23 Edio - Agosto 2012

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23 Edio - Agosto 2012

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  • Conselho de Preos do Boi

    A criao do Consebov tem o objetivo de criar normas que regulamentem a cadeia produtiva de carne. Criadores,

    indstria e varejo unidos para a abertura de novos mercados e o fortalecimento do setor.

    ISSN 2179-6653

    Ano 3 . N 23 | Agosto 2012

  • 2AgoSto 2012

  • 3AgoSto 2012

    Diretor ExecutivoDenner Esteves Fariascontato@revistaagrominas.com.br

    Diretor AdministrativoDalton Esteves Fariasadministrativo@revistaagrominas.com.br

    Editora ChefeCleuzany Lottredacao@revistaagrominas.com.br

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    Departamento Comercial e Logstica- Minas Gerais - Elisa Nunes (33) 3271-9738comercial@revistaagrominas.com.br- Bahia - Saneia Santana

    (73) 8819-2574 ou 9116-8979comercialba@revistaagrominas.com.br- Esprito Santo - em contrataocomerciales@revistaagrominas.com.br

    Colaboradores- Alexandre Sylvio - Eng. Agrnomo- Emater/IMA/ADAB- Humberto Luiz Wernersbach Filho - Zootecnista- Prof. Ruibran dos Reis - Climatempo- SCOT Consultoria- Waldir Francese Filho - Coocaf- Alessandra Alves - Jornalista - MG 14.298 JP- Haroldo Carlos Fernandes e Professores UFV- Jovani Augusto Puntel - Professor- Luciana Monteiro- Regina Alves e Silva

    Distribuio- Minas Gerais: Vales do Rio Doce, Mucuri, Jequitinhonha, do Ao e Zona da Mata- Bahia: Extremo Sul Baiano- Esprito Santo: Norte Capixaba

    Tiragem: 5.000 exemplaresImpresso: Grfica NacionalDiagramao: Finotrato DesignFoto da Capa: Finotrato DesignIlustrao - Victor Macedo

    Apoio: Minas Leiles e Eventos www.minasleiloes.com.br

    As ideias contidas nos artigos assinados no expressam, neces-sariamente, a opinio da revista e so de inteira responsabilidade de seus autores.

    Administrao/Redao - Revista AgroMinasRua Ribeiro Junqueira, 383 - Loja - Centro - 35.010-230 Governador Valadares/MG - Tel.: (33) 3271-9738 E-mail: contato@revistaagrominas.com.br

    Cleuzany LottEditora-Chefe

    4 Giro no Campo6 Entrevista10 Entidade de Classe12 Grandes Criatrios15 Dia de Campo18 Sade Animal20 Caderno Tcnico23 Forragicultura26 Agroviso28 Sustentabilidade30 Perfil Profissional31 Meteorologia32 Mercado34 Cotaes35 Mo na Massa36 Emater | IMA | ADAB40 Aconteceu42 Culinria

    A Revista AgroMinas no possui matria paga em seu contedo

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    A guerra entre caminhoneiros e governo ascendeu uma luz ama-rela na cadeia produtiva do agronegcio. Em muitos estados quem pagou a conta foram os produtores rurais que tiveram prejuzos relevantes. Alimentos perecveis como o leite, no chegaram ao des-tino. Os criadores de frango temeram o desabastecimento de rao e quem precisou transportar carga viva, adiou a viagem com medo das retenes. O preo de alguns alimentos comercializados nas Centrais de Abastecimento de Minas, Bahia e Esprito Santo, dispararam.

    O pesadelo dos bloqueios no acabou. Uma nova rodada de nego-ciaes est prevista para este ms. As consequncias da mobilizao que, at ento no prejudicou os municpios, cujo abastecimento no se limita ao trfego das principais rodovias, no tem limites, afinal, os caminhoneiros carregam o Brasil sob suas rodas e ns somos parte desse cenrio.

    Outro assunto que est mobilizando o pas a criao do Conselho do Boi. Em passagem por Governador Valadares (MG), o presidente do Frum Nacional Permanente da Pecuria de Corte da CNA, Ante-nor Nogueira, concedeu uma entrevista exclusiva editora Agromi-nas sobre importncia do Consebov, motivada pela queda nos preos pagos ao produtor pela carne bovina e a crescente concentrao da indstria da carne.

    Em Grandes Criatrios, fomos a Guanhes (MG) e descobrimos uma criao de bfalos do senhor Juca Pena. Em Dia de Campo conhe-a a produo de Tomates em Iapu. Baseados na muarela de bfala e no tomate, a receita desta edio um misto dos dois ingredientes. J na seo Caderno Tcnico, um artigo aborda o Plantio direto de feijo.

    J aos domingos no se esqueam de assistir o Programa Agrominas s 9h na TV Leste / Record.

    Boa leitura!

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    Programa AgrominasDomingo 9h - TV Leste / Record

  • 4AgoSto 2012

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    A comisso mista que analisa a Medida Provisria 571/12, que complementa o novo Cdigo Florestal (Lei 12.651/12), aprovou no dia 12 de julho por 16 votos a fa-vor e 4 abstenes o texto principal do relator, senador Luiz Henrique (PMDB-SC). Foram apresentados 343 desta-ques, que sero votados a partir do dia 7 de agosto.

    Em seu parecer, Luiz Henrique manteve a exigncia de recuperao de 20 metros de mata ciliar nas mdias propriedades, de 4 a 10 mdulos fiscais. Os ruralistas queriam a reduo dessa faixa para 15 metros, mas o senador concordou apenas que a poro recuperada

    no poder ocupar mais do que 25% da propriedade.Conforme o novo texto, o imvel rural localizado em

    rea de floresta da Amaznia Legal dever ter at 80% de rea conservada, somando reserva legal e APP. Nas demais situaes, esse limite ser de 50%, o que valer inclusive para localidades da Amaznia Legal onde o bioma no seja Amaznia (como mangues e matas de vrzea). Depois da votao dos destaques na comisso, o texto precisar ser votado nos plenrios da Cmara e do Senado. A MP perde a validade no dia 8 de outubro. (Fonte: Agncia Cmara)

    comisso aprova texto principal da mp do cdigo Florestal

    plano Safra 2012/2013 e a expanso do Agro

    mercado suincola tem obtido recuperao expressiva

    ministrio regular produo e uso de medicamentos genricos

    O mercado suincola tem obtido recuperao expres-siva. As cotaes do animal vivo e da carne sobem com fora em todas as regies pesquisadas pelo Cepea desde o comeo da segunda quinzena de julho, mesmo sendo este um perodo em que, tipicamente, as vendas diminuem. Por outro lado, os preos dos principais insumos da atividade tambm tm reagido. Segundo colaboradores do Cepea, o principal motivo para o aumento dos preos do vivo tem sido a restrio da oferta de animais por parte dos suino-cultores. Isso ocorre porque os custos com alimentao seguem elevados e os preos pagos pelo animal ainda so considerados insuficientes por muitos suinocultores, que continuam espera de novos reajustes para negociar.

    Somente entre 26 de julho e 2 de agosto, o Indicador do Suno Vivo CEPEA/ESALQ de So Paulo chegou a su-bir 17,1%, com o quilo do animal passando para a mdia de R$ 2,81 na ltima quinta-feira, 2. Em Minas Gerais, o aumento foi de 13,7% no perodo, a R$ 2,90/kg. (Fonte: CEPEA/ESALQ)

    Sancionada pela presidente Dilma Rousseff nesta sexta-feira, 20 de julho, a lei que estabelece o medicamento genrico de uso veterinrio no Brasil, a qual entrar em vigor dentro de 90 dias. A lei conceitua os novos medicamentos veterinrios e define os crit-rios para registro e comercializao no pas. O Ministrio da Agri-cultura, Pecuria e Abastecimento (Mapa) ter papel fundamental nesse processo: regular a produo e o emprego desses medica-mentos, que devem ter a mesma qualidade, eficcia e segurana dos produtos convencionais.

    Aps a adequao da regra vigente voltada a medicamentos convencionais para a insero dos produtos genricos, o Mapa passar a ser o responsvel pelo registro das substncias e pelo acompanhamento desde a fabricao at o emprego desses insu-mos. Entre essas etapas, o Ministrio da Agricultura tambm far anlise de fiscalizao do medicamento genrico, mediante coleta de amostras do produto na indstria e no comrcio, para confirma-o da bioequivalncia (conformidade dentro das caractersticas e uso recomendado). (Fonte: ASCOM MAPA)

    deputados aprovam poltica Nacional de Irrigao

    Na dia 28 de junho, no Palcio do Planalto, em Braslia (DF), a presidente Dilma Rousseff e o Ministro da Agricultura Mendes Ribeiro Filho, lanaram o Plano Safra 2012/2013. o maior plano j anunciado pelo governo para o setor. O governo vai destinar R$ 115,2 bilhes para o crdito rural, principal instrumento de poltica agrcola do Pas. Desse total, R$ 86,9 bilhes so para financiar o custeio e a comercializao, enquanto R$ 28,2 bilhes sero des-tinados a programas de investimentos da agricultura empresarial.

    A reduo dos juros, de 6,75% para 5,5%, pode representar uma diminuio de 18,5% nos custos dos financiamentos para o produtor rural de acordo com o Ministrio da Agricultura, Pecu-ria e Abastecimento (MAPA). Um componente relevante a nova fase do Programa para Reduo de Emisso de Gases do Efeito Estufa na Agricultura, conhecido como Programa ABC, que passa de 3,15 bilhes com taxa de 5,5% para 3,4 bilhes com taxa de 5%, abrangendo aes como recuperao de reas de Preservao Permanente (APP) e reas de Reserva Legal (RL). (Fonte: Equipe RedeAgro)

    O Plenrio da Cmara aprovou a proposta que institui uma nova Poltica Nacional de Irrigao. O objetivo in-centivar a ampliao da rea irrigada. Entre os incentivos estaria a ampliao dos descontos nas tarifas de energia eltrica cobradas em atividades de irrigao. A proposta tambm criaria o Sistema Nacional de Informaes sobre Irrigao. O texto aprovado um substitutivo do relator na Comisso de Agricultura, Pecuria, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, deputado Afonso Hamm (PP/RS), ao Projeto de Lei 6381/05, do Senado. Por ter sido alterado na Cmara, o texto ser analisado novamente pela Casa de origem. A proposta prev a concesso de incen-tivos fiscais para planos e projetos pblicos e privados de irrigao, que devero ter bases sustentveis e estar em consonncia com os planos de recursos hdricos. (Fonte: Agncia Cmara)

  • 5AgoSto 2012

    A Instruo Normativa n 14, publicada no Dirio Oficial da Unio dia 27/07 pelo Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento (Mapa) esta-belece que as bulas dos agrotxicos devero conter faixa toxicolgica colorida at o final de dezembro. O coordenador de Agrotxicos e Afins, Lus Eduardo Rangel, explica que existia uma m interpretao do Decreto 4.074 de 2002. Alm disso, a Portaria n 93/1994 foi revogada. Do ponto de vista jurdico, isso criava um conflito. Ento, para resolver a situao, ns tivemos que revo-gar a portaria de 94 e dar um prazo para os fabricantes poderem se regularizar. Do ponto de vista de impacto, mnimo. Isso no vai mudar nada na composi-o dos agrotxicos. A mudana no oferece risco nenhum, afirma. O rtulo externo dos produtos sempre precisou ter a faixa toxicolgica colorida. Agora, a mesma cor da caixa deve estar estampada na bula. Em 23 de abril de 2012, o Mapa publicou o Ato n 11 com a mesma finalidade. (Fonte: ASCOM MAPA)

    A produo de gros das lavouras mineiras, na safra 2011/2012, deve alcanar um ndice de aumento superior aos re-gistrados nos demais Estados do Sudeste, bem como no Sul do pas. A constatao da Secretaria de Agricultura, Pecuria e Abastecimento (Seapa) ao analisar os dados do levantamento de safra divulgados no dia 06 de julho pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Minas deve ter uma safra recorde de 12,1 milhes de tonela-das, volume 13,7% maior que o registrado no perodo anterior.

    Para o Brasil, a estimativa de 162,6 milhes de toneladas, recuo de 0,1%. O secretrio Elmiro Nascimento observa que os bons resultados da safra mineira so superados apenas pelo Mato Gros-so e Mato Grosso do Sul, que apresentam aumentos de 23,1% e 16,5%, respectivamente. Ele explica que Minas Gerais conta especialmente com os resultados do milho, produto lder em todas as safras e especialmente na atual, com previso de 7,7 milhes de toneladas (aumento de 18,3%), sendo 489,3 mil toneladas devidas produo da segunda safra do gro. (Fonte: ASCOM SEAPA)

    Vacinao contra aftosa em minas alcana 99,10% de cobertura em maio

    embrapa lana sua primeira cultivar de Brachiaria humidicola

    Bulas de agrotxicos tero faixa toxicolgica colorida

    Criadores de todo o pas tm, agora, mais uma opo de capim para pastagem. A BRS Tupi a primeira cultivar de Brachiaria humidicola indicada para uso no Brasil pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuria (Embrapa), vinculada ao Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento. Os trabalhos de avaliao e seleo da culti-var duraram 18 anos e foram coordenados pela Embrapa Gado de Corte (Campo Gran-de, MS), tendo a participao de outras Unidades da Embrapa e instituies de pesquisa.

    A BRS Tupi, que surge como mais uma opo para reas midas de baixa e mdia fertilidades, destaca-se das outras cultivares disponveis no mercado por sua produtividade, vigor, rapidez de estabelecimento e boa distribuio da produ-o ao longo do ano. Alm disso, ela produz mais folhas para o pastejo do gado e suas plantas tm mais folhas do que talos durante o perodo seco do ano. Em virtude dessa maior produo de folhas, as pesquisas indicaram que a BRS Tupi permite maiores taxas de lotao e consequentemente ganhos de peso por rea de 53 Kg/ha contra 20 Kg/ha da humidicola comum. Essa maior produtividade foi observada tambm no ganho por cabea durante a seca. (Fonte: ASCOM MAPA)

    Safra de gros: minas tem maior ndice de crescimento do Sudeste

    A primeira eta-pa da Campanha Nacional de Vaci-nao Contra Febre Aftosa de 2012, en-cerrada no dia 31 de maio, teve um saldo positivo em relao ao mesmo perodo do ano passado, em Minas Gerais. O ndice de vacinao

    esse ano, 99,10%, foi maior do que o obtido na etapa de 2011, 98,40%.

