurso a um ser-vio de chat com horrio estabelecido.

    Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

    Pedidos inseridos 2012 3195 3117 3353 2599 3470 2851 3327 2383 2200 2680 2569 2365

    Pedidos inseridos 2013 2115 1950 2334 2463 2764 2389 2905 2012 2241 2410 2194 1712

    Pedidos inseridos no Portal 2012 39% 40% 40% 38% 39% 40% 41% 38% 39% 43% 42% 44%

    Pedidos inseridos no Portal 2013 62% 70% 74% 77% 79% 82% 83% 84% 83% 83% 88% 88%

    4000 100%

    3500 90%

    300080%

    250070%

    2000

    60%

    1500

    50%

    1000

    40%

    500

    30%

    20%

    10%

    0 0

    Qtd glob

    al ped

    idos

    inse

    ridos

    % ped

    idos

    inse

    ridos

    no Po

    rtal

    Usar bem a energia um dever de Cidadania

    Com o mote desta campanha cada vez mais presente, o servio designado por Diagnstico colocado, em 2013, num patamar de destaque. Este servio, vocacionado para instalaes el-tricas em habitao, assenta num levantamento das situaes irregulares que podem condicio-nar a segurana das instalaes e dos seus uti-lizadores, tendo como referncia as exigncias tcnicas em vigor estritamente necessrias manuteno da segurana e satisfao pos-svel das necessidades atuais, em termos das condies de conforto e eficincia da instalao de utilizao. A solicitao de um Diagnstico poder ser efetuada por um utilizador comum (proprietrio ou inquilino) atravs do Portal da CERTIEL.

    Terminado o ano, constata-se uma cada vez maior procura deste servio e uma satisfao generalizada por todos aqueles que o solicitam, razo pela qual continuar a ser uma aposta tambm para 2014.

    Porque uma campanha no cabe num servio ou num ato isolado, a CERTIEL criou ainda um conjunto de produtos com informaes espe-cialmente concebidas para os particulares. Um destes servios, cuja divulgao generalizada conta com o apoio de todos os profissionais, a etiqueta informativa para colocao no quadro de entrada (QE) das instalaes. A etiqueta

    CERTIEL em 2013 Retrospectiva

  • certiel

    Revista ANIMEE25

    dirigida ao utilizador da instalao eltrica e pre-tende inform-lo que os aparelhos diferenciais tm um boto de teste que deve ser atuado regu-larmente, de modo a garantir que se encontram sempre operacionais.

    O Manual de Segurana Eltrica, publicado tambm em 2013, especialmente concebido para o utilizador comum de instalaes eltricas em habitao, e utiliza uma linguagem acessvel abordando, de modo simples e prtico, conceitos bsicos de segurana na utilizao da instalao eltrica. A publicao deste manual foi tambm efetuada em suporte papel (para alm da edi-o digital), para que possa chegar a um maior nmero de utilizadores. A colaborao de todos os profissionais na sua divulgao tambm uma ferramenta importante, pelo que a CERTIEL conta tambm com este apoio.

    Documento que pode ser tambm consultado no nosso portal, o resumo do estudo anual dos acidentes com energia eltrica e incndios de origem desconhecida, estudo este relativo ao ano de 2013.

    Relaes Internacionais

    O ano de 2013 comeou da melhor maneira, com o sucesso do 2.o Encontro dos pases de expres-so oficial portuguesa, dedicado evoluo das instalaes eltricas, que decorreu nos dias 17 e 18 de janeiro na cidade da Praia, em Cabo Verde. Deste encontro poderemos resumir, citando as palavras do Dr. Antnio Baptista, Diretor-Geral

    de Energia de Cabo Verde: Portugal a nossa referncia para o novo sistema eltrico.

    Resultou daqui, o incio de uma colaborao efetiva da CERTIEL com o Ministrio do Turismo, Indstria e Energia e Direco-Geral de Energia de Cabo Verde na elaborao de regulamentao e legislao tcnica de suporte, bem como um sistema de certificao das instalaes eltricas.

    Ainda no primeiro semestre de 2013, a CERTIEL recebeu representantes de 16 pases-membros, como organizadora do encontro da FISUEL Federao Internacional para a Segurana dos Utilizadores de Eletricidade, o qual pde contar tambm com a presena da diretora de Servios de Eletricidade, Eng.a Maria Jos Esprito Santo, em representao do diretor-geral de Energia e Geologia.

    A grande preocupao com a segurana dos cidados na utilizao da energia eltrica ficou bem patente neste encontro, sendo transversal a todas as entidades presentes e oriundas de Portugal, Frana, Brasil, Reino Unido, Blgica, Coreia do Sul, Espanha, Nova Calednia, Japo, Argentina, Sua, Camares, Costa do Marfim, Malsia, Polnia e Senegal.

    Conforme salientou Carlos Botelho, diretor- -geral da CERTIEL, do encontro pde ficar a perceber-se que a CERTIEL est na vanguarda da sensibilizao do consumidor, investindo no esclarecimento do pblico a par de aes para o prprio setor, no sentido de diminuir o nmero de acidentes eltricos em Portugal.

  • certiel

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201426

    Divulgao Institucional

    Na sequncia do que tem vindo a ser efetuado, a CERTIEL, em 2013, continuou a estar presente, sempre que possvel, em encontros, jornadas ou seminrios para que tenha sido convidada. Tem vindo a ser notrio o aumento das solicitaes para este tipo de aes, ficando tambm uma sensao de que a mensagem de segurana est a ser transmitida, face excelente recetividade que estas aes tm tido por parte dos partici-pantes. No ano de 2013 a CERTIEL participou, em fevereiro, no Seminrio Energia Fotovoltaica 2013 O estado da arte! organizado pela CK Solar Academy, e em maio contou com duas aes de divulgao: A UBI Universidade da Beira Interior foi nossa anfitri, no mbito das

    comemoraes dos 25 anos do Departamento de Engenharia Eletromecnica (DEM) e logo depois, foi a vez de estarmos nas instalaes do ISEL Instituto Superior de Engenharia de Lisboa para o 6.o Seminrio Voltimum, sob o tema Tecnologia ao servio da eficincia energtica.

    Ao convite formulado pela OEINERGE e usando o seu stand, a CERTIEL esteve presente, no dia 7 de junho nas festas do Municpio de Oeiras. Foi com esta iniciativa que se deu incio divulgao do Manual de Segurana atrs referido.

    Antes do incio do perodo habitual de frias de vero, pudemos ainda estar presentes numa sesso organizada pela Schneider, realizada em Setbal. Esta sesso permitiu CERTIEL apre-sentar aos profissionais do setor uma retros-petiva geral da evoluo das instalaes no que se refere s exigncias tcnicas aplicveis e s solues adotadas desde 1974. Esta mesma ini-ciativa contou com a nossa presena em Torres Vedras, desta feita em novembro.

    J no fecho do ano, foi a vez de poder dar a conhe-cer em Lisboa, junto dos associados da AIPOR Associao dos Instaladores de Portugal a viso da CERTIEL sob o tema proposto: Edifcios Energia e Segurana.

  • certiel

    Revista ANIMEE27

    A CERTIEL Associao Certificadora de Instalaes Eltricas acaba de formalizar uma parceria com o Ministrio de Turismo, Indstria e Energia de Cabo Verde para apoiar a implemen-tao de um sistema de verificao e regulamen-tao de instalaes eltricas naquele pas. Na fase inicial do projeto, que decorre durante o pri-meiro semestre de 2014, a CERTIEL ir apresen-tar propostas para regulamentao de licenas e adoo de regras tcnicas, alm de assegurar a formao tcnica para preparar uma equipa de formadores em Cabo Verde.

    A cooperao entre a CERTIEL e o Governo de Cabo Verde surge no seguimento das diversas aes que a entidade certificadora de instalaes eltricas em Portugal tem desenvolvido com os pases de expresso portuguesa, com vista ao alargamento de sistemas de certificao de ins-talaes eltricas. Destaca-se a realizao do pri-meiro encontro sobre segurana eltrica que, em 2007, reuniu em Lisboa representantes de Timor, So Tom e Prncipe, Guin-Bissau, Angola, Moambique, Cabo Verde, Brasil e Portugal e o segundo encontro, que teve lugar em Cabo Verde, em 2013, que contribuiu para reforar as rela-es j existentes entre a CERTIEL e o Governo de Cabo Verde que impulsionaram o incio do projeto de implementao de um sistema de verificao das instalaes eltricas.

    A atividade que a CERTIEL desenvolve em Portugal tem tido resultados efetivos no incre-mento da segurana das instalaes eltricas e dos seus utilizadores, pelo que faz todo o sentido, e nossa obrigao, contribuir para que pases que tm tanto em comum com Portugal pos-sam alcanar os mesmos objetivos nesta rea, explica Carlos Ferreira Botelho diretor-geral da CERTIEL. O elevado nmero de empresas

    e profissionais portugueses que atualmente desenvolvem a sua atividade nos pases lus-fonos ir certamente facilitar a adoo de uma regulamentao tcnica similar existente em Portugal, considera o diretor-geral.

    Com o projeto ainda numa fase inicial, Carlos Ferreira Botelho salienta o relacionamento amistoso que tem contribudo para a colabora-o entre a CERTIEL e o Ministrio do Turismo, Indstria e Energia de Cabo Verde e a Direo Geral da Energia daquele pas, fundamental para o sucesso e concretizao dos objetivos defi-nidos. Quanto a perspetivas, o diretor-geral da CERTIEL considera estes processos implicam o desbravar de um longo caminho, no entanto est dado o primeiro passo para o arranque de um sistema que garanta a qualidade das instalaes eltricas em Cabo Verde.

    Quanto possibilidade do projeto ser replicado noutros pases de expresso portuguesa, Carlos Ferreira Botelho refere que h perspetivas relativamente a Angola que permitem considerar para breve a implementao de um projeto idn-tico ao agora iniciado em Cabo Verde, embora, como evidente, adaptado realidade e condi-es de desenvolvimento deste pas.

    CERTIEL apoia projeto para regulamentao de instalaes

    eltricas em Cabo Verde

  • certif

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201428

    A CERTIF Associao para a Certificao, refor-ando a sua liderana na certificao de produ-tos e servios, terminou o ano de 2013 superando os objetivos definidos.

    Com 45% da sua faturao na prestao de ser-vios no mercado externo, a CERTIF evidenciou o rigor tcnico e a credibilidade do seu trabalho com o resultado de auditorias a que foi sub-metida quer pelo IPAC-Instituto Portugus de Acreditao, quer atravs duma peer-assess-ment internacional, o que lhe permitiu alargar os seus mbitos de acreditao.

    Certificao de produtos

    A distribuio sectorial era a seguinte no final do ano:

    rea / SetoreSquemaS ProdutoS

    2013 2012 2011 2013 2012 2011

    Agroindustrial 4 4 4 9 9 9

    Construo 18 18 17 78 77 69

    Eltrico e Telecomunicaes

    15 15 15 63 61 61

    Outros 5 5 5 12 12 11

    Total 42 42 41 162 159 150

    Nota: Esto apenas contabilizados os esquemas e as categorias em que h produtos certificados.

    A certificao de produtos foi a rea com melhor desempenho no ano. Apostando nos reconheci-mentos e na diversificao da oferta foi possvel manter clientes estrangeiros graas aceitao dos certificados em novos mercados.

    Tambm a exigncia da certificao de produtos em mercados de destino trouxe, num momento de crescimento das exportaes, uma maior procura da certificao, numa rea considerada estratgica pela CERTIF.

    Embora no tenha havido lugar criao de novos esquemas de certificao durante o ano houve lugar a novas certificaes e, acima de tudo, ao alargamento da base de certificaes por parte de clientes j existentes, o que dever ser visto como fator de fidelizao.

    Foram certificados pela primeira vez:

    Cabos eltricos para linhas de mdia tenso Esquentadores Vidro de silicato sodo clcio endurecido termi-

    camente

    Certificao de servios

    A atividade mais relevante durante o ano prendeu- -se com esquema de certificao do servio de instalao, manuteno e assistncia tcnica de equipamentos fixos de refrigerao, ar condicio-nado e bombas de calor que contenham gases fluorados com efeito de estufa, em conformi-dade com os Regulamentos (CE) n.o 824/2006 e n.o 303/2008 e Decreto-lei n.o 56/2011, de 21 de Abril.

