PONTUAÇÃO PONTUAÇÃO 1 - Ponto (.) a) Indica o fim de um período simples, de uma frase com sentido completo. Nada mais tenho a dizer. b) Usado em abreviações: Sr. (Senhor) a.C. (antes de Cristo) num. (numeral) adj. (adjetivo) etc. (et cetera) Observações: “etc. (et cetera)” significa "e outras coisas". Observe que como já possui o conectivo "e", não é necessário escrever "e etc.", nem precisa ser precedido por vírgula, embora seja aceito por alguns gramáticos que argumentam que o termo se tornou um item enumerativo. Não gostamos de tablets, smartphones, notebooks etc. (Certo) Não gostamos de tablets, smartphones, notebooks, etc. (Aceito) Também não se usa reticências com etc. (etc...) Não gostamos de tablets, smartphones, notebooks etc. (Certo) Não gostamos de tablets, smartphones, notebooks... (Certo) “Etc." se refere só a coisas. Para pessoas, utiliza-se "et al." (abreviatura de et alii, que significa "e outros"). 2 – Ponto de Interrogação (?) a) Indica perguntas. Você quer perguntar alguma coisa? b) Indica diversos sentimentos. Você está me pedindo em casamento? (surpresa) Lula não sabia do mensalão? (indignação) Ganhamos na loto? (expectativa) Seu filho finalmente passou? (ironia) 3 – Ponto de Exclamação (!) a) Expressa sentimentos. Vamos sair do Brasil! (empolgação) Por favor, votem direito! (súplica) Mais devagar, motorista! (reclamação) Que presente maravilhoso! (surpresa) Quanta miséria nesse bairro! (horror) b) Usado em interjeições e locuções interjetivas: Oh! Meu Deus! Eu te amo, poxa! c) Depois de vocativos: Você consegue, garoto! Fique ligada, menina! Observações: para expressar, ao mesmo tempo, questionamento e admiração, pode-se usar interrogação e exclamação juntos. Que coisa, não?! Para intensificar ainda mais a situação ou os sentimentos expressos, pode-se repetir várias vezes estes sinais de pontuação. -Você topa, mesmo??? -Topo sim!!! 4 - Reticências (…) a) Suprime trechos: Era uma vez (...) e viveram felizes para sempre. b) Para indicar continuidade de pensamento ou de enumerações: Eu gostei do novo professor, mas dos novos alunos... E veio uma sensação de alegria, euforia, felicidade... 5 - Parênteses ( ) a) Indicar uma explicação. A marinha é assim: você nada, nada e morre na praia (você fica sem nada e paga por isso com a vida). b) Na indicação de fontes bibliográficas. Existe esperança, esperança infinita – mas não para nós. (Franz Kafka,1883-1924) c) Para isolar um comentário ou pensamento. Votarei nulo (político nenhum me representa). 6 - Aspas (“ ”) a) Destacam transcrições: Desta música todos lembram: “Somos os filhos da revolução...” b) Destacam uma frase escrita ou dita por alguém. É como ele sempre diz: “Só querem saber do venha a nós e nada do ao vosso reino”. c) Indica diversas expressões ou dá ênfase. Dei um "joinha" e "printei". (arcaísmo e neologismo) Também foi preso Luiz Romão, o “Macarrão”. (apelido) A plateia respondeu com um sonoro "não". (destaca expressão) Já treinamos bastante, agora "let's rock". (expressão estrangeira) d) Indicar ironia. Apertando várias vezes o botão, o elevador entra em “modo de urgência”. (Esse modo não existe realmente. Alguém pode dizer isso para criticar os impacientes que apertam o botão várias vezes na esperança de que seja mais rápido. Explicação necessária para pessoas com SIEI - "Síndrome da Incapacidade de Entender Ironia".) e) Para relativizar o sentido de uma expressão. A raça humana, que é mais "inteligente", destrói seu próprio meio. 7 - Travessão (–) a) Indica a mudança de interlocutor em um diálogo. – O que é a Matrix? Controle. A Matrix é um mundo de sonhos gerado por