• 1. Escola Bíblica Dominical 1º Trimestre de 2012TEMA: A Verdadeira Prosperidade.A vida cristã abundante.
  • 2. Introdução ao Trimestre“Prosperidade” - latim “prosperitas” -“ventura, boa saúde, felicidade”.Com o tempo, adquiriu o significado de“estado do que é ou se torna próspero;grande produção de alimentos e bensde consumo; abundância, fartura;acúmulo de bens materiais; fortuna,riqueza”.
  • 3. -“Prosperidade” na Bíblia Sagrada:a) “shalom” – Et.10:3; Sl.73:3 - “paz, completude.b) “towb” – Jó 21:13; Ec.7:14 - bem.c) “shelev” – Sl.30:6; 122:7; Pv.1:32; Jr.22:21 –derivado de “shalom” – tranquilidaded) “euporia” – At.19:25 – “riquezas, recursos” –expressão utilizada por gentio idólatrae) “euodóo” – I Co.16:2 – sucesso vindo deDeus.
  • 4. - A capa da revista do trimestre nosmostra uma pessoa com trajes típicos dostempos bíblicos segurando em suas mãosum pão e um recipiente que traz algo debeber. Seus trajes são brancos, parecendoser de linho.- Esta enigmática ilustração reporta-nos atrês passagens bíblicas que nos dão overdadeiro sentido da prosperidade nasEscrituras Sagradas.
  • 5. - Pv.30:7-10 – a “porção acostumada de Agur” –A prosperidade é a suficiência para que nãovenhamos a pecar, seja pelo furto, seja pelodesprezo ao Senhor.- I Tm.6:7-10 – Devemos nos contentar com osuficiente para que, pela ganância, não nosdesviemos da fé.- Ap.19:8 – A verdadeira prosperidade é acomunhão com o Senhor, que nos promete dar obastante nesta nossa peregrinação terrena. – asvestes de linho, as “justiças dos santos”II Co.8:14 – A abundância material éoportunidadeparasuprimento dasnecessidades dos outros.
  • 6. Lições deste trimestre1º Bloco – Lições 1 a 4 – A prosperidade na Bíblia2º Bloco – Lições 5 a 9 – Desfazendo errosdoutrinários da teologia da prosperidade.3º Bloco – Lições 10 a 13 – A verdadeira prosperidade.- O comentarista deste trimestre é o pastor JoséGonçalves da Costa Gomes, pastor das Assembleiasde Deus em Teresina/PI e vice-presidente doConselho de Apologética da Convenção Geral dasAssembleias de Deus (CGADB).-É professor de grego e hebraico, escritor earticulista, tendo um blog na internet chamado“Ortodoxia Carismática”.(http://prjosegoncalves.blogspot.com/).
  • 7. Lição 1 - O SURGIMENTO DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADEIntrodução- “Teologia da prosperidade” é o desdobramentomaterialista da “confissão positiva” ou “movimento dafé” - doutrina distorcida a respeito de Deus, de forteconteúdo materialista, infiltrada no meio do povoevangélico.- Paulo escreveu que se esperarmos em Cristo só paraas coisas desta vida seremos os mais miseráveis detodos os homens (I Co.15:19). Esta é a triste situaçãoespiritual dos milhões que têm procurado Jesus únicae exclusivamente para terem a “prosperidade”apregoada pelos falsos mestres da atualidade, elesmesmos escravos da ganância (II Pe.2:3).
  • 8. I – A TEOLOGIA DISTORCIDA DOS AMIGOS DE JÓ: A ORIGEMREMOTA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE- As raízes da teologia da prosperidade encontram-seno livro de Jó na “teologia distorcida” dos amigos deJó, cujos conceitos sobre Deus foram reprovados pelopróprio Senhor - Jó 42:7.- Conteúdo da “teologia dos amigos de Jó”:a) há uma relação de barganha entre Deus e oshomensb) há uma correspondência entre o bem-estar físico esocial e o bem-estar espiritual de alguémc)o arrependimento dos pecados concedeautomaticamente saúde física e prosperidadematerial.
  • 9. II – HISTÓRIA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE:OS INSPIRADORES OCULTISTAS DO MOVIMENTO- A história da teologia da prosperidade teveinício com o norte-americano PhineasParkhurst Quimby (1802-1866), que sededicou à cura de doenças por intermédioda mente.- Suas ideias deram origem a movimentoscomo o “Novo Pensamento”, de Julius eAnneta Dresser e a “Ciência Cristã”, de MaryBaker Glover Patterson Eddy.
