17 de abril 2012 - sbn.pt ? 2 Revista FEBASEFEBASE 17 de abril 2012 Revista FEBASE 17 de abril

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RevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 1RevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 32 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012l EDITORIALsumrioPropriedade:Federao do Setor FinanceiroNIF 508618029Correio eletrnico:revista.febase@gmail.comDiretor:Delmiro Carreira SBSIDiretores Adjuntos:Carlos Marques STASCarlos Silva SBCHorcio Oliveira SBSIPereira Gomes SBNConselho editorial:Firmino Marques SBNPastor Oliveira SBSIPatrcia Caixinha STASSequeira Mendes SBCEditor:Rui SantosRedao e Produo:Rua de S. Jos, 1311169-046 LisboaTels.: 213 216 113Fax: 213 216 180Reviso:Antnio CostaGrafismo:Ricardo NogueiraExecuo Grfica:Xis e rre, Lda.xer@netcabo.ptRua Jos Afonso, 1 2. Dto.2810-237 LaranjeiroTiragem: 80.000 exemplaresPeriodicidade: MensalDepsito legal: 307762/10Registado na ERC: 125 852Ficha Tcnical STAS ActividadeSeguradora2029l Bancrios Norte2326l Bancrios Centrol Bancrios Sul e IlhasO BPN, o BIC e a bancaUma coisa certa: os sindicatosbancrios integrantes da Febase do Norte, do Centro e do Sul e Ilhas continuam a acompanhar,com a mxima ateno, o evoluirdos acontecimentos, para minoraros efeitos perniciosos que possamadvir sobre os nossos associadosNo dia em que escrevo este editorial, apenas algunsdias so transcorridos sobre a data em que o BICfinalmente aps a sua assinatura para a compra doBPN.O processo foi, como se sabe, longo. Excessivamentelongo diria, talvez com mais propriedade. Porque oprotelamento de uma soluo para este problema que searrastava h tanto tempo no foi favorvel a ningum nemmesmo instituio compradora.Seno, vejamos: os trabalhadores bancrios do BPNviam crescer, dia aps dia, as suas dvidas e as suasangstias quanto ao futuro que os esperaria, com reper-cusses tantas vezes dramticas sobre a vida familiar; amarca da instituio degradou-se ainda mais, levandomuitos clientes a procurar alternativas para os seus dep-sitos; deixou de haver uma estratgia consolidada, sendosubstituda por decises ziguezagueantes, ao sabor dosmais diversos condicionalismos.Todavia, no que aos colaboradores do BPN mais direta-mente diz respeito, minha convico de que os proble-mas no acabaram aqui. Ao contrrio, comeam agoraoutros, que passam, por exemplo, pela questo do empre-go, abrindo-se assim uma outra fonte de ansiedade incon-trolada, por parte dos trabalhadores. Quantos efetivossero de facto dispensados? E quem sero? Porque, naprtica, todos sentem o cutelo em cima do pescoo, porqueno sabem nem podem determinar quais os critrios pormuito objetivos que sejam que levaro os novos deten-tores a prescindir de postos de trabalho.Uma coisa certa: os sindicatos bancrios integrantesda Febase do Norte, do Centro e do Sul e Ilhas continuama acompanhar, com a mxima ateno, o evoluir dosacontecimentos, para minorar os efeitos perniciosos quepossam advir sobre os nossos associados. E so precisa-mente estas estruturas representativas que podem garan-tir aos bancrios do BPN a sua firme determinao de tudofazerem, no sentido de que todo este pesadelo no venhaagora a ganhar novos contornos de dramaticidade. Deresto, foi a atitude de permanente abertura para o dilogo,sempre manifestada por estes sindicatos, que impediu quea transferncia da titularidade do capital social do bancono revestisse aspetos ainda mais gravosos.Mas a semana em que escrevo este texto foi tambmrica numa srie de acontecimentos.Pelo lado negativo, destaco a previso de o nmero dedesempregados poder voltar a subir, acrescido agora demais 200 mil postos de trabalho que sero extintos.Pela positiva e pelos efeitos moralizadores que reves-tem destaco trs medidas: a que impede os gestores dasempresas pblicas de auferirem remuneraes superiores do primeiro-ministro, uma fiscalizao rigorosa sobre osbeneficirios do rendimento social de insero (pondotermo a situaes fraudulentas que se vinham verifican-do), bem como, finalmente, o Governo d passos decisivospara desbloquear a contratao coletiva, definindo oscritrios que vo presidir publicao das portarias deextenso, instrumentos fundamentais e de grande alcancesocial, que permitem alargar a todos os trabalhadores osbenefcios que constam dos acordos de trabalho de cadasetor.Na banca, onde h algumas instituies que recusamnegociar com os sindicatos acordos de trabalho, espera-mos que estes instrumentos venham a pr cobro a estarecusa e que todos os trabalhadores fiquem abrangidospela negociao coletiva. A terminar, no posso deixar de prevenir para a possi-bilidade de 2012 voltar a ser um ano de conflitualidade nosetor bancrio, conflitualidade essa que os sindicatos daFebase no desejam mas a que no deixaro de correspon-der, com a firmeza das suas aes, se esgotada for aflexibilidade para o dilogo, como seu timbre preferen-cial. TEXTO: PEREIRA GOMESentrevista l Carlos Marques" preciso consolidar a imagem da Febase" 4"A negociao coletiva deve ser alargada aos representantes sindicais nas empresas" 8"O movimento sindical continua a no discutir o seu modelo" 9Era essencial negociar um novo CCT nos Seguros 10CONTRATAO l BancaSoluo para o IFAP poder passar por AE 11Santander vai pagar 14. ms aos reformados em moldes diferentes 11CONTRATAO l SegurosEsmagadora maioria dos trabalhadores de seguros passou a ter um novo CCT 12SINDICAL l AtualidadeDesfile na Avenida da Liberdade pelo emprego e justia social 13Sindicatos celebram Dia Internacional da Mulher 14JURDICAS l QuestesSubsdio de desemprego na cessao do contrato por mtuo acordo 17TEMPOS LIVRES l NacionalAntigos trabalhadores bancrios vo juntar-se em almoos de confraternizao 18RevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 54 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012Revista Febase Que balano faz doseu primeiro mandato como secretrio--geral da Febase?Carlos Marques positivo, emboraconsidere que a figura de secretrio-ge-ral precisa de ser trabalhada.P O que lhe falta, essencialmente?R Se se pretender que a funo dosecretrio-geral tenha maior amplitudee v alm da coordenao dos trabalhos,uma das coisas que provavelmente terde mudar a durao do mandato. Issopermitir levar a cabo um conjunto deprojetos que estavam consubstanciadosna criao da Febase.P H falta de protagonismo ou depossibilidade de ao no atual modelo?R No se trata de imagem mas dapossibilidade de fazer coisas. Um ano muito pouco para se poder executar asmudanas que a Febase precisa e preci-sar no futuro. Certamente por isso re-fugiamo-nos na marcao e controlo dasreunies e muito menos naquilo queestruturalmente deveria ser feito: pro-jetar a Febase para uma dimenso aindano alcanada. Se pensarmos no secre-trio-geral como algum que vai ajudara construir uma Febase mais forte e prem prtica projetos que fazem parte daconstituio da Federao, ento tere-mos de rever o perodo temporal domandato.P Quando fala em projetos que estona constituio da Febase e ainda noforam postos em prtica refere-se a quais,concretamente?R Um exemplo simples mas de extre-ma importncia: a criao de um gabine-te de estudos. uma pea fundamentalpara sabermos o que so os setores ban-crio e segurador, qual a composio dostrabalhadores, como devemos agir nointerior de cada um deles, qual o papeldos sindicatos H uns meses tenteiencontrar uma plataforma para avanar,mas no tive as respostas que pretendi.P Falta uma base terica para acom-panhar o trabalho sindical?R Falta uma base terica fundamentalao trabalho prtico. Para percebermos anatureza das relaes de trabalho precisa-mos de ter um conhecimento maior do que a realidade. Espero que agora, com asalteraes a decorrer no modelo de orga-nizao da Febase, o gabinete de estudospossa ser criado. Essa era uma iniciativa aque me tinha proposto no incio do man-dato e no consegui realizar.P Est a ser feito um debate internopara uma alterao do modelo de orga-nizao da Febase?R Est, e essa uma das coisaspositivas do meu mandato. O facto de seroriundo de um sindicato mais pequenopermitiu a introduo de algumas ques-tes. A sindicalizao uma delas, ecertamente a curto prazo haver solu-es para o tratamento deste problemade uma forma diferente da atual.Desenvolver a sindicalizaoP possvel desenvolver a sindicaliza-o ao nvel da Febase e no dos sindicatos?R essencial que se faa. A Febasepode desempenhar um papel importante,constituindo equipas de sindicalizaotransversais, que trabalham no terreno afavor dos sindicatos, de acordo com asregies onde esto implantadas. Mas issoexige uma discusso grande no interior dosetor bancrio, onde h um conjunto debarreiras a ser quebrado, como a regional o que nos remete sempre para a questode um sindicato nacional.P Refere-se ao modelo alemo?R Essa pode ser uma prtica, mascertamente haver outras. Ao longo dosanos muita coisa foi feita noutros pasese podemos sempre adaptar nossa rea-lidade o que de melhor existe.P A sindicalizao a nica rea anecessitar de atuao?R No, mas uma das mais importan-tes. Outra a organizao interna daFebase. Este mandato (e o tempo, coin-cidentemente) permitiu-nos fazer umadiscusso sobre o modelo de organizaoinicial. Calmos um sapato maior que op quisemos ser mais ousados do que aspossibilidades e no resultou, por diver-sos motivos, todos eles associados forma como cada uma das geraes dosmembros das direes trata o tema. Asconcluses do Secretariado vo no senti-do de mudar o modelo: os pelourosinicialmente constitudos terminam, comexceo do da contratao e do adminis-trativo-financeiro. Vamos avanar de umaforma diferente, associada a projetos.P Avanar recuando?R No, no isso. O Secretariadodecidiu avanar de forma diferente, deacordo com o que nos mostrou a prtica.Ou seja, sempre que fizemos projetostransversais aos sindicatos mas fora daestrutura, eles resultaram; quando ten-tmos fazer coisas assentes nos pelou-ros, no resultaram. Por isso vamos re-lanar a Federao de uma forma diferen-te, de forma a tentar ultrapassar uma dassuas maiores fragilidades: no ter conse-guido dar resposta a muitas das questese expectativas dos trabalhadores, querde um setor, quer do outro. A Febase,como a maior e mais importante federa-o do Pas, deveria ter sido mais ousada,marcar mais a diferena. Muitas das ex-pectativas que colocmos na Febase ain-da no se concretizaram. Faz-lo passapela partilha, no possvel estar naFederao se entre os sindicatos filiadosno houver partilha daquilo que co-mum, a todos os nveis. Cito como nicobom exemplo o caso da revista, em quea Febase tem funcionado e todos os sin-dicatos tm alguma coisa a ganhar.Mostrar a importncia da FederaoP Os sindicatos no sabem funcionarem conjunto?RevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 54 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012Assumiu a direo da Febasenum dos perodos mais difceispara os sindicatos do setorfinanceiro e no momentoem que passa o testemunhocomo secretrio-geralreconhece que muito estainda por fazer paraimplementar a Federaojunto dos trabalhadores.Com algum ceticismoe muito pragmatismodefende que sem alteraesprofundas no atual modeloo movimento sindical podeestar condenado. As eleiesno STAS so a sua prximabatalhaCARLOS MARQUES" preciso consolidara imagem da Febase"TEXTOS: ELSA ANDRADEA Febase pode desempenharum papel importante,constituindo equipasde sindicalizao transversais,que trabalham no terrenoa favor dos sindicatosentrevista l Carlos MarquesRevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 76 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012l Carlos MarquesR Os sindicatos organizam bem a suaatividade, mas quando se d o passoseguinte as coisas esto ainda muito "agar-radas". Por isso vamos experimentar ou-tro mtodo: j no o pelouro de umsindicato que fica responsvel por umprojeto, mas um membro do Secretariadoda Febase, acompanhado por pessoas decada um dos outros sindicatos. Vamos verse assim conseguimos dar no exterior umaimagem da importncia da Federao. Nosetor dos seguros, por exemplo, ainda noconsegui passar aos trabalhadores a im-portncia de pertencermos