1 Aula Clnica Cirrgica

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    01-Mar-2016

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Clinica Cirurgica

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CLNICACIRRGICAEnf Esp. FRANCISCO ALANMETODOLOGIA APLICADAAulas Tericas;

Testes Avaliativos;

Prova Final.

ASPECTOS HISTRICOSAt meados do sculo XVIII, um grande nmero de molstias, de dores, de falta de assistncia mdica assolavam o mundo;

Os procedimentos cirrgicos realizados nessa poca eram limitados, destacavam-se as amputaes, extrao de abscessos e de dentes, evitavam-se as cirurgias da regio do abdmen e outras cavidades do corpo, assim como do sistema nervoso central;ASPECTOS HISTRICOSOs principais desafios enfrentados eram a dor, a hemorragia e a infeco, neste sentido os cirurgies se mostravam temerosos a operar seus doentes, alm de que para realizar cirurgias no passavam por uma academia, mas por um aprendizado prtico, acompanhando um mestre renomado em suas atividades, sendo chamados de cirurgies barbeiros.

O mdico Walter Freeman fazendo uma lobotomia pelo globo ocular com o objetivo de curar doenas psiquitricas.

CIRURGIACirurgia ou operao o tratamento de doena, leso ou deformidade externa e/ou interna com o objetivo de reparar, corrigir ou aliviar um problema fsico.O PACIENTE CIRRGICONo existe cirurgia simples, trata-se sempre de um desafio para o paciente. um momento indescritvel, onde as sensaes so totalmente individuais, cada um reage de uma forma, tentando se proteger dos sofrimentos e adquirindo atitudes diferentes e defensivas. O PACIENTE CIRRGICOUma cirurgia pode ser simples para um e complicada para outro, pois os dimensionamentos de medo e tranqilidade dependem da preparao do paciente. Quando existe o enfrentamento para o desconhecido, para dificuldades e experincias j vivenciadas, podem-se apresentar alteraes orgnicas e metablicas, implicando complicaes e at morte.O PACIENTE CIRRGICOA cirurgia, para muitos, representa a soluo de problemas e, para outros, ameaa prpria vida. Como soluo, o alvio da dor, do incmodo e da insegurana com relao doena; esteticamente significa beleza, correo de deformidades; como ameaa para a vida est relacionada ao medo do desconhecido, da anestesia, da cirurgia e suas implicaes. O PACIENTE CIRRGICO difcil avaliar seu significado para o paciente, principalmente no momento em que ele v a sala, os equipamentos, os cirurgies. Para alguns, o sentimento de medo, insegurana, desespero cresce bastante. Para outros no representa nada, simplesmente um ato cirrgico. A importncia da equipe de enfermagem nesta fase fundamental para permitir segurana, tranqilidade e confiana. O PACIENTE CIRRGICOA cirurgia tem um significado de planejamento, risco cirrgico e recuperao. Representa uma surpresa, cada paciente possui um comportamento e uma reao. Diante dessas reaes, o profissional de enfermagem no pode ser confundido com auto-suficincia.O PACIENTE CIRRGICOExistem situaes em que o paciente apresenta condies especficas que fogem ao alcance da enfermagem, sendo necessrios a humildade e o bom senso para solicitar a colaborao de outros profissionais, sempre buscando o melhor para o paciente. O PACIENTE CIRRGICOComo planejamento, importante que o profissional de enfermagem investigue todas as alteraes fsicas do paciente, material necessrio para a cirurgia e ps-operatrio. Com relao s alteraes fsicas, a enfermagem utiliza-se do exame fsico e laboratorial e da orientao pr-operatria; reconhece os fatores que interferem na deciso operatria como o administrativo e o emocional.PACIENTE E O MEDOMedo da anestesia;

Medo das alteraes morfolgicas e fisiolgicas;

Medo do desconhecido;

Medo da dor;

