Modelo - Projeto de Monografia Seminario teologico batista projeto 70 aparecido donisete da silva título do trabalho: Teologia da prosperidade e Teologia da libertação Lontra 2014 Aparecido donisete da silva trabalho de historia da Igreja Trabalho de conclusão de modulo de Historia da igreja Orientador: Prof. Ivan Andrade Lontra 2014 SUMÁRIO 41 identificação do projeto 41.1 titulo 41.2 autor 41.3 orientador 52 teologia da libertação 52.1 origem 52.2 historia no brasil 2.3 CARTAZES DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 53 teologia da prosperidade 53.1 origem 53.2 historia no brasil trabalho de historia da igreja 1.1 teologia da libertação e teologia da prosperidade 1.2 autor Nome do aluno: Aparecido Donisete da Silva Endereço completo: Rua São João 218, Lontra –MG - CEP 39437-000 Telefone: 38 99912778 – vivo E-mail: filhodaluzia@gmail.com.br 1.3 orientador Prof. Ivan Andrade 2 teologia da libertaçã 2.1 origem O inicio da Teologia da libertação teve como plano de fundo os anos de 1950 após o fim da ameaça fascista e a emergência de dois blocos distintos EUA e URSS entrando assim na era de ouro do capitalismo uma época em que toda historia da igreja está centralizada na Europa e em Roma  , uma época em que a critica da realidade social, fome, miséria, entra em conflito com o estado e com a igreja, durante a segunda metade do século XX, surge um movimento teológico que ficaria conhecido como Teologia da Libertação. Desejando uma renovação nos métodos pelos quais a igreja se fazia presente no mundo. A sociedade reunida ganha o mundo com seu desejo de levar a igreja mais próxima dos pobres, oprimidos Época do Ecumênico Vaticano II (1962-1965) quando os católicos tentaram restabelecer o diálogo com a cultura moderna. Havia vários bispos que eram participantes desta idéia a ponto de Criarem o termo “Igreja dos pobres”, pois sabiam que o maior problema da igreja não era a heresia e os desvios, mas sim de ordem econômica e, conseqüentemente, política. Perceberam que a pobreza era um afronta a Deus trazendo inúmeras transformações no modo de pensar e agir da igreja Católica apostólica romana. Foi assim que desafiado pela própria realidade e estimulado pelos bispos (primeiro na Conferência de Medelín - Colômbia, 1968 - e depois na Conferência de Puebla - México, 1979) surge a Teologia da Libertação com a idéia de que se converter aos pobres era se converter a Deus Tendo como marco o trabalho de teólogos com o peruano Gustavo Gutierrez autor do livro A força histórica dos pobres, ou dos brasileiros Hugo Assmman e Leonardo Boff que entre outras obras escreveram respectivamente Teologia desde la Práxis de la Liberación e Jesus Cristo Libertador.   O ponto central e original da Teologia da Libertação foi a opção preferencial pelos pobres. 2.2 historia no brasil No Brasil o movimento toma sua forma a partir da proclamação da republica em 1889 quando a religião católica deixou de ser oficial, junto com a falta de padres e o avanço do protestantismo no Brasil. Mas foi a partir de 1960 onde dois acontecimentos influenciaram para o crescimento do movimento no Brasil: o concilio vaticano ii e o golpe militar de 1964eapós os anos 1970 os teólogos da libertação tinham amplo apoio vindo da cúpula da Igreja Católica no Brasil. Bispos e cardeais como Dom Adriano Hipólito, Dom Cláudio Hummes, Dom Evaristo Arns, Dom Pedro Casaldáliga, Dom Cândido Padin, Dom Mauro Morelli e outros Os pilares principais da teologia da Libertação, entre os quais se destacam: a libertação humana como antecipação da salvação final em Cristo, uma nova leitura da Bíblia, uma forte crítica moral e social do capitalismo dependente, o desenvolvimento de comunidades de base cristãs entre os pobres como uma nova forma de Igreja e, especialmente, uma opção preferencial pelos pobres e a solidariedade com sua luta de autolibertação. É para entender como se deu essa aproximação desse segmento dentro do clero católico com a teoria marxista é que se faz necessário a leitura de dois clássicos da Sociologia − Max Weber e