1 trabalho Historia do automovel

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    24-Jun-2015

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Histria da cincia e tecnologia

Prof. Jos Castanheira da Costa

Histria do automvel

Elaborado por: Jos Miguel Martins Diogo Loureno Santos Carlos Miguel Xavier Hugo Miguel Teixeira Lus Paulo Hilrio n 2020105 n 2007408 n 2055305 n 2010304 n 2022705 Eng. Civil Eng. Civil Eng. Civil Eng. Civil Eng. Civil

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ndice:1. 2. 3. Descrio dos objectivos................................ ................................ ........................ 3 O Primeiro Automvel................................ ................................ ........................... 4 Jean Joseph tinne Lenoir (1822 1900) ................................ ............................. 6 3.1. 3.2. 4. 4.1. 4.2. 4.3. 5. A mquina a gs de Lenoir ................................ ................................ ............. 7 Triciclo motorizado de Lenoir................................ ................................ ......... 7 Henry Ford ................................ ................................ ................................ ..... 8 Histria do Modelo T................................ ................................ ...................... 9 Caractersticas do carro................................ ................................ ................. 10

Ford Modelo T................................ ................................ ................................ ....... 8

Evoluo nos aspectos mais importantes ................................ .............................. 11 5.1. Esttica ................................ ................................ ................................ ............ 11 5.2. Motores ................................ ................................ ................................ ........ 12 5.2.1.Motor a vapor ................................ ................................ .................. 125.2.2.Motor de combusto interna ................................ ............................ 12 5.2.3.Motor Diesel (gasleo) ................................ ................................ ..... 12 5.2.4.Motor de ar comprimido ................................ ................................ .. 13 5.2.5.Motor elctrico ................................ ................................ ................. 13

5.2.6.Motor hbrido ................................ ................................ ................... 13 5.2.7.Geometria dos motores................................ ................................ ..... 14 5.3. 6. Segurana ................................ ................................ ................................ ..... 15 Bibliografia ................................ ................................ ................................ ......... 18

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1. Descrio dos objectivosAssim como o homem e tudo o que o rodeia, o automvel de hoje em dia fruto de um processo de evoluo , evoluo essa que fora observada em vrios aspectos, sejam eles sociais, econmicos, ambientais etc. Comeando pelo primeiro auto -veiculo que surgira em 1765, criado por Nicolas Joseph Cugnot, um veiculo de trs rodas, passando pelo primeiro motor de combusto interna que fora desenvolvido por Etienne Lenoir (1860) que posteriormente fora adaptado a um triciclo por Karl Benz (1885) . Um dos grandes momentos da histria do automvel sem dvida o Fordismo (1896) , da que o primeiro automvel a ser comercializado fora o Ford modelo T (1908) e a partir da o automvel evoluiu imenso em todos os aspectos, sejam eles estticos, mecnicos, de segurana, etc. e tudo isto porque hoje em dia, devido a globalizao, deixou de ser apenas um meio de transporte e passou a ser considerado, por assim dizer uma extenso de casa ou do trabalho, onde grande parte da nossa vida passada dentro de um automvel. Neste trabalho iremos tentar abordar praticamente todos os aspectos focados no pargrafo anterior, de maneira a que fique resumida a evoluo do automvel a nvel global. Inicialmente tnhamos nos proposto a fazer um trabalho sobre a histria do automvel em Portugal mas como achamos que a o tema em si iria abordar demasiados aspectos e tnhamos uma quantidade imensa de informao decidimos dividir o trabalho em dois. O tema escolhido foi acordado por todos alm de ser um tema que no tenha muito a ver com o nosso curso mas por outro lado que nos fascina a todos porque todos gostamos de automveis e dai surgiu a ideia de pesquisar as origens do automvel.

