04. Equipamento de Proteo Individual - EPI

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    30-Jan-2016

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Aula sobre EPI: Legislao e treinamento sobre dispositivos de proteo do trabalhador.

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  • UNIDADE CURRICULARPROFESSOR: GUILHERME ESPINDOLA

  • Um acidente no canteiro de obras da General Motors do Brasil (GM), na cidade de Gravata/RS causou a morte de GILDECI VASCONCELOS CANEZ, funcionrio terceirizado contratado da Companhia Estadual de Energia Eltrica (CEEE), no dia 29 de maro de 1999. Reportagem da Revista P R O T E O N 89 Maio /99 - Ano XII

  • O acidente ocorreu quando Gildeci Canez junto com o colega, Darci Generino da Rocha, trabalhavam na instalao de dois transformadores na subestao da CEEE na rea da GM, quando ao detectarem umidade em um dos transformadores, adotaram o procedimento usual de injetar nitrognio no interior do equipamento e lav-lo com leo. Aps verificar que o nvel de umidade havia baixado, Rocha entrou no transformador (que tem 3 metros de altura) para retirar os bicos injetores de leo.

  • Porm, segundo o chefe da Diviso de Segurana, deve ter faltado oxignio no interior do transformador, o que ocasionou o desmaio de Rocha. Ao descer para ajudar o companheiro, Canez tambm desfaleceu, caindo com a cabea dentro da poa de leo de cerca de 10 cm que estava no fundo do aparelho, morrendo afogado. Segundo o chefe da Diviso de Segurana e Sade da DRT houve descuido dos trabalhadores e falta de equipamentos de segurana.

  • QUMICOSFSICOSBIOLGICOSERGONMICOSDE ACIDENTESPara eliminar ou reduzir os riscos ambientaisexistentes nos locais de trabalho so utilizados equipamentos de proteo, que so as diversas MEDIDAS TCNICAS de controle que podem ser tanto de forma COLETIVA, relativas ao ambiente, como de forma INDIVIDUAL, relativas aos operrios.

  • As medidas referentes ao ambiente de trabalho so denominadas:As medidas tcnicas referentes aos operrios so denominadas:

  • EPIEPC.HOMEM.AMBIENTEA LESOO RISCOELIMINANEUTRALIZASINALIZAEVITADIMINUI

  • PROTEO INDIVIDUAL

    PROTEO COLETIVAA importnciaPreservao daSade dotrabalhadorPreservao daIntegridade Fsica do trabalhadorAumento da Produtividade, atravs da minimizao dos acidentes e doenas do trabalho e suas consequncias

  • importante salientar que deve-se buscar PRIMEIRAMENTE reduzir os riscos de forma COLETIVA atravs de medidas de ordem geral, dando-se assim prioridade para as Protees Coletivas.

  • EPIEPCEPC

  • Norma Regulamentadora NR-6:

    Considera-se Equipamento de Proteo Individual EPI todo dispositivo de uso individual, de fabricao nacional ou estrangeira, destinado a proteger a sade e a integridade fsica do trabalhador.

  • Do ponto de vista prevencionista o EPI no evita acidentes como muitas pessoas preconizam.

    Ele deve ser usado para evitar a leso ou para atenuar a sua gravidade, alm de proteger o corpo e o organismo contra o efeito de substncias qumicas que possam provocar doenas ocupacionais.

  • Nestes casos o EPI o nico meio capaz de proporcionar a proteo adequada.Os Equipamentos de Proteo Individual so empregados permanente ou temporariamente, nas seguintes circunstncias:2.1 QUANDO O TRABALHADOR SE EXPE DIRETAMENTE A RISCOS NO CONTROLVEIS POR OUTROS MEIOS TCNICOS DE SEGURANAEXEMPLOS:Uso de culos e mscaras em operaes de soldagemUso de luvas para manuseio de produtos agressivosUso de botas impermeveis contra umidade

  • 2.2 QUANDO O TRABALHADOR SE EXPE A RISCOS CONTROLADOS APENAS PARCIALMENTE POR OUTROS RECURSOS TCNICOSNestes casos o EPI funciona como proteo complementar para o trabalhador.EXEMPLOS:

    Uso de culos de proteo em operaes de esmerilhamento, mesmo que a mquina disponha dos meios convencionais de segurana.

