::: Perspectiva nr 15 :::

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  • PERSPECTIVA

    NOVEMBRO 2008 3

    Sumrio# 15 | Novembro 2008

    6Perspectiva Mulher

    6 Moda Lisboa | Estoril: Inovao e requinte nas passarelles

    7 Vermelho Imbatvel

    Propriedade. Escala de Ideias Edies e Publicaes, Lda - R. D. Joo I, 109, RC - 4450-164 Matosinhos NIF 507 996 429 Tel. 229 399 120 Fax. 229 399 128 Site. www.escaladeideias.pt E-mail. geral@escaladeideias.ptDirectora-Geral. Alice Sousa - asousa@revistaperspectiva.info Director Editorial. Pedro Laranjeira - pedro@laranjeira.com

    Redaco. Alexandra Carvalho Vieira - avieira@revistaperspectiva.info Colaboraram neste nmero. Ana Mendes, Lus Ant-nio Patraquim, Diana Lima, Pedro Mota, Rosa Silva Opinio. Isabel do Carmo, Joaquim Jorge, Ten. Cor. Brando Ferreira Director de Marketing e Projectos Especiais. Lus Ribeiro - lribeiro@revistaperspectiva.info Design e Produo Grfica. Teresa Bento - tbento@revistaperspectiva.info Banco de Imagens. StockXpert, SXC Webmaster. Pedro Abreu - webmaster@revistaperspectiva.info Edio. Alexandra Carvalho Vieira Contactos. Redaco 229 399 120 - redaccao@revistaperspectiva.info Departamento Comercial.229 399 120 - publicidade@revistaperspectiva.info Tiragem. 70 000 exemplares Periodicidade. Mensal Distribuio. Gratuita, com o jornal Pblico Impresso. Multiponto Depsito Legal. 257120/07 Internet. www.revistaperspectiva.info Interdita a reproduo, mesmo parcial, de textos, fotografias ou ilustraes sob quaisquer meios, e para quaisquer fins, inclusive comerciais.

    42Programa Mais Centro

    Alfredo Marques, gestor do Programa, aponta as grandes linhas de aco: competitividade

    e sustentabilidade ambiental, aliadas qualificao dos recursos humanos.

    Reportagem 4 Latitude do Olhar Rota da Seda: O Casulo da Globalizao

    Opinio 10 Isabel do Carmo

    Quem quem no Cooperativismo38 Adega cooperativa de excelncia39 nica cooperativa que trabalha s kiwi

    Regies44 Torres Vedras: Crescer de forma equilibrada e sustentada46 Arena: O Shopping do Oeste48 Matosinhos: Corao econmico da rea Metropolitana do Porto

    Cidades Mais50 Guimares: Cidade agradvel para viver52 Miranda do Douro: Patrimnio Cultural e Paisagstico

    Portugal Sem Barreiras56 Um dia em Lisboa58 A Acessibilidade em Portugal60 Tecnologias para a Incluso

    Viticultura e Turismo54 Casa do Cadaval: Herdade Secular do Ribatejo

    32 Formao: Como vencer o desafio da competitividade? 34 Novas Oportunidades: Saber Ser S@ntiago Maior36 UMinho celebra Dia Europeu das Lnguas40 Bricolage e Jardim: Inovao e Diversidade56 Ambiente: Avaliao Ambiental Estratgica em debate 62 Seguros de Sade: Uma escolha informada64 Clulas Estaminais: Um seguro de vida biolgico66 Ao Vivo

    12Os novos Sistemas de Ensino

    Web 2.0: Plataformas de e-Learning vistas lupa

  • REPORTAGEM

    4 NOVEMBRO 2008

    A Latitude do Olhar

    Rota da Seda O Casulo da Globalizao

    Texto: Pedro Mota

    Abri o ba de madeira, soprando o p que se havia acumulado sobre o tampo, mas foi um agradvel odor a cnfora que se exalou da arca aberta.

    Desdobrei o meu velho casaco de cabedal, apesar de estar crivado de remendos e reforos nas zonas mais gastas estava todo ele muito pudo e lustroso do uso. Parecia que o mundo inteiro lhe tinha passado por cimao que no andava longe da verdade!

    No pude conter um sorriso ao experiment-losabia que a prxima vez que o fosse pendurar, seria para alm da linha do horizonte.

    A areia range debaixo das botas, est muito frio. Uma luz esqulida, submarina, ensombra de forma cre-puscular as dunas dispersas. L muito ao sul, apoiando-se j na linha do hori-zonte, um Sol plido ilumina a vasti-do do deserto de Gobi com uma luz desmaiada.

    A arcana trilha da Rota da Seda desenrola-se sob os meus ps. A Rota da Seda no consiste num nico traado. antes uma rede, com muitas bifurcaes e entronca-mentos. Esta teia foi durante muito tempo o maior eixo comercial e cul-tural de todo o mundo, o elo de liga-o entre a sia, a Europa e a frica. O seu longo itinerrio trazia mercado-

    rias das mais dspares zonas do globo, escoando os seus produtos para serem traficados em longnquas paragens onde o exotismo dos bens lhes con-feria elevado preo e excelente valor acrescentado para os mercadores. Estes, para lucrarem com tal benef-cio, expunham-se aos riscos de uma extenuante empresa, fossem perigo-sos salteadores de estrada, intempries dantescas ou inclementes desertos.

    Uma das componentes mais perigosas era o trajecto de ligao China, pois era necessrio atravessar o temvel deserto de Taklamakan, um pavoroso mar de areia de dunas mveis e inst-veis onde tero perecido no poucos viajantes desafortunados.

    Os produtos que fluam atravs da imensa rede mercantil eram, em geral, leves no peso e de avultado valor intrnseco. Alm da seda que lhe deu a

  • REPORTAGEM

    NOVEMBRO 2008 5

    vida, viajavam nos fardos especiarias, diamantes e outras pedras preciosas, prolas e coral, leos essenciais, tape-tes, vidro e cavalos, entre outros bens. Para alm de toda esta diversidade de produtos, algo que se acomodava bem entre as mercadorias tangveis eram as ideias, que cleres viajavam pelo mundo, transformando-o. Assim, che-garam ao Ocidente a imprensa, a pl-vora, o papel-moeda, o astrolbio e a bssola. Difundiram-se tambm atra-vs da rota religies como o budismo, o islamismo, o zoroastrismo, che-gando mesmo a haver uma mescla de culturas, como o caso da fuso da esttica da estaturia helnica com o budismo, bem patente na cultura do vale de Gandhara.

    Estou no imenso deserto de Gobi, na Monglia Exterior, e sou convidado para entrar na iurte (ger) de nmadas mongis da etnia Khalk. Est tudo ritualizado, mas sei exactamente o que devo fazer: o chefe do cl apresenta-me uma tigela com um lquido branco, aceito com um sorriso, pois sei o que . Sabia que me ofereceriam airaq, tal como a Marco Polo ao ser recebido por Kublai Khan; sabia que era leite de gua fermentado, ligeiramente alcolico, como se fora vinho de leite; sabia que eram as boas-vindas quele cl e que iria usufruir da magnfica hospitalidade mongol.

    Partimos ao amanhecer, de vez em quando um dos cavalos relincha e o

    som fica por um momento a retinir pela imensido da estepe. A estirada vai ser longa, para passar o tempo o meu amigo mongol canta numa bela voz de baixo. Estou entorpecido, meio hipnotizado pelo passo cadenciado do cavalo. Surgem-me vises do passado, imagens de antigas viagens como se fora em sonho.

    O cavalo d uma topada numa pedra e por um instante volto reali-dade tangvel das estepes da Monglia Exterior, mas num instante regressa o torpor e voltam as imagens de outras viagens como se estivesse em transe.

    Materializa-se na bruma do meu esprito a China Uighur, com a sua poeirenta e pardacenta Kashgar, depois Urumqui atravancada de camies de longo curso que flem como navios, singrando a fita negra da auto-estrada do deserto.

    Num pice, aparece a viso desfo-cada dos lagos de altitude da Quirqu-zia e das suas belas aldeias de pasto-res nmadas.

    Viemos parar a Samarcanda, uma das mais misteriosas e emblemticas cidades na encruzilhada da Rota da Seda.Samarcanda uma cidade mgica para onde confluem vrios filamen-tos desse colossal canal de mercado-rias e ideias. Transpira histria e a urbe por excelncia; h milnios que a cidade se reconstri sobre si prpria, em camadas, como num corte geol-

    gico, mas da histria das cidades.Uma noiva levanta o vu pela pri-

    meira vez aps o casamento, est ves-tida de atlass, a tradicional seda arte-sanal da sia Central. Tambm o vu que toldava a minha conscincia se evola voltando tangvel realidade da infindvel cavalgada atravs da inco-mensurvel estepe mongol.

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    PERSPECTIVA MULHER

    6 NOVEMBRO 2008

    Moda Lisboa|Estoril

    Inovao e requinte nas

    As principaistendncias de Moda para o Vero 2009 foram apresentadas entre os dias 9 e 12 de Outubro, na Moda Lisboa|Estoril. Sob o tema Reflashion foram muitos os criadores portugueses que, de uma forma inovadora, apresentaram as suas mais recentes coleces.

    Reflexo sobre a moda, sobre a imagem, sobre as novas tendncias. Foi este o mote lanado pela orga-nizao da Moda Lisboa e acolhido pelos estilistas. A abertura coube a Miguel Vieira que deliciou os pre-sentes, como j habitual, com o gla-mour que lhe caracterstico. Entre dourados e transparncias com aluso ao glamour de uma aventura luxu-osa, este estilista inspirou-se no tema Uma viagem de amigos e escolheu Nayma para ser a rainha do seu des-file.

    A segunda coleco foi a de Ale-xandra Moura que se baseou na obra

    do artista alemo Wolf Vostell, uma inspirao nos absurdos da vida quo-tidiana, no caos do mundo. Lidija Kolovrat orientou a sua coleco para o pblico masculino. Brincando com as cores preto e branco, a estilista ins-pirou-se em padres com escarave-lhos e abelhas.

    Jos Manuel Gonalves e Manuel Alves encerraram o primeiro dia de desfiles, mas apenas para alguns convidados. De uma forma reser-vada, estes dois estilistas apresenta-ram modelos marcadamente femini-nos, com cores frias mas imponentes e vestidos de silhueta ecltica.

    O segundo dia ficou marcado pela apresentao arrojada de Ana Sala-zar. A estilista portuguesa inspirou-se no Cavalo de Tria, com vrios manequins masculinos puxando uma estrutura coberta de papel, a qual de seguida foi rasgada pelas manequins femininas ao ritmo da msica. Sob o tema Black is not, a criadora ps de lado o habitual preto e apresentou a coleco com cores inesperadas, numa miscelnea entre o rosa, laranja e verde cido.

    Durante este segundo dia foram apresentadas diferentes e ousadas pro-postas, desde as coleces de Pedro Pedro que apostou em linhas simples e silhuetas clssicas, a Dino Alves que se centrou numa mescla de transpa-rncias, exibindo uma excentricidade

    que j lhe caracterstica. A clebre marca de biqunis Cia Martima apre-sentou a sua coleco de biqunis em estampados que fazem uma releitura do estilo psicadlico dos anos 60 e 70, mas com uma imagem totalmente renovada e actual.

    No terceiro dia, a maratona de moda na Cidadela de Cascais comeou mais cedo com as propostas de Jos Ant-nio Tenente, que trouxe s passerelles texturas em silhuetas fludas, numa paleta de gesso e mrmore, onde pre-ponderaram o branco cru e os cinzen-tos delicados. Brbara Guimares foi a musa deste desfile, envergando um sensual vestido em tons verdes, numa combinao muito elegante.

    Outros desfiles se seguiram nas mos dos criadores Ricardo Preto, que se inspirou no mediterrneo, nas paisagens quentes e secas, reflectindo tudo isto em formas tranquilas e fres-cas, nas cores preto, branco, azuis, verdes e cremes. A Aforest - Design apresentou um estilo inovador, deno-minado Combo, inspirado no comrcio tradicional, seguindo-se da White Tent que usou como ponto de partida as camuflagens jogando com transparncias.

    Katty Xiomara trouxe ao pblico o mundo dos mimos, optando por cores teatrais ligadas linguagem mmica, com o preto, o branco e o cinzento, s quais juntou verdes e azuis. Nuno

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    PERSPECTIVA MULHER

    NOVEMBRO 2008 7

    passerelles

    Baltazar, inspirou-se na personagem kit do filme The Sheltering Sky, para contar uma histria nostlgica qual chamou Travellers. Uma viagem ao deserto africano, onde o desespero, a procura e o reencontro foram os temas fortes, em cores como o branco, o cinzento e spia que contrastavam com as tonalidades prata e bronze. O dia encerrou com Lus Buchinho que sugeriu vrias formas rpteis como lagartos e camalees, que transfor-mou em peas como saias/bermudas, vestidos/calas, entre outros de cortes irregulares.

    No quarto e derradeiro dia da Moda Lisboa, Aleksandar Protich foi o pri-meiro a apresentar a sua coleco Vero 2009, com peas baseadas na imagem e personalidade de Nico, can-tora dos anos 60/70. As peas exalta-vam as formas femininas, em tecidos leves e um pouco transparentes. J Nuno Gama apresentou uma das mais calorosas coleces, com o continente africano como inspirao, onde mais de meia centena de manequins servi-ram de montra. Isaac Alfaiate abriu a passerelle com uma das muitas pro-postas baseadas na vida cosmopolita e nas grandes metrpoles africanas do final dos anos 60.

    Seguiu-se o desfile de Lara Torres, que se realizou sem recursos musi-cais, apresentando uma proposta crua e firme. As suas peas de vestu-

    Oliveira da Serra marca presena na Moda Lisboa

    De entre as vrias organizaes que quiseram associar a sua marca a este evento, destacamos a presena do Grupo Sovena atravs da marca Oliveira da Serra. primeira vista pode parecer uma associao estranha moda e azeite -, mas Duarte Roquette, snior brand manager da marca Oliveira da Serra, esclarece: a moda tem mostrado que os clssicos podem ser reinventados e tornados intemporais. isso que temos feito com Oliveira da Serra, h dois anos demos aos nossos azeites uma nova roupagem, com um novo packaging mais cosmopolita, contemporneo e elegante e agora lanmos a nova tampa Pop-Up. desta forma que Duarte Roquette justifica a presena neste evento de moda e destaca aquele que ir ser o cone de design industrial da marca, acrescentando que o Pop-Up vai revolucionar a forma de manusear o azeite, tal como a moda revoluciona sistematicamente a forma como olhamos para ns prprios. um gadget genial, tal como o fecho eclair ou o velcro so para a roupa. Este paralelismo com a moda foi o que nos levou a escolher a Moda Lisboa e a nos associar ao criador de moda Ricardo Preto, ao designer Miguel Vieira Baptista e ao Chef Vitor Sobral para lanar esta novidade. As reaces foram excelentes e estamos muito contentes com a iniciativa.

    rio experimental assumem-se como verdadeiras esculturas, em que o corpo confinado ao vesturio, atra-vs de vrios fragmentos e detalhes. Ricardo Dourado, foi muito singular e feminino, j Pedro Mouro recru-tou vrios dos manequins que fize-ram carreira na srie Morangos com Acar para apresentar uma recicla-gem de peas e ideias.

    Vingou a ideia de cores neutras envolvidas em toques de escuros e tons fortes. Filipe Fasca encerrou o evento apresentando uma geom-trica delineada, em que o crculo foi a forma me. Apresentando peas de mousseline de seda, em tons pretos, cinzas, bege e branco, deliciou o pblico feminino atravs dos seus vestidos e pormenores.

    Luzes e cmaras no faltaram nestes dias, onde a beleza e a forma foram enaltecidos ao mais alto nvel. semelhana das edies anteriores, inmeras caras conhecidas marca-ram presena neste evento que juntou moda, glamour e beautiful people.

    A Moda Lisboa|Estoril uma montra da moda portuguesa perante toda a indstria nacional e estran-geira. um evento marcante que per-mite que alguns dos melhores cria-dores portugueses apresentem o que de melhor se faz a nvel nacional em termos de moda.Made in Portugal o lema de todo este espectculo.

    Ricardo Preto, Miguel Vieira Baptista, Vtor Sobral e Duarte Roquette

  • PERSPECTIVA MULHER

    8 NOVEMBRO 2008

    Beleza na Moda Lisboa/Estoril

    Vermelho Imbatvel!Impossvel de ignorar, o bton vermelho revelou-se o ponto forte nas passereles de mais uma edio da Moda Lisboa, cujos visuais podem serreproduzidos tambm fora delas com a maquilhagem LOral Paris.

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  • PERSPECTIVA MULHER

    NOVEMBRO 2008 9

    Sugesto para um resultado bonne mine

    Aplicar toques muito leves do blush Minerals para realar levemente as mas do rosto e obter o famoso ar

    bonne mine ou ar saudvel.

    A ltima edio da Moda Lisboa/Estoril sagrou-se mais uma vez pela renovao e reconstruo dos conceitos de Moda e Beleza. A passerelle foi o palco onde a Moda se transcendeu graas fuso do trabalho de estilistas, cabeleireiros e maquilhadores, que reinventaram o conceito de glamour. Na maquilhagem, os looks criados por Antnia Rosa, make up artist LOral Paris para a Moda Lisboa, exibiram o lado teatral que existe em cada mulher, com a fora, a energia e o impacto do vermelho como tendncia para a prxima estao. Desta feita com a assinatura de Infaillible, o novo bton duo-compacto no-transfere 16h.

    Rosto perfeito e naturalPara iluminar e sublimar o rosto, aplicar True Match Minerals, o p mineral com cobertura fond de teint que garante uma cobertura to eficaz e homognea como a de um fond-de-teint, mas muito mais leve, graas s virtudes da sua frmula rica em minerais, ingredien-tes 100% naturais e bem tolerados pela pele. O pincel aplicador especial espalha unifor-memente o p, depositando progressivamente estes pigmentos minerais para obter um acabamento muito natural.

    Olhar subtilAlongue e defina as pestanas uma a

    uma, mesmo as mais pequenas, com a mscara Telescopic Clean Defini-tion. Esta mscara ir distribuir uni-

    formemente a cor mantendo a ele-gncia e sem tirar protagonismo aos

    lbios.

    A estrela do look: os lbios vibrantesNos lbios, a cor imbatvel de Infaillible 501 Invincible Red, a cor escolhida tambm por Milla Jovovich, embaixadora LOral Paris. Num primeiro passo, aplique a cor. Deixe secar um minuto e a cor fica selada. No segundo passo, aplique o blsamo hidratante, o conforto total para os lbios. Reaplique este blsamo ao longo do dia, sempre que quiser.

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  • OPINIO

    Isabel do Carmo

    PERSPECTIVA

    10 NOVEMBRO 2008

    A bolsa ou a vidaDesde h alguns anos surgiu uma nova espcie literria, que o romance policial poltico e social em que, a par da trama conduzida com os ingredientes q.b. para no conseguirmos largar o livro, passa-se informao poltica, que nos ajuda a perceber os ambientes. o caso dum romance em trs gros-sos volumes, que tem feito moda em outros pases europeus e que espero venha a ser traduzido em portugus - o Millnium.

    Foi escrito por um jornalista sueco, Stieg Larsson. Este homem, que morreu em 2004, quando tinha acabado de entregar o original dos trs volumes na tipografia, especializara-se em ensaios sobre economia, fizera reportagens de guerra em frica e era chefe de redac-o da revista sueca Expo, observat-rio de manifestaes comuns do fas-cismo.

    Neste livro h um super-heri, um jornalista e uma super-herona, que hacker, completamente fantstica e inverosmil. Mas a realidade poltica e social retratada no s verosmil, como referida com os nomes reais de polticos e outros personagens. Repor-ta-se aos anos 80 e os crimes j pres-creveram. No final fica a perceber-se que organizao matou Olof Palme.

    Mas interessa agora mostrar que em relao crise financeira o livro pre-monitrio, como o foram organizaes anti-neoliberalismo. No final do pri-meiro volume o jornalista heri res-ponde a uma entrevista na televiso de uma forma que pedaggica.

    Este jornalista, o heri, tinha demons-trado na sua revista, o Millnium, um jogo financeiro altamente fraudulento, que fez escndalo na Sucia.

    Puseram-lhe ento uma pergunta sobre a responsabilidade do Millnium no naufrgio da economia sueca ao qual se assistia nesse momento.

    - Afirmar que a economia da Sucia est a sofrer um naufrgio falta de senso, responde o jornalista.

    A colega da televiso fica perplexa e comenta: vivemos neste momento o maior desmembramento individual da histria bolsista sueca e voc pretende que falta de senso?

    E o jornalista explica pedagogica-mente:

    necessrio distinguir duas coisas: a economia sueca e o mercado bolsista sueco. A economia sueca a soma de todas as mercadorias e de todos os servios que so produzidos neste pas em cada dia. Trata-se dos telefones Ericsson, dos carros Volvo, dos frangos Scan e dos transportes que vo de Kiruna a Skvde. A est a economia sueca e est to poderosa ou to fraca hoje como o era h uma semana.

    E continua:A Bolsa outra coisa. No h

    nenhuma economia e nenhuma pro-duo de mercadorias ou servios. S h fantasmas em que de hora a hora se decide que agora tal ou tal empresa vale alguns milhes a mais ou a menos. Isso no tem absolutamente nada a ver com a realidade, nem com a economia sueca.

    Pergunta-lhe a jornalista da televiso se no tem nenhuma importncia que a Bolsa esteja em queda livre.

    No, no tem a mnima impor-tncia. Isso s significa que um certo nmero de grandes especuladores esto actualmente a transferir as suas carteiras bolsistas das empresas suecas para as empresas alems.

    So as hienas que um reprter com um pouco de tomates deveria identi-ficar e pr no cadafalso como trai-dores ptria. So eles que sistema-ticamente e porfiadamente minam a

    economia sueca para satisfazer os inte-resses dos seus clientes".

    Em seguida a jornalista pergunta-lhe se os media no tm responsabilidade.

    Responde o jornalistaheri: Sim, os media tm particularmente uma enorme responsabilidade. Durante vinte anos, um grande nmero de jor-nalistas de Economia no se debrua-ram sobre este caso. Pelo contrrio, contriburam para construir o seu pres-tgio atravs de retratos insensatos de idolatria. Se tivessem cumprido o seu papel correctamente durante todos estes anos, no nos encontraramos hoje nesta situao.