Federao.P A Febase ainda no adquiriu umaimagem pblica?R No tenho dvida em dizer que no.H episdios em que isso aconteceu, mas nogeral a passagem dessa imagem para oexterior e, sobretudo, para os trabalhadoresdos dois setores, ainda no foi conseguida.P Isso poder ser um reflexo da faltade tradio de federaes no seio da UGT?R No me parece que seja por isso,embora essa tradio seja escassa. O pro-blema que no comunicmos suficiente-mente a importncia da Febase aos traba-lhadores dos seguros e da banca e elesno a reconhecem, porque no a sentem.P Essa falha de comunicao poder-se-- dever a uma descrena dos prpriosdirigentes?R Claro que sim, deve-se formacomo vivemos as coisas. Julgo que cadaum de ns, quando se entrega a umprojeto destes, tem de se despir e, de-pois, voltar a vestir a nova roupagem. Eisso ainda no aconteceu, continuamosmuito agarrados nossa casa, nossaorigem. E por isso podemos concluir quedemos um passo demasiado grande, nona constituio da Febase isso no estem causa , mas no modelo de organiza-o. Deveramos ter comeado de umaforma menos extensa e s depois deconsolidada essa fase passarmos s res-tantes. Este um tempo complexo e seno conseguirmos mudar as mentalida-des dos atuais dirigentes sindicais e en-contrarmos novos, o futuro no ser muitocor-de-rosa para os sindicatos, nomea-damente para este modelo. Os trabalha-dores certamente tero capacidade paracriar outras formas de organizao.Lembrar a existncia dos segurosP Foi difcil dirigir uma Federao emque h uma predominncia de sindicatose de associados da banca?R No foi fcil. No pelas pessoas, quetm sido excelentes, mas pela necessi-dade de lembrar a existncia dos segu-ros. H efeitos prticos quando se omiteos seguros, e por diversas vezes tivemosde resolver problemas criados por essaomisso, obviamente no propositada.P Quando que isso aconteceu?R Recordo concretamente as situa-es relacionadas com a CGD e a comu-nicao sobre o que se passava. Ao es-quecerem-se da rea seguradora cercade 30% da rea seguradora faz parte dogrupo CGD criaram-se problemas quetivemos de tentar superar, e alguns, secalhar, no foram completamente supe-rados. Os trabalhadores diziam-nos quea Febase s falava dos problemas dabanca, quando os seguros tambm ostinham. Penso que h um esforo grandedos colegas dos sindicatos dos bancriospara superar isso, mas s vezes ainda hpequenos deslizes. preciso consolidar aimagem da Febase, e os sindicatos voter de faz-lo de uma forma bastanteRevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 76 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012intensa, porque se no o fizerem a bemtero de faz-lo a mal, o que muito maiscomplicado e sinal de que as coisas che-garam a um ponto mais grave.Situao ainda vai piorarP O seu mandato coincidiu com umperodo particularmente conturbado anvel social, com a crise econmica, oaumento do desemprego, as consequn-cias do compromisso com a troika. Deque forma esse contexto influenciou aatuao da Federao?R Influenciou muito. O nosso foi umvero quente, em que coincidiram assituaes relacionadas com o BPN, oanncio da transferncia para o Estadodos fundos de penses da banca, os efei-tos (visveis e invisveis) da negociaocom a troika, com consequncias imedia-tas no setor financeiro. Os setores banc-rio e segurador esto muito expostos gravidade da crise, cujos efeitos so pesa-dos e tm influncia no nosso dia-a-dia: nanegociao coletiva, nas tabelas salariais,no nvel do emprego. Vemos ameaas dedespedimentos coletivos, o que era im-pensvel h uns anos.Quem me substituir como secretrio-ge-ral da Febase continuar a ter em mosuma "batata quente" muito grande, poisestou convencido que nos prximos tem-pos as consequncias desta situao teroum impacto ainda maior no setor banc-rio. Os trabalhadores vo sofrer as conse-quncias atravs de despedimentos ditos"amigveis" (mas com coao e assdio)e do encerramento puro e simples dedependncias e balces. O setor segura-dor sofrer algum impacto, mas no tantoporque algumas medidas j vinham de-trs e criaram uma dinmica prpria.P Considera que a Febase est prepara-da para responder a esse novo paradigma?Os sindicatos dos seguros e da banca noestavam habituados a este contexto, nos econmico como no mbito das relaeslaborais H uma estratgia definida?R Vou acreditar que sim. O nossogrande drama no conhecermos a ex-tenso do dano. Se conhecssemos pode-ramos perceber como control-lo.P Mas h uma estratgia?R H, claramente. Esse um temaque est sempre presente, com algu-mas medidas alternativas. E nesteperodo houve algumas respostas efica-zes s ameaas. Recordo, por exemplo,a resposta dada pelo Sindicato dos Ban-crios do Norte transferncia compul-siva de trabalhadores do ex-Finibancodo Porto para Lisboa.Temos de estar atentos aos indicado-res que nos permitem perceber por ondedevemos ir. Se nada de anormal suceder,diria que estamos em condies de con-trolar a situao. Caso contrrio refiro--me a uma rutura mais grave no tecidobancrio e segurador , as coisas adqui-rem outra dimenso e teremos de perce-ber se temos ou no uma resposta eficaz.Mas por aquilo que se conhece de outroslocais onde os sindicatos tm um pesodiferente do nosso, temo que uma situa-o dessas ultrapasse completamenteas nossas capacidades.P Mas estamos a falar de um setoronde o nvel de sindicalizao muitosuperior mdia do PasR Sim, nomeadamente no setor banc-rio. No setor segurador ainda superior mdia do Pas, mas a tendncia naturalser de uniformizao com a mdia nacio-nal. O setor bancrio tambm ir passarpor isso, ao longo dos ltimos anos temvindo gradualmente a perder associa-dos, um fenmeno transversal socie-dade portuguesa e ao mundo. No casonacional h uma explicao particular:partimos de uma base de 100 (devido sindicalizao obrigatria antes do 25 deabril), por isso temos vindo a assistir auma perda. Mas estes fenmenos tmalguns aspetos preocupantes e um deles o facto de numa altura em que serianatural os trabalhadores ligarem-se aossindicatos assistirmos ao fenmeno con-trrio. Quando recai sobre os trabalhado-res o peso do pagamento da crise, areao devia ser no sentido de solidaria-mente darem as mos para defenderemos seus direitos neste modelo de sindi-cato ou noutro, j no discuto isso , masprolifera o culto do individualismo. Issono ajuda os sindicatos. Os setores bancrio e seguradoresto muito expostos gravidade da crise, cujosefeitos so pesados e tminfluncia no nosso dia-a-dia: nanegociao coletiva, nas tabelassalariais, no nvel do empregoPrimeiro Conselho Geral da Febaseem 17 de maio de 2008entrevistaNo comunicmossuficientementea importncia da Febaseaos trabalhadoresdos seguros e da bancaRevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 98 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012entrevista Entrevista l DOSSIRevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 98 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012P Nas suas reflexes, nomeada-mente nos editoriais da revista Febase,denota uma certa crtica ao movimentosindical. A que se deve esse ceticismo?R Sempre me preocupou o caminhoque as coisas estavam a tomar, e acimade tudo a perceo de que perdemosmuito tempo e isso pode ser fatal. Secontinuarmos a perder tempo vamos che-gar a um momento em que no h solu-o: os trabalhadores organizar-se-o deforma diferente e mais uns sindicatosdesaparecero. Portanto, este meuceticismo decorre de sentir que o tem-po no joga a nosso favor e que muitasvezes esquecemo-nos de discutir e pen-sar o que acontece na nossa prpriacasa. O movimento sindical continua ano fazer uma grande discusso sobreo seu modelo. No seio da UGT vodiscutir-se as federaes, e talvez haja"malta" disponvel para deixar de terum carto-de-visita a dizer que pre-sidente e passar a vogal, mas tenhomuitas dvidas. Nos anos 80 tive opor-tunidade de ir a Barcelona assistir constituio da federao da UGT paraa rea dos servios, hoje perfeitamenteoperacional. Esta federao veio res-ponder a um anseio e sobretudo resol-ver o problema dos sindicatos, que di-ficilmente singrariam sozinhos. Ns,30 anos depois, ainda no estamos a.Temos algumas estruturas sindicais ri-gorosamente iguais ao que eram antesdo 25 de abril, no houve ainda cora-P O STAS vai ter eleies muito brevemente. Comoencara o ato eleitoral?R Normalssimo. Infelizmente no tem havido no sindi-cato dos seguros algo que os dos bancrios tm: umaoposio aguerrida. Porque isso d fora, acho que devemosencarar a oposio e a concorrncia entre listas como algosalutar e fundamental. Se no houver um exerccio de crticacorremos o risco de pensar que estamos a fazer bem eestarmos a fazer mal. Provavelmente isso no vai acontecer,e pena. Mas encaro as eleies como um ato normal, e sefor eleito este ser claramente o meu ltimo mandato.Tentarei passar o testemunho e at l fazer o melhor possvelpara ajudar a resolver todos estes problemas a tempo."Este sero meu ltimo mandato"gem para mud-las. E acima de tudopreocupa-me no termos geraes paranos substituir.P A sua posio pacfica no seio daFederao?R Exteriorizo l esta posio.P E h consenso quanto a essa anlise?R Penso que no seio da Febase inequvoca a necessidade de discusso.P Mas a Febase est apta a desenvol-ver o tipo de sindicalismo que defende?R Vai ser inevitvel. Reconheo que aFebase um espao de dilogo bastanteaberto, tem havido debates interessan-tssimos, como o que est a decorrersobre o modelo de sindicalizao. Hopinies diferentes, claro, desde os queconsideram bem o sistema atual aos quetm outras solues. Mas as pessoasesto claramente a discutir as questessem tabus.P Esto a ser tomadas medidas, no-meadamente no que se refere prticade um sindicalismo de proximidade?R Ainda no. Julgo que no caso concre-to dos bancrios esta discusso ainda nose iniciou. preciso perceber que no sepretende retirar protagonismo, mas divi-di-lo por mais agentes. Ao termos maisagentes de protagonismo ser mais fcilchegar aos trabalhadores e envolv-losno processo de negociao coletiva. P As alteraes ao Cdigo do Trabalhopodero dificultar a ao da Febase, quepauta a sua atuao pelo dilogo e apostana negociao coletiva?R O novo Cdigo do Trabalho, com assuas orientaes neoliberais, facilitar opapel s entidades patronais e dificultara vida aos trabalhadores. Mas mesmosem isso estamos a assistir a um certoesvaziamento do poder da negociaocoletiva, mais que no seja pela diminui-o do nmero de trabalhadores atual-mente abrangidos. evidente que com aajuda legislativa as entidades patronaispodem assumir com maior facilidade umpapel mais vingativo, digamos assim.P No atual contexto que espao sobra negociao coletiva?R Essa uma discusso interna quetem de ser feita, nomeadamente no setorbancrio, j que no setor segurador foipublicado um novo CCT h trs meses, aofim de quase 30 anos sem negociaoprofunda. No caso concreto do setor ban-crio, o secretrio-geral da UGT tem colo-cado o desafio de repensar o modelo danegociao coletiva, de forma a envolvermais diretamente as representaes sin-dicais que os trs sindicatos tm no inte-rior de cada banco. Ou seja, deixar de haveruma centralizao to grande e a nego-ciao coletiva assentar mais no papel decada uma dessas estruturas sindicais.P Isso significa uma aposta maior emacordos de empresa?R No, no tem de ser obrigatoria-mente isso. Pode continuar a haver umanegociao coletiva global, que abarcaas regras principais, e depois uma adap-tao realidade da empresa, banco abanco ou seguradora a seguradora. Isto ,a negociao coletiva rege globalmenteprincpios fundamentais e as especifici-dades so tratadas empresa a empresa.Mas pode tambm continuar o modeloatual, acentuando a participao das es-truturas locais. Ou seja, o corpo da nego-ciao deve ser alargado aos represen-tantes sindicais de cada banco.Sindicatos dentrodas empresasP Em que se reflete a vantagem dessecrescimento da mesa negocial?R uma forma de dar resposta evoluo da negociao coletiva. H umparadigma que est a mudar por fora dalegislao, mas tambm das circunstn-cias e que dever ter uma respostadiferente. As comisses de trabalhadorespodem ser um bom aliado, mas corremoso srio risco de surgirem no interior dealgumas