2009 NORMA DNIT - ES Flexiveis - Lama Asfaltica.pdfNORMA DNIT xxx/xxxxxx 2 2 Referncias normativas

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  • DNIT /2009 NORMA DNIT ______- ES

    Pavimentos flexveis Lama asfltica Especificao de servio

    MINISTRIO DOS TRANSPORTES

    DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES

    INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIRIAS

    Rodovia Presidente Dutra, km 163 Centro Rodovirio Vigrio Geral

    Rio de Janeiro RJ CEP 21240-000 Tel/fax: (21) 3545-4600

    Autor: Instituto de Pesquisas Rodovirias - IPR Processo: 50607.000138/2009-02

    Origem: Reviso da Norma DNER - ES 314/97. Aprovao pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunio de / / .

    Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reproduo parcial ou total, desde que citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e no acrescentado nenhum tipo de propaganda comercial.

    Palavras-chave: N total de pginas Pavimentao, Lama 9

    Resumo

    Este documento define a sistemtica empregada na

    fabricao e aplicao de lama asfltica para selagem,

    impermeabilizao e rejuvenescimento (conservao de

    pavimentos).

    So tambm apresentados os requisitos concernentes a

    materiais, equipamentos, execuo, inclusive plano de

    amostragem e de ensaios, manejo ambiental, controle

    de qualidade, condies de conformidade e no-

    conformidade e os critrios de medio dos servios.

    Abstract

    This document presents procedures for slurry seal

    execution.

    It includes the requirements concerning materials, the

    equipment, the execution, includes also a sampling plan,

    and essays, environmental management, quality control,

    and the conditions for conformity and non-conformity

    and the criteria for the measurement of the performed

    jobs.

    Sumrio

    Prefcio ...................................................................... 1

    1 Objetivo ............................................................. 1

    2 Referncias normativas .................................... 1

    3 Definio ........................................................... 3

    4 Condies gerais .............................................. 3

    5 Condies especficas ...................................... 3

    6 Manejo ambiental .............................................. 5

    7 Inspees ......................................................... 5

    8 Critrios de medio ........................................ 7

    Anexo A (Informativo) Bibliografia ............................ 8

    ndice geral ................................................................ 9

    Prefcio

    A presente Norma foi preparada pelo Instituto de

    Pesquisas Rodovirias IPR, para servir como

    documento base, visando estabelecer a sistemtica

    empregada para os servios de execuo e controle da

    qualidade de lama asfltica. Est formatada de acordo

    com a Norma DNIT 001/2009 PRO, cancela e substitui

    a Norma DNER-ES 314/97.

    1 Objetivo

    Esta Norma tem por objetivo estabelecer a sistemtica a

    ser empregada na confeco e aplicao de lama

    asfltica, visando selar, impermeabilizar ou rejuvenescer

    revestimentos betuminosos (servios de conservao de

    pavimentos).

  • NORMA DNIT xxx/xxxxxx 2

    2 Referncias normativas

    Os documentos relacionados a seguir so

    indispensveis aplicao desta norma. Para

    referncias datadas, aplicam-se somente as

    edies citadas. Para referncias no datadas,

    aplicam-se as edies mais recentes do referido

    documento (incluindo emendas).

    a) ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS

    TCNICAS. NBR 6568:2005: Emulses

    asflticas - Determinao do resduo de

    destilao Rio de Janeiro, 2005.

    b) _____. NBR 6300:2001: emulses

    asflticas determinao da resistncia

    gua (adesividade). Rio de Janeiro, 2001.

    c) AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND

    MATERIALS. ASTM-D 2172-05: misturas

    betuminosas extrao de betume. ASTM,

    2005.

    d) BRITISH STANDARD. Mtodo HD 15/87 e

    HD 36/87: determinao do VRD

    resistncia derrapagem pelo pndulo

    britnico. British Standard, 1987.