    Vinte anos depois deste caso sueco, as hienas no se limitam a transfern-cias entre a Sucia e a Alemanha. A globalizao permite s hienas correr mundo em segundos.

    E a chamada econo-mia real j passou a ser afectada pelo dinheiro fantasma. Pelo caminho fize-ram-se fortunas fabu-losas. E pereceram os fracos do sistema os que pagam a crdito e os que vo perder emprego. Os que esto na vida.

    Talvez se possa imaginar um filme de desenhos animados em que jornalistas de Economia, comentadores de econo-mia bem pensantes e hienas passem num filme bobinado ao contrrio e engu-lam todas as palavras que disseram.

  • OS NOVOS SISTEMAS DE ENSINO E A WEB 2.0

    12 NOVEMBRO 2008

    Estar na rede estar ligado ao futuroO ensino est a mudar assente em ferramentas que potenciam a sociedade de conhecimento. Actualmente, mais de 87% da comunidade acadmica portuguesa tem acesso rede sem fios e-U. O nmero de entidades que ministram os cursos com base em plataformas de ensino a distncia tambm aumentou significativamente. Pedro Veiga, presidente da FCCN, considera esta viragem do pas positiva porque o facto dos nossos jovens estudan-tes e investigadores estarem sempre imersos no mundo digi-tal ir contribuir para formar a gerao que pode ajudar a aproximar Portugal das economias e sociedades que lideram a nvel internacional e d a oportunidade de aumentar a com-petitividade de Portugal.

    Portugal, atravs das iniciativas promovidas pela FCCN, est a vencer o atraso cientfico e tecnolgico do pas, imprimindo um novo impulso inovao empresarial?A resposta directa a esta pergunta no. Por outro lado, a FCCN tem vindo, ao longo dos anos, a promover um con-junto de actividades que consistem na disponibilizao ao nosso sistema de investigao e de ensino superior de tec-nologias muito avanadas na rea da Internet que permi-tem formar uma nova gerao de jovens portugueses que dominam as novas tecnologias da sociedade da informao, novos modos de trabalhar e de fazer investigao que so fundamentais para a modernizao da sociedade portuguesa e que podem ser, esperamos, instrumentais para um Portugal mais inovador e mais empreendedor.

    Qual a finalidade da plataforma de comunicao e cola-borao entre as instituies do sistema de ensino, cincia, tecnologia e cultura?A RCTS Rede Cincia Tecnologia e Sociedade uma rede de Internet muito rpida sobre a qual funcionam uma srie de servios: redes sem fios omnipresentes, acesso a revistas cientficas, servios acadmicos, contedos edu-cativos, acessos a bases de dados cientficas, servios VoIP, videoconferncia de alta-definio, etc. que interligam o sis-tema cientfico e de ensino superior s outras instituies congneres a nvel mundial. Com estas facilidades os novos modos de trabalho colaborativo, mais eficientes, abrangen-

    tes e com transparncia geogrfica e temporal criam comuni-dades virtuais que so uma das chaves para uma rpida tran-sio para a sociedade da informao e do conhecimento.

    Mais do que uma plataforma nacional tambm inter-nacional. Qual a importncia?Num pas geograficamente perifrico, a capacidade de ter comunicao eficiente escala global permite estar em con-tacto eficiente com os centros de conhecimento, laboratrios de investigao, ter acesso s bases de conhecimento que so imprescindveis para nos colocar perto de outros pases e recursos avanados.

    O Ensino Superior est a mudar. Hoje, mais de 87% da comunidade acadmica portuguesa tem acesso rede sem fios e-U. Esta realidade traduz-se numa maior competitividade do pas?Sim, sem dvida que o facto dos nossos jovens estudantes e investigadores estarem sempre imersos no mundo digital ir contribuir para formar a gerao que pode ajudar a apro-ximar Portugal das economias e sociedades que lideram a nvel internacional e d a oportunidade de aumentar a com-petitividade de Portugal se soubermos vencer os desafios e oportunidades da globalizao. Estar na rede estar ligado ao futuro.

    Actualmente, quais so as grandes prioridades da FCCN a curto prazo?Estamos a melhorar a rede, atravs de um aumento da lar-gura de banda de acesso das instituies RCTS em breve vamos ter as maiores instituies ligadas a 10 Gbps e dis-ponibilizando mais servios avanados que contribuam para aumentar a capacidade de colaborao sobre a rede quer em termos de novas aplicaes quer em termos de novos conte-dos educativos e cientficos acessveis globalmente.

    Texto: Alexandra Carvalho Vieira

  • OS NOVOS SISTEMAS DE ENSINO E A WEB 2.0

    NOVEMBRO 2008 13

    Tecnologias de Informao e Comunicao (TIC)

    Massificao crucialO acesso ao conhecimento pode ser a chave do sucesso para o desenvolvimento sustentvel na economia global. Partindo deste e de outros pressupostos o Governo tem incentivado a massificao do uso de computadores e da Internet de banda larga atravs do Plano Tecnolgico. Conversmos com Antnio Bob Santos, assessor do Coordenador Nacional da Estratgia de Lisboa e do Plano Tecnolgico.

    De que forma as TIC so um auxiliar importante ao ser-vio da aprendizagem e do aumento de competncias?A massificao das TIC crucial para a aquisio e actuali-zao de competncias numa sociedade baseada no conheci-mento. Permite e facilita o acesso ao conhecimento, a qual-quer hora e em qualquer lugar, estimulando os processos de aprendizagem de forma contnua. So um auxiliar precioso no aumento de competncias nos mais jovens, tendo as esco-las aqui um papel fundamental. Foi neste sentido que foram lanadas iniciativas como o e-escolas e e-escolinhas, progra-mas ambiciosos que visam disponibilizar computadores por-tteis com banda larga mvel a preos reduzidos a alunos, professores e pessoas em formao, ou o Plano Tecnol-gico da Educao, que est em plena fase de implementao, representando um investimento de 400 Milhes de Euros at 2010. A aposta passa por usar as TIC para tornar a escola em Portugal num espao de aprendizagem moderno e atractivo, alinhado com as melhores prticas escala global. A utiliza-o das TIC tambm crucial para o aumento das competn-cias na Administrao Pblica e nas empresas em geral.

    Alis, actualmente as TIC esto presentes tanto a nvel privado como pblico.O aprofundamento da sociedade da informao, a generali-zao da utilizao da Internet de banda larga e a promoo de uma sociedade da informao inclusiva so algumas das prioridades do Plano Tecnolgico, nomeadamente atravs de iniciativas como o Ligar Portugal, o e-escolas ou o Plano Tecnolgico para a Educao (PTE). Estas iniciativas tm tambm um impacto ao nvel das empresas, j que estimulam a criao de contedos digitais e o desenvolvimento de sotf-ware adequado s necessidades dos diferentes pblicos alvo. Por exemplo, as iniciativas e-escolas e e-escolinhas permiti-ram o desenvolvimento e a incorporao de software educa-tivo por parte de empresas nacionais, incluindo software em open source. O mesmo acontece no mbito do PTE, onde esto a ser criadas Academias TIC envolvendo as principais empresas tecnolgicas em Portugal. Alis, para o PTE, foram estabelecidas metas bastante ambiciosas para 2010: atingir o rcio de dois alunos por computador, aumentar progressiva-mente a velocidade de acesso das escolas Internet para 48

    Mbps (esta meta dever ser atingida j em 2008) ou assegurar que 90% dos professores tm as suas competncias em TIC certificadas. Ao nvel da Administrao Pblica, a generali-zao da Banda Larga e o esforo de simplificao adminis-trativa no mbito do SIMPLEX permitiu tambm progressos significativos na disponibilizao de servios pblicos pela Internet aos cidados e s empresas, registando-se subidas de Portugal no Ranking de Sofisticao da Disponibiliza-o Online de Servios Pblicos (de 11 para 4 na UE27) e no Ranking de Disponibilizao Completa Online de Servi-os Pblicos (de 10 para 3 na UE27). Os dados mais recen-tes confirmam a tendncia de generalizao da utilizao das TIC e da Internet de Banda Larga pela populao em geral.

    Quais os novos desafios que agora se colocam?A utilizao das TIC facilita uma actualizao constante das nossas competncias. Um dos desafios que se coloca dispo-nibilizar aos cidados e s empresas servios pblicos cada vez mais evoludos de forma acessvel, para que possam beneficiar um conjunto mais vasto de pessoas. A Internet pode desempenhar um papel importante ao nvel da aproxi-mao dos cidados s instituies pblicas, estimulando a participao cvica e a exigncia de servios pblicos mais eficientes, bem como pode facilitar a ligao entre os gover-nantes e os seus eleitores, fortalecendo as democracias. A crescente disponibilidade e sofisticao destes servios pro-movem tambm a sua utilizao por parte dos cidados e empresas. Por exemplo, em Portugal, pela primeira vez este 2007, o nmero de declaraes fiscais electrnicas ultrapas-sou as que foram entregues em papel. Significa isto que cerca de 3 milhes de pessoas utilizaram a Internet no seu relacio-namento com a AP ao nvel fiscal, o que tambm demonstra a confiana e maturidade dos portugueses na utilizao das tecnologias e servios pblicos online. No entanto, a utiliza-o destes servios depende tambm do acesso das pessoas Internet, quer seja no trabalho, em casa, na rua, etc.. Por isso estamos tambm a fazer um esforo significativo visando a massificao da utilizao de computadores e da Internet de banda larga, na aquisio de competncias bsicas em TIC pela populao e na criao de redes de comunicaes de nova gerao.

    Texto: Alexandra Carvalho Vieira

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    14 NOVEMBRO 2008

    Nova Aprendizagemnas Lojas do CidadoOs constantes desafios da prestao de um servio pblico mais moderno e prximo do Cidado, fizeram surgir uma nova gerao das Lojas do Cidado baseada num novo modelo de distribuio de servios pblicos. Este pressupe uma reorganizao da informao e servios em torno das necessidades do cidado e pela promoo da transversalidade de servios.

    Por Carina Amrico, coordenadora da Iniciativa Nova Aprendizagem, Agncia para a Modernizao Administrativa, IP.

    Por todos estes desafios, aos funcionrios das Lojas do Cidado exigido um atendimento de qualidade e um servio ao cidado de excelncia a que a Agn-cia para a Modernizao Administrativa est especial-mente atenta, tendo iniciado no presente ano uma Ini-ciativa denominada Nova Aprendizagem que pretende oferecer a todos os funcionrios, no s a oportunidade para consolidarem os seus conhecimentos e desenvol-verem as suas competncias mas tambm para colabo-rarem activamente na criao de servios mais integra-dos e personalizados.

    Esta iniciativa, baseada em metodologias inovadoras de participao e aprendizagem, encontrou no b-Lear-ning (metodologia de formao mista) um aliado impor-tante na oferta de solues personalizadas e convidati-vas aprendizagem autnoma e colaborativa, capazes de oferecer aos profissionais experincias muito signifi-cativas de desenvolvimento de competncias e de auto-avaliao, com grande flexibilidade espacial e tempo-ral. Deste modo, a Agncia est tambm a concretizar o seu objectivo de uniformizar servios de excelncia em todas as Lojas e Postos de Atendimento, para ofere-cer um atendimento mais profissional, mais simptico e mais prximo dos cidados.

    Os profissionais tm, assim, a oportunidade de encontrar orientaes sobre a cultura e objectivos das Lojas do Cida-do; aprender com os prprios colegas, beneficiando da expe-rincia de cada um; reflectir com a Equipa de Tutoria que os acompanha 24h/dia; e ainda de validar os seus conheci-mentos atravs de materiais pedaggicos interactivos inte-gralmente inspirados em casos reais das Lojas do Cidado.

    A Iniciativa Nova Aprendizagem contou, no seu arranque, com o apoio das seguintes quatro instituies: FDTI, Vodafone, PT Inovao e Novabase, s quais, numa segunda fase do Projecto, se juntou tambm o ISQ e-Learning.

    A Agncia de Modernizao Administrativa vai con-tinuar a apostar na Nova Aprendizagem e em modelos de inovao que promovam a cada vez maior aproxima-o dos servios ao cidado, podendo os mesmos mode-los estenderem-se a toda a Administrao Pblica.

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    16 NOVEMBRO 2008

    CEGOC eLearning:

    Nova oferta Blended em 6 lnguasA Cegoc pertence ao grupo Cegos, criado em 1926 e actualmente o lder da formao profissional na Europa. Para estender esta lide-rana rea da formao Blended, o grupo lanou este ano a pri-meira e nica soluo blended de classe internacional. Por Patrcia Santos, eLearning Manager da Cegoc

    Esta oferta construda com as melhores prticas inter-nacionais e pode ser adaptada s necessidades locais de cada cliente. Cada programa Blended rene:

    - 4 a 7 mdulos eLearning, disponveis durante um ano num LMS Learning Management System, que permite s empresas gerir a formao dos seus colaboradores atravs da Internet;- 1 a 3 dias de formao presencial para treino de com-petncias e partilha de experincias.

    A soluo Global Learning by CegosOs programas Global Learning by Cegos so solues chave-na-mo que permitem s empresas optimizar o seu investimento em formao.

    PERFORMANCE Global significa: - Uma equipa de consultores internacionais, que reuniu as melhores prticas de cada domnio;- Uma organizao visual e esquemtica dos conceitos chave para ajudar compreenso e memorizao;- Cada programa disponvel em 6 lnguas em 27 pases.

    EFICCIA Global significa: - Uma alternncia formativa para garantir maior efic-cia pedaggica:

    - eLearning: conceitos e ideias-chave disponveis durante um ano- Presencial: onde se privilegia o treino e troca de experincias - Uma documentao completa: manual do formando, bloco de notas, caderno de actividades, plano de aco individual, pocket-card, chave USB- Um LMS que permite aceder e gerir todas as sesses de formao Um percurso de avaliao do formando em diferen-tes momentos - Certificao de todos os consultores intervenientes no processo formativo

    FLEXIBILIDADE Global significa: Um dispositivo adaptvel e modulvel em funo das necessidades da sua empresa, oferecendo-lhe:

    - A possibilidade de variar a ordem das sequncias do presencial e/ou de integrar sequncias pedaggicas ou mdulos eLearning disponveis na sua empresa;- A possibilidade de contextualizar os casos e docu-mentos em funo do seu mercado e de harmonizar os contedos com o vocabulrio e conceitos usados na sua empresa;- A capacidade para desenvolver projectos de forma-o em 6 lnguas;

    ECONOMIA Global significa: - Uma soluo tarifria chave-na-mo: o preo do ser-vio inclui formao online, animao da aco e docu-mentao disponvel em 6 idiomas;- Uma optimizao do tempo da formao presencial centrada no treino de situaes e troca de experincias com o grupo e com o formador.

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    NOVEMBRO 2008 17

    Caractersticas Vantagens

    Mdulos construdos com um LCMS (Learning Content Management System)

    Facilitar a adaptao local, a personalizao dos contedos ou do aspecto grfico dos mdulos.

    Mdulos SCORM Permitir o tracking da formao: os formandos sabem o que j fizeram e o que falta conclur.Facilitar a integrao dos mdulos em diferentes plataformas de eLearning.

    1 Mdulo = 1 Objectivo Combinar mdulos e criar percursos formativos personalizados e adapta-dos s necessidades individuais.

    Mdulos curtos (cerca de 30 min.) organizados por sequncias de 5 a 10 min. Facilitar a realizao dos mdulos ao longo de um dia de trabalho.

    Integrao de vdeos e udio Criar um ambiente de aprendizagem mais interactivo e motivante.

    Ferramentas de nota electrnica Possibilitar ao formando tomar notas directamente no mdulo que sero depois impressas em conjunto com a sntese.

    Acesso a documentos adicionais Aceder a documentos que permitem o aprofundamento de temas.

    Legendas sincronizadas Permitir a realizao do mdulo a pessoas que no podem ouvir a com-ponente udio.

    Mudana automtica de lngua Ver o mesmo mdulo na lngua da sua preferncia.

    As novidades dos mdulos eLearning

    Esta soluo eLearning integra um conjunto de caractersticas que visam criar um ambiente de aprendizagem mais esti-mulante e eficaz:

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    18 NOVEMBRO 2008

    Qualificaes acadmicas dos militares

    Respeito pelo ritmo de aprendizagem de cada alunoO Centro Naval de Ensino a Distncia (CNED) tem como misso desenvolver, conduzir ou coordenar a execuo de cursos destinados elevao ou complemento das habilitaes acadmicas nomeadamente dos militares dos trs Ramos das Foras Armadas, sendo para isso dotado de autonomia pedaggica.

    Iniciou a sua actividade em 1997, estruturado com base no modelo do ensino secundrio recorrente adaptado a um sistema de ensino-aprendizagem a distncia, em par-ticular no que concerne metodologia, produo de con-tedos e avaliao, e organizao de suporte adminis-trativo e logstico.

    Os cursos disponibilizados Cursos de Cincias e Tec-nologias, Cincias Socio-Econmicas, Cincias Sociais e Humanas e Tecnolgico de Administrao seguem a estrutura curricular definida para os mesmos cursos de ensino recorrente do Sistema de Ensino Nacional. Na sua operacionalizao, o CNED centra a sua actividade didctica-pedaggica no aluno, assumindo que a distn-cia fsica que separa os actores principais do sistema de ensino-aprendizagem (o professor e o aluno) uma vari-vel cuja importncia e peso diminui conforme a qualidade e intensidade do dilogo que ambos possam estabelecer, dilogo sustentado por uma estrutura onde sobressaem instrumentos como manuais e outros materiais didcticos adequados ao ensino a distncia (produzidos no CNED), as novas tecnologias de comunicao e informao (web, messenger, e.mail, internet) e tecnologias clssicas (correio, telefone).

    Aps cerca de onze anos de actividade, o CNED teve mais de 2600 alunos a nvel secundrio, os quais comple-taram com sucesso mais de 11500 Unidades Capitaliz-

    veis ou Mdulos Capitalizveis. Hoje, o actual nmero de alunos de cerca de 600, espalhados por todas as uni-dades militares do pas, por unidades navais em misso e por foras destacadas no estrangeiro (no Afeganisto, p. ex.)

    O CNED , tambm, um Centro de Formao de Pro-fessores acreditado pelo Conselho Cientfico-Pedaggico de Formao Contnua de Professores, tendo desenvol-vido e operacionalizado cerca de 40 cursos (envolvendo reas como Metodologia de Investigao em Cincias de Educao, Avaliao, Educao de Adultos, Teoria da Aprendizagem Mediatizao da Formao, Ensino a Dis-tncia, Gesto de Formao, Tutria), frequentadas por mais de 1800 formandos.

    Sendo poltica da Marinha a potenciao dos recursos humanos, desde 2003 que funciona adstrito ao CNED um Centro de Novas Oportunidades. A actividade deste Centro visa:

    - A valorizao do passado de cada indivduo, no que respeita aos saberes e competncias adquiridos;- O desenvolvimento, no presente, dos saberes e das competncias que constituam, para cada individuo, a sua melhor opo de vida;- A identificao de perspectivas de futuro para cada indivduo, numa constante procura de mais elevados nveis de qualidade de vida, atravs da aquisio de novos saberes e competncias adequados aos seus inte-resses e motivaes.

    Neste momento no CNO do CNED, encontram-se nas diversas faces de desenvolvimento do processo aps Aco-lhimento, a nvel Bsico cerca 170 candidatos, e a nvel secundrio cerca de 760 candidatos (civis ou militares).

    Tendo presente o know how detido pelo CNED; con-siderando que muitos dos candidatos ao reconhecimento de competncias necessitam de formao complemen-tar em algumas reas do Conhecimento; e que, nesse nmero, a maioria esto empregados; o CNED e o CNO vm desenvolvendo um estudo visando o desenho e a operacionalizao de aces de formao modulares uti-lizado a metodologia do ensino a distncia. um projecto que esperamos poder concretizar durante o 1 semestre do prximo ano.

    Por Comandante Antnio Almeida de Moura, director do CNED

  • Formao Presencial a Distncia

    Um paradoxo inovadorA Distance Learning Consulting (DLC) e um dos seus parceiros, a Associao para o Ensino e Formao (INETESE), construram em conjunto 18 cursos de Mediao de Seguros na modalidade de Formao Presencial a Distncia (eLearning), homologados pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP) e acreditados pelo DGERT.Estes 18 cursos permitem ao cliente um ROI superior a 500% e um Observatrio de Qualidade visionado pelo prprio ISP, onde 90% dos formandos declaram que prefe-rem os cursos gerados pelo modelo pedaggico SAFEM-D e pela Plataforma NetForma, do que qualquer outro curso ou modelo em que j tenham participado, em virtude destes apresentarem mtodos e tcnicas de aprendizagem que pro-piciam elevada motivao e enorme atractividade, bem como uma eficcia nunca antes experimentada noutras aces de formao.

    Actualmente, a DLC desenvolve uma investigao longi-tudinal (2000 a 2008), nica em todo o mundo, onde demons-trar atravs do estudo dos resultados da avaliao de uns largos milhares de formandos e alunos, em reas to diver-sas como a medicina, industria farmacutica, enfermagem, seguros, banca, informtica, funo pblica, universidades, sindicatos e associaes patronais, cientificas, etc., que o seu modelo pedaggico tem uma elevada eficcia. Este modelo baseado em didcticas de ponta, as quais recorrem Ava-liao Programada, aos Estilos de Aprendizagem, Inteli-gncia Emocional, Tutoria tcnica e pedaggica, ao vdeo, msica, voz, s imagens animadas e s simulaes, em suma, ao Multimdia, propicia uma conjugao inovadora de meios, geradores de resultados substancialmente superio-res aos outros modelos. o que indicam os dados prelimi-nares desta pesquisa.