empresas, de forma encapotada,falsas comisses de trabalhadores, cujonico objetivo a negociao coletiva. Omovimento sindical, e nomeadamenteonde h uma tradio de forte negociaocoletiva como o caso dos bancrios, deveestar preparado para esta realidade, poden-do faz-lo pela via habitual ou atravs deuma negociao global de princpios bsi-cos, e depois, com a representao ativa dosrepresentantes sindicais nas empresas, ne-gociar determinadas matrias que abran-gem s os trabalhadores dessa empresa.Este modelo tem vantagens do pontode vista da negociao e do ponto de vistasindical: fazer voltar o sindicalismo parao interior da empresa.P E por que que os sindicatos saramdas empresas?R Isso levava-nos muito longe Notenho uma anlise sociolgica completapara este fenmeno, que cruza diversascoisas. Aps o 25 de abril, o movimentosindical assentava muito em setoresnacionalizados, portanto a atividade sin-dical era mais fcil de exercer. Com oaparecimento de empresas privadas, asquestes sindicais comearam a ser maisdifceis, as regras do jogo foram altera-das: os ritmos de trabalho, os prmios deprodutividade, a assiduidade A mu-dana organizacional do trabalho ocorri-da com a passagem de uma parte signi-ficativa do tecido empresarial portuguspara as mos dos privados nunca tevenos sindicatos da altura uma respostaadequada e no me refiro resposta daCGTP, de ser contra as privatizaes. Oque me preocupa no termos percebidoque a mudana de patro (chamemos-lheassim) ia criar uma nova realidade aostrabalhadores e afast-los dos sindica-tos. Esta alterao do mercado de traba-lho, da vida do trabalhador no interior daempresa, a nova relao laboral Tudoisto levou os trabalhadores a pensarem:"No posso, no quero fazer isto." Depoisveio o fenmeno do medo. Eu, que vivi ooutro medo fiz a minha carreira naempresa, s h trs anos estou a tempointeiro no sindicato , tenho alguma difi-culdade em perceber este medo de fazersindicalismo. Se as pessoas no so sufi-cientemente fortes para fazerem valer osseus direitos preciso que se faa trabalho sindical naempresa, porque sem isso no h as-sociados, nem direo, nem sindicato.Esse fosso criado ao longo dos temposprovocou um afastamento grande, quetem de ser recuperado. Uma das formas fazer participar mais os trabalhadores nanegociao coletiva, sentindo mais dire-tamente os seus efeitos. A mudana temde ser rpida, o modelo de negociao sermais participativo e incidir sobre a reali-dade de cada empresa banco ou segura-dora. Se isso acontecer, julgo que teremoscapacidade para resistir s mudanas le-gislativas. Se no acontecer poderemosestar, de facto, na antecmara do apare-cimento de pretensas comisses de traba-lhadores criadas pelo patronato. Esta ques-to essencial no setor bancrio. "A negociao coletiva deve ser alargadaaos representantes sindicais nas empresas"Eleies no STAS"O movimento sindicalcontinua a no discutir o seu modelo"RevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 1110 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012Banca l CONTRATAOAFebase reuniu-se dia 10 de abril coma administrao do IFAP. Em causaest um projeto de decreto-lei que,a ser publicado, afeta a aplicao do ACTdo setor bancrio no Instituto.O projeto de diploma resulta das conclu-ses de um grupo de trabalho nomeadopelo Governo em fevereiro, com o objetivode proceder anlise da situao jurdico--laboral do universo de trabalhadores doIFAP, bem como determinar a integraono regime geral da Segurana Social dostrabalhadores abrangidos pelo ACT.A Febase, por isso, solicitou uma reu-nio ao secretrio de Estado da Agriculturapara reclamar a sua participao no grupo.No entanto, tal pretenso no chegou aconcretizar-se.Face ao decreto-lei que poder pr emcausa o ACT no IFAP, a Febase solicitoutambm reunies quer ministra daAgricultura e ao secretrio de Estado daAdministrao Pblica, quer adminis-trao do Instituto, bem como audin-cias aos grupos parlamentares e Co-misso do Oramento e Finanas.Realizaram-se j encontros com os gru-pos parlamentares do CDS e do PCP e coma Comisso do Oramento e Finanas,durante os quais a Febase tentou sensi-bilizar os seus membros para, no mbitodas suas competncias, alertarem o Go-verno para as consequncias gravosas dodiploma e, se possvel, inviabilizarem asua publicao nos atuais termos, dadasas ilegalidades que contm.Nessas reunies, a Febase chamou aateno para o facto de o projeto dedecreto-lei no respeitar os compromis-sos do anterior Executivo e da ex-presiden-te do IFAP, que por escrito assumiramque o ACT do setor bancrio manter-se--ia em vigor nas matrias que noferem a legislao especfica aplicvelaos trabalhadores com contratos emfunes pblicas. Tal compromisso temum prazo de dez anos, contados a partirda ltima reviso global do ACT subs-crito pelo IFAP , o que aconteceu em2009.Proposta de AEProsseguindo as suas diligncias, a Fe-base reuniu-se dia 10 com a administraoSoluo para o IFAP poder passar por AETEXTO: INS F. NETOOSantander vai pagar aos refor-mados ainda este ms o corres-pondente ao 14. ms, calculadonos termos do ACT mas com base naretribuio anual.Face ao corte dos 13. e 14. meses aosfuncionrios pblicos e aos reformadosdecidido pelo Governo, os Sindicatos dosBancrios da Febase tm insistido juntodos bancos pelo cumprimento do ACT, oque implica o pagamento daquelas pres-taes.Refira-se que em causa est o paga-mento dos subsdios aos reformados nun-ca inscritos na CAFEB, ou seja, aos inscri-tos no regime geral da Segurana Socialantes da celebrao do primeiro AcordoTripartido.O Santander fez uma interpretao di-ferente das clusulas do ACT referentes retribuio dos reformados, pelo que irdo IFAP, a quem exps as suas preocupaese reclamou o cumprimento dos compro-missos anteriormente assumidos.Segundo informou a administrao, ogrupo de trabalho nomeado pelo Go-verno, alm de um relatrio a submeters tutelas Secretarias de Estado daAgricultura e da Administrao Pblica elaborou tambm um projeto de "pa-cote" legislativo para ser implementa-do no IFAP.A Febase deixou clara a sua posio:um simples decreto-lei no pode revogarunilateralmente um Acordo Coletivo deTrabalho livremente negociado.Nesse sentido, a Febase props a nego-ciao de um Acordo de Empresa, no qualsejam salvaguardadas algumas matriascomo assistncia mdica, penses de re-forma e crdito habitao, entre outras.A administrao do IFAP comprometeu-sea analisar esta proposta, ficando as partesde voltarem a reunir-se para debater aquesto.A Febase solicitou ainda que lhe sejafacultada toda a documentao elabo-rada pelo grupo de trabalho, de formaa conhecer integralmente o que estem causa e assim poder pronunciar-secom objetividade quando voltar a de-bater com a administrao a situaojurdico-laboral futura dos trabalhado-res do IFAP. Santander vai pagar 14. ms aos reformadosem moldes diferentesproceder ao seu pagamento em moldesdistintos.Decorre do ACT, nomeadamente do n.5 da clusula 92., que um trabalhadorinscrito na Segurana Social no pode au-ferir uma retribuio mnima mensal l-quida inferior dos demais trabalhadores.Tendo por base este princpio, o San-tander considera que os reformados epensionistas no devero, por fora dopagamento do banco, auferir uma retri-buio anual superior.Assim, e de acordo com a sua interpre-tao deste regime, o banco deliberou aaplicao de uma frmula em que soconsiderados os valores anuais da pen-so a que o reformado ou pensionista temdireito ao abrigo da Segurana Social. Ouseja, utiliza o valor correspondente a 12meses de penso paga pela SeguranaSocial, tendo como contrapartida o valorcorrespondente a 14 meses de penso aque o indivduo teria direito por fora doACT. O banco assume o pagamento dadiferena entre esses dois valores, se aele houver direito.Entretanto, deu entrada no Tribunal deTrabalho de Lisboa uma petio interpre-tativa das clusulas do ACT referentes aesta matria, na qual o Santander cons-titui como rus as restantes instituiesde crdito subscritoras do ACT do setorbancrio e os respetivos sindicatos, no-meadamente a Febase.A Febase ir contestar a posio doSantander em sede prpria, e defenderque todos os reformados e pensionistas dosetor bancrio tm direito aos 13. e 14.meses nos termos do ACT, exigindo assimo seu cumprimento integral, nomeada-mente o disposto nas clusulas 136. e137. e nos Anexos V e VI do Acordo. 10 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012P Como que est o setor segurador?R Do ponto de vista financeiro, estrelativamente estabilizado. um setorconservador no que diz respeito aos seusinvestimentos, portanto resistiu razoavel-mente bem aos efeitos da crise e, que eusaiba, no h neste momento nenhumasituao grave ou complicada.P A crise no est a afetar o trabalho nosetor?R claro que sim. Algumas das segura-doras tinham exposio dvida grega, porexemplo, e nos seus resultados deste anovai transparecer essa realidade.P Haver consequncias a nvel doemprego?R previsvel. O setor comeou arecompor-se em 2006, atravs da reduode efetivos: chegmos a ser cerca de 15 miltrabalhadores, hoje somos 10 mil. Ao longodestes anos houve processos de absorode empresas, compras, transformaes.Desse ponto de vista, acho que est razoavel-mente estruturado para aguentar o impac-to. Admite-se, a curto prazo, algumas re-composies, como o caso da parte segu-radora da CGD, que ser privatizada at aoprimeiro semestre de 2013. Teremos deperceber como vai ser feito o negcio.P Receia que possa advir da privatiza-o alguma reduo de postos de trabalho?R Julgo que esta aquisio vai ser iguals anteriores, isto , vai acarretar umareduo de efetivos. De um ponto de vistaglobal, tm sido redues por acordo atravs de rescises amigveis, pr-refor-mas, reformas antecipadas , por issorazoavelmente pacficas, e espero queassim seja tambm desta vez. Mas admitoque a mdio prazo haja um processo deconcentrao de empresas, com conse-quncias para os trabalhadores. Por outrolado, este setor tem estado muito sujeito externalizao de funes, tal como a ban-ca. Uma parte do que no passado era onegcio segurador hoje feito no exterior,por trabalhadores que no tm nenhumvnculo ao setor.P Com reflexos na sindicalizaoR Reflete-se, claro, estamos num prin-cpio de vasos comunicantes. E temos umefeito que no h no setor bancrio, que o dos reformados. Enquanto no setor ban-crio os reformados mantm-se sindicali-zados (at devido aos SAMS), no setorsegurador isso no acontece. Quando aspessoas saem da vida ativa deixam tam-bm o sindicato.Clusulas positivas no novo CCTP Aps 30 anos, o STAS assinou recen-temente um novo CCT. Que balano faz donovo contrato?R um balano interessante, umanegociao nunca se salda por aquilo quereivindicamos inicialmente. O essencialera negociar, e quando nos colocaram odesafio de ter a negociao concluda atoutubro de 2011, assumimo-lo como fun-damental, tentando evitar o que de nega-tivo se perspetivava para a negociaocoletiva. E mesmo assim no foi possvelevitar tudo: esteve em cima da mesa,proposto pela associao patronal, umdeterminado aumento salarial para 2012,retirado na sesso seguinte por presso dospatres do setor financeiro devido aos efei-tos da crise no setor bancrio. Portanto,tivemos o efeito imediato numa coisa quese estivesse j assinada no voltava atrs.Em 2012 a questo essencial negociar.Se no negociarem, os sindicatos vo per-der balano. A questo do 'timing' estra-tgica, porque a negociao quase inexis-tente. Estamos certamente com o menornmero de sempre de trabalhadores abran-gidos por negociao coletiva e, mais gra-ve, no vai haver recuperao, porque afragilidade dos sindicatos maior.P Quais as principais melhorias do CCT?R Tnhamos o objetivo de introduzir noCCT algumas questes importantes e con-seguimos. No foi resolvido o problema dosaumentos salariais, infelizmente este mais um ano sem aumentos. Foi obtidauma compensao extraordinria, um pr-mio de 55% do salrio de um ms comotentativa de minimizar os efeitos destasituao, e esperamos futuramente teruma tabela salarial condigna. No entanto,foram introduzidas algumas clusulas eforam melhoradas outras de cariz social,nomeadamente ao nvel dos seguros desade (foi estendido tambm ao