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O feminismo promove a Sororidade.doc

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"O feminismo promove a Sororidade. Sororidade vem do latim, sororis irmã e idad, relativa a qualidade. Se o pacto entre os homens é conhecido como fraternidade e reconhece parceiros e sujeitos políticos excluindo as mulheres, a Sororidade é o pacto entre as mulheres que são reconhecidas irmãs, sendo uma dimensão ética, política e prática do feminismo contemporâneo. Patriarcado é uma cultura, um sistema, uma civilização, um sistema econômico, um sistema político, um sistema legal, um sistema religioso, um sistema científico, e assim por diante. Mas acima de tudo, o patriarcado é um PODER. Um poder que se manifesta em todos os lugares, instituições, pessoas, hábitos, culturas, religiões, ideologias, mesmo entre mulheres. Isto porque o patriarcado socializa com os papéis e as hierarquias de gênero que existem entre homens e mulheres. O patriarcado existe há tanto tempo pois promove a sociabilidade entre homens, que se tratam como irmãos (fraternidade), atribuindo-lhes poder. Enquanto isso, obriga as mulheres a reproduzirem e sustentar materialmente os homens, socializadas entre si como inimigas, servindo aos interesses do desejo masculino. Texto adaptado de: “O que é feminismo” de Dra. Elida Aponte Sánchez Por isso não concordamos em ridicularizar ou expor negativamente outras mulheres. Devemos nos apoiar, nos fortalecer e estabelecer críticas construtivas, abrindo sempre o diálogo de forma respeitosa. Quando brigamos, estamos caindo na própria armadilha do patriarcado. Vamos promover a sororidade entre nós!" Via O machismo nosso de cada dia O machismo nosso de cada dia 14 de dezembro de 2012 O feminismo promove a Sororidade. Sororidade vem do latim, sororis irmã e idad, relativa a qualidade. Se o pacto entre os homens é conhecido como fraternidade e reconhece parceiros e sujeitos políticos excluindo as mulheres, a Sororidade é o pacto entre as mulheres que são reconhecidas irmãs, sendo uma dimensão ética, política e prática do feminismo contemporâneo. Patriarcado é uma cultura, um sistema, uma civilização, um sistema econômico, um sistema político, um sistema legal, um sistema religioso, um sistema científico, e assim por diante. Mas acima de tudo, o patriarcado é um PODER. Um poder que se manifesta em todos os lugares, instituições, pessoas, hábitos, culturas, religiões, ideologias, mesmo entre mulheres. Isto porque o patriarcado socializa com os papéis e as hierarquias de gênero que existem entre homens e mulheres. O patriarcado existe há tanto tempo pois promove a sociabilidade entre homens, que se tratam como irmãos (fraternidade), atribuindo-lhes poder. Enquanto isso, obriga as mulheres a reproduzirem e sustentar materialmente os homens, socializadas entre si como inimigas, servindo aos interesses do desejo masculino. Texto adaptado de: “O que é feminismo” de Dra. Elida Aponte Sánchez Por isso não concordamos em ridicularizar ou expor negativamente outras mulheres. Devemos nos apoiar, nos fortalecer e estabelecer críticas construtivas, abrindo sempre o diálogo de forma respeitosa. Quando brigamos, estamos caindo na própria armadilha do patriarcado. Vamos promover a sororidade entre nós! 14 de dezembro de 2012 Parte superior do formulário Comentar HYPERLINK "https://www.facebook.com/NaoBastaTerOrgulhoDeSerHetero/posts/315289878585620" \o "Compartilhe este link" Compartilhar 71 compartilhamentos · 153 pessoas curtiram isso. · Henry Case Um dos motivos pra eu não gostar de "piadas de loiras"... Parte inferior do formulário https://www.facebook.com/NaoBastaTerOrgulhoDeSerHetero/posts/315289878585620 Sororidade – você também pode Publicado em agosto 25, 2013 É muito comum, quando falamos de mulheres que reproduzem comportamentos machistas, as feministas reagirem falando que não conseguem ter empatia e sororidade por elas. Dizerem que não são santas, que não aguentam, que ficam revoltadas. Algumas, menos experientes, dizem que as “mulheres machistas” são “piores” que os homens machistas e deixam elas ainda mais inconformadas. Mas eu tenho uma boa notícia: você não precisa ser santa nem nascer de novo para conseguir ter paciência com “mulheres machistas”. Você só precisa entender o mecanismo de funcionamento da opressão. O capitalismo é um sistema em que alguns são donos dos meios de produção e outros não, e esses últimos vendem a própria força de trabalho. Produzem uma grande quantidade de riqueza com seu trabalho, recebem apenas uma pequena parcela em troca, sendo que a outra parte é embolsada pelo patrão. Alguns grupos de trabalhadores são menos bem pagos que outros, pois acredita-se que eles são inferiores aos demais: as mulheres, as pessoas negras, os homossexuais. Esses são os grupos oprimidos – mesmo os que chegam a ser donos dos meios de produção continuam sendo oprimidos porque tiveram que trabalhar dez vezes mais que qualquer homem branco hetero para obter tal ascenção ao poder. Quem se beneficia disso? A classe patronal, ou seja os empregadores, também chamados de burguesia. Ela é composta por uma imensa maioria de homens brancos heterossexuais, um ou outro homossexual, um ou outro negro, uma ou outra mulher – largamente utlizada como exemplo de superação que colocaria a culpa da pobreza generalizada entre as mulheres nelas próprias não na imoralidade de quem as explora – nos explora. No entanto, as mulheres não são bobas – nós sempre tentamos dar um jeito de superar a discriminação e triunfar apesar dela. Vou dar um exemplo que inquieta muita gente: “por que as mulheres riem de piadas machistas?” Ora, porque rir com o outro é forjar laços mais sólidos com ele. Opressores rindo de oprimidos demonstram cumplicidade