Karl Marx. O primeiro oferecendo o conceito de afinidade eletiva e o segundo com sua poderosa análise crítico da sociedade. No Brasil esse movimento encontrou como sua principal base de difundir o pensamento a conferencia nacional de bispos que após quase trezentos anos de colonização e a igreja atrela ao estado após a independência da igreja deixa de ser um poder estatal afinal A igreja estava distante de ser dogmática conforme determinada durante o concilio de Trento Mas essa maneira de conceber a realidade não foi inserida de maneira igual em toda a igreja devido as suas praticas diferentes e contraditórias no Brasil chegaram a apoiar o golpe e a instauração do regime militar de 1964. Época da instauração da conturbada “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”. A Igreja dos pobres no Brasil se confundia com a Igreja institucional e claramente precisava dialogar com a sociedade brasileira e participar das suas grandes transformações políticas. A Igreja Católica no país tende a enquadrar-se nessa nova cultura política. A revolução se torna uma sonho cantada em muitos cantos litúrgicos seguindo a mesma linha dos contra o regime militar. Em 1970, Dom Hélder Câmara denunciou em Paris a prática de tortura no Brasil, manchando a imagem do regime e do país no exterior. Dom Hélder foi censurado nos meios de comunicação social por anos seguidos. A partir de 1984 teve início a Reação Vaticana. Entre 1983 e 1987 o Vaticano definitivamente colocou-se contra as ações e, em parte, às proposições da Teologia da Libertação. Passou a uma série de iniciativas visando restabelecer na Igreja principalmente da América Latina sua própria visão sobre o homem e a sociedade. O século vinte foi época de grandes avanços científicos e industriais ma sofreu com grandes muitos males: as Grandes Guerras, racismos, perseguições político religiosas, intolerância, fragmentação ideológica etc. com tantas mudanças a religião e a religiosidade já não era mais determinada e engolida pelos cristãos que agora passa a ser critico tanto do que se prega bem como da forma como os que pregam vivem trazendo a perda do monopólio absoluto que a igreja tinha. 2.3 CARTAZES DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE248 CF-1973 Tema: Fraternidade e Libertação Lema: O egoísmo escraviza, o amor liberta CF-1978 Tema: Fraternidade no Mundo do Trabalho Lema: Trabalho e justiça para todos CF-1980 Tema: Fraternidade no mundo das Migrações Exigência da Eucaristia Lema: Para onde vais? CF-1985 Tema: Fraternidade e fome Lema: Pão para quem tem fome CF-1986 Tema: Fraternidade e terra Lema: Terra de Deus, terra de irmãos 248Fonte: CNBB, disponível em: http://www.cnbb.org.br/index.php?op=pagina&chaveid=247. Acesso em 06.04.06. 249 Fonte: BETTO, frei. Puebla para o povo. Petrópolis: vozes 1979. passim. 3 teologia da prosperidade 3.1 origem da teologia da prosperidade Na década de 40 nos Estados Unidos o movimento pioneiro chamado de “A teologia da prosperidade” teve seu inicio com os americanos E. W. Kenyon, Kenneth Hagin, e outros que o seguiram como Kenneth Copeland, Benny Hinn, David (Paul) Yonggi Cho, entre outros. Em Portugal se destacou Jorge Tadeu, fundador da Igreja Maná, e também o Brasil. No ano de 1937 Hagin associou aos pentecostais, recebeu o batismo com o Espírito Santo e falou em línguas e foi licenciado como pastor das Assembléias de Deus e pastoreou várias igrejas no Texas. Em 1949 começou a envolver-se com pregadores independentes de cura divina e em 1962 fundou seu próprio ministério. Finalmente, em 1966 fez da cidade de Tulsa, em Oklahoma, a sede de suas atividades. Ao longo dos anos, o Seminário Radiofônico da Fé, a Escola Bíblica por Correspondência Rhema, o Centro de Treinamento Bíblico Rhema e a revista “Word of Faith” (Palavra da Fé) alcançaram um imenso número de pessoas. Hagin dizia ter recebido a unção divina para ser mestre e profeta. Em seu fascínio pelo sobrenatural, alegou ter tido oito visões de Jesus Cristo nos anos 50, bem como diversas outras experiências fora do corpo. Segundo