1. Sntese da Histria da Filosofia Introduo 2 Aspectos relevantes em cada um de seus perodos: antiga filosofia antiga, medieval filosofia medieval,

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    07-Apr-2016

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    Sntese da Histria da Filosofia

  • Sntese da Histria da FilosofiaIntroduo*Aspectos relevantes em cada um de seus perodos: filosofia antiga, filosofia medieval, filosofia moderna e filosofia contempornea.

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  • Sntese da Histria da FilosofiaConsideraes Iniciais*A filosofia difere da cincia, porque necessita da histria. Nenhum filsofo comea do zero; ele sempre acrescenta algo ao anterior. A histria da filosofia a soma das contribuies que cada filsofo deu ao quebra-cabea que a experincia humana. Vem um filsofo e d uma soluo, e todos aclamam como a melhor; tempo mais tarde, vem outro e d outra soluo para o mesmo problema, e assim sucede no tempo.

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  • Sntese da Histria da FilosofiaFilosofia Antiga: Pr-Socrticos*Descobrir, com base na razo e no na mitologia, o princpio nico (o arch, grego) existente em todos os seres fsicos. Tales de Mileto (623-546 a.C.)Anaximandro de Mileto (610-547 a.C.)Anaxmenes de Mileto (588-524 a.C.)Pitgoras de Samos (570-490 a.C.)Herclito de feso (?)Para Tales de Mileto, considerado o pai da filosofia, a substncia primordial era a gua; para Anaximandro de Mileto, o aperon, termo grego que significa o indeterminado, o infinito; para Anaxmenes de Mileto, que tentou uma possvel conciliao entre Tales e Anaximandro, o ar; para Pitgoras de Samos, o nmero, e assim por diante. EssnciaRepresentantesAnotaesParmnides de Elia (510-470 a.C.)Zeno de Elia (488-430 a.C.)Empdocles de Agrigento (490-430 a.C.)Demcrito de Abdera (460-370 a.C.)

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  • Sntese da Histria da FilosofiaFilosofia Antiga: Perodo Clssico ou Greco-Romano*Protgoras de Abdera (480 - 410 a.C.) considerado o marco divisrio da histria da Filosofia grega. Ele era tambm considerado um sofista, pois o seu estilo de vida muito se assemelhava ao dos sofistas profissionais. Saa de casa cedo e ia s praas pblicas discutir com os jovens sobre toda a gama de conhecimentos. A diferena entre ele e os sofistas que no o fazia pelo recebimento de dinheiro, mas pelo prazer de levar as pessoas a pensarem pela prpria cabea. Para atingir tal finalidade, criou o seu prprio mtodo que, depois, foi denominado de maiutica e ironia. Na ironia, confundia o saber que as pessoas tinham sobre um determinado assunto; na maiutica, levava-os a uma nova viso do problema, aprofundando-o sempre, sem, contudo, chegar a uma concluso definitiva. considerado o mais importantes dos sofistas, ensinava que o homem "a medida de todas as coisas".Scrates (470/469 - 399 a.C.)

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  • Sntese da Histria da FilosofiaFilosofia Antiga: Perodo Clssico ou Greco-Romano*Plato (427-347 a.C.)Discpulo de Plato, considerado o pai da lgica, ferramenta bsica do raciocnio. Segundo ele, a finalidade primordial das cincias seria desvendar a constituio essencial dos seres, procurando defini-la em termos reais. Conforme Aristteles, o movimento e a transitoriedade ou mudana das coisas se resume na passagem da potncia ao ato. Exemplo: uma semente potencialmente uma rvore, pois a plantando, podemos com o tempo v-la crescer e frutificar.Discpulo de Scrates, concebeu a teoria das idias, em que procura explicar como se desenvolve o conhecimento. Segundo ele, o conhecimento se desenvolve pela passagem do mundo das sombras para o mundo verdadeiro, ou seja, o mundo das essncias. Para atingir tal conhecimento, Plato prope o mtodo da dialtica, que consiste na contraposio de uma opinio com a crtica que dela podemos fazer, no sentido de aprimorar o conhecimento.Aristteles (384-322 a.C.)

