1 1.. NAALLVVEENAARRIIAA - npc.ufsc.br ? o NBR 12118/1991 - Blocos vazados de concreto para alvenaria

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    04-Jun-2018

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1 11.. AALLVVEENNAARRIIAA So paredes, muros ou alicerces (sapatas corridas) feitos com: pedras naturais blocos e tijolos cermicos blocos de concreto blocos slico-calcrios blocos de concreto celular tijolos de vidro tijolos de solo-cimento, etc. com ou sem argamassa EESSCCOOLLHHAA DDOOSS MMAATTEERRIIAAIISS H uma enorme variedade de materiais disposio no mercado. A escolha da unidade de alvenaria deve ser feita buscando o atendimento s exigncias pr-estabelecidas. Deve-se levar em considerao: - a natureza do material - seu peso prprio - dimenses e forma - disposio dos furos - textura - propriedades fsicas (porosidade, capilaridade, propriedades trmicas, propriedades acsticas, etc.) - propriedades mecnicas (resistncias, mdulo de elasticidade, coeficiente de Poisson, tenacidade, etc.) durabilidade de acordo com a funo que iro desempenhar resistncia ao de agentes agressivos preciso dimensional estabilidade dimensional 2 CCLLAASSSSIIFFIICCAAOO DDAASS AALLVVEENNAARRIIAASS EXTERNAS ou perimetrais comuns de divisa finalidade e disposio INTERNAS ou divisrias corta-fogo divisrias PORTANTES: esforos horizontais, verticais, inclinados (alvenaria estrutural) ponto de vista esttico FECHAMENTO, VEDAO (tabiques) espessura SIMPLES cutelo tijolo 1 tijolo 1 tijolo 2 tijolos COMPOSTA de caixo comum sistema Eckert mistas 3 Tijolos/Blocos Cermicos Produo o Podem ser prensados ou extrudados (caso mais freqente). Caractersticas o Tijolos macios: podem ser extrudados ou prensados. o Blocos vazados: so extrudados - 2, 4, 6, 8, 21 furos. o Resistncia compresso: entre 1 e 10 MPa (mnima: 2,5 MPa). o Peso de at 131 kg/m2. o Detm 90% do mercado brasileiro de blocos. o Blocos com dimenses modulares e submodulares; blocos com formatos diversos (tipo canaleta e para instalaes eltricas e hidrulicas). Normas o NBR 7170/1983 Tijolo macio cermico para alvenaria. o NBR 15270-1/2005 Componentes cermicos Parte1: Blocos cermicos para alvenaria de vedao Terminologia e requisitos o NBR 15270-2/2005 Componentes cermicos Parte2: Blocos cermicos para alvenaria estrutural Terminologia e requisitos o NBR 15270-3/2005 Componentes cermicos Parte1: Blocos cermicos para alvenaria estrutural e de vedao Mtodos de ensaios. o NBR 6460/1983 Tijolo macio cermico para alvenaria Verificao da resistncia compresso. o NBR 8041/1983 - Tijolo macio cermico para alvenaria Forma e dimenses. 4 BBllooccooss ddee CCoonnccrreettoo Produo o Mistura de cimento, areia, pedrisco e gua. o Fabricado com agregado normal ou leve. o Vibro-prensa para moldagem e compactao. o Cura mida a vapor durante tempo padronizado. o Exigem rigoroso controle da cura para evitar retrao por secagem excessiva na parede e sua conseqente fissurao. Caractersticas o Resistncia mnima compresso de 2,5 MPa para blocos de vedao. o Isolamento acstico: deve variar de 40 dB para blocos de 9 cm de espessura sem revestimento a 46 dB para blocos de 14 cm de espessura com revestimento. o Peso de at 156 kg/m2. Normas o NBR 7173/1982 Blocos vazados de concreto simples para alvenaria sem funo estrutural. o NBR 6136/1994 Bloco vazado de concreto simples para alvenaria estrutural. o NBR 7184/1992 - Blocos vazados de concreto simples para alvenaria Determinao da resistncia compresso. o NBR 8215/1983 - Prismas de blocos vazados de concreto simples para alvenaria estrutural Preparo e ensaio compresso. o NBR 12117/1991 - Blocos vazados de concreto para alvenaria Retrao por secagem. o NBR 12118/1991 - Blocos vazados de concreto para alvenaria Determinao da absoro de gua, do teor de umidade e da rea lquida. Problemas mais comuns o Devidos, principalmente, retrao por secagem. o Falta de esquadro. o Fragilidade. o Variaes dimensionais o Falta de planicidade da superfcie. 