ele, seus ensinos lhe foram transmitidos diretamente pelo próprio Deus mediante revelações especiais. Todavia, ficou comprovado posteriormente que ele se inspirou grandemente em Kenyon, a ponto de copiar, quase palavra por palavra, livros inteiros desse antecessor É nesse período que a Teoria da Prosperidade é trazida ao país com a fundação das igrejas neopentecostais. Que possuíam um caráter inovador em relação ao pentecostalismo e ao protestantismo histórico. Entre esses elementos inovadores estão a ênfase no maniqueísmo e na guerra espiritual; a adoção da Teologia da Prosperidade; a flexibilidade quanto aos padrões de usos e costumes de santidade e a estrutura empresarial, fugindo ao discurso estritamente religioso e organizando-se e difundindo-se dentro dos princípios da economia de mercado. A teologia da prosperidade ensina que Deus quer riqueza para todos os seus filhos e de que, se algum filho de Deus não é rico, é porque ele está errando ou semeando errado devendo assim ofertar dinheiro para colher mais. E não se cansa de repetir que nem doenças nem problemas financeiros são da vontade de Deus para o cristão, nem é necessário que este se confronte com eles durante a vida. A teologia da prosperidade não aceita os pobres, e os trata como miseráveis. Sua idéia é que o cristão que tem uma vida simples tem um problema em seu relacionamento com Deus. Mas sabemos que os ensinos de Cristo e dos apóstolos em relação a não se acumular ou se desejar as riquezas deste mundo eram claras. Uma de suas características é romper com um modelo de Cristianismo voltado para a pobreza – rejeição do mundo em nome de algo superior, a vida eterna. John Piper denunciou que a teologia da prosperidade é o “outro evangelho Na teologia da prosperidade as pregações bíblicas, que levavam ao arrependimento, estão agora sendo substituídas por mensagens com títulos atraentes, tais como “Eu nasci pra ser feliz” ou “Uma vida de prosperidade” e isso têm enchido rapidamente as igrejas. Ao invés de ensinar a renúncia, a teologia da prosperidade ensina a ganância. As idéias básicas da confissão positiva não surgiram no pentecostalismo, e sim em algumas seitas sincréticas da Nova Inglaterra, no início do século 20. 3.2 historia no brasil O Brasil é um importador e consumidor de bens materiais e culturais norte-americanos. Isso ocorre também na área religiosa. Também é conhecida como “confissão positiva”, “palavra da fé”, “movimento da fé” e “evangelho da saúde e da prosperidade Essa doutrina encontrou apoio nas igrejas neo-pentecostais como a Igreja Universal do Reino de Deus, do Bispo Macedo, a Igreja Internacional da Graça de Deus, do Missionário R. R. Soares, a Igreja Mundial do Poder de Deus, fundada pelo Apóstolo Waldemiro Santiago, também dissidente da Igreja Universal, a Igreja Apostólica Renascer em Cristo, fundada pelo casal Estevam e Sônia Hernandes, a Igreja Vitória em Cristo, além da Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, de Valnice Milhomens. Com livros extremamente simples, Hagin conseguiu influenciar os rumos da igreja no Brasil mais do que qualquer outro líder religioso. As primeiras neopentecostais surgiram no contexto imediatamente posterior ao durante o governo Médici. A propaganda governamental enfatizava ostensivamente a emergência de um Brasil potência como forma de desviar a atenção da repressão, que recrudesceu durante seu governo, e também dos agravantes sociais. O período foi marcado por avanço das telecomunicações, facilidades de crédito, ampliação do consumo, sobretudo das classes média e alta. Isso representou maior diversificação econômica e conseqüentemente menor dependência de um produto de exportação. Foi numa sociedade em que o milagre econômico não representou inclusão social nem ampliou os ganhos reais da maioria dos trabalhadores, que o neopentecostalismo fincou raízes e se expandiu. Por outro lado, a recessão nos países desenvolvidos, o endividamento do regime militar e a dependência econômica do Brasil Nas primeiras décadas do pentecostalismo no