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  • Sntese da Histria da FilosofiaFilosofia Medieval*conciliar f com razo. So Justino (165 d.C.)Tertuliano (nasc. 155 d.C.)Santo Agostinho (354-430)Santo Anselmo (1033-1109) Na Idade Mdia no existia uma Filosofia, mas correntes de opinies, doutrinas e teorias, denominadas de Escolstica. Santo Toms de Aquino e Santo Agostinho so seus principais representantes. Buscava-se conciliar f com razo. O mtodo utilizado o da disputa: baseando-se no silogismo aristotlico, partiam de uma intuio primria e, atravs da controvrsia, caminhavam at s ltimas conseqncias do tema proposto. A finalidade era o desenvolvimento do raciocnio lgico. EssnciaRepresentantesAnotaesPedro Abelardo (1079-1142)Santo Toms de Aquino (1221-1274)John Duns Scot (1270-1308) Guilherme Ockham (1229-1350)

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  • Sntese da Histria da FilosofiaFilosofia Medieval: Santo Agostinho*Santo Agostinho (354-430)ao lado da f na revelao, deseja ardentemente penetrar e compreender com a razo o contedo da mesma. Entretanto, defronta-se com um primeiro obstculo no caminho da verdade: a dvida ctica, largamente explorada pelos acadmicos. Como a superao dessa dvida condio fundamental para o estabelecimento de bases slidas para o conhecimento racional, Santo Agostinho, antecipando o cogito cartesiano, apelar para as evidncias primeiras do sujeito que existe, vive, pensa e duvida. Em relao ao platonismo, o posicionamento de Santo Agostinho no meramente passivo, pois o reinterpreta para concili-lo com os dogmas do cristianismo, convencido de que a verdade entrevista por Plato a mesma que se manifesta plenamente na revelao crist. Assim, apresenta uma nova verso da teoria das idias, modificando-a em sentido cristo, para explicar a criao do mundo. Deus cria as coisas a partir de modelos imutveis e eternos, que so as idias divinas. Essas idias ou razes no existem em um mundo parte, como afirmava Plato, mas na prpria mente ou sabedoria divina, conforme o testemunho da Bblia. (Rezende, 1996, p. 77 e 78).

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  • Sntese da Histria da FilosofiaFilosofia Medieval: Santo Agostinho*Santo Toms de Aquino (1221-1274)Santo Toms representa o apogeu da escolstica medieval na medida em que conseguiu estabelecer o perfeito equilbrio nas relaes entre a F e a Razo, a teologia e a filosofia, distinguindo-as mas no as separando necessariamente. Ambas, com efeito, podem tratar do mesmo objeto: Deus, por exemplo. Contudo, a filosofia utiliza as luzes da razo natural, ao passo que a teologia se vale das luzes da razo divina manifestada na revelao. H distino, mas no oposio entre as verdades da razo e as da revelao, pois a razo humana uma expresso imperfeita da razo divina, estando-lhe subordinada. Por isso o contedo das verdades reveladas pode estar acima da capacidade da razo natural, mas nunca pode ser contrrio a ela. (Rezende, 1996, p. 81).

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  • Sntese da Histria da FilosofiaFilosofia Moderna*Desenvolvimento da mentalidade racionalista, cujos princpios opunham-se autoridade secular da Igreja. Giordano Bruno (1548-1600) Galileu Galilei (1564-1642)Francis Bacon (1561-1626)Ren Descartes (1596-1650) John Locke (1632-1704)Montesquieu (1689-1755)Voltaire (1694-1778)A Idade Moderna caracterizada pelo desenvolvimento do mtodo cientfico. At ento, o conhecimento era dogmtico. A partir do sculo XVI, transforma-se em conhecimento terico-experimental, ou seja, toda a teoria deve passar pela experincia, no sentido de se aceitar ou rejeitar a hiptese levantada. EssnciaRepresentantesAnotaesDiderot (1713-1784)DAlembert (1717-1783)Rousseau (1712-1778)Adam Smith (1723-1790)George Berkeley (1685-1753) David Hume (1711-1776)Immanuel Kant (1724-1804)

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  • Sntese da Histria da FilosofiaFilosofia Moderna: Cartesianismo*Ren Descartes (1596-1650)Ren Descartes (1596-1650) surge num perodo em que, devido inveno da imprensa, o volume de informaes torna o mundo incerto e confuso. O termo cartesianismo vem dele e significa no s o mtodo pelo qual buscava os conhecimentos, como tambm os seus seguidores. As solues propostas pelos pensadores da Escolstica, por Francis Bacon e por Montaigne no resolviam o problema ntimo do indivduo. Descartes rompe esse quadro, faz tbua rasa e prope o seu mtodo. Suas quatro clebres regras so:1) S admitir como verdadeiro o que parece evidente, evitar a precipitao assim como a preveno;2) Dividir o problema em tantas partes quantas as possveis ( o que se chama regra de anlise);3) Recompor a totalidade subindo como que por degraus (regra da sntese);4) Rever o todo para se Ter a certeza de que no se esqueceu de nada e que, portanto, no h erro.