    Relativamente aos cursos de Seguros, a nossa concorrn-cia afirmou no Jornal Expresso do dia 13/09/08 que j cer-tificou 15.761 mediadores, o que falso, basta confirmar a veracidade desta informao no ISP. Ao invs, a DLC e a INETESE garantem um acesso permanente e on-line do seu Observatrio de Qualidade, que um instrumento fivel e rigoroso. Deste modo, os seus clientes podem constatar e aferir diariamente a excelncia dos nossos cursos, bem como controlar a aco dos seus formandos, sabendo se eles esto a estudar, que notas atingiram na Avaliao Contnua, qual o seu comportamento hora a hora e dia a dia nos cursos. Em resumo, como a formao profissional um investimento,este dever ser controlado milimetricamente.

    No que concerne ao futuro privilegiamos as parcerias, pois estas tm demonstrado possuir elevado valor acres-centado. A INETESE uma instituio de utilidade--pblica, que forma recursos humanos para o Sector Finan-ceiro desde 1990 e detm, actualmente, a maior escola pro-

    fissional do Pas, para alm de possuir a dupla certificao para as reas da Banca e dos Seguros.Devido a esta cre-denciao, promove formao presencial e a distncia para todos os nveis e faixas etrias.

    A DLC especializada em eLearning e bLearning lder no Sector da Sade embora possua cursos on-line em todas as reas do saber. Em parceria com a INETESE lidera qua-litativamente a rea dos Seguros, segundo os nossos clien-tes, que reconhecem a excelncia dos nossos 18 Cursos de Mediao frequentados por 1321 formandos, comparati-vamente aos da concorrncia.. A DLC possui um Modelo Pedaggico prprio e concebeu uma Plataforma de eLear-ning (LMS),produto com caractersticas nicas, j utilizado em Espanha e no Brasil.Em breve, ser a primeira escala mundial a entrar no mbito da Web 2.0 e 3.0, assumindo o nome de NetForma Da Vinci Web 2.0 - 3.0, onde aban-donar definitivamente a tecnologia Windows e adoptar o ambiente Multimdia.

    Por Antnio Augusto Fernandes, administrador da DLC

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    20 NOVEMBRO 2008

    Excelncia na formaoAs ferramentas da Harvard Business Publishing ao alcance da sua organizao.

    Por Herculano Rebordo e Lus Isidro Guarita, Grupo I.Zone

    O Grupo I.Zone, atravs das suas empresas EduWeb, Gera-o de Futuro e GlobalChange, lanou em Portugal conte-dos de formao online da Harvard Business Publishing. Estes contedos foram elaborados em estreita colaborao com professores e especialistas da Harvard Business School e trazem para o nosso pas os mais avanados contedos de formao na rea da gesto e da liderana.

    No actual mundo dos negcios e num ambiente de cada vez maior competio global, os lderes necessitam de con-ciliar, por um lado, a actualizao permanente das suas com-petncias e saberes, por forma a acompanharem as mais rele-vantes mudanas no seu ambiente de negcios, e por outro, a escassez de tempo com que so confrontados no seu dia-a-dia.

    a pensar nesta realidade que o grupo I.Zone trouxe para nosso pas os mais avanados contedos de formao para os lderes e gestores do futuro.

    As CEO Lessons disponibilizam, em vrias formatos, as

    experincias de executivos e gestores de algumas das maio-res empresas do mundo, que atravs de breves testemunhos analisam as mais actuais problemticas da gesto. Tendo presente a necessidade de permitir uma enorme facilidade de acesso a estas ferramentas, o programa CEO Lessons possi-bilita todo o tipo de portabilidade, do computador ao IPOD, PDA, Smartphone, telemvel e TV, possibilitando uma faci-lidade de acesso aos contedos nica que garante, em vdeos de curta durao, o melhor da gesto global. Refira-se ainda que anualmente h uma actualizao com novas lies e temas.

    O Harvard ManageMentor tem por base a experincia da Universidade de Harvard no desenvolvimento de compe-tncias empresariais, este programa de formao conta com a colaborao dos maiores especialistas mundiais na reas da gesto e liderana e conta com a participao de executivos de empresas de sucesso em todo o mundo.

    Este programa de formao permite que o utilizador aceda exactamente ao conhecimento de que carece, no momento em que dele necessita e quantas vezes quiser. As suas ferra-mentas de trabalho possibilitam ao utilizador preparar, pla-near e executar funes de gesto crticas tais como: avaliar o desempenho, estabelecer metas, gerir projectos, preparar um plano de negcio e muito mais.

    O Harvard ManageMentor tem actualmente 42 temas de gesto num nico programa de formao.

    Com a disponibilizao destes produtos no mercado portu-gus, o grupo I.Zone pretende posicionar-se junto das orga-nizaes portuguesas como um parceiro que as pode ajudar a construir as vantagens competitivas de que estas carecem para se consolidar e crescer sustentadamente.

    Presente em Portugal, no Brasil e nos restantes pases de lngua oficial portuguesa, o grupo I.Zone, tem procurado, atravs da estreita colaborao que tem mantido com os seus clientes e parceiros, desenvolver e introduzir nestes merca-dos ferramentas de formao e desenvolvimento de com-petncias que, pela sua qualidade e inovao, garantem a implementao de solues alinhadas com as estratgias de desenvolvimento das organizaes, potenciando assim o seu sucesso.

    As ferramentas da Harvard Business Publishing que agora chegam ao mercado portugus so, por isso, uma nova pos-sibilidade para que estes objectivos se concretizem.

    Esperamos que possam ajudar a sua empresa, tambm!

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    Energias Educativas:

    eLearning prepara Escolas InteractivasA ENDU Energias Educativas arquitectou um novo conceito de apoio s escolas, s empresas e a todas instituies com actividade no sector da educao e da formao, que parte do eLearning para alavancar um paradigma de ensino actual (sem descurar o ensino especial), com o qual os jovens se possam identificar: ancorado no trabalho colaborativo, na interactividade e na autonomia.

    Por Evandro Morgado, director-geral da ENDU Energias Educativas

    A equipa de investigao da ENDU promove o levantamento e a investigao no s dos meios tcnicos e tecnolgicos ao servio da educao, como identifica e traa as linhas de orientao pedaggica para a sua aplicao em cada cenrio. Partindo de uma diagnose inicial, so identificadas as neces-sidades tcnicas, tecnolgicas, pedaggicas e formativas que cada cliente evidencia. A partir da, traado um plano de interveno, a mdio ou longo prazo, que optimize os quatros nveis: tcnico, tecnolgico, pedaggico e formativo.

    Uma experincia concreta e feliz tem sido cada plano tra-ado para cada uma das instituies de educao e forma-o que procuram imprimir colaborao e interactividade s suas salas de aula. Como nem todos os formadores e profes-sores se sentem ainda confortveis com as TIC, com o ensino a distncia, possvel nivelar estas competncias ao ritmo de cada elemento e em tempo til. Dado este passo, pos-svel equipar as salas com elementos que promovam a inte-ractividade e a cooperao: mesas educativas e-Blocks, qua-dros interactivos, visualizadores de documentos, sistemas que automatizam o feedback das aprendizagens, portais cola-borativos, contedos interactivos, entre muitos outros com-ponentes. Neste momento, a ENDU aposta numa formao contnua em regime de bLearning que acompanha e garante, ao longo de um, dois, ou mais anos (de acordo com o projecto estabelecido), o processo de integrao destas ferramentas na actividade diria do Professor e do Formador. Este esforo optimizado com seminrios peridicos dinamizados por especialistas convidados.

    Os contedos apresentados pela ENDU Energias Educa-tivas , nas sesses de ensino a distncia, primam pela inte-ractividade (assente num sistema multimodal) que as fer-ramentas disponibilizadas na sala de aula tambm podem proporcionar: eis um dos elos entre o nosso trabalho em eLe-arning e o ensino presencial.

    Atendendo a que a Educao no uma rea cristalizada, a ENDU proporciona que mestrandos e doutorandos desenvol-vam os seus trabalhos, no sentido de estudar e desenvolver as solues que apresenta. Assim, actualmente, est a ser pre-parada a estrutura que proporcionar um estudo minucioso sobre os resultados das mesas educativas e-Blocks nas apren-

    dizagens e nas relaes interpessoais dos alunos do Ensino Pr-Escolar e do Primeiro Ciclo do Ensino Bsico, em geral, e do Ensino Especial, em particular. Lembro que esta ferra-menta de trabalho est a revolucionar o paradigma de ensino, com resultados muito interessantes, mesmo nos discentes com necessidades educativas especiais.

    Atentos ao que de melhor se vai desenvolvendo no mundo, continuaremos a procurar responder aos desafios de hoje, com solues de futuro que se reflectem num produto mol-dado medida de cada solicitao.

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    22 OUTUBRO 2008

    Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes

    A aposta nas TIC A Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes (EPDRA), localizada em Mouriscas, foi pioneira no ensino profissional agrcola em Portugal, tendo ini-ciado a sua actividade no ano lectivo 1989/90 com o curso Tcnico de Gesto Agr-cola.

    Inserindo-se numa matriz de formao para o mundo rural, ao longo da sua existncia, a EPDRA concebeu alguns cur-ricula e tem ministrado diversos cursos. Actualmente, a sua oferta formativa composta por cursos profissionais (Tcnico de Gesto Equina, Tcnico de Produo Agrria, Tcnico de Recursos Florestais e Ambientais, Tcnico de Turismo Ambiental e Rural e Animador Sociocultural), um curso de educao e formao (Operador Agrcola) e ir iniciar em breve diversas formaes modulares.

    A EPDRA, ao longo dos ltimos anos, reconhecendo o elevado potencial das TIC no desenvolvimento da apren-dizagem e da formao, tem implementado diversas fer-ramentas tecnolgicas, comeando pela criao da sua pgina Web.

    Com o aparecimento de novas aplicaes e recursos que deram mais interactividade Web, apareceu o termo Web 2.0. De forma a facilitar e aumentar o interesse, por parte dos alunos, pelo estudo implementou-se um sistema vulgarmente conhecido por E-learning.

    Das mais variadas plataformas, optou-se por uma que fosse opensource, robusta e relativamente conhecida por todos. A opo recaiu pela plataforma Moodle. Esta plata-

    forma tem vindo a generalizar-se da mesma pelo sistema educa-tivo nacional, pela facilidade de utilizao e pela panplia de recursos de gesto e ensino que oferece. Com este tipo de plata-forma, consegue-se uma interac-o muito maior por parte dos intervenientes principais do sis-tema educativo Alunos e Pro-fessores. Denota-se assim uma melhoria do interesse pelo estudo, por parte dos alunos, j que este no visto como uma tarefa montona, mas sim dinmica, como um jogo.

    Alm do benefcio principal, que a melhoria da quali-dade de ensino, este tipo de plataforma aumenta a ligao entre os pais e a escola, j que podero acompanhar a vida acadmica do seu educando a partir de casa.

    Por Simo Manuel Lopes Pita, vice-presidente do Conselho Executivo da Escola Profissional de Abrantes

    Nmeros da EPDRA

    Comunidade educativa: 180 alunos; 30 docentes; 28 no docentes.Empregabilidade 6 meses aps final do curso:

    - T. Gesto Equina 85% trabalham no sector; 8% no ensino superior; - T. Produo Agrria 80% trabalham no sector; 17% no ensino superior; - T. Turismo Ambiental e Rural 50% trabalham na rea do curso; 31% Trabalham noutras reas; 15% no ensino superior.

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    Inovao em Formao

    Factor-chave para atingir a excelnciaOs recentes desenvolvimentos tecnolgicos transformam metodologias inovadoras, como o eLearning, em instrumentos estratgicos para uma formao ao longo da vida e para a criao de valor nas organizaes.

    Por Arnaldo Santos, da Formare

    Vivemos num mundo diferente, um mundo globalizado, competitivo, assente em modelos sustentados de negcio onde o Capital Intelectual se afirma como uma das prin-cipais vantagens competitivas numa organizao.

    O ser humano tende a adaptar-se a esta nova forma de viver, sustentado pela designada Economia do Conheci-mento, sendo necessrio dar lugar a uma mudana de men-talidades, onde o acesso e a partilha do saber em comunidade representam elementos chave em contextos de Learning Organization.

    Os recentes desenvolvimentos operacionais e tecnolgi-cos transformam metodologias inovadoras, como o eLear-ning e o bLearning, em instrumentos estratgicos para uma formao e educao ao longo da vida e para a criao de valor nas organizaes.

    Do ponto de vista tecnolgico, a evoluo e a convergn-cia, especialmente o desenvolvimento da Banda Larga (fixa e mvel), esto a fazer eclodir novos servios, novas plata-formas, novas tecnologias e novas formas de as utilizar para fins educacionais, prevendo-se um desenvolvimento acentu-ado ao nvel da personalizao de ambientes de eLearning, da adequao aos contextos de aprendizagem, da gesto do conhecimento, dos Objectos de Aprendizagem (Learning Objects), da Mobilidade, da Inteligncia Computacional e da Integrao com as ferramentas disponveis na Web 2.0 (por exemplo o Second Life).

    Estas ferramentas e tecnologias (blogs, wikis, flickr, second life, ajax, soap, foaf, rss), devidamente inte-gradas, pedagogica-mente orientadas e especificamente selec-cionadas, abrem novos caminhos para a edu-cao e formao, pois

    transformam os tradicionais processos de for-mao em elementos de partilha e difuso de conhecimento.

    Existem em Portugal vrios sistemas tec-nolgicos que garantem o suporte e a gesto adequada a cada contexto, como por exem-plo, as Solues Formare da PT Inovao. Esta tecnologia nacional hoje utilizada por mais de 210.000 utilizadores distribudos mundialmente, como o Grupo PT, o Banco de Portugal, TAP, Ordem dos Advogados, VIVO, DEDIC, CTT ou AMA.

    Hoje, j possvel passar de uma sala vir-tual 2D para uma sala virtual 3D em ambiente simulado com interessantes potencialidades de comunicao e interaco entre Avatares que partilham saberes e conhecimento.

    A ttulo de exemplo, a PT Inovao, a Universidade de Aveiro (UA) e a Universidade de Traz os Montes e Alto Douro (UTAD) esto a desenvolver projectos que simulam e integram sistemas de gesto de aprendizagem (LMS) com ambientes simulados em contexto Second Life, e permitem traar roteiros de formao em comunidades de aprendiza-gem distribudas.

    A adaptao da formao para o designado Rapid Lear-ning possibilita o acesso rpido a Learning Objects, e pos-sibilita a milhares de formandos, em simultneo, o acesso a contedos multimdia preparados para auto-formao, com uma racionalizao de recursos e custos assinalvel. Este modelo formativo suportado por uma estratgia pedag-gica e comunicacional, fortemente orientada Usabilidade, ao Instructional Design e aos princpios do HCI (Human Computer Interaction) aplicada concepo e desenvolvi-mento dos contedos formativos.

    Assiste-se, portanto, ao nascimento de um novo para-digma da educao e da formao, suportado por tecnologia inovadora, pedagogicamente orientada ao desenvolvimento das pessoas e criao de valor para as organizaes.

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    Web 2.0:

    Muito mais que um salto tecnolgicoSurgida em 2004, a Web 2.0 assume-se como uma plataforma de desenvolvimento aplicacional e um espao que facilita a colaborao entre as pessoas, sendo, cada vez mais, implementada nas estratgias de negcio das empresas.

    O trio informao, interaco e participao que a Web 2.0 proporciona determina assim novos ritmos e outro impacto nos mercados e nas organizaes, quando com-parado com a primeira gerao de servios da Internet.

    Por isso, a adopo da filosofia da Web 2.0 cru-cial para nos mantermos competitivos e no perdermos o comboio desta nova gerao tecnolgica. A rapidez na forma como se processam estas mudanas demons-tra que esta noo deixou de ser uma preocupao do futuro mas sim do presente!

    Estamos, deste modo, perante uma criao de conhe-cimento e uma revoluo nas cadeias de valor que trans-cendem j a base tecnolgica que as tornou realidade, justificando todos os investimentos feitos em tecnolo-gia e modernizao.

    Enquanto que as tendncias de mercado vo e vm, o sucesso resume-se cada vez mais a uma palavra: ino-vao. No para ns novidade esta necessidade de nos anteciparmos ao crescimento. Todos os lderes, das mais diversas indstrias, tm noo do quo importante seguir por este caminho.

    A informao, escala global, optimiza a eficincia

    e criatividade, sendo o Power of Participa-tion um conceito por ns cada vez mais interiorizado, reve-lado em wikis, blogs, profiles, comunida-des, entre outras apli-caes.

    A IBM, enquanto lder em produtos Web 2.0, tem auxi-liado as empresas a tirarem o maior par-tido desta nova estra-tgia de negcio.

    Com este con-ceito, que ultrapassa a tradicional noo de Internet, criam-se novos mercados, reduzem-se barreiras de competitivi-dade, reforam-se as comunicaes, d-se mais impacto informao e alcanam-se aplicaes mais flexveis e efectivas ao nvel de custos.

    Esta abordagem, que tanto potencia a informao, facilita em muito o aproveitamento dos talentos que temos em casa, combinando-os com as mais seguras fontes de informao.

    Quanto mais cedo as empresas aderirem Web 2.0, maior ser a oportunidade de conseguirem uma distn-cia vantajosa no que respeita concorrncia.

    Por Francisco Calado, business development manager IBM Portugal

    A oportunidade de nos conectarmos a especialistas e a possibilidade de mais rapidamente encontrarmos as informaes que procuramos, acelera e desenvolve os nossos modelos empresariais.

  • PLATAFORMAS DE ENSINO WEB 2.0

    As Tecnologias no Instituto Politcnico de SantarmA Web 2.0, B2C, B2B e E-Learning so a via do futuro ou um nicho de oportunidades para os iluminados? Como podem as Instituies, nomeadamente as instituies de Ensino Superior, tirar vantagem destas tecnologias e dos novos modos de operar que as mesmas possibilitam?

    Por Lurdes Asseiro, professora coordenadora e presidente do Instituto Politcnico de Santarm

    Como refere o autor Tim O`Reilly Web 2.0 a mudana para uma internet como plataforma e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante a de desenvolver aplica-es que aproveitem os efeitos de rede.

    Vivemos j numa sociedade que permite o acesso ace-lerado ou mesmo momentneo ao conhecimento/informa-o e no entanto as organizaes sociais so ainda pesa-das. Persiste algum desfasamento entre o tempo histrico em que nos movemos e as tecnologias e os processos de comunicao que criam e desenvolvem e que representam a inovao. indiscutvel que os fluxos de informao que navegam pelas redes e os ns que compem a geografia do espao internet tornaram a comunicao flexvel e quase instantnea.

    Aqui, no Instituto Politcnico de Santarm, o futuro vive-se com sistemas de ensino abertos e a distncia ino-vadores, o que implica a construo de espaos diversifica-dos de comunicar. Desenvolveram-se alguns projectos que se situam no mbito da utilizao e construo de espaos fludos de aprendizagem a distncia. O projecto FLUIDS_ID com a divulgao da metfora do puzzle que tem como base a criao de um e-porteflio para a incluso social e empregabilidade (baseado na teoria de Davil Kolb e adaptado por Maria Barbas num estudo de ps-doutora-mento). http://fluidsid.ese.ipsantarem.pt. Tambm o espao SLESES_Mundos virtuais na ESE http://slurl.com/secon-dlife/SLESES/125/159/25 apresenta zonas diversificadas, de acordo com as necessidades de um campus virtual. Foi construda uma galerie, que servir para acolher expo-sies, lanamento de livros, etc.; um auditorium, para debates e palestras; um Knowledge room, para aulas e com local de projeco de contedos multimdia; um e-cafpara os momentos de descontraco; uma Infozone, que dar a conhecer todas as novidades e iniciativas e ainda um helpdesk, espao destinado a orientar os visitantes na ilha.

    As principais vantagens da Web 2.0 associadas ao E-Learning prendem-se com as potencialidades geradas pela comunicao instantnea; pelo acesso global; possibi-lidade de personalizao de contedos e pela colaborao directa e permanente. No IPS o que procuramos fazer.

    Os principais desafios prendem-se com o factor de resis-

    tncia mudana; com a eventual neces-sidade de redesenhar as organizaes e os modelos de ensino; dificuldade em com-binar a tecnologia com as necessidades de ensino/aprendi-zagem e a manuten-o da motivao ou fidelizao do utili-zador.

  • B-learning

    Agente de inovao educativa no ISCAPA evoluo na qualidade e diversidade da oferta educativa constitui um desafio para qualquer instituio de ensino superior.

    Por Manuel Moreira da Silva, PAOL

    O Instituto Superior de Contabilidade e Administrao do Porto (ISCAP) promove, em resposta a este desafio, o uso de novas prticas e tecnologias educativas, de modo de diver-sificar as oportunidades e a fomentar a inovao pedaggica e a flexibilizao temporal em apoio ao estudo individual e colaborativo, atravs de uma unidade de desenvolvimento, o PAOL Projecto de Apoio On-Line.

    O Instituto, criou, em 2003, o Projecto de Apoio On-line (PAOL), cuja principal misso a de fomentar o uso das diferentes tecnologias educativa na instituio, de modo a promover o desenvolvimento dos processos de ensino-aprendizagem e a multiplicar a oferta formativa.

    Na sua origem, esta unidade tinha como misso o desen-volvimento de solues sustentadas de integrao das tecno-logias para apoiar as aulas presenciais ministradas na insti-tuio, atravs da introduo de metodologias e aplicaes de e/b-learning, tendo como componente nuclear a plata-forma Moodle. Esta ferramenta foi adoptada por oferecer a

    possibilidade de desenvolvimento de novos mdulos e de adequao s necessidades multidisciplinares da realidade educativa do ISCAP.

    A introduo desta plataforma tornou-se num elemento impulsionador para a reviso e adopo de novas metodo-logias e abordagens pedaggicas em todos os cursos e reas cientficas da instituio, ao mesmo tempo que promoveu o incremento da literacia e das competncias tecnolgicas da comunidade escolar, bem como o esprito de partilha e de evoluo conjunta na construo de um ambiente de apren-dizagem mais dinmico e colaborativo.

    Este novo ambiente de trabalho, mediado pelo computa-dor, suportado por uma equipa e um projecto - o PAOL um elemento fundamental em qualquer instituio de ensino, uma vez que responde s necessidades de todos os seus acto-res - escola, professores e estudantes. Contribui, no caso da escola, para uma evoluo pedaggica homognea, decor-rente da introduo e disseminao dos novos paradigmas de ensino-aprendizagem decorrentes do e/b-learning. Para os docentes, pode ser encarado como a prestao de um ser-vio de apoio pedaggico e tcnico, potenciado pela plata-forma de b-learning, conjugada com outros meios, como o uso de e-portflios e das ferramentas Web 2.0. Para os estu-dantes, actores decisivos na implementao deste projecto, constitui um contributo essencial para o reforo dos meios e estratgias disponveis para a obteno de sucesso escolar.