Brasil (1910-1960) essa doutrina era praticamente desconhecida de seus pregadores. A doutrina e o modo de ser das primeiras igrejas mantinham uma tensão com o mundo secular e rejeitavam suas benesses materiais, valorizando a pobreza e o trabalho missionário. O perfil de seus fundadores também influiu sobre isso. Tanto os italianos que fundaram a Congregação Cristã do Brasil quanto os suecos que fundaram a Assembléia de Deus, por exemplo, eram pessoas de um meio social simples e que praticavam um protestantismo mais voltado para a expectativa da segunda vinda do messias. Posteriormente, mesmo as novas igrejas fundadas no país como a do Evangelho Quadrangular e a Pentecostal Deus é Amor desconheciam a TP. Portanto, o neopentecostalismo representa uma ruptura com esse paradigma religioso. Houve também uma maior aproximação dos grupos pentecostais e neopentecostais da política partidária. E ao fazer isso tentaram importar, para o Brasil, o que a Direita religiosa praticava nos Estados Unidos com sua forte Revista Brasileira de História das Religiões. Partem para a ntervenção em questões sociais e políticas. Isso incluiu a aquisição de emissoras de rádio e televisão, prática que se tornou desbragada após a redemocratização em meados da década de 1980. A proliferação de programas evangélicos copiava o modelo da Igreja Eletrônica‖ nos Estados Unidos. A eleição de deputados evangélicos a partir de1989. Ao romper com o modelo de rejeição do mundo do pentecostalismo clássico, o neopentecostalismo se caracteriza por sua positivação e, se inicialmente atendia aos interesses de protestantes das classes média e alta, posteriormente foi assimilado também pelos pobres por sua aspiração à ascensão social e por garantir um meio mágico e fácil de enriquecimento: pronunciar as palavras corretas e contribuir para a igreja dá ao fiel a legitimidade para pressionar Deus a lhe abençoar. Fundador da Igreja Internacional da Graça e um dos principais televangelistas
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Modelo - Projeto de Monografia Seminario teologico batista projeto 70 aparecido donisete da silva título do trabalho: Teologia da prosperidade e Teologia da libertação Lontra 2014 Aparecido donisete da silva trabalho de historia da Igreja Trabalho de conclusão de modulo de Historia da igreja Orientador: Prof. Ivan Andrade Lontra 2014 SUMÁRIO 41 identificação do projeto 41.1 titulo 41.2 autor 41.3 orientador 52 teologia da libertação 52.1 origem 52.2 historia no brasil 2.3 CARTAZES DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 53 teologia da prosperidade 53.1 origem 53.2 historia no brasil trabalho de historia da igreja 1.1 teologia da libertação e teologia da prosperidade 1.2 autor Nome do aluno: Aparecido Donisete da Silva Endereço completo: Rua São João 218, Lontra –MG - CEP 39437-000 Telefone: 38 99912778 – vivo E-mail: filhodaluzia@gmail.com.br 1.3 orientador Prof. Ivan Andrade 2 teologia da libertaçã 2.1 origem O inicio da Teologia da libertação teve como plano de fundo os anos de 1950 após o fim da ameaça fascista e a emergência de dois blocos distintos EUA e URSS entrando assim na era de ouro do capitalismo uma época em que toda historia da igreja está centralizada na Europa e em Roma  , uma época em que a critica da realidade social, fome, miséria, entra em conflito com o estado e com a igreja, durante a segunda metade do século XX, surge um movimento teológico que ficaria conhecido como Teologia da Libertação. Desejando uma renovação nos métodos pelos quais a igreja se fazia presente no mundo. A sociedade reunida ganha o mundo com seu desejo de levar a igreja mais próxima dos pobres, oprimidos Época do Ecumênico Vaticano II (1962-1965) quando os católicos tentaram restabelecer o diálogo com a cultura moderna. Havia vários bispos que eram participantes desta idéia a ponto de Criarem o termo “Igreja dos pobres”, pois sabiam que o maior problema da igreja não era a heresia e os desvios, mas sim de ordem econômica e, conseqüentemente, política. Perceberam que a pobreza era um