  • 10. - Para Quimby, saúde é “… sabedoria perfeita e oquanto um homem é sábio, assim é a sua saúde.Como nenhum homem é perfeitamente sábio,nenhum homem pode ter perfeita saúde, pois aignorância é a doença, embora nãonecessariamente acompanhada por dor…” Ideiasde Quimby sobre Jesus:a) Jesus, enquanto homem, não era nem podia serDeus, já que Deus não Se manifestaria em carne esangueb) Jesus não pretendeu convencer o mundo deque era o Filho de Deusc) o corpo de Cristo era distinto do corpo de Jesus
  • 11. - Movimento “Ciência Cristã” - fundado por MaryBaker Glover Patterson Eddy (1821-1910) – antigapaciente de Quimby. Eddy apresentou diversasdoutrinas contrárias às Escrituras, entre as quais:a) Seu livro Ciência e Saúde tinha o mesmo valorque a Bíbliab) Jesus é a ideia espiritual e verdadeira de Deusc) O Cristo morou eternamente como ideia no seiode Deus, o Princípio divino do homem Jesus.- Para Mary Baker Eddy, “…uma doença era sempreuma ilusão mental que poderia ser curada pormeio de uma mais clara percepção de Deus.
  • 12. III – A HISTÓRIA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE:ESSEK WILLIAM KENYON E SUAS PRINCIPAISDOUTRINAS- Essek William Kenyon (1867-1948) aproxima-sedas ideias de Mary Eddy e, com base nelas,constrói uma nova leitura da redenção em CristoJesus- Kenyon é o grande mentor dos “pregadores dateologia da confissão positiva”, entre os quais sedestacam Kenneth Hagin, Tommy L. Osborn e F.F.Bosworth.
  • 13. - Primeiro ensino de Kenyon, onde se percebe a nítidainfluência de Quimby e de Eddy - “…pecado e doençasão um só. Eles não podem dominar a novacriatura(…).O que Deus diz, é. Se você é uma novacriatura, então não há condenação para você. Se nãohá condenação, a doença não pode ser Senhora sobrevocê.…”- Refutação bíblica – A doença está inserida nasconsequências do pecado (Gn.3:19) mas a doença nãosignifica necessariamente que haja pecado. Exemplosde pessoas que, embora estivessem doentes, estavamem comunhão com Deus: Jó, Eliseu (II Rs.13:14), o cegode nascença (Jo.9:3) e Timóteo (I Tm.5:23).
  • 14. - Segundo ensino de Kenyon, base da teologia daprosperidade - a salvação nos livrou da pobreza eda necessidade: “…Virá a hora em que você saberáque a necessidade e a pobreza são coisas dopassado…”- Refutação bíblica – a penosidade e a necessidadedo trabalho para sobrevivência é consequência dopecado (Gn.3:18,19), mas pobreza não significanecessariamente que haja pecado. Exemplos depessoas pobres, mas fiéis: as viúvas da igrejaprimitiva (At.6:1,2), os crentes da Judéia chamadossantos (Rm15:26).- Se pobreza fosse pecado, Jesus jamais Se fariapobre (II Co.8:9), pois nunca pecou (Hb.4:15).
  • 15. - Terceiro ensino de Kenyon - Jesus, para nos remir, nãosó sofreu no Calvário, morrendo por nós, como tambémteve de sofrer no Hades, sede do domínio de Satanás, atéque Seus direitos fossem reclamados, quando, então, odiabo não pôde mais detê-l’O e Ele ressurgiu.- Refutação bíblica - A morte de Jesus foi suficiente paraalcançar a nossa justificação. Sua obra completou-seno Calvário (Jo.19:30; Rm.5:10). Não se fez necessário“acerto de contas” algum no Hades com Satanás paraque Jesus obtivesse o perdão dos nossos pecados, atéporque o diabo lá não está (Lc.16:19-31), mas, sim, nasregiões celestiais (Ef.6:12), de onde será preso, juntocom os seus anjos, quando chegar a Nova Jerusalém,para receber os santos arrebatados pelo Senhor(Ap.12:7-12).