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2. O Primeiro AutomvelO primeiro automvel foi construdo por Nicolas Joseph Cugnot, em 1769. Cugnot nasceu em Void, Frana a 25 de Setembro de 1725. Ainda jovem alistou -se no exrcito, onde teve formao como engenheiro militar. Serviu o exrcito Austro Hngaro durante a Guerra dos Sete Anos tendo regressado a Paris em1763. Cugnot dedica ento o seu tempo a escrever tratados militares e esquemas das vrias invenes que havia concebido em campanha entre as quais um novo tipo de espingarda. Comea tambm a desenvolver motores a vapor para o seu novo projecto, um veculo movido a vapor capaz de transportar peas de artilharia. Os motores a vapor eram ainda recentes e pouco desenvolvidos. Cugnot fez experincias com modelos de mquinas a vapor adicionando uma srie de melhorias e inovaes aos motores, ainda subdesenvolvidos, utilizando como energia a fora expansiva do vapor a altas presses, sem condensao, melhorando significativamente o rendimento do seu motor. Com o motor que havia desenvolvido cria, em 1769, aquele que cons iderado o primeiro automvel do mundo. No entanto o veculo no deveria ser considerado um automvel mas sim um tractor pois servia para puxar peas de artilharia. O veculo de Cugnot foi construdo em madeira tendo apenas trs rodas, uma frente e duas atrs, com a roda da frente a servir para a traco e para a direco, sendo a direco controlada por uma manivela, com a caldeira bem na frente e no possua suspenso. O motor consiste numa caldeira, que ao produzir vapor fazia movimentar dois pistes, que se encontravam ligados, de maneira a que quando o vapor forava um dos pistes a subir o outro descia. Este movimento vertical alternado dos pistes era ento transferido para um eixo rotativo, que por sua vez movimentava a roda. Cugnot foi o primeiro a converter o movimento de um pisto em movimento rotativo com sucesso. O Ministro Francs da Guerra assistiu a um ensaio do veculo de Cugnot, tendo ficado impressionado e encomendou um segundo veculo maior, mais rpido e potente, capaz de transportar qualquer tipo de artilharia pesada em campanha. Este veculo ficou pronto em 1771, mas antes que pudesse ser totalmente testada, o Ministro insistiu numa demonstrao perante o Rei Louis XV. Durante esta demonstrao o veculo embateu numa parede, naquele que veio a ficar conhecido como o primeiro acidente automvel do mundo.

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Este segundo veculo de Cugnot tinha como caractersticas: Motor Direco Chassis Peso Vazio Peso Carregado Comprimento Largura Distncia entre eixos Dimetro da roda motriz Capacidade da Caldeira Combustvel Velocidade nico com 2 cilindro em linha de alta presso Em frente e marcha-atrs Carvalho 2,8 Toneladas 8 Toneladas 7,25 Metros 2,19 Metros 3,08 Metros 1,23 Metros 67,72 Litros de gua Madeira 3,5 a 4 km/h

O design em 3 rodas fez com que fosse extremamente instvel. Para direccionar o veculo era necessrio virar a caldeira e todo o mecanismo de traco. A massa do motor e caldeira apoiado na roda dianteira e o facto de haver problemas em controlar a presso fazia com que o veculo avanasse repentinamente especialmente se no estivesse carregado. Por no levar reservas de gua, nem de combustvel era necessrio parar de 20 em 20 minutos para reabastecer, e esperar 20 minutos para arrefecer a caldeira antes que pudesse voltar a movimentar-se. No entanto Cugnot conseguiu provar a viabilidade de automveis movidos a vapor e o veculo foi calorosamente saudado nos meios cientficos da poca. O segundo veculo de Cugnot encontra -se actualmente exposto no Conservatoire National ds Arts et Mtiers , em Paris. O acidente juntamente com problemas financeiros puseram termo s experincias do exrcito francs com veculos mecanizados, tendo no entanto Cugnot ainda fabricado mais um veculo movido a vapor. Cugnot passou a receber uma penso pelos servios prestados ao estado francs, mas com a Revoluo Francesa a penso foi-lhe retirada. Exilou-se em Bruxelas, onde passou a dar aulas, tendo voltado a Paris, com o regresso de Napoleo Bonaparte, passando a receber novamente a penso por parte do estado francs. Cugnot veio a falecer em Paris a 2 de Outubro de 1804 .

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3. Jean Joseph tinne Lenoir (1822 1900)

Engenheiro belga, nascido em Mussy-la-Ville, na Blgica a 12 de Janeiro de 1822, inventor e construtor do primeiro motor de combusto interna em 1860, a mquina de gs de Lenoir, considerada a primeira mquina de combusto interna executvel.