    Esta certificao embora exigida por lei, deixa, ainda, de fora muitas empresas, o que acontece por inexistncia de fiscalizao.

    marcao Ce

    A CERTIF foi fortemente penalizada pelo atraso da publicao de legislao que possibilitava a notificao de organismos nacionais, o que a impediu de obter resultados mais positivos.

    Foi, no entanto, mantida a atividade no estran-geiro, onde possui vrios clientes, e alargado o domnio de interveno a novas normas de:

    Fibras polimricas para beto Placas de sinalizao para sinais fixos de

    sinalizao de trnsito verticais

    Certif supera Objetivos e fatura 45 por cento no Mercado Externo

  • Credibilidade, imparcialidade e rigor reconhecidos na certi cao de produtos e de sistemas de gesto.

    Presente em 25 pases

    Membro de vrios Acordos de Reconhecimento Mtuo

    Parceiro de Confiana no seu Negcio

    www.certif.pt R. Jos Afonso, 9 E 2810-237 Almada Portugal Tel. 351.212 586 940 Fax 351.212 586 959 E-mail: mail@certif.pt

    Acreditada pelo IPAC como organismo de certifi cao de produtos, servios

    e sistemas de gesto Mem

    bro de

    :

    buc

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    on - Fo

    tolia

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  • certif

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201430

    Sinais fixos de sinalizao de trnsito verticais Portas pedonais exteriores sem caractersti-

    cas de resistncia ao fogo e/ou estanquidade ao fumo

    Certificao de pessoas

    Trata-se duma nova rea de atividade da CERTIF, desenvolvida em colaborao com a ADENE, e tendo como base a formao por esta ministrada.

    Foram, at final do ano, emitidos 82 certificados relativos a:

    55 auditores certificados para a realizao de auditorias a Sistemas de Gesto de Energia, de acordo com a norma ISO 50001

    9 projetistas de sistemas solares trmicos certificados

    18 instaladores de janelas eficientes certifica-dos

    Certificao de sistemas

    A certificao de sistemas de gesto no tem tido a evoluo esperada, ao contrrio da certifi-

    cao de produtos. A situao atual do Pas tem influenciado as decises das empresas, sobre-tudo em novas certificaes, segmento onde a CERTIF se posiciona. No entanto, e embora o numero de certificados seja ainda reduzido, houve um aumento de 10% nesta rea.

    Relaes externas

    A CERTIF manteve como prioritrio o esforo no estabelecimento de acordos e reconhecimentos com organismos de certificao estrangeiros, focando-se nos destinos principais dos merca-dos de exportao dos seus clientes.

    O volume de faturao no estrangeiro atingiu, este ano, os 45% da faturao, a que se devem somar o trabalho realizado com empresas por-tuguesas, cujos produtos se destinam, na sua maioria, exportao.

    A CERTIF tem as suas parcerias mais ativas no Brasil, Chipre e Itlia, e reconhecimentos em todo o mumdo, fruto acordos multilaterais, com relevo para o Mdio Oriente.

    Trata-se do primeiro certificado emitido pela CERTIF, elaborado no mbito do Projeto Europeu de Transferncia de Inovao Q-Cert-VET

    O CTCV Centro Tecnolg ico da Cermica e do Vidro obteve, atravs da CERTIF, a certifica-o do seu Sistema de gesto da forma-

    o profissional, incluindo aprendizagem enri-quecida por tecnologia, no mbito da norma NP 4512.

    Esta certificao demonstra a capacidade que uma organizao possui para fornecer produtos de formao profissional de forma consistente e que possam ir ao encontro dos requisitos dos seus clientes, aumentando a sua satisfao, e em con-formidade com os requisitos legais e estatutrios.

    Trata-se da primeira atribuio desta norma pela CERTIF Associao Para a Certificao, e foi elaborada no mbito dos objetivos do Projeto Europeu de Transferncia de Inovao Q-Cert- -VET. O CTCV havia j obtido, tambm atravs da CERTIF, a certificao do seu sistema de gesto da qualidade no mbito da norma ISO 9001.

    CTCV Certifica Sistema de Gesto da F. Profissional

  • empresas

    Revista Animee31

    Pelo terceiro ano consecutivo, a ABB em Portugal atribuiu um prmio monetrio a um estudante da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

    esta distino, consagrada num acordo estabe-lecido entre a ABB e a FeUP, destina-se a pre-miar o estudante que tenha obtido a classificao mais elevada numa dissertao de mestrado cujo tema esteja relacionado com uma de trs das principais reas de actividade do Grupo ABB: energias renovveis, incluindo smart-grids, automao industrial e robtica.

    A parceria estabelecida com a FeUP enquadra- -se num conjunto de iniciativas emergentes do conceito de cidadania corporativa exemplar que

    o Grupo ABB adoptou, e que pretende levar prtica atravs do envolvimento em actividades que impulsionem o progresso das comunidades nas quais a empresa opera, nomeadamente na rea do desenvolvimento educacional.

    O vencedor do Prmio ABB 2013 foi o estudante Diogo Andr Cerqueira Pinto Bezerra Varajo, com a dissertao intitulada Carregador Bidireccional para Veculos elctricos Baseado em Andar de Converso matricial, classificada com 20 valores. O cheque e diploma respectivos foram entregues ao aluno durante uma cerim-nia organizada pela FeUP (Comemorao novos mestres) pelo eng. Helder Faria de mendona, director-geral da diviso Process Automation da ABB em Portugal.

    Prmio ABB 2013

  • empresas

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201432

    A rede, de mbito nacional, de carregadores rpidos de CC da CLEVER ir ser ampliada, na Dinamarca, at aos 100 equipamentos situados nas principais gasolineiras e centros comer-ciais.

    A ABB, grupo lder em tecnologias de energia e automao, anunciou que foi seleccionada pela CLeVeR, o mais importante operador de mobi-lidade elctrica, na Dinamarca, para fornecer 50 carregadores de CC normalizados para cor-rente combinada (CCS Combo), para serem incorporados na rede nacional dinamarquesa. esta encomenda surge aps a anterior instala-o de outros 50 carregadores rpidos de CC da ABB, no incio de 2013, com a qual a rede nacio-nal de carregadores rpidos de CC se estende a 100 locais. A rede CLeVeR dispe de carrega-dores de CA e de CC, servindo todos os veculos elctricos do mercado dinamarqus.

    A CLeVeR seleccionou os equipamentos Terra 53 da ABB, equipados com um conector CCS em todas as estaes, com o objectivo de servir os novos veculos elctricos equipados com o sistema de carregamento rpido CCS, tais como o VW e-UP! e o BmW i3. O primeiro carregador rpido de CC da CLeVeR numa gasolineira Shell na Dinamarca foi inaugurado no incio deste ms pelo ministro dos Transportes dinamarqus, Pia Olsen Dyhr, aquando da instalao do primeiro carregador rpido CCS a operar na Dinamarca.

    Pekka Tiitinen, director da diviso Discrete Automation and motion da ABB afirmou: estamos muito satisfeitos pelo facto da CLeVeR ter esco-lhido a ABB como fornecedor para ampliar a sua rede, depois dos excelentes resultados das outras 50 estaes anteriormente instaladas, em

    2013. Dispor de uma rede nacional de carregado-res rpidos nas estaes de servio essencial para motivar os condutores a mudarem para veculos elctricos.

    A ABB fornece carregadores e solues de sof-tware lderes na indstria, para o servio remoto, a conectividade e a gesto de subscritores e sistemas de pagamento. Cada carregador rpido da ABB ligado web tem uma ampla gama de caractersticas de conectividade, incluindo assis-tncia remota, gesto e servio e actualizaes inteligentes de software. A ABB suporta todas as normas e protocolos de carregamento rpido, como CCS, crtico para manter a compatibilidade futura entre os veculos e carregadores que no deixam de evoluir. esta compatibilidade possibi-litar CLeVeR proporcionar um servio fivel e actualizar a sua rede medida que a tecnologia evolui.

    Lars Bording, CeO da CLeVeR, acrescentou: A estratgia da CLeVeR seguir a evoluo dos automveis. esta a razo pela qual ns, o primeiro operador de mobilidade elctrica na Dinamarca, criamos estaes de carregamento para todos os veculos elctricos disponveis no nosso mercado. isto implica podermos estar sempre seguros de que haver estaes de carregamento rpido na nossa rede compat-veis com qualquer veculo elctrico. Os veculos elctricos e os sistemas de carregamento esto ligados, e essencial dispormos de uma infra-estrutura compatvel e fivel.

    A implantao de carregadores rpidos levada a cabo pela CLeVeR, na Dinamarca, est for-temente consolidada. Devido CLeVeR ser propriedade de cinco grandes companhias elc-

    ABB fornecer carregadores rpidos de veculos elctricos

    CLEVER, na Dinamarca

  • empresas

    Revista Animee33

    tricas dinamarquesas, pode dispor de uma estra-tgia a longo prazo para desenvolver o mercado dos veculos elctricos.

    Os carregadores de CCS sero colocados em servio previamente sua instalao, levada a cabo pela CLeVeR durante 2014. Os servi-os de manuteno e as reparaes ficaram a cargo da equipa local de assistncia da ABB na Dinamarca.

    Para mais informaes sobre a infra-estrutura da ABB para veculos elctricos visite este acesso.

    O Grupo ABB (www.abb.com), lder em tecno-logias de energia e automao, possibilita s empresas de electricidade, gua e gs, e inds-tria, melhorar o seu desempenho, reduzindo o impacto ambiental. O Grupo ABB opera em cerca de 100 pases e emprega aproximadamente 145.000 pessoas.

    A CLeVeR o primeiro operador dinamarqus de mobilidade elctrica (emO), que proporciona solues prticas, rpidas e seguras de carre-gamento, tanto em habitaes como locais de trabalho. Criou uma rede nacional de estaes pblicas de carregamento na Dinamarca.

  • empresas

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201434

    O National Physical Laboratory (NPL), centro de investigao cientfica do Reino Unido res-peitado internacionalmente e que desenvolve normas de medio utilizadas em cincia, selecionou a Alcatel-Lucent (Euronext Paris e NYSE: ALU) para levar a cabo um importante upgrade da infraestrutura de TI. A rede ir gerir o sempre crescente volume de dados cientficos agora e no futuro para a modelao cientfica e largura de banda intensiva utilizada pelos cien-tistas do NPL medida que realizam investiga-es pioneiras.

    Desde que foi criado em 1900, o NPL e os seus cientistas de elite tm sido responsveis por uma longa lista de progressos, incluindo a inveno do radar, o primeiro relgio csio atmico do mundo e a tecnologia de comutao de pacotes. Alan Turing, o homem apontado como tendo des-coberto os cdigos da mquina Enigma do tempo de guerra, tambm produziu um dos primeiros desenhos para um computador de armazenagem de programas enquanto esteve no NPL.

    Para satisfazer as necessidades do ambiente cientfico do NPL, a rede de comunicaes pre-cisava de acolher uma crescente quantidade de dados, volume de ficheiros a partilhar, e o futuro crescimento dos laboratrios. A nova rede melhorou a infraestrutura existente do labora-trio de modo a incluir uma espinha dorsal de TI de 10Gb que fornece a 700 colaboradores e visitantes 3.500 terminais com fios nos labora-trios e escritrios. A soluo tambm oferece capacidade de alimentao atravs da Ethernet (PoE) e uma rede sem fios nas reas comuns e de reunies.

    Sobre a implementao

    Na implementao est includo o comuta-dor Alcatel-Lucent Stackable Gigabit Ethernet Switch, o OmniSwitch 65850E no edge, e o OmniSwitch 6900 no core, desenhado para ofe-recer uma rede fluente em aplicaes e permitir operaes otimizadas, controlo automatizado e uma arquitetura resiliente.