    e) BRASIL. Departamento Nacional de

    Estradas de Rodagem. DNER-EM 365/97:

    emulso asfltica para lama asfltica. Rio

    de Janeiro: IPR, 1997.

    f) _____. DNER-ME 002/98: emulses

    asflticas carga da partcula. Rio de

    Janeiro: IPR, 1998.

    g) _____. DNER-ME 004/94: materiais

    betuminosos determinao da

    viscosidade saybolt-furol a alta

    temperatura. Rio de Janeiro: IPR, 1994.

    h) _____. DNER-ME 005/94: emulso

    asfltica determinao da peneirao. Rio

    de Janeiro: IPR, 1994.

    i) _____. DNER-ME 006/00: emulses

    asflticas determinao da sedimentao.

    Rio de Janeiro: IPR, 2000.

    j) _____. DNER-ME 035/98: agregados

    determinao da abraso los angeles. Rio

    de Janeiro: IPR, 1998.

    k) _____. DNER-ME 054/97: areia

    equivalente de areia. Rio de Janeiro:

    IPR/1997.

    l) _____. DNER-ME 059/94: emulses

    asflticas determinao da resistncia

    gua (adesividade). Rio de Janeiro: IPR,

    1994.

    m) _____. DNER-ME 063/94: emulses

    asflticas catinicas determinao da

    desemulsibilidade. Rio de Janeiro: IPR,

    1994.

    n) _____. DNER-ME 083/98: agregados

    anlise granulomtrica. Rio de Janeiro:

    IPR, 1998.

    o) _____. DNER-ME 089/94: agregados

    avaliao da durabilidade pelo emprego de

    solues de sulfato de sdio ou de

    magnsio. Rio de Janeiro: IPR, 1994.

    p) _____. DNER-PRO 277/97: metodologia

    para controle estatstico de obras e

    servios. Rio de Janeiro: IPR, 1997.

    q) BRASIL. Departamento Nacional de Infra-

    Estrutura de Transportes. DNIT 001/2009

    PRO: elaborao e apresentao de

    normas do DNIT: procedimento. Rio de

    Janeiro: IPR, 2009.

    r) _____. DNIT 011/2004-PRO: gesto de

    qualidade em obras rodovirias:

    procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 2004.

    s) _____. DNIT 013/2004-PRO: requisitos

    para a qualidade em obras rodovirias:

    procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 2004.

    t) _____. DNIT 070/2006-PRO:

    condicionantes ambientais das reas de

    uso de obras: procedimento. Rio de

    Janeiro: IPR, 2006.

    u) INTERNATIONAL SLURRY SURFACING

    ASSOCIATION. ISSA-A 105/2005: lama

    asfltica (slurry seal). Washington D.C.

    ISSA-A, 2005.

    v) _____. ISSA-TB N 100/90: wet track

    abrasion test. Washington D.C WTAT,

    1990.

  • NORMA DNIT xxx/xxxxxx 3

    w) _____. ISSA-TB N 109/90: loaded wheel

    tester. Washington D.C LWT, 1990.

    x) _____. ISSA-TB N 114/90: wet stripping

    test. Washington D.C WST, 1990.

    3 Definio

    Para os efeitos desta Norma, adotada a definio

    seguinte:

    Lama asfltica consiste na associao de agregado

    mineral, material de enchimento (filer), emulso asfltica

    e gua, com consistncia fluida, uniformemente

    espalhada sobre uma superfcie previamente preparada.

    4 Condies gerais

    4.1 A lama asfltica pode ser empregada como camada de selagem, impermeabilizao e

    rejuvenescimento de pavimentos.

    4.2 No permitir a execuo dos servios, objeto desta Especificao, em dias de chuva ou

    quando a superfcie de aplicao apresentar

    qualquer sinal de excesso de umidade.