    Os produtores rurais tiveram at o dia 15 de junho para comprovar, nas unidades do Instituto Mineiro de Agropecuria (IMA) de seus municpios, a imunizao de seus ani-mais. A grande adeso na campanha demons-trou que os produtores que tm na pecuria o seu sustento esto cada vez mais conscientes sobre a importncia da vacinao semestral. A etapa envolveu 23.482.153 milhes de bo-vdeos vacinveis de todas as idades, com 23.271.065 vacinados, nos 853 municpios do estado. (Fonte: ASCOM IMA)

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  • 6AgoSto 2012

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    pecuria de corte no Brasil e a criao do consebov

    As disCusses PelA CriAo de normAs PArA o setor

    Com as atuais demandas na pro-duo de carne e a necessidade de investimentos no setor, a preocupa-o com o aumento da produtividade, aliada a busca por menores custos, acompanha os criadores de gado de corte. A queda nos preos pagos ao produtor e o aumento da concentrao da indstria de carne, impulsionaram a criao do Conselho de Preos do Boi (Consebov). A proposta foi da Confe-derao da Agricultura e Pecuria do Brasil (CNA), com o propsito de unir todos os elos do setor: os criadores, a indstria, o varejo e a academia. Para regular desta forma, uma srie de as-suntos que afetam a produo de corte, a exemplo de outros conselhos como os da cana-de-acar e do leite.

    No dia 10 de julho a criao do con-selho foi tema de um debate realizado em Braslia e no dia 17 de julho em Governador Valadares, os pecuaristas e indstrias da regio se uniram para

    fazer o mesmo. A pecuria de corte no Brasil foi o tema principal, onde a vi-so do mercado foi explanada aos pre-sentes, indo desde a concentrao dos frigorficos, as novas normas de Trn-sito Animal, questes sanitrias, at os mercados interno e externo. O presi-dente do Frum Nacional Permanente da Pecuria de Corte da CNA, Antenor Nogueira, esteve presente na reunio.

    O presidente enfatiza que pre-ciso criar regras para dar uma maior transparncia a toda a cadeia produti-va. Padronizao de carcaas, preos dos insumos e outras variantes foram abordados por Nogueira. Ele informa ainda que os maiores consumidores da nossa carne sejam realmente os bra-sileiros. Segundo o presidente, hoje o pas praticamente produz para o mer-cado interno, principalmente depois dos programas sociais e a melhoria da renda do consumidor brasileiro, visto que as exportaes caram de cerca

    de 30%, para algo em torno dos 15%, sem que houvesse queda nos preos no boi. Entretanto, dados da Secretaria de Comrcio Exterior mostram que no ano passado o Brasil foi o maior ex-portador de carne bovina, com 1,4 mi-lho de toneladas e o segundo maior produtor mundial com 9,2 milhes de toneladas, ambas equivalentes carca-as. No primeiro trimestre deste ano, o IBGE aponta que foram abatidas 7.219 cabeas de gado, um peso total de car-caas de 1.680. 976 toneladas.

    Confira a entrevista realizada com Antenor Nogueira.

    equipe Agrominas - Estima-se que at 2050 a populao vai ultra-passar os 9 bilhes. O Brasil tem um papel importante para a produo de carnes e a alimentao dessa po-pulao. Qual o grande gargalo hoje da produo de carne no pas?

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  • 7AgoSto 2012

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    Antenor nogueira - Na realidade o Brasil hoje, como pas produtor, tem a menor taxa de desfrute entre todos os pases produtores do mundo. Enquanto voc tem uma taxa de desfrute de 46% nos Estados Unidos, 43% na Austr-lia, Argentina tem 30%, Uruguai 28% e o Brasil tm 22%. Isso em decorrn-cia dos custos de produo brasileira. Enquanto voc tem tambm um preo de arroba hoje a nvel de Argentina e Uruguai na ordem dos seus 115, 120 reais, ns estamos patinando aqui em um preo de arroba em torno de R$ 92,00. Se ns compararmos isso aos custos de insumos, mo de obra, enfim, os custos de produo diretos ao produtor aumentaram demais. En-to, hoje no compensa ao produtor in-vestimentos maiores em relao a sua produo e mesmo assim, ns temos que levar em considerao que a ren-da, o lucro do produtor caiu muito nes-ses ltimos anos, devido justamente a esse aumento de custo. Isso dificulta o produtor melhorar suas tecnologias de engorda. O confinamento est pa-tinando. Ns vamos ter esse ano um aumento em torno dos 20%, mas na realidade ns estamos recuperando o que perdemos no ano passado e retra-sado. Ns temos que pensar tambm que o Brasil, sem dvida nenhuma, o

    grande player de carne no mundo, mas o Brasil aprendeu a consumir carne. Com melhoria de renda do consumidor brasileiro, a mudana de classe social de D para C, C para B e B para A, que houve nos ltimos anos com a recu-

    perao da economia, notrio que o consumo de carne bovina cresceu mui-to e isso tem sustentado a perda de de-terminados mercados internacionais.

    equipe Agrominas - O Brasil visto como produtor do gado susten-tvel. A maior parte dos animais criada a pasto, sendo aproximada-mente 95% do mercado, enquanto o 5% restante confinado. O senhor acha que confinar o gado ento seria uma alternativa para aumentar a produtividade de carne no pas?

    Antenor nogueira - Sem dvida. Voc no s aumenta a produtividade, como voc diminui a idade ao abate, au-menta o desfrute, voc tem uma srie de vantagens. Mas aumenta os custos tam-bm. Hoje o produtor virou uma cadeia de traz para frente: o supermercado quer ganhar em cima da indstria, a indstria quer ganhar em cima do cara que en-gorda e o cara que engorda quer ganhar em cima do criador. Virou uma bola de neve ao contrrio. Isso um problema. O criador que cria e recria os animais tem que ganhar tambm. O que a gente quer com esse Consebov, por exemplo, justamente criar regras para que todo mundo ganhe, para que todo mundo tenha condies de ter renda para que

    possa definitivamente investir na sua propriedade rural.

    equipe Agrominas - O senhor menciona a questo desse conselho. Efetivamente qual seria a atuao dele, qual seria a importncia dele para os produtores rurais?

    Antenor nogueira - Justamente criar uma norma. Se voc vai Austr-lia, aos Estados Unidos, voc tem nor-mas de criao, voc tem normas de abate, voc tem normas de comercia-lizao de carnes, voc tem normas de tudo. Aqui no Brasil voc no tem nor-mas de nada. Aqui uma briga de bra-o entre o produtor e a indstria, entre a indstria e o varejo, entre a indstria e a exportao. A gente vive brigando com os nossos consumidores. O que precisa ento criar normas. Tem-se uma srie de gargalos na pecuria que teriam que ser analisados no Conse-bov. O preo vai ser uma consequn-cia de todas as normas. Voc pega um pas desse que tem o abate acima de 9 milhes de toneladas/ano de carne, voc no tem uma classificao de car-caas. O frigorfico brasileiro, de um modo geral, no gosta de ter essa clas-sificao de carcaa. Hoje tem classifi-cao de carcaas para aves no Brasil, para sunos, mas para o boi no tem. H classificao de carcaas no mundo inteiro. O que isso? Premiar o produ-tor. Ns no queremos que seja pena-lizado quem no faa, mas que ganhe quem faa. Se voc faz um boi dife-renciado, novilho precoce com carcaa

    O Presidente do Frum, Antenor Nogueira

    Antenor Nogueira com os pecuaristas Jos Geraldo Pedra S, Jorcelino Cardoso Lopes e Carlos Areas

  • 8AgoSto 2012

    excepcional, que tenha um destino cer-to no pas, que agrega valor quela car-ne, o produtor que fez aquilo precisa ter um ganho a mais do que os outros. Ao mesmo tempo temos problemas de pesagem. um absurdo um sindicato rural ou uma sociedade rural, como essa aqui de Governador Valadares, ter que colocar uma balana no frigorfico para conferir com o peso da balana do frigorfico. O produtor tem que ter li-vre acesso. Ele precisa ter livre acesso, por exemplo, ao destino da carne dele: saber que aquela carne dele vai estar na gndola de um supermercado em Pa-ris ou nos Estados Unidos ou qualquer pas do mundo. Ele tem o direito de sa-ber disso at para que possa melhorar aquele produto que ele est fazendo. Outra coisa a limpeza da faca que abate o boi. Tem que normatizar isso tambm. Enfim, so uma srie de as-suntos que, ai sim, ns vamos chegar a um preo diferenciado ao produtor que faz aquele tipo de boi. Criar essas nor-mas a nvel nacional para que a gente possa ter uma cadeia produtiva da pe-curia brasileira homognea.

    equipe Agrominas - Como o senhor

    avalia atualmente o cenrio da pecuria no Brasil?

    Antenor nogueira - Eu costumo dizer que produtor tira gua de pedra. Na realidade hoje ns estamos pas-sando por alguns problemas srios. Alguns assuntos que vm impactar di-retamente o setor produtivo: a classi-ficao; essa constante diferena entre setor produtivo e indstria, esse rela-cionamento precisa melhorar e acabar com as diferenas; a conscientizao em termos de mo de obra, a consci-ncia social e ambiental, conscincia sanitria que est cada vez maior, para que o Brasil possa galgar os mercados que ele no tem hoje. O Brasil s ven-de para 60% desse mercado mundial: no vende nada para a sia, Oceania, Mxico, Canad e Estados Unidos. Porque o Brasil no livre ainda sem vacinao. Com isso criam-se barrei-ras sanitrias e a gente no tem como colocar a nossa carne nesses mercados. So justamente os mercados que mais agregam valor carne. A Unio Euro-peia outro caso: ns vendamos em 2008 em torno de 350 mil toneladas de carne e hoje ns estamos venden-do aproximadamente 70 mil, devido a

    algumas restries criadas. O que foi uma lstima, sem transparncia, e que est sendo definitivamente agora colo-cado nos eixos pelo PGA Programa de Gesto Agropecuria entre a CNA e o Ministrio da Agricultura. Um corte de fil, por exemplo, quando voc vende para a Unio Europeia, a mdia de preo desse corte seria em torno dos US$ 10 mil dlares a to-nelada. Esse mesmo corte para os Es-tados Unidos ou Japo, que so pases altamente consumidores, ficaria duas vezes mais esse valor e, infelizmen-te, ns estamos fora desse mercado. O Governo brasileiro, os Estados e o setor produtivo, precisam se conscien-tizar disso e trabalhar firme no sentido de chegarmos nesses mercados de uma forma bem rpida. Ns temos proble-mas serissimos com nossos vizinhos como a Bolvia, o Paraguai, a Vene-zuela que a Aftosa est incontrolvel, e o Peru. Ento o que precisa haver uma vontade poltica, em um pas igual o Brasil, e criar condies para que es-ses outros pases evoluam tambm e a gente possa chegar definitivamente li-vre sem vacinao.

    notANo dia 30 de julho o Frum Nacional Permanente da Pecuria de Corte, da Confederao Nacional da

    Agricultura (CNA), se reuniu, em Braslia, com a Associao Brasileira das Indstrias Exportadoras de Car-ne (Abiec), a Associao Brasileira de Frigorficos (Abrafrigo) e a Associao Brasileira de Supermercados (Abras). Estas entidades foram convidadas a fazer parte da comisso, que discute a organizao da cadeia produtiva da carne bovina no pas. A Federao da Agricultura e Pecuria de Mato Grosso FAMATO e a Associao dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), representam o estado na junta.

    Entre as aes que vem sendo discutidas pelo Frum Nacional Permanente da Pecuria de Corte, esto a abertura de novos mercados para a carne brasileira, a criao de uma legislao sobre a classificao e a tipifica-o de carcaa bovina, a regulamentao do uso de novas tecnologias, a criao do seguro frigorfico (incidente nas indstrias que entram em recuperao judicial) e fomentar a criao de um fundo de marketing da carne bovina. (Fonte: FAMATO)

  • 9AgoSto 2012

  • 10AgoSto 2012

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    Colatina, situada no noroeste do estado capixaba, teve seu nome batizado em homenagem Dona Colatina, uma bela jovem que se casou com Jos de Melo Carvalho Muniz Freire. Freire participou ativamente da po-ltica no Esprito Santo e acabou se tornando presidente do Estado em duas oportunidades, de 1892 a 1896 e de 1900 a 1904. A cidade marcada pela produo tecnificada de cafs Conilon e Arbica, onde, no primeiro caso a produ-tividade no municpio gira em torno de at 100 sacas por hectare. Alm de ter a presena marcante de outros setores do agronegcio como a pecuria de leite e corte, psicultura, carcinicultura, produo de bananas e pedras ornamentais. Situada no Vale do Rio Doce, a cidade cortada por rodo-vias que facilitam a escoao dos produtos para o pas e para o exterior. Com forte ligao na agropecuria, Colatina precisava unificar a classe h dcadas atrs, para que o setor pudesse ser executado de forma mais organizada.

    Assim, no dia 24 de junho de 1951 foi fundada a As-sociao Rural de Colatina que teve em sua solenidade de abertura 244 pessoas presentes no ato, entre produtores e autoridades. Quatorze anos depois, em 1965, a associao foi elevada categoria de Sindicato. Hoje a entidade abran-ge os municpios de So Domingos do Norte e Governador Lindemberg, contando com 600 associados ativos.

    Com sede prpria localizada no centro da cidade, o sin-dicato oferece servios de contabilidade, assessoria jurdi-ca, treinamentos pelo Servio Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e vacinao de brucelose para atender aos produtores, alm de informaes e divulgaes das Leis Ambientais, na aquisio de insumos junto Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). Entre as principais aes da entidade est o incentivo produo, principal-mente de caf. Entre os benefcios para os scios do sin-dicato de Colatina esto os convnios com uma clnica e hospital, e de cursos de profissionalizao esto entre os benefcios para os scios do sindicato de Colatina. Reali-

    zaes de eventos, tais como exposies para aquisio de animais reprodutores, mquinas agrcolas, dentre outros, complementam essa lista.

    O primeiro presidente da entidade foi Manoel Almenara Moreno que permaneceu no cargo durante quase 18 anos. Depois dele, o sindicato foi presidido por Avelino Cavassa-ni, Nilo Alcntara Soares, Erineu Pinto Barcellos, Geraldo Batista e Pergentino de Vasconcelos. A diretoria atualmente composta por 22 pessoas e quatro funcionrios fazem par-te da equipe: um auxiliar de escritrio, uma recepcionista, um mobilizador do SENAR e um vacinador de brucelose.