    A soluo foi fornecida pelo parceiro Alcatel- -Lucent Freedom Communications um fornece-dor que tem ampla experincia em telefonia IP, voz, centros de contacto, servios convergentes de voz e dados e em comunicaes unificadas.

    A Alcatel-Lucent tem uma forte posio nas redes com e sem fios num conjunto de mercados que incluem a educao, turismo e sade, com clientes que variam entre a escola St. Annes College, a universidade University of Oxford, o Hotel La Tour e o super-hospital, de 430 milhes de libras, North Bristol NHS Trust.

    Claire Moore, Chefe de TI no National Physical Laboratory comentou que: Esta nova rede deixa o National Physical Laboratory prepa-rado para o futuro, oferecendo capacidade para as grandes quantidades de dados pro-duzidas nas investigaes que desenvolve-mos. Temos agora uma rede mais fivel que inclui mais de 3.000 terminais utilizados por 700 colaboradores. Iremos ver ainda mais benefcios medida que o tempo passa, uma vez que este um projeto que foi concludo tendo em mente as necessidades de investi-gaes futuras.

    Alcatel-Lucent faz upgrade da rede do National Physical

    Laboratory no Reino Unido, para suportar a cincia do futuro

  • empresas

    Revista Animee35

    Fcil de manusear devido ao funcionamento simples do seu boto nico

    modelo base de baixo custo acessvel a todos mostra o resultado da busca usando um LeD

    vermelho, amarelo ou verde

    Basta ligar e comear: o detetor PmD 7 da Bosch estar brevemente disponvel, para os aficiona-dos de bricolage que queiram detetar facilmente metais e condutores eltricos sob tenso. esta nova ferramenta deteta metais ferrosos com fia-bilidade at uma profundidade de 7 centmetros, metais no-ferrosos at 6 centmetros e condu-tores eltricos sob tenso at 5 centmetros. isto oferece aos aficionados de bricolage uma maior segurana ao perfurar.

    Graas ao PmD 7 consegue detetar condutores e tubos , permitindo-lhe evitar danos.

    Tal como o laser de linhas cruzadas Quigo, j tes-tado e experimentado, e o medidor laser de dis-tncias PLR 15, o PmD 7 que a Bosch lana agora no mercado outro instrumento particularmente fcil de utilizar e que, portanto, adequado para principiantes. Tal como sucede com o Quigo, o PmD 7 fcil de utilizar: basta usar um boto.

    Ao deslizar o boto, este comea automatica-mente a detetar. O resultado mostrado ao utilizador atravs de trs luzes LeD, como num sistema de semforos: verde significa Pode perfurar, vermelho significa no perfurar: foi detetado um objeto e amarelo significa no recomendado perfurar.

    Caso seja detetada eletricidade, o LeD vermelho pisca. Logo que acende tambm emitido um sinal sonoro. este fica mais audvel medida que se aproxima do objeto detetado. Quando detetada a posio exata, ou seja, quando fica diretamente por detrs do quadrado do LeD, esta

    pode ser marcada com exatido no topo e late-rais usando os auxiliares de marcao.

    Para terminar a deteo, basta deslizar o boto do PmD 7 para a posio inicial e o instrumento des-liga. A calibrao do PmD ocorre automaticamente. Por conseguinte, o detetor est sempre pronto a ser usado e no existe a possibilidade de ocorrem erros decorrentes de uma calibrao incorreta.

    Outras vantagens so o peso reduzido e o facto de o PmD 7 ser compacto: pesa 150 gramas, mede 15 centmetros de comprimento e 6 cent-metros de largura, sendo assim possvel desliz- -lo na parede para detetar tubos e condutores.

    Com o lanamento do PmD 7, a Bosch passa tam-bm a abranger o segmento de deteo na sua srie de ferramentas de medio fceis de usar e que dispensam explicaes, para principiantes e pessoas com pouca experincia de bricolage.

    O segmento de nivelao abrangido pelo laser de linhas cruzadas Quigo, j testado e experi-mentado, enquanto o segmento de medio coberto pelo medidor laser de distncias PLR 15. Deste modo, a Bosch passa a oferecer ferra-mentas de medio fceis de usar nas trs reas deteo, medio e nivelao que qualquer um pode utilizar.

    EspEcificaEs pMD 7 (Substitui o PDO 6)

    Profundidade de deteo mxima de metais ferrosos

    7 cm

    Profundidade de deteo mxima de metais no-ferrosos

    6 cm

    Profundidade de deteo mxima de condutores eltricos

    5 cm

    Alimentao 3 x 1,5 V AAA

    Durao de funcionamento 5 h

    Dimenses (comprimento x largura x altura)

    144 x 60 x 30 mm

    Peso 150 gr.

    Detetor PMD 7 da Bosch deteta metais e eletricidade

    em segundos

  • empresas

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201436

    Com uma durao prevista de 37 meses, o projecto consiste na reabilitao dos equipamentos da bar-ragem j existente e na construo de uma nova central hidroelctrica.

    83 milhes de dlares o valor do contrato que a Efacec assinou com a NIARA POWER, enquanto subcontratada da companhia chinesa de enge-nharia e construo, Gezhouba Group (CGGC), uma das maiores e mais relevantes empresas mundiais no sector da construo civil e em par-ticular na construo de barragens.

    A Efacec ir fornecer os equipamentos que reabilitaro e permitiro o reforo de potncia do aproveitamento hidroelctrico de Luachimo, situado na Provncia de Lunda-Norte. Com o objectivo principal de aumentar a produo de energia nessa provncia, a empreitada consistir na reabilitao dos equipamentos da barragem j existente e na construo de uma nova central hidroelctrica que ser equipada com 4 novos grupos geradores de 9 MW cada um, e compre-ender estudos, projecto, fabrico, transporte,

    A Efacec assina um contrato para a reabilitao e o reforo

    de potncia da barragem angolana de Luachimo

    A Efacec instalou o centro de comando da rede de energia elctrica de Luanda e regista a enco-menda de dois novos sistemas para as subesta-es de Encib Camama e Cacuaco Sequele

    Ao terminar 2013, a Efacec instalou com sucesso o sistema SCADA do novo centro de comando da angolana EDEL, empresa pblica de distribuio de electricidade em Luanda, e garantiu novas referncias junto desta utility, ao registar a encomenda dos sistemas de auto-mao, controlo e proteco para as subesta-es Encib Camama e Cacuaco Sequele, ambas de 60/15 kV.

    Com o objectivo de garantir uma superviso e controlo modernos e tecnologicamente avan-ados da rede de energia elctrica da regio de Luanda, a primeira fase do contrato relativo ao novo centro de comando incluiu o fornecimento do sistema SCADA e a integrao das primeiras trs subestaes neste sistema, estando prevista a integrao gradual de todas as subestaes exis-tentes e futuras na rede de distribuio da EDEL.

    A rea de Automao da Efacec implementa solues avanadas que vo ao encontro dos mais recentes desenvolvimentos tecnolgicos, oferecendo aos seus clientes uma capacidade de operao da rede com maior qualidade de servio.

    Angolana EDEL demonstra preferncia por sistemas

    SCADA

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    Revista ANIMEE37

    A Efacec foi de novo escolhida para desenvolver e instalar as suas tecnologias no Metro de Dublin, agora nos cerca de 6km de traado que percorrem 13 estaes da novssima LUAS Cross City

    A Efacec assinou o contrato para fornecimento integral dos sistemas electromecnicos de uma nova linha do Metro de Dublin, a LUAS Cross City, com inaugurao prevista para finais de 2017. Esta nova linha representa um dos desen-volvimentos mais importantes na articulao do transporte pblico na capital da Irlanda, ao per-mitir interligar, atravs do centro da cidade, as duas linhas de metro hoje existentes.

    Atravs deste novo contrato agora assinado, com um valor superior a 25 milhes de euros, as tecnologias desenvolvidas pela Efacec sero instaladas ao longo dos cerca de 6km de traado, percorrendo 13 novas estaes.

    De entre os sistemas que sero desenvolvidos, fornecidos e instalados pela Efacec destacam-se:

    Energia: subestaes, telecomando de ener-gia (SCADA) e instalaes elctricas

    Sinalizao: sistema de ajuda explorao (SAE) e sinalizao ferroviria;Sistemas de Informao: comunicaes, informao ao pblico, transmisso digital via fibra ptica e rdio;Segurana: videovigilncia, deteco de incndios e controlo de acessos;Centro de Comando de toda a rede do Metro, incluindo a superviso de um novo Parque de Veculos.

    Devido sua dimenso e abrangncia, este con-trato o claro reflexo da competncia da Efacec na actividade dos Transportes, j demonstrada na execuo de contratos anteriores com o mesmo cliente, mas tambm em outros projec-tos e geografias, de que se destacam os Metros de Nottingham (Reino Unido), Bergen (Noruega) ou Cdiz (Espanha).

    Destaca-se ainda que, atravs da sua unidade de negcios de Transportes, a Efacec conquistou j referncias no fornecimento de sistemas e produtos para projectos metro-ferrovirios, em cada um dos 5 continentes.

    Mais de 25 milhes de euros o valor do novo contrato

    que a Efacec acaba de assinar na Irlanda

    montagem, ensaios e colocao em servio de todos os equipamentos hidromecnicos, grupos geradores, instalaes elctricas e automao.

    O contrato reflecte o reconhecimento da compe-tncia tcnica e competitividade da Efacec, cuja aposta continuada no desenvolvimento e forne-cimento de solues integradas inovadoras para este tipo de empreendimentos, permite uma oferta global de elevado valor acrescentado.

    Em Portugal, a Efacec est presente no alargamento da capacidade de grandes cen-trais hidroelctricas, de entre as quais se destaca a central do Alqueva, bem como na construo da quase totalidade de outras novas grandes hidroelctricas, destacando-se, nos anos mais recentes, as de Ribeiradio e Ermida, Foz Tua e Salamonde II.

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    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201438

    Inovaes no PLC 2013

    Oito anos volvidos desde a sua 1.a edio, a 24 de outubro realizou-se mais uma edio do PLC Produtividade, Liderana e Competitividade, no Hotel D. Ins em Coimbra. Cerca de uma centena de profissionais estiveram presentes nas apre-sentaes da Rittal Portugal, Phoenix Contact e M&M Engenharia Industrial, num modelo inova-dor: de manh decorreram as apresentaes e da parte da tarde houve demonstraes prticas dos produtos apresentados. Estar prximo dos clien-tes e parceiros e do mercado foram objetivos to-talmente garantidos.

    No PLC Produtividade, Liderana e Competitivi-dade de 2013 foram apresentadas as mais inova-doras solues para produzir mais e melhor com menor esforo, reutilizando meios e eliminando desperdcios. A organizao apresentou em 2013 um formato diferente com 3 apresentaes in-dividuais de cada empresa da parte da manh e uma demonstrao prtica da parte da tarde num local onde os produtos e solues estavam expostos. Este evento pretende desde h 8 anos inovar e desenvolver a indstria e as empresas em geral, atravs da apresentao de inovaes em produtos e solues para melhorar a produ-tividade das empresas, levando-as liderana e

    colocando-as no caminho da competitividade. Es-tas solues e novidades esto mais direciona-das para os setores da automao e comunicao industrial, climatizao industrial, datacenters, projeto eltrico, e ainda conexes e marcaes para quadros eltricos.

    O evento iniciou-se com uma mensagem de boas- -vindas a todos os profissionais por parte dos Diretores e representantes mximos das empre-sas que organizaram o evento, agradecendo aos presentes e explicando como ia decorrer todo o evento.

    Estandardizar tarefas com software pela M&M Engenharia Industrial

    A M&M Engenharia Industrial deu o mote atravs de Jos Meireles, o seu Diretor, e com a primeira apresentao do dia sobre a plataforma EPLAN 2.3 em que a estandardizao de tarefas, to necessria para as empresas, a grande meta. Abordou os vrios parceiros existentes no pro-cesso de Engenharia, fulcrais para o sucesso do software. A Plataforma EPLAN 2.3, sob o Slogan EPLAN Efficient Engineering. tem a grande van-

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    Revista ANIMEE39

    tagem de englobar todas as aplicaes EPLAN garantindo assim um trabalho mais eficiente e or-ganizado. Com a utilizao da plataforma h uma automatizao e tcnicas de processo avanadas, sempre apoiadas na formao progressiva para uma engenharia mais eficiente. Permite tambm uma gesto de produo com o planeamento do marketing (prototipagem), o desenvolvimento do processo de encomendas e um relacionamento original do processo de produo podendo este ltimo ser reutilizado, consoante as necessida-des de cada cliente.