ambula-trio), nas indemnizaes em caso de mortee invalidez permanente (no existia); e foiintroduzido um conceito interessante deplano individual de reforma, substituindoos anteriores complementos de reforma.Negociou-se que a partir de janeiro desteano as empresas transferem para os traba-lhadores que entraram antes de 1995 ovalor que tm no complemento de reformae criou-se o mesmo mecanismo para os queentraram depois dessa data, que no ti-nham nada: 1% sobre o salrio anual atatingir 3,25% em 2017. Esta foi a grandemelhoria introduzida neste CCT. Em contra-partida, tivemos alguns reajustamentos,como o banco de horas, por exemplo.Trabalhadores acatarambanco de horasP Como encara o facto de ter celebradoh pouco um CCT j ultrapassado pelasnormas imperativas do Cdigo do Trabalho?R No h nenhuma norma imperativaa impor-se ao contrato.P O trabalho suplementar, por exem-ploR Tnhamos j encontrado uma soluopara o trabalho suplementar: o CCT prevque as seguradoras paguem uma percen-tagem a mais sobre o que a lei fixar. Mesmoa questo das frias no se aplica, porquea clusula no est associada a absentismoou assiduidade, so simplesmente 25 diasde frias. Alm de ser anterior a 2003.P Mas aceitaram o banco de horas pornegociao coletiva e o Cdigo prev apossibilidade de negociao individualR Sim, mas havendo negociao cole-tiva, ela sobrepe-se individual. Introdu-zimos o banco de horas, mas as pessoasperceberam e aceitaram perfeitamente.P E tem operacionalidade no setor?R Tenho muitas dvidas. Pode aconte-cer numa situao ocasional, por fora deuma campanha com uma durao curta ouum excesso de sinistralidade devido ocor-rncia de um fenmeno natural, mas emcondies normais uma clusula semgrande efeito. Era essencial negociar um novo CCT nos SegurosO complemento de reforma foi a grandemelhoria introduzida neste CCTentrevista l Carlos MarquesProjeto de decreto-lei pe emcausa o ACT no IFAP. A Febaseprope a negociao de umAcordo de Empresa (AE) quesalvaguarde matrias comoassistncia mdica, pensesde reforma e crdito habitaoBancrios nunca inscritos na CafebTEXTO: INS F. NETORevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 1312 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012Atualidade l SINDICAL1. de maioDesfilena Avenidada Liberdadepelo empregoe justiasocialA UGT volta a escolhera Avenida da Liberdadepara as comemoraesdo 1. de maio.A central sindicalreivindica "crescimentoe emprego"e "justia social"Reconhecendo que o Dia do Traba-lhador deste ano ocorre nummomento "particularmente dif-cil", a UGT no abdica de lutar peloemprego, defender a negociao cole-tiva, combater a desregulao social eexigir o aumento de salrios e pen-ses.Estas reivindicaes sero expressasdurante a manifestao do 1. de maioem Lisboa, que ter incio pelas 14h30no Marqus de Pombal, e descer aAvenida da Liberdade at aos Restau-radores, onde tero lugar os discursosdos lderes da central sindical."Com os sindicatos e a luta de traba-lhadores e pensionistas, numa atituderesponsvel de defesa dos direitos e doemprego, saberemos vencer a crise",afirma a central.Consciente de que "s com cresci-mento e emprego possvel reduzir odfice das contas pblicas e o desequi-lbrio financeiro", a UGT exige "empre-go para todos, particularmente para osjovens", invertendo assim o crescimen-to "insustentvel do desemprego".Assumindo que pratica um "sindicalis-mo responsvel", a UGT explica que foi "emdefesa dos valores por que lutamos" quetem "feito acordos e greves com todos osgovernos eleitos democraticamente".Nesse sentido, defende a negociaocoletiva "na luta por melhores salriose penses e no combate s desigualda-des".A central sindical considera que exis-tem condies para aumentar o salriomnimo e as penses mais baixas eexige medidas de combate pobreza e excluso. TEXTO: INS F. NETOCONTRATAO l SegurosDe facto, ao no assinar um con-trato de trabalho moderno, de-sempoeirado e que, mesmonuma altura de crise, conseguiu plas-mar um conjunto de clusulas de im-portncia fundamental para os traba-lhadores de seguros, tentou o sindicatoafeto CGTP, por todos os meios, no-meadamente pela utilizao da menti-ra e da intoxicao, que os trabalhado-res no filiados nos sindicatos subscri-tores no aderissem ao novo CCT.A resposta dos trabalhadores nelesindicalizados e ainda daqueles queno esto sindicalizados foi esmagado-ra. Aderiram ao novo acordo, solicitan-do s empresas de seguros que os in-clussem nas contrapartidas financei-ras que at ao final do ms de abrilsero pagas, bem como ao novo planoindividual de reforma que, desde janei-ro, abrange os trabalhadores de segu-ros.Caiu assim por terra, como era de restoexpetvel desde o incio, uma opo com-pletamente enviesada que somente com-prova o desconhecimento completo domeio em que se encontram e como oseguidismo poltico-ideolgico pode,como foi o caso, ser um fator de desesta-bilizao e cegueira.Estamos certos que at ao final doms de abril, ainda assistiremos a no-Esmagadora maioriados trabalhadores de segurospassou a ter um novo CCTInviabilizando em todaa linha a estratgiado sindicato afeto CGTP,de ter no setor de segurosum laboratrio de ensaiospara as suas polticasde seguidismo cego e surdoaos verdadeiros interessesdos trabalhadores, comoa recente e frustrada grevedita geral mostrou saciedadevas adeses ao contrato subscrito peloSTAS e pelo SISEP, ficando somente defora escassas dezenas de trabalhado-res que, por ideologia ou desconheci-mento, ainda no abriram os olhos realidade.Para esses relembramos o nosso ELOde 27 de janeiro. TEXTO: CARLOS MARQUESRevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 1514 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012SINDICAL l Atualidade Atualidade l SINDICALODia Internacional da Mulher ,cada vez mais, uma data de ce-lebrao, longe j das difceislutas que estiveram na sua origem noprincpio do sculo passado.No entanto, e apesar da igualdade con-ferida pela lei, subsistem muitas situa-Sindicatos celebram Dia Internacional da MulherA lutar (ainda) pela igualdadeMuitas conquistas foram alcanadasem matria de igualdade de gnero,especialmente no domnio laboral,onde os sindicatos tm tido um papelfundamental. Mas Portugal est aindalonge de uma total paridadees em que as mulheres continuam nos"degraus" inferiores da escala. Os exem-plos so vrios, infelizmente, e apare-cem preto no branco na frieza das estats-ticas. Num Pas cada vez mais seduzidopela beleza dos nmeros e anestesiadoquanto realidade social por trs de cadaalgarismo, importante lembrar que,segundo os dados do INE, em 2011 asmulheres portuguesas apresentavamtaxas de atividade e de emprego maisbaixas (48,0%, contra 53,5% da popula-o total), e de desemprego mais eleva-das (13,1% contra 12,7% da populaototal), sendo tambm a maioria em situa-o de desemprego de longa durao.Tambm elas representavam 51,2%dos beneficirios de prestaes de de-semprego e 52,6% do total de benefici-"Lotao esgotada"no SBNTEXTO: INS F. NETOTEXTO: FRANCISCO JOS OLIVEIRAOGrupo de Ao de Mulheres do SBSIlevou novamente a efeito a come-morao do Dia Internacional daMulher, "prolongando" o calendrio deforma a aproveitar o sbado.Mais uma vez muitos foram os queresponderam ao convite do GRAM: seisautocarros repletos de homens, mulhe-res e algumas crianas, num total de trscentenas de pessoas, partiram de Lisboarumo ao Buddha Eden, no Bombarral.A escolha do local no poderia ter sidomais feliz: o Jardim da Paz acolheu ainiciativa do SBSI dedicada a homenageartodos os que, no passado ou no presente,dedicaram as suas vidas a lutar por socie-dades mais justas, mais igualitrias esolidrias. Quase se poderia dizer que setratou de umas horas para o "descansoComemorar conquistas no Jardim da PazO GRAM do SBSI cumpriu o imperativode manter a memria viva e os espritosalerta lembrando o muito que j foiconquistado e o que ainda precisofazer, quotidianamente. E paracomemorar tantos anos de luta em prolda igualdade de gnero foi eleitoum local de paz: o Buddha Edenrios do rendimento social de insero.De igual modo, o valor mdio do subs-dio de prestaes de desemprego aufe-rido pelas mulheres foi inferior mdia,reflexo da desigualdade salarial entresexos verificada em Portugal.J no que diz respeito s remunera-es, as mulheres portuguesas auferem,em mdia, salrios 17,5% inferiores aosdos homens. Este dado em grandemedida indicador da segregao do mer-cado de trabalho portugus e das dificul-dades de acesso s posies mais eleva-das nas diferentes hierarquias profissio-nais por parte das mulheres.Acrescente-se apenas mais um exem-plo: nas empresas portuguesas cotadasem bolsa, por cada 100 administrado-res homens h apenas seis mulheres.No entanto, os nmeros tm um re-verso. No que diz respeito educao,registou-se nos ltimos anos um pro-fundo salto qualitativo: as mulheresesto em maioria entre os alunos ins-critos no secundrio e no ensino supe-rior. Tambm o nmero de mulheresque conclui o ensino superior signifi-cativamente superior ao dos homensem todos os grupos etrios: 60,1% em2009/2010, segundo o INE.A representao feminina no conjun-to dos doutoramentos realizados emPortugal vem aumentando desde 2001 tendo mais do que duplicado: mais100,5% em 2009, ano em que se regis-taram 1.569 doutoramentos, dos quais810 foram protagonizados por mulhe-res.No setor financeiro a paridade de gne-ro no foi ainda alcanada mas este ser,porventura, um dos setores onde maispassos tero sido dados nesse sentido eonde a proximidade maior.Uma anlise de carcter sociolgicorevela que nos seguros que a percen-tagem de mulheres mais elevada.Embora no sendo ainda atingida aparidade, h pelo menos uma maioraproximao entre gneros: 47,2% dosefetivos so do sexo feminino.Na banca mantm-se a prevalnciado gnero masculino, apesar de se ve-rificar uma progressiva tendncia deaproximao entre o nmero de ho-mens e de mulheres. Em 2010, os ho-mens representavam 53,8% do total contra 54,5% em 2008. dos guerreiros" do presente, dos homense mulheres que no Sindicato ou nos locaisde trabalho no baixam os braos paraque a igualdade de gnero seja umarealidade no setor.Porque se muitas alteraes se verifica-ram, muito resta ainda por fazer, em Por-tugal e no mundo, em prol da igualdade.Entre budas e guerreirosComo j tradio, o programa alioucultura, diverso, convvio e reflexo.A manh teve um indiscutvel interes-se cultural e histrico, tendo sido preen-chida com a visita ao Buddha Eden, ojardim da paz concebido por Joe Berardoem resposta destruio, em 2001, dosBudas de Bamiyan, no Afeganisto, pelogoverno talib.Localizado na Quinta dos Loridos, noBombarral, o Jardim da Paz um localpropcio ao descanso e reflexo, tirandopartido da beleza da paisagem: entre avegetao encontram-se dispostos budas,lanternas e esttuas de terracota, entre asquais uma interessante rplica de algunsdos guerreiros de Xian, a famosa coleo deoito mil figuras de guerreiros e cavalos emterracota de tamanho natural, descobertasoterrada em 1974, prximo do mausoludo primeiro imperador da China.Cumprida a vertente cultural do pro-grama, foi tempo de sentar mesa numaquinta da Estremadura, dando incio tarde de convvio e reflexo.Paula Viseu, coordenadora, comeoupor apresentar os outros dois elementosda equipa que dirige o GRAM durante estemandato: Teresa Pereira e Teresa Lou-reno. Coadjuvadas por outras dirigentesdo Sindicato e por algumas scias, as trsresponsveis fizeram as "honras da casa",nomeadamente durante o sorteio de pr-mios, sempre um momento alto do dia,quando so distribudos pelos associadospresentes obras executadas por monito-res dos cursos de valorizao artstica doGRAM e alguns fins de semana em Ferrei-ra do Zzere ou nos apartamentos doSindicato no Algarve."Sempre mais mulheres"Os Corpos Gerentes do SBSI estive-ram representados por vrios dirigen-tes, nomeadamente pelos presidente evice-presidente da Direo.Rui Riso lembrou o nmero cada vezmaior de mulheres no setor, situao quecontrasta com a realidade vivida aquan-do da privatizao da banca, nomeada-mente no BCP. "S com a vossa luta, emconjunto com o Sindicato, foi possvelalterar essa situao e hoje vocs so cadavez mais", frisou o presidente da