    Com o desenvolvimento do projecto, ganharam impor-tncia crescente as fontes prprias de criao de conheci-mento e de solues tcnicas, bem como o desenvolvimento de projectos pedaggicos e de investigao pensados para responder aos anseios e necessidades da comunidade esco-lar e do mercado.

    Estes projectos procuram facilitar a comunicao entre todos os intervenientes, promover a experimentao de novas metodologias pedaggicas, o trabalho interdisciplinar, facul-tar o acesso a materiais didcticos e a repositrios de apren-dizagem e, em paralelo, fomentar a responsabilidade e par-ticipao individuais no processo de aprendizagem ao longo da vida. Permitem, finalmente, que o mercado de emprego reconhea a inovao na formao, o que se torna uma mais-valia para os estudantes recm-formados.

    A qualidade da oferta educativa , cada vez mais, um cri-trio de escolha das instituies de ensino superior. Nesse sentido, o ISCAP procurou agir atempadamente, de modo a proporcionar aos seus estudantes uma oferta educativa adap-tada s novas exigncias e com capacidade para acompa-nhar as mudanas, no respeito pela sua cultura institucional e misso educativa.

    PLATAFORMAS DE ENSINO WEB 2.0

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  • PLATAFORMAS DE ENSINO WEB 2.0

    28 NOVEMBRO 2008

    Para uma Universidade 2.0:

    A Experincia da Universidade AbertaA UAb iniciou a completa virtualizao da sua oferta de ensino, colocando o nosso pas na vanguarda europeia no sector do ensino a distncia.

    Por Antnio Moreira Teixeira, Pr-reitor para a Inovao em Ensino a Distncia da Universidade Aberta

    Nos ltimos trs anos, o ensino universitrio em Por-tugal e no espao europeu conheceu uma importante transformao, das maiores da sua histria recente. Tal deveu-se conjugao de dois fenmenos de enorme repercusso.

    Por um lado, verificou-se a adequao da oferta pedaggica universitria ao Espao Europeu de Ensino Superior. Por outro, as universidades iniciaram o pro-cesso de disseminao da utilizao de ambientes vir-tuais de aprendizagem. Ambos os movimentos concor-dam num sentido muito claro: a crescente autonomia e responsabilizao do estudante na gesto do seu prprio processo educativo.

    No nosso pas, esta realidade tem tido como princi-pal exemplo de sucesso a Universidade Aberta (UAb),

    desde que, precisamente em 2006, a instituio ini-ciou a sua arrojada estratgia de completa virtualiza-o da oferta de ensino, colocando o nosso pas na van-guarda europeia no sector do ensino a distncia. Dois anos depois do incio do processo de disseminao no nosso pas do ensino online, ou e-learning avanado, como tambm conhecido, este novo modo de ensino e aprendizagem tornou-se uma realidade quotidiana de cinco mil estudantes (s na UAb), que frequentam, com sucesso e elevados nveis de satisfao, licencia-turas, mestrados e outros cursos formais de modo intei-ramente virtual.

    Na verdade, s instituies de ensino e formao por-tuguesas j no se coloca a possibilidade de no adop-tar sistemas de ensino baseados na Internet. Isto porque

    os seus estudantes ou formandos na sua maioria j a utilizam na sua vida familiar ou profissional para pesqui-sar, recolher ou partilhar informao de natureza mais variada. A Internet transformou-se no s numa ferra-menta de comunicao de acesso e utilizao diria, mas tambm num instrumento de cidadania. Assim, s instituies de ensino e forma-o portuguesas apenas resta apren-der rapidamente a utilizar a rede e abri-la aos seus estudantes, abrin-do-se assim igualmente.

    Naturalmente, na utilizao de ambientes digitais no ensino e na aprendizagem as instituies devem dominar a tecnologia e no ser dominadas por ela.

  • PLATAFORMAS DE ENSINO WEB 2.0

    NOVEMBRO 2008 29

    Quer isto dizer que elas devero partir do estabe-lecimento de um quadro pedaggico de referncia, que torne claro para professores/formadores e estu-dantes/formandos quais so os princpios metodol-gicos adoptados e quais so as regras do jogo. Por melhor que seja a tecnologia envolvida numa deter-minada ferramenta, por si s ela no chegar nunca para garantir a interaco do estudante ou o sucesso da sua aprendizagem.

    por esta razo que a escolha de um determinado ambiente virtual de aprendizagem ou de uma plata-forma de e-learning (learning management system)no dever resultar nunca apenas da anlise das res-pectivas caractersticas (ferramentas de comunica-o, objectos de aprendizagem, gesto dos dados do utilizador, usabilidade, adaptabilidade, aspectos tc-nicos, administrao, gesto dos cursos). Essa esco-lha mais complexa e deve resultar, sobretudo, de uma deciso poltica estratgica de cada institui-o norteada pela necessidade de proporcionar uma experincia de aprendizagem enriquecida.

    Mais do que centros de criao e difuso de contedos, as Universidades entendem-se como uma rede de partilha de conhecimento.

    E que tipo de experincia ser essa? A utilizao de ferramentas sociais web 2.0, as quais podem ou no integrar uma plataforma ou uma rede social, por exemplo, favorece efectivamente uma pedago-gia muito mais centrada na capacidade do estudante gerir o seu processo de aprendizagem. Como o prova a experincia recente da UAb, a aprendizagem vir-tual, quando entendida numa perspectiva colabora-tiva, baseada nas ferramentas tecnolgicas vulgar-mente designadas por web 2.0 (wikis, blogs e outras), pode concretizar um modo de entender a educao superior pela valorizao da integrao social dos estudantes em comunidades de partilha e construo conjunta do conhecimento, do acompanhamento per-sonalizado da sua aprendizagem e do respeito pelo contexto especfico da experincia de vida de cada aluno.

    Como bvio, no entanto, o sucesso de um tal pro-cesso de aprendizagem depender sempre do envol-vimento dos estudantes/formandos e dos professores/formadores no mesmo. Da, a importncia da pre-parao especfica de ambos os grupos para o e-le-arning. Tambm neste ponto, a experincia da UAb constitui um exemplo pioneiro, porquanto tornou

    obrigatria a formao prvia de ambos os grupos no domnio dos ambientes virtuais de aprendizagem e, fundamentalmente, no dos princpios pedaggicos especficos do e-learning.

    Em boa verdade, o grande contributo que o con-ceito tecnolgico web 2.0, e as suas respectivas fer-ramentas, trouxe ao processo educativo foi o de pos-sibilitar e potenciar a transformao da metodologia de educao a distncia de um paradigma terico dominado pela ideia de massificao da dissemina-o e do acesso ao ensino, para um novo paradigma centrado na singularizao e personalizao da expe-rincia de aprendizagem. Com esta mutao, tambm as universidades e as instituies de ensino e forma-o tiveram de mudar. Mais do que centros de cria-o e difuso de contedos, elas entendem-se hoje como ns de uma rede de partilha de conhecimento. Por outras palavras, as universidades de segunda gerao (2.0), enquanto servio pblico, desempe-nham um papel de promoo universal da circulao e desenvolvimento do conhecimento e da qualifica-o cultural, cientfica e tecnolgica imediata e per-manente de todos os cidados.

  • PLATAFORMAS DE ENSINO WEB 2.0

    30 NOVEMBRO 2008

    Falmos com a coordenadora do departamento de formao, Sofia Matos, da ZONA S, Portal de Educao e Segurana Rodoviria www.zona-s.pt, sobre a utilizao das novas tecnologias no ensino da conduo em Portugal

    O ensino da conduo e a formao a distncia

    Faz sentido falar em formao a distncia no ensino da conduo?Para lhe dar uma ideia de que nmeros estamos a falar so emitidos anualmente mais de 200 000 novos ttulos de con-duo, pelo que o ensino da conduo em Portugal trans-versal a toda a sociedade, com um pblico bastante hete-rogneo. Neste contexto faz todo o sentido a formao a distncia no ensino terico da conduo, seja em regime e-learning ou b-learning, apesar da actual realidade ser diferente. A formao dos candidatos a condutores na sua vertente terica continua a ser realizada com um nmero mnimo de aulas presenciais obrigatrias. Este modelo afas-ta-se completamente das tendncias formativas actuais. Ao ter a opo de realizar parte ou mesmo a totalidade da for-mao terica a distncia o candidato pode evoluir ao seu ritmo, com uma economia de tempo e de recursos (ambien-tais, financeiros e at esforo fsico e psicolgico).

    Considera que as escolas de conduo esto preparadas para esta mudana? Claro que uma alterao desta natureza depara com as habituais resistncias mudana, em especial pelas enti-dades formadoras que tm receio de perder mercado. Mas que melhor oportunidade para incrementarem a qualidade na formao? Esta deve ser cada vez mais personalizada e centrada no formando. A formao a distncia ser acom-panhada pelo instrutor, que coordena e orienta o candidato a condutor na sua aprendizagem, fixando etapas de pro-gresso.

    Que ferramentas existem para suportar a formao a distncia?As ferramentas por excelncia so as plataformas de forma-o a distncia. Actualmente existe uma grande diversidade, mas importante a seleco tendo em conta alguns aspectos como a simplicidade e utilizao amigvel (pelo utilizador final e na introduo de contedos e gesto do curso) e uma adequada gesto da formao. Claro que a seleco deve estar relacionada com os objectivos pretendidos. A Zona S optou por uma plataforma ad hoc para a formao de con-dutores e de instrutores. Mas a metodologia de apresentao da formao e a preparao dos contedos so tambm fun-damentais para o sucesso da formao. S para lhe dar uma ideia do trabalho que pode envolver, a formao de condu-tores desenvolvida pela Zona S teve a interveno de uma equipa de 6 pessoas durante mais de 1 ano.

    Os formadores das escolas de conduo necessitam de ter alguma preparao especfica para este tipo de formao?Sim, os instrutores de conduo devem ter algumas noes sobre a formao a distncia e saber utilizar a plataforma. Mas estamos a falar de 1 dia de formao.

    So previsveis mudanas num futuro prximo? As mudanas so inevitveis, numa sociedade onde so cada vez mais valorizadas a utilizao das novas tecnologias, a economia de recursos e a gesto do tempo. A Zona S cele-brou protocolos com algumas escolas convidadas, que j esto a utilizar a plataforma como apoio formao.

  • PLATAFORMAS DE ENSINO WEB 2.0

    NOVEMBRO 2008 31

    Formao sem Fronteiras:

    A Plataforma Teleformar.netIntegradas num mundo cada vez mais acelerado e competitivo, as solues tecnolgicas da Teleformar para a formao profissional assumem-se como aliadas estratgicas no aumento da competitividade de empresas e trabalhadores.

    Por Adrito de Almeida, director operacional/gestor do Departamento de Formao da Teleformar Lda

    A Teleformar uma empresa portuguesa de cariz tecnol-gico fundada no IPN em 1999 por um conjunto de ex-alu-nos da Universidade de Coimbra e actualmente sedeada em Condeixa-a-Nova.

    Denominada Teleformar.net, a plataforma de e-learning da Teleformar foi totalmente desenvolvida em Portugal com recurso a tecnologia 100% nacional e conta j com mais de 30 mil utilizadores.

    Actualmente a plataforma Teleformar.net segundo o estudo LMS2 Estudo das Plataformas de eLearning em Portugal, desenvolvido pela DeltaConsultores e apresen-tado em 2008 a segunda plataforma de e-learning mais usada em Portugal e a primeira entre as plataformas no-gratuitas.

    Trata-se de uma plataforma caracterizada por elevados ndices de modularidade e personalizao (tudo, desde as ferramentas a disponibilizar, at ao layout, adaptvel s necessidades e desejos do cliente).

    Actualmente, a Teleformar Lda possui um conjunto de outras solues/ferramentas digitais que permitem esten-

    der a eficcia/efici-ncia tcnico-peda-ggica da plataforma Teleformar.net. De entre este conjunto de ferramentas (que podem ser seleccio-nadas caso a caso por cada cliente) pode-se salientar a videocon-ferncia e o sistema de alertas por SMS para formandos e for-madores. Estas fer-ramentas estendem

    as potencialidades da plataforma, permitindo o seu uso, por exemplo, como plataforma tec-nolgica de suporte a comunidades colabora-tivas.

    Sendo uma plataforma web based que corre directamente a partir de qualquer browser com suporte Flash e nos ambientes Windows, Mac ou Linux, a plataforma Teleformar.net no exige a instalao de qualquer software ou hardware adicional nos computadores dos for-mandos ou das entidades clientes.

    A versatilidade, inovao e elevados ndices de funcionali-dade da plataforma Teleformar.net tm chamado a ateno de potenciais clientes um pouco por todo o mundo, estando actu-almente a ser j utilizada por clientes em Espanha e no Brasil. A curto prazo prev-se o seu lanamento nos Estados Unidos e na Alemanha. Para cada um destes mercados existe uma verso localizada (traduzida) da plataforma Teleformar.net.

    Aproveitando a experincia e o know-how adquiridos com a disponibilizao de ferramentas tecnolgicas para a formao a distncia, resolveu a Teleformar Lda tornar-se uma entidade formadora de referncia, tendo em vista criar solues forma-tivas de excelncia para os activos nacionais (utilizadores ou no da sua plataforma de e-learning).

    Assim, encontra-se a Teleformar acreditada pela DGERT como entidade formadora de qualidade. A empresa possui actualmente, para execuo na Regio Centro e em todo o pas, um portfolio de cursos formativos aprovados e co-finan-ciados pelo QREN (logo, de frequncia gratuita para os for-mandos).

    Empenhada em manter-se na vanguarda da criao de solu-es tecnolgicas e contedos para a formao, a Teleformar olha com justificado optimismo para o futuro. Futuro esse onde a formao profissional (e, em particular, a formao a distncia) assumiro cada vez mais um lugar de destaque.

    Equipa Tcnica do NITEC Ncleo de Investigao Tecnolgica da Teleformar, Lda

  • FORMAO

    32 NOVEMBRO 2008

    Como vencer o desafio da competitividade?O tema da competitividade entrou na ordem do dia das lideranas das sociedades contemporneas. Em certa medida pode dizer-se que substitui o conceito de produtividade, eventualmente por ser mais dinmico e abrangente. hoje aceite que o desafio da competitividade se ganha com a aposta na qualificao dos trabalhadores.

    Por Conceio Caldeira, directora executiva da Escola Profissional de Artes, Tecnologias e Desporto (EPAD)

    Ministrar, promover e generalizar as qualificaes essenciais, de forma a habilitar participao na sociedade da informao e dos servios na vida profissional e privada um dos maio-res desafios que se colocam poltica de educao e comunicao (Arthur Scneeberger, 2006).

    Consciente destas necessidades, com o projecto Escola Profissional de Artes Tecnologias e Desporto (EPAD) o Grupo Lusfona optimiza medidas de poltica para o desenvolvimento do potencial humano, qualificando pela formao inicial e contnua.

    A EPAD est organizada para a qua-lificao e para o desenvolvimento de competncias que permitam respon-der a este desafio, que consideramos ser um desgnio nacional. Seleccio-namos colaboradores qualificados e experientes no ensino profissional, proporcionamos-lhes formao; pri-vilegiamos a estabilidade do grupo de formadores e a sua relao com os alunos.

    Investimos em equipamentos actu-ais e de qualidade, o que permitiu a homologao de cursos pela Auto-

    ridade para as Condies do Traba-lho (ACT). Instalaes e equipamen-tos tcnicos de ponta da Universidade Lusfona so usados pelos nossos alunos.

    Privilegiamos a aprendizagem com autonomia, desenvolvemos a criati-vidade e o sentido crtico, favorece-mos o planeamento e organizao de actividades; planeamos a formao de modo a que todos os alunos tenham

    o horrio lectivo totalmente preen-chido. Disponibilizamos a todos for-mao em Tecnologias da Informao e Comunicao e definimos regras de trabalho que obrigam ao seu uso sis-temtico.

    Na Agenda Cultural, modelo ino-vador de promover a formao inte-gral, os alunos planeiam, organizam e avaliam as actividades, tal como pro-gramam e concretizam actividades desportivas especialmente direccio-nadas para a inter ajuda e o esprito de equipa.

    Colaboramos com a Associao Aprender a Empreender, no desenvol-vimento de competncias de empre-endedorismo com o programa A Empresa, internacionalmente expe-rimentado.

    Preparamos os alunos para tirarem o melhor partido de si prprios, desen-volverem competncias de comunica-o e de gesto de conflitos.

    Orgulhamo-nos da ligao estreita ao mundo empresarial que atravs de protocolos com empresas de topo d aos nossos alunos oportunida-des de visitas, experincias de traba-lho e estgio em locais considerados modelo e de acesso seleccionado.

    Formao rigorosa, ligao ao mundo empresarial de topo e com-petncias de empregabilidade so a aposta da EPAD para o aumento da competitividade do pas e para a coeso econmica e social.

    Partilhamos a informao com todos para que todos possam apoiar e esclarecer. Dispomos de apoio psicolgico e orientao e de um centro de recursos de acesso livre e gratuito.

  • NOVAS OPORTUNIDADES

    34 NOVEMBRO 2008

    Integrao e inter-culturalidadeso uma mais-valiaSo variados os projectos que se encontram a ser desenvolvidos no Agrupamento n3 de Beja. Surgem todos os dias novos desafios que abraamos e implementamos para promover o desenvolvimento pessoal, social, cvico e econmico dos nossos alunos/adultos.

    Por Maria Jos Barroca, presidente do Conselho Executivo da Escola e Maria Jesus Ramires, coordenadora do CNO

    Acreditamos que a aposta no sucesso educativo no pode ser meramente estatstica e passa pela aposta num trabalho estruturado e sustentado desde a educao pr-escolar at ao nono ano de escolaridade, bem como na seriedade do trabalho desenvol-vido no Centro Novas Oportunida-des com o reconhecimento, valida-o e certificao de competncias de adultos, tanto no ensino bsico como no ensino secundrio. Neste nvel, valorizamos as competncias e todo o saber adquirido ao longo da vida, procuramos fornecer as ferramentas bsicas a quem no as tem (atravs dos cursos de alfabeti-zao), e, com os cursos extra esco-lares de Lngua Portuguesa como segunda lngua, acreditamos con-tribuir para uma sociedade onde a integrao e a inter culturalidade so uma grande mais-valia.

    A problemtica do Reco-nhecimento Institucional das aprendizagens realizadas pelas pes-soas em todos os contextos de vida tem vindo a afirmar-se em todas as agendas polticas Europeias e Mun-diais.

    As aprendizagens de cada um de ns no se limitam s situaes for-mais da educao, uma vez que se reconhece que no decurso da vida de uma pessoa so muitos os saberes construdos, adquiridos em diversas situaes e em diversos espaos: associaes, situaes de trabalho, de lazer e de convvio etc.

    Os cidados devem conseguir dominar todas as transformaes que vo ocorrendo na nossa socie-dade pois caso contrrio no aguen-tam o ritmo desenfreado desta socie-

    dade em constante mutao.Devemos ser capazes de partici-

    par activamente na sociedade em que nos encontramos e transfor-m-la o que s se torna possvel se se tiver conscincia dessa mesma realidade e da sua capacidade para o fazer.

    Se nos reportarmos histria do nosso pas, at presente data temos vrias manifestaes de educao e formao de adultos que se sucede-ram sob as mais variadas formas. Por exemplo, a Era dos Descobri-mentos h 500 anos atrs, podemos at dizer que Portugal viveu o seu apogeu na Educao e Formao de Adultos, quer atravs dos povos que colonizou, quer nos novos mundos que deu ao mundo, quer ainda no legado que deixou no desenvolvi-mento e evoluo das sociedades.

    Todos os que das mais diversas formas esto envolvidos no campo da educao de adultos, continuam agora a acreditar que possvel intervir, melhorar e valorizar pes-soas e comunidades.

    importante referir um outro pro-jecto que est a ser desenvolvido h j vrios anos, cuja finalidade preparar os alunos com necessida-des educativas especiais para a vida activa. Temos contado com um tra-balho docente propiciador destas aprendizagens que atravs de vrias parcerias com a Cmara Munici-pal, entre outras pequenas empre-sas, tem dado aos nossos alunos o valor que eles merecem e os pre-para para o mercado de trabalho, permitindo tambm a aquisio de aprendizagens e, posteriormente, um emprego na rea vocacional.

    Houve tambm, da parte do Agrupa-mento, o desejo de propiciar a alguns alunos menos fceis uma oportunidade de sucesso escolar efectivo, sendo esta a perspectiva que tem vindo a nortear a implementao dos CEFs.

    Sabemos que o Alentejo apresenta um produto interno bruto per capita (PIB), medido em paridades de poder de compra, inferior a 75% da mdia comunitria, pelo que a regio se encontra integrada no objectivo da Convergncia. Da que novo Pro-grama Operacional Regional Alen-tejo 2007/2013 se ajuste aos princi-pais desafios da regio: o reforo da competitividade da economia regio-nal, o aumento das qualificaes dos recursos humanos, a sustentabilidade da coeso social e territorial.

    Deste modo, procurou-se a organi-zao de um tipo de formao abran-gente, capaz de responder a uma variedade de sectores de actividade empresarial e que, acima de tudo capacitasse os formando de alguns aspectos fundamentais. Desde logo, quisemos proporcionar um tipo de formao que, alm de lhes permi-tir continuidade ao nvel do ensino secundrio em escolas do concelho e da regio, garanta queles que no pretendam continuar estudos uma empregabilidade efectiva e, acima de tudo, o desenvolvimento de compe-

  • NOVAS OPORTUNIDADES

    tncias empreendedoras. Atendendo ao nvel etrio dos alunos, apostou-se na componente prtica da formao atravs do recurso prtica simu-lada.