Medo da morte.MEDO GERA ALTERAESTaquicardiaTaquipniaSudorese intensaBoca secaDiarriasHiperatividadeMutismoAfastamentoAgresso (verbal e/ou fsica)ChoroCOMO AJUDAR?Individualizar o pacienteOuvir com atenoEsclarecer dvidasProporcionar assistncia espiritualProporcionar recreao (rdio, TV, leitura, jogos e trabalhos manuais)Estimular a participao da famlia no tratamento.FATORES ECONMICOSO tratamento cirrgico caro e de difcil acesso. Apesar de as instituies pblicas fornecerem este tipo de tratamento, a procura maior que a oferta. Alguns falecem antes de receber o tratamento, outros ficam mais debilitados, pois a espera longa. Alm dos gastos com cirurgias, so necessrios exames e medicamentos, que aumentam o custo do tratamento. Mais barato seria investir na preveno, melhorando as condies de vida dos indivduos.CLASSIFICAO DAS CIRURGIASQUANTO AO TEMPO: eletiva, urgente e de emergncia;QUANTO AO PORTE: pequeno porte, mdio porte e grande porte;QUANTO A FINALIDADE: paliativa, radical/curativa, exploradora, plstica e reparadora;QUANTO AO POTENCIAL DE CONTAMINAO: limpa, potencialmente contaminada, contaminada e infectada.CLASSIFICAO DAS CIRURGIASELETIVA: aquela realizada quando mais conveniente para o paciente e para quem opera. A realizao pode aguardar ocasio mais propcio, ou seja, pode ser programado.

Exemplos: mamoplastia, cisto superficial; CLASSIFICAO DAS CIRURGIASURGENTE: tratamento cirrgico que requer pronta ateno dever ser realizado dentro de 24 a 48 horas.

Exemplo: Apendicectomia;CLASSIFICAO DAS CIRURGIASDE EMERGNCIA: tratamento cirrgico que requer ateno imediata, por se tratar de uma situao crtica "salvar a vida".

Exemplo: Ferimento precordial por arma de fogo. CLASSIFICAO DAS CIRURGIASPEQUENO PORTE: cirurgias com pequena probabilidade de perda de fluido e sangue.

Exemplos: otorrinolaringologia (timpanoplastia), plstica (mamoplastia), endoscopia (endoscopia digestiva), oftalmologia (vitrectomia). CLASSIFICAO DAS CIRURGIASMDIO PORTE: cirurgias com mdia probabilidade de perda de fluido e sangue.

Exemplos: cabea e pescoo (resseco de carcinoma espino celular), ortopedia (prtese de quadril), urologia (resseco transuretral de prstata), neurologia (resseco de aneurisma cerebral). CLASSIFICAO DAS CIRURGIASGRANDE PORTE: cirurgias com grande probabilidade de perda de fluido e sangue, exigem tcnicas maiores, um maior nmero de equipamentos.

Exemplos: cirurgias de emergncias (ferimento na regio precordial), cirurgias vasculares arteriais (correo de aneurisma, aorta abdominal).CLASSIFICAO DAS CIRURGIASPALIATIVA: aquela que visa melhorar as condies do paciente e/ou compensao de certos distrbios.Ex. Gastrostomia.

RADICAL/CURATIVA: tem a finalidade de curar a patologia. Para essa finalidade necessrio s vezes a retirada parcial ou total de um rgo.Ex. Apendicectomia. CLASSIFICAO DAS CIRURGIASEXPLORADORA: a cirurgia cujo objetivo de investigar o que esta acontecendo.Ex: laparotomia exploradora.

PLSTICA: tem a finalidade de recomposio de tecidos corretivos ou esttica. Ex: Rinoplastia, mamoplastia, etc.

REPARADORA: Reconstitui artificialmente uma parte do corpo lesada por enfermidade ou traumatismo. Ex: enxerto de pele. CLASSIFICAO DAS CIRURGIASLIMPA - So feridas cirrgicas no infectadas, em que no h inflamao e, que no so atingidos os tratos respiratrios, digestrios, genital ou urinrio.

Ex: cirurgia eletiva, fechamento em primeiro tempo, e no drenada, no traumtica, no infectada CLASSIFICAO DAS CIRURGIASPOTENCIALMENTE CONTAMINADAS: so realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecido de difcil descontaminao, na ausncia de processo infeccioso e inflamatrio, e com falhas tcnicas discretas no transoperatrio.

Exemplo: gastrectomia; CLASSIFICAO DAS CIRURGIASCONTAMINADA: so realizadas em tecidos abertos e recentemente traumatizados, colonizados por flora bacteriana abundante, de descontaminao difcil ou impossvel, bem como todas aquelas em que tenha ocorrido: falha tcnica grosseira; presena de inflamao aguda na inciso e cicatrizao de segunda inteno.

Exemplo: hemicolectomia; CLASSIFICAO DAS CIRURGIASINFECTADA: so todas as intervenes cirrgicas realizadas em qualquer tecido ou rgo em presena de processo infeccioso (supurao local), tecido necrtico, corpos estranhos e feridas de origem suja.