computador, construído para nos manter sob controle para transformar um ser humano nisto. (Segura uma pilha.) – Não, não acredito nisso. Não é possível. – Eu não disse que seria fácil, Neo. Só disse que seria a verdade. b) Separa orações intercaladas, como se fossem vírgulas. Quanto à água no copo – disse o oportunista – enquanto vocês discutiam, eu a bebi. c) Coloca em evidência uma frase, expressão ou palavra. Gostaria de agradecer à pessoa mais importante para mim – eu. d) Expressa comentário ou opinião do autor do texto. Quem já teve chance – e o privilégio – de presenciar filhotes de animais brincando, sabe como são divertidos. 8 – Dois pontos (:) a) Introduzem uma citação ou fala. Dilma foi vaiada porque declarou: “Me impressionou como a tecnologia pode ajudar os portadores de deficiência”. O policial disse: - Mãos para cima! b) Esclarecem o que foi dito. É o país do carnaval, novela e futebol: é o Brasil. (resumo) Lá estava a feliz família: alegres, risonhos, vivendo sua rotina. (explicação) c) Usados antes de orações apositivas. Você pode viver aqui com uma condição: que morra para o mundo exterior. d) Indicam uma enumeração. O Brasil não progride porque só lhe interessa: carnaval, novela e futebol. e) Introduzem exemplos, notas e observações. Obs.: Não use linguagem coloquial em correspondências oficiais. f) Usados em invocações de correspondências. Prezados Senhores: Convido-lhes para o meu aniversário dia 30 de Fevereiro. g) Usados em citações e referências. Parafraseando Jesus: nem sempre sua sede será de água, sua fome será de pão, sua nudez será de roupas e sua prisão será de algemas. 9 – Ponto e Vírgula (;) a) Separa itens. Os sinais de pontuação que estudaremos hoje são os que vêm no final da frase: I – Ponto; II – Ponto de interrogação; III – Ponto de exclamação; IV – Reticências. b) Evita o excesso de vírgulas ao separar orações coordenadas que já possuem vírgulas. Ela não comentou nada, apenas olhou nos meus olhos, sentou-se ao meu lado; queria ficar comigo. Quando criança, roubava queimado; moço, roubava armado; agora, adulto, político formado. Vote em qualquer um; fique, depois, arrependido. c) Separa antítese. Muitos querem; poucos podem. Uns mandam; outros trabalham. d) Dá maior pausa a conjunções adversativas (mas, porém, contudo, todavia, entretanto etc.) O time estava completo; porém, perdeu o jogo. 10 - Vírgula (,) a) Separa os nomes dos locais de datas: Salvador, 11 de julho de 2009. b) Em correspondências, usada após a saudação. Atenciosamente, Com amor, c) Separa termos com mesma função sintática: Ele é ladrão, traidor e enganador. (vírgula separando predicativos) A criança brincou, correu, pulou e dormiu. (vírgula separando verbos) b) Separa o vocativo: Brasileiro, deixe de se orgulhar dessa sua "experteza". c) Separa o aposto: João, brasileiro típico, jogou seu lixo pela janela do carro. d) Vem após termos deslocados: Ela viu uma forte paixão naqueles olhos. (objeto direto) Uma forte paixão, ela viu naqueles olhos. (objeto direto deslocado) e) Antecipa o adjunto adverbial. Ela viu uma forte paixão naqueles olhos. (adjunto adverbial) Naqueles olhos, ela viu uma forte paixão. (adjunto adverbial deslocado) Observações: é facultativo o uso de vírgulas em adjuntos pequenos (no máximo três palavras curtas), pois podem prejudicar a linearidade do texto. Entretanto, quando presente, fornece ênfase. Infelizmente a água estava poluída. (facultativa, adjunto curto) Infelizmente, a água estava poluída. (com ênfase) Lá de cima vimos a água poluída. (facultativa, adjunto curto) De dentro do helicóptero, vimos a água