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Memorial Do Convento- Capa e Contracapa

by ines-ribeiro

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Memorial do Convento • Texto em que se descreve Convento de Mafra, edifício construído por ordem de D. João V (1717-1744), sendo o seu enorme custo suportado pelas remessas de ouro que provinham do Brasil. O reinado deste rei foi o período da História de Portugal em que mais riquezas vieram do Brasil. O convento e o palácio contíguo são marcados por um barroco arcaizante, e o primeiro era, ao tempo, um dos maiores da Europa. qualquer coisa que se pretende guardar na memória • Escrito que narra factos memoráveis (dignos de memória ) Era uma vez um rei que fez promessa de levantar um convento em Mafra. Era uma vez a gente que construiu esse convento. Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes. Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido. Era uma vez. A fórmula inicial remete para um mundo fictício, infantil, de contos fantásticos que nos maravilham e que ficam na nossa memória e no nosso imaginário. A sua repetição (5 vezes) leva-nos a ler uma história onde tudo parece ser imaginário, à excepção do convento que sabemos existir em Mafra, e do rei D. João V que faz parte da História de Portugal. De facto, cruzam-se neste romance acontecimentos verídicos e outros fictícios (sendo alguns destes últimos verosímeis). Era uma vez um rei que fez promessa de levantar um convento em Mafra. • • • • João Francisco António Bento Bernardo (22/10/1689-31/07/1750) 1 de Janeiro de 1707, com 17 anos, é aclamado rei – D. João V 9 de Junho de 1708, com 18 anos, casa com D. Maria Ana de Áustria Quando D. João V subiu ao trono, decorria a Guerra da Sucessão espanhola (em que se procurava decidir quem herdaria o trono espanhol: se Luís XIV de França, se Filipe V de Espanha). Portugal teve um papel de destaque na resolução do conflito e foi, de facto, uma potência diplomática naquela época. • Durante este reinado verificou-se o maior afluxo de ouro do Brasil, tal como do rendimento do tabaco, do açúcar, do pau-brasil e do comércio de escravos africanos. • Este reinado foi marcado por algum desenvolvimento cultural, mas sobretudo por um grande despesismo e nenhum investimento, pois não havia no país nem estruturas que suportassem o desenvolvimento económico, nem gente preparada para gerar riqueza. • Este reinado ficou marcado, também, pela acção dos estrangeirados que acreditavam que o atraso nacional se devia à ignorância. • • Um destes estrangeirados foi o Padre Bartolomeu de Gusmão, que defendendo a A Inquisição marcou o reinado de D. João V, mas a sua acção distinguiu-se da das experiência e o método indutivo, inventou a passarola. suas congéneres europeias, pois não havendo protestantes a quem perseguir, ficou-se pela perseguição aos judeus. Foi esta instituição a grande responsável pelo atraso cultural que nos isolou da Europa. Era uma vez a gente que construiu esse convento • • O destaque dado ao Povo, personagem colectiva e anónima, é uma novidade no “romance histórico”, pois a construção do convento deve-se a este Povo e não ao rei, como é vulgarmente dito. O Povo vivia em completa miséria física e moral e construiu o convento à custa de muitos sacrifícios e até da própria vida. Este Povo humilde e trabalhador é elogiado pelo autor que o imortaliza e tenta tirar do anonimato, individualizando-o em várias personagens e atribuindo-lhe simbolicamente um nome para cada letra do alfabeto. Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes • Baltasar Sete-Sóis, o soldado lutou na Guerra da • Blimunda, filha de uma condenada ao degredo maneta, em Angola, é vidente e tem a capacidade de ver as pessoas por dentro, quando em jejum. Ajuda na construção da passarola, recolhendo “as vontades” necessárias para que esta voe Sucessão, donde foi expulso por ter perdido uma mão; participou na construção da passarola e na construção do convento • Os dois encontram-se num Auto-de-fé e partilham ao longo de todo o romance um amor verdadeiro e duradouro • São os protagonistas da acção Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido. • Padre Bartolomeu de Gusmão, estrangeirado, tem o apoio de D. João V nas suas experiências vanguardistas. Mas nem este apoio o põe a salvo da perseguição da Santa Inquisição • O seu sonho é voar, e com ajuda de Baltasar e de Blimunda consegue concretizá-lo depois de construir a passarola • Acaba por fugir para Espanha e morre louco em Toledo
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