5 BBllooccooss SSlliiccoo--CCaallccrriiooss Produo o Mistura de cal virgem, areia fina quartzosa e gua. o Prensagem em moldes (alta presso). o Desmolde. o Colocao em autoclaves e cura sob alta presso de vapor por vrias horas (16 atm, 200C, 5 horas): forma-se hidrossilicato de clcio (C-S-H). o Mtodo patenteado em 1880 na Alemanha: Mtodo de produo de pedra artificial de areia. 70% dos blocos comercializados na Alemanha so slico-calcrios. o Produo atual em diversos pases da Europa, Rssia, Canad, Mxico e EUA. No Brasil so produzidos desde 1976 pela Prensil, para alvenaria estrutural. o Exigem rigoroso controle da cura para evitar retrao por secagem excessiva e conseqente fissurao. Caractersticas o Material bem compactado: resistncia compresso varia entre 4,5 e 15 MPa. o Alta preciso nas dimenses. o Arestas bem definidas. o Textura suave, pouca rugosidade, alta absoro de gua. o Peso de at 132 kg/m2. o Colorao variada por meio de adio de pigmentos. Normas o No h normalizao brasileira para blocos slico-calcrios. o Norma alem: DIN-106. 6 BBllooccooss ddee CCoonnccrreettoo CCeelluullaarr AAuuttooccllaavvaaddooss Produo o Mistura de cimento, cal, areia e alumnio em p (agente expansor). o Autoclave: cura a vapor sob presso de 10 atm e 180C de temperatura. o Exigem rigoroso controle da cura para evitar retrao por secagem excessiva e conseqente fissurao. Caractersticas o Contm bolhas de ar de dimenses milimtricas, homogneas e uniformemente distribudas. A textura suave. o Peso 60% menor que os blocos cermicos (500 kg/m3): estruturas mais esbeltas e menor consumo de ao e menor carga nas fundaes. o Preenchimento de nervuras em lajes. o Maior dimenso dos blocos (at 40x60x19 cm) e maior leveza (peso de at 75 kg/m2) levam a maior produtividade. o Regularidade de dimenses: possibilitam fina camada de revestimento o Isolante trmico e acstico; alta resistncia ao fogo (incombustvel). o Resistncia compresso: 2,5 Mpa aos 28 dias. o Pode ser cortado com serrote de dentes largos; pode ser furado, lixado e pregado com ferramentas comuns. o Exigem cuidados maiores no manuseio e armazenagem. Normas o NBR 12644/92 Concreto celular espumoso determinao da densidade de massa aparente no estado fresco Mtodo de ensaio. o NBR 12646/92 - Paredes de concreto celular espumoso moldadas no local Especificao. o NBR 12655/92 Execuo de paredes de concreto celular espumoso moldadas no local Procedimento. o NBR 13438/1995 - Blocos de concreto celular autoclavado. o NBR 13439/1995 - Blocos de concreto celular autoclavado Verificao da resistncia compresso. o NBR 13440/1995 - Blocos de concreto celular autoclavado Verificao da densidade de massa aparente seca. 7 BBllooccooss ddee SSoolloo--CCiimmeennttoo Produo o Mistura de solo arenoso + cimento + gua em betoneira. As propores desta mistura determinam a resistncia dos tijolos de acordo com a sua utilizao (o solo ideal aquele constitudo de 50% a 70% de areia e o restante de argila). O teor de umidade de cerca de 5%. o Prensagem em moldes. o Cura: processo essencial para garantir qualidade. A cura deve ser mida, e indispensvel nos primeiros 7 dias. o Exigem rigoroso controle da cura para evitar retrao por secagem excessiva e conseqente fissurao. o Na mistura de solo-cimento podem ser acrescentados aditivos impermeabilizantes, cimento refratrio, xido de ferro (pigmento para colorir). Caractersticas o Capacidade trmica e acstica. o Alvenaria de tijolos vista. o Regularidade de dimenses, resultando em revestimentos de pequena espessura. o Dispensa o uso de chapisco. quando forem utilizados blocos vazados, as instalaes hidrulica e eltrica podem ser feitas por