    Jos Meireles enumerou que houve um cresci-mento de 15% na M&M Engenharia, sucesso esse que teve como base as estandardizaes e nor-malizaes a nvel de empresas j clientes EPLAN que utilizavam a plataforma no seu dia-a-dia. Na plataforma, o produto passa a integrar-se mais em toda a rea em que atua desde a Engenharia eltrica ao MCAD/PDM h assim uma engenha-ria mais eficiente e uma soluo que funciona de uma forma facilitada para os clientes. Na plata-forma EPLAN existe uma estrutura informtica nica que domina aplicaes e que tem uma uti-lizao correta baseada em conceitos bsicos e configuraes, definies e modelos de produto. A engenharia eficiente tem modelos de constru-o base e diversificadas formas de trabalho com operaes com um simples pressionar o boto. Esta plataforma integra-se na perfeio nos pro-cessos de cada empresa. A plataforma EPLAN pretende, acima de tudo, unificar a comunica-o entre todos os departamentos uma vez que toda a informao pode ser exportada atravs do software, cumprindo sempre todas as normas e standards atuais.

    Seguindo esta base, a M&M Engenharia reco-menda a utilizao da Plataforma EPLAN e ainda a nova diretiva de mquinas que d a IEC 81346 como a norma de futuro para a rea documen-tal de todos os projetos. A Plataforma contempla ainda as novas diretivas lanadas em Junho deste ano no que diz respeito segurana de equipa-mentos e pessoas designada por VDMA 66413.

    Solues Phoenix Contact para o crescimento da mobilidade eltrica

    A Phoenix Contact elegeu a mobilidade eltrica como tema central do PLC 2013. Francisco Men-des comeou por questionar os profissionais pre-sentes se havia algum com um veculo eltrico, com apenas um presente a confirmar. Chamou a ateno para as alteraes climticas e necessi-dade de agir e limitar as emisses de CO2 sobre-tudo no setor dos transportes para a atmosfera, a somar ao aumento dos custos dos combustveis fsseis e da temperatura mdia global. Por tudo isto alm de uma realidade, a mobilidade eltrica uma necessidade urgente e qual a Unio Eu-ropeia est atenta e por isso aprovou a Diretiva 2009/28/EC com duas metas para 2020: 20% da produo de energia provm de energias renov-veis e 10% da energia utilizada nos transportes oriunda das energias renovveis, havendo assim uma reduo nas emisses de CO2/Km para 130 gramas at 2015 e ainda uma reduo nas emis-ses de CO2/Km para 95 gramas at 2020. A Unio Europeia est, igualmente, a exercer presso nos governos dos estados-membros e fabricantes do setor automvel para desenvolver alternativas. O veculo eltrico uma soluo ideal uma vez que no emite CO2 para atmosfera.

    Em 2008 a iniciativa The European Green Cars foi lanada pela Comisso Europeia com mais de 50 projetos, tendo como objetivo a pesquisa e de-senvolvimento para a implementao do Veculo Eltrico como o transporte do futuro. O Mobi.E o projeto portugus que comeou em 2009/2010 e que pretende instalar uma rede base de car-regadores de Veculos Eltricos em habitaes

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    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201440

    privadas e/ou parques pblicos, centros comer-ciais, aeroportos, estradas ou vias pblicas, au-toestradas, sendo pensando na sustentabilidade do modelo. Atualmente, segundo Francisco Men-des j h mais de 1000 carregadores instalados de norte a sul do pas. Com a mobilidade eltrica h uma maximizao da utilizao das energias renovveis, um transporte automvel com zero emisses do veculo, alm da mxima eficincia. A somar a isso h a possibilidade de carregamen-to noturno dos Veculos Eltricos conjugado com redes inteligentes que permite uma gesto efi-ciente da energia.

    Tem havido um grande desenvolvimento e inves-timento no estudo de baterias com maior capaci-dade, algo fundamental para a evoluo do setor. Os carregadores de todas as tomadas eltricas tm de responder a determinados standards//normas e a Phoenix Contact participou nesse desenvolvimento. Neste setor de desenvolvimen-to a Phoenix tem dois parceiros Efacec que j desenvolveu uma gama completa de carregado-res de Veculos Eltricos e MagnumCap.

    Carlos Coutinho abordou com mais inciso o sis-tema de mobilidade eltrica explicando que se-gundo a Norma IEC 61850, que estabelece um padro de comunicao entre consumidores e produtores. Existem outras normas que no de-vem ser esquecidas: IEC 61851 (Carregamen-to de carros eltricos), IEC 62196 (Conetor), IEC 61850 (Rede de Energia Inteligente) e ISSO/IEC 15118 (Comunicao entre a Rede e o Veculo). H solues para todas as necessidades, seja de carregamento pblico (estaes de servio ou parques de estacionamento) ou privado (moradia ou edifcio). A Phoenix Contact tem uma soluo de controlador de carga de Veculos Eltricos em que o autmato, o contactor e o conetor tm um papel fundamental e a integrao de todos os componentes fundamental. Apesar disso, o au-tmato o corao de todo o sistema controlando as comunicaes e os sistemas de informao, o contador EV, a fonte de alimentao e a UPS e as-sim o consumo de energia, e tendo ainda acesso visualizao das operaes e ao leitor de car-tes. A Phoenix Contact fornece vrias solues para a mobilidade eltrica com vrios compo-

    nentes para integrar uma infraestrutura de car-ga inteligente: conetores e equipamentos para a infraestrutura de carga como conetores, fontes de alimentao, autmatos, consolas, modems, proteo contra sobretenses e controladores da energia consumida

    Novidades de Quadros Eltricos da Rittal

    A Rittal Portugal trouxe ao PLC 2013 algumas das solues de distribuio de energia, por ser esta uma das reas com maior interesse para a audi-ncia e tambm por ser uma das com mais cres-cimento no volume de negcios em 2013. Por ou-tro lado, completam na ntegra as solues apre-sentadas anteriormente, ou seja, projeto eltrico e mobilidade eltrica fazendo com que haja uma perfeita interao entre as 3, tornando o evento mais completo e inteligvel para a audincia.

    As solues apresentadas pela Rittal focaram essencialmente os envolventes metlicos para os quadros eltricos de distribuio e MCC (controlo de motores), todos os acessrios para a monta-gem dos quadros eltricos, suportes de barra-mentos, barramentos, suportes para aparelha-gem, etc.

    Assim, Pedro Gndara (Gestor de clientes Rittal na regio Sul) falou dos novos sistemas de distri-buio de energia Ri4Power, que agregam todos o equipamentos necessrios ao fabrico de qua-dros eltricos de potncia at aos 5.000A, bem como os quadros compartimentados (MCC), fixos ou com gavetas extraveis.

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    Revista ANIMEE41

    O sistema Ri4Power formado pelos armrios TS8, com diversas medidas, pelos barramentos e suportes para os mesmos de acordo com as po-tncias desejadas, platines pr-preparadas para a colocao de aparelhagem, sendo nestes casos de realar que o sistema est desenvolvido para receber aparelhagem dos mais conhecidos fabri-cantes (Siemens, ABB, GE, Meller, Eaton, Sch-neider, etc.), permitindo assim que seja o cliente a escolher a que melhor responde s suas ne-cessidades, libertando-se da imposio de marca nica.

    Todo o sistema de Ri4Power est conforme as normas IEC 61439-1/2.

    A Rittal realou ainda o fato de, contrariamente aos outros fabricantes, qualquer quadristas po-der utilizar de forma livre e sem custos adicio-nais, o sistema Ri4Power para o fabrico de qua-dros compartimentados MCC, com ou sem gave-tas extraveis, sem necessidade de pagamento de qualquer licena especial, sendo que a Rittal ainda lhe oferece todo o apoio necessrio para a configurao dos armrios e acessrios.

    Seguidamente, Cludio Maia (Gestor de clientes da regio Centro) apresentou as novas solues de quadros modulares de distribuio ISV.

    Estes caracterizam-se pela sua flexibilidade na criao de quadros de pequenas dimenses, ba-seados nas caixas standard AE, bem como o evo-luir para quadros de distribuio at 1.600A com grandes dimenses, sendo os mdulos ISV sem-pre do mesmo tipo.

    Uma das muitas vantagens deste novo sistema a possibilidade de, muito facilmente, retirar do armrio a estrutura ISV, eletrificar todos os m-dulos numa bancada de trabalho, e quando com-pleto inserir novamente a estrutura ISV no arm-rio TS8. Tudo isto pode ser feito por uma nica pessoa, em poucos minutos.

    Por ltimo, Ceferino Almeida (Gestor de clientes da regio Norte) falou do sistema de barramentos

    para aparelhagem de baixa tenso Riline60. Este, um sistema inovador que possibilita a instalao da aparelhagem diretamente no barramento de distribuio, usando para o efeito num vasto con-junto de suportes prprios onde a aparelhagem fixada e que depois encaixam diretamente nos barramentos. Este sistema permite a elaborao de obras complexas, de forma muito simples, re-duzindo drasticamente a possibilidade de erros e tornando o aspeto do quadro muito mais limpo.

    No menos importante, o fato de tornar as obras mais econmicas uma vez que o consumo de mo-de-obra muito menor.

    Para o desenvolvimento das tarefas de projeto de quadros eltricos Ri4Power ou ISV, bem como a utilizao da tecnologia Riline60, a Rittal disponi-biliza uma potente ferramenta de software Power Engineering, j na verso 6.1 que permite, de for-ma simples e intuitiva construir o quadro no com-putador, testar a sua coerncia de acordo com a norma IEC 61439-1/2, eliminar eventuais erros antes de consumir material e mo-de-obra, e quando tudo j est perfeito, e testado, imprimir o projeto, bem como a lista de materiais a enco-mendar.

    No fim das apresentaes foi aberto o debate com perguntas e respostas, tendo posteriormen-te a Rittal convidado todos os presentes para uma apresentao ao vivo aps o almoo, na sala onde tinha todos os equipamentos apresentados, em exposio.

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    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201442

    Projeto MiCROSOL da Schneider Electric

    promete melhorar acesso a electricidade, gua e aquecimento em frica

    MiCROSOL promove desenvolvimento de tec-nologia inovadora, com base na energia tr-mica solar, para o acesso a eletricidade, gua e aquecimento a micro-indstrias em frica.

    O projeto, liderado pela Schneider Electric, rene oito parceiros e o apoio da ADEME.

    Micro-indstrias localizadas em reas rurais com elevados nveis de exposio solar pode-ro beneficiar de melhor acesso a recursos essenciais.

    A Schneider Electric, em parceria com oito par-ceiros e a ADEME Agncia do Ambiente e Gesto de Energia, apresenta a demonstrao do projeto MiCROSOL Comisso de Energias Alternativas e Energia Atmica, no Centro Cadarache, em Frana, para futuro benefcio das micro-inds-trias em pases em vias de desenvolvimento.

    O projeto MiCROSOL prope o desenvolvimento de uma tecnologia nica, de padro modular, para a produo de eletricidade, gua potvel e aquecimento que facilitar o seu acesso, benefi-ciando as micro-indstrias localizadas em reas rurais de pases com elevado nvel de exposi-o solar, especialmente pases no Continente Africano.

    Para o desenvolvimento desta soluo inovadora, a Schneider Electric adota como base o princpio da co-gerao de electricidade e calor, atravs da aplicao de uma nova abordagem a uma tec-nologia que j uma tendncia termodinmica solar. O projecto MiCROSOL foca-se no design do armazenamento termal, nica e exclusivamente

    atravs da utilizao de produtos ambiental-mente seguros.