poluída. (obrigatória, adjunto longo) Na ordem direta, em geral, não se usa vírgula para separar o adjunto adverbial. Mas esta pode ser usada para fornecer ênfase, como em: Limpamos e cozinhamos todo santo dia. Limpamos e cozinhamos, todo santo dia. (com ênfase) f) Separar conectivos. (mas, contudo, logo, por exemplo, ou seja, aliás etc.) Nós viajaremos para Madrid, aliás, para Barcelona. g) Indica um elemento elíptico no período Uma disse que era um urso, a outra, que era um lobo. (Uma disse que era um urso, a outra disse que era um lobo.) h) Antecipa um complemento pleonástico. O presente, eviei-o por correio. (Objeto Direto Pleonástico) i) Separa oração intercalada. Nenhuma pesquisa, que saibamos, explorou tal assunto. Então publique um artigo, respondi prontamente. Observação: pode-se usar o travessão para realizar esse isolamento. j) Separa o paralelismo de provérbios. Ladrão de tostão, ladrão de milhão. k) Isola elementos repetidos. Estou morto, morto de cansado. Eu vou ficar, ficar com certeza maluco beleza. A massa, a massa foi amassada. l) Usada em oração subordinada adjetiva explicativa. A cena do hospital, que aparece no final do filme, é comovente. m) Separa orações subordinadas substantivas deslocadas. Que pensem rápido, é necessário. (É necessário que pensem rápido.) n) Também separa oração subordinada substantiva apositiva. Há uma lei principal na vida, que devemos ser felizes. o) Separa orações subordinadas adverbiais deslocadas. Tomará uma atitude quando mudar. (ordem normal) Tomará uma atitude, quando mudar. (vírgula facultativa para dar ênfase) Quando mudar, tomará uma atitude. (vírgula obrigatória por causa do deslocamento) Tomará, quando mudar, uma atitude. (vírgula obrigatória por causa do deslocamento) p) Separa orações coordenadas assindéticas. Todos comeram, beberam, dividiram a conta, deu tudo certo. q) Separa orações coordenadas sindéticas (exceto com a conjunção “e”). Penso, logo desisto. Entendi a oração, pois classifiquei-a. Ora trabalhava, ora estudava. Observações: no início de período, é facultativo usar vírgula após conjunção, exceto no caso do “mas”. Jamais vi um óvni. Portanto não acredito. Jamais vi um óvni. Portanto, não acredito. Jamais vi um óvni. Mas conheço quem viu. A conjunção “e” pode vir após vírgula nos seguintes casos: I. Quando as orações possuem sujeitos diferentes. O silêncio engoliu o ego, e a escuridão engoliu o silêncio. Conheça a ti e ao inimigo, e ninguém vencerá a ti. II. Quando houver repetição da conjunção (polissíndeto). E canta, e dança, e imita, e tudo faz. III. Quando possuir valor não aditivo: Treinou tanto, e foi reprovado. IV. Quando houver aposto, termo ou expressão deslocados ou intercalados. Dilma, a presidenta, e seus 40 ladrões afundaram o país. (aposto) O amigo defendeu o outro e, competentíssimo, conseguiu sua absolvição. (adjunto deslocado) Tendo decidido, e nada mudaria tal decisão, desistiu. (oração intercalada) V. Quando necessária pausa respiratória. Nesse caso, tem valor entoativo, não sintático. A cidade de Salvador é uma das capitais que está localizada na região Nordeste do Brasil, e é também a capital cultural do país. r) Usada em orações reduzidas. Liguei para sua casa, tentando contactar seu pai. (oração reduzida de gerúndio com valor aditivo) Jogando pedras, você matará aquelas formigas... (oração reduzida de gerúndio deslocada) O monstro, guardando a entrada, foi capturado. (oração subordinada adjetiva explicativa reduzida de gerúndio) Terminadas as provas, todos passaram. (oração subordinada adverbial temporal reduzida de particípio deslocada) A vender tudo, ele está