Direo aodirigir-se s mulheres presentes.Criticando o preconceito que duranteanos contribuiu para afastar as mulheresdas atividades cvicas, Rui Riso congratu-lou-se com a participao empenhadadas bancrias na vida do SBSI. "Queremoscada vez mais mulheres a participar,estejam no ativo ou reformadas. Esta-mos c para vos receber e o Sindicato estsempre aberto s vossas iniciativas",exortou.Lembrando que os lugares se conquis-tam e a afirmao feminina est emcrescendo, Rui Riso terminou com umdesafio: "Gostava que daqui a 10 anosfossem os homens a lutar pelas suasquotas: no Parlamento, nas cmarasmunicipais, nos sindicatos."Horcio Oliveira, por sua vez, enalte-ceu o SBSI e as suas organizaes, desig-nadamente o GRAM, pelas iniciativas queleva a efeito e que conduzem ao convvioentre colegas. "Estamos no maior Sindi-cato do Pas, o que prova as centenas departicipantes", frisou.O vice-presidente da Direo lembrouainda que esta comemorao tem todo ocabimento, porque a mulher continua aser o elo mais fraco nas relaes laborais."Os empregadores continuam a despre-zar o tempo de lazer, o tempo para afamlia e o tempo para o social, sabendo--se, como se sabe, que a mulher tem umpapel preponderante na vida familiar,aps ter dedicado 'horas a fio' suaatividade profissional", adiantou.Paula Viseu retomou o tema, recordan-do as conquistas alcanadas mas aler-Acelebrao feita pelo SBN para assinalar o DiaInternacional da Mulher, com uma visita a Mon-o e ao Palcio da Brejoeira, esgotou a lotaodos 220 lugares disponveis para aquela deslocao.Dado o nmero to elevado de visitantes, as visitasguiadas ao palcio, capela, aos jardins e ao teatrodaquele complexo s puderam ser efetuadas em gru-pos de cerca de 25 pessoas.Depois do almoo num restaurante dos arredores deMono, foi entregue uma lembrana a cada um dosparticipantes, tendo-se seguido uma tarde danante.O palcio, monumento nacional desde 1910, foicomeado a construir em 1806, ficando a obra comple-ta 28 anos mais tarde. Em 1901 beneficiou de grandesobras de restauro, tendo ento sido construdos oteatro, a capela, o jardim de inverno, o lago e as grutas,bem como plantado um frondoso bosque. Em 1930 apropriedade reestruturada e comeam a ser planta-das uvas de casta alvarinho, que deram lugar comer-cializao do prestigiado vinho Palcio da Brejoeira.tando para as desigualdades ainda exis-tentes, nomeadamente a diferena re-muneratria entre sexos."As mulheres trabalham mais horas eacumulam com o trabalho em casa, noremunerado. So penalizadas por fica-rem em casa com os filhos, por gozarema licena parental", frisou, denunciando ofacto de os bancos comearem tambma penalizar os homens que exercem omesmo direito conferido pela lei. A coor-denadora do GRAM desafiou as mulheresa partilharem a licena parental com ospais, lembrando as vantagens dessa op-o na partilha de tarefas e no desenvol-vimento das crianas."O caminho faz-se caminhando. Um diacomemoraremos este dia sem necessi-dade de lembrar injustias", vaticinouPaula Viseu. TEXTO: INS F. NETORevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 1716 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012Questes l JURDICASDe acordo com o regime legal vi-gente, para ser atribudo subs-dio de desemprego necessrioque o beneficirio se encontre em situa-o de desemprego involuntrio., entre outras, uma situao de de-semprego involuntrio aquela em queo contrato de trabalho tenha cessado,por acordo fundamentado em motivoque permita o recurso ao despedimen-to coletivo ou ao despedimento porextino do posto de trabalho.Assim, como primeiro requisito para aatribuio do subsdio de desemprego,exige-se que a resciso por mtuo acordoseja fundamentada em motivo que per-mita o recurso ao despedimento coletivoou ao despedimento por extino do pos-to de trabalho, ou seja, em motivos demercado (reduo de atividade de em-presa, provocada pela diminuio previ-svel da procura de bens ou servios ouimpossibilidade superveniente, prticaou legal, de colocar esses bens ou servi-os no mercado); motivos estruturais(desequilbrio econmico-financeiro, mu-dana de atividade, reestruturao daorganizao produtiva ou substituio deprodutos dominantes) ou motivos tecno-lgicos (alteraes nas tcnicas ou pro-cessos de fabrico, automatizao de ins-trumentos de produo, de controlo ou demovimentao de cargas, bem como in-formatizao de servios ou automatiza-o de meios de comunicao).Nos termos do Artigo 74. do D.L.220/2006, de 3 de novembro, o reque-rimento do subsdio de desempregoSubsdio de desempregona cessao do contrato por mtuo acordo(com modelo prprio), tem que serinstrudo (no caso de cessao de con-trato de trabalho por mtuo acordo)com uma declarao da entidade pa-tronal, da qual constem os fundamen-tos que justificam a celebrao da res-ciso por mtuo acordo do contrato detrabalho, atendendo aos motivos antesreferidos, para que a Segurana Socialos possa avaliar, sem prejuzo de, aqualquer momento, poder exigir a pro-va para os mesmos.A Segurana Social entidade a quemcabe o pagamento do subsdio de desem-prego pode, assim, no satisfazer orespetivo pagamento se, por exemplo,considerar que os fundamentos invoca-dos no se enquadram em motivo quepermita o recurso ao despedimento cole-tivo ou ao despedimento por extino doposto de trabalho ou se considerar que osmotivos invocados pela empresa no seencontram suficientemente fundamen-tados ou que so improcedentes.Como segundo requisito, estabelece--se um nmero limite de trabalhadoresde cada empresa que pode ser conside-rado em situao de desemprego invo-luntrio, por resciso do contrato detrabalho por mtuo acordo. Esse nme-ro limite de trabalhadores apurado deacordo com as seguintes regras:1) Empresas que empreguem at 250trabalhadores: at 3 trabalhadores, in-clusive, ou at 25% do quadro de pes-soal, consoante o que for mais favor-vel empresa, em cada trinio; 2)empresas que empreguem mais de 250trabalhadores: at 62 trabalhadores,inclusive, ou at 20% do quadro depessoal, com um limite mximo de 80trabalhadores em cada trinio; 3) esteslimites so aferidos por referncia aostrs ltimos anos, cuja contagem seinicia na data da cessao do contrato,inclusive, e pelo nmero de trabalha-dores da empresa no ms anterior ao dadata do incio do trinio, com observn-cia do critrio mais favorvel.Exige-se, ainda, que a entidade pa-tronal declare (por escrito) que os limi-tes acima referidos foram respeitados.Se os mesmos no foram respeitados eo trabalhador aceitou o acordo de revo-gao do contrato de trabalho na con-vico de que seria considerado na si-tuao de desemprego involuntrio,manter o direito s prestaes dedesemprego e a entidade patronal fica-r responsvel, perante a SeguranaSocial, pelo pagamento da totalidadedo perodo da concesso inicial do sub-sdio de desemprego, conforme dispeo Artigo 63. do D.L. 220/2006. Frequentemente colocadaaos Servios Jurdicosdos Sindicatos, a questode saber se as cessaes,por mtuo acordo, dos contratosde trabalho conferem, ou no,direito ao subsdiode desemprego. Assim,esclarece-se o seguinte(atendendo ao disposto no D.L.n. 220/2006, de 3de novembro, na sua verso atual)TEXTO: ALEXANDRA SIMO JOSRevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 1918 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012Antigos trabalhadores bancriosvo juntar-se em almoos de convvioConvvio do BPSM de Angola... o caso dos antigos trabalhadores doBanco Pinto & Sotto Mayor de Angola,que vo juntar-se em 19 de maio, emCortes, nos arredores de Leiria.Os organizadores confessam que tmnotado um enorme entusiasmo nestesencontros e esperam, mais uma vez,que o nmero de participantes volte acrescer, pelo que apelam participaode todos os que trabalharam naquelainstituio bancria de Angola, para oque devem proceder sua inscrio,quanto antes, junto de um dos elementosda comisso organizadora: Rui Galvo deAlmeida (965 821 713); Venceslau Martin(969 020 676 ou 214 837 455 ouVenceslau.martin@gmail.com); Felicida-de Fernandes (925 334 615 ou 289 722242 ou dada.felicidade.2@sapo.pt).... do Totta Standard de AngolaTambm os antigos trabalhadores doextinto Banco Totta Standard, de Ango-la, voltam a reunir-se, igualmente em19 de maio, num convvio que terlugar, uma vez mais, num restaurantede Pombal, onde ser feita a concentra-o dos participantes, a partir das 11horas.Os organizadores pretendem juntaro maior nmero possvel de colegasque prestaram servio naquela insti-tuio, pelo que pedem aos interessa-dos que "passem palavra" aos queainda desconhecem a realizao des-tes convvios anuais. E informam queas inscries devem ser feitas, desdej, junto de Antnio e Armanda Falco(969 093 565 ou 919 722 964), CelesteNunes (963 360 447), Ernestina Apar-cio (962 549 053) ou Mrio Santos (963023 154). do BCA de AngolaDepois de alguma hesitao, os habi-tuais organizadores dos encontros anu-ais dos antigos trabalhadores do BCA -Banco Comercial de Angola consegui-ram juntar esforos e pr de p a orga-nizao do encontro de 2012, que terlugar em 19 de maio e em Pombal, coma receo a ser feita a partir das 11,30horas, a anteceder o tradicional almo-o, a realizar num restaurante local.As inscries devem ser feitas quan-to antes, junto de um dos elementos dacomisso organizadora: Carlos Almei-da - Chilocas (968 168 079), Maria Pau-lina Martins (914 107 451), Ilda Simes(917 855 900 ou 212 230 604 ouildabox@sapo.pt).O preo do almoo de 24 euros, paraadulto, e de 12 euros, para crianas dos6 aos 10 anos, devendo o pagamentoser feito por transferncia bancria oucheque, at 8 de maio.O almoo do ano passado contou coma presena de 99 antigos colegas. OCorporizando uma tradioque se vem mantendo, anoaps ano, so muitosos antigos trabalhadoresbancrios que vo voltara reunir-se em almoosde confraternizao,a realizar em maiodeste ano ter um nmero superior sehouver o desejado "boca a boca" e amobilizao dos mais ativos para leva-rem consigo os que, por uma razo oupor outra, so habitualmente "menosmobilizveis". e do Ifap/ex-IfadapA comisso organizadora dos almo-os anuais de confraternizao dos tra-balhadores do Ifap (ex-Ifadap) acaba deanunciar que o almoo deste ano terlugar em 30 de maio, em Lisboa, emrestaurante a designar disso depen-dendo o nmero de participantes eaberto aos colegas, os que esto noativo e os que j esto na situao dereforma.O custo do almoo deve variar entre20 e 30 euros e a data limite parainscrio a de 30 de abril, devendo,para o efeito, ser utilizado um dos se-guintes contactos: Antnia Nascimento(antonia.nash@hotmail.com ou 965 350668); Helena Teixeira (mhtt@netcabp.ptou 936 791 086); Maria Pia Lemos(maria.pia.lemos@gmail.com ou 961220 211). O curso de formao em alternncia na banca, promovido pelo Instituto deFormao Bancria (IFB) e com o apoio do Instituto de Emprego e de FormaoProfissional (IEFP), est a comemorar o seu 20. aniversrio. Comemorandoesses vinte anos de atividade, est a ser organizado, ao nvel do IFB, um almoode encontro e confraternizao de antigos alunos, que totalizaram 2040formados ao longo das vinte edies do curso j realizadas. Haver um almoo em Lisboa e outro no Porto, a realizar em maio (aosbado). As datas ainda no foram anunciadas mas os interessados emassociar-se a esta comemorao devem estar atentos ao prximo nmero darevista Febase, que poder incluir algumas informaes indispensveis, no-meadamente sobre os locais de inscrio.Confraternizaode ex-alunos do Institutode Formao BancriaTEMPOS LIVRES l NacionalTEXTO: RUI SANTOSRevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 2120 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012Notcias l Bancrios NorteNotcias l Bancrios NorteBancrios NorteBancrios NorteRevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 2120 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012AComisso Permanente do Con-selho Geral, reunida em 30 demaro, aprovou por unanimida-de o Relatrio e as Contas referentes aoexerccio de 2011 e tambm aprovou,mas com quatro abstenes, o Parecerdo Conselho Fiscalizador de Contas.O Relatrio lembra que o ano transatofoi, mais uma vez, de grande perturbaolaboral, particularmente no que ao setorbancrio diz respeito. Muita