3260197 Contabilidade Receitas e Despesas

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    05-Aug-2015

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A caracterstica do lanamento contbil de 2 frmula :a) Uma conta devedora e uma conta credora b) Diversas contas devedoras e diversas contas credoras c) Uma conta devedora e duas ou mais contas credoras d) Duas contas devedoras e duas credoras e) Duas ou mais contas credoras e uma conta devedora

Coloque V se a afirmativa for verdadeira ou F se for falsa: ( ) Atos administrativos so os acontecimentos que modificam o Patrimnio Lquido. ( ) Fatos mistos so aqueles que envolvem, ao mesmo tempo, um fato modificativo e um fato permutativo. ( ) Os fatos permutativos envolvem apenas uma Contas Patrimoniais. ( ) Os fatos modificativos envolvem apenas uma Conta Patrimonial e uma ou mais Contas de Resultado ou do Patrimnio Lquido.

a) Fato permutativo b) Fatos modificativo c) Fato misto ( ) Compra de veculos vista. ( ) Venda de mercadorias a prazo. ( ) Pagamento de duplicatas com descontos. ( ) Pagamento de despesas com juros.

a) b) c) d) e)

Indique o tipo do fato administrativo que corresponde a cada um dos acontecimentos a seguir: Venda de mveis, a dinheiro. Recebimento de juros de mora, em dinheiro. Recebimento de uma duplicata em dinheiro, com desconto. Pagamento de uma duplicata. Compra de mercadorias a prazo.

e) Compra de mercadorias a prazo. f) Recebimento, em dinheiro, Receitas de aluguis. g) Compra de mercadorias, sendo 50% vista e o restante a prazo. h) Recebimento de uma Duplicata, em dinheiro, com juros. i) Venda de um veculo com lucro. j) Pagamento de Despesas de aluguis.

RECEITAS E DESPESAS CONCEITOS, CONTABILIZAO, CLASSIFICAO E TRATAMENTO CONTBIL

Receita: a remunerao obtida pela venda ou aluguel de um bem ou pela prestao de servios. reconhecida no momento em que a transao feita, independente do seu recebimento. Custo e Despesa: o custo um gasto que geralmente agrega valor a um bem ou servio. A despesa um gasto que se consome sem estar diretamente relacionada com o produto. Perdas: gastos no intencionais decorrentes de fatores externos ou da atividade produtiva da empresa .

ENCERRAMENTO DE RECEITAS E DESPESAS Patrimnio Lquido sofre variaes atravs de receitas e despesas. No final do exerccio, o resultado dessas variaes apurado utilizando-se uma conta (ARE) que sintetiza todas as receitas e despesas ocorridas no exerccio, dando-nos o resultado positivo (lucros) ou negativo (prejuzos) do perodo.

Exemplo: no final do exerccio constatou-se que ocorreram as seguintes variaes no Patrimnio Lquido: Despesas Administrativas 20.000,00Despesas de Vendas Despesas Financeiras Receitas Diversas RCM (Lucro nas Vendas) 30.000,00 5.000,00 2.000,00 70.000,00

CUSTOS: CUSTOS DAS MERCADORIAS VENDIDAS CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS CUSTO DOS PRODUTOS FABRICADOS CUSTO DOS SERVIOS PRESTADOS

PREJUZO

ARE 20.000,00 2.000,00 30.000,00 70.000,00 5.000,00 55.000,00 72.000,00 17.000,00

LUCRO

CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS : CPV = EIPA + CPA EFPACusto dos Produtos disponveis para venda

onde identificamos: EIPA = Estoque Inicial de Produtos Acabados CPA = Custo de Produo Acabada EFPA = Estoque Final de Produtos Acabados

Receita Operacional Bruta Venda de Produtos (-) Dedues de Vendas Receita Operacional Lquida (-) Custo dos Produtos Vendidos EIPA $30.000 CPA $15.000 (+) EFPA $10.000 (-) Lucro Bruto

$90.000 $10.000 $80.000

$35.000 $45.000

CUSTO DOS PRODUTOS FABRICADOS O Custo dos Produtos Fabricados mostra os custos que entram na produo durante o perodo (Materiais Diretos + Mo-de-Obra Direta + Custos Indiretos de Fabricao) mais o Custo de Produo em curso no incio do perodo. A produo em curso (ou em andamento) representa o Custo dos Bens NoAcabados ainda em produo no final de um perodo (que se tornam Estoques Iniciais de Produtos em Processo, no perodo seguinte).