- Em 1838 emigrou para a Frana, Paris, onde trabalhou como empregado de mesa e onde desenvolveu um interesse por galvanoplastia o que o levou a construir novas invenes elctricas e grandes melhorias no telgrafo elctrico. - Em 1847 comeou a trabalhar como mecnico. - Em 1852 teve a primeira tentativa de construir um motor a exploso. - Em 1858 construa o seu primeiro motor fixo, de exploso movido a gs - Em 1859 formou duas empresas, Socit ds Moteurs Lenoir em Paris com uma capitalizao de dois milhes de francos, e uma fbrica na Rue de la Roquette. - Em 1860 (dois anos depois) patenteia o motor. - Em 1863 colocou o motor num veculo, mas a sua experincia foi um fracasso, apesar de todo acabou por ganhar um prmio, o grande prmio Argenteuil e foi Chevalier de la Lgion dHonneur (cavaleiro da legio de honra). - Em 1888 vendeu as suas patentes Compagnie Parisienne du Gaz, e comeou a aplicar o seu motor em barcos - Em 1900 a 4 de Agosto tinne Lenoir Faleceu.

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3.1. A mquina a gs de LenoirA experiencia de Lenoir com a electricidade levou-o a desenvolver o primeiro motor de combusto interno, constitudo por um nico cilindro, pistes, bielas e roda volante, motor de dois tempos alimentado por gs de carvo e ar, aceso por uma fasca produzida por uma bateria. Embora trabalha-se razoavelmente bem, a potncia no era suficiente, era muito ruidoso e tinha tendncia a super aquecer se a quantidade de gua para o arrefecimento no fosse suficiente e como consequncia o motor partia. Fabricaram cerca de 400 motores com a funo principal de equipar tornos mecnicos e mquinas de impresso entre outros tipos de mquinas.

3.2. Triciclo motorizado de LenoirEm 1863 o Lenoir demonstrou uma segunda carruagem de trs rodas, foi movido por um motor de 2543 centmetros cbicos e 1.5 cv de potncia. O motor usava um hidrocarboneto lquido, leo proveniente de xistos ou alcatres, como combustvel e um carburador primitivo que com sucesso conseguiu efectuar uma viagem de 11 km de Paris a Joinville-le-Pont que demorara aproximadamente noventa minutos com uma velocidade mdia menor do que a de um homem (embora certamente houvesse esgotamentos) mas de qualquer maneira era mais rpido fazer o percurso a p, o motor era muito fraco, o seu fracasso foi devido ao facto de no ter descoberto a importncia da compresso da mistura de combustvel antes da ignio. 7

A grande utilizao do motor Lenoir foi aplicada em mquinas de impresso bombas de gua, tornos e outras maquinarias. Outros engenheiros, especialmente Nikolaus Otto, comearam a fazer melhoras na tecnologia de combusto interna de Lenoir. Lenoir tambm creditado com inventar a vela de ignio para automveis sistemas de ignio, a sua inveno basicamente a mesma que utilizamos hoje me dia nos automveis. Apesar de ter sido reconhecido pelas suas invenes, Lenoir morreu pobre.

4. Ford Modelo TO Ford T foi o 1 carro de combusto interna produzido em serie entr e 1908 e 1927, criado pelo Americano Henry Ford.

4.1. Henry Ford

Henry Ford nascido em 30 de Julho de 1863 em Springwells, Michigan, foi um empreendedor Americano que fundou a Ford Motor Company e o primeiro empresrio a aplicar o sistema de montagem em srie de forma a produzir em massa automveis em menos tempo e a menor custo. A introduo de seu modelo Ford T revolucionou os transportes e a indstria norte-americanos. Ford foi um inventor prolfico e registou 161 patentes nos EUA. Como nico dono da Ford Motor Company, ele tornou se um dos homens mais ricos e conhecidos do mundo na poca. Naquela altura Henry Ford teve um papel importante na implementao de um regime de salrios para os trabalhadores, onde os valor a pagar a um trabalhador da Ford Company era compatvel e proporcional ao seu nvel de especializao. Para alm disso, todos os seus trabalhadores eram pagos acima da mdia, usando o chamado, salrio motivao, com o objectivo de ter maiores resultados em menor tempo e com custo reduzidos. Henry Ford veio a falecer em 1947 em Dearborn, Michigan.