dessa per-turbao resultou do Memorando de En-tendimento acordado com o Fundo Mone-trio Internacional, o Banco Central Euro-peu e a UE, que deram origem a um vastoconjunto de medidas lesivas dos interes-ses e dos direitos dos bancrios.Comisso Permanenteaprova Relatrio e Contasde servios nas vrias regies), a inclu-so na tabela de comparticipaes denovos meios auxiliares de diagnstico,a intensificao do controlo de medica-mentos (com resultados significativos)e a implementao do processo clnicoeletrnico. Facto tambm de assinal-vel relevncia foi o incio da reestrutu-rao da rede de postos clnicos, a ne-Reunies de associados nas delegaesTEXTO: FRANCISCO OLIVEIRAA Direo do SBN,em colaborao comas comisses sindicaisde delegao e coma Comisso Sindicalde Reformados levou a efeitoreunies com associadosdas respetivas reasgeogrficas de influnciaPara alm das noticiadas anteriormente, referenciam-se agora asrealizadas em Viana do Castelo,Aveiro e Mirandela, respetivamente em3, 12 e 27 de maro.Em Viana, com a presena de setedezenas de associados, foram analisa-das as implicaes dos fundos de pen-ses sobre os bancrios no ativo e osAveiroViana do CasteloMirandelaPor sua vez, a assinatura do terceiroAcordo Tripartido sobre Segurana So-cial permitiu garantir os direitos dostrabalhadores bancrios na situao dereforma, face integrao parcial dosfundos de penses da banca no Estado,acordada entre as instituies de crdi-to e o Governo.Aquele foi igualmente o ano em queo SBN deu especial ateno aos proces-sos do BPN e do Finibanco, quer nombito da contratao coletiva quer docontencioso laboral.Foi ainda concretizado o objetivo decontinuar a reduzir os gastos em todosos centros de custos no SBN.Mas foram tambm feitas apostasconcretas na rea da sade. Saliente-se,neste domnio, o alargamento da redeconvencionada (tendo sido concretiza-das cerca de quarenta convenes, comdestaque para o hospital da CUF, eproporcionando uma maior coberturagociao encetada com a SeguranaSocial com vista resciso do acordoem vigor com o Estado, e o reforo damedicina preventiva, com a realizaode um conjunto de rastreios do maiorinteresse para a populao benefici-ria.Durante o ano, os SAMS prosseguirama estratgia com vista melhoria daqualidade dos servios prestados e consolidao da situao financeira,como comprova o aumento significati-vo dos resultados lquidos.Por outro lado, prosseguiram os es-foros no sentido de se desenvolveruma verdadeira cultura institucional,com maior enfoque nos beneficirios,na busca quotidiana de melhores prti-cas, promovendo a competncia para aconcretizao de servios de exceln-cia e, simultaneamente, reduzindo oscustos de funcionamento, vertentesfundamentais para o sucesso e para aconsolidao dos SAMS, tendo em vistaa sua sustentabilidade futura.Pela sua magnitude, tratou-se demedidas estruturais, indispensveis melhoria da qualidade da despesa e aoaumento da eficcia das atividades narea da prestao de cuidados de sade.O Relatrio termina sublinhando que,no obstante a inegvel solidez dosSAMS, no se pode nem se deve descuraro futuro. Em consequncia, comea aganhar forma um conjunto de medidasque constituiro um motivo forte defidelizao da populao beneficiria eque se tornaro num importante fator deatratividade junto de potenciais aderen-tes a este sistema de sade. TEXTO: FRANCISCO OLIVEIRADestinada aos scios e seus fami-liares, o Pelouro do Desporto doSBN vai retomar, no prximo dia28, as suas caminhadas "Pe-te a an-dar, pela tua sade". A 17. caminhada decorrer no con-celho de Melgao, a que se atribuiu adesignao "Marginais do Rio Minho", edesenvolve-se pelos arruamentos exis-tentes na encosta das Carvalhias, cru-zando o regato Rio do Porto, na PontePedrinha. Segue-se um troo, com tra-jeto que coincide com a Av. 25 de Abril,e que faz ligao ao centro de estgios."Pe-te a andar, pela tua sade "Caminhada nas "Marginais do Rio Minho"Chegado a este ponto, o percursoatravessa o corao do centro de est-gios, at atingir o pinhal, junto reatcnica das piscinas municipais Des-cobertas, onde se inicia um trajeto de150 metros, em caminho de terra epedra, seguindo depois por uma antigalevada de gua, atualmente desativa-da, por um passadio em madeira comcerca de 1500 metros de comprimentoe 1,2 de largura, que permite aos uten-tes apreciar as magnficas vistas sobreo patrimnio natural do Rio Minho e asua envolvente, e que termina numapequena rea de lazer. O trilho seguedepois, atravs de caminho em saibro,pela encosta do Rio Minho, at ao Cen-tro Hpico de Melgao, descendo de-pois at Veiga de Remoes e atraves-sando aquela zona agrcola. Finalmen-te, o trilho segue at entrada nortedas Termas do Peso, pela zona da Folia,onde termina.Esta iniciativa realiza-se com ummximo de 100 inscries, que deve-ro ser efetuadas at ao dia 20, naSecretaria do SBN, onde podero serobtidas mais informaes. reformados, a nova legislao laboral aplicao nos acordos coletivos de tra-balho e de empresa existentes na banca e a situao do setor.Em Aveiro, com a presena de umacentena de associados, e em Mirande-la, com sete dezenas, foram analisadasas situaes acima referidas e discuti-das as questes respeitantes reestru-turao dos SAMS, em especial no querespeita ao encerramento de postosclnicos.Para alm disso, em todas as reuniesforam dadas informaes sobre o mo-mento que o setor atravessa e a situa-o dos processos mais candentes exis-tentes no SBN, nomeadamente BPN eFinibanco. TEXTO: FIRMINO MARQUESRevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 2322 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012Bancrios CentroNotcias l Bancrios Norte Notcias l Bancrios CentroRevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 2322 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012Bancrios NorteNo mbito da exposio moda do Porto, o Ncleode Fotografia tem patenteo tema Transio,de Antnio Eurico Morais,at 2 de maio, na Galeriado SBN Rua Conde Vizela,145. A mostra pode servisitada s quartas e quintas--feiras, das 15 s 17h30Em janeiro passado, o Doutor Fer-nando Jos Correia, mdico quededicou mais de quatro dcadasSBC associa-se homenagem de Vilar Formosoao Dr. Fernando Correia TEXTO: ANTNIO PIMENTEL/SEQUEIRA MENDESEntretanto, o Ncleo esteve repre-sentado no importante certamePorto, Cidade das Camlias, rea-lizado em 10 e 11 de maro, na Biblio-teca Almeida Garrett, no Palcio deCristal. Dada a qualidade do conjuntode fotografias, de autoria de Viana Bas-to, a participao do Ncleo estendeu-separa alm daquela data, tendo sidoprorrogada at ao dia 23.O interesse desta iniciativa pode serencontrado na obra O Mundo da Cam-lia, de Veiga Ferreira: A classificaode camlias no tarefa fcil mas aliciante, pois requer muita sensibilida-de da parte daquele que a elas se dedica,quer seja amador ou profissional. Dasdescries pormenorizadas do passadoem que cada investigador fazia a descri-o das camlias, usando a sua prpriaterminologia e, embora ainda hoje hajauma certa diferena entre os mtodos declassificao usados na Europa, Amricae no Oriente, chegou-se a uma classifica-o mais detalhada e a uma terminologiamais uniforme. ao servio da populao raiana, tarefaque ainda hoje prossegue, foi alvo demerecida homenagem, que decorreuno pavilho multiusos local e qualcompareceram muitas centenas depessoas.Fazendo parte do corpo de mdicosde provncia dos SAMS, com o qualestabeleceu um protocolo desde os seusprimrdios e tendo passado pelo seuconsultrio geraes de bancrios que,a partir da primeira consulta, deixavamde ser doentes para serem amigos, oSindicato dos Bancrios do Centro, aler-tado para o evento, fez-se representarnesta homenagem por Antnio Pimen-Aabertura dos trabalhos esteve acargo do seu presidente executi-vo, Carlos Silva, que fez a apre-sentao dos convidados e uma anlise,ainda que breve, da atual crise na socie-dade portuguesa, nomeadamente no seuaspeto social, detendo-se um pouco naapreciao do mundo sindical portuguse das vicissitudes por que est a passar.A mesa redonda teve a moderao deRicardo Pocinho, secretrio executivo daUGT/Coimbra.Como convidados estiveram o Dr.Lus Lopes, coordenador executivo paraa promoo da segurana e sade notrabalho da ACT, que se referiu longa-mente a estas questes, tendo conclu-do que a crise est a afetar as condiesde trabalho, concluindo que, em tem-pos de crise, a preveno a palavra deordem.A Dr. Catarina Tavares, coordenadorado departamento de segurana e sadeno trabalho da UGT, desenvolveu a suaA UGT/Coimbra levoua efeito um seminrio queversou o tema "Condiese dignidade no trabalhoem tempos de crise"e que teve lugar em 29de maro, na Casa Municipalda Cultura, em Coimbraparticipao em torno de quatro eixosque considerou muito preocupantes:- Melhoria dos sistemas de preveno;- Formao e inspeo/cumprimentoda legislao;- O papel dos Sindicatos na seguranae sade no trabalho;- Doenas profissionais/doenas psi-cossociais.O advogado Paulo Almeida, mestre,professor e especialista em Direito deTrabalho, deteve-se na anlise aprofun-dada sobre os custos do trabalho emPortugal, referindo que eles so bastantebaratos, abordando de seguida a incons-titucionalidade de vrias normas que seencontram em discusso no mundo labo-ral portugus, concluindo que o direitolaboral no altera as condies econmi-cas do Pas, isto , no com a alteraodo Cdigo do Trabalho que a nossa econo-mia vai avanar.Seguiu-se um debate muito participa-do, onde foram abordados os despedi-mentos na funo pblica, a problemti-ca da fraca sindicalizao em Portugal, anegociao da cessao dos contratos detrabalho e a posio deficitria do traba-lhador perante a entidade patronal.Outras questes muitos importantesque atravessam todo o movimento sindi-cal portugus foram abordadas, nomea-damente o aspeto legal dos despedimen-tos individuais e coletivos e as condiesde vigilncia dos ACT do sector pblicopor parte da Inspeo do Trabalho.O encerramento esteve a cargo do Dr.Manuel Castelo Branco, Presidente doInstituto Superior de Contabilidade e Ad-ministrao de Coimbra, que se referiu gritante injustia da distribuio da ri-queza em Portugal, pois, como concluiu,"a maldio das condies de trabalho hmuito que ganha o po com o suor dosoutros". Referiu-se a outra maldio,aquilo a que chamou "maldio fiscal" edisse que a UGT devia empenhar-se demaneira consistente em contrari-la. tel e Rui Oliveira, membros da Direoque, em nome da mesma, fizeram aentrega de uma lembrana e puderamapreciar o carinho que os colegas ban-crios de Vilar Formoso dedicam ao Dr.Fernando Correia.E ainda porque se festejou nesse diao seu aniversrio, a Direo do SBCdesejou-lhe muitos anos de vida e, sepossvel, tambm ao servio dos nos-sos associados.A rotunda que se situa entre as agnciasdo BCP e a CGD passou a ter o seu nome,no tendo sido fcil convencer o Dr. Fer-nando Correia a aceitar esta prova dereconhecimento dos seus conterrneos. Seminrio da UGT/CoimbraCondies e dignidade no trabalho em debateTEXTO: SEQUEIRA MENDES moda do PortoTransioA exposio foi muito visitadaADireo do SBN, atravs do Pelouro Recreativo e Cultural e em colaboraocom a empresa Trincamundo - Eventos e Formao, vai promover um cursode viola/guitarra clssica, de uma hora semanal, aos sbados, das 11 s 12horas, para filhos de associados e de colaboradores, com idades compreendidasentre os 7 e os 17 anos.O curso ser ministrado no Espao Trincamundo, localizado na Rua da Picaria, 30,no Porto (perto do tnel de Ceuta) e cada turma ter entre sete e doze alunos.O preo ser de 25 euros mensais, no havendo limite de aulas e sendo admitidaa sada, a qualquer altura em que o aluno se sentir preparado, com um aviso prviode 30 dias, tanto ao SBN como ao Espao Trincamundo. Reformadosvisitam Picos da EuropaA Direo do SBN e a Comisso Sindical de Refor-mados levam a efeito, de 24 a 27 do corrente ms,uma viagem aos Picos da Europa, dirigida a associa-dos e acompanhantes.O autocarro parte s 8 horas, junto CmaraMunicipal do Porto, com destino a Cangas de Onis. Nodia 25, depois da manh livre, sero visitadas Riba-desella e Villaviciosa, com guia oficial, e na manh dodia seguinte ser feita uma excurso ao ParqueNacional dos Picos