    4.3 Todo carregamento de ligante betuminoso que chegar obra deve apresentar, por parte do

    fabricante/distribuidor certificado de resultados

    de anlise dos ensaios de caracterizao

    exigidos nesta Especificao, correspondente

    data de fabricao ou ao dia de carregamento

    para transporte com destino ao canteiro de

    servio, se o perodo entre os dois eventos

    ultrapassar de 10 dias. Deve trazer tambm

    indicao clara de sua procedncia, do tipo e

    quantidade do seu contedo e distncia de

    transporte entre a refinaria e o canteiro de obra.

    4.4 responsabilidade da executante a proteo dos servios e materiais contra a ao destrutiva das

    guas pluviais, do trnsito e de outros agentes

    que possam danific-los.

    5 Condies especficas

    Os constituintes da lama asfltica que so emulso

    asfltica, agregado mido, material de enchimento (filer)

    e gua, devem satisfazer ao prescrito item 2 e nas

    demais Especificaes aprovadas pelo DNIT, conforme

    a seguir.

    5.1 Material

    5.1.1 Ligante betuminoso

    Podem ser empregadas emulses asflticas aninicas

    de ruptura lenta, tipos LA-1 e LA-2, emulses asflticas

    catinicas de ruptura lenta, tipos LA-1C, LA-2C e RL-1C

    e emulso asfltica especial LA-E, alm do asfaltos

    modificados emulsionados, quando indicados no projeto.

    5.1.2 Aditivos

    Podem ser empregados aditivos para acelerar ou

    retardar a ruptura da emulso na lama asfltica.

    5.1.3 gua

    Dever ser limpa, isenta de matria orgnica, leos e

    outras substncias prejudiciais a ruptura da emulso

    asfltica. Ser empregada na quantidade necessria a

    promover a consistncia adequada.

    5.1.4 Agregado

    a) Sero constitudos de areia, agregado mido,

    p-de-pedra ou mistura de ambos. Suas

    partculas individuais devero ser resistentes e

    apresentar moderada angulosidade, livre de

    torres de argila e de substncias nocivas, com

    as caractersticas seguintes:

    O material que deu origem ao agregado

    mido e p de pedra deve apresentar

    desgaste Los Angeles igual ou inferior a

    40% (DNER-ME 035/98). Entretanto,

    podero ser admitidos valores de desgastes

    maiores no caso de terem apresentado

    desempenho satisfatrio em utilizao

    anterior;

    Durabilidade, perda inferior a 12% (DNER-

    ME 089/94);

    Equivalncia de areia igual ou superior a

    55% (DNER-ME 054/97);

    Resistncia gua - adesividade superior a

    90% (DNER-ME 059/94) e ABNT NBR-

    6300:2001 (MB-721).

    b) Material de enchimento (filer)

    Deve ser constitudo por materiais finamente divididos,

    tais como: cimento Portland, cal extinta, ps calcrios,

    etc, e que atendam a granulometria seguinte:

  • NORMA DNIT xxx/xxxxxx 4

    Peneira Porcentagem em peso,

    passando

    N 40

    N 80

    N 200

    100

    95-100

    65-100

    Quando aplicado dever estar seco e isento de grumos.

    5.1.5 Composio da mistura

    a) A dosagem adequada da lama asfltica ser

    realizada com base nos ensaios recomendados pela

    ISSA - International Slurry Surfacing Association:

    ISSA-TB 100/90 - Wet Track Abrasion - perda

    mxima para 1 hora - 800g/m

    ISSA-TB 109/90 - Loaded Wheel Tester e Sand

    Adhesion mximo - 538g/m

    ISSA-TB 114/90 - Wet Stripping Test, mnimo -

    90%

    b) Um ajuste de dosagem dos componentes da

    lama asfltica dever ser feito nas condies de campo,

    antes do incio do servio.

    c) A composio granulomtrica da mistura de

    agregados deve satisfazer os requisitos do quadro

    seguinte, com as respectivas tolerncias quando

    ensaiadas pelo Mtodo DNER-ME 083/98.

    d) Quando a camada de lama asfltica for empregada

    como camada final de rolamento, a curva

    granulomtrica dever ser escolhida em funo das

    condies de segurana do item 7.3.3 e item 5.1.7.