    Alguns estudos apontam como factores de risco na Escola, poten-cialmente conducentes ao abandono sem qualificao escolar e profis-sional mnimas os baixos resultados escolares/insucesso acadmico ini-cial; atitudes negativas face escola/ baixa ligao/ baixa vinculao/ face escola; absentismo /ausncias fre-quentes; cumprimento de medidas disciplinares; clima escolar inade-quado/ pobre funcionamento e orga-nizao da escola/ rotulagem nega-tiva pelos professores; identificao como tendo dificuldades de aprendi-zagem, mudanas escolares frequen-tes.

    Consciente destes factores com-prometedores do sucesso educativo e da frequente coexistncia de alguns deles, esta Escola assumiu o objec-tivo essencial de aumentar a qualifi-cao escolar e profissional dos seus

    alunos, aspecto que se considera fun-damental para fazer face s exign-cias decorrentes da evoluo social, designadamente nos aspectos cien-tficos e tecnolgicos e do prprio mercado de trabalho. Dificilmente qualquer cidado poder intervir activa, responsvel e positivamente no mundo actual se no possuir uma formao e qualificao adequa-das. Do mesmo modo, nenhum pas/governo pode promover o seu desen-volvimento (entenda-se o termo na mxima abrangncia) se no envi-dar todos os esforos, nomeada-mente atravs da instituio Escola que assume a responsabilidade de transmisso dos saberes, no sentido de proporcionar a todos uma escola-ridade de qualidade, baseada em cri-trios de exigncia mas tambm de respeito pelas aptides e capacidades individuais.

    Ao longo da formao, so propor-cionadas aos alunos situaes reais de formao em contexto de trabalho, no s em contexto escolar, como ao nvel das empresas da cidade. Assim

    possvel que a Comunidade Educa-tiva conhea o tipo e a qualidade da formao que est a ser proporcio-nada e, acima de tudo, que potenciais empregadores contactem desde cedo com os alunos e reconheam e valo-rizem o seu trabalho. tambm uma forma de mostrar Sociedade em geral o que pode ser uma Escola ver-dadeiramente inclusiva, que assume o seu papel de transmisso de sabe-res e de formao integral de futuros cidados, ao mesmo tempo que res-peita os interesses e potencialidades de cada indivduo.

    Neste contexto poderei dizer que como presidente deste Agrupamento sinto que a minha poltica educa-tiva se tem centrado numa filosofia de igualdade de oportunidades quer para os jovens quer para os adultos. Contudo, tudo isto s foi e poss-vel devido a um trabalho de partilha, envolvimento, e num acreditar que com esforo de TODOS consigamos atingir objectivos conducentes qua-lidade e ao sucesso efectivo de todos quanto nos procuram.

  • DIA EUROPEU DAS LNGUAS

    36 NOVEMBRO 2008

    Universidade do Minho celebra Dia Europeu das LnguasA 26 de Setembro comemorou-se o Dia Europeu das Lnguas. Um marco importante na divulgao do Multilinguismo como um dos valores mais emergentes da Europa.

    Desde 2001, que este dia cele-brado com a inteno de sensibilizar o pblico para a importncia da apren-dizagem de lnguas, principalmente as faladas na Europa. Eduarda Kea-ting, presidente do Instituto de Letras e Cincias Humanas da UMinho, em conversa com a Perspectiva afirma que necessrio que se percebam as vantagens pessoais e profissionais que advm do conhecimento das ln-guas, assim como urgente encontrar solues para aproximar as pessoas das lnguas. Este ano, as celebraes centraram-se justamente em fazer com que os alunos tivessem contacto

    com as diferentes lnguas que a Uni-versidade lecciona: aproveitamos este dia para estabelecer contacto com as escolas da regio, convidamos as escolas a virem c e a participar numa srie de actividades ligadas s ln-guas refere.

    Sendo a segunda vez que se orga-nizaram as comemoraes nestes moldes, os resultados foram muito gratificantes, com a comparncia de 265 alunos de escolas secundrias da regio Norte, de 7 escolas diferentes, acompanhados por 24 professores. Com duas dezenas de workshops de todas as valncias lingusticas, todos os alunos assistiram tambm ao filme de incio do concurso dos Contos(Inacabados), onde contadores de ln-guas variadas gravaram o incio de uma histria aberta e pronta conti-nuao. Esta uma iniciativa da ofi-cina Quem conta um conto acres-centa um ponto, apresentado por Jorge Alonso.

    Aprender uma lngua muito mais do que aprender palavras, acolher toda uma cultura.

    A vice-presidente do Instituto de Letras e Cincias Humanas, Margarida Pereira, do Departamento de Estudos

    Ingleses, mencionou que apesar de o Ingls continuar a ser a lngua franca e uma lngua fundamental na comunica-o dos povos, as outras lnguas, lec-cionadas na UMinho, esto tambm a ter muita procura. O francs, o espa-nhol e o alemo continuam a estar entre as lnguas mais procuradas, mas h outras lnguas (como o italiano, o russo ou o rabe), que tambm tm tido sada. A responsvel pelo curso de lngua e cultura chinesa, Sun Lam, confirmou esta ideia, reforando que as licenciaturas em Lnguas e Culturas Orientais est cheia e os cursos livres tambm so muito concorridos.

    No sentido recproco, falou-nos Micaela Ramon, referindo que os cursos de portugus como lngua estrangeira tm tido uma procura cres-cente, no s fruto da afluncia dos alunos Erasmus que a Universidade

    Diversidade Lingustica enriquece a cultura

    do indivduo

    Por escolas de toda a Europa so organizados eventos para incentivar as pessoas a aprenderem uma nova lngua e reconhecerem o significado da diversidade lingustica. De salientar que a aprendizagem das lnguas fomenta a competitividade, promove o exerccio da mente e enriquece toda a cultura de um indivduo para melhor enfrentar o universo social.

    Eduarda Keating, presidente do Inst. de Letras

    e Cincias Humanas da UMinho

    Texto: Ana Mendes

  • DIA EUROPEU DAS LNGUAS

    NOVEMBRO 2008 37

    recebe todos os anos, como tambm do aumento de cidados estrangei-ros a residirem na rea geogrfica de influncia da UM. Dando resposta a estas solicitaes, o ILCH organiza regularmente dois cursos de Portu-gus Lngua Estrangeira um anual e outro de Vero e, quando solici-tado, realiza tambm cursos intensi-vos na mesma rea, dedicados a pbli-cos especficos.

    O Multiliguismo uma necessidade de futuro, razo pela qual este depar-tamento luta no sentido de alertar para a importncia destas cincias. Apren-der uma lngua muito mais do que aprender palavras, acolher toda uma cultura, s deste modo se consegue uma socializao plena com o pas de origem da lngua em questo.

    Orlando Grossegesse, do Depar-tamento de Estudos Germansticos,

    UMinho disponibiliza um leque variado de cursos

    O Instituto de Letras e Cincias Humanas da UMinho, uma unidade orgnica permanente, que tem a finalidade de assegurar a investigao, o ensino, e outros servios especializados, no dom-nio das Letras e Cincias Humanas.Este um espao de formao multilingue e multicultural que oferece um corpo docente quali-ficado e equipamentos de qualidade medida da necessidade de cada curso. No intuito de ensinar e integrar melhor os alunos noutras lnguas e culturas, a UMinho faz protocolos com prestigiadas universidades estrangeiras, ofere-cendo ao mesmo tempo um leque variado de Cursos Livres de Lnguas Estrangeiras como Alemo, Chins, Catalo, Espanhol, Galego, Francs, Italiano, Russo, Japons, Ingls, assim como um curso de Linguagem Gestual.

    adverte para o facto de que quanto mais cedo as pessoas comearem a aprender, mais fcil ser para elas. Com isto, penaliza o facto de as esco-las estarem afastadas da promoo do Multilinguismo e do que est preco-nizado nas directrizes europeias. Os alunos que vm do secundrio esto mal preparados, o que nos obriga a fazer um tipo de ensino de tipo bsico e secundrio.

    O Multilinguismo passou a ser uma pasta autnoma em Janeiro de 2007, o que reflecte a sua importncia em termos de educao inicial, assim como de aprendizagem ao longo da vida. cada vez mais um factor cru-cial na competitividade de um indiv-duo, a nvel de autonomia, emprego, economia, etc. O Instituto de Letras e Cincias Humanas da UMinho membro do Conselho Europeu das

    Membros do Inst. de Letras e Cincias Humanas da UMinho

    Lnguas, participando assim activa-mente na promoo e divulgao dos vrios idiomas.

    Ana Gabriela Macedo Directora do Centro de Estudos Humansticos da Universidade do Minho, um centro de investigao marcado pela transdis-ciplinaridade, o qual faz a ponte entre as quatro reas de investigao desen-volvidas: Literatura, Lingustica, Filo-sofia e Cultura. O objectivo principal a consolidao da multidisciplina-riedade fomentando o dilogo entre as quatro linhas de investigao, imple-mentando actividades de investigao transdisciplinares como: workshops, colquios e publicaes assim como a organizao de um colquio trans-disciplinar anual (os Colquios de Outono) que contam com a participa-o de todos os membros do Centro, bem como de oradores convidados nacionais e internacionais.

    As relaes da UMinho com as esco-las da regio so enaltecidas, uma vez que contribuem para a formao cont-nua de professores do ensino bsico e secundrio e, consequentemente, para a melhoraria da qualidade do ensino.

    O Dia Europeu das Lnguas cele-brado com o desgnio de comprovar a importncia do Multilinguismo como um dos valores centrais da Europa.

  • QUEM QUEM NO COOPERATIVISMO

    38 NOVEMBRO 2008

    Colaborao entre cooperadores e cooperativaA definio de uma estratgia clara, a aposta na qualidade e a defesa das castas autctones baga e bical - fazem da Adega Cooperativa de Cantanhede um exem-plo a seguir. Gerir uma cooperativa no sculo XXI um grande desafio que faz com que todos os dias tenhamos de lutar contra um certo estigma que existe em relao ao vinho de cooperativa, no entanto se produzssemos mais, venderamos mais confessa Maria Miguel Mano, directora comercial desta Adega Cooperativa.

    Dependente da quantidade e qualidade das uvas entregues pelos mais de 1000 associados/cooperadores, a direco da Adega Cooperativa de Cantanhede premeia as uvas conforme anlise atra-vs do Winescan. Um equipamento moderno que permite aferir a quali-dade segundo os parmetros definidos pelo enlogo. Ningum penalizado, aquilo que pretendemos premiar as melhores uvas, para que possamos produzir um vinho cada vez melhor, explica Maria Miguel Mano acrescen-tando: agimos no sentido pedaggico junto do associado. Por outro lado, o nosso objectivo conseguir atrair mais produtores para trabalhar connosco mostrando-lhes que somos a resposta para as suas necessidades: uva melhor paga e paga atempadamente.

    Fruto desta estratgia est a ser ven-dido cada vez menos vinho a granel e a aumentar a produo e venda de vinhos tranquilos de Denominao de Origem Bairrada e Regional Beiras, bem como de Espumantes, muito apre-ciados em territrio nacional e alm fronteiras. Alis, as perspectivas de crescimento, ao nvel da exportao, situam-se nos 15 por cento para o tri-nio 2008-2010..

    Temos de evoluir e estar preparados para o mercado global.

    Alm de certificada pela ISO 9001, a Adega Cooperativa de Cantanhede tem

    j em curso, com terminus em Maro de 2009, a certificao pela Internatio-nal Food Standard (IFS), High Level. Uma norma de qualidade alem e fran-cesa, equivalente ISO 22000, segundo a qual apenas trs empresas portu-guesas do sector detm o selo. Maria Miguel Mano explica que as mais-va-lias tm a ver com o mercado interno, mas tambm com o de exportao.

    Dia do Asssociado

    No dia 15 de Novembro, a Adega Cooperativa de Cantanhede comemora o dia do Associado. Uma celebrao que permite trazer os cooperadores Cooperativa. Faz-se o balano do ano vitivincola, realizam-se aces de sensibilizao e formao que, este ano, tm a particularidade de entre outros temas tratarem o papel do cooperativismo hoje e os novos desafios que se colocam. Maria Miguel Mano reala que este dia do associado vai ser mais importante do que todos os outros: temos de aproveitar o estado de alerta para passar uma imagem positiva, de futuro para crescer.Acreditamos que a estratgia que temos, as apostas que estamos a fazer, os mercados onde estamos e os novos onde queremos entrar e as perspectivas de crescimento nos permitem prever para o futuro melhores resultados do que os que temos hoje refere a directora comercial acrescentando: isto s possvel com os associados a cooperar connosco e tendo a certeza de que eles vo continuar.

    Adegas Cooperativas: que futuro?

    Em relao situao complicada com que algumas congneres se deparam, esta responsvel aconselha: tragam os associados at elas, dem-lhes apoio, compreendam a situao deles, cen-trem-se na procura da soluo e no no problema e acreditem no que so capa-zes de fazer. Em seu entender, o apoio do Estado pode vir, no como soluo mas como complemento de uma estra-tgia definida em funo das particula-ridades da regio em que cada adega se insere.

    No fundo, o renovar do que so os propsitos do cooperativismo porque ele nasceu para prestar um servio e o grande desafio readaptar-se, tomar conscincia de que a realidade mudou radicalmente e preciso passar isso para os coopera-dores. Neste sentido, estamos a fazer tudo para passar esta mensagem e depois disso teremos as ferramentas necessrias para continuar a evoluir. Maria Miguel Mano, directora comercial da

    Cooperativa

  • QUEM QUEM NO COOPERATIVISMO

    Consumo e Produo de Kiwi

    Crescimento exponencial em poucos anosAs grandes preocupaes em ter uma alimentao saudvel, fazem do kiwi um fruto muito procurado. Est entre os dez alimentos mais saudveis e estima-se que o consumo mundial, at 2013, possa crescer 50 por cento. Em Portugal o consumo excede as 20 mil toneladas, a produo ronda as 12 mil toneladas e existe uma coo-perativa que produz aproximadamente 4200 toneladas deste fruto por ano. A Kiwicoop a nica cooperativa portuguesa que, h mais de 20 anos, trabalha exclusivamente com kiwi. Surge na sequn-cia da necessidade que alguns produtores sentiram de encontrar uma forma de escoar os frutos produzidos. Hoje, a coopera-tiva est certificada, segundo a Norma ISO 9001, e assume um papel relevante no acompanhamento dos cooperadores, minis-trando cursos de formao, implementando sistemas que per-mitem a preservao do fruto e procurando novos mercados. Para Fernando Pinhal, presidente da Kiwicoop, as cooperati-vas tm de ser bem geridas e a grande diferena em relao s sociedades de capitais que aqui sabemos que o ganho da pro-duo vai para os produtores e chamamos todas as mais-valias que so simultaneamente os donos da cooperativa.

    A qualidade do produto comea na terra, na forma como se cultiva, esclarece. Por este motivo, na Kiwicoop dado muito valor cultura tradicional onde no existe a aplica-o excessiva e desnecessria de fertilizantes. Para o efeito, a cooperativa tem uma equipa de tcnicos que responsvel pela anlise criteriosa das necessidades da planta e pelo pro-grama de fertilizao de todos os pomares dos cooperadores. Outro factor que influi na qualidade do fruto o clima, mas neste aspecto Fernando Pinhal refere que Portugal tem uma situao privilegiada, explicando: no temos geadas outonais, assim como no temos geadas primaveris, por isso s fazemos a colheita a partir da segunda semana de Novembro. Assim, quando o kiwi colhido traz um grau de acar elevado o que torna o kiwi muito apreciado. Noutros pases, por exemplo, a colheita tem de ser antecipada e como o fruto colhido mais verde, nunca fica com a mesma qualidade do kiwi portugus. Para prolongar a vida do fruto em boas condies, a Kiwicoop est equipada com cmaras de frio com tecnologia de atmos-fera controlada.

    Crescimento do consumo at 2013Actualmente, e com base numa previso de que o consumo

    de kiwi vai crescer 50 por cento at 2013, todos os pases pro-dutores esto a apostar no aumento do nmero de pomares. Em Portugal, a situao idntica, no entanto Fernando Pinhal est consciente de que este fruto muito sensvel oferta e pro-cura o que faz variar muito o preo, mas uma cultura que se tem mostrado com alguma rentabilidade. Por outro lado, a

    produo do kiwi pode ser entendida como uma alternativa ao abandono dos campos, no entanto o presidente da Kiwicoop alerta para o facto de o retorno do investimento s ser possvel ao fim de 7 a 10 anos.

    Fernando Pinhal olha para o futuro com tranquilidade apesar da situao de crise que vivem as economias mundiais. Nunca sentimos dificuldades por sermos uma cooperativa, confessa acrescentando sabemos que temos um bom posicionamento no mercado, temos uma equipa sria e que transmite confiana. Sinal disto o facto de a Kiwicoop estar a crescer de uma forma sustentada e exportar diversos pases da Europa.

  • EMPREENDEDORISMO

    Bricolage e Jardim

    Inovao e DiversidadeA utilizao de pequenos equipamentos de bricolage em casas particulares cada vez mais comum. Para pregar, para aparafusar uma estante ou simplesmente cortar a relva do jardim existem aparelhos que permitem uma maior rapidez, flexibilidade e, sobretudo, independncia. Um facto que tambm visvel face ao nmero de gran-des superfcies que comercializam apenas materiais para construo e bricolage.

    H mais de 40 anos a desenvolver pro-dutos na rea da construo e jardins, a Einhell uma empresa alem que em Portugal, sobretudo desde 2002, tem visto a sua quota de mercado aumentar. Neste momento, a aposta passa pela apresentao de duas novas linhas de produtos nas reas de ferra-mentas e jardins a red e blue line. A blue line est relacionada com a mudana de imagem de uma linha de produtos que at aqui estava cono-tada com a cor amarela, a red line ou linha vermelha visa a entrada num segmento de mercado mais exigente, com um maior poder de compra.

    Rui Gonalves, director-geral da Einhell portuguesa desde finais de 2002, afirma que a razo deste cresci-mento est na definio de uma estra-tgia clara que aposta na qualidade

    dos produtos, na cadeia de distribui-o, na fidelizao dos clientes e na inovao que nos permite disponibi-lizar uma variedade de equipamentos funcionais que respondem s necessi-dades dos nossos clientes. Tudo istoaliado melhor relao performance- - preo.

    O objectivo que os produtos no sejam mais uns, mas sim os produ-tos. Para o efeito, no decorrer do seu desenvolvimento, alm do design industrial ao qual dada muita impor-tncia, testada a funcionalidade e durabilidade. So efectuados ml-tiplos testes que nos permitem aferir se o equipamento, dada a sua ergono-mia, pode ser utilizado por um latino e por um nrdico, porque o tamanho das mos muito diferente, explica. Este um pequeno exemplo que ilus-tra os passos por que passa o desen-volvimento de um novo produto.

    A fidelizao dos clientes tambm um factor de diferenciao. Rui Gon-alves considera que deve existir um ciclo na venda, ou seja, s pode-mos encarar que a venda foi efectu-ada com sucesso, quando feita uma nova encomenda, por isso dada uma grande importncia ao servio ps-venda e ao contacto constante com o cliente.

    Qualidade e Responsabili-dade SocialA implementao de um sistema de gesto da qualidade est pensada e algo que ambicionamos, mas para j esto apenas implementadas algumas metodologias que flexibilizam deter-minados processos. Ao nvel da res-

    ponsabilidade social, a Einhell tem um protocolo com o Centro de Reabi-litao Profissional de Gaia que per-mite que a segunda seja respons-

    Participao na EMAF

    A nvel nacional, esta empresa alem concentra todas as atenes na EMAF Exposio Internacional de Mquinas, Ferramentas e Acessrios que, este ano, se realiza entre os dias 12 e 15 de Novembro, na Exponor. Rui Gonalves considera que um veculo importante para divulgar produtos no seu todo, mas tambm o que somos e qual a nossa dimenso. Este ano, em particular, vai-nos permitir fazer o lanamento da nova imagem e gama de produtos red e blue line.

    Rui Gonalves, director-geral da Einhell portuguesa

  • Produto do Ano 2008 e Master Distribuio 2007

    Um estudo de mercado efectuado pela prpria empresa revelou que a marca tem uma notoriedade junto dos clientes cada vez maior, na ordem dos 70 por cento. De referir que a gama Jardim New Generation, que inclui a mquina corta-relva EM 1650, o corta-sebes NHS 700 e o aparador de relva NRT 530/1, foi distinguida recentemente como Produto do Ano 2008, uma iniciativa da Peres & Partners que premeia e distingue a inovao em produtos de grande consumo, sondando os consumidores.A Einhell foi tambm distinguida como Master Distribuio 2007, tornando-se assim na primeira empresa de ferramentas a conseguir este feito, o que para Rui Gonalves comprova a flebilidade e rapidez de deciso, o profissionalismo da equipa e a grande aposta que tem sido feita em termos logsticos.

    vel pela separao dos elementos das mquinas quando as mesmas j se encontram obsoletas. Desta forma, quando os materiais so entregues separadamente para reciclar, h uma quantia que reverte a favor desta instituio.

    Com o lanamento das novas linhas de produtos, a admi-nistrao da empresa prev um crescimento na ordem dos 8 a 10 por cento apenas nestes segmentos. Em termos glo-bais, Rui Gonalves aponta que o volume de facturao, em dois ou trs anos, vai aumentar 5 a 6 por cento.

  • REGIES

    42 NOVEMBRO 2008

    Programa Mais Centro

    Aposta na competitividade e sustentabilidade ambientalSo estas as grandes linhas de aco que, em simultneo com a qualificao dos recursos humanos, vo permitir que a regio Centro assuma uma posio de referncia.

    O Programa Mais Centro, que come-ou em 2007 e termina em 2013, sob a gesto de Alfredo Marques, est a fun-cionar como uma alavanca e a permitir que os autarcas e agentes locais este-jam apostados em mudar de agenda, ou seja, agora as prioridades so outras e por isso que nos programas de aco, NUT 3 por NUT 3, as priori-dades que aparecem tm a ver com as grandes agendas do QREN.

    Que balano faz deste primeiro ano de vigncia do Programa Mais Centro?O balano muito positivo porque a partir do momento em que o Programa comeou, com a abertura dos concur-sos e entrega das candidaturas, conse-guimos encurtar os prazos de deciso. Posso dizer que, neste momento, j encerrmos 32 concursos no conjunto do Programa. Com isto j comprome-temos uma parcela muito significa-tiva e tambm j fizemos a negociao com as associaes de municpios para a delegao de competncias de gesto e atribuio de uma subveno global, a qual, s por si, representa entre 25 e 30 por cento do total da dotao do programa.