    Para se associar, o sindicato segue dois critrios: 1 se o produtor tiver imvel rural, ele precisa repassar uma men-salidade ao sindicato, que ser equivalente ao tamanho da rea da terra do associado; 2 em casos de contribuintes sem imveis que podem se tornar scios, mas os mesmos no podero candidatar a cargos de diretoria e nem votar.

    o PresidenteO Sindicato Rural de Colatina presidido atualmente

    por Erineu Pinto Barcellos, 74 anos. Barcellos filiado entidade h 54 anos e j passou pela presidncia da entidade em outras oportunidades. Exerceu outras funes dentro do sindicato e foi reeleito em agosto de 2010, com durao do mandato at 2013.

    Natural de Ibirau (ES) mora em Colatina h 70 anos. Filho de produtor rural considera-se tambm produtor des-de o nascimento. Sua famlia de agricultores, principal-mente na produo de caf. J fez cursos de cooperativismo e sindicalismo. Seu primeiro emprego foi aos 13 anos em uma cooperativa e sua participao no sindicato teve incio em 1960. A forma de estmulo encontrada em seu mandato para incentivar os produtores rurais para aumentar a produ-o a de profissionalizao. Quanto reeleio, informa que no pretende concorrer novamente. Sou a favor de mudanas internas, indica Barcellos.

    Sindicato rural de colatina:no noroeste CAPixABA umA histriA que d Certo

    Treinamento de tratorista pelo SENAR em parceria com o Sindicato

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  • 11AgoSto 2012

    eFetiVos Presidente: Erineu Pinto Barcellos 1 Vice: Paulo Afonso Martinelli

    2 Vice: Haui Dias Rocha 1 Secretrio: Ervino Lauer 2 Secretrio: Nilton Strey

    1 Tesoureiro: Gervasio Kirmse 2 Tesoureiro: Humberto Jos Batista

    suPlentes Pergentino de Vasconcellos

    Maria Forza Avancini Gustavo Filipe

    Waldevino Toso Ornil Margoto

    Nelson Schimith de Souza Joo Carlos dos Santos Calot

    Conselho FisCAl (eFetiVos)

    Antnio Carlos Soares Laudelino Louret Soares

    suPlentes Edgar Plaster Verdin

    Andreia Rissari Magnago

    Agenor Pinto da Penha

    deleGAdos rePresentAntes

    (eFetiVos) Erineu Pinto Barcellos

    Eduardo Vago de Oliveira suPlentes

    -Jos Loureno de Andrade -Nilton Strey

    Programa tero Vida destinado s mulheres no campo Erineu Pinto Barcellos

    diretoria atual:

  • 12AgoSto 2012

    grAN

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    crIA

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    A histria que venho contar aqui em Grandes Criatrios se dife-re das demais por um motivo. No so explanaes sobre investimento genti-co realizado por um produtor, mas pela criao atpica e que lhe d tanto orgu-lho: bfalos. H mais de 20 anos Jos Campos de Miranda, 78 anos, mais co-nhecido como Juca Pena, dedica-se ao seu plantel de bfalos que, segundo ele, ultrapassa as 1000 cabeas de gado. A Fazenda Bonfim uma das cinco pro-priedades do produtor e fica localizada em Correntinho, distrito de Guanhes (MG). O bfalo um animal de ori-gem asitica e pode ser utilizado tanto para carne quanto para leite. O animal domstico bem diferente das espcies selvagens, sendo estes dceis. Uma gra-ta surpresa para quem esperava encon-trar animais bravos.

    Filho de produtor rural, o pai de Juca Pena mexia com cachaa, pecu-ria de leite e outros produtos. Seu Juca Nasceu com forte ligao ter-ra e adquiriu a Fazenda Bonfim em 1962. O incio dessa relao com os

    bubalinos comeou quando adquiriu, de um produtor de Guanhes, cerca de 20 animais. Ele recriou os bfalos que comearam a se reproduzir. Os va-queiros ordenharam as fmeas e viram que elas tinham uma boa produo. A partir da a ligao com os bfalos foi fortalecida. O plantel hoje distribu-do nas propriedades do criador que ficam em municpios da regio. A raa criada a Murrah, mas tem animais mestios com Mediterrneo. De acor-do com o Cenatte Embries, o trabalho com ferramentas que auxiliem o me-lhoramento gentico para Bfalos est sendo desenvolvido. So importadas doses de smens congeladas para o uso em inseminaes artificiais, com foco em animais melhorados para produo leiteira, o que tem um custo elevado. Juca Pena diz que no faz investimen-tos em ferramentas de melhoramento gentico como Inseminao Artificial, Transferncia de Embries ou outras, mas informa que adquire garrotes re-gistrados na cidade de Esmeraldas para garantir animais com maior produo.

    No comeo, conta que era compra-dor de queijo na regio. Depois passou a mexer com muarela e levava para So Paulo toda semana, juntamente com trs caminhes de bfalos para os frigorficos de l. Depois parou porque no aguentava mais viajar. Atualmen-te o foco da propriedade a produo leiteira para a fabricao de muare-la. Porm, Seu Juca Pena conta que j vendeu muitos animais para serem abatidos. Aponta que devido ao espao no teria como recriar todos os animais hoje. S agora que os pastos esto sen-do divididos em piquetes. Entretanto, ainda tem animais para essa finalida-de o que deve dar em torno de mais umas duas carretas. Em julho vendeu um pouco mais de 50 animais para um frigorfico da regio.

    Diz ainda que os investimentos com os animais menor do que com os bovinos, o que diminui os custos para se produzir e o que gera uma boa renda. Mais resistentes e rsticos, os animais gostam de brejos, gua e co-mem de tudo. A alimentao dos ani-mais basicamente a pasto. O produ-tor diz que no faz muitos gastos com rao, at mesmo porque nesse per-odo os agricultores esto segurando a produo na regio para venderem quando os preos estiverem melhores.

    Fazenda Bonfim: A ilhA de mArAj Aqui

    Correntinho de GuAnhes e A CriAo de BFAlos lidiane dias

    Jornalista

    Na varanda, a famlia Campos de Miranda

    Juca Pena

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    lidiane diasJornalista

  • 13AgoSto 2012

    As doadoras da Fazenda Unio para Transferncia de Embries

    Mas quando os preos caem, comple-menta a alimentao com milho, soja e minerais. J fez testes com a intro-duo de rao em maior quantidade, mas comenta que depende da poca do ano para fazer alguma diferena na produo. As fmeas entram em pro-duo com cerca de dois anos e meio de idade e no feita uma estao de monta, com perodo especfico para os cruzamentos. As desmama, porm, acontece geralmente no final do ano, de novembro a dezembro, e em janeiro h paries em grandes volumes.

    Na estrutura da propriedade ele conta que no mudou muita coisa, mas a renda melhorou. Os produtos prove-nientes dos bfalos, segundo informa Juca Pena, so mais caros: a muarela, o leite e a carne, sendo que nos dois ltimos casos h preconceito das pes-soas em consumir. A esposa do produ-tor, Maria de Jesus Ferreira Campos, 63 anos, compara o gosto da carne do animal jovem carne de porco. Quan-to ao leite, o gosto um pouco mais forte que o de vaca.

    O produtor possui cinco proprieda-des, mas em apenas uma delas que so feitas as ordenhas e de forma ma-nual. Mais de 1000 litros so produzi-dos por dia e atualmente 300 bfalas esto em lactao. Os trabalhos come-am bem cedo: s 5h da manh os 12 funcionrios comeam a ordenhar as

    bfalas que dura at s 11h. Depois da ordenha o leite segue para dois latic-nios: um de seu sobrinho e o outro per-tencente filha de Juca Pena, Sirlene Campos de Miranda. Cinco funcion-rios trabalham no laticnio, que reco-lhe no s de Juca Pena, mas de mais 10 produtores cerca de 3000 litros/dia de leite de bfala.

    A fabricao das muarelas demora trs dias e toda semana cerca de 3000 kg do produto so levados para Belo Horizonte. So produzidas peas de 3,8 kg. Na regio uma pea de 1 kg vendida em torno de R$ 12,00, o que ao contrrio dos grandes centros, fica em torno dos R$ 20,00 ou mais. Toda hora tem um querendo muarela na nossa porta. Vem gente de muitos lu-gares comprar muarela aqui, infor-ma Juca Pena. H seis anos Sirlene assumiu o laticnio que era de seu pai

    e comeou com 50 litros de leite. No comeo trabalhava com gua quente para dar ponto no leite para produzir as muarelas, mas h dois anos com-prou uma caldeira. Uma vantagem e que acelera a fabricao. Sirlene com-plementa ainda que a produo gira numa mdia de 400 Kg/dia. O soro que sobra da fabricao levado para tratar das bezerras.

    De acordo com dados da Associa-o Brasileira de Criadores de Bfalos, o leite de bfala possui mais protenas do que o bovino, pois no primeiro caso de 4,00% e no segundo de 3,50%; menos colesterol, 214mg% no leite de bfala e 319mg% no de vaca. O que uma vantagem porque o leite de bfa-la rende mais e o gasto com o mesmo na hora de produzir queijos cai pela metade se comparado ao leite de vaca. Quanto sanidade, o produtor diz que

  • 14AgoSto 2012

    seu plantel vacinado contra a Aftosa, mas em relao a medicamentos para parasitas, no h grandes custos.

    A FAmliACom a esposa Maria de Jesus, for-

    mou sua famlia que hoje composta por cinco filhos e 11 netos. Os filhos so: Erasmo, Solange, Marcelo, Sirle-ne e Soraya Campos de Miranda. Os netos so: Dryck, Raquelle, Alexia, Maria Gabriella, Guilherme, Lohany, Lorena, Jos Neto, Lvia, Luiza e G-ferson. Seu Juca Pena afirma que to-dos os filhos e netos se interessam pela criao de bfalos. Ns somos acos-tumadas, ns nascemos aqui e fomos criados aqui. Minha filha gosta de ca-chorro e eu falo para ela que bonito boi no pasto, defende Soraya.

    O criador complementa ainda que quando comeou a trabalhar com os bfalos muita gente o chamava de bobo. Atualmente os produtores da regio esto investindo na criao dos bubalinos. Juca Pena adianta que no mexeria com outra atividade se fosse para comear hoje. Eu acho que o b-falo vai ser o gado futuro. Hoje os meus amigos esto convencidos e falam mes-mo comigo: se no fosse o bfalo voc no tinha alcanado o que tem hoje. Toda a criao da minha famlia est li-gada a esses animais, finaliza.

    O perodo de gestao dos buba-linos pode variar de 278 a 311 dias, mais ou menos 9 a 10 meses, depen-dentes da regio e da raa considera-da. No Brasil quatro raas so reco-nhecidas pela Associao Brasileira de Criadores de Bfalos: Mediterr-neo, Murrah, Jafarabadi e Carabao.

    VoC sABiA... Que o que conhecemos como

    mozarela no Brasil na verdade queijo tipo mozarela, fabricado com leite bovino e de qualidade in-ferior ao produto de leite de bfala?

    Que cerca de 7% de todo o leite consumido no mundo de bfalas?

    Que, no contendo caroteno, mas sim a prpria Vitamina A, o leite de bfalas totalmente branco, diferen-te do bovino, levemente amarelado?

    Que a verdadeira mozzarella ita-liana feita exclusivamente com lei-te de bfala, havendo referncias de sua produo naquele pas desde os tempos bblicos?

    Que o leite de bfala mais doce, mais nutritivo e com menor teor de colesterol que o leite bovino?

    Que aps o acidente nuclear em Chernabil, na antiga Unio Soviti-ca, o leite de bfala foi o alimento que mais rapidamente eliminou os resduos de radioatividade, a ponto de ser considerado alimento estrat-gico para o caso de catstrofes nu-cleares?

    Que o leite de bfala contm mais protenas e maior teor de vitaminas A, D e B2 (riboflavina) que o leite bovino?

    Que na Itlia, pas de origem da

    mozzarella, no se permite o uso des-te nome caso o produto no seja ela-borado exclusivamente com o leite de bfalas?

    O selo da Associao Brasileira de Criadores de Bfalos a garantia de que a mozzarella pura de leite de bfala.

    Fonte: Associao Brasileira de Criadores de Bfalos

    ortoGrAFiAMuarela, mozarela ou mussarela?Muarela, ou mozarela, provm

    do italiano mozzarella, diminu-tivo de mozza, cujo significado leite de bfala ou de vaca talhado com uma espcie de fungo cha-mado mozze. Ento, do italiano mozzarella, com dois zs, surgiu, no nosso idioma, a palavra moza-rela, com um z s, j que na nos-sa lngua, no h a duplicao de consoantes, salvo raras excees. H uma conveno ortogrfica na Lngua Portuguesa que transforma o z em c ou em : feliz - felicidade; capaz - capacidade.

    Da palavra mozarela surgiu variante muarela, com cedilha, em virtude dessa conveno. Tal-vez, como a palavra italiana tem dois zs, ns, brasileiros, tenhamos simplesmente os trocado inadverti-damente por dois esses. , porm, inadequado ao padro culto da lngua escrever mussarela. O ade-quado escrever MUARELA ou MOZARELA.

    Fonte: Dlson Catarino / UOL Vestibular

    O leite de bfala na caldeira e os bfalos fazem pose depois de se divertirem no brejo

  • 15AgoSto 2012

    dIA

    de c

    Ampo

    O produtor rural Jos Pereira Viana, de 46 anos, mais conhecido por Pezo, faz parte de um grupo que aposta na produo de tomate em Iapu (MG). Ele tambm um dos mais bem sucedidos do ramo. Comeou com quatro hectares de terras e uma produo de 30 mil ps de tomate. Atualmente so 100 hectares e uma produo de um milho de ps do fruto por ano.

    Nascido em Iapu, Jos Pereira casado com Vnia Lcia Miranda Bonfim, de 47 anos. O casal s tem uma filha: Lau-ra Bomfim Viana, de 12 anos. Ele comeou a trabalhar com tomate aos 17 anos, depois que o pai, um tradicional comer-ciante da cidade, faliu. Ele e o irmo, Nilton Pereira Viana, na poca com 15 anos, foram convidados pelo cunhado, Divino Luciano Anacleto a plantar tomate, uma das principais fontes de renda do municpio.

    Com o passar do tempo, o alto custo do plantio e a falta de mo de obra desanimaram Divino e Nilton, que, a exemplo de muitos produtores desistiram da lavoura. Pezo continuou investindo no negcio. Hoje, alm de ser o maior plantador e comprador do produto, dono do galpo onde feito o proces-samento e a distribuio do tomate para vrios estados do pas.