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4.2. Histria do Modelo TO Modelo T foi lanado pela Ford em 1908, com as caractersticas principais de ser um veculo robusto, simples de dirigir e barato. Com a produo em massa a evoluir, foi necessrio dividir a fabricao das diferentes partes do modelo T por vrios operrios com o objectivo de aumentar a produo. Como consequncia desta nova forma de produzir automveis, o modelo T lanado em 1908 custava cerca de 850$, mas com a descida constante dos preos e a correspondente inovaes de produo no ltimo ano de fabricao do modelo j custava 290$. Devido a estes factos, no inicio do sculo, o modelo T teve um grande impacto em todo o mundo, comeando a ser produzido e comercializado fora da Amrica. A produo deste modelo foi mantida at 1927, e desde o inicio foram produzidos cerca de 15 milhes de carros, sendo que, este feito de produo s foi superado em 1972.

Figura 1 - Ford T

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4.3. Caractersticas do carro1. Estrutura e pintura A estrutura era maioritariamente feita em madeira. A carroaria era constituda por colunas, chassis, longarinas e laterais, onde tudo era coberto com chapas de ao. O carro era alto o suficiente para transpor com facilidade as precrias estradas da poca. At 1914 o carro foi produzido em vrias cores de acordo com as preferncias dos consumidores. A partir dessa data comearam se a produzir modelos T s em preto, visto que, com esta cor diminua se o tempo de secagem da pintura, aumentando quantitativamente a produo e diminuindo os custos. 2. Direco e interiores Na poca a direco utilizada era considerada leve em relao a outros modelos e no painel do condutor que se situava no lado esquerdo do automvel, havia um instrumento de medies da distncia total que o veiculo j tinha percorrido e um ampermetro. Os bancos do carro eram forrados maioritariamente em veludo e outros tecidos e por vezes em couro. O acelerador ainda no era um pedal, mas uma alavanca junto ao volante, que formava par com outra, para ajustar o avano de ignio. 3. Motor, traves e tanque de combustvel O motor era de 2.900 cm3 de cilindrada e 17 cavalos de potncia de combusto interna (ciclo de Otto) e atingia uma velocidade mxima aproximada de 55 km/h. Os traves eram de tambor e accionados por um varo junto ao automobilista e o tanque Situava se por baixo do assento do passeiro da frente. 4. Opcionais Em alguns perodos de venda do modelo foram opcionais, as buzinas e os faris, logo caso o consumidor pretendesse estes acessrios no carro pagava um valor extra.

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5. Evoluo nos aspectos mais importantes5.1. EstticaA primeira preocupao dos fabricantes de automveis tornar acessvel a todo o comprador este novo meio de locomoo. Cumprido este objectivo, necessrio continuar a vender automveis, tornando os anteriores obsoletos, criando e respondendo a novas necessidades de consumo atravs da variedade. Na dcada de 30, a atraco pela velocidade leva os projectistas de automveis a utilizarem formas baixas e alongadas, assim como cores que exprimam velocidade mesmo quando o veculo se encontra parado. Inspirado na aerodinmica, surge o conceito de streamline, que se refere aos padres de comportamento de um corpo a perfurar o ar. Para desenvolverem o desenho dos automveis, os projectistas baseiam se nas gotas de gua, nos peixes e nas asas dos pssaros. A evoluo do design automvel est muito associada investigao aeronutica e aerodinmica. No entanto, nos anos 50, nos Estados Unidos da Amrica, o styling levado ao extremo com uma interpretao estilizada e exagerada da ideia de aerodinmica, que tem como objectivo criar novidade nos produtos. O design automvel exige que se equacionem vrios factores: a funo do veculo, o mercado, a produo, a distribuio, a promoo do produto, a reduo de peso, o aumento da segurana, a ergonomia e as preocupaes ambientais. Hoje em dia os construtores de automveis preocupam-se muito com a aerodinmica dos seus veculos, sendo que aps a criao do tnel de vento em 1986 os veculos evoluram muito em termos aerodinmicos de maneira a diminuir a resistncia do ar, para que os consumos de combustvel baixassem e as emisses de CO2 tambm se reduzissem. Hoje em dia praticamente qualquer um pode modificar o seu carro seja no interior ou exterior, de maneira a que fique com uma esttica mais apresentvel (ou no!) e ai nasceu o chamado tunning.