    Segundo Gilles Vermot Desroches, Senior Vice--Presidente de Sustentabilidade da Schneider Electric, o MiCROSOL um projeto muito espe-cial para a Schneider Electric que existe para o permitir o acesso energia pelas populaes em pases em vias de desenvolvimento. Tendo como objetivo dar resposta a necessidades cruciais des-tas micro-indstrias, apoiando o seu crescimento, o MiCROSOL prev a implementao do primeiro sistema piloto no Continente Africano j em 2014.

    Lanado em Novembro de 2011, com um ora-mento de 10,9 milhes de euros, o projeto MiCROSOL est a ser liderado pela Schneider Electric em cooperao com oito parceiros industriais e organizaes de investigao: CEA (Comisso de Energias Alternativas e Energia Atmica); Exos; Exosun; Laboratrio de Energia, Mecnicas e Eletromagnetismo da Universidade de Paris Ouest; Laboratrio de Energia e Mecnicas Tericas e Aplicadas da Universidade de Lorraine; Sophia-o Antipolis Energy Development; Stiral e TMW. O projeto conta ainda com o apoio financeiro do Plano de Investimentos Futuros da ADEME, no valor de 5,1 milhes de euros.

    Selecionado no mbito do programa Solar 2011 Call for Expressions of Interest da ADEME, o MiCROSOL e a sua demonstrao tm como obrigao a entrega de uma soluo concreta para a viso da de Termodinmicas Solares da ADEME para 2050.

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    Revista ANIMEE43

    Schneider Electric distinguida com primeira

    Certificao ISO 50001 do setor em Portugal

    A Schneider Electric, especialista global em ges-to de energia, a primeira empresa neste setor de atividade em Portugal a receber a Certificao ISO 50001:2011, responsvel pela implemen-tao de requisitos base para a eficincia dos sistemas de gesto de energia nas organizaes.

    A obteno da Certificao e o facto de ser, pre-cisamente, a primeira empresa neste setor em Portugal a consegui-lo, para David Claudino, Country President da Schneider Electric, muito importante porque reflete nas nossas prprias ins-talaes todo o nosso empenho e investimento na investigao e desenvolvimento de produtos e solu-es ideais que ajudam as empresas a fazerem o melhor uso da sua energia, com vista a uma maior poupana econmica e ambiental.

    Dada a importncia da eficiente gesto energ-tica para o futuro econmico, do desenvolvimento empresarial e industrial e para a sade ambien-tal, a norma ISO 50001:2011 foi desenvolvida pela Organizao Internacional de Normalizao (ISO) como a Norma Internacional de referncia para gesto de energia. Disponvel desde Junho de 2011, prev-se que esta Certificao promova uma reduo at 60 por cento do consumo mun-dial de energia.

    A Schneider Electric a primeira empresa deste setor em Portugal a conseguir esta certificao. J em 2011, a sua sede em Frana tinha sido cer-tificada como o primeiro edifcio a nvel mundial certificado de acordo com a norma ISO 50001 para sistemas de gesto energtica. A especia-lista em gesto de energia implementou no seu edifcio sede HIVE as suas prprias solues, integrando os mais avanados produtos e tec-

    nologias numa nica arquitetura gerida atravs de um nico sistema de software. Desta forma, foi possvel a reduo significativa do consumo energtico para 80 kWh/m2/ano.

    David Claudino acrescenta que a ISO 50001:2011 era um objetivo de elevada importncia para a Schneider Electric pois a sua atribuio demons-tra que o nosso sistema de gesto energtica um sistema sustentvel, que otimiza a utilizao de energia, e tambm demonstrativo do nosso compromisso em melhorar constantemente a per-formance energtica.

    A Certificao ISO 50001:2011 permite s orga-nizaes estabelecerem sistemas e proces-sos necessrios para melhorar o desempenho energtico (incluindo eficincia, uso, consumo e intensidade energtica), reduzir custos com energia, emisses de GEE e impacto ambiental no geral, atravs da implementao de estrat-gias de melhoria continua numa gesto sistem-tica da energia.

    A certificao foi obtida para as instalaes da Sede em Carnaxide, local onde a Schneider Electric Portugal se encontra a funcionar h ape-nas dois meses. Facto demonstrativo do envolvi-mento, dedicao e empenho dos colaboradores da Schneider Electric, assente na estratgia de desenvolvimento de competncias dos colabora-dores. A implementao deste sistema de gesto contou com a participao de dois colaboradores que durante o ano de 2013 foram formados e certificados pela ADENE/CERTIF como Auditores aos Sistemas de Gesto ISO 50001.

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    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201444

    Parceria entre Schneider Electric e DONG Energy

    Parceria permite aumento de penetrao de renovveis, equilbrio de redes de energia e reduo de emisses de carbono.

    A Schneider Electric, especialista global em gesto de energia, e a DONG Energy, um dos principais grupos de energia do Norte da Europa, celebram parceria tecnolgica e comercial para aumentar a penetrao sustentvel de energia renovvel em ilhas remotas e isoladas.

    S na Europa, existem pelo menos 286 ilhas remotas, distantes das redes de distribuio de energia existentes no continente. As redes existentes nestas ilhas so, muitas vezes, forte-mente dependente do diesel, incorrendo em ele-vados custos em energia eltrica sujeitos ainda flutuao dos preos dos combustveis. Estes custos tm sido, ao longo dos tempos, uma bar-reira para o desenvolvimento econmico local, que impede a melhoria dos padres de vida e a reduo de emisses de carbono.

    Atualmente, questes econmicas e ambientais impelem cada vez mais operadores a atuarem em ilhas remotas a esforarem-se para a subs-tituio do diesel por energia renovvel. No entanto, o principal desafio da integrao das energias renovveis nestes casos a comple-xidade resultante do equilbrio entre a rede e a manuteno da sua fiabilidade e estabilidade, que pode limitar a quantidade de energia reno-vvel integrada de forma eficiente.

    As solues de gesto de redes de distribuio da Schneider Electric e a tecnologia de plantas de energia virtuais da DONG Energy vo permitir a criao de uma nova plataforma para a monito-rizao, controlo, previso de procira e gerao de energia em tempo real.

    Evert den Boer, Vice-Presidente Snior da DONG Energy, confirma que desenvolvemos na DONG Energy uma planta de energia virtual a

    Power Hub, que agrega capacidade de carga e de gerao de energia para uma maior flexibilidade da rede atravs de uma plataforma de software. Este sistema j demonstrou com sucesso o seu valor na optimizao, gesto e melhoria da estabilidade de micro-redes remotas nas Ilhas Faro. Evert den Boer acrescenta ainda que a integrao do Power Hub com a plataforma de software de ges-to de redes de energia da Schneider Electric vai permitir a disponibilizao global de uma soluo nica que vem dar resposta ao enorme desafio da gesto de um sistema elctrico isolado de forma segura, econmica e sustentvel.

    A parceria entre a DONG Energy e a Schneider Electric torna possvel uma abordagem nica e inovadora a plantas de energia virtuais que per-mite ultrapassar o desafio constante do equil-brio entre a oferta e a procura de energia.

    Segundo Frdric Abbal, Vice-Presidente Executivo da Diviso de Energia da Schneider Electric, a nossa arquitetura inclui aplicaes do Sistema Avanado de Gerenciamento de Distribuio (ADMS), do Sistema de Controle de Energia (PCS) e do Centro de Controlo de Renovveis (RCC), per-mitindo a previso de procura e o seu equilbrio com a gerao de energia em tempo real. Graas s funcionalidades de previso meteorolgica e de carregamento rpido, os operadores em ilhas remo-tas passam a beneficiar de sistemas energticos sustentveis, eficientes e economicamente viveis beneficiando, por sua vez, as comunidades locais.

    A Schneider Electric aposta em parcerias ativas que permitem testar e validar solues inovado-ras, para a resoluo das suas preocupaes ope-racionais, ambientais e regulatrias. A presena global da Schneider Electric em mais de 100 pa-ses, e o posicionamento diferenciador que detm atuando em simultneo em ambos os lados da rede de abastecimento procura e fornecimento, ligam todos os players de energia (produtores, distribuidores e consumidores industriais).

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    Revista Animee45

    Com o Smart Mountain Village e os produtos da

    Schrder, a tecnologia led chegou ao Sabugueiro

    O SmART mOUnTAin ViLLAGe um projeto pi-loto patrocinado pela Fundao Vodafone que vai colaborar com a Cmara de Seia para disponibili-zar solues tecnolgicas na aldeia do Sabuguei-ro que contribuam para aumentar a qualidade de vida dos habitantes e visitantes, e que funcionem como alavanca para a melhoria do desempenho ambiental desta aldeia de montanha.

    O SmART mOUnTAin ViLLAGe integra a inter-veno em reas distintas, entre as quais est a gesto de infraestruturas (energia eltrica e

    gua). neste mbito a remo-delao da iluminao do ncleo histrico do Sabu-gueiro foi uma das aes prioritrias. Para o efeito, a iSA intelligent Sensing Anywhere S.A., executou o projeto instalando um sis-tema integrado de gesto de energia, o qual monitoriza os consumos desta remodelao. Foram escolhidas as lanter-nas Valentino da Schrder, que combinam um design tradicional com a mais avanada tecnologia LeD. Com 32 LeDs e um consumo nominal de apenas 53W as lumin-rias Valentino LeD cumprem perfeitamente o seu papel, ao mesmo tempo que criam um ambiente agradvel e seguro.

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    LOBA

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    55%

  • empresas

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201446

    Uma agradvel luz branca, emitida pelos leds que

    equipam os projetores neos, ilumina a fachada do Pao das escolas da Universidade de

    CoimbraFundada em 1290 por D. Dinis i, a Universidade de Coimbra a mais prestigiada Universidade de Portugal e uma das mais antigas em todo o mundo. Assente num edificado de grande valor arquitetnico e cultural foi j este ano elevada condio de Patrimnio mundial da Humanida-de, por deciso da Unesco, organizao das na-es Unidas para a educao, Cincia e Cultura. A rea agora classificada pela UneSCO est situa- da em duas zonas do centro histrico da cidade de Coimbra, uma na encosta da cidade, a Alta, e a outra na parte baixa, a Sofia. Ainda antes desta nomeao, a Universidade tinha decidido remo-delar a iluminao do Pao das escolas, localiza-do na Alta e visvel de praticamente toda a cida-de, aumentando a sua projeo durante o perodo noturno. A nova iluminao tinha vrios desafios: melhorar o recorte da silhueta do conjunto arqui-tetnico, reduzir a poluio luminosa e o consu-

    mo energtico. Para responder cabalmente a es-tes desafios foram escolhidos os projetores neos LeD equipados com 64 HP LeDs branco neutro que pintam as fachadas com uma confortvel luz branca destacando este con da cidade e do pas. Com apenas 71W de consumo e uma ne-cessidade praticamente nula de manuteno os projetores neos LeD revelaram ser tambm uma aposta certa em termos de economia de energia e custos de manuteno, ajudando desta forma as finanas da Universidade.

    Com 3 tamanhos, um design apro-vado, mltiplas distribuies foto-mtricas e grande variedade nos pacotes luminosos, os projetores Neos LED respondem a praticamente todos os requisitos, quer de ilumina-o cnica e urbana, quer de ilumina-

    o funcional e desportiva

    eC

    OnOmi A G

    LOBA

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    80%

  • empresas

    Revista Animee47

    Utilizao da tecnologia mais recente para aumento de performance dos rack PCs indus-triais de 19

    menor perda de potncia, melhor performan-ce grfica e computacional

    elevada disponibilidade do sistema e seguran-a de dados

    Utilizao flexvel como servidor ou estao de engenharia

    A diviso de Automao industrial da Siemens equipou os rack PCs industriais de 19, da famlia SimATiC iPC547e, com a quarta gerao de pro-cessadores intel e com tecnologia de ponta para computadores. Com processadores quadcore i7, placa grfica onboard de alta definio e mem ria de trabalho mais rpida, esta nova tecnologia permite a reduo no consumo de energia em cerca de um tero, quando comparado com as verses anteriores.