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  • Sntese da Histria da FilosofiaFilosofia Moderna: Iluminismo*Montesquieu (1689-1755)Defendeu em sua obra, O Esprito das Leis, a separao dos poderes do Estado em Legislativo, Executivo e Judicirio, como forma de evitar abusos dos governantes e de proteger as liberdades individuais.Voltaire (1694-1778)Destacou-se pelas crticas que fazia ao clero catlico, intolerncia religiosa e prepotncia dos poderosos. famoso pela seguinte frase: "Posso no concordar com nenhuma das palavras que voc diz, mas defenderei at a morte o direito de voc diz-las".O iluminismo tambm conhecido como a Filosofia das luzes movimento filosfico do sc. XIX que se caracterizava pela confiana no progresso e na razo, pelo desafio tradio e autoridade e pelo incentivo liberdade de pensamento.

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  • Sntese da Histria da FilosofiaFilosofia Moderna: Iluminismo*Diderot (1713-1784) Diderot (1713-1784) e dAlembert (1717-1783) foram os principais organizadores de uma enciclopdia de 33 volumes. Esta enciclopdia exerceu grande influncia sobre o pensamento poltico burgus, pois defendia, em linhas gerais, o racionalismo, a independncia do Estado em relao Igreja e a confiana no progresso humano atravs das realizaes cientficas e tecnolgicas.Rousseau (1712-1778)Em sua obra, O Contrato Social, defende a tese de que o soberano deveria conduzir o Estado segundo a vontade geral de seu povo, sempre tendo em vista o atendimento ao bem comum. Adam Smith (1723-1790) o principal representante do liberalismo econmico. Em seu Ensaio sobre a Riqueza das Naes criticou a poltica mercantilista, baseada na interveno do Estado na vida econmica. Segundo ele, tudo deveria ser feito sem a interveno do governo, guiado apenas pela "mo invisvel", em que cada qual buscando o seu interesse prprio propiciaria a sobrevivncia de todos.

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  • Sntese da Histria da FilosofiaFilosofia Moderna: Kant*Immanuel Kant (1724-1804)O horizonte histrico vivenciado por Kant marcado pela independncia americana e a Revoluo Francesa. Sua filosofia est na confluncia do racionalismo, do empirismo ingls (Hume) e da cincia fsico-matemtica de Newton. Hegel, acrescentam-se o idealismo e criticismo kantiano.A base da filosofia de Kant (1724-1804) est na teoria do conhecimento. Deseja saber, mas sem erro. Para tanto, elabora-a na relao entre os juzos sintticos "a priori" e os juzos sintticos "a posteriori". Aos primeiros, chama-os puros, que caberia matemtica desvend-los; aos segundos, de fenmenos, influenciados pela percepo sensorial. Nesse sentido, o idealismo e o criticismo kantiano nada mais so do que seus prprios esforos para aproximar o fenmeno "coisa em si".

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  • Sntese da Histria da FilosofiaFilosofia Contempornea*Agrupamento da influncia do materialismo, da filosofia de vida, da fenomenologia, do empirismo lgico e da filosofia da existncia. Augusto Comte (1798-1857)Karl Marx (1818-1883)Soren Aabye Kierkegaard (1813-1855)William James (1842-1910)Anotamos algumas ideias sobre o: POSITIVISMO DE COMTEO MATERIALISMO DIALTICO E HISTRICOEXISTENCIALISMOFENOMENOLOGIAEssnciaRepresentantesAnotaesEdmund Husserl (1859-1938)Alfred Whitehead (1861-1947)Bertrand Russel (1872-1970)Martin Heidegger (1889-1976)Jean-Paul Sartre (1905-1980).

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  • Sntese da Histria da FilosofiaFilosofia Contempornea: Positivismo de Comte*A Sociologia a cincia da sociedade. Vem de societas (sociedade) e logos (estudo, cincia). a cincia que estuda as estruturas sociais e as leis de seu desenvolvimento. Implica na anlise do "fato social". O fato social so todas as formas de associaes e as maneiras de agir, sentir e pensar, padronizadas e socialmente sancionadas. Auguste Comte (1798-1857) criou, em 1839, o vocbulo "Sociologia". Seu objetivo era emprestar ao conhecimento da sociedade um carter "positivo", desviando-o das concepes teolgicas e metafsicas. Utiliza os mtodos das cincias naturais e constri comparativamente os fundamentos da Sociologia. Estabelece, assim, as leis invariveis para a sociedade, da mesma forma que a fsica ou qumica. Mostra o que a sociedade (cincia) e no o que deve ser (filosofia).Auguste Comte (1798-1857)