Exemplo: nefrectomia com coleo de pus.CLASSIFICAO DAS CIRURGIASLIMPAS:-Artroplastia do quadril-Cirurgia cardaca-Herniorrafia de todos os tipos-Neurocirurgia-Procedimentos cirrgicos ortopdicos (eletivos)-Mamoplastia-Mastectomia parcial e radical-Cirurgia de Ovrio CLASSIFICAO DAS CIRURGIASPOTENCIALMENTE CONTAMINADA:-Histerectomia abdominal-Cirurgia do intestino delgado (eletiva)-Cirurgia gstrica e duodenal-Colecistectomia + colangiografia-VagotomiaCLASSIFICAO DAS CIRURGIASCONTAMINADAS:-Cirurgia de clon-Debridamento de queimaduras-Cirurgia intranasal-Cirurgia bucal e dental-Fraturas expostas com atendimento aps dez horasCLASSIFICAO DAS CIRURGIASINFECTADAS:-Cirurgia do reto e nus com pus-Cirurgia abdominal em presena de pus e contedo de clon-Nefrectomia com infeco-Presena de vsceras perfuradas-Colecistectomia por colecistite aguda com empiemaRISCO CIRRGICOConsiste numa srie de estudos realizados em um individuo candidato a uma cirurgia, para que seja efetuado um clculo da probabilidade de um bom resultado cirrgico, levando-se em considerao o tipo de interveno a ser realizada e as condies clnicas do doente. AVALIAO DO RISCO CIRRGICOAvaliao Clnica Exame fsico Exames Complementares: HC; Rx de trax; Glicemia em jejum; ABO-Rh; Plaquetas; Colesterol, triglicrides, HDL, LDL; coagulograma; EAS; ECG; ECO; Uria, creatinina, acido rico; EPF; teste ergomtrico e outros mais, que sero individualizados para cada paciente. FATORES ANALISADOS PARA RCFATORES ANESTSICOS;

FATORES CRNICOS RELACIONADOS AO PACIENTE (idade, doenas associadas, tabagismo, obesidade, m nutrio);

FATORES CIRRGICOSFATORES ANALISADOS PARA RCPacientes idosos: Podem estar associadas doenas crnicas, correlacionadas ao motivo que o leva ao procedimento cirrgico. O risco est no nmero e gravidade dos problemas de sade coexistentes e natureza e durao do procedimento operatrio. O cliente idoso apresenta menor reserva fisiolgica, onde as reservas cardacas so menores, as funes renal e heptica esto deprimidas e a atividade gastrointestinal esteja reduzida.FATORES ANALISADOS PARA RCPacientes idosos: Podem apresentar limitaes sensoriais, como viso e audio diminudas e sensibilidade tctil reduzida. A artrite pode afetar a imobilidade e condutas devem ser realizadas para a reduo de presso em protuberncias sseas. Com a diminuio do tecido adiposo, o cliente idoso torna-se mais susceptvel a alteraes da temperatura.FATORES ANALISADOS PARA RCPacientes obesos: A obesidade aumenta o risco e a gravidade das complicaes associadas a cirurgia, como por exemplo, as deiscncias e infeces de ferida cirrgica. O peso avantajado um fator complicante devido a dificuldade de cuidar.FATORES ANALISADOS PARA RCPacientes obesos: Em decbito dorsal o cliente obeso respira mal, o que aumenta o risco de hipoventilao e complicaes pulmonares ps-opefatrias. Alm disso, a distenso abdominal a flebite e as doenas cardiovasculares, endcrinas, hepticas e biliares ocorrem mais prontamente nos pacientes obesos.CLASSIFICAO DAS INTERVENESPequeno risco - pacientes hgidos que sero submetidos a uma cirurgia de pequeno ou mdio porte. Risco intermedirio operaes eletivas de mdio porte em idosos ou em doentes com ligeiras alteraes orgnicas.Risco elevado pacientes com doenas graves, operao de grande porte ou com doenas descompensadas associadas ou com doenas graves na fase tardia ou operaes de emergncia absoluta.CLNICA CIRRGICA uma unidade hospitalar onde permanecem os indivduos nos perodos pr e ps-operatrios e, onde so preparados para o ato cirrgico e auxiliado aps ele, a recuperarem o equilbrio orgnico.ENFERMAGEM CIRRGICA a parte da enfermagem que presta assistncia ao paciente cirrgicos nos perodos PR, TRANS E PS OPERATRIOS, com o objetivo de prevenir complicaes fsicas e emocionais para reabilitao e recuperao.CONSENTIMENTO CIRRGICOAntes da cirurgia, o paciente ou responsvel deve assinar um formulrio de consentimento cirrgico ou permisso para realizao da cirurgia.CONSENTIMENTO CIRRGICOQuando assinado, esse formulrio indica que o paciente/responsvel permite a realizao do procedimento e compreende seus riscos e benefcios, explicados pelo cirurgio. Esse formulrio de consentimento deve ser assinado para qualquer procedimento invasivo que exija anestesia e comporte risco de complicaes.