  • 16. - Quarto ensino de Kenyon - Deus criou o homem,pondo-o aqui na Terra e lhe conferiu algunsdireitos legais, que o homem transferiu paraSatanás, inimigo de Deus. Isto dá a Satanás odireito legal de ditar regras ao homem e à criação.- Refutação bíblica: Deus nunca deixou de ser o SerSoberano, o Ser Supremo, nunca entregou odomínio da Terra ao homem (Sl.24:1). O homem nãotem condições de escapar da natureza pecaminosaque tem dentro de si (Rm.7:15-24). É escravidãoprovocada pelo pecado de cada homem (Tg.1:14,15),que faz com que o homem faça os desejos do diabo(Jo.8:44).
  • 17. - Quinto ensino de Kenyon - “Como Deus estáem nós”, nós passamos a fazer parte da“divindade”, não podendo, pois, ter qualquerespécie de sofrimento ou de dor.- Refutação bíblica - A salvação não nos faztornar “pequenos deuses”, mas, sim, “filhosde Deus”, que não deixam, porém, de serhomens e, por isso mesmo, submissos aoSenhor. (Rm 8.16; Gl 3.26).
  • 18. - Sexto ensino de Kenyon – O salvo não precisaraguardar a vontade de Deus para pedir algo,basta reclamar pelos seus direitos legais- Refutação bíblica – Devemos aguardar avontade de Deus para conseguirmos asbênçãos, pois nem sempre é vontade de Deusno-las conceder. Exemplos de homens de Deuscujas vontades foram contrariadas ou nãolevadas em conta: Moisés (Dt.3:26), Elias (IRs.19:4; II Rs.2:9,10); Pedro (Jo.21:18), Tiago(At.12:1,2) e João (Ap.1:9).
  • 19. IV – HISTÓRIA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE:KENNETH HAGIN E A PROPAGAÇÃO DASDOUTRINAS DA CONFISSÃO POSITIVA- Kenneth Erwin Hagin (1917-2003) – o grandedivulgador da “teologia da confissãopositiva”, cujo desdobramento materialista éa “teologia da prosperidade”.- Os ensinamentos de Hagin são,basicamente, os mesmos de Kenyon. Aliás,segundo se descobriu em 1983, Hagin copiouvários escritos de Kenyon, em verdadeirocaso de plágio.
  • 20. - Contribuição de Hagin à “teologia daconfissão positiva” - a “palavra da fé”.- Origem da ideia a respeito da“palavra da fé” - uma aparição deJesus a Hagin, em Phoenix, Arizona,quando lhe foram reveladas as“chaves para que o povo obtivesse deDeus o que desejasse”.
  • 21. - Motivação da “visão” de Hagin - inquietação coma prosperidade dos ímpios, que é fonte de desvioespiritual - Sl.73.- Posição bíblica quanto à prosperidade material –a porção acostumada de Agur (Pv.30:7-9), pedidoque foi ratificado por Jesus (Mt.6:11), até porque aprioridade, em nossas vidas, é o reino de Deus e asua justiça (Mt.6:31-33).- Busca incessante pela satisfação dos desejos enecessidades desta vida, ao invés de mostrar a“palavra da fé”, é uma demonstração de falta defé - Mt.6:30.
  • 22. -Primeiro ensino de Hagin - Para se obter oque se deseja de Deus, é preciso fazerquatro coisas, as chamadas “regras da fé”ou “fórmulas da fé”, a saber:-a) confessar o que você quer;-b) crer que você tem aquilo que você quer;-c) receber o que você quer ;-d) contar aos outros que você tem o quevocê quer.
  • 23. - Refutação bíblica - As “regras de fé”:a) não levam em consideração a vontadede Deus, o que contraria o ensino e oexemplo de Jesus (Mt.6:10; 26:39)b) ao dispensar a vontade de Deus, torna ohomem independente de Deus, desejo esteque sempre foi condenado pelo Senhor(Gn.3:5,6,16-19; Gn.11:4-8; Is.14:13-15; Ez.28:6-10; Dn. 4:30-37; At.12:21-23)c) ao se fiar na própria vontade, esquece-sequeocoraçãodohomeméenganoso (Jr.17:9).
  • 24. - Segundo ensino de Hagin – “rhema” - Da ideia da“força da mente”, expressa através de “fórmulasde fé”, chegamos à ideia de “rhema”, palavragrega que significa “palavra” e que, para Hagin,seria distinta de “logos”, cujo significado tambémé “palavra”.- “Rhema” - a palavra falada de Deus diretamenteà pessoa, dotada da mesma autoridade que asEscrituras - Hagin procura, assim, darlegitimidade a suas “visões” e “revelações”,esquecendo-se que a Palavra foi completamenterevelada por meio do Filho (Hb.1:1).