    Para iniciar o cultivo de tomate, o produtor buscou finan-ciamento junto ao Banco do Brasil. H dois anos terminou de pagar o emprstimo e trabalha com recursos prprios. Os custos do plantio at a distribuio do alimento so altos. O investimento anual est na ordem de R$ 4 milhes. Para ba-ratear os custos, trabalha com terras arrendadas. Ele conta que o aluguel das reas uma alternativa para enfrentar a difi-culdade de encontrar terras venda na regio e o alto valor pedido pelos proprietrios.

    rodzio

    Outra vantagem do arrendamento a possibilidade de estar sempre mudando de solo. Jos Pereira disse que a terra pode se tornar invlida para a produo do tomate. Isso acontece devido murcha bacteriana, ou murchadeira, uma das prin-cipais doenas do tomateiro, explica, complementando que a bactria pode permanecer no solo por anos, inviabilizando o plantio. No h remdio para combater a murchadeira e quando isso ocorre, toda a plantao perdida.

    A rotatividade de terreno favorvel na mudana de cli-ma, um dos fatores determinantes da qualidade dos frutos.

    pequeno produtor se transforma em gigante no cultivo de tomate

    ArrendAmento de terrAs AjudA A reduzir Custos do Fruto ComerCiAlizAdo em Vrios estAdos BrAsileiros

    cleuzany lott Jornalista

    O tomate colhido verde no p, para evitar o amadurecimento antes de chegar ao destino

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  • 16AgoSto 2012

    Em poca de frio, as terras mais quentes so as ideais e na poca do calor, as terras mais frias. Se fosse para comprar as terras todas s vezes que mudssemos de clima, o cultivo do tomate se tornaria invivel, explica o produtor.

    Outra tcnica adotada o plantio em rodzio para descan-sar o solo. O plantio do tomate alternado com outras plantas como o milho e feijo. Aps a colheita dessas culturas, a terra descansa por cerca de 12 meses para iniciar nova plantao de tomate, cuja produo dura em mdia seis meses.

    Ainda sobre o tipo de solo adequado para tomateiro, o produ-tor explica que a melhor terra a vermelha, mas a planta se adapta bem em qualquer tipo de solo, o que favorece ou no o plantio o clima que no pode ser nem muito quente e nem muito frio.

    irriGAo As plantaes de tomate de Jos Pereira esto espalhadas

    por vrias regies do mu-nicpio. As maiores esto concentradas no Crrego do Alegre, Rio Bran-co, Belm e Crrego do Anta. Para manter o ter-reno ideal para o plantio, o produtor usa o sistema de irrigao por goteja-mento. Essa tcnica evi-ta o desperdcio de gua

    e mantm o local mido na medida certa. Os nutrientes adicionados ao solo tambm passam pelo sistema de gua. Atravs da fertirrigao, o adubo colocado na gua que faz o transporte do potssio, clcio e outros nutrientes exigidos pela cultura. O processo proporciona mais eficincia e economia de fertilizantes.

    Os defensivos para evitar pragas na plantao tambm so misturados na gua. Jos Pereira enfatiza que o lquido absorve melhor o produto e de forma mais rpida. Mas h controle rigoroso da quantidade e distribuio de inseticidas para no comprometer a qualidade do tomate, esclarece.

    PlAntio

    O plantio do tomate pode ser feito durante o ano todo, depen-dendo da variedade e da temperatura da regio. Em Iapu inicia-se no ms de janeiro e se estende at junho, quando a plantao suspensa por quatro meses. Nesse perodo ocorrem s chuvas e gua, em excesso, pode prejudicar toda a plantao. H muito

    Jos PereiraJos Pereira comeou com quatro hectares de terra, hoje planta em cem

  • 17AgoSto 2012

    risco nesse perodo. A lavoura inteira pode se perder. Jos Pereira optou pelo tomate compacto, ou tomate de

    mesa. A variedade, de acordo com o produtor, de melhor qualidade, o fruto mais firme, alm de possuir colorao for-te e bonita. As mudas so compradas em viveiros de Caratinga (MG), a trinta e cinco centavos. Para garantir que elas che-guem com perfeio, cada uma condicionada em copos de isopor, com a raiz mostra. O copo s descartado quando elas so plantadas. At chegar ao canteiro final, as mudas, que medem cerca de 15 centmetros, so mantidas em estufas.

    Cada p de tomate pode chegar a produzir oito quilos do fruto. Quando atingem 30 a 35 centmetros de altura, o toma-teiro recebe o suporte de uma estaca. As tradicionais de bam-bu so as usadas pelo produtor rural. Cem dias aps o plantio, os tomates esto prontos para serem colhidos.

    O movimento nas terras intenso o ano todo. Cem pessoas trabalham diariamente nas lavouras. Em fevereiro, quando a produtividade maior, o nmero de trabalhadores dobra para duzentos. Eles so responsveis por toda cadeia produtiva do alimento at chegar ao varejo. Os tomates so vendidos para Belo Horizonte, Curitiba, Santa Catarina, Porto Alegre, Bahia, Aracaju e Recife. Uma caixa com 23 quilos normal-mente vendida por R$ 60.

    desAFios Para quem pensa em investir no tomate, o produtor alerta

    para os custos elevados dos insumos, escassez de mo de obra e principalmente os riscos comuns da produo, como o ama-durecimento rpido do alimento, que pode levar a perda de uma

    safra inteira, se no houver a comercializao do produto. Outro obstculo a instabilidade dos preos, que varia a

    cada ano e tem feito muitos desistirem da cultura. Se no es-tiver preparado para os altos e baixos, o produtor pode falir, alerta Jos Pereira, que j amargou um prejuzo de R$ 500 mil em 2010. No ano passado ele conseguiu se estabilizar e espera lucro para este ano. Porm, a previso para 2013 de diminuir a produo por causa dos altos custos e dificuldades nas vendas. Mas quando se fala em desistir como os outros, o produtor enftico: Jamais!

    A certeza de continuar investindo no tomate tem suas ra-zes. O fruto, que tambm considerado legume, um dos mais consumidos no mundo. A versatilidade do uso do ali-mento outro aliado ao aumento de consumo. Da produo total, 70% so destinados ao mercado para consumo ao natu-ral, o restante utilizado como matria prima para a industria-lizao. Entre as pesquisas realizadas sobre a tomaticultura, a da Associao Brasileira do Comrcio de Sementes e Mudas (Abcsem) mostrou que o tomate um dos principais desta-ques do setor, movimentando mais de R$ 2 bilhes por ano.

  • 18AgoSto 2012

    SAd

    e AN

    ImAl

    Recebem o nome acima as doenas causadas pela invaso do tecido cutneo por lar-vas de insetos dpteros e em par-ticular pelos chamados dpteros miodrios; Conforme a biologia desses insetos, as respectivas afe-es que causam so de duas ca-tegorias:

    BiontFAGAs - Larvas que inva-dem os tecidos sos, no necrosados, inclusive a pele ntegra. So essas lar-vas chamadas de biontfagas, pois se desenvolvem a custa do tecido vivo e, por conseguinte, podendo comprometer o estado geral do homem ou do animal por elas parasitado. So essas larvas parasitas obrigatrias. Neste grupo es-to agrupadas as seguintes espcies de insetos: Callitroga americana, Derma-tobia hominis e Oestrus ovis.

    neCroBiontFAGAs - Larvas que invadem exclusivamente tecidos j afetados por necrose de outras cau-sas. Estas nutrem-se exclusivamente de tecido morto e por isso so clas-sificadas como necrobiontfagas. Algumas delas no so prejudiciais, pois limpam as feridas do material necrosado. Neste grupo esto as mos-

    cas do gnero Lucilia, que j foram inclusive utilizadas como meio tera-putico nos primrdios da medicina. Rarssimamente iniciam uma miase, e com certa frequncia so encontra-das como saprfagas de feridas ou cavidades infestadas por outras esp-cies do grupo anterior. As principais larvas deste grupo pertencem aos seguintes gneros de moscas: Sarco-phaga, Lucilia, Phaenicia, Callipho-ra, Musca, Mucina e Fannia.

    Sob o ponto de vista mdico, no Brasil, as miases podem ser:

    CutneAs - Miases Furunculo-sas, produzidas pela Dermatobia ho-mininis e pela Callitroga americana; Leses parecidas de furnculos, da o nome acima: Furunculosa.

    CAVitriAs

    a) Miases das feridas - Callitroga macellaria;

    b) Nasomiases - Miases na regio do nariz;

    c) Otomiases - Localizao na regio dos ouvidos:

    d) Oculomiases - Localiza-das na regio orbital;

    e) Cistomiases - De locali-zao na bexiga;

    f) Miases intestinais - Quan-do sua localizao nos intestinos.

    As miases causadas por larvas de moscas necrobiontfagas (que se desenvolvem unicamente em car-ne ptrida ou em tecidos orgnicos fermentveis) tornam-se pseudopa-rasitas de leses ou tecidos doentes; Determinam o que se denomina mi-ases secundrias, por ser necessria a presena de material necrosado da ferida ou cavidade, para seu desen-volvimento.

    Nas ulceraes, os danos em geral carecem de importncia, pois as lar-vas se limitam a devorar os tecidos necrosados (mortos), no invadindo as partes sadias e, por conseguinte, no ocasionando hemorragias. Estas j foram utilizadas na limpeza de feridas, porque alimentando-se do tecido necrosado que existe em toda ferida, aceleravam e facilitavam o processo de cicatrizao.

    miases ou Bicheirasdr. carmello liberato thadei

    mdico Veterinrio crmV-Sp-0442Sade Animal - http://www.saudeanimal.com.br

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  • 19AgoSto 2012

    miases ou Bicheiras Cabe ser observado que nas regies onde ocorre a Leish-maniose cutnea, como na regio amaznica, principalmente no Territrio Indgena dos Ianommis, so observados com muita frequncia as naso-miases, que nada mais so que mi-ases secundrias de larvas de moscas necrobiontfagas, que se instalam na regio do nariz, nas leses causadas primaria-mente pela Leishmania tegumentar.

    As Miases intestinais so sem sombra de dvida causa-das pela ingesto de ovos ou larvas, por meio de bebidas ou alimentos por esses ovos ou vermes contaminados, e suas consequncias carecem em geral de gravidade, produzindo algumas vezes apenas nuseas, vmitos e diarreia. No obs-tante, a intensidade desses sintomas depende da sensibilidade do prprio enfermo, e do nmero de larvas ingeridas. Segun-do alguns autores, as larvas de moscas so resistentes ao de certas substncias, inclusive ao dos sucos digestivos, podendo viver durante algum tempo no tubo digestivo.

    Para o tratamento das bicheiras, quando as mesmas so superficiais (cutneas), basta aplicao local de qualquer substncia que seja ativa contra os insetos em geral, e con-comitantemente no seja txica ao hospedeiro, para que as larvas morram ou simplesmente sejam expulsas do local onde se encontram, e a cicatrizao subsequente do feri-mento leve a bom termo a cura da enfermidade.

    Quando se d o caso de serem as bicheiras cavitrias, como o caso das gasterofiloses equinas, seu diagnstico pelas tcnicas coprolgicas usuais no possvel, a no ser quando encontradas larvas ntegras no bolo fecal desses hospedeiros. O que pode ocorrer, porm de forma fortuita, e, portanto o simples exame de fezes com resultado negati-vo no descarta sua ocorrncia. A presena de ovos ntegros ou as larvas desses ovos j eclodidas, aderentes aos plos dos membros anteriores e nos espaos intermandibulares, indicativo do parasitismo pelos gasterophilus.

    Durante muito tempo, os nicos tratamentos conhecidos para o combate gasterofilose equina, foi com a utilizao de bissulfeto de carbono administrado oralmente e contido

    em cpsulas de gelatina. Devido sua toxidez, caso adminis-trado sem a devida tcnica, muitas vezes causava a morte do animal hospedeiro quando do seu tratamento com essa substncia farmacutica.

    Com a descoberta das substncias organofosforadas, os produtos sintticos triclorfon e diclorvos, mostraram-se efi-cazes contra todos os estgios da fase larval desses insetos. O primeiro deles tem sido o produto mais utilizado em nos-so meio, isoladamente ou em associao, sob a forma de pasta, com benzimidazoles. Sendo pequena a margem de segurana, no que diz respeito dose desses produtos, que tem sua dose teraputica fixada em 35/40 mg por quilo de peso vivo do animal, deve tal dose ser fixada e criteriosa-mente observada quando do tratamento, sob pena de resul-tados desastrosos, inclusive com possvel morte do animal.

    Em fins dos anos 70, foram desenvolvidos novos frma-cos, obtidos da fermentao de um fungo: (Streptomyces avermitilis), isolado do solo, no Japo. Uma dessas aver-mectinas, denominada de B1, apresentou ao antiparasi-tria contra todas as fases larvrias desses Gasterophilus, tanto nos ecto quanto endoparasitas.

    Recentemente, o anti-helmntico salicilanildico closantel, utilizado geralmente associado aos benimidazoles, sob a for-ma de pasta, mostrou-se tambm eficaz como gasterofilicida, inclusive impedindo reinfestaes dos equinos at cerca de dois meses aps o tratamento. As miases ocorrendo em pra-ticamente todo territrio brasileiro devido nossas condies climticas predominantemente tropicais e equatoriais que muito favorecem o desenvolvimento dos insetos em geral, possibilitam sua multiplicao em ritmo acelerado, e com isso, concomitante, aparecimentos de bicheiras em nossos rebanhos, quer bovinos, sunos, equinos, ovinos ou caprinos.

    As perdas decorrentes dessas miasses se traduzem prin-cipalmente por menor rendimento dos rebanhos explorados, quer na produo de leite, quer na produo de carne e seus subprodutos como o couro, este ltimo muito depreciado pela bicheira.

  • 20AgoSto 2012

    introduoA cultura do feijo representa importante atividade agr-

    cola no Brasil, principalmente quando se leva em conta que essa leguminosa produzida principalmente por pequenos e mdios agricultores.

    Para a prtica de uma agricultura sustentvel, so essen-ciais as tcnicas de conservao do solo e da gua, pois a subs-tituio de ecossistemas naturais por agroecossistemas provo-ca alteraes nas caractersticas qumicas, fsicas e biolgicas dos solos. Dessa forma, faz-se necessrio estudar sistemas de preparo conservacionistas no sentido de minimizar os proble-mas ambientais decorrentes do uso agrcola e manejo do solo. Em regies com problemas de perdas de solo, uma alternativa encontrada para minimizar essa perda tem sido o emprego do plantio direto, com grande aceitao pelos produtores.

    Um dos entraves para adoo plena do plantio direto a dificuldade de se obter semeadoras-adubadoras versteis e re-sistentes, que sirvam para culturas e solos distintos, abram o sulco removendo pouca terra e palha, tenham penetrao e controle de profundidade aceitveis e dosagem adequada das sementes, fatores que garantiriam o sucesso da explorao.