    Uso de mscara respiratria em cabine de pintura, mesmo que provida de ventilao.

  • 2.3 PARA ATENDER SITUAES DE EMERGNCIANestes casos o EPI o nico recurso para uma situao de uso temporrio, ou seja, quando a rotina de trabalho quebrada por qualquer anormalidade, criando riscos para os trabalhadores.EXEMPLOS:Uso de mscaras respiratrias apropriadas para entrada em compartimentos com disperso de contaminantes ou com o ar rarefeito.

    Uso de luvas e aventais para movimentao manual de materiais agressivos, quando a movimentao mecnica for interrompida.

  • 2.4 COMO RECURSO TEMPORRIO, AT QUE SE ESTABELEAM OS MEIOS GERAIS DE PROTEONestes casos o EPI usado em perodo de instalao ou substituio dos dispositivos de proteo coletiva.EXEMPLOS:Uso de luvas de amianto para manipulao de peas quentes, enquanto no se dispe de equipamento para esse manuseio.

    Uso de protetor facial enquanto no se isola uma determinada fonte de calor radiante.

    Uso de capuz contra poeira at que entre em funcionamento o sistema de exausto.

  • Os Equipamentos de Proteo Individual podem ser classificados conforme a parte do corpo a ser protegida ou conforme o tipo de risco que ser controlado:

    PROTEO PARA A CABEA PROTEO VISUAL E FACIAL PROTEO AURICULAR PROTEO RESPIRATRIA PROTEO PARA O TRONCO PROTEO PARA OS MEMBROS SUPERIORES PROTEO PARA OS MEMBROS INFERIORES PROTEO CONTRA QUEDAS PROTEO PARA TRABALHOS NOTURNOS

  • O Certificado de Aprovao CA uma exigncia da legislao brasileira. NR-6

  • A Norma Regulamentadora NR-6 determina:

    6.2 O equipamento de Proteo Individual, de fabricao nacional ou importado, s poder ser posto a venda ou utilizado com a indicao do Certificado de Aprovao CA, expedido pelo rgo nacional competente em matria de sade e segurana do trabalho do Ministrio do Trabalho e Emprego.

    6.9.3 Todo EPI dever apresentar em caracteres indelveis e bem visveis, o nome comercial da empresa fabricante (ou do impor- tador) , o lote de fabricao e o nmero do CA.

  • PROTEO PARA A CABEA

  • CarneiraCoroaPROTEO PARA A CABEA

  • Casco mantido entre 2,0 e 2,50 cm acima da cabeaPROTEO PARA A CABEA

  • PROTEO PARA A CABEA

  • Havendo necessidade e dependendo dos riscos existentes, atualmente os capacetes podem vir com diversos acessrios acoplados tais como: Protetor facialMscara de soldadorSuporte para lanternaProtetor auricular

  • 6.1.1 Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteo Individual todo aquele composto por vrios dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetveis de ameaar a segurana e a sade no trabalho.NR-6

  • Operador de serra circular usando capacete com protetor facial e protetor auricular acoplado

  • muito importante destacar que existem trs classes de capacetes de segurana:Classe A

    Capacetes fabricados de material isolante, com resistividade at 2.200 volts por 1 minuto e boa resistncia a impactos.

  • muito importante destacar que existem trs classes de capacetes de segurana:Classe B

    Capacetes fabricados de material isolante, com resistividade at 20.000 volts por 3 minutos e boa resistncia a impactos.

  • muito importante destacar que existem trs classes de capacetes de segurana:Classe C

    Capacetes com boa resistncia a impactos, mas sem proteo eltrica, ou seja, no possuem caractersticas para trabalhos em ambientes com fios ou cabos energizados.