afronta a Deus trazendo inúmeras transformações no modo de pensar e agir da igreja Católica apostólica romana. Foi assim que desafiado pela própria realidade e estimulado pelos bispos (primeiro na Conferência de Medelín - Colômbia, 1968 - e depois na Conferência de Puebla - México, 1979) surge a Teologia da Libertação com a idéia de que se converter aos pobres era se converter a Deus Tendo como marco o trabalho de teólogos com o peruano Gustavo Gutierrez autor do livro A força histórica dos pobres, ou dos brasileiros Hugo Assmman e Leonardo Boff que entre outras obras escreveram respectivamente Teologia desde la Práxis de la Liberación e Jesus Cristo Libertador.   O ponto central e original da Teologia da Libertação foi a opção preferencial pelos pobres. 2.2 historia no brasil No Brasil o movimento toma sua forma a partir da proclamação da republica em 1889 quando a religião católica deixou de ser oficial, junto com a falta de padres e o avanço do protestantismo no Brasil. Mas foi a partir de 1960 onde dois acontecimentos influenciaram para o crescimento do movimento no Brasil: o concilio vaticano ii e o golpe militar de 1964eapós os anos 1970 os teólogos da libertação tinham amplo apoio vindo da cúpula da Igreja Católica no Brasil. Bispos e cardeais como Dom Adriano Hipólito, Dom Cláudio Hummes, Dom Evaristo Arns, Dom Pedro Casaldáliga, Dom Cândido Padin, Dom Mauro Morelli e outros Os pilares principais da teologia da Libertação, entre os quais se destacam: a libertação humana como antecipação da salvação final em Cristo, uma nova leitura da Bíblia, uma forte crítica moral e social do capitalismo dependente, o desenvolvimento de comunidades de base cristãs entre os pobres como uma nova forma de Igreja e, especialmente, uma opção preferencial pelos pobres e a solidariedade com sua luta de autolibertação. É para entender como se deu essa aproximação desse segmento dentro do clero católico com a teoria marxista é que se faz necessário a leitura de dois clássicos da Sociologia − Max Weber e Karl Marx. O primeiro oferecendo o conceito de afinidade eletiva e o segundo com sua poderosa análise crítico da sociedade. No Brasil esse movimento encontrou como sua principal base de difundir o pensamento a conferencia nacional de bispos que após quase trezentos anos de colonização e a igreja atrela ao estado após a independência da igreja deixa de ser um poder estatal afinal A igreja estava distante de ser dogmática conforme determinada durante o concilio de Trento Mas essa maneira de conceber a realidade não foi inserida de maneira igual em toda a igreja devido as suas praticas diferentes e contraditórias no Brasil chegaram a apoiar o golpe e a instauração do regime militar de 1964. Época da instauração da conturbada “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”. A Igreja dos pobres no Brasil se confundia com a Igreja institucional e claramente precisava dialogar com a sociedade brasileira e participar das suas grandes transformações políticas. A Igreja Católica no país tende a enquadrar-se nessa nova cultura política. A revolução se torna uma sonho cantada em muitos cantos litúrgicos seguindo a mesma linha dos contra o regime militar. Em 1970, Dom Hélder Câmara denunciou em Paris a prática de tortura no Brasil, manchando a imagem do regime e do país no exterior. Dom Hélder foi censurado nos meios de comunicação social por anos seguidos. A partir de 1984 teve início a Reação Vaticana. Entre 1983 e 1987 o Vaticano definitivamente colocou-se contra as ações e, em parte, às proposições da Teologia da Libertação. Passou a uma série de iniciativas visando restabelecer na Igreja principalmente da América Latina sua própria visão sobre o homem e a sociedade. O século vinte foi época de grandes avanços científicos e industriais ma sofreu com grandes muitos males: as Grandes Guerras, racismos, perseguições político religiosas, intolerância, fragmentação ideológica etc. com tantas mudanças a religião e a religiosidade já não era mais determinada e engolida pelos cristãos que agora passa a ser critico tanto do que se prega bem como da forma como os que pregam vivem trazendo a perda do monopólio absoluto que a igreja tinha. 