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  • Sntese da Histria da FilosofiaFilosofia Contempornea: Materialismo Dialtico*Materialismo - Em filosofia, a concepo de mundo onde a matria o motor do universo e a idia sua conseqncia. Materialismo histrico - doutrina do marxismo, que afirma que o modo de produo da vida material condiciona o conjunto de todos os processos da vida social, poltica e espiritual.O materialismo histrico pode ser resumido da seguinte forma: numa sociedade escravagista, os escravos rebelando-se contra os senhores, convert-la-ia em sociedade feudalista; no Feudalismo, os vassalos insurgindo-se contra os senhores feudais, torn-la-ia uma sociedade capitalista; no Capitalismo, os proletariados lutando contra os empresrios, transform-la-ia em sociedade comunista. O Comunismo seria uma sociedade igualitria onde no haveria a explorao do homem pelo homem. O comunismo, para Marx, seria a sociedade perfeita, a sntese final do processo de evoluo dialtica dos povos. Mesmo imbudo de boas intenes cometeu vrios equvocos: no previu a diviso da propriedade corrigindo acumulao das riquezas, as novas tecnologias que aumentam a produtividade da mo de obra e a fora sindical que melhora os salrios. Em termos prticos, o comunismo foi implantado na Rssia e China, pases pr-capitalistas: fato histrico que nega a suplantao do capitalismo.

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  • Sntese da Histria da FilosofiaFilosofia Contempornea: Existencialismo*Existencialismo - Aplica-se esse nome s idias filosficas de Heidegger, Kierkegaard, Sartre e outros. Caracteriza-se pela negao do abstracionismo racional de Hegel. Para Kierkegaard, por exemplo, um sistema lgico de idias no alcana a existncia, o individual. Faz abstrao deste, tem por objetivo as essncias, os possveis, e no o existente, o indivduo, que no se explica, no se deduz, nem se demonstra.A base do existencialismo est na discusso do possvel. Para Sartre: "A existncia precede a essncia". a tese da impossibilidade do possvel. Ele retoma a frmula de Lequier: "Fazer e, ao faze, fazer-se". a expresso metafsica da crena na liberdade absoluta segundo a qual o ser vivo e pensante faz a si mesmo tanto quanto lho permitem certas determinaes j tomadas. Alm do exposto, Abbagnano acrescenta o grupo da necessidade do possvel e o grupo da possibilidade do possvel.

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  • Sntese da Histria da FilosofiaFilosofia Contempornea: Fenomenologia*Fenomenologia definida como "um estado puramente descritivo dos fatos vividos de pensamento e de conhecimento". Hegel, na sua obra Fenomenologia do Esprito (1807), expe que o progresso da conscincia se realiza de forma dialtica at atingir o saber absoluto; Kant, por outro lado, separa os juzos "a priori" (essncias) e os juzos "a posteriori". Somente em Husserl, a fenomenologia toma o sentido corrente e especfico: "o fenmeno constitui, pois, a manifestao do que , aparncia real e no aparncia ilusria".A fenomenologia, portanto, para Husserl e seus seguidores, significa uma reduo do "eu transcendental". Nela, supe-se que os dados da conscincia relativos aos fenmenos, no podem estar separados da essncia. O grande desafio do ser humano captar a essncia que est embutida na existncia. Neste mister, cabe-nos renunciar aos dogmas a aos preconceitos, tala qual fizeram Descartes, Hume e outros.

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  • Sntese da Histria da FilosofiaConcluso*Este olhar sinttico sobre a histria da filosofia possibilitou-nos a tomada de conscincia sobre a contribuio de cada um dos filsofos citados. Em cada poca, a contribuio individual e pode entrar em contradio com a dos outros que o precederam, mas a essncia da filosofia continua sempre a mesma: na Antiguidade o conhecimento de si mesmo; na Idade Mdia, a converso agostiniana; na Idade Moderna, o cogito cartesiano

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  • Sntese da Histria da FilosofiaBibliografia Consultada*COTRIM, G. Fundamentos da Filosofia para uma Gerao Consciente. Elementos da Histria do Pensamento Ocidental. 5. ed. So Paulo: Saraiva, 1990.FROST JR., S. E. Ensinamentos Bsicos dos Grandes Filsofos. So Paulo: Cultrix, ____ REZENDE, A. (Org.). Curso de Filosofia: para Professores e Alunos dos Cursos de Segundo Grau e de Graduao. 6. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1996.

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