disposto. (oração subordinada substantiva reduzida de infinitivo deslocada) USO DO PORQUÊ Porquê Porque Por que Por quê É um substantivo, por isso somente poderá ser utilizado quando for precedido de artigo (o, os), pronome adjetivo (meu[s], este[s], esse[s], aquele[s], quantos[s]...) ou numeral (um, dois, três, quatro...). Como é substantivo, pode ser pluralizável: os porquês. É uma conjunção subordinativa causal, subordinativa final ou coordenativa explicativa, portanto ligará duas orações, indicando causa, finalidade ou explicação. Para facilitar, pode-se substituí-lo por “já que” (causal), “pois” (explicativa) ou “a fim de que” (final). É a junção da preposição “por” com o pronome interrogativo “que” ou com o pronome relativo “que”. Pode ser substituído por “por qual razão”, “pelo qual”, “pela qual”, “pelos quais”, “pelas quais” e “por qual”. É a junção da preposição “por” com o pronome interrogativo “que”. Pode ser substituído por “por qual razão”. Como só aparece em final de frase, recebe acento obrigatório. Ninguém entende o porquê de tanta confusão. Este porquê é um substantivo. Quantos porquês existem na Língua Portuguesa? Existem quatro porquês. Não saí de casa, porque estava doente. (já que) Não corra, porque o piso está escorregadio. (pois) Estudem, porque aprendam. (a fim de que) Por que não me disse a verdade? (por qual razão) Gostaria de saber por que não me disse a verdade. (por qual razão) As causas por que discuti com ele são particulares. (pelas quais) Ester é a mulher por que vivo. (pela qual) Não me disse a verdade por quê? (por qual razão) Não me disse a verdade; gostaria de saber por quê. (por qual razão)
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Pontuação e Uso Do Porque

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Resumo com exemplos de pontuação e uso do porque na Língua Portuguesa.
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PONTUAÇÃO PONTUAÇÃO 1 - Ponto (.) a) Indica o fim de um período simples, de uma frase com sentido completo. Nada mais tenho a dizer. b) Usado em abreviações: Sr. (Senhor) a.C. (antes de Cristo) num. (numeral) adj. (adjetivo) etc. (et cetera) Observações: “etc. (et cetera)” significa "e outras coisas". Observe que como já possui o conectivo "e", não é necessário escrever "e etc.", nem precisa ser precedido por vírgula, embora seja aceito por alguns gramáticos que argumentam que o termo se tornou um item enumerativo. Não gostamos de tablets, smartphones, notebooks etc. (Certo) Não gostamos de tablets, smartphones, notebooks, etc. (Aceito) Também não se usa reticências com etc. (etc...) Não gostamos de tablets, smartphones, notebooks etc. (Certo) Não gostamos de tablets, smartphones, notebooks... (Certo) “Etc." se refere só a coisas. Para pessoas, utiliza-se "et al." (abreviatura de et alii, que significa "e outros"). 2 – Ponto de Interrogação (?) a) Indica perguntas. Você quer perguntar alguma coisa? b) Indica diversos sentimentos. Você está me pedindo em casamento? (surpresa) Lula não sabia do mensalão? (indignação) Ganhamos na loto? (expectativa) Seu filho finalmente passou? (ironia) 3 – Ponto de Exclamação (!) a) Expressa sentimentos. Vamos sair do Brasil! (empolgação) Por favor, votem direito! (súplica) Mais devagar, motorista! (reclamação) Que presente maravilhoso! (surpresa) Quanta miséria nesse bairro! (horror) b) Usado em interjeições e locuções interjetivas: Oh! Meu Deus! Eu te amo, poxa! c) Depois de vocativos: Você consegue, garoto! Fique ligada, menina! Observações: para expressar, ao mesmo tempo, questionamento e admiração, pode-se usar interrogação e exclamação juntos. Que coisa, não?! Para intensificar ainda mais a situação ou os sentimentos expressos, pode-se repetir várias vezes estes sinais de pontuação. -Você topa, mesmo??? -Topo sim!!! 4 - Reticências (…) a) Suprime trechos: Era uma vez (...) e viveram felizes para sempre. b) Para indicar continuidade de pensamento ou de enumerações: Eu gostei do novo professor, mas dos novos alunos... E veio uma sensação de alegria, euforia, felicidade... 