da Europa, com visita baslica eao Stio Real e subida aos lagos de Covadonga. tarde, a excurso partir para Cuenca del Nalon,com visita opcional e no includa no preo aoMuseu do Minrio. O dia 27 ser dedicado aoregresso ao Porto.As inscries sero consideradas por ordem deentrada, limitadas a 50 pessoas, e devero ser efe-tuadas na loja de atendimento do SBN, na Rua daFbrica, 81, com os telefones 223 398 800/05/09/17, fax 223 398 877 e correio eletrnico sag@sbn.pt.Aulas de viola e de guitarra clssicaTEXTO: FRANCISCO JOS OLIVEIRARevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 2524 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012Bancrios CentroNotcias l Bancrios CentroBancrios CentroNotcias l Bancrios CentroRevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 2524 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012Asimptica vila piscatria da Na-zar recebeu, mais uma vez, umaprova de mar do Sindicato dosBancrios do Centro, desta feita, a pri-meira que se realizou este ano, comvista ao apuramento dos nossos atletaspara a final nacional, que ter lugar emPorto Covo.A manh de 24 de maro apareceu nubla-da e algo fresca, o mar apresentou-seesplndido para a pesca boia. Com guasclaras e sem vento, condies considera-das muito boas para a atividade em causa.Deu-se incio prova aps a concen-trao de todos os atletas, no sem quese tenha previamente procedido es-colha dos pesqueiros.As tainhas, alvo principal, compare-ceram de forma generosa, tendo-seregistado algumas pescas superiores adez quilos.Esgotadas as quatro horas de compe-tio, deu-se incio s pesagens e res-petiva classificao, que ficou assimordenada:1. Vtor Malheiros (BCP/Peniche),13,800 quilos; 2. Pedro Veiga (BPI/C.Rainha), 12,600; 3. Mrio VerssimoPescaVtor Malheiros vence primeira prova na NazarTEXTO: PEDRO VEIGA/SEQUEIRA MENDESPassatempo do dia dos namoradosconstituiu xito assinalvelNo dia dos namorados,o SBC levou a efeitoum passatempo em quepremiava os melhorespoemas ou frases alusivasao dia, com um jantar luz das velas e alojamentonuma unidade hoteleirade CoimbraAs participaes no se fizeram es-perar. E venceram:Joo Pedro CarreiraPara dizer que te amoPara dizer que te amo poderia escre-ver um poema sobre a chuva, as estrelasou a lua. Poderia escrever uma prosasobre os oceanos, os desertos ou o cu.Poderia escrever um poema sobre ocorao, a alma, o corpo. Sobre o dese-jo, o anseio, sobre os teus lbios, o teucabelo, ou os teus olhos.Poderia at escrever um poema so-bre o teu jeito ou o teu sorriso. Umpoema sobre o que sinto quando acor-lgrima de saudade cada, recordo-te.Como o grande amor da minha vida,podem passar dias, ou at mesmo anos,sem em teus braos poder estar mas omeu amor forte nunca ir acabar.Queria poder dizer-te, o que repre-sentas para mim, sei que este amorque me consome, jamais ter um fim.De todas as palavras por ns ditas,atravs do silncio, de um sorriso,houve uma que permanecer parasempre tatuado no meu corao:Amo-te.Rita Sofia Carvalho BatistaAmor, o pensamento do corao, ondeo homem no tem razo.Lara Sofia da Cruz Bento dia dos namorados e vou com ela aohotel D. Ins pernoitar.Apreciar Coimbra da janela.Abra-la e ter a beleza do seu olhar.Poema sobre o que sinto quando acor-do ao p de ti e de como me fazes rir.Poderia escrever um poema sobre ti,sobre ns, um poema que dissesse:somos um!Poderia ainda escrever um poemasobre como te quero fazer feliz, sobretodos os nossos planos, sobre a casa, ocasamento e os filhotes lindos que umdia havemos de ter.So mil e um, os temas para umpoema ou prosa que te retrate, que falesobre ns, sobre a nossa paixo, a nossarelao ou o nosso futuro, e em todoseles terminaria escrevendo: obrigado,gosto de ti! Tal qual combinmos umdia para no gastar o verbo amar".Esse verbo que tantas vezes conju-gado sem sentimento, sem alma, vaziodo que realmente figura!Mas hoje, porque um dia especial,no vou escrever nenhum poema ouprosa, no vou escrever sobre ti, sobremim ou sobre ns. Porque em nenhumpoema ou em nenhuma prosa cabe osignificado desse verbo que me invadeo corao ao mesmo tempo que tuinvades o meu ser.Assim, e com tudo o que o verborepresenta vou apenas e s escrever:amo-te! do ao p de ti e de como me fazes rir.Poderia escrever um poema sobreti, sobre ns, um poema que dissesse:somos um! Poderia ainda escrever umpoema sobre como te quero fazer feliz,sobre todos os nossos planos, sobre acasa, o casamento e os filhotes lindosque um dia havemos de ter.So mil e um, os temas para umpoema ou prosa que te retrate, que falesobre ns, sobre a nossa paixo, a nossarelao ou o nosso futuro, e em todoseles terminaria escrevendo: obrigado,gosto de ti! Tal qual combinmos umdia para no gastar o verbo amar.Esse verbo que tantas vezes conju-gado sem sentimento, sem alma, va-zio do que realmente figura!Mas hoje, porque um dia especial,no vou escrever nenhum poema ouprosa, no vou escrever sobre ti, sobremim ou sobre ns. Porque em nenhumpoema ou em nenhuma prosa cabe osignificado desse verbo que me invadeo corao ao mesmo tempo que tuinvades o meu ser.Assim, e com tudo o que o verbo repre-senta vou apenas e s escrever: amo-te!.Catarina Isabel Rodrigues FerreiraPor cada momento passado, emcada tentativa de recomeo, em cadaMrio Verssimo campeo de surfcastingCom um surpreendente dia de sol, muito agradvel e com o mar com muita fora,melhorando para o fim, com a mar cheia, realizou-se em 11 de maro, na Figueirada Foz, a segunda prova regional de surfcasting, para apuramento dos seis represen-tantes do SBC final nacional, que vai ter lugar no norte, concretamente em Ofir, em maio.Embora tenha sado pouco peixe, de destacar um belo exemplar de robalo que ovencedor, Antnio Joo Marques, tirou daquelas guas frias e que lhe valeu um segundolugar no conjunto das duas provas realizadas.A classificao final, aps esta prova em que participaram doze pescadores, foi aseguinte: 1. Mrio Verssimo (CCAM/Peniche); 2. Antnio Joo Marques (BCP/MarinhaGrande); 3. Pedro Veiga (BPI/Caldas da Rainha); 4. Joo Pedro Agostinho (BES/Coimbra); 5. Rui Cruz (BPI/Caldas da Rainha); 6. Rogrio Silva (BCP/Caldas da Rainha).Participaram ainda Antnio Cairro, Antnio Gonalves, Antnio Casco, David Faria,Maria Alexandra e Paulo Fernandes.Acabada a pesagem, teve lugar um almoo de confraternizao, seguido da entregade prmios, num restaurante da Cova da Gala.TEXTO: ANTNIO PIMENTEL/SEQUEIRA MENDES(CCAM/Peniche), 11,428; 4. AntnioGonalves (BCP/C. Rainha), 7,300; 5.Rogrio Silva (BCP/C. Rainha), 6,640; 6.Manuel Barqueiro (CGD/Soure), 5,940;7. Antnio Casco (BES/Coimbra), 5,760;8. David Faria (BCP/Nazar), 4,360; 9.Fernando Lus (BES/F. Foz), 4,200; 10.Joaquim Fagundes (BCP/M. Grande),1,320; 11. Antnio Freire (BdP/Coim-bra), 0,480; 12. Joo Pimentel Santos(BCP/Coimbra), 0240; 13. Maria Alexan-dra Batista (BCP/Batalha), grade.Esgotada a parte desportiva, tevelugar a segunda parte que, para a gran-de maioria, se no mesmo para a tota-lidade, constitui sempre o ponto altodestes encontros piscatrios, um abas-tado e partilhado piquenique, que nemmesmo uns pingos de chuva vieram pre-judicar.A prxima etapa est marcada parao dia 21, em Peniche, onde, presume-se,as tainhas continuaro a ser as rainhasda festa. TEXTO: SEQUEIRA MENDESRevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 2726 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012Notcias l STAS - Actividade SeguradoraSTAS-Actividade SeguradoraNotcias l STAS - Actividade SeguradoraRevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 2726 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012Conselho Geral reuniu-se em 29 de maro TEXTO: JOS LUS PAISUm dos ltimos atos estatutrios,decorrentes do atual mandatosindical, concretizou-se no pas-sado dia 29, num hotel da capital.Releve-se o facto de ser o ConselhoGeral o rgo mximo entre AssembleiasGerais e composto pelos elementoseleitos, pela Assembleia Geral, por sufr-gio direto e secreto de listas nominativase escrutnio pelo mtodo de Hondt, to-mando ainda parte nele, como elemen-tos de pleno direito, os representantesdas Direes das seces distritais.So competncias e funes, entreoutras, aprovar o relatrio e contas doexerccio.Foi esta uma das razes para se terconvocado, pelo respetivo presidente, oConselho Geral, com a seguinte ordem detrabalhos:1 Discusso e votao do relatrio econtas do exerccio de 2011;2 Ratificao do documento sobre aresponsabilidade dos avales prestadospelos membros da Direo junto de ins-tituies bancrias;3 Avalizar a proposta da Direo dacriao duma sociedade unipessoal sob adesignao de STAS Tempos Livres e Gesto: a) explorao e comercializao deatividades de tempos livres, turismo rural,parques de campismo e outras conexas; b) gesto de espaos propriedadedos scios da sociedade.4 Atribuio da qualidade de scio demrito;5 Informaes.De incio, foi apresentado o expedienteque tinha chegado mesa.Logo de seguida, procedeu-se leitu-ra para aprovao da ata da reunioanterior, sendo aprovada por maioria.No 1. ponto, aps a apresentao pelaDireo, a que se juntou o parecer pelorespetivo presidente do Conselho Fiscal,foi o documento colocado discusso dosconselheiros. Verificaram-se algumasintervenes e, na sequncia das mes-mas, prestaram-se esclarecimentos. Sa-liente-se o resultado positivo do exerc-cio, apesar de alguns constrangimentos,prevalecendo a poltica apertada de cus-tos e a campanha de angariao de novosscios.O relatrio e as contas foram aprova-dos por unanimidade.No 2. ponto, justificada a convenin-cia e prestados os devidos motivos parao efeito em apreo, foi o mesmo aprova-do por unanimidade.Ponto 3, o assunto aqui focado podeentender-se como uma meta sonhada eque agora passar a ter pernas paraandar. Tarefa que tem sido difcil pelosentraves postos a vrios nveis e aos quaispretendemos lograr superar, com o avaldeste rgo. E com as respostas concedi-das aos conselheiros que colocaram algu-mas questes, este ponto teve a aprova-o da maioria, com quatro abstenes.No 4. ponto, um ato que, apraz regis-tarmos e de todo merecedor dos melho-res encmios, dedicado a quem conce-deu grande parte da sua vida causasindical, nomeadamente ao engrandeci-mento do STAS. A proposta da Direo foiacolhida de imediato por todo o ConselhoGeral, que expressou, igualmente, o seureconhecimento pelo trabalho sindicaldesenvolvido pelo colega. Aps a apro-vao, por unanimidade e aclamao, foiatribudo o emblema de ouro do sindicatoe o competente diploma a FranciscoMoreira Lameiras que, a partir de agora, scio de mrito.No ponto de informaes, o grande enfo-que incidiu sobre o atual CCT e a sua aplica-bilidade, salientando-se o facto de haver jum nmero considervel de empresas queatriburam aos colaboradores a retribuioestipulada no anexo VIII e a indicao domontante do PIR a quem a ele tem direitodesde j. Referiu-se, pese embora indica-es em contrrio por parte do sindicatono aderente, que muitos e muitos dos seusassociados no recusaram o recebimentodaquela retribuio (um valor igual a 55%do ordenado base).Ao dar por concluda a reunio, e por serprovavelmente a ltima deste mandato,o presidente do Conselho Geral agrade-ceu a colaborao prestada por todos oselementos deste rgo, ao longo dosquatro anos do mandato. Aspeto parcial dos conselheiros presentes na reunioA Mesa da Assembleia, ladeada pela Direo, dirige uma das ltimas reunies do mandatoCarlos Marques entrega emblemade mrito a Francisco LameirasCem participantes no torneio de futsalNo mbito do Pelouro de TemposLivres do STAS, tm vindo a serorganizados os campeonatos defutebol de sete e de futsal.No final de 2011 concluiu-se o 2. tor-neio de futsal, onde pudemos contar coma participao de sete equipas, que vol-taram a proporcionar momentos de gran-de convvio e desportivismo, tal como sepretendia com a organizao da prova.Mais do que os resultados, importa refe-rir o nmero de participantes envolvidos eque ascendeu a mais de cem que, ao longodo torneio, manifestaram grande correo.Nos restantes aspetos, tudo correu damelhor forma para algumas equipas sen-do estes os quadros classificativos:Torneio de futebol de 7 j comeouMantendo a tradio de