Custo de produo no perodo

+ = (-) =

Materiais Diretos 4.000,00 Mo de Obra Direta 3.000,00 Custos Indiretos de Produo 5.000,00 Custos Totais de Produo Em elaborao no incio do perodo Custo das Mercadorias em processo (ano) Produtos em elaborao no final do perodo CUSTO DOS PRODUTOS FABRICADOS

12.000,00 14.000,00 26.000,00 10.000,00 16.000,00

CUSTO DOS SERVIOS PRESTADOS obtido pela aplicao da seguinte frmula: CSP = EISP + CSP EFSA onde: EIPS = Estoque Inicial de Servios em Andamento CSP = Custos dos Servios do Perodo EFSA = Estoque Final dos Servios em Andamento.

(-) = (-)

=

Receita Operacional Bruta Venda de Servios Prestados Dedues Receita Operacional Lquida Custo dos Servios Prestados EISP + CSP (-) EFSA Lucro Bruto

20.000 5.000 15.000 3.000 1.500 800

3.700 11.300

Regimes Contbeis Existem dois regimes contbeis: Regime de Caixa e Regime de Competncia.

REGIME DE CAIXA Consiste este regime em contabilizar as despesas e receitas no ato do pagamento ou recebimento, no importando o perodo a que se referem. Este regime condenado pelo Regulamento do Imposto de Renda, por no refletir a realidade do resultado do exerccio.

REGIME DE COMPETNCIA Este regime deu origem a um Princpio de Contabilidade Geralmente Aceito. Ele demonstra que as receitas e os custos so atribudos aos perodos de acordo com a real incorrncia dos mesmos, isto , de acordo com a data do fato gerador e no quando so recebidos ou pagos em dinheiro.

Exemplo: Uma empresa que efetua o pagamento dos empregados no quinto dia til do ms subseqente. Aplicando os dois regimes, efetuar a seguinte contabilizao: Pelo Regime de Caixana data do pagamento: Despesa de Salrios (Resultado) a Caixa

Pelo Regime de Competnciano ms da competncia: Despesa de Salrios (Resultado) a Salrios a Pagar (OBRIGAO) na data do pagamento: Salrios a Pagar a Caixa

BALANCETE DE VERIFICAO O Balancete de Verificao, como o prprio nome indica, tem como finalidade condensar em uma s pea os elementos que possibilitaro aos responsveis pela Contabilidade da empresa a conferncia da exatido dos saldos apurados. No necessrio obedecer a uma disposio doutrinria quanto ordenao das contas. Deve, entretanto, ser observada com rigor a disposio dos valores em colunas prprias, de tal forma que os saldos devedores estejam sempre esquerda e os saldos credores direita. As contas devem ser relacionadas individualmente com seus respectivos saldos. A soma das colunas dos saldos devedores dever ser sempre igual soma da coluna dos saldos credores .

O balancete de verificao pode ser elaborado a qualquer tempo (dirio, semanal, quinzenal, mensal, semestral ou anual). Surgindo qualquer dvida quando exatido da escriturao, a melhor forma de se constatar a veracidade dos lanamentos por intermdio do levantamento do Balancete de Verificao.

No momento da elaborao do Balano Geral ou Patrimonial devem ser feitos dois balancetes de verificao, sendo: o primeiro aps o registro da ltima operao do exerccio, que constituir o ponto de partida para a apurao do resultado obtido pela empresa e, o segundo aps os lanamentos de ajustes de contas para efeito de Balano e encerrando as contas de Receitas e Despesas a dbito ou a crdito da conta Resultado.

Balancete de VerificaoCONTAS CAIXA CAPITAL BANCOS VECULO MVEIS E UTENSLIOS DUPLICATAS A PAGAR TOTAL SALDOS DEVEDOR CREDOR 500 900 100 200 200 100 1.000 1.000

AJUSTES O quadro de Ajustes usado com a finalidade de facilitar o trabalho de apurao de resultados peridicos e confeco das demonstraes contbeis. As informaes para ajustes provm de uma reviso no ltimo balancete de verificao, a fim de verificar possveis ajustamentos. A simples constatao de certas contas no balancete, gera a necessidade de ajustes.

(Marinha) Uma empresa paga com cheque uma despesa de salrios, contabilizada no ano anterior e constante do Balano Patrimonial com obrigao. O lanamento do fato contbil ser:a) Dbito: Salrio a pagar Crdito: Despesas de Salrios b) Dbito: Despesas de Salrios Crdito: Salrios a pagar c) Dbito: Despesas de Salrios Crdito: Encargos d) Dbito: Salrios a pagar Crdito: Banco c/movimento

(ESAF) Observe o lanamento contbil que vem a seguir: Braslia DF, de 15 de maro de 20x1 Mercadorias a Duplicatas a Receber Vlr. Compra de mercadorias efetuadas na data, sendo 45 unid. ao custo unitrio de $ 150,00 e 95 unid. ao custo unitrio de $ 65,00..........$ 12.925,00 O lanamento acima: a) Est correto b) Apresenta erro de valor c) Apresenta erro de conta d) Est incompleto e) Apresenta uma venda a prazo e no uma compra