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5.2.

Motores

5.2.1. Motor a vaporO motor a vapor um motor de combusto externa (a combusto d -se fora do motor). um motor com um rendimento bastante baixo. Um carro movido atravs de um motor deste tipo, uma vez atingida a presso ideal, pode ser dirigido instantaneamente e com razovel acelerao. Para atingir essa presso, quando frio, poder demorar alguns minutos. Franois de Isaac Rivaz, um inventor suo, projectou o primeiro motor de combusto interna, em 1806, que era alimentado por uma mistura de hidrognio e oxignio, embora rudimentar, foi o primeiro avano neste tipo de mecanismos. No entanto, s com a introduo do motor de combusto interna a quatro tempos a gasolina em 1885, inventado por Karl Benz, na Alemanha, que se comeou a considerar a viabilidade de um veculo auto-propulsionado. Em 1896 Benz projectou e patenteou o Motor Boxer (Flat Engine) , onde os pistes por assim dizer trabalham na horizontal. Este motor foi um grande passo na evoluo do automvel, e foi utilizado em variadssimos carros, como por exemplo no Volkswagen Carocha.

5.2.2. Motor de combusto internaO motor de combusto interna uma mquina trmica, que transforma a energia proveniente de uma reaco qumica em energia mecnica. O processo de converso d-se atravs de ciclos termodinmicos que envolvem expanso, compresso e mudana de temperatura de gases. Este passo foi ento o mais significativo na evoluo mecnica do automvel, mas no foi por isso que a evoluo parou. A partir desta base surgiram diferentes tipos de motor de combusto interna. A combusto nestes motores d-se em ciclos termodinmicos, como por exemplo o ciclo de Otto .

5.2.3. Motor Diesel (gasleo)O engenheiro alemo Rudolf Diesel patenteou um motor combusto de elevada eficincia, demonstrando em 1900, um motor movido a leo de amendoim, cuja tecnologia leva seu nome at hoje. Os motores Diesel caracterizam-se pela ignio por compresso. O fluido de trabalho (normalmente ar) comprimido sem ser misturado ao combustvel e quando o combustvel injectado no fluido comprimido e quente esse inflama-se. As mquinas que impulsionam veculos pesados como camies, comboios e navios, usualmente so baseadas no ciclo ideal de Diesel, o que no se refere ao combustvel utilizado e sim ao ciclo termodinmico em que operam.

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5.2.4. Motor de ar comprimidoO motor de Ar Comprimido foi desenvolvido por Guy Negre, e segundo dizem os impulsionadores do mesmo, tem potencial para ser convertido num dos maiores avanos tecnolgicos deste sculo reduo de custo e poluio zero (ou quase). Motor que obtm trabalho a partir da energia interna de um gs, ou seja, ao fazer com que o ar comprimido se expanda dentro do pisto de maneira a que este produza trabalho, nesse processo, o oxignio comprimido a uma presso de 20 bar, ento ocorre a insero na cmara de compresso de ar comprimido proveniente de cilindros, gerando uma reaco que move o pisto. livre de poluio e combustvel barato. Outra opo seria usar nitrognio lquido, que gera uma expanso muito maior.

5.2.5. Motor elctricoO princpio do motor elctrico de um automvel o mesmo do dos outros motores elctricos, como aqueles utilizados para comboios elctricos, etc. O seu funcionamento consiste num rotor, (parte mvel), que gira em relao a um eixo (parte estvel) sob o efeito de um campo magntico gerado electricamente. O motor de carro elctrico no tem caixa de velocidades, isto , para ir de 0 km/h a 90 km/h, apenas necessrio acelerar gradualmente, por comparao funciona praticamente da mesma maneira que um carro de caixa automtica. Quando o veculo est parado, o motor no consome energia isto uma vantagem enorme para quando circulamos na cidade, onde a velocidade de circulao mais reduzida e onde paramos frequentemente. Podemos dizer que um carro com motor elctrico basicamente funciona como uma pilha recarregvel que basta-nos carregar a bateria para que funcione.