5 - Parênteses ( ) a) Indicar uma explicação. A marinha é assim: você nada, nada e morre na praia (você fica sem nada e paga por isso com a vida). b) Na indicação de fontes bibliográficas. Existe esperança, esperança infinita – mas não para nós. (Franz Kafka,1883-1924) c) Para isolar um comentário ou pensamento. Votarei nulo (político nenhum me representa). 6 - Aspas (“ ”) a) Destacam transcrições: Desta música todos lembram: “Somos os filhos da revolução...” b) Destacam uma frase escrita ou dita por alguém. É como ele sempre diz: “Só querem saber do venha a nós e nada do ao vosso reino”. c) Indica diversas expressões ou dá ênfase. Dei um "joinha" e "printei". (arcaísmo e neologismo) Também foi preso Luiz Romão, o “Macarrão”. (apelido) A plateia respondeu com um sonoro "não". (destaca expressão) Já treinamos bastante, agora "let's rock". (expressão estrangeira) d) Indicar ironia. Apertando várias vezes o botão, o elevador entra em “modo de urgência”. (Esse modo não existe realmente. Alguém pode dizer isso para criticar os impacientes que apertam o botão várias vezes na esperança de que seja mais rápido. Explicação necessária para pessoas com SIEI - "Síndrome da Incapacidade de Entender Ironia".) e) Para relativizar o sentido de uma expressão. A raça humana, que é mais "inteligente", destrói seu próprio meio. 7 - Travessão (–) a) Indica a mudança de interlocutor em um diálogo. – O que é a Matrix? Controle. A Matrix é um mundo de sonhos gerado por computador, construído para nos manter sob controle para transformar um ser humano nisto. (Segura uma pilha.) – Não, não acredito nisso. Não é possível. – Eu não disse que seria fácil, Neo. Só disse que seria a verdade. b) Separa orações intercaladas, como se fossem vírgulas. Quanto à água no copo – disse o oportunista – enquanto vocês discutiam, eu a bebi. c) Coloca em evidência uma frase, expressão ou palavra. Gostaria de agradecer à pessoa mais importante para mim – eu. d) Expressa comentário ou opinião do autor do texto. Quem já teve chance – e o privilégio – de presenciar filhotes de animais brincando, sabe como são divertidos. 8 – Dois pontos (:) a) Introduzem uma citação ou fala. Dilma foi vaiada porque declarou: “Me impressionou como a tecnologia pode ajudar os portadores de deficiência”. O policial disse: - Mãos para cima! b) Esclarecem o que foi dito. É o país do carnaval, novela e futebol: é o Brasil. (resumo) Lá estava a feliz família: alegres, risonhos, vivendo sua rotina. (explicação) c) Usados antes de orações apositivas. Você pode viver aqui com uma condição: que morra para o mundo exterior. d) Indicam uma enumeração. O Brasil não progride porque só lhe interessa: carnaval, novela e futebol. e) Introduzem exemplos, notas e observações. Obs.: Não use linguagem coloquial em correspondências oficiais. f) Usados em invocações de correspondências. Prezados Senhores: Convido-lhes para o meu aniversário dia 30 de Fevereiro. g) Usados em citações e referências. Parafraseando Jesus: nem sempre sua sede será de água, sua fome será de pão, sua nudez será de roupas e sua prisão será de algemas. 