    Sabe-se que a uniformidade de distribuio longitudinal de sementes uma das caractersticas que mais contribui para a obteno de um estande adequado de plantas e, con-sequentemente, de boa produtividade da cultura.

    Com a finalidade de estudar alguns parmetros indicado-res do desempenho do conjunto trator semeadora em plan-tio direto, utilizando diferentes mecanismos rompedores do solo e velocidades de trabalho, durante o processo de seme-adura do feijo em um solo argiloso, este trabalho foi desen-volvido em condies de campo, em rea experimental da Universidade Federal de Viosa. Utilizou-se como fonte de potncia nos testes experimentais um trator de pneus Mas-sey Ferguson, modelo 265 4x2 TDA com potncia mxima de 48 kW (61 cv) no motor a 2000 rpm. Foi avaliada uma semeadora-adubadora de plantio direto para a cultura de fei-jo, modelo Seed-Max PC 2123, com trs linhas de plantio, espaadas de meio metro. A mquina montada no sistema de engate de trs pontos, apresenta mecanismos de simples funcionamento e pequeno porte, sendo recomendada para atender s necessidades de pequenas propriedades rurais.

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    tcN

    Ico plantio direto de feijo:

    influncia da velocidade de trabalho e do tipo de mecanismo rompedor

    Haroldo carlos FernandesJuliana pinheiro dadalto

    Jardnia Feitosa rodriguesraquel Santana milagresUniversidade Federal de Viosa

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  • 21AgoSto 2012

    Para abertura do sulco, visando colocao de fertilizante, foram utilizados dois mecanismos diferentes: haste sulca-dora (faco) e disco duplo defasado.

    Os testes foram realizados em um Argiloso Vermelho--Amarelo. Antes dos testes com a semeadora foi feita a ca-racterizao fsica do solo, apresentada na Tabela 1, onde determinou-se a mdia da resistncia penetrao, da den-sidade e do teor de gua.

    Tabela 1 - Caracterizao fsica do solo

    O solo apresentava uma percentagem de cobertura vege-tal de 100% e uma quantidade mdia de matria seca sobre a superfcie de 5,83 t ha-1. Cada parcela experimental foi constituda de uma rea de 67,5 m, sendo 25 metros de comprimento por 2,7 metros de largura. A rea foi previa-mente dessecada com herbicida.

    Antes da realizao dos testes, a semeadora-adubadora foi regulada visando o plantio de feijo, variedade uirapuru, com es-paamento de 0,5 m entre linhas, 10 sementes por metro (equiva-lente a 200.000 sementes por hectare) e profundidade de plantio prxima de 4 cm. Os tratamentos utilizados constam na Tabela 2.

    Tabela 2 Tratamentos utilizados

    Para a avaliao da influncia da velocidade de deslo-camento e do mecanismo de abertura do sulco no desem-penho operacional da semeadora, os seguintes parmetros foram tomados: patinagem do rodado do trator, consumo de combustvel, uniformidade de distribuio longitudinal de sementes, profundidade de semeadura e percentagem e ndice de velocidade de emergncia de plntulas

    ProFundidAde de semeAdurAO disco duplo proporcionou uma semeadura mais profun-

    da (5,18 cm) do que o faco (3,59 cm). J a velocidade de deslocamento no influenciou na profundidade de deposio de sementes, ou seja, nas diferentes velocidades de trabalho a profundidade de semeadura foram praticamente iguais.

    PAtinAGem nA rodA motriz do trAtorPara ambos os mecanismos sulcadores, a velocidade de 3,5

    km/h foi a que apresentou os menores valores de patinagem. O mecanismo sulcador tipo disco duplo apresentou valor mdio de patinagem maior do que o mecanismo tipo faco nas trs velocidades. Provavelmente, isso foi devido maior profundi-dade de deposio das sementes neste tipo de sulcador.

    Os valores da patinagem apresentaram-se inferiores ao intervalo de 7 a 10%, recomendado pela ASAE (1989), para operar com a mxima eficincia de trao em solos no mobilizados, isso pode ser devido ao fato da potncia disponvel no trator estar bem acima da demanda apresen-tada pela semeadora.

    Consumo de ComBustVelCom o aumento da velocidade o consumo de combustvel

    aumentou e dentro de cada velocidade, o mecanismo de aber-tura do sulco tipo disco duplo demandou maior consumo de combustvel. Esse maior consumo observado no mecanismo sulcador tipo disco pode ser devido maior profundidade de deposio das sementes observada neste mecanismo, pois na maior profundidade exige-se maior potncia e consequente-mente um maior consumo de combustvel do trator.

    ndiCe de VeloCidAde de emerGnCiAAs diferentes velocidades no interferiram no ndice de

    velocidade de emergncia. Entretanto, com o mecanismo sul-

    CArACterstiCA VAlor

    Resistncia penetrao

    Densidade do solo

    Teor de gua

    1,62 MPa

    1,11 kg dm-3

    44,51 %

    trAtAmentoVeloCidAde de desloCAmento

    (km/h)

    meCAnismo sulCAdor

    T1

    T2

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    Disco

    Disco

    Disco

    Faco

    Faco

    Faco

  • 22AgoSto 2012

    cador tipo faco obteve-se ndice de velocidade de emergn-cia maior. Provavelmente, essa diferena devida a maior profundidade de deposio das sementes obtida no mecanis-mo tipo disco duplo. A alta umidade do solo (44,51%) fez com que o disco abrisse apenas uma fenda no solo, mobili-zando-se assim um menor volume de solo que por consequn-cia diminuiu a velocidade de emergncia das plntulas.

    PerCentAGem de emerGnCiAO ndice de velocidade de emergncia foi maior para

    o mecanismo sulcador tipo faco, a percentagem de emer-gncia tambm foi maior neste mecanismo independente da velocidade de trabalho. Observou-se tambm que com o au-mento da velocidade a percentagem de emergncia diminuiu.

    distriBuio lonGitudinAl dAs sementesA uniformidade de distribuio longitudinal de sementes

    no apresentou diferena entre os tratamentos para a percenta-gem de espaamentos duplos, falhas e espaamentos aceitveis. Em mdia a semeadora apresentou 56,5% de espaamentos aceitveis, 25% de falhas e 18,5% de sementes duplas.

    de ACordo Com os resultAdos oBtidos e nAs Condies AVAliAdAs,

    Pode-se ConCluir que: O uso do mecanismo sulcador tipo disco duplo acarretou

    um maior valor mdio de patinagem da roda motriz do trator. O aumento da velocidade de trabalho aumentou o valor

    mdio de patinagem da roda motriz do trator. O uso do mecanismo sulcador tipo disco duplo propi-

    ciou uma maior profundidade mdia de semeadura e maior consumo horrio de combustvel.

    A velocidade de avano do trator no influenciou a

    profundidade de semeadura. O mecanismo sulcador tipo faco apresentou maior

    percentagem de emergncia de plantas. A velocidade de trabalho no interferiu no ndice de

    velocidade de emergncia. O uso do mecanismo sulcador tipo faco propiciou um

    maior ndice de velocidade de emergncia. A velocidade de avano e o mecanismo de abertura no

    influenciaram a distribuio longitudinal de sementes. De ma-neira geral, a semeadora avaliada apresentou um desempenho regular quanto uniformidade de distribuio de sementes.

    Espaamentos aceitveisFalhasSementes duplas

    Figura 2 Uniformidade de Distribuio Longitudinal de Sementes

  • 23AgoSto 2012

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    Com o advento e utilizao de espcies de maior tole-rncia ao ataque da cigarrinha das pastagens, tendo como marco a Brachiaria brizantha cv. marandu, mais conhe-cida como braquiaro, os danos causados por esses insetos deixaram, por algum tempo, de ser um grande problema nos diversos sistemas de produo, no tendo, portanto, ateno de tcnicos e produtores. Contudo a monocultura de espcies forrageiras e o intenso processo de degradao das pastagens trouxeram tona esse grave problema.

    A utilizao de espcies resistentes tida como a me-lhor opo de controle para essa praga. Dentre elas, alm do braquiaro, pode-se citar cultivares de Panicum maximum (mombaa, Tanznia e Massai) e tambm Andropogon gaya-nus, mais encontrado no norte de Gois, Tocantins e algumas outras reas do cerrado brasileiro. Entretanto, utilizar cultiva-res com maior tolerncia exige tambm atentar para as con-dies de fertilidade de solo e manejo adequados. Um bom exemplo disso a atual condio das pastagens formadas com Capim Marandu. A maioria dessas pastagens, outrora

    formadas em boas condies de solo, atualmente apresenta--se degradada e susceptvel a infestao de plantas daninhas, lagartas de pastagens e tambm a cigarrinha das pastagens do gnero Mahanarva spp.

    At ento, no eram cogitados danos causados pelas cigar-rinhas das pastagens em reas de B. brizantha cv. Marandu. Entretanto, como esse capim foi amplamente difundido e uti-lizado nas pastagens brasileiras, alerta-se para a monocultura dessa forrageira o que poderia estar causando desequilbrio na populao de cigarrinhas das pastagens, predominando as-sim uma espcie do gnero Mahanarva spp., que causa srios danos a pastagens de braquiaro, principalmente na regio centro-norte do pas. Os insetos desse gnero apresentam maior tamanho e colorao avermelhada e atacam preferen-cialmente gramneas de maior porte (cana-de acar e capim elefante). Como so menos afetadas pelo capim marandu, ao contrrio das espcies de cigarrinhas mais conhecidas pelos pecuaristas (N. entreriana, D. flavopicta etc.), conseguem au-mentar sua populao at altos nveis, causando assim danos

    Ateno para a cigarrinha da pastagem

    Humberto luiz Wernersbach FilhoZootecnista mSc / Supervisor de pesquisa

    Fertilizantes Heringer S/A

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    Inseto adulto de Cigarrinha do gnero Mahanarva spp. em pastagens de Braquiaro - Tocantins

  • 24AgoSto 2012

    a B. brizantha. O que ainda piora a situao, que mais de 60% dessas pastagens apresenta certo estgio de degradao. im-portante lembrar que tal fato no afeta a resistncia dessa esp-cie forrageira as demais espcies de cigarrinhas. Tais impactos so especficos para a cigarrinha do gnero Mahanarva spp.

    Cuidados so necessrios em pastagens de B. decumbens, B. humidicola, B. mutica e B. ruziziensis, dentre outras. O fato de a rea estar formada com essas espcies no impli-ca em trocar toda a pastagem, porm caso o dano seja muito grande e de difcil controle, a troca por uma espcie resistente ser necessria, porm de acordo com o planejamento tcni-co e financeiro da propriedade. O fato de se substituir parte das pastagens susceptvel por espcies resistentes j reduz em parte os danos causados pelo inseto.

    O melhor mtodo de controle a substituio por espcies resistentes conforme mencionado anteriormente, entretanto, tal deciso esbarra no custo de tal operao, haja vista, que o processo de formao dever ser feito dentro dos rigores tc-nicos para evitar a degradao da pastagem recm formada. Por isso, o controle estratgico dos insetos com inseticidas qumicos e biolgicos torna-se pea importante no sistema de produo.

    O controle qumico em rea total tem uso limitado devido ao custo e os impactos ambientais. Para efetivao do con-trole pode-se aplicar em momentos especficos da infestao. Muitos pecuaristas utilizam o controle qumico quando se ob-serva o amarelecimento da pastagem, contudo a maioria dos insetos que causaram esses danos j est morta, no havendo eficcia no tratamento, haja vista que esses insetos j fizeram a deposio de ovos para o prximo ciclo. Pesquisadores re-

    comendam que o controle qumico seja feito em adultos, cate-goria susceptvel ao defensivo, porm antes do dano pasta-gem. Outra dica repetir a aplicao, pois a cigarrinha possui diversos ciclos de crescimento na poca das guas, portanto a repetio do tratamento diminui a deposio dos ovos do inseto. fundamental que os pecuaristas busquem orientao tcnica para utilizao dessa tecnologia e utilizem produtos especficos para pastagens.

    Outra alternativa o controle biolgico. Pesquisas com fungo Metarhizium anisopliae apontam uma opo. O fungo causa distrbios no inseto na fase de ninfa (fase jovem), fase esta que inseticidas qumicos tem dificuldade de controle. Contudo sua aplicao em larga escala no campo, bem como seus resultados ainda precisam ser estudados. Condies de clima, poca do ano, palhada no solo so fatores que ainda necessitam serem estudados e possivelmente iro definir as estratgias de utilizao desse fungo.

    Outro ponto de manejo para controle e reduo de danos da cigarrinha manejar bem o pasto, respeitando as alturas de entrada e sada de cada espcie forrageira e realizar adu-baes de formao e recuperao das pastagens, pois plantas bem nutridas so menos susceptveis ao ataque da praga. No recomendado colocar os animais em pastagens que esto sofrendo ataque, pois seria acelerar os danos para a cultura.

    Cigarrinha das pastagens e outras pragas causam enormes danos pecuria nacional, buscar orientao tcnica, conhe-cer seu ciclo de crescimento e as estratgias de manejo so prticas fundamentais que auxiliam o pecuarista na reduo dos danos s pastagens.

    BiBlioGrAFiA ConsultAdA:VALRIO, J. R. Cigarrinhas-das-pastagens: importantes insetos pragas de

    gramneas forrageiras tropicais. Embrapa Gado de Corte. Campo Grande MS - www.cnpgc.embrapa.br.

    Danos causados por Mahanarva spp. em pastagens Braquiaro em Tocantins

  • 25AgoSto 2012

  • 26AgoSto 2012

    Alexandre Sylvio Vieira da costa engenheiro Agrnomo; dSc. em produo Vegetal;

    professor titular/Solos e meio Ambiente - Universidade Vale do rio doceasylvio@univale.br

    At onde vai a responsabilidade de cada um?

    Agro

    VIS

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    Produzimos lixo todos os dias e muito lixo! Antiga-mente o lixo era, em sua maior proporo, matria orgnica como restos de alimentos, mas hoje o nosso lixo mudou. Em funo das tecnologias e da qualidade de vida, alm do aumento da quantidade diria de lixo produzido, produzimos lixo de baixa capacidade de degradao como vidros, plsticos, pets, alumnio, dentre outros. Materiais que facilitaram muito as nossas vidas no dia a dia, mas que geram um grande transtorno ambiental, principalmente no que se refere ao descarte final. Passamos a adotar o sistema de re-ciclagem destes produtos considerando que grande parte dos resduos produzidos pode ser prontamente aproveitada, redu-zindo o consumo de matria prima no renovvel. A partir

    deste princpio intensificou-se o processo de coleta de produ-tos reciclados nos lixes e aterros. Famlias inteiras passaram a sobreviver da coleta dos materiais diretamente nos depsi-tos de lixo gerando graves problemas sociais e de sade.