    Os novos rack PCs industriais de 19 equipados com a quarta gerao de processadores intel, permitem um desempenho de computao 30% superior aos seus antecessores e quase trs ve-zes mais desempenho a nvel grfico. Constitudo por discos rgidos com configurao Raid e com

    um disco suplente adicional, juntamente com a recuperao dos dados automtica em caso de falha, esta nova tecnologia garante uma elevada disponibilidade do sistema e uma maior seguran-a de dados. A ligao de at 5 monitores possi-bilita ainda o controlo e a superviso de todas as aplicaes.

    O novo computador industrial particularmente adequado para a rpida aquisio e processa-mento de grandes volumes de dados como por exemplo os que so vistos em processamento de imagem ou visualizao de processo.

    O novo SimATiC iPC547e compatvel com todos os seus antecessores a nvel de instalao, inter-face e software. Com uma caixa de apenas 446mm de profundidade, o novo SimATiC iPC 547 permite salvaguardar algum espao extra na instalao de quadros de 19, com profundidade de 500mm. espectvel que em breve exista ainda uma ver-so de apenas 356mm, para quadros de 400mm. As mais variadas interfaces, DisplayPort V1.2, PCie 3.0 ou USB 3.0 permitem uma flexibilidade acrescida. Para fcil diagnstico, os Leds de es-tado da refrigerao, temperatura e discos rgi-dos foram colocados de forma visvel, sendo ainda disponibilizado um software de diagnstico. O uti-lizador tem ao seu dispor a tecnologia intel AmT 9.0, j integrada, para acesso remoto (com protec-o de password) o que permite aumentar o po-tencial de anlise e diagnstico ou manuteno.

    Quando solicitado, o PC pode ainda incluir o siste-ma operativo Windows 7 Ultimate (32 ou 64bits), o Windows Server 2008 R2 (edio 64bits), ou mes-mo pacotes de software adicionais para solues de controlo e visualizao com funcionalidades SCADA. Verses como o Windows 8 (64bits) esto ainda a ser desenvolvidas com vista melhoria da performance dos equipamentos.

    SiemenS apresenta racks de PCs industriais com

    performances melhoradas

  • empresas

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201448

    Siemens a empresa que melhor promove o trabalho em equipa em Portugal

    multinacional distinguida nos Prmios da Hu-man Resources Portugal 2013

    Siemens vence distino para a qual estavam nomeadas mais sete empresas

    Terceira nomeao consecutiva da Siemens destaca boas prticas na gesto de pessoas

    A Siemens Portugal foi reconhecida como a em-presa que melhor promove o trabalho em equi-pa no mbito dos prmios da Human Resources Portugal 2013, que distinguem as melhores em-presas em Portugal para se trabalhar.

    Vencedora da categoria Qual a empresa que me-lhor promove o trabalho em equipa, para a qual estavam nomeadas mais sete empresas, este o terceiro ano consecutivo em que a Siemens Por-tugal selecionada para integrar os prmios da Human Resources Portugal, que visam distinguir as empresas que mais se destacam na gesto de pessoas. em 2011, quando da 1.a edio destes galardes, a Siemens Portugal venceu a catego-ria Qual a empresa que mais celebra as suas vit rias dos Negcios e Estratgias com os seus co-laboradores?, para a qual estavam nomeadas 14 empresas a operar em Portugal.

    este prmio, anunciado durante a cerimnia rea-lizada pela publicao no CCB, traduz o empe-nho que a empresa tem colocado desde sempre na promoo do trabalho em equipa, mas tam-bm no envolvimento de todos os colaboradores no que toca s suas estratgias de atuao e na partilha dos resultados que alcana a nvel na-cional. O investimento nas melhores prticas de gesto de pessoas mas tambm na comunica-o com os colaboradores faz parte da poltica de transparncia e envolvimento defendida pela empresa, que aposta no capital humano e na sua motivao como um dos seus fatores crticos de sucesso.

    A Siemens desenvolve e implementa diver-sas medidas com os objetivos de proporcionar Worklife Balance aos seus colaboradores, bem como constituir e manter equipas diversas, nas quais todos podem contribuir com o mximo do seu potencial. entre elas destacam-se as medi-das de apoio famlia como ofertas de equipa-mentos para bebs, anuidade do seguro de sa-de para filhos de colaboradores ou posto mdico em todas as instalaes da empresa. So ainda de destacar outras atividades de carcter mais ldico ou pedaggico, como peas de teatro, ini-ciativas Traga os seus filhos para o trabalho ou aes de voluntariado organizadas pela empresa que envolvem os filhos dos colaboradores.

    Outra iniciativa que promove e reconhece o tra-balho em equipa so os Siemens Awards, uma gala de atribuio de prmios interna que todos os anos distingue, em diferentes categorias, os projetos mais emblemticos desenvolvidos pelos colaboradores da empresa.

    A seleo da Siemens para integrar este prmio foi feita pela equipa editorial da revista e teve como base mais de duas dezenas de estudos de opinio do painel de Conselheiros da Human Re-sources Portugal, que elaborou uma short list de 8 empresas por categoria, e 12 nomes para CeO e diretor de Pessoas/Recursos Humanos.

    Sobre a Siemens S.A.

    A Siemens est em Portugal h mais de 108 anos, sen-do lder no fornecimento de solues de engenharia nos sectores de indstria, energia, Sade e infraestruturas & Cidades. Com cerca de 2000 colaboradores e nu-merosas parcerias com o meio acadmico, a empresa desempenha um papel ativo no desenvolvimento eco-nmico do pas. A Siemens Portugal detm centros de competncia mundiais nas reas da energia, infraestru-turas, sade e servios partilhados. Para mais informao, por favor consulte www.siemens.pt

    SiemenS Portugal referncia em boas prticas

    na gesto de pessoas

  • empresas

    Revista Animee49

    no 10.o aniversrio da maior rede social do planeta, o Facebook, a Siemens faz balano positivo da sua presena nas Redes Sociais

    A aposta numa abordagem muito visual e a ligao forte entre o offline e o online so frmulas de sucesso

    no Facebook a Siemens AG conta j com mais de 128 mil gostos e mais de 3,200 pessoas interagem com a pgina

    Portugal caso de sucesso

    no 10.o aniversrio da maior rede social do pla-neta, o Facebook, a Siemens faz um balano po-sitivo da sua presena nas Redes Sociais. estas plataformas esto a revolucionar a abordagem aos temas corporativos e de neg cio, criando no-vos desafios para os profissionais de comunica-o, principalmente quando se trata de marcas que atuam em reas complexas e menos atrativas para os utilizadores, como o caso da engenharia.

    A rea da engenharia no , tendencialmente, muito atrativa para os utilizadores das redes so-ciais mas, com uma estratgia muito visual, a Siemens tem vindo a contrariar esta tendncia revelando-se um caso de sucesso, visto que num curto espao de tempo, as pessoas esto efetiva-mente a envolver-se com a marca. no momento que esta comunicao foi escrita, os 20 posts mais recentes da pgina de Facebook da Siemens AG tiveram em mdia 320 gostos. Para alm disso, esta pgina conta j com mais de 128 mil gos-tos e mais de 3,200 pessoas a interagir com os diversos contedos publicados. A empresa est tambm presente no Twitter com mais de 37.300 seguidores e mais de 1.350 tweets, bem como no Linked in, Google+, Youtube e Sina Weibo.

    em Portugal, e naquela que considerada, por muitos, a mais bem-sucedida rede social do pla-neta, o Facebook, a Siemens um caso de su-

    cesso devido aos bons resultados da pgina da Siemens Portugal e da pgina da Siemens Home Portugal (Siemens eletrodomsticos).

    A Siemens Portugal criou a sua pgina em maio de 2010, que conta j com mais de 8.980 fs, e tem mais de 170 pessoas a interagir com a pgina. Apesar de estarem equilibrados no que respeita ao gnero, 50/50, o feminino que interage mais nesta plataforma, dado curioso para uma marca na rea da engenharia. J a Siemens Home Por-tugal tem mais de 56,700 gostos e 270 pessoas interagem com a pgina.

    A leitura das publicaes nas pginas de Fa-cebook da Siemens permitem um olhar para dentro da empresa e ajuda a entender melhor o impacto da sua atividade no mundo que todos conhecemos, refere Joana Garoupa, Diretora de Comunicao da Siemens em Portugal.

    J no Twitter, com uma pgina criada em maio de 2009, a Siemens Portugal tem 1.620 seguidores, fez cerca de 2.180 tweets e segue 630 pginas. no Youtube, a marca est presente com um canal criado em Outubro de 2011, cujos 47 vdeos j fo-ram vistos mais de 6.290 vezes, visualizaes que continuam a aumentar substancialmente.

    estes dados resultam da implementao de uma estratgia de redes sociais integrada, que tem levado a equipa de comunicao da Siemens a reinventar-se e a complementar as frmulas de marketing tradicionais. O pensar fora da caixa neste mbito, mais no do que a criao de uma ligao forte entre o offline e o online, refora Joana Garoupa, possibilitando um maior impac-to em termos de comunicao e criando sinergias no negcio.

    engenharia mais atrativa com a estratgia da SiemenS

    nas redes sociais

  • empresas

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201450

    Weg leva nova tecnologia elica ao Mercado Sul-Americano

    A WEG volta a confirmar o seu compromisso com o desenvolvimento de tecnologias avanadas para responder s necessidades do mercado brasileiro e sul-americano. Desta vez, a empresa levar solues especficas para o sector da energia elica, graas a um acordo tecnolgico para o fabrico de aerogeradores de ltima gera-o, assinado com a empresa norte-americana Northern Power Systems (NPS).

    A WEG integra uma capacidade de fornecer todos os componentes de uma unidade de gera-o de energia elica com o seu conhecimento profundo do mercado sul-americano de gerao de energia. A NPS tem a experincia e a tec-

    nologia necessrias para oferecer as solues correctas neste mercado, afirma Troy C. Patton, CEO da Northern Power Systems.

    Escolhida pela WEG para disponibilizar esta tecnologia ao mercado sul-americano, a NPS, com sede no estado de Vermont, uma das lde-res tecnolgicas de aerogeradores permanent magnet direct drive (PM/DD). Os aerogeradores PM/DD tipicamente apresentam maior disponi-bilidade e menor custo de manuteno e repa-rao quando comparados com os tradicionais, resultando numa maior poupana de energia ao longo da vida til do equipamento e maximizando o retorno econmico pata os investidores.

    eficincia energtica: Impacto na Reduo do Custo

    OperacionalPor definio, eficincia energtica a relao entre a quantidade de energia empregue numa actividade e aquela disponibilizada para a sua realizao. Mas o que representa isto na prtica? Na Indstria de Mveis Henn, a aplicao de uma soluo para Filtro de Mangas, fornecida pela WEG, resultou numa reduo considervel do consumo total da fbrica, permitindo um retorno do investimento em 6 meses. Quando a WEG nos ofereceu esta nova soluo, ns acreditamos e hoje estamos a colher os resultados positivos. A soluo proporciona uma economia de energia elctrica entre os 50 e 60%, bem como a melho-

    ria do factor de potncia, afirma Cansio Henn, scio proprietrio da empresa.

    A WEG passou contar recentemente com o Centro de Negcios de Eficincia Energtica (CNEE) dedicado a projectos que optimizem este consumo. as oportunidades esto ligadas substituio de motores, adequao da potncia e automatizao de sistemas, ou seja, eficin-cia energtica com inovao no parque fabril, afirma Leandro vila, coordenador do centro.

    A WEG passa assim a entregar uma soluo completa, chave na mo, com instalao e ava-

  • empresas

    Revista ANIMEE51

    liao dos resultados, se necessrio de acordo com o Protocolo Internacional de Medio e Verificao de Performance (PIMVP). A ques-to central : como vai a empresa actuar para reduzir custos e energia, tornando-se eficiente energeticamente?, destaca vila.

    Centro de Negcios de Eficincia

    O centro de negcios prope um pr-diagnstico abrangente que tem em conta todas as oportu-nidades eficientes. Entramos no cliente com a viso ISO 50.001:2011, identificando oportuni-

    dades que contemplem outros consumos para alm da energia elctrica, explica o coordena-dor. O rpido retorno sobre o capital investido tem em conta apenas a economia de energia, mas os ganhos vo alm disto, com impacto na vida til dos equipamentos, reduo dos custos de manuteno e segurana no processo.