    O QREN e os programas regionais so sentidos pelas populaes?No QREN existem trs grandes agen-das: a formao e a qualificao dos recursos humanos, a competitividade e a inovao e a valorizao do terri-trio. Nos programas regionais esto presentes sobretudo as duas ltimas e, em menor escala, a qualificao e valorizao dos recursos humanos, porque na verdade ns financiamos, por exemplo, centros escolares. um

    programa transversal que abrange vrias reas e importante sublinhar que desta vez no QREN, ao contrrio do que acontecia anteriormente, no se trata da coeso pela coeso, mas sim desta combinada com a competitivi-dade. Ou seja, os investimentos em coeso no so feitos isoladamente, mas sim de uma forma conjugada com investimentos que tenham a ver com competitividade, ou na perspectiva de serem ao mesmo tempo um factor de reforo da coeso e da competitivi-dade. utpico pensarmos que conse-guimos fazer a coeso sem ser numa base de competitividade e tambm no realista pensar que podemos pro-mover a competitividade sem ter em conta a coeso, porque a competitivi-dade tem de ter, desde logo, sustenta-bilidade social e ambiental.

    A credibilizao do sistema passa tambm pela fiscalizao. Como garante que os projectos subsidia-dos so concretizados?H vrios procedimentos a seguir. Em primeiro lugar temos a aprovao, ou seja, h uma anlise de admissibili-dade, seguindo-se o processo de an-lise do mrito e de deciso. Depois cabe ao promotor executar e ao pro-grama ir realizando os pagamentos. Nesta fase h um acompanhamento feito pela gesto do programa em termos documentais e em termos fsi-cos. Em todo este processo seguimos o Manual Compliance Assessement, um documento onde se descreve o modo como deve funcionar todo o sis-tema, validado pelas entidades de fis-calizao e auditoria nacionais, ou seja, pela Inspeco-Geral de Finanas e depois pela Comunidade Europeia.

    Mas o que que se passa concreta-mente com os promotores?Fiscalizamos quer os promotores que nos apresentam os projectos individu-ais, ou seja, projecto a projecto, quer as associaes de municpios para quem vamos fazer a transferncia das sub-venes globais, no mbito do procedi-mento de contratualizao. Na verdade, o que vamos fazer com as associa-es de municpios uma delegao de competncias de gesto, portanto vamos transferir para as associaes de municpios um pacote financeiro, NUT 3 por NUT 3, para todos os municpios e pelo perodo de 7 anos. As associaes de municpios vo ser responsveis pela gesto dos projectos das autarquias, mas ficam sujeitos s mesmas regras que ns temos que apli-car aos projectos individuais.

    A delegao de competncias para as associaes de municpios per-

    Alfredo Marques, gestor do Programa Mais Centro

    Texto: Alexandra Carvalho Vieira

  • REGIES

    NOVEMBRO 2008 43

    mite uma gesto do local para o global?Esta delegao obedece ao princpio da subsidiariedade, ou seja, gerir o mais perto possvel dos cidados. Por isso neste aspecto pode ser uma mais-valia porque permite aos interessados, que so os municpios, terem uma gesto dos seus projectos feita por eles prprios, embora colectivamente. um avano que temos em relao ao passado, at porque permitiu a mon-tante termos a cooperao ao nvel da definio dos projectos. Se at aqui tnhamos os municpios a apresenta-rem os seus projectos individualmente e a pouco e pouco ao longo do per-odo dos fundos, agora toda a regio conseguiu organizar-se em associa-es de municpios por NUT 3 e apre-sentar ao Programa os projectos dos municpios numa base de cooperao. Penso que isto em termos de organiza-o e de governao da regio foi um salto histrico que vai produzir no ter-reno muito bons resultados nos prxi-mos anos. O Programa Mais Centro definiu o valor que o conjunto rece-bia, o qual foi depois repartido, com base num acordo uns com os outros.

    No fundo, em seu entender quais so as grandes necessidades da regio?Penso que a regio deu um grande

    salto, de resto como todo o pas, desde que estamos na Comunidade Europeia, em termos de coeso pela via da criao de infraestruturas bsi-cas, como vias de comunicao, sane-amento bsico e abastecimento de gua, e da construo de equipamen-tos colectivos em reas como a edu-cao, a sade, a cultura, o desporto, etc. Tivemos uma evoluo extra-ordinria, basta visitarmos a regio ou olharmos para as estatsticas. No entanto, nos indicadores de competiti-vidade j no houve o mesmo tipo de evoluo. Evoluiu muito menos, por-tanto no h dvida de que a grande prioridade deve ser a competitividade, que passa por uma aposta absoluta-mente decisiva no capital humano. Nem vale a pena pensar em mais nada se no houver um salto de gigante em matria de qualificao dos recur-sos humanos, porque as estatsticas mostram que Portugal est na cauda da Europa neste domnio. Esta uma situao preocupante e perigosssima para o futuro do pas.

    Alm da qualificao dos recursos humanos, que outras reas so primordiais em termos de inter-veno?Apostar fundamentalmente em inves-timentos que sejam reprodutivos e aqui estamos a falar de investimento

    empresarial na produo de bens e servios que incorporem cada vez mais conhecimento, para poderem ser cada vez mais geradores de valor. Aqui, a regio tem boas notcias para dar a si prpria e ao pas. Nas can-didaturas aos sistemas de incentivos aconteceu algo que no se esperava, a regio ultrapassou as melhores expec-tativas que poderia haver em matria de dinamismo empresarial, ou seja, a regio Centro foi claramente aquela que apresentou maior dinamismo a nvel nacional no que diz respeito aos projectos das empresas que apresenta-ram candidaturas para apoio aos siste-mas de incentivos. E posso dar apenas um nmero, por exemplo do total de investimento que foi apoiado at agora a nvel nacional, 53% corres-ponde regio Centro. Ora a regio tem pouco mais de 20% do PIB nacio-nal e detm 53% do investimento apoiado, o que significa que existe um dinamismo superior mdia nacional. Neste aspecto, a regio est a revelar um comportamento muito bom.

    Leia artigo na ntegra em:www.revistaperspectiva.info

  • REGIES: TORRES VEDRAS

    44 NOVEMBRO 2008

    Crescer

    As palavras so de Carlos Manuel Soares Miguel, presidente da Cmara Municipal de Torres Vedras, que em entrevista Perspectiva fala sobre as suas grandes prioridades para o concelho.

    Quais so as grandes necessida-des do concelho?Somos o concelho mais extenso do distrito de Lisboa com 407 km2, pelo que as necessidades virias so cons-tantes, nomeadamente o acesso ao interior do pas, atravs da concre-tizao do IC11, Peniche-Carregado. Os 20 km de costa, sendo um enorme potencial, constituem tambm uma grande necessidade ao nvel de reor-denamento, consolidao de arribas e regenerao urbana. Por ltimo, a renovao de todo o parque escolar do primeiro ciclo, atravs da cons-truo de Centros Educativos a prioridade das prioridades.

    Dotar o concelho de equipamentos sociais e ldicos que motivem a fixao das populaes.

    E o que tem sido feito pela autar-quia para as minorar?Estamos a avanar com a construo de Centros Escolares que centram a oferta educativa no nvel do 1 ciclo e pr-primrio nas sedes de freguesia e este um trabalho para os prxi-mos cinco, seis anos. Para este desg-nio temos dado a mxima prioridade

    na utilizao das verbas do QREN. Mas, tambm, na orla costeira temos feito um grande esforo em obras de regenerao urbana em Santa Cruz, as quais so visveis e bem aceites

    pela populao, obras e esforo que ao dia de hoje ainda se desenvolve. Porm, Torres Vedras tem 20 km de costa e depois de Santa Cruz h ainda muito para fazer, nomeadamente em Porto Novo, Santa Rita, Praia Azul, Cambelas e Assenta.

    A curto e mdio prazo, quais so as suas grandes prioridades em termos de grandes investimentos no concelho?Sem sombra de dvida que a refor-mulao do parque escolar a grande prioridade para Torres Vedras e, talvez para o pas. Alm deste objec-tivo, estamos a construir o novo Mercado Municipal, o qual importa em cerca de sete milhes de euros, possivelmente a maior obra pblica feita pelo Municpio, que constitui um equipamento chave para a rege-nerao e revitalizao da zona his-trica de Torres Vedras. A criao de uma rede de Centros de Inter-pretao ligados nossa realidade arqueolgica, histrica, econmica e artstica, constituir uma oferta cul-tural distinta que nos diferenciar e melhor enraizar aqueles que aqui nascem ou aqui chegam dispostos a aqui se radicarem. Por ltimo e de forma a continuarmos a crescer de forma equilibrada e sustentada, vamos continuar a dotar as sedes de freguesia, as aldeias, de equipamen-tos sociais e ldicos que motivem a fixao das populaes.

    Carlos Manuel Soares Miguel, presidente da C. M. de Torres Vedras

    de forma equilibrada

    e sustentada

  • A visitar:

    O Chafariz dos Canos, o Convento da Graa, as Igrejas da Misericrdia, de S. Pedro (prtico manuelino), de Sta. Maria do Castelo e de N. Sr. do Ameal; o Museu Municipal, com um vasto esplio arqueolgico e o Forte de S. Vicente, das Linhas de Torres.

    Torres Vedras em Festa:

    O Carnaval, as Delicias (em Abril com vinhos, queijos e doces), a Feira de S. Pedro (Junho/Julho), o "Castelo de Musica" (Maio), a Feira das Freguesias e o Festival das Vindimas (Novembro).

  • REGIES: TORRES VEDRAS

    46 NOVEMBRO 2008

    Arena Shopping

    O Shopping do OesteInserido numa regio caracterizada pelo seu estilo de vida tranquilo, o Arena Shopping pelas suas caractersticas arquitectnicas e pelo design harmonioso, projecta naqueles que o visitam uma sensao de calma e bem-estar.

    Luz natural, uma decorao nica e espaos amplos, este moderno centro comercial reflecte no seu interior a realidade da regio onde se encontra inserido, uma regio rica em cor e pai-sagens.

    Moda, decorao, entretenimento e servios so apenas algumas das reas de actividade de que dispe e s quais recorrem cerca de 300 mil clientes todos os meses. A proximi-dade do shopping com o centro de Torres Vedras e a sua vivncia mar-cadamente regional tem contribu-do para uma crescente aproximao entre ambos os plos e fazem com que o Arena tenha j criado o seu prprio espao no seio da regio Oeste.

    A par das mltiplas actividades que

    proporciona ao longo do ano, os clien-tes so diariamente surpreendidos com a simpatia e simplicidade que caracterizam o atendimento das cerca de 90 lojas que possui. Hipermercado, farmcia, cinema, healthclub tudo se rene num nico espao concebido a pensar na comodidade de quem o fre-quenta.

    Assinalando j um ano de exis-tncia, o Arena Shopping tem vindo a associar-se cada vez mais a tudo o que de melhor se faz na Regio. Dos vinhos ao desporto, do Carna-val s Festas da Cidade, da Feira de So Pedro s actividades junto do pblico infantil alguns exemplos apenas para ilustrar os ltimos meses de franco sucesso.

  • REGIES: MATOSINHOS

    48 NOVEMBRO 2008

    Texto: Alexandra Carvalho Vieira e Ana Mendes | Fotos: Francisco Teixeira, C. M. Matosinhos

    Guilherme Pinto, presidente da Cmara Munici-pal de Matosinhos

    Como gerir uma autarquia no sc. XXI?Gerir uma autarquia um desafio que tem a ver principalmente com estudo. At h bem pouco tempo a poltica baseava-se apenas no combate s defi-cincias antigas, em repor a quali-dade de vida que no existia no pas-sado. Hoje em dia temos que antecipar o futuro, antecipar as tendncias, tentar perceber para onde a comunidade se deve dirigir. Estas so matrias que obrigam a uma grande reflexo e que obrigam sobretudo a que haja uma ligao muito intensa com aquelas que so as tendncias de fundo.

    Que projectos tm sido desenvol-vidos em prol dessa viso estrat-gica?A ligao de Matosinhos com o Mar tem sido a nossa prioridade. Estamos a falar num investimento de cerca de 50 milhes de euros na orla costeira, que engloba a construo de parques de estacionamento, requalificao das praias e, paralelamente, a reformula-o dos tradicionais equipamentos de apoio. Estamos a encetar esforos para criar uma parceria com a Universi-dade do Porto que permita a fundao de um centro de cincias do mar. Um projecto j definido, no qual pretende-mos ser parceiros. Temos tambm um conjunto de investimentos ligados ao turismo, nomeadamente o terminal de cruzeiros e, simultaneamente, estamos a tentar colocar Matosinhos nas rotas do turismo mais significativas. no

    Mar que reside tambm a nossa quali-dade arquitectnica. H imensos even-tos que acontecem junto ao mar, pois grande parte do nosso valor arquitec-tnico est situado na orla costeira, nomeadamente em Lea da Palmeira.

    A dinmica empresarial tem vindo a aumentar?Sim, actualmente somos das zonas mais dinmicas da rea Metropolitana do Porto. Temos a APDL, por exem-plo, onde esto a ser feitos grandes investimentos, e a Petrogal que uma das maiores empresas do concelho, que tambm est a fazer uma grande aposta na sua modernizao. Somos tambm a cidade que est a produzir o

    computador Magalhes e temos, neste momento vrias unidades fabris que esto a procurar alavancar uma aposta no futuro, como o caso da EFACEC e outra empresa que vai produzir apare-lhos para deficientes que vai se instalar em Lea do Balio. Est tambm a ser estudada a construo de dois parques industriais na zona de So Mamede Infesta e h toda uma rea particular-mente ali na zona do Freixieiro onde est a explodir todo um conjunto de servios e outras actividades, como por exemplo, o Mar Shopping.

    Quais so as principais lacunas do concelho e de que forma o execu-tivo pretende dar resposta?Matosinhos tem uma cobertura muito razovel, falando a nvel de sanea-mento. Temos j a rede assegurada nos prximos quatro anos, isto uma matria j determinada. Em termos de espaos verdes, j conseguimos ter jar-dins a menos de 500 metros de casa de cada cidado, mas diria que a grande falta do nosso concelho a constru-o de um novo parque escolar, porque embora o novo parque seja bom, faltam muitas obras, muitos investimentos e temos ainda ms condies nas nossas escolas. Temos depois um conjunto de infraestruturas que tm a ver com a actividade desportiva, particularmente as obras em So Mamede Infesta e no Estdio do Mar.

    Leia entrevista na ntegra em www.revistaperspectiva.info

    Em entrevista Guilherme Pinto, presidente da Cmara Municipal de Matosinhos, faz um balano dos trs anos de mandato salientando que: O que mudou foi a existn-cia de uma viso estratgica no concelho, essencialmente a existncia de uma ideia coerente daquilo que queremos para o presente e para o futuro, tendo sempre em linha de pensamento a nossa ligao com o Atlntico.

    Matosinhos

    Corao econmico da rea Metropolitana do Porto

  • CIDADES MAIS: GUIMARES

    50 NOVEMBRO 2008

    A Perspectiva tem em curso uma iniciativa inovadora que visa eleger cidades portuguesas de acordo com diferentes critrios.

    Cidades Mais foi o nome esco-lhido e, nesta edio da Revista, ele-gemos Guimares, em particular, por ser aquela que, com um nmero superior a 100 mil habitantes, detm o segundo valor mais elevado em termos de populao no distrito.

    Guimares dispensa apresenta-es, mas nunca demais lembrar que o bero da Nao, Patrimnio Cultural da Humanidade, eleito pela UNESCO, e est em fase de candi-datura para ser Capital Europeia da Cultura 2012. Estes e outros moti-vos, exigem muita responsabili-dade a quem gere uma cidade com to grande histria e patrimnio. Por isso, conversmos com o seu mais alto representante a nvel autrquico, Antnio Magalhes que refora que Guimares uma cidade agrad-vel para se viver porque tem uma qualidade de vida excepcional, um programa cultural muito bom, boa restaurao, boa paisagem, monu-mentalidade, clube de futebol presti-giado e muito boas acessibilidades,

    ou seja, temos muitas vantagens de uma cidade grande e no temos os seus inconvenientes. Em entre-vista o autarca reala tambm a cen-tralidade da cidade, justificando que

    Guimares est a 45 minutos da fronteira com Espanha, a meia hora da praia de Vila do Conde e a meia hora do aeroporto.

    Guimares a segundo cidade com mais densidade populacional do distrito de Braga, mas at h pouco tempo estava em primeiro. O que se passou?At h pouco ramos o primeiro con-celho, mas com a ciso de cinco fre-guesias que passaram para Vizela, passamos para segundo. Actual-mente, estamos com uma popula-o muito aproximada da de Braga. Alis, Braga tem um espao urbano de outra dimenso, mas ao nvel de concelho a populao muito apro-ximada, 162/165 mil pessoas numa rea de 242 km2 em 69 freguesias.

    H a preocupao de atravs das freguesias chegar mais perto dos muncipes? mais fcil claro. O espao urbano mais tradicional tem 65 mil habitan-

    Antnio Magalhes, presidente da C. M. de Guimares

    Cidade agradvel para se viver

    Texto: Alexandra Carvalho Vieira

  • CIDADES MAIS: GUIMARES

    NOVEMBRO 2008 51

    tes, mas depois h uma coroa de 9 vilas volta que tem mais ou menos a mesma populao. Existe tambm um espao mais rural que tem sinais de mais desertificao, onde vivem cerca de 30 mil pessoas.

    Em que princpios assenta o desenvolvimento sustentvel do concelho?Tentamos no estragar muito esta herana valiosa que temos e por isso percebemos que existe uma fragili-dade. Como a nossa actividade eco-nmica estava centrada na indstria txtil e vesturio, hoje deparamo-nos com situaes extremas pelas razes que sabemos e no conseguimos com-bater. A descida das exportaes e das vendas em Portugal, e o aumento de circulao dos produtos chineses, pre-judicam sobretudo as empresas que no tinham fabrico de ponta, nem marketing qualificado, nem mercados muito definidos. Por outro lado, a situ-ao do dlar face ao euro e a cons-tante subida do preo dos combus-tveis tambm no ajudou. O sector do calado e da metalurgia tem con-seguido superar as dificuldades. De facto, o txtil e o vesturio so os que nos do mais dores de cabea e que tm contribudo mais para o aumento da taxa de desemprego. Temos cerca de 9200 desempregados, cerca de 11% da populao, entre os 45 e os 50 anos, que no so qualificados.

    O que que tem sido feito para combater o desemprego e a deser-tificao de algumas freguesias?O executivo no pode fazer muito, no temos dimenso para isso, mas fize-mos algo que pode dar alguns frutos no futuro. Assumimos um Parque de Cincia e Tecnologia o Avepark -, que no final deste ano ter 700 postos de trabalho e que, em nosso enten-der, permitir criar uma economia de escala. Alm dos empregos para jovens com qualificaes elevadas, tambm sero necessrias pessoas que trabalhem nos estabelecimento de restaurao, entre outros. Entre-tanto tambm nos aliamos Univer-sidade do Minho, para conseguirmos encontrar alternativas para o futuro da regio. Outra vertente em que esta-mos a apostar no turismo e na requa-

    Projecto Quadriltero Rede Urbana para a

    Competitividade e Inovao

    difcil por a trabalhar num projecto comum as autarquias de Braga, Guimares, Barcelos e Famalico. H realidades ancestrais que deixam algumas sequelas, mas ultrapassamos isso, porque a candidatura incentivava a isso. Estamos a trabalhar para que na prtica tenhamos um espao maior, porque a globalizao fragiliza a interveno isolada e ns no temos a massa crtica para respondermos a um conjunto de situaes que necessrio ultrapassar, mas ao nvel das 4 cidades conseguimos. No fundo, pretendemos encontrar projectos para que sejamos mais competitivos neste espao regional. mais fcil de uma forma integrada, h servios que se vo complementar entre estas 4 cidades. Vai permitir uma competitividade que de outra maneira no conseguiriamos.

    lificao urbana. Queremos trazer at ns os comerciantes, a restaurao e similares para juntos encontrarmos as melhores formas para dinamizar o concelho. O artesanato, por exemplo, a nvel dos tecidos de linho tradicio-nais so, do ponto de vista turstico, muito procurados. Mas isto por si s no resolve as questes do conce-lho, apenas as ameniza. Isto no , de modo algum, o que se pretende para o futuro, principalmente para as cama-das jovens, que vivem numa angstia evidente pois tm um curso superior, por vezes, sem mercado compatvel.

    A candidatura a Capital Europeia da Cultura 2012 trar uma nova dinmica ao concelho?Confesso que estamos a prejudicar este mandato a pensar na candida-tura a 2012, mas estamos cientes de que a mesma vai proporcionar grande desenvolvimento ao concelho. Se con-seguirmos as verbas para o oramento que propusemos a Bruxelas, vamos conseguir construir quatro ou cinco infraestruturas que vo abarcar muitas pequenas indstrias complementares. Actualmente, decorre um processo que envolve a definio de projectos, a verificao de terrenos, ou seja, um trabalho rduo de mdio prazo.

    Outra preocupao tem sido ao nvel da modernizao dos servi-os da autarquia que, inclusive, valeu um Prmio Nacional de Boas Prticas?Claro, temos que nos encaixar na onda do progresso, que no podemos perder, mas h uma franja da popula-o mais tradicional que tem hbitos,

    tradies que no podemos ignorar e que sabemos que no os podemos abandonar. Tem que haver um equil-brio. O Prmio Nacional de Boas Pr-ticas significou que estamos a adaptar a mquina da autarquia e os projectos de interveno a favor dos muncipes. Os servios tm de estar preparados para poder responder de uma forma dinmica a favor do cidado, isto implica a criao de um nico balco onde os muncipes possam tratar de tudo. tipo uma loja do cidado que estar pronta em Julho do prximo ano.