dentro dos furos. o Tijolos assentados com cola. o Confere maior produtividade no canteiro de obras. o Blocos modulados, blocos de encaixe, blocos canaleta. Normas o NBR 8491/1984 Tijolo macio de solo-cimento. o NBR 8492/1984 Tijolo macio de solo-cimento Determinao da resistncia compresso e da absoro de gua. o NBR 10832/1989 - Fabricao de tijolo macio de solo-cimento com a utilizao de prensa manual. o NBR 10833/1989 - Fabricao de tijolo macio e bloco vazado de solo-cimento com utilizao de prensa hidrulica. o NBR 10834/1994 Bloco vazado de solo-cimento sem funo estrutural. o NBR 10835/1994 Bloco vazado de solo-cimento sem funo estrutural Formas e dimenses. o NBR 10836/1994 - Bloco vazado de solo-cimento sem funo estrutural Determinao da resistncia compresso e da absoro de gua. 8 TTiijjoollooss ddee VViiddrroo Produo o Fundio de duas partes de vidro a altas temperaturas. o O resfriamento do vidro fundido faz a presso interna do ar reduzir. Caractersticas o Peas ocas, estanques, preenchidas com ar rarefeito. o Bom isolamento trmico e acstico. o Vrias coloraes. Normas o NBR 14899-1/2002 - Blocos de vidro para a construo civil Parte 1: Definies, requisitos e mtodos de ensaio. 9 11..11 AALLVVEENNAARRIIAA ddee VVEEDDAAOO Exigncias: resistncia mecnica, durabilidade, estanqueidade, isolamento trmico, isolamento acstico, resistncia ao fogo. As alvenarias de vedao no tm funo estrutural, mas esto sujeitas as seguintes cargas acidentais: Deformaes da estrutura de concreto Recalques de fundaes Movimentaes trmicas, etc. 11..11..11 RREECCEEBBIIMMEENNTTOO DDOOSS BBLLOOCCOOSS//TTIIJJOOLLOOSS EEMM OOBBRRAA Exigncias da normalizao nacional para blocos de vedao: avaliao de dimenses, desvios de forma, percentual de vazios, absoro de gua, material e resistncia compresso. a) Blocos cermicos para vedao cada caminho = 1 lote amostra = 24 blocos aleatoriamente coletados em cada lote verificao visual: trincas, quebras, superfcies irregulares, deformaes, no uniformidade de cor planeza das faces: com rgua metlica plana em 24 blocos de cada lote desvio de esquadro: desvio mximo:3 mm queima: percusso com objeto metlico: som vibrante indica boa queima; som abafado indica bloco mal cozido imerso em gua por 4 horas: desmanche ou esfarelamento indicam queima ruim Planeza das faces Desvio de esquadro 10 Armazenamento dos blocos cermicos na obra hpilha < 2m prximo ao meio de transporte vertical (economia de tempo e reduo de perdas) evitar umidade excessiva b) Blocos de concreto para vedao NBR 7173/82: cada caminho = 1 lote verificao visual: em 20 blocos de cada lote: trincas, fraturas, superfcies e arestas irregulares, deformaes, falta de homogeneidade; bloco aparente: pequenas lascas, imperfeies superficiais dimenses: medida com trena em 10 blocos de cada lote espessura da parede: medida com trena em 10 blocos de cada lote, na regio mais estreita 10 10 10 1 1 1 2 2 2 11 Critrios para aceitao ou rejeio do lote verificao visual: - peas defeituosas 2 aceitao - peas defeituosas > 2 2a amostra (A2) - no blocos defeituosos (A1 + A2) 6 aceitao Se A1 e A2 forem rejeitadas, o lote deve ser rejeitado, ou todos os blocos devem ser inspecionados com separao dos defeituosos. dimenses: dimenses nominais da NBR + 3mm, - 2mm (espessura mnima = 15 mm) uniformidade dimensional: desvio mximo = 3mm quebra excessiva: pode ser devida a uma cura deficiente dos blocos ou baixa resistncia mecnica. Armazenamento dos blocos de concreto na obra hpilha 1,5 m cobertos, protegidos da chuva prximos ao meio de transporte vertical 12 11..11..22 TTCCNNIICCAASS DDEE EEXXEECCUUOO DDEE AALLVVEENNAARRIIAASS ALVENARIA DE TIJOLOS E BLOCOS CERMICOS, BLOCOS DE CONCRETO e BLOCOS SLICO-CALCRIOS Normas Brasileiras: NBR 8545/1984 Execuo de alvenaria sem funo estrutural de tijolos e blocos