5.2.6. Motor hbridoO conceito bsico de motor hbrido e quando temos um automvel que utiliza mais do que um motor para se mover, em que a combinao mais utilizada a de um motor elctrico com um motor a combusto isto para que o consumo de combustvel seja menor, por exemplo o Toyota Prius quando circula a uma velocidade relativamente baixa, o motor a combusto desligado e quando a bateria do motor elctrico estiver descarregada o motor a combusto e ligado e dessa maneira recarrega a bateria.

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5.2.7. Geometria dos motoresExistem vrios tipos de geometria sendo que a primeira a ser utilizado fora a de colocar os pistes lado a lado em linha, este ainda o mtodo mais utilizado nos dias que correm. Seguidamente temos o motor com uma configurao em forma de V, esta configurao deve-se ao facto de os construtores quererem criar carros mais potentes, s que estavam limitados em termos de espao e ento decidiram colocar os pistes com uma inclinao para um lado ou para o outro alternadamente, estes motores normalmente so partes constituintes dos carros desportivos. Ainda temos os motores Boxer onde temos os pistes dispostos horizontalmente e contrapostos, podemos encontrar estes motores em carros como os Subaru ou Porsche. Por fim temos o motor rotativo que fora criado em 1955 por Wankel, este motor constituiu um rival ao motor de exploso convencional visto que em vez dos pistes habituais, temos rotores em forma de tringulo que giram dentro de uma cmara cujo formato se aproxima de um oito e que com a rotao do tringulo so criadas 4 zonas: a admisso (entrada de ar a azul), a compresso (a verde), exploso (a vermelho) e por fim a exausto (a amarelo), como ilustra a seguinte figura. Temos ali um vrtice A para termos noo de como gira o motor.

Figura 2 - ciclo de um motor rotativo

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5.3.

Segurana

A segurana nos veculos desde sempre tem sido actualizada sendo que temos aqui um resumo do que se passou nos ltimos 100 anos. 1903: Visibilidade total : o limpa-vidrosUma das primeiras patentes no mbito da segurana rodoviria foi registada em 1903. A americana Mary Anderson desenvolveu um limpa-vidros mecnico. Henrique da Prssia, irmo do Imperador Guilherme II e reconhecidamente um f de automveis, fez em 1905 um pedido para uma patente para um outro limpa-vidros mecnico, tendo obtido a mesma em 1908. O precursor do limpa-vidros elctrico ainda hoje utilizado foi desenvolvido e patenteado pela Bosch em 1926.

1904: A roda pneumticaDe entre as evolues mais importantes na evoluo da segurana automvel, as rodas no podem ficar de fora. O qumico Charles Goodyear obteve em 1844 a patente para a vulcanizao do chamado cauchu, criando com isso as condies para a obteno de um material de elevada elasticidade: a borracha. No incio, usavam-se rodas de borracha integral nos automveis. A inveno do pneumtico (Dunlop, 1888) passou a proporcionar melhor conforto e a proporcionar velocidades mais elevadas em segurana. A partir de 1904, os pneus passam a estar dotados de rasto, zona plana, afim de permitirem uma melhor traco. Pouco tempo depois, passou a adicionar-se fuligem mistura de borracha, a qual proporcionou a ainda hoje to caracterstica cor negra aos pneus, mas que na verdade se destinava a aumentar a durabilidade e a resistncia dos mesmos. Outros passos de gigante rumo a uma maior segurana foram dados no incio dos anos 1950, com a reduo da relao altura/largura e a introduo dos pneus radiais com carcaa em ao, que praticamente levaram extino os chamados pneus diagonais. Para alm de uma maior durabilidade, este tipo de pneu traz uma maior estabilidade em curva, melhores caractersticas de rolamento e melhora ainda a aderncia em piso molhado.