    5.2 Equipamento

    5.2.1 Equipamento de limpeza

    Para limpeza da superfcie utilizam-se vassouras

    mecnicas, jatos de ar comprimido, e outros.

    5.2.2 Equipamento de mistura e de espalhamento

    A lama asfltica deve ser executada em equipamento

    apropriado, que apresente as seguintes caractersticas

    mnimas:

    a) Silo para agregado mido;

    b) Depsitos separados, para gua e emulso

    asfltica;

    c) Depsito para material de enchimento

    (filer), com alimentador automtico;

    d) Sistema de circulao e alimentao do

    ligante betuminoso, acoplado com o

    sistema de alimentao do agregado

    mido, de modo a assegurar perfeito

    controle de trao;

    e) Sistema misturador capaz de processar

    uma mistura uniforme e de despejar a

    massa diretamente sobre a pista, em

    operao contnua, sem processo de

    segregao;

    f) Chassi - todo o conjunto descrito nos itens

    anteriores montado sobre um chassi

    mvel autopropulsado, ou atrelado a um

    cavalo mecnico, ou trator de pneus;

    g) Caixa distribuidora - esta pea se apia

    diretamente sobre o pavimento e atrelada

    ao chassi. Dever ser montada sobre

    borracha, ter largura regulvel para 3,50 m

    (meia pista) e ser suficientemente pesada

    para garantir uniformidade de distribuio e

    bom acabamento.

    Em casos especiais de obras de pequeno vulto, a

    mistura poder ser executada, na pista, manualmente.

    No processo manual a mistura ser realizada em

    Peneiras

    ASTM mm

    Faixa I Faixa II Faixa III

    Faixa IV

    Tolerncias

    da Faixa de Projeto

    3/8 (9,5)

    N4 (4,8)

    N8 (2,4)

    N16 (1,21)

    N30 (0,6)

    N50 (0,33)

    N100 (0,15)

    N200 (0,074)

    -

    100

    80-100

    -

    30-60

    20-45

    10-25

    5-15

    -

    100

    90-100

    65-90

    40-65

    25-42

    15-30

    10-20

    100

    90-100

    65-90

    45-70

    30-50

    18-30

    10-21

    5-15

    100

    70-90

    45-70

    28-50

    19-34

    12-25

    7-18

    5-15

    -

    5%

    5%

    5%

    5%

    4%

    3%

    2%

    Mistura seca, kg/m

    4-6 2-5 5-8 8-13 -

    Espessura, mm

    3-4 2-3 4-6 6-9 -

    % em relao ao peso da mistura seca

    gua 10-20 10-20 10-15 10-15 -

    Ligante residual

    8-13 10-16 7, 5-13, 5

    6, 5-12 -

  • NORMA DNIT xxx/xxxxxx 5

    betoneiras, derramada diretamente sobre a pista e

    espalhada uniformemente por operrios munidos de

    rodos e vassoures apropriados. Falho e moroso

    adotado apenas em obras de pequeno vulto.

    5.3 Execuo

    5.3.1 Espalhamento da lama asfltica

    A lama asfltica deve ser espalhada com velocidade

    uniforme, a mais reduzida possvel. Em condies

    normais, a operao se processa com bastante

    simplicidade. A maior preocupao ser a de observar a

    consistncia da massa, abrindo ou fechando a

    alimentao dgua, de modo a obter uma consistncia

    uniforme e manter a caixa distribuidora uniformemente

    carregada de massa.