cermicos. Documentos de referncia projeto arquitetnico projeto estrutural projetos de instalaes (hidrulico, eltrico, etc) Prazos mnimos para das incio execuo das alvenarias Concretagem do pavimento executada h, pelo menos, 45 dias. Retirada total do escoramento da laje do pavimento h, pelo menos, 15 dias. Ter sido retirado completamente o escoramento da laje do pavimento superior. Realizao de chapisco h, pelo menos, 3 dias. Justificativa: os prazos mnimos acima permitem que ocorra uma parcela significativa das deformaes da estrutura de concreto armado, minimizando seus efeitos sobre a alvenaria de vedao. Etapas do mtodo executivo: 1. Preparao da superfcie para receber a alvenaria 2. Marcao da alvenaria 3. Elevao da alvenaria 4. Execuo do respaldo 13 MMTTOODDOO EEXXEECCUUTTIIVVOO 1a etapa: PREPARAO DA SUPERFCIE 1. Limpeza da base (laje ou viga de concreto armado) 2. Lavagem (gua) e escovao (escova de ao) da superfcie de concreto 3. Chapisco do concreto que ficar em contato com a alvenaria. O chapisco deve ser feito com 72 horas de antecedncia. Podem ser aplicados trs diferentes tipos de chapisco: CHAPISCO CONVENCIONAL Argamassa de cimento e areia grossa Trao 1:3 ou 1:4, em volume Aplicao com colher de pedreiro, lanada energicamente contra a estrutura Desperdcio elevado CHAPISCO ROLADO Argamassa de cimento e areia mdia, misturada a seco Trao 1:4,5, em volume Adicionar gua e resina PVA (1 parte de PVA: 6 partes de gua) Aplicao com rolo para textura acrlica (2 a 3 demos). A espessura final da camada fica em torno de 5 mm CHAPISCO COM ARGAMASSA COLANTE Argamassa colante, preparada de acordo com a recomendao do fabricante Aplicao com desempenadeira dentada CHAPISCO ROLADO ARGAMASSA COLANTE 14 4. Marcao do alinhamento 5. Definio da galga (definio da altura das fiadas da alvenaria) A galga marcada com auxlio de nvel de mangueira ou com aparelho de nvel, nos pilares ou com auxlio de caibro ou escantilho. So esticadas linhas de nilon. So marcadas tambm cotas de vergas e contravergas. O ponto mais alto da base define a cota da primeira fiada. Devem ser feitas, com argamassa, correes de desnveis na estrutura de concreto superiores a 2 cm, com pelo menos 24 horas de antecedncia. 6. Fixao dos dispositivos de amarrao da alvenaria aos pilares Ferros-cabelo ao CA-50 5mm chumbado no pilar, a cada 2 fiadas Tela soldada aparafusada ao pilar, a cada 2 fiadas 15 2a etapa: MARCAO DA ALVENARIA 7. Molhagem do alinhamento 8. Assentamento de blocos ou tijolos de extremidade 9. Assentamento dos blocos intermedirios 3a etapa: ELEVAO DA ALVENARIA 10. Iniciar a 2a fiada com tijolo 11. 3a fiada = 1a fiada; 4a fiada = 2a fiada, ... 12. Juntas horizontais = 10 mm Juntas pouco espessas: mau desempenho do conjunto pela reduo da capacidade de absorver deformaes. Mnimo = 8 mm. Juntas muito espessas: causam queda na resistncia mecnica da alvenaria e maior consumo de argamassa. Mximo = 18 mm. FERRAMENTAS UTILIZADAS PARA A APLICAO DA ARGAMASSA Blocos junto aos pilares: devero ser assentes com a argamassa da junta vertical j aplicada na sua face lateral, de modo que ela seja fortemente comprimida contra o pilar previamente chapiscado. O preenchimento posterior da junta pilar/alvenaria pode criar uma ligao fraca sujeita fissurao. 13. Verificar o prumo, nvel e alinhamento de cada fiada Instrumentos: prumo de face, rgua de nvel e linhas de nilon. 