  • PROTEO VISUAL E FACIAL

  • culos com lentes confeccionadas em policarbonato para proteocontra a projeode partculas

  • culos do tipo ampla viso permite o usosobre o culos de grau para correo visual

  • Operria usando culos do tipo ampla viso

  • Protetor facialvisor transparenteconfeccionado em policarbonato

  • Operrio usandoprotetor facialcom visor articulado

  • Protetor facial acoplado com capacete

  • Operrio usando protetor facial acoplado no capacete

  • Disco da esmerilhadeira partiu-se e a leso no rosto foi evitada pelo uso do protetor facial de policarbonato

  • Acidente com respingo de cido sulfrico no rosto de laboratorista que no estava usandoprotetor facial (usava apenas culos)

  • Mdico utilizando culos para proteo contra projeo de respingos

  • culos para soldador em processosde soldagem oxiacetilnica

    (No existe necessidade de proteo do rosto)

  • Soldador executando solda oxiacetilnicaUtilizando culos com filtro n 4

  • Mscara para solda eltricaconfeccionada em celeroncom visor fixoMscara para soldacom visor articuladoEscudo de soldador

  • Soldador realizando soldagem eltrica utilizando mscara com visor fixo

  • Soldador trabalhando sem o uso de EPIs

  • Existem no mercado mscaras protetoras para soldadores utilizando filtros de escurecimento automtico. So mscaras dotadas de filtros que mudam automaticamente do estado claro para o escuro em frao de segundos (1/25.000 seg.)

  • PROTEO AUDITIVA

  • Os protetores moldveis de espuma, do tipo insero, em formato do cone , com topo arredondado so os que oferecem as maiores taxas de reduo sonora, podendo chegar a 33 decibis, se forem corretamente colocados.

  • Protetor moldado de silicone fornecido em tamanho nico, com 3 abas curvas que se adaptam perfeitamente curvatura do canal auditivo.

  • Os protetores tipo concha constituem-se de duas conchas fixadas a uma haste articulada. So indicados para situaes de rudo moderado pois oferecem Taxa de Reduo Sonora TRS de at 25 decibis.

  • Havendo necessidade, existe a possibilidade de acoplamento do protetor tipo concha ao capacete.

  • Nveis acima de 140 dB podem causar ruptura do tmpano

  • PROTEO RESPIRATRIA

  • O ar no ambiente de trabalho pode parecer puro, o que no significa que no existam riscos, pois muitas vezes eles no so visveis e nem tm cheiro. Conhecer a existncia dos perigos, fundamental para poder proteger-se corretamente deles. De forma geral, as atividades de trabalho podem apresentar as seguintes situaes de risco ao sistema respiratrio: POEIRAS, FUMOS E NVOAS GASES E VAPORES DEFICINCIA DE OXIGNIO

  • Respirador semi-facial descartvel, para poeiras inertesRespirador semi-facial, descartvel, para poeira e vapores orgnicos

  • Respirador semi-facial para gases e vapores com dois filtros lateraisRespirador semi-facial com um filtro para gases/vapores/poeiras

  • Mscara facialpanormica

  • Mscara facial autnoma acoplada a um cilindro contendo oxigniocom autonomia de 50 minutos

  • Mscara facial autnoma acoplada a um cilindro contendo oxigniocom autonomia de 50 minutos

  • Entrada em espao confinado usando mscara facial autnoma

  • INDICAO DE USO: em ambientes com deficincia de oxignio ou contaminados pela presena de aerodispersides, gases ou vapores txicos, e no combate ao fogo.

    Atmosferas IPVS (Imediatamente Perigosas Vida e Sade)

  • PROTEO PARA O TRONCO

  • PROTEO PARA O TRONCO

  • Avental e palet em raspa de couro para proteo de soldadoresPROTEO PARA O TRONCO

  • Linha de aventais em PVC com forroPROTEO PARA O TRONCO

  • Avental de Neoprene para proteo de produtos qumicos com resistncia aos solventes, leos, lcalis e cidosPROTEO PARA O TRONCO

  • Avental Plumbfero para proteo de operrios que trabalham com equipamentos de radiologia

    PROTEO PARA O TRONCO

  • Avental de anis (malha) de ao para proteo contra cortes e incises na regio abdominal e coxas.PROTEO PARA O TRONCO

  • Colete a prova de balas (colete balstico)A partir de 2008 a NR-6 tornou o uso deste EPI obrigatrio para quem trabalha armadoPROTEO PARA O TRONCO