1922: A carroaria autoportanteDecisiva para a actual forma de construo dos automveis foi a inveno da carroaria autoportante. Esta forma de construo sem chassis separado representou uma autntica mudana de paradigma. Tirando os construtores americanos e alguns fabricantes em pequena srie como a Lotus ou a Morgan, hoje em dia quase tod os veculos ligeiros de os passageiros so construdos desta forma. As vantagens so bvias: estando a carroaria unida numa s estrutura, as foras resultantes do movimento so mais bem controladas, para alm de um peso reduzido e de uma estabilidade aume ntada, sem falar do facto de que a sua produo mais barata, j que necessrio menos material. O primeiro carro com carroaria autoportante foi o Lancia Lambda, de 1922. As primeiras carroarias integralmente construdas em ao foram as do Citron 11 CV, em 1934, e a do Opel Olympia (1935).

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1922: Indicadores de mudana de direco ou piscasO trfego comeava gradualmente a aumentar nas grandes metrpoles, as avenidas tornavam-se mais largas e tornaram-se necessrias mais filas de circulao. E com isto passou tambm a ser necessrio proceder a mudanas de direco sem haver colises ou conflitos na estrada, pelo que era necessrio fazer com que os condutores se entendessem. O primeiro passo nessa direco foi a inveno do pisca. Este primeiro sistema, inteiramente mecnico, permitia ao condutor sinalizar a inteno de manobra a quem o seguia e aos que se encontravam a seu lado. Nos EUA j se comearam a usar sistemas luminosos nos anos 1930. Na Alemanha, esta tcnica foi divulgada atravs dos veculos militares e a partir dos anos 1950 a Bosch passou a fabricar sistemas elctricos que podiam ser instalados nos carros mais antigos para substituir os mecnicos. Na Alemanha, o Cdigo da Estrada prev a sua utilizao desde 1956. Resqucios do antigo sistema mecnico so os piscas actualmente integrados nos espelhos retrovisores.

1951: A boa exploso no habitculo: o airbagQualquer criana que tenha brincado com um balozinho entende o seu princpio de funcionamento. Um saco cheio de ar absorve energia e diminui a velocidade de impacto. Mas at que o airbag se tornasse num elemento indispensvel no equipa mento de um automvel, passaram dcadas. J em 1920 foi patenteado um "saco de ar". No caso, tratava de um -se dispositivo de segurana para ser utilizado em avies. Era constitudo por um saco de borracha cheio de ar, que era na verdade uma almofada de proteco. Nos automveis a histria do airbag comea em 1951, quando foi concedida ao alemo Walter Linderer a patente intitulada "Dispositivo para a proteco de pessoas no interior de veculos automveis contra ferimentos provocados por colises". A sinistralidade subia de forma preocupante com a crescente motorizao, levando o elevado nmero de acidentes mortais a exigir medidas com vista a tornar os carros mais seguros. A Mercedes trabalha desde os anos 1960 no saco de ar salva vidas. Nos ltimos anos assistiu-se a um verdadeiro boom no que diz respeito aos locais onde j se podem colocar airbags num automvel. Sejam airbags de cabea, joe lhos, laterais ou, desde 2006, tambm em motos, as possibilidades de utilizao so quase infinitas.

1952: As zonas de deformao programadaA inveno atribuda a Barnyi Bel em 1952 um dos avanos mais significativos da histria e dever ser aquela que mais vidas salvou. O seu nome completo "Clula de habitculo indeformvel, rodeada de zonas de absoro de energia atrs e frente", ou simplesmente: o princpio da zona de deformao programada. O pioneiro da segurana passiva em veculos automveis virou do avesso a teoria at a adoptada. O objectivo agora j no era construir uma estrutura de carroaria o mais slida possvel, mas absorver a energia cintica da forma mais efectiva possvel atravs de zonas de deformao programada bem definidas. Por trs da ideia de Barnyi estava a diviso da carroaria em 3 partes: ao centro, a "gaiola" indeformvel, na qual os passageiros se encontram bem protegidos, atrs e frente protege-se esta clula com zonas deformveis (tablier) de absoro de energia em caso de acidente .