14. No executar at o respaldo 16 4a etapa: EXECUO DO RESPALDO O respaldo a regio de encontro entre a alvenaria e a estrutura do pavimento superior. Nesta regio, podem ocorrer fissuras por retrao da argamassa de assentamento da alvenaria e transmisso de esforos da estrutura alvenaria. Deve-se esperar o maior tempo possvel para executar o respaldo. Pode-se ter trs situaes possveis quanto interao alvenaria/estrutura: a) A alvenaria funciona como travamento da estrutura b) A alvenaria no funciona como travamento da estrutura, mas a estrutura que a envolve deformvel c) A alvenaria no funciona como travamento da estrutura e a estrutura que a envolve pouco deformvel Solues para cada situao a) A alvenaria funciona como travamento da estrutura necessria uma ligao efetiva e rgida entre alvenaria e estrutura. A alvenaria estar submetida a tenses elevadas, e devem resistir a essas tenses. Solues no respaldo: encunhamento ou argamassa expansiva. Encunhamento com tijolos macios a 45 ou com cunhas de concreto pr-fabricadas. Nesse caso, necessrio deixar um espao mnimo de 15 cm entre estrutura e alvenaria. 17 Preenchimento com argamassa expansiva. Nesse caso, um espao de 2 a 3 cm entre estrutura e alvenaria. Essa tcnica pode gerar concentrao de tenses em alguns pontos e problemas alvenaria. b) A alvenaria no funciona como travamento da estrutura, mas a estrutura que a envolve deformvel Exemplos: prticos de grande vo, lajes cogumelo, estruturas em balano, etc. Solues no respaldo: preenchimento com material deformvel. Encunhamento com tijolos macios a 45 com argamassa fraca Aplicao de espuma de poliuretano e acabamento Aplicao de argamassa rica em cal, com baixo consumo de cimento (exemplo: argamassa de trao 1:3:12) c) A alvenaria no funciona como travamento da estrutura e a estrutura que a envolve pouco deformvel Solues no respaldo: preenchimento com a prpria argamassa de assentamento. 18 DETALHES DE CONSTRUO 1. Encontro entre paredes L, T, cruz O objetivo evitar destacamento entre panos de alvenaria (fissuras), por meio de amarrao. O ideal a utilizao de blocos especiais Se as juntas forem aprumadas, deve-se ter CAUTELA maior rigidez de vigas e lajes ferros ou telas metlicas nas juntas de assentamento telas metlicas embutidas no revestimento quando for esperada intensa movimentao, a junta deve ser tratada com selante flexvel 19 2. Juntas de controle Servem para evitar fissuras causadas por movimentaes trmicas e higroscpicas da alvenaria, e por retrao por secagem da argamassa de assentamento. Preenchimento com selante (acrlico, silicone, polissulfetos) Ligao: fios de ao = 4,2 ou 5 mm, nas juntas horizontais mpares, passando 30 cm para cada lado da junta. Valores indicativos para juntas de controle nas alvenarias de vedao Blocos ou tijolos assentados com argamassa mista, parede revestida/ impermeabilizada Comprimento mximo de parede ou distncia mxima entre juntas de controle (metros) Paredes internas Paredes externas Sem aberturas Com aberturas Sem aberturas Com aberturas b14 b 20 3. Regio das aberturas Devem ser reforadas com VERGAS e CONTRAVERGAS A alvenaria deve ser elevada at uma fiada antes da altura do peitoril, para permitir a execuo da contraverga. As vergas e contravergas devem estender-se no mnimo 20 cm alm da abertura. No caso de aberturas sucessivas, com distanciamento inferior a 60 cm, deve-se executar uma verga contnua. Caso a altura da abertura atinja a face inferior da viga ou laje, a verga desnecessria. A seo transversal das vergas e contravergas deve ser no mnimo igual seo transversal dos blocos/tijolos. Apoios mnimos recomendados para vergas e contravergas BLOCO CERMICO Verga Contraverga Comprimento da parede (m) 21 Cintas de amarrao hparede > 3m cintas de amarrao intermedirias hparede > 5m clculo estrutural alvenaria estrutural 22 Tcnicas de execuo de vergas e contravergas TCNICA VANTAGENS/DESVANTAGENS Moldagem no local com frmas de madeira No permite a execuo do apoio necessrio Reduz a produtividade, pois interrompe a elevao da alvenaria Causa desperdcios de material e mo-de-obra Distribuio de barras de ao na junta de argamassa Fraca aderncia entre as barras de ao e a argamassa de assentamento Risco de corroso das barras Moldagem