  • PROTEO PARA MEMBROS SUPERIORES (BRAOS E MOS)

  • O S H A Occupational Safety & Health Administration Fonte: Comisso Americana de Consumidores de Produtos de Segurana

  • PROTEO PARA MEMBROS SUPERIORES (BRAOS E MOS)

  • Luva de RaspaLuva de VaquetaLuva de Malha de AoLuva de Lona Luva de PVCLuva NitrlicaLuva de LtexLuva de Alta Tenso Luva MistaPROTEO PARA MEMBROS SUPERIORES (BRAOS E MOS)

  • Luvas de raspa de couro para construo civil em geral e para soldadoresPROTEO PARA MEMBROS SUPERIORES (BRAOS E MOS)

  • Luvas de borracha paratrabalhos em Alta TensoPROTEO PARA MEMBROS SUPERIORES (BRAOS E MOS)

  • Luvas de malha de ao com alta resistncia cortes de faca e lminasem geral

    APLICAES: Indstria Alimentcia Cozinha Industrial Frigorficos Manuseio e cortes de carne em geral PROTEO PARA MEMBROS SUPERIORES (BRAOS E MOS)

  • Luvas de malha de ao com alta resistncia cortes de faca e lminasem geralDetalhe da fita dePoliamida para evitarenrrugamento da luvaPROTEO PARA MEMBROS SUPERIORES (BRAOS E MOS)

  • Luvas de malha de ao com mangaDetalhe da fita de Poliamidapara evitar o enrugamentoPROTEO PARA MEMBROS SUPERIORES (BRAOS E MOS)

  • Luvas Nitrlicas com palma anti derrapante

    Boa aderncia em meio oleoso ou com graxa e excelente resistncia qumica resistncia abraso e a rasgos

    Indicada para: Manuseio de peas envolvidas com leo e graxa, em oficinas de manuteno em geral e manuseio de ferramentas. PROTEO PARA MEMBROS SUPERIORES (BRAOS E MOS)

  • Luvas de latex comcom resistncia a cidos, lcoois, e detergentes PROTEO PARA MEMBROS SUPERIORES (BRAOS E MOS)

  • Luva mista para temperaturas de at 200 CPalma, polegar e forquetas confeccionada em raspa trmica, forrada com l e suedine, dorso e punho em raspa com forro de lona felpada. PROTEO PARA MEMBROS SUPERIORES (BRAOS E MOS)

  • PROTEO PARA MEMBROS INFERIORES (PERNAS E PS)

  • Botas de Borracha ou em PVC, impermeveis para trabalhos agrcolas, reas midas, aougues e frigorficos.

  • Botas de Borracha com cano extra longoat a virilha

  • Botinas de couro ou de vaqueta solados de pvc ou poliuretano, com ou sem biqueira de ao

  • Sapatos de couro ou de vaqueta solados de pvc ou poliuretano, com ou sem biqueira de ao

  • Sapatos com solado condutivo para dissipara energia esttica acumulada no corpo

  • PROTEO CONTRA QUEDAS

  • PROTEO CONTRA QUEDAS

  • Cinto de Segurana do tipo para-quedistaPROTEO CONTRA QUEDAS

  • Cinto de Segurana do tipo PARA-QUEDISTA e oacoplamento ao cabo autnomo atravs do trava quedasPROTEO CONTRA QUEDAS

  • Aplicao do Cinto de Segurana do tipo para-quedistaPROTEO CONTRA QUEDAS

  • Aplicao do Cinto de Segurana do tipo para-quedistaPROTEO CONTRA QUEDAS

  • Aplicao do Cinto de Segurana do tipo para-quedistaPROTEO CONTRA QUEDAS

  • Cinto de Segurana com talabarte para riscos de queda no posicionamento em trabalhos em alturaPROTEO CONTRA QUEDAS

  • PROTEO PARA TRABALHOS NOTURNOS

  • PROTEO PARA TRABALHOS NOTURNOS

  • PROTEO PARA TRABALHOS NOTURNOS

  • PROTEO PARA TRABALHOS NOTURNOS

  • PROTEO PARA TRABALHOS NOTURNOS

  • PROTEO PARA TRABALHOS NOTURNOS