2.3 CARTAZES DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE248 CF-1973 Tema: Fraternidade e Libertação Lema: O egoísmo escraviza, o amor liberta CF-1978 Tema: Fraternidade no Mundo do Trabalho Lema: Trabalho e justiça para todos CF-1980 Tema: Fraternidade no mundo das Migrações Exigência da Eucaristia Lema: Para onde vais? CF-1985 Tema: Fraternidade e fome Lema: Pão para quem tem fome CF-1986 Tema: Fraternidade e terra Lema: Terra de Deus, terra de irmãos 248Fonte: CNBB, disponível em: http://www.cnbb.org.br/index.php?op=pagina&chaveid=247. Acesso em 06.04.06. 249 Fonte: BETTO, frei. Puebla para o povo. Petrópolis: vozes 1979. passim. 3 teologia da prosperidade 3.1 origem da teologia da prosperidade Na década de 40 nos Estados Unidos o movimento pioneiro chamado de “A teologia da prosperidade” teve seu inicio com os americanos E. W. Kenyon, Kenneth Hagin, e outros que o seguiram como Kenneth Copeland, Benny Hinn, David (Paul) Yonggi Cho, entre outros. Em Portugal se destacou Jorge Tadeu, fundador da Igreja Maná, e também o Brasil. No ano de 1937 Hagin associou aos pentecostais, recebeu o batismo com o Espírito Santo e falou em línguas e foi licenciado como pastor das Assembléias de Deus e pastoreou várias igrejas no Texas. Em 1949 começou a envolver-se com pregadores independentes de cura divina e em 1962 fundou seu próprio ministério. Finalmente, em 1966 fez da cidade de Tulsa, em Oklahoma, a sede de suas atividades. Ao longo dos anos, o Seminário Radiofônico da Fé, a Escola Bíblica por Correspondência Rhema, o Centro de Treinamento Bíblico Rhema e a revista “Word of Faith” (Palavra da Fé) alcançaram um imenso número de pessoas. Hagin dizia ter recebido a unção divina para ser mestre e profeta. Em seu fascínio pelo sobrenatural, alegou ter tido oito visões de Jesus Cristo nos anos 50, bem como diversas outras experiências fora do corpo. Segundo ele, seus ensinos lhe foram transmitidos diretamente pelo próprio Deus mediante revelações especiais. Todavia, ficou comprovado posteriormente que ele se inspirou grandemente em Kenyon, a ponto de copiar, quase palavra por palavra, livros inteiros desse antecessor É nesse período que a Teoria da Prosperidade é trazida ao país com a fundação das igrejas neopentecostais. Que possuíam um caráter inovador em relação ao pentecostalismo e ao protestantismo histórico. Entre esses elementos inovadores estão a ênfase no maniqueísmo e na guerra espiritual; a adoção da Teologia da Prosperidade; a flexibilidade quanto aos padrões de usos e costumes de santidade e a estrutura empresarial, fugindo ao discurso estritamente religioso e organizando-se e difundindo-se dentro dos princípios da economia de mercado. A teologia da prosperidade ensina que Deus quer riqueza para todos os seus filhos e de que, se algum filho de Deus não é rico, é porque ele está errando ou semeando errado devendo assim ofertar dinheiro para colher mais. E não se cansa de repetir que nem doenças nem problemas financeiros são da vontade de Deus para o cristão, nem é necessário que este se confronte com eles durante a vida. A teologia da prosperidade não aceita os pobres, e os trata como miseráveis. Sua idéia é que o cristão que tem uma vida simples tem um problema em seu relacionamento com Deus. Mas sabemos que os ensinos de Cristo e dos apóstolos em relação a não se acumular ou se desejar as riquezas deste mundo eram claras. Uma de suas características é romper com um modelo de Cristianismo voltado para a pobreza – rejeição do mundo em nome de algo superior, a vida eterna. John Piper denunciou que a teologia da prosperidade é o “outro evangelho Na teologia da prosperidade as pregações bíblicas, que levavam ao arrependimento, estão agora sendo substituídas por mensagens com títulos atraentes, tais como “Eu nasci pra ser feliz” ou “Uma vida de prosperidade” e isso têm enchido rapidamente as igrejas. Ao invés de ensinar a renúncia, a teologia da prosperidade ensina a ganância. As idéias básicas da confissão positiva não surgiram no pentecostalismo, e sim em algumas seitas sincréticas da Nova Inglaterra, no início do século 20. 