no local com emprego de blocos tipo canaleta, com duas barras de ao CA-50 = 6,3 mm e preenchimento com concreto fck 15 MPa Reduz a produtividade, pois interrompe a elevao da alvenaria Pr-fabricao de vergas e contravergas Elementos so assentados como se fossem unidades da alvenaria No interrompe a elevao da alvenaria, resultando em maior produtividade Peas padronizadas 23 4. Embutimento de instalaes Forma tradicional: embutimento feito posteriormente elevao da alvenaria, por meio de cortes e rasgos na parede. Implica em elevado desperdcio de tempo e de materiais. Cuidado: reduo excessiva da seo do bloco torna necessrio o reforo com tela metlica no revestimento Cortes em paredes de blocos cermicos, blocos de concreto e blocos slico-calcrios: corte com auxlio de serra de disco de corte. Cortes em paredes de blocos de concreto celular: rasgador manual. Forma racionalizada: emprego de shafts. Instalaes hidrulicas distribudas ao longo da parede: emprego de paredes duplas de pequena espessura. Primeiro constri-se uma delas (de fundo), onde sero fixadas as instalaes, e posteriormente faz-se o fechamento com a outra, deixando apenas os pontos de sada de gua e entrada de esgoto. Instalaes eltricas: passagem dos eletrodutos por dentro dos furos dos componentes. As caixas eltricas devem ser instaladas nos blocos antes do assentamento dos mesmos (serra de bancada ou serra manual). Instalaes de gua quente: prever isolamento da tubulao com: argamassa de amianto, argamassas especficas pr-dosadas e tubos de espuma rgida. Prumadas de luz, telefone, gs e sanitrias: emprego de shafts. 24 5. Cuidados para evitar fissurao no ltimo pavimento 25 CCUUIIDDAADDOOSS DDIIVVEERRSSOOSS NNAA EELLEEVVAAOO DDAASS AALLVVEENNAARRIIAASS Blocos secos de alta absoro devem ser umedecidos antes do assentamento. As superfcies chapiscadas devem ser umedecidas antes de receberem contato com argamassa. Paredes apoiadas em vigas ou lajes contnuas devem ser elevadas simultaneamente em todos os vos. A argamassa deve ser aplicada em excesso, e o posicionamento do bloco deve ser feito com presso. O piso deve ser revestido com lona plstica durante a elevao da alvenaria, para permitir o reaproveitamento da argamassa que cai. Correes no nvel e no prumo dos blocos devem ser feitas imediatamente aps o assentamento. Em alvenarias de tijolos/blocos vista, o friso na junta deve ser feito entre 1 e 2 horas aps o assentamento, cuidando para no tirar os blocos da posio. Se a junta entre alvenaria e pilar for maior que 3 cm, a mesma deve ser preenchida com microconcreto. As alvenarias de fachada devem ser chapiscadas logo aps a elevao. O no preenchimento das juntas verticais leva a uma reduo da resistncia da alvenaria a esforos laterais e a uma reduo do isolamento acstico. MMEEDDIIDDAASS PPAARRAA RRAACCIIOONNAALLIIZZAAOO Estoque organizado dos blocos. Projeto para transporte dos blocos e execuo da alvenaria. Blocos modulveis e seccionveis, adequados a todo tipo de obra. Existem no mercado famlias de blocos que permitem incorporar detalhes construtivos, portas, janelas e instalaes. Evita-se, assim, quebras e retrabalho. Ferramentas especiais para execuo. Acondicionamento dos blocos para transporte (ex.: paletizao). 26 REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS LORDSLEEM JR., Alberto Casado. Execuo e inspeo de alvenaria racionalizada. So Paulo: O Nome da Rosa, 2000, 103p. THOMAZ, Ercio; HELENE, Paulo. Qualidade no projeto e na execuo de alvenaria estrutural e de alvenarias de vedao em edifcios. So Paulo: EPUSP, 2000. (BT/PCC/252) Revista TCHNE. Blocos em carreira. So Paulo: PINI, No.64, julho 2002, p.30-35. Revista TCHNE. Como construir alvenaria de blocos de vidro. So Paulo: PINI, No.64, julho 2002, p.76-79.

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