    5.3.2 Correo de falhas

    As possveis falhas de execuo, tais como escassez ou

    excesso de massa, irregularidade na emenda de faixas,

    etc., devero ser corrigidas imediatamente aps a execuo. A escassez corrigida com adio de massa,

    e os excessos com a retirada por meio de rodos de

    madeira ou de borracha. Aps estas correes, a

    superfcie spera deixada ser alisada com a passagem

    suave de qualquer tecido espesso, umedecido com a

    prpria massa, ou emulso. Os sacos de aniagem so

    muito adequados para o acabamento final destas

    correes.

    5.3.3 Compactao pelo trfego

    Duas a trs horas aps o espalhamento da lama

    asfltica, com emulso catinicas, a superfcie tratada

    dever ser liberada ao trfego. Com emulses

    aninicas, esse prazo poder ser bastante prolongado,

    dependendo das condies de ruptura da emulso.

    importante que a faixa trabalhada seja reaberta ao

    trfego aps a lama asfltica ter adquirido consistncia

    suficiente para resistir ao trfego sem desagregar. Em

    segmentos sem trfego, recomenda-se o emprego de

    rolos pneumticos para melhorar a coeso da lama

    asfltica.

    6 Manejo Ambiental

    Objetivando a preservao ambiental, devero ser

    devidamente observadas e adotadas as solues e os

    respectivos procedimentos especficos atinentes ao

    tema ambiental definidos, e/ou institudos, no

    instrumental tcnico-normativo pertinente vigente no

    DNIT, especialmente a Norma DNIT 070/2006-PRO, e

    na documentao tcnica vinculada execuo das

    obras, documentao esta que compreende o Projeto

    de Engenharia PE, o Plano Bsico Ambiental PBA e

    os Programas Ambientais.

    7 Inspees

    7.1 Controle dos insumos

    Os materiais utilizados na execuo da lama asfltica

    devem ser rotineiramente examinados, mediante a

    execuo dos seguintes procedimentos:

    7.1.1 Ligante Betuminoso

    O ligante betuminoso dever ser examinado em

    laboratrio, obedecendo metodologia indicada pelo

    DNIT e satisfazer as especificaes em vigor. Para todo

    carregamento que chegar obra devero ser

    executados os seguintes ensaios:

    01 ensaio de viscosidade Saybolt-Furol a

    25C, (DNER-ME 004/94);

    01 ensaio de resduo por evaporao,

    (ABNT NBR-6568:2005);

    01 ensaio de peneiramento, (DNER-ME

    005/94);

    01 ensaio de carga de partcula, (DNER-

    ME 002/98).

    Dever ser executado ensaio de sedimentao para

    emulses, para cada 100 t (DNER-

    ME 006/00).

    7.1.2 Agregados

    O controle de qualidade dos agregados por jornada de

    trabalho constar do seguinte:

    a) 02 ensaios de granulometria de cada

    agregado, (DNER-ME 083/98);

    b) 01 ensaio de adesividade, (DNER-ME 059) e

    ABNT NBR 6300/2001;

    c) 01 ensaio de equivalente de areia

    (DNER-ME 054/97).

    7.2 Controle da produo

    7.2.1 Verificao do equipamento

  • NORMA DNIT xxx/xxxxxx 6

    Cada equipamento empregado na aplicao de lama

    asfltica deve ser calibrado no incio dos servios,

    atravs da execuo de segmentos experimentais.

    As verificaes a serem efetuadas so as seguintes:

    a) consistncia da mistura espalhada;

    b) atendimento do projeto da mistura, conforme

    os itens seguintes, 7.2.2 e 7.2.3;

    c) quantidade e velocidades de aplicao, para

    proporcionar o acabamento desejado.

    Se ao final destas trs verificaes em segmentos

    experimentais, os resultados esperados no forem

    alcanados, deve ser revisto todo o processo de

    calibrao do equipamento.

    7.2.2 Controle de quantidade do ligante betuminoso

    A quantidade de ligante betuminoso dever ser

    determinada atravs da retirada de amostras aleatrias,

    em cada segmento de aplicao, fazendo-se a extrao

    de betume com o aparelho Soxhlet (ASTM-D 2172-05).