    A necessidade foi o carro chefe para a implantao em algumas cidades da coleta seletiva que melhora significati-vamente o aproveitamento dos materiais para reciclagem fa-cilitando o trabalho dos catadores, tornando a atividade mais humana e digna. Mas, ser que j temos a cultura da coleta seletiva, de apenas separar o lixo seco do lixo mido? Este um trabalho longo e rduo, pois vivemos em um pas onde as pessoas ainda jogam lixo no cho das ruas e pela janela dos carros, nos rios e crregos. Muitas pessoas tambm no

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  • 27AgoSto 2012

    adotam a coleta seletiva por pensarem que esta simples ao de separar o lixo seco do lixo mido no ir gerar qualquer tipo de benefcio direto para ela, principalmente financeiro.

    Outro ponto de gargalo o valor dos produtos. Uma tone-lada de papelo prensado em Minas Gerais no sai por mais que 300 reais e de pet, 170 reais enquanto uma tonelada de alumnio (latinhas) pode atingir valor acima de 3.000 reais. Por isso somos os maiores recicladores de alumnio do pla-neta com valores superiores a 95%, quase perfeito! Consi-derando as pessoas egostas que, de qualquer forma tambm fazem parte da sociedade e a valorizao dos produtos de re-ciclagem, a logstica reversa de retorno das embalagens para o comrcio deveria ser levada em considerao, principal-mente pelas grandes redes de supermercados. Considerando que uma tonelada de garrafas pet vale 170 reais e que so ne-

    cessrias aproximadamente 20 mil garrafas para atingir este peso, cada garrafa para reciclagem vale neste sistema menos de um centavo. No supermercado, uma garrafa pet de dois litros de refrigerante no sai por menos de R$ 2,50. Se os grandes mercados pagassem apenas cinco centavos por cada pet devolvido diretamente pelo consumidor ou catador, com certeza o nosso problema com pet reduziria significativamen-te e com um custo mnimo para o mercado considerando o preo atual dos refrigerantes, alm, claro de valorizar muito o trabalho dos catadores, afinal, a tonelada do pet subiria para valores prximos a 1.000 reais.

    Muitas das solues dos nossos problemas ambientais no so de difcil soluo bastando apenas boa vontade e organi-zao dos setores da sociedade civil: a indstria, o comercian-te e o consumidor.

  • 28AgoSto 2012

    O Brasil, desde sua origem, adotou um modelo de de-senvolvimento rural que privou a distribuio da renda e promoveu o uso indevido dos territrios. No ltimo sculo, esses problemas se agravaram, provocando muitos questionamentos. A modernizao desse segmento, a opo de produzir em escala, principalmente voltada para a exporta-o, alterou o cenrio rural, colocando na pauta o debate so-bre a sustentabilidade e sobre o futuro da agricultura familiar.

    As diversas transformaes que continuam ocorrendo neste cenrio tm alterado tambm a estrutura populacional, as relaes e modo de trabalho das pessoas que vivem no campo. Neste setor, as condies de trabalho e renda nem sempre so atrativas. Alteram-se os modos de produo e consumo e os jovens rurais, os filhos e filhas dos agricul-tores familiares, sofrem as presses prprias de sua idade, alm dos apelos de consumo e o desafio de prepararem-se para suas escolhas profissionais.

    Nos espaos rurais, as mudanas nas concepes so-bre desenvolvimento sugerem a inadequao das noes tradicionais que at pouco tempo o associavam a ideia de

    urbanizao do campo. Tambm no se pode tratar este es-pao somente como agrcola ou agropecurio, pois em mui-tos ambientes j predomina atividades de pluriatividade, e igualmente, h espaos multifuncionais.

    A interveno em prol do desenvolvimento tem se limi-tado, geralmente, s condies de produo ou a processos produtivos, fomentando mudanas nas bases tecnolgicas, na organizao dos sistemas produtivos e na racionalizao do uso da fora de trabalho. O processo de industrializao e modernizao tem transformado a agricultura em uma f-brica, tendo na sua centralidade o aumento de produtividade e dos lucros. Mas como as pessoas deste meio tm acompanha-do este processo? Afinal, como o sistema de educao pblica brasileiro tem incorporado essas mudanas e lidado com estes resduos? No modelo de ensino brasileiro, podemos afirmar, com pouca margem de erro, que a educao pbli-ca foi pensada para dar conta das demandas urbanas, e que precisa ser mais gil para acompanhar as necessidades de educao para a populao do campo.

    Fazendo um resgate histrico, em 1930 ainda se es-

    educao do campo, um setor que precisa de ateno!

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    dAde

    por Jovani Augusto puntelprofessor, filsofo, especialista em desenvolvimento local pela oIt

    e mestre em desenvolvimento regional pela Universidade de Santa cruz do Sul. Agricultor at os 21 anos e coordenador de projetos sociais em periferias urbanas e no meio rural, atuou como educador do programa

    empreendedorismo do Jovem rural (peJr), do Instituto Souza cruz.

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    Jovem que participou de um programa de Educao no Campo - Rio Grande do Sul

  • 29AgoSto 2012

    boava um movimento por uma escola pblica, gratuita e laica, com as responsabilidades da escolaridade assumidas pelo Estado. Na verdade a educao s veio a se consolidar como uma demanda dos segmentos populares com a inten-sificao do processo de industrializao e necessidade de qualificao de mo de obra para a indstria.

    A partir de 1940, a educao brasileira incorporou com fora a matriz curricular urbanizada e industrializada, ca-racterizada por interesses sociais, culturais e educacionais das elites brasileiras como a mais relevante. De forma ge-ral, este prottipo de escola era compreendido como lugar da contraeducao rural, pautada apenas na instruo do homem do campo para ler, escrever e contar.

    Essa ideia de instruo do trabalhador nos remete a uma ideologia de que o sujeito da roa no precisa estudar, pois, trabalhar com a enxada, por exemplo, requer apenas esforo fsico, no precisando raciocinar, refletir, questionar. No caso, o imprescindvel saber manusear os instrumentos e saber uti-lizar a terra adequadamente. Conforme Drkheim (1983), o problema desta concepo que a educao desempenha uma importante tarefa na conformao dos indivduos sociedade em que vivem, a ponto de, aps algum tempo, as regras estarem internalizadas e transformadas em hbitos. Neste contexto, no de se estranhar que ainda hoje, muitas famlias acreditam que para trabalhar no campo no precisa de estudo.

    Evidentemente que as populaes do campo tm pro-curado resistir a certas situaes de dominao atravs de lutas organizadas em movimentos sociais que, ao longo do tempo, tem fortalecido os trabalhadores. Este movimento vem provocando aes que, desde ento, pressionam para que governos implementem seus apelos nas diretrizes de polticas pblicas.

    Alteraes mais significativas ocorreram atravs da Constituio e Lei de Diretrizes e Bases Lei 9.394/96. Em 2002, foi aprovada a Resoluo CNE/CEB N. 01 de 03 de abril; as Diretrizes Operacionais da Educao do Campo e consolida um importante marco para a histria da educao brasileira. Em 2004, a Secretaria de Educao Continuada, Alfabetizao e Diversidade (SECAD) incorporou deman-das importantes como alfabetizao e educao de jovens e adultos, educao do campo, educao ambiental, educao escolar indgena, e diversidade tnico-racial.

    Paralelo aos avanos da legislao brasileira, vrias ins-

    tituies, como o Movimento de Educao Promocional do Esprito Santo (MEPES), Escolas Famlias Agrcolas (EFAs) e o Centro de Desenvolvimento do Jovem Rural (CEDEJOR), adotaram a Pedagogia da Alternncia. Este modelo de educao, que surgiu na Frana, em um vilarejo chamado Lauzan, por volta do ano 1935, teve como obje-tivo oferecer um processo de profissionalizao com uma formao social e integral para o meio rural, sem desvin-cular os jovens da famlia e da comunidade em que viviam.

    Em maio de 2006, o Ministrio da Educao reconhece que a Educao do Campo papel estratgico para o desen-volvimento socioeconmico do meio rural brasileiro, e que a Pedagogia da Alternncia vem se destacando para os anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Mdio e Educao Profissional de Nvel Mdio. O documento encaminhado aprovado pelo SECAD/MEC, e buscou resolver impe-dimentos que dificultavam a certificao dos alunos que frequentavam Centros Familiares de Formao por Alter-nncia (CEFFAs) e demais instituies que adotaram este modelo de educao.

    O modelo de educao do campo se ope educao bancria que considera o educador como aquele que sabe, e os educandos como aqueles que no sabem, cabendo aos primeiros levar, transmitir o seu saber aos segundos. Na Pedagogia da Alternncia, valoriza-se o saber socialmente construdo, a cultura de vida, a herana cultural, o conheci-mento nato que as pessoas preservam de gerao para gera-o. neste bero que, cada vez mais, vem se fortalecendo o movimento por uma Educao do Campo.

    Os movimentos sociais em prol do desenvolvimen-to do campo defendem que o rural precisa ter sua prpria estrutura fsica e profissional. Nesta perspectiva cabe um olhar atento ao Programa Nacional de Educao do Campo (PRONACAMPO). O documento traz muitos dados sobre a situao da educao no campo, alm de apresentar um conjunto de metas e de aes articuladas que visa assegurar a melhoria do ensino nas redes existentes. Traz propostas para formao de professores, produo de material di-dtico especfico, acesso e recuperao da infraestrutura e qualidade na educao no campo, em todas as etapas e modalidades (Decreto n 7.352/2010) - para atender cerca 6,3 milhes de matrculas no campo (12,4% do total de es-tudantes matriculados em 2011).

  • 30AgoSto 2012

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    No oitavo ms do ano, quase em seu trmino, comemora-se o dia do avicultor: 28 de agosto. A partir do trabalho desse profissional, seja de carnes ou dos produtos das aves, que a produo realizada adequando s tendncias e exigncias quanto s tec-nologias adotadas: investimentos ge-nticos, cuidados sanitrios e viso de mercado. Dados da Unio Brasileira de Avicultura (Ubabef) apontam que o setor emprega mais de 4,5 milhes de pessoas, direta e indiretamente, e responde por quase 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O que demonstra a importncia do avicultor pela profissionalizao da atividade.

    A sanidade das aves no Brasil um ponto positivo e uma ateno, para que continue sendo uma caracterstica posi-tiva no pas. Em 1960 foi implantado o sistema de integrao entre criadores e abatedouros. Assim, os avicultores tm um apoio tcnico desde o fornecimen-to de raes, medicamentos, at os fi-lhotes, para que o produto chegue com qualidade mesa do consumidor.

    Entre as preocupaes e aes de-sempenhadas pelo avicultor esto: s prticas que promovem a produo des-de o bem-estar animal, sade das aves e biosseguridade, at a destinao de sub-produtos e resduos; alimentao e a for-ma de armazenamento da comida; sis-tema de gua; controle da temperatura, estando dentro da zona de conforto para os filhotes (31 a 33C) ou aves adultas (21 a 23C); teor de gases monitorados e registrados; vacinao das aves (Do-ena de Marek, Newcastle, etc.); trans-porte das aves para no causar leses; o processamento; a limpeza do estabeleci-mento; o sistema de rastreabilidade.

    A educadora Rosane Toebe (2008) produziu um artigo cientfico intitulado Avicultores: trabalhadores ou peque-nos proprietrios?. Nele, ela discorre sobre a formao social dos avicultores dentro do capitalismo. Entre as descri-es da autora, ela aponta que a ativida-de s possvel atravs da relao entre os avicultores e a indstria. Para que o avicultor possa desempenhar essa atividade, ele se respon-sabiliza pela viabilizao das instalaes necessrias: construo de galpes, aqui-sio de equipamentos e dos demais instrumentos e uten-slios de trabalho. Quando a ave encontra-se em ponto de abate, a indstria a rece-be, realiza o abate e o bene-ficiamento, e o transforma em produto de consumo,

    que tanto pode se apresentar na forma in natura, como na forma beneficiada [...]. Portanto, a produo avcola se organiza em duas fases distintas e especficas: uma rural (sob responsabilidade dos aviculto-res) e outra urbana (sob responsabilidade da indstria). Rosane Toebe (2008).

    A AViCulturA e o merCAdoCom atual reduo na produo devi-

    do aos cortes na exportao para os Es-tados Unidos, o setor de avicultura volta s atenes para os custos dos gros que esto em alta e a estagnao do consumo da carne de frango. De acordo com dados do jornal Gazeta do Povo, 2,7% dos aba-tes foram ampliados pelos frigorficos no primeiro semestre deste ano. Entretanto, o consumo interno deteve-se e as expor-taes recuaram 1,7%. Ubabef divulgou a estimativa de que no segundo semestre a reduo da produo seja maior, segui-da de desemprego e aumento dos preos da carne de frango.

    28 de Agosto:dia do Avicultor

    dAmos os nossos PArABns Aos ProFissionAis do setor

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  • 31AgoSto 2012

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    Agosto com ventosprof. ruibran dos reis

    prof. da pUc minasdiretor regional da climatempo - minas gerais

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    Historicamente o tempo no ms de agosto de poucas chuvas nas regies leste e nordeste de Minas Gerais. Os ventos vindos do oceano Atlntico deixam o tempo parcialmente nublado na maioria dos dias de agosto. Neste ano, o outono foi mais mido em relao ao ocorrido nos anos anteriores, entretanto, o ms de julho j apresentou o tempo seco.

    As frentes frias devero passar pelo litoral da regio Sudeste no ms de agosto, mas com fraca atividade no continente, e a massa de ar seco vai continuar predominando. Portanto, a previso para o ms de poucas chuvas, o sol que vai predominar e as temperaturas devero ficar em torno da mdia.

    O fenmeno El Nio comea a ganhar intensidade no oceano Pacfico. Temperaturas elevadas nesta poca do ano sinal de atraso no incio do perodo chuvoso.

    dAmos os nossos PArABns Aos ProFissionAis do setor

  • 32AgoSto 2012

    No embalo do farelo de soja, o farelo de algodo est mais caro. A pequena disponibilidade do produto colabora com a presso de alta. Segundo levantamento da Scot Consultoria, a tonela-da do alimento com 28% de protena bruta ficou cotada em R$ 627,00 (preo mdio) em So Paulo. O menor valor encontrado foi R$ 590,00 por tonelada. Os preos subiram 60,7% desde maro.