9 – Ponto e Vírgula (;) a) Separa itens. Os sinais de pontuação que estudaremos hoje são os que vêm no final da frase: I – Ponto; II – Ponto de interrogação; III – Ponto de exclamação; IV – Reticências. b) Evita o excesso de vírgulas ao separar orações coordenadas que já possuem vírgulas. Ela não comentou nada, apenas olhou nos meus olhos, sentou-se ao meu lado; queria ficar comigo. Quando criança, roubava queimado; moço, roubava armado; agora, adulto, político formado. Vote em qualquer um; fique, depois, arrependido. c) Separa antítese. Muitos querem; poucos podem. Uns mandam; outros trabalham. d) Dá maior pausa a conjunções adversativas (mas, porém, contudo, todavia, entretanto etc.) O time estava completo; porém, perdeu o jogo. 10 - Vírgula (,) a) Separa os nomes dos locais de datas: Salvador, 11 de julho de 2009. b) Em correspondências, usada após a saudação. Atenciosamente, Com amor, c) Separa termos com mesma função sintática: Ele é ladrão, traidor e enganador. (vírgula separando predicativos) A criança brincou, correu, pulou e dormiu. (vírgula separando verbos) b) Separa o vocativo: Brasileiro, deixe de se orgulhar dessa sua "experteza". c) Separa o aposto: João, brasileiro típico, jogou seu lixo pela janela do carro. d) Vem após termos deslocados: Ela viu uma forte paixão naqueles olhos. (objeto direto) Uma forte paixão, ela viu naqueles olhos. (objeto direto deslocado) e) Antecipa o adjunto adverbial. Ela viu uma forte paixão naqueles olhos. (adjunto adverbial) Naqueles olhos, ela viu uma forte paixão. (adjunto adverbial deslocado) Observações: é facultativo o uso de vírgulas em adjuntos pequenos (no máximo três palavras curtas), pois podem prejudicar a linearidade do texto. Entretanto, quando presente, fornece ênfase. Infelizmente a água estava poluída. (facultativa, adjunto curto) Infelizmente, a água estava poluída. (com ênfase) Lá de cima vimos a água poluída. (facultativa, adjunto curto) De dentro do helicóptero, vimos a água poluída. (obrigatória, adjunto longo) Na ordem direta, em geral, não se usa vírgula para separar o adjunto adverbial. Mas esta pode ser usada para fornecer ênfase, como em: Limpamos e cozinhamos todo santo dia. Limpamos e cozinhamos, todo santo dia. (com ênfase) f) Separar conectivos. (mas, contudo, logo, por exemplo, ou seja, aliás etc.) Nós viajaremos para Madrid, aliás, para Barcelona. g) Indica um elemento elíptico no período Uma disse que era um urso, a outra, que era um lobo. (Uma disse que era um urso, a outra disse que era um lobo.) h) Antecipa um complemento pleonástico. O presente, eviei-o por correio. (Objeto Direto Pleonástico) i) Separa oração intercalada. Nenhuma pesquisa, que saibamos, explorou tal assunto. Então publique um artigo, respondi prontamente. Observação: pode-se usar o travessão para realizar esse isolamento. j) Separa o paralelismo de provérbios. Ladrão de tostão, ladrão de milhão. k) Isola elementos repetidos. Estou morto, morto de cansado. Eu vou ficar, ficar com certeza maluco beleza. A massa, a massa foi amassada. l) Usada em oração subordinada adjetiva explicativa. A cena do hospital, que aparece no final do filme, é comovente. m) Separa orações subordinadas substantivas deslocadas. Que pensem rápido, é necessário. (É necessário que pensem rápido.) n) Também separa oração subordinada substantiva apositiva. Há uma lei principal na vida, que devemos ser felizes. o) Separa orações subordinadas adverbiais deslocadas. Tomará uma atitude quando mudar. (ordem normal) Tomará uma atitude, quando mudar. (vírgula facultativa para dar ênfase) Quando mudar, tomará uma atitude. (vírgula obrigatória por causa do deslocamento) Tomará, quando mudar, uma atitude. (vírgula