(ESAF) A emisso de um cheque no valor de $ 500 para pagamento de uma duplicata, com juros de 25%, deve receber o seguinte lanamento contbil:a) Diversos a BCM Duplicatas a Pagar Juros Passivos Duplicatas a Pagar a Diversos a BCM a Despesas de Juros Diversos a BCM Duplicatas a Pagar Despesas de Juros 400 100 500

b)

100

500 600

c)

500 125

625

(ESAF) Uma empresa que adquiriu um carro para seu prprio uso, pagando uma entrada de 20% e aceitando duplicatas no valor de $ 20.000, dever fazer o seguinte lanamento contbil:a) Diversos a Duplicatas a Pagar Caixa Veculos Veculos a Diversos a Caixa a Duplicatas a Pagar Diversos a Duplicatas a Pagar Caixa Veculos 5.000 20.000

(ESAF) Lanamentos simplificados (contas e valores):1) Proviso para Devedores Duvidosos a Duplicatas a Receber 2) Devedores Duvidosos a Proviso p/Devedores Duvidosos 3) Encargos de Depreciao a Depreciao Acumulada de Veculos 4) Contas a Pagar a Caixa 5) Prmios de Seguros a Vencer a Contas a Pagar 6) Caixa a Receitas Financeiras 36.000 210.000 70.000 26.000 44.000 2.000

25.000

b)

5.000 20.000

25.000

c)

4.000 16.000

20.000

Nos lanamentos acima, os valores debitados em contas de resultados totalizam:a) b) c) d) e) $ 306.000 $ 280.000 $ 254.000 $ 150.000 $ 114.000

(ESAF) A empresa Andarai S/A extraiu de seu balancete o seguinte elenco resumido de contas patrimoniais:Aes e participaes Adiantamento a diretores Banco conta movimento Caixa Despesas com pesquisas Duplicatas a pagar Duplicatas a receber Emprtimos e financiamentos obtidos Fornecedores Imveis Mercadorias Mquinas e equipamentos Poupana Receitas antecipadas Seguros a vencer Ttulos a pagar Veculos 3.000,00 500,00 2.000,00 500,00 2.500,00 300,00 3.000,00 10.000,00 5.000,00 6.000,00 3.000,00 1.700,00 1.000,00 6.500,00 800,00 2.000,00 1.000,00

PATRIMNIO LQUIDO

Se agruparmos as contas acima por natureza contbil, certamente encontraremos uma diferena entre a soma dos saldos credores e devedores. Assinale a opo que indica o valor correto:a) b) c) d) e) $ 1.200,00 a diferena devedora. $ 1.200,00 a diferena credora. $ 1.800,00 a diferena credora. $ 17.300,00 a soma dos saldos credores. $ 22.000,00 a soma dos saldos devedores.

CAPITAL SOCIAL

Dotao dos scios

RESERVAS DE CAPITAL

Acrscimos de recursos no gerados pelos lucros Contrapartida de novas avaliaes gerados pelo Ativo Acrscimos de recursos gerados pelos lucros

RESERVAS DE REAVALIAO

RESERVAS DE LUCROS Reserva Legal Reservas Estatutrias Reservas para Contingncias Reservas de Reteno de Lucros Reservas de Lucros a Realizar LUCROS OU PREJUZOS ACUMULADOS

Saldos dos lucros no apropriados ou de prejuzos no compensados ou absorvidos.

RESERVAS DE CAPITAL: De acordo com o art. 182 da Lei 6.404/76 (Reservas de Capital):Reserva de gio na Emisso de Aes; Reserva de Alienao das Partes Beneficirias; Reserva de Alienao de Bnus de Subscrio; Reserva de Prmios recebidos na Emisso de Debntures; Reserva de Doaes para Investimentos; Reserva de Subvenes para Investimentos + Reserva da Correo Monetria de Capital Realizado.

AES: so ttulos representativos do Capital Social em uma sociedade annima (com ou sem valor nominal). Aes Ordinrias (comuns): so aquelas que, alm dos dividendos, possibilitam o direito de voto nas assemblias de acionistas. Aes Preferenciais: no d direito de voto, oferecem vantagens aos seus titulares com relao aos dividendos.

GIO NA EMISSO DE AES (AEA): ao emitir aes (= vender aes), uma S/A pode faz-lo emitindo aes com valor nominal ou sem valor nominal. No caso das aes terem valor nominal, o gio o excesso do preo de emisso (= preo de venda) sobre o valor nominal. DEBNTURES: so ttulos de crdito com valor nominal emitidos por companhias, os quais do a seus titulares (debenturistas) o direito de participao nos lucros da sociedade.