    Na comparao com o mesmo perodo do ano passado, o pecuarista est pagando 41,6% mais pelo insumo. Considerando a praa de So Paulo, em junho foram necessrias 6,75 arrobas de boi gordo para a compra de uma tonelada de farelo de algodo. a pior relao de troca dos ltimos treze meses. O poder de compra do pecuarista em relao ao farelo de algodo diminuiu 47,4% em relao a junho de 2011. Veja a figura 1.

    Figura 1. Relao de troca entre boi gordo e farelo de algodo (@ de boi gordo por tone-lada de farelo de algodo 28).

    Fonte: Scot Consultoria www.scotconsultoria.com.br

    Em curto prazo a expectativa de preos firmes para o farelo de algodo. O cenrio deve melhorar para o pecuarista a partir do final de julho e comeo de agosto, quando aumenta a disponibilidade de farelo de algodo.

    relao de troca entre boi gordo e farelo de algodo 28

    mer

    cAdo

    rafael ribeiroZootecnista | Scot consultoria

  • 33AgoSto 2012

    por Jssyca guerraZootecnista | Scot consultoria

    Segundo a Pesquisa Trimestral do Leite, divulgada no final de junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE), no primeiro trimestre deste ano foram adquiridos 5,7 bilhes de litros de leite pelos laticnios e co-operativas. A pesquisa considera apenas a produo formal, ou seja, o leite com inspeo municipal, estadual ou federal. O volume adquirido de janeiro a maro deste ano foi 2,9% menor em relao ao trimestre anterior. Veja a figura 1.

    Figura 1. Volume de leite adquirido pelos laticnios e cooperativas, por trimestre em bilhes de litros.

    Fonte: IBGE / Adaptado por Scot Consultoria www.scotconsultoria.com.br

    Normalmente, a captao de leite no quarto trimestre maior em relao do primeiro trimestre. Em dezembro, foi registrado o pico de produo na mdia Brasil. Entretan-to, o volume de leite captado no primeiro trimestre de 2012 aumentou 4,4% na comparao com o mesmo perodo do ano passado.

    ConsiderAes FinAisEm curto prazo, a expectativa de aumento na produo

    e captao de leite no pas. Segundo o ndice Scot de Cap-tao de Leite, em abril e maio houve queda na captao, considerando a mdia nacional. Para junho os dados par-ciais indicam alta.

    A expectativa de que a captao aumente em 2012 em relao ao volume captado em 2011, mas alguns pontos merecem ateno. So eles: a presso de baixa no mercado do leite que pode desestimular os investimentos; aumento dos custos de produo, com destaque para a alta de preo dos farelos; e por fim o clima, que tem pregado peas.

    produo brasileira de leite ser recorde em 2012?

    Aps incio chuvoso a colheita nas Matas de Minas avana e entra em sua segunda metade em condies para a concluso dos trabalhos. Qualidade inferior ao ltimo ano e pouco caf marcar a safra 2012/13 na Zona da Mata e Leste de Minas. Os cafeicultores entram em um momento de acerto de contas e planejamentos para o futuro.

    As chuvas no incio da colheita desta safra prejudicaram muito a qualidade dos nossos cafs. Os Armazns Gerais comprovam a qualidade inferior em relao ao ltimo ano. As propriedades com melhores estruturas de ps-colheita esto, porm conseguindo fazer bons cafs e tendo bons ndices de cerejas descascados. A trgua nas chuvas permite o avano na colheita o mesmo no ocorre em outras regies cafeeiras como o Sul de Minas. A incidncia de chuvas est constante

    e atrapalhando muito a colheita com muito caf de varrio devido semanas de chuvas. Este cenrio para qualidade infe-rior deixou o mercado de caf altista na segunda quinzena de julho no mercado internacional somado as notcias de que a Colmbia tambm ter dificuldades com sua safra.

    Neste momento os cafeicultores devem focar seus traba-lhos em concluir a colheita e apurar seus custos de produo. Cumprir os custeios do ltimo ano, projetar o custo de produ-o e nos picos de preos realizarem a venda e compor preos mdios de sua safra.

    mercado altista com notcias da colheita no Brasil

    Waldir Francese Filho Superintendente comercial coocaf

    Cotaes 01/08 - Coocaf Arbica | Bebida Dura tipo 6 | R$ 385,00 *Cereja | Descascado Fino | R$ R$ 415,00*

    Rio | Tipo 7 | R$ 335,00 **Preo bruto faturado

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  • 34AgoSto 2012

    cotA

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    Boi Gordo (r$/@)

    Fonte: Beefpoint

    dAtA VistA A PrAzo

    indiCAdores eslAq / Bm&F BoVesPABoi Gordo

    27/07

    30/07

    31/07

    r$ 89,90

    r$ 89,83

    r$ 89,84

    r$ 90,79

    r$ 90,79

    r$ 90,47 Fonte: Beefpoint

    VenCimento Ajuste (r$/@) VAr. (r$)

    Ago/12

    Set/12

    out/12

    92,15

    95,00

    97,80

    (r$/l)CotAes do leite CruPreos PAGos Ao Produtor

    preos do leite

    r$/litro rs sCPrsPmG Go BA

    Fonte: cepea - esalq/USp

    0,57

    - 0,50

    0,50

    merCAdo Futuro (Bm&FBoVesPA) 08/12

    3434AgoSto 2011

    Fev / 12 0,8388 0,8286 0,8681 0,8355 0,8480 0,7353 0,8338

    mar/12 0,8640 0,8427 0,8742 0,8304 0,8880 0,7624 0,8206

    Abr/12 0,8828 0,8502 0,8874 0,8338 0,9122 0,7760 0,8218

    mai/12 0,8916 0,8519 0,8956 0,8347 0,9169 0,8475 0,8191

    Jun/12 0,8679 0,8333 0,8738 0,8247 0,8723 0,8573 0,8028

    Jul/12 0,8606 0,8190 0,8702 0,8331 0,8570 0,8627 0,7917

    Jan /12 0,8220 0,8083 0,8733 0,8385 0,8396 0,7408 0,8269

  • 35AgoSto 2012

    repelentes de mosquitos retirado do site dicas do timoneiro

    Os mosquitos esto presentes em todos os lugares. Antigamente os perigosos insetos poupavam os moradores das cidades, sendo encontrados apenas em lugares afastados, no meio do mato. Hoje, ao contrrio, marcam presena at em bairros sofisticados. J foi o tempo em que sua picada era apenas desagrad-vel. Hoje ela pode at matar. A dengue est de volta, com variaes mais agressivas.

    Como se ProteGer?Costuma-se usar repelentes adquiridos em

    farmcia, mas estes tambm esto se mostrando ineficazes. Parece que os mosquitos se acostu-maram a eles e at gostam do cheiro.

    O cravo-da-ndia, espalhado por superfcies, muito utilizado para afastar formigas. Contra mosquitos era novidade. Faa como na foto. Enterre alguns cravos em meio limo. Faa isso com 3 ou 4 limes e espalhe pela casa.

    Outra dica de repelente caseiro, tambm

    utilizando cravo-da-ndia, dizem que muito usado por pescadores. Todos conhecem os seus poderes. Vale pena experimentar.

    inGredientes: 100 ml de lcool 1 pacote de cravo da ndia (10 gr) 1 vidro de leo de amndoas

    modo de PrePArAr: Deixe o cravo curtindo no lcool uns 4 dias

    agitando, cedo e de tarde; Depois, coloque o leo de amndoas ou

    outro leo corporal.

    Como usAr: Passe pequena quantidade no brao e per-

    nas. O mosquito foge do local.

    Experimente!

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  • 36AgoSto 2012

    Difundida j h algumas dcadas como alternativa para alimentao vo-lumosa de rebanhos durante a poca seca do ano, a cana-de-acar (rica em energia) ainda encontra rejeies junto a alguns criadores por apresen-tar baixos teores de protena e minerais e por receio de intoxicao de animais quando corrigida com a adio de ureia e sulfato de amnio na proporo de 9:1 (nove partes de ureia pecuria + uma parte de sulfato de amnio). Este assunto j foi inclusive tema de edio anterior desta revista. Esta correo proteica e mineral se faz necessria e se tomados os devidos cuidados, j de conhecimento geral, no apresenta problemas.

    A cana-de-acar apresenta como principal vantagem a alta produtivida-de alcanada, necessitando, com isso, de menores reas para produo quando comparadas com outras alternativas (capim elefante, sorgo, milho, etc.). Este fator aliado a outros ajuda a torn-la uma opo mais barata para alimentao do rebanho.

    A EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuria de Minas Gerais) estu-dando a melhor alternativa para o fornecimento deste volumoso corrigido, con-cluiu que ao fornecer minerais juntamente com a ureia e o sulfato de amnio em mistura com a cana, resultou em significativo ganho de peso adicional a bezerros, quando comparado com o fornecimento do sal mineral separado em cochos. Tambm observou que substituindo parte da ureia por farelo de soja resultou em aumento do consumo e consequentemente maior ganho de peso. Os resultados desta pesquisa conduzida pelo pesquisador Jos Joaquim Ferreira j foram publicadas no informe agropecurio n. 258 da EPAMIG. Com base nestas pesquisas foram desenvolvidas duas formulaes de concentrados a se-rem misturados cana:

    emAt

    erUso da cana-de-acar

    enriquecida com Nitromineral epamig e Nitroproteico epamig

    na alimentao de Bovinosronald Hott de paula

    engenheiro Agrnomocoordenador tcnico

    regional emAter mg

    A quantidade a ser misturada cana--de-acar varia de acordo com a opo escolhida. No caso do NUC de 14 gra-mas para cada 1 kg de volumoso. Se a opo for pelo NPC usa-se 50 gramas para cada 01 kg de volumoso. Estas misturas so utilizadas com sucesso em todas as fazendas da EPAMIG e outras atendidas pela EMATER-MG atravs do Programa Minas Leite.

    inGredientenitrominerAl ePAmiG (nuC)

    nitroProteiCo ePAmiG (nPC)

    Farelo de sojaUreia

    CalcrioFosfato Biclcico

    Sal MineralSal comum

    Sulfato de amnioTOTAL

    -55,0

    -14,020,05,06,0

    100,0

    83,05,21,22,06,41,60,6

    100,0

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  • 37AgoSto 2012

    ImA

    O fungo causador da Pinta Preta Guignardia citricarpa. Provoca leses na casca dos frutos de laranjeiras doce, limoeiros, tangerinas e seus hbridos. Na lima cida Tahiti no h constatao de leses da doena. A Pinta Preta afeta folhas, ramos e, principalmente, frutos, que ficam imprprios para o mercado de fruta fresca. Em ataques severos os frutos podem cair prematuramente. O sintoma mais tpico da doena uma mancha dura. As leses comeam a aparecer quando os frutos entram em amadurecimento, o que ocorre normalmente no in-verno. As bordas das leses so salientes e o centro apresenta--se deprimido, de cor palha com pontuaes escuras (estruturas onde se formam os esporos do fungo).

    A Pinta Preta provoca a reduo da produtividade devido grande queda dos frutos, bem como a depreciao dos mes-mos. Tambm causa prejuzo significativo para o produtor rural devido s exigncias dos mercados interno e externo.

    ControlePara a identificao da praga, no campo, deve-se fazer a

    inspeo da face dos frutos mais exposta ao sol, posicionada no tero inferior da copa (saia);

    Retirar os restos de material vegetal e desinfetar os vecu-los, mquinas agrcolas, materiais de colheita e outros equi-pamentos antes de entrar no pomar, manter a cultura sob uma boa nutrio e sanidade, remover frutos tempores infecta-dos, adotar controle qumico e implementar a Certificao Fitossanitria de Origem (CFO/CFOC).

    Em Minas Gerais, as mudas e os frutos de citros, devem transitar com a Permisso de Trnsito Vegetal (PTV) e so fiscalizadas pelo Instituto Mineiro de Agropecuria (IMA) de acordo com as legislaes federal e estadual.

    Para maiores informaes o produtor rural deve procurar o escritrio do IMA mais prximo de sua regio.

    pinta preta dos citros

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    marcelo de Aquino Brito limaFiscal estadual Agropecurio ImA

    coordenadoria regional de gov. Valadares

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  • 38AgoSto 2012

    introduoA citricultura brasileira, maior exportadora mundial de

    suco concentrado, possui relevncia scio-econmica para di-versas regies. So Paulo, primeiro estado no ranking nacional da produo, registra a ocorrncia da mais grave e destrutiva praga da citricultura internacional, o huanglongbing dos citros (HLB, ex-Greening, Fig.01). Os Estados da Bahia e Sergipe (Fig.02), juntos possuem rea de 110 mil hectares de citros, livres da ocorrncia do HLB, consolidando a citricultura nor-destina no s pelo volume de produo, mas tambm pela vantagem competitiva advinda do seu status fitossanitrio.

    mAteriAl e mtodosA execuo do Projeto HLB BioMath contempla

    as seguintes aes: - Estudo das populaes do vetor, mediante o mo-nitoramento populacional do inseto vetor atravs de armadilhas amarelas adesiva, em quatro ecossis-temas: Recncavo Baiano, Litoral Norte, Chapada Diamantina e Oeste Baiano; - Estudos fenolgicos dos hospedeiros (Citrus e M. paniculata); - Monitoramento de eventual invaso pela deteco precoce da bactria no vetor; - Desenvolvimento de modelagem e cenrios; - Estudos impacto econmico do HLB;- Implantao de uma rede colaboradora;- Capacitao de agentes de defesa agropecuria.

    resultAdos e disCussoDentre os resultados, destaca-se a expanso

    desta rede para o Estado de Sergipe, cujo marco de integrao aconteceu com a celebrao de um convnio de cooperao tcnica firmado entre as Secretarias de Agricultura dos dois estados e seus organismos executores de defesa agropecuria ADAB e Empresa de Desenvolvimento Agropecu-rio de Sergipe (EMDAGRO), em abril/2011.

    Em outubro de 2011, foi realizado um treina-mento para 12 tcnicos da EMDAGRO, em Araca-ju/SE. Nesse treinamento ministrado pela Embrapa Mandioca e Fruticultura e ADAB, os participantes conheceram os princpios do Projeto HLB BioMath e vivenciaram as rotinas de campo e de laboratrio do monitoramento de D. citri.

    ConClusoO conhecimento gerado contribuir para fortale-

    cer as aes de defesa sanitria visando manuten-o das reas livres do HLB no nordeste brasileiro.

    As bactrias Candidatus Liberibacter sp., agentes causais do HLB, co-lonizam o floema das plantas hospedeiras: Citrus e Murraya paniculata (Fig.03, A). O psildeo Diaphorina citri (Fig.03, B) o principal respon-svel pela transmisso e disseminao da praga por ser eficiente vetor da bactria, assim como o trnsito de material propagativo infectado.