anos anterio-res, o 5. campeonato de futebol de sete,que conta com a participao de seteequipas, iniciou-se em 26 de maro.So estas as equipas participantes:Clube de Colaboradores da AXA, CA-Segu-ros, Grupo Desportivo e Cultural da FM/IB,Associao Inetese, Inter Partner Assis-tance, Associao Jovens Seguros e ZurichSeguros.Cerca de 140 atletas disputam, emsete jornadas, os prmios para a classi-ficao geral, os trofus de melhor mar-cador e melhor defesa, a taa disciplinae o trofu Fair Play.Os jogos realizam-se no campo da Es-cola Azevedo Neves, situado no Alto daDamaia, na Rua Carvalho Arajo (junto aoSki Parque da Amadora). Inetese s perdeu com o campeoGDC FM/IB campeo s com vitriasImagem do jogo FM/IB ZurichTEXTO: MRIO RUBIORevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 2928 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012STAS-Actividade SeguradoraBancrios Sul e IlhasFormaoNotcias l Bancrios Sul e IlhasNotcias l STAS - Actividade SeguradoraRevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 2928 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012Cursos de dinamizao sindicalpara ativistas do SBSIEsta nova ao de formao apre-senta-se como um instrumento es-tratgico para o reforo, desenvol-vimento e inovao na ao das Sec-es Sindicais, estando o programaorientado para os que, no mbito dasua atividade sindical, desejem au-O Pelouro da Formaodo SBSI continua apostadoem fornecer aos seusassociados novosconhecimentos, tcnicas,competncias e ferramentasde trabalho nas maisdiversas reas de atuao.Nesse sentido, lanou umnovo curso de dinamizaosindical, destinado aosmembros dos Secretariadosdas Seces de empresae regionaismentar as suas competncias de inter-veno, junto dos atuais e potenciaisassociados.Entre outros temas, foi dada priorida-de ao de sindicalizao cara acara, com especial incidncia na for-ma e no modo de estabelecer relacio-namentos positivos, em como gerarinteresse sobre o SBSI, as suas ativida-des e o que ele oferece aos associados,em como lidar com objees e comoobter compromissos de adeso ao Sin-dicato ou de permanncia nele.So utilizadas metodologias formati-vas que privilegiam a ao, a reflexo,a partilha de experincias pessoais dosrepresentantes sindicais e que promo-vem e valorizam a auto aprendizagem,em contexto indoor e outdoor.Estas metodologias envolvem osparticipantes e permitem um profundotrabalho de desenvolvimento e otimi-zao das suas competncias, assentena experincia prtica por eles vivida ena descoberta e aplicao imediata denovas tcnicas, instrumentos e compe-tncias, pois fazendo que se aprende.Os exerccios utilizados so prticos,desafiadores e ldicos, integrando com-ponentes intelectuais, emocionais e f-sicas. Deste modo, cria-se nos partici-pantes uma motivao acrescida paraa participao ativa, para a experimen-tao, a auto aprendizagem efetiva denovas competncias e para a sua apli-cao imediata e duradoura, no contex-to da sua atuao sindical.Este programa de formao, que co-meou em 19 de maro, realizado emregime residencial, nas instalaes doCentro de Frias e Formao, em Ferrei-ra do Zzere, com uma durao total de21 horas, distribudas por trs dias se-manais de trabalho formativo.O primeiro grupo de formao, que aliesteve de 19 a 21 de maro, foi constitudopor 14 participantes, enquanto outrosdoze formandos integraram o segundocurso, que teve lugar entre 21 e 23 do msfindo. Esta ao continuou entre 9 e 11deste ms, com cerca de vinte partici-pantes, com nmero semelhante a inte-grar o que est agora em funcionamentoe termina amanh, dia 18. TEXTO: RUI SANTOSRevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 3130 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012Notcias l Bancrios Sul e IlhasBancrios Sul e IlhasBancrios Sul e IlhasRevistaRevistaRevistaRevistaRevista FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE FEBASE 17 de abril 2012 3130 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012Notcias l Bancrios Sul e IlhasAeliminatria preliminar inter-regional teve lugar em 24 de maro, nopavilho dos Servios Sociais daCaixa Geral de Depsitos, em Lisboa.O primeiro jogo, entre Os Tesos, deFaro, e os Craques da bola, de Tomar,quase pode resumir-se histria dosgolos, j que os algarvios venceram porgoleada, com 9-2 no final, aps os 3-0 aointervalo e com Marco Mendona a apon-tar cinco dos golos da sua equipa.O jogo seguinte, entre Os Scalabita-nos, de Santarm, e os Albi-bancrios,de Castelo Branco, foi bem mais equili-brado, como o resultado demonstra, comtriunfo dos ribatejanos, por 6-4. Aos cincominutos j venciam por 2-0 mas depoisdescansaram e chegaram ao intervalo aperder por 2-3. No recomeo, depressachegaram igualdade e at aos 5-3 mass lograram o golo da tranquilidade entrada para o ltimo minuto do jogo,com o pormenor dos seus seis golosterem sido obtidos por Diogo Ramos eLus Nunes, com trs cada.A grande goleada da tarde aconteceuno terceiro jogo, entre os Uniteam, deSetbal, e os Muito frente, de Porti-mo, com os sadinos a triunfarem por 15-0,aps 5-0 ao intervalo. Os quinze golos davitria foram repartidos por sete jogado-res setubalenses, cabendo a melhor pon-taria a Srgio Duarte, que fez quatrogolos, diante de uma equipa que tevecomo grande handicap o facto de s terum elemento no banco para as indispen-sveis substituies. Mas, entre os pou-cos jogadores disponveis, estava o me-nos jovem do torneio, Lus Miguel Ma-teus, que conta agora 55 anos de idade.O equilbrio voltou a estar patente noltimo duelo da jornada, com o BES Alen-tejo, de vora, a bater os Millennium, deBeja, por tangenciais 4-3. Mas no foi fcilo triunfo dos eborenses, que chegaram aointervalo a perder por 0-2 para, logo norecomeo, sofrerem um terceiro golo. Sento reagiram e bem fazendo quatrogolos sem resposta.Os oitavos de final tiveram lugar no dia31, no mesmo cenrio e numa maratonade jogos, que comeou s 15 horas paras terminar seis horas depois.FutsalVm a as meias-finaisA 36. edio do torneio nacional interbancrio de futsalcontinua a decorrer e, na zona do Sul e Ilhas, faltam apenasdisputar as meias-finais j no prximo sbado, dia 21 e a final, marcada para 6 de maio, em AlenquerO primeiro jogo ops o Team Foot Ac-tivoBank ao Dreable Team, de vora. E,contrariando o grande favoritismo daturma lisboeta, o intervalo chegou comuma igualdade, s desfeita no ltimominuto, por Rogrio Gomes, a dar a vit-ria aos homens do ActivoBank.Tambm o segundo jogo, entre o Clu-be GBES e os Tesos, de Faro, chegou aodescanso com empate a um golo e coma supremacia dos lisboetas a notar-seapenas na etapa complementar, com aobteno de mais trs golos sem res-posta.Viria a seguir o jogo de maior cartaz dajornada e que opunha duas turmas comcrditos firmados, o Uniteam, de Setbal,e o GD Santander Totta, de Lisboa. Osvermelhos at comearam bem, comdois golos nos primeiros quatro minutose com 3-1 aos 9 minutos. Mas os sadinosreduziram perto do intervalo e chegaramao empate a treze segundos do final dotempo regulamentar, graas ao golo dePaulo Guerreiro e que obrigou a um alu-cinante prolongamento, com SrgioDuarte a marcar no primeiro minuto e oshomens do Uniteam a segurarem a van-tagem at final, cometendo a proeza deimporem a primeira derrota da poca aoscampees nacionais e do Sul e Ilhas datemporada passada.No jogo seguinte, entre os Red Team eo BES Alentejo, foi notria a superioridadedos lisboetas, que venceram por 5-0,aps 2-0 ao intervalo.O equilbrio e a incerteza no marcadorvoltaram a registar-se no duelo entre osPortugais e o CA Alentejo Central. O inter-valo chegou com os Portugais a vence-rem, por 1-0, uma vantagem curta queviria depois a ser anulada, a menos dedois minutos do fim, com o golo de Hum-berto Perno, que obrigou a prolonga-mento. E, a, os lisboetas valeram-se dasua maior experincia para fazerem maistrs golos, acabando por triunfar por 5-3.Esta ronda, correspondente aos oita-vos de final, fechou com o despique entreo Montepio Margem Sul e Os Scalabita-nos, ganho pelos primeiros, por 6-2, com2-0 ao intervalo e com Rui Figueiredo aapontar trs dos seis golos da sua equipa.Vo seguir-se os quartos de final, arealizar na tarde do prximo sbado, dia14, e de novo no pavilho dos ServiosSociais da CGD, onde tambm se realiza-ro as meias-finais, no sbado seguinte,dia 21, e a partir das 15 horas.Os quatro jogos do prximo sbado Agriteam Clube GBES, Banifs (Madeira) Red Team, Montepio Margem Sul Uniteam e Team Foot ActivoBank Portu-gais - prometem levar muitos bancrioss bancadas do recinto, j que oferecemduelos de grande equilbrio, que prome-tem grande incerteza at final, quantoaos vencedores. No nmero anterior desta revista e sob omesmo ttulo, referamos, na pgina 19, osnomes dos campees nacionais de 2011, nasdiversas competies desportivas realizadas noano passado, sob a gide da Febase. Contudo, eraindicado o nome de Joo Farrumba como vence-dor do campeonato de surfcasting quando, defacto, venceu a sua zona mas deixou fugir o ttulopara Orlando Viegas, do Banco Santander Totta.Aos visados e aos leitores aqui ficam os nos-sos pedidos de desculpa pelo erro cometido. Campees nacionais de 2011ACoopbancrios a cooperativade consumo dos bancrios nas-ceu de um movimento espont-neo de um punhado de bancrios, de-fensores dos valores do cooperativis-mo. Foram muitos milhares de banc-rios que estiveram no arranque dessenovo exemplo de associativismo e,ainda hoje, so muitos os bancriosque continuam a corporizar a ideiainicial e a manter viva a firme vontadedos que iniciaram o projeto.Mas, na verdade, a Coopbancrios jconheceu melhores dias. Tambm sujei-ta s leis do mercado e da oferta e daprocura, comeou a conhecer uma fasede menor expanso com o nascimentodas grandes superfcies. Mas na rea deCooperativa dos bancriostem eleies em 2 de maioA Cooperativa dos Bancrios,fundada em 1975 e queconta hoje com mais de onzemil associados, ter eleiesdos seus corpos sociaisem 2 de maio, entre as 10e as 19 horaslivraria, perfumaria e cosmtica, a Coop-bancrios vende mais barato e a suacarne de melhor qualidade que a daconcorrncia, tambm segundo a opi-nio de muitos associados.A Coopbancrios chegou a ter quatrolojas em Lisboa e uma no Laranjeiro.Mas, com a concorrncia das grandessuperfcies, reduziu a sua atividade e,com o passar do tempo, voltou s ori-gens e confinou-a sua loja inicial, naRua Dona Filipa de Vilhena, 6, em Lis-boa, onde registou, no ano passado, umvolume de vendas que ultrapassou os3,277 milhes de euros.Mesmo assim tem resistido, graasao esforo dos 43 trabalhadores que aliprestam servio e ao empenho dosmuitos scios que, apesar de tudo, semantm fiis sua cooperativa.A Coopbancrios tem scios indivi-duais e coletivos, em ordem a facilitaro acesso de maior nmero de consumi-dores sua loja e servios, que somensalmente visitados por um nmerosignificativo de pessoas, face ao atualmomento socioeconmico que atraves-samos.E, de acordo com os seus Estatutos, aCoopbancrios vai chamar os seus as-sociados a elegerem a Direo, o Con-selho Fiscal e a Mesa da AssembleiaGeral para o quadrinio 2012/2015,com a eleio a ter lugar em 2 de maio,entre as 10 e as 19 horas, na sua sede.As listas concorrentes tero de serentregues at hoje, dia 17, pelo queainda no nos possvel avanar osnomes dos candidatos concorrentes.Esperam os atuais dirigentes da Coop-bancrios que seja grande a participa-o dos eleitores no prximo dia 2. E, nahora de votar, haver que ter em contaque a apresentao do carto de scioou de qualquer outro documento iden-tificativo imprescindvel e que per-mitido o voto por correspondncia e ovoto por representao, nos termos doArtigo 26. dos Estatutos da Cooperati-va e Artigos 52. e 53. do Cdigo Coo-perativo, sendo que, no voto por repre-sentao, cada cooperador poder re-presentar at um mximo de trs mem-bros da Cooperativa.A adeso de novos membros Coop-bancrios muito desejada e seria umalufada de ar fresco que poderia contri-buir de forma decisiva para, contraventos e mars, continuar um sonhoque nasceu h 37 anos.TEXTO: RUI SANTOSTEXTO: RUI SANTOSRETIFICAO32 Revista Revista Revista Revista Revista FEBASEFEBASEFEBASEFEBASEFEBASE 17 de abril 2012