  • CIDADES MAIS: MIRANDA DO DOURO

    52 NOVEMBRO 2008

    Miranda do Douro

    Patrimnio cultural e paisagsticoOs mirandeses preservam uma lngua prpria, o mirands proporcionando s novas geraes este patrimnio lingustico, desenvolvendo competncias comunitrias na lngua autctone e, por esta razo, leccionada em todas as escolas do concelho (em regime de opo).

    Miranda do Douro tambm conhe-cida e associada a uma especialidade gastronmica, a posta mirandesa, um delicioso e suculento naco de vitela assada. O clima spero, com invernos rigorosos com frequentes e fortes for-maes de geada e algumas nevadas. Os veres so verdadeiramente quentes.

    Um nmero significativo de Mirande-ses dedica-se produo animal, bovi-nos de raa mirandesa e ovinos de raa churra mirandesa de grandes poten-cialidades gastronmicas, o vinho e o azeite produzido no concelho ajudam a compor a ementa.

    Miranda foi e um concelho eminen-temente agrcola, repleto de ruralida-des culturais, artesanais e gastronmi-cos com potencialidades que tm que continuar a ser exploradas e cada vez mais divulgadas. A lngua mirandesa, os pauliteiros, o artesanato como Capas de Honras Mirandesas, as cutelarias, o ferro forjado, a bola doce mirandesa, os enchidos repletos de sabores feitos

    por mulheres de saberes perpetuados ao longo do tempo.

    Amrico Tom, vice-presidente da Cmara Municipal de Miranda do Douro, fala do mandato actual e da forma como possvel combater a desertificao e fazer face interiori-dade, apostando no patrimnio cultural e paisagstico.

    Que balano faz deste mandato?Este mandato tem sido um pouco at-pico devido aos atrasos que se verificam na implementao do Quadro de Refe-rncia Estratgico Nacional (QREN). Temos vrias candidaturas de mbitos diferentes, em vias de aprovao, con-tudo falta quase um ano de mandato, pelo que acreditamos que at fins de 2009 conseguimos realizar as aces a que nos propusemos. Ser imagem dos mandatos anteriores um perodo dinmico no progresso com a realiza-o efectiva de projectos que os miran-deses esperam, acrescento contudo que

    as dificuldades financeiras dos Muni-cpios do interior, com poucas receitas prprias, so cada vez maiores.

    Quais os grandes investimentos efectuados?A recuperao urbanstica do Rio Fresno, foi uma obra de grande enver-gadura, que permitiu doar o rio Fresno aos cidados, pois quando o caudal era significativo as guas ganhavam bra-vura demasiada e no vero ficava sem caudal visvel. Iniciamos h dias a ins-talao do relvado sinttico no campo de futebol de Santa Luzia, que permitir uma prtica regular de desporto a todos os nossos jovens e no s. Para o pr-ximo ano temos planeado uma Quinta Pedaggica que consistir um plo inte-ressante para a dinamizao turstica.

    Sentiram grandes dificuldades?As dificuldades so sempre muito gran-

    Amrico Tom, vice-presidente da C. M. de Miranda do Douro

  • CIDADES MAIS: MIRANDA DO DOURO

    NOVEMBRO 2008 53

    des e de ordem vria, mas tm que cons-tituir tnicos para se procurar realizar cada vez mais e melhor sobretudo com muito critrio. A dificuldade, tal como a necessidade agua o engenho..

    Localizado junto fronteira com Espanha, ou seja, no interior do pas, como feito o combate desertifi-cao?Essa a tarefa mais difcil dos conce-lhos do interior em que as autarquias por si s no tm poder suficiente para resolver essas situaes. Miranda do Douro, concretamente, est isolado, os acessos so muito restritos sobretudo na responsabilidade nacional. Para irmos para Bragana e Porto vamos por Espa-nha, quando nos deslocamos a Lisboa, vamos tambm por Espanha. Grande parte dos visitantes so espanhis, que vm fazer compras, almoar, jantar, aproveitar o nosso patrimnio edifi-cado, cultural e paisagstico. Temos que promover mais e melhor todo o nosso potencial endgeno por forma a dinami-zar o aparecimento de pequenas empre-sas capazes de fixar pessoas.

    Quais so os atractivos deste con-celho para quem queira vir morar para o concelho?Miranda do Douro um concelho com enormes potencialidades tursticas que tm que continuar a ser uma aposta clara por parte da autarquia e da socie-dade civil. Constitumos um concelho onde o desemprego bastante baixo, quase residual, pelo que poder consti-tuir uma oportunidade de trabalho para mais alguns. H freguesias com bas-tante dinamismo empresarial, nomea-damente Palaoulo, com empresas na rea da cutelaria e tanoaria de alguma dimenso, mas sobretudo de grande qualidade.

    A existncia de um plo da Univer-sidade de Trs-os-Montes e Alto Douro no concelho, veio dinami-z-lo?O Plo da UTAD trouxe muito dina-mismo ao concelho, nomeadamente atravs de um boom construtivo que j no se via h muito tempo. As rela-es entre a Autarquia e a Universidade foram sempre as melhores havendo da nossa parte uma vontade grande e per-manente na satisfao das solicitaes,

    La nuossa lhngua mirandesa

    Vocabulrio diversoSim - SiNo Num/NoBom dia Buonos diesBoa tarde Buonas tardesBoa noite Buonas noitesAdeus AdiusDesculpe culpeSe faz favor Se fai faborObrigado OubrigadoNo entendo Num antendoFale devagar Fale debagarico

    Nmeros em mirandsUn, dous, trs, quatro, cinco, seis, sete, uito, nuobe, die.

    Fonte: Roteiro Turstico Miranda do Douro

    contudo o Sr. Reitor ou o rgo a que preside decidiram acabar com o ensino superior, pelo menos de forma regular, em Miranda o que lamentamos e no compreendemos com facilidade, senti-mo-nos usados, disponibilizamos edif-cios em que foi necessrio investir, dis-ponibilizamos habitaes, oferecemos vrios outros aspectos logsticos sempre na expectativa que o plo fosse cada vez mais uma realidade, mas pouco valeu a disponibilidade. uma tristeza. Outra vertente importante do plo da UTAD era a vivificao que concedia ao con-celho de Miranda, que se notava vivi-ficado com o dinamismo de 300, 400 alunos que conviviam com a cidade e as instituies do concelho. Tem que se procurar uma soluo, com a UTAD, com outras Universidades, estamos a trabalhar nisso, muito importante que o consigamos.

    Quais so as grandes necessidades do concelho a curto/mdio prazo?Um aspecto importante o focado ante-riormente, o ensino universitrio. Outra necessidade a implementao efec-tiva do IC5, h tantos anos falado mas que nunca passa do papel. O IC5 uma via estruturante para o nosso concelho e outros concelhos do sul do distrito de Bragana. Fndamental tambm para os mirandeses que chegue a Espanha e no fique por Duas igrejas, como no passado a linha do comboio.

    Ao nvel da sade, o concelho no possui um hospital a menos de uma hora de distncia. Como fazer face a esta situao?Temos um Centro de Sade recente que contribui para uma boa resposta aos pacientes. No entanto o concelho fica longe dos Hospitais que consti-tuem o agrupamento Hospitalar de Nor-deste, Bragana, Macedo de Cavaleiros e Mirandela, pois mesmo Bragana o mais prximo fica a 1 hora de viagem. Temos Zamora que dispe de todas as especialidades a 35-40 minutos. O ante-rior ministro da Sade predisps-se a celebrar protocolos, para possibili-tar o acesso aos servios de sade em Zamora, porm nada aconteceu, o Sr. Ministro acabou por sair do governo. Esperamos tambm que o helicptero que por protocolo ficou de ser colocado em Macedo no incio de 2008, faa uma

    boa viagem e chegue apenas com um ano de atraso, incio de 2009.

    O que que perspectiva para o con-celho, em termos de futuro?O concelho de Miranda atractivo para quem nos visita e um concelho com estruturas capazes de acolher cada vez mais turistas. O centro histrico recupe-rado, espaos pblicos bem arranjados, o rio Fresno recuperado, a futura quinta pedaggica, o centro de interpretao turstico e ambiental j a funcionar, tm que continuar a ser divulgados e pro-movidos no exterior de forma a tornar o concelho cada vez mais visitado e por mais tempo. Miranda est a ficar com infra-estruturas suficientes, temos que apostar definitivamente nas capacida-des tursticas do concelho assim como na comercializao dos diversos produ-tos endgenos.

  • VITICULTURA E TURISMO

    54 NOVEMBRO 2008

    Casa do Cadaval

    Herdade secular do

    Situada na margem esquerda do Rio Tejo, a Casa do Cadaval uma herdade com quase quatro sculos que tem um papel determinante no desenvolvimento da regio do Ribatejo. Tambm conhecida como herdade de Muge, aqui so desenvolvidas as actividades de produo de vinho, produo agrcola, criao de gado bovino e cou-delaria. Aliado a isto, actua na rea do turismo, visto ser um espao que rene in-meras condies de excelncia para receber os mais diversos eventos, ou para proporcionar um verdadeiro dia de aventura e lazer junto natureza e aos animais. A actual responsvel pela Casa do Cadaval, Teresa Schnborn, e produtora de vinhos, recebeu este ano o prmio Mulher do Vinho 2008, na 3 edio dos Prmios Internacionais EVA, o nico prmio gastronmico feminino internacional.

    Teresa Schnborn tem realizado um importante trabalho de desen-volvimento da viticultura regional e na projeco mundial da regio do Ribatejo, como zona produtora. O que significou para si receber o prmio de Mulher do Vinho 2008?Em primeiro lugar, devo dizer que no estava nada espera. Mas considero

    que este prmio foi entregue Casa do Cadaval no seu conjunto. O prmio foi ganho devido ao vinho Marquesa do Cadaval, que o nosso expoente mximo, e que foi feito em homena-gem a esta senhora, a grande impul-sionadora destas vinhas. conside-rado por especialistas o melhor vinho do Ribatejo. Eu sou a ltima das cinco mulheres que estiveram frente da Casa de Cadaval, cinco geraes em que foram sempre mulheres a lide-rar esta herdade, portanto o prmio dedicado a todo este agregado.

    Ao nvel turstico, o que que pode-mos esperar da Casa do Cadaval?Oferecemos um amplo espao para eventos, como casamentos e outras festas, disponbilizando um excelente servio de cattering e actividades variadas. Temos diversas aces de lazer e entretenimento para dinmi-

    cas de grupo, como prova de vinhos, visitas arqueolgicas e a uma reserva natural, espectculos equestres, assim como cruzeiros no rio Tejo. um

    Quatro sculos de histria

    A Herdade de Muge pertence famlia Alvares Pereira de Mello h quase quatro sculos. Nesta casa residiu a Rainha Dona Leonor, terceira mulher do Rei Dom Manuel I, irm do Imperador D.Carlos V e me da Infanta D.Maria. A Rainha Dona Leonor residiu aqui at partir para Castela, casando com o Rei de Frana, Francisco I., deixando a sua filha Infanta Dona Maria com dois anos, passando assim a Casa de Muge para a famlia dos Condes de Odemira. A Condessa de Odemira, Dona Maria de Faro, casou com Don Nuno Alvares Pereira de Melo, 5 Conde de Tentgal, o 1 Duque de Cadaval, ttulo concedido em 1648, pelo Rei D. Joo IV.

  • VITICULTURA E TURISMO

    NOVEMBRO 2008 55

    Ribatejo

    local tambm muito procurado para a realizao de seminrios, reunies de empresas, entre outros. Temos capa-cidade para receber cerca de mil pes-soas.

    A sua coudelaria muito presti-giada a nvel nacional. Sabemos tambm que a sua actividade predilecta. Como a descreve?Temos uma das coudelarias mais anti-gas do pas, so todos puro sangue lusitano. A drssage o nosso objec-tivo principal no obstante as outras modalidades. Temos vrios cavalos a competir na drssage: o Raio em Espanha com Juan Antnio Jimenes (medalha de bronze em Atenas 2004), o Tejo e o Uicom Leonor Rama-lho, Vircon com Miguel Ralo Duarte, o qual foi recentemente ven-cedor do Critrio dos 4 anos.

    Como imagina a Casa do Cadaval daqui a uns anos?Espero que esteja sempre melhor. Esta casa j tem 350 anos e toda as pessoas que estiveram frente dela sempre pensaram em melhor-la, por-tanto esta ser sempre a nossa misso. Queremos produzir os nossos produ-

    tos com o mesmo afinco de sempre, pretendendo estar sempre na van-guarda dos servios.

    Como caracteriza a rea vincola portuguesa?Portugal tem ptimos vinhos, tem muita qualidade, um dos pases emergentes nesta rea. necess-rio, no entanto, haver mais divul-gao, preferencialmente conjunta, pois juntos temos logicamente mais fora. J temos progredido muito nos ltimos anos, estamos j em imen-sos concursos mundiais, j ganha-mos muitas medalhas, portanto temos todas as condies para melhorarmos. Os especialistas apreciam muito o nosso vinho, o que nos falta promo-o, pois como constatamos os outros

    Casa do Cadaval

    2125-317 MugeTelf. +351 243 588 040Fax. +351 243 581 105

    E-mail: geral@casadocadaval.pt www.casacadaval.pt

    Qual a melhor forma de chegar Casa do Cadaval?

    Quem venha de Lisboa, pode sair em direco a Vila Franca de Xira, seguir por Samora Correia, Benavente, Salvaterra de Magos e logo frente aparecer Muge. Quem se dirige do Norte, dever sair da auto-estrada em direco a Almeirim e depois dirigir-se para Muge.

    pases esto nossa frente, nomeada-mente na visibilidade.

    Como presidente da Rota do Ribatejo, quais so as suas prioridades?A Rota e os Caminhos do Ribatejo so tudo a mesma coisa. A priori-dade no momento a divulgao da regio, fazer-nos conhecer, quanto s nossas particularidades, nomeada-mente o nosso vinho, gastronomia, entre outros. Com uma maior visibili-dade podemos impulsionar o nmero de visitantes e dinamizarmos toda este territrio que tem um enorme poten-cial.

  • PORTU AL SEM BARREIRAS

    56 NOVEMBRO 2008

    Mobilidade Reduzida

    Um dia em LisboaA cidade das sete colinas oferece inmeras opes de passeio para quem, por moti-vos vrios, tem mobilidade reduzida. A visita pode comear por uma ida, bem cedinho, a Belm. Uma zona de Lisboa muito agradvel e bastante aces-svel, plana e com poucos obstculos. As passadeiras, na sua maioria, indicam os pontos onde os passeios so rebaixa-dos. Incontornvel , estando aqui, deli-ciar-se com um pastel de Belm. Apesar de o interior desta confeitaria ser total-mente acessvel, com casa de banho ampla e adaptada, na entrada existe 1 degrau com cerca de 20 cm, portanto torna-se necessrio obter alguma ajuda.

    Dos pastis de belm, sugerimos como prximo destino o Mosteiro dos Jernimos. Utilizando a passadeira junto paragem dos elctricos para passar para o lado do Jardim (passeio rebaixado, mas o alcatro da estrada criou uma pequena lomba), seguimos pelo jardim ou pelo passeio em direc-o ao Mosteiro. Junto banca do posto de turismo podemos usar a passadeira para passar para o lado do Mosteiro, mas ateno linha do elctrico.

    O Mosteiro dos Jernimos est acente sobre um patamar com cerca de 5 cm, para o qual no h rampa, mas o mesmo pode ser facilmente transposto. Junto ao Portal Principal est uma rampa que d acesso ao interior da Igreja, apesar de regularmente avariada, se preten-der utiliz-la contacte o Mosteiro antes da visita, por forma a assegurar a via-bilidade da mesma. O interior plano e totalmente acessvel at zona do transcepto. O transcepto est assente num patamar com pelo menos 20-30 cm de altura, que no entanto facil-mente visvel dada a pouca profundi-dade. Na visita Igreja, nomeadamente aos claustros, apenas acessvel o piso trreo, onde existe uma pequena casa de banho para cadeiras manuais.

    Saindo do Mosteiro, viramos direita e seguimos pelo passeio com destino ao Museu de Marinha. Totalmente acess-vel a cadeiras de rodas manuais e elc-tricas, no piso trreo e a manuais, com

    alguma dificuldade, no primeiro andar, o museu dispe de casas de banho acessveis. Depois do Museu da Mari-nho, descontraia um pouco visitando o Centro Cultural de Belm (CCB). Um edifcio moderno e acessvel, com casas de banho totalmente adaptadas, no entanto, alguns elevadores de escada foram apenas equacinados para cadei-ras manuais, no conseguindo elevar algumas cadeiras.

    Durante a tarde, visite a Baixa A baixa de Lisboa foi alvo de obras por forma a criar as acessibilidades que eram necessrias. Continua com alguns problemas, nomeadamente em relao a casas de banho acessveis. Se dese-jar almoar, aconselhamos uma das esplanadas da Rua das Portas de Santo Anto (esplanadas acessveis, sem casa de banho adaptada) ou o Hard Rock Caf, na Praa dos Retauradores (casa de banho acessvel). Depois do almoo visite a praa dos restauradores que totalmente acessvel, com passeios rebaixados, e caso se desloque de carro fique a saber que o parque de estacio-namento tem lugares reservados para carros identificados como pertencentes a pessoas com deficincia.Outras zonas a no perder:

    - Rua Das Portas de Santo Anto (M/E) Rua totalmente pedestre, com muitas esplanadas onde possvel almoar, ver o teatro Politeama ou o

    Coliseu de Lisboa- Praa D. Pedro IV Rossio (M/E)Totalmente acessvel com passeios rebaixados. Entrada na recm reno-vada estao de Comboios tb possi-vel.- Praa da Figueira (M/E) Total-mente acessvel com passeios rebai-xados - Rua Augusta (M/E) Pedestre na sua maioria, no tem passeios rebai-xados na Rua da Conceio, Rua de So Julio e na Rua do Comrcio- Largo de So Domingos (M/E)Totalmente pedestre e acessvel - Igreja de So Domingos (M/E)Acessvel nos corredores laterais da nave principal

    Aconselhamos ainda uma pequena volta a partir do Rossio, passando pela Praa da Figueira, Largo de So Domingos, Rua das Portas de Santo Anto, Praa dos Restauradores e de volta ao Rossio. Do Rossio podemos igualmente descer pela Rua Augusta com destino Praa do Comrcio. Pelo caminho sugerimos uma subida ao elevador de Santa Justa (miradouro). A volta tem que ser feita pelo elevador.Ao Jantar sugerimos uma noite de Fados no restaurante Luso, em pleno Bairro Alto. (M/E) Visto estar situado numa das entradas do Bairro Alto, per-mite uma circulao facil em cadeira de rodas. entrada tem um pequeno degrau de cerca de 5 cms o qual trans-ponivel com alguma ajuda.

    Jernimos Encerra Segunda-feira e tambm nos feriados nacionais de: 1 de Janeiro; Domingo de Pscoa; 1 de Maio e 25 de Dezembro // Claustros e dependncias: Adultos: 6; Portadores de deficincia, mediante comprovao: 3Museu de Marinha Das 10.00 s 17.00 horas (01 Out / 31 Mar) Das 10:00 s 18:00 horas (01 Abr / 30 Set) Adultos: 3CCB Museu Coleco Berardo (Aberto todos os dias e Entrada Gratuita)Hard Rock Caf 2 - Dom 12h 02h Entre 15/30 por pessoaRestaurantes da Rua das Portas de Santo Anto Preo mdio: 10 por pessoa sem bebidas.Restaurante Luso Preo mdio: 50 a la carteElevador de Santa Justa 1.40

    Legenda ( M/E) M Acessvel a cadeiras de rodas manuais E Acessvel a cadeiras de rodas elctricas

    Informaes fornecidas pela Accessible Portugal.

    www.accessibleportugal.com info@accessibleportugal.com Tel.: (00351) 21 720 31 30 Fax.: (00351) 21 720 31 39

  • PORTU AL SEM BARREIRAS

    58 NOVEMBRO 2008

    A Acessibilidade em PortugalA acessibilidade um conceito nuclear na problemtica da incluso ao promover a igualdade de oportunidades e a participao social atravs das transformaes que opera no meio fsico (progressivamente alargadas s reas dos transportes e das comunicaes), tendo em considerao as mltiplas vertentes da diversidade humana, seja dimensional, perceptiva, motora ou cognitiva.

    Por Carlos Pereira e Jos Madeira Serdio, tcnicos do Gabinete de Investigao e Desenvolvimento e do Gabinete de Apoio Tcnico do Instituto Nacional de Reabilitao, I.P.

    A acessibilidade deve ser entendida como a interaco universal com o meio fsico ou com os objectos e sig-nificar antes do mais, a facilidade na aproximao, no trato ou na obteno. A acessibilidade tem que ser para todos os cidados, a qualidade que permite a qualquer pessoa comunicar, compreender ou alcanar o que neces-sita, em qualquer ambiente. (in Aces-sibilidade para a Igualdade de Oportu-nidades Guia de Boas Prticas pp15 SNRIPD.

    nesta perspectiva que tendo-se presente a promoo da acessibilidade

    no deveremos apenas pensar nas pes-soas com deficincia, mas um leque cada vez mais abrangente de cidados.

    Numa Europa em que o nmero esti-mado de pessoas com deficincia de 38 milhes de pessoas e em Portu-gal de 905.488 (9,16% da populao nacional), de acordo com os dados do Inqurito Nacional realizado por amos-tragem em 1995, embora o Censos 2001, realizado pelo Instituto Nacional de Estatstica a nvel nacional, tenham sido identificadas cerca de 640.000 pessoas com deficincia (6,13%). Mas estes nmeros so potenciados quando se incluem pessoas com mobilidade condicionada e pessoas com mais de 65 anos de idade.

    Com as questes da acessibilidade deseja-se a criao de um ambiente confortvel, seguro, que propor-cione informao eficaz, e onde seja fcil comunicar, aceder e circular, facilitar a vida de todos os que, por motivo de deficincia ou incapacidade, tm a sua mobilidade e a sua participa-o activa na vida da sociedade condi-cionadas por mltiplas barreiras.Portugal na esteira dos documentos internacionais produzidos desde 1993, de que se destacam:

    - Em 1993 as Naes Unidas decla-ram que os servios, as activida-des, a informao e a documentao devem estar disponveis para todos (Normas sobre Igualdade de Opor-tunidades para Pessoas com Defi-cincia).