entre si e criam um mecanismo de exclusão das minorias de seu grupo de sociabilidade. É isso que explica o que leva mulheres a rir de piadas machistas: uma tentativa de aproximação com os opressores em potencial, visando não ser alvo de violência, por se afirmar como pertencente ao grupo dos opressores, ou ser querida por ele. Essa estratégia não funciona: a mulher que se insere na coletividade masculina dos que riem da piada machista pode se sentir mais bem aceita e tratada pelos homens machistas, mas continua alvo em potencial dessa mesma violência, e o que é pior, não se solidariza com os seus verdadeiros pares, as mulheres, mostrando-se alguém com quem uma mulher não pode contar quando precisar de ajuda. O machismo fragmenta a coletividade das mulheres, colocando-as umas contra as outras, tirando a empatia que elas naturalmente deveriam sentir entre si por serem alvo de uma violência comum. Com isso fica claro que, embora seja uma estratégia para suavizar a opressão que sofre, uma mulher que tem comportamentos machistas não deixa de ser oprimida por conta disso. Não deixa de ser vítima de estupro em potencial, de violência doméstica, não passa a poder abortar em segurança se precisar, não deixa de ganhar menos, nem de sofrer discriminação no mercado de trabalho, nem de ver um milhão de propagandas que dizem que seu corpo está errado e que ela precisa consumir cosméticos para mudar isso. Rir de piadas machistas é apenas uma maneira de tentar se colocar acima das outras mulheres e junto com os homens opressores, que funciona temporariamente e dá alguns benefícios pequenos e transitórios (as chamadas “migalhas”). No entanto, no curto prazo, quem está se dando melhor – você feminista ou as mulheres domesticadas? Sem dúvida, elas. A diferença de uma feminista para as demais mulheres é que uma mulher feminista pensa na coletividade, enquanto a mulher domesticada pensa em si. Quantos sacrifícios você tem que fazer para defender as próprias convicções? Se você está pensando em muitos sofrimentos que atravessou, somados aos que você já enfrenta somente por ser mulher, compreende por que tantas mulheres optam por não fazer a mesma escolha que você. É preciso ser forte, toda feminista já pensou em desistir de tudo. Já se você não precisou se sacrificar em quase nada em nome da causa, sinal de que a sua militância está sendo fraca, pouco expressiva. Quando se abala o patriarcado, o backlash é forte. Quando você sofrer em decorrência do seu próprio feminismo, e pensar em largar tudo, lembre das mulheres que não são feministas. Lembre que elas já sofrem o bastante sem isso. Lembre que elas estão tentando evitar passar pelo mesmo que você. Lembre que você tem a quem apelar caso seja vítima de estupro, caso precise de um aborto clandestino, e elas não. Lembre-se, e você saberá o que é a sororidade. Quando uma mulher tiver um comportamento machista, lembre das suas cicatrizes adquiridas na militância e compreenda-a a partir disso. Sororidade é isso. É compreender que as mulheres ditas “machistas” estão muito menos equipadas para enfrentar o machismo, e lutar por elas. É entender que mulheres machistas estão se sabotando e sendo vítimas da própria opressão – elas podem tornar as vidas de mulheres feministas como você mais difíceis, mas estão tornando as próprias vidas piores, antes de mais nada. Sororidade é entender que você não é superior a nenhuma mulher por ser feminista, que você é um ponto fora da curva, um acaso, uma estatística na margem de erro do patriarcado. Você foi doutrinada para ser machista desde os primeiros minutos de vida e o fato de ter escapado a isso é um milagre, não um atestado de superioridade. É abaixar a bola, não deixar a militância subir à cabeça, ter noção da própria pequenez diante da causa imensa que você tenta defender. É entender que só é possível vencer aliada às outras mulheres – o que pode você contra o tráfico internacional de mulheres? O que pode você sozinha contra a violência doméstica de conjunto? O que pode você contra a totalidade dos estupros? Nada. Só podemos umas com as outras. Isso é sororidade. E não podemos caminhar juntas se nos achamos superiores por não usar maquiagem, por não usar salto que machuca, por não fazer dieta, e assim por diante. Isso é tão idiota quanto se orgulhar por ter sido vítima de estupro, engravidado e não abortado – isso não é ser superior, são só diferentes caminhos de vida, cada uma faz as suas escolhas e arca com as consequencias, mas nenhuma de nós pode nada sozinha. Sororidade é um conceito difícil de por em prática para quem não tem humildade. Mais do que uma qualidade moral, a humildade é uma necessidade política nos tempos atuais. Lutemos contra o machismo, mas lutemos juntas – ou perderemos. Por Kátia da Costa http://feminismosemdemagogia.wordpress.com/2013/08/25/sororidade-voce-tambem-pode/ Pra uma mulher se beneficiar do machismo ela precisa abrir mao de liberdades essenciais... O machismo nosso de cada dia há 17 minutos · Editado Mulheres não são machistas. Elas não se beneficiam de forma alguma do machismo, como os homens fazem. As mulheres reproduzem o machismo que elas sofrem. Quando uma mulher chama outra de vadia, por exemplo, ela está usando as ferramentas patriarcais, que nos ensinam a competir e rivalizar entre nós mesmas. As mulheres são induzidas a achar que agindo de uma forma ou de outra, dentro dos padrões estabelecidos pelo patriarcado, serão escolhidas, vão se diferenciar de outras mulheres. Elas estabelecem entre si níveis hierárquicos de quem é superior ou inferior para ter mais poder umas sobre as outras. Precisamos nos olhar e entender que apenas com a união poderemos combater o machismo e a misoginia! há 13 minutos
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