PARTES BENEFICIRIAS: so ttulos de crdito sem valor nominal, emitidos por companhias fechadas, por um prazo de dez anos, que do a seus titulares o direito a participao, no mximo, e, 10% nos lucros da empresa emissora e, se no resgatados no seu prazo de emisso, sero convertidos em aes da companhia.

RESERVAS DE REAVALIAO: So classificadas como reservas de reavaliao as contrapartidas de aumento de valor atributos a elementos do ativo em virtude de novas avaliaes com base em laudo nos termos do art. 8, aprovado pela assemblia geral. - Laudo: - o bem reavaliado; - a data de aquisio do bem reavaliado; - as modificaes no seu custo de aquisio, caso existam; - o novo valor do bem reavaliado (valor de mercado); - a nova taxa de depreciao com base na nova vida til do bem.

BNUS DE SUBSCRIO: so ttulos de crdito emitidos por companhias no limite do capital autorizado no estatuto, os quais do direito a seus titulares o direito de subscreverem aes da companhia, mediante a apresentao dos ttulos. DOAES PARA INVESTIMENTOS: caso uma companhia receba doaes de quaisquer bens de pessoa jurdica de direito pblico, a contrapartida do bem recebido em doao ser uma reserva de capital.

SUBVENES PARA INVESTIMENTOS: representam auxlio de natureza governamental, sob a forma de dinheiro ou incentivo fiscal decorrentes de isenes, devolues de impostos ou redues de alquotas e valores dos impostos.

RESERVAS DE LUCROS: Tem origem no lucro lquido da empresa, ou seja, representam um dos pedaos do lucro lquido no processo de sua destinao.LUCRO LQUIDO

Reservas de Lucros

Dividendos a Pagar

Parcela para o Capital

Lucros Acumulados

RESERVA LEGAL Art. 193. Do lucro lquido do exerccio, 5% (cinco por cento) sero aplicados, antes de qualquer outra destinao, na constituio da reserva legal, que no exceder de 20% (vinte por cento) do capital social. 19. A companhia poder deixar de constituir a reserva legal no exerccio em que o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de capital de que trata o 1fi do artigo 182, exceder de 30% (trinta por cento) do capital social. 2a. A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poder ser utilizada para compensar prejuzos ou aumentar o capital.

RESERVAS ESTATUTRIAS Art. 194. 0 estatuto poder criar reservas desde que, para cada uma: I - indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade; II - fixe os critrios para determinar a parcela anual dos lucros lquidos que sero destinados sua constituio; e III - estabelea o limite mximo da reserva .

RESERVAS PARA CONTINGNCIAS Art. 195. A assemblia geral poder, por proposta dos rgos da administrao, destinar parte do lucro lquido formao de reserva com a finalidade de compensar, em exerccio futuro, a diminuio do lucro decorrente de perda julgada provvel, cujo valor possa ser estimado. 1S. A proposta dos rgos da administrao dever indicar a causa da perda prevista e justificar, com as razes de prudncia que a recomendem, a constituio da reserva. 22. A reserva ser revertida no exerccio em que deixarem de existir as razes que justificaram a sua constituio ou em que ocorrer a perda.

RETENO DE LUCROS (Reserva Oramentria ou Reserva de Expanso): Art. 196. A assemblia geral poder, por proposta dos rgos da administrao, deliberar, reter parcela do lucro lquido do exerccio prevista em oramento de capital por ela previamente aprovado. 19. O oramento, submetido pelos rgos da administrao com a justificao da reteno de lucros proposta, dever compreender todas as fontes de recursos e aplicaes de capital, fixo ou circulante, e poder ter a durao de at 5 (cinco) exerccios, salvo no caso de execuo, por prazo maior, de projeto de investimento. 2. O oramento poder ser aprovado na assemblia geral ordinria que deliberar sobre o balano do exerccio.

RESERVA DE LUCROS A REALIZAR Art. 197. No exerccio em que os lucros a realizar ultrapassarem o total deduzido nos termos dos artigos 193 a 196, a assemblia geral poder, por proposta dos rgos da administrao, destinar o excesso constituio de reserva de lucros a realizar. Reserva Legal Reteno de Lucros Pargrafo nico. Para os efeitos deste artigo, so lucros a realizar: a) o saldo credor da conta de registro das contra-partidas dos ajustes de correo monetria (art. 185, 39); b) o aumento do valor do investimento em coligadas e controladas (art. 248, III); c) o lucro em vendas a prazo realizvel aps o trmino do exerccio seguinte.