obrigatória por causa do deslocamento) p) Separa orações coordenadas assindéticas. Todos comeram, beberam, dividiram a conta, deu tudo certo. q) Separa orações coordenadas sindéticas (exceto com a conjunção “e”). Penso, logo desisto. Entendi a oração, pois classifiquei-a. Ora trabalhava, ora estudava. Observações: no início de período, é facultativo usar vírgula após conjunção, exceto no caso do “mas”. Jamais vi um óvni. Portanto não acredito. Jamais vi um óvni. Portanto, não acredito. Jamais vi um óvni. Mas conheço quem viu. A conjunção “e” pode vir após vírgula nos seguintes casos: I. Quando as orações possuem sujeitos diferentes. O silêncio engoliu o ego, e a escuridão engoliu o silêncio. Conheça a ti e ao inimigo, e ninguém vencerá a ti. II. Quando houver repetição da conjunção (polissíndeto). E canta, e dança, e imita, e tudo faz. III. Quando possuir valor não aditivo: Treinou tanto, e foi reprovado. IV. Quando houver aposto, termo ou expressão deslocados ou intercalados. Dilma, a presidenta, e seus 40 ladrões afundaram o país. (aposto) O amigo defendeu o outro e, competentíssimo, conseguiu sua absolvição. (adjunto deslocado) Tendo decidido, e nada mudaria tal decisão, desistiu. (oração intercalada) V. Quando necessária pausa respiratória. Nesse caso, tem valor entoativo, não sintático. A cidade de Salvador é uma das capitais que está localizada na região Nordeste do Brasil, e é também a capital cultural do país. r) Usada em orações reduzidas. Liguei para sua casa, tentando contactar seu pai. (oração reduzida de gerúndio com valor aditivo) Jogando pedras, você matará aquelas formigas... (oração reduzida de gerúndio deslocada) O monstro, guardando a entrada, foi capturado. (oração subordinada adjetiva explicativa reduzida de gerúndio) Terminadas as provas, todos passaram. (oração subordinada adverbial temporal reduzida de particípio deslocada) A vender tudo, ele está disposto. (oração subordinada substantiva reduzida de infinitivo deslocada) USO DO PORQUÊ Porquê Porque Por que Por quê É um substantivo, por isso somente poderá ser utilizado quando for precedido de artigo (o, os), pronome adjetivo (meu[s], este[s], esse[s], aquele[s], quantos[s]...) ou numeral (um, dois, três, quatro...). Como é substantivo, pode ser pluralizável: os porquês. É uma conjunção subordinativa causal, subordinativa final ou coordenativa explicativa, portanto ligará duas orações, indicando causa, finalidade ou explicação. Para facilitar, pode-se substituí-lo por “já que” (causal), “pois” (explicativa) ou “a fim de que” (final). É a junção da preposição “por” com o pronome interrogativo “que” ou com o pronome relativo “que”. Pode ser substituído por “por qual razão”, “pelo qual”, “pela qual”, “pelos quais”, “pelas quais” e “por qual”. É a junção da preposição “por” com o pronome interrogativo “que”. Pode ser substituído por “por qual razão”. Como só aparece em final de frase, recebe acento obrigatório. Ninguém entende o porquê de tanta confusão. Este porquê é um substantivo. Quantos porquês existem na Língua Portuguesa? Existem quatro porquês. Não saí de casa, porque estava doente. (já que) Não corra, porque o piso está escorregadio. (pois) Estudem, porque aprendam. (a fim de que) Por que não me disse a verdade? (por qual razão) Gostaria de saber por que não me disse a verdade. (por qual razão) As causas por que discuti com ele são particulares. (pelas quais) Ester é a mulher por que vivo. (pela qual) Não me disse a verdade por quê? (por qual razão) Não me disse a verdade; gostaria de saber por quê. (por qual razão)
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