    A porcentagem de ligante poder variar, no mximo,

    0,30% da fixada no projeto.

    7.2.3 Controle da graduao da mistura de agregados

    O controle da graduao da mistura de agregados

    feito atravs da anlise granulomtrica da mistura de

    agregados provenientes do ensaio de extrao do item

    anterior. As tolerncias so dadas no trao fixado no

    projeto.

    7.2.4 Freqncia das determinaes

    O nmero mnimo de determinaes por segmento

    (rea inferior a 3.000 m2) de cinco.

    A freqncia indicada para a execuo dessas

    determinaes a mnima aceitvel, devendo ser

    compatibilizada com o Plano de Amostragem Varivel

    (vide item 7.4).

    7.3 Verificao do produto

    Os resultados de todos os ensaios devero atender s

    especificaes, de acordo com a seo 5.1, e s

    especificaes de materiais aplicveis.

    A verificao final da qualidade do lama asfltica

    (Produto) deve ser exercida atravs das seguintes

    determinaes, executadas de acordo com o Plano de

    Amostragem Varivel (vide item 7.4):

    7.3.1 Acabamento da superfcie

    A superfcie acabada verificada visualmente, devendo

    se apresentar desempenada e com o mesmo aspecto e

    textura do obtido nos segmentos experimentais.

    7.3.2 Alinhamentos

    A verificao dos alinhamentos do eixo e bordos, nas

    diversas sees correspondentes s estacas da

    locao, feita a trena. Os desvios verificados no

    devero exceder 5 cm.

    7.3.3 Condies de segurana

    O revestimento acabado dever apresentar VRD, Valor

    de Resistncia Derrapagem, superior a 55, medido

    com auxlio do Pndulo Britnico SRT (Mtodo HD

    15/87 e HD 36/87 Bristish Standard), ou outros

    similares.

    O projeto da mistura dever ser verificado atravs de

    trecho experimental com extenso da ordem de 100 m.

    Poder, tambm, ser empregado outro processo para

    avaliao da resistncia derrapagem, quando indicado

    no projeto. Os ensaios de controle da execuo sero

    realizados para cada 200 m de pista, em locais

    escolhidos de maneira aleatria.

    7.4 Plano de amostragem Controle tecnolgico

    O nmero e a freqncia de determinaes da taxa de

    aplicao do ligante e da graduao da mistura de

    agregados sero estabelecidos segundo um Plano de

    Amostragem aprovado pela Fiscalizao, elaborado de

    acordo com os preceitos da Norma DNER-PRO 277/97.

    7.5 Condies de conformidade e no conformidade

    Todos os ensaios de controle e determinaes relativos

    aos insumos, produo e ao produto, realizados de

    acordo com o Plano de Amostragem citado em 7.4,

    devero cumprir as Condies Gerais e Especficas

    desta Norma, e estar de acordo com os seguintes

    critrios:

    Quando especificada uma faixa de valores mnimos e

    mximos, devem ser verificadas as seguintes

    condies:

    X - ks < valor mnimo especificado ou X + ks > valor

    mximo de projeto No Conformidade;

    X - ks valor mnimo especificado

    ou X + ks valor mximo de projeto Conformidade;

  • NORMA DNIT xxx/xxxxxx 7

    Sendo:

    XXn

    i=

    ( )s

    X Xn

    i=

    2

    1

    Onde:

    Xi - valores individuais.

    X - mdia da amostra.

    s - desvio padro da amostra.

    k - coeficiente tabelado em funo do nmero de

    determinaes.

    n - nmero de determinaes.

    Os resultados do controle estatstico sero registrados

    em relatrios peridicos de acompanhamento de acordo

    com a norma DNIT 011/2004-PRO, a qual estabelece

    que sejam tomadas providncias para tratamento das

    No-Conformidades dos Insumos e do Produto.