    Dentre os sintomas tpicos, destacam-se: ramos amarelados na parte superior da copa das laranjeiras (Fig. 04 A); em folhas, alternncia as-simtrica de reas verde-plidas, conhecida por mosqueado (Fig. 04 B), resultando em desenvolvimento de ramos amarelos; em frutos, maturao desuniforme (Fig. 04 C), deformao, tamanho reduzido (Fig. 04 D).

    oBjetiVoO objetivo deste trabalho relatar as aes de Pesquisa & Desenvolvi-

    mento e de Defesa Agropecuria adotadas pela Embrapa Mandioca e Fru-ticultura e a Agncia Estadual de Defesa Agropecuria da Bahia (ADAB), via projeto HLB Biomath.

    Silva, S.X.B.; Almeida, m.A.c.c.; Nascimento, A.S.; Andrade, e.c.; laranjeira, F.F.; Nascimento, m.A.A.

    laboratrio de epidemiologia e tecnologia da Informao em Sanidade - lAetIS/ AdAB, Salvador/BA;

    2 emBrApA /cNpmF, cruz das Almas/BA; emdAgro, Aracaju/Se

    AdAB

    cooperao em p&d e defesa fitossanitria contra introduo do HUANgloNgBINg

    dos citros no nordeste Brasileiro

    Fig. 1. Polgono verde corres-ponde rea de ocorrncia do HLB no Sudeste Brasileiro: Estados de Minas Gerais e So Paulo, cuja 1 ocorrncia da praga foi em 2004.

    Fig.03. (A). Hospedeiro do HLB (Murraya sp. ) na zona urbana de Cruz das Almas, BA. (B). Adultos ( esquerda) e ninfas ( direita) de Diaphorina citri, fonte: GRAVENA, 2010).

    Fig. 2. Citricultura Nordestina: Centro sul de Sergipe (polgono rosa); Polgo-nos Citrcolas da Bahia, Litoral Norte (verde), Recncavo (laranja), Chapada Diamantina (amarelo) e Oeste Baiano (vermelho).

    Fig.04. Sintomas de HLB : em ramos, amarelecimento na parte superior da copa (A; crculos vermelhos); em folhas, mosque-ado assimtrico (B; crculos vermelhos); em frutos, maturao desuniforme (C) e deformao (linhas tracejadas, D).

  • 39AgoSto 2012

    H 35 anos no mercado, a Grfica Nacional agora oferece o que h de melhor no mundo em termos de

    tecnologia grfica, uma moderna impressora japonesa RYOBI GE 524.

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  • 40AgoSto 2012

    leIleS eXpoAgro reAlIZAdoS pelA mINAS leIleS e eVeNtoS

    Minas gerais, mais especificamente 10 cidades do estado, esto recebendo a visita do presidente da Fe-derao da Agricultura e Pecuria do Estado de Mi-nas Gerais (FAEMG), Roberto Simes (Paraopeba). As reunies tiveram incio no dia 9 de abril em Par de Minas e no dia 24 de julho, Governador Valadares foi o 8 municpio alvo desses encontros regionais. Na oportunidade, foram apresentadas as principais aes da Federao em 2011 em Minas, alm de serem pau-tados assuntos como segurana rural (um problema que cresceu em todo o estado), Cdigo Florestal e as eleies municipais.

    Essas reunies fazem parte de um programa nos-so de estar indo ao encontro dos sindicatos. A ideia vir conversar com os presidentes para colher infor-maes novas e ouvir deles quais so seus pontos e reivindicaes, com o objetivo de melhorar sempre, para ajudar cada vez mais os produtores filiados, ex-plica Roberto Simes. A faemg faz essa reunio no estado todo com o objetivo de agregar pontualmente todos os sindicatos da regio que ela vai. Isso leva todo o contedo que o trabalho que a Faemg faz, para os sindicatos rurais. Os nossos problemas de uma forma geral esto voltadas para insegurana rural e ambiental, aponta o presidente do Sindicato Rural de Governador Valadares, Afonso Brtas.

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    Umrito rural 2012Em homenagem ao dia do Produtor

    Rural Mineiro, comemorado no dia 07 de julho, o Sindicato dos Produtores Rurais de Governador Valadares realizou o Mrito Rural 2012 no dia 09 de julho, s 8h30 no Parque de Exposies da cidade. Seis pro-dutores rurais associados entidade foram homenageados: Elyzio Jos Ferreira, Ge-raldo Cardoso Coelho, Guilherme Olinto

    Resende, Jorcelino Cardoso Lopes, Maria de Lourdes Rezende e Odilon Fernandes. De acordo com o presidente do sindicato, Afonso Luiz Brtas, desde 2003 realizado o mrito rural e o objetivo relevar o trabalho do produtor rural dentro da estrutura social brasileira. Levantar a auto-estima deles porque os prprios produtores no sabem o valor desse trabalho dentro da economia brasileira, destaca.

    A nica mulher entre os homenageados, Maria de Lourdes Rezende, trabalha com pecuria de leite desde 2008, seguindo os passos de seu pai, Pedro Soares de Rezende. Com certeza um grande incentivo para continuar estudando, lutando, apri-morando para lidar com uma atividade que complexa. A gente lida com muitas variveis, inconstncias, e por isso a gente tem que estar muito atento, acompanhando direto o mercado para saber a hora certa de fazer as coisas, aponta. Outro homenage-ado foi o produtor rural Odilon Fernandes, que h 45 anos apro-ximadamente, se dedica ao setor. Para mim uma satisfao muito grande porque um incentivo e uma demonstrao de quem conhece o trabalho que a gente vem fazendo e ao mesmo tempo um incentivo para os outros, orgulha-se Fernandes. O Mrito Rural 2012 aconteceu durante o Caf Rural, patrocinado pelo Brahman IC.

    No dia 05 de julho a Federao da Agricultura e Pecuria do Esta-do de Minas Gerais (FAEMG) tambm comemorou o dia do Produtor Rural Mineiro. Dezenove pessoas e instituies foram homenageadas. Entre os produtores, Sinval Martins de Melo, da Fazenda Taboquinha, representou o Vale do Rio Doce.

    43 expoagro gV 2012

    reunies regionais FAemg

    Governador Valadares foi palco da 43 Exposi-o Agropecuria da cidade, que aconteceu entre os dias 13 e 22 de julho, no parque de Exposies Jos Tavares Pereira, promovida pela Unio Ruralista Rio Doce (URRD). Nos dez dias do evento aconte-ceram julgamentos e ranqueadas de todas as raas; 4 concursos leiteiros (Gir, Guzer, Girolando e de Ca-bras); alm dos 13 leiles realizados, a 3 edio do projeto agropecuria na escola, shows, o rodeio e cerca de 60 stands comerciais.

    O lanamento da Expoagro 2012, realizado dia 14 de ju-lho, s 16h, contou com a presena do secretrio de Agricul-tura, Pecuria e Abastecimento do Estado de Minas Gerais, Elmiro Nascimento, o presidente em exerccio da URRD, Re-ginaldo Vilela, alm de representantes polticos, religiosos, sindicatos, cooperativas e rgos pblicos. Na oportunidade, Reginaldo Vilela agradeceu aos expositores rurais e autori-dades por prestigiarem um evento do porte da Expoagro. uma grande satisfao saber que foram gerados aproximada-mente 1000 empregos diretos e indiretos durante o evento, aponta. J o secretrio de Agricultura explanou sobre a im-

    portncia do setor para a regio e o pas. O agronegcio re-presenta mais de 1/3 da cadeia produtiva. Ele o grande chefe da economia e graas aos produtores rurais estamos salvando a economia brasileira, enfatiza Elmiro Nascimento.

    Nos leiles, como divulgado pela Assessoria de Imprensa do evento, aproximadamente 1000 animais foram estimados para serem comercializados. No ano passado, os leiles mo-vimentaram cerca de R$ 7 milhes e, at o fechamento desta edio, no havia sido divulgado o montante do evento. J em relao aos concursos leiteiros, este ano teve uma novidade: 1 Torneio leiteiro de cabras. Da raa Alpina, a campe foi Jlia, do criador Jordani F. Martins Ferreira e da raa Saanen, a cam-pe foi Tina, do criador Ricardo Duarte Ribeiro, com 5,852 e 16,185 Kg, respectivamente.

    Secretrio de Agricultura, Elmiro Nascimento, discursando na solenidade de abertura da Expoagro 2012

    Reunies regionais FAEMGFo

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  • 41AgoSto 2012

    leIleS eXpoAgro reAlIZAdoS pelA mINAS leIleS e eVeNtoS

    Na quarta-feira, dia 18 de julho, o 3 Leilo Girolando dos Vales entrou em cena durante a Expoagro GV 2012. A raa, tpica pelos criadores da regio, foi uma promoo do N-cleo Girolando dos Vales. Foram leiloados 39 lotes, sendo 93 animais comercializados. Uma renda de mais de R$ 320 mil reais. Durante a Expoagro tambm aconteceu o julgamento dos animais da raa. O nmero de animais foi de 115 fme-as, sem a participao de machos, divididos em sangue, e 5/8. A grande campe da categoria sangue foi Passista Windstar do Indaia, do criador Homero Gontijo M. Filho/Felipe A. Moraes e do Expositor Rubens Lobato de Lima. J da categoria 5/8 a Grande Campe foi Agencia Eduard da Sanquit, do criador Marcos Antonio Helmer e do expositor Marcos Antonio Helmer.

    O final da tarde do sbado, dia 21 de julho, foi contempla-do com o III Leilo Brahman IC e convidados. Com promo-o da Brahman IC, de Isaac Cohen Persiano, o leilo foi oportunidade dos criadores da raa poderem adquirir produtos de alta qualidade gentica. No leilo 37 animais foram comer-cializados, com uma renda total de quase R$ 170 mil reais. O Brahman tem origem no final do sculo XIX e incio do XX, nos Estados Unidos. A raa tem como caractersticas a alta pro-dutividade, docilidade, rusticidade, fertilidade, dentre outras.

    Do cruzamento das raas Guzer e Holands, surgiu o Gu-zolando. Aposta das fazendas Taboquinha e Ygaraps, que a 13 edies promovem juntas o leilo da raa. No dia 21 de julho, s 9h e com direito a almoo para os presentes, que a dupla promoveu o leilo. A dobradinha que deu certo mostra sua excelncia quando os nmeros so contabilizados. Cento e sessenta e cinco animais foram comercializados, num total de 81 lotes e com renda de R$ 516.840,00.

    A Cooperativa Agropecuria Vale do Rio Doce realizou durante a Expoagro GV, o 1 Leilo Maravilhas do Lei-te, no dia 22 de julho. O leilo aconteceu com os animais que participaram do 35 Concurso Leiteiro da Cooperativa, tambm realizado durante a Exposio, logo aps a pre-miao do torneio. Foram 24 lotes que renderam mais de R$ 200 mil reais.

    As 24 vacas leiloadas participaram do concurso leiteiro, com uma produo total de 3.195,120 kg de leite, nos trs dias do torneio, uma mdia de 133,13 kg por vaca. Durante o con-curso foram feitas nove ordenhas e as campes foram: Cate-goria Acima de 50 kg e de at 50 kg Dinamarca e Mariana, respectivamente, do Cooperado Andr Luiz Coelho Merlo; a Novilha Ana Cristina, do Cooperado Jos Barreto Lopes foi campe da categoria; Cria da Fazenda Amanda do G, do Cooperado Guilherme Olinto Resende. Mais de 800 pessoas passaram pelo local.

    No dia 13 de julho, na abertura da 43 Exposio Agro-pecuria de Governador Valadares, s 21h no Tatersal do Parque de Exposies da cidade, aconteceu o 9 Leilo Ha-ras Toledo, de promoo de Vincius Toledo e realizado pela Minas Leiles e Eventos. Segundo o promotor do evento, cerca de 800 pessoas marcaram presena no leilo que teve durao de 4h. Cada ano tem sido melhor do que o outro. O leilo superou as expectativas e o do ano que vem j est sendo preparado. Surpresas viro, aponta Vincius Toledo.

    O criador acredita que o Mangalarga Marchador a cada dia mais valorizado na regio e para incentivar o setor, durante o evento foi feita uma homenagem a Jos Silvestre de Arajo pela importante contribuio nacional raa atravs da desco-berta de Elo Kaf da Nova, o melhor reprodutor da raa.

    Uma pea fundamental para a regio, por ser a base para o cruzamento com gado Holands na obteno de produtos de alta qualidade, o Gir Leiteiro foi engrandecido durante a Expoagro 2012, no dia 20 de julho, no 3 Leilo da raa. O mesmo foi uma realizao do Ncleo dos Cria-dores de Gir Leiteiro dos Vales.

    Foram leiloados 34 lotes de animais, num total de qua-se R$ 370 mil de renda alcanada. Hoje nossa regio tem excelentes selecionadores de Gir Leiteiro. O terceiro Leilo Gir leiteiro dos Vales bateu com nossas expectativas. Entre-tanto, pretendemos melhorar na prxima edio, informa Reginaldo Antnio Vilela.

    3 leilo girolando dos ValesIII leilo Brahman Ic e convidados

    13 guzolando taboquinha e Ygaraps

    1 leilo maravilhas do leite

    9 leilo Haras toledo 3 leilo gir leiteiro dos Vales

  • 42AgoSto 2012

    cUlI

    NrI

    AAbobrinha parmegiana

    retirado do blog Na cozinha dela

    ingredientes para 2 pessoas:

    1 abobrinha italiana grande cortada em rodelas Tomate italiano cortado em rodelas + alguns

    cortados em cubos para o molho Farinha de trigo em quantidade suficiente para

    empanar as abobrinhas Sal, pimenta e azeite a gosto Ramos de manjerico Muarela de bfala cortada em rodelas Alho a gosto 1 cebola pequena Parmeso ralado

    Envie a sua receita para a Revista Agrominasjornalismo@revistaagrominas.com.br

    Preparo:Tempere a farinha com sal e pimenta e empane as rodelas de abobrinha. Doure as abobrinhas no azeite. Prepare um molho de tomate (foram usados azeite, cebola, alho, tomate italiano picado e lata de pomo-doro pelati. Deixe cozinhar por uns 30 min).Monte a torre intercalando abobrinha, muarela de bfala e tomate italiano. Finque um palito de churras-co no meio para segurar a torre e leve ao forno at que o parmeso gratine.Monte o prato desse jeito: molho por baixo e torre no centro. Muita ateno ao retirar as torres do forno, a muarela pode derreter demais e a torre no se sustentar. Arrume com jeitinho para no cair.

  • 43AgoSto 2012

    clAS

    SIFI

    cAdo

    S

  • 44AgoSto 2012