3.2 historia no brasil O Brasil é um importador e consumidor de bens materiais e culturais norte-americanos. Isso ocorre também na área religiosa. Também é conhecida como “confissão positiva”, “palavra da fé”, “movimento da fé” e “evangelho da saúde e da prosperidade Essa doutrina encontrou apoio nas igrejas neo-pentecostais como a Igreja Universal do Reino de Deus, do Bispo Macedo, a Igreja Internacional da Graça de Deus, do Missionário R. R. Soares, a Igreja Mundial do Poder de Deus, fundada pelo Apóstolo Waldemiro Santiago, também dissidente da Igreja Universal, a Igreja Apostólica Renascer em Cristo, fundada pelo casal Estevam e Sônia Hernandes, a Igreja Vitória em Cristo, além da Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, de Valnice Milhomens. Com livros extremamente simples, Hagin conseguiu influenciar os rumos da igreja no Brasil mais do que qualquer outro líder religioso. As primeiras neopentecostais surgiram no contexto imediatamente posterior ao durante o governo Médici. A propaganda governamental enfatizava ostensivamente a emergência de um Brasil potência como forma de desviar a atenção da repressão, que recrudesceu durante seu governo, e também dos agravantes sociais. O período foi marcado por avanço das telecomunicações, facilidades de crédito, ampliação do consumo, sobretudo das classes média e alta. Isso representou maior diversificação econômica e conseqüentemente menor dependência de um produto de exportação. Foi numa sociedade em que o milagre econômico não representou inclusão social nem ampliou os ganhos reais da maioria dos trabalhadores, que o neopentecostalismo fincou raízes e se expandiu. Por outro lado, a recessão nos países desenvolvidos, o endividamento do regime militar e a dependência econômica do Brasil Nas primeiras décadas do pentecostalismo no Brasil (1910-1960) essa doutrina era praticamente desconhecida de seus pregadores. A doutrina e o modo de ser das primeiras igrejas mantinham uma tensão com o mundo secular e rejeitavam suas benesses materiais, valorizando a pobreza e o trabalho missionário. O perfil de seus fundadores também influiu sobre isso. Tanto os italianos que fundaram a Congregação Cristã do Brasil quanto os suecos que fundaram a Assembléia de Deus, por exemplo, eram pessoas de um meio social simples e que praticavam um protestantismo mais voltado para a expectativa da segunda vinda do messias. Posteriormente, mesmo as novas igrejas fundadas no país como a do Evangelho Quadrangular e a Pentecostal Deus é Amor desconheciam a TP. Portanto, o neopentecostalismo representa uma ruptura com esse paradigma religioso. Houve também uma maior aproximação dos grupos pentecostais e neopentecostais da política partidária. E ao fazer isso tentaram importar, para o Brasil, o que a Direita religiosa praticava nos Estados Unidos com sua forte Revista Brasileira de História das Religiões. Partem para a ntervenção em questões sociais e políticas. Isso incluiu a aquisição de emissoras de rádio e televisão, prática que se tornou desbragada após a redemocratização em meados da década de 1980. A proliferação de programas evangélicos copiava o modelo da Igreja Eletrônica‖ nos Estados Unidos. A eleição de deputados evangélicos a partir de1989. Ao romper com o modelo de rejeição do mundo do pentecostalismo clássico, o neopentecostalismo se caracteriza por sua positivação e, se inicialmente atendia aos interesses de protestantes das classes média e alta, posteriormente foi assimilado também pelos pobres por sua aspiração à ascensão social e por garantir um meio mágico e fácil de enriquecimento: pronunciar as palavras corretas e contribuir para a igreja dá ao fiel a legitimidade para pressionar Deus a lhe abençoar. Fundador da Igreja Internacional da Graça e um dos principais televangelistas
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