ENFERMAGEM PERIOPERATRIAFase Pr-OperatriaFase Intra-OperatriaFase Ps-OperatriaO CUIDADO DE ENFERMAGEMNO PR-OPERATRIOAbrange desde o momento da deciso cirrgica at a transferncia do cliente para a mesa cirrgica.PERODO PR-OPERATRIO DIVIDE-SE EM MEDIATO E IMEDIATO:PR-OPERATRIO MEDIATO

O cliente submetido a exames que auxiliam na confirmao do diagnstico e que auxiliaro o planejamento cirrgico, o tratamento clnico para diminuir os sintomas e as precaues necessrias para evitar complicaes ps-operatrias, ou seja, abrange o perodo desde a indicao para a cirurgia at o dia anterior mesma;PR-OPERATRIO MEDIATOPreparo emocionalOrientar quanto a dor e nuseaOrientar quanto a deambulao precoce, ensinar movimentos ativos dos MMIIMensurar dados Antropomtricos (peso e altura), sinais vitais para posteriores comparaes.Encaminhar para realizar exames de sangue, raio-X, ECG, TC e outros.Preparo do intestino, quando indicado, dias antes ou na noite anterior a cirurgia.PR-OPERATRIO IMEDIATOCorresponde s 24 horas anteriores cirurgia e tem por objetivo preparar o cliente para o ato cirrgico mediante os seguintes procedimentos: jejum, limpeza intestinal, esvaziamento vesical, preparo da pele e aplicao de medicao pr-anestsica. A tricotomia quando indicada, ser realizada 2 horas antes da cirurgia para evitar colonizao da pele.JEJUM DE 6 A 12 HORAS ANTES DA CIRURGIA - objetiva evitar vmitos e prevenir a aspirao de resduos alimentares por ocasio da anestesia.PR-OPERATRIO IMEDIATOHIGIENE PESSOAL

TRICOTOMIA : MXIMO 2 HORAS ANTES OU NO PRPRIO CENTRO CIRRGICO, EM MENOR REA POSSVEL E COM MTODO O MENOS AGRESSIVOPR-OPERATRIO IMEDIATOTRICOTOMIA : Tricotomia a retirada dos plosantes de uma cirurgiaatravs de uma lmina cirrgica ou de barbear. Retira-se os plos do local onde ir ser feita a cirurgia, evitando qualquer tipo de infeco.PR-OPERATRIO IMEDIATO

REMOO DE JIAS, ANIS , PRTESES DENTRIAS, LENTES DE CONTATO;

ESVAZIAMENTO DA BEXIGAEsvaziamento espontneo: antes do pr-anestsico.Sonda vesical de demora: cirurgias em que a mesma necessite ser mantida vazia, ou naquelas de longa durao, geralmente e realizado no centro cirrgico.PR-OPERATRIO IMEDIATOESVAZIAMENTO INTESTINAL (8 A 12 HORAS ANTES DO ATO CIRRGICO)Laxativos (medicamentos);Lavagem intestinal ou Enteroclisma a introduo de lquido (volume mximo de 2000ml) no intestino, atravs do nus ou da boca da colostomia, com o objetivo de promover o esvaziamento intestinal.PR-OPERATRIO IMEDIATOPR-OPERATRIO IMEDIATO

VERIFICAR SINAIS VITAIS ANTES DE ENCAMINHAR PARA CC;

VERIFICAR O PRONTURIO, EXAMES, CONSENTIMENTO LIVRE INFORMADO, PRESCRIO E REGISTRO DE ENFERMAGEM E ENCAMINHAMENTO JUNTO AO PACIENTEPR-OPERATRIO IMEDIATOADMINISTRAR MEDICAMENTO PR-ANESTSICO (45 A 60 MINUTOS ANTES DO INCIO DA ANESTESIA);

MANTER AMBIENTE SILENCIOSO PARA PROMOVER RELAXAMENTOPR-OPERATRIO IMEDIATOVESTIR O PACIENTE (CAMISOLA, GORRO, PROP);

PROMOVER LIMPEZA E ARRUMAO DA UNIDADEPR-OPERATRIO IMEDIATOOBRIGADO!