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1959: Simplesmente cinto, mas o de 3 pontos melhorTal como muitas outras invenes, o cinto de segurana chegou ao automvel a partir da aviao. J quase todos os avies de entre as duas Grandes Guerras estavam equipados com cintos de segurana de 2 pontos. Gustave-Dsir Leveau patenteou em 1903 um cinto de segurana com 4 pontos de fixao. J em 1885 tinha sido patenteado um cinto de segurana universal por Claghorn. Tambm na construo civil se usavam cintos ou correias de proteco desde incios do sc. XIX, e j numa base diria. A inveno do cinto de 3 pontos com o qual nos protegemos hoje em dia fica a dever-se ao engenheiro aeronutico sueco Nils Ivar Bohlin. A patente para a sua inveno foi-lhe atribuda em 1961. Dois ns corredios, que esto solidamente ancorados carroaria, fixam o corpo do passageiro na zona do peito e da bacia e podem ser soltos atravs de uma mola para permitir a entrada e a sada do habitculo. Estes sistemas de reteno continuam a ser desenvolvidos ao longo de dcadas e so complementados por pr-tensores e limitadores de esforo. A partir de 1959, todos os Volvo passam a estar equipados com este dispositivo de 3 pontos e a partir de 1974 todos os carros novos passam a integrar estes elementos frente e, dois anos depois, igualmente nos lugares de trs.

1985: Sistema electrnico anti -bloqueio (ABS)Dito de modo simples, um sistema anti-bloqueio monitoriza de forma permanente o contacto entre as rodas e o cho. Assim que uma das rodas perde aderncia, o sistema actua e impede o bloqueio da mesma. A sua grande vantagem o facto de permitir o total controlo do veculo mesmo durante uma travagem a fundo - independentemente do tipo de piso. O primeiro carro de srie com ABS foi o Jensen FF, em 1966. O primeiro carro com ABS de srie foi o Ford Scorpio, em 1985. A Bosch deu em 1978 o tiro de partida para a produo em srie do sistema anti-bloqueio regulado electronicamente e mandou proteger a designao "ABS". No incio, o ABS s estava disponvel como opo para os clientes do segmento de luxo. O Mercedes Classe S (W 116) e o novo Srie 7 da BMW (E 23) eram considerados as montras tecnolgicas para a nova segurana nas estradas. S desde 1 de Julho de 2004 que o sistema anti-bloqueio de srie em todos os veculos de construtores europeus.

1995: Programa Electrnico de Estabilidade ESPO ESP o desenvolvimento lgico do sistema anti-bloqueio e considerado como a mais importante evoluo tecnolgica no mbito da segurana dos vecul s dos ltimos 15 o anos. Em 1995 o Programa Electrnico de Estabilidade foi utilizado pela primeira vez no Mercedes Classe S. O ESP, para o qual outros construtores utilizam designaes como DSC, DSCT, MASC, MSP, PSM ou CST, trata-se de um sistema que mantm a estabilidade direccional de um veculo em situaes limite. A situao de conduo momentnea analisada atravs de sensores. Durante esse procedimento, so controlados aspectos como o ngulo de viragem do volante, a velocidade de rotao das rodas, a acelerao lateral, as mudanas de velocidade e a traco e, caso necessrio, so travadas algumas rodas de modo selectivo. Em situaes delicadas como reaces a mudanas de apoio ou piso sem aderncia, o Programa Electrnico de Estabilidade consegue reagir em centsimos de segundo.

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6. BibliografiaHttp://en.wikipedia.org/wiki/Nicolas-Joseph_Cugnot Http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JeanJose.html Http://autozine.com.br/classicos/ford-modelo-t-o-carro-mais-importante-da-historiachega-aos-100-anos Http://www.biodieselbr.com/biodiesel/motor -diesel/motor-diesel.htm Http://www.mdi.lu/concept.php Http://news.bigg.net/lang/pt/n66151Electric_Motor_Applications_in_Vehicles_Soar.html Http://www.toyota.pt/inside_toyota/environment/green_technologies/index.aspx Http://www.carroantigo.com/portugues/conteudo/curio_wankel.htm Http://www.wisegeek.com/what-are-car-aerodynamics.htm Http://pt.wikipedia.org/wiki/Limpa-p%C3%A1ra-brisas Http://pt.wikipedia.org/wiki/PNEU Http://en.wikipedia.org/wiki/Automotive_lighting Http://carros.hsw.uol.com.br/questao130.htm Http://www.whnet.com/4x4/barenyi.html Http://www.design-technology.info/inventors/page19.htm Http://www.allpar.com/fix/ABS.html Http://en.wikipedia.org/wiki/Electronic_Stability_Control

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