  • 25. - Refutação bíblica :a) No texto bíblico, não há distinção entre“rhema” e “logos”, termos que são sinônimos ese alternam nos escritos sagrados.b) Se “Rhema” é a “palavra da fé”, vem de Deuse não é resultado da vontade do homem.c) A palavra que nos mantém como filhos deDeus (Jo.15:3) é, no texto bíblico, “logos” e não“rhema”d) A revelação de Deus completou-se em Jesus,o “Logos” de Deus (Jo.1:1; Hb.1:1)
  • 26. - Terceiro ensino de Hagin – a “determinação” –“…Não precisamos pedir a bênção e simdeterminar, exigir, mandar, ou seja: tomar possedaquilo que aprendemos pela Palavra que nospertence.(…).Quando o Senhor nos dá umarevelação, junto a ela Ele nos dá a bênção.(…).A partir de agora, não precisamos mais orarpedindo a cura, a prosperidade ou a vitória sobreas tentações. Mas, determinar ou exigir que o malsaia da nossa vida.…” (R.R. Soares)- Uma vez “revelada” a bênção, o que se dá pormeio de “rhema”, devemos “determinar”,“confessar” – “O que eu confesso, eu possuo”. É oque estaria escrito em Jo.14:13.
  • 27. - “…determinar não é ordenar a Deus e sim ao diaboque tire de nós suas garras e desapareça de nossasvidas, de nosso dinheiro e de nossas famílias…” (R.R.Soares)- Refutação bíblica:a) Em Jo.14:13, a palavra “aitesete”(αίτήσητε)significa , “pedirdes”, “suplicardes”, “requererdes”,“implorardes”, ou seja, em momento algum se deixade ter o significado de “pedido”, de “reconhecimentode autoridade superior”b) o salvo não está sob o domínio de Satanás e, porisso, não precisa mandar que ele se retire de nossasvidas, pois já estamos nas mãos do Senhor (Sl.91:1,2;Jo.6:37; 10:28)
  • 28. - Refutação bíblica (continuação):c) ser salvo é viver em constante luta contra omal, luta que só terminará com a glorificação(Mt.16:18; Ef.6:12,13; II Tm.4:7,8). Até lá o diabo nãodesaparecerá da nossa frente.d) se o diabo nos atingiu, isto decorre depermissão divina como resultado de umaprovação, que nos trará benefícios ao final doprocesso (Rm.8:28), ou é fruto da lei da ceifa(Gl.6:7,8) e, neste caso, cumpre-nos glorificar aDeus porque, apesar das adversidades, sabemosque a nossa salvação está garantida por CristoJesus.
  • 29. -Fatores que explicam o aumento dosadeptos da teologia da prosperidade:-a) mensagem está de acordo com omaterialismo e individualismo reinantesno mundo de hoje;-b) há grande falta de conhecimento daPalavra de Deus por parte dos crentes;-c) mensagem atraente abre as portas paraos pregadores da prosperidade na mídia,que é muito mais frequentada peloscrentes do que as igrejas locais.
  • 30. - Como enfrentar a teologia da prosperidade nasigrejas locais?a) Voltando ao estudo da Palavra e à pregação doevangelho genuíno, principalmente dando primaziaàs bênçãos espirituaisb) Voltando a uma vida de santificação econsagração, para que haja, inclusive, a satisfaçãodas necessidades físicas e materiais do povo,mediante a confirmação da palavra pelos sinais.c) Alertando os ouvintes da mensagem daprosperidade antes que eles venham a serinoculados pelo “veneno da decepção com Deus”, overdadeiro objetivo satânico atrás da “teologia daprosperidade”
  • 31. - “…Não há coisa alguma errada com oscristãos sendo pensadores positivos e éuma boa coisa viver uma vida positiva emCristo, sabendo que “maior é O que estáem nós, do que o que está no mundo”. Masnós não deveríamos confundir nossopensamento positivo natural como sendoaquela coisa que resolverá todos osnossos problemas terrenos e que nos põeno assento de um Cadillac novo todoano…” (Elwin R. Roach)
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    Lição 1 o surgimento da teologia da prosperidade

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    • 1. Escola Bíblica Dominical 1º Trimestre de 2012TEMA: A Verdadeira Prosperidade.A vida cristã abundante.