    Os servios s devem ser aceitos se atenderem s

    prescries desta Norma.

    Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser

    corrigido.

    Qualquer servio s deve ser aceito se as correes

    executadas o colocarem em conformidade com o

    disposto nesta Norma; caso contrrio, ser rejeitado.

    8 Critrios de medio

    Os servios conformes sero medidos de acordo com

    os critrios estabelecidos no Edital de Licitao dos

    servios ou, na falta destes critrios, de acordo com as

    seguintes disposies gerais:

    a) a lama asfltica ser medida em metros

    quadrados, considerando a rea

    efetivamente executada. No sero motivos

    de medio em separado: mo-de-obra,

    materiais (exceto ligante betuminoso),

    transporte do ligante dos tanques de

    estocagem at a pista, armazenamento e

    encargos, devendo os mesmos ser

    includos na composio do preo unitrio;

    b) a quantidade de ligante betuminoso

    aplicada obtida pela mdia aritmtica dos

    valores medidos na pista, em toneladas;

    c) no sero considerados quantitativos de

    servio superiores aos indicados no projeto;

    d) o transporte do ligante betuminoso

    efetivamente aplicado ser medido com

    base na distncia entre o fornecedor e o

    canteiro de servio;

    e) nenhuma medio ser processada se a

    ela no estiver anexado um relatrio de

    controle da qualidade, contendo os

    resultados dos ensaios e determinaes

    devidamente interpretados, caracterizando

    a qualidade do servio executado.

    _________________/Anexo A

  • NORMA DNIT xxx/xxxxxx 8

    Anexo A (Informativo)

    Bibliografia

    a) BRASIL. Departamento Nacional de Infra-

    Estrutura de Transportes: Manual de

    pavimentao. 3. ed. Rio de Janeiro: IPR,

    2006. (IPR Publ. 719)

    b) LCPG: mtodo RG-2-1771 determinao

    da rugosidade superficial pela altura da

    areia. Washington D.C: LCPG, 1997.

    c) BRITISH STANDART: mtodos HD 15/87 e

    HD 36/87 determinao da VDR

    resistncia derrapagem pelo pndulo

    britnico. BRITISH STANDART, 1987.

    _________________/ndice geral

  • NORMA DNIT xxx/xxxxxx 9

    ndice geral

    Abstract 1

    Acabamento da superfcie 7.3.1 6

    Aditivos 5.1.2 3

    Agregado 5.1.4 3

    Agregados 7.1.2 6

    gua 5.1.3 3

    Alinhamentos 7.3.2 6

    Anexo A (Informativo) Bibliografia 8

    Compactao pelo trfego 5.3.3 5

    Composio da mistura 5.1.5 3

    Condies de conformidade

    e no conformidade 7.5 7

    Condies de segurana 7.3.3 6

    Condies especficas 5 3

    Condies gerais 4 3

    Controle da graduao da

    mistura de agregados 7.2.3 6

    Controle da produo 7.2 5

    Controle de quantidade do

    ligante betuminoso 7.2.2 5

    Controle dos insumos 7.1 5

    Correo de falhas 5.3.2 5

    Critrios de Medio 8 7

    Definio 3 3

    Equipamento 5.2 4

    Equipamento de limpeza 5.2.1 4

    Equipamento de mistura e

    de espalhamento 5.2.2 4

    Espalhamento da lama asfltica 5.3.1 5

    Execuo 5.3 5

    Freqncia das determinaes 7.2.4 6

    ndice geral 9

    Inspees 7 5

    Ligante Betuminoso 5.1.1, 7.1.1 3, 5

    Manejo Ambiental 6 5

    Material 5.1 3

    Objetivo 1 1

    Plano de amostragem

    Controle tecnolgico 7.4 7

    Prefcio 1

    Referncias normativas 2 1

    Resumo 1

    Sumrio 1

    Verificao do Equipamento 7.2.1 6

    Verificao do produto 7.3 6

    ________________

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