    Desde os anos 90, a WEG desenvolve equipamen-tos eficientes, com destaque para o motor com maior rendimento do mercado, o W22 Premium, que possui nveis acima daqueles definidos nas directivas europeias.

    Obra do Maracan certificada pelo alto desempenho ambiental

    O gigante verde: motores e sistema de automao mais eficientes

    O estdio do Maracan est mais verde do que nunca. E no apenas pela plantao do novo relvado. Inaugurado em 1950 para ser o palco do Campeonato do Mundo, o estdio prepara- -se para receber novamente o evento em 2014. Apenas com a aplicao da soluo WEG para a central de ar condicionado, pode alcanar uma economia de 30% e deixar de emitir toneladas de CO2. A aquisio de produtos eficientes foi uma exigncia do sistema Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), que certifica empreendimentos com alto desempenho ecol-gico. A premissa bsica de uma obra com o selo LEED a reduo nas emisses de CO2, alcan-ada pela optimizao de recursos e aquisio de equipamentos eficientes.

    A soluo formada por Motores WEG Premium de alto rendimento e sistema de accionamento, con-

    versor de frequncia CFW701 HVAC e Arrancador Suave SSW07, actua na Central de Aquecimento, Ventilao e Ar Condicionado (HVAC), instalada pela Ambient Air. O sistema HVAC composto por ventiladores, bombas de gua e torres de refrigerao responsveis pelo sistema de gua gelada, ventilaes e renovao de ar de ambien-tes sanitrios e cozinhas. O sistema garante con-forto trmico para reas do estdio, como salas de imprensa, cozinhas e camarotes.

    De acordo com Mrcio Kohn, director da Ambient Air, a obra do Maracan foi planeada com base numa concepo de primeiro mundo, porm considerada complexa, por ser classificada como Retrofit, quando exige adaptao tec-nolgica de instalaes ultrapassadas. A obra emblemtica, por se tratar do maior estdio do Campeonato do Mundo de Futebol. Com a

  • empresas

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201452

    modernizao, hoje o Maracan no fica a dever, em tecnologia, a nenhum estdio novo, destaca o executivo.

    Soluo que garante o selo ambiental

    A maioria dos empreendimentos de grande porte do mundo, procuram atender aos requisitos LEED, para receber a certificao ambiental. Aliado ao alto rendimento da linha de motores W22 Premium, a economia de energia em siste-mas HVAC intensificada com o uso do CFW701 HVAC. Com a sua exclusiva funo de Economia de Energia e Arrancador Suave SSW07, a redu-o pode ultrapassar os 30%.

    Os Conversores de Frequncia actuam atravs da variao de velocidade das bombas de gua gelada e dos fancoils do sistema de acordo com a carga trmica.

    Com o accionamento, a potncia exigida no motor proporcional fora requerida pela aplicao, gerando economia para todo o sistema. Como a relao de potncia consumida nestas cargas com a variao na rotao da ordem cbica

    uma reduo de 10% na vazo de uma bomba representa uma economia de energia de 27%.

    Kohn explica que para todos os motores foram utilizados accionamentos com Arrancadores Suaves que possibilitam a acelerao e desa-celerao suave do motor atravs de rampa de tenso, com reduo de corrente de arranque, o que contribui para o uso racional de energia. A WEG tem sido nossa parceira h muito tempo. Somos bem atendidos e contamos sempre com a WEG nas nossas obras. Este fornecimento foi perfeito, com produtos adequadamente embala-dos e dentro do prazo estipulado. Como sempre, produtos de alta qualidade, afirma.

    Para o director, a necessidade de superar os nveis de rendimento no desenvolvimento de equipamentos eficientes tem incentivado inds-trias e instaladores a investir em tecnologia e formao, qualificando pessoas para trabalhar com equipamentos mais elaborados.

    vital para o Brasil e para o nosso planeta, consumirmos menos energia, evitando o aqueci-mento global.

  • calendrio fiscal

    Revista Animee53

    imposto do Selo: 1 Pagamento, at ao dia 20 (internet, Tesourarias de Finanas ou CTT), do imposto cobrado no ms anterior, mediante apresentao

    da declarao de retenes.

    imposto sobre o Rendimento das pessoas Singulares: 2 At dia 10, entrega da Declarao mensal de Remuneraes, por transmisso eletrnica de dados, pelas entidades devedoras

    de rendimentos do trabalho dependente sujeitos a iRS, ainda que dele isentos, bem como os que se encontrem excludos de tri-butao, nos termos dos artigos 2.o e 12.o do Cdigo do iRS, para comunicao daqueles rendimentos e respetivas retenes de imposto, das dedues efetuadas relativamente a contribuies obrigatrias para regimes de proteo social e subsistemas legais de sade e a quotizaes sindicais, relativas ao ms anterior.

    3 Pagamento, at ao dia 20 (internet, Tesourarias de Finanas ou CTT), mediante apresentao da declarao de retenes, do: 1 imposto retido no ms anterior, relativamente a rendimentos do trabalho dependente (cat. A) e penses (cat. H), bem como o

    relativo a rendimentos sujeitos a taxas liberatrias. 2 imposto retido no ms anterior, relativamente a rendimentos empresariais e profissionais (cat. B), capitais (cat. e) e prediais (cat.

    F), por entidades que disponham ou devam dispor de contabilidade organizada. 4 At ao dia 31: 1 entrega em suporte de papel, da declarao modelo 3 pelos sujeitos passivos que hajam recebido ou a quem tenham sido colo-

    cados disposio apenas rendimentos das categorias A (trabalho dependente) e H (penses): (Artigo 57.o e 60.o do CiRS): 2 entrega da declarao de alteraes, pelos sujeitos passivos de iRS, que pretendam alterar o regime de determinao do rendi-

    mento e que renam as condies para exercer a opo (art. 28.o do CiRS) 5 At ao dia 31: 1 Reteno na fonte de iRS relativo aos rendimentos das categorias A e H. As entidades com contabilidade organizada devem reter

    o iRS sobre os rendimentos, sujeitos a reteno, das categorias B e F e e e no estejam sujeitos a taxas liberatrias). 2 Reteno do iRS pelas entidades que devam rendimentos sujeitos a taxas liberatrias. 6 Durante maro e at ao fim Julho, entrega da Declarao modelo 31 via internet, DGCi, pelas entidades devedoras dos rendimen-

    tos sujeitos a reteno na fonte, a taxas liberatria cujos titulares beneficiem de iseno, dispensa de reteno ou sujeitos a taxa reduzida e sejam residentes em territrio portugus.

    imposto sobre o Valor Acrescentado: 7 At ao dia 10 (regime normal-mensal): 1 Remessa, por transmisso eletrnica de dados, da declarao peridica relativa ao ms de Janeiro, acompanhada dos respeti-

    vos anexos. O pagamento do imposto dever ser efetuado nas Tesourarias da Fazenda Pblica com sistema local de cobrana, multibanco, CTT ou home banking dos bancos aderentes.

    2 O contribuinte, neste regime, que no realize quaisquer operaes tributveis fica igualmente obrigado a enviar a declarao peridica.

    8 At ao dia 20, entrega da Declarao Recapitulativa por transmisso eletrnica de dados, pelos sujeitos passivos do regime normal mensal que tenham efetuado transmisses intracomunitrias de bens e/ou prestaes de servios noutros estados membros, no ms anterior, quando tais operaes sejam a localizadas nos termos do Artigo 6. do CiVA, e para os sujeitos passivos do regime normal trimestral quando o total das transmisses intracomunitrias de bens a incluir na declarao tenha no trimestre em curso (ou em qualquer ms do trimestre) excedido o montante de 50 000

    9 At ao dia 25, comunicao por transmisso eletrnica de dados dos elementos das faturas emitidas no ms anterior pelas pes-soas singulares ou coletivas que tenham sede, estabelecimento estvel ou domiclio fiscal em territrio portugus e que aqui pratiquem operaes sujeitas a iVA.

    10 entrega, at ao dia 31, pelos sujeitos passivos do regime especial dos pequenos retalhistas da declarao 1 074, relativa s aqui-sies efetuadas durante o ano anterior e ainda dos mapas recapitulativos de acordo com o artigo 60. do CiVA, se for caso disso.

    imposto sobre o Rendimento das pessoas Coletivas: 11 Pagamento, at ao dia 20, mediante apresentao da declarao de retenes (internet, Tesourarias de Finanas ou CTT), das

    importncias deduzidas por reteno na fonte de iRC, nos termos do artigo 94.o do CiRC, durante o ms anterior. 12 At ao dia 31: 1 Reteno na fonte de iRC, relativamente aos rendimentos obtidos em territrio portugus, referidos no artigo 94.o do CiRC,

    (exceto os referidos nos artigos 97.o e 98.o do CiRC). 2 efectuar o pagamento especial por conta ou a 1.a prestao, exceto os contribuintes abrangidos pelo regime simplificado, caso

    se verifiquem as condies previstas no artigo 93.o do Cdigo do iRC. 3 entrega por transmisso eletrnica de dados, da declarao de opo ou da declarao de alteraes relativa ao regime especial

    de tributao de grupos de sociedades. 13 Durante o ms e at 31 de maio, entrega por transmisso eletrnica de dados, da mod.22 (declarao peridica de rendimentos)

    pelas entidades cujo perodo de tributao coincida com o ano civil.

    Segurana Social: 14 Pagamento do dia 10 ao dia 20, das contribuies relativas ao ms anterior. envio das folhas de ordenados e salrios de 1 a 10.

    Cdigo de Procedimento e de Processo Tributrio: 15 Sem prejuzo do andamento do processo, pode efetuar-se qualquer pagamento por conta do dbito, desde que a entrega no seja

    inferior a 3 unidades de conta.

    imposto nico de Circulao: 16 iUC, relativo a veculos cuja data do aniversrio da matrcula ocorra no presente ms.

    Maro 2014

    (Fonte: Publifiscal Fiscalidade, estudos e Publicaes, Lda.)

  • calendrio fiscal

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201454

    Abril 2014imposto do Selo: 1 At ao dia 20: 1 Pagamento (internet, Tesourarias de Finanas ou CTT) do imposto cobrado no ms anterior, mediante apresentao da declara-

    o de retenes. 2 Pagamento da totalidade do imposto do Selo previsto na verba n.o 28 da Tabela Geral, se igual ou inferior a 250, ou a 1.a pres-

    tao, se superior.imposto sobre o Rendimento das pessoas Singulares: 2 At ao dia 10, entrega da Declarao mensal de Remuneraes, por transmisso eletrnica de dados, pelas entidades devedoras

    de rendimentos do trabalho dependente sujeitos a iRS, ainda que dele isentos, bem como os que se encontrem excludos de tri-butao, nos termos dos artigos 2.o e 12.o do Cdigo do iRS, para comunicao daqueles rendimentos e respetivas retenes de imposto, das dedues efetuadas relativamente a contribuies obrigatrias para regimes de proteo social e subsistemas legais de sade e a quotizaes sindicais, relativas ao ms anterior.

    3 Pagamento, at ao dia 20, mediante apresentao da declarao de retenes (internet, Tesourarias de Finanas ou CTT) do: 1 imposto retido no ms anterior, relativamente a rendimentos do trabalho dependente (cat. A) e penses (cat. H), bem como o

    relativo a rendimentos sujeitos a taxas liberatrias. 2 imposto retido no ms anterior, relativamente a rendimentos empresariais e profissionais (cat. B), capitais (cat. e) e prediais (cat.

    F), por entidades que disponham ou devam dispor de contabilidade organizada. 4 At ao dia 30: 1 Reteno na fonte de iRS relativo aos rendimentos das categorias A e H. As entidades com contabilidade organizada devem reter

    o iRS sobre os rendimentos, sujeitos a reteno, das categorias B e F e e que no estejam sujeitos a taxas liberatrias. 2 Reteno do iRS pelas entidades que devam rendimentos sujeitos a taxas liberatrias. 5 At 30 de Abril, entrega, pela internet, da declarao modelo 3 pelos sujeitos passivos que hajam recebido ou tenham sido colo-

    cados sua disposio apenas rendimentos das categorias A (trabalho dependente) e H (penses) (Artigo 57.o e 60.o do CiRS). Se tiverem auferido rendimentos destas categorias no estrangeiro, juntaro declarao o Anexo J. Se tiverem Benefcios Fiscais apresentaro, em conjunto com a declarao de rendimentos, o Anexo H.