  • 2. Introdução ao Trimestre“Prosperidade” - latim “prosperitas” -“ventura, boa saúde, felicidade”.Com o tempo, adquiriu o significado de“estado do que é ou se torna próspero;grande produção de alimentos e bensde consumo; abundância, fartura;acúmulo de bens materiais; fortuna,riqueza”.
  • 3. -“Prosperidade” na Bíblia Sagrada:a) “shalom” – Et.10:3; Sl.73:3 - “paz, completude.b) “towb” – Jó 21:13; Ec.7:14 - bem.c) “shelev” – Sl.30:6; 122:7; Pv.1:32; Jr.22:21 –derivado de “shalom” – tranquilidaded) “euporia” – At.19:25 – “riquezas, recursos” –expressão utilizada por gentio idólatrae) “euodóo” – I Co.16:2 – sucesso vindo deDeus.
  • 4. - A capa da revista do trimestre nosmostra uma pessoa com trajes típicos dostempos bíblicos segurando em suas mãosum pão e um recipiente que traz algo debeber. Seus trajes são brancos, parecendoser de linho.- Esta enigmática ilustração reporta-nos atrês passagens bíblicas que nos dão overdadeiro sentido da prosperidade nasEscrituras Sagradas.
  • 5. - Pv.30:7-10 – a “porção acostumada de Agur” –A prosperidade é a suficiência para que nãovenhamos a pecar, seja pelo furto, seja pelodesprezo ao Senhor.- I Tm.6:7-10 – Devemos nos contentar com osuficiente para que, pela ganância, não nosdesviemos da fé.- Ap.19:8 – A verdadeira prosperidade é acomunhão com o Senhor, que nos promete dar obastante nesta nossa peregrinação terrena. – asvestes de linho, as “justiças dos santos”II Co.8:14 – A abundância material éoportunidadeparasuprimento dasnecessidades dos outros.
  • 6. Lições deste trimestre1º Bloco – Lições 1 a 4 – A prosperidade na Bíblia2º Bloco – Lições 5 a 9 – Desfazendo errosdoutrinários da teologia da prosperidade.3º Bloco – Lições 10 a 13 – A verdadeira prosperidade.- O comentarista deste trimestre é o pastor JoséGonçalves da Costa Gomes, pastor das Assembleiasde Deus em Teresina/PI e vice-presidente doConselho de Apologética da Convenção Geral dasAssembleias de Deus (CGADB).-É professor de grego e hebraico, escritor earticulista, tendo um blog na internet chamado“Ortodoxia Carismática”.(http://prjosegoncalves.blogspot.com/).
  • 7. Lição 1 - O SURGIMENTO DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADEIntrodução- “Teologia da prosperidade” é o desdobramentomaterialista da “confissão positiva” ou “movimento dafé” - doutrina distorcida a respeito de Deus, de forteconteúdo materialista, infiltrada no meio do povoevangélico.- Paulo escreveu que se esperarmos em Cristo só paraas coisas desta vida seremos os mais miseráveis detodos os homens (I Co.15:19). Esta é a triste situaçãoespiritual dos milhões que têm procurado Jesus únicae exclusivamente para terem a “prosperidade”apregoada pelos falsos mestres da atualidade, elesmesmos escravos da ganância (II Pe.2:3).
  • 8. I – A TEOLOGIA DISTORCIDA DOS AMIGOS DE JÓ: A ORIGEMREMOTA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE- As raízes da teologia da prosperidade encontram-seno livro de Jó na “teologia distorcida” dos amigos deJó, cujos conceitos sobre Deus foram reprovados pelopróprio Senhor - Jó 42:7.- Conteúdo da “teologia dos amigos de Jó”:a) há uma relação de barganha entre Deus e oshomensb) há uma correspondência entre o bem-estar físico esocial e o bem-estar espiritual de alguémc)o arrependimento dos pecados concedeautomaticamente saúde física e prosperidadematerial.
  • 9. II – HISTÓRIA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE:OS INSPIRADORES OCULTISTAS DO MOVIMENTO- A história da teologia da prosperidade teveinício com o norte-americano PhineasParkhurst Quimby (1802-1866), que sededicou à cura de doenças por intermédioda mente.- Suas ideias deram origem a movimentoscomo o “Novo Pensamento”, de Julius eAnneta Dresser e a “Ciência Cristã”, de MaryBaker Glover Patterson Eddy.