    - Em 2001, o Conselho da Europa consagra o direito autonomia na acessibilidade, rejeitando a viso tradicional da dependncia de tercei-ros, passando a reconhecer-se como direito fundamental do cidado a acessibilidade ao meio edificado, informao e comunicao.- Em 2006 as Naes Unidas apro-vam a Conveno das Naes Unidas sobre os Direitos das Pes-soas com Deficincia, subscrita por Portugal em 2007, estando prevista a sua ratificao durante o corrente ano, que preconiza no seu Artigo 9 a tomada de muitas medidas relativas acessibilidade, abordando aspectos como barreiras arquitectnicas inter-nas e externas, comunicao, tele-comunicaes, linguagem, acesso informao, transporte, habitao, etc.- O Plano de Aco Europeu para 2008-2009 que definiu a acessibi-lidade como uma prioridade para a incluso activa e acesso a todos os direitos, tem adoptado variada legis-lao nesta rea.

    Os diplomas mais relevan-tes para as reas da Aces-sibilidade so:

    - a Lei de Bases da Preveno, Habi-litao, Reabilitao e Participao das Pessoas com Deficincia (Lei n 38/2004, de 18 de Agosto), que nos artigos 32, 33, 42 e 44 foca a obrigao do Estado providenciar

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    NOVEMBRO 2008 59

    acessibilidade ao meio fsico, aos transportes e sociedade de infor-mao, no mbito da promoo de uma sociedade para todos atravs da eliminao de barreiras e da adopo de medidas que visem a plena par-ticipao das pessoas com deficin-cia (alnea d) do Artigo 3);- a Lei n 46/2006, de 28 de Agosto, que, ao punir e proibir discrimina-o, directa e indirecta, vem reforar a indispensabilidade da existncia de meios edificados e transportes aces-sveis e, quanto s barreiras infor-mao e comunicao;- o Decreto-Lei n 163/2006, de 8 de Agosto, que revoga o Decreto-Lei n 123/97, de 22 de Maio (diploma que apesar das muitas fragilidades que lhe foram apontadas, permitiu uma aprecivel mudana de menta-lidades e de filosofia e ainda a cria-o de condies de acessibilidade em edifcios pblicos e que recebem pblico, bem como na via pblica. Este diploma tornou possvel, passa-dos 9 anos sobre a sua entrada em vigor, o alargamento do regime da acessibilidade aos edifcios habita-cionais);- a Resoluo do Conselho de Minis-tros n 120/2006, de 21 de Setembro, alterada pela Resoluo do Conselho de Ministros n 88/2008, de 29 de Maio, que aprovou o PAIPDI - Plano de Aco para a Integrao das Pes-soas com Deficincias ou Incapaci-dade ( que estabelece um conjunto de medidas e de aces, que, numa perspectiva de transversalidade e de envolvimento de todos os agen-tes, pblicos e privados, procuram contemplar as vrias reas da aces-sibilidade: meio edificado e espaos pblicos, transportes e tecnologias de informao e comunicao); e- a Resoluo do Conselho de Minis-tros n 9/2007, de 17 de Janeiro, que aprovou o PNPA Plano Nacional de Promoo da Acessibilidade (que constitui um instrumento estruturante das medidas que visam a melho-ria da qualidade de vida de todos os cidados e, em especial, a realizao dos direitos das pessoas com neces-sidades especiais, e procede siste-matizao de um conjunto de aces para proporcionar s pessoas com mobilidade condicionada ou difi-

    culdades sensoriais, a autonomia, a igualdade de oportunidades e a par-ticipao social. Definindo um con-junto de linhas, medidas e aces a implementar at 2010 (estando pre-vista a sua prorrogao at 2015), assentes em 6 grandes reas de actu-ao: sensibilizar, informar e formar; assegurar a acessibilidade no espao pblico e no meio edificado; promo-ver a acessibilidade nos transportes; apoiar a investigao e a cooperao internacional; fomentar a participa-o; e assegurar a aplicao, o con-trolo e a coordenao).

    Decorrendo da aplicao do PAIPDI e do PNPA, podemos hoje assinalar o desenvolvimento dos projectos Praia Acessvel Praia para Todos e Escola Alerta, bem como os estudos sobre sinalctica para cegos, j em imple-mentao nas estaes do Metro de Lisboa e REFER.

    Outras medidas facilitadoras da acessibilidade nos transportes em comboio, em autocarro, em avio, em barco, em viatura particular e em txi tm sido objecto de anlise e aplica-das oportunamente.

    Ainda no campo das boas prticas em curso parece importante mencio-nar a melhoria no transporte porta a porta, a acessibilidade nos metropoli-tanos, os sistemas de informao pr-ximos do GPS em ensaio no Metro do Porto, a acessibilidade s ATM e s mquinas de bilhtica, as medidas para que o turismo seja cada vez mais uma actividade em que o livre acesso e fruio de todos os espaos seja uma realidade, a acessibilidade electrnica como via de integrao de muitas pes-

    soas com incapacidades ao nvel da comunicao.

    Podemos ainda salientar os esfor-os j empreendidos na legendagem, na lngua gestual e na udio-descrio nos diversos canais televisivos, assim como as aces de desenvolvimento da informao em suportes alternati-vos e aumentativos.

    Grande importncia tm tambm a criao dos Prmios de Acessibilidade e a edio de manuais tcnicos e suportes multimdia para divulgao e promoo da aplicao do conceito de Desenho Universal.

    Como aspectos eminentemente pr-ticos cabe-nos referir a intensificao da participao do Instituto Nacional para a Reabilitao, I.P., no acompa-nhamento dos planos municipais de ordenamento do territrio, na inte-grao em iniciativas de grande ino-vao como sejam os casos da pre-veno de acidentes rodovirios no mbito da Autoridade Nacional para a Segurana Rodoviria, ou na criao da Ecovia do Algarve.

    Trata-se de um conjunto significa-tivo de actuaes, demonstrativo da abrangncia dos temas da acessibili-dade, cuja referncia sucinta ajudar certamente a melhor entender o impe-rativo de uma acessibilidade urgente-mente para todos.

  • PORTU AL SEM BARREIRAS

    60 NOVEMBRO 2008

    Tecnologias para a InclusoCom perto de vinte anos de actividade ininterrupta no combate solido e excluso social, escolar e profissional de cidados com necessidades especiais, a PT, hoje atravs da sua Fundao, tem promovido e apoiado vrias iniciativas, projectos e programas que visam a melhoria da qualidade de vida destas pessoas.

    Entre as diversas tecnologias desen-volvidas e subsidiadas pela Fundao PT destaco a PT TeleAula que ao per-mitir que os alunos impedidos de se deslocar sala de aula o possam fazer em tempo real. Desde 1995, foram abrangidos cerca de 400 alunos, con-siderando aqueles que frequentaram as aulas a partir de casa ou do hospi-tal. A sua participao activa na sala de aula, alm de permitir o seu desen-volvimento curricular, promove a sua socializao e sociabilizao, sendo a componente humana imprescindvel e determinante para o sucesso dos pro-jectos de incluso escolar: no basta ter a tecnologia e recursos financei-ros, capital ter, para alm de uma boa gesto, pessoas sensveis, informadas e formadas.

    No contexto da formao, e supor-tado na plataforma de e-learning da PT Inovao, crimos o projecto FELIS Formao e E-Learning para a Inclu-so Social que permitir que todos os nossos parceiros para o desenvol-vimento social possam beneficiar os seus tcnicos de programas de forma-o distncia. Neste mbito realo a parceria transnacional estabelecida no quadro do Programa Leonardo com a APPACDM de Lisboa: Net Mentor,

    que visa a adaptao de programas de mentoria j testados com vista a apoiar a incluso profissional de pessoas com deficincia cognitiva. Resumindo o que se pretende criar as bases para uma experincia piloto na APPACDM de mentoria para tcnicos e voluntrios para melhorar os processos de incluso profissional das pessoas com deficin-cia mental, numa lgica de e-learning.

    Finalmente, com o desenvolvi-mento de tecnologias de apoio para o acesso ao computador e sntese de voz, como o caso do PT Minha Voz GRID 2, criam-se as condies para que pessoas com disfuno neu-romotora, deficincia mental ou na fala acedam ao computador e conse-quentemente SI, bem como fala

    atravs da voz sintetizada de quali-dade quase humana. Com a utilizao destes softwares e outras tecnologias de apoio, estas pessoas podem p.e. escrever, ou criar uma segunda vida no Second Life como modo de desen-volvimento das suas competncias, ou ainda estudar, ou simplesmente diver-tir-se. Realo pela actualidade do caso a Rosrio Sarabando que acabou de editar um livro intitulado: Quero ver o meu Filho Crescer.

    Se por um lado a Fundao PT sub-sidia um conjunto alargado de ser-vios e equipamentos, listados nas ajudas tcnicas, designados Solu-es Especiais PT e tmn, que podem ser adquiridos em qualquer Loja do grupo PT, por outro tem em funciona-mento dezenas de Centros de Recur-sos para a Incluso Digital de Pessoas com Deficincias e Incapacidades ao abrigo de diversos protocolos, desta-cando-se os Projectos: Estrela, Urano e ASTRO, respectivamente a funcio-nar nas Associaes de Paralisia Cere-bral, que constituem a sua Federao, nas Associaes de Pais e Amigos do Cidado com Deficincia Mental que integram a Federao Humanitas e em 25 escolas distribudas pelo Pas, tal como definido no protocolo estabe-lecido com a Direco de Inovao e Desenvolvimento do M.E.

    Em suma, o que nos move a con-vico de que crucial a PT contribuir de forma activa para o desenvolvi-mento social das pessoas em desvan-tagem, e que as TIC e as telecomuni-caes desempenham um papel vital no processo de incluso.

    Por Clara Cidade Lains, directora de Info-Excuso e Necessidades Especiais da Fundao Portugal Telecom

    Desenvolvimento de tecnologias de apoio para o acesso ao computador e sntese de voz cria condies para que pessoas com disfuno neuromotora, deficincia mental ou na fala acedam ao computador e consequentemente SI.

  • AMBIENTE

    NOVEMBRO 2008 61

    Avaliao Ambiental Estratgica em debateA 3 Conferncia Nacional de Avaliao de Impactes (CNAI'08) realizou-se de 22 a 24 de Outubro de 2008, em Beja. Dedicado ao tema Ps-Avaliao: Mito ou Rea-lidade?, este evento foi promovido pela Associao Portuguesa de Avaliao de Impactes (APAI), em parceria com a Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estrutu-ras do Alqueva, S.A. e o Instituto Politcnico de Beja. Contou com a presena de 180 participantes e nestes 3 dias foi possvel assistir a: 13 sesses tcnicas, bastante participadas; 8 oradores convidados, com relevncia; 41 comunicaes tc-nicas, de elevada qualidade; 26 posters, diversificados e ape-lativos.

    O grande debate da CNAI'08 foi a Ps-Avaliao, tendo sido apresentadas diversas comunicaes que responderam ao mote lanado. A Avaliao Ambiental Estratgica foi uma das tem-ticas mais debatidas. A gua e o Patrimnio Cultural foram outros temas discutidos, com a apresentao de diversos casos de estudo. Foi ainda promovida uma sesso dinmica a res-ponder questo: Informar e participar com impacte. Como conseguir?.

    Privilegiando esta conferncia o debate tcnico, foi tambm espao para momentos menos formais. Assim, realizaram-se 2 visitas tcnicas integradas nas obras em curso do Empreendi-

    mento de Fins Mltiplos de Alqueva: uma s infra-estruturas hidrulicas; outra a stios arqueolgicos em escavao. A des-tacar ainda o jantar da Conferncia, onde, para alm da gas-tronomia e do humor do contador de histrias Serafim, foram entregues:

    o Prmio Resumo No Tcnico 2008, promovido pela 2 vez pela APAI com o apoio das autoridades de AIA, que dis-tinguiu o documento elaborado pela VISA, Lda para o pro-ponente PEDRAMOCA, referente Pedreira Vale da Rel-vinha; o Melhor Poster CNAI08, atribudo pela Comis-so Cientfica desta conferncia ao Poster Avaliao de Impacte Ambiental: o processo de ps-avaliao na LIPOR II, da autoria de Paula Mata e Miguel Coutinho (Instituto do Ambiente e Desenvolvimento) e Carlos Borrego (Uni-versidade de Aveiro).

    Por Ana Cerdeira, vice-presidente da APAI e membro da Comisso Organizadora da CNAI08

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    SEGUROS DE SADE

    62 NOVEMBRO 2008

    Uma escolha informada

    Na ausncia de respostas do sistema nacional de sade ou como complemento ao mesmo, existem inmeros seguros de sade. A escolha torna-se difcil. Em causa esto diferentes planos, mltiplas coberturas e diversos valores, mas uma nica questo: a sade.

    Em Portugal o nmero de pessoas com seguro de sade teve um cresci-mento exponencial nos ltimos anos. Particulares e empresrios valorizam cada vez mais a opo dos seguros de sade. Uns como forma de preve-nir determinadas situaes e outros como forma de motivar os seus cola-boradores. Estes seguros permitem aceder de uma forma rpida a con-sultrios mdicos, hospitais, clnicas e centros de exames privados.

    Uma das seguradoras que pode ser uma opo a MultiCare. Com dife-rentes planos para famlias e empre-sas, a MultiCare d aos seus Clientes acesso maior rede privada de cui-dados de sade em Portugal, com um total de mais de 10 mil prestadores,

    dos quais 66 so hospitais e 73 clni-cas cirrgicas.

    Nesta seguradora existem vrios planos adequados a todo o tipo de casos, possibilitando aos seus Clien-tes a escolha do programa ideal de acordo com as suas necessidades.

    A MultiCare

    Apresentando actualmente uma quota de mercado de 34% do mercado de seguros de sade em Portugal, o actual nmero de clientes 555 mil pessoas, nmero que aumentou 8 vezes desde 2000. A somar ao gradual aumento, contriburam de forma excepcional para esta evoluo a integrao da carteira da Companhia de Seguros Fidelidade, em 2001, que fez com que os clientes passassem de 69 mil para 181.400 e tambm a integrao da carteira de clientes Imprio Bonana em 2006, que se traduziu num aumento de 270.000 para 520.000 clientes. Os Seguros de Sade MultiCare so comercializados na Fidelidade Mundial, Imprio Bonana, Caixa Geral de Depsitos e nas Estaes dos Correios de Portugal.

    Aliado a isto, existem ainda os ser-vios complementares, como o apoio domicilirio, estncias termais, pti-cas, health clubs, entre outros.

    Associando esta experincia de gesto de seguros de sade, inova-o e mudana, so criados sempre

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    NOVEMBRO 2008 63

    que oportunos novos produtos e ser-vios, por forma a responder melhor s diferentes necessidades.

    Os novos seguros MultiCare apresentam os capitais mais elevados do mercado, um leque completo de coberturas inovado-ras, principalmente se tivermos em conta que algumas s estavam disponveis at agora em seguros de grupo, como os Medicamen-tos e as Prteses e Ortteses.

    Tambm a cobertura de Teraputi-cas No Convencionais vem dar res-posta a um nmero cada vez maior de pessoas que recorrem a solues alternativas medicina tradicional. Alis, esta realidade j se comeou a reflectir h algum tempo na legis-lao, que reconhece algumas destas

    teraputicas como a Osteopatia, Homeopatia, Fitoterapia, Quiropa-xia, Acupunctura.

    de destacar tambm o actual plano criado para Doenas Graves, um seguro indicado para quem se

    preocupa com doenas mais graves que possam ocorrer e para as quais so necessrias respostas rpidas e eficazes, mas dispendiosas. A ten-dncia da populao portuguesa para as doenas cardiovasculares e a crescente incidncia dos casos de cancro so preocupaes que levam as pessoas a optarem por este tipo de seguro indicado para quem se pre-vine principalmente para as situaes de maior gravidade.

    BasicCare: Carto de SadeO BasicCare um conceito diferente do tradicional seguro de sade porque se apresenta em forma de carto de acesso aos servios de toda a Rede BasicCare, a preos controlados, para cuidados de sade em Ambula-trio, Estomatologia, Parto, Servios de Assistncia Domiciliria e Servi-os Complementares, de acordo com a modalidade escolhida. O Cliente simplesmente marca as consultas ou outros servios e paga directamente ao prestador.

  • SADE

    Clulas Estaminais

    Um Seguro de vida biolgicopara proteger o futuro dos seus filhos

    O seu grande interesse e crescente importncia devem-se ao facto de serem clulas imaturas que se podem transformar em clulas especficas dos vrios tecidos de um organismo humano. Por esta razo, podem ser utilizadas para substituir clulas que no esto a desempenhar a sua funo ou que esto a morrer e, desta forma, permitem tratar vrios tipos de doen-as. aqui que podemos classificar a sua criopreservao como um seguro de vida biolgico.

    Criada em 2003 por profissionais e empresas da rea da sade, a Crio-estaminal hoje a referncia sempre que se fala da criopreservao de clu-las estaminais do sangue do cordo umbilical dos recm-nascidos. Como empresa pioneira nesta rea e com uma posio lder no mercado ibrico, sendo j a 3 maior empresa a nvel europeu, a Crioestaminal aposta na

    na gravidez que maiores dvidas se levantam sobre o que melhor para o futuro dos seus filhos, sobretudo, no que toca ao futuro da sua sade. As clulas esta-minais representam hoje um dos temas importantes na gestao do beb e, sem dvida, uma das grandes decises para os futuros pais.

    criao e diversificao de servios e nos projectos de investigao e desen-volvimento.

    At ao momento, j so mais de 25 mil o nmero de pais que aderi-ram a esta tcnica na perspectiva de protegerem o futuro dos seus filhos recorrendo a este seguro de vida biolgico. Esta realidade confirma a solidez, experincia, qualidade e segu-rana que a Crioestaminal cumpre ao servio da sade e que a tornam a refe-rncia no momento de optar pela crio-preservao de clulas estaminais do sangue do cordo umbilical.

    A Crioestaminal a entidade de criopreservao pioneira e lder em Portugal no isolamento e criopre-servao de clulas estaminais com a certificao em Gesto de Qualidade ISO 9001:2000 pelo grupo internacio-nal TV Rheinland, lder em certifica-o, inspeco e formao.

    Actualmente, a utilizao de clulas estaminais centra-se na rea da hema-to-oncologia, mas est a ser investi-gada, em todo o mundo, a sua utili-zao em doenas como enfarte do miocrdio, leses vasculares, diabetes, AVC e muitas outras. Esto, tambm, em curso diversos estudos tendo em vista o desenvolvimento de mto-dos que permitam a multiplicao das clulas estaminais e o alargamento do seu leque de aplicaes clnicas.

    O primeiro transplante com clulas estaminais do sangue do cordo umbi-lical, criopreservadas num laboratrio privado em Portugal data de Fevereiro

    de 2007. A operao realizou-se com uma criana de 14 meses, cujos pais tinham guardado o sangue do irmo na Crioestaminal. O IPO do Porto recorreu s clulas estaminais quando foi diagnosticado criana uma imu-nodeficincia combinada severa. O transplante foi realizado com sucesso, tendo a criana registado melhorias significativas. A Crioestaminal a nica empresa de criopreservao com transplantes realizados em Portugal.

    Os pais interessados em usufruir do servio de criopreservao de clulas estaminais do sangue do cordo umbi-lical devem adquirir um Criokit, que deve ser levado para a sala de parto, aquando do nascimento do beb. Este Criokit contm todo o material neces-srio para efectuar a recolha do sangue do cordo umbilical e pode ser adqui-rido nas instalaes da Crioestaminal, por telefone ou pela internet. acon-selhvel efectuar a aquisio do Crio-kit com uma antecedncia mnima de pelo menos um ms antes da data pre-vista para o parto. Aconselhe-se com o seu mdico ou contacte a Crioestami-nal atravs do telefone 231 410 900, ou pela internet atravs do site www.crioestaminal.pt.

    A partir de 15 de Novembro at ao dia 25 de Dezembro ao adquirir um Criokit estar tambm a ajudar a Fundao do Gil e o seu projecto Casa do Gil, pois por cada novo cliente a Crioestaminal ir doar 5 para este projecto.

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  • Texto: Lus Antnio Patraquim

    AO VIVO

    Bailado

    A magia do CisneNuma floresta mgica encon-

    tra-se escondido um belo lago o lendrio Lago dos Cisnes. aqui que o Prncipe Siegfried desco-bre um gracioso cisne branco e fica encantado pela sua beleza. S mais tarde vem a descobrir que o cisne na verdade a adorvel Princesa Odette. Trs anos antes, o perverso feiticeiro Rothbarth lanou um feitio terrvel, que a mantm prisioneira na forma de um cisne. Mas a maldio nunca ser quebrada, a menos que a Princesa aceite casar com o feiticeiro.

    Este o enredo de O Lago dos Cisnes, bailado intem-poral composto por Tchaikovsky em 1876 em Paris, por encomenda do Teatro Bolchoi em Moscovo.

    a vez de Portugal ver este famoso bailado danado por uma das mais prestigiadas companhias de ballet da Rssia, o Ballet Imperial Russo, actualmente dirigido por Gidiminas Taranda ex-solista do Teatro Bolchoi. Uma produo de requinte, cenrios e guarda-roupa de grande qualidade, solistas e corpo de baile treinados no estilo da escola Vaganova do a esta produo o nvel exigvel para interpretar este clssico do bailado.

    De 20 a 29 de Novembro, o Lago dos Cisnes vai estar em digresso por Portugal e vai passar por Leiria, Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro, Braga, Faro e Covilh.

    Festival

    A imagem encontra o palco

    No dia 29 de Outubro foi inaugurada a 6 edio do Festival Temps Dimages. Este Festival, em Portugal produzido pela DuplaCena em co-pro-duo com o CCB, realiza, produz e apresenta h j cinco anos, criaes que resultam do cruza-mento de diferentes linguagens artsticas, como a perfor-mance e o cinema, as artes visuais e a msica, a fico e a dana, proporcionando aos participantes um trabalho em rede e um meio privilegiado para o desenvolvimento do seu trabalho criativo, assegurando a circulao das suas obras e o encontro e colaborao entre produtores e artis-tas. A programao do Festival, que estar em cena at 17 de Novembro, pode ser consultada em:

    www.tempsdimages-portugal.com