    6 entrega at dia 30 da Declarao de rendimentos modelo 3 em suporte de papel com anexos, pelos sujeitos passivos com rendi-mentos das Categoria A (trabalho dependente), B (empresariais e profissionais), e (capitais), F (prediais), G (mais-valias) ou H (pen-ses). Se tiverem auferido rendimentos destas categorias no estrangeiro, juntaro declarao o Anexo J. Se tiverem Benefcios Fiscais apresentaro, em conjunto com a declarao de rendimentos, o Anexo H (Artigo 60.o do CiRS)

    7 Durante Abril e at ao fim Julho, entrega da Declarao modelo 31 via internet, DGCi, pelas entidades devedoras dos rendimen-tos sujeitos a reteno na fonte, a taxas liberatrias cujos titulares estejam isentos, dispensados de reteno ou sujeitos a taxa reduzida e sejam residentes em territrio portugus.

    8 entrega, durante o ms e at 15 de Julho da Declarao Anual de informao Contabilstica e Fiscal, via internet, pelos sujeitos passivos de iRS, com os correspondentes anexos.

    imposto sobre o Valor Acrescentado: 9 At ao dia 10 (regime normal-mensal) 1 Remessa, por transmisso eletrnica de dados, da declarao peridica relativa ao ms de Fevereiro, acompanhada dos respe-

    tivos anexos. O pagamento do imposto dever ser efetuado nas Tesourarias da Fazenda Pblica com sistema local de cobrana, multibanco, CTT ou home banking dos bancos aderentes.

    2 O contribuinte, neste regime, que no realize quaisquer operaes tributveis fica igualmente obrigado a enviar a declarao peridica.

    10 entrega at ao dia 20 da Declarao Recapitulativa por transmisso eletrnica de dados, pelos sujeitos passivos do regime normal mensal que tenham efetuado transmisses intracomunitrias de bens e/ou prestaes de servios noutros estados membros, no ms anterior, quando tais operaes sejam a localizadas nos termos do artigo 6.o do CiVA, e para os sujeitos passivos do regime normal trimestral quando o total das transmisses intracomunitrias de bens a incluir na declarao tenha no trimestre em curso (ou em qualquer um dos 4 trimestres anteriores) excedido o montante de 50 000.

    11 At ao dia 25, comunicao por transmisso eletrnica de dados dos elementos das faturas emitidas no ms anterior pelas pes-soas singulares ou coletivas que tenham sede, estabelecimento, estvel ou domiclio fiscal em territrio portugus e que aqui pratiquem operaes sujeitas a iVA.

    12 entrega, durante este ms e at ao dia 20 de maio, da declarao modelo P2 ou da guia modelo 1074,pelos retalhistas sujeitos ao regime de tributao previsto no artigo. 60.o do CiVA, consoante haja ou no imposto a pagar, relativo ao 1.o Trimestre.

    imposto sobre o Rendimento das pessoas Coletivas: 13 Pagamento, at ao dia 20, mediante apresentao da declarao de retenes (internet, Tesourarias de Finanas ou CTT), das

    importncias deduzidas por reteno na fonte de iRC, nos termos do artigo 94.o do CiRC, durante o ms anterior. 14 Reteno na fonte de iRC, at ao dia 30, relativamente aos rendimentos obtidos em territrio portugus, referidos no artigo 94.o do

    CiRC, (exceto os referidos nos artigos 97.o e 98.o do CiRC). 15 Durante o ms e at 31 de maio, entrega da declarao peridica de rendimentos modelo 22, por transmisso eletrnica de dados,

    pelas entidades sujeitas a iRC, cujo perodo de tributao seja coincidente com o ano civil. 16 neste ms e at 15 de Julho, entrega da informao empresarial Simplificada ieS/Declarao Anual, por transmisso eletrnica de

    dados, pelos sujeitos passivos de iRC, cujo perodo de tributao seja coincidente com o ano civil, com os correspondentes anexos.Segurana Social: 17 Pagamento, de 10 a 20 das contribuies relativas ao ms anterior e envio das folhas de ordenados e salrios de 1 a 10.Cdigo de Procedimento e de Processo Tributrio: 18 Sem prejuzo do andamento do processo, pode efectuar-se qualquer pagamento por conta do dbito, desde que a entrega no seja

    inferior a 3 unidades de conta.imposto municipal sobre imveis: 19 Pagamento, at ao dia 30, da 1.a prestao, ou da totalidade se a colecta for igual ou inferior a 250.imposto nico de Circulao: 20 iUC, relativo a veculos cuja data do aniversrio da matrcula ocorra no presente ms.

    (Fonte: Publifiscal Fiscalidade, estudos e Publicaes, Lda.)

  • cotaes

    Revista Animee55

    TAXAS CMBIOS DO MS DE NOVEMBRO DE 2013DIA LIBRA DOLAR F.SUIO1 0,8456 1,3506 1,23212 - - -3 - - -4 0,8291 1,3687 1,22565 0,8456 1,3506 1,23216 0,8403 1,3517 1,23217 0,8321 1,3365 1,22988 0,8352 1,3431 1,23029 - - -10 - - -11 0,8381 1,3394 1,232812 0,8447 1,3432 1,232813 0,8399 1,3415 1,231614 0,8372 1,3636 1,233215 0,8377 1,3460 1,234616 - - -17 - - -18 0,8388 1,3517 1,232119 0,8385 1,3502 1,233320 0,8376 1,3527 1,232321 0,8350 1,3472 1,231822 0,8344 1,3518 1,230223 - - -24 - - -25 0,8348 1,3514 1,231126 0,8383 1,3547 1,231227 0,8340 1,3596 1,230528 0,8322 1,3592 1,232329 0,8328 1,3611 1,229830 - - -

    COTAO MDIA 0,8372 1,3512 1,2315

    Fonte: Cotaes Indicativas do Banco de Portugal

    COTAES DE METAIS NOVEMBRO 2013DIA OURO PRATA PLATINA PALDIO COBRE CHUMBO ZINCO ALUMINIO PETRLEO1 - - - - - - - - -2 - - - - - - - - -3 - - - - - - - - -4 960,47 15,85 1062,32 546,50 5306,50 1600,06 1420,33 1352,38 77,835 968,46 16,02 1074,34 555,31 5333,93 1605,95 1431,96 1360,14 78,546 974,55 16,09 1083,08 563,73 5329,58 1610,56 1433,75 1356,81 77,687 978,11 16,25 1087,17 565,28 5358,02 1619,15 1438,83 1367,75 77,468 956,74 16,01 1081,08 562,88 5347,33 1598,54 1425,06 1360,29 77,089 - - - - - - - - -10 - - - - - - - - -11 958,26 15,98 1069,88 562,94 5380,77 1601,46 1427,50 1362,55 79,2512 943,94 15,43 1066,71 550,40 5337,25 1584,28 1415,28 1347,53 78,9713 955,46 15,37 1069,10 545,81 5291,09 1570,63 1408,87 1344,02 79,9714 943,86 15,24 1059,01 541,29 5156,94 1553,24 1392,64 1322,24 79,3615 958,51 15,45 1068,72 542,72 5226,60 1568,35 1411,59 1333,58 80,2916 - - - - - - - - -17 - - - - - - - - -18 943,48 15,10 1042,54 530,30 5191,98 1552,12 1403,42 1327,96 79,9719 944,71 15,09 1049,70 533,11 5188,12 1553,84 1407,94 1331,65 79,3220 919,64 14,69 1028,24 525,02 5189,62 1554,67 1407,56 1332,89 79,5921 922,70 14,82 1032,21 529,39 5240,50 1555,08 1408,11 1328,68 81,4922 - - - - - - - - -23 - - - - - - - - -24 - - - - - - - - -25 925,93 14,98 1024,12 533,74 5278,97 1560,60 1414,83 1322,33 82,0326 917,38 14,65 1014,17 528,90 5252,09 1547,94 1406,22 1317,63 81,8927 910,47 14,45 993,67 527,73 5222,12 1543,10 1392,32 1309,21 81,9728 - - - - - - - - -29 918,89 14,72 - - 5183,31 1528,18 1386,38 1289,40 80,6030 - - - - - - - - -

    COT.MDIA 944,53 15,34 1053,30 543,83 5267,48 1572,65 1412,92 1337,06 79,63

    Nota: Ouro, Prata, Platina e Paldio = Euros / Ona ( Ona=28.3495 Gr.) Cobre, Chumbo, Zinco e Aluminio = Euros/Ton. Petrleo = Euros/Barril

  • cotaes

    n.o 329 - Janeiro / Fevereiro 201456

    TAXAS CMBIOS DO MS DE DEZEMBRO DE 2013DIA LIBRA DOLAR F.SUIO1 - - -2 0,8260 1,3536 1,23213 0,8271 1,3578 1,22874 0,8300 1,3592 1,22685 0,8313 1,3594 1,22626 0,8358 1,3661 1,22317 - - -8 - - -9 0,8376 1,3722 1,223110 0,8364 1,3750 1,221411 0,8402 1,3767 1,221912 0,8397 1,3775 1,221113 0,8437 1,3727 1,222614 - - -15 - - -16 0,8438 1,3776 1,221217 0,8456 1,3749 1,220618 0,8401 1,3749 1,221019 0,8349 1,3667 1,226120 0,8348 1,3655 1,226321 - - -22 - - -23 0,8377 1,3702 1,225724 0,8360 1,3684 1,224325 - - -26 - - -27 0,8366 1,3814 1,223428 - - -29 - - -30 0,8364 1,3783 1,225931 0,8337 1,3791 1,2276

    COTAO MDIA 0,8364 1,3704 1,2245Fonte: Cotaes Indicativas do Banco de Portugal

    COTAES DE METAIS DEZEMBRO 2013DIA OURO PRATA PLATINA PALDIO COBRE CHUMBO ZINCO ALUMINIO PETRLEO1 - - - - - - - - -2 - - - - 5152,93 1527,04 1386,67 1287,68 82,393 899,25 14,03 - - 5125,94 1520,11 1380,91 1280,75 82,594 - - - - 5219,98 1533,99 1394,20 1303,71 82,185 - - - - 5200,09 1533,76 1395,47 1293,22 81,946 - - - - 5213,38 1532,83 1394,48 1302,25 80,957 - - - - - - - - -8 - - - - - - - - -9 903,80 14,47 1000,80 535,34 5209,88 1542,78 1405,77 1312,49 80,0810 917,88 14,84 1010,11 536,00 5227,64 1561,45 1423,27 1322,18 79,5711 909,53 14,75 1004,72 535,05 5245,15 1560,25 1427,33 1324,91 79,6712 - - - - - - - - -13 899,98 14,29 - - 5285,20 1566,26 1440,96 1310,56 80,5414 - - - - - - - - -15 - - - - - - - - -16 903,31 14,59 - - 5291,81 1572,30 1445,99 1302,26 78,9017 894,76 14,44 - - 5293,48 1580,48 1454,65 1307,73 78,8818 - - - - - - - - 79,7419 - - - - - - - - 80,7020 - - - - - - - - 81,8521 - - - - - - - - -22 - - - - - - - - -23 - - - - - - - - 81,4224 - - - - - - - - 81,7725 - - - - - - - - -26 - - - - - - - - -27 - - - - - - - - 81,2128 - - - - - - - - -29 - - - - - - - - -30 - - - - - - - - 80,6931 - - - - - - - - -

    COT. MDIA 904,07 14,49 1005,21 535,46 5224,13 1548,30 1413,61 1304,34 80,84Nota: Ouro, Prata, Platina e Paldio = Euros / Ona (Ona=28.3495 Gr.) Cobre, Chumbo, Zinco e Aluminio = Euros/Ton. Petrleo = Euros/Barril

    No foi possvel obter os elementos em falta

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