  • 10. - Para Quimby, saúde é “… sabedoria perfeita e oquanto um homem é sábio, assim é a sua saúde.Como nenhum homem é perfeitamente sábio,nenhum homem pode ter perfeita saúde, pois aignorância é a doença, embora nãonecessariamente acompanhada por dor…” Ideiasde Quimby sobre Jesus:a) Jesus, enquanto homem, não era nem podia serDeus, já que Deus não Se manifestaria em carne esangueb) Jesus não pretendeu convencer o mundo deque era o Filho de Deusc) o corpo de Cristo era distinto do corpo de Jesus
  • 11. - Movimento “Ciência Cristã” - fundado por MaryBaker Glover Patterson Eddy (1821-1910) – antigapaciente de Quimby. Eddy apresentou diversasdoutrinas contrárias às Escrituras, entre as quais:a) Seu livro Ciência e Saúde tinha o mesmo valorque a Bíbliab) Jesus é a ideia espiritual e verdadeira de Deusc) O Cristo morou eternamente como ideia no seiode Deus, o Princípio divino do homem Jesus.- Para Mary Baker Eddy, “…uma doença era sempreuma ilusão mental que poderia ser curada pormeio de uma mais clara percepção de Deus.
  • 12. III – A HISTÓRIA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE:ESSEK WILLIAM KENYON E SUAS PRINCIPAISDOUTRINAS- Essek William Kenyon (1867-1948) aproxima-sedas ideias de Mary Eddy e, com base nelas,constrói uma nova leitura da redenção em CristoJesus- Kenyon é o grande mentor dos “pregadores dateologia da confissão positiva”, entre os quais sedestacam Kenneth Hagin, Tommy L. Osborn e F.F.Bosworth.
  • 13. - Primeiro ensino de Kenyon, onde se percebe a nítidainfluência de Quimby e de Eddy - “…pecado e doençasão um só. Eles não podem dominar a novacriatura(…).O que Deus diz, é. Se você é uma novacriatura, então não há condenação para você. Se nãohá condenação, a doença não pode ser Senhora sobrevocê.…”- Refutação bíblica – A doença está inserida nasconsequências do pecado (Gn.3:19) mas a doença nãosignifica necessariamente que haja pecado. Exemplosde pessoas que, embora estivessem doentes, estavamem comunhão com Deus: Jó, Eliseu (II Rs.13:14), o cegode nascença (Jo.9:3) e Timóteo (I Tm.5:23).
  • 14. - Segundo ensino de Kenyon, base da teologia daprosperidade - a salvação nos livrou da pobreza eda necessidade: “…Virá a hora em que você saberáque a necessidade e a pobreza são coisas dopassado…”- Refutação bíblica – a penosidade e a necessidadedo trabalho para sobrevivência é consequência dopecado (Gn.3:18,19), mas pobreza não significanecessariamente que haja pecado. Exemplos depessoas pobres, mas fiéis: as viúvas da igrejaprimitiva (At.6:1,2), os crentes da Judéia chamadossantos (Rm15:26).- Se pobreza fosse pecado, Jesus jamais Se fariapobre (II Co.8:9), pois nunca pecou (Hb.4:15).
  • 15. - Terceiro ensino de Kenyon - Jesus, para nos remir, nãosó sofreu no Calvário, morrendo por nós, como tambémteve de sofrer no Hades, sede do domínio de Satanás, atéque Seus direitos fossem reclamados, quando, então, odiabo não pôde mais detê-l’O e Ele ressurgiu.- Refutação bíblica - A morte de Jesus foi suficiente paraalcançar a nossa justificação. Sua obra completou-seno Calvário (Jo.19:30; Rm.5:10). Não se fez necessário“acerto de contas” algum no Hades com Satanás paraque Jesus obtivesse o perdão dos nossos pecados, atéporque o diabo lá não está (Lc.16:19-31), mas, sim, nasregiões celestiais (Ef.6:12), de onde será preso, juntocom os seus anjos, quando chegar a Nova Jerusalém,para receber os santos arrebatados pelo Senhor(Ap.12:7-12).
  • 16. - Quarto ensino de Kenyon - Deus criou o homem,pondo-o aqui na Terra e lhe conferiu algunsdireitos legais, que o homem transferiu paraSatanás, inimigo de Deus. Isto dá a Satanás odireito legal de ditar regras ao homem e à criação.- Refutação bíblica: Deus nunca deixou de ser o SerSoberano, o Ser Supremo, nunca entregou odomínio da Terra ao homem (Sl.24:1). O homem nãotem condições de escapar da natureza pecaminosaque tem dentro de si (Rm.7:15-24). É escravidãoprovocada pelo pecado de cada homem (Tg.1:14,15),que faz com que o homem faça os desejos do diabo(Jo.8:44).
  • 17. - Quinto ensino de Kenyon - “Como Deus estáem nós”, nós passamos a fazer parte da“divindade”, não podendo, pois, ter qualquerespécie de sofrimento ou de dor.- Refutação bíblica - A salvação não nos faztornar “pequenos deuses”, mas, sim, “filhosde Deus”, que não deixam, porém, de serhomens e, por isso mesmo, submissos aoSenhor. (Rm 8.16; Gl 3.26).
  • 18. - Sexto ensino de Kenyon – O salvo não precisaraguardar a vontade de Deus para pedir algo,basta reclamar pelos seus direitos legais- Refutação bíblica – Devemos aguardar avontade de Deus para conseguirmos asbênçãos, pois nem sempre é vontade de Deusno-las conceder. Exemplos de homens de Deuscujas vontades foram contrariadas ou nãolevadas em conta: Moisés (Dt.3:26), Elias (IRs.19:4; II Rs.2:9,10); Pedro (Jo.21:18), Tiago(At.12:1,2) e João (Ap.1:9).
  • 19. IV – HISTÓRIA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE:KENNETH HAGIN E A PROPAGAÇÃO DASDOUTRINAS DA CONFISSÃO POSITIVA- Kenneth Erwin Hagin (1917-2003) – o grandedivulgador da “teologia da confissãopositiva”, cujo desdobramento materialista éa “teologia da prosperidade”.- Os ensinamentos de Hagin são,basicamente, os mesmos de Kenyon. Aliás,segundo se descobriu em 1983, Hagin copiouvários escritos de Kenyon, em verdadeirocaso de plágio.
  • 20. - Contribuição de Hagin à “teologia daconfissão positiva” - a “palavra da fé”.- Origem da ideia a respeito da“palavra da fé” - uma aparição deJesus a Hagin, em Phoenix, Arizona,quando lhe foram reveladas as“chaves para que o povo obtivesse deDeus o que desejasse”.
  • 21. - Motivação da “visão” de Hagin - inquietação coma prosperidade dos ímpios, que é fonte de desvioespiritual - Sl.73.- Posição bíblica quanto à prosperidade material –a porção acostumada de Agur (Pv.30:7-9), pedidoque foi ratificado por Jesus (Mt.6:11), até porque aprioridade, em nossas vidas, é o reino de Deus e asua justiça (Mt.6:31-33).- Busca incessante pela satisfação dos desejos enecessidades desta vida, ao invés de mostrar a“palavra da fé”, é uma demonstração de falta defé - Mt.6:30.
  • 22. -Primeiro ensino de Hagin - Para se obter oque se deseja de Deus, é preciso fazerquatro coisas, as chamadas “regras da fé”ou “fórmulas da fé”, a saber:-a) confessar o que você quer;-b) crer que você tem aquilo que você quer;-c) receber o que você quer ;-d) contar aos outros que você tem o quevocê quer.
  • 23. - Refutação bíblica - As “regras de fé”:a) não levam em consideração a vontadede Deus, o que contraria o ensino e oexemplo de Jesus (Mt.6:10; 26:39)b) ao dispensar a vontade de Deus, torna ohomem independente de Deus, desejo esteque sempre foi condenado pelo Senhor(Gn.3:5,6,16-19; Gn.11:4-8; Is.14:13-15; Ez.28:6-10; Dn. 4:30-37; At.12:21-23)c) ao se fiar na própria vontade, esquece-sequeocoraçãodohomeméenganoso (Jr.17:9).
  • 24. - Segundo ensino de Hagin – “rhema” - Da ideia da“força da mente”, expressa através de “fórmulasde fé”, chegamos à ideia de “rhema”, palavragrega que significa “palavra” e que, para Hagin,seria distinta de “logos”, cujo significado tambémé “palavra”.- “Rhema” - a palavra falada de Deus diretamenteà pessoa, dotada da mesma autoridade que asEscrituras - Hagin procura, assim, darlegitimidade a suas “visões” e “revelações”,esquecendo-se que a Palavra foi completamenterevelada por meio do Filho (Hb.1:1).
  • 25. - Refutação bíblica :a) No texto bíblico, não há distinção entre“rhema” e “logos”, termos que são sinônimos ese alternam nos escritos sagrados.b) Se “Rhema” é a “palavra da fé”, vem de Deuse não é resultado da vontade do homem.c) A palavra que nos mantém como filhos deDeus (Jo.15:3) é, no texto bíblico, “logos” e não“rhema”d) A revelação de Deus completou-se em Jesus,o “Logos” de Deus (Jo.1:1; Hb.1:1)
  • 26. - Terceiro ensino de Hagin – a “determinação” –“…Não precisamos pedir a bênção e simdeterminar, exigir, mandar, ou seja: tomar possedaquilo que aprendemos pela Palavra que nospertence.(…).Quando o Senhor nos dá umarevelação, junto a ela Ele nos dá a bênção.(…).A partir de agora, não precisamos mais orarpedindo a cura, a prosperidade ou a vitória sobreas tentações. Mas, determinar ou exigir que o malsaia da nossa vida.…” (R.R. Soares)- Uma vez “revelada” a bênção, o que se dá pormeio de “rhema”, devemos “determinar”,“confessar” – “O que eu confesso, eu possuo”. É oque estaria escrito em Jo.14:13.
  • 27. - “…determinar não é ordenar a Deus e sim ao diaboque tire de nós suas garras e desapareça de nossasvidas, de nosso dinheiro e de nossas famílias…” (R.R.Soares)- Refutação bíblica:a) Em Jo.14:13, a palavra “aitesete”(αίτήσητε)significa , “pedirdes”, “suplicardes”, “requererdes”,“implorardes”, ou seja, em momento algum se deixade ter o significado de “pedido”, de “reconhecimentode autoridade superior”b) o salvo não está sob o domínio de Satanás e, porisso, não precisa mandar que ele se retire de nossasvidas, pois já estamos nas mãos do Senhor (Sl.91:1,2;Jo.6:37; 10:28)
  • 28. - Refutação bíblica (continuação):c) ser salvo é viver em constante luta contra omal, luta que só terminará com a glorificação(Mt.16:18; Ef.6:12,13; II Tm.4:7,8). Até lá o diabo nãodesaparecerá da nossa frente.d) se o diabo nos atingiu, isto decorre depermissão divina como resultado de umaprovação, que nos trará benefícios ao final doprocesso (Rm.8:28), ou é fruto da lei da ceifa(Gl.6:7,8) e, neste caso, cumpre-nos glorificar aDeus porque, apesar das adversidades, sabemosque a nossa salvação está garantida por CristoJesus.
  • 29. -Fatores que explicam o aumento dosadeptos da teologia da prosperidade:-a) mensagem está de acordo com omaterialismo e individualismo reinantesno mundo de hoje;-b) há grande falta de conhecimento daPalavra de Deus por parte dos crentes;-c) mensagem atraente abre as portas paraos pregadores da prosperidade na mídia,que é muito mais frequentada peloscrentes do que as igrejas locais.
  • 30. - Como enfrentar a teologia da prosperidade nasigrejas locais?a) Voltando ao estudo da Palavra e à pregação doevangelho genuíno, principalmente dando primaziaàs bênçãos espirituaisb) Voltando a uma vida de santificação econsagração, para que haja, inclusive, a satisfaçãodas necessidades físicas e materiais do povo,mediante a confirmação da palavra pelos sinais.c) Alertando os ouvintes da mensagem daprosperidade antes que eles venham a serinoculados pelo “veneno da decepção com Deus”, overdadeiro objetivo satânico atrás da “teologia daprosperidade”
  • 31. - “…Não há coisa alguma errada com oscristãos sendo pensadores positivos e éuma boa coisa viver uma vida positiva emCristo, sabendo que “maior é O que estáem nós, do que o que está no mundo”. Masnós não deveríamos confundir nossopensamento positivo natural como sendoaquela coisa que resolverá todos osnossos problemas terrenos e que nos